AVALIAÇÃO de Língua Portuguesa E.M
TEXTO 1                                         TEXTO 2                                              . 1-Na comparação dos textos acima, concluímos
Vende-se uma casa encantada                     VENDE-SE CASA REALENGO                               que o texto 1
No topo da mais alta montanha.                  R$ 19.750                                            (A) é um classificado de jornal; o 2 é um
Tem dois amplos salões                          Ótima casa (laje), varanda, quarto, sala,            classificado poético.
Onde você poderá oferecer banquetes             cozinha, banheiro, pequeno quintal, podendo          (B) é estruturado em forma de versos; o 2
Para os duendes e anões                         ampliar.                                             apresenta a linguagem objetiva.
Que moram na floresta ao lado.                  Junto condução/comércio.                             (C) anuncia uma casa real; o 2 anuncia uma casa
Roseana Murray. Classificados Poéticos.         Tratar Tel.: 3904-1409. Cr.: 04833. Extra,           imaginária.
Belo Horizonte, Miguilim, 1990.                 agosto de 2009                                       (D) enumera os cômodos de uma casa; o 2
                                                                                                     descreve o quarto da casa.

A boneca Guilhermina                                                                                      2-No trecho "Mas quando ela chora, eu não
Esta é a minha boneca, a Guilhermina. Ela é uma boneca muito bonita, que faz xixi e cocô.                 aguento" (l. 7), a expressão sublinhada
Ela é muito boazinha também. Faz tudo o que eu mando. Na hora de dormir, reclama um                       significa, em relação à dona da boneca,
pouco. Mas depois que pega no sono, dorme a noite inteira! Às vezes ela acorda no meio da                 sentimento de
noite e diz que está com sede. Daí eu dou água para ela. Daí ela faz xixi e eu troco a fralda              (A) paciência.
dela. Então eu ponho a Guilhermina dentro do armário, de castigo. Mas quando ela chora, eu                (B) pena.
não aguento. Eu vou até lá e pego a minha boneca no colo. A Guilhermina é a boneca mais                   (C) raiva.
bonita da rua.                                                                                            (D) solidão.

Texto I                                                                       Texto II
Cinquenta camundongos, alguns dos quais clones de clones,                     Cientistas dos EUA anunciaram a clonagem de 50 ratos a partir de
derrubaram os obstáculos técnicos à clonagem. Eles foram                      células de animais adultos, inclusive de alguns já clonados. Seriam os
produzidos por dois cientistas da Universidade do Havaí num estudo            primeiros clones de clones, segundo estudos publicados na edição de
considerado revolucionário pela revista britânica "Nature", uma das           hoje da revista "Nature".
mais importantes do mundo. (...)                                              A técnica empregada na pesquisa teria um aproveitamento de
A notícia de que cientistas da Universidade do Havaí desenvolveram            embriões — da fertilização ao nascimento — três vezes maior que a
uma técnica eficiente de clonagem fez muitos pesquisadores                    técnica utilizada por pesquisadores britânicos para gerar a ovelha
temerem o uso do método para clonar seres humanos. O Globo.                   Dolly.
Caderno Ciências e Vida. 23 jul. 1998, p. 36.                                 Folha de S.Paulo. 1º caderno - Mundo. 03 jul. 1998, p. 16.
      3-Os dois textos tratam de clonagem. Qual aspecto dessa questão é tratado apenas no texto I?
      (A) A divulgação da clonagem de 50 ratos.
      (B) A referência à eficácia da nova técnica de clonagem.
      (C) O temor de que seres humanos sejam clonados.
      (D) A informação acerca dos pesquisadores envolvidos no experimento.
EVA FUNARI                                                                                                   4-O trecho que contém uma ideia
     EVA FURNARI - Uma das principais figuras da literatura para                                             de tempo é
     crianças. Eva Furnari nasceu em Roma (Itália) em 1948 e
     chegou ao Brasil em 1950, radicando-se em São Paulo.                                                    (A) "Eva Furnari nasceu em Roma"
     Desde muito jovem, sua atração eram os livros de estampas -                                             (l. 2).
     e não causa estranhamento algum imaginá-Ia
05   envolvida com cores, lápis e pincéis, desenhando mundos e personagens para habitá-Ios...
