Introdução à
imunologia
Prof. MSc Emily Moura
Disciplina: Imunologia veterinária
Introdução
Os organismos dos animais possuem
componentes necessários para
manutenção da vida: calor: umidade e
muitos nutrientes
Atraente aos microrganismos para
aproveitar esses recursos
Introdução
O organismo animal não pode depender apenas
de um único mecanismo de defesa
Proteção eficaz- possuir
diversos mecanismos
Atingir diferentes tipos de
espécies de microrganismos e
outros, contra microrganismos
específicos
Complexo
sistema de
defesa
interligados
Introdução
Podemos imaginar o sistema
imunológico como uma rede
interativa, que com a presença de
invasores ocasionam diversas
alterações, gerando ativação de
diversos mecanismos para
eliminação dos invasores e
aumentar a resistência a infecções
Imunidade
Imunitas (latim): isenção de processos civis ou penais de que
senadores romanos dispunham para que pudessem exercer ações
ou pensamentos livres no exercício de seu cargo.
Definição clássica de imunidade: proteção contra doenças
infecciosas.
IMUNIDADE: conjunto de processos mediados por células e moléculas
que resultam na proteção de indivíduos contra partículas estranhas
(microrganismos, toxinas, etc...) sejam patogênicas ou não.
RESPOSTA IMUNOLÓGICA
Introdução
Estudo dos mecanismos fisiológicos de defesa contra micorganismos,
moléculas estranhas e células tumorais.
Sistema imunológico:
células e moléculas
responsáveis pela imunidade
Resposta Imunológica
Introdução
Portanto:
reaç ão a subs tâncias es tra nhas
Imunidade :
(micror ga nismos e mac rom ol éc ulas ) indep ende ntem ent e
das cons eqü ênc ias fisio ló gicas ou patoló gicas .
das células
e pr ot eç ão
e mol éc ulas
do nos so
Sistema imune : cons titu ído
res po ns áveis pe la im un idad e
organis mo.
Imunologia : es tu do da im un idad e (event os celulare s e
molec ulares que oc orrem durante a res pos ta im une)
Introdução
“Estudo da imunidade em sua acepção
mais ampla, ou seja, dos eventos
celulares e moleculares que ocorrem
depois que o organismos encontra
outras macromoléculas estranhas”
Introdução
de at ivar
moléc ula
Vírus ,
cap az
bac tér ias , fungos ,
res pos ta
par as itas ,
An tíg en o:
im un ológica.
células .
An tic orp o: mol éc ula pr oté ica com alto gr au de
es pec ificidade e af in id ad e ao antíge no.
Célula s produtor as – Linf óc itos B (plas móc itos ).
Imunógeno: antígeno que induz resposta imune. Nem todos os
antígenos são imunógenos.
Determinante antigênico/epitopo: Parte específica de um
antígeno a qual o anticorpo se liga.
Antígenos
Anticorpo
Histórico
• Séc XV - chineses e turcos: tentativa de imunização por
variolação
• 1546 - Girolamo Fracastoro: "O contágio é uma infecção que
passa de um para outro...a infecção se origina de partículas
muito pequenas – imperceptíveis”
• 1798 - Edward Jenner: Observou que os fazendeiros que
contraíram varíola bovina ficavam protegidos da varíola humana.
Inoculou então um menino de 8 anos com a varíola bovina e
POR SORTE funcionou!! – 1a. vacina!
Vacina: do latim vaccinus (= das vacas)
Breve história da imunologia veterinária
Importância da defesa do organismos
contra invasão não pode se
desenvolver até que a comunidade
médica aceitasse o conceito de
“ DOENÇAS INFECCIOSAS”
Breve história da imunologia veterinária
Observações durante as
infecções com varíola e a peste
na sociedade antiga.
Alta mortalidade
Indivíduos curados/ nova
epidemia não adoeciam
“IMUNIDADE”
Breve história da imunologia veterinária
Século Xll- os chineses
observaram que os indivíduos
que resistiram à varíola se
tornaram resistentes a
posteriores exposições ao vírus
Infectar crianças com o vírus,
inserindo crostas das feridas de
indivíduos infectados em
pequenos cortes feitos na pele
da criança
Aquelas que sobreviveram à
doença ficaram protegidas pelo
resto da vida
A prática foi aceita naquela
época devido a mortalidade
infantil
Breve história da imunologia veterinária
Com a evolução da técnica,
descobriu-se que a utilização de
materiais provenientes de
infecções mais brandas
minimizava os riscos
Mortalidade em função da
inoculação (VARIOLAÇÃO) caiu
para 1%)
O conhecimento sobre a
variolação difundiu-se para
Europa no inicio do século XVlll
Breve história da imunologia veterinária
Europa (Século IX) - Surtos de
peste Bovina
Como não havia surgido
medicamentos. Em 1754, utilizaram o
método de inoculação – doença era
mais branda que a natural.
