GUSTAVO AGUIAR DE OLIVEIRA - FACULDADE DE MEDICINA/UFMT
TURMA LII - MONITOR DE FISIOLOGIA UC1 - 2014
JOELHO
CONCEITOS BÁSICOS:
 Articulação que pode ser duplamente nomeada: sem descarga de peso é forma uma articulação
sinovial biaxial condilar (elipsoidea) e com descarga de peso forma uma articulação sinovial uniaxial
gínglimo (dobradiça);
 Os ossos que a compõem são fêmur, tíbia e patela;
 Os côndilos medial e lateral da epífise distal do fêmur se articulam com as faces articulares
superiores dos côndilos medial e lateral da epífise proximal da tíbia (articulação tibiofemoral);
 Há nesta articulação presença de meniscos que se interpõem entre as faces articulares e os
côndilos.
 Ao mesmo tempo, a face patelar da epífise distal femoral se articula com a face articular (posterior)
da patela (femoropatelar);
 A articulação femoropatelar é sinovial não-axial plana.
 Elementos não-essenciais da articulação do joelho:
 Ligamentos:
 Patelar: inserção na patela e tuberosidade anterior da tíbia;
 Colateral medial (tibial): inserção no menisco medial; é mais importante que o ligamento
colateral lateral;
 Colateral lateral: estende-se para baixo, a partir do epicôndilo lateral do fêmur até a
cabeça da fíbula;
 Cruzado anterior: tem origem na parte anterior da área intercondilar da tíbia, daí se dirige
para cima, para trás e lateralmente, inserindo-se na face medial do côndilo lateral do
fêmur; impede a hiperextensão do joelho;
 Cruzado posterior: tem origem na parte posterior da área intercondilar da tíbia, daí se
dirige para a face lateral do côndilo medial do fêmur; impede a hiperflexão do joelho;
 Poplíteo oblíquo: extensão do m. semimembranáceo; reforça a articulação do joelho,
posteriormente;
 Poplíteo arqueado: extensão da fáscia do semimebranáceo; estende-se do côndilo lateral
do fêmur até a tíbia; reforça a cápsula fibrosa, na parte posterior do joelho;
 Meniscofemorais anterior e posterior;
 Meniscotibiais anterior e posterior.
 Meniscos: fibrocartilagens que repousam sobre as supeficies articulares da tíbia; cada joelho
possui um par de meniscos, um para cada superfície articular da tíbia;
 Bolsas sinoviais que envolvem a articulação do joelho e podem somar até 30.
GUSTAVO AGUIAR DE OLIVEIRA - FACULDADE DE MEDICINA/UFMT
TURMA LII - MONITOR DE FISIOLOGIA UC1 - 2014
 Movimentos:
 Flexão: os agonistas são bíceps femoral, semitendíneo e semimembranáceo; os sinergistas são
sartório e grácil;
 Extensão: o agonista é o quadríceps femoral; os sinergistas são glúteo máximo (via trato
iliotibial) e tensor da fáscia lata (via trato iliotibial);
 Rotação medial (sem descarga de peso): vasto medial do quadríceps femoral, semimembranáceo,
semitendíneo, sartório, poplíteo, grácil;
 Rotação lateral (sem descarga de peso): vasto lateral do quadríceps femoral, bíceps femoral,
glútexo máximo (via trato iliotibial) e tensor da fáscia lata (via trato iliotibial).
 Trígono femoral: espaço intermuscular na face anteromedial da coxa proximal; seu limite lateral é a
margem medial do sartório; seu limite medial é a borda medial do adutor longo; sua extremidade
distal é o local em que o sartório se sobrepõe ao adutor longo;
 Pata de ganso: composta pela “união” dos tendões dos mm.sartório, semitendíneo e grácil.
GUSTAVO AGUIAR DE OLIVEIRA - FACULDADE DE MEDICINA/UFMT
TURMA LII - MONITOR DE FISIOLOGIA UC1 - 2014
OMBRO
CONCEITOS BÁSICOS:
 O complexo articular do ombro é formado por cinco articulações, sendo três anatômicas
(verdadeiras) e duas fisiológicas (falsas):
 Articulação esternoclavicular: superfícies articulantes são a extremidade esternal da clavícula e a
incisura clavicular do esterno; sinovial biaxial selar;
 Ligamentos:
 Esternoclaviculares anterior e posterior;
 Interclavicular;
 Costoclavicular.
