SlideShare uma empresa Scribd logo
Utilizando de forma responsável
as novas tecnologias de imagem
na Odontologia
Autores
Nos últimos 10 anos, a Radiologia
Odontológica possibilitou aos profissionais
diversos recursos por meio de sua
evolução. A especialidade tem como ob-
jetivo auxiliar o estabelecimento do diag-
nóstico, colaborar no plano de tratamento,
orientar e acompanhar qualquer manobra
terapêutica. Com o desenvolvimento da
tecnologia da informação aprimoram-se di-
versos métodos de imagem, os quais pos-
suem vantagens substanciais sobre os
métodos convencionais. Vale lembrar que
a radiografia sempre será um exame com-
plementar, independente da técnica apli-
cada nenhuma imagem será conclusiva
no diagnóstico, ela será sempre sugestiva.
Dentre estes novos métodos a tecno-
logia da radiografia digital (RD) e a To-
mografia Computadorizada de Feixe
Cônico (TCFC) ou cone beam represen-
tam um grande avanço na especialidade
potencializando o papel da imagem no
processo de diagnóstico com recursos in-
disponíveis em técnicas convencionais.
Dentre os benefícios, destacam-se a
significativa redução da dose de radiação
bem como a eliminação do processamen-
to químico reduzindo o dano biológico e o
impacto no meio ambiente respectivamente.
Atualmente, observamos diariamente
em notícias de jornais e revistas leigas,
alertas cada vez mais constantes, sobre a
utilização imprudente de radiação ioni-
zante nas mais diversas áreas da saúde.
Em virtude destes fatos, a união
europeia criou um projeto denominado
SEDENTEXCT com o objetivo de
aumentar a segurança e eficiência no uso
da TCFC bem como no campo da
radiologia odontológica. As diretrizes
podem ser encontradas no seguinte
website: http://www.sedentexct.eu. Vale
ressaltar que embora essas diretrizes
estejam em vigência apenas em países da
união europeia, é recomendável aos
profissionais especialistas em
Imaginologia e de todas as especialidades
odontológicas que consultem e apliquem
o conhecimento dessas novas normas.
De qualquer forma cabe ao profissional
selecionar a técnica mais adequada e a
Dr. Eduardo Felippe Duailibi Neto
Dr. Michel LipiecDr. Jorge Hayek
Dr. Israel Chilvarquer
Mestre e Doutorando pela Faculdade de Odontologia
da USP
Professor Associado de Radiologia da FOUSP.
Professor Responsável pelo Curso de
Especialização em Radiologia da EAP/ APCD -
Jardim Paulista.
Especialista, Mestre e Doutor pela Faculdade de
Odontologia da USP. Professor do Curso de
Especialização em Radiologia e Imaginologia da
EAP/APCD - Jardim Paulista
Especialista em Imaginologia e Radiologia pela
FOB-USP. Professor do Curso de Especialização em
Radiologia e Imaginologia da EAP/APCD - Jardim
Paulista
Referências
SEDENTEXCT http://www.sedentexct.eu
Ludlow JB, Ivanovic M. Comparative dosimetry of dental CBCT devices and 64-slice CT for oral and maxillofacial radiology. Oral Surg Oral
Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2008;106:106-14
 
Pauwels R, Beinsberger J, Collaert B, Theodorakou C, Rogers J, Walker A, Cockmartin L, Bosmans H, Jacobs R, Bogaerts R, Horner K;
SEDENTEXCT Project Consortium. Effective dose range for dental cone beam computed tomography scanners.Eur J Radiol. 2012 Feb;
81(2):267-71
Okano T, Harata Y, Sugihara Y, Sakaino R, Tsuchida R, Iwai K, Seki K, Araki K. Absorbed and effective doses from cone beam volumetric
imaging for implant planning.Dentomaxillofac Radiol. 2009 Feb;38(2):79-85
 
