2 de setembro de 2014 
Emerging Markets Research Brasil 
O ano de 2014 trará eleições para os mais altos cargos políticos no Brasil, com a disputa para a Presidência da República e para a renovação de um terço do Senado Federal e da totalidade da Câmara de Deputados. Espera-se que cerca de 140 milhões de eleitores compareçam às urnas e que os resultados sejam conhecidos em menos de 24 horas após o encerramento da votação. 
Este guia pretende traçar um panorama do cenário político do Brasil, com ênfase nos aspectos institucionais das eleições e nas perspectivas para os resultados que sairão das urnas em outubro. O objetivo é guiar o leitor no processo eleitoral. 
O guia está organizado da seguinte forma: a primeira seção trata, de forma sumária, do poder político no País, enquanto a segunda apresenta um perfil do eleitorado do País. A terceira seção descreve, brevemente, o perfil dos principais partidos políticos em atuação. A quarta seção discorre sobre as eleições de 2014, em particular, o calendário político, as regras eleitorais, os cargos em disputa, as regras e a distribuição do tempo de propaganda eleitoral. A seção seguinte trata da eleição para a Presidência da República, com a apresentação das biografias e algumas das propostas dos candidatos. A sexta seção discute as eleições para governador, enquanto a sétima seção apresenta, brevemente, o quadro das eleições parlamentares nos níveis federal e estadual. Finalmente, as duas últimas seções discutem as pesquisas de opinião e algumas fontes relevantes de informação que podem servir como referência. 
Brasil: Eleições 2014 
Agradecemos a contribuição significativa de Túlio Sousa e Pâmela Borges na preparação deste relatório. 
Este boletim foi preparado pelo Credit Suisse, em seu nome e em nome das empresas ligadas ao grupo Credit Suisse é distribuído a título gratuito, com a finalidade única de prestar informações ao mercado em geral. Apesar de ter sido tomado todo o cuidado necessário de forma a assegurar que as informações aqui prestadas reflitam com precisão informações no momento em que as mesmas foram colhidas, a precisão e exatidão de tais informações não são por qualquer forma garantidas e o Banco por elas não se responsabiliza. Este boletim é fornecido apenas para a informação de investidores profissionais, os quais, entende-se, deverão tomar suas próprias decisões de investimento, sem se basear neste boletim, não aceitando o Banco responsabilidade, de qualquer natureza, por perdas direta ou indiretamente derivadas do uso deste boletim ou do seu conteúdo. Este boletim não pode ser reproduzido, distribuído ou publicado por qualquer pessoa, para quaisquer fins. 
Análise Econômica Credit Suisse Brasil 
Nilson Teixeira 
+55 11 3701 6288 
nilson.teixeira@credit-suisse.com 
Paulo Coutinho 
+55 11 3701 6353 
paulo.coutinho@credit-suisse.com 
Iana Ferrão 
+55 11 3701 6345 
iana.ferrao@credit-suisse.com 
Leonardo Fonseca 
+55 11 3701 6348 
leonardo.fonseca@credit-suisse.com 
Daniel Lavarda 
+55 11 3701 6352 
daniel.lavarda@credit-suisse.com
Brasil: Eleições 2014 2 
2 de setembro de 2014 
Intencionalmente em branco
Brasil: Eleições 2014 3 
2 de setembro de 2014 
Sumário 
Eleitorado brasileiro ......................................................................................... 5 
Distribuição geográfica ........................................................................................................... 5 
Distribuição por faixa etária e sexo ......................................................................................... 7 
Distribuição regional por nível de escolaridade ...................................................................... 8 
Distribuição regional por nível de renda.................................................................................. 9 
Perfil ideológico do eleitorado brasileiro ............................................................................... 10 
Partidos políticos ............................................................................................ 13 
Cenário atual e linha ideológica dos partidos ....................................................................... 13 
Principais partidos políticos em exercício no Brasil atualmente ............................................ 17 
Eleições 2014 ................................................................................................. 31 
Organização institucional ...................................................................................................... 31 
Atribuições da Justiça Eleitoral ............................................................................................. 32 
Cargos em disputa ................................................................................................................ 32 
Eleitores e o processo de votação ........................................................................................ 32 
Regras para eleição de candidatos ...................................................................................... 35 
Duração dos mandatos ......................................................................................................... 36 
Calendário eleitoral ............................................................................................................... 36 
Propaganda gratuita de rádio e TV ....................................................................................... 38 
Eleições presidenciais .................................................................................... 41 
Principais candidatos e biografias ........................................................................................ 41 
Demais candidatos ............................................................................................................... 43 
Tempo de propaganda gratuita de rádio e TV ...................................................................... 44 
O papel do candidato a vice-presidente................................................................................ 47 
Posicionamento dos candidatos sobre temas importantes ................................................... 49 
Alianças nos estados ............................................................................................................ 50 
Eleição nos Estados ....................................................................................... 53 
Disputas nos estados fortalecerão alinhamentos antigovernistas ........................................ 66 
Eleições parlamentares .................................................................................. 69 
Câmara de Deputados e Senado Federal ............................................................................ 69 
As eleições para a Câmara de Deputados ........................................................................... 70 
As eleições no Senado Federal ............................................................................................ 72 
Eleições para as assembleias legislativas estaduais e distritais ........................................... 76 
Pesquisas de opinião ..................................................................................... 79 
Principais institutos de pesquisa do país .............................................................................. 79 
Pesquisas de avaliação da administração federal ................................................................ 80 
Pesquisas de intenção de voto para Presidência da República ........................................... 81 
Lista de endereços de Internet ....................................................................... 85
Brasil: Eleições 2014 4 
2 de setembro de 2014 
Intencionalmente em branco
Brasil: Eleições 2014 5 
2 de setembro de 2014 
Eleitorado brasileiro 
Distribuição geográfica 
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de eleitores no Brasil era de 142,8 milhões em julho de 2014, o que representa um crescimento de 5,2% em relação ao número de eleitores em 2010 (135,8 milhões). Esses eleitores estão concentrados, principalmente, no Sudeste e Nordeste, com 43,5% e 26,8% do total, respectivamente (Gráfico 1). 
Gráfico 1: Distribuição regional do eleitorado brasileiro 
% do total de eleitores, em julho de 2014 
Fonte: TSE, Credit Suisse 
A região Sul é a terceira com o maior número de eleitores, com 15% do total, equivalente à soma do número de eleitores das regiões Norte e Centro-Oeste. Naturalmente, a maior concentração de eleitores nessas duas regiões torna as coligações que disputam a presidência organizadas em torno de nomes originários ou com alguma identificação política com essas duas regiões. Não por acaso, desde 1986, o executivo tem sido ocupado por Presidentes e Vice-Presidentes que tiveram sua carreira política no Sudeste ou Nordeste (Tabela 1). A única exceção relevante é a atual presidente, Dilma Rousseff, que, apesar de ter nascido em Minas Gerais, no Sudeste, teve a maior parte de sua formação política no Sul. 
7,514,826,843,57,20,2NorteSulNordesteSudesteCentro-OesteExterior
Brasil: Eleições 2014 6 
2 de setembro de 2014 
Tabela 1: Composição das chapas das últimos presidentes eleitos 
Fonte: Credit Suisse 
Parte expressiva do eleitorado brasileiro reside nas capitais (22% do total). O perfil do eleitorado brasileiro é eminentemente urbano e concentra-se nas principais regiões metropolitanas (Tabela 2). Os cinco estados mais populosos do País, i.e.: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul, concentram 55% de todo o eleitorado. Nesse caso, as campanhas presidenciais se concentram nestes estados, seja via disposição de recursos e atuação dos comitês regionais de campanha, seja pela prioridade dada à formação de alianças ou dos chamados “palanques” nesses estados específicos. Palanques estaduais são acordos de conveniência que permitem ao candidato ao governo federal usufruir da máquina de campanha do candidato ao governo estadual. Metaforicamente, o termo “palanque” refere-se à eventual cessão de espaço a outro candidato em um comício eleitoral. Isso ocorre de modo mais direto se ambos os candidatos são do mesmo partido, mas na maior parte dos casos os palanques eleitorais envolvem acordos entre partidos distintos. Em geral, os partidos sem candidatos ao governo federal desfrutam de liberdade localmente para firmar acordo com o candidato que lhe seja conveniente. É comum a um mesmo partido apoiar um candidato à presidência em um estado e apoiar outro candidato ao mesmo cargo eletivo em outro estado. 
TancredoNeves (SE) PresidenteFernandoCollor (NE) PresidenteFernando H. Cardoso (SE) PresidenteFernando H. Cardoso (SE) PresidenteLuiz Inácio Lulada Silva (NE) PresidenteLuiz Inácio Lulada Silva (NE) PresidenteDilma Rousseff(SE/S) PresidenteJoséSarney (NE) Vice-presidenteItamarFranco (SE) Vice-presidenteMarcoMaciel (NE) Vice-presidenteMarcoMaciel (NE) Vice-presidenteJoséAlencar (SE) Vice-presidenteJoséAlencar (SE) Vice-presidenteMichelTemer (SE) Vice-presidente1985198919941998200220062010
Brasil: Eleições 2014 7 
2 de setembro de 2014 
Tabela 2: Eleitorado nos estados e nas capitais (julho de 2014) 
Fonte: TSE, Credit Suisse. 
Distribuição por faixa etária e sexo 
O eleitorado brasileiro é relativamente jovem (Gráfico 2), com 17% do total na faixa com menos de 25 anos de idade e 40% com menos de 35 anos. Nesse caso, é possível esperar que questões mais ligadas ao desemprego, à educação e formação profissional e à violência interessem de modo mais direto os eleitores do que questões ligadas à seguridade social, à valorização dos benefícios de aposentadoria e à cobertura do serviço público de saúde. As pessoas com mais de 60 anos, para quem essas últimas questões tendem a ser mais relevantes, compõem apenas 16% do eleitorado. Desse total, 45% não são obrigados a votar por lei, pois possuem mais de 65 anos de idade. O discreto predomínio das mulheres (52%) entre os eleitores é reflexo direto da composição da população brasileira, com ligeira predominância do sexo feminino. 
UnidadeFederativa Norte Acre (AC) Amapá (AP) Amazonas (AM) Pará(PA) Rondônia (RO) Roraíma (RR) Tocantins(TO) Paraná(PR) Rio Grandedo Sul (RS) Santa Catarina (SC) Alagoas (AL) Bahia (BA) Ceará (CE) Maranhão(MA) Piauí (PI) Pernambuco(PE) Paraíba (PB) Rio Grande do Norte (RN) Sergipe (SE) Espirito Santo (ES) Minas Gerais (MG) Rio de Janeiro (RJ) São Paulo (SP) Distrito Federal (DF) Goiás (GO) Mato Grosso (MT) Mato Grosso do Sul (MS) CapitalRio BrancoMacapáManausBelémPorto VelhoBoa VistaPalmasCuritibaPorto AlegreFlorianópolisMaceióSalvadorFortalezaSão LuísTeresinaRecifeJoão PessoaNatalAracajuVitóriaBelo HorizonteRio de JaneiroSão Paulo- GoiâniaCuiabáCampo GrandeEleitoradona capital (mil) 2362681.2441.0413021961861.2411.0973335221.9241.6586205071.0664645063892601.9114.8368.7821.898932410598% no totaldo país0,20,20,90,70,20,10,10,90,80,20,41,31,20,40,40,70,30,40,30,21,33,46,11,30,70,30,4Eleitoradoestadual (mil) 10.8015074562.2275.1881.12730099721.1177.8668.3924.85938.2701.99610.1856.2724.4972.3466.3562.8362.3271.45462.0422.65415.24912.14131.99810.2381.8984.3322.1901.819% no totaldo país7,50,40,31,63,60,80,20,714,85,55,93,426,81,47,14,43,11,64,52,01,61,043,51,910,78,522,47,21,33,01,51,3Total da regiãoTotal da regiãoTotal da regiãoTotal da regiãoTotal da região SulNordesteSudesteCentro-Oeste Exterior3540,2Total do Brasil142.822100,0
Brasil: Eleições 2014 8 
2 de setembro de 2014 
Gráfico 2: Distribuição do eleitorado por idade e gênero (julho de 2014) 
% do total de eleitores, por faixa etária 
Fonte: TSE, Credit Suisse 
Distribuição regional por nível de escolaridade 
Segundo dados do IBGE de 20121, a escolaridade média da população brasileira com 15 anos ou mais de idade é de 7,3 anos de estudo, com 46,5% desta população não tendo concluído ao menos o ensino básico (Gráfico 3). Apesar disso, a evolução da escolaridade média da população tem sido considerável nos últimos anos: em 2007, por exemplo, o número de pessoas sem instrução ou com menos de um ano de escolaridade era de 11% versus os atuais 9%. Enquanto isso, a população com 11 ou mais anos de estudo era de 26% do total, ante os atuais 36%. 
A distribuição da escolaridade, em termos de anos de estudo, é bastante heterogênea entre as regiões do País. Nos estados do Norte e Nordeste 54% da população têm menos de 8 anos de estudo, enquanto este percentual é de 42% no Sul e Sudeste. Por outro lado, o incremento nas condições de escolaridade tem sido mais acentuado no Norte e Nordeste: em 2007, 61% da população do Norte e Nordeste possuía menos de 8 anos de escolaridade, enquanto no Sul e Sudeste o percentual não era muito distinto do atual: 43%. 
1 Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada em setembro de 2012. 
Superior a 70 anos60 a 69 anos45 a 59 anos35 a 44 anos25 a 34 anos18 a 24 anos16 e 17 anosFemininoMasculino45121012813411101171
Brasil: Eleições 2014 9 
2 de setembro de 2014 
Gráfico 3: Escolaridade média da população com 15 anos ou mais (setembro de 2012) 
% 
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Credit Suisse 
O perfil educacional da população adulta tem implicações sobre a identificação e abordagem dos temas relevantes durante a campanha. A atual tendência de elevação da escolaridade da população tende a se refletir numa maior complexidade e diversidade de temas em debate nos próximos anos. 
Distribuição regional por nível de renda 
O TSE não possui dados sobre o perfil do eleitorado por faixa de renda, mas é provável que a distribuição regional por renda dos eleitores siga de modo muito estreito a distribuição de rendimentos da população com mais de 15 anos de idade. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2012, que cobre especificamente essa porção da população, o rendimento mensal médio da população nesta faixa é bastante heterogêneo entre as regiões (Gráfico 4). Na média brasileira, cerca de 28% da população possui renda mensal de até um salário mínimo. No Nordeste, esse percentual é o mais elevado (49%) e mais baixo no Sul (17%). 
911271736510301936692518428925183915142716281015271730BrasilSulSudesteCentro-OesteNordesteNorteSem instrução e menos de 1 ano1 a 3 anos4 a 7 anos8 a 10 anos11 anos ou mais
Brasil: Eleições 2014 10 
2 de setembro de 2014 
Gráfico 4: Rendimento mensal médio da população com 15 anos ou mais (setembro de 2012) 
% 
Fonte: IBGE, Credit Suisse 
Perfil ideológico do eleitorado brasileiro 
Questionadas a respeito de seu próprio perfil ideológico, a maior parte das pessoas (38%) 
considera que suas convicções possuem um perfil de “centro-direita”, em detrimento de 
outras opções mais extremas. O percentual de eleitores que se classifica como sendo de 
“centro-esquerda”, perfil de boa parte dos partidos políticos brasileiros, por exemplo, é 
menor: 26% dos eleitores classificam-se como tal. No total, quase metade dos eleitores 
(49%) possui algum viés à direita, que compreende aqueles que se auto intitulam de 
“direita” ou de “centro-direita”. Outros 22% dos eleitores consideram-se como de “centro” 
e 30% dos eleitores possuem um perfil mais à esquerda, ou seja, a soma dos perfis de 
“esquerda” com de “centro-esquerda” (Gráfico 5). 
Gráfico 5: Identificação ideológica do eleitorado brasileiro 
% dos entrevistados 
Fonte: Datafolha (outubro 2013), Credit Suisse 
Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Nordeste Norte 
28 
45 
10 
7 
1 
7 
17 
54 
13 
7 
1 
7 
19 
53 
13 
8 
1 3 
23 
49 
12 10 
1 
3 
49 
28 
5 4 
0 
13 
38 37 
8 
4 
0 
11 
Até 1 salário mínio (SM) De 1 a 2 SM De 3 a 5 SM De 5 a 20 SM Mais de 20 SM Sem rendimento 
11 
38 
22 
26 
4 
Esquerda Centro-esquerda Centro Centro-direita Direita 
Distribuição 
aproximada
Brasil: Eleições 2014 11 
2 de setembro de 2014 
Esse perfil tido como mais à direita decorre, principalmente, da influência de alguns valores de natureza religiosa sobre o posicionamento político em questões mais concretas e de como o brasileiro típico vê, por exemplo, a aplicação da justiça. Quando perguntados, por exemplo, sobre seu posicionamento pessoal ao serem confrontados com uma lista de temas tidos como polêmicos, 86% dos eleitores brasileiros mostram-se, em geral, contrários à liberalização das drogas (Gráfico 6) e favoráveis a penas maiores para adolescentes infratores, mesmo sendo eles menores de idade (76% dos entrevistados). O eleitor típico divide-se sobre a questão da pena de morte (52% contrários, 48% favoráveis) e assume um viés um pouco mais à esquerda quando questionado sobre temas de caráter social, como, por exemplo, a identificação das causas da pobreza e as consequências da imigração. 
Gráfico 6: Identificação ideológica do eleitorado brasileiro 
% dos entrevistados que concorda com a assertiva, reponderado por não-respostas 
Fonte: Datafolha (Outubro 2013), Credit Suisse 
Acreditar em Deustorna as pessoas melhoresO uso de drogas deve ser proibido porque toda a sociedade sofre com as consequênciasAdolescentes que cometem crimes devem ser punidos como adultosA maior causa da criminalidade é a maldade das pessoasOs sindicatos servem mais para fazer política do que defender os trabalhadoresA pena de morte é a melhor puniçãopara indivíduos que cometem crimes gravesBoa parte da pobreza está ligada à preguiça de pessoas que não querem trabalharPossuir uma arma legalizada deveria ser um direito do cidadão para se defenderA homossexualidade deve ser desencorajada por toda a sociedadePessoas pobres de outros países e estados que vêm trabalhar na sua cidade acabam criando problemas para a cidadeAcreditar em Deus não necessariamentetornauma pessoa melhorO uso de drogas não deve ser proibido, porque é o usuário que sofre com as consequêniasAdolescentes que cometem crimes devem ser reeducadosA maior causa da criminalidade é a falta de oportunidades iguaispara todosOs sindicatos são importantes para defender os interesses dos trabalhadoresNão cabe à Justiça matar uma pessoa, mesmo que ela tenha cometido um crime graveBoa parte da pobreza está ligada à falta de oportunidades iguais para que todos possam trabalharA posse de armas deve ser proibida, pois representa ameaça à vida de outras pessoasA homossexualidade deve ser aceita por toda a sociedadePessoas pobres de outros países e estados que vêm trabalhar na sua cidade contribuem com o desenvolvimento e a cultura1414243749526670727386867663514834302827Perfil ideológico de esquerdaPerfil ideológico de direita
Brasil: Eleições 2014 12 
2 de setembro de 2014 
Intencionalmente em branco
Brasil: Eleições 2014 13 
2 de setembro de 2014 
Partidos políticos 
Cenário atual e linha ideológica dos partidos 
O Brasil possui 32 partidos políticos atualmente registrados no TSE. Apenas 22 possuem representantes na Câmara de Deputados e 16 possuem no Senado. Os três maiores partidos nacionais (PMDB, PT, PSDB) por número de cargos eletivos, possuem, em conjunto, 40% da bancada na Câmara e 54% da bancada no Senado (Gráfico 7). Ou seja, pouco menos de 2/3 da câmara baixa é composta por um amplo conjunto de partidos, o que exige a formação de alianças para que a atividade legislativa tenha sequência. A aprovação de emendas constitucionais, por exemplo, requer 2/3 dos votos de ambas as Casas. Projetos de lei complementar impõem a aprovação da maioria absoluta (50% +1) dos congressistas, ao passo que projetos de lei ordinária requerem a aprovação de 50% +1 dos congressistas presentes à votação. 
Gráfico 7: Cadeiras no Senado e na Câmara de Deputados, por partido político (julho de 2014) 
Fonte: Câmara de Deputados, Senado Federal, Credit Suisse 
Senado(81 cargos)Câmarade Deputados(513 cargos) OutrosPEN -PartidoEcológicoNacionalPRP -PartidoRepublicanoProgressistaPT do B -PartidoTrabalhistado BrasilPPS -PartidoPopular SocialistaPV -PartidoVerdePRB -PartidoRepublicanoBrasileiroPSC -PartidoSocial CristãoPC do B -PartidoComunistado BrasilPTB -PartidoTrabalhistaBrasileiroPDT -PartidoDemocráticoTrabalhistaPROS -Partido Republicano da Ordem SocialSD -SolidariedadePSB -PartidoSocialistaBrasileiroDEM -DemocratasPR -Partidoda RepúblicaPP -PartidoProgressistaPMDB -Partido do Movimento Democrático BrasileiroPT -Partidodos Trabalhadores0000011026611444519130123PSOL -PartidoSocialismoe Liberdade13PMN -Partidoda MobilizaçãoNacional03681012151818202124283240PSDB -Partido da Social Democracia Brasileira1244PSD -PartidoSocial Democrático1447383Partidosquenãopossuemcargos no Senadoe naCâmara: PCB -PartidoComunistaBrasileiro,PCO -Partidoda CausaOperária, PSDC -Partido Social Democrata Cristão,PHS -PartidoHumanistada Solidariedade,PPL -PartidoPátriaLivre,PRTB-PartidoRenovadorTrabalhistaBrasileiro,PSL -PartidoSocial Liberal,PSTU -Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado,PTC -PartidoTrabalhistaCristãoePTN -PartidoTrabalhistaNacional.
Brasil: Eleições 2014 14 
2 de setembro de 2014 
Nos municípios, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) é o partido nacional de maior abrangência, com 1.031 prefeitos e 7.943 vereadores eleitos nas últimas eleições de 2012. O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) coloca-se em segundo lugar, com 702 prefeitos e 5.250 vereadores, seguido do Partido dos Trabalhadores (PT), com 636 prefeitos eleitos e 5.181 vereadores (Tabela 3). PMDB, PSDB e PT destacam-se dos demais na ocupação de cargos eletivos estatuais, com, respectivamente, 5, 8 e 5 governadores e 147, 123 e 149 deputados estaduais. Esses partidos são também acompanhados pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro), que elegeu seis governadores em 2010, mas com presença nas assembleias estaduais menos expressiva. Nas bancadas federais, a predominância do PT e PMDB é mais evidente, principalmente mais recentemente, com ambos os partidos possuindo as maiores bancadas na Câmara de Deputados e no Senado Federal. 
Tabela 3: Representatividade dos principais partidos políticos 
Número de cargos 
Fonte: TSE, Câmara de Deputados, Senado Federal, Credit Suisse 
Os mesmos três partidos de maior abrangência nacional são os que têm a preferência do eleitor, com destaque para o PT, que chegou a ser visto como o partido preferido por 31% 
PartidoOutros1Partido fundadoem2011 2Partidos fundadosem2013Deputados federaisJulhode2014837344444032282421201818151241Eleitoem2010867854-144414335-2-22722151751Senadores131912154441166203Julhode2014Dep. estaduais149147123-148537673-2-276471835214Eleitoem 2010475110151200000Julhode2014558-10026-2-200001Eleitoem 2010GovernadoresPrefeitosEleitosem 20126361031702-1467273277443-2-231129456839915.1817.9435.2504.6524.9223.1803.2723.553-2-23.6523.5669711.4629.455Eleitosem 2012Vereadores
Brasil: Eleições 2014 15 
2 de setembro de 2014 
dos eleitores em março de 20132. Na margem, essa preferência pelo PT recuou, sobretudo a partir das manifestações do 2T13. O PT era o partido preferido por 18% dos eleitores em junho de 2014, uma das mínimas históricas desde 2002, quando o partido assumiu o governo federal. Comparativamente, PSDB e PMDB são os partidos de preferência de, respectivamente, 5% e 4% dos entrevistados no mesmo período. A preferência popular pelo PSDB foi maior no período em que o partido controlava o governo federal, variando entre 12% e 18% dos entrevistados à época. 
Historicamente, o percentual de entrevistados que apontava preferência por algum partido político manteve-se entre 40% e 50%, com alguns breves períodos de exceção, como em março de 2013, quando esse número alcançou 53%. Nos últimos trimestres a identificação com algum partido político recuou para 34% do total dos entrevistados, mínimo histórico desde 1989 (Gráfico 8), ano das primeiras eleições diretas para presidente. As eleições de 2014 ocorrerão em meio a um baixo nível de identificação partidária, provavelmente o menor desde a redemocratização, o que pode ter impacto no número de abstenções. 
Gráfico 8: Identificação dos eleitores com partidos políticos3 
% dos entrevistados, média móvel de 4 trimestres 
Fonte: Datafolha, Samuels e Zucco (2014), Credit Suisse 
De modo geral, desde a redemocratização os partidos políticos brasileiros têm assumido posições mais ao centro, apesar da existência de alguns partidos com agendas notoriamente mais polarizadas. Em uma pesquisa abrangendo várias legislaturas do Congresso (de 1989 até 2009), Power e Zucco (2012)4 mediram o grau de identificação das lideranças partidárias com posições mais à esquerda ou mais à direita sobre grande número de questões específicas. Cada deputado ou senador da bancada de um dado partido era perguntado se e quanto concordava ou discordava de dada declaração específica. O grau de concordância era medido pela atribuição de uma nota específica em uma escala de valores pré-determinados. A média das notas identificava o posicionamento político da liderança política, se mais à esquerda ou mais à direita. O resultado da pesquisa foi obtido 
2 Samuels, David & Zucco, Cesar (2014): “The Strength of Party Labels in Brazil: Evidence from Survey Experiments.” American Journal of Political Science 51(1):212-35. 
3 As linhas verticais indicam eleições gerais. 
4 Power, Timothy J. & Zucco, Cesar (2012): “Elite Preferences in a Consolidating Democracy: The Brazilian Legislative Surveys, 1990–2009.” Latin American Politics and Society. 54(4): 1-27. 
0102030405060199019952000200520102014PreferênciaporalgumpartidoPTPMDBPSDB
Brasil: Eleições 2014 16 
2 de setembro de 2014 
pela agregação dos resultados individuais das lideranças partidárias ao longo de várias legislaturas e apontou tendência de migração para o centro no espectro político, na qual se incluíram tanto partidos de esquerda (e.g.; PPS, PT, PSB), quanto partidos vistos como mais à direita (e.g.; PP, PR, PTB). Na maioria dos casos, essa migração foi gradual (como no caso do PTB e do PSB), à medida que a alternância de legislaturas foi conduzindo ao Congresso políticos de tendência ideológica mais ao centro que seus antecessores (Gráfico 9). Nos casos do PSDB e do PT, houve um movimento relativamente mais abrupto, justamente nos períodos em que esses partidos ganharam as eleições para o governo federal. Por exemplo, as eleições que levaram o PSDB ao executivo em 1994 também conduziram parlamentares à identificação ideológica bastante mais à direita do que até então. Ao mesmo tempo, os congressistas eleitos pelo PT em 2002, ano da primeira eleição de Lula, identificavam-se mais ao centro do que as bancadas do partido em legislaturas anteriores. Dentre todos os partidos políticos, aquele que menos parece ter alterado seu posicionamento ideológico ao longo dos anos até 2009 foi o PMDB. 
Gráfico 9: Distribuição partidária no espectro político-ideológico 
Média das notas das bancadas eleitas em cada um dos anos, por partido político 
Fonte: Samuels e Zucco (2014), Credit Suisse 
19902009199020091990200919902009199020091990200919902009199020091990200919902009199020091990200919902009EsquerdaDireitaPerfil ideológicoAs barrasrepresentamum desvio-padrãodo escoredo grupode deputadosemrespostaaoquestionário.
Brasil: Eleições 2014 17 
2 de setembro de 2014 
Principais partidos políticos em exercício no Brasil atualmente 
A seguir listamos os principais partidos políticos do Brasil. Juntos, eles representam cerca de 90% da Câmara de Deputados e abrangem todo o território nacional nas eleições a governador deste ano. 
PT (Partido dos Trabalhadores) Número da legenda: 13Resumodopartido: OpartidoocupaaPresidênciadaRepúblicadesde2002,comaeleiçãodeLuizInácioLuladaSilva,suareeleiçãoem2006ecomaeleiçãodeDilmaRousseffem2010.AorigemdoPTresidenoprocessoderedemocratizaçãodoPaísnoiníciodadécadade1980.Suafundaçãocombinouoesforço,principalmente,demembrosdossindicatosdosmetalúrgicosdaGrandeSãoPaulo,membrosderepresentaçõesdofuncionalismopúblicoeteólogosligadosàTeologiadaLibertaçãodaIgrejaCatólica. AliderançadoPTsemprefoiexercidapeloex-presidenteLuizInácioLuladaSilva,que,apóstersidoderrotadonaseleiçõespresidenciaisde1989,1994e1998,foieleitoem2002.Alémdepresidente,Lulafoideputadofederal(1987-1988)ecandidatoaogovernodoestadodeSãoPauloem1982. OutrorarestritoàscapitaiseaosgovernosdealgunsestadosdoSudesteeSuldoPaís,aeleiçãodeLulaconsolidoutambémaabrangêncianacionaldoPT,especialmentenoNordeste.Opartidoterácandidatoscompetitivosem2014aosgovernosdagrandemaioriadoscolégioseleitoraisdoPaís.Comumdiscursopautadopelaprioridadeàreduçãodapobrezaedadesigualdadesocial,oPTé,segundoasprincipaispesquisasdeopinião,aquelequecontacomamaioridentidadeporpartedoseleitoresbrasileiros. Líderes Luiz Inácio Lula da Silva(ex-presidente da República) Dilma Rousseff(presidente da República) Humberto Costa(líder do partido no Senado) Marta Suplicy(ministra da cultura) GleisiHoffmann(senadora) Aloizio Mercadante(ministro-chefe da Casa Civil) Arlindo Chinaglia(deputado federal) Tarso Genro(governador do Rio Grande do Sul) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014Criação11 de fevereiro 1982PresidenteRui Falcão(Deputado Estadualdo Estado de SP) Bancadana CâmaraMaior bancada(83 deputados federais) Bancadano Senado2ª maior bancada(13 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 33,6 milhões(10,7% do totaldistribuído no período) ACRRROMGPIBARJRSMSPRSPBAACRSBelo HorizonteGoiâniaRecifeRio BrancoSão PauloDFFonte: Website do PT, Credit SuisseApoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim
Brasil: Eleições 2014 18 
2 de setembro de 2014 
PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) Número da legenda: 15Resumodopartido: OPMDBéopartidodemaiorabrangênciaterritorial,possuindoamaiorbancadanosenado,omaiornúmerodegovernadoresematuação,bemcomodeprefeitosevereadores.AgrandecapilaridadeconfereaoPMDBgrandeimportâncianocenáriopolíticonacional,tendoopartidopresididoamesadiretoradaCâmaradeDeputadosedoSenadoem,respectivamente,40%e88%dasvezesdesdeogovernoJoséSarney.Aamplaabrangênciaterritorialdopartidoreflete-senacomposiçãodesuaexecutivanacional,comasváriasliderançasregionaispossuindodiscricionariedadeparafazeraliançasnosestados.Assim,nãoérarooPMDBestarassociadoapartidosdabasegovernistaemalgunsestadoseàoposiçãoemoutros. OPMDBestáoficialmentenabasedesustentaçãodogoverno.Opartidomantémocargodevice-presidentedaRepúblicaesustentaaindaassentosemministérioseempresasestatais.Apesardisso,oapoiodoPMDBaogovernonãoédisseminado. Desde2013,temocorridomanifestaçõesdealgunsmembrosdopartidocontráriasaoapoioàcandidaturadaPresidenteDilma(PT)em2014. Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014ROPIRJMSPRSPPIBoa VistaRio de JaneiroLíderes Michel Temer(vice-presidente da República) Renan Calheiros(presidente do Senado) Henrique Alves(presidente da Câmara de Deputados) Eunício Oliveira(líder do partido no Senado) Eduardo Braga(líder do governo no Senado) Eduardo Cunha(líder do partido na Câmara de Deputados) José Sarney(senador e ex-presidente da República) MAROMTMSRJSEESSEALRNCEMAGOTOPAAMFonte: Website do PMDB, Credit SuisseCriação30 de junho de 1981PresidenteValdir Raupp(senador) Bancadana Câmara2ª maior bancada(73 deputados federais) Bancadano SenadoMaior bancada(19 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 24,0 milhões(7,7% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim
Brasil: Eleições 2014 19 
2 de setembro de 2014 
PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) Número da legenda: 45Resumodopartido: OPSDBsurgiudeumadissidênciadoPMDBem1988.ApósoimpeachmentdopresidenteFernandoCollordeMello,fezpartedogovernodopresidenteItamarFranco,assumindoalgunsministérios,dentreosquaisoMinistériodaFazenda,ocupadoporFernandoHenriqueCardoso(FHC).Em1994,amparadopelosucessodoPlanoReal,FHCfoieleitopresidentedaRepública, sendoreeleitoem1998.Em2002,ocandidatoapresidentepelopartido,JoséSerra,foiderrotadonosegundoturnopelopresidenteLula.Desdeentão,oPSDBtemsido,aoladodoDEM,oprincipalpartidodeoposiçãoaogovernodoPT. ApesardareduçãogradualnonúmeroderepresentanteseleitosparaoCongressoNacionaldesde2002,oPSDBaindaéregionalmenteforte,sobretudonoSuleSudeste,comdestaqueparaSãoPauloeMinasGerais,osdoismaiorescolégioseleitoraisdoPaís.Atualmente,opartidocontacomseisdos27governadoresdoPaís. Líderes Aécio Neves(presidente do partido e senador) Fernando Henrique Cardoso(ex-presidente da República) Aloysio Nunes Ferreira(líder do partido no Senado) Álvaro Dias(vice-líder da minoria no Senado) Antônio Imbassahy(líder do partido na Câmara) Geraldo Alckmin(governador de São Paulo) José Serra(ex-governador de São Paulo) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014ACPAROMGPBPRSPPRManausBelémPAGOSPMGALMaceióTeresinaGOSCMSFonte: Website do PSDB, Credit SuisseCriação24 de agosto de 1989PresidenteAécio Neves(senador eex-governador deMinas Gerais) Bancadana Câmara3ª bancada(44 deputados federais) Bancadano Senado3ª bancada(12 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 22,7 milhões(7,2% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Não
Brasil: Eleições 2014 20 
2 de setembro de 2014 
PSD (Partido Social Democrático) Número da legenda: 55Resumodopartido: OPSDéorigináriodadissidênciadelíderesdeváriospartidos,principalmentedoDEM,capitaneadapeloex-prefeitodeSãoPaulo,GilbertoKassab.Desdesuacriação,opartidotemapoiadooblocogovernistanagrandemaioriadosassuntos. OPSDaderiuformalmenteaoblocogovernistaaosercontempladocomaSecretariadaMicroePequenaEmpresaem2013. EmfunçãodaexpressivabancadanaCâmaradeDeputados,oPSDteveumpesorelevantenadistribuiçãodotempodepropagandaeleitoralgratuita.ApesardaadesãoàcandidaturadapresidenteDilmaRousseff,oPSDtambémaderiuacandidaturasdepartidosdeoposiçãoemalgunsestados. Líderes Gilberto Kassab(ex-prefeito de São Paulo) Guilherme Afif Domingos(ministro da Secretaria da Microe Pequena Empresa do Governo Federal) Raimundo Colombo(governador de Santa Catarina) Omar Aziz(ex-governador do Amazonas) Moreira Mendes(líder do partido na Câmarados Deputados) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014RNSCSCFlorianópolisAPMTFonte: Website do PSD, Credit SuisseCriação27 de setembro de 2011PresidenteGilberto Kassab(ex-prefeitode São Paulo) Bancadana Câmara4ª bancada(44 deputados federais) Bancadano Senado11ª bancada(1 senador) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 12,4 milhões(4,0% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim, mas o apoio formal ao governo foi estabelecido apenas em 2013.
Brasil: Eleições 2014 21 
2 de setembro de 2014 
PP (Partido Progressista) Número da legenda: 11Resumodopartido: AorigemdoPPfoitambémdoPartidoDemocráticoSocial(PDS).OPPfoiaúltimaagregaçãopolíticaderivadadeumalistadepartidosprogressistasquesurgirame,posteriormente,foramextintosnosúltimosanos,apartirdadissidênciadeliderançasespecíficasedafusãodelegendas.Porexemplo,oPPfoicriadoapartirdafusãodealgumaslegendascomooPPR(PartidoProgressistaReformador)emabrilde1993.OPPRdeulugaraoPPB(PartidoProgressistaBrasileiro)em1995,sendoem2003convertidonoPP.Desdeentão,oPPmantémsuaconfiguração,tendoaderidoàbasedeapoiodogovernodoPTnoCongresso.Essealinhamentonãotemsidoseguidopelasaliançasestaduais. OPPtemumpesorelevanteparaacandidaturaàreeleiçãodoatualgoverno,emfunçãodoseusignificativonúmeroderepresentantesnaCâmaradeDeputados. Líderes Paulo Maluf(deputado federal por São Paulo) Francisco Dornelles(líder do partido no Senado) Ana Amélia Lemos(vice-líder do partido no Senado) Ivo Cassol(senador por Rondônia) Esperidião Amin(deputado federal e ex-governador deSanta Catarina) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014RSALPalmasMGRRFonte: Website do PP, Credit SuisseCriação4 de abril de 2003(denominação atual) PresidenteCiro de Lima(senador pelo Piauí) Bancadana Câmara5ª maior bancada(40 deputados federais) Bancadano Senado6ª maior bancada(5 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 13,6 milhões(4,3% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim
Brasil: Eleições 2014 22 
2 de setembro de 2014 
PR (Partido da República) Número da legenda: 22Resumodopartido: OPRfoicriadoem2006,apósadissidênciademembrosdePartidoLiberal(PL)edoPartidodaReedificaçãodaOrdemNacional(PRONA).Oobjetivoerasuperaracláusuladebarreira,queimpunharestriçõesaosassentosnoCongressoparaospartidosquenãodispunhamdevotaçãomínima.Apartirdessafusão,oPRganhoumaiorrelevânciapolíticaaoabrigardissidênciasdeoutrospartidos.OPRtempesoexpressivonadistribuiçãodohorárioeleitoralgratuito,emfunçãodoelevadonúmeroderepresentantesnaCâmaradeDeputados.OpartidoaderiuàcoalizãoqueapoiouacandidaturadeDilmaRousseffàpresidênciaem2010,tendoapoiado,desdeentão,ogovernodoPTnoCongresso. OPRatuajuntoaoPTB(PartidoTrabalhistaBrasileiro)noSenadoeaoPSC(PartidoSocialCristão),naCâmaradeDeputados. OpartidoatuajuntoaoPTdoB(PartidoTrabalhistadoBrasil)aoPRP(PartidoRepublicanoProgressista)emfrentesparlamentaresespecíficas. Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014Líderes Anthony Garotinho(deputado federal e ex-governadordo Rio de Janeiro) Bernardo de Vasconcellos Moreira(líder do partido na Câmara) Alfredo Nascimento(líder do partido no Senado) Blairo Maggi(ex-governador e senador peloMato Grosso) Magno Malta(senador pelo Espírito Santo) RJDFROFonte: Website do PR, Credit SuisseCriação19 de dezembro de 2006PresidenteAlfredo Nascimento(Senador) Bancadana Câmara6ª maior bancada(32 deputados federais) Bancadano Senado7ª maior bancada(4 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 13,7 milhões(4,4% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim, embora contrário ao governo em algumas votações.
Brasil: Eleições 2014 23 
2 de setembro de 2014 
DEM (Democratas) Número da legenda: 25Resumodopartido: ODEM(anteriormentedenominadoPFL-PartidodaFrenteLiberal)éomaiorpartidodecentro-direitanoPaís.FoifundadoapartirdeumadissidênciadoPDS(PartidoDemocráticoSocial),duranteoprocessoqueculminoucomoreestabelecimentodaseleiçõesdiretasparapresidentedaRepúblicaecomaposterioreleiçãodeTancredoNevesem1985. DesdeoimpeachmentdoentãopresidenteFernandoCollordeMello,oDEMtemsealiadoaoPSDBnasprincipaisdisputasparaogovernofederal.Opartidoocupouavice-presidênciadaRepública,comMarcoMaciel,entre1995e2002.ODEMparticipouaindadachapapresidencialencabeçadapeloPSDBcomocandidatoàvice-presidência,naseleiçõespresidenciaisem2002,2006e2010. ODEMpossuiutradicionalpresençanoNordeste,emespecialnaBahia.Porém,asuainfluêncianessaregiãorecuoudesdeaeleiçãodoPTaogovernofederalem2002.OnúmeroderepresentantesdoDEMnoCongressoNacionaldiminuiumuitodesdeentão.AcriaçãodoPSDem2010reduziumuitoabancadafederaldoDEM,comumadiminuiçãodarepresentatividadedopartidoemalgunsestados,comoemSantaCatarina.Emfunçãodalegislaçãoeleitoral,quepermiteatransferênciadotempodetelevisãodabancadaeleitaparaonovopartido,opesorelativodoDEMnaseleiçõesde2014éinferioradeanosanteriores. Líderes José Agripino Maia(líder do partido no Senado) Antônio Carlos Magalhães Neto(prefeito de Salvador) José Mendonça Filho(líder na Câmara de Deputados) OnyxLorenzoni(deputado federal pelo Rio Grande do Sul) Ronaldo Caiado(deputado federal por Goiás) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014ACBASalvadorRRRNAracajúFonte: Website do DEM, Credit SuisseCriação11 de setembro de 1986PresidenteJosé Agripino Maia(Senador peloRio Grande do Norte) Bancadana Câmara7ª maior bancada(28 deputados federais) Bancadano Senado7ª maior bancada(4 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 9,9 milhões(3,2% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Não
Brasil: Eleições 2014 24 
2 de setembro de 2014 
PSB (Partido Socialista Brasileiro) Número da legenda: 40Resumodopartido: OPSBfoirefundadoem1985,apósserextintonadécadade1960,apartirdomesmomanifestoeprogramade1947doantigoPSB.Opartidonãoteveatuaçãoexpressivaaté1990.Comafiliaçãodoex-governadorMiguelArraes,falecidoem2005, oPSBsetornouumalegendadeatuaçãomaisnacional.Desdesuarefundação,opartidofoiumaliadotradicionaldoPT,tendoapoiadoacandidaturadeLulaàpresidêncianaseleiçõesde1989,1994,1998,2006eadeDilmaRousseffem2010.Apenasem2002,opartidolançouoex-governadordoRiodeJaneiro,AnthonyGarotinho(atualmentenoPR),comocandidatopróprioàpresidência.OPSBparticipoudacoalizãodegovernonoCongressoapartirde2003.Apartirde2013,opartidoafastou-sedogovernoDilmaRousseff,comoantecipaçãoaolançamentodacandidaturaàpresidênciadeEduardoCamposem2014.Amorteemacidenteaéreodoex-governadordePernambucoeentãocandidatoàpresidênciadarepública,EduardoCampos,resultouemsuasubstituiçãoporMarinaSilva,comBetoAlbuquerquecompondoachapacomocandidatoavice-presidente. Líderes Roberto Amaral(ex-ministro da Ciência e Tecnologia) Marina Silva(ex-senadora pelo Acre e ex-ministrado Meio Ambiente) Beto Albuquerque(líder do partido na Câmara) Rodrigo Rollemberg(líder do partido pelo Senado) Márcio França(deputado federal por São Paulo e candidato a vice-governador na chapa do PSDB) Luiza Erundina(deputada federal e ex-prefeitade São Paulo) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014RRPBPorto VelhoESAPRecifeCuiabáBelo HorizonteFortalezaPEESAPDFBACECriação1º de julho de 1988PresidenteRoberto Amaral(ex-ministro dogoverno Lula) Bancadana Câmara8ª maior bancada(24 deputados federais) Bancadano Senado7ª maior bancada(4 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 12,5 milhões(4,0% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Apenas até 2012Fonte: Website do PSB, Credit Suisse
Brasil: Eleições 2014 25 
2 de setembro de 2014 
SD (Solidariedade) Número da legenda: 77Resumodopartido: OSDfoicriadoem2013,apósautorizaçãodoTribunalSuperiorEleitoral(TSE).OSDsurgiuligadoaomovimentosindicaldaregiãodaGrandeSãoPaulo,emespecialàForçaSindical.AForçaSindicaleratradicionalmenteligadaaoPDTaté2013,emcontraposiçãoàCentralÚnicadosTrabalhadores(CUT),maisligadaaoPT. OSDseguealinhadomovimentotrabalhistaetempresençamaismarcantenosmaiorescentrosurbanosdoSudeste.OSDaderiuaaliançasdasprincipaislegendasnamaioriadosestadose,portanto,nãoterácandidatosprópriosnaseleiçõesmajoritáriasestaduaisdosprincipaiscolégioseleitoraisem2014. Líderes Paulo Pereira da Silva(deputado federal) Fernando Francischini(líder do partido na Câmara de Deputados) Armando Vergílio(deputado federal por Goiás) Arthur Maia(deputado federal pela Bahia) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014TOTOFonte: Website do SD, Credit SuisseCriação24 de setembro de 2013PresidentePaulo Pereira da Silva(deputado federal) Bancadana Câmara9ª maior bancada(21 deputados federais) Bancadano Senado11ª maior bancada(1 senador) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 4,7 milhões(1,5% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Não. O partido surgiu de dissidências dentro da base governista.