                                                                                                             (B) "radicando-se em São Paulo" (l.
     Suas habilidades criativas encaminharam-na, primeiramente,                                              3).
     ao universo das Artes Plásticas expondo, em 1971, desenhos                                              (C) "formando-se no ano de 1976"
     e pinturas na Associação dos Amigos do Museu de Arte Moderna,                                           (l. 11).
10   em uma mostra individual. Paralelamente, cursou a Faculdade                                             (D) "seu primeiro livro foi lançado
     de Arquitetura e Urbanismo da USP, formando-se no ano de 1976.                                          pela Ática" (l. 15-16).
     No entanto, erguer prédios tornou-se pouco atraente quando
     encontrou a experiência das narrativas visuais.
     Iniciou sua carreira como autora e ilustradora, publicando histórias
15   sem texto verbal, isto é, contadas apenas por imagens. Seu primeiro
     livro foi lançado pela Ática, em 1980, Cabra-cega, inaugurando a
     coleção Peixe Vivo, premiada pela Fundação Nacional do Livro
     Infantil e Juvenil - FNLlJ.
     Ao longo de sua carreira, Eva Furnari recebeu muitos prêmios, entre
20   eles contam o Jabuti de "Melhor Ilustração" - Trucks (Ática, 1991),
     A Bruxa Zelda e os 80 Docinhos (1986) e Anjinho (1998) - sete
     láureas concedidas pela FNLlJ e o Prêmio APCA pelo conjunto de sua obra.
http:llcaracal.imaginaria.cam/autografas/evafurnari/index.html
O menino que mentia                                                                                          5- O texto tem a finalidade de
      Um pastor costumava levar seu rebanho para fora da aldeia. Um dia                                      (A) dar uma informação.
      resolveu pregar uma peça nos vizinhos.                                                                 (B) fazer uma propaganda.
      - Um lobo! Um lobo! Socorro! Ele vai comer minhas ovelhas! Os                                          (C) registrar um acontecimento.
      vizinhos largaram o trabalho e saíram correndo para o campo para                                       (D) transmitir um ensinamento
05    socorrer o menino. Mas encontraram-no às gargalhadas. Não havia lobo nenhum.
      Ainda outra vez ele fez a mesma brincadeira e todos vieram ajudar;
      e ele caçoou de todos.
      Mas um dia o lobo apareceu de fato e começou a atacar as ovelhas.
10    Morrendo de medo, o menino saiu correndo. - Um lobo! Um lobo! Socorro!
      Os vizinhos ouviram, mas acharam que era caçoada. Ninguém
      socorreu e o pastor perdeu todo o rebanho.
      Ninguém acredita quando o mentiroso fala a verdade.
      BENNETT, William J. O Livro das Virtudes para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997
.

UM ÍNDIO                                                                       TEXTO:
                                                                               O LOBO E O CORDEIRO
“Um índio descerá                                                              Vamos mostrar que a razão do mais forte é sempre a melhor.
De uma estrela colorida brilhante                                              Um cordeiro matava a sede numa corrente de água pura, quando
De uma estrela que virá                                                        chega um lobo cuja fome o levava a buscar caça.
Numa velocidade estonteante                                                    – Que atrevimento é esse de sujar a água que estou bebendo? diz
E pousará no coração do Hemisfério Sul, na América num claro                   enfurecido o lobo. – Você será castigado por essa temeridade.
instante.                                                                      – Senhor – respondeu o cordeiro –, que Vossa Majestade não se
(...)”                                                                         encolerize e leve em conta que estou bebendo vinte passos mais
                                                                               baixo que o Senhor. Não posso, pois< sujar a água que está
O trecho retrata o índio de maneira                                            bebendo.
(A) conceituada.                                                               – Você a suja – diz o cruel animal. – Sei que você falou mal de mim
(B) exaltada.                                                                  no ano passado.
(C) formalizada.                                                               – Como eu poderia tê-lo feito, se não havia sequer nascido? –
(D) problematizada                                                             respondeu o cordeiro. – Eu ainda mamo.
                                                                               – Se não foi você, foi seu irmão.
