Capítulo 12
Reflexão sobre Relacionamentos:
Desenvolvimento
Sociocognitivo e Moral
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
O desenvolvimento da cognição social
 Alguns princípios e questões gerais
 A cognição social das crianças desenvolve-se em certas direções:
 De características externas para internas
 De observação para inferência
 De definitivo para qualificado
 De visão do observador para visão geral
 As crianças devem aprender regras especiais sobre interações
sociais
 Roteiros sociais sobre educação, revezamento e hierarquias de poder e
dominância
 Os roteiros sociais desenvolvem expectativas das crianças sobre como
esperar que os outros se comportem
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Descrevendo outras pessoas
 Descrições das crianças dos outros
 6–8 anos
 Foco em aspectos externos exclusivamente
 7–8 anos
 Foco em traços internos
 Supõem que esses traços aparecem em muitas situações
 Traços de personalidade acrescentados
 Adolescência
 Comparações de um traço com outro
 Comparações de uma pessoa com outra
 Reconhecimento de mais exceções e inconsistências
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Figura 12.1
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Entendendo os sentimentos dos outros
 Habilidade cognitiva e informação social necessárias para
entender as emoções dos outros
 Identificar sinais corporais, expressões faciais
 O conhecimento é adquirido com o tempo de 1 ano de idade
até a adolescência
 Crianças pré-escolares que conhecem e usam mais palavras
relacionadas à emoção são mais populares com seus pares
 A pesquisa longitudinal mostra que essas habilidades persistem e
levam a melhor competência social
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
O desenvolvimento de empatia
 Empatia
 Envolve dois aspectos
 Compreender o estado ou condição emocional de outra pessoa
 Combinar aquele estado emocional com o seu próprio
 A simpatia nasce de respostas empáticas
 Com o aumento da idade, a resposta empática da criança é guiada
menos pela emoção imediata, observada, e mais pelas inferências
ou deduções das crianças sobre os sentimentos da outra pessoa
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
O desenvolvimento de empatia
(Hoffman, 2007)
 Empatia global
 Empatia egocêntrica
 Empatia pela condição de vida do outro
 Empatia pelos sentimentos do outro
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Descrevendo as amizades
 Crianças pré-escolares entendem as amizades em termos
de atividades comuns
 Ensino fundamental
 Amizades baseadas em confiança recíproca
 Amigos – pessoas especiais com qualidades desejadas
 Ligação temporal – passam o tempo com amigos e são ligados por
uma história
 Graduações nas amizades
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Figura 12.2
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Descrevendo as amizades
 11 ou 12 anos de idade
 A intimidade torna-se importante
 Metade da adolescência
 Os amigos são confidentes, apoiadores, dignos de confiança
 A amizade é mais qualificada
 Final da adolescência
 As amizades não são estáticas
 Não podem satisfazer todas as necessidades
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Figura 12.3
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Entendendo regras e intenções
 Regras convencionais
 Regras arbitrárias criadas por um grupo ou cultura particular
 Regras escolares
 Regras morais
 Universais e obrigatórias – refletindo princípios básicos que
garantem os direitos dos outros
 Não matar
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Entendendo regras e intenções
 Crianças pequenas podem fazer distinções entre acidentes
e comportamentos intencionais
 Comportamentos intencionais são errados e devem ser punidos
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Figura 12.4
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Desenvolvimento moral
 Dimensões do desenvolvimento moral
 Emoções morais
 Freud
 Regras morais aprendidas por meio de identificação com o pai do mesmo sexo
durante o estágio fálico
 O superego se desenvolve
 Consciência – lista de coisas que “meninos bons” e “meninas boas” não fazem
 Desobediência leva à culpa
 Ideal do ego – lista de coisas que “meninos bons” e “meninas boas” fazem
 Deixar de cumprir esses padrões traz vergonha
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Emoções morais
 Erikson
 Acrescenta orgulho
 Regras morais aprendidas de ambos os pais
 A pesquisa apoia
 O papel dos pais em formar emoções morais
 A formação ocorre antes dos 6 anos de idade
 Crianças abusadas exibem menos entendimento de situações que
produzem culpa e orgulho nas pessoas
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Emoções morais