 Disco articular: é plano e quase circular e está localizado entre as superfícies esternal e
clavicular;
 A estabilidade da articulação esternoclavicular se deve a seus ligamentos e ao disco.
 Articulação acromioclavicular: superfícies articulantes se localizam entre a extremidade
acromial da clavícula e a magemacromial medial; sinovial não-axial plana;
 Ligamentos:
 Acromioclavicular;
 Coracoclavicular: mantém a aposição da clavícula sobre o processo coracoide da
escápula, sendo responsável pela estabilidade da a. acromioclavicular;
 Disco articular: separa parcialmente as superfícies articulares, ocasionalmente divide-as
completamente.
 Articulação glenoumeral: superfícies articulantes são ovoides, representadas pela cabeça do
úmero e pela cavidade glenoidea da escápula; sinovial triaxialesferoidea;
 Lábio da glenoide: borda fibrocartilagínea ao redor da cavidade glenoidea que a
aprofunda, possibilitando a proteção da cabeça do úmero e auxiliando na lubrificação;
 Ligamentos:
 Glenoumerais: somam três (superior, médio e inferior); não atuam como
ligamentos tradicionais, mas se tornam tensos em posições variáveis de abdução e
rotação umeral, atuando como “rédeas” (direcionadores da tensão);
 Coracoumeral;
 Umeral transverso: converte o sulco intertubercular em um canal, possibilitando a
entrada do tendão longo do m. bíceps braquial;
 Bursas: muitas bursas se localizam ao redor da articulação do ombro, geralmente se
encontrando entre o tendão do m. subescapular e a cápsula articular, na face acromial
superior, entre o processo coracoide e a cápsula;
 A articulação entre a cabeça umeral e a fossa glenoidea permite uma grande amplitude de
movimentos à custa de um complexo ósseo instável, sendo assim, a estabilidade é dada
por:
 Aprofundação da cavidade glenoidea pelo lábio da glenoide;
 Ligamentos glenoumerais, que atuam como estabilizadores estáticos;
 Arco coracoacromial, que previne a luxação superior do ombro;
 Os tendões dos músculos subescapular, infraespinal, redondo menor e
supraespinal se fundem com a parte lateral da cápsula articular para formar o
“manguito rotador”, que mantém o contato congruente entre a cabeça do úmero e
a cavidade glenoide, ajudando a resistir contra deslizamentos e controlam a
translação excessiva;
GUSTAVO AGUIAR DE OLIVEIRA - FACULDADE DE MEDICINA/UFMT
TURMA LII - MONITOR DE FISIOLOGIA UC1 - 2014
 As cabeças longas de bíceps e tríceps braquiais também oferecem suporte para a
articulação.
 Movimentos:
 Flexão: os agonistas são deltoide (parte clavicular) e peitoral maior (cabeça clavicular); os
sinergistas são bíceps braquial (cabeça longa) e coracobraquial;
 Extensão: os agonistas são deltoide (parte espinal) e latíssimo do dorso; os sinergistas são tríceps
braquial (cabeça longa), redondo maior e peitoral maior;
 Abdução: os agonistas são deltoide (parte clavicular) e infraespinal; os sinergistas são bíceps
braquial (cabeça longa) e subescapular;
 Adução: os agonistas são peitoral maior (cabeça clavicular) e latíssimo do dorso; os sinergistas
são tríceps braquial (cabeça longa), coracobraquial e redondos maior e menor;
 Rotação medial: os agonistas são peitoral maior e deltoide (parte clavicular); os sinergistas são
latíssimo do dorso, subescapular e redondo maior;
 Rotação lateral: o agonista é o deltoide (parte espinal); os sinergistas são infraespinal e redondo
menor.
 Músculos do ombro:
 Peitoral maior;
 Peitoral menor;
 Trapézio;
 Subclávio;
 Deltoide;
 Levantador da
escápula;
 Romboide maior;
 Romboide menor;
 Latíssimo do dorso;
 Serrátil anterior;
 Supraespinal;
 Infraespinal;
 Subescapular;
 Redondo maior;
 Redondo menor.