                                                                               – Eu não tenho irmãos.
(Descritor 20)TEXTO:                                                           – Então, foi alguém dos seus, porque todos vocês, inclusive
Me alimentaram                                                                 pastores e cães, não me poupam. Disseram-me isso e, portanto,
Me acariciaram                                                                 preciso vingar-me.
Me aliciaram                                                                   Sem fazer nenhuma outra forma de julgamento, o lobo pegou o
Me acostumaram                                                                 cordeiro, estraçalhou-o e devorou-o.
O meu mundo era o apartamento                                                  (LA FONTAINE, Jean de. Fables. Tours. Alfred Mame et Fils, 1918.
Detefon. Almofada e trato                                                      v.1. p.10.)
Todo dia filé mignon.
                                                                               6. No trecho “…a razão do mais forte é sempre a melhor”, está
(HENRIQUEZ, Luiz/ BARDOTTI, Sérgio/ BUARQUE, CHICO. In                         expressa a idéia de que
Chico Buarque de Hollanda. Literatura comentada. São Paulo: Nova               (A) o lobo se sentiu dono da água por ser maior que o cordeiro.
Cultural, 1980.)                                                               (B) o lobo usou todos os argumentos para humilhar o cordeiro que
                                                                               era sempre manso.
6. Os autores, nesta música optaram pelo pronome oblíquo “me” no               (C) pensando que o cordeiro havia falado mal dele resolveu devorá-
início de quatro versos para                                                   lo.
(A) indicar o desconhecimento do uso da colocação pronominal.                  (D) aproveitando-se de sua grandeza física sente-se no direito de
(B) criticar a norma culta da língua.                                          devorá-lo, sem justificativa.
(C) manifestar elogios a variedade coloquial da língua.                        (E) a aproximação entre o lobo e o cordeiro, através de conversa
(D) ridicularizar o modo de falar das pessoas.                                 irritante, facilitou a captura.
(E) tornar mais espontânea a linguagem do texto
 (Descritor 13) TEXTOS: CANÇÃO DO EXÍLIO                                                   CANÇÃO DE EXÍLIO

 Minha terra tem macieiras da Califórnia                                                   Minha terra tem palmeiras,
 onde cantam gaturamos de Veneza.                                                          Onde canta o sabiá;
 Os poetas da minha terra                                                                  As aves que aqui gorjeiam,
 são pretos que vivem em torres de ametistas,                                              Não gorjeiam como lá.
 os sargentos do exército são monistas, cubistas,
 os filósofos são polacos vendendo a prestações.                                           Nosso céu tem mais estrelas,
 A gente não pode dormir                                                                   Nossas várzeas têm mais flores,
 com os oradores e os pernilongos.                                                         Nossos bosques têm mais vida,
 Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.                                      Nossa vida mais amores.
 Eu morro sufocado
 em terra estrangeira.                                                                     Em cismar, sozinho, à noite –
 Nossas flores são mais bonitas                                                            Mais prazer encontro eu lá;
 nossas frutas mais gostosas                                                               Minha terra tem mais palmeiras,
 mas custam cem mil réis a dúzia.                                                          Onde canta o sabiá.
 Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
 e ouvir um sabiá com certidão de idade.                                                   Minha terra tem primores,
                                                                                           Que tais não encontro eu cá;
 (MENDES, Murilo. Apud. PLATÃO, Francisco & FIORIN, José Luiz. In: PARA ENTENDER O TEXTO   Em cismar – sozinho, à noite –
 – LEITURA E REDAÇÃO. 10ª ED. São Paulo:Ática, 1995, pp.20-21.)                            Mais prazer encontro eu lá;
                                                                                           Minha terra tem palmeiras,
 7. O escritor Murilo Mendes participou ativamente da 1ª fase                              Onde canta o sabiá.
 modernista, considerada de ruptura em relação aos moldes literários
 vigentes. Já Gonçalves Dias, poeta da 1ª geração romântica, é                             Não permita Deus que eu morra,
 considerado ufânico, idealista e nacionalista como seus companheiros.                     Sem que volte para lá;
 Essa disparidade entre membros e produções de períodos literários                         Sem que desfrute os primores
 tão diferentes e distantes entre si ocasiona o uso de                                     Que não encontro por cá;
 (A) temas, formas e estilos diferentes.                                                   Sem qu’inda aviste as palmeiras,
 (B) ) temas, formas e estilos semelhantes.                                                Onde canta o Sabiá.
