Volume sanguíneo: 7%peso corporal
70 ml/kg : adulto de 70 kg= 5 litros
Perda de volume => instabilidade hemodinâmica => < perfusâo capilar
⇒ Lesão celular => morte
CHOQUE: condição em que a perfusão tissular é incapaz de sustentar
metabolismo aeróbico
OBJETIVOS: parar sangramento e restaurar o volume circulante
<O2
• Diminuição doO2
disponível para a
mitocôndria
ATP • P
r
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oG
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Piruvat • Aa
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aglicólise
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c
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Consequência
da
Redução
de
O2
Disponível
Choque Hipovolêmico
Choque Hipovolêmico
Diminuipré carga
Aumento da atividade simpática
Vasoconstrição
Diminui PAM Isquemia
Insuficiência de múltiplos
órgãos
SARA
InsuficiênciaHepática
Sangramento de estresse
GI
14.
Choque Hipovolêmico
• Avaliaçãoclínica :
− Medir FC e PA em pé, sentada, deitada com 5 min
de
intervalo
− Alteração ortostática é um aumento postural no
pulso
de 10 a 15 bpm ou queda na PAS de pelo menos
10 mmHg
− A manifestação clínica varia de acordo com a
velocidade e do volume total perdido
15.
Choque Hipovolêmico
• AchadosClínicos de Pele e
Mucosas:
− Pele cianótica: hipoxemia pronunciada
− Pele úmida, fria e pegajosa
• Estimulação simpática secreção sudorípara
− Reenchimento capilar:
• Na hipovolemia branda= normal
• Na perda de mais de 30%de volume = teste positivo (> 2seg)
− Lábios e cavidade oral secos e rachados
− “Sede”
16.
Choque Hipovolêmico
• AchadosClínicos Cerebrais:
− Sintomas de Hipóxia Cerebral
• Quando a PAM cai abaixo de 60 a 70 mmHg
− PAM= PAS + (PAD x 2)
3
• Dependem da gravidade e duração da hipovolemia
• Alterações sutis na acuidade mental
− Classe I e II
• Confusão, letargia, obnubilação e coma
− Classe III e IV
17.
Choque Hipovolêmico
• AchadosClínicos Hepáticos:
− Disfunção hepática primária
• Coagulação intravascular disseminada
• Sangramento
− Disfunção hepática secundária
• Hiperbilirrubinemia devido degradação de eritrócitos e disfunção
hepatocelular
• Mais frequente na sepse
18.
Choque Hipovolêmico
• AchadosClínicos Gastrointestinais:
− Sangramento gastrointestinal
• Citocinas e radicais livres podem promover lesão adicional que resultam em
ulceração ou sangramento
• Coloração em borra de café de aspirados gástricos ou sangramento
vermelho-vivo
• A lesão da mucosa favorece a translocação de bactérias para o sangue o
fígado
19.
Choque Hipovolêmico
• AchadosClínicos
Pulmonares:
− Dispneia, hipoxemia
progressiva,
− Infiltrados pulmonares
bilaterais difusos
− Complacência reduzida
− Achados radiográficos:
edema pulmonar
− PO2 baixa (< 65 mmHg)
• Estimulação simpática
seguida
de acidose
SARA
Permeabilidade
capilar aumentada
Acúmulo de água
pulmonar extra vascular
Células inflamatórias
destroem células alveolares
Proliferação
de pneumócitos
Fibrose
20.
Choque Hipovolêmico
• Tratamentodo choque
− Mneumônico ORDER
• Sequência de prioridades de ressuscitação
O OXIGENAR
R RESTAURAR VOLUME CIRCULATÓRIO
D DROGAS
E ESTIMATIVA DA RESPOSTA A TERAPIA
R REMEDIAR A CAUSA SUBJACENTE
21.
Choque Hipovolêmico
• OOXIGENAR
− Assegurar via aérea adequada
− Aplicação de oxigênio por cânula nasal 1 a 6
L/min
− Se for necessário máscara fechada: 8 a 10 L/min
− Pacientes desorientadas : intubação endotraqueal
22.
