CURSO TÉCNICO
MECÂNICO
Manutenção Industrial
SENAI – CFP “ALVIMAR CARNEIRO DE REZENDE”
SENAI-CFP “Alvimar Carneiro de Rezende”
Via Sócrates Marianni Bittencourt, 711 – CINCO
CONTAGEM – MG – Cep. 32010-010
Tel. 31-3352-2384 – E-mail: cfp-acr@fiemg.com.br
Manutenção Industrial
TÉCNICO MECÂNICO
Presidente da FIEMG
Robson Braga de Andrade
Gestor do SENAI
Petrônio Machado Zica
Diretor Regional do SENAI e
Superintendente de Conhecimento e Tecnologia
Alexandre Magno Leão dos Santos
Gerente de Educação e Tecnologia
Edmar Fernando de Alcântara
Autores
Abilio José Weber
Dario do Amaral Filho
João Pedro Alexandria Jr.
José Antônio Peixoto Cunha
Pedro Araujo
Texto
Dario do Amaral Filho
Colaboradores
Augusto Lima de Albuquerque Neto
Célio Renato Bueno Ruiz
José Luiz Gonçalves
José Saturnino Peopke
Unidade Operacional
Centro de Formação Profissional “Alvimar Carneiro de Rezende”
1° EDIÇÃO/2008
1
A U L A
A U L A
Com a globalização da economia, a busca da
qualidade total em serviços, produtos e gerenciamento ambiental passou a ser
a meta de todas as empresas.
– O que a manutenção tem a ver com a qualidade total?
Disponibilidade de máquina, aumento da competitividade, aumento da
lucratividade, satisfação dos clientes, produtos com defeito zero...
– Não entendi!
Vamos comparar. Imagine que eu seja um fabricante de rolamentos e que
tenha concorrentes no mercado. Pois bem, para que eu venha a manter meus
clientes e conquistar outros, precisarei tirar o máximo rendimento de minhas
máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivo.
Deverei, também, estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação
e de entrega de meus rolamentos. Imagine você que eu não faça manutenção
manutenção
manutenção
manutenção
manutenção
de minhas máquinas...
– Estou começando a compreender.
Se eu não tiver um bom programa de manutenção, os prejuízos serão
inevitáveis, pois máquinas com defeitos ou quebradas causarão:
· diminuição ou interrupção da produção;
· atrasos nas entregas;
· perdas financeiras;
· aumento dos custos;
· rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação;
· insatisfação dos clientes;
· perda de mercado.
Para evitar o colapso de minha empresa devo, obrigatoriamente, definir um
programa de manutenção com métodos preventivos a fim de obter rolamentos
nas quantidades
quantidades
quantidades
quantidades
quantidades previamente estabelecidas e com qualidade
qualidade
qualidade
qualidade
qualidade. Também devo
incluir, no programa, as ferramentas
ferramentas
ferramentas
ferramentas
ferramentas a serem utilizadas e a previsão da vida útil
de cada elemento
cada elemento
cada elemento
cada elemento
cada elemento das máquinas.
Todos esses aspectos mostram a importância que se deve dar à manutenção.
Introdução à
manutenção
3
1
A U L A
Um breve histórico
A manutenção, embora despercebida, sempre existiu, mesmo nas épocas
mais remotas. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta
do século XVI na Europa central, juntamente com o surgimento do relógio
mecânico, quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência.
Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se, como necessi-
dade absoluta, na Segunda Guerra Mundial. No princípio da reconstrução pós-
guerra, Inglaterra, Alemanha, Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu
desempenho industrial nas bases da engenharia e manutenção.
Nos últimos anos, com a intensa concorrência, os prazos de entrega dos
produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas. Com isso, surgiu a
motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos.
Essa motivação deu origem à manutenção preventiva.
Em suma, nos últimos vinte anos é que tem havido preocupação de técnicos
e empresários para o desenvolvimento de técnicas específicas para melhorar o
complexosistemaHomem/Máquina/Serviço
Homem/Máquina/Serviço
Homem/Máquina/Serviço
Homem/Máquina/Serviço
Homem/Máquina/Serviço.
Conceito e objetivos
Podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos
indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas, equipa-
mentos, ferramentas e instalações. Esses cuidados envolvem a conservação
conservação
conservação
conservação
conservação, a
adequação
adequação
adequação
adequação
adequação, a restauração
restauração
restauração
restauração
restauração, a substituição
substituição
substituição
substituição
substituição e a prevenção
prevenção
prevenção
prevenção
prevenção. Por exemplo, quando
mantemos as engrenagens lubrificadas, estamos conservando-as. Se estivermos
retificando uma mesa de desempeno, estaremos restaurando-a Se estivermos
trocando o plugue de um cabo elétrico, estaremos substituindo-o.
De modo geral, a manutenção em uma empresa tem como objetivos:
· manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento
para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos;
· prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas.
Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e
de reparos periódicos programados.
A manutenção ideal de uma máquina é a que permite alta disponibilidade
para a produção durante todo o tempo em que ela estiver em serviço e a um custo
adequado.
Serviços de rotina e serviços periódicos
Os serviços de rotina constam de inspeção e verificação das condições
técnicas das unidades das máquinas. A detecção e a identificação de pequenos
defeitos dos elementos das máquinas, a verificação dos sistemas de lubrificação
e a constatação de falhas de ajustes são exemplos dos serviços da manutenção de
rotina.
4
1
A U L A A responsabilidade pelos serviços de rotina não é
somente do pessoal da manutenção, mas também de
todos os operadores de máquinas. Salientemos que
há, também, manutenção de emergência ou corretiva
que será estudada logo adiante.
Os serviços periódicos de manutenção consis-
tem de vários procedimentos que visam manter a
máquina e equipamentos em perfeito estado de fun-
cionamento. Esses procedimentos envolvem várias
operações:
· monitorar as partes da máquina sujeitas a maiores desgastes;
· ajustar ou trocar componentes em períodos predeterminados;
· exame dos componentes antes do término de suas garantias;
· replanejar, se necessário, o programa de prevenção;
· testar os componentes elétricos etc.
Os serviços periódicos de manutenção podem ser feitos durante paradas
longas das máquinas por motivos de quebra de peças (o que deve ser evitado) ou
outras falhas, ou durante o planejamento de novo serviço ou, ainda, no horário
de mudança de turnos.
As paradas programadas visam à desmontagem completa da máquina para
exame de suas partes e conjuntos. As partes danificadas, após exame, são
recondicionadas ou substituídas. A seguir, a máquina é novamente montada e
testada para assegurar a qualidade exigida em seu desempenho.
Reparos não programados também ocorrem e estão inseridos na categoria
conhecida pelo nome de manutenção corretiva
manutenção corretiva
manutenção corretiva
manutenção corretiva
manutenção corretiva. Por exemplo, se uma furadeira
de bancada estiver em funcionamento e a correia partir, ela deverá ser substitu-
ída de imediato para que a máquina não fique parada .
O acompanhamento e o registro
o registro
o registro
o registro
o registro do estado da máquina, bem como dos
reparos feitos, são fatores importantes em qualquer programa de manutenção.
Tipos de manutenção
Há dois tipos de manutenção: a
a
a
a
a planejada
planejada
planejada
planejada
planejada e a não planejada
não planejada
não planejada
não planejada
não planejada.
A manutenção planejada classifica-se em quatro categorias: preventiva
preventiva
preventiva
preventiva
preventiva,
preditiva
preditiva
preditiva
preditiva
preditiva, TPM
TPM
TPM
TPM
TPM e Terotecnologia
Terotecnologia
Terotecnologia
Terotecnologia
Terotecnologia.
A manutenção preventiva
manutenção preventiva
manutenção preventiva
manutenção preventiva
manutenção preventiva consiste no conjunto de procedimentos e ações
antecipadas que visam manter a máquina em funcionamento.
A manutenção preditiva
manutenção preditiva
manutenção preditiva
manutenção preditiva
manutenção preditiva é um tipo de ação preventiva baseada no conheci-
mento das condições de cada um dos componentes das máquinas e equipamen-
tos. Esses dados são obtidos por meio de um acompanhamento do desgaste de
peças vitais de conjuntos de máquinas e de equipamentos. Testes periódicos são
efetuados para determinar a época adequada para substituições ou reparos de
peças. Exemplos: análise de vibrações, monitoramento de mancais .
A TPM
TPM
TPM
TPM
TPM (manutenção produtiva total) foi desenvolvida no Japão. É um
modelo calcado no conceito “de minha máquina, cuido eu”. Estudaremos TPM
na Aula 2.
verificação de folga
5
1
A U L A
A Terotecnologia
Terotecnologia
Terotecnologia
Terotecnologia
Terotecnologia é uma técnica inglesa que determina a participação de um
especialista em manutenção desde a concepção do equipamento até sua instala-
ção e primeiras horas de produção. Com a terotecnologia, obtêm-se equipamen-
tos que facilitam a intervenção dos mantenedores.
Modernamente há empresas que aplicam o chamado retrofitting, que são
reformas de equipamentos com atualização tecnológica. Por exemplo, refor-
mar um torno mecânico convencional transformando-o em torno CNC é um
caso de retrofitting.
A manutenção não planejada classifica-se em duas categorias: a corretiva
a corretiva
a corretiva
a corretiva
a corretiva e
a de ocasião
de ocasião
de ocasião
de ocasião
de ocasião.
A manutenção corretiva
manutenção corretiva
manutenção corretiva
manutenção corretiva
manutenção corretiva tem o objetivo de localizar e reparar defeitos em
equipamentos que operam em regime de trabalho contínuo.
A manutenção de ocasião
manutenção de ocasião
manutenção de ocasião
manutenção de ocasião
manutenção de ocasião consiste em fazer consertos quando a máquina se
encontra parada.
Planejamento, programação e controle
Nas instalações industriais, as paradas para manutenção constituem uma
preocupação constante para a programação da produção. Se as paradas não
forem previstas, ocorrem vários problemas, tais como: atrasos no cronograma de
fabricação, indisponibilidade da máquina, elevação dos custos etc.
Para evitar esses problemas, as empresas introduziram, em termos adminis-
trativos, o planejamento e a programação da manutenção. No Brasil, o planeja-
mento e a programação da manutenção foram introduzidos durante os anos 60.
A função planejar
planejar
planejar
planejar
planejar significa conhecer os trabalhos, os recursos para executá-
los e tomar decisões.
A função programar
programar
programar
programar
programar significa determinar pessoal, dia e hora para execução
dos trabalhos.
Um plano de manutenção deve responder às seguintes perguntas:
– Como?
– O quê?
– Em quanto tempo?
– Quem?
– Quando?
– Quanto?
As três primeiras perguntas são essenciais para o planejamento e as três
últimas, imprescindíveis para a programação.
O plano de execução deve ser controlado para se obter informações que
orientem a tomada de decisões quanto a equipamentos e equipes de manutenção.
O controle é feito por meio de coleta e tabulação de dados, seguidos
de interpretação. É desta forma que são estabelecidos os padrões ou normas
de trabalho.
6
1
A U L A Organização e administração
Por organização do serviço de manutenção podemos entender a maneira
como se compõem, se ordenam e se estruturam os serviços para o alcance dos
objetivos visados.
A administração do serviço de manutenção tem o objetivo de normatizar
as atividades, ordenar os fatores de produção, contribuir para a produção
e a produtividade com eficiência, sem desperdícios e retrabalho.
O maior risco que a manutenção pode sofrer, especialmente nas grandes
empresas, é o da perda do seu principal objetivo, por causa, principalmente, da
falta de organização e de uma administração excessivamente burocratizada.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Assinale V
V
V
V
V para as afirmações verdadeiras e F
F
F
F
F para as falsas.
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Conservação, restauração e substituição de elementos de máquinas
são operações desnecessárias nos programas de manutenção das
empresas.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Garantir a produção normal e a qualidade dos produtos fabricados
é um dos objetivos da manutenção efetuada pelas empresas.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) A troca de óleo é um serviço de rotina na manutenção de máquinas.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) A responsabilidade pelos serviços de rotina, na manutenção de
máquinas, é exclusividade dos operadores.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) O desmonte completo de uma máquina só ocorre em situações de
emergência.
f)
f)
f)
f)
f) ( ) A checagem de ajustes é um serviço de rotina na manutenção de
máquinas.
g)
g)
g)
g)
g) ( ) O registro do estado de uma máquina e dos reparos nela efetuados
faz parte dos programas de manutenção das empresas.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Responda.
a)
a)
a)
a)
a) No que consiste a manutenção preventiva?
b)
b)
b)
b)
b) Qual é o objetivo da manutenção corretiva?
c)
c)
c)
c)
c) No que consiste a manutenção de ocasião?
d)
d)
d)
d)
d) Em manutenção, o que significa planejar?
e)
e)
e)
e)
e) Quando se pensa em manutenção, quais são as perguntas básicas que
devem ser feitas na fase do planejamento? E na fase da programação?
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Complete as frases.
a)
a)
a)
a)
a) Um bom programa de manutenção deve ter por base a organização e a
.............................................................................................................................
b)
b)
b)
b)
b) A coleta e a tabulação de dados, seguidas de interpretação, fazem parte
do .............................................................................................................................
Exercícios
7
____________________________________________________________
____________________________________________________________
M
Ma
an
nu
ut
te
en
nç
çã
ão
o c
co
or
rr
re
et
ti
iv
va
a
Consideremos, uma linha de produção de uma fábrica de calçados e que a
máquina que faz as costuras no solado pare de funcionar por um motivo qualquer.
Se providências não forem tomadas imediatamente, toda a produção de calçados
com costura no solado ficará comprometida.
Diante de situações como esta, a manutenção corretiva deverá entrar em ação,
e nesta aula veremos como são elaborados os documentos que compõem a
manutenção corretiva.
Manutenção corretiva
Manutenção corretiva é aquela de atendimento imediato à produção. Esse tipo de
manutenção baseia-se na seguinte filosofia: “equipamento parou, manutenção
conserta imediatamente”.
Não existe filosofia, teoria ou fórmula para dimensionar uma equipe de
manutenção corretiva, pois nunca se sabe quando alguém vai ser solicitado para
atender aos eventos que requerem a presença dos mantenedores. Por esse
motivo, as empresas que não têm uma manutenção programada e bem
administrada convivem com o caos, pois nunca haverá pessoal de manutenção
suficiente para atender às solicitações. Mesmo que venham a contar com pessoal
de manutenção em quantidade suficiente, não saberão o que fazer com os
mantenedores em épocas em que tudo caminha tranqüilamente.
É por esse motivo que, normalmente, a manutenção aceita serviços de montagem
para executar e nunca cumpre os prazos estabelecidos, pois há ocasiões em que
terá de decidir se atende às emergências ou continua montando o que estava
programado.
Como as ocorrências de emergência são inevitáveis, sempre haverá necessidade
de uma equipe para esses atendimentos, mesmo porque, não se deve ter 100%
de manutenção preventiva. Dependendo do equipamento, às vezes é mais
conveniente, por motivos econômicos, deixá-lo parar e resolver o problema por
atendimento de emergência.
Mesmo em empresas que não podem ter emergências, às vezes elas ocorrem
com resultados geralmente catastróficos. Exemplo: empresas aéreas.
Nas empresas que convivem com emergências podem redundar em desastres,
deve haver uma equipe muito especial de manutenção, cuja função é eliminar ou
minimizar essas emergências.
A filosofia que deve ser adotada é: “emergências não ocorrem, são causadas.
Elimine a causa e você não terá novamente a mesma emergência”.
8
____________________________________________________________
____________________________________________________________
Atendimento
A equipe de manutenção corretiva deve estar sempre em um local específico para
ser encontrada facilmente e atender à produção de imediato.
Como a equipe não sabe o local onde vai atuar, o usuário com problemas deverá
solicitar o atendimento por telefone, porém, para efeitos de registro e estatística,
ele deverá emitir um documento com as seguintes informações:
Equipamento ........................... da seção ................................ parou às ................
horas do dia ..............................
Uma analista da equipe de manutenção corretiva atende ao chamado, verifica o
que deve ser feito e emite uma ficha de execução para sanar o problema.
Um modelo de ficha de execução é dado a seguir.
9
____________________________________________________________
____________________________________________________________
O preenchimento da frente da ficha de execução deve seguir os passos:
• Preencher o campo unidade ou área onde o equipamento está localizado;
• Preencher o campo data;
• Preencher o campo equipamento citando o nome do equipamento;
• preencher os campos conjunto e subconjunto;
• Preencher o campo trabalho a realizar especificando exatamente o que
fazer e onde fazer;
• Preencher o campo trabalho realizado;
• Preencher o campo parada da produção colocando código 00 quando for
emergência (serviço não programado) e código 11 quando for preventiva
(serviços programados);
• Preencher os campos natureza de avaria e causas de avaria citados nos
anexos 1 e 2:
10
____________________________________________________________
____________________________________________________________
As relações de natureza e causa dos anexos 1 e 2 não são definitivas. Elas
podem e devem ser ampliadas.
Salientemos que, para se colocar o código de natureza e causa de avaria é
necessário analisar profundamente o problema, pois existe sempre uma causa
fundamental. Às vezes uma natureza de avaria pode vir a ser causa para outro
tipo de natureza de avaria. Exemplo: desgaste de um eixo.
11
____________________________________________________________
____________________________________________________________
Nesse exemplo, temos como natureza o desgaste do eixo e como causa do
desgaste a falta de lubrificação, porém, o que causou a falta de lubrificação?
O preenchimento do verso da ficha de execução deve seguir os passos:
• preencher o campo chapa com a identificação do funcionário;
• preencher o campo data;
• preencher os campos início, término e duração do trabalho.
Os campos ‘data’, ‘início’, ‘término’ e ‘duração’ do trabalho na primeira linha do
verso apresentarão apenas eventos previstos. Somente a partir da segunda linha
é que apresentarão eventos realizados, de acordo com o desenvolvimento do
trabalho.
Quando o trabalho tiver sido executado, fecha-se a coluna ‘duração’ e transfere-
se o resultado obtido (horas, dias) para o campo ‘realizada’, existente na frente da
ficha. Após isso, pede-se para a chefia colocar o visto no respectivo campo para a
liberação do equipamento.
A equipe de manutenção, evidentemente, deverá eliminar as emergências;
porém, sempre se preocupando em deixar o equipamento trabalhando dentro de
suas características originais, de acordo com seu projeto de fabricação.
Após o conserto e a liberação do equipamento para a produção, o analista da
manutenção corretiva é obrigado a enviar para o setor de Engenharia da
Manutenção um relatório de avaria. Nesse relatório o analista pode e deve sugerir
alguma providência ou modificação no projeto da máquina para que o tipo de
avaria ocorrida – e solucionada – não venha a se repetir.
Modelo de relatório de avaria
Abaixo apresentamos um modelo de relatório de avaria e mostramos como
preenchê-lo.
12
____________________________________________________________
___________________________________________________________
O preenchimento do relatório de avaria deve seguir os passos:
• preencher o campo unidade com nome e código;
• preencher o campo equipamento com nome e código;
• preencher o campo conjunto com código;
• preencher o campo subconjunto com código;
• preencher o campo data com a data de ocorrência;
• preencher o campo natureza da avaria com código (anexo 1) e relatar a
ocorrência;
• preencher o campo causa da avaria com código (anexo 2) e relatar a causa
fundamental;
• preencher o campo sugestão indicando alguma providência ou modificação
no projeto.
Observação: É conveniente ressaltar que os modelos de ficha de execução e os
modelos de relatório de avaria mudam de empresa para empresa, bem como os
códigos de natureza da avaria e suas causas. Não há, infelizmente, uma norma a
respeito do assunto.
Numa unidade de pintura, o equipamento de exaustão, pertencente ao
subconjunto nº 83 do conjunto nº 235 responsável pela retirada do excesso de
concentração de solventes, parou inesperadamente por motivo de desregulagem
da correia. Esta desregulagem foi causada pelo mau ajuste na montagem do
aparelho.
Prevendo que para consertar a desregulagem serão gastas duas horas de
trabalho, marque com um X a alternativa correta dos exercícios.
13
5
A U L A
Consideremos o motor de um automóvel.
De tempos em tempos o usuário deverá trocar o óleo do cárter. Não realizando
essa operação periódica, estaria correndo o risco de danificar os elementos
que constituem o motor.
Como o usuário faria para poder controlar essa troca periódica do óleo
do motor?
Para realizar esse controle, o usuário deverá acompanhar a quilometragem
do carro e, baseado nela, fazer a previsão da troca do óleo.
Essa previsão nada mais é do que uma simples manutenção preventiva,
que é o assunto desta aula.
Conceitos
Amanutençãopreventivaobedeceaumpadrãopreviamenteesquematizado,
que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças
gastas por novas, assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por
um período predeterminado.
O método preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho,
assegurando o equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades.
O controle das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos
de indústria. Uma das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva
é a diminuição sensível dos estoques. Isso se consegue com a organização dos
prazos para reposição de peças. Assim, ajustam-se os investimentos para o setor.
Se uma peça de um conjunto que constitui um mecanismo estiver execu-
tando seu trabalho de forma irregular, ela estabelecerá, fatalmente, uma
sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela. Como conseqüên-
cia, a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil das demais peças do
conjunto. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática,
com antecedência,
antecedência,
antecedência,
antecedência,
antecedência, para preservar as demais peças.
Manutenção preventiva
5
A U L A
14
5
A U L A Em qualquer sistema industrial, a improvisação é um dos focos de pre-
juízo. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da
produção, mas perde-se em eficiência. A improvisação pode e deve ser evitada
por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção
preventiva. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho unifor-
me e seguro.
O planejamento e a organização, fornecidos pelo método preventivo, são
uma garantia aos homens da produção que podem controlar, dentro de uma
faixa de erro mínimo, a entrada de novas encomendas.
Com o tempo, os industriais foram se conscientizando de que a máquina
que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas
que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação,
troca de peças gastas e ajustes.
Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados, são
suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. Isso evita a difícil tarefa
de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do
pessoal da manutenção corretiva.
A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em
todos os setores industriais, pois abrange desde uma simples revisão – com
paradas que não obedecem a uma rotina – até a utilização de sistemas de alto
índice técnico.
A manutenção preventiva abrange cronogramas nos quais são traçados
planos e revisões periódicas completas para todos os tipos de materiais utiliza-
dos nas oficinas. Ela inclui, também, levantamentos que visam facilitar sua
própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica.
A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir
a setores, máquinas ou equipamentos. O sistema deve abranger todos os
setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles, de
modo tal que, ao se constatar uma anomalia, as providências independam de
qualquer outra regra que porventura venha a existir em uma oficina. Essa
liberdade, dentro da indústria, é fundamental para o bom funcionamento do
sistema preventivo.
Oaparecimentodefocosqueocasionamdescontinuidadenoprogramadeve
ser encarado de maneira séria, organizando-se estudos que tomem por base os
relatórios preenchidos por técnicos da manutenção. Estes deverão relatar, em
linguagem simples e clara, todos os detalhes do problema em questão.
A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão
de comando, apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas
pelo pessoal da fábrica. À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio
ao sistema fabril.
O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita com-
preensão de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica, desde os
operários à presidência.
15
5
A U L A
A manutenção preventiva, por ter um alcance extenso e profundo, deve ser
organizada. Se a organização da manutenção preventiva carecer da devida
solidez, ela provocará desordens e confusões. Por outro lado, a capacidade e o
espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção
preventiva.
A manutenção preventiva deve, também, ser sistematizada para que o fluxo
dos trabalhos se processe de modo correto e rápido. Sob esse aspecto, é necessá-
rio estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os
procedimentos adotados.
O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar defini-
ções claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os
elementos participantes. O fluxo das informações deverá fluir rapidamente
entre todos os envolvidos na manutenção preventiva.
A manutenção preventiva exige, também, um plano para sua própria
melhoria. Isto é conseguido por meio do planejamento, execução e verificação
dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de
manutenção, das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle .
Esta é a dinâmica de uma instalação industrial.
Finalmente, para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos
pretendidos com sua adoção, é necessário dispor de um período de tempo
relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de
alto gabarito. Isso vale a pena, pois a instalação do método de manutenção
preventiva, pela maioria das grandes empresas industriais, é a prova concreta da
pouca eficiência do método de manutenção corretiva.
Objetivos
Objetivos
Objetivos
Objetivos
Objetivos
Os principais objetivos das empresas são, normalmente, redução de custos,
qualidade do produto, aumento de produção, preservação do meio ambiente,
aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho.
a)
a)
a)
a)
a) Redução de custos
Redução de custos
Redução de custos
Redução de custos
Redução de custos - Em sua grande maioria, as empresas buscam reduzir
os custos incidentes nos produtos que fabricam. A manutenção preventiva
pode colaborar atuando nas peças sobressalentes, nas paradas de emer-
gência etc., aplicando o mínimo necessário, ou seja, sobressalente X
X
X
X
X com-
pra direta; horas ociosas X
X
X
X
X horas planejadas; material novo X
X
X
X
X material
recuperado.
b)
b)
b)
b)
b) Qualidade do produto
Qualidade do produto
Qualidade do produto
Qualidade do produto
Qualidade do produto - A concorrência no mercado nem sempre ganha
com o menor custo. Muitas vezes ela ganha com um produto de melhor
qualidade. Para atingir a meta qualidade do produto, a manutenção preven-
tiva deverá ser aplicada com maior rigor, ou seja: máquinas deficientes X
X
X
X
X
máquinas eficientes; abastecimento deficiente X
X
X
X
X abastecimento otimizado.
c)
c)
c)
c)
c) Aumento de produção
Aumento de produção
Aumento de produção
Aumento de produção
Aumento de produção - O aumento de produção de uma empresa se
resume em atender à demanda crescente do mercado. É preciso manter a
fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros, mantendo os
prazos de entrega dos produtos em dia. A manutenção preventiva colabo-
ra para o alcance dessa meta atuando no binômio produção atrasada X
X
X
X
X
produção em dia.
16
5
A U L A d)
d)
d)
d)
d) Efeitos no meio ambiente
Efeitos no meio ambiente
Efeitos no meio ambiente
Efeitos no meio ambiente
Efeitos no meio ambiente - Em determinadas empresas, o ponto mais
crítico é a poluição causada pelo processo industrial. Se a meta da empresa
foradiminuiçãooueliminaçãodapoluição,amanutençãopreventiva,como
primeiro passo, deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição,
ou seja, equipamentos sem acompanhamento X
X
X
X
X equipamentos revisados;
poluição X
X
X
X
X ambiente normal.
e)
e)
e)
e)
e) Aumento da vida útil dos equipamentos
Aumento da vida útil dos equipamentos
Aumento da vida útil dos equipamentos
Aumento da vida útil dos equipamentos
Aumento da vida útil dos equipamentos - O aumento da vida útil dos
equipamentos é um fator que, na maioria das vezes, não pode ser conside-
rado de forma isolada. Esse fator, geralmente, é conseqüência de:
· redução de custos;
· qualidade do produto;
· aumento de produção;
· efeitos do meio ambiente.
A manutenção preventiva, atuando nesses itens, contribui para o aumento
da vida útil dos equipamentos.
f)
f)
f)
f)
f) Redução de acidentes do trabalho
Redução de acidentes do trabalho
Redução de acidentes do trabalho
Redução de acidentes do trabalho
Redução de acidentes do trabalho - Não são raros os casos de empresas
cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes. Os acidentes
no trabalho causam:
· aumento de custos;
· diminuição do fator qualidade;
· efeitos prejudiciais ao meio ambiente;
· diminuição de produção;
· diminuição da vida útil dos equipamentos.
A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas
de segurança e prevenção de acidentes.
Desenvolvimento
Desenvolvimento
Desenvolvimento
Desenvolvimento
Desenvolvimento
Consideremos uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva,
onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos
equipamentos. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva, deve-
rá percorrer as seguintes fases iniciais de desenvolvimento:
a)
a)
a)
a)
a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da
manutenção preventiva com base no “feeling” da supervisão de manuteção
e de operação.
b)
b)
b)
b)
b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamen-
tos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva
(plano piloto).
c)
c)
c)
c)
c) Redigir o histórico dos equipamentos, relacionando os custos de manuten-
ção (mão-de-obra, materiais e, se possível, lucro cessante nas emergências),
tempo de parada para os diversos tipos de manutenção, tempo de disponi-
bilidade dos equipamentos para produzirem, causas das falhas etc.
d)
d)
d)
d)
d) Elaborar os manuais de procedimentos para manutenção preventiva, indi-
cando as freqüências de inspeção com máquinas operando, com máquinas
paradas e as intervenções.
17
5
A U L A
e)
e)
e)
e)
e) Enumerar os recursos humanos e materiais que serão necessários à instala-
ção da manutenção preventiva.
f)
f)
f)
f)
f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria.
g)
g)
g)
g)
g) Treinar e preparar a equipe de manutenção.
Execução da manutenção preventiva
Execução da manutenção preventiva
Execução da manutenção preventiva
Execução da manutenção preventiva
Execução da manutenção preventiva
a)
a)
a)
a)
a) Ferramental e pessoal
Ferramental e pessoal
Ferramental e pessoal
Ferramental e pessoal
Ferramental e pessoal - Se uma empresa contar com um modelo
organizacional ótimo, com material sobressalente adequado e racionaliza-
do, com bons recursos humanos, com bom ferramental e instrumental e não
tiver quem saiba manuseá-los, essa empresa estará perdendo tempo no
mercado. A escolha do ferramental e instrumental é importante, porém,
mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los.
b)
b)
b)
b)
b) Controle da manutenção
Controle da manutenção
Controle da manutenção
Controle da manutenção
Controle da manutenção - Em manutenção preventiva é preciso manter o
controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais. É por meio
das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina
e, com base nessas informações, a programação de sua manutenção.
Quanto à forma de operação do controle, há quatro sistemas: manual, semi-
automatizado, automatizado e por microcomputador.
Controle manual
Controle manual
Controle manual
Controle manual
Controle manual - É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva
são controladas e analisadas por meio de formulários e mapas, preenchidos
manualmente e guardados em pastas de arquivo. Esquematicamente:
18
5
A U L A Controle semi-automatizado
Controle semi-automatizado
Controle semi-automatizado
Controle semi-automatizado
Controle semi-automatizado-Éosistemanoqualaintervençãopreventiva
é controlada com o auxílio do computador, e a intervenção corretiva obedece ao
controle manual. Esquematicamente:
A fonte de dados desse sistema deve fornecer todas as informações necessá-
rias para serem feitas as requisições de serviço, incluindo as rotinas de inspeção
e execução. O principal relatório emitido pelo computador deve conter,
no mínimo:
· o tempo previsto e gasto;
· os serviços realizados;
· os serviços reprogramados (adiados);
· os serviços cancelados.
Esses dados são fundamentais para a tomada de providências por parte da
supervisão.
Controle automatizado
Controle automatizado
Controle automatizado
Controle automatizado
Controle automatizado - É o sistema em que todas as intervenções da
manutenção têm seus dados armazenados pelo computador, para que se tenha
listagens, gráficos e tabelas para análise e tomada de decisões, conforme a
necessidadeeconveniênciadosváriossetoresdamanutenção.Esquematicamente:
19
5
A U L A
Controle por microcomputador
Controle por microcomputador
Controle por microcomputador
Controle por microcomputador
Controle por microcomputador - É o sistema no qual todos os dados sobre
as intervenções da manutenção ficam armazenados no microcomputador. Esses
dados são de rápido acesso através de monitor de vídeo ou impressora.
Esquematicamente:
Assinale com X a alternativa.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
A respeito de manutenção preventiva, pode-se afirmar que:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) É aquela feita por ocasião; obedece a um padrão previamente
esquematizado, assegurando o defeito da máquina por um longo
período.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Ela obedece a um padrão previamente esquematizado; estabelece
paradas periódicas para troca de peças gastas, assegurando o funci-
onamento perfeito da máquina por um período predeterminado.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Ela proporciona um leve ritmo de trabalho; desequilíbrio do bom
andamento desse ritmo, com controle das peças de reposição e
organização dos prazos para reposição dessas peças.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Ela permite a mudança da peça com antecedência, evitando sobre-
carga e permitindo paralisação de um trabalho, mesmo à custa de
uma menor eficiência.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) É aquela baseada em informações precisas de instrumentos especí-
ficos, os quais indicam, por meio de parâmetros, as ocasiões das
paradas para substituição de peças.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
A aplicação da manutenção preventiva apresenta as seguintes vantagens:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Substituição de peças novas; menor número de funcionários envol-
vidos; número maior de máquinas funcionando.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Substituição de peças novas; maior número de funcionários envolvi-
dos; menor número de máquinas funcionando.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Equilíbrio no ritmo de trabalho; controle das peças de reposição;
eliminação ou diminuição de improvisações e redução de acidentes
do trabalho.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Não evita a sobrecarga de determinadas peças; mudança de todas as
peças que formam o conjunto e equilíbrio no ritmo de trabalho.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) Elimina totalmente a necessidade de manutenção corretiva.
Exercícios
20
5
A U L A Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
São objetivos a serem alcançados pela instalação da manutenção preventiva:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Redução de custos; qualidade do produto; efeitos no meio ambiente
e maior vida útil dos equipamentos.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Diminuição de pessoal; diminuição de produção; maior vida útil dos
equipamentos; efeitos no meio ambiente e maior durabilidade dos
insumos.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Redução de custos; qualidade do produto; diminuição de produção
e menor vida útil dos equipamentos.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Conscientização da gerência em manutenção corretiva; eliminação
de improvisações e efeitos no meio ambiente.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) Diminuição de máquinas paradas em manutenção; aumento de
pessoal especializado e eliminação de peças sobressalentes.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
A manutenção preventiva deverá ser registrada e controlada. Com base
nessa afirmação, indique qual documento deverá ser usado para fins de
registro.
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Planilha de controle.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Inventário individual.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Catálogo individual.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Cartão de registro.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) Ficha individual de registro.
21
6
A U L A
Umaempresavinhadesenvolvendodemodo
satisfatório um programa de manutenção, porém, o relatório final de produção
indicava a possibilidade de aperfeiçoamentos no processo. Estudos posteriores
revelaram que, para aperfeiçoar o processo com ganhos de produção,
era preciso, entre outros procedimentos, incluir a manutenção preditiva
manutenção preditiva
manutenção preditiva
manutenção preditiva
manutenção preditiva no
programa de manutenção.
Apósmuitasreuniõesentredirigentes,gerentes,encarregados,supervisores
e operários, chegou-se ao consenso de que a empresa, para instalar um programa
de manutenção preditiva, precisaria, antes de qualquer coisa, capacitar uma
equipe em manutenção preditiva e orientar todo o pessoal por meio de treina-
mentos específicos.
Otemadestaaulaéamanutençãopreditivaeaimportânciadesuaaplicação.
Conceito de manutenção preditiva
Manutenção preditiva é aquela que indica as condições reais de funciona-
mento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou
processodedegradação.Trata-sedamanutençãoquepredizotempodevidaútil
dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse
tempo de vida seja bem aproveitado.
Na Europa, a manutenção preditiva é conhecida pelo nome de manutenção
condicional e nos Estados Unidos recebe o nome de preditiva ou previsional.
Objetivos da manutenção preditiva
Os objetivos da manutenção preditiva são:
· determinar, antecipadamente, a necessidade de serviços de manutenção
numa peça específica de um equipamento;
· eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção;
· aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos;
· reduzir o trabalho de emergência não planejado;
· impedir o aumento dos danos;
· aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento;
Manutenção preditiva
6
A U L A
22
6
A U L A · aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha
de produção;
· determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos
equipamentos que precisam de manutenção.
Por meio desses objetivos, pode-se deduzir que eles estão direcionados a
umafinalidademaioreimportante:reduçãodecustosdemanutençãoeaumento
da produtividade.
Execução da manutenção preditiva
Para ser executada, a manutenção preditiva exige a utilização de aparelhos
adequados, capazes de registrar vários fenômenos, tais como:
· vibrações das máquinas;
· pressão;
· temperatura;
· desempenho;
· aceleração.
Com base no conhecimento e análise dos fenômenos, torna-se possível
indicar, com antecedência, eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipa-
mentos.
A manutenção preditiva, após a análise do fenômenos, adota dois procedi-
mentos para atacar os problemas detectados: estabelece um diagnóstico e efetua
uma análise de tendências.
Diagnóstico
Detectada a irregularidade, o responsável terá o encargo de estabelecer, na
medida do possível, um diagnóstico referente à origem e à gravidade do defeito
constatado . Este diagnóstico deve ser feito antes de se programar o reparo.
Análise da tendência da falha
A análise consiste em prever com antecedência a avaria ou a quebra, por
meio de aparelhos que exercem vigilância constante predizendo a necessidade
do reparo.
23
6
A U L A
Graficamente temos:
O esquema a seguir resume o que foi discutido até o momento.
A manutenção preditiva, geralmente, adota vários métodos de investigação
para poder intervir nas máquinas e equipamentos. Entre os vários métodos
destacam-se os seguintes: estudo das vibrações; análise dos óleos; análise
do estado das superfícies e análises estruturais de peças.
Estudo das vibrações
Todas as máquinas em funcionamento produzem vibrações que, aos pou-
cos, levam-nas a um processo de deteriorização. Essa deteriorização é caracteri-
zada por uma modificação da distribuição de energia vibratória pelo conjunto
dos elementos que constituem a máquina. Observando a evolução do nível de
vibrações, é possível obter informações sobre o estado da máquina.
O princípio de análise das vibrações baseia-se na idéia de que as estruturas
das máquinas excitadas pelos esforços dinâmicos (ação de forças) dão sinais
vibratórios, cuja freqüência é igual à freqüência dos agentes excitadores.
Se captadores de vibrações forem colocados em pontos definidos da máqui-
na, eles captarão as vibrações recebidas por toda a estrutura. O registro
das vibrações e sua análise permitem identificar a origem dos esforços presentes
em uma máquina operando.
24
6
A U L A Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço
normal de produção detecta-se, com antecipação, a presença de falhas que
devem ser corrigidas:
· rolamentos deteriorados;
· engrenagens defeituosas;
· acomplamentos desalinhados;
· rotores desbalanceados;
· vínculos desajustados;
· eixos deformados;
· lubrificação deficiente;
· folga excessiva em buchas;
· falta de rigidez;
· problemas aerodinâmicos;
· problemas hidráulicos;
· cavitação.
O aparelho empregado para a análise de vibrações é conhecido como
analisador de vibrações.
analisador de vibrações.
analisador de vibrações.
analisador de vibrações.
analisador de vibrações. No mercado há vários modelos de analisadores de
vibrações, dos mais simples aos mais complexos; dos portáteis – que podem ser
transportados manualmente de um lado para outro – até aqueles que são
instalados definitivamente nas máquinas com a missão de executar monitoração
constante.
Abaixo, um operador usando um analisador de vibrações portátil e, em
destaque, o aparelho.
Análise dos óleos
Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar
os defeitos.
Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos
utilizados em máquinas. É por meio das análises que o serviço de manutenção
pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação, tanto em
componentes mecânicos quanto hidráulicos.
Aeconomiaéobtidaregulando-seograudedegradaçãooudecontaminação
dos óleos. Essa regulagem permite a otimização dos intervalos das trocas.
25
6
A U L A
A análise dos óleos permite, também, identificar os primeiros sintomas de
desgaste de um componente. A identificação é feita a partir do estudo das
partículas sólidas que ficam misturadas com os óleos. Tais partículas sólidas são
geradas pelo atrito dinâmico entre peças em contato.
A análise dos óleos é feita por meio de técnicas laboratoriais que envolvem
vidrarias, reagentes, instrumentos e equipamentos. Entre os instrumentos e
equipamentos utilizados temos viscosímetros, centrífugas, fotômetros de cha-
ma, peagômetros, espectrômetros, microscópios etc. O laboratorista, usando
técnicas adequadas, determina as propriedades dos óleos e o grau de
contaminantes neles presentes.
As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são:
· índice de viscosidade;
· índice de acidez;
· índice de alcalinidade;
· ponto de fulgor;
· ponto de congelamento.
Em termos de contaminação dos óleos, interessa saber quanto existe de:
· resíduos de carbono;
· partículas metálicas;
· água.
Assim como no estudo das vibrações, a análise dos óleos é muito importante
na manutenção preditiva. É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou
equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito.
Análise do estado das superfícies
A análise das superfícies das peças, sujeitas aos desgastes provocados pelo
atrito, também é importante para se controlar o grau de deteriorização das
máquinas e equipamentos.
A análise superficial abrange, além do simples exame visual – com ou sem
lupa – várias técnicas analíticas, tais como:
· endoscopia;
· holografia;
· estroboscopia;
· molde e impressão.
Análise estrutural
A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos
também é importante para a manutenção preditiva. É por meio da análise
estrutural que se detecta, por exemplo, a existência de fissuras, trincas e bolhas
nas peças das máquinas e equipamentos. Em uniões soldadas, a análise estrutu-
ral é de extrema importância.
As técnicas utilizadas na análise estrutural são:
· interferometria holográfica;
· ultra-sonografia;
· radiografia (raios X);
· gamagrafia (raios gama);
· ecografia;
26
6
A U L A · magnetoscopia;
· correntes de Foucault;
· infiltração com líquidos penetrantes.
Periocidade dos controles
A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza
sistemas portáteis de monitoramento. As informações recolhidas são registradas
numa ficha, possibilitando ao responsável pela manutenção preditiva tê-las em
mãos para as providências cabíveis.
A periocidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes
fatores:
· número de máquinas a serem controladas;
· número de pontos de medição estabelecidos;
· duração da utilização da instalação;
· caráter “estratégico” das máquinas instaladas;
· meios materiais colocados à disposição para a execução dos serviços.
A tabela a seguir mostra um exemplo de um programa básico de vigilância
de acordo com a experiência e histórico de uma determinada máquina.
PROGRAMA BÁSICO DE VIGILÂNCIA
Todas as máquinas
giratórias de potência
média ou máxima e/
ou equipamentos
críticos:
· motores;
· redutores;
· compressores;
· bombas;
· ventiladores.
Medidor de vibração
Analisador
Sistema de vigilância
permanente
3.000 a 1.500 horas
Medição de
vibração
Medição das
falhas de
rolamentos
Todos os rolamentos Medidor especial ou
analisador
500 horas
Análise
estroboscópica
Todos os lugares onde
se quiser estudar um
movimento, controlar
a velocidade ou medir
os planos
Estroboscópio do
analisador de vibrações
Segundo a necessidade
MÉTODOS UTILIZADOS EQUIPAMENTOS VIGIADOS EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS PERIODICIDADE DA VERIFICAÇÃO
Análise dos óleos · Redutores e circuitos
hidráulicos
· Motores
Feita pelo fabricante 6 meses
Termografia · Equipamentos de
alta-tensão
· Distribuição de
baixa-tensão
· Componentes
eletrônicos
· Equipamentos com
componentes refratários
Subcontratação
(“terceirização”)
12 meses
Exame
endoscópico
· Cilindros de
compressores
· Aletas
· Engrenagens
danificadas
Endoscopia + fotos Todos os meses
27
6
A U L A
As vantagens da manutenção preditiva são:
· aumento da vida útil do equipamento;
· controle dos materiais (peças, componentes, partes etc.) e melhor
gerenciamento;
· diminuição dos custos nos reparos;
· melhoria da produtividade da empresa;
· diminuição dos estoques de produção;
· limitação da quantidade de peças de reposição;
· melhoria da segurança;
· credibilidade do serviço oferecido;
· motivação do pessoal de manutenção;
· boa imagem do serviço após a venda, assegurando o renome do fornecedor.
Limites técnicos da manutenção preditiva
A eficácia da manutenção preditiva está subordinada à eficácia e à
confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam.
Marque com X a alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
O tipo de manutenção que avalia a tendência evolutiva de um defeito é
denominado manutenção:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) corretiva;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) condicional;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) preditiva;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) preventiva;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) ocasional.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Entre as ferramentas utilizadas na manutenção preditiva, as mais comuns
são:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) o estudo das vibrações e análise dos óleos;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) exame visual e ultra-som;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) ecografia e estroboscopia;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) análise dos óleos e raio X;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) ecografia e estudo das vibrações.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
A análise das vibrações se baseia no seguinte aspecto:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) ruído que a máquina apresenta;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) sinais vibratórios das máquinas em serviço;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) rotação do eixo-árvore da máquina;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) óleo muito viscoso;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) rotação muito alta.
Exercícios
28
6
A U L A Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
A análise dos óleos tem o objetivo de:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) descobrir a causa do defeito;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) eliminar o defeito das máquinas;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) economizar o lubrificante e sanar o defeito;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) descobrir a viscosidade do lubrificante;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) diminuir as partículas metálicas no óleo.
29
2
A U L A
Durante muito tempo as indústrias funcio-
naram com o sistema de manutenção corretiva. Com isso, ocorriam desperdí-
cios, retrabalhos, perda de tempo e de esforços humanos, além de prejuízos
financeiros.
A partir de uma análise desse problema, passou-se a dar ênfase na manuten-
ção preventiva. Com enfoque nesse tipo de manutenção, foi desenvolvido o
conceito de manutenção produtiva total
manutenção produtiva total
manutenção produtiva total
manutenção produtiva total
manutenção produtiva total, conhecido pela sigla TPM
TPM
TPM
TPM
TPM (total
productive maintenance), que inclui programas de manutenção preventiva e
preditiva.
Nesta aula , vamos estudar a manutenção produtiva total ou, simplesmente,
TPM.
A origem da TPM
A manutenção preventiva teve sua origem nos Estados Unidos e foi
introduzida no Japão em 1950.
Até então, a indústria japonesa trabalhava apenas com o conceito de manu-
tençãocorretiva,apósafalhadamáquinaouequipamento.Issorepresentavaum
custo e um obstáculo para a melhoria da qualidade.
A primeira indústria japonesa a aplicar e obter os efeitos do conceito de
manutençãopreventiva,tambémchamadade PM
PM
PM
PM
PM(preventive maintenance)foi
aToaNenryoKogyo,em1951.Sãodessaépocaasprimeirasdiscussõesarespeito
da importância da manutenibilidade e suas conseqüências para o trabalho de
manutenção.
Em 1960, ocorre o reconhecimento da importância da manutenibilidade e da
confiabilidade como sendo pontos-chave para a melhoria da eficiência
das empresas. Surgiu, assim, a manutenção preventiva, ou seja, o enfoque
da manutenção passou a ser o de confiança no setor produtivo quanto à
qualidade do serviço de manutenção realizado.
TPM – Planejamento,
organização,
administração
2
A U L A
30
2
A U L A Na busca de maior eficiência da manutenção produtiva, por meio de um
sistema compreensivo, baseado no respeito individual e na total participação
dos empregados, surgiu a TPM
TPM
TPM
TPM
TPM, em 1970, no Japão.
Nessa época era comum:
· avanço na automação industrial;
· busca em termos da melhoria da qualidade;
· aumento da concorrência empresarial;
· emprego do sistema “just-in-time”;
· maior consciência de preservação ambiental e conservação de energia;
· dificuldades de recrutamento de mão-de-obra para trabalhos considerados
sujos, pesados ou perigosos;
· aumento da gestão participativa e surgimento do operário polivalente.
Todas essas ocorrências contribuíram para o aparecimento da TPM
TPM
TPM
TPM
TPM.
A empresa usuária da máquina se preocupava em valorizar e manter
o seu patrimônio, pensando em termos de custo do ciclo de vida da máquina
ou equipamento. No mesmo período, surgiram outras teorias com os mesmos
objetivos.
Evolução do conceito de manutenção
O quadro a seguir mostra a evolução do conceito de manutenção ao longo
do tempo.
PERÍODOS
PERÍODOS
PERÍODOS
PERÍODOS
PERÍODOS ATÉ
ATÉ
ATÉ
ATÉ
ATÉ DÉCADA
DÉCADA
DÉCADA
DÉCADA
DÉCADA DE
DE
DE
DE
DE 1950
1950
1950
1950
1950 DÉCADA
DÉCADA
DÉCADA
DÉCADA
DÉCADA DE
DE
DE
DE
DE 1950
1950
1950
1950
1950 DÉCADA
DÉCADA
DÉCADA
DÉCADA
DÉCADA DE
DE
DE
DE
DE 1960
1960
1960
1960
1960 DÉCADA
DÉCADA
DÉCADA
DÉCADA
DÉCADA DE
DE
DE
DE
DE 1980
1980
1980
1980
1980
Estágio Manutenção Manutenção Manutenção Manutenção
Conceitos corretiva preventiva do sistema produtiva total
de produção (TPM)
Reparo corretivo x x x x
Gestão mecânica
da manutenção x x x
Manutenções
preventivas x x x
Visão sistemática x x
Manutenção
corretiva com
incorporação
de melhorias x x
Prevenção
de manutenção x x
Manutenção
preditiva x
Abordagem
participativa x
Manutenção
autônoma x
31
2
A U L A
Os cinco pilares da TPM são as bases sobre as quais construímos um
programa de TPM, envolvendo toda a empresa e habilitando-a para encontrar
metas, tais como defeito zero, falhas zero, aumento da disponibilidade de
equipamento e lucratividade.
Os cinco pilares são representados por:
· eficiência;
· auto-reparo;
· planejamento;
· treinamento;
· ciclo de vida.
Esquematicamente:
Os cinco pilares são baseados nos seguintes princípios:
· Atividades que aumentam a eficiência do equipamento.
· Estabelecimento de um sistema de manutenção autônomo pelos operadores.
· Estabelecimento de um sistema planejado de manutenção.
· Estabelecimento de um sistema de treinamento objetivando aumentar as
habilidades técnicas do pessoal.
· Estabelecimento de um sistema de gerenciamento do equipamento.
Objetivos da TPM
O objetivo global da TPM é a melhoria da estrutura da empresa em termos
termos
termos
termos
termos
materiais
materiais
materiais
materiais
materiais(máquinas,equipamentos,ferramentas,matéria-prima,produtosetc.)
e em termos humanos
termos humanos
termos humanos
termos humanos
termos humanos (aprimoramento das capacitações pessoais envolvendo
conhecimentos, habilidades e atitudes). A meta a ser alcançada é o rendimento
operacional global.
As melhorias devem ser conseguidas por meio dos seguintes passos:
· Capacitar os operadores para conduzir a manutenção de forma voluntária.
· Capacitar os mantenedores a serem polivalentes, isto é, atuarem em equipa-
mentos mecatrônicos.
· Capacitar os engenheiros a projetarem equipamentos que dispensem manu-
tenção, isto é, o “ideal” da máquina descartável.
· Incentivar estudos e sugestões para modificação dos equipamentos existen-
tes a fim de melhorar seu rendimento.
32
2
A U L A · Aplicar o programa dos oito S:
1.
1.
1.
1.
1. Seiri
Seiri
Seiri
Seiri
Seiri = organização; implica eliminar o supérfluo.
2.
2.
2.
2.
2. Seiton
Seiton
Seiton
Seiton
Seiton = arrumação; implica identificar e colocar tudo em ordem .
3.
3.
3.
3.
3. Seiso
Seiso
Seiso
Seiso
Seiso = limpeza; implica limpar sempre e não sujar.
4.
4.
4.
4.
4. Seiketsu
Seiketsu
Seiketsu
Seiketsu
Seiketsu = padronização; implica manter a arrumação, limpeza e ordem
em tudo.
5.
5.
5.
5.
5. Shitsuke
Shitsuke
Shitsuke
Shitsuke
Shitsuke = disciplina; implica a autodisciplina para fazer tudo esponta-
neamente.
6.
6.
6.
6.
6. Shido
Shido
Shido
Shido
Shido = treinar; implica a busca constante de capacitação pessoal.
7.
7.
7.
7.
7. Seison
Seison
Seison
Seison
Seison = eliminar as perdas.
8.
8.
8.
8.
8. Shikari yaro
Shikari yaro
Shikari yaro
Shikari yaro
Shikari yaro = realizar com determinação e união.
· Eliminar as seis grandes perdas:
1.
1.
1.
1.
1. Perdas por quebra.
2.
2.
2.
2.
2. Perdas por demora na troca de ferramentas e regulagem.
3.
3.
3.
3.
3. Perdas por operação em vazio (espera).
4.
4.
4.
4.
4. Perdas por redução da velocidade em relação ao padrão normal.
5.
5.
5.
5.
5. Perdas por defeitos de produção.
6.
6.
6.
6.
6. Perdas por queda de rendimento.
· Aplicar as cinco medidas para obtenção da “quebra zero”:
1.
1.
1.
1.
1. Estruturação das condições básicas.
2.
2.
2.
2.
2. Obediência às condições de uso.
3.
3.
3.
3.
3. Regeneração do envelhecimento.
4.
4.
4.
4.
4. Sanar as falhas do projeto (terotecnologia).
5.
5.
5.
5.
5. Incrementar a capacitação técnica.
A idéia da “quebra zero” baseia-se no conceito de que a quebra é a falha
visível. A falha visível é causada por uma coleção de falhas invisíveis como um
iceberg.
Logo, se os operadores e mantenedores estiverem conscientes de que devem
evitar as falhas invisíveis, a quebra deixará de ocorrer.
As falhas invisíveis normalmente deixam de ser detectadas por motivos
físicos e psicológicos.
Motivos físicos
Motivos físicos
Motivos físicos
Motivos físicos
Motivos físicos
Asfalhasnãosãovisíveisporestarememlocaldedifícilacessoouencobertas
por detritos e sujeiras.
Motivos psicológicos
Motivos psicológicos
Motivos psicológicos
Motivos psicológicos
Motivos psicológicos
As falhas deixam de ser detectadas devido à falta de interesse ou de
capacitação dos operadores ou mantenedores.
33
2
A U L A
Manutenção autônoma
Na TPM os operadores são treinados para supervisionarem e atuarem
como mantenedores em primeiro nível. Os mantenedores específicos são
chamados quando os operadores de primeiro nível não conseguem solucionar
o problema. Assim, cada operador assume suas atribuições de modo que tanto
a manutenção preventiva como a de rotina estejam constantemente em ação.
Segue uma relação de suas principais atividades:
· Operação correta de máquinas e equipamentos.
· Aplicação dos oito S.
· Registro diário das ocorrências e ações.
· Inspeção autônoma.
· Monitoração com base nos seguintes sentidos humanos: visão, audição,
olfato e tato.
· Lubrificação.
· Elaboração de padrões (procedimentos).
· Execução de regulagens simples.
· Execução de reparos simples.
· Execução de testes simples.
· Aplicação de manutenção preventiva simples.
· Preparação simples (set-up).
· Participação em treinamentos e em grupos de trabalho.
Efeitos da TPM na melhoria dos recursos humanos
Na forma como é proposta, a TPM oferece plenas condições para o
desenvolvimento das pessoas que atuam em empresas preocupadas com
manutenção. A participação de todos os envolvidos com manutenção resulta
nos seguintes benefícios:
· Realização (autoconfiança).
· Aumento da atenção no trabalho.
· Aumento da satisfação pelo trabalho em si (enriquecimento de cargo).
· Melhoria do espírito de equipe.
· Melhoria nas habilidades de comunicação entre as pessoas.
· Aquisição de novas habilidades.
· Crescimento através da participação.
· Maior senso de posse das máquinas.
· Diminuição da rotatividade de pessoal.
· Satisfação pelo reconhecimento.
Para finalizar “a manutenção não deve ser apenas aquela que conserta, mas,
sim, aquela que elimina a necessidade de consertar” (Anônimo).
Marque com X a alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
A sigla TPM significa:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Total manutenção preventiva;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Manutenção preditiva total;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Manutenção produtiva total;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Máquina produtiva total;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) Manutenção perfeita e total.
Exercícios
34
2
A U L A Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Quais as ocorrências que contribuíram para o aparecimento da TPM ?
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Recessão industrial; buscas em termos da melhoria da qualidade e
aumento da concorrência empresarial.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Avanços na automação industrial; emprego do sistema “just-in-
time”; facilidade de recrutamento de mão-de-obra para trabalhos
sujos, pesados ou perigosos.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Dificuldade em conservação de energia; emprego do sistema
“just-in-time”.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Dificuldadederecrutamentodemão-de-obraeavançonaautomação
industrial.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) Avanços na automação industrial; emprego do sistema “just-in-
time”; maior consciência de preservação ambiental e conservação de
energia.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Os cinco pilares da TPM são:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Eficiência, planejamento, autotreinamento, auto-reparo e ciclo de vida.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Eficiência, planejamento, auto-reparo , treinamento e ciclo de vida.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Eficiência, planejamento, reparo, treinamento e ciclo de reparo.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Eficiência, planejamento, auto-reparo, organização e administração.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) Eficiência, planejamento, ciclo da energia, treinamento e oito S.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Os efeitos da TPM na melhoria dos recursos humanos são:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Aumento da atenção no trabalho; melhoria do espírito de equipe;
satisfação pelo reconhecimento e melhoria nas habilidades de comu-
nicação entre as pessoas.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Melhoria do espírito de equipe; autodisciplina para fazer tudo
espontaneamente; incrementar a capacitação técnica; participação
em grupos de trabalho e em treinamentos.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Aumento da atenção no trabalho; melhoria na capacidade de traba-
lhar sozinho; satisfação salarial e aumento da liderança autocrática.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Incrementar a capacitação técnica; aquisição de técnicas de
gerenciamento; melhoria nas habilidades de comunicação entre
as pessoas e melhoria do espírito de equipe.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) Autodisciplina para fazer tudo espontaneamente; participação em
treinamentos e em grupos de trabalho; melhoria do espírito indivi-
dual e aumento da gestão participativa.
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Complete a frase.
Normalmente as falhas invisíveis deixam de ser detectadas por motivos
.................................. e .............................. .
35
2
A U L A
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Relacione a coluna 1 de acordo com a 2:
Coluna 1
Coluna 1
Coluna 1
Coluna 1
Coluna 1 Coluna 2
Coluna 2
Coluna 2
Coluna 2
Coluna 2
a)
a)
a)
a)
a) Seiri 1.
1.
1.
1.
1. ( ) Eliminar perdas.
b)
b)
b)
b)
b) Seiton 2.
2.
2.
2.
2. ( ) Limpeza, limpar sempre e não sujar.
c)
c)
c)
c)
c) Seiso 3.
3.
3.
3.
3. ( ) Arrumação.
d)
d)
d)
d)
d) Seiketsu 4.
4.
4.
4.
4. ( ) Disciplina.
e)
e)
e)
e)
e) Shitsuke 5.
5.
5.
5.
5. ( ) Treinar.
f)
f)
f)
f)
f) Shido 6.
6.
6.
6.
6. ( ) Realizar com determinação.
g)
g)
g)
g)
g) Seison 7.
7.
7.
7.
7. ( ) Eliminar o supérfluo.
h)
h)
h)
h)
h) Shikari yaro 8.
8.
8.
8.
8. ( ) Padronização.
9.
9.
9.
9.
9. ( ) Conserto.
36
3
A U L A
3
A U L A
O serviço de manutenção de máquinas
é indispensável e deve ser constante. Por outro lado, é necessário manter
a produção, conforme o cronograma estabelecido.
Esses dois aspectos levantam a questão de como conciliar o tempo com a
paradas das máquinas para manutenção sem comprometer a produção.
Nesta aula veremos como as empresas conciliam o tempo com a paradas
das máquinas, considerando a produção.
Rotina de planejamento
O setor de planejamento recebe as requisições de serviço, analisa o que e
como deve ser feito, quais as especialidades e grupos envolvidos, e os materiais
e ferramentas a serem utilizados. Isso resulta no plano de operações, na lista de
materiais para empenho ou compra de estoque e outros documentos comple-
mentares como relação de serviços por grupo, ordens de serviço etc.
Quando há necessidade de estudos especiais, execução de projetos e dese-
nhos ou quando o orçamento de um trabalho excede determinado valor, o setor
de planejamento requisita os serviços da Engenharia de Manutenção. Ela provi-
dencia os estudos necessários e verifica a viabilidade econômica.
Se o estudo ou projeto for viável, todas as informações coletadas pelo
planejamento são enviadas ao setor de programação, que prepara o
cronograma e os programas diários de trabalho coordenando a movimenta-
ção de materiais.
Seqüência para planejamento
É o rol de atividades para o planejador atingir o plano de operação e emitir
os documentos necessários.
CPM (Critical Path
Method) – Método
do caminho crítico
37
3
A U L A
Esse rol de atividades consiste em:
· Listar os serviços a serem executados;
· Determinar o tempo, especialidades e número de profissionais;
· Determinar a seqüência lógica das operações de trabalho por meio do
diagrama espinha de peixe
diagrama espinha de peixe
diagrama espinha de peixe
diagrama espinha de peixe
diagrama espinha de peixe;
· Construir PERT-CPM;
· Construir diagrama de barras (Gantt)
diagrama de barras (Gantt)
diagrama de barras (Gantt)
diagrama de barras (Gantt)
diagrama de barras (Gantt), indicando as equipes de trabalho;
· Emitir as ordens de serviço, a lista de materiais, a relação de serviços por
grupo e outros documentos que variam conforme a empresa.
Diagrama espinha de peixe
Diagrama espinha de peixe
Diagrama espinha de peixe
Diagrama espinha de peixe
Diagrama espinha de peixe
É uma construção gráfica simples que permite construir e visualizar rapida-
mente a seqüência lógica das operações.
Exemplo:
Em planejamentos simples e para um único grupo de trabalho, pode-se
passar da espinha de peixe ao diagrama de barras
diagrama de barras
diagrama de barras
diagrama de barras
diagrama de barras ou o diagrama de Gantt.
diagrama de Gantt.
diagrama de Gantt.
diagrama de Gantt.
diagrama de Gantt.
Diagrama de Gantt
Diagrama de Gantt
Diagrama de Gantt
Diagrama de Gantt
Diagrama de Gantt
É um cronograma que permite fazer a programação das tarefas mostrando
a dependência entre elas. Usado desde o início do século, consiste em um
diagrama onde cada barra tem um comprimento diretamente proporcional ao
tempodeexecuçãorealdatarefa.Ocomeçográficodecadatarefaocorresomente
após o término das atividades das quais depende.
As atividades para elaboração do diagrama são a determinação das tarefas,
das dependências, dos tempos e a construção gráfica.
Vamos exemplificar considerando a fabricação de uma polia e um eixo. A
primeira providência é listar as tarefas, dependências e tempo envolvidos.
TAREFAS
TAREFAS
TAREFAS
TAREFAS
TAREFAS DESCRIÇÃO
DESCRIÇÃO
DESCRIÇÃO
DESCRIÇÃO
DESCRIÇÃO DEPENDE
DEPENDE
DEPENDE
DEPENDE
DEPENDE DE
DE
DE
DE
DE TEMPO
TEMPO
TEMPO
TEMPO
TEMPO/
/
/
/
/DIAS
DIAS
DIAS
DIAS
DIAS
A preparar desenhos – 1
e lista de materiais
B obter materiais A 2
para o eixo
C tornear o eixo B 2
D fresar o eixo C 2
E obter materiais A 3
para a polia
F tornear a polia E 4
G montar o conjunto D e F 1
H balancear o conjunto G 0,5
38
3
A U L A De posse da lista, constrói-se o diagrama de Gantt.
OdiagramadeGanttéumauxiliarimportantedoplanejadoredoprograma-
dor, pois apresenta facilidade em controlar o tempo e em reprogramá-lo. Apesar
desta facilidade, o diagrama de Gantt não resolve todas as questões, tais como:
– Quais tarefas atrasaríam se a terceira tarefa (C) se atrasar um dia?
– Como colocar de forma clara os custos no diagrama?
– Quais tarefas são críticas para a realização de todo o trabalho?
Para resolver as questões que o diagrama de Gantt não consegue solucionar,
foram criados os métodos PERT - CPM.
Métodos PERT – CPM
Os métodos PERT
PERT
PERT
PERT
PERT (Program Evoluation and Review Technique –
Programa de Avaliação e Técnica de Revisão) e CPM
CPM
CPM
CPM
CPM (Critical Parth Method
– Método do Caminho Crítico) foram criados em 1958.
O PERT foi desenvolvido pela NASA com o fim de controlar o tempo e a
execução de tarefas realizadas pela primeira vez.
O CPM foi criado na empresa norte-americana Dupont com o objetivo de
realizar as paradas de manutenção no menor prazo possível e com o nível
constante de utilização dos recursos.
Os dois métodos são quase idênticos; porém, as empresas, em termos de
manutenção, adotam basicamente o CPM .
Método CPM
O CPM se utiliza de construções gráficas simples como flechas, círculos
numerados e linhas tracejadas, que constituem, respectivamente:
· o diagrama de flechas;
· a atividade fantasma;
· o nó ou evento.
39
3
A U L A
Diagrama de flechas –
Diagrama de flechas –
Diagrama de flechas –
Diagrama de flechas –
Diagrama de flechas – É um gráfico das operações, em que cada operação
érepresentadaporumaflecha.Cadaflechatemumapontaeumacauda.Acauda
representa o início da operação e a ponta marca o seu final.
As flechas são usadas para expressar as relações entre as operações e definir
uma ou mais das seguintes situações:
– a operação deve preceder algumas operações;
– a operação deve suceder algumas operações;
– a operação pode ocorrer simultaneamente a outras operações.
Exemplo:
Atividade fantasma
Atividade fantasma
Atividade fantasma
Atividade fantasma
Atividade fantasma – É uma flecha tracejada usada como artifício para
identificar a dependência entre operações. É também chamada de operação
imaginária e não requer tempo. Observe a figura:
A figura exemplifica as seguintes condições:
· W deve preceder Y;
· K deve preceder Z;
· Y deve seguir-se a W e K.
Assim, as atividades W, Y, K e Z são operações físicas como tornear, montar,
testar etc. Cada uma dessas operações requer um tempo de execução, enquanto
a atividade fantasma é um ajuste do cronograma, isto é, depende apenas da
programação correta.
40
3
A U L A Nó ou evento –
Nó ou evento –
Nó ou evento –
Nó ou evento –
Nó ou evento – São círculos desenhados no início e no final de cada flecha.
Têm o objetivo de facilitar a visualização e os cálculos de tempo. Devem ser
numerados e sua numeração é aleatória.
Exemplo:
O nó não deve ser confundido com uma atividade que demande tempo. Ele
é um instante, isto é, um limite entre o início de uma atividade e o final de outra.
Construção do diagrama CPM
Para construir o diagrama é preciso ter em mãos a lista das atividades, os
tempos e a seqüência lógica. Em seguida, vai-se posicionando as flechas e os nós
obedecendo a seqüência lógica e as relações de dependência. Abaixo de cada
flecha, coloca-se o tempo da operação e acima, a identificação da operação.
Exemplo:
Um torno apresenta defeitos na árvore e na bomba de lubrificação e é preciso
corrigir tais defeitos.
O que fazer ?
Primeiramente, listam -se as tarefas, dependências e tempos, numa seqüên-
cia lógica:
A seguir, constrói-se o diagrama:
TAREFAS
A
B
C
D
E
F
DESCRIÇÃO
retirar placa,
proteções e
esgotar óleo
retirar árvore e
transportá-la
lavar cabeçote
trocar rolamentos
trocar reparo
da bomba
de lubrificação
montar, abastecer e
testar o conjunto
DEPENDE DE
-
A
A
B
B e C
D e E
TEMPO
1 h
3 h
2 h
3 h
2 h
4 h
41
3
A U L A
O caminho crítico
É um caminho percorrido através dos eventos (nós) cujo somatório dos
tempos condiciona a duração do trabalho. Por meio do caminho crítico obtém-
se a duração total do trabalho e a folga das tarefas que não controlam o término
do trabalho.
No diagrama anterior há três caminhos de atividades levando o trabalho
do evento 0 (zero) ao evento 5:
· A – B – D – F , com duração de 11 horas;
· A – C – E – F , com duração de 9 horas;
· A – B – imaginária – E – F, com duração de 10 horas.
Há, pois, um caminho com duração superior aos demais, que condiciona
a duração do projeto.
É este o caminho crítico. A importância de se identificar o caminho crítico
fundamenta-se nos seguintes parâmetros:
· permitir saber, de imediato, se será possível ou não cumprir o prazo
anteriormente estabelecido para a conclusão do plano;
· identificar as atividades críticas que não podem sofrer atrasos, permitindo
um controle mais eficaz das tarefas prioritárias;
· permitir priorizar as atividades cuja redução terá menor impacto na anteci-
pação da data final de término dos trabalhos, no caso de ser necessária uma
redução desta data final;
· permitir o estabelecimento da primeira data do término da atividade;
· permitir o estabelecimento da última data do término da atividade.
Freqüentemente, o caminho crítico é tão maior que os demais que basta
acelerá-lo para acelerar todo o trabalho.
Tendo em vista o conceito do caminho crítico, pode-se afirmar que as tarefas
C e E do diagrama anterior podem atrasar até duas horas sem comprometer
a duração total.
Resultado final da aplicação do CPM
O método do caminho crítico permite um balanceamento dos recursos,
principalmente mão-de-obra. O departamento de manutenção possui um con-
tingente fixo e não é desejável ter um perfil de utilização desse contingente com
carência em uns momentos e ociosidade em outros.
Para evitar este problema, o planejador joga com o atraso das tarefas com
folga e o remanejamento do pessoal envolvido nas tarefas iniciais.
Nas paradas para reformas parciais ou totais, após o balanceamento dos
recursos físicos e humanos com programação de trabalho em horários noturnos
e em fins de semana, pode ocorrer ainda a carência de mão-de-obra. Neste caso,
a solução é a contratação de serviços externos ou a ampliação do quadro de
pessoal. Essas decisões só podem ser tomadas após a análise e comprovação
prática das carências.
42
3
A U L A Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Na elaboração de um planejamento de manutenção existe uma seqüência
ou um rol de atividades para o planejador atingir o plano de operação e
emitir os documentos necessários. Coloque a sequência abaixo em ordem,
numerando-a de 1 a 6:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Construir PERT-CPM
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Determinar o tempo
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Construir o diagrama de barras
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Listar os serviços a serem executados
e)
e)
e)
e)
e) ( ) Determinar a seqüência lógica das operações através do diagrama
espinha de peixe
f)
f)
f)
f)
f) ( ) Emitir as ordens de serviço
Assinale com X a alternativa correta.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
O diagrama de construção gráfica simples que permite visualizar rapida-
mente a seqüência lógica de operações é o diagrama :
a)
a)
a)
a)
a) ( ) de Gantt
b)
b)
b)
b)
b) ( ) de barras
c)
c)
c)
c)
c) ( ) espinha de peixe
d)
d)
d)
d)
d) ( ) PERT
e)
e)
e)
e)
e) ( ) CPM
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Para resolver as questões que o diagrama de Gantt não consegue solucionar,
foram criados os diagramas:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) espinhas de peixe;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) PERT-CPM;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) de barras;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) de flechas;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) de custos.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Complete as frases.
a)
a)
a)
a)
a) O ................................ foi desenvolvido com a finalidade de controlar o
tempo e a execução de tarefas a serem realizadas pela primeira vez.
b)
b)
b)
b)
b) O ........................................... foi criado com o objetivo de realizar as para-
das de .......................................... no menor prazo possível e com o nível
constante de utilização dos recursos.
c)
c)
c)
c)
c) OCPMseutilizadeconstruçõesgráficassimplescomo...................................,
..................................................... numerados e linhas.
d)
d)
d)
d)
d) Atividade .................................... é também chamada operação imaginária
e não requer tempo.
e)
e)
e)
e)
e) O objetivo de um nó ou evento é facilitar a ............................................... e
os cálculos de tempo.
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Construa um diagrama CPM para uma fresadora que apresenta defeitos no
acionamento da mesa. Utilize os dados da tabela para construir o diagrama.
Exercícios
43
3
A U L A
TAREFAS
A
B
C
D
E
F
G
DESCRIÇÃO
desmontar o conjunto
de acionamento
da mesa
lavar o conjunto
da mesa
recuperar as guias
troca de engrenagens
danificadas
montar guias
montar engrenagens
teste dos conjuntos
DEPENDE DE
-
A
B
B
C
D
E e F
TEMPO
4 h
1 h
2 h
1 h
2 h
2 h
0,5 h
44
7
A U L A
Suponhamos que o eixo excêntrico de uma
prensa se quebre. O que fazer para resolver o problema sem precisar produzir ou
importaroutro,considerandoquediasparadossãocontabilizadoscomoprejuízo?
Situações como essa são comuns nas empresas e a melhor solução é a
soldagem de manutenção.
A soldagem de manutenção é o tema desta e da próxima aula.
Importância
Asoldagemdemanutençãoéummeioaindamuitoutilizadoparaprolongar
a vida útil das peças de máquinas e equipamentos. Ela promove economia para
as indústrias, pois reduz as paradas de máquinas e diminui a necessidade de se
manter grandes estoques de reposição.
No caso do Brasil, por ser um país em desenvolvimento industrial, é comum
a presença de empresas que possuem – em suas áreas produtivas – equipamen-
tos e máquinas de diversas origens e fabricantes, com anos de fabricação
diferentes. A situação se agrava quando alguns equipamentos e máquinas são
retirados de linha ou deixam de ser fabricados.
Diante dessa realidade, é praticamente impossível manter em estoque peças
de reposição para todos os equipamentos e máquinas. Além disso, no caso de
grandes componentes, as empresas normalmente não fazem estoques de sobres-
salentes,equandoumgrandecomponentesedanifica,osproblemasseagravam.
Fabricar um grande componente ou importá-lo demanda tempo, e equipamento
ou máquina parada por um longo tempo significa prejuízo.
Situações problemáticas como essas são resolvidas pela soldagem de manu-
tenção, que tem como objetivo principal agir com rapidez e eficiência para que
equipamentos e máquinas danificadas voltem a funcionar para garantir a
produção.
Soldagem de
manutenção I
7
A U L A
45
7
A U L A Diferença entre soldagem de manutenção
e soldagem de produção
A soldagem de produção é realizada dentro de condições favoráveis, isto é,
as especificações são determinadas, os equipamentos apropriados encontram-se
disponíveis, a composição química do metal de base é conhecida, bem como
os parâmetros em que se deve trabalhar.
É na soldagem de produção que são preparados corpos-de-prova solda-
dos com parâmetros adequados. A seguir esses corpos-de-prova são subme-
tidos a testes destrutivos para confirmar as características mecânicas das
juntas soldadas.
Ao contrário da soldagem de produção, na soldagem de manutenção exis-
tem restrições e limitações que são agravadas pela rapidez com que deve ser
efetuada a recuperação do componente.
Etapas
As etapas percorridas na soldagem de manutenção são:
Análise da falha
Análise da falha
Análise da falha
Análise da falha
Análise da falha
a)
a)
a)
a)
a) Analisar o local da falha.
b)
b)
b)
b)
b) Determinar a causa da falha:
· fratura;
· desgaste;
· corrosão.
c)
c)
c)
c)
c) Determinação do funcionamento:
· solicitações (rpm);
· meios envolvidos;
· temperatura de trabalho.
d)
d)
d)
d)
d) Reconhecimento dos materiais envolvidos:
· análise química;
· dureza.
e)
e)
e)
e)
e) Determinação do estado do material:
· encruado;
· recozido;
· temperado e revenido;
· cementado.
Planejamento da execução
Planejamento da execução
Planejamento da execução
Planejamento da execução
Planejamento da execução
Após a escolha do método/processo de soldagem e do metal de adição,
é necessário verificar se estão envolvidos na recuperação os seguintes fatores:
· pré-usinagem;
· deformação;
· seqüência de soldagem;
· pré e pós-aquecimento;
· tratamento térmico pós-soldagem;
· desempeno;
· pós-usinagem.
46
7
A U L A
Com esses cuidados, o que se deseja é eliminar as causas e não só os efeitos.
Procedimentos
Procedimentos
Procedimentos
Procedimentos
Procedimentos
De um modo geral os procedimentos para a execução de uma soldagem de
manutenção devem conter, no mínimo, os seguintes passos:
a)Fratura/Trinca
a)Fratura/Trinca
a)Fratura/Trinca
a)Fratura/Trinca
a)Fratura/Trinca
· Localizar a fratura/trinca definindo seu início e fim. Para isso deve-se
utilizar o ensaio com líquido penetrante.
· Identificar o material preferencialmente por meio de uma análise química e
determinar sua dureza.
· Preparar adequadamente a região a ser soldada de modo que se permita o
acessodoeletrodo,tochaoumaçarico,dependendodoprocessodesoldagem
selecionado.
· Limpar a região a ser soldada para retirar o óleo, graxa ou impurezas que
possam prejudicar a soldagem da peça/componente a ser recuperado.
· Executar ensaio com líquido penetrante para assegurar que toda
a fratura/trinca tenha sido eliminada.
· Especificar o processo de soldagem e o metal de adição, de modo que a peça/
componente recuperado mantenha suas características mecânicas, para que
seja capaz de suportar as máximas solicitações durante o desempenho
do trabalho, considerando ainda os meios envolvidos e a temperatura
de trabalho.
· Especificar os parâmetros de soldagem, incluindo, quando necessário, a
temperaturadepréepós-aquecimentoeotratamentotérmicopós-soldagem.
· Especificar uma adequada seqüência de soldagem para se obter o mínimo de
tensões internas e deformações da peça/componente que está sendo recu-
perada.
· Especificarotipodeensaioaserrealizadoparaverificaraqualidadedasolda
realizada.
· Prever, quando necessário, um sobremetal durante a soldagem para que seja
possível obter o acabamento final da peça/componente por meio de
esmerilhamento ou usinagem, quando for o caso.
b)Desgaste/Corrosão
b)Desgaste/Corrosão
b)Desgaste/Corrosão
b)Desgaste/Corrosão
b)Desgaste/Corrosão
· Localizar a região desgastada ou corroída, definindo os limites da região a
ser recuperada.
· Identificar adequadamente a superfície a ser revestida através da superfície
desgastada ou corroída por meio de esmerilhamento ou usinagem.
· Limpar a região a ser soldada para retirar o óleo, graxa ou impurezas que
possam, de algum modo, prejudicar a soldagem da peça/componente a ser
recuperada.
· Executarensaiocomlíquidopenetranteparaverificarsenaregiãodesgastada
não existem descontinuidades que possam comprometer a soldagem.
· Especificar o processo de soldagem e o metal de adição para que a peça/
componente, após recuperação, seja capaz de suportar as solicitações máxi-
mas exigidas durante o trabalho. No caso de corrosão, o metal de adição
deverá ser adequado para resistir ao meio agressivo.
· Especificar os parâmetros de soldagem, incluindo, quando necessário, a
temperatura de pré e pós-aquecimento e o tratamento de alívio de tensões
pós-soldagem.
47
7
A U L A · Especificar uma adequada seqüência de soldagem de modo que haja um
mínimo de tensões internas e deformações da peça/componente que está
sendo recuperada.
· Especificarotipodeensaioaserrealizadoparaverificaraqualidadedasolda
aplicada.
· Prever, quando necessário, um sobremetal durante a soldagem para que seja
possível obter o acabamento final da peça/componente recuperada por
meio de esmerilhamento ou usinagem, quando for o caso.
Tipos e causas prováveis das falhas
Tipos e causas prováveis das falhas
Tipos e causas prováveis das falhas
Tipos e causas prováveis das falhas
Tipos e causas prováveis das falhas
Falhas por fratura
Falhas por fratura
Falhas por fratura
Falhas por fratura
Falhas por fratura – As falhas por fratura normalmente resultam de uma
trinca que se propaga. A trinca surge por dois motivos: altas solicitações e fadiga
do material.
Quando a peça/componente sofre solicitações acima das suportáveis, a
trinca aparece em determinadas regiões. A fadiga aparece por causa das tensões
cíclicas que terminam por exceder as toleradas pelo material que constitui a
peça/componente.Nessecaso,astrincasseiniciam–mesmocomtensõesabaixo
das tensões limites – e se propagam. Com a propagação da trinca, as seções
restantes e ainda resistentes rompem-se pelo simples fato das tensões existentes
serem maiores que as suportadas pelo material.
Falhas por desgaste
Falhas por desgaste
Falhas por desgaste
Falhas por desgaste
Falhas por desgaste – Há uma grande variedade de fatores que podem
provocar o desgaste de peças/componentes de uma máquina ou equipamento.
Nesse caso, para recuperação adequada com a finalidade de assegurar eficiência
e segurança, os metais de solda, a serem depositados, devem ser selecionados
cuidadosamente.
Para melhor compreensão dos tipos de desgastes, podemos dividi-los em
classes distintas com características bem definidas. Vejamos:
a) Desgastes mecânicos
a) Desgastes mecânicos
a) Desgastes mecânicos
a) Desgastes mecânicos
a) Desgastes mecânicos
· Abrasão
Abrasão
Abrasão
Abrasão
Abrasão
A abrasão é um desgaste que ocorre entre superfícies que deslizam ou giram
em contato entre si em movimento relativo. A abrasão provoca o desprendimen-
to de partículas das superfícies e elas adquirem irregularidades microscópicas,
mesmoqueaparentementepolidas.Porexemplo:sempreháabrasãoquandoum
eixo gira em contato com um mancal.
As irregularidades microscópicas das superfícies comportam-se como picos
e vales que tendem a se encaixar. Quando as superfícies são solicitadas a entrar
emmovimentorelativoentresi,aforçadeatritogeracaloreestegeramicrofusões
entre os picos que estão em contato. As áreas microfundidas movimentam-se e
as superfícies se desgastam.
A recuperação de superfícies desgastadas por abrasão é feita depositando-
se, por solda, um material mais duro e mais resistente ao desgaste. Aconselha-
se não aplicar mais de duas ou três camadas de solda, para evitar a fissuração e
desagregação do próprio metal de solda que apresenta baixa ductilidade.
Se a soldagem exigir camadas mais espessas, o revestimento deverá ser feito
com um metal tenaz e pouco duro que se comportará como amortecedor.
48
7
A U L A
· Impacto
Impacto
Impacto
Impacto
Impacto
Materiais sujeitos a impacto sofrem deformações localizadas e mesmo
fraturas. Por impacto e em condições de alta pressão, partículas metálicas dos
materiais são arrancadas e, como conseqüência, o desgaste aparece.
Se um dado componente ou peça - a ser recuperado por solda - trabalha
somente sob condições de impacto simples, o material a ser depositado deve ser
tenaz para poder absorver a deformação sem se romper.
Normalmente, áreas de peças ou componentes que recebem impactos tam-
bém sofrem abrasões. É o que ocorre, por exemplo, em moinhos e britadores que
necessitam de superfícies duras e resistentes ao desgaste.
b) Erosão
b) Erosão
b) Erosão
b) Erosão
b) Erosão
É a destruição de materiais por fatores mecânicos que podem atuar por meio
de partículas sólidas que acompanham o fluxo de gases, vapores ou líquidos, ou
podem atuar por meio de partículas líquidas que acompanham o fluxo de gases
ou de vapores.
Geralmente, para suportar o desgaste por erosão, o material de solda deve
ter dureza, microestrutura e condições de superfície adequadas.
c) Cavitação
c) Cavitação
c) Cavitação
c) Cavitação
c) Cavitação
O fenômeno da cavitação é causado por fluidos acelerados que se movimen-
tam em contato com superfícies sujeitas a rotações, tais como hélices, rotores,
turbinas etc.
Os fluidos acelerados formam depressões que, ao se desfazerem, provocam
golpes, como se fossem aríetes, nas superfícies das peças sujeitas ao movimento
rotacional. Esses golpes produzem cavidades superficiais que vão desgastando
as peças.
A correção de superfícies cavitadas é feita por meio de revestimentos com
ligas contendo 13% de cromo (Cr).
Corrosão
Corrosão
Corrosão
Corrosão
Corrosão – O desgaste de materiais metálicos também pode ser provocado
pela corrosão que é favorecida por vários fatores: umidade, acidez, alcalinidade,
temperatura, afinidade química entre metais etc.
Normalmente a maioria dos metais e ligas metálicas, em contato com o
oxigênio do ar, adquire uma camada protetora de óxido que a protege. Se essa
camada de óxido perder a impermeabilidade, a oxidação prossegue caracteri-
zando a corrosão.
A corrosão é sanada por meio de revestimentos com materiais de solda
adequados, de forma tal que venham a resisitir ao meio agressivo com os quais
estarão em contato.
Influência dos elementos de liga
Influência dos elementos de liga
Influência dos elementos de liga
Influência dos elementos de liga
Influência dos elementos de liga
Os eletrodos e varetas utilizados como material de adição nos processos de
soldagem apresentam vários elementos de liga que lhes conferem características
particulares.
49
7
A U L A Os principais elementos de liga, com suas principais propriedades, são:
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Responda.
a)
a)
a)
a)
a) Qual o objetivo da solda de manutenção?
b)
b)
b)
b)
b) Em termos comparativos, qual a diferença entre solda de produção e
solda de manutenção?
c)
c)
c)
c)
c) O que deve ser verificado, ao analisar uma falha, em um elemento
mecânico que será recuperado por solda?
d)
d)
d)
d)
d) Realizando a análise, pode-se determinar três tipos de causas de danos.
Quais são?
e)
e)
e)
e)
e) Quais as causas mecânicas que podem dar início à propagação de uma
trinca?
ELEMENTOS
ELEMENTOS
ELEMENTOS
ELEMENTOS
ELEMENTOS DE
DE
DE
DE
DE LIGA
LIGA
LIGA
LIGA
LIGA PROPRIEDADES
PROPRIEDADES
PROPRIEDADES
PROPRIEDADES
PROPRIEDADES
Carbono (C) Aumenta a resistência e o endurecimento;
reduz o alongamento, a forjabilidade,
a soldabilidade e a usinabilidade; forma
carbonetos com cromo (Cr), molibdênio
(Mo) e vanádio (V).
Cobalto (Co) Aumenta a resistência à tração; aumenta
a dureza (têmpera total); resiste ao
revenimento, ao calor e à corrosão.
Cromo (Cr) Aumenta a resistência à tração, ao calor,
à escamação, à oxidação e ao desgaste por
abrasão. É um forte formador de carbonetos.
Manganês (Mn) Aços austeníticos contendo manganês
e 12% a 14% de cromo são altamente
resistentes à abrasão.
Molibdênio (Mo) Aumenta a resistência ao calor e forma,
também, carbonetos.
Níquel (Ni) Aumenta o limite de escoamento; aumenta
a tenacidade; resiste aos meios redutores.
Tungstênio (W) Aumenta a resistência à tração; aumenta a
dureza; resiste ao calor; mantém cortante os
gumes das ferramentas e peças e forma
carbonetos.
Aumenta a resistência ao calor; mantém os
gumes cortantes e também forma
carbonetos.
Vanádio (V)
Exercícios
50
8
A U L A
Arecuperação de falhas por soldagem inclui
o conhecimento dos materiais a serem recuperados e o conhecimento
dos materiais e equipamentos de soldagem, bem como o domínio das técnicas
de soldagem.
O objetivo desta aula é mostrar exemplos do dia-a-dia envolvendo a recupe-
ração de peças por meio da soldagem de manutenção.
Elemento mecânico de ferro fundido com trinca
Localização da fratura/trinca
Localização da fratura/trinca
Localização da fratura/trinca
Localização da fratura/trinca
Localização da fratura/trinca
A localização da fratura/trinca deve ser feita de modo preciso para
identificar claramente onde ela começa e onde termina.
Essa identificação pode ser realizada pelo método de ensaio por líquido
penetrante. Primeiramente pulveriza-se um líquido de limpeza na peça. Depois,
aplica-se o líquido penetrante na região da trinca e aguarda-se alguns minutos
para que o líquido penetre no material. A seguir, limpa-se a região da trinca
e pulveriza-se um líquido revelador que tornará a trinca e seus limites
bem visíveis.
Furação das extremidades da trinca
Furação das extremidades da trinca
Furação das extremidades da trinca
Furação das extremidades da trinca
Furação das extremidades da trinca
As tensões atuantes nas extremidades pontiagudas da trinca devem ser
aliviadas. O alívio dessas tensões é obtido por meio de dois furos feitos com uma
broca de diâmetro entre 7 mm e 10 mm. Esses furos impedem que a trinca
se propague.
Esquematicamente:
Soldagem de
manutenção II
8
A U L A
51
8
A U L A Goivagem ou chanfragem do local da soldagem
Goivagem ou chanfragem do local da soldagem
Goivagem ou chanfragem do local da soldagem
Goivagem ou chanfragem do local da soldagem
Goivagem ou chanfragem do local da soldagem
Inicialmente deve-se pensar na realização da goivagem - com eletrodo de
corte-comformatoarredondadoparafavoreceradistribuiçãodastensões.Além
disso, a preparação com eletrodo de corte proporciona uma solda sem poros,
isenta de escórias, areia, óleo ou gordura. Essas impurezas sofrem combustão
durante a goivagem e se gaseificam.
Nocasodapreparaçãoporesmerilhamento,devemsertomadasprecauções,
principalmente se o disco contiver aglomerantes plásticos. De fato, resíduos de
material plástico aderem ao ferro fundido na área de soldagem. A queima
desses resíduos, por meio do arco elétrico do aparelho de soldagem, provoca o
surgimento de poros na solda. Portanto, se a preparação exigir esmerilhamento,
deve-se escovar e limpar a superfície esmerilhada com bastante cuidado.
Quando a ligação da solda no ferro fundido apresentar dificuldades de
estabilização em coesão e aderência, recomenda-se o uso da técnica de revesti-
mento do chanfro (amanteigamento), conforme mostra a figura a seguir:
Para o ferro fundido há duas possibilidades de revestimentos de chanfro
(amanteigamento):
a)
a)
a)
a)
a) Com eletrodos especiais à base de ferro
Com eletrodos especiais à base de ferro
Com eletrodos especiais à base de ferro
Com eletrodos especiais à base de ferro
Com eletrodos especiais à base de ferro - Nesse caso a camada de solda
absorve o carbono do ferro fundido e endurece. Por essa razão, a própria junta
não deve ser soldada com eletrodos especiais à base de ferro. Para completar a
solda do reparo, utiliza-se um metal de adição à base de níquel ou de níquel-
ferro.
b)
b)
b)
b)
b) Revestimento do chanfro com metal de adição à base de bronze-
Revestimento do chanfro com metal de adição à base de bronze-
Revestimento do chanfro com metal de adição à base de bronze-
Revestimento do chanfro com metal de adição à base de bronze-
Revestimento do chanfro com metal de adição à base de bronze-
alumínio
alumínio
alumínio
alumínio
alumínio - Esse metal de adição adere muito bem ao ferro fundido e apresenta
uma ótima afinidade com o metal de adição à base de níquel, que é utilizado
posteriormente como complemento do reparo.
Conforme esquematização abaixo, soldamos alternadamente e por etapas
com cordões retos e curtos com comprimento máximo de 30 mm. A máquina de
soldagem deve operar com baixa amperagem. O eletrodo deve ser de pequeno
diâmetroeavelocidadedesoldagemtemdeseraltaparaevitaroexcessodecalor
localizado.
A solda alternada com cordões curtos tem a finalidade de manter um baixo
aporte de calor na peça e diminuir ao máximo as tensões de soldagem e
conseqüentemente a deformação.
52
8
A U L A
Quando a finalidade da solda no ferro fundido é manter apenas a
estanqueidade, não há necesssidade de abranger toda a seção, mas sim uma
espessura de solda de no mínimo 70% da espessura que será reparada.
Esquematicamente:
Martelamento da solda
Martelamento da solda
Martelamento da solda
Martelamento da solda
Martelamento da solda
As tensões de contração do cordão de solda são aliviadas por meio de
martelamento. Nesse caso, o cordão sofre um escoamento fazendo com que
a peça não apresente deformações indesejáveis. As figuras exemplificam o
que foi dito.
Soldagem a frio de uma alavanca de ferro fundido quebrada sem
restrição de contração
A figura a seguir mostra uma alavanca com uma trinca. A alavanca pode ser
recuperada, por soldagem, por meio da seguinte seqüência de operações:
Preparação do local da soldagem
Preparação do local da soldagem
Preparação do local da soldagem
Preparação do local da soldagem
Preparação do local da soldagem
A casca de fundição, se existente, deve ser removida do local da trinca
mecanicamente. Se a espessura da peça
for menor que 10 mm, recomenda-se fa-
zerumchanfroem“V”.Casoaespessura
de parede seja maior que 10 mm, aconse-
lha-sefazerumchanfroem“X”.Noexem-
plo da trinca da alavanca em questão,
usaremos um chanfro em “X” com ângu-
lo máximo de 60°, conforme mostra o
esquema:
53
8
A U L A Preaquecimento
Preaquecimento
Preaquecimento
Preaquecimento
Preaquecimento
Um preaquecimento de aproximadamente 200°C é recomendado com a
finalidadedediminuirastensõesresiduaisquesurgirão,porocasiãodasoldagem,
na região da trinca.
Soldagem
Soldagem
Soldagem
Soldagem
Soldagem
Recomenda-se soldar com baixa intensidade de calor, utilizando um eletro-
do de níquel ou um eletrodo de níquel-ferro.
O chanfro deve ser preenchido com cordões curtos e com repetidas viradas
para a soldagem no lado oposto. Um martelamento ocasional no cordão de
solda, ainda quente, também é recomendável para diminuir as tensões.
Se surgirem dificuldades de ligação da solda no ferro fundido, deve ser
realizado o revestimento dos chanfros (amanteigamento).
Reconstrução de ponta de dentes de escavadeira
Os dentes de escavadeiras são componentes que trabalham em condições
normalmente severas que envolvem impacto e abrasão. O desgaste e a recupe-
ração dos dentes podem ser visualizados abaixo.
Para reconstruir a ponta dos dentes de uma escavadeira, deve-se proceder
do seguinte modo:
a)
a)
a)
a)
a)Prepararassuperfíciesaseremsoldadaseliminandotodososresíduosque
possam prejudicar a soldagem.
b)
b)
b)
b)
b) Pontas sobressalentes devem ser soldadas nas pontas já desgastadas com
eletrodos que garantam a máxima tenacidade. Um eletrodo recomendado é o
tipo AWS E307 - 15
AWS E307 - 15
AWS E307 - 15
AWS E307 - 15
AWS E307 - 15.
c)
c)
c)
c)
c) Manter a temperatura das pontas abaixo de 200°C durante a soldagem,
para evitar a perda de dureza.
d)
d)
d)
d)
d) Após a soldagem dos dentes, aplicar líquido penetrante para se certificar
de que não apareceu nenhuma trinca superficial.
e)
e)
e)
e)
e) Para dentes que trabalham primariamente em solos com granulação fina,
o revestimento dos dentes deve ser efetuado com metal duro, isto é, com eletrodo
dotipo AWS E 10 - 60z
AWS E 10 - 60z
AWS E 10 - 60z
AWS E 10 - 60z
AWS E 10 - 60z.Esseeletrodoproporcionaummetaldesoldamuitoduro,
rico em carbonetos de cromo, resistentes à abrasão. Trincas superficiais poderão
surgir, mas sem influência na resistência ao desgaste.
54
8
A U L A
Para dentes que trabalham com materiais rochosos, o eletrodo a ser utili-
zado é o tipo AWS E 6 - 55 r
AWS E 6 - 55 r
AWS E 6 - 55 r
AWS E 6 - 55 r
AWS E 6 - 55 r, que proporciona um metal de solda, ligado
ao cromo, bastante tenaz e resistente ao desgaste e com dureza compreendida
entre 60 e 65 HRC.
Observações:
Observações:
Observações:
Observações:
Observações:
Os eletrodos especificados como AWS E 307 - 15, AWS E 10 - 60z e AWS E
6 - 55r representam eletrodos classificados pela norma da American Welding
Society (Associação Americana de Soldagem).
Os valores entre 60 e 65 HRC significam que a dureza do material varia de
60 a 65 na escala de dureza Rockwell C.
Com a finalidade de manter os dentes afiados, recomenda-se revestir
somente a face superior ou o fundo do dente e nunca ambos os lados.
O modelo de revestimento é escolhido de acordo com as figuras a seguir,
dependendo das condições de trabalho.
Marque com um X a alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
A seqüência do trabalho de localização de uma trinca é:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) limpeza, aplicação do líquido penetrante e revelação;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) revelação, limpeza e aplicação do líquido penetrante;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) aplicação do líquido penetrante, revelação e limpeza;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) revelação, aplicação do líquido penetrante e limpeza;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) limpeza, revelação e aplicação do líquido penetrante.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
A finalidade da confecção de furos nas extremidades das trincas é:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) evitar a sobrecarga;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) evitar o superaquecimento;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) elaborar uma boa soldagem;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) aliviar as tensões nas extremidades das trincas;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) melhorar o acabamento.
Exercícios
55
8
A U L A Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
A finalidade do preaquecimento na soldagem de peças de ferro fundido é:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) facilitar a soldagem;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) não criar porosidade;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) reduzir as tensões no local da solda;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) evitar nova quebra;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) evitar o preaquecimento.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
A importância do martelamento na soldagem de manutenção das peças de
ferro fundido é:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) melhorar o acabamento;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) facilitar a soldagem;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) criar tensões trativas;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) transformar tensões compressivas em trativas;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) aliviar as tensões de contração do cordão de solda.
56
9
A U L A
João, o operador de uma retificadora cilíndri-
ca, percebeu uma certa alteração no desempenho de sua máquina. Após fazer as
verificações que conhecia e não descobrindo a causa do problema, solicitou
que o departamento de manutenção vistoriasse a máquina, pois a qualidade
das peças fabricadas estava ficando comprometida.
O mecânico de manutenção analisou a máquina e explicou a João que tanto
a válvula reguladora de fluxo quanto a bomba hidráulica estavam com defeito,
e que deveriam ser substituídas.
Como o mecânico de manutenção soube detectar os defeitos? É o que será
mostrado nesta aula.
Conceito de pressão
A Física nos ensina que pressão é força distribuída por unidade de área,
ou seja:
No Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade de força é o newton
(N) e a unidade de área é o metro quadrado (m
2
). Então, no SI a unidade de
pressão é o N/m
2
, que recebe o nome de pascal (Pa).
Porém, na literatura industrial, ainda são utilizadas outras unidades de
pressão, tais como: atmosfera (atm), torricelli (torr), quilograma-força por
centímetro quadrado (kgf/cm
2
), milímetro de mercúrio (mm Hg), bar, libra-
força por polegada quadrada (lbf/pol2
) também chamada de psi (pound per
squareinch)etc.
A fórmula de pressão nos informa que a pressão é inversamente
proporcional à área, isto é, quanto menor a área de atuação da força, maior será
a pressão.
Por exemplo, considere um paralelepípedo de alumínio de peso 24N
(o peso também é uma força) com as seguintes medidas: face A = 0,24 m
2
; face
B = 0,12 m
2
e face C = 0,08 m
2
.
Noções de manutenção
de hidráulica industrial
P =
F
A
9
A U L A
57
9
A U L A Se o paralelepípedo estiver apoiado pela face A, ele exercerá uma pressão de
100 Pa; se estiver apoiado pela face B, a pressão será de 200 Pa, e se ele estiver
apoiado pela face C, o valor da pressão será de 300 Pa. Faça as contas e confira.
A pressão hidráulica, na faixa industrial, situa-se ao redor dos 140 bar, que
equivale a aproximadamente 138 atm ou 14000000 Pa ou 14000 kPa, variando de
projeto para projeto.
Conceito de vazão
Vazão(Q)éovolume(V)deumfluidoquepassanasecçãotransversaldeuma
tubulação num certo intervalo de tempo (t). Matematicamente:
No Sistema Internacional de Unidades (SI), a vazão é expressa em m
3
/s.
Outras unidades de vazão são: L/min ; L/s ; cm3
/s.
Princípio de Pascal
O princípio de Pascal é um dos princípios mais importantes para a hidráu-
lica. Esse princípio é definido assim:
Se uma massa líquida confinada receber um acréscimo de pressão, essa
pressão se transmitirá integralmente para todos os pontos do líquido,
em todas as direções e sentidos.
Todos os mecanismos hidráulicos são, em última análise, aplicações do
princípio de Pascal.
Q =
V
t
58
9
A U L A
Por exemplo, a prensa hidráulica, o macaco hidráulico e o freio hidráulico,
além de outros mecanismos, baseiam-se no princípio de Pascal.
Os sistemas hidráulicos, quando em funcionamento, transmitem forças
intensas. Tais mecanismos são utilizados em locais onde outros mecanismos,
movidos com outras formas de energia, não seriam viáveis.
Por exemplo, uma pá hidráulica de um trator não poderia funcionar adequa-
damente se somente o motor diesel viesse a ser utilizado para elevar as cargas.
Nesse caso, parte da energia proveniente da queima do óleo diesel do motor é
transferida e transformada em energia hidráulica na unidade hidráulica, e desta
é transferida para o atuador que movimenta a pá.
Em resumo, uma parcela da energia calorífica proveniente
da queima do óleo diesel do motor se transforma em energia
hidráulica. Outras parcelas da energia calorífica transformam-se
em energia mecânica e energia sonora, enquanto uma última
parcela se dissipa pelo ambiente na forma de radiação térmica.
Lembremos que energia não se cria e nem se destrói.
A energia se transfere de um sistema para outro, podendo ou não
transformar-se de uma modalidade para outra. Exemplo: numa
alavanca em uso ocorre apenas transferência de energia de um
ponto para outro; já numa bateria ocorre transformação de
energia química em elétrica.
Divisão da hidráulica
Para fins didáticos, a hidráulica divide-se em dois ramos: a hidráulica
industrial e a hidráulica móbil.
A hidráulica industrial cuida de máquinas e sistemas hidráulicos utilizados
nas indústrias, tais como máquinas injetoras, prensas, retificadoras, fresadoras,
tornos etc. A hidráulica móbil cuida de mecanismos hidráulicos existentes nos
sistemas de transportes e cargas como caminhões, automóveis, locomotivas,
navios, aviões, motoniveladoras, basculantes etc.
Circuito de trabalho industrial hidráulico
Um circuito hidráulico básico compõe-se de reservatório, bom-
ba,válvuladealívio,válvuladecontroledevazão,válvuladirecional
e um atuador que poderá ser linear ou rotativo.
A válvula que protege o sistema de sobrecargas é a válvula de
alívio, também conhecida pelo nome de válvula de segurança.
