PIGMENTAÇÕES E CALCIFICAÇÕES
Profª Drª Cinthia Melo
Integração Clínico Patológica
2024
PIGMENTAÇÕES
• Pigmentos = substâncias de cor própria;
• Distribuídos amplamente na natureza;
• Encontrados em células animais e vegetais, desempenhando importantes funções
PIGMENTAÇÕES
• Pigmentação é o processo de formação e/ou acúmulo, normal ou patológico, de
pigmentos no organismo.
• Pigmentação patológica pode ser sinal de alterações bioquímicas pronunciadas,
sendo o acúmulo ou a redução de certos pigmentos aspecto importante em várias
doenças.
PIGMENTAÇÕES ENDÓGENAS
Podem ser:
(1) derivadas da hemoglobina;
(2) melanina;
(3) ácido homogentísico;
(4) lipofuscina.
PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA:
PIGMENTOS BILIARES
Eritrócitos
Um eritrócito é constituído por 60% de água e 40% de parte sólida,
sendo a maior proporção desta representada pela Hemoglobina
O principal papel da hemoglobina é o
transporte dos gases sanguíneos,
principalmente oxigênio e gás carbônico.
A capacidade da hemoglobina se ligar ao
oxigênio depende de uma unidade não
peptídica: um grupo heme
PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA:
PIGMENTOS BILIARES
Bilirrubina
Quando hemácias velhas passam
pelo baço, macrófagos as
fagocitam e metabolizam o heme
em bilirrubina indireta;
Não é solúvel em água
Conjugada com o ácido glicurônico no
fígado;
Solúvel em água
A maioria da bilirrubina conjugada vai
para a bile e, então, para o intestino
delgado
Indireta/não Conjugada Direta/Conjugada
PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA:
PIGMENTOS BILIARES
Bilirrubina
Bilirrubina conjugada: solúvel em
água, é excretada do hepatócito na
forma de bile e constitui um dos
pigmentos biliares
Quase toda a bilirrubina formada
diariamente no adulto normal (250 a 300
mg/d) é eliminada nas fezes, enquanto
uma pequena quantidade é excretada na
urina
PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA:
PIGMENTOS BILIARES
PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA:
PIGMENTOS BILIARES
Bilirrubina sérica pode
ser devido a que?
1.O organismo está produzindo muita bilirrubina (geralmente por causa de
hemólise); ou
2.O organismo não está conseguindo remover a bilirrubina (geralmente por
causa de obstrução das vias biliares, doença hepática ou distúrbio
hereditário no processamento da bilirrubina)
PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA:
PIGMENTOS BILIARES
Icterícia
A icterícia é a pigmentação amarela da pele, da
esclerótica e das membranas mucosas, resultante do
acúmulo de bilirrubina ou de seus conjugados
Evidências clínicas com 3 mg/dL ou menos
PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA:
HEMATOIDINA
• É constituída pela mistura de lipídeos e um pigmento semelhante à Bb, sem ferro,
que se forma em focos hemorrágicos, após degradação das hemácias por
macrófagos.
• Aparece a partir do final da segunda ou terceira semana após o sangramento, sob a
forma de cristais de cor que varia do amarelo-ouro, amarelo-alaranjado ou vermelho-
alaranjado até marrom dourado.
• Não tem repercussões para o organismo.
PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA:
HEMOSSIDERINA
• Hemossiderina e ferritina são as duas principais formas de armazenamento
intracelular de ferro.
• Como o ferro é potencialmente tóxico, é necessário um equilíbrio constante
A hemossiderina aparece à microscopia como grânulos
intracitoplasmáticos grosseiros, castanho-escuros ou
amarelo-dourados; pela coloração de Perls, que utiliza
ferrocianato de potássio, é vista como grânulos azulados.
Deposição excessiva de hemossiderina nos tecidos
chama-se hemossiderose e pode ser localizada ou
sistêmica.
PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA:
HEMOSSIDERINA
• Hemossiderose localizada é encontrada em hemorragias em que a hemossiderina
é vista no interior de macrófagos 24 a 48 horas após o início do sangramento.
A transformação progressiva de
hemoglobina em hemossiderina em áreas
de hemorragia pode ser vista em
contusões cutâneas, por exemplo
PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA:
HEMOSSIDERINA
• Hemossiderose sistêmica ocorre por aumento da absorção intestinal de ferro, em
anemias hemolíticas e após transfusões de sangue repetidas.
• O pigmento acumula-se, sobretudo, nos macrófagos do fígado, baço, medula óssea
e linfonodos, mas pode ocorrer também no fígado, pâncreas, coração e glândulas
endócrinas.
• Na maioria dos pacientes, não há distúrbio funcional dos órgãos afetados.
OBS: Hemocromatose  trata-se de hemossiderose sistêmica em que há aumento da absorção
intestinal do ferro por defeito genético.
PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA:
PIGMENTO MALÁRICO (HEMOZOÍNA)
• Resulta da degradação da hemoglobina
ingerida por plasmódios durante o seu ciclo
de vida nas hemácias, a qual sofre proteólise
em vacúolos digestivos.
• O pigmento forma grânulos castanho-escuros
e acumula-se em macrófagos do fígado,
baço, medula óssea, linfonodos e de outros
locais, onde permanece por muitos anos.
PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA:
PIGMENTO ESQUISTOSSOMÓTICO
• Origina-se no trato digestivo do Schistosoma a partir do sangue do hospedeiro ingerido
pelo verme.
• Proteases do intestino do parasito degradam a hemoglobina em peptídeos, aminoácidos
e heme; este forma um cristal estruturalmente idêntico à hemozoína na luz do intestino do
verme.
• O pigmento é regurgitado pelo verme na circulação sanguínea do hospedeiro e se
acumula como grânulos castanho-escuros ou pretos nas células de Kupffer, nos
macrófagos do baço e nos espaços portais.
• A deposição do pigmento não traz repercussões para o organismo.
MELANINA
• Pigmento cuja cor varia do castanho ao preto e é amplamente encontrado em
insetos, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, bem como em plantas.
• Existem dois tipos de melanina: a eumelanina, insolúvel, de cor castanha a preta,
com ação fotoprotetora e antioxidante, e a feomelanina, solúvel, de cor amarela
a vermelha, e com efeito antioxidante.
HIPER E HIPOPIGMENTAÇÃO MELÂNICAS
• A produção excessiva e a redução na síntese de melanina são frequentes e
associam-se a numerosas doenças.
• As lesões hiperpigmentadas mais comuns são efélides (sardas), manchas senis,
melasma (hiperpigmentação na face) e melanomas.
HIPER E HIPOPIGMENTAÇÃO MELÂNICAS
Linfonodo
Metástase de melanoma
HIPER E HIPOPIGMENTAÇÃO MELÂNICAS
• Hipopigmentação: p. ex., albinismo e vitiligo
• Durante o envelhecimento, há perda progressiva da pigmentação melânica dos
pelos, resultando em cabelos grisalhos e brancos.
ÁCIDO HOMOGENTÍSICO
• Pigmento de cor castanho-avermelhada ou amarelada, que se forma em pessoas com
alcaptonúria (ocronose).
• Doença rara, de herança autossômica recessiva, que ocorre por mutações no gene
codificador da enzima ácido homogentísico 1,2-dioxigenase.
• Na falta da enzima, o ácido homogentísico acumula-se no plasma, nas cartilagens, na pele,
no tecido conjuntivo e é excretado em grande quantidade na urina, podendo formar cálculos
renais.
• Quando exposta ao ar, a urina adquire cor castanho-escura (alcaptonúria), pela oxidação do
ácido homogentísico em benzoquinona. Alteração na cor da urina é sinal precoce da doença.
ÁCIDO HOMOGENTÍSICO
LIPOFUSCINA
• Também chamada lipocromo, pigmento de desgaste, pigmento do envelhecimento e
ceroide.
• A lipofuscina é marcador de envelhecimento celular.
• Lipofuscina acumula-se com o tempo, em razão dos processos responsáveis por
sua formação e acúmulo (autofagia e produção de moléculas de oxigênio reativas)
ocorrerem ao longo da vida.
• Aparece como grânulos intracitoplasmáticos, pardo-amarelados, cora-se com alguns
corantes de lipídeos e é autofluorescente.
LIPOFUSCINA
• Pigmentos diversos penetram no organismo com o ar inspirado, com os alimentos
ingeridos ou são introduzidos por via parenteral, como ocorre com as injeções e as
tatuagens.
• As partículas depositam-se nos pontos do primeiro contato com as mucosas ou a
pele, podem ficar retidas, ser eliminadas ou transportadas para outros locais pela
circulação linfática, sanguínea ou por macrófagos.
PIGMENTAÇÕES EXÓGENAS
• Dos pigmentos inalados, o mais comum é o carvão.
• Sua deposição causa a antracose, encontrada em trabalhadores de minas de
carvão e em praticamente todo indivíduo adulto morador em grandes ou médias
cidades onde exista certo grau de poluição atmosférica.
PIGMENTAÇÕES EXÓGENAS - ANTRACOSE
Em trabalhadores de minas de carvão, o
grande acúmulo de pigmento nos pulmões
pode acompanhar-se de fibrose e levar a
diminuição da capacidade respiratória
PIGMENTAÇÕES EXÓGENAS - ANTRACOSE
• É a deposição de sais de prata em tecidos.
• A causa mais comum de argiria localizada é impregnação mecânica da pele por
partículas de prata em trabalhadores que lidam com esse metal e, raramente, em
pessoas que usam brincos e piercings.
• Outras fontes de argiria são tratamento odontológico com amálgama (mistura de mercúrio
e prata), uso prolongado de medicamentos tópicos que contêm nitrato de prata ou
implantação cutânea de agulhas de acupuntura.
• Argiria sistêmica resulta de ingestão ou inalação crônica de compostos de prata
solúveis.
PIGMENTAÇÕES EXÓGENAS - ARGIRIA
PIGMENTAÇÕES EXÓGENAS - ARGIRIA
A pele adquire cor cinza-azulada, mais intensa em áreas expostas ao sol.
A luz solar reduz a prata e forma prata metálica, que é oxidada e forma complexos de
proteína-sulfeto de prata que estimulam a produção de melanina.
• É a pigmentação resultante da introdução de
pigmentos insolúveis na derme, acidental ou
propositalmente.
• A tatuagem pode ser também cosmética ou usada
para camuflar cicatrizes em que houve perda do
pigmento melânico.
