A Economia da Informação

      Marcelo Coutinho
Informação
           Dado
        (estrutura)


Ambiental        Semântico
 (físico)        (conteúdo)



       Instrucional           Factual


                      Falso         Verdadeiro



      Intencional        Não-intencional
       (mentira)              (erro)              CONHECIMENTO
                                     Informação
                                                             Fonte: Floridi, 2010
Tecnologia
• Tecnologia: (palavra grega, “tratado sobre uma
  arte”). SF. Conjunto de
  conhecimentos, especialmente princípios
  científicos, que se aplicam a um determinado ramo
  de atividade. (Dicionário Aurélio)
• Technè: a arte de fazer coisas
• “The essence of technology is by no means anything
  technological” – Heidegger;
A Evolução da Sociedade e de sua
             forma de organização


Nômade       Agrícola     Industrial      Informação
Pequenos     Hierarquia    Burocracia            Redes
 Grupos




                                        Fonte: Castells, 1998
Primeiro Censo: Egito, 3.400 AC
A primeira impressora no Brasil
1840: Samuel Morse
1880: Graham Bell
1889: Hermann Hollerith
1890: Rádio
1930/1940: Allan Touring e a Enigma
1934: Televisão
1945 - ENIAC
Manutenção
Norbert Winner (1948)
Cybernetics: Control and Communication in the
  Animal and the Machine
  – A sobrevivência de um “sistema” (seres vivos,
    máquinas ou sociedades) depende da capacidade
    que eles têm em utilizar a informação para se
    auto-regular, aumentando assim suas chances de
    sobrevivência
Shannon (1948)
• A Mathematical Theory of Communication,
• Tratar qualquer informação de maneira quantitativa, independente
  do seu significado: “informação” passava a ser uma medida “pura”
  da comunicação entre dois pontos. Para dar um tratamento
  matemático para esta troca de informação, Shanon foi o primeiro a
  utilizar uma medida binária para mensurar mensagens, o bit (binary
  digit). De acordo com esses princípios, toda mensagem pode ser
  tratada como um conjunto de zeros e uns, permitindo medir a
  capacidade de transmissão de qualquer tecnologia de comunicação.
• “The fundamental problem of communication is that of
  reproducing at one point either exactly or approximately a message
  selected at another point. Frequently the messages have meaning;
  that is, they refer to or are correlated according to some system
  with certain physical or conceptual entities. These semantic aspects
  of communication are irrelevant to the engineering problem”
1959 – Os primeiros sistemas comerciais
1972 – O primeiro computador pessoal
Date      Drive info   Size     Cost        $/GB
                Morrow
January 1980                 26MB   $5,000.00   $193,000.00
                Systems
                Western
March 1989                   40MB   $1,199.00    $36,000.00
                Digital
February 1999   Quantum      8GB    $299.99         $43.10
July 2009        Hitachi     1TB     $74.99           $0.07




                                                     Fonte: MIT
1989: A Web no CERN
Fonte: OECD, Telegeograhpy
Schumpeter: A Destruição Criativa
             • O Klismo atravessa ciclos
               regulares de destruição de
               modos de produção que liberam
               as forças produtivas para
               estabelecer novos padrões
             • Ao longo do século XX, a
               tecnologia adquiriu cada vez
               mais o caráter de força
               “disruptiva” dos modelos de
               produção
             • Inovações tecnológicas muitas
               vezes mudam em poucos anos
               todo um setor da economia,
               embora inicialmente elas foram
               desenvolvidas para aplicações
               completamente diferentes
Impactos da Digitalização
• Economia:
   – Redes de propriedade (circulação do capital), produção (redução dos
     custos de coordenação), trabalho e comércio (redução dos custos de
     distribuição) não estão mais limitadas pela geografia;


• Sociedade:
   – Novos formatos de circulação de valores e normas possibilitam a
     formação de novas redes de relacionamento;


• Indivíduos:
   – Múltiplas formas de identidade e consumo


  “A explosão no volume de informação está levando ao
   aparecimento de novos formatos de identidade e
   relacionamento social” – Marc Zuckerberg em palestra na FGV,
   agosto de 2009
Uma nova forma de organização do
   trabalho e da reprodução do capital
• Machlup (1962) “A Produção e a Distribuição do
  Conhecimento nos Estados Unidos”
• Touraine (1968) La Société Post-Industrielle
• Drucker (1969) A Sociedade do Conhecimento
• Bell (1973) The Coming of Post-Industrial Society
• Porat (1977) A Economia da Informação
• Masuda (MITI, Japão, 1981): A Sociedade da
  Informação
• 1982: O computador é escolhido “Homem do Ano”
  pela Revista Time
• Castells (1996) A Sociedade em Rede
Geração de Valor Klismo Industrial =
Capital+Trabalho+Energia+Matéria
         Prima+Processos
“Sociedade da Informação” é “definida” por
  exclusão: maior parte do PIB não está na
  agricultura, na indústria ou no comércio
Capitalismo Cognitivo
O que é uma empresa?
                                 Value chain


                        Production Value                  Client Value


                                               Product                   Consumer/
                                                             Retail
  Suppliers   Project    Supply Manuf. Deliver                            Market
                                               Planning    Operations
                                                                           Mng.

                            Intracompany operations (trad.)


É a combinação ordenada de material e informação para
suprir, fabricar e entregar bens e serviços ao mercado
consumidor.

                                                  Fonte: HBS, Strategic Management
Impactos da Digitalização
• Economia:
   – Redes de propriedade (circulação do capital), produção (redução dos
     custos de coordenação), trabalho e comércio (redução dos custos de
     distribuição) não estão mais limitadas pela geografia;


• Sociedade:
   – Novos formatos de circulação de valores e normas possibilitam a
     formação de novas redes de relacionamento;


• Indivíduos:
   – Múltiplas formas de identidade e consumo


  “A explosão no volume de informação está levando ao
   aparecimento de novos formatos de identidade e
   relacionamento social” – Marc Zuckerberg em palestra na FGV,
   agosto de 2009
Criar


  Reciclar ou
                                                  Coletar
    apagar




                         Informação

Usar                                                 Armazenar




            Distribuir                Processar



                                                            Fonte: Floridi, 2010
• “All business are
  information business.
  The main task for the
  companies           and
  managers that want
  to     survive      and
  triumph in the XXI
  century is to use
  information to create
  value       for       all
  participants in the
  value chain, from
  suppliers to clients”
Claude Shannon
• “A palavra ‘informação’ recebeu diversos
  significados por diversos autores em diversos
  campos. Possivelmente, alguns desses
  significados são suficientemente úteis, em
  certas condições, para merecer um estudo
  mais aprofundado e um reconhecimento
  permanente. Mas dificilmente um único
  conceito vai dar conta de satisfazer as
  numerosas aplicações da Teoria da Informação
  em geral”.
Uma definição
       economicamente operacional
• Bens informacionais
  são qualquer coisa que
  possa ser digitalizada
  – Resultados de jogos,
    livros, revistas,
    cotações, filmes, bancos
    de dados, música, etc




           Shapiro e Varian
Bens Informacionais
• Custo fixo elevado e custo marginal
  desprezível;
• Valor determinado com base no consumidor e
  não com base nos custos;
• Estratégias de preços diferenciadas
    – Versões
•   Direitos de Propriedade
•   Custos de Mudança
•   Redes e Externalidades
•   Padrões de Compatibilidade
Informação é uma commodity
• Depende das condições de mercado
  – Jornais pagos x gratuitos
• Tecnologia permite aumentar a oferta de bens
  concorrentes, forçando diminuição das
  margens
“In an information-rich world, the
 wealth of information means a
 dearth of something else: a scarcity
 of whatever it is that information
 consumes.        What information
 consumes is rather obvious: the
 attention of its recipients. Hence a
 wealth of information creates a
 poverty of attention”.
                  Herbert Simon, 1971
               Nobel de Economia, 1978
FONTE: IBOPE, Set/09
1768: Três livreiros/impressores escocêses iniciam
a publicação de um apanhado sobre “todo
conhecimento disponível”: a Encyclopaedia
Brittannica
                                   Fonte: Blown to Bits
• Em 1974, os 32 volumes pesavam cerca de 60 quilos,
  com 44 milhões de palavras e contribuições de mais
  de 4 mil intelectuais, incluindo dezenas de prêmios
  Nobel. Era vendida por cerca de U$ 3.000, para um
  custo de U$ 300
• 1990: As vendas da Enciclopédia Britânica atingem
  um total de U$ 850 milhões
• 1992: MS lança a Encarta
• 1996: As vendas da Britânica cairam 50% em 5 anos
• Lançamento acesso on-line (U$ 1.200)
• 1998: A Enciclopédia Britânica é adquirida por uma
  empresa controlada pelo banqueiro sírio-brasileiro
  Jacob Safra por U$ 15 milhões
• 1999: Acesso online U$ 120
• 2001: Wikipedia


                                            Fonte: Blown to Bits
Fonte: Blown to Bits
Dinâmica de mercados comoditizados
• Busca de benefícios do baixo custo marginal /
  economias de escala (MS)
• Redução do preço médio (efeito do Kindle
  sobre os livros)
• Inovação Constante (Google)
• Personalização / Versões
Versões
• Venda o máximo possível de variações sobre uma
  estrutura básica (diferentes consumidores com
  diferentes necessidades)
  – Design
  – Comunicação
  – Diferentes experiências de consumo
Estratégias de Versão
• Tempo (delay)
• Interface
• Resolução de imagem / profundidade
• Velocidade de operação (download, por
  exemplo)
• Capacidade (leitura de múltiplos formatos, por
  exemplo)
• Assistência
Problemas em versões
• Criar barreiras que impeçam o “downgrade” de
  compradores no topo da pirâmide;
• Custo de manter diversas linhas de produtos
• Risco de criar confusão do usuário (um é pouco, 10 é
  muito) “regra de 3” (evitar escolhas extremas)
Empacotar “versões”
• Lógica do empacotamento:
  – aproveitar o custo marginal baixo para fazer o
    consumidor comprar coisas que utiliza muito pouco
  – Introduzir novos produtos
  – Sinergia de distribuição
• iTunes: faixa x álbum
• MS Office (Word+PowerPoint+Excell+Outlook+...)
• Estadão com Veja
Copyright
• Do ponto de vista econômico, são leis que oferecem
  um monopólio temporário ou parcial aos autores de
  um trabalho;
• Os consumidores comparam as opções de comprar ou
  dividir a informação/produto. Se o preço de posse for
  considerado elevado, vão optar pela divisão;
• Copyright e informação digital
   –   “Cópia perfeita”
   –   Custo marginal tende a zero
   –   Dificuldade para vigiar e punir
   –   Ao mesmo tempo que desestimula os autores, reduz muito
       as barreiras para criação e distribuição de novas obras
Copyright – possíveis modelos
• Venda o original tão barato quanto a cópia (leve em
  conta os custos/riscos de compra ou tente aumenta-los
  “artificialmente”)
• Crie barreiras técnicas (gato e rato)
• Inclua adicionais especiais que não são facilmente
  reproduzíveis (autógrafo, por exemplo)
• Acople serviços complementares (suporte, por
  exemplo)
• Assinaturas
• Personalização elevada
• Use o conteúdo como “veículo” para um
  serviço/produto não confiável
Criar padrões
• Desenvolver sistemas/ambientes que aumentem
  os custos de mudança (sua conta bancária, por
  exemplo)
• Desenvolva rapidamente uma grande base
  instalada (VHS x Betamax)
• Identifique (e entregue) para consumidores
  influentes (Intel x Blogueiros)
• Serviços de valor agregado para consumidores
  mais antigos (loyalty programs)
• Sistemas complementares (Apple)
Redes e Economias de Escala
• O número de usuários “cria” valor
   – Lei de Metcalfe: o valor de uma rede de tamanho “n” é
     proporcional a n2
   – Quanto mais gente usa, maior o valor para cada usuário
     individual

