Bactérias
Profª MSc. Emily Moura
1. Gênero Staphylococcus
2. Gênero Streptococcus
3. Gênero Clostridium
4. Gênero Bacillus
5. Gênero Brucella
Contextualizando
Gênero Staphylococcus
❖ Bactérias gram-positivas
❖ Distribuídas em múltiplos
planos para formar
aglomerados irregulares
• Características descritivas
Gênero Staphylococcus
• Características descritivas
❖ Produção de catalase: a catalase quebra
o peróxido de hidrogênio (H₂O₂) tóxico,
transformando-o em água e oxigênio, o
que protege as células bacterianas dos
danos oxidativos.
❖ Composição de peptidoglicano própria Inserido peroxido
de hidrogênio
Gênero Staphylococcus
• Onde estão presentes?
❖ Na pele e nas superfícies epiteliais de
todos os animais de sangue quente.
Gênero Staphylococcus
• Espécies
❖ Aumento do número de espécies – identificação por
tipagem molecular
❖ Em 1999 – 39 espécies e subespécies
❖ Normas para identificação de novas espécies
com base em critérios fenotípicos e genotípicos
Gênero Staphylococcus
• Espécies
❖ Diferenciação das espécies por
sequência do DNA
❖ Diferenciação das espécies =
variação do hospedeiro
Staphylococcus caprae (caprinos)
S. delphini (golfinhos)
S. equorum (equinos)
S. felis (gatos)
S. gallinarum (aves domésticas)
S. lentus (caprinos)
S. hyicus (suínos)
S. intermedius
S. pseudintermedius (cães)
S. simiae (macacos).
Nenhuma dessas associações são absolutas – podem ser
encontrados em outros hospedeiros
Gênero Staphylococcus
• Características descritivas – morfologia e coloração
❖ Tamanho 0,5 a 1,5um de diâmetro
❖ Formam aglomerados, pares ou
cadeiras curtas de colônias
❖ Não formam esporos
❖ Podem sobreviver em ambientes
inóspitos e em objetos inanimados –
Contribui para patogênese
Gênero Staphylococcus
• Características descritivas – morfologia e coloração
❖ Produz pigmentos carotenoides –
coloração dourada – aumento de
virulência em S. aureaus
Gênero Staphylococcus
• Características descritivas – morfologia e coloração
❖ Maioria das cepas de S. aureus e um pouco menos de cepas de outras
espécies são coagulase-positivo são TOXIGÊNICAS (toxinas alfa,
beta e delta)
Alfatoxina
Lise total de
eritrócitos, mais
notável em
coelhos
Betatoxina
Maior atividade
em eritrócitos
de ovinos
Deltatoxina
Atua como agente
surfactante,
destruindo a
membrana celular
Gênero Staphylococcus
• Características descritivas – morfologia e coloração
❖ S. aureus apresenta cápsula
11 sorotipos capsulares
4/11 principais sorotipos de interesse médio (1,2,5 e 8)
Polissacarídeos capsulares contribuem para
a patogênese da infecção por limitarem a
fagocitose mediada por neutrófilos, que
é a defesa primária contra todos os tipos de
infecção estafilocócica
O que são?
Gênero Staphylococcus
• Características bioquímica
❖ A maior parte das espécies de estafilococos é anaeróbica facultativa
(com ou sem oxigênio)
➢ 2 espécies e/ou subespécies (S. aureus ssp. anaerobius e
S. saccharolyticus) contemplam cepas que não se
multiplicam em meio aeróbico (Não produzem catalase)
Gênero Staphylococcus
• Características bioquímicas
❖ Distinção de características entre espécies – fermentação/oxidação de
carboidratos e outros testes bioquímicos – substituídos por testes
moleculares
✓ Exceção - Produção de coagulase e a atividade
hemolítica, principais testes diagnósticos (padrão
ouro)
Gênero Staphylococcus
• Características bioquímicas
❖ Catalase- positiva = S. aureus
❖ Outras espécies que tem as mesmas características
precisam de técnicas moleculares para sua identificação
– (S. intermedius, S. pseudintermedius e S. Delphini)
Gênero Staphylococcus
• Estrutura e composição
❖ Envelope celular – altamente complexo
❖ Núcleo – espessa camada de
peptidoglicano
❖ Ligações cruzadas consiste em uma
única ponte de pentaglicina=
resistência a lisozima, mas sensíveis
a lisostafina (novo alvo terapêutico)
Gênero Staphylococcus
• Estrutura e composição
❖ Ácidos teicoicos – se ligam covalentemente aos peptidoglicano (parede
de ácidos teicoicos ou se fixar ás membranas da célula - ácidos
lipoteicoicos)
❖ Resistência (S. aureus)
❖ Choque séptico
Gênero Staphylococcus
• Toxinas
❖ Espécies de estafilococos coagulase-positivos – infecções mais graves
Toxinas - Hemolisinas/citotoxinas, modulinas
solúveis em fenol (PSM), enterotoxinas, toxinas
esfoliativas e superantígenos.
Produção de toxinas específicas possa influenciar
tanto a variação do hospedeiro quanto a
capacidade relativa de causar doença.
Gênero Staphylococcus
• Toxinas
S. hyicus é uma causa notável de infecção cutânea em suínos, e essa
espécie de bactéria produz um tipo de toxina esfoliativa que, em comparação
com a desmogleína-l humana, degrada seletivamente a desmogleína-1 suína
Gênero Staphylococcus
• Controle da patogênese
Estudos do genoma – reguladores de genes das toxinas e na produção de
biofilme.
Alvos terapêuticos
Gênero Staphylococcus
• Resistência e tratamento antibiótico
Antimicrobianos – inibem a biossíntese da parede celular
➢ Betalactâmicos – meticilina e as cefalosporinas
➢ Várias classes de antibióticos são efetivas. No entanto a um
problema na escolha do medicamento certo para determinado
isolado de estafilococo
Gênero Staphylococcus
• Resistência e tratamento antibiótico
Ocorrência de resistência aos antibióticos
➢ Necessidade de diagnóstico rápido (não para identificar
somente a espécie, mas para obter informações de
referência para definir a terapia antimicrobiana)
Gênero Staphylococcus
• Resistência e tratamento antibiótico
Penicilina – ineficaz – extensa produção de
betalactamase
Penicilina semissintéticas(meticilina) –
surgimento de resistência – genes de resistência
Vancomicina – antibiótico de ultimo recurso –
mesmo assim seu uso está ameaçado -
resistência
Gênero Staphylococcus
• Resistência e tratamento antibiótico
Resistentes à vancomicina (VRSA) Resistência intermediaria À vancomicina (VISA)
Cepas de S. aureus
A ocorrência de VRSA
ainda é rara em isolados
humanos e não se tem
conhecimento de relato
em qualquer isolado
animal
Muito mais comum, especialmente em
pacientes submetidos a tratamento de
longa duração, mas, no momento, isso
também parece ser um problema
relevante principalmente em pacientes
humanos
Adotar outras medidas
terapêuticas
Gênero Streptococcus
❑ Em ágar-sangue – exibem vários graus de hemólise
➢ Alfa-hemolíticos – não ocasionam lise de eritrócitos, mas produzem uma zona de cor
esverdeada ao redor das colônias - comensais
➢ Estreptococos beta hemolíticos causam lise de eritrócitos e produzem uma zona
completa de hemólise ao redor de colônias. Os estreptococos patogênicos tendem
a ser beta hemolíticos.
➢ Estreptococos γ não são hemolíticos. A maioria não é patogênica.
Gênero Streptococcus
Gênero Streptococcus
1. Esquemas de classificação mais antigos agrupavam as espécies de estreptococos com
base em suas propriedades biológicas
2. Grupo piogênico: estreptococos que causam infecções piogênicas em pessoas e
animais; geralmente são betahemolíticos
3. Grupo oral: são, principalmente, estreptococos comensais da pele e de membranas
mucosas; são alfahemolíticos ou não causam hemólise
4. Grupo láctico: estão associados a leite e produtos lácteos.
5. Grupo enterococo: estreptococos da flora intestinal normal; patógenos oportunistas.
6. Grupo anaeróbico: incluem as espécies anaeróbicas de Streptococcus não relacionado
com os anaeróbicos Peptococcus e Peptostreptotoccus. A maior parte dessas espécies
foi transferida para outros gêneros.