 (C) temas semelhantes, mas formas e estilos diferentes.
 (D) temas e formas semelhantes, mas estilos diferentes.                                   (DIAS, Gonçalves. Apud. PLATÃO, Francisco & FIORIN, José
                                                                                           Luiz. In: PARA ENTENDER O TEXTO – LEITURA E REDAÇÃO.
 (E) temas e estilos diferentes, mas forma semelhante .                                    10ª ED. São Paulo:Ática, 1995, pp. 24-25.)

Avaliação lingua portuguesa

  • 1.
    AVALIAÇÃO de LínguaPortuguesa E.M TEXTO 1 TEXTO 2 . 1-Na comparação dos textos acima, concluímos Vende-se uma casa encantada VENDE-SE CASA REALENGO que o texto 1 No topo da mais alta montanha. R$ 19.750 (A) é um classificado de jornal; o 2 é um Tem dois amplos salões Ótima casa (laje), varanda, quarto, sala, classificado poético. Onde você poderá oferecer banquetes cozinha, banheiro, pequeno quintal, podendo (B) é estruturado em forma de versos; o 2 Para os duendes e anões ampliar. apresenta a linguagem objetiva. Que moram na floresta ao lado. Junto condução/comércio. (C) anuncia uma casa real; o 2 anuncia uma casa Roseana Murray. Classificados Poéticos. Tratar Tel.: 3904-1409. Cr.: 04833. Extra, imaginária. Belo Horizonte, Miguilim, 1990. agosto de 2009 (D) enumera os cômodos de uma casa; o 2 descreve o quarto da casa. A boneca Guilhermina 2-No trecho "Mas quando ela chora, eu não Esta é a minha boneca, a Guilhermina. Ela é uma boneca muito bonita, que faz xixi e cocô. aguento" (l. 7), a expressão sublinhada Ela é muito boazinha também. Faz tudo o que eu mando. Na hora de dormir, reclama um significa, em relação à dona da boneca, pouco. Mas depois que pega no sono, dorme a noite inteira! Às vezes ela acorda no meio da sentimento de noite e diz que está com sede. Daí eu dou água para ela. Daí ela faz xixi e eu troco a fralda (A) paciência. dela. Então eu ponho a Guilhermina dentro do armário, de castigo. Mas quando ela chora, eu (B) pena. não aguento. Eu vou até lá e pego a minha boneca no colo. A Guilhermina é a boneca mais (C) raiva. bonita da rua. (D) solidão. Texto I Texto II Cinquenta camundongos, alguns dos quais clones de clones, Cientistas dos EUA anunciaram a clonagem de 50 ratos a partir de derrubaram os obstáculos técnicos à clonagem. Eles foram células de animais adultos, inclusive de alguns já clonados. Seriam os produzidos por dois cientistas da Universidade do Havaí num estudo primeiros clones de clones, segundo estudos publicados na edição de considerado revolucionário pela revista britânica "Nature", uma das hoje da revista "Nature". mais importantes do mundo. (...) A técnica empregada na pesquisa teria um aproveitamento de A notícia de que cientistas da Universidade do Havaí desenvolveram embriões — da fertilização ao nascimento — três vezes maior que a uma técnica eficiente de clonagem fez muitos pesquisadores técnica utilizada por pesquisadores britânicos para gerar a ovelha temerem o uso do método para clonar seres humanos. O Globo. Dolly. Caderno Ciências e Vida. 23 jul. 1998, p. 36. Folha de S.Paulo. 