DORTORÁCICA, IAMSEM
SUPRADESNÍVEL DO
SEGMENTOST, IAMCOM
SUPRADESNÍVEL DO
SEGMENTOST
Classificação dos tipos de dor torácica
No manejo inicial ao paciente com dor torácica, a classificação do tipo da dor ajuda no
diagnóstico da angina. Para isso, 3 principais características são levadas em consideração, são
elas:
• Localização (retroesternal) e caracteres típicos como dor em compressão, queimação ou
constrição;
• Irradiação para braço esquerdo, pescoço, região epigástrica, ombro ou mandíbula e sintomas
associados; e
• Dor desencadeada por esforço (ou que piora com estresse e frio) e que melhora com repouso
ou com uso de nitrato.
Assim, ela é dividida em 4 tipos que ajudam, por exemplo, na estratificação dos riscos
associados, a classificação é feita da seguinte forma
Tipos de dor torácica
• Tipo A: quando a dor é definitivamente anginosa.Apresenta as 3 principais
características clássicas;
• Tipo B: a dor é classificada como sendo provavelmente anginosa, apresenta 2
características típicas;
• Tipo C: tida como provavelmente não anginosa, com apenas 1 característica típica;
• Tipo D: representada como sendo definitivamente não anginosa, não apresenta nenhuma
das características necessárias.
Fatores de risco
• Idade: homens com mais de 45 anos e mulheres com mais de 55 anos;
• História familiar positiva;
• Sexo masculino;
• Dislipidemia;
• Diabetes Mellitus;
• HAS;
• Insuficiência renal;
• Tabagismo;
• Uso de drogas ilícitas, com destaque para anfetaminas e cocaína; e
• Aterosclerose já diagnosticada.
CASO CLÍNICO
▸ Homem de 50 anos, tabagista, etilista social, relata que estava fazendo caminhada e
subitamente começou a apresentar dor torácica moderada, em aperto com
irradiação para membro superior direito.
▸ Diz que há uma leve melhora com o repouso
▸ Exame físico sem alterações
O QUE FAZER INICIALMENTE DIANTE DE UM PACIENTECOM DORTORÁCICA?
ABORDAGEM INICIAL
• Monitorização
• Punciona acesso venoso
• ECG em até dez minutos - seriado
• Solicito RX de tórax
• TROPONINA
• Exames laboratoriais
RESULTADO DO ECG:
NORMAL
DEFINIÇÃO
DORTORÁCICAAGUDA SEM SUPRADESNIVELAMENTO
PERSISTENTE DO SEGMENTO ST,
NESTEGRUPO, ESTÃO OS PACIENTES COM ANGINA INSTÁVEL -
SEMALTERAÇÕES DE MARCADORES DE NECROSE MIOCÁRDICA-, E
AQUELESCOM (IAMSSST), QUANDO HÁ ELEVAÇÃO DE
MARCADORES DE NECROSE MIOCÁRDICA.O DIAGNÓSTICO É
CONFIRMADOQUANDO HÁ PRESENÇA DE ISQUEMIA NA LESÃO
MIOCÁRDICAAGUDA, CONFIRMADA POR ELEVAÇÃO NOS NÍVEIS
DETROPONINA
Troponina como principal marcador de necrose miocárdica
• Quando a troponina ultrassensível estiver
disponível, a dosagem sérica deve ser
realizada na admissão e reavaliada em 1
hora ou até 2 horas.
• Caso indisponível, a troponina convencional
deve ser coletada na admissão e repetida
pelo menos uma vez, 3 a 6 horas após, caso a
primeira dosagem seja normal ou
discretamente elevada. Em casos em que
somente a troponina qualitativa (positiva ou
negativa) ou nenhuma troponina esteja
disponível a CK-MB massa pode ser
utilizada. A mioglobina não é mais
preconizada para o diagnóstico de SCA.