Breve história da imunologia veterinária
Em 1798, Edward Jenner, um médico inglês,
demonstrou que o material proveniente de
lesões da varíola bovina poderia substituir o
material humano utilizado na “variolação”.
Como a varíola bovina não causa doença
grave em seres humanos, seu uso reduziu os
riscos causados pela “variolação” em níveis
considerados insignificantes.
A eficácia desse processo, denominado
VACINAÇÃO (do latim vacca, vaca) foi tão
grande, que foi utilizado na década de 1970
para erradicar a varíola no mundo.
Edward Jenner
1798
1ª observação:
Varíola bovina
proteção Varíola humana
grave
1ª Vacina
Breve história da imunologia veterinária
Em 1879 – Louis Pasteur
Pesquisava a cólera aviária – Pasteurella multocida
“Pasteur possuía a cultura desse microrganismo
que acidentalmente envelheceu enquanto seu
assistente estava de férias”
Tentativa de infecção em galinhas com a cultura
envelhecida = Não infectou
Breve história da imunologia veterinária
Breve história da imunologia veterinária
Desenvolveu uma cepa avirulenta do antraz
(Bacillus anthracis) – Vacina para proteger
ovinos.
Desenvolveu vacina contra raiva – medula
espinal desidratada de coelhos infectados
com vírus causador da doença.
Breve história da imunologia veterinária
Salmon e Smith provaram que a cultura inativada pelo calor de uma bactéria
denominada Salmonella choleraesuis (então denominada Bacillus suipestifer e
possível agente causador da peste suína) era capaz de proteger pombos contra
a doença provocada por esse microrganismo.
No século XX muitas vacinas foram criadas, e o
desenvolvimento da imunidade contra doenças
infecciosa de animais já era um fenômeno bem
conhecido
Bases moleculares e celulares
• 1879-1881 – Louis Pasteur: vacinas atenuadas
• 1883 – Elie Metchnikoff: teoria dos fagócitos; imunidade
celular
• 1888 – George Nuttall: anticorpos bactericidas
• 1890 – Emil von Behring: imunidade humoral
• 1900 – Karl Landsteiner: Descoberta dos antígenos para
grupo sangüíneos e respectivas aglutininas. TRANSFUSÃO
DE SANGUE.
• 1980 – VARÍOLA: 1o. agente etiológico erradicado por um
programa mundial de vacinação! (OMS)
• 1798 – varíola
• 1885 – raiva
• 1897 – peste
• 1923 – difteria
• 1927 – tuberculose
• 1927 – tétano
• 1935 – febre amarela
• 1955 – pólio injetável (VIP)
• 1962 – pólio oral (VAP)
• 1964 – sarampo
• 1970 – rubéola
• 1981 – hepatite B
Louis Pateur em seu laboratório
Introdução das vacinas mais comuns
COMPOSIÇÃOSANGUÍNEA
• Parte sólida: glóbulos vermelhos ou eritrócitos ou hemácias, glóbulos
brancos ou leucócitos e plaquetas.
• Parte líquida: plasma, que contém água, sais minerais, vitamians,
proteínas, eletrólitos, lipídios e resíduos metabólicos.
Parte líquida
Sangue no sistema circulatório, com anticoagulante natural ou fora do
sistema circulatório acrescido de anticoagulante Plasma.
Sangue fora dos sistema circulatório sem anticoagulante Soro.
Sangue total não
centrifugado e centrifugado
Hematócritoe massasanguínea
homem Mulher
Hematócrito
(%)
40-54 35-47
Volume
sanguíneo
(mL)
3600-5800 2900-4400
Volume
globular (mL)
1600-2700 1200-1800
Volume
plasmático
(mL)
2000-3100 1700-2600
Glóbulosvermelhos
Altamente especializados no transporte de hemoglobina,
que é uma proteína que se liga aos gases respiratórios
(oxigênio e dióxido de carbono).
5 tipos
Neutrófilos 70%
Basófilos 1%
Eosinófilos 4%
Monócitos 8%
Linfócitos 25%
granulócitos
agranulócitos
Neutrófilos
Participam da atividade
fagocitária
Basófilo
Participam de reações alérgicas.
Eosinófilo
São fagócitos de reações Ag-Ac, atuam
em resposta inflamatória e em infecção
parasitária.
Monócito
•Participam da atividade fagocitária.
•É a maior célula sanguínea.
•Quando estão nos tecidos são chamados
• de macrófagos.
• Linfócito
Todos os linfócitos participam da memória
imunológica, ou seja, quando entram em
contato com um Ag pela segunda vez,
produzem Ac específicos.
Divididos em 2 tipos:
Linfócito T: participam da imunidade celular.
Linfócito B: são responsãveis pela produção de anticorpos.
