Introdução
Os organismos dosanimais possuem
componentes necessários para
manutenção da vida: calor: umidade e
muitos nutrientes
Atraente aos microrganismos para
aproveitar esses recursos
3.
Introdução
O organismo animalnão pode depender apenas
de um único mecanismo de defesa
Proteção eficaz- possuir
diversos mecanismos
Atingir diferentes tipos de
espécies de microrganismos e
outros, contra microrganismos
específicos
Complexo
sistema de
defesa
interligados
4.
Introdução
Podemos imaginar osistema
imunológico como uma rede
interativa, que com a presença de
invasores ocasionam diversas
alterações, gerando ativação de
diversos mecanismos para
eliminação dos invasores e
aumentar a resistência a infecções
5.
Imunidade
Imunitas (latim): isençãode processos civis ou penais de que
senadores romanos dispunham para que pudessem exercer ações
ou pensamentos livres no exercício de seu cargo.
Definição clássica de imunidade: proteção contra doenças
infecciosas.
IMUNIDADE: conjunto de processos mediados por células e moléculas
que resultam na proteção de indivíduos contra partículas estranhas
(microrganismos, toxinas, etc...) sejam patogênicas ou não.
RESPOSTA IMUNOLÓGICA
Introdução
6.
Estudo dos mecanismosfisiológicos de defesa contra micorganismos,
moléculas estranhas e células tumorais.
Sistema imunológico:
células e moléculas
responsáveis pela imunidade
Resposta Imunológica
Introdução
7.
Portanto:
reaç ão asubs tâncias es tra nhas
Imunidade :
(micror ga nismos e mac rom ol éc ulas ) indep ende ntem ent e
das cons eqü ênc ias fisio ló gicas ou patoló gicas .
das células
e pr ot eç ão
e mol éc ulas
do nos so
Sistema imune : cons titu ído
res po ns áveis pe la im un idad e
organis mo.
Imunologia : es tu do da im un idad e (event os celulare s e
molec ulares que oc orrem durante a res pos ta im une)
Introdução
8.
“Estudo da imunidadeem sua acepção
mais ampla, ou seja, dos eventos
celulares e moleculares que ocorrem
depois que o organismos encontra
outras macromoléculas estranhas”
Introdução
9.
de at ivar
molécula
Vírus ,
cap az
bac tér ias , fungos ,
res pos ta
par as itas ,
An tíg en o:
im un ológica.
células .
An tic orp o: mol éc ula pr oté ica com alto gr au de
es pec ificidade e af in id ad e ao antíge no.
Célula s produtor as – Linf óc itos B (plas móc itos ).
Imunógeno: antígeno que induz resposta imune. Nem todos os
antígenos são imunógenos.
Determinante antigênico/epitopo: Parte específica de um
antígeno a qual o anticorpo se liga.
Antígenos
Anticorpo
10.
Histórico
• Séc XV- chineses e turcos: tentativa de imunização por
variolação
• 1546 - Girolamo Fracastoro: "O contágio é uma infecção que
passa de um para outro...a infecção se origina de partículas
muito pequenas – imperceptíveis”
• 1798 - Edward Jenner: Observou que os fazendeiros que
contraíram varíola bovina ficavam protegidos da varíola humana.
Inoculou então um menino de 8 anos com a varíola bovina e
POR SORTE funcionou!! – 1a. vacina!
Vacina: do latim vaccinus (= das vacas)
11.
Breve história daimunologia veterinária
Importância da defesa do organismos
contra invasão não pode se
desenvolver até que a comunidade
médica aceitasse o conceito de
“ DOENÇAS INFECCIOSAS”
12.
Breve história daimunologia veterinária
Observações durante as
infecções com varíola e a peste
na sociedade antiga.
Alta mortalidade
Indivíduos curados/ nova
epidemia não adoeciam
“IMUNIDADE”
13.
Breve história daimunologia veterinária
Século Xll- os chineses
observaram que os indivíduos
que resistiram à varíola se
tornaram resistentes a
posteriores exposições ao vírus
Infectar crianças com o vírus,
inserindo crostas das feridas de
indivíduos infectados em
pequenos cortes feitos na pele
da criança
Aquelas que sobreviveram à
doença ficaram protegidas pelo
resto da vida
A prática foi aceita naquela
época devido a mortalidade
infantil
14.
