MIOCARDIOPATIA
E INFLAMAÇÕES DO CORAÇÃO
PROFA. JHORDANA
•A miocardiopatia é uma doença do músculo cardíaco de
etiologia desconhecida, embora alguns estudos sugiram
que a miocardiopatia seja um distúrbio genético herdado.
Os três tipos de miocardiopatia são classificados de
acordo com as anormalidades estruturais e funcionais do
músculo cardíaco: miocardiopatia dilatada (por vezes
chamada de miocardiopatia congestiva), miocardiopatia
hipertrófica e miocardiopatia restritiva ou constritiva. A
despeito da categoria e da causa, essas doenças podem
levar insuficiência cardíaca grave, disritmias significantes e
morte.
MIOCARDIOPATIA
• Miocardiopatia isquêmica
é um termo
frequentemente
empregado para
descrever aumento do
coração causado por
doença da artéria
coronária, que geralmente
é acompanhada por
insuficiência cardíaca.
MIOCARDIOPATIA DILATADA (MCD)
• A MCD é o tipo mais comum
• A MCD é distinguida pela dilatação significativa dos
ventrículos sem hipertrofia simultânea (aumento da
espessura da parede muscular) e pela disfunção
sistólica.
• Os ventrículos apresentam elevação dos volumes
sistólico e diastólico, mas diminuição da fração de
ejeção.
• As alterações estruturais diminuem a quantidade de
sangue ejetado do ventrículo com a sístole,
aumentando a quantidade de sangue que permanece
no ventrículo após a contração.
MIOCARDIOPATIA RESTRITIVA (MCR)
• A MCR é caracterizada pela disfunção diastólica
causada por paredes ventriculares rígidas que
impedem o enchimento diastólico e a distensão
ventricular.
• A função sistólica habitualmente é normal.
• Os sinais e sintomas são semelhantes aos da
pericardite constritiva e incluem dispneia, tosse seca
e dor torácica.
MIOCARDIOPATIA HIPERTRÓFICA (MCH)
• A Miocardiopatia hipertrófica é uma condição autossômica
dominante que ocorre em homens, mulheres e crianças
(com frequência detectada após a puberdade).
• Na Miocardiopatia hipertrófica , o músculo cardíaco
sofre aumento assimétrico de tamanho e massa,
especialmente ao longo do septo.
• A Miocardiopatia hipertrófica geralmente afeta áreas
não adjacentes do ventrículo. O aumento da espessura
do músculo cardíaco reduz o tamanho das cavidades
ventriculares e faz com que os ventrículos demorem
mais tempo para relaxar após a sístole.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
• Pacientes com miocardiopatia podem permanecer
estáveis e sem sintomas por muitos anos.
• Com frequência, a miocardiopatia dilatada ou restritiva
é diagnosticada pela primeira vez quando o paciente
comparece com sinais e sintomas de insuficiência
cardíaca.
• Os pacientes com miocardiopatia também podem
relatar DNP, tosse (especialmente com o esforço) e
ortopneia, que podem levar a um diagnóstico errôneo
de bronquite ou pneumonia.
• Outros sintomas incluem retenção de líquido, edema
periférico e náuseas, que são causados pela
perfusão insuficiente do sistema gastrintestinal.
• O paciente também pode apresentar dor torácica,
palpitações, tontura, náuseas e síncope com
esforço. Entretanto, parada cardíaca (morte súbita
cardíaca) pode ser a manifestação inicial de
Miocardiopatia hipertrofica em pessoa jovens, incluindo
atletas.
• Independentemente do tipo e da causa, a
miocardiopatia pode levar a insuficiência cardíaca
grave, arritmias letais e morte. A taxa de mortalidade é
mais alta em afro-americanos e idosos.
• Os pacientes podem precisar limitar a atividade física e
controlar o ganho de peso excessivo para evitar
arritmia potencialmente fatal.
Ações de enfermagem
• O histórico de enfermagem para o paciente com
miocardiopatia começa com uma história detalhada dos
sinais e sintomas apresentados. A enfermeira identifica
os possíveis fatores etiológicos, como a ingestão
pesada de álcool, doença ou gestação recente, ou uma
história da doença em parentes imediatos.
• Durante um episódio sintomático, o repouso está
indicado. O oxigênio, geralmente fornecido através de
cateteres nasais, também pode estar indicado.
• É necessária a monitorização cuidadosa para
correlacionar a prescrição com a resposta do paciente
e, em seguida, ajustar adequadamente o plano de
tratamento.
