MODA
Como saber se o modelo que você usa é uma cópia? É dificil ser original quando praticamente tudo já foi
inventado. Confira alguns dos maiores nomes no mundo da moda que tiveram os seus trabalhos plagiados.
A	
moda é uma ten-
dência associada
ao vestuário que
varia entre cultu-
ras e períodos da história. Palavra
vinda do Francês (mode), é utili-
zada para definir o que está sendo
usado no momento Aquilo o que
você consome define as suas pre-
ferências e gostos. Cada pessoa
tem o livre arbítrio para usar o
que bem entender, mas essa inde-
pendência de estilo não é ilimita-
da. Como foi dito anteriormente,
o lugar onde você vive e a época
onde está não só definem, mas
limitam as suas escolhas de ves-
timenta. Quer dizer, você pode
até sair de casa no Rio de Janeiro
atual com um vestido do século
XIX, mas será julgado por isso,
sem contar que irá sentir um ca-
lor insuportável! Então talvez não
seja uma boa ideia. A nossa cul-
tura também é definida pelo que
vestimos. A cultura de cada pes-
soa depende diretamente de como
nos mostramos perante à socieda-
de. Por exemplo, pessoas que se
vestem com o moleton dos Los
Angeles Lakers deixam implícito
que moram nos Estados Unidos.
Quer dizer, podem até não mo-
rar, mas qual é a graça de torcer
para um time que dificilmente irá
acompanhar?
Novas tendências aparecem no
mundo da moda todos os dias. As
roupas expostas nas passarelas
das semanas de moda em Paris,
Milão, São Paulo, Nova York,
além de outras cidades que são
símbolos de estilo e sofisticação,
são uma amostra do que está no
topo das paradas, e certamente
será cobiçado por milhares de
pessoas nos meses a se seguir.
ENTENDASOBREOPLÁGIO
Tudo o que é lançado pelas grifes
e estilistas famosos surgiu a partir
de uma ideia. Tal ideia pode ter
vindo da cabeça do autor, ou não.
Muitos estilistas são acusados
de plágio, ou seja, apropriação
de algo que não foi inventado
por tal pessoa, o que é crime.
Algumas das maiores marcas
no universo da moda já foram
acusadas de plágio, como por
exemplo a Gucci e a Guess, que
são suspeitas de cópia por terem
as logomarcas semelhantes. Além
desse exemplo, podemos citar
empresas que são conhecidas por
venderem roupas de passarela por
preços mais baratos (outro tipo
de cópia), como a Forever 21,
Topshop e ZARA, entre outras.	
MODA
NA
Texto Diagramação Fotos Camila Jesus, Catarina Oliveira e Carine do Carmo
PLÁGIO
No mundo das tendências, o
plágio é algo muito comum de ser
encontrado. Mesmo sabendo que
copiar algo que é de autoria de
outra pessoa é errado, a indústria
da moda obtém crescimento
fácil, se apropriando de ideias de
outros estilistas e assim lucrando
em cima dos gigantes da moda.
Estilistas famosos em todo o
mundojá foramvítimasdecópias.
Temos como exemplo alguns dos
maiores nomes da área, Donatella
Versace, Christian Dior, Yves
Saint Laurent, Ralph Lauren,
Calvin Klein, Giorgio Armani,
Gianni Versace e Valentino, vale
ressaltar que a lista não para por
ai, e há uma grande chance de que
todas as marcas citadas a cima
serão plagiadas novamente. Os
próprios estilistas acima citados,
não estão livres de acusações de
plágio. Lembrando que qualquer
semelhança (quando se trata de
moda), por menor que ela possa
ser, pode ser vista como cópia.
SOBRE ISABEL
MARANT
Isabel Marant é uma designer
francesa conhecida internacio-
nalmente. Possui lojas na Euro-
pa, Ásia, e nas Américas. Seus
modelos foram usados por mui-
tas celebridades e a sua marca
(Isabel Marant) é milionária. Até
aí tudo bem, o que nos interessa
mesmo é o fato seguinte: Isabel
Marant foi recentemente acusada
de plágio, mas não qualquer tipo
de plágio. A estilista gerou polê-
mica ao supostamente ter copia-
do a vestimenta tradicional de
uma tribo indígena. O elemento
que teria sido plagiado foi uma
túnica típica da tribo mexicana
Santa Maria Tlahuitoltepec. Tal
acontecimento pode ser chama-
do de plágio cultural, quando há
apropriação de algum elemento
característico da cultura de al-
gum povo. Esse tipo de plágio
é gravíssimo, pois ofende a uma
cultura inteira. A peça de roupa
está avaliada em mais de duzen-
tos dólares, mas se você quiser
um preço mais em conta, vá até a
tribo que também a fabrica, pois
lá, a blusa está avaliada em ape-
nas dezenove dólares.