• As tatuagens são permanentes ou transitórias,
conforme o pigmento seja introduzido,
respectivamente, na derme ou na camada córnea
da epiderme.
PIGMENTAÇÕES EXÓGENAS - TATUAGEM
CALCIFICAÇÕES PATOLÓGICAS
• Consiste na deposição de sais de cálcio em locais normalmente não calcificados.
• Calcificação é lesão muito frequente, embora geralmente não traga
consequências graves.
No tecido ósseo mineralizado, a
calcificação se dá sobre o colágeno,
formando a matriz osteoide (calcificação
fisiológica).
CALCIFICAÇÕES PATOLÓGICAS
Já nas calcificações patológicas, os depósitos minerais ocorrem sobre outros substratos
celulares (viáveis ou necróticos) e extracelulares (tecido conjuntivo ou secreções).
• Calcificação pode iniciar-se também em células vivas, podendo ser causa de morte celular.
• Como a concentração de cálcio é maior nas mitocôndrias do que no restante do citoplasma,
elas tendem a acumular mais cálcio quando este está aumentado no interior das células.
• Calcificação de mitocôndrias resulta em perda de função  quando muitas mitocôndrias se
calcificam, a célula morre.
CALCIFICAÇÕES PATOLÓGICAS
• Calcificação patológica é reconhecida por sua basofilia (forte coloração pela
hematoxilina).
• No entanto, nem toda calcificação é constituída por fosfato de cálcio.
• Nas mamas e nos rins, às vezes são encontrados depósitos de oxalato de cálcio,
que não se coram na coloração por hematoxilina e eosina, mas podem ser
demonstrados sob luz polarizada.
CALCIFICAÇÕES PATOLÓGICAS
As calcificações patológicas podem ser:
(1) distrófica, quando predominam fatores locais, como necrose;
(2) metastática, em casos de hipercalcemia;
(3) idiopáticas, em que nenhum desses fatores está presente.
CALCIFICAÇÃO DISTRÓFICA
• É a que resulta de modificação local nos tecidos (distrofia = alteração tecidual
prévia). É mais frequente que a calcificação metastática.
• . Infartos (necrose isquêmica) de vários órgãos também podem calcificar
CALCIFICAÇÃO DISTRÓFICA
• Calcificação aparece também em cicatrizes, ateromas e cartilagens.
• Trombos venosos podem se calcificar, formando flebólitos.
• Secreções em ductos de certos órgãos podem calcificar, por vezes causando
obstrução ductal.
• Muitos tumores são propensos a uma forma peculiar de calcificação – psamomas –
comum no carcinoma papilar da tireoide, no adenocarcinoma seroso papilífero do
ovário e em meningiomas.
CALCIFICAÇÃO DISTRÓFICA
CALCIFICAÇÃO METASTÁTICA
• É assim denominada para indicar que o cálcio reabsorvido do tecido ósseo em
condições patológicas ocasiona, se não houver excreção adequada pelos rins,
depósitos em outros locais.
• Tal calcificação ocorre caracteristicamente quando há hipercalcemia e, mais
raramente, hiperfosfatemia.
• Em geral, quando o produto das concentrações séricas de cálcio e de fosfato fica
acima de 35 ou 40 mg/dL em adultos, ocorre calcificação metastática.
CALCIFICAÇÃO METASTÁTICA
• Os depósitos de cálcio metastáticos podem formar-se em qualquer local, mas
especialmente em pulmões, rins, córnea, artérias sistêmicas e veias pulmonares.
• Esses órgãos e estruturas têm em comum o fato de secretarem ácidos, criando
um compartimento interno alcalinizado.
• Em calcificações metastáticas, a precipitação de cálcio inicia-se nas mitocôndrias.
Quando há morte celular, as células acabam envolvidas pela calcificação.
• A deposição de sais de cálcio também ocorre no compartimento extracelular, sendo
as membranas basais dos pulmões e dos rins sítios particularmente vulneráveis.
CALCIFICAÇÃO IDIOPÁTICA
• Consiste em depósitos de calcificação geralmente cutâneos e frequentemente
múltiplos, sem lesão prévia e com níveis séricos normais de cálcio e de fosfato.
• As lesões podem ulcerar-se, permitindo drenagem do material calcário.
• Calcinose escrotal caracteriza-se por múltiplos nódulos duros que se formam na pele
do escroto. Considerada idiopática, essa forma de calcificação parece relacionada,
em certos casos, com cistos epidermoides que se rompem e se inflamam, com
posterior calcificação do conteúdo.
• Os depósitos calcificados ficam circundados por macrófagos e reação gigantocelular.
CÁLCULOS
• Esse termo é usado para designar massas sólidas, esféricas, ovais ou facetadas,
compactas, de consistência argilosa a pétrea, que se formam particularmente na
vesícula biliar, nos rins e nas vias urinárias.
• A designação popular “pedra” na vesícula ou nos rins tem o mesmo significado.
• Litíase, também sinônimo, como sufixo ao nome do órgão afetado serve para indicar
condições específicas: nefrolitíase (rim), colelitíase (vesícula biliar), coledocolitíase
(colédoco) e sialolitíase (glândula salivar).
CÁLCULOS
• A composição dos cálculos varia de acordo com
o órgão.
• Na vesícula biliar, formam-se a partir de
modificações na composição da bile, sobretudo
saturação de um de seus componentes, o que
possibilita a precipitação de frações insolúveis.