• A avaliação da saturação de oxigênio em repouso e
durante a atividade também pode ser indicada, quando
se determina a necessidade de oxigênio suplementar.
• Garantir que o paciente receba ou escolha os alimentos
apropriados para a dieta hipossódica também é
importante. Além disso, o auxílio para que o paciente se
mantenha aquecido e que mude de posição com
frequência estimula a circulação e reduz a possibilidade
de ruptura cutânea.
• O paciente com miocardiopatia precisa aprender a
participar e realizar as atividades do próprio cuidado
dentro da faixa de limitação de atividades. Ensinar os
pacientes sobre o regime de medicamentos sobre as
restrições dietéticas é uma parte primordial do plano de
cuidado de enfermagem.
• A enfermeira faz parte integrante desse processo de
aprendizagem à medida que os pacientes aprendem a
balancear seus estilos de vida e trabalho e, ao mesmo
tempo, a realizar suas atividades terapêuticas. Ajudar
os pacientes a lidar e a aceitar seus estados
patológicos torna-lhes mais fácil ajustar suas
expectativas e seguir o programa de autocuidado em
casa.
ENDOCARDITE
REUMÁTICA
• A endocardite reumática resulta
diretamente da febre reumática
provocada pela infecção por
estreptococos do grupo A.
• A doença afeta todas as
articulações ósseas, produzindo
uma poliartrite. O coração também
é órgão alvo e é onde ocorre a
lesão mais grave.
• Os leucócitos acumulam se nos
tecidos afetados e formam nódulos,
os quais, eventualmente, são
substituídos por cicatrizes. É certo
que o miocárdio é envolvido nesse
inflamatório; isto é, a miocardite
reumática desenvolve-se, o que
enfraquece temporariamente a força
contrátil do coração.
• Da mesma maneira, o pericárdio é afetado; isto é, a
pericardite reumática também acontece durante a
doença aguda. Essas complicações miocárdicárdicas
geralmente ocorrem sem seqüelas graves. Entretanto,
a endocardite reumática resulta em efeitos colaterais
permanentes e, com frequência, incapacitantes.
Identificando e prevenindo a febre reumática
• A febre reumática é uma doença evitável. A erradicação
da febre reumática eliminaria a cardiopatia reumática. A
terapia com penicilina em pacientes com infecções
estreptocócicas pode prevenir quase todas as
agressões primárias de febre reumática.
Uma cultura de orofaringe é o único método pelo qual pode
feito um diagnóstico exato.
Os sinais e sintomas da faringite estreptocócica são os
seguintes:
•Febre (38,9 a 40’ C) Calafrios
•Faringite (de início súbito) Rubor difuso da faringe com
exsudato na orofaringe (pode não aparecer até depois do
primeiro dia)
•Linfonodos aumentados e dolorosos
•Dor abdominal (mais comum em crianças)
•Sinusite aguda e otite média aguda (podem ser
causadas por estreptococos)
•Rubor difuso da faringe com exsudato na orofaringe
(pode não aparecer até depois do primeiro dia)
Tratamento de Enfermagem
• Uma função primordial de enfermagem na endocardite
infecciosa é ensinar os pacientes sobre a doença e sua
prevenção e tratamento. Os pacientes suscetíveis
precisam saber sobre a antibioticoterapia oral em longo
prazo ou, sobre a necessidade de tomar antibióticos
profiláticos antes de certos procedimentos, como
exames ou procedimentos dentários, que possam
introduzir a infecção. Esses pacientes também devem
ser lembrados de procedimentos menos frequentes.
Como a cistoscopia, que também podem exigir
antibioticoterapia profilática.
ENDOCARDITE
INFECCIOSA
• A endocardite infecciosa
(endocardite bacteriana) é
uma infecção das válvulas
e da superfície endocárdica
do coração.
• A endocardite infecciosa é mais comum nas pessoas
idosas, provavelmente por causa das respostas
imunológicas diminuídas à infecção, das alterações
metabólicas associadas ao envelhecimento e do
número aumentado de procedimentos diagnósticos
invasivos, em especial na doença genitourinária. Existe
uma alta incidência de endocardite estafilocócica entre
os usuários de drogas endovenosas, com a doença
ocorrendo em sua maior parte sobre válvulas normais
•A endocardite infecciosa é provocada pela invasão direta
por bactérias ou outros organismos e leva à deformidade
dos folhetos valvulares.
•Os microrganismos causais incluem bactérias, fungos e
Streptococcus viridans.
