S E NA C
I N S T R U T O R A : E N Fª D R ª L A Í S A S CH U H
20 23
ESTADOS DE CHOQUE
CHOQUE HIPOVOLÊMICO E CARDIOGÊNICO
2.
POR QUE CONHECER?
Ochoque é um dos quadros clínicos mais complexos em
emergências médicas e medicina intensiva, resultando em altos índices
de letalidade devido à combinação entre:
CONHECIMENTO
INSUFICIENTE
DIAGNÓSTICO
TARDIO
TERAPÊUTICA
INADEQUADA
3.
ESTADOS DE CHOQUE
CHOQUE
ANAFILÁTICO
CHOQUE
SÉPTICO
CHOQUE
CARDIOGÊNICO
Surgequando uma infecção, que estava localizada em
apenas um local, consegue chegar até o sangue e se
espalha por todo o corpo, afetando vários órgãos.
Acontece em pessoas que têm uma alergia muito grave a
alguma substância provoca uma resposta exagerada do
sistema imune, gerando inflamação do sistema
respiratório.
Quando coração se torna incapaz de bombear o sangue
pelo corpo. É mais frequente após um caso de infarto,
intoxicação por medicamentos ou infecção generalizada.
CHOQUE
NEUROGÊNICO
Ocorre quando existe uma perda repentina dos sinais
nervosos do sistema nervoso, deixando de enervar os
músculos do corpo e os vasos sanguíneos.
CHOQUE HIPOVOLÊMICO
A síndromedo choque circulatório ou hipovolêmico, chamada
comumente apenas de choque, é a expressão clínica da falência
circulatória aguda que resulta na oferta deficitária de oxigênio para os
tecidos.
Apesar dos avanços tecnológicos, ainda apresenta altas taxas de
mortalidade e é uma condição bastante comum, respondendo por cerca
de um terço das internações em unidades de terapia intensiva (UTI).
Por se manifestar através de sinais e sintomas inespecíficos, é
necessário um alto grau de suspeição e uma avaliação cuidadosa para o
seu reconhecimento precoce a fim de corrigir as disfunções, sendo que
quanto mais precoce for o tratamento, melhor será o prognóstico para o
paciente.
6.
CHOQUE HIPOVOLÊMICO
O choquecirculatório caracteriza-se por um estado de
hipoperfusão tecidual, ou seja, o fluxo sanguíneo encontra-se
inadequado para suprir as necessidades celulares.
Há um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio e
nutrientes, e um acúmulo de produtos metabólicos de excreção celular
(como o gás carbônico) pela insuficiência na sua remoção.
O choque circulatório não consta necessariamente com
hipotensão arterial e débito cardíaco diminuído. Essa confusão pode,
muitas vezes, retardar o diagnóstico e, consequentemente, diminuir as
chances de reversão do quadro.
7.
O QUE LEVAAO CHOQUE HIPOVOLÊMICO?
O choque hipovolêmico é causado por uma redução do volume
sanguíneo, sendo o tipo mais frequente de choque. Essa redução do
volume pode ser devida a uma hemorragia (causa mais frequente) em
que há perda tanto de eritrócitos quanto de plasma, ou a uma perda
isolada de plasma, que ocorre em casos mais específicos.
Pode ser facilmente diagnosticado caso
haja sinais clínicos claros de instabilidade
hemodinâmica ou se a fonte de perda de volume
sanguíneo for evidente. Caso contrário, pode ser
facilmente confundido com outro tipo de choque
ou até mesmo, nem diagnosticado como tal.
9.
FISIOPATOLOGIA
A fim derecuperar a perfusão tecidual, o organismo lança mão
de estratégias fisiológicas como a ativação simpática. Essa ativação
desencadeia três respostas principais.
CONTRAÇÃO DAS
ARTERÍOLAS
Aumenta a resistência
vascular periférica
CONTRAÇÃO DAS VEIAS
Aumenta o retorno
venoso e da pré-carga
EFEITOS CARDÍACOS
DIRETOS
Aumento da frequência
cardíaca e da força de
contração do coração
10.
SINAIS CLÍNICOS
TAQUICARDIA
PRESSÃO ARTERIALNORMAL OU DIMINUÍDA
DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO DE PULSO
TEMPO DE ENCHIMENTO CAPILAR PROLONGADO (> 2 segundos)
PELE FRIA, PÁLIDA OU MARMÓREA
DIAFORESE
ALTERAÇÕES DO ESTADO MENTAL
DIAGNÓSTICO POR EXAMES
LABORATORIAIS: hemograma completo para quantificação celular;
IMAGEM: para determinar o local e a causa da redução do volume,
como TC, RM, ou raio X da área sob suspeita;
ANGIOGRAFIA ou CATETERIZAÇÃO do coração podem
mostrar baixa débito cardíaco (bombeamento) para
confirmar o diagnóstico de choque
13.
TRATAMENTO
A intubação traquealdeve ser precoce, com o
objetivo de diminuir o consumo de oxigênio
pelos músculos respiratórios;
O acesso vascular deve ser estabelecido
rapidamente. A primeira escolha é a punção de
veia periférica - de preferência, duas veias
calibrosas;
Imediatamente após a obtenção do acesso
vascular, inicia-se a reposição hídrica, cujo
objetivo é adequar a volemia e restaurar a
perfusão tecidual;
14.