• Os cálculos podem causar obstrução e cólica
biliar.
CÁLCULOS
Nos rins e nas vias urinárias, outro local frequente de cálculos, a composição destes
é variável.
A maioria dos cálculos renais é formada por cálcio, estando o oxalato de cálcio e o
fosfato de cálcio envolvidos em cerca de 80% deles.
Em menor número de casos, os cálculos renais são formados por ácido úrico ou por
fosfato de amônio e magnésio.
CÁLCULOS
Na sialolitíase, concreções sólidas formam-
se nos ductos de glândulas salivares.
A estagnação de secreções ricas em cálcio
causa precipitação luminal, possivelmente
em torno de partículas de muco ou de
células degeneradas, formando sialólitos.
Aula 4 - Pigmentações e Calcificações.pptx

Aula 4 - Pigmentações e Calcificações.pptx

  • 1.
    PIGMENTAÇÕES E CALCIFICAÇÕES ProfªDrª Cinthia Melo Integração Clínico Patológica 2024
  • 2.
    PIGMENTAÇÕES • Pigmentos =substâncias de cor própria; • Distribuídos amplamente na natureza; • Encontrados em células animais e vegetais, desempenhando importantes funções
  • 3.
    PIGMENTAÇÕES • Pigmentação éo processo de formação e/ou acúmulo, normal ou patológico, de pigmentos no organismo. • Pigmentação patológica pode ser sinal de alterações bioquímicas pronunciadas, sendo o acúmulo ou a redução de certos pigmentos aspecto importante em várias doenças.
  • 4.
    PIGMENTAÇÕES ENDÓGENAS Podem ser: (1)derivadas da hemoglobina; (2) melanina; (3) ácido homogentísico; (4) lipofuscina.
  • 5.
    PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA: PIGMENTOSBILIARES Eritrócitos Um eritrócito é constituído por 60% de água e 40% de parte sólida, sendo a maior proporção desta representada pela Hemoglobina O principal papel da hemoglobina é o transporte dos gases sanguíneos, principalmente oxigênio e gás carbônico. A capacidade da hemoglobina se ligar ao oxigênio depende de uma unidade não peptídica: um grupo heme
  • 6.
    PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA: PIGMENTOSBILIARES Bilirrubina Quando hemácias velhas passam pelo baço, macrófagos as fagocitam e metabolizam o heme em bilirrubina indireta; Não é solúvel em água Conjugada com o ácido glicurônico no fígado; Solúvel em água A maioria da bilirrubina conjugada vai para a bile e, então, para o intestino delgado Indireta/não Conjugada Direta/Conjugada
  • 7.
    PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA: PIGMENTOSBILIARES Bilirrubina Bilirrubina conjugada: solúvel em água, é excretada do hepatócito na forma de bile e constitui um dos pigmentos biliares Quase toda a bilirrubina formada diariamente no adulto normal (250 a 300 mg/d) é eliminada nas fezes, enquanto uma pequena quantidade é excretada na urina
  • 8.
  • 9.
    PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA: PIGMENTOSBILIARES Bilirrubina sérica pode ser devido a que? 1.O organismo está produzindo muita bilirrubina (geralmente por causa de hemólise); ou 2.O organismo não está conseguindo remover a bilirrubina (geralmente por causa de obstrução das vias biliares, doença hepática ou distúrbio hereditário no processamento da bilirrubina)
  • 10.
    PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA: PIGMENTOSBILIARES Icterícia A icterícia é a pigmentação amarela da pele, da esclerótica e das membranas mucosas, resultante do acúmulo de bilirrubina ou de seus conjugados Evidências clínicas com 3 mg/dL ou menos
  • 11.
    PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA: HEMATOIDINA •É constituída pela mistura de lipídeos e um pigmento semelhante à Bb, sem ferro, que se forma em focos hemorrágicos, após degradação das hemácias por macrófagos. • Aparece a partir do final da segunda ou terceira semana após o sangramento, sob a forma de cristais de cor que varia do amarelo-ouro, amarelo-alaranjado ou vermelho- alaranjado até marrom dourado. • Não tem repercussões para o organismo.
  • 13.
    PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA: HEMOSSIDERINA •Hemossiderina e ferritina são as duas principais formas de armazenamento intracelular de ferro. • Como o ferro é potencialmente tóxico, é necessário um equilíbrio constante A hemossiderina aparece à microscopia como grânulos intracitoplasmáticos grosseiros, castanho-escuros ou amarelo-dourados; pela coloração de Perls, que utiliza ferrocianato de potássio, é vista como grânulos azulados. Deposição excessiva de hemossiderina nos tecidos chama-se hemossiderose e pode ser localizada ou sistêmica.
  • 14.
    PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA: HEMOSSIDERINA •Hemossiderose localizada é encontrada em hemorragias em que a hemossiderina é vista no interior de macrófagos 24 a 48 horas após o início do sangramento. A transformação progressiva de hemoglobina em hemossiderina em áreas de hemorragia pode ser vista em contusões cutâneas, por exemplo
  • 15.
    PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA: HEMOSSIDERINA •Hemossiderose sistêmica ocorre por aumento da absorção intestinal de ferro, em anemias hemolíticas e após transfusões de sangue repetidas. • O pigmento acumula-se, sobretudo, nos macrófagos do fígado, baço, medula óssea e linfonodos, mas pode ocorrer também no fígado, pâncreas, coração e glândulas endócrinas. • Na maioria dos pacientes, não há distúrbio funcional dos órgãos afetados. OBS: Hemocromatose  trata-se de hemossiderose sistêmica em que há aumento da absorção intestinal do ferro por defeito genético.
  • 17.
    PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA: PIGMENTOMALÁRICO (HEMOZOÍNA) • Resulta da degradação da hemoglobina ingerida por plasmódios durante o seu ciclo de vida nas hemácias, a qual sofre proteólise em vacúolos digestivos. • O pigmento forma grânulos castanho-escuros e acumula-se em macrófagos do fígado, baço, medula óssea, linfonodos e de outros locais, onde permanece por muitos anos.
  • 18.
    PIGMENTOS DE HEMOGLOBINA: PIGMENTOESQUISTOSSOMÓTICO • Origina-se no trato digestivo do Schistosoma a partir do sangue do hospedeiro ingerido pelo verme. • Proteases do intestino do parasito degradam a hemoglobina em peptídeos, aminoácidos e heme; este forma um cristal estruturalmente idêntico à hemozoína na luz do intestino do verme. • O pigmento é regurgitado pelo verme na circulação sanguínea do hospedeiro e se acumula como grânulos castanho-escuros ou pretos nas células de Kupffer, nos macrófagos do baço e nos espaços portais. • A deposição do pigmento não traz repercussões para o organismo.
  • 20.
    MELANINA • Pigmento cujacor varia do castanho ao preto e é amplamente encontrado em insetos, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, bem como em plantas. • Existem dois tipos de melanina: a eumelanina, insolúvel, de cor castanha a preta, com ação fotoprotetora e antioxidante, e a feomelanina, solúvel, de cor amarela a vermelha, e com efeito antioxidante.
  • 21.
    HIPER E HIPOPIGMENTAÇÃOMELÂNICAS • A produção excessiva e a redução na síntese de melanina são frequentes e associam-se a numerosas doenças. • As lesões hiperpigmentadas mais comuns são efélides (sardas), manchas senis, melasma (hiperpigmentação na face) e melanomas.
  • 22.
    HIPER E HIPOPIGMENTAÇÃOMELÂNICAS Linfonodo Metástase de melanoma
  • 23.
    HIPER E HIPOPIGMENTAÇÃOMELÂNICAS • Hipopigmentação: p. ex., albinismo e vitiligo • Durante o envelhecimento, há perda progressiva da pigmentação melânica dos pelos, resultando em cabelos grisalhos e brancos.
  • 24.
    ÁCIDO HOMOGENTÍSICO • Pigmentode cor castanho-avermelhada ou amarelada, que se forma em pessoas com alcaptonúria (ocronose). • Doença rara, de herança autossômica recessiva, que ocorre por mutações no gene codificador da enzima ácido homogentísico 1,2-dioxigenase. • Na falta da enzima, o ácido homogentísico acumula-se no plasma, nas cartilagens, na pele, no tecido conjuntivo e é excretado em grande quantidade na urina, podendo formar cálculos renais. • Quando exposta ao ar, a urina adquire cor castanho-escura (alcaptonúria), pela oxidação do ácido homogentísico em benzoquinona. Alteração na cor da urina é sinal precoce da doença.
  • 25.
  • 26.
    LIPOFUSCINA • Também chamadalipocromo, pigmento de desgaste, pigmento do envelhecimento e ceroide. • A lipofuscina é marcador de envelhecimento celular. • Lipofuscina acumula-se com o tempo, em razão dos processos responsáveis por sua formação e acúmulo (autofagia e produção de moléculas de oxigênio reativas) ocorrerem ao longo da vida. • Aparece como grânulos intracitoplasmáticos, pardo-amarelados, cora-se com alguns corantes de lipídeos e é autofluorescente.
  • 27.
  • 28.
    • Pigmentos diversospenetram no organismo com o ar inspirado, com os alimentos ingeridos ou são introduzidos por via parenteral, como ocorre com as injeções e as tatuagens. • As partículas depositam-se nos pontos do primeiro contato com as mucosas ou a pele, podem ficar retidas, ser eliminadas ou transportadas para outros locais pela circulação linfática, sanguínea ou por macrófagos. PIGMENTAÇÕES EXÓGENAS
  • 29.
    • Dos pigmentosinalados, o mais comum é o carvão. • Sua deposição causa a antracose, encontrada em trabalhadores de minas de carvão e em praticamente todo indivíduo adulto morador em grandes ou médias cidades onde exista certo grau de poluição atmosférica. PIGMENTAÇÕES EXÓGENAS - ANTRACOSE Em trabalhadores de minas de carvão, o grande acúmulo de pigmento nos pulmões pode acompanhar-se de fibrose e levar a diminuição da capacidade respiratória
  • 30.
  • 31.
    • É adeposição de sais de prata em tecidos. • A causa mais comum de argiria localizada é impregnação mecânica da pele por partículas de prata em trabalhadores que lidam com esse metal e, raramente, em pessoas que usam brincos e piercings. • Outras fontes de argiria são tratamento odontológico com amálgama (mistura de mercúrio e prata), uso prolongado de medicamentos tópicos que contêm nitrato de prata ou implantação cutânea de agulhas de acupuntura. • Argiria sistêmica resulta de ingestão ou inalação crônica de compostos de prata solúveis. PIGMENTAÇÕES EXÓGENAS - ARGIRIA
  • 32.