A endocardite adquirida em hospital
ocorre com maior frequência em
pacientes com doença incapacitante,
naqueles com cateteres de demora e aos
que recebem terapia endovenosa ou com
antibióticos prolongada.
Os pacientes que recebem medicamentos
imunossupressores ou corticosteroides
podem desenvolver endocardite por
fungos.
Tratamento de enfermagem
• Além de educar o paciente e a família sobre a
prevenção e a promoção de saúde, a enfermeira de
cuidados domiciliares pode ser chamada para
supervisionar e monitorizar a antibioticoterapia
endovenosa fornecida no ambiente domiciliar. As
funções de enfermagem adicionais podem envolver a
instrução e cuidados pós-cirúrgicos.
MIOCARDITE
• A miocardite é um processo inflamatório que envolve o
miocárdio.
• A miocardite pode provocar dilatação cardíaca, trombose na
parede cardíaca, infiltração de células sanguíneas circulantes
em torno dos vasos coronarianos e entre as fibras musculares,
além de degeneração das próprias fibras musculares.
Tratamento de Enfermagem
• A função cardíaca e a temperatura são avaliadas para
determinar se a doença está diminuindo e se a
insuficiência cardíaca congestiva aconteceu. Quando
ocorre uma disritmia, o paciente deve ser cuidado em
uma unidade com monitorização cardíaca contínua, de
modo que a equipe e os equipamentos estejam
prontamente disponíveis caso aconteça uma disritmia
com risco de vida.
 Alerta de Enfermagem: Os pacientes com miocardite
são sensíveis ao digitálico. Portanto, eles devem ser
monitorizados de perto para a intoxicação digitálica
(evidenciada por disritmia, anorexia, náuseas, vômitos,
cefaleia, indisposição).
• As meias de compressão elástica e os exercícios
passivos e ativos devem ser empregados, porque a
embolização a partir do trombo venoso e dos trombos
murais pode acontecer.
PERICARDITE
• A pericardite refere-se a
uma inflamação do
pericárdio, o saco
membranoso que envolve
o coração. Ela pode ser
uma doença primária ou
pode desenvolver-se no
curso de inúmeros
distúrbios clínicos e
cirúrgicos.
• O sintoma característico da pericardite é a dor. A dor
está quase sempre presente na pericardite aguda e
mais comum sobre o precórdio. A dor pode ser sentida
abaixo da clavícula e no pescoço, bem como na região
escapular esquerda. A dor pericárdica é agravada pela
respiração, mudança de posição no leito e torção do
corpo; ela é aliviada ao se sentar. De fato, o paciente
prefere adotar uma postura sentada ou inclinada para
diante.
• A dispneia pode acontecer em
consequência da compressão
pericárdica dos movimentos
cardíacos, o que leva a um
débito cardíaco diminuído, O
paciente pode aparentar estar
extremamente doente.
Tratamento de Enfermagem
• A enfermeira, que possui diversas preocupações
importantes no cuidado do paciente com pericardite,
deve ficar alerta para a possibilidade de tamponamento
cardíaco.
• A enfermeira administra os medicamentos conforme
prescrito para os pacientes com infecções do
pericárdio, quando o organismo causador da infecção
foi identificado.
• Por exemplo, os pacientes com pericardite
associada a febre reumática podem
responder à penicilina. Os pacientes com
pericardite resultante da tuberculose podem
precisar da administração de isoniazida,
cloridrato de erambutol, rifampicina e
estreptomicina, em diversas combinações.
• A anfotericina E é utilizada na pericardite fúngica,
sendo os corticosteroides administrados no lúpus
eritematoso disseminado.
• À medida que a condição do paciente melhora, a
enfermeira pode encorajar o aumento gradual da
atividade. No entanto, caso a dor ou a febre
reapareçam, o repouso no leito deve ser retomado.
• O alivio da dor é conseguido ao se fazer com que o
paciente permaneça em repouso no leito ou na cadeira,
como for mais confortável. Já que a posição sentada
ereta e a inclinação para diante é a postura que tende a
aliviar a dor, o repouso em uma cadeira pode ser mais
confortável. À medida que a dor torácica diminue, as
atividades da vida podem ser retomadas.
• Quando o paciente está recebendo
medicamentos para a pericardite,
como analgésicos, antibióticos ou
corticosteroides, suas respostas são
monitorizadas e registradas. Quando
a dor torácica reaparece, o repouso
no leito é retomado.

AULA DE MIOCARDIOPATIA(2)...............pdf

  • 1.
