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Um problema é uma determinada questão ou um determinado assunto que requer uma solução. Trata-se de um
obstáculo ao nosso conhecimento e/ou à nossa ação.
A nível social, trata-se de um assunto particular que, uma vez resolvido, se torna benéfico para a sociedade (por
exemplo, conseguir diminuir a taxa de pobreza de um país).
Para as ciências matemáticas, um problema é uma questão sobre objetos e estruturas que requer uma explicação
e demonstração. Por outras palavras, um problema matemático consiste na busca de uma determinada entidade
matemática que permita satisfazer as condições do problema.
Por outro lado, chama-se problema didático ao exercício de raciocínio que se pode resolver com a aplicação da
matemática e da lógica. Desta forma, um problema deste tipo deve contar com três elementos básicos(1) os
dados necessários para resolvê-lo (sempre explícitos), (2)o método ou a relação entre os dados (que é aquilo que
o estudante deve averiguar) e o (3)resultado procurado (ao qual se chega depois de seguir certas regras de
raciocínio e hipóteses/suposições que surgem dos dados). (http://conceito.de/problema) (Texto Adaptado)
Método para a resolução de problemas
Para resolver um problema é necessário:
a) Formulá-lo de forma clara. Para isso pode-se começar por levantar questões sobre o que para nós é
problemático. Um problema pode ser explorado através de muitas questões. Por exemplo, o problema da pobreza
pode ser explorado pelas seguintes questões: o que é a pobreza? Quais as causas da pobreza? Como se pode
eliminar a pobreza? Quais as consequências da pobreza? Etc.
Aqui é, também, importante, identificar e definir os conceitos relacionados com o problema. A construção de
mapas conceptuais pode ser uma ajuda importante nesta fase.
b) Procurar dados que permitam compreender o que está em causa e que possam servir para encontrar uma
resposta. Em relação ao exemplo dado, podemos procurar dados estatísticos sobre a pobreza (em Portugal e no
mundo), investigar na Internet ou em enciclopédias a forma como as ciências humanas abordam esse problema e
as respostas que propõem (a economia e a sociologia podem, neste caso, respostas importantes).
c) Formular uma hipótese que possa servir de resposta (de solução) para o problema. Essa hipótese deve ser
racional (deve ser lógica/ consistente), objetiva (deve assentar em factos/ dados reais que não sejam produto da
nossa imaginação, ou meras opiniões sem fundamento).
d) Fundamentar a hipótese com argumentos sólidos (que podemos esperar que sejam aceites pelas outras
pessoas se estas usarem a sua razão para os analisar, ou seja, os argumentos devem ser lógicos e estar de
acordo com a realidade).
	
  
“Para formular o problema, devemos transformar o tema numa pergunta. Por isso, o melhor caminho para a
redação da problemática no corpo do texto de um projeto é utilizar uma de frase interrogativa.
Em geral, os pesquisadores nas ciências sociais e nas ciências naturais têm em mente perguntas de relação
causal ou aquelas que visam conceptualizar e descrever a ocorrência de um determinado fenómeno.
O que é e como ocorre o fenómeno? Porque é que ele se manifesta? Quais são os seus efeitos e impactos? Estas
são algumas das formulações lógicas que podem orientar uma problematização, dependendo, é claro, do objetivo
do pesquisador. Uma pesquisa que investigue a relação causal, por exemplo, terá que questionar acerca da causa
do fenómeno e não sobre como o mesmo se dá. Este último enfoque resultaria em uma pesquisa descritiva e
não explicativa.”	
  http://metodologiadapesquisa.blogspot.pt/2008/11/formulao-do-problema.html (pesquisado no dia 20/09/2015 - 18:00h)
	
  
A diferença entre descrever e explicar
Quando descrevemos um fenómeno procuramos dizer como ele ocorre.
É possível descrever fenómenos cujas causas desconhecemos. É geralmente assim que os cientistas começam
as suas investigações – começam por observar os fenómenos problemáticos para poderem recolher o máximo de
dados que possam servir de base a uma resposta.
Assim, a questão ‘como?’ é uma das primeiras a serem colocadas. Podemos não saber o que é um eclipse solar
(quais as suas causas verdadeiras) mas podemos descrever a sua ocorrência se assistirmos ao fenómeno. Os
cientistas ao longo da história conseguiram, a partir daí, chegar às causas desse fenómeno. A observação é,
portanto, o nosso ponto de partida.
Explicamos um fenómeno quando somos capazes de indicar as suas causas e, também, de prever os seus
efeitos. No caso do eclipse solar, podemos explicá-lo se soubermos que a sua causa é a interposição da Lua entre
a Terra e o Sol que impede a luz solar de chegar à Terra.
Aqui destacam-se as questões: Porquê? Para quê? Com que resultado?
	