 O desenvolvimento cognitivo ajuda as crianças a mudarem
de sentir culpa apenas quando apanhados (7 anos) para
sentir culpa quando fazem alguma coisa errada (9 a 10 anos)
 A associação culpa-comportamento está ligada ao
temperamento
 Temperamento medroso – mais culpa
 Estilo de paternagem
 Filhos de mães que usam disciplina de afirmação de poder tal como
gritar e espancar exibem menos culpa
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Comportamento moral
 B.F. Skinner
 Condicionamento operante
 As consequências ensinam as crianças a obedecer regras morais
 Os adultos recompensam comportamento moral com elogio
 Os adultos punem comportamento moralmente inaceitável
 A punição pode interferir no desenvolvimento moral
 Quando a punição é severa, as crianças podem não fazer a associação
entre o comportamento e a punição
 As crianças podem abster-se do mau comportamento apenas quando o
pai está presente
 Uma abordagem que combina punição com explicações
fundamentadas pode ser mais efetiva
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Comportamento moral
 Albert Bandura
 As crianças aprendem mais pela observação de comportamentos
 Comportamentos recompensados serão imitados enquanto
comportamentos punidos serão evitados
 A pesquisa apoia esta teoria
 As crianças aprendem comportamento moral, tanto aceitável como
inaceitável, pela observação dos comportamntos de modelos
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Raciocínio moral
 O processo de fazer julgamentos sobre a correção ou erro de atos
específicos
 Piaget – julgamentos morais aparecem com o pensamento
operacional concreto
 Estágio de realismo moral
 Crianças menores de 8 anos
 Acreditam que as regras de jogos não podem ser mudadas porque elas provêm
de autoridades
 Estágio de relativismo moral
 Crianças com mais de 8 anos
 As pessoas podem concordar em mudar regras se elas quiserem
 Todos os jogadores em um jogo devem seguir as mesmas regras
 A pesquisa apoia Piaget
 Crianças com mais de 8 anos dão mais peso a intenções do que a
consequências quando fazem julgamentos morais
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Estágios de desenvolvimento moral
de Kohlberg
 Usava dilemas morais hipotéticos para testar o raciocínio
moral
 As respostas eram classificadas em três níveis, cada um
com dois estágios
 Kohlberg não sugeriu que todos os indivíduos passam por
todos os seis estágios
 Insistia que a ordem é invaríavel e universal
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Estágios de desenvolvimento moral
de Kohlberg
 Nível 1: Moralidade pré-convencional
 Nível 2: Moralidade convencional
 Nível 3: Moralidade de princípios ou pós-convencional
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Figura 12.5
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Idade e raciocínio moral
 O raciocínio moral pré-convencional (estágios 1 e 2) é
dominante no ensino fundamental
 O raciocínio convencional (estágios 3 e 4) surge na metade
da adolescência
 O raciocínio pós-convencional (estágios 5 e 6) é
relativamente raro, mesmo em adultos
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Causas e consequências
do desenvolvimento moral
 Raciocínio moral e desenvolvimento cognitivo
 As crianças devem raciocinar ao nível operacional concreto antes
de poder usar o raciocínio moral convencional
 O pensamento operacional formal é necessário para o raciocínio ao
nível pós-convencional
 Declínio no egocentrismo é a variável cognitivo-desenvolvimental
que importa
 Tomada de papéis
 A capacidade de olhar para uma situação do ponto de vista de
outra pessoa.
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Causas e consequências
do desenvolvimento moral
 Kohlberg afirma que o apoio do ambiente social também
é necessário
 Deve dar à criança oportunidades para diálogo significativo,
recíproco sobre questões morais
 Os retratos da mídia de comportamento moralmente desviante,
especialmente comportamento violento, influenciam negativamente
o raciocínio moral das crianças
 O desenvolvimento moral deve ser sistematicamente encorajado
por pais e professores
 Um pai que pode expressar suas próprias visões morais no nível de
entendimento de uma criança tem mais probabilidade de ser capaz de
influenciar o desenvolvimento moral dela
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Questões a ponderar
 Visto que o raciocínio moral está ligado a capacidades
cognitivas, o que ou como a punição deve ser administrada
àqueles cujas capacidades cognitivas estão
significativamente prejudicadas, tais como indivíudos que
têm retardo mental?
 Que qualidades de paternagem fazem diferença em nosso
desenvolvimento moral pessoal? Como você criará seus
filhos para ajudá-los a desenvolver raciocínio moral
efetivamente?
