Roma Pintura
A  pintura da ROMA antiga  repousa grandemente nos artefatos preservados em POMPEIA e HERCULANO após a erupção do Vesúvio no ano 79 da era cristã.  Quase nada restou das pinturas importadas da Grécia durante quatro ou cinco séculos, ou das pinturas feitas sobre madeira no atual território italiano durante aquele período.  Plínio explicitamente cita (XXXVI, 36), por volta de 69-79, que a única pintura verdadeira era a feita sobre madeira, e que tinha quase desaparecido em beneficio dos murais (afrescos), que eram mais indicativos da riqueza de seus donos que de seu gosto artístico.  Pintura romana
Continuação Pintura O conhecimento sobre a pintura romana deve-se em grande parte a descoberta de Pompéia, cidade que foi soterrada pela erupção do Vesúvio no ano 79 e descoberta no século XVIII. Encontramos na cidade diversas pinturas, de caráter decorativo, ornamentando os palácios e os aposentos das residências, reproduzindo paisagens, a fauna, a flora e cenas bucólicas; também retratavam seus habitantes, com grande fidelidade.
continuação A pintura romana é de origem grega oriental. Quatro estilos podem ser distinguidos: o primeiro (séc. I A.C.), conhecido pelos afrescos de Pompéia, busca dar a ilusão do espaço.  No segundo (séc. I A.C.) a ênfase é posta na resolução do espaço interno: o mural, imitando a arquitetura, entremostra uma tímida paisagem que se perde de vista e faz esquecer a existência de muros. Exemplo dessa pintura que busca ampliar o espaço é o “Casamento Aldobrandini”, aliás cópia de um original grego do séc. IV A.C.  O terceiro estilo floresce em tempos de Augusto: os temas favoritos são cenas mitológicas e paisagens ideais.  O quarto e último é o flaviano, que toma elementos do segundo e do terceiro e com eles plasma uma decoração que quase se poderia chamar barroca.  Referência especial deve ser feita aos retratos de fayum (sac. I a III D.C.), entre os quais se acham alguns dos mais belos exemplares da pintura romana, no gênero.  Artes Aplicadas. Compreendiam sobretudo mosaicos (de Alexandre, em Pompéia, 50 ªC.), utensílios em bronze, prata e esmalte, cerâmica (terra sigillata), etc.
Etapas da pintura romana A pintura mural está bem documentada, sobretudo em Pompéia e nas demais cidades soterradas no ano 79 d.C. pela lavas do vulcão Vesúvio. Distinguem-se quatro etapas denominadas estilos pompeianos. O primeiro estilo (120 a 80 a.C.) baseia-se na decoração grega de interiores e às vezes é chamado de estilo de incrustação, pois suas pinturas sobre o gesso foram utilizadas para imitar o aspecto dos muros de mármore polidos.  O objetivo do segundo estilo (80 a 15 a.C.) era criar, através da perspectiva, uma ilusão espacial que o prolongava além da superfície do mural. O terceiro estilo (15 a.C. a 63 d.C.) é uma pintura delicada na qual o ilusionismo do segundo estilo foi suprimido em favor de arabescos lineares sobre fundos monocromáticos. No quarto estilo (63 a 79 d.C.), os motivos arquitetônicos voltaram a se tornar populares; mas dessa vez a perspectiva lógica foi relegada a um plano secundário, sendo substituída por estruturas fantásticas, impossíveis de construir .
As casas de Pompéia, de Herculanus e da capital atestam a grande difusão da pintura mural na antiga Roma. As mais antigas pinturas romanas conhecidas são os afrescos descobertos numa tumba do monte Esquilino e datam aproximadamente do século III a.C. Assim como a escultura, a pintura em sua primeira fase reflete a influência etrusca e, em seguida, itálica e helênica. Os quatro estilos das pinturas murais de Pompéia encontram correspondentes no resto da Itália. O primeiro estilo, de incrustação, imita obras da Anatólia e da ilha de Delos e reproduz revestimentos de mármore multicolorido. Entre 70 a.C. e o ano 20 da era cristã, o segundo estilo, dito arquitetônico - da casa de Cleópatra, construída por Julius Caesar, e da casa de Augustus, em Roma - apresenta técnica aprimorada e baseia-se em originais gregos. Os painéis parecem abrir-se para paisagens e palácios povoados por personagens da Mitologia grega. O terceiro estilo, ornamental, aparece em Pompéia no fim do século I a.C. O realismo dá lugar à idealização e os personagens míticos dominam completamente as paisagens. O quarto estilo, fantástico, corresponde ao reinado de Nero, entre os anos 54 e 68. Os motivos arquitetônicos derivam-se do teatro e emolduram com arabescos composições mitológicas, como na casa dos Vetii, em Pompéia, e na casa do Tocador de Cítara, em Herculanus. Seguiu-se uma expansão da arte religiosa a serviço dos imperadores divinizados. Os temas referem-se sobretudo à imortalidade da alma e à vida depois da morte. Na arte mural, destacam-se também os mosaicos, de forte influência oriental. Casas de pompeia
Fim trabalho realizado por: -Rita Velez Rodrigues  7ºB Nº17

Arte Romana

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    A pinturada ROMA antiga repousa grandemente nos artefatos preservados em POMPEIA e HERCULANO após a erupção do Vesúvio no ano 79 da era cristã. Quase nada restou das pinturas importadas da Grécia durante quatro ou cinco séculos, ou das pinturas feitas sobre madeira no atual território italiano durante aquele período. Plínio explicitamente cita (XXXVI, 36), por volta de 69-79, que a única pintura verdadeira era a feita sobre madeira, e que tinha quase desaparecido em beneficio dos murais (afrescos), que eram mais indicativos da riqueza de seus donos que de seu gosto artístico. Pintura romana
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    Continuação Pintura Oconhecimento sobre a pintura romana deve-se em grande parte a descoberta de Pompéia, cidade que foi soterrada pela erupção do Vesúvio no ano 79 e descoberta no século XVIII. Encontramos na cidade diversas pinturas, de caráter decorativo, ornamentando os palácios e os aposentos das residências, reproduzindo paisagens, a fauna, a flora e cenas bucólicas; também retratavam seus habitantes, com grande fidelidade.