Mas como saber se o plágio foi
intencional? A estilista não pode
ter tido a mesma idéia? Quando
questionada sobre a cópia, Ma-
rant não quis fazer nenhum co-
mentário, talvez por realmente
ter sido proposital, ou talvez por
ela não querer dar satisfações a
mídia e se sinta ofendida com
tal acusação. A grande jogada da
história é que pouco importa se
Isabel Marant copiou o modelo
com a esperança de não ser pega,
ou se apenas teve uma idéia se-
melhante, se é igual e veio de-
pois, é plágio, e a estilista pode
(e foi) processada por isso.
UMA MULHER
CHAMADA DAPHINE
Quem diria que uma estudante
de direito faria tanto sucesso fa-
bricando roupas inspiradas em
outros modelos? A palavra “ins-
pired”, que tem como significado
inspiração ou inspirado, é utili-
zada para as peças diretamente
copiadas. Daphine Guimarães
é uma Piauíense de 28 anos que
tem paixão por moda.
“Meu ateliê começou muito ti-
midamente, na verdade como
uma loja de alugueis. Em mi-
nha casa funcionam somente o
espaço onde as clientes olham e
provam os vestidos que ja temos
prontos ou tiram medidas para a
confecção de vestidos que vão
comprar ou fazer o primeiro alu-
guel. O ateliê começou com ape-
nas uma costureira, que até hoje
e meu braço direito e se chama
Eliane, mas hoje tenho uma equi-
pe grande que me apoia , com
costureiras e bordadeiras, e com
profissionais supertalentosos que
me ajudam na produção dos edi-
toriais. Os lucros já bateram a
porta, mas ainda a muito trabalho
a fazer. Queremos expandir para
outros estados.” Os seus modelos
são inspirados em looks anterior-
mente usados por pessoas famo-
sas ou personagens de TV, como
é o caso do vestido branco usado
por Blair, personagem principal
da série Gossip Girl, que foi co-
piado por Daphine, e agora é ven-
dido por um preço bastante aces-
sível, enquanto a peça original
está estimada em mais de mil dó-
lares, um precinho bem salgado.
O que alguns chamam de plágio,
Daphine define como inspiração,
“A verdade é que no mundo da
moda há uma linha tênue entre
plágio e inspiração. Muitos cha-
mam de inconsciente coletivo,
outros afirmam se tratar mera-
mente de falta de criatividade. Há
uma grande divergência de opini-
ões sobre a moda inspired: mui-
tas pessoas a favor e outras tantas
contra. Os que defendem, acre-
ditam que os produtos inspireds
são uma oportunidade de ter algo
com um design bacana, sem pa-
gar um preço que muitos conside-
ram absurdo. Os que são contra,
acreditam que deve ser respeitado
o direito autoral da imagem do
produto de quem cria, e que não é
certo lucrar em cima de idéias de
outras pessoas, alegando serem
suas’’ diz Daphine em entrevista
para a revista EGO.
PLÁGIO É CRIME?
Plágio não é brincadeira, muitos
cometem tal crime inconscien-
temente, alguns fazem de má fé.
O que todos devem saber e que
tal ato não deixa de ser um cri-
me, não importa suas intenções.
De qualquer forma e bom tomar
cuidado com o que você se apro-
pria, qualquer coisa que leva o
seu nome e subentendido como
sendo seu, mesmo que as vezes
nao seja. Em um mundo onde
praticamente tudo já foi pensa-
do e inventado, quando falamos
de moda, é improvável ou no
mínimo ingênuo da nossa parte
pensar que não surgirão ideias
parecidas. Se dois estilos de rou-
pas bastante semelhantes forem
lançados, não é certo que a peça
divulgada por ultimo seja uma
cópia. É parecida? Sim, de fato.