O circuito funciona do seguinte modo:
· o óleo é succionado pela bomba e levado ao sistema;
· entrando no sistema, o óleo sofre uma redução de vazão;
· o excesso de óleo volta para o reservatório passando pela válvula
de alívio;
59
9
A U L A · estando com a vazão reduzida, o óleo segue para o atuador que vai trabalhar
com uma velocidade menor e adequada ao trabalho.
· a válvula direcional, por sua vez, comanda o avanço e o retorno do atuador,
e todo o sistema está protegido de sobrecargas.
Manutenção de circuitos hidráulicos
A manutenção de circuitos hidráulicos exige os seguintes passos:
· analisar previamente o funcionamento do circuito;
· analisar as regulagens das válvulas;
· verificar se a tubulação não apresenta pontos de vazamento;
· verificar a limpeza do óleo existente no reservatório.
Bombas
As bombas são utilizadas, nos circuitos hidráulicos, para converter energia
mecânica em energia hidráulica.
Nos sistemas hidráulicos industriais e móbil, as bombas são de deslo-
camento positivo, isto é, fornecem determinada quantidade de fluido a cada
rotação ou ciclo.
As bombas de deslocamento positivo podem ser lineares ou rotativas.
As bombas lineares podem ser de pistões radiais e de pistões axiais, ao passo
que as bombas rotativas podem ser de engrenagens ou de palhetas.
Bombas lineares de pistões radiais
Bombas lineares de pistões radiais
Bombas lineares de pistões radiais
Bombas lineares de pistões radiais
Bombas lineares de pistões radiais
Nesse tipo de bomba, o conjunto gira em um pivô estacionário por dentro de
um anel ou rotor.
Conforme vai girando, a força tangencial faz com que os pistões sigam
o contorno do anel, que é excêntrico em relação ao bloco de cilindros.
Quando os pistões começam o movimento alternado dentro de seus furos,
os pórticos, localizados no pivô, permitem que os pistões admitam o fluido do
pórtico de entrada - e estes se movem para fora - descarregando no pórtico de
saída quando os pistões são forçados pelo contorno do anel, em direção ao pivô.
O deslocamento de fluido depende do tamanho e do número de pistões
no conjunto, bem como do curso desses pistões.
Existem modelos em que o deslocamento de fluido pode variar, modifican-
do-se o anel para aumentar ou diminuir o curso dos pistões. Existem, ainda,
controles externos para esse fim.
A figura ao lado mostra o esquema de
uma bomba com pistões radiais.
60
9
A U L A
Bombas lineares de pistões axiais e sua manutenção
Bombas lineares de pistões axiais e sua manutenção
Bombas lineares de pistões axiais e sua manutenção
Bombas lineares de pistões axiais e sua manutenção
Bombas lineares de pistões axiais e sua manutenção
Uma bomba muito utilizada dentro dessa categoria é aquela em que o
conjunto de cilindros e o eixo estão na mesma linha, e os pistões se movimentam
em paralelo ao eixo de acionamento.
Ospistõessãoajustadosnosfuroseconectados,atravésdesapatas,aumanel
inclinado.
Quando o conjunto gira, as sapatas seguem a inclinação do anel, causando
um movimento recíproco dos pistões nos seus furos.
Os pórticos estão localizados de maneira que a linha de entrada se situe onde
os pistões começam a recuar, e a abertura de saída onde os pistões começam a ser
forçados para dentro dos furos do conjunto.
Nesse tipo de bomba, o deslocamento de fluido é determinado pelo tamanho
e quantidade de pistões, bem como de seus cursos; a função da placa inclinada
é controlar o curso dos pistões.
Nosmodeloscomdeslocamentovariável,aplacaestáinstaladanumsuporte
móvel. Movimentando esse suporte, o ângulo da placa varia para aumentar
ou diminuir o curso dos pistões.
O suporte pode ser posicionado manualmente, por servo-controle, por
compensador de pressão ou por qualquer outro meio de controle.
61
9
A U L A A manutenção de bombas de pistão axial consiste em trocar o conjunto
rotativo toda vez que se verificar queda no rendimento. O óleo deve estar limpo
e isento de água.
Bombas rotativas de engrenagens e sua manutenção
Bombas rotativas de engrenagens e sua manutenção
Bombas rotativas de engrenagens e sua manutenção
Bombas rotativas de engrenagens e sua manutenção
Bombas rotativas de engrenagens e sua manutenção
Essas bombas apresentam rodas dentadas, sendo uma motriz, acionada pelo
eixo, que impulsiona a outra, existindo folgas axial e radial vedadas pela própria
viscosidade do óleo.
No decorrer do movimento rotativo, os vãos entre os dentes são liberados
à medida que os dentes se desengrenam.
O fluido proveniente do reservatório chega a esses vãos e é conduzido
do lado da sucção para o lado da pressão.
No lado da pressão, os dentes tornam a se engrenar e o fluido é expulso
dos vãos dos dentes; as engrenagens impedem o refluxo do óleo para a câmara
de sucção.
A seguir mostramos o esquema de uma bomba de engrenamento externo.
A manutenção das bombas rotativas de engrenagens consiste em manter
o óleo sempre limpo e sem água e em trocar as engrenagens desgastadas.
Bombas rotativas de palhetas e sua manutenção
Bombas rotativas de palhetas e sua manutenção
Bombas rotativas de palhetas e sua manutenção
Bombas rotativas de palhetas e sua manutenção
Bombas rotativas de palhetas e sua manutenção
Nas bombas de palhetas, um rotor cilíndrico, com palhetas que se deslocam
em rasgos radiais, gira dentro de um anel circular.
Pela ação das forças tangenciais, as palhetas tendem a sair do rotor, sendo
obrigadas a manter contato permanente com a face interna do anel. Mas
a pressão sob as palhetas as mantém contra o anel de reação.
Esse sistema tem a vantagem de proporcionar longa vida à bomba, pois as
palhetas sempre mantêm contato com o corpo, mesmo se elas apresentarem
desgastes.
62
9
A U L A
As palhetas dividem o espaço existente entre o corpo e o rotor em uma série
de câmaras que variam de tamanho de acordo com sua posição ao redor do anel.
A entrada da bomba fica localizada em um ponto onde ocorre a expansão
do tamanho das câmaras de acordo com o sentido de rotação do rotor e da
sua excentricidade em relação ao anel.
O vácuo parcial, gerado pela expansão das câmaras de bombeamento, faz
com que a pressão atmosférica empurre o óleo para o interior da bomba. O óleo
é então transportado da entrada para a saída da bomba, onde as câmaras
reduzem de tamanho, forçando o fluido para fora.
A manutenção das bombas de palhetas consiste na troca de todo o conjunto
que se desgasta por causa do tempo de uso.
Manutenção do óleo hidráulico
Manutenção do óleo hidráulico
Manutenção do óleo hidráulico
Manutenção do óleo hidráulico
Manutenção do óleo hidráulico
Entre os fluidos que poderiam ser utilizados nos sistemas hidráulicos, o óleo
é o mais recomendável porque, além de transmitir pressão, ele apresenta as
seguintes propriedades:
· atua como refrigerante permitindo as trocas de calor geradas no sistema;
· por ser viscoso, atua como vedante;
· é praticamente imiscível em água;
· oxida-se muito lentamente em contato com o oxigênio do ar.
A manutenção do óleo hidráulico exige os seguintes cuidados:
· utilizar filtro de sucção;
· utilizar filtro de retorno;
· eliminar a água absorvida pelo ar que entra no reservatório;
· usar aditivos e efetuar uma drenagem com filtração para separar o óleo
da água;
· trocar o óleo de todo o sistema, se o grau de contaminação do óleo for muito
elevado.
Atuadores hidráulicos
Os atuadores hidráulicos são representados pelos motores hidráulicos
e pelos cilindros lineares.
Motores hidráulicos
Motores hidráulicos
Motores hidráulicos
Motores hidráulicos
Motores hidráulicos
Os motores hidráulicos são atuadores rotativos capazes de transformar
energia hidráulica em energia mecânica, produzindo um movimento giratório.
63
9
A U L A Ao contrário das bombas que empurram o fluido num sistema hidráulico,
os motores são empurrados pelo fluido, desenvolvendo torque e rotação.
Todo motor hidráulico pode funcionar como bomba; entretanto, nem toda
bomba funciona como motor. Algumas bombas necessitam de modificações em
suas características construtivas para exercerem a função de motor.
Quanto ao funcionamento, existem três tipos de motores hidráulicos:
· o motor unidirecional, que se movimenta em um único sentido de rotação;
· o motor bidirecional (reversível), que produz rotação nos dois sentidos;
· o motor oscilante (angular), que gira em ambos os sentidos com ângulo
de rotação limitado.
Entre os motores bidirecionais, o mais utilizado é o motor de engrenagens.
Esse motor desenvolve torque por meio da pressão aplicada nas superfícies
dos dentes das rodas dentadas. Elas giram juntas, mas apenas uma está ligada
ao eixo do motor.
A rotação do motor pode ser invertida mudando a direção do fluxo de óleo.
A alta pressão na entrada e a baixa pressão na saída provocam altas cargas
lateraisnoeixo,bemcomonasrodasdentadasenosrolamentosqueassuportam.
Isso faz com que os motores de engrenagens tenham sua pressão de operação
limitada.
A figura abaixo mostra o corte de um motor de engrenagens.
O motor de engrenagens tem como vantagens principais sua simplicidade
e sua maior tolerância à sujeira. A manutenção consiste em substituir o motor
estragado por um motor novo.
Cilindros e sua manutenção
Cilindros e sua manutenção
Cilindros e sua manutenção
Cilindros e sua manutenção
Cilindros e sua manutenção
Os cilindros têm um cabeçote em cada lado da camisa e um pistão móvel
ligado à haste.
64
9
A U L A
Em um dos lados a camisa do cilindro apresenta uma conexão de entrada,
por onde o fluido penetra enquanto o outro lado é aberto.
Para manutenção, exige-se a troca das guarnições dos cilindros.
A figura abaixo mostra a estrutura interna de um cilindro.
Válvulas hidráulicas
As válvulas hidráulicas dividem-se em quatro grupos:
· válvulas direcionais;
· válvulas de bloqueio;
· válvulas controladoras de pressão;
· válvulas controladoras de fluxo ou de vazão.
As válvulas direcionais
válvulas direcionais
válvulas direcionais
válvulas direcionais
válvulas direcionais são classificadas de acordo com o número
de vias, número de posições de comando, tipos de acionamento e princípios
de construção.
Dentre as válvulas direcionais, a mais comum é a válvula de carretel.
O defeito mais comum nesse tipo de válvula é o engripamento do carretel, isto
é, ele deixa de correr dentro do corpo da válvula. Outro defeito que uma válvula
de carretel pode apresentar é a quebra de seu comando de acionamento.
Aseguirmostramosumtipodeválvuladirecional,umcarreteleasimbologia
de acionamento que as válvulas direcionais podem ter.
65
9
A U L A As válvulas de bloqueio
válvulas de bloqueio
válvulas de bloqueio
válvulas de bloqueio
válvulas de bloqueio têm a finalidade de segurar cargas verticais com
estanqueidade de 100%. O maior defeito dessa válvula é a sede gasta. Sujeira no
óleo também impede seu funcionamento. Uma válvula de bloqueio bastante
utilizada em prensas é a de retenção pilotada.
A ilustração seguinte, em corte, mostra uma válvula de retenção pilotada.
As válvulas controladoras de pressão limitam ou reduzem a pressão de
trabalho em sistemas hidráulicos. Essas válvulas são classificadas de acordo com
o tamanho e a faixa de pressão de trabalho.
As figuras, em corte, mostram as características construtivas de uma válvula
limitadora de pressão fechada e aberta.
As válvulas controladoras de pressão podem assumir as seguintes funções
nos circuitos hidráulicos:
· válvula de segurança ou alívio;
· válvula de descarga;
· válvula de seqüência;
· válvula de contrabalanço;
· válvula de frenagem;
· válvula redutora de pressão;
· válvula de segurança e descarga.
As válvulas controladoras de fluxo ou de vazão controlam a quantidade
de fluido a ser utilizado no sistema. Essas válvulas têm por função regular
a velocidade dos elementos hidráulicos de trabalho.
66
9
A U L A
As válvulas controladoras de fluxo podem ser fixas ou
variáveis, unidirecionais ou bidirecionais.
A figura ao lado, em corte, mostra uma válvula reguladora
de vazão com pressão compensada, tipo bypass. Essa válvula só
deixa fluir a quantidade de óleo que foi regulada previamente,
por mais que se aumente a pressão.
Manutenção de válvulas hidráulicas
A manutenção de válvulas hidráulicas deve abranger os seguintes itens:
Óleo
Óleo
Óleo
Óleo
Óleo - verificar grau de contaminação por água e sujeira. Se for o caso,
drenar e substituir o óleo contaminado e sujo por óleo novo, segundo
especificações do fabricante.
Guarnições
Guarnições
Guarnições
Guarnições
Guarnições - trocar as desgastadas.
Molas
Molas
Molas
Molas
Molas - trocar as fatigadas.
Sede de assentamento
Sede de assentamento
Sede de assentamento
Sede de assentamento
Sede de assentamento - verificar o estado de desgaste.
Quando irrecuperáveis, as válvulas hidráulicas deverão ser substituídas
por novas.
Assinale com X a alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Pressão é:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) sinônimo de força;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) força por unidade de área;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) força por unidade de volume;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) volume por unidade de tempo;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) volume por unidade de superfície.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Quais exemplos de máquinas e sistemas hidraúlicos são cuidados pela
hidráulica industrial?
a)
a)
a)
a)
a) ( ) máquinas injetoras, caminhões, navios;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) automóveis, prensas, mandriladoras;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) prensas, fresadoras, brochadeiras;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) locomotivas, fresadoras, mandriladoras;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) retificadoras, brochadeiras, caminhões.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
A manutenção de bombas rotativas de engrenagens consiste em:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) trocar as guarnições da bomba e suas válvulas;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) trocar todo o sistema de palhetas desgastado;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) regular as válvulas e verificar a limpeza do óleo existente no reser-
vatório;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) manter o óleo sempre limpo e sem água e trocar as engrenagens
desgastadas;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) substituir as válvulas desgastadas e trocar os filtros de óleo.
Exercícios
67
9
A U L A Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
As válvulas hidráulicas se dividem em quatro grupos. Esses grupos são
representados pelas válvulas:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) direcionais e de sentido, controladoras de pressão e de vazão;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) controladoras de umidade e fluxo, direcionais e de bloqueio;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) de bloqueio e de segurança, controladoras de temperatura e vazão;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) controladoras de densidade e pressão, direcionais e de bloqueio;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) direcionais e de bloqueio, controladoras de pressão e vazão.
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Relacione a atividade de manutenção aos componentes hidráulicos:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Verificar o estado de desgaste 1.
1.
1.
1.
1. Óleo.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Verificar o grau de contaminação 2.
2.
2.
2.
2. Guarnições.
por água e sujeira 3.
3.
3.
3.
3. Sede de assentamento.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Trocar as desgastadas 4.
4.
4.
4.
4. Molas
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Trocar as fatigadas.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) Submeter a exames de laboratório.
68
10
A U L A
Fuussshhhhhhh... era o característico som de
vazamento de ar que o experiente ouvido de Gelásio captava. Seus olhos
procuraram a fonte do vazamento na linha do sistema pneumático da produção.
Esse sistema era vital para a fabricação de embalagens da empresa onde
trabalhava como mecânico de manutenção.
Com cuidado ele examinou os manômetros e constatou que um deles
indicavaumapressãoabaixodonormal.Essemanômetroestavaligadoaumdos
ramos da rede de ar comprimido, e o vazamento provinha de uma válvula.
Tranqüilamente Gelásio isolou o ramo, fechando duas outras válvulas.
O restante do sistema funcionou normalmente por duas horas, garantindo
a produção. Bastou ajustar a pressão para compensar aquela parada, enquanto
ele procurava a causa do vazamento.
Meia hora depois, Gelásio já tinha resolvido o problema e religado o ramal
ao restante do sistema. Regulou a pressão de todo o circuito e tudo voltou ao
normal. O som característico, agora, era: fisssshhh.....fisssshhh....
Qual foi a causa do vazamento da válvula? Qual componente da válvula
foi reparado?
Esta aula tratará de compressores, bombas e válvulas, elementos importan-
tíssimos dos circuitos pneumáticos.
A importância da pneumática
No universo da mecânica, muitas máquinas e equipamentos apresentam,
além dos sistemas mecânicos (polias e correias, engrenagens, alavancas etc.),
sistemas hidráulicos (funcionam à base de óleo) e sistemas pneumáticos (funci-
onam à base de ar comprimido).
A utilização das máquinas pelo homem sempre teve dois objetivos:
reduzir, ao máximo, o emprego da força muscular e obter bens em grandes
quantidades. A pneumática contribui para que esses dois objetivos venham a
ser alcançados. Ela permite substituir o trabalho humano repetitivo e cansa-
tivo nos processos industriais.
Noções básicas
de pneumática
10
A U L A
69
10
A U L A De fato, com atuadores pneumáticos, certas máquinas e equipamentos
tornam-se mais velozes e mais seguros.
Outra vantagem da pneumática é que ela pode atuar em locais onde a pura
energia mecânica, hidráulica e elétrica seriam desvantajosas.
Ar
O ar atmosférico é constituído por uma mistura de gases, tais como: oxigê-
nio, nitrogênio, neônio, argônio, gás carbônico etc. Junto com esses gases,
encontramos no ar atmosférico outras impurezas devidas à poluição (poeira,
partículas de carbono provenientes de combustões incompletas, dióxido
de enxofre etc.) e também vapor d’água.
Sendo abundante na natureza e gratuito, o ar atmosférico comprimido
é a alma dos equipamentos pneumáticos.
Pneumática industrial
A pneumática industrial, por definição, é a soma de aplicações industriais
onde a energia da compressão do ar é utilizada, notadamente em atuadores
(cilindros e motores). O controle do trabalho executado pela energia da compres-
são do ar é efetuado por meio de válvulas.
O ar comprimido recomendado para o trabalho na pneumática tem de ser
isento de impurezas e de água e apresentar pressão e vazão constantes.
Compressores
Compressores são máquinas que captam o ar, na pressão atmosférica local,
comprimindo-o até atingir a pressão adequada de trabalho. Ao nível do mar, a
pressão atmosférica normal vale uma atmosfera ou 1 atm.
Equivalência entre atm e outras unidades de pressão:
1 atm @ 1 bar @ 14,5 psi (libra-força por polegada quadrada) @ 100 000 Pa = 100 Kpa
Em equipamentos pneumáticos, a pressão mais utilizada é aquela que se
situa na faixa de 6 bar, ou seja, 600 Kpa.
70
10
A U L A
A ilustração abaixo mostra um modelo de compressor.
Em diagramas pneumáticos, os compressores, segundo a ISO 1219,
são representados pelo símbolo:
Classificação dos compressores
Os compressores são classificados em dois tipos: compressores de desloca-
mento positivo e compressores dinâmicos.
Compressores de deslocamento positivo
Compressores de deslocamento positivo
Compressores de deslocamento positivo
Compressores de deslocamento positivo
Compressores de deslocamento positivo
Nesses compressores, sucessivos volumes de ar são confinados em câmaras
fechadas e elevados a pressões maiores. Dentro dessa categoria, os mais
utilizados são os compressores de pistão e os compressores de parafuso.
Compressores de pistão
Compressores de pistão
Compressores de pistão
Compressores de pistão
Compressores de pistão-Podemserdesimplesefeito(SE)
e duplo efeito (DE), ou de um ou mais estágios de compressão,
como mostra a figura ao lado.
Manutenção dos compressores de pistão
Manutenção dos compressores de pistão
Manutenção dos compressores de pistão
Manutenção dos compressores de pistão
Manutenção dos compressores de pistão
Para uma eficaz manutenção desses compressores devem-
se tomar os seguintes cuidados:
· manter limpo o filtro de sucção e trocá-lo quando for
necessário;
· o calor na compressão de um estágio para o outro gera a formação de
condensado, por causa da entrada de ar úmido, por isso é preciso eliminar
a água;
· verificar o nível de óleo;
· verificar se as válvulas de sucção e descarga não estão travando;
· verificar se as ligações de saídas de ar não apresentam vazamento;
· verificar o aquecimento do compressor;
· verificar a água de refrigeração;
· verificar a tensão nas correias;
· verificar o funcionamento da válvula de segurança.
71
10
A U L A
O ar entra pela abertura de admissão preenchendo
o espaço entre os parafusos.
A linha tracejada representa a abertura da descarga.
O ar comprimido é suavemente descarregado
do compressor, ficando a abertura de
descarga selada, até a passagem do volume
comprimiddo no ciclo seguinte.
Compressor de parafuso
Compressor de parafuso
Compressor de parafuso
Compressor de parafuso
Compressor de parafuso - O motor elétrico ou diesel impulsiona um par
de parafusos que giram, um contra o outro, transportando o ar desde a seção
de admissão até a descarga, comprimindo-o ao mesmo tempo.
Manutenção de compressores de parafuso
Manutenção de compressores de parafuso
Manutenção de compressores de parafuso
Manutenção de compressores de parafuso
Manutenção de compressores de parafuso
Os compressores de parafuso, por apresentarem poucas peças móveis e não
apresentaremválvulasdeentradaesaídaeoperaremcomtemperaturasinternas
relativamente baixas, não exigem muita manutenção. Praticamente isentos de
vibrações, esses equipamentos têm uma longa vida útil. Para instalá-los, reco-
menda-se assentá-los em locais distantes de paredes e teto e em pisos de concreto
nivelados .
Compressores dinâmicos
Compressores dinâmicos
Compressores dinâmicos
Compressores dinâmicos
Compressores dinâmicos
Esses compressores aceleram o ar com a utilização de um elemento rotativo,
transformando velocidade em pressão no próprio elemento rotativo que empur-
ra o ar em difusores e lâminas. São usados para grandes massas de ar
e apresentam um ou mais estágios. Dentro dessa categoria de compressores,
os mais utilizados são o compressor centrífugo radial e o compressor axial.
Compressor centrífugo radial
Compressor centrífugo radial
Compressor centrífugo radial
Compressor centrífugo radial
Compressor centrífugo radial-Estecompressoréconstituídoporumrotor
com pás inclinadas como uma turbina. O ar é empurrado pelo rotor por causa de
sua alta rotação e lançado através de um difusor radial. Os compressores
centrífugos radiais podem ter um ou mais estágios.
O uso do compressor centrífugo radial é indicado quando se necessita de
uma grande quantidade de ar constante.
compressor centrífugo compressor centrífugo multi-estágio
72
10
A U L A
Compressor axial
Compressor axial
Compressor axial
Compressor axial
Compressor axial -Éusadoparagrandescapacidadesdearealtasrotações.
Cada estágio consiste de duas fileiras de lâminas, uma rotativa e outra estacio-
nária. As lâminas rotativas do rotor transmitem velocidade ao ar, e a velocidade
é transformada em pressão nas lâminas estacionárias.
Manutenção dos compressores centrífugos radiais e axiais
Manutenção dos compressores centrífugos radiais e axiais
Manutenção dos compressores centrífugos radiais e axiais
Manutenção dos compressores centrífugos radiais e axiais
Manutenção dos compressores centrífugos radiais e axiais
Por trabalharem em alta rotação, esses compressores devem ter uma progra-
mação que contemple os seguintes itens:
· paradas para limpeza;
· troca de rolamentos;
· troca de filtros;
· soldagem de lâminas danificadas;
· realinhamento.
Recomenda-se a parada imediata desses compressores se eles apresentarem
barulhos e/ou ruídos anormais.
Rede de ar comprimido
Depois de comprimido e de ter passado pelo reservatório principal
e secadores, o ar segue pela rede. A rede é um circuito fechado que mantém
a pressão igual à pressão reinante no interior do reservatório principal.
Para se construir uma rede de ar comprimido, os seguintes parâmetros
deverão ser levados em consideração:
· as conexões das tubulações deverão ter raios arredondados para evitar
a presença de fluxos turbulentos;
· a linha principal, em regra, deverá ter uma inclinação de aproximadamente
1% em relação ao seu comprimento;
73
10
A U L A
· nos pontos mais baixos deverão ser montados drenos automáticos para
drenagem do condensado água-óleo;
· expansões futura da rede deverão ser previstas em projeto;
· as tomadas de ar deverão estar situadas sempre por cima da rede;
· as tubulações de ar comprimido deverão ser pintadas na cor azul;
· prever, em projeto, a construção de reservatórios auxiliares;
· as tubulações da rede deverão ser aéreas e nunca embutidas em paredes.
Sendo aéreas, serão mais seguras e de fácil manutenção;
· construir a rede de forma combinada, de modo que se algum ramo tiver de
ser interrompido, os demais continuem funcionando para garantir a produ-
ção. Daí a importância de válvulas ao longo do circuito.
Manutenção da rede de ar comprimido
Manutenção da rede de ar comprimido
Manutenção da rede de ar comprimido
Manutenção da rede de ar comprimido
Manutenção da rede de ar comprimido
A manutenção da rede de ar comprimido requer os seguintes passos:
· verificar as conexões para localizar vazamentos;
· drenar a água diariamente ou de hora em hora;
· analisar se está tudo em ordem com a F.R.L (filtro, regulador e lubrificador),
de instalação obrigatória na entrada de todas as máquinas pneumáticas.
Atuadores pneumáticos
Os atuadores pneumáticos se dividem em duas categorias: os lineares e os
rotativos. Os lineares convertem energia pneumática em movimento linear,
e os rotativos convertem energia pneumática em movimento rotativo.
74
10
A U L A
Os atuadores lineares de simples efeito e de duplo efeito são os mais usuais,
não importando se são cilíndricos, quadrados ou com outros formatos. Pela
simbologia adotada pela ISO 1219, esses atuadores são assim representados.
Manutenção dos atuadores em geral
Manutenção dos atuadores em geral
Manutenção dos atuadores em geral
Manutenção dos atuadores em geral
Manutenção dos atuadores em geral
Para se fazer a manutenção dos atuadores, é necessário ter em mãos
os catálogos dos fabricantes. Nesses catálogos são encontrados os parâmetros
de construção mais importantes para a manutenção, ou seja:
· o diâmetro interno do cilindro;
· o diâmetro da haste;
· a pressão máxima;
· a temperatura de trabalho;
· o curso mínimo e máximo;
· dados a respeito do amortecedor;
· o tipo de fluido lubrificante a ser utilizado;
· a força máxima no avanço;
· a força de retorno;
· tipos de montagem.
O exemplo a seguir, retirado do catálogo de um fabricante, mostra um
atuador cilíndrico de duplo efeito. Observe seus parâmetros de construção:
01 - cabeçote traseiro: latão
02 - anel de encosto: buna - N
03 - guarnição O'ring: buna - N
04 - êmbolo: latão
05 - haste: aço SAE 1045 cromado ou aço inox
Observação
Observação
Observação
Observação
Observação: buna - N é a denominação dada a um dos tipos de borracha
sintética.
Analisada a avaria existente no cilindro, o mecânico de manutenção,
de posse do catálogo, orienta-se pelo desenho e pelos parâmetros para executar
os trabalhos de reparo necessários.
As avarias mais comuns nos atuadores pneumáticos são as seguintes:
· desgaste de retentores;
· mola do cilindro fatigada;
· desgaste na camisa do atuador;
06 - tubo: latão
07 - cabeçote dianteiro: latão
08 - porca: latão
09 - guarnição O'ring: buna -N
75
10
A U L A · excesso de pressão;
· respiro do cilindro de simples efeito;
· ressecamento de guarnições e retentores.
Manutenção de válvulas de controle penumáticas
Manutenção de válvulas de controle penumáticas
Manutenção de válvulas de controle penumáticas
Manutenção de válvulas de controle penumáticas
Manutenção de válvulas de controle penumáticas
Há quatro grupos de válvulas pneumáticas: válvulas direcionais, válvulas
de bloqueio, válvulas de controle de fluxo e válvulas de pressão.
Válvulas direcionais
Válvulas direcionais
Válvulas direcionais
Válvulas direcionais
Válvulas direcionais - São as mais importantes porque orientam, com
lógica, o caminho do ar comprimido dentro do sistema. As mais comuns são as
de cinco vias e duas posições (5/2) e as de três vias e duas posições (3/2), ambas
adaptáveis a qualquer comando de acionamento.
A manutenção básica das válvulas direcionais consiste, basicamente,
em limpá-las internamente e em trocar seus anéis de borracha. Muitas vezes,
por motivos de economia, é preferível trocar válvulas direcionais avariadas
por válvulas novas.
Válvulas de bloqueio
Válvulas de bloqueio
Válvulas de bloqueio
Válvulas de bloqueio
Válvulas de bloqueio - Essas válvulas bloqueiam, seguindo uma lógica
de programação, o sentido de circulação do ar comprimido dentro do sistema.
Na categoria de válvulas de bloqueio, as mais utilizadas são as seguintes:
válvulas alternadoras, válvulas de simultaneidade ou de duas pressões e vál-
vulas de escape rápido.
As válvulas alternadoras
válvulas alternadoras
válvulas alternadoras
válvulas alternadoras
válvulas alternadoras possuem duas entradas P1 e P2 e uma saída A.
Entrando ar comprimido em P1, a esfera fecha a entrada P2 e o ar flui de P1 para
A. Quando o ar flui de P2 para A, a entrada P1 é bloqueada.
Com pressões iguais e havendo coincidência de sinais em P1 e P2, prevale-
cerá o sinal que chegar primeiro. Em caso de pressões diferentes, a pressão maior
fluirá para A.
As válvulas alternadoras são empregadas quando há necessidade de enviar
sinais de lugares diferentes a um ponto comum de comando. O diagrama
a seguir mostra um exemplo de aplicação de válvulas alternadoras.
76
10
A U L A
As válvulas de simultaneidade ou de duas pressões
válvulas de simultaneidade ou de duas pressões
válvulas de simultaneidade ou de duas pressões
válvulas de simultaneidade ou de duas pressões
válvulas de simultaneidade ou de duas pressões possuem duas
entradas P1 e P2 e uma saída A. Entrando um sinal em P1 ou P2, o pistão impede
o fluxo de ar para A. Existindo diferença de tempo entre sinais de entrada com
a mesma pressão, o sinal atrasado vai para a saída A.
Com pressões diferentes dos sinais de entrada, a pressão maior fecha um
lado da válvula e a pressão menor vai para a saída A.
O diagrama mostra um exemplo de aplicação de válvulas de simul-
taneidade.
Quando se necessita de movimentos rápidos do êmbolo nos cilindros,
comvelocidadesuperioràqueladesenvolvidanormalmente,utiliza-seaválvula
válvula
válvula
válvula
válvula
de escape rápido.
de escape rápido.
de escape rápido.
de escape rápido.
de escape rápido.
A válvula possui conexões de entrada (P), de saída (R) e de alimentação (A).
Havendo fluxo de ar comprimido em P, o elemento de vedação impede
a passagem do fluxo em R e o ar flui para A.
Eliminando a pressão em P, o ar, que retorna por A, desloca o elemento de
vedação contra a conexão P e provoca o bloqueio. Desta forma, o ar escapa
rapidamente por R para a atmosfera. Assim, evita-se que o ar de escape
seja obrigado a passar por uma canalização mais longa e de diâmetro pequeno
até a válvula de comando.
77
10
A U L A É recomendável colocar a válvula de escape rápido diretamente no cilindro
ou, então, o mais próximo dele.
Válvulas de controle de fluxo
Válvulas de controle de fluxo
Válvulas de controle de fluxo
Válvulas de controle de fluxo
Válvulas de controle de fluxo - São válvulas que controlam a vazão de ar
nos atuadores. Entre as válvulas de controle de fluxo, a mais usada é a válvula
válvula
válvula
válvula
válvula
de controle de fluxo
de controle de fluxo
de controle de fluxo
de controle de fluxo
de controle de fluxo unidirecional,
unidirecional,
unidirecional,
unidirecional,
unidirecional, mostradas a seguir.
Os defeitos mais comuns que a válvula de controle de fluxo unidirecional
apresenta é o desgaste da sede de fechamento e quebras nas guarnições de
borracha.
Válvulas de pressão
Válvulas de pressão
Válvulas de pressão
Válvulas de pressão
Válvulas de pressão - São válvulas que funcionam a partir de uma certa
pressão de regulagem. As mais utilizadas são as válvulas de segurança
válvulas de segurança
válvulas de segurança
válvulas de segurança
válvulas de segurança (agem
no sentido da pressão limite de segurança do sistema) e as válvulas reguladoras
válvulas reguladoras
válvulas reguladoras
válvulas reguladoras
válvulas reguladoras
de pressão com escape
de pressão com escape
de pressão com escape
de pressão com escape
de pressão com escape (agem no sentido de manter uma pressão regulável para
o trabalho de uma máquina).
A manutenção das válvulas de pressão é muito importante para o sistema
pneumático, pois delas depende a eficiência da pressão. Recomenda-se, além de
uma limpeza semestral, limpar e trocar as guarnições e molas das válvulas de
pressão.
78
10
A U L A
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Associe a coluna A
A
A
A
A com a coluna B:
B:
B:
B:
B:
Coluna A Coluna B
Coluna A Coluna B
Coluna A Coluna B
Coluna A Coluna B
Coluna A Coluna B
1.
1.
1.
1.
1. Pressão e vazão constantes, a)
a)
a)
a)
a) ( ) Unidades de pressão.
além de limpo. b)
b)
b)
b)
b) ( ) Atuador linear.
2.
2.
2.
2.
2. Compressor de deslocamento c)
c)
c)
c)
c) ( ) Compressor centrífugo
positivo. radial.
3.
3.
3.
3.
3. Atmosfera e bar. d)
d)
d)
d)
d) ( ) Ar comprimido.
4.
4.
4.
4.
4. Compressor dinâmico. e)
e)
e)
e)
e) ( ) Compressor de pistão.
5.
5.
5.
5.
5. Convertem energia pneumática f)
f)
f)
f)
f) ( ) Válvula alternadora.
em movimento linear.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Responda.
a)
a)
a)
a)
a) Do que é constituído o ar atmosférico?
b)
b)
b)
b)
b) Como deve se apresentar o ar comprimido antes de entrar num circuito
pneumático?
c)
c)
c)
c)
c) Qual é a faixa de pressão mais utilizada na pneumática industrial?
d)
d)
d)
d)
d) Por que as conexões e tubos de uma rede de ar comprimido devem ser
arredondados?
e)
e)
e)
e)
e) Qual deve ser a cor das tubulações de uma rede de ar comprimido?
f)
f)
f)
f)
f) Quais são as principais avarias que ocorrem nos atuadores pneumáticos?
g)
g)
g)
g)
g) Entre as válvulas direcionais, as mais comuns apresentam quantas vias e
quantas posições?
h)
h)
h)
h)
h) Quais são as válvulas de bloqueio mais utilizadas?
Exercícios
79
11
A U L A
11
A U L A
Uma máquina industrial apresentou defeito.
O operador chamou a manutenção mecânica, que solucionou o problema.
Indagado sobre o tipo de defeito encontrado, o mecânico de manutenção
disse que estava na parte elétrica, mas que ele, como mecânico, conseguiu
resolver. Onde termina a parte mecânica e começa a parte elétrica?
Nestaaulavocêaprenderánoçõesdemanutençãodeparteseletroeletrônicas
existentes em máquinas. Para uma melhor compreensão, é necessário que você
reveja as aulas de eletricidade e eletrônica no módulo de automação.
Máquinas eletromecânicas
Máquinas eletromecânicas são combinações de engenhos mecânicos com
circuitos elétricos e eletrônicos capazes de comandá-los. Defeitos nessas máqui-
nas tanto podem ser puramente mecânicos como mistos, envolvendo também a
parte eletroeletrônica, ou então puramente elétricos ou eletrônicos.
Com três áreas tecnológicas bem distintas nas máquinas, uma certa divisão
do trabalho de manutenção é necessária. Há empresas que mantêm os mecânicos
de manutenção, os eletricistas e os eletrônicos em equipes separadas.
É interessante notar que a boa divisão do trabalho só dá certo quando as
equipes mantêm constantes a troca de informações e ajuda mútua. Para facilitar
o diálogo entre as equipes, é bom que elas conheçam um pouco das outras áreas.
Um técnico eletrônico com noções de mecânica deve decidir bem melhor
quanto à natureza de um defeito do que aquele desconhecedor da mecânica.
O mecânico com alguma base eletroeletrônica tanto pode diferenciar melhor
os defeitos como até mesmo resolver alguns problemas mistos.
Conhecimentos sobre tensão, corrente e resistência elétricas são impres-
cindíveis para quem vai fazer manutenção em máquinas eletromecatrônicas.
Recordando:
Manutenção
eletroeletrônica I
80
11
A U L A
Tensão elétrica (U)
Tensão elétrica (U)
Tensão elétrica (U)
Tensão elétrica (U)
Tensão elétrica (U) - É a força que alimenta as máquinas. A tensão elétrica
é medida em volt (V). As instalações de alta-tensão podem atingir até 15.000
volts. As mais comuns são as de 110V, 220V e 380V. Pode ser contínua (a que tem
polaridade definida) ou alternada.
Corrente elétrica
Corrente elétrica
Corrente elétrica
Corrente elétrica
Corrente elétrica (I)
(I)
(I)
(I)
(I) - É o movimento ordenado dos elétrons no interior dos
materiais submetidos a tensões elétricas. A corrente elétrica é medida em
ampère (A). Sem tensão não há corrente, e sem corrente as máquinas elétricas
param. A corrente elétrica pode ser contínua (CC) ou alternada (CA).
Resistência elétrica
Resistência elétrica
Resistência elétrica
Resistência elétrica
Resistência elétrica (R)
(R)
(R)
(R)
(R) - É a oposição à passagem de corrente elétrica que
todo material oferece. Quanto mais resistência, menos corrente. Máquinas
elétricas e componentes eletrônicos sempre apresentam uma resistência carac-
terística. A medida da resistência, cujo valor é expresso em ohm (W), é um
indicador da funcionalidade das máquinas e de seus componentes.
Aparelhos elétricos
Os aparelhos elétricos mais utilizados na manutenção eletroeletrônica são:
voltímetro, amperímetro, ohmímetro, multímetro e osciloscópio. Os aparelhos
elétricos podem ser digitais ou dotados de ponteiros. Os dotados de ponteiros
são chamados de analógicos.
Voltímetro
Voltímetro
Voltímetro
Voltímetro
Voltímetro: é utilizado para medir a tensão elétrica tanto contínua (VC)
quanto alternada (VA).
Amperímetro
Amperímetro
Amperímetro
Amperímetro
Amperímetro: é utilizado para medir a intensidade da corrente elétrica
contínua (CC) e alternada (CA).
81
11
A U L A Ohmímetro
Ohmímetro
Ohmímetro
Ohmímetro
Ohmímetro: é utilizado para medir o valor da resistência elétrica.
Multímetro
Multímetro
Multímetro
Multímetro
Multímetro: serve para medir a tensão, a corrente e a resistência elétricas.
Osciloscópio
Osciloscópio
Osciloscópio
Osciloscópio
Osciloscópio: permite visualizar gráficos de tensões elétricas variáveis e
determinar a freqüência de uma tensão alternada.
Medidas elétricas
Medidas elétricas
Medidas elétricas
Medidas elétricas
Medidas elétricas
Para se medir a tensão, a corrente e a resistência elétricas com o uso
de aparelhos elétricos, devem ser tomadas as seguintes providências:
· escolher o aparelho com escala adequada;
· conectar os dois fios ao aparelho;
· conectar as duas pontas de prova (fios) em dois pontos distintos do objeto
em análise.
82
11
A U L A
Medida de tensão
Medida de tensão
Medida de tensão
Medida de tensão
Medida de tensão
A medida de tensão elétrica é feita conectando as pontas de prova do
aparelho aos dois pontos onde a tensão aparece. Por exemplo, para se medir a
tensão elétrica de uma pilha com um multímetro, escolhe-se uma escala apropri-
ada para medida de tensão contínua e conecta-se a ponta de prova positiva
(geralmente vermelha) ao pólo positivo da pilha, e a ponta negativa (geralmente
preta) ao pólo negativo.
Emmultímetrosdigitais,ovaloraparecediretonomostrador.Nosanalógicos,
deve-se observar o deslocamento do ponteiro sobre a escala graduada para
se determinar o valor da tensão.
Nas medidas de tensão alternada, a polaridade das pontas de prova não
se aplica.
Medida de corrente
Medida de corrente
Medida de corrente
Medida de corrente
Medida de corrente
A corrente elétrica a ser medida deve passar através do aparelho. Para isso,
interrompe-se o circuito cuja corrente deseja-se medir: o aparelho entra no
circuito, por meio das duas pontas de prova, como se fosse uma ponte religando
as partes interrompidas.
Em sistemas de corrente contínua, deve-se observar a polaridade das
pontas de prova.
Em circuitos de alta corrente, muitas vezes é inconveniente e perigosa a
interrupção do circuito para medições. Em casos assim, faz-se uma medição
indireta, utilizando um modelo de amperímetro denominado “alicate”, que
abraçaocondutorpercorridoporcorrente.Oaparelhocaptaocampoeletromag-
nético existente ao redor do condutor e indica uma corrente proporcional à
intensidade do campo.
Medida de resistência
Medida de resistência
Medida de resistência
Medida de resistência
Medida de resistência
As medidas de resistência devem ser feitas, sempre, com o circuito desliga-
do, para não danificar o aparelho. Conectam-se as pontas de prova do aparelho
aos dois pontos onde se deseja medir a resistência.
83
11
A U L A O aparelho indica a resistência global do circuito, a partir daqueles dois
pontos. Quando se deseja medir a resistência de um componente em particular,
deve-se desconectá-lo do circuito.
Pane elétrica
Pane elétrica
Pane elétrica
Pane elétrica
Pane elétrica
Diante de uma pane elétrica, deve-se verificar primeiramente a alimentação
elétrica, checando a tensão da rede e, depois, os fusíveis.
Os fusíveis são componentes elétricos que devem apresentar baixa resistên-
cia à passagem da corrente elétrica. Intercalados nos circuitos elétricos, eles
possuem a missão de protegê-los contra as sobrecargas de corrente.
Defato,quandoocorreumasobrecargadecorrentequeultrapassaovalorda
corrente suportável por um fusível, este “queima”, interrompendo o circuito.
Em vários modelos de fusível, uma simples olhada permite verificar suas
condições. Em outros modelos é necessário medir a resistência.
Em todos os casos, ao conferir as condições de um fusível, deve-se desligar
a máquina da rede elétrica.
Fusível “queimado” pode ser um sintoma de problema mais sério. Por isso,
antes de simplesmente trocar um fusível, é bom verificar o que ocorreu com a
máquina, perguntando, olhando, efetuando outras medições e, se necessário,
pedir auxílio a um profissional especializado na parte elétrica.
Resistência, aterramento e continuidade
Resistência de entrada
Resistência de entrada
Resistência de entrada
Resistência de entrada
Resistência de entrada
A resistência elétrica reflete o estado geral de um sistema.
84
11
A U L A
Podemos medir a resistência geral de uma máquina simplesmente medindo
a resistência a partir dos seus dois pontos de alimentação. Em máquinas
de alimentação trifásica, mede-se a resistência entre cada duas fases por vez.
Essa resistência geral é denominada de resistência de entrada da máquina.
Qual a resistência elétrica de entrada de uma máquina em bom estado?
Esta pergunta não tem resposta direta. Depende da máquina, porém, duas
coisas podem ser ditas.
1.
1.
1.
1.
1. Se a resistência de entrada for zero, a máquina está em curto-circuito.
Isto fatalmente levará à queima de fusível quando ligada. Assim, é natural que
o curto-circuito seja removido antes de ligar a máquina. Para compreender o
conceito de curto-circuito, observe a figura a seguir.
Podemos ver pela figura que a corrente elétrica sai por um dos terminais da
fonte elétrica (pilha ou bateria), percorre um fio condutor de resistência elétrica
desprezível e penetra pelo outro terminal, sem passar por nenhum aparelho ou
instrumento. Quando isso ocorre, dizemos que há um curto-circuito. O mesmo
se dá, por exemplo, quando os pólos de uma bateria são unidos por uma chave
de fenda, ou quando dois fios energizados e desencapados se tocam.
Quando ocorre um curto-circuito, a resistência elétrica do trecho percorrido
pela corrente é muito pequena, considerando que as resistências elétricas dos
fios de ligação são praticamente desprezíveis. Assim, pela lei de Ohm, se U
(tensão) é constante e R (resistência) tende a zero, necessariamente I (corrente)
assume valores elevados. Essa corrente é a corrente de curto-circuito.
Resumindo:
CURTO-CIRCUITO U = R · I
Þ
ß
ß
ß
CONSTANTE
TENDE A ZERO
VALORES ELEVADOS
85
11
A U L A Circuito em curto pode se aquecer exageradamente e dar início a um
incêndio. Para evitar quer isso aconteça, os fusíveis do circuito devem estar em
bom estado para que, tão logo a temperatura do trecho “em curto“ aumente, o
filamento do fusível funda e interrompa a passagem da corrente.
2.
2.
2.
2.
2.Searesistênciadeentradaformuitogrande,amáquinaestarácomocircuito
de alimentação interrompido e não funcionará até que o defeito seja removido.
Vimos a importância da medida da resistência na entrada de alimentação
elétrica.Nocasoemquearesistênciaforzero,podemosdizeraindaqueamáquina
está sem isolamento entre os pontos de alimentação. Sim, pois o termo curto-
circuito significa que os dois pontos de medição estão ligados eletricamente,
formando assim um caminho curto para passagem de corrente entre eles. Contu-
do, o teste de isolamento pode ser aplicado também em outras circunstâncias.
Aterramento
Aterramento
Aterramento
Aterramento
Aterramento
Instalações elétricas industriais costumam possuir os fios “fase”, “neutro”
e um fio chamado de “terra”. Trata-se de um fio que de fato é ligado à terra por
meio de uma barra de cobre em uma área especialmente preparada. O fio neutro
origina-se de uma ligação à terra no poste da concessionária de energia elétrica.
A resistência ideal entre neutro e terra deveria ser zero, já que o neutro também
encontra-se ligado à terra; mas a resistência não é zero.
Até chegar às tomadas, o fio neutro percorre longos caminhos. Aparece uma
resistência entre neutro e terra, que todavia não deve ultrapassar uns 3 ohms, sob
pena de o equipamento não funcionar bem. Assim, um teste de resistência entre
neutro e terra pode ser feito com ohmímetro, porém, sempre com a rede
desligada.
O fio terra cumpre uma função de proteção nas instalações. As carcaças dos
equipamentos devem, por norma, ser ligadas ao fio terra. Assim, a carcaça terá
sempre um nível de tensão de zero volt comparado com o chão em que pisamos.
Nesse caso, dizemos que a carcaça está aterrada, isto é, no mesmo nível elétrico
que a terra.
Opostamente, uma carcaça desaterrada pode receber tensões elétricas aci-
dentalmente (um fio desencapado no interior da máquina pode levar a isso)
e machucar pessoas. Por exemplo, se alguém tocar na carcaça e estiver pisando
no chão (terra), fica submetido a uma corrente elétrica (lembre-se de que a
corrente circula sempre para o neutro, isto é, para a terra), levando um choque,
que poderá ser fatal, dependendo da intensidade da corrente e do caminho
que ela faz ao percorrer o corpo.
86
11
A U L A
O isolamento entre a carcaça dos equipamentos e o terra pode ser verificada
medindo-se o valor da resistência que deve ser zero. Nas residências, é sempre
bom manter um sistema de aterramento para aparelhos como geladeiras, máqui-
nas de lavar e principalmente chuveiros. Um chuveiro elétrico sem aterramento
é uma verdadeira cadeira elétrica!
Continuidade
Continuidade
Continuidade
Continuidade
Continuidade
Outros problemas simples podem ser descobertos medindo a resistência dos
elementos de um circuito. Por exemplo, por meio da medida da resistência, pode-
se descobrir se há mau contato, se existe um fio quebrado ou se há pontos de
oxidação nos elementos de um circuito. Resumindo, para saber se existe continui-
dade em uma ligação, basta medir a resistência entre suas pontas. Esse procedi-
mento é recomendado sempre que se tratar de percursos não muito longos.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Relacione a primeira coluna com a segunda.
Grandeza física Aparelho
Grandeza física Aparelho
Grandeza física Aparelho
Grandeza física Aparelho
Grandeza física Aparelho
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Tensão elétrica 1.
1.
1.
1.
1. Amperímetro
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Corrente elétrica 2.
2.
2.
2.
2. Voltímetro
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Resistência elétrica 3.
3.
3.
3.
3. Ohmímetro
4.
4.
4.
4.
4. Osciloscópio
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Assinale verdadeiro (V
V
V
V
V) ou falso (F
F
F
F
F) para as afirmações.
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Escolha de uma escala apropriada, uso de duas pontas de provas e
conexão das pontas de prova a dois pontos distintos são etapas que
aparecem nas três modalidades de medidas elétricas.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Em medida de tensão contínua, as pontas de prova do voltímetro
devem ser ligadas aos pólos positivo e negativo da fonte de tensão
observando-se a polaridade.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Emmedidadecorrente,ocircuitodeveserdesligadoeinterrompido,
colocando-se o amperímetro de tal forma que a corrente o atravesse.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Ao se medir resistência de um circuito,ele deve estar desligado.
Assinale com X a alternativa correta.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Os fusíveis “queimam” porque:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) sempre apresentam defeitos de fabricação;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) são atravessados por correntes acima do valor para os quais foram
fabricados;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) sofrem desgastes naturais;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) sofrem aumentos súbitos de resistência elétrica;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) possuem elevadas resistências.
Exercícios
87
11
A U L A Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Em um curto-circuito:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) a corrente é zero e a resistência é elevada;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) a resistência é zero e a tensão é elevada.;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) a resistência é alta e a corrente é elevada;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) a resistência é zero e a corrente é elevada;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) a tensão e a corrente são nulas.
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Em uma instalação elétrica com aterramento, o fio .................. deve estar
ligado à ..............................dos equipamentos. A tensão entre a carcaça
e o terra, nesses casos, é ..................... volt.
A melhor seqüência de palavras que preenche corretamente as lacunas
da afirmação é:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) terra, carcaça, zero.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) neutro, fonte, um.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) fase, carcaça, zero.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) terra, fonte, meio.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) neutro, carcaça, zero.
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Quando falamos em continuidade de uma ligação elétrica, estamos queren-
do dizer que:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) a medida da resistência elétrica de ponta a ponta na ligação é infinita;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) a medida da resistência elétrica de ponta a ponta na ligação é zero;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) visualmente a ligação é contínua;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) somente corrente contínua pode circular pela ligação;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) somente corrente alternada pode circular pela ligação.
88
12
A U L A
Na linha de produção de uma empresa há
uma máquina muito sofisticada. Certo dia essa máquina apresentou um
defeito e parou. Imediatamente foi acionada a equipe de manutenção, que ao
fazer uma análise geral na máquina, não constatou nenhum defeito mecânico,
mas sim um provável defeito no sistema central eletrônico. Ao detectar o
defeito, a equipe de manutenção tratou logo de encaminhar o problema a um
especialista, informando-o sobre o local de defeito e as conseqüências dele.
Para que um mecânico de manutenção, bem qualificado, possa detectar
defeitos como o relatado, é fundamental possuir noções sobre componentes
eletrônicos que compõem o centro de comando de muitas máquinas.
Elementos eletrônicos serão o assunto desta aula.
Blocos eletrônicos
Blocos são conjuntos de circuitos eletrônicos e as máquinas que possuem
eletrônica embutida, em geral, possuem esses blocos bem distintos. Em quase
todas elas aparece um bloco chamado fonte. A fonte converte a tensão elétrica
alternada da rede, em tensões apropriadas para o funcionamento dos outros
blocos eletrônicos.
Se tivermos acesso à fonte, podemos medir as tensões que ela fornece
diretamente no seu conector de saída. Nesse caso, procuramos o terra da fonte,
que pode estar sinalizado, ou então medir as tensões em relação à carcaça
do aparelho. A seguir comparamos os valores medidos com os especificados
na própria fonte ou em sua documentação. Se houver diferenças nos valores,
dois problemas podem estar ocorrendo: ou a fonte está com defeito ou ela não
está suportando a ligação com os outros blocos.
Manutenção
eletroeletrônica II
12
A U L A
89
12
A U L A Para saber se a fonte está com defeito, deve-se desconectá-la dos outros
blocos e verificar se as diferenças persistem. Se a fonte não estiver suportando a
ligação com os outros blocos, ao ser desconectada as tensões voltam ao normal.
O defeito, em suma, pode estar na fonte como em algum dos blocos.
Placas de controle
São placas de fibra de vidro ou fenolite, nas quais se imprimem trilhas de
material condutor, geralmente cobre, para ligação de circuitos. Os componentes
eletrônicos, discretos e integrados, são soldados e ficam imóveis na placa.
Alguns componentes podem ser colocados por meio de soquetes. As placas de
controle podem estar soquetadas em gabinetes, armários etc., formando um
módulo de controle.
Placas de controle funcionam com baixa tensão (3,3V, 5V, 12V tipica-
mente). Formam a parte “inteligente” de um ciclo realimentado com servo-
motores, por exemplo. Quando não vão bem, todo o sistema vai mal.
A manutenção das placas de controle começa com a verificação das tensões
e das conexões. Maus contatos entre as placas e seus conectores são sanados
facilmente, bastando retirar as placas e limpar seus pontos de contato com
borracha de apagar lápis. Depois é só recolocá-las no lugar.
Se componentes soquetados apresentarem problemas, basta retirá-los dos
soquetes, limpar seus terminais e recolocá-los novamente nos respectivos
soquetes.
Placas de acionamento
São as placas que contêm os circuitos eletrônicos que vão trabalhar com
correntes mais altas. Os componentes típicos nestas placas são:
Transistores:
Transistores:
Transistores:
Transistores:
Transistores: mais empregados em acionamentos com correntes contínua.
Tiristores (SCR, DIAC, TRIAC):
Tiristores (SCR, DIAC, TRIAC):
Tiristores (SCR, DIAC, TRIAC):
Tiristores (SCR, DIAC, TRIAC):
Tiristores (SCR, DIAC, TRIAC): usados em acionamentos com correntes
contínua e alternada.
Circuitos integrados:
Circuitos integrados:
Circuitos integrados:
Circuitos integrados:
Circuitos integrados:são digitais ou analógicos, de baixa ou de alta potência.
Resistores de potência:
Resistores de potência:
Resistores de potência:
Resistores de potência:
Resistores de potência: são normalmente de tamanho grande.
As placas de acionamento podem estar soquetadas em gabinetes, armários
etc., formando um módulo de acionamento.
A função das placas de acionamento é fornecer as formas de onda e os
valoresadequadosdetensão parafazerascargasfuncionarembem.Quando não
operam adequadamente, as cargas apresentam alguma anormalidade: motores
podem disparar, desandar, parar.
Um módulo de acionamento possui , pelo menos, três conexões:
· com a fonte;
· com as placas de controle;
· com as cargas e o sistema de sensoriamento, se houver.
90
12
A U L A
As tensões de alimentação, bem como a continuidade das conexões de um
módulo de acionamento, podem ser verificadas facilmente.
Motores elétricos
As máquinas elétricas responsáveis pelo movimento são os motores elétri-
cos. Recebem energia elétrica e a convertem em energia mecânica que fica
disponível em seu eixo.
Os motores elétricos, quanto à forma de corrente, classificam-se em:
· motores CC (que trabalham com corrente contínua);
· motores CA monofásicos (que trabalham com corrente alternada, alimenta-
dos por uma fase e neutro);
· motores CA trifásicos (que trabalham com corrente alternada, recebendo
três fases);
· motores universais para correntes contínua e alternada.
Quanto ao movimento, os motores elétricos classificam-se em:
· motores síncronos (com velocidade proporcional à freqüência da rede);
· motores assíncronos (com velocidade variável de acordo com a carga
movimentada);
· motores de passos (de corrente contínua, que gira um passo a cada troca
correta nas correntes em seus enrolamentos estatores);
· servo-motores (com sensoriamento acoplado ao eixo).
Em geral, todo motor elétrico possui um rotor (elemento girante) e um
estator (elemento estático). A corrente elétrica é aplicada aos enrolamentos do
estator e flui também nos enrolamentos do rotor, exceto nos motores de passos
cujos estatores não possuem enrolamento.
Antes de qualquer ação de manutenção em um motor, deve-se verificar
o tipo de corrente que o alimenta e como se dá seu movimento.
Podemos verificar as ligações entre os módulos de acionamento e medir as
tensões de alimentação. A verificação do movimento do motor, se possível, deve
ser feita com carga e sem carga.
Sensoriamento
Os sistemas eletrônicos controlados possuem elementos sensores. Os prin-
cipais são:
· de contato;
· de proximidade;
· de carga;
· de temperatura;
· fotossensores;
· encoders;
· resolvers.
Encoderseresolvers sãousadosemservo-motores.
91
12
A U L A O mau funcionamento de um sensor leva a falhas de acionamento. Pense
num sistema com sensor de contato para indicar o fim de curso de um pistão
hidraúlico. Ora, se o sensor estiver com defeito, simplesmente o curso do pistão
não é detectado, e uma seqüência programada pode ser interrompida.
Imagine um encoder que auxilie no controle de velocidade de um servo-
motor. Ora, se o encoder não fornecer os sinais eletrônicos proporcionais à
velocidadedomotor,estepodedisparar,parar,trabalhardescontroladamenteetc.
Em manutenção, as ligações elétricas entre os sensores e os demais disposi-
tivos podem ser verificadas. Ensaios de simulação com sensores podem ser
executados. Por exemplo, consideremos um fotossensor que capta a passagem
de peças por uma esteira. Podemos efetuar uma simulação, introduzindo um
objeto na esteira, e verificar a resposta elétrica medindo a tensão nos terminais
do fotossensor diante dessa simulação. Isto é possível de ser feito porque todo
sensor eletroeletrônico fornece uma variação de tensão a partir de um estímulo
externo por ele reconhecido.
Sinalização
São módulos que procuram fornecer sinais úteis para o operador do equipa-
mento ou mesmo para quem vai fazer a manutenção. Os sinais normalmente são
luminosos ou sonoros.
Diversos equipamentos eletrônicos possuem programas internos de
autodiagnóstico. Quando uma falha é detectada, o sistema informa, podendo
também dar indicações de possíveis causas, como apontar a placa defeituosa.
Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) possuem LEDs que indicam
o estado das saídas (ligada/desligada). Tudo isso fornece boas pistas do que
se passa com um sistema.
Ações preventivas
Limpeza e contatos de qualidade são essenciais na prevenção de defeitos de
componentes eletroeletrônicos.
92
12
A U L A
Os sistemas devem estar o mais possível livres de poeira, cavacos, fumaça e
outros poluentes.
Os terminais metálicos dos fios, cabos ou conectores de ligação entre os
módulos devem estar livres de oxidação.
Fios, cabos e chicotes que de qualquer maneira se movimentam na máquina
ou no sistema, devem ser revisados periodicamente, pois a continuidade da
operação pode ser interrompida por causa da fadiga que o material condutor
sofre com o tempo.
Em casos em que o problema seja crítico, as soldas dos componentes também
podem ser revistas.
Do campo para a bancada
Até aqui, vimos algumas coisas que podem ser feitas no “chão da fábrica”,
ao “pé da máquina” em termos de manutenção eletroeletrônica.
Quando se constata defeito em um módulo, o melhor a fazer é substituí-lo
por outro em bom estado. O módulo defeituoso deve ser levado para um
laboratório, com os equipamentos necessários para o conserto.
Os módulos eletrônicos são reparados de duas maneiras. Primeiro, pode-se
medir as resistências elétricas de componentes suspeitos, comparar com os
valores de um módulo bom e substituir os defeituosos. Tudo isso, com o módulo
desligado.
O segundo caminho consiste em ligar a alimentação e, de posse de esquemas
elétricos do módulo - aqui se requer um conhecimento mais profundo de
eletrônica -, acompanhar as tensões elétricas ao longo dos circuitos até descobrir
o(s) componente(s) causador(es) do defeito.
Neste caso, é útil ter o que se chama de “giga de testes”, que é um aparelho
capaz de simular todo o sistema ao qual se conecta o módulo defeituoso.
No laboratório, além daqueles instrumentos de medidas elétricas indicados
no início da aula, outros aparelhos e ferramentas são necessários, tais como:
· ferros de solda;
· dessoldadores;
· alicates de bico;
· alicates de corte;
· pinças para eletrônica;
· isolantes.
Além das “gigas”, outros equipamentos eletrônicos, tais como geradores de
sinais eletrônicos, analisadores de sinais e computadores, aparecem nos labora-
tórios, dependendo da complexidade dos circuitos a reparar.
93
12
A U L A Assinale com X a alternativa.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
As seguintes afirmações são feitas a respeito de um sistema eletrônico:
A fonte de tensão fornece 8 volts quando deveria estar fornecendo 12 volts.
Aplacadecontrolerecebeos8voltsdafonteenãofuncionaadequadamente.
Quando desligada da placa de controle, a fonte consegue fornecer 12 volts.
Analisando essas afirmações, pode-se concluir que:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) a fonte está com defeito;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) a placa de controle está com defeito;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) tanto a fonte quanto a placa encontram-se em bom estado, apenas
não funcionam quando ligadas uma à outra;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) todas as ligações foram feitas de modo incorreto;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) tanto a fonte como a placa podem estar com defeitos.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
O que deve ser feito ao se constatar o defeito em um módulo?
a)
a)
a)
a)
a) ( ) substituir por um bom e jogar fora o danificado;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) recuperar o módulo danificado na própria máquina;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) substituir por um bom e levar o danificado para o laboratório;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) levar o módulo danificado para o laboratório;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) fazer um estoque de módulos iguais.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Por meio do que os controladores lógicos programáveis (CLPs) fornecem
pistas do que se passa com o sistema?
a)
a)
a)
a)
a) ( ) das contactoras;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) da temperatura;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) dos transistores;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) dos LEDs;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) do TRIAC.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Quais as palavras que devem orientar as manutenções preventivas
de componentes eletroeletrônicos?
Exercícios
94
13
A U L A
As origens de falhas das máquinas estão nos
danos sofridos pelas peças componentes.
A máquina nunca quebra totalmente de uma só vez, mas pára de trabalhar
quando alguma parte vital de seu conjunto se danifica.
A parte vital pode estar no interior da máquina, no mecanismo de transmis-
são, no comando ou nos controles. Pode, também, estar no exterior, em partes
rodantes ou em acessórios. Por exemplo, um pneu é uma parte rodante vital para
que um caminhão funcione, assim como um radiador é um acessório vital para
o bom funcionamento de um motor.
Origem dos danos
A origem dos danos pode ser assim agrupada:
Erros de especificação ou de projeto
Erros de especificação ou de projeto
Erros de especificação ou de projeto
Erros de especificação ou de projeto
Erros de especificação ou de projeto - A máquina ou alguns de seus
componentes não correspondem às necessidades de serviço. Nesse caso os
problemas, com certeza, estarão nos seguintes fatores: dimensões, rotações,
marchas, materiais, tratamentos térmicos, ajustes, acabamentos superficiais ou,
ainda, em desenhos errados.
Falhas de fabricação
Falhas de fabricação
Falhas de fabricação
Falhas de fabricação
Falhas de fabricação - A máquina, com componentes falhos, não foi mon-
tada corretamente. Nessa situação pode ocorrer o aparecimento de trincas,
inclusões, concentração de tensões, contatos imperfeitos, folgas exageradas ou
insuficientes, empeno ou exposição de peças a tensões não previstas no projeto.
Instalação imprópria
Instalação imprópria
Instalação imprópria
Instalação imprópria
Instalação imprópria - Trata-se de desalinhamento dos eixos entre o motor
eamáquinaacionada.Osdesalinhamentossurgemdevidoaosseguintesfatores:
· fundação (local de assentamento da máquina) sujeita a vibrações;
· sobrecargas;
· trincas;
· corrosão.
Análise de falhas
em máquinas
13
A U L A
95
13
A U L A Manutenção imprópria
Manutenção imprópria
Manutenção imprópria
Manutenção imprópria
Manutenção imprópria - Trata-se da perda de ajustes e da eficiência da
máquina em razão dos seguintes fatores:
· sujeira;
· falta momentânea ou constante de lubrificação;
· lubrificação imprópria que resulta em ruptura do filme ou em sua decompo-
sição;
· superaquecimento por causa do excesso ou insuficiência da viscosidade
do lubrificante;
· falta de reapertos;
· falhas de controle de vibrações.
Operação imprópria
Operação imprópria
Operação imprópria
Operação imprópria
Operação imprópria - Trata-se de sobrecarga, choques e vibrações que
acabam rompendo o componente mais fraco da máquina. Esse rompimento,
geralmente, provoca danos em outros componentes ou peças da máquina.
Salientemos que não estão sendo consideradas medidas preventivas
a respeito de projetos ou desenhos, mas das falhas originadas nos erros
de especificação, de fabricação, de instalação, de manutenção e de operação
que podem ser minimizados com um controle melhor.
As falhas são inevitáveis quando aparecem por causa do trabalho executado
pela máquina. Nesse aspecto, a manutenção restringe-se à observação do pro-
gresso do dano para que se possa substituir a peça no momento mais adequado.
É assim que se procede, por exemplo, com os dentes de uma escavadeira que vão
se desgastando com o tempo de uso.
Análise de danos e defeitos
A análise de danos e defeitos de peças tem duas finalidades:
a)
a)
a)
a)
a) apurar a razão da falha, para que sejam tomadas medidas objetivando a
eliminação de sua repetição;
b)
b)
b)
b)
b) alertar o usuário a respeito do que poderá ocorrer se a máquina for usada
ou conservada inadequadamente.
Para que a análise possa ser bem-feita, não basta examinar a peça que acusa
a presença de falhas.
É preciso, de fato, fazer um levantamento de como a falha ocorreu, quais os
sintomas, se a falha já aconteceu em outra ocasião, quanto tempo a máquina
trabalhou desde sua aquisição, quando foi realizada a última reforma, quais os
reparosjáfeitosnamáquina,emquaiscondiçõesdeserviçoocorreuafalha,quais
foram os serviços executados anteriormente, quem era o operador da máquina
e por quanto tempo ele a operou.
Enfim, o levantamento deverá ser o mais minucioso possível para que
a causa da ocorrência fique perfeitamente determinada.
Evidentemente, uma observação pessoal das condições gerais da máquina
e um exame do seu dossiê (arquivo ou pasta) são duas medidas que não podem
ser negligenciadas.
96
13
A U L A
O passo seguinte é diagnosticar o defeito e determinar sua localização,
bem como decidir sobre a necessidade de desmontagem da máquina.
A desmontagem completa deve ser evitada, porque é cara e demorada, além
de comprometer a produção, porém, às vezes, ela é inevitável. É o caso típico do
dano causado pelo desprendimento de limalhas que se espalham pelo circuito
interno de lubrificação ou pelo circuito hidráulico de uma máquina.
Após a localização do defeito e a determinação da desmontagem, o respon-
sável pela manutenção deverá colocar na bancada as peças interligadas, na
posição de funcionamento. Na hora da montagem não podem faltar ou sobrar
peças!
As peças não devem ser limpas na fase preliminar e sim na fase do exame
final. A limpeza deverá ser feita pelo próprio analisador, para que não se
destruam vestígios que podem ser importantes. Após a limpeza, as peças devem
ser etiquetadas para facilitar na identificação e na seqüência de montagem
da máquina.
Características gerais dos danos e defeitos
Os danos e defeitos de peças, geralmente, residem nos chamados
intensificadores de tensão, e estes são causados por erro de projeto ou
especificações. Se os intensificadores de tensão residem no erro de projeto, a
forma da peça é o ponto crítico a ser examinado, porém, se os intensificadores de
tensão residem nas especificações, estas são as que influirão na estrutura interna
das peças.
O erro mais freqüente na forma da peça é a ocorrência de cantos vivos
cantos vivos
cantos vivos
cantos vivos
cantos vivos.
As figuras mostram linhas de tensão em peças com cantos vivos. Com cantos
vivos, as linhas de tensão podem se romper facilmente.
Quando ocorre mudança brusca de seção em uma peça, os efeitos são
praticamente iguais aos provocados por cantos vivos.
Por outro lado, se os cantos forem excessivamente suaves, um único caso é
prejudicial. Trata-se do caso do excesso de raio de uma peça em contato com
outra. Por exemplo, na figura abaixo, a tensão provocada pelo canto de um eixo
rolante, com excesso de raio, dará início a uma trinca que se propagará em toda
sua volta.
97
13
A U L A Análise de falhas e cuidados com componentes mecânicos
Cabos de aço
Cabos de aço
Cabos de aço
Cabos de aço
Cabos de aço
Os cabos de aço, ao serem instalados, não devem apresentar nós nem ser
atritados na lateral de polias - por onde passarão - e muito menos no solo. Nós
e atritos indesejados diminuem a vida útil dos cabos de aço.
Quando em serviço, os cabos de aço podem apresentar os seguintes defeitos:
rompimento, “gaiola de passarinho”, amassamento, quebras de fios externos
e ondulações.
Cabo rompido
Cabo rompido
Cabo rompido
Cabo rompido
Cabo rompido - Em caso de rompimento de um cabo novo ou seminovo e
o cabo mantendo-se reto, a causa provável é o excesso de carga ou choque.
“Gaiola de passarinho”
“Gaiola de passarinho”
“Gaiola de passarinho”
“Gaiola de passarinho”
“Gaiola de passarinho” - É provocada pelo choque de alívio de tensão, ou
seja, quando a tensão, provavelmente excessiva, é aliviada instantaneamente.
Nesse caso, o operador deverá ser treinado para operar com cabos de aço.
A figura seguinte mostra o fenômeno da “gaiola de passarinho”.
Cabo amassado
Cabo amassado
Cabo amassado
Cabo amassado
Cabo amassado - O fenômeno ocorre devido ao cruzamento de cabos sobre
o tambor ou da subida deles sobre a quina da canaleta das polias. O problema
é evitado mantendo o cabo esticado, de forma tal que ele tenha um enrolamento
perfeito no tambor.
Quebra de fios externos
Quebra de fios externos
Quebra de fios externos
Quebra de fios externos
Quebra de fios externos - Esse fenômeno ocorre em razão das seguintes
causas:
· diâmetro da polia ou tambor excessivamente pequenos;
· corrosão;
· abrasão desuniforme;
· excesso de tempo de trabalho do cabo.
98
13
A U L A
As causas de quebra de fios externos devem ser eliminadas. Para evitar a
corrosão de cabos de aço, estes deverão ser lubrificados e, no caso de cabos que
já atingiram o limite de vida útil, devem ser substituídos por novos.
Seoproblemaforincompatibilidadeentreodiâmetrodapoliaoudotamborcom
o diâmetro do cabo, deve-se trocar ou o cabo, ou a polia, ou o tambor.
A figura abaixo mostra um cabo de aço com fios externos quebrados.
Ondulação
Ondulação
Ondulação
Ondulação
Ondulação - Trata-se de deslizamento de uma ou mais pernas por causa
da fixação imprópria ou do rompimento da alma do cabo de aço. Nesse caso
a fixação deverá ser corrigida.
Chavetas
Chavetas
Chavetas
Chavetas
Chavetas
Chavetas são usadas para fixar elementos dos mecanismos sobre eixos. Suas
dimensões são, usualmente, mais do que suficientes para a transmissão de forças
existentes nas máquinas.
Na substituição de chavetas, é preciso considerar o acabamento superficial,
bem como o ajuste e o arredondamento dos cantos para evitar atrito excessivo.
Os canais de chaveta devem estar em boas condições, principalmente
quantoàperpendicularidade,poisalémdosesforçosdecisalhamento,aschavetas
sofrem torção. O esforço de torção tende a virar as chavetas em suas sedes.
A figura abaixo mostra forças de cisalhamento atuando em uma chaveta.
Para evitar o efeito de cunha que poderia partir o cubo do elemento colocado
no eixo, a chaveta exige um perfeito ajuste no sentido lateral e vertical.
Outro ponto a observar é o acabamento dos cantos, que devem apresentar o
chanfro ou o raio reto um pouco maior do que os cantos do rasgo, para evitar
o surgimento de fissuras e trincas.
A figura seguinte mostra essa falha.
99
13
A U L A Em condições favoráveis, pode-se trocar uma chaveta paralela por uma do
tipo meia-lua. A chaveta tipo meia-lua praticamente elimina problemas com
torção, especialmente se o eixo na qual ela irá atuar for temperado.
Molas
Molas
Molas
Molas
Molas
Uma mola devidamente especificada durará muito tempo. Em caso de
abuso, apresentará os seguintes danos:
Quebra
Quebra
Quebra
Quebra
Quebra -Causada por excesso de flexão ou de torção. Recomenda-se aplicar
umcoximouencostonofimdocursoprevistodamola.Essamedidafarácomque
a mola dure mais tempo sem se quebrar.
Flambagem
Flambagem
Flambagem
Flambagem
Flambagem - Ocorre em molas helicoidais longas, por falta de guias.
A flambagem pode ser corrigida por meio da verificação do esquadro de apoios.
Recomenda-se aplicar guia interno ou externo, devidamente lubrificado.
Amolecimento
Amolecimento
Amolecimento
Amolecimento
Amolecimento - Causado por superaquecimento presente no ambiente ou
por esforço de flexão. Recomenda-se diminuir a freqüência ou curso de flexões.
Recomenda-se, também, aplicar uma mola dupla com seção menor.
Recomendações finais a respeito de molas
· Evitar a sobrecarga da mola. Ela foi especificada para uma solicitação
determinada, não devendo ser submetida a um esforço maior que o previsto.
· Impedir a flambagem. Se a mola helicoidal comprimida envergar no sentido
lateral, providenciar uma guia.
· Evitar o desgaste não uniforme das pontas, pois isto criaria um esforço
adicional não previsto.
· Testar as molas nas revisões periódicas da máquina e trocar as molas que
estiverem enfraquecidas.
· Evitar as tentativas de consertar a mola quebrada, esticando-a, por exemplo.
A tentativa será inútil. Somente em caso de quebra das pontas de molas
muito pesadas é possível o conserto. Nesse caso, soldam-se as pontas
quebradas com eletrodo rico em cromo.
· As molas helicoidais podem ser enroladas a frio, desde que o arame de aço
não ultrapasse 13 mm de diâmetro.
100
13
A U L A
Assinale com X a alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Erros de especificação, falhas de fabricação, instalação imprópria, manuten-
ção imprópria e operação imprópria são fatores que dão origem:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) aos danos;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) às trincas, nas chavetas;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) às fendas, nos eixos;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) à elasticidade natural das molas;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) às rupturas exclusivas dos cabos de aço.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
É um exemplo de intensificador de tensão:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) uma chaveta lubrificada;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) os cantos vivos em eixos;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) um cabo de aço enrolado e solto no solo;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) um furo redondo em um bloco;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) uma mola helicoidal corretamente aplicada.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Pode-se evitar o surgimento da “gaiola de passarinho” em um cabo de aço
quando:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) ele for protegido com óleo;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) suas guias forem esféricas;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) a fixação do seu cabo for corrigida;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) o operador receber treinamento adequado para seu manuseio;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) estiver constantemente tracionado.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Uma mola pesada, com pontas quebradas, pode ser consertada usando
solda elétrica, desde que o eletrodo tenha um alto teor de:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) silício;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) cromo;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) estanho;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) prata;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) bronze.
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
A flambagem ocorre em molas helicoidais, por falta de guia. Nesse caso,
as molas helicoidais são:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) de diâmetro superior a 13 mm;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) curtas;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) praticamente sem elasticidade;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) sempre soldáveis;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) longas.
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
A aplicação de uma mola dupla com seção menor é sempre recomendável
para evitar:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) o nó;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) o amassamento;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) a flambagem;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) o amolecimento;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) o aquecimento.
Exercícios
101
14
A U L A
14
A U L A
Um aprendiz de mecânico de manutenção
verificou que uma máquina havia parado porque um parafuso com sextavado
interno estava solto. Era preciso fixá-lo novamente para pôr a máquina
em funcionamento.
Munido de uma chave de fenda, o aprendiz de mecânico de manutenção
tentou, de todos os modos, fixar o parafuso. Não conseguiu.
Um colega mais experiente, vendo a aflição do aprendiz, perguntou:
- Que tipo de parafuso é preciso fixar?
- É um parafuso com sextavado interno - respondeu o aprendiz.
- Então, meu amigo - disse o colega -, você precisa usar uma chave Allen.
- Chave Allen? Qual? - perguntou o aprendiz.
- Esta aqui - respondeu o amigo, mostrando-a.
O aprendiz percebeu que tinha muito o que aprender a respeito do uso
de ferramentas, que é o assunto desta aula.
Ferramentas de aperto e desaperto
Em manutenção mecânica, é comum se usar ferramentas de aperto e
desaperto em parafusos e porcas.
Para cada tipo de parafuso e de porca, há uma correspondente chave
adequada às necessidades do trabalho a ser realizado. Isto ocorre porque tanto
as chaves quanto as porcas e os parafusos são fabricados dentro de normas
padronizadas mundialmente.
Pois bem, para assegurar o contato máximo entre as faces da porca e as faces
dos mordentes das chaves de aperto e desaperto, estas deverão ser introduzidas
a fundo e perpendicularmente ao eixo do parafuso ou rosca.
No caso de parafusos ou porcas com diâmetros nominais de até 16 mm,
a ação de uma única mão na extremidade do cabo da chave é suficiente para
o travamento necessário. Não se deve usar prolongadores para melhorar a
fixação, pois essa medida poderá contribuir para a quebra da chave ou rompi-
mento do parafuso.
Uso de ferramentas
102
14
A U L A
Vejamos, agora, as principais ferramentas de aperto e desaperto utilizadas
na manutenção mecânica envolvendo parafusos, porcas, tubos e canos.
Chave fixa
Chave fixa
Chave fixa
Chave fixa
Chave fixa
A chave fixa, também conhecida pelo nome de chave de boca fixa, é utilizada
para apertar ou afrouxar porcas e parafusos de perfil quadrado ou sextavado.
Pode apresentar uma ou duas bocas com medidas expressas em milímetros ou
polegadas. As figuras a seguir mostram uma chave fixa com uma boca e uma
chave fixa com duas bocas.
Chave estrela
Chave estrela
Chave estrela
Chave estrela
Chave estrela
Esta ferramenta tem o mesmo campo de aplicação da chave de boca fixa,
porém diversifica-se em termos de modelos, cada qual para um uso específico.
Por ser totalmente fechada, abraça de maneira mais segura o parafuso ou porca.
Chave combinada
Chave combinada
Chave combinada
Chave combinada
Chave combinada
A chave combinada também recebe o nome de chave de boca combinada.
Sua aplicação envolve trabalhos com porcas e parafusos, sextavados ou quadra-
dos. A chave combinada é extremamente prática, pois possui em uma das
extremidades uma boca fixa, e na outra extremidade uma boca estrela.
A vantagem desse tipo de chave é facilitar o trabalho, porque se uma das bocas
não puder ser utilizada em parafusos ou porcas de difícil acesso, a outra boca
poderá resolver o problema. A seguir mostramos um jogo de chaves combinadas.
Chavesfixas,chavesestrelaechavescombinadasnãodevemserbatidascom
martelos. Se martelarmos essas chaves, o risco de quebrá-las é alto.
103
14
A U L A Se houver necessidade de martelar uma chave de aperto e desaperto para
retirar um parafuso ou uma porca de um alojamento, deve-se usar as chamadas
chaves de bater, que são apropriadas para receber impactos.
Chaves de bater
Chaves de bater
Chaves de bater
Chaves de bater
Chaves de bater
Há dois tipos de chaves de bater: a chave fixa de bater e a chave estrela de
bater. As chaves fixa de bater e estrela de bater são ferramentas indicadas para
trabalhos pesados. Possuem em uma de suas extremidades reforço para receber
impactos de martelos ou marretas, conforme seu tamanho.
Chave soquete
Chave soquete
Chave soquete
Chave soquete
Chave soquete
Dentro da linha de ferramentas mecânicas, este tipo é o mais amplo e
versátil, em virtude da gama de acessórios oferecidos, que tornam a ferramenta
prática.Ossoquetespodemapresentaroperfilsextavadoouestriadoeadaptam-
se facilmente em catracas, manivelas, juntas universais etc., pertencentes à
categoria de acessórios.
Dentro da categoria de soquetes, há os de impacto que possuem boca
sextavada, oitavada, quadrada e tangencial, com ou sem ímã embutido. Esses
soquetes são utilizados em parafusadeiras, em chaves de impacto elétricas ou
pneumáticas, pois apresentam paredes reforçadas. Os soquetes de impacto
apresentam concentricidade perfeita, o que reduz ao mínimo as vibrações
provocadas pela alta rotação das máquinas onde são acoplados.
Os soquetes comuns não devem ser utilizados em máquinas elétricas ou
pneumáticas, pois não resistem às altas velocidades e aos esforços tangenciais
provocados pelas máquinas em rotação.
A chave soquete, pela sua versatilidade, permite alcançar parafusos e porcas
em locais onde outros tipos de chaves não chegam.
A seguir, alguns soquetes e acessórios que, devidamente acoplados, resul-
tam em chaves soquete.
104
14
A U L A
Chave Allen
Chave Allen
Chave Allen
Chave Allen
Chave Allen
A chave Allen, também conhecida pelo nome de chave hexagonal ou
sextavada, é utilizada para fixar ou soltar parafusos com sextavados internos.
O tipo de chave Allen mais conhecido apresenta o perfil do corpo em L, o que
possibilita o efeito de alavanca durante o aperto ou desaperto de parafusos.
Antes de usar uma chave Allen, deve-se verificar se o sextavado interno do
parafusoencontra-seisentodetintaousujeira.Tintaesujeiraimpedemoencaixe
perfeito da chave e podem causar acidentes em quem estiver manuseando.
Chave de fenda Phillips
Chave de fenda Phillips
Chave de fenda Phillips
Chave de fenda Phillips
Chave de fenda Phillips
A extremidade da haste, oposta ao cabo, nesse modelo de chave, tem a forma
em cruz. Esse formato é ideal para os parafusos Phillips que apresentam fendas
cruzadas.
Há também no mercado a chave Phillips angular dupla, conforme figura
abaixo.
Chave de fenda com sextavado
Chave de fenda com sextavado
Chave de fenda com sextavado
Chave de fenda com sextavado
Chave de fenda com sextavado
É uma ferramenta utilizada em mecânica para apertar e soltar parafusos
grandes quando se exige o emprego de muita força. Com o sextavado na haste,
o operador pode, usando uma chave de boca fixa, aumentar o torque da
ferramenta sem precisar de maior esforço. Esse modelo também é encontrado
com a fenda cruzada (modelo Phillips).
Tanto as chaves de fenda Phillips quanto as chaves de fenda com sextavado
não devem ser utilizadas como talhadeiras ou alavancas.
Chaves para canos e tubos
Chaves para canos e tubos
Chaves para canos e tubos
Chaves para canos e tubos
Chaves para canos e tubos
A chave para canos é também conhecida pelos seguintes nomes: chave grifo
e chave Stillson. É uma ferramenta específica para instalação e manutenção
hidráulica. Sendo regulável, a chave para canos é uma ferramenta versátil
e de fácil manuseio.
105
14
A U L A A chave para tubos, também conhecida pelo nome de “Heavy-Duty”, é
semelhanteàchaveparacanos,porémmaispesada.Presta-seaserviçospesados.
A seguir um modelo de chave para canos e um modelo de chave para tubos.
Tanto a chave para canos quanto a chave para tubos não devem ser usadas
para apertar ou soltar porcas.
Chave de boca ajustável
Chave de boca ajustável
Chave de boca ajustável
Chave de boca ajustável
Chave de boca ajustável
Esta ferramenta tem uma aplicação universal. É muito utilizada na mecâni-
ca, em trabalhos domésticos e em serviços como montagem de torres e postes de
eletrificação, e elementos de fixação roscados. A chave de boca ajustável não
deve receber marteladas e nem prolongador no cabo para aumentar o torque.
No universo mecânico há muitas outras chaves de aperto e desaperto, e mais
detalhes poderão ser encontrados nos catálogos dos fabricantes.
Vejamos, agora, uma outra família de ferramentas muito empregadas em
trabalhos mecânicos: os alicates.
Alicate pode ser definido como uma ferramenta de aço forjado composta de
dois braços e um pino de articulação. Em uma das extremidades de cada braço
existem garras, cortes e pontas que servem para segurar, cortar, dobrar, colocar
e retirar peças de determinadas montagens.
Existem vários modelos de alicate, cada um adequado a um tipo de trabalho.
Alicate universal
Alicate universal
Alicate universal
Alicate universal
Alicate universal
É o modelo mais conhecido e usado de toda família de alicates. Os tipos
existentes no mercado variam principalmente no acabamento e formato da
cabeça. Os braços podem ser plastificados ou não. Quanto ao acabamento, esse
alicate pode ser oxidado, cromado, polido ou simplesmente lixado.
106
14
A U L A
Quanto à resistência mecânica, o alicate universal pode ser temperado ou
não. Quanto ao comprimento, as medidas de mercado variam de 150 mm
a 255 mm.
O alicate universal é utilizado para segurar, cortar e dobrar.
Alicate de pressão
Alicate de pressão
Alicate de pressão
Alicate de pressão
Alicate de pressão
É uma ferramenta manual destinada a segurar, puxar, dobrar e girar objetos
de formatos variados. Em trabalhos leves, tem a função de uma morsa. Possui
regulagem de abertura das garras e variação no tipo de mordente, segundo
o fabricante.
Observe um alicate de pressão e os formatos dos perfis de algumas peças que
ele pode prender.
Alicates para anéis de segmento interno e externo
Alicates para anéis de segmento interno e externo
Alicates para anéis de segmento interno e externo
Alicates para anéis de segmento interno e externo
Alicates para anéis de segmento interno e externo
É uma ferramenta utilizada para remover anéis de segmento, também
chamados de anéis de segurança ou anéis elásticos. O uso desses alicates exige
bastante atenção, pois suas pontas, ao serem introduzidas nos furos dos anéis,
podem fazer com que eles escapem abruptamente, atingindo pessoas que
estejam por perto.
Os alicates para anéis de segmento interno e externo podem apresentar
as pontas retas ou curvas.
107
14
A U L A Medindo apertos de parafusos e porcas
Quando é necessário medir o aperto de um parafuso ou porca, a ferramenta
indicada é o torquímetro
torquímetro
torquímetro
torquímetro
torquímetro. O uso do torquímetro evita a formação de tensões
e a conseqüente deformação das peças em serviço.
O torquímetro trabalha com as seguintes unidades de medidas: newton .
metro (N . m); libra-força . polegada (Lbf . in); quilograma-força . metro (kgf . m).
Ao se usar o torquímetro, é importante verificar se o torque é dado em parafuso
seco ou lubrificado.
As figuras a seguir mostram alguns tipos de torquímetros.
Os torquímetros devem ser utilizados somente para efetuar o aperto final
de parafusos, sejam eles de rosca direita ou esquerda. Para encostar o parafuso
ou porca, deve-se usar outras chaves.
Para obter maior exatidão na medição, é conveniente lubrificar previamente
a rosca antes de se colocar e apertar o parafuso ou a porca.
Os torquímetros jamais deverão ser utilizados para afrouxar, pois se a porca
ou parafuso estiver danificado, o torque aplicado poderá ultrapassar o limite
da chave, produzindo danos ou alterando a sua exatidão.
Os torquímetros, embora robustos, possuem componentes relativamente
sensíveis (ponteiro, mostrador, escala) e por isso devem ser protegidos contra
choques violentos durante o uso.
Recomendações finais
As características originais das ferramentas devem ser mantidas, por isso
não devem ser aquecidas, limadas ou esmerilhadas.
Se um mecânico de manutenção necessitar de uma ferramenta que tenha
umaespessuramaisfinaouumainclinaçãoespecial,eledeveráprojetarumnovo
modelo de ferramenta ou então modificar o projeto da máquina para que,
em futuras manutenções, possa usar as ferramentas existentes no mercado.
108
14
A U L A
Para aumentar a segurança quando usa ferramentas de aperto e desaperto,
o mecânico de manutenção experiente aplica a força em sua direção, evitando
o deslocamento do próprio corpo. Ele mantém o equilíbrio corporal deixando
os pés afastados e a mão livre apoiada sobre a peça.
O bom mecânico de manutenção lubrifica as ferramentas de trabalho
e guarda-as em locais apropriados, conservando-as.
Assinale com X a alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
As medidas das porcas, parafusos e chaves apresentam sempre uma compa-
tibilidade porque são peças:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) padronizadas;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) conferidas;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) moldadas;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) formatadas;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) estriadas.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Para travar um parafuso ou porca, com diâmetro nominal de até 16 mm,
devemos segurar a extremidade do cabo da chave de aperto com:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) as duas mãos;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) uma das mãos;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) um prolongador;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) um esticador;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) uma porca.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Os soquetes e seus acessórios ajudam a retirada de parafusos localizados
em pontos de difícil acesso ou em espaços:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) muito grandes;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) rebaixados;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) elevados;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) muito pequenos;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) nulos.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Para fixar ou retirar parafuso com sextavado interno, recomenda-se usar
a chave tipo:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) estrela;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) combinada;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) fixa;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Allen;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) fenda simples.
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Para medir o aperto de parafusos e porcas recomenda-se usar a seguinte
ferramenta:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) o alicate de pressão;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) o alicate universal;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) a chave de bater;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) a chave para tubos;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) o torquímetro.
Exercícios
109
15
A U L A
15
A U L A
Em uma linha de produção, uma das máqui-
nas parou de funcionar. O mecânico de manutenção decidiu desmontá-la para
verificar a causa da parada. Após certo tempo de trabalho, ele percebeu que
havia cometido um sério erro. Como poderia identificar qual elemento da
máquina tinha ocasionado sua parada, se tudo estava desmontado?
Contrariado, o mecânico montou novamente a máquina e tentou acioná-la
para saber qual elemento estava com defeito.
Se o mecânico não tivesse sido afoito, não teria perdido tempo e esforço, mas
a situação teria sido pior se ele não soubesse desmontar e montar a máquina.
A desmontagem e montagem de máquinas e equipamentos industriais faz
parte das atividades dos mecânicos de manutenção e são tarefas que exigem
muita atenção e habilidade, devendo ser desenvolvidas com técnicas e procedi-
mentos bem definidos.
Nesta aula, serão dadas informações a respeito da desmontagem de máqui-
nas e equipamentos.
Desmontagem
Em geral, uma máquina ou equipamento industrial instalado corretamente,
funcionando nas condições especificadas pelo fabricante e recebendo cuidados
periódicos do serviço de manutenção preventiva é capaz de trabalhar, sem
problemas, por muitos anos.
Entretanto, quando algum dos componentes falha, seja por descuido na
operação, seja por deficiência na manutenção, é necessário identificar o defeito
e eliminar suas causas.
No caso de máquinas mais simples, é relativamente fácil identificar o
problema e providenciar sua eliminação, porém, quando se trata de máquinas
mais complexas, a identificação do problema e sua remoção exigem, do mecâni-
co de manutenção, a adoção de procedimentos seqüenciais bem distintos.
Oprimeirofatoaserconsideradoéquenãosedevedesmontarumamáquina
antes da análise dos problemas. A análise, como já foi visto em aulas anteriores,
deve ser baseada no relatório do operador, no exame da ficha de manutenção da
máquina e na realização de testes envolvendo os instrumentos de controle.
Técnicas de
desmontagem de
elementos mecânicos
110
15
A U L A
Salientemos, novamente, que a desmontagem completa de uma máquina
deve ser evitada sempre que possível, porque demanda gasto de tempo com a
conseqüente elevação dos custos, uma vez que a máquina encontra-se indispo-
nível para a produção.
Agora, se a desmontagem precisar ser feita, há uma seqüência de procedi-
mentos a ser observada:
· desligar os circuitos elétricos;
· remover as peças externas, feitas de plástico, borracha ou couro;
· limpar a máquina;
· drenar os fluidos;
· remover os circuitos elétricos;
· remover alavancas, mangueiras, tubulações, cabos;
· calçar os componentes pesados.
Essa seqüência de procedimentos fundamenta-se nas seguintes razões:
a)
a)
a)
a)
a) É preciso desligar, antes de tudo, os circuitos elétricos para evitar aciden-
tes. Para tanto, basta desligar a fonte de alimentação elétrica ou, dependendo
do sistema, remover os fusíveis.
b)
b)
b)
b)
b) A remoção das peças externas consiste na retirada das proteções de guias,
barramentos e raspadores de óleo. Essa remoção é necessária para facilitar
o trabalho de desmonte.
c)
c)
c)
c)
c) A limpeza preliminar da máquina evita interferências das sujeiras
ou resíduos que poderiam contaminar componentes importantes e delicados.
d)
d)
d)
d)
d) É necessário drenar reservatórios de óleos lubrificantes e refrigerantes
para evitar possíveis acidentes e o espalhamento desses óleos no chão ou na
bancada de trabalho.
e)
e)
e)
e)
e) Os circuitos elétricos devem ser removidos para facilitar a desmontagem
elimpezadosetor.Apósaremoção,devemserrevistospelosetordemanutenção
elétrica.
f)
f)
f)
f)
f) Os conjuntos mecânicos pesados devem ser calçados para evitar o de-
sequilíbrio e a queda de seus componentes, o que previne acidentes e danos às
peças.
Obedecida a seqüência desses procedimentos, o operador deverá conti-
nuar com a desmontagem da máquina, efetuando as seguintes operações:
1.
1.
1.
1.
1. Colocar desoxidantes nos parafusos, pouco antes de removê-los.
Os desoxidantes atuam sobre a ferrugem dos parafusos, facilitando a retirada
deles. Se a ação dos desoxidantes não for eficiente, pode-se aquecer os parafusos
com a chama de um aparelho de solda oxiacetilênica.
2.
2.
2.
2.
2. Para desapertar os parafusos, a seqüência é a mesma que a adotada para
os apertos. A tabela a seguir mostra a seqüência de apertos. Conhecendo
a seqüência de apertos, sabe-se a seqüência dos desapertos.
111
15
A U L A
É importante obedecer à orientação da tabela para que o aperto dos elementos
de fixação seja adequado ao esforço a que eles podem ser submetidos. Um aperto
além do limite pode causar deformação e desalinhamento no conjunto de peças.
3.
3.
3.
3.
3. Identificar a posição do componente da máquina antes da sua remoção.
Assim, não haverá problema de posicionamento.
4.
4.
4.
4.
4. Remover e colocar as peças na bancada, mantendo-as na posição correta
de funcionamento. Isto facilita a montagem e, se for caso, ajuda na confecção
de croquis.
5.
5.
5.
5.
5. Lavar as peças no lavador, usando querosene.
Essa limpeza permite identificar defeitos ou falhas nas
peças como trincas, desgastes etc.
A lavagem de peças deve ser feita com o auxílio de
uma máquina de lavar e pincéis com cerdas duras.
A figura ao lado mostra o esquema de uma máquina
de lavar peças que é encontrada no comércio.
A seqüência de operações para a lavagem de peças
é a seguinte:
a)
a)
a)
a)
a) Colocar as peças dentro da máquina de lavar,
contendo querosene filtrado e desodorizado. Não utilizar
óleo diesel, gasolina, tíner ou álcool automotivo, pois são
substâncias que em contato com a pele podem provocar
irritações.
b)
b)
b)
b)
b) Limpar as peças - dentro da máquina de lavar -
com pincel de cerdas duras para remover as partículas
e crostas mais espessas.
Apertos alternados
(metade do esforço de
aperto)
Apertos sucessivos
alternados (metade do
esforço de aperto)
Por meio de apertos
sucessivos, até metade dos
esforços de aperto, evita-se
o encurvamento.
Também no caso de três
parafusos evita-se o
encurvamento da peça com
apertos sucessivos alternados.
Apertos sucessivos
cruzados
Apertos sucessivos
cruzados
Apertos sucessivos
cruzados
NÚMERO
NÚMERO
NÚMERO
NÚMERO
NÚMERO E
E
E
E
E DISPOSIÇÃO
DISPOSIÇÃO
DISPOSIÇÃO
DISPOSIÇÃO
DISPOSIÇÃO
DOS
DOS
DOS
DOS
DOS PARAFUSOS
PARAFUSOS
PARAFUSOS
PARAFUSOS
PARAFUSOS
ORDEM
ORDEM
ORDEM
ORDEM
ORDEM DE
DE
DE
DE
DE APERTO
APERTO
APERTO
APERTO
APERTO DAS
DAS
DAS
DAS
DAS SÉRIES
SÉRIES
SÉRIES
SÉRIES
SÉRIES
EMPREGANDO
EMPREGANDO
EMPREGANDO
EMPREGANDO
EMPREGANDO O
O
O
O
O MÉTODO
MÉTODO
MÉTODO
MÉTODO
MÉTODO DE
DE
DE
DE
DE
APERTOS
APERTOS
APERTOS
APERTOS
APERTOS SUCESSIVOS
SUCESSIVOS
SUCESSIVOS
SUCESSIVOS
SUCESSIVOS
OBSERVAÇÕES
OBSERVAÇÕES
OBSERVAÇÕES
OBSERVAÇÕES
OBSERVAÇÕES
Para quatro ou mais parafu-
sos, o aperto final é efetuado
com a força total de aperto
após todos os parafusos
estarem encostados.
O aperto em linha (1), (2),
(3) etc. dá origem a
encurvamento.
No aperto de juntas estanques,
com material de vedação, é
permitido utilizar outras ordens
de aperto.
112
15
A U L A
c)
c)
c)
c)
c) Continuar lavando as peças com querosene para retirar os resíduos finais
de partículas.
d)
d)
d)
d)
d) Retirar as peças de dentro da máquina e deixar o excesso de querosene
aderido escorrer por alguns minutos. Esse excesso deve ser recolhido dentro da
própria máquina de lavar.
Durante a lavagem de peças, as seguintes medida de segurança deverão ser
observadas:
· utilizar óculos de segurança;
· manter o querosene sempre limpo e filtrado;
· decantar o querosene, uma vez por semana, se as lavagens forem freqüentes;
· manter a máquina de lavar em ótimo estado de conservação;
· limpar o piso e outros locais onde o querosene tiver respingado;
· lavar as mãos e os braços, após o término das lavagens, para evitar proble-
mas na pele;
· manter as roupas limpas e usar, sempre, calçados adequados.
e)
e)
e)
e)
e) Separar as peças lavadas em lotes, de acordo com o estado em que se
apresentam, ou seja:
Lote 1
Lote 1
Lote 1
Lote 1
Lote 1 - Peças perfeitas e, portanto, reaproveitáveis.
Lote 2
Lote 2
Lote 2
Lote 2
Lote 2 - Peças que necessitam de recondicionamento.
Lote 3
Lote 3
Lote 3
Lote 3
Lote 3 - Peças danificadas que devem ser substituídas.
Lote 4
Lote 4
Lote 4
Lote 4
Lote 4 - Peças a serem examinadas no laboratório.
Secagem rápida das peças
Usa-se ar comprimido para secar as peças com rapidez. Nesse caso, deve-se
proceder da seguinte forma:
· regular o manômetro ao redor de 4 bar, que corresponde à pressão ideal para
a secagem;
· jatear (soprar) a peça de modo que os jatos de ar atinjam-na obliquamente,
para evitar o agravamento de trincas existentes. O jateamento deverá ser
aplicado de modo intermitente para não provocar turbulências.
Normas de segurança no uso de ar comprimido
a)
a)
a)
a)
a) Evitar jatos de ar comprimido no próprio corpo e nas roupas. Essa ação
imprudente pode provocar a entrada de partículas na pele, boca, olhos, nariz e
pulmões, causando danos à saúde.
b)
b)
b)
b)
b) Evitar jatos de ar comprimido em ambiente com excesso de poeira e na
limpeza de máquinas em geral. Nesse último caso, o ar pode levar partículas
abrasivas para as guias e mancais, acelerando o processo de desgaste por
abrasão.
c)
c)
c)
c)
c) Utilizar sempre óculos de segurança.
Manuais e croqui
Geralmente as máquinas são acompanhadas de manuais que mostram
desenhos esquematizados dos seus componentes. O objetivo dos manuais é
orientar quem for operá-las e manuseá-las nas tarefas do dia-a-dia. Entretanto,
certas máquinas antigas ou de procedência estrangeira são acompanhadas de
manuais de difícil interpretação. Nesse caso, é recomendável fazer um croqui
(esboço) dos conjuntos desmontados destas máquinas, o que facilitará as opera-
ções posteriores de montagem.
113
15
A U L A Atividades pós-desmontagem
Após a desmontagem, a lavagem, o secamento e a separação das peças
em lotes, deve-se dar início à correção das falhas ou defeitos.
As atividades de correção mais comuns são as seguintes:
· confecção de peças;
· substituição de elementos mecânicos;
· substituição de elementos de fixação;
· rasqueteamento;
· recuperação de roscas;
· correção de erros de projeto;
· recuperação de chavetas.
Assinale com X a alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
A desmontagem de uma máquina deve ser efetuada:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) antes do problema ser identificado;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) depois do problema ser identificado;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) assim que ela parar de funcionar;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) depois que o diretor autorizar;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) assim que ela for assentada.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Identificam-se falhas de uma máquina com base no relatório do operador,
na ficha de manutenção e nos testes dos seguintes elementos:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) ferramentas de desmontagem;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) instrumentos de medida;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) ferramentas de manutenção;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) instrumentos de controle;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) chaves de aperto e torquímetros.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Deve-se evitar a desmontagem completa de uma máquina pelos seguintes
motivos:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) risco de falhas e de quebra da máquina;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) perda de tempo e risco de falhas;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) demora e prejuízo na produção;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) desgaste da máquina e retrabalho;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) aparecimento de trincas, fendas e sujidades.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Na operação de desmontagem de uma máquina, o primeiro procedimento
deve ser o seguinte:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) remover os circuitos elétricos;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) limpar a máquina;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) drenar os fluidos;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) calçar os componentes pesados;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) desligar os circuitos elétricos.