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    continuação A pinturaromana é de origem grega oriental. Quatro estilos podem ser distinguidos: o primeiro (séc. I A.C.), conhecido pelos afrescos de Pompéia, busca dar a ilusão do espaço. No segundo (séc. I A.C.) a ênfase é posta na resolução do espaço interno: o mural, imitando a arquitetura, entremostra uma tímida paisagem que se perde de vista e faz esquecer a existência de muros. Exemplo dessa pintura que busca ampliar o espaço é o “Casamento Aldobrandini”, aliás cópia de um original grego do séc. IV A.C. O terceiro estilo floresce em tempos de Augusto: os temas favoritos são cenas mitológicas e paisagens ideais. O quarto e último é o flaviano, que toma elementos do segundo e do terceiro e com eles plasma uma decoração que quase se poderia chamar barroca. Referência especial deve ser feita aos retratos de fayum (sac. I a III D.C.), entre os quais se acham alguns dos mais belos exemplares da pintura romana, no gênero. Artes Aplicadas. Compreendiam sobretudo mosaicos (de Alexandre, em Pompéia, 50 ªC.), utensílios em bronze, prata e esmalte, cerâmica (terra sigillata), etc.
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    Etapas da pinturaromana A pintura mural está bem documentada, sobretudo em Pompéia e nas demais cidades soterradas no ano 79 d.C. pela lavas do vulcão Vesúvio. Distinguem-se quatro etapas denominadas estilos pompeianos. O primeiro estilo (120 a 80 a.C.) baseia-se na decoração grega de interiores e às vezes é chamado de estilo de incrustação, pois suas pinturas sobre o gesso foram utilizadas para imitar o aspecto dos muros de mármore polidos. O objetivo do segundo estilo (80 a 15 a.C.) era criar, através da perspectiva, uma ilusão espacial que o prolongava além da superfície do mural. O terceiro estilo (15 a.C. a 63 d.C.) é uma pintura delicada na qual o ilusionismo do segundo estilo foi suprimido em favor de arabescos lineares sobre fundos monocromáticos. No quarto estilo (63 a 79 d.C.), os motivos arquitetônicos voltaram a se tornar populares; mas dessa vez a perspectiva lógica foi relegada a um plano secundário, sendo substituída por estruturas fantásticas, impossíveis de construir .
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    As casas dePompéia, de Herculanus e da capital atestam a grande difusão da pintura mural na antiga Roma. As mais antigas pinturas romanas conhecidas são os afrescos descobertos numa tumba do monte Esquilino e datam aproximadamente do século III a.C. Assim como a escultura, a pintura em sua primeira fase reflete a influência etrusca e, em seguida, itálica e helênica. Os quatro estilos das pinturas murais de Pompéia encontram correspondentes no resto da Itália. O primeiro estilo, de incrustação, imita obras da Anatólia e da ilha de Delos e reproduz revestimentos de mármore multicolorido. Entre 70 a.C. e o ano 20 da era cristã, o segundo estilo, dito arquitetônico - da casa de Cleópatra, construída por Julius Caesar, e da casa de Augustus, em Roma - apresenta técnica aprimorada e baseia-se em originais gregos. Os painéis parecem abrir-se para paisagens e palácios povoados por personagens da Mitologia grega. O terceiro estilo, ornamental, aparece em Pompéia no fim do século I a.C. O realismo dá lugar à idealização e os personagens míticos dominam completamente as paisagens. O quarto estilo, fantástico, corresponde ao reinado de Nero, entre os anos 54 e 68. Os motivos arquitetônicos derivam-se do teatro e emolduram com arabescos composições mitológicas, como na casa dos Vetii, em Pompéia, e na casa do Tocador de Cítara, em Herculanus. Seguiu-se uma expansão da arte religiosa a serviço dos imperadores divinizados. Os temas referem-se sobretudo à imortalidade da alma e à vida depois da morte. Na arte mural, destacam-se também os mosaicos, de forte influência oriental. Casas de pompeia
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    Fim trabalho realizadopor: -Rita Velez Rodrigues 7ºB Nº17