Brasil: Eleições 2014 26 
2 de setembro de 2014 
PROS (Partido Republicano da Ordem Social) Número da legenda: 90Resumodopartido: OPROS,fundadoem2013,apósautorizaçãodoTSE,éumdospartidosdecriaçãomaisrecente.OPROSaderiuàbasedogovernonoCongressodesdesuafundação.Opartidotambémfoiformadoapartirdamigraçãodeliderançasdeoutrospartidos, queeramfavoráveisàmaioraproximaçãoaogovernodeseuspartidosoriginários.Porexemplo,ogovernadorCidFerreiraGomes(PE)eoex-candidatoàpresidêncianaseleiçõesde2002,CiroGomes,ambosegressosdoPSB,contribuíramparaofortalecimentodoPROSnoNordeste. OPROStematuadoemblococomoPPnaCâmaradeDeputados,comapoioexpressivoàorientaçãodogovernonasvotações.OPROSnãoapresentoucandidatopróprioàseleiçõesestaduaismajoritáriasmaisrelevantesefarácoligaçãocomalgunspartidosmenoresdecentroecentro-esquerdanaseleiçõesproporcionais. Líderes Ataídes de Oliveira(líder do partido no Senado) Cid Gomes(governador do Ceará) Ciro Gomes(ex-governador do Ceará) Givaldo Carimbão(líder do partido na Câmara de Deputados) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014CEAMPBFonte: Website do PROS, Credit SuisseCriação24 de setembro de 2013PresidenteEurípedes de Macedo Jr(ex-vereador) Bancadana Câmara10ª maior bancada(20 deputados federais) Bancadano Senado11ª maior bancada(1 senador) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 0,3 milhões(0,1% do totalpago no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim. Posicionou-se como governista desde sua criação.
Brasil: Eleições 2014 27 
2 de setembro de 2014 
PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) Número da legenda: 14Resumodopartido: OPTBsurgiuduranteomovimentoderedemocratizaçãoetemseunomeassociadoaoantigoPTBdoex-presidenteGetúlioVargas(1930-1945e1951-1954).OPTBtemsidoopartidocomomaiorregistrodesuporteparlamentaràadministraçãofederaldesde1986,tendoparticipadodosgovernosSarney,Collor,FHC,LulaeDilma.AexceçãofoiquandonãoparticipoudogovernoItamar.OPTBtemadotadoposturadiferentenoprocessoeleitoral,tendoapoiadotantocandidatosgovernistasquantodaoposição.Em1994e1998,oPTBparticipoudacoligaçãoqueapoiouacandidaturabemsucedidadoPSDB.OPTBapoiouacandidaturaàpresidênciadeCiroGomesem2002,tendopermanecidoindependentenaeleiçãode2006.OPTBtambémapoiouacandidaturadoPSDBàpresidênciaem2010. OpartidotematuadojuntoaoPR(PartidodaRepúplica)eaoPSC(PartidoSocialCristão)noSenadoejuntoaoPSDC(PartidoSocialDemocrataCristão)naCâmaradeDeputados,sendocomumosdesviosfrenteàorientaçãodogoverno,sobretudoemquestõesmaisassociadasaoagronegócioeàsquestõesdecunhoreligioso. Líderes Gim Argello(senador pelo Distrito Federal) Mozarildo Cavalcanti(senador por Roraima) JovairArantes(líder do bloco parlamentar PTB/PSDC) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014PEFonte: Website do PTB, Credit SuisseCriação3 de novembro de 1981PresidenteBenito Gama(ex-deputado federalpela Bahia) Bancadana Câmara12ª maior bancada(18 deputados federais) Bancadano Senado4ª maior bancada(6 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 8,0 milhões(2,6% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim, mas formalizouapoio a Aécio Neves para a campanha presidencial.
Brasil: Eleições 2014 28 
2 de setembro de 2014 
PDT (Partido Democrático Trabalhista) Número da legenda: 14Resumodopartido: OPDTfoifundadocomoapoiodoex-governadordoRioGrandedoSuledoRiodeJaneiro,LeonelBrizola.OPDTteveatuaçãodestacadaaté1990,comparticipaçãoativanaAssembleiaConstituinte,quandoelegeutrêsgovernadores.Opartidoapresentoucandidaturaprópriaàpresidênciaem1989,1994e2006,tendoapoiadoacandidaturadoPT(Lula)em1998e2010edoPPS(CiroGomes)em2002.ApartirdofalecimentodeBrizolaem2004,opartidomigrougradualmenteparaumaposiçãomaisalinhadaàcoalizãodegovernoem2007. OPDTnãocontrolanenhumestadodafederação,emboramantenhaocontroledeimportantesprefeituras,principalmentenoSul,eemtrêscapitais,i.e.,CuritibaePortoAlegre,noSul,eNatal,noNordeste. Líderes Carlos Lupi(ex-Ministro do Trabalho) Viera da Cunha(líder do partido na Câmara) Acir Gurgacz(líder do partido no Senado) Cristovam Buarque(senador pelo Distrito Federal) Pedro Taques(senador pelo Mato Grosso) Brizola Neto(deputado federal) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014APNatalCuritibaPorto AlegreMTFonte: Website do PDT, Credit SuisseCriação10 de novembro de 1981PresidenteCarlos Lupi(ex-deputado federal e ex-Ministrodo Trabalho) Bancadana Câmara11ª maior bancada(18 deputados federais) Bancadano Senado4ª maior bancada(6 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$8,2 milhões(2,6% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim
Brasil: Eleições 2014 29 
2 de setembro de 2014 
PC do B (Partido Comunista do Brasil) Número da legenda: 65Resumodopartido: OPCdoBétradicionalmenteligadoaosmovimentossociaisdeesquerda,principalmenteestudantil,sendoumdosprincipaispartidosqueseguemalinhadospartidoscomunistasnacionais.Desde1989,opartidoapoiaascandidaturasàpresidênciadoPTefazpartedacoligaçãodegovernonaCâmaradeDeputadosdesde2003.OPCdoBtemocupadopostosnogovernodesdeentão. Líderes Aldo Rebelo(ministro dos Esportes) Jandira Feghali(líder do partido na Câmara) Vanessa Grazziontin(líder do partido no Senado) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014MAFonte: Website do PC do B, Credit SuisseCriação23 de junho de 1988PresidenteJosé Renato Rabelo(Jornalista) Bancadana Câmara13ª maior bancada(15 deputados federais) Bancadano Senado11ª maior bancada(2 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 5,8 milhões(1,8% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim
Brasil: Eleições 2014 30 
2 de setembro de 2014 
PSC (Partido Social Cristão) Número da legenda: 20Resumodopartido: OPSCéumdospartidosassociadosaigrejaspentecostaiseevangélicasnoBrasil.Historicamente,oPSCtemseposicionadodemodoindependentenaseleiçõespresidenciais.AúltimavezqueoPSCnãotevecandidatoprópriofoiquandoparticipoudacoligaçãoqueelegeuFernandoCollorem1989.OcandidatodoPSCnaeleiçãopresidencialde2014seráoPastorEveraldo. OPSC,comoPTBeoPR,tematuadoemumafrenteparlamentarnoSenado. Líderes Eduardo Amorim(líder do partido no Senado) André Moura(líder do partido na Câmara) Ratinho Jr. (deputado federal pelo Paraná) Pastor Everaldo(vice-presidente do partido) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014PISEFonte: Website do PSC, Credit SuisseCriação29 de março de 1990PresidenteVíctor JorgeAbdala NósseisBancadana Câmara14ª maior bancada(12 deputados federais) Bancadano Senado17ª maior bancada(0 senador) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 5,7 milhões(1,8% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Não. Teve atuação independente do governo.
Brasil: Eleições 2014 31 
2 de setembro de 2014 
Eleições 2014 
Organização institucional 
A República Federativa do Brasil é composta pela União, 26 estados, o Distrito Federal (DF) e 5.570 municípios. O poder executivo da União é representado pelo presidente e pelo vice-presidente, ambos eleitos conjuntamente. O poder legislativo federal brasileiro é bicameral, composto pelo Senado Federal e pela Câmara de Deputados. Nos estados e no Distrito Federal, o poder executivo é representado pelos governadores e vice- governadores e o poder legislativo é representado pelas Assembleias Legislativas Estaduais. Nos municípios, o mesmo arranjo se mantém: o poder executivo é representado pelos prefeitos e vice-prefeitos e o poder legislativo é exercido pelas Câmaras Municipais de Vereadores (Tabela 4). Por outro lado, o poder judiciário não tem responsabilidades a cargo dos municípios. Todas as cortes são ou relativas à justiça estadual, que trata de causas cíveis e criminais, ou à justiça federal, que trata das demais matérias. 
Tabela 4: Perfil das instituições políticas brasileiras 
Fonte: Senado Federal, Câmara de Deputados, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Credit Suisse 
JudiciárioExecutivoLegislativo EstadualO judiciário estadual é composto pelos Tribunais Estaduais de Justiça, distribuídos em todos os estados e no DF. Atuam sobre causas cíveis e criminais, além de outras não cobertas pela justiça federal. Governadores e vice-governadoresSão eleitos para mandatos de quatro anos, com a possibilidade de uma reeleição. As eleições para governadores são realizadas junto com as eleições para presidente. Assembleias Legislativas EstaduaisCada estado e o DF possui uma Assembleia Legislativa, cujos membros são eleitos para mandatos de quatro anos, com possibilidade de reeleições ilimitadas. O número de membros das Assembleias varia de acordo com a população. Na eleição de 2014, estarão em disputa 1.035 vagas. Estados FederalComposto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e por cortes separadas que tratam exclusivamente da questão trabalhista, eleitoral e militar. A justiça federal comum trata ainda de outras questões específicas de interesse da União, incluindo crimes políticos, contenciosos entre empresas estatais, graves violações aos direitos humanos, etc. Presidente e vice-presidenteSão eleitos para mandatos de quatro anos, com possibilidade de uma reeleição. O presidente é o chefe de governo e de Estado e tem autonomia total para nomear e demitir ministros. UniãoCâmara de DeputadosComposta por 513 membros com mandato de quatro anos, sem limitação para reeleição. A distribuição das cadeiras entre os estados e o DF é proporcional à sua população. Nenhum estado ou o DF pode ter menos de oito ou mais de 70 cadeiras na Câmara, o que gera distorção na representação proporcional. SenadoComposto por 81 senadores, três para cada estado e três para o Distrito Federal (DF). O mandato dos senadores é de oito anos, sem limites para reeleição. As eleições são alternadas: 1/3 e 2/3 das cadeiras a cada quatro anos. Em 2014, serão eleitos 27 novos senadores, um por estado, além do distrito federal. Prefeitos e vice-prefeitosTambém eleitos para mandatos de quatro anos, com possibilidade de uma reeleição. As eleições municipais acontecem dois anos depois das eleições para presidente e governadores. Câmaras Municipais de VereadoresCada um dos 5.570 municípios possui uma Câmara de Vereadores. O número de membros depende do porte do município. No total, o país possui 56.810 vereadores, eleitos para mandatos de quatro anos. Municípios
Brasil: Eleições 2014 32 
2 de setembro de 2014 
Atribuições da Justiça Eleitoral 
A Justiça Eleitoral está organizada nos mesmos moldes da Justiça Comum, isto é, um tribunal superior (Tribunal Superior Eleitoral – TSE), sediado em Brasília, e tribunais regionais (Tribunais Regionais Eleitorais – TREs), sediados nas capitais de cada um dos 26 estados e do Distrito Federal. 
O processo eleitoral é coordenado pelo Tribunal Superior Eleitoral, composto por três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dois ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois juristas escolhidos pelo(a) presidente da República, a partir de listas tríplices elaboradas pelo STF. Atualmente, a presidência do TSE é exercida pelo ministro do STF, José Antônio Dias Toffolli, que assumiu o cargo em 2014 e exercerá a função por dois anos. Nas eleições estaduais também atuam os Tribunais Regionais Eleitorais (TRE), do qual fazem parte membros do judiciário tanto federal quanto estadual e cuja função é executar o registro de candidatos, a proclamação dos resultados e a diplomação dos eleitos. Nas eleições municipais, atuam os órgãos da justiça federal de primeira instância, dispostos em todos os municípios. 
Dentre as atribuições da Justiça Eleitoral estão: 
i. alistamento dos eleitores, 
ii. cadastramento dos candidatos, 
iii. organização das mesas de votação, 
iv. apuração dos votos, e 
v. reconhecimento e a proclamação dos eleitos. 
Naturalmente, a Justiça Eleitoral é responsável por garantir o cumprimento da legislação eleitoral, bem como realizar o julgamento dos processos relativos à não-conformidade com as regras. 
Cargos em disputa 
Nas eleições de outubro deste ano, estarão em disputa os seguintes cargos: 
a) Presidente e vice-presidente da República. 
b) 27 governadores e vice-governadores (26 estados e o Distrito Federal). 
c) 27 dos 81 membros do Senado (1/3 das cadeiras). 
d) 513 membros da Câmara de Deputados (100% das cadeiras). 
e) 1059 membros das Assembleias Legislativas dos estados e do Distrito Federal (100% das cadeiras). 
Eleitores e o processo de votação 
Segundo o TSE, o número total de eleitores é de cerca de 70% da população atual, estimada em aproximadamente 202 milhões de habitantes. O voto é obrigatório para todos os brasileiros com idade entre 18 e 65 anos e facultativo para analfabetos, jovens entre 16 e 18 anos e idosos com mais de 65 anos. Apesar da obrigatoriedade do voto, o
Brasil: Eleições 2014 33 
2 de setembro de 2014 
comparecimento nas eleições presidenciais desde 1989 foi, em média, de 83%, oscilando entre um máximo de 91%, em 1989, e um mínimo de 79%, em 1998 (Gráfico 10). Ao mesmo tempo, a soma dos votos brancos ou nulos foi de 9% na média desde 1989, variando bastante de ano para ano. Em 1994, por exemplo, o total de votos brancos ou nulos foi de expressivos 16%. Desde 2002, no entanto, esse percentual tem sido menor: média de 7,5% dos votos totais. 
Gráfico 10: Participação do eleitorado brasileiro nas eleições presidenciais 
Milhões de eleitores, % do total 
Fonte: TSE, Credit Suisse 
A votação é direta e feita utilizando-se cerca de 450 mil urnas eletrônicas (Gráfico 11) distribuídas por todo o País e atendendo, salvo algumas exceções, 100% do eleitorado. O sistema de votação eletrônica permite uma apuração mais rápida: em geral, os resultados oficiais são conhecidos menos de 24 horas depois de encerrada a votação. Mesmo os resultados parciais, que já permitem aferir sobre vencedores e perdedores das eleições maioritárias, são conhecidos poucas horas após o fim das votações. Desde a redemocratização, os resultados eleitorais dos principais cargos sempre foram reconhecidos pelos derrotados. 
82,194,8106,1115,3125,9135,8198919941998200220062010AbstençõesNulosBrancosVotosválidos74% 85% 67%64% 76% 75% 9% 18% 21% 18% 17% 18% 4%8% 8% 6% 5% 5% 1%8% 6% 2% 2% 3%
Brasil: Eleições 2014 34 
2 de setembro de 2014 
Gráfico 11: Passo-a-passo da votação 
Fonte: TSE, Credit Suisse 
1234567890DEPUTADO ESTADUALCONFIRMACORRIGEBRANCONúmero:00000Nome:CandidatoPartido:SiglaComo funciona a urna eletrônicaTeclado numérico, onde são digitados os códigos correspondentes aos candidatos. Voto em branco. Deve ser seguido de confirmação. Correção para o número digitado (antes de confirmar). Ao pressionar esta tecla, uma nova inserção é permitida. Confirmação. Deve ser teclada para finalizar cada um dos votos. Após a confirmação, não será possível cancelar o voto. Tela de exibição do número digitado e da identidade correspondente do candidato, com seu nome, sigla do partido e foto (e do vice, quando for o caso). 2º votoDeputado federal3º votoSenador4º votoGovernador5º votoPresidente1º votoDeputado estadualA urna está programada para receber o código de 5 dígitos do candidato diretamente. Após identificar o nome e a foto, o eleitor deve confirmar o voto. O passo seguinte é digitar os 4 dígitos do candidato para deputado federal e, em seguida, confirmar o voto. O voto para senadoré feito digitando-se3 algarismos. Após verificação do nome, o eleitor podeconfirmar o voto. Para governador, assim como presidente, são apenas 2 dígitos, os que identificam o partido. Apósverificar-se o nome, confirma-se o voto. O voto para presidente da república é o último da sequencia, feito com 2 dígitos. Após a confirmação desse voto, o processo é concluído. Sequência de votaçãoPasso a passo da eleiçãoNa sessão devotação, deve apresentar o títulode eleitor e um documento com foto. Após confirmar sua identidade, o eleitor assina o livro de presença e recebe um comprovante. Em seguida, o eleitor é encaminhado ao guichê de votação. O eleitor comparece ao local de votação no dia da eleição, entre 8h e 17h. Voto em brancoPara que o voto em branco seja computado, o eleitor deve teclar “Branco” e, em seguida, “Confirma”. Esse processo deve ser repetido para cada cargo para o qual o eleitor deseja votar em branco. Voto nuloSe o eleitor teclar um númeroque não seja de nenhum candidato, aparecerá a mensagem “Número errado”. Se optar por apertar “Confirma”, estará anulando o voto. Para corrigir, deve teclar “Corrige”. Voto de legendaCaso o eleitor queira votar sóna legenda, deve teclar os dois dígitos do partido e, em seguida, “Confirma”. Esta opção é válida apenas para os votos em deputado.
Brasil: Eleições 2014 35 
2 de setembro de 2014 
Regras para eleição de candidatos 
O Brasil possui dois sistemas eleitorais: o majoritário e o proporcional. O sistema de votação majoritário é adotado para os cargos do poder executivo (presidente, governadores e prefeitos) e senadores. Nas eleições em que há disponibilidade de duas vagas ao Senado por estados e distrito federal, são eleitos os candidatos a senador com a primeira e segunda maiores votações. Em 2014, haverá apenas a eleição de um senador por estado. Já os deputados federais, estaduais e os vereadores são eleitos pelo sistema de votação proporcional, por meio do chamado quociente eleitoral. 
a) Sistema majoritário: O presidente da República, os governadores dos estados e os prefeitos de cidades com mais de 200 mil eleitores são eleitos se obtiverem maioria absoluta dos votos válidos. Os mandatos são de quatro anos com possibilidade de uma única reeleição. A legislação eleitoral considera a eleição do cônjuge ou parente consanguíneo até o terceiro grau (inclusive por adoção) como uma reeleição. Se nenhum candidato alcançar 50% + 1 dos votos válidos, os dois candidatos com maior votação participarão de um 2º turno. 
Os prefeitos de cidades com menos de 200 mil eleitores são eleitos pela maioria simples dos votos válidos, de acordo com o número de vagas em disputa, sem ocorrência de 2º turno. O Senado Federal possui 81 membros (três por estado e o Distrito Federal). O preenchimento destas vagas dá-se em eleições alternadas, sempre coincidentes com as eleições presidenciais: 27 vagas (1/3) em uma eleição e 54 vagas (2/3) na eleição seguinte. Nas eleições de 2014, 1/3 das vagas no Senado Federal serão renovadas. 
b) Sistema de quociente eleitoral: o sistema de quociente eleitoral é utilizado na eleição de deputados federais, estaduais e vereadores. No caso dos deputados federais, são computados apenas os votos válidos por estado. Esse número de votos válidos é dividido pela quantidade de vagas que cabe ao estado na Câmara de Deputados. O resultado dessa conta é chamado de quociente eleitoral. Na sequência, o total dos votos dados aos candidatos de cada partido (ou coligação partidária) é dividido pelo quociente eleitoral, chegando-se, então, ao quociente partidário. Desprezando-se as frações, este resultado é igual ao número de cadeiras que cada partido (ou coligação partidária) terá. Se o quociente partidário for igual a seis, por exemplo, os seis candidatos mais bem votados do partido (ou coligação partidária) estarão eleitos. Para os deputados estaduais e vereadores o sistema é similar, alterando-se o número de membros nas Assembleias e Câmaras de Vereadores. Para os vereadores, o quociente eleitoral é obtido a partir do total de votos válidos em cada município. Esse sistema pode apresentar distorções, já que um único candidato de um partido que obtenha por alguma razão uma votação muito expressiva é capaz de gerar um quociente partidário que permitirá a alguns outros deputados do partido serem eleitos sem que tenham alcançado uma votação significativa frente a outros candidatos. Nesse caso, é possível a eleição de candidatos com poucos votos, enquanto outros candidatos com até dezenas de milhares de votos podem não se eleger.
Brasil: Eleições 2014 36 
2 de setembro de 2014 
Duração dos mandatos 
O mandato do próximo Presidente da República será de quatro anos (1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2018). Se o candidato eleito não for a atual presidente Dilma Rousseff, terá direito a disputar uma única vez sua reeleição para um novo mandato de quatro anos (de 2019 a 2022). Se o candidato eleito for Dilma Rousseff, a mesma estará impedida de concorrer nas próximas eleições presidenciais, uma vez que estará no cargo por dois mandatos consecutivos, o máximo permitido por lei. Não obstante, Dilma Rousseff poderá ainda concorrer à presidência em 2022 e, caso eleita, à reeleição em 2026. Os governadores também terão mandato de quatro anos com direito a se reeleger por apenas uma única vez seguida. Os mandatos dos deputados federais e estaduais são de quatro anos e dos senadores, oito anos. Para os cargos legislativos não há limitação para o número de reeleições. 
Calendário eleitoral 
Após o período destinado à realização de convenções partidárias (10 e 30 de junho), responsáveis pela formalização das candidaturas e das coligações, iniciou-se a campanha eleitoral em 6 de julho. Entre os dias 19 de agosto e 2 de outubro, é realizada a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV para o primeiro turno. 
O 1º turno das eleições de 2014 será realizado em 5 de outubro. Neste dia, serão definidos os novos senadores, deputados federais e estaduais. Se não eleitos em primeiro turno, o presidente da República e os governadores serão conhecidos após a votação de segundo turno, no dia 26 de outubro. 
As eleições em segundo turno ocorrerão nas disputas de cargos majoritários sempre que nenhum candidato a presidente ou governador obtenha mais votos do que a soma dos votos válidos dos demais candidatos (50% + 1 dos votos válidos). Quando isso ocorrer, os dois candidatos mais votados disputam um 2º turno. Para o cômputo dos votos válidos, excluem-se os votos brancos e nulos. Nas três últimas eleições presidenciais (2002, 2006 e 2010), cerca de 18% dos eleitores habilitados não compareceram às urnas e, dos votantes, cerca de 9% votaram em branco ou anularam o voto (Tabela 5). 
Tabela 5: Estatísticas de votação para o primeiro turno presidencial 
Fonte: TSE, Credit Suisse 
Total de eleitoresVotos válidosÍndice de alienação* (% eleitores) Abstenções (% eleitores) Brancos (% votos) Nulos (% votos) 2002115,3 milhões85,0 milhões261837,42006125,9 milhões96,0 milhões241735,72010135,8 milhões101,6 milhões251835,5*O índicede alienaçãoenglobaas abstençõese osvotosbrancose nulos, sendo, portanto, o complementardos votosválidos
Brasil: Eleições 2014 37 
2 de setembro de 2014 
No caso de segundo turno para as eleições majoritárias, haverá outro período de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, que iniciará 48 horas após o anúncio oficial do resultado (no máximo, até 9 de outubro) e encerrará na antevéspera da eleição, em 25 de outubro (Tabela 6). 
Tabela 6: Calendário eleitoral 2014 
Fonte TSE, Credit Suisse 
19-agoInício do período da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão6-agoÚltimo dia para o pedido de registro de candidatura às eleições12-agoDivulgação da ordem de exibição dos partidos e coligações no horário polítcoData limite para indeferimento de pedidos de registro de candidatos21-agoInício da propaganda política na internet, não sendo permitida a propaganda em rádio e TV.6-julPeríodode propaganda eleitoral1-julFim da propaganda política paga no rádio e TV5-jul* Último dia para partidos requerer registro de candidatos * Último dia para divulgação dos candidatos impedidos de concorrerem às eleições pela Lei da Ficha Limpa21-junConvenção nacional do PTConvenção nacional do PSDB14-jun* Início das convenções partidárias* Convenção nacional do PSB* Convenção nacional do PMDB10-jun1-maiÚltimo dia para o eleitor requerer inscrição eleitoral ou transferência de domicílioDSTQQSS31123456891011121314151617181920212223242526272829301234 Setembro 7DSTQQSS272829303112345101112171819202122242526272829306789 Agosto DSTQQSS282930123456781213141516171819202122232425910 Outubro 11DSTQQSS2930123451011121314151617181920212223242526272829306789 Julho 3112DSTQQSS123451314151617181920212223242526272810111289 Junho 293067123458-abrÚltimo dia para que a direção nacional dos partidos políticos publique nota acerca da escolha e substituição de candidatos e para a formação de coligações5-abrData limite para renúncia ao cargo executivo daqueles que concorrerão em outubro26-maiInício do período no qual é permitido ao candidato realizar propaganda intrapartidária (vedado o uso de rádio, TV e outdoor) 1-marÚltimo dia para o Tse expedir instruções relativas às eleições de 2014DSQSS3031TQ12313206 Abril 41112141516171819212223242526910758DSTQSS910111213141516171819202122232467845 Maio 252728293031272829302326Q1DSTQQSS139101112141516171819202122 Março 30311234523242526272872345682324252627282915-out1º turno11-outInício da propaganda eleitoral gratuita, no rádio e na televisão, relativa ao segundo turno6-outPermitida propaganda eleitoral para o segundo turno9-outÚltimo dia para divulgação dos resultados do primeiro turno31-outÚltimo dia para divulgação dos eleitos em segundo turno25-setÚltimo dia para eleitor requerer segunda via de título eleitoral. 7-setFeriado da Independência do Brasil26-out2º turno2-outÚltimo dia para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão15-setÚltimo dia para pedido de registro de substituição de candidatos às eleições majoritárias. 24-outÚltimo dia de propaganda eleitoral no rádio e na televisão13-agoFalecimento do candidato à Presidência Eduardo Campos23-agoOficialização da candidatura de Marina Silva e Beto Albuquerque pelo PSB23131415162627282930311
Brasil: Eleições 2014 38 
2 de setembro de 2014 
Propaganda gratuita de rádio e TV 
A legislação eleitoral proíbe que partidos políticos financiem anúncios no rádio ou televisão através de meios próprios. Toda publicidade nesses meios de comunicação é regulada pela Justiça Eleitoral, seja no período eleitoral ou não. A ideia é aumentar a competitividade dos partidos na disputa por cargos, reduzindo distorções geradas por eventual desigualdade de recursos financeiros. No período eleitoral, os partidos dispõem da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, que, em 2014, será usufruída por todos os candidatos aos cinco cargos em disputa – Presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais: 
 a propaganda gratuita na TV, assim como no rádio, consiste de duas modalidades: em blocos (2 blocos diários de exibição, ambos de 50 minutos, um exibido à tarde, às 13h, e outro exibido à noite, às 20h30) e em inserções pontuais, que correspondem a comerciais de 30, 45 ou 60 segundos, veiculados ao longo da programação regular das emissoras de rádio e televisão entre as 8 horas da manhã e a meia noite, inclusive aos domingos e cujo tempo total é de 30 minutos diários. Dependendo do dia da semana, os blocos de 50 minutos são divididos entre as campanhas eleitorais. Por exemplo, dos 50 minutos, a campanha presidencial ocupa apenas 25 minutos e os outros são ocupados pela campanha para deputado federal. 
 As exibições dos dois blocos diários ocorrerão de segunda a sábado, havendo dias específicos para exibição conforme o cargo em disputa (Gráfico 12). A ordem das coligações é definida por sorteio e vale para toda a campanha de primeiro turno. No primeiro dia, cada candidato terá seu programa exibido de acordo com a ordem sorteada. A partir do segundo dia, o candidato cujo programa foi o último a ser exibido passará a primeiro da ordem de exibição, enquanto que os demais seguirão a mesma ordem definida por sorteio. Dessa forma, ao fim de determinado número de dias, todos os candidatos terão encabeçado, ao menos uma vez, a exibição dos blocos de 25 minutos. 
Gráfico 12: Distribuição do tempo de propaganda eleitoral gratuita em blocos na televisão 
Fonte: TSE, Credit Suisse 
Segunda, quartae sexta50 minutosPeríodo da tarde: 13h-13h50Período da Noite: 20h30-21h20Terça, quintae sábado50 minutosPeríodo da tarde: 13h00-13h50Período da Noite: 20h30-21h20
Brasil: Eleições 2014 39 
2 de setembro de 2014 
 As inserções diárias ocorrem em todos os dias, sendo que os 30 minutos dispersos pela programação das emissoras são divididos igualmente entre os cinco cargos em disputa: 
o Seis minutos para as inserções à presidente, 
o Seis minutos para inserções dos candidatos a governador, 
o Seis minutos para os candidatos a senador e assim por diante. 
O tempo destinado às inserções é dividido dentro da mesma lógica do tempo destinado aos blocos diários, que é de 1/3 do tempo dividido igualmente entre os candidatos e 2/3 divididos de modo proporcional à bancada eleita na última eleição para a Câmara de Deputados da coalizão específica. 
 A lei eleitoral exige que sejam destinados 30 minutos diários (de segunda-feira a domingo) para essas inserções, distribuídos igualmente entre as campanhas e por cada um dos quatro blocos de audiência, das 8h às 12h, das 12h às 18h, das 18h às 21h, e das 21h às 0h (Gráfico 13). Portanto, são 90 segundos por bloco de audiência para cada campanha específica. 
Gráfico 13: Blocos de audiência para exibição das inserções dos partidos 
Fonte: TSE, Credit Suisse 
 Nas disputas pelos cargos federais, considera-se a bancada eleita para a Câmara de Deputados. No caso das eleições estaduais, considera-se a proporcionalidade dos partidos nas assembleias legislativas estaduais. As coligações serão sempre tratadas como um partido único na definição do tempo de TV. 
 Os blocos têm audiência relativamente diferente entre si, mas dentro de um mesmo bloco de audiência, a expectativa do TSE é que a audiência não varie muito de hora em hora. A ordem dos anúncios em cada bloco de audiência fica a cargo da emissora. 
Horário livre0h –8hBloco 18h –12hBloco 212h –18 p.m. Bloco 318h –21hBloco 421h –0h18h0h12h6hBlocosdiários(24 horas)
Brasil: Eleições 2014 40 
2 de setembro de 2014 
 Cada inserção terá, no mínimo, 30 segundos de duração, podendo ser de 45 segundos, mas não superior a 60 segundos. Se a proporcionalidade no tempo de televisão confere à coligação o direito a mais do que 30 segundos por bloco de audiência, então a coligação terá seu anúncio veiculado. Do contrário, a coligação acumula o tempo necessário ao longo dos dias até que tenha superado o limite mínimo dos 30 segundos para poder apresentar seu primeiro anúncio. 
Se houver 2º turno, o tempo de propaganda é redistribuído, de modo que os dois candidatos em disputa passam a possuir tempo equivalente. Os dois blocos diários, antes de 50 minutos, passam a ser de 20 minutos para cada eleição. Ou seja, supondo que haja 2º turno para a eleição presidencial, nos estados em que também houver disputa de 2º turno para governador, o tempo total destinado à propaganda eleitoral será de dois blocos diários de 40 minutos cada um. Não há tempo destinado a inserções na disputa para segundo turno. 
O período de propaganda eleitoral gratuita tem importância para todos os candidatos, sobretudo para aqueles que têm uma elevada taxa de desconhecimento por parte do eleitorado. Assim, o tempo que cada partido agrega ao horário eleitoral gratuito é uma razão relevante para a formação das coligações partidárias.
Brasil: Eleições 2014 41 
2 de setembro de 2014 
Eleições presidenciais 
Principais candidatos e biografias 
No total, são 11 candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro de 2014. De acordo com as últimas pesquisas, os três candidatos com maior percentual de intenção de votos são (Gráfico 14): 
Gráfico 14: Principais candidaturas às eleições presidenciais 
Fonte: Credit Suisse 
Dois dos candidatos possuem formação em ciências econômicas e uma candidata em história. Dilma Rousseff tem sua carreira política marcada pela militância partidária, tendo ocupado exclusivamente cargos de confiança até a eleição vitoriosa para Presidente da República em 2010. Aécio Neves, candidato de oposição, iniciou sua carreira como herdeiro de uma tradição política familiar local, disputando diversos cargos eletivos e atingindo votação recorde quando pleiteou a reeleição ao cargo de governador de seu estado natal. Por seu turno, Marina Silva possui um perfil mais diretamente associado à típica carreira dos políticos de esquerda nacionais, com início pautado por atividades em sindicatos, entidades de classe ou movimento sociais, que progressivamente dá lugar a disputas eleitorais para as assembleias estaduais e Congresso Nacional. 
Dilma RousseffPesquisas de intenção de voto divulgadas em julho mostram a candidata liderando a disputa eleitoral, apesar do recuo na aprovação de seu governo a partir do 2T13. Dilma é a candidata com o maior grau de reconhecimento e sua campanha à reeleição terá participação do ex-presidente Lula. Outra vantagem é o expressivo tempo no horário eleitoral gratuito ante os demais candidatos. Senador e ex-governador de Minas Gerais, estado cujo número expressivo de eleitores foi importante para a definição dos resultados das últimas eleições. As pesquisas de intenção de voto sugerem que o seu maior reconhecimento no Sudeste e o maior tempo de TV relativo a outros candidatos de oposição aumentam as chances de Aécio disputar o segundo turno nas eleições. Aécio NevesMarina SilvaEx-deputada estadual e ex-senadora pelo Acre, foi também ministra do Meio Ambiente do governo Lula (2003-2008), tendo sido a terceira candidata mais votada nas eleições presidenciais de 2010. Marina Silva decidiu juntar-se ao PSB diante da impossibilidade de criar seu próprio partido em 2013 (REDE). Candidata à vice- presidência de Eduardo Campos, Marina foi apontada pelo PSB como substituta ao nome do ex-governador após sua morte em agosto.
Brasil: Eleições 2014 42 
2 de setembro de 2014 
1983: Torna-se secretário particular de Tancredo Neves, no Governo de Minas. 
1984: Forma-se em Economia, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), em Belo Horizonte. 
1984: Participa do Movimento das Diretas e da Campanha Presidencial de Tancredo Neves. 
1985: Após a morte de Tancredo Neves, é nomeado diretor da Caixa Econômica Federal e presidente da Comissão do Ano 
Internacional da Juventude. 
1986: Eleito para o primeiro de quatro mandatos sucessivos como deputado federal: 1987-90, 1991-95, 1995-98 e 1999-02. 
1989: Filia-se ao PSDB. 
1992: Disputa e perde a eleição para prefeitura de Belo Horizonte. 
1997: Atua como líder do PSDB na Câmara. 
2001: Eleito presidente da Câmara de Deputados. 
2002: Eleito governador de Minas Gerais em primeiro turno, com 58% dos votos válidos. 
2006: Reeleito governador de Minas Gerais em primeiro turno, com 77% dos votos válidos. 
2010: Eleito senador por Minas Gerais. 
2013: Eleito presidente nacional do PSDB. 
Aécio Neves 
Nascido em 10/03/1960, Belo Horizonte (Minas Gerais) 
Economista 
1964: Integra organizações de combate ao regime militar, movimento Política Operária (Polop). 
1967: Ingressou no curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 
1969: Abandona o curso de Economia da UFMG. 
1970-72: Presa no presídio de Tiradentes (SP), condenada a 6 anos e 1 mês de reclusão pelo crime de subversão. Com 
redução da pena, sai da prisão em 1972. 
1977: Forma-se em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 
1979-85: Filia-se ao PDT e trabalha na assessoria da bancada estadual do PDT. 
1986-89: Secretária da Fazenda da Prefeitura de Porto Alegre, indicada pelo prefeito de Porto Alegre, Alceu Collares (PDT). 
1991-93: Presidente da Fundação de Economia e Estatística do Estado do Rio Grande do Sul, com a eleição de Collares (PDT) 
ao governo do estado. 
1993: Torna-se Secretária de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul, na mesma gestão. 
1998: Inicia curso, não concluído, de pós graduação em Economia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 
1999: Secretária de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul, agora do governo Dutra (PT). 
2001: Filia-se ao PT. 
2003-05: Ministra de Minas e Energia do governo Lula. 
2005-10: Ministra da Casa Civil. 
2010: Candidata à Presidência, elegendo-se com quase 56 milhões de votos (56,1% dos votos válidos). 
Dilma Rousseff 
Nascida em 14/12/1947, Belo Horizonte (Minas Gerais) 
Economista 
1984: Forma-se em História pela Universidade Federal do Acre (UFAC). 
1985: Trabalha como professora e funda, com Chico Mendes, a CUT (Central Única dos Trabalhadores). Filia-se ao PT. 
1986: Concorre mas não se elege deputada federal. 
1988: Eleita vereadora em Rio Branco (Acre). 
1990: Eleita deputada estadual pelo Acre. 
1994: Eleita Senadora pelo Acre. Em 2002 é eleita para um segundo mandato. 
2003: Assume o cargo de Ministra do Meio Ambiente, ficando no cargo até 2008. 
2009: Desliga-se do PT e filia-se ao PV ao mesmo tempo em que anuncia intenção de concorrer à presidência em 2010. 
2010: Concorre à Presidência da República, mantendo-se em 3º lugar na disputa, com 19,3% dos votos válidos. 
2013: Filia-se ao PSB, após ter o pedido de criação de seu novo partido (REDE) negado pela justiça eleitoral. 
2014: Torna-se candidata à vice-presidente na chapa do PSB. Com a morte de Eduardo Campos, assume a posição de 
candidata à Presidência pelo partido. 
Marina Silva 
Nascida em 08/02/1958, Rio Branco (Acre). 
Historiadora
Brasil: Eleições 2014 43 
2 de setembro de 2014 
Demais candidatos 
Além de Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), a disputa contará ainda com mais oito candidaturas: uma defende agenda ecológica; duas possuem viés conservador-cristão; quatro candidaturas são de partidos tipicamente socialistas; e uma é candidatura independente de caráter trabalhista. 
 Eduardo Jorge (PV): Apesar de o PV ter cogitado apoiar inicialmente a candidatura de Eduardo Campos, o partido lançou candidatura própria, provavelmente em resposta à adesão de Marina Silva à campanha do PSB. Marina Silva já foi integrante do PV e saiu do partido por conta, supostamente, de disputas com algumas lideranças. O PV elegeu 13 deputados nas últimas eleições e defende uma agenda que alia desenvolvimento sustentável e democracia direta. 
 Everaldo Pereira (PSC): Também conhecido como Pastor Everaldo, o candidato do PSC é pastor da igreja pentecostal Assembleia de Deus e vice-presidente do partido. Sua candidatura contará, provavelmente, com o apoio de alguns segmentos evangélicos. Defende valores familiares e cristãos. O partido elegeu 17 deputados em 2010. 
 José Maria Eymael (PSDC): Deputado Federal entre 1986 e 1994, Eymael concorre pela quarta vez à Presidência da República e defende um conjunto difuso de medidas de defesa de direitos trabalhistas e da família. O partido não possui representantes eleitos à câmara de deputados nas últimas eleições. 
 Luciana Genro (PSOL): Com três deputados federais eleitos em 2010, o PSOL propõe a candidatura de Luciana Genro como um contraponto de esquerda às demais candidaturas. O partido defende uma agenda anticapitalista e de aproximação aos movimentos sociais. 
 Rui Costa Pimenta (PCO): Candidato pela terceira vez à Presidência, Rui Pimenta defende uma agenda anticapitalista genérica. Sua campanha utilizará o tempo disponível no horário eleitoral gratuito, provavelmente, para dar publicidade ao partido, que não possui representantes eleitos à Câmara de Deputados nas últimas eleições. 
 José Maria de Almeida (PSTU): Candidato pela quarta vez à Presidência, José Maria tem agenda política de extrema-esquerda, similar a outros partidos de tradição trotskista. O partido não possui representantes eleitos à Câmara de Deputados nas últimas eleições. 
 Mauro Iasi (PCB): Primeira vez candidato, Mauro Iasi é o terceiro candidato do PCB à Presidência da República desde 1986. Na maior parte das outras eleições, o PCB apoiou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva ou de alguma opção mais à esquerda (i.e.; Heloísa Helena, em 2006). O PCB não tem representantes eleitos na Câmara de Deputados e defende agenda muito similar a do PSOL, PCO e PSTU. 
 Levy Fidélix (PRTB): Fidélix é presidente do partido e já concorreu a diversos cargos eletivos, tendo sido, inclusive, candidato à Presidência em outras três ocasiões. Os dois deputados eleitos pelo partido em 2010 migraram para novos partidos, levando consigo a fração do tempo de televisão do partido proporcional à bancada. O PRTB mantém postura oposicionista ao atual governo do PT.
Brasil: Eleições 2014 44 
2 de setembro de 2014 
Tempo de propaganda gratuita de rádio e TV 
A ampla coalizão da base do governo confere à Dilma Rousseff maior vantagem na distribuição do tempo do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Dilma Rousseff contará com 46% do tempo total de exposição dos candidatos à presidência da república, valor muito superior aos 18% de Aécio Neves e aos 8% de Marina Silva. Essas frações se aplicam tanto aos blocos de 25 minutos, exibidos duas vezes por dia, três dias por semana, quanto às inserções diárias de 30 segundos. Dos 11 candidatos, sete terão a contribuição das bancadas eleitas em 2010 ao tempo de exposição, sendo que os demais quatro candidatos terão direito apenas ao tempo mínimo, obtido pela divisão de 1/3 do tempo total em partes iguais entre todos os candidatos (Gráfico 15). A bancada para efeito de tempo de televisão da coalisão da candidata do PT, agrega, além de partidos que elegeram muitos deputados em 2010, como o PMDB, o PP e o PR, partidos recém criados, como o PROS e o PSD, que obtiveram direito ao tempo de televisão pela migração de deputados eleitos por outras legendas. 
Gráfico 15: Divisão do tempo no horário eleitoral gratuito destinado à campanha presidencial 
% do total 
Fonte: TSE, Credit Suisse 
1/3Dividido igualmenteentre os candidatos2/3Proporcional aonúmero de deputadoseleitos em 2010Divisãodo tempode TVCoalizãogovernistaDilmaPTPTPMDBPPPCdoBPSDPRBPRPDTPROSAécioPSDBPSDBPTdoBSDDEMPTBPTCPMNPSBPPSPRPPastor EveraldoPSCPSCDemais CandidatosPSTUPCBPCOPSOLPRTBPSDCPVPSOLPSDCPrincipaiscandidatosde oposiçãoOutroscandidatosProporção dotempo total de TV (%) 7% CandidatosPartidos com deputadoseleitos em 201046181958DemaisEduardo JorgeMarinaAécioDilmaPastor Everaldo4Eduardo JorgePVMarinaPSB
Brasil: Eleições 2014 45 
2 de setembro de 2014 
Nos blocos de 25 minutos, Dilma Rousseff terá 11 minutos e 24 segundos, enquanto Aécio Neves contará com 4 minutos e 35 segundos e Marina Silva com 2 minutos e 3 segundos (Gráfico 16). A ordem de exibição foi definida por sorteio e, em cada novo dia, o bloco é encabeçado pelo partido cujo programa eleitoral foi o último no dia anterior. A sequência dos demais programas segue a ordem definida pelo sorteio: 
1. Marina Silva (PSB) 
2. Mauro Iasi (PCB) 
3. José Maria Almeida (PSTU) 
4. Aécio Neves (PSDB) 
5. Dilma Rousseff (PT) 
6. Levy Fidélix (PRTB) 
7. José Maria Eymael (PSDC) 
8. Rui Costa (PCO) 
9. Pastor Everaldo (PSC) 
10. Eduardo Jorge (PV) 
11. Luciana Genro (PSOL) 
Gráfico 16: Divisão do tempo entre os partidos dos blocos de 25 minutos 
Minutos e segundos 
Fonte: TSE, Credit Suisse 
Dois blocos diários de 25 minutos, às terças-feiras, quintas-feiras e aos sábados. A ordem foi decidida por sorteio, com o último candidato apresentado no bloco em um determinado dia começando o bloco no dia seguinte. Dilma Rousseff(PT) Aécio Neves(PSDB) Marina Silva(PSB) Pastor Everaldo(PSC) Eduardo Jorge(PV) Luciana Genro(PSOL) Levy Fidelix(PRTB) José Maria Eymael(PSDC) Mauro Iasi(PCB) Rui Costa(PCO) José Maria de Almeida(PSTU) 11’24’’ 4’35’’ 2’03’’ 1’10’’ 1’04’’ 0’51’’ 0’47’’ 0’45’’ 0’45’’ 0’45’’ 0’45’’
Brasil: Eleições 2014 46 
2 de setembro de 2014 
No tocante às inserções de 30 segundos, Dilma Rousseff contará com 246 minutos a serem distribuídas em 4 blocos de audiência distintos. A lei concede flexibilidade à alocação do tempo dessas inserções, na medida em que essas podem ser estendidas para 45 segundos ou 60 segundos a partir da disponibilidade das emissoras. Se o candidato optar por inserções de maior duração, a frequência de suas aparições será menor (Gráfico 17). 
Gráfico 17: Distribuição das inserções diárias entre os partidos políticos 
Número de inserções de 30 segundos 
Fonte: TSE, Credit Suisse 
A exigência legal de anúncios de duração superior a 30 segundos torna a exibição irregular para os partidos com baixa participação no tempo destinado ao horário eleitoral gratuito. Na maior parte dos casos, a coligação precisa acumular o tempo necessário ao longo dos dias até que tenha superado o limite mínimo para ter o direito a apresentar seu anúncio. Por exemplo, se a coligação dispuser de 40 segundos para inserções por bloco de audiência no primeiro dia, poderá: 
 Exibir um anúncio de 30 segundos e acumular 10 segundos para o dia seguinte. 
 No dia seguinte, com os mesmo 40 segundos que a lei lhe confere, pode optar por somar os 10 segundos acumulados do dia anterior e exibir um anúncio de 45 segundos, acumulando 5 segundos para o dia seguinte. 