1º caderno - Mundo. 03 jul. 1998, p. 16. 3-Os dois textos tratam de clonagem. Qual aspecto dessa questão é tratado apenas no texto I? (A) A divulgação da clonagem de 50 ratos. (B) A referência à eficácia da nova técnica de clonagem. (C) O temor de que seres humanos sejam clonados. (D) A informação acerca dos pesquisadores envolvidos no experimento. EVA FUNARI 4-O trecho que contém uma ideia EVA FURNARI - Uma das principais figuras da literatura para de tempo é crianças. Eva Furnari nasceu em Roma (Itália) em 1948 e chegou ao Brasil em 1950, radicando-se em São Paulo. (A) "Eva Furnari nasceu em Roma" Desde muito jovem, sua atração eram os livros de estampas - (l. 2). e não causa estranhamento algum imaginá-Ia 05 envolvida com cores, lápis e pincéis, desenhando mundos e personagens para habitá-Ios... (B) "radicando-se em São Paulo" (l. Suas habilidades criativas encaminharam-na, primeiramente, 3). ao universo das Artes Plásticas expondo, em 1971, desenhos (C) "formando-se no ano de 1976" e pinturas na Associação dos Amigos do Museu de Arte Moderna, (l. 11). 10 em uma mostra individual. Paralelamente, cursou a Faculdade (D) "seu primeiro livro foi lançado de Arquitetura e Urbanismo da USP, formando-se no ano de 1976. pela Ática" (l. 15-16). No entanto, erguer prédios tornou-se pouco atraente quando encontrou a experiência das narrativas visuais. Iniciou sua carreira como autora e ilustradora, publicando histórias 15 sem texto verbal, isto é, contadas apenas por imagens. Seu primeiro livro foi lançado pela Ática, em 1980, Cabra-cega, inaugurando a coleção Peixe Vivo, premiada pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLlJ. Ao longo de sua carreira, Eva Furnari recebeu muitos prêmios, entre 20 eles contam o Jabuti de "Melhor Ilustração" - Trucks (Ática, 1991), A Bruxa Zelda e os 80 Docinhos (1986) e Anjinho (1998) - sete láureas concedidas pela FNLlJ e o Prêmio APCA pelo conjunto de sua obra. http:llcaracal.imaginaria.cam/autografas/evafurnari/index.html O menino que mentia 5- O texto tem a finalidade de Um pastor costumava levar seu rebanho para fora da aldeia. Um dia (A) dar uma informação. resolveu pregar uma peça nos vizinhos. (B) fazer uma propaganda. - Um lobo! Um lobo! Socorro! Ele vai comer minhas ovelhas! Os (C) registrar um acontecimento. vizinhos largaram o trabalho e saíram correndo para o campo para (D) transmitir um ensinamento 05 socorrer o menino. Mas encontraram-no às gargalhadas. Não havia lobo nenhum. Ainda outra vez ele fez a mesma brincadeira e todos vieram ajudar; e ele caçoou de todos. Mas um dia o lobo apareceu de fato e começou a atacar as ovelhas. 10 Morrendo de medo, o menino saiu correndo. - Um lobo! Um lobo! Socorro! Os vizinhos ouviram, mas acharam que era caçoada. Ninguém socorreu e o pastor perdeu todo o rebanho. Ninguém acredita quando o mentiroso fala a verdade. BENNETT, William J. O Livro das Virtudes para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997
  • 2.