    MIOCARDIOPATIA E INFLAMAÇÕES DOCORAÇÃO PROFA. JHORDANA
  • 2.
    •A miocardiopatia éuma doença do músculo cardíaco de etiologia desconhecida, embora alguns estudos sugiram que a miocardiopatia seja um distúrbio genético herdado. Os três tipos de miocardiopatia são classificados de acordo com as anormalidades estruturais e funcionais do músculo cardíaco: miocardiopatia dilatada (por vezes chamada de miocardiopatia congestiva), miocardiopatia hipertrófica e miocardiopatia restritiva ou constritiva. A despeito da categoria e da causa, essas doenças podem levar insuficiência cardíaca grave, disritmias significantes e morte. MIOCARDIOPATIA
  • 3.
    • Miocardiopatia isquêmica éum termo frequentemente empregado para descrever aumento do coração causado por doença da artéria coronária, que geralmente é acompanhada por insuficiência cardíaca.
  • 4.
    MIOCARDIOPATIA DILATADA (MCD) •A MCD é o tipo mais comum • A MCD é distinguida pela dilatação significativa dos ventrículos sem hipertrofia simultânea (aumento da espessura da parede muscular) e pela disfunção sistólica. • Os ventrículos apresentam elevação dos volumes sistólico e diastólico, mas diminuição da fração de ejeção.
  • 5.
    • As alteraçõesestruturais diminuem a quantidade de sangue ejetado do ventrículo com a sístole, aumentando a quantidade de sangue que permanece no ventrículo após a contração.
  • 6.
    MIOCARDIOPATIA RESTRITIVA (MCR) •A MCR é caracterizada pela disfunção diastólica causada por paredes ventriculares rígidas que impedem o enchimento diastólico e a distensão ventricular. • A função sistólica habitualmente é normal. • Os sinais e sintomas são semelhantes aos da pericardite constritiva e incluem dispneia, tosse seca e dor torácica.
  • 7.
    MIOCARDIOPATIA HIPERTRÓFICA (MCH) •A Miocardiopatia hipertrófica é uma condição autossômica dominante que ocorre em homens, mulheres e crianças (com frequência detectada após a puberdade).
  • 8.
    • Na Miocardiopatiahipertrófica , o músculo cardíaco sofre aumento assimétrico de tamanho e massa, especialmente ao longo do septo. • A Miocardiopatia hipertrófica geralmente afeta áreas não adjacentes do ventrículo. O aumento da espessura do músculo cardíaco reduz o tamanho das cavidades ventriculares e faz com que os ventrículos demorem mais tempo para relaxar após a sístole.
  • 10.
    MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS • Pacientescom miocardiopatia podem permanecer estáveis e sem sintomas por muitos anos. • Com frequência, a miocardiopatia dilatada ou restritiva é diagnosticada pela primeira vez quando o paciente comparece com sinais e sintomas de insuficiência cardíaca. • Os pacientes com miocardiopatia também podem relatar DNP, tosse (especialmente com o esforço) e ortopneia, que podem levar a um diagnóstico errôneo de bronquite ou pneumonia.
  • 11.
    • Outros sintomasincluem retenção de líquido, edema periférico e náuseas, que são causados pela perfusão insuficiente do sistema gastrintestinal. • O paciente também pode apresentar dor torácica, palpitações, tontura, náuseas e síncope com esforço. Entretanto, parada cardíaca (morte súbita cardíaca) pode ser a manifestação inicial de Miocardiopatia hipertrofica em pessoa jovens, incluindo atletas.
  • 12.
    • Independentemente dotipo e da causa, a miocardiopatia pode levar a insuficiência cardíaca grave, arritmias letais e morte. A taxa de mortalidade é mais alta em afro-americanos e idosos. • Os pacientes podem precisar limitar a atividade física e controlar o ganho de peso excessivo para evitar arritmia potencialmente fatal.
  • 13.
    Ações de enfermagem •O histórico de enfermagem para o paciente com miocardiopatia começa com uma história detalhada dos sinais e sintomas apresentados. A enfermeira identifica os possíveis fatores etiológicos, como a ingestão pesada de álcool, doença ou gestação recente, ou uma história da doença em parentes imediatos.
  • 14.
    • Durante umepisódio sintomático, o repouso está indicado. O oxigênio, geralmente fornecido através de cateteres nasais, também pode estar indicado. • É necessária a monitorização cuidadosa para correlacionar a prescrição com a resposta do paciente e, em seguida, ajustar adequadamente o plano de tratamento.