Células do Sistema Imune
Células do Sistema Imune
Eficácia da Vacinação Contra Algumas
Doenças Infecciosas Comuns
Doença No. Máximo
de casos
No. de casos
em 2000
Percentagem
da diferença
Difteria 206.939 (1921) 2 -99,99
Sarampo 894.134 (1941) 63 -99,99
Caxumba 152.209 (1968) 315 -99,80
Coqueluche 265.269 (1934) 6.755 -97,73
Pólio (paralítico) 21.269 (1952) 0 -100,0
Rubéola 57.686 (1969) 152 -99,84
Tétano 1.560 (1923) 26 -98,44
Haemophilus
influenzae tipo B
~20.000 (1984) 1.212 -93,14
Hepatite B 26.611 (1985) 6.646 -75,03
A resposta imune pode ser dividida em:
inata adquirida
Resposta “não-específica” Resposta específica à antígenos do
padrões de substâncias agente “agressor”
Resposta “rápida” Resposta mais lenta
Não há memória imunológica Memória imunológica
Imunidade natural X Imunidade adquirida
Imunidade natural (inata ou nativa)
• Mecanismos de defesa celulares e bioquímicos que
já existiam antes do estabelecimento da infecção.
• Responder rapidamente a infecções.
• Reagem apenas contra micro-organismos, não
contra substâncias não-infecciosas.
• Respondem essecialmente da mesma maneira a
sucessivas infecções.
Componentes do Sist. Imunológico Natural
1. Barreiras físicas e químicas (epitélio e substâncias
que combatem micro-organismos em sua
superfície)
2. Células fagocitárias (neutrófilos, monócitos e
macrófagos)
3. Proteínas do sangue (sist. Complemento e
mediadores da inflamação)
4. Citocinas: prots. que regulam e coordenam
atividades das células da imunidade natural
Sistema Complemento
“O Sistema Complemento consiste em várias proteínas
plasmáticas que são ativadas pelos micro-organismos e
promovem a destruição destes microrganismos e a
inflamação”
Imunidade Inata
“Mecanismos específicos para estruturas que são comuns a
grupos de micro-organismos semelhantes e não conseguem
distinguir diferenças discretas entre substâncias estranhas”
Características Resposta Imunológica
INATA
– Presente ao nascer
– Não-específica
– Não muda de
intensidade com a
exposição
– Não tem memória
imunológica
ADQUIRIDA
– Resposta específica
– Adquirida à partir da
exposição
– Aumenta a intensidade
com a exposição
– Memória imunológica
Imunidade adquirida (adaptativa)
• Extraordinária capacidade para distinguir diferentes
moléculas.
• Habilidade para “lembrar” e responder com mais
intensidade a exposições subseqüentes ao mesmo
microganismo.
• Capaz de reagir a grande numero de substâncias
microbianas.
• Capacidade de distinguir mesmo micro-organismos
e moléculas com grande semelhança - imunidade
específica.
• Termo: “adquirida” por experiência.
Imunidade adquirida (adaptativa)
Especificidade Diferentes antígenos induzem RI específicas
Diversidade Capacita o SI a responder a uma grande
variedade de Ags
Memória Leva a um aumento de respostas após
repetidas exposições ao mesmoAg
Expansão clonal Aumenta o número de linfóciots Ag-
específicos, para conseguir eliminar Ags
Especialização Geração de respostas ótimas para a defesa
contra diferentes tipos de micróbios
Contração e
Homeostase
Permite o SI responder a antígenos que são
novos
Não reatividade ao
próprio
Evita que o hospedeiro sofra danos na
indução da RI contra oAg
“Estimulada pela exposição a agentes infecciosos; sua
magnitude e capacidade defensiva aumentam com
exposições posteriores a um micro-organismo em
particular. Se desenvolve em resposta a infecções e se
adapta à infecção.”
Imunidade adquirida (adaptativa)
Imunidade adquirida (adaptativa)
• Composta por linfócitos e seus produtos.
• Induzidas por substâncias estranhas – antígenos.
Antígenos
• Moléculas naturais ou sintéticas, inofensivas ou nocivas (toxinas ou
outras substâncias agressivas) para o organismo;
• Isolados ou constituídos por vírus, bactérias, organismos
procarióticos ou eucarióticos que parasitam o indivíduo ou as células
animais;
• Transplantes provenientes de doadores da mesma espécie do
receptor são chamadosALOANTÍGENOS e de espécies diferentes de
HETEROANTÍGENOS;
• Eventualmente células do próprio organismo sofrem mudanças
fisiológicas ou patológicas (reações auto-imunes) e são consideradas
estranhas e são chamadas AUTOANTÍGENOS;
Arejeição ao transplante é um exemplo
típico de reação auto-imune.
