PODER NAS
PODER NAS
ORGANIZAÇÕES
ORGANIZAÇÕES
Capítulo 12
Capítulo 12
Maria das Graças Torres da Paz
Maria das Graças Torres da Paz
Maria do Carmo Fernandes
Maria do Carmo Fernandes
Martins
Martins
Elaine Rabelo Neiva
Elaine Rabelo Neiva
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
Objetivos & Conteúdo
Objetivos & Conteúdo
O aluno deverá ser capaz de:
• Discutir o conceito de poder e
sua aplicação ao contexto
organizacional;
• Estabelecer as inter
conexões entre os poderes
individual, grupal e
organizacional;
• Dominar conceitos que
subsidiam a análise do poder
nas organizações;
• Compreender a dinâmica de
poder nas organizações e
seus impactos sobre
resultados e processos de
mudança.
• Relacionar poder e cultura
organizacionais
Principais marcos
teóricos dos estudos
de poder;
Poder organizacional:
Coalizões, sistemas de
influência, bases e
configurações;
Poder grupal e
individual e jogos
políticos;
Poder como elemento
componente da cultura
organizacional.
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
“Toda coletividade humana abriga diferenças e exige
mediações para manter a convivência - isso envolve
processos de controle, articulação, arbitragem e
deliberação. Sem uma disciplina mínima, nenhuma
coletividade humana funciona”.
Teoria das trocas sociais: comportamento social é
uma troca de bens materiais e não materiais e de
símbolos de aprovação ou prestígio. Curso normal da
vida cotidiana: as pessoas tentam influenciar e controlar
o comportamento das outras
Algo pervasivo na vida organizacional: Se
aplica a indivíduos, grupos, equipes, organizações e
países
PONTO DE PARTIDA
PONTO DE PARTIDA
PARTE I
PARTE I
QUESTÕES CONCEITUAIS
QUESTÕES CONCEITUAIS
E TEÓRICAS
E TEÓRICAS
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
CONCEPÇÕES DE PODER
CONCEPÇÕES DE PODER
Sociologia, Ciência Política, História, Antropologia e
Psicologia.
PODER
Processo de disputa
Mobilizador de
instituições sociais
Política
Política
Expressão da Natureza Humana
Força do Desejo
Força do Desejo
Força que impulsiona
o homem
Segurança
Segurança
Fenômeno típico das sociedades
Relação
Relação
Forma de inviabilizar
a Entropia
Sobrevivência
Sobrevivência
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
PERSPECTIVAS SOBRE O PODER
PERSPECTIVAS SOBRE O PODER
-
-
Repressão, Manipulação e Dominação
Imposição da vontade de uns perante outros;
Estimulação, tensão e luta permanente;
Reprodução de uma dominação de classe;
Manutenção e reprodução das relações econômicas:
Relações desiguais de exploração do trabalho pelo
capital.
Há um conotação construtiva:
O grupo dominante não tem garantia de manutenção
de poder;
Poder relativo: Capacidade de influenciar que todos
os indivíduos tem.
Depende do uso
+
+
PODER
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
Capacidade que A
A tem de influir no
comportamento de B
B, de modo que B
B faça
algo que de outra maneira não realizaria
É a capacidade de intervir sobre a vontade
dos agentes sociais ou sobre os seus
interesses. É termo social - caracteriza uma
relação / interação mais do que um atributo da
pessoa à qual se aplica.
Não é uma posse UNILATERAL. Envolve uma
dupla relação: dominação - sujeição
dominação - sujeição; mando -
mando -
obediência
obediência.
Existe sempre um CONTRAPODER
Existe sempre um CONTRAPODER: capacidade
de resistir
PODER :
PODER :
UM CONCEITO INICIAL
UM CONCEITO INICIAL
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
Algumas distinções conceituais
Algumas distinções conceituais
PODER x INFLUÊNCIA
PODER x INFLUÊNCIA:
Duas vertentes para lidar com os
Duas vertentes para lidar com os
conceitos de
conceitos de
Primeira: a vertente americana - há
uma diferença sutil mas importante
PODER: capacidade de ... Potencial de
INFLUÊNCIA: transação ... O exercício do
poder ... Poder em ação
Segunda: são capacidades de interferir
no curso dos acontecimentos sociais.
O mando na esfera POLÍTICA e
A influência na esfera SIMBÓLICA.
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
PODER x INFLUÊNCIA
PODER x INFLUÊNCIA
PODER - MANDO
PODER - MANDO
Ter a capacidade de
decidir e de obter a
docilidade de outrem,
de ditar ordens e de
vê-las cumpridas.
Opera com meios
físicos para obter
apoios e obediência -
imposição
Faculdade de resistir
e de sabotar
Retrata o
confronto entre
forças sociais
envolve sujeição e
rebelião
INFLUÊNCIA
INFLUÊNCIA:
Induzir outrem a fazer
o que nos convém ou
nos parece
correto,sem que haja o
uso da força
Capacidade para
inculcar idéias,
transmitir propósitos,
incutir aspirações,
inspirar valores,induzir
opiniões
consentimento
persuasão e
convencimento
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
Autoridade também é exercício de poder
porém possui LEGITIMIDADE e está
INSTITUCIONALIZADA
Há o reconhecimento do direito de tomar
decisões e de fazê-las cumprir. Há o
consentimento dos subordinados
LEGITIMIDADE:
“é legítimo o ato ou a situação política que
está conforme com determinadas
crenças. É avaliado como certo e
adequado pelos agentes sociais”.
Não se confunde com LEGALIDADE.
PODER x AUTORIDADE
PODER x AUTORIDADE
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
TRADIÇÃO: (estruturas feudais; formas
primitivas de organização)
Fundamentos estão nos costumes e convenções.
Envolve relações particulares de confiança
RACIONAL - LEGAL: há a crença na validade de
um estatuto legal
Fundamentos estão nas regras instituídas
racionalmente, nas formalidades, nos
procedimentos técnicos.
Nas organizações burocráticas, modernas:
nomeação, qualificação por títulos, promoções na
carreira
CARISMA: ou ‘dom divino’ dos líderes: induz à
devoção dos seguidores
Base: veneração, imensa confiança depositada
nas qualidades
Envolve relações místicas entre líderes e adeptos
BASES DA AUTORIDADE
BASES DA AUTORIDADE
(Weber)
(Weber)
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
A Liderança
A Liderança requer compatibilidade de metas entre A
A e B.
B.
O Poder
O Poder requer dependência de B (quanto maior a
B (quanto maior a
dependência maior o poder)
dependência maior o poder)
A Liderança
A Liderança está centrada em estilos de pessoas. O Poder
O Poder
está centrado em táticas de pessoas e grupos para
conseguir obediência
A liderança transcende ao cargo ou a posições formais na
organização. Não necessita de institucionalização.
A força do líder reside na sua capacidade de convencer
seguidores e de catalisar anseios.
A Liderança não pode ser DELEGADA (é uma relação)
não consegue obediência de forma compulsória, através
do mando
não lança mão do poder nem dispõe originalmente dele
(mas pode usar).
PODER & LIDERANÇA
PODER & LIDERANÇA
PARTE II
PARTE II
PRINCIPAIS MARCOS
PRINCIPAIS MARCOS
TEÓRICOS
TEÓRICOS
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
1. Um fenômeno causal – jogo de soma zero
1. Um fenômeno causal – jogo de soma zero
2. Estratégias de exercício do poder
2. Estratégias de exercício do poder
Hobbes
(1651)
Lucke
(1980)
Hume Marx Dahal
Bacharach
&
Baratz
Maquiavel
(1513)
Foucault
(1979)
• Alguém induz outrem a fazer algo que não faria – vínculo
Causal. Uma parte ganha /outra perde – ´soma zero´
• Fontes de recursos nas arenas – espaços de luta pelo poder
• Análise das estratégias de exercício e manutenção do poder
• Poder envolve uma rede capilarizada.
DUAS GRANDES VERTENTES
DUAS GRANDES VERTENTES
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
VERTENTE 1
VERTENTE 1
Hobbes – Poder estatal
Desejo incessante de poder - conjunto dos meios que
são empregados para obter uma aparente vantagem
futura;
Estado natural é a guerra de todos contra
todos – daí a necessidade de um poder maior (o
estado) que subjuga a todos.
Hume – Noção de regularidade, causalidade
Destaca o poder como fator desencadeador /causal.
Há um iniciador que detém o poder.
Russel – Noção de intencionalidade
Poder: produção de efeitos intencionais envolvendo
dois atores.
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
VERTENTE 1
VERTENTE 1
Dahl – destaque para a intencionalidade
Poder é a extensão da capacidade de
influenciar outros a executar “algo”
Bachrach e Baratz – o poder não se limita
à tomada de decisão
Há duas faces do poder:
• Não tomada de decisão
• No contexto de criação e reforçamento de valores
políticos.
