1. Gênero Staphylococcus
2.Gênero Streptococcus
3. Gênero Clostridium
4. Gênero Bacillus
5. Gênero Brucella
Contextualizando
3.
Gênero Staphylococcus
❖ Bactériasgram-positivas
❖ Distribuídas em múltiplos
planos para formar
aglomerados irregulares
• Características descritivas
4.
Gênero Staphylococcus
• Característicasdescritivas
❖ Produção de catalase: a catalase quebra
o peróxido de hidrogênio (H₂O₂) tóxico,
transformando-o em água e oxigênio, o
que protege as células bacterianas dos
danos oxidativos.
❖ Composição de peptidoglicano própria Inserido peroxido
de hidrogênio
5.
Gênero Staphylococcus
• Ondeestão presentes?
❖ Na pele e nas superfícies epiteliais de
todos os animais de sangue quente.
6.
Gênero Staphylococcus
• Espécies
❖Aumento do número de espécies – identificação por
tipagem molecular
❖ Em 1999 – 39 espécies e subespécies
❖ Normas para identificação de novas espécies
com base em critérios fenotípicos e genotípicos
7.
Gênero Staphylococcus
• Espécies
❖Diferenciação das espécies por
sequência do DNA
❖ Diferenciação das espécies =
variação do hospedeiro
Staphylococcus caprae (caprinos)
S. delphini (golfinhos)
S. equorum (equinos)
S. felis (gatos)
S. gallinarum (aves domésticas)
S. lentus (caprinos)
S. hyicus (suínos)
S. intermedius
S. pseudintermedius (cães)
S. simiae (macacos).
Nenhuma dessas associações são absolutas – podem ser
encontrados em outros hospedeiros
8.
Gênero Staphylococcus
• Característicasdescritivas – morfologia e coloração
❖ Tamanho 0,5 a 1,5um de diâmetro
❖ Formam aglomerados, pares ou
cadeiras curtas de colônias
❖ Não formam esporos
❖ Podem sobreviver em ambientes
inóspitos e em objetos inanimados –
Contribui para patogênese
9.
Gênero Staphylococcus
• Característicasdescritivas – morfologia e coloração
❖ Produz pigmentos carotenoides –
coloração dourada – aumento de
virulência em S. aureaus
10.
Gênero Staphylococcus
• Característicasdescritivas – morfologia e coloração
❖ Maioria das cepas de S. aureus e um pouco menos de cepas de outras
espécies são coagulase-positivo são TOXIGÊNICAS (toxinas alfa,
beta e delta)
Alfatoxina
Lise total de
eritrócitos, mais
notável em
coelhos
Betatoxina
Maior atividade
em eritrócitos
de ovinos
Deltatoxina
Atua como agente
surfactante,
destruindo a
membrana celular
11.
Gênero Staphylococcus
• Característicasdescritivas – morfologia e coloração
❖ S. aureus apresenta cápsula
11 sorotipos capsulares
4/11 principais sorotipos de interesse médio (1,2,5 e 8)
Polissacarídeos capsulares contribuem para
a patogênese da infecção por limitarem a
fagocitose mediada por neutrófilos, que
é a defesa primária contra todos os tipos de
infecção estafilocócica
O que são?
12.
Gênero Staphylococcus
• Característicasbioquímica
❖ A maior parte das espécies de estafilococos é anaeróbica facultativa
(com ou sem oxigênio)
➢ 2 espécies e/ou subespécies (S. aureus ssp. anaerobius e
S. saccharolyticus) contemplam cepas que não se
multiplicam em meio aeróbico (Não produzem catalase)
13.
Gênero Staphylococcus
• Característicasbioquímicas
❖ Distinção de características entre espécies – fermentação/oxidação de
carboidratos e outros testes bioquímicos – substituídos por testes
moleculares
✓ Exceção - Produção de coagulase e a atividade
hemolítica, principais testes diagnósticos (padrão
ouro)
14.
Gênero Staphylococcus
• Característicasbioquímicas
❖ Catalase- positiva = S. aureus
❖ Outras espécies que tem as mesmas características
precisam de técnicas moleculares para sua identificação
– (S. intermedius, S. pseudintermedius e S. Delphini)
15.