Gênero Streptococcus
Esquema de agrupamento de Lancefield
Os estreptococos estão divididos em 20 grupos (designados de A até V,
mas sem I ou J), utilizando-se um teste de precipitina com base nos
antígenos de carboidrato grupo específico extraíveis.
Subdivididos em tipos, com base em
antígenos proteicos: M, R e T
Gênero Streptococcus
Gênero Streptococcus
Características descritivas
Célula esférica ovoide – 1um de diâmetro
Multiplicação - produção de colônias em
pares e em cadeias
Culturas novas – coloração gram positiva
Culturas velhas - ( >18 horas) –coloração
gram-negativa (enfraquecimento da parede
celular)
Gênero Streptococcus
Características descritivas
▪ Estrutura típica de parede celular – gram
positiva
• Exigentes quanto ao meio de crescimento
– meio com sangue ou soro
• Após incubação por uma noite em temperatura de
37°C, os estreptococos produzem colônias claras.
• Espécies patogênicas crescem melhor em 37°C,
em ambiente com alto teor de CO2 (anaerobiose)
Gênero Streptococcus
Características descritivas
Estreptococos são bactérias catalase-
negativas e obrigatoriamente fermentativas
(podem se multiplicar na presença de
oxigênio, mas não o utilizam, obtendo
energia exclusivamente da fermentação).
Gênero Streptococcus
Características descritivas
Produtos celulares e atividades de interesse médico
Adesinas - proteínas de superfície que se ligam a diversas proteínas da matriz
extracelular do hospedeiro
Cápsula- Algumas espécies de estreptococos produzem cápsula. As cápsulas dos
estreptococos dos grupos A e C são constituídas de ácido hialurônico. O ácido
hialurônico, também um constituinte do tecido conectivo de mamíferos, é fracamente
antigênico e não se liga facilmente aos componentes do sistema complemento (portanto,
é antifagocítico)
Gênero Streptococcus
Características descritivas
Produtos celulares e atividades de interesse médico
Superantígenos: se ligam simultaneamente a importantes moléculas do complexo
de histocompatibilidade classe II e a moléculas de receptor dos linfócitos T,
originando uma região Vβ particular.
Toxinas e enzimas livres: Os estreptococos produzem várias proteínas que
atuam, potencialmente, como fatores de virulência: Estreptolisinas e
estreptoquinase
Gênero Streptococcus
Ecologia
Reservatório: A maioria dos estreptococos
de interesse veterinário vive de modo
comensal nos tratos respiratório superior,
alimentar e genital inferior.
Transmissão: Os estreptococos são
transmitidos por meio de inalação e
ingestão, por via sexual e de modo
congênito, ou indiretamente pelas
mãos e fômites contaminados.
Gênero Streptococcus
Patogênese
Infecções piogênicas (produção de pus):
pele, trato respiratório, trato reprodutor, coto
umbilical e glândula mamária
Septicemia – propagação hematógena
Sinais clínicos: febre, sozinho ou
associada a septicemia
Local da infeção: secreção purulenta
Gênero Streptococcus
Patologia
Lesão típica é um abcesso – atividades
inflamatórias e bacterianas
Local da infeção: secreção purulenta
(pus)
Gênero Streptococcus
Padrões de doenças
Equinos: Garrotilho rinofaringite altamente contagiosa por S.equi ssp. equi
Gênero Streptococcus
Padrões de doenças
Equinos: Garrotilho rinofaringite altamente contagiosa por S.equi ssp. equi
A doença é caracterizada por secreção nasal serosa ou purulenta, aumento difásico da
temperatura, dor local, tosse e anorexia.
Taxa de mortalidade: abaixo de 2%
Complicações: “garrotilho bastardo” (maligno) metástase para os linfonodos
Disseminação piêmica para meninges, pulmões, pericárdio e vísceras
Purpura hemorrágica (tumefações subcutâneas) – 50% de mortalidade
Gênero Streptococcus
Padrões de doenças
Suínos: Linfadenite cervical de suínos (abcesso mandibular) – doença contagiosa
associada a Streptococcus porcinus
Semelhante ao garrotilho, mas
clinicamente menos grave
Gênero Streptococcus
Padrões de doenças
Ruminantes: Mastite estreptocócica é S. agalactiae
Sepse e meningite em neonatos humanos e gestantes
As cepas que causam doença em bovinos não provocam doença em humanos
Gênero Streptococcus
Padrões de doenças
Cães e gatos: As vezes, pneumonia secundária em cães associada a Streptococcus canis
S. canis causa septicemia em
filhotes de cães recém nascidos e
uma síndrome semelhante a choque
tóxico (síndrome do choque tóxico
estreptocócico; STSS) e fasciite
necrosante (NF) em cães. STSS é
caracterizado por choque séptico,
com falência múltipla de
órgãos
Gênero Streptococcus
Padrões de doenças
Cães e gatos: As vezes, pneumonia secundária em cães associada a Streptococcus canis
Em gatos são mais resistentes –
mais comuns em filhotes ou em
gatos imunocomprometidos
Gênero Streptococcus
Padrões de doenças
Primatas: Pneumonia, septicemia e meningite ocasionada por S. pneumoniae
Alta taxa de mortalidade
Infecção viral – predisposição –
infecção secundária
Gênero Streptococcus
Espécies diversas
Porquinhos-da-índia: linfadenite cervical - Streptococcus zooepidemicus ssp.
zooepidemicus.
Peixes: doença septicêmica - Streptococcus iniae
Focas: doença septicêmica - Streptococcus phocae
Gambás: doença septicêmica e dermatite- Streptococcus didelphis
Gênero Streptococcus
Epidemiologia
• Várias infecções provavelmente são endógenas e relacionadas com
estresse. As infecções em neonatos comumente são de origem materna.
• Garrotilho e linfadenite suína são doenças contagiosas que, preferivelmente, acometem
animais jovens (após a infância). S. equi e S. porcinus se disseminam por meio de
alimentos, água potável ou utensílios contaminados e por animais que se recuperaram
da doença e que podem excretar as bactérias, mesmo que clinicamente sadios, durante
meses
• Equipamentos de ordenha, desconhecimento de procedimentos de tratamento
intramamário e práticas de ordenha não higiênicas frequentemente
disseminam S. agalactiae entre as vacas leiteiras.
Gênero Streptococcus
Diagnóstico
1. Coleta de amostra
Aspirados de lesões fechadas, em
seringas estéreis ou frascos
estéreis. Envio de swab em meio
de transporte aceitável. Amostra
de leite é coletada em frascos
2. Exame direto
Esfregaços de exsudato ou de sedimento de
fluido suspeito são fixados e corados pela técnica
de Gram. Os estreptococos se apresentam como
cocos gram positivos, em pares, em cadeias
curtas e, em alguns casos, em cadeias muito
longas (verificadas geralmente em aspirado de
pus obtido de linfonodos cervicais de equinos
infectados por S. equi).
Gênero Streptococcus
Diagnóstico
3. Cultura
Amostras de exsudato, leite, tecido, urina, aspirado
transtraqueal e fluido cérebro espinal são cultivadas
diretamente em ágar sangue de bovino ou ovino. Prefere-
se incubação em temperatura de 37°C em ambiente com 3
a 5% de CO2. As colônias de estreptococos se
apresentam lisas ou mucoides dentro de 18 a 48 h.
Gênero Streptococcus
Diagnóstico
4. Identificação
Combinação de técnicas clássicas (testes
bioquímicos) e testes moleculares.