Luke – noção básica: interesse
“A” influencia /afeta “B” de modo significativo.
A exerce poder sobre B quando afeta de um modo
contrário aos interesses de B
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
VERTENTE II
VERTENTE II
Maquiavel
Focaliza o exercício e manutenção do poder – o
movimento das pessoas no interior das redes de
influência.
Poder não é algo que se TEM e sim algo que se EXERCE.
Caráter auto-regulador: só o poder limita o poder
Precursor do estudo empírico das estratégias políticas
no âmbito da sociedade e do estado;
Foucault – algo que atravessa todo o corpo
social
Análise capitalizada de poder – não se limita ao estado;
Permeia relações, produz coisas, induz ao prazer,
forma saber e produz discurso;
Constrói uma prática discursiva que legitima as
práticas sociais;
Uma relação de poder não aprisiona – há sempre a
possibilidade de resistência.
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
PODER NA PSICOLOGIA SOCIAL
PODER NA PSICOLOGIA SOCIAL
Teoria da Troca ou
Dependência.
Thibaut e Kelly (1959)
Relacionamentos
estabelecidos entre
os membros de um
grupo, em parte, são
caracterizados como
poder e dependência
Teoria da Troca
French e Raven (1959)
Explora as bases
fundamentais do
poder – que recursos as
pessoas podem utilizar
para exercer influência.
coerção, posição,
informação, recompensa,
referência, conhecimento
DUAS PROPOSIÇÕES TEÓRICAS
DUAS PROPOSIÇÕES TEÓRICAS
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
Teoria da troca e dependência
Teoria da troca e dependência
(Thibaut e Kelly)
(Thibaut e Kelly)
Interações sociais são afetadas pelos resultados geram
que são analisados em termos de custos e recompensas
O indivíduo ajusta o seu comportamento a fim de
manter melhores resultados e evitar os piores.
Avaliação é influenciada:
• pela percepção que se tem se os resultados são
dependentes dos indivíduos ou de fatores ocasionais,
imponderáveis.
Dois conceitos:
CL (nível de comparação): padrão subjetivo que serve de
parâmetro para a avaliação
CLALT (nível de comparação por alternativas):julgamento
da conveniência ou não de cessar a interação
PODER:
PODER: significa capacidade de influir nos resultados
obtidos por outrem em uma relação social.
PARTE III
PARTE III
PODER
PODER
ORGANIZACIONAL
ORGANIZACIONAL
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
PODER E A ORGANIZAÇÃO
PODER E A ORGANIZAÇÃO
As organizações:
Fenômenos complexos e
diferenciados.
Inseridas em um campo de
interesses múltiplos e
divergentes o que envolve
atender a necessidades
individuais e transformá-las
em ações organizacionais.
Para sua sobrevivência
exige-se conciliar metas e
visões, muitas vezes
divergentes. Isso implica em
acordo, barganha,
negociação.
São fenômenos multinível
Organizacional
Individual
Grupal
PODER
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
PODER ORGANIZACIONAL
PODER ORGANIZACIONAL
TEORIA DE MINTZBERG
TEORIA DE MINTZBERG
Características gerais:
As estruturas organizacionais estão em estado de
equilíbrio dinâmico.
Busca explicar o comportamento organizacional a
partir das dinâmicas de jogos de poder, intensidade de
uso das bases do poder e dos sistemas de influência;
Contempla múltiplas dimensões do poder:
• Níveis Individual e Coletivo
• Externo e Interno
• Intra e Entre Grupos;
Comportamento Organizacional: visto como um
Jogo de Poder envolvendo vários JOGADORES
(Influenciadores) que buscam controlar as
ações organizacionais
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
PODER ORGANIZACIONAL
PODER ORGANIZACIONAL
TEORIA DE MINTZBERG
TEORIA DE MINTZBERG
Elementos básicos:
Jogadores - Influenciadores
Pertencentes ou não a estrutura organizacional, têm a
intenção de exercer influência nos resultados
organizacionais.
Usam meios e sistemas de influência – Autoridade,
Ideologia, Especialidade/Perícia e Política para
controlar as decisões nas organizações.
Análise organizacional implica em: identificar os
influenciadores, suas necessidades e capacidade de
exercer o poder para atender suas necessidades.
PODER COMO FORÇA MOBILIZADORA /
CAPACIDADE DE AFETAR RESULTADOS
ORGANIZACIONAIS
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
GRUPOS DE TRABALHO:
 baseados em diferenças departamentais, diferenças
entre atividades de um departamento ou prescritas
pela hierarquia organizacional
GRUPOS DE INTERESSES:
 os atores estão conscientes de que partilham objetivos
comuns que vão além da simples interdependência
com relação às suas condutas no trabalho
COALIZÕES:
 grupos de interesses comprometidos em atingir
determinado objetivo comum. Envolve junção de um ou
mais grupos contra outros grupos de interesses.
GRUPOS CRÍTICOS NAS
GRUPOS CRÍTICOS NAS
ORGANIZAÇÕES
ORGANIZAÇÕES
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
COALIZÕES
COALIZÕES
EXTERNAS
Diferentes grupos:
Proprietários
Associados
(fornecedores,
clientes, parceiros,
competidores)
Associações (de
empregados,
profissionais)
Públicos (famílias,
líderes, movimentos,
governo)
Conselho Diretor
(formal)
INTERNAS
Membros da
organização estão
distribuídos em
diferentes níveis
hierárquicos –
Executam jogos de
poder com o objetivo
de aumentar a força
na Coalização interna
Usam diferentes
sistemas de
influência que afetam
o fluxo do poder.
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
COALIZÕES EXTERNAS
COALIZÕES EXTERNAS
PROPRIETÁRIO:
Criam a estrutura inicial e capitalizam – esperam retorno do
investimento.
Muitas estruturas de propriedade – pessoal, institucional, dispersa
(acionistas), corporativa.
• QUANTO MAIS ENVOLVIDOS E MAIS CONCENTRADA A PROPRIEDADE,
MAIOR A INFLUÊNCIA DA COALIZAÇÃO EXTERNA.
ASSOCIADOS:
Sindicatos e Associações profissionais
Voltam-se para o exercício do contra-poder e se apóiam em uma
ação coletiva.
Se ocupam mais das condições de trabalho e remuneração do que
com a missão e resultados (diferenciando-se dos clientes)
PÚBLICO:
É o influenciador externo mais afastado da organização.
Há diferentes tipos de públicos.
• Guardiões do interesse público (jornais, igrejas, famílias)
• Governo (autoridade legítima da sociedade).
• Grupos de interesses especial (entidades científicas)
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
COALIZÕES EXTERNAS
COALIZÕES EXTERNAS
DOMINADORA: poucos influenciadores que agem em
conjunto – exercem o poder diretamente
PASSIVA: influenciadores potenciais e se submetem à
coalização interna
DIVIDIDA: muitos influenciadores com demandas
conflitantes. Pode provocar divisão nas CI
Usam normas sociais
Criam restrições legais
Campanhas de pressão
Controle direto
Indicação de membros do conselho diretor
Como
Como
agem
agem
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
COALIZÕES INTERNAS
COALIZÕES INTERNAS
Utilizam quatro diferentes sistemas de
influência:
Sistema de Autoridade – Sistema formal da
organização – Subsistema de Controle de
Pessoal e Controle Burocrático;
Sistema Ideológico – baseado nas tradições,
símbolos, crenças, mitos; busca a lealdade e a
coesão, sem mecanismos formais de controle;
Sistema de Especialistas – Dominadores de
conhecimento que se diferenciam na cadeia
administrativa – controle de funções críticas,
trabalhos complexos vitais para a organização;
Sistema Político – Está à disposição de
qualquer jogador. Subversão dos interesses
organizacionais em individuais ou grupais.
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
DIFERENTES COALIZÕES INTERNAS
DIFERENTES COALIZÕES INTERNAS
CI Personalizada ou Burocrática
Predomina o sistema de autoridade
CI Ideológica
O sistema ideológico é dominante
CI Profissional
O sistema de especialista é o mais utilizado
CI Politizada
Predomina o sistema político
Autoridade Ideológico Especialista Político
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
Condicionantes de coalizões
Condicionantes de coalizões
Quantidade de recursos (conhecimento e
tecnologia): maior escassez maior a
chance de surgirem coalizões;
Grau de controle sobre os recursos
(grupos críticos têm menor chance)
Relação com o ambiente: trabalhadores de
ponta detém mais poder
Linhas de comunicação: existência de
canais diminui a chance
Capacidade de retaliação: visibilidade
torna possível retaliação de outras
coalizões
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
COALIZÕES INTERNAS
COALIZÕES INTERNAS
Os influenciadores estão atentos aos
seguintes sistemas de metas:
Sobrevivência – fundamental em qualquer
sistema - cumprir a missão.