utilização de aventais plumbíferos e pro-
tetores de Tireóide a fim de reduzir ao
mínimo a absorção de radiação do nosso
paciente. O primeiro princípio para a indi-
cação consiste em analisar o indivíduo de
forma única de tal forma que os benefícios
do exame superem os riscos deletérios da
exposição aos raios-X. O segundo
princípio consiste em solicitar o exame de
forma clara, elucidando sempre o motivo
do exame, bem como informações clíni-
cas que possam auxiliar o radiologista. Já
o terceiro princípio consiste em nunca uti-
lizar a TCFC como exame de rotina, sua in-
dicação sempre deve estar respaldada em
uma indicação clínica de modo que possa
auxiliar no tratamento do paciente.
A tabela 1 indica o risco de dano bi-
ológico em relação a faixas etárias. A
tabela 2 indica os valores médios da dose
de radiação emitida de acordo com a técnica.
Tabela 1
Tabela 2
Modernamente, possuímos aparelhos
que realizam exposições de Pequeno,
Médio e Grande Volume. Esta propriedade
limita a área de observação do exame
tomográfico, como consequência tem-se
a redução da dose de radiação absorvida
pelo paciente e um aumento da resolução
espacial do exame.
A figura representa um exame de campo de visão em A
pequeno Volume, Em B e C médio Volume e em D o
grande Volume. Note a diferença de área exposta aos
órgãos críticos, no grande Volume em comparação a um
exame de campo de visão pequeno Volume.
Em conclusão temos que estar
prontos para realizar o uso destas novas
tecnologias de forma racional e
responsável. Os especialistas sabem que
as técnicas de imagem comumente
utilizadas na Odontologia, genericamente,
possuem doses extremamente pequenas
de radiação. Mesmo assim, hoje
dispomos de tecnologia para
minimizarmos ainda mais os possíveis
danos oriundos das radiações ionizantes
na rotina odontológica. O uso cada vez
maior das Técnicas Digitais com
colimadores automáticos geram campos
de visão cada vez mais limitados à área de
interesse, diminuindo a exposição
desnecessária ao nosso paciente.

Mais conteúdo relacionado

Semelhante a Artigo - Novas Tecnologias de Imagem na Odontologia

Rp Bs Ind Ex
Rp Bs Ind ExRp Bs Ind Ex
Rp Bs Ind Ex
Vania Fontanella
 
Radiologia (1).pptx
Radiologia (1).pptxRadiologia (1).pptx
Radiologia (1).pptx
LucasCorra65
 
Proteção radiologica ebook final
Proteção radiologica ebook finalProteção radiologica ebook final
Proteção radiologica ebook final
PABLOPLINIOMOSQUEIRO
 
Aula 05 proteção e higiene das radiações
Aula 05 proteção e higiene das radiaçõesAula 05 proteção e higiene das radiações
Aula 05 proteção e higiene das radiações
Nathanael Melchisedeck Brancaglione
 
Fatana 2012
Fatana 2012Fatana 2012
Fatana 2012
Kleibert Maciel
 
Prevencao.de.reacoes.adversas
Prevencao.de.reacoes.adversasPrevencao.de.reacoes.adversas
Prevencao.de.reacoes.adversas
Tércio Câmara Cordeiro
 
ECOTIN.pdf
ECOTIN.pdfECOTIN.pdf
ECOTIN.pdf
ssusere4a4eb1
 
Radiografia panorâmica
Radiografia panorâmicaRadiografia panorâmica
Radiografia panorâmica
Waldenei Dias
 
Progrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJ
Progrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJProgrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJ
Progrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJ
Alex Eduardo Ribeiro
 
EVOLUÇÃO E UTILIZAÇÃO DA RADIOSCOPIA NA RADIOLOGIA INDUSTRIAL
EVOLUÇÃO E UTILIZAÇÃO DA RADIOSCOPIA NA RADIOLOGIA INDUSTRIALEVOLUÇÃO E UTILIZAÇÃO DA RADIOSCOPIA NA RADIOLOGIA INDUSTRIAL
EVOLUÇÃO E UTILIZAÇÃO DA RADIOSCOPIA NA RADIOLOGIA INDUSTRIAL
Iago Brito
 
Técnica radiológica médica básica e avançada - luiz fernando boisson- 2007
Técnica radiológica médica   básica e avançada - luiz fernando boisson- 2007Técnica radiológica médica   básica e avançada - luiz fernando boisson- 2007
Técnica radiológica médica básica e avançada - luiz fernando boisson- 2007
cezarlima35
 
Palavras chave radiologia-intervencionista_dosimet
Palavras chave radiologia-intervencionista_dosimetPalavras chave radiologia-intervencionista_dosimet
Palavras chave radiologia-intervencionista_dosimet
PABLOPLINIOMOSQUEIRO
 