Gênero Staphylococcus
• Estruturae composição
❖ Envelope celular – altamente complexo
❖ Núcleo – espessa camada de
peptidoglicano
❖ Ligações cruzadas consiste em uma
única ponte de pentaglicina=
resistência a lisozima, mas sensíveis
a lisostafina (novo alvo terapêutico)
16.
Gênero Staphylococcus
• Estruturae composição
❖ Ácidos teicoicos – se ligam covalentemente aos peptidoglicano (parede
de ácidos teicoicos ou se fixar ás membranas da célula - ácidos
lipoteicoicos)
❖ Resistência (S. aureus)
❖ Choque séptico
17.
Gênero Staphylococcus
• Toxinas
❖Espécies de estafilococos coagulase-positivos – infecções mais graves
Toxinas - Hemolisinas/citotoxinas, modulinas
solúveis em fenol (PSM), enterotoxinas, toxinas
esfoliativas e superantígenos.
Produção de toxinas específicas possa influenciar
tanto a variação do hospedeiro quanto a
capacidade relativa de causar doença.
18.
Gênero Staphylococcus
• Toxinas
S.hyicus é uma causa notável de infecção cutânea em suínos, e essa
espécie de bactéria produz um tipo de toxina esfoliativa que, em comparação
com a desmogleína-l humana, degrada seletivamente a desmogleína-1 suína
19.
Gênero Staphylococcus
• Controleda patogênese
Estudos do genoma – reguladores de genes das toxinas e na produção de
biofilme.
Alvos terapêuticos
20.
Gênero Staphylococcus
• Resistênciae tratamento antibiótico
Antimicrobianos – inibem a biossíntese da parede celular
➢ Betalactâmicos – meticilina e as cefalosporinas
➢ Várias classes de antibióticos são efetivas. No entanto a um
problema na escolha do medicamento certo para determinado
isolado de estafilococo
21.
Gênero Staphylococcus
• Resistênciae tratamento antibiótico
Ocorrência de resistência aos antibióticos
➢ Necessidade de diagnóstico rápido (não para identificar
somente a espécie, mas para obter informações de
referência para definir a terapia antimicrobiana)
22.
Gênero Staphylococcus
• Resistênciae tratamento antibiótico
Penicilina – ineficaz – extensa produção de
betalactamase
Penicilina semissintéticas(meticilina) –
surgimento de resistência – genes de resistência
Vancomicina – antibiótico de ultimo recurso –
mesmo assim seu uso está ameaçado -
resistência
23.
Gênero Staphylococcus
• Resistênciae tratamento antibiótico
Resistentes à vancomicina (VRSA) Resistência intermediaria À vancomicina (VISA)
Cepas de S. aureus
A ocorrência de VRSA
ainda é rara em isolados
humanos e não se tem
conhecimento de relato
em qualquer isolado
animal
Muito mais comum, especialmente em
pacientes submetidos a tratamento de
longa duração, mas, no momento, isso
também parece ser um problema
relevante principalmente em pacientes
humanos
Adotar outras medidas
terapêuticas
24.
Gênero Streptococcus
❑ Emágar-sangue – exibem vários graus de hemólise
➢ Alfa-hemolíticos – não ocasionam lise de eritrócitos, mas produzem uma zona de cor
esverdeada ao redor das colônias - comensais
➢ Estreptococos beta hemolíticos causam lise de eritrócitos e produzem uma zona
completa de hemólise ao redor de colônias. Os estreptococos patogênicos tendem
a ser beta hemolíticos.
➢ Estreptococos γ não são hemolíticos. A maioria não é patogênica.
Gênero Streptococcus
1. Esquemasde classificação mais antigos agrupavam as espécies de estreptococos com
base em suas propriedades biológicas
2. Grupo piogênico: estreptococos que causam infecções piogênicas em pessoas e
animais; geralmente são betahemolíticos
3. Grupo oral: são, principalmente, estreptococos comensais da pele e de membranas
mucosas; são alfahemolíticos ou não causam hemólise
4. Grupo láctico: estão associados a leite e produtos lácteos.
5. Grupo enterococo: estreptococos da flora intestinal normal; patógenos oportunistas.
6. Grupo anaeróbico: incluem as espécies anaeróbicas de Streptococcus não relacionado
com os anaeróbicos Peptococcus e Peptostreptotoccus. A maior parte dessas espécies
foi transferida para outros gêneros.
27.