Gênero Streptococcus
Tratamento
Penicilina G e ampicilina são efetivas na maiorias das
infeções (Estreptococos beta hemolíticos)
As alternativas são cefalosporinas, cloranfenicol e trimetoprimasulfa
As penicilinas (de uso intramamário) são efetivas no tratamento de mastite causada
por S. agalactiae e de infecções causadas pela maioria dos outros estreptococos -
higienização
Gênero Streptococcus
Tratamento
Garrotilho – tratar os animais até cessar a febre
Isolamento
Tratamento inapropriado pode levar ao garrotilho bastardo
Vacinação
Gênero Clostridium
• Características descritivas
• Bastonetes gram-positivos – 0,2 a
4um
• Formam esporos – persistência
das bactérias no intestino e no
ambiente – Contribui para
dificuldade de seu controle
Gênero Clostridium
• Características descritivas – estrutura e composição
▪ Pouco se sabe da estrutura e
composição
• Proteínas paracristalinas (camada S)
• - Clostridium difficile (resistência aos
peptídeos antimicrobianos do intestino
▪ Clostrídeos moveis apresentam flagelo
Gênero Clostridium
Gênero Clostridium
• Características de crescimento
São anaeróbios, mas varia entre
espécies
Meio de cultura com sangue
Temperatura para cultivo é 37ºC
1 a 2 dias
Gênero Clostridium
• Atividades bioquímicas
Metabolismo altamente ativo –
metaboliza carboidratos, proteínas,
lipídeos e ácidos nucleicos
Exalam odor pútrido – produção de
ácidos graxos e sulfeto de hidrogênio
Reações bioquímicas propiciam para
identificação de espécies
Gênero Clostridium
• Resistência
A variante vegetativa é tão suscetível
ao estresse ambiental e aos
desinfetantes como são outras
bactérias.
Os endósporos propiciam resistência
à dessecação, ao calor, à irradiação
e aos desinfetantes
Gênero Clostridium
Clostrídios enterotóxicos - C. perfringens
Bastonete anaeróbico, gram-positivo,
encapsulado, imóvel.
Origina esporos que produzem
diversas toxinas (A a E)
Gênero Clostridium
Gênero Clostridium
Clostrídios enterotóxicos - C. perfringens
Reservatório e transmissão -
Constata- se C. perfringens tipo A no trato
intestinal de humanos e de outros animais e na
maioria dos solos.
Os tipos B, C, D e E são verificados
principalmente no trato intestinal de animais e
sua sobrevivência no solo é variável.
A transmissão ocorre por meio de ingestão e de
infecção de ferimento
Gênero Clostridium
Clostrídios enterotóxicos - C. perfringens
Patogênese e padrão da
doença: C. perfringens causa
doença intestinal grave,
inclusive enterotoxemia
importante, e infecções
histotóxicas.
Gênero Clostridium
Clostrídios enterotóxicos - C. perfringens
Enterotoxemia e doença intestinal: Maioria das doenças de animais causadas por C.
perfringens acomete o intestino e envolve todos os tipos de toxinas.
Tipo A
Gênero Clostridium
Clostrídios enterotóxicos - C. perfringens
Enterotoxemia e doença intestinal: Maioria das doenças de animais causadas por C.
perfringens acomete o intestino e envolve todos os tipos de toxinas.
Tipo A
Gênero Clostridium
Clostrídios enterotóxicos - C. perfringens
Tipo B: a infecção por C. perfringens tipo B é uma doença do “velho mundo”; em
geral, provoca “disenteria” em cordeiros recém nascidos
Gênero Clostridium
Clostrídios enterotóxicos - C. perfringens
Tipo C
Mortalidade em 100%
Gênero Clostridium
Clostrídios enterotóxicos - C. perfringens
C. perfringens tipo D –
Provoca enterotoxemia
(“doença da superalimentação”
ou “doença do rim pulposo”) em
cordeiros mais velhos (< 1 ano),
em caprinos de todas as idades
e, ocasionalmente, em bezerros
Gênero Clostridium
Gênero Clostridium
Gênero Clostridium
Gênero Clostridium
Clostrídios neurotóxicos – Clostridium botulinum e Clostridium tetani
Gênero Clostridium
Clostrídios neurotóxicos – Clostridium botulinum e Clostridium tetani
Gênero Clostridium
Clostrídios neurotóxicos – Clostridium botulinum e Clostridium tetani
Gênero Clostridium
Clostrídios neurotóxicos – Clostridium botulinum e Clostridium tetani
Gênero Clostridium
Clostrídios neurotóxicos – Clostridium botulinum e Clostridium tetani
Gênero Bacillus
❖ Bastonetes anaeróbicos
facultativos – produzem
endósporos
❖ Habitam solo e água
❖ São onipresentes na natureza
e subprodutos de animais
Gênero Bacillus
❖ Período de variação de nutrientes – sem
nutrientes = esporulação= endósporo
resistente
❖ Os endósporos são resistentes ao calor, à
dessecação, à radiação ultravioleta e
ionizante, aos desinfetantes e a vários
outros fatores ambientais adversos
❖ Sobrevivência por muito tempo a espera
de nutrientes
Gênero Bacillus
❖ Três espécies são consideradas patogênicas
Bacillus anthracis: patógeno
zoonótico = causador da antraz
Bacillus cereus = intoxicação
alimentar
Bacillus thuringiensis = insetos
lepidópteros
Gênero Bacillus
❖ Bacillus anthracis - composição celular
Os esporos são as
variações infectantes de B.
anthracis – altamente
virulentos
Gênero Bacillus
❖ Bacillus anthracis – produtos celulares de interesse médico
Gênero Bacillus
❖ Bacillus anthracis – produtos celulares de interesse médico
Gênero Bacillus
❖ Bacillus anthracis – Características de crescimento
✓ Em meio de cultura comum em temperatura a 15ºC a 40ºC;
✓ As colônias alcançam o diâmetro de 2mm em 24h em 37ºC.
✓ Constata- se esporulação em condições de privação de nutrientes, in vitro.
✓ A esporulação requer oxigênio e não ocorre enquanto presente em um animal
hospedeiro vivo.
✓ Nos tecidos ou fluidos infectados expostos ao ar (ou seja, carcaça aberta),
✓ os microrganismos esporulam após várias horas.
Gênero Bacillus
❖ Bacillus anthracis – Resistência
✓ Sensíveis a antibióticos, mas todas
as cepas de B. anthracis contém um
gene de betalactamase latente –
resistência a penicilina
Gênero Bacillus
❖ Bacillus anthracis – Ecologia
Reservatório: O solo é fonte de
infecção de antraz para herbívoros .
Outras espécies, inclusive pessoas,
são expostas por meio de animais e
produtos de origem animal
Transmissão: o esporo é o modo de
infecção, a qual geralmente ocorre após a
ingestão de alimento ou água
contaminada. Ferimentos e picadas de
artrópodes.
Gênero Bacillus
❖ Bacillus anthracis – Patologia
Nos tecidos, os esporos germinam e a
variantes vegetativa prolifera, causando
edema gelatinoso.
A infecção se dissemina a locais reticulo
endoteliais, e quando saturam, vão para
corrente sanguínea.