Breve história daimunologia veterinária
Com a evolução da técnica,
descobriu-se que a utilização de
materiais provenientes de
infecções mais brandas
minimizava os riscos
Mortalidade em função da
inoculação (VARIOLAÇÃO) caiu
para 1%)
O conhecimento sobre a
variolação difundiu-se para
Europa no inicio do século XVlll
15.
Breve história daimunologia veterinária
Europa (Século IX) - Surtos de
peste Bovina
Como não havia surgido
medicamentos. Em 1754, utilizaram o
método de inoculação – doença era
mais branda que a natural.
16.
Breve história daimunologia veterinária
Em 1798, Edward Jenner, um médico inglês,
demonstrou que o material proveniente de
lesões da varíola bovina poderia substituir o
material humano utilizado na “variolação”.
Como a varíola bovina não causa doença
grave em seres humanos, seu uso reduziu os
riscos causados pela “variolação” em níveis
considerados insignificantes.
A eficácia desse processo, denominado
VACINAÇÃO (do latim vacca, vaca) foi tão
grande, que foi utilizado na década de 1970
para erradicar a varíola no mundo.
Breve história daimunologia veterinária
Em 1879 – Louis Pasteur
Pesquisava a cólera aviária – Pasteurella multocida
“Pasteur possuía a cultura desse microrganismo
que acidentalmente envelheceu enquanto seu
assistente estava de férias”
Tentativa de infecção em galinhas com a cultura
envelhecida = Não infectou
Breve história daimunologia veterinária
Desenvolveu uma cepa avirulenta do antraz
(Bacillus anthracis) – Vacina para proteger
ovinos.
Desenvolveu vacina contra raiva – medula
espinal desidratada de coelhos infectados
com vírus causador da doença.
21.
Breve história daimunologia veterinária
Salmon e Smith provaram que a cultura inativada pelo calor de uma bactéria
denominada Salmonella choleraesuis (então denominada Bacillus suipestifer e
possível agente causador da peste suína) era capaz de proteger pombos contra
a doença provocada por esse microrganismo.
No século XX muitas vacinas foram criadas, e o
desenvolvimento da imunidade contra doenças
infecciosa de animais já era um fenômeno bem
conhecido
Bases moleculares e celulares
22.
• 1879-1881 –Louis Pasteur: vacinas atenuadas
• 1883 – Elie Metchnikoff: teoria dos fagócitos; imunidade
celular
• 1888 – George Nuttall: anticorpos bactericidas
• 1890 – Emil von Behring: imunidade humoral
• 1900 – Karl Landsteiner: Descoberta dos antígenos para
grupo sangüíneos e respectivas aglutininas. TRANSFUSÃO
DE SANGUE.
• 1980 – VARÍOLA: 1o. agente etiológico erradicado por um
programa mundial de vacinação! (OMS)
23.
• 1798 –varíola
• 1885 – raiva
• 1897 – peste
• 1923 – difteria
• 1927 – tuberculose
• 1927 – tétano
• 1935 – febre amarela
• 1955 – pólio injetável (VIP)
• 1962 – pólio oral (VAP)
• 1964 – sarampo
• 1970 – rubéola
• 1981 – hepatite B
Louis Pateur em seu laboratório
Introdução das vacinas mais comuns
24.
COMPOSIÇÃOSANGUÍNEA
• Parte sólida:glóbulos vermelhos ou eritrócitos ou hemácias, glóbulos
brancos ou leucócitos e plaquetas.
• Parte líquida: plasma, que contém água, sais minerais, vitamians,
proteínas, eletrólitos, lipídios e resíduos metabólicos.
Parte líquida
Sangue no sistema circulatório, com anticoagulante natural ou fora do
sistema circulatório acrescido de anticoagulante Plasma.
Sangue fora dos sistema circulatório sem anticoagulante Soro.
Basófilo
Participam de reaçõesalérgicas.
Eosinófilo
São fagócitos de reações Ag-Ac, atuam
em resposta inflamatória e em infecção
parasitária.
29.
Monócito
•Participam da atividadefagocitária.
•É a maior célula sanguínea.
•Quando estão nos tecidos são chamados
• de macrófagos.
• Linfócito
Todos os linfócitos participam da memória
imunológica, ou seja, quando entram em
contato com um Ag pela segunda vez,
produzem Ac específicos.
30.
Divididos em 2tipos:
Linfócito T: participam da imunidade celular.
Linfócito B: são responsãveis pela produção de anticorpos.