Exercícios
114
15
A U L A
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Antes de retirar os parafusos de uma máquina, convém eliminar a oxidação
por meio de:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) água misturada com álcool;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) lubrificantes;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) detergentes domésticos;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) desoxidantes;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) ácidos ou álcalis.
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
O melhor solvente para lavar peças é:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) o óleo diesel;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) a gasolina;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) o tíner;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) o álcool automotivo;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) o querosene.
Exercício 7
Exercício 7
Exercício 7
Exercício 7
Exercício 7
Para a secagem rápida de peças lavadas recomenda-se usar:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) ar comprimido;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) secadores elétricos;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) estufas elétricas;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) flanelas e estopas;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) a luz solar das 12 horas.
Exercício 8
Exercício 8
Exercício 8
Exercício 8
Exercício 8
Na desmontagem de máquinas antigas ou importadas, é importante que
o mecânico de manutenção:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) tire fotografias da máquina em vários ângulos;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) desenhe a máquina em papel-vegetal;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) use tabelas normalizadas de parafusos e porcas;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) construa as ferramentas necessárias para a tarefa;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) faça um esboço ou croqui dos conjuntos desmontados.
115
16
A U L A
16
A U L A
Na indústria X, Salomão tinha acabado de
desmontar uma máquina. Limpou as peças, secou-as, separou-as em lotes -
retendo as recuperáveis - e solicitou ao almoxarifado algumas peças novas para
substituir as danificadas.
Depois de tudo preparado, Salomão começou a montar a máquina, e quando
estava chegando ao término da atividade, descobriu que sobravam duas peças.
Não se desesperou. Sabia que tinha cometido um erro ao não ter consultado
o croqui da máquina. Examinando o croqui e seguindo os passos da montagem,
logo descobriu de onde eram as peças que estavam sobrado.
Sorrindo, Salomão corrigiu o erro e lembrou-se de seus mestres de ofício,
que sempre lhe falavam:
- Salomão, adquira experiência em manutenção mecânica enquanto apren-
de conosco. Não pode haver sobra de peças na montagem de máquinas e
equipamentos! Use sua inteligência; leia os livros que tratam dos assuntos de
nossa profissão para adquirir novos conhecimentos. Não faça as coisas por fazer.
Faça-as com conhecimento de causa. Capriche e use amor naquilo que estiver
fazendo!
Usando a inteligência, adquirindo experiência e conhecimentos e amando
o que se faz, o seu sucesso pessoal e profissional estará garantido!
Salomão, agradecido aos seus mestres de ofício, terminou a montagem
da máquina, que ficou perfeita em todos os aspectos.
A montagem de conjuntos mecânicos será o assunto desta aula.
Objetivo da montagem
A montagem tem por objetivo maior a construção de um todo, constituído
por uma série de elementos que são fabricados separadamente.
Esses elementos devem ser colocados em uma seqüência correta,
isto é, montados segundo normas preestabelecidas, para que o todo seja alcan-
çado e venha a funcionar adequadamente. Em manutenção mecânica, esse todo
é representado pelos conjuntos mecânicos que darão origem às máquinas
e equipamentos.
Montagem de
conjuntos mecânicos
116
16
A U L A
A montagem de conjuntos mecânicos exige a aplicação de uma série de
técnicas e cuidados por parte do mecânico de manutenção. Além disso, o
mecânico de manutenção deverá seguir, caso existam, as especificações dos
fabricantes dos componentes a serem utilizados na montagem dos conjuntos
mecânicos.
Outro cuidado que o mecânico de manutenção deve ter, quando se trata da
montagem de conjuntos mecânicos, é controlar a qualidade das peças a serem
utilizadas, sejam elas novas ou recondicionadas. Nesse aspecto, o controle
de qualidade envolve a conferência da peça e suas dimensões.
Sem controle dimensional ou sem conferência para saber se a peça é
realmente a desejada e se ela não apresenta erros de construção, haverá riscos
para o conjunto a ser montado. De fato, se uma peça dimensionalmente defeitu-
osa ou com falhas de construção for colocada em um conjunto mecânico, poderá
produzir outras falhas e danos em outros componentes.
Recomendações para a montagem
1.
1.
1.
1.
1. Verificar se todos os elementos a serem montados encontram-se perfeita-
mente limpos, bem como o ferramental.
2.
2.
2.
2.
2. Examinar os conjuntos a serem montados para
se ter uma idéia exata a respeito das operações a serem
executadas.
3.
3.
3.
3.
3. Consultar planos ou normas de montagem, caso
existam.
4.
4.
4.
4.
4. Examinar em primeiro lugar a ordem de coloca-
ção das diferentes peças antes de começar a montagem,
desde que não haja planos e normas relativas à
montagem.
5.
5.
5.
5.
5. Verificar se nos diferentes elementos mecâ-
nicos há pontos de referência. Se houver, efetuar
a montagem segundo as referências existentes.
6.
6.
6.
6.
6. Evitar a penetração de impurezas nos con-
juntos montados, protegendo-os adequadamente.
117
16
A U L A 7.
7.
7.
7.
7. Fazer testes de funcionamento dos elementos, conforme a montagem for
sendo realizada, para comprovar o funcionamento perfeito das partes.
Por exemplo, verificar se as engrenagens estão se acoplando sem dificuldade.
Por meio de testes de funcionamento dos elementos, é possível verificar se há
folgas e se os elementos estão dimensionalmente adequados os e colocados nas
posições corretas.
8.
8.
8.
8.
8. Lubrificar as peças que se movimentam para evitar desgastes precoces
causados pelo atrito dos elementos mecânicos.
Métodos para realização da montagem
Nos setores de manutenção mecânica das indústrias, basicamente são apli-
cados dois métodos para se fazer a montagem de conjuntos mecânicos:
a montagem peça a peça e a montagem em série.
Montagem peça a peça
Montagem peça a peça
Montagem peça a peça
Montagem peça a peça
Montagem peça a peça
A montagem peça a peça é efetuada sobre bancadas.
Como exemplo, a figura mostra a seqüência de operações a serem realizadas
para a montagem de uma bomba de engrenagens.
Como todas as peças já estão ajustadas, a atividade de montagem propria-
mente dita se limita a uni-las ordenadamente. Um controle de funcionamento
indicará se será preciso fazer correções .
118
16
A U L A
Montagem em série
Montagem em série
Montagem em série
Montagem em série
Montagem em série
A figura seguinte, a título de exemplo, mostra a seqüência de operações a
serem realizadas para a montagem de uma série de bombas de engrenagem.
Caso não haja manual de instruções ou esquema de montagem, deve-se
proceder da seguinte forma:
a)
a)
a)
a)
a) Fazer uma análise detalhada do conjunto antes de desmontá-lo.
b)
b)
b)
b)
b) Fazer um croqui mostrando como os elementos serão montados
no conjunto.
c)
c)
c)
c)
c) Anotar os nomes dos elementos à medida que vão sendo retirados
do conjunto.
A montagem deve ser baseada no croqui e nas anotações feitas anteriormen-
te, invertendo-se a seqüência de desmontagem.
Assinale com X a alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Entre os cuidados necessários na montagem de um conjunto mecânico,
recomenda-se controlar a:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) qualidade das peças novas e recondicionadas;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) perfeita existência de vácuo nos alojamentos;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) qualidade das partículas metálicas provenientes dos desgastes;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) qualidade das gaxetas e flanges;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) ausência total de óleos e graxas.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Na montagem de conjuntos mecânicos recomenda-se:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) montar os conjuntos e depois fazer a verificação do funcionamento;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) fazer os testes de funcionamento durante a montagem;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) iniciar pelas peças maiores;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) iniciar pelas peças menores;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) não lubrificar peças que executam movimentos relativos entre si.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Basicamente, quais são os métodos adotados para a montagem de conjuntos
mecânicos?
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
O que deve ser feito para evitar o atrito dos elementos mecânicos montados?
Exercícios
119
17
A U L A
17
A U L A
O dono da fábrica Quipapá chamou
Asdrúbal, um dos melhores mecânicos de manutenção da empresa, e falou:
- Asdrúbal, tenho em minha casa um torno antigo, daqueles que Santos
Dumont usou para fabricar seu protótipo de avião, e gostaria de que você desse
uma olhada para verificar todos os elementos. Tenho um carinho especial pelo
torno e gastarei o que for preciso para tê-lo funcionando com rendimento pleno.
Amanhã ele será trazido para cá e conto com a sua dedicação, tá?
- Farei o que for preciso, senhor Bonifácio - respondeu Asdrúbal.
Nodiaseguinte,Asdrúbal,diantedotornoantigo,feztudoconformemanda
as boas normas de manutenção mecânica e concluiu que seria preciso desmontar
aquela antiguidade.
Quandodesmontouovelhotorno,deparou-secomumeixotrincadoenotou
a presença de algumas engrenagens desgastadas.
Como Asdrúbal deverá proceder para colocar o velho torno em funciona-
mento?
A recuperação de elementos mecânicos será o tema desta aula.
Análise situacional
Na manutenção de máquinas ou equipamentos, deve-se levar em conside-
ração as solicitações mecânicas atuantes, pois os desgastes, as deformações e
mesmo as trincas podem ser causadas por elas.
Em algumas situações, a correção de uma falha pode vir a ser desnecessária,
desde que se constate que ela não vá comprometer o conjunto em seu funciona-
mento.
Por exemplo, em equipamentos antigos e superdimensionados, certas falhas
não prejudicam o conjunto, pois a estrutura desses equipamentos antigos era
construída para suportar erros e omissões do projeto.
Recuperação de
elementos mecânicos
120
17
A U L A
Compare a robustez e o dimensionamento de uma máquina antiga com
uma moderna.
A recuperação de um determinado equipamento ou conjunto mecânico tem,
como fase preliminar, a decisão de desmontá-lo. Nesse momento, alguns fatores
vão direcionar o mecânico de manutenção nas tarefas de recuperar, efetivamente,
o equipamento. Os principais fatores direcionantes são os seguintes:
· análise do conjunto;
· análise de cada um dos componentes em termos de desgaste;
· qual a gravidade da avaria;
· quais elementos podem ser aproveitados.
Recuperação de subconjuntos com movimentos
Na recuperação de subconjuntos que possuem movimentos, deve-se levar
em consideração dois aspectos: a resistência estática e as condições dinâmicas
do conjunto.
Em termos de solicitações dinâmicas, as seguintes características devem
ser consideradas:
· resistência às vibrações, choques, rupturas etc.;
· desbalanceamento
· desgastes provocados pelo atrito, de acordo com as condições operacionais
de trabalho.
Além dessas características, passam a ser importantes, além da escolha
do material que as atendam os tratamentos térmicos, a geometria das peças,
o acabamento superficial e a exatidão dimensional nas regiões onde se verifica
o movimento relativo entre os componentes do conjunto.
Recuperação de eixos
Os eixos são elementos mecânicos sujeitos a solicitações estáticas e dinâmi-
cas. Para recuperar um eixo, vários parâmetros devem ser definidos. Entre eles,
os seguintes são muito importantes:
· análise das condições de trabalho do eixo, como primeiro passo;
· rotações por minuto ou por segundo que ele executa;
· condições ambientais do meio onde ele se encontra;
· presença eficiente de lubrificação;
· pressões específicas por ele exercidas ou suportadas.
121
17
A U L A De posse de todas as características de solicitações e trabalho, a próxima
etapa observada na recuperação de um eixo consiste em determinar o tipo de
material utilizado na sua recuperação e o processo de recuperação empregado.
A recuperação de um eixo pode ser feita de duas formas: pela construção
de um eixo novo ou pela reconstituição do próprio eixo danificado.
Construção de um eixo novo
Construção de um eixo novo
Construção de um eixo novo
Construção de um eixo novo
Construção de um eixo novo
Um eixo novo deve ser usinado com sobremetal
suficiente para permitir uma retificação das dimen-
sões desejadas, após o tratamento térmico, caso haja
necessidade.
Reconstituição de eixos por soldagem
Reconstituição de eixos por soldagem
Reconstituição de eixos por soldagem
Reconstituição de eixos por soldagem
Reconstituição de eixos por soldagem
Para reconstituir eixos pelo processo de soldagem, é necessário preparar
as juntas, ou seja, chanfrá-las. Os rebaixamentos deverão ser suficientes para
o recondicionamento e para os tratamentos térmicos prévios.
A recuperação de eixos por soldagem passa por três fases:
· preparação dos eixos;
· escolha do material de adição e do processo de soldagem;
· procedimento de soldagem.
Preparação de eixos
Preparação de eixos
Preparação de eixos
Preparação de eixos
Preparação de eixos - A preparação de eixos envolve as seguintes etapas:
- Exame da área onde se deu a ruptura.
- Eliminação do material fatigado da área de ruptura.
- Verificação de trincas remanescentes do próprio processo de ruptura
ou fadiga.
- Usinagem para preparar as juntas, cujas dimensões devem estar de acordo
com os dados das tabelas a seguir.
122
17
A U L A
O material do pino de guia deve ser igual ao material do enxerto ou, então,
de aço SAE 1045. O ajuste entre o pino e o eixo deve estar na faixa H6 e H7. Os
extremos dos pinos devem ter uma folga de 1,5 mm em relação ao fundo do furo.
Escolha do material de adição e do processo de soldagem
Escolha do material de adição e do processo de soldagem
Escolha do material de adição e do processo de soldagem
Escolha do material de adição e do processo de soldagem
Escolha do material de adição e do processo de soldagem - O metal de
adição deve consistir de um material com elevada resistência mecânica.
O eletrodo precisa ter característica superior à apresentada pelo eixo, após
a soldagem. O processo de soldagem mais apropriado é o elétrico, com eletrodos
revestidos.
Procedimento de soldagem
Procedimento de soldagem
Procedimento de soldagem
Procedimento de soldagem
Procedimento de soldagem - O procedimento de soldagem deve abranger
as seguintes fases:
· efetuar a montagem de forma que as partes unidas possam girar após
a soldagem;
· estabelecer a temperatura de preaquecimento de acordo com o material
a ser soldado;
· efetuar a soldagem, mantendo a peça na temperatura de preaquecimento,
evitando o superaquecimento que pode levar a deformações. As deforma-
ções poderão ser evitadas desde que se faça uma soldagem por etapas e
numa seqüência adequada;
· deixar a solda resfriar lentamente para evitar choques térmicos;
· realizar tratamentos térmicos: normalização ou beneficiamento.
Salientemos que as peças deformadas não devem ser endireitadas em
prensas. Se o endireitamento for realizado em prensas, serão criadas tensões
elevadas na estrutura, com conseqüências imprevisíveis.
Recuperação de eixos por deposição metálica
Recuperação de eixos por deposição metálica
Recuperação de eixos por deposição metálica
Recuperação de eixos por deposição metálica
Recuperação de eixos por deposição metálica
Eixos desgastados pelo trabalho podem ser recuperados pelo processo de
deposição metálica. É possível fazer essa deposição metálica a quente ou por via
eletrolítica.
Em ambos os casos, as superfícies a serem recuperadas precisam ser prepa-
radas adequadamente. A cilindricidade e o acabamento dos eixos tem de estar
compatíveis com o processo de deposição metálica a ser realizado.
No caso de deposição de cromo duro por eletrólise, deve-se retificar a
superfície a ser recuperada, para que a película de cromo se deposite de modo
regular e uniforme e não venha a se romper quando solicitada por pressões
elevadas.
A película de cromo duro não deve ser muito fina, para não vir a descamar
quando o eixo entrar em serviço. Uma película com boa espessura é obtida
quando se faz um rebaixamento prévio no eixo a ser recuperado.
Recuperação de mancais
Nos processos de recuperação de mancais de rola-
mento, o mais importante é a preparação das superfíci-
es que deverão estar compatíveis com as especificações
dimensionaisdosfabricantes,incluindoasrugosidades
especificadas.
123
17
A U L A No caso de mancais de deslizamento, vamos encontrar os mais variados
tipos. Alguns apresentam uma película de material antifricção denominada
“casquilho”. A recuperação de mancais de deslizamento, normalmente, exige
pequenos ajustes como o rasqueteamento.
Paramateriaisdealtaresistênciautilizam-sebuchassubstituíveis,bipartidas
ou não, com canais de lubrificação. Nesses casos, a recuperação consiste
em substituir os elementos deteriorados por novos elementos.
Recuperação de engrenagens
A melhor forma de recuperar engrenagens desgastadas ou quebradas é
construir novas engrenagens, idênticas àquelas danificadas. A construção de
novas engrenagens exige cuidados, sobretudo na extidão do perfil dos dentes.
Há casos em que se opta por recuperar engrenagens por soldagem,
notadamente quando se trata de dentes quebrados. Nesses casos, deve-se cuidar
para que a engrenagem não adquira tensões adicionais que possam causar novas
quebras.
Na verdade, a inclusão de um dente soldado em uma engrenagem é um caso
de enxerto. Normalmente, o dente incluso nunca será perfeito, o que, mais cedo
oumaistarde,viráaprejudicarasdemaisengrenagensquetrabalharãoacopladas
com a que recebeu o dente enxertado.
De qualquer forma, a recuperação de dentes de engrenagens por solda
obedece à seguinte seqüência:
· preparação das cavidades;
· soldagem;
· ajustes dos dentes.
O assunto recuperação de engrenagens será visto com mais detalhes em aula
posterior.
Recuperação de roscas
As roscas apresentam, normalmente, dois danos típicos: quebra do parafuso
por cisalhamento do corpo ou da cabeça e rosca interna avariada (espanada).
Quebra do parafuso por cisalhamento
Quebra do parafuso por cisalhamento
Quebra do parafuso por cisalhamento
Quebra do parafuso por cisalhamento
Quebra do parafuso por cisalhamento - Nesse caso, para extrair a parte
124
17
A U L A
restante, improvisa-se um alongamento para a chave fixa, ou então usa-se
um extrator apropriado para os casos em que a seção da quebra esteja situada no
mesmo plano da superfície da peça.
A figura seguinte mostra a seqüência para o uso do extrator, o qual
requer apenas um furo no centro do parafuso, com diâmetro inferior ao do
núcleo da rosca.
O extrator é constituído de aço-liga especial e possui uma rosca dente-de-
serra, múltipla, cônica e à esquerda. No comércio, o extrator é encontrado em
jogos, cobrindo os mais variados diâmetros de parafusos.
Rosca interna avariada
Rosca interna avariada
Rosca interna avariada
Rosca interna avariada
Rosca interna avariada-Háváriasmaneirasderecuperarumaroscainterna
avariada. A primeira maneira, caso haja parede suficiente, é alargar o furo
roscado e colocar nele um pino roscado. Esse pino roscado deve ser faceado
e fixado por solda ou chaveta. A seguir, o pino deve ser furado e roscado com
a medida original da rosca que está sendo recuperada.
Outro modo, mais recomendável, é fazer insertos na rosca, ou seja, adicionar
na rosca elementos de fixação existentes no mercado. Dentre os insertos conhe-
cidos temos o tipo Kelox e o tipo Heli-coil.
O Kelox é uma bucha roscada nas partes interna e externa, com dois rasgos
conificados e um rebaixo. Ela apresenta, também, um anel provido de duas
chavetas, servindo para fixá-la após o rosqueamento.
125
17
A U L A
OHeli-coiléumaespiraldearamedealtaresistênciacomaformaromboidal.
Nesse caso é preciso, também, repassar o furo danificado com outra broca
e rosqueá-lo com macho fornecido pela própria Heli-coil. Em seguida, o inserto
é rosqueado com uma ferramenta especial.
O aumento do diâmetro do material de base é mínimo.
Assinale com X a alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
É fator determinante para a desmontagem de um conjunto mecânico:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) a não existência de uma ficha de controle;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) a existência de uma ficha de controle;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) a sua idade de fabricação;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) as suas dimensões quando comparadas com outros conjuntos;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) a análise do conjunto.
Exercícios
Kelox
126
17
A U L A
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
A recuperação de subconjuntos com movimentos deve levar em consi-
deração:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) a geometria das peças;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) a anulação das forças de atrito;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) a ausência de peso dos sistemas;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) o teor de umidade relativa do ar das oficinas;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) a manutenção das vibrações de todos os elementos.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
De quantas maneiras um eixo danificado pode ser recuperado?
a)
a)
a)
a)
a) ( ) uma;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) duas;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) três;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) quatro;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) cinco.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
O que é mais importante na recuperação de mancais de rolamento?
a)
a)
a)
a)
a) ( ) O tamanho do rolamento.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) O tipo de rolamento.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) A aplicação do rolamento.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Suas especificações de fabricação.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) O tipo de graxa a ser utilizada.
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Uma engrenagem apresenta desgaste excessivo. Nesse caso recomenda-se:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) trocá-la por outra, com as mesmas dimensões da original;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) enchê-la de solda e depois limá-la;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) retirar as rebarbas com uma lima e ajustá-la numa prensa;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) trocar todos os dentes por enxerto;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) deixá-la desgastar totalmente para não danificar as demais.
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Qual o procedimento mais adequado para extrair um parafuso que sofreu
cisalhamento em um furo roscado?
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Bater o parafuso com um martelo e punção de bico.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Retirar o parafuso com uma prensa hidráulica.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Usar um extrator de parafusos apropriado.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Utilizar o equipamento de soldagem oxiacetilênica.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) Utilizar o equipamento de solda elétrica.
127
18
A U L A
18
A U L A
Omecânico de manutenção de uma empresa
de caminhões tentava eliminar, de todas as formas, um vazamento de óleo que
persistia na conexão de um manômetro de um sistema hidráulico. Esse sistema
pertencia a uma retificadora cilíndrica que retificava as pontas de eixo dos
caminhões. Por causa do vazamento, as paradas eram constantes e atrasavam a
produção.
Vários vedantes foram usados sem sucesso. Por fim, um companheiro mais
experiente aconselhou o mecânico a utilizar um vedante anaeróbico.
O mecânico fez todos os preparativos e aplicou o vedante, e em pouco tempo
pôde verificar que o vazamento havia desaparecido. A retificadora voltou
a operar normalmente sem maiores problemas.
Travas e vedantes químicos anaeróbicos serão os assuntos desta aula.
Introdução
Em aulas anteriores de manutenção corretiva, uma série de procedimentos
foram apresentados como diretrizes a serem seguidas pelo mecânico de manu-
tenção que deseja realizar seu trabalho com sucesso.
Estudamos a análise de falhas, as técnicas de desmontagem e montagem
e a recuperação de elementos mecânicos por meio de alguns processos.
Nesta aula veremos um outro processo de recuperação de elementos mecâ-
nicos, envolvendo travas e vedantes químicos.
O que são travas e vedantes químicos?
São resinas anaeróbicas que endurecem na ausência do oxigênio
e são desenvolvidas em indústrias do ramo químico por meio de tecnologias
avançadas. Tais resinas apresentam vários níveis de viscosidade e resistência
e são aplicadas, por exemplo, nos seguintes casos:
· travamento anaeróbico de parafusos;
· adesão anaeróbica de estruturas;
· vedação aneróbica;
· vedação anaeróbica de superfícies planas;
Travas e vedantes
químicos
128
18
A U L A
· fixação anaeróbica;
· adesão anaeróbica instantânea.
Adesão por trava química
Muitos elementos de fixação de máquinas, tais como parafusos, porcas e
prisioneiros, sofrem esforços decorrentes da dilatação e contração térmicas e das
vibrações e impactos quando estão em funcionamento. Nessas condições,
os elementos de fixação podem se afrouxar por causa da perda de torque.
Em decorrência do afrouxamento dos elementos de fixação poderão surgir
danos nos componentes fixados por eles.
Uma das soluções para evitar o afrouxamento dos elementos de fixação,
especialmente os roscados, é utilizar a trava química anaeróbica.
O produto, em estado líquido, preenche todos os espaços entre as roscas e
começa a solidificar na ausência de ar, uma vez que este é expulso para dar lugar
à resina durante a montagem do elemento roscado. Depois de seca, a resina
transforma-se numa película plástica entre as roscas, proporcionando
o travamento.
Aplicação da trava química
A trava química pode ser aplicada em uniões com furos passantes, com
parafusos e porcas e em furos cegos com bujões roscados ou prisioneiros.
O processo de aplicação obedece os seguintes passos:
1.
1.
1.
1.
1. Limpeza das roscas, tanto do parafuso como da porca ou furo roscado.
2.
2.
2.
2.
2. Seleção da trava de rosca apropriada, de acordo com a resistência exigida.
3.
3.
3.
3.
3. Aplicação de diversas gotas de trava na região da rosca do parafuso
e na região da rosca onde ele será fixado.
129
18
A U L A 4.
4.
4.
4.
4. Colocação do parafuso ou da porca, roscando até atingir o torque (aperto)
desejado.
A quantidade de trava química que será aplicada deve ser suficiente
para preencher os espaços vazios entre o parafuso e a porca ou furo roscado.
Uma das vantagens da trava química é que ela permite o reaproveitamento
de roscas espanadas, que se constituem em sérios problemas de manutenção.
A trava química, ocupando o espaço entre a rosca espanada e o parafuso, cria
uma nova rosca permitindo o reaproveitamento de peças. Deste modo, proble-
mas com aquisição de novas peças e problemas de substituição desaparecem.
A figura abaixo mostra os passos que devem ser seguidos na operação
de recuperar roscas espanadas.
Desmontagem da trava roscada
Para desmontar uma trava roscada, deverão ser observados os seguintes
procedimentos:
· usar a mesma ferramenta que foi utilizada na montagem;
· se necessário, aplicar calor localizado na porca ou prisioneiro durante
cinco minutos.
A temperatura da fonte de calor deverá estar ao redor dos 200°C e o con-
junto precisará ser desmontado enquanto estiver quente.
Vedação anaeróbica de roscas
A vedação de tubos, válvulas, manômetros, plugues e conexões deve ser
tratada em manutenção com a mesma seriedade com que é tratado qualquer
outro elemento importante de uma máquina. De fato, uma união ou conexão mal
feita pode causar o vazamento de fluidos e, em conseqüência, haverá problemas
na produção.
130
18
A U L A
Os tipos mais comuns de vedantes de roscas são as fitas de teflon, sisal e
massas vedantes. Esses materiais de vedação, contudo, não propiciam um
preenchimento total das folgas existentes entre as roscas, provocando, em
alguns casos, posicionamento impreciso de peças unidas, bem como necessida-
des de reapertos e altos torques. Reapertos e altos torques, geralmente, além de
causarem avarias nas peças, podem fazer com que partículas de vedantes
adentrem no sistema, contaminando-o.
Esses problemas podem ser evitados com o uso de vedantes químicos
que suportam condições adversas: altas temperaturas, pressões hidráulicas
e pneumáticas e vibrações do equipamento.
Aaplicaçãodevedantesquímicosébemsimples,conformesepodeobservar
na ilustração.
Vedação de superfícies planas
Uma das aplicações dos produtos químicos de união anaeróbicos são as
vedações.Elaspermitemaconfecçãodejuntasnolocaldauniãosemainterposição
de outros materiais.
O vedante utilizado permite uma perfeita adaptação à conformação das
superfícies, que ficarão em contato sem a necessidade de interpor outros mate-
riais, como as juntas de papel. Obtém-se, desse modo, uma vedação perfeita,
resistente e insolúvel.
A aplicação de um vedante aneróbico é bastante simples, como se pode
observar na ilustração.
131
18
A U L A A utilização deste tipo de vedação limita-se a uma folga de até 0,25 mm.
Acima deste valor, exige-se o emprego de uma junta espaçadora que deve ser
utilizada em conjunto com o vedante anaeróbico.
Fixação anaeróbica
Em manutenção, freqüentemente ocorrem situações em que um rolamento
encontra-se folgado em sua sede ou mancal. Essa folga constitui-se num proble-
ma que exige uma solução muitas vezes trabalhosa, como uma usinagem da sede
ou do mancal ou a confecção de uma bucha, dependendo do formato
e do tamanho do mancal.
Soluções desta natureza exigem a parada da máquina, desmontagem,
usinagem do mancal, confecção da bucha e montagem do conjunto, com
a inevitável elevação dos custos da manutenção e prejuízos da produção.
A fixação anaeróbica, diante de um problema dessa natureza, é uma excelen-
te opção, pois o produto líquido preenche por completo as folgas entre as peças
e, por causa da ausência de ar, transforma-se em uma película sólida que
fixa os elementos.
Esse processo, por ser de rápida aplicação, permite que o serviço de manu-
tenção seja executado com rapidez e economia, e os resultados são satisfatórios.
O processo de fixação anaeróbica também pode ser aplicado na montagem
de engrenagens, rolamentos e buchas em eixos e sedes, substituindo métodos
mecânicos como o emprego de chavetas, montagem com interferência
(prensagem, dilatação ou contração térmica), e estriagem, pois o produto utili-
zado na fixação preenche todos os microespaços existentes entre os componen-
tes, conforme as ilustrações.
132
18
A U L A
Desmontagem de peças unidas por fixação anaeróbica
A desmontagem deve ser feita utilizando os componentes usuais, tais como
o saca-polias ou saca-rolamentos. Caso seja necessário, deve-se aplicar calor
localizado durante cinco minutos, estando a fonte de calor numa temperatura ao
redor de 200°C. O desmonte deve ser executado enquanto o conjunto estiver
quente.
Resumo
Astravasevedantesquímicossãoimportantescomponenteseauxiliaresnas
operações de manutenção que envolvem recuperação e montagem de peças de
máquinas. Esses produtos químicos promovem uma rápida e eficiente fixação,
sendo seguros, confiáveis e fáceis de aplicar. Com isto, os serviços de manuten-
ção, em termos de reparos, tornam-se melhores e mais rápidos.
Assinale X na alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Uma importante aplicação das travas químicas é:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) vedar superfícies planas, cilíndricas, côncavas e convexas;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) fixar engrenagens, polias, eixos e correias;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) impedir que parafusos, porcas ou prisioneiros se soltem;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) impedir o vazamento de gases, líquidos e sólidos particulados;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) soldar peças por meio de dilatações e aquecimentos prolongados.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Uma vantagem da vedação anaeróbica em relação a outros vedantes é sua:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) capacidade de preencher totalmente as folgas;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) necessidade de receber um aperto com um torque ideal;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) necessidade de receber um aquecimento para secar;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) capacidade de permanecer sempre no estado líquido;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) total incapacidade de ser removida depois de aplicada.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
A vedação anaeróbica substitui:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) guarnições de alumínio;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) juntas de papel;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) retentores de borracha;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) gaxetas de borracha;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) selos mecânicos.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
A folga limite para a utilização de vedação anaeróbica de superfícies
deve ser de:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) 0,50 mm;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) 0,25 cm;.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) 0,35 mm;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) 0,25 mm;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) 0,25 dm.
Exercícios
133
18
A U L A Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
A fixação anaeróbica apresenta as seguintes vantagens para a manutenção:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) usinagem perfeita e bom acabamento;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) medidas e acabamentos precisos;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) rugosidade ideal e bom acabamento;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) rapidez de aplicação e confiabilidade nos resultados;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) segurança, bom acabamento e usinagem perfeita.
134
19
A U L A
Um mecânico de manutenção, ao iniciar a
desmontagem de um conjunto mecânico, constatou a existência de uma série de
rolamentos. Examinando os rolamentos, verificou que alguns apresentavam
defeitos irremediáveis, ao passo que outros encontravam-se em boas condições
de uso. Os rolamentos defeituosos teriam de ser substituídos.
Que procedimentos o mecânico de manutenção deverá adotar para trocar
os rolamentos defeituosos sem danificar aqueles que estão em boas condições
de uso? Como evitar danos nos alojamentos dos rolamentos?
Nesta aula aprenderemos a verificar e desmontar conjuntos mecânicos
chamados mancais de rolamento.
Conceito de mancal
Mancal é um suporte de apoio de eixos e rolamentos que são elementos
girantes de máquinas.
Os mancais classificam-se em duas categorias: mancais de deslizamento e
mancais de rolamento.
Mancais de deslizamento
Mancais de deslizamento
Mancais de deslizamento
Mancais de deslizamento
Mancais de deslizamento - São concavidades nas quais as pontas de um
eixoseapóiam.Porexemplo,nafiguraseguinte,asduasconcavidadesexistentes
nos blocos onde as pontas de um eixo se apóiam são mancais de deslizamento.
Mancais de rolamento
Mancais de rolamento
Mancais de rolamento
Mancais de rolamento
Mancais de rolamento - São aqueles que compor-
tam esferas ou rolos nos quais o eixo se apóia. Quando
o eixo gira, as esferas ou rolos também giram confinados
dentro do mancal. Por exemplo, se colocarmos esferas
ou rolos inseridos entre um eixo e um bloco, conforme
figura ao lado, o eixo rolará sobre as esferas ou rolos.
Mancais de rolamento I
19
A U L A
135
19
A U L A Agora uma pergunta:
- Quando usar rolamentos de esferas ou de rolos?
Pode-se afirmar que os rolamentos de esferas são usados para cargas leves
ou médias, e os rolamentos de rolos para cargas médias ou pesadas.
Por exemplo, em bicicletas e motocicletas, que suportam cargas leves,
os cubos das rodas apresentam rolamentos de esferas. Em caminhões, que
suportam cargas pesadas, os cubos das rodas apresentam rolamentos de rolos.
Já em automóveis, que suportam cargas médias, os cubos das rodas podem
apresentar rolamentos de esferas ou de rolos.
Tipos de rolamento
Os tipos de rolamento construídos para suportar cargas atuando perpendi-
cularmente ao eixo, tais como os rolamentos dos cubos de rodas, por exemplo,
são chamados de rolamentos radiais.
rolamentos radiais.
rolamentos radiais.
rolamentos radiais.
rolamentos radiais.
Osrolamentosprojetadosparasuportarcargasqueatuamnadireçãodoeixo
são chamados de rolamentos axiais.
rolamentos axiais.
rolamentos axiais.
rolamentos axiais.
rolamentos axiais.
Um rolamento axial pode ser usado, por exemplo, para suportar o empuxo
da hélice propulsora de um navio. Muitos tipos de rolamento radiais são capazes
de suportar, também, cargas combinadas, isto é, cargas radiais e axiais.
Aplicação de rolamentos
O arranjo de rolamentos, num elemento de máquina, pode ser feito de vários
modos. É comum usar dois rolamentos espaçados a uma certa distância. Estes
rolamentospodemseralojadosnumamesmacaixaouemduascaixasseparadas,
sendo a escolha feita com base no projeto da máquina e na viabilidade de
empregar caixas menos onerosas.
136
19
A U L A
A maioria das caixas padronizadas é construída para alojar um rolamento.
Também são fabricadas caixas padronizadas para dois rolamentos, embora em
menor quantidade.
Em certos tipos de máquina, os rolamentos são montados diretamente no
corpo delas. Os redutores são um exemplo. Em tais casos, o fabricante da
máquina deve projetar e produzir tampas e porcas, bem como projetar o sistema
de vedação e de lubrificação.
Em outras aplicações, em vez do eixo girar, outros elementos de máquina
é que giram sobre ele, que se mantém estacionado. É o caso das polias ou rolos
não tracionados.
Como verificar as condições de um rolamento
Ocomportamentodorolamentopodeserverificadopelotatoepelaaudição.
Para checar o processo de giro, faz-se girar o rolamento, lentamente, com a mão.
Esse procedimento permitirá constatar se o movimento é produzido com esforço
ou não, e se ele ocorre de modo uniforme ou desigual.
Na verificação pela audição, faz-se funcionar o rolamento com um número
de rotações reduzido. Se o operador ouvir um som raspante, como um zumbido,
é porque as pistas do rolamento estão sujas; se o som ouvido for estrepitoso,
a pista apresenta danos ou descascamento; se o som ouvido for metálico,
tipo silvo, é sinal de pequena folga ou falta de lubrificação.
A verificação pelo ouvido pode ser
melhorada colocando-se um bastão ou uma
chave de fenda contra o alojamento onde se
encontra o rolamento. Encostando o ouvido
na extremidade livre do bastão ou no cabo da
chave de fenda, ou ainda utilizando um
estetoscópio eletrônico, os tipos de sonori-
dade poderão ser detectadas facilmente.
137
19
A U L A Além dos ruídos, outro fator a ser observado nos rolamentos é a temperatu-
ra. A temperatura pode ser verificada por meio de termômetros digitais, sensí-
veis aos raios infravermelhos. Outra maneira de verificar a temperatura de um
rolamento é aplicar giz sensitivo ou, simplesmente, colocar a mão no alojamento
do rolamento.
Se a temperatura estiver mais alta que o normal ou sofrer constantes
variações, isto significa que há algum problema no rolamento. O problema pode
ser:
· lubrificação deficiente;
· lubrificação em excesso;
· presença de sujeiras;
· excesso de carga;
· folga interna muito pequena;
· início de desgastes;
· rolamento “preso” axialmente;
· excesso de pressão nos retentores;
· calor proveniente de fonte externa.
Salientemos que ocorre um aumento natural na temperatura, durante
um ou dois dias, após a lubrificação correta de um rolamento.
Outros pontos que devem ser inspecionados em um rolamento são
os seguintes: vedações, nível do lubrificante e seu estado quanto à presença
de impurezas.
Inspeção de rolamentos em máquinas
A inspeção de rolamentos em máquinas deve ser efetuada com as máquinas
paradas para evitar acidentes.
A seguinte seqüência de operações deve ser feita na fase de inspeção
de um rolamento:
a)
a)
a)
a)
a) Limpar as superfícies externas e anotar a seqüência de remoção dos
componentes da máquina.
138
19
A U L A
b)
b)
b)
b)
b) Verificar o lubrificante. Vários tipos de impurezas podem ser sentidas
pelo tato, bastando esfregar uma amostra do lubrificante entre os dedos.
Uma fina camada de lubrificante espalhada nas costas da mão permitirá uma
inspeção visual.
c)
c)
c)
c)
c) Impedir que sujeira e umidade penetrem na máquina, após a remoção das
tampas e vedadores. Em caso de interrupção do trabalho, proteger a máquina,
rolamentos e assentos com papel parafinado, plástico ou material similar.
O uso de estopa é condenável, pois fiapos podem contaminar os rolamentos.
d)
d)
d)
d)
d) Lavar o rolamento exposto, onde é possível fazer uma inspeção
sem desmontá-lo. A lavagem deve ser efetuada com um pincel molhado em
querosene.
e)
e)
e)
e)
e) Secar o rolamento lavado com um pano limpo sem fiapos ou com ar
comprimido. Se for aplicado ar comprimido, cuidar para que nenhum compo-
nente do rolamento entre em rotação.
Rolamentos blindados (com duas placas de proteção ou de vedação) nunca
deverão ser lavados.
Procedimentos para desmontagem de rolamentos
Antes de iniciar a desmontagem de um rolamento recomenda-se, como
primeiro passo, marcar a posição relativa de montagem, ou seja, marcar o lado
do rolamento que está para cima e o lado que está de frente e, principalmente,
selecionar as ferramentas adequadas.
139
19
A U L A Vejamos como se faz para desmontar rolamentos com interferência no eixo,
com interferência na caixa e montados sobre buchas.
Desmontagem de rolamento com interferência no eixo
Desmontagem de rolamento com interferência no eixo
Desmontagem de rolamento com interferência no eixo
Desmontagem de rolamento com interferência no eixo
Desmontagem de rolamento com interferência no eixo
A desmontagem de rolamento com interferência no eixo é feita com um
saca-polias. As garras desta ferramenta deverão ficar apoiadas diretamente na
face do anel interno.
Quando não for possível alcançar a face do anel interno, o saca-polias deverá
ser aplicado na face do anel externo, conforme figura abaixo. Entretanto, é
importante que o anel externo seja girado durante a desmontagem. Esse cuidado
garantirá que os esforços se distribuam pelas pistas, evitando que os corpos
rolantes (esferas ou roletes) as marquem.
Na operação, o parafuso deverá ser travado ou permanecer seguro por uma
chave. As garras é que deverão ser giradas com a mão ou com o auxílio de
uma alavanca.
Na falta de um saca-polias, pode-se usar um punção de ferro ou de metal
relativamente mole, com ponta arredondada, ou uma outra ferramenta similar.
O punção deverá ser aplicado na face do anel interno. O rolamento não deverá,
em hipótese alguma, receber golpes diretos do martelo. Esse método exige
bastante cuidado, pois há riscos de danificar o rolamento e o eixo.
140
19
A U L A
Desmontagem de rolamento com interferência na caixa
Desmontagem de rolamento com interferência na caixa
Desmontagem de rolamento com interferência na caixa
Desmontagem de rolamento com interferência na caixa
Desmontagem de rolamento com interferência na caixa
Quando o rolamento possui ajuste com interferência na caixa, como em uma
roda, ele poderá ser desmontado com o auxílio de um pedaço de tubo metálico
com faces planas e livres de rebarbas. Uma das extremidades do tubo é apoiada
no anel externo, enquanto a extremidade livre recebe golpes de martelo.
Os golpes deverão ser dados ao longo de toda a extremidade livre do tubo.
Caso haja ressaltos entre os rolamentos, deve-se usar um punção de ferro
ou de metal relativamente mole, com ponta arredondada, ou ferramenta similar.
Os esforços deverão ser aplicados sempre no anel externo.
O conjunto do anel interno de um rolamento autocompensador de rolos ou
de esferas pode ser desalinhado. O desalinhamento permite o uso de um saca-
polias no anel externo.
Desmontagem de rolamentos montados sobre buchas
Desmontagem de rolamentos montados sobre buchas
Desmontagem de rolamentos montados sobre buchas
Desmontagem de rolamentos montados sobre buchas
Desmontagem de rolamentos montados sobre buchas
Os rolamentos autocompensadores de rolos ou esferas são geralmente
montados com buchas de fixação .Essas buchas apresentam a vantagem de
facilitar a montagem e a desmontagem dos rolamentos, uma vez que o assento
do eixo, com o uso dessas buchas, passa a não necessitar de uma usinagem
precisa.
141
19
A U L A A ilustração mostra, da esquerda para a direita, os seguintes elementos:
porca de fixação, arruela de trava, rolamento e bucha de fixação.
A desmontagem de rolamentos montados sobre buchas de fixação deve
ser iniciada após se marcar a posição da bucha sobre o eixo. A orelha da arruela
de trava, dobrada no rasgo da porca de fixação, deve ser endireitada,
e a porca deverá ser solta com algumas voltas.
A seguir, o rolamento deverá ser solto da bucha de fixação por meio
da martelagem no tubo metálico, conforme explicado anteriormente.
Quando a face da porca estiver inacessível, ou quando não existir um espaço
entre o anel interno e o encosto do eixo, a ferramenta deverá ser aplicada na face
do anel interno do rolamento.
Montagem de rolamentos
A montagem de rolamentos deve pautar-se nos seguintes princípios:
· escolher o método correto de montagem;
142
19
A U L A
· observar as regras de limpeza do rolamento;
· limpar o local da montagem que deverá estar seco;
· selecionar as ferramentas adequadas que deverão estar em perfeitas condi-
ções de uso;
· inspecionar cuidadosamente os componentes que posicionarão os rolamen-
tos;
· remover as rebarbas e efetuar a limpeza do eixo e encostos;
· verificar a precisão de forma e dimensões dos assentos do eixo e da caixa;
· verificar os retentores e trocar aqueles que estão danificados;
· retirar o rolamento novo - em caso de substituição - da sua embalagem
original somente na hora da montagem. A embalagem apresenta um prote-
tor antiferruginoso.
A aplicação desses princípios permite montar, corretamente, os rolamentos
com interferência no eixo e com interferência na caixa.
Montagem de rolamentos com interferência no eixo
Montagem de rolamentos com interferência no eixo
Montagem de rolamentos com interferência no eixo
Montagem de rolamentos com interferência no eixo
Montagem de rolamentos com interferência no eixo
A montagem de rolamentos com interferência no eixo segue os seguintes
passos:
· Lubrificar o assento do rolamento.
· Posicionar o rolamento sobre o eixo com o auxílio de um martelo.
Os golpes não devem ser aplicados diretamente no rolamento e sim no tubo
metálico adaptado ao anel interno.
143
19
A U L A · Usar as roscas internas ou externas, porventura existentes no eixo,
para a montagem.
· Usar prensas mecânicas ou hidráulicas para montar rolamentos
pequenos e médios.
· Aquecer os rolamentos grandes em banho de óleo numa temperatura
entre 100°C e 120° C e colocá-los rapidamente no eixo antes de esfriarem.
Se o rolamento for do tipo que apresenta lubrificação permanente, ele
não deverá ser aquecido conforme descrito anteriormente. O aquecimento
remove o lubrificante e o rolamento sofrerá danos.
Para rolamentos que apresentam lubrificação permanente, recomenda-se
esfriaroeixoondeelesserãoacoplados.Acontraçãodoeixofacilitaráacolocação
dosrolamentos;contudo,convémsalientarqueháaçosquesofremmodificações
estruturais permanentes quando resfriados.
Montagem de rolamentos com interferência na caixa
Montagem de rolamentos com interferência na caixa
Montagem de rolamentos com interferência na caixa
Montagem de rolamentos com interferência na caixa
Montagem de rolamentos com interferência na caixa
Os passos para a montagem de rolamentos com interferência na caixa,
basicamente, são os mesmos recomendados para a montagem de rolamentos
com interferência no eixo:
· Usar um pedaço de tubo metálico contra a face do anel externo após
a lubrificação das partes a serem montadas.
144
19
A U L A
· Cuidar para que o rolamento não fique desalinhado em relação à caixa.
· Utilizar uma prensa hidráulica ou mecânica.
· Aquecer a caixa para a montagem de rolamentos grandes
Assinale com X a alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Os tipos de rolamentos construídos para suportarem cargas perpendicula-
res ao eixo são conhecidos pelo nome de rolamentos:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) axiais;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) especiais;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) radiais;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) mistos;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) autocompensadores.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Quais são os procedimentos corretos na inspeção de uma máquina parada?
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Verificar o lubrificante; limpar as superfícies externas da máquina;
lavar os rolamentos expostos e secá-los com estopa.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Verificar o lubrificante; só limpar as superfícies internas das máqui-
nas; lavar os rolamentos expostos com um pincel molhado em
aguarrás e secá-los com um pano limpo.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Verificar o lubrificante; limpar as superfícies externas da máquina;
lavar os rolamentos expostos com um pincel molhado em querosene
e secá-los com um pano limpo e nunca com estopa.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Verificaraaparênciadamáquina;desmontá-latotalmente;lubrificar
todos os seus elementos e secá-los com ar comprimido.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) Verificar o estado físico do lubrificante; substituir as graxas por óleo;
limpar a máquina com flanela ou estopa; montar os conjuntos.
Exercícios
145
19
A U L A Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
A figura abaixo mostra um rolamento acoplado a um eixo.
Um dos procedimentos indicados para retirar o rolamento do eixo é:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) utilizar um saca-polias apoiado na face do anel externo, girando o
parafuso do saca-polias ou usar um punção de metal mole;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) utilizar um saca-polias apoiado no anel interno ou externo. Se o saca-
polias for colocado no anel externo, seu parafuso deverá ser travado
e suas garras giradas;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) utilizar um saca-polias apoiado na face do anel interno, girando o
parafuso do saca-polias, ou utilizar um punção de metal relativa-
mente mole e de ponta arredondada;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) utilizar um saca-polias apoiado ao eixo do rolamento, girando as
esferas em sentido anti-horário ou utilizar um punção de aço espe-
cial com ponta quadrada;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) utilizar um saca-polias apoiado em apenas um rolete do rolamento
para não danificar os outros, mantendo as pistas sem movimento.
146
20
A U L A
Examinando dez rolamentos de um conjunto
mecânico, Clóvis, um dos mecânicos de manutenção de uma empresa, constatou
que três rolamentos apresentavam corrosão, dois tinham endentações, um outro
exibia a superfície deteriorada; três outros apresentavam desgastes e o último
estava em fase adiantada de descascamento.
Quais as causas de tantas falhas? Há correções para essas falhas?
As respostas para essas perguntas serão dadas ao longo desta aula.
Falhas de rolamentos e suas causas
Cada uma das diferentes causas de falhas em rolamentos - lubrificação
inadequada ou insuficiente, manuseio grosseiro, vedadores deficientes, monta-
gens incorretas etc. - produzem falhas com características próprias.
As falhas, em estágio primário, dão origem às falhas em estágio secundário,
ou seja, aos descascamentos e trincas.
Mesmo as falhas em estágio primário podem fazer com que o rolamento
venha a ser sucateado. Por exemplo, se o rolamento apresentar vibrações,
ou excessiva folga interna ou muitos ruídos, ele estará condenado.
De um modo geral, um rolamento danificado, freqüentemente, apresenta
uma combinação de falhas em estágio primário e secundário.
Falhas em estágio primário
Falhas em estágio primário
Falhas em estágio primário
Falhas em estágio primário
Falhas em estágio primário
· desgaste;
· endentações;
· arranhamento;
· deterioração de superfície;
· corrosão;
· dano por corrente elétrica.
Falhas em estágio secundário
Falhas em estágio secundário
Falhas em estágio secundário
Falhas em estágio secundário
Falhas em estágio secundário
· descascamento;
· trincas.
Mancais
de rolamento II
20
A U L A
147
20
A U L A A ilustração abaixo resume as falhas de rolamentos.
Vamos estudar, a seguir, cada uma das falhas que podem aparecer em um
rolamento.
DESGASTE
DESGASTE
DESGASTE
DESGASTE
DESGASTE
DESGASTE
DESGASTE
DESGASTE
DESGASTE
DESGASTE CAUSADO
CAUSADO
CAUSADO
CAUSADO
CAUSADO POR
POR
POR
POR
POR LUBRIFICAÇÃO
LUBRIFICAÇÃO
LUBRIFICAÇÃO
LUBRIFICAÇÃO
LUBRIFICAÇÃO INADEQUADA
INADEQUADA
INADEQUADA
INADEQUADA
INADEQUADA
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
DESGASTE
DESGASTE
DESGASTE
DESGASTE
DESGASTE CAUSADO
CAUSADO
CAUSADO
CAUSADO
CAUSADO POR
POR
POR
POR
POR VIBRAÇÕES
VIBRAÇÕES
VIBRAÇÕES
VIBRAÇÕES
VIBRAÇÕES
Superfícies
desgastadas,
freqüentemente
espelhadas. Em
estágio avançado, as
superfícies apresen-
tam-se na cor
azulada ou na cor
marrom.
O lubrificante
tornou-se gradual-
mente escasso ou foi
perdendo suas
propriedades
lubrificantes.
Verificar se o
lubrificante está
chegando ao
rolamento.
Relubrificar mais
freqüentemente o
rolamento.
Depressões nas
pistas. Estas depres-
sões são oblongas em
rolamentos de rolos e
circulares em
rolamentos de
esferas. Elas são
brilhantes ou
oxidadas no seu
fundo.
O rolamento foi
exposto a vibrações
quando parado.
Trave o rolamento
durante o transporte
através de pré-carga
radial. Arranje uma
base que amorteça as
vibrações. Use, se
possível, rolamentos
de esferas em vez de
rolos. Empregue,
quando possível,
banho de óleo.
ENDENTAÇÕES
ENDENTAÇÕES
ENDENTAÇÕES
ENDENTAÇÕES
ENDENTAÇÕES
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
Aplicar a pressão
para montagem no
anel com ajuste
interferente.
Seguir cuidadosa-
mente as instruções
do fabricante para a
montagem de
rolamentos com furo
cônico.
Evitar sobrecargaou
usar um rolamento
com maior capacida-
de de carga estática.
Pressão inadequada
aplicada no anel
durante a montagem.
Deslocamento
excessivo em assento
cônico.
Sobrecarga enquanto
o rolamento não gira.
Endentações nas
pistas dos anéis
externo e interno,
com espaçamento
igual ao dos corpos
rolantes.
148
20
A U L A
Topo dos rolos e
faces do flange
arranhados e com
coloração diferente.
Escorregamento sob
carga axial pesada e
com lubrificação
inadequada.
Uma lubrificação
mais adequada.
Furo ou exterior do
anel machucado e
descorado.
Rotação do anel em
relação ao eixo ou à
caixa.
ARRANHAMENTO
ARRANHAMENTO
ARRANHAMENTO
ARRANHAMENTO
ARRANHAMENTO
ARRANHAMENTO
ARRANHAMENTO
ARRANHAMENTO
ARRANHAMENTO
ARRANHAMENTO DE
DE
DE
DE
DE TOPOS
TOPOS
TOPOS
TOPOS
TOPOS DE
DE
DE
DE
DE ROLOS
ROLOS
ROLOS
ROLOS
ROLOS E
E
E
E
E FLANGES
FLANGES
FLANGES
FLANGES
FLANGES DE
DE
DE
DE
DE GUIA
GUIA
GUIA
GUIA
GUIA
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
ARRANHAMENTO
ARRANHAMENTO
ARRANHAMENTO
ARRANHAMENTO
ARRANHAMENTO DE
DE
DE
DE
DE SUPERFÍCIES
SUPERFÍCIES
SUPERFÍCIES
SUPERFÍCIES
SUPERFÍCIES EXTERNAS
EXTERNAS
EXTERNAS
EXTERNAS
EXTERNAS
Escolher ajuste com
maior interferência.
CORROSÃO
CORROSÃO
CORROSÃO
CORROSÃO
CORROSÃO
FERRUGEM
FERRUGEM
FERRUGEM
FERRUGEM
FERRUGEM PROFUNDA
PROFUNDA
PROFUNDA
PROFUNDA
PROFUNDA
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORROSÃO
CORROSÃO
CORROSÃO
CORROSÃO
CORROSÃO DE
DE
DE
DE
DE CONTATO
CONTATO
CONTATO
CONTATO
CONTATO
Marcas escuras ou
acinzentadas nas
pistas, coincidindo
em geral com o
espaçamento dos
corpos rolantes.
Em estágio avança-
do, cavidades nas
pistas e outras
superfícies de
rolamento.
Presença de água,
umidade ou substân-
cia corrosiva no
rolamento por um
longo período de
tempo.
Melhorar a vedação.
Usar lubrificante
com propriedade
inibidora à corrosão.
Áreas de ferrugem
na superfície externa
do anel externo ou
no furo do anel
interno. Marca de
trabalho na pista
fortemente assinala-
da nas regiões
correspondentes à
corrosão de contato.
Ajuste muito
folgado. Assento do
eixo ou da caixa
com erros de forma.
Corrigir os
assentos.
DETERIORAÇÃO
DETERIORAÇÃO
DETERIORAÇÃO
DETERIORAÇÃO
DETERIORAÇÃO DE
DE
DE
DE
DE SUPERFÍCIE
SUPERFÍCIE
SUPERFÍCIE
SUPERFÍCIE
SUPERFÍCIE
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
Inicialmente o dano
não é visível a olho
nu. Um estágio mais
avançado é indicado
por crateras peque-
nas e rasas, com
fraturas na estrutura
cristalina.
Lubrificação inade-
quada ou insufi-
ciente.
Melhorar a
lubrificação.
149
20
A U L A DANOS
DANOS
DANOS
DANOS
DANOS CAUSADOS
CAUSADOS
CAUSADOS
CAUSADOS
CAUSADOS POR
POR
POR
POR
POR CORRENTE
CORRENTE
CORRENTE
CORRENTE
CORRENTE ELÉTRICA
ELÉTRICA
ELÉTRICA
ELÉTRICA
ELÉTRICA
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
Estrias ou ondula-
ções na cor marrom
escuro ou preto-
acinzentado.
Crateras nas pistas e
rolos. As esferas
apresentam somente
coloração escura.
As pistas dos
rolamentos de
esferas apresentam,
às vezes, queimadu-
ras em ziguezague.
As pistas e corpos
rolantes também
podem apresentar
queimaduras
localizadas.
Passagem de
corrente elétrica
através do rolamento
em rotação ou
parado.
Desviar a corrente
evitando passá-la
pelo rolamento.
Quando soldar,
escolher o “terra”
adequado para
evitar que a corrente
elétrica passe pelo
rolamento.
Descascamento
originário de dano
por corrosão.
Corrosão
profunda.
Trocar o
rolamento.
DESCASCAMENTO
DESCASCAMENTO
DESCASCAMENTO
DESCASCAMENTO
DESCASCAMENTO CAUSADO
CAUSADO
CAUSADO
CAUSADO
CAUSADO POR
POR
POR
POR
POR CORROSÃO
CORROSÃO
CORROSÃO
CORROSÃO
CORROSÃO PROFUNDA
PROFUNDA
PROFUNDA
PROFUNDA
PROFUNDA
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
TRINCAS
TRINCAS
TRINCAS
TRINCAS
TRINCAS
TRINCAS
TRINCAS
TRINCAS
TRINCAS
TRINCAS PROVOCADAS
PROVOCADAS
PROVOCADAS
PROVOCADAS
PROVOCADAS POR
POR
POR
POR
POR TRATAMENTO
TRATAMENTO
TRATAMENTO
TRATAMENTO
TRATAMENTO GROSSEIRO
GROSSEIRO
GROSSEIRO
GROSSEIRO
GROSSEIRO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO
EXEMPLO ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO
ILUSTRATIVO APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA
APARÊNCIA CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA
CAUSA CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
CORREÇÃO
Trincas ou pedaços
quebrados, geral-
mente em uma das
faces do anel do
rolamento.
Golpes com martelo
ou punção tempera-
do, diretamente no
anel, durante a
montagem do
rolamento.
Usar sempre um
punção mole e
evitar a aplicação de
golpes diretos no
rolamento.
DESCASCAMENTO: ocorre quando o rolamento atingiu o fim de sua vida
útil. Contribui para o descascamento a aplicação de cargas inadequadas,
as endentações, a ferrugem profunda, o arranhamento etc.
150
20
A U L A
Assinale com X a alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Que tipos de falhas em rolamentos são consideradas de estágio secundário?
a)
a)
a)
a)
a) ( ) dano por corrente elétrica e corrosão;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) descascamento e arranhamento;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) trincas e descascamento;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) desgaste e endentações;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) trincas e deterioração da superfície.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
A rotação do anel, em relação ao eixo ou à caixa, é causa de que tipo de falha?
a)
a)
a)
a)
a) ( ) desgaste causado por vibrações;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) endentações;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) arranhamento de topo de rolos e flanges de guia;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) arranhamento de superfícies externas;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) corrosão.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Que correção deve ser feita para evitar a deterioração das superfícies
dos rolamentos ?
a)
a)
a)
a)
a) ( ) melhorar a lubrificação;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) corrigir o assentamento;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) efetuar uma lubrificação mais adequada;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) trocar o rolamento;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) melhorar a vedação.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Examine a figura e responda.
a)
a)
a)
a)
a) Qual o tipo de desgaste?
b)
b)
b)
b)
b) Quais as causas do desgaste?
c)
c)
c)
c)
c) Qual ação corretiva deve ser empregada?
Exercícios
151
21
A U L A
21
A U L A
AsmáquinasdafábricaXanaduestavamope-
rando desde as 7 horas. Os operários encontravam-se contentes porque havia
ocorrido um aumento da produção e todos tinham evoluído profissionalmente.
O setor de manutenção da fábrica trabalhava direitinho, e naquele dia
uma máquina estava sendo observada, em serviço, pelo Oséias, um mecânico
de manutenção bastante dedicado e experiente.
Oséias observava detalhadamente os movimentos executados pelos vários
elementos mecânicos da máquina; escutava os sons por ela produzidos; exami-
nava amostras dos lubrificantes nela aplicados e constatou que um mancal de
deslizamento, no qual um eixo girante se apoiava, aquecia-se de modo irregular,
emitindo um som diferente dos demais mancais.
Como Oséias resolveu o problema? Aliás, será que os problemas apresenta-
dos pelos mancais de deslizamento são os mesmos dos mancais de rolamento?
Nesta aula, o tema da discussão enfocará os mancais de deslizamento.
Importância dos mancais em geral
O funcionamento das modernas máquinas depende, principalmente,
do funcionamento perfeito dos mancais nelas existentes. A falha dos mancais,
sejam eles de deslizamento ou de rolamento, é motivo suficiente para fazer
as máquinas pararem de funcionar, causando prejuízos para a produção.
De fato, a condição ideal para se conseguir que uma determinada máquina
ou equipamento trabalhe de acordo com suas características, implica a execução
das seguintes ações:
· cumprir fielmente as recomendações do fabricante no que diz respeito
à manutenção da máquina ou equipamento.
· inspecionar as máquinas e equipamentos para detectar os elementos
mecânicos, sujeitos aos danos, aplicando os princípios da manutenção
preventiva.
Mancais de
deslizamento
152
21
A U L A
As ações citadas permitirão que o mecânico de manutenção mantenha todos
os elementos das máquinas e equipamentos funcionando plenamente, sem
comprometer a produção da empresa. Salientemos que as ações exigem, do
mecânico de manutenção, o domínio de vários conhecimentos, habilidades e
atitudes. Salientemos, também, que quando se fala em elementos de máquinas,
está se referindo aos componentes dos conjuntos mecânicos, entre os quais,
os mancais.
Função dos mancais de deslizamento
e seus parâmetros de construção
A principal função dos mancais de deslizamento, existentes em máquinas
e equipamentos, é servir de apoio e guia para os eixos girantes.
Os mancais de deslizamento são elementos de máquinas sujeitos às forças
de atrito. Tais forças surgem devido à rotação dos eixos que exercem cargas
nos alojamentos dos mancais que os contêm.
A vida útil dos mancais de deslizamento poderá ser prolongada se alguns
parâmetros de construção forem observados:
· os materiais de construção dos mancais de deslizamento deverão ser bem
selecionados e apropriados a partir da concepção do projeto de fabricação.
O projeto de fabricação deverá prever as facilidades para os trabalhos
de manutenção e reposição, considerando as principais funções dos mancais
de deslizamento que são apoiar e guiar os eixos.
· sendo elementos de máquinas sujeitos às forças de atrito, os mancais de
deslizamento deverão apresentar um sistema de lubrificação eficiente.
Lembremos que as forças de atrito geram desgastes e calor e, no caso dos
mancais de deslizamento, opõem-se, também, ao deslocamento dos eixos.
153
21
A U L A · é importante que o projeto de construção dos mancais de deslizamento
contemple a facilidade de desmontagem e troca de equipamentos,
bem como a compatibilidade entre o dimensionamento dos mancais
com as cargas que os sujeitarão.
· na construção de mancais de deslizamento, o projeto deverá levar em conta,
além das funções próprias desses elementos, o meio ambiente no qual eles
trabalharão. Normalmente, o ambiente no qual os mancais de deslizamento
trabalham é cheio de poeira e outros resíduos ou impurezas.
Inspeção de mancais de deslizamento em máquinas operando
A inspeção de mancais de deslizamento em máquinas operando exige que
o mecânico de manutenção conheça, previamente, o programa de inspeção.
Além disso, o mecânico de manutenção deverá deter, previamente, as informa-
ções a respeito dos problemas, tais como: ruídos anormais, excesso de vibrações
e gradiente de temperatura dos mancais.
Conhecendo previamente o programa de inspeção e de posse das informa-
ções a respeito dos problemas, o mecânico de manutenção deverá selecionar as
ferramentas e os equipamentos a serem utilizados na manutenção. Após isso,
todas as uniões dos mancais terão de ser examinadas quanto aos ruídos,
aquecimento e vazamentos de lubrificante. Os eixos deverão ser inspecionados
quanto às folgas e vibrações.
Freqüência das inspeções em mancais de deslizamento
A freqüência das inspeções em mancais de deslizamento depende, princi-
palmente, das condições de trabalho que eles suportam, ou seja, da velocidade
com que os eixos giram apoiados neles, da freqüência de lubrificação, das cargas
que eles suportam e da quantidade de calor que eles geram. Essa quantidade
de calor é avaliada pela temperatura do conjunto.
154
21
A U L A
Para exemplificar a freqüência de inspeções em conjuntos que possuem
mancais de deslizamento, observe os seguintes casos:
· mancais de eixos que sustentam polias: uma vez por mês;
· mancais de cabeçotes ou caixas de engrenagens: a cada vinte dias;
· mancais de apoio pequenos: uma a cada dois meses.
É importante salientar que os períodos estipulados para as inspeções podem
variar de acordo com as condições de trabalho citadas anteriormente.
Limpeza de mancais de deslizamento
Os mancais desmontados devem ser lavados com querosene para dissolver
o lubrificante usado e eliminar as impurezas.
Após a lavagem dos mancais, eles deverão ser lubrificados com o mesmo
tipo de lubrificante anteriormente usado, desde que esse tipo não seja o causador
de algum provável dano.
No local de funcionamento dos mancais, a limpeza deve ser contínua nas
proximidades para eliminar os elementos estranhos que poderiam contaminar
o lubrificante, tais como: água, partículas metálicas, pó, abrasivos, ácidos etc.
Alinhamento de mancais de deslizamento
O alinhamento de mancais de deslizamento pode ser obtido de dois modos:
a)
a)
a)
a)
a) Colocar o eixo sobre o mancal e fazer o eixo girar para que se possa
observar as marcas provocadas pelo eixo contra o mancal. Quando os mancais
estiverem alinhados, as marcas deverão ser uniformes.
b)
b)
b)
b)
b) Comparar o alinhamento do mancal com um eixo padrão, controlando o
paralelismo com calibradores e o alinhamento horizontal com um nível de
precisão.
155
21
A U L A Controle da folga de mancais de deslizamento
Para o controle da folga de mancais de deslizamento, exige-se o
posicionamento correto do conjunto mancal e eixo. O conjunto deverá girar
livremente. O controle da folga entre o mancal e o eixo é feito com uma lâmina
calibrada verificadora de folgas. O controle da folga, quando se exige maior
precisão dimensional, pode ser efetuado com um relógio comparador.
Algumas vantagens e desvantagens dos mancais de deslizamento
O quadro a seguir mostra algumas vantagens e desvantagens dos mancais
de deslizamento.
Alinhamento e controle dos eixos
O controle e o alinhamento dos eixos visam determinar, com exatidão,
a correta posição que eles devem assumir em condições de trabalho.
Quando se fala em alinhamento de eixos, deve-se levar em consideração a
basedeapoiodasmáquinaseequipamentosqueoscontêm.Defato,asmáquinas
e equipamentos existentes nas empresas, nos setores de produção, assentam-se,
parcial ou totalmente, na maioria das vezes, em pisos concretados. O concreto
tem a capacidade de evitar ou reduzir, ao mínimo, as vibrações e deslocamentos
das máquinas e equipamentos.
O nivelamento correto contribui para que não ocorram rupturas e desgastes
desnecessários de muitos elementos das máquinas e equipamentos. Por exem-
plo, quando se instala uma bomba sobre uma base de apoio apenas cimentada,
o nivelamento adequado é difícil de ser obtido. A bomba, nessas condições, trará
problemas, mais cedo ou mais tarde.
VANTAGENS
VANTAGENS
VANTAGENS
VANTAGENS
VANTAGENS DESVANTAGENS
DESVANTAGENS
DESVANTAGENS
DESVANTAGENS
DESVANTAGENS
São simples de montar e desmontar. Produzem altas temperaturas em serviço.
Adaptam-se facilmente às circunstâncias. Provocam desgastes em buchas e eixos
devido às deficiências de lubrificação.
Apresentam formatos Provocam perda de rendimento devido ao
de construção variados. atrito.
Não permitem desalinhamentos.
Exigem constantes lubrificações.
156
21
A U L A
As figuras a seguir mostram exemplos de equipamentos que exigem
o correto alinhamento dos eixos.
O alinhamento de eixos é feito de diversas maneiras, e os instrumentos
e equipamentos utilizados na operação variam de acordo com o grau de exatidão
requerido.
As ilustrações a seguir mostram a verificação do alinhamento de eixos.
157
21
A U L A Formas construtivas e ajustes de mancais de deslizamento simples
Os mancais de deslizamento apresentam as mais diversas formas constru-
tivas. O formato desses mancais está vinculado a um determinado emprego
ou a uma determinada condição específica de trabalho.
Os tipos mais simples de mancais de deslizamento são apresentados nas
figuras seguintes. Eles não oferecem possibilidades de ajustes ou regulagens
e a manutenção é efetuada com a troca da bucha de deslizamento.
Nocasodomancalilustradoaolado,
tem-se um mancal bipartido no qual se
pode aplicar buchas inteiriças ou parti-
das. Nesse tipo de mancal, é comum
a presença de uma folga entre a capa
e a base para facilitar o ajuste do conjunto.
Nas ilustrações a seguir, temos outras formas construtivas de mancais de
deslizamento. A primeira ilustração, à esquerda, mostra a possibilidade
de deslocamento do eixo provocado pela ação de forças axiais nele atuantes.
A outra ilustração apresenta uma solução construtiva que elimina a possibilida-
de de deslocamento do eixo com a aplicação de anéis de ajuste e travamento,
colocados nas laterais do mancal.
158
21
A U L A
Em determinadas máquinas ou equipamentos que apresentam eixos longos
transmissores de torque, são empregados mancais de deslizamento associados.
Essa medida evita deformações, vibrações e outras irregularidades prejudiciais
ao bom funcionamento do sistema.
De acordo com a situação de montagem encontrada, quando se fala em
mancais de deslizamento e alinhamento de eixos, recomendam-se os seguintes
procedimentos:
· Aumentar a altura dos calços com chapas ou lâminas.
· Rebaixar o material do assento do suporte do mancal.
· Rebaixar a base de apoio do mancal ao mínimo e ajustá-lo com o rasquete.
A adoção de qualquer um dos procedimentos citados exigirá, no final,
o ajuste do mancal com rasquete; contudo, o importante é que o eixo gire
perfeitamente.
Sempre que houver mais de dois mancais num sistema, o alinhamento
deverá ser iniciado pelos mancais da extremidade e terminar nos mancais
intermediários.
159
21
A U L A Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Associe a coluna 1 com a coluna 2.
Coluna 1
Coluna 1
Coluna 1
Coluna 1
Coluna 1 Coluna 2
Coluna 2
Coluna 2
Coluna 2
Coluna 2
a)
a)
a)
a)
a) Limpeza de mancais de deslizamernto.
b)
b)
b)
b)
b) Alinhamento de eixos.
c)
c)
c)
c)
c) Desgastes de mancais e eixos.
d)
d)
d)
d)
d) Freqüência de inspeção.
e)
e)
e)
e)
e) Função dos mancais de deslizamento.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Complete as lacunas das afirmativas a seguir:
a)
a)
a)
a)
a) Oprimeiromododeserealizaroalinhamentodemancaisdedeslizamento
consiste em colocar o ...................... sobre o mancal e girá-lo. As marcas
deixadasentreassuperfíciesemcontatodevemser......................................
b)
b)
b)
b)
b) O alinhamento horizontal de mancais de deslizamento deve ser executa-
do com o auxílio de um ............................ de precisão.
c)
c)
c)
c)
c) O controle da folga existente entre um eixo e um mancal de deslizamento
deveserfeitocomumalâminacalibradaverificadoradefolgaoupormeio
de um ............................., quando se exigem maior precisão.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Cite duas vantagens e duas desvantagens apresentadas pelos mancais de
deslizamento.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Qual a vantagem de se associar mancais em eixos longos que transmitem
torque?
Exercícios
1.
1.
1.
1.
1. ( ) Velocidade, cargas
e temperatura.
2.
2.
2.
2.
2. ( ) Atrito.
3.
3.
3.
3.
3. ( ) Querosene.
4.
4.
4.
4.
4. ( ) Apoiar e guiar os eixos.
160
22
A U L A
Uma máquina em processo de manutenção
preventiva apresentava vários eixos e algumas correntes, além de mancais que
necessitavam de reparos. Entre os eixos, um cônico e um roscado exibiam
desgastes excessivos. Entre as correntes, uma de roletes e outra de elos livres
estavam chicoteando.
Como o mecânico de manutenção deverá proceder para reparar os defeitos
citados acima?
O tema desta aula trata de eixos e correntes; suas funções características;
danos típicos e como fazer a manutenção desses elementos de máquinas.
Eixos
Eixos são elementos mecânicos utilizados para articular um ou mais elemen-
tos de máquinas. Quando móveis, os eixos transmitem potência por meio
do movimento de rotação.
Constituição dos eixos
A maioria dos eixos são construídos em aço com baixo e médio teores de
carbono. Os eixos com médio teor de carbono exigem um tratamento térmico
superficial, pois estarão em contato permanente com buchas, rolamentos
e materiais de vedação.
Existem eixos fabricados com aços-liga, altamente resistentes.
Classificação dos eixos
Quanto à seção transversal, os eixos são circulares e podem ser maciços,
vazados, cônicos, roscados, ranhurados ou flexíveis.
Eixos e correntes
22
A U L A
161
22
A U L A Eixos maciços
Eixos maciços
Eixos maciços
Eixos maciços
Eixos maciços
Apresentam a seção transversal circular e maciça, com degraus ou apoios
para ajuste das peças montadas sobre eles. Suas extremidades são chanfradas
para evitar o rebarbamento e suas arestas internas são arredondadas para evitar
a concentração de esforços localizados.
Eixos vazados
Eixos vazados
Eixos vazados
Eixos vazados
Eixos vazados
São mais resistentes aos esforços de torção e flexão que os maciços. Empre-
gam-se esses eixos quando há necessidade de sistemas mais leves e resistentes,
como os motores de aviões.
Eixos cônicos
Eixos cônicos
Eixos cônicos
Eixos cônicos
Eixos cônicos
Devem ser ajustados num componente que possua furo de encaixe cônico.
A parte ajustável tem formato cônico e é firmemente fixada por meio de uma
porca. Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa.
Eixos roscados
Eixos roscados
Eixos roscados
Eixos roscados
Eixos roscados
Possuem algumas partes roscadas que podem receber porcas capazes
de prenderem outros componentes ao conjunto.
162
22
A U L A
Eixos ranhurados
Eixos ranhurados
Eixos ranhurados
Eixos ranhurados
Eixos ranhurados
Apresentam uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunfe-
rência. As ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes das peças
a serem montadas neles. Os eixos ranhurados são utilizados quando é necessário
transmitir grandes esforços.
Eixos flexíveis
Eixos flexíveis
Eixos flexíveis
Eixos flexíveis
Eixos flexíveis
Consistem em uma série de camadas de arame de aço enrolado
alternadamente em sentidos opostos e apertado fortemente. O conjunto é
protegido por meio de um tubo flexível, e a união com o motor é feita com uma
braçadeira especial munida de rosca. Os eixos flexíveis são empregados para
transmitir movimento a ferramentas portáteis que operam com grandes veloci-
dades e com esforços não muito intensos.
Desmontagem de eixos
A desmontagem de eixos é aparentemente simples e fácil, porém exige
os seguintes cuidados:
· Verificar a existência de elementos de fixação (anéis elásticos, parafusos,
pinos cônicos, pinos de posicionamento e chavetas) e retirá-los antes
de sacar o eixo.
· Verificar se existe, na face do eixo, um furo com rosca. O furo é construído
para facilitar a desmontagem do eixo por meio de um dispositivo para
sacá-lo.
· Nunca bater com martelo na face do eixo. As pancadas provocam
encabeçamento, não deixando que o eixo passe pelo mancal, além de
produzir danos no furo de centro. Danos no furo de centro impedem
posteriores usinagens, onde seria fixado à máquina (torno, retificadora
cilíndrica e fresadora) entrepontas.
163
22
A U L A
· Serealmentefornecessáriobaternoeixoparasacá-lo,recomenda-seusarum
material protetor e macio como o cobre para receber as pancadas, cuidando
para não bater nas bordas do eixo.
· Após a desmontagem, o eixo deverá ser guardado em local seguro
para não sofrer empenamentos ou outros danos, especialmente se o eixo
for muito comprido.
Montagem de eixos
A montagem de eixos exige atenção, organização e limpeza rigorosa.
Além desses fatores, os seguintes cuidados deverão ser observados:
· Efetuar limpeza absoluta do conjunto e do eixo para diminuir o desgaste
por abrasão.
· Nãopermitirapresençadenenhumarranhãonoeixoparanãocomprometer
seu funcionamento e não provocar danos no mancal.
· Colocar os retentores cuidadosamente para não provocar desgastes no eixo
e vazamentos de lubrificante.
· Não permitir a presença de nenhuma rebarba no eixo.
· Verificar se as tolerâncias das medidas do eixo estão corretas usando
paquímetro ou micrômetro.
· Pré-lubrificar todas as peças para que elas não sofram desgastes
até o instante da chegada do lubrificante quando a máquina for posta
para funcionar.
Danos típicos sofridos pelos eixos
Danos típicos sofridos pelos eixos
Danos típicos sofridos pelos eixos
Danos típicos sofridos pelos eixos
Danos típicos sofridos pelos eixos
Os eixos sofrem dois tipos de danos: quebra
quebra
quebra
quebra
quebra e desgaste
desgaste
desgaste
desgaste
desgaste.
A quebra é causada por sobrecarga ou fadiga. A sobrecarga é o resultado
de um trabalho realizado além da capacidade de resistência do eixo. A fadiga
é a perda de resistência sofrida pelo material do eixo, devido às solicitações
no decorrer do tempo.
O desgaste de um eixo é causado pelos seguintes fatores:
· engripamento do rolamento;
· óleo lubrificante contaminado;
· excesso de tensão na correia, no caso de eixos-árvore acionados por correias;
· perda de dureza por superaquecimento;
· falta de lubrificante.
Correntes
Correntes são elementos de máquinas destinadas a transmitir movimentos
e potência onde as engrenagens e correias não podem ser utilizadas.
164
22
A U L A
Tipos de corrente
Os tipos de corrente mais utilizados são: corrente de roletes, corrente de elos
livres, corrente comum ou cadeia de elos.
Corrente de roletes
Corrente de roletes
Corrente de roletes
Corrente de roletes
Corrente de roletes
A corrente de roletes é semelhante à corrente de bicicleta. Ela pode possuir
roletes eqüidistantes e roletes gêmeos, e é aplicada em transmissões quando não
são necessárias rotações muito elevadas.
Corrente de dentes
Corrente de dentes
Corrente de dentes
Corrente de dentes
Corrente de dentes
A corrente de dentes é usada para transmissões de altas rotações, superiores
às permitidas nas correntes de rolete.
Corrente de elos livres
Corrente de elos livres
Corrente de elos livres
Corrente de elos livres
Corrente de elos livres
A corrente de elos livres é uma corrente especial, usada em esteiras transpor-
tadoras. Só pode ser empregada quando os esforços forem pequenos.
Corrente comum ou cadeia de elos
Corrente comum ou cadeia de elos
Corrente comum ou cadeia de elos
Corrente comum ou cadeia de elos
Corrente comum ou cadeia de elos
A corrente comum ou cadeia de elos possui elos formados de vergalhões
redondos soldados. Esse tipo de corrente é usado para a suspensão de cargas
pesadas.
165
22
A U L A Danos típicos das correntes
Os erros de especificação, instalação ou manutenção podem fazer com que
as correntes apresentem vários defeitos. O quadro a seguir mostra os principais
defeitos apresentados pelas correntes e suas causas.
Manutenção das correntes
Para a perfeita manutenção das correntes, os seguintes cuidados deverão ser
tomados:
· lubrificar as correntes com óleo, por meio de gotas, banho ou jato;
· inverter a corrente, de vez em quando, para prolongar sua vida útil;
· nunca colocar um elo novo no meio dos gastos;
· não usar corrente nova em rodas dentadas velhas;
· para efetuar a limpeza da corrente, lavá-la com querosene;
· enxugar a corrente e mergulhá-la em óleo, deixando escorrer o excesso;
· armazenar a corrente coberta com uma camada de graxa e embrulhada em
papel;
· medir ocasionalmente o aumento do passo causado pelo desgaste de pinos
e buchas.
· medir o desgaste das rodas dentadas;
· verificar periodicamente o alinhamento.
desalinhamento; folga excessiva; falta de folga; lubrificação
inadequada; mancais soltos; desgaste excessivo da corrente ou
das rodas dentadas; passo grande demais.
rodas fora de medida; desgaste; abraço insuficiente; folga
excessiva; depósito de materiais entre os dentes da roda.
folga excessiva; carga pulsante; articulações endurecidas;
desgaste desigual.
lubrificação deficiente; corrosão; sobrecarga; depósito de
materiais nas articulações; recalcamento das quinas dos elos;
desalinhamento.
choques violentos; velocidade excessiva; depósito de materiais
nas rodas; lubrificação deficiente; corrosão; assentamento
errado da corrente sobre as rodas.
excesso de velocidade; lubrificação inadequada; atrito contra
obstruções e paredes.
vibrações; pinos mal instalados.
choques violentos; aplicação instantânea de carga; velocidade
excessiva; depósito de material nas rodas; lubrificação deficien-
te; corrosão; assentamento errado da corrente nas rodas;
material da roda inadequado para a corrente e o serviço.
Excesso de ruído
Mau assentamento
entre a corrente e as
rodas dentadas
Chicoteamento ou
vibração da corrente
Endurecimento
(engripamento da
corrente)
Quebra de pinos,
buchas ou roletes
Superaquecimento
Queda dos pinos
Quebra dos dentes das
rodas
DEFEITOS
DEFEITOS
DEFEITOS
DEFEITOS
DEFEITOS CAUSAS
CAUSAS
CAUSAS
CAUSAS
CAUSAS
166
22
A U L A
Assinale com X a alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Emmontagenscomrolamentosoumateriaisdevedação,asuperfíciedoeixo
deverá, necessariamente:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) apresentar canal de lubrificação;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) ter sofrido um tratamento térmico adequado;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) apresentar ranhuras em toda a extensão;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) ter uma camada superficial de metal não-ferroso;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) ser constituída de aço-liga.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
A finalidade do furo com rosca na face de um eixo é:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) aliviar o seu peso;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) permitir a fixação de componentes;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) facilitar sua desmontagem;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) facilitar a fixação da máquina;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) diminuir a presença das forças de atrito.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
O uso de correntes é indicado quando não é possível usar:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) óleo como lubrificante;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) engrenagens e correias;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) querosene para a limpeza;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) piso de concreto para o assentamento da máquina;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) paquímetros e micrômetros para o nivelamento.
Exercícios
167
22
A U L A Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Assinale V
V
V
V
V para as afirmativas verdadeiras e F
F
F
F
F para as falsas.
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Os eixos vazados são pouco resistentes aos esforços de torção.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Os eixos ranhurados apresentam uma série de ranhuras transver-
sais.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Eixos flexíveis são utilizados, por exemplo, em ferramentas portá-
teis.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Marteladas na face de um eixo facilitam sua entrada em mancais.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) Os eixos devem estar isentos de rebarbas na hora da montagem.
f)
f)
f)
f)
f) ( ) Trena e metro articulado são instrumentos de medida utilizados
para verificar a tolerância dimensional de eixos.
g)
g)
g)
g)
g) ( ) O desgaste de um eixo pode ser causado por falta de lubrificação.
h)
h)
h)
h)
h) ( ) A corrente comum possui elos formados de vergalhões soldados.
i)
i)
i)
i)
i) ( ) A corrente de dentes é utilizada em esteiras transportadoras.
j)
j)
j)
j)
j) ( ) Sobrecarga pode ser uma das causas do endurecimento de correntes.
l)
l)
l)
l)
l) ( ) A quebra de pinos, buchas ou roletes de correntes podem ser cau-
sadas por velocidade excessiva.
Exercícios
168
23
A U L A
Onúmero de rotações por minuto (rpm)
executado por uma furadeira de coluna não estava compatível com a necessida-
de exigida pelo trabalho. O número de rotações desenvolvido pela broca era
muito baixo e variava, apesar de Dimas, o operador, ter colocado corretamente
a correia nas polias.
Dimas chamou Ernesto, o mecânico de manutenção da empresa, mostrou a
ele o problema e Ernesto, muito experiente, abriu a tampa da caixa de proteção
das polias e correia e examinou o conjunto.
Notou, de imediato, que a correia apresenta-
va desgastes e que uma polia precisava de repa-
ros. Com Dimas observando, Ernesto resolveu o
problema, e a furadeira voltou a funcionar como
antes.
Como Ernesto resolveu o problema da cor-
reia e da polia?
Polias e correias é o tema desta aula.
Polias
Polias são elementos mecânicos circulares, com ou sem canais periféricos,
acoplados a eixos motores e movidos por máquinas e equipamentos. As polias,
para funcionar, necessitam da presença de vínculos chamados correias. Quando
em funcionamento, as polias e correias podem transferir e/ou transformar
movimentos de um ponto para outro da máquina. Sempre haverá transferência
de força.
Polias e correias I
23
A U L A
169
23
A U L A As polias são classificadas em dois grupos: planas e trapezoidais. As polias
trapezoidais são conhecidas pelo nome de polias em “V” e são as mais utilizadas
em máquinas.
A figura abaixo e a tabela a seguir dão os parâmetros dos dimensionamentos
normalizados para as polias em “V”.
de 75 a 120
de 125 a 190
acima de 200
34°
36°
38°
de 125 a 170
de 180 a 270
acima de 280
34°
36°
38°
de 200 a 350
acima de 350
36°
38°
de 300 a 450
acima de 450
de 485 a 630
acima de 630
36°
38°
36°
38°
ELEMENTOS
ELEMENTOS
ELEMENTOS
ELEMENTOS
ELEMENTOS NORMALIZADOS
NORMALIZADOS
NORMALIZADOS
NORMALIZADOS
NORMALIZADOS PARA
PARA
PARA
PARA
PARA DIMENSIONAMENTO
DIMENSIONAMENTO
DIMENSIONAMENTO
DIMENSIONAMENTO
DIMENSIONAMENTO DAS
DAS
DAS
DAS
DAS POLIAS
POLIAS
POLIAS
POLIAS
POLIAS EM
EM
EM
EM
EM “V”
“V”
“V”
“V”
“V”
MEDIDAS
MEDIDAS
MEDIDAS
MEDIDAS
MEDIDAS EM
EM
EM
EM
EM MILÍMETROS
MILÍMETROS
MILÍMETROS
MILÍMETROS
MILÍMETROS
A
A
A
A
A 9,5 15 13 3 2 13 5 5
B
B
B
B
B 11,5 19 17 3 2 17 6,5 6,25
C
C
C
C
C 15,25 25,5 22,5 4 3 22 9,5 8,25
D
D
D
D
D 22 36,5 32 6 4,5 28 12,5 11
E
E
E
E
E 27,25 44,5 38,5 8 6 33 16 13
PERFIL
PERFIL
PERFIL
PERFIL
PERFIL PADRÃO
PADRÃO
PADRÃO
PADRÃO
PADRÃO
DA
DA
DA
DA
DA CORREIA
CORREIA
CORREIA
CORREIA
CORREIA
DIÂMETRO
DIÂMETRO
DIÂMETRO
DIÂMETRO
DIÂMETRO
EXTERNO
EXTERNO
EXTERNO
EXTERNO
EXTERNO DA
DA
DA
DA
DA
POLIA
POLIA
POLIA
POLIA
POLIA (mm)
(mm)
(mm)
(mm)
(mm)
ÂNGULO
ÂNGULO
ÂNGULO
ÂNGULO
ÂNGULO
DO
DO
DO
DO
DO CANAL
CANAL
CANAL
CANAL
CANAL
T
T
T
T
T S
S
S
S
S W
W
W
W
W Y
Y
Y
Y
Y Z
Z
Z
Z
Z H
H
H
H
H K
K
K
K
K X
X
X
X
X
170
23
A U L A
Cuidados exigidos com polias em “V”
As polias, para funcionarem adequadamente, exigem os seguintes
cuidados:
· não apresentar desgastes nos canais;
· nãoapresentarasbordastrincadas,amassadas,oxidadasoucomporosidade;
· apresentar os canais livres de graxa, óleo ou tinta e corretamente
dimensionados para receber as correias.
Observe as ilustrações seguintes. À esquerda, temos uma correia correta-
mente assentada no canal da polia. Note que a correia não ultrapassa a linha
do diâmetro externo da polia nem toca no fundo do canal. À direita, por causa
do desgaste sofrido pelo canal, a correia assenta-se no fundo. Nesse último caso,
a polia deverá ser substituída para que a correia não venha a sofrer desgastes
prematuros.
A verificação do dimensionamento dos canais das polias deve ser feita com
o auxílio de um gabarito contendo o ângulo dos canais.
Alinhamento de polias
Além dos cuidados citados anteriormente,
as polias em “V” exigem alinhamento. Polias
desalinhadas danificam rapidamente as correias
e forçam os eixos aumentando o desgaste dos
mancais e os próprios eixos.
É recomendável, para fazer um bom alinha-
mento, usar uma régua paralela fazendo-a tocar
toda a superfície lateral das polias, conforme
mostra a figura.
171
23
A U L A Correias
As correias são elementos de máquinas cuja função é manter o vínculo entre
duas polias e transmitir força. As mais utilizadas são as planas e as trapezoidais.
As correias trapezoidais também são conhecidas pelo nome de correias em “V”.
Os materiais empregados na fabricação de correias são os seguintes: borra-
cha; couro; materiais fibrosos e sintéticos à base de algodão, viscose, perlon,
náilon e materiais combinados à base de couro e sintéticos.
A grande maioria das correias utilizadas em máquinas industriais são
aquelas constituídas de borracha revestida de lona. Essas correias apresentam
cordonéis vulcanizados em seu interior para suportarem as forças de tração.
Existem cinco perfis principais padronizados de correias em “V” para
máquinas industriais e três perfis, chamados fracionários, usados em eletrodo-
mésticos. Cada um deles tem seus detalhes, que podem ser vistos nos catálogos
dos fabricantes.
No caso das correias em “V”, para máquinas industriais, seus perfis, com
as suas respectivas dimensões, encontram-se ilustrados a seguir.
172
23
A U L A
As correias em “V” com perfis maiores são utilizadas para as transmissões
pesadas, e as com perfis menores para as transmissões leves. O uso de correias
com perfis menores, em transmissões pesadas, é contraproducente, pois exige
a presença de muitas correias para que a capacidade de transmissão exigida
seja alcançada.
Colocação de correias
Para colocar uma correia vinculando uma polia fixa a uma móvel, deve-se
recuar a polia móvel aproximando-a da fixa. Esse procedimento facilitará
a colocação da correia sem perigos de danificá-la.
Não se recomenda colocar correias forçando-as contra a lateral da polia ou
usar qualquer tipo de ferramenta para forçá-la a entrar nos canais da polia. Esses
procedimentos podem causar o rompimento das lonas e cordonéis das correias.
Após montar as correias nos respectivos canais das polias e, antes de
tensioná-las, deve-se girá-las manualmente para que seus lados frouxos fiquem
sempre para cima ou para baixo, pois se estiverem em lados opostos
o tensionamento posterior não será uniforme.
Tensionamento de correias
O tensionamento de correias exige a verificação dos seguintes parâmetros:
· tensão ideal: deve ser a mais baixa possível, sem que ocorra deslizamento,
mesmo com picos de carga;
· tensão baixa: provoca deslizamento e, conseqüentemente, produção de
calor excessivo nas correias, ocasionando danos prematuros;
· tensão alta: reduz a vida útil das correias e dos rolamentos dos eixos
das polias.
Na prática, para verificar se uma correia está corretamente tensionada,
bastará empurrá-la com o polegar, de modo tal que ela se flexione aproximada-
mente entre 10 mm e 20 mm conforme ilustrado a seguir.
173
23
A U L A Proteção de sistemas
Proteção de sistemas
Proteção de sistemas
Proteção de sistemas
Proteção de sistemas
Todosistemaquetrabalhacomtransmissãodecorreiasdeveserdevidamen-
te protegido para evitar acidentes. Os tipos de proteção mais adequados são
aqueles que permitem a passagem do ar para uma boa ventilação e dissipação do
calor. Aconselha-se a colocação de telas ou grades de aço para essas proteções.
Deve-se verificar periodicamente se as malhas das telas estão limpas
e se as telas não estão em contato direto com o sistema .
Adição de cargas
Um sistema de transmissão por correias deve ser calculado adequada-
mente. Quando se adiciona carga ao sistema já existente, encurta-se a vida útil
das correias, conforme comentários mostrados na ilustração.
Manutenção das correias em “V”
A primeira recomendação para a manutenção das correias em “V” é mantê-
las sempre limpas. Além disso, devem ser observados os seguintes requisitos:
· Nas primeiras 50 horas de serviço, verificar constantemente a tensão e
ajustá-la, se necessário, pois nesse período as correias sofrem maiores
esticamentos.
· Nas revisões de 100 horas, verificar a tensão, o desgaste que elas sofreram e
o desgaste das polias.
· Se uma correia do jogo romper, é preferível trabalhar com uma correia a
menos do que trocá-la por outra, até que se possa trocar todo o jogo. Não é
aconselhável usar correias novas junto às velhas. As velhas, por estarem
lasseadas, sobrecarregam as novas.
174
23
A U L A
· Jogos de correias deverão ser montados com correias de uma mesma marca.
Esse cuidado é necessário porque correias de marcas diferentes apresentam
desempenhos diferentes, variando de fabricante para fabricante.
· Tomar cuidado para que o protetor das correias nunca seja removido
enquanto a máquina estiver em operação.
· Nunca tentar remendar uma correia em “V” estragada.
Complete as lacunas das frases.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Poliassãoelementosmecânicos.............................,comousem.........................
periféricos, acoplados a eixos motores e movidos de máquinas
e equipamentos.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
As polias classificam-se em ............................... e ......................................
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
As polias trapezoidais também são conhecidas pelo nome de polias
em ......................
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
As polias não devem apresentar desgastes nos canais e nem estarem
com as ......................amassadas, ................................ ou com porosidade.
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Polias desalinhadas danificam rapidamente as........................ e forçam
os eixos, aumentando o desgaste deles.
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Assinale V
V
V
V
V para as afirmativas verdadeiras e F
F
F
F
F para as falsas.
a)
a)
a)
a)
a) ( ) A função das correias é manter o vínculo entre polias e transmitir
força.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) As correias podem ser fabricadas com plástico rígido do tipo PVC.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Ascorreiasindustriais,normalmente,sãofeitasdeborracharevestida
de lona.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Correias em “V”, com perfis maiores, são excelentes para transmis-
sões leves.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) O deslizamento de uma correia em “V”, dentro de um canal,
é causado por um baixo tensionamento da própria correia.
Exercícios
175
24
A U L A
24
A U L A
Um mecânico de manutenção foi encarrega-
do de verificar o estado das correias de três máquinas operatrizes: uma furadeira
de coluna; um torno mecânico convencional e uma plaina limadora. A correia
da furadeira estava com rachaduras, a do torno tinha as paredes laterais gastas
e a da plaina limadora apresentava vibrações excessivas.
Como o técnico solucionou os problemas? Quais as causas de tantos
problemas?
Nesta aula estudaremos os danos típicos que as correias sofrem,
suas prováveis causas e as soluções recomendadas para resolver os problemas
das correias. Estudaremos, também, as vantagens das transmissões com
correias em “V”.
Danos típicos das correias
As correias, inevitavelmente, sofrem esforços durante todo o tempo em que
estiverem operando, pois estão sujeitas às forças de atrito e de tração. As forças
de atrito geram calor e desgaste, e as forças de tração produzem alongamentos
que vão lasseando-as. Além desses dois fatores, as correias estão sujeitas às
condições do meio ambiente como umidade, poeira, resíduos, substâncias
químicas, que podem agredi-las.
Um dano típico que uma correia pode sofrer é a rachadura. As causas mais
comuns deste dano são: altas temperaturas, polias com diâmetros incompatí-
veis, deslizamento durante a transmissão, que provoca o aquecimento,
e poeira. As rachaduras reduzem a tensão das correias e, conseqüentemente,
a sua eficiência.
Polias e correias II
176
24
A U L A
Outro dano típico sofrido pelas correias é sua fragilização. As causas da
fragilização de uma correia são múltiplas, porém o excesso de calor é uma das
principais. De fato, sendo vulcanizadas, as correias industriais suportam tempe-
raturas compreendidas entre 60°C e 70°C, sem que seus materiais de construção
sejam afetados; contudo temperaturas acima desses limites diminuem sua vida
útil. Correias submetidas a temperaturas superiores a 70°C começam a apresen-
tar um aspecto pastoso e pegajoso.
Um outro dano que as correias podem apresentar são os desgastes de suas
paredes laterais. Esses desgastes indicam derrapagens constantes, e os motivos
podem ser sujeira excessiva, polias com canais irregulares ou falta de tensão nas
correias. Materiais estranhos entre a correia e a polia podem ocasionar a quebra
ou o desgaste excessivo. A contaminação por óleo também pode acelerar
a deterioração da correia.
Outros fatores podem causar danos às correias, como desalinhamento do
sistema; canais das polias gastos e vibrações excessivas. Em sistemas desali-
nhados, normalmente, as correias se viram nos canais das polias. O emprego
de polias com canais mais profundos é uma solução para minimizar o excesso
de vibrações.
Um outro fator que causa danos tanto às correias quanto às polias é o
desligamento entre esses dois elementos de máquinas. Os danos surgem nas
seguintes situações: toda vez que as correias estiverem gastas e deformadas pelo
trabalho; quando os canais das polias estiverem desgastados pelo uso e quando
o sistema apresentar correias de diferentes fabricantes.
177
24
A U L A Os danos poderão ser sanados com a eliminação do fator que estiver
prejudicando o sistema de transmissão, ou seja, as polias ou o jogo de correias.
É possível resumir os danos que as correias podem sofrer tabelando
os problemas, suas causas prováveis e soluções recomendadas.
PROBLEMAS
PROBLEMAS
PROBLEMAS
PROBLEMAS
PROBLEMAS COM
COM
COM
COM
COM CORREIAS
CORREIAS
CORREIAS
CORREIAS
CORREIAS CAUSAS
CAUSAS
CAUSAS
CAUSAS
CAUSAS SOLUÇÕES
SOLUÇÕES
SOLUÇÕES
SOLUÇÕES
SOLUÇÕES
Perda da cobertura e
inchamento.
Excesso de óleo. Lubrificar adequadamente;
limpar polias e correias.
Rachaduras Exposição ao tempo Proteger; trocar as correias
Cortes Contato forçado contra a
polia; obstrução; contato
com outros materiais.
Instalar adequadamente;
verificar o comprimento da
correia; remover obstrução.
Derrapagem na polia Tensão insuficiente; polia
movida presa.
Tensionar adequadamente;
limpar e soltar a polia presa.
Camada externa (envelope)
gasta.
Derrapagens constantes;
sujeira excessiva.
Tensionar adequadamente;
alinhar o sistema; proteger.
Envelope gasto
desigualmente.
Polias com canais irregula-
res.
Trocar as polias; limpar e
corrigir a polia.
Separação de componentes. Polia fora dos padrões;
tensão excessiva.
Redimensionar o sistema;
instalar adequadamente.
Cortes laterais. Polia fora dos padrões. Redimensionar o sistema.
Rompimento. Cargas momentâneas
excessivas; material
estranho.
Instalar adequadamente;
operar adequadamente;
proteger.
Deslizamento ou
derrapagem
Polias desalinhadas; polias
gastas; vibração excessiva.
Alinhar o sistema; trocar as
polias.
Endurecimento e rachadu-
ras prematuras.
Ambiente com altas tempe-
raturas.
Providenciar ventilação.
Correias com squeal
(chiado).
Cargas momentâneas
excessivas.
Tensionar adequadamente.
Alongamento excessivo. Polias gastas; tensão
excessiva; sistema insufici-
ente (quantidades de
correias; tamanhos).
Trocar as polias; tensionar
adequadamente; verificar se
a correia está correta em
termos de
dimensionamento.
Vibração excessiva Tensão insuficiente;
cordonéis danificados.
Tensionar adequadamente;
trocar as correias.
Correias muito longas ou
muito curtas na instalação.
Correias erradas; sistema
incorreto; esticador insufici-
ente.
Colocar correias corretas;
verificar equipamentos.
Jogo de correias malfeito na
instalação.
Polias gastas; mistura de
correias novas com velhas;
polias sem paralelismo;
correias com marcas
diferentes.
Trocar as polias; trocar as
correias; alinhar o sistema;
usar somente correias
novas; usar correias da
mesma marca.
178
24
A U L A
Vantagens das transmissões com correias em “V”
Assinale com X a alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Quais são as causas das rachaduras que podem surgir nas correias?
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Altas temperaturas, polias de diâmetros pequenos, deslizamento
na transmissão.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Baixas temperaturas, polias de diâmetros grandes, poeira e deslize
de transmissão.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Variação de velocidades, poeira, altas temperaturas.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Velocidades fixas, altas temperaturas, polias de diâmetros grandes.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) Velocidades altas, polias de diâmetros grandes, altas temperaturas.
OBSERVAÇÕES
OBSERVAÇÕES
OBSERVAÇÕES
OBSERVAÇÕES
OBSERVAÇÕES
VANTAGENS
VANTAGENS
VANTAGENS
VANTAGENS
VANTAGENS
Desembaraço do espaço Com as correias em “V”, a distância entre os
eixos pode ser tão curta quanto as polias o
permitam. As polias loucas são eliminadas
do sistema.
Baixo custo de manutenção Um equipamento acionado por correias em
“V” não requer a atenção constante do
mecânico de manutenção.
Absorvem choques Poupando a máquina, as correias em “V”
absorvem os choques produzidos por
engrenagens, êmbolos, freios etc.
São silenciosas Podem ser usadas em hospitais, auditórios,
escritórios e instalações similares, por não
possuírem emendas ou grampos e trabalha-
rem suavemente.
Não patinam facilmente Por sua forma trapezoidal, as correias em
“V” aderem perfeitamente às paredes
inclinadas das polias e asseguram velocida-
des constantes, dispensando o uso de pastas
adesivas, que sujam as máquinas e o piso.
Poupam mancais Funcionando com baixa-tensão, não trazem
sobrecargas aos mancais.
Instalação fácil As correias em “V”oferecem maior facilida-
de de instalação que as correias comuns,
podendo trabalhar sobre polias de aros
planos, quando a relação de transmissão for
igual ou superior a 1:3. Nessa condição, a
polia menor será sempre ranhurada.
Alta resistência à tração e flexão Apresentam longa durabilidade e permitem
trabalhos ininterruptos.
Permitem grandes relações de transmissão Devido à ação de cunha das correias em
“V” sobre as polias ranhuradas, uma dada
transmissão pode funcionar com pequeno
arco de contato sobre a polia menor,
permitindo alta relação de velocidades e,
em conseqüência, motores de altas rotações.