Eficiência – otimizar a relação entre custos e
benefícios (econômica e socialmente).
Controle – a busca do controle do ambiente
externo;
Crescimento – também meta primária na
sociedade atual.
Outras metas: ideológica (missão),
formais (impostas por influenciadores
com poder), pessoais compartilhadas
(consenso tácito entre membros)
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
DINÂMICA INTERNA
DINÂMICA INTERNA
Autoridade Ideológico Especialista Político
Sobrevivência Eficiência Controle Crescimento
Sistemas de Influência
Sistemas de Influência
Sistemas de Metas
Sistemas de Metas
Estabilidade / Homeostase
do sistema
Desagrega o
sistema de
metas
Produzem e influenciam ritmo e intensidade das mudanças
Produzem e influenciam ritmo e intensidade das mudanças
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
Controle de Recursos
Controle de Recursos –
– os insumos básicos ($,
materiais, tecnologia, pessoal, apoio de clientes ou da
comunidade)
 Quanto menos depender de um influenciador, mais
autônoma a organização
Competência e Habilidade Técnica
Competência e Habilidade Técnica – detida pelos
‘especialistas’
 Os especialistas detém maior autonomia – quanto mais crítica
a especialidade, mais escassa no mercado e mais difícil de ser
substituída, maior o poder.
Corpo de Conhecimento
Corpo de Conhecimento – controle de informações
controle de informações
 Acesso e uso de informações que são relevantes para o
desenvolvimento das atividades e tomada de decisão
Prerrogativas legais
Prerrogativas legais – a base legal que especifica
a base legal que especifica
direitos e deveres da organização e dos seus membros
direitos e deveres da organização e dos seus membros
 Concentra-se nos detentores do poder formal (chefias). Mas
existe o poder informal.
Acesso
Acesso – acesso pessoal a grupos poderosos que
acesso pessoal a grupos poderosos que
controlam outras bases de poder na organização
controlam outras bases de poder na organização
BASES DE PODER
BASES DE PODER
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
CONFIGURAÇÕES DE PODER
CONFIGURAÇÕES DE PODER
COALIZÕES
COALIZÕES
INTERNAS E EXTERNAS
INTERNAS E EXTERNAS
SISTEMAS DE
SISTEMAS DE
INFLUÊNCIA
INFLUÊNCIA
AS BASES DO PODER
AS BASES DO PODER
SISTEMA DE
SISTEMA DE
METAS
METAS
Configurações de poder
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
AS CONFIGURAÇÕES DE PODER
AS CONFIGURAÇÕES DE PODER
ARENA
ARENA
POLÍTICA
POLÍTICA
SISTEMA
SISTEMA
AUTÔNOMO
AUTÔNOMO
MERITOCRACIA
MERITOCRACIA
MISSIONÁRIA
MISSIONÁRIA
INSTRUMENTO
INSTRUMENTO
AUTOCRACIA
AUTOCRACIA
PODER
PODER
O poder é concentrado em um único influenciador
O poder é concentrado em um único influenciador:
define e maximiza as metas que devem ser perseguidas.
define e maximiza as metas que devem ser perseguidas.
CE passiva + CI personalizada = AUTOCRACIA
CE passiva + CI personalizada = AUTOCRACIA
Organizações pequenas, jovens, em ambientes simples ou que
vivem situação de crise e que têm líderes fortes
QUEM INFLUENCIA: CEO
A organização serve de instrumento para o alcance dos
A organização serve de instrumento para o alcance dos
objetivos do influenciador ou pelo grupo de
objetivos do influenciador ou pelo grupo de
influenciadores dominantes de fora da organização.
influenciadores dominantes de fora da organização.
CE dominadora + CI burocrática = INSTRUMENTO
CE dominadora + CI burocrática = INSTRUMENTO
A hierarquia é rígida – o poder flui de fora para dentro
Relação de troca (calculativa)
Não há espaço para jogos políticos
QUEM INFLUENCIA: indivíduo ou grupo externo
Influenciador mais poderoso é a ideologia. Toda a dinâmica
Influenciador mais poderoso é a ideologia. Toda a dinâmica
é centrada na missão
é centrada na missão
CE passiva + CI ideológica = MISSIONÁRIA
CE passiva + CI ideológica = MISSIONÁRIA
Organização busca o envolvimento, a identificação dos membros.
Socialização e doutrinação levam à participação.
Líderes carismáticos exercem influência
QUEM INFLUENCIA: Crenças ou ideologia
Especialistas são o coração do sistema. São os mais fortes
Especialistas são o coração do sistema. São os mais fortes
influenciadores internos
influenciadores internos
CE passiva + CI profissional = MERITOCRACIA
CE passiva + CI profissional = MERITOCRACIA
Especialistas em muitas áreas torna o poder mais fluido, sistema
de autoridade mais fraco – chefias são impotentes diante dos
especialistas.
Objetivos da organização podem ser deslocados por objetivos
pessoais dos especialistas
QUEM INFLUENCIA: Especialistas
Influenciadores são os próprios membros, principalmente os
Influenciadores são os próprios membros, principalmente os
seus administradores. Trabalham com sistemas de metas.
seus administradores. Trabalham com sistemas de metas.
CE passiva + CI burocrática = SISTEMA AUTÔNOMO
CE passiva + CI burocrática = SISTEMA AUTÔNOMO
Organizações com estruturas hierárquicas achatadas e flexível.
Convive mais facilmente com as diversidades – mais abertas
QUEM INFLUENCIA: Administradores (gerentes, analistas)
Típica da organização em crise – Atividade política aumentada
Típica da organização em crise – Atividade política aumentada
e diminuição das forças de integração.
e diminuição das forças de integração.
CE dividida + CI politizada = ARENA POLÍTICA
CE dividida + CI politizada = ARENA POLÍTICA
Predomina o conflito . Se prolongados podem levar à destruição.
A política se sobrepõe à habilidade e à competência.
O sistema de metas fica fluido e instável.
Todos os jogos políticos são utilizados.
QUEM INFLUENCIA: Vários
PARTE IV
PARTE IV
PODER
PODER
GRUPAL
GRUPAL
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
OS GRUPOS NAS ORGANIZAÇÕES
OS GRUPOS NAS ORGANIZAÇÕES
Importância dos grupos para a organização:
Divide tarefas e distribui o trabalho;
Gerencia e controla atividades;
Soluciona problemas e toma decisões;
Alimenta a rede de informações;
Angaria idéias e sugestões;
Testa e ratifica decisões;
Encoraja o compromisso e o envolvimento;
Coordena as atividades;
Negocia e resolve conflitos
Para os membros da organização:
Satisfaz as necessidades sociais e de afiliação;
Contribui para a formação do autoconceito no trabalho;
Auxilia e apóia o alcance de alguns objetivos particulares
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
ESTÁGIOS DO PODER GRUPAL
ESTÁGIOS DO PODER GRUPAL
PERSONALISTA
Conhecimento dos
membros;
Estabelecimento de
identidade pessoal;
Discussão de
objetivos e formas de
funcionamento;
Individualismo mais
acentuado;
Necessidade de
estruturação de
normas e regras.
BUROCRÁTICO
Estágio de
crescimento – conflito
e tempestade
Forte agenda pessoal;
muita hostilidade
interpessoal
É necessário
despersonalização do
poder;
Transferência do
poder para o sistema
de regras.
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
ESTÁGIOS DO PODER GRUPAL
ESTÁGIOS DO PODER GRUPAL
COLETIVISTA
Normativo – a fase da
coesão grupal;
Identificação dos
membros com o
grupo;
Fortalecimento do
poder do grupo
O sistema de poder
migra do sistema de
regras para o coletivo.
Esse poder coletivo
gera uma
normalidade de
funcionamento
CÍVICO
Fase de maturidade -
desempenho;
Sensatamente
produtivo;
Desenvolvimento de
estratégias de análise
e crítica;
Admissão da
fabilidade do grupo;
Estabelecimento de
direitos e deveres;
Compromisso com a
cidadania
PARTE V
PARTE V
PODER
PODER
INDIVIDUAL
INDIVIDUAL
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
O PODER DAS PESSOAS
O PODER DAS PESSOAS
Influência Pessoal;
“ possibilidade de induzir força” (Lewin)
“ O poder de A sobre B, com respeito a uma
opinião dada, será igual à força máxima com a
qual A pode induzir B, menos a força máxima
de resistência que B pode mobilizar no sentido
oposto”
Função de Características Pessoais;
Relação entre poder percebido socialmente
e a percepção de ser influenciado;
Estilos de Caráter.