 Do contrário, se a mesma coligação optar por exibições de apenas 30 segundos, no final de três dias já terá acumulado tempo suficiente para anúncios de 1 minuto por bloco de audiência. 
Dilma Rousseff (PT) Aécio Neves (PSDB) Marina Silva (PSB) Pastor Everaldo (PSC) Eduardo Jorge (PV) Luciana Genro (PSOL) José Maria Eymael (PSDC) Mauro Iasi (PCB) Rui Costa (PCO) Levy Fidelix (PRTB) José Maria Almeida (PSTU) 246994525241818171616165 a 6 por dia2 a 3 por dia1 por dia3 a 4 por semana3 a 4 por semana2 a 3 por semana2 a 3 por semana2 a 3 por semana2 a 3 por semana2 a 3 por semana2 a 3 por semana
Brasil: Eleições 2014 47 
2 de setembro de 2014 
Dada a atual divisão do tempo e a necessidade legal de se acumulá-lo até superar o limite de 30 segundos, apenas a coligação que apoia Dilma Rousseff (PT) terá condições de exibir anúncios diariamente. Na média, as coligações que apoiam Aécio Neves e Marina Silva dispõem de uma fração do horário eleitoral gratuito que não garantiria ao menos um anúncio por bloco de audiência. A publicação do cronograma das inserções pelo TSE ilustra esse fato (Gráfico 18). 
Grande parte das demais coligações apenas obterá o direito de exibir seus anúncios uma vez a cada 12 dias. Isso porque a exibição só se torna viável uma vez transcorrido o número de dias necessário para que as coligações acumulem ao menos 30 segundos de direito de exibição por bloco de audiência. Uma vez que isso tenha ocorrido, a coligação terá seu programa exibido dentro do cronograma estabelecido. Ainda assim, dada à desproporção no tempo de televisão, apenas a coligação que apoia Dilma Rousseff disporá do direito de exibir anúncios todos os dias. Assim, a campanha do PT não terá – dentro do tempo destinado às inserções – um contraponto das principais candidaturas de oposição em diversas ocasiões. 
Gráfico 18: Cronograma das inserções de 30 segundos para o horário nobre 
Fonte: TSE, Credit Suisse 
O papel do candidato a vice-presidente 
Formalmente, cabe ao vice-presidente da República assumir as atribuições do presidente quando este estiver ausente de seu posto. A escolha do candidato a vice-presidente geralmente leva em consideração a formação de alianças partidárias e a representatividade regional. 
Cronograma para as inserções no horário nobreSãopermitidastrêsinserçõesdacampanhapresidencialporblocodeaudiência: Blocodas21hàs0hDilmaRousseff (PT) AécioNeves (PSDB) Pastor Everaldo(PSC) Eduardo Jorge (PV)Marina Silva (PSB) Demais candidatosLegendaInserçõesde 30 segundosporpartido19202122232425262728293031Agosto123456789101112131415161718192021222324252627282930Setembro12Outubro345
Brasil: Eleições 2014 48 
2 de setembro de 2014 
Nas eleições anteriores, o PSDB formou uma chapa composta com membros de partidos 
aliados (em 2002 com Rita Camata, PMDB do Espírito Santo, partido à época na base do 
governo de FHC; em 2006 com José Jorge, do PFL (atual DEM) de Pernambuco, 
tradicional aliado do partido; e, finalmente, em 2010 com Índio da Costa, do DEM do Rio 
de Janeiro). Diferentemente das candidaturas anteriores, a escolha de Aloysio Nunes em 
2014 garantiu a unidade do partido em torno de Aécio Neves. Embora a aliança não 
permita um aumento no acesso do partido ao tempo de propaganda eleitoral gratuita, 
Aloysio Nunes – eleito senador com 11,2 milhões de votos – pode ampliar a votação em 
São Paulo e, consequentemente, elevar a votação de Aécio Neves. 
A aliança atual é, portanto, a continuação da coligação formada em 2010 entre PT e 
PMDB. Embora a contribuição potencial de qualquer candidato a vice-presidente em 
termos de votos adicionais à coligação seja, em geral, pouco significativa, a formalização 
da coalizão traz à aliança o serviço da máquina partidária do outro partido e, 
eventualmente, o tempo de televisão. Nesse sentido, Michel Temer tem se destacado, 
sobretudo, pelo esforço junto às bases regionais do PMDB em favor de uma aliança 
nacional com o PT. 
O deputado Beto Albuquerque (PSB) abriu mão de sua candidatura ao senado pelo Rio 
Grande do Sul para assumir o posto de vice-presidente na chapa encabeçada por Marina 
Silva. Sua escolha aumenta a influência do núcleo do PSB sobre as decisões da 
candidatura à presidência de Marina Silva. O deputado é um histórico membro do partido, 
tendo sido líder de bancada na Câmara dos Deputados e um dos principais articuladores 
da candidatura de Eduardo Campos. Beto Albuquerque foi um dos principais avalistas da 
adesão de Marina Silva ao PSB em outubro passado, e sua escolha como candidato a 
vice-presidente visa, provavelmente, facilitar o diálogo entre Marina Silva e seus 
associados com as lideranças regionais do PSB, muitas das quais apresentaram 
restrições à oficialização de seu nome como candidata a presidente pelo partido. 
O candidato Aécio Neves (PSDB) terá como candidato à vice-presidência o 
senador pelo estado de São Paulo pelo PSDB, Aloysio Nunes Ferreira. 
Bacharel em Direito, Aloysio se notabilizou pela participação na oposição 
armada ao regime militar, tendo sido deputado estadual (1983-1990) e três 
vezes deputado federal (1995-2006), além de vice-governador de São Paulo 
(1991-1995). 
A chapa liderada por Dilma Rousseff (PT) terá como candidato à 
vice-presidência Michel Temer (PMDB), atual vice-presidente da República 
e presidente nacional do PMDB. Bacharel e doutor em Direto, foi deputado 
federal seis vezes consecutivas pelo estado de São Paulo (1986-2010), 
chegando a presidir a Câmara de Deputados por três vezes (1997-1999, 
2000-2001, 2009-2010). 
Marina Silva terá como candidato à vice-presidência Beto Albuquerque, deputado 
federal pelo Rio Grande do Sul por quatro mandatos e líder do PSB na Câmara de 
Deputados desde 2013. Foi secretário estadual dos Transportes no governo de 
Olívio Dutra (1999-2002) e de Infraestrutura e Logística no governo Tarso Genro 
(2010-2012). Com a morte de Eduardo Campos, desistiu de concorrer a uma vaga 
ao Senado pelo Rio Grande do Sul para disputar à vice-presidência.
Brasil: Eleições 2014 49 
2 de setembro de 2014 
Posicionamento dos candidatos sobre temas importantes 
Em termos de orientação de política econômica, o posicionamento dos principais candidatos tem convergido para a necessidade de manutenção e aprimoramento dos principais programas sociais, com continuidade de ações voltadas à redução da desigualdade social. Por outro lado, os dois principais candidatos de oposição têm defendido maior autonomia operacional para o Banco Central e uma política fiscal mais restritiva. Nesse sentido, existem algumas propostas mais concretas de alguns candidatos sobre os parâmetros que balizam a prática do regime de metas de inflação e da reforma tributária (Tabela 7). Por parte da presidente Dilma Rousseff, são poucas as indicações de alteração das diretrizes de gestão econômica. 
Tabela 7: Comparação das ideias dos candidatos 
Fonte: O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, Valor Econômico, Credit Suisse 
Dilma Rousseff (PT) É contra a autonomia formal do Banco Central, entendida como um mandato fixo para os membros do Comitê de Política Monetária. Política atual de combate à inflação permanecerá inalterada no segundo mandato. Defende um superavit primário em 2015 entre 2,0% e 2,5% do PIB. Para os anos seguintes, espera-se um valor próximo a esse patamar. Insistirá em uma reforma tributária fragmentada. Projetos que preveem mudanças nas regras para o ICMS interestadual, já enviados para o Congresso, provavelmente serão votados. Não é claro se pretende enviar projeto para unificação do PIS e Cofins. Assumiu compromisso de manter a política de valorização do salário mínimo. Não está claro se pretende manter a regra atual. Defende que o número elevado de ministérios é compatível com a política de inclusão das minorias. Mudanças na atual política são pouco prováveis. Comprometeu-se com o aumento do valor dos benefícios em 2015. Aécio Neves (PSDB) Não acha necessário estabelecer a autonomia em lei, mas afirma que é necessário haver uma lei que discipline a questão. Defende a convergência para o centro da atual meta de inflação, a redução da banda em 1 ponto percentual e a redução da meta. O aumento das tarifas represadas provavelmente será iniciado imediatamente, mas não ao mesmo tempo. Pretende reestabelecer uma maior disciplina fiscal e regras menos flexíveis para o superavit primário. Criará uma secretaria que terá o prazo máximo de 60 dias para apresentar ao Congresso projeto de simplificação do sistema tributário nacional, com foco especial nos impostos indiretos. Comprometeu-se com a manutenção da atual regra de reajuste do salário mínimo até 2019. Pretende reduzir o número atual de ministérios para 21 ou 22 no início do governo. Submeterá diretores de agências reguladoras ao escrutínio de órgão externo. Afirmou intenção de reduzir influência política sobre as agências reguladoras. Bolsa-Família será mantido por lei que torna o programa permanente. Marina Silva (PSB) Defende a autonomia operacional do Banco Central, mas não declarou-se a favor de mandato fixo presidente e diretores, como Eduardo Campos. Eduardo Campos propunha redução da meta de inflação para 3% até o fim do próximo mandato, o que deverá ser encampado pela nova candidata. Sugere aumento do superavit primário por meio de uma redução nos gastos públicos. Manifestou-se a favor de regra coibindo o aumento das despesas como percentual do PIB. Defende a simplificação do regime tributário, mas ainda não apresentou proposta específica. Seu partido tem defendido um papel mais atuantede estados e municípios, como maior participação na carga tributária e, consequentemente, maiores responsabilidades. Endossaa proposta de Eduardo Campos de manter a política de reajustes superiores à inflação para o salário mínimo. Defende a redução no número de ministérios. Manifestou-se a favor dofortalecimento das agências reguladoras, como forma de reduzir a ingerência política sobre assuntos de estado. Comprometeu-se com a ampliação e o aprimoramento do Bolsa-Família. Autonomiado BCInflaçãoContasfiscaisReformatributáriaReajustessalariaisMinistériosAgênciasreguladorasProgramasassistenciais
Brasil: Eleições 2014 50 
2 de setembro de 2014 
Os principais candidatos já apresentaram algumas propostas mais concretas para outros temas e, em particular, para o tema de reforma política, tema tido como relevante durante o processo eleitoral, em face do grande apelo popular e do consequente potencial de votos. Dos principais candidatos, Aécio Neves e Marina Silva defendem o fim do estatuto da reeleição, com ampliação do prazo dos mandatos dos cargos majoritários de 4 para 5 anos (Gráfico 19). 
Gráfico 19: Principais propostas de reforma política 
Fonte: O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, Valor Econômico, Credit Suisse 
Dilma Rousseff inclui em sua proposta de reforma política o financiamento público e exclusivo das campanhas e a realização de uma Assembleia Constituinte extraordinária que trataria especificamente do redesenho das novas regras eleitorais. No entanto, há incerteza se existe margem legal para essa última proposta, já que a convocação de um “poder constituinte” pressupõe soberania para tratar dos temas julgados necessários, sem que haja a imposição de uma agenda específica. 
Alianças nos estados 
Além da expressiva vantagem na participação no horário eleitoral gratuito, a candidatura de Dilma Rousseff (PT) tem maior presença junto a lideranças regionais, os chamados “palanques eleitorais”. Um palanque eleitoral é uma aliança entre o candidato a presidente e um candidato a governador competitivo, que possa assegurar ao candidato a presidente, além da vinculação ao nome à liderança política relevante, acesso à máquina partidária local. Isso significa que o candidato a presidente pode figurar no material publicitário do candidato ao governo do estado e ser convidado a participar de comícios e outros atos públicos do candidato. A relevância desse tipo de estratégia não está, necessariamente, no número de alianças regionais, mas no potencial de votos adicionais que isso pode gerar. Partidos como o PSOL, da candidata à presidência Luciana Genro, 
Aécio Neves (PSDB) 1.Fim do estatuto da reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República, com possível ampliação do mandato para cinco anos. 2.Voto distrital misto (50% do Congresso eleito pela disputa no distrito eleitoral, 50% via lista fechada). 3.Estabelecimento de cláusula de barreira (mínimo de 5% dos votos válidos) para que partidos tenham assento no Congresso. Dilma Rousseff (PT) 1.Assembleia Constituinte “extraordinária” para debate da reforma política. 2.Fim do voto secreto em deliberações no Congresso, da suplência no Senado e das coligações partidáriasnas eleições proporcionais. 3.Financiamento público e exclusivo de campanha. 4.Voto em lista ordenada para eleições de representantes legislativos. Marina Silva (PSB) 1.Fim da reeleição de prefeitos, governadores e presidente da República, com aumento do prazo dos mandatos para5 anos. 2.Possibilidade de candidaturas independentes (sem partido). 3.Coincidência das eleições municipais, estaduais e federais (em mesmo ano). 4.Contrária ao voto distrital e ao voto secreto no Congresso.
Brasil: Eleições 2014 51 
2 de setembro de 2014 
possuem candidatos aos governos na ampla maioria dos estados. Os baixos percentuais de intenção de votos nas pesquisas mais recentes sugerem, no entanto, que esses candidatos têm chances modestas de sucesso nas eleições majoritárias. Como “candidato competitivo”, definimos o primeiro e segundo colocados nas pesquisas de intenção de voto, e também o terceiro colocado, desde que este seja apoiado pelo governador atual ou que possua mais de 10% das intenções de voto nas últimas duas pesquisas eleitorais. 
Dilma Rousseff firmou aliança com candidatos estaduais competitivos na ampla maioria dos estados e distrito federal, sendo as únicas exceções o Espírito Santo e a Paraíba, colégios eleitorais com 3,8% do total de eleitores do País. Em Goiás, Rio Grande de Norte e Sergipe, Dilma Rousseff dividirá o apoio do candidato local com outro candidato à presidência, em parte em função da pouca presença de seu partido nesses estados. Por outro lado, Dilma Rousseff contará com mais de um apoio em alguns dos principais colégios eleitorais do Sudeste e Sul, com destaque para o Rio de Janeiro e Paraná (Gráfico 20). Parte dessa maior presença regional decorre do maior número de candidatos do PT aos governos estaduais (16 candidatos, versus 10 candidatos nas eleições de 2010), com destaque para o surgimento de algumas candidaturas competitivas, como no Mato Grosso do Sul e Paraná. No Norte, a presença regional do PT decorre, principalmente, da aliança com candidatos do PMDB, sobretudo no Amazonas e Pará. 
Gráfico 20: Alianças regionais dos principais candidatos 
Fonte: Credit Suisse 
Apoio de candidato local competitivodividido com outro candidato a PresidenteApoio de dois ou maiscandidatos locais competitivosApoio exclusivo de um candidato local competitivoSem apoio localrelevante“Candidato competitivo”: o primeiro e segundo colocados nas pesquisas de intenção de voto, e também o terceiro colocado, desde que este seja apoiado pelo governador atual ou que possua mais de 10% das intenções de voto nas últimas duas pesquisas eleitorais. Marina SilvaDilma RousseffAécio Neves
Brasil: Eleições 2014 52 
2 de setembro de 2014 
Aécio Neves (PSDB) dispõe de amplo conjunto de alianças regionais, mas sua presença em alguns estados de participação relevante no total de eleitores é menor. Não há, por exemplo, um alinhamento competitivo do candidato em Pernambuco e em um dos principais colégios eleitorais do País, o Rio de Janeiro, Aécio divide o apoio do candidato local com outro candidato à Presidência. No Sul e Centro-Oeste, Aécio Neves tem apoio exclusivo de candidatos competitivos ao governo local (com exceção do Distrito Federal), com destaque para Goiás, no qual o governador que compete pela reeleição e o seu principal opositor apoiam o candidato do PSDB. No Nordeste, apesar da relativa ausência de candidatos competitivos do PSDB na maioria dos estados, com exceção da Paraíba, o alinhamento aos diretórios estaduais do PMDB garantiu ao candidato do PSDB palanques eleitorais em dois dos maiores colégios eleitorais da região - Ceará e Bahia, que respondem por 11,5% do eleitorado do País. 
Originalmente, Eduardo Campos (PSB) havia firmado alianças competitivas em 16 estados distintos, mas sua substituição por Marina Silva deve, provavelmente, reduzir o número de adesões à candidatura PSBista. Em especial, a decisão de Marina em apoiar quase que exclusivamente apenas as campanhas estaduais do próprio partido fez com que o alcance geográfico das alianças estaduais ficasse ainda mais restrito ao Nordeste, com destaque para Pernambuco, Paraíba e Bahia. 
Marina Silva (PSB) contará, provavelmente, com cerca de dez alianças estaduais, sendo que em quatro desses a aliança é compartilhada com outro candidato à Presidência. Marina não conta com o apoio de mais de um candidato competitivo a governador em um dado estado. Comparativamente, Dilma Rousseff, assegurou presença nas campanhas estaduais de 25 estados, sendo que em apenas dois o palanque eleitoral é dividido com outro candidato à presidência. Dilma possui mais de uma aliança em cinco estados diferentes. Por outro lado, Aécio Neves contará com apoios em 24 estados, sendo que esse apoio será compartilhado em seis e em apenas dois estados o candidato do PSDB contará com a adesão de mais de um candidato competitivo a governador. 
Regionalmente, a candidatura de Marina Silva não conta com nenhuma adesão com alto percentual de intenções de voto nas pesquisas mais recentes nos principais estados do Norte e Centro-Oeste, com exceção do Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. A candidata do PSB não contará com alianças no Sul, que corresponde a 14,8% do eleitorado, tendo descartado o apoio firmado em Santa Catarina pelo seu antecessor, Eduardo Campos. No Sudeste, Marina Silva possui apenas associação política exclusiva no Espirito Santo, dividindo o palanque com outros candidatos no Rio de Janeiro. Em São Paulo, sua recusa em apoiar a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à reeleição privou sua candidatura de presença mais marcante no principal colégio eleitoral do País.
Brasil: Eleições 2014 53 
2 de setembro de 2014 
Eleição nos Estados 
Região Sudeste 
Região mais importante do país em termos econômicos 
e políticos. 
São Paulo 
Rio de Janeiro 
Espírito Santo 
Minas Gerais 
62 milhões 
de eleitores 
Representa 43,5% do 
eleitorado total do País 
Espírito Santo (ES) 
As pesquisas de intenção de voto de agosto sugerem que a campanha eleitoral para governador será polarizada entre dois 
candidatos de expressivo apelo popular. O candidato do PSB, Renato Casagrande, apoiado por Marina Silva (PSB), foi eleito 
por pequena margem em 2010 e concorre à reeleição em 2014. O cenário mais provável, porém, é a vitória em primeiro turno 
do ex-governador e candidato do PMDB, Paulo Hartung, apoiado por Aécio Neves. 
Eleitorado 
2,65 milhões 
de pessoas 
1,9% do 
total do País 
Capital 
Vitória é administrada 
pelo PPS, com 10% 
do eleitorado do estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Sudeste do Brasil 
Paulo Hartung (PMDB) 
Governador por dois mandatos 
consecutivos (2003-2010), senador 
(1999-2002), deputado estadual (1983- 
1990), deputado federal (1991-1993) e 
prefeito de Vitória (1993-1996). 
Renato Casagrande (PSB) 
Atual governador, foi deputado estadual 
(1991-1994), federal (2003-2006) e 
senador (2007-2010). 
Principais candidatos 
Minas Gerais (MG) 
Dada a importância de Minas Gerais em termos de número de eleitores, é possível que haja forte engajamento dos candidatos à 
Presidência na campanhas estadual no Estado. A eleição a governador de Minas Gerais refletirá a tradicional polarização PT-PSDB. 
Os principais candidatos a governador são do PT, Fernando Pimentel, ex-ministro do governo de Dilma Rousseff, e do 
PSDB, Pimenta da Veiga, ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso e apoiado na candidatura ao governo pelo 
senador Aécio Neves. O atual governador Alberto Pinto Coelho (PP) sucedeu no cargo a Antônio Anastasia (PSDB), que 
renunciou em 2014 para concorrer ao Senado Federal. Coelho não concorrerá à reeleição, mas, provavelmente, não apoiará o 
candidato do PSDB. As pesquisas de intenções de voto de agosto apontavam que Pimentel (PT) possuía um percentual maior 
de intenções de voto. O percentual de votos brancos, nulos e indecisos ainda é extremamente elevado, sugerindo que o quadro 
eleitoral pode ser alterado durante a campanha. 
Eleitorado 
15,16 milhões 
de pessoas 
10,7% do 
total do País 
Capital 
Belo Horizonte é 
administrada pelo PSB e 
possui 13% dos eleitores. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Sudeste 
do Brasil 
Fernando Pimentel (PT) 
Prefeito de Belo Horizonte (2002-2004, 
2005-2008), e Ministro do 
Desenvolvimento, Indústria e Comércio 
Exterior (2011-2014). 
Pimenta da Veiga (PSDB) 
Prefeito de Belo Horizonte (1989-1990), 
deputado federal (1978-1988, 1999- 
2002), presidente do PSDB (1994-1995), 
ministro das Comunicações do governo 
FHC (1999-2002). 
Principais candidatos
Brasil: Eleições 2014 54 
2 de setembro de 2014 
Rio de Janeiro (RJ) 
A disputa pelo governo do Rio de Janeiro concentra, principalmente, partidos que compõem a base de apoio ao governo federal e 
tende a ser uma das mais disputadas dentre todos os estados. As pesquisas de intenção de voto de agosto apontavam diferença 
entre o primeiro e o quarto colocado de apenas 10 pontos percentuais. Isso torna o resultado da eleição de outubro bastante incerto, 
pois qualquer par de candidatos pode ir para o segundo turno. O elevado percentual de votos brancos, nulos e indecisos (superior a 
30%) agrega incerteza à disputa. Dilma Rousseff tem apoio de todos os quatro principais candidatos. O candidato do PR, Anthony 
Garotinho, tem o maior percentual de intenções de voto nas pesquisas de julho, mas o candidato do PMDB, Luiz Fernando Pezão, 
tende a se beneficiar por conta da forte estrutura partidária do partido no estado. Apesar de ter nível de aprovação que pode ser 
prejudicado devido à avaliação desfavorável do ex-governador Sérgio Cabral, Pezão contará com o apoio de Eduardo Paes, prefeito 
da cidade do Rio de Janeiro, Dilma Rousseff e também de Aécio Neves. O candidato do PT, Lindbergh Farias, terá o apoio de Dilma 
Rousseff. O candidato do PRB, Marcelo Crivella, que ocupa o segundo lugar nas intensões de voto de acorodo com as pesquisas de 
agosto, pode ser beneficiado por conta da sua ligação com os movimentos ligados às igrejas pentecostais. 
Eleitorado 
12,1 milhões 
de pessoas 
8,5% do 
total do País 
Capital 
A cidade do Rio de Janeiro 
é administrada pelo PMDB 
e possui 40% dos 
eleitores. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Sudeste do Brasil 
Anthony Garotinho (PR) 
Deputado federal, foi governador (1999- 
2002) e Secretário de Segurança Pública do 
estado (2003 e 2004). 
Marcelo Crivella (PRB) 
Eleito duas vezes senador (2003-2010, 
2010-2014), foi Ministro da Pesca e 
Aquicultura (2012-2014). 
Luiz Fernando Pezão (PMDB) 
Eleito vice-governador (2007-2014), tornou-se 
governador após a saída de Sérgio Cabral, 
em abril de 2014. 
Lindbergh Farias (PT) 
Senador, foi deputado federal (1995-1998, 
2003-2004) e prefeito de Nova Iguaçu 
(2005-2010) 
Principais candidatos 
São Paulo (SP) 
As pesquisas de intenção de voto de agosto indicavam que o atual governador e candidato à reeleição pelo PSDB, Geraldo 
Alckmin, apoiado por Aécio Neves, detinha cerca de 55% das intenções de voto, o que garantiria sua reeleição em primeiro 
turno. Apesar do recuo que acompanhou os protestos de junho de 2013, as pesquisas comprovam que o nível de aprovação do 
governador voltou a aumentar para níveis elevados. Segundo essas pesquisas, o candidato do PMDB, Paulo Skaff, que também 
concorreu nas eleições para governador em 2010, é o segundo colocado em intenções de voto. O candidato do PT, Alexandre 
Padilha, possuía até agosto um baixo percentual de intenções de voto, bem inferior ao histórico dos candidatos do partido no 
estado. Os candidatos do PT têm tido, historicamente, votação suficiente para disputarem o segundo turno das eleições do 
Estado de São Paulo e da capital paulista. Assim, o nível de conhecimento de Padilha pode crescer bastante durante a 
campanha eleitoral, elevando o seu percentual de intenções de voto e aumentando a probabilidade de a eleição só ser definida 
no segundo turno. 
Eleitorado 
31,8 milhões 
de pessoas 
22,4% do 
total do País 
Capital 
São Paulo, administrada pelo 
PT e com 27% dos eleitores 
totais do Estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Sudeste do Brasil 
Geraldo Alckmin (PSDB) 
Atual governador, concorre à reeleição. Foi 
governador do estado entre 2001 e 2006. 
Paulo Skaf (PMDB) 
Presidente da Federação das Indústrias do 
Estado de São Paulo (FIESP) e 4º colocado 
no primeiro turno das eleições para 
governador em 2010. 
Alexandre Padilha (PT) 
Ex-Ministro da Saúde do governo Dilma 
Rousseff (2011-2014) e Ex-Ministro-chefe 
da Secretaria de Relações Institucionais do 
governo Lula (2005-2010). 
Principais candidatos
Brasil: Eleições 2014 55 
2 de setembro de 2014 
Região Nordeste 
A região Nordeste também é a segunda região econômica 
mais importante do país. 
Ceará 
38,3 milhões 
de eleitores 
Representa 26,3% do 
eleitorado total do País 
Piauí 
Maranhão 
R. Grande do Norte 
Paraíba 
Pernambuco 
Alagoas 
Sergipe 
Bahia 
Alagoas (AL) 
O governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) conclui seu segundo mandato e não pode concorrer à reeleição. As pesquisas de 
opinião de agosto sugeriam que a disputa para o cargo de governador estava polarizada entre os dois principais candidatos, mas 
com vantagem significativa de Renan Filho, que conta com o apoio de seu pai, Renan Calheiros, presidente do Senado e 
principal líder do PMDB no estado, e de Dilma Rousseff. O percentual de votos brancos e nulos e de pessoas indecisas ainda 
era alto, o que gera incerteza sobre a definição da eleição em primeiro turno. 
Eleitorado 
1,97 milhão 
de pessoas 
1,4% do 
total do País 
Capital 
Maceió, administrada pelo 
PSDB e com 28% dos 
eleitores totais no Estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Nordeste do Brasil 
Renan Filho (PMDB) 
Eleito deputado federal pelo estado 
(2011-2014), é herdeiro político de 
Renan Calheiros, presidente do Senado. 
Benedito de Lira (PP) 
Senador pelo estado (2011-2018), foi 
também deputado estadual (1983- 
1994) e federal por três mandatos 
(1995-1998 e 2003-2010). 
Principais candidatos 
Bahia (BA) 
As últimas pesquisas de intenção de voto indicavam baixo índice de aprovação do atual governador Jacques Wagner (PT), que 
não pode concorrer à reeleição. Esse desempenho é uma das explicações para o baixo percentual de intenções de voto do 
candidato do PT, Rui Costa. Costa, apoiado por Dilma Rousseff, é neófito em eleições majoritárias, enquanto os dois principais 
candidatos da oposição são políticos experientes. As últimas pesquisas mostram um elevado percentual de intenções de voto 
para o candidato do DEM, Paulo Souto, que conta com o apoio do PSDB e do PMDB no estado. 
Eleitorado 
10,14 milhões 
de pessoas 
7,2% do 
total do País 
Capital 
Salvador, administrada 
pelo DEM e com 19% 
dos eleitores do Estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Nordeste 
do Brasil 
Paulo Souto (DEM) 
Ex-governador por dois mandatos (1995- 
1998 e 2003-2006) e ex-senador (1999- 
2002). 
Lídice da Mata (PSB) 
Senadora, foi duas vezes deputada federal 
(1987-1990 e 2007-2010) e prefeita de 
Salvador (1993-1996). 
Rui Costa (PT) 
Eleito deputado federal em 2010, é 
atualmente chefe da Casa Civil do governado 
do Estado. 
Principais candidatos
Brasil: Eleições 2014 56 
2 de setembro de 2014 
Ceará (CE) 
As pesquisas de intenções de voto de agosto mostraram expressiva dianteira do candidato do PMDB, Eunício Oliveira, que no 
estado é apoiado por Aécio Neves. O candidato do PT, Camilo Santana, está em segundo lugar nas pesquisas e é apoiado pelo 
atual governador Cid Gomes, que não concorre à reeleição. O apoio do atual governador e de Dilma Rousseff sugerem que o 
percentual de intenções de voto de Santana pode crescer durante a campanha eleitoral, aumentando a probabilidade de ocorrer 
segundo turno na eleição para governador. 
Eleitorado 
6,21 milhões 
de pessoas 
4,4% do 
total do País 
Capital 
Fortaleza, administrada 
pelo PSB e com 26% 
dos eleitores do Estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Nordeste 
do Brasil 
Eunício Oliveira (PMDB) 
Senador pelo estado, foi Ministro das 
Comunicações no primeiro mandato do 
ex-presidente Lula (2004-2005). 
Camilo Santana (PT) 
Deputado estadual. 
Eliane Novais (PSB) 
Deputada estadual. 
Principais candidatos 
Maranhão (MA) 
As pesquisas de intenção de voto de agosto conferiam mais de 50% de intenções de voto para o candidato do PC do B, Flávio 
Dino, sugerindo possível eleição de Dino em primeiro turno. A candidatura do PC do B terá o apoio dos candidatos de oposição 
à presidência Aécio Neves e Marina Silva. A atual governadora, Roseana Sarney (PMDB), foi reeleita em 2010, e não 
concorrerá à reeleição. A governadora, Dilma Rousseff e o senador José Sarney apoiarão o candidato do PMDB, Lobão Filho, 
senador e filho do ministro Edison Lobão, que ocupa o cargo de Ministro das Minas e Energia. A candidatura de Lobão Filho 
detinha menos de 30% das intenções de voto nas pesquisas de agosto. 
Eleitorado 
4,41 milhões 
de pessoas 
3,1% do 
total do País 
Capital 
São Luís é administrada 
pelo PTC, com 13% dos 
eleitores do estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Nordeste 
do Brasil 
Flávio Dino (PC do B) 
Foi deputado federal (2007-2010) e, até 
recentemente, presidente da Embratur. 
Lobão Filho (PMDB) 
Senador (2008-2014). 
Principais candidatos
Brasil: Eleições 2014 57 
2 de setembro de 2014 
Paraíba (PB) 
As últimas pesquisas de intenção de voto de agosto indicam que o candidato do PSDB, Cassio Lima Cunha, detém mais de 
45% das intenções de voto, superando o atual governador, Ricardo Coutinho (PSB), que possui aprovação elevada e é apoiado 
por Marina Silva. O baixo percentual de votos brancos e nulos e de pessoas indecisas sugere elevada probabilidade de definição 
da eleição em primeiro turno. 
Eleitorado 
2,79 milhões 
de pessoas 
2,0% do 
total do País 
Capital 
João Pessoa é governada 
pelo PT e possui 16% 
dos eleitores do estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Nordeste do Brasil 
Cássio Cunha Lima (PSDB) 
Senador, é ex-governador do estado 
(2003-2010) e ex-prefeito de Campina 
Grande (1989-1992 e 1997-2000). 
Ricardo Coutinho (PSB) 
Atual governador do estado e ex-prefeito 
de João Pessoa (2005-2008) 
concorre à reeleição. 
Principais candidatos 
Pernambuco (PE) 
As eleições no estado encontram-se polarizadas entre os candidatos do PTB, Armando Monteiro, e PSB, Paulo Câmara. As 
pesquisas de intenções de voto de agosto apontavam uma expressiva dianteira do candidato do PTB. Paulo Câmara, apoiado 
por Marina Silva, ainda tem baixo nível de conhecimento pelos eleitores. As intenções de voto de Câmara ainda podem crescer 
significativamente, pois o vínculo de seu nome com o de Eduardo Campos pode significar maiores transferências de votos a 
partir do ainda elevado patamar de intenções de voto em branco, nulos e indecisos. Dado o baixo percentual de intenção de 
votos das demais candidaturas, as pesquisas sugerem que a definição da eleição em primeiro turno é provável. 
Eleitorado 
6,43 milhões 
de pessoas 
4,5% do 
total do País 
Capital 
Recife é governada pelo 
PSB e possui 16% dos 
eleitores do estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Nordeste do Brasil 
Armando Monteiro (PTB) 
Senador, foi também deputado federal 
por três mandatos consecutivos (1999- 
2010). 
Paulo Câmara (PSB) 
Atual secretário estadual da Fazenda, 
nunca disputou eleição para cargo 
público. 
Principais candidatos
Brasil: Eleições 2014 58 
2 de setembro de 2014 
Piauí (PI) 
O quadro eleitoral sugere uma disputa entre políticos experientes, membros de partidos que compõem a base do governo na 
esfera federal. O governador Zé Filho (PMDB), que possui moderado nível de aprovação, é candidato à reeleição e conta com o 
apoio do prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), e do candidato à Presidência, Aécio Neves. As pesquisas de intenção de 
voto de agosto apontavam alta probabilidade de definição das eleições em primeiro turno, pois o candidato do PT, Wellington 
Dias, tinha mais de 45% das intenções de voto e o percentual de votos brancos e nulos e de pessoas indecisas não era alto. 
Eleitorado 
2,30 milhões 
de pessoas 
1,6% do 
total do País 
Capital 
Teresina é governada pelo 
PSDB e possui 22% dos 
eleitores do estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Nordeste 
do Brasil 
Wellington Dias (PT) 
Senador pelo estado, foi governador por 
dois mandatos consecutivos (2003- 
2010), além de deputado estadual 
(1995-1998) e federal (1999-2002). 
Zé Filho (PMDB) 
Eleito vice-governador em 2010, 
assumiu o cargo após renúncia de 
Wilson Martins. Concorre à reeleição. 
Mão Santa (PSC) 
Ex-governador (1995-2002) e ex-senador 
(2003-2010). 
Principais candidatos 
Rio Grande do Norte (RN) 
As últimas pesquisas de intenção de votos sugerem que a disputa para governador está polarizada entre as candidaturas do 
PMDB, Henrique Alves e do PSD, Robinson Faria. Ambos compõem a base de sustentação do governo federal e têm longo 
histórico político. Alves, presidente do Congresso e apoiado por Dilma Rousseff, detinha percentual superior de intenções de 
voto em agosto. Faria pertenceu à atual administração da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), que decidiu não concorrer à 
reeleição em função de seu baixo nível de aprovação. O ainda elevado nível de intenções de voto em branco, nulos e indecisos – 
superior a 35% – sugere que o resultado eleitoral ainda é de difícil prognóstico. 
Eleitorado 
2,3 milhões 
de pessoas 
1,6% do 
total do País 
Capital 
Natal, administrada pelo 
PDT e com 22% dos 
eleitores do Estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Nordeste do Brasil 
Henrique Alves (PMDB) 
Presidente da Câmara de Deputados, 
está em seu 11º mandato como 
deputado federal (1970-2014). 
Robinson Faria (PSD) 
Vice-governador eleito em 2010 após 
seis mandatos consecutivos como 
deputado estadual (1986-2010). 
Principais candidatos
Brasil: Eleições 2014 59 
2 de setembro de 2014 
Sergipe (SE) 
O governador e candidato à reeleição pelo PMDB, Jackson Barreto, tem apoio de Dilma Rousseff, além de ter participado de 
uma administração com elevada aprovação entre os eleitores. As pesquisas de intenção de voto em Sergipe em agosto 
apontavam que a campanha eleitoral para governador em 2014 seria polarizada entre Jackson Barreto, atual governador, e 
Eduardo Amorim, do PSC. Os candidatos de PMDB e PSC possuem maior grau de reconhecimento e expressivos tempos no 
horário eleitoral gratuito de, respectivamente, 44% e 36% do total. 
Eleitorado 
1,4 milhão 
de pessoas 
1,0% do 
total do País 
Capital 
Aracaju, administrada pelo 
DEM e com 27% dos 
eleitores do estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Nordeste do Brasil 
Jackson Barreto (PMDB) 
Eleito vice-governador em 2010, tomou 
posse após a morte do então governador, 
Marcelo Déda. Deputado federal por quatro 
mandatos (1979-1986, 2003-2010), foi 
prefeito de Aracaju duas ocasiões (1986- 
1988, 1993-1996). 
Eduardo Amorim (PSC) 
Senador, já foi deputado federal (2006- 
2010), e Secretário de Saúde do estado 
(2003-2004). 
Principais candidatos 
Região Sul 
De grande importância econômica e com níveis de renda e 
escolaridade maior que a média do país, os eleitores da região tem 
apresentado um alto nível de indecisão nas pesquisas de intenção 
de votos para presidente da República. 
21,1 milhões 
de eleitores 
Representa 14,8% do 
eleitorado total do País 
R. Grande do Sul 
Paraná 
Santa Catarina 
Paraná (PR) 
As pesquisas de intenção de voto de agosto assinalavam que o índice de aprovação do governador e candidato à reeleição, Beto 
Richa (PSDB), é alto, sugerindo uma possível definição da eleição em primeiro turno. Em caso de ocorrer segundo turno, as 
últimas pesquisas apontam Roberto Requião como o representante da oposição que disputará o segundo turno com Richa. A 
candidata do PT, Gleisi Hoffmann, e o candidato do PMDB, Roberto Requião, são ambos apoiados por Dilma Rousseff. O baixo 
percentual de votos brancos, nulos e indecisos dificulta a reversão do quadro de favoritismo de Richa. 
Eleitorado 
7,82 milhões 
de pessoas 
5,5% do 
total do País 
Capital 
Curitiba é governada pelo 
PDT e possui 16% dos 
eleitores do estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Sul do Brasil 
Beto Richa (PSDB) 
Atual governador, concorre à reeleição. Foi 
prefeito de Curitiba (2005-2010) e deputado 
estadual (1995-2002) 
Roberto Requião (PMDB) 
Foi governador em três ocasiões (1991- 
1994, 2003-2010) e senador em outras 
duas (1995-1998 e 2010-2014). 
Gleisi Hoffmann (PT) 
Ex-ministra-chefe da Casa Civil no governo 
Dilma Rousseff (2011- 2014) e senadora 
eleita em 2010. 
Principais candidatos
Brasil: Eleições 2014 60 
2 de setembro de 2014 
Rio Grande do Sul (RS) 
As pesquisas de intenção de voto de agosto confirmam que a disputa será polarizada entre o candidato do PT, Tarso Genro, 
atual governador e com apoio de Dilma Rousseff, e a do PP, Ana Amélia, senadora e com o apoio de Aécio Neves e de alguns 
outros partidos da base de apoio ao governo federal. De acordo com essas mesmas pesquisas, Ana Amélia estava à frente de 
Tarso Genro por uma margem próxima a 10 pontos percentuais. As mesmas pesquisas sugerem que Genro possui um 
moderado nível de aprovação. Apesar de um percentual de intenções de voto baixo frente aos outros candidatos, as 
candidaturas de José Ivo Sartori (PMDB) e de Vieira da Cunha (PDT) asseguram, provavelmente, que a eleição para governador 
será definida apenas em segundo turno. 
Eleitorado 
8,3 milhões 
de pessoas 
5,9% do 
total do País 
Capital 
Porto Alegre, administrada 
pelo PDT e com 13% dos 
eleitores totais. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Sul do Brasil 
Ana Amélia (PP) 
Senadora desde 2010, vem de carreira 
jornalística anterior à vida política. 
Tarso Genro (PT) 
Atual governador do Rio Grande do Sul, 
concorre à reeleição. Foi prefeito de 
Porto Alegre (1993-1996, 2001-2004) 
e Ministro da Educação (2003-2005), 
das Relações Institucionais (2006) e da 
Justiça (2007-2010). 
Principais candidatos 
Santa Catarina (SC) 
As pesquisas de intenção de voto de agosto assinalavam que o atual governador e candidato a reeleição pelo PSD, Raimundo 
Colombo, tem ampla vantagem, além de contar com o apoio de Dilma Rousseff. O candidato do PSDB, Paulo Bauer, apoiado 
por Aécio Neves, é o segundo colocado, mas detém um baixo percentual de intenções de voto. Também apoiado por Dilma 
Rousseff, o candidato do PT, Claudio Vignatti, possui percentual de intenções de voto inferior ao de Bauer. O elevado 
percentual de intenções de voto em branco, nulos e indecisos sugere que as candidaturas de oposição menos conhecidas no 
estado tendem a crescer. 
Eleitorado 
4,8 milhões 
de pessoas 
3,4% do 
total do País 
Capital 
Florianópolis, administrada 
pelo PSD e com 7% dos 
eleitores do estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Sul do Brasil 
Raimundo Colombo (PSD) 
Governador de Santa Catarina, concorre 
a reeleição. Foi deputado federal (1999- 
2002) e senador (2007-2010). 
Paulo Bauer (PSDB) 
Senador, foi deputado federal por quatro 
mandatos (1991-2006) e deputado 
estadual (1987-1990). 
Claudio Vignatti (PT) 
Vereador de Chapecó (1997-2002), 
também foi deputado federal (2003- 
2010). 
Principais candidatos
Brasil: Eleições 2014 61 
2 de setembro de 2014 
Região Norte 
A região apresenta um predomínio de governos estaduais de 
esquerda. O perfil de seu eleitorado em termos de condições de 
renda e escolaridade é um pouco mais semelhante ao perfil dos 
eleitores da região Nordeste. 
10,8 milhões 
de eleitores 
Representa 7,5% do 
eleitorado total do País 
Tocantins 
Amapá 
Pará 
Roraíma 
Rondônia 
Acre 
Amazonas 
Acre (AC) 
Pesquisas de intenção de voto de agosto apontavam favoritismo do candidato e atual governador do PT, Tião Viana, que conta 
com elevada aprovação de governo e com o apoio da presidente Dilma Rousseff. O PT tem um histórico de vitórias para 
governador e em muitas das principais cidades, inclusive a capital, Rio Branco. As pesquisas indicam que o cenário mais 
provável é o de reeleição do atual governador. A estratégia da oposição no Acre foi a de lançar dois nomes de elevado peso 
político, de modo a levar a disputa para segundo turno e criar uma frente ampla para Aécio Neves no Estado. Os candidatos do 
DEM e PSDB possuem juntos cerca de 40% das intenções de voto na pesquisa de agosto para o primeiro turno. 
Eleitorado 
0,5 milhão 
de pessoas 
0,4% do 
total do País 
Capital 
Rio Branco, administrada 
pelo PT e com 46% dos 
eleitores totais no Estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Norte do Brasil 
Tião Viana (PT) 
Ex-senador (1999-2010), é o atual 
governador do Estado, tendo sido eleito em 
primeiro turno em 2010 com 50% dos votos 
válidos. 
Márcio Bittar (PSDB) 
Deputado federal em segundo mandato 
(1999-2002 e 2011-2014). 
Tião Bocalom (DEM) 
Ex-prefeito de Acrelândia (2001-2008). 
Principais candidatos 
Amapá (AP) 
Há grande incerteza com relação ao resultado da eleição para governador em função do alto número de candidatos conhecidos. 
O atual governador do PSB, Camilo Capiberibe, concorre à reeleição. Capiberibe conta com o apoio de Dilma Rousseff, além da 
colaboração do PSOL, que tem uma estrutura partidária relevante no estado e governa a capital. Contudo, as pesquisas de 
intenção de voto de agosto assinalavam que o candidato da oposição Walter Góes (PDT), também apoiado por Dilma Rousseff, 
detinha uma vantagem expressiva sobre os demais. Em terceiro lugar, encontra-se Lucas Barreto (PSD), apoiado por Aécio 
Neves. 
Eleitorado 
0,48 milhão 
de pessoas 
0,3% do 
total do País 
Capital 
Macapá, administrada 
pelo PSOL e com 59% 
dos eleitores do estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Norte 
do Brasil 
Camilo Capiberibe (PSB) 
Atual governador do estado, foi deputado 
estadual (2007-2010). 
Waldez Góes (PDT) 
Ex-governador (2003-2010), é presidente do 
diretório estadual do PDT. 
Jorge Almanajás (PPS) 
Ex-deputado federal por três mandatos 
(1999-2010), concorreu ao governo do 
estado em 2010, sendo derrotado em 
primeiro turno. 
Lucas Barreto (PSD) 
É vereador de Macapá e ex-deputado 
estadual (1991-2006). 
Principais candidatos
Brasil: Eleições 2014 62 
2 de setembro de 2014 
Amazonas (AM) 
As pesquisas de opinião de agosto indicavam um cenário favorável para a candidatura de Eduardo Braga (PMDB), que conta 
com grande reconhecimento popular, apoio de Dilma Rousseff e simpatia do ex-governador Omar Aziz (PSD), que deixou o 
governo para concorrer ao Senado. O baixo percentual de votos brancos, nulos e eleitores indecisos nas últimas pesquisas de 
opinião, aliado ao fato de Braga possuir mais de 50% das intenções de voto lhe confere amplo favoritismo. O recém-empossado 
governador, José Melo (PROS), possui pouca experiência em eleições majoritárias. 
Eleitorado 
2,2 milhões 
de pessoas 
1,5% do 
total do País 
Capital 
Manaus, administrada pelo 
PSDB e com 56% dos 
eleitores totais no Estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Norte 
do Brasil 
Eduardo Braga (PMDB) 
Ex-governador do Estado por dois 
mandatos consecutivos (2003-2010); é 
Senador pelo estado. 