Limpeza Não necessitando de lubrificantes, como
acontece nas transmissões de engrenagens
ou correntes, as correias em “V” proporcio-
nam às instalações e máquinas o máximo
de limpeza.
Exercícios
179
24
A U L A Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Em qual faixa de temperatura as correias podem trabalhar sem sofrerem
início de deterioração?
a) ( ) 70°C a 90°C;
b) ( ) 100°C a 120°C;
c) ( ) 60°C a 70°C;
d) ( ) 60°C a 100°C;
e) ( ) 120°C a 150°C.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Relacione a segunda coluna de acordo com a primeira.
Defeitos da correias Soluções
Defeitos da correias Soluções
Defeitos da correias Soluções
Defeitos da correias Soluções
Defeitos da correias Soluções
a)
a)
a)
a)
a) Rachadura 1.
1.
1.
1.
1. ( ) Trocaraspolias;trocarascorreias;usarsomen-
b)
b)
b)
b)
b) Cortes laterais te correias novas.
c)
c)
c)
c)
c) Patinação 2.
2.
2.
2.
2. ( ) Lubrificar adequadamente.
d)
d)
d)
d)
d) Vibração excessiva 3.
3.
3.
3.
3. ( ) Remover obstrução; verificar o comprimento
e)
e)
e)
e)
e) Jogo de correias da correia.
malfeito 4.
4.
4.
4.
4. ( ) Tensionar adequadamente; alinhar o sistema;
f)
f)
f)
f)
f) Cortes proteger.
g)
g)
g)
g)
g) Envelope gasto 5.
5.
5.
5.
5. ( ) Proteger as correias ou trocá-las.
desigualmente 6.
6.
6.
6.
6. ( ) Redimensionar os sistemas.
7.
7.
7.
7.
7. ( ) Limpar e corrigir as polias ou trocá-las.
8.
8.
8.
8.
8. ( ) Tensionar adequadamente ou trocar as
correias.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Cite quatro vantagens que as correias em “V” apresentam.
180
25
A U L A
Um conjunto de engrenagens cônicas per-
tencente a uma máquina começou a apresentar ruídos estranhos. O operador da
máquina ficou atento e preocupado e, sem saber direito o que fazer, desligou a
máquina e chamou o mecânico de manutenção. Este ligou a máquina novamente
por alguns minutos e desligando-a falou para o operador:
- O óleo apresenta corpos estranhos e há alguma engrenagem com saliência
nos dentes! Vou verificar e ver o que pode ser feito.
Como o mecânico de manutenção conseguiu detectar problemas no óleo
e nos dentes de uma engrenagem? Como ele vai resolver os problemas?
Nesta aula, estudaremos a manutenção de engrenagens, além da manuten-
ção de dois outros conjuntos mecânicos importantes: os variadores de velocida-
de e os redutores de velocidade.
Variador de velocidade
O variador de velocidade é um conjunto mecânico constituído por diversos
elementos de máquinas. Sua função é permitir a variação da velocidade de
trabalho de outros elementos, sem perdas de muito tempo na troca de rotações,
desacelerações, paradas, troca de alavancas e novas acelerações.
Funcionando suavemente, sem impactos, o variador de velocidade pode ser
preparado para adaptar-se automaticamente às condições de trabalho exigidas.
Normalmente, a variação de velocidade é executada com a máquina em
movimento com baixa carga.
Tipos de variadores de velocidade
Há dois tipos principais de variadores de velocidade: os de transmissão
por correia e os de roda de fricção.
Variadores e redutores
de velocidade e
manutenção de
engrenagens
25
A U L A
181
25
A U L A Variador com transmissão por correia
Variador com transmissão por correia
Variador com transmissão por correia
Variador com transmissão por correia
Variador com transmissão por correia - A mudança gradual da rotação na
transmissão por correia obtém-se variando o diâmetro de contato da correia com
as polias. As distâncias entre eixos podem permanecer variáveis ou fixas,
conforme ilustrações.
Variador por roda de fricção
Variador por roda de fricção
Variador por roda de fricção
Variador por roda de fricção
Variador por roda de fricção - Transmite o momento de giro por fricção
entre duas árvores paralelas ou que se cruzam a distâncias relativamente curtas.
Esse mecanismo pode ser construído de várias formas, mostradas a seguir:
182
25
A U L A
Redutor de velocidade
É conhecido por redutor o conjunto de coroa e parafuso com rosca sem-fim
ou de engrenagens acondicionado em uma carcaça com sistema de lubrificação
e destinado a reduzir a velocidade.
Manutenção de variadores e redutores de velocidade
Além dos cuidados com rolamentos, eixos, árvores e outros elementos
específicos, a manutenção dos variadores de velocidade exige os seguintes
cuidados:
· Alinhamento e nivelamento adequados.
· Lubrificação correta.
· Inspeções periódicas, com especial atenção aos mancais.
· Verificação dos elementos sujeitos ao atrito.
· Verificação dos elementos de ligação em geral.
Quanto aos redutores de velocidade, especialmente os de engrenagens,
os principais cuidados na manutenção são os seguintes:
· Na desmontagem, iniciar pelo eixo de alta rotação e terminar pelo de baixa
rotação.
· Na substituição de eixo e pinhão, considerar ambos como uma unidade, isto
é, se um ou outro estiver gasto, substituir ambos.
· Coroas e pinhões cônicos são lapidados aos pares e devem ser substituídos
aos pares, nas mesmas condições. Os fabricantes marcam os conjuntos aos
pares e, geralmente, indicam suas posições de colocação que devem ser
respeitadas.
· Medirafolgaentreosdentesparaqueestejadeacordocomasespecificações.
· Proteger os lábios dos retentores dos cantos agudos dos rasgos de chaveta
por meio de papel envolvido no eixo. Não dilatar os lábios dos retentores
mais que 0,8 mm no diâmetro.
Manutenção de engrenagens
Quando se fala em variadores e redutores de velocidade, não se pode
esquecer de um elemento fundamental desses conjuntos: a engrenagem.
Esse elemento de máquina exige uma atenção particular para o bom funcio-
namento dos sistemas.
Os conjuntos engrenados exigem os seguintes cuidados:
· Reversões de rotação e partidas bruscas sob carga devem ser evitadas.
· A lubrificação deve eliminar a possibilidade de trabalho a seco.
· A lubrificação deve atingir toda a superfície dos dentes.
183
25
A U L A · A lubrificação deve ser mantida no nível. O excesso de óleo provoca o efeito
de turbina que, por sua vez, produz superaquecimento.
· Usar óleo lubrificante correto.
· A pré-carga dos rolamentos ou a folga dos mancais devem ser mantidas
dentro dos limites recomendados. Essa medida evitará o desalinhamento
dos eixos. Eixos desalinhados provocam o aparecimento de carga no canto
dos dentes e suas possíveis quebras.
· O desgaste dos eixos e dos entalhes dos dentes das engrenagens não deve
exceder os limites de ajuste. Se esses limites forem excedidos, ocorrerão
batidas devido ao atraso, recalcando os entalhes. Ocorrerá desalinhamento,
além de efeitos nocivos sobre os flancos dos dentes da engrenagem.
· Depósitos sólidos, do fundo da caixa de engrenagens, devem ser removidos
antes de entrar em circulação.
Defeitos mais freqüentes em engrenagens
Os defeitos mais freqüentes em engrenagens estão descritos a seguir.
Desgaste por interferência
Desgaste por interferência
Desgaste por interferência
Desgaste por interferência
Desgaste por interferência
É provocado por um contato inadequado entre engrenagens, em que a carga
totalestáconcentradasobreoflancoimpulsor,eapontadodentedaengrenagem
impulsionada.
Desgaste abrasivo
Desgaste abrasivo
Desgaste abrasivo
Desgaste abrasivo
Desgaste abrasivo
É provocado pela presença de impurezas ou corpos estranhos que se
interpõem entre as faces de contato. As impurezas ou corpos estranhos podem
estar localizados no óleo usado nas engrenagens.
Quebra por fadiga
Quebra por fadiga
Quebra por fadiga
Quebra por fadiga
Quebra por fadiga
Começa geralmente com uma trinca do lado da carga, num ponto de
concentração de tensões próximo da base do dente, e termina com quebra total
no sentido longitudinal ou diagonal, para cima.
184
25
A U L A
O desalinhamento na montagem ou em serviço pode favorecer o surgimento
de trincas.
Quebra por sobrecarga
Quebra por sobrecarga
Quebra por sobrecarga
Quebra por sobrecarga
Quebra por sobrecarga
Resulta de sobrecarga estática, choques ou problemas de tratamentos
térmicos. Geralmente, do lado da compressão do dente surge uma lombada
cuja altura diminui de acordo com o tempo que o dente leva para se quebrar.
É interessante salientar que a trinca em um dente sobrecarregado não mostra
sinais de progresso.
A sobrecarga pode, também, ser causada pela penetração de um corpo
estranho entre os dentes, ou pelo desalinhamento devido ao desgaste ou folga
excessiva nos mancais.
Trincas superficiais
Trincas superficiais
Trincas superficiais
Trincas superficiais
Trincas superficiais
Ocorrem nas engrenagens cementadas e caracterizam-se por cisalhamento
do material. São causadas pelo emperramento momentâneo e deslizamento
conseqüente. Emperramento e deslizamento são provocados por vibrações,
excesso de carga ou lubrificação deficiente. As trincas superficiais, se não
sofrerem progressão, não causam maiores problemas.
Desgaste por sobrecarga
Desgaste por sobrecarga
Desgaste por sobrecarga
Desgaste por sobrecarga
Desgaste por sobrecarga
É caracterizado pela perda de material sem a presença de abrasivos no óleo.
Ocorre geralmente em velocidades baixas e com cargas muito altas.
185
25
A U L A Lascamento
Lascamento
Lascamento
Lascamento
Lascamento
Os dentes temperados soltam lascas, devido a falhas abaixo da superfície
originadas durante o tratamento térmico. Essas lascas podem cobrir uma área
considerável do dente, como se fosse uma só mancha.
Laminação ou cilindramento
Laminação ou cilindramento
Laminação ou cilindramento
Laminação ou cilindramento
Laminação ou cilindramento
É caracterizada pela deformação do perfil do dente. Essa deformação
pode se apresentar como arredondamentos ou saliências nas arestas dos dentes.
Essas saliências são mais altas de um lado que do outro.
A laminação ou cilindramento também pode apresentar-se como depressão
no flanco da engrenagem motora e uma lombada próxima da linha do diâmetro
primitivo da engrenagem movida. É causada pelo impacto sofrido pela engrena-
gem, devido à ação de rolar e deslizar sob carga pesada.
Sintomas mais comuns de defeitos em engrenagens
Baseado em alguns sintomas simples de serem observados, o operador da
máquinaouequipamentopoderáfazerousolicitarumamanutençãopreventiva,
evitando, assim, a manutenção corretiva.
Os sintomas mais simples ou comuns de defeitos em engrenagens são
os seguintes:
Uivo
Uivo
Uivo
Uivo
Uivo
Normalmente aparece nas rotações muito altas e quando não existe folga
suficiente entre as engrenagens ou quando elas estão desalinhadas, com excen-
tricidade ou ovalização.
Tinido
Tinido
Tinido
Tinido
Tinido
Pode ser provocado por alguma saliência nos dentes, por alguma batida
ou pela passagem de um corpo duro e estranho entre os dentes.
Matraqueamento
Matraqueamento
Matraqueamento
Matraqueamento
Matraqueamento
É causado pela folga excessiva entre os dentes (distância entre centros)
ou, às vezes, pelo desalinhamento entre duas engrenagens.
186
25
A U L A
Chiado
Chiado
Chiado
Chiado
Chiado
Normalmente ocorre em caixa de engrenagens quando a expansão térmica
dos eixos e componentes elimina a folga nos mancais ou nos encostos.
Limalha no óleo
Limalha no óleo
Limalha no óleo
Limalha no óleo
Limalha no óleo
Se aparecer em pequena quantidade durante as primeiras 50 horas de
serviço, trata-se, provavelmente, de amaciamento. Caso a limalha continue
aparecendo após o amaciamento, significa a ocorrência de algum dano que pode
serprovocadoporumaengrenagemnovanomeiodasvelhasou,então,emprego
de material inadequado na construção das engrenagens.
Superaquecimento
Superaquecimento
Superaquecimento
Superaquecimento
Superaquecimento
Pode ser causado por sobrecarga, excesso de velocidade, defeito de refrige-
ração ou de lubrificação. Se a circulação do óleo estiver excessiva, pode, ainda,
ocorrer o fenômeno da freagem hidráulica com perda de potência do sistema.
Os desalinhamentos e folga insuficiente entre os dentes também geram supera-
quecimento.
Vibração
Vibração
Vibração
Vibração
Vibração
Podesercausadaporempenamentodoseixosouporfaltadebalanceamento
dinâmico nas engrenagens de alta rotação ou, ainda, por desgaste desigual nas
engrenagens.
A vibração pode ser causada, também, pelos seguintes fatores: erro de
fabricação; mau nivelamento da máquina no piso; fundação defeituosa; sobre-
carga com torção dos eixos e perda de ajuste dos mancais.
Montagem e desmontagem de engrenagens
em conjuntos mecânicos
Os seguintes cuidados deverão ser observados para se obter um melhor
aproveitamento e um melhor desempenho das engrenagens em conjuntos
mecânicos:
· Antes de começar a retirar as engrenagens, verificar como estão fixadas
no eixo e se estão montadas com interferência ou não.
· Não usar martelo para retirar as engrenagens do eixo para evitar danos aos
dentes. Utilizar um saca-polias ou uma prensa hidráulica. Se não se dispuser
de um saca-polias ou de uma prensa hidráulica, bater cuidadosamente com
um tarugo de material metálico macio.
· Caso o conjunto mecânico não possua catálogo ou manual, verificar a posição
ocupada pela engrenagem na montagem, fazendo marcações ou croqui.
Isso evitará erros quando o conjunto tiver de ser montado novamente .
· As engrenagens devem sempre ser acondicionadas na vertical e não
empilhadas umas sobre as outras. Essa medida evitará danos aos dentes.
· Na montagem deve ser observada a posição original de cada elemento.
· Evitar pancadas quando estiver montando, para não danificar os dentes das
engrenagens.
· Fazer uma pré-lubrificação nas engrenagens durante a montagem.
Essa medida evitará danos posteriores às engrenagens, que só receberão
lubrificação total depois de um certo tempo de funcionamento.
187
25
A U L A · Fazer um acompanhamento nas primeiras 50 horas de trabalho para verifi-
car o funcionamento e amaciamento das engrenagens novas.
Assinale com X a alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
O redutor de velocidade é um conjunto de:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) engrenagens cônicas;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) coroa e parafuso com rosca sem-fim;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) engrenagens de dentes retos;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) engrenagens cônicas e sem-fim;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) roscas sem-fim.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
A desmontagem de um redutor de velocidade deve ser iniciada a partir do:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) eixo de alta rotação;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) eixo de baixa rotação;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) sistema de engrenagens;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) sistema de rolamentos;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) mancal de deslizamento.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Um sistema possui engrenagens e pinhões. Se um desses elementos estiver
gasto recomenda-se substituir:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) apenas as engrenagens;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) apenas os pinhões;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) o elemento que estiver mais gasto;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) ambos os elementos;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) a máquina nas quais eles se encontram.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
A sobrecarga de trabalho, o excesso de velocidade, a falta de refrigeração e
de lubrificação em engrenagens sinalizam o seguinte sintoma de defeito:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) vibração;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) chiado;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) limalha no óleo;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) matraqueamento;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) superaquecimento.
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Examine a figura que mostra dois dentes de uma engrenagem e assinale o
tipo de defeito apresentado.
a)
a)
a)
a)
a) ( ) desgaste abrasivo;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) quebra por fadiga;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) trincas superficiais;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) lascamento;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) cilindramento.
Exercícios
188
26
A U L A
Oóleo de mamona produzido numa indús-
tria química começou a vazar na união de uma tubulação. O mecânico de
manutenção bloqueou a tubulação e foi examiná-la. Constatou que a junta usada
como vedante estava deteriorada. Observando o desenho do projeto da instala-
ção da planta, verificou que havia um erro de especificação, ou seja, o projetista
havia especificado um vedante de material não adequado em vez de ter especi-
ficado um vedante inerte à ação do óleo.
Quetipodevedanteomecânicoutilizouparasuportaraaçãodoóleo?Afinal
de contas, o que são vedantes?
Respostas para essas e outras questões envolvendo selos de vedação serão
dadas ao longo desta aula.
Conceito de vedação
Vedação é o processo usado para impedir a passagem, de maneira estática ou
dinâmica, de líquidos, gases e sólidos particulados (pó) de um meio para outro.
Por exemplo, consideremos uma garrafa de refrigerante lacrada. A tampi-
nha em si não é capaz de vedar a garrafa. É necessário um elemento contraposto
entre a tampinha e a garrafa de refrigerante impedindo a passagem do refrige-
rante para o exterior e não permitindo que substâncias existentes no exterior
entrem na garrafa.
Os elementos de vedação atuam de maneira diversificada e são específicos
para cada tipo de atuação. Exemplos: tampas, bombas, eixos, cabeçotes de
motores, válvulas etc.
É importante que o material do vedador seja compatível com o produto a ser
vedado, para que não ocorra uma reação química entre eles. Se houver reação
química entre o vedador e o produto a ser vedado, poderá ocorrer vazamento e
contaminação do produto. Um vazamento, em termos industriais, pode parar
uma máquina e causar contaminações do produto que, conseqüentemente,
deixará de ser comercializado, resultando em prejuízo à empresa.
Sistemas de vedação I
26
A U L A
189
26
A U L A Elementos de vedação
Os materiais usados como elementos de vedação são: juntas de borracha,
papelão,velumóide,anéisdeborrachaoumetálicos,juntasmetálicas,retentores,
gaxetas, selos mecânicos etc.
Juntas de borracha
Juntas de borracha
Juntas de borracha
Juntas de borracha
Juntas de borracha
São vedações empregadas em partes estáticas, muito usadas em equipamen-
tos,flangesetc.Podemserfabricadascommateriaisemformademantaeteruma
camada interna de lona (borracha lonada) ou materiais com outro formato.
Anéis de borracha (ring)
Anéis de borracha (ring)
Anéis de borracha (ring)
Anéis de borracha (ring)
Anéis de borracha (ring)
São vedadores usados em partes estáticas ou dinâmicas de máquinas ou
equipamentos. Estes vedadores podem ser comprados nas dimensões e perfis
padronizadosouconfeccionadoscolando-se,comadesivoapropriado,aspontas
deumfiodeborrachacomsecçãoredonda,quadradaouretangular.Avantagem
doanelpadronizadoéquenelenãoexistealinhadecolagem,quepodeocasionar
vazamento. Os anéis de borracha ou anéis da linha ring são bastante utilizados
em vedações dinâmicas de cilindros hidráulicos e pneumáticos que operam
à baixa velocidade.
Juntas de papelão
Juntas de papelão
Juntas de papelão
Juntas de papelão
Juntas de papelão
Sãoempregadasempartesestáticasdemáquinasouequipamentoscomo,por
exemplo, nas tampas de caixas de engrenagens. Esse tipo de junta pode ser
comprada pronta ou confeccionada conforme o formato da peça que vai utilizá-la.
Juntas metálicas
Juntas metálicas
Juntas metálicas
Juntas metálicas
Juntas metálicas
São destinadas à vedação de equipamentos que operam com altas pressões
e altas temperaturas. São geralmente fabricadas em aço de baixo teor de carbono,
em alumínio, cobre ou chumbo. São normalmente aplicadas em flanges de
grande aperto ou de aperto limitado.
Juntas de teflon
Juntas de teflon
Juntas de teflon
Juntas de teflon
Juntas de teflon
Material empregado na vedação de produtos como óleo, ar e água. As juntas
de teflon suportam temperaturas de até 260°C.
Juntas de amianto
Juntas de amianto
Juntas de amianto
Juntas de amianto
Juntas de amianto
Material empregado na vedação de fornos e outros equipamentos. O amian-
to suporta elevadas temperaturas e ataques químicos de muitos produtos
corrosivos.
Juntas de cortiça
Juntas de cortiça
Juntas de cortiça
Juntas de cortiça
Juntas de cortiça
Material empregado em vedações estáticas de produtos como óleo, ar e água
submetidos a baixas pressões. As juntas de cortiça são muito utilizadas nas
vedações de tampas de cárter, em caixas de engrenagens etc.
Retentores
O vedador de lábio, também conhecido pelo nome de retentor, é composto
essencialmente por uma membrana elastomérica em forma de lábio e uma parte
estrutural metálica semelhante a uma mola que permite sua fixação na posição
correta de trabalho.
190
26
A U L A
A função primordial de um retentor é reter óleo, graxa e outros produtos que
devem ser mantidos no interior de uma máquina ou equipamento.
O retentor é sempre aplicado entre duas peças que executam movimentos
relativos entre si, suportando variações de temperatura.
A figura a seguir mostra um retentor entre um mancal e um eixo.
Elementos de um retentor básico
Os elementos de um retentor básico encontram-se a seguir. Acompanhe as
legendas pela ilustração.
Tipos de perfis de retentores
As figuras seguintes mostram os tipos de perfis mais
usuais de retentores.
Como foi visto, a vedação por retentores se dá atra-
vés da interferência do lábio sobre o eixo. Esta condição
de trabalho provoca atrito e a conseqüente geração
de calor na área de contato, o que tende a causar
a degeneração do material do retentor, levando o lábio
de vedação ao desgaste. Em muitas ocasiões provoca
o desgaste no eixo na região de contato com o retentor.
1. membrana elastomérica ou lábio
1a - ângulo de ar
1b - aresta de vedação
1c - ângulo de óleo
1d - região de cobertura da mola
1e - alojamento da mola
1f - região interna do lábio
1g - região do engaste do lábio
2. mola de tração
3. região interna do vedador,
eventualmente recoberta por
material elastomérico
4. anel de reforço metálico ou
carcaça
5. cobertura externa elastomérica
5a - borda
5b - chanfro da borda
5c - superfície cilíndrica externa
ou diâmetro externo
5d - chanfro das costas
5e - costas
191
26
A U L A A diminuição do atrito é conseguida com a escolha correta do material
elastomérico.
A tabela a seguir mostra quatro tipos de elastômeros e suas recomendações
genéricas de uso diante de diferentes fluidos e graxas, bem como os limites
de temperatura que eles podem suportar em trabalho.
Recomendações para a aplicação dos retentores
Para que um retentor trabalhe de modo eficiente e tenha uma boa durabili-
dade, a superfície do eixo e o lábio do retentor deverão atender aos seguintes
parâmetros:
· Oacabamentodasuperfíciedoeixodeveserobtidoporretificação,seguindo
os padrões de qualidade exigidos pelo projeto.
· A superfície de trabalho do lábio do retentor deverá ser isenta de sinais
de batidas, sulcos, trincas, falhas de material, deformação e oxidação.
· A dureza do eixo, no local de trabalho do lábio do retentor, deverá estar
acima de 28 HRC.
Condições de armazenagem dos retentores
Durante o período de armazenamento, os retentores deverão ser mantidos
nas próprias embalagens. A temperatura ambiente deverá permanecer entre
10°C e 40°C. Manipulações desnecessárias deverão ser evitadas para preservar
os retentores de danos e deformações acidentais. Cuidados especiais precisam
ser observados quanto aos lábios dos retentores, especialmente quando eles
tiverem que ser retirados das embalagens.
NBR
ACM
MVQ
FPM
Nitrílica
Poliacrílica
Silicone
Fluorelas-
tômero
- 35
- 15
- 50
- 30
110
130
150
150
110
120
-
150
100
-
-
125
LIMITES DE TEMPERATURA MÁXIMA DE TRABALHO (º
º
º
º
ºC)
TIPO
DE
BORRACHA
LIMITES
DE
TEMPERATURA
MÍNIMA
DE
TRABALHO
(º
º
º
º
º
C
)
ÓLEOS
PARA
MOTOR
ÓLEOS
PARA
CAIXA
DE
MUDANÇAS
ÓLEOS
HIPÓIDES
ÓLEOS
PARA
TRANSMISSÃO
AUTOMÁTICA
(
A
.
T
.
F
.)
GRAXA
GASOLINA
+
ÓLEO
MOTOR
2
T
ÁLCOOL
+
ADITIVOS
APLICAÇÕES GERAIS
Material normalmente utilizado para máquinas
e equipamentos industriais. Muito utilizado na
indústria automotiva para aplicações gerais.
Material largamente utilizado para motores
e transmissões na indústria automobilística.
Material usualmente empregado em motores
de elevado desempenho e em conversores
de torque de transmissões automáticas.
Material empregado em motores e
transmissões altamente solicitados.
110
120
-
150
120
130
130
150
100
-
-
125
90
-
-
-
CÓDIGO
DO
ELASTÔMERO
DE
ACORDO
COM
AS
NORMAS
ISO
1629
E
DIN
3761
192
26
A U L A
Pré-lubrificação dos retentores
Recomenda-se pré-lubrificar os retentores na hora da montagem.
A pré-lubrificação favorece uma instalação perfeita do retentor no alojamento
e mantém uma lubrificação inicial no lábio durante os primeiros giros do eixo.
O fluido a ser utilizado na pré-lubrificação deverá ser o mesmo fluido a ser
utilizado no sistema, e é preciso que esteja isento de contaminações.
Cuidados na montagem do retentor no alojamento
· A montagem do retentor no alojamento deverá ser efetuada com o auxílio de
prensa mecânica, hidráulica e um dispositivo que garanta o perfeito
esquadrejamento do retentor dentro do alojamento.
· A superfície de apoio do dispositivo e o retentor deverão ter diâmetros
próximosparaqueoretentornãovenhaasofrerdanosduranteaprensagem.
· O dispositivo não poderá, de forma alguma, danificar o lábio de vedação do
retentor.
Montagem do retentor no eixo
Os cantos do eixo devem ter chanfros entre 15° e 25° para facilitar a entrada
do retentor. Não sendo possível chanfrar ou arredondar os cantos, ou o retentor
ter de passar obrigatoriamente por regiões com roscas, ranhuras, entalhes ou
outras irregularidades, recomenda-se o uso de uma luva de proteção para o
lábio. O diâmetro da luva deverá ser compatível, de forma tal que o lábio não
venha a sofrer deformações.
Cuidados na substituição do retentor
· Sempre que houver desmontagem do conjunto que implique desmontagem
do retentor ou do seu eixo de trabalho, recomenda-se substituir o retentor
por um novo.
· Quando um retentor for trocado, mantendo-se o eixo, o lábio do novo
retentor não deverá trabalhar no sulco deixado pelo retentor velho.
· Riscos, sulcos, rebarbas, oxidação e elementos estranhos devem ser evitados
para não danificar o retentor ou acarretar vazamento.
· Muitas vezes, por imperfeições no alojamento, usam-se adesivos (colas)
para garantir a estanqueidade entre o alojamento e o retentor. Nessa situa-
ção,deve-secuidarparaqueoadesivonãoatinjaolábiodoretentor,poisisso
comprometeria seu desempenho.
193
26
A U L A Análise de falhas e prováveis causas de vazamentos
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Assinale V
V
V
V
V para as afirmativas verdadeiras e F
F
F
F
F para as falsas.
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Avedaçãosóimpedeapassagemdelíquidosdeummeioparaoutro.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) O material de um vedador deve ser compatível com o produto a ser
vedado.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) Juntas de borracha; anéis de borracha; juntas de amianto e de teflon
são exemplos de elementos de vedação.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Em tampas de cárter utilizam-se juntas de cortiça como material
de vedação.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) Juntas de papelão são vedadores que podem operar em ambientes
de alta pressão e temperatura.
f)
f)
f)
f)
f) ( ) Os retentores também são conhecidos por vedadores de boca.
Assinale X na alternativa correta.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Juntas de papelão são empregadas nas:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) vedações de fornos;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) vedações de equipamentos de alta pressão e temperatura;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) partes estáticas de máquinas ou equipamentos;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) partes rotativas de máquinas;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) engrenagens cilíndricas e mancais de deslizamento.
FALHAS
FALHAS
FALHAS
FALHAS
FALHAS PROVÁVEIS
PROVÁVEIS
PROVÁVEIS
PROVÁVEIS
PROVÁVEIS CAUSAS
CAUSAS
CAUSAS
CAUSAS
CAUSAS DE
DE
DE
DE
DE VAZAMENTOS
VAZAMENTOS
VAZAMENTOS
VAZAMENTOS
VAZAMENTOS
Lábio do retentor apresenta-se
cortado ou com arrancamento
de material.
armazenagem descuidada; má preparação do eixo; falha
na limpeza; falta de proteção do lábio na montagem.
Lábio apresenta-se com
desgaste excessivo e uniforme.
superfície do eixo mal-acabada; falta de pré-lubrificação
antes da montagem; uso de lubrificante não recomenda-
do; diâmetro do eixo acima do especificado; rugosidade
elevada.
Lábio com desgaste excessi-
vo, concentrado em alguma
parte do perímetro.
montagem desalinhada ou excêntrica (alojamento/eixo);
deformação nas costas do retentor por uso de ferramenta
inadequada na montagem; retentor inclinado no aloja-
mento.
Eixo apresenta desgaste
excessivo na pista de traba-
lho do lábio.
presença de partículas abrasivas; dureza do eixo abaixo
do recomendado.
Eixo apresenta-se com
marcas de oxidação na área
de trabalho do retentor.
falta de boa proteção contra oxidação durante a armaze-
nagem e manipulação do eixo.
Lábio endurecido e com
rachaduras na área de
contato com o eixo.
superaquecimento por trabalhos em temperaturas acima
dos limites normais; lubrificação inadequada (lubrifica-
ção não recomendada); nível abaixo do recomendado.
Retentor apresenta-se com
deformações ou distorções no
diâmetro, ou apresenta-se
inclinado no alojamento.
diâmetro do alojamento com medidas abaixo do especifi-
cado; chanfro de entrada irregular com rebarbas ou
defeitos; instalação com ferramenta inadequada.
Exercícios
194
26
A U L A
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Um tipo de junta que pode ser usada na vedação de equipamento que opera
sob altas pressões e elevadas temperaturas é a de:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) cortiça;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) papelão;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) teflon;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) cobre;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) amianto.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
A principal função de um retentor é:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) evitar a folga no eixo;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) melhorar as condições de rotação do eixo;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) impedir a lubrificação de um eixo;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) estabilizar a temperatura de trabalho e eliminar o atrito;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) reter óleo, graxa e outros fluidos no interior da máquina.
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
A montagem de um retentor num alojamento pode ser feita com o auxílio de:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) um saca-pinos e um martelo;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) uma prensa mecânica, hidráulica ou um outro dispositivo adequado;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) um dispositivo qualquer e um martelo ou saca-pinos;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) umachavedefenda,ummartelo,umpunçãodebicoeumatalhadeira;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) uma chave de fenda, uma marreta, uma talhadeira e um pé-de-cabra.
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Um eixo apresenta desgaste excessivo na pista de trabalho do lábio de um
retentor. Uma provável causa desse desgaste excessivo deve-se a:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) oxidação do eixo;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) má preparação do eixo;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) armazenagem descuidada do retentor;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) presença de partículas abrasivas;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) falta de pré-lubrificação antes da montagem.
195
27
A U L A
27
A U L A
Ao examinar uma válvula de retenção,
um mecânico de manutenção percebeu que ela apresentava vazamento.
Qual a causa desse vazamento?
Ao verificar um selo mecânico de uma bomba de submersão, o mesmo
mecânico de manutenção notou que o selo apresentava desgastes consideráveis.
O que fazer nesse caso?
Respostas para essas questões serão dadas ao longo desta aula.
Gaxetas
Gaxetas são elementos mecânicos utilizados para vedar a passagem de um
fluxo de fluido de um local para outro, de forma total ou parcial. Os materiais
usados na fabricação de gaxetas são: algodão, juta, asbesto (amianto), náilon,
teflon, borracha, alumínio, latão e cobre. A esses materiais são aglutinados
outros, tais como: óleo, sebo, graxa, silicone, grafite, mica etc.
A função desses outros materiais que são aglutinados às gaxetas é torná-las
autolubrificadas.
Em algumas situações, o fluxo de fluido não deve ser totalmente vedado,
pois é necessária uma passagem mínima de fluido com a finalidade de auxiliar
a lubrificação entre o eixo rotativo e a própria gaxeta. A este tipo de trabalho
dá-se o nome de restringimento
restringimento
restringimento
restringimento
restringimento.
O restringimento é aplicado, por exemplo, quando se trabalha com bomba
centrífuga de alta velocidade. Nesse tipo de bomba, o calor gerado pelo atrito
entre a gaxeta e o eixo rotativo é muito elevado e, sendo elevado, exige uma saída
controlada de fluido para minimizar o provável desgaste.
A caixa de gaxeta mais simples apresenta um cilindro oco onde ficam
alojados vários anéis de gaxeta, pressionados por uma peça chamada
sobreposta
sobreposta
sobreposta
sobreposta
sobreposta. A função dessa peça é manter a gaxeta alojada entre a caixa e o eixo,
sob pressão conveniente para o trabalho.
Sistemas de vedação II
196
27
A U L A
A seguir mostramos gaxetas alojadas entre um eixo e um mancal e a
sobreposta.
As gaxetas são fabricadas em forma de cordas para serem recortadas
ou em anéis já prontos para a montagem.
As figuras seguintes mostram gaxetas em forma de corda, anéis e algumas
de suas aplicações.
197
27
A U L A Seleção da gaxeta
A escolha da gaxeta adequada para cada tipo de trabalho deve ser feita
com base em dados fornecidos pelos catálogos dos fabricantes. No entanto,
os seguintes dados deverão ser levados em consideração:
· material utilizado na confecção da gaxeta;
· dimensões da caixa de gaxeta;
· fluido líquido ou gasoso bombeado pela máquina;
· temperatura e pressão dentro da caixa de gaxeta;
· tipo de movimento da bomba (rotativo/alternativo);
· material utilizado na construção do eixo ou da haste;
· ciclos de trabalho da máquina;
· condições especiais da bomba: alta ou baixa temperatura; local de trabalho
(submerso ou não); meio (ácido, básico, salino) a que se encontra exposta.
Substituição da gaxeta
A gaxeta deve ser removida com um par de saca-gaxeta com tamanho
adequado. O interior da caixa de gaxeta deve ser bem limpo. O grau de limpeza
poderá ser verificado com o auxílio de um espelho ou lâmpada, caso seja
necessário.
Caso não exista uma gaxeta padronizada, deve-se substituí-la por uma em
forma de corda, tomando cuidado em seu corte e montagem. O corte deverá ser
a 45° para que haja uma vedação. A gaxeta deverá ser montada escalonadamente
para que não ocorra uma coincidência dos cortes ou emendas, evitando assim
possíveis vazamentos conforme mostra a figura seguinte.
198
27
A U L A
Falhas ou defeitos nas gaxetas
Falhas ou defeitos nas gaxetas
Falhas ou defeitos nas gaxetas
Falhas ou defeitos nas gaxetas
Falhas ou defeitos nas gaxetas
Selo mecânico
O selo mecânico é um vedador de pressão que utiliza princípios hidráulicos
para reter fluidos. A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois
momentos: a vedação principal e a secundária.
Vedação principal
Vedação principal
Vedação principal
Vedação principal
Vedação principal
A vedação principal é feita num plano perpendicular ao eixo por meio do
contato deslizante entre as faces altamente polidas de duas peças, geralmente
chamadas de sede e anel de selagem
sede e anel de selagem
sede e anel de selagem
sede e anel de selagem
sede e anel de selagem.
A sede é estacionária e fica conectada numa parte sobreposta. O anel
de selagem é fixado ao eixo e gira com ele.
Para que as faces do anel de selagem e da sede permaneçam sempre
em contato e pressionadas, utilizam-se molas helicoidais conectadas ao anel
de selagem.
As figuras a seguir mostram alguns tipos de sedes e de anéis de selagem,
bem como um selo mecânico em corte.
POSSÍVEIS
POSSÍVEIS
POSSÍVEIS
POSSÍVEIS
POSSÍVEIS CAUSAS
CAUSAS
CAUSAS
CAUSAS
CAUSAS
DEFEITO
DEFEITO
DEFEITO
DEFEITO
DEFEITO
Excessivas reduções na seção da gaxeta
situada embaixo do eixo.
Mancais baixos com o eixo atuando sobre a
gaxeta; vazamento junto à parte superior do
eixo.
Redução excessiva da espessura da gaxeta
em um ou em ambos os lados do eixo.
Mancais gastos ou haste fora de alinha-
mento.
Um ou mais anéis faltando no grupo. Fundo de caixa de gaxeta muito gasto, o
que causa extrusão da própria gaxeta.
Desgaste na superfície externa da gaxeta. Anéis girando com o eixo ou soltos dentro
da caixa.
Conicidade na face de um ou mais anéis. Anéis adjacentes cortados em comprimento
insuficiente, fazendo com que a gaxeta seja
forçada dentro do espaço livre.
Grande deformação nos anéis posicionados
junto à sobreposta, enquanto os anéis do
fundo se encontram em boas condições.
Instalação inadequada da gaxeta e excessiva
pressão da sobreposta.
Gaxetas apresentam tendência para
escoamento ou extrusão entre o eixo e a
sobreposta.
Pressão excessiva ou espaço muito grande
entre o eixo e sobreposta.
Face de desgaste do anel seca e chamusca-
da, enquanto o restante da gaxeta se
encontra em boas condições.
Temperatura de trabalho elevada e falta de
lubrificação.
199
27
A U L A Vedação secundária
Vedação secundária
Vedação secundária
Vedação secundária
Vedação secundária
A vedação secundária, aplicada à sede e ao anel de selagem, pode ser feita
por meio de vários anéis com perfis diferentes, tais como: junta, anel o’ring, anel
“V”, cunha, fole etc.
Uso do selo mecânico
Os selos mecânicos são utilizados com vantagens em relação às gaxetas, pois
não permitem vazamentos e podem trabalhar sob grandes velocidades e em
temperaturas e pressões elevadas, sem apresentarem desgastes consideráveis.
Eles permitem a vedação de produtos tóxicos e inflamáveis.
As figuras a seguir mostram exemplos de selos mecânicos em corte.
200
27
A U L A
Vantagens do selo mecânico
· Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação reduzindo,
conseqüentemente, a perda de potência.
· Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha.
· A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou imperceptível.
· Permite operar fluidos tóxicos, corrosivos ou inflamáveis com segurança.
· Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo.
O selo mecânico é usado em equipamentos de grande importância
como bombas de transporte em refinarias de petróleo; bombas de lama bruta
nos tratamentos de água e esgoto; bombas de submersão em construções;
bombas de fábricas de bebidas; em usinas termoelétricas e nucleares.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Responda.
a)
a)
a)
a)
a) Quais materiais podem ser utilizados para fabricar gaxetas?
b)
b)
b)
b)
b) Para que servem as gaxetas?
c)
c)
c)
c)
c) Qual é a função da peça conhecida pelo nome de sobreposta?
d)
d)
d)
d)
d) De que forma as gaxetas se apresentam no comércio?
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Complete.
a)
a)
a)
a)
a) O selo mecânico é um vedador de ...................... que utiliza princípios
........................... para reter fluidos.
b)
b)
b)
b)
b) A vedação ................... é feita num plano perpendicular ao eixo por meio
docontatodeslizanteentreasfacesaltamente......................deduaspeças,
geralmente chamadas de sede e anel de selagem.
c)
c)
c)
c)
c) Os foles são usados na vedação ........................
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Cite três vantagens que os selos mecânicos apresentam.
Exercícios
201
28
A U L A
28
A U L A
Aindústria mecânica Kybrobó S.A. adquiriu
três máquinas-ferramenta para ampliar seu setor de produção: um torno CNC,
uma fresadora universal e uma mandriladora.
Elas foram colocadas em locais apropriados e o pessoal da manutenção
foi convocado para fazer o nivelamento e verificar o alinhamento geométrico
de cada uma das máquinas recém-chegadas.
Como se faz o nivelamento de uma máquina? O que é alinhamento
geométrico?
Nesta aula você terá respostas para as duas perguntas.
Importância do alinhamento geométrico
As máquinas e os equipamentos em geral precisam estar alinhados geome-
tricamenteeniveladosparapoderemoperardeformaadequadaecomomáximo
de eficiência.
O alinhamento geométrico pode ser compreendido como sendo a relação
existente entre os planos geométricos de todos os elementos constituintes de
uma máquina.
A importância do alinhamento geométrico reside no fato de que deve haver
harmonia entre os diversos conjuntos mecânicos existentes nas máquinas, e que
executam movimentos relativos entre si, para que o todo funcione de modo
eficaz. Caso contrário, ocorrerá comprometimento dos elementos em termos de
exatidão e durabilidade.
As ilustrações a seguir mostram algumas máquinas alinhadas geometrica-
mente. Observe a harmonia entre os eixos de trabalho que os conjuntos mecâni-
cos executam.
Alinhamento geométrico
e nivelamento de
máquinas e equipamentos
202
28
A U L A
Peso dos componentes das máquinas e equipamentos
Quando uma máquina ou equipamento é projetado, dois fatores importan-
tes são levados em consideração: o centro de gravidade da máquina, ou centro
de massa, e o dimensionamento do seu curso de trabalho. O centro de gravidade
é o local onde está o ponto de equilíbrio do peso de todo o conjunto.
Se uma máquina ou equipamento tiver algum problema com seu centro
de gravidade e erros no dimensionamento de seu curso, surgirão desgastes de
conjuntos e estruturas, quebras, peças mal executadas, resistências indesejáveis etc.
Na ilustração abaixo, mostramos uma máquina cujo centro de gravidade
está deslocado por causa da não simetria na distribuição de massa da mesa na
direção x. A mesa do lado direito da figura possui mais massa e, conseqüente-
mente, mais peso desse lado. Nessas condições, o alinhamento geométrico fica
prejudicado, pois a condição de apoio do sistema não satisfaz as necessidades.
Hoje em dia, as máquinas modernas apresentam configurações arrojadas e
se deslocam sobre bases mais estáveis e robustas, o que lhes garante maior
rigidez. O centro de gravidade dessas máquinas é mais estável, garantindo
o alinhamento geométrico desejado.
Observe na figura abaixo que na direção x
x
x
x
x a mesa se mantém perfeitamente
alinhada, apesar do lado direito ser maior que o esquerdo. É um projeto de
engenharia bem executado que garante o perfeito alinhamento da máquina.
Resumindo, os elementos relacionados entre si devem ser nivelados
e alinhados geometricamente nos planos horizontais e verticais, e esses
planos devem ser nivelados e alinhados entre si.
203
28
A U L A Instrumentos utilizados no alinhamento geométrico
Há vários instrumentos que são utilizados no alinhamento geométrico
de máquinas e equipamentos. Esses instrumentos variam em complexidade
e exatidão.
Exemplos:
· relógio comparador;
· relógio com apalpador de precisão;
· régua padrão calibrada;
· bases calibradas para suporte de instrumentos;
· acessórios de verificação;
· nível de bolha;
· nível de bolha quadrangular;
· nível eletrônico;
· teodolito;
· autocolimador óptico-visual;
· autocolimador fotoelétrico;
· autocolimador a laser.
Aspectos técnicos do alinhamento geométrico
As partes estruturais das máquinas, como o barramento, por exemplo,
sempre foram um problema de difícil solução para os projetistas. A dificuldade
reside no comportamento que essas partes estruturais exibem quando estão em
trabalho, fugindo de todas as condições consideradas nos cálculos. Os fatores
que contribuem para esse comportamento aleatório são os seguintes:
· surgimento de esforços durante a usinagem de peças;
· esforços atuantes de outros componentes em trabalho;
· vibrações do corte;
· vibrações de componentes como árvores e rolamentos;
· efeitos de agentes externos como a temperatura que causa dilatações.
O somatório desses fatores, principalmente a temperatura, atuando nas
máquinas, pode provocar torções no conjunto e causar deslocamentos de difícil
controle.
As bases das máquinas foram e ainda são construídas, embora em menor
número, em blocos compactos de ferro fundido. Muitas máquinas modernas
apresentam suas bases na forma de conjuntos soldados de aço em vez de ferro
fundido. Esse avanço tecnológico permite um melhor dimensionamento do peso
dessas máquinas e uma localização mais racional para nervuras e reforços
estruturais.
As guias de deslizamento eram e ainda são, em muitos casos, usinadas
no próprio corpo da base de muitas máquinas. Tais guias são retificadas para
que o alinhamento atenda às especificações normalizadas.
Uma máquina com guias de deslizamento feitas no próprio corpo da base
pode trazer problemas. Se ocorrerem desvios, a base da máquina deverá ser
retirada; as guias precisarão sofrer uma nova usinagem para corrigir as imper-
feições; os demais componentes da máquina deverão ser ajustados de acordo
com as novas dimensões das guias e toda a máquina deverá ser alinhada
segundo as novas condições.
204
28
A U L A
Na atualidade, com a evolução das máquinas que desenvolvem elevadas
velocidades de corte, é cada vez mais freqüente a presença de guias lineares
rolamentadas padronizadas e de fácil montagem, alinhamento, reposição
e manutenção. As guias lineares rolamentadas permitem uma regulagem
da pré-carga dos elementos rolantes.
Outrainovaçãonocampodafabricaçãodemáquinaséautilizaçãoderesinas
como elemento de revestimento de superfícies. Essas resinas, em geral
diamantadas, possuem uma elevada dureza e reduzem grandemente o atrito
entre as superfícies em contato. As superfícies que recebem resinas passam
por uma preparação prévia para que a aderência seja perfeita.
O ajuste dimensional e o alinhamento prévio dos conjuntos envolvidos são
realizados com dispositivos e instrumentos adequados antes do preenchimento,
moldagem e cura das resinas. As correções posteriores, quando necessário,
são efetuadas por meio de rasqueteamento.
A inconveniência do calor em máquinas
Como já foi discutido em aulas anteriores, as máquinas em operação geram
uma certa quantidade de calor. Esse calor é proveniente das forças de atrito que
surgem entre elementos mecânicos que estão em contato e realizam movimentos
relativos entre si.
Por exemplo, o calor pode ser gerado pelo atrito entre:
· ferramentas de corte e peças em usinagem;
· engrenagens em movimento;
· eixos movimentando-se apoiados em mancais;
· polias e correias;
· pinhão e cremalheira.
Uma possível adição extra de calor na máquina poderá ter sua origem
no meio ambiente em que ela está instalada.
Todo esse aumento de temperatura se transmite a todos os elementos da
máquina, e isso, inevitavelmente, influirá na geometria dos conjuntos mecâni-
cos.
Máquinas e equipamentos com exatidão dimensional são fabricados e
operam normalmente em condições ambientais controladas. Além do controle
da temperatura, controla-se a umidade do ar. É uma necessidade quando se
pensa em qualidade e eficiência.
Elevação, movimentação e transporte
de máquinas e equipamentos
Quando uma máquina é fabricada conforme projeto específico, todos os
cuidados com ajustes e montagens são tomados. Aprovada, a máquina deverá
sair do setor de fabricação e ser encaminhada para um depósito ou diretamente
para o cliente que a comprou.
205
28
A U L A O encaminhamento da máquina para o depósito ou para o cliente envolve
medidas de proteção contra a ação de agentes ambientais normais (chuva e
poeira) e contra quedas, uma vez que a máquina sofrerá movimentação, tanto na
horizontal quanto na vertical.
Para se elevar uma máquina, devem-se observar os locais próprios de
amarração. Uma amarração bem executada, considerando o centro de gravidade
da máquina, evitará a ocorrência de acidentes.
A figura abaixo mostra a amarração de um torno que está sendo elevado.
Os elementos de amarração devem estar bem dimensionados para o peso da
máquina, e seus componentes móveis bem travados para não sofrerem movi-
mentos e choques com outros conjuntos durante seu transporte.
Além da elevação da máquina por meio de amarras, outros cuidados
precisam ser observados em seu transporte. No caso de caminhões, vagões de
trens, navios e aviões, a máquina deverá estar bem embalada, assentada e
amarrada para não se deslocar. Na hora do descarregamento, todo cuidado deve
ser tomado para que a máquina não caia.
Resumindo, o transporte de uma máquina exige técnica e habilidade
das pessoas envolvidas nessa importante operação. Se todos os cuidados
forem tomados, garante-se a preservação do alinhamento geométrico original
da máquina.
Nivelamento de máquinas e equipamentos
O bom nivelamento das máquinas e equipamentos é outro importante fator
a ser considerado em termos de alinhamento geométrico e de trabalho eficiente,
e qualidade de produto.
De fato, uma máquina ou equipamento bem nivelados trabalham sem
esforços adicionais, e operam segundo o previsto.
206
28
A U L A
Os instrumentos mais comuns para se efetuar o nivelamento de máquinas e
equipamentos são os seguintes: nível de bolha de base plana; nível de bolha
quadrangular e nível eletrônico.
As figuras a seguir mostram como são esses instrumentos.
Como nivelar?
O nivelamento de uma máquina ou equipamento segue procedimentos
e parâmetros normalizados e deve ser feito inicialmente no sentido longitu-
dinal e, posteriormente, no sentido transversal.
Havendo necessidade de efetuar acertos, o que é muito comum, trabalha-se
acionando os niveladores da base.
Estando o equipamento nivelado, deve-se efetuar o aperto dos parafusos
de fixação. Após essa operação, volta-se a conferir o nivelamento para checar
se ocorreu alteração do nivelamento anterior.
Constatadas alterações, volta-se a nivelar; porém, sem desapertar totalmen-
te os parafusos. Ao se atingir novamente as condições desejadas, confere-se o
apertofinal.Esseprocedimentodeveráserrepetidoatéqueseatinjaonivelamento
correto com o aperto final dos parafusos de fixação.
207
28
A U L A Após o nivelamento da máquina, é conveniente colocá-la para funcionar em
vazio durante um certo período. Após esse período, o nivelamento deverá ser
conferido novamente para novos ajustes, se necessário.
Pode ocorrer que uma determinada máquina não permita que se obtenha
um nivelamento de acordo com as especificações. Nesse caso, uma análise
dos fatores interferentes deverá ser realizada. Esses fatores interferentes
poderão ser:
· uma torção da própria estrutura da máquina causada por transporte inade-
quado;
· tensões internas do próprio material utilizado na fabricação da máquina;
· instabilidade da fundação onde a máquina encontra-se assentada;
· presença de forças desbalanceadas provocadas pelo assentamento irregular
dos elementos de fixação.
Eliminando-se esses fatores interferentes, o nivelamento adequado poderá
ser obtido.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Assinale V
V
V
V
V para as afirmativas verdadeiras e F
F
F
F
F para as falsas.
a)
a)
a)
a)
a) ( ) A harmonia de funcionamento dos diversos conjuntos mecânicos de
uma máquina está relacionada com o seu alinhamento geométrico.
b)
b)
b)
b)
b) ( ) O centro de massa de uma máquina é um fator irrelevante para o seu
alinhamento geométrico.
c)
c)
c)
c)
c) ( ) O alinhamento geométrico de máquinas é efetuado somente
com força muscular e sem auxílio de nenhum instrumento. Basta
o operador ter boa visão.
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Vibrações são fatores que interferem no comportamento aleatório de
uma máquina causando problemas para o seu perfeito alinhamento
geométrico.
e)
e)
e)
e)
e) ( ) A base de muitas máquinas modernas podem ser construídas por
conjuntos de aço soldados.
Assinale X na alternativa correta.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
As guias de deslizamento de máquinas estão sendo substituídas por guias:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) lineares rolamentadas;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) angulares rolamentadas;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) verticais rolamentadas;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) trapezoidais rolamentadas;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) filamentados deslizantes.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
As resinas de enchimento de superfícies de máquinas são:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) cimentadas;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) diamantadas;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) asfaltadas;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) tijoladas;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) ladrilhadas.
Exercícios
208
28
A U L A
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
No transporte de uma máquina é importante executar uma boa:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) eliminação do centro de massa;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) pintura na lona de cobertura;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) retificação em todos os parafusos;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) amarração para evitar acidentes e danos;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) torção nos elementos de amarra.
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Os instrumentos mais comuns utilizados no nivelamento de máquinas são:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) osciloscópio, analisador de vibrações, autocolimador a laser;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) analisador de vibrações, multímetro e osciloscópio;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) nível de bolha e nível eletrônico;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) nível eletrônico e autocolimador fotoelétrico;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) teodolito, relógio comparador, paquímetro digital.
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Quando se vai nivelar uma máquina, o nivelamento deverá ser iniciado
no sentido:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) transversal;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) longitudinal;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) radial;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) axial;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) de cima para baixo.
209
29
A U L A
29
A U L A
Umamáquinafoiretiradadosetordeprodu-
ção e levada para o setor de manutenção porque havia atingido o seu ponto de
reforma. A equipe de manutenção escolhida para a reforma constatou, por meio
daanálisegeométrica,quehavianecessidadederestaurarasguiasdedeslizamento
do barramento.
Como a equipe de manutenção procedeu para recuperar as guias de
deslizamento?
Nesta aula estudaremos como se faz para restaurar guias de deslizamento.
Conceito de guias ou vias
Guias são elementos de máquinas que permitem o direcionamento
do movimento executado por outros elementos mecânicos nelas condicionados.
Os movimentos de rotação executados por eixos são direcionados pelos man-
cais nos quais se apóiam.
Porém,emmuitasmáquinas,várioselementosexecutammovimentoretilíneo
que é direcionado pelas guias constituídas por prismas deslizantes.
As figuras a seguir mostram guias prismáticas em corte e uma fresadora
na qual eles são aplicados.
Asguiastambémsãoconhecidaspelonomedevias de deslizamento
vias de deslizamento
vias de deslizamento
vias de deslizamento
vias de deslizamentoou vias
vias
vias
vias
vias
deslizantes.
deslizantes.
deslizantes.
deslizantes.
deslizantes.
Recuperação de guias
ou vias deslizantes I
210
29
A U L A
Material usado na fabricação de vias deslizantes
As vias deslizantes estão sujeitas ao desgaste por abrasão; solda a frio;
sinterização ou vitrificação. Por causa desses fenômenos, os materiais utilizados
na fabricação de vias deslizantes devem apresentar a capacidade de sofrer
desgastes mútuos.
Entre os materiais existentes para fabricar vias deslizantes, o ferro fundido
é o mais empregado, que pode, conforme o caso, formar vias brandas ou duras.
As vias duras são tratadas por chama ou por indução e retificadas.
Possibilidades de emparelhamento de vias deslizantes
Existem as seguintes possibilidades de emparelhamento de vias deslizantes:
· carro brando sobre via branda;
· carro duro sobre via dura;
· carro brando sobre via dura.
O emparelhamento de carro brando sobre via dura é o mais conveniente,
pois o carro brando, sendo peça menor, funciona como peça de desgaste.
Este emparelhamento deve contar com a superfície de contato da via dura
retificada para manter o atrito minimizado, mesmo com lubrificação deficiente.
Em algumas máquinas, no lugar de vias deslizantes temperadas, utilizam-
se tiras de aço temperado que são encaixadas e aparafusadas ao barramento,
conforme mostra a figura a seguir.
Atrito de rolamento no lugar do atrito de deslizamento
Consideremos um bloco de madeira apoiado sobre a superfície horizontal
de uma mesa, também de madeira. Se tentarmos deslocar o bloco, surgirá entre
as superfícies de contato a força de atrito estático opondo-se ao deslocamento
do bloco. Essa força adquire valores crescentes que vão desde 0 N até atingir
um valor máximo. É a etapa do “arranque”.
211
29
A U L A Quando a força de atrito estático atinge o valor máximo, o bloco começa
a se deslocar; porém, agora, sujeito a força de atrito dinâmico de deslizamento,
que é menos intensa que a força de atrito estático máxima.
Pode-se concluir que é mais difícil fazer um corpo começar a se movimentar
sobre a superfície de outro do que manter o movimento do corpo depois que ele
se iniciou.
De acordo com a Física, além da força de atrito de deslizamento estático
ou dinâmico, existe também a força de atrito de rolamento, que aparece sempre
que uma superfície rola sobre outra sem deslizar.
Como os pontos de contato entre o corpo rolante e a superfície na qual ele se
apóia são muito pequenos, a força de atrito de rolamento também é de pequena
intensidade.
De fato, a força de atrito de rolamento é muito menor que a força de atrito de
deslizamento, seja ela estática ou dinâmica. Por essa razão, sempre que possível,
usam-se corpos rolantes em máquinas, pois é melhor lidar com o atrito
de rolamento do que com o atrito de deslizamento estático ou dinâmico.
Considerando todos esses argumentos, criaram-se as vias deslizantes
rolamentadas, aplicadas inicialmente em máquinas de medição e, atualmente,
em máquinas CNC.
Vantagens das vias deslizantes rolamentadas
· a espessura da película de óleo de lubrificação mantém-se praticamente
constante entre as esferas de rolamento e suas vias;
· para velocidades pequenas (1 mm/min) as vias não deslizam por
solavancos;
· a exatidão inicial das vias ficam duráveis por um longo tempo;
· o nível da mesa permanece invariável, já que não existe variação da camada
de lubrificante.
As figuras a seguir mostram elementos mecânicos de máquinas que têm vias
deslizantes com corpo rolamentado.
212
29
A U L A
Protetores das vias deslizantes
As vias deslizantes das máquinas de usinagem estão expostas à ação
de cavacos, óxidos metálicos, pó de fundição e partículas abrasivas diversas.
Por esse motivo, elas devem ser protegidas. O melhor protetor para as vias
deslizantes são os foles tipo acordeão. As vias deslizantes podem ser protegidas
com rodos ou raspadores de borracha pressionados contra o barramento.
Manutenção de guias e barramentos
A manutenção de guias e barramentos é feita pela equipe de manutenção
visando a não ocorrência de desgastes, além daqueles normais que surgem
devido ao uso.
Nas inspeções periódicas, a equipe de manutenção verifica os seguintes
itens:
· folga das vias deslizantes, que devem ser ajustadas por meio das réguas de
ajuste;
· protetores das vias, que devem ser substituídos ou reparados;
· folgas do sistema de acionamento, que devem ser ajustadas;
· sistema de lubrificação, que deve estar desobstruído para manter as guias
lubrificadas.
Recuperação de vias deslizantes
Quando as guias de barramento atingem o ponto de reforma, esta pode ser
executada por processo mecânico convencional ou por revestimento deslizante.
O processo convencional geralmente consiste em retificar o barramento
e ajustar o carro; ou em retificar as vias do carro e usinar o barramento para
inserir-lhe tiras de aço temperado.
O revestimento deslizante é feito com resina epóxi aditivada em estado
líquido ou pastoso.
Características do revestimento deslizante
213
29
A U L A
· Resistência química à água, a óleos sintéticos e minerais e a emulsões
de refrigeração. Não resiste ao benzol nem à acetona.
· Boa resistência ao desgaste e capacidade de embutir corpos estranhos.
· Coeficiente de atrito dinâmico reduzido quando comparado com o coefi-
ciente de atrito estático, o que evita solavancos em baixas velocidades.
· Temperatura de serviço entre -
-
-
-
-70°C e 80°C.
· Tempo de utilização: 1 hora.
· Tempo de cura a 20°C: 18 horas.
Aplicação do revestimento deslizante
A aplicação do revestimento deslizante é feita com espátula ou por injeção.
No caso da aplicação com espátula, obtém-se a moldagem adequada colocando-
se o carro sobre o barramento. O conjunto deve ser nivelado. As figuras a seguir
mostram a seqüência de execução desse processo.
No caso da aplicação por injeção, o carro é previamente alinhado sobre
o barramento. A face a ser tratada deve ser aplainada.
O revestimento deslizante permite, ainda, o conserto de falhas causadas
porexcessodeatritooufalhasdeusinagem.Oscanaisdelubrificaçãosãoobtidos
por meio de fresagem manual ou pré-moldagem.
Atualmente, algumas máquinas saem das fábricas com o revestimento
deslizante já aplicado.
A recuperação de guias de máquinas-ferramenta também pode ser feita
214
29
A U L A
por um outro processo que reduz o atrito e o desgaste e que aumenta a exatidão
e a vida útil do equipamento. Esse processo consiste em colar nas guias
de mesas e carros uma manta de um material especial com características
específicas.
Esse material, após ser colado, pode ser usinado via rasquete, fresa
ou retífica, por exemplo.
Nasfiguras,épossívelobservarcomoseapresentamasguiasdedeslizamento
após a aplicação da manta.
Assinale X na alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
As guias de máquinas também são conhecidas pelo nome de:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) barramento;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) acento;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) vias deslizantes;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) caminho;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) pista oscilante.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
As guias de deslizamento podem ser confeccionadas em:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) bronze;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) aço fundido;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) aço inoxidável;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) ferro fundido;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) latão.
Exercícios
215
29
A U L A Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
As modernas máquinas, como as que apresentam comandos numéricos
computadorizados (CNC), apresentam guias de deslizamento:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) com corpos rolantes;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) embuchadas com verniz;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) temperadas e cementadas;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) recozidas e normalizadas;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) postiças de pintadas.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
A manutenção das vias de deslizamento é feita por meio de inspeções
periódicas, nas quais são observados os seguintes itens:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) lubrificação, temperatura e dureza das guias;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) nivelamento, dureza das guias e temperatura;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) folgas, lubrificação e protetores das guias;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) folgas, dureza das guias e alinhamento geométrico;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) alinhamento geométrico, temperatura e lubrificação.
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Para reformar as guias desgastadas de um barramento recomenda-se:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) substituí-las por novas e mais duras;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) raspá-las com rasquete e lixá-las para dar acabamento;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) raspá-las com rasquete e soldar suas extremidades;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) usiná-las convencionalmente e revesti-las com material adequado;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) usiná-las com lima ou raquete e chanfrá-las, no mínimo, duas vezes.
216
30
A U L A
225
Uma empresa especializada em reforma
de máquinas assumiu o compromisso de reformar uma fresadora universal
pertence à Kibarra S.A.
Após os exames e as análises geométricas, concluiu-se que as guias das
mesas deveriam ser restauradas, e esta restauração estaria sob a responsabilida-
de da equipe de rasqueteadores.
Queoperaçõesestaequipeexecuta?Quaissãoasferramentaseinstrumentos
utilizados por esse pessoal? Como esses profissionais avaliam a qualidade
do trabalho executado?
Essas questões serão respondidas ao longo desta aula.
Processo mecânico convencional para recuperar
guias ou vias de deslizamento
Na aula anterior, estudamos que as guias do barramento podem ser recupe-
radaspeloprocessoderevestimentodeslizantecomaaplicaçãoderesinas.Nesta
aula, estudaremos outra forma de recuperar as guias, ou seja, pela aplicação
do processo mecânico convencional.
O processo mecânico convencional consiste em usinar e depois rasquetear
as guias.
Rasquetear
Rasquetear é a operação mecânica que consiste em extrair partículas metá-
licas muito pequenas da superfície de uma peça previamente usinada por
limagem, torneamento, fresagem, aplainamento ou retificação.
Essa operação tem dois grandes objetivos:
· corrigir a superfície das peças para suavizar os pontos de atrito;
· contribuir para a formação de uma película de óleo entre as superfícies
de contato de peças que deslizam entre si.
Recuperação de guias
ou vias deslizantes II
30
A U L A
217
30
A U L A
226
O rasqueteamento é executado por meio de uma ferramenta de borda afiada
chamada rasquete.
rasquete.
rasquete.
rasquete.
rasquete.
Tipos de rasquete
Asfigurasabaixomostramalgunstiposderasquetemanuaiseumamáquina
de rasquetear.
Constituição dos rasquetes
Os rasquetes são feitos de aços-liga para ferramentas. Essas ferramentas são
forjadas, conformadas, temperadas e revenidas. Após o revenimento, são afia-
das e acabadas.
Aspontasintercambiáveis,quandoutilizadasemrasquetesqueasadmitem,
são feitas de aço ao tungstênio, que é bastante duro. Rasquetes com essas pontas
são indicados para trabalhar metais ou ligas metálicas duras.
O ângulo de corte dos rasquetes varia de 60° a 110°.
Rasqueteadeira elétrica
218
30
A U L A
227
Aplicações do rasqueteamento
O rasqueteamento é aplicado nas superfícies côncavas dos mancais
de deslizamento; também em faces planas dos instrumentos de medida
e de controle como réguas, mesas e bases de níveis, e em guias de barramento
de máquinas-ferramenta.
Qualidade de uma superfície rasqueteada
A qualidade de uma superfície rasqueteada depende do número de pontos
de apoio que ela apresenta em uma área de 25 mm2
. Essa área, com um
determinado número de pontos de apoio, é a unidade da qualidade de uma
superfície rasqueteada.
Dependendo do número de pontos de apoio que uma área de 25 mm2
apresenta, temos quatro graus de qualidade do rasqueteado, ou seja:
· rasqueteado desbastado de ajuste;
· rasqueteado desbastado de desbaste;
· rasqueteado fino de acabamento;
· rasqueteado finíssimo de acabamento.
219
30
A U L A
228
O quadro seguinte resume os graus de qualidade do rasqueteado.
As figuras a seguir mostram superfícies rasqueteadas aumentadas, em vista
lateral e em vista de cima, circunscritas a 25 mm2
.
GRAUS
GRAUS
GRAUS
GRAUS
GRAUS DE
DE
DE
DE
DE QUALIDADE
QUALIDADE
QUALIDADE
QUALIDADE
QUALIDADE DO
DO
DO
DO
DO RASQUETEADO
RASQUETEADO
RASQUETEADO
RASQUETEADO
RASQUETEADO
Desbastado de ajuste 1 a 3 Planas
4 a 5 Planas e curvas
Fino de acabamento 6 a 19 Planas e curvas
20 ou mais Planas e curvas
Pontos de apoio
em 25 mm2
Emprego Tipos de superfície
Denominação
Superfícies de apoio
e superfícies fixas.
Desbastado
de desbaste
Superfícies de todos
os tipos.
Guias e barramentos
de máquinas de
todos os tipos.
Finíssimo de
acabamento
Ferramentas de
planear e desempe-
nar superfícies de
todos os tipos.
desbastado de ajuste
desbastado de desbaste
fino de acabamento
finíssimo de acabamento
VISTA DE CIMA ( 25 mm2
)
VISTA LATERAL
220
30
A U L A
229
Manejo do rasquete plano
O rasquete plano, um dos mais utilizados na prática, exige paciência, força
muscular e muita habilidade por parte do operador.
Considerando que o operador não seja canhoto, o rasquete plano deverá
ser manejado da seguinte forma:
· pressionar o rasquete contra a superfície e conduzi-lo com as duas mãos;
· a mão direita deverá agarrar o cabo do rasquete e aplicar a força principal
na direção dos impulsos, mantendo o ângulo de inclinação correto;
· a mão esquerda deverá agarrar o corpo do rasquete e guiá-lo durante
o ataque à peça, na direção do impulso e no retrocesso, mantendo a pressão
necessária.
No rasqueteado de desbaste deve-se atacar a peça com fortes impulsos,
e o rasquete deve ser apoiado pelo peso do corpo. À medida que a superfície da
peça vai melhorando, os impulsos deverão ser mais curtos e rápidos.
No rasqueteado de acabamento fino, o rasquete deve ser girado sobre o seu
eixo longitudinal durante o impulso.
221
30
A U L A
230
No rasqueteado de acabamento finíssimo, o rasquete, além de ser girado
sobre o seu próprio eixo longitudinal, deve ser aplicado com pressão menor
e curso mais curto.
Seja qual for o tipo de rasqueteado a ser executado, os impulsos deverão
ser executados de dentro para fora, seguindo a borda da peça a 45° e prosseguir
em fileiras.
Os impulsos posteriores deverão ser de aproximadamente 90° em relação
aos anteriores.
O quadro a seguir resume as técnicas de trabalho com rasquete plano.
ÂNGULO
DE ATAQUE
PROFUNDIDADE
DE CORTE
POSIÇÃO DO CORPO
MOVIMENTO
PRESSÃO
CURSO
DENOMINAÇÃO
TÉCNICAS
TÉCNICAS
TÉCNICAS
TÉCNICAS
TÉCNICAS DE
DE
DE
DE
DE TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO
TRABALHO COM
COM
COM
COM
COM RASQUETE
RASQUETE
RASQUETE
RASQUETE
RASQUETE PLANO
PLANO
PLANO
PLANO
PLANO
0,01 mm a
0,03 mm
atuar com
o peso do
corpo
ligeiramente
inclinado
0,005 mm a
0,01 mm
Desbastado largo grande @ 60°
Fino médio média 35° a 40°
Finíssimo curto leve @ 45°
inclinado a
menor distância
do ponto a ser
rasqueteado
atacar com
força, sem
atuar com
o peso do
corpo
suave,
partindo da
munheca
mais inclinado
e perto do
ponto de
rasqueteamento
0,003 m a
0,008 mm
222
30
A U L A
231
Controle do rasqueteamento
O controle do grau de rasqueteamento é feito por meio de mesas, réguas e
cilindros de controle.
As mesas de controle são pranchas de ferro fundido com superfícies cuida-
dosamente trabalhadas, isto é, planas e lisas. A parte inferior das mesas de
controle são providas de nervuras que evitam suas deformações.
As mesas de controle são fabricadas em tamanhos padronizados e utilizadas
para verificar os pontos de apoio das superfícies planas rasqueteadas.
A verificação é efetuada passando-se tinta na superfície da mesa de controle
e a peça é apoiada sobre ela. Quando a peça for de grande dimensão superficial,
deve-se apoiar a mesa sobre a peça que será controlada. Se necessário, a mesa
deveráserdeslocadaaolongodasuperfíciedapeça.Asmarcasdetintaqueficam
na superfície da mesa indicam pontos de apoio que deverão ou não ser
rasqueteados, dependendo do grau de acabamento que se deseja obter.
As réguas e os cilindros de controle apresentam dimensões que variam de
100 mm a 2000 mm de comprimento. Esses instrumentos de controle são
fabricados segundo a norma DIN 876, com três graus de qualidade distintos,
conforme a exatidão de acabamento de suas superfícies.
Tanto a régua quanto o cilindro de controle não devem ser utilizados para
traçagem e alinhamento. Esses instrumentos, depois de utilizados, devem ter a
face de controle limpa, coberta com uma película de vaselina sólida ou graxa e
guardados convenientemente em locais onde não venham a sofrer pancadas.
223
30
A U L A
232
Assinale X na alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Os rasquetes são fabricados em:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) ferro fundido;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) aços-liga para ferramenta;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) latão cromado;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) aço carbono com baixo teor de carbono;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) aço carbono, rico em ferrita.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
O ângulo de corte máximo de um rasquete é de:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) 45°;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) 60°
c)
c)
c)
c)
c) ( ) 75°;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) 90°;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) 110°.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
A unidade de qualidade de uma superfície rasqueteada é dada pelo número
de pontos contidos em uma superfície de área igual a:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) 25 m2
;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) 25 dm2
;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) 25 cm2
;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) 25 mm2
;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) 25 mm2
.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
A figura abaixo mostra uma superfície rasqueteada de uma peça, vista de
cima. Segundo a ilustração, o grau de qualidade do rasqueteado obtido
chama-se:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) desbastado de ajuste;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) desbastado de desbaste;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) fino de acabamento;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) finíssimo de acabamento;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) corrugado de desbaste.
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
O controle do grau de rasqueteamento de uma superfície plana de grande
dimensão superficial de uma peça pode ser feito com:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) régua de controle;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) mesa de controle;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) cilindro de controle;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) tarugo de controle;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) assento de controle.
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Cilindros de controle são utilizados para verificar o grau de rasqueteamento
de superfícies:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) côncavas;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) convexas;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) plano-convexas;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) plano-côncavas;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) prismáticas.
224
31
A U L A
Uma empresa de bebidas utiliza em sua li-
nha de produção uma esteira com mancais de rolamento. A esteira transporta
garrafas que são enchidas com um delicioso refrigerante diet.
De tempos em tempos, o funcionário encarregado da lubrificação
das máquinas e equipamentos ia até a esteira para lubrificá-la. Ele sabia
que os mancais de rolamento da esteira utilizavam um lubrificante com caracte-
rísticas especiais .
Quais eram as características especiais do lubrificante usado nos mancais
de rolamento da esteira?
Resposta para esta pergunta e outras informações a respeito de lubrificação
e lubrificantes serão dadas nesta aula.
Conceito e objetivos da lubrificação
A lubrificação é uma operação que consiste em introduzir uma substância
apropriada entre superfícies sólidas que estejam em contato entre si e que
executam movimentos relativos. Essa substância apropriada normalmente é um
óleo ou uma graxa que impede o contato direto entre as superfícies sólidas.
Quando recobertos por um lubrificante, os pontos de atrito das superfícies
sólidas fazem com que o atrito sólido seja substituído pelo atrito fluido, ou seja,
em atrito entre uma superfície sólida e um fluido. Nessas condições, o desgaste
entre as superfícies será bastante reduzido.
Lubrificação industrial I
31
A U L A
225
31
A U L A Além dessa redução do atrito, outros objetivos são alcançados com a lubri-
ficação, se a substância lubrificante for selecionada corretamente:
· menor dissipação de energia na forma de calor;
· redução da temperatura, pois o lubrificante também refrigera;
· redução da corrosão;
· redução de vibrações e ruídos;
· redução do desgaste.
Lubrificantes
Os lubrificantes podem ser gasosos como o ar; líquidos como os óleos em
geral; semi-sólidos como as graxas e sólidos como a grafita, o talco, a mica etc.
Contudo, os lubrificantes mais práticos e de uso diário são os líquidos
e os semi-sólidos, isto é, os óleos e as graxas.
Classificação dos óleos quanto à origem
Quanto à origem, os óleos podem ser classificados em quatro categorias:
óleos minerais, óleos vegetais, óleos animais e óleos sintéticos.
Óleos minerais
Óleos minerais
Óleos minerais
Óleos minerais
Óleos minerais - São substâncias obtidas a partir do petróleo e, de acordo
com sua estrutura molecular, são classificadas em óleos parafínicos ou óleos
naftênicos.
Óleos vegetais
Óleos vegetais
Óleos vegetais
Óleos vegetais
Óleos vegetais - São extraídos de sementes: soja, girassol, milho, algodão,
arroz, mamona, oiticica, babaçu etc.
Óleos animais
Óleos animais
Óleos animais
Óleos animais
Óleos animais - São extraídos de animais como a baleia, o cachalote,
o bacalhau, a capivara etc.
Óleos sintéticos
Óleos sintéticos
Óleos sintéticos
Óleos sintéticos
Óleos sintéticos - São produzidos em indústrias químicas que utilizam
substâncias orgânicas e inorgânicas para fabricá-los. Estas substâncias podem
ser silicones, ésteres, resinas, glicerinas etc.
Aplicações dos óleos
Os óleos animais e vegetais raramente são usados isoladamente como
lubrificantes, por causa da sua baixa resistência à oxidação, quando comparados
a outros tipos de lubrificantes. Em vista disso, eles geralmente são adicionados
aos óleos minerais com a função de atuar como agentes de oleosidade. A mistura
obtida apresenta características eficientes para lubrificação, especialmente
em regiões de difícil lubrificação.
226
31
A U L A
Alguns óleos vegetais são usados na alimentação humana. Você é capaz
de citar alguns?
Os óleos sintéticos são de aplicação muito rara, em razão de seu elevado
custo, e são utilizados nos casos em que outros tipos de substâncias não têm
atuação eficiente.
Os óleos minerais são os mais utilizados nos mecanismos industriais, sendo
obtidos em larga escala a partir do petróleo.
Características dos óleos lubrificantes
Os óleos lubrificantes, antes de serem colocados à venda pelo fabricante, são
submetidosaensaiosfísicospadronizadosque,alémdecontrolaremaqualidade
do produto, servem como parâmetros para os usuários.
Os principais ensaios físicos padronizados para os óleos lubrificantes encon-
tram-se resumidos na tabela a seguir.
Graxas
As graxas são compostos lubrificantes semi-sólidos constituídos por uma
mistura de óleo, aditivos e agentes engrossadores chamados sabões metálicos,
à base de alumínio, cálcio, sódio, lítio e bário. Elas são utilizadas onde o uso
de óleos não é recomendado.
TIPO
TIPO
TIPO
TIPO
TIPO DE
DE
DE
DE
DE ENSAIO
ENSAIO
ENSAIO
ENSAIO
ENSAIO O
O
O
O
O QUE
QUE
QUE
QUE
QUE DETERMINA
DETERMINA
DETERMINA
DETERMINA
DETERMINA O
O
O
O
O ENSAIO
ENSAIO
ENSAIO
ENSAIO
ENSAIO
Viscosidade
Índice de viscosidade
Densidade relativa
Ponto de fulgor (flash point)
Ponto de combustão
Ponto de mínima fluidez
Resíduos de carvão
Resistência ao escoamento oferecida pelo óleo.
A viscosidade é inversamente proporcional à temperatura.
O ensaio é efetuado em aparelhos denominados
viscosímetros. Os viscosímetros mais utilizados são
o Saybolt, o Engler, o Redwood e o Ostwald.
Mostra como varia a viscosidade de um óleo conforme as
variações de temperatura. Os óleos minerais parafínicos são
os que apresentam menor variação da viscosidade quando
varia a temperatura e, por isso, possuem índices de
viscosidade mais elevados que os naftênicos.
Relação entre a densidade do óleo a 20°C e a densidade
da água a 4°C ou a relação entre a densidade do óleo a 60°F
e a densidade da água a 60°F.
Temperatura mínima à qual pode inflamar-se o vapor
de óleo, no mínimo, durante 5 segundos. O ponto de fulgor
é um dado importante quando se lida com óleos que
trabalham em altas temperaturas.
Temperatura mínima em que se sustenta a queima do óleo.
Temperatura mínima em que ocorre o escoamento do óleo
por gravidade. O ponto de mínima fluidez é um dado
importante quando se lida com óleos que trabalham em
baixas temperaturas.
Resíduos sólidos que permanecem após a destilação
destrutiva do óleo.
227
31
A U L A As graxas também passam por ensaios físicos padronizados e os principais
encontram-se no quadro a seguir.
Tipos de graxa
Os tipos de graxa são classificados com base no sabão utilizado em sua
fabricação.
Graxa à base de alumínio:
Graxa à base de alumínio:
Graxa à base de alumínio:
Graxa à base de alumínio:
Graxa à base de alumínio: macia; quase sempre filamentosa; resistente à
água; boa estabilidade estrutural quando em uso; pode trabalhar em temperatu-
ras de até 71°C. É utilizada em mancais de rolamento de baixa velocidade
e em chassis.
Graxa à base de cálcio:
Graxa à base de cálcio:
Graxa à base de cálcio:
Graxa à base de cálcio:
Graxa à base de cálcio: vaselinada; resistente à água; boa estabilidade
estrutural quando em uso; deixa-se aplicar facilmente com pistola; pode traba-
lhar em temperaturas de até 77°C. É aplicada em chassis e em bombas d’água.
Graxa à base de sódio:
Graxa à base de sódio:
Graxa à base de sódio:
Graxa à base de sódio:
Graxa à base de sódio: geralmente fibrosa; em geral não resiste à água; boa
estabilidade estrutural quando em uso. Pode trabalhar em ambientes com
temperatura de até 150°C. É aplicada em mancais de rolamento, mancais de
rodas, juntas universais etc.
Graxa à base de lítio:
Graxa à base de lítio:
Graxa à base de lítio:
Graxa à base de lítio:
Graxa à base de lítio: vaselinada; boa estabilidade estrutural quando em
uso; resistente à água; pode trabalhar em temperaturas de até 150°C. É utilizada
em veículos automotivos e na aviação.
Graxa à base de bário:
Graxa à base de bário:
Graxa à base de bário:
Graxa à base de bário:
Graxa à base de bário: características gerais semelhantes às graxas à base
de lítio.
Graxa mista:
Graxa mista:
Graxa mista:
Graxa mista:
Graxa mista: é constituída por uma mistura de sabões. Assim, temos graxas
mistas à base de sódio-cálcio, sódio-alumínio etc.
Além dessas graxas, há graxas de múltiplas aplicações, graxas especiais
e graxas sintéticas.
Lubrificantes sólidos
Lubrificantes sólidos
Lubrificantes sólidos
Lubrificantes sólidos
Lubrificantes sólidos
Algumas substâncias sólidas apresentam características peculiares que per-
mitem a sua utilização como lubrificantes, em condições especiais de serviço.
Entre as características importantes dessas substâncias, merecem ser
mencionadas as seguintes:
· baixa resistência ao cisalhamento;
· estabilidade a temperaturas elevadas;
· elevado limite de elasticidade;
· alto índice de transmissão de calor;
· alto índice de adesividade;
· ausência de impurezas abrasivas.
Consistência Dureza relativa, resistência à penetração.
Estrutura Tato, aparência.
Filamentação Capacidade de formar fios ou filamentos.
Adesividade Capacidade de aderência.
Ponto de fusão ou gotejo Temperatura na qual a graxa passa para o estado líquido.
TIPO
TIPO
TIPO
TIPO
TIPO DE
DE
DE
DE
DE ENSAIO
ENSAIO
ENSAIO
ENSAIO
ENSAIO O
O
O
O
O QUE
QUE
QUE
QUE
QUE DETERMINA
DETERMINA
DETERMINA
DETERMINA
DETERMINA O
O
O
O
O ENSAIO
ENSAIO
ENSAIO
ENSAIO
ENSAIO
228
31
A U L A
Embora tais características não sejam sempre atendidas por todas as subs-
tânciassólidasutilizadascomolubrificantes,elasaparecemdemaneirasatisfatória
nos carbonos cristalinos, como a grafita, e no bissulfeto de molibdênio, que são,
por isso mesmo, aquelas mais comumente usadas para tal finalidade.
A grafita, após tratamentos especiais, dá origem à grafita coloidal, que pode
ser utilizada na forma de pó finamente dividido ou em dispersões com água,
óleos minerais e animais e alguns tipos de solventes.
É crescente a utilização do bissulfeto de molibdênio (MoS2
) como lubrifican-
te. A ação do enxofre (símbolo químico = S) existente em sua estrutura propicia
uma excelente aderência da substância com a superfície metálica, e seu uso é
recomendado sobretudo para partes metálicas submetidas a condições severas
de pressão e temperaturas elevadas. Pode ser usado em forma de pó dividido ou
em dispersão com óleos minerais e alguns tipos de solventes.
A utilização de sólidos como lubrificantes é recomendada para serviços em
condições especiais, sobretudo aquelas em que as partes a lubrificar estão
submetidas a pressões ou temperaturas elevadas ou se encontram sob a ação de
cargas intermitentes ou em meios agressivos. Os meios agressivos são comuns
nas refinarias de petróleo, nas indústrias químicas e petroquímicas.
Aditivos
Aditivos são substâncias que entram na formulação de óleos e graxas para
conferir-lhes certas propriedades. A presença de aditivos em lubrificantes tem
os seguintes objetivos:
· melhorar as características de proteção contra o desgaste e de atuação em
trabalhos sob condições de pressões severas;
· aumentar a resistência à oxidação e corrosão;
· aumentar a atividade dispersante e detergente dos lubrificantes;
· aumentar a adesividade;
· aumentar o índice de viscosidade.
Lubrificação de mancais de deslizamento
Otraçadocorretodoschanfroseranhurasdedistribuiçãodolubrificantenos
mancais de deslizamento é o fator primordial para se assegurar a lubrificação
adequada.
229
31
A U L A Os mancais de deslizamento podem ser lubrificados com óleo ou com graxa.
No caso de óleo, a viscosidade é o principal fator a ser levado em consideração;
no caso de graxa, a sua consistência é o fator relevante.
A escolha de um óleo ou de uma graxa também depende dos seguintes
fatores:
· geometria do mancal: dimensões, diâmetro, folga mancal/eixo;
· rotação do eixo;
· carga no mancal;
· temperatura de operação do mancal;
· condições ambientais: temperatura, umidade, poeira e contaminantes;
· método de aplicação.
Lubrificação de mancais de rolamento
Os rolamentos axiais autocompensadores de rolos são lubrificados, normal-
mente, com óleo. Todos os demais tipos de rolamentos podem ser lubrificados
com óleo ou com graxa.
Lubrificação com graxa
Lubrificação com graxa
Lubrificação com graxa
Lubrificação com graxa
Lubrificação com graxa
Em mancais de fácil acesso, a caixa pode ser aberta para se renovar ou
completar a graxa. Quando a caixa é bipartida, retira-se a parte superior; caixas
inteiriças dispõem de tampas laterais facilmente removíveis. Como regra geral,
a caixa deve ser cheia apenas até um terço ou metade de seu espaço livre com
uma graxa de boa qualidade, possivelmente à base de lítio.
Lubrificação com óleo
Lubrificação com óleo
Lubrificação com óleo
Lubrificação com óleo
Lubrificação com óleo
O nível de óleo dentro da caixa de rolamentos deve ser mantido baixo,
não excedendo o centro do corpo rolante inferior. É muito conveniente
oempregodeumsistemacirculatórioparaoóleoe,emalgunscasos,recomenda-
se o uso de lubrificação por neblina.
Intervalos de lubrificação
Intervalos de lubrificação
Intervalos de lubrificação
Intervalos de lubrificação
Intervalos de lubrificação
No caso de rolamentos lubrificados por banho de óleo, o período de troca de
óleo depende, fundamentalmente, da temperatura de funcionamento do rola-
mento e da possibilidade de contaminação proveniente do ambiente.
Não havendo grande possibilidade de poluição, e sendo a temperatura inferior
a 50°C, o óleo pode ser trocado apenas uma vez por ano. Para temperaturas
em torno de 100°C, este intervalo cai para 60 ou 90 dias.
Lubrificação dos mancais dos motores
Temperatura, rotação e carga do mancal são os fatores que vão direcionar
a escolha do lubrificante.
Regra geral:
Regra geral:
Regra geral:
Regra geral:
Regra geral:
· temperaturas altas: óleo mais viscoso ou uma graxa que se mantenha
consistente;
· altas rotações: usar óleo mais fino;
· baixas rotações: usar óleo mais viscoso.
230
31
A U L A
Lubrificação de engrenagens fechadas
A completa separação das superfícies dos dentes das engrenagens durante
o engrenamento implica presença de uma película de óleo de espessura sufici-
ente para que as saliências microscópicas destas superfícies não se toquem.
O óleo é aplicado às engrenagens fechadas por meio de salpico ou de
circulação.
A seleção do óleo para engrenagens depende dos seguintes fatores: tipo de
engrenagem, rotação do pinhão, grau de redução, temperatura de serviço,
potência, natureza da carga, tipo de acionamento, método de aplicação
e contaminação.
Lubrificação de engrenagens abertas
Não é prático nem econômico encerrar alguns tipos de engrenagem numa
caixa. Estas são as chamadas engrenagens abertas.
As engrenagens abertas só podem ser lubrificadas intermitentemente e,
muitas vezes, só a intervalos regulares, proporcionando películas lubrificantes
de espessuras mínimas entre os dentes, prevalecendo as condições de lubrifica-
ção limítrofe.
Ao selecionar o lubrificante de engrenagens abertas, é necessário levar em
consideração as seguintes condições: temperatura, método de aplicação, condi-
ções ambientais e material da engrenagem.
Lubrificação de motorredutores
A escolha de um óleo para lubrificar motorredutores deve ser feita conside-
rando-se os seguintes fatores: tipo de engrenagens; rotação do motor; tempera-
tura de operação e carga. No geral, o óleo deve ser quimicamente estável para
suportar oxidações e resistir à oxidação.
231
31
A U L A Lubrificação de máquinas-ferramenta
Existe, atualmente, um número considerável de máquinas-ferramenta com
uma extensa variedade de tipos de modelos, dos mais rudimentares àqueles
mais sofisticados, fabricados segundo as tecnologias mais avançadas.
Diante de tão grande variedade de máquinas-ferramenta, recomenda-se a
leitura atenta do manual do fabricante do equipamento, no qual serão encontra-
das indicações precisas para lubrificação e produtos a serem utilizados.
Para equipamentos mais antigos, e não se dispondo de informações mais
precisas, as seguintes indicações genéricas podem ser obedecidas:
Sistema de circulação forçada
Sistema de circulação forçada
Sistema de circulação forçada
Sistema de circulação forçada
Sistema de circulação forçada - óleo lubrificante de primeira linha com
número de viscosidade S 215 (ASTM).
Lubrificação intermitente
Lubrificação intermitente
Lubrificação intermitente
Lubrificação intermitente
Lubrificação intermitente (oleadeiras, copo conta-gotas etc.)-óleomineral
puro com número de viscosidade S 315 (ASTM).
Fusos de alta velocidade
Fusos de alta velocidade
Fusos de alta velocidade
Fusos de alta velocidade
Fusos de alta velocidade(acimade3000rpm)-óleolubrificantedeprimeira
linha, de base parafínica, com número de viscosidade S 75 (ASTM).
Fusos de velocidade moderada
Fusos de velocidade moderada
Fusos de velocidade moderada
Fusos de velocidade moderada
Fusos de velocidade moderada (abaixo de 3000 rpm) - óleo lubrificante de
primeira linha, de base parafínica, com número de viscosidade S 105 (ASTM).
Guias e barramentos
Guias e barramentos
Guias e barramentos
Guias e barramentos
Guias e barramentos- óleoslubrificantescontendoaditivosdeadesividade
e inibidores de oxidação e corrosão, com número de viscosidade S 1000 (ASTM).
Caixas de redução
Caixas de redução
Caixas de redução
Caixas de redução
Caixas de redução - para serviços leves podem ser utilizados óleos com
número de viscosidade S 1000 (ASTM) aditivados convenientemente com
antioxidantes, antiespumantes etc. Para serviços pesados, recomendam-se óleos
com aditivos de extrema pressão e com número de viscosidade S 2150 (ASTM).
Lubrificação à graxa
Lubrificação à graxa
Lubrificação à graxa
Lubrificação à graxa
Lubrificação à graxa - em todos os pontos de lubrificação à graxa pode-se
utilizar um mesmo produto. Sugere-se a utilização de graxas à base de sabão de
lítio de múltipla aplicação e consistência NLGI 2.
Observações: S
Observações: S
Observações: S
Observações: S
Observações: S = Saybolt; ASTM
ASTM
ASTM
ASTM
ASTM = American Society of Testing Materials
(Sociedade Americana de Materiais de Teste). NLGI
NLGI
NLGI
NLGI
NLGI = National Lubricating
Grease Institute (Instituto Nacional de Graxa Lubrificante).
Em resumo, por mais complicada que uma máquina pareça, há apenas três
elementos a lubrificar:
1.
1.
1.
1.
1. Apoios de vários tipos, tais como: mancais de deslizamento ou rolamen-
to, guia etc.
2.
2.
2.
2.
2. Engrenagensdedentesretos,helicoidais,parafusosderoscasem-fimetc.,
que podem estar descobertas ou encerradas em caixas fechadas.
3.
3.
3.
3.
3. Cilindros, como os que se encontram nos compressores e em toda a
espécie de motores, bombas ou outras máquinas com êmbolos.
232
31
A U L A
Responda.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
No que consiste a lubrificação?
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Em termos práticos, quais são os lubrificantes mais utilizados?
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Quanto à origem, como se classificam os lubrificantes?
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
O que é viscosidade?
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
O que são graxas?
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Um mancal de deslizamento que opera sob alta pressão e em baixa rotação
deve ser lubrificado com óleo ou graxa? Justifique.
Exercícios
233
32
A U L A
32
A U L A
Apóssofrersucessivasperdasdecomponen-
tes de máquinas, a empresa Q. Tal S.A. resolveu sanar o problema. As perdas de
componentes causavam constantes paradas das máquinas com conseqüentes
atrasos na produção e crescimento dos prejuízos.
Após minucioso estudo realizado por uma qualificada equipe de manuten-
ção recém-admitida, constatou-se que os principais motivos das falhas estavam
relacionados com a lubrificação das máquinas e equipamentos, que até então era
feita de forma aleatória e desorganizada.
Como a equipe de manutenção resolveu o problema de lubrificação das
máquinas? A equipe efetuou algum planejamento? Será que a equipe elaborou
algum programa de lubrificação?
Nesta aula abordaremos as formas de planejar e organizar a lubrificação
em uma empresa.
Organização da lubrificação
Uma lubrificação só poderá ser considerada correta quando o ponto
de lubrificação recebe o lubrificante certo, no volume adequado e no mo-
mento exato.
A simplicidade da frase acima é apenas aparente. Ela encerra toda a essência
da lubrificação.
De fato, o ponto só recebe lubrificante certo
lubrificante certo
lubrificante certo
lubrificante certo
lubrificante certo quando:
· a especificação de origem (fabricante) estiver correta;
· a qualidade do lubrificante for controlada;
· não houver erros de aplicação;
· o produto em uso for adequado;
· o sistema de manuseio, armazenagem e estocagem estiverem corretos.
O volume adequado
volume adequado
volume adequado
volume adequado
volume adequado só será alcançado se:
· o lubrificador (homem da lubrificação) estiver habilitado e capacitado;
· os sistemas centralizados estiverem corretamente projetados, mantidos
e regulados;
· osprocedimentosdeexecuçãoforemelaborados,implantadoseobedecidos;
· houver uma inspeção regular e permanente nos reservatórios.
Lubrificação industrial II
234
32
A U L A
O momento exato
momento exato
momento exato
momento exato
momento exato será atingido quando:
· houver um programa para execução dos serviços de lubrificação;
· os períodos previstos estiverem corretos;
· as recomendações do fabricante estiverem corretas;
· a equipe de lubrificação estiver corretamente dimensionada;
· os sistemas centralizados estiverem corretamente regulados.
Qualquerfalhadelubrificaçãoprovoca,namaioriadasvezes,desgastescom
conseqüências a médio e longo prazos, afetando a vida útil dos elementos
lubrificados. Pouquíssimas vezes a curto prazo.
Estudos efetuados por meio da análise ferrográfica de lubrificantes têm
mostradoqueaspartículasgeradascomoefeitodamálubrificaçãosãopartículas
do tipo normal, porém em volumes muito grandes, significando que o desgaste
nestas circunstâncias ocorre de forma acelerada, levando inexoravelmente
até a falha catastrófica.
Uma máquina, em vez de durar vinte anos, irá se degradar em cinco anos.
Ummancaldeumredutorprevistoparadurardoisanosserátrocadoemumano.
Os dentes de engrenagens projetados para operarem durante determinado
período de tempo terá de ser substituído antecipadamente.
Se projetarmos estes problemas para os milhares de pontos de lubrificação
existentes, teremos uma idéia do volume adicional de paradas que poderão ser
provocadas, a quantidade de sobressalentes consumidos e a mão-de-obra utili-
zada para reparos.
Somente um monitoramento feito por meio da ferrografia poderá determi-
nar os desgastes provocados pela má lubrificação.
É muito difícil diagnosticar uma falha catastrófica resultante da má lubrifi-
cação. Normalmente se imagina que se a peça danificada estiver com lubrifican-
te, o problema não é da lubrificação. Mas quem poderá garantir a qualidade
da lubrificação ao longo dos últimos anos?
Somente a prática da lubrificação correta, efetuada de forma contínua
e permanente, garante uma vida útil plena para os componentes de máquinas.
Por fim, acrescentamos que, embora não percebida por muitos, a lubrifica-
ção correta concorre, também, para a redução no consumo de energia
e na preservação dos recursos naturais.
235
32
A U L A Não estamos falando da energia que é economizada como conseqüência da
redução de atrito, mas da energia embutida, isto é, a energia inerente ao processo
de fabricação das peças desgastadas e substituídas.
Quando trocamos uma peça prematuramente, estamos consumindo toda a
energia embutida no processamento e uma parte dos recursos naturais não-
renováveis, como os minérios.
Produtividade, qualidade, custo e segurança não são mais fatores isolados
para o crescimento das empresas. Esses fatores estão inter-relacionados entre si
e inter-relacionados com a lubrificação, conforme mostra o esquema a seguir.
Por fim, uma lubrificação organizada apresenta as seguintes vantagens:
· aumenta a vida útil dos equipamentos em até dez vezes ou mais;
· reduz o consumo de energia em até 20%;
· reduz custos de manutenção em até 35%;
· reduz o consumo de lubrificantes em até 50%.
Programa de lubrificação
Em qualquer empreendimento industrial, independentemente do seu porte,
o estabelecimento de um programa racional de lubrificação é fator primordial
para a obtenção da melhor eficiência operacional dos equipamentos.
A existência de um programa racional de lubrificação e sua implementação
influem de maneira direta nos custos industriais pela redução do número de
paradas para manutenção, diminuição das despesas com peças de reposição e
com lubrificantes e pelo aumento da produção, além de melhorar as condições
de segurança do próprio serviço de lubrificação.
A primeira providência para a elaboração e instalação de um programa de
lubrificação refere-se a um levantamento cuidadoso das máquinas e equipamen-
tos e das suas reais condições de operação.
Para maior facilidade, recomenda-se que tal levantamento seja efetuado por
setores da empresa, especificando-se sempre todos os equipamentos instalados,
de maneira que eles possam ser identificados de maneira inequívoca.
Uma vez concluído este primeiro passo, deve-se verificar quais os equipa-
mentos cujos manuais do fabricante estão disponíveis e quais os tipos e marcas
de lubrificantes para eles recomendados.
236
32
A U L A
De posse dos dados anteriores, deve-se elaborar um plano de lubrificação
para cada equipamento, em que ele deve ser identificado. E ainda mencionar
todos os seus pontos de lubrificação, métodos a empregar, produtos recomenda-
dos e periodicidade da lubrificação.
Para facilitar aos operários encarregados da lubrificação e minimizar
a possibilidade de erros nas tarefas de lubrificação (aplicação de produtos
indevidos), sugere-se identificar, nas máquinas, todos os pontos de lubrificação
com um símbolo correspondente ao do produto a ser nele aplicado. Há várias
maneiras de se estabelecer tais códigos, sendo prática a utilização de cores
e figuras geométricas para facilitar a tarefa de identificação.
Assim, círculos podem representar pontos lubrificados a óleo e triângulos
ou quadrados, pontos lubrificados a graxas. E a cor de cada uma dessas figuras
será determinada pelas características do produto a ser empregado.
Como exemplo, um óleo para lubrificação de mancais de rolamento com
velocidade de 10000 rpm e temperatura de operação na faixa dos 60°C poderia
ser identificado do seguinte modo:
óleo lubrificante de primeira linha com inibidores de oxidação
e corrosão;
viscosidade SSU a 210°F de 52 a 58 segundos. Marca comercial X
e fornecedor Y.
Observação
Observação
Observação
Observação
Observação: V = vermelho
O trecho de um plano de lubrificação, como anteriormente mencionado,
pode-se apresentar da seguinte forma:
Neste exemplo, os produtos estão representados pelos seus respectivos
códigos, em que as letras no interior do círculo representam as cores
que identificam os lubrificantes. Nesse caso sugerido, temos: A = amarelo;
B = branco; Ve = verde e V = vermelho.
Esses códigos, por sua vez, seriam pintados, nas respectivas cores,
nos diferentes pontos de lubrificação do equipamento.
V
237
32
A U L A Acompanhamento e controle
Visando racionalizar o uso dos óleos e graxas lubrificantes, sempre que
é elaborado um programa geral de lubrificação procura-se reduzir ao máximo
a quantidade de produtos recomendados.
No que se refere ao controle, podem ser elaboradas fichas para cada seção
da empresa, nas quais serão mencionados os respectivos equipamentos
e anotados dados como: freqüência de lubrificação, quantidade de lubrifi-
cantes a aplicar etc.
Tais fichas são distribuídas aos operários encarregados da execução da
lubrificação e devem ser devolvidas com as anotações devidas.
O consumo é controlado, quando possível, por equipamento. Em geral, para
métodos de lubrificação manual (almotolia, pistola de graxa, copos graxeiros,
copos conta-gotas etc.), fica difícil o controle de consumo por equipamento.
Recomenda-se, nesse caso, considerar o consumo por seção, dividi-lo pelo
número de pontos lubrificados, obtendo-se então um consumo médio por ponto
de lubrificação, que multiplicado pelo número de pontos a lubrificar do equipa-
mento, fornece o seu consumo médio no período de tempo considerado.
Esse consumo deve ser dimensionado de acordo com o porte de cada empresa.
Armazenagem e manuseio de lubrificantes
Os óleos lubrificantes são embalados usualmente em tambores de 200 litros,
conforme norma do INMETRO (Instituto de Metrologia, Normalização
e Qualidade Industrial).
As graxas são comercializadas em quilograma e os tambores são de 170 kg
ou 180 kg, conforme o fabricante.
Em relação ao manuseio e armazenagem de lubrificantes, deve-se evitar a
presença de água. Os óleos contaminam-se facilmente com água. A água pode
ser proveniente de chuvas ou da umidade do ar. Areia, poeira e outras partículas
estranhas também são fatores de contaminação de óleos e graxas.
Outro fator que afeta os lubrificantes, especialmente as graxas, é a tempera-
tura muito elevada, que pode decompô-las.
Quando não houver possibilidade de armazenagem dos lubrificantes
em recinto fechado e arejado, devem ser observados os seguintes cuidados:
· manter os tambores sempre deitados sobre ripas de madeira para evitar
a corrosão;
· nunca empilhar os tambores sobre aterros de escórias, pois estas atacam
seriamente as chapas de aços de que eles são feitos;
· em cada extremidade de fila, os tambores devem ser firmemente escorados
por calços de madeira. Os bujões devem ficar em fila horizontal;
238
32
A U L A
· fazer inspeções periódicas para verificar se as marcas dos tambores continu-
am legíveis e descobrir qualquer vazamento;
· se os tambores precisarem ficar na posição vertical, devem ser cobertos por
um encerado. Na falta do encerado, o recurso é colocá-los ligeiramente
inclinados,com o emprego de calços de madeira, de forma que se evite
o acúmulo de água sobre qualquer um dos bujões.
A armazenagem em recinto fechado e arejado pode ser feita em estantes de
ferro apropriadas chamadas racks ou em estrados de madeira chamados pallets.
O emprego de racks exige o uso de um mecanismo tipo monorail com talha
móvel para a colocação e retirada dos tambores das estantes superiores. Para a
manipulação dos pallets, é necessária uma empilhadeira com garfo.