  • 15.
    • A avaliaçãoda saturação de oxigênio em repouso e durante a atividade também pode ser indicada, quando se determina a necessidade de oxigênio suplementar. • Garantir que o paciente receba ou escolha os alimentos apropriados para a dieta hipossódica também é importante. Além disso, o auxílio para que o paciente se mantenha aquecido e que mude de posição com frequência estimula a circulação e reduz a possibilidade de ruptura cutânea.
  • 16.
    • O pacientecom miocardiopatia precisa aprender a participar e realizar as atividades do próprio cuidado dentro da faixa de limitação de atividades. Ensinar os pacientes sobre o regime de medicamentos sobre as restrições dietéticas é uma parte primordial do plano de cuidado de enfermagem.
  • 17.
    • A enfermeirafaz parte integrante desse processo de aprendizagem à medida que os pacientes aprendem a balancear seus estilos de vida e trabalho e, ao mesmo tempo, a realizar suas atividades terapêuticas. Ajudar os pacientes a lidar e a aceitar seus estados patológicos torna-lhes mais fácil ajustar suas expectativas e seguir o programa de autocuidado em casa.
  • 18.
    ENDOCARDITE REUMÁTICA • A endocarditereumática resulta diretamente da febre reumática provocada pela infecção por estreptococos do grupo A. • A doença afeta todas as articulações ósseas, produzindo uma poliartrite. O coração também é órgão alvo e é onde ocorre a lesão mais grave.
  • 19.
    • Os leucócitosacumulam se nos tecidos afetados e formam nódulos, os quais, eventualmente, são substituídos por cicatrizes. É certo que o miocárdio é envolvido nesse inflamatório; isto é, a miocardite reumática desenvolve-se, o que enfraquece temporariamente a força contrátil do coração.
  • 20.
    • Da mesmamaneira, o pericárdio é afetado; isto é, a pericardite reumática também acontece durante a doença aguda. Essas complicações miocárdicárdicas geralmente ocorrem sem seqüelas graves. Entretanto, a endocardite reumática resulta em efeitos colaterais permanentes e, com frequência, incapacitantes.
  • 21.
    Identificando e prevenindoa febre reumática • A febre reumática é uma doença evitável. A erradicação da febre reumática eliminaria a cardiopatia reumática. A terapia com penicilina em pacientes com infecções estreptocócicas pode prevenir quase todas as agressões primárias de febre reumática.
  • 22.
    Uma cultura deorofaringe é o único método pelo qual pode feito um diagnóstico exato. Os sinais e sintomas da faringite estreptocócica são os seguintes: •Febre (38,9 a 40’ C) Calafrios •Faringite (de início súbito) Rubor difuso da faringe com exsudato na orofaringe (pode não aparecer até depois do primeiro dia)
  • 23.
    •Linfonodos aumentados edolorosos •Dor abdominal (mais comum em crianças) •Sinusite aguda e otite média aguda (podem ser causadas por estreptococos) •Rubor difuso da faringe com exsudato na orofaringe (pode não aparecer até depois do primeiro dia)
  • 24.
    Tratamento de Enfermagem •Uma função primordial de enfermagem na endocardite infecciosa é ensinar os pacientes sobre a doença e sua prevenção e tratamento. Os pacientes suscetíveis precisam saber sobre a antibioticoterapia oral em longo prazo ou, sobre a necessidade de tomar antibióticos profiláticos antes de certos procedimentos, como exames ou procedimentos dentários, que possam introduzir a infecção. Esses pacientes também devem ser lembrados de procedimentos menos frequentes. Como a cistoscopia, que também podem exigir antibioticoterapia profilática.
  • 25.
    ENDOCARDITE INFECCIOSA • A endocarditeinfecciosa (endocardite bacteriana) é uma infecção das válvulas e da superfície endocárdica do coração.
  • 26.
    • A endocarditeinfecciosa é mais comum nas pessoas idosas, provavelmente por causa das respostas imunológicas diminuídas à infecção, das alterações metabólicas associadas ao envelhecimento e do número aumentado de procedimentos diagnósticos invasivos, em especial na doença genitourinária. Existe uma alta incidência de endocardite estafilocócica entre os usuários de drogas endovenosas, com a doença ocorrendo em sua maior parte sobre válvulas normais
  • 27.
    •A endocardite infecciosaé provocada pela invasão direta por bactérias ou outros organismos e leva à deformidade dos folhetos valvulares. •Os microrganismos causais incluem bactérias, fungos e Streptococcus viridans.