José Melo (Pros) 
Atual governador do Estado, tendo sido 
eleito vice na chapa de Omar Aziz 
(2011-2014). 
Principais candidatos 
Pará (PA) 
As pesquisas de intenção de voto de agosto apontam empate técnico entre o atual governador, Simão Jatene (PSDB), e o 
candidato do PMDB, Helder Barbalho, apoiado por Dilma Rousseff. Os demais candidatos têm intenções de voto pouco 
significativas. Helder é herdeiro político de Jader Barbalho, ex-governador e ex-senador pelo estado. O baixo nível de aprovação 
da atual gestão de Simão Jatene (PSDB), apoiado por Aécio Neves, pode representar um obstáculo para sua à reeleição. O 
grau de conversão do elevado nível de intenções de voto em branco, nulo e indecisos para os atuais candidatos será 
determinante para a definição da eleição a governador. 
Eleitorado 
5,2 milhões 
de pessoas 
3,6% do 
total do País 
Capital 
Belém é governada pelo 
PSDB e possui 20% dos 
eleitores do estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Norte 
do Brasil 
Helder Barbalho (PMDB) 
Prefeito de Ananindeua (2005-2012), 
foi também deputado estadual (2003- 
2004). 
Simão Jatene (PSDB) 
Atual governador, concorre à reeleição. 
Havia sido governador entre 2003- 
2006. 
Principais candidatos
Brasil: Eleições 2014 63 
2 de setembro de 2014 
Rondônia (RO) 
As pesquisas de intenção de voto do agosto assinalavam empate técnico entre Confúcio Moura (PMDB), atual governador e 
apoiado por Dilma Rousseff, e Expedito Júnior (PSDB), apoiado por Aécio Neves. Os dois candidatos são seguidos por 
Jaqueline Cassol (PR). Cassol é apoiada pelo ex-governador e seu irmão, Ivo Cassol, ex-governador com alto índice de 
aprovação, sugerindo que seu percentual de intenções de voto pode crescer significativamente durante a campanha. 
Eleitorado 
1,1 milhão 
de pessoas 
0,8% do 
total do País 
Capital 
Porto Velho, administrada 
pelo PSB e com 27% dos 
eleitores. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Norte 
do Brasil 
Confúcio Moura (PMDB) 
Atual governador, foi deputado federal (1995- 
2010). 
Expedito Júnior (PSDB) 
Eleito senador em 2010, é ex-deputado 
federal (1987-1990, 1995-2002). 
Jaqueline Cassol (PR) 
Irmã do ex-governador Ivo Cassol, Jaqueline 
nunca disputou eleições a um cargo eletivo. 
Padre Ton (PT) 
É deputado federal (2011-2014) ex-prefeito 
de Alto Alegre por dois mandatos 
consecutivos (2005-2010). 
Principais candidatos 
Roraima (RR) 
As pesquisas de agosto assinalavam um quadro bastante disputado entre os três principais candidatos a governador de 
Roraima. As candidaturas de oposição ao governo de estado, de Ângela Portela (PT) e de Neudo Campos (PP) terão ambas 
apoio de Dilma Rousseff, tendo sido construídas a partir de uma articulação de vários partidos da base do governo federal. O 
atual governador e candidato do PSB, Chico Rodrigues, será apoiado por Aécio Neves e possivelmente por Marina Silva. A 
candidatura de Rodrigues terá apoio de uma coligação formada por mais de 20 partidos, o que lhe garantirá expressivo tempo 
no horário eleitoral gratuito. 
Eleitorado 
0,3 milhão 
de pessoas 
0,2% do 
total do País 
Capital 
Boa Vista, administrada pelo 
PMDB e com 65% dos 
eleitores. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Norte 
do Brasil 
Chico Rodrigues (PSB) 
É o atual governador que concorre à 
reeleição; assumiu em abril deste ano 
seguindo a renúncia do então governador 
José de Anchieta Júnior, que concorrerá ao 
Senado. Foi deputado federal (1991-2010). 
Neudo Campos (PP) 
Ex-governador (1995-2002) e ex-deputado 
federal (2007-2010), concorreu ao cargo em 
2010, mas perdeu a disputa no segundo 
turno. 
Ângela Portela (PT) 
Senadora pelo estado, exerceu o cargo de 
deputada federal (2007-2010). 
Principais candidatos
Brasil: Eleições 2014 64 
2 de setembro de 2014 
Tocantins (TO) 
As pesquisas de intenção de voto de agosto apontavam que a candidatura do PMDB, Marcelo Miranda, detinha um pouco mais 
de 50% das intenções de voto. Miranda tem o apoio de Dilma Rousseff, além do apoio de vários partidos da base do governo 
federal, como o PSD. O candidato do SD, Sandoval Cardoso, apoiado por Aécio Neves, detinha pouco mais de 20% das 
intenções de voto e os demais candidatos um menor percentual. O atual governador Cardoso tem um nível de conhecimento 
pelos eleitores inferior ao de Miranda, sugerindo que a diferença entre os dois candidatos pode diminuir nos próximos meses. 
Eleitorado 
0,9 milhão 
de pessoas 
0,7% do 
total do País 
Capital 
Palmas, administrada pelo 
PP e com 18% dos eleitores 
do estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Norte 
do Brasil 
Marcelo Miranda (PMDB) 
Ex-governador (2003-2010) e ex-deputado 
estadual (1991-2002). 
Sandoval Cardoso (SD) 
Eleito deputado estadual em 2010, foi 
presidente da Assembleia Legislativa do 
estado e assumiu o governo do estado 
após a renúncia do então governador 
Siqueira Campos (PSDB), em abril deste 
ano, que concorre ao Senado. 
Principais candidatos 
Região Centro-Oeste 
Com o menor colégio eleitoral do país, a região Centro-Oeste tem 
um eleitorado que assemelha-se ao eleitorado com perfil mais 
próximo ao do eleitor das regiões Sul e Sudeste, além de abrigar 
a capital do país, Brasilía. 
10,2 milhões 
de eleitores 
Representa 7,2% do 
eleitorado total do País Mato Grosso do Sul 
Mato 
Grosso 
Distrito Federal 
Goiás 
Distrito Federal (DF) 
As pesquisas de opinião de agosto apresentam um baixo índice de aprovação do atual governador e candidato à reeleição, 
Agnelo Queiroz (PT). A candidatura do ex-governador José Roberto Arruda, do PR, tinha pouco mais de 30% das intensões de 
voto nas últimas pesquisas, mas a oficialização de sua candidatura ainda corre riscos de impugnação pela justiça eleitoral, por 
conta da aplicação da Lei da Ficha Limpa. O percentual de votos brancos, nulos e indecisos nas últimas pesquisas é elevado, o 
que sugere que a disputa ao cargo de governador continua indefinida. 
Eleitorado 
1,86 milhão 
de pessoas 
1,3% do 
total do País 
Capital 
Brasília é administrada 
pelo PT 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Centro-Oeste 
do Brasil 
José Arruda (PR) 
Ex-governador do DF (2007-2010), foi 
senador (1995-2001) e deputado 
federal (2003-2006). 
Agnelo Queiroz (PT) 
Atual governador, foi Ministro do Esporte 
no primeiro mandato do ex-Presidente 
Lula (2003-2006). 
Rodrigo Rollemberg (PSB) 
Senador, foi deputado distrital (1999- 
2010). 
Principais candidatos
Brasil: Eleições 2014 65 
2 de setembro de 2014 
Goiás (GO) 
As pesquisas de intenções de voto de agosto sugerem que a eleição para governador será polarizada entre os candidatos do 
PSDB, Marconi Perillo, e do PMDB, Iris Rezende. Essas pesquisas sugeriam uma vantagem significativa da candidatura de 
Perillo. Porém, Rezende é um político muito conhecido no estado. A existência de outras candidaturas com percentual relevante 
e de intenções de voto e o ainda elevado número de votos brancos, nulos e indecisos sugerem ser bastante possível a 
ocorrência de segundo turno. 
Eleitorado 
4,30 milhões 
de pessoas 
3,0% do 
total do País 
Capital 
Goiânia é administrada 
pelo PT, com 8% dos 
eleitores do estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Centro-Oeste 
do Brasil 
Marconi Perillo (PSDB) 
Deputado estadual (1991-1994), 
deputado federal (1995-1998), senador 
(2007-2012) governador (1999-2006 e 
2011-2014), concorre à reeleição. 
Iris Rezende (PMDB) 
Vereador, deputado estadual, prefeito de 
Goiânia (1965-1969 e 2004-2008), 
ministro da Agricultura (1986-1990), 
governador (1986-1989 e 1990-1994) e 
senador (1995-2001). 
Principais candidatos 
Mato Grosso (MT) 
As pesquisas de intenção de voto de agosto assinalavam vantagem do candidato do PDT, Pedro Taques. O atual governador 
Silval da Cunha Barbosa (PMDB) está no seu segundo mandato e não concorrerá à reeleição. O baixo grau de aprovação de 
seu governo sugere que seu apoio na campanha eleitoral pode não ser determinante. O alto percentual de intenções de voto em 
branco, nulo e indecisos e o baixo nível de conhecimento dos demais candidatos indicam que os atuais resultados das pesquisas 
eleitorais podem ser alterados durante a campanha. 
Eleitorado 
2,16 milhões 
de pessoas 
1,5% do 
total do País 
Capital 
Cuiabá é governada pelo 
PSB e possui 19% dos 
eleitores do estado. 
Situação eleitoral 
Estado 
localizado 
na Região 
Centro-Oeste 
do Brasil 
Pedro Taques (PDT) 
Senador e presidente estadual do PDT. 
Lúdio Cabral (PT) 
Ex-vereador de Cuiabá (2005-2012), 
concorreu a prefeito de Cuiabá em 
2012, sendo derrotado em segundo 
turno. 
José Riva (PSD) 
Deputado estadual por diversos 
mandatos (1995-2014). 
Principais candidatos
Brasil: Eleições 2014 66 
2 de setembro de 2014 
Disputas nos estados fortalecerão alinhamentos antigovernistas 
As pesquisas mais recentes de intenção de voto em alguns estados sugerem que as disputas favorecerão a eleição de governadores que tenham manifestado apoio a um ou mais candidatos de oposição nas eleições presidenciais. Essas pesquisas apontam o favoritismo de candidatos a governador aliados aos partidos de oposição na maioria dos estados, tendência que, se consolidada, representará um avanço da oposição sobre alguns estados do Nordeste e Centro-Oeste, atualmente com governadores da base de base de apoio do governo federal. 
 Do total de 26 estados e Distrito Federal, em 13 têm governador do PT ou de um dos principais partidos da coalizão do governo federal que tenham declarado apoio à reeleição da presidente. Na ponderação do total de eleitores, esses estados correspondem a 41% do eleitorado total, incluindo colégios eleitorais em todas as regiões, como são os casos do Rio de Janeiro, no Sudeste, da Bahia e do Ceará, no Nordeste, e do Rio Grande do Sul, no Sul (Gráfico 21). 
 Os governadores alinhados aos candidatos da oposição controlam 14 estados, principalmente os colégios eleitorais do Sudeste, como São Paulo e Minas Gerais, alguns estados do Nordeste, como Pernambuco, Paraíba e Piauí, e do Norte, como o Pará, somando 59% dos eleitores. 
As pesquisas eleitorais até agosto sugerem que os cenários mais prováveis são (Gráfico 24): 
 Norte e Centro-Oeste: A eleição de governadores vinculados à candidatura governista federal no Norte, principalmente no Pará e Tocantins, onde os candidatos lideram as últimas pesquisas de intenção de votos. Em contrapartida, a tendência é de redução do espaço do governo no Centro-oeste, como no Mato Grosso e, possivelmente, também no Distrito Federal. 
Mato Grosso do Sul (MS) As pesquisas de intenção de voto de agosto indicavam significativa dianteira do candidato do PT, Delcídio do Amaral, que conta com o apoio de Dilma Rousseff. Essas pesquisas e o quadro eleitoral no Estado sugerem possível realização de um segundo turno nas eleições. O atual governador André Puccinelli (PMDB) termina seu segundo mandato à frente do governo estadual e, portanto, não será candidato. O elevado nível de aprovação de Puccinelli pode contribuir para o crescimento das intenções de voto do candidato do PMDB, Nelsinho Trad. O candidato do PSDB, Reinaldo Azambuja, será apoiado por Aécio Neves. Eleitorado1,80 milhõesde pessoas1,3% dototal do PaísCapitalCampo Grande é governada pelo PP e possui 28% dos eleitores do estado. Situação eleitoralEstadolocalizadona RegiãoCentro-Oeste do BrasilDelcídio do Amaral (PT) Senador pelo estado (2003-2014). Nelsinho Trad Filho (PMDB) Ex-prefeito de Campo Grande (2005- 2012) e Secretário de Articulação com os Municípios do atual governo estadual. Reinaldo Azambuja (PSDB) Ex-deputado estadual (2007-2010) e federal (2010-2014). Concorreu à prefeitura da capital em 2012, perdendo em primeiro turno. Principais candidatos
Brasil: Eleições 2014 67 
2 de setembro de 2014 
 Sul: os governadores do Paraná (PSDB) e de Santa Catariana (PSD) tendem a ser 
reeleitos, enquanto, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul permanece incerto. As 
pesquisas mais recentes de intenção de voto apontam para uma provável vitória de 
candidato alinhado à oposição naquele estado. 
 Sudeste: as últimas pesquisas de intenção de voto sugerem que a probabilidade de 
alteração significativa no alinhamento político dos governos estaduais ao governo 
federal não é alta, com exceção de Minas Gerais, há anos controlada por partidos de 
oposição ao governo federal. Minas Gerais ocupa um papel central nas disputas 
estaduais entre os partidos governistas e de oposição, pois representa 11% do colégio 
eleitoral do país. O candidato Fernando Pimentel (PT) lidera as pesquisas de intenção 
de voto em agosto, mas por margem não muito alta. Portanto, o resultado das eleições 
estaduais é de difícil prognóstico. Mesmo assumindo que o PT vença as eleições no 
estado, os partidos de oposição ao governo federal tendem a continuar a controlar os 
estados do Sudeste que, somados, agregam a maioria do eleitorado nacional (58% do 
total, versus os atuais 59%). Na hipótese em que Minas Gerais eleja um governador 
de oposição ao governo federal, os partidos de oposição expandiriam sua influência 
dos atuais 59% do eleitorado para 69%. 
 Nordeste: as últimas pesquisas de intenção de voto também sugerem ser provável que 
os candidatos alinhados à candidatura de Dilma Rousseff se elejam no Piauí e em 
Pernambuco. No entanto, esse movimento dificilmente compensará o avanço de 
candidatos de oposição na Bahia, Ceará e Maranhão. 
Gráfico 21: Alinhamento do governador atual com a 
base governista federal 
Gráfico 22: Alinhamento dos principais candidatos 
a governador com a base governista federal 
% do eleitorado % do eleitorado 
Fonte: Compendio de pesquisas eleitorais do jornalista Fernando Rodrigues, Credit Suisse Fonte: Compendio de pesquisas eleitorais do jornalista Fernando Rodrigues, Credit Suisse 
Governo estadual alinhado 
à campanha da candidata 
governista 
Governo estadual alinhado 
à campanha de candidato 
da oposição 
41 
59 
Estados cuja tendência de 
alinhamento político a partir de 
2015 permanece indefinida 
Estados cuja tendência é a mudança 
no alinhamento político em relação 
à atual base do governo federal 
28 
58 
14
Brasil: Eleições 2014 68 
2 de setembro de 2014 
Portanto, o saldo líquido das disputas estaduais considerando o peso relativo dos estados no eleitorado nacional depende, principalmente, do resultado em Minas Gerais. No Norte, o cenário mais provável é que os partidos que participam da base de apoio do governo federal fortaleçam sua presença regional. Nas demais regiões, a tendência evidencia nas pesquisas de opinião mais recentes é a de crescimento da oposição.
Brasil: Eleições 2014 69 
2 de setembro de 2014 
Eleições parlamentares 
Câmara de Deputados e Senado Federal 
O Poder Legislativo Federal brasileiro é bicameral, ou seja, é composto por uma casa propositora – a Câmara de Deputados – e por uma casa revisora – Senado Federal. Na prática, porém, essa divisão de tarefas não ocorre, tendo o Senado plena autonomia para propor projetos de lei dos mais diversos interesses. Em 2014, estarão em disputa todas as 513 cadeiras da Câmara de Deputados e 27 das 81 cadeiras do Senado Federal. Os deputados federais têm mandatos de quatro anos, enquanto os mandatos dos senadores são de oito anos. 
A aproximação das eleições alterou o balanço de forças no Congresso Nacional. A bancada governista, mais numerosa em quase todo o governo Dilma Rousseff (72% da bancada da Câmara de Deputados e 74% do senado até o início de junho de 2014), diminuiu a partir da formalização das alianças, com a defecção do PTB e PT do B, que aderiram à candidatura de Aécio Neves, e do PRP, que apoiou a candidatura de Marina Silva. A base governista representava 63% da Câmara de Deputados e 64% do Senado no fim de julho de 2014. O bloco de partidos que apoiam as principais candidaturas de oposição aumentou de 20% para 29% na Câmara e de 20% para 33% no Senado (Gráfico 22). 
Gráfico 23: Composição da Câmara de Deputados e do Senado Federal 
Fonte: Câmara de Deputados, Senado Federal, Credit Suisse 
O lançamento das candidaturas também reforçou o grau de oposição de alguns partidos que, até o período eleitoral, vinham adotando uma postura de alinhamento seletivo às propostas do governo federal. Esses são os casos de partidos como o PV e PSC, que lançaram candidaturas próprias à Presidência da República, e do PEN e PMN, que migraram para apoiar a candidatura de Aécio Neves, após terem mantido um posicionamento independente até junho. 
Composição do Senado Composição da Câmara de Deputados 513Deputados81SenadoresGoverno63% Independentes 4% Oposição33% Governo64% Oposição29% Independentes 6% GovernoTotalPTPMDBPRPDTPROSPPPCdoBPSDIndependentesPRBPSOLPVPSCOposiçãoPSDBDEMPSBPTBSDPPSPTdoBPMNPRPPENSenadoresDeputados138319734326181205402151448151310318- 12111244428424618211- 6- 3- 3- 2- 1
Brasil: Eleições 2014 70 
2 de setembro de 2014 
A criação de novos partidos no fim de 2013 também influenciou a composição dos blocos governista e oposicionista no Congresso. Porém, desta vez, o governo se beneficiou, provavelmente, mais que a oposição. A criação do PROS e do PSD em 2013 ampliou a base de apoio ao governo no Congresso. O principal revés para a base governista foi a criação do Solidariedade, também no fim de 2013, que se posicionou em oposição ao governo federal e contou com a filiação, principalmente, de deputados originários do PDT. 
As eleições para a Câmara de Deputados 
Com a eleição do PT à Presidência da República em 2002, aumentou também a participação nos partidos que passaram a compor a maioria governista na Câmara de Deputados. O destaque foi o aumento do número de deputados eleitos pelo PT de 59 em 1998 para 91 em 2002, constituindo a maior bancada no período e novamente em 2010. Outros partidos também ampliaram sua representatividade no período, como o PSB, o PV e o PR. Os outros partidos também cresceram bastante, mais particularmente a partir de 2006, com o fim da validade da cláusula de barreira, que permitiu maior pulverização de legendas e reverteu parte da concentração entre 2002 e 2006. Em contrapartida, o número de deputados federais do PSDB e DEM, partidos que compuseram a administração federal entre 1995 e 2003, e do PP e PTB, com participações decrescentes desde 2003, diminuiu de 293 em 1998 para 163 em 2010 (Gráfico 23). 
Gráfico 24: Composição partidária nas eleições para a Câmara de Deputados 
Gráfico 25: Distribuição estadual das vagas para Deputado Federal 
Número de deputados 
Número de deputados 
Fonte: Câmara de Deputados, Credit Suisse 
Fonte: Câmara de Deputados, Credit Suisse 705346393130252218171716121010988888888888SPMGRJBARSPRPECEMAGOPASCPBESPIALACAMAPDFMSMTRNRORRSETO
Brasil: Eleições 2014 71 
2 de setembro de 2014 
A distribuição das cadeiras da Câmara entre os 26 estados e o Distrito Federal (Gráfico 24) é feita de maneira proporcional à população, sendo que nenhum estado pode possuir menos de oito ou mais de 70 deputados federais. Dentre os estados com menor bancada na Câmara de Deputados, destacam-se o Distrito Federal e boa parte dos estados do Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins) e Centro-Oeste (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e alguns estados menos populosos do Nordeste (Alagoas, Sergipe e Rio Grande do Norte). Por outro lado, São Paulo é o único dos estados cuja população assegura uma bancada de 70 deputados federais, equivalente ao limite máximo dentro da atual divisão de assentos. 
A aplicação dos limites mínimo e máximo para o tamanho das bancadas estaduais (8 e 70, respectivamente) resulta em certa desproporcionalidade entre o número de representantes e a população representada. Esse tem sido um dos pontos constantemente apontados pelos que advogam acerca da necessidade de reforma no sistema eleitoral corrente. Os estados da região Norte, por exemplo, possuem 8% da população brasileira, mas suas bancadas correspondem a 14% das cadeiras da Câmara de Deputados. Por outro lado, o estado de São Paulo, que possui cerca de 22% da população do País e controla apenas 14% das cadeiras da Casa. 
Em maio de 2014, o TSE aprovou resolução alterando o número de deputados eleitos por 13 estados, uma vez que a divisão antiga havia sido feita com dados demográficos do início da década de 1990. A nova divisão, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso por meio de lei complementar, é baseada em dados de população do Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE - Tabela 8). Os estados a serem beneficiados pela nova divisão serão: Minas Gerais (de 53 para 55 cadeiras), Ceará (de 22 para 24), Pará (17 para 21), Santa Catarina (16 para 17) e Amazonas (de 8 para 9). Por outro lado, terão menor representatividade estadual oito estados: Rio de Janeiro (de 46 para 45 cadeiras), Rio Grande do Sul (de 31 para 30), Paraná (de 30 para 29), Pernambuco (de 25 para 24), Paraíba (12 para 10), Espírito Santo (10 para 9), Alagoas (9 para 8) e Piauí (de 10 para 8). A nova divisão terá, provavelmente, impacto não somente na representatividade de cada estado, mas na distribuição partidária, tendo em vista que a presença regional dos partidos é bastante heterogênea. É provável que partidos com maior presença nacional, como PT, PMDB e PSDB sejam pouco afetados, ao passo que partidos mais atuantes nos estados beneficiados (e.g.; PP, PSD) sejam fortalecidos.
Brasil: Eleições 2014 72 
2 de setembro de 2014 
Tabela 8 : Composição da Câmara por regiões 
Fonte: TSE, Credit Suisse 
As eleições no Senado Federal 
As eleições ao Senado Federal acontecem no mesmo ano das eleições presidenciais, alternando renovações de um terço e dois terços das cadeiras, 27 e 54 vagas, respectivamente. Em 2014, são apenas 27 vagas em disputa, uma por estado e Distrito Federal, o que limita a possibilidade de uma mudança muito significativa na composição das forças da Casa (Tabela 9). O partido que cederá o maior número de cargos para a disputa ao Senado é o PMDB, com 6 senadores cujo mandato se encerra em 31 de dezembro. Apesar de elevado na comparação com os demais partidos, esse número é relativamente baixo quando se consideram seus atuais 19 senadores. Ou seja, apesar do 
DeputadosEstadoPop (milhões)% do total*Nova distribuição*% Sudeste Espírito Santo (ES)3,92%92% Minas Gerais (MG)20,710%5511% Rio de Janeiro (RJ)16,58%459% São Paulo (SP)44,022%7014% Total da região85,142%17935% Nordeste Alagoas (AL)3,32%82% Bahia (BA)15,17%398% Ceará (CE)8,84%245% Maranhão (MA)6,93%184% Paraíba (PB)3,92%102% Pernambuco (PE)9,35%245% Piauí (PI)3,22%82% Rio Grande do Norte (RN)3,42%82% Sergipe (SE)2,21%82% Total da região56,228%14729% Sul Paraná (PR)11,15%296% Rio Grande do Sul (RS)11,26%306% Santa Catarina (SC)6,73%173% Total da região29,014%7615% Norte Acre (AC)0,80%82% Amapá (AP)0,80%82% Amazonas (AM)3,92%92% Pará (PA)8,14%214% Rondônia (RO)1,71%82% Roraíma(RR)0,50%82% Tocantins (TO)1,51%82% Total da região17,28%7014% Centro-Oeste Distrito Federal (DF)2,91%82% Goiás (GO)6,53%173% Mato Grosso (MT)3,22%82% Mato Grosso do Sul (MS)2,61%82% Total da região15,28%418%
Brasil: Eleições 2014 73 
2 de setembro de 2014 
número aparentemente elevado de senadores em fim de mandato, isso corresponde a 32% das vagas atualmente ocupadas pelo PMDB no Senado, o que é número discreto frente, por exemplo, a 50% das vagas ocupadas pelo PT, PC do B e DEM que correm risco de não serem renovadas, ou mesmo a 83% das vagas ocupadas pelo PTB na mesma situação. 
Assim, ainda que marginalmente, as eleições ao Senado beneficiam partidos como o PMDB, PR e PP, já que um percentual baixo de seus senadores terá o fim de seus mandatos em dezembro deste ano. A situação é inversa para PTB e PSD, cuja maior parte da bancada pode eventualmente deixar a Casa a partir de 2015. 
Tabela 9: Vagas em disputa no Senado Federal em 2014 
Senadores 
Fonte: TSE, Credit Suisse 
Norte Acre (AC) Amapá (AP) Amazonas (AM) Pará(PA) Rondônia (RO) Roraíma (RR) Tocantins(TO) Paraná(PR) R. Grandedo Sul (RS) Santa Catarina (SC) Sul Alagoas (AL) Bahia (BA) Ceará (CE) Maranhão(MA) Piauí (PI) Pernambuco(PE) Paraíba (PB) Rio Grande do Norte (RN) Sergipe (SE) Nordeste Espirito Santo (ES) Minas Gerais (MG) Rio de Janeiro (RJ) São Paulo (SP) Sudeste Distrito Federal (DF) Goiás (GO) Mato Grosso (MT) Mato Grosso do Sul (MS) Centro-Oeste Total3561215211Turnover potencial50%83%32%25%33%50%42%50%20%100%
Brasil: Eleições 2014 74 
2 de setembro de 2014 
Das vagas em disputa, em 17 estados os candidatos ao Senado não buscam recondução ao cargo. Assim como para os cargos executivos, a reeleição ao Senado coloca esses candidatos em vantagem na comparação com os demais, em função, principalmente, do elevado grau de reconhecimento que esses candidatos possuem frente ao eleitorado local. Por exemplo, dos 10 senadores que concorrem à reeleição, cinco lideram as pesquisas de intenção de voto em seus estados por margem relativamente ampla; em outros dois estados esses candidatos estão em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto mais recentes, em ambos os casos, seguindo candidatos já bastante conhecidos do eleitorado. Os candidatos à reeleição ou contam com apoio de uma ampla coalizão de partidos que lhes asseguram um maior tempo no horário eleitoral gratuito ou têm o nome associado ao de candidato líder nas pesquisas de intenção de voto para o governo local. Nesses casos específicos, os candidatos à reeleição ao Sendo podem ser apontados como favoritos na disputa eleitoral. 
Em julho, 51 dos 81 senadores (63%) faziam parte de um dos partidos que compõe a coalizão da candidata a presidente, Dilma Rousseff (PT), com destaque para o PMDB (com 19 senadores) e para o PT (com 13). Outros 27 senadores (33%) eram membros de partidos que compunham as coalisões das duas principais candidaturas de oposição, Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB). Esse número inclui os seis senadores do PTB que apoiaram, até recentemente, o governo Dilma Rousseff. Apenas três senadores (4%) fazem parte de partidos que não lançaram candidatura à Presidência da República ou cujo candidato à Presidência tem baixo percentual de intenções de votos nas pesquisas mais recentes. 
As últimas pesquisas de intenção de voto para o Senado sugerem que o avanço dos partidos de oposição não será expressivo sobre a bancada de senadores, o que reforça a necessidade de construção de uma base de apoio que agregue partidos atualmente governistas, em caso de vitória da oposição na eleição presidencial. Caso Dilma Rousseff seja eleita, a maioria expressiva que tem assegurado ao seu governo sucessivas vitórias nas votações no Senado pouco mudará (Tabela 10). Persistindo os resultados das pesquisas de opinião de julho e agosto, o bloco governista terá sua participação reduzida para 60% do Sendo, ao passo que a participação dos senadores de partidos que hoje compõem as principais coalisões de oposição aumentaria para 37%. O PSB é o partido com maior chance de ampliação líquida de sua bancada no Senado, compensando, provavelmente, a diminuição na bancada do PTB, dentre os partidos que apoiam as principais candidaturas de oposição. 
Ainda, outros 18 senadores com mandato até 2018 são candidatos a outros cargos, dos quais 16 a governador, um para presidente e um para vice-presidente. Em tese, tais candidaturas abririam margem para uma renovação mais expressiva nas bancadas do Senado. Dentre esses senadores, aqueles que forem eleitos terão seus cargos ocupados por suplentes, provavelmente do mesmo partido político ou coligação partidária. Nesse caso, a alteração na composição de forças partidárias decorrente da eleição de senadores a outros cargos eletivos tende a ser, possivelmente, menos significativa. Ainda assim, há possibilidade que a renovação naquela Casa seja mais expressiva do que antecipamos.
Brasil: Eleições 2014 75 
2 de setembro de 2014 
Tabela 10: Cenário para alteração na composição do Senado Federal 
Fonte: Senado Federal, Credit Suisse 
Na abertura por regiões, os destaques das disputas para o Senado são os seguintes: 
 Nordeste: O percentual de intenções de voto nas pesquisas mais recentes do PSB no Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte e do PSDB no Ceará reforça o cenário de ampliação no espaço dos partidos de oposição na região. A competitividade dos candidatos ao Senado no Nordeste é vinculada à competitividade da coalizão nas eleições para governador. À luz do percentual de intenções de voto nas pesquisas recentes, os partidos da base do governo têm maior favoritismo na Paraíba (por margem relativamente estreita), Pernambuco e Bahia. Nesse último caso, o candidato ao Senado pelo PMDB declarou seu apoio a Aécio Neves. 
 Norte: A presença de candidaturas à reeleição no Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins limita o espaço para grandes alterações no alinhamento dos representantes no Senado em relação ao governo federal. Tomando como referência as pesquisas de agosto, a probabilidade de o PSDB eleger seu candidato ao Senado no Amazonas é significativa. Em nosso entender, PT e PMDB, com forte presença nas disputas estaduais, tendem a manter o apoio majoritário dos representantes do Norte ao governo federal. 
Provável composição após as eleições de outubroComposição do Senado em julhoBloco governista60% Oposição37% 81senadoresBloco governista63% Outros4% Oposição33% Outros2% 81senadoresProváveis mudanças após as eleições de outubro27novosPartidos da base governistaPT13-112PMDB1919PR4-13PROS11PDT6+17PP55PC do B2-11PSD11PV1-1PSOL11PRB11Partidos das principais coalizões de oposiçãoPSDB1212DEM4+15SD11PSB4+48PTB6-33PMN+11Outros partidos de oposição independentes
Brasil: Eleições 2014 76 
2 de setembro de 2014 
 Sudeste: As últimas pesquisas também apontam que a vitória dos partidos de oposição ao governo federal é o resultado mais provável em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na eventualidade desse resultado ser confirmado, o espaço da coalizão ao governo federal tende a diminuir, especialmente em São Paulo. No Espírito Santo, a candidatura do PMDB – aliado ao governo federal em nível nacional - possui moderada vantagem nas pesquisas. Mas o PMDB do Espirito Santo associou- se a candidaturas de oposição em nível federal, de modo similar ao PMDB da Bahia e do Ceará. 
 Sul: As pesquisas recentes apontam que os partidos associados à oposição ao governo federal lideram as disputas eleitorais no Paraná e em Santa Catarina, mas não no Rio Grande do Sul. As últimas pesquisas de opinião disponíveis apontavam que a probabilidade de mudança em relação ao alinhamento atual é significativa em Santa Catariana. 
 Centro-Oeste: Provável crescimento no alinhamento à atual base do governo no Mato Grosso do Sul e Distrito Federal após as eleições. Enquanto isso, o quadro tende permanecer estável nos demais estados do Centro-Oeste. 
Eleições para as assembleias legislativas estaduais e distritais 
Em outubro, ocorrerão eleições também para as assembleias legislativas estaduais e para a Câmara de Deputados do Distrital Federal. No total, serão eleitos 1.059 deputados estaduais e distritais, sendo que, pelo critério de proporcionalidade, os estados do Sudeste terão o maior número de deputados eleitos. Em particular, São Paulo, Minas Gerais e o Rio de Janeiro elegerão, respectivamente, 94, 77 e 70 deputados, sendo as maiores representações do País. A Bahia elegerá 63 deputados, sendo a quarta maior representação estadual, e o Rio Grande do Sul, a quinta maior representação estadual, com 55 deputados. O número mínimo de deputados estaduais é de 24, fato que ocorre em 11 dos 27 estados e distrito federal (Gráfico 25). Esse é o caso da maior parte dos estados do Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima e Tocantins), Centro- Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal), e alguns estados do Nordeste (Sergipe e Rio Grande do Norte).
Brasil: Eleições 2014 77 
2 de setembro de 2014 
Gráfico 26: Vagas em disputa para as assembleias legislativas estaduais 
Número de deputados estaduais 
Fonte: TSE, Credit Suisse 
Em 2013, o TSE revisou os parâmetros para distribuição das cadeiras parlamentares nos estados. As mudanças seguiram as alterações nas representações também propostas para o número de representantes federais por estado, com a Paraíba e o Piauí com a maior redução de cadeiras. Nesses estados, o número de deputados estaduais foi reduzido em seis. Os estados que menos perderam representantes foram Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco, que perderam apenas um deputado. Por outro lado, a atualização de novos parâmetros demográficos beneficiou o Pará, Amazonas, Ceará e Minas Gerais, além de Santa Catarina e Paraná. 
24ACAM2424AP24RORR2424TOSP94PR54RS55SC40RJ70MG77ES30BA63PE4924MS24MT24DFGO4124RNPB36CE4630PIMA4227AL24SEPA41Número dedeputados estaduais1.059Total Brasil
Brasil: Eleições 2014 78 
2 de setembro de 2014 
Intencionalmente em branco
Brasil: Eleições 2014 79 
2 de setembro de 2014 
Pesquisas de opinião 
Principais institutos de pesquisa do país 
Ibope, Datafolha, MDA, Sensus, Vox Populi e Instituto Análise são alguns dos principais institutos de pesquisa de opinião pública que elaboram e aplicam questionários sobre diversos aspectos sociais, econômicos e políticos do País. De maneira geral, os seis institutos possuem corpos técnicos qualificados e produzem resultados comparáveis entre si, com algumas diferenças metodológicas, principalmente em relação às margens de erro das pesquisas, à ordem de apresentação das perguntas nos questionários e à forma de realização das entrevistas. Essas diferenças produzem algumas assimetrias temporárias nos resultados apurados à época das eleições. Porém, os resultados são, em geral, consistentes entre os institutos. 
O Ibope é o mais antigo instituto de pesquisa independente do País. As pesquisas do Ibope são, em geral, encomendadas por órgãos da imprensa (sobretudo, emissoras de televisão e jornais) ou por associações de classe, como a pesquisa trimestral da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa CNI/Ibope é a mais longa pesquisa regular de avaliação de governo, mantendo um questionário relativamente uniforme, o que permite a avaliação no tempo de alguns indicadores relevantes, como avaliação da administração federal e da atuação pessoal do presidente. 
O Datafolha não é propriamente um instituto de pesquisa independente, mas ligado ao Grupo Folha, que edita alguns dos jornais mais relevantes do País. As pesquisas nacionais de popularidade e intenção de voto do Datafolha são feitas especialmente para o principal jornal editado pelo grupo, a Folha de São Paulo, e têm período de cobertura mais variado, com maior frequência nos meses que antecedem às eleições. Em geral, os resultados das entrevistas são publicados no jornal Folha de São Paulo, sendo a publicação no site do Datafolha feita apenas depois de transcorridos um ou dois dias da publicação impressa. 
O MDA é um instituto de pesquisa independente, contratado regularmente pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) para pesquisas trimestrais de avaliação de governo e de intenção de votos. A pesquisa CNT/MDA é, provavelmente, a única pesquisa periódica que traz cenários para as intenções de votos para presidente em períodos não eleitorais. Essas pesquisas são divulgadas desde 2007. 
O Sensus Pesquisa e Consultoria costumava conduzir as pesquisas periódicas contratadas pela CNT. Mais recentemente, o instituto tem se dedicado a pesquisas eleitorais geralmente contratadas por algumas revistas de grande circulação nacional, que, no entanto, tem sido mais esporádicas. Por conta desse fato, essas pesquisas têm alguma dificuldade em capturar movimentos mais abruptos nas intenções de voto, mas trazem informações acerca da expectativa do entrevistado sobre o comportamento de algumas variáveis econômicas relevantes para a decisão eleitoral, como, por exemplo, percepção sobre inflação, expectativa de desemprego, renda entre outros. 
De modo similar ao instituto Sensus, o Vox Populi não publica pesquisas periódicas de avaliação de governo e intenção de votos. Em geral, suas pesquisas são encomendadas
Brasil: Eleições 2014 80 
2 de setembro de 2014 
por órgãos de imprensa (jornais e canais de TV), sobretudo de abrangência local, sendo concentras nos períodos específicos da campanha eleitoral. 
O Instituto Análise realiza pesquisas de intenção de voto e aprovação de governo, concentradas principalmente nos períodos das campanhas eleitorais. Seus questionários têm ênfase nas expectativas dos entrevistados e oferecem indicações de alguns elementos possivelmente relevantes para a escolha dos eleitores. 
Pesquisas de avaliação da administração federal 
A avaliação do governo no Brasil é feita por dois indicadores específicos rotineiramente apresentados pelas pesquisas eleitorais: a avaliação do entrevistado em relação ao desempenho da administração federal, classificada em cinco categorias distintas (“excelente”, “bom”, “regular”, “ruim” e “péssima”), e da atuação pessoal do presidente (também classificada nas mesmas cinco categorias). 
Em geral, estes dois indicadores têm comportamentos parecidos, sendo que o segundo captura de um modo mais direto a influência de certas características pessoais do presidente. Em particular, a avaliação favorável da atuação pessoal da presidente Dilma Rousseff (soma dos entrevistados que classificam sua atuação pessoal como “ótima” ou “boa”) tem recuado desde meados de 2013, chegando próximo ao nível obtido por Fernando Henrique Cardoso no mesmo período de seu segundo mandato como Presidente (Gráfico 26), em que a sua avaliação pessoal foi, em média, a menor desde 1994. 
Gráfico 27: Aprovação da maneira de governar do presidente 
% dos entrevistados que classifica como “ótimo” ou “bom” a maneira pessoal de governar do presidente 
Fonte: Ibope, Credit Suisse 
Em tese, a avaliação da administração federal permite uma comparação mais direta do desempenho de diferentes governos, precisamente porque supõe contornar aspectos de caráter mais personalista. A exemplo da aprovação pessoal da presidente, a avaliação do governo de Dilma Rousseff também recuou, sobretudo a partir das manifestações ocorridas em junho de 2013. A aprovação da administração Rousseff no 2T14 era compatível com a avaliação dos governos FHC e Lula em seus primeiros mandatos como 
Lula 2RousseffFHC 1Lula 1FHC 220304050607080901001T2T3T4T5T6T7T8T9T10T11T12T13T14T15T16T8771613544
Brasil: Eleições 2014 81 
2 de setembro de 2014 
presidentes (Gráfico 27). No entanto, a desaprovação da administração Dilma Rousseff (soma dos entrevistados que classificam a administração da atual presidente como “ruim” ou “péssima”) era relativamente elevada na comparação histórica, evidenciando alta polarização política das atuais eleições. 
Gráfico 28: Taxa de aprovação da administração federal 
% dos entrevistados 
Fonte: Datafolha, Credit Suisse 
Pesquisas de intenção de voto para Presidência da República 
Os principais institutos de pesquisa de opinião pública divulgam sondagens de intenção de voto para as eleições de 2014 desde meados de 2013. A frequência com que essas pesquisas ocorrem tende a aumentar com a aproximação da campanha eleitoral. A única pesquisa que tem mantido um histórico de perguntas relativas à intenção de voto para presidente entre as campanhas eleitorais é a conduzida pela CNT/MDA. Ainda assim, os candidatos normalmente apontados pelas pesquisas nos períodos em que não há pré- campanhas ou campanhas eleitorais em andamento dificilmente coincidem com a lista de candidatos oficial, que só é conhecida após o período de convenções partidárias de junho. 
As pesquisas realizada em agosto que se seguiram à morte do candidato do PSB, Eduardo Campos, apontam Dilma Rousseff liderando em intenções de voto para primeiro turno, seguida de Marina Silva e de Aécio Neves, como terceiro colocado (Gráfico 28). Essas sondagens mais recentes diferem significativamente dos resultados das pesquisas realizadas até o início de agosto, que incluíam o nome de Eduardo Campos no lugar de Marina Silva. A inclusão de Marina Silva na lista completa de candidatos subtraiu intenções de voto de Dilma Rousseff, Aécio Neves e de demais candidatos de menor 
010203040506070809015411743561334231043164415488354536161Lula 2Lula 1FHC 2FHC 1Resultadosdas eleições(% de votosválidos) “Ótimo” ou“Bom” “Ruim” ou“Péssimo” “Ótimo” ou“Bom” “Ruim” ou“Péssimo” Ago-95Ago-97Ago-99Ago-01Ago-03Ago-05Ago-07Ago-09Ago-11Fev-14Ago-14Dilma5647477652141263529323823
Brasil: Eleições 2014 82 
2 de setembro de 2014 
expressão, mas principalmente, precipitou uma migração de intenções de voto em branco ou nulo e indecisos para seu nome. 
Gráfico 29: Intenção de voto para as eleições presidenciais 
% dos entrevistados 
Fonte: Ibope, Credit Suisse 
Até julho, as pesquisas apontavam um percentual relativamente elevado de intenções de voto em branco ou nulo e de eleitores indecisos, o que contrastava com o padrão histórico das últimas eleições. A dois meses da eleição, a soma desses percentuais foi de, em média, 12,5%, número não muito inferior aos 15% apurados na última pesquisa. A convergência do nível de intenções de voto em branco/nulo/indecisos para seu padrão histórico sugere menor potencial de alteração nas intenções de voto das pesquisas de primeiro turno nas próximas semanas. 
Em nosso entender, as duas pesquisas de intenção voto mais comumente acompanhadas são aquelas do Instituto Datafolha e do Ibope. Os números atuais de ambas as pesquisas retratam um cenário semelhante para as intenções de voto, com algumas diferenças metodológicas menores: 
 Ibope: pesquisa por amostra domiciliar, em que o entrevistado é abordado pelo entrevistador em sua própria residência. Em geral, a pesquisa inicia o questionário indagando acerca da sensação de bem estar do entrevistado para em seguida perguntar a respeito de suas intenções de voto para primeiro e segundo turno. Os questionamentos relativos ao grau de reconhecimento dos candidatos e avaliação do atual governo são feitos apenas no final. 
 Datafolha: pesquisa de fluxo, em que o entrevistado é abordado nas ruas do bairro em que reside. Por essa razão, o percentual de não respostas da Datafolha tende a ser um pouco mais elevado que aquele apresentado pela pesquisa Ibope. Diferentemente da pesquisa Ibope, no entanto, o questionário conduzido pela Datafolha apresenta, em geral, o nome dos candidatos de modo mais recorrente, com as perguntas relativas ao grau de conhecimento dos candidatos feitas, geralmente, antes das perguntas sobre as intenções de voto para segundo turno. 
As pesquisas de intenção de voto para o 2º turno realizadas com várias semanas de antecedência foram capazes de antecipar os resultados das últimas três eleições presidenciais (Gráfico 29). Embora os resultados das simulações de intenções de voto para o 2º turno tenham mudado significativamente em duas ocasiões, essas alterações 
NãorespondeuDilmaRousseffAécioNevesMarinaSilvaEveraldoPereiraEduardoJorgeJosé MariaEymaelLevyFidelixZé MariaLucianaGenroMauroIasiRuiPimentaBrancoe nulos34193100010078Ibope, 26 de agosto29
Brasil: Eleições 2014 83 
2 de setembro de 2014 
foram temporárias e insuficientes para reverter a vantagem do candidato que liderava essas pesquisas de intenção de voto realizadas ainda durante a campanha de 1º turno. Em 2006 e 2010, por exemplo, a vantagem do candidato líder nas simulações de segundo turno permaneceu relativamente inalterada até há duas ou três semanas antes da realização do primeiro turno, a partir de quando a vantagem do candidato foi afetada por um fluxo de notícias negativo em torno de seu nome em ambas as ocasiões. Em 2002, tal fato não ocorreu. 
Gráfico 30: Vantagem do candidato líder nas simulações de intenção de voto para o 2º turno e resultado das eleições 
Pontos percentuais 
Fonte: Datafolha, Credit Suisse 
Passado o impacto inicial, os resultados eleitorais acabaram por refletir a disposição de intenções de voto de diversas semanas atrás, o que sugere que os eleitores antes mesmo da realização do segundo turno já possuem uma ideia bastante precisa sobre quem votar no segundo turno das eleições, mesmo que o candidato de sua escolha no primeiro turno não esteja entre os nomes que disputarão o estágio final das eleições presidenciais. 