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
OS ESTILOS DE CARÁTER
OS ESTILOS DE CARÁTER
(Gabriel, 1999)
(Gabriel, 1999)
INDIVIDUALISTA
INDIVIDUALISTA
CÍVICO
CÍVICO
INDIVIDUALISTA
INDIVIDUALISTA
HERÓICO
HERÓICO
COLETIVISTA
COLETIVISTA
OBSSESSIVO
OBSSESSIVO
NARCISISTA
NARCISISTA
Estilos
Estilos
Caráter
Caráter
Para entender a organização é necessário saber quem são os
influenciadores e que necessidades possuem para serem atendidas
Sentimento de onipotência e grandeza;
Sentimento de onipotência e grandeza;
Comportamentos manifestos são voltados quase que
Comportamentos manifestos são voltados quase que
exclusivamente para o bem estar pessoal;
exclusivamente para o bem estar pessoal;
Comportamento fusional com a organização do tipo filial.
Comportamento fusional com a organização do tipo filial.
Narcisista
Membros perfeccionistas
Membros perfeccionistas
Funcionamento baseado no controle de regras e normas;
Funcionamento baseado no controle de regras e normas;
Impessoalidade e distância emocional;
Impessoalidade e distância emocional;
Burocracia representa conforto e segurança.
Burocracia representa conforto e segurança.
Obssessiva
Organização vivenciada como grupo perfeito;
Organização vivenciada como grupo perfeito;
Imperfeições atribuídas aos que estão fora da
Imperfeições atribuídas aos que estão fora da
organização;
organização;
Comportamentos manifestos de lealdade, dependência
Comportamentos manifestos de lealdade, dependência
e corporação;Intolerabilidade das individualidades.
e corporação;Intolerabilidade das individualidades.
Coletivista
Membros funcionam sem descanso;
Membros funcionam sem descanso;
Buscam sempre novos desafios e apogeu;
Buscam sempre novos desafios e apogeu;
Realização é a grande motivação dos membros;
Realização é a grande motivação dos membros;
Forte necessidade de reconhecimento;
Forte necessidade de reconhecimento;
Percepção da organização como propiciadora das
Percepção da organização como propiciadora das
realizações pessoais dos membros.
realizações pessoais dos membros.
Individualista
Heróico
Compromisso com a cidadania;
Compromisso com a cidadania;
Clareza dos limites eu-outro;
Clareza dos limites eu-outro;
Preocupação com prosperidade e bem-comum;
Preocupação com prosperidade e bem-comum;
Boa convivência com a diversidade e adversidade;
Boa convivência com a diversidade e adversidade;
Realização e sucesso estão em vigilância para não
Realização e sucesso estão em vigilância para não
se desconectarem do nexo das obrigações e
se desconectarem do nexo das obrigações e
direitos sociais.
direitos sociais.
Individualista
Cívico
PARTE VI
PARTE VI
JOGOS POLÍTICOS
JOGOS POLÍTICOS
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
JOGOS POLÍTICOS
JOGOS POLÍTICOS
PREMISSA DA TEORIA:
“O comportamento organizacional é um
jogo de poder no qual vários jogadores,
chamados influenciadores, tentam
controlar as ações e as decisões da
organização.”
Usam a ´voz´ - buscam dominar as bases
do poder para utilizá-las em jogos para
atender suas necessidades.
Para isso é preciso:
Controlar uma base de poder.
Investir energia pessoal.
Agir de maneira politicamente hábil.
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
JOGOS POLÍTICOS
JOGOS POLÍTICOS
Constituem mecanismos concretos, a partir dos
quais as pessoas estruturam e regulam suas
relações de poder, ao mesmo tempo em que
garantem sua liberdade de ação.
Regulamentam as relações humanas – permitem conciliar
liberdade e restrição, tanto na sociedade, quanto na
organização.
Parecem desestruturados - são guiados por um
conjunto de regras explicitas ou implícitas.
Alguns deles são claros, outros nem tanto.
As regras:
definem posições, os canais de ação;
restringem as categorias de ações e decisões aceitáveis;
aprovam algumas espécies de movimentos (como trocas,
persuasão, engano, mentira e ameaças), e
desaprovam outras por serem ilegais, imorais, grosseiras ou
inapropriadas
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
Jogos de resistência à
Jogos de resistência à
autoridade
autoridade
Jogos para
Jogos para
derrotar rivais
derrotar rivais
Jogos para construir
Jogos para construir
bases de poder
bases de poder
Jogos para efetivar
Jogos para efetivar
mudanças
mudanças
TIPOS DE JOGOS POLÍTICOS
TIPOS DE JOGOS POLÍTICOS
Jogos
Jogos
para conter a
para conter a
resistência à
resistência à
autoridade
autoridade
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
Características dos jogos
Características dos jogos
Rebeldia ou Resistência
Oposição à mudança – buscam tornar a ação
pendente, atrasá-la, distorcê-la.
Podem ser sutis (indivíduos ou pequenos
grupos) ou agressivos (movimentos de massa).
Contrapartida: os gerentes ampliam o controle
– jogos de contra-resistência
Desencadeia uma espiral de conflitos –
´combater fogo com fogo´
As partes lançam mão de meios políticos e
ilegítimos- influência política, informações,
persuasão, trocas etc.
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
Características dos jogos
Características dos jogos
Para construir as bases do poder (6)
Patrocínio
Patrocínio – troca com alguém superior para
obter algum benefício.
Aliança
Aliança – contratos implícitos entre partes
para ampliar sua base de poder
Construção de império
Construção de império – jogo individual,
voltado para ampliar o número de
subordinados e subunidades (ampliar posições)
Orçamento
Orçamento – ampliar recursos financeiros para
sua área
Perícia ou especialização
Perícia ou especialização – ostentar
conhecimento
Domínio
Domínio – uso da autoridade e poder para
subjugar subordinados.
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
Características dos jogos
Características dos jogos
Para derrotar rivais (2)
Linha X Staff
Linha X Staff – um conflito clássico de poder
(poder formal e informal).
• Busca derrotar – ganhador / perdedor
• O objetivo é controlar as escolhas e decisões
Campos rivais
Campos rivais – dois jogadores ou grupos
estão claramente um contra o outro, não
existindo trégua.
• Lutas intensas ocupam a organização
• É jogado em situações de mudança – quando há
troca de missão.
• Pode não ter vencedores - ´a guerra continua
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
Características dos jogos
Características dos jogos
Para efetivar mudanças (3)
Candidatos estratégicos
Candidatos estratégicos – indivíduo ou grupo quer
implantar uma mudança utilizando o sistema formal –
escolhem um candidato estratégico
• Candidato deve assumir papel de líder
• Grupos de poder se aproximam do candidato, definem
valores que devem orientar a ação – oferecem apoio
Denúncia
Denúncia – rápido e planejado – secreto e anônimo.
• Aponta para um influenciador externo algo que considera
estar ameaçando a organização
“
“Jovens turcos”
Jovens turcos” – a intenção e promover uma mudança
muito profunda – todo o poder legítimo é questionado.
• Pode ser caracterizado como rebelião ou revolução
• Realizado por pessoas de altos postos, grupos incrustados.
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
Jogos nas configurações de poder
Jogos nas configurações de poder
Configurações Jogos
AUTOCRÁTICA
AUTOCRÁTICA
Quase não há espaço para jogos políticos. Mais
comum ´patrocínio´
MISSIONÁRIAS
MISSIONÁRIAS
Quase não há espaço para jogos políticos.
´Domínio´ é o jogo mais utilizado – todos os
membros são dominados pela ideologia
INSTRUMENTO
INSTRUMENTO
Também evita jogos políticos pois evita
baraganha e negociação. Domínio é o mais
comum. Gerências jogam ´construção de império
´ e ´orçamento´
MERITOCRÁTICA
MERITOCRÁTICA
Com coalizões internas politizadas, ocorrem
todos os jogos. Mais frequente: ´especialização´
SISTEMA
SISTEMA
AUTÔNOMO
AUTÔNOMO
Com coalizões internas politizadas, ocorrem
todos os jogos. Menos frequente: ´oposição´
ARENA POLÍTICA
ARENA POLÍTICA
Ambiente altamente propício a todos os tipos de
jogos. Com crise intensa, ´jovens turcos´ é
intensamente utilizado.
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
Poder e Cutura
Poder e Cutura
Sistema de poder
Centros específicos a partir
dos quais o mando é
exercido
Regula interesses sociais
internos e externos ao
produzir decisões que
buscam disciplinar pessoas
Entidade política
Envolvem relações de poder –
uma arena em que se
defrontam diferentes forças
sociais
Universo simbólico
Padrões culturais que são
inculcados e praticados
pelos agentes sociais.