• Implicações
   – “Os ricos ficam mais ricos” (Barabási)
   – Uma vez atingido o “tipping point”, é muito difícil controlar
     sua expansão
   – Risco de situações “o vencedor leva tudo”

• MySpace x Facebook (e o Orkut…)
Mercados “o vencedor leva tudo”


                   100
                                                        Dominante
Market Share (%)




                    50                                   Competição




                                                        Marginal
                     0
                                            Tempo
                               Fonte: Adaptado de Shapiro e Varian, Information Rules
O “tipping point”
• Evolução
  – Melhor performance com compatibilidade (target:
    early majority)
• Revolução
  – Desenvolva o melhor produto ou serviço possível
    (target: “trendsetters”) LP x CD
Adoção de Tecnologia no Brasil no Brasil
         O Consumidor de Tecnologia



                  Classes de adotantes – Rearranjo de Moore /
                              Contexto Brasileiro


                                               desatualizados planejadores (BR)
                          Pragmáticos                Conservadores
     atualizados planejadores (BR)



atualizados consumistas (BR)                                      desatualizados
                  Visionários                              não-planejadores (BR)
      Entusiastas pela
      tecnologia                                            Céticos
           Mercado Inicial (abismo)   Mercado Principal

                                                           Fonte: IBOPE Inteligência
Fontes de vantagens competitivas
em mercados de redes informacionais
•   Controle da base instalada de consumidores
•   Copyright / Patentes
•   Inovação
•   “First mover”
•   Custos reduzidos
•   Complementaridade / Compatibilidade
•   Marca e Reputação

                           Fonte: Shapiro e Varian, Information Rules
Trabalho em Grupo
• Análise de um setor da economia e das
  estratégias empresarias dos principais players
  para o mercado digital
  –   Música (Gravadoras)
  –   Cinema / Filmes / Séries (Produtoras)
  –   Eventos Esportivos
  –   Editoras
  –   Jornais
  –   Emissoras RTV (aberta / cabo)
  –   Segmento específico (principais players)
A Economia da Mídia

   Marcelo Coutinho
Uma definição
       economicamente operacional
• Bens informacionais
  são qualquer coisa que
  possa ser digitalizada
  – Resultados de jogos,
    livros, revistas,
    cotações, filmes, bancos
    de dados, música, etc




           Shapiro e Varian
Bens Informacionais
• São commodities;
• Apresentam custo fixo elevado e custo marginal
  desprezível;
• Seu valor é determinado com base no
  consumidor e não com base nos custos;
• Estratégias de preços diferenciadas
  – Versões
  – Switching costs
• Oferta controlada por
  – Direitos de Propriedade
  – Redes e Externalidades
  – Padrões de Compatibilidade
Criar


  Reciclar ou
                                                  Coletar
    apagar




                         Informação

Usar                                                 Armazenar




            Distribuir                Processar



                                                            Fonte: Floridi, 2010
Mídia e Mercado
• Em uma economia
  capitalista não           A lei da oferta e da procura
  oligopolizada, qual o
  aspecto comum entre:
  –   Jornais
  –   Revistas
                           Oferta
  –   Estúdios de Cinema
  –   Emissoras de Rádio
  –   TV aberta
  –   TV por assinatura
                                         Procura
  –   Empresas de Mídia
      digital
A resposta para a lei da oferta e da procura em
    mercados não-oligopolizados: o preço

  Preço

          Demanda
                                   Oferta

  P2

  P1

  Po




                                            Quantidade
                    Qo   Q1   Q2
O Paradoxo da Geração de Conteúdo
                           Multiplicação
                           de conteúdos
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
 0                         valor relativo
Elementos-chave
            na economia da mídia
• Oferta                     • As tecnologias de
• Demanda                      digitalização explodem
• Preço de Venda               as estruturas anteriores
                               de oferta, demanda,
  – Custos de Produção
                               custos de produção,
  – Custos de Distribuição
                               custos de distribuição,
  – Competição
                               competição e
• Regulamentação               regulamentação
Mídia de Massa
• Elevados custos fixos de produção e
  distribuição;
• Venda de atenção requer audiência em
  massa
• Construir audiência em massa exige
  investimentos elevados (produto,
  publicidade, pesquisa, etc)
• Barreiras de entrada são elevadas
  – Capital
  – Trabalho / Talento
  – Tempo
Cadeia de Valor
                   ( mídia tradicional)
Infraestrutura     Produção       Distribuição     Consumo       Atenção


• Infraestrutura
    – Prédios, Estúdios, Máquinas, Transmissores, Prensas, etc
• Produção
    – Conteúdo
• Distribuição
    – Armazenamento, transporte, etc
• Consumo
    – Aonde, quando e por quem
• Atenção (?)
    – A maior parte dos mercados da mídia tradicional são os chamados
      “mercados de dois lados”: as empresas coordenam a relação de
      consumo entre anunciantes e audiências
Mercados de dois lados
                                      Produção

                        Oferta                        Demanda

     Anunciante                          Mídia                       Audiência

                  Demanda                                    Oferta

                                      Atenção




Adaptado de “PlataformCompetition in Two-Sided Markets” - Jean-Charles Rochet eJean Tirole
Distribuição de custos (Der Spiegel)




                  10%
                  12%

                  10%             35,5%
1,5%

                   23%
1,5%

                  21%             64,5%


                  20%



             Custos Fixos em cinza (60%)

                                              Fonte: Ludwig, 2000
“Cross Financing” na Mídia




                         Fonte: Ludwig, 2000
A “oferta” da mídia
• Não é de conteúdo (que não se paga), mas da
  atenção dos consumidores
• Do ponto de vista econômico, a mídia é um meio do
  anunciante obter a atenção dos consumidores. O que
  os veículos oferecem é a oportunidade de capturar
  essa atenção
• Do ponto de vista de cada veículo (ou empresa de
  mídia), o que interessa é o “share” que ela obtém na
  atenção “total” da audiência (geral ou de um
  segmento específico)
A “oferta” da mídia
• A atenção permaneceu abundante (em termos relativos) entre
  1960 e 1990
• A abundância que moldou o setor se tornou primeiro um
  ambiente de criação de competências diferenciadas (cadeia de
  comercializacao) mas agora é também uma das suas principais
  dificuldades.
   – Comprar atenção via publicidade era mais barato (e fácil) do que via
     produção de conteúdo. As dinâmicas da produção e distribuição on-line
     começam a mudar esse cenário
O cenário de “produção”
• Esscassez no mundo da Mídia de Massa…
   – Distribuição (transmissão / transporte)
   – Espaço (Número de páginas, Espectro, etc)
   – Produção (custos de infraestrutura, equipamento, etc)
• …torna a atenção abundante em termos relativos
   – Dificuldade para encontrar conteúdo diverso (barreiras legais, físicas,
     etc)
   – Número limitado de jornais, estações de rádio, cinemas, canais de TV,
     etc
A lógica pré-digital
• Abundância de atenção:
  – Barreira de entradas elevadas
     •   Espectro (Rádio e TV)
     •   Capital
     •   Produção (TV e impressos)
     •   Distribuição (impressos)
• Tendência para monopólio ou oligopólio
  – Primeiros entrantes
  – Economias de escala
O resultado lógico:
         a Economia do Blockbuster
•Dado que produzir e distribuir é mais caro do que capturar
atenção, a estratégia dominante das empresas de mídia
passa a ser procurar “produtos” que escalem, isso é,
atendam ao gosto da maior variedade possível de pessoas

•O resultado é uma pequena “oferta” de produtos, que
competem pela atenção do maior número possível de
pessoas (efeito colateral: elevação dos custos de marketing
das empresas de mídia, como vimos nos anos 90, com os
“anabolizantes” da circulação de jornais)
Digitalização
• A partir de meados dos anos 90 a
  disponibilidade de conteúdo (ou de acesso a
  ele) cresceu exponencialmente
  – Custos de distribuição reduzidos
  – Custos de produção reduzidos
Circulação Jornais EUA
Number of Daily Newspapers                       Daily
Source: Editor and Publisher International Yearbook
                                      Total
  Year     Morning     Evening Newspapers          Morning (000)   Evening (000)   Total Paid Circulation (000)
  1950         322       1.450           1.772           21.266          32.563              53.829
  1960         312       1.459           1.763           24.029          34.853              58.882
  1970         334       1.429           1.748           25.934          36.174              62.108
  1980         387       1.388           1.745           29.414          32.787              62.202
  1990         559       1.084           1.611           41.311          21.017              62.328
  2000         766         727           1.480           46.772           9.000              55.773
  2001         776         704           1.468           46.821           8.756              55.578
  2002         777         692           1.457           46.617           8.568              55.186
  2003         787         680           1.456           46.930           8.255              55.185
  2004         814         653           1.457           46.887           7.738              54.626
  2005         817         645           1.452           46.122           7.222              53.345
  2006         833         614           1.437           45.441           6.888              52.329
  2007         867         565           1.422           44.548           6.194              50.742
  2008         872         546           1.408           42.757           5.840              48.597
Novos competidores,
novos formatos, novas
regras de compra de mídia




     Recurso escasso: Atenção
     Competição reduz margens
     Fragmentação audiência
Atenção se torna cada vez mais
        fragmentada
e simultânea...




                  FONTE: IBOPE, Set/09
Exemplo: Música
  8%                  62%               10%               20%

Artista         Gravadora         Atacadista          Lojista        Consumidor


           3%     Gravação        Controle Estoque     Estoque


          8%     Prensagem         Entrega Física    Devoluções


                  Embalagem
          9%
                 e distribuição


                  Marketing
                  Promoção
          15%
                    Jabá
                     etc




                                     Valores baseados no mercado americano (IDC, 1998)
Consequências
     • Desconstrução da cadeia de valor
     • Desintermediação e re-mediação

                                  Lojas de




                                                           Hardware
                                                           Hardware
                                Música online
                                                                       Consumidor
                                Varejistas On
Artista   Produção   Promoção       Line

                                Portais                                     Celular
              Gravadora
                                 Fornecedor
                                  Conteudo
                                   Móvel

                                          Adaptado do MIT Communications Futures Program
Mas o custo de captar atenção na mídia
    tradicional não cai de maneira proporcional
                    proporcional




Inflação no período (IPCA): 68%
                                         Fonte: Grupo de Mídia
Fonte: IPSOS Marplan, 2009
Investimento Publicitário
 (% por meio)
100%
90%
80%                                                   Cinema
70%                                                   Internet
60%                                                   TV por assinatura
                                                      Guias e Listas
50%
                                                      Mídia Ext.
40%
                                                      Rádio
30%                                                   Revista
20%                                                   Jornal
                                                      TV Aberta
10%
 0%
       2004   2005   2006    2007   2008   2009
                                               Fonte: Projeto Intermeios
Investimento Publicitário – excluindo
          TV aberta (% por meio)
100%
90%
80%
                                                     Cinema
70%
                                                     Internet
60%
                                                     TV por assinatura
50%                                                  Guias e Listas
40%                                                  Mídia Ext.
                                                     Rádio
30%
                                                     Revista
20%
                                                     Jornal
10%
 0%
       2004   2005   2006   2007   2008   2009
                                              Fonte: Projeto Intermeios
Um “novo formato” do mercado?