    . UM ÍNDIO TEXTO: O LOBO E O CORDEIRO “Um índio descerá Vamos mostrar que a razão do mais forte é sempre a melhor. De uma estrela colorida brilhante Um cordeiro matava a sede numa corrente de água pura, quando De uma estrela que virá chega um lobo cuja fome o levava a buscar caça. Numa velocidade estonteante – Que atrevimento é esse de sujar a água que estou bebendo? diz E pousará no coração do Hemisfério Sul, na América num claro enfurecido o lobo. – Você será castigado por essa temeridade. instante. – Senhor – respondeu o cordeiro –, que Vossa Majestade não se (...)” encolerize e leve em conta que estou bebendo vinte passos mais baixo que o Senhor. Não posso, pois< sujar a água que está O trecho retrata o índio de maneira bebendo. (A) conceituada. – Você a suja – diz o cruel animal. – Sei que você falou mal de mim (B) exaltada. no ano passado. (C) formalizada. – Como eu poderia tê-lo feito, se não havia sequer nascido? – (D) problematizada respondeu o cordeiro. – Eu ainda mamo. – Se não foi você, foi seu irmão. – Eu não tenho irmãos. (Descritor 20)TEXTO: – Então, foi alguém dos seus, porque todos vocês, inclusive Me alimentaram pastores e cães, não me poupam. Disseram-me isso e, portanto, Me acariciaram preciso vingar-me. Me aliciaram Sem fazer nenhuma outra forma de julgamento, o lobo pegou o Me acostumaram cordeiro, estraçalhou-o e devorou-o. O meu mundo era o apartamento (LA FONTAINE, Jean de. Fables. Tours. Alfred Mame et Fils, 1918. Detefon. Almofada e trato v.1. p.10.) Todo dia filé mignon. 6. No trecho “…a razão do mais forte é sempre a melhor”, está (HENRIQUEZ, Luiz/ BARDOTTI, Sérgio/ BUARQUE, CHICO. In expressa a idéia de que Chico Buarque de Hollanda. Literatura comentada. São Paulo: Nova (A) o lobo se sentiu dono da água por ser maior que o cordeiro. Cultural, 1980.) (B) o lobo usou todos os argumentos para humilhar o cordeiro que era sempre manso. 6. Os autores, nesta música optaram pelo pronome oblíquo “me” no (C) pensando que o cordeiro havia falado mal dele resolveu devorá- início de quatro versos para lo. (A) indicar o desconhecimento do uso da colocação pronominal. (D) aproveitando-se de sua grandeza física sente-se no direito de (B) criticar a norma culta da língua. devorá-lo, sem justificativa. (C) manifestar elogios a variedade coloquial da língua. (E) a aproximação entre o lobo e o cordeiro, através de conversa (D) ridicularizar o modo de falar das pessoas. irritante, facilitou a captura. (E) tornar mais espontânea a linguagem do texto (Descritor 13) TEXTOS: CANÇÃO DO EXÍLIO CANÇÃO DE EXÍLIO Minha terra tem macieiras da Califórnia Minha terra tem palmeiras, onde cantam gaturamos de Veneza. Onde canta o sabiá; Os poetas da minha terra As aves que aqui gorjeiam, são pretos que vivem em torres de ametistas, Não gorjeiam como lá. os sargentos do exército são monistas, cubistas, os filósofos são polacos vendendo a prestações. Nosso céu tem mais estrelas, A gente não pode dormir Nossas várzeas têm mais flores, com os oradores e os pernilongos. Nossos bosques têm mais vida, Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. Nossa vida mais amores. Eu morro sufocado em terra estrangeira. Em cismar, sozinho, à noite – Nossas flores são mais bonitas Mais prazer encontro eu lá; nossas frutas mais gostosas Minha terra tem mais palmeiras, mas custam cem mil réis a dúzia. Onde canta o sabiá. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; (MENDES, Murilo. Apud. PLATÃO, Francisco & FIORIN, José Luiz. In: PARA ENTENDER O TEXTO Em cismar – sozinho, à noite – – LEITURA E REDAÇÃO. 10ª ED. São Paulo:Ática, 1995, pp.20-21.) Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, 7. O escritor Murilo Mendes participou ativamente da 1ª fase Onde canta o sabiá. modernista, considerada de ruptura em relação aos moldes literários vigentes. Já Gonçalves Dias, poeta da 1ª geração romântica, é Não permita Deus que eu morra, considerado ufânico, idealista e nacionalista como seus companheiros. Sem que volte para lá; Essa disparidade entre membros e produções de períodos literários Sem que desfrute os primores tão diferentes e distantes entre si ocasiona o uso de Que não encontro por cá; (A) temas, formas e estilos diferentes. Sem qu’inda aviste as palmeiras, (B) ) temas, formas e estilos semelhantes. Onde canta o Sabiá. (C) temas semelhantes, mas formas e estilos diferentes. (D) temas e formas semelhantes, mas estilos diferentes. (DIAS, Gonçalves. Apud. PLATÃO, Francisco & FIORIN, José Luiz. In: PARA ENTENDER O TEXTO – LEITURA E REDAÇÃO. (E) temas e estilos diferentes, mas forma semelhante . 10ª ED. São Paulo:Ática, 1995, pp. 24-25.)