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IT Sustentabilidade e a Responsabilidade
Implementação de um IT Balanced Scorecard
Social das Empresas



                      Um admirável mundo
                      sustentável:
                      Sonho ou realidade?
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    A vida não é mais do que uma competição, para
                 sermos o criminoso e não a vítima.
                     Bertrand Russell (1872 - 1970)




                         Life is nothing but a competition to be the criminal rather than the victim.
                                                                      Bertrand Russell (1872 - 1970)



   MTS - 2010                             2
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   1.    Introdução ao tema.
   2.    A Responsabilidade Social e a Sustentabilidade
   3.    Um pouco de história sobre a responsabilidade social
   4.    A Responsabilidade Social em Portugal
   5.    O ambiente como estratégia empresarial
   6.    Novo papel para as empresas
   7.    Uma maior consciência global
   8.    Normas na RSC
   9.    O Desenvolvimento Sustentável
   10.   A ACV – Análise do Ciclo de Vida
   11.   A Eco-eficiência
   12.   O Relatório de Sustentabilidade
   13.   O futuro é agora?
   14.   UM NOVO MANIFESTO PARA A GESTÃO
                                  Manuel Teixeira                    3
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     Sustentabilidade e Competitividade

    A SUSTENTABILIDADE pode ser entendida como um
    conceito que traduz a dimensão económica dos
    resultados de longo prazo decorrentes do exercício da
    CIDADANIA EMPRESARIAL, e deve ser percebida.
        • Em cada empresa, assim como
        • No conjunto da economia.
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     1 - A Responsabilidade Social e a Sustentabilidade



        • A Responsabilidade Social das Empresas, é
          definida pelo nível de integração
          voluntária, de preocupações sociais e
          ambientais, nas suas operações e na sua
          interacção com as outras partes
          interessadas.


                                Manuel Teixeira            5
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    A Responsabilidade Social e a Sustentabilidade

   • O conceito de cidadania empresarial é a "contribuição
     que uma empresa dá à sociedade através das suas
     principais actividades comerciais, do seu investimento
     social e de programas filantrópicos, e ao seu
     compromisso com as políticas públicas.

   • O modo como uma empresa gere as suas relações
     económicas, sociais e ambientais, e o modo como se
     compromete com os seus parceiros (tais como
     accionistas, patrões, clientes, parceiros de negócio,
     governos e comunidades), tem impacto no sucesso da
     empresa a longo prazo"
                                Manuel Teixeira               6
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   O conceito de responsabilidade social deve ser
   entendido a dois níveis:
   • Ao nível interno que se relaciona com os trabalhadores
     e, mais genericamente, com todas as partes
     interessadas afectadas pela empresa e que, por seu
     turno, podem influenciar os seus resultados.

   • Ao nível externo que leva em conta as consequências
     das acções de determinada organização sobre as suas
     variáveis externas, nomeadamente, o ambiente, os
     seus parceiros de negócio e meio envolvente.


                                Manuel Teixeira             7
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   Factores que potenciaram o desenvolvimento da
   responsabilidade social nas empresas

   • globalização e de mutação industrial em larga escala
   • novas preocupações e expectativas dos cidadãos, dos
     consumidores, das autoridades públicas e dos
     investidores.

                 •   As empresas de hoje surgem como agentes
                     transformadores de larga escala e acabam por
                 •   exercerem uma influência constante e muito forte
                     sobre os recursos humanos, a sociedade e o meio
                     ambiente em geral.

                                Manuel Teixeira                    8
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                  Maior colaboração
   • A responsabilidade social corporativa
   • focalizadas na ética*, na transparência e na
     justiça social.



            áreas ambiental, económica e social.

                                       * Como ciência normativa dos comportamentos humanos

                                Manuel Teixeira                                        9
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    A responsabilidade social corporativa
   • A responsabilidade social corporativa

       – sustentabilidade corporativa
       – agregar valor á empresa, aos seus produtos e à
         sua marca.




                                Manuel Teixeira           10
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                  Governança Corporativa
   • responsabilidade social e sustentabilidade




                              Dimensões para o desenvolvimento sustentável
    Governança e Eficiência                                     Desenvolvimento   Protecção e Valorização
                                   Coesão Social
          Colectiva                                                Económico            Ambiental


                                                   Manuel Teixeira                                     11
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           Sustentabilidade e Competitividade
   • O próprio conceito de competitividade está associado à
     sustentabilidade do negócio.
   • Constata-se, assim, que a força económica está
     intrinsecamente ligada à preservação do meio ambiente,
     o que representa uma mudança de cultura no mundo
     corporativo e, consequentemente, pressupõe um
     trabalho integrado com as diversas partes interessadas.
   • A sustentabilidade é um conceito que depende de todos:
     empresas, governos, sociedade e indivíduos.
   • Deve ser entendida como uma abordagem sistémica a
     qual postula que todos os elementos influenciam e são
     influenciados reciprocamente.
                                Manuel Teixeira            12
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 2- Um pouco de história sobre a responsabilidade social

   • O mecenato, prática comum na Roma antiga
   • no século XIX, nos Estados Unidos e Europa
   • Mais tarde, ainda em plena revolução industrial (Dodge versus
     Ford)
   • Pós Segunda Guerra Mundial: o caso da A.P. Smith
     Manufacturing Company Co. versus os seus accionistas.

                                                           Só na década de 70 é que a
                                                           preocupação com o como e
                                                           quando a empresa deveria
  A lei da filantropia corporativa (em 1953), que          responder pelas suas
  determinava que uma corporação poderia e                 obrigações sociais, começou a
  deveria promover o desenvolvimento social.               ter relevância.


                                         Manuel Teixeira                                   13
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      A Responsabilidade Social em Portugal

   • Responsabilidade Social, Desenvolvimento
     Sustentável e Cidadania Empresarial




                                Manuel Teixeira       14
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   4 - A Responsabilidade Social em Portugal

   • um fraco envolvimento por parte dos diversos
     stackholders (partes interessadas)
   • fraca integração das preocupações e expectativas
     dos mesmos, ainda pouco significativa integração
     da responsabilidade social no sistema de gestão,
     participação e consulta da empresa e uma
     notória confusão sobre o que é efectivamente
     Responsabilidade Social.
   • A norma NP 4469
                                Manuel Teixeira       15
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      5 - O ambiente como estratégia empresarial

   • "O ambiente de uma organização é composto por
     forças e instituições externas a ela e que podem
     afectar o seu desempenho".