Anticorpo
• Anticorpo - sintetizadas e excretadas por células plasmáticas
derivadas dos linfócitos B realizando assim a defesa do
organismo;
• Depois que o sistema imunológico entra em contato com um
antígeno (bactérias, fungos, etc.), são produzidos anticorpos
específicos contra ele;
Anticorpo
Imunidade natural: defesa inicial contra infecções. Resposta imunlógica adquirida: se
desenvolve posteriormente e consiste na ativação dos linfócitos.A cinética das resposta
natural e adquirida é uma estimativa e pode variar em diferentes infecções
A resposta imune
inata adaptativa
A resposta inicial (inata) a um determinado microrganismo permite
que haja uma adaptação da resposta imune
resposta imune adaptativa ou adquirida.
Imunidade específica
Aresposta é específica para determinado antígeno
Antígenos – substâncias que induzem resposta imune
Características da Imunidade Natural e Adquirida
Tipos de Resposta Adquirida
IMUNIDADE HUMORAL
IMUNIDADE CELULAR
Mediadas por diferentes componentes do sistema
imunológico, cuja função é eliminar os diversos tipos de
micro-organismos
Tipos de resposta Imune Adquirida
Tipos de resposta Imune Adquirida
PORTANTO
Imunidade Celular
Destruição de células com vírus ou tumorais.
Linfócitos T (TCD 8).
Linfócitos citotóxicos – natural killer .
Destruição das
células.
Natural killer atacando célula tumoral.
MEV aumentada 20.000 x
EXPOSIÇÃO
estimula
estimula
Linfócito T
citotóxico
Linfócito B
Plamócito
produz
anticorpos
Linfócito B
de memória
Linfócito T
de memória
Linfócito T
citotóxico ativo
Defesa contra patógenos extracelulares
pela ação direta dos anticorpos ou pela facilidade
a fagocitose
Defesa contra patógenos
intracelulares e células cancerosas
Linfócito T
Esposição
estimula
(Imunidade celular)
(Imunidade humoral)
Macrófago
transforma-se em
Célula apresentadora do antígeno (estimula)
transforma-se em transforma-se em
Invasão microbiana
• Bactérias
• Vírus
• Fungos
• Protozoários
O mudo está cheio de ...
Animais rico em fontes de nutrientes
Invasão microbiana
Microrganismo
Colonização em
superfícies
corpóreas
Micróbios comensais – não
tentam invadir o corpo, não
causam doença
Micróbios agressivos–
invasão dos tecidos
Controle pelo SI
Defesa comprometida
Doença
Defesa do organismo
Rede de interação de
reações bioquímicas
e celulares
Rede de vias
distintas
Interconectadas
Múltiplos
mecanismos que
trabalham juntos
Sistema
imune
Barreiras físicas
“O organismo utiliza vários
sistemas de defesa. Quando um
organismo ultrapassa a primeira
defesa, é confortado pela
segunda”
• Lesão cutânea - cicatrização
• Tratos respiratórios- autolimpeza:
tosse, espirro
Imunidade inata
• Bloqueio imediato
de microrganismos
antes de ocasionar a
doença
• Ativada quando o
patógeno ultrapassa
as barreiras
epiteliais -
eliminação
Imunidade inata
Os animais sintetizam
moléculas que podem
matar os invasores de
forma direta ou promover
sua destruição por células
de defesa. Algumas destas
moléculas
circulam o tempo todo,
enquanto a produção de
outras é induzida pela
presença de
bactérias, vírus ou lesões
teciduais.
Imunidade inata
• Rede de subsistemas que
não apresenta qualquer
tipo de memória.
• Têm preço: dor da inflamação e o
desenvolvimento da doença –
resultado da ativação da via
De plantão....
Imunidade adaptativa
• Imunidade de
memória
• Não destrói
somente o
invasor, mas
guarda memória
Imunidade adaptativa
Sistema complexo
Razão de ter grande complexidade
de microrganismos
Fora do organismo do
hospedeiro
Habitantes da célula
hospedeira
• Bactérias e fungos
• Vírus, bactérias endógenas e
protozoários
Estratégias diferentes de combate
Resposta imune humoral – anticorpos (
microrganismos exógenos)
Resposta imune celular – células
especializadas (Microrganismos endógenos)
Imunidade adaptativa
Imunidade adaptativa
Resposta imune mediada por anticorpos
• Moléculas protetoras –
proteínas “Anticorpos”
• Os anticorpos contra a toxina
tetânica não são encontrados
em cavalos normais, mas são
produzidos após a exposição à
toxina tetânica (antígeno) –
estimulo da resposta imune
Imunidade adaptativa
Resposta imune mediada por anticorpos
• Anticorpos são altamente
específicos e somente podem se
ligar aos antígenos que
estimularam a sua produção
Imunidade adaptativa
Mecanismos da imunidade adaptativa
É acionado por células capazes de
capturar e processar os antígenos,
apresentando-os às células do
sistema imune.