Gênero Bacillus
❖ Bacillus anthracis – Padrões da doença
Gênero Bacillus
❖ Bacillus anthracis – Padrões da doença
Gênero Bacillus
❖ Bacillus anthracis – Padrões da doença
Gênero Bacillus
❖ Bacillus anthracis – Diagnóstico laboratorial
2. Exame direto
Coloração de gram e corante de
capsula (azul de metileno)
1. Coleta de amostra
Amostra de sangue de um vaso
superficial
Para exame direto se coleta
amostras de secreções
sanguinolentas
Microrganismo de notificação
obrigatória (pessoas autorizadas)
Gênero Bacillus
❖ Bacillus anthracis – Diagnóstico laboratorial
4. Imunodiagnóstico
Teste de precipitação – identificação
dos antígenos -
Pouca especificidade
3. Isolamento e identificação
Cresce em meio laboratorial comum
Inocula-se o material suspeito em
animais experimentais
5. Técnicas moleculares
PCR (genes pXO1 e pXO2)
Gênero Bacillus
❖ Bacillus anthracis – Tratamento, prevenção e controle
➢ Não apresenta resistência a antibióticos – 5 dias
➢ Antissoro em algumas regiões, nos EUA, não a disponibilidade
de antissoro
➢ Populações de risco são vacinadas anualmente
➢ Quando ocorre surto – as autoridades são notificadas para
tomar as medidas cabíveis
Gênero Bacillus
Gênero Brucella
➢ Bactérias gram-negativas
➢ Sobrevivem exclusivamente nos
hospedeiros infectados – compartimentos
intracelulares das células fagocíticas e
células epiteliais
➢ Classificação em espécie com base em
características microbiológicas e na
preferência de hospedeiro – capaz de
infectar diversos hospedeiros
Gênero Brucella
➢ Alta quantidade de espécies que são
capazes de causar infecções zoonóticas
➢ Doença: Brucelose – associada a infecções
crônicas e lesões em tecidos do sistema
genital
➢ Brucelose humana - Oriente Médio, na Ásia
Central e em países da região do
Mediterrâneo
➢ O controle da doença em animais –
abordagem mais econômica para prevenção
de brucelose humana
Gênero Brucella
➢ Patógeno intracelular em hospedeiro
mamíferos;
➢ 6 espécies :
B. abortus - Bovinos
B. melitensis – ovinos e caprinos
B. suis - suínos
B. canis - caninos
B. ovis - ovinos
B. neotomae – rodedores silvestres
• Características descritivas
Gênero Brucella
• Características descritivas - morfologia e coloração
➢ Cocobacilos gram-negativo – 0,6 a 1,5 um
de comp. e 0,5 a 0,7 um de largura
➢ Únicos, mas podem se apresentar em pares
ou grupos pequenos
➢ Não são moveis e não apresentam capsula
e não formam esporos
Gênero Brucella
• Características descritivas – Estrutura e composição celular
❑ A parede celular é típica de bactéria gram- negativa
❑ A membrana externa- composta por camadas de
LPS e fosfolipídios, sendo sustentada por uma
camada de peptidoglicano
❑ LPS (composto lipídico) – protege a bactéria da
ação de peptídeos catiônicos, de metabolitos de
oxigênio e da lise mediada por complemento
Gênero Brucella
• Características descritivas – Características de multiplicação
➢ São aeróbicas e várias cepas necessitam de dióxido
de carbono
➢ Tiamina, nicotinamida e biotina são necessárias para
multiplicação das bactérias
➢ Soro auxilia no crescimento
➢ Colônias se tornam visíveis após 3 a 5 dias, mas
devem ser incubadas a 7 a 10 dias, antes de serem
consideradas negativas
Gênero Brucella
• Características descritivas – Resistência
➢ Podem sobreviver em condições ambientais úmidas
e frias, com mínima exposição à luz ultravioleta
➢ Suscetível a maioria dos desinfetantes indicados
para bactérias gram-negativas
➢ Pasteurização do leite é efetiva para matar Brucella
Gênero Brucella
• Ecologia - Reservatório e Transmissão
➢ Patógenos obrigatórios, não são comensais e
não são encontrados em vida livre
➢ Transmissão direta entre os hospedeiros;
Aerossóis por vial oral ou por relação sexual pela
superfície mucosa
Gênero Brucella
• Ecologia – Reservatório e transmissão
➢ B.abortus e B. melientensis – transmissão
horizontal por meio de fluidos ou tecidos associados
a parição ou aborto e transmissão vertical por meio
da ingestão de leite
➢ Transmissão venérea – B.suis. B.ovis e B. canis
➢ Excretadas na urina, no leite ou superfícies
mucosas.
▪ B.canis tem sido encontrado nas fezes
Gênero Brucella
• Ecologia - reservatórios e transmissão
Gênero Brucella
• Patogênese
Atravessa as membranas
mucosas e instala-se nos tecidos
linfáticos que drenam o local de
entrada
Bactéria não instalada e não
morta nos linfonodos, as
bactérias podem se replicar
e se propagar por meio da
linfa e do sangue para
órgãos
Distribuição ao tecido reprodutor e
mamário, uma vez instalado, os
mecanismos do sistema imune para
eliminação são reduzidos
Gênero Brucella
• Epidemiologia
Brucelose humana – B. melientensis,
B. suis e B, abortus, é de ocorrência
cosmopolita (presente em vários
países do mundo)
Prevalência em regiões na bacia do
mediterrâneo, América Central,
América do Sul, Oriente Médio, África
subsaariana e na ásia Central
Gênero Brucella
• Epidemiologia
B.Canis foi relatada na América
do sul e na Nova Zelândia
Estima-se 500 mil pessoas
infectadas no mundo
Gênero Brucella
• Epidemiologia
Pessoas expostas –
trabalhadores rurais,
veterinários e funcionários de
laboratórios ou de abatedouros
Gênero Brucella
• Epidemiologia
Infecção humana, período de
incubação variável – 1 semana ou
vários meses
Febre, cefaleia, mal-estar, dores
articulares e musculares, sudorese
noturna e até manifestações
neurológicas
Baixa taxa de mortalidade, mas se o
paciente tiver endocardite associada
a B. melitensis, pode levar a morte
Gênero Brucella
• Caracterização da infecção em populações animais
A instalação da bactéria no sistema
genital ou na glândula mamaria está
associada a doença mais grave e
maior capacidade de transmissão
Hospedeiros mais suscetíveis - grávidas
A suscetibilidade à infecção, os
efeitos clínicos e a prevalência da
doença - condição vacinal, pela
maturidade sexual e por prenhez
Gênero Brucella
• Caracterização da infecção em populações animais
Pode ocorrer transmissão vertical –
ingestão de leite infectado para cria –
mas pode se permanecer latente até
a puberdade
Gênero Brucella
• Caracterização da infecção em populações animais
Manifestação clínica mais comum de
B.melitensis, B.suis e Babortus é a
perda da função reprodutiva
Ocasionalmente, Brucella pode se instalar
nas articulações, nos ossos ou em outros
locais dos hospedeiros naturais,
ocasionando inflamação e doença
associada.
Em suínos infectados por B. suis, a
osteomielite/meningite espinal pode
provocar paralisia de membros pélvicos
Gênero Brucella
• Diagnostico laboratorial
Manuseio em condições
de biossegurança nível 3
1. Coleta de amotras
Leite, suabes vaginais, conteúdo
pulmonar ou gástrico de feto
abortado, ou tecidos como útero,
glândula mamária
2. Exame direto
Sinais das lesões
ocasionadas
Gênero Brucella
• Diagnostico laboratorial
3. Isolamento – cultivo
Crescimento lento
Meio seletivo afim de
inibir crescimento de
outros organismos
contaminantes
4. Identificação
Coloração e testes
bioquímicos
Gênero Brucella
• Diagnostico laboratorial
5. Testes sorológicos.
ELISA E teste de
polarização fluorescente
6. Testes moleculares
PCR
Gênero Brucella
• Tratamento
Administração de antimicrobiano
(oxitetraciclina)
Abate dos animais positivos para doença –
assegurar e ter eliminação total nas fazendas
Gênero Brucella
• Vacinação
Fundamental para o controle ou
erradicação da doença
Gênero Brucella
• Métodos de controle
Espécie de Brucella Espécie Animal Afetada Medidas de Controle
Brucella abortus Bovinos, Bubalinos
- Vacinação com B. abortus RB51 (3 a 6 meses
de idade)
- Testagem regular (ex: Teste de anel ou Elisa)
- Isolamento de animais infectados
- Restrição de movimentação
- Acompanhamento veterinário contínuo
Brucella melitensis Caprinos, Ovinos
- Vacinação com B. melitensis Rev1 (3 a 6
meses de idade)
- Testagem periódica
- Isolamento de animais infectados
- Controle de movimentação
- Boas práticas de manejo e higiene
Brucella suis Suínos
- Testes serológicos regulares
- Abate sanitário de suínos infectados
- Restrição de movimentação de animais
infectados
- Manutenção de instalações limpas e
desinfetadas
Brucella canis Cães
- Testagem periódica
- Isolamento de cães infectados e controle
reprodutivo (castração)
- Medicação com antibióticos específicos (em
áreas de risco)
- Desinfecção rigorosa dos ambientes de criação
FIM

Aula 3. Bactérias patogênicas.pdfxdfgergertg

  • 1.
  • 2.
    1. Gênero Staphylococcus 2.Gênero Streptococcus 3. Gênero Clostridium 4. Gênero Bacillus 5. Gênero Brucella Contextualizando
  • 3.