Umaoutrapossibilidadeédisporostamboreshorizontalmenteesuperpostos
em até três filas, com ripas de madeira de permeio e calços convenientes,
conforme já foi mostrado. A retirada dos tambores é feita usando-se uma rampa
formada por duas tábuas grossas colocadas em paralelo, por onde rolam cuida-
dosamente os tambores.
Panos e estopas sujos de óleo não devem ser deixados nesses locais, porque
constituem focos de combustão, além do fator estético.
O almoxarifado de lubrificantes deve ficar distante de poeiras de cimento,
carvão etc., bem como de fontes de calor como fornos e caldeiras.
O piso do almoxarifado de lubrificantes não deve soltar poeira e nem
absorver óleo depois de um derrame acidental.
Pode-se retirar óleo de um tambor em posição vertical utilizando uma
pequena bomba manual apropriada.
Os tambores que estiverem sendo usados devem ficar deitados horizontal-
mente sobre cavaletes adequados. A retirada de óleo é feita, nesse caso, por meio
de torneiras apropriadas.
Geralmente adapta-se a torneira ao bujão menor. Para o caso de óleos muito
viscosos, recomenda-se usar o bujão menor. O bujão com a torneira adaptada
deve ficar voltado para baixo, e uma pequena lata deve ser colocada para captar
um eventual gotejamento, conforme a figura.
239
32
A U L A Os recipientes e os funis devem ser mantidos limpos, lavados periodicamen-
te com querosene e enxugados antes de voltarem ao uso.
Para graxas, que em geral são em número reduzido e cujo consumo é muito
menor que o de óleos, recomenda-se o emprego de bombas apropriadas, man-
tendo-se o tambor sempre bem fechado.
Acessórios de lubrificação
Os principais acessórios utilizados em lubrificação são os seguintes:
Talha:
Talha:
Talha:
Talha:
Talha: serve para mover
os tambores de lubrifican-
tes e pode ser manual ou
elétrica.
Empilhadeira:
Empilhadeira:
Empilhadeira:
Empilhadeira:
Empilhadeira: é utilizada
na estocagem dos tambo-
res.
Tanque:
Tanque:
Tanque:
Tanque:
Tanque: é utilizado para a
limpeza do equipamento
de lubrificação.
Equipamento para
Equipamento para
Equipamento para
Equipamento para
Equipamento para
retirada de graxa:
retirada de graxa:
retirada de graxa:
retirada de graxa:
retirada de graxa: a graxa,
devido a sua consistência,
exige a remoção da tampa
e instalação de um
equipamento especial à
base de ar comprimido,
que a mantém comprimida
contra a base do tambor
mediante uma chapa.
Enchedores de pistola de
Enchedores de pistola de
Enchedores de pistola de
Enchedores de pistola de
Enchedores de pistola de
graxa:
graxa:
graxa:
graxa:
graxa: são úteis para evitar
contaminações, podendo
ser manuais ou a ar
comprimido.
Pistolas portáteis para
Pistolas portáteis para
Pistolas portáteis para
Pistolas portáteis para
Pistolas portáteis para
graxa:
graxa:
graxa:
graxa:
graxa: são usadas para
lubrificação de grupos de
equipamentos e podem ser
a ar comprimido ou
elétricas.
Misturador:
Misturador:
Misturador:
Misturador:
Misturador: é aplicado para
misturar óleo solúvel com
água.
Torneira:
Torneira:
Torneira:
Torneira:
Torneira: é utilizada para
retirar óleo do tambor e é
aplicada nos orifícios dos
bujões de enchimento.
Equipamento de retirada
Equipamento de retirada
Equipamento de retirada
Equipamento de retirada
Equipamento de retirada
de óleo:
de óleo:
de óleo:
de óleo:
de óleo: são, normalmente,
bombas manuais, que são
instaladas no bujão do
tambor.
240
32
A U L A
O lubrificador
O homem-chave de toda a lubrificação é o lubrificador. De nada adiantam
planos de lubrificação perfeitos, programas sofisticados e controles
informatizados, se os homens que executam os serviços não estiverem devida-
mente capacitados e habilitados para a função.
Um bom lubrificador deve ter conhecimentos e habilidades que lhe permi-
tam discernir entre o que é correto e o que é errado em lubrificação. O bom
lubrificador deverá saber:
· a forma certa de lubrificar um equipamento;
· quais lubrificantes são utilizados na empresa;
· quais os efeitos nocivos da mistura de lubrificantes;
· quais os equipamentos de lubrificação devem ser utilizados;
· quais as conseqüências de uma contaminação;
· evitar a contaminação;
· quais procedimentos seguir para a retirada de amostras;
· como estocar, manusear e armazenar lubrificantes;
· qual a relação entre lubrificação e segurança pessoal;
· quais as conseqüências de uma má lubrificação;
· quais as funções e principais características dos lubrificantes;
· quais os impactos dos lubrificantes no meio ambiente;
· o que são sistemas de lubrificação;
· como funcionam os sistemas de lubrificação;
· como cuidar dos sistemas de lubrificação;
· quais equipamentos devem ser lubrificados;
· quais pontos de lubrificação devem receber lubrificante.
Como se pode observar, o lubrificador deve ser um profissional gabaritado
e competente.
Carrinhos de lubrificação:
Carrinhos de lubrificação:
Carrinhos de lubrificação:
Carrinhos de lubrificação:
Carrinhos de lubrificação: por causa da
necessidade de se aplicar diferentes tipos
de lubrificantes a vários equipamentos e
em locais distantes, usam-se carrinhos de
lubrificantes.
Lubrificadores de fusos têxteis:
Lubrificadores de fusos têxteis:
Lubrificadores de fusos têxteis:
Lubrificadores de fusos têxteis:
Lubrificadores de fusos têxteis: são
aparelhos utilizados para retirar o óleo
usado, limpar o recipiente e aplicar óleo
novo.
241
32
A U L A Assinale com X a alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Podemos considerar que uma lubrificação está correta quando a máquina
receber:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) o lubrificante correto, com média viscosidade e baixa fluidez;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) o lubrificante mais aditivado, com alta fluidez e baixa viscosidade;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) o lubrificante correto, no volume correto e no momento adequado;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) o lubrificante de origem parafínica com a viscosidade ideal;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) o lubrificante de melhor qualidade e de origem naftênica com alta
viscosidade.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
As falhas de lubrificação em máquinas podem provocar:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) desgaste nos componentes afetando a vida útil deles;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) a eliminação das forças de atrito com aumento de potência;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) vibrações harmônicas nos componentes, que passam a trabalhar
melhor;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) aumento na velocidade dos componentes móveis;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) apenas rachaduras nos cabeçotes, correias e eixos.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Uma lubrificação organizada apresenta as seguintes vantagens:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) aumenta o consumo de energia e diminui a vida útil da máquina;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) reduz o consumo de energia, reduz os custos, reduz o consumo de
lubrificantes e aumenta a vida útil da máquina;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) reduz o consumo de energia, reduz os custos, aumenta o consumo
de lubrificantes e aumenta a vida útil da máquina;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) aumenta o consumo de energia, reduz os custos, reduz o consumo
de lubrificantes e mantém a vida útil da máquina;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) reduz o consumo de energia, aumenta os custos, reduz o consumo
de lubrificantes e prolonga a vida útil da máquina.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
A primeira providência a ser executada ao se instalar um programa de
lubrificação é:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) colocar lubrificantes altamente viscosos em todos os componentes
de todas as máquinas;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) ficar um mês sem lubrificar as máquinas que estão em serviço
e lubrificar somente aquelas que estão paradas para manutenção;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) trocar os lubrificantes de todas as máquinas que estão em serviço e
lubrificar, somente com graxa, aquelas paradas para manutenção;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) fazer um levantamento cuidadoso das máquinas para avaliar suas
reais condições;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) importar óleos e graxas da Europa, pois não se pode confiar nos
produtos comercializados pelas empresas instaladas no País.
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
A estocagem e a armazenagem de óleos lubrificantes exigem alguns cuida-
dos. Entre esses cuidados, deve-se evitar:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) a presença de graxas, pois elas reagem com os óleos e formam piche;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) locais arejados, pois o ar oxida todos os óleos com grande rapidez;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) locais com temperatura ao redor de 22°C, que pode degradar os óleos;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) tambores deitados ou de pé, pois o ideal é mantê-los pendurados;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) a presença de água, pois esta é contaminante.
Exercícios
242
33
A U L A
Uma fresadora CNC foi vistoriada pela equi-
pe de manutenção da empresa Kikoisa S.A. e o líder da equipe ficou encarregado
de efetuar a coleta de amostra do óleo lubrificante da máquina para uma
ferrografia, pois era preciso constatar a ocorrência de desgaste de alguns compo-
nentes de funções importantes.
Como o líder coletou a amostra de óleo? Como o exame de um óleo permite
detectar desgastes? O que é exame ferrográfico?
Nesta aula, as respostas para as perguntas acima serão discutidas.
Conceito de ferrografia
A ferrografia é uma técnica de avaliação das condições de desgaste
dos componentes de uma máquina por meio da quantificação e observação
das partículas em suspensão no lubrificante.
Essa técnica satisfaz todos os requisitos exigidos pela manutenção preditiva
e também pode ser empregada na análise de falhas e na avaliação rápida
do desempenho de lubrificantes.
Origem da ferrografia
Aferrografiafoidescobertaem1971porVernonC.Westcott,umtribologista
de Massachusetts, Estados Unidos, e desenvolvida durante os anos subseqüen-
tes com a colaboração de Roderic Bowen e patrocínio do Centro de Engenharia
Aeronaval Americano e outras entidades.
O objetivo inicialmente proposto foi o de quantificar a severidade do
desgaste de máquinas e para a pesquisa foram adotadas as seguintes premissas:
1.
1.
1.
1.
1. Toda máquina desgasta-se antes de falhar.
2.
2.
2.
2.
2. O desgaste gera partículas.
3.
3.
3.
3.
3. A quantidade e o tamanho das partículas são diretamente proporcionais
à severidade do desgaste que pode ser constatado mesmo a olho nu.
Análise de lubrificantes
por meio da técnica
ferrográfica
33
A U L A
243
33
A U L A 4.
4.
4.
4.
4. Os componentes de máquinas, que sofrem atrito, geralmente são lubrifi-
cados, e as partículas permanecem em suspensão durante um certo tempo.
5.
5.
5.
5.
5. Considerando que as máquinas e seus elementos são constituídos basica-
mente de ligas de ferro, a maior parte das partículas provém dessas ligas.
A técnica ferrográfica
O método usual de quantificação da concentração de material particulado
consiste na contagem das partículas depositadas em papel de filtro e observadas
em microscópio. Este método, porém, não proporciona condições adequadas
para a classificação dimensional, que é de grande importância para a avaliação
da intensidade do desgaste de máquinas.
Orientando-se pela quinta premissa, ou seja, de que há predominância de
ligas ferrosas nas máquinas e seus elementos, Westcott inventou um aparelho
para separar as partículas de acordo com o tamanho. O aparelho chama-se
ferrógrafo
ferrógrafo
ferrógrafo
ferrógrafo
ferrógrafo.
.
.
.
.
Funcionamento do ferrógrafo
Acompanhando a figura anterior, o ferrógrafo de Westcott é constituído de
um tubo de ensaio, uma bomba peristáltica, uma mangueira, uma lâmina de
vidro, um ímã e um dreno.
A bomba peristáltica, atuando na mangueira, faz com que o lubrificante se
desloque do tubo de ensaio em direção à lâmina de vidro, que se encontra
ligeiramente inclinada e apoiada sobre um ímã com forte campo magnético.
A inclinação da lâmina de vidro garantirá que o fluxo do lubrificante tenha
apenas uma direção.
O lubrificante, do tubo de ensaio até a extremidade final da mangueira,
transporta partículas grandes e pequenas com a mesma velocidade. Quando o
fluxo passa sobre a lâmina de vidro, a velocidade de imersão ou afundamento
das partículas grandes passa a ser maior que a velocidade das pequenas.
Isto ocorre devido à ação do campo magnético do ímã. Nesse momento,
começa a separação entre partículas grandes e pequenas.
As partículas grandes vão se fixando na lâmina de vidro logo no seu início,
e as menores depositam-se mais abaixo.
244
33
A U L A
Com esse ferrógrafo, constatou-se que as partículas maiores que 5 mm
fixam-se no início da placa de vidro e que as partículas entre 1 mm e 2 mm fixam-
se seis milímetros abaixo. Essas posições têm grande importância, pois as
partículas provenientes de desgastes severos geralmente apresentam dimen-
sões com mais de 15 mm, enquanto as partículas provenientes de desgastes
normais apresentam dimensões ao redor de 1 mm a 2 mm.
O dimensionamento de partículas é efetuado com o auxílio de um microscó-
pio de alta resolução.
Muitas tentativas foram feitas até se obter a vazão de fluido e o ímã mais
adequados.Nosferrógrafosatuais,avazãoéde0,3mldefluidoporminutoe98%
das partículas ficam retidas na lâmina de vidro, mesmo as não magnéticas.
Ferrograma
A figura seguinte mostra um ferrograma, isto é, uma lâmina preparada que
permiteobteradimensãoaproximadadepartículasdepositadas.Alâminamede
aproximadamente 57 mm. Ao longo dela passa o fluxo de lubrificante que vai
deixando as partículas atrás de si. Como foi dito, as maiores ficam no início do
fluxo e as menores, no final.
As partículas não magnéticas, como as provenientes de cobre e suas ligas,
alumínio e suas ligas, cromo e suas ligas, compostos orgânicos, areia etc.,
também depositam-se no ferrograma. Isto é explicável pela ação da gravidade,
auxiliada pela lentidão do fluxo, além de algum magnetismo adquirido pelo
atrito desses materiais com partículas de ligas de ferro.
As partículas não magnéticas distinguem-se das partículas de ligas ferrosas
pela disposição que as primeiras assumem no ferrograma. No ferrograma as
partículas de materiais não magnéticos depositam-se aleatoriamente, sem serem
alinhadas pelo campo magnético do ímã.
Uma outra importante utilidade do ferrograma é que ele permite descobrir
ascausasdosdesgastes:deslizamento,fadiga,excessodecargasetc.Essascausas
geram partículas de forma e cores específicas, como se fossem impressões
digitais deixadas na vítima pelo criminoso.
245
33
A U L A Ferrografia quantitativa
Com a evolução do ferrógrafo, chegou-se ao ferrógrafo de leitura direta, que
permite quantificar as partículas grandes e pequenas de modo rápido e objetivo.
Seu princípio é o mesmo adotado nas pesquisas com ferrogramas e encontra-se
esquematizado a seguir.
A luz, proveniente da fonte, divide-se em dois feixes que passam por uma
fibra óptica. Esses feixes são parcialmente atenuados pelas partículas nas posi-
ções de entrada e seis milímetros abaixo. Os dois feixes atenuados são captados
por sensores ópticos ou fotodetectores que mandam sinais para um processador,
e os resultados são mostrados digitalmente em um display de cristal líquido.
Os valores encontrados são comparados com os valores obtidos por um ensaio
sobre uma lâmina limpa, considerando que a diferença de atenuações da luz
é proporcional à quantidade de partículas presentes.
O campo de medição vai de 0 a 190 unidades DR (Direct Reading = Leitura
Direta), mas é linear apenas até 100. A partir deste valor, as partículas empilham-
se umas sobre as outras, acarretando leituras menores que as reais. Por isso,
muitasvezesénecessáriodiluirolubrificanteoriginalparasemanteralinearidade.
O acompanhamento da máquina, por meio da ferrografia quantitativa,
possibilita a construção de gráficos, e as condições de maior severidade
são definidas depois de efetuadas algumas medições. Os resultados obtidos
são tratados estatisticamente.
246
33
A U L A
Por exemplo, o gráfico a seguir, chamado gráfico de tendências, é obtido
por meio da ferrografia quantitativa.
OvalorL+S,chamadoconcentraçãototaldepartículas,éumdosparâmetros
utilizados para avaliação do desgaste.
Significados:
L
L
L
L
L - (abreviatura de large,
large,
large,
large,
large, que significa grande) corresponde ao valor
encontrado de partículas grandes (> 5 mm).
S
S
S
S
S - (abreviatura de small,
small,
small,
small,
small, que significa pequeno) corresponde ao valor
encontrado de partículas pequenas (< 5 mm).
Outros parâmetros podem ser utilizados juntamente com o L + S, por
exemplo, o índice de severidade Is = (L + S) (L - S).
O gráfico a seguir, chamado “curva da asa”, mostra a evolução do desgaste
dos elementos de uma máquina. Observe que o tamanho das partículas prove-
nientes de desgaste normal varia de 0,1 mm até aproximadamente 5 mm.
A presença de partículas maiores que 10 mm praticamente garantirá a indese-
jável falha do componente.
Paramaiorclareza,observeográficoseguintequemostraasfaixaslimítrofes
dos tamanhos das partículas.
247
33
A U L A Ferrografia analítica
A identificação das causas de desgaste é feita por meio do exame visual da
morfologia, cor das partículas, verificação de tamanhos, distribuição e concen-
tração no ferrograma.
Pela ferrografia analítica, faz-se a classificação das partículas de desgaste em
cincogrupos.Oquadroaseguirmostraoscincogruposdepartículasdedesgaste
e as causas que as originam.
As fotografias constituem a única forma de mostrar, com clareza, os aspectos
dos ferrogramas, mas podemos esboçá-los, simplificadamente, para registrar as
informações, conforme exemplo a seguir.
Ferrografia e outras técnicas
Ferrografia, espectrometria e análise de vibrações constituem as principais
técnicas de diagnóstico das condições dos componentes mecânicos das máquinas.
As duas primeiras empregam métodos diversos para avaliar o mesmo tipo
de problema: o desgaste. Ambas concentram a análise nas partículas suspensas
no lubrificante, mas com parâmetros diferentes.
CLASSIFICAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO DAS
DAS
DAS
DAS
DAS PARTÍCULAS
PARTÍCULAS
PARTÍCULAS
PARTÍCULAS
PARTÍCULAS
Ferrosas
Não-ferrosas
Óxidos de ferro
Produtos da degradação
do lubrificante
Contaminantes
esfoliação; corte por abrasão; fadiga de rolamento;
arrastamento; desgaste severo por deslizamento.
metais brancos; ligas de cobre; ligas de metal patente ou
antifricção.
óxidos vermelhos; óxidos escuros; metais oxidados escuros.
corrosão; polímeros de fricção.
poeira de estrada; pó de carvão; asbesto; material de filtro;
flocos de carbono.
CAUSAS
CAUSAS
CAUSAS
CAUSAS
CAUSAS
248
33
A U L A
A ferrografia tem por parâmetros a concentração, o tamanho, a morfologia
e a cor das partículas, enquanto a espectrometria considera apenas a concentra-
ção dos elementos químicos que as compõem.
A análise de vibrações tem por parâmetro o comportamento dinâmico das
máquinas, quando excitadas por forças provenientes de irregular distribuição
de massas, erros de montagem, pulsações dinâmicas etc., bem como de proble-
mas mais avançados de desgaste.
Em resumo, a ferrografia, a espectrometria e a análise de vibrações se
complementam, pois, de forma isolada, essas técnicas apresentam limitações.
Coletas de amostras de lubrificante
Para se coletar uma amostra de lubrificante em serviço, deve-se escolher
criteriosamente o ponto de coleta; o volume a ser recolhido e qual método deverá
ser utilizado na coleta.
Escolha do ponto de coleta
Escolha do ponto de coleta
Escolha do ponto de coleta
Escolha do ponto de coleta
Escolha do ponto de coleta
As partículas que interessam para a análise são aquelas geradas recentemen-
te. Considerando este pré-requisito, o ponto de coleta deverá ser aquele em que
uma grande quantidade de partículas novas estejam presentes em região
de grande agitação.
Exemplos:
· tubulação geral de retorno do lubrificante para o reservatório;
· janela de inspeção de reservatório, próximo à tubulação de descarga;
· drenos laterais em reservatórios ou cárteres;
· dreno geral de reservatório ou cárteres, em região de agitação;
· varetas de nível.
Pontos após filtros ou após chicanas de reservatórios devem ser evitados,
pois esses elementos retiram ou precipitam as partículas do lubrificante.
Volume de amostra
Volume de amostra
Volume de amostra
Volume de amostra
Volume de amostra
São necessários apenas 100 ml de amostra, que é colocada em um frasco com
capacidade para 150 ml. Excesso de lubrificante, após a coleta, deve ser descar-
tado imediatamente, para evitar que as partículas se precipitem. O espaço
de 50 ml, que corresponde a 1/3 do frasco, é deixado vazio para permitir uma
agitação posterior da amostra.
Métodos de coleta
Métodos de coleta
Métodos de coleta
Métodos de coleta
Métodos de coleta
Os principais métodos de coleta de lubrificantes envolvem válvulas de
coleta, bombas de coleta e imersão.
Se a máquina estiver dotada de válvulas de coletas, o método de coleta
deverá passar pela seguinte seqüência:
· limpar a região da coleta;
· abrir a válvula permitindo uma vazão razoável para arrastar as partículas
(filete de 1/4” a 2”, proporcional à máquina);
· purgar 2 a 3 vezes o volume parado na tubulação da válvula;
249
33
A U L A · retirar o frasco quando completar o nível de coleta nele indicado;
· fechar a válvula (nunca abri-la ou fechá-la sobre o frasco);
· descartar imediatamente o lubrificante que excedeu o nível de coleta;
· tampar o frasco com batoque plástico e tampa roscada;
· limpar o frasco;
· identificar a amostra com os seguintes dados: máquina, ponto de coleta,
empresa e data.
A coleta de amostras de lubrificante, na maioria dos casos, pode ser feita com
o auxílio de uma bomba de coleta. A figura seguinte mostra o esquema de uma
bomba de coleta.
O método de coleta que envolve o uso de uma bomba de coleta deve
obedecer aos passos:
· cortar um pedaço de mangueira plástica nova, com comprimento suficiente
para alcançar o lubrificante na região média compreendida abaixo de sua
superfície e acima do fundo do depósito onde ele se encontra;
· introduzir uma das extremidades da mangueira na bomba, de modo que
essa extremidade fique aparente;
· introduzir a extremidade livre da mangueira até a metade do nível do
lubrificante, cuidando para que o fundo do recipiente não seja tocado;
· aspirar o lubrificante;
· descartar imediatamente o lubrificante que exceder o nível de coleta;
· tampar o frasco com batoque plástico e tampa roscada;
· limpar o frasco;
· identificar a amostra com os seguintes dados: máquina, ponto de coleta,
empresa e data;
· descartar a mangueira.
Seolubrificanteestiveremconstanteagitação,aamostrapoderásercoletada
pelo método da imersão que consiste em mergulhar o frasco no lubrificante. Em
casos de temperaturas elevadas o frasco é fixado em um cabo dotado de
braçadeiras. Esse cuidado é necessário para evitar queimaduras no operador.
A seqüência para aplicar o método da imersão consiste nos seguintes passos:
· destampar o frasco e prendê-lo no suporte com braçadeiras;
· introduzir o frasco no reservatório ou canal de lubrificante, com a boca para
baixo, até que o nível médio do lubrificante seja alcançado, sem tocar no
fundo do reservatório ou canal;
250
33
A U L A
· virar o frasco para cima, permitindo a entrada do lubrificante;
· descartar imediatamente o excesso de lubrificante que exceder o nível
de coleta;
· tampar o frasco com batoque plástico e tampa roscada;
· limpar o frasco;
· identificar a amostra com os seguintes dados: máquina, ponto de coleta,
empresa, data.
Assinale X na alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
O aparelho utilizado para determinar o tamanho, a cor e a quantidade
de partículas existentes em um lubrificante que atua em uma máquina
chama-se:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) barógrafo;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) ferrógrafo;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) termógrafo;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) pantógrafo;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) volumógrafo.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
O pai da análise ferrográfica foi:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) Júlio Verne;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) Roderic Bowen;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) David Bowie;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) Minesota Massachusetts;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) Vernon Westcott.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Ferrograma é uma lâmina preparada que permite analisar um óleo lubrifi-
cante de uma máquina. Nessa análise constata-se a existência de partículas
metálicas que podem ser classificadas quanto:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) à origem e ao tamanho;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) ao tamanho e à constituição química;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) à constituição química e ao perfil;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) à capacidade de absorver óleo e ao perfil;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) ao perfil, constituição química e tamanho.
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Se o exame ferrográfico de um óleo de máquina revelar a presença
de partículas metálicas maiores que 15mm, pode-se concluir que elas
são oriundas de um desgaste:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) normal;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) delicado;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) severo;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) oxidante;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) redutor.
Exercícios
251
33
A U L A Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
Exercício 5
A ferrografia analítica permite classificar as partículas em:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) dois grupos;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) três grupos;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) quatro grupos;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) cinco grupos;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) seis grupos.
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
Exercício 6
O volume de uma amostra de óleo a ser examinado por ferrografia deve
ser de:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) 100 ml;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) 200 ml;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) 300 ml;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) 400 ml;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) 500 ml.
252
34
A U L A
Um especialista em manutenção preditiva
foi chamado para monitorar uma máquina em uma empresa. Ele colocou
sensores em pontos estratégicos da máquina e coletou, em um registrador, todos
os tipos de vibrações emitidos por ela.
Depois de algumas horas de acompanhamento, o especialista analisou os
dados coletados e detectou, com base nos parâmetros já existentes, que havia
uma falha em um mancal de rolamento.
Como é possível, por meio de vibrações, detectar falhas em componentes
de máquinas?
Nesta aula veremos como detectar falhas de componentes de máquinas
por meio da análise de vibrações.
Vibração mecânica
Paracompreenderosfundamentosdoprincípiodaanálisedevibrações,será
preciso compreender o que é vibração mecânica. Leia atentamente o que
se segue, orientado-se pela figura abaixo, que mostra um equipamento sujeito a
vibrações.
Análise de vibrações
34
A U L A
253
34
A U L A Pois bem, vibração mecânica é um tipo de movimento, no qual se considera
uma massa reduzida a um ponto ou partícula submetida a uma força. A ação de
uma força sobre o ponto obriga-o a executar um movimento vibratório.
No detalhe da figura anterior, o ponto P, quando em repouso ou não
estimulado pela força, localiza-se sobre o eixo x.
.
.
.
. Sendo estimulado por uma
força,elesemoveránadireçãodoeixoy,entreduasposiçõeslimites,eqüidistantes
de x, percorrendo a distância 2D, isto é, o ponto P realiza um movimento
oscilatório sobre o eixo x.
ParaqueomovimentooscilatóriodopontoPseconstituanumavibração
vibração
vibração
vibração
vibração,ele
deverá percorrer a trajetória 2 D
2 D
2 D
2 D
2 D, denominada trajetória completa ou ciclo,
conhecida pelo nome de período de oscilação.
período de oscilação.
período de oscilação.
período de oscilação.
período de oscilação.
Com base no detalhe da ilustração, podemos definir um deslocamento
deslocamento
deslocamento
deslocamento
deslocamento do
ponto P no espaço. Esse deslocamento pode ser medido pelo grau de
distanciamento do ponto P em relação à sua posição de repouso sobre o eixo x.
O deslocamento do ponto P implica a existência de uma velocidade
velocidade
velocidade
velocidade
velocidade que poderá
ser variável. Se a velocidade for variável, existirá uma certa aceleração
aceleração
aceleração
aceleração
aceleração no
movimento.
Deslocamento
Deslocamento
Deslocamento
Deslocamento
Deslocamento
De acordo com o detalhe mostrado na ilustração, podemos definir o deslo-
camento como a medida do grau de distanciamento instantâneo que experimen-
ta o ponto P no espaço, em relação à sua posição de repouso sobre o eixo x.
OpontoPalcançaseuvalormáximoD,deumedooutroladodoeixox.Essevalor
máximo de deslocamento é chamado de amplitude
amplitude
amplitude
amplitude
amplitude de deslocamento, sendo
medida em micrometro (mm). Atenção:
Atenção:
Atenção:
Atenção:
Atenção: 1 mm = 0,001 mm = 10-3
mm
Por outro lado, o ponto P realiza uma trajetória completa em um ciclo,
denominado período de movimento
período de movimento
período de movimento
período de movimento
período de movimento, porém não é usual se falar em período e
sim em freqüência de
freqüência de
freqüência de
freqüência de
freqüência de vibração.
vibração.
vibração.
vibração.
vibração.
Freqüência é a quantidade de vezes, por unidade de tempo, em que um
fenômeno se repete. No caso do ponto P, a freqüência é a quantidade de ciclos
que ela realiza na unidade de tempo. No Sistema Internacional de Unidades (SI),
aunidadedefreqüênciarecebeonomedehertz (Hz),
hertz (Hz),
hertz (Hz),
hertz (Hz),
hertz (Hz),queequivaleaumciclopor
segundo.
Na literatura mecânica é comum encontrarmos rotações por minuto (rpm)
e ciclos por minuto (cpm) como unidades de freqüência. Essas unidades podem
ser aceitas, considerando-se que o movimento de rotação do eixo é a causa,
em última instância, da existência de vibrações em uma máquina, e aceitar que
quando o eixo completa uma rotação, o ponto P descreverá um número inteiro
de trajetórias completas ou ciclos.
Velocidade
Velocidade
Velocidade
Velocidade
Velocidade
O ponto P tem sua velocidade nula nas posições da amplitude máxima de
deslocamento e velocidade máxima quando passa pelo eixo x, que é a posição
intermediária de sua trajetória. No SI, a unidade de velocidade é metros/
segundo (m/s). No caso particular do ponto P, a velocidade é expressa em mm/s
mm/s
mm/s
mm/s
mm/s.
254
34
A U L A
Aceleração
Aceleração
Aceleração
Aceleração
Aceleração
ComoavelocidadedopontoPvarianodecorrerdotempo,ficadefinidauma
certa aceleração para ele.
A variação máxima da velocidade é alcançada pelo ponto P em um dos
pontos extremos de sua trajetória, isto é, ao chegar à sua elongação máxima D.
Nessas posições extremas, a velocidade não somente muda de valor absoluto,
como também de sentido, já que neste ponto ocorre inversão do movimento.
A aceleração do ponto P será nula sobre o eixo x, pois sobre ele o ponto P
estará com velocidade máxima.
Resumindo, o movimento vibratório fica definido pelas seguintes grande-
zas: deslocamento, velocidade, aceleração, amplitude e freqüência.
Possibilidades da análise de vibrações
Por meio da medição e análise das vibrações existentes numa máquina em
operação, é possível detectar com antecipação a presença de falhas que podem
comprometer a continuidade do serviço, ou mesmo colocar em risco sua integri-
dade física ou a segurança do pessoal da área.
A aplicação do sistema de análise de vibrações permite detectar e acompa-
nhar o desenvolvimento de falhas nos componentes das máquinas. Por exemplo,
pela análise de vibrações constatam-se as seguintes falhas:
· rolamentos deteriorados;
· engrenagens defeituosas;
· acoplamentos desalinhados;
· rotores desbalanceados;
· vínculos desajustados;
· eixos deformados;
· lubrificação deficiente;
· folgas excessivas em buchas;
· falta de rigidez;
· problemas aerodinâmicos ou hidráulicos;
· cavitação;
· desbalanceamento de rotores de motores elétricos.
O registro das vibrações das estruturas é efetuado por meio de sensores ou
captadores colocados em pontos estratégicos das máquinas. Esses sensores
transformam a energia mecânica de vibração em sinais elétricos. Esses sinais
elétricos são, a seguir, encaminhados para os aparelhos registradores de vibra-
ções ou para os aparelhos analisadores de vibrações.
Os dados armazenados nos registradores e nos analisadores são, em segui-
da, interpretados por especialistas, e desse modo obtém-se uma verdadeira
radiografia dos componentes de uma máquina, seja ela nova ou velha .
A análise das vibrações também permite, por meio de comparação, identi-
ficar o aparecimento de esforços dinâmicos novos, consecutivos a uma degrada-
ção em processo de desenvolvimento.
255
34
A U L A Os níveis de vibrações de uma máquina podem ser representados de várias
maneiras, porém a maneira mais usual de representação é a espectral ou
freqüencial, em que a amplitude da vibração é dada de acordo com a freqüência.
Graficamente temos:
No ponto A0
temos a amplitude de uma certa vibração, e no ponto A1
a amplitude de uma outra vibração. Desse modo, em um espectro todos
os componentes de um nível vibratório são representados sob a forma de picos
que nos permitem seguir, individualmente, a variação da amplitude de cada
vibração e discriminar, sem mascaramentos, os defeitos em desenvolvimento
nos componentes das máquinas.
A figura a seguir mostra um gráfico real de uma análise espectral.
Esse gráfico foi gerado por um analisador de vibrações completo.
Análise espectral das principais anomalias
As anomalias espectrais podem ser classificadas em três categorias:
Picos que aparecem nas freqüências múltiplas
Picos que aparecem nas freqüências múltiplas
Picos que aparecem nas freqüências múltiplas
Picos que aparecem nas freqüências múltiplas
Picos que aparecem nas freqüências múltiplas
ou como múltiplos da velocidade desenvolvida pelo rotor
ou como múltiplos da velocidade desenvolvida pelo rotor
ou como múltiplos da velocidade desenvolvida pelo rotor
ou como múltiplos da velocidade desenvolvida pelo rotor
ou como múltiplos da velocidade desenvolvida pelo rotor
Dentro dessa categoria, os picos são causados pelos seguintes fenômenos:
· desbalanceamento de componentes mecânicos;
· desalinhamento;
· mau ajuste mecânico;
256
34
A U L A
· avarias nas engrenagens;
· turbilhonamento da película de óleo;
· excitação hidrodinâmica;
· mau estado da correia de transmissão.
O fenômeno do desbalanceamento é a causa mais comum das vibrações,
sendo caracterizado por uma forte vibração radial que apresenta a mesma
freqüência de rotação do rotor.
O desalinhamento também é bastante comum em máquinas e provoca
vibrações na mesma freqüência de rotação do rotor, ou em freqüências múlti-
plas, notadamente no caso de dentes acoplados .
Quando se tem um mau ajuste mecânico de um mancal, por exemplo, ou
quando ocorre a possibilidade de um movimento parcial dele, no plano radial
surge uma vibração numa freqüência duas vezes maior que a velocidade de
rotação do eixo. Essa vibração aparece por causa do efeito de desbalanceamento
inicial e pode adquirir uma grande amplitude em função do desgaste do mancal.
No caso de engrenamento entre uma coroa e um pinhão, por exemplo,
ocorrerá sempre um choque entre os dentes das engrenagens. Isto gera uma
vibração no conjunto, cuja freqüência é igual à velocidade de rotação do pinhão
multiplicado pelo seu número de dentes.
O mau estado de uma correia em “V” provoca variação de largura, sua
deformação etc., e como conseqüência faz surgir variações de tensão que, por
sua vez, criam vibrações de freqüência iguais àquela da rotação da correia.
Se as polias não estiverem bem alinhadas, haverá um grande componente axial
nessa vibração.
Picos que aparecem em velocidades independentes
Picos que aparecem em velocidades independentes
Picos que aparecem em velocidades independentes
Picos que aparecem em velocidades independentes
Picos que aparecem em velocidades independentes
da velocidade desenvolvida pelo rotor
da velocidade desenvolvida pelo rotor
da velocidade desenvolvida pelo rotor
da velocidade desenvolvida pelo rotor
da velocidade desenvolvida pelo rotor
Os principais fenômenos que podem criar picos com freqüências não relaci-
onadas à freqüência do rotor são causados pelos seguintes fatores:
Vibração de máquinas vizinhas
Vibração de máquinas vizinhas
Vibração de máquinas vizinhas
Vibração de máquinas vizinhas
Vibração de máquinas vizinhas - O solo, bem como o apoio de alvenaria
que fixa a máquina, pode transmitir vibração de uma máquina para outra.
Vibrações de origem elétrica
Vibrações de origem elétrica
Vibrações de origem elétrica
Vibrações de origem elétrica
Vibrações de origem elétrica - As vibrações das partes metálicas do estator
e do rotor, sob excitação do campo eletromagnético, produzem picos com
freqüências iguais às daquele rotor. O aumento dos picos pode ser um indício de
degradação do motor; por exemplo, diferenças no campo magnético do indutor
devido ao número desigual de espiras no enrolamento do motor.
Ressonância da estrutura ou eixos
Ressonância da estrutura ou eixos
Ressonância da estrutura ou eixos
Ressonância da estrutura ou eixos
Ressonância da estrutura ou eixos - Cada componente da máquina possui
uma freqüência própria de ressonância. Se uma excitação qualquer tiver uma
freqüência similar àquela de ressonância de um dado componente, um pico
aparecerá no espectro.
Asmáquinassãosempreprojetadasparaquetaisfreqüênciasderessonância
não se verifiquem em regime normal de funcionamento, aceitando-se o seu
aparecimento somente em regimes transitórios.
Densidade espectral proveniente de componentes
Densidade espectral proveniente de componentes
Densidade espectral proveniente de componentes
Densidade espectral proveniente de componentes
Densidade espectral proveniente de componentes
aleatórios da vibração
aleatórios da vibração
aleatórios da vibração
aleatórios da vibração
aleatórios da vibração
Os principais fenômenos que provocam modificações nos componentes
aleatórios do espectro são os seguintes:
257
34
A U L A Cavitação
Cavitação
Cavitação
Cavitação
Cavitação - Esse fenômeno hidrodinâmico induz vibrações aleatórias e é
necessário reconhecê-las de modo que se possa eliminá-las, modificando-se as
característicasdeaspiraçãodabomba.Acavitaçãopodesertambémidentificada
pelo ruído característico que produz.
Escamação dos rolamentos
Escamação dos rolamentos
Escamação dos rolamentos
Escamação dos rolamentos
Escamação dos rolamentos - A escamação de uma pista do rolamento
provoca choques e uma ressonância do mancal que é fácil de identificar com um
aparelho de medida de ondas de choque.
Na análise espectral, esse fenômeno aparece nas altas freqüências, para
uma densidade espectral que aumenta à medida que os rolamentos deterioram.
Se a avaria no rolamento fosse em um ponto apenas, seria possível ver um
pico de freqüência ligada à velocidade do rotor e às dimensões do rolamento
(diâmetro das pistas interiores e exteriores, número de rolamentos etc.), porém
isto é muito raro. Na verdade, um único ponto deteriorado promove a propaga-
ção da deterioração sobre toda a superfície da pista e sobre outras peças do
rolamento, criando, assim, uma vibração do tipo aleatória.
Atrito -
Atrito -
Atrito -
Atrito -
Atrito - O atrito gera vibrações de freqüência quase sempre elevada.
O estado das superfícies e a natureza dos materiais em contato têm influência
sobre a intensidade e a freqüência das vibrações assim criadas. Parâmetros deste
tipo são freqüentemente esporádicos, difíceis de analisar e de vigiar.
A tabela a seguir resume as principais anomalias ligadas às vibrações.
Unicamente sobre mancais lisos hidrodinâmicos
com grande velocidade.
Intensidade proporcional à velocidade de
rotação.
Vibração axial em geral mais importante,
se o defeito de alinhamento contém um desvio
angular.
Desaparece ao se interromper a energia elétrica.
Aparece em regime transitório e desaparece
em seguida.
Banda lateral em torno da freqüência de
engrenamento.
Bandas laterais em torno da freqüência
de engrenamento devido às “falsas voltas”.
Ondas de choque causadas por escamações.
De 0,42 a 0,48 X FR
FR = Freqüência
de rotação
1 ´ FR Radial
1, 2, 3, 4 ´ FR
2 ´ FR
1, 2, 3, 4 ´ 60Hz
Freqüência crítica
do motor
1, 2, 3, 4 ´ FR
Freqüência de
engrenamento = F
F = nº de dentes ´ FR
árvore
F ± FR pinhão
Freqüência de
passagem das pás
Altas freqüências
Turbilhão
de óleo
Desbalanceamento
Defeito
de fixação
Defeito
de alinhamento
Excitação elétrica
Velocidade crítica
de rotação
Correia em
mau estado
Engrenagens
defeituosas
Pinhão
(“falsa volta”)
Excitação
hidrodinâmica
Deterioração do
rolamento
Radial
Radial
Radial
Axial
e radial
Axial
e radial
Radial
Radial
Radial
+ axial
Radial
+ axial
Radial
e axial
Radial
e axial
FREQÜÊNCIA DIREÇÃO
VIBRAÇÃO
OBSERVAÇÕES
CAUSA
258
34
A U L A
Sensores ou captadores
Existem três tipos de sensores, baseados em três diferentes sistemas
de transdução mecânico-elétricos:
· sensores eletrodinâmicos:
sensores eletrodinâmicos:
sensores eletrodinâmicos:
sensores eletrodinâmicos:
sensores eletrodinâmicos: detectam vibrações absolutas de freqüências
superiores a 3 Hz (180 cpm).
· sensores piezoelétricos:
sensores piezoelétricos:
sensores piezoelétricos:
sensores piezoelétricos:
sensores piezoelétricos: detectam vibrações absolutas de freqüências
superiores a 1 Hz (60 cpm).
· sensores indutivos
sensores indutivos
sensores indutivos
sensores indutivos
sensores indutivos (sem contato ou de proximidade): detectam vibrações
relativas desde 0 Hz, podendo ser utilizados tanto para medir deslocamen-
tos estáticos quanto dinâmicos.
Registradores
Medem a amplitude das vibrações, permitindo avaliar a sua magnitude.
Medem, também, a sua freqüência, possibilitando identificar a fonte causadora
das vibrações.
Os registradores podem ser analógicos ou digitais, e estes últimos tendem
a ocupar todo o espaço dos primeiros.
259
34
A U L A Analisadores
Existem vários tipos e, entre eles, destacam-se: analisadores de medição
global; analisadores com filtros conciliadores (fornecem medidas filtradas para
uma gama de freqüência escolhida, sendo que existem os filtros de porcentagem
constante e os de largura da banda espectral constante) e os analisadores
do espectro em tempo real.
Os analisadores de espectro e os softwares associados a eles, com a presença
de um computador, permitem efetuar:
· o zoom, que é uma função que possibilita a ampliação de bandas de
freqüência;
· a diferenciação e integração de dados;
· a comparação de espectros;
· a comparação de espectros com correção da velocidade de rotação.
Assinale X na alternativa correta.
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
Exercício 1
A amplitude do deslocamento de um ponto de uma estrutura de máquina
em vibração é medida em:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) micrometro;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) femtometro;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) attometro;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) zeptometro;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) yoctometro.
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Exercício 2
Uma unidade usual de freqüência vibracional é o:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) milímetro por segundo;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) ciclo por minuto;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) minuto por minuto;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) segundo por segundo;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) decímetro por hora.
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
Exercício 3
O movimento vibratório não
não
não
não
não é determinado apenas pela seguinte grandeza:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) deslocamento;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) velocidade;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) aceleração;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) freqüência;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) trabalho.
Exercícios
260
34
A U L A
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Exercício 4
Por meio de uma análise de vibrações é possível constatar a presença
de falhas:
a)
a)
a)
a)
a) ( ) na viscosidade de um lubrificante;
b)
b)
b)
b)
b) ( ) na intensidade da força de atrito;
c)
c)
c)
c)
c) ( ) em mancais de deslizamento e rolamento;
d)
d)
d)
d)
d) ( ) na tomada do motor da máquina;
e)
e)
e)
e)
e) ( ) na natureza química dos barramentos.
261
35
A U L A
35
A U L A
Atéagoravimososconceitosdemanutenção
e as aplicações das suas diversas modalidades. Estudamos também os procedi-
mentos de manutenção para vários tipos de elementos mecânicos, bem como
métodos de coleta e análise de dados referentes a lubrificantes e vibrações.
Nesta aula veremos como se processa a manutenção em outros segmentos
de produção e serviços, com o objetivo de mostrar a importância desta prática.
Manutenção na indústria têxtil
A indústria têxtil é considerada uma das mais antigas do mundo, pois ela
se dedica a satisfazer uma das necessidades básicas dos seres humanos, ou seja,
a de se vestir.
Oramotêxtilevoluiugraçasaoaperfeiçoamentodastécnicasmanufatureiras
preexistentes e à descoberta de novas técnicas. As primeiras máquinas de tear
eram extremamente simples e acionadas manualmente. Hoje, são empregadas
máquinas automatizadas que fabricam tecidos a partir de fios provenientes
de fibras naturais e sintéticas.
Aplicações da
manutenção
262
35
A U L A
As fibras naturais utilizadas como matéria-prima pela indústria têxtil são,
em sua maioria, de origem vegetal: juta, rami, linho, sisal, algodão. De origem
animal temos a lã e a seda. De origem sintética, proveniente da indústria
petroquímica, podemos citar o náilon, o raiom e o poliéster, dentre as dezenas de
fibras utilizadas na confecção de tecidos.
A indústria têxtil teve grande influência na História, pois alavancou a
Revolução Industrial no século XIX quando passou a utilizar a máquina a vapor
para mover os teares ingleses.
No atual contexto econômico, a indústria têxtil continua em evolução e se
destacando pela capacidade de investimentos e de absorção de mão-de-obra.
A manutenção das máquinas têxteis é sempre problemática, pois elas
apresentam características construtivas completamente diferentes uma das
outras. Mesmo assim, a manutenção é necessária.
Como já foi estudado, são dois os objetivos da manutenção: garantir a
qualidade dos produtos confeccionados pelas máquinas e prolongar a vida útil
delas. Esses dois objetivos podem ser alcançados se o serviço de manutenção
melhorar a capacidade dos equipamentos em uso na produção.
A melhoria deverá ter custos reduzidos e compatíveis com as metas de
produção e despesas estabelecidas no plano global de atuação de cada empresa.
Nos diversos setores da indústria têxtil, a manutenção das máquinas e
equipamentoséfeitaemtermosdemanutençãocorretiva,preventivaepreditiva,
e as mais modernas fazem trabalhos de manutenção pró-ativa, que será comen-
tada logo mais.
Relembrando, a manutenção corretiva é aquela que executa intervenções
urgentes quando ocorre uma parada imprevista de uma máquina por motivo
de quebra ou defeito no material que ela produz. O mecânico de manutenção
ou uma equipe de manutenção vai até a máquina verificar a situação e determina
o que deve ser feito de acordo com os recursos disponíveis: peças de reposição
e pessoal.
Às vezes é melhor deixar a máquina parar por quebra do que pará-la para
uma manutenção preventiva. Esse procedimento, aparentemente errôneo, justi-
fica-se pela simples razão de que tirar uma máquina da produção onera todos os
custos de fabricação. Em síntese, a manutenção corretiva deverá continuar
existindo.
Um ditado popular diz que “prevenir é melhor do que remediar”. Esse
ditado aplica-se a um outro tipo de manutenção conhecida pelo nome de
preventiva. A manutenção preventiva é bastante empregada na indústria têxtil,
pois assegura o funcionamento constante das máquinas e a obtenção de produ-
tos com qualidade.
A manutenção preventiva requer um planejamento criterioso, em que todos
dados das máquinas são registrados e controlados. De acordo com os dados,
são feitas paradas programadas para intervenção do pessoal da manutenção.
263
35
A U L A Como já foi estudado, durante a execução da manutenção preventiva, peças
que vão se quebrar por fadiga ou por esgotamento da vida útil são trocadas.
Os lubrificantes também são trocados. Salientemos que muitos componentes
mecânicos de máquinas têxteis devem ser lubrificados diariamente.
Outro tipo de manutenção utilizado em indústrias têxteis é a preditiva.
A manutenção preditiva, como foi visto, baseia-se na monitoração de compo-
nentes mecânicos em funcionamento. Os dados coletados são analisados e vão
informar qual o nível de desgaste que um dado componente está apresentando.
Identificados o componente e o tipo de desgaste, é possível substituir o compo-
nente por outro antes que danos maiores apareçam, fazendo a máquina parar.
Por exemplo, válvulas de sistemas pressurizados de máquinas que atuam
na fabricação de fios sintéticos são monitoradas.
Na indústria têxtil, a presença da manutenção pró-ativa também é uma
realidade. Esse tipo de manutenção visa analisar as causas dos defeitos com a
finalidade de desenvolver sistemas e mecanismos onde eles não mais apareçam.
Assim, aumenta-se a vida útil dos equipamentos e diminui-se a possibilidade
de quebras, com aumento da produção.
Apesar da grande variedade de máquinas existentes na indústria têxtil, seus
elementos mecânicos são conhecidos dos mecânicos de manutenção. Nas má-
quinas têxteis há rolamentos, eixos, retentores, correntes, polias, engrenagens,
barramentos etc.
Assim, não há defeito que não possa ser resolvido, desde que o mecânico de
manutenção seja treinado e especializado para trabalhar com máquinas têxteis.
Sendo capacitado e tendo experiência, o homem da manutenção saberá resolver
os problemas das máquinas têxteis e regulá-las com precisão, deixando-as aptas
para desempenhar suas funções: produção máxima e com qualidade.
Manutenção em aeronaves
A manutenção das aeronaves é baseada em planejamento, sendo 80%
preventiva e preditiva e 20% corretiva.
A manutenção corretiva é utilizada essencialmente nos sistemas eletrônicos
e instrumentais da aeronave, pois eles existem em duplicata.
264
35
A U L A
Dois aspectos são primordiais na aviação: segurança e disponibilidade.
A duplicidade de sistemas melhorou a disponibilidade das aeronaves nos
dias atuais, isto é, diminuiu o tempo de parada, principalmente nos itens que
envolvem segurança, excetuando-se algumas partes como os trens de pouso.
Com o aumento da disponibilidade, as aeronaves ficam mais tempo em
operação e os lucros das empresas aéreas crescem.
Os planos básicos de manutenção das aeronaves são previamente determi-
nados pelos fabricantes, incluindo a época de inspeção e a vida útil dos equipa-
mentos. Os planos de manutenção devem ser aprovados pelo DAC (Departa-
mento de Aviação Civil), um órgão governamental que fiscaliza as companhias
aéreas.
A manutenção de uma aeronave, sempre que possível, é feita com os
componentes instalados ou na época da manutenção geral, quando podem ser
retirados, caso seja necessário.
Todos os componentes e equipamentos (trem de pouso, turbina a jato, hélice
e outros) têm um tempo de vida útil garantido pelo fabricante.
O próprio avião também tem uma vida útil definida e garantida pelo
fabricante. Ultrapassado esse tempo, o fabricante não mais se responsabiliza
pela eficiência e segurança da aeronave. Por exemplo, um avião de tamanho
médio, com duas turbinas, deve ser descartado após 90 mil horas de vôo.
Qualificação do mecânico de aviação
Para uma pessoa se tornar um mecânico de aviação, ela deverá satisfazer
os seguintes pré-requisitos:
· tercertificadodeconclusãodeCursoTécnicoemMecânicaouEletromecânica;
· ter freqüentado um curso específico para manutenção de aeronaves;
· ter prestado exame no DAC.
265
35
A U L A Se a pessoa for aprovada no exame realizado pelo DAC, receberá uma
autorização e um número de registro profissional e estará habilitada a executar
trabalhos de manutenção de aeronaves.
Níveis de manutenção em aeronaves
A manutenção de aeronaves é realizada em três níveis distintos, que rece-
bem os seguintes nomes: manutenção diária, manutenção em trânsito e manu-
tenção “checks”.
Manutenção em trânsito
Manutenção em trânsito
Manutenção em trânsito
Manutenção em trânsito
Manutenção em trânsito
A manutenção em trânsito é feita toda vez que uma aeronave chega
a um aeroporto. Consiste em uma inspeção visual a cargo do mecânico e do
piloto. De posse de uma lista de itens (cheklist) a serem obrigatoriamente
inspecionados, o mecânico e o piloto examinam várias partes da aeronave, como
os flaps, o trem de pouso e os instrumentos.
Manutenção diária
Manutenção diária
Manutenção diária
Manutenção diária
Manutenção diária
A manutenção diária da aeronave é mais detalhada, sendo realizada uma
vez ao dia. Essa manutenção é feita pelo mecânico de manutenção que, além de
repetir todas as inspeções efetuadas durante o trânsito, testa todos os sistemas
operacionais da aeronave. Nessa manutenção diária faz-se uma vistoria geral de
todas as partes críticas da aeronave, tais como fuselagem, sistema de freios das
rodas, sistema de pressurização etc.
Os testes feitos no sistema operacional visam garantir a disponibilidade da
aeronave, evitando assim o surgimento de algum problema que venha a ser
detectado pela manutenção em trânsito. Se houver algum problema detectado
pela manutenção em trânsito, a aeronave só poderá levantar vôo depois que ele
for sanado.
Manutenção “checks”
Manutenção “checks”
Manutenção “checks”
Manutenção “checks”
Manutenção “checks”
Esse tipo de manutenção é feito escalonadamente, de acordo com as horas de
vôo da aeronave. Por exemplo: a manutenção checks de um avião médio de duas
turbinas é feita escalonadamente quando ele atingir as seguintes horas de vôo:
250 horas, mil horas, 3 mil horas e 12 mil horas.
266
35
A U L A
Essas manutenções são realizadas para garantir o bom funcionamento
da aeronave, tanto em segurança quanto em disponibilidade.
Os checks mais comuns em aeronaves são em número de quatro e recebem
os seguintes nomes: check A (alfa), check B (beta), check C (charle) e check D
(delta).
· Check A (alfa)
Check A (alfa)
Check A (alfa)
Check A (alfa)
Check A (alfa): é uma manutenção que envolve uma inspeção generalizada
da aeronave. Vários pontos são lubrificados e alguns sistemas operacionais,
comoosistemadeflaps,sãoverificados.OcheckA(alfa)érealizadoemgeral
a cada 250 horas de vôo.
· Check B (beta)
Check B (beta)
Check B (beta)
Check B (beta)
Check B (beta): nesse check, repete-se tudo o que foi feito no check A (alfa)
e acrescentam-se outras tarefas. A diferença entre um check A (alfa) e um
check B (beta) é a quantidade de itens a serem inspecionados e reparados,
quando necessário. O check B (beta) é realizado em geral a cada mil horas de
vôo. Podemos comparar essa checagem com aquela que fazemos em nosso
automóvel para verificar se a seta do painel, indicadora das manobras à
direitaouàesquerda,estáfuncionandoouseexistealgumfusívelqueimado.
267
35
A U L A · Check C (charle)
Check C (charle)
Check C (charle)
Check C (charle)
Check C (charle): esse check incorpora os checks anteriores, e a diferença
entre o check C (charle) e os anteriores é que nele são feitas algumas
desmontagens, mas nenhuma inspeção na estrutura do avião. O check C
(charle) é feito em geral a cada 3 mil horas hora de vôo.
· Check D (delta)
Check D (delta)
Check D (delta)
Check D (delta)
Check D (delta): nesse check a aeronave é desmontada e inspecionada
integralmente, incorporando-se todos os passos do check C (charle). Cada
peça é submetida a rigorosos testes de laboratório. Nesses testes são feitos
exames das estruturas com:
– líquido penetrante (LP);
– raios X;
– ultra-som;
– raios gama.
Todos esses exames são feitos para detectar possíveis problemas de estrutu-
ra e níveis de fadiga de componentes críticos. Além disso, a pintura da aeronave,
depois de novamente montada, é totalmente refeita.
Ao término do check D (delta), a aeronave encontra-se praticamente nova,
como se tivesse saído da fábrica. A partir daí, recomeça-se novamente todo
o ciclo de manutenção.
268
35
A U L A
A diferença entre o chek D (delta) e o check C (charle) é que no D realiza-se
uma manutenção e inspeção estrutural bem mais profunda e generalizada.
O check D (delta) é feito em geral a cada 12 mil horas de vôo.
Conclusão
A manutenção, mesmo passando despercebida pela maioria das pessoas,
é uma operação de fundamental importância para que tanto os produtos
quanto os serviços venham a ser executados com qualidade, segurança,
lucratividade etc.
Dentre outros fatores que contribuem para diminuir o custo de produtos
e serviços, encontra-se um elaborado serviço de manutenção.
269

Apostila manutencao industrial_senai

  • 1.
    CURSO TÉCNICO MECÂNICO Manutenção Industrial SENAI– CFP “ALVIMAR CARNEIRO DE REZENDE” SENAI-CFP “Alvimar Carneiro de Rezende” Via Sócrates Marianni Bittencourt, 711 – CINCO CONTAGEM – MG – Cep. 32010-010 Tel. 31-3352-2384 – E-mail: cfp-acr@fiemg.com.br
  • 2.
    Manutenção Industrial TÉCNICO MECÂNICO Presidenteda FIEMG Robson Braga de Andrade Gestor do SENAI Petrônio Machado Zica Diretor Regional do SENAI e Superintendente de Conhecimento e Tecnologia Alexandre Magno Leão dos Santos Gerente de Educação e Tecnologia Edmar Fernando de Alcântara Autores Abilio José Weber Dario do Amaral Filho João Pedro Alexandria Jr. José Antônio Peixoto Cunha Pedro Araujo Texto Dario do Amaral Filho Colaboradores Augusto Lima de Albuquerque Neto Célio Renato Bueno Ruiz José Luiz Gonçalves José Saturnino Peopke Unidade Operacional Centro de Formação Profissional “Alvimar Carneiro de Rezende” 1° EDIÇÃO/2008
  • 3.
    1 A U LA A U L A Com a globalização da economia, a busca da qualidade total em serviços, produtos e gerenciamento ambiental passou a ser a meta de todas as empresas. – O que a manutenção tem a ver com a qualidade total? Disponibilidade de máquina, aumento da competitividade, aumento da lucratividade, satisfação dos clientes, produtos com defeito zero... – Não entendi! Vamos comparar. Imagine que eu seja um fabricante de rolamentos e que tenha concorrentes no mercado. Pois bem, para que eu venha a manter meus clientes e conquistar outros, precisarei tirar o máximo rendimento de minhas máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivo. Deverei, também, estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação e de entrega de meus rolamentos. Imagine você que eu não faça manutenção manutenção manutenção manutenção manutenção de minhas máquinas... – Estou começando a compreender. Se eu não tiver um bom programa de manutenção, os prejuízos serão inevitáveis, pois máquinas com defeitos ou quebradas causarão: · diminuição ou interrupção da produção; · atrasos nas entregas; · perdas financeiras; · aumento dos custos; · rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação; · insatisfação dos clientes; · perda de mercado. Para evitar o colapso de minha empresa devo, obrigatoriamente, definir um programa de manutenção com métodos preventivos a fim de obter rolamentos nas quantidades quantidades quantidades quantidades quantidades previamente estabelecidas e com qualidade qualidade qualidade qualidade qualidade. Também devo incluir, no programa, as ferramentas ferramentas ferramentas ferramentas ferramentas a serem utilizadas e a previsão da vida útil de cada elemento cada elemento cada elemento cada elemento cada elemento das máquinas. Todos esses aspectos mostram a importância que se deve dar à manutenção. Introdução à manutenção 3
  • 4.
    1 A U LA Um breve histórico A manutenção, embora despercebida, sempre existiu, mesmo nas épocas mais remotas. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta do século XVI na Europa central, juntamente com o surgimento do relógio mecânico, quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência. Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se, como necessi- dade absoluta, na Segunda Guerra Mundial. No princípio da reconstrução pós- guerra, Inglaterra, Alemanha, Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu desempenho industrial nas bases da engenharia e manutenção. Nos últimos anos, com a intensa concorrência, os prazos de entrega dos produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas. Com isso, surgiu a motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos. Essa motivação deu origem à manutenção preventiva. Em suma, nos últimos vinte anos é que tem havido preocupação de técnicos e empresários para o desenvolvimento de técnicas específicas para melhorar o complexosistemaHomem/Máquina/Serviço Homem/Máquina/Serviço Homem/Máquina/Serviço Homem/Máquina/Serviço Homem/Máquina/Serviço. Conceito e objetivos Podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas, equipa- mentos, ferramentas e instalações. Esses cuidados envolvem a conservação conservação conservação conservação conservação, a adequação adequação adequação adequação adequação, a restauração restauração restauração restauração restauração, a substituição substituição substituição substituição substituição e a prevenção prevenção prevenção prevenção prevenção. Por exemplo, quando mantemos as engrenagens lubrificadas, estamos conservando-as. Se estivermos retificando uma mesa de desempeno, estaremos restaurando-a Se estivermos trocando o plugue de um cabo elétrico, estaremos substituindo-o. De modo geral, a manutenção em uma empresa tem como objetivos: · manter equipamentos e máquinas em condições de pleno funcionamento para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos; · prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos das máquinas. Alcançar esses objetivos requer manutenção diária em serviços de rotina e de reparos periódicos programados. A manutenção ideal de uma máquina é a que permite alta disponibilidade para a produção durante todo o tempo em que ela estiver em serviço e a um custo adequado. Serviços de rotina e serviços periódicos Os serviços de rotina constam de inspeção e verificação das condições técnicas das unidades das máquinas. A detecção e a identificação de pequenos defeitos dos elementos das máquinas, a verificação dos sistemas de lubrificação e a constatação de falhas de ajustes são exemplos dos serviços da manutenção de rotina. 4
  • 5.
    1 A U LA A responsabilidade pelos serviços de rotina não é somente do pessoal da manutenção, mas também de todos os operadores de máquinas. Salientemos que há, também, manutenção de emergência ou corretiva que será estudada logo adiante. Os serviços periódicos de manutenção consis- tem de vários procedimentos que visam manter a máquina e equipamentos em perfeito estado de fun- cionamento. Esses procedimentos envolvem várias operações: · monitorar as partes da máquina sujeitas a maiores desgastes; · ajustar ou trocar componentes em períodos predeterminados; · exame dos componentes antes do término de suas garantias; · replanejar, se necessário, o programa de prevenção; · testar os componentes elétricos etc. Os serviços periódicos de manutenção podem ser feitos durante paradas longas das máquinas por motivos de quebra de peças (o que deve ser evitado) ou outras falhas, ou durante o planejamento de novo serviço ou, ainda, no horário de mudança de turnos. As paradas programadas visam à desmontagem completa da máquina para exame de suas partes e conjuntos. As partes danificadas, após exame, são recondicionadas ou substituídas. A seguir, a máquina é novamente montada e testada para assegurar a qualidade exigida em seu desempenho. Reparos não programados também ocorrem e estão inseridos na categoria conhecida pelo nome de manutenção corretiva manutenção corretiva manutenção corretiva manutenção corretiva manutenção corretiva. Por exemplo, se uma furadeira de bancada estiver em funcionamento e a correia partir, ela deverá ser substitu- ída de imediato para que a máquina não fique parada . O acompanhamento e o registro o registro o registro o registro o registro do estado da máquina, bem como dos reparos feitos, são fatores importantes em qualquer programa de manutenção. Tipos de manutenção Há dois tipos de manutenção: a a a a a planejada planejada planejada planejada planejada e a não planejada não planejada não planejada não planejada não planejada. A manutenção planejada classifica-se em quatro categorias: preventiva preventiva preventiva preventiva preventiva, preditiva preditiva preditiva preditiva preditiva, TPM TPM TPM TPM TPM e Terotecnologia Terotecnologia Terotecnologia Terotecnologia Terotecnologia. A manutenção preventiva manutenção preventiva manutenção preventiva manutenção preventiva manutenção preventiva consiste no conjunto de procedimentos e ações antecipadas que visam manter a máquina em funcionamento. A manutenção preditiva manutenção preditiva manutenção preditiva manutenção preditiva manutenção preditiva é um tipo de ação preventiva baseada no conheci- mento das condições de cada um dos componentes das máquinas e equipamen- tos. Esses dados são obtidos por meio de um acompanhamento do desgaste de peças vitais de conjuntos de máquinas e de equipamentos. Testes periódicos são efetuados para determinar a época adequada para substituições ou reparos de peças. Exemplos: análise de vibrações, monitoramento de mancais . A TPM TPM TPM TPM TPM (manutenção produtiva total) foi desenvolvida no Japão. É um modelo calcado no conceito “de minha máquina, cuido eu”. Estudaremos TPM na Aula 2. verificação de folga 5
  • 6.
    1 A U LA A Terotecnologia Terotecnologia Terotecnologia Terotecnologia Terotecnologia é uma técnica inglesa que determina a participação de um especialista em manutenção desde a concepção do equipamento até sua instala- ção e primeiras horas de produção. Com a terotecnologia, obtêm-se equipamen- tos que facilitam a intervenção dos mantenedores. Modernamente há empresas que aplicam o chamado retrofitting, que são reformas de equipamentos com atualização tecnológica. Por exemplo, refor- mar um torno mecânico convencional transformando-o em torno CNC é um caso de retrofitting. A manutenção não planejada classifica-se em duas categorias: a corretiva a corretiva a corretiva a corretiva a corretiva e a de ocasião de ocasião de ocasião de ocasião de ocasião. A manutenção corretiva manutenção corretiva manutenção corretiva manutenção corretiva manutenção corretiva tem o objetivo de localizar e reparar defeitos em equipamentos que operam em regime de trabalho contínuo. A manutenção de ocasião manutenção de ocasião manutenção de ocasião manutenção de ocasião manutenção de ocasião consiste em fazer consertos quando a máquina se encontra parada. Planejamento, programação e controle Nas instalações industriais, as paradas para manutenção constituem uma preocupação constante para a programação da produção. Se as paradas não forem previstas, ocorrem vários problemas, tais como: atrasos no cronograma de fabricação, indisponibilidade da máquina, elevação dos custos etc. Para evitar esses problemas, as empresas introduziram, em termos adminis- trativos, o planejamento e a programação da manutenção. No Brasil, o planeja- mento e a programação da manutenção foram introduzidos durante os anos 60. A função planejar planejar planejar planejar planejar significa conhecer os trabalhos, os recursos para executá- los e tomar decisões. A função programar programar programar programar programar significa determinar pessoal, dia e hora para execução dos trabalhos. Um plano de manutenção deve responder às seguintes perguntas: – Como? – O quê? – Em quanto tempo? – Quem? – Quando? – Quanto? As três primeiras perguntas são essenciais para o planejamento e as três últimas, imprescindíveis para a programação. O plano de execução deve ser controlado para se obter informações que orientem a tomada de decisões quanto a equipamentos e equipes de manutenção. O controle é feito por meio de coleta e tabulação de dados, seguidos de interpretação. É desta forma que são estabelecidos os padrões ou normas de trabalho. 6
  • 7.
    1 A U LA Organização e administração Por organização do serviço de manutenção podemos entender a maneira como se compõem, se ordenam e se estruturam os serviços para o alcance dos objetivos visados. A administração do serviço de manutenção tem o objetivo de normatizar as atividades, ordenar os fatores de produção, contribuir para a produção e a produtividade com eficiência, sem desperdícios e retrabalho. O maior risco que a manutenção pode sofrer, especialmente nas grandes empresas, é o da perda do seu principal objetivo, por causa, principalmente, da falta de organização e de uma administração excessivamente burocratizada. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Assinale V V V V V para as afirmações verdadeiras e F F F F F para as falsas. a) a) a) a) a) ( ) Conservação, restauração e substituição de elementos de máquinas são operações desnecessárias nos programas de manutenção das empresas. b) b) b) b) b) ( ) Garantir a produção normal e a qualidade dos produtos fabricados é um dos objetivos da manutenção efetuada pelas empresas. c) c) c) c) c) ( ) A troca de óleo é um serviço de rotina na manutenção de máquinas. d) d) d) d) d) ( ) A responsabilidade pelos serviços de rotina, na manutenção de máquinas, é exclusividade dos operadores. e) e) e) e) e) ( ) O desmonte completo de uma máquina só ocorre em situações de emergência. f) f) f) f) f) ( ) A checagem de ajustes é um serviço de rotina na manutenção de máquinas. g) g) g) g) g) ( ) O registro do estado de uma máquina e dos reparos nela efetuados faz parte dos programas de manutenção das empresas. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Responda. a) a) a) a) a) No que consiste a manutenção preventiva? b) b) b) b) b) Qual é o objetivo da manutenção corretiva? c) c) c) c) c) No que consiste a manutenção de ocasião? d) d) d) d) d) Em manutenção, o que significa planejar? e) e) e) e) e) Quando se pensa em manutenção, quais são as perguntas básicas que devem ser feitas na fase do planejamento? E na fase da programação? Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Complete as frases. a) a) a) a) a) Um bom programa de manutenção deve ter por base a organização e a ............................................................................................................................. b) b) b) b) b) A coleta e a tabulação de dados, seguidas de interpretação, fazem parte do ............................................................................................................................. Exercícios 7
  • 8.
    ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ M Ma an nu ut te en nç çã ão o c co or rr re et ti iv va a Consideremos, umalinha de produção de uma fábrica de calçados e que a máquina que faz as costuras no solado pare de funcionar por um motivo qualquer. Se providências não forem tomadas imediatamente, toda a produção de calçados com costura no solado ficará comprometida. Diante de situações como esta, a manutenção corretiva deverá entrar em ação, e nesta aula veremos como são elaborados os documentos que compõem a manutenção corretiva. Manutenção corretiva Manutenção corretiva é aquela de atendimento imediato à produção. Esse tipo de manutenção baseia-se na seguinte filosofia: “equipamento parou, manutenção conserta imediatamente”. Não existe filosofia, teoria ou fórmula para dimensionar uma equipe de manutenção corretiva, pois nunca se sabe quando alguém vai ser solicitado para atender aos eventos que requerem a presença dos mantenedores. Por esse motivo, as empresas que não têm uma manutenção programada e bem administrada convivem com o caos, pois nunca haverá pessoal de manutenção suficiente para atender às solicitações. Mesmo que venham a contar com pessoal de manutenção em quantidade suficiente, não saberão o que fazer com os mantenedores em épocas em que tudo caminha tranqüilamente. É por esse motivo que, normalmente, a manutenção aceita serviços de montagem para executar e nunca cumpre os prazos estabelecidos, pois há ocasiões em que terá de decidir se atende às emergências ou continua montando o que estava programado. Como as ocorrências de emergência são inevitáveis, sempre haverá necessidade de uma equipe para esses atendimentos, mesmo porque, não se deve ter 100% de manutenção preventiva. Dependendo do equipamento, às vezes é mais conveniente, por motivos econômicos, deixá-lo parar e resolver o problema por atendimento de emergência. Mesmo em empresas que não podem ter emergências, às vezes elas ocorrem com resultados geralmente catastróficos. Exemplo: empresas aéreas. Nas empresas que convivem com emergências podem redundar em desastres, deve haver uma equipe muito especial de manutenção, cuja função é eliminar ou minimizar essas emergências. A filosofia que deve ser adotada é: “emergências não ocorrem, são causadas. Elimine a causa e você não terá novamente a mesma emergência”. 8
  • 9.
    ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ Atendimento A equipe demanutenção corretiva deve estar sempre em um local específico para ser encontrada facilmente e atender à produção de imediato. Como a equipe não sabe o local onde vai atuar, o usuário com problemas deverá solicitar o atendimento por telefone, porém, para efeitos de registro e estatística, ele deverá emitir um documento com as seguintes informações: Equipamento ........................... da seção ................................ parou às ................ horas do dia .............................. Uma analista da equipe de manutenção corretiva atende ao chamado, verifica o que deve ser feito e emite uma ficha de execução para sanar o problema. Um modelo de ficha de execução é dado a seguir. 9
  • 10.
    ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ O preenchimento dafrente da ficha de execução deve seguir os passos: • Preencher o campo unidade ou área onde o equipamento está localizado; • Preencher o campo data; • Preencher o campo equipamento citando o nome do equipamento; • preencher os campos conjunto e subconjunto; • Preencher o campo trabalho a realizar especificando exatamente o que fazer e onde fazer; • Preencher o campo trabalho realizado; • Preencher o campo parada da produção colocando código 00 quando for emergência (serviço não programado) e código 11 quando for preventiva (serviços programados); • Preencher os campos natureza de avaria e causas de avaria citados nos anexos 1 e 2: 10
  • 11.
    ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ As relações denatureza e causa dos anexos 1 e 2 não são definitivas. Elas podem e devem ser ampliadas. Salientemos que, para se colocar o código de natureza e causa de avaria é necessário analisar profundamente o problema, pois existe sempre uma causa fundamental. Às vezes uma natureza de avaria pode vir a ser causa para outro tipo de natureza de avaria. Exemplo: desgaste de um eixo. 11
  • 12.
    ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ Nesse exemplo, temoscomo natureza o desgaste do eixo e como causa do desgaste a falta de lubrificação, porém, o que causou a falta de lubrificação? O preenchimento do verso da ficha de execução deve seguir os passos: • preencher o campo chapa com a identificação do funcionário; • preencher o campo data; • preencher os campos início, término e duração do trabalho. Os campos ‘data’, ‘início’, ‘término’ e ‘duração’ do trabalho na primeira linha do verso apresentarão apenas eventos previstos. Somente a partir da segunda linha é que apresentarão eventos realizados, de acordo com o desenvolvimento do trabalho. Quando o trabalho tiver sido executado, fecha-se a coluna ‘duração’ e transfere- se o resultado obtido (horas, dias) para o campo ‘realizada’, existente na frente da ficha. Após isso, pede-se para a chefia colocar o visto no respectivo campo para a liberação do equipamento. A equipe de manutenção, evidentemente, deverá eliminar as emergências; porém, sempre se preocupando em deixar o equipamento trabalhando dentro de suas características originais, de acordo com seu projeto de fabricação. Após o conserto e a liberação do equipamento para a produção, o analista da manutenção corretiva é obrigado a enviar para o setor de Engenharia da Manutenção um relatório de avaria. Nesse relatório o analista pode e deve sugerir alguma providência ou modificação no projeto da máquina para que o tipo de avaria ocorrida – e solucionada – não venha a se repetir. Modelo de relatório de avaria Abaixo apresentamos um modelo de relatório de avaria e mostramos como preenchê-lo. 12
  • 13.
    ____________________________________________________________ ___________________________________________________________ O preenchimento dorelatório de avaria deve seguir os passos: • preencher o campo unidade com nome e código; • preencher o campo equipamento com nome e código; • preencher o campo conjunto com código; • preencher o campo subconjunto com código; • preencher o campo data com a data de ocorrência; • preencher o campo natureza da avaria com código (anexo 1) e relatar a ocorrência; • preencher o campo causa da avaria com código (anexo 2) e relatar a causa fundamental; • preencher o campo sugestão indicando alguma providência ou modificação no projeto. Observação: É conveniente ressaltar que os modelos de ficha de execução e os modelos de relatório de avaria mudam de empresa para empresa, bem como os códigos de natureza da avaria e suas causas. Não há, infelizmente, uma norma a respeito do assunto. Numa unidade de pintura, o equipamento de exaustão, pertencente ao subconjunto nº 83 do conjunto nº 235 responsável pela retirada do excesso de concentração de solventes, parou inesperadamente por motivo de desregulagem da correia. Esta desregulagem foi causada pelo mau ajuste na montagem do aparelho. Prevendo que para consertar a desregulagem serão gastas duas horas de trabalho, marque com um X a alternativa correta dos exercícios. 13
  • 14.
    5 A U LA Consideremos o motor de um automóvel. De tempos em tempos o usuário deverá trocar o óleo do cárter. Não realizando essa operação periódica, estaria correndo o risco de danificar os elementos que constituem o motor. Como o usuário faria para poder controlar essa troca periódica do óleo do motor? Para realizar esse controle, o usuário deverá acompanhar a quilometragem do carro e, baseado nela, fazer a previsão da troca do óleo. Essa previsão nada mais é do que uma simples manutenção preventiva, que é o assunto desta aula. Conceitos Amanutençãopreventivaobedeceaumpadrãopreviamenteesquematizado, que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas, assegurando assim o funcionamento perfeito da máquina por um período predeterminado. O método preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho, assegurando o equilíbrio necessário ao bom andamento das atividades. O controle das peças de reposição é um problema que atinge todos os tipos de indústria. Uma das metas a que se propõe o órgão de manutenção preventiva é a diminuição sensível dos estoques. Isso se consegue com a organização dos prazos para reposição de peças. Assim, ajustam-se os investimentos para o setor. Se uma peça de um conjunto que constitui um mecanismo estiver execu- tando seu trabalho de forma irregular, ela estabelecerá, fatalmente, uma sobrecarga nas demais peças que estão interagindo com ela. Como conseqüên- cia, a sobrecarga provocará a diminuição da vida útil das demais peças do conjunto. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemática, com antecedência, antecedência, antecedência, antecedência, antecedência, para preservar as demais peças. Manutenção preventiva 5 A U L A 14
  • 15.
    5 A U LA Em qualquer sistema industrial, a improvisação é um dos focos de pre- juízo. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisação da produção, mas perde-se em eficiência. A improvisação pode e deve ser evitada por meio de métodos preventivos estabelecidos pelos técnicos de manutenção preventiva. A aplicação de métodos preventivos assegura um trabalho unifor- me e seguro. O planejamento e a organização, fornecidos pelo método preventivo, são uma garantia aos homens da produção que podem controlar, dentro de uma faixa de erro mínimo, a entrada de novas encomendas. Com o tempo, os industriais foram se conscientizando de que a máquina que funcionava ininterruptamente até quebrar acarretava vários problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificação, troca de peças gastas e ajustes. Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados, são suprimidas as inconveniências das quebras inesperadas. Isso evita a difícil tarefa de trocas rápidas de máquinas e improvisações que causam o desespero do pessoal da manutenção corretiva. A manutenção preventiva é um método aprovado e adotado atualmente em todos os setores industriais, pois abrange desde uma simples revisão – com paradas que não obedecem a uma rotina – até a utilização de sistemas de alto índice técnico. A manutenção preventiva abrange cronogramas nos quais são traçados planos e revisões periódicas completas para todos os tipos de materiais utiliza- dos nas oficinas. Ela inclui, também, levantamentos que visam facilitar sua própria introdução em futuras ampliações do corpo da fábrica. A aplicação do sistema de manutenção preventiva não deve se restringir a setores, máquinas ou equipamentos. O sistema deve abranger todos os setores da indústria para garantir um perfeito entrosamento entre eles, de modo tal que, ao se constatar uma anomalia, as providências independam de qualquer outra regra que porventura venha a existir em uma oficina. Essa liberdade, dentro da indústria, é fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo. Oaparecimentodefocosqueocasionamdescontinuidadenoprogramadeve ser encarado de maneira séria, organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por técnicos da manutenção. Estes deverão relatar, em linguagem simples e clara, todos os detalhes do problema em questão. A manutenção preventiva nunca deverá ser confundida com o órgão de comando, apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fábrica. À manutenção preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril. O segredo para o sucesso da manutenção preventiva está na perfeita com- preensão de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fábrica, desde os operários à presidência. 15
  • 16.
    5 A U LA A manutenção preventiva, por ter um alcance extenso e profundo, deve ser organizada. Se a organização da manutenção preventiva carecer da devida solidez, ela provocará desordens e confusões. Por outro lado, a capacidade e o espírito de cooperação dos técnicos são fatores importantes para a manutenção preventiva. A manutenção preventiva deve, também, ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se processe de modo correto e rápido. Sob esse aspecto, é necessá- rio estabelecer qual deverá ser o sistema de informações empregado e os procedimentos adotados. O desenvolvimento de um sistema de informações deve apresentar defini- ções claras e objetivas e conter a delegação das responsabilidades de todos os elementos participantes. O fluxo das informações deverá fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutenção preventiva. A manutenção preventiva exige, também, um plano para sua própria melhoria. Isto é conseguido por meio do planejamento, execução e verificação dos trabalhos que são indicadores para se buscar a melhoria dos métodos de manutenção, das técnicas de manutenção e da elevação dos níveis de controle . Esta é a dinâmica de uma instalação industrial. Finalmente, para se efetivar a manutenção preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoção, é necessário dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos técnicos e dos dirigentes de alto gabarito. Isso vale a pena, pois a instalação do método de manutenção preventiva, pela maioria das grandes empresas industriais, é a prova concreta da pouca eficiência do método de manutenção corretiva. Objetivos Objetivos Objetivos Objetivos Objetivos Os principais objetivos das empresas são, normalmente, redução de custos, qualidade do produto, aumento de produção, preservação do meio ambiente, aumento da vida útil dos equipamentos e redução de acidentes do trabalho. a) a) a) a) a) Redução de custos Redução de custos Redução de custos Redução de custos Redução de custos - Em sua grande maioria, as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam. A manutenção preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes, nas paradas de emer- gência etc., aplicando o mínimo necessário, ou seja, sobressalente X X X X X com- pra direta; horas ociosas X X X X X horas planejadas; material novo X X X X X material recuperado. b) b) b) b) b) Qualidade do produto Qualidade do produto Qualidade do produto Qualidade do produto Qualidade do produto - A concorrência no mercado nem sempre ganha com o menor custo. Muitas vezes ela ganha com um produto de melhor qualidade. Para atingir a meta qualidade do produto, a manutenção preven- tiva deverá ser aplicada com maior rigor, ou seja: máquinas deficientes X X X X X máquinas eficientes; abastecimento deficiente X X X X X abastecimento otimizado. c) c) c) c) c) Aumento de produção Aumento de produção Aumento de produção Aumento de produção Aumento de produção - O aumento de produção de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado. É preciso manter a fidelidade dos clientes já cadastrados e conquistar outros, mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia. A manutenção preventiva colabo- ra para o alcance dessa meta atuando no binômio produção atrasada X X X X X produção em dia. 16
  • 17.
    5 A U LA d) d) d) d) d) Efeitos no meio ambiente Efeitos no meio ambiente Efeitos no meio ambiente Efeitos no meio ambiente Efeitos no meio ambiente - Em determinadas empresas, o ponto mais crítico é a poluição causada pelo processo industrial. Se a meta da empresa foradiminuiçãooueliminaçãodapoluição,amanutençãopreventiva,como primeiro passo, deverá estar voltada para os equipamentos antipoluição, ou seja, equipamentos sem acompanhamento X X X X X equipamentos revisados; poluição X X X X X ambiente normal. e) e) e) e) e) Aumento da vida útil dos equipamentos Aumento da vida útil dos equipamentos Aumento da vida útil dos equipamentos Aumento da vida útil dos equipamentos Aumento da vida útil dos equipamentos - O aumento da vida útil dos equipamentos é um fator que, na maioria das vezes, não pode ser conside- rado de forma isolada. Esse fator, geralmente, é conseqüência de: · redução de custos; · qualidade do produto; · aumento de produção; · efeitos do meio ambiente. A manutenção preventiva, atuando nesses itens, contribui para o aumento da vida útil dos equipamentos. f) f) f) f) f) Redução de acidentes do trabalho Redução de acidentes do trabalho Redução de acidentes do trabalho Redução de acidentes do trabalho Redução de acidentes do trabalho - Não são raros os casos de empresas cujo maior problema é a grande quantidade de acidentes. Os acidentes no trabalho causam: · aumento de custos; · diminuição do fator qualidade; · efeitos prejudiciais ao meio ambiente; · diminuição de produção; · diminuição da vida útil dos equipamentos. A manutenção preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e prevenção de acidentes. Desenvolvimento Desenvolvimento Desenvolvimento Desenvolvimento Desenvolvimento Consideremos uma indústria ainda sem nenhuma manutenção preventiva, onde não haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos. Se essa indústria desejar adotar a manutenção preventiva, deve- rá percorrer as seguintes fases iniciais de desenvolvimento: a) a) a) a) a) Decidir qual o tipo de equipamento que deverá marcar a instalação da manutenção preventiva com base no “feeling” da supervisão de manuteção e de operação. b) b) b) b) b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamen- tos que serão escolhidos para iniciar a instalação da manutenção preventiva (plano piloto). c) c) c) c) c) Redigir o histórico dos equipamentos, relacionando os custos de manuten- ção (mão-de-obra, materiais e, se possível, lucro cessante nas emergências), tempo de parada para os diversos tipos de manutenção, tempo de disponi- bilidade dos equipamentos para produzirem, causas das falhas etc. d) d) d) d) d) Elaborar os manuais de procedimentos para manutenção preventiva, indi- cando as freqüências de inspeção com máquinas operando, com máquinas paradas e as intervenções. 17
  • 18.
    5 A U LA e) e) e) e) e) Enumerar os recursos humanos e materiais que serão necessários à instala- ção da manutenção preventiva. f) f) f) f) f) Apresentar o plano para aprovação da gerência e da diretoria. g) g) g) g) g) Treinar e preparar a equipe de manutenção. Execução da manutenção preventiva Execução da manutenção preventiva Execução da manutenção preventiva Execução da manutenção preventiva Execução da manutenção preventiva a) a) a) a) a) Ferramental e pessoal Ferramental e pessoal Ferramental e pessoal Ferramental e pessoal Ferramental e pessoal - Se uma empresa contar com um modelo organizacional ótimo, com material sobressalente adequado e racionaliza- do, com bons recursos humanos, com bom ferramental e instrumental e não tiver quem saiba manuseá-los, essa empresa estará perdendo tempo no mercado. A escolha do ferramental e instrumental é importante, porém, mais importante é o treinamento da equipe que irá utilizá-los. b) b) b) b) b) Controle da manutenção Controle da manutenção Controle da manutenção Controle da manutenção Controle da manutenção - Em manutenção preventiva é preciso manter o controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais. É por meio das fichas individuais que se faz o registro da inspeção mecânica da máquina e, com base nessas informações, a programação de sua manutenção. Quanto à forma de operação do controle, há quatro sistemas: manual, semi- automatizado, automatizado e por microcomputador. Controle manual Controle manual Controle manual Controle manual Controle manual - É o sistema no qual a manutenção preventiva e corretiva são controladas e analisadas por meio de formulários e mapas, preenchidos manualmente e guardados em pastas de arquivo. Esquematicamente: 18
  • 19.
    5 A U LA Controle semi-automatizado Controle semi-automatizado Controle semi-automatizado Controle semi-automatizado Controle semi-automatizado-Éosistemanoqualaintervençãopreventiva é controlada com o auxílio do computador, e a intervenção corretiva obedece ao controle manual. Esquematicamente: A fonte de dados desse sistema deve fornecer todas as informações necessá- rias para serem feitas as requisições de serviço, incluindo as rotinas de inspeção e execução. O principal relatório emitido pelo computador deve conter, no mínimo: · o tempo previsto e gasto; · os serviços realizados; · os serviços reprogramados (adiados); · os serviços cancelados. Esses dados são fundamentais para a tomada de providências por parte da supervisão. Controle automatizado Controle automatizado Controle automatizado Controle automatizado Controle automatizado - É o sistema em que todas as intervenções da manutenção têm seus dados armazenados pelo computador, para que se tenha listagens, gráficos e tabelas para análise e tomada de decisões, conforme a necessidadeeconveniênciadosváriossetoresdamanutenção.Esquematicamente: 19
  • 20.
    5 A U LA Controle por microcomputador Controle por microcomputador Controle por microcomputador Controle por microcomputador Controle por microcomputador - É o sistema no qual todos os dados sobre as intervenções da manutenção ficam armazenados no microcomputador. Esses dados são de rápido acesso através de monitor de vídeo ou impressora. Esquematicamente: Assinale com X a alternativa. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 A respeito de manutenção preventiva, pode-se afirmar que: a) a) a) a) a) ( ) É aquela feita por ocasião; obedece a um padrão previamente esquematizado, assegurando o defeito da máquina por um longo período. b) b) b) b) b) ( ) Ela obedece a um padrão previamente esquematizado; estabelece paradas periódicas para troca de peças gastas, assegurando o funci- onamento perfeito da máquina por um período predeterminado. c) c) c) c) c) ( ) Ela proporciona um leve ritmo de trabalho; desequilíbrio do bom andamento desse ritmo, com controle das peças de reposição e organização dos prazos para reposição dessas peças. d) d) d) d) d) ( ) Ela permite a mudança da peça com antecedência, evitando sobre- carga e permitindo paralisação de um trabalho, mesmo à custa de uma menor eficiência. e) e) e) e) e) ( ) É aquela baseada em informações precisas de instrumentos especí- ficos, os quais indicam, por meio de parâmetros, as ocasiões das paradas para substituição de peças. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 A aplicação da manutenção preventiva apresenta as seguintes vantagens: a) a) a) a) a) ( ) Substituição de peças novas; menor número de funcionários envol- vidos; número maior de máquinas funcionando. b) b) b) b) b) ( ) Substituição de peças novas; maior número de funcionários envolvi- dos; menor número de máquinas funcionando. c) c) c) c) c) ( ) Equilíbrio no ritmo de trabalho; controle das peças de reposição; eliminação ou diminuição de improvisações e redução de acidentes do trabalho. d) d) d) d) d) ( ) Não evita a sobrecarga de determinadas peças; mudança de todas as peças que formam o conjunto e equilíbrio no ritmo de trabalho. e) e) e) e) e) ( ) Elimina totalmente a necessidade de manutenção corretiva. Exercícios 20
  • 21.
    5 A U LA Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 São objetivos a serem alcançados pela instalação da manutenção preventiva: a) a) a) a) a) ( ) Redução de custos; qualidade do produto; efeitos no meio ambiente e maior vida útil dos equipamentos. b) b) b) b) b) ( ) Diminuição de pessoal; diminuição de produção; maior vida útil dos equipamentos; efeitos no meio ambiente e maior durabilidade dos insumos. c) c) c) c) c) ( ) Redução de custos; qualidade do produto; diminuição de produção e menor vida útil dos equipamentos. d) d) d) d) d) ( ) Conscientização da gerência em manutenção corretiva; eliminação de improvisações e efeitos no meio ambiente. e) e) e) e) e) ( ) Diminuição de máquinas paradas em manutenção; aumento de pessoal especializado e eliminação de peças sobressalentes. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 A manutenção preventiva deverá ser registrada e controlada. Com base nessa afirmação, indique qual documento deverá ser usado para fins de registro. a) a) a) a) a) ( ) Planilha de controle. b) b) b) b) b) ( ) Inventário individual. c) c) c) c) c) ( ) Catálogo individual. d) d) d) d) d) ( ) Cartão de registro. e) e) e) e) e) ( ) Ficha individual de registro. 21
  • 22.
    6 A U LA Umaempresavinhadesenvolvendodemodo satisfatório um programa de manutenção, porém, o relatório final de produção indicava a possibilidade de aperfeiçoamentos no processo. Estudos posteriores revelaram que, para aperfeiçoar o processo com ganhos de produção, era preciso, entre outros procedimentos, incluir a manutenção preditiva manutenção preditiva manutenção preditiva manutenção preditiva manutenção preditiva no programa de manutenção. Apósmuitasreuniõesentredirigentes,gerentes,encarregados,supervisores e operários, chegou-se ao consenso de que a empresa, para instalar um programa de manutenção preditiva, precisaria, antes de qualquer coisa, capacitar uma equipe em manutenção preditiva e orientar todo o pessoal por meio de treina- mentos específicos. Otemadestaaulaéamanutençãopreditivaeaimportânciadesuaaplicação. Conceito de manutenção preditiva Manutenção preditiva é aquela que indica as condições reais de funciona- mento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou processodedegradação.Trata-sedamanutençãoquepredizotempodevidaútil dos componentes das máquinas e equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado. Na Europa, a manutenção preditiva é conhecida pelo nome de manutenção condicional e nos Estados Unidos recebe o nome de preditiva ou previsional. Objetivos da manutenção preditiva Os objetivos da manutenção preditiva são: · determinar, antecipadamente, a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento; · eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção; · aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos; · reduzir o trabalho de emergência não planejado; · impedir o aumento dos danos; · aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento; Manutenção preditiva 6 A U L A 22
  • 23.
    6 A U LA · aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção; · determinar previamente as interrupções de fabricação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção. Por meio desses objetivos, pode-se deduzir que eles estão direcionados a umafinalidademaioreimportante:reduçãodecustosdemanutençãoeaumento da produtividade. Execução da manutenção preditiva Para ser executada, a manutenção preditiva exige a utilização de aparelhos adequados, capazes de registrar vários fenômenos, tais como: · vibrações das máquinas; · pressão; · temperatura; · desempenho; · aceleração. Com base no conhecimento e análise dos fenômenos, torna-se possível indicar, com antecedência, eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipa- mentos. A manutenção preditiva, após a análise do fenômenos, adota dois procedi- mentos para atacar os problemas detectados: estabelece um diagnóstico e efetua uma análise de tendências. Diagnóstico Detectada a irregularidade, o responsável terá o encargo de estabelecer, na medida do possível, um diagnóstico referente à origem e à gravidade do defeito constatado . Este diagnóstico deve ser feito antes de se programar o reparo. Análise da tendência da falha A análise consiste em prever com antecedência a avaria ou a quebra, por meio de aparelhos que exercem vigilância constante predizendo a necessidade do reparo. 23
  • 24.
    6 A U LA Graficamente temos: O esquema a seguir resume o que foi discutido até o momento. A manutenção preditiva, geralmente, adota vários métodos de investigação para poder intervir nas máquinas e equipamentos. Entre os vários métodos destacam-se os seguintes: estudo das vibrações; análise dos óleos; análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças. Estudo das vibrações Todas as máquinas em funcionamento produzem vibrações que, aos pou- cos, levam-nas a um processo de deteriorização. Essa deteriorização é caracteri- zada por uma modificação da distribuição de energia vibratória pelo conjunto dos elementos que constituem a máquina. Observando a evolução do nível de vibrações, é possível obter informações sobre o estado da máquina. O princípio de análise das vibrações baseia-se na idéia de que as estruturas das máquinas excitadas pelos esforços dinâmicos (ação de forças) dão sinais vibratórios, cuja freqüência é igual à freqüência dos agentes excitadores. Se captadores de vibrações forem colocados em pontos definidos da máqui- na, eles captarão as vibrações recebidas por toda a estrutura. O registro das vibrações e sua análise permitem identificar a origem dos esforços presentes em uma máquina operando. 24
  • 25.
    6 A U LA Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço normal de produção detecta-se, com antecipação, a presença de falhas que devem ser corrigidas: · rolamentos deteriorados; · engrenagens defeituosas; · acomplamentos desalinhados; · rotores desbalanceados; · vínculos desajustados; · eixos deformados; · lubrificação deficiente; · folga excessiva em buchas; · falta de rigidez; · problemas aerodinâmicos; · problemas hidráulicos; · cavitação. O aparelho empregado para a análise de vibrações é conhecido como analisador de vibrações. analisador de vibrações. analisador de vibrações. analisador de vibrações. analisador de vibrações. No mercado há vários modelos de analisadores de vibrações, dos mais simples aos mais complexos; dos portáteis – que podem ser transportados manualmente de um lado para outro – até aqueles que são instalados definitivamente nas máquinas com a missão de executar monitoração constante. Abaixo, um operador usando um analisador de vibrações portátil e, em destaque, o aparelho. Análise dos óleos Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos. Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação, tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos. Aeconomiaéobtidaregulando-seograudedegradaçãooudecontaminação dos óleos. Essa regulagem permite a otimização dos intervalos das trocas. 25
  • 26.
    6 A U LA A análise dos óleos permite, também, identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. A identificação é feita a partir do estudo das partículas sólidas que ficam misturadas com os óleos. Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças em contato. A análise dos óleos é feita por meio de técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias, reagentes, instrumentos e equipamentos. Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros, centrífugas, fotômetros de cha- ma, peagômetros, espectrômetros, microscópios etc. O laboratorista, usando técnicas adequadas, determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes. As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são: · índice de viscosidade; · índice de acidez; · índice de alcalinidade; · ponto de fulgor; · ponto de congelamento. Em termos de contaminação dos óleos, interessa saber quanto existe de: · resíduos de carbono; · partículas metálicas; · água. Assim como no estudo das vibrações, a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva. É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito. Análise do estado das superfícies A análise das superfícies das peças, sujeitas aos desgastes provocados pelo atrito, também é importante para se controlar o grau de deteriorização das máquinas e equipamentos. A análise superficial abrange, além do simples exame visual – com ou sem lupa – várias técnicas analíticas, tais como: · endoscopia; · holografia; · estroboscopia; · molde e impressão. Análise estrutural A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva. É por meio da análise estrutural que se detecta, por exemplo, a existência de fissuras, trincas e bolhas nas peças das máquinas e equipamentos. Em uniões soldadas, a análise estrutu- ral é de extrema importância. As técnicas utilizadas na análise estrutural são: · interferometria holográfica; · ultra-sonografia; · radiografia (raios X); · gamagrafia (raios gama); · ecografia; 26
  • 27.
    6 A U LA · magnetoscopia; · correntes de Foucault; · infiltração com líquidos penetrantes. Periocidade dos controles A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento. As informações recolhidas são registradas numa ficha, possibilitando ao responsável pela manutenção preditiva tê-las em mãos para as providências cabíveis. A periocidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores: · número de máquinas a serem controladas; · número de pontos de medição estabelecidos; · duração da utilização da instalação; · caráter “estratégico” das máquinas instaladas; · meios materiais colocados à disposição para a execução dos serviços. A tabela a seguir mostra um exemplo de um programa básico de vigilância de acordo com a experiência e histórico de uma determinada máquina. PROGRAMA BÁSICO DE VIGILÂNCIA Todas as máquinas giratórias de potência média ou máxima e/ ou equipamentos críticos: · motores; · redutores; · compressores; · bombas; · ventiladores. Medidor de vibração Analisador Sistema de vigilância permanente 3.000 a 1.500 horas Medição de vibração Medição das falhas de rolamentos Todos os rolamentos Medidor especial ou analisador 500 horas Análise estroboscópica Todos os lugares onde se quiser estudar um movimento, controlar a velocidade ou medir os planos Estroboscópio do analisador de vibrações Segundo a necessidade MÉTODOS UTILIZADOS EQUIPAMENTOS VIGIADOS EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS PERIODICIDADE DA VERIFICAÇÃO Análise dos óleos · Redutores e circuitos hidráulicos · Motores Feita pelo fabricante 6 meses Termografia · Equipamentos de alta-tensão · Distribuição de baixa-tensão · Componentes eletrônicos · Equipamentos com componentes refratários Subcontratação (“terceirização”) 12 meses Exame endoscópico · Cilindros de compressores · Aletas · Engrenagens danificadas Endoscopia + fotos Todos os meses 27
  • 28.
    6 A U LA As vantagens da manutenção preditiva são: · aumento da vida útil do equipamento; · controle dos materiais (peças, componentes, partes etc.) e melhor gerenciamento; · diminuição dos custos nos reparos; · melhoria da produtividade da empresa; · diminuição dos estoques de produção; · limitação da quantidade de peças de reposição; · melhoria da segurança; · credibilidade do serviço oferecido; · motivação do pessoal de manutenção; · boa imagem do serviço após a venda, assegurando o renome do fornecedor. Limites técnicos da manutenção preditiva A eficácia da manutenção preditiva está subordinada à eficácia e à confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam. Marque com X a alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 O tipo de manutenção que avalia a tendência evolutiva de um defeito é denominado manutenção: a) a) a) a) a) ( ) corretiva; b) b) b) b) b) ( ) condicional; c) c) c) c) c) ( ) preditiva; d) d) d) d) d) ( ) preventiva; e) e) e) e) e) ( ) ocasional. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Entre as ferramentas utilizadas na manutenção preditiva, as mais comuns são: a) a) a) a) a) ( ) o estudo das vibrações e análise dos óleos; b) b) b) b) b) ( ) exame visual e ultra-som; c) c) c) c) c) ( ) ecografia e estroboscopia; d) d) d) d) d) ( ) análise dos óleos e raio X; e) e) e) e) e) ( ) ecografia e estudo das vibrações. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 A análise das vibrações se baseia no seguinte aspecto: a) a) a) a) a) ( ) ruído que a máquina apresenta; b) b) b) b) b) ( ) sinais vibratórios das máquinas em serviço; c) c) c) c) c) ( ) rotação do eixo-árvore da máquina; d) d) d) d) d) ( ) óleo muito viscoso; e) e) e) e) e) ( ) rotação muito alta. Exercícios 28
  • 29.
    6 A U LA Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 A análise dos óleos tem o objetivo de: a) a) a) a) a) ( ) descobrir a causa do defeito; b) b) b) b) b) ( ) eliminar o defeito das máquinas; c) c) c) c) c) ( ) economizar o lubrificante e sanar o defeito; d) d) d) d) d) ( ) descobrir a viscosidade do lubrificante; e) e) e) e) e) ( ) diminuir as partículas metálicas no óleo. 29
  • 30.
    2 A U LA Durante muito tempo as indústrias funcio- naram com o sistema de manutenção corretiva. Com isso, ocorriam desperdí- cios, retrabalhos, perda de tempo e de esforços humanos, além de prejuízos financeiros. A partir de uma análise desse problema, passou-se a dar ênfase na manuten- ção preventiva. Com enfoque nesse tipo de manutenção, foi desenvolvido o conceito de manutenção produtiva total manutenção produtiva total manutenção produtiva total manutenção produtiva total manutenção produtiva total, conhecido pela sigla TPM TPM TPM TPM TPM (total productive maintenance), que inclui programas de manutenção preventiva e preditiva. Nesta aula , vamos estudar a manutenção produtiva total ou, simplesmente, TPM. A origem da TPM A manutenção preventiva teve sua origem nos Estados Unidos e foi introduzida no Japão em 1950. Até então, a indústria japonesa trabalhava apenas com o conceito de manu- tençãocorretiva,apósafalhadamáquinaouequipamento.Issorepresentavaum custo e um obstáculo para a melhoria da qualidade. A primeira indústria japonesa a aplicar e obter os efeitos do conceito de manutençãopreventiva,tambémchamadade PM PM PM PM PM(preventive maintenance)foi aToaNenryoKogyo,em1951.Sãodessaépocaasprimeirasdiscussõesarespeito da importância da manutenibilidade e suas conseqüências para o trabalho de manutenção. Em 1960, ocorre o reconhecimento da importância da manutenibilidade e da confiabilidade como sendo pontos-chave para a melhoria da eficiência das empresas. Surgiu, assim, a manutenção preventiva, ou seja, o enfoque da manutenção passou a ser o de confiança no setor produtivo quanto à qualidade do serviço de manutenção realizado. TPM – Planejamento, organização, administração 2 A U L A 30
  • 31.