Bibliografia

Aula 1 - Introdução a imunologia.pdfÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇÇ

  • 1.
    Introdução à imunologia Prof. MScEmily Moura Disciplina: Imunologia veterinária
  • 2.
    Introdução Os organismos dosanimais possuem componentes necessários para manutenção da vida: calor: umidade e muitos nutrientes Atraente aos microrganismos para aproveitar esses recursos
  • 3.
    Introdução O organismo animalnão pode depender apenas de um único mecanismo de defesa Proteção eficaz- possuir diversos mecanismos Atingir diferentes tipos de espécies de microrganismos e outros, contra microrganismos específicos Complexo sistema de defesa interligados
  • 4.
    Introdução Podemos imaginar osistema imunológico como uma rede interativa, que com a presença de invasores ocasionam diversas alterações, gerando ativação de diversos mecanismos para eliminação dos invasores e aumentar a resistência a infecções
  • 5.
    Imunidade Imunitas (latim): isençãode processos civis ou penais de que senadores romanos dispunham para que pudessem exercer ações ou pensamentos livres no exercício de seu cargo. Definição clássica de imunidade: proteção contra doenças infecciosas. IMUNIDADE: conjunto de processos mediados por células e moléculas que resultam na proteção de indivíduos contra partículas estranhas (microrganismos, toxinas, etc...) sejam patogênicas ou não. RESPOSTA IMUNOLÓGICA Introdução
  • 6.
    Estudo dos mecanismosfisiológicos de defesa contra micorganismos, moléculas estranhas e células tumorais. Sistema imunológico: células e moléculas responsáveis pela imunidade Resposta Imunológica Introdução
  • 7.
    Portanto: reaç ão asubs tâncias es tra nhas Imunidade : (micror ga nismos e mac rom ol éc ulas ) indep ende ntem ent e das cons eqü ênc ias fisio ló gicas ou patoló gicas . das células e pr ot eç ão e mol éc ulas do nos so Sistema imune : cons titu ído res po ns áveis pe la im un idad e organis mo. Imunologia : es tu do da im un idad e (event os celulare s e molec ulares que oc orrem durante a res pos ta im une) Introdução
  • 8.
    “Estudo da imunidadeem sua acepção mais ampla, ou seja, dos eventos celulares e moleculares que ocorrem depois que o organismos encontra outras macromoléculas estranhas” Introdução
  • 9.
    de at ivar molécula Vírus , cap az bac tér ias , fungos , res pos ta par as itas , An tíg en o: im un ológica. células . An tic orp o: mol éc ula pr oté ica com alto gr au de es pec ificidade e af in id ad e ao antíge no. Célula s produtor as – Linf óc itos B (plas móc itos ). Imunógeno: antígeno que induz resposta imune. Nem todos os antígenos são imunógenos. Determinante antigênico/epitopo: Parte específica de um antígeno a qual o anticorpo se liga. Antígenos Anticorpo
  • 10.
    Histórico • Séc XV- chineses e turcos: tentativa de imunização por variolação • 1546 - Girolamo Fracastoro: "O contágio é uma infecção que passa de um para outro...a infecção se origina de partículas muito pequenas – imperceptíveis” • 1798 - Edward Jenner: Observou que os fazendeiros que contraíram varíola bovina ficavam protegidos da varíola humana. Inoculou então um menino de 8 anos com a varíola bovina e POR SORTE funcionou!! – 1a. vacina! Vacina: do latim vaccinus (= das vacas)
  • 11.
    Breve história daimunologia veterinária Importância da defesa do organismos contra invasão não pode se desenvolver até que a comunidade médica aceitasse o conceito de “ DOENÇAS INFECCIOSAS”
  • 12.
    Breve história daimunologia veterinária Observações durante as infecções com varíola e a peste na sociedade antiga. Alta mortalidade Indivíduos curados/ nova epidemia não adoeciam “IMUNIDADE”
  • 13.
    Breve história daimunologia veterinária Século Xll- os chineses observaram que os indivíduos que resistiram à varíola se tornaram resistentes a posteriores exposições ao vírus Infectar crianças com o vírus, inserindo crostas das feridas de indivíduos infectados em pequenos cortes feitos na pele da criança Aquelas que sobreviveram à doença ficaram protegidas pelo resto da vida A prática foi aceita naquela época devido a mortalidade infantil
  • 14.
    Breve história daimunologia veterinária Com a evolução da técnica, descobriu-se que a utilização de materiais provenientes de infecções mais brandas minimizava os riscos Mortalidade em função da inoculação (VARIOLAÇÃO) caiu para 1%) O conhecimento sobre a variolação difundiu-se para Europa no inicio do século XVlll
  • 15.