    Gênero Staphylococcus ❖ Bactériasgram-positivas ❖ Distribuídas em múltiplos planos para formar aglomerados irregulares • Características descritivas
  • 4.
    Gênero Staphylococcus • Característicasdescritivas ❖ Produção de catalase: a catalase quebra o peróxido de hidrogênio (H₂O₂) tóxico, transformando-o em água e oxigênio, o que protege as células bacterianas dos danos oxidativos. ❖ Composição de peptidoglicano própria Inserido peroxido de hidrogênio
  • 5.
    Gênero Staphylococcus • Ondeestão presentes? ❖ Na pele e nas superfícies epiteliais de todos os animais de sangue quente.
  • 6.
    Gênero Staphylococcus • Espécies ❖Aumento do número de espécies – identificação por tipagem molecular ❖ Em 1999 – 39 espécies e subespécies ❖ Normas para identificação de novas espécies com base em critérios fenotípicos e genotípicos
  • 7.
    Gênero Staphylococcus • Espécies ❖Diferenciação das espécies por sequência do DNA ❖ Diferenciação das espécies = variação do hospedeiro Staphylococcus caprae (caprinos) S. delphini (golfinhos) S. equorum (equinos) S. felis (gatos) S. gallinarum (aves domésticas) S. lentus (caprinos) S. hyicus (suínos) S. intermedius S. pseudintermedius (cães) S. simiae (macacos). Nenhuma dessas associações são absolutas – podem ser encontrados em outros hospedeiros
  • 8.
    Gênero Staphylococcus • Característicasdescritivas – morfologia e coloração ❖ Tamanho 0,5 a 1,5um de diâmetro ❖ Formam aglomerados, pares ou cadeiras curtas de colônias ❖ Não formam esporos ❖ Podem sobreviver em ambientes inóspitos e em objetos inanimados – Contribui para patogênese
  • 9.
    Gênero Staphylococcus • Característicasdescritivas – morfologia e coloração ❖ Produz pigmentos carotenoides – coloração dourada – aumento de virulência em S. aureaus
  • 10.
    Gênero Staphylococcus • Característicasdescritivas – morfologia e coloração ❖ Maioria das cepas de S. aureus e um pouco menos de cepas de outras espécies são coagulase-positivo são TOXIGÊNICAS (toxinas alfa, beta e delta) Alfatoxina Lise total de eritrócitos, mais notável em coelhos Betatoxina Maior atividade em eritrócitos de ovinos Deltatoxina Atua como agente surfactante, destruindo a membrana celular
  • 11.
    Gênero Staphylococcus • Característicasdescritivas – morfologia e coloração ❖ S. aureus apresenta cápsula 11 sorotipos capsulares 4/11 principais sorotipos de interesse médio (1,2,5 e 8) Polissacarídeos capsulares contribuem para a patogênese da infecção por limitarem a fagocitose mediada por neutrófilos, que é a defesa primária contra todos os tipos de infecção estafilocócica O que são?
  • 12.
    Gênero Staphylococcus • Característicasbioquímica ❖ A maior parte das espécies de estafilococos é anaeróbica facultativa (com ou sem oxigênio) ➢ 2 espécies e/ou subespécies (S. aureus ssp. anaerobius e S. saccharolyticus) contemplam cepas que não se multiplicam em meio aeróbico (Não produzem catalase)
  • 13.
    Gênero Staphylococcus • Característicasbioquímicas ❖ Distinção de características entre espécies – fermentação/oxidação de carboidratos e outros testes bioquímicos – substituídos por testes moleculares ✓ Exceção - Produção de coagulase e a atividade hemolítica, principais testes diagnósticos (padrão ouro)
  • 14.
    Gênero Staphylococcus • Característicasbioquímicas ❖ Catalase- positiva = S. aureus ❖ Outras espécies que tem as mesmas características precisam de técnicas moleculares para sua identificação – (S. intermedius, S. pseudintermedius e S. Delphini)
  • 15.
    Gênero Staphylococcus • Estruturae composição ❖ Envelope celular – altamente complexo ❖ Núcleo – espessa camada de peptidoglicano ❖ Ligações cruzadas consiste em uma única ponte de pentaglicina= resistência a lisozima, mas sensíveis a lisostafina (novo alvo terapêutico)
  • 16.
    Gênero Staphylococcus • Estruturae composição ❖ Ácidos teicoicos – se ligam covalentemente aos peptidoglicano (parede de ácidos teicoicos ou se fixar ás membranas da célula - ácidos lipoteicoicos) ❖ Resistência (S. aureus) ❖ Choque séptico
  • 17.
    Gênero Staphylococcus • Toxinas ❖Espécies de estafilococos coagulase-positivos – infecções mais graves Toxinas - Hemolisinas/citotoxinas, modulinas solúveis em fenol (PSM), enterotoxinas, toxinas esfoliativas e superantígenos. Produção de toxinas específicas possa influenciar tanto a variação do hospedeiro quanto a capacidade relativa de causar doença.
  • 18.
    Gênero Staphylococcus • Toxinas S.hyicus é uma causa notável de infecção cutânea em suínos, e essa espécie de bactéria produz um tipo de toxina esfoliativa que, em comparação com a desmogleína-l humana, degrada seletivamente a desmogleína-1 suína
  • 19.
    Gênero Staphylococcus • Controleda patogênese Estudos do genoma – reguladores de genes das toxinas e na produção de biofilme. Alvos terapêuticos
  • 20.
    Gênero Staphylococcus • Resistênciae tratamento antibiótico Antimicrobianos – inibem a biossíntese da parede celular ➢ Betalactâmicos – meticilina e as cefalosporinas ➢ Várias classes de antibióticos são efetivas. No entanto a um problema na escolha do medicamento certo para determinado isolado de estafilococo
  • 21.
    Gênero Staphylococcus • Resistênciae tratamento antibiótico Ocorrência de resistência aos antibióticos ➢ Necessidade de diagnóstico rápido (não para identificar somente a espécie, mas para obter informações de referência para definir a terapia antimicrobiana)
  • 22.
    Gênero Staphylococcus • Resistênciae tratamento antibiótico Penicilina – ineficaz – extensa produção de betalactamase Penicilina semissintéticas(meticilina) – surgimento de resistência – genes de resistência Vancomicina – antibiótico de ultimo recurso – mesmo assim seu uso está ameaçado - resistência
  • 23.
    Gênero Staphylococcus • Resistênciae tratamento antibiótico Resistentes à vancomicina (VRSA) Resistência intermediaria À vancomicina (VISA) Cepas de S. aureus A ocorrência de VRSA ainda é rara em isolados humanos e não se tem conhecimento de relato em qualquer isolado animal Muito mais comum, especialmente em pacientes submetidos a tratamento de longa duração, mas, no momento, isso também parece ser um problema relevante principalmente em pacientes humanos Adotar outras medidas terapêuticas
  • 24.
    Gênero Streptococcus ❑ Emágar-sangue – exibem vários graus de hemólise ➢ Alfa-hemolíticos – não ocasionam lise de eritrócitos, mas produzem uma zona de cor esverdeada ao redor das colônias - comensais ➢ Estreptococos beta hemolíticos causam lise de eritrócitos e produzem uma zona completa de hemólise ao redor de colônias. Os estreptococos patogênicos tendem a ser beta hemolíticos. ➢ Estreptococos γ não são hemolíticos. A maioria não é patogênica.
  • 25.
  • 26.
    Gênero Streptococcus 1. Esquemasde classificação mais antigos agrupavam as espécies de estreptococos com base em suas propriedades biológicas 2. Grupo piogênico: estreptococos que causam infecções piogênicas em pessoas e animais; geralmente são betahemolíticos 3. Grupo oral: são, principalmente, estreptococos comensais da pele e de membranas mucosas; são alfahemolíticos ou não causam hemólise 4. Grupo láctico: estão associados a leite e produtos lácteos. 5. Grupo enterococo: estreptococos da flora intestinal normal; patógenos oportunistas. 6. Grupo anaeróbico: incluem as espécies anaeróbicas de Streptococcus não relacionado com os anaeróbicos Peptococcus e Peptostreptotoccus. A maior parte dessas espécies foi transferida para outros gêneros.