Fonte: The Long tail: Why the future of business is selling less of more - Chris Anderson
Um “novo formato” do mercado?




                    Fonte: The Long Tail, Chris Anderson
Fonte: The Long Tail, Chris Anderson
A tecnologia e a cauda longa
• Redução dos custos de produção e distribuição de
  conteúdo
• Mídia pode ser consumida de forma “não
  empacotada”
   – Faixa x CD
   – Blogs x Jornais
   – Trechos de filme x filme todo
• “Pacotes” de conteúdo podem ser combinados pelo
  consumidor de acordo com seu gosto
• Personalização
A Economia da Cauda Longa
• Se o valor depende da captura de atenção, e a atenção
  fica cada vez mais escassa…
• Produção e distribuição deixam de ser eficientes para
  capturar valor
• Novos players (ou formatos) aparecem para capturar
  valor
• Economia de escala x Economia de escopo, baseadas em
• Produção (colaborativa)
• Distribuição (personalizada)
• Recomendação (busca algorítimica em um primeiro
  momento e “busca social” no futuro)
• Interação – capital social
Atenção: a cauda pode ser longa, mas
         se move devagar...
• “Our findings have a number of managerial implications as they shed new light
  on the controversy surrounding the Long Tail effect. First, the promise of the
  Long Tail became a basis for many new business models and business ideas. Our
  findings suggest that caution needs to be used when assessing the potential
  benefits of focusing a business on supplying niche products. While it may be
  true that niche products are much more profitable for companies, this
  argument does not account for the fact that for each niche product that
  consumers demand, there might be several that are never discovered, thus
  potentially adding to the costs but not to the revenues. Further, a large number
  of products might take a while to be discovered. This finding seems to suggest
  that much more attention needs to be paid to recommendation systems, review
  forums and other means of aiding product discovery. Although Netflix employs
  what is widely considered to be a sophisticated recommendation system, even
  this system does not allow numerous consumers to discover titles as fast as
  they appear. This raises an important issue of carefully forecasting how long will
  it take for a given title, once it is added to the inventory, to begin accumulating
  demand.” – Tan e Netessine, 2008
Planejamento Estratégico

     Marcelo Coutinho
Uma definição
       economicamente operacional
• Bens informacionais
  são qualquer coisa que
  possa ser digitalizada
  – Resultados de
    jogos, livros, revistas,
    cotações, filmes, bancos
    de dados, música, etc




           Shapiro e Varian
Mercados de dois lados
                                      Produção

                        Oferta                        Demanda

     Anunciante                          Mídia                       Audiência

                  Demanda                                    Oferta

                                      Atenção




Adaptado de “PlataformCompetition in Two-Sided Markets” - Jean-Charles Rochet eJean Tirole
A “oferta” da mídia
• Não é de conteúdo (que não se paga), mas da
  atenção dos consumidores
• Do ponto de vista econômico, a mídia é um meio do
  anunciante obter a atenção dos consumidores. O que
  os veículos oferecem é a oportunidade de capturar
  essa atenção
• Do ponto de vista de cada veículo (ou empresa de
  mídia), o que interessa é o “share” que ela obtém na
  atenção “total” da audiência (geral ou de um
  segmento específico)
Novos competidores,
novos formatos, novas
regras de compra de mídia




     Recurso escasso: Atenção
     Competição reduz margens
     Fragmentação audiência
O que é estratégia?
• Stratos grupo que toma parte em uma
  batalha (força combatente, exército)
• Strategos O comandante do stratos
  (general)
• Strategia o conjunto de atribuições e
  conhecimentos de um general
Clausewitz
• “Tática é a arte de usar as tropas em batalhas;
  estratégia é a arte de usar batalhas para
  vencer a guerra”
O significado contemporâneo
• “Um plano, método ou conjunto de ações para
  atingir um objetivo específico” – Dicionário
  Oxford
• Os 5Ps (Mintzberg)
  – Um plano desenvolvido de forma consciente e
    objetiva;
  – Um estratagema (“ploy”) para superar um
    competidor;
  – Um padrão intencional em um conjunto de ações;
  – Uma posição definida em relação aos
    competidores, no contexto do mercado;
  – Uma perspectiva na maneira de perceber o ambiente
    de negócios.
Não existem ventos favoráveis para quem não
 sabe para qual porto está navegando - Sêneca
• Na ausência de uma estratégia, nosso tempo é
  ocupado de forma reativa, com base no que
  desejamos (ou achamos que o chefe deseja…)
• Desperdício de tempo e recursos
  (materiais, humanos e financeiros)
3 “metodologias” de
          Estratégia Empresarial

• Vantagens competitivas
  (Porter, Ohmae, McKinsey, BCG, etc) – anos 80
  em diante
• Balanced Scorecard e Mapa Estratégico
  (Kaplan e Norton) – anos 90 em diante
• Inovação e Oceano Azul
  (Hammel, Kim, Prahalad) – 2000 em diante
Nosso “problema”
• Como essas metodologias podem ser
  aplicadas no contexto digital em duas grandes
  áreas
  – Comunicação Mercadológica (anunciantes)
  – Conteúdo (produtores:
    jornais, revistas, TVs, música, etc)
Schumpeter: A Destruição Criativa
• O Klismo atravessa ciclos regulares de destruição de
  modos de produção que liberam as forças produtivas
  para estabelecer novos padrões
• Ao longo do século XX, a tecnologia adquiriu cada vez
  mais o caráter de força “disruptiva” dos modelos de
  produção
• Inovações tecnológicas muitas vezes mudam em poucos
  anos todo um setor da economia, embora inicialmente
  elas foram desenvolvidas para aplicações
  completamente diferentes
Expansão Ferrovias (EUA 1840-1890)

• Crescimento econômico
   – Desenvolvimento da Infraestrutura
   – Novos mercados, novos centros produtores
• Novo tipo de organização
   – Grande corporação
• Novas formas de comércio
   – Venda por catálogo
   – Caixeiro viajante
• Nova sociedade
   – Grandes centros urbanos
Cenário Econômico final séc. XX
• Esgotamento do modelo Keynesiano (paradigma
  econômico entre 1930 e 1960)
• Conflitos sociais anos 60
• Pressões Inflacionárias
   – Fim do padrão-ouro para o dólar
   – Gastos guerra Vietnã
   – Primeiro Choque do Petróleo (74)
   – Segundo Choque do Petróleo (78)




• Reestruturação de Governos e Organizações
Objetivos da reestruturação
1. aprofundar a busca pelo lucro nas relações
   capital/trabalho
2. aumentar a produtividade do trabalho e do
   capital
3. globalizar a produção e o
   consumo, aproveitando melhores oportunidades
   de realização de lucros em qualquer região
4. canalizar o apoio estatal para ganhos de
   produtividade e competitividade das economias
   nacionais, mesmo que as custas dos
   mecanismos de proteção social


                             Fonte: Castells, A Sociedade em Rede
Base para reestruturação
• Avanços Tecnologia da Informação
   – Lei de Moore, Lei de Gilder, preços declinantes, etc
• Avanços Tecnologia de Comunicação
   – Fibras ópticas, satélites, telefonia celular, etc
• Alterações no ambiente regulatório
   – Fim do monopólio da AT&T, BT, etc
   – FMI, Banco Mundial passam a ter papel pró-ativo na
     difusão valores empresariais
Resultados (Castells)
1.  Integração dos mercados financeiros em tempo real
2.   Centralização do Controle, Flexibilização dos processos de
    Produção, Distribuição e Consumo (mercados)
3. Aparecimento de um novo centro industrial dominante na região do Pacífico
4. Unificação econômica da Europa
6.   Desintegração do conceito de Terceiro Mundo
7.   Transformação da Rússia em uma economia de mercado
8.   Aprofundamento do desenvolvimento desigual
9.   Liberação de novas forças produtivas ao lado de buracos negros de
     miséria, muitas vezes dentro de uma mesma região, país ou cidade
10. Conflito entre identidade cultural (local) e inserção econômica (global)
11. Globalização e informatização das redes criminosas
12. Alteração na estrutura do emprego
Nova Divisão do Trabalho (Rifkin)
• Decisão Estratégica e Planejamento (Dirigentes)
• Inovação em Produtos e Processos (Pesquisadores)
• Adaptação e definição dos objetivos da inovação
  (Projetistas)
• Gerenciamento de relações entre
  decisão, inovação, projeto e execução
  (Integradores)
• Execução das tarefas sob iniciativa própria
  (Operadores)
• Execução de Tarefas Auxiliares / Não Automatizáveis
  (Dirigidos)
Inserções (Castells)

• Produtores de alto valor com base no trabalho
  informacional
• Produtores de grande volume baseados em
  baixo custo de mão de obra
• Produtores de matérias primas baseados em
  recursos naturais
• Produtores Redundantes
Ecossistemas de Negócios                              Core
                                                                   Business

                            Agências Reguladoras

                      Acionistas, associações, sindicatos




Fornecedores Fornecedores Competências Canais de               Consumidores
   dos meus                                         Consumidores dos meus
                Diretos     Principais Distribuição
 fornecedores                                                   consumidores
                 Fornecedores de produtos
                 e serviços complementares

                Competidores similares em serviços ou produtos,
                 processos de negócio e estrutura organizacional
  Extended
  Enterprise
Vantagens Competitivas
          (Porter, Ohmae, etc)
• “A destruição completa ou parcial do inimigo
  deve ser considerada como o principal
  objetivo de qualquer confronto” – Clausewitz
• A estratégia é entendida como um conjunto
  de metodologias e procedimentos que
  buscam      estabelecer    uma      vantagem
  competitiva indiscutível em um ou mais
  campos da atividade empresarial
3 Cs Estratégicos (Ohmae)

• Consumidores
• Corporação (empresa)
• Competidores
  – A boa estratégia é caracterizada pela sincronia entre
    uma clara definição do mercado e de suas
    necessidades com os pontos fortes da empresa e um
    desempenho superior ao da concorrência nestes
    aspectos
  – Quais são os fatores e tendências que são
    especialmente importantes para gerar um
    desempenho superior no seu segmento?
Análise Pestel
Principais fatores que afetam os negócios
    Ambiente Político      Ambiente Econômico