AVALIAR COM ATENÇÃO
Durantea reposição hídrica, o indivíduo deve ser reavaliado
continuamente, observando-se a FREQUÊNCIA CARDÍACA, a
PRESSÃO ARTERIAL, o TEMPO DE ENCHIMENTO CAPILAR, o
ESTADO MENTAL e o DÉBITO URINÁRIO.
17.
CONCENTRADO DE HEMÁCIAS
CONSIDERA-SEA INFUSÃO
DE CONCENTRADO DE
HEMÁCIAS QUANDO:
Persistirem sinais de choque ou
instabilidade hemodinâmica após
a administração de 40 a 60mL/kg
de solução intravenosa;
A concentração de hemoglobina
estiver abaixo de 10g/dL em
sujeitos com qualquer tipo de
choque;
18.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Aassistência de enfermagem varia de acordo com o tipo e
evolução do choque, por isso o plano de cuidados deverá ser revisado
constantemente e a equipe de enfermagem precisa estar próxima ao
doente. O paciente em estado de choque exige cuidados intensivos
diante do risco iminente de morte.
19.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Monitorizaçãode SV
Oxigenoterapia
Controle de glicemia capilar
Controle da dor
Manutenção de acesso venoso
Realização de exames com urgência
Determinar melhor decúbito de acordo com o tipo de choque
CHOQUE CARDIOGÊNICO
Éum distúrbio cardíaco grave e agudo em que o corre uma redução das
contrações dos músculos cardíacos, fazendo com que o coração não
consiga bombear sangue em quantidade suficiente para todo o corpo,
resultando em falta de oxigênio nos tecidos, e sintomas como
respiração rápida, desmaio repentino e aumento exagerado dos
batimentos cardíacos.
Causa mais comum = IAM.
Também pode surgir devido a outras condições de saúde que afetam o
músculo ou as válvulas cardíacas, a membrana que recobre o coração
ou o sistema de condução elétrico do coração, como cardiomiopatias,
miocardite ou regurgitação mitral aguda.
SINTOMAS
Respiração rápida;
Aumento exagerado do batimento cardíaco;
Dor no tórax;
Pulso fraco;
Suor sem causa aparente;
Pele pálida, fria e pegajosa;
Pés e mãos frios;
Diminuição da quantidade de urina;
Alterações da consciência;
Desmaio repentino.
24.
EXAMES PARA DIAGNÓSTICO
Aferir pressão arterial;
Eletrocardiograma (ECG);
Ecocardiografia;
Raio X do tórax ou angiografia coronária;
Exames de sangue;
Testes das enzimas cardíacas e
Gasometria.
25.
ABORDAGEM INICIAL
Objetivodessa fase = restaurar os parâmetros cardiovasculares
e respiratórios essenciais, como FC,PA e oxigenação, que
devem ser continuamente monitoradas.
Oxigenoterapia - meta saturação de hemoglobina > 90%.
Administrar por cateter nasal de baixo fluxo, cerca de 1 L/min,
podendo ofertar até 6 L/min.
Diuréticos = furosemida.
Vasodilatadores.
Inotrópicos (objetivo é aumentar o tônus e
a contratilidade do músculo cardíaco – EX: dobutamina).
26.
TRATAMENTO
1º atendimentono setor de emergência. Após, cuidados intensivos = UTI;
Soroterapia = manter a hidratação e alimentação;
Vasopressores = adrenalina, noradrenalina ou dopamina, para tratar a
pressão arterial baixa;
Agentes inotrópicos = dobutamina, dopamina ou milrinona, que ajudam a
melhorar o bombeamento do coração, e geralmente são usado até que os
outros remédios comecem seu efeito;
Ácido acetilsalicílico = para diminuir o risco de formação de coágulos e
facilitar a circulação do sangue;
Antiagregantes plaquetários = clopidogrel, para prevenir a formação de
coágulos no sangue;
Anticoagulantes = heparina, para diminuir a capacidade de coagulação do
sangue e prevenção da formação de coágulos;
Diuréticos = furosemida ou espironolactona, para diminuir a quantidade
de líquidos no pulmão.
TRATAMENTO
Cateterismo =para restaurar a circulação para o
coração (em situações de IAM);
O profissional médico
geralmente insere um
cateter - fino longo e
comprido - através de uma
artéria (região do pescoço
ou da virilha) até ao
coração para remover um
possível coágulo e permitir
que o sangue volte a passar
adequadamente.
Sugestão vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=NTDIZPbIPOk
29.
Bora estudar?!
QUESTÕES DEFIXAÇÃO:
1- O que é choque hipovolêmico?
2- Quais sinais e sintomas do choque hipovolêmico?
3- Quais cuidados de enfermagem no choque hipovolêmico?
4- Qual tratamento para o choque hipovolêmico?
5- O que é choque cardiogênico?
6- Quais sinais e sintomas do choque cardiogênico?
7- Qual tratamento indicado para o choque cardiogênico?
8- Quais as principais medicações utilizadas no choque cardiogênico?
Fale sobre cada uma (para que serve, cuidados de enfermagem...).