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Raciocínio moral e comportamento moral
 O nível de raciocínio moral está positivamente
correlacionado com comportamento pró-social e
negativamente relacionado com comportamento antissocial
 As atitudes em relação a aceitabilidade da violência também
variam com os níveis de raciocínio moral
 Quanto mais alto o estágio de raciocínio moral, mais forte a
ligação ao comportamento
 15% de estudantes universitários no estágio 5 trapacearam quanto
tiveram oportunidade
 55% de estudantes universitários nos estágios 3 e 4 trapacearam
 70% no nível pré-convencional trapacearam
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Raciocínio moral e comportamento moral
 Delinquentes e raciocínio moral
 O raciocínio moral de crianças altamente agressivas é mais baixo
do que de crianças não delinquentes
 20% de um grupo de homens e mulheres delinquentes
encarcerados raciocinavam no estágio 3, comparados a 59%
de não delinquentes
 Os delinquentes parecem atrasados em raciocínio moral devido a
déficits nas habilidades de tomada de papéis
 Incapazes de ver seus crimes do ponto de vista das vítimas
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Visões alternativas
 Modelo de raciocínio pró-social de Eisenberg
 Avaliava empatia e comportamento pró-social de crianças obtendo
suas respostas a dilemas envolvendo interesse próprio
 Raciocínio hedonista – usado por pré-escolares que estão
preocupados mais com consequências para eles próprios do que com
regras morais
 Raciocínio orientado às necessidades – a criança expressa
preocupação pelas necessidades da outra pessoa, mesmo que isto
esteja em conflito com seus desejos (idade escolar)
 Os adolescentes são capazes de demonstrar valores internalizados
que orientam seus comportamentos
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
Figura 12.6
A Criança em Desenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd
A ética do cuidado de Gilligan
 Carol Gilligan
 Duas orientações morais
 Justiça
 Não tratar os outros injustamete
 Cuidado
 Não virar as costas para alguém necessitado
 Postulou que as meninas têm mais probabilidade de operar a partir de
uma orientação de cuidado enquanto os meninos usam uma orientação de
justiça e equidade
 Isto significa que meninos e meninas veem os dilemas morais diferentemente
 Estudos de adultos demonstraram esse padrão, mas estudos de
crianças, adolescentes e estudantes universitários, não
 A natureza dos dilemas influencia mais a orientação moral do que
o gênero da pessoa

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  • 2.
    Capítulo 12 Reflexão sobreRelacionamentos: Desenvolvimento Sociocognitivo e Moral
  • 3.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd O desenvolvimento da cognição social  Alguns princípios e questões gerais  A cognição social das crianças desenvolve-se em certas direções:  De características externas para internas  De observação para inferência  De definitivo para qualificado  De visão do observador para visão geral  As crianças devem aprender regras especiais sobre interações sociais  Roteiros sociais sobre educação, revezamento e hierarquias de poder e dominância  Os roteiros sociais desenvolvem expectativas das crianças sobre como esperar que os outros se comportem
  • 4.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Descrevendo outras pessoas  Descrições das crianças dos outros  6–8 anos  Foco em aspectos externos exclusivamente  7–8 anos  Foco em traços internos  Supõem que esses traços aparecem em muitas situações  Traços de personalidade acrescentados  Adolescência  Comparações de um traço com outro  Comparações de uma pessoa com outra  Reconhecimento de mais exceções e inconsistências
  • 5.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Figura 12.1
  • 6.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Entendendo os sentimentos dos outros  Habilidade cognitiva e informação social necessárias para entender as emoções dos outros  Identificar sinais corporais, expressões faciais  O conhecimento é adquirido com o tempo de 1 ano de idade até a adolescência  Crianças pré-escolares que conhecem e usam mais palavras relacionadas à emoção são mais populares com seus pares  A pesquisa longitudinal mostra que essas habilidades persistem e levam a melhor competência social
  • 7.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd O desenvolvimento de empatia  Empatia  Envolve dois aspectos  Compreender o estado ou condição emocional de outra pessoa  Combinar aquele estado emocional com o seu próprio  A simpatia nasce de respostas empáticas  Com o aumento da idade, a resposta empática da criança é guiada menos pela emoção imediata, observada, e mais pelas inferências ou deduções das crianças sobre os sentimentos da outra pessoa
  • 8.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd O desenvolvimento de empatia (Hoffman, 2007)  Empatia global  Empatia egocêntrica  Empatia pela condição de vida do outro  Empatia pelos sentimentos do outro
  • 9.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Descrevendo as amizades  Crianças pré-escolares entendem as amizades em termos de atividades comuns  Ensino fundamental  Amizades baseadas em confiança recíproca  Amigos – pessoas especiais com qualidades desejadas  Ligação temporal – passam o tempo com amigos e são ligados por uma história  Graduações nas amizades
  • 10.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Figura 12.2