Troponina como principal marcador de necrose miocárdica
CONDUZINDO DORTORÁCICA
MORFINA ▸ Diminui a absorção das medicações orais ▸ Opção seria a Meperidina ▸ Na prática, usamos em casos
sem resposta com nitrato
OXIGÊNIO ▸ Hiperóxia aumenta mortalidade ▸ Ofertar somente se saturação menor que 90%
NITRATO ▸ Isordil 5 mg, um comprimido sublingual a cada 5 minutos
▸ Nitroglicerina, 10 ml + 240 ml de SG 5%, correr EV em BIC, iniciar a 2 ml/h e tatear de acordo com a dor
▸Pacientes sem melhora da dor com o uso de nitrato, mesmo que em doses altas, deve-se prosseguir com
angioplastia em até duas horas
▸ Fora controle dos sintomas, não há indicação do nitrato - Cuidado em usuários de sildenafil ou suspeita de infarto
de ventrículo direito
AAS ▸ 300 mg, mastigados, agora! ▸ 100 mg, via oral, nos dias seguintes ▸Todos os pacientes devem receber ▸ A
única contraindicação seria reação anafilática grave prévia
BETABLOQUEADOR ▸ Metroprolol, 25 a 100 mg, via oral, uma vez ao dia (comprimidos de 25, 50 e 100 mg) ▸
Propranolol, 10 a 80 mg, via oral, de 8/8 horas (comprimidos de 10, 40 e 80 mg) ▸ Buscar alvo de frequência cardíaca
em torno de 60 bpm ▸ Cuidado em pacientes já hipotensos, > 70 anos, asmáticos, pacientes com frequência já baixa
CLOPIDOGREL ▸ Clopidogrel 75 mg, 4 comprimidos (300 mg) via oral, agora ▸ Clopidogrel, 75 mg, 1 comprimido
via oral nos dias seguintes ▸ Pacientes com mais de 75 anos não devem receber a dose de ataque ▸ Pacientes que
vão para cateterismo em menos de 6 horas devem receber 600 mg
HEPARINA
Opções: Heparina não fracionada : Deve ser usada em bomba de infusão com ajuste doTTPA a cada seis horas
▸ Enoxaparina - É usada subcutânea, mais prática, mas deve-se ter cuidado em pacientes renais crônicos, > 75
anos, muito emagrecidos ou muito obesos
Heparina não fracionada: ▸ 12.500 UI subcutânea de 12/12 horas (atenção a apresentação)
▸ Enoxaparina: ▸ 1 mg/kg de 12/12 horas
CONDUZINDO DORTORÁCICA
OUTRAS MEDICAÇÕES
▸ Estatinas: Atorvastatina, 40 mg via oral uma vez ao dia para
todos os pacientes (meta de LDL de 50)
▸ IECA: ▸ Enalapril, 5 a 20 mg via oral de 12/12 horas para
aqueles com fração de ejeção reduzida, hipertensão prévia ou
diabetes
▸ Espironolactona: 25 mg via oral, uma vez ao dia para
aqueles com fração de ejeção menor que 40% + diabetes, ou
insuficiência cardíaca
▸ Glicemia < 180
CONDUZINDO DORTORÁCICA
RISCO
ESCORES DE GRAVIDADE
▸TIMI
▸ GRACE
▸ HEART
SCORE NA
CONDUTA
USANDO OS SCORES
▸ Baixo risco - considerar alta hospitalar com avaliação cardiológica o mais
breve possível
▸ Risco intermediário - Estratificação não invasiva com angiotomografia de
coronárias, teste ergométrico
ou cintilografia (não havendo no seu serviço, estratégia invasiva)
▸ Risco alto - Estratificação invasiva (cateterismo)
▸ < 2 horas - instabilidade hemodinâmica ou elétrica
▸ < 24 horas - Dor mal controlada, infartos “extensos”
▸ < 72 horas - Paciente com dor controlada, eletro normal e etc
Pacientes com angina refratária e/ou instabilidade hemodinâmica e/ou
elétrica (sem comorbidades graves ou contraindicações para esses
procedimentos) devem ser levados ao laboratório de hemodinâmica o
quanto antes....
Trazendo o teste ergométrico para dentro do hospital
• Em pacientes de baixo risco, sem alterações nos marcadores de necrose
miocárdica com 9 a 12 horas de observação podem ser encaminhados ao
teste ergométrico ainda na unidade hospitalar e não mais a nível
ambulatorial. Este exame pode ser utilizado como critério de alta, pois
sua normalidade está atrelada a um baixo risco de eventos
cardiovasculares. No entanto, devem ser afastadas as situações de SCA
de moderado a alto risco, doenças agudas da aorta, tromboembolismo
pulmonar, miocardite e pericardite, pois são contraindicações
absolutas para realização desse exame.
Referências Bibliográficas
https://abccardiol.org/wp-content/uploads/articles_xml/0066-782X-abc-117-01-0181/0066-782X-abc-117-01-
0181.x44344.pdf - Nicolau et al. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Angina Instável e Infarto
Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento ST – 2021 ACESSO 29/03/2023
Obrigada!