   • A nível de competitividade de determinada
     empresa pode ser definida, num sentido amplo,
     como a sua capacidade de desenvolver e
     sustentar vantagens competitivas que lhe
     permitam enfrentar essa realidade.
                                Manuel Teixeira       16
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                   O Ambiente de Marketing

    Demográficos          Macro Ambiente                    Económicos

                           Micro Ambiente
                          Empresa
                                           Intermediários
        Fornecedores
                                           de Marketing     Clientes
                         Concorrência


                                Públicos



    Políticos / Legais         Tecnológicos                 Ambientais
                                                            Naturais
                                                                           17
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                            Factores
   • Ao longo das últimas décadas, pode-se
     afirmar que os recursos naturais tem sido
     tratados apenas como matéria-prima para o
     processo produtivo.
   • este modelo, do modo como foi idealizado,
     não é sustentável a longo prazo.
   • Assume-se que as reservas naturais são
     finitas.

                                Manuel Teixeira       18
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      6- Novo papel para as empresas
   • Na sociedade de mercado, a empresa é a
     unidade básica de organização económica. As
     empresas são o motor central do
     desenvolvimento económico e devem ser,
     também, um motor vital do desenvolvimento
     sustentável. Para isto, é imprescindível que
     elas definam adequadamente a sua relação
     com a sociedade e com o meio ambiente.
                                Manuel Teixeira       19
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A Responsabilidade Social Corporativa – Corporate
Social Responsability (CSR)
   • “a decisão da empresa de contribuir ao
     desenvolvimento sustentável, trabalhando
     com os seus empregados, as suas famílias e a
     comunidade local, assim como com a
     sociedade no seu conjunto, para melhorar a
     qualidade de vida”.

           Definição pela World Business Council for Sustainable Development (WBCSD)


                                     Manuel Teixeira                              20
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             7 - Uma maior consciência global
                                       • CLUBE DE ROMA, 1972 – Publicação de
                                         Os Limites do Crescimento
 •   Pressão sobre recursos naturais
                                       • UNCHE, Estocolmo, 1972
 •   Demanda crescente por energia
                                           • Dimensão ambiental como
 •   Poluição                                 condicionadora do modelo
 •   Mudança climática global                 tradicional de desenvolvimento
 •   Escassez de água potável          • WCED, 1987 – Nosso Futuro Comum
 •   Desertificação                      (Relatório Brundtland)
 •   Perda de biodiversidade               • “... atender às necessidades do
                                              presente sem comprometer a
 •   Aumento da pobreza, da                   capacidade de as gerações futuras
     exclusão e desigualdades                 atenderem às suas próprias
                                              necessidades”
                                       • UNCED, Rio de Janeiro, 1992
                                           • Agenda 21
                                       • WSSD, Johannesburgo, 2002
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                     8 - Normas na RSC
   • Norma AA 1000, a SA 8000 e a NP 4469
   • contribuindo para criar um modelo de visão sobre as práticas de
     responsabilidade social e empresarial e a sua gestão do desempenho

   • A série de normas AA 1000 define melhores práticas para prestação de
     contas a fim de assegurar a qualidade da contabilidade, auditoria e relato
     social ético de todos os tipos de organizações (públicas, privadas e ONGs
     de todos os portes). Por meio desse processo, focado no engajamento da
     organização com as partes interessadas, vincula questões sociais e éticas à
     gestão estratégica e operações do negócio.
   • A SA 8000 é uma norma internacional de avaliação da responsabilidade
     social para empresas fornecedoras e vendedoras, baseada em convenções
     da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e noutras convenções das
     Nações Unidas (ONU). Foi desenvolvida em Outubro de 1997 pelo Órgão
     de Creditação do Conselho de Prioridades Económicas (CEPAA), ligada a
     ONU, reunindo ONG, empresas e sindicatos.

                                     Manuel Teixeira                           22
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   A Nova Norma Portuguesa de Responsabilidade
                 Social - NP 4469
   • A Comissão Técnica 164 (iniciativa da
     Associação Portuguesa de Ética Empresarial –
     APEE – com o apoio da Bureau Veritas),
     responsável pela elaboração da Norma
     Portuguesa de Responsabilidade Social, deu
     por concluída, em Março de 2008, a primeira
     Norma Portuguesa de Responsabilidade Social
     - NP 4469-1:2008.
                                Manuel Teixeira       23
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                   IPQ NP 4469-1: 2008
       Sistema de gestão da responsabilidade social
   •   Trabalho Infantil;
   •   Trabalho Forçado;
   •   Segurança e Saúde;
   •   Liberdade de Associação e Direito à Negociação Colectiva;
   •   Discriminação;
   •   Práticas Disciplinares;
   •   Horário de Trabalho;
   •   Remuneração;
   •   Sistema de Gestão.


                                Manuel Teixeira                    24
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         Certificação da 4469-1: 2008
   • Para a certificação do sistema de gestão de
     responsabilidade social de acordo com a NP 4469-1:
     2008, não existem ainda Organismos de Certificação
     acreditados para o efeito, pelo Instituto Português de
     Acreditação (IPAC) no âmbito do Sistema Português da
     Qualidade (SPQ).
   • Na União Europeia, temos o Livro Verde que divide as
     áreas de conteúdo da Responsabilidade Social
     Corporativa em dois grandes blocos, sendo que o
     primeiro é relativo a aspectos internos e o segundo a
     aspectos externos.

                                Manuel Teixeira             25
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    Quais as mais-valias para Portugal da NP
                  4469-1:2008

   • Diferencia as empresas portuguesas
   • Na forma como os negócios se organizam e
     realizam
   • Confiança como um dos elementos centrais



                                Manuel Teixeira       26
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     Voltando á questão da Sustentabilidade




     Dimensão ambiental, económica e social do desenvolvimento
                            sustentável
                                Manuel Teixeira                  27
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       9 - O Desenvolvimento Sustentável
   •   Ecologicamente correcto;
   •   Economicamente viável;
   •   Socialmente justo; e
   •   Culturalmente aceite.




                                Manuel Teixeira       28
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        Política de sustentabilidade baseada nos chamados 7
        compromissos para um desenvolvimento sustentável:




                                Manuel Teixeira                   29
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        A Estratégia Europeia para o Desenvolvimento
                         Sustentável
   • Estratégia de Gotemburgo de 2001
   • Revisão 2004
   • Sustainable Development Strategy (2006) até 2010 ? e assenta:


       –   Mudança climática e a energia limpa
       –   Transporte sustentável
       –   Consumo sustentável e produção
       –   Conservação e gestão dos recursos naturais
       –   Saúde Pública
       –   A inclusão social, demografia e migração
       –   A pobreza global e os desafios do desenvolvimento sustentável


                                     Manuel Teixeira                           30
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        O Índice de Sustentabilidade Empresarial

   O Índice de Sustentabilidade Empresarial é uma espécie de "selo de
   qualidade“, isto porque , hoje em dia, os investidores conscientes são
   caracterizados em dois grandes grupos:

   • O investidor pragmático
   • O Investidor orientado, aquele que, por compromisso pessoal, está
     disposto a pagar um maior valor pela acção de empresas que
     privilegiam os três pilares de sustentabilidade - económico,
     ambiental e social, ou seja, o Triple Bottom Line.


                                                              Referência a John Elkington.
                                                    Co-fundador da SustainAbility em 1987.
                                                             Criador da Triple Bottom line.

