COMUNICAÇÃO PÚBLICA
NA PÓS-MODERNIDADE
Bruno Lopes
Érica Rigo
Érika Messetti
Juliano Moura
Marcele Wolf
Novembro de 2010
BIB02074 – Ética Profissional em RP
Introdução
• Trabalho da disciplina Estratégias de Comunicação
Pública da ESPM – SP;
• Espaço público contemporâneo, pós-modernidade;
• Crise da razão, do estado moderno, do homem.
• Passagem do certo para o incerto
Introdução
• Paradoxo: mundo de crise e incertezas x atos de
comunicação pública mostram-se plenos de certeza;
Introdução
• Análise das condições de produção dessas
verdades e a análise das características desse
espaço público dito pós-moderno.
 Ideia de Estado;
 Condições epistemológicas de produção do
discurso racional;
 Condições de eficácia da comunicação pública.
• Estado moderno com pressupostos racionais
• Estado pós-moderno já não parece mais a redenção
do homem sobre si mesmo, mas a afirmação de uma
humanidade cruel e desiludida de si mesma.
A modernidade do
Estado Pós-Moderno
• Reflexões de estado moderno diante dos
paradigmas pós-modernos
• De um lado essa desilusão, do outro a manutenção
histórica da visão do Estado de Maquiavel e Hobbes
• Consequências deste novo conceito sociopolítico
para a comunicação
A modernidade do
Estado Pós-Moderno
• Problemas do Estado são em relação a legitimação
de sua violência e a contradição em relação ao
próprio projeto moderno dos direitos humanos;
• Marcas do Estado contemporâneo: niilismo,
desencantamento e violência;
A modernidade do
Estado Pós-Moderno
A Modernidade entre o
Otimismo e o Pessimismo
• Modernidade = desencantamento do mundo
• Pensamento Político : Maquiavel (prudência) e
Hobbes (ciência)
• Quanto ao Homem (aspecto individual) as análises
se aproximam.
A Modernidade entre o
Otimismo e o Pessimismo
• Diferenças sob os aspectos sociopolíticos.
• Maquiavel não concebe distinção entre o homem
natural e o homem político.
• Maquiavel = Inaugurador modernidade política
• Hobbes = Concepção de Estado como superação do
estado de natureza.
A Modernidade entre o
Otimismo e o Pessimismo
• Modernidade ergueu-se ressentida pela
impossibilidade da metafísica.
• Razão Universal e o Tempo
• Nietzsche: apesar de a metafísica não ser mais
necessária, o homem insiste nela como fuga da
morte e da finitude.
A Modernidade entre o
Otimismo e o Pessimismo
• Historicismo encontrou como adversários Nietzsche e
Heidegger.
• Pós-modernidade = desencantamento do tempo e da
história como evolução.
• O ser desloca-se da razão e do futuro histórico para o
presente concebido como natureza.
• Retorno ao maquiavelismo a partir de um nilismo
reativo.
Modelo liberal
• O estado moderno baseia-se em critérios de
legitimação fundamentados no modelo de
democracia representativa de conteúdo liberal.
• O homem abre mão da sua natureza/liberdade em
favor do pacto social/Estado.
• Liberdade privada.
Modelo liberal
• Direito de dispor de bens materiais independente de
vontade alheia.
• Liberdade é a maneira de proteger o indivíduo contra
o outro.
• É a liberdade de Obedecer.
• O dever do Estado é de mantenedor da ordem para
garantir as liberdades individuais.
Estado Social
• Estado passa a ser concebido positivamente como
realizador de demandas políticas e sociais.
• Ocorrem também mudanças estruturais no papel
ativo do Estado.
• A primeira é quanto ao legislar no Estado.
Estado Social
• O Estado Social é essencialmente um Estado
Administrativo.
• Possui a tarefa de gestão de conflitos circunstanciais
e não a concretização de um projeto predefinido na
forma de Lei.
• É o fim da História como evolução.
Estado Social
• Como consequência ocorre uma despolitização das
decisões executivas.
• No lugar da ideologia a técnica.
• O Estado torna-se um prestador de serviço a um
cidadão cliente.
Estado Social
• O Futuro é o lugar das incertezas o que legitima as
ações preventivas do Estado.
• O espaço das decisões políticas desloca-se da
produção para a concretização.
• Fortalecem-se os poderes executivo e judiciário, em
detrimento do legislativo.
Estado Contemporâneo
• O estado contemporâneo é marcado pela
despolitização do cidadão.
• A comunicação Pública é centrada no poder
Executivo (formas de gestão)
• Busca-se o Judiciário para a realização das semandas
sociais que são individuais.
Estado Contemporâneo
• Forma de Estado onde não se admite o
questionamento dos fins.
• Discurso da Técnica
• Luta-se pelo sentido da lei não de forma universal e
sim um sentido circunstancial.
