DESERTIFICAÇÃO CLIMÁTICA, DESERTIFICAÇÃO ECOLÓGICA
No dia 17 de junho comemora-se o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca.
 Desertificação é o processo de destruição do potencial produtivo da terra, áreas onde o homem, através do uso inadequado
e/ou intensivo da terra, destruiu os recursos e transformou terras férteis em desertos ecológicos e econômicos. Processo de
Desertificação: diz respeito a atividade predatória que irá conduzir a formação de desertos. O fenômeno é uma ameaça à
biodiversidade e está associada à mudança climática e se caracteriza pela perda da produtividade do solo em regiões áridas,
semi-áridas e sub-úmidas secas, devido principalmente ao mau uso, associado à ocupação humana. Atinge especialmente a
Ásia e África e está claramente ligado à sobrevivência humana, por causar a fome que mata e ameaça a vida de milhares de
pessoas em lugares onde a terra racha e nada cresce.
DESERTO - Região de clima árido; a evaporação potencial é maior que a precipitação média anual. Caracteriza-se por solo
ressequido; cobertura vegetal esparsa, xerófilas e plantas temporárias.
As causas mais freqüentes da Desertificação estão associadas ao uso inadequado do solo e da água no desenvolvimento de
atividades agropecuárias, na mineração, na irrigação mal planejada e no desmatamento. O desmatamento, que além de
comprometer a biodiversidade, deixa os solos descobertos e expostos à erosão, ocorre como resultado das atividades
econômicas, seja para fins de agricultura de sequeiro ou irrigada, seja para a pecuária, quando a vegetação nativa é substituída
por pasto, seja diretamente para o uso da madeira como fonte de energia (lenha e carvão). O uso intensivo do solo, sem
descanso e sem técnicas de conservação, provoca erosão e compromete a produtividade. A irrigação mal conduzida provoca
a salinização dos solos. Assoreamento de cursos d'água e reservatórios, provocado pela erosão, que é desencadeada pelo
desmatamento.
A Desertificação ocorre em mais de 100 países do mundo. Por isso é considerada um problema global. No Brasil existem quatro
áreas, que são chamadas núcleos de Desertificação, onde é intensa a degradação Gilbués(PI); Seridó(RN); Irauçuba(CE) e
Cabrobó(PE). As regiões áridas, semi-áridas e subúmidas secas, ocupam mais de 37% de toda a superfície do planeta,
abrigando mais de 1 bilhão de pessoas, cujos indicadores são de baixo nível de renda, baixo padrão tecnológico, baixo nível de
escolaridade e ingestão de proteínas abaixo dos níveis aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde - OMS. Na América do
Sul e Caribe têm inúmeros países com expressivas áreas com problemas de Desertificação. EX: Argentina, Bolívia, Brasil,
Chile, Cuba, Peru e México.
CONSEQÜÊNCIAS DA DESERTIFICAÇÃO
NATUREZA AMBIENTAL E CLIMÁTICA- Como perda de biodiversidade (flora e fauna), a perda de solos por erosão, a
diminuição da disponibilidade de recursos hídricos.
NATUREZA SOCIAL- Abandono das terras por partes das populações mais pobres, diminuição da qualidade de vida e
aumento da mortalidade infantil, a diminuição da expectativa de vida e a desestruturação das famílias como unidades
produtivas. Acrescente-se o crescimento da pobreza urbana devido às migrações, a desorganização das cidades, o aumento da
poluição e problemas ambientais urbanos.
NATUREZA ECONÔMICA-Queda na produtividade agrícolas, diminuição da renda do consumo das populações,diminuição da
oferta agrícola
NATUREZA POLÍTICO INSTITUCIONAL-Perda da capacidade produtiva do Estado, sobretudo no meio rural, que repercute
diretamente na arrecadação de impostos e na circulação da renda e, por outro lado, criam-se novas demandas sociais que
extrapolam a capacidade do Estado de atendê-las.
A Desertificação (fenômeno antrópico) não é necessariamente relacionada com o avanço físico do deserto (da areia), nem deve
ser confundida com a seca (fenômeno natural). Tem mais a ver com a formação progressiva de um deserto econômico, devido
ao uso insustentável dos recursos naturais. A seca pode até ser uma das causas da Desertificação mas, inversamente, o
fenômeno da seca pode também mascarar o processo de Desertificação. Com efeito, a perda brutal, pontual e cíclica de
produção devido à seca faz com que o produtor possa não se aperceber da perda progressiva de produtividade, a longo prazo,
devido à Desertificação.
A Desertificação causa a diminuição das terras férteis, o que, aliado ao aumento da demanda por alimentos, leva ao aumento
da fome no mundo. Para evitar que isso ocorra, é necessário conter o avanço dos desertos com medidas como o
reflorestamento, o controle do movimento das dunas e a rotação de culturas. É possível também controlar a erosão com o
plantio em terraços e curvas de nível nos terrenos inclinados e o cultivo direto sobre os restos da cultura anterior, evitando a
exposição do solo ao sol, à chuva e ao vento.