  • 27.
    Gênero Streptococcus Esquema deagrupamento de Lancefield Os estreptococos estão divididos em 20 grupos (designados de A até V, mas sem I ou J), utilizando-se um teste de precipitina com base nos antígenos de carboidrato grupo específico extraíveis. Subdivididos em tipos, com base em antígenos proteicos: M, R e T
  • 28.
  • 29.
    Gênero Streptococcus Características descritivas Célulaesférica ovoide – 1um de diâmetro Multiplicação - produção de colônias em pares e em cadeias Culturas novas – coloração gram positiva Culturas velhas - ( >18 horas) –coloração gram-negativa (enfraquecimento da parede celular)
  • 30.
    Gênero Streptococcus Características descritivas ▪Estrutura típica de parede celular – gram positiva • Exigentes quanto ao meio de crescimento – meio com sangue ou soro • Após incubação por uma noite em temperatura de 37°C, os estreptococos produzem colônias claras. • Espécies patogênicas crescem melhor em 37°C, em ambiente com alto teor de CO2 (anaerobiose)
  • 31.
    Gênero Streptococcus Características descritivas Estreptococossão bactérias catalase- negativas e obrigatoriamente fermentativas (podem se multiplicar na presença de oxigênio, mas não o utilizam, obtendo energia exclusivamente da fermentação).
  • 32.
    Gênero Streptococcus Características descritivas Produtoscelulares e atividades de interesse médico Adesinas - proteínas de superfície que se ligam a diversas proteínas da matriz extracelular do hospedeiro Cápsula- Algumas espécies de estreptococos produzem cápsula. As cápsulas dos estreptococos dos grupos A e C são constituídas de ácido hialurônico. O ácido hialurônico, também um constituinte do tecido conectivo de mamíferos, é fracamente antigênico e não se liga facilmente aos componentes do sistema complemento (portanto, é antifagocítico)
  • 33.
    Gênero Streptococcus Características descritivas Produtoscelulares e atividades de interesse médico Superantígenos: se ligam simultaneamente a importantes moléculas do complexo de histocompatibilidade classe II e a moléculas de receptor dos linfócitos T, originando uma região Vβ particular. Toxinas e enzimas livres: Os estreptococos produzem várias proteínas que atuam, potencialmente, como fatores de virulência: Estreptolisinas e estreptoquinase
  • 34.
    Gênero Streptococcus Ecologia Reservatório: Amaioria dos estreptococos de interesse veterinário vive de modo comensal nos tratos respiratório superior, alimentar e genital inferior. Transmissão: Os estreptococos são transmitidos por meio de inalação e ingestão, por via sexual e de modo congênito, ou indiretamente pelas mãos e fômites contaminados.
  • 35.
    Gênero Streptococcus Patogênese Infecções piogênicas(produção de pus): pele, trato respiratório, trato reprodutor, coto umbilical e glândula mamária Septicemia – propagação hematógena Sinais clínicos: febre, sozinho ou associada a septicemia Local da infeção: secreção purulenta
  • 36.
    Gênero Streptococcus Patologia Lesão típicaé um abcesso – atividades inflamatórias e bacterianas Local da infeção: secreção purulenta (pus)
  • 37.
    Gênero Streptococcus Padrões dedoenças Equinos: Garrotilho rinofaringite altamente contagiosa por S.equi ssp. equi
  • 38.
    Gênero Streptococcus Padrões dedoenças Equinos: Garrotilho rinofaringite altamente contagiosa por S.equi ssp. equi A doença é caracterizada por secreção nasal serosa ou purulenta, aumento difásico da temperatura, dor local, tosse e anorexia. Taxa de mortalidade: abaixo de 2% Complicações: “garrotilho bastardo” (maligno) metástase para os linfonodos Disseminação piêmica para meninges, pulmões, pericárdio e vísceras Purpura hemorrágica (tumefações subcutâneas) – 50% de mortalidade
  • 39.
    Gênero Streptococcus Padrões dedoenças Suínos: Linfadenite cervical de suínos (abcesso mandibular) – doença contagiosa associada a Streptococcus porcinus Semelhante ao garrotilho, mas clinicamente menos grave
  • 40.
    Gênero Streptococcus Padrões dedoenças Ruminantes: Mastite estreptocócica é S. agalactiae Sepse e meningite em neonatos humanos e gestantes As cepas que causam doença em bovinos não provocam doença em humanos
  • 41.
    Gênero Streptococcus Padrões dedoenças Cães e gatos: As vezes, pneumonia secundária em cães associada a Streptococcus canis S. canis causa septicemia em filhotes de cães recém nascidos e uma síndrome semelhante a choque tóxico (síndrome do choque tóxico estreptocócico; STSS) e fasciite necrosante (NF) em cães. STSS é caracterizado por choque séptico, com falência múltipla de órgãos
  • 42.
    Gênero Streptococcus Padrões dedoenças Cães e gatos: As vezes, pneumonia secundária em cães associada a Streptococcus canis Em gatos são mais resistentes – mais comuns em filhotes ou em gatos imunocomprometidos
  • 43.
    Gênero Streptococcus Padrões dedoenças Primatas: Pneumonia, septicemia e meningite ocasionada por S. pneumoniae Alta taxa de mortalidade Infecção viral – predisposição – infecção secundária
  • 44.
    Gênero Streptococcus Espécies diversas Porquinhos-da-índia:linfadenite cervical - Streptococcus zooepidemicus ssp. zooepidemicus. Peixes: doença septicêmica - Streptococcus iniae Focas: doença septicêmica - Streptococcus phocae Gambás: doença septicêmica e dermatite- Streptococcus didelphis
  • 45.
    Gênero Streptococcus Epidemiologia • Váriasinfecções provavelmente são endógenas e relacionadas com estresse. As infecções em neonatos comumente são de origem materna. • Garrotilho e linfadenite suína são doenças contagiosas que, preferivelmente, acometem animais jovens (após a infância). S. equi e S. porcinus se disseminam por meio de alimentos, água potável ou utensílios contaminados e por animais que se recuperaram da doença e que podem excretar as bactérias, mesmo que clinicamente sadios, durante meses • Equipamentos de ordenha, desconhecimento de procedimentos de tratamento intramamário e práticas de ordenha não higiênicas frequentemente disseminam S. agalactiae entre as vacas leiteiras.
  • 46.
    Gênero Streptococcus Diagnóstico 1. Coletade amostra Aspirados de lesões fechadas, em seringas estéreis ou frascos estéreis. Envio de swab em meio de transporte aceitável. Amostra de leite é coletada em frascos 2. Exame direto Esfregaços de exsudato ou de sedimento de fluido suspeito são fixados e corados pela técnica de Gram. Os estreptococos se apresentam como cocos gram positivos, em pares, em cadeias curtas e, em alguns casos, em cadeias muito longas (verificadas geralmente em aspirado de pus obtido de linfonodos cervicais de equinos infectados por S. equi).
  • 47.
    Gênero Streptococcus Diagnóstico 3. Cultura Amostrasde exsudato, leite, tecido, urina, aspirado transtraqueal e fluido cérebro espinal são cultivadas diretamente em ágar sangue de bovino ou ovino. Prefere- se incubação em temperatura de 37°C em ambiente com 3 a 5% de CO2. As colônias de estreptococos se apresentam lisas ou mucoides dentro de 18 a 48 h.
  • 48.
    Gênero Streptococcus Diagnóstico 4. Identificação Combinaçãode técnicas clássicas (testes bioquímicos) e testes moleculares.
  • 49.
    Gênero Streptococcus Tratamento Penicilina Ge ampicilina são efetivas na maiorias das infeções (Estreptococos beta hemolíticos) As alternativas são cefalosporinas, cloranfenicol e trimetoprimasulfa As penicilinas (de uso intramamário) são efetivas no tratamento de mastite causada por S. agalactiae e de infecções causadas pela maioria dos outros estreptococos - higienização
  • 50.