Porém nada pode nos dar a cer-
teza de que o estilista não tenha
apenas tido a mesma ideia, isso é
perfeitamente possível de acon-
tecer. Ou então ele pode ter co-
piado mesmo.
Créditos Camila de Jesus Catarina
Costa e Carine do Carmo

Camila Carine Catarina t2

  • 1.
  • 2.
    Como saber seo modelo que você usa é uma cópia? É dificil ser original quando praticamente tudo já foi inventado. Confira alguns dos maiores nomes no mundo da moda que tiveram os seus trabalhos plagiados. A moda é uma ten- dência associada ao vestuário que varia entre cultu- ras e períodos da história. Palavra vinda do Francês (mode), é utili- zada para definir o que está sendo usado no momento Aquilo o que você consome define as suas pre- ferências e gostos. Cada pessoa tem o livre arbítrio para usar o que bem entender, mas essa inde- pendência de estilo não é ilimita- da. Como foi dito anteriormente, o lugar onde você vive e a época onde está não só definem, mas limitam as suas escolhas de ves- timenta. Quer dizer, você pode até sair de casa no Rio de Janeiro atual com um vestido do século XIX, mas será julgado por isso, sem contar que irá sentir um ca- lor insuportável! Então talvez não seja uma boa ideia. A nossa cul- tura também é definida pelo que vestimos. A cultura de cada pes- soa depende diretamente de como nos mostramos perante à socieda- de. Por exemplo, pessoas que se vestem com o moleton dos Los Angeles Lakers deixam implícito que moram nos Estados Unidos. Quer dizer, podem até não mo- rar, mas qual é a graça de torcer para um time que dificilmente irá acompanhar? Novas tendências aparecem no mundo da moda todos os dias. As roupas expostas nas passarelas das semanas de moda em Paris, Milão, São Paulo, Nova York, além de outras cidades que são símbolos de estilo e sofisticação, são uma amostra do que está no topo das paradas, e certamente será cobiçado por milhares de pessoas nos meses a se seguir. ENTENDASOBREOPLÁGIO Tudo o que é lançado pelas grifes e estilistas famosos surgiu a partir de uma ideia. Tal ideia pode ter vindo da cabeça do autor, ou não. Muitos estilistas são acusados de plágio, ou seja, apropriação de algo que não foi inventado por tal pessoa, o que é crime. Algumas das maiores marcas no universo da moda já foram acusadas de plágio, como por exemplo a Gucci e a Guess, que são suspeitas de cópia por terem as logomarcas semelhantes. Além desse exemplo, podemos citar empresas que são conhecidas por venderem roupas de passarela por preços mais baratos (outro tipo de cópia), como a Forever 21, Topshop e ZARA, entre outras. MODA NA Texto Diagramação Fotos Camila Jesus, Catarina Oliveira e Carine do Carmo PLÁGIO
  • 3.
    No mundo dastendências, o plágio é algo muito comum de ser encontrado. Mesmo sabendo que copiar algo que é de autoria de outra pessoa é errado, a indústria da moda obtém crescimento fácil, se apropriando de ideias de outros estilistas e assim lucrando em cima dos gigantes da moda. Estilistas famosos em todo o mundojá foramvítimasdecópias. Temos como exemplo alguns dos maiores nomes da área, Donatella Versace, Christian Dior, Yves Saint Laurent, Ralph Lauren, Calvin Klein, Giorgio Armani, Gianni Versace e Valentino, vale ressaltar que a lista não para por ai, e há uma grande chance de que todas as marcas citadas a cima serão plagiadas novamente. Os próprios estilistas acima citados, não estão livres de acusações de plágio. Lembrando que qualquer semelhança (quando se trata de moda), por menor que ela possa ser, pode ser vista como cópia. SOBRE ISABEL MARANT Isabel Marant é uma designer francesa conhecida internacio- nalmente. Possui lojas na Euro- pa, Ásia, e nas Américas. Seus modelos foram usados por mui- tas celebridades e a sua marca (Isabel Marant) é milionária. Até aí tudo bem, o que nos interessa mesmo é o fato seguinte: Isabel Marant foi recentemente acusada de plágio, mas não qualquer tipo de plágio. A estilista gerou polê- mica ao supostamente ter copia- do a vestimenta tradicional de uma tribo indígena. O elemento que teria sido plagiado foi uma túnica típica da tribo mexicana Santa Maria Tlahuitoltepec. Tal acontecimento pode ser chama- do de plágio cultural, quando há apropriação de algum elemento característico da cultura de al- gum povo. Esse tipo de plágio é gravíssimo, pois ofende a uma cultura inteira. A peça de roupa está avaliada em mais de duzen- tos dólares, mas se você quiser um preço mais em conta, vá até a tribo que também a fabrica, pois lá, a blusa está avaliada em ape- nas dezenove dólares. Mas como saber se o plágio foi intencional? A estilista não pode ter tido a mesma idéia? Quando questionada sobre a cópia, Ma- rant não quis fazer nenhum co- mentário, talvez por realmente ter sido proposital, ou talvez por ela não querer dar satisfações a mídia e se sinta ofendida com tal acusação. A grande jogada da história é que pouco importa se Isabel Marant copiou o modelo com a esperança de não ser pega, ou se apenas teve uma idéia se- melhante, se é igual e veio de- pois, é plágio, e a estilista pode (e foi) processada por isso. UMA MULHER CHAMADA DAPHINE Quem diria que uma estudante de direito faria tanto sucesso fa- bricando roupas inspiradas em outros modelos? A palavra “ins-
  • 4.