    Ambiente Social        Ambiente Tecnológico


    Ambiente “Ecológico”   Ambiente Jurídico
      (cadeia de valor)
Análise SWOT
          (Andrews, década de 70)
• Forças (strength): capacidade distintas da organização
  em relação aos concorrentes
• Deficiências (weaknesses): aspectos nos quais nossa
  empresa está abaixo da média do mercado
• Oportunidades (opportunities): segmentos que ainda
  não são atendidos de maneira adequada pelos
  concorrentes ou nos quais podemos entrar com baixo
  investimento aproveitando capacidades já existentes
• Ameaças (treaths): alterações nos processos produtivos
  ou ambiente de negócios que podem afetar nossa
  posição no mercado
Inteligência Competitiva
•   Quem são nossos principais concorrentes?
•   Qual seu desempenho?
•   Quais suas forças e fraquezas?
•   Quais suas possíveis estratégias?
•   Como elas podem afetar nosso negócio?
Sistemas de Informação Competitiva
      (adaptado de Aaker, 1983)
• Tamanho do mercado (atual e projeções)
  – Instituições       públicas       e     acadêmicas
    (IBGE, FGV), Associções Comerciais (FIESP, Câmara
    eNet, etc), Pesquisas de Mercado, Consultorias (sites
    oferecem muito material gratuito)
• Lucratividade
  – Relatórios de Bolsas de Valores, Sites de RI, etc
• Fornecedores e Distribuidores
  – Idem acima, serviços de clipping
• Tendências do Mercado em geral
  – Pesquisa de consumidores, sites de consultorias e
    universidades, acompanhamento legislativo, clipping
Vantagem Competitiva (Porter)
• Estratégia é a escolha deliberada de um
  conjunto diferenciado de atividades para
  entregar (para o consumidor) um mix de valor
  que não pode ser imitado pelos concorrentes
Fonte: Porter, 1986
Barreiras de Entrada
• Economias de Escala
• Efeito Rede
• Switching costs (custos de mudança)
• Custos de capital
• Vantangens do incumbente (tecnologias
  proprietárias, marcas estabelecidas, exclusividade
  no acesso de matérias primas, localização, etc)
• Controle dos canais de distribuição
• Restrições legais

                                            Fonte: Porter, 1986
Poder dos fornecedores
• Características
   – Fornecedores existem em menor número que as empresas
     do segmento para os quais vendem
   – Não dependem excessivamente de um único setor para
     obter suas receitas
   – Altos custos de mudança
   – Oferecem produtos diferenciados
   – Ausência/dificuldade para encontrar substitutos
   – Facilidade de integração na cadeia de valor
• Efeitos
   – Controle de preços
   – Limite de quantidade ou qualidade
   – Transferência de custos
                                                Fonte: Porter, 1986
Poder dos consumidores
• Existência de poucos compradores;
• Grandes volumes de compra em relação ao
  tamanho de cada vendedor;
• Facilidade de mudança, principalmente
  quando os vendedores operam com custos
  fixos elevados;
• Produtos com baixa diferenciação


                                     Fonte: Porter, 1986
Produtos substitutos
• A presença de produtos substitutos afeta as margens
  de lucro de um segmento, por colocar uma barreira
  para o aumento de preços. Se as empresas de um
  segmento não conseguem se diferenciar através da
  qualidade, marketing ou outros meios, sofrerão com
  lucros reduzidos, comprometendo sua sustentabilidade
  no longo prazo.
   – Custo benefício percebido como favorável, mesmo com
     alguma perda de qualidade (ex: Skype x Telefonia
     tradicional e streaming x aluguel de DVD)
   – Custos de mudança são baixos (ex: medicamentos
     genéricos)

                                               Fonte: Porter, 1986
Concorrência direta
• Competição é mais intensa quando:
   – Competidores são numerosos e aproximadamente iguais em
     tamanho;
   – O crescimento do setor como um todo é baixo, intensificando a
     disputa por market share;
   – As barreiras de saída (objetivas ou não: prestígio, tradição, etc)
     são elevadas
   – Produtos ou serviõs são similares e custos de mudança são
     baixos (estímulo para conseguir novos consumidores a qualquer
     preço)
   – Vustos fixos são elevados e custos marginais são baixos
   – O aumento da oferta exige incrementos de produção em larga
     escala, levando ao aumento da capacidade ociosa por longos
     períodos de tempo
   – O produto é perecível (frutas, computadores e notícias…)


                                                            Fonte: Porter, 1986
Fonte: Porter, 2001
Fatores que afetam as 5 forças
• Taxa de crescimento do setor
• Tecnologia
• Regulamentação
• Serviços e produtos complementares (não-
  rivais)
• Esses fatores devem ser analisados em cada
  uma das 5 forças
Estratégias para criar e sustentar
        vantagens competitivas
• Através do exame da cadeia de valor, buscar
  liderança através de:
  – Custos
  – Diferenciação
Value Chain
                                           Firm Infrastructure

Supporting                 Human Resource Management
 Activities
                             Technology Development

                                             Procurement




                                                                                          gin
                                                                                       Marg
                              Operations




                                                              and Sales
                                                  Outbound



                                                              Marketing
               Logistics




                                                  Logistics
               Inbound




                                                                          Service
   Primary
  Activities




                                                                                Fonte: Porter, 1980
Fonte: Porter, 2001
Anos 90: Balanced Scorecard
            (Kaplan e Norton)
• Sem      desempenho       financeiro  adequado,      as
  organizações estão fadadas ao desaparecimento ou
  insignificância;
• Toda a estratégia está, de alguma maneira, vinculada
  ao desempenho financeiro;
• Só podemos avaliar aquilo que podemos medir;
• Balanced Scorecard: uma metodologia para avaliar os
  diversos aspectos da estratégia de uma empresa para
  além das metas puramente financeiras, organizados ao
  redor de sua visão, missão e valores
   – Visão: as aspirações de longo prazo
   – Missão: os objetivos do negócio
   – Valores : atitudes e comportamentos que orientam a ação
     da empresa
Finanças: como devemos
                                             ser vistos pelos nossos acionistas?
                                        Objetivos    Métricas   Metas     Iniciativas




Consumidores: para atingir nossa                                                Processos: para satisfazer nossos
visão, como devemos ser vistos                                                  acionistas e consumidores, em quais
pelos consumidores?                                                             processos de negócios devemos ter
                                                                                excelência?
Objetivos   Métricas   Metas   Iniciativas
                                                    Missão, Visão e                Objetivos   Métricas    Metas    Iniciativas

                                                       Valores



                                     Aprendizado e crescimento: para atingir nossa
                                      visão, como vamos ser capazes de mudar e
                                                      melhorar?
                                       Objetivos Métricas    Metas      Iniciativas



                                                                                      Fonte: Adaptado de Kaplan e Norton, 1996
Fonte: Kaplan e Norton, 2006
Anos 2000: Mapas Estratégicos
           (Kaplan e Norton)
• Mostrar que bens intangíveis também criam valor
• Mapear e alinhar processos que levam a criação
  do valor por toda a organização
• Visualizar relações de causa e efeito entre os
  objetivos estratégicos;
• Os mapas são relacionados com o Balanced
  Scorecard
• Metodologia utilizada em diversos setores, que
  se tornou conhecida principalmente por sua
  aplicação na aviação de baixo custo
Fonte: Kaplan e Norton, 2004
Estratégias de criação de valor
• Na última década, os avanços no setor de TI
  levaram alguns autores a propor o
  desenvolvimento de estratégias que focam não
  somente na superação dos competidores, mas na
  criação de valor com base em novos mercados e
  formatos de produção
  – Kim e Mauborgne (“Oceano Azul” – Body Shop, Cirque
    do Soleil, Casas Bahia, CacauShow?)
  – Prahalad (Co-criação de valor)
  – Anderson (Cauda Longa)
Estratégia do Oceano Azul
• Ao competirem de forma tradicional (estratégias de custo
  ou diferenciação), as empresas utilizam os mesmos
  princípios de melhores práticas. Em um mercado cada vez
  mais saturado (globalização, erosão barreiras de
  entrada, etc) o mercado se torna cada vez mais saturado de
  produtos iguais e margens reduzidas              nenhuma
  perspectiva de longo prazo
• “Não concorra com os rivais, torne-os irrelevantes”
  descoberta      de    novos     espaços     (mercados    e
  necessidades), ainda pouco explorados
• Ao criar um valor único para seus consumidores, as
  organizações geram valor de forma sustentável (longo
  prazo) para seus acionistas, empregados e fornecedores
Estratégias
         Oceanos Vermelhos                        Oceanos Azuis
      Competição em mercados já             Criação de novos mercados
      existentes
      Vença os competidores                 Torne os competidores irrelevantes

      Explore a demanda atual               Crie e capture novas demandas

      Atinja o limite da relação custo-     Vá além da relação custo-benefício
      benefício
      Alinhe todo o sistema de atividades   Alinhe todo o sistema de atividades
      da empresa com sua estratégia de      da empresa na busca de
      diferenciação ou baixo custo          diferenciação E baixo custo


Para debate: Links patrocinados foram uma estratégia de competição por baixo custo pela
atenção do consumidor ou um Oceano Azul para a publicidade?


                                                              Fonte: Kim e Mauborgne, 2006
Formulação
Identifique os principais atributos de competição entre as
empresas de um segmento (através de sua comunicação e
seus investimentos) versus o valor percebido que seus
consumidores colocam em cada atributo. Isso fornece um mapa
da curva de desempenho de cada empresa dentro de um
segmento (abaixo, para duas vinícolas).
 High




  Low
                              Above-the-line        Vineyard prestige         Wine range
        Price      Use of
                                marketing Aging        and legacy     Wine
                 enological
                terminology                 quality                complexity
                                                                           Fonte: Kim e Mauborgne, 2006
4 Questões
                               Redução: quais fatores
                               podem ser reduzidos muito
                               abaixo dos padrões do
                               setor?