6543211º turno4321Semanas para o 1º turnoSemanas para o 2º turno0510152025200620102º turno302002
Brasil: Eleições 2014 84 
2 de setembro de 2014 
Intencionalmente em branco
Brasil: Eleições 2014 85 
2 de setembro de 2014 
Lista de endereços de Internet 
Instituições do governo brasileiro 
Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br/ 
Câmara de Deputados http://www2.camara.leg.br/ 
DIAP5 http://www.diap.org.br 
IBGE http://www.ibge.gov.br/ 
IPEADATA Banco de Dados http://www.ipeadata.gov.br/ 
Seade6 http://www.seade.gov.br/ 
Senado http://www.senado.gov.br/ 
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) http://www.tse.jus.br/ 
Institutos de pesquisas de opinião 
Datafolha http://www.datafolha.com.br/ 
Ibope http://www.ibope.com.br/ 
Vox Populi http://www.voxpopuli.com.br/ 
Notícias políticas 
O Estado de São Paulo http://www.estadao.com.br/ 
Folha de São Paulo http://www.folha.uol.com.br/ 
Globo News http://g1.globo.com/globo-news/ 
O Globo http://oglobo.globo.com/ 
Universo Online http://www.uol.com.br/ 
Valor Econômico http://www.valor.com.br/ 
Veja http://veja.abril.com.br/ 
5 Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar 
6 Sistema Estadual de Estatísticas
Brasil: Eleições 2014 86 
2 de setembro de 2014 
Partidos políticos 
DEM http://www.dem.org.br/ 
PCB http://www.pcb.org.br/ 
PC do B http://www.pcdob.org.br/ 
PCO http://www.pco.org.br/ 
PDT http://www.pdt.org.br/ 
PEN http://www.pdt.org.br/ 
PHS http://phs.org.br/ 
PMDB http://pmdb.org.br/ 
PMN http://pmn.org.br/ 
PP http://www.pp.org.br/ 
PPL http://www.partidopatrialivre.org.br/ 
PPS http://portal.pps.org.br/ 
PR http://www.partidodarepublica.org.br/ 
PRB http://www.prb.org.br/ 
PROS http://www.pros.org.br/ 
PRP http://www.prp.org.br/ 
PRTB http://www.prtb.org.br/ 
PSB http://www.psb40.org.br/ 
PSC http://www.psc.org.br/ 
PSD http://www.psd.org.br/ 
PSDB http://www.psdb.org.br/ 
PSDC http://www.psdc.org.br/ 
PSL http://www.psl-sp.org.br/ 
PSOL http://psol50.org.br/site/ 
PSTU http://www.pstu.org.br/ 
PT https://www.pt.org.br/ 
PTB http://www.ptb.org.br/ 
PTC http://www.ptc36nacional.com.br/ 
PT do B http://www.ptdob.org.br/home/ 
PTN http://www.ptn.org.br/ 
PV http://pv.org.br/ 
SD http://www.solidariedade77.org.br/

Brasil - Eleições 2014

  • 1.
    2 de setembrode 2014 Emerging Markets Research Brasil O ano de 2014 trará eleições para os mais altos cargos políticos no Brasil, com a disputa para a Presidência da República e para a renovação de um terço do Senado Federal e da totalidade da Câmara de Deputados. Espera-se que cerca de 140 milhões de eleitores compareçam às urnas e que os resultados sejam conhecidos em menos de 24 horas após o encerramento da votação. Este guia pretende traçar um panorama do cenário político do Brasil, com ênfase nos aspectos institucionais das eleições e nas perspectivas para os resultados que sairão das urnas em outubro. O objetivo é guiar o leitor no processo eleitoral. O guia está organizado da seguinte forma: a primeira seção trata, de forma sumária, do poder político no País, enquanto a segunda apresenta um perfil do eleitorado do País. A terceira seção descreve, brevemente, o perfil dos principais partidos políticos em atuação. A quarta seção discorre sobre as eleições de 2014, em particular, o calendário político, as regras eleitorais, os cargos em disputa, as regras e a distribuição do tempo de propaganda eleitoral. A seção seguinte trata da eleição para a Presidência da República, com a apresentação das biografias e algumas das propostas dos candidatos. A sexta seção discute as eleições para governador, enquanto a sétima seção apresenta, brevemente, o quadro das eleições parlamentares nos níveis federal e estadual. Finalmente, as duas últimas seções discutem as pesquisas de opinião e algumas fontes relevantes de informação que podem servir como referência. Brasil: Eleições 2014 Agradecemos a contribuição significativa de Túlio Sousa e Pâmela Borges na preparação deste relatório. Este boletim foi preparado pelo Credit Suisse, em seu nome e em nome das empresas ligadas ao grupo Credit Suisse é distribuído a título gratuito, com a finalidade única de prestar informações ao mercado em geral. Apesar de ter sido tomado todo o cuidado necessário de forma a assegurar que as informações aqui prestadas reflitam com precisão informações no momento em que as mesmas foram colhidas, a precisão e exatidão de tais informações não são por qualquer forma garantidas e o Banco por elas não se responsabiliza. Este boletim é fornecido apenas para a informação de investidores profissionais, os quais, entende-se, deverão tomar suas próprias decisões de investimento, sem se basear neste boletim, não aceitando o Banco responsabilidade, de qualquer natureza, por perdas direta ou indiretamente derivadas do uso deste boletim ou do seu conteúdo. Este boletim não pode ser reproduzido, distribuído ou publicado por qualquer pessoa, para quaisquer fins. Análise Econômica Credit Suisse Brasil Nilson Teixeira +55 11 3701 6288 nilson.teixeira@credit-suisse.com Paulo Coutinho +55 11 3701 6353 paulo.coutinho@credit-suisse.com Iana Ferrão +55 11 3701 6345 iana.ferrao@credit-suisse.com Leonardo Fonseca +55 11 3701 6348 leonardo.fonseca@credit-suisse.com Daniel Lavarda +55 11 3701 6352 daniel.lavarda@credit-suisse.com
  • 2.
    Brasil: Eleições 20142 2 de setembro de 2014 Intencionalmente em branco
  • 3.
    Brasil: Eleições 20143 2 de setembro de 2014 Sumário Eleitorado brasileiro ......................................................................................... 5 Distribuição geográfica ........................................................................................................... 5 Distribuição por faixa etária e sexo ......................................................................................... 7 Distribuição regional por nível de escolaridade ...................................................................... 8 Distribuição regional por nível de renda.................................................................................. 9 Perfil ideológico do eleitorado brasileiro ............................................................................... 10 Partidos políticos ............................................................................................ 13 Cenário atual e linha ideológica dos partidos ....................................................................... 13 Principais partidos políticos em exercício no Brasil atualmente ............................................ 17 Eleições 2014 ................................................................................................. 31 Organização institucional ...................................................................................................... 31 Atribuições da Justiça Eleitoral ............................................................................................. 32 Cargos em disputa ................................................................................................................ 32 Eleitores e o processo de votação ........................................................................................ 32 Regras para eleição de candidatos ...................................................................................... 35 Duração dos mandatos ......................................................................................................... 36 Calendário eleitoral ............................................................................................................... 36 Propaganda gratuita de rádio e TV ....................................................................................... 38 Eleições presidenciais .................................................................................... 41 Principais candidatos e biografias ........................................................................................ 41 Demais candidatos ............................................................................................................... 43 Tempo de propaganda gratuita de rádio e TV ...................................................................... 44 O papel do candidato a vice-presidente................................................................................ 47 Posicionamento dos candidatos sobre temas importantes ................................................... 49 Alianças nos estados ............................................................................................................ 50 Eleição nos Estados ....................................................................................... 53 Disputas nos estados fortalecerão alinhamentos antigovernistas ........................................ 66 Eleições parlamentares .................................................................................. 69 Câmara de Deputados e Senado Federal ............................................................................ 69 As eleições para a Câmara de Deputados ........................................................................... 70 As eleições no Senado Federal ............................................................................................ 72 Eleições para as assembleias legislativas estaduais e distritais ........................................... 76 Pesquisas de opinião ..................................................................................... 79 Principais institutos de pesquisa do país .............................................................................. 79 Pesquisas de avaliação da administração federal ................................................................ 80 Pesquisas de intenção de voto para Presidência da República ........................................... 81 Lista de endereços de Internet ....................................................................... 85
  • 4.
    Brasil: Eleições 20144 2 de setembro de 2014 Intencionalmente em branco
  • 5.
    Brasil: Eleições 20145 2 de setembro de 2014 Eleitorado brasileiro Distribuição geográfica Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de eleitores no Brasil era de 142,8 milhões em julho de 2014, o que representa um crescimento de 5,2% em relação ao número de eleitores em 2010 (135,8 milhões). Esses eleitores estão concentrados, principalmente, no Sudeste e Nordeste, com 43,5% e 26,8% do total, respectivamente (Gráfico 1). Gráfico 1: Distribuição regional do eleitorado brasileiro % do total de eleitores, em julho de 2014 Fonte: TSE, Credit Suisse A região Sul é a terceira com o maior número de eleitores, com 15% do total, equivalente à soma do número de eleitores das regiões Norte e Centro-Oeste. Naturalmente, a maior concentração de eleitores nessas duas regiões torna as coligações que disputam a presidência organizadas em torno de nomes originários ou com alguma identificação política com essas duas regiões. Não por acaso, desde 1986, o executivo tem sido ocupado por Presidentes e Vice-Presidentes que tiveram sua carreira política no Sudeste ou Nordeste (Tabela 1). A única exceção relevante é a atual presidente, Dilma Rousseff, que, apesar de ter nascido em Minas Gerais, no Sudeste, teve a maior parte de sua formação política no Sul. 7,514,826,843,57,20,2NorteSulNordesteSudesteCentro-OesteExterior
  • 6.
    Brasil: Eleições 20146 2 de setembro de 2014 Tabela 1: Composição das chapas das últimos presidentes eleitos Fonte: Credit Suisse Parte expressiva do eleitorado brasileiro reside nas capitais (22% do total). O perfil do eleitorado brasileiro é eminentemente urbano e concentra-se nas principais regiões metropolitanas (Tabela 2). Os cinco estados mais populosos do País, i.e.: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul, concentram 55% de todo o eleitorado. Nesse caso, as campanhas presidenciais se concentram nestes estados, seja via disposição de recursos e atuação dos comitês regionais de campanha, seja pela prioridade dada à formação de alianças ou dos chamados “palanques” nesses estados específicos. Palanques estaduais são acordos de conveniência que permitem ao candidato ao governo federal usufruir da máquina de campanha do candidato ao governo estadual. Metaforicamente, o termo “palanque” refere-se à eventual cessão de espaço a outro candidato em um comício eleitoral. Isso ocorre de modo mais direto se ambos os candidatos são do mesmo partido, mas na maior parte dos casos os palanques eleitorais envolvem acordos entre partidos distintos. Em geral, os partidos sem candidatos ao governo federal desfrutam de liberdade localmente para firmar acordo com o candidato que lhe seja conveniente. É comum a um mesmo partido apoiar um candidato à presidência em um estado e apoiar outro candidato ao mesmo cargo eletivo em outro estado. TancredoNeves (SE) PresidenteFernandoCollor (NE) PresidenteFernando H. Cardoso (SE) PresidenteFernando H. Cardoso (SE) PresidenteLuiz Inácio Lulada Silva (NE) PresidenteLuiz Inácio Lulada Silva (NE) PresidenteDilma Rousseff(SE/S) PresidenteJoséSarney (NE) Vice-presidenteItamarFranco (SE) Vice-presidenteMarcoMaciel (NE) Vice-presidenteMarcoMaciel (NE) Vice-presidenteJoséAlencar (SE) Vice-presidenteJoséAlencar (SE) Vice-presidenteMichelTemer (SE) Vice-presidente1985198919941998200220062010
  • 7.
    Brasil: Eleições 20147 2 de setembro de 2014 Tabela 2: Eleitorado nos estados e nas capitais (julho de 2014) Fonte: TSE, Credit Suisse. Distribuição por faixa etária e sexo O eleitorado brasileiro é relativamente jovem (Gráfico 2), com 17% do total na faixa com menos de 25 anos de idade e 40% com menos de 35 anos. Nesse caso, é possível esperar que questões mais ligadas ao desemprego, à educação e formação profissional e à violência interessem de modo mais direto os eleitores do que questões ligadas à seguridade social, à valorização dos benefícios de aposentadoria e à cobertura do serviço público de saúde. As pessoas com mais de 60 anos, para quem essas últimas questões tendem a ser mais relevantes, compõem apenas 16% do eleitorado. Desse total, 45% não são obrigados a votar por lei, pois possuem mais de 65 anos de idade. O discreto predomínio das mulheres (52%) entre os eleitores é reflexo direto da composição da população brasileira, com ligeira predominância do sexo feminino. UnidadeFederativa Norte Acre (AC) Amapá (AP) Amazonas (AM) Pará(PA) Rondônia (RO) Roraíma (RR) Tocantins(TO) Paraná(PR) Rio Grandedo Sul (RS) Santa Catarina (SC) Alagoas (AL) Bahia (BA) Ceará (CE) Maranhão(MA) Piauí (PI) Pernambuco(PE) Paraíba (PB) Rio Grande do Norte (RN) Sergipe (SE) Espirito Santo (ES) Minas Gerais (MG) Rio de Janeiro (RJ) São Paulo (SP) Distrito Federal (DF) Goiás (GO) Mato Grosso (MT) Mato Grosso do Sul (MS) CapitalRio BrancoMacapáManausBelémPorto VelhoBoa VistaPalmasCuritibaPorto AlegreFlorianópolisMaceióSalvadorFortalezaSão LuísTeresinaRecifeJoão PessoaNatalAracajuVitóriaBelo HorizonteRio de JaneiroSão Paulo- GoiâniaCuiabáCampo GrandeEleitoradona capital (mil) 2362681.2441.0413021961861.2411.0973335221.9241.6586205071.0664645063892601.9114.8368.7821.898932410598% no totaldo país0,20,20,90,70,20,10,10,90,80,20,41,31,20,40,40,70,30,40,30,21,33,46,11,30,70,30,4Eleitoradoestadual (mil) 10.8015074562.2275.1881.12730099721.1177.8668.3924.85938.2701.99610.1856.2724.4972.3466.3562.8362.3271.45462.0422.65415.24912.14131.99810.2381.8984.3322.1901.819% no totaldo país7,50,40,31,63,60,80,20,714,85,55,93,426,81,47,14,43,11,64,52,01,61,043,51,910,78,522,47,21,33,01,51,3Total da regiãoTotal da regiãoTotal da regiãoTotal da regiãoTotal da região SulNordesteSudesteCentro-Oeste Exterior3540,2Total do Brasil142.822100,0
  • 8.
    Brasil: Eleições 20148 2 de setembro de 2014 Gráfico 2: Distribuição do eleitorado por idade e gênero (julho de 2014) % do total de eleitores, por faixa etária Fonte: TSE, Credit Suisse Distribuição regional por nível de escolaridade Segundo dados do IBGE de 20121, a escolaridade média da população brasileira com 15 anos ou mais de idade é de 7,3 anos de estudo, com 46,5% desta população não tendo concluído ao menos o ensino básico (Gráfico 3). Apesar disso, a evolução da escolaridade média da população tem sido considerável nos últimos anos: em 2007, por exemplo, o número de pessoas sem instrução ou com menos de um ano de escolaridade era de 11% versus os atuais 9%. Enquanto isso, a população com 11 ou mais anos de estudo era de 26% do total, ante os atuais 36%. A distribuição da escolaridade, em termos de anos de estudo, é bastante heterogênea entre as regiões do País. Nos estados do Norte e Nordeste 54% da população têm menos de 8 anos de estudo, enquanto este percentual é de 42% no Sul e Sudeste. Por outro lado, o incremento nas condições de escolaridade tem sido mais acentuado no Norte e Nordeste: em 2007, 61% da população do Norte e Nordeste possuía menos de 8 anos de escolaridade, enquanto no Sul e Sudeste o percentual não era muito distinto do atual: 43%. 1 Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada em setembro de 2012. Superior a 70 anos60 a 69 anos45 a 59 anos35 a 44 anos25 a 34 anos18 a 24 anos16 e 17 anosFemininoMasculino45121012813411101171
  • 9.
    Brasil: Eleições 20149 2 de setembro de 2014 Gráfico 3: Escolaridade média da população com 15 anos ou mais (setembro de 2012) % Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Credit Suisse O perfil educacional da população adulta tem implicações sobre a identificação e abordagem dos temas relevantes durante a campanha. A atual tendência de elevação da escolaridade da população tende a se refletir numa maior complexidade e diversidade de temas em debate nos próximos anos. Distribuição regional por nível de renda O TSE não possui dados sobre o perfil do eleitorado por faixa de renda, mas é provável que a distribuição regional por renda dos eleitores siga de modo muito estreito a distribuição de rendimentos da população com mais de 15 anos de idade. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2012, que cobre especificamente essa porção da população, o rendimento mensal médio da população nesta faixa é bastante heterogêneo entre as regiões (Gráfico 4). Na média brasileira, cerca de 28% da população possui renda mensal de até um salário mínimo. No Nordeste, esse percentual é o mais elevado (49%) e mais baixo no Sul (17%). 911271736510301936692518428925183915142716281015271730BrasilSulSudesteCentro-OesteNordesteNorteSem instrução e menos de 1 ano1 a 3 anos4 a 7 anos8 a 10 anos11 anos ou mais
  • 10.
    Brasil: Eleições 201410 2 de setembro de 2014 Gráfico 4: Rendimento mensal médio da população com 15 anos ou mais (setembro de 2012) % Fonte: IBGE, Credit Suisse Perfil ideológico do eleitorado brasileiro Questionadas a respeito de seu próprio perfil ideológico, a maior parte das pessoas (38%) considera que suas convicções possuem um perfil de “centro-direita”, em detrimento de outras opções mais extremas. O percentual de eleitores que se classifica como sendo de “centro-esquerda”, perfil de boa parte dos partidos políticos brasileiros, por exemplo, é menor: 26% dos eleitores classificam-se como tal. No total, quase metade dos eleitores (49%) possui algum viés à direita, que compreende aqueles que se auto intitulam de “direita” ou de “centro-direita”. Outros 22% dos eleitores consideram-se como de “centro” e 30% dos eleitores possuem um perfil mais à esquerda, ou seja, a soma dos perfis de “esquerda” com de “centro-esquerda” (Gráfico 5). Gráfico 5: Identificação ideológica do eleitorado brasileiro % dos entrevistados Fonte: Datafolha (outubro 2013), Credit Suisse Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Nordeste Norte 28 45 10 7 1 7 17 54 13 7 1 7 19 53 13 8 1 3 23 49 12 10 1 3 49 28 5 4 0 13 38 37 8 4 0 11 Até 1 salário mínio (SM) De 1 a 2 SM De 3 a 5 SM De 5 a 20 SM Mais de 20 SM Sem rendimento 11 38 22 26 4 Esquerda Centro-esquerda Centro Centro-direita Direita Distribuição aproximada
  • 11.
    Brasil: Eleições 201411 2 de setembro de 2014 Esse perfil tido como mais à direita decorre, principalmente, da influência de alguns valores de natureza religiosa sobre o posicionamento político em questões mais concretas e de como o brasileiro típico vê, por exemplo, a aplicação da justiça. Quando perguntados, por exemplo, sobre seu posicionamento pessoal ao serem confrontados com uma lista de temas tidos como polêmicos, 86% dos eleitores brasileiros mostram-se, em geral, contrários à liberalização das drogas (Gráfico 6) e favoráveis a penas maiores para adolescentes infratores, mesmo sendo eles menores de idade (76% dos entrevistados). O eleitor típico divide-se sobre a questão da pena de morte (52% contrários, 48% favoráveis) e assume um viés um pouco mais à esquerda quando questionado sobre temas de caráter social, como, por exemplo, a identificação das causas da pobreza e as consequências da imigração. Gráfico 6: Identificação ideológica do eleitorado brasileiro % dos entrevistados que concorda com a assertiva, reponderado por não-respostas Fonte: Datafolha (Outubro 2013), Credit Suisse Acreditar em Deustorna as pessoas melhoresO uso de drogas deve ser proibido porque toda a sociedade sofre com as consequênciasAdolescentes que cometem crimes devem ser punidos como adultosA maior causa da criminalidade é a maldade das pessoasOs sindicatos servem mais para fazer política do que defender os trabalhadoresA pena de morte é a melhor puniçãopara indivíduos que cometem crimes gravesBoa parte da pobreza está ligada à preguiça de pessoas que não querem trabalharPossuir uma arma legalizada deveria ser um direito do cidadão para se defenderA homossexualidade deve ser desencorajada por toda a sociedadePessoas pobres de outros países e estados que vêm trabalhar na sua cidade acabam criando problemas para a cidadeAcreditar em Deus não necessariamentetornauma pessoa melhorO uso de drogas não deve ser proibido, porque é o usuário que sofre com as consequêniasAdolescentes que cometem crimes devem ser reeducadosA maior causa da criminalidade é a falta de oportunidades iguaispara todosOs sindicatos são importantes para defender os interesses dos trabalhadoresNão cabe à Justiça matar uma pessoa, mesmo que ela tenha cometido um crime graveBoa parte da pobreza está ligada à falta de oportunidades iguais para que todos possam trabalharA posse de armas deve ser proibida, pois representa ameaça à vida de outras pessoasA homossexualidade deve ser aceita por toda a sociedadePessoas pobres de outros países e estados que vêm trabalhar na sua cidade contribuem com o desenvolvimento e a cultura1414243749526670727386867663514834302827Perfil ideológico de esquerdaPerfil ideológico de direita
  • 12.
    Brasil: Eleições 201412 2 de setembro de 2014 Intencionalmente em branco
  • 13.
    Brasil: Eleições 201413 2 de setembro de 2014 Partidos políticos Cenário atual e linha ideológica dos partidos O Brasil possui 32 partidos políticos atualmente registrados no TSE. Apenas 22 possuem representantes na Câmara de Deputados e 16 possuem no Senado. Os três maiores partidos nacionais (PMDB, PT, PSDB) por número de cargos eletivos, possuem, em conjunto, 40% da bancada na Câmara e 54% da bancada no Senado (Gráfico 7). Ou seja, pouco menos de 2/3 da câmara baixa é composta por um amplo conjunto de partidos, o que exige a formação de alianças para que a atividade legislativa tenha sequência. A aprovação de emendas constitucionais, por exemplo, requer 2/3 dos votos de ambas as Casas. Projetos de lei complementar impõem a aprovação da maioria absoluta (50% +1) dos congressistas, ao passo que projetos de lei ordinária requerem a aprovação de 50% +1 dos congressistas presentes à votação. Gráfico 7: Cadeiras no Senado e na Câmara de Deputados, por partido político (julho de 2014) Fonte: Câmara de Deputados, Senado Federal, Credit Suisse Senado(81 cargos)Câmarade Deputados(513 cargos) OutrosPEN -PartidoEcológicoNacionalPRP -PartidoRepublicanoProgressistaPT do B -PartidoTrabalhistado BrasilPPS -PartidoPopular SocialistaPV -PartidoVerdePRB -PartidoRepublicanoBrasileiroPSC -PartidoSocial CristãoPC do B -PartidoComunistado BrasilPTB -PartidoTrabalhistaBrasileiroPDT -PartidoDemocráticoTrabalhistaPROS -Partido Republicano da Ordem SocialSD -SolidariedadePSB -PartidoSocialistaBrasileiroDEM -DemocratasPR -Partidoda RepúblicaPP -PartidoProgressistaPMDB -Partido do Movimento Democrático BrasileiroPT -Partidodos Trabalhadores0000011026611444519130123PSOL -PartidoSocialismoe Liberdade13PMN -Partidoda MobilizaçãoNacional03681012151818202124283240PSDB -Partido da Social Democracia Brasileira1244PSD -PartidoSocial Democrático1447383Partidosquenãopossuemcargos no Senadoe naCâmara: PCB -PartidoComunistaBrasileiro,PCO -Partidoda CausaOperária, PSDC -Partido Social Democrata Cristão,PHS -PartidoHumanistada Solidariedade,PPL -PartidoPátriaLivre,PRTB-PartidoRenovadorTrabalhistaBrasileiro,PSL -PartidoSocial Liberal,PSTU -Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado,PTC -PartidoTrabalhistaCristãoePTN -PartidoTrabalhistaNacional.
  • 14.
    Brasil: Eleições 201414 2 de setembro de 2014 Nos municípios, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) é o partido nacional de maior abrangência, com 1.031 prefeitos e 7.943 vereadores eleitos nas últimas eleições de 2012. O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) coloca-se em segundo lugar, com 702 prefeitos e 5.250 vereadores, seguido do Partido dos Trabalhadores (PT), com 636 prefeitos eleitos e 5.181 vereadores (Tabela 3). PMDB, PSDB e PT destacam-se dos demais na ocupação de cargos eletivos estatuais, com, respectivamente, 5, 8 e 5 governadores e 147, 123 e 149 deputados estaduais. Esses partidos são também acompanhados pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro), que elegeu seis governadores em 2010, mas com presença nas assembleias estaduais menos expressiva. Nas bancadas federais, a predominância do PT e PMDB é mais evidente, principalmente mais recentemente, com ambos os partidos possuindo as maiores bancadas na Câmara de Deputados e no Senado Federal. Tabela 3: Representatividade dos principais partidos políticos Número de cargos Fonte: TSE, Câmara de Deputados, Senado Federal, Credit Suisse Os mesmos três partidos de maior abrangência nacional são os que têm a preferência do eleitor, com destaque para o PT, que chegou a ser visto como o partido preferido por 31% PartidoOutros1Partido fundadoem2011 2Partidos fundadosem2013Deputados federaisJulhode2014837344444032282421201818151241Eleitoem2010867854-144414335-2-22722151751Senadores131912154441166203Julhode2014Dep. estaduais149147123-148537673-2-276471835214Eleitoem 2010475110151200000Julhode2014558-10026-2-200001Eleitoem 2010GovernadoresPrefeitosEleitosem 20126361031702-1467273277443-2-231129456839915.1817.9435.2504.6524.9223.1803.2723.553-2-23.6523.5669711.4629.455Eleitosem 2012Vereadores
  • 15.
    Brasil: Eleições 201415 2 de setembro de 2014 dos eleitores em março de 20132. Na margem, essa preferência pelo PT recuou, sobretudo a partir das manifestações do 2T13. O PT era o partido preferido por 18% dos eleitores em junho de 2014, uma das mínimas históricas desde 2002, quando o partido assumiu o governo federal. Comparativamente, PSDB e PMDB são os partidos de preferência de, respectivamente, 5% e 4% dos entrevistados no mesmo período. A preferência popular pelo PSDB foi maior no período em que o partido controlava o governo federal, variando entre 12% e 18% dos entrevistados à época. Historicamente, o percentual de entrevistados que apontava preferência por algum partido político manteve-se entre 40% e 50%, com alguns breves períodos de exceção, como em março de 2013, quando esse número alcançou 53%. Nos últimos trimestres a identificação com algum partido político recuou para 34% do total dos entrevistados, mínimo histórico desde 1989 (Gráfico 8), ano das primeiras eleições diretas para presidente. As eleições de 2014 ocorrerão em meio a um baixo nível de identificação partidária, provavelmente o menor desde a redemocratização, o que pode ter impacto no número de abstenções. Gráfico 8: Identificação dos eleitores com partidos políticos3 % dos entrevistados, média móvel de 4 trimestres Fonte: Datafolha, Samuels e Zucco (2014), Credit Suisse De modo geral, desde a redemocratização os partidos políticos brasileiros têm assumido posições mais ao centro, apesar da existência de alguns partidos com agendas notoriamente mais polarizadas. Em uma pesquisa abrangendo várias legislaturas do Congresso (de 1989 até 2009), Power e Zucco (2012)4 mediram o grau de identificação das lideranças partidárias com posições mais à esquerda ou mais à direita sobre grande número de questões específicas. Cada deputado ou senador da bancada de um dado partido era perguntado se e quanto concordava ou discordava de dada declaração específica. O grau de concordância era medido pela atribuição de uma nota específica em uma escala de valores pré-determinados. A média das notas identificava o posicionamento político da liderança política, se mais à esquerda ou mais à direita. O resultado da pesquisa foi obtido 2 Samuels, David & Zucco, Cesar (2014): “The Strength of Party Labels in Brazil: Evidence from Survey Experiments.” American Journal of Political Science 51(1):212-35. 3 As linhas verticais indicam eleições gerais. 4 Power, Timothy J. & Zucco, Cesar (2012): “Elite Preferences in a Consolidating Democracy: The Brazilian Legislative Surveys, 1990–2009.” Latin American Politics and Society. 54(4): 1-27. 0102030405060199019952000200520102014PreferênciaporalgumpartidoPTPMDBPSDB
  • 16.
    Brasil: Eleições 201416 2 de setembro de 2014 pela agregação dos resultados individuais das lideranças partidárias ao longo de várias legislaturas e apontou tendência de migração para o centro no espectro político, na qual se incluíram tanto partidos de esquerda (e.g.; PPS, PT, PSB), quanto partidos vistos como mais à direita (e.g.; PP, PR, PTB). Na maioria dos casos, essa migração foi gradual (como no caso do PTB e do PSB), à medida que a alternância de legislaturas foi conduzindo ao Congresso políticos de tendência ideológica mais ao centro que seus antecessores (Gráfico 9). Nos casos do PSDB e do PT, houve um movimento relativamente mais abrupto, justamente nos períodos em que esses partidos ganharam as eleições para o governo federal. Por exemplo, as eleições que levaram o PSDB ao executivo em 1994 também conduziram parlamentares à identificação ideológica bastante mais à direita do que até então. Ao mesmo tempo, os congressistas eleitos pelo PT em 2002, ano da primeira eleição de Lula, identificavam-se mais ao centro do que as bancadas do partido em legislaturas anteriores. Dentre todos os partidos políticos, aquele que menos parece ter alterado seu posicionamento ideológico ao longo dos anos até 2009 foi o PMDB. Gráfico 9: Distribuição partidária no espectro político-ideológico Média das notas das bancadas eleitas em cada um dos anos, por partido político Fonte: Samuels e Zucco (2014), Credit Suisse 19902009199020091990200919902009199020091990200919902009199020091990200919902009199020091990200919902009EsquerdaDireitaPerfil ideológicoAs barrasrepresentamum desvio-padrãodo escoredo grupode deputadosemrespostaaoquestionário.
  • 17.
    Brasil: Eleições 201417 2 de setembro de 2014 Principais partidos políticos em exercício no Brasil atualmente A seguir listamos os principais partidos políticos do Brasil. Juntos, eles representam cerca de 90% da Câmara de Deputados e abrangem todo o território nacional nas eleições a governador deste ano. PT (Partido dos Trabalhadores) Número da legenda: 13Resumodopartido: OpartidoocupaaPresidênciadaRepúblicadesde2002,comaeleiçãodeLuizInácioLuladaSilva,suareeleiçãoem2006ecomaeleiçãodeDilmaRousseffem2010.AorigemdoPTresidenoprocessoderedemocratizaçãodoPaísnoiníciodadécadade1980.Suafundaçãocombinouoesforço,principalmente,demembrosdossindicatosdosmetalúrgicosdaGrandeSãoPaulo,membrosderepresentaçõesdofuncionalismopúblicoeteólogosligadosàTeologiadaLibertaçãodaIgrejaCatólica. AliderançadoPTsemprefoiexercidapeloex-presidenteLuizInácioLuladaSilva,que,apóstersidoderrotadonaseleiçõespresidenciaisde1989,1994e1998,foieleitoem2002.Alémdepresidente,Lulafoideputadofederal(1987-1988)ecandidatoaogovernodoestadodeSãoPauloem1982. OutrorarestritoàscapitaiseaosgovernosdealgunsestadosdoSudesteeSuldoPaís,aeleiçãodeLulaconsolidoutambémaabrangêncianacionaldoPT,especialmentenoNordeste.Opartidoterácandidatoscompetitivosem2014aosgovernosdagrandemaioriadoscolégioseleitoraisdoPaís.Comumdiscursopautadopelaprioridadeàreduçãodapobrezaedadesigualdadesocial,oPTé,segundoasprincipaispesquisasdeopinião,aquelequecontacomamaioridentidadeporpartedoseleitoresbrasileiros. Líderes Luiz Inácio Lula da Silva(ex-presidente da República) Dilma Rousseff(presidente da República) Humberto Costa(líder do partido no Senado) Marta Suplicy(ministra da cultura) GleisiHoffmann(senadora) Aloizio Mercadante(ministro-chefe da Casa Civil) Arlindo Chinaglia(deputado federal) Tarso Genro(governador do Rio Grande do Sul) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014Criação11 de fevereiro 1982PresidenteRui Falcão(Deputado Estadualdo Estado de SP) Bancadana CâmaraMaior bancada(83 deputados federais) Bancadano Senado2ª maior bancada(13 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 33,6 milhões(10,7% do totaldistribuído no período) ACRRROMGPIBARJRSMSPRSPBAACRSBelo HorizonteGoiâniaRecifeRio BrancoSão PauloDFFonte: Website do PT, Credit SuisseApoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim
  • 18.
    Brasil: Eleições 201418 2 de setembro de 2014 PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) Número da legenda: 15Resumodopartido: OPMDBéopartidodemaiorabrangênciaterritorial,possuindoamaiorbancadanosenado,omaiornúmerodegovernadoresematuação,bemcomodeprefeitosevereadores.AgrandecapilaridadeconfereaoPMDBgrandeimportâncianocenáriopolíticonacional,tendoopartidopresididoamesadiretoradaCâmaradeDeputadosedoSenadoem,respectivamente,40%e88%dasvezesdesdeogovernoJoséSarney.Aamplaabrangênciaterritorialdopartidoreflete-senacomposiçãodesuaexecutivanacional,comasváriasliderançasregionaispossuindodiscricionariedadeparafazeraliançasnosestados.Assim,nãoérarooPMDBestarassociadoapartidosdabasegovernistaemalgunsestadoseàoposiçãoemoutros. OPMDBestáoficialmentenabasedesustentaçãodogoverno.Opartidomantémocargodevice-presidentedaRepúblicaesustentaaindaassentosemministérioseempresasestatais.Apesardisso,oapoiodoPMDBaogovernonãoédisseminado. Desde2013,temocorridomanifestaçõesdealgunsmembrosdopartidocontráriasaoapoioàcandidaturadaPresidenteDilma(PT)em2014. Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014ROPIRJMSPRSPPIBoa VistaRio de JaneiroLíderes Michel Temer(vice-presidente da República) Renan Calheiros(presidente do Senado) Henrique Alves(presidente da Câmara de Deputados) Eunício Oliveira(líder do partido no Senado) Eduardo Braga(líder do governo no Senado) Eduardo Cunha(líder do partido na Câmara de Deputados) José Sarney(senador e ex-presidente da República) MAROMTMSRJSEESSEALRNCEMAGOTOPAAMFonte: Website do PMDB, Credit SuisseCriação30 de junho de 1981PresidenteValdir Raupp(senador) Bancadana Câmara2ª maior bancada(73 deputados federais) Bancadano SenadoMaior bancada(19 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 24,0 milhões(7,7% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim
  • 19.
    Brasil: Eleições 201419 2 de setembro de 2014 PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) Número da legenda: 45Resumodopartido: OPSDBsurgiudeumadissidênciadoPMDBem1988.ApósoimpeachmentdopresidenteFernandoCollordeMello,fezpartedogovernodopresidenteItamarFranco,assumindoalgunsministérios,dentreosquaisoMinistériodaFazenda,ocupadoporFernandoHenriqueCardoso(FHC).Em1994,amparadopelosucessodoPlanoReal,FHCfoieleitopresidentedaRepública, sendoreeleitoem1998.Em2002,ocandidatoapresidentepelopartido,JoséSerra,foiderrotadonosegundoturnopelopresidenteLula.Desdeentão,oPSDBtemsido,aoladodoDEM,oprincipalpartidodeoposiçãoaogovernodoPT. ApesardareduçãogradualnonúmeroderepresentanteseleitosparaoCongressoNacionaldesde2002,oPSDBaindaéregionalmenteforte,sobretudonoSuleSudeste,comdestaqueparaSãoPauloeMinasGerais,osdoismaiorescolégioseleitoraisdoPaís.Atualmente,opartidocontacomseisdos27governadoresdoPaís. Líderes Aécio Neves(presidente do partido e senador) Fernando Henrique Cardoso(ex-presidente da República) Aloysio Nunes Ferreira(líder do partido no Senado) Álvaro Dias(vice-líder da minoria no Senado) Antônio Imbassahy(líder do partido na Câmara) Geraldo Alckmin(governador de São Paulo) José Serra(ex-governador de São Paulo) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014ACPAROMGPBPRSPPRManausBelémPAGOSPMGALMaceióTeresinaGOSCMSFonte: Website do PSDB, Credit SuisseCriação24 de agosto de 1989PresidenteAécio Neves(senador eex-governador deMinas Gerais) Bancadana Câmara3ª bancada(44 deputados federais) Bancadano Senado3ª bancada(12 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 22,7 milhões(7,2% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Não
  • 20.
    Brasil: Eleições 201420 2 de setembro de 2014 PSD (Partido Social Democrático) Número da legenda: 55Resumodopartido: OPSDéorigináriodadissidênciadelíderesdeváriospartidos,principalmentedoDEM,capitaneadapeloex-prefeitodeSãoPaulo,GilbertoKassab.Desdesuacriação,opartidotemapoiadooblocogovernistanagrandemaioriadosassuntos. OPSDaderiuformalmenteaoblocogovernistaaosercontempladocomaSecretariadaMicroePequenaEmpresaem2013. EmfunçãodaexpressivabancadanaCâmaradeDeputados,oPSDteveumpesorelevantenadistribuiçãodotempodepropagandaeleitoralgratuita.ApesardaadesãoàcandidaturadapresidenteDilmaRousseff,oPSDtambémaderiuacandidaturasdepartidosdeoposiçãoemalgunsestados. Líderes Gilberto Kassab(ex-prefeito de São Paulo) Guilherme Afif Domingos(ministro da Secretaria da Microe Pequena Empresa do Governo Federal) Raimundo Colombo(governador de Santa Catarina) Omar Aziz(ex-governador do Amazonas) Moreira Mendes(líder do partido na Câmarados Deputados) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014RNSCSCFlorianópolisAPMTFonte: Website do PSD, Credit SuisseCriação27 de setembro de 2011PresidenteGilberto Kassab(ex-prefeitode São Paulo) Bancadana Câmara4ª bancada(44 deputados federais) Bancadano Senado11ª bancada(1 senador) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 12,4 milhões(4,0% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim, mas o apoio formal ao governo foi estabelecido apenas em 2013.
  • 21.
    Brasil: Eleições 201421 2 de setembro de 2014 PP (Partido Progressista) Número da legenda: 11Resumodopartido: AorigemdoPPfoitambémdoPartidoDemocráticoSocial(PDS).OPPfoiaúltimaagregaçãopolíticaderivadadeumalistadepartidosprogressistasquesurgirame,posteriormente,foramextintosnosúltimosanos,apartirdadissidênciadeliderançasespecíficasedafusãodelegendas.Porexemplo,oPPfoicriadoapartirdafusãodealgumaslegendascomooPPR(PartidoProgressistaReformador)emabrilde1993.OPPRdeulugaraoPPB(PartidoProgressistaBrasileiro)em1995,sendoem2003convertidonoPP.Desdeentão,oPPmantémsuaconfiguração,tendoaderidoàbasedeapoiodogovernodoPTnoCongresso.Essealinhamentonãotemsidoseguidopelasaliançasestaduais. OPPtemumpesorelevanteparaacandidaturaàreeleiçãodoatualgoverno,emfunçãodoseusignificativonúmeroderepresentantesnaCâmaradeDeputados. Líderes Paulo Maluf(deputado federal por São Paulo) Francisco Dornelles(líder do partido no Senado) Ana Amélia Lemos(vice-líder do partido no Senado) Ivo Cassol(senador por Rondônia) Esperidião Amin(deputado federal e ex-governador deSanta Catarina) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014RSALPalmasMGRRFonte: Website do PP, Credit SuisseCriação4 de abril de 2003(denominação atual) PresidenteCiro de Lima(senador pelo Piauí) Bancadana Câmara5ª maior bancada(40 deputados federais) Bancadano Senado6ª maior bancada(5 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 13,6 milhões(4,3% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim
  • 22.
    Brasil: Eleições 201422 2 de setembro de 2014 PR (Partido da República) Número da legenda: 22Resumodopartido: OPRfoicriadoem2006,apósadissidênciademembrosdePartidoLiberal(PL)edoPartidodaReedificaçãodaOrdemNacional(PRONA).Oobjetivoerasuperaracláusuladebarreira,queimpunharestriçõesaosassentosnoCongressoparaospartidosquenãodispunhamdevotaçãomínima.Apartirdessafusão,oPRganhoumaiorrelevânciapolíticaaoabrigardissidênciasdeoutrospartidos.OPRtempesoexpressivonadistribuiçãodohorárioeleitoralgratuito,emfunçãodoelevadonúmeroderepresentantesnaCâmaradeDeputados.OpartidoaderiuàcoalizãoqueapoiouacandidaturadeDilmaRousseffàpresidênciaem2010,tendoapoiado,desdeentão,ogovernodoPTnoCongresso. OPRatuajuntoaoPTB(PartidoTrabalhistaBrasileiro)noSenadoeaoPSC(PartidoSocialCristão),naCâmaradeDeputados. OpartidoatuajuntoaoPTdoB(PartidoTrabalhistadoBrasil)aoPRP(PartidoRepublicanoProgressista)emfrentesparlamentaresespecíficas. Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014Líderes Anthony Garotinho(deputado federal e ex-governadordo Rio de Janeiro) Bernardo de Vasconcellos Moreira(líder do partido na Câmara) Alfredo Nascimento(líder do partido no Senado) Blairo Maggi(ex-governador e senador peloMato Grosso) Magno Malta(senador pelo Espírito Santo) RJDFROFonte: Website do PR, Credit SuisseCriação19 de dezembro de 2006PresidenteAlfredo Nascimento(Senador) Bancadana Câmara6ª maior bancada(32 deputados federais) Bancadano Senado7ª maior bancada(4 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 13,7 milhões(4,4% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim, embora contrário ao governo em algumas votações.
  • 23.
    Brasil: Eleições 201423 2 de setembro de 2014 DEM (Democratas) Número da legenda: 25Resumodopartido: ODEM(anteriormentedenominadoPFL-PartidodaFrenteLiberal)éomaiorpartidodecentro-direitanoPaís.FoifundadoapartirdeumadissidênciadoPDS(PartidoDemocráticoSocial),duranteoprocessoqueculminoucomoreestabelecimentodaseleiçõesdiretasparapresidentedaRepúblicaecomaposterioreleiçãodeTancredoNevesem1985. DesdeoimpeachmentdoentãopresidenteFernandoCollordeMello,oDEMtemsealiadoaoPSDBnasprincipaisdisputasparaogovernofederal.Opartidoocupouavice-presidênciadaRepública,comMarcoMaciel,entre1995e2002.ODEMparticipouaindadachapapresidencialencabeçadapeloPSDBcomocandidatoàvice-presidência,naseleiçõespresidenciaisem2002,2006e2010. ODEMpossuiutradicionalpresençanoNordeste,emespecialnaBahia.Porém,asuainfluêncianessaregiãorecuoudesdeaeleiçãodoPTaogovernofederalem2002.OnúmeroderepresentantesdoDEMnoCongressoNacionaldiminuiumuitodesdeentão.AcriaçãodoPSDem2010reduziumuitoabancadafederaldoDEM,comumadiminuiçãodarepresentatividadedopartidoemalgunsestados,comoemSantaCatarina.Emfunçãodalegislaçãoeleitoral,quepermiteatransferênciadotempodetelevisãodabancadaeleitaparaonovopartido,opesorelativodoDEMnaseleiçõesde2014éinferioradeanosanteriores. Líderes José Agripino Maia(líder do partido no Senado) Antônio Carlos Magalhães Neto(prefeito de Salvador) José Mendonça Filho(líder na Câmara de Deputados) OnyxLorenzoni(deputado federal pelo Rio Grande do Sul) Ronaldo Caiado(deputado federal por Goiás) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014ACBASalvadorRRRNAracajúFonte: Website do DEM, Credit SuisseCriação11 de setembro de 1986PresidenteJosé Agripino Maia(Senador peloRio Grande do Norte) Bancadana Câmara7ª maior bancada(28 deputados federais) Bancadano Senado7ª maior bancada(4 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 9,9 milhões(3,2% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Não
  • 24.
    Brasil: Eleições 201424 2 de setembro de 2014 PSB (Partido Socialista Brasileiro) Número da legenda: 40Resumodopartido: OPSBfoirefundadoem1985,apósserextintonadécadade1960,apartirdomesmomanifestoeprogramade1947doantigoPSB.Opartidonãoteveatuaçãoexpressivaaté1990.Comafiliaçãodoex-governadorMiguelArraes,falecidoem2005, oPSBsetornouumalegendadeatuaçãomaisnacional.Desdesuarefundação,opartidofoiumaliadotradicionaldoPT,tendoapoiadoacandidaturadeLulaàpresidêncianaseleiçõesde1989,1994,1998,2006eadeDilmaRousseffem2010.Apenasem2002,opartidolançouoex-governadordoRiodeJaneiro,AnthonyGarotinho(atualmentenoPR),comocandidatopróprioàpresidência.OPSBparticipoudacoalizãodegovernonoCongressoapartirde2003.Apartirde2013,opartidoafastou-sedogovernoDilmaRousseff,comoantecipaçãoaolançamentodacandidaturaàpresidênciadeEduardoCamposem2014.Amorteemacidenteaéreodoex-governadordePernambucoeentãocandidatoàpresidênciadarepública,EduardoCampos,resultouemsuasubstituiçãoporMarinaSilva,comBetoAlbuquerquecompondoachapacomocandidatoavice-presidente. Líderes Roberto Amaral(ex-ministro da Ciência e Tecnologia) Marina Silva(ex-senadora pelo Acre e ex-ministrado Meio Ambiente) Beto Albuquerque(líder do partido na Câmara) Rodrigo Rollemberg(líder do partido pelo Senado) Márcio França(deputado federal por São Paulo e candidato a vice-governador na chapa do PSDB) Luiza Erundina(deputada federal e ex-prefeitade São Paulo) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014RRPBPorto VelhoESAPRecifeCuiabáBelo HorizonteFortalezaPEESAPDFBACECriação1º de julho de 1988PresidenteRoberto Amaral(ex-ministro dogoverno Lula) Bancadana Câmara8ª maior bancada(24 deputados federais) Bancadano Senado7ª maior bancada(4 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 12,5 milhões(4,0% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Apenas até 2012Fonte: Website do PSB, Credit Suisse
  • 25.