Choque Hipovolêmico
• RRESTAURAR VOLUME CIRCULATÓRIO
− Cateter venoso calibre 14 ou 16
− Ringer lactato: 1 a 2 L
− Colher hemograma completo, eletrólitos, magnésio,
cálcio,
glicose, fosfato
• Quando indicado: beta-HCG, coagulograma, função hepática,
lactato e hemocultura
23.
Choque Hipovolêmico
• RRESTAURAR VOLUME CIRCULATÓRIO
− SF 0,9%: pode ser usado mas o uso prolongado aumento risco
de acidose hiperclorêmica
− Não usar cloreto de sódio hipertônico pelo risco de
desidratação
cerebral ou morte
− Uso de albumina e colóides não é suportada por dados
científicos.
• Usar em casos selecionados (cirrose e peritonite)
Choque Hipovolêmico
• RRESTAURAR VOLUME CIRCULATÓRIO
− Normatizar gradiente alveoloarterial em PaCO2 > 30mmHg
ou
SaO2 > 55 %
− Manter Gases sanguíneos:
• PaO2 80-100 mmHg
• PaCO2 30-35 mmHg
• pH > 7,35
− Manter PAS em pelo menos 90 mmHg e PAM em 60
mmHg
26.
Choque Hipovolêmico
• RRESTAURAR VOLUME CIRCULATÓRIO
− Manter Hg > 7mg/dL e 10 mg/dL em pacientes cardíacos
− Manter saturação de oxihemoglobina arterial em pelo
menos
92%
− Manter bilirrubina < 3mg/dL
− Manter débito urinário de 20-30mL/h
27.
Choque Hipovolêmico
• RRESTAURAR VOLUME CIRCULATÓRIO
− Cateter venoso central não é recomendado na maioria
dos
casos
• Não aumenta velocidade de infusão
• Risco de pneumotórax
− Melhorar a circulação central
• Posição de Trendelenburg
− Normalizar distúrbios de coagulação
− Manter lactato sérico em 2,2 mMol/L
28.
Choque Hipovolêmico
• RRESTAURAR VOLUME CIRCULATÓRIO
− Uso de componentes sanguíneos:
• 200 a 250 mL de concentrado de hemácias tem hematócrito de 70%
• Combinado com soro é o componente de escolha
• Como verificado que HG> 7mg/dL mantem transporte de oxigênio
satisfatório: não se recomenda a transfusão empírica
• Perda sanguínea maior que 25% do sangue total
− Administrar sangue total : fornece quantidade de fatores de
coagulação
semelhante ao plasma fresco congelado exceto fator V e VIII
29.
Choque Hipovolêmico
• RRESTAURAR VOLUME CIRCULATÓRIO
• Tipo de fluido
• Velocidade de infusão
• Quando iniciar hemoderivados
• Definir até quando tratar
• Reposição agressiva pode levar a anemia isovolêmica
=> lesão endotelial mais precoce (lesão do glycocalyx)
33.
Choque Hipovolêmico
• RRESTAURAR VOLUME CIRCULATÓRIO
• Hipotensão moderada => reposição volumétrica não
agressiva
• Casos mais graves: reposição agressiva pode
salvar
vidas
34.
Choque Hipovolêmico
• DDROGAS
− Suporte farmacológico da PA
• Agentes inotrópicos e vasopressores
− Dopamina e dobutamina
» Estimula receptores dopaminérgicos cerebrais,
renais e mesentéricos resultando em vasodilatação
e aumento de débito cardíaco
− Epinefrina e norepinefrina: indicados na hipotensão
refratária
− Somente depois da reposição adequada de volume
Choque Hipovolêmico
• EESTIMATIVA DE RESPOSTA
− Determinar a causa
− Verificar ventilação adequada: gasometria
− Resultados dos exames solicitados:
correção
RÁPIDA TRANSITÓRIA AUSENTE
Sinais vitais Normal Recidiva da PA
baixa e taquicardia
Taquicardia persistente,
hipotensão, estado mental
alterado
Perda sanguínea estimada Mínima Moderada a
continuada
Grave
Necessidade de cristaloide Baixa Alta Alta
Preparação de sangue Baixa Moderada a alta Imediata
Necessidade de cirurgia Possível Provável Muito provável