Eliminação: quais fatores já
são    considerados como                                   Inovação: quais fatores nos
                                         Nova
“dados” e podem ser                                        quais a indústria nunca
                                       proposição
eliminados?                                                buscou se diferenciar?
                                        de valor




                               Ampliação: quais fatores
                               devem ser aumentados
                               muito além dos padrões do
                               segmento?
                                                             Fonte: Kim e Mauborgne, 2006
Resultados (marca de vinho)
        Eliminate                      Raise
Enological terminology and   Price versus budget wines
       distinctions
                             Retail Store involvement
     Aging qualities

Above-the-line marketing
        Reduce                       Create
     Wine complexity               Easy drinking

       Wine range                Ease of selection

    Vineyard prestige           Fun and adventure


                                            Fonte: Kim e Mauborgne, 2006
Co-creation (ou criação coletiva)
            Prahalad, 2004
• A digitalização permite as empresas criar
  produtos e serviços em conjunto com seus
  consumidores, e neste processo produzem
  experiências únicas;
• Nenhuma organizaçao possui recursos suficientes
  para criar experiências únicas para cada
  consumidor, então elas precisam se organizar
  para construir uma rede de fornecedores e
  colaboradores para fazer isso;
• As implicações são bem maiores que o “blurb”
  sobre a “inteligência coletiva”.
Co-criação de valor: visão geral




                           Fonte: Prahalad, 2006
• Exploitation: utilizar
  conhecimento e novas
  tecnologias para fazer
  melhor o que já fazemos
• Exploration: utilizar
  conhecimento e novas
  tecnologias para criar
  coisas novas
Grupo de Pesquisa Redes Sociais Digitais FGV
       Diferentes usos exigem diferentes ações e medidas de ROI

                                               RP
                            Gerenciamento
                              Reputação


                                                         Propaganda
             Proteção de Marca




         Ameaças em Geral                                    Mídia em Geral



                                                        Análise de Mercado
         Social CRM




              Advogados da                             Antecipação de
                 Marca                                  Tendências


                            Colaboração p   Consumer
                              Inovação       Insight


Fonte: Adaptado de Social Media Delivers Marketing Intelligence, Gartner, 2008
Fonte: Prahalad, 2006
Colaboração / Social CRM
• "No matter who you are, most of the smartest
  people work for someone else.“
                        Bill Joy, Fundador da Sun
Fonte: Unilever
Criação Coletiva de Valor
• Criar
   – Plataformas
   – Regras
• Reagir
   – Organizar
   – Estimular
• Integrar
   – Processos Produtivos
   – Reconhecer contribuições (incentivos monetários e não
     monetários)
A “moeda” das redes: o capital social



      Confiança                                    Benefícios

                                                       Satisfação
                                                       emocional
                                                  1.     Altruística
                                  Capital                                    Moeda
        Comunicação                               2.     Competitiva
                                  Social                                     Social
                                                  Operacionais

                                                  Financeiros
        Expertise                                       (redução
                                                           custos de
                                                          transação)



Adaptado de Bourdieu, 1997; Goshal, 1998; Scheinkman, 2000
                                                             marcelo.coutinho@post.harvard.edu
Modelos de Colaboração em Rede




     Fonte: Pisano e Verganti, “Collaboration is Right for You?” – HBR, Dez 2008
Desafios da Criação Coletiva de Valor
• Atrair e motivar
   – Recompensas “sociais” tão ou mais importantes que
     financeiras
• Estruturar os problemas de forma adequada
   – “Quebrar” o problema em várias partes
   – “Times” competem entre si
• Mecanismos de governança
   – Prevenir os “caronas”
• Manutenção da qualidade
   – Wikipedia
Um approach mais “comunicativo”