Gênero Streptococcus
Esquema deagrupamento de Lancefield
Os estreptococos estão divididos em 20 grupos (designados de A até V,
mas sem I ou J), utilizando-se um teste de precipitina com base nos
antígenos de carboidrato grupo específico extraíveis.
Subdivididos em tipos, com base em
antígenos proteicos: M, R e T
Gênero Streptococcus
Características descritivas
Célulaesférica ovoide – 1um de diâmetro
Multiplicação - produção de colônias em
pares e em cadeias
Culturas novas – coloração gram positiva
Culturas velhas - ( >18 horas) –coloração
gram-negativa (enfraquecimento da parede
celular)
30.
Gênero Streptococcus
Características descritivas
▪Estrutura típica de parede celular – gram
positiva
• Exigentes quanto ao meio de crescimento
– meio com sangue ou soro
• Após incubação por uma noite em temperatura de
37°C, os estreptococos produzem colônias claras.
• Espécies patogênicas crescem melhor em 37°C,
em ambiente com alto teor de CO2 (anaerobiose)
Gênero Streptococcus
Características descritivas
Produtoscelulares e atividades de interesse médico
Adesinas - proteínas de superfície que se ligam a diversas proteínas da matriz
extracelular do hospedeiro
Cápsula- Algumas espécies de estreptococos produzem cápsula. As cápsulas dos
estreptococos dos grupos A e C são constituídas de ácido hialurônico. O ácido
hialurônico, também um constituinte do tecido conectivo de mamíferos, é fracamente
antigênico e não se liga facilmente aos componentes do sistema complemento (portanto,
é antifagocítico)
33.
Gênero Streptococcus
Características descritivas
Produtoscelulares e atividades de interesse médico
Superantígenos: se ligam simultaneamente a importantes moléculas do complexo
de histocompatibilidade classe II e a moléculas de receptor dos linfócitos T,
originando uma região Vβ particular.
Toxinas e enzimas livres: Os estreptococos produzem várias proteínas que
atuam, potencialmente, como fatores de virulência: Estreptolisinas e
estreptoquinase
34.
Gênero Streptococcus
Ecologia
Reservatório: Amaioria dos estreptococos
de interesse veterinário vive de modo
comensal nos tratos respiratório superior,
alimentar e genital inferior.
Transmissão: Os estreptococos são
transmitidos por meio de inalação e
ingestão, por via sexual e de modo
congênito, ou indiretamente pelas
mãos e fômites contaminados.
35.
Gênero Streptococcus
Patogênese
Infecções piogênicas(produção de pus):
pele, trato respiratório, trato reprodutor, coto
umbilical e glândula mamária
Septicemia – propagação hematógena
Sinais clínicos: febre, sozinho ou
associada a septicemia
Local da infeção: secreção purulenta
Gênero Streptococcus
Padrões dedoenças
Equinos: Garrotilho rinofaringite altamente contagiosa por S.equi ssp. equi
A doença é caracterizada por secreção nasal serosa ou purulenta, aumento difásico da
temperatura, dor local, tosse e anorexia.
Taxa de mortalidade: abaixo de 2%
Complicações: “garrotilho bastardo” (maligno) metástase para os linfonodos
Disseminação piêmica para meninges, pulmões, pericárdio e vísceras
Purpura hemorrágica (tumefações subcutâneas) – 50% de mortalidade
39.
Gênero Streptococcus
Padrões dedoenças
Suínos: Linfadenite cervical de suínos (abcesso mandibular) – doença contagiosa
associada a Streptococcus porcinus
Semelhante ao garrotilho, mas
clinicamente menos grave
40.
Gênero Streptococcus
Padrões dedoenças
Ruminantes: Mastite estreptocócica é S. agalactiae
Sepse e meningite em neonatos humanos e gestantes
As cepas que causam doença em bovinos não provocam doença em humanos
41.
Gênero Streptococcus
Padrões dedoenças
Cães e gatos: As vezes, pneumonia secundária em cães associada a Streptococcus canis
S. canis causa septicemia em
filhotes de cães recém nascidos e
uma síndrome semelhante a choque
tóxico (síndrome do choque tóxico
estreptocócico; STSS) e fasciite
necrosante (NF) em cães. STSS é
caracterizado por choque séptico,
com falência múltipla de
órgãos
42.