Eficácia da VacinaçãoContra Algumas
Doenças Infecciosas Comuns
Doença No. Máximo
de casos
No. de casos
em 2000
Percentagem
da diferença
Difteria 206.939 (1921) 2 -99,99
Sarampo 894.134 (1941) 63 -99,99
Caxumba 152.209 (1968) 315 -99,80
Coqueluche 265.269 (1934) 6.755 -97,73
Pólio (paralítico) 21.269 (1952) 0 -100,0
Rubéola 57.686 (1969) 152 -99,84
Tétano 1.560 (1923) 26 -98,44
Haemophilus
influenzae tipo B
~20.000 (1984) 1.212 -93,14
Hepatite B 26.611 (1985) 6.646 -75,03
35.
A resposta imunepode ser dividida em:
inata adquirida
Resposta “não-específica” Resposta específica à antígenos do
padrões de substâncias agente “agressor”
Resposta “rápida” Resposta mais lenta
Não há memória imunológica Memória imunológica
36.
Imunidade natural XImunidade adquirida
Imunidade natural (inata ou nativa)
• Mecanismos de defesa celulares e bioquímicos que
já existiam antes do estabelecimento da infecção.
• Responder rapidamente a infecções.
• Reagem apenas contra micro-organismos, não
contra substâncias não-infecciosas.
• Respondem essecialmente da mesma maneira a
sucessivas infecções.
38.
Componentes do Sist.Imunológico Natural
1. Barreiras físicas e químicas (epitélio e substâncias
que combatem micro-organismos em sua
superfície)
2. Células fagocitárias (neutrófilos, monócitos e
macrófagos)
3. Proteínas do sangue (sist. Complemento e
mediadores da inflamação)
4. Citocinas: prots. que regulam e coordenam
atividades das células da imunidade natural
39.
Sistema Complemento
“O SistemaComplemento consiste em várias proteínas
plasmáticas que são ativadas pelos micro-organismos e
promovem a destruição destes microrganismos e a
inflamação”
Imunidade Inata
“Mecanismos específicos para estruturas que são comuns a
grupos de micro-organismos semelhantes e não conseguem
distinguir diferenças discretas entre substâncias estranhas”
40.
Características Resposta Imunológica
INATA
–Presente ao nascer
– Não-específica
– Não muda de
intensidade com a
exposição
– Não tem memória
imunológica
ADQUIRIDA
– Resposta específica
– Adquirida à partir da
exposição
– Aumenta a intensidade
com a exposição
– Memória imunológica
41.
Imunidade adquirida (adaptativa)
•Extraordinária capacidade para distinguir diferentes
moléculas.
• Habilidade para “lembrar” e responder com mais
intensidade a exposições subseqüentes ao mesmo
microganismo.
• Capaz de reagir a grande numero de substâncias
microbianas.
• Capacidade de distinguir mesmo micro-organismos
e moléculas com grande semelhança - imunidade
específica.
• Termo: “adquirida” por experiência.
42.
Imunidade adquirida (adaptativa)
EspecificidadeDiferentes antígenos induzem RI específicas
Diversidade Capacita o SI a responder a uma grande
variedade de Ags
Memória Leva a um aumento de respostas após
repetidas exposições ao mesmoAg
Expansão clonal Aumenta o número de linfóciots Ag-
específicos, para conseguir eliminar Ags
Especialização Geração de respostas ótimas para a defesa
contra diferentes tipos de micróbios
Contração e
Homeostase
Permite o SI responder a antígenos que são
novos
Não reatividade ao
próprio
Evita que o hospedeiro sofra danos na
indução da RI contra oAg
43.
“Estimulada pela exposiçãoa agentes infecciosos; sua
magnitude e capacidade defensiva aumentam com
exposições posteriores a um micro-organismo em
particular. Se desenvolve em resposta a infecções e se
adapta à infecção.”
Imunidade adquirida (adaptativa)
Antígenos
• Moléculas naturaisou sintéticas, inofensivas ou nocivas (toxinas ou
outras substâncias agressivas) para o organismo;
• Isolados ou constituídos por vírus, bactérias, organismos
procarióticos ou eucarióticos que parasitam o indivíduo ou as células
animais;
• Transplantes provenientes de doadores da mesma espécie do
receptor são chamadosALOANTÍGENOS e de espécies diferentes de
HETEROANTÍGENOS;
• Eventualmente células do próprio organismo sofrem mudanças
fisiológicas ou patológicas (reações auto-imunes) e são consideradas
estranhas e são chamadas AUTOANTÍGENOS;
Arejeição ao transplante é um exemplo
típico de reação auto-imune.