    2 A U LA Na busca de maior eficiência da manutenção produtiva, por meio de um sistema compreensivo, baseado no respeito individual e na total participação dos empregados, surgiu a TPM TPM TPM TPM TPM, em 1970, no Japão. Nessa época era comum: · avanço na automação industrial; · busca em termos da melhoria da qualidade; · aumento da concorrência empresarial; · emprego do sistema “just-in-time”; · maior consciência de preservação ambiental e conservação de energia; · dificuldades de recrutamento de mão-de-obra para trabalhos considerados sujos, pesados ou perigosos; · aumento da gestão participativa e surgimento do operário polivalente. Todas essas ocorrências contribuíram para o aparecimento da TPM TPM TPM TPM TPM. A empresa usuária da máquina se preocupava em valorizar e manter o seu patrimônio, pensando em termos de custo do ciclo de vida da máquina ou equipamento. No mesmo período, surgiram outras teorias com os mesmos objetivos. Evolução do conceito de manutenção O quadro a seguir mostra a evolução do conceito de manutenção ao longo do tempo. PERÍODOS PERÍODOS PERÍODOS PERÍODOS PERÍODOS ATÉ ATÉ ATÉ ATÉ ATÉ DÉCADA DÉCADA DÉCADA DÉCADA DÉCADA DE DE DE DE DE 1950 1950 1950 1950 1950 DÉCADA DÉCADA DÉCADA DÉCADA DÉCADA DE DE DE DE DE 1950 1950 1950 1950 1950 DÉCADA DÉCADA DÉCADA DÉCADA DÉCADA DE DE DE DE DE 1960 1960 1960 1960 1960 DÉCADA DÉCADA DÉCADA DÉCADA DÉCADA DE DE DE DE DE 1980 1980 1980 1980 1980 Estágio Manutenção Manutenção Manutenção Manutenção Conceitos corretiva preventiva do sistema produtiva total de produção (TPM) Reparo corretivo x x x x Gestão mecânica da manutenção x x x Manutenções preventivas x x x Visão sistemática x x Manutenção corretiva com incorporação de melhorias x x Prevenção de manutenção x x Manutenção preditiva x Abordagem participativa x Manutenção autônoma x 31
  • 32.
    2 A U LA Os cinco pilares da TPM são as bases sobre as quais construímos um programa de TPM, envolvendo toda a empresa e habilitando-a para encontrar metas, tais como defeito zero, falhas zero, aumento da disponibilidade de equipamento e lucratividade. Os cinco pilares são representados por: · eficiência; · auto-reparo; · planejamento; · treinamento; · ciclo de vida. Esquematicamente: Os cinco pilares são baseados nos seguintes princípios: · Atividades que aumentam a eficiência do equipamento. · Estabelecimento de um sistema de manutenção autônomo pelos operadores. · Estabelecimento de um sistema planejado de manutenção. · Estabelecimento de um sistema de treinamento objetivando aumentar as habilidades técnicas do pessoal. · Estabelecimento de um sistema de gerenciamento do equipamento. Objetivos da TPM O objetivo global da TPM é a melhoria da estrutura da empresa em termos termos termos termos termos materiais materiais materiais materiais materiais(máquinas,equipamentos,ferramentas,matéria-prima,produtosetc.) e em termos humanos termos humanos termos humanos termos humanos termos humanos (aprimoramento das capacitações pessoais envolvendo conhecimentos, habilidades e atitudes). A meta a ser alcançada é o rendimento operacional global. As melhorias devem ser conseguidas por meio dos seguintes passos: · Capacitar os operadores para conduzir a manutenção de forma voluntária. · Capacitar os mantenedores a serem polivalentes, isto é, atuarem em equipa- mentos mecatrônicos. · Capacitar os engenheiros a projetarem equipamentos que dispensem manu- tenção, isto é, o “ideal” da máquina descartável. · Incentivar estudos e sugestões para modificação dos equipamentos existen- tes a fim de melhorar seu rendimento. 32
  • 33.
    2 A U LA · Aplicar o programa dos oito S: 1. 1. 1. 1. 1. Seiri Seiri Seiri Seiri Seiri = organização; implica eliminar o supérfluo. 2. 2. 2. 2. 2. Seiton Seiton Seiton Seiton Seiton = arrumação; implica identificar e colocar tudo em ordem . 3. 3. 3. 3. 3. Seiso Seiso Seiso Seiso Seiso = limpeza; implica limpar sempre e não sujar. 4. 4. 4. 4. 4. Seiketsu Seiketsu Seiketsu Seiketsu Seiketsu = padronização; implica manter a arrumação, limpeza e ordem em tudo. 5. 5. 5. 5. 5. Shitsuke Shitsuke Shitsuke Shitsuke Shitsuke = disciplina; implica a autodisciplina para fazer tudo esponta- neamente. 6. 6. 6. 6. 6. Shido Shido Shido Shido Shido = treinar; implica a busca constante de capacitação pessoal. 7. 7. 7. 7. 7. Seison Seison Seison Seison Seison = eliminar as perdas. 8. 8. 8. 8. 8. Shikari yaro Shikari yaro Shikari yaro Shikari yaro Shikari yaro = realizar com determinação e união. · Eliminar as seis grandes perdas: 1. 1. 1. 1. 1. Perdas por quebra. 2. 2. 2. 2. 2. Perdas por demora na troca de ferramentas e regulagem. 3. 3. 3. 3. 3. Perdas por operação em vazio (espera). 4. 4. 4. 4. 4. Perdas por redução da velocidade em relação ao padrão normal. 5. 5. 5. 5. 5. Perdas por defeitos de produção. 6. 6. 6. 6. 6. Perdas por queda de rendimento. · Aplicar as cinco medidas para obtenção da “quebra zero”: 1. 1. 1. 1. 1. Estruturação das condições básicas. 2. 2. 2. 2. 2. Obediência às condições de uso. 3. 3. 3. 3. 3. Regeneração do envelhecimento. 4. 4. 4. 4. 4. Sanar as falhas do projeto (terotecnologia). 5. 5. 5. 5. 5. Incrementar a capacitação técnica. A idéia da “quebra zero” baseia-se no conceito de que a quebra é a falha visível. A falha visível é causada por uma coleção de falhas invisíveis como um iceberg. Logo, se os operadores e mantenedores estiverem conscientes de que devem evitar as falhas invisíveis, a quebra deixará de ocorrer. As falhas invisíveis normalmente deixam de ser detectadas por motivos físicos e psicológicos. Motivos físicos Motivos físicos Motivos físicos Motivos físicos Motivos físicos Asfalhasnãosãovisíveisporestarememlocaldedifícilacessoouencobertas por detritos e sujeiras. Motivos psicológicos Motivos psicológicos Motivos psicológicos Motivos psicológicos Motivos psicológicos As falhas deixam de ser detectadas devido à falta de interesse ou de capacitação dos operadores ou mantenedores. 33
  • 34.
    2 A U LA Manutenção autônoma Na TPM os operadores são treinados para supervisionarem e atuarem como mantenedores em primeiro nível. Os mantenedores específicos são chamados quando os operadores de primeiro nível não conseguem solucionar o problema. Assim, cada operador assume suas atribuições de modo que tanto a manutenção preventiva como a de rotina estejam constantemente em ação. Segue uma relação de suas principais atividades: · Operação correta de máquinas e equipamentos. · Aplicação dos oito S. · Registro diário das ocorrências e ações. · Inspeção autônoma. · Monitoração com base nos seguintes sentidos humanos: visão, audição, olfato e tato. · Lubrificação. · Elaboração de padrões (procedimentos). · Execução de regulagens simples. · Execução de reparos simples. · Execução de testes simples. · Aplicação de manutenção preventiva simples. · Preparação simples (set-up). · Participação em treinamentos e em grupos de trabalho. Efeitos da TPM na melhoria dos recursos humanos Na forma como é proposta, a TPM oferece plenas condições para o desenvolvimento das pessoas que atuam em empresas preocupadas com manutenção. A participação de todos os envolvidos com manutenção resulta nos seguintes benefícios: · Realização (autoconfiança). · Aumento da atenção no trabalho. · Aumento da satisfação pelo trabalho em si (enriquecimento de cargo). · Melhoria do espírito de equipe. · Melhoria nas habilidades de comunicação entre as pessoas. · Aquisição de novas habilidades. · Crescimento através da participação. · Maior senso de posse das máquinas. · Diminuição da rotatividade de pessoal. · Satisfação pelo reconhecimento. Para finalizar “a manutenção não deve ser apenas aquela que conserta, mas, sim, aquela que elimina a necessidade de consertar” (Anônimo). Marque com X a alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 A sigla TPM significa: a) a) a) a) a) ( ) Total manutenção preventiva; b) b) b) b) b) ( ) Manutenção preditiva total; c) c) c) c) c) ( ) Manutenção produtiva total; d) d) d) d) d) ( ) Máquina produtiva total; e) e) e) e) e) ( ) Manutenção perfeita e total. Exercícios 34
  • 35.
    2 A U LA Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Quais as ocorrências que contribuíram para o aparecimento da TPM ? a) a) a) a) a) ( ) Recessão industrial; buscas em termos da melhoria da qualidade e aumento da concorrência empresarial. b) b) b) b) b) ( ) Avanços na automação industrial; emprego do sistema “just-in- time”; facilidade de recrutamento de mão-de-obra para trabalhos sujos, pesados ou perigosos. c) c) c) c) c) ( ) Dificuldade em conservação de energia; emprego do sistema “just-in-time”. d) d) d) d) d) ( ) Dificuldadederecrutamentodemão-de-obraeavançonaautomação industrial. e) e) e) e) e) ( ) Avanços na automação industrial; emprego do sistema “just-in- time”; maior consciência de preservação ambiental e conservação de energia. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Os cinco pilares da TPM são: a) a) a) a) a) ( ) Eficiência, planejamento, autotreinamento, auto-reparo e ciclo de vida. b) b) b) b) b) ( ) Eficiência, planejamento, auto-reparo , treinamento e ciclo de vida. c) c) c) c) c) ( ) Eficiência, planejamento, reparo, treinamento e ciclo de reparo. d) d) d) d) d) ( ) Eficiência, planejamento, auto-reparo, organização e administração. e) e) e) e) e) ( ) Eficiência, planejamento, ciclo da energia, treinamento e oito S. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Os efeitos da TPM na melhoria dos recursos humanos são: a) a) a) a) a) ( ) Aumento da atenção no trabalho; melhoria do espírito de equipe; satisfação pelo reconhecimento e melhoria nas habilidades de comu- nicação entre as pessoas. b) b) b) b) b) ( ) Melhoria do espírito de equipe; autodisciplina para fazer tudo espontaneamente; incrementar a capacitação técnica; participação em grupos de trabalho e em treinamentos. c) c) c) c) c) ( ) Aumento da atenção no trabalho; melhoria na capacidade de traba- lhar sozinho; satisfação salarial e aumento da liderança autocrática. d) d) d) d) d) ( ) Incrementar a capacitação técnica; aquisição de técnicas de gerenciamento; melhoria nas habilidades de comunicação entre as pessoas e melhoria do espírito de equipe. e) e) e) e) e) ( ) Autodisciplina para fazer tudo espontaneamente; participação em treinamentos e em grupos de trabalho; melhoria do espírito indivi- dual e aumento da gestão participativa. Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Complete a frase. Normalmente as falhas invisíveis deixam de ser detectadas por motivos .................................. e .............................. . 35
  • 36.
    2 A U LA Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Relacione a coluna 1 de acordo com a 2: Coluna 1 Coluna 1 Coluna 1 Coluna 1 Coluna 1 Coluna 2 Coluna 2 Coluna 2 Coluna 2 Coluna 2 a) a) a) a) a) Seiri 1. 1. 1. 1. 1. ( ) Eliminar perdas. b) b) b) b) b) Seiton 2. 2. 2. 2. 2. ( ) Limpeza, limpar sempre e não sujar. c) c) c) c) c) Seiso 3. 3. 3. 3. 3. ( ) Arrumação. d) d) d) d) d) Seiketsu 4. 4. 4. 4. 4. ( ) Disciplina. e) e) e) e) e) Shitsuke 5. 5. 5. 5. 5. ( ) Treinar. f) f) f) f) f) Shido 6. 6. 6. 6. 6. ( ) Realizar com determinação. g) g) g) g) g) Seison 7. 7. 7. 7. 7. ( ) Eliminar o supérfluo. h) h) h) h) h) Shikari yaro 8. 8. 8. 8. 8. ( ) Padronização. 9. 9. 9. 9. 9. ( ) Conserto. 36
  • 37.
    3 A U LA 3 A U L A O serviço de manutenção de máquinas é indispensável e deve ser constante. Por outro lado, é necessário manter a produção, conforme o cronograma estabelecido. Esses dois aspectos levantam a questão de como conciliar o tempo com a paradas das máquinas para manutenção sem comprometer a produção. Nesta aula veremos como as empresas conciliam o tempo com a paradas das máquinas, considerando a produção. Rotina de planejamento O setor de planejamento recebe as requisições de serviço, analisa o que e como deve ser feito, quais as especialidades e grupos envolvidos, e os materiais e ferramentas a serem utilizados. Isso resulta no plano de operações, na lista de materiais para empenho ou compra de estoque e outros documentos comple- mentares como relação de serviços por grupo, ordens de serviço etc. Quando há necessidade de estudos especiais, execução de projetos e dese- nhos ou quando o orçamento de um trabalho excede determinado valor, o setor de planejamento requisita os serviços da Engenharia de Manutenção. Ela provi- dencia os estudos necessários e verifica a viabilidade econômica. Se o estudo ou projeto for viável, todas as informações coletadas pelo planejamento são enviadas ao setor de programação, que prepara o cronograma e os programas diários de trabalho coordenando a movimenta- ção de materiais. Seqüência para planejamento É o rol de atividades para o planejador atingir o plano de operação e emitir os documentos necessários. CPM (Critical Path Method) – Método do caminho crítico 37
  • 38.
    3 A U LA Esse rol de atividades consiste em: · Listar os serviços a serem executados; · Determinar o tempo, especialidades e número de profissionais; · Determinar a seqüência lógica das operações de trabalho por meio do diagrama espinha de peixe diagrama espinha de peixe diagrama espinha de peixe diagrama espinha de peixe diagrama espinha de peixe; · Construir PERT-CPM; · Construir diagrama de barras (Gantt) diagrama de barras (Gantt) diagrama de barras (Gantt) diagrama de barras (Gantt) diagrama de barras (Gantt), indicando as equipes de trabalho; · Emitir as ordens de serviço, a lista de materiais, a relação de serviços por grupo e outros documentos que variam conforme a empresa. Diagrama espinha de peixe Diagrama espinha de peixe Diagrama espinha de peixe Diagrama espinha de peixe Diagrama espinha de peixe É uma construção gráfica simples que permite construir e visualizar rapida- mente a seqüência lógica das operações. Exemplo: Em planejamentos simples e para um único grupo de trabalho, pode-se passar da espinha de peixe ao diagrama de barras diagrama de barras diagrama de barras diagrama de barras diagrama de barras ou o diagrama de Gantt. diagrama de Gantt. diagrama de Gantt. diagrama de Gantt. diagrama de Gantt. Diagrama de Gantt Diagrama de Gantt Diagrama de Gantt Diagrama de Gantt Diagrama de Gantt É um cronograma que permite fazer a programação das tarefas mostrando a dependência entre elas. Usado desde o início do século, consiste em um diagrama onde cada barra tem um comprimento diretamente proporcional ao tempodeexecuçãorealdatarefa.Ocomeçográficodecadatarefaocorresomente após o término das atividades das quais depende. As atividades para elaboração do diagrama são a determinação das tarefas, das dependências, dos tempos e a construção gráfica. Vamos exemplificar considerando a fabricação de uma polia e um eixo. A primeira providência é listar as tarefas, dependências e tempo envolvidos. TAREFAS TAREFAS TAREFAS TAREFAS TAREFAS DESCRIÇÃO DESCRIÇÃO DESCRIÇÃO DESCRIÇÃO DESCRIÇÃO DEPENDE DEPENDE DEPENDE DEPENDE DEPENDE DE DE DE DE DE TEMPO TEMPO TEMPO TEMPO TEMPO/ / / / /DIAS DIAS DIAS DIAS DIAS A preparar desenhos – 1 e lista de materiais B obter materiais A 2 para o eixo C tornear o eixo B 2 D fresar o eixo C 2 E obter materiais A 3 para a polia F tornear a polia E 4 G montar o conjunto D e F 1 H balancear o conjunto G 0,5 38
  • 39.
    3 A U LA De posse da lista, constrói-se o diagrama de Gantt. OdiagramadeGanttéumauxiliarimportantedoplanejadoredoprograma- dor, pois apresenta facilidade em controlar o tempo e em reprogramá-lo. Apesar desta facilidade, o diagrama de Gantt não resolve todas as questões, tais como: – Quais tarefas atrasaríam se a terceira tarefa (C) se atrasar um dia? – Como colocar de forma clara os custos no diagrama? – Quais tarefas são críticas para a realização de todo o trabalho? Para resolver as questões que o diagrama de Gantt não consegue solucionar, foram criados os métodos PERT - CPM. Métodos PERT – CPM Os métodos PERT PERT PERT PERT PERT (Program Evoluation and Review Technique – Programa de Avaliação e Técnica de Revisão) e CPM CPM CPM CPM CPM (Critical Parth Method – Método do Caminho Crítico) foram criados em 1958. O PERT foi desenvolvido pela NASA com o fim de controlar o tempo e a execução de tarefas realizadas pela primeira vez. O CPM foi criado na empresa norte-americana Dupont com o objetivo de realizar as paradas de manutenção no menor prazo possível e com o nível constante de utilização dos recursos. Os dois métodos são quase idênticos; porém, as empresas, em termos de manutenção, adotam basicamente o CPM . Método CPM O CPM se utiliza de construções gráficas simples como flechas, círculos numerados e linhas tracejadas, que constituem, respectivamente: · o diagrama de flechas; · a atividade fantasma; · o nó ou evento. 39
  • 40.
    3 A U LA Diagrama de flechas – Diagrama de flechas – Diagrama de flechas – Diagrama de flechas – Diagrama de flechas – É um gráfico das operações, em que cada operação érepresentadaporumaflecha.Cadaflechatemumapontaeumacauda.Acauda representa o início da operação e a ponta marca o seu final. As flechas são usadas para expressar as relações entre as operações e definir uma ou mais das seguintes situações: – a operação deve preceder algumas operações; – a operação deve suceder algumas operações; – a operação pode ocorrer simultaneamente a outras operações. Exemplo: Atividade fantasma Atividade fantasma Atividade fantasma Atividade fantasma Atividade fantasma – É uma flecha tracejada usada como artifício para identificar a dependência entre operações. É também chamada de operação imaginária e não requer tempo. Observe a figura: A figura exemplifica as seguintes condições: · W deve preceder Y; · K deve preceder Z; · Y deve seguir-se a W e K. Assim, as atividades W, Y, K e Z são operações físicas como tornear, montar, testar etc. Cada uma dessas operações requer um tempo de execução, enquanto a atividade fantasma é um ajuste do cronograma, isto é, depende apenas da programação correta. 40
  • 41.
    3 A U LA Nó ou evento – Nó ou evento – Nó ou evento – Nó ou evento – Nó ou evento – São círculos desenhados no início e no final de cada flecha. Têm o objetivo de facilitar a visualização e os cálculos de tempo. Devem ser numerados e sua numeração é aleatória. Exemplo: O nó não deve ser confundido com uma atividade que demande tempo. Ele é um instante, isto é, um limite entre o início de uma atividade e o final de outra. Construção do diagrama CPM Para construir o diagrama é preciso ter em mãos a lista das atividades, os tempos e a seqüência lógica. Em seguida, vai-se posicionando as flechas e os nós obedecendo a seqüência lógica e as relações de dependência. Abaixo de cada flecha, coloca-se o tempo da operação e acima, a identificação da operação. Exemplo: Um torno apresenta defeitos na árvore e na bomba de lubrificação e é preciso corrigir tais defeitos. O que fazer ? Primeiramente, listam -se as tarefas, dependências e tempos, numa seqüên- cia lógica: A seguir, constrói-se o diagrama: TAREFAS A B C D E F DESCRIÇÃO retirar placa, proteções e esgotar óleo retirar árvore e transportá-la lavar cabeçote trocar rolamentos trocar reparo da bomba de lubrificação montar, abastecer e testar o conjunto DEPENDE DE - A A B B e C D e E TEMPO 1 h 3 h 2 h 3 h 2 h 4 h 41
  • 42.
    3 A U LA O caminho crítico É um caminho percorrido através dos eventos (nós) cujo somatório dos tempos condiciona a duração do trabalho. Por meio do caminho crítico obtém- se a duração total do trabalho e a folga das tarefas que não controlam o término do trabalho. No diagrama anterior há três caminhos de atividades levando o trabalho do evento 0 (zero) ao evento 5: · A – B – D – F , com duração de 11 horas; · A – C – E – F , com duração de 9 horas; · A – B – imaginária – E – F, com duração de 10 horas. Há, pois, um caminho com duração superior aos demais, que condiciona a duração do projeto. É este o caminho crítico. A importância de se identificar o caminho crítico fundamenta-se nos seguintes parâmetros: · permitir saber, de imediato, se será possível ou não cumprir o prazo anteriormente estabelecido para a conclusão do plano; · identificar as atividades críticas que não podem sofrer atrasos, permitindo um controle mais eficaz das tarefas prioritárias; · permitir priorizar as atividades cuja redução terá menor impacto na anteci- pação da data final de término dos trabalhos, no caso de ser necessária uma redução desta data final; · permitir o estabelecimento da primeira data do término da atividade; · permitir o estabelecimento da última data do término da atividade. Freqüentemente, o caminho crítico é tão maior que os demais que basta acelerá-lo para acelerar todo o trabalho. Tendo em vista o conceito do caminho crítico, pode-se afirmar que as tarefas C e E do diagrama anterior podem atrasar até duas horas sem comprometer a duração total. Resultado final da aplicação do CPM O método do caminho crítico permite um balanceamento dos recursos, principalmente mão-de-obra. O departamento de manutenção possui um con- tingente fixo e não é desejável ter um perfil de utilização desse contingente com carência em uns momentos e ociosidade em outros. Para evitar este problema, o planejador joga com o atraso das tarefas com folga e o remanejamento do pessoal envolvido nas tarefas iniciais. Nas paradas para reformas parciais ou totais, após o balanceamento dos recursos físicos e humanos com programação de trabalho em horários noturnos e em fins de semana, pode ocorrer ainda a carência de mão-de-obra. Neste caso, a solução é a contratação de serviços externos ou a ampliação do quadro de pessoal. Essas decisões só podem ser tomadas após a análise e comprovação prática das carências. 42
  • 43.
    3 A U LA Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Na elaboração de um planejamento de manutenção existe uma seqüência ou um rol de atividades para o planejador atingir o plano de operação e emitir os documentos necessários. Coloque a sequência abaixo em ordem, numerando-a de 1 a 6: a) a) a) a) a) ( ) Construir PERT-CPM b) b) b) b) b) ( ) Determinar o tempo c) c) c) c) c) ( ) Construir o diagrama de barras d) d) d) d) d) ( ) Listar os serviços a serem executados e) e) e) e) e) ( ) Determinar a seqüência lógica das operações através do diagrama espinha de peixe f) f) f) f) f) ( ) Emitir as ordens de serviço Assinale com X a alternativa correta. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 O diagrama de construção gráfica simples que permite visualizar rapida- mente a seqüência lógica de operações é o diagrama : a) a) a) a) a) ( ) de Gantt b) b) b) b) b) ( ) de barras c) c) c) c) c) ( ) espinha de peixe d) d) d) d) d) ( ) PERT e) e) e) e) e) ( ) CPM Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Para resolver as questões que o diagrama de Gantt não consegue solucionar, foram criados os diagramas: a) a) a) a) a) ( ) espinhas de peixe; b) b) b) b) b) ( ) PERT-CPM; c) c) c) c) c) ( ) de barras; d) d) d) d) d) ( ) de flechas; e) e) e) e) e) ( ) de custos. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Complete as frases. a) a) a) a) a) O ................................ foi desenvolvido com a finalidade de controlar o tempo e a execução de tarefas a serem realizadas pela primeira vez. b) b) b) b) b) O ........................................... foi criado com o objetivo de realizar as para- das de .......................................... no menor prazo possível e com o nível constante de utilização dos recursos. c) c) c) c) c) OCPMseutilizadeconstruçõesgráficassimplescomo..................................., ..................................................... numerados e linhas. d) d) d) d) d) Atividade .................................... é também chamada operação imaginária e não requer tempo. e) e) e) e) e) O objetivo de um nó ou evento é facilitar a ............................................... e os cálculos de tempo. Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Construa um diagrama CPM para uma fresadora que apresenta defeitos no acionamento da mesa. Utilize os dados da tabela para construir o diagrama. Exercícios 43
  • 44.
    3 A U LA TAREFAS A B C D E F G DESCRIÇÃO desmontar o conjunto de acionamento da mesa lavar o conjunto da mesa recuperar as guias troca de engrenagens danificadas montar guias montar engrenagens teste dos conjuntos DEPENDE DE - A B B C D E e F TEMPO 4 h 1 h 2 h 1 h 2 h 2 h 0,5 h 44
  • 45.
    7 A U LA Suponhamos que o eixo excêntrico de uma prensa se quebre. O que fazer para resolver o problema sem precisar produzir ou importaroutro,considerandoquediasparadossãocontabilizadoscomoprejuízo? Situações como essa são comuns nas empresas e a melhor solução é a soldagem de manutenção. A soldagem de manutenção é o tema desta e da próxima aula. Importância Asoldagemdemanutençãoéummeioaindamuitoutilizadoparaprolongar a vida útil das peças de máquinas e equipamentos. Ela promove economia para as indústrias, pois reduz as paradas de máquinas e diminui a necessidade de se manter grandes estoques de reposição. No caso do Brasil, por ser um país em desenvolvimento industrial, é comum a presença de empresas que possuem – em suas áreas produtivas – equipamen- tos e máquinas de diversas origens e fabricantes, com anos de fabricação diferentes. A situação se agrava quando alguns equipamentos e máquinas são retirados de linha ou deixam de ser fabricados. Diante dessa realidade, é praticamente impossível manter em estoque peças de reposição para todos os equipamentos e máquinas. Além disso, no caso de grandes componentes, as empresas normalmente não fazem estoques de sobres- salentes,equandoumgrandecomponentesedanifica,osproblemasseagravam. Fabricar um grande componente ou importá-lo demanda tempo, e equipamento ou máquina parada por um longo tempo significa prejuízo. Situações problemáticas como essas são resolvidas pela soldagem de manu- tenção, que tem como objetivo principal agir com rapidez e eficiência para que equipamentos e máquinas danificadas voltem a funcionar para garantir a produção. Soldagem de manutenção I 7 A U L A 45
  • 46.
    7 A U LA Diferença entre soldagem de manutenção e soldagem de produção A soldagem de produção é realizada dentro de condições favoráveis, isto é, as especificações são determinadas, os equipamentos apropriados encontram-se disponíveis, a composição química do metal de base é conhecida, bem como os parâmetros em que se deve trabalhar. É na soldagem de produção que são preparados corpos-de-prova solda- dos com parâmetros adequados. A seguir esses corpos-de-prova são subme- tidos a testes destrutivos para confirmar as características mecânicas das juntas soldadas. Ao contrário da soldagem de produção, na soldagem de manutenção exis- tem restrições e limitações que são agravadas pela rapidez com que deve ser efetuada a recuperação do componente. Etapas As etapas percorridas na soldagem de manutenção são: Análise da falha Análise da falha Análise da falha Análise da falha Análise da falha a) a) a) a) a) Analisar o local da falha. b) b) b) b) b) Determinar a causa da falha: · fratura; · desgaste; · corrosão. c) c) c) c) c) Determinação do funcionamento: · solicitações (rpm); · meios envolvidos; · temperatura de trabalho. d) d) d) d) d) Reconhecimento dos materiais envolvidos: · análise química; · dureza. e) e) e) e) e) Determinação do estado do material: · encruado; · recozido; · temperado e revenido; · cementado. Planejamento da execução Planejamento da execução Planejamento da execução Planejamento da execução Planejamento da execução Após a escolha do método/processo de soldagem e do metal de adição, é necessário verificar se estão envolvidos na recuperação os seguintes fatores: · pré-usinagem; · deformação; · seqüência de soldagem; · pré e pós-aquecimento; · tratamento térmico pós-soldagem; · desempeno; · pós-usinagem. 46
  • 47.
    7 A U LA Com esses cuidados, o que se deseja é eliminar as causas e não só os efeitos. Procedimentos Procedimentos Procedimentos Procedimentos Procedimentos De um modo geral os procedimentos para a execução de uma soldagem de manutenção devem conter, no mínimo, os seguintes passos: a)Fratura/Trinca a)Fratura/Trinca a)Fratura/Trinca a)Fratura/Trinca a)Fratura/Trinca · Localizar a fratura/trinca definindo seu início e fim. Para isso deve-se utilizar o ensaio com líquido penetrante. · Identificar o material preferencialmente por meio de uma análise química e determinar sua dureza. · Preparar adequadamente a região a ser soldada de modo que se permita o acessodoeletrodo,tochaoumaçarico,dependendodoprocessodesoldagem selecionado. · Limpar a região a ser soldada para retirar o óleo, graxa ou impurezas que possam prejudicar a soldagem da peça/componente a ser recuperado. · Executar ensaio com líquido penetrante para assegurar que toda a fratura/trinca tenha sido eliminada. · Especificar o processo de soldagem e o metal de adição, de modo que a peça/ componente recuperado mantenha suas características mecânicas, para que seja capaz de suportar as máximas solicitações durante o desempenho do trabalho, considerando ainda os meios envolvidos e a temperatura de trabalho. · Especificar os parâmetros de soldagem, incluindo, quando necessário, a temperaturadepréepós-aquecimentoeotratamentotérmicopós-soldagem. · Especificar uma adequada seqüência de soldagem para se obter o mínimo de tensões internas e deformações da peça/componente que está sendo recu- perada. · Especificarotipodeensaioaserrealizadoparaverificaraqualidadedasolda realizada. · Prever, quando necessário, um sobremetal durante a soldagem para que seja possível obter o acabamento final da peça/componente por meio de esmerilhamento ou usinagem, quando for o caso. b)Desgaste/Corrosão b)Desgaste/Corrosão b)Desgaste/Corrosão b)Desgaste/Corrosão b)Desgaste/Corrosão · Localizar a região desgastada ou corroída, definindo os limites da região a ser recuperada. · Identificar adequadamente a superfície a ser revestida através da superfície desgastada ou corroída por meio de esmerilhamento ou usinagem. · Limpar a região a ser soldada para retirar o óleo, graxa ou impurezas que possam, de algum modo, prejudicar a soldagem da peça/componente a ser recuperada. · Executarensaiocomlíquidopenetranteparaverificarsenaregiãodesgastada não existem descontinuidades que possam comprometer a soldagem. · Especificar o processo de soldagem e o metal de adição para que a peça/ componente, após recuperação, seja capaz de suportar as solicitações máxi- mas exigidas durante o trabalho. No caso de corrosão, o metal de adição deverá ser adequado para resistir ao meio agressivo. · Especificar os parâmetros de soldagem, incluindo, quando necessário, a temperatura de pré e pós-aquecimento e o tratamento de alívio de tensões pós-soldagem. 47
  • 48.
    7 A U LA · Especificar uma adequada seqüência de soldagem de modo que haja um mínimo de tensões internas e deformações da peça/componente que está sendo recuperada. · Especificarotipodeensaioaserrealizadoparaverificaraqualidadedasolda aplicada. · Prever, quando necessário, um sobremetal durante a soldagem para que seja possível obter o acabamento final da peça/componente recuperada por meio de esmerilhamento ou usinagem, quando for o caso. Tipos e causas prováveis das falhas Tipos e causas prováveis das falhas Tipos e causas prováveis das falhas Tipos e causas prováveis das falhas Tipos e causas prováveis das falhas Falhas por fratura Falhas por fratura Falhas por fratura Falhas por fratura Falhas por fratura – As falhas por fratura normalmente resultam de uma trinca que se propaga. A trinca surge por dois motivos: altas solicitações e fadiga do material. Quando a peça/componente sofre solicitações acima das suportáveis, a trinca aparece em determinadas regiões. A fadiga aparece por causa das tensões cíclicas que terminam por exceder as toleradas pelo material que constitui a peça/componente.Nessecaso,astrincasseiniciam–mesmocomtensõesabaixo das tensões limites – e se propagam. Com a propagação da trinca, as seções restantes e ainda resistentes rompem-se pelo simples fato das tensões existentes serem maiores que as suportadas pelo material. Falhas por desgaste Falhas por desgaste Falhas por desgaste Falhas por desgaste Falhas por desgaste – Há uma grande variedade de fatores que podem provocar o desgaste de peças/componentes de uma máquina ou equipamento. Nesse caso, para recuperação adequada com a finalidade de assegurar eficiência e segurança, os metais de solda, a serem depositados, devem ser selecionados cuidadosamente. Para melhor compreensão dos tipos de desgastes, podemos dividi-los em classes distintas com características bem definidas. Vejamos: a) Desgastes mecânicos a) Desgastes mecânicos a) Desgastes mecânicos a) Desgastes mecânicos a) Desgastes mecânicos · Abrasão Abrasão Abrasão Abrasão Abrasão A abrasão é um desgaste que ocorre entre superfícies que deslizam ou giram em contato entre si em movimento relativo. A abrasão provoca o desprendimen- to de partículas das superfícies e elas adquirem irregularidades microscópicas, mesmoqueaparentementepolidas.Porexemplo:sempreháabrasãoquandoum eixo gira em contato com um mancal. As irregularidades microscópicas das superfícies comportam-se como picos e vales que tendem a se encaixar. Quando as superfícies são solicitadas a entrar emmovimentorelativoentresi,aforçadeatritogeracaloreestegeramicrofusões entre os picos que estão em contato. As áreas microfundidas movimentam-se e as superfícies se desgastam. A recuperação de superfícies desgastadas por abrasão é feita depositando- se, por solda, um material mais duro e mais resistente ao desgaste. Aconselha- se não aplicar mais de duas ou três camadas de solda, para evitar a fissuração e desagregação do próprio metal de solda que apresenta baixa ductilidade. Se a soldagem exigir camadas mais espessas, o revestimento deverá ser feito com um metal tenaz e pouco duro que se comportará como amortecedor. 48
  • 49.
    7 A U LA · Impacto Impacto Impacto Impacto Impacto Materiais sujeitos a impacto sofrem deformações localizadas e mesmo fraturas. Por impacto e em condições de alta pressão, partículas metálicas dos materiais são arrancadas e, como conseqüência, o desgaste aparece. Se um dado componente ou peça - a ser recuperado por solda - trabalha somente sob condições de impacto simples, o material a ser depositado deve ser tenaz para poder absorver a deformação sem se romper. Normalmente, áreas de peças ou componentes que recebem impactos tam- bém sofrem abrasões. É o que ocorre, por exemplo, em moinhos e britadores que necessitam de superfícies duras e resistentes ao desgaste. b) Erosão b) Erosão b) Erosão b) Erosão b) Erosão É a destruição de materiais por fatores mecânicos que podem atuar por meio de partículas sólidas que acompanham o fluxo de gases, vapores ou líquidos, ou podem atuar por meio de partículas líquidas que acompanham o fluxo de gases ou de vapores. Geralmente, para suportar o desgaste por erosão, o material de solda deve ter dureza, microestrutura e condições de superfície adequadas. c) Cavitação c) Cavitação c) Cavitação c) Cavitação c) Cavitação O fenômeno da cavitação é causado por fluidos acelerados que se movimen- tam em contato com superfícies sujeitas a rotações, tais como hélices, rotores, turbinas etc. Os fluidos acelerados formam depressões que, ao se desfazerem, provocam golpes, como se fossem aríetes, nas superfícies das peças sujeitas ao movimento rotacional. Esses golpes produzem cavidades superficiais que vão desgastando as peças. A correção de superfícies cavitadas é feita por meio de revestimentos com ligas contendo 13% de cromo (Cr). Corrosão Corrosão Corrosão Corrosão Corrosão – O desgaste de materiais metálicos também pode ser provocado pela corrosão que é favorecida por vários fatores: umidade, acidez, alcalinidade, temperatura, afinidade química entre metais etc. Normalmente a maioria dos metais e ligas metálicas, em contato com o oxigênio do ar, adquire uma camada protetora de óxido que a protege. Se essa camada de óxido perder a impermeabilidade, a oxidação prossegue caracteri- zando a corrosão. A corrosão é sanada por meio de revestimentos com materiais de solda adequados, de forma tal que venham a resisitir ao meio agressivo com os quais estarão em contato. Influência dos elementos de liga Influência dos elementos de liga Influência dos elementos de liga Influência dos elementos de liga Influência dos elementos de liga Os eletrodos e varetas utilizados como material de adição nos processos de soldagem apresentam vários elementos de liga que lhes conferem características particulares. 49
  • 50.
    7 A U LA Os principais elementos de liga, com suas principais propriedades, são: Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Responda. a) a) a) a) a) Qual o objetivo da solda de manutenção? b) b) b) b) b) Em termos comparativos, qual a diferença entre solda de produção e solda de manutenção? c) c) c) c) c) O que deve ser verificado, ao analisar uma falha, em um elemento mecânico que será recuperado por solda? d) d) d) d) d) Realizando a análise, pode-se determinar três tipos de causas de danos. Quais são? e) e) e) e) e) Quais as causas mecânicas que podem dar início à propagação de uma trinca? ELEMENTOS ELEMENTOS ELEMENTOS ELEMENTOS ELEMENTOS DE DE DE DE DE LIGA LIGA LIGA LIGA LIGA PROPRIEDADES PROPRIEDADES PROPRIEDADES PROPRIEDADES PROPRIEDADES Carbono (C) Aumenta a resistência e o endurecimento; reduz o alongamento, a forjabilidade, a soldabilidade e a usinabilidade; forma carbonetos com cromo (Cr), molibdênio (Mo) e vanádio (V). Cobalto (Co) Aumenta a resistência à tração; aumenta a dureza (têmpera total); resiste ao revenimento, ao calor e à corrosão. Cromo (Cr) Aumenta a resistência à tração, ao calor, à escamação, à oxidação e ao desgaste por abrasão. É um forte formador de carbonetos. Manganês (Mn) Aços austeníticos contendo manganês e 12% a 14% de cromo são altamente resistentes à abrasão. Molibdênio (Mo) Aumenta a resistência ao calor e forma, também, carbonetos. Níquel (Ni) Aumenta o limite de escoamento; aumenta a tenacidade; resiste aos meios redutores. Tungstênio (W) Aumenta a resistência à tração; aumenta a dureza; resiste ao calor; mantém cortante os gumes das ferramentas e peças e forma carbonetos. Aumenta a resistência ao calor; mantém os gumes cortantes e também forma carbonetos. Vanádio (V) Exercícios 50
  • 51.
    8 A U LA Arecuperação de falhas por soldagem inclui o conhecimento dos materiais a serem recuperados e o conhecimento dos materiais e equipamentos de soldagem, bem como o domínio das técnicas de soldagem. O objetivo desta aula é mostrar exemplos do dia-a-dia envolvendo a recupe- ração de peças por meio da soldagem de manutenção. Elemento mecânico de ferro fundido com trinca Localização da fratura/trinca Localização da fratura/trinca Localização da fratura/trinca Localização da fratura/trinca Localização da fratura/trinca A localização da fratura/trinca deve ser feita de modo preciso para identificar claramente onde ela começa e onde termina. Essa identificação pode ser realizada pelo método de ensaio por líquido penetrante. Primeiramente pulveriza-se um líquido de limpeza na peça. Depois, aplica-se o líquido penetrante na região da trinca e aguarda-se alguns minutos para que o líquido penetre no material. A seguir, limpa-se a região da trinca e pulveriza-se um líquido revelador que tornará a trinca e seus limites bem visíveis. Furação das extremidades da trinca Furação das extremidades da trinca Furação das extremidades da trinca Furação das extremidades da trinca Furação das extremidades da trinca As tensões atuantes nas extremidades pontiagudas da trinca devem ser aliviadas. O alívio dessas tensões é obtido por meio de dois furos feitos com uma broca de diâmetro entre 7 mm e 10 mm. Esses furos impedem que a trinca se propague. Esquematicamente: Soldagem de manutenção II 8 A U L A 51
  • 52.
    8 A U LA Goivagem ou chanfragem do local da soldagem Goivagem ou chanfragem do local da soldagem Goivagem ou chanfragem do local da soldagem Goivagem ou chanfragem do local da soldagem Goivagem ou chanfragem do local da soldagem Inicialmente deve-se pensar na realização da goivagem - com eletrodo de corte-comformatoarredondadoparafavoreceradistribuiçãodastensões.Além disso, a preparação com eletrodo de corte proporciona uma solda sem poros, isenta de escórias, areia, óleo ou gordura. Essas impurezas sofrem combustão durante a goivagem e se gaseificam. Nocasodapreparaçãoporesmerilhamento,devemsertomadasprecauções, principalmente se o disco contiver aglomerantes plásticos. De fato, resíduos de material plástico aderem ao ferro fundido na área de soldagem. A queima desses resíduos, por meio do arco elétrico do aparelho de soldagem, provoca o surgimento de poros na solda. Portanto, se a preparação exigir esmerilhamento, deve-se escovar e limpar a superfície esmerilhada com bastante cuidado. Quando a ligação da solda no ferro fundido apresentar dificuldades de estabilização em coesão e aderência, recomenda-se o uso da técnica de revesti- mento do chanfro (amanteigamento), conforme mostra a figura a seguir: Para o ferro fundido há duas possibilidades de revestimentos de chanfro (amanteigamento): a) a) a) a) a) Com eletrodos especiais à base de ferro Com eletrodos especiais à base de ferro Com eletrodos especiais à base de ferro Com eletrodos especiais à base de ferro Com eletrodos especiais à base de ferro - Nesse caso a camada de solda absorve o carbono do ferro fundido e endurece. Por essa razão, a própria junta não deve ser soldada com eletrodos especiais à base de ferro. Para completar a solda do reparo, utiliza-se um metal de adição à base de níquel ou de níquel- ferro. b) b) b) b) b) Revestimento do chanfro com metal de adição à base de bronze- Revestimento do chanfro com metal de adição à base de bronze- Revestimento do chanfro com metal de adição à base de bronze- Revestimento do chanfro com metal de adição à base de bronze- Revestimento do chanfro com metal de adição à base de bronze- alumínio alumínio alumínio alumínio alumínio - Esse metal de adição adere muito bem ao ferro fundido e apresenta uma ótima afinidade com o metal de adição à base de níquel, que é utilizado posteriormente como complemento do reparo. Conforme esquematização abaixo, soldamos alternadamente e por etapas com cordões retos e curtos com comprimento máximo de 30 mm. A máquina de soldagem deve operar com baixa amperagem. O eletrodo deve ser de pequeno diâmetroeavelocidadedesoldagemtemdeseraltaparaevitaroexcessodecalor localizado. A solda alternada com cordões curtos tem a finalidade de manter um baixo aporte de calor na peça e diminuir ao máximo as tensões de soldagem e conseqüentemente a deformação. 52
  • 53.
    8 A U LA Quando a finalidade da solda no ferro fundido é manter apenas a estanqueidade, não há necesssidade de abranger toda a seção, mas sim uma espessura de solda de no mínimo 70% da espessura que será reparada. Esquematicamente: Martelamento da solda Martelamento da solda Martelamento da solda Martelamento da solda Martelamento da solda As tensões de contração do cordão de solda são aliviadas por meio de martelamento. Nesse caso, o cordão sofre um escoamento fazendo com que a peça não apresente deformações indesejáveis. As figuras exemplificam o que foi dito. Soldagem a frio de uma alavanca de ferro fundido quebrada sem restrição de contração A figura a seguir mostra uma alavanca com uma trinca. A alavanca pode ser recuperada, por soldagem, por meio da seguinte seqüência de operações: Preparação do local da soldagem Preparação do local da soldagem Preparação do local da soldagem Preparação do local da soldagem Preparação do local da soldagem A casca de fundição, se existente, deve ser removida do local da trinca mecanicamente. Se a espessura da peça for menor que 10 mm, recomenda-se fa- zerumchanfroem“V”.Casoaespessura de parede seja maior que 10 mm, aconse- lha-sefazerumchanfroem“X”.Noexem- plo da trinca da alavanca em questão, usaremos um chanfro em “X” com ângu- lo máximo de 60°, conforme mostra o esquema: 53
  • 54.
    8 A U LA Preaquecimento Preaquecimento Preaquecimento Preaquecimento Preaquecimento Um preaquecimento de aproximadamente 200°C é recomendado com a finalidadedediminuirastensõesresiduaisquesurgirão,porocasiãodasoldagem, na região da trinca. Soldagem Soldagem Soldagem Soldagem Soldagem Recomenda-se soldar com baixa intensidade de calor, utilizando um eletro- do de níquel ou um eletrodo de níquel-ferro. O chanfro deve ser preenchido com cordões curtos e com repetidas viradas para a soldagem no lado oposto. Um martelamento ocasional no cordão de solda, ainda quente, também é recomendável para diminuir as tensões. Se surgirem dificuldades de ligação da solda no ferro fundido, deve ser realizado o revestimento dos chanfros (amanteigamento). Reconstrução de ponta de dentes de escavadeira Os dentes de escavadeiras são componentes que trabalham em condições normalmente severas que envolvem impacto e abrasão. O desgaste e a recupe- ração dos dentes podem ser visualizados abaixo. Para reconstruir a ponta dos dentes de uma escavadeira, deve-se proceder do seguinte modo: a) a) a) a) a)Prepararassuperfíciesaseremsoldadaseliminandotodososresíduosque possam prejudicar a soldagem. b) b) b) b) b) Pontas sobressalentes devem ser soldadas nas pontas já desgastadas com eletrodos que garantam a máxima tenacidade. Um eletrodo recomendado é o tipo AWS E307 - 15 AWS E307 - 15 AWS E307 - 15 AWS E307 - 15 AWS E307 - 15. c) c) c) c) c) Manter a temperatura das pontas abaixo de 200°C durante a soldagem, para evitar a perda de dureza. d) d) d) d) d) Após a soldagem dos dentes, aplicar líquido penetrante para se certificar de que não apareceu nenhuma trinca superficial. e) e) e) e) e) Para dentes que trabalham primariamente em solos com granulação fina, o revestimento dos dentes deve ser efetuado com metal duro, isto é, com eletrodo dotipo AWS E 10 - 60z AWS E 10 - 60z AWS E 10 - 60z AWS E 10 - 60z AWS E 10 - 60z.Esseeletrodoproporcionaummetaldesoldamuitoduro, rico em carbonetos de cromo, resistentes à abrasão. Trincas superficiais poderão surgir, mas sem influência na resistência ao desgaste. 54
  • 55.
    8 A U LA Para dentes que trabalham com materiais rochosos, o eletrodo a ser utili- zado é o tipo AWS E 6 - 55 r AWS E 6 - 55 r AWS E 6 - 55 r AWS E 6 - 55 r AWS E 6 - 55 r, que proporciona um metal de solda, ligado ao cromo, bastante tenaz e resistente ao desgaste e com dureza compreendida entre 60 e 65 HRC. Observações: Observações: Observações: Observações: Observações: Os eletrodos especificados como AWS E 307 - 15, AWS E 10 - 60z e AWS E 6 - 55r representam eletrodos classificados pela norma da American Welding Society (Associação Americana de Soldagem). Os valores entre 60 e 65 HRC significam que a dureza do material varia de 60 a 65 na escala de dureza Rockwell C. Com a finalidade de manter os dentes afiados, recomenda-se revestir somente a face superior ou o fundo do dente e nunca ambos os lados. O modelo de revestimento é escolhido de acordo com as figuras a seguir, dependendo das condições de trabalho. Marque com um X a alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 A seqüência do trabalho de localização de uma trinca é: a) a) a) a) a) ( ) limpeza, aplicação do líquido penetrante e revelação; b) b) b) b) b) ( ) revelação, limpeza e aplicação do líquido penetrante; c) c) c) c) c) ( ) aplicação do líquido penetrante, revelação e limpeza; d) d) d) d) d) ( ) revelação, aplicação do líquido penetrante e limpeza; e) e) e) e) e) ( ) limpeza, revelação e aplicação do líquido penetrante. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 A finalidade da confecção de furos nas extremidades das trincas é: a) a) a) a) a) ( ) evitar a sobrecarga; b) b) b) b) b) ( ) evitar o superaquecimento; c) c) c) c) c) ( ) elaborar uma boa soldagem; d) d) d) d) d) ( ) aliviar as tensões nas extremidades das trincas; e) e) e) e) e) ( ) melhorar o acabamento. Exercícios 55
  • 56.
    8 A U LA Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 A finalidade do preaquecimento na soldagem de peças de ferro fundido é: a) a) a) a) a) ( ) facilitar a soldagem; b) b) b) b) b) ( ) não criar porosidade; c) c) c) c) c) ( ) reduzir as tensões no local da solda; d) d) d) d) d) ( ) evitar nova quebra; e) e) e) e) e) ( ) evitar o preaquecimento. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 A importância do martelamento na soldagem de manutenção das peças de ferro fundido é: a) a) a) a) a) ( ) melhorar o acabamento; b) b) b) b) b) ( ) facilitar a soldagem; c) c) c) c) c) ( ) criar tensões trativas; d) d) d) d) d) ( ) transformar tensões compressivas em trativas; e) e) e) e) e) ( ) aliviar as tensões de contração do cordão de solda. 56
  • 57.
    9 A U LA João, o operador de uma retificadora cilíndri- ca, percebeu uma certa alteração no desempenho de sua máquina. Após fazer as verificações que conhecia e não descobrindo a causa do problema, solicitou que o departamento de manutenção vistoriasse a máquina, pois a qualidade das peças fabricadas estava ficando comprometida. O mecânico de manutenção analisou a máquina e explicou a João que tanto a válvula reguladora de fluxo quanto a bomba hidráulica estavam com defeito, e que deveriam ser substituídas. Como o mecânico de manutenção soube detectar os defeitos? É o que será mostrado nesta aula. Conceito de pressão A Física nos ensina que pressão é força distribuída por unidade de área, ou seja: No Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade de força é o newton (N) e a unidade de área é o metro quadrado (m 2 ). Então, no SI a unidade de pressão é o N/m 2 , que recebe o nome de pascal (Pa). Porém, na literatura industrial, ainda são utilizadas outras unidades de pressão, tais como: atmosfera (atm), torricelli (torr), quilograma-força por centímetro quadrado (kgf/cm 2 ), milímetro de mercúrio (mm Hg), bar, libra- força por polegada quadrada (lbf/pol2 ) também chamada de psi (pound per squareinch)etc. A fórmula de pressão nos informa que a pressão é inversamente proporcional à área, isto é, quanto menor a área de atuação da força, maior será a pressão. Por exemplo, considere um paralelepípedo de alumínio de peso 24N (o peso também é uma força) com as seguintes medidas: face A = 0,24 m 2 ; face B = 0,12 m 2 e face C = 0,08 m 2 . Noções de manutenção de hidráulica industrial P = F A 9 A U L A 57
  • 58.
    9 A U LA Se o paralelepípedo estiver apoiado pela face A, ele exercerá uma pressão de 100 Pa; se estiver apoiado pela face B, a pressão será de 200 Pa, e se ele estiver apoiado pela face C, o valor da pressão será de 300 Pa. Faça as contas e confira. A pressão hidráulica, na faixa industrial, situa-se ao redor dos 140 bar, que equivale a aproximadamente 138 atm ou 14000000 Pa ou 14000 kPa, variando de projeto para projeto. Conceito de vazão Vazão(Q)éovolume(V)deumfluidoquepassanasecçãotransversaldeuma tubulação num certo intervalo de tempo (t). Matematicamente: No Sistema Internacional de Unidades (SI), a vazão é expressa em m 3 /s. Outras unidades de vazão são: L/min ; L/s ; cm3 /s. Princípio de Pascal O princípio de Pascal é um dos princípios mais importantes para a hidráu- lica. Esse princípio é definido assim: Se uma massa líquida confinada receber um acréscimo de pressão, essa pressão se transmitirá integralmente para todos os pontos do líquido, em todas as direções e sentidos. Todos os mecanismos hidráulicos são, em última análise, aplicações do princípio de Pascal. Q = V t 58
  • 59.
    9 A U LA Por exemplo, a prensa hidráulica, o macaco hidráulico e o freio hidráulico, além de outros mecanismos, baseiam-se no princípio de Pascal. Os sistemas hidráulicos, quando em funcionamento, transmitem forças intensas. Tais mecanismos são utilizados em locais onde outros mecanismos, movidos com outras formas de energia, não seriam viáveis. Por exemplo, uma pá hidráulica de um trator não poderia funcionar adequa- damente se somente o motor diesel viesse a ser utilizado para elevar as cargas. Nesse caso, parte da energia proveniente da queima do óleo diesel do motor é transferida e transformada em energia hidráulica na unidade hidráulica, e desta é transferida para o atuador que movimenta a pá. Em resumo, uma parcela da energia calorífica proveniente da queima do óleo diesel do motor se transforma em energia hidráulica. Outras parcelas da energia calorífica transformam-se em energia mecânica e energia sonora, enquanto uma última parcela se dissipa pelo ambiente na forma de radiação térmica. Lembremos que energia não se cria e nem se destrói. A energia se transfere de um sistema para outro, podendo ou não transformar-se de uma modalidade para outra. Exemplo: numa alavanca em uso ocorre apenas transferência de energia de um ponto para outro; já numa bateria ocorre transformação de energia química em elétrica. Divisão da hidráulica Para fins didáticos, a hidráulica divide-se em dois ramos: a hidráulica industrial e a hidráulica móbil. A hidráulica industrial cuida de máquinas e sistemas hidráulicos utilizados nas indústrias, tais como máquinas injetoras, prensas, retificadoras, fresadoras, tornos etc. A hidráulica móbil cuida de mecanismos hidráulicos existentes nos sistemas de transportes e cargas como caminhões, automóveis, locomotivas, navios, aviões, motoniveladoras, basculantes etc. Circuito de trabalho industrial hidráulico Um circuito hidráulico básico compõe-se de reservatório, bom- ba,válvuladealívio,válvuladecontroledevazão,válvuladirecional e um atuador que poderá ser linear ou rotativo. A válvula que protege o sistema de sobrecargas é a válvula de alívio, também conhecida pelo nome de válvula de segurança. O circuito funciona do seguinte modo: · o óleo é succionado pela bomba e levado ao sistema; · entrando no sistema, o óleo sofre uma redução de vazão; · o excesso de óleo volta para o reservatório passando pela válvula de alívio; 59
  • 60.
    9 A U LA · estando com a vazão reduzida, o óleo segue para o atuador que vai trabalhar com uma velocidade menor e adequada ao trabalho. · a válvula direcional, por sua vez, comanda o avanço e o retorno do atuador, e todo o sistema está protegido de sobrecargas. Manutenção de circuitos hidráulicos A manutenção de circuitos hidráulicos exige os seguintes passos: · analisar previamente o funcionamento do circuito; · analisar as regulagens das válvulas; · verificar se a tubulação não apresenta pontos de vazamento; · verificar a limpeza do óleo existente no reservatório. Bombas As bombas são utilizadas, nos circuitos hidráulicos, para converter energia mecânica em energia hidráulica. Nos sistemas hidráulicos industriais e móbil, as bombas são de deslo- camento positivo, isto é, fornecem determinada quantidade de fluido a cada rotação ou ciclo. As bombas de deslocamento positivo podem ser lineares ou rotativas. As bombas lineares podem ser de pistões radiais e de pistões axiais, ao passo que as bombas rotativas podem ser de engrenagens ou de palhetas. Bombas lineares de pistões radiais Bombas lineares de pistões radiais Bombas lineares de pistões radiais Bombas lineares de pistões radiais Bombas lineares de pistões radiais Nesse tipo de bomba, o conjunto gira em um pivô estacionário por dentro de um anel ou rotor. Conforme vai girando, a força tangencial faz com que os pistões sigam o contorno do anel, que é excêntrico em relação ao bloco de cilindros. Quando os pistões começam o movimento alternado dentro de seus furos, os pórticos, localizados no pivô, permitem que os pistões admitam o fluido do pórtico de entrada - e estes se movem para fora - descarregando no pórtico de saída quando os pistões são forçados pelo contorno do anel, em direção ao pivô. O deslocamento de fluido depende do tamanho e do número de pistões no conjunto, bem como do curso desses pistões. Existem modelos em que o deslocamento de fluido pode variar, modifican- do-se o anel para aumentar ou diminuir o curso dos pistões. Existem, ainda, controles externos para esse fim. A figura ao lado mostra o esquema de uma bomba com pistões radiais. 60
  • 61.
    9 A U LA Bombas lineares de pistões axiais e sua manutenção Bombas lineares de pistões axiais e sua manutenção Bombas lineares de pistões axiais e sua manutenção Bombas lineares de pistões axiais e sua manutenção Bombas lineares de pistões axiais e sua manutenção Uma bomba muito utilizada dentro dessa categoria é aquela em que o conjunto de cilindros e o eixo estão na mesma linha, e os pistões se movimentam em paralelo ao eixo de acionamento. Ospistõessãoajustadosnosfuroseconectados,atravésdesapatas,aumanel inclinado. Quando o conjunto gira, as sapatas seguem a inclinação do anel, causando um movimento recíproco dos pistões nos seus furos. Os pórticos estão localizados de maneira que a linha de entrada se situe onde os pistões começam a recuar, e a abertura de saída onde os pistões começam a ser forçados para dentro dos furos do conjunto. Nesse tipo de bomba, o deslocamento de fluido é determinado pelo tamanho e quantidade de pistões, bem como de seus cursos; a função da placa inclinada é controlar o curso dos pistões. Nosmodeloscomdeslocamentovariável,aplacaestáinstaladanumsuporte móvel. Movimentando esse suporte, o ângulo da placa varia para aumentar ou diminuir o curso dos pistões. O suporte pode ser posicionado manualmente, por servo-controle, por compensador de pressão ou por qualquer outro meio de controle. 61
  • 62.
    9 A U LA A manutenção de bombas de pistão axial consiste em trocar o conjunto rotativo toda vez que se verificar queda no rendimento. O óleo deve estar limpo e isento de água. Bombas rotativas de engrenagens e sua manutenção Bombas rotativas de engrenagens e sua manutenção Bombas rotativas de engrenagens e sua manutenção Bombas rotativas de engrenagens e sua manutenção Bombas rotativas de engrenagens e sua manutenção Essas bombas apresentam rodas dentadas, sendo uma motriz, acionada pelo eixo, que impulsiona a outra, existindo folgas axial e radial vedadas pela própria viscosidade do óleo. No decorrer do movimento rotativo, os vãos entre os dentes são liberados à medida que os dentes se desengrenam. O fluido proveniente do reservatório chega a esses vãos e é conduzido do lado da sucção para o lado da pressão. No lado da pressão, os dentes tornam a se engrenar e o fluido é expulso dos vãos dos dentes; as engrenagens impedem o refluxo do óleo para a câmara de sucção. A seguir mostramos o esquema de uma bomba de engrenamento externo. A manutenção das bombas rotativas de engrenagens consiste em manter o óleo sempre limpo e sem água e em trocar as engrenagens desgastadas. Bombas rotativas de palhetas e sua manutenção Bombas rotativas de palhetas e sua manutenção Bombas rotativas de palhetas e sua manutenção Bombas rotativas de palhetas e sua manutenção Bombas rotativas de palhetas e sua manutenção Nas bombas de palhetas, um rotor cilíndrico, com palhetas que se deslocam em rasgos radiais, gira dentro de um anel circular. Pela ação das forças tangenciais, as palhetas tendem a sair do rotor, sendo obrigadas a manter contato permanente com a face interna do anel. Mas a pressão sob as palhetas as mantém contra o anel de reação. Esse sistema tem a vantagem de proporcionar longa vida à bomba, pois as palhetas sempre mantêm contato com o corpo, mesmo se elas apresentarem desgastes. 62
  • 63.
    9 A U LA As palhetas dividem o espaço existente entre o corpo e o rotor em uma série de câmaras que variam de tamanho de acordo com sua posição ao redor do anel. A entrada da bomba fica localizada em um ponto onde ocorre a expansão do tamanho das câmaras de acordo com o sentido de rotação do rotor e da sua excentricidade em relação ao anel. O vácuo parcial, gerado pela expansão das câmaras de bombeamento, faz com que a pressão atmosférica empurre o óleo para o interior da bomba. O óleo é então transportado da entrada para a saída da bomba, onde as câmaras reduzem de tamanho, forçando o fluido para fora. A manutenção das bombas de palhetas consiste na troca de todo o conjunto que se desgasta por causa do tempo de uso. Manutenção do óleo hidráulico Manutenção do óleo hidráulico Manutenção do óleo hidráulico Manutenção do óleo hidráulico Manutenção do óleo hidráulico Entre os fluidos que poderiam ser utilizados nos sistemas hidráulicos, o óleo é o mais recomendável porque, além de transmitir pressão, ele apresenta as seguintes propriedades: · atua como refrigerante permitindo as trocas de calor geradas no sistema; · por ser viscoso, atua como vedante; · é praticamente imiscível em água; · oxida-se muito lentamente em contato com o oxigênio do ar. A manutenção do óleo hidráulico exige os seguintes cuidados: · utilizar filtro de sucção; · utilizar filtro de retorno; · eliminar a água absorvida pelo ar que entra no reservatório; · usar aditivos e efetuar uma drenagem com filtração para separar o óleo da água; · trocar o óleo de todo o sistema, se o grau de contaminação do óleo for muito elevado. Atuadores hidráulicos Os atuadores hidráulicos são representados pelos motores hidráulicos e pelos cilindros lineares. Motores hidráulicos Motores hidráulicos Motores hidráulicos Motores hidráulicos Motores hidráulicos Os motores hidráulicos são atuadores rotativos capazes de transformar energia hidráulica em energia mecânica, produzindo um movimento giratório. 63
  • 64.
    9 A U LA Ao contrário das bombas que empurram o fluido num sistema hidráulico, os motores são empurrados pelo fluido, desenvolvendo torque e rotação. Todo motor hidráulico pode funcionar como bomba; entretanto, nem toda bomba funciona como motor. Algumas bombas necessitam de modificações em suas características construtivas para exercerem a função de motor. Quanto ao funcionamento, existem três tipos de motores hidráulicos: · o motor unidirecional, que se movimenta em um único sentido de rotação; · o motor bidirecional (reversível), que produz rotação nos dois sentidos; · o motor oscilante (angular), que gira em ambos os sentidos com ângulo de rotação limitado. Entre os motores bidirecionais, o mais utilizado é o motor de engrenagens. Esse motor desenvolve torque por meio da pressão aplicada nas superfícies dos dentes das rodas dentadas. Elas giram juntas, mas apenas uma está ligada ao eixo do motor. A rotação do motor pode ser invertida mudando a direção do fluxo de óleo. A alta pressão na entrada e a baixa pressão na saída provocam altas cargas lateraisnoeixo,bemcomonasrodasdentadasenosrolamentosqueassuportam. Isso faz com que os motores de engrenagens tenham sua pressão de operação limitada. A figura abaixo mostra o corte de um motor de engrenagens. O motor de engrenagens tem como vantagens principais sua simplicidade e sua maior tolerância à sujeira. A manutenção consiste em substituir o motor estragado por um motor novo. Cilindros e sua manutenção Cilindros e sua manutenção Cilindros e sua manutenção Cilindros e sua manutenção Cilindros e sua manutenção Os cilindros têm um cabeçote em cada lado da camisa e um pistão móvel ligado à haste. 64
  • 65.
    9 A U LA Em um dos lados a camisa do cilindro apresenta uma conexão de entrada, por onde o fluido penetra enquanto o outro lado é aberto. Para manutenção, exige-se a troca das guarnições dos cilindros. A figura abaixo mostra a estrutura interna de um cilindro. Válvulas hidráulicas As válvulas hidráulicas dividem-se em quatro grupos: · válvulas direcionais; · válvulas de bloqueio; · válvulas controladoras de pressão; · válvulas controladoras de fluxo ou de vazão. As válvulas direcionais válvulas direcionais válvulas direcionais válvulas direcionais válvulas direcionais são classificadas de acordo com o número de vias, número de posições de comando, tipos de acionamento e princípios de construção. Dentre as válvulas direcionais, a mais comum é a válvula de carretel. O defeito mais comum nesse tipo de válvula é o engripamento do carretel, isto é, ele deixa de correr dentro do corpo da válvula. Outro defeito que uma válvula de carretel pode apresentar é a quebra de seu comando de acionamento. Aseguirmostramosumtipodeválvuladirecional,umcarreteleasimbologia de acionamento que as válvulas direcionais podem ter. 65
  • 66.
    9 A U LA As válvulas de bloqueio válvulas de bloqueio válvulas de bloqueio válvulas de bloqueio válvulas de bloqueio têm a finalidade de segurar cargas verticais com estanqueidade de 100%. O maior defeito dessa válvula é a sede gasta. Sujeira no óleo também impede seu funcionamento. Uma válvula de bloqueio bastante utilizada em prensas é a de retenção pilotada. A ilustração seguinte, em corte, mostra uma válvula de retenção pilotada. As válvulas controladoras de pressão limitam ou reduzem a pressão de trabalho em sistemas hidráulicos. Essas válvulas são classificadas de acordo com o tamanho e a faixa de pressão de trabalho. As figuras, em corte, mostram as características construtivas de uma válvula limitadora de pressão fechada e aberta. As válvulas controladoras de pressão podem assumir as seguintes funções nos circuitos hidráulicos: · válvula de segurança ou alívio; · válvula de descarga; · válvula de seqüência; · válvula de contrabalanço; · válvula de frenagem; · válvula redutora de pressão; · válvula de segurança e descarga. As válvulas controladoras de fluxo ou de vazão controlam a quantidade de fluido a ser utilizado no sistema. Essas válvulas têm por função regular a velocidade dos elementos hidráulicos de trabalho. 66
  • 67.
    9 A U LA As válvulas controladoras de fluxo podem ser fixas ou variáveis, unidirecionais ou bidirecionais. A figura ao lado, em corte, mostra uma válvula reguladora de vazão com pressão compensada, tipo bypass. Essa válvula só deixa fluir a quantidade de óleo que foi regulada previamente, por mais que se aumente a pressão. Manutenção de válvulas hidráulicas A manutenção de válvulas hidráulicas deve abranger os seguintes itens: Óleo Óleo Óleo Óleo Óleo - verificar grau de contaminação por água e sujeira. Se for o caso, drenar e substituir o óleo contaminado e sujo por óleo novo, segundo especificações do fabricante. Guarnições Guarnições Guarnições Guarnições Guarnições - trocar as desgastadas. Molas Molas Molas Molas Molas - trocar as fatigadas. Sede de assentamento Sede de assentamento Sede de assentamento Sede de assentamento Sede de assentamento - verificar o estado de desgaste. Quando irrecuperáveis, as válvulas hidráulicas deverão ser substituídas por novas. Assinale com X a alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Pressão é: a) a) a) a) a) ( ) sinônimo de força; b) b) b) b) b) ( ) força por unidade de área; c) c) c) c) c) ( ) força por unidade de volume; d) d) d) d) d) ( ) volume por unidade de tempo; e) e) e) e) e) ( ) volume por unidade de superfície. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Quais exemplos de máquinas e sistemas hidraúlicos são cuidados pela hidráulica industrial? a) a) a) a) a) ( ) máquinas injetoras, caminhões, navios; b) b) b) b) b) ( ) automóveis, prensas, mandriladoras; c) c) c) c) c) ( ) prensas, fresadoras, brochadeiras; d) d) d) d) d) ( ) locomotivas, fresadoras, mandriladoras; e) e) e) e) e) ( ) retificadoras, brochadeiras, caminhões. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 A manutenção de bombas rotativas de engrenagens consiste em: a) a) a) a) a) ( ) trocar as guarnições da bomba e suas válvulas; b) b) b) b) b) ( ) trocar todo o sistema de palhetas desgastado; c) c) c) c) c) ( ) regular as válvulas e verificar a limpeza do óleo existente no reser- vatório; d) d) d) d) d) ( ) manter o óleo sempre limpo e sem água e trocar as engrenagens desgastadas; e) e) e) e) e) ( ) substituir as válvulas desgastadas e trocar os filtros de óleo. Exercícios 67
  • 68.
    9 A U LA Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 As válvulas hidráulicas se dividem em quatro grupos. Esses grupos são representados pelas válvulas: a) a) a) a) a) ( ) direcionais e de sentido, controladoras de pressão e de vazão; b) b) b) b) b) ( ) controladoras de umidade e fluxo, direcionais e de bloqueio; c) c) c) c) c) ( ) de bloqueio e de segurança, controladoras de temperatura e vazão; d) d) d) d) d) ( ) controladoras de densidade e pressão, direcionais e de bloqueio; e) e) e) e) e) ( ) direcionais e de bloqueio, controladoras de pressão e vazão. Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Relacione a atividade de manutenção aos componentes hidráulicos: a) a) a) a) a) ( ) Verificar o estado de desgaste 1. 1. 1. 1. 1. Óleo. b) b) b) b) b) ( ) Verificar o grau de contaminação 2. 2. 2. 2. 2. Guarnições. por água e sujeira 3. 3. 3. 3. 3. Sede de assentamento. c) c) c) c) c) ( ) Trocar as desgastadas 4. 4. 4. 4. 4. Molas d) d) d) d) d) ( ) Trocar as fatigadas. e) e) e) e) e) ( ) Submeter a exames de laboratório. 68
  • 69.
    10 A U LA Fuussshhhhhhh... era o característico som de vazamento de ar que o experiente ouvido de Gelásio captava. Seus olhos procuraram a fonte do vazamento na linha do sistema pneumático da produção. Esse sistema era vital para a fabricação de embalagens da empresa onde trabalhava como mecânico de manutenção. Com cuidado ele examinou os manômetros e constatou que um deles indicavaumapressãoabaixodonormal.Essemanômetroestavaligadoaumdos ramos da rede de ar comprimido, e o vazamento provinha de uma válvula. Tranqüilamente Gelásio isolou o ramo, fechando duas outras válvulas. O restante do sistema funcionou normalmente por duas horas, garantindo a produção. Bastou ajustar a pressão para compensar aquela parada, enquanto ele procurava a causa do vazamento. Meia hora depois, Gelásio já tinha resolvido o problema e religado o ramal ao restante do sistema. Regulou a pressão de todo o circuito e tudo voltou ao normal. O som característico, agora, era: fisssshhh.....fisssshhh.... Qual foi a causa do vazamento da válvula? Qual componente da válvula foi reparado? Esta aula tratará de compressores, bombas e válvulas, elementos importan- tíssimos dos circuitos pneumáticos. A importância da pneumática No universo da mecânica, muitas máquinas e equipamentos apresentam, além dos sistemas mecânicos (polias e correias, engrenagens, alavancas etc.), sistemas hidráulicos (funcionam à base de óleo) e sistemas pneumáticos (funci- onam à base de ar comprimido). A utilização das máquinas pelo homem sempre teve dois objetivos: reduzir, ao máximo, o emprego da força muscular e obter bens em grandes quantidades. A pneumática contribui para que esses dois objetivos venham a ser alcançados. Ela permite substituir o trabalho humano repetitivo e cansa- tivo nos processos industriais. Noções básicas de pneumática 10 A U L A 69
  • 70.
    10 A U LA De fato, com atuadores pneumáticos, certas máquinas e equipamentos tornam-se mais velozes e mais seguros. Outra vantagem da pneumática é que ela pode atuar em locais onde a pura energia mecânica, hidráulica e elétrica seriam desvantajosas. Ar O ar atmosférico é constituído por uma mistura de gases, tais como: oxigê- nio, nitrogênio, neônio, argônio, gás carbônico etc. Junto com esses gases, encontramos no ar atmosférico outras impurezas devidas à poluição (poeira, partículas de carbono provenientes de combustões incompletas, dióxido de enxofre etc.) e também vapor d’água. Sendo abundante na natureza e gratuito, o ar atmosférico comprimido é a alma dos equipamentos pneumáticos. Pneumática industrial A pneumática industrial, por definição, é a soma de aplicações industriais onde a energia da compressão do ar é utilizada, notadamente em atuadores (cilindros e motores). O controle do trabalho executado pela energia da compres- são do ar é efetuado por meio de válvulas. O ar comprimido recomendado para o trabalho na pneumática tem de ser isento de impurezas e de água e apresentar pressão e vazão constantes. Compressores Compressores são máquinas que captam o ar, na pressão atmosférica local, comprimindo-o até atingir a pressão adequada de trabalho. Ao nível do mar, a pressão atmosférica normal vale uma atmosfera ou 1 atm. Equivalência entre atm e outras unidades de pressão: 1 atm @ 1 bar @ 14,5 psi (libra-força por polegada quadrada) @ 100 000 Pa = 100 Kpa Em equipamentos pneumáticos, a pressão mais utilizada é aquela que se situa na faixa de 6 bar, ou seja, 600 Kpa. 70
  • 71.
    10 A U LA A ilustração abaixo mostra um modelo de compressor. Em diagramas pneumáticos, os compressores, segundo a ISO 1219, são representados pelo símbolo: Classificação dos compressores Os compressores são classificados em dois tipos: compressores de desloca- mento positivo e compressores dinâmicos. Compressores de deslocamento positivo Compressores de deslocamento positivo Compressores de deslocamento positivo Compressores de deslocamento positivo Compressores de deslocamento positivo Nesses compressores, sucessivos volumes de ar são confinados em câmaras fechadas e elevados a pressões maiores. Dentro dessa categoria, os mais utilizados são os compressores de pistão e os compressores de parafuso. Compressores de pistão Compressores de pistão Compressores de pistão Compressores de pistão Compressores de pistão-Podemserdesimplesefeito(SE) e duplo efeito (DE), ou de um ou mais estágios de compressão, como mostra a figura ao lado. Manutenção dos compressores de pistão Manutenção dos compressores de pistão Manutenção dos compressores de pistão Manutenção dos compressores de pistão Manutenção dos compressores de pistão Para uma eficaz manutenção desses compressores devem- se tomar os seguintes cuidados: · manter limpo o filtro de sucção e trocá-lo quando for necessário; · o calor na compressão de um estágio para o outro gera a formação de condensado, por causa da entrada de ar úmido, por isso é preciso eliminar a água; · verificar o nível de óleo; · verificar se as válvulas de sucção e descarga não estão travando; · verificar se as ligações de saídas de ar não apresentam vazamento; · verificar o aquecimento do compressor; · verificar a água de refrigeração; · verificar a tensão nas correias; · verificar o funcionamento da válvula de segurança. 71
  • 72.
    10 A U LA O ar entra pela abertura de admissão preenchendo o espaço entre os parafusos. A linha tracejada representa a abertura da descarga. O ar comprimido é suavemente descarregado do compressor, ficando a abertura de descarga selada, até a passagem do volume comprimiddo no ciclo seguinte. Compressor de parafuso Compressor de parafuso Compressor de parafuso Compressor de parafuso Compressor de parafuso - O motor elétrico ou diesel impulsiona um par de parafusos que giram, um contra o outro, transportando o ar desde a seção de admissão até a descarga, comprimindo-o ao mesmo tempo. Manutenção de compressores de parafuso Manutenção de compressores de parafuso Manutenção de compressores de parafuso Manutenção de compressores de parafuso Manutenção de compressores de parafuso Os compressores de parafuso, por apresentarem poucas peças móveis e não apresentaremválvulasdeentradaesaídaeoperaremcomtemperaturasinternas relativamente baixas, não exigem muita manutenção. Praticamente isentos de vibrações, esses equipamentos têm uma longa vida útil. Para instalá-los, reco- menda-se assentá-los em locais distantes de paredes e teto e em pisos de concreto nivelados . Compressores dinâmicos Compressores dinâmicos Compressores dinâmicos Compressores dinâmicos Compressores dinâmicos Esses compressores aceleram o ar com a utilização de um elemento rotativo, transformando velocidade em pressão no próprio elemento rotativo que empur- ra o ar em difusores e lâminas. São usados para grandes massas de ar e apresentam um ou mais estágios. Dentro dessa categoria de compressores, os mais utilizados são o compressor centrífugo radial e o compressor axial. Compressor centrífugo radial Compressor centrífugo radial Compressor centrífugo radial Compressor centrífugo radial Compressor centrífugo radial-Estecompressoréconstituídoporumrotor com pás inclinadas como uma turbina. O ar é empurrado pelo rotor por causa de sua alta rotação e lançado através de um difusor radial. Os compressores centrífugos radiais podem ter um ou mais estágios. O uso do compressor centrífugo radial é indicado quando se necessita de uma grande quantidade de ar constante. compressor centrífugo compressor centrífugo multi-estágio 72
  • 73.
    10 A U LA Compressor axial Compressor axial Compressor axial Compressor axial Compressor axial -Éusadoparagrandescapacidadesdearealtasrotações. Cada estágio consiste de duas fileiras de lâminas, uma rotativa e outra estacio- nária. As lâminas rotativas do rotor transmitem velocidade ao ar, e a velocidade é transformada em pressão nas lâminas estacionárias. Manutenção dos compressores centrífugos radiais e axiais Manutenção dos compressores centrífugos radiais e axiais Manutenção dos compressores centrífugos radiais e axiais Manutenção dos compressores centrífugos radiais e axiais Manutenção dos compressores centrífugos radiais e axiais Por trabalharem em alta rotação, esses compressores devem ter uma progra- mação que contemple os seguintes itens: · paradas para limpeza; · troca de rolamentos; · troca de filtros; · soldagem de lâminas danificadas; · realinhamento. Recomenda-se a parada imediata desses compressores se eles apresentarem barulhos e/ou ruídos anormais. Rede de ar comprimido Depois de comprimido e de ter passado pelo reservatório principal e secadores, o ar segue pela rede. A rede é um circuito fechado que mantém a pressão igual à pressão reinante no interior do reservatório principal. Para se construir uma rede de ar comprimido, os seguintes parâmetros deverão ser levados em consideração: · as conexões das tubulações deverão ter raios arredondados para evitar a presença de fluxos turbulentos; · a linha principal, em regra, deverá ter uma inclinação de aproximadamente 1% em relação ao seu comprimento; 73
  • 74.
    10 A U LA · nos pontos mais baixos deverão ser montados drenos automáticos para drenagem do condensado água-óleo; · expansões futura da rede deverão ser previstas em projeto; · as tomadas de ar deverão estar situadas sempre por cima da rede; · as tubulações de ar comprimido deverão ser pintadas na cor azul; · prever, em projeto, a construção de reservatórios auxiliares; · as tubulações da rede deverão ser aéreas e nunca embutidas em paredes. Sendo aéreas, serão mais seguras e de fácil manutenção; · construir a rede de forma combinada, de modo que se algum ramo tiver de ser interrompido, os demais continuem funcionando para garantir a produ- ção. Daí a importância de válvulas ao longo do circuito. Manutenção da rede de ar comprimido Manutenção da rede de ar comprimido Manutenção da rede de ar comprimido Manutenção da rede de ar comprimido Manutenção da rede de ar comprimido A manutenção da rede de ar comprimido requer os seguintes passos: · verificar as conexões para localizar vazamentos; · drenar a água diariamente ou de hora em hora; · analisar se está tudo em ordem com a F.R.L (filtro, regulador e lubrificador), de instalação obrigatória na entrada de todas as máquinas pneumáticas. Atuadores pneumáticos Os atuadores pneumáticos se dividem em duas categorias: os lineares e os rotativos. Os lineares convertem energia pneumática em movimento linear, e os rotativos convertem energia pneumática em movimento rotativo. 74
  • 75.
    10 A U LA Os atuadores lineares de simples efeito e de duplo efeito são os mais usuais, não importando se são cilíndricos, quadrados ou com outros formatos. Pela simbologia adotada pela ISO 1219, esses atuadores são assim representados. Manutenção dos atuadores em geral Manutenção dos atuadores em geral Manutenção dos atuadores em geral Manutenção dos atuadores em geral Manutenção dos atuadores em geral Para se fazer a manutenção dos atuadores, é necessário ter em mãos os catálogos dos fabricantes. Nesses catálogos são encontrados os parâmetros de construção mais importantes para a manutenção, ou seja: · o diâmetro interno do cilindro; · o diâmetro da haste; · a pressão máxima; · a temperatura de trabalho; · o curso mínimo e máximo; · dados a respeito do amortecedor; · o tipo de fluido lubrificante a ser utilizado; · a força máxima no avanço; · a força de retorno; · tipos de montagem. O exemplo a seguir, retirado do catálogo de um fabricante, mostra um atuador cilíndrico de duplo efeito. Observe seus parâmetros de construção: 01 - cabeçote traseiro: latão 02 - anel de encosto: buna - N 03 - guarnição O'ring: buna - N 04 - êmbolo: latão 05 - haste: aço SAE 1045 cromado ou aço inox Observação Observação Observação Observação Observação: buna - N é a denominação dada a um dos tipos de borracha sintética. Analisada a avaria existente no cilindro, o mecânico de manutenção, de posse do catálogo, orienta-se pelo desenho e pelos parâmetros para executar os trabalhos de reparo necessários. As avarias mais comuns nos atuadores pneumáticos são as seguintes: · desgaste de retentores; · mola do cilindro fatigada; · desgaste na camisa do atuador; 06 - tubo: latão 07 - cabeçote dianteiro: latão 08 - porca: latão 09 - guarnição O'ring: buna -N 75
  • 76.
    10 A U LA · excesso de pressão; · respiro do cilindro de simples efeito; · ressecamento de guarnições e retentores. Manutenção de válvulas de controle penumáticas Manutenção de válvulas de controle penumáticas Manutenção de válvulas de controle penumáticas Manutenção de válvulas de controle penumáticas Manutenção de válvulas de controle penumáticas Há quatro grupos de válvulas pneumáticas: válvulas direcionais, válvulas de bloqueio, válvulas de controle de fluxo e válvulas de pressão. Válvulas direcionais Válvulas direcionais Válvulas direcionais Válvulas direcionais Válvulas direcionais - São as mais importantes porque orientam, com lógica, o caminho do ar comprimido dentro do sistema. As mais comuns são as de cinco vias e duas posições (5/2) e as de três vias e duas posições (3/2), ambas adaptáveis a qualquer comando de acionamento. A manutenção básica das válvulas direcionais consiste, basicamente, em limpá-las internamente e em trocar seus anéis de borracha. Muitas vezes, por motivos de economia, é preferível trocar válvulas direcionais avariadas por válvulas novas. Válvulas de bloqueio Válvulas de bloqueio Válvulas de bloqueio Válvulas de bloqueio Válvulas de bloqueio - Essas válvulas bloqueiam, seguindo uma lógica de programação, o sentido de circulação do ar comprimido dentro do sistema. Na categoria de válvulas de bloqueio, as mais utilizadas são as seguintes: válvulas alternadoras, válvulas de simultaneidade ou de duas pressões e vál- vulas de escape rápido. As válvulas alternadoras válvulas alternadoras válvulas alternadoras válvulas alternadoras válvulas alternadoras possuem duas entradas P1 e P2 e uma saída A. Entrando ar comprimido em P1, a esfera fecha a entrada P2 e o ar flui de P1 para A. Quando o ar flui de P2 para A, a entrada P1 é bloqueada. Com pressões iguais e havendo coincidência de sinais em P1 e P2, prevale- cerá o sinal que chegar primeiro. Em caso de pressões diferentes, a pressão maior fluirá para A. As válvulas alternadoras são empregadas quando há necessidade de enviar sinais de lugares diferentes a um ponto comum de comando. O diagrama a seguir mostra um exemplo de aplicação de válvulas alternadoras. 76
  • 77.
    10 A U LA As válvulas de simultaneidade ou de duas pressões válvulas de simultaneidade ou de duas pressões válvulas de simultaneidade ou de duas pressões válvulas de simultaneidade ou de duas pressões válvulas de simultaneidade ou de duas pressões possuem duas entradas P1 e P2 e uma saída A. Entrando um sinal em P1 ou P2, o pistão impede o fluxo de ar para A. Existindo diferença de tempo entre sinais de entrada com a mesma pressão, o sinal atrasado vai para a saída A. Com pressões diferentes dos sinais de entrada, a pressão maior fecha um lado da válvula e a pressão menor vai para a saída A. O diagrama mostra um exemplo de aplicação de válvulas de simul- taneidade. Quando se necessita de movimentos rápidos do êmbolo nos cilindros, comvelocidadesuperioràqueladesenvolvidanormalmente,utiliza-seaválvula válvula válvula válvula válvula de escape rápido. de escape rápido. de escape rápido. de escape rápido. de escape rápido. A válvula possui conexões de entrada (P), de saída (R) e de alimentação (A). Havendo fluxo de ar comprimido em P, o elemento de vedação impede a passagem do fluxo em R e o ar flui para A. Eliminando a pressão em P, o ar, que retorna por A, desloca o elemento de vedação contra a conexão P e provoca o bloqueio. Desta forma, o ar escapa rapidamente por R para a atmosfera. Assim, evita-se que o ar de escape seja obrigado a passar por uma canalização mais longa e de diâmetro pequeno até a válvula de comando. 77
  • 78.
    10 A U LA É recomendável colocar a válvula de escape rápido diretamente no cilindro ou, então, o mais próximo dele. Válvulas de controle de fluxo Válvulas de controle de fluxo Válvulas de controle de fluxo Válvulas de controle de fluxo Válvulas de controle de fluxo - São válvulas que controlam a vazão de ar nos atuadores. Entre as válvulas de controle de fluxo, a mais usada é a válvula válvula válvula válvula válvula de controle de fluxo de controle de fluxo de controle de fluxo de controle de fluxo de controle de fluxo unidirecional, unidirecional, unidirecional, unidirecional, unidirecional, mostradas a seguir. Os defeitos mais comuns que a válvula de controle de fluxo unidirecional apresenta é o desgaste da sede de fechamento e quebras nas guarnições de borracha. Válvulas de pressão Válvulas de pressão Válvulas de pressão Válvulas de pressão Válvulas de pressão - São válvulas que funcionam a partir de uma certa pressão de regulagem. As mais utilizadas são as válvulas de segurança válvulas de segurança válvulas de segurança válvulas de segurança válvulas de segurança (agem no sentido da pressão limite de segurança do sistema) e as válvulas reguladoras válvulas reguladoras válvulas reguladoras válvulas reguladoras válvulas reguladoras de pressão com escape de pressão com escape de pressão com escape de pressão com escape de pressão com escape (agem no sentido de manter uma pressão regulável para o trabalho de uma máquina). A manutenção das válvulas de pressão é muito importante para o sistema pneumático, pois delas depende a eficiência da pressão. Recomenda-se, além de uma limpeza semestral, limpar e trocar as guarnições e molas das válvulas de pressão. 78
  • 79.
    10 A U LA Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Associe a coluna A A A A A com a coluna B: B: B: B: B: Coluna A Coluna B Coluna A Coluna B Coluna A Coluna B Coluna A Coluna B Coluna A Coluna B 1. 1. 1. 1. 1. Pressão e vazão constantes, a) a) a) a) a) ( ) Unidades de pressão. além de limpo. b) b) b) b) b) ( ) Atuador linear. 2. 2. 2. 2. 2. Compressor de deslocamento c) c) c) c) c) ( ) Compressor centrífugo positivo. radial. 3. 3. 3. 3. 3. Atmosfera e bar. d) d) d) d) d) ( ) Ar comprimido. 4. 4. 4. 4. 4. Compressor dinâmico. e) e) e) e) e) ( ) Compressor de pistão. 5. 5. 5. 5. 5. Convertem energia pneumática f) f) f) f) f) ( ) Válvula alternadora. em movimento linear. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Responda. a) a) a) a) a) Do que é constituído o ar atmosférico? b) b) b) b) b) Como deve se apresentar o ar comprimido antes de entrar num circuito pneumático? c) c) c) c) c) Qual é a faixa de pressão mais utilizada na pneumática industrial? d) d) d) d) d) Por que as conexões e tubos de uma rede de ar comprimido devem ser arredondados? e) e) e) e) e) Qual deve ser a cor das tubulações de uma rede de ar comprimido? f) f) f) f) f) Quais são as principais avarias que ocorrem nos atuadores pneumáticos? g) g) g) g) g) Entre as válvulas direcionais, as mais comuns apresentam quantas vias e quantas posições? h) h) h) h) h) Quais são as válvulas de bloqueio mais utilizadas? Exercícios 79
  • 80.
    11 A U LA 11 A U L A Uma máquina industrial apresentou defeito. O operador chamou a manutenção mecânica, que solucionou o problema. Indagado sobre o tipo de defeito encontrado, o mecânico de manutenção disse que estava na parte elétrica, mas que ele, como mecânico, conseguiu resolver. Onde termina a parte mecânica e começa a parte elétrica? Nestaaulavocêaprenderánoçõesdemanutençãodeparteseletroeletrônicas existentes em máquinas. Para uma melhor compreensão, é necessário que você reveja as aulas de eletricidade e eletrônica no módulo de automação. Máquinas eletromecânicas Máquinas eletromecânicas são combinações de engenhos mecânicos com circuitos elétricos e eletrônicos capazes de comandá-los. Defeitos nessas máqui- nas tanto podem ser puramente mecânicos como mistos, envolvendo também a parte eletroeletrônica, ou então puramente elétricos ou eletrônicos. Com três áreas tecnológicas bem distintas nas máquinas, uma certa divisão do trabalho de manutenção é necessária. Há empresas que mantêm os mecânicos de manutenção, os eletricistas e os eletrônicos em equipes separadas. É interessante notar que a boa divisão do trabalho só dá certo quando as equipes mantêm constantes a troca de informações e ajuda mútua. Para facilitar o diálogo entre as equipes, é bom que elas conheçam um pouco das outras áreas. Um técnico eletrônico com noções de mecânica deve decidir bem melhor quanto à natureza de um defeito do que aquele desconhecedor da mecânica. O mecânico com alguma base eletroeletrônica tanto pode diferenciar melhor os defeitos como até mesmo resolver alguns problemas mistos. Conhecimentos sobre tensão, corrente e resistência elétricas são impres- cindíveis para quem vai fazer manutenção em máquinas eletromecatrônicas. Recordando: Manutenção eletroeletrônica I 80
  • 81.
    11 A U LA Tensão elétrica (U) Tensão elétrica (U) Tensão elétrica (U) Tensão elétrica (U) Tensão elétrica (U) - É a força que alimenta as máquinas. A tensão elétrica é medida em volt (V). As instalações de alta-tensão podem atingir até 15.000 volts. As mais comuns são as de 110V, 220V e 380V. Pode ser contínua (a que tem polaridade definida) ou alternada. Corrente elétrica Corrente elétrica Corrente elétrica Corrente elétrica Corrente elétrica (I) (I) (I) (I) (I) - É o movimento ordenado dos elétrons no interior dos materiais submetidos a tensões elétricas. A corrente elétrica é medida em ampère (A). Sem tensão não há corrente, e sem corrente as máquinas elétricas param. A corrente elétrica pode ser contínua (CC) ou alternada (CA). Resistência elétrica Resistência elétrica Resistência elétrica Resistência elétrica Resistência elétrica (R) (R) (R) (R) (R) - É a oposição à passagem de corrente elétrica que todo material oferece. Quanto mais resistência, menos corrente. Máquinas elétricas e componentes eletrônicos sempre apresentam uma resistência carac- terística. A medida da resistência, cujo valor é expresso em ohm (W), é um indicador da funcionalidade das máquinas e de seus componentes. Aparelhos elétricos Os aparelhos elétricos mais utilizados na manutenção eletroeletrônica são: voltímetro, amperímetro, ohmímetro, multímetro e osciloscópio. Os aparelhos elétricos podem ser digitais ou dotados de ponteiros. Os dotados de ponteiros são chamados de analógicos. Voltímetro Voltímetro Voltímetro Voltímetro Voltímetro: é utilizado para medir a tensão elétrica tanto contínua (VC) quanto alternada (VA). Amperímetro Amperímetro Amperímetro Amperímetro Amperímetro: é utilizado para medir a intensidade da corrente elétrica contínua (CC) e alternada (CA). 81
  • 82.
    11 A U LA Ohmímetro Ohmímetro Ohmímetro Ohmímetro Ohmímetro: é utilizado para medir o valor da resistência elétrica. Multímetro Multímetro Multímetro Multímetro Multímetro: serve para medir a tensão, a corrente e a resistência elétricas. Osciloscópio Osciloscópio Osciloscópio Osciloscópio Osciloscópio: permite visualizar gráficos de tensões elétricas variáveis e determinar a freqüência de uma tensão alternada. Medidas elétricas Medidas elétricas Medidas elétricas Medidas elétricas Medidas elétricas Para se medir a tensão, a corrente e a resistência elétricas com o uso de aparelhos elétricos, devem ser tomadas as seguintes providências: · escolher o aparelho com escala adequada; · conectar os dois fios ao aparelho; · conectar as duas pontas de prova (fios) em dois pontos distintos do objeto em análise. 82
  • 83.
    11 A U LA Medida de tensão Medida de tensão Medida de tensão Medida de tensão Medida de tensão A medida de tensão elétrica é feita conectando as pontas de prova do aparelho aos dois pontos onde a tensão aparece. Por exemplo, para se medir a tensão elétrica de uma pilha com um multímetro, escolhe-se uma escala apropri- ada para medida de tensão contínua e conecta-se a ponta de prova positiva (geralmente vermelha) ao pólo positivo da pilha, e a ponta negativa (geralmente preta) ao pólo negativo. Emmultímetrosdigitais,ovaloraparecediretonomostrador.Nosanalógicos, deve-se observar o deslocamento do ponteiro sobre a escala graduada para se determinar o valor da tensão. Nas medidas de tensão alternada, a polaridade das pontas de prova não se aplica. Medida de corrente Medida de corrente Medida de corrente Medida de corrente Medida de corrente A corrente elétrica a ser medida deve passar através do aparelho. Para isso, interrompe-se o circuito cuja corrente deseja-se medir: o aparelho entra no circuito, por meio das duas pontas de prova, como se fosse uma ponte religando as partes interrompidas. Em sistemas de corrente contínua, deve-se observar a polaridade das pontas de prova. Em circuitos de alta corrente, muitas vezes é inconveniente e perigosa a interrupção do circuito para medições. Em casos assim, faz-se uma medição indireta, utilizando um modelo de amperímetro denominado “alicate”, que abraçaocondutorpercorridoporcorrente.Oaparelhocaptaocampoeletromag- nético existente ao redor do condutor e indica uma corrente proporcional à intensidade do campo. Medida de resistência Medida de resistência Medida de resistência Medida de resistência Medida de resistência As medidas de resistência devem ser feitas, sempre, com o circuito desliga- do, para não danificar o aparelho. Conectam-se as pontas de prova do aparelho aos dois pontos onde se deseja medir a resistência. 83
  • 84.
    11 A U LA O aparelho indica a resistência global do circuito, a partir daqueles dois pontos. Quando se deseja medir a resistência de um componente em particular, deve-se desconectá-lo do circuito. Pane elétrica Pane elétrica Pane elétrica Pane elétrica Pane elétrica Diante de uma pane elétrica, deve-se verificar primeiramente a alimentação elétrica, checando a tensão da rede e, depois, os fusíveis. Os fusíveis são componentes elétricos que devem apresentar baixa resistên- cia à passagem da corrente elétrica. Intercalados nos circuitos elétricos, eles possuem a missão de protegê-los contra as sobrecargas de corrente. Defato,quandoocorreumasobrecargadecorrentequeultrapassaovalorda corrente suportável por um fusível, este “queima”, interrompendo o circuito. Em vários modelos de fusível, uma simples olhada permite verificar suas condições. Em outros modelos é necessário medir a resistência. Em todos os casos, ao conferir as condições de um fusível, deve-se desligar a máquina da rede elétrica. Fusível “queimado” pode ser um sintoma de problema mais sério. Por isso, antes de simplesmente trocar um fusível, é bom verificar o que ocorreu com a máquina, perguntando, olhando, efetuando outras medições e, se necessário, pedir auxílio a um profissional especializado na parte elétrica. Resistência, aterramento e continuidade Resistência de entrada Resistência de entrada Resistência de entrada Resistência de entrada Resistência de entrada A resistência elétrica reflete o estado geral de um sistema. 84
  • 85.
    11 A U LA Podemos medir a resistência geral de uma máquina simplesmente medindo a resistência a partir dos seus dois pontos de alimentação. Em máquinas de alimentação trifásica, mede-se a resistência entre cada duas fases por vez. Essa resistência geral é denominada de resistência de entrada da máquina. Qual a resistência elétrica de entrada de uma máquina em bom estado? Esta pergunta não tem resposta direta. Depende da máquina, porém, duas coisas podem ser ditas. 1. 1. 1. 1. 1. Se a resistência de entrada for zero, a máquina está em curto-circuito. Isto fatalmente levará à queima de fusível quando ligada. Assim, é natural que o curto-circuito seja removido antes de ligar a máquina. Para compreender o conceito de curto-circuito, observe a figura a seguir. Podemos ver pela figura que a corrente elétrica sai por um dos terminais da fonte elétrica (pilha ou bateria), percorre um fio condutor de resistência elétrica desprezível e penetra pelo outro terminal, sem passar por nenhum aparelho ou instrumento. Quando isso ocorre, dizemos que há um curto-circuito. O mesmo se dá, por exemplo, quando os pólos de uma bateria são unidos por uma chave de fenda, ou quando dois fios energizados e desencapados se tocam. Quando ocorre um curto-circuito, a resistência elétrica do trecho percorrido pela corrente é muito pequena, considerando que as resistências elétricas dos fios de ligação são praticamente desprezíveis. Assim, pela lei de Ohm, se U (tensão) é constante e R (resistência) tende a zero, necessariamente I (corrente) assume valores elevados. Essa corrente é a corrente de curto-circuito. Resumindo: CURTO-CIRCUITO U = R · I Þ ß ß ß CONSTANTE TENDE A ZERO VALORES ELEVADOS 85
  • 86.
    11 A U LA Circuito em curto pode se aquecer exageradamente e dar início a um incêndio. Para evitar quer isso aconteça, os fusíveis do circuito devem estar em bom estado para que, tão logo a temperatura do trecho “em curto“ aumente, o filamento do fusível funda e interrompa a passagem da corrente. 2. 2. 2. 2. 2.Searesistênciadeentradaformuitogrande,amáquinaestarácomocircuito de alimentação interrompido e não funcionará até que o defeito seja removido. Vimos a importância da medida da resistência na entrada de alimentação elétrica.Nocasoemquearesistênciaforzero,podemosdizeraindaqueamáquina está sem isolamento entre os pontos de alimentação. Sim, pois o termo curto- circuito significa que os dois pontos de medição estão ligados eletricamente, formando assim um caminho curto para passagem de corrente entre eles. Contu- do, o teste de isolamento pode ser aplicado também em outras circunstâncias. Aterramento Aterramento Aterramento Aterramento Aterramento Instalações elétricas industriais costumam possuir os fios “fase”, “neutro” e um fio chamado de “terra”. Trata-se de um fio que de fato é ligado à terra por meio de uma barra de cobre em uma área especialmente preparada. O fio neutro origina-se de uma ligação à terra no poste da concessionária de energia elétrica. A resistência ideal entre neutro e terra deveria ser zero, já que o neutro também encontra-se ligado à terra; mas a resistência não é zero. Até chegar às tomadas, o fio neutro percorre longos caminhos. Aparece uma resistência entre neutro e terra, que todavia não deve ultrapassar uns 3 ohms, sob pena de o equipamento não funcionar bem. Assim, um teste de resistência entre neutro e terra pode ser feito com ohmímetro, porém, sempre com a rede desligada. O fio terra cumpre uma função de proteção nas instalações. As carcaças dos equipamentos devem, por norma, ser ligadas ao fio terra. Assim, a carcaça terá sempre um nível de tensão de zero volt comparado com o chão em que pisamos. Nesse caso, dizemos que a carcaça está aterrada, isto é, no mesmo nível elétrico que a terra. Opostamente, uma carcaça desaterrada pode receber tensões elétricas aci- dentalmente (um fio desencapado no interior da máquina pode levar a isso) e machucar pessoas. Por exemplo, se alguém tocar na carcaça e estiver pisando no chão (terra), fica submetido a uma corrente elétrica (lembre-se de que a corrente circula sempre para o neutro, isto é, para a terra), levando um choque, que poderá ser fatal, dependendo da intensidade da corrente e do caminho que ela faz ao percorrer o corpo. 86
  • 87.
    11 A U LA O isolamento entre a carcaça dos equipamentos e o terra pode ser verificada medindo-se o valor da resistência que deve ser zero. Nas residências, é sempre bom manter um sistema de aterramento para aparelhos como geladeiras, máqui- nas de lavar e principalmente chuveiros. Um chuveiro elétrico sem aterramento é uma verdadeira cadeira elétrica! Continuidade Continuidade Continuidade Continuidade Continuidade Outros problemas simples podem ser descobertos medindo a resistência dos elementos de um circuito. Por exemplo, por meio da medida da resistência, pode- se descobrir se há mau contato, se existe um fio quebrado ou se há pontos de oxidação nos elementos de um circuito. Resumindo, para saber se existe continui- dade em uma ligação, basta medir a resistência entre suas pontas. Esse procedi- mento é recomendado sempre que se tratar de percursos não muito longos. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Relacione a primeira coluna com a segunda. Grandeza física Aparelho Grandeza física Aparelho Grandeza física Aparelho Grandeza física Aparelho Grandeza física Aparelho a) a) a) a) a) ( ) Tensão elétrica 1. 1. 1. 1. 1. Amperímetro b) b) b) b) b) ( ) Corrente elétrica 2. 2. 2. 2. 2. Voltímetro c) c) c) c) c) ( ) Resistência elétrica 3. 3. 3. 3. 3. Ohmímetro 4. 4. 4. 4. 4. Osciloscópio Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Assinale verdadeiro (V V V V V) ou falso (F F F F F) para as afirmações. a) a) a) a) a) ( ) Escolha de uma escala apropriada, uso de duas pontas de provas e conexão das pontas de prova a dois pontos distintos são etapas que aparecem nas três modalidades de medidas elétricas. b) b) b) b) b) ( ) Em medida de tensão contínua, as pontas de prova do voltímetro devem ser ligadas aos pólos positivo e negativo da fonte de tensão observando-se a polaridade. c) c) c) c) c) ( ) Emmedidadecorrente,ocircuitodeveserdesligadoeinterrompido, colocando-se o amperímetro de tal forma que a corrente o atravesse. d) d) d) d) d) ( ) Ao se medir resistência de um circuito,ele deve estar desligado. Assinale com X a alternativa correta. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Os fusíveis “queimam” porque: a) a) a) a) a) ( ) sempre apresentam defeitos de fabricação; b) b) b) b) b) ( ) são atravessados por correntes acima do valor para os quais foram fabricados; c) c) c) c) c) ( ) sofrem desgastes naturais; d) d) d) d) d) ( ) sofrem aumentos súbitos de resistência elétrica; e) e) e) e) e) ( ) possuem elevadas resistências. Exercícios 87
  • 88.