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    DESERTIFICAÇÃO CLIMÁTICA, DESERTIFICAÇÃOECOLÓGICA No dia 17 de junho comemora-se o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca. Desertificação é o processo de destruição do potencial produtivo da terra, áreas onde o homem, através do uso inadequado e/ou intensivo da terra, destruiu os recursos e transformou terras férteis em desertos ecológicos e econômicos. Processo de Desertificação: diz respeito a atividade predatória que irá conduzir a formação de desertos. O fenômeno é uma ameaça à biodiversidade e está associada à mudança climática e se caracteriza pela perda da produtividade do solo em regiões áridas, semi-áridas e sub-úmidas secas, devido principalmente ao mau uso, associado à ocupação humana. Atinge especialmente a Ásia e África e está claramente ligado à sobrevivência humana, por causar a fome que mata e ameaça a vida de milhares de pessoas em lugares onde a terra racha e nada cresce. DESERTO - Região de clima árido; a evaporação potencial é maior que a precipitação média anual. Caracteriza-se por solo ressequido; cobertura vegetal esparsa, xerófilas e plantas temporárias. As causas mais freqüentes da Desertificação estão associadas ao uso inadequado do solo e da água no desenvolvimento de atividades agropecuárias, na mineração, na irrigação mal planejada e no desmatamento. O desmatamento, que além de comprometer a biodiversidade, deixa os solos descobertos e expostos à erosão, ocorre como resultado das atividades econômicas, seja para fins de agricultura de sequeiro ou irrigada, seja para a pecuária, quando a vegetação nativa é substituída por pasto, seja diretamente para o uso da madeira como fonte de energia (lenha e carvão). O uso intensivo do solo, sem descanso e sem técnicas de conservação, provoca erosão e compromete a produtividade. A irrigação mal conduzida provoca a salinização dos solos. Assoreamento de cursos d'água e reservatórios, provocado pela erosão, que é desencadeada pelo desmatamento. A Desertificação ocorre em mais de 100 países do mundo. Por isso é considerada um problema global. No Brasil existem quatro áreas, que são chamadas núcleos de Desertificação, onde é intensa a degradação Gilbués(PI); Seridó(RN); Irauçuba(CE) e Cabrobó(PE). As regiões áridas, semi-áridas e subúmidas secas, ocupam mais de 37% de toda a superfície do planeta, abrigando mais de 1 bilhão de pessoas, cujos indicadores são de baixo nível de renda, baixo padrão tecnológico, baixo nível de escolaridade e ingestão de proteínas abaixo dos níveis aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde - OMS. Na América do Sul e Caribe têm inúmeros países com expressivas áreas com problemas de Desertificação. EX: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Cuba, Peru e México. CONSEQÜÊNCIAS DA DESERTIFICAÇÃO NATUREZA AMBIENTAL E CLIMÁTICA- Como perda de biodiversidade (flora e fauna), a perda de solos por erosão, a diminuição da disponibilidade de recursos hídricos. NATUREZA SOCIAL- Abandono das terras por partes das populações mais pobres, diminuição da qualidade de vida e aumento da mortalidade infantil, a diminuição da expectativa de vida e a desestruturação das famílias como unidades produtivas. Acrescente-se o crescimento da pobreza urbana devido às migrações, a desorganização das cidades, o aumento da poluição e problemas ambientais urbanos. NATUREZA ECONÔMICA-Queda na produtividade agrícolas, diminuição da renda do consumo das populações,diminuição da oferta agrícola NATUREZA POLÍTICO INSTITUCIONAL-Perda da capacidade produtiva do Estado, sobretudo no meio rural, que repercute diretamente na arrecadação de impostos e na circulação da renda e, por outro lado, criam-se novas demandas sociais que extrapolam a capacidade do Estado de atendê-las. A Desertificação (fenômeno antrópico) não é necessariamente relacionada com o avanço físico do deserto (da areia), nem deve ser confundida com a seca (fenômeno natural). Tem mais a ver com a formação progressiva de um deserto econômico, devido ao uso insustentável dos recursos naturais. A seca pode até ser uma das causas da Desertificação mas, inversamente, o fenômeno da seca pode também mascarar o processo de Desertificação. Com efeito, a perda brutal, pontual e cíclica de produção devido à seca faz com que o produtor possa não se aperceber da perda progressiva de produtividade, a longo prazo, devido à Desertificação. A Desertificação causa a diminuição das terras férteis, o que, aliado ao aumento da demanda por alimentos, leva ao aumento da fome no mundo. Para evitar que isso ocorra, é necessário conter o avanço dos desertos com medidas como o reflorestamento, o controle do movimento das dunas e a rotação de culturas. É possível também controlar a erosão com o plantio em terraços e curvas de nível nos terrenos inclinados e o cultivo direto sobre os restos da cultura anterior, evitando a exposição do solo ao sol, à chuva e ao vento.