    Gênero Streptococcus Tratamento Garrotilho –tratar os animais até cessar a febre Isolamento Tratamento inapropriado pode levar ao garrotilho bastardo Vacinação
  • 51.
    Gênero Clostridium • Característicasdescritivas • Bastonetes gram-positivos – 0,2 a 4um • Formam esporos – persistência das bactérias no intestino e no ambiente – Contribui para dificuldade de seu controle
  • 52.
    Gênero Clostridium • Característicasdescritivas – estrutura e composição ▪ Pouco se sabe da estrutura e composição • Proteínas paracristalinas (camada S) • - Clostridium difficile (resistência aos peptídeos antimicrobianos do intestino ▪ Clostrídeos moveis apresentam flagelo
  • 53.
  • 54.
    Gênero Clostridium • Característicasde crescimento São anaeróbios, mas varia entre espécies Meio de cultura com sangue Temperatura para cultivo é 37ºC 1 a 2 dias
  • 55.
    Gênero Clostridium • Atividadesbioquímicas Metabolismo altamente ativo – metaboliza carboidratos, proteínas, lipídeos e ácidos nucleicos Exalam odor pútrido – produção de ácidos graxos e sulfeto de hidrogênio Reações bioquímicas propiciam para identificação de espécies
  • 56.
    Gênero Clostridium • Resistência Avariante vegetativa é tão suscetível ao estresse ambiental e aos desinfetantes como são outras bactérias. Os endósporos propiciam resistência à dessecação, ao calor, à irradiação e aos desinfetantes
  • 57.
    Gênero Clostridium Clostrídios enterotóxicos- C. perfringens Bastonete anaeróbico, gram-positivo, encapsulado, imóvel. Origina esporos que produzem diversas toxinas (A a E)
  • 58.
  • 59.
    Gênero Clostridium Clostrídios enterotóxicos- C. perfringens Reservatório e transmissão - Constata- se C. perfringens tipo A no trato intestinal de humanos e de outros animais e na maioria dos solos. Os tipos B, C, D e E são verificados principalmente no trato intestinal de animais e sua sobrevivência no solo é variável. A transmissão ocorre por meio de ingestão e de infecção de ferimento
  • 60.
    Gênero Clostridium Clostrídios enterotóxicos- C. perfringens Patogênese e padrão da doença: C. perfringens causa doença intestinal grave, inclusive enterotoxemia importante, e infecções histotóxicas.
  • 61.
    Gênero Clostridium Clostrídios enterotóxicos- C. perfringens Enterotoxemia e doença intestinal: Maioria das doenças de animais causadas por C. perfringens acomete o intestino e envolve todos os tipos de toxinas. Tipo A
  • 62.
    Gênero Clostridium Clostrídios enterotóxicos- C. perfringens Enterotoxemia e doença intestinal: Maioria das doenças de animais causadas por C. perfringens acomete o intestino e envolve todos os tipos de toxinas. Tipo A
  • 63.
    Gênero Clostridium Clostrídios enterotóxicos- C. perfringens Tipo B: a infecção por C. perfringens tipo B é uma doença do “velho mundo”; em geral, provoca “disenteria” em cordeiros recém nascidos
  • 64.
    Gênero Clostridium Clostrídios enterotóxicos- C. perfringens Tipo C Mortalidade em 100%
  • 65.
    Gênero Clostridium Clostrídios enterotóxicos- C. perfringens C. perfringens tipo D – Provoca enterotoxemia (“doença da superalimentação” ou “doença do rim pulposo”) em cordeiros mais velhos (< 1 ano), em caprinos de todas as idades e, ocasionalmente, em bezerros
  • 66.
  • 67.
  • 68.
  • 69.
    Gênero Clostridium Clostrídios neurotóxicos– Clostridium botulinum e Clostridium tetani
  • 70.
    Gênero Clostridium Clostrídios neurotóxicos– Clostridium botulinum e Clostridium tetani
  • 71.
    Gênero Clostridium Clostrídios neurotóxicos– Clostridium botulinum e Clostridium tetani
  • 72.
    Gênero Clostridium Clostrídios neurotóxicos– Clostridium botulinum e Clostridium tetani
  • 73.
    Gênero Clostridium Clostrídios neurotóxicos– Clostridium botulinum e Clostridium tetani
  • 74.
    Gênero Bacillus ❖ Bastonetesanaeróbicos facultativos – produzem endósporos ❖ Habitam solo e água ❖ São onipresentes na natureza e subprodutos de animais
  • 75.
    Gênero Bacillus ❖ Períodode variação de nutrientes – sem nutrientes = esporulação= endósporo resistente ❖ Os endósporos são resistentes ao calor, à dessecação, à radiação ultravioleta e ionizante, aos desinfetantes e a vários outros fatores ambientais adversos ❖ Sobrevivência por muito tempo a espera de nutrientes
  • 76.
    Gênero Bacillus ❖ Trêsespécies são consideradas patogênicas Bacillus anthracis: patógeno zoonótico = causador da antraz Bacillus cereus = intoxicação alimentar Bacillus thuringiensis = insetos lepidópteros
  • 77.
    Gênero Bacillus ❖ Bacillusanthracis - composição celular Os esporos são as variações infectantes de B. anthracis – altamente virulentos
  • 78.
    Gênero Bacillus ❖ Bacillusanthracis – produtos celulares de interesse médico
  • 79.
    Gênero Bacillus ❖ Bacillusanthracis – produtos celulares de interesse médico
  • 80.
    Gênero Bacillus ❖ Bacillusanthracis – Características de crescimento ✓ Em meio de cultura comum em temperatura a 15ºC a 40ºC; ✓ As colônias alcançam o diâmetro de 2mm em 24h em 37ºC. ✓ Constata- se esporulação em condições de privação de nutrientes, in vitro. ✓ A esporulação requer oxigênio e não ocorre enquanto presente em um animal hospedeiro vivo. ✓ Nos tecidos ou fluidos infectados expostos ao ar (ou seja, carcaça aberta), ✓ os microrganismos esporulam após várias horas.
  • 81.
    Gênero Bacillus ❖ Bacillusanthracis – Resistência ✓ Sensíveis a antibióticos, mas todas as cepas de B. anthracis contém um gene de betalactamase latente – resistência a penicilina
  • 82.
    Gênero Bacillus ❖ Bacillusanthracis – Ecologia Reservatório: O solo é fonte de infecção de antraz para herbívoros . Outras espécies, inclusive pessoas, são expostas por meio de animais e produtos de origem animal Transmissão: o esporo é o modo de infecção, a qual geralmente ocorre após a ingestão de alimento ou água contaminada. Ferimentos e picadas de artrópodes.
  • 83.
    Gênero Bacillus ❖ Bacillusanthracis – Patologia Nos tecidos, os esporos germinam e a variantes vegetativa prolifera, causando edema gelatinoso. A infecção se dissemina a locais reticulo endoteliais, e quando saturam, vão para corrente sanguínea.
  • 84.
    Gênero Bacillus ❖ Bacillusanthracis – Padrões da doença
  • 85.
    Gênero Bacillus ❖ Bacillusanthracis – Padrões da doença
  • 86.
    Gênero Bacillus ❖ Bacillusanthracis – Padrões da doença
  • 87.
    Gênero Bacillus ❖ Bacillusanthracis – Diagnóstico laboratorial 2. Exame direto Coloração de gram e corante de capsula (azul de metileno) 1. Coleta de amostra Amostra de sangue de um vaso superficial Para exame direto se coleta amostras de secreções sanguinolentas Microrganismo de notificação obrigatória (pessoas autorizadas)
  • 88.
    Gênero Bacillus ❖ Bacillusanthracis – Diagnóstico laboratorial 4. Imunodiagnóstico Teste de precipitação – identificação dos antígenos - Pouca especificidade 3. Isolamento e identificação Cresce em meio laboratorial comum Inocula-se o material suspeito em animais experimentais 5. Técnicas moleculares PCR (genes pXO1 e pXO2)
  • 89.
    Gênero Bacillus ❖ Bacillusanthracis – Tratamento, prevenção e controle ➢ Não apresenta resistência a antibióticos – 5 dias ➢ Antissoro em algumas regiões, nos EUA, não a disponibilidade de antissoro ➢ Populações de risco são vacinadas anualmente ➢ Quando ocorre surto – as autoridades são notificadas para tomar as medidas cabíveis
  • 90.