Gênero Streptococcus
Padrões dedoenças
Cães e gatos: As vezes, pneumonia secundária em cães associada a Streptococcus canis
Em gatos são mais resistentes –
mais comuns em filhotes ou em
gatos imunocomprometidos
43.
Gênero Streptococcus
Padrões dedoenças
Primatas: Pneumonia, septicemia e meningite ocasionada por S. pneumoniae
Alta taxa de mortalidade
Infecção viral – predisposição –
infecção secundária
44.
Gênero Streptococcus
Espécies diversas
Porquinhos-da-índia:linfadenite cervical - Streptococcus zooepidemicus ssp.
zooepidemicus.
Peixes: doença septicêmica - Streptococcus iniae
Focas: doença septicêmica - Streptococcus phocae
Gambás: doença septicêmica e dermatite- Streptococcus didelphis
45.
Gênero Streptococcus
Epidemiologia
• Váriasinfecções provavelmente são endógenas e relacionadas com
estresse. As infecções em neonatos comumente são de origem materna.
• Garrotilho e linfadenite suína são doenças contagiosas que, preferivelmente, acometem
animais jovens (após a infância). S. equi e S. porcinus se disseminam por meio de
alimentos, água potável ou utensílios contaminados e por animais que se recuperaram
da doença e que podem excretar as bactérias, mesmo que clinicamente sadios, durante
meses
• Equipamentos de ordenha, desconhecimento de procedimentos de tratamento
intramamário e práticas de ordenha não higiênicas frequentemente
disseminam S. agalactiae entre as vacas leiteiras.
46.
Gênero Streptococcus
Diagnóstico
1. Coletade amostra
Aspirados de lesões fechadas, em
seringas estéreis ou frascos
estéreis. Envio de swab em meio
de transporte aceitável. Amostra
de leite é coletada em frascos
2. Exame direto
Esfregaços de exsudato ou de sedimento de
fluido suspeito são fixados e corados pela técnica
de Gram. Os estreptococos se apresentam como
cocos gram positivos, em pares, em cadeias
curtas e, em alguns casos, em cadeias muito
longas (verificadas geralmente em aspirado de
pus obtido de linfonodos cervicais de equinos
infectados por S. equi).
47.
Gênero Streptococcus
Diagnóstico
3. Cultura
Amostrasde exsudato, leite, tecido, urina, aspirado
transtraqueal e fluido cérebro espinal são cultivadas
diretamente em ágar sangue de bovino ou ovino. Prefere-
se incubação em temperatura de 37°C em ambiente com 3
a 5% de CO2. As colônias de estreptococos se
apresentam lisas ou mucoides dentro de 18 a 48 h.
Gênero Streptococcus
Tratamento
Penicilina Ge ampicilina são efetivas na maiorias das
infeções (Estreptococos beta hemolíticos)
As alternativas são cefalosporinas, cloranfenicol e trimetoprimasulfa
As penicilinas (de uso intramamário) são efetivas no tratamento de mastite causada
por S. agalactiae e de infecções causadas pela maioria dos outros estreptococos -
higienização
Gênero Clostridium
• Característicasdescritivas
• Bastonetes gram-positivos – 0,2 a
4um
• Formam esporos – persistência
das bactérias no intestino e no
ambiente – Contribui para
dificuldade de seu controle
52.
Gênero Clostridium
• Característicasdescritivas – estrutura e composição
▪ Pouco se sabe da estrutura e
composição
• Proteínas paracristalinas (camada S)
• - Clostridium difficile (resistência aos
peptídeos antimicrobianos do intestino
▪ Clostrídeos moveis apresentam flagelo
Gênero Clostridium
• Característicasde crescimento
São anaeróbios, mas varia entre
espécies
Meio de cultura com sangue
Temperatura para cultivo é 37ºC
1 a 2 dias
55.
Gênero Clostridium
• Atividadesbioquímicas
Metabolismo altamente ativo –
metaboliza carboidratos, proteínas,
lipídeos e ácidos nucleicos
Exalam odor pútrido – produção de
ácidos graxos e sulfeto de hidrogênio
Reações bioquímicas propiciam para
identificação de espécies
56.
Gênero Clostridium
• Resistência
Avariante vegetativa é tão suscetível
ao estresse ambiental e aos
desinfetantes como são outras
bactérias.