Articulação - Joelho e Ombro (Básico)

  • 1.
    GUSTAVO AGUIAR DEOLIVEIRA - FACULDADE DE MEDICINA/UFMT TURMA LII - MONITOR DE FISIOLOGIA UC1 - 2014 JOELHO CONCEITOS BÁSICOS:  Articulação que pode ser duplamente nomeada: sem descarga de peso é forma uma articulação sinovial biaxial condilar (elipsoidea) e com descarga de peso forma uma articulação sinovial uniaxial gínglimo (dobradiça);  Os ossos que a compõem são fêmur, tíbia e patela;  Os côndilos medial e lateral da epífise distal do fêmur se articulam com as faces articulares superiores dos côndilos medial e lateral da epífise proximal da tíbia (articulação tibiofemoral);  Há nesta articulação presença de meniscos que se interpõem entre as faces articulares e os côndilos.  Ao mesmo tempo, a face patelar da epífise distal femoral se articula com a face articular (posterior) da patela (femoropatelar);  A articulação femoropatelar é sinovial não-axial plana.  Elementos não-essenciais da articulação do joelho:  Ligamentos:  Patelar: inserção na patela e tuberosidade anterior da tíbia;  Colateral medial (tibial): inserção no menisco medial; é mais importante que o ligamento colateral lateral;  Colateral lateral: estende-se para baixo, a partir do epicôndilo lateral do fêmur até a cabeça da fíbula;  Cruzado anterior: tem origem na parte anterior da área intercondilar da tíbia, daí se dirige para cima, para trás e lateralmente, inserindo-se na face medial do côndilo lateral do fêmur; impede a hiperextensão do joelho;  Cruzado posterior: tem origem na parte posterior da área intercondilar da tíbia, daí se dirige para a face lateral do côndilo medial do fêmur; impede a hiperflexão do joelho;  Poplíteo oblíquo: extensão do m. semimembranáceo; reforça a articulação do joelho, posteriormente;  Poplíteo arqueado: extensão da fáscia do semimebranáceo; estende-se do côndilo lateral do fêmur até a tíbia; reforça a cápsula fibrosa, na parte posterior do joelho;  Meniscofemorais anterior e posterior;  Meniscotibiais anterior e posterior.  Meniscos: fibrocartilagens que repousam sobre as supeficies articulares da tíbia; cada joelho possui um par de meniscos, um para cada superfície articular da tíbia;  Bolsas sinoviais que envolvem a articulação do joelho e podem somar até 30.
  • 2.
    GUSTAVO AGUIAR DEOLIVEIRA - FACULDADE DE MEDICINA/UFMT TURMA LII - MONITOR DE FISIOLOGIA UC1 - 2014  Movimentos:  Flexão: os agonistas são bíceps femoral, semitendíneo e semimembranáceo; os sinergistas são sartório e grácil;  Extensão: o agonista é o quadríceps femoral; os sinergistas são glúteo máximo (via trato iliotibial) e tensor da fáscia lata (via trato iliotibial);  Rotação medial (sem descarga de peso): vasto medial do quadríceps femoral, semimembranáceo, semitendíneo, sartório, poplíteo, grácil;  Rotação lateral (sem descarga de peso): vasto lateral do quadríceps femoral, bíceps femoral, glútexo máximo (via trato iliotibial) e tensor da fáscia lata (via trato iliotibial).  Trígono femoral: espaço intermuscular na face anteromedial da coxa proximal; seu limite lateral é a margem medial do sartório; seu limite medial é a borda medial do adutor longo; sua extremidade distal é o local em que o sartório se sobrepõe ao adutor longo;  Pata de ganso: composta pela “união” dos tendões dos mm.sartório, semitendíneo e grácil.
  • 3.