                         Fonte: Forrester 2008
Planejamento Estratégico

     Marcelo Coutinho

Digicorp coutinho 123

  • 1.
    A Economia daInformação Marcelo Coutinho
  • 2.
    Informação Dado (estrutura) Ambiental Semântico (físico) (conteúdo) Instrucional Factual Falso Verdadeiro Intencional Não-intencional (mentira) (erro) CONHECIMENTO Informação Fonte: Floridi, 2010
  • 3.
    Tecnologia • Tecnologia: (palavragrega, “tratado sobre uma arte”). SF. Conjunto de conhecimentos, especialmente princípios científicos, que se aplicam a um determinado ramo de atividade. (Dicionário Aurélio) • Technè: a arte de fazer coisas • “The essence of technology is by no means anything technological” – Heidegger;
  • 4.
    A Evolução daSociedade e de sua forma de organização Nômade Agrícola Industrial Informação Pequenos Hierarquia Burocracia Redes Grupos Fonte: Castells, 1998
  • 5.
  • 8.
  • 10.
  • 11.
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
    Norbert Winner (1948) Cybernetics:Control and Communication in the Animal and the Machine – A sobrevivência de um “sistema” (seres vivos, máquinas ou sociedades) depende da capacidade que eles têm em utilizar a informação para se auto-regular, aumentando assim suas chances de sobrevivência
  • 19.
    Shannon (1948) • AMathematical Theory of Communication, • Tratar qualquer informação de maneira quantitativa, independente do seu significado: “informação” passava a ser uma medida “pura” da comunicação entre dois pontos. Para dar um tratamento matemático para esta troca de informação, Shanon foi o primeiro a utilizar uma medida binária para mensurar mensagens, o bit (binary digit). De acordo com esses princípios, toda mensagem pode ser tratada como um conjunto de zeros e uns, permitindo medir a capacidade de transmissão de qualquer tecnologia de comunicação. • “The fundamental problem of communication is that of reproducing at one point either exactly or approximately a message selected at another point. Frequently the messages have meaning; that is, they refer to or are correlated according to some system with certain physical or conceptual entities. These semantic aspects of communication are irrelevant to the engineering problem”
  • 20.
    1959 – Osprimeiros sistemas comerciais
  • 23.
    1972 – Oprimeiro computador pessoal
  • 24.
    Date Drive info Size Cost $/GB Morrow January 1980 26MB $5,000.00 $193,000.00 Systems Western March 1989 40MB $1,199.00 $36,000.00 Digital February 1999 Quantum 8GB $299.99 $43.10 July 2009 Hitachi 1TB $74.99 $0.07 Fonte: MIT
  • 25.
    1989: A Webno CERN
  • 27.
  • 29.
    Schumpeter: A DestruiçãoCriativa • O Klismo atravessa ciclos regulares de destruição de modos de produção que liberam as forças produtivas para estabelecer novos padrões • Ao longo do século XX, a tecnologia adquiriu cada vez mais o caráter de força “disruptiva” dos modelos de produção • Inovações tecnológicas muitas vezes mudam em poucos anos todo um setor da economia, embora inicialmente elas foram desenvolvidas para aplicações completamente diferentes
  • 31.
    Impactos da Digitalização •Economia: – Redes de propriedade (circulação do capital), produção (redução dos custos de coordenação), trabalho e comércio (redução dos custos de distribuição) não estão mais limitadas pela geografia; • Sociedade: – Novos formatos de circulação de valores e normas possibilitam a formação de novas redes de relacionamento; • Indivíduos: – Múltiplas formas de identidade e consumo “A explosão no volume de informação está levando ao aparecimento de novos formatos de identidade e relacionamento social” – Marc Zuckerberg em palestra na FGV, agosto de 2009
  • 32.
    Uma nova formade organização do trabalho e da reprodução do capital • Machlup (1962) “A Produção e a Distribuição do Conhecimento nos Estados Unidos” • Touraine (1968) La Société Post-Industrielle • Drucker (1969) A Sociedade do Conhecimento • Bell (1973) The Coming of Post-Industrial Society • Porat (1977) A Economia da Informação • Masuda (MITI, Japão, 1981): A Sociedade da Informação • 1982: O computador é escolhido “Homem do Ano” pela Revista Time • Castells (1996) A Sociedade em Rede
  • 33.
    Geração de ValorKlismo Industrial = Capital+Trabalho+Energia+Matéria Prima+Processos
  • 34.
    “Sociedade da Informação”é “definida” por exclusão: maior parte do PIB não está na agricultura, na indústria ou no comércio
  • 35.
  • 36.
    O que éuma empresa? Value chain Production Value Client Value Product Consumer/ Retail Suppliers Project Supply Manuf. Deliver Market Planning Operations Mng. Intracompany operations (trad.) É a combinação ordenada de material e informação para suprir, fabricar e entregar bens e serviços ao mercado consumidor. Fonte: HBS, Strategic Management
  • 39.
    Impactos da Digitalização •Economia: – Redes de propriedade (circulação do capital), produção (redução dos custos de coordenação), trabalho e comércio (redução dos custos de distribuição) não estão mais limitadas pela geografia; • Sociedade: – Novos formatos de circulação de valores e normas possibilitam a formação de novas redes de relacionamento; • Indivíduos: – Múltiplas formas de identidade e consumo “A explosão no volume de informação está levando ao aparecimento de novos formatos de identidade e relacionamento social” – Marc Zuckerberg em palestra na FGV, agosto de 2009
  • 40.
    Criar Reciclarou Coletar apagar Informação Usar Armazenar Distribuir Processar Fonte: Floridi, 2010
  • 42.
    • “All businessare information business. The main task for the companies and managers that want to survive and triumph in the XXI century is to use information to create value for all participants in the value chain, from suppliers to clients”
  • 43.
    Claude Shannon • “Apalavra ‘informação’ recebeu diversos significados por diversos autores em diversos campos. Possivelmente, alguns desses significados são suficientemente úteis, em certas condições, para merecer um estudo mais aprofundado e um reconhecimento permanente. Mas dificilmente um único conceito vai dar conta de satisfazer as numerosas aplicações da Teoria da Informação em geral”.
  • 44.
    Uma definição economicamente operacional • Bens informacionais são qualquer coisa que possa ser digitalizada – Resultados de jogos, livros, revistas, cotações, filmes, bancos de dados, música, etc Shapiro e Varian
  • 45.
    Bens Informacionais • Custofixo elevado e custo marginal desprezível; • Valor determinado com base no consumidor e não com base nos custos; • Estratégias de preços diferenciadas – Versões • Direitos de Propriedade • Custos de Mudança • Redes e Externalidades • Padrões de Compatibilidade
  • 46.
    Informação é umacommodity • Depende das condições de mercado – Jornais pagos x gratuitos • Tecnologia permite aumentar a oferta de bens concorrentes, forçando diminuição das margens
  • 47.
    “In an information-richworld, the wealth of information means a dearth of something else: a scarcity of whatever it is that information consumes. What information consumes is rather obvious: the attention of its recipients. Hence a wealth of information creates a poverty of attention”. Herbert Simon, 1971 Nobel de Economia, 1978
  • 48.
  • 49.
    1768: Três livreiros/impressoresescocêses iniciam a publicação de um apanhado sobre “todo conhecimento disponível”: a Encyclopaedia Brittannica Fonte: Blown to Bits
  • 50.
    • Em 1974,os 32 volumes pesavam cerca de 60 quilos, com 44 milhões de palavras e contribuições de mais de 4 mil intelectuais, incluindo dezenas de prêmios Nobel. Era vendida por cerca de U$ 3.000, para um custo de U$ 300 • 1990: As vendas da Enciclopédia Britânica atingem um total de U$ 850 milhões • 1992: MS lança a Encarta • 1996: As vendas da Britânica cairam 50% em 5 anos • Lançamento acesso on-line (U$ 1.200) • 1998: A Enciclopédia Britânica é adquirida por uma empresa controlada pelo banqueiro sírio-brasileiro Jacob Safra por U$ 15 milhões • 1999: Acesso online U$ 120 • 2001: Wikipedia Fonte: Blown to Bits
  • 51.
  • 52.
    Dinâmica de mercadoscomoditizados • Busca de benefícios do baixo custo marginal / economias de escala (MS) • Redução do preço médio (efeito do Kindle sobre os livros) • Inovação Constante (Google) • Personalização / Versões
  • 53.
    Versões • Venda omáximo possível de variações sobre uma estrutura básica (diferentes consumidores com diferentes necessidades) – Design – Comunicação – Diferentes experiências de consumo
  • 54.
    Estratégias de Versão •Tempo (delay) • Interface • Resolução de imagem / profundidade • Velocidade de operação (download, por exemplo) • Capacidade (leitura de múltiplos formatos, por exemplo) • Assistência
  • 55.
    Problemas em versões •Criar barreiras que impeçam o “downgrade” de compradores no topo da pirâmide; • Custo de manter diversas linhas de produtos • Risco de criar confusão do usuário (um é pouco, 10 é muito) “regra de 3” (evitar escolhas extremas)
  • 56.
    Empacotar “versões” • Lógicado empacotamento: – aproveitar o custo marginal baixo para fazer o consumidor comprar coisas que utiliza muito pouco – Introduzir novos produtos – Sinergia de distribuição • iTunes: faixa x álbum • MS Office (Word+PowerPoint+Excell+Outlook+...) • Estadão com Veja
  • 57.
    Copyright • Do pontode vista econômico, são leis que oferecem um monopólio temporário ou parcial aos autores de um trabalho; • Os consumidores comparam as opções de comprar ou dividir a informação/produto. Se o preço de posse for considerado elevado, vão optar pela divisão; • Copyright e informação digital – “Cópia perfeita” – Custo marginal tende a zero – Dificuldade para vigiar e punir – Ao mesmo tempo que desestimula os autores, reduz muito as barreiras para criação e distribuição de novas obras
  • 58.
    Copyright – possíveismodelos • Venda o original tão barato quanto a cópia (leve em conta os custos/riscos de compra ou tente aumenta-los “artificialmente”) • Crie barreiras técnicas (gato e rato) • Inclua adicionais especiais que não são facilmente reproduzíveis (autógrafo, por exemplo) • Acople serviços complementares (suporte, por exemplo) • Assinaturas • Personalização elevada • Use o conteúdo como “veículo” para um serviço/produto não confiável
  • 60.
    Criar padrões • Desenvolversistemas/ambientes que aumentem os custos de mudança (sua conta bancária, por exemplo) • Desenvolva rapidamente uma grande base instalada (VHS x Betamax) • Identifique (e entregue) para consumidores influentes (Intel x Blogueiros) • Serviços de valor agregado para consumidores mais antigos (loyalty programs) • Sistemas complementares (Apple)
  • 61.
    Redes e Economiasde Escala • O número de usuários “cria” valor – Lei de Metcalfe: o valor de uma rede de tamanho “n” é proporcional a n2 – Quanto mais gente usa, maior o valor para cada usuário individual • Implicações – “Os ricos ficam mais ricos” (Barabási) – Uma vez atingido o “tipping point”, é muito difícil controlar sua expansão – Risco de situações “o vencedor leva tudo” • MySpace x Facebook (e o Orkut…)
  • 62.
    Mercados “o vencedorleva tudo” 100 Dominante Market Share (%) 50 Competição Marginal 0 Tempo Fonte: Adaptado de Shapiro e Varian, Information Rules
  • 63.
    O “tipping point” •Evolução – Melhor performance com compatibilidade (target: early majority) • Revolução – Desenvolva o melhor produto ou serviço possível (target: “trendsetters”) LP x CD
  • 64.
    Adoção de Tecnologiano Brasil no Brasil O Consumidor de Tecnologia Classes de adotantes – Rearranjo de Moore / Contexto Brasileiro desatualizados planejadores (BR) Pragmáticos Conservadores atualizados planejadores (BR) atualizados consumistas (BR) desatualizados Visionários não-planejadores (BR) Entusiastas pela tecnologia Céticos Mercado Inicial (abismo) Mercado Principal Fonte: IBOPE Inteligência
  • 65.
    Fontes de vantagenscompetitivas em mercados de redes informacionais • Controle da base instalada de consumidores • Copyright / Patentes • Inovação • “First mover” • Custos reduzidos • Complementaridade / Compatibilidade • Marca e Reputação Fonte: Shapiro e Varian, Information Rules
  • 66.
    Trabalho em Grupo •Análise de um setor da economia e das estratégias empresarias dos principais players para o mercado digital – Música (Gravadoras) – Cinema / Filmes / Séries (Produtoras) – Eventos Esportivos – Editoras – Jornais – Emissoras RTV (aberta / cabo) – Segmento específico (principais players)
  • 67.
    A Economia daMídia Marcelo Coutinho
  • 68.
    Uma definição economicamente operacional • Bens informacionais são qualquer coisa que possa ser digitalizada – Resultados de jogos, livros, revistas, cotações, filmes, bancos de dados, música, etc Shapiro e Varian
  • 69.
    Bens Informacionais • Sãocommodities; • Apresentam custo fixo elevado e custo marginal desprezível; • Seu valor é determinado com base no consumidor e não com base nos custos; • Estratégias de preços diferenciadas – Versões – Switching costs • Oferta controlada por – Direitos de Propriedade – Redes e Externalidades – Padrões de Compatibilidade
  • 70.
    Criar Reciclarou Coletar apagar Informação Usar Armazenar Distribuir Processar Fonte: Floridi, 2010
  • 71.
    Mídia e Mercado •Em uma economia capitalista não A lei da oferta e da procura oligopolizada, qual o aspecto comum entre: – Jornais – Revistas Oferta – Estúdios de Cinema – Emissoras de Rádio – TV aberta – TV por assinatura Procura – Empresas de Mídia digital
  • 72.
    A resposta paraa lei da oferta e da procura em mercados não-oligopolizados: o preço Preço Demanda Oferta P2 P1 Po Quantidade Qo Q1 Q2
  • 73.
    O Paradoxo daGeração de Conteúdo Multiplicação de conteúdos 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 valor relativo
  • 74.