Os endósporos propiciam resistência
à dessecação, ao calor, à irradiação
e aos desinfetantes
Gênero Clostridium
Clostrídios enterotóxicos- C. perfringens
Reservatório e transmissão -
Constata- se C. perfringens tipo A no trato
intestinal de humanos e de outros animais e na
maioria dos solos.
Os tipos B, C, D e E são verificados
principalmente no trato intestinal de animais e
sua sobrevivência no solo é variável.
A transmissão ocorre por meio de ingestão e de
infecção de ferimento
60.
Gênero Clostridium
Clostrídios enterotóxicos- C. perfringens
Patogênese e padrão da
doença: C. perfringens causa
doença intestinal grave,
inclusive enterotoxemia
importante, e infecções
histotóxicas.
61.
Gênero Clostridium
Clostrídios enterotóxicos- C. perfringens
Enterotoxemia e doença intestinal: Maioria das doenças de animais causadas por C.
perfringens acomete o intestino e envolve todos os tipos de toxinas.
Tipo A
62.
Gênero Clostridium
Clostrídios enterotóxicos- C. perfringens
Enterotoxemia e doença intestinal: Maioria das doenças de animais causadas por C.
perfringens acomete o intestino e envolve todos os tipos de toxinas.
Tipo A
63.
Gênero Clostridium
Clostrídios enterotóxicos- C. perfringens
Tipo B: a infecção por C. perfringens tipo B é uma doença do “velho mundo”; em
geral, provoca “disenteria” em cordeiros recém nascidos
Gênero Clostridium
Clostrídios enterotóxicos- C. perfringens
C. perfringens tipo D –
Provoca enterotoxemia
(“doença da superalimentação”
ou “doença do rim pulposo”) em
cordeiros mais velhos (< 1 ano),
em caprinos de todas as idades
e, ocasionalmente, em bezerros
Gênero Bacillus
❖ Bastonetesanaeróbicos
facultativos – produzem
endósporos
❖ Habitam solo e água
❖ São onipresentes na natureza
e subprodutos de animais
75.
Gênero Bacillus
❖ Períodode variação de nutrientes – sem
nutrientes = esporulação= endósporo
resistente
❖ Os endósporos são resistentes ao calor, à
dessecação, à radiação ultravioleta e
ionizante, aos desinfetantes e a vários
outros fatores ambientais adversos
❖ Sobrevivência por muito tempo a espera
de nutrientes
76.
Gênero Bacillus
❖ Trêsespécies são consideradas patogênicas
Bacillus anthracis: patógeno
zoonótico = causador da antraz
Bacillus cereus = intoxicação
alimentar
Bacillus thuringiensis = insetos
lepidópteros
77.
Gênero Bacillus
❖ Bacillusanthracis - composição celular
Os esporos são as
variações infectantes de B.
anthracis – altamente
virulentos
Gênero Bacillus
❖ Bacillusanthracis – Características de crescimento
✓ Em meio de cultura comum em temperatura a 15ºC a 40ºC;
✓ As colônias alcançam o diâmetro de 2mm em 24h em 37ºC.
✓ Constata- se esporulação em condições de privação de nutrientes, in vitro.
✓ A esporulação requer oxigênio e não ocorre enquanto presente em um animal
hospedeiro vivo.
✓ Nos tecidos ou fluidos infectados expostos ao ar (ou seja, carcaça aberta),
✓ os microrganismos esporulam após várias horas.
81.
Gênero Bacillus
❖ Bacillusanthracis – Resistência
✓ Sensíveis a antibióticos, mas todas
as cepas de B. anthracis contém um
gene de betalactamase latente –
resistência a penicilina
82.
Gênero Bacillus
❖ Bacillusanthracis – Ecologia
Reservatório: O solo é fonte de
infecção de antraz para herbívoros .
Outras espécies, inclusive pessoas,
são expostas por meio de animais e
produtos de origem animal
Transmissão: o esporo é o modo de
infecção, a qual geralmente ocorre após a
ingestão de alimento ou água
contaminada. Ferimentos e picadas de
artrópodes.
83.
Gênero Bacillus
❖ Bacillusanthracis – Patologia
Nos tecidos, os esporos germinam e a
variantes vegetativa prolifera, causando
edema gelatinoso.
A infecção se dissemina a locais reticulo
endoteliais, e quando saturam, vão para
corrente sanguínea.