    11 A U LA Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Em um curto-circuito: a) a) a) a) a) ( ) a corrente é zero e a resistência é elevada; b) b) b) b) b) ( ) a resistência é zero e a tensão é elevada.; c) c) c) c) c) ( ) a resistência é alta e a corrente é elevada; d) d) d) d) d) ( ) a resistência é zero e a corrente é elevada; e) e) e) e) e) ( ) a tensão e a corrente são nulas. Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Em uma instalação elétrica com aterramento, o fio .................. deve estar ligado à ..............................dos equipamentos. A tensão entre a carcaça e o terra, nesses casos, é ..................... volt. A melhor seqüência de palavras que preenche corretamente as lacunas da afirmação é: a) a) a) a) a) ( ) terra, carcaça, zero. b) b) b) b) b) ( ) neutro, fonte, um. c) c) c) c) c) ( ) fase, carcaça, zero. d) d) d) d) d) ( ) terra, fonte, meio. e) e) e) e) e) ( ) neutro, carcaça, zero. Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Quando falamos em continuidade de uma ligação elétrica, estamos queren- do dizer que: a) a) a) a) a) ( ) a medida da resistência elétrica de ponta a ponta na ligação é infinita; b) b) b) b) b) ( ) a medida da resistência elétrica de ponta a ponta na ligação é zero; c) c) c) c) c) ( ) visualmente a ligação é contínua; d) d) d) d) d) ( ) somente corrente contínua pode circular pela ligação; e) e) e) e) e) ( ) somente corrente alternada pode circular pela ligação. 88
  • 89.
    12 A U LA Na linha de produção de uma empresa há uma máquina muito sofisticada. Certo dia essa máquina apresentou um defeito e parou. Imediatamente foi acionada a equipe de manutenção, que ao fazer uma análise geral na máquina, não constatou nenhum defeito mecânico, mas sim um provável defeito no sistema central eletrônico. Ao detectar o defeito, a equipe de manutenção tratou logo de encaminhar o problema a um especialista, informando-o sobre o local de defeito e as conseqüências dele. Para que um mecânico de manutenção, bem qualificado, possa detectar defeitos como o relatado, é fundamental possuir noções sobre componentes eletrônicos que compõem o centro de comando de muitas máquinas. Elementos eletrônicos serão o assunto desta aula. Blocos eletrônicos Blocos são conjuntos de circuitos eletrônicos e as máquinas que possuem eletrônica embutida, em geral, possuem esses blocos bem distintos. Em quase todas elas aparece um bloco chamado fonte. A fonte converte a tensão elétrica alternada da rede, em tensões apropriadas para o funcionamento dos outros blocos eletrônicos. Se tivermos acesso à fonte, podemos medir as tensões que ela fornece diretamente no seu conector de saída. Nesse caso, procuramos o terra da fonte, que pode estar sinalizado, ou então medir as tensões em relação à carcaça do aparelho. A seguir comparamos os valores medidos com os especificados na própria fonte ou em sua documentação. Se houver diferenças nos valores, dois problemas podem estar ocorrendo: ou a fonte está com defeito ou ela não está suportando a ligação com os outros blocos. Manutenção eletroeletrônica II 12 A U L A 89
  • 90.
    12 A U LA Para saber se a fonte está com defeito, deve-se desconectá-la dos outros blocos e verificar se as diferenças persistem. Se a fonte não estiver suportando a ligação com os outros blocos, ao ser desconectada as tensões voltam ao normal. O defeito, em suma, pode estar na fonte como em algum dos blocos. Placas de controle São placas de fibra de vidro ou fenolite, nas quais se imprimem trilhas de material condutor, geralmente cobre, para ligação de circuitos. Os componentes eletrônicos, discretos e integrados, são soldados e ficam imóveis na placa. Alguns componentes podem ser colocados por meio de soquetes. As placas de controle podem estar soquetadas em gabinetes, armários etc., formando um módulo de controle. Placas de controle funcionam com baixa tensão (3,3V, 5V, 12V tipica- mente). Formam a parte “inteligente” de um ciclo realimentado com servo- motores, por exemplo. Quando não vão bem, todo o sistema vai mal. A manutenção das placas de controle começa com a verificação das tensões e das conexões. Maus contatos entre as placas e seus conectores são sanados facilmente, bastando retirar as placas e limpar seus pontos de contato com borracha de apagar lápis. Depois é só recolocá-las no lugar. Se componentes soquetados apresentarem problemas, basta retirá-los dos soquetes, limpar seus terminais e recolocá-los novamente nos respectivos soquetes. Placas de acionamento São as placas que contêm os circuitos eletrônicos que vão trabalhar com correntes mais altas. Os componentes típicos nestas placas são: Transistores: Transistores: Transistores: Transistores: Transistores: mais empregados em acionamentos com correntes contínua. Tiristores (SCR, DIAC, TRIAC): Tiristores (SCR, DIAC, TRIAC): Tiristores (SCR, DIAC, TRIAC): Tiristores (SCR, DIAC, TRIAC): Tiristores (SCR, DIAC, TRIAC): usados em acionamentos com correntes contínua e alternada. Circuitos integrados: Circuitos integrados: Circuitos integrados: Circuitos integrados: Circuitos integrados:são digitais ou analógicos, de baixa ou de alta potência. Resistores de potência: Resistores de potência: Resistores de potência: Resistores de potência: Resistores de potência: são normalmente de tamanho grande. As placas de acionamento podem estar soquetadas em gabinetes, armários etc., formando um módulo de acionamento. A função das placas de acionamento é fornecer as formas de onda e os valoresadequadosdetensão parafazerascargasfuncionarembem.Quando não operam adequadamente, as cargas apresentam alguma anormalidade: motores podem disparar, desandar, parar. Um módulo de acionamento possui , pelo menos, três conexões: · com a fonte; · com as placas de controle; · com as cargas e o sistema de sensoriamento, se houver. 90
  • 91.
    12 A U LA As tensões de alimentação, bem como a continuidade das conexões de um módulo de acionamento, podem ser verificadas facilmente. Motores elétricos As máquinas elétricas responsáveis pelo movimento são os motores elétri- cos. Recebem energia elétrica e a convertem em energia mecânica que fica disponível em seu eixo. Os motores elétricos, quanto à forma de corrente, classificam-se em: · motores CC (que trabalham com corrente contínua); · motores CA monofásicos (que trabalham com corrente alternada, alimenta- dos por uma fase e neutro); · motores CA trifásicos (que trabalham com corrente alternada, recebendo três fases); · motores universais para correntes contínua e alternada. Quanto ao movimento, os motores elétricos classificam-se em: · motores síncronos (com velocidade proporcional à freqüência da rede); · motores assíncronos (com velocidade variável de acordo com a carga movimentada); · motores de passos (de corrente contínua, que gira um passo a cada troca correta nas correntes em seus enrolamentos estatores); · servo-motores (com sensoriamento acoplado ao eixo). Em geral, todo motor elétrico possui um rotor (elemento girante) e um estator (elemento estático). A corrente elétrica é aplicada aos enrolamentos do estator e flui também nos enrolamentos do rotor, exceto nos motores de passos cujos estatores não possuem enrolamento. Antes de qualquer ação de manutenção em um motor, deve-se verificar o tipo de corrente que o alimenta e como se dá seu movimento. Podemos verificar as ligações entre os módulos de acionamento e medir as tensões de alimentação. A verificação do movimento do motor, se possível, deve ser feita com carga e sem carga. Sensoriamento Os sistemas eletrônicos controlados possuem elementos sensores. Os prin- cipais são: · de contato; · de proximidade; · de carga; · de temperatura; · fotossensores; · encoders; · resolvers. Encoderseresolvers sãousadosemservo-motores. 91
  • 92.
    12 A U LA O mau funcionamento de um sensor leva a falhas de acionamento. Pense num sistema com sensor de contato para indicar o fim de curso de um pistão hidraúlico. Ora, se o sensor estiver com defeito, simplesmente o curso do pistão não é detectado, e uma seqüência programada pode ser interrompida. Imagine um encoder que auxilie no controle de velocidade de um servo- motor. Ora, se o encoder não fornecer os sinais eletrônicos proporcionais à velocidadedomotor,estepodedisparar,parar,trabalhardescontroladamenteetc. Em manutenção, as ligações elétricas entre os sensores e os demais disposi- tivos podem ser verificadas. Ensaios de simulação com sensores podem ser executados. Por exemplo, consideremos um fotossensor que capta a passagem de peças por uma esteira. Podemos efetuar uma simulação, introduzindo um objeto na esteira, e verificar a resposta elétrica medindo a tensão nos terminais do fotossensor diante dessa simulação. Isto é possível de ser feito porque todo sensor eletroeletrônico fornece uma variação de tensão a partir de um estímulo externo por ele reconhecido. Sinalização São módulos que procuram fornecer sinais úteis para o operador do equipa- mento ou mesmo para quem vai fazer a manutenção. Os sinais normalmente são luminosos ou sonoros. Diversos equipamentos eletrônicos possuem programas internos de autodiagnóstico. Quando uma falha é detectada, o sistema informa, podendo também dar indicações de possíveis causas, como apontar a placa defeituosa. Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) possuem LEDs que indicam o estado das saídas (ligada/desligada). Tudo isso fornece boas pistas do que se passa com um sistema. Ações preventivas Limpeza e contatos de qualidade são essenciais na prevenção de defeitos de componentes eletroeletrônicos. 92
  • 93.
    12 A U LA Os sistemas devem estar o mais possível livres de poeira, cavacos, fumaça e outros poluentes. Os terminais metálicos dos fios, cabos ou conectores de ligação entre os módulos devem estar livres de oxidação. Fios, cabos e chicotes que de qualquer maneira se movimentam na máquina ou no sistema, devem ser revisados periodicamente, pois a continuidade da operação pode ser interrompida por causa da fadiga que o material condutor sofre com o tempo. Em casos em que o problema seja crítico, as soldas dos componentes também podem ser revistas. Do campo para a bancada Até aqui, vimos algumas coisas que podem ser feitas no “chão da fábrica”, ao “pé da máquina” em termos de manutenção eletroeletrônica. Quando se constata defeito em um módulo, o melhor a fazer é substituí-lo por outro em bom estado. O módulo defeituoso deve ser levado para um laboratório, com os equipamentos necessários para o conserto. Os módulos eletrônicos são reparados de duas maneiras. Primeiro, pode-se medir as resistências elétricas de componentes suspeitos, comparar com os valores de um módulo bom e substituir os defeituosos. Tudo isso, com o módulo desligado. O segundo caminho consiste em ligar a alimentação e, de posse de esquemas elétricos do módulo - aqui se requer um conhecimento mais profundo de eletrônica -, acompanhar as tensões elétricas ao longo dos circuitos até descobrir o(s) componente(s) causador(es) do defeito. Neste caso, é útil ter o que se chama de “giga de testes”, que é um aparelho capaz de simular todo o sistema ao qual se conecta o módulo defeituoso. No laboratório, além daqueles instrumentos de medidas elétricas indicados no início da aula, outros aparelhos e ferramentas são necessários, tais como: · ferros de solda; · dessoldadores; · alicates de bico; · alicates de corte; · pinças para eletrônica; · isolantes. Além das “gigas”, outros equipamentos eletrônicos, tais como geradores de sinais eletrônicos, analisadores de sinais e computadores, aparecem nos labora- tórios, dependendo da complexidade dos circuitos a reparar. 93
  • 94.
    12 A U LA Assinale com X a alternativa. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 As seguintes afirmações são feitas a respeito de um sistema eletrônico: A fonte de tensão fornece 8 volts quando deveria estar fornecendo 12 volts. Aplacadecontrolerecebeos8voltsdafonteenãofuncionaadequadamente. Quando desligada da placa de controle, a fonte consegue fornecer 12 volts. Analisando essas afirmações, pode-se concluir que: a) a) a) a) a) ( ) a fonte está com defeito; b) b) b) b) b) ( ) a placa de controle está com defeito; c) c) c) c) c) ( ) tanto a fonte quanto a placa encontram-se em bom estado, apenas não funcionam quando ligadas uma à outra; d) d) d) d) d) ( ) todas as ligações foram feitas de modo incorreto; e) e) e) e) e) ( ) tanto a fonte como a placa podem estar com defeitos. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 O que deve ser feito ao se constatar o defeito em um módulo? a) a) a) a) a) ( ) substituir por um bom e jogar fora o danificado; b) b) b) b) b) ( ) recuperar o módulo danificado na própria máquina; c) c) c) c) c) ( ) substituir por um bom e levar o danificado para o laboratório; d) d) d) d) d) ( ) levar o módulo danificado para o laboratório; e) e) e) e) e) ( ) fazer um estoque de módulos iguais. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Por meio do que os controladores lógicos programáveis (CLPs) fornecem pistas do que se passa com o sistema? a) a) a) a) a) ( ) das contactoras; b) b) b) b) b) ( ) da temperatura; c) c) c) c) c) ( ) dos transistores; d) d) d) d) d) ( ) dos LEDs; e) e) e) e) e) ( ) do TRIAC. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Quais as palavras que devem orientar as manutenções preventivas de componentes eletroeletrônicos? Exercícios 94
  • 95.
    13 A U LA As origens de falhas das máquinas estão nos danos sofridos pelas peças componentes. A máquina nunca quebra totalmente de uma só vez, mas pára de trabalhar quando alguma parte vital de seu conjunto se danifica. A parte vital pode estar no interior da máquina, no mecanismo de transmis- são, no comando ou nos controles. Pode, também, estar no exterior, em partes rodantes ou em acessórios. Por exemplo, um pneu é uma parte rodante vital para que um caminhão funcione, assim como um radiador é um acessório vital para o bom funcionamento de um motor. Origem dos danos A origem dos danos pode ser assim agrupada: Erros de especificação ou de projeto Erros de especificação ou de projeto Erros de especificação ou de projeto Erros de especificação ou de projeto Erros de especificação ou de projeto - A máquina ou alguns de seus componentes não correspondem às necessidades de serviço. Nesse caso os problemas, com certeza, estarão nos seguintes fatores: dimensões, rotações, marchas, materiais, tratamentos térmicos, ajustes, acabamentos superficiais ou, ainda, em desenhos errados. Falhas de fabricação Falhas de fabricação Falhas de fabricação Falhas de fabricação Falhas de fabricação - A máquina, com componentes falhos, não foi mon- tada corretamente. Nessa situação pode ocorrer o aparecimento de trincas, inclusões, concentração de tensões, contatos imperfeitos, folgas exageradas ou insuficientes, empeno ou exposição de peças a tensões não previstas no projeto. Instalação imprópria Instalação imprópria Instalação imprópria Instalação imprópria Instalação imprópria - Trata-se de desalinhamento dos eixos entre o motor eamáquinaacionada.Osdesalinhamentossurgemdevidoaosseguintesfatores: · fundação (local de assentamento da máquina) sujeita a vibrações; · sobrecargas; · trincas; · corrosão. Análise de falhas em máquinas 13 A U L A 95
  • 96.
    13 A U LA Manutenção imprópria Manutenção imprópria Manutenção imprópria Manutenção imprópria Manutenção imprópria - Trata-se da perda de ajustes e da eficiência da máquina em razão dos seguintes fatores: · sujeira; · falta momentânea ou constante de lubrificação; · lubrificação imprópria que resulta em ruptura do filme ou em sua decompo- sição; · superaquecimento por causa do excesso ou insuficiência da viscosidade do lubrificante; · falta de reapertos; · falhas de controle de vibrações. Operação imprópria Operação imprópria Operação imprópria Operação imprópria Operação imprópria - Trata-se de sobrecarga, choques e vibrações que acabam rompendo o componente mais fraco da máquina. Esse rompimento, geralmente, provoca danos em outros componentes ou peças da máquina. Salientemos que não estão sendo consideradas medidas preventivas a respeito de projetos ou desenhos, mas das falhas originadas nos erros de especificação, de fabricação, de instalação, de manutenção e de operação que podem ser minimizados com um controle melhor. As falhas são inevitáveis quando aparecem por causa do trabalho executado pela máquina. Nesse aspecto, a manutenção restringe-se à observação do pro- gresso do dano para que se possa substituir a peça no momento mais adequado. É assim que se procede, por exemplo, com os dentes de uma escavadeira que vão se desgastando com o tempo de uso. Análise de danos e defeitos A análise de danos e defeitos de peças tem duas finalidades: a) a) a) a) a) apurar a razão da falha, para que sejam tomadas medidas objetivando a eliminação de sua repetição; b) b) b) b) b) alertar o usuário a respeito do que poderá ocorrer se a máquina for usada ou conservada inadequadamente. Para que a análise possa ser bem-feita, não basta examinar a peça que acusa a presença de falhas. É preciso, de fato, fazer um levantamento de como a falha ocorreu, quais os sintomas, se a falha já aconteceu em outra ocasião, quanto tempo a máquina trabalhou desde sua aquisição, quando foi realizada a última reforma, quais os reparosjáfeitosnamáquina,emquaiscondiçõesdeserviçoocorreuafalha,quais foram os serviços executados anteriormente, quem era o operador da máquina e por quanto tempo ele a operou. Enfim, o levantamento deverá ser o mais minucioso possível para que a causa da ocorrência fique perfeitamente determinada. Evidentemente, uma observação pessoal das condições gerais da máquina e um exame do seu dossiê (arquivo ou pasta) são duas medidas que não podem ser negligenciadas. 96
  • 97.
    13 A U LA O passo seguinte é diagnosticar o defeito e determinar sua localização, bem como decidir sobre a necessidade de desmontagem da máquina. A desmontagem completa deve ser evitada, porque é cara e demorada, além de comprometer a produção, porém, às vezes, ela é inevitável. É o caso típico do dano causado pelo desprendimento de limalhas que se espalham pelo circuito interno de lubrificação ou pelo circuito hidráulico de uma máquina. Após a localização do defeito e a determinação da desmontagem, o respon- sável pela manutenção deverá colocar na bancada as peças interligadas, na posição de funcionamento. Na hora da montagem não podem faltar ou sobrar peças! As peças não devem ser limpas na fase preliminar e sim na fase do exame final. A limpeza deverá ser feita pelo próprio analisador, para que não se destruam vestígios que podem ser importantes. Após a limpeza, as peças devem ser etiquetadas para facilitar na identificação e na seqüência de montagem da máquina. Características gerais dos danos e defeitos Os danos e defeitos de peças, geralmente, residem nos chamados intensificadores de tensão, e estes são causados por erro de projeto ou especificações. Se os intensificadores de tensão residem no erro de projeto, a forma da peça é o ponto crítico a ser examinado, porém, se os intensificadores de tensão residem nas especificações, estas são as que influirão na estrutura interna das peças. O erro mais freqüente na forma da peça é a ocorrência de cantos vivos cantos vivos cantos vivos cantos vivos cantos vivos. As figuras mostram linhas de tensão em peças com cantos vivos. Com cantos vivos, as linhas de tensão podem se romper facilmente. Quando ocorre mudança brusca de seção em uma peça, os efeitos são praticamente iguais aos provocados por cantos vivos. Por outro lado, se os cantos forem excessivamente suaves, um único caso é prejudicial. Trata-se do caso do excesso de raio de uma peça em contato com outra. Por exemplo, na figura abaixo, a tensão provocada pelo canto de um eixo rolante, com excesso de raio, dará início a uma trinca que se propagará em toda sua volta. 97
  • 98.
    13 A U LA Análise de falhas e cuidados com componentes mecânicos Cabos de aço Cabos de aço Cabos de aço Cabos de aço Cabos de aço Os cabos de aço, ao serem instalados, não devem apresentar nós nem ser atritados na lateral de polias - por onde passarão - e muito menos no solo. Nós e atritos indesejados diminuem a vida útil dos cabos de aço. Quando em serviço, os cabos de aço podem apresentar os seguintes defeitos: rompimento, “gaiola de passarinho”, amassamento, quebras de fios externos e ondulações. Cabo rompido Cabo rompido Cabo rompido Cabo rompido Cabo rompido - Em caso de rompimento de um cabo novo ou seminovo e o cabo mantendo-se reto, a causa provável é o excesso de carga ou choque. “Gaiola de passarinho” “Gaiola de passarinho” “Gaiola de passarinho” “Gaiola de passarinho” “Gaiola de passarinho” - É provocada pelo choque de alívio de tensão, ou seja, quando a tensão, provavelmente excessiva, é aliviada instantaneamente. Nesse caso, o operador deverá ser treinado para operar com cabos de aço. A figura seguinte mostra o fenômeno da “gaiola de passarinho”. Cabo amassado Cabo amassado Cabo amassado Cabo amassado Cabo amassado - O fenômeno ocorre devido ao cruzamento de cabos sobre o tambor ou da subida deles sobre a quina da canaleta das polias. O problema é evitado mantendo o cabo esticado, de forma tal que ele tenha um enrolamento perfeito no tambor. Quebra de fios externos Quebra de fios externos Quebra de fios externos Quebra de fios externos Quebra de fios externos - Esse fenômeno ocorre em razão das seguintes causas: · diâmetro da polia ou tambor excessivamente pequenos; · corrosão; · abrasão desuniforme; · excesso de tempo de trabalho do cabo. 98
  • 99.
    13 A U LA As causas de quebra de fios externos devem ser eliminadas. Para evitar a corrosão de cabos de aço, estes deverão ser lubrificados e, no caso de cabos que já atingiram o limite de vida útil, devem ser substituídos por novos. Seoproblemaforincompatibilidadeentreodiâmetrodapoliaoudotamborcom o diâmetro do cabo, deve-se trocar ou o cabo, ou a polia, ou o tambor. A figura abaixo mostra um cabo de aço com fios externos quebrados. Ondulação Ondulação Ondulação Ondulação Ondulação - Trata-se de deslizamento de uma ou mais pernas por causa da fixação imprópria ou do rompimento da alma do cabo de aço. Nesse caso a fixação deverá ser corrigida. Chavetas Chavetas Chavetas Chavetas Chavetas Chavetas são usadas para fixar elementos dos mecanismos sobre eixos. Suas dimensões são, usualmente, mais do que suficientes para a transmissão de forças existentes nas máquinas. Na substituição de chavetas, é preciso considerar o acabamento superficial, bem como o ajuste e o arredondamento dos cantos para evitar atrito excessivo. Os canais de chaveta devem estar em boas condições, principalmente quantoàperpendicularidade,poisalémdosesforçosdecisalhamento,aschavetas sofrem torção. O esforço de torção tende a virar as chavetas em suas sedes. A figura abaixo mostra forças de cisalhamento atuando em uma chaveta. Para evitar o efeito de cunha que poderia partir o cubo do elemento colocado no eixo, a chaveta exige um perfeito ajuste no sentido lateral e vertical. Outro ponto a observar é o acabamento dos cantos, que devem apresentar o chanfro ou o raio reto um pouco maior do que os cantos do rasgo, para evitar o surgimento de fissuras e trincas. A figura seguinte mostra essa falha. 99
  • 100.
    13 A U LA Em condições favoráveis, pode-se trocar uma chaveta paralela por uma do tipo meia-lua. A chaveta tipo meia-lua praticamente elimina problemas com torção, especialmente se o eixo na qual ela irá atuar for temperado. Molas Molas Molas Molas Molas Uma mola devidamente especificada durará muito tempo. Em caso de abuso, apresentará os seguintes danos: Quebra Quebra Quebra Quebra Quebra -Causada por excesso de flexão ou de torção. Recomenda-se aplicar umcoximouencostonofimdocursoprevistodamola.Essamedidafarácomque a mola dure mais tempo sem se quebrar. Flambagem Flambagem Flambagem Flambagem Flambagem - Ocorre em molas helicoidais longas, por falta de guias. A flambagem pode ser corrigida por meio da verificação do esquadro de apoios. Recomenda-se aplicar guia interno ou externo, devidamente lubrificado. Amolecimento Amolecimento Amolecimento Amolecimento Amolecimento - Causado por superaquecimento presente no ambiente ou por esforço de flexão. Recomenda-se diminuir a freqüência ou curso de flexões. Recomenda-se, também, aplicar uma mola dupla com seção menor. Recomendações finais a respeito de molas · Evitar a sobrecarga da mola. Ela foi especificada para uma solicitação determinada, não devendo ser submetida a um esforço maior que o previsto. · Impedir a flambagem. Se a mola helicoidal comprimida envergar no sentido lateral, providenciar uma guia. · Evitar o desgaste não uniforme das pontas, pois isto criaria um esforço adicional não previsto. · Testar as molas nas revisões periódicas da máquina e trocar as molas que estiverem enfraquecidas. · Evitar as tentativas de consertar a mola quebrada, esticando-a, por exemplo. A tentativa será inútil. Somente em caso de quebra das pontas de molas muito pesadas é possível o conserto. Nesse caso, soldam-se as pontas quebradas com eletrodo rico em cromo. · As molas helicoidais podem ser enroladas a frio, desde que o arame de aço não ultrapasse 13 mm de diâmetro. 100
  • 101.
    13 A U LA Assinale com X a alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Erros de especificação, falhas de fabricação, instalação imprópria, manuten- ção imprópria e operação imprópria são fatores que dão origem: a) a) a) a) a) ( ) aos danos; b) b) b) b) b) ( ) às trincas, nas chavetas; c) c) c) c) c) ( ) às fendas, nos eixos; d) d) d) d) d) ( ) à elasticidade natural das molas; e) e) e) e) e) ( ) às rupturas exclusivas dos cabos de aço. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 É um exemplo de intensificador de tensão: a) a) a) a) a) ( ) uma chaveta lubrificada; b) b) b) b) b) ( ) os cantos vivos em eixos; c) c) c) c) c) ( ) um cabo de aço enrolado e solto no solo; d) d) d) d) d) ( ) um furo redondo em um bloco; e) e) e) e) e) ( ) uma mola helicoidal corretamente aplicada. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Pode-se evitar o surgimento da “gaiola de passarinho” em um cabo de aço quando: a) a) a) a) a) ( ) ele for protegido com óleo; b) b) b) b) b) ( ) suas guias forem esféricas; c) c) c) c) c) ( ) a fixação do seu cabo for corrigida; d) d) d) d) d) ( ) o operador receber treinamento adequado para seu manuseio; e) e) e) e) e) ( ) estiver constantemente tracionado. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Uma mola pesada, com pontas quebradas, pode ser consertada usando solda elétrica, desde que o eletrodo tenha um alto teor de: a) a) a) a) a) ( ) silício; b) b) b) b) b) ( ) cromo; c) c) c) c) c) ( ) estanho; d) d) d) d) d) ( ) prata; e) e) e) e) e) ( ) bronze. Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 A flambagem ocorre em molas helicoidais, por falta de guia. Nesse caso, as molas helicoidais são: a) a) a) a) a) ( ) de diâmetro superior a 13 mm; b) b) b) b) b) ( ) curtas; c) c) c) c) c) ( ) praticamente sem elasticidade; d) d) d) d) d) ( ) sempre soldáveis; e) e) e) e) e) ( ) longas. Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 A aplicação de uma mola dupla com seção menor é sempre recomendável para evitar: a) a) a) a) a) ( ) o nó; b) b) b) b) b) ( ) o amassamento; c) c) c) c) c) ( ) a flambagem; d) d) d) d) d) ( ) o amolecimento; e) e) e) e) e) ( ) o aquecimento. Exercícios 101
  • 102.
    14 A U LA 14 A U L A Um aprendiz de mecânico de manutenção verificou que uma máquina havia parado porque um parafuso com sextavado interno estava solto. Era preciso fixá-lo novamente para pôr a máquina em funcionamento. Munido de uma chave de fenda, o aprendiz de mecânico de manutenção tentou, de todos os modos, fixar o parafuso. Não conseguiu. Um colega mais experiente, vendo a aflição do aprendiz, perguntou: - Que tipo de parafuso é preciso fixar? - É um parafuso com sextavado interno - respondeu o aprendiz. - Então, meu amigo - disse o colega -, você precisa usar uma chave Allen. - Chave Allen? Qual? - perguntou o aprendiz. - Esta aqui - respondeu o amigo, mostrando-a. O aprendiz percebeu que tinha muito o que aprender a respeito do uso de ferramentas, que é o assunto desta aula. Ferramentas de aperto e desaperto Em manutenção mecânica, é comum se usar ferramentas de aperto e desaperto em parafusos e porcas. Para cada tipo de parafuso e de porca, há uma correspondente chave adequada às necessidades do trabalho a ser realizado. Isto ocorre porque tanto as chaves quanto as porcas e os parafusos são fabricados dentro de normas padronizadas mundialmente. Pois bem, para assegurar o contato máximo entre as faces da porca e as faces dos mordentes das chaves de aperto e desaperto, estas deverão ser introduzidas a fundo e perpendicularmente ao eixo do parafuso ou rosca. No caso de parafusos ou porcas com diâmetros nominais de até 16 mm, a ação de uma única mão na extremidade do cabo da chave é suficiente para o travamento necessário. Não se deve usar prolongadores para melhorar a fixação, pois essa medida poderá contribuir para a quebra da chave ou rompi- mento do parafuso. Uso de ferramentas 102
  • 103.
    14 A U LA Vejamos, agora, as principais ferramentas de aperto e desaperto utilizadas na manutenção mecânica envolvendo parafusos, porcas, tubos e canos. Chave fixa Chave fixa Chave fixa Chave fixa Chave fixa A chave fixa, também conhecida pelo nome de chave de boca fixa, é utilizada para apertar ou afrouxar porcas e parafusos de perfil quadrado ou sextavado. Pode apresentar uma ou duas bocas com medidas expressas em milímetros ou polegadas. As figuras a seguir mostram uma chave fixa com uma boca e uma chave fixa com duas bocas. Chave estrela Chave estrela Chave estrela Chave estrela Chave estrela Esta ferramenta tem o mesmo campo de aplicação da chave de boca fixa, porém diversifica-se em termos de modelos, cada qual para um uso específico. Por ser totalmente fechada, abraça de maneira mais segura o parafuso ou porca. Chave combinada Chave combinada Chave combinada Chave combinada Chave combinada A chave combinada também recebe o nome de chave de boca combinada. Sua aplicação envolve trabalhos com porcas e parafusos, sextavados ou quadra- dos. A chave combinada é extremamente prática, pois possui em uma das extremidades uma boca fixa, e na outra extremidade uma boca estrela. A vantagem desse tipo de chave é facilitar o trabalho, porque se uma das bocas não puder ser utilizada em parafusos ou porcas de difícil acesso, a outra boca poderá resolver o problema. A seguir mostramos um jogo de chaves combinadas. Chavesfixas,chavesestrelaechavescombinadasnãodevemserbatidascom martelos. Se martelarmos essas chaves, o risco de quebrá-las é alto. 103
  • 104.
    14 A U LA Se houver necessidade de martelar uma chave de aperto e desaperto para retirar um parafuso ou uma porca de um alojamento, deve-se usar as chamadas chaves de bater, que são apropriadas para receber impactos. Chaves de bater Chaves de bater Chaves de bater Chaves de bater Chaves de bater Há dois tipos de chaves de bater: a chave fixa de bater e a chave estrela de bater. As chaves fixa de bater e estrela de bater são ferramentas indicadas para trabalhos pesados. Possuem em uma de suas extremidades reforço para receber impactos de martelos ou marretas, conforme seu tamanho. Chave soquete Chave soquete Chave soquete Chave soquete Chave soquete Dentro da linha de ferramentas mecânicas, este tipo é o mais amplo e versátil, em virtude da gama de acessórios oferecidos, que tornam a ferramenta prática.Ossoquetespodemapresentaroperfilsextavadoouestriadoeadaptam- se facilmente em catracas, manivelas, juntas universais etc., pertencentes à categoria de acessórios. Dentro da categoria de soquetes, há os de impacto que possuem boca sextavada, oitavada, quadrada e tangencial, com ou sem ímã embutido. Esses soquetes são utilizados em parafusadeiras, em chaves de impacto elétricas ou pneumáticas, pois apresentam paredes reforçadas. Os soquetes de impacto apresentam concentricidade perfeita, o que reduz ao mínimo as vibrações provocadas pela alta rotação das máquinas onde são acoplados. Os soquetes comuns não devem ser utilizados em máquinas elétricas ou pneumáticas, pois não resistem às altas velocidades e aos esforços tangenciais provocados pelas máquinas em rotação. A chave soquete, pela sua versatilidade, permite alcançar parafusos e porcas em locais onde outros tipos de chaves não chegam. A seguir, alguns soquetes e acessórios que, devidamente acoplados, resul- tam em chaves soquete. 104
  • 105.
    14 A U LA Chave Allen Chave Allen Chave Allen Chave Allen Chave Allen A chave Allen, também conhecida pelo nome de chave hexagonal ou sextavada, é utilizada para fixar ou soltar parafusos com sextavados internos. O tipo de chave Allen mais conhecido apresenta o perfil do corpo em L, o que possibilita o efeito de alavanca durante o aperto ou desaperto de parafusos. Antes de usar uma chave Allen, deve-se verificar se o sextavado interno do parafusoencontra-seisentodetintaousujeira.Tintaesujeiraimpedemoencaixe perfeito da chave e podem causar acidentes em quem estiver manuseando. Chave de fenda Phillips Chave de fenda Phillips Chave de fenda Phillips Chave de fenda Phillips Chave de fenda Phillips A extremidade da haste, oposta ao cabo, nesse modelo de chave, tem a forma em cruz. Esse formato é ideal para os parafusos Phillips que apresentam fendas cruzadas. Há também no mercado a chave Phillips angular dupla, conforme figura abaixo. Chave de fenda com sextavado Chave de fenda com sextavado Chave de fenda com sextavado Chave de fenda com sextavado Chave de fenda com sextavado É uma ferramenta utilizada em mecânica para apertar e soltar parafusos grandes quando se exige o emprego de muita força. Com o sextavado na haste, o operador pode, usando uma chave de boca fixa, aumentar o torque da ferramenta sem precisar de maior esforço. Esse modelo também é encontrado com a fenda cruzada (modelo Phillips). Tanto as chaves de fenda Phillips quanto as chaves de fenda com sextavado não devem ser utilizadas como talhadeiras ou alavancas. Chaves para canos e tubos Chaves para canos e tubos Chaves para canos e tubos Chaves para canos e tubos Chaves para canos e tubos A chave para canos é também conhecida pelos seguintes nomes: chave grifo e chave Stillson. É uma ferramenta específica para instalação e manutenção hidráulica. Sendo regulável, a chave para canos é uma ferramenta versátil e de fácil manuseio. 105
  • 106.
    14 A U LA A chave para tubos, também conhecida pelo nome de “Heavy-Duty”, é semelhanteàchaveparacanos,porémmaispesada.Presta-seaserviçospesados. A seguir um modelo de chave para canos e um modelo de chave para tubos. Tanto a chave para canos quanto a chave para tubos não devem ser usadas para apertar ou soltar porcas. Chave de boca ajustável Chave de boca ajustável Chave de boca ajustável Chave de boca ajustável Chave de boca ajustável Esta ferramenta tem uma aplicação universal. É muito utilizada na mecâni- ca, em trabalhos domésticos e em serviços como montagem de torres e postes de eletrificação, e elementos de fixação roscados. A chave de boca ajustável não deve receber marteladas e nem prolongador no cabo para aumentar o torque. No universo mecânico há muitas outras chaves de aperto e desaperto, e mais detalhes poderão ser encontrados nos catálogos dos fabricantes. Vejamos, agora, uma outra família de ferramentas muito empregadas em trabalhos mecânicos: os alicates. Alicate pode ser definido como uma ferramenta de aço forjado composta de dois braços e um pino de articulação. Em uma das extremidades de cada braço existem garras, cortes e pontas que servem para segurar, cortar, dobrar, colocar e retirar peças de determinadas montagens. Existem vários modelos de alicate, cada um adequado a um tipo de trabalho. Alicate universal Alicate universal Alicate universal Alicate universal Alicate universal É o modelo mais conhecido e usado de toda família de alicates. Os tipos existentes no mercado variam principalmente no acabamento e formato da cabeça. Os braços podem ser plastificados ou não. Quanto ao acabamento, esse alicate pode ser oxidado, cromado, polido ou simplesmente lixado. 106
  • 107.
    14 A U LA Quanto à resistência mecânica, o alicate universal pode ser temperado ou não. Quanto ao comprimento, as medidas de mercado variam de 150 mm a 255 mm. O alicate universal é utilizado para segurar, cortar e dobrar. Alicate de pressão Alicate de pressão Alicate de pressão Alicate de pressão Alicate de pressão É uma ferramenta manual destinada a segurar, puxar, dobrar e girar objetos de formatos variados. Em trabalhos leves, tem a função de uma morsa. Possui regulagem de abertura das garras e variação no tipo de mordente, segundo o fabricante. Observe um alicate de pressão e os formatos dos perfis de algumas peças que ele pode prender. Alicates para anéis de segmento interno e externo Alicates para anéis de segmento interno e externo Alicates para anéis de segmento interno e externo Alicates para anéis de segmento interno e externo Alicates para anéis de segmento interno e externo É uma ferramenta utilizada para remover anéis de segmento, também chamados de anéis de segurança ou anéis elásticos. O uso desses alicates exige bastante atenção, pois suas pontas, ao serem introduzidas nos furos dos anéis, podem fazer com que eles escapem abruptamente, atingindo pessoas que estejam por perto. Os alicates para anéis de segmento interno e externo podem apresentar as pontas retas ou curvas. 107
  • 108.
    14 A U LA Medindo apertos de parafusos e porcas Quando é necessário medir o aperto de um parafuso ou porca, a ferramenta indicada é o torquímetro torquímetro torquímetro torquímetro torquímetro. O uso do torquímetro evita a formação de tensões e a conseqüente deformação das peças em serviço. O torquímetro trabalha com as seguintes unidades de medidas: newton . metro (N . m); libra-força . polegada (Lbf . in); quilograma-força . metro (kgf . m). Ao se usar o torquímetro, é importante verificar se o torque é dado em parafuso seco ou lubrificado. As figuras a seguir mostram alguns tipos de torquímetros. Os torquímetros devem ser utilizados somente para efetuar o aperto final de parafusos, sejam eles de rosca direita ou esquerda. Para encostar o parafuso ou porca, deve-se usar outras chaves. Para obter maior exatidão na medição, é conveniente lubrificar previamente a rosca antes de se colocar e apertar o parafuso ou a porca. Os torquímetros jamais deverão ser utilizados para afrouxar, pois se a porca ou parafuso estiver danificado, o torque aplicado poderá ultrapassar o limite da chave, produzindo danos ou alterando a sua exatidão. Os torquímetros, embora robustos, possuem componentes relativamente sensíveis (ponteiro, mostrador, escala) e por isso devem ser protegidos contra choques violentos durante o uso. Recomendações finais As características originais das ferramentas devem ser mantidas, por isso não devem ser aquecidas, limadas ou esmerilhadas. Se um mecânico de manutenção necessitar de uma ferramenta que tenha umaespessuramaisfinaouumainclinaçãoespecial,eledeveráprojetarumnovo modelo de ferramenta ou então modificar o projeto da máquina para que, em futuras manutenções, possa usar as ferramentas existentes no mercado. 108
  • 109.
    14 A U LA Para aumentar a segurança quando usa ferramentas de aperto e desaperto, o mecânico de manutenção experiente aplica a força em sua direção, evitando o deslocamento do próprio corpo. Ele mantém o equilíbrio corporal deixando os pés afastados e a mão livre apoiada sobre a peça. O bom mecânico de manutenção lubrifica as ferramentas de trabalho e guarda-as em locais apropriados, conservando-as. Assinale com X a alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 As medidas das porcas, parafusos e chaves apresentam sempre uma compa- tibilidade porque são peças: a) a) a) a) a) ( ) padronizadas; b) b) b) b) b) ( ) conferidas; c) c) c) c) c) ( ) moldadas; d) d) d) d) d) ( ) formatadas; e) e) e) e) e) ( ) estriadas. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Para travar um parafuso ou porca, com diâmetro nominal de até 16 mm, devemos segurar a extremidade do cabo da chave de aperto com: a) a) a) a) a) ( ) as duas mãos; b) b) b) b) b) ( ) uma das mãos; c) c) c) c) c) ( ) um prolongador; d) d) d) d) d) ( ) um esticador; e) e) e) e) e) ( ) uma porca. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Os soquetes e seus acessórios ajudam a retirada de parafusos localizados em pontos de difícil acesso ou em espaços: a) a) a) a) a) ( ) muito grandes; b) b) b) b) b) ( ) rebaixados; c) c) c) c) c) ( ) elevados; d) d) d) d) d) ( ) muito pequenos; e) e) e) e) e) ( ) nulos. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Para fixar ou retirar parafuso com sextavado interno, recomenda-se usar a chave tipo: a) a) a) a) a) ( ) estrela; b) b) b) b) b) ( ) combinada; c) c) c) c) c) ( ) fixa; d) d) d) d) d) ( ) Allen; e) e) e) e) e) ( ) fenda simples. Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Para medir o aperto de parafusos e porcas recomenda-se usar a seguinte ferramenta: a) a) a) a) a) ( ) o alicate de pressão; b) b) b) b) b) ( ) o alicate universal; c) c) c) c) c) ( ) a chave de bater; d) d) d) d) d) ( ) a chave para tubos; e) e) e) e) e) ( ) o torquímetro. Exercícios 109
  • 110.
    15 A U LA 15 A U L A Em uma linha de produção, uma das máqui- nas parou de funcionar. O mecânico de manutenção decidiu desmontá-la para verificar a causa da parada. Após certo tempo de trabalho, ele percebeu que havia cometido um sério erro. Como poderia identificar qual elemento da máquina tinha ocasionado sua parada, se tudo estava desmontado? Contrariado, o mecânico montou novamente a máquina e tentou acioná-la para saber qual elemento estava com defeito. Se o mecânico não tivesse sido afoito, não teria perdido tempo e esforço, mas a situação teria sido pior se ele não soubesse desmontar e montar a máquina. A desmontagem e montagem de máquinas e equipamentos industriais faz parte das atividades dos mecânicos de manutenção e são tarefas que exigem muita atenção e habilidade, devendo ser desenvolvidas com técnicas e procedi- mentos bem definidos. Nesta aula, serão dadas informações a respeito da desmontagem de máqui- nas e equipamentos. Desmontagem Em geral, uma máquina ou equipamento industrial instalado corretamente, funcionando nas condições especificadas pelo fabricante e recebendo cuidados periódicos do serviço de manutenção preventiva é capaz de trabalhar, sem problemas, por muitos anos. Entretanto, quando algum dos componentes falha, seja por descuido na operação, seja por deficiência na manutenção, é necessário identificar o defeito e eliminar suas causas. No caso de máquinas mais simples, é relativamente fácil identificar o problema e providenciar sua eliminação, porém, quando se trata de máquinas mais complexas, a identificação do problema e sua remoção exigem, do mecâni- co de manutenção, a adoção de procedimentos seqüenciais bem distintos. Oprimeirofatoaserconsideradoéquenãosedevedesmontarumamáquina antes da análise dos problemas. A análise, como já foi visto em aulas anteriores, deve ser baseada no relatório do operador, no exame da ficha de manutenção da máquina e na realização de testes envolvendo os instrumentos de controle. Técnicas de desmontagem de elementos mecânicos 110
  • 111.
    15 A U LA Salientemos, novamente, que a desmontagem completa de uma máquina deve ser evitada sempre que possível, porque demanda gasto de tempo com a conseqüente elevação dos custos, uma vez que a máquina encontra-se indispo- nível para a produção. Agora, se a desmontagem precisar ser feita, há uma seqüência de procedi- mentos a ser observada: · desligar os circuitos elétricos; · remover as peças externas, feitas de plástico, borracha ou couro; · limpar a máquina; · drenar os fluidos; · remover os circuitos elétricos; · remover alavancas, mangueiras, tubulações, cabos; · calçar os componentes pesados. Essa seqüência de procedimentos fundamenta-se nas seguintes razões: a) a) a) a) a) É preciso desligar, antes de tudo, os circuitos elétricos para evitar aciden- tes. Para tanto, basta desligar a fonte de alimentação elétrica ou, dependendo do sistema, remover os fusíveis. b) b) b) b) b) A remoção das peças externas consiste na retirada das proteções de guias, barramentos e raspadores de óleo. Essa remoção é necessária para facilitar o trabalho de desmonte. c) c) c) c) c) A limpeza preliminar da máquina evita interferências das sujeiras ou resíduos que poderiam contaminar componentes importantes e delicados. d) d) d) d) d) É necessário drenar reservatórios de óleos lubrificantes e refrigerantes para evitar possíveis acidentes e o espalhamento desses óleos no chão ou na bancada de trabalho. e) e) e) e) e) Os circuitos elétricos devem ser removidos para facilitar a desmontagem elimpezadosetor.Apósaremoção,devemserrevistospelosetordemanutenção elétrica. f) f) f) f) f) Os conjuntos mecânicos pesados devem ser calçados para evitar o de- sequilíbrio e a queda de seus componentes, o que previne acidentes e danos às peças. Obedecida a seqüência desses procedimentos, o operador deverá conti- nuar com a desmontagem da máquina, efetuando as seguintes operações: 1. 1. 1. 1. 1. Colocar desoxidantes nos parafusos, pouco antes de removê-los. Os desoxidantes atuam sobre a ferrugem dos parafusos, facilitando a retirada deles. Se a ação dos desoxidantes não for eficiente, pode-se aquecer os parafusos com a chama de um aparelho de solda oxiacetilênica. 2. 2. 2. 2. 2. Para desapertar os parafusos, a seqüência é a mesma que a adotada para os apertos. A tabela a seguir mostra a seqüência de apertos. Conhecendo a seqüência de apertos, sabe-se a seqüência dos desapertos. 111
  • 112.
    15 A U LA É importante obedecer à orientação da tabela para que o aperto dos elementos de fixação seja adequado ao esforço a que eles podem ser submetidos. Um aperto além do limite pode causar deformação e desalinhamento no conjunto de peças. 3. 3. 3. 3. 3. Identificar a posição do componente da máquina antes da sua remoção. Assim, não haverá problema de posicionamento. 4. 4. 4. 4. 4. Remover e colocar as peças na bancada, mantendo-as na posição correta de funcionamento. Isto facilita a montagem e, se for caso, ajuda na confecção de croquis. 5. 5. 5. 5. 5. Lavar as peças no lavador, usando querosene. Essa limpeza permite identificar defeitos ou falhas nas peças como trincas, desgastes etc. A lavagem de peças deve ser feita com o auxílio de uma máquina de lavar e pincéis com cerdas duras. A figura ao lado mostra o esquema de uma máquina de lavar peças que é encontrada no comércio. A seqüência de operações para a lavagem de peças é a seguinte: a) a) a) a) a) Colocar as peças dentro da máquina de lavar, contendo querosene filtrado e desodorizado. Não utilizar óleo diesel, gasolina, tíner ou álcool automotivo, pois são substâncias que em contato com a pele podem provocar irritações. b) b) b) b) b) Limpar as peças - dentro da máquina de lavar - com pincel de cerdas duras para remover as partículas e crostas mais espessas. Apertos alternados (metade do esforço de aperto) Apertos sucessivos alternados (metade do esforço de aperto) Por meio de apertos sucessivos, até metade dos esforços de aperto, evita-se o encurvamento. Também no caso de três parafusos evita-se o encurvamento da peça com apertos sucessivos alternados. Apertos sucessivos cruzados Apertos sucessivos cruzados Apertos sucessivos cruzados NÚMERO NÚMERO NÚMERO NÚMERO NÚMERO E E E E E DISPOSIÇÃO DISPOSIÇÃO DISPOSIÇÃO DISPOSIÇÃO DISPOSIÇÃO DOS DOS DOS DOS DOS PARAFUSOS PARAFUSOS PARAFUSOS PARAFUSOS PARAFUSOS ORDEM ORDEM ORDEM ORDEM ORDEM DE DE DE DE DE APERTO APERTO APERTO APERTO APERTO DAS DAS DAS DAS DAS SÉRIES SÉRIES SÉRIES SÉRIES SÉRIES EMPREGANDO EMPREGANDO EMPREGANDO EMPREGANDO EMPREGANDO O O O O O MÉTODO MÉTODO MÉTODO MÉTODO MÉTODO DE DE DE DE DE APERTOS APERTOS APERTOS APERTOS APERTOS SUCESSIVOS SUCESSIVOS SUCESSIVOS SUCESSIVOS SUCESSIVOS OBSERVAÇÕES OBSERVAÇÕES OBSERVAÇÕES OBSERVAÇÕES OBSERVAÇÕES Para quatro ou mais parafu- sos, o aperto final é efetuado com a força total de aperto após todos os parafusos estarem encostados. O aperto em linha (1), (2), (3) etc. dá origem a encurvamento. No aperto de juntas estanques, com material de vedação, é permitido utilizar outras ordens de aperto. 112
  • 113.
    15 A U LA c) c) c) c) c) Continuar lavando as peças com querosene para retirar os resíduos finais de partículas. d) d) d) d) d) Retirar as peças de dentro da máquina e deixar o excesso de querosene aderido escorrer por alguns minutos. Esse excesso deve ser recolhido dentro da própria máquina de lavar. Durante a lavagem de peças, as seguintes medida de segurança deverão ser observadas: · utilizar óculos de segurança; · manter o querosene sempre limpo e filtrado; · decantar o querosene, uma vez por semana, se as lavagens forem freqüentes; · manter a máquina de lavar em ótimo estado de conservação; · limpar o piso e outros locais onde o querosene tiver respingado; · lavar as mãos e os braços, após o término das lavagens, para evitar proble- mas na pele; · manter as roupas limpas e usar, sempre, calçados adequados. e) e) e) e) e) Separar as peças lavadas em lotes, de acordo com o estado em que se apresentam, ou seja: Lote 1 Lote 1 Lote 1 Lote 1 Lote 1 - Peças perfeitas e, portanto, reaproveitáveis. Lote 2 Lote 2 Lote 2 Lote 2 Lote 2 - Peças que necessitam de recondicionamento. Lote 3 Lote 3 Lote 3 Lote 3 Lote 3 - Peças danificadas que devem ser substituídas. Lote 4 Lote 4 Lote 4 Lote 4 Lote 4 - Peças a serem examinadas no laboratório. Secagem rápida das peças Usa-se ar comprimido para secar as peças com rapidez. Nesse caso, deve-se proceder da seguinte forma: · regular o manômetro ao redor de 4 bar, que corresponde à pressão ideal para a secagem; · jatear (soprar) a peça de modo que os jatos de ar atinjam-na obliquamente, para evitar o agravamento de trincas existentes. O jateamento deverá ser aplicado de modo intermitente para não provocar turbulências. Normas de segurança no uso de ar comprimido a) a) a) a) a) Evitar jatos de ar comprimido no próprio corpo e nas roupas. Essa ação imprudente pode provocar a entrada de partículas na pele, boca, olhos, nariz e pulmões, causando danos à saúde. b) b) b) b) b) Evitar jatos de ar comprimido em ambiente com excesso de poeira e na limpeza de máquinas em geral. Nesse último caso, o ar pode levar partículas abrasivas para as guias e mancais, acelerando o processo de desgaste por abrasão. c) c) c) c) c) Utilizar sempre óculos de segurança. Manuais e croqui Geralmente as máquinas são acompanhadas de manuais que mostram desenhos esquematizados dos seus componentes. O objetivo dos manuais é orientar quem for operá-las e manuseá-las nas tarefas do dia-a-dia. Entretanto, certas máquinas antigas ou de procedência estrangeira são acompanhadas de manuais de difícil interpretação. Nesse caso, é recomendável fazer um croqui (esboço) dos conjuntos desmontados destas máquinas, o que facilitará as opera- ções posteriores de montagem. 113
  • 114.
    15 A U LA Atividades pós-desmontagem Após a desmontagem, a lavagem, o secamento e a separação das peças em lotes, deve-se dar início à correção das falhas ou defeitos. As atividades de correção mais comuns são as seguintes: · confecção de peças; · substituição de elementos mecânicos; · substituição de elementos de fixação; · rasqueteamento; · recuperação de roscas; · correção de erros de projeto; · recuperação de chavetas. Assinale com X a alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 A desmontagem de uma máquina deve ser efetuada: a) a) a) a) a) ( ) antes do problema ser identificado; b) b) b) b) b) ( ) depois do problema ser identificado; c) c) c) c) c) ( ) assim que ela parar de funcionar; d) d) d) d) d) ( ) depois que o diretor autorizar; e) e) e) e) e) ( ) assim que ela for assentada. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Identificam-se falhas de uma máquina com base no relatório do operador, na ficha de manutenção e nos testes dos seguintes elementos: a) a) a) a) a) ( ) ferramentas de desmontagem; b) b) b) b) b) ( ) instrumentos de medida; c) c) c) c) c) ( ) ferramentas de manutenção; d) d) d) d) d) ( ) instrumentos de controle; e) e) e) e) e) ( ) chaves de aperto e torquímetros. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Deve-se evitar a desmontagem completa de uma máquina pelos seguintes motivos: a) a) a) a) a) ( ) risco de falhas e de quebra da máquina; b) b) b) b) b) ( ) perda de tempo e risco de falhas; c) c) c) c) c) ( ) demora e prejuízo na produção; d) d) d) d) d) ( ) desgaste da máquina e retrabalho; e) e) e) e) e) ( ) aparecimento de trincas, fendas e sujidades. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Na operação de desmontagem de uma máquina, o primeiro procedimento deve ser o seguinte: a) a) a) a) a) ( ) remover os circuitos elétricos; b) b) b) b) b) ( ) limpar a máquina; c) c) c) c) c) ( ) drenar os fluidos; d) d) d) d) d) ( ) calçar os componentes pesados; e) e) e) e) e) ( ) desligar os circuitos elétricos. Exercícios 114
  • 115.
    15 A U LA Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Antes de retirar os parafusos de uma máquina, convém eliminar a oxidação por meio de: a) a) a) a) a) ( ) água misturada com álcool; b) b) b) b) b) ( ) lubrificantes; c) c) c) c) c) ( ) detergentes domésticos; d) d) d) d) d) ( ) desoxidantes; e) e) e) e) e) ( ) ácidos ou álcalis. Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 O melhor solvente para lavar peças é: a) a) a) a) a) ( ) o óleo diesel; b) b) b) b) b) ( ) a gasolina; c) c) c) c) c) ( ) o tíner; d) d) d) d) d) ( ) o álcool automotivo; e) e) e) e) e) ( ) o querosene. Exercício 7 Exercício 7 Exercício 7 Exercício 7 Exercício 7 Para a secagem rápida de peças lavadas recomenda-se usar: a) a) a) a) a) ( ) ar comprimido; b) b) b) b) b) ( ) secadores elétricos; c) c) c) c) c) ( ) estufas elétricas; d) d) d) d) d) ( ) flanelas e estopas; e) e) e) e) e) ( ) a luz solar das 12 horas. Exercício 8 Exercício 8 Exercício 8 Exercício 8 Exercício 8 Na desmontagem de máquinas antigas ou importadas, é importante que o mecânico de manutenção: a) a) a) a) a) ( ) tire fotografias da máquina em vários ângulos; b) b) b) b) b) ( ) desenhe a máquina em papel-vegetal; c) c) c) c) c) ( ) use tabelas normalizadas de parafusos e porcas; d) d) d) d) d) ( ) construa as ferramentas necessárias para a tarefa; e) e) e) e) e) ( ) faça um esboço ou croqui dos conjuntos desmontados. 115
  • 116.
    16 A U LA 16 A U L A Na indústria X, Salomão tinha acabado de desmontar uma máquina. Limpou as peças, secou-as, separou-as em lotes - retendo as recuperáveis - e solicitou ao almoxarifado algumas peças novas para substituir as danificadas. Depois de tudo preparado, Salomão começou a montar a máquina, e quando estava chegando ao término da atividade, descobriu que sobravam duas peças. Não se desesperou. Sabia que tinha cometido um erro ao não ter consultado o croqui da máquina. Examinando o croqui e seguindo os passos da montagem, logo descobriu de onde eram as peças que estavam sobrado. Sorrindo, Salomão corrigiu o erro e lembrou-se de seus mestres de ofício, que sempre lhe falavam: - Salomão, adquira experiência em manutenção mecânica enquanto apren- de conosco. Não pode haver sobra de peças na montagem de máquinas e equipamentos! Use sua inteligência; leia os livros que tratam dos assuntos de nossa profissão para adquirir novos conhecimentos. Não faça as coisas por fazer. Faça-as com conhecimento de causa. Capriche e use amor naquilo que estiver fazendo! Usando a inteligência, adquirindo experiência e conhecimentos e amando o que se faz, o seu sucesso pessoal e profissional estará garantido! Salomão, agradecido aos seus mestres de ofício, terminou a montagem da máquina, que ficou perfeita em todos os aspectos. A montagem de conjuntos mecânicos será o assunto desta aula. Objetivo da montagem A montagem tem por objetivo maior a construção de um todo, constituído por uma série de elementos que são fabricados separadamente. Esses elementos devem ser colocados em uma seqüência correta, isto é, montados segundo normas preestabelecidas, para que o todo seja alcan- çado e venha a funcionar adequadamente. Em manutenção mecânica, esse todo é representado pelos conjuntos mecânicos que darão origem às máquinas e equipamentos. Montagem de conjuntos mecânicos 116
  • 117.
    16 A U LA A montagem de conjuntos mecânicos exige a aplicação de uma série de técnicas e cuidados por parte do mecânico de manutenção. Além disso, o mecânico de manutenção deverá seguir, caso existam, as especificações dos fabricantes dos componentes a serem utilizados na montagem dos conjuntos mecânicos. Outro cuidado que o mecânico de manutenção deve ter, quando se trata da montagem de conjuntos mecânicos, é controlar a qualidade das peças a serem utilizadas, sejam elas novas ou recondicionadas. Nesse aspecto, o controle de qualidade envolve a conferência da peça e suas dimensões. Sem controle dimensional ou sem conferência para saber se a peça é realmente a desejada e se ela não apresenta erros de construção, haverá riscos para o conjunto a ser montado. De fato, se uma peça dimensionalmente defeitu- osa ou com falhas de construção for colocada em um conjunto mecânico, poderá produzir outras falhas e danos em outros componentes. Recomendações para a montagem 1. 1. 1. 1. 1. Verificar se todos os elementos a serem montados encontram-se perfeita- mente limpos, bem como o ferramental. 2. 2. 2. 2. 2. Examinar os conjuntos a serem montados para se ter uma idéia exata a respeito das operações a serem executadas. 3. 3. 3. 3. 3. Consultar planos ou normas de montagem, caso existam. 4. 4. 4. 4. 4. Examinar em primeiro lugar a ordem de coloca- ção das diferentes peças antes de começar a montagem, desde que não haja planos e normas relativas à montagem. 5. 5. 5. 5. 5. Verificar se nos diferentes elementos mecâ- nicos há pontos de referência. Se houver, efetuar a montagem segundo as referências existentes. 6. 6. 6. 6. 6. Evitar a penetração de impurezas nos con- juntos montados, protegendo-os adequadamente. 117
  • 118.
    16 A U LA 7. 7. 7. 7. 7. Fazer testes de funcionamento dos elementos, conforme a montagem for sendo realizada, para comprovar o funcionamento perfeito das partes. Por exemplo, verificar se as engrenagens estão se acoplando sem dificuldade. Por meio de testes de funcionamento dos elementos, é possível verificar se há folgas e se os elementos estão dimensionalmente adequados os e colocados nas posições corretas. 8. 8. 8. 8. 8. Lubrificar as peças que se movimentam para evitar desgastes precoces causados pelo atrito dos elementos mecânicos. Métodos para realização da montagem Nos setores de manutenção mecânica das indústrias, basicamente são apli- cados dois métodos para se fazer a montagem de conjuntos mecânicos: a montagem peça a peça e a montagem em série. Montagem peça a peça Montagem peça a peça Montagem peça a peça Montagem peça a peça Montagem peça a peça A montagem peça a peça é efetuada sobre bancadas. Como exemplo, a figura mostra a seqüência de operações a serem realizadas para a montagem de uma bomba de engrenagens. Como todas as peças já estão ajustadas, a atividade de montagem propria- mente dita se limita a uni-las ordenadamente. Um controle de funcionamento indicará se será preciso fazer correções . 118
  • 119.
    16 A U LA Montagem em série Montagem em série Montagem em série Montagem em série Montagem em série A figura seguinte, a título de exemplo, mostra a seqüência de operações a serem realizadas para a montagem de uma série de bombas de engrenagem. Caso não haja manual de instruções ou esquema de montagem, deve-se proceder da seguinte forma: a) a) a) a) a) Fazer uma análise detalhada do conjunto antes de desmontá-lo. b) b) b) b) b) Fazer um croqui mostrando como os elementos serão montados no conjunto. c) c) c) c) c) Anotar os nomes dos elementos à medida que vão sendo retirados do conjunto. A montagem deve ser baseada no croqui e nas anotações feitas anteriormen- te, invertendo-se a seqüência de desmontagem. Assinale com X a alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Entre os cuidados necessários na montagem de um conjunto mecânico, recomenda-se controlar a: a) a) a) a) a) ( ) qualidade das peças novas e recondicionadas; b) b) b) b) b) ( ) perfeita existência de vácuo nos alojamentos; c) c) c) c) c) ( ) qualidade das partículas metálicas provenientes dos desgastes; d) d) d) d) d) ( ) qualidade das gaxetas e flanges; e) e) e) e) e) ( ) ausência total de óleos e graxas. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Na montagem de conjuntos mecânicos recomenda-se: a) a) a) a) a) ( ) montar os conjuntos e depois fazer a verificação do funcionamento; b) b) b) b) b) ( ) fazer os testes de funcionamento durante a montagem; c) c) c) c) c) ( ) iniciar pelas peças maiores; d) d) d) d) d) ( ) iniciar pelas peças menores; e) e) e) e) e) ( ) não lubrificar peças que executam movimentos relativos entre si. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Basicamente, quais são os métodos adotados para a montagem de conjuntos mecânicos? Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 O que deve ser feito para evitar o atrito dos elementos mecânicos montados? Exercícios 119
  • 120.
    17 A U LA 17 A U L A O dono da fábrica Quipapá chamou Asdrúbal, um dos melhores mecânicos de manutenção da empresa, e falou: - Asdrúbal, tenho em minha casa um torno antigo, daqueles que Santos Dumont usou para fabricar seu protótipo de avião, e gostaria de que você desse uma olhada para verificar todos os elementos. Tenho um carinho especial pelo torno e gastarei o que for preciso para tê-lo funcionando com rendimento pleno. Amanhã ele será trazido para cá e conto com a sua dedicação, tá? - Farei o que for preciso, senhor Bonifácio - respondeu Asdrúbal. Nodiaseguinte,Asdrúbal,diantedotornoantigo,feztudoconformemanda as boas normas de manutenção mecânica e concluiu que seria preciso desmontar aquela antiguidade. Quandodesmontouovelhotorno,deparou-secomumeixotrincadoenotou a presença de algumas engrenagens desgastadas. Como Asdrúbal deverá proceder para colocar o velho torno em funciona- mento? A recuperação de elementos mecânicos será o tema desta aula. Análise situacional Na manutenção de máquinas ou equipamentos, deve-se levar em conside- ração as solicitações mecânicas atuantes, pois os desgastes, as deformações e mesmo as trincas podem ser causadas por elas. Em algumas situações, a correção de uma falha pode vir a ser desnecessária, desde que se constate que ela não vá comprometer o conjunto em seu funciona- mento. Por exemplo, em equipamentos antigos e superdimensionados, certas falhas não prejudicam o conjunto, pois a estrutura desses equipamentos antigos era construída para suportar erros e omissões do projeto. Recuperação de elementos mecânicos 120
  • 121.
    17 A U LA Compare a robustez e o dimensionamento de uma máquina antiga com uma moderna. A recuperação de um determinado equipamento ou conjunto mecânico tem, como fase preliminar, a decisão de desmontá-lo. Nesse momento, alguns fatores vão direcionar o mecânico de manutenção nas tarefas de recuperar, efetivamente, o equipamento. Os principais fatores direcionantes são os seguintes: · análise do conjunto; · análise de cada um dos componentes em termos de desgaste; · qual a gravidade da avaria; · quais elementos podem ser aproveitados. Recuperação de subconjuntos com movimentos Na recuperação de subconjuntos que possuem movimentos, deve-se levar em consideração dois aspectos: a resistência estática e as condições dinâmicas do conjunto. Em termos de solicitações dinâmicas, as seguintes características devem ser consideradas: · resistência às vibrações, choques, rupturas etc.; · desbalanceamento · desgastes provocados pelo atrito, de acordo com as condições operacionais de trabalho. Além dessas características, passam a ser importantes, além da escolha do material que as atendam os tratamentos térmicos, a geometria das peças, o acabamento superficial e a exatidão dimensional nas regiões onde se verifica o movimento relativo entre os componentes do conjunto. Recuperação de eixos Os eixos são elementos mecânicos sujeitos a solicitações estáticas e dinâmi- cas. Para recuperar um eixo, vários parâmetros devem ser definidos. Entre eles, os seguintes são muito importantes: · análise das condições de trabalho do eixo, como primeiro passo; · rotações por minuto ou por segundo que ele executa; · condições ambientais do meio onde ele se encontra; · presença eficiente de lubrificação; · pressões específicas por ele exercidas ou suportadas. 121
  • 122.
    17 A U LA De posse de todas as características de solicitações e trabalho, a próxima etapa observada na recuperação de um eixo consiste em determinar o tipo de material utilizado na sua recuperação e o processo de recuperação empregado. A recuperação de um eixo pode ser feita de duas formas: pela construção de um eixo novo ou pela reconstituição do próprio eixo danificado. Construção de um eixo novo Construção de um eixo novo Construção de um eixo novo Construção de um eixo novo Construção de um eixo novo Um eixo novo deve ser usinado com sobremetal suficiente para permitir uma retificação das dimen- sões desejadas, após o tratamento térmico, caso haja necessidade. Reconstituição de eixos por soldagem Reconstituição de eixos por soldagem Reconstituição de eixos por soldagem Reconstituição de eixos por soldagem Reconstituição de eixos por soldagem Para reconstituir eixos pelo processo de soldagem, é necessário preparar as juntas, ou seja, chanfrá-las. Os rebaixamentos deverão ser suficientes para o recondicionamento e para os tratamentos térmicos prévios. A recuperação de eixos por soldagem passa por três fases: · preparação dos eixos; · escolha do material de adição e do processo de soldagem; · procedimento de soldagem. Preparação de eixos Preparação de eixos Preparação de eixos Preparação de eixos Preparação de eixos - A preparação de eixos envolve as seguintes etapas: - Exame da área onde se deu a ruptura. - Eliminação do material fatigado da área de ruptura. - Verificação de trincas remanescentes do próprio processo de ruptura ou fadiga. - Usinagem para preparar as juntas, cujas dimensões devem estar de acordo com os dados das tabelas a seguir. 122
  • 123.
    17 A U LA O material do pino de guia deve ser igual ao material do enxerto ou, então, de aço SAE 1045. O ajuste entre o pino e o eixo deve estar na faixa H6 e H7. Os extremos dos pinos devem ter uma folga de 1,5 mm em relação ao fundo do furo. Escolha do material de adição e do processo de soldagem Escolha do material de adição e do processo de soldagem Escolha do material de adição e do processo de soldagem Escolha do material de adição e do processo de soldagem Escolha do material de adição e do processo de soldagem - O metal de adição deve consistir de um material com elevada resistência mecânica. O eletrodo precisa ter característica superior à apresentada pelo eixo, após a soldagem. O processo de soldagem mais apropriado é o elétrico, com eletrodos revestidos. Procedimento de soldagem Procedimento de soldagem Procedimento de soldagem Procedimento de soldagem Procedimento de soldagem - O procedimento de soldagem deve abranger as seguintes fases: · efetuar a montagem de forma que as partes unidas possam girar após a soldagem; · estabelecer a temperatura de preaquecimento de acordo com o material a ser soldado; · efetuar a soldagem, mantendo a peça na temperatura de preaquecimento, evitando o superaquecimento que pode levar a deformações. As deforma- ções poderão ser evitadas desde que se faça uma soldagem por etapas e numa seqüência adequada; · deixar a solda resfriar lentamente para evitar choques térmicos; · realizar tratamentos térmicos: normalização ou beneficiamento. Salientemos que as peças deformadas não devem ser endireitadas em prensas. Se o endireitamento for realizado em prensas, serão criadas tensões elevadas na estrutura, com conseqüências imprevisíveis. Recuperação de eixos por deposição metálica Recuperação de eixos por deposição metálica Recuperação de eixos por deposição metálica Recuperação de eixos por deposição metálica Recuperação de eixos por deposição metálica Eixos desgastados pelo trabalho podem ser recuperados pelo processo de deposição metálica. É possível fazer essa deposição metálica a quente ou por via eletrolítica. Em ambos os casos, as superfícies a serem recuperadas precisam ser prepa- radas adequadamente. A cilindricidade e o acabamento dos eixos tem de estar compatíveis com o processo de deposição metálica a ser realizado. No caso de deposição de cromo duro por eletrólise, deve-se retificar a superfície a ser recuperada, para que a película de cromo se deposite de modo regular e uniforme e não venha a se romper quando solicitada por pressões elevadas. A película de cromo duro não deve ser muito fina, para não vir a descamar quando o eixo entrar em serviço. Uma película com boa espessura é obtida quando se faz um rebaixamento prévio no eixo a ser recuperado. Recuperação de mancais Nos processos de recuperação de mancais de rola- mento, o mais importante é a preparação das superfíci- es que deverão estar compatíveis com as especificações dimensionaisdosfabricantes,incluindoasrugosidades especificadas. 123
  • 124.
    17 A U LA No caso de mancais de deslizamento, vamos encontrar os mais variados tipos. Alguns apresentam uma película de material antifricção denominada “casquilho”. A recuperação de mancais de deslizamento, normalmente, exige pequenos ajustes como o rasqueteamento. Paramateriaisdealtaresistênciautilizam-sebuchassubstituíveis,bipartidas ou não, com canais de lubrificação. Nesses casos, a recuperação consiste em substituir os elementos deteriorados por novos elementos. Recuperação de engrenagens A melhor forma de recuperar engrenagens desgastadas ou quebradas é construir novas engrenagens, idênticas àquelas danificadas. A construção de novas engrenagens exige cuidados, sobretudo na extidão do perfil dos dentes. Há casos em que se opta por recuperar engrenagens por soldagem, notadamente quando se trata de dentes quebrados. Nesses casos, deve-se cuidar para que a engrenagem não adquira tensões adicionais que possam causar novas quebras. Na verdade, a inclusão de um dente soldado em uma engrenagem é um caso de enxerto. Normalmente, o dente incluso nunca será perfeito, o que, mais cedo oumaistarde,viráaprejudicarasdemaisengrenagensquetrabalharãoacopladas com a que recebeu o dente enxertado. De qualquer forma, a recuperação de dentes de engrenagens por solda obedece à seguinte seqüência: · preparação das cavidades; · soldagem; · ajustes dos dentes. O assunto recuperação de engrenagens será visto com mais detalhes em aula posterior. Recuperação de roscas As roscas apresentam, normalmente, dois danos típicos: quebra do parafuso por cisalhamento do corpo ou da cabeça e rosca interna avariada (espanada). Quebra do parafuso por cisalhamento Quebra do parafuso por cisalhamento Quebra do parafuso por cisalhamento Quebra do parafuso por cisalhamento Quebra do parafuso por cisalhamento - Nesse caso, para extrair a parte 124
  • 125.
    17 A U LA restante, improvisa-se um alongamento para a chave fixa, ou então usa-se um extrator apropriado para os casos em que a seção da quebra esteja situada no mesmo plano da superfície da peça. A figura seguinte mostra a seqüência para o uso do extrator, o qual requer apenas um furo no centro do parafuso, com diâmetro inferior ao do núcleo da rosca. O extrator é constituído de aço-liga especial e possui uma rosca dente-de- serra, múltipla, cônica e à esquerda. No comércio, o extrator é encontrado em jogos, cobrindo os mais variados diâmetros de parafusos. Rosca interna avariada Rosca interna avariada Rosca interna avariada Rosca interna avariada Rosca interna avariada-Háváriasmaneirasderecuperarumaroscainterna avariada. A primeira maneira, caso haja parede suficiente, é alargar o furo roscado e colocar nele um pino roscado. Esse pino roscado deve ser faceado e fixado por solda ou chaveta. A seguir, o pino deve ser furado e roscado com a medida original da rosca que está sendo recuperada. Outro modo, mais recomendável, é fazer insertos na rosca, ou seja, adicionar na rosca elementos de fixação existentes no mercado. Dentre os insertos conhe- cidos temos o tipo Kelox e o tipo Heli-coil. O Kelox é uma bucha roscada nas partes interna e externa, com dois rasgos conificados e um rebaixo. Ela apresenta, também, um anel provido de duas chavetas, servindo para fixá-la após o rosqueamento. 125
  • 126.
    17 A U LA OHeli-coiléumaespiraldearamedealtaresistênciacomaformaromboidal. Nesse caso é preciso, também, repassar o furo danificado com outra broca e rosqueá-lo com macho fornecido pela própria Heli-coil. Em seguida, o inserto é rosqueado com uma ferramenta especial. O aumento do diâmetro do material de base é mínimo. Assinale com X a alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 É fator determinante para a desmontagem de um conjunto mecânico: a) a) a) a) a) ( ) a não existência de uma ficha de controle; b) b) b) b) b) ( ) a existência de uma ficha de controle; c) c) c) c) c) ( ) a sua idade de fabricação; d) d) d) d) d) ( ) as suas dimensões quando comparadas com outros conjuntos; e) e) e) e) e) ( ) a análise do conjunto. Exercícios Kelox 126
  • 127.
    17 A U LA Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 A recuperação de subconjuntos com movimentos deve levar em consi- deração: a) a) a) a) a) ( ) a geometria das peças; b) b) b) b) b) ( ) a anulação das forças de atrito; c) c) c) c) c) ( ) a ausência de peso dos sistemas; d) d) d) d) d) ( ) o teor de umidade relativa do ar das oficinas; e) e) e) e) e) ( ) a manutenção das vibrações de todos os elementos. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 De quantas maneiras um eixo danificado pode ser recuperado? a) a) a) a) a) ( ) uma; b) b) b) b) b) ( ) duas; c) c) c) c) c) ( ) três; d) d) d) d) d) ( ) quatro; e) e) e) e) e) ( ) cinco. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 O que é mais importante na recuperação de mancais de rolamento? a) a) a) a) a) ( ) O tamanho do rolamento. b) b) b) b) b) ( ) O tipo de rolamento. c) c) c) c) c) ( ) A aplicação do rolamento. d) d) d) d) d) ( ) Suas especificações de fabricação. e) e) e) e) e) ( ) O tipo de graxa a ser utilizada. Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Uma engrenagem apresenta desgaste excessivo. Nesse caso recomenda-se: a) a) a) a) a) ( ) trocá-la por outra, com as mesmas dimensões da original; b) b) b) b) b) ( ) enchê-la de solda e depois limá-la; c) c) c) c) c) ( ) retirar as rebarbas com uma lima e ajustá-la numa prensa; d) d) d) d) d) ( ) trocar todos os dentes por enxerto; e) e) e) e) e) ( ) deixá-la desgastar totalmente para não danificar as demais. Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Qual o procedimento mais adequado para extrair um parafuso que sofreu cisalhamento em um furo roscado? a) a) a) a) a) ( ) Bater o parafuso com um martelo e punção de bico. b) b) b) b) b) ( ) Retirar o parafuso com uma prensa hidráulica. c) c) c) c) c) ( ) Usar um extrator de parafusos apropriado. d) d) d) d) d) ( ) Utilizar o equipamento de soldagem oxiacetilênica. e) e) e) e) e) ( ) Utilizar o equipamento de solda elétrica. 127
  • 128.
    18 A U LA 18 A U L A Omecânico de manutenção de uma empresa de caminhões tentava eliminar, de todas as formas, um vazamento de óleo que persistia na conexão de um manômetro de um sistema hidráulico. Esse sistema pertencia a uma retificadora cilíndrica que retificava as pontas de eixo dos caminhões. Por causa do vazamento, as paradas eram constantes e atrasavam a produção. Vários vedantes foram usados sem sucesso. Por fim, um companheiro mais experiente aconselhou o mecânico a utilizar um vedante anaeróbico. O mecânico fez todos os preparativos e aplicou o vedante, e em pouco tempo pôde verificar que o vazamento havia desaparecido. A retificadora voltou a operar normalmente sem maiores problemas. Travas e vedantes químicos anaeróbicos serão os assuntos desta aula. Introdução Em aulas anteriores de manutenção corretiva, uma série de procedimentos foram apresentados como diretrizes a serem seguidas pelo mecânico de manu- tenção que deseja realizar seu trabalho com sucesso. Estudamos a análise de falhas, as técnicas de desmontagem e montagem e a recuperação de elementos mecânicos por meio de alguns processos. Nesta aula veremos um outro processo de recuperação de elementos mecâ- nicos, envolvendo travas e vedantes químicos. O que são travas e vedantes químicos? São resinas anaeróbicas que endurecem na ausência do oxigênio e são desenvolvidas em indústrias do ramo químico por meio de tecnologias avançadas. Tais resinas apresentam vários níveis de viscosidade e resistência e são aplicadas, por exemplo, nos seguintes casos: · travamento anaeróbico de parafusos; · adesão anaeróbica de estruturas; · vedação aneróbica; · vedação anaeróbica de superfícies planas; Travas e vedantes químicos 128
  • 129.
    18 A U LA · fixação anaeróbica; · adesão anaeróbica instantânea. Adesão por trava química Muitos elementos de fixação de máquinas, tais como parafusos, porcas e prisioneiros, sofrem esforços decorrentes da dilatação e contração térmicas e das vibrações e impactos quando estão em funcionamento. Nessas condições, os elementos de fixação podem se afrouxar por causa da perda de torque. Em decorrência do afrouxamento dos elementos de fixação poderão surgir danos nos componentes fixados por eles. Uma das soluções para evitar o afrouxamento dos elementos de fixação, especialmente os roscados, é utilizar a trava química anaeróbica. O produto, em estado líquido, preenche todos os espaços entre as roscas e começa a solidificar na ausência de ar, uma vez que este é expulso para dar lugar à resina durante a montagem do elemento roscado. Depois de seca, a resina transforma-se numa película plástica entre as roscas, proporcionando o travamento. Aplicação da trava química A trava química pode ser aplicada em uniões com furos passantes, com parafusos e porcas e em furos cegos com bujões roscados ou prisioneiros. O processo de aplicação obedece os seguintes passos: 1. 1. 1. 1. 1. Limpeza das roscas, tanto do parafuso como da porca ou furo roscado. 2. 2. 2. 2. 2. Seleção da trava de rosca apropriada, de acordo com a resistência exigida. 3. 3. 3. 3. 3. Aplicação de diversas gotas de trava na região da rosca do parafuso e na região da rosca onde ele será fixado. 129
  • 130.
    18 A U LA 4. 4. 4. 4. 4. Colocação do parafuso ou da porca, roscando até atingir o torque (aperto) desejado. A quantidade de trava química que será aplicada deve ser suficiente para preencher os espaços vazios entre o parafuso e a porca ou furo roscado. Uma das vantagens da trava química é que ela permite o reaproveitamento de roscas espanadas, que se constituem em sérios problemas de manutenção. A trava química, ocupando o espaço entre a rosca espanada e o parafuso, cria uma nova rosca permitindo o reaproveitamento de peças. Deste modo, proble- mas com aquisição de novas peças e problemas de substituição desaparecem. A figura abaixo mostra os passos que devem ser seguidos na operação de recuperar roscas espanadas. Desmontagem da trava roscada Para desmontar uma trava roscada, deverão ser observados os seguintes procedimentos: · usar a mesma ferramenta que foi utilizada na montagem; · se necessário, aplicar calor localizado na porca ou prisioneiro durante cinco minutos. A temperatura da fonte de calor deverá estar ao redor dos 200°C e o con- junto precisará ser desmontado enquanto estiver quente. Vedação anaeróbica de roscas A vedação de tubos, válvulas, manômetros, plugues e conexões deve ser tratada em manutenção com a mesma seriedade com que é tratado qualquer outro elemento importante de uma máquina. De fato, uma união ou conexão mal feita pode causar o vazamento de fluidos e, em conseqüência, haverá problemas na produção. 130
  • 131.
    18 A U LA Os tipos mais comuns de vedantes de roscas são as fitas de teflon, sisal e massas vedantes. Esses materiais de vedação, contudo, não propiciam um preenchimento total das folgas existentes entre as roscas, provocando, em alguns casos, posicionamento impreciso de peças unidas, bem como necessida- des de reapertos e altos torques. Reapertos e altos torques, geralmente, além de causarem avarias nas peças, podem fazer com que partículas de vedantes adentrem no sistema, contaminando-o. Esses problemas podem ser evitados com o uso de vedantes químicos que suportam condições adversas: altas temperaturas, pressões hidráulicas e pneumáticas e vibrações do equipamento. Aaplicaçãodevedantesquímicosébemsimples,conformesepodeobservar na ilustração. Vedação de superfícies planas Uma das aplicações dos produtos químicos de união anaeróbicos são as vedações.Elaspermitemaconfecçãodejuntasnolocaldauniãosemainterposição de outros materiais. O vedante utilizado permite uma perfeita adaptação à conformação das superfícies, que ficarão em contato sem a necessidade de interpor outros mate- riais, como as juntas de papel. Obtém-se, desse modo, uma vedação perfeita, resistente e insolúvel. A aplicação de um vedante aneróbico é bastante simples, como se pode observar na ilustração. 131
  • 132.
    18 A U LA A utilização deste tipo de vedação limita-se a uma folga de até 0,25 mm. Acima deste valor, exige-se o emprego de uma junta espaçadora que deve ser utilizada em conjunto com o vedante anaeróbico. Fixação anaeróbica Em manutenção, freqüentemente ocorrem situações em que um rolamento encontra-se folgado em sua sede ou mancal. Essa folga constitui-se num proble- ma que exige uma solução muitas vezes trabalhosa, como uma usinagem da sede ou do mancal ou a confecção de uma bucha, dependendo do formato e do tamanho do mancal. Soluções desta natureza exigem a parada da máquina, desmontagem, usinagem do mancal, confecção da bucha e montagem do conjunto, com a inevitável elevação dos custos da manutenção e prejuízos da produção. A fixação anaeróbica, diante de um problema dessa natureza, é uma excelen- te opção, pois o produto líquido preenche por completo as folgas entre as peças e, por causa da ausência de ar, transforma-se em uma película sólida que fixa os elementos. Esse processo, por ser de rápida aplicação, permite que o serviço de manu- tenção seja executado com rapidez e economia, e os resultados são satisfatórios. O processo de fixação anaeróbica também pode ser aplicado na montagem de engrenagens, rolamentos e buchas em eixos e sedes, substituindo métodos mecânicos como o emprego de chavetas, montagem com interferência (prensagem, dilatação ou contração térmica), e estriagem, pois o produto utili- zado na fixação preenche todos os microespaços existentes entre os componen- tes, conforme as ilustrações. 132
  • 133.
    18 A U LA Desmontagem de peças unidas por fixação anaeróbica A desmontagem deve ser feita utilizando os componentes usuais, tais como o saca-polias ou saca-rolamentos. Caso seja necessário, deve-se aplicar calor localizado durante cinco minutos, estando a fonte de calor numa temperatura ao redor de 200°C. O desmonte deve ser executado enquanto o conjunto estiver quente. Resumo Astravasevedantesquímicossãoimportantescomponenteseauxiliaresnas operações de manutenção que envolvem recuperação e montagem de peças de máquinas. Esses produtos químicos promovem uma rápida e eficiente fixação, sendo seguros, confiáveis e fáceis de aplicar. Com isto, os serviços de manuten- ção, em termos de reparos, tornam-se melhores e mais rápidos. Assinale X na alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Uma importante aplicação das travas químicas é: a) a) a) a) a) ( ) vedar superfícies planas, cilíndricas, côncavas e convexas; b) b) b) b) b) ( ) fixar engrenagens, polias, eixos e correias; c) c) c) c) c) ( ) impedir que parafusos, porcas ou prisioneiros se soltem; d) d) d) d) d) ( ) impedir o vazamento de gases, líquidos e sólidos particulados; e) e) e) e) e) ( ) soldar peças por meio de dilatações e aquecimentos prolongados. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Uma vantagem da vedação anaeróbica em relação a outros vedantes é sua: a) a) a) a) a) ( ) capacidade de preencher totalmente as folgas; b) b) b) b) b) ( ) necessidade de receber um aperto com um torque ideal; c) c) c) c) c) ( ) necessidade de receber um aquecimento para secar; d) d) d) d) d) ( ) capacidade de permanecer sempre no estado líquido; e) e) e) e) e) ( ) total incapacidade de ser removida depois de aplicada. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 A vedação anaeróbica substitui: a) a) a) a) a) ( ) guarnições de alumínio; b) b) b) b) b) ( ) juntas de papel; c) c) c) c) c) ( ) retentores de borracha; d) d) d) d) d) ( ) gaxetas de borracha; e) e) e) e) e) ( ) selos mecânicos. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 A folga limite para a utilização de vedação anaeróbica de superfícies deve ser de: a) a) a) a) a) ( ) 0,50 mm; b) b) b) b) b) ( ) 0,25 cm;. c) c) c) c) c) ( ) 0,35 mm; d) d) d) d) d) ( ) 0,25 mm; e) e) e) e) e) ( ) 0,25 dm. Exercícios 133
  • 134.
    18 A U LA Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 A fixação anaeróbica apresenta as seguintes vantagens para a manutenção: a) a) a) a) a) ( ) usinagem perfeita e bom acabamento; b) b) b) b) b) ( ) medidas e acabamentos precisos; c) c) c) c) c) ( ) rugosidade ideal e bom acabamento; d) d) d) d) d) ( ) rapidez de aplicação e confiabilidade nos resultados; e) e) e) e) e) ( ) segurança, bom acabamento e usinagem perfeita. 134
  • 135.
    19 A U LA Um mecânico de manutenção, ao iniciar a desmontagem de um conjunto mecânico, constatou a existência de uma série de rolamentos. Examinando os rolamentos, verificou que alguns apresentavam defeitos irremediáveis, ao passo que outros encontravam-se em boas condições de uso. Os rolamentos defeituosos teriam de ser substituídos. Que procedimentos o mecânico de manutenção deverá adotar para trocar os rolamentos defeituosos sem danificar aqueles que estão em boas condições de uso? Como evitar danos nos alojamentos dos rolamentos? Nesta aula aprenderemos a verificar e desmontar conjuntos mecânicos chamados mancais de rolamento. Conceito de mancal Mancal é um suporte de apoio de eixos e rolamentos que são elementos girantes de máquinas. Os mancais classificam-se em duas categorias: mancais de deslizamento e mancais de rolamento. Mancais de deslizamento Mancais de deslizamento Mancais de deslizamento Mancais de deslizamento Mancais de deslizamento - São concavidades nas quais as pontas de um eixoseapóiam.Porexemplo,nafiguraseguinte,asduasconcavidadesexistentes nos blocos onde as pontas de um eixo se apóiam são mancais de deslizamento. Mancais de rolamento Mancais de rolamento Mancais de rolamento Mancais de rolamento Mancais de rolamento - São aqueles que compor- tam esferas ou rolos nos quais o eixo se apóia. Quando o eixo gira, as esferas ou rolos também giram confinados dentro do mancal. Por exemplo, se colocarmos esferas ou rolos inseridos entre um eixo e um bloco, conforme figura ao lado, o eixo rolará sobre as esferas ou rolos. Mancais de rolamento I 19 A U L A 135
  • 136.
    19 A U LA Agora uma pergunta: - Quando usar rolamentos de esferas ou de rolos? Pode-se afirmar que os rolamentos de esferas são usados para cargas leves ou médias, e os rolamentos de rolos para cargas médias ou pesadas. Por exemplo, em bicicletas e motocicletas, que suportam cargas leves, os cubos das rodas apresentam rolamentos de esferas. Em caminhões, que suportam cargas pesadas, os cubos das rodas apresentam rolamentos de rolos. Já em automóveis, que suportam cargas médias, os cubos das rodas podem apresentar rolamentos de esferas ou de rolos. Tipos de rolamento Os tipos de rolamento construídos para suportar cargas atuando perpendi- cularmente ao eixo, tais como os rolamentos dos cubos de rodas, por exemplo, são chamados de rolamentos radiais. rolamentos radiais. rolamentos radiais. rolamentos radiais. rolamentos radiais. Osrolamentosprojetadosparasuportarcargasqueatuamnadireçãodoeixo são chamados de rolamentos axiais. rolamentos axiais. rolamentos axiais. rolamentos axiais. rolamentos axiais. Um rolamento axial pode ser usado, por exemplo, para suportar o empuxo da hélice propulsora de um navio. Muitos tipos de rolamento radiais são capazes de suportar, também, cargas combinadas, isto é, cargas radiais e axiais. Aplicação de rolamentos O arranjo de rolamentos, num elemento de máquina, pode ser feito de vários modos. É comum usar dois rolamentos espaçados a uma certa distância. Estes rolamentospodemseralojadosnumamesmacaixaouemduascaixasseparadas, sendo a escolha feita com base no projeto da máquina e na viabilidade de empregar caixas menos onerosas. 136
  • 137.
    19 A U LA A maioria das caixas padronizadas é construída para alojar um rolamento. Também são fabricadas caixas padronizadas para dois rolamentos, embora em menor quantidade. Em certos tipos de máquina, os rolamentos são montados diretamente no corpo delas. Os redutores são um exemplo. Em tais casos, o fabricante da máquina deve projetar e produzir tampas e porcas, bem como projetar o sistema de vedação e de lubrificação. Em outras aplicações, em vez do eixo girar, outros elementos de máquina é que giram sobre ele, que se mantém estacionado. É o caso das polias ou rolos não tracionados. Como verificar as condições de um rolamento Ocomportamentodorolamentopodeserverificadopelotatoepelaaudição. Para checar o processo de giro, faz-se girar o rolamento, lentamente, com a mão. Esse procedimento permitirá constatar se o movimento é produzido com esforço ou não, e se ele ocorre de modo uniforme ou desigual. Na verificação pela audição, faz-se funcionar o rolamento com um número de rotações reduzido. Se o operador ouvir um som raspante, como um zumbido, é porque as pistas do rolamento estão sujas; se o som ouvido for estrepitoso, a pista apresenta danos ou descascamento; se o som ouvido for metálico, tipo silvo, é sinal de pequena folga ou falta de lubrificação. A verificação pelo ouvido pode ser melhorada colocando-se um bastão ou uma chave de fenda contra o alojamento onde se encontra o rolamento. Encostando o ouvido na extremidade livre do bastão ou no cabo da chave de fenda, ou ainda utilizando um estetoscópio eletrônico, os tipos de sonori- dade poderão ser detectadas facilmente. 137
  • 138.
    19 A U LA Além dos ruídos, outro fator a ser observado nos rolamentos é a temperatu- ra. A temperatura pode ser verificada por meio de termômetros digitais, sensí- veis aos raios infravermelhos. Outra maneira de verificar a temperatura de um rolamento é aplicar giz sensitivo ou, simplesmente, colocar a mão no alojamento do rolamento. Se a temperatura estiver mais alta que o normal ou sofrer constantes variações, isto significa que há algum problema no rolamento. O problema pode ser: · lubrificação deficiente; · lubrificação em excesso; · presença de sujeiras; · excesso de carga; · folga interna muito pequena; · início de desgastes; · rolamento “preso” axialmente; · excesso de pressão nos retentores; · calor proveniente de fonte externa. Salientemos que ocorre um aumento natural na temperatura, durante um ou dois dias, após a lubrificação correta de um rolamento. Outros pontos que devem ser inspecionados em um rolamento são os seguintes: vedações, nível do lubrificante e seu estado quanto à presença de impurezas. Inspeção de rolamentos em máquinas A inspeção de rolamentos em máquinas deve ser efetuada com as máquinas paradas para evitar acidentes. A seguinte seqüência de operações deve ser feita na fase de inspeção de um rolamento: a) a) a) a) a) Limpar as superfícies externas e anotar a seqüência de remoção dos componentes da máquina. 138
  • 139.
    19 A U LA b) b) b) b) b) Verificar o lubrificante. Vários tipos de impurezas podem ser sentidas pelo tato, bastando esfregar uma amostra do lubrificante entre os dedos. Uma fina camada de lubrificante espalhada nas costas da mão permitirá uma inspeção visual. c) c) c) c) c) Impedir que sujeira e umidade penetrem na máquina, após a remoção das tampas e vedadores. Em caso de interrupção do trabalho, proteger a máquina, rolamentos e assentos com papel parafinado, plástico ou material similar. O uso de estopa é condenável, pois fiapos podem contaminar os rolamentos. d) d) d) d) d) Lavar o rolamento exposto, onde é possível fazer uma inspeção sem desmontá-lo. A lavagem deve ser efetuada com um pincel molhado em querosene. e) e) e) e) e) Secar o rolamento lavado com um pano limpo sem fiapos ou com ar comprimido. Se for aplicado ar comprimido, cuidar para que nenhum compo- nente do rolamento entre em rotação. Rolamentos blindados (com duas placas de proteção ou de vedação) nunca deverão ser lavados. Procedimentos para desmontagem de rolamentos Antes de iniciar a desmontagem de um rolamento recomenda-se, como primeiro passo, marcar a posição relativa de montagem, ou seja, marcar o lado do rolamento que está para cima e o lado que está de frente e, principalmente, selecionar as ferramentas adequadas. 139
  • 140.
    19 A U LA Vejamos como se faz para desmontar rolamentos com interferência no eixo, com interferência na caixa e montados sobre buchas. Desmontagem de rolamento com interferência no eixo Desmontagem de rolamento com interferência no eixo Desmontagem de rolamento com interferência no eixo Desmontagem de rolamento com interferência no eixo Desmontagem de rolamento com interferência no eixo A desmontagem de rolamento com interferência no eixo é feita com um saca-polias. As garras desta ferramenta deverão ficar apoiadas diretamente na face do anel interno. Quando não for possível alcançar a face do anel interno, o saca-polias deverá ser aplicado na face do anel externo, conforme figura abaixo. Entretanto, é importante que o anel externo seja girado durante a desmontagem. Esse cuidado garantirá que os esforços se distribuam pelas pistas, evitando que os corpos rolantes (esferas ou roletes) as marquem. Na operação, o parafuso deverá ser travado ou permanecer seguro por uma chave. As garras é que deverão ser giradas com a mão ou com o auxílio de uma alavanca. Na falta de um saca-polias, pode-se usar um punção de ferro ou de metal relativamente mole, com ponta arredondada, ou uma outra ferramenta similar. O punção deverá ser aplicado na face do anel interno. O rolamento não deverá, em hipótese alguma, receber golpes diretos do martelo. Esse método exige bastante cuidado, pois há riscos de danificar o rolamento e o eixo. 140
  • 141.
    19 A U LA Desmontagem de rolamento com interferência na caixa Desmontagem de rolamento com interferência na caixa Desmontagem de rolamento com interferência na caixa Desmontagem de rolamento com interferência na caixa Desmontagem de rolamento com interferência na caixa Quando o rolamento possui ajuste com interferência na caixa, como em uma roda, ele poderá ser desmontado com o auxílio de um pedaço de tubo metálico com faces planas e livres de rebarbas. Uma das extremidades do tubo é apoiada no anel externo, enquanto a extremidade livre recebe golpes de martelo. Os golpes deverão ser dados ao longo de toda a extremidade livre do tubo. Caso haja ressaltos entre os rolamentos, deve-se usar um punção de ferro ou de metal relativamente mole, com ponta arredondada, ou ferramenta similar. Os esforços deverão ser aplicados sempre no anel externo. O conjunto do anel interno de um rolamento autocompensador de rolos ou de esferas pode ser desalinhado. O desalinhamento permite o uso de um saca- polias no anel externo. Desmontagem de rolamentos montados sobre buchas Desmontagem de rolamentos montados sobre buchas Desmontagem de rolamentos montados sobre buchas Desmontagem de rolamentos montados sobre buchas Desmontagem de rolamentos montados sobre buchas Os rolamentos autocompensadores de rolos ou esferas são geralmente montados com buchas de fixação .Essas buchas apresentam a vantagem de facilitar a montagem e a desmontagem dos rolamentos, uma vez que o assento do eixo, com o uso dessas buchas, passa a não necessitar de uma usinagem precisa. 141
  • 142.
    19 A U LA A ilustração mostra, da esquerda para a direita, os seguintes elementos: porca de fixação, arruela de trava, rolamento e bucha de fixação. A desmontagem de rolamentos montados sobre buchas de fixação deve ser iniciada após se marcar a posição da bucha sobre o eixo. A orelha da arruela de trava, dobrada no rasgo da porca de fixação, deve ser endireitada, e a porca deverá ser solta com algumas voltas. A seguir, o rolamento deverá ser solto da bucha de fixação por meio da martelagem no tubo metálico, conforme explicado anteriormente. Quando a face da porca estiver inacessível, ou quando não existir um espaço entre o anel interno e o encosto do eixo, a ferramenta deverá ser aplicada na face do anel interno do rolamento. Montagem de rolamentos A montagem de rolamentos deve pautar-se nos seguintes princípios: · escolher o método correto de montagem; 142
  • 143.
    19 A U LA · observar as regras de limpeza do rolamento; · limpar o local da montagem que deverá estar seco; · selecionar as ferramentas adequadas que deverão estar em perfeitas condi- ções de uso; · inspecionar cuidadosamente os componentes que posicionarão os rolamen- tos; · remover as rebarbas e efetuar a limpeza do eixo e encostos; · verificar a precisão de forma e dimensões dos assentos do eixo e da caixa; · verificar os retentores e trocar aqueles que estão danificados; · retirar o rolamento novo - em caso de substituição - da sua embalagem original somente na hora da montagem. A embalagem apresenta um prote- tor antiferruginoso. A aplicação desses princípios permite montar, corretamente, os rolamentos com interferência no eixo e com interferência na caixa. Montagem de rolamentos com interferência no eixo Montagem de rolamentos com interferência no eixo Montagem de rolamentos com interferência no eixo Montagem de rolamentos com interferência no eixo Montagem de rolamentos com interferência no eixo A montagem de rolamentos com interferência no eixo segue os seguintes passos: · Lubrificar o assento do rolamento. · Posicionar o rolamento sobre o eixo com o auxílio de um martelo. Os golpes não devem ser aplicados diretamente no rolamento e sim no tubo metálico adaptado ao anel interno. 143
  • 144.
    19 A U LA · Usar as roscas internas ou externas, porventura existentes no eixo, para a montagem. · Usar prensas mecânicas ou hidráulicas para montar rolamentos pequenos e médios. · Aquecer os rolamentos grandes em banho de óleo numa temperatura entre 100°C e 120° C e colocá-los rapidamente no eixo antes de esfriarem. Se o rolamento for do tipo que apresenta lubrificação permanente, ele não deverá ser aquecido conforme descrito anteriormente. O aquecimento remove o lubrificante e o rolamento sofrerá danos. Para rolamentos que apresentam lubrificação permanente, recomenda-se esfriaroeixoondeelesserãoacoplados.Acontraçãodoeixofacilitaráacolocação dosrolamentos;contudo,convémsalientarqueháaçosquesofremmodificações estruturais permanentes quando resfriados. Montagem de rolamentos com interferência na caixa Montagem de rolamentos com interferência na caixa Montagem de rolamentos com interferência na caixa Montagem de rolamentos com interferência na caixa Montagem de rolamentos com interferência na caixa Os passos para a montagem de rolamentos com interferência na caixa, basicamente, são os mesmos recomendados para a montagem de rolamentos com interferência no eixo: · Usar um pedaço de tubo metálico contra a face do anel externo após a lubrificação das partes a serem montadas. 144
  • 145.
    19 A U LA · Cuidar para que o rolamento não fique desalinhado em relação à caixa. · Utilizar uma prensa hidráulica ou mecânica. · Aquecer a caixa para a montagem de rolamentos grandes Assinale com X a alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Os tipos de rolamentos construídos para suportarem cargas perpendicula- res ao eixo são conhecidos pelo nome de rolamentos: a) a) a) a) a) ( ) axiais; b) b) b) b) b) ( ) especiais; c) c) c) c) c) ( ) radiais; d) d) d) d) d) ( ) mistos; e) e) e) e) e) ( ) autocompensadores. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Quais são os procedimentos corretos na inspeção de uma máquina parada? a) a) a) a) a) ( ) Verificar o lubrificante; limpar as superfícies externas da máquina; lavar os rolamentos expostos e secá-los com estopa. b) b) b) b) b) ( ) Verificar o lubrificante; só limpar as superfícies internas das máqui- nas; lavar os rolamentos expostos com um pincel molhado em aguarrás e secá-los com um pano limpo. c) c) c) c) c) ( ) Verificar o lubrificante; limpar as superfícies externas da máquina; lavar os rolamentos expostos com um pincel molhado em querosene e secá-los com um pano limpo e nunca com estopa. d) d) d) d) d) ( ) Verificaraaparênciadamáquina;desmontá-latotalmente;lubrificar todos os seus elementos e secá-los com ar comprimido. e) e) e) e) e) ( ) Verificar o estado físico do lubrificante; substituir as graxas por óleo; limpar a máquina com flanela ou estopa; montar os conjuntos. Exercícios 145
  • 146.