    Elementos-chave na economia da mídia • Oferta • As tecnologias de • Demanda digitalização explodem • Preço de Venda as estruturas anteriores de oferta, demanda, – Custos de Produção custos de produção, – Custos de Distribuição custos de distribuição, – Competição competição e • Regulamentação regulamentação
  • 75.
    Mídia de Massa •Elevados custos fixos de produção e distribuição; • Venda de atenção requer audiência em massa • Construir audiência em massa exige investimentos elevados (produto, publicidade, pesquisa, etc) • Barreiras de entrada são elevadas – Capital – Trabalho / Talento – Tempo
  • 76.
    Cadeia de Valor ( mídia tradicional) Infraestrutura Produção Distribuição Consumo Atenção • Infraestrutura – Prédios, Estúdios, Máquinas, Transmissores, Prensas, etc • Produção – Conteúdo • Distribuição – Armazenamento, transporte, etc • Consumo – Aonde, quando e por quem • Atenção (?) – A maior parte dos mercados da mídia tradicional são os chamados “mercados de dois lados”: as empresas coordenam a relação de consumo entre anunciantes e audiências
  • 77.
    Mercados de doislados Produção Oferta Demanda Anunciante Mídia Audiência Demanda Oferta Atenção Adaptado de “PlataformCompetition in Two-Sided Markets” - Jean-Charles Rochet eJean Tirole
  • 78.
    Distribuição de custos(Der Spiegel) 10% 12% 10% 35,5% 1,5% 23% 1,5% 21% 64,5% 20% Custos Fixos em cinza (60%) Fonte: Ludwig, 2000
  • 79.
    “Cross Financing” naMídia Fonte: Ludwig, 2000
  • 80.
    A “oferta” damídia • Não é de conteúdo (que não se paga), mas da atenção dos consumidores • Do ponto de vista econômico, a mídia é um meio do anunciante obter a atenção dos consumidores. O que os veículos oferecem é a oportunidade de capturar essa atenção • Do ponto de vista de cada veículo (ou empresa de mídia), o que interessa é o “share” que ela obtém na atenção “total” da audiência (geral ou de um segmento específico)
  • 81.
    A “oferta” damídia • A atenção permaneceu abundante (em termos relativos) entre 1960 e 1990 • A abundância que moldou o setor se tornou primeiro um ambiente de criação de competências diferenciadas (cadeia de comercializacao) mas agora é também uma das suas principais dificuldades. – Comprar atenção via publicidade era mais barato (e fácil) do que via produção de conteúdo. As dinâmicas da produção e distribuição on-line começam a mudar esse cenário
  • 82.
    O cenário de“produção” • Esscassez no mundo da Mídia de Massa… – Distribuição (transmissão / transporte) – Espaço (Número de páginas, Espectro, etc) – Produção (custos de infraestrutura, equipamento, etc) • …torna a atenção abundante em termos relativos – Dificuldade para encontrar conteúdo diverso (barreiras legais, físicas, etc) – Número limitado de jornais, estações de rádio, cinemas, canais de TV, etc
  • 83.
    A lógica pré-digital •Abundância de atenção: – Barreira de entradas elevadas • Espectro (Rádio e TV) • Capital • Produção (TV e impressos) • Distribuição (impressos) • Tendência para monopólio ou oligopólio – Primeiros entrantes – Economias de escala
  • 84.
    O resultado lógico: a Economia do Blockbuster •Dado que produzir e distribuir é mais caro do que capturar atenção, a estratégia dominante das empresas de mídia passa a ser procurar “produtos” que escalem, isso é, atendam ao gosto da maior variedade possível de pessoas •O resultado é uma pequena “oferta” de produtos, que competem pela atenção do maior número possível de pessoas (efeito colateral: elevação dos custos de marketing das empresas de mídia, como vimos nos anos 90, com os “anabolizantes” da circulação de jornais)
  • 85.
    Digitalização • A partirde meados dos anos 90 a disponibilidade de conteúdo (ou de acesso a ele) cresceu exponencialmente – Custos de distribuição reduzidos – Custos de produção reduzidos
  • 86.
    Circulação Jornais EUA Numberof Daily Newspapers Daily Source: Editor and Publisher International Yearbook Total Year Morning Evening Newspapers Morning (000) Evening (000) Total Paid Circulation (000) 1950 322 1.450 1.772 21.266 32.563 53.829 1960 312 1.459 1.763 24.029 34.853 58.882 1970 334 1.429 1.748 25.934 36.174 62.108 1980 387 1.388 1.745 29.414 32.787 62.202 1990 559 1.084 1.611 41.311 21.017 62.328 2000 766 727 1.480 46.772 9.000 55.773 2001 776 704 1.468 46.821 8.756 55.578 2002 777 692 1.457 46.617 8.568 55.186 2003 787 680 1.456 46.930 8.255 55.185 2004 814 653 1.457 46.887 7.738 54.626 2005 817 645 1.452 46.122 7.222 53.345 2006 833 614 1.437 45.441 6.888 52.329 2007 867 565 1.422 44.548 6.194 50.742 2008 872 546 1.408 42.757 5.840 48.597
  • 87.
    Novos competidores, novos formatos,novas regras de compra de mídia Recurso escasso: Atenção Competição reduz margens Fragmentação audiência
  • 88.
    Atenção se tornacada vez mais fragmentada
  • 89.
    e simultânea... FONTE: IBOPE, Set/09
  • 91.
    Exemplo: Música 8% 62% 10% 20% Artista Gravadora Atacadista Lojista Consumidor 3% Gravação Controle Estoque Estoque 8% Prensagem Entrega Física Devoluções Embalagem 9% e distribuição Marketing Promoção 15% Jabá etc Valores baseados no mercado americano (IDC, 1998)
  • 92.
    Consequências • Desconstrução da cadeia de valor • Desintermediação e re-mediação Lojas de Hardware Hardware Música online Consumidor Varejistas On Artista Produção Promoção Line Portais Celular Gravadora Fornecedor Conteudo Móvel Adaptado do MIT Communications Futures Program
  • 94.
    Mas o custode captar atenção na mídia tradicional não cai de maneira proporcional proporcional Inflação no período (IPCA): 68% Fonte: Grupo de Mídia
  • 95.
  • 98.
    Investimento Publicitário (%por meio) 100% 90% 80% Cinema 70% Internet 60% TV por assinatura Guias e Listas 50% Mídia Ext. 40% Rádio 30% Revista 20% Jornal TV Aberta 10% 0% 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Fonte: Projeto Intermeios
  • 99.
    Investimento Publicitário –excluindo TV aberta (% por meio) 100% 90% 80% Cinema 70% Internet 60% TV por assinatura 50% Guias e Listas 40% Mídia Ext. Rádio 30% Revista 20% Jornal 10% 0% 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Fonte: Projeto Intermeios
  • 100.
    Um “novo formato”do mercado? Fonte: The Long tail: Why the future of business is selling less of more - Chris Anderson
  • 101.
    Um “novo formato”do mercado? Fonte: The Long Tail, Chris Anderson
  • 102.
    Fonte: The LongTail, Chris Anderson
  • 103.
    A tecnologia ea cauda longa • Redução dos custos de produção e distribuição de conteúdo • Mídia pode ser consumida de forma “não empacotada” – Faixa x CD – Blogs x Jornais – Trechos de filme x filme todo • “Pacotes” de conteúdo podem ser combinados pelo consumidor de acordo com seu gosto • Personalização
  • 104.
    A Economia daCauda Longa • Se o valor depende da captura de atenção, e a atenção fica cada vez mais escassa… • Produção e distribuição deixam de ser eficientes para capturar valor • Novos players (ou formatos) aparecem para capturar valor • Economia de escala x Economia de escopo, baseadas em • Produção (colaborativa) • Distribuição (personalizada) • Recomendação (busca algorítimica em um primeiro momento e “busca social” no futuro) • Interação – capital social
  • 106.
    Atenção: a caudapode ser longa, mas se move devagar...
  • 107.
    • “Our findingshave a number of managerial implications as they shed new light on the controversy surrounding the Long Tail effect. First, the promise of the Long Tail became a basis for many new business models and business ideas. Our findings suggest that caution needs to be used when assessing the potential benefits of focusing a business on supplying niche products. While it may be true that niche products are much more profitable for companies, this argument does not account for the fact that for each niche product that consumers demand, there might be several that are never discovered, thus potentially adding to the costs but not to the revenues. Further, a large number of products might take a while to be discovered. This finding seems to suggest that much more attention needs to be paid to recommendation systems, review forums and other means of aiding product discovery. Although Netflix employs what is widely considered to be a sophisticated recommendation system, even this system does not allow numerous consumers to discover titles as fast as they appear. This raises an important issue of carefully forecasting how long will it take for a given title, once it is added to the inventory, to begin accumulating demand.” – Tan e Netessine, 2008
  • 108.
  • 109.
    Uma definição economicamente operacional • Bens informacionais são qualquer coisa que possa ser digitalizada – Resultados de jogos, livros, revistas, cotações, filmes, bancos de dados, música, etc Shapiro e Varian
  • 110.
    Mercados de doislados Produção Oferta Demanda Anunciante Mídia Audiência Demanda Oferta Atenção Adaptado de “PlataformCompetition in Two-Sided Markets” - Jean-Charles Rochet eJean Tirole
  • 111.
    A “oferta” damídia • Não é de conteúdo (que não se paga), mas da atenção dos consumidores • Do ponto de vista econômico, a mídia é um meio do anunciante obter a atenção dos consumidores. O que os veículos oferecem é a oportunidade de capturar essa atenção • Do ponto de vista de cada veículo (ou empresa de mídia), o que interessa é o “share” que ela obtém na atenção “total” da audiência (geral ou de um segmento específico)
  • 112.
    Novos competidores, novos formatos,novas regras de compra de mídia Recurso escasso: Atenção Competição reduz margens Fragmentação audiência
  • 113.
    O que éestratégia?
  • 114.
    • Stratos grupoque toma parte em uma batalha (força combatente, exército) • Strategos O comandante do stratos (general) • Strategia o conjunto de atribuições e conhecimentos de um general
  • 115.
    Clausewitz • “Tática éa arte de usar as tropas em batalhas; estratégia é a arte de usar batalhas para vencer a guerra”
  • 116.
    O significado contemporâneo •“Um plano, método ou conjunto de ações para atingir um objetivo específico” – Dicionário Oxford • Os 5Ps (Mintzberg) – Um plano desenvolvido de forma consciente e objetiva; – Um estratagema (“ploy”) para superar um competidor; – Um padrão intencional em um conjunto de ações; – Uma posição definida em relação aos competidores, no contexto do mercado; – Uma perspectiva na maneira de perceber o ambiente de negócios.
  • 117.
    Não existem ventosfavoráveis para quem não sabe para qual porto está navegando - Sêneca • Na ausência de uma estratégia, nosso tempo é ocupado de forma reativa, com base no que desejamos (ou achamos que o chefe deseja…) • Desperdício de tempo e recursos (materiais, humanos e financeiros)
  • 118.
    3 “metodologias” de Estratégia Empresarial • Vantagens competitivas (Porter, Ohmae, McKinsey, BCG, etc) – anos 80 em diante • Balanced Scorecard e Mapa Estratégico (Kaplan e Norton) – anos 90 em diante • Inovação e Oceano Azul (Hammel, Kim, Prahalad) – 2000 em diante
  • 119.
    Nosso “problema” • Comoessas metodologias podem ser aplicadas no contexto digital em duas grandes áreas – Comunicação Mercadológica (anunciantes) – Conteúdo (produtores: jornais, revistas, TVs, música, etc)
  • 120.
    Schumpeter: A DestruiçãoCriativa • O Klismo atravessa ciclos regulares de destruição de modos de produção que liberam as forças produtivas para estabelecer novos padrões • Ao longo do século XX, a tecnologia adquiriu cada vez mais o caráter de força “disruptiva” dos modelos de produção • Inovações tecnológicas muitas vezes mudam em poucos anos todo um setor da economia, embora inicialmente elas foram desenvolvidas para aplicações completamente diferentes
  • 121.
    Expansão Ferrovias (EUA1840-1890) • Crescimento econômico – Desenvolvimento da Infraestrutura – Novos mercados, novos centros produtores • Novo tipo de organização – Grande corporação • Novas formas de comércio – Venda por catálogo – Caixeiro viajante • Nova sociedade – Grandes centros urbanos
  • 122.
    Cenário Econômico finalséc. XX • Esgotamento do modelo Keynesiano (paradigma econômico entre 1930 e 1960) • Conflitos sociais anos 60 • Pressões Inflacionárias – Fim do padrão-ouro para o dólar – Gastos guerra Vietnã – Primeiro Choque do Petróleo (74) – Segundo Choque do Petróleo (78) • Reestruturação de Governos e Organizações
  • 123.
    Objetivos da reestruturação 1.aprofundar a busca pelo lucro nas relações capital/trabalho 2. aumentar a produtividade do trabalho e do capital 3. globalizar a produção e o consumo, aproveitando melhores oportunidades de realização de lucros em qualquer região 4. canalizar o apoio estatal para ganhos de produtividade e competitividade das economias nacionais, mesmo que as custas dos mecanismos de proteção social Fonte: Castells, A Sociedade em Rede
  • 124.
    Base para reestruturação •Avanços Tecnologia da Informação – Lei de Moore, Lei de Gilder, preços declinantes, etc • Avanços Tecnologia de Comunicação – Fibras ópticas, satélites, telefonia celular, etc • Alterações no ambiente regulatório – Fim do monopólio da AT&T, BT, etc – FMI, Banco Mundial passam a ter papel pró-ativo na difusão valores empresariais
  • 125.
    Resultados (Castells) 1. Integração dos mercados financeiros em tempo real 2. Centralização do Controle, Flexibilização dos processos de Produção, Distribuição e Consumo (mercados) 3. Aparecimento de um novo centro industrial dominante na região do Pacífico 4. Unificação econômica da Europa 6. Desintegração do conceito de Terceiro Mundo 7. Transformação da Rússia em uma economia de mercado 8. Aprofundamento do desenvolvimento desigual 9. Liberação de novas forças produtivas ao lado de buracos negros de miséria, muitas vezes dentro de uma mesma região, país ou cidade 10. Conflito entre identidade cultural (local) e inserção econômica (global) 11. Globalização e informatização das redes criminosas 12. Alteração na estrutura do emprego