                                  Manuel Teixeira                                        31
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                 O Triple Bottom Line




     O Triple bottom line ou People, Planet, Profit são
    os resultados de uma empresa medidos em termos
             sociais, ambientais e económicos.
                                Manuel Teixeira        32
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         Como medir a sustentabilidade?
  Consequentemente, ao longo                  O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medido pelo
  dos últimos anos, começaram a               Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud),
  surgir alguns métodos para                  não é exactamente um índice de sustentabilidade, mas ajudou
  tentar medir a sustentabilidade             a dimensionar estes novos métodos, onde temos como um
                                              bom exemplo


O Indicador de Progresso Genuíno (GPI) que baseado no cálculo do PIB agrega outros dados que
             podem influenciar para cima ou para baixo o valor (do PIB) - Ver caixa.


  O GPI é calculado pelas organizações não-governamentais tais como a Redefining Progress, baseadas na
  metodologia do Friends of the Earth. Neste indicador, são medidos dados tais como:

  Distribuição da receita – mede o quanto do PIB vai para as classes menos favorecidas.
  Trabalho doméstico e voluntário – porque o que a dona de casa faz não rende dinheiro, o seu trabalho não entra
  nas estatísticas tradicionais. Aqui, ele conta. Assim como o trabalho voluntário.
  Nível educacional – Quanto maior o nível educacional da população, maior o índice GPI, além de outros, tais como:
  Custo do crime, Exaustão de recursos, Poluição, Degradação ambiental a longo prazo, Diminuição do tempo de
  lazer, Gastos defensivos, Tempo de vida útil dos bens de consumo e da infra-estrutura pública e Dependência de
  activos externos.                                      Manuel Teixeira                                        33
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                    Outros exemplos
   • Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de
     Valores de São Paulo, Bovespa (no Brasil
   • O Dow Jones Sustainability Index
   • no caso português, o Prémio de Desenvolvimento
     Sustentável, uma iniciativa da Heidrick & Struggles na área da
     sustentabilidade, tendo como parceiro o Diário Económico e o
     BCSD Portugal.




                                Manuel Teixeira                   34
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    Prémio de Desenvolvimento Sustentável (Portugal)
                           "doing good by doing well"




    Baseia-se no preenchimento de um questionário simplificado que tem por base os
      critérios do Dow Jones Sustainability Index, tomando em consideração o “triple
     bottom line”, adaptado à realidade das práticas de sustentabilidade em Portugal.
                                        Manuel Teixeira                                 35
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      O estado da arte em Portugal, baseado no Dow Jones
                      Sustainability Index




  Fonte: Premio Desenvolvimento Sustentável Portugal   Manuel Teixeira       36
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     10- A ACV – Análise do Ciclo de Vida
   • A Análise de Ciclo de Vida (ACV) é a compilação e avaliação das
     entradas, saídas e dos potenciais impactos ambientais de um
     sistema de produto ao longo do seu ciclo de vida (a “cradle-to-
     grave analysis” – expressão usada no Inglês). O termo “ciclo de
     vida” refere-se à maioria das actividades no decurso da vida do
     produto desde a sua fabricação, utilização, manutenção e
     deposição final, incluindo a aquisição de matéria-prima necessária
     para a fabricação do produto.

   • A ACV, na óptica da gestão de processos, inclui também critérios
     alinhados com os conceitos de melhoria contínua e inovação,
     através da aplicação de tecnologias limpas e do conceito da eco-
     eficiência como principais ferramentas.
                                 Manuel Teixeira                        37
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     A ACV – Análise do Ciclo de Vida
   • De acordo com as
     normas ISO 14040 e
     14044, uma avaliação
     do ciclo de vida é
     efectuada com base em
     quatro fases distintas.



                                Manuel Teixeira       38
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     A ACV – Análise do Ciclo de Vida
   A ACV como ferramenta de
   análise para uma gestão
   ambiental sustentável está
   directamente associada
   com a Gestão do Ciclo de
   Vida (LCM), contribuindo,
   deste modo, para o
   Desenvolvimento
   Sustentável (DS).



                                Manuel Teixeira       39
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     A ACV – Análise do Ciclo de Vida
   • O conceito de análise do ciclo de vida tem-se tornado
     no foco das políticas ambientais e uma política
     ambiental ideal seria aquela que incorporasse as
     diversas dimensões da vida humana em sociedade, o
     que inclui as suas dimensões sociais, ambientais,
     políticas e económicas.

   • O planeamento deve então ser orientado em torno do
     princípio da sustentabilidade, entendido aqui como o
     princípio que fornece as bases sólidas para um estilo
     de desenvolvimento humano que preserve a qualidade
     de vida da espécie no planeta.
                                Manuel Teixeira              40
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     A ACV – Análise do Ciclo de Vida
   A dimensão ambiental tem passado assim, de
   forma gradual, a integrar de modo relevante a
   política de desenvolvimento das nações em
   geral e das empresas em particular.

   • Nova noção de competitividade:
       – Mercado versus Organizações

                                Manuel Teixeira       41
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     A adopção da perspectiva ambiental
   • o conceito do IPP (Integrated Product Policy -
     política integrada de produtos), conforme
     anunciado pela União Europeia
   • o conceito da economia circular – na China
   • os relatórios de sustentabilidade.



                                Manuel Teixeira       42
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                    Aplicações da ACV




                                Manuel Teixeira       43
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   Pontos de referência dos standards da ISO para
                       a ACV
   Existiam quatro normas ISO especificamente concebidas para aplicar na ACV:
   • ISO 14040: Princípios e estrutura
   • ISO 14041: Definição de objectivos e âmbito e análise de inventário
   • ISO 14042: Avaliação do impacto do ciclo de vida
   • ISO 14043: Interpretação

   Actualmente e desde início de 2006 dois projectos de normas foram
   publicados, os quais substituíram aquelas quatro:

   • ISO/DIS 14040: Princípios e estrutura
   • ISO/DIS 14044: Requisitos e directrizes

   A actual norma 14044:2006 substitui a 14041, 14042 e 14043, mas acabou
   por não sugerir grandes alterações no conteúdo.

                                    Manuel Teixeira                         44
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          Cálculo dos eco-indicadores
   Para calcular a pontuação do Eco-indicador, são
   necessários três passos:
   • Inventário das emissões relevantes, extracções de
     recursos e uso do solo em todos os processos que
     constituem o ciclo de vida de um produto. Este é
     um procedimento padrão da ACV
   • Cálculo dos danos que estes fluxos causam à
     saúde humana, qualidade dos ecossistemas e
     recursos
   • Ponderação destas três categorias de danos.
                                Manuel Teixeira       45
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          Cálculo dos eco-indicadores




    Procedimento geral para o cálculo dos eco-indicadores. As caixas mais
    claras referem-se aos processos, as caixas de cor mais escura referem-
                        se aos resultados intermédios.
                                  Manuel Teixeira                        46
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                 11 - A Eco-eficiência
   O World Business Council on Sustainable Development (WBCSD)
   cunhou o termo em 1992. A ideia da eco-eficiência, como um dos
   principais motores da excelência empresarial talvez tenha sido
   introduzida pelo empresário suíço Stephan Schmidheiny, nesse mesmo
   ano, através do seu livro “Mudando o Rumo”.