Expressa representações
mentais e gera mensagens
cognitivas para manter a
coesão necessária
Agência ideológica
Envolvem relações de saber
– um palco em que se
elaboram e difundem
discursos ou mensagens
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
RELAÇÕES ENTRE PODER E CULTURA
Elementos da Cultura
Valores – princípios orientadores da vida organizacional
Ritos – dramatização dos valores e regras
Mitos – codificam e organizam percepções, sentimentos e ações
Influenciam comportamentos, delimitam espaços, fortalecem
Influenciam comportamentos, delimitam espaços, fortalecem
estruturas
estruturas
SÃO INSTRUMENTOS DE PODER
INVISÍVEL
INVISÍVEL
Antonio
Virgilio B.
Bastos
UFBa
Outra vez, os objetivos desta
Outra vez, os objetivos desta
Unidade ...
Unidade ...
O aluno deve ser capaz de:
Discutir o conceito de poder e sua
aplicação ao contexto organizacional;
Estabelecer as inter conexões entre os
poderes individual, grupal e
organizacional;
Dominar conceitos que subsidiam a
análise do poder nas organizações;
Compreender a dinâmica de poder nas
organizações e seus impactos sobre
resultados e processos de mudança.
Relacionar poder e cultura
organizacionais.

Aula - Poder e ética nas organizações.ppt

  • 1.
    PODER NAS PODER NAS ORGANIZAÇÕES ORGANIZAÇÕES Capítulo12 Capítulo 12 Maria das Graças Torres da Paz Maria das Graças Torres da Paz Maria do Carmo Fernandes Maria do Carmo Fernandes Martins Martins Elaine Rabelo Neiva Elaine Rabelo Neiva
  • 2.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa Objetivos &Conteúdo Objetivos & Conteúdo O aluno deverá ser capaz de: • Discutir o conceito de poder e sua aplicação ao contexto organizacional; • Estabelecer as inter conexões entre os poderes individual, grupal e organizacional; • Dominar conceitos que subsidiam a análise do poder nas organizações; • Compreender a dinâmica de poder nas organizações e seus impactos sobre resultados e processos de mudança. • Relacionar poder e cultura organizacionais Principais marcos teóricos dos estudos de poder; Poder organizacional: Coalizões, sistemas de influência, bases e configurações; Poder grupal e individual e jogos políticos; Poder como elemento componente da cultura organizacional.
  • 3.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa “Toda coletividadehumana abriga diferenças e exige mediações para manter a convivência - isso envolve processos de controle, articulação, arbitragem e deliberação. Sem uma disciplina mínima, nenhuma coletividade humana funciona”. Teoria das trocas sociais: comportamento social é uma troca de bens materiais e não materiais e de símbolos de aprovação ou prestígio. Curso normal da vida cotidiana: as pessoas tentam influenciar e controlar o comportamento das outras Algo pervasivo na vida organizacional: Se aplica a indivíduos, grupos, equipes, organizações e países PONTO DE PARTIDA PONTO DE PARTIDA
  • 4.
    PARTE I PARTE I QUESTÕESCONCEITUAIS QUESTÕES CONCEITUAIS E TEÓRICAS E TEÓRICAS
  • 5.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa CONCEPÇÕES DEPODER CONCEPÇÕES DE PODER Sociologia, Ciência Política, História, Antropologia e Psicologia. PODER Processo de disputa Mobilizador de instituições sociais Política Política Expressão da Natureza Humana Força do Desejo Força do Desejo Força que impulsiona o homem Segurança Segurança Fenômeno típico das sociedades Relação Relação Forma de inviabilizar a Entropia Sobrevivência Sobrevivência
  • 6.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa PERSPECTIVAS SOBREO PODER PERSPECTIVAS SOBRE O PODER - - Repressão, Manipulação e Dominação Imposição da vontade de uns perante outros; Estimulação, tensão e luta permanente; Reprodução de uma dominação de classe; Manutenção e reprodução das relações econômicas: Relações desiguais de exploração do trabalho pelo capital. Há um conotação construtiva: O grupo dominante não tem garantia de manutenção de poder; Poder relativo: Capacidade de influenciar que todos os indivíduos tem. Depende do uso + + PODER
  • 7.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa Capacidade queA A tem de influir no comportamento de B B, de modo que B B faça algo que de outra maneira não realizaria É a capacidade de intervir sobre a vontade dos agentes sociais ou sobre os seus interesses. É termo social - caracteriza uma relação / interação mais do que um atributo da pessoa à qual se aplica. Não é uma posse UNILATERAL. Envolve uma dupla relação: dominação - sujeição dominação - sujeição; mando - mando - obediência obediência. Existe sempre um CONTRAPODER Existe sempre um CONTRAPODER: capacidade de resistir PODER : PODER : UM CONCEITO INICIAL UM CONCEITO INICIAL
  • 8.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa Algumas distinçõesconceituais Algumas distinções conceituais PODER x INFLUÊNCIA PODER x INFLUÊNCIA: Duas vertentes para lidar com os Duas vertentes para lidar com os conceitos de conceitos de Primeira: a vertente americana - há uma diferença sutil mas importante PODER: capacidade de ... Potencial de INFLUÊNCIA: transação ... O exercício do poder ... Poder em ação Segunda: são capacidades de interferir no curso dos acontecimentos sociais. O mando na esfera POLÍTICA e A influência na esfera SIMBÓLICA.
  • 9.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa PODER xINFLUÊNCIA PODER x INFLUÊNCIA PODER - MANDO PODER - MANDO Ter a capacidade de decidir e de obter a docilidade de outrem, de ditar ordens e de vê-las cumpridas. Opera com meios físicos para obter apoios e obediência - imposição Faculdade de resistir e de sabotar Retrata o confronto entre forças sociais envolve sujeição e rebelião INFLUÊNCIA INFLUÊNCIA: Induzir outrem a fazer o que nos convém ou nos parece correto,sem que haja o uso da força Capacidade para inculcar idéias, transmitir propósitos, incutir aspirações, inspirar valores,induzir opiniões consentimento persuasão e convencimento
  • 10.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa Autoridade tambémé exercício de poder porém possui LEGITIMIDADE e está INSTITUCIONALIZADA Há o reconhecimento do direito de tomar decisões e de fazê-las cumprir. Há o consentimento dos subordinados LEGITIMIDADE: “é legítimo o ato ou a situação política que está conforme com determinadas crenças. É avaliado como certo e adequado pelos agentes sociais”. Não se confunde com LEGALIDADE. PODER x AUTORIDADE PODER x AUTORIDADE
  • 11.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa TRADIÇÃO: (estruturasfeudais; formas primitivas de organização) Fundamentos estão nos costumes e convenções. Envolve relações particulares de confiança RACIONAL - LEGAL: há a crença na validade de um estatuto legal Fundamentos estão nas regras instituídas racionalmente, nas formalidades, nos procedimentos técnicos. Nas organizações burocráticas, modernas: nomeação, qualificação por títulos, promoções na carreira CARISMA: ou ‘dom divino’ dos líderes: induz à devoção dos seguidores Base: veneração, imensa confiança depositada nas qualidades Envolve relações místicas entre líderes e adeptos BASES DA AUTORIDADE BASES DA AUTORIDADE (Weber) (Weber)
  • 12.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa A Liderança ALiderança requer compatibilidade de metas entre A A e B. B. O Poder O Poder requer dependência de B (quanto maior a B (quanto maior a dependência maior o poder) dependência maior o poder) A Liderança A Liderança está centrada em estilos de pessoas. O Poder O Poder está centrado em táticas de pessoas e grupos para conseguir obediência A liderança transcende ao cargo ou a posições formais na organização. Não necessita de institucionalização. A força do líder reside na sua capacidade de convencer seguidores e de catalisar anseios. A Liderança não pode ser DELEGADA (é uma relação) não consegue obediência de forma compulsória, através do mando não lança mão do poder nem dispõe originalmente dele (mas pode usar). PODER & LIDERANÇA PODER & LIDERANÇA
  • 13.
    PARTE II PARTE II PRINCIPAISMARCOS PRINCIPAIS MARCOS TEÓRICOS TEÓRICOS
  • 14.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa 1. Umfenômeno causal – jogo de soma zero 1. Um fenômeno causal – jogo de soma zero 2. Estratégias de exercício do poder 2. Estratégias de exercício do poder Hobbes (1651) Lucke (1980) Hume Marx Dahal Bacharach & Baratz Maquiavel (1513) Foucault (1979) • Alguém induz outrem a fazer algo que não faria – vínculo Causal. Uma parte ganha /outra perde – ´soma zero´ • Fontes de recursos nas arenas – espaços de luta pelo poder • Análise das estratégias de exercício e manutenção do poder • Poder envolve uma rede capilarizada. DUAS GRANDES VERTENTES DUAS GRANDES VERTENTES
  • 15.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa VERTENTE 1 VERTENTE1 Hobbes – Poder estatal Desejo incessante de poder - conjunto dos meios que são empregados para obter uma aparente vantagem futura; Estado natural é a guerra de todos contra todos – daí a necessidade de um poder maior (o estado) que subjuga a todos. Hume – Noção de regularidade, causalidade Destaca o poder como fator desencadeador /causal. Há um iniciador que detém o poder. Russel – Noção de intencionalidade Poder: produção de efeitos intencionais envolvendo dois atores.