    Breve história daimunologia veterinária Europa (Século IX) - Surtos de peste Bovina Como não havia surgido medicamentos. Em 1754, utilizaram o método de inoculação – doença era mais branda que a natural.
  • 16.
    Breve história daimunologia veterinária Em 1798, Edward Jenner, um médico inglês, demonstrou que o material proveniente de lesões da varíola bovina poderia substituir o material humano utilizado na “variolação”. Como a varíola bovina não causa doença grave em seres humanos, seu uso reduziu os riscos causados pela “variolação” em níveis considerados insignificantes. A eficácia desse processo, denominado VACINAÇÃO (do latim vacca, vaca) foi tão grande, que foi utilizado na década de 1970 para erradicar a varíola no mundo.
  • 17.
    Edward Jenner 1798 1ª observação: Varíolabovina proteção Varíola humana grave 1ª Vacina
  • 18.
    Breve história daimunologia veterinária Em 1879 – Louis Pasteur Pesquisava a cólera aviária – Pasteurella multocida “Pasteur possuía a cultura desse microrganismo que acidentalmente envelheceu enquanto seu assistente estava de férias” Tentativa de infecção em galinhas com a cultura envelhecida = Não infectou
  • 19.
    Breve história daimunologia veterinária
  • 20.
    Breve história daimunologia veterinária Desenvolveu uma cepa avirulenta do antraz (Bacillus anthracis) – Vacina para proteger ovinos. Desenvolveu vacina contra raiva – medula espinal desidratada de coelhos infectados com vírus causador da doença.
  • 21.
    Breve história daimunologia veterinária Salmon e Smith provaram que a cultura inativada pelo calor de uma bactéria denominada Salmonella choleraesuis (então denominada Bacillus suipestifer e possível agente causador da peste suína) era capaz de proteger pombos contra a doença provocada por esse microrganismo. No século XX muitas vacinas foram criadas, e o desenvolvimento da imunidade contra doenças infecciosa de animais já era um fenômeno bem conhecido Bases moleculares e celulares
  • 22.
    • 1879-1881 –Louis Pasteur: vacinas atenuadas • 1883 – Elie Metchnikoff: teoria dos fagócitos; imunidade celular • 1888 – George Nuttall: anticorpos bactericidas • 1890 – Emil von Behring: imunidade humoral • 1900 – Karl Landsteiner: Descoberta dos antígenos para grupo sangüíneos e respectivas aglutininas. TRANSFUSÃO DE SANGUE. • 1980 – VARÍOLA: 1o. agente etiológico erradicado por um programa mundial de vacinação! (OMS)
  • 23.
    • 1798 –varíola • 1885 – raiva • 1897 – peste • 1923 – difteria • 1927 – tuberculose • 1927 – tétano • 1935 – febre amarela • 1955 – pólio injetável (VIP) • 1962 – pólio oral (VAP) • 1964 – sarampo • 1970 – rubéola • 1981 – hepatite B Louis Pateur em seu laboratório Introdução das vacinas mais comuns
  • 24.
    COMPOSIÇÃOSANGUÍNEA • Parte sólida:glóbulos vermelhos ou eritrócitos ou hemácias, glóbulos brancos ou leucócitos e plaquetas. • Parte líquida: plasma, que contém água, sais minerais, vitamians, proteínas, eletrólitos, lipídios e resíduos metabólicos. Parte líquida Sangue no sistema circulatório, com anticoagulante natural ou fora do sistema circulatório acrescido de anticoagulante Plasma. Sangue fora dos sistema circulatório sem anticoagulante Soro.
  • 25.
    Sangue total não centrifugadoe centrifugado Hematócritoe massasanguínea homem Mulher Hematócrito (%) 40-54 35-47 Volume sanguíneo (mL) 3600-5800 2900-4400 Volume globular (mL) 1600-2700 1200-1800 Volume plasmático (mL) 2000-3100 1700-2600
  • 26.
    Glóbulosvermelhos Altamente especializados notransporte de hemoglobina, que é uma proteína que se liga aos gases respiratórios (oxigênio e dióxido de carbono).
  • 27.
    5 tipos Neutrófilos 70% Basófilos1% Eosinófilos 4% Monócitos 8% Linfócitos 25% granulócitos agranulócitos Neutrófilos Participam da atividade fagocitária
  • 28.
    Basófilo Participam de reaçõesalérgicas. Eosinófilo São fagócitos de reações Ag-Ac, atuam em resposta inflamatória e em infecção parasitária.
  • 29.
    Monócito •Participam da atividadefagocitária. •É a maior célula sanguínea. •Quando estão nos tecidos são chamados • de macrófagos. • Linfócito Todos os linfócitos participam da memória imunológica, ou seja, quando entram em contato com um Ag pela segunda vez, produzem Ac específicos.
  • 30.
    Divididos em 2tipos: Linfócito T: participam da imunidade celular. Linfócito B: são responsãveis pela produção de anticorpos.