   • A essência da eco-eficiência reside em criar, ou entregar, mais com
     menos. E na essência da RSC (Responsabilidade Social Corporativa)
     ou triple bottom line está a criação de valor acrescentado de forma
     transparente e honesta.
   • O termo "Relatório de responsabilidade social" é frequentemente
     utilizado em vez de um relatório de triple bottom line, mas os dois
     são intercambiáveis. A teoria por detrás do triple bottom line
     assume que é do interesse da empresa, actuar como zeladora da
     questão ambiental, da sociedade e da economia.

                                 Manuel Teixeira                       47
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  Os impactos e respectivos benefícios da (na) RSC




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                 Porquê usar a ACV?
   • Os governos centrais e os seus diversos clientes
     simplesmente esperam, cada vez mais, que as
     empresas prestem atenção às propriedades
     ambientais de todos os produtos.
   • O EMAS*, o BSI e a série ISO 14000 exigem a
     melhoria contínua do seu sistema de gestão
     ambiental. A ACV e a sua utilização para a
     melhoria de processo / produto é a melhor
     maneira de atender a esta questão. A ACV pode
     ser utilizada para:
                                        *Sistema Comunitário de Ecogestão e Auditoria
                                        *British Standards Institution. Ver em: www.bsi-global.com/

                                Manuel Teixeira                                                       49
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                 Porquê usar a ACV?
   • Avaliação dos impactos ambientais associados a um dado
     produto;
   • Análise das trocas ambientais associadas aos produtos e
     processos para licenciamento ou persuasão dos decisores
     (órgãos ambientais, comunidade, etc);
   • Quantificação de emissões ambientais para a atmosfera,
     corpos de água e solos associados a cada processo ou
     estágio do ciclo de vida de um produto;
   • Avaliação dos impactos na saúde e no meio ambiente das
     emissões associadas a um dado produto;
   • Identificação de oportunidades de melhoria da eco-
     eficiência e da eficiência económica;
   • Concepção e desenvolvimento de produtos.
                                Manuel Teixeira                50
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     Os Indicadores de eco-eficiência
   • Assumindo-se como uma
     ferramenta prática para o sector
     empresarial, o conceito de IEE
     (Indicador de eco-eficiência)
     centra-se na prática do uso mais
     eficiente dos recursos e,
     simultaneamente, alcançar o
     progresso económico e ambiental
     através de menor poluição e
     consumo de recursos

                                Manuel Teixeira       51
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     Os Indicadores de eco-eficiência
   Os IEE devem estar particularmente preparados para responder aos
   diferentes desafios da sustentabilidade no âmbito da concretização
   dos objectivos económicos e ecológicos. Estes desafios incluem:

   • Impactos da actividade económica no ambiente (por exemplo, o
     consumo de recursos, as emissões de poluição, resíduos);
   • Efeitos da produtividade dos recursos na economia (por exemplo,
     eficiência económica).
   • Impactos da degradação ambiental sobre a produtividade
     económica (por exemplo, uma redução na capacidade de absorção,
     perda de cobertura florestal).
   • Efeitos de melhoria ambiental na sociedade (por exemplo, os
     custos dos congestionamentos, melhoria no bem-estar, os custos
     sociais).

                                 Manuel Teixeira                        52
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         Os IEE e o crescimento verde

   • A UNESCAP (Canal oficial da Comissão das Nações Unidas para
     a área Económica e social para a Ásia e o Pacífico)
   • Estratégia de crescimento de verde - Green Grouth (Paris -
     Julho 2009 - Declaração da OCDE sobre o crescimento verde -
     “OECD Environmental Outlook” para 2030)




                                Manuel Teixeira                53
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       A definição conceptual do IdEE
 Onde, os custos ambientais podem ser:
 • Emissões de poluição (emissões de CO2 ou
   SOx, procura bioquímica de oxigénio, etc.).
 • Utilização de recursos (energia ou água
   utilizada)
 • Custo associado com uma “questão”
   ambiental (ex: custos de
   congestionamento de tráfego)

 Output económico pode ser:
 • Valor acrescentado / benefício (PIB per
   capita)/ VAB por trabalhador.
 • Unidade de produto ou serviço (por km,
   por m2)
 • Custo associado com uma “questão”
   ambiental (ex: custos de
   congestionamento de tráfego)
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       A definição conceptual do IdEE
   • Importa, portanto, concluir que o conceito de indicador de
     eco-eficiência é projectado para capturar a eficiência
     ecológica de crescimento através da medição da eficiência
     da actividade económica, tanto em termos de consumo e
     de produção (utilização de recursos) como dos seus
     impactos ambientais correspondentes.
   • Nesta perspectiva, o objectivo final do indicador de eco-
     eficiência é fornecer aos governos e demais organizações,
     públicas ou privadas, um instrumento prático para a
     medição do desempenho no contexto da eco-eficiência e
     aproveitar o conceito de eco-eficiência para a definição de
     políticas sócio-económicas associadas à sustentabilidade
     ambiental.
                                Manuel Teixeira                    55
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     12 - O Relatório de Sustentabilidade
   • O trabalho pioneiro da ONG norte--americana
     CERES na criação de relatórios ambientais
     normalizados, foi reforçado pelos programas
     governamentais sobre relatórios ambientais e
     pelo nascimento dos relatórios de
     sustentabilidade.
   • Lançamento do GRI (Global Reporting Initiative),
     em finais de 1997.
   • Desde Abril de 2002, como uma instituição
     independente nas Nações Unidas.

                                Manuel Teixeira         56
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     Orientações sobre a Estrutura de Relatórios da GRI
  As Directrizes identificam as informações a ser divulgadas, que
  são relevantes e essenciais para a maioria das organizações e do
  interesse da maior parte dos stakeholders, em três categorias de
  conteúdo que deve ser incluído no relatório de sustentabilidade:

  • Perfil − Informações que estabelecem o contexto geral para a
    compreensão do desempenho organizacional, tais como sua
    estratégia, perfil e Governança;
  • Forma de Gestão − Conteúdo que descreve o modo como a
    organização trata determinado conjunto de temas para
    fornecer o contexto para a compreensão do desempenho
    numa área específica;
  • Indicadores de Desempenho – Informações comparáveis
    sobre o desempenho económico, ambiental e social da
    organização.               Manuel Teixeira                 57
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               13 - O futuro é agora?
   • As directrizes da ISO 26000:2010 nas organizações (ISO
     9004-2009 no Brasil). Como grande referencial
     internacional sobre responsabilidade social, entendida
     como gestão das operações numa óptica de
     sustentabilidade, a ISO 26000 é importante, em grau
     variável, para as empresas exportadoras, para todos os
     empresários e gestores e outras Partes Interessadas.