    pired”, que temcomo significado inspiração ou inspirado, é utili- zada para as peças diretamente copiadas. Daphine Guimarães é uma Piauíense de 28 anos que tem paixão por moda. “Meu ateliê começou muito ti- midamente, na verdade como uma loja de alugueis. Em mi- nha casa funcionam somente o espaço onde as clientes olham e provam os vestidos que ja temos prontos ou tiram medidas para a confecção de vestidos que vão comprar ou fazer o primeiro alu- guel. O ateliê começou com ape- nas uma costureira, que até hoje e meu braço direito e se chama Eliane, mas hoje tenho uma equi- pe grande que me apoia , com costureiras e bordadeiras, e com profissionais supertalentosos que me ajudam na produção dos edi- toriais. Os lucros já bateram a porta, mas ainda a muito trabalho a fazer. Queremos expandir para outros estados.” Os seus modelos são inspirados em looks anterior- mente usados por pessoas famo- sas ou personagens de TV, como é o caso do vestido branco usado por Blair, personagem principal da série Gossip Girl, que foi co- piado por Daphine, e agora é ven- dido por um preço bastante aces- sível, enquanto a peça original está estimada em mais de mil dó- lares, um precinho bem salgado. O que alguns chamam de plágio, Daphine define como inspiração, “A verdade é que no mundo da moda há uma linha tênue entre plágio e inspiração. Muitos cha- mam de inconsciente coletivo, outros afirmam se tratar mera- mente de falta de criatividade. Há uma grande divergência de opini- ões sobre a moda inspired: mui- tas pessoas a favor e outras tantas contra. Os que defendem, acre- ditam que os produtos inspireds são uma oportunidade de ter algo com um design bacana, sem pa- gar um preço que muitos conside- ram absurdo. Os que são contra, acreditam que deve ser respeitado o direito autoral da imagem do produto de quem cria, e que não é certo lucrar em cima de idéias de outras pessoas, alegando serem suas’’ diz Daphine em entrevista para a revista EGO. PLÁGIO É CRIME? Plágio não é brincadeira, muitos cometem tal crime inconscien- temente, alguns fazem de má fé. O que todos devem saber e que tal ato não deixa de ser um cri- me, não importa suas intenções. De qualquer forma e bom tomar cuidado com o que você se apro- pria, qualquer coisa que leva o seu nome e subentendido como sendo seu, mesmo que as vezes nao seja. Em um mundo onde praticamente tudo já foi pensa- do e inventado, quando falamos de moda, é improvável ou no mínimo ingênuo da nossa parte pensar que não surgirão ideias parecidas. Se dois estilos de rou- pas bastante semelhantes forem lançados, não é certo que a peça divulgada por ultimo seja uma cópia. É parecida? Sim, de fato. Porém nada pode nos dar a cer- teza de que o estilista não tenha apenas tido a mesma ideia, isso é perfeitamente possível de acon- tecer. Ou então ele pode ter co- piado mesmo. Créditos Camila de Jesus Catarina Costa e Carine do Carmo