    Brasil: Eleições 201425 2 de setembro de 2014 SD (Solidariedade) Número da legenda: 77Resumodopartido: OSDfoicriadoem2013,apósautorizaçãodoTribunalSuperiorEleitoral(TSE).OSDsurgiuligadoaomovimentosindicaldaregiãodaGrandeSãoPaulo,emespecialàForçaSindical.AForçaSindicaleratradicionalmenteligadaaoPDTaté2013,emcontraposiçãoàCentralÚnicadosTrabalhadores(CUT),maisligadaaoPT. OSDseguealinhadomovimentotrabalhistaetempresençamaismarcantenosmaiorescentrosurbanosdoSudeste.OSDaderiuaaliançasdasprincipaislegendasnamaioriadosestadose,portanto,nãoterácandidatosprópriosnaseleiçõesmajoritáriasestaduaisdosprincipaiscolégioseleitoraisem2014. Líderes Paulo Pereira da Silva(deputado federal) Fernando Francischini(líder do partido na Câmara de Deputados) Armando Vergílio(deputado federal por Goiás) Arthur Maia(deputado federal pela Bahia) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014TOTOFonte: Website do SD, Credit SuisseCriação24 de setembro de 2013PresidentePaulo Pereira da Silva(deputado federal) Bancadana Câmara9ª maior bancada(21 deputados federais) Bancadano Senado11ª maior bancada(1 senador) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 4,7 milhões(1,5% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Não. O partido surgiu de dissidências dentro da base governista.
  • 26.
    Brasil: Eleições 201426 2 de setembro de 2014 PROS (Partido Republicano da Ordem Social) Número da legenda: 90Resumodopartido: OPROS,fundadoem2013,apósautorizaçãodoTSE,éumdospartidosdecriaçãomaisrecente.OPROSaderiuàbasedogovernonoCongressodesdesuafundação.Opartidotambémfoiformadoapartirdamigraçãodeliderançasdeoutrospartidos, queeramfavoráveisàmaioraproximaçãoaogovernodeseuspartidosoriginários.Porexemplo,ogovernadorCidFerreiraGomes(PE)eoex-candidatoàpresidêncianaseleiçõesde2002,CiroGomes,ambosegressosdoPSB,contribuíramparaofortalecimentodoPROSnoNordeste. OPROStematuadoemblococomoPPnaCâmaradeDeputados,comapoioexpressivoàorientaçãodogovernonasvotações.OPROSnãoapresentoucandidatopróprioàseleiçõesestaduaismajoritáriasmaisrelevantesefarácoligaçãocomalgunspartidosmenoresdecentroecentro-esquerdanaseleiçõesproporcionais. Líderes Ataídes de Oliveira(líder do partido no Senado) Cid Gomes(governador do Ceará) Ciro Gomes(ex-governador do Ceará) Givaldo Carimbão(líder do partido na Câmara de Deputados) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014CEAMPBFonte: Website do PROS, Credit SuisseCriação24 de setembro de 2013PresidenteEurípedes de Macedo Jr(ex-vereador) Bancadana Câmara10ª maior bancada(20 deputados federais) Bancadano Senado11ª maior bancada(1 senador) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 0,3 milhões(0,1% do totalpago no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim. Posicionou-se como governista desde sua criação.
  • 27.
    Brasil: Eleições 201427 2 de setembro de 2014 PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) Número da legenda: 14Resumodopartido: OPTBsurgiuduranteomovimentoderedemocratizaçãoetemseunomeassociadoaoantigoPTBdoex-presidenteGetúlioVargas(1930-1945e1951-1954).OPTBtemsidoopartidocomomaiorregistrodesuporteparlamentaràadministraçãofederaldesde1986,tendoparticipadodosgovernosSarney,Collor,FHC,LulaeDilma.AexceçãofoiquandonãoparticipoudogovernoItamar.OPTBtemadotadoposturadiferentenoprocessoeleitoral,tendoapoiadotantocandidatosgovernistasquantodaoposição.Em1994e1998,oPTBparticipoudacoligaçãoqueapoiouacandidaturabemsucedidadoPSDB.OPTBapoiouacandidaturaàpresidênciadeCiroGomesem2002,tendopermanecidoindependentenaeleiçãode2006.OPTBtambémapoiouacandidaturadoPSDBàpresidênciaem2010. OpartidotematuadojuntoaoPR(PartidodaRepúplica)eaoPSC(PartidoSocialCristão)noSenadoejuntoaoPSDC(PartidoSocialDemocrataCristão)naCâmaradeDeputados,sendocomumosdesviosfrenteàorientaçãodogoverno,sobretudoemquestõesmaisassociadasaoagronegócioeàsquestõesdecunhoreligioso. Líderes Gim Argello(senador pelo Distrito Federal) Mozarildo Cavalcanti(senador por Roraima) JovairArantes(líder do bloco parlamentar PTB/PSDC) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014PEFonte: Website do PTB, Credit SuisseCriação3 de novembro de 1981PresidenteBenito Gama(ex-deputado federalpela Bahia) Bancadana Câmara12ª maior bancada(18 deputados federais) Bancadano Senado4ª maior bancada(6 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 8,0 milhões(2,6% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim, mas formalizouapoio a Aécio Neves para a campanha presidencial.
  • 28.
    Brasil: Eleições 201428 2 de setembro de 2014 PDT (Partido Democrático Trabalhista) Número da legenda: 14Resumodopartido: OPDTfoifundadocomoapoiodoex-governadordoRioGrandedoSuledoRiodeJaneiro,LeonelBrizola.OPDTteveatuaçãodestacadaaté1990,comparticipaçãoativanaAssembleiaConstituinte,quandoelegeutrêsgovernadores.Opartidoapresentoucandidaturaprópriaàpresidênciaem1989,1994e2006,tendoapoiadoacandidaturadoPT(Lula)em1998e2010edoPPS(CiroGomes)em2002.ApartirdofalecimentodeBrizolaem2004,opartidomigrougradualmenteparaumaposiçãomaisalinhadaàcoalizãodegovernoem2007. OPDTnãocontrolanenhumestadodafederação,emboramantenhaocontroledeimportantesprefeituras,principalmentenoSul,eemtrêscapitais,i.e.,CuritibaePortoAlegre,noSul,eNatal,noNordeste. Líderes Carlos Lupi(ex-Ministro do Trabalho) Viera da Cunha(líder do partido na Câmara) Acir Gurgacz(líder do partido no Senado) Cristovam Buarque(senador pelo Distrito Federal) Pedro Taques(senador pelo Mato Grosso) Brizola Neto(deputado federal) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014APNatalCuritibaPorto AlegreMTFonte: Website do PDT, Credit SuisseCriação10 de novembro de 1981PresidenteCarlos Lupi(ex-deputado federal e ex-Ministrodo Trabalho) Bancadana Câmara11ª maior bancada(18 deputados federais) Bancadano Senado4ª maior bancada(6 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$8,2 milhões(2,6% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim
  • 29.
    Brasil: Eleições 201429 2 de setembro de 2014 PC do B (Partido Comunista do Brasil) Número da legenda: 65Resumodopartido: OPCdoBétradicionalmenteligadoaosmovimentossociaisdeesquerda,principalmenteestudantil,sendoumdosprincipaispartidosqueseguemalinhadospartidoscomunistasnacionais.Desde1989,opartidoapoiaascandidaturasàpresidênciadoPTefazpartedacoligaçãodegovernonaCâmaradeDeputadosdesde2003.OPCdoBtemocupadopostosnogovernodesdeentão. Líderes Aldo Rebelo(ministro dos Esportes) Jandira Feghali(líder do partido na Câmara) Vanessa Grazziontin(líder do partido no Senado) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014MAFonte: Website do PC do B, Credit SuisseCriação23 de junho de 1988PresidenteJosé Renato Rabelo(Jornalista) Bancadana Câmara13ª maior bancada(15 deputados federais) Bancadano Senado11ª maior bancada(2 senadores) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 5,8 milhões(1,8% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Sim
  • 30.
    Brasil: Eleições 201430 2 de setembro de 2014 PSC (Partido Social Cristão) Número da legenda: 20Resumodopartido: OPSCéumdospartidosassociadosaigrejaspentecostaiseevangélicasnoBrasil.Historicamente,oPSCtemseposicionadodemodoindependentenaseleiçõespresidenciais.AúltimavezqueoPSCnãotevecandidatoprópriofoiquandoparticipoudacoligaçãoqueelegeuFernandoCollorem1989.OcandidatodoPSCnaeleiçãopresidencialde2014seráoPastorEveraldo. OPSC,comoPTBeoPR,tematuadoemumafrenteparlamentarnoSenado. Líderes Eduardo Amorim(líder do partido no Senado) André Moura(líder do partido na Câmara) Ratinho Jr. (deputado federal pelo Paraná) Pastor Everaldo(vice-presidente do partido) Estados e capitais atualmentegovernadas pelo partidoEstados para os quais o partido possui candidato competitivo a governador nas eleições de 2014PISEFonte: Website do PSC, Credit SuisseCriação29 de março de 1990PresidenteVíctor JorgeAbdala NósseisBancadana Câmara14ª maior bancada(12 deputados federais) Bancadano Senado17ª maior bancada(0 senador) Fundo partidário(acum. no ano até agosto) R$ 5,7 milhões(1,8% do totaldistribuído no período) Apoio aogoverno federal(2011-2014)? Não. Teve atuação independente do governo.
  • 31.
    Brasil: Eleições 201431 2 de setembro de 2014 Eleições 2014 Organização institucional A República Federativa do Brasil é composta pela União, 26 estados, o Distrito Federal (DF) e 5.570 municípios. O poder executivo da União é representado pelo presidente e pelo vice-presidente, ambos eleitos conjuntamente. O poder legislativo federal brasileiro é bicameral, composto pelo Senado Federal e pela Câmara de Deputados. Nos estados e no Distrito Federal, o poder executivo é representado pelos governadores e vice- governadores e o poder legislativo é representado pelas Assembleias Legislativas Estaduais. Nos municípios, o mesmo arranjo se mantém: o poder executivo é representado pelos prefeitos e vice-prefeitos e o poder legislativo é exercido pelas Câmaras Municipais de Vereadores (Tabela 4). Por outro lado, o poder judiciário não tem responsabilidades a cargo dos municípios. Todas as cortes são ou relativas à justiça estadual, que trata de causas cíveis e criminais, ou à justiça federal, que trata das demais matérias. Tabela 4: Perfil das instituições políticas brasileiras Fonte: Senado Federal, Câmara de Deputados, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Credit Suisse JudiciárioExecutivoLegislativo EstadualO judiciário estadual é composto pelos Tribunais Estaduais de Justiça, distribuídos em todos os estados e no DF. Atuam sobre causas cíveis e criminais, além de outras não cobertas pela justiça federal. Governadores e vice-governadoresSão eleitos para mandatos de quatro anos, com a possibilidade de uma reeleição. As eleições para governadores são realizadas junto com as eleições para presidente. Assembleias Legislativas EstaduaisCada estado e o DF possui uma Assembleia Legislativa, cujos membros são eleitos para mandatos de quatro anos, com possibilidade de reeleições ilimitadas. O número de membros das Assembleias varia de acordo com a população. Na eleição de 2014, estarão em disputa 1.035 vagas. Estados FederalComposto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e por cortes separadas que tratam exclusivamente da questão trabalhista, eleitoral e militar. A justiça federal comum trata ainda de outras questões específicas de interesse da União, incluindo crimes políticos, contenciosos entre empresas estatais, graves violações aos direitos humanos, etc. Presidente e vice-presidenteSão eleitos para mandatos de quatro anos, com possibilidade de uma reeleição. O presidente é o chefe de governo e de Estado e tem autonomia total para nomear e demitir ministros. UniãoCâmara de DeputadosComposta por 513 membros com mandato de quatro anos, sem limitação para reeleição. A distribuição das cadeiras entre os estados e o DF é proporcional à sua população. Nenhum estado ou o DF pode ter menos de oito ou mais de 70 cadeiras na Câmara, o que gera distorção na representação proporcional. SenadoComposto por 81 senadores, três para cada estado e três para o Distrito Federal (DF). O mandato dos senadores é de oito anos, sem limites para reeleição. As eleições são alternadas: 1/3 e 2/3 das cadeiras a cada quatro anos. Em 2014, serão eleitos 27 novos senadores, um por estado, além do distrito federal. Prefeitos e vice-prefeitosTambém eleitos para mandatos de quatro anos, com possibilidade de uma reeleição. As eleições municipais acontecem dois anos depois das eleições para presidente e governadores. Câmaras Municipais de VereadoresCada um dos 5.570 municípios possui uma Câmara de Vereadores. O número de membros depende do porte do município. No total, o país possui 56.810 vereadores, eleitos para mandatos de quatro anos. Municípios
  • 32.
    Brasil: Eleições 201432 2 de setembro de 2014 Atribuições da Justiça Eleitoral A Justiça Eleitoral está organizada nos mesmos moldes da Justiça Comum, isto é, um tribunal superior (Tribunal Superior Eleitoral – TSE), sediado em Brasília, e tribunais regionais (Tribunais Regionais Eleitorais – TREs), sediados nas capitais de cada um dos 26 estados e do Distrito Federal. O processo eleitoral é coordenado pelo Tribunal Superior Eleitoral, composto por três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dois ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois juristas escolhidos pelo(a) presidente da República, a partir de listas tríplices elaboradas pelo STF. Atualmente, a presidência do TSE é exercida pelo ministro do STF, José Antônio Dias Toffolli, que assumiu o cargo em 2014 e exercerá a função por dois anos. Nas eleições estaduais também atuam os Tribunais Regionais Eleitorais (TRE), do qual fazem parte membros do judiciário tanto federal quanto estadual e cuja função é executar o registro de candidatos, a proclamação dos resultados e a diplomação dos eleitos. Nas eleições municipais, atuam os órgãos da justiça federal de primeira instância, dispostos em todos os municípios. Dentre as atribuições da Justiça Eleitoral estão: i. alistamento dos eleitores, ii. cadastramento dos candidatos, iii. organização das mesas de votação, iv. apuração dos votos, e v. reconhecimento e a proclamação dos eleitos. Naturalmente, a Justiça Eleitoral é responsável por garantir o cumprimento da legislação eleitoral, bem como realizar o julgamento dos processos relativos à não-conformidade com as regras. Cargos em disputa Nas eleições de outubro deste ano, estarão em disputa os seguintes cargos: a) Presidente e vice-presidente da República. b) 27 governadores e vice-governadores (26 estados e o Distrito Federal). c) 27 dos 81 membros do Senado (1/3 das cadeiras). d) 513 membros da Câmara de Deputados (100% das cadeiras). e) 1059 membros das Assembleias Legislativas dos estados e do Distrito Federal (100% das cadeiras). Eleitores e o processo de votação Segundo o TSE, o número total de eleitores é de cerca de 70% da população atual, estimada em aproximadamente 202 milhões de habitantes. O voto é obrigatório para todos os brasileiros com idade entre 18 e 65 anos e facultativo para analfabetos, jovens entre 16 e 18 anos e idosos com mais de 65 anos. Apesar da obrigatoriedade do voto, o
  • 33.
    Brasil: Eleições 201433 2 de setembro de 2014 comparecimento nas eleições presidenciais desde 1989 foi, em média, de 83%, oscilando entre um máximo de 91%, em 1989, e um mínimo de 79%, em 1998 (Gráfico 10). Ao mesmo tempo, a soma dos votos brancos ou nulos foi de 9% na média desde 1989, variando bastante de ano para ano. Em 1994, por exemplo, o total de votos brancos ou nulos foi de expressivos 16%. Desde 2002, no entanto, esse percentual tem sido menor: média de 7,5% dos votos totais. Gráfico 10: Participação do eleitorado brasileiro nas eleições presidenciais Milhões de eleitores, % do total Fonte: TSE, Credit Suisse A votação é direta e feita utilizando-se cerca de 450 mil urnas eletrônicas (Gráfico 11) distribuídas por todo o País e atendendo, salvo algumas exceções, 100% do eleitorado. O sistema de votação eletrônica permite uma apuração mais rápida: em geral, os resultados oficiais são conhecidos menos de 24 horas depois de encerrada a votação. Mesmo os resultados parciais, que já permitem aferir sobre vencedores e perdedores das eleições maioritárias, são conhecidos poucas horas após o fim das votações. Desde a redemocratização, os resultados eleitorais dos principais cargos sempre foram reconhecidos pelos derrotados. 82,194,8106,1115,3125,9135,8198919941998200220062010AbstençõesNulosBrancosVotosválidos74% 85% 67%64% 76% 75% 9% 18% 21% 18% 17% 18% 4%8% 8% 6% 5% 5% 1%8% 6% 2% 2% 3%
  • 34.
    Brasil: Eleições 201434 2 de setembro de 2014 Gráfico 11: Passo-a-passo da votação Fonte: TSE, Credit Suisse 1234567890DEPUTADO ESTADUALCONFIRMACORRIGEBRANCONúmero:00000Nome:CandidatoPartido:SiglaComo funciona a urna eletrônicaTeclado numérico, onde são digitados os códigos correspondentes aos candidatos. Voto em branco. Deve ser seguido de confirmação. Correção para o número digitado (antes de confirmar). Ao pressionar esta tecla, uma nova inserção é permitida. Confirmação. Deve ser teclada para finalizar cada um dos votos. Após a confirmação, não será possível cancelar o voto. Tela de exibição do número digitado e da identidade correspondente do candidato, com seu nome, sigla do partido e foto (e do vice, quando for o caso). 2º votoDeputado federal3º votoSenador4º votoGovernador5º votoPresidente1º votoDeputado estadualA urna está programada para receber o código de 5 dígitos do candidato diretamente. Após identificar o nome e a foto, o eleitor deve confirmar o voto. O passo seguinte é digitar os 4 dígitos do candidato para deputado federal e, em seguida, confirmar o voto. O voto para senadoré feito digitando-se3 algarismos. Após verificação do nome, o eleitor podeconfirmar o voto. Para governador, assim como presidente, são apenas 2 dígitos, os que identificam o partido. Apósverificar-se o nome, confirma-se o voto. O voto para presidente da república é o último da sequencia, feito com 2 dígitos. Após a confirmação desse voto, o processo é concluído. Sequência de votaçãoPasso a passo da eleiçãoNa sessão devotação, deve apresentar o títulode eleitor e um documento com foto. Após confirmar sua identidade, o eleitor assina o livro de presença e recebe um comprovante. Em seguida, o eleitor é encaminhado ao guichê de votação. O eleitor comparece ao local de votação no dia da eleição, entre 8h e 17h. Voto em brancoPara que o voto em branco seja computado, o eleitor deve teclar “Branco” e, em seguida, “Confirma”. Esse processo deve ser repetido para cada cargo para o qual o eleitor deseja votar em branco. Voto nuloSe o eleitor teclar um númeroque não seja de nenhum candidato, aparecerá a mensagem “Número errado”. Se optar por apertar “Confirma”, estará anulando o voto. Para corrigir, deve teclar “Corrige”. Voto de legendaCaso o eleitor queira votar sóna legenda, deve teclar os dois dígitos do partido e, em seguida, “Confirma”. Esta opção é válida apenas para os votos em deputado.
  • 35.
    Brasil: Eleições 201435 2 de setembro de 2014 Regras para eleição de candidatos O Brasil possui dois sistemas eleitorais: o majoritário e o proporcional. O sistema de votação majoritário é adotado para os cargos do poder executivo (presidente, governadores e prefeitos) e senadores. Nas eleições em que há disponibilidade de duas vagas ao Senado por estados e distrito federal, são eleitos os candidatos a senador com a primeira e segunda maiores votações. Em 2014, haverá apenas a eleição de um senador por estado. Já os deputados federais, estaduais e os vereadores são eleitos pelo sistema de votação proporcional, por meio do chamado quociente eleitoral. a) Sistema majoritário: O presidente da República, os governadores dos estados e os prefeitos de cidades com mais de 200 mil eleitores são eleitos se obtiverem maioria absoluta dos votos válidos. Os mandatos são de quatro anos com possibilidade de uma única reeleição. A legislação eleitoral considera a eleição do cônjuge ou parente consanguíneo até o terceiro grau (inclusive por adoção) como uma reeleição. Se nenhum candidato alcançar 50% + 1 dos votos válidos, os dois candidatos com maior votação participarão de um 2º turno. Os prefeitos de cidades com menos de 200 mil eleitores são eleitos pela maioria simples dos votos válidos, de acordo com o número de vagas em disputa, sem ocorrência de 2º turno. O Senado Federal possui 81 membros (três por estado e o Distrito Federal). O preenchimento destas vagas dá-se em eleições alternadas, sempre coincidentes com as eleições presidenciais: 27 vagas (1/3) em uma eleição e 54 vagas (2/3) na eleição seguinte. Nas eleições de 2014, 1/3 das vagas no Senado Federal serão renovadas. b) Sistema de quociente eleitoral: o sistema de quociente eleitoral é utilizado na eleição de deputados federais, estaduais e vereadores. No caso dos deputados federais, são computados apenas os votos válidos por estado. Esse número de votos válidos é dividido pela quantidade de vagas que cabe ao estado na Câmara de Deputados. O resultado dessa conta é chamado de quociente eleitoral. Na sequência, o total dos votos dados aos candidatos de cada partido (ou coligação partidária) é dividido pelo quociente eleitoral, chegando-se, então, ao quociente partidário. Desprezando-se as frações, este resultado é igual ao número de cadeiras que cada partido (ou coligação partidária) terá. Se o quociente partidário for igual a seis, por exemplo, os seis candidatos mais bem votados do partido (ou coligação partidária) estarão eleitos. Para os deputados estaduais e vereadores o sistema é similar, alterando-se o número de membros nas Assembleias e Câmaras de Vereadores. Para os vereadores, o quociente eleitoral é obtido a partir do total de votos válidos em cada município. Esse sistema pode apresentar distorções, já que um único candidato de um partido que obtenha por alguma razão uma votação muito expressiva é capaz de gerar um quociente partidário que permitirá a alguns outros deputados do partido serem eleitos sem que tenham alcançado uma votação significativa frente a outros candidatos. Nesse caso, é possível a eleição de candidatos com poucos votos, enquanto outros candidatos com até dezenas de milhares de votos podem não se eleger.
  • 36.
    Brasil: Eleições 201436 2 de setembro de 2014 Duração dos mandatos O mandato do próximo Presidente da República será de quatro anos (1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2018). Se o candidato eleito não for a atual presidente Dilma Rousseff, terá direito a disputar uma única vez sua reeleição para um novo mandato de quatro anos (de 2019 a 2022). Se o candidato eleito for Dilma Rousseff, a mesma estará impedida de concorrer nas próximas eleições presidenciais, uma vez que estará no cargo por dois mandatos consecutivos, o máximo permitido por lei. Não obstante, Dilma Rousseff poderá ainda concorrer à presidência em 2022 e, caso eleita, à reeleição em 2026. Os governadores também terão mandato de quatro anos com direito a se reeleger por apenas uma única vez seguida. Os mandatos dos deputados federais e estaduais são de quatro anos e dos senadores, oito anos. Para os cargos legislativos não há limitação para o número de reeleições. Calendário eleitoral Após o período destinado à realização de convenções partidárias (10 e 30 de junho), responsáveis pela formalização das candidaturas e das coligações, iniciou-se a campanha eleitoral em 6 de julho. Entre os dias 19 de agosto e 2 de outubro, é realizada a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV para o primeiro turno. O 1º turno das eleições de 2014 será realizado em 5 de outubro. Neste dia, serão definidos os novos senadores, deputados federais e estaduais. Se não eleitos em primeiro turno, o presidente da República e os governadores serão conhecidos após a votação de segundo turno, no dia 26 de outubro. As eleições em segundo turno ocorrerão nas disputas de cargos majoritários sempre que nenhum candidato a presidente ou governador obtenha mais votos do que a soma dos votos válidos dos demais candidatos (50% + 1 dos votos válidos). Quando isso ocorrer, os dois candidatos mais votados disputam um 2º turno. Para o cômputo dos votos válidos, excluem-se os votos brancos e nulos. Nas três últimas eleições presidenciais (2002, 2006 e 2010), cerca de 18% dos eleitores habilitados não compareceram às urnas e, dos votantes, cerca de 9% votaram em branco ou anularam o voto (Tabela 5). Tabela 5: Estatísticas de votação para o primeiro turno presidencial Fonte: TSE, Credit Suisse Total de eleitoresVotos válidosÍndice de alienação* (% eleitores) Abstenções (% eleitores) Brancos (% votos) Nulos (% votos) 2002115,3 milhões85,0 milhões261837,42006125,9 milhões96,0 milhões241735,72010135,8 milhões101,6 milhões251835,5*O índicede alienaçãoenglobaas abstençõese osvotosbrancose nulos, sendo, portanto, o complementardos votosválidos
  • 37.
    Brasil: Eleições 201437 2 de setembro de 2014 No caso de segundo turno para as eleições majoritárias, haverá outro período de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, que iniciará 48 horas após o anúncio oficial do resultado (no máximo, até 9 de outubro) e encerrará na antevéspera da eleição, em 25 de outubro (Tabela 6). Tabela 6: Calendário eleitoral 2014 Fonte TSE, Credit Suisse 19-agoInício do período da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão6-agoÚltimo dia para o pedido de registro de candidatura às eleições12-agoDivulgação da ordem de exibição dos partidos e coligações no horário polítcoData limite para indeferimento de pedidos de registro de candidatos21-agoInício da propaganda política na internet, não sendo permitida a propaganda em rádio e TV.6-julPeríodode propaganda eleitoral1-julFim da propaganda política paga no rádio e TV5-jul* Último dia para partidos requerer registro de candidatos * Último dia para divulgação dos candidatos impedidos de concorrerem às eleições pela Lei da Ficha Limpa21-junConvenção nacional do PTConvenção nacional do PSDB14-jun* Início das convenções partidárias* Convenção nacional do PSB* Convenção nacional do PMDB10-jun1-maiÚltimo dia para o eleitor requerer inscrição eleitoral ou transferência de domicílioDSTQQSS31123456891011121314151617181920212223242526272829301234 Setembro 7DSTQQSS272829303112345101112171819202122242526272829306789 Agosto DSTQQSS282930123456781213141516171819202122232425910 Outubro 11DSTQQSS2930123451011121314151617181920212223242526272829306789 Julho 3112DSTQQSS123451314151617181920212223242526272810111289 Junho 293067123458-abrÚltimo dia para que a direção nacional dos partidos políticos publique nota acerca da escolha e substituição de candidatos e para a formação de coligações5-abrData limite para renúncia ao cargo executivo daqueles que concorrerão em outubro26-maiInício do período no qual é permitido ao candidato realizar propaganda intrapartidária (vedado o uso de rádio, TV e outdoor) 1-marÚltimo dia para o Tse expedir instruções relativas às eleições de 2014DSQSS3031TQ12313206 Abril 41112141516171819212223242526910758DSTQSS910111213141516171819202122232467845 Maio 252728293031272829302326Q1DSTQQSS139101112141516171819202122 Março 30311234523242526272872345682324252627282915-out1º turno11-outInício da propaganda eleitoral gratuita, no rádio e na televisão, relativa ao segundo turno6-outPermitida propaganda eleitoral para o segundo turno9-outÚltimo dia para divulgação dos resultados do primeiro turno31-outÚltimo dia para divulgação dos eleitos em segundo turno25-setÚltimo dia para eleitor requerer segunda via de título eleitoral. 7-setFeriado da Independência do Brasil26-out2º turno2-outÚltimo dia para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão15-setÚltimo dia para pedido de registro de substituição de candidatos às eleições majoritárias. 24-outÚltimo dia de propaganda eleitoral no rádio e na televisão13-agoFalecimento do candidato à Presidência Eduardo Campos23-agoOficialização da candidatura de Marina Silva e Beto Albuquerque pelo PSB23131415162627282930311
  • 38.
    Brasil: Eleições 201438 2 de setembro de 2014 Propaganda gratuita de rádio e TV A legislação eleitoral proíbe que partidos políticos financiem anúncios no rádio ou televisão através de meios próprios. Toda publicidade nesses meios de comunicação é regulada pela Justiça Eleitoral, seja no período eleitoral ou não. A ideia é aumentar a competitividade dos partidos na disputa por cargos, reduzindo distorções geradas por eventual desigualdade de recursos financeiros. No período eleitoral, os partidos dispõem da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, que, em 2014, será usufruída por todos os candidatos aos cinco cargos em disputa – Presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais:  a propaganda gratuita na TV, assim como no rádio, consiste de duas modalidades: em blocos (2 blocos diários de exibição, ambos de 50 minutos, um exibido à tarde, às 13h, e outro exibido à noite, às 20h30) e em inserções pontuais, que correspondem a comerciais de 30, 45 ou 60 segundos, veiculados ao longo da programação regular das emissoras de rádio e televisão entre as 8 horas da manhã e a meia noite, inclusive aos domingos e cujo tempo total é de 30 minutos diários. Dependendo do dia da semana, os blocos de 50 minutos são divididos entre as campanhas eleitorais. Por exemplo, dos 50 minutos, a campanha presidencial ocupa apenas 25 minutos e os outros são ocupados pela campanha para deputado federal.  As exibições dos dois blocos diários ocorrerão de segunda a sábado, havendo dias específicos para exibição conforme o cargo em disputa (Gráfico 12). A ordem das coligações é definida por sorteio e vale para toda a campanha de primeiro turno. No primeiro dia, cada candidato terá seu programa exibido de acordo com a ordem sorteada. A partir do segundo dia, o candidato cujo programa foi o último a ser exibido passará a primeiro da ordem de exibição, enquanto que os demais seguirão a mesma ordem definida por sorteio. Dessa forma, ao fim de determinado número de dias, todos os candidatos terão encabeçado, ao menos uma vez, a exibição dos blocos de 25 minutos. Gráfico 12: Distribuição do tempo de propaganda eleitoral gratuita em blocos na televisão Fonte: TSE, Credit Suisse Segunda, quartae sexta50 minutosPeríodo da tarde: 13h-13h50Período da Noite: 20h30-21h20Terça, quintae sábado50 minutosPeríodo da tarde: 13h00-13h50Período da Noite: 20h30-21h20
  • 39.
    Brasil: Eleições 201439 2 de setembro de 2014  As inserções diárias ocorrem em todos os dias, sendo que os 30 minutos dispersos pela programação das emissoras são divididos igualmente entre os cinco cargos em disputa: o Seis minutos para as inserções à presidente, o Seis minutos para inserções dos candidatos a governador, o Seis minutos para os candidatos a senador e assim por diante. O tempo destinado às inserções é dividido dentro da mesma lógica do tempo destinado aos blocos diários, que é de 1/3 do tempo dividido igualmente entre os candidatos e 2/3 divididos de modo proporcional à bancada eleita na última eleição para a Câmara de Deputados da coalizão específica.  A lei eleitoral exige que sejam destinados 30 minutos diários (de segunda-feira a domingo) para essas inserções, distribuídos igualmente entre as campanhas e por cada um dos quatro blocos de audiência, das 8h às 12h, das 12h às 18h, das 18h às 21h, e das 21h às 0h (Gráfico 13). Portanto, são 90 segundos por bloco de audiência para cada campanha específica. Gráfico 13: Blocos de audiência para exibição das inserções dos partidos Fonte: TSE, Credit Suisse  Nas disputas pelos cargos federais, considera-se a bancada eleita para a Câmara de Deputados. No caso das eleições estaduais, considera-se a proporcionalidade dos partidos nas assembleias legislativas estaduais. As coligações serão sempre tratadas como um partido único na definição do tempo de TV.  Os blocos têm audiência relativamente diferente entre si, mas dentro de um mesmo bloco de audiência, a expectativa do TSE é que a audiência não varie muito de hora em hora. A ordem dos anúncios em cada bloco de audiência fica a cargo da emissora. Horário livre0h –8hBloco 18h –12hBloco 212h –18 p.m. Bloco 318h –21hBloco 421h –0h18h0h12h6hBlocosdiários(24 horas)
  • 40.
    Brasil: Eleições 201440 2 de setembro de 2014  Cada inserção terá, no mínimo, 30 segundos de duração, podendo ser de 45 segundos, mas não superior a 60 segundos. Se a proporcionalidade no tempo de televisão confere à coligação o direito a mais do que 30 segundos por bloco de audiência, então a coligação terá seu anúncio veiculado. Do contrário, a coligação acumula o tempo necessário ao longo dos dias até que tenha superado o limite mínimo dos 30 segundos para poder apresentar seu primeiro anúncio. Se houver 2º turno, o tempo de propaganda é redistribuído, de modo que os dois candidatos em disputa passam a possuir tempo equivalente. Os dois blocos diários, antes de 50 minutos, passam a ser de 20 minutos para cada eleição. Ou seja, supondo que haja 2º turno para a eleição presidencial, nos estados em que também houver disputa de 2º turno para governador, o tempo total destinado à propaganda eleitoral será de dois blocos diários de 40 minutos cada um. Não há tempo destinado a inserções na disputa para segundo turno. O período de propaganda eleitoral gratuita tem importância para todos os candidatos, sobretudo para aqueles que têm uma elevada taxa de desconhecimento por parte do eleitorado. Assim, o tempo que cada partido agrega ao horário eleitoral gratuito é uma razão relevante para a formação das coligações partidárias.
  • 41.
    Brasil: Eleições 201441 2 de setembro de 2014 Eleições presidenciais Principais candidatos e biografias No total, são 11 candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro de 2014. De acordo com as últimas pesquisas, os três candidatos com maior percentual de intenção de votos são (Gráfico 14): Gráfico 14: Principais candidaturas às eleições presidenciais Fonte: Credit Suisse Dois dos candidatos possuem formação em ciências econômicas e uma candidata em história. Dilma Rousseff tem sua carreira política marcada pela militância partidária, tendo ocupado exclusivamente cargos de confiança até a eleição vitoriosa para Presidente da República em 2010. Aécio Neves, candidato de oposição, iniciou sua carreira como herdeiro de uma tradição política familiar local, disputando diversos cargos eletivos e atingindo votação recorde quando pleiteou a reeleição ao cargo de governador de seu estado natal. Por seu turno, Marina Silva possui um perfil mais diretamente associado à típica carreira dos políticos de esquerda nacionais, com início pautado por atividades em sindicatos, entidades de classe ou movimento sociais, que progressivamente dá lugar a disputas eleitorais para as assembleias estaduais e Congresso Nacional. Dilma RousseffPesquisas de intenção de voto divulgadas em julho mostram a candidata liderando a disputa eleitoral, apesar do recuo na aprovação de seu governo a partir do 2T13. Dilma é a candidata com o maior grau de reconhecimento e sua campanha à reeleição terá participação do ex-presidente Lula. Outra vantagem é o expressivo tempo no horário eleitoral gratuito ante os demais candidatos. Senador e ex-governador de Minas Gerais, estado cujo número expressivo de eleitores foi importante para a definição dos resultados das últimas eleições. As pesquisas de intenção de voto sugerem que o seu maior reconhecimento no Sudeste e o maior tempo de TV relativo a outros candidatos de oposição aumentam as chances de Aécio disputar o segundo turno nas eleições. Aécio NevesMarina SilvaEx-deputada estadual e ex-senadora pelo Acre, foi também ministra do Meio Ambiente do governo Lula (2003-2008), tendo sido a terceira candidata mais votada nas eleições presidenciais de 2010. Marina Silva decidiu juntar-se ao PSB diante da impossibilidade de criar seu próprio partido em 2013 (REDE). Candidata à vice- presidência de Eduardo Campos, Marina foi apontada pelo PSB como substituta ao nome do ex-governador após sua morte em agosto.
  • 42.
    Brasil: Eleições 201442 2 de setembro de 2014 1983: Torna-se secretário particular de Tancredo Neves, no Governo de Minas. 1984: Forma-se em Economia, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), em Belo Horizonte. 1984: Participa do Movimento das Diretas e da Campanha Presidencial de Tancredo Neves. 1985: Após a morte de Tancredo Neves, é nomeado diretor da Caixa Econômica Federal e presidente da Comissão do Ano Internacional da Juventude. 1986: Eleito para o primeiro de quatro mandatos sucessivos como deputado federal: 1987-90, 1991-95, 1995-98 e 1999-02. 1989: Filia-se ao PSDB. 1992: Disputa e perde a eleição para prefeitura de Belo Horizonte. 1997: Atua como líder do PSDB na Câmara. 2001: Eleito presidente da Câmara de Deputados. 2002: Eleito governador de Minas Gerais em primeiro turno, com 58% dos votos válidos. 2006: Reeleito governador de Minas Gerais em primeiro turno, com 77% dos votos válidos. 2010: Eleito senador por Minas Gerais. 2013: Eleito presidente nacional do PSDB. Aécio Neves Nascido em 10/03/1960, Belo Horizonte (Minas Gerais) Economista 1964: Integra organizações de combate ao regime militar, movimento Política Operária (Polop). 1967: Ingressou no curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 1969: Abandona o curso de Economia da UFMG. 1970-72: Presa no presídio de Tiradentes (SP), condenada a 6 anos e 1 mês de reclusão pelo crime de subversão. Com redução da pena, sai da prisão em 1972. 1977: Forma-se em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 1979-85: Filia-se ao PDT e trabalha na assessoria da bancada estadual do PDT. 1986-89: Secretária da Fazenda da Prefeitura de Porto Alegre, indicada pelo prefeito de Porto Alegre, Alceu Collares (PDT). 1991-93: Presidente da Fundação de Economia e Estatística do Estado do Rio Grande do Sul, com a eleição de Collares (PDT) ao governo do estado. 1993: Torna-se Secretária de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul, na mesma gestão. 1998: Inicia curso, não concluído, de pós graduação em Economia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 1999: Secretária de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul, agora do governo Dutra (PT). 2001: Filia-se ao PT. 2003-05: Ministra de Minas e Energia do governo Lula. 2005-10: Ministra da Casa Civil. 2010: Candidata à Presidência, elegendo-se com quase 56 milhões de votos (56,1% dos votos válidos). Dilma Rousseff Nascida em 14/12/1947, Belo Horizonte (Minas Gerais) Economista 1984: Forma-se em História pela Universidade Federal do Acre (UFAC). 1985: Trabalha como professora e funda, com Chico Mendes, a CUT (Central Única dos Trabalhadores). Filia-se ao PT. 1986: Concorre mas não se elege deputada federal. 1988: Eleita vereadora em Rio Branco (Acre). 1990: Eleita deputada estadual pelo Acre. 1994: Eleita Senadora pelo Acre. Em 2002 é eleita para um segundo mandato. 2003: Assume o cargo de Ministra do Meio Ambiente, ficando no cargo até 2008. 2009: Desliga-se do PT e filia-se ao PV ao mesmo tempo em que anuncia intenção de concorrer à presidência em 2010. 2010: Concorre à Presidência da República, mantendo-se em 3º lugar na disputa, com 19,3% dos votos válidos. 2013: Filia-se ao PSB, após ter o pedido de criação de seu novo partido (REDE) negado pela justiça eleitoral. 2014: Torna-se candidata à vice-presidente na chapa do PSB. Com a morte de Eduardo Campos, assume a posição de candidata à Presidência pelo partido. Marina Silva Nascida em 08/02/1958, Rio Branco (Acre). Historiadora
  • 43.
    Brasil: Eleições 201443 2 de setembro de 2014 Demais candidatos Além de Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), a disputa contará ainda com mais oito candidaturas: uma defende agenda ecológica; duas possuem viés conservador-cristão; quatro candidaturas são de partidos tipicamente socialistas; e uma é candidatura independente de caráter trabalhista.  Eduardo Jorge (PV): Apesar de o PV ter cogitado apoiar inicialmente a candidatura de Eduardo Campos, o partido lançou candidatura própria, provavelmente em resposta à adesão de Marina Silva à campanha do PSB. Marina Silva já foi integrante do PV e saiu do partido por conta, supostamente, de disputas com algumas lideranças. O PV elegeu 13 deputados nas últimas eleições e defende uma agenda que alia desenvolvimento sustentável e democracia direta.  Everaldo Pereira (PSC): Também conhecido como Pastor Everaldo, o candidato do PSC é pastor da igreja pentecostal Assembleia de Deus e vice-presidente do partido. Sua candidatura contará, provavelmente, com o apoio de alguns segmentos evangélicos. Defende valores familiares e cristãos. O partido elegeu 17 deputados em 2010.  José Maria Eymael (PSDC): Deputado Federal entre 1986 e 1994, Eymael concorre pela quarta vez à Presidência da República e defende um conjunto difuso de medidas de defesa de direitos trabalhistas e da família. O partido não possui representantes eleitos à câmara de deputados nas últimas eleições.  Luciana Genro (PSOL): Com três deputados federais eleitos em 2010, o PSOL propõe a candidatura de Luciana Genro como um contraponto de esquerda às demais candidaturas. O partido defende uma agenda anticapitalista e de aproximação aos movimentos sociais.  Rui Costa Pimenta (PCO): Candidato pela terceira vez à Presidência, Rui Pimenta defende uma agenda anticapitalista genérica. Sua campanha utilizará o tempo disponível no horário eleitoral gratuito, provavelmente, para dar publicidade ao partido, que não possui representantes eleitos à Câmara de Deputados nas últimas eleições.  José Maria de Almeida (PSTU): Candidato pela quarta vez à Presidência, José Maria tem agenda política de extrema-esquerda, similar a outros partidos de tradição trotskista. O partido não possui representantes eleitos à Câmara de Deputados nas últimas eleições.  Mauro Iasi (PCB): Primeira vez candidato, Mauro Iasi é o terceiro candidato do PCB à Presidência da República desde 1986. Na maior parte das outras eleições, o PCB apoiou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva ou de alguma opção mais à esquerda (i.e.; Heloísa Helena, em 2006). O PCB não tem representantes eleitos na Câmara de Deputados e defende agenda muito similar a do PSOL, PCO e PSTU.  Levy Fidélix (PRTB): Fidélix é presidente do partido e já concorreu a diversos cargos eletivos, tendo sido, inclusive, candidato à Presidência em outras três ocasiões. Os dois deputados eleitos pelo partido em 2010 migraram para novos partidos, levando consigo a fração do tempo de televisão do partido proporcional à bancada. O PRTB mantém postura oposicionista ao atual governo do PT.
  • 44.
    Brasil: Eleições 201444 2 de setembro de 2014 Tempo de propaganda gratuita de rádio e TV A ampla coalizão da base do governo confere à Dilma Rousseff maior vantagem na distribuição do tempo do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Dilma Rousseff contará com 46% do tempo total de exposição dos candidatos à presidência da república, valor muito superior aos 18% de Aécio Neves e aos 8% de Marina Silva. Essas frações se aplicam tanto aos blocos de 25 minutos, exibidos duas vezes por dia, três dias por semana, quanto às inserções diárias de 30 segundos. Dos 11 candidatos, sete terão a contribuição das bancadas eleitas em 2010 ao tempo de exposição, sendo que os demais quatro candidatos terão direito apenas ao tempo mínimo, obtido pela divisão de 1/3 do tempo total em partes iguais entre todos os candidatos (Gráfico 15). A bancada para efeito de tempo de televisão da coalisão da candidata do PT, agrega, além de partidos que elegeram muitos deputados em 2010, como o PMDB, o PP e o PR, partidos recém criados, como o PROS e o PSD, que obtiveram direito ao tempo de televisão pela migração de deputados eleitos por outras legendas. Gráfico 15: Divisão do tempo no horário eleitoral gratuito destinado à campanha presidencial % do total Fonte: TSE, Credit Suisse 1/3Dividido igualmenteentre os candidatos2/3Proporcional aonúmero de deputadoseleitos em 2010Divisãodo tempode TVCoalizãogovernistaDilmaPTPTPMDBPPPCdoBPSDPRBPRPDTPROSAécioPSDBPSDBPTdoBSDDEMPTBPTCPMNPSBPPSPRPPastor EveraldoPSCPSCDemais CandidatosPSTUPCBPCOPSOLPRTBPSDCPVPSOLPSDCPrincipaiscandidatosde oposiçãoOutroscandidatosProporção dotempo total de TV (%) 7% CandidatosPartidos com deputadoseleitos em 201046181958DemaisEduardo JorgeMarinaAécioDilmaPastor Everaldo4Eduardo JorgePVMarinaPSB
  • 45.
    Brasil: Eleições 201445 2 de setembro de 2014 Nos blocos de 25 minutos, Dilma Rousseff terá 11 minutos e 24 segundos, enquanto Aécio Neves contará com 4 minutos e 35 segundos e Marina Silva com 2 minutos e 3 segundos (Gráfico 16). A ordem de exibição foi definida por sorteio e, em cada novo dia, o bloco é encabeçado pelo partido cujo programa eleitoral foi o último no dia anterior. A sequência dos demais programas segue a ordem definida pelo sorteio: 1. Marina Silva (PSB) 2. Mauro Iasi (PCB) 3. José Maria Almeida (PSTU) 4. Aécio Neves (PSDB) 5. Dilma Rousseff (PT) 6. Levy Fidélix (PRTB) 7. José Maria Eymael (PSDC) 8. Rui Costa (PCO) 9. Pastor Everaldo (PSC) 10. Eduardo Jorge (PV) 11. Luciana Genro (PSOL) Gráfico 16: Divisão do tempo entre os partidos dos blocos de 25 minutos Minutos e segundos Fonte: TSE, Credit Suisse Dois blocos diários de 25 minutos, às terças-feiras, quintas-feiras e aos sábados. A ordem foi decidida por sorteio, com o último candidato apresentado no bloco em um determinado dia começando o bloco no dia seguinte. Dilma Rousseff(PT) Aécio Neves(PSDB) Marina Silva(PSB) Pastor Everaldo(PSC) Eduardo Jorge(PV) Luciana Genro(PSOL) Levy Fidelix(PRTB) José Maria Eymael(PSDC) Mauro Iasi(PCB) Rui Costa(PCO) José Maria de Almeida(PSTU) 11’24’’ 4’35’’ 2’03’’ 1’10’’ 1’04’’ 0’51’’ 0’47’’ 0’45’’ 0’45’’ 0’45’’ 0’45’’
  • 46.
