Prof.ª Luciana Krebs
Email: lucianakrebs@hotmail.com
Pensamento
Plano
Tentativa
Suicídio
Problema de Saúde Pública
O estado psíquico geralmente encontrado em alguém
prestes a tirar a própria vida é de uma dor emocional
intolerável, vivenciada como uma turbulência emocional
interminável, um desespero sem luz no fim do túnel,
uma sensação angustiante de estar preso em si mesmo,
sem encontrar saída.
• 17% “pensaram seriamente em por fim à vida”
• 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso
• 2,8% efetivamente tentaram o suicídio
15 a 25% das pessoas que tentam o suicídio
tentarão novamente no ano seguinte
Dos que tentam 10% conseguem se matar nos
próximos 10 anos
- Sexo masculino
- Entre 19 e 49 anos e acima de 65
- Separados/divorciados > solteiros > viúvos > casados
- Áreas urbanas
- Desempregados, aposentados
- Ateus, protestantes > católicos, judeos
- Isolamento Social
- Perda recente
- Perda dos pais na infância
- Instabilidade Familiar
- Datas importantes (reações de aniversário)
- Traços de personalidade: impulsividade, agressividade, labilidade
do humor
- História familiar de doença afetiva/alcoolismo/suicídio
- Depressão, alcoolismo, drogadição,
esquizofrenia, síndromes orgânicas-cerebrais
- Transtornos de personalidade
- Tentativa de suicídio pregressa
- Doenças físicas incapacitantes, dolorosas,
terminais
Qualquer ato de autoagressão implica maior risco
de suicídio
Alguns pacientes omitem sua intenção e planos
suicidas
A desesperança, mais do que o humor deprimido,
mostrou-se maior risco
A ansiedade aumenta o risco de que isso ocorra a
curto prazo
Objetivos da entrevista inicial
Semiológico
Apoio emocional
Estabelecimento de vínculo
Caracterização do ato suicida
Fatores de risco
Fatores psicodinâmicos
Antecedentes pessoais e familiares
Rede de apoio social
O profissional sente-se entre duas polaridades:
1. Deve respeitar os sentimentos da pessoa
2. Deve tomar medidas concretas para evitar que um paciente se mate
“ Se eu perguntar sobre suicídio, poderei induzir o
paciente a isso.”
“Ele está ameaçando o suicídio apenas para manipular...”
“Quem quer se matar, se mata mesmo...”
“No lugar dele, eu também me mataria...”
“Veja se da próxima vez você se mata mesmo!”
“Quem se mata é bem diferente de quem apenas tenta.”
Medo
Bloqueia nossa capacidade de lidar
Afastamento
Impede a sintonia empática
Dissonância afetiva =
desconexão com o paciente
Perde-se uma das forças que pode
manter o paciente vivo
Proximidade afetiva exagerada
“No lugar dele eu também me sentiria assim”
Pode ser paralizante e conduzir a erros
Cada um de nós suporta e lida com a ansiedade,
ambiguidade e risco de uma maneira característica.
Alguns procuram manter, ao
máximo o controle da
situação, minimizando o
grau de incerteza.
Outros suportam melhor a
ansiedade e assumem maior
risco, na esperança de
promover a autonomia do
paciente.
Não se trata de evitar todos os
suicídios, mas sim os que
podem ser evitados.

Comportamento suicida

  • 1.
    Prof.ª Luciana Krebs Email:lucianakrebs@hotmail.com
  • 2.
  • 3.
  • 4.
    O estado psíquicogeralmente encontrado em alguém prestes a tirar a própria vida é de uma dor emocional intolerável, vivenciada como uma turbulência emocional interminável, um desespero sem luz no fim do túnel, uma sensação angustiante de estar preso em si mesmo, sem encontrar saída.
  • 5.
    • 17% “pensaramseriamente em por fim à vida” • 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso • 2,8% efetivamente tentaram o suicídio
  • 6.
    15 a 25%das pessoas que tentam o suicídio tentarão novamente no ano seguinte Dos que tentam 10% conseguem se matar nos próximos 10 anos
  • 7.
    - Sexo masculino -Entre 19 e 49 anos e acima de 65 - Separados/divorciados > solteiros > viúvos > casados - Áreas urbanas - Desempregados, aposentados - Ateus, protestantes > católicos, judeos - Isolamento Social - Perda recente - Perda dos pais na infância - Instabilidade Familiar - Datas importantes (reações de aniversário) - Traços de personalidade: impulsividade, agressividade, labilidade do humor - História familiar de doença afetiva/alcoolismo/suicídio - Depressão, alcoolismo, drogadição, esquizofrenia, síndromes orgânicas-cerebrais - Transtornos de personalidade - Tentativa de suicídio pregressa - Doenças físicas incapacitantes, dolorosas, terminais
  • 8.
    Qualquer ato deautoagressão implica maior risco de suicídio Alguns pacientes omitem sua intenção e planos suicidas A desesperança, mais do que o humor deprimido, mostrou-se maior risco A ansiedade aumenta o risco de que isso ocorra a curto prazo
  • 9.
    Objetivos da entrevistainicial Semiológico Apoio emocional Estabelecimento de vínculo Caracterização do ato suicida Fatores de risco Fatores psicodinâmicos Antecedentes pessoais e familiares Rede de apoio social O profissional sente-se entre duas polaridades: 1. Deve respeitar os sentimentos da pessoa 2. Deve tomar medidas concretas para evitar que um paciente se mate
  • 10.
    “ Se euperguntar sobre suicídio, poderei induzir o paciente a isso.” “Ele está ameaçando o suicídio apenas para manipular...” “Quem quer se matar, se mata mesmo...” “No lugar dele, eu também me mataria...” “Veja se da próxima vez você se mata mesmo!” “Quem se mata é bem diferente de quem apenas tenta.”
  • 11.
    Medo Bloqueia nossa capacidadede lidar Afastamento Impede a sintonia empática Dissonância afetiva = desconexão com o paciente Perde-se uma das forças que pode manter o paciente vivo Proximidade afetiva exagerada “No lugar dele eu também me sentiria assim” Pode ser paralizante e conduzir a erros
  • 12.
    Cada um denós suporta e lida com a ansiedade, ambiguidade e risco de uma maneira característica. Alguns procuram manter, ao máximo o controle da situação, minimizando o grau de incerteza. Outros suportam melhor a ansiedade e assumem maior risco, na esperança de promover a autonomia do paciente.
  • 13.
    Não se tratade evitar todos os suicídios, mas sim os que podem ser evitados.