  • 16.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa VERTENTE 1 VERTENTE1 Dahl – destaque para a intencionalidade Poder é a extensão da capacidade de influenciar outros a executar “algo” Bachrach e Baratz – o poder não se limita à tomada de decisão Há duas faces do poder: • Não tomada de decisão • No contexto de criação e reforçamento de valores políticos. Luke – noção básica: interesse “A” influencia /afeta “B” de modo significativo. A exerce poder sobre B quando afeta de um modo contrário aos interesses de B
  • 17.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa VERTENTE II VERTENTEII Maquiavel Focaliza o exercício e manutenção do poder – o movimento das pessoas no interior das redes de influência. Poder não é algo que se TEM e sim algo que se EXERCE. Caráter auto-regulador: só o poder limita o poder Precursor do estudo empírico das estratégias políticas no âmbito da sociedade e do estado; Foucault – algo que atravessa todo o corpo social Análise capitalizada de poder – não se limita ao estado; Permeia relações, produz coisas, induz ao prazer, forma saber e produz discurso; Constrói uma prática discursiva que legitima as práticas sociais; Uma relação de poder não aprisiona – há sempre a possibilidade de resistência.
  • 18.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa PODER NAPSICOLOGIA SOCIAL PODER NA PSICOLOGIA SOCIAL Teoria da Troca ou Dependência. Thibaut e Kelly (1959) Relacionamentos estabelecidos entre os membros de um grupo, em parte, são caracterizados como poder e dependência Teoria da Troca French e Raven (1959) Explora as bases fundamentais do poder – que recursos as pessoas podem utilizar para exercer influência. coerção, posição, informação, recompensa, referência, conhecimento DUAS PROPOSIÇÕES TEÓRICAS DUAS PROPOSIÇÕES TEÓRICAS
  • 19.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa Teoria datroca e dependência Teoria da troca e dependência (Thibaut e Kelly) (Thibaut e Kelly) Interações sociais são afetadas pelos resultados geram que são analisados em termos de custos e recompensas O indivíduo ajusta o seu comportamento a fim de manter melhores resultados e evitar os piores. Avaliação é influenciada: • pela percepção que se tem se os resultados são dependentes dos indivíduos ou de fatores ocasionais, imponderáveis. Dois conceitos: CL (nível de comparação): padrão subjetivo que serve de parâmetro para a avaliação CLALT (nível de comparação por alternativas):julgamento da conveniência ou não de cessar a interação PODER: PODER: significa capacidade de influir nos resultados obtidos por outrem em uma relação social.
  • 20.
  • 21.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa PODER EA ORGANIZAÇÃO PODER E A ORGANIZAÇÃO As organizações: Fenômenos complexos e diferenciados. Inseridas em um campo de interesses múltiplos e divergentes o que envolve atender a necessidades individuais e transformá-las em ações organizacionais. Para sua sobrevivência exige-se conciliar metas e visões, muitas vezes divergentes. Isso implica em acordo, barganha, negociação. São fenômenos multinível Organizacional Individual Grupal PODER
  • 22.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa PODER ORGANIZACIONAL PODERORGANIZACIONAL TEORIA DE MINTZBERG TEORIA DE MINTZBERG Características gerais: As estruturas organizacionais estão em estado de equilíbrio dinâmico. Busca explicar o comportamento organizacional a partir das dinâmicas de jogos de poder, intensidade de uso das bases do poder e dos sistemas de influência; Contempla múltiplas dimensões do poder: • Níveis Individual e Coletivo • Externo e Interno • Intra e Entre Grupos; Comportamento Organizacional: visto como um Jogo de Poder envolvendo vários JOGADORES (Influenciadores) que buscam controlar as ações organizacionais
  • 23.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa PODER ORGANIZACIONAL PODERORGANIZACIONAL TEORIA DE MINTZBERG TEORIA DE MINTZBERG Elementos básicos: Jogadores - Influenciadores Pertencentes ou não a estrutura organizacional, têm a intenção de exercer influência nos resultados organizacionais. Usam meios e sistemas de influência – Autoridade, Ideologia, Especialidade/Perícia e Política para controlar as decisões nas organizações. Análise organizacional implica em: identificar os influenciadores, suas necessidades e capacidade de exercer o poder para atender suas necessidades. PODER COMO FORÇA MOBILIZADORA / CAPACIDADE DE AFETAR RESULTADOS ORGANIZACIONAIS
  • 24.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa GRUPOS DETRABALHO:  baseados em diferenças departamentais, diferenças entre atividades de um departamento ou prescritas pela hierarquia organizacional GRUPOS DE INTERESSES:  os atores estão conscientes de que partilham objetivos comuns que vão além da simples interdependência com relação às suas condutas no trabalho COALIZÕES:  grupos de interesses comprometidos em atingir determinado objetivo comum. Envolve junção de um ou mais grupos contra outros grupos de interesses. GRUPOS CRÍTICOS NAS GRUPOS CRÍTICOS NAS ORGANIZAÇÕES ORGANIZAÇÕES
  • 25.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa COALIZÕES COALIZÕES EXTERNAS Diferentes grupos: Proprietários Associados (fornecedores, clientes,parceiros, competidores) Associações (de empregados, profissionais) Públicos (famílias, líderes, movimentos, governo) Conselho Diretor (formal) INTERNAS Membros da organização estão distribuídos em diferentes níveis hierárquicos – Executam jogos de poder com o objetivo de aumentar a força na Coalização interna Usam diferentes sistemas de influência que afetam o fluxo do poder.
  • 26.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa COALIZÕES EXTERNAS COALIZÕESEXTERNAS PROPRIETÁRIO: Criam a estrutura inicial e capitalizam – esperam retorno do investimento. Muitas estruturas de propriedade – pessoal, institucional, dispersa (acionistas), corporativa. • QUANTO MAIS ENVOLVIDOS E MAIS CONCENTRADA A PROPRIEDADE, MAIOR A INFLUÊNCIA DA COALIZAÇÃO EXTERNA. ASSOCIADOS: Sindicatos e Associações profissionais Voltam-se para o exercício do contra-poder e se apóiam em uma ação coletiva. Se ocupam mais das condições de trabalho e remuneração do que com a missão e resultados (diferenciando-se dos clientes) PÚBLICO: É o influenciador externo mais afastado da organização. Há diferentes tipos de públicos. • Guardiões do interesse público (jornais, igrejas, famílias) • Governo (autoridade legítima da sociedade). • Grupos de interesses especial (entidades científicas)
  • 27.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa COALIZÕES EXTERNAS COALIZÕESEXTERNAS DOMINADORA: poucos influenciadores que agem em conjunto – exercem o poder diretamente PASSIVA: influenciadores potenciais e se submetem à coalização interna DIVIDIDA: muitos influenciadores com demandas conflitantes. Pode provocar divisão nas CI Usam normas sociais Criam restrições legais Campanhas de pressão Controle direto Indicação de membros do conselho diretor Como Como agem agem
  • 28.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa COALIZÕES INTERNAS COALIZÕESINTERNAS Utilizam quatro diferentes sistemas de influência: Sistema de Autoridade – Sistema formal da organização – Subsistema de Controle de Pessoal e Controle Burocrático; Sistema Ideológico – baseado nas tradições, símbolos, crenças, mitos; busca a lealdade e a coesão, sem mecanismos formais de controle; Sistema de Especialistas – Dominadores de conhecimento que se diferenciam na cadeia administrativa – controle de funções críticas, trabalhos complexos vitais para a organização; Sistema Político – Está à disposição de qualquer jogador. Subversão dos interesses organizacionais em individuais ou grupais.