dor torácica

  • 1.
    DORTORÁCICA, IAMSEM SUPRADESNÍVEL DO SEGMENTOST,IAMCOM SUPRADESNÍVEL DO SEGMENTOST
  • 2.
    Classificação dos tiposde dor torácica No manejo inicial ao paciente com dor torácica, a classificação do tipo da dor ajuda no diagnóstico da angina. Para isso, 3 principais características são levadas em consideração, são elas: • Localização (retroesternal) e caracteres típicos como dor em compressão, queimação ou constrição; • Irradiação para braço esquerdo, pescoço, região epigástrica, ombro ou mandíbula e sintomas associados; e • Dor desencadeada por esforço (ou que piora com estresse e frio) e que melhora com repouso ou com uso de nitrato. Assim, ela é dividida em 4 tipos que ajudam, por exemplo, na estratificação dos riscos associados, a classificação é feita da seguinte forma
  • 3.
    Tipos de dortorácica • Tipo A: quando a dor é definitivamente anginosa.Apresenta as 3 principais características clássicas; • Tipo B: a dor é classificada como sendo provavelmente anginosa, apresenta 2 características típicas; • Tipo C: tida como provavelmente não anginosa, com apenas 1 característica típica; • Tipo D: representada como sendo definitivamente não anginosa, não apresenta nenhuma das características necessárias.
  • 4.
    Fatores de risco •Idade: homens com mais de 45 anos e mulheres com mais de 55 anos; • História familiar positiva; • Sexo masculino; • Dislipidemia; • Diabetes Mellitus; • HAS; • Insuficiência renal; • Tabagismo; • Uso de drogas ilícitas, com destaque para anfetaminas e cocaína; e • Aterosclerose já diagnosticada.
  • 5.
    CASO CLÍNICO ▸ Homemde 50 anos, tabagista, etilista social, relata que estava fazendo caminhada e subitamente começou a apresentar dor torácica moderada, em aperto com irradiação para membro superior direito. ▸ Diz que há uma leve melhora com o repouso ▸ Exame físico sem alterações O QUE FAZER INICIALMENTE DIANTE DE UM PACIENTECOM DORTORÁCICA?
  • 6.
    ABORDAGEM INICIAL • Monitorização •Punciona acesso venoso • ECG em até dez minutos - seriado • Solicito RX de tórax • TROPONINA • Exames laboratoriais RESULTADO DO ECG: NORMAL
  • 7.
    DEFINIÇÃO DORTORÁCICAAGUDA SEM SUPRADESNIVELAMENTO PERSISTENTEDO SEGMENTO ST, NESTEGRUPO, ESTÃO OS PACIENTES COM ANGINA INSTÁVEL - SEMALTERAÇÕES DE MARCADORES DE NECROSE MIOCÁRDICA-, E AQUELESCOM (IAMSSST), QUANDO HÁ ELEVAÇÃO DE MARCADORES DE NECROSE MIOCÁRDICA.O DIAGNÓSTICO É CONFIRMADOQUANDO HÁ PRESENÇA DE ISQUEMIA NA LESÃO MIOCÁRDICAAGUDA, CONFIRMADA POR ELEVAÇÃO NOS NÍVEIS DETROPONINA
  • 8.
    Troponina como principalmarcador de necrose miocárdica
  • 9.
    • Quando atroponina ultrassensível estiver disponível, a dosagem sérica deve ser realizada na admissão e reavaliada em 1 hora ou até 2 horas. • Caso indisponível, a troponina convencional deve ser coletada na admissão e repetida pelo menos uma vez, 3 a 6 horas após, caso a primeira dosagem seja normal ou discretamente elevada. Em casos em que somente a troponina qualitativa (positiva ou negativa) ou nenhuma troponina esteja disponível a CK-MB massa pode ser utilizada. A mioglobina não é mais preconizada para o diagnóstico de SCA. Troponina como principal marcador de necrose miocárdica
  • 10.