    Brasil: Eleições 201446 2 de setembro de 2014 No tocante às inserções de 30 segundos, Dilma Rousseff contará com 246 minutos a serem distribuídas em 4 blocos de audiência distintos. A lei concede flexibilidade à alocação do tempo dessas inserções, na medida em que essas podem ser estendidas para 45 segundos ou 60 segundos a partir da disponibilidade das emissoras. Se o candidato optar por inserções de maior duração, a frequência de suas aparições será menor (Gráfico 17). Gráfico 17: Distribuição das inserções diárias entre os partidos políticos Número de inserções de 30 segundos Fonte: TSE, Credit Suisse A exigência legal de anúncios de duração superior a 30 segundos torna a exibição irregular para os partidos com baixa participação no tempo destinado ao horário eleitoral gratuito. Na maior parte dos casos, a coligação precisa acumular o tempo necessário ao longo dos dias até que tenha superado o limite mínimo para ter o direito a apresentar seu anúncio. Por exemplo, se a coligação dispuser de 40 segundos para inserções por bloco de audiência no primeiro dia, poderá:  Exibir um anúncio de 30 segundos e acumular 10 segundos para o dia seguinte.  No dia seguinte, com os mesmo 40 segundos que a lei lhe confere, pode optar por somar os 10 segundos acumulados do dia anterior e exibir um anúncio de 45 segundos, acumulando 5 segundos para o dia seguinte.  Do contrário, se a mesma coligação optar por exibições de apenas 30 segundos, no final de três dias já terá acumulado tempo suficiente para anúncios de 1 minuto por bloco de audiência. Dilma Rousseff (PT) Aécio Neves (PSDB) Marina Silva (PSB) Pastor Everaldo (PSC) Eduardo Jorge (PV) Luciana Genro (PSOL) José Maria Eymael (PSDC) Mauro Iasi (PCB) Rui Costa (PCO) Levy Fidelix (PRTB) José Maria Almeida (PSTU) 246994525241818171616165 a 6 por dia2 a 3 por dia1 por dia3 a 4 por semana3 a 4 por semana2 a 3 por semana2 a 3 por semana2 a 3 por semana2 a 3 por semana2 a 3 por semana2 a 3 por semana
  • 47.
    Brasil: Eleições 201447 2 de setembro de 2014 Dada a atual divisão do tempo e a necessidade legal de se acumulá-lo até superar o limite de 30 segundos, apenas a coligação que apoia Dilma Rousseff (PT) terá condições de exibir anúncios diariamente. Na média, as coligações que apoiam Aécio Neves e Marina Silva dispõem de uma fração do horário eleitoral gratuito que não garantiria ao menos um anúncio por bloco de audiência. A publicação do cronograma das inserções pelo TSE ilustra esse fato (Gráfico 18). Grande parte das demais coligações apenas obterá o direito de exibir seus anúncios uma vez a cada 12 dias. Isso porque a exibição só se torna viável uma vez transcorrido o número de dias necessário para que as coligações acumulem ao menos 30 segundos de direito de exibição por bloco de audiência. Uma vez que isso tenha ocorrido, a coligação terá seu programa exibido dentro do cronograma estabelecido. Ainda assim, dada à desproporção no tempo de televisão, apenas a coligação que apoia Dilma Rousseff disporá do direito de exibir anúncios todos os dias. Assim, a campanha do PT não terá – dentro do tempo destinado às inserções – um contraponto das principais candidaturas de oposição em diversas ocasiões. Gráfico 18: Cronograma das inserções de 30 segundos para o horário nobre Fonte: TSE, Credit Suisse O papel do candidato a vice-presidente Formalmente, cabe ao vice-presidente da República assumir as atribuições do presidente quando este estiver ausente de seu posto. A escolha do candidato a vice-presidente geralmente leva em consideração a formação de alianças partidárias e a representatividade regional. Cronograma para as inserções no horário nobreSãopermitidastrêsinserçõesdacampanhapresidencialporblocodeaudiência: Blocodas21hàs0hDilmaRousseff (PT) AécioNeves (PSDB) Pastor Everaldo(PSC) Eduardo Jorge (PV)Marina Silva (PSB) Demais candidatosLegendaInserçõesde 30 segundosporpartido19202122232425262728293031Agosto123456789101112131415161718192021222324252627282930Setembro12Outubro345
  • 48.
    Brasil: Eleições 201448 2 de setembro de 2014 Nas eleições anteriores, o PSDB formou uma chapa composta com membros de partidos aliados (em 2002 com Rita Camata, PMDB do Espírito Santo, partido à época na base do governo de FHC; em 2006 com José Jorge, do PFL (atual DEM) de Pernambuco, tradicional aliado do partido; e, finalmente, em 2010 com Índio da Costa, do DEM do Rio de Janeiro). Diferentemente das candidaturas anteriores, a escolha de Aloysio Nunes em 2014 garantiu a unidade do partido em torno de Aécio Neves. Embora a aliança não permita um aumento no acesso do partido ao tempo de propaganda eleitoral gratuita, Aloysio Nunes – eleito senador com 11,2 milhões de votos – pode ampliar a votação em São Paulo e, consequentemente, elevar a votação de Aécio Neves. A aliança atual é, portanto, a continuação da coligação formada em 2010 entre PT e PMDB. Embora a contribuição potencial de qualquer candidato a vice-presidente em termos de votos adicionais à coligação seja, em geral, pouco significativa, a formalização da coalizão traz à aliança o serviço da máquina partidária do outro partido e, eventualmente, o tempo de televisão. Nesse sentido, Michel Temer tem se destacado, sobretudo, pelo esforço junto às bases regionais do PMDB em favor de uma aliança nacional com o PT. O deputado Beto Albuquerque (PSB) abriu mão de sua candidatura ao senado pelo Rio Grande do Sul para assumir o posto de vice-presidente na chapa encabeçada por Marina Silva. Sua escolha aumenta a influência do núcleo do PSB sobre as decisões da candidatura à presidência de Marina Silva. O deputado é um histórico membro do partido, tendo sido líder de bancada na Câmara dos Deputados e um dos principais articuladores da candidatura de Eduardo Campos. Beto Albuquerque foi um dos principais avalistas da adesão de Marina Silva ao PSB em outubro passado, e sua escolha como candidato a vice-presidente visa, provavelmente, facilitar o diálogo entre Marina Silva e seus associados com as lideranças regionais do PSB, muitas das quais apresentaram restrições à oficialização de seu nome como candidata a presidente pelo partido. O candidato Aécio Neves (PSDB) terá como candidato à vice-presidência o senador pelo estado de São Paulo pelo PSDB, Aloysio Nunes Ferreira. Bacharel em Direito, Aloysio se notabilizou pela participação na oposição armada ao regime militar, tendo sido deputado estadual (1983-1990) e três vezes deputado federal (1995-2006), além de vice-governador de São Paulo (1991-1995). A chapa liderada por Dilma Rousseff (PT) terá como candidato à vice-presidência Michel Temer (PMDB), atual vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB. Bacharel e doutor em Direto, foi deputado federal seis vezes consecutivas pelo estado de São Paulo (1986-2010), chegando a presidir a Câmara de Deputados por três vezes (1997-1999, 2000-2001, 2009-2010). Marina Silva terá como candidato à vice-presidência Beto Albuquerque, deputado federal pelo Rio Grande do Sul por quatro mandatos e líder do PSB na Câmara de Deputados desde 2013. Foi secretário estadual dos Transportes no governo de Olívio Dutra (1999-2002) e de Infraestrutura e Logística no governo Tarso Genro (2010-2012). Com a morte de Eduardo Campos, desistiu de concorrer a uma vaga ao Senado pelo Rio Grande do Sul para disputar à vice-presidência.
  • 49.
    Brasil: Eleições 201449 2 de setembro de 2014 Posicionamento dos candidatos sobre temas importantes Em termos de orientação de política econômica, o posicionamento dos principais candidatos tem convergido para a necessidade de manutenção e aprimoramento dos principais programas sociais, com continuidade de ações voltadas à redução da desigualdade social. Por outro lado, os dois principais candidatos de oposição têm defendido maior autonomia operacional para o Banco Central e uma política fiscal mais restritiva. Nesse sentido, existem algumas propostas mais concretas de alguns candidatos sobre os parâmetros que balizam a prática do regime de metas de inflação e da reforma tributária (Tabela 7). Por parte da presidente Dilma Rousseff, são poucas as indicações de alteração das diretrizes de gestão econômica. Tabela 7: Comparação das ideias dos candidatos Fonte: O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, Valor Econômico, Credit Suisse Dilma Rousseff (PT) É contra a autonomia formal do Banco Central, entendida como um mandato fixo para os membros do Comitê de Política Monetária. Política atual de combate à inflação permanecerá inalterada no segundo mandato. Defende um superavit primário em 2015 entre 2,0% e 2,5% do PIB. Para os anos seguintes, espera-se um valor próximo a esse patamar. Insistirá em uma reforma tributária fragmentada. Projetos que preveem mudanças nas regras para o ICMS interestadual, já enviados para o Congresso, provavelmente serão votados. Não é claro se pretende enviar projeto para unificação do PIS e Cofins. Assumiu compromisso de manter a política de valorização do salário mínimo. Não está claro se pretende manter a regra atual. Defende que o número elevado de ministérios é compatível com a política de inclusão das minorias. Mudanças na atual política são pouco prováveis. Comprometeu-se com o aumento do valor dos benefícios em 2015. Aécio Neves (PSDB) Não acha necessário estabelecer a autonomia em lei, mas afirma que é necessário haver uma lei que discipline a questão. Defende a convergência para o centro da atual meta de inflação, a redução da banda em 1 ponto percentual e a redução da meta. O aumento das tarifas represadas provavelmente será iniciado imediatamente, mas não ao mesmo tempo. Pretende reestabelecer uma maior disciplina fiscal e regras menos flexíveis para o superavit primário. Criará uma secretaria que terá o prazo máximo de 60 dias para apresentar ao Congresso projeto de simplificação do sistema tributário nacional, com foco especial nos impostos indiretos. Comprometeu-se com a manutenção da atual regra de reajuste do salário mínimo até 2019. Pretende reduzir o número atual de ministérios para 21 ou 22 no início do governo. Submeterá diretores de agências reguladoras ao escrutínio de órgão externo. Afirmou intenção de reduzir influência política sobre as agências reguladoras. Bolsa-Família será mantido por lei que torna o programa permanente. Marina Silva (PSB) Defende a autonomia operacional do Banco Central, mas não declarou-se a favor de mandato fixo presidente e diretores, como Eduardo Campos. Eduardo Campos propunha redução da meta de inflação para 3% até o fim do próximo mandato, o que deverá ser encampado pela nova candidata. Sugere aumento do superavit primário por meio de uma redução nos gastos públicos. Manifestou-se a favor de regra coibindo o aumento das despesas como percentual do PIB. Defende a simplificação do regime tributário, mas ainda não apresentou proposta específica. Seu partido tem defendido um papel mais atuantede estados e municípios, como maior participação na carga tributária e, consequentemente, maiores responsabilidades. Endossaa proposta de Eduardo Campos de manter a política de reajustes superiores à inflação para o salário mínimo. Defende a redução no número de ministérios. Manifestou-se a favor dofortalecimento das agências reguladoras, como forma de reduzir a ingerência política sobre assuntos de estado. Comprometeu-se com a ampliação e o aprimoramento do Bolsa-Família. Autonomiado BCInflaçãoContasfiscaisReformatributáriaReajustessalariaisMinistériosAgênciasreguladorasProgramasassistenciais
  • 50.
    Brasil: Eleições 201450 2 de setembro de 2014 Os principais candidatos já apresentaram algumas propostas mais concretas para outros temas e, em particular, para o tema de reforma política, tema tido como relevante durante o processo eleitoral, em face do grande apelo popular e do consequente potencial de votos. Dos principais candidatos, Aécio Neves e Marina Silva defendem o fim do estatuto da reeleição, com ampliação do prazo dos mandatos dos cargos majoritários de 4 para 5 anos (Gráfico 19). Gráfico 19: Principais propostas de reforma política Fonte: O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Jornal O Globo, Valor Econômico, Credit Suisse Dilma Rousseff inclui em sua proposta de reforma política o financiamento público e exclusivo das campanhas e a realização de uma Assembleia Constituinte extraordinária que trataria especificamente do redesenho das novas regras eleitorais. No entanto, há incerteza se existe margem legal para essa última proposta, já que a convocação de um “poder constituinte” pressupõe soberania para tratar dos temas julgados necessários, sem que haja a imposição de uma agenda específica. Alianças nos estados Além da expressiva vantagem na participação no horário eleitoral gratuito, a candidatura de Dilma Rousseff (PT) tem maior presença junto a lideranças regionais, os chamados “palanques eleitorais”. Um palanque eleitoral é uma aliança entre o candidato a presidente e um candidato a governador competitivo, que possa assegurar ao candidato a presidente, além da vinculação ao nome à liderança política relevante, acesso à máquina partidária local. Isso significa que o candidato a presidente pode figurar no material publicitário do candidato ao governo do estado e ser convidado a participar de comícios e outros atos públicos do candidato. A relevância desse tipo de estratégia não está, necessariamente, no número de alianças regionais, mas no potencial de votos adicionais que isso pode gerar. Partidos como o PSOL, da candidata à presidência Luciana Genro, Aécio Neves (PSDB) 1.Fim do estatuto da reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República, com possível ampliação do mandato para cinco anos. 2.Voto distrital misto (50% do Congresso eleito pela disputa no distrito eleitoral, 50% via lista fechada). 3.Estabelecimento de cláusula de barreira (mínimo de 5% dos votos válidos) para que partidos tenham assento no Congresso. Dilma Rousseff (PT) 1.Assembleia Constituinte “extraordinária” para debate da reforma política. 2.Fim do voto secreto em deliberações no Congresso, da suplência no Senado e das coligações partidáriasnas eleições proporcionais. 3.Financiamento público e exclusivo de campanha. 4.Voto em lista ordenada para eleições de representantes legislativos. Marina Silva (PSB) 1.Fim da reeleição de prefeitos, governadores e presidente da República, com aumento do prazo dos mandatos para5 anos. 2.Possibilidade de candidaturas independentes (sem partido). 3.Coincidência das eleições municipais, estaduais e federais (em mesmo ano). 4.Contrária ao voto distrital e ao voto secreto no Congresso.
  • 51.
    Brasil: Eleições 201451 2 de setembro de 2014 possuem candidatos aos governos na ampla maioria dos estados. Os baixos percentuais de intenção de votos nas pesquisas mais recentes sugerem, no entanto, que esses candidatos têm chances modestas de sucesso nas eleições majoritárias. Como “candidato competitivo”, definimos o primeiro e segundo colocados nas pesquisas de intenção de voto, e também o terceiro colocado, desde que este seja apoiado pelo governador atual ou que possua mais de 10% das intenções de voto nas últimas duas pesquisas eleitorais. Dilma Rousseff firmou aliança com candidatos estaduais competitivos na ampla maioria dos estados e distrito federal, sendo as únicas exceções o Espírito Santo e a Paraíba, colégios eleitorais com 3,8% do total de eleitores do País. Em Goiás, Rio Grande de Norte e Sergipe, Dilma Rousseff dividirá o apoio do candidato local com outro candidato à presidência, em parte em função da pouca presença de seu partido nesses estados. Por outro lado, Dilma Rousseff contará com mais de um apoio em alguns dos principais colégios eleitorais do Sudeste e Sul, com destaque para o Rio de Janeiro e Paraná (Gráfico 20). Parte dessa maior presença regional decorre do maior número de candidatos do PT aos governos estaduais (16 candidatos, versus 10 candidatos nas eleições de 2010), com destaque para o surgimento de algumas candidaturas competitivas, como no Mato Grosso do Sul e Paraná. No Norte, a presença regional do PT decorre, principalmente, da aliança com candidatos do PMDB, sobretudo no Amazonas e Pará. Gráfico 20: Alianças regionais dos principais candidatos Fonte: Credit Suisse Apoio de candidato local competitivodividido com outro candidato a PresidenteApoio de dois ou maiscandidatos locais competitivosApoio exclusivo de um candidato local competitivoSem apoio localrelevante“Candidato competitivo”: o primeiro e segundo colocados nas pesquisas de intenção de voto, e também o terceiro colocado, desde que este seja apoiado pelo governador atual ou que possua mais de 10% das intenções de voto nas últimas duas pesquisas eleitorais. Marina SilvaDilma RousseffAécio Neves
  • 52.
    Brasil: Eleições 201452 2 de setembro de 2014 Aécio Neves (PSDB) dispõe de amplo conjunto de alianças regionais, mas sua presença em alguns estados de participação relevante no total de eleitores é menor. Não há, por exemplo, um alinhamento competitivo do candidato em Pernambuco e em um dos principais colégios eleitorais do País, o Rio de Janeiro, Aécio divide o apoio do candidato local com outro candidato à Presidência. No Sul e Centro-Oeste, Aécio Neves tem apoio exclusivo de candidatos competitivos ao governo local (com exceção do Distrito Federal), com destaque para Goiás, no qual o governador que compete pela reeleição e o seu principal opositor apoiam o candidato do PSDB. No Nordeste, apesar da relativa ausência de candidatos competitivos do PSDB na maioria dos estados, com exceção da Paraíba, o alinhamento aos diretórios estaduais do PMDB garantiu ao candidato do PSDB palanques eleitorais em dois dos maiores colégios eleitorais da região - Ceará e Bahia, que respondem por 11,5% do eleitorado do País. Originalmente, Eduardo Campos (PSB) havia firmado alianças competitivas em 16 estados distintos, mas sua substituição por Marina Silva deve, provavelmente, reduzir o número de adesões à candidatura PSBista. Em especial, a decisão de Marina em apoiar quase que exclusivamente apenas as campanhas estaduais do próprio partido fez com que o alcance geográfico das alianças estaduais ficasse ainda mais restrito ao Nordeste, com destaque para Pernambuco, Paraíba e Bahia. Marina Silva (PSB) contará, provavelmente, com cerca de dez alianças estaduais, sendo que em quatro desses a aliança é compartilhada com outro candidato à Presidência. Marina não conta com o apoio de mais de um candidato competitivo a governador em um dado estado. Comparativamente, Dilma Rousseff, assegurou presença nas campanhas estaduais de 25 estados, sendo que em apenas dois o palanque eleitoral é dividido com outro candidato à presidência. Dilma possui mais de uma aliança em cinco estados diferentes. Por outro lado, Aécio Neves contará com apoios em 24 estados, sendo que esse apoio será compartilhado em seis e em apenas dois estados o candidato do PSDB contará com a adesão de mais de um candidato competitivo a governador. Regionalmente, a candidatura de Marina Silva não conta com nenhuma adesão com alto percentual de intenções de voto nas pesquisas mais recentes nos principais estados do Norte e Centro-Oeste, com exceção do Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. A candidata do PSB não contará com alianças no Sul, que corresponde a 14,8% do eleitorado, tendo descartado o apoio firmado em Santa Catarina pelo seu antecessor, Eduardo Campos. No Sudeste, Marina Silva possui apenas associação política exclusiva no Espirito Santo, dividindo o palanque com outros candidatos no Rio de Janeiro. Em São Paulo, sua recusa em apoiar a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à reeleição privou sua candidatura de presença mais marcante no principal colégio eleitoral do País.
  • 53.
    Brasil: Eleições 201453 2 de setembro de 2014 Eleição nos Estados Região Sudeste Região mais importante do país em termos econômicos e políticos. São Paulo Rio de Janeiro Espírito Santo Minas Gerais 62 milhões de eleitores Representa 43,5% do eleitorado total do País Espírito Santo (ES) As pesquisas de intenção de voto de agosto sugerem que a campanha eleitoral para governador será polarizada entre dois candidatos de expressivo apelo popular. O candidato do PSB, Renato Casagrande, apoiado por Marina Silva (PSB), foi eleito por pequena margem em 2010 e concorre à reeleição em 2014. O cenário mais provável, porém, é a vitória em primeiro turno do ex-governador e candidato do PMDB, Paulo Hartung, apoiado por Aécio Neves. Eleitorado 2,65 milhões de pessoas 1,9% do total do País Capital Vitória é administrada pelo PPS, com 10% do eleitorado do estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Sudeste do Brasil Paulo Hartung (PMDB) Governador por dois mandatos consecutivos (2003-2010), senador (1999-2002), deputado estadual (1983- 1990), deputado federal (1991-1993) e prefeito de Vitória (1993-1996). Renato Casagrande (PSB) Atual governador, foi deputado estadual (1991-1994), federal (2003-2006) e senador (2007-2010). Principais candidatos Minas Gerais (MG) Dada a importância de Minas Gerais em termos de número de eleitores, é possível que haja forte engajamento dos candidatos à Presidência na campanhas estadual no Estado. A eleição a governador de Minas Gerais refletirá a tradicional polarização PT-PSDB. Os principais candidatos a governador são do PT, Fernando Pimentel, ex-ministro do governo de Dilma Rousseff, e do PSDB, Pimenta da Veiga, ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso e apoiado na candidatura ao governo pelo senador Aécio Neves. O atual governador Alberto Pinto Coelho (PP) sucedeu no cargo a Antônio Anastasia (PSDB), que renunciou em 2014 para concorrer ao Senado Federal. Coelho não concorrerá à reeleição, mas, provavelmente, não apoiará o candidato do PSDB. As pesquisas de intenções de voto de agosto apontavam que Pimentel (PT) possuía um percentual maior de intenções de voto. O percentual de votos brancos, nulos e indecisos ainda é extremamente elevado, sugerindo que o quadro eleitoral pode ser alterado durante a campanha. Eleitorado 15,16 milhões de pessoas 10,7% do total do País Capital Belo Horizonte é administrada pelo PSB e possui 13% dos eleitores. Situação eleitoral Estado localizado na Região Sudeste do Brasil Fernando Pimentel (PT) Prefeito de Belo Horizonte (2002-2004, 2005-2008), e Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (2011-2014). Pimenta da Veiga (PSDB) Prefeito de Belo Horizonte (1989-1990), deputado federal (1978-1988, 1999- 2002), presidente do PSDB (1994-1995), ministro das Comunicações do governo FHC (1999-2002). Principais candidatos
  • 54.
    Brasil: Eleições 201454 2 de setembro de 2014 Rio de Janeiro (RJ) A disputa pelo governo do Rio de Janeiro concentra, principalmente, partidos que compõem a base de apoio ao governo federal e tende a ser uma das mais disputadas dentre todos os estados. As pesquisas de intenção de voto de agosto apontavam diferença entre o primeiro e o quarto colocado de apenas 10 pontos percentuais. Isso torna o resultado da eleição de outubro bastante incerto, pois qualquer par de candidatos pode ir para o segundo turno. O elevado percentual de votos brancos, nulos e indecisos (superior a 30%) agrega incerteza à disputa. Dilma Rousseff tem apoio de todos os quatro principais candidatos. O candidato do PR, Anthony Garotinho, tem o maior percentual de intenções de voto nas pesquisas de julho, mas o candidato do PMDB, Luiz Fernando Pezão, tende a se beneficiar por conta da forte estrutura partidária do partido no estado. Apesar de ter nível de aprovação que pode ser prejudicado devido à avaliação desfavorável do ex-governador Sérgio Cabral, Pezão contará com o apoio de Eduardo Paes, prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Dilma Rousseff e também de Aécio Neves. O candidato do PT, Lindbergh Farias, terá o apoio de Dilma Rousseff. O candidato do PRB, Marcelo Crivella, que ocupa o segundo lugar nas intensões de voto de acorodo com as pesquisas de agosto, pode ser beneficiado por conta da sua ligação com os movimentos ligados às igrejas pentecostais. Eleitorado 12,1 milhões de pessoas 8,5% do total do País Capital A cidade do Rio de Janeiro é administrada pelo PMDB e possui 40% dos eleitores. Situação eleitoral Estado localizado na Região Sudeste do Brasil Anthony Garotinho (PR) Deputado federal, foi governador (1999- 2002) e Secretário de Segurança Pública do estado (2003 e 2004). Marcelo Crivella (PRB) Eleito duas vezes senador (2003-2010, 2010-2014), foi Ministro da Pesca e Aquicultura (2012-2014). Luiz Fernando Pezão (PMDB) Eleito vice-governador (2007-2014), tornou-se governador após a saída de Sérgio Cabral, em abril de 2014. Lindbergh Farias (PT) Senador, foi deputado federal (1995-1998, 2003-2004) e prefeito de Nova Iguaçu (2005-2010) Principais candidatos São Paulo (SP) As pesquisas de intenção de voto de agosto indicavam que o atual governador e candidato à reeleição pelo PSDB, Geraldo Alckmin, apoiado por Aécio Neves, detinha cerca de 55% das intenções de voto, o que garantiria sua reeleição em primeiro turno. Apesar do recuo que acompanhou os protestos de junho de 2013, as pesquisas comprovam que o nível de aprovação do governador voltou a aumentar para níveis elevados. Segundo essas pesquisas, o candidato do PMDB, Paulo Skaff, que também concorreu nas eleições para governador em 2010, é o segundo colocado em intenções de voto. O candidato do PT, Alexandre Padilha, possuía até agosto um baixo percentual de intenções de voto, bem inferior ao histórico dos candidatos do partido no estado. Os candidatos do PT têm tido, historicamente, votação suficiente para disputarem o segundo turno das eleições do Estado de São Paulo e da capital paulista. Assim, o nível de conhecimento de Padilha pode crescer bastante durante a campanha eleitoral, elevando o seu percentual de intenções de voto e aumentando a probabilidade de a eleição só ser definida no segundo turno. Eleitorado 31,8 milhões de pessoas 22,4% do total do País Capital São Paulo, administrada pelo PT e com 27% dos eleitores totais do Estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Sudeste do Brasil Geraldo Alckmin (PSDB) Atual governador, concorre à reeleição. Foi governador do estado entre 2001 e 2006. Paulo Skaf (PMDB) Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e 4º colocado no primeiro turno das eleições para governador em 2010. Alexandre Padilha (PT) Ex-Ministro da Saúde do governo Dilma Rousseff (2011-2014) e Ex-Ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula (2005-2010). Principais candidatos
  • 55.
    Brasil: Eleições 201455 2 de setembro de 2014 Região Nordeste A região Nordeste também é a segunda região econômica mais importante do país. Ceará 38,3 milhões de eleitores Representa 26,3% do eleitorado total do País Piauí Maranhão R. Grande do Norte Paraíba Pernambuco Alagoas Sergipe Bahia Alagoas (AL) O governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) conclui seu segundo mandato e não pode concorrer à reeleição. As pesquisas de opinião de agosto sugeriam que a disputa para o cargo de governador estava polarizada entre os dois principais candidatos, mas com vantagem significativa de Renan Filho, que conta com o apoio de seu pai, Renan Calheiros, presidente do Senado e principal líder do PMDB no estado, e de Dilma Rousseff. O percentual de votos brancos e nulos e de pessoas indecisas ainda era alto, o que gera incerteza sobre a definição da eleição em primeiro turno. Eleitorado 1,97 milhão de pessoas 1,4% do total do País Capital Maceió, administrada pelo PSDB e com 28% dos eleitores totais no Estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Nordeste do Brasil Renan Filho (PMDB) Eleito deputado federal pelo estado (2011-2014), é herdeiro político de Renan Calheiros, presidente do Senado. Benedito de Lira (PP) Senador pelo estado (2011-2018), foi também deputado estadual (1983- 1994) e federal por três mandatos (1995-1998 e 2003-2010). Principais candidatos Bahia (BA) As últimas pesquisas de intenção de voto indicavam baixo índice de aprovação do atual governador Jacques Wagner (PT), que não pode concorrer à reeleição. Esse desempenho é uma das explicações para o baixo percentual de intenções de voto do candidato do PT, Rui Costa. Costa, apoiado por Dilma Rousseff, é neófito em eleições majoritárias, enquanto os dois principais candidatos da oposição são políticos experientes. As últimas pesquisas mostram um elevado percentual de intenções de voto para o candidato do DEM, Paulo Souto, que conta com o apoio do PSDB e do PMDB no estado. Eleitorado 10,14 milhões de pessoas 7,2% do total do País Capital Salvador, administrada pelo DEM e com 19% dos eleitores do Estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Nordeste do Brasil Paulo Souto (DEM) Ex-governador por dois mandatos (1995- 1998 e 2003-2006) e ex-senador (1999- 2002). Lídice da Mata (PSB) Senadora, foi duas vezes deputada federal (1987-1990 e 2007-2010) e prefeita de Salvador (1993-1996). Rui Costa (PT) Eleito deputado federal em 2010, é atualmente chefe da Casa Civil do governado do Estado. Principais candidatos
  • 56.
    Brasil: Eleições 201456 2 de setembro de 2014 Ceará (CE) As pesquisas de intenções de voto de agosto mostraram expressiva dianteira do candidato do PMDB, Eunício Oliveira, que no estado é apoiado por Aécio Neves. O candidato do PT, Camilo Santana, está em segundo lugar nas pesquisas e é apoiado pelo atual governador Cid Gomes, que não concorre à reeleição. O apoio do atual governador e de Dilma Rousseff sugerem que o percentual de intenções de voto de Santana pode crescer durante a campanha eleitoral, aumentando a probabilidade de ocorrer segundo turno na eleição para governador. Eleitorado 6,21 milhões de pessoas 4,4% do total do País Capital Fortaleza, administrada pelo PSB e com 26% dos eleitores do Estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Nordeste do Brasil Eunício Oliveira (PMDB) Senador pelo estado, foi Ministro das Comunicações no primeiro mandato do ex-presidente Lula (2004-2005). Camilo Santana (PT) Deputado estadual. Eliane Novais (PSB) Deputada estadual. Principais candidatos Maranhão (MA) As pesquisas de intenção de voto de agosto conferiam mais de 50% de intenções de voto para o candidato do PC do B, Flávio Dino, sugerindo possível eleição de Dino em primeiro turno. A candidatura do PC do B terá o apoio dos candidatos de oposição à presidência Aécio Neves e Marina Silva. A atual governadora, Roseana Sarney (PMDB), foi reeleita em 2010, e não concorrerá à reeleição. A governadora, Dilma Rousseff e o senador José Sarney apoiarão o candidato do PMDB, Lobão Filho, senador e filho do ministro Edison Lobão, que ocupa o cargo de Ministro das Minas e Energia. A candidatura de Lobão Filho detinha menos de 30% das intenções de voto nas pesquisas de agosto. Eleitorado 4,41 milhões de pessoas 3,1% do total do País Capital São Luís é administrada pelo PTC, com 13% dos eleitores do estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Nordeste do Brasil Flávio Dino (PC do B) Foi deputado federal (2007-2010) e, até recentemente, presidente da Embratur. Lobão Filho (PMDB) Senador (2008-2014). Principais candidatos
  • 57.
    Brasil: Eleições 201457 2 de setembro de 2014 Paraíba (PB) As últimas pesquisas de intenção de voto de agosto indicam que o candidato do PSDB, Cassio Lima Cunha, detém mais de 45% das intenções de voto, superando o atual governador, Ricardo Coutinho (PSB), que possui aprovação elevada e é apoiado por Marina Silva. O baixo percentual de votos brancos e nulos e de pessoas indecisas sugere elevada probabilidade de definição da eleição em primeiro turno. Eleitorado 2,79 milhões de pessoas 2,0% do total do País Capital João Pessoa é governada pelo PT e possui 16% dos eleitores do estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Nordeste do Brasil Cássio Cunha Lima (PSDB) Senador, é ex-governador do estado (2003-2010) e ex-prefeito de Campina Grande (1989-1992 e 1997-2000). Ricardo Coutinho (PSB) Atual governador do estado e ex-prefeito de João Pessoa (2005-2008) concorre à reeleição. Principais candidatos Pernambuco (PE) As eleições no estado encontram-se polarizadas entre os candidatos do PTB, Armando Monteiro, e PSB, Paulo Câmara. As pesquisas de intenções de voto de agosto apontavam uma expressiva dianteira do candidato do PTB. Paulo Câmara, apoiado por Marina Silva, ainda tem baixo nível de conhecimento pelos eleitores. As intenções de voto de Câmara ainda podem crescer significativamente, pois o vínculo de seu nome com o de Eduardo Campos pode significar maiores transferências de votos a partir do ainda elevado patamar de intenções de voto em branco, nulos e indecisos. Dado o baixo percentual de intenção de votos das demais candidaturas, as pesquisas sugerem que a definição da eleição em primeiro turno é provável. Eleitorado 6,43 milhões de pessoas 4,5% do total do País Capital Recife é governada pelo PSB e possui 16% dos eleitores do estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Nordeste do Brasil Armando Monteiro (PTB) Senador, foi também deputado federal por três mandatos consecutivos (1999- 2010). Paulo Câmara (PSB) Atual secretário estadual da Fazenda, nunca disputou eleição para cargo público. Principais candidatos
  • 58.
    Brasil: Eleições 201458 2 de setembro de 2014 Piauí (PI) O quadro eleitoral sugere uma disputa entre políticos experientes, membros de partidos que compõem a base do governo na esfera federal. O governador Zé Filho (PMDB), que possui moderado nível de aprovação, é candidato à reeleição e conta com o apoio do prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), e do candidato à Presidência, Aécio Neves. As pesquisas de intenção de voto de agosto apontavam alta probabilidade de definição das eleições em primeiro turno, pois o candidato do PT, Wellington Dias, tinha mais de 45% das intenções de voto e o percentual de votos brancos e nulos e de pessoas indecisas não era alto. Eleitorado 2,30 milhões de pessoas 1,6% do total do País Capital Teresina é governada pelo PSDB e possui 22% dos eleitores do estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Nordeste do Brasil Wellington Dias (PT) Senador pelo estado, foi governador por dois mandatos consecutivos (2003- 2010), além de deputado estadual (1995-1998) e federal (1999-2002). Zé Filho (PMDB) Eleito vice-governador em 2010, assumiu o cargo após renúncia de Wilson Martins. Concorre à reeleição. Mão Santa (PSC) Ex-governador (1995-2002) e ex-senador (2003-2010). Principais candidatos Rio Grande do Norte (RN) As últimas pesquisas de intenção de votos sugerem que a disputa para governador está polarizada entre as candidaturas do PMDB, Henrique Alves e do PSD, Robinson Faria. Ambos compõem a base de sustentação do governo federal e têm longo histórico político. Alves, presidente do Congresso e apoiado por Dilma Rousseff, detinha percentual superior de intenções de voto em agosto. Faria pertenceu à atual administração da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), que decidiu não concorrer à reeleição em função de seu baixo nível de aprovação. O ainda elevado nível de intenções de voto em branco, nulos e indecisos – superior a 35% – sugere que o resultado eleitoral ainda é de difícil prognóstico. Eleitorado 2,3 milhões de pessoas 1,6% do total do País Capital Natal, administrada pelo PDT e com 22% dos eleitores do Estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Nordeste do Brasil Henrique Alves (PMDB) Presidente da Câmara de Deputados, está em seu 11º mandato como deputado federal (1970-2014). Robinson Faria (PSD) Vice-governador eleito em 2010 após seis mandatos consecutivos como deputado estadual (1986-2010). Principais candidatos
  • 59.
    Brasil: Eleições 201459 2 de setembro de 2014 Sergipe (SE) O governador e candidato à reeleição pelo PMDB, Jackson Barreto, tem apoio de Dilma Rousseff, além de ter participado de uma administração com elevada aprovação entre os eleitores. As pesquisas de intenção de voto em Sergipe em agosto apontavam que a campanha eleitoral para governador em 2014 seria polarizada entre Jackson Barreto, atual governador, e Eduardo Amorim, do PSC. Os candidatos de PMDB e PSC possuem maior grau de reconhecimento e expressivos tempos no horário eleitoral gratuito de, respectivamente, 44% e 36% do total. Eleitorado 1,4 milhão de pessoas 1,0% do total do País Capital Aracaju, administrada pelo DEM e com 27% dos eleitores do estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Nordeste do Brasil Jackson Barreto (PMDB) Eleito vice-governador em 2010, tomou posse após a morte do então governador, Marcelo Déda. Deputado federal por quatro mandatos (1979-1986, 2003-2010), foi prefeito de Aracaju duas ocasiões (1986- 1988, 1993-1996). Eduardo Amorim (PSC) Senador, já foi deputado federal (2006- 2010), e Secretário de Saúde do estado (2003-2004). Principais candidatos Região Sul De grande importância econômica e com níveis de renda e escolaridade maior que a média do país, os eleitores da região tem apresentado um alto nível de indecisão nas pesquisas de intenção de votos para presidente da República. 21,1 milhões de eleitores Representa 14,8% do eleitorado total do País R. Grande do Sul Paraná Santa Catarina Paraná (PR) As pesquisas de intenção de voto de agosto assinalavam que o índice de aprovação do governador e candidato à reeleição, Beto Richa (PSDB), é alto, sugerindo uma possível definição da eleição em primeiro turno. Em caso de ocorrer segundo turno, as últimas pesquisas apontam Roberto Requião como o representante da oposição que disputará o segundo turno com Richa. A candidata do PT, Gleisi Hoffmann, e o candidato do PMDB, Roberto Requião, são ambos apoiados por Dilma Rousseff. O baixo percentual de votos brancos, nulos e indecisos dificulta a reversão do quadro de favoritismo de Richa. Eleitorado 7,82 milhões de pessoas 5,5% do total do País Capital Curitiba é governada pelo PDT e possui 16% dos eleitores do estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Sul do Brasil Beto Richa (PSDB) Atual governador, concorre à reeleição. Foi prefeito de Curitiba (2005-2010) e deputado estadual (1995-2002) Roberto Requião (PMDB) Foi governador em três ocasiões (1991- 1994, 2003-2010) e senador em outras duas (1995-1998 e 2010-2014). Gleisi Hoffmann (PT) Ex-ministra-chefe da Casa Civil no governo Dilma Rousseff (2011- 2014) e senadora eleita em 2010. Principais candidatos
  • 60.
    Brasil: Eleições 201460 2 de setembro de 2014 Rio Grande do Sul (RS) As pesquisas de intenção de voto de agosto confirmam que a disputa será polarizada entre o candidato do PT, Tarso Genro, atual governador e com apoio de Dilma Rousseff, e a do PP, Ana Amélia, senadora e com o apoio de Aécio Neves e de alguns outros partidos da base de apoio ao governo federal. De acordo com essas mesmas pesquisas, Ana Amélia estava à frente de Tarso Genro por uma margem próxima a 10 pontos percentuais. As mesmas pesquisas sugerem que Genro possui um moderado nível de aprovação. Apesar de um percentual de intenções de voto baixo frente aos outros candidatos, as candidaturas de José Ivo Sartori (PMDB) e de Vieira da Cunha (PDT) asseguram, provavelmente, que a eleição para governador será definida apenas em segundo turno. Eleitorado 8,3 milhões de pessoas 5,9% do total do País Capital Porto Alegre, administrada pelo PDT e com 13% dos eleitores totais. Situação eleitoral Estado localizado na Região Sul do Brasil Ana Amélia (PP) Senadora desde 2010, vem de carreira jornalística anterior à vida política. Tarso Genro (PT) Atual governador do Rio Grande do Sul, concorre à reeleição. Foi prefeito de Porto Alegre (1993-1996, 2001-2004) e Ministro da Educação (2003-2005), das Relações Institucionais (2006) e da Justiça (2007-2010). Principais candidatos Santa Catarina (SC) As pesquisas de intenção de voto de agosto assinalavam que o atual governador e candidato a reeleição pelo PSD, Raimundo Colombo, tem ampla vantagem, além de contar com o apoio de Dilma Rousseff. O candidato do PSDB, Paulo Bauer, apoiado por Aécio Neves, é o segundo colocado, mas detém um baixo percentual de intenções de voto. Também apoiado por Dilma Rousseff, o candidato do PT, Claudio Vignatti, possui percentual de intenções de voto inferior ao de Bauer. O elevado percentual de intenções de voto em branco, nulos e indecisos sugere que as candidaturas de oposição menos conhecidas no estado tendem a crescer. Eleitorado 4,8 milhões de pessoas 3,4% do total do País Capital Florianópolis, administrada pelo PSD e com 7% dos eleitores do estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Sul do Brasil Raimundo Colombo (PSD) Governador de Santa Catarina, concorre a reeleição. Foi deputado federal (1999- 2002) e senador (2007-2010). Paulo Bauer (PSDB) Senador, foi deputado federal por quatro mandatos (1991-2006) e deputado estadual (1987-1990). Claudio Vignatti (PT) Vereador de Chapecó (1997-2002), também foi deputado federal (2003- 2010). Principais candidatos
  • 61.
    Brasil: Eleições 201461 2 de setembro de 2014 Região Norte A região apresenta um predomínio de governos estaduais de esquerda. O perfil de seu eleitorado em termos de condições de renda e escolaridade é um pouco mais semelhante ao perfil dos eleitores da região Nordeste. 10,8 milhões de eleitores Representa 7,5% do eleitorado total do País Tocantins Amapá Pará Roraíma Rondônia Acre Amazonas Acre (AC) Pesquisas de intenção de voto de agosto apontavam favoritismo do candidato e atual governador do PT, Tião Viana, que conta com elevada aprovação de governo e com o apoio da presidente Dilma Rousseff. O PT tem um histórico de vitórias para governador e em muitas das principais cidades, inclusive a capital, Rio Branco. As pesquisas indicam que o cenário mais provável é o de reeleição do atual governador. A estratégia da oposição no Acre foi a de lançar dois nomes de elevado peso político, de modo a levar a disputa para segundo turno e criar uma frente ampla para Aécio Neves no Estado. Os candidatos do DEM e PSDB possuem juntos cerca de 40% das intenções de voto na pesquisa de agosto para o primeiro turno. Eleitorado 0,5 milhão de pessoas 0,4% do total do País Capital Rio Branco, administrada pelo PT e com 46% dos eleitores totais no Estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Norte do Brasil Tião Viana (PT) Ex-senador (1999-2010), é o atual governador do Estado, tendo sido eleito em primeiro turno em 2010 com 50% dos votos válidos. Márcio Bittar (PSDB) Deputado federal em segundo mandato (1999-2002 e 2011-2014). Tião Bocalom (DEM) Ex-prefeito de Acrelândia (2001-2008). Principais candidatos Amapá (AP) Há grande incerteza com relação ao resultado da eleição para governador em função do alto número de candidatos conhecidos. O atual governador do PSB, Camilo Capiberibe, concorre à reeleição. Capiberibe conta com o apoio de Dilma Rousseff, além da colaboração do PSOL, que tem uma estrutura partidária relevante no estado e governa a capital. Contudo, as pesquisas de intenção de voto de agosto assinalavam que o candidato da oposição Walter Góes (PDT), também apoiado por Dilma Rousseff, detinha uma vantagem expressiva sobre os demais. Em terceiro lugar, encontra-se Lucas Barreto (PSD), apoiado por Aécio Neves. Eleitorado 0,48 milhão de pessoas 0,3% do total do País Capital Macapá, administrada pelo PSOL e com 59% dos eleitores do estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Norte do Brasil Camilo Capiberibe (PSB) Atual governador do estado, foi deputado estadual (2007-2010). Waldez Góes (PDT) Ex-governador (2003-2010), é presidente do diretório estadual do PDT. Jorge Almanajás (PPS) Ex-deputado federal por três mandatos (1999-2010), concorreu ao governo do estado em 2010, sendo derrotado em primeiro turno. Lucas Barreto (PSD) É vereador de Macapá e ex-deputado estadual (1991-2006). Principais candidatos
  • 62.
    Brasil: Eleições 201462 2 de setembro de 2014 Amazonas (AM) As pesquisas de opinião de agosto indicavam um cenário favorável para a candidatura de Eduardo Braga (PMDB), que conta com grande reconhecimento popular, apoio de Dilma Rousseff e simpatia do ex-governador Omar Aziz (PSD), que deixou o governo para concorrer ao Senado. O baixo percentual de votos brancos, nulos e eleitores indecisos nas últimas pesquisas de opinião, aliado ao fato de Braga possuir mais de 50% das intenções de voto lhe confere amplo favoritismo. O recém-empossado governador, José Melo (PROS), possui pouca experiência em eleições majoritárias. Eleitorado 2,2 milhões de pessoas 1,5% do total do País Capital Manaus, administrada pelo PSDB e com 56% dos eleitores totais no Estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Norte do Brasil Eduardo Braga (PMDB) Ex-governador do Estado por dois mandatos consecutivos (2003-2010); é Senador pelo estado. José Melo (Pros) Atual governador do Estado, tendo sido eleito vice na chapa de Omar Aziz (2011-2014). Principais candidatos Pará (PA) As pesquisas de intenção de voto de agosto apontam empate técnico entre o atual governador, Simão Jatene (PSDB), e o candidato do PMDB, Helder Barbalho, apoiado por Dilma Rousseff. Os demais candidatos têm intenções de voto pouco significativas. Helder é herdeiro político de Jader Barbalho, ex-governador e ex-senador pelo estado. O baixo nível de aprovação da atual gestão de Simão Jatene (PSDB), apoiado por Aécio Neves, pode representar um obstáculo para sua à reeleição. O grau de conversão do elevado nível de intenções de voto em branco, nulo e indecisos para os atuais candidatos será determinante para a definição da eleição a governador. Eleitorado 5,2 milhões de pessoas 3,6% do total do País Capital Belém é governada pelo PSDB e possui 20% dos eleitores do estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Norte do Brasil Helder Barbalho (PMDB) Prefeito de Ananindeua (2005-2012), foi também deputado estadual (2003- 2004). Simão Jatene (PSDB) Atual governador, concorre à reeleição. Havia sido governador entre 2003- 2006. Principais candidatos
  • 63.