    PIGMENTAÇÕES EXÓGENAS -ARGIRIA A pele adquire cor cinza-azulada, mais intensa em áreas expostas ao sol. A luz solar reduz a prata e forma prata metálica, que é oxidada e forma complexos de proteína-sulfeto de prata que estimulam a produção de melanina.
  • 33.
    • É apigmentação resultante da introdução de pigmentos insolúveis na derme, acidental ou propositalmente. • A tatuagem pode ser também cosmética ou usada para camuflar cicatrizes em que houve perda do pigmento melânico. • As tatuagens são permanentes ou transitórias, conforme o pigmento seja introduzido, respectivamente, na derme ou na camada córnea da epiderme. PIGMENTAÇÕES EXÓGENAS - TATUAGEM
  • 34.
    CALCIFICAÇÕES PATOLÓGICAS • Consistena deposição de sais de cálcio em locais normalmente não calcificados. • Calcificação é lesão muito frequente, embora geralmente não traga consequências graves. No tecido ósseo mineralizado, a calcificação se dá sobre o colágeno, formando a matriz osteoide (calcificação fisiológica).
  • 35.
    CALCIFICAÇÕES PATOLÓGICAS Já nascalcificações patológicas, os depósitos minerais ocorrem sobre outros substratos celulares (viáveis ou necróticos) e extracelulares (tecido conjuntivo ou secreções). • Calcificação pode iniciar-se também em células vivas, podendo ser causa de morte celular. • Como a concentração de cálcio é maior nas mitocôndrias do que no restante do citoplasma, elas tendem a acumular mais cálcio quando este está aumentado no interior das células. • Calcificação de mitocôndrias resulta em perda de função  quando muitas mitocôndrias se calcificam, a célula morre.
  • 36.
    CALCIFICAÇÕES PATOLÓGICAS • Calcificaçãopatológica é reconhecida por sua basofilia (forte coloração pela hematoxilina). • No entanto, nem toda calcificação é constituída por fosfato de cálcio. • Nas mamas e nos rins, às vezes são encontrados depósitos de oxalato de cálcio, que não se coram na coloração por hematoxilina e eosina, mas podem ser demonstrados sob luz polarizada.
  • 37.
    CALCIFICAÇÕES PATOLÓGICAS As calcificaçõespatológicas podem ser: (1) distrófica, quando predominam fatores locais, como necrose; (2) metastática, em casos de hipercalcemia; (3) idiopáticas, em que nenhum desses fatores está presente.
  • 38.
    CALCIFICAÇÃO DISTRÓFICA • Éa que resulta de modificação local nos tecidos (distrofia = alteração tecidual prévia). É mais frequente que a calcificação metastática. • . Infartos (necrose isquêmica) de vários órgãos também podem calcificar
  • 39.
    CALCIFICAÇÃO DISTRÓFICA • Calcificaçãoaparece também em cicatrizes, ateromas e cartilagens. • Trombos venosos podem se calcificar, formando flebólitos. • Secreções em ductos de certos órgãos podem calcificar, por vezes causando obstrução ductal. • Muitos tumores são propensos a uma forma peculiar de calcificação – psamomas – comum no carcinoma papilar da tireoide, no adenocarcinoma seroso papilífero do ovário e em meningiomas.
  • 40.
  • 41.
    CALCIFICAÇÃO METASTÁTICA • Éassim denominada para indicar que o cálcio reabsorvido do tecido ósseo em condições patológicas ocasiona, se não houver excreção adequada pelos rins, depósitos em outros locais. • Tal calcificação ocorre caracteristicamente quando há hipercalcemia e, mais raramente, hiperfosfatemia. • Em geral, quando o produto das concentrações séricas de cálcio e de fosfato fica acima de 35 ou 40 mg/dL em adultos, ocorre calcificação metastática.
  • 42.
    CALCIFICAÇÃO METASTÁTICA • Osdepósitos de cálcio metastáticos podem formar-se em qualquer local, mas especialmente em pulmões, rins, córnea, artérias sistêmicas e veias pulmonares. • Esses órgãos e estruturas têm em comum o fato de secretarem ácidos, criando um compartimento interno alcalinizado. • Em calcificações metastáticas, a precipitação de cálcio inicia-se nas mitocôndrias. Quando há morte celular, as células acabam envolvidas pela calcificação. • A deposição de sais de cálcio também ocorre no compartimento extracelular, sendo as membranas basais dos pulmões e dos rins sítios particularmente vulneráveis.
  • 43.
    CALCIFICAÇÃO IDIOPÁTICA • Consisteem depósitos de calcificação geralmente cutâneos e frequentemente múltiplos, sem lesão prévia e com níveis séricos normais de cálcio e de fosfato. • As lesões podem ulcerar-se, permitindo drenagem do material calcário. • Calcinose escrotal caracteriza-se por múltiplos nódulos duros que se formam na pele do escroto. Considerada idiopática, essa forma de calcificação parece relacionada, em certos casos, com cistos epidermoides que se rompem e se inflamam, com posterior calcificação do conteúdo. • Os depósitos calcificados ficam circundados por macrófagos e reação gigantocelular.