INTRODUÇÃO - TÉCNICAS DE DIAGNÓSTICO POR MIMAGEM I E II - .pdf
INTRODUÇÃO - TÉCNICAS  DE DIAGNÓSTICO POR MIMAGEM I E II - .pdfINTRODUÇÃO - TÉCNICAS  DE DIAGNÓSTICO POR MIMAGEM I E II - .pdf
INTRODUÇÃO - TÉCNICAS DE DIAGNÓSTICO POR MIMAGEM I E II - .pdf
MeryslandeMoreira1
 
Utilização de ferramentas de proteção radiologica
Utilização de ferramentas de proteção radiologicaUtilização de ferramentas de proteção radiologica
Utilização de ferramentas de proteção radiologica
Guillermo Alberto López
 
Happy: Prevenção de Cancro Mediada por Dispositivos Móveis
Happy: Prevenção de Cancro Mediada por Dispositivos MóveisHappy: Prevenção de Cancro Mediada por Dispositivos Móveis
Happy: Prevenção de Cancro Mediada por Dispositivos Móveis
Nuno Ribeiro
 
Aula10.pdf
Aula10.pdfAula10.pdf
Aula10.pdf
ssuser28b484
 
Riscos ocupacionaisradiologicos
Riscos ocupacionaisradiologicosRiscos ocupacionaisradiologicos
Riscos ocupacionaisradiologicos
Diogenes Guilherme
 
Artigo bioterra v17_n2_06
Artigo bioterra v17_n2_06Artigo bioterra v17_n2_06
Artigo bioterra v17_n2_06
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
TCC Eryka Gonçalves versao final ENVIADO PELA CRÍSSIA.docx
TCC Eryka Gonçalves versao final ENVIADO PELA CRÍSSIA.docxTCC Eryka Gonçalves versao final ENVIADO PELA CRÍSSIA.docx
TCC Eryka Gonçalves versao final ENVIADO PELA CRÍSSIA.docx
Eryka Gonçalves
 
Trabalho daniela ok
Trabalho daniela okTrabalho daniela ok
Trabalho daniela ok
Bruna Almeida
 

Semelhante a Artigo - Novas Tecnologias de Imagem na Odontologia (20)

Rp Bs Ind Ex
Rp Bs Ind ExRp Bs Ind Ex
Rp Bs Ind Ex
 
Radiologia (1).pptx
Radiologia (1).pptxRadiologia (1).pptx
Radiologia (1).pptx
 
Proteção radiologica ebook final
Proteção radiologica ebook finalProteção radiologica ebook final
Proteção radiologica ebook final
 
Aula 05 proteção e higiene das radiações
Aula 05 proteção e higiene das radiaçõesAula 05 proteção e higiene das radiações
Aula 05 proteção e higiene das radiações
 
Fatana 2012
Fatana 2012Fatana 2012
Fatana 2012
 
Prevencao.de.reacoes.adversas
Prevencao.de.reacoes.adversasPrevencao.de.reacoes.adversas
Prevencao.de.reacoes.adversas
 
ECOTIN.pdf
ECOTIN.pdfECOTIN.pdf
ECOTIN.pdf
 
Radiografia panorâmica
Radiografia panorâmicaRadiografia panorâmica
Radiografia panorâmica
 
Progrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJ
Progrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJProgrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJ
Progrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJ
 
EVOLUÇÃO E UTILIZAÇÃO DA RADIOSCOPIA NA RADIOLOGIA INDUSTRIAL
EVOLUÇÃO E UTILIZAÇÃO DA RADIOSCOPIA NA RADIOLOGIA INDUSTRIALEVOLUÇÃO E UTILIZAÇÃO DA RADIOSCOPIA NA RADIOLOGIA INDUSTRIAL
EVOLUÇÃO E UTILIZAÇÃO DA RADIOSCOPIA NA RADIOLOGIA INDUSTRIAL
 
Técnica radiológica médica básica e avançada - luiz fernando boisson- 2007
Técnica radiológica médica   básica e avançada - luiz fernando boisson- 2007Técnica radiológica médica   básica e avançada - luiz fernando boisson- 2007
Técnica radiológica médica básica e avançada - luiz fernando boisson- 2007
 