  • 31.
  • 33.
  • 34.
    Eficácia da VacinaçãoContra Algumas Doenças Infecciosas Comuns Doença No. Máximo de casos No. de casos em 2000 Percentagem da diferença Difteria 206.939 (1921) 2 -99,99 Sarampo 894.134 (1941) 63 -99,99 Caxumba 152.209 (1968) 315 -99,80 Coqueluche 265.269 (1934) 6.755 -97,73 Pólio (paralítico) 21.269 (1952) 0 -100,0 Rubéola 57.686 (1969) 152 -99,84 Tétano 1.560 (1923) 26 -98,44 Haemophilus influenzae tipo B ~20.000 (1984) 1.212 -93,14 Hepatite B 26.611 (1985) 6.646 -75,03
  • 35.
    A resposta imunepode ser dividida em: inata adquirida Resposta “não-específica” Resposta específica à antígenos do padrões de substâncias agente “agressor” Resposta “rápida” Resposta mais lenta Não há memória imunológica Memória imunológica
  • 36.
    Imunidade natural XImunidade adquirida Imunidade natural (inata ou nativa) • Mecanismos de defesa celulares e bioquímicos que já existiam antes do estabelecimento da infecção. • Responder rapidamente a infecções. • Reagem apenas contra micro-organismos, não contra substâncias não-infecciosas. • Respondem essecialmente da mesma maneira a sucessivas infecções.
  • 38.
    Componentes do Sist.Imunológico Natural 1. Barreiras físicas e químicas (epitélio e substâncias que combatem micro-organismos em sua superfície) 2. Células fagocitárias (neutrófilos, monócitos e macrófagos) 3. Proteínas do sangue (sist. Complemento e mediadores da inflamação) 4. Citocinas: prots. que regulam e coordenam atividades das células da imunidade natural
  • 39.
    Sistema Complemento “O SistemaComplemento consiste em várias proteínas plasmáticas que são ativadas pelos micro-organismos e promovem a destruição destes microrganismos e a inflamação” Imunidade Inata “Mecanismos específicos para estruturas que são comuns a grupos de micro-organismos semelhantes e não conseguem distinguir diferenças discretas entre substâncias estranhas”
  • 40.
    Características Resposta Imunológica INATA –Presente ao nascer – Não-específica – Não muda de intensidade com a exposição – Não tem memória imunológica ADQUIRIDA – Resposta específica – Adquirida à partir da exposição – Aumenta a intensidade com a exposição – Memória imunológica
  • 41.
    Imunidade adquirida (adaptativa) •Extraordinária capacidade para distinguir diferentes moléculas. • Habilidade para “lembrar” e responder com mais intensidade a exposições subseqüentes ao mesmo microganismo. • Capaz de reagir a grande numero de substâncias microbianas. • Capacidade de distinguir mesmo micro-organismos e moléculas com grande semelhança - imunidade específica. • Termo: “adquirida” por experiência.
  • 42.
    Imunidade adquirida (adaptativa) EspecificidadeDiferentes antígenos induzem RI específicas Diversidade Capacita o SI a responder a uma grande variedade de Ags Memória Leva a um aumento de respostas após repetidas exposições ao mesmoAg Expansão clonal Aumenta o número de linfóciots Ag- específicos, para conseguir eliminar Ags Especialização Geração de respostas ótimas para a defesa contra diferentes tipos de micróbios Contração e Homeostase Permite o SI responder a antígenos que são novos Não reatividade ao próprio Evita que o hospedeiro sofra danos na indução da RI contra oAg
  • 43.
    “Estimulada pela exposiçãoa agentes infecciosos; sua magnitude e capacidade defensiva aumentam com exposições posteriores a um micro-organismo em particular. Se desenvolve em resposta a infecções e se adapta à infecção.” Imunidade adquirida (adaptativa)
  • 44.
    Imunidade adquirida (adaptativa) •Composta por linfócitos e seus produtos. • Induzidas por substâncias estranhas – antígenos.
  • 45.
    Antígenos • Moléculas naturaisou sintéticas, inofensivas ou nocivas (toxinas ou outras substâncias agressivas) para o organismo; • Isolados ou constituídos por vírus, bactérias, organismos procarióticos ou eucarióticos que parasitam o indivíduo ou as células animais; • Transplantes provenientes de doadores da mesma espécie do receptor são chamadosALOANTÍGENOS e de espécies diferentes de HETEROANTÍGENOS; • Eventualmente células do próprio organismo sofrem mudanças fisiológicas ou patológicas (reações auto-imunes) e são consideradas estranhas e são chamadas AUTOANTÍGENOS; Arejeição ao transplante é um exemplo típico de reação auto-imune.
  • 46.