  • 11.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Descrevendo as amizades  11 ou 12 anos de idade  A intimidade torna-se importante  Metade da adolescência  Os amigos são confidentes, apoiadores, dignos de confiança  A amizade é mais qualificada  Final da adolescência  As amizades não são estáticas  Não podem satisfazer todas as necessidades
  • 12.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Figura 12.3
  • 13.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Entendendo regras e intenções  Regras convencionais  Regras arbitrárias criadas por um grupo ou cultura particular  Regras escolares  Regras morais  Universais e obrigatórias – refletindo princípios básicos que garantem os direitos dos outros  Não matar
  • 14.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Entendendo regras e intenções  Crianças pequenas podem fazer distinções entre acidentes e comportamentos intencionais  Comportamentos intencionais são errados e devem ser punidos
  • 15.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Figura 12.4
  • 16.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Desenvolvimento moral  Dimensões do desenvolvimento moral  Emoções morais  Freud  Regras morais aprendidas por meio de identificação com o pai do mesmo sexo durante o estágio fálico  O superego se desenvolve  Consciência – lista de coisas que “meninos bons” e “meninas boas” não fazem  Desobediência leva à culpa  Ideal do ego – lista de coisas que “meninos bons” e “meninas boas” fazem  Deixar de cumprir esses padrões traz vergonha
  • 17.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Emoções morais  Erikson  Acrescenta orgulho  Regras morais aprendidas de ambos os pais  A pesquisa apoia  O papel dos pais em formar emoções morais  A formação ocorre antes dos 6 anos de idade  Crianças abusadas exibem menos entendimento de situações que produzem culpa e orgulho nas pessoas
  • 18.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Emoções morais  O desenvolvimento cognitivo ajuda as crianças a mudarem de sentir culpa apenas quando apanhados (7 anos) para sentir culpa quando fazem alguma coisa errada (9 a 10 anos)  A associação culpa-comportamento está ligada ao temperamento  Temperamento medroso – mais culpa  Estilo de paternagem  Filhos de mães que usam disciplina de afirmação de poder tal como gritar e espancar exibem menos culpa
  • 19.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Comportamento moral  B.F. Skinner  Condicionamento operante  As consequências ensinam as crianças a obedecer regras morais  Os adultos recompensam comportamento moral com elogio  Os adultos punem comportamento moralmente inaceitável  A punição pode interferir no desenvolvimento moral  Quando a punição é severa, as crianças podem não fazer a associação entre o comportamento e a punição  As crianças podem abster-se do mau comportamento apenas quando o pai está presente  Uma abordagem que combina punição com explicações fundamentadas pode ser mais efetiva
  • 20.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Comportamento moral  Albert Bandura  As crianças aprendem mais pela observação de comportamentos  Comportamentos recompensados serão imitados enquanto comportamentos punidos serão evitados  A pesquisa apoia esta teoria  As crianças aprendem comportamento moral, tanto aceitável como inaceitável, pela observação dos comportamntos de modelos
  • 21.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Raciocínio moral  O processo de fazer julgamentos sobre a correção ou erro de atos específicos  Piaget – julgamentos morais aparecem com o pensamento operacional concreto  Estágio de realismo moral  Crianças menores de 8 anos  Acreditam que as regras de jogos não podem ser mudadas porque elas provêm de autoridades  Estágio de relativismo moral  Crianças com mais de 8 anos  As pessoas podem concordar em mudar regras se elas quiserem  Todos os jogadores em um jogo devem seguir as mesmas regras  A pesquisa apoia Piaget  Crianças com mais de 8 anos dão mais peso a intenções do que a consequências quando fazem julgamentos morais
  • 22.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Estágios de desenvolvimento moral de Kohlberg  Usava dilemas morais hipotéticos para testar o raciocínio moral  As respostas eram classificadas em três níveis, cada um com dois estágios  Kohlberg não sugeriu que todos os indivíduos passam por todos os seis estágios  Insistia que a ordem é invaríavel e universal
  • 23.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Estágios de desenvolvimento moral de Kohlberg  Nível 1: Moralidade pré-convencional  Nível 2: Moralidade convencional  Nível 3: Moralidade de princípios ou pós-convencional
  • 24.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Figura 12.5
  • 25.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Idade e raciocínio moral  O raciocínio moral pré-convencional (estágios 1 e 2) é dominante no ensino fundamental  O raciocínio convencional (estágios 3 e 4) surge na metade da adolescência  O raciocínio pós-convencional (estágios 5 e 6) é relativamente raro, mesmo em adultos
  • 26.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Causas e consequências do desenvolvimento moral  Raciocínio moral e desenvolvimento cognitivo  As crianças devem raciocinar ao nível operacional concreto antes de poder usar o raciocínio moral convencional  O pensamento operacional formal é necessário para o raciocínio ao nível pós-convencional  Declínio no egocentrismo é a variável cognitivo-desenvolvimental que importa  Tomada de papéis  A capacidade de olhar para uma situação do ponto de vista de outra pessoa.