   • norma internacional ISO 31000:2009 - Gestão de Riscos
     - Tradicionalmente relacionada com riscos de
     segurança ocupacional (OHSAS 18001) ou riscos
     ambientais (ISO 14001)
                                                  A emergência de novos modelos
                                                            de gestão
                                Manuel Teixeira                               58
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      14 - UM NOVO MANIFESTO PARA A GESTÃO

   Economia das organizações versus economia de mercado
      – São economias de organizações em que as empresas são
        o actor principal na criação de valor e no progresso
        económico
   Criação de valor e não captação de valor
      – é o capital social que cria valor e começa a ser reconhecido
        como o motor do crescimento.
   Novo papel dos gestores
       – Ao contrário da visão tradicional dos gestores como
         "grandes desenhadores" da estratégia, o seu papel deve
         ser o de criar um propósito dentro da organização

                                Manuel Teixeira                    59
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                                                       Manuel Teixeira
                                                       mts@manuelteixeira.net
                                                       www.manuelteixeira.net
                                                       Tel: 935762002

                              Manuel Teixeira - 2008                            60

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Apresentação sustentabilidade resp social_final_ii

  • 1. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas Um admirável mundo sustentável: Sonho ou realidade?
  • 2. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice A vida não é mais do que uma competição, para sermos o criminoso e não a vítima. Bertrand Russell (1872 - 1970) Life is nothing but a competition to be the criminal rather than the victim. Bertrand Russell (1872 - 1970) MTS - 2010 2
  • 3. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas Agenda índice 1. Introdução ao tema. 2. A Responsabilidade Social e a Sustentabilidade 3. Um pouco de história sobre a responsabilidade social 4. A Responsabilidade Social em Portugal 5. O ambiente como estratégia empresarial 6. Novo papel para as empresas 7. Uma maior consciência global 8. Normas na RSC 9. O Desenvolvimento Sustentável 10. A ACV – Análise do Ciclo de Vida 11. A Eco-eficiência 12. O Relatório de Sustentabilidade 13. O futuro é agora? 14. UM NOVO MANIFESTO PARA A GESTÃO Manuel Teixeira 3
  • 4. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Sustentabilidade e Competitividade A SUSTENTABILIDADE pode ser entendida como um conceito que traduz a dimensão económica dos resultados de longo prazo decorrentes do exercício da CIDADANIA EMPRESARIAL, e deve ser percebida. • Em cada empresa, assim como • No conjunto da economia.
  • 5. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice 1 - A Responsabilidade Social e a Sustentabilidade • A Responsabilidade Social das Empresas, é definida pelo nível de integração voluntária, de preocupações sociais e ambientais, nas suas operações e na sua interacção com as outras partes interessadas. Manuel Teixeira 5
  • 6. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice A Responsabilidade Social e a Sustentabilidade • O conceito de cidadania empresarial é a "contribuição que uma empresa dá à sociedade através das suas principais actividades comerciais, do seu investimento social e de programas filantrópicos, e ao seu compromisso com as políticas públicas. • O modo como uma empresa gere as suas relações económicas, sociais e ambientais, e o modo como se compromete com os seus parceiros (tais como accionistas, patrões, clientes, parceiros de negócio, governos e comunidades), tem impacto no sucesso da empresa a longo prazo" Manuel Teixeira 6
  • 7. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice O conceito de responsabilidade social deve ser entendido a dois níveis: • Ao nível interno que se relaciona com os trabalhadores e, mais genericamente, com todas as partes interessadas afectadas pela empresa e que, por seu turno, podem influenciar os seus resultados. • Ao nível externo que leva em conta as consequências das acções de determinada organização sobre as suas variáveis externas, nomeadamente, o ambiente, os seus parceiros de negócio e meio envolvente. Manuel Teixeira 7
  • 8. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Factores que potenciaram o desenvolvimento da responsabilidade social nas empresas • globalização e de mutação industrial em larga escala • novas preocupações e expectativas dos cidadãos, dos consumidores, das autoridades públicas e dos investidores. • As empresas de hoje surgem como agentes transformadores de larga escala e acabam por • exercerem uma influência constante e muito forte sobre os recursos humanos, a sociedade e o meio ambiente em geral. Manuel Teixeira 8
  • 9. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Maior colaboração • A responsabilidade social corporativa • focalizadas na ética*, na transparência e na justiça social. áreas ambiental, económica e social. * Como ciência normativa dos comportamentos humanos Manuel Teixeira 9
  • 10. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice A responsabilidade social corporativa • A responsabilidade social corporativa – sustentabilidade corporativa – agregar valor á empresa, aos seus produtos e à sua marca. Manuel Teixeira 10
  • 11. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Governança Corporativa • responsabilidade social e sustentabilidade Dimensões para o desenvolvimento sustentável Governança e Eficiência Desenvolvimento Protecção e Valorização Coesão Social Colectiva Económico Ambiental Manuel Teixeira 11
  • 12. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Sustentabilidade e Competitividade • O próprio conceito de competitividade está associado à sustentabilidade do negócio. • Constata-se, assim, que a força económica está intrinsecamente ligada à preservação do meio ambiente, o que representa uma mudança de cultura no mundo corporativo e, consequentemente, pressupõe um trabalho integrado com as diversas partes interessadas. • A sustentabilidade é um conceito que depende de todos: empresas, governos, sociedade e indivíduos. • Deve ser entendida como uma abordagem sistémica a qual postula que todos os elementos influenciam e são influenciados reciprocamente. Manuel Teixeira 12
  • 13. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice 2- Um pouco de história sobre a responsabilidade social • O mecenato, prática comum na Roma antiga • no século XIX, nos Estados Unidos e Europa • Mais tarde, ainda em plena revolução industrial (Dodge versus Ford) • Pós Segunda Guerra Mundial: o caso da A.P. Smith Manufacturing Company Co. versus os seus accionistas. Só na década de 70 é que a preocupação com o como e quando a empresa deveria A lei da filantropia corporativa (em 1953), que responder pelas suas determinava que uma corporação poderia e obrigações sociais, começou a deveria promover o desenvolvimento social. ter relevância. Manuel Teixeira 13
  • 14. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice A Responsabilidade Social em Portugal • Responsabilidade Social, Desenvolvimento Sustentável e Cidadania Empresarial Manuel Teixeira 14