• Transformação da vida do indivíduo e não da
sociedade.
• Um mundo revolucionário que se revoluciona a todo
instante.
A lógica, a razão e o razoável
Lógica do Racional
• Mundo das Ideias
• Lógica Formal
• Silogismo
• Discurso Apodítico
• Logos (o ser do
mundo)
Lógica do Razoável
• Plano da Existência
• Lógica Substantiva
• Retórica
• Discurso Retórico
• Rethoreim (o valor
do mundo)
“Pingüins são pretos e brancos.
Alguns programas de TV antigos são em preto e branco.
Então, alguns pingüins são programas de TV antigos.
A lógica, a razão e o razoável
A lógica, a razão e o razoável
Lógica do Racional
• Mundo das Ideias
• Lógica Formal
• Silogismo
• Discurso Apodítico
• Logos (o ser do
mundo)
Lógica do Razoável
• Plano da Existência
• Lógica Substantiva
• Retórica
• Discurso Retórico
• Rethoreim (o valor
do mundo)
A lógica, a razão e o razoável
A razão na comunicação pública
A comunicação pública assume a forma de
discurso racional, de ciência, com objeto e
método próprios, sendo tomada como
esclarecimento.
Há duas formas de discurso:
O discurso “do bem”, cuja eficácia está
relacionada à sua racionalidade, à sua lógica
interna. Sendo racional em sua estrutura e em
seu objeto.
O discurso “do mal”, que se utiliza de técnicas
retóricas para sustentar um conteúdo (irracional).
Sendo racional apenas em sua estrutura.
A razão passa a ser a prudência.
A razão do estado é um fim moralmente
inquestionável, logo o objeto da comunicação
torna-se inquestionável.
A comunicação pública como comunicação
estatal perde seu caráter ético, ideológico e
assume um caráter de meio para se atingir fins.
O poder político é uma forma humana
de relação e, portanto, exercida por e para
homens a partir de critérios de sentido e valor
atribuídos às ações políticas.
A alternativa para tal situação da comunicação
pós-moderna seria uma desinstitucionalização
da política em prol de uma humanização da
política acarretando ao mesmo fato na
comunicação pública.
Conclusão
A desumanização da comunicação num
contexto moderno se dá em função da
desumanização do homem, representado
não como ser de paixões, mas como ser de
razão, controlador de si mesmo.

Comunicação Pública na Pós Modernidade

  • 1.
    COMUNICAÇÃO PÚBLICA NA PÓS-MODERNIDADE BrunoLopes Érica Rigo Érika Messetti Juliano Moura Marcele Wolf Novembro de 2010 BIB02074 – Ética Profissional em RP
  • 2.
    Introdução • Trabalho dadisciplina Estratégias de Comunicação Pública da ESPM – SP; • Espaço público contemporâneo, pós-modernidade; • Crise da razão, do estado moderno, do homem. • Passagem do certo para o incerto
  • 3.
    Introdução • Paradoxo: mundode crise e incertezas x atos de comunicação pública mostram-se plenos de certeza;
  • 4.
    Introdução • Análise dascondições de produção dessas verdades e a análise das características desse espaço público dito pós-moderno.  Ideia de Estado;  Condições epistemológicas de produção do discurso racional;  Condições de eficácia da comunicação pública.
  • 5.
    • Estado modernocom pressupostos racionais • Estado pós-moderno já não parece mais a redenção do homem sobre si mesmo, mas a afirmação de uma humanidade cruel e desiludida de si mesma. A modernidade do Estado Pós-Moderno
  • 6.
    • Reflexões deestado moderno diante dos paradigmas pós-modernos • De um lado essa desilusão, do outro a manutenção histórica da visão do Estado de Maquiavel e Hobbes • Consequências deste novo conceito sociopolítico para a comunicação A modernidade do Estado Pós-Moderno
  • 7.
    • Problemas doEstado são em relação a legitimação de sua violência e a contradição em relação ao próprio projeto moderno dos direitos humanos; • Marcas do Estado contemporâneo: niilismo, desencantamento e violência; A modernidade do Estado Pós-Moderno
  • 8.
    A Modernidade entreo Otimismo e o Pessimismo • Modernidade = desencantamento do mundo • Pensamento Político : Maquiavel (prudência) e Hobbes (ciência) • Quanto ao Homem (aspecto individual) as análises se aproximam.
  • 9.
    A Modernidade entreo Otimismo e o Pessimismo • Diferenças sob os aspectos sociopolíticos. • Maquiavel não concebe distinção entre o homem natural e o homem político. • Maquiavel = Inaugurador modernidade política • Hobbes = Concepção de Estado como superação do estado de natureza.
  • 10.