    CONDUZINDO DORTORÁCICA MORFINA ▸Diminui a absorção das medicações orais ▸ Opção seria a Meperidina ▸ Na prática, usamos em casos sem resposta com nitrato OXIGÊNIO ▸ Hiperóxia aumenta mortalidade ▸ Ofertar somente se saturação menor que 90% NITRATO ▸ Isordil 5 mg, um comprimido sublingual a cada 5 minutos ▸ Nitroglicerina, 10 ml + 240 ml de SG 5%, correr EV em BIC, iniciar a 2 ml/h e tatear de acordo com a dor ▸Pacientes sem melhora da dor com o uso de nitrato, mesmo que em doses altas, deve-se prosseguir com angioplastia em até duas horas ▸ Fora controle dos sintomas, não há indicação do nitrato - Cuidado em usuários de sildenafil ou suspeita de infarto de ventrículo direito AAS ▸ 300 mg, mastigados, agora! ▸ 100 mg, via oral, nos dias seguintes ▸Todos os pacientes devem receber ▸ A única contraindicação seria reação anafilática grave prévia BETABLOQUEADOR ▸ Metroprolol, 25 a 100 mg, via oral, uma vez ao dia (comprimidos de 25, 50 e 100 mg) ▸ Propranolol, 10 a 80 mg, via oral, de 8/8 horas (comprimidos de 10, 40 e 80 mg) ▸ Buscar alvo de frequência cardíaca em torno de 60 bpm ▸ Cuidado em pacientes já hipotensos, > 70 anos, asmáticos, pacientes com frequência já baixa
  • 11.
    CLOPIDOGREL ▸ Clopidogrel75 mg, 4 comprimidos (300 mg) via oral, agora ▸ Clopidogrel, 75 mg, 1 comprimido via oral nos dias seguintes ▸ Pacientes com mais de 75 anos não devem receber a dose de ataque ▸ Pacientes que vão para cateterismo em menos de 6 horas devem receber 600 mg HEPARINA Opções: Heparina não fracionada : Deve ser usada em bomba de infusão com ajuste doTTPA a cada seis horas ▸ Enoxaparina - É usada subcutânea, mais prática, mas deve-se ter cuidado em pacientes renais crônicos, > 75 anos, muito emagrecidos ou muito obesos Heparina não fracionada: ▸ 12.500 UI subcutânea de 12/12 horas (atenção a apresentação) ▸ Enoxaparina: ▸ 1 mg/kg de 12/12 horas CONDUZINDO DORTORÁCICA
  • 12.
    OUTRAS MEDICAÇÕES ▸ Estatinas:Atorvastatina, 40 mg via oral uma vez ao dia para todos os pacientes (meta de LDL de 50) ▸ IECA: ▸ Enalapril, 5 a 20 mg via oral de 12/12 horas para aqueles com fração de ejeção reduzida, hipertensão prévia ou diabetes ▸ Espironolactona: 25 mg via oral, uma vez ao dia para aqueles com fração de ejeção menor que 40% + diabetes, ou insuficiência cardíaca ▸ Glicemia < 180 CONDUZINDO DORTORÁCICA
  • 13.
  • 14.
    SCORE NA CONDUTA USANDO OSSCORES ▸ Baixo risco - considerar alta hospitalar com avaliação cardiológica o mais breve possível ▸ Risco intermediário - Estratificação não invasiva com angiotomografia de coronárias, teste ergométrico ou cintilografia (não havendo no seu serviço, estratégia invasiva) ▸ Risco alto - Estratificação invasiva (cateterismo) ▸ < 2 horas - instabilidade hemodinâmica ou elétrica ▸ < 24 horas - Dor mal controlada, infartos “extensos” ▸ < 72 horas - Paciente com dor controlada, eletro normal e etc Pacientes com angina refratária e/ou instabilidade hemodinâmica e/ou elétrica (sem comorbidades graves ou contraindicações para esses procedimentos) devem ser levados ao laboratório de hemodinâmica o quanto antes....
  • 15.
    Trazendo o testeergométrico para dentro do hospital • Em pacientes de baixo risco, sem alterações nos marcadores de necrose miocárdica com 9 a 12 horas de observação podem ser encaminhados ao teste ergométrico ainda na unidade hospitalar e não mais a nível ambulatorial. Este exame pode ser utilizado como critério de alta, pois sua normalidade está atrelada a um baixo risco de eventos cardiovasculares. No entanto, devem ser afastadas as situações de SCA de moderado a alto risco, doenças agudas da aorta, tromboembolismo pulmonar, miocardite e pericardite, pois são contraindicações absolutas para realização desse exame.
  • 16.
    Referências Bibliográficas https://abccardiol.org/wp-content/uploads/articles_xml/0066-782X-abc-117-01-0181/0066-782X-abc-117-01- 0181.x44344.pdf -Nicolau et al. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento ST – 2021 ACESSO 29/03/2023
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