    Anticorpo • Anticorpo -sintetizadas e excretadas por células plasmáticas derivadas dos linfócitos B realizando assim a defesa do organismo; • Depois que o sistema imunológico entra em contato com um antígeno (bactérias, fungos, etc.), são produzidos anticorpos específicos contra ele;
  • 47.
  • 48.
    Imunidade natural: defesainicial contra infecções. Resposta imunlógica adquirida: se desenvolve posteriormente e consiste na ativação dos linfócitos.A cinética das resposta natural e adquirida é uma estimativa e pode variar em diferentes infecções
  • 49.
    A resposta imune inataadaptativa A resposta inicial (inata) a um determinado microrganismo permite que haja uma adaptação da resposta imune resposta imune adaptativa ou adquirida. Imunidade específica Aresposta é específica para determinado antígeno Antígenos – substâncias que induzem resposta imune
  • 50.
    Características da ImunidadeNatural e Adquirida
  • 51.
    Tipos de RespostaAdquirida IMUNIDADE HUMORAL IMUNIDADE CELULAR Mediadas por diferentes componentes do sistema imunológico, cuja função é eliminar os diversos tipos de micro-organismos
  • 52.
    Tipos de respostaImune Adquirida
  • 53.
    Tipos de respostaImune Adquirida
  • 54.
  • 56.
    Imunidade Celular Destruição decélulas com vírus ou tumorais. Linfócitos T (TCD 8). Linfócitos citotóxicos – natural killer . Destruição das células. Natural killer atacando célula tumoral. MEV aumentada 20.000 x
  • 57.
    EXPOSIÇÃO estimula estimula Linfócito T citotóxico Linfócito B Plamócito produz anticorpos LinfócitoB de memória Linfócito T de memória Linfócito T citotóxico ativo Defesa contra patógenos extracelulares pela ação direta dos anticorpos ou pela facilidade a fagocitose Defesa contra patógenos intracelulares e células cancerosas Linfócito T Esposição estimula (Imunidade celular) (Imunidade humoral) Macrófago transforma-se em Célula apresentadora do antígeno (estimula) transforma-se em transforma-se em
  • 58.
    Invasão microbiana • Bactérias •Vírus • Fungos • Protozoários O mudo está cheio de ... Animais rico em fontes de nutrientes
  • 59.
    Invasão microbiana Microrganismo Colonização em superfícies corpóreas Micróbioscomensais – não tentam invadir o corpo, não causam doença Micróbios agressivos– invasão dos tecidos Controle pelo SI Defesa comprometida Doença
  • 60.
    Defesa do organismo Redede interação de reações bioquímicas e celulares Rede de vias distintas Interconectadas Múltiplos mecanismos que trabalham juntos Sistema imune
  • 61.
    Barreiras físicas “O organismoutiliza vários sistemas de defesa. Quando um organismo ultrapassa a primeira defesa, é confortado pela segunda” • Lesão cutânea - cicatrização • Tratos respiratórios- autolimpeza: tosse, espirro
  • 62.
    Imunidade inata • Bloqueioimediato de microrganismos antes de ocasionar a doença • Ativada quando o patógeno ultrapassa as barreiras epiteliais - eliminação
  • 63.
    Imunidade inata Os animaissintetizam moléculas que podem matar os invasores de forma direta ou promover sua destruição por células de defesa. Algumas destas moléculas circulam o tempo todo, enquanto a produção de outras é induzida pela presença de bactérias, vírus ou lesões teciduais.
  • 64.
    Imunidade inata • Redede subsistemas que não apresenta qualquer tipo de memória. • Têm preço: dor da inflamação e o desenvolvimento da doença – resultado da ativação da via De plantão....
  • 65.
    Imunidade adaptativa • Imunidadede memória • Não destrói somente o invasor, mas guarda memória
  • 66.
    Imunidade adaptativa Sistema complexo Razãode ter grande complexidade de microrganismos Fora do organismo do hospedeiro Habitantes da célula hospedeira • Bactérias e fungos • Vírus, bactérias endógenas e protozoários Estratégias diferentes de combate Resposta imune humoral – anticorpos ( microrganismos exógenos) Resposta imune celular – células especializadas (Microrganismos endógenos)
  • 67.
  • 68.
    Imunidade adaptativa Resposta imunemediada por anticorpos • Moléculas protetoras – proteínas “Anticorpos” • Os anticorpos contra a toxina tetânica não são encontrados em cavalos normais, mas são produzidos após a exposição à toxina tetânica (antígeno) – estimulo da resposta imune
  • 69.
    Imunidade adaptativa Resposta imunemediada por anticorpos • Anticorpos são altamente específicos e somente podem se ligar aos antígenos que estimularam a sua produção
  • 70.
    Imunidade adaptativa Mecanismos daimunidade adaptativa É acionado por células capazes de capturar e processar os antígenos, apresentando-os às células do sistema imune.
  • 71.