    GUSTAVO AGUIAR DEOLIVEIRA - FACULDADE DE MEDICINA/UFMT TURMA LII - MONITOR DE FISIOLOGIA UC1 - 2014 OMBRO CONCEITOS BÁSICOS:  O complexo articular do ombro é formado por cinco articulações, sendo três anatômicas (verdadeiras) e duas fisiológicas (falsas):  Articulação esternoclavicular: superfícies articulantes são a extremidade esternal da clavícula e a incisura clavicular do esterno; sinovial biaxial selar;  Ligamentos:  Esternoclaviculares anterior e posterior;  Interclavicular;  Costoclavicular.  Disco articular: é plano e quase circular e está localizado entre as superfícies esternal e clavicular;  A estabilidade da articulação esternoclavicular se deve a seus ligamentos e ao disco.  Articulação acromioclavicular: superfícies articulantes se localizam entre a extremidade acromial da clavícula e a magemacromial medial; sinovial não-axial plana;  Ligamentos:  Acromioclavicular;  Coracoclavicular: mantém a aposição da clavícula sobre o processo coracoide da escápula, sendo responsável pela estabilidade da a. acromioclavicular;  Disco articular: separa parcialmente as superfícies articulares, ocasionalmente divide-as completamente.  Articulação glenoumeral: superfícies articulantes são ovoides, representadas pela cabeça do úmero e pela cavidade glenoidea da escápula; sinovial triaxialesferoidea;  Lábio da glenoide: borda fibrocartilagínea ao redor da cavidade glenoidea que a aprofunda, possibilitando a proteção da cabeça do úmero e auxiliando na lubrificação;  Ligamentos:  Glenoumerais: somam três (superior, médio e inferior); não atuam como ligamentos tradicionais, mas se tornam tensos em posições variáveis de abdução e rotação umeral, atuando como “rédeas” (direcionadores da tensão);  Coracoumeral;  Umeral transverso: converte o sulco intertubercular em um canal, possibilitando a entrada do tendão longo do m. bíceps braquial;  Bursas: muitas bursas se localizam ao redor da articulação do ombro, geralmente se encontrando entre o tendão do m. subescapular e a cápsula articular, na face acromial superior, entre o processo coracoide e a cápsula;  A articulação entre a cabeça umeral e a fossa glenoidea permite uma grande amplitude de movimentos à custa de um complexo ósseo instável, sendo assim, a estabilidade é dada por:  Aprofundação da cavidade glenoidea pelo lábio da glenoide;  Ligamentos glenoumerais, que atuam como estabilizadores estáticos;  Arco coracoacromial, que previne a luxação superior do ombro;  Os tendões dos músculos subescapular, infraespinal, redondo menor e supraespinal se fundem com a parte lateral da cápsula articular para formar o “manguito rotador”, que mantém o contato congruente entre a cabeça do úmero e a cavidade glenoide, ajudando a resistir contra deslizamentos e controlam a translação excessiva;
  • 4.
    GUSTAVO AGUIAR DEOLIVEIRA - FACULDADE DE MEDICINA/UFMT TURMA LII - MONITOR DE FISIOLOGIA UC1 - 2014  As cabeças longas de bíceps e tríceps braquiais também oferecem suporte para a articulação.  Movimentos:  Flexão: os agonistas são deltoide (parte clavicular) e peitoral maior (cabeça clavicular); os sinergistas são bíceps braquial (cabeça longa) e coracobraquial;  Extensão: os agonistas são deltoide (parte espinal) e latíssimo do dorso; os sinergistas são tríceps braquial (cabeça longa), redondo maior e peitoral maior;  Abdução: os agonistas são deltoide (parte clavicular) e infraespinal; os sinergistas são bíceps braquial (cabeça longa) e subescapular;  Adução: os agonistas são peitoral maior (cabeça clavicular) e latíssimo do dorso; os sinergistas são tríceps braquial (cabeça longa), coracobraquial e redondos maior e menor;  Rotação medial: os agonistas são peitoral maior e deltoide (parte clavicular); os sinergistas são latíssimo do dorso, subescapular e redondo maior;  Rotação lateral: o agonista é o deltoide (parte espinal); os sinergistas são infraespinal e redondo menor.  Músculos do ombro:  Peitoral maior;  Peitoral menor;  Trapézio;  Subclávio;  Deltoide;  Levantador da escápula;  Romboide maior;  Romboide menor;  Latíssimo do dorso;  Serrátil anterior;  Supraespinal;  Infraespinal;  Subescapular;  Redondo maior;  Redondo menor.