  • 15. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice 4 - A Responsabilidade Social em Portugal • um fraco envolvimento por parte dos diversos stackholders (partes interessadas) • fraca integração das preocupações e expectativas dos mesmos, ainda pouco significativa integração da responsabilidade social no sistema de gestão, participação e consulta da empresa e uma notória confusão sobre o que é efectivamente Responsabilidade Social. • A norma NP 4469 Manuel Teixeira 15
  • 16. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice 5 - O ambiente como estratégia empresarial • "O ambiente de uma organização é composto por forças e instituições externas a ela e que podem afectar o seu desempenho". • A nível de competitividade de determinada empresa pode ser definida, num sentido amplo, como a sua capacidade de desenvolver e sustentar vantagens competitivas que lhe permitam enfrentar essa realidade. Manuel Teixeira 16
  • 17. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice O Ambiente de Marketing Demográficos Macro Ambiente Económicos Micro Ambiente Empresa Intermediários Fornecedores de Marketing Clientes Concorrência Públicos Políticos / Legais Tecnológicos Ambientais Naturais 17
  • 18. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Factores • Ao longo das últimas décadas, pode-se afirmar que os recursos naturais tem sido tratados apenas como matéria-prima para o processo produtivo. • este modelo, do modo como foi idealizado, não é sustentável a longo prazo. • Assume-se que as reservas naturais são finitas. Manuel Teixeira 18
  • 19. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice 6- Novo papel para as empresas • Na sociedade de mercado, a empresa é a unidade básica de organização económica. As empresas são o motor central do desenvolvimento económico e devem ser, também, um motor vital do desenvolvimento sustentável. Para isto, é imprescindível que elas definam adequadamente a sua relação com a sociedade e com o meio ambiente. Manuel Teixeira 19
  • 20. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice A Responsabilidade Social Corporativa – Corporate Social Responsability (CSR) • “a decisão da empresa de contribuir ao desenvolvimento sustentável, trabalhando com os seus empregados, as suas famílias e a comunidade local, assim como com a sociedade no seu conjunto, para melhorar a qualidade de vida”. Definição pela World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) Manuel Teixeira 20
  • 21. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice 7 - Uma maior consciência global • CLUBE DE ROMA, 1972 – Publicação de Os Limites do Crescimento • Pressão sobre recursos naturais • UNCHE, Estocolmo, 1972 • Demanda crescente por energia • Dimensão ambiental como • Poluição condicionadora do modelo • Mudança climática global tradicional de desenvolvimento • Escassez de água potável • WCED, 1987 – Nosso Futuro Comum • Desertificação (Relatório Brundtland) • Perda de biodiversidade • “... atender às necessidades do presente sem comprometer a • Aumento da pobreza, da capacidade de as gerações futuras exclusão e desigualdades atenderem às suas próprias necessidades” • UNCED, Rio de Janeiro, 1992 • Agenda 21 • WSSD, Johannesburgo, 2002
  • 22. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice 8 - Normas na RSC • Norma AA 1000, a SA 8000 e a NP 4469 • contribuindo para criar um modelo de visão sobre as práticas de responsabilidade social e empresarial e a sua gestão do desempenho • A série de normas AA 1000 define melhores práticas para prestação de contas a fim de assegurar a qualidade da contabilidade, auditoria e relato social ético de todos os tipos de organizações (públicas, privadas e ONGs de todos os portes). Por meio desse processo, focado no engajamento da organização com as partes interessadas, vincula questões sociais e éticas à gestão estratégica e operações do negócio. • A SA 8000 é uma norma internacional de avaliação da responsabilidade social para empresas fornecedoras e vendedoras, baseada em convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e noutras convenções das Nações Unidas (ONU). Foi desenvolvida em Outubro de 1997 pelo Órgão de Creditação do Conselho de Prioridades Económicas (CEPAA), ligada a ONU, reunindo ONG, empresas e sindicatos. Manuel Teixeira 22
  • 23. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice A Nova Norma Portuguesa de Responsabilidade Social - NP 4469 • A Comissão Técnica 164 (iniciativa da Associação Portuguesa de Ética Empresarial – APEE – com o apoio da Bureau Veritas), responsável pela elaboração da Norma Portuguesa de Responsabilidade Social, deu por concluída, em Março de 2008, a primeira Norma Portuguesa de Responsabilidade Social - NP 4469-1:2008. Manuel Teixeira 23
  • 24. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice IPQ NP 4469-1: 2008 Sistema de gestão da responsabilidade social • Trabalho Infantil; • Trabalho Forçado; • Segurança e Saúde; • Liberdade de Associação e Direito à Negociação Colectiva; • Discriminação; • Práticas Disciplinares; • Horário de Trabalho; • Remuneração; • Sistema de Gestão. Manuel Teixeira 24
  • 25. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Certificação da 4469-1: 2008 • Para a certificação do sistema de gestão de responsabilidade social de acordo com a NP 4469-1: 2008, não existem ainda Organismos de Certificação acreditados para o efeito, pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC) no âmbito do Sistema Português da Qualidade (SPQ). • Na União Europeia, temos o Livro Verde que divide as áreas de conteúdo da Responsabilidade Social Corporativa em dois grandes blocos, sendo que o primeiro é relativo a aspectos internos e o segundo a aspectos externos. Manuel Teixeira 25
  • 26. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Quais as mais-valias para Portugal da NP 4469-1:2008 • Diferencia as empresas portuguesas • Na forma como os negócios se organizam e realizam • Confiança como um dos elementos centrais Manuel Teixeira 26
  • 27. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Voltando á questão da Sustentabilidade Dimensão ambiental, económica e social do desenvolvimento sustentável Manuel Teixeira 27
  • 28. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice 9 - O Desenvolvimento Sustentável • Ecologicamente correcto; • Economicamente viável; • Socialmente justo; e • Culturalmente aceite. Manuel Teixeira 28
  • 29. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Política de sustentabilidade baseada nos chamados 7 compromissos para um desenvolvimento sustentável: Manuel Teixeira 29
  • 30. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice A Estratégia Europeia para o Desenvolvimento Sustentável • Estratégia de Gotemburgo de 2001 • Revisão 2004 • Sustainable Development Strategy (2006) até 2010 ? e assenta: – Mudança climática e a energia limpa – Transporte sustentável – Consumo sustentável e produção – Conservação e gestão dos recursos naturais – Saúde Pública – A inclusão social, demografia e migração – A pobreza global e os desafios do desenvolvimento sustentável Manuel Teixeira 30
  • 31. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice O Índice de Sustentabilidade Empresarial O Índice de Sustentabilidade Empresarial é uma espécie de "selo de qualidade“, isto porque , hoje em dia, os investidores conscientes são caracterizados em dois grandes grupos: • O investidor pragmático • O Investidor orientado, aquele que, por compromisso pessoal, está disposto a pagar um maior valor pela acção de empresas que privilegiam os três pilares de sustentabilidade - económico, ambiental e social, ou seja, o Triple Bottom Line. Referência a John Elkington. Co-fundador da SustainAbility em 1987. Criador da Triple Bottom line. Manuel Teixeira 31