  • 44.
    CÁLCULOS • Esse termoé usado para designar massas sólidas, esféricas, ovais ou facetadas, compactas, de consistência argilosa a pétrea, que se formam particularmente na vesícula biliar, nos rins e nas vias urinárias. • A designação popular “pedra” na vesícula ou nos rins tem o mesmo significado. • Litíase, também sinônimo, como sufixo ao nome do órgão afetado serve para indicar condições específicas: nefrolitíase (rim), colelitíase (vesícula biliar), coledocolitíase (colédoco) e sialolitíase (glândula salivar).
  • 45.
    CÁLCULOS • A composiçãodos cálculos varia de acordo com o órgão. • Na vesícula biliar, formam-se a partir de modificações na composição da bile, sobretudo saturação de um de seus componentes, o que possibilita a precipitação de frações insolúveis. • Os cálculos podem causar obstrução e cólica biliar.
  • 46.
    CÁLCULOS Nos rins enas vias urinárias, outro local frequente de cálculos, a composição destes é variável. A maioria dos cálculos renais é formada por cálcio, estando o oxalato de cálcio e o fosfato de cálcio envolvidos em cerca de 80% deles. Em menor número de casos, os cálculos renais são formados por ácido úrico ou por fosfato de amônio e magnésio.
  • 47.
    CÁLCULOS Na sialolitíase, concreçõessólidas formam- se nos ductos de glândulas salivares. A estagnação de secreções ricas em cálcio causa precipitação luminal, possivelmente em torno de partículas de muco ou de células degeneradas, formando sialólitos.

Notas do Editor

  • #3 Grande número de pigmentos origina-se de substâncias sintetizadas pelo próprio organismo (pigmentos endógenos), enquanto outros são formados no exterior e, por via respiratória, digestiva ou parenteral, penetram e depositam-se em diversos órgãos (pigmentos exógenos).
  • #4 (pigmentos biliares, hematoidina, hemossiderina, pigmento malárico, pigmento esquistossomótico)  ácido homogentísico é um intermediário no metabolismo da tirosina. Na alcaptonúria, há acúmulo deste nos fluídos e tecidos corporais devido à ausência congênita da enzima ácido homogentísico oxidase. O acúmulo do ácido resulta em urina escura e alcalina desde o nascimento, sendo que a ocronose e artrite manifestam-se na vida A lipofuscina é um pigmento citoplasmático castanho-amarelado, não degradável, composto por proteínas altamente oxidadas, lípides e metais. A lipofuscina acumula-se com o tempo em células pós-mitóticas perenes, como os cardiomiócitos, sendo também chamada “pigmento da idade”
  • #5 Pigmento amarelo e produto final do catabolismo da fração heme da hemoglobina e de outras hemoproteínas. Aumento na produção ou defeito hepático na remoção da Bb da circulação resulta em hiperbilirrubinemia  ICTERÍCIA (deposição do pigmento na pele, esclera e mucosas). Aumento na excreção de Bb na bile favorece a formação de cálculos de bilirrubinato de cálcio (cálculo biliares).
  • #6 Pigmento amarelo e produto final do catabolismo da fração heme da hemoglobina e de outras hemoproteínas. Aumento na produção ou defeito hepático na remoção da Bb da circulação resulta em hiperbilirrubinemia  ICTERÍCIA (deposição do pigmento na pele, esclera e mucosas). Aumento na excreção de Bb na bile favorece a formação de cálculos de bilirrubinato de cálcio (cálculo biliares).
  • #7 Pigmento amarelo e produto final do catabolismo da fração heme da hemoglobina e de outras hemoproteínas. Aumento na produção ou defeito hepático na remoção da Bb da circulação resulta em hiperbilirrubinemia  ICTERÍCIA (deposição do pigmento na pele, esclera e mucosas). Aumento na excreção de Bb na bile favorece a formação de cálculos de bilirrubinato de cálcio (cálculo biliares).
  • #8 Pigmento amarelo e produto final do catabolismo da fração heme da hemoglobina e de outras hemoproteínas. Aumento na produção ou defeito hepático na remoção da Bb da circulação resulta em hiperbilirrubinemia  ICTERÍCIA (deposição do pigmento na pele, esclera e mucosas). Aumento na excreção de Bb na bile favorece a formação de cálculos de bilirrubinato de cálcio (cálculo biliares).
  • #9 Hiperbilirrubinemia e icterícia podem se originar, portanto, por: (1) aumento da produção de Bb, como ocorre em anemias hemolíticas; (2) redução na captação e no transporte de Bb nos hepatócitos, que se dá por defeitos genéticos; (3) diminuição na conjugação da Bb, por carência de enzimas envolvidas no processo, como ocorre em algumas doenças genéticas; (4) baixa excreção celular de Bb, por doenças genéticas; (5) obstrução biliar, intra ou extra-hepática, sobretudo por cálculos ou tumores; (6) combinação de lesões, como acontece em hepatites e na cirrose.
  • #10 Hiperbilirrubinemia e icterícia podem se originar, portanto, por: (1) aumento da produção de Bb, como ocorre em anemias hemolíticas; (2) redução na captação e no transporte de Bb nos hepatócitos, que se dá por defeitos genéticos; (3) diminuição na conjugação da Bb, por carência de enzimas envolvidas no processo, como ocorre em algumas doenças genéticas; (4) baixa excreção celular de Bb, por doenças genéticas; (5) obstrução biliar, intra ou extra-hepática, sobretudo por cálculos ou tumores; (6) combinação de lesões, como acontece em hepatites e na cirrose.