  • 126.
    Nova Divisão doTrabalho (Rifkin) • Decisão Estratégica e Planejamento (Dirigentes) • Inovação em Produtos e Processos (Pesquisadores) • Adaptação e definição dos objetivos da inovação (Projetistas) • Gerenciamento de relações entre decisão, inovação, projeto e execução (Integradores) • Execução das tarefas sob iniciativa própria (Operadores) • Execução de Tarefas Auxiliares / Não Automatizáveis (Dirigidos)
  • 127.
    Inserções (Castells) • Produtoresde alto valor com base no trabalho informacional • Produtores de grande volume baseados em baixo custo de mão de obra • Produtores de matérias primas baseados em recursos naturais • Produtores Redundantes
  • 128.
    Ecossistemas de Negócios Core Business Agências Reguladoras Acionistas, associações, sindicatos Fornecedores Fornecedores Competências Canais de Consumidores dos meus Consumidores dos meus Diretos Principais Distribuição fornecedores consumidores Fornecedores de produtos e serviços complementares Competidores similares em serviços ou produtos, processos de negócio e estrutura organizacional Extended Enterprise
  • 129.
    Vantagens Competitivas (Porter, Ohmae, etc) • “A destruição completa ou parcial do inimigo deve ser considerada como o principal objetivo de qualquer confronto” – Clausewitz • A estratégia é entendida como um conjunto de metodologias e procedimentos que buscam estabelecer uma vantagem competitiva indiscutível em um ou mais campos da atividade empresarial
  • 130.
    3 Cs Estratégicos(Ohmae) • Consumidores • Corporação (empresa) • Competidores – A boa estratégia é caracterizada pela sincronia entre uma clara definição do mercado e de suas necessidades com os pontos fortes da empresa e um desempenho superior ao da concorrência nestes aspectos – Quais são os fatores e tendências que são especialmente importantes para gerar um desempenho superior no seu segmento?
  • 131.
    Análise Pestel Principais fatoresque afetam os negócios Ambiente Político Ambiente Econômico Ambiente Social Ambiente Tecnológico Ambiente “Ecológico” Ambiente Jurídico (cadeia de valor)
  • 132.
    Análise SWOT (Andrews, década de 70) • Forças (strength): capacidade distintas da organização em relação aos concorrentes • Deficiências (weaknesses): aspectos nos quais nossa empresa está abaixo da média do mercado • Oportunidades (opportunities): segmentos que ainda não são atendidos de maneira adequada pelos concorrentes ou nos quais podemos entrar com baixo investimento aproveitando capacidades já existentes • Ameaças (treaths): alterações nos processos produtivos ou ambiente de negócios que podem afetar nossa posição no mercado
  • 133.
    Inteligência Competitiva • Quem são nossos principais concorrentes? • Qual seu desempenho? • Quais suas forças e fraquezas? • Quais suas possíveis estratégias? • Como elas podem afetar nosso negócio?
  • 134.
    Sistemas de InformaçãoCompetitiva (adaptado de Aaker, 1983) • Tamanho do mercado (atual e projeções) – Instituições públicas e acadêmicas (IBGE, FGV), Associções Comerciais (FIESP, Câmara eNet, etc), Pesquisas de Mercado, Consultorias (sites oferecem muito material gratuito) • Lucratividade – Relatórios de Bolsas de Valores, Sites de RI, etc • Fornecedores e Distribuidores – Idem acima, serviços de clipping • Tendências do Mercado em geral – Pesquisa de consumidores, sites de consultorias e universidades, acompanhamento legislativo, clipping
  • 135.
    Vantagem Competitiva (Porter) •Estratégia é a escolha deliberada de um conjunto diferenciado de atividades para entregar (para o consumidor) um mix de valor que não pode ser imitado pelos concorrentes
  • 136.
  • 137.
    Barreiras de Entrada •Economias de Escala • Efeito Rede • Switching costs (custos de mudança) • Custos de capital • Vantangens do incumbente (tecnologias proprietárias, marcas estabelecidas, exclusividade no acesso de matérias primas, localização, etc) • Controle dos canais de distribuição • Restrições legais Fonte: Porter, 1986
  • 138.
    Poder dos fornecedores •Características – Fornecedores existem em menor número que as empresas do segmento para os quais vendem – Não dependem excessivamente de um único setor para obter suas receitas – Altos custos de mudança – Oferecem produtos diferenciados – Ausência/dificuldade para encontrar substitutos – Facilidade de integração na cadeia de valor • Efeitos – Controle de preços – Limite de quantidade ou qualidade – Transferência de custos Fonte: Porter, 1986
  • 139.
    Poder dos consumidores •Existência de poucos compradores; • Grandes volumes de compra em relação ao tamanho de cada vendedor; • Facilidade de mudança, principalmente quando os vendedores operam com custos fixos elevados; • Produtos com baixa diferenciação Fonte: Porter, 1986
  • 140.
    Produtos substitutos • Apresença de produtos substitutos afeta as margens de lucro de um segmento, por colocar uma barreira para o aumento de preços. Se as empresas de um segmento não conseguem se diferenciar através da qualidade, marketing ou outros meios, sofrerão com lucros reduzidos, comprometendo sua sustentabilidade no longo prazo. – Custo benefício percebido como favorável, mesmo com alguma perda de qualidade (ex: Skype x Telefonia tradicional e streaming x aluguel de DVD) – Custos de mudança são baixos (ex: medicamentos genéricos) Fonte: Porter, 1986
  • 142.
    Concorrência direta • Competiçãoé mais intensa quando: – Competidores são numerosos e aproximadamente iguais em tamanho; – O crescimento do setor como um todo é baixo, intensificando a disputa por market share; – As barreiras de saída (objetivas ou não: prestígio, tradição, etc) são elevadas – Produtos ou serviõs são similares e custos de mudança são baixos (estímulo para conseguir novos consumidores a qualquer preço) – Vustos fixos são elevados e custos marginais são baixos – O aumento da oferta exige incrementos de produção em larga escala, levando ao aumento da capacidade ociosa por longos períodos de tempo – O produto é perecível (frutas, computadores e notícias…) Fonte: Porter, 1986
  • 143.
  • 144.
    Fatores que afetamas 5 forças • Taxa de crescimento do setor • Tecnologia • Regulamentação • Serviços e produtos complementares (não- rivais) • Esses fatores devem ser analisados em cada uma das 5 forças
  • 145.
    Estratégias para criare sustentar vantagens competitivas • Através do exame da cadeia de valor, buscar liderança através de: – Custos – Diferenciação
  • 146.
    Value Chain Firm Infrastructure Supporting Human Resource Management Activities Technology Development Procurement gin Marg Operations and Sales Outbound Marketing Logistics Logistics Inbound Service Primary Activities Fonte: Porter, 1980
  • 147.
  • 148.
    Anos 90: BalancedScorecard (Kaplan e Norton) • Sem desempenho financeiro adequado, as organizações estão fadadas ao desaparecimento ou insignificância; • Toda a estratégia está, de alguma maneira, vinculada ao desempenho financeiro; • Só podemos avaliar aquilo que podemos medir; • Balanced Scorecard: uma metodologia para avaliar os diversos aspectos da estratégia de uma empresa para além das metas puramente financeiras, organizados ao redor de sua visão, missão e valores – Visão: as aspirações de longo prazo – Missão: os objetivos do negócio – Valores : atitudes e comportamentos que orientam a ação da empresa
  • 149.
    Finanças: como devemos ser vistos pelos nossos acionistas? Objetivos Métricas Metas Iniciativas Consumidores: para atingir nossa Processos: para satisfazer nossos visão, como devemos ser vistos acionistas e consumidores, em quais pelos consumidores? processos de negócios devemos ter excelência? Objetivos Métricas Metas Iniciativas Missão, Visão e Objetivos Métricas Metas Iniciativas Valores Aprendizado e crescimento: para atingir nossa visão, como vamos ser capazes de mudar e melhorar? Objetivos Métricas Metas Iniciativas Fonte: Adaptado de Kaplan e Norton, 1996
  • 150.
    Fonte: Kaplan eNorton, 2006
  • 151.
    Anos 2000: MapasEstratégicos (Kaplan e Norton) • Mostrar que bens intangíveis também criam valor • Mapear e alinhar processos que levam a criação do valor por toda a organização • Visualizar relações de causa e efeito entre os objetivos estratégicos; • Os mapas são relacionados com o Balanced Scorecard • Metodologia utilizada em diversos setores, que se tornou conhecida principalmente por sua aplicação na aviação de baixo custo
  • 152.
    Fonte: Kaplan eNorton, 2004
  • 153.
    Estratégias de criaçãode valor • Na última década, os avanços no setor de TI levaram alguns autores a propor o desenvolvimento de estratégias que focam não somente na superação dos competidores, mas na criação de valor com base em novos mercados e formatos de produção – Kim e Mauborgne (“Oceano Azul” – Body Shop, Cirque do Soleil, Casas Bahia, CacauShow?) – Prahalad (Co-criação de valor) – Anderson (Cauda Longa)
  • 154.
    Estratégia do OceanoAzul • Ao competirem de forma tradicional (estratégias de custo ou diferenciação), as empresas utilizam os mesmos princípios de melhores práticas. Em um mercado cada vez mais saturado (globalização, erosão barreiras de entrada, etc) o mercado se torna cada vez mais saturado de produtos iguais e margens reduzidas nenhuma perspectiva de longo prazo • “Não concorra com os rivais, torne-os irrelevantes” descoberta de novos espaços (mercados e necessidades), ainda pouco explorados • Ao criar um valor único para seus consumidores, as organizações geram valor de forma sustentável (longo prazo) para seus acionistas, empregados e fornecedores
  • 155.
    Estratégias Oceanos Vermelhos Oceanos Azuis Competição em mercados já Criação de novos mercados existentes Vença os competidores Torne os competidores irrelevantes Explore a demanda atual Crie e capture novas demandas Atinja o limite da relação custo- Vá além da relação custo-benefício benefício Alinhe todo o sistema de atividades Alinhe todo o sistema de atividades da empresa com sua estratégia de da empresa na busca de diferenciação ou baixo custo diferenciação E baixo custo Para debate: Links patrocinados foram uma estratégia de competição por baixo custo pela atenção do consumidor ou um Oceano Azul para a publicidade? Fonte: Kim e Mauborgne, 2006
  • 156.
    Formulação Identifique os principaisatributos de competição entre as empresas de um segmento (através de sua comunicação e seus investimentos) versus o valor percebido que seus consumidores colocam em cada atributo. Isso fornece um mapa da curva de desempenho de cada empresa dentro de um segmento (abaixo, para duas vinícolas). High Low Above-the-line Vineyard prestige Wine range Price Use of marketing Aging and legacy Wine enological terminology quality complexity Fonte: Kim e Mauborgne, 2006
  • 158.
    4 Questões Redução: quais fatores podem ser reduzidos muito abaixo dos padrões do setor? Eliminação: quais fatores já são considerados como Inovação: quais fatores nos Nova “dados” e podem ser quais a indústria nunca proposição eliminados? buscou se diferenciar? de valor Ampliação: quais fatores devem ser aumentados muito além dos padrões do segmento? Fonte: Kim e Mauborgne, 2006
  • 159.
    Resultados (marca devinho) Eliminate Raise Enological terminology and Price versus budget wines distinctions Retail Store involvement Aging qualities Above-the-line marketing Reduce Create Wine complexity Easy drinking Wine range Ease of selection Vineyard prestige Fun and adventure Fonte: Kim e Mauborgne, 2006
  • 160.
    Co-creation (ou criaçãocoletiva) Prahalad, 2004 • A digitalização permite as empresas criar produtos e serviços em conjunto com seus consumidores, e neste processo produzem experiências únicas; • Nenhuma organizaçao possui recursos suficientes para criar experiências únicas para cada consumidor, então elas precisam se organizar para construir uma rede de fornecedores e colaboradores para fazer isso; • As implicações são bem maiores que o “blurb” sobre a “inteligência coletiva”.
  • 161.
    Co-criação de valor:visão geral Fonte: Prahalad, 2006
  • 162.
    • Exploitation: utilizar conhecimento e novas tecnologias para fazer melhor o que já fazemos • Exploration: utilizar conhecimento e novas tecnologias para criar coisas novas
  • 163.
    Grupo de PesquisaRedes Sociais Digitais FGV Diferentes usos exigem diferentes ações e medidas de ROI RP Gerenciamento Reputação Propaganda Proteção de Marca Ameaças em Geral Mídia em Geral Análise de Mercado Social CRM Advogados da Antecipação de Marca Tendências Colaboração p Consumer Inovação Insight Fonte: Adaptado de Social Media Delivers Marketing Intelligence, Gartner, 2008
  • 164.
  • 165.
  • 166.
    • "No matterwho you are, most of the smartest people work for someone else.“ Bill Joy, Fundador da Sun
  • 169.
  • 171.
    Criação Coletiva deValor • Criar – Plataformas – Regras • Reagir – Organizar – Estimular • Integrar – Processos Produtivos – Reconhecer contribuições (incentivos monetários e não monetários)
  • 172.
    A “moeda” dasredes: o capital social Confiança Benefícios Satisfação emocional 1. Altruística Capital Moeda Comunicação 2. Competitiva Social Social Operacionais Financeiros Expertise (redução custos de transação) Adaptado de Bourdieu, 1997; Goshal, 1998; Scheinkman, 2000 marcelo.coutinho@post.harvard.edu
  • 173.
    Modelos de Colaboraçãoem Rede Fonte: Pisano e Verganti, “Collaboration is Right for You?” – HBR, Dez 2008
  • 176.
    Desafios da CriaçãoColetiva de Valor • Atrair e motivar – Recompensas “sociais” tão ou mais importantes que financeiras • Estruturar os problemas de forma adequada – “Quebrar” o problema em várias partes – “Times” competem entre si • Mecanismos de governança – Prevenir os “caronas” • Manutenção da qualidade – Wikipedia
  • 177.
    Um approach mais“comunicativo” Fonte: Forrester 2008
  • 178.