  • 32. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice O Triple Bottom Line O Triple bottom line ou People, Planet, Profit são os resultados de uma empresa medidos em termos sociais, ambientais e económicos. Manuel Teixeira 32
  • 33. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Como medir a sustentabilidade? Consequentemente, ao longo O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medido pelo dos últimos anos, começaram a Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), surgir alguns métodos para não é exactamente um índice de sustentabilidade, mas ajudou tentar medir a sustentabilidade a dimensionar estes novos métodos, onde temos como um bom exemplo O Indicador de Progresso Genuíno (GPI) que baseado no cálculo do PIB agrega outros dados que podem influenciar para cima ou para baixo o valor (do PIB) - Ver caixa. O GPI é calculado pelas organizações não-governamentais tais como a Redefining Progress, baseadas na metodologia do Friends of the Earth. Neste indicador, são medidos dados tais como: Distribuição da receita – mede o quanto do PIB vai para as classes menos favorecidas. Trabalho doméstico e voluntário – porque o que a dona de casa faz não rende dinheiro, o seu trabalho não entra nas estatísticas tradicionais. Aqui, ele conta. Assim como o trabalho voluntário. Nível educacional – Quanto maior o nível educacional da população, maior o índice GPI, além de outros, tais como: Custo do crime, Exaustão de recursos, Poluição, Degradação ambiental a longo prazo, Diminuição do tempo de lazer, Gastos defensivos, Tempo de vida útil dos bens de consumo e da infra-estrutura pública e Dependência de activos externos. Manuel Teixeira 33
  • 34. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Outros exemplos • Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de São Paulo, Bovespa (no Brasil • O Dow Jones Sustainability Index • no caso português, o Prémio de Desenvolvimento Sustentável, uma iniciativa da Heidrick & Struggles na área da sustentabilidade, tendo como parceiro o Diário Económico e o BCSD Portugal. Manuel Teixeira 34
  • 35. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Prémio de Desenvolvimento Sustentável (Portugal) "doing good by doing well" Baseia-se no preenchimento de um questionário simplificado que tem por base os critérios do Dow Jones Sustainability Index, tomando em consideração o “triple bottom line”, adaptado à realidade das práticas de sustentabilidade em Portugal. Manuel Teixeira 35
  • 36. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice O estado da arte em Portugal, baseado no Dow Jones Sustainability Index Fonte: Premio Desenvolvimento Sustentável Portugal Manuel Teixeira 36
  • 37. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice 10- A ACV – Análise do Ciclo de Vida • A Análise de Ciclo de Vida (ACV) é a compilação e avaliação das entradas, saídas e dos potenciais impactos ambientais de um sistema de produto ao longo do seu ciclo de vida (a “cradle-to- grave analysis” – expressão usada no Inglês). O termo “ciclo de vida” refere-se à maioria das actividades no decurso da vida do produto desde a sua fabricação, utilização, manutenção e deposição final, incluindo a aquisição de matéria-prima necessária para a fabricação do produto. • A ACV, na óptica da gestão de processos, inclui também critérios alinhados com os conceitos de melhoria contínua e inovação, através da aplicação de tecnologias limpas e do conceito da eco- eficiência como principais ferramentas. Manuel Teixeira 37
  • 38. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice A ACV – Análise do Ciclo de Vida • De acordo com as normas ISO 14040 e 14044, uma avaliação do ciclo de vida é efectuada com base em quatro fases distintas. Manuel Teixeira 38
  • 39. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice A ACV – Análise do Ciclo de Vida A ACV como ferramenta de análise para uma gestão ambiental sustentável está directamente associada com a Gestão do Ciclo de Vida (LCM), contribuindo, deste modo, para o Desenvolvimento Sustentável (DS). Manuel Teixeira 39
  • 40. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice A ACV – Análise do Ciclo de Vida • O conceito de análise do ciclo de vida tem-se tornado no foco das políticas ambientais e uma política ambiental ideal seria aquela que incorporasse as diversas dimensões da vida humana em sociedade, o que inclui as suas dimensões sociais, ambientais, políticas e económicas. • O planeamento deve então ser orientado em torno do princípio da sustentabilidade, entendido aqui como o princípio que fornece as bases sólidas para um estilo de desenvolvimento humano que preserve a qualidade de vida da espécie no planeta. Manuel Teixeira 40
  • 41. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice A ACV – Análise do Ciclo de Vida A dimensão ambiental tem passado assim, de forma gradual, a integrar de modo relevante a política de desenvolvimento das nações em geral e das empresas em particular. • Nova noção de competitividade: – Mercado versus Organizações Manuel Teixeira 41
  • 42. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice A adopção da perspectiva ambiental • o conceito do IPP (Integrated Product Policy - política integrada de produtos), conforme anunciado pela União Europeia • o conceito da economia circular – na China • os relatórios de sustentabilidade. Manuel Teixeira 42
  • 43. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Aplicações da ACV Manuel Teixeira 43
  • 44. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Pontos de referência dos standards da ISO para a ACV Existiam quatro normas ISO especificamente concebidas para aplicar na ACV: • ISO 14040: Princípios e estrutura • ISO 14041: Definição de objectivos e âmbito e análise de inventário • ISO 14042: Avaliação do impacto do ciclo de vida • ISO 14043: Interpretação Actualmente e desde início de 2006 dois projectos de normas foram publicados, os quais substituíram aquelas quatro: • ISO/DIS 14040: Princípios e estrutura • ISO/DIS 14044: Requisitos e directrizes A actual norma 14044:2006 substitui a 14041, 14042 e 14043, mas acabou por não sugerir grandes alterações no conteúdo. Manuel Teixeira 44
  • 45. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Cálculo dos eco-indicadores Para calcular a pontuação do Eco-indicador, são necessários três passos: • Inventário das emissões relevantes, extracções de recursos e uso do solo em todos os processos que constituem o ciclo de vida de um produto. Este é um procedimento padrão da ACV • Cálculo dos danos que estes fluxos causam à saúde humana, qualidade dos ecossistemas e recursos • Ponderação destas três categorias de danos. Manuel Teixeira 45
  • 46. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Cálculo dos eco-indicadores Procedimento geral para o cálculo dos eco-indicadores. As caixas mais claras referem-se aos processos, as caixas de cor mais escura referem- se aos resultados intermédios. Manuel Teixeira 46
  • 47. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice 11 - A Eco-eficiência O World Business Council on Sustainable Development (WBCSD) cunhou o termo em 1992. A ideia da eco-eficiência, como um dos principais motores da excelência empresarial talvez tenha sido introduzida pelo empresário suíço Stephan Schmidheiny, nesse mesmo ano, através do seu livro “Mudando o Rumo”. • A essência da eco-eficiência reside em criar, ou entregar, mais com menos. E na essência da RSC (Responsabilidade Social Corporativa) ou triple bottom line está a criação de valor acrescentado de forma transparente e honesta. • O termo "Relatório de responsabilidade social" é frequentemente utilizado em vez de um relatório de triple bottom line, mas os dois são intercambiáveis. A teoria por detrás do triple bottom line assume que é do interesse da empresa, actuar como zeladora da questão ambiental, da sociedade e da economia. Manuel Teixeira 47