  • #11 A hematoidina é um pigmento biliar ou bilirrubina que se deposita como cristais fortemente amarelados no tecido necrótico. É derivada da hemoglobina das hemácias extravasadas e corresponde ao anel pirrólico do heme após a saída do ferro. A hematoidina apresenta pigmento cristalino com coloração marrom-dourada
  • #13 A hemossiderina é um pigmento microscópico de cor acastanhada que se encontra no corpo humano e em outros animais. É uma forma de armazenamento de ferro que se acumula em locais onde há excesso de ferro. A hemossiderina pode ser encontrada em vários locais do corpo, incluindo o rim, os pulmões e o cérebro:  No rim, a hemossiderina pode acumular-se durante anemias hemolíticas crónicas ou após um episódio de hemoglobinúria.  Nos pulmões, a hemossiderina pode acumular-se após hemorragias ou rupturas de glóbulos vermelhos. A extensão do dano depende da quantidade de ferro depositado nos órgãos.  No cérebro, a hemossiderina pode acumular-se na forma de um anel que é visível numa ressonância magnética. Este anel pode indicar que um angioma cavernoso sangrou no passado. A hemossiderina pode irritar o tecido cerebral e pode ser a causa de algumas convulsões. 
  • #14 . Logo após um traumatismo, a hemorragia aparece como uma área vermelho-azulada ou preto-azulado devido à hemoglobina desoxigenada. Com o início da degradação da hemoglobina e a formação de biliverdina e Bb, a pele adquire tonalidade verde-azulada a amarelada e, finalmente, com a formação de hemossiderina, cor ferruginosa ou amarelo-dourada.
  • #17 Hemozoína é inerte e não tóxica. Contudo, sua retenção maciça em grande número de monócitos circulantes e macrófagos pode afetar a fagocitose, contribuindo para a redução da resposta imunológica em muitos pacientes com a doença, além de inibir a eritropoiese pelo acúmulo do pigmento na medula óssea.
  • #20 A diversidade da cor observada na pele, cabelos e olhos dos seres humanos resulta em grande parte da distribuição de melanina (produzida por melanócitos). As funções da pigmentação melânica cutânea são proteção contra a radiação ultravioleta B, ação antioxidante, absorção de calor, efeito cosmético, comunicação social...
  • #21 Muitas substâncias podem causar hiperpigmentação melânica, como medicamentos, anticoncepcionais orais, metais pesados e agentes quimioterápicos.
  • #24 O ácido homogentísico depositado nos tecidos é igualmente oxidado em benzoquinona, que forma polímero semelhante à melanina (pigmento ocronótico). A ligação química do pigmento ocronótico com macromoléculas do tecido conjuntivo altera suas propriedades mecânicas, produzindo lesão. A deposição de pigmento ocronótico nas cartilagens da orelha e do nariz resulta em cor preto-azulada. Mais tarde, pelo acúmulo em outros tecidos, podem aparecer artropatia degenerativa e lesão de valvas cardíacas.
  • #29 Antracose ocorre também por inalação de fumaça liberada da queima de combustível sólido derivado da biomassa (p. ex., lenha, esterco) utilizado no preparo dos alimentos nas casas em áreas rurais (poluição de ar doméstica). Antracose é uma das pigmentações exógenas mais antigas na espécie humana, tendo sido identificada em múmias egípcias. Uma vez inalado, o pigmento de carvão é fagocitado por macrófagos alveolares e transportado por vasos linfáticos aos linfonodos regionais. O acúmulo progressivo do pigmento produz coloração preta nas partes afetadas, em forma de manchas irregulares no parênquima dos pulmões, na pleura e nos linfonodos do hilo pulmonar.
  • #34 https://www.youtube.com/watch?v=_nCAAsxvees
  • #38 Restos necróticos são particularmente suscetíveis a deposição de cálcio, que ocorre, especialmente, em locais com necrose caseosa, necrose por coagulação ou necrose gordurosa. A calcificação associada à esteatonecrose encontrada na pancreatite aguda resulta da combinação de cálcio com ácidos graxos liberados por ação da lipase pancreática sobre triglicerídeos. Infartos (necrose isquêmica) de vários órgãos também podem calcificar. Áreas de necrose caseosa na tuberculose frequentemente se calcificam
  • #39 Em tecidos necróticos, a deposição de cálcio se faz da periferia para o centro da lesão.
  • #42 Os órgãos com calcificação apresentam-se endurecidos, calcários e rangem ao corte com faca. O pulmão fica como esponja marinhas, que são finamente calcárias. Nos rins, a deposição de cálcio nos túbulos produz nefrocalcinose, que pode reduzir a função renal, com retenção de fosfatos e hiperparatireoidismo secundário, o que agrava a hipercalcemia.
  • #46 Raramente, os cálculos são formados por cistina (cistinúria), fármacos ou urato de amônio. Dependendo do tamanho, é possível a passagem do cálculo pelas vias urinárias e, portanto, sua eliminação. A cólica renal, dor típica da nefrolitíase, deve-se à impactação do cálculo no trajeto urinário.