  • 29.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa DIFERENTES COALIZÕESINTERNAS DIFERENTES COALIZÕES INTERNAS CI Personalizada ou Burocrática Predomina o sistema de autoridade CI Ideológica O sistema ideológico é dominante CI Profissional O sistema de especialista é o mais utilizado CI Politizada Predomina o sistema político Autoridade Ideológico Especialista Político
  • 30.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa Condicionantes decoalizões Condicionantes de coalizões Quantidade de recursos (conhecimento e tecnologia): maior escassez maior a chance de surgirem coalizões; Grau de controle sobre os recursos (grupos críticos têm menor chance) Relação com o ambiente: trabalhadores de ponta detém mais poder Linhas de comunicação: existência de canais diminui a chance Capacidade de retaliação: visibilidade torna possível retaliação de outras coalizões
  • 31.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa COALIZÕES INTERNAS COALIZÕESINTERNAS Os influenciadores estão atentos aos seguintes sistemas de metas: Sobrevivência – fundamental em qualquer sistema - cumprir a missão. Eficiência – otimizar a relação entre custos e benefícios (econômica e socialmente). Controle – a busca do controle do ambiente externo; Crescimento – também meta primária na sociedade atual. Outras metas: ideológica (missão), formais (impostas por influenciadores com poder), pessoais compartilhadas (consenso tácito entre membros)
  • 32.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa DINÂMICA INTERNA DINÂMICAINTERNA Autoridade Ideológico Especialista Político Sobrevivência Eficiência Controle Crescimento Sistemas de Influência Sistemas de Influência Sistemas de Metas Sistemas de Metas Estabilidade / Homeostase do sistema Desagrega o sistema de metas Produzem e influenciam ritmo e intensidade das mudanças Produzem e influenciam ritmo e intensidade das mudanças
  • 33.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa Controle deRecursos Controle de Recursos – – os insumos básicos ($, materiais, tecnologia, pessoal, apoio de clientes ou da comunidade)  Quanto menos depender de um influenciador, mais autônoma a organização Competência e Habilidade Técnica Competência e Habilidade Técnica – detida pelos ‘especialistas’  Os especialistas detém maior autonomia – quanto mais crítica a especialidade, mais escassa no mercado e mais difícil de ser substituída, maior o poder. Corpo de Conhecimento Corpo de Conhecimento – controle de informações controle de informações  Acesso e uso de informações que são relevantes para o desenvolvimento das atividades e tomada de decisão Prerrogativas legais Prerrogativas legais – a base legal que especifica a base legal que especifica direitos e deveres da organização e dos seus membros direitos e deveres da organização e dos seus membros  Concentra-se nos detentores do poder formal (chefias). Mas existe o poder informal. Acesso Acesso – acesso pessoal a grupos poderosos que acesso pessoal a grupos poderosos que controlam outras bases de poder na organização controlam outras bases de poder na organização BASES DE PODER BASES DE PODER
  • 34.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa CONFIGURAÇÕES DEPODER CONFIGURAÇÕES DE PODER COALIZÕES COALIZÕES INTERNAS E EXTERNAS INTERNAS E EXTERNAS SISTEMAS DE SISTEMAS DE INFLUÊNCIA INFLUÊNCIA AS BASES DO PODER AS BASES DO PODER SISTEMA DE SISTEMA DE METAS METAS Configurações de poder
  • 35.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa AS CONFIGURAÇÕESDE PODER AS CONFIGURAÇÕES DE PODER ARENA ARENA POLÍTICA POLÍTICA SISTEMA SISTEMA AUTÔNOMO AUTÔNOMO MERITOCRACIA MERITOCRACIA MISSIONÁRIA MISSIONÁRIA INSTRUMENTO INSTRUMENTO AUTOCRACIA AUTOCRACIA PODER PODER
  • 36.
    O poder éconcentrado em um único influenciador O poder é concentrado em um único influenciador: define e maximiza as metas que devem ser perseguidas. define e maximiza as metas que devem ser perseguidas. CE passiva + CI personalizada = AUTOCRACIA CE passiva + CI personalizada = AUTOCRACIA Organizações pequenas, jovens, em ambientes simples ou que vivem situação de crise e que têm líderes fortes QUEM INFLUENCIA: CEO A organização serve de instrumento para o alcance dos A organização serve de instrumento para o alcance dos objetivos do influenciador ou pelo grupo de objetivos do influenciador ou pelo grupo de influenciadores dominantes de fora da organização. influenciadores dominantes de fora da organização. CE dominadora + CI burocrática = INSTRUMENTO CE dominadora + CI burocrática = INSTRUMENTO A hierarquia é rígida – o poder flui de fora para dentro Relação de troca (calculativa) Não há espaço para jogos políticos QUEM INFLUENCIA: indivíduo ou grupo externo
  • 37.
    Influenciador mais poderosoé a ideologia. Toda a dinâmica Influenciador mais poderoso é a ideologia. Toda a dinâmica é centrada na missão é centrada na missão CE passiva + CI ideológica = MISSIONÁRIA CE passiva + CI ideológica = MISSIONÁRIA Organização busca o envolvimento, a identificação dos membros. Socialização e doutrinação levam à participação. Líderes carismáticos exercem influência QUEM INFLUENCIA: Crenças ou ideologia Especialistas são o coração do sistema. São os mais fortes Especialistas são o coração do sistema. São os mais fortes influenciadores internos influenciadores internos CE passiva + CI profissional = MERITOCRACIA CE passiva + CI profissional = MERITOCRACIA Especialistas em muitas áreas torna o poder mais fluido, sistema de autoridade mais fraco – chefias são impotentes diante dos especialistas. Objetivos da organização podem ser deslocados por objetivos pessoais dos especialistas QUEM INFLUENCIA: Especialistas
  • 38.
    Influenciadores são ospróprios membros, principalmente os Influenciadores são os próprios membros, principalmente os seus administradores. Trabalham com sistemas de metas. seus administradores. Trabalham com sistemas de metas. CE passiva + CI burocrática = SISTEMA AUTÔNOMO CE passiva + CI burocrática = SISTEMA AUTÔNOMO Organizações com estruturas hierárquicas achatadas e flexível. Convive mais facilmente com as diversidades – mais abertas QUEM INFLUENCIA: Administradores (gerentes, analistas) Típica da organização em crise – Atividade política aumentada Típica da organização em crise – Atividade política aumentada e diminuição das forças de integração. e diminuição das forças de integração. CE dividida + CI politizada = ARENA POLÍTICA CE dividida + CI politizada = ARENA POLÍTICA Predomina o conflito . Se prolongados podem levar à destruição. A política se sobrepõe à habilidade e à competência. O sistema de metas fica fluido e instável. Todos os jogos políticos são utilizados. QUEM INFLUENCIA: Vários
  • 39.
  • 40.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa OS GRUPOSNAS ORGANIZAÇÕES OS GRUPOS NAS ORGANIZAÇÕES Importância dos grupos para a organização: Divide tarefas e distribui o trabalho; Gerencia e controla atividades; Soluciona problemas e toma decisões; Alimenta a rede de informações; Angaria idéias e sugestões; Testa e ratifica decisões; Encoraja o compromisso e o envolvimento; Coordena as atividades; Negocia e resolve conflitos Para os membros da organização: Satisfaz as necessidades sociais e de afiliação; Contribui para a formação do autoconceito no trabalho; Auxilia e apóia o alcance de alguns objetivos particulares
  • 41.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa ESTÁGIOS DOPODER GRUPAL ESTÁGIOS DO PODER GRUPAL PERSONALISTA Conhecimento dos membros; Estabelecimento de identidade pessoal; Discussão de objetivos e formas de funcionamento; Individualismo mais acentuado; Necessidade de estruturação de normas e regras. BUROCRÁTICO Estágio de crescimento – conflito e tempestade Forte agenda pessoal; muita hostilidade interpessoal É necessário despersonalização do poder; Transferência do poder para o sistema de regras.
  • 42.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa ESTÁGIOS DOPODER GRUPAL ESTÁGIOS DO PODER GRUPAL COLETIVISTA Normativo – a fase da coesão grupal; Identificação dos membros com o grupo; Fortalecimento do poder do grupo O sistema de poder migra do sistema de regras para o coletivo. Esse poder coletivo gera uma normalidade de funcionamento CÍVICO Fase de maturidade - desempenho; Sensatamente produtivo; Desenvolvimento de estratégias de análise e crítica; Admissão da fabilidade do grupo; Estabelecimento de direitos e deveres; Compromisso com a cidadania
  • 43.
  • 44.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa O PODERDAS PESSOAS O PODER DAS PESSOAS Influência Pessoal; “ possibilidade de induzir força” (Lewin) “ O poder de A sobre B, com respeito a uma opinião dada, será igual à força máxima com a qual A pode induzir B, menos a força máxima de resistência que B pode mobilizar no sentido oposto” Função de Características Pessoais; Relação entre poder percebido socialmente e a percepção de ser influenciado; Estilos de Caráter.
  • 45.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa OS ESTILOSDE CARÁTER OS ESTILOS DE CARÁTER (Gabriel, 1999) (Gabriel, 1999) INDIVIDUALISTA INDIVIDUALISTA CÍVICO CÍVICO INDIVIDUALISTA INDIVIDUALISTA HERÓICO HERÓICO COLETIVISTA COLETIVISTA OBSSESSIVO OBSSESSIVO NARCISISTA NARCISISTA Estilos Estilos Caráter Caráter Para entender a organização é necessário saber quem são os influenciadores e que necessidades possuem para serem atendidas
  • 46.