  • 28.
    A endocardite adquiridaem hospital ocorre com maior frequência em pacientes com doença incapacitante, naqueles com cateteres de demora e aos que recebem terapia endovenosa ou com antibióticos prolongada. Os pacientes que recebem medicamentos imunossupressores ou corticosteroides podem desenvolver endocardite por fungos.
  • 29.
    Tratamento de enfermagem •Além de educar o paciente e a família sobre a prevenção e a promoção de saúde, a enfermeira de cuidados domiciliares pode ser chamada para supervisionar e monitorizar a antibioticoterapia endovenosa fornecida no ambiente domiciliar. As funções de enfermagem adicionais podem envolver a instrução e cuidados pós-cirúrgicos.
  • 30.
    MIOCARDITE • A miocarditeé um processo inflamatório que envolve o miocárdio. • A miocardite pode provocar dilatação cardíaca, trombose na parede cardíaca, infiltração de células sanguíneas circulantes em torno dos vasos coronarianos e entre as fibras musculares, além de degeneração das próprias fibras musculares.
  • 31.
    Tratamento de Enfermagem •A função cardíaca e a temperatura são avaliadas para determinar se a doença está diminuindo e se a insuficiência cardíaca congestiva aconteceu. Quando ocorre uma disritmia, o paciente deve ser cuidado em uma unidade com monitorização cardíaca contínua, de modo que a equipe e os equipamentos estejam prontamente disponíveis caso aconteça uma disritmia com risco de vida.
  • 32.
     Alerta deEnfermagem: Os pacientes com miocardite são sensíveis ao digitálico. Portanto, eles devem ser monitorizados de perto para a intoxicação digitálica (evidenciada por disritmia, anorexia, náuseas, vômitos, cefaleia, indisposição). • As meias de compressão elástica e os exercícios passivos e ativos devem ser empregados, porque a embolização a partir do trombo venoso e dos trombos murais pode acontecer.
  • 33.
    PERICARDITE • A pericarditerefere-se a uma inflamação do pericárdio, o saco membranoso que envolve o coração. Ela pode ser uma doença primária ou pode desenvolver-se no curso de inúmeros distúrbios clínicos e cirúrgicos.
  • 34.
    • O sintomacaracterístico da pericardite é a dor. A dor está quase sempre presente na pericardite aguda e mais comum sobre o precórdio. A dor pode ser sentida abaixo da clavícula e no pescoço, bem como na região escapular esquerda. A dor pericárdica é agravada pela respiração, mudança de posição no leito e torção do corpo; ela é aliviada ao se sentar. De fato, o paciente prefere adotar uma postura sentada ou inclinada para diante.
  • 35.
    • A dispneiapode acontecer em consequência da compressão pericárdica dos movimentos cardíacos, o que leva a um débito cardíaco diminuído, O paciente pode aparentar estar extremamente doente.
  • 36.
    Tratamento de Enfermagem •A enfermeira, que possui diversas preocupações importantes no cuidado do paciente com pericardite, deve ficar alerta para a possibilidade de tamponamento cardíaco. • A enfermeira administra os medicamentos conforme prescrito para os pacientes com infecções do pericárdio, quando o organismo causador da infecção foi identificado.
  • 37.
    • Por exemplo,os pacientes com pericardite associada a febre reumática podem responder à penicilina. Os pacientes com pericardite resultante da tuberculose podem precisar da administração de isoniazida, cloridrato de erambutol, rifampicina e estreptomicina, em diversas combinações.
  • 38.
    • A anfotericinaE é utilizada na pericardite fúngica, sendo os corticosteroides administrados no lúpus eritematoso disseminado. • À medida que a condição do paciente melhora, a enfermeira pode encorajar o aumento gradual da atividade. No entanto, caso a dor ou a febre reapareçam, o repouso no leito deve ser retomado.
  • 39.
    • O alivioda dor é conseguido ao se fazer com que o paciente permaneça em repouso no leito ou na cadeira, como for mais confortável. Já que a posição sentada ereta e a inclinação para diante é a postura que tende a aliviar a dor, o repouso em uma cadeira pode ser mais confortável. À medida que a dor torácica diminue, as atividades da vida podem ser retomadas.
  • 40.
    • Quando opaciente está recebendo medicamentos para a pericardite, como analgésicos, antibióticos ou corticosteroides, suas respostas são monitorizadas e registradas. Quando a dor torácica reaparece, o repouso no leito é retomado.