Palavras chave radiologia-intervencionista_dosimet
Palavras chave radiologia-intervencionista_dosimetPalavras chave radiologia-intervencionista_dosimet
Palavras chave radiologia-intervencionista_dosimet
 
INTRODUÇÃO - TÉCNICAS DE DIAGNÓSTICO POR MIMAGEM I E II - .pdf
INTRODUÇÃO - TÉCNICAS  DE DIAGNÓSTICO POR MIMAGEM I E II - .pdfINTRODUÇÃO - TÉCNICAS  DE DIAGNÓSTICO POR MIMAGEM I E II - .pdf
INTRODUÇÃO - TÉCNICAS DE DIAGNÓSTICO POR MIMAGEM I E II - .pdf
 
Utilização de ferramentas de proteção radiologica
Utilização de ferramentas de proteção radiologicaUtilização de ferramentas de proteção radiologica
Utilização de ferramentas de proteção radiologica
 
Happy: Prevenção de Cancro Mediada por Dispositivos Móveis
Happy: Prevenção de Cancro Mediada por Dispositivos MóveisHappy: Prevenção de Cancro Mediada por Dispositivos Móveis
Happy: Prevenção de Cancro Mediada por Dispositivos Móveis
 
Aula10.pdf
Aula10.pdfAula10.pdf
Aula10.pdf
 
Riscos ocupacionaisradiologicos
Riscos ocupacionaisradiologicosRiscos ocupacionaisradiologicos
Riscos ocupacionaisradiologicos
 
Artigo bioterra v17_n2_06
Artigo bioterra v17_n2_06Artigo bioterra v17_n2_06
Artigo bioterra v17_n2_06
 
TCC Eryka Gonçalves versao final ENVIADO PELA CRÍSSIA.docx
TCC Eryka Gonçalves versao final ENVIADO PELA CRÍSSIA.docxTCC Eryka Gonçalves versao final ENVIADO PELA CRÍSSIA.docx
TCC Eryka Gonçalves versao final ENVIADO PELA CRÍSSIA.docx
 
Trabalho daniela ok
Trabalho daniela okTrabalho daniela ok
Trabalho daniela ok
 

Último

9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
KauFelipo
 
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARMElectrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
dantemalca
 
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RXPosicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
paathizinhya
 
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdfNR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
guilhermefontenele8
 
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das MãosTREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
Anderson1783
 
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdfRelação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
maripinkmarianne
 
mini curso de suturas para enfermeiros 2024
mini curso de suturas para enfermeiros 2024mini curso de suturas para enfermeiros 2024
mini curso de suturas para enfermeiros 2024
OttomGonalvesDaSilva
 
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdfCirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
BrunaNeves80
 
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptxMini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
GleenseCartonilho
 

Último (9)

9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
 
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARMElectrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
 
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RXPosicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
 
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdfNR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
 
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das MãosTREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
 
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdfRelação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
 
mini curso de suturas para enfermeiros 2024
mini curso de suturas para enfermeiros 2024mini curso de suturas para enfermeiros 2024
mini curso de suturas para enfermeiros 2024
 
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdfCirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
 
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptxMini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
 