  • 91.
    Gênero Brucella ➢ Bactériasgram-negativas ➢ Sobrevivem exclusivamente nos hospedeiros infectados – compartimentos intracelulares das células fagocíticas e células epiteliais ➢ Classificação em espécie com base em características microbiológicas e na preferência de hospedeiro – capaz de infectar diversos hospedeiros
  • 92.
    Gênero Brucella ➢ Altaquantidade de espécies que são capazes de causar infecções zoonóticas ➢ Doença: Brucelose – associada a infecções crônicas e lesões em tecidos do sistema genital ➢ Brucelose humana - Oriente Médio, na Ásia Central e em países da região do Mediterrâneo ➢ O controle da doença em animais – abordagem mais econômica para prevenção de brucelose humana
  • 93.
    Gênero Brucella ➢ Patógenointracelular em hospedeiro mamíferos; ➢ 6 espécies : B. abortus - Bovinos B. melitensis – ovinos e caprinos B. suis - suínos B. canis - caninos B. ovis - ovinos B. neotomae – rodedores silvestres • Características descritivas
  • 94.
    Gênero Brucella • Característicasdescritivas - morfologia e coloração ➢ Cocobacilos gram-negativo – 0,6 a 1,5 um de comp. e 0,5 a 0,7 um de largura ➢ Únicos, mas podem se apresentar em pares ou grupos pequenos ➢ Não são moveis e não apresentam capsula e não formam esporos
  • 95.
    Gênero Brucella • Característicasdescritivas – Estrutura e composição celular ❑ A parede celular é típica de bactéria gram- negativa ❑ A membrana externa- composta por camadas de LPS e fosfolipídios, sendo sustentada por uma camada de peptidoglicano ❑ LPS (composto lipídico) – protege a bactéria da ação de peptídeos catiônicos, de metabolitos de oxigênio e da lise mediada por complemento
  • 96.
    Gênero Brucella • Característicasdescritivas – Características de multiplicação ➢ São aeróbicas e várias cepas necessitam de dióxido de carbono ➢ Tiamina, nicotinamida e biotina são necessárias para multiplicação das bactérias ➢ Soro auxilia no crescimento ➢ Colônias se tornam visíveis após 3 a 5 dias, mas devem ser incubadas a 7 a 10 dias, antes de serem consideradas negativas
  • 97.
    Gênero Brucella • Característicasdescritivas – Resistência ➢ Podem sobreviver em condições ambientais úmidas e frias, com mínima exposição à luz ultravioleta ➢ Suscetível a maioria dos desinfetantes indicados para bactérias gram-negativas ➢ Pasteurização do leite é efetiva para matar Brucella
  • 98.
    Gênero Brucella • Ecologia- Reservatório e Transmissão ➢ Patógenos obrigatórios, não são comensais e não são encontrados em vida livre ➢ Transmissão direta entre os hospedeiros; Aerossóis por vial oral ou por relação sexual pela superfície mucosa
  • 99.
    Gênero Brucella • Ecologia– Reservatório e transmissão ➢ B.abortus e B. melientensis – transmissão horizontal por meio de fluidos ou tecidos associados a parição ou aborto e transmissão vertical por meio da ingestão de leite ➢ Transmissão venérea – B.suis. B.ovis e B. canis ➢ Excretadas na urina, no leite ou superfícies mucosas. ▪ B.canis tem sido encontrado nas fezes
  • 100.
    Gênero Brucella • Ecologia- reservatórios e transmissão
  • 101.
    Gênero Brucella • Patogênese Atravessaas membranas mucosas e instala-se nos tecidos linfáticos que drenam o local de entrada Bactéria não instalada e não morta nos linfonodos, as bactérias podem se replicar e se propagar por meio da linfa e do sangue para órgãos Distribuição ao tecido reprodutor e mamário, uma vez instalado, os mecanismos do sistema imune para eliminação são reduzidos
  • 102.
    Gênero Brucella • Epidemiologia Brucelosehumana – B. melientensis, B. suis e B, abortus, é de ocorrência cosmopolita (presente em vários países do mundo) Prevalência em regiões na bacia do mediterrâneo, América Central, América do Sul, Oriente Médio, África subsaariana e na ásia Central
  • 103.
    Gênero Brucella • Epidemiologia B.Canisfoi relatada na América do sul e na Nova Zelândia Estima-se 500 mil pessoas infectadas no mundo
  • 104.
    Gênero Brucella • Epidemiologia Pessoasexpostas – trabalhadores rurais, veterinários e funcionários de laboratórios ou de abatedouros
  • 105.
    Gênero Brucella • Epidemiologia Infecçãohumana, período de incubação variável – 1 semana ou vários meses Febre, cefaleia, mal-estar, dores articulares e musculares, sudorese noturna e até manifestações neurológicas Baixa taxa de mortalidade, mas se o paciente tiver endocardite associada a B. melitensis, pode levar a morte
  • 106.
    Gênero Brucella • Caracterizaçãoda infecção em populações animais A instalação da bactéria no sistema genital ou na glândula mamaria está associada a doença mais grave e maior capacidade de transmissão Hospedeiros mais suscetíveis - grávidas A suscetibilidade à infecção, os efeitos clínicos e a prevalência da doença - condição vacinal, pela maturidade sexual e por prenhez
  • 107.
    Gênero Brucella • Caracterizaçãoda infecção em populações animais Pode ocorrer transmissão vertical – ingestão de leite infectado para cria – mas pode se permanecer latente até a puberdade
  • 108.
    Gênero Brucella • Caracterizaçãoda infecção em populações animais Manifestação clínica mais comum de B.melitensis, B.suis e Babortus é a perda da função reprodutiva Ocasionalmente, Brucella pode se instalar nas articulações, nos ossos ou em outros locais dos hospedeiros naturais, ocasionando inflamação e doença associada. Em suínos infectados por B. suis, a osteomielite/meningite espinal pode provocar paralisia de membros pélvicos
  • 109.
    Gênero Brucella • Diagnosticolaboratorial Manuseio em condições de biossegurança nível 3 1. Coleta de amotras Leite, suabes vaginais, conteúdo pulmonar ou gástrico de feto abortado, ou tecidos como útero, glândula mamária 2. Exame direto Sinais das lesões ocasionadas
  • 110.
    Gênero Brucella • Diagnosticolaboratorial 3. Isolamento – cultivo Crescimento lento Meio seletivo afim de inibir crescimento de outros organismos contaminantes 4. Identificação Coloração e testes bioquímicos
  • 111.
    Gênero Brucella • Diagnosticolaboratorial 5. Testes sorológicos. ELISA E teste de polarização fluorescente 6. Testes moleculares PCR
  • 112.
    Gênero Brucella • Tratamento Administraçãode antimicrobiano (oxitetraciclina) Abate dos animais positivos para doença – assegurar e ter eliminação total nas fazendas
  • 113.
    Gênero Brucella • Vacinação Fundamentalpara o controle ou erradicação da doença
  • 114.
    Gênero Brucella • Métodosde controle Espécie de Brucella Espécie Animal Afetada Medidas de Controle Brucella abortus Bovinos, Bubalinos - Vacinação com B. abortus RB51 (3 a 6 meses de idade) - Testagem regular (ex: Teste de anel ou Elisa) - Isolamento de animais infectados - Restrição de movimentação - Acompanhamento veterinário contínuo Brucella melitensis Caprinos, Ovinos - Vacinação com B. melitensis Rev1 (3 a 6 meses de idade) - Testagem periódica - Isolamento de animais infectados - Controle de movimentação - Boas práticas de manejo e higiene Brucella suis Suínos - Testes serológicos regulares - Abate sanitário de suínos infectados - Restrição de movimentação de animais infectados - Manutenção de instalações limpas e desinfetadas Brucella canis Cães - Testagem periódica - Isolamento de cães infectados e controle reprodutivo (castração) - Medicação com antibióticos específicos (em áreas de risco) - Desinfecção rigorosa dos ambientes de criação
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