  • 48. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Os impactos e respectivos benefícios da (na) RSC 48
  • 49. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Porquê usar a ACV? • Os governos centrais e os seus diversos clientes simplesmente esperam, cada vez mais, que as empresas prestem atenção às propriedades ambientais de todos os produtos. • O EMAS*, o BSI e a série ISO 14000 exigem a melhoria contínua do seu sistema de gestão ambiental. A ACV e a sua utilização para a melhoria de processo / produto é a melhor maneira de atender a esta questão. A ACV pode ser utilizada para: *Sistema Comunitário de Ecogestão e Auditoria *British Standards Institution. Ver em: www.bsi-global.com/ Manuel Teixeira 49
  • 50. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Porquê usar a ACV? • Avaliação dos impactos ambientais associados a um dado produto; • Análise das trocas ambientais associadas aos produtos e processos para licenciamento ou persuasão dos decisores (órgãos ambientais, comunidade, etc); • Quantificação de emissões ambientais para a atmosfera, corpos de água e solos associados a cada processo ou estágio do ciclo de vida de um produto; • Avaliação dos impactos na saúde e no meio ambiente das emissões associadas a um dado produto; • Identificação de oportunidades de melhoria da eco- eficiência e da eficiência económica; • Concepção e desenvolvimento de produtos. Manuel Teixeira 50
  • 51. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Os Indicadores de eco-eficiência • Assumindo-se como uma ferramenta prática para o sector empresarial, o conceito de IEE (Indicador de eco-eficiência) centra-se na prática do uso mais eficiente dos recursos e, simultaneamente, alcançar o progresso económico e ambiental através de menor poluição e consumo de recursos Manuel Teixeira 51
  • 52. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Os Indicadores de eco-eficiência Os IEE devem estar particularmente preparados para responder aos diferentes desafios da sustentabilidade no âmbito da concretização dos objectivos económicos e ecológicos. Estes desafios incluem: • Impactos da actividade económica no ambiente (por exemplo, o consumo de recursos, as emissões de poluição, resíduos); • Efeitos da produtividade dos recursos na economia (por exemplo, eficiência económica). • Impactos da degradação ambiental sobre a produtividade económica (por exemplo, uma redução na capacidade de absorção, perda de cobertura florestal). • Efeitos de melhoria ambiental na sociedade (por exemplo, os custos dos congestionamentos, melhoria no bem-estar, os custos sociais). Manuel Teixeira 52
  • 53. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Os IEE e o crescimento verde • A UNESCAP (Canal oficial da Comissão das Nações Unidas para a área Económica e social para a Ásia e o Pacífico) • Estratégia de crescimento de verde - Green Grouth (Paris - Julho 2009 - Declaração da OCDE sobre o crescimento verde - “OECD Environmental Outlook” para 2030) Manuel Teixeira 53
  • 54. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice A definição conceptual do IdEE Onde, os custos ambientais podem ser: • Emissões de poluição (emissões de CO2 ou SOx, procura bioquímica de oxigénio, etc.). • Utilização de recursos (energia ou água utilizada) • Custo associado com uma “questão” ambiental (ex: custos de congestionamento de tráfego) Output económico pode ser: • Valor acrescentado / benefício (PIB per capita)/ VAB por trabalhador. • Unidade de produto ou serviço (por km, por m2) • Custo associado com uma “questão” ambiental (ex: custos de congestionamento de tráfego) 54
  • 55. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice A definição conceptual do IdEE • Importa, portanto, concluir que o conceito de indicador de eco-eficiência é projectado para capturar a eficiência ecológica de crescimento através da medição da eficiência da actividade económica, tanto em termos de consumo e de produção (utilização de recursos) como dos seus impactos ambientais correspondentes. • Nesta perspectiva, o objectivo final do indicador de eco- eficiência é fornecer aos governos e demais organizações, públicas ou privadas, um instrumento prático para a medição do desempenho no contexto da eco-eficiência e aproveitar o conceito de eco-eficiência para a definição de políticas sócio-económicas associadas à sustentabilidade ambiental. Manuel Teixeira 55
  • 56. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice 12 - O Relatório de Sustentabilidade • O trabalho pioneiro da ONG norte--americana CERES na criação de relatórios ambientais normalizados, foi reforçado pelos programas governamentais sobre relatórios ambientais e pelo nascimento dos relatórios de sustentabilidade. • Lançamento do GRI (Global Reporting Initiative), em finais de 1997. • Desde Abril de 2002, como uma instituição independente nas Nações Unidas. Manuel Teixeira 56
  • 57. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice Orientações sobre a Estrutura de Relatórios da GRI As Directrizes identificam as informações a ser divulgadas, que são relevantes e essenciais para a maioria das organizações e do interesse da maior parte dos stakeholders, em três categorias de conteúdo que deve ser incluído no relatório de sustentabilidade: • Perfil − Informações que estabelecem o contexto geral para a compreensão do desempenho organizacional, tais como sua estratégia, perfil e Governança; • Forma de Gestão − Conteúdo que descreve o modo como a organização trata determinado conjunto de temas para fornecer o contexto para a compreensão do desempenho numa área específica; • Indicadores de Desempenho – Informações comparáveis sobre o desempenho económico, ambiental e social da organização. Manuel Teixeira 57
  • 58. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice 13 - O futuro é agora? • As directrizes da ISO 26000:2010 nas organizações (ISO 9004-2009 no Brasil). Como grande referencial internacional sobre responsabilidade social, entendida como gestão das operações numa óptica de sustentabilidade, a ISO 26000 é importante, em grau variável, para as empresas exportadoras, para todos os empresários e gestores e outras Partes Interessadas. • norma internacional ISO 31000:2009 - Gestão de Riscos - Tradicionalmente relacionada com riscos de segurança ocupacional (OHSAS 18001) ou riscos ambientais (ISO 14001) A emergência de novos modelos de gestão Manuel Teixeira 58
  • 59. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Voltar ao Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas índice 14 - UM NOVO MANIFESTO PARA A GESTÃO Economia das organizações versus economia de mercado – São economias de organizações em que as empresas são o actor principal na criação de valor e no progresso económico Criação de valor e não captação de valor – é o capital social que cria valor e começa a ser reconhecido como o motor do crescimento. Novo papel dos gestores – Ao contrário da visão tradicional dos gestores como "grandes desenhadores" da estratégia, o seu papel deve ser o de criar um propósito dentro da organização Manuel Teixeira 59
  • 60. A Metrics 2008 IT Sustentabilidade e a Responsabilidade Implementação de um IT Balanced Scorecard Social das Empresas Questões? Obrigado Pela Atenção! Manuel Teixeira mts@manuelteixeira.net www.manuelteixeira.net Tel: 935762002 Manuel Teixeira - 2008 60