46.
Anticorpo
• Anticorpo -sintetizadas e excretadas por células plasmáticas
derivadas dos linfócitos B realizando assim a defesa do
organismo;
• Depois que o sistema imunológico entra em contato com um
antígeno (bactérias, fungos, etc.), são produzidos anticorpos
específicos contra ele;
Imunidade natural: defesainicial contra infecções. Resposta imunlógica adquirida: se
desenvolve posteriormente e consiste na ativação dos linfócitos.A cinética das resposta
natural e adquirida é uma estimativa e pode variar em diferentes infecções
49.
A resposta imune
inataadaptativa
A resposta inicial (inata) a um determinado microrganismo permite
que haja uma adaptação da resposta imune
resposta imune adaptativa ou adquirida.
Imunidade específica
Aresposta é específica para determinado antígeno
Antígenos – substâncias que induzem resposta imune
Tipos de RespostaAdquirida
IMUNIDADE HUMORAL
IMUNIDADE CELULAR
Mediadas por diferentes componentes do sistema
imunológico, cuja função é eliminar os diversos tipos de
micro-organismos
Imunidade Celular
Destruição decélulas com vírus ou tumorais.
Linfócitos T (TCD 8).
Linfócitos citotóxicos – natural killer .
Destruição das
células.
Natural killer atacando célula tumoral.
MEV aumentada 20.000 x
57.
EXPOSIÇÃO
estimula
estimula
Linfócito T
citotóxico
Linfócito B
Plamócito
produz
anticorpos
LinfócitoB
de memória
Linfócito T
de memória
Linfócito T
citotóxico ativo
Defesa contra patógenos extracelulares
pela ação direta dos anticorpos ou pela facilidade
a fagocitose
Defesa contra patógenos
intracelulares e células cancerosas
Linfócito T
Esposição
estimula
(Imunidade celular)
(Imunidade humoral)
Macrófago
transforma-se em
Célula apresentadora do antígeno (estimula)
transforma-se em transforma-se em
Defesa do organismo
Redede interação de
reações bioquímicas
e celulares
Rede de vias
distintas
Interconectadas
Múltiplos
mecanismos que
trabalham juntos
Sistema
imune
61.
Barreiras físicas
“O organismoutiliza vários
sistemas de defesa. Quando um
organismo ultrapassa a primeira
defesa, é confortado pela
segunda”
• Lesão cutânea - cicatrização
• Tratos respiratórios- autolimpeza:
tosse, espirro
62.
Imunidade inata
• Bloqueioimediato
de microrganismos
antes de ocasionar a
doença
• Ativada quando o
patógeno ultrapassa
as barreiras
epiteliais -
eliminação
63.
Imunidade inata
Os animaissintetizam
moléculas que podem
matar os invasores de
forma direta ou promover
sua destruição por células
de defesa. Algumas destas
moléculas
circulam o tempo todo,
enquanto a produção de
outras é induzida pela
presença de
bactérias, vírus ou lesões
teciduais.
64.
Imunidade inata
• Redede subsistemas que
não apresenta qualquer
tipo de memória.
• Têm preço: dor da inflamação e o
desenvolvimento da doença –
resultado da ativação da via
De plantão....
Imunidade adaptativa
Sistema complexo
Razãode ter grande complexidade
de microrganismos
Fora do organismo do
hospedeiro
Habitantes da célula
hospedeira
• Bactérias e fungos
• Vírus, bactérias endógenas e
protozoários
Estratégias diferentes de combate
Resposta imune humoral – anticorpos (
microrganismos exógenos)
Resposta imune celular – células
especializadas (Microrganismos endógenos)
Imunidade adaptativa
Resposta imunemediada por anticorpos
• Moléculas protetoras –
proteínas “Anticorpos”
• Os anticorpos contra a toxina
tetânica não são encontrados
em cavalos normais, mas são
produzidos após a exposição à
toxina tetânica (antígeno) –
estimulo da resposta imune
69.
Imunidade adaptativa
Resposta imunemediada por anticorpos
• Anticorpos são altamente
específicos e somente podem se
ligar aos antígenos que
estimularam a sua produção
70.
Imunidade adaptativa
Mecanismos daimunidade adaptativa
É acionado por células capazes de
capturar e processar os antígenos,
apresentando-os às células do
sistema imune.