Artigo - Novas Tecnologias de Imagem na Odontologia

  • 1. Utilizando de forma responsável as novas tecnologias de imagem na Odontologia Autores Nos últimos 10 anos, a Radiologia Odontológica possibilitou aos profissionais diversos recursos por meio de sua evolução. A especialidade tem como ob- jetivo auxiliar o estabelecimento do diag- nóstico, colaborar no plano de tratamento, orientar e acompanhar qualquer manobra terapêutica. Com o desenvolvimento da tecnologia da informação aprimoram-se di- versos métodos de imagem, os quais pos- suem vantagens substanciais sobre os métodos convencionais. Vale lembrar que a radiografia sempre será um exame com- plementar, independente da técnica apli- cada nenhuma imagem será conclusiva no diagnóstico, ela será sempre sugestiva. Dentre estes novos métodos a tecno- logia da radiografia digital (RD) e a To- mografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC) ou cone beam represen- tam um grande avanço na especialidade potencializando o papel da imagem no processo de diagnóstico com recursos in- disponíveis em técnicas convencionais. Dentre os benefícios, destacam-se a significativa redução da dose de radiação bem como a eliminação do processamen- to químico reduzindo o dano biológico e o impacto no meio ambiente respectivamente. Atualmente, observamos diariamente em notícias de jornais e revistas leigas, alertas cada vez mais constantes, sobre a utilização imprudente de radiação ioni- zante nas mais diversas áreas da saúde. Em virtude destes fatos, a união europeia criou um projeto denominado SEDENTEXCT com o objetivo de aumentar a segurança e eficiência no uso da TCFC bem como no campo da radiologia odontológica. As diretrizes podem ser encontradas no seguinte website: http://www.sedentexct.eu. Vale ressaltar que embora essas diretrizes estejam em vigência apenas em países da união europeia, é recomendável aos profissionais especialistas em Imaginologia e de todas as especialidades odontológicas que consultem e apliquem o conhecimento dessas novas normas. De qualquer forma cabe ao profissional selecionar a técnica mais adequada e a Dr. Eduardo Felippe Duailibi Neto Dr. Michel LipiecDr. Jorge Hayek Dr. Israel Chilvarquer Mestre e Doutorando pela Faculdade de Odontologia da USP Professor Associado de Radiologia da FOUSP. Professor Responsável pelo Curso de Especialização em Radiologia da EAP/ APCD - Jardim Paulista. Especialista, Mestre e Doutor pela Faculdade de Odontologia da USP. Professor do Curso de Especialização em Radiologia e Imaginologia da EAP/APCD - Jardim Paulista Especialista em Imaginologia e Radiologia pela FOB-USP. Professor do Curso de Especialização em Radiologia e Imaginologia da EAP/APCD - Jardim Paulista
  • 2. Referências SEDENTEXCT http://www.sedentexct.eu Ludlow JB, Ivanovic M. Comparative dosimetry of dental CBCT devices and 64-slice CT for oral and maxillofacial radiology. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2008;106:106-14   Pauwels R, Beinsberger J, Collaert B, Theodorakou C, Rogers J, Walker A, Cockmartin L, Bosmans H, Jacobs R, Bogaerts R, Horner K; SEDENTEXCT Project Consortium. Effective dose range for dental cone beam computed tomography scanners.Eur J Radiol. 2012 Feb; 81(2):267-71 Okano T, Harata Y, Sugihara Y, Sakaino R, Tsuchida R, Iwai K, Seki K, Araki K. Absorbed and effective doses from cone beam volumetric imaging for implant planning.Dentomaxillofac Radiol. 2009 Feb;38(2):79-85   utilização de aventais plumbíferos e pro- tetores de Tireóide a fim de reduzir ao mínimo a absorção de radiação do nosso paciente. O primeiro princípio para a indi- cação consiste em analisar o indivíduo de forma única de tal forma que os benefícios do exame superem os riscos deletérios da exposição aos raios-X. O segundo princípio consiste em solicitar o exame de forma clara, elucidando sempre o motivo do exame, bem como informações clíni- cas que possam auxiliar o radiologista. Já o terceiro princípio consiste em nunca uti- lizar a TCFC como exame de rotina, sua in- dicação sempre deve estar respaldada em uma indicação clínica de modo que possa auxiliar no tratamento do paciente. A tabela 1 indica o risco de dano bi- ológico em relação a faixas etárias. A tabela 2 indica os valores médios da dose de radiação emitida de acordo com a técnica. Tabela 1 Tabela 2 Modernamente, possuímos aparelhos que realizam exposições de Pequeno, Médio e Grande Volume. Esta propriedade limita a área de observação do exame tomográfico, como consequência tem-se a redução da dose de radiação absorvida pelo paciente e um aumento da resolução espacial do exame. A figura representa um exame de campo de visão em A pequeno Volume, Em B e C médio Volume e em D o grande Volume. Note a diferença de área exposta aos órgãos críticos, no grande Volume em comparação a um exame de campo de visão pequeno Volume. Em conclusão temos que estar prontos para realizar o uso destas novas tecnologias de forma racional e responsável. Os especialistas sabem que as técnicas de imagem comumente utilizadas na Odontologia, genericamente, possuem doses extremamente pequenas de radiação. Mesmo assim, hoje dispomos de tecnologia para minimizarmos ainda mais os possíveis danos oriundos das radiações ionizantes na rotina odontológica. O uso cada vez maior das Técnicas Digitais com colimadores automáticos geram campos de visão cada vez mais limitados à área de interesse, diminuindo a exposição desnecessária ao nosso paciente.