    Sentimento de onipotênciae grandeza; Sentimento de onipotência e grandeza; Comportamentos manifestos são voltados quase que Comportamentos manifestos são voltados quase que exclusivamente para o bem estar pessoal; exclusivamente para o bem estar pessoal; Comportamento fusional com a organização do tipo filial. Comportamento fusional com a organização do tipo filial. Narcisista Membros perfeccionistas Membros perfeccionistas Funcionamento baseado no controle de regras e normas; Funcionamento baseado no controle de regras e normas; Impessoalidade e distância emocional; Impessoalidade e distância emocional; Burocracia representa conforto e segurança. Burocracia representa conforto e segurança. Obssessiva Organização vivenciada como grupo perfeito; Organização vivenciada como grupo perfeito; Imperfeições atribuídas aos que estão fora da Imperfeições atribuídas aos que estão fora da organização; organização; Comportamentos manifestos de lealdade, dependência Comportamentos manifestos de lealdade, dependência e corporação;Intolerabilidade das individualidades. e corporação;Intolerabilidade das individualidades. Coletivista
  • 47.
    Membros funcionam semdescanso; Membros funcionam sem descanso; Buscam sempre novos desafios e apogeu; Buscam sempre novos desafios e apogeu; Realização é a grande motivação dos membros; Realização é a grande motivação dos membros; Forte necessidade de reconhecimento; Forte necessidade de reconhecimento; Percepção da organização como propiciadora das Percepção da organização como propiciadora das realizações pessoais dos membros. realizações pessoais dos membros. Individualista Heróico Compromisso com a cidadania; Compromisso com a cidadania; Clareza dos limites eu-outro; Clareza dos limites eu-outro; Preocupação com prosperidade e bem-comum; Preocupação com prosperidade e bem-comum; Boa convivência com a diversidade e adversidade; Boa convivência com a diversidade e adversidade; Realização e sucesso estão em vigilância para não Realização e sucesso estão em vigilância para não se desconectarem do nexo das obrigações e se desconectarem do nexo das obrigações e direitos sociais. direitos sociais. Individualista Cívico
  • 48.
    PARTE VI PARTE VI JOGOSPOLÍTICOS JOGOS POLÍTICOS
  • 49.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa JOGOS POLÍTICOS JOGOSPOLÍTICOS PREMISSA DA TEORIA: “O comportamento organizacional é um jogo de poder no qual vários jogadores, chamados influenciadores, tentam controlar as ações e as decisões da organização.” Usam a ´voz´ - buscam dominar as bases do poder para utilizá-las em jogos para atender suas necessidades. Para isso é preciso: Controlar uma base de poder. Investir energia pessoal. Agir de maneira politicamente hábil.
  • 50.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa JOGOS POLÍTICOS JOGOSPOLÍTICOS Constituem mecanismos concretos, a partir dos quais as pessoas estruturam e regulam suas relações de poder, ao mesmo tempo em que garantem sua liberdade de ação. Regulamentam as relações humanas – permitem conciliar liberdade e restrição, tanto na sociedade, quanto na organização. Parecem desestruturados - são guiados por um conjunto de regras explicitas ou implícitas. Alguns deles são claros, outros nem tanto. As regras: definem posições, os canais de ação; restringem as categorias de ações e decisões aceitáveis; aprovam algumas espécies de movimentos (como trocas, persuasão, engano, mentira e ameaças), e desaprovam outras por serem ilegais, imorais, grosseiras ou inapropriadas
  • 51.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa Jogos deresistência à Jogos de resistência à autoridade autoridade Jogos para Jogos para derrotar rivais derrotar rivais Jogos para construir Jogos para construir bases de poder bases de poder Jogos para efetivar Jogos para efetivar mudanças mudanças TIPOS DE JOGOS POLÍTICOS TIPOS DE JOGOS POLÍTICOS Jogos Jogos para conter a para conter a resistência à resistência à autoridade autoridade
  • 52.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa Características dosjogos Características dos jogos Rebeldia ou Resistência Oposição à mudança – buscam tornar a ação pendente, atrasá-la, distorcê-la. Podem ser sutis (indivíduos ou pequenos grupos) ou agressivos (movimentos de massa). Contrapartida: os gerentes ampliam o controle – jogos de contra-resistência Desencadeia uma espiral de conflitos – ´combater fogo com fogo´ As partes lançam mão de meios políticos e ilegítimos- influência política, informações, persuasão, trocas etc.
  • 53.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa Características dosjogos Características dos jogos Para construir as bases do poder (6) Patrocínio Patrocínio – troca com alguém superior para obter algum benefício. Aliança Aliança – contratos implícitos entre partes para ampliar sua base de poder Construção de império Construção de império – jogo individual, voltado para ampliar o número de subordinados e subunidades (ampliar posições) Orçamento Orçamento – ampliar recursos financeiros para sua área Perícia ou especialização Perícia ou especialização – ostentar conhecimento Domínio Domínio – uso da autoridade e poder para subjugar subordinados.
  • 54.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa Características dosjogos Características dos jogos Para derrotar rivais (2) Linha X Staff Linha X Staff – um conflito clássico de poder (poder formal e informal). • Busca derrotar – ganhador / perdedor • O objetivo é controlar as escolhas e decisões Campos rivais Campos rivais – dois jogadores ou grupos estão claramente um contra o outro, não existindo trégua. • Lutas intensas ocupam a organização • É jogado em situações de mudança – quando há troca de missão. • Pode não ter vencedores - ´a guerra continua
  • 55.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa Características dosjogos Características dos jogos Para efetivar mudanças (3) Candidatos estratégicos Candidatos estratégicos – indivíduo ou grupo quer implantar uma mudança utilizando o sistema formal – escolhem um candidato estratégico • Candidato deve assumir papel de líder • Grupos de poder se aproximam do candidato, definem valores que devem orientar a ação – oferecem apoio Denúncia Denúncia – rápido e planejado – secreto e anônimo. • Aponta para um influenciador externo algo que considera estar ameaçando a organização “ “Jovens turcos” Jovens turcos” – a intenção e promover uma mudança muito profunda – todo o poder legítimo é questionado. • Pode ser caracterizado como rebelião ou revolução • Realizado por pessoas de altos postos, grupos incrustados.
  • 56.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa Jogos nasconfigurações de poder Jogos nas configurações de poder Configurações Jogos AUTOCRÁTICA AUTOCRÁTICA Quase não há espaço para jogos políticos. Mais comum ´patrocínio´ MISSIONÁRIAS MISSIONÁRIAS Quase não há espaço para jogos políticos. ´Domínio´ é o jogo mais utilizado – todos os membros são dominados pela ideologia INSTRUMENTO INSTRUMENTO Também evita jogos políticos pois evita baraganha e negociação. Domínio é o mais comum. Gerências jogam ´construção de império ´ e ´orçamento´ MERITOCRÁTICA MERITOCRÁTICA Com coalizões internas politizadas, ocorrem todos os jogos. Mais frequente: ´especialização´ SISTEMA SISTEMA AUTÔNOMO AUTÔNOMO Com coalizões internas politizadas, ocorrem todos os jogos. Menos frequente: ´oposição´ ARENA POLÍTICA ARENA POLÍTICA Ambiente altamente propício a todos os tipos de jogos. Com crise intensa, ´jovens turcos´ é intensamente utilizado.
  • 57.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa Poder eCutura Poder e Cutura Sistema de poder Centros específicos a partir dos quais o mando é exercido Regula interesses sociais internos e externos ao produzir decisões que buscam disciplinar pessoas Entidade política Envolvem relações de poder – uma arena em que se defrontam diferentes forças sociais Universo simbólico Padrões culturais que são inculcados e praticados pelos agentes sociais. Expressa representações mentais e gera mensagens cognitivas para manter a coesão necessária Agência ideológica Envolvem relações de saber – um palco em que se elaboram e difundem discursos ou mensagens
  • 58.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa RELAÇÕES ENTREPODER E CULTURA Elementos da Cultura Valores – princípios orientadores da vida organizacional Ritos – dramatização dos valores e regras Mitos – codificam e organizam percepções, sentimentos e ações Influenciam comportamentos, delimitam espaços, fortalecem Influenciam comportamentos, delimitam espaços, fortalecem estruturas estruturas SÃO INSTRUMENTOS DE PODER INVISÍVEL INVISÍVEL
  • 59.
    Antonio Virgilio B. Bastos UFBa Outra vez,os objetivos desta Outra vez, os objetivos desta Unidade ... Unidade ... O aluno deve ser capaz de: Discutir o conceito de poder e sua aplicação ao contexto organizacional; Estabelecer as inter conexões entre os poderes individual, grupal e organizacional; Dominar conceitos que subsidiam a análise do poder nas organizações; Compreender a dinâmica de poder nas organizações e seus impactos sobre resultados e processos de mudança. Relacionar poder e cultura organizacionais.