    19 A U LA Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 A figura abaixo mostra um rolamento acoplado a um eixo. Um dos procedimentos indicados para retirar o rolamento do eixo é: a) a) a) a) a) ( ) utilizar um saca-polias apoiado na face do anel externo, girando o parafuso do saca-polias ou usar um punção de metal mole; b) b) b) b) b) ( ) utilizar um saca-polias apoiado no anel interno ou externo. Se o saca- polias for colocado no anel externo, seu parafuso deverá ser travado e suas garras giradas; c) c) c) c) c) ( ) utilizar um saca-polias apoiado na face do anel interno, girando o parafuso do saca-polias, ou utilizar um punção de metal relativa- mente mole e de ponta arredondada; d) d) d) d) d) ( ) utilizar um saca-polias apoiado ao eixo do rolamento, girando as esferas em sentido anti-horário ou utilizar um punção de aço espe- cial com ponta quadrada; e) e) e) e) e) ( ) utilizar um saca-polias apoiado em apenas um rolete do rolamento para não danificar os outros, mantendo as pistas sem movimento. 146
  • 147.
    20 A U LA Examinando dez rolamentos de um conjunto mecânico, Clóvis, um dos mecânicos de manutenção de uma empresa, constatou que três rolamentos apresentavam corrosão, dois tinham endentações, um outro exibia a superfície deteriorada; três outros apresentavam desgastes e o último estava em fase adiantada de descascamento. Quais as causas de tantas falhas? Há correções para essas falhas? As respostas para essas perguntas serão dadas ao longo desta aula. Falhas de rolamentos e suas causas Cada uma das diferentes causas de falhas em rolamentos - lubrificação inadequada ou insuficiente, manuseio grosseiro, vedadores deficientes, monta- gens incorretas etc. - produzem falhas com características próprias. As falhas, em estágio primário, dão origem às falhas em estágio secundário, ou seja, aos descascamentos e trincas. Mesmo as falhas em estágio primário podem fazer com que o rolamento venha a ser sucateado. Por exemplo, se o rolamento apresentar vibrações, ou excessiva folga interna ou muitos ruídos, ele estará condenado. De um modo geral, um rolamento danificado, freqüentemente, apresenta uma combinação de falhas em estágio primário e secundário. Falhas em estágio primário Falhas em estágio primário Falhas em estágio primário Falhas em estágio primário Falhas em estágio primário · desgaste; · endentações; · arranhamento; · deterioração de superfície; · corrosão; · dano por corrente elétrica. Falhas em estágio secundário Falhas em estágio secundário Falhas em estágio secundário Falhas em estágio secundário Falhas em estágio secundário · descascamento; · trincas. Mancais de rolamento II 20 A U L A 147
  • 148.
    20 A U LA A ilustração abaixo resume as falhas de rolamentos. Vamos estudar, a seguir, cada uma das falhas que podem aparecer em um rolamento. DESGASTE DESGASTE DESGASTE DESGASTE DESGASTE DESGASTE DESGASTE DESGASTE DESGASTE DESGASTE CAUSADO CAUSADO CAUSADO CAUSADO CAUSADO POR POR POR POR POR LUBRIFICAÇÃO LUBRIFICAÇÃO LUBRIFICAÇÃO LUBRIFICAÇÃO LUBRIFICAÇÃO INADEQUADA INADEQUADA INADEQUADA INADEQUADA INADEQUADA EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO DESGASTE DESGASTE DESGASTE DESGASTE DESGASTE CAUSADO CAUSADO CAUSADO CAUSADO CAUSADO POR POR POR POR POR VIBRAÇÕES VIBRAÇÕES VIBRAÇÕES VIBRAÇÕES VIBRAÇÕES Superfícies desgastadas, freqüentemente espelhadas. Em estágio avançado, as superfícies apresen- tam-se na cor azulada ou na cor marrom. O lubrificante tornou-se gradual- mente escasso ou foi perdendo suas propriedades lubrificantes. Verificar se o lubrificante está chegando ao rolamento. Relubrificar mais freqüentemente o rolamento. Depressões nas pistas. Estas depres- sões são oblongas em rolamentos de rolos e circulares em rolamentos de esferas. Elas são brilhantes ou oxidadas no seu fundo. O rolamento foi exposto a vibrações quando parado. Trave o rolamento durante o transporte através de pré-carga radial. Arranje uma base que amorteça as vibrações. Use, se possível, rolamentos de esferas em vez de rolos. Empregue, quando possível, banho de óleo. ENDENTAÇÕES ENDENTAÇÕES ENDENTAÇÕES ENDENTAÇÕES ENDENTAÇÕES EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO Aplicar a pressão para montagem no anel com ajuste interferente. Seguir cuidadosa- mente as instruções do fabricante para a montagem de rolamentos com furo cônico. Evitar sobrecargaou usar um rolamento com maior capacida- de de carga estática. Pressão inadequada aplicada no anel durante a montagem. Deslocamento excessivo em assento cônico. Sobrecarga enquanto o rolamento não gira. Endentações nas pistas dos anéis externo e interno, com espaçamento igual ao dos corpos rolantes. 148
  • 149.
    20 A U LA Topo dos rolos e faces do flange arranhados e com coloração diferente. Escorregamento sob carga axial pesada e com lubrificação inadequada. Uma lubrificação mais adequada. Furo ou exterior do anel machucado e descorado. Rotação do anel em relação ao eixo ou à caixa. ARRANHAMENTO ARRANHAMENTO ARRANHAMENTO ARRANHAMENTO ARRANHAMENTO ARRANHAMENTO ARRANHAMENTO ARRANHAMENTO ARRANHAMENTO ARRANHAMENTO DE DE DE DE DE TOPOS TOPOS TOPOS TOPOS TOPOS DE DE DE DE DE ROLOS ROLOS ROLOS ROLOS ROLOS E E E E E FLANGES FLANGES FLANGES FLANGES FLANGES DE DE DE DE DE GUIA GUIA GUIA GUIA GUIA EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO ARRANHAMENTO ARRANHAMENTO ARRANHAMENTO ARRANHAMENTO ARRANHAMENTO DE DE DE DE DE SUPERFÍCIES SUPERFÍCIES SUPERFÍCIES SUPERFÍCIES SUPERFÍCIES EXTERNAS EXTERNAS EXTERNAS EXTERNAS EXTERNAS Escolher ajuste com maior interferência. CORROSÃO CORROSÃO CORROSÃO CORROSÃO CORROSÃO FERRUGEM FERRUGEM FERRUGEM FERRUGEM FERRUGEM PROFUNDA PROFUNDA PROFUNDA PROFUNDA PROFUNDA EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORROSÃO CORROSÃO CORROSÃO CORROSÃO CORROSÃO DE DE DE DE DE CONTATO CONTATO CONTATO CONTATO CONTATO Marcas escuras ou acinzentadas nas pistas, coincidindo em geral com o espaçamento dos corpos rolantes. Em estágio avança- do, cavidades nas pistas e outras superfícies de rolamento. Presença de água, umidade ou substân- cia corrosiva no rolamento por um longo período de tempo. Melhorar a vedação. Usar lubrificante com propriedade inibidora à corrosão. Áreas de ferrugem na superfície externa do anel externo ou no furo do anel interno. Marca de trabalho na pista fortemente assinala- da nas regiões correspondentes à corrosão de contato. Ajuste muito folgado. Assento do eixo ou da caixa com erros de forma. Corrigir os assentos. DETERIORAÇÃO DETERIORAÇÃO DETERIORAÇÃO DETERIORAÇÃO DETERIORAÇÃO DE DE DE DE DE SUPERFÍCIE SUPERFÍCIE SUPERFÍCIE SUPERFÍCIE SUPERFÍCIE EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO Inicialmente o dano não é visível a olho nu. Um estágio mais avançado é indicado por crateras peque- nas e rasas, com fraturas na estrutura cristalina. Lubrificação inade- quada ou insufi- ciente. Melhorar a lubrificação. 149
  • 150.
    20 A U LA DANOS DANOS DANOS DANOS DANOS CAUSADOS CAUSADOS CAUSADOS CAUSADOS CAUSADOS POR POR POR POR POR CORRENTE CORRENTE CORRENTE CORRENTE CORRENTE ELÉTRICA ELÉTRICA ELÉTRICA ELÉTRICA ELÉTRICA EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO Estrias ou ondula- ções na cor marrom escuro ou preto- acinzentado. Crateras nas pistas e rolos. As esferas apresentam somente coloração escura. As pistas dos rolamentos de esferas apresentam, às vezes, queimadu- ras em ziguezague. As pistas e corpos rolantes também podem apresentar queimaduras localizadas. Passagem de corrente elétrica através do rolamento em rotação ou parado. Desviar a corrente evitando passá-la pelo rolamento. Quando soldar, escolher o “terra” adequado para evitar que a corrente elétrica passe pelo rolamento. Descascamento originário de dano por corrosão. Corrosão profunda. Trocar o rolamento. DESCASCAMENTO DESCASCAMENTO DESCASCAMENTO DESCASCAMENTO DESCASCAMENTO CAUSADO CAUSADO CAUSADO CAUSADO CAUSADO POR POR POR POR POR CORROSÃO CORROSÃO CORROSÃO CORROSÃO CORROSÃO PROFUNDA PROFUNDA PROFUNDA PROFUNDA PROFUNDA EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO TRINCAS TRINCAS TRINCAS TRINCAS TRINCAS TRINCAS TRINCAS TRINCAS TRINCAS TRINCAS PROVOCADAS PROVOCADAS PROVOCADAS PROVOCADAS PROVOCADAS POR POR POR POR POR TRATAMENTO TRATAMENTO TRATAMENTO TRATAMENTO TRATAMENTO GROSSEIRO GROSSEIRO GROSSEIRO GROSSEIRO GROSSEIRO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO EXEMPLO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO ILUSTRATIVO APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA APARÊNCIA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CAUSA CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO CORREÇÃO Trincas ou pedaços quebrados, geral- mente em uma das faces do anel do rolamento. Golpes com martelo ou punção tempera- do, diretamente no anel, durante a montagem do rolamento. Usar sempre um punção mole e evitar a aplicação de golpes diretos no rolamento. DESCASCAMENTO: ocorre quando o rolamento atingiu o fim de sua vida útil. Contribui para o descascamento a aplicação de cargas inadequadas, as endentações, a ferrugem profunda, o arranhamento etc. 150
  • 151.
    20 A U LA Assinale com X a alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Que tipos de falhas em rolamentos são consideradas de estágio secundário? a) a) a) a) a) ( ) dano por corrente elétrica e corrosão; b) b) b) b) b) ( ) descascamento e arranhamento; c) c) c) c) c) ( ) trincas e descascamento; d) d) d) d) d) ( ) desgaste e endentações; e) e) e) e) e) ( ) trincas e deterioração da superfície. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 A rotação do anel, em relação ao eixo ou à caixa, é causa de que tipo de falha? a) a) a) a) a) ( ) desgaste causado por vibrações; b) b) b) b) b) ( ) endentações; c) c) c) c) c) ( ) arranhamento de topo de rolos e flanges de guia; d) d) d) d) d) ( ) arranhamento de superfícies externas; e) e) e) e) e) ( ) corrosão. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Que correção deve ser feita para evitar a deterioração das superfícies dos rolamentos ? a) a) a) a) a) ( ) melhorar a lubrificação; b) b) b) b) b) ( ) corrigir o assentamento; c) c) c) c) c) ( ) efetuar uma lubrificação mais adequada; d) d) d) d) d) ( ) trocar o rolamento; e) e) e) e) e) ( ) melhorar a vedação. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Examine a figura e responda. a) a) a) a) a) Qual o tipo de desgaste? b) b) b) b) b) Quais as causas do desgaste? c) c) c) c) c) Qual ação corretiva deve ser empregada? Exercícios 151
  • 152.
    21 A U LA 21 A U L A AsmáquinasdafábricaXanaduestavamope- rando desde as 7 horas. Os operários encontravam-se contentes porque havia ocorrido um aumento da produção e todos tinham evoluído profissionalmente. O setor de manutenção da fábrica trabalhava direitinho, e naquele dia uma máquina estava sendo observada, em serviço, pelo Oséias, um mecânico de manutenção bastante dedicado e experiente. Oséias observava detalhadamente os movimentos executados pelos vários elementos mecânicos da máquina; escutava os sons por ela produzidos; exami- nava amostras dos lubrificantes nela aplicados e constatou que um mancal de deslizamento, no qual um eixo girante se apoiava, aquecia-se de modo irregular, emitindo um som diferente dos demais mancais. Como Oséias resolveu o problema? Aliás, será que os problemas apresenta- dos pelos mancais de deslizamento são os mesmos dos mancais de rolamento? Nesta aula, o tema da discussão enfocará os mancais de deslizamento. Importância dos mancais em geral O funcionamento das modernas máquinas depende, principalmente, do funcionamento perfeito dos mancais nelas existentes. A falha dos mancais, sejam eles de deslizamento ou de rolamento, é motivo suficiente para fazer as máquinas pararem de funcionar, causando prejuízos para a produção. De fato, a condição ideal para se conseguir que uma determinada máquina ou equipamento trabalhe de acordo com suas características, implica a execução das seguintes ações: · cumprir fielmente as recomendações do fabricante no que diz respeito à manutenção da máquina ou equipamento. · inspecionar as máquinas e equipamentos para detectar os elementos mecânicos, sujeitos aos danos, aplicando os princípios da manutenção preventiva. Mancais de deslizamento 152
  • 153.
    21 A U LA As ações citadas permitirão que o mecânico de manutenção mantenha todos os elementos das máquinas e equipamentos funcionando plenamente, sem comprometer a produção da empresa. Salientemos que as ações exigem, do mecânico de manutenção, o domínio de vários conhecimentos, habilidades e atitudes. Salientemos, também, que quando se fala em elementos de máquinas, está se referindo aos componentes dos conjuntos mecânicos, entre os quais, os mancais. Função dos mancais de deslizamento e seus parâmetros de construção A principal função dos mancais de deslizamento, existentes em máquinas e equipamentos, é servir de apoio e guia para os eixos girantes. Os mancais de deslizamento são elementos de máquinas sujeitos às forças de atrito. Tais forças surgem devido à rotação dos eixos que exercem cargas nos alojamentos dos mancais que os contêm. A vida útil dos mancais de deslizamento poderá ser prolongada se alguns parâmetros de construção forem observados: · os materiais de construção dos mancais de deslizamento deverão ser bem selecionados e apropriados a partir da concepção do projeto de fabricação. O projeto de fabricação deverá prever as facilidades para os trabalhos de manutenção e reposição, considerando as principais funções dos mancais de deslizamento que são apoiar e guiar os eixos. · sendo elementos de máquinas sujeitos às forças de atrito, os mancais de deslizamento deverão apresentar um sistema de lubrificação eficiente. Lembremos que as forças de atrito geram desgastes e calor e, no caso dos mancais de deslizamento, opõem-se, também, ao deslocamento dos eixos. 153
  • 154.
    21 A U LA · é importante que o projeto de construção dos mancais de deslizamento contemple a facilidade de desmontagem e troca de equipamentos, bem como a compatibilidade entre o dimensionamento dos mancais com as cargas que os sujeitarão. · na construção de mancais de deslizamento, o projeto deverá levar em conta, além das funções próprias desses elementos, o meio ambiente no qual eles trabalharão. Normalmente, o ambiente no qual os mancais de deslizamento trabalham é cheio de poeira e outros resíduos ou impurezas. Inspeção de mancais de deslizamento em máquinas operando A inspeção de mancais de deslizamento em máquinas operando exige que o mecânico de manutenção conheça, previamente, o programa de inspeção. Além disso, o mecânico de manutenção deverá deter, previamente, as informa- ções a respeito dos problemas, tais como: ruídos anormais, excesso de vibrações e gradiente de temperatura dos mancais. Conhecendo previamente o programa de inspeção e de posse das informa- ções a respeito dos problemas, o mecânico de manutenção deverá selecionar as ferramentas e os equipamentos a serem utilizados na manutenção. Após isso, todas as uniões dos mancais terão de ser examinadas quanto aos ruídos, aquecimento e vazamentos de lubrificante. Os eixos deverão ser inspecionados quanto às folgas e vibrações. Freqüência das inspeções em mancais de deslizamento A freqüência das inspeções em mancais de deslizamento depende, princi- palmente, das condições de trabalho que eles suportam, ou seja, da velocidade com que os eixos giram apoiados neles, da freqüência de lubrificação, das cargas que eles suportam e da quantidade de calor que eles geram. Essa quantidade de calor é avaliada pela temperatura do conjunto. 154
  • 155.
    21 A U LA Para exemplificar a freqüência de inspeções em conjuntos que possuem mancais de deslizamento, observe os seguintes casos: · mancais de eixos que sustentam polias: uma vez por mês; · mancais de cabeçotes ou caixas de engrenagens: a cada vinte dias; · mancais de apoio pequenos: uma a cada dois meses. É importante salientar que os períodos estipulados para as inspeções podem variar de acordo com as condições de trabalho citadas anteriormente. Limpeza de mancais de deslizamento Os mancais desmontados devem ser lavados com querosene para dissolver o lubrificante usado e eliminar as impurezas. Após a lavagem dos mancais, eles deverão ser lubrificados com o mesmo tipo de lubrificante anteriormente usado, desde que esse tipo não seja o causador de algum provável dano. No local de funcionamento dos mancais, a limpeza deve ser contínua nas proximidades para eliminar os elementos estranhos que poderiam contaminar o lubrificante, tais como: água, partículas metálicas, pó, abrasivos, ácidos etc. Alinhamento de mancais de deslizamento O alinhamento de mancais de deslizamento pode ser obtido de dois modos: a) a) a) a) a) Colocar o eixo sobre o mancal e fazer o eixo girar para que se possa observar as marcas provocadas pelo eixo contra o mancal. Quando os mancais estiverem alinhados, as marcas deverão ser uniformes. b) b) b) b) b) Comparar o alinhamento do mancal com um eixo padrão, controlando o paralelismo com calibradores e o alinhamento horizontal com um nível de precisão. 155
  • 156.
    21 A U LA Controle da folga de mancais de deslizamento Para o controle da folga de mancais de deslizamento, exige-se o posicionamento correto do conjunto mancal e eixo. O conjunto deverá girar livremente. O controle da folga entre o mancal e o eixo é feito com uma lâmina calibrada verificadora de folgas. O controle da folga, quando se exige maior precisão dimensional, pode ser efetuado com um relógio comparador. Algumas vantagens e desvantagens dos mancais de deslizamento O quadro a seguir mostra algumas vantagens e desvantagens dos mancais de deslizamento. Alinhamento e controle dos eixos O controle e o alinhamento dos eixos visam determinar, com exatidão, a correta posição que eles devem assumir em condições de trabalho. Quando se fala em alinhamento de eixos, deve-se levar em consideração a basedeapoiodasmáquinaseequipamentosqueoscontêm.Defato,asmáquinas e equipamentos existentes nas empresas, nos setores de produção, assentam-se, parcial ou totalmente, na maioria das vezes, em pisos concretados. O concreto tem a capacidade de evitar ou reduzir, ao mínimo, as vibrações e deslocamentos das máquinas e equipamentos. O nivelamento correto contribui para que não ocorram rupturas e desgastes desnecessários de muitos elementos das máquinas e equipamentos. Por exem- plo, quando se instala uma bomba sobre uma base de apoio apenas cimentada, o nivelamento adequado é difícil de ser obtido. A bomba, nessas condições, trará problemas, mais cedo ou mais tarde. VANTAGENS VANTAGENS VANTAGENS VANTAGENS VANTAGENS DESVANTAGENS DESVANTAGENS DESVANTAGENS DESVANTAGENS DESVANTAGENS São simples de montar e desmontar. Produzem altas temperaturas em serviço. Adaptam-se facilmente às circunstâncias. Provocam desgastes em buchas e eixos devido às deficiências de lubrificação. Apresentam formatos Provocam perda de rendimento devido ao de construção variados. atrito. Não permitem desalinhamentos. Exigem constantes lubrificações. 156
  • 157.
    21 A U LA As figuras a seguir mostram exemplos de equipamentos que exigem o correto alinhamento dos eixos. O alinhamento de eixos é feito de diversas maneiras, e os instrumentos e equipamentos utilizados na operação variam de acordo com o grau de exatidão requerido. As ilustrações a seguir mostram a verificação do alinhamento de eixos. 157
  • 158.
    21 A U LA Formas construtivas e ajustes de mancais de deslizamento simples Os mancais de deslizamento apresentam as mais diversas formas constru- tivas. O formato desses mancais está vinculado a um determinado emprego ou a uma determinada condição específica de trabalho. Os tipos mais simples de mancais de deslizamento são apresentados nas figuras seguintes. Eles não oferecem possibilidades de ajustes ou regulagens e a manutenção é efetuada com a troca da bucha de deslizamento. Nocasodomancalilustradoaolado, tem-se um mancal bipartido no qual se pode aplicar buchas inteiriças ou parti- das. Nesse tipo de mancal, é comum a presença de uma folga entre a capa e a base para facilitar o ajuste do conjunto. Nas ilustrações a seguir, temos outras formas construtivas de mancais de deslizamento. A primeira ilustração, à esquerda, mostra a possibilidade de deslocamento do eixo provocado pela ação de forças axiais nele atuantes. A outra ilustração apresenta uma solução construtiva que elimina a possibilida- de de deslocamento do eixo com a aplicação de anéis de ajuste e travamento, colocados nas laterais do mancal. 158
  • 159.
    21 A U LA Em determinadas máquinas ou equipamentos que apresentam eixos longos transmissores de torque, são empregados mancais de deslizamento associados. Essa medida evita deformações, vibrações e outras irregularidades prejudiciais ao bom funcionamento do sistema. De acordo com a situação de montagem encontrada, quando se fala em mancais de deslizamento e alinhamento de eixos, recomendam-se os seguintes procedimentos: · Aumentar a altura dos calços com chapas ou lâminas. · Rebaixar o material do assento do suporte do mancal. · Rebaixar a base de apoio do mancal ao mínimo e ajustá-lo com o rasquete. A adoção de qualquer um dos procedimentos citados exigirá, no final, o ajuste do mancal com rasquete; contudo, o importante é que o eixo gire perfeitamente. Sempre que houver mais de dois mancais num sistema, o alinhamento deverá ser iniciado pelos mancais da extremidade e terminar nos mancais intermediários. 159
  • 160.
    21 A U LA Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Associe a coluna 1 com a coluna 2. Coluna 1 Coluna 1 Coluna 1 Coluna 1 Coluna 1 Coluna 2 Coluna 2 Coluna 2 Coluna 2 Coluna 2 a) a) a) a) a) Limpeza de mancais de deslizamernto. b) b) b) b) b) Alinhamento de eixos. c) c) c) c) c) Desgastes de mancais e eixos. d) d) d) d) d) Freqüência de inspeção. e) e) e) e) e) Função dos mancais de deslizamento. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Complete as lacunas das afirmativas a seguir: a) a) a) a) a) Oprimeiromododeserealizaroalinhamentodemancaisdedeslizamento consiste em colocar o ...................... sobre o mancal e girá-lo. As marcas deixadasentreassuperfíciesemcontatodevemser...................................... b) b) b) b) b) O alinhamento horizontal de mancais de deslizamento deve ser executa- do com o auxílio de um ............................ de precisão. c) c) c) c) c) O controle da folga existente entre um eixo e um mancal de deslizamento deveserfeitocomumalâminacalibradaverificadoradefolgaoupormeio de um ............................., quando se exigem maior precisão. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Cite duas vantagens e duas desvantagens apresentadas pelos mancais de deslizamento. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Qual a vantagem de se associar mancais em eixos longos que transmitem torque? Exercícios 1. 1. 1. 1. 1. ( ) Velocidade, cargas e temperatura. 2. 2. 2. 2. 2. ( ) Atrito. 3. 3. 3. 3. 3. ( ) Querosene. 4. 4. 4. 4. 4. ( ) Apoiar e guiar os eixos. 160
  • 161.
    22 A U LA Uma máquina em processo de manutenção preventiva apresentava vários eixos e algumas correntes, além de mancais que necessitavam de reparos. Entre os eixos, um cônico e um roscado exibiam desgastes excessivos. Entre as correntes, uma de roletes e outra de elos livres estavam chicoteando. Como o mecânico de manutenção deverá proceder para reparar os defeitos citados acima? O tema desta aula trata de eixos e correntes; suas funções características; danos típicos e como fazer a manutenção desses elementos de máquinas. Eixos Eixos são elementos mecânicos utilizados para articular um ou mais elemen- tos de máquinas. Quando móveis, os eixos transmitem potência por meio do movimento de rotação. Constituição dos eixos A maioria dos eixos são construídos em aço com baixo e médio teores de carbono. Os eixos com médio teor de carbono exigem um tratamento térmico superficial, pois estarão em contato permanente com buchas, rolamentos e materiais de vedação. Existem eixos fabricados com aços-liga, altamente resistentes. Classificação dos eixos Quanto à seção transversal, os eixos são circulares e podem ser maciços, vazados, cônicos, roscados, ranhurados ou flexíveis. Eixos e correntes 22 A U L A 161
  • 162.
    22 A U LA Eixos maciços Eixos maciços Eixos maciços Eixos maciços Eixos maciços Apresentam a seção transversal circular e maciça, com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles. Suas extremidades são chanfradas para evitar o rebarbamento e suas arestas internas são arredondadas para evitar a concentração de esforços localizados. Eixos vazados Eixos vazados Eixos vazados Eixos vazados Eixos vazados São mais resistentes aos esforços de torção e flexão que os maciços. Empre- gam-se esses eixos quando há necessidade de sistemas mais leves e resistentes, como os motores de aviões. Eixos cônicos Eixos cônicos Eixos cônicos Eixos cônicos Eixos cônicos Devem ser ajustados num componente que possua furo de encaixe cônico. A parte ajustável tem formato cônico e é firmemente fixada por meio de uma porca. Uma chaveta é utilizada para evitar a rotação relativa. Eixos roscados Eixos roscados Eixos roscados Eixos roscados Eixos roscados Possuem algumas partes roscadas que podem receber porcas capazes de prenderem outros componentes ao conjunto. 162
  • 163.
    22 A U LA Eixos ranhurados Eixos ranhurados Eixos ranhurados Eixos ranhurados Eixos ranhurados Apresentam uma série de ranhuras longitudinais em torno de sua circunfe- rência. As ranhuras engrenam-se com os sulcos correspondentes das peças a serem montadas neles. Os eixos ranhurados são utilizados quando é necessário transmitir grandes esforços. Eixos flexíveis Eixos flexíveis Eixos flexíveis Eixos flexíveis Eixos flexíveis Consistem em uma série de camadas de arame de aço enrolado alternadamente em sentidos opostos e apertado fortemente. O conjunto é protegido por meio de um tubo flexível, e a união com o motor é feita com uma braçadeira especial munida de rosca. Os eixos flexíveis são empregados para transmitir movimento a ferramentas portáteis que operam com grandes veloci- dades e com esforços não muito intensos. Desmontagem de eixos A desmontagem de eixos é aparentemente simples e fácil, porém exige os seguintes cuidados: · Verificar a existência de elementos de fixação (anéis elásticos, parafusos, pinos cônicos, pinos de posicionamento e chavetas) e retirá-los antes de sacar o eixo. · Verificar se existe, na face do eixo, um furo com rosca. O furo é construído para facilitar a desmontagem do eixo por meio de um dispositivo para sacá-lo. · Nunca bater com martelo na face do eixo. As pancadas provocam encabeçamento, não deixando que o eixo passe pelo mancal, além de produzir danos no furo de centro. Danos no furo de centro impedem posteriores usinagens, onde seria fixado à máquina (torno, retificadora cilíndrica e fresadora) entrepontas. 163
  • 164.
    22 A U LA · Serealmentefornecessáriobaternoeixoparasacá-lo,recomenda-seusarum material protetor e macio como o cobre para receber as pancadas, cuidando para não bater nas bordas do eixo. · Após a desmontagem, o eixo deverá ser guardado em local seguro para não sofrer empenamentos ou outros danos, especialmente se o eixo for muito comprido. Montagem de eixos A montagem de eixos exige atenção, organização e limpeza rigorosa. Além desses fatores, os seguintes cuidados deverão ser observados: · Efetuar limpeza absoluta do conjunto e do eixo para diminuir o desgaste por abrasão. · Nãopermitirapresençadenenhumarranhãonoeixoparanãocomprometer seu funcionamento e não provocar danos no mancal. · Colocar os retentores cuidadosamente para não provocar desgastes no eixo e vazamentos de lubrificante. · Não permitir a presença de nenhuma rebarba no eixo. · Verificar se as tolerâncias das medidas do eixo estão corretas usando paquímetro ou micrômetro. · Pré-lubrificar todas as peças para que elas não sofram desgastes até o instante da chegada do lubrificante quando a máquina for posta para funcionar. Danos típicos sofridos pelos eixos Danos típicos sofridos pelos eixos Danos típicos sofridos pelos eixos Danos típicos sofridos pelos eixos Danos típicos sofridos pelos eixos Os eixos sofrem dois tipos de danos: quebra quebra quebra quebra quebra e desgaste desgaste desgaste desgaste desgaste. A quebra é causada por sobrecarga ou fadiga. A sobrecarga é o resultado de um trabalho realizado além da capacidade de resistência do eixo. A fadiga é a perda de resistência sofrida pelo material do eixo, devido às solicitações no decorrer do tempo. O desgaste de um eixo é causado pelos seguintes fatores: · engripamento do rolamento; · óleo lubrificante contaminado; · excesso de tensão na correia, no caso de eixos-árvore acionados por correias; · perda de dureza por superaquecimento; · falta de lubrificante. Correntes Correntes são elementos de máquinas destinadas a transmitir movimentos e potência onde as engrenagens e correias não podem ser utilizadas. 164
  • 165.
    22 A U LA Tipos de corrente Os tipos de corrente mais utilizados são: corrente de roletes, corrente de elos livres, corrente comum ou cadeia de elos. Corrente de roletes Corrente de roletes Corrente de roletes Corrente de roletes Corrente de roletes A corrente de roletes é semelhante à corrente de bicicleta. Ela pode possuir roletes eqüidistantes e roletes gêmeos, e é aplicada em transmissões quando não são necessárias rotações muito elevadas. Corrente de dentes Corrente de dentes Corrente de dentes Corrente de dentes Corrente de dentes A corrente de dentes é usada para transmissões de altas rotações, superiores às permitidas nas correntes de rolete. Corrente de elos livres Corrente de elos livres Corrente de elos livres Corrente de elos livres Corrente de elos livres A corrente de elos livres é uma corrente especial, usada em esteiras transpor- tadoras. Só pode ser empregada quando os esforços forem pequenos. Corrente comum ou cadeia de elos Corrente comum ou cadeia de elos Corrente comum ou cadeia de elos Corrente comum ou cadeia de elos Corrente comum ou cadeia de elos A corrente comum ou cadeia de elos possui elos formados de vergalhões redondos soldados. Esse tipo de corrente é usado para a suspensão de cargas pesadas. 165
  • 166.
    22 A U LA Danos típicos das correntes Os erros de especificação, instalação ou manutenção podem fazer com que as correntes apresentem vários defeitos. O quadro a seguir mostra os principais defeitos apresentados pelas correntes e suas causas. Manutenção das correntes Para a perfeita manutenção das correntes, os seguintes cuidados deverão ser tomados: · lubrificar as correntes com óleo, por meio de gotas, banho ou jato; · inverter a corrente, de vez em quando, para prolongar sua vida útil; · nunca colocar um elo novo no meio dos gastos; · não usar corrente nova em rodas dentadas velhas; · para efetuar a limpeza da corrente, lavá-la com querosene; · enxugar a corrente e mergulhá-la em óleo, deixando escorrer o excesso; · armazenar a corrente coberta com uma camada de graxa e embrulhada em papel; · medir ocasionalmente o aumento do passo causado pelo desgaste de pinos e buchas. · medir o desgaste das rodas dentadas; · verificar periodicamente o alinhamento. desalinhamento; folga excessiva; falta de folga; lubrificação inadequada; mancais soltos; desgaste excessivo da corrente ou das rodas dentadas; passo grande demais. rodas fora de medida; desgaste; abraço insuficiente; folga excessiva; depósito de materiais entre os dentes da roda. folga excessiva; carga pulsante; articulações endurecidas; desgaste desigual. lubrificação deficiente; corrosão; sobrecarga; depósito de materiais nas articulações; recalcamento das quinas dos elos; desalinhamento. choques violentos; velocidade excessiva; depósito de materiais nas rodas; lubrificação deficiente; corrosão; assentamento errado da corrente sobre as rodas. excesso de velocidade; lubrificação inadequada; atrito contra obstruções e paredes. vibrações; pinos mal instalados. choques violentos; aplicação instantânea de carga; velocidade excessiva; depósito de material nas rodas; lubrificação deficien- te; corrosão; assentamento errado da corrente nas rodas; material da roda inadequado para a corrente e o serviço. Excesso de ruído Mau assentamento entre a corrente e as rodas dentadas Chicoteamento ou vibração da corrente Endurecimento (engripamento da corrente) Quebra de pinos, buchas ou roletes Superaquecimento Queda dos pinos Quebra dos dentes das rodas DEFEITOS DEFEITOS DEFEITOS DEFEITOS DEFEITOS CAUSAS CAUSAS CAUSAS CAUSAS CAUSAS 166
  • 167.
    22 A U LA Assinale com X a alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Emmontagenscomrolamentosoumateriaisdevedação,asuperfíciedoeixo deverá, necessariamente: a) a) a) a) a) ( ) apresentar canal de lubrificação; b) b) b) b) b) ( ) ter sofrido um tratamento térmico adequado; c) c) c) c) c) ( ) apresentar ranhuras em toda a extensão; d) d) d) d) d) ( ) ter uma camada superficial de metal não-ferroso; e) e) e) e) e) ( ) ser constituída de aço-liga. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 A finalidade do furo com rosca na face de um eixo é: a) a) a) a) a) ( ) aliviar o seu peso; b) b) b) b) b) ( ) permitir a fixação de componentes; c) c) c) c) c) ( ) facilitar sua desmontagem; d) d) d) d) d) ( ) facilitar a fixação da máquina; e) e) e) e) e) ( ) diminuir a presença das forças de atrito. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 O uso de correntes é indicado quando não é possível usar: a) a) a) a) a) ( ) óleo como lubrificante; b) b) b) b) b) ( ) engrenagens e correias; c) c) c) c) c) ( ) querosene para a limpeza; d) d) d) d) d) ( ) piso de concreto para o assentamento da máquina; e) e) e) e) e) ( ) paquímetros e micrômetros para o nivelamento. Exercícios 167
  • 168.
    22 A U LA Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Assinale V V V V V para as afirmativas verdadeiras e F F F F F para as falsas. a) a) a) a) a) ( ) Os eixos vazados são pouco resistentes aos esforços de torção. b) b) b) b) b) ( ) Os eixos ranhurados apresentam uma série de ranhuras transver- sais. c) c) c) c) c) ( ) Eixos flexíveis são utilizados, por exemplo, em ferramentas portá- teis. d) d) d) d) d) ( ) Marteladas na face de um eixo facilitam sua entrada em mancais. e) e) e) e) e) ( ) Os eixos devem estar isentos de rebarbas na hora da montagem. f) f) f) f) f) ( ) Trena e metro articulado são instrumentos de medida utilizados para verificar a tolerância dimensional de eixos. g) g) g) g) g) ( ) O desgaste de um eixo pode ser causado por falta de lubrificação. h) h) h) h) h) ( ) A corrente comum possui elos formados de vergalhões soldados. i) i) i) i) i) ( ) A corrente de dentes é utilizada em esteiras transportadoras. j) j) j) j) j) ( ) Sobrecarga pode ser uma das causas do endurecimento de correntes. l) l) l) l) l) ( ) A quebra de pinos, buchas ou roletes de correntes podem ser cau- sadas por velocidade excessiva. Exercícios 168
  • 169.
    23 A U LA Onúmero de rotações por minuto (rpm) executado por uma furadeira de coluna não estava compatível com a necessida- de exigida pelo trabalho. O número de rotações desenvolvido pela broca era muito baixo e variava, apesar de Dimas, o operador, ter colocado corretamente a correia nas polias. Dimas chamou Ernesto, o mecânico de manutenção da empresa, mostrou a ele o problema e Ernesto, muito experiente, abriu a tampa da caixa de proteção das polias e correia e examinou o conjunto. Notou, de imediato, que a correia apresenta- va desgastes e que uma polia precisava de repa- ros. Com Dimas observando, Ernesto resolveu o problema, e a furadeira voltou a funcionar como antes. Como Ernesto resolveu o problema da cor- reia e da polia? Polias e correias é o tema desta aula. Polias Polias são elementos mecânicos circulares, com ou sem canais periféricos, acoplados a eixos motores e movidos por máquinas e equipamentos. As polias, para funcionar, necessitam da presença de vínculos chamados correias. Quando em funcionamento, as polias e correias podem transferir e/ou transformar movimentos de um ponto para outro da máquina. Sempre haverá transferência de força. Polias e correias I 23 A U L A 169
  • 170.
    23 A U LA As polias são classificadas em dois grupos: planas e trapezoidais. As polias trapezoidais são conhecidas pelo nome de polias em “V” e são as mais utilizadas em máquinas. A figura abaixo e a tabela a seguir dão os parâmetros dos dimensionamentos normalizados para as polias em “V”. de 75 a 120 de 125 a 190 acima de 200 34° 36° 38° de 125 a 170 de 180 a 270 acima de 280 34° 36° 38° de 200 a 350 acima de 350 36° 38° de 300 a 450 acima de 450 de 485 a 630 acima de 630 36° 38° 36° 38° ELEMENTOS ELEMENTOS ELEMENTOS ELEMENTOS ELEMENTOS NORMALIZADOS NORMALIZADOS NORMALIZADOS NORMALIZADOS NORMALIZADOS PARA PARA PARA PARA PARA DIMENSIONAMENTO DIMENSIONAMENTO DIMENSIONAMENTO DIMENSIONAMENTO DIMENSIONAMENTO DAS DAS DAS DAS DAS POLIAS POLIAS POLIAS POLIAS POLIAS EM EM EM EM EM “V” “V” “V” “V” “V” MEDIDAS MEDIDAS MEDIDAS MEDIDAS MEDIDAS EM EM EM EM EM MILÍMETROS MILÍMETROS MILÍMETROS MILÍMETROS MILÍMETROS A A A A A 9,5 15 13 3 2 13 5 5 B B B B B 11,5 19 17 3 2 17 6,5 6,25 C C C C C 15,25 25,5 22,5 4 3 22 9,5 8,25 D D D D D 22 36,5 32 6 4,5 28 12,5 11 E E E E E 27,25 44,5 38,5 8 6 33 16 13 PERFIL PERFIL PERFIL PERFIL PERFIL PADRÃO PADRÃO PADRÃO PADRÃO PADRÃO DA DA DA DA DA CORREIA CORREIA CORREIA CORREIA CORREIA DIÂMETRO DIÂMETRO DIÂMETRO DIÂMETRO DIÂMETRO EXTERNO EXTERNO EXTERNO EXTERNO EXTERNO DA DA DA DA DA POLIA POLIA POLIA POLIA POLIA (mm) (mm) (mm) (mm) (mm) ÂNGULO ÂNGULO ÂNGULO ÂNGULO ÂNGULO DO DO DO DO DO CANAL CANAL CANAL CANAL CANAL T T T T T S S S S S W W W W W Y Y Y Y Y Z Z Z Z Z H H H H H K K K K K X X X X X 170
  • 171.
    23 A U LA Cuidados exigidos com polias em “V” As polias, para funcionarem adequadamente, exigem os seguintes cuidados: · não apresentar desgastes nos canais; · nãoapresentarasbordastrincadas,amassadas,oxidadasoucomporosidade; · apresentar os canais livres de graxa, óleo ou tinta e corretamente dimensionados para receber as correias. Observe as ilustrações seguintes. À esquerda, temos uma correia correta- mente assentada no canal da polia. Note que a correia não ultrapassa a linha do diâmetro externo da polia nem toca no fundo do canal. À direita, por causa do desgaste sofrido pelo canal, a correia assenta-se no fundo. Nesse último caso, a polia deverá ser substituída para que a correia não venha a sofrer desgastes prematuros. A verificação do dimensionamento dos canais das polias deve ser feita com o auxílio de um gabarito contendo o ângulo dos canais. Alinhamento de polias Além dos cuidados citados anteriormente, as polias em “V” exigem alinhamento. Polias desalinhadas danificam rapidamente as correias e forçam os eixos aumentando o desgaste dos mancais e os próprios eixos. É recomendável, para fazer um bom alinha- mento, usar uma régua paralela fazendo-a tocar toda a superfície lateral das polias, conforme mostra a figura. 171
  • 172.
    23 A U LA Correias As correias são elementos de máquinas cuja função é manter o vínculo entre duas polias e transmitir força. As mais utilizadas são as planas e as trapezoidais. As correias trapezoidais também são conhecidas pelo nome de correias em “V”. Os materiais empregados na fabricação de correias são os seguintes: borra- cha; couro; materiais fibrosos e sintéticos à base de algodão, viscose, perlon, náilon e materiais combinados à base de couro e sintéticos. A grande maioria das correias utilizadas em máquinas industriais são aquelas constituídas de borracha revestida de lona. Essas correias apresentam cordonéis vulcanizados em seu interior para suportarem as forças de tração. Existem cinco perfis principais padronizados de correias em “V” para máquinas industriais e três perfis, chamados fracionários, usados em eletrodo- mésticos. Cada um deles tem seus detalhes, que podem ser vistos nos catálogos dos fabricantes. No caso das correias em “V”, para máquinas industriais, seus perfis, com as suas respectivas dimensões, encontram-se ilustrados a seguir. 172
  • 173.
    23 A U LA As correias em “V” com perfis maiores são utilizadas para as transmissões pesadas, e as com perfis menores para as transmissões leves. O uso de correias com perfis menores, em transmissões pesadas, é contraproducente, pois exige a presença de muitas correias para que a capacidade de transmissão exigida seja alcançada. Colocação de correias Para colocar uma correia vinculando uma polia fixa a uma móvel, deve-se recuar a polia móvel aproximando-a da fixa. Esse procedimento facilitará a colocação da correia sem perigos de danificá-la. Não se recomenda colocar correias forçando-as contra a lateral da polia ou usar qualquer tipo de ferramenta para forçá-la a entrar nos canais da polia. Esses procedimentos podem causar o rompimento das lonas e cordonéis das correias. Após montar as correias nos respectivos canais das polias e, antes de tensioná-las, deve-se girá-las manualmente para que seus lados frouxos fiquem sempre para cima ou para baixo, pois se estiverem em lados opostos o tensionamento posterior não será uniforme. Tensionamento de correias O tensionamento de correias exige a verificação dos seguintes parâmetros: · tensão ideal: deve ser a mais baixa possível, sem que ocorra deslizamento, mesmo com picos de carga; · tensão baixa: provoca deslizamento e, conseqüentemente, produção de calor excessivo nas correias, ocasionando danos prematuros; · tensão alta: reduz a vida útil das correias e dos rolamentos dos eixos das polias. Na prática, para verificar se uma correia está corretamente tensionada, bastará empurrá-la com o polegar, de modo tal que ela se flexione aproximada- mente entre 10 mm e 20 mm conforme ilustrado a seguir. 173
  • 174.
    23 A U LA Proteção de sistemas Proteção de sistemas Proteção de sistemas Proteção de sistemas Proteção de sistemas Todosistemaquetrabalhacomtransmissãodecorreiasdeveserdevidamen- te protegido para evitar acidentes. Os tipos de proteção mais adequados são aqueles que permitem a passagem do ar para uma boa ventilação e dissipação do calor. Aconselha-se a colocação de telas ou grades de aço para essas proteções. Deve-se verificar periodicamente se as malhas das telas estão limpas e se as telas não estão em contato direto com o sistema . Adição de cargas Um sistema de transmissão por correias deve ser calculado adequada- mente. Quando se adiciona carga ao sistema já existente, encurta-se a vida útil das correias, conforme comentários mostrados na ilustração. Manutenção das correias em “V” A primeira recomendação para a manutenção das correias em “V” é mantê- las sempre limpas. Além disso, devem ser observados os seguintes requisitos: · Nas primeiras 50 horas de serviço, verificar constantemente a tensão e ajustá-la, se necessário, pois nesse período as correias sofrem maiores esticamentos. · Nas revisões de 100 horas, verificar a tensão, o desgaste que elas sofreram e o desgaste das polias. · Se uma correia do jogo romper, é preferível trabalhar com uma correia a menos do que trocá-la por outra, até que se possa trocar todo o jogo. Não é aconselhável usar correias novas junto às velhas. As velhas, por estarem lasseadas, sobrecarregam as novas. 174
  • 175.
    23 A U LA · Jogos de correias deverão ser montados com correias de uma mesma marca. Esse cuidado é necessário porque correias de marcas diferentes apresentam desempenhos diferentes, variando de fabricante para fabricante. · Tomar cuidado para que o protetor das correias nunca seja removido enquanto a máquina estiver em operação. · Nunca tentar remendar uma correia em “V” estragada. Complete as lacunas das frases. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Poliassãoelementosmecânicos.............................,comousem......................... periféricos, acoplados a eixos motores e movidos de máquinas e equipamentos. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 As polias classificam-se em ............................... e ...................................... Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 As polias trapezoidais também são conhecidas pelo nome de polias em ...................... Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 As polias não devem apresentar desgastes nos canais e nem estarem com as ......................amassadas, ................................ ou com porosidade. Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Polias desalinhadas danificam rapidamente as........................ e forçam os eixos, aumentando o desgaste deles. Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Assinale V V V V V para as afirmativas verdadeiras e F F F F F para as falsas. a) a) a) a) a) ( ) A função das correias é manter o vínculo entre polias e transmitir força. b) b) b) b) b) ( ) As correias podem ser fabricadas com plástico rígido do tipo PVC. c) c) c) c) c) ( ) Ascorreiasindustriais,normalmente,sãofeitasdeborracharevestida de lona. d) d) d) d) d) ( ) Correias em “V”, com perfis maiores, são excelentes para transmis- sões leves. e) e) e) e) e) ( ) O deslizamento de uma correia em “V”, dentro de um canal, é causado por um baixo tensionamento da própria correia. Exercícios 175
  • 176.
    24 A U LA 24 A U L A Um mecânico de manutenção foi encarrega- do de verificar o estado das correias de três máquinas operatrizes: uma furadeira de coluna; um torno mecânico convencional e uma plaina limadora. A correia da furadeira estava com rachaduras, a do torno tinha as paredes laterais gastas e a da plaina limadora apresentava vibrações excessivas. Como o técnico solucionou os problemas? Quais as causas de tantos problemas? Nesta aula estudaremos os danos típicos que as correias sofrem, suas prováveis causas e as soluções recomendadas para resolver os problemas das correias. Estudaremos, também, as vantagens das transmissões com correias em “V”. Danos típicos das correias As correias, inevitavelmente, sofrem esforços durante todo o tempo em que estiverem operando, pois estão sujeitas às forças de atrito e de tração. As forças de atrito geram calor e desgaste, e as forças de tração produzem alongamentos que vão lasseando-as. Além desses dois fatores, as correias estão sujeitas às condições do meio ambiente como umidade, poeira, resíduos, substâncias químicas, que podem agredi-las. Um dano típico que uma correia pode sofrer é a rachadura. As causas mais comuns deste dano são: altas temperaturas, polias com diâmetros incompatí- veis, deslizamento durante a transmissão, que provoca o aquecimento, e poeira. As rachaduras reduzem a tensão das correias e, conseqüentemente, a sua eficiência. Polias e correias II 176
  • 177.
    24 A U LA Outro dano típico sofrido pelas correias é sua fragilização. As causas da fragilização de uma correia são múltiplas, porém o excesso de calor é uma das principais. De fato, sendo vulcanizadas, as correias industriais suportam tempe- raturas compreendidas entre 60°C e 70°C, sem que seus materiais de construção sejam afetados; contudo temperaturas acima desses limites diminuem sua vida útil. Correias submetidas a temperaturas superiores a 70°C começam a apresen- tar um aspecto pastoso e pegajoso. Um outro dano que as correias podem apresentar são os desgastes de suas paredes laterais. Esses desgastes indicam derrapagens constantes, e os motivos podem ser sujeira excessiva, polias com canais irregulares ou falta de tensão nas correias. Materiais estranhos entre a correia e a polia podem ocasionar a quebra ou o desgaste excessivo. A contaminação por óleo também pode acelerar a deterioração da correia. Outros fatores podem causar danos às correias, como desalinhamento do sistema; canais das polias gastos e vibrações excessivas. Em sistemas desali- nhados, normalmente, as correias se viram nos canais das polias. O emprego de polias com canais mais profundos é uma solução para minimizar o excesso de vibrações. Um outro fator que causa danos tanto às correias quanto às polias é o desligamento entre esses dois elementos de máquinas. Os danos surgem nas seguintes situações: toda vez que as correias estiverem gastas e deformadas pelo trabalho; quando os canais das polias estiverem desgastados pelo uso e quando o sistema apresentar correias de diferentes fabricantes. 177
  • 178.
    24 A U LA Os danos poderão ser sanados com a eliminação do fator que estiver prejudicando o sistema de transmissão, ou seja, as polias ou o jogo de correias. É possível resumir os danos que as correias podem sofrer tabelando os problemas, suas causas prováveis e soluções recomendadas. PROBLEMAS PROBLEMAS PROBLEMAS PROBLEMAS PROBLEMAS COM COM COM COM COM CORREIAS CORREIAS CORREIAS CORREIAS CORREIAS CAUSAS CAUSAS CAUSAS CAUSAS CAUSAS SOLUÇÕES SOLUÇÕES SOLUÇÕES SOLUÇÕES SOLUÇÕES Perda da cobertura e inchamento. Excesso de óleo. Lubrificar adequadamente; limpar polias e correias. Rachaduras Exposição ao tempo Proteger; trocar as correias Cortes Contato forçado contra a polia; obstrução; contato com outros materiais. Instalar adequadamente; verificar o comprimento da correia; remover obstrução. Derrapagem na polia Tensão insuficiente; polia movida presa. Tensionar adequadamente; limpar e soltar a polia presa. Camada externa (envelope) gasta. Derrapagens constantes; sujeira excessiva. Tensionar adequadamente; alinhar o sistema; proteger. Envelope gasto desigualmente. Polias com canais irregula- res. Trocar as polias; limpar e corrigir a polia. Separação de componentes. Polia fora dos padrões; tensão excessiva. Redimensionar o sistema; instalar adequadamente. Cortes laterais. Polia fora dos padrões. Redimensionar o sistema. Rompimento. Cargas momentâneas excessivas; material estranho. Instalar adequadamente; operar adequadamente; proteger. Deslizamento ou derrapagem Polias desalinhadas; polias gastas; vibração excessiva. Alinhar o sistema; trocar as polias. Endurecimento e rachadu- ras prematuras. Ambiente com altas tempe- raturas. Providenciar ventilação. Correias com squeal (chiado). Cargas momentâneas excessivas. Tensionar adequadamente. Alongamento excessivo. Polias gastas; tensão excessiva; sistema insufici- ente (quantidades de correias; tamanhos). Trocar as polias; tensionar adequadamente; verificar se a correia está correta em termos de dimensionamento. Vibração excessiva Tensão insuficiente; cordonéis danificados. Tensionar adequadamente; trocar as correias. Correias muito longas ou muito curtas na instalação. Correias erradas; sistema incorreto; esticador insufici- ente. Colocar correias corretas; verificar equipamentos. Jogo de correias malfeito na instalação. Polias gastas; mistura de correias novas com velhas; polias sem paralelismo; correias com marcas diferentes. Trocar as polias; trocar as correias; alinhar o sistema; usar somente correias novas; usar correias da mesma marca. 178
  • 179.
    24 A U LA Vantagens das transmissões com correias em “V” Assinale com X a alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Quais são as causas das rachaduras que podem surgir nas correias? a) a) a) a) a) ( ) Altas temperaturas, polias de diâmetros pequenos, deslizamento na transmissão. b) b) b) b) b) ( ) Baixas temperaturas, polias de diâmetros grandes, poeira e deslize de transmissão. c) c) c) c) c) ( ) Variação de velocidades, poeira, altas temperaturas. d) d) d) d) d) ( ) Velocidades fixas, altas temperaturas, polias de diâmetros grandes. e) e) e) e) e) ( ) Velocidades altas, polias de diâmetros grandes, altas temperaturas. OBSERVAÇÕES OBSERVAÇÕES OBSERVAÇÕES OBSERVAÇÕES OBSERVAÇÕES VANTAGENS VANTAGENS VANTAGENS VANTAGENS VANTAGENS Desembaraço do espaço Com as correias em “V”, a distância entre os eixos pode ser tão curta quanto as polias o permitam. As polias loucas são eliminadas do sistema. Baixo custo de manutenção Um equipamento acionado por correias em “V” não requer a atenção constante do mecânico de manutenção. Absorvem choques Poupando a máquina, as correias em “V” absorvem os choques produzidos por engrenagens, êmbolos, freios etc. São silenciosas Podem ser usadas em hospitais, auditórios, escritórios e instalações similares, por não possuírem emendas ou grampos e trabalha- rem suavemente. Não patinam facilmente Por sua forma trapezoidal, as correias em “V” aderem perfeitamente às paredes inclinadas das polias e asseguram velocida- des constantes, dispensando o uso de pastas adesivas, que sujam as máquinas e o piso. Poupam mancais Funcionando com baixa-tensão, não trazem sobrecargas aos mancais. Instalação fácil As correias em “V”oferecem maior facilida- de de instalação que as correias comuns, podendo trabalhar sobre polias de aros planos, quando a relação de transmissão for igual ou superior a 1:3. Nessa condição, a polia menor será sempre ranhurada. Alta resistência à tração e flexão Apresentam longa durabilidade e permitem trabalhos ininterruptos. Permitem grandes relações de transmissão Devido à ação de cunha das correias em “V” sobre as polias ranhuradas, uma dada transmissão pode funcionar com pequeno arco de contato sobre a polia menor, permitindo alta relação de velocidades e, em conseqüência, motores de altas rotações. Limpeza Não necessitando de lubrificantes, como acontece nas transmissões de engrenagens ou correntes, as correias em “V” proporcio- nam às instalações e máquinas o máximo de limpeza. Exercícios 179
  • 180.
    24 A U LA Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Em qual faixa de temperatura as correias podem trabalhar sem sofrerem início de deterioração? a) ( ) 70°C a 90°C; b) ( ) 100°C a 120°C; c) ( ) 60°C a 70°C; d) ( ) 60°C a 100°C; e) ( ) 120°C a 150°C. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Relacione a segunda coluna de acordo com a primeira. Defeitos da correias Soluções Defeitos da correias Soluções Defeitos da correias Soluções Defeitos da correias Soluções Defeitos da correias Soluções a) a) a) a) a) Rachadura 1. 1. 1. 1. 1. ( ) Trocaraspolias;trocarascorreias;usarsomen- b) b) b) b) b) Cortes laterais te correias novas. c) c) c) c) c) Patinação 2. 2. 2. 2. 2. ( ) Lubrificar adequadamente. d) d) d) d) d) Vibração excessiva 3. 3. 3. 3. 3. ( ) Remover obstrução; verificar o comprimento e) e) e) e) e) Jogo de correias da correia. malfeito 4. 4. 4. 4. 4. ( ) Tensionar adequadamente; alinhar o sistema; f) f) f) f) f) Cortes proteger. g) g) g) g) g) Envelope gasto 5. 5. 5. 5. 5. ( ) Proteger as correias ou trocá-las. desigualmente 6. 6. 6. 6. 6. ( ) Redimensionar os sistemas. 7. 7. 7. 7. 7. ( ) Limpar e corrigir as polias ou trocá-las. 8. 8. 8. 8. 8. ( ) Tensionar adequadamente ou trocar as correias. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Cite quatro vantagens que as correias em “V” apresentam. 180
  • 181.
    25 A U LA Um conjunto de engrenagens cônicas per- tencente a uma máquina começou a apresentar ruídos estranhos. O operador da máquina ficou atento e preocupado e, sem saber direito o que fazer, desligou a máquina e chamou o mecânico de manutenção. Este ligou a máquina novamente por alguns minutos e desligando-a falou para o operador: - O óleo apresenta corpos estranhos e há alguma engrenagem com saliência nos dentes! Vou verificar e ver o que pode ser feito. Como o mecânico de manutenção conseguiu detectar problemas no óleo e nos dentes de uma engrenagem? Como ele vai resolver os problemas? Nesta aula, estudaremos a manutenção de engrenagens, além da manuten- ção de dois outros conjuntos mecânicos importantes: os variadores de velocida- de e os redutores de velocidade. Variador de velocidade O variador de velocidade é um conjunto mecânico constituído por diversos elementos de máquinas. Sua função é permitir a variação da velocidade de trabalho de outros elementos, sem perdas de muito tempo na troca de rotações, desacelerações, paradas, troca de alavancas e novas acelerações. Funcionando suavemente, sem impactos, o variador de velocidade pode ser preparado para adaptar-se automaticamente às condições de trabalho exigidas. Normalmente, a variação de velocidade é executada com a máquina em movimento com baixa carga. Tipos de variadores de velocidade Há dois tipos principais de variadores de velocidade: os de transmissão por correia e os de roda de fricção. Variadores e redutores de velocidade e manutenção de engrenagens 25 A U L A 181
  • 182.
    25 A U LA Variador com transmissão por correia Variador com transmissão por correia Variador com transmissão por correia Variador com transmissão por correia Variador com transmissão por correia - A mudança gradual da rotação na transmissão por correia obtém-se variando o diâmetro de contato da correia com as polias. As distâncias entre eixos podem permanecer variáveis ou fixas, conforme ilustrações. Variador por roda de fricção Variador por roda de fricção Variador por roda de fricção Variador por roda de fricção Variador por roda de fricção - Transmite o momento de giro por fricção entre duas árvores paralelas ou que se cruzam a distâncias relativamente curtas. Esse mecanismo pode ser construído de várias formas, mostradas a seguir: 182
  • 183.
    25 A U LA Redutor de velocidade É conhecido por redutor o conjunto de coroa e parafuso com rosca sem-fim ou de engrenagens acondicionado em uma carcaça com sistema de lubrificação e destinado a reduzir a velocidade. Manutenção de variadores e redutores de velocidade Além dos cuidados com rolamentos, eixos, árvores e outros elementos específicos, a manutenção dos variadores de velocidade exige os seguintes cuidados: · Alinhamento e nivelamento adequados. · Lubrificação correta. · Inspeções periódicas, com especial atenção aos mancais. · Verificação dos elementos sujeitos ao atrito. · Verificação dos elementos de ligação em geral. Quanto aos redutores de velocidade, especialmente os de engrenagens, os principais cuidados na manutenção são os seguintes: · Na desmontagem, iniciar pelo eixo de alta rotação e terminar pelo de baixa rotação. · Na substituição de eixo e pinhão, considerar ambos como uma unidade, isto é, se um ou outro estiver gasto, substituir ambos. · Coroas e pinhões cônicos são lapidados aos pares e devem ser substituídos aos pares, nas mesmas condições. Os fabricantes marcam os conjuntos aos pares e, geralmente, indicam suas posições de colocação que devem ser respeitadas. · Medirafolgaentreosdentesparaqueestejadeacordocomasespecificações. · Proteger os lábios dos retentores dos cantos agudos dos rasgos de chaveta por meio de papel envolvido no eixo. Não dilatar os lábios dos retentores mais que 0,8 mm no diâmetro. Manutenção de engrenagens Quando se fala em variadores e redutores de velocidade, não se pode esquecer de um elemento fundamental desses conjuntos: a engrenagem. Esse elemento de máquina exige uma atenção particular para o bom funcio- namento dos sistemas. Os conjuntos engrenados exigem os seguintes cuidados: · Reversões de rotação e partidas bruscas sob carga devem ser evitadas. · A lubrificação deve eliminar a possibilidade de trabalho a seco. · A lubrificação deve atingir toda a superfície dos dentes. 183
  • 184.
    25 A U LA · A lubrificação deve ser mantida no nível. O excesso de óleo provoca o efeito de turbina que, por sua vez, produz superaquecimento. · Usar óleo lubrificante correto. · A pré-carga dos rolamentos ou a folga dos mancais devem ser mantidas dentro dos limites recomendados. Essa medida evitará o desalinhamento dos eixos. Eixos desalinhados provocam o aparecimento de carga no canto dos dentes e suas possíveis quebras. · O desgaste dos eixos e dos entalhes dos dentes das engrenagens não deve exceder os limites de ajuste. Se esses limites forem excedidos, ocorrerão batidas devido ao atraso, recalcando os entalhes. Ocorrerá desalinhamento, além de efeitos nocivos sobre os flancos dos dentes da engrenagem. · Depósitos sólidos, do fundo da caixa de engrenagens, devem ser removidos antes de entrar em circulação. Defeitos mais freqüentes em engrenagens Os defeitos mais freqüentes em engrenagens estão descritos a seguir. Desgaste por interferência Desgaste por interferência Desgaste por interferência Desgaste por interferência Desgaste por interferência É provocado por um contato inadequado entre engrenagens, em que a carga totalestáconcentradasobreoflancoimpulsor,eapontadodentedaengrenagem impulsionada. Desgaste abrasivo Desgaste abrasivo Desgaste abrasivo Desgaste abrasivo Desgaste abrasivo É provocado pela presença de impurezas ou corpos estranhos que se interpõem entre as faces de contato. As impurezas ou corpos estranhos podem estar localizados no óleo usado nas engrenagens. Quebra por fadiga Quebra por fadiga Quebra por fadiga Quebra por fadiga Quebra por fadiga Começa geralmente com uma trinca do lado da carga, num ponto de concentração de tensões próximo da base do dente, e termina com quebra total no sentido longitudinal ou diagonal, para cima. 184
  • 185.
    25 A U LA O desalinhamento na montagem ou em serviço pode favorecer o surgimento de trincas. Quebra por sobrecarga Quebra por sobrecarga Quebra por sobrecarga Quebra por sobrecarga Quebra por sobrecarga Resulta de sobrecarga estática, choques ou problemas de tratamentos térmicos. Geralmente, do lado da compressão do dente surge uma lombada cuja altura diminui de acordo com o tempo que o dente leva para se quebrar. É interessante salientar que a trinca em um dente sobrecarregado não mostra sinais de progresso. A sobrecarga pode, também, ser causada pela penetração de um corpo estranho entre os dentes, ou pelo desalinhamento devido ao desgaste ou folga excessiva nos mancais. Trincas superficiais Trincas superficiais Trincas superficiais Trincas superficiais Trincas superficiais Ocorrem nas engrenagens cementadas e caracterizam-se por cisalhamento do material. São causadas pelo emperramento momentâneo e deslizamento conseqüente. Emperramento e deslizamento são provocados por vibrações, excesso de carga ou lubrificação deficiente. As trincas superficiais, se não sofrerem progressão, não causam maiores problemas. Desgaste por sobrecarga Desgaste por sobrecarga Desgaste por sobrecarga Desgaste por sobrecarga Desgaste por sobrecarga É caracterizado pela perda de material sem a presença de abrasivos no óleo. Ocorre geralmente em velocidades baixas e com cargas muito altas. 185
  • 186.
    25 A U LA Lascamento Lascamento Lascamento Lascamento Lascamento Os dentes temperados soltam lascas, devido a falhas abaixo da superfície originadas durante o tratamento térmico. Essas lascas podem cobrir uma área considerável do dente, como se fosse uma só mancha. Laminação ou cilindramento Laminação ou cilindramento Laminação ou cilindramento Laminação ou cilindramento Laminação ou cilindramento É caracterizada pela deformação do perfil do dente. Essa deformação pode se apresentar como arredondamentos ou saliências nas arestas dos dentes. Essas saliências são mais altas de um lado que do outro. A laminação ou cilindramento também pode apresentar-se como depressão no flanco da engrenagem motora e uma lombada próxima da linha do diâmetro primitivo da engrenagem movida. É causada pelo impacto sofrido pela engrena- gem, devido à ação de rolar e deslizar sob carga pesada. Sintomas mais comuns de defeitos em engrenagens Baseado em alguns sintomas simples de serem observados, o operador da máquinaouequipamentopoderáfazerousolicitarumamanutençãopreventiva, evitando, assim, a manutenção corretiva. Os sintomas mais simples ou comuns de defeitos em engrenagens são os seguintes: Uivo Uivo Uivo Uivo Uivo Normalmente aparece nas rotações muito altas e quando não existe folga suficiente entre as engrenagens ou quando elas estão desalinhadas, com excen- tricidade ou ovalização. Tinido Tinido Tinido Tinido Tinido Pode ser provocado por alguma saliência nos dentes, por alguma batida ou pela passagem de um corpo duro e estranho entre os dentes. Matraqueamento Matraqueamento Matraqueamento Matraqueamento Matraqueamento É causado pela folga excessiva entre os dentes (distância entre centros) ou, às vezes, pelo desalinhamento entre duas engrenagens. 186
  • 187.
    25 A U LA Chiado Chiado Chiado Chiado Chiado Normalmente ocorre em caixa de engrenagens quando a expansão térmica dos eixos e componentes elimina a folga nos mancais ou nos encostos. Limalha no óleo Limalha no óleo Limalha no óleo Limalha no óleo Limalha no óleo Se aparecer em pequena quantidade durante as primeiras 50 horas de serviço, trata-se, provavelmente, de amaciamento. Caso a limalha continue aparecendo após o amaciamento, significa a ocorrência de algum dano que pode serprovocadoporumaengrenagemnovanomeiodasvelhasou,então,emprego de material inadequado na construção das engrenagens. Superaquecimento Superaquecimento Superaquecimento Superaquecimento Superaquecimento Pode ser causado por sobrecarga, excesso de velocidade, defeito de refrige- ração ou de lubrificação. Se a circulação do óleo estiver excessiva, pode, ainda, ocorrer o fenômeno da freagem hidráulica com perda de potência do sistema. Os desalinhamentos e folga insuficiente entre os dentes também geram supera- quecimento. Vibração Vibração Vibração Vibração Vibração Podesercausadaporempenamentodoseixosouporfaltadebalanceamento dinâmico nas engrenagens de alta rotação ou, ainda, por desgaste desigual nas engrenagens. A vibração pode ser causada, também, pelos seguintes fatores: erro de fabricação; mau nivelamento da máquina no piso; fundação defeituosa; sobre- carga com torção dos eixos e perda de ajuste dos mancais. Montagem e desmontagem de engrenagens em conjuntos mecânicos Os seguintes cuidados deverão ser observados para se obter um melhor aproveitamento e um melhor desempenho das engrenagens em conjuntos mecânicos: · Antes de começar a retirar as engrenagens, verificar como estão fixadas no eixo e se estão montadas com interferência ou não. · Não usar martelo para retirar as engrenagens do eixo para evitar danos aos dentes. Utilizar um saca-polias ou uma prensa hidráulica. Se não se dispuser de um saca-polias ou de uma prensa hidráulica, bater cuidadosamente com um tarugo de material metálico macio. · Caso o conjunto mecânico não possua catálogo ou manual, verificar a posição ocupada pela engrenagem na montagem, fazendo marcações ou croqui. Isso evitará erros quando o conjunto tiver de ser montado novamente . · As engrenagens devem sempre ser acondicionadas na vertical e não empilhadas umas sobre as outras. Essa medida evitará danos aos dentes. · Na montagem deve ser observada a posição original de cada elemento. · Evitar pancadas quando estiver montando, para não danificar os dentes das engrenagens. · Fazer uma pré-lubrificação nas engrenagens durante a montagem. Essa medida evitará danos posteriores às engrenagens, que só receberão lubrificação total depois de um certo tempo de funcionamento. 187
  • 188.
    25 A U LA · Fazer um acompanhamento nas primeiras 50 horas de trabalho para verifi- car o funcionamento e amaciamento das engrenagens novas. Assinale com X a alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 O redutor de velocidade é um conjunto de: a) a) a) a) a) ( ) engrenagens cônicas; b) b) b) b) b) ( ) coroa e parafuso com rosca sem-fim; c) c) c) c) c) ( ) engrenagens de dentes retos; d) d) d) d) d) ( ) engrenagens cônicas e sem-fim; e) e) e) e) e) ( ) roscas sem-fim. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 A desmontagem de um redutor de velocidade deve ser iniciada a partir do: a) a) a) a) a) ( ) eixo de alta rotação; b) b) b) b) b) ( ) eixo de baixa rotação; c) c) c) c) c) ( ) sistema de engrenagens; d) d) d) d) d) ( ) sistema de rolamentos; e) e) e) e) e) ( ) mancal de deslizamento. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Um sistema possui engrenagens e pinhões. Se um desses elementos estiver gasto recomenda-se substituir: a) a) a) a) a) ( ) apenas as engrenagens; b) b) b) b) b) ( ) apenas os pinhões; c) c) c) c) c) ( ) o elemento que estiver mais gasto; d) d) d) d) d) ( ) ambos os elementos; e) e) e) e) e) ( ) a máquina nas quais eles se encontram. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 A sobrecarga de trabalho, o excesso de velocidade, a falta de refrigeração e de lubrificação em engrenagens sinalizam o seguinte sintoma de defeito: a) a) a) a) a) ( ) vibração; b) b) b) b) b) ( ) chiado; c) c) c) c) c) ( ) limalha no óleo; d) d) d) d) d) ( ) matraqueamento; e) e) e) e) e) ( ) superaquecimento. Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Examine a figura que mostra dois dentes de uma engrenagem e assinale o tipo de defeito apresentado. a) a) a) a) a) ( ) desgaste abrasivo; b) b) b) b) b) ( ) quebra por fadiga; c) c) c) c) c) ( ) trincas superficiais; d) d) d) d) d) ( ) lascamento; e) e) e) e) e) ( ) cilindramento. Exercícios 188
  • 189.
    26 A U LA Oóleo de mamona produzido numa indús- tria química começou a vazar na união de uma tubulação. O mecânico de manutenção bloqueou a tubulação e foi examiná-la. Constatou que a junta usada como vedante estava deteriorada. Observando o desenho do projeto da instala- ção da planta, verificou que havia um erro de especificação, ou seja, o projetista havia especificado um vedante de material não adequado em vez de ter especi- ficado um vedante inerte à ação do óleo. Quetipodevedanteomecânicoutilizouparasuportaraaçãodoóleo?Afinal de contas, o que são vedantes? Respostas para essas e outras questões envolvendo selos de vedação serão dadas ao longo desta aula. Conceito de vedação Vedação é o processo usado para impedir a passagem, de maneira estática ou dinâmica, de líquidos, gases e sólidos particulados (pó) de um meio para outro. Por exemplo, consideremos uma garrafa de refrigerante lacrada. A tampi- nha em si não é capaz de vedar a garrafa. É necessário um elemento contraposto entre a tampinha e a garrafa de refrigerante impedindo a passagem do refrige- rante para o exterior e não permitindo que substâncias existentes no exterior entrem na garrafa. Os elementos de vedação atuam de maneira diversificada e são específicos para cada tipo de atuação. Exemplos: tampas, bombas, eixos, cabeçotes de motores, válvulas etc. É importante que o material do vedador seja compatível com o produto a ser vedado, para que não ocorra uma reação química entre eles. Se houver reação química entre o vedador e o produto a ser vedado, poderá ocorrer vazamento e contaminação do produto. Um vazamento, em termos industriais, pode parar uma máquina e causar contaminações do produto que, conseqüentemente, deixará de ser comercializado, resultando em prejuízo à empresa. Sistemas de vedação I 26 A U L A 189
  • 190.
    26 A U LA Elementos de vedação Os materiais usados como elementos de vedação são: juntas de borracha, papelão,velumóide,anéisdeborrachaoumetálicos,juntasmetálicas,retentores, gaxetas, selos mecânicos etc. Juntas de borracha Juntas de borracha Juntas de borracha Juntas de borracha Juntas de borracha São vedações empregadas em partes estáticas, muito usadas em equipamen- tos,flangesetc.Podemserfabricadascommateriaisemformademantaeteruma camada interna de lona (borracha lonada) ou materiais com outro formato. Anéis de borracha (ring) Anéis de borracha (ring) Anéis de borracha (ring) Anéis de borracha (ring) Anéis de borracha (ring) São vedadores usados em partes estáticas ou dinâmicas de máquinas ou equipamentos. Estes vedadores podem ser comprados nas dimensões e perfis padronizadosouconfeccionadoscolando-se,comadesivoapropriado,aspontas deumfiodeborrachacomsecçãoredonda,quadradaouretangular.Avantagem doanelpadronizadoéquenelenãoexistealinhadecolagem,quepodeocasionar vazamento. Os anéis de borracha ou anéis da linha ring são bastante utilizados em vedações dinâmicas de cilindros hidráulicos e pneumáticos que operam à baixa velocidade. Juntas de papelão Juntas de papelão Juntas de papelão Juntas de papelão Juntas de papelão Sãoempregadasempartesestáticasdemáquinasouequipamentoscomo,por exemplo, nas tampas de caixas de engrenagens. Esse tipo de junta pode ser comprada pronta ou confeccionada conforme o formato da peça que vai utilizá-la. Juntas metálicas Juntas metálicas Juntas metálicas Juntas metálicas Juntas metálicas São destinadas à vedação de equipamentos que operam com altas pressões e altas temperaturas. São geralmente fabricadas em aço de baixo teor de carbono, em alumínio, cobre ou chumbo. São normalmente aplicadas em flanges de grande aperto ou de aperto limitado. Juntas de teflon Juntas de teflon Juntas de teflon Juntas de teflon Juntas de teflon Material empregado na vedação de produtos como óleo, ar e água. As juntas de teflon suportam temperaturas de até 260°C. Juntas de amianto Juntas de amianto Juntas de amianto Juntas de amianto Juntas de amianto Material empregado na vedação de fornos e outros equipamentos. O amian- to suporta elevadas temperaturas e ataques químicos de muitos produtos corrosivos. Juntas de cortiça Juntas de cortiça Juntas de cortiça Juntas de cortiça Juntas de cortiça Material empregado em vedações estáticas de produtos como óleo, ar e água submetidos a baixas pressões. As juntas de cortiça são muito utilizadas nas vedações de tampas de cárter, em caixas de engrenagens etc. Retentores O vedador de lábio, também conhecido pelo nome de retentor, é composto essencialmente por uma membrana elastomérica em forma de lábio e uma parte estrutural metálica semelhante a uma mola que permite sua fixação na posição correta de trabalho. 190
  • 191.
    26 A U LA A função primordial de um retentor é reter óleo, graxa e outros produtos que devem ser mantidos no interior de uma máquina ou equipamento. O retentor é sempre aplicado entre duas peças que executam movimentos relativos entre si, suportando variações de temperatura. A figura a seguir mostra um retentor entre um mancal e um eixo. Elementos de um retentor básico Os elementos de um retentor básico encontram-se a seguir. Acompanhe as legendas pela ilustração. Tipos de perfis de retentores As figuras seguintes mostram os tipos de perfis mais usuais de retentores. Como foi visto, a vedação por retentores se dá atra- vés da interferência do lábio sobre o eixo. Esta condição de trabalho provoca atrito e a conseqüente geração de calor na área de contato, o que tende a causar a degeneração do material do retentor, levando o lábio de vedação ao desgaste. Em muitas ocasiões provoca o desgaste no eixo na região de contato com o retentor. 1. membrana elastomérica ou lábio 1a - ângulo de ar 1b - aresta de vedação 1c - ângulo de óleo 1d - região de cobertura da mola 1e - alojamento da mola 1f - região interna do lábio 1g - região do engaste do lábio 2. mola de tração 3. região interna do vedador, eventualmente recoberta por material elastomérico 4. anel de reforço metálico ou carcaça 5. cobertura externa elastomérica 5a - borda 5b - chanfro da borda 5c - superfície cilíndrica externa ou diâmetro externo 5d - chanfro das costas 5e - costas 191
  • 192.
    26 A U LA A diminuição do atrito é conseguida com a escolha correta do material elastomérico. A tabela a seguir mostra quatro tipos de elastômeros e suas recomendações genéricas de uso diante de diferentes fluidos e graxas, bem como os limites de temperatura que eles podem suportar em trabalho. Recomendações para a aplicação dos retentores Para que um retentor trabalhe de modo eficiente e tenha uma boa durabili- dade, a superfície do eixo e o lábio do retentor deverão atender aos seguintes parâmetros: · Oacabamentodasuperfíciedoeixodeveserobtidoporretificação,seguindo os padrões de qualidade exigidos pelo projeto. · A superfície de trabalho do lábio do retentor deverá ser isenta de sinais de batidas, sulcos, trincas, falhas de material, deformação e oxidação. · A dureza do eixo, no local de trabalho do lábio do retentor, deverá estar acima de 28 HRC. Condições de armazenagem dos retentores Durante o período de armazenamento, os retentores deverão ser mantidos nas próprias embalagens. A temperatura ambiente deverá permanecer entre 10°C e 40°C. Manipulações desnecessárias deverão ser evitadas para preservar os retentores de danos e deformações acidentais. Cuidados especiais precisam ser observados quanto aos lábios dos retentores, especialmente quando eles tiverem que ser retirados das embalagens. NBR ACM MVQ FPM Nitrílica Poliacrílica Silicone Fluorelas- tômero - 35 - 15 - 50 - 30 110 130 150 150 110 120 - 150 100 - - 125 LIMITES DE TEMPERATURA MÁXIMA DE TRABALHO (º º º º ºC) TIPO DE BORRACHA LIMITES DE TEMPERATURA MÍNIMA DE TRABALHO (º º º º º C ) ÓLEOS PARA MOTOR ÓLEOS PARA CAIXA DE MUDANÇAS ÓLEOS HIPÓIDES ÓLEOS PARA TRANSMISSÃO AUTOMÁTICA ( A . T . F .) GRAXA GASOLINA + ÓLEO MOTOR 2 T ÁLCOOL + ADITIVOS APLICAÇÕES GERAIS Material normalmente utilizado para máquinas e equipamentos industriais. Muito utilizado na indústria automotiva para aplicações gerais. Material largamente utilizado para motores e transmissões na indústria automobilística. Material usualmente empregado em motores de elevado desempenho e em conversores de torque de transmissões automáticas. Material empregado em motores e transmissões altamente solicitados. 110 120 - 150 120 130 130 150 100 - - 125 90 - - - CÓDIGO DO ELASTÔMERO DE ACORDO COM AS NORMAS ISO 1629 E DIN 3761 192
  • 193.
    26 A U LA Pré-lubrificação dos retentores Recomenda-se pré-lubrificar os retentores na hora da montagem. A pré-lubrificação favorece uma instalação perfeita do retentor no alojamento e mantém uma lubrificação inicial no lábio durante os primeiros giros do eixo. O fluido a ser utilizado na pré-lubrificação deverá ser o mesmo fluido a ser utilizado no sistema, e é preciso que esteja isento de contaminações. Cuidados na montagem do retentor no alojamento · A montagem do retentor no alojamento deverá ser efetuada com o auxílio de prensa mecânica, hidráulica e um dispositivo que garanta o perfeito esquadrejamento do retentor dentro do alojamento. · A superfície de apoio do dispositivo e o retentor deverão ter diâmetros próximosparaqueoretentornãovenhaasofrerdanosduranteaprensagem. · O dispositivo não poderá, de forma alguma, danificar o lábio de vedação do retentor. Montagem do retentor no eixo Os cantos do eixo devem ter chanfros entre 15° e 25° para facilitar a entrada do retentor. Não sendo possível chanfrar ou arredondar os cantos, ou o retentor ter de passar obrigatoriamente por regiões com roscas, ranhuras, entalhes ou outras irregularidades, recomenda-se o uso de uma luva de proteção para o lábio. O diâmetro da luva deverá ser compatível, de forma tal que o lábio não venha a sofrer deformações. Cuidados na substituição do retentor · Sempre que houver desmontagem do conjunto que implique desmontagem do retentor ou do seu eixo de trabalho, recomenda-se substituir o retentor por um novo. · Quando um retentor for trocado, mantendo-se o eixo, o lábio do novo retentor não deverá trabalhar no sulco deixado pelo retentor velho. · Riscos, sulcos, rebarbas, oxidação e elementos estranhos devem ser evitados para não danificar o retentor ou acarretar vazamento. · Muitas vezes, por imperfeições no alojamento, usam-se adesivos (colas) para garantir a estanqueidade entre o alojamento e o retentor. Nessa situa- ção,deve-secuidarparaqueoadesivonãoatinjaolábiodoretentor,poisisso comprometeria seu desempenho. 193
  • 194.
    26 A U LA Análise de falhas e prováveis causas de vazamentos Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Assinale V V V V V para as afirmativas verdadeiras e F F F F F para as falsas. a) a) a) a) a) ( ) Avedaçãosóimpedeapassagemdelíquidosdeummeioparaoutro. b) b) b) b) b) ( ) O material de um vedador deve ser compatível com o produto a ser vedado. c) c) c) c) c) ( ) Juntas de borracha; anéis de borracha; juntas de amianto e de teflon são exemplos de elementos de vedação. d) d) d) d) d) ( ) Em tampas de cárter utilizam-se juntas de cortiça como material de vedação. e) e) e) e) e) ( ) Juntas de papelão são vedadores que podem operar em ambientes de alta pressão e temperatura. f) f) f) f) f) ( ) Os retentores também são conhecidos por vedadores de boca. Assinale X na alternativa correta. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Juntas de papelão são empregadas nas: a) a) a) a) a) ( ) vedações de fornos; b) b) b) b) b) ( ) vedações de equipamentos de alta pressão e temperatura; c) c) c) c) c) ( ) partes estáticas de máquinas ou equipamentos; d) d) d) d) d) ( ) partes rotativas de máquinas; e) e) e) e) e) ( ) engrenagens cilíndricas e mancais de deslizamento. FALHAS FALHAS FALHAS FALHAS FALHAS PROVÁVEIS PROVÁVEIS PROVÁVEIS PROVÁVEIS PROVÁVEIS CAUSAS CAUSAS CAUSAS CAUSAS CAUSAS DE DE DE DE DE VAZAMENTOS VAZAMENTOS VAZAMENTOS VAZAMENTOS VAZAMENTOS Lábio do retentor apresenta-se cortado ou com arrancamento de material. armazenagem descuidada; má preparação do eixo; falha na limpeza; falta de proteção do lábio na montagem. Lábio apresenta-se com desgaste excessivo e uniforme. superfície do eixo mal-acabada; falta de pré-lubrificação antes da montagem; uso de lubrificante não recomenda- do; diâmetro do eixo acima do especificado; rugosidade elevada. Lábio com desgaste excessi- vo, concentrado em alguma parte do perímetro. montagem desalinhada ou excêntrica (alojamento/eixo); deformação nas costas do retentor por uso de ferramenta inadequada na montagem; retentor inclinado no aloja- mento. Eixo apresenta desgaste excessivo na pista de traba- lho do lábio. presença de partículas abrasivas; dureza do eixo abaixo do recomendado. Eixo apresenta-se com marcas de oxidação na área de trabalho do retentor. falta de boa proteção contra oxidação durante a armaze- nagem e manipulação do eixo. Lábio endurecido e com rachaduras na área de contato com o eixo. superaquecimento por trabalhos em temperaturas acima dos limites normais; lubrificação inadequada (lubrifica- ção não recomendada); nível abaixo do recomendado. Retentor apresenta-se com deformações ou distorções no diâmetro, ou apresenta-se inclinado no alojamento. diâmetro do alojamento com medidas abaixo do especifi- cado; chanfro de entrada irregular com rebarbas ou defeitos; instalação com ferramenta inadequada. Exercícios 194
  • 195.
    26 A U LA Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Um tipo de junta que pode ser usada na vedação de equipamento que opera sob altas pressões e elevadas temperaturas é a de: a) a) a) a) a) ( ) cortiça; b) b) b) b) b) ( ) papelão; c) c) c) c) c) ( ) teflon; d) d) d) d) d) ( ) cobre; e) e) e) e) e) ( ) amianto. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 A principal função de um retentor é: a) a) a) a) a) ( ) evitar a folga no eixo; b) b) b) b) b) ( ) melhorar as condições de rotação do eixo; c) c) c) c) c) ( ) impedir a lubrificação de um eixo; d) d) d) d) d) ( ) estabilizar a temperatura de trabalho e eliminar o atrito; e) e) e) e) e) ( ) reter óleo, graxa e outros fluidos no interior da máquina. Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 A montagem de um retentor num alojamento pode ser feita com o auxílio de: a) a) a) a) a) ( ) um saca-pinos e um martelo; b) b) b) b) b) ( ) uma prensa mecânica, hidráulica ou um outro dispositivo adequado; c) c) c) c) c) ( ) um dispositivo qualquer e um martelo ou saca-pinos; d) d) d) d) d) ( ) umachavedefenda,ummartelo,umpunçãodebicoeumatalhadeira; e) e) e) e) e) ( ) uma chave de fenda, uma marreta, uma talhadeira e um pé-de-cabra. Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Um eixo apresenta desgaste excessivo na pista de trabalho do lábio de um retentor. Uma provável causa desse desgaste excessivo deve-se a: a) a) a) a) a) ( ) oxidação do eixo; b) b) b) b) b) ( ) má preparação do eixo; c) c) c) c) c) ( ) armazenagem descuidada do retentor; d) d) d) d) d) ( ) presença de partículas abrasivas; e) e) e) e) e) ( ) falta de pré-lubrificação antes da montagem. 195
  • 196.
    27 A U LA 27 A U L A Ao examinar uma válvula de retenção, um mecânico de manutenção percebeu que ela apresentava vazamento. Qual a causa desse vazamento? Ao verificar um selo mecânico de uma bomba de submersão, o mesmo mecânico de manutenção notou que o selo apresentava desgastes consideráveis. O que fazer nesse caso? Respostas para essas questões serão dadas ao longo desta aula. Gaxetas Gaxetas são elementos mecânicos utilizados para vedar a passagem de um fluxo de fluido de um local para outro, de forma total ou parcial. Os materiais usados na fabricação de gaxetas são: algodão, juta, asbesto (amianto), náilon, teflon, borracha, alumínio, latão e cobre. A esses materiais são aglutinados outros, tais como: óleo, sebo, graxa, silicone, grafite, mica etc. A função desses outros materiais que são aglutinados às gaxetas é torná-las autolubrificadas. Em algumas situações, o fluxo de fluido não deve ser totalmente vedado, pois é necessária uma passagem mínima de fluido com a finalidade de auxiliar a lubrificação entre o eixo rotativo e a própria gaxeta. A este tipo de trabalho dá-se o nome de restringimento restringimento restringimento restringimento restringimento. O restringimento é aplicado, por exemplo, quando se trabalha com bomba centrífuga de alta velocidade. Nesse tipo de bomba, o calor gerado pelo atrito entre a gaxeta e o eixo rotativo é muito elevado e, sendo elevado, exige uma saída controlada de fluido para minimizar o provável desgaste. A caixa de gaxeta mais simples apresenta um cilindro oco onde ficam alojados vários anéis de gaxeta, pressionados por uma peça chamada sobreposta sobreposta sobreposta sobreposta sobreposta. A função dessa peça é manter a gaxeta alojada entre a caixa e o eixo, sob pressão conveniente para o trabalho. Sistemas de vedação II 196
  • 197.
    27 A U LA A seguir mostramos gaxetas alojadas entre um eixo e um mancal e a sobreposta. As gaxetas são fabricadas em forma de cordas para serem recortadas ou em anéis já prontos para a montagem. As figuras seguintes mostram gaxetas em forma de corda, anéis e algumas de suas aplicações. 197
  • 198.
    27 A U LA Seleção da gaxeta A escolha da gaxeta adequada para cada tipo de trabalho deve ser feita com base em dados fornecidos pelos catálogos dos fabricantes. No entanto, os seguintes dados deverão ser levados em consideração: · material utilizado na confecção da gaxeta; · dimensões da caixa de gaxeta; · fluido líquido ou gasoso bombeado pela máquina; · temperatura e pressão dentro da caixa de gaxeta; · tipo de movimento da bomba (rotativo/alternativo); · material utilizado na construção do eixo ou da haste; · ciclos de trabalho da máquina; · condições especiais da bomba: alta ou baixa temperatura; local de trabalho (submerso ou não); meio (ácido, básico, salino) a que se encontra exposta. Substituição da gaxeta A gaxeta deve ser removida com um par de saca-gaxeta com tamanho adequado. O interior da caixa de gaxeta deve ser bem limpo. O grau de limpeza poderá ser verificado com o auxílio de um espelho ou lâmpada, caso seja necessário. Caso não exista uma gaxeta padronizada, deve-se substituí-la por uma em forma de corda, tomando cuidado em seu corte e montagem. O corte deverá ser a 45° para que haja uma vedação. A gaxeta deverá ser montada escalonadamente para que não ocorra uma coincidência dos cortes ou emendas, evitando assim possíveis vazamentos conforme mostra a figura seguinte. 198
  • 199.
    27 A U LA Falhas ou defeitos nas gaxetas Falhas ou defeitos nas gaxetas Falhas ou defeitos nas gaxetas Falhas ou defeitos nas gaxetas Falhas ou defeitos nas gaxetas Selo mecânico O selo mecânico é um vedador de pressão que utiliza princípios hidráulicos para reter fluidos. A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária. Vedação principal Vedação principal Vedação principal Vedação principal Vedação principal A vedação principal é feita num plano perpendicular ao eixo por meio do contato deslizante entre as faces altamente polidas de duas peças, geralmente chamadas de sede e anel de selagem sede e anel de selagem sede e anel de selagem sede e anel de selagem sede e anel de selagem. A sede é estacionária e fica conectada numa parte sobreposta. O anel de selagem é fixado ao eixo e gira com ele. Para que as faces do anel de selagem e da sede permaneçam sempre em contato e pressionadas, utilizam-se molas helicoidais conectadas ao anel de selagem. As figuras a seguir mostram alguns tipos de sedes e de anéis de selagem, bem como um selo mecânico em corte. POSSÍVEIS POSSÍVEIS POSSÍVEIS POSSÍVEIS POSSÍVEIS CAUSAS CAUSAS CAUSAS CAUSAS CAUSAS DEFEITO DEFEITO DEFEITO DEFEITO DEFEITO Excessivas reduções na seção da gaxeta situada embaixo do eixo. Mancais baixos com o eixo atuando sobre a gaxeta; vazamento junto à parte superior do eixo. Redução excessiva da espessura da gaxeta em um ou em ambos os lados do eixo. Mancais gastos ou haste fora de alinha- mento. Um ou mais anéis faltando no grupo. Fundo de caixa de gaxeta muito gasto, o que causa extrusão da própria gaxeta. Desgaste na superfície externa da gaxeta. Anéis girando com o eixo ou soltos dentro da caixa. Conicidade na face de um ou mais anéis. Anéis adjacentes cortados em comprimento insuficiente, fazendo com que a gaxeta seja forçada dentro do espaço livre. Grande deformação nos anéis posicionados junto à sobreposta, enquanto os anéis do fundo se encontram em boas condições. Instalação inadequada da gaxeta e excessiva pressão da sobreposta. Gaxetas apresentam tendência para escoamento ou extrusão entre o eixo e a sobreposta. Pressão excessiva ou espaço muito grande entre o eixo e sobreposta. Face de desgaste do anel seca e chamusca- da, enquanto o restante da gaxeta se encontra em boas condições. Temperatura de trabalho elevada e falta de lubrificação. 199
  • 200.
    27 A U LA Vedação secundária Vedação secundária Vedação secundária Vedação secundária Vedação secundária A vedação secundária, aplicada à sede e ao anel de selagem, pode ser feita por meio de vários anéis com perfis diferentes, tais como: junta, anel o’ring, anel “V”, cunha, fole etc. Uso do selo mecânico Os selos mecânicos são utilizados com vantagens em relação às gaxetas, pois não permitem vazamentos e podem trabalhar sob grandes velocidades e em temperaturas e pressões elevadas, sem apresentarem desgastes consideráveis. Eles permitem a vedação de produtos tóxicos e inflamáveis. As figuras a seguir mostram exemplos de selos mecânicos em corte. 200
  • 201.
    27 A U LA Vantagens do selo mecânico · Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação reduzindo, conseqüentemente, a perda de potência. · Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha. · A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou imperceptível. · Permite operar fluidos tóxicos, corrosivos ou inflamáveis com segurança. · Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo. O selo mecânico é usado em equipamentos de grande importância como bombas de transporte em refinarias de petróleo; bombas de lama bruta nos tratamentos de água e esgoto; bombas de submersão em construções; bombas de fábricas de bebidas; em usinas termoelétricas e nucleares. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Responda. a) a) a) a) a) Quais materiais podem ser utilizados para fabricar gaxetas? b) b) b) b) b) Para que servem as gaxetas? c) c) c) c) c) Qual é a função da peça conhecida pelo nome de sobreposta? d) d) d) d) d) De que forma as gaxetas se apresentam no comércio? Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Complete. a) a) a) a) a) O selo mecânico é um vedador de ...................... que utiliza princípios ........................... para reter fluidos. b) b) b) b) b) A vedação ................... é feita num plano perpendicular ao eixo por meio docontatodeslizanteentreasfacesaltamente......................deduaspeças, geralmente chamadas de sede e anel de selagem. c) c) c) c) c) Os foles são usados na vedação ........................ Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Cite três vantagens que os selos mecânicos apresentam. Exercícios 201
  • 202.
    28 A U LA 28 A U L A Aindústria mecânica Kybrobó S.A. adquiriu três máquinas-ferramenta para ampliar seu setor de produção: um torno CNC, uma fresadora universal e uma mandriladora. Elas foram colocadas em locais apropriados e o pessoal da manutenção foi convocado para fazer o nivelamento e verificar o alinhamento geométrico de cada uma das máquinas recém-chegadas. Como se faz o nivelamento de uma máquina? O que é alinhamento geométrico? Nesta aula você terá respostas para as duas perguntas. Importância do alinhamento geométrico As máquinas e os equipamentos em geral precisam estar alinhados geome- tricamenteeniveladosparapoderemoperardeformaadequadaecomomáximo de eficiência. O alinhamento geométrico pode ser compreendido como sendo a relação existente entre os planos geométricos de todos os elementos constituintes de uma máquina. A importância do alinhamento geométrico reside no fato de que deve haver harmonia entre os diversos conjuntos mecânicos existentes nas máquinas, e que executam movimentos relativos entre si, para que o todo funcione de modo eficaz. Caso contrário, ocorrerá comprometimento dos elementos em termos de exatidão e durabilidade. As ilustrações a seguir mostram algumas máquinas alinhadas geometrica- mente. Observe a harmonia entre os eixos de trabalho que os conjuntos mecâni- cos executam. Alinhamento geométrico e nivelamento de máquinas e equipamentos 202
  • 203.
    28 A U LA Peso dos componentes das máquinas e equipamentos Quando uma máquina ou equipamento é projetado, dois fatores importan- tes são levados em consideração: o centro de gravidade da máquina, ou centro de massa, e o dimensionamento do seu curso de trabalho. O centro de gravidade é o local onde está o ponto de equilíbrio do peso de todo o conjunto. Se uma máquina ou equipamento tiver algum problema com seu centro de gravidade e erros no dimensionamento de seu curso, surgirão desgastes de conjuntos e estruturas, quebras, peças mal executadas, resistências indesejáveis etc. Na ilustração abaixo, mostramos uma máquina cujo centro de gravidade está deslocado por causa da não simetria na distribuição de massa da mesa na direção x. A mesa do lado direito da figura possui mais massa e, conseqüente- mente, mais peso desse lado. Nessas condições, o alinhamento geométrico fica prejudicado, pois a condição de apoio do sistema não satisfaz as necessidades. Hoje em dia, as máquinas modernas apresentam configurações arrojadas e se deslocam sobre bases mais estáveis e robustas, o que lhes garante maior rigidez. O centro de gravidade dessas máquinas é mais estável, garantindo o alinhamento geométrico desejado. Observe na figura abaixo que na direção x x x x x a mesa se mantém perfeitamente alinhada, apesar do lado direito ser maior que o esquerdo. É um projeto de engenharia bem executado que garante o perfeito alinhamento da máquina. Resumindo, os elementos relacionados entre si devem ser nivelados e alinhados geometricamente nos planos horizontais e verticais, e esses planos devem ser nivelados e alinhados entre si. 203
  • 204.
    28 A U LA Instrumentos utilizados no alinhamento geométrico Há vários instrumentos que são utilizados no alinhamento geométrico de máquinas e equipamentos. Esses instrumentos variam em complexidade e exatidão. Exemplos: · relógio comparador; · relógio com apalpador de precisão; · régua padrão calibrada; · bases calibradas para suporte de instrumentos; · acessórios de verificação; · nível de bolha; · nível de bolha quadrangular; · nível eletrônico; · teodolito; · autocolimador óptico-visual; · autocolimador fotoelétrico; · autocolimador a laser. Aspectos técnicos do alinhamento geométrico As partes estruturais das máquinas, como o barramento, por exemplo, sempre foram um problema de difícil solução para os projetistas. A dificuldade reside no comportamento que essas partes estruturais exibem quando estão em trabalho, fugindo de todas as condições consideradas nos cálculos. Os fatores que contribuem para esse comportamento aleatório são os seguintes: · surgimento de esforços durante a usinagem de peças; · esforços atuantes de outros componentes em trabalho; · vibrações do corte; · vibrações de componentes como árvores e rolamentos; · efeitos de agentes externos como a temperatura que causa dilatações. O somatório desses fatores, principalmente a temperatura, atuando nas máquinas, pode provocar torções no conjunto e causar deslocamentos de difícil controle. As bases das máquinas foram e ainda são construídas, embora em menor número, em blocos compactos de ferro fundido. Muitas máquinas modernas apresentam suas bases na forma de conjuntos soldados de aço em vez de ferro fundido. Esse avanço tecnológico permite um melhor dimensionamento do peso dessas máquinas e uma localização mais racional para nervuras e reforços estruturais. As guias de deslizamento eram e ainda são, em muitos casos, usinadas no próprio corpo da base de muitas máquinas. Tais guias são retificadas para que o alinhamento atenda às especificações normalizadas. Uma máquina com guias de deslizamento feitas no próprio corpo da base pode trazer problemas. Se ocorrerem desvios, a base da máquina deverá ser retirada; as guias precisarão sofrer uma nova usinagem para corrigir as imper- feições; os demais componentes da máquina deverão ser ajustados de acordo com as novas dimensões das guias e toda a máquina deverá ser alinhada segundo as novas condições. 204
  • 205.
    28 A U LA Na atualidade, com a evolução das máquinas que desenvolvem elevadas velocidades de corte, é cada vez mais freqüente a presença de guias lineares rolamentadas padronizadas e de fácil montagem, alinhamento, reposição e manutenção. As guias lineares rolamentadas permitem uma regulagem da pré-carga dos elementos rolantes. Outrainovaçãonocampodafabricaçãodemáquinaséautilizaçãoderesinas como elemento de revestimento de superfícies. Essas resinas, em geral diamantadas, possuem uma elevada dureza e reduzem grandemente o atrito entre as superfícies em contato. As superfícies que recebem resinas passam por uma preparação prévia para que a aderência seja perfeita. O ajuste dimensional e o alinhamento prévio dos conjuntos envolvidos são realizados com dispositivos e instrumentos adequados antes do preenchimento, moldagem e cura das resinas. As correções posteriores, quando necessário, são efetuadas por meio de rasqueteamento. A inconveniência do calor em máquinas Como já foi discutido em aulas anteriores, as máquinas em operação geram uma certa quantidade de calor. Esse calor é proveniente das forças de atrito que surgem entre elementos mecânicos que estão em contato e realizam movimentos relativos entre si. Por exemplo, o calor pode ser gerado pelo atrito entre: · ferramentas de corte e peças em usinagem; · engrenagens em movimento; · eixos movimentando-se apoiados em mancais; · polias e correias; · pinhão e cremalheira. Uma possível adição extra de calor na máquina poderá ter sua origem no meio ambiente em que ela está instalada. Todo esse aumento de temperatura se transmite a todos os elementos da máquina, e isso, inevitavelmente, influirá na geometria dos conjuntos mecâni- cos. Máquinas e equipamentos com exatidão dimensional são fabricados e operam normalmente em condições ambientais controladas. Além do controle da temperatura, controla-se a umidade do ar. É uma necessidade quando se pensa em qualidade e eficiência. Elevação, movimentação e transporte de máquinas e equipamentos Quando uma máquina é fabricada conforme projeto específico, todos os cuidados com ajustes e montagens são tomados. Aprovada, a máquina deverá sair do setor de fabricação e ser encaminhada para um depósito ou diretamente para o cliente que a comprou. 205
  • 206.
    28 A U LA O encaminhamento da máquina para o depósito ou para o cliente envolve medidas de proteção contra a ação de agentes ambientais normais (chuva e poeira) e contra quedas, uma vez que a máquina sofrerá movimentação, tanto na horizontal quanto na vertical. Para se elevar uma máquina, devem-se observar os locais próprios de amarração. Uma amarração bem executada, considerando o centro de gravidade da máquina, evitará a ocorrência de acidentes. A figura abaixo mostra a amarração de um torno que está sendo elevado. Os elementos de amarração devem estar bem dimensionados para o peso da máquina, e seus componentes móveis bem travados para não sofrerem movi- mentos e choques com outros conjuntos durante seu transporte. Além da elevação da máquina por meio de amarras, outros cuidados precisam ser observados em seu transporte. No caso de caminhões, vagões de trens, navios e aviões, a máquina deverá estar bem embalada, assentada e amarrada para não se deslocar. Na hora do descarregamento, todo cuidado deve ser tomado para que a máquina não caia. Resumindo, o transporte de uma máquina exige técnica e habilidade das pessoas envolvidas nessa importante operação. Se todos os cuidados forem tomados, garante-se a preservação do alinhamento geométrico original da máquina. Nivelamento de máquinas e equipamentos O bom nivelamento das máquinas e equipamentos é outro importante fator a ser considerado em termos de alinhamento geométrico e de trabalho eficiente, e qualidade de