    A Modernidade entreo Otimismo e o Pessimismo • Modernidade ergueu-se ressentida pela impossibilidade da metafísica. • Razão Universal e o Tempo • Nietzsche: apesar de a metafísica não ser mais necessária, o homem insiste nela como fuga da morte e da finitude.
  • 11.
    A Modernidade entreo Otimismo e o Pessimismo • Historicismo encontrou como adversários Nietzsche e Heidegger. • Pós-modernidade = desencantamento do tempo e da história como evolução. • O ser desloca-se da razão e do futuro histórico para o presente concebido como natureza. • Retorno ao maquiavelismo a partir de um nilismo reativo.
  • 12.
    Modelo liberal • Oestado moderno baseia-se em critérios de legitimação fundamentados no modelo de democracia representativa de conteúdo liberal. • O homem abre mão da sua natureza/liberdade em favor do pacto social/Estado. • Liberdade privada.
  • 13.
    Modelo liberal • Direitode dispor de bens materiais independente de vontade alheia. • Liberdade é a maneira de proteger o indivíduo contra o outro. • É a liberdade de Obedecer. • O dever do Estado é de mantenedor da ordem para garantir as liberdades individuais.
  • 14.
    Estado Social • Estadopassa a ser concebido positivamente como realizador de demandas políticas e sociais. • Ocorrem também mudanças estruturais no papel ativo do Estado. • A primeira é quanto ao legislar no Estado.
  • 15.
    Estado Social • OEstado Social é essencialmente um Estado Administrativo. • Possui a tarefa de gestão de conflitos circunstanciais e não a concretização de um projeto predefinido na forma de Lei. • É o fim da História como evolução.
  • 16.
    Estado Social • Comoconsequência ocorre uma despolitização das decisões executivas. • No lugar da ideologia a técnica. • O Estado torna-se um prestador de serviço a um cidadão cliente.
  • 17.
    Estado Social • OFuturo é o lugar das incertezas o que legitima as ações preventivas do Estado. • O espaço das decisões políticas desloca-se da produção para a concretização. • Fortalecem-se os poderes executivo e judiciário, em detrimento do legislativo.
  • 18.
    Estado Contemporâneo • Oestado contemporâneo é marcado pela despolitização do cidadão. • A comunicação Pública é centrada no poder Executivo (formas de gestão) • Busca-se o Judiciário para a realização das semandas sociais que são individuais.
  • 19.
    Estado Contemporâneo • Formade Estado onde não se admite o questionamento dos fins. • Discurso da Técnica • Luta-se pelo sentido da lei não de forma universal e sim um sentido circunstancial. • Transformação da vida do indivíduo e não da sociedade. • Um mundo revolucionário que se revoluciona a todo instante.
  • 20.
    A lógica, arazão e o razoável Lógica do Racional • Mundo das Ideias • Lógica Formal • Silogismo • Discurso Apodítico • Logos (o ser do mundo) Lógica do Razoável • Plano da Existência • Lógica Substantiva • Retórica • Discurso Retórico • Rethoreim (o valor do mundo)
  • 21.
    “Pingüins são pretose brancos. Alguns programas de TV antigos são em preto e branco. Então, alguns pingüins são programas de TV antigos. A lógica, a razão e o razoável
  • 22.
    A lógica, arazão e o razoável Lógica do Racional • Mundo das Ideias • Lógica Formal • Silogismo • Discurso Apodítico • Logos (o ser do mundo) Lógica do Razoável • Plano da Existência • Lógica Substantiva • Retórica • Discurso Retórico • Rethoreim (o valor do mundo)
  • 23.
    A lógica, arazão e o razoável
  • 24.
    A razão nacomunicação pública A comunicação pública assume a forma de discurso racional, de ciência, com objeto e método próprios, sendo tomada como esclarecimento.
  • 25.
    Há duas formasde discurso: O discurso “do bem”, cuja eficácia está relacionada à sua racionalidade, à sua lógica interna. Sendo racional em sua estrutura e em seu objeto. O discurso “do mal”, que se utiliza de técnicas retóricas para sustentar um conteúdo (irracional). Sendo racional apenas em sua estrutura.
  • 26.
    A razão passaa ser a prudência. A razão do estado é um fim moralmente inquestionável, logo o objeto da comunicação torna-se inquestionável. A comunicação pública como comunicação estatal perde seu caráter ético, ideológico e assume um caráter de meio para se atingir fins.
  • 27.
    O poder políticoé uma forma humana de relação e, portanto, exercida por e para homens a partir de critérios de sentido e valor atribuídos às ações políticas. A alternativa para tal situação da comunicação pós-moderna seria uma desinstitucionalização da política em prol de uma humanização da política acarretando ao mesmo fato na comunicação pública.
  • 28.
    Conclusão A desumanização dacomunicação num contexto moderno se dá em função da desumanização do homem, representado não como ser de paixões, mas como ser de razão, controlador de si mesmo.