  

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O que é um problema.pdf

  • 1. O que é um problema? Como se resolvem problemas? Caixa de Ferramentas   Esta  ficha  pode  ser  usada  em  todos  os  módulos         Um problema é uma determinada questão ou um determinado assunto que requer uma solução. Trata-se de um obstáculo ao nosso conhecimento e/ou à nossa ação. A nível social, trata-se de um assunto particular que, uma vez resolvido, se torna benéfico para a sociedade (por exemplo, conseguir diminuir a taxa de pobreza de um país). Para as ciências matemáticas, um problema é uma questão sobre objetos e estruturas que requer uma explicação e demonstração. Por outras palavras, um problema matemático consiste na busca de uma determinada entidade matemática que permita satisfazer as condições do problema. Por outro lado, chama-se problema didático ao exercício de raciocínio que se pode resolver com a aplicação da matemática e da lógica. Desta forma, um problema deste tipo deve contar com três elementos básicos(1) os dados necessários para resolvê-lo (sempre explícitos), (2)o método ou a relação entre os dados (que é aquilo que o estudante deve averiguar) e o (3)resultado procurado (ao qual se chega depois de seguir certas regras de raciocínio e hipóteses/suposições que surgem dos dados). (http://conceito.de/problema) (Texto Adaptado) Método para a resolução de problemas Para resolver um problema é necessário: a) Formulá-lo de forma clara. Para isso pode-se começar por levantar questões sobre o que para nós é problemático. Um problema pode ser explorado através de muitas questões. Por exemplo, o problema da pobreza pode ser explorado pelas seguintes questões: o que é a pobreza? Quais as causas da pobreza? Como se pode eliminar a pobreza? Quais as consequências da pobreza? Etc. Aqui é, também, importante, identificar e definir os conceitos relacionados com o problema. A construção de mapas conceptuais pode ser uma ajuda importante nesta fase. b) Procurar dados que permitam compreender o que está em causa e que possam servir para encontrar uma resposta. Em relação ao exemplo dado, podemos procurar dados estatísticos sobre a pobreza (em Portugal e no mundo), investigar na Internet ou em enciclopédias a forma como as ciências humanas abordam esse problema e as respostas que propõem (a economia e a sociologia podem, neste caso, respostas importantes). c) Formular uma hipótese que possa servir de resposta (de solução) para o problema. Essa hipótese deve ser racional (deve ser lógica/ consistente), objetiva (deve assentar em factos/ dados reais que não sejam produto da nossa imaginação, ou meras opiniões sem fundamento). d) Fundamentar a hipótese com argumentos sólidos (que podemos esperar que sejam aceites pelas outras pessoas se estas usarem a sua razão para os analisar, ou seja, os argumentos devem ser lógicos e estar de acordo com a realidade).   “Para formular o problema, devemos transformar o tema numa pergunta. Por isso, o melhor caminho para a redação da problemática no corpo do texto de um projeto é utilizar uma de frase interrogativa. Em geral, os pesquisadores nas ciências sociais e nas ciências naturais têm em mente perguntas de relação causal ou aquelas que visam conceptualizar e descrever a ocorrência de um determinado fenómeno. O que é e como ocorre o fenómeno? Porque é que ele se manifesta? Quais são os seus efeitos e impactos? Estas são algumas das formulações lógicas que podem orientar uma problematização, dependendo, é claro, do objetivo do pesquisador. Uma pesquisa que investigue a relação causal, por exemplo, terá que questionar acerca da causa do fenómeno e não sobre como o mesmo se dá. Este último enfoque resultaria em uma pesquisa descritiva e não explicativa.”  http://metodologiadapesquisa.blogspot.pt/2008/11/formulao-do-problema.html (pesquisado no dia 20/09/2015 - 18:00h)   A diferença entre descrever e explicar Quando descrevemos um fenómeno procuramos dizer como ele ocorre. É possível descrever fenómenos cujas causas desconhecemos. É geralmente assim que os cientistas começam as suas investigações – começam por observar os fenómenos problemáticos para poderem recolher o máximo de dados que possam servir de base a uma resposta. Assim, a questão ‘como?’ é uma das primeiras a serem colocadas. Podemos não saber o que é um eclipse solar (quais as suas causas verdadeiras) mas podemos descrever a sua ocorrência se assistirmos ao fenómeno. Os cientistas ao longo da história conseguiram, a partir daí, chegar às causas desse fenómeno. A observação é, portanto, o nosso ponto de partida. Explicamos um fenómeno quando somos capazes de indicar as suas causas e, também, de prever os seus efeitos. No caso do eclipse solar, podemos explicá-lo se soubermos que a sua causa é a interposição da Lua entre a Terra e o Sol que impede a luz solar de chegar à Terra. Aqui destacam-se as questões: Porquê? Para quê? Com que resultado?