    Brasil: Eleições 201463 2 de setembro de 2014 Rondônia (RO) As pesquisas de intenção de voto do agosto assinalavam empate técnico entre Confúcio Moura (PMDB), atual governador e apoiado por Dilma Rousseff, e Expedito Júnior (PSDB), apoiado por Aécio Neves. Os dois candidatos são seguidos por Jaqueline Cassol (PR). Cassol é apoiada pelo ex-governador e seu irmão, Ivo Cassol, ex-governador com alto índice de aprovação, sugerindo que seu percentual de intenções de voto pode crescer significativamente durante a campanha. Eleitorado 1,1 milhão de pessoas 0,8% do total do País Capital Porto Velho, administrada pelo PSB e com 27% dos eleitores. Situação eleitoral Estado localizado na Região Norte do Brasil Confúcio Moura (PMDB) Atual governador, foi deputado federal (1995- 2010). Expedito Júnior (PSDB) Eleito senador em 2010, é ex-deputado federal (1987-1990, 1995-2002). Jaqueline Cassol (PR) Irmã do ex-governador Ivo Cassol, Jaqueline nunca disputou eleições a um cargo eletivo. Padre Ton (PT) É deputado federal (2011-2014) ex-prefeito de Alto Alegre por dois mandatos consecutivos (2005-2010). Principais candidatos Roraima (RR) As pesquisas de agosto assinalavam um quadro bastante disputado entre os três principais candidatos a governador de Roraima. As candidaturas de oposição ao governo de estado, de Ângela Portela (PT) e de Neudo Campos (PP) terão ambas apoio de Dilma Rousseff, tendo sido construídas a partir de uma articulação de vários partidos da base do governo federal. O atual governador e candidato do PSB, Chico Rodrigues, será apoiado por Aécio Neves e possivelmente por Marina Silva. A candidatura de Rodrigues terá apoio de uma coligação formada por mais de 20 partidos, o que lhe garantirá expressivo tempo no horário eleitoral gratuito. Eleitorado 0,3 milhão de pessoas 0,2% do total do País Capital Boa Vista, administrada pelo PMDB e com 65% dos eleitores. Situação eleitoral Estado localizado na Região Norte do Brasil Chico Rodrigues (PSB) É o atual governador que concorre à reeleição; assumiu em abril deste ano seguindo a renúncia do então governador José de Anchieta Júnior, que concorrerá ao Senado. Foi deputado federal (1991-2010). Neudo Campos (PP) Ex-governador (1995-2002) e ex-deputado federal (2007-2010), concorreu ao cargo em 2010, mas perdeu a disputa no segundo turno. Ângela Portela (PT) Senadora pelo estado, exerceu o cargo de deputada federal (2007-2010). Principais candidatos
  • 64.
    Brasil: Eleições 201464 2 de setembro de 2014 Tocantins (TO) As pesquisas de intenção de voto de agosto apontavam que a candidatura do PMDB, Marcelo Miranda, detinha um pouco mais de 50% das intenções de voto. Miranda tem o apoio de Dilma Rousseff, além do apoio de vários partidos da base do governo federal, como o PSD. O candidato do SD, Sandoval Cardoso, apoiado por Aécio Neves, detinha pouco mais de 20% das intenções de voto e os demais candidatos um menor percentual. O atual governador Cardoso tem um nível de conhecimento pelos eleitores inferior ao de Miranda, sugerindo que a diferença entre os dois candidatos pode diminuir nos próximos meses. Eleitorado 0,9 milhão de pessoas 0,7% do total do País Capital Palmas, administrada pelo PP e com 18% dos eleitores do estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Norte do Brasil Marcelo Miranda (PMDB) Ex-governador (2003-2010) e ex-deputado estadual (1991-2002). Sandoval Cardoso (SD) Eleito deputado estadual em 2010, foi presidente da Assembleia Legislativa do estado e assumiu o governo do estado após a renúncia do então governador Siqueira Campos (PSDB), em abril deste ano, que concorre ao Senado. Principais candidatos Região Centro-Oeste Com o menor colégio eleitoral do país, a região Centro-Oeste tem um eleitorado que assemelha-se ao eleitorado com perfil mais próximo ao do eleitor das regiões Sul e Sudeste, além de abrigar a capital do país, Brasilía. 10,2 milhões de eleitores Representa 7,2% do eleitorado total do País Mato Grosso do Sul Mato Grosso Distrito Federal Goiás Distrito Federal (DF) As pesquisas de opinião de agosto apresentam um baixo índice de aprovação do atual governador e candidato à reeleição, Agnelo Queiroz (PT). A candidatura do ex-governador José Roberto Arruda, do PR, tinha pouco mais de 30% das intensões de voto nas últimas pesquisas, mas a oficialização de sua candidatura ainda corre riscos de impugnação pela justiça eleitoral, por conta da aplicação da Lei da Ficha Limpa. O percentual de votos brancos, nulos e indecisos nas últimas pesquisas é elevado, o que sugere que a disputa ao cargo de governador continua indefinida. Eleitorado 1,86 milhão de pessoas 1,3% do total do País Capital Brasília é administrada pelo PT Situação eleitoral Estado localizado na Região Centro-Oeste do Brasil José Arruda (PR) Ex-governador do DF (2007-2010), foi senador (1995-2001) e deputado federal (2003-2006). Agnelo Queiroz (PT) Atual governador, foi Ministro do Esporte no primeiro mandato do ex-Presidente Lula (2003-2006). Rodrigo Rollemberg (PSB) Senador, foi deputado distrital (1999- 2010). Principais candidatos
  • 65.
    Brasil: Eleições 201465 2 de setembro de 2014 Goiás (GO) As pesquisas de intenções de voto de agosto sugerem que a eleição para governador será polarizada entre os candidatos do PSDB, Marconi Perillo, e do PMDB, Iris Rezende. Essas pesquisas sugeriam uma vantagem significativa da candidatura de Perillo. Porém, Rezende é um político muito conhecido no estado. A existência de outras candidaturas com percentual relevante e de intenções de voto e o ainda elevado número de votos brancos, nulos e indecisos sugerem ser bastante possível a ocorrência de segundo turno. Eleitorado 4,30 milhões de pessoas 3,0% do total do País Capital Goiânia é administrada pelo PT, com 8% dos eleitores do estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Centro-Oeste do Brasil Marconi Perillo (PSDB) Deputado estadual (1991-1994), deputado federal (1995-1998), senador (2007-2012) governador (1999-2006 e 2011-2014), concorre à reeleição. Iris Rezende (PMDB) Vereador, deputado estadual, prefeito de Goiânia (1965-1969 e 2004-2008), ministro da Agricultura (1986-1990), governador (1986-1989 e 1990-1994) e senador (1995-2001). Principais candidatos Mato Grosso (MT) As pesquisas de intenção de voto de agosto assinalavam vantagem do candidato do PDT, Pedro Taques. O atual governador Silval da Cunha Barbosa (PMDB) está no seu segundo mandato e não concorrerá à reeleição. O baixo grau de aprovação de seu governo sugere que seu apoio na campanha eleitoral pode não ser determinante. O alto percentual de intenções de voto em branco, nulo e indecisos e o baixo nível de conhecimento dos demais candidatos indicam que os atuais resultados das pesquisas eleitorais podem ser alterados durante a campanha. Eleitorado 2,16 milhões de pessoas 1,5% do total do País Capital Cuiabá é governada pelo PSB e possui 19% dos eleitores do estado. Situação eleitoral Estado localizado na Região Centro-Oeste do Brasil Pedro Taques (PDT) Senador e presidente estadual do PDT. Lúdio Cabral (PT) Ex-vereador de Cuiabá (2005-2012), concorreu a prefeito de Cuiabá em 2012, sendo derrotado em segundo turno. José Riva (PSD) Deputado estadual por diversos mandatos (1995-2014). Principais candidatos
  • 66.
    Brasil: Eleições 201466 2 de setembro de 2014 Disputas nos estados fortalecerão alinhamentos antigovernistas As pesquisas mais recentes de intenção de voto em alguns estados sugerem que as disputas favorecerão a eleição de governadores que tenham manifestado apoio a um ou mais candidatos de oposição nas eleições presidenciais. Essas pesquisas apontam o favoritismo de candidatos a governador aliados aos partidos de oposição na maioria dos estados, tendência que, se consolidada, representará um avanço da oposição sobre alguns estados do Nordeste e Centro-Oeste, atualmente com governadores da base de base de apoio do governo federal.  Do total de 26 estados e Distrito Federal, em 13 têm governador do PT ou de um dos principais partidos da coalizão do governo federal que tenham declarado apoio à reeleição da presidente. Na ponderação do total de eleitores, esses estados correspondem a 41% do eleitorado total, incluindo colégios eleitorais em todas as regiões, como são os casos do Rio de Janeiro, no Sudeste, da Bahia e do Ceará, no Nordeste, e do Rio Grande do Sul, no Sul (Gráfico 21).  Os governadores alinhados aos candidatos da oposição controlam 14 estados, principalmente os colégios eleitorais do Sudeste, como São Paulo e Minas Gerais, alguns estados do Nordeste, como Pernambuco, Paraíba e Piauí, e do Norte, como o Pará, somando 59% dos eleitores. As pesquisas eleitorais até agosto sugerem que os cenários mais prováveis são (Gráfico 24):  Norte e Centro-Oeste: A eleição de governadores vinculados à candidatura governista federal no Norte, principalmente no Pará e Tocantins, onde os candidatos lideram as últimas pesquisas de intenção de votos. Em contrapartida, a tendência é de redução do espaço do governo no Centro-oeste, como no Mato Grosso e, possivelmente, também no Distrito Federal. Mato Grosso do Sul (MS) As pesquisas de intenção de voto de agosto indicavam significativa dianteira do candidato do PT, Delcídio do Amaral, que conta com o apoio de Dilma Rousseff. Essas pesquisas e o quadro eleitoral no Estado sugerem possível realização de um segundo turno nas eleições. O atual governador André Puccinelli (PMDB) termina seu segundo mandato à frente do governo estadual e, portanto, não será candidato. O elevado nível de aprovação de Puccinelli pode contribuir para o crescimento das intenções de voto do candidato do PMDB, Nelsinho Trad. O candidato do PSDB, Reinaldo Azambuja, será apoiado por Aécio Neves. Eleitorado1,80 milhõesde pessoas1,3% dototal do PaísCapitalCampo Grande é governada pelo PP e possui 28% dos eleitores do estado. Situação eleitoralEstadolocalizadona RegiãoCentro-Oeste do BrasilDelcídio do Amaral (PT) Senador pelo estado (2003-2014). Nelsinho Trad Filho (PMDB) Ex-prefeito de Campo Grande (2005- 2012) e Secretário de Articulação com os Municípios do atual governo estadual. Reinaldo Azambuja (PSDB) Ex-deputado estadual (2007-2010) e federal (2010-2014). Concorreu à prefeitura da capital em 2012, perdendo em primeiro turno. Principais candidatos
  • 67.
    Brasil: Eleições 201467 2 de setembro de 2014  Sul: os governadores do Paraná (PSDB) e de Santa Catariana (PSD) tendem a ser reeleitos, enquanto, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul permanece incerto. As pesquisas mais recentes de intenção de voto apontam para uma provável vitória de candidato alinhado à oposição naquele estado.  Sudeste: as últimas pesquisas de intenção de voto sugerem que a probabilidade de alteração significativa no alinhamento político dos governos estaduais ao governo federal não é alta, com exceção de Minas Gerais, há anos controlada por partidos de oposição ao governo federal. Minas Gerais ocupa um papel central nas disputas estaduais entre os partidos governistas e de oposição, pois representa 11% do colégio eleitoral do país. O candidato Fernando Pimentel (PT) lidera as pesquisas de intenção de voto em agosto, mas por margem não muito alta. Portanto, o resultado das eleições estaduais é de difícil prognóstico. Mesmo assumindo que o PT vença as eleições no estado, os partidos de oposição ao governo federal tendem a continuar a controlar os estados do Sudeste que, somados, agregam a maioria do eleitorado nacional (58% do total, versus os atuais 59%). Na hipótese em que Minas Gerais eleja um governador de oposição ao governo federal, os partidos de oposição expandiriam sua influência dos atuais 59% do eleitorado para 69%.  Nordeste: as últimas pesquisas de intenção de voto também sugerem ser provável que os candidatos alinhados à candidatura de Dilma Rousseff se elejam no Piauí e em Pernambuco. No entanto, esse movimento dificilmente compensará o avanço de candidatos de oposição na Bahia, Ceará e Maranhão. Gráfico 21: Alinhamento do governador atual com a base governista federal Gráfico 22: Alinhamento dos principais candidatos a governador com a base governista federal % do eleitorado % do eleitorado Fonte: Compendio de pesquisas eleitorais do jornalista Fernando Rodrigues, Credit Suisse Fonte: Compendio de pesquisas eleitorais do jornalista Fernando Rodrigues, Credit Suisse Governo estadual alinhado à campanha da candidata governista Governo estadual alinhado à campanha de candidato da oposição 41 59 Estados cuja tendência de alinhamento político a partir de 2015 permanece indefinida Estados cuja tendência é a mudança no alinhamento político em relação à atual base do governo federal 28 58 14
  • 68.
    Brasil: Eleições 201468 2 de setembro de 2014 Portanto, o saldo líquido das disputas estaduais considerando o peso relativo dos estados no eleitorado nacional depende, principalmente, do resultado em Minas Gerais. No Norte, o cenário mais provável é que os partidos que participam da base de apoio do governo federal fortaleçam sua presença regional. Nas demais regiões, a tendência evidencia nas pesquisas de opinião mais recentes é a de crescimento da oposição.
  • 69.
    Brasil: Eleições 201469 2 de setembro de 2014 Eleições parlamentares Câmara de Deputados e Senado Federal O Poder Legislativo Federal brasileiro é bicameral, ou seja, é composto por uma casa propositora – a Câmara de Deputados – e por uma casa revisora – Senado Federal. Na prática, porém, essa divisão de tarefas não ocorre, tendo o Senado plena autonomia para propor projetos de lei dos mais diversos interesses. Em 2014, estarão em disputa todas as 513 cadeiras da Câmara de Deputados e 27 das 81 cadeiras do Senado Federal. Os deputados federais têm mandatos de quatro anos, enquanto os mandatos dos senadores são de oito anos. A aproximação das eleições alterou o balanço de forças no Congresso Nacional. A bancada governista, mais numerosa em quase todo o governo Dilma Rousseff (72% da bancada da Câmara de Deputados e 74% do senado até o início de junho de 2014), diminuiu a partir da formalização das alianças, com a defecção do PTB e PT do B, que aderiram à candidatura de Aécio Neves, e do PRP, que apoiou a candidatura de Marina Silva. A base governista representava 63% da Câmara de Deputados e 64% do Senado no fim de julho de 2014. O bloco de partidos que apoiam as principais candidaturas de oposição aumentou de 20% para 29% na Câmara e de 20% para 33% no Senado (Gráfico 22). Gráfico 23: Composição da Câmara de Deputados e do Senado Federal Fonte: Câmara de Deputados, Senado Federal, Credit Suisse O lançamento das candidaturas também reforçou o grau de oposição de alguns partidos que, até o período eleitoral, vinham adotando uma postura de alinhamento seletivo às propostas do governo federal. Esses são os casos de partidos como o PV e PSC, que lançaram candidaturas próprias à Presidência da República, e do PEN e PMN, que migraram para apoiar a candidatura de Aécio Neves, após terem mantido um posicionamento independente até junho. Composição do Senado Composição da Câmara de Deputados 513Deputados81SenadoresGoverno63% Independentes 4% Oposição33% Governo64% Oposição29% Independentes 6% GovernoTotalPTPMDBPRPDTPROSPPPCdoBPSDIndependentesPRBPSOLPVPSCOposiçãoPSDBDEMPSBPTBSDPPSPTdoBPMNPRPPENSenadoresDeputados138319734326181205402151448151310318- 12111244428424618211- 6- 3- 3- 2- 1
  • 70.
    Brasil: Eleições 201470 2 de setembro de 2014 A criação de novos partidos no fim de 2013 também influenciou a composição dos blocos governista e oposicionista no Congresso. Porém, desta vez, o governo se beneficiou, provavelmente, mais que a oposição. A criação do PROS e do PSD em 2013 ampliou a base de apoio ao governo no Congresso. O principal revés para a base governista foi a criação do Solidariedade, também no fim de 2013, que se posicionou em oposição ao governo federal e contou com a filiação, principalmente, de deputados originários do PDT. As eleições para a Câmara de Deputados Com a eleição do PT à Presidência da República em 2002, aumentou também a participação nos partidos que passaram a compor a maioria governista na Câmara de Deputados. O destaque foi o aumento do número de deputados eleitos pelo PT de 59 em 1998 para 91 em 2002, constituindo a maior bancada no período e novamente em 2010. Outros partidos também ampliaram sua representatividade no período, como o PSB, o PV e o PR. Os outros partidos também cresceram bastante, mais particularmente a partir de 2006, com o fim da validade da cláusula de barreira, que permitiu maior pulverização de legendas e reverteu parte da concentração entre 2002 e 2006. Em contrapartida, o número de deputados federais do PSDB e DEM, partidos que compuseram a administração federal entre 1995 e 2003, e do PP e PTB, com participações decrescentes desde 2003, diminuiu de 293 em 1998 para 163 em 2010 (Gráfico 23). Gráfico 24: Composição partidária nas eleições para a Câmara de Deputados Gráfico 25: Distribuição estadual das vagas para Deputado Federal Número de deputados Número de deputados Fonte: Câmara de Deputados, Credit Suisse Fonte: Câmara de Deputados, Credit Suisse 705346393130252218171716121010988888888888SPMGRJBARSPRPECEMAGOPASCPBESPIALACAMAPDFMSMTRNRORRSETO
  • 71.
    Brasil: Eleições 201471 2 de setembro de 2014 A distribuição das cadeiras da Câmara entre os 26 estados e o Distrito Federal (Gráfico 24) é feita de maneira proporcional à população, sendo que nenhum estado pode possuir menos de oito ou mais de 70 deputados federais. Dentre os estados com menor bancada na Câmara de Deputados, destacam-se o Distrito Federal e boa parte dos estados do Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins) e Centro-Oeste (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e alguns estados menos populosos do Nordeste (Alagoas, Sergipe e Rio Grande do Norte). Por outro lado, São Paulo é o único dos estados cuja população assegura uma bancada de 70 deputados federais, equivalente ao limite máximo dentro da atual divisão de assentos. A aplicação dos limites mínimo e máximo para o tamanho das bancadas estaduais (8 e 70, respectivamente) resulta em certa desproporcionalidade entre o número de representantes e a população representada. Esse tem sido um dos pontos constantemente apontados pelos que advogam acerca da necessidade de reforma no sistema eleitoral corrente. Os estados da região Norte, por exemplo, possuem 8% da população brasileira, mas suas bancadas correspondem a 14% das cadeiras da Câmara de Deputados. Por outro lado, o estado de São Paulo, que possui cerca de 22% da população do País e controla apenas 14% das cadeiras da Casa. Em maio de 2014, o TSE aprovou resolução alterando o número de deputados eleitos por 13 estados, uma vez que a divisão antiga havia sido feita com dados demográficos do início da década de 1990. A nova divisão, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso por meio de lei complementar, é baseada em dados de população do Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE - Tabela 8). Os estados a serem beneficiados pela nova divisão serão: Minas Gerais (de 53 para 55 cadeiras), Ceará (de 22 para 24), Pará (17 para 21), Santa Catarina (16 para 17) e Amazonas (de 8 para 9). Por outro lado, terão menor representatividade estadual oito estados: Rio de Janeiro (de 46 para 45 cadeiras), Rio Grande do Sul (de 31 para 30), Paraná (de 30 para 29), Pernambuco (de 25 para 24), Paraíba (12 para 10), Espírito Santo (10 para 9), Alagoas (9 para 8) e Piauí (de 10 para 8). A nova divisão terá, provavelmente, impacto não somente na representatividade de cada estado, mas na distribuição partidária, tendo em vista que a presença regional dos partidos é bastante heterogênea. É provável que partidos com maior presença nacional, como PT, PMDB e PSDB sejam pouco afetados, ao passo que partidos mais atuantes nos estados beneficiados (e.g.; PP, PSD) sejam fortalecidos.
  • 72.
    Brasil: Eleições 201472 2 de setembro de 2014 Tabela 8 : Composição da Câmara por regiões Fonte: TSE, Credit Suisse As eleições no Senado Federal As eleições ao Senado Federal acontecem no mesmo ano das eleições presidenciais, alternando renovações de um terço e dois terços das cadeiras, 27 e 54 vagas, respectivamente. Em 2014, são apenas 27 vagas em disputa, uma por estado e Distrito Federal, o que limita a possibilidade de uma mudança muito significativa na composição das forças da Casa (Tabela 9). O partido que cederá o maior número de cargos para a disputa ao Senado é o PMDB, com 6 senadores cujo mandato se encerra em 31 de dezembro. Apesar de elevado na comparação com os demais partidos, esse número é relativamente baixo quando se consideram seus atuais 19 senadores. Ou seja, apesar do DeputadosEstadoPop (milhões)% do total*Nova distribuição*% Sudeste Espírito Santo (ES)3,92%92% Minas Gerais (MG)20,710%5511% Rio de Janeiro (RJ)16,58%459% São Paulo (SP)44,022%7014% Total da região85,142%17935% Nordeste Alagoas (AL)3,32%82% Bahia (BA)15,17%398% Ceará (CE)8,84%245% Maranhão (MA)6,93%184% Paraíba (PB)3,92%102% Pernambuco (PE)9,35%245% Piauí (PI)3,22%82% Rio Grande do Norte (RN)3,42%82% Sergipe (SE)2,21%82% Total da região56,228%14729% Sul Paraná (PR)11,15%296% Rio Grande do Sul (RS)11,26%306% Santa Catarina (SC)6,73%173% Total da região29,014%7615% Norte Acre (AC)0,80%82% Amapá (AP)0,80%82% Amazonas (AM)3,92%92% Pará (PA)8,14%214% Rondônia (RO)1,71%82% Roraíma(RR)0,50%82% Tocantins (TO)1,51%82% Total da região17,28%7014% Centro-Oeste Distrito Federal (DF)2,91%82% Goiás (GO)6,53%173% Mato Grosso (MT)3,22%82% Mato Grosso do Sul (MS)2,61%82% Total da região15,28%418%
  • 73.
    Brasil: Eleições 201473 2 de setembro de 2014 número aparentemente elevado de senadores em fim de mandato, isso corresponde a 32% das vagas atualmente ocupadas pelo PMDB no Senado, o que é número discreto frente, por exemplo, a 50% das vagas ocupadas pelo PT, PC do B e DEM que correm risco de não serem renovadas, ou mesmo a 83% das vagas ocupadas pelo PTB na mesma situação. Assim, ainda que marginalmente, as eleições ao Senado beneficiam partidos como o PMDB, PR e PP, já que um percentual baixo de seus senadores terá o fim de seus mandatos em dezembro deste ano. A situação é inversa para PTB e PSD, cuja maior parte da bancada pode eventualmente deixar a Casa a partir de 2015. Tabela 9: Vagas em disputa no Senado Federal em 2014 Senadores Fonte: TSE, Credit Suisse Norte Acre (AC) Amapá (AP) Amazonas (AM) Pará(PA) Rondônia (RO) Roraíma (RR) Tocantins(TO) Paraná(PR) R. Grandedo Sul (RS) Santa Catarina (SC) Sul Alagoas (AL) Bahia (BA) Ceará (CE) Maranhão(MA) Piauí (PI) Pernambuco(PE) Paraíba (PB) Rio Grande do Norte (RN) Sergipe (SE) Nordeste Espirito Santo (ES) Minas Gerais (MG) Rio de Janeiro (RJ) São Paulo (SP) Sudeste Distrito Federal (DF) Goiás (GO) Mato Grosso (MT) Mato Grosso do Sul (MS) Centro-Oeste Total3561215211Turnover potencial50%83%32%25%33%50%42%50%20%100%
  • 74.
    Brasil: Eleições 201474 2 de setembro de 2014 Das vagas em disputa, em 17 estados os candidatos ao Senado não buscam recondução ao cargo. Assim como para os cargos executivos, a reeleição ao Senado coloca esses candidatos em vantagem na comparação com os demais, em função, principalmente, do elevado grau de reconhecimento que esses candidatos possuem frente ao eleitorado local. Por exemplo, dos 10 senadores que concorrem à reeleição, cinco lideram as pesquisas de intenção de voto em seus estados por margem relativamente ampla; em outros dois estados esses candidatos estão em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto mais recentes, em ambos os casos, seguindo candidatos já bastante conhecidos do eleitorado. Os candidatos à reeleição ou contam com apoio de uma ampla coalizão de partidos que lhes asseguram um maior tempo no horário eleitoral gratuito ou têm o nome associado ao de candidato líder nas pesquisas de intenção de voto para o governo local. Nesses casos específicos, os candidatos à reeleição ao Sendo podem ser apontados como favoritos na disputa eleitoral. Em julho, 51 dos 81 senadores (63%) faziam parte de um dos partidos que compõe a coalizão da candidata a presidente, Dilma Rousseff (PT), com destaque para o PMDB (com 19 senadores) e para o PT (com 13). Outros 27 senadores (33%) eram membros de partidos que compunham as coalisões das duas principais candidaturas de oposição, Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB). Esse número inclui os seis senadores do PTB que apoiaram, até recentemente, o governo Dilma Rousseff. Apenas três senadores (4%) fazem parte de partidos que não lançaram candidatura à Presidência da República ou cujo candidato à Presidência tem baixo percentual de intenções de votos nas pesquisas mais recentes. As últimas pesquisas de intenção de voto para o Senado sugerem que o avanço dos partidos de oposição não será expressivo sobre a bancada de senadores, o que reforça a necessidade de construção de uma base de apoio que agregue partidos atualmente governistas, em caso de vitória da oposição na eleição presidencial. Caso Dilma Rousseff seja eleita, a maioria expressiva que tem assegurado ao seu governo sucessivas vitórias nas votações no Senado pouco mudará (Tabela 10). Persistindo os resultados das pesquisas de opinião de julho e agosto, o bloco governista terá sua participação reduzida para 60% do Sendo, ao passo que a participação dos senadores de partidos que hoje compõem as principais coalisões de oposição aumentaria para 37%. O PSB é o partido com maior chance de ampliação líquida de sua bancada no Senado, compensando, provavelmente, a diminuição na bancada do PTB, dentre os partidos que apoiam as principais candidaturas de oposição. Ainda, outros 18 senadores com mandato até 2018 são candidatos a outros cargos, dos quais 16 a governador, um para presidente e um para vice-presidente. Em tese, tais candidaturas abririam margem para uma renovação mais expressiva nas bancadas do Senado. Dentre esses senadores, aqueles que forem eleitos terão seus cargos ocupados por suplentes, provavelmente do mesmo partido político ou coligação partidária. Nesse caso, a alteração na composição de forças partidárias decorrente da eleição de senadores a outros cargos eletivos tende a ser, possivelmente, menos significativa. Ainda assim, há possibilidade que a renovação naquela Casa seja mais expressiva do que antecipamos.
  • 75.
    Brasil: Eleições 201475 2 de setembro de 2014 Tabela 10: Cenário para alteração na composição do Senado Federal Fonte: Senado Federal, Credit Suisse Na abertura por regiões, os destaques das disputas para o Senado são os seguintes:  Nordeste: O percentual de intenções de voto nas pesquisas mais recentes do PSB no Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte e do PSDB no Ceará reforça o cenário de ampliação no espaço dos partidos de oposição na região. A competitividade dos candidatos ao Senado no Nordeste é vinculada à competitividade da coalizão nas eleições para governador. À luz do percentual de intenções de voto nas pesquisas recentes, os partidos da base do governo têm maior favoritismo na Paraíba (por margem relativamente estreita), Pernambuco e Bahia. Nesse último caso, o candidato ao Senado pelo PMDB declarou seu apoio a Aécio Neves.  Norte: A presença de candidaturas à reeleição no Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins limita o espaço para grandes alterações no alinhamento dos representantes no Senado em relação ao governo federal. Tomando como referência as pesquisas de agosto, a probabilidade de o PSDB eleger seu candidato ao Senado no Amazonas é significativa. Em nosso entender, PT e PMDB, com forte presença nas disputas estaduais, tendem a manter o apoio majoritário dos representantes do Norte ao governo federal. Provável composição após as eleições de outubroComposição do Senado em julhoBloco governista60% Oposição37% 81senadoresBloco governista63% Outros4% Oposição33% Outros2% 81senadoresProváveis mudanças após as eleições de outubro27novosPartidos da base governistaPT13-112PMDB1919PR4-13PROS11PDT6+17PP55PC do B2-11PSD11PV1-1PSOL11PRB11Partidos das principais coalizões de oposiçãoPSDB1212DEM4+15SD11PSB4+48PTB6-33PMN+11Outros partidos de oposição independentes
  • 76.
    Brasil: Eleições 201476 2 de setembro de 2014  Sudeste: As últimas pesquisas também apontam que a vitória dos partidos de oposição ao governo federal é o resultado mais provável em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na eventualidade desse resultado ser confirmado, o espaço da coalizão ao governo federal tende a diminuir, especialmente em São Paulo. No Espírito Santo, a candidatura do PMDB – aliado ao governo federal em nível nacional - possui moderada vantagem nas pesquisas. Mas o PMDB do Espirito Santo associou- se a candidaturas de oposição em nível federal, de modo similar ao PMDB da Bahia e do Ceará.  Sul: As pesquisas recentes apontam que os partidos associados à oposição ao governo federal lideram as disputas eleitorais no Paraná e em Santa Catarina, mas não no Rio Grande do Sul. As últimas pesquisas de opinião disponíveis apontavam que a probabilidade de mudança em relação ao alinhamento atual é significativa em Santa Catariana.  Centro-Oeste: Provável crescimento no alinhamento à atual base do governo no Mato Grosso do Sul e Distrito Federal após as eleições. Enquanto isso, o quadro tende permanecer estável nos demais estados do Centro-Oeste. Eleições para as assembleias legislativas estaduais e distritais Em outubro, ocorrerão eleições também para as assembleias legislativas estaduais e para a Câmara de Deputados do Distrital Federal. No total, serão eleitos 1.059 deputados estaduais e distritais, sendo que, pelo critério de proporcionalidade, os estados do Sudeste terão o maior número de deputados eleitos. Em particular, São Paulo, Minas Gerais e o Rio de Janeiro elegerão, respectivamente, 94, 77 e 70 deputados, sendo as maiores representações do País. A Bahia elegerá 63 deputados, sendo a quarta maior representação estadual, e o Rio Grande do Sul, a quinta maior representação estadual, com 55 deputados. O número mínimo de deputados estaduais é de 24, fato que ocorre em 11 dos 27 estados e distrito federal (Gráfico 25). Esse é o caso da maior parte dos estados do Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima e Tocantins), Centro- Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal), e alguns estados do Nordeste (Sergipe e Rio Grande do Norte).
  • 77.
    Brasil: Eleições 201477 2 de setembro de 2014 Gráfico 26: Vagas em disputa para as assembleias legislativas estaduais Número de deputados estaduais Fonte: TSE, Credit Suisse Em 2013, o TSE revisou os parâmetros para distribuição das cadeiras parlamentares nos estados. As mudanças seguiram as alterações nas representações também propostas para o número de representantes federais por estado, com a Paraíba e o Piauí com a maior redução de cadeiras. Nesses estados, o número de deputados estaduais foi reduzido em seis. Os estados que menos perderam representantes foram Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco, que perderam apenas um deputado. Por outro lado, a atualização de novos parâmetros demográficos beneficiou o Pará, Amazonas, Ceará e Minas Gerais, além de Santa Catarina e Paraná. 24ACAM2424AP24RORR2424TOSP94PR54RS55SC40RJ70MG77ES30BA63PE4924MS24MT24DFGO4124RNPB36CE4630PIMA4227AL24SEPA41Número dedeputados estaduais1.059Total Brasil
  • 78.
    Brasil: Eleições 201478 2 de setembro de 2014 Intencionalmente em branco
  • 79.
    Brasil: Eleições 201479 2 de setembro de 2014 Pesquisas de opinião Principais institutos de pesquisa do país Ibope, Datafolha, MDA, Sensus, Vox Populi e Instituto Análise são alguns dos principais institutos de pesquisa de opinião pública que elaboram e aplicam questionários sobre diversos aspectos sociais, econômicos e políticos do País. De maneira geral, os seis institutos possuem corpos técnicos qualificados e produzem resultados comparáveis entre si, com algumas diferenças metodológicas, principalmente em relação às margens de erro das pesquisas, à ordem de apresentação das perguntas nos questionários e à forma de realização das entrevistas. Essas diferenças produzem algumas assimetrias temporárias nos resultados apurados à época das eleições. Porém, os resultados são, em geral, consistentes entre os institutos. O Ibope é o mais antigo instituto de pesquisa independente do País. As pesquisas do Ibope são, em geral, encomendadas por órgãos da imprensa (sobretudo, emissoras de televisão e jornais) ou por associações de classe, como a pesquisa trimestral da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa CNI/Ibope é a mais longa pesquisa regular de avaliação de governo, mantendo um questionário relativamente uniforme, o que permite a avaliação no tempo de alguns indicadores relevantes, como avaliação da administração federal e da atuação pessoal do presidente. O Datafolha não é propriamente um instituto de pesquisa independente, mas ligado ao Grupo Folha, que edita alguns dos jornais mais relevantes do País. As pesquisas nacionais de popularidade e intenção de voto do Datafolha são feitas especialmente para o principal jornal editado pelo grupo, a Folha de São Paulo, e têm período de cobertura mais variado, com maior frequência nos meses que antecedem às eleições. Em geral, os resultados das entrevistas são publicados no jornal Folha de São Paulo, sendo a publicação no site do Datafolha feita apenas depois de transcorridos um ou dois dias da publicação impressa. O MDA é um instituto de pesquisa independente, contratado regularmente pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) para pesquisas trimestrais de avaliação de governo e de intenção de votos. A pesquisa CNT/MDA é, provavelmente, a única pesquisa periódica que traz cenários para as intenções de votos para presidente em períodos não eleitorais. Essas pesquisas são divulgadas desde 2007. O Sensus Pesquisa e Consultoria costumava conduzir as pesquisas periódicas contratadas pela CNT. Mais recentemente, o instituto tem se dedicado a pesquisas eleitorais geralmente contratadas por algumas revistas de grande circulação nacional, que, no entanto, tem sido mais esporádicas. Por conta desse fato, essas pesquisas têm alguma dificuldade em capturar movimentos mais abruptos nas intenções de voto, mas trazem informações acerca da expectativa do entrevistado sobre o comportamento de algumas variáveis econômicas relevantes para a decisão eleitoral, como, por exemplo, percepção sobre inflação, expectativa de desemprego, renda entre outros. De modo similar ao instituto Sensus, o Vox Populi não publica pesquisas periódicas de avaliação de governo e intenção de votos. Em geral, suas pesquisas são encomendadas
  • 80.
    Brasil: Eleições 201480 2 de setembro de 2014 por órgãos de imprensa (jornais e canais de TV), sobretudo de abrangência local, sendo concentras nos períodos específicos da campanha eleitoral. O Instituto Análise realiza pesquisas de intenção de voto e aprovação de governo, concentradas principalmente nos períodos das campanhas eleitorais. Seus questionários têm ênfase nas expectativas dos entrevistados e oferecem indicações de alguns elementos possivelmente relevantes para a escolha dos eleitores. Pesquisas de avaliação da administração federal A avaliação do governo no Brasil é feita por dois indicadores específicos rotineiramente apresentados pelas pesquisas eleitorais: a avaliação do entrevistado em relação ao desempenho da administração federal, classificada em cinco categorias distintas (“excelente”, “bom”, “regular”, “ruim” e “péssima”), e da atuação pessoal do presidente (também classificada nas mesmas cinco categorias). Em geral, estes dois indicadores têm comportamentos parecidos, sendo que o segundo captura de um modo mais direto a influência de certas características pessoais do presidente. Em particular, a avaliação favorável da atuação pessoal da presidente Dilma Rousseff (soma dos entrevistados que classificam sua atuação pessoal como “ótima” ou “boa”) tem recuado desde meados de 2013, chegando próximo ao nível obtido por Fernando Henrique Cardoso no mesmo período de seu segundo mandato como Presidente (Gráfico 26), em que a sua avaliação pessoal foi, em média, a menor desde 1994. Gráfico 27: Aprovação da maneira de governar do presidente % dos entrevistados que classifica como “ótimo” ou “bom” a maneira pessoal de governar do presidente Fonte: Ibope, Credit Suisse Em tese, a avaliação da administração federal permite uma comparação mais direta do desempenho de diferentes governos, precisamente porque supõe contornar aspectos de caráter mais personalista. A exemplo da aprovação pessoal da presidente, a avaliação do governo de Dilma Rousseff também recuou, sobretudo a partir das manifestações ocorridas em junho de 2013. A aprovação da administração Rousseff no 2T14 era compatível com a avaliação dos governos FHC e Lula em seus primeiros mandatos como Lula 2RousseffFHC 1Lula 1FHC 220304050607080901001T2T3T4T5T6T7T8T9T10T11T12T13T14T15T16T8771613544
  • 81.
    Brasil: Eleições 201481 2 de setembro de 2014 presidentes (Gráfico 27). No entanto, a desaprovação da administração Dilma Rousseff (soma dos entrevistados que classificam a administração da atual presidente como “ruim” ou “péssima”) era relativamente elevada na comparação histórica, evidenciando alta polarização política das atuais eleições. Gráfico 28: Taxa de aprovação da administração federal % dos entrevistados Fonte: Datafolha, Credit Suisse Pesquisas de intenção de voto para Presidência da República Os principais institutos de pesquisa de opinião pública divulgam sondagens de intenção de voto para as eleições de 2014 desde meados de 2013. A frequência com que essas pesquisas ocorrem tende a aumentar com a aproximação da campanha eleitoral. A única pesquisa que tem mantido um histórico de perguntas relativas à intenção de voto para presidente entre as campanhas eleitorais é a conduzida pela CNT/MDA. Ainda assim, os candidatos normalmente apontados pelas pesquisas nos períodos em que não há pré- campanhas ou campanhas eleitorais em andamento dificilmente coincidem com a lista de candidatos oficial, que só é conhecida após o período de convenções partidárias de junho. As pesquisas realizada em agosto que se seguiram à morte do candidato do PSB, Eduardo Campos, apontam Dilma Rousseff liderando em intenções de voto para primeiro turno, seguida de Marina Silva e de Aécio Neves, como terceiro colocado (Gráfico 28). Essas sondagens mais recentes diferem significativamente dos resultados das pesquisas realizadas até o início de agosto, que incluíam o nome de Eduardo Campos no lugar de Marina Silva. A inclusão de Marina Silva na lista completa de candidatos subtraiu intenções de voto de Dilma Rousseff, Aécio Neves e de demais candidatos de menor 010203040506070809015411743561334231043164415488354536161Lula 2Lula 1FHC 2FHC 1Resultadosdas eleições(% de votosválidos) “Ótimo” ou“Bom” “Ruim” ou“Péssimo” “Ótimo” ou“Bom” “Ruim” ou“Péssimo” Ago-95Ago-97Ago-99Ago-01Ago-03Ago-05Ago-07Ago-09Ago-11Fev-14Ago-14Dilma5647477652141263529323823
  • 82.
    Brasil: Eleições 201482 2 de setembro de 2014 expressão, mas principalmente, precipitou uma migração de intenções de voto em branco ou nulo e indecisos para seu nome. Gráfico 29: Intenção de voto para as eleições presidenciais % dos entrevistados Fonte: Ibope, Credit Suisse Até julho, as pesquisas apontavam um percentual relativamente elevado de intenções de voto em branco ou nulo e de eleitores indecisos, o que contrastava com o padrão histórico das últimas eleições. A dois meses da eleição, a soma desses percentuais foi de, em média, 12,5%, número não muito inferior aos 15% apurados na última pesquisa. A convergência do nível de intenções de voto em branco/nulo/indecisos para seu padrão histórico sugere menor potencial de alteração nas intenções de voto das pesquisas de primeiro turno nas próximas semanas. Em nosso entender, as duas pesquisas de intenção voto mais comumente acompanhadas são aquelas do Instituto Datafolha e do Ibope. Os números atuais de ambas as pesquisas retratam um cenário semelhante para as intenções de voto, com algumas diferenças metodológicas menores:  Ibope: pesquisa por amostra domiciliar, em que o entrevistado é abordado pelo entrevistador em sua própria residência. Em geral, a pesquisa inicia o questionário indagando acerca da sensação de bem estar do entrevistado para em seguida perguntar a respeito de suas intenções de voto para primeiro e segundo turno. Os questionamentos relativos ao grau de reconhecimento dos candidatos e avaliação do atual governo são feitos apenas no final.  Datafolha: pesquisa de fluxo, em que o entrevistado é abordado nas ruas do bairro em que reside. Por essa razão, o percentual de não respostas da Datafolha tende a ser um pouco mais elevado que aquele apresentado pela pesquisa Ibope. Diferentemente da pesquisa Ibope, no entanto, o questionário conduzido pela Datafolha apresenta, em geral, o nome dos candidatos de modo mais recorrente, com as perguntas relativas ao grau de conhecimento dos candidatos feitas, geralmente, antes das perguntas sobre as intenções de voto para segundo turno. As pesquisas de intenção de voto para o 2º turno realizadas com várias semanas de antecedência foram capazes de antecipar os resultados das últimas três eleições presidenciais (Gráfico 29). Embora os resultados das simulações de intenções de voto para o 2º turno tenham mudado significativamente em duas ocasiões, essas alterações NãorespondeuDilmaRousseffAécioNevesMarinaSilvaEveraldoPereiraEduardoJorgeJosé MariaEymaelLevyFidelixZé MariaLucianaGenroMauroIasiRuiPimentaBrancoe nulos34193100010078Ibope, 26 de agosto29
  • 83.
    Brasil: Eleições 201483 2 de setembro de 2014 foram temporárias e insuficientes para reverter a vantagem do candidato que liderava essas pesquisas de intenção de voto realizadas ainda durante a campanha de 1º turno. Em 2006 e 2010, por exemplo, a vantagem do candidato líder nas simulações de segundo turno permaneceu relativamente inalterada até há duas ou três semanas antes da realização do primeiro turno, a partir de quando a vantagem do candidato foi afetada por um fluxo de notícias negativo em torno de seu nome em ambas as ocasiões. Em 2002, tal fato não ocorreu. Gráfico 30: Vantagem do candidato líder nas simulações de intenção de voto para o 2º turno e resultado das eleições Pontos percentuais Fonte: Datafolha, Credit Suisse Passado o impacto inicial, os resultados eleitorais acabaram por refletir a disposição de intenções de voto de diversas semanas atrás, o que sugere que os eleitores antes mesmo da realização do segundo turno já possuem uma ideia bastante precisa sobre quem votar no segundo turno das eleições, mesmo que o candidato de sua escolha no primeiro turno não esteja entre os nomes que disputarão o estágio final das eleições presidenciais. 6543211º turno4321Semanas para o 1º turnoSemanas para o 2º turno0510152025200620102º turno302002
  • 84.
    Brasil: Eleições 201484 2 de setembro de 2014 Intencionalmente em branco
  • 85.
    Brasil: Eleições 201485 2 de setembro de 2014 Lista de endereços de Internet Instituições do governo brasileiro Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br/ Câmara de Deputados http://www2.camara.leg.br/ DIAP5 http://www.diap.org.br IBGE http://www.ibge.gov.br/ IPEADATA Banco de Dados http://www.ipeadata.gov.br/ Seade6 http://www.seade.gov.br/ Senado http://www.senado.gov.br/ Tribunal Superior Eleitoral (TSE) http://www.tse.jus.br/ Institutos de pesquisas de opinião Datafolha http://www.datafolha.com.br/ Ibope http://www.ibope.com.br/ Vox Populi http://www.voxpopuli.com.br/ Notícias políticas O Estado de São Paulo http://www.estadao.com.br/ Folha de São Paulo http://www.folha.uol.com.br/ Globo News http://g1.globo.com/globo-news/ O Globo http://oglobo.globo.com/ Universo Online http://www.uol.com.br/ Valor Econômico http://www.valor.com.br/ Veja http://veja.abril.com.br/ 5 Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar 6 Sistema Estadual de Estatísticas
  • 86.
    Brasil: Eleições 201486 2 de setembro de 2014 Partidos políticos DEM http://www.dem.org.br/ PCB http://www.pcb.org.br/ PC do B http://www.pcdob.org.br/ PCO http://www.pco.org.br/ PDT http://www.pdt.org.br/ PEN http://www.pdt.org.br/ PHS http://phs.org.br/ PMDB http://pmdb.org.br/ PMN http://pmn.org.br/ PP http://www.pp.org.br/ PPL http://www.partidopatrialivre.org.br/ PPS http://portal.pps.org.br/ PR http://www.partidodarepublica.org.br/ PRB http://www.prb.org.br/ PROS http://www.pros.org.br/ PRP http://www.prp.org.br/ PRTB http://www.prtb.org.br/ PSB http://www.psb40.org.br/ PSC http://www.psc.org.br/ PSD http://www.psd.org.br/ PSDB http://www.psdb.org.br/ PSDC http://www.psdc.org.br/ PSL http://www.psl-sp.org.br/ PSOL http://psol50.org.br/site/ PSTU http://www.pstu.org.br/ PT https://www.pt.org.br/ PTB http://www.ptb.org.br/ PTC http://www.ptc36nacional.com.br/ PT do B http://www.ptdob.org.br/home/ PTN http://www.ptn.org.br/ PV http://pv.org.br/ SD http://www.solidariedade77.org.br/