  • 27.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Causas e consequências do desenvolvimento moral  Kohlberg afirma que o apoio do ambiente social também é necessário  Deve dar à criança oportunidades para diálogo significativo, recíproco sobre questões morais  Os retratos da mídia de comportamento moralmente desviante, especialmente comportamento violento, influenciam negativamente o raciocínio moral das crianças  O desenvolvimento moral deve ser sistematicamente encorajado por pais e professores  Um pai que pode expressar suas próprias visões morais no nível de entendimento de uma criança tem mais probabilidade de ser capaz de influenciar o desenvolvimento moral dela
  • 28.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Questões a ponderar  Visto que o raciocínio moral está ligado a capacidades cognitivas, o que ou como a punição deve ser administrada àqueles cujas capacidades cognitivas estão significativamente prejudicadas, tais como indivíudos que têm retardo mental?  Que qualidades de paternagem fazem diferença em nosso desenvolvimento moral pessoal? Como você criará seus filhos para ajudá-los a desenvolver raciocínio moral efetivamente?
  • 29.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Raciocínio moral e comportamento moral  O nível de raciocínio moral está positivamente correlacionado com comportamento pró-social e negativamente relacionado com comportamento antissocial  As atitudes em relação a aceitabilidade da violência também variam com os níveis de raciocínio moral  Quanto mais alto o estágio de raciocínio moral, mais forte a ligação ao comportamento  15% de estudantes universitários no estágio 5 trapacearam quanto tiveram oportunidade  55% de estudantes universitários nos estágios 3 e 4 trapacearam  70% no nível pré-convencional trapacearam
  • 30.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Raciocínio moral e comportamento moral  Delinquentes e raciocínio moral  O raciocínio moral de crianças altamente agressivas é mais baixo do que de crianças não delinquentes  20% de um grupo de homens e mulheres delinquentes encarcerados raciocinavam no estágio 3, comparados a 59% de não delinquentes  Os delinquentes parecem atrasados em raciocínio moral devido a déficits nas habilidades de tomada de papéis  Incapazes de ver seus crimes do ponto de vista das vítimas
  • 31.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Visões alternativas  Modelo de raciocínio pró-social de Eisenberg  Avaliava empatia e comportamento pró-social de crianças obtendo suas respostas a dilemas envolvendo interesse próprio  Raciocínio hedonista – usado por pré-escolares que estão preocupados mais com consequências para eles próprios do que com regras morais  Raciocínio orientado às necessidades – a criança expressa preocupação pelas necessidades da outra pessoa, mesmo que isto esteja em conflito com seus desejos (idade escolar)  Os adolescentes são capazes de demonstrar valores internalizados que orientam seus comportamentos
  • 32.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd Figura 12.6
  • 33.
    A Criança emDesenvolvimento – Helen Bee & Denise Boyd A ética do cuidado de Gilligan  Carol Gilligan  Duas orientações morais  Justiça  Não tratar os outros injustamete  Cuidado  Não virar as costas para alguém necessitado  Postulou que as meninas têm mais probabilidade de operar a partir de uma orientação de cuidado enquanto os meninos usam uma orientação de justiça e equidade  Isto significa que meninos e meninas veem os dilemas morais diferentemente  Estudos de adultos demonstraram esse padrão, mas estudos de crianças, adolescentes e estudantes universitários, não  A natureza dos dilemas influencia mais a orientação moral do que o gênero da pessoa