Gênero Bacillus
❖ Bacillusanthracis – Diagnóstico laboratorial
2. Exame direto
Coloração de gram e corante de
capsula (azul de metileno)
1. Coleta de amostra
Amostra de sangue de um vaso
superficial
Para exame direto se coleta
amostras de secreções
sanguinolentas
Microrganismo de notificação
obrigatória (pessoas autorizadas)
88.
Gênero Bacillus
❖ Bacillusanthracis – Diagnóstico laboratorial
4. Imunodiagnóstico
Teste de precipitação – identificação
dos antígenos -
Pouca especificidade
3. Isolamento e identificação
Cresce em meio laboratorial comum
Inocula-se o material suspeito em
animais experimentais
5. Técnicas moleculares
PCR (genes pXO1 e pXO2)
89.
Gênero Bacillus
❖ Bacillusanthracis – Tratamento, prevenção e controle
➢ Não apresenta resistência a antibióticos – 5 dias
➢ Antissoro em algumas regiões, nos EUA, não a disponibilidade
de antissoro
➢ Populações de risco são vacinadas anualmente
➢ Quando ocorre surto – as autoridades são notificadas para
tomar as medidas cabíveis
Gênero Brucella
➢ Bactériasgram-negativas
➢ Sobrevivem exclusivamente nos
hospedeiros infectados – compartimentos
intracelulares das células fagocíticas e
células epiteliais
➢ Classificação em espécie com base em
características microbiológicas e na
preferência de hospedeiro – capaz de
infectar diversos hospedeiros
92.
Gênero Brucella
➢ Altaquantidade de espécies que são
capazes de causar infecções zoonóticas
➢ Doença: Brucelose – associada a infecções
crônicas e lesões em tecidos do sistema
genital
➢ Brucelose humana - Oriente Médio, na Ásia
Central e em países da região do
Mediterrâneo
➢ O controle da doença em animais –
abordagem mais econômica para prevenção
de brucelose humana
93.
Gênero Brucella
➢ Patógenointracelular em hospedeiro
mamíferos;
➢ 6 espécies :
B. abortus - Bovinos
B. melitensis – ovinos e caprinos
B. suis - suínos
B. canis - caninos
B. ovis - ovinos
B. neotomae – rodedores silvestres
• Características descritivas
94.
Gênero Brucella
• Característicasdescritivas - morfologia e coloração
➢ Cocobacilos gram-negativo – 0,6 a 1,5 um
de comp. e 0,5 a 0,7 um de largura
➢ Únicos, mas podem se apresentar em pares
ou grupos pequenos
➢ Não são moveis e não apresentam capsula
e não formam esporos
95.
Gênero Brucella
• Característicasdescritivas – Estrutura e composição celular
❑ A parede celular é típica de bactéria gram- negativa
❑ A membrana externa- composta por camadas de
LPS e fosfolipídios, sendo sustentada por uma
camada de peptidoglicano
❑ LPS (composto lipídico) – protege a bactéria da
ação de peptídeos catiônicos, de metabolitos de
oxigênio e da lise mediada por complemento
96.
Gênero Brucella
• Característicasdescritivas – Características de multiplicação
➢ São aeróbicas e várias cepas necessitam de dióxido
de carbono
➢ Tiamina, nicotinamida e biotina são necessárias para
multiplicação das bactérias
➢ Soro auxilia no crescimento
➢ Colônias se tornam visíveis após 3 a 5 dias, mas
devem ser incubadas a 7 a 10 dias, antes de serem
consideradas negativas
97.
Gênero Brucella
• Característicasdescritivas – Resistência
➢ Podem sobreviver em condições ambientais úmidas
e frias, com mínima exposição à luz ultravioleta
➢ Suscetível a maioria dos desinfetantes indicados
para bactérias gram-negativas
➢ Pasteurização do leite é efetiva para matar Brucella
98.
Gênero Brucella
• Ecologia- Reservatório e Transmissão
➢ Patógenos obrigatórios, não são comensais e
não são encontrados em vida livre
➢ Transmissão direta entre os hospedeiros;
Aerossóis por vial oral ou por relação sexual pela
superfície mucosa
99.
Gênero Brucella
• Ecologia– Reservatório e transmissão
➢ B.abortus e B. melientensis – transmissão
horizontal por meio de fluidos ou tecidos associados
a parição ou aborto e transmissão vertical por meio
da ingestão de leite
➢ Transmissão venérea – B.suis. B.ovis e B. canis
➢ Excretadas na urina, no leite ou superfícies
mucosas.
▪ B.canis tem sido encontrado nas fezes
Gênero Brucella
• Patogênese
Atravessaas membranas
mucosas e instala-se nos tecidos
linfáticos que drenam o local de
entrada
Bactéria não instalada e não
morta nos linfonodos, as
bactérias podem se replicar
e se propagar por meio da
linfa e do sangue para
órgãos
Distribuição ao tecido reprodutor e
mamário, uma vez instalado, os
mecanismos do sistema imune para
eliminação são reduzidos
102.
Gênero Brucella
• Epidemiologia
Brucelosehumana – B. melientensis,
B. suis e B, abortus, é de ocorrência
cosmopolita (presente em vários
países do mundo)
Prevalência em regiões na bacia do
mediterrâneo, América Central,
América do Sul, Oriente Médio, África
subsaariana e na ásia Central
Gênero Brucella
• Epidemiologia
Infecçãohumana, período de
incubação variável – 1 semana ou
vários meses
Febre, cefaleia, mal-estar, dores
articulares e musculares, sudorese
noturna e até manifestações
neurológicas
Baixa taxa de mortalidade, mas se o
paciente tiver endocardite associada
a B. melitensis, pode levar a morte
106.
Gênero Brucella
• Caracterizaçãoda infecção em populações animais
A instalação da bactéria no sistema
genital ou na glândula mamaria está
associada a doença mais grave e
maior capacidade de transmissão
Hospedeiros mais suscetíveis - grávidas
A suscetibilidade à infecção, os
efeitos clínicos e a prevalência da
doença - condição vacinal, pela
maturidade sexual e por prenhez
107.
Gênero Brucella
• Caracterizaçãoda infecção em populações animais
Pode ocorrer transmissão vertical –
ingestão de leite infectado para cria –
mas pode se permanecer latente até
a puberdade
108.
Gênero Brucella
• Caracterizaçãoda infecção em populações animais
Manifestação clínica mais comum de
B.melitensis, B.suis e Babortus é a
perda da função reprodutiva
Ocasionalmente, Brucella pode se instalar
nas articulações, nos ossos ou em outros
locais dos hospedeiros naturais,
ocasionando inflamação e doença
associada.
Em suínos infectados por B. suis, a
osteomielite/meningite espinal pode
provocar paralisia de membros pélvicos
109.
Gênero Brucella
• Diagnosticolaboratorial
Manuseio em condições
de biossegurança nível 3
1. Coleta de amotras
Leite, suabes vaginais, conteúdo
pulmonar ou gástrico de feto
abortado, ou tecidos como útero,
glândula mamária
2. Exame direto
Sinais das lesões
ocasionadas
110.
Gênero Brucella
• Diagnosticolaboratorial
3. Isolamento – cultivo
Crescimento lento
Meio seletivo afim de
inibir crescimento de
outros organismos
contaminantes
4. Identificação
Coloração e testes
bioquímicos
111.
Gênero Brucella
• Diagnosticolaboratorial
5. Testes sorológicos.
ELISA E teste de
polarização fluorescente
6. Testes moleculares
PCR
Gênero Brucella
• Métodosde controle
Espécie de Brucella Espécie Animal Afetada Medidas de Controle
Brucella abortus Bovinos, Bubalinos
- Vacinação com B. abortus RB51 (3 a 6 meses
de idade)
- Testagem regular (ex: Teste de anel ou Elisa)
- Isolamento de animais infectados
- Restrição de movimentação
- Acompanhamento veterinário contínuo
Brucella melitensis Caprinos, Ovinos
- Vacinação com B. melitensis Rev1 (3 a 6
meses de idade)
- Testagem periódica
- Isolamento de animais infectados
- Controle de movimentação
- Boas práticas de manejo e higiene
Brucella suis Suínos
- Testes serológicos regulares
- Abate sanitário de suínos infectados
- Restrição de movimentação de animais
infectados
- Manutenção de instalações limpas e
desinfetadas
Brucella canis Cães
- Testagem periódica
- Isolamento de cães infectados e controle
reprodutivo (castração)
- Medicação com antibióticos específicos (em
áreas de risco)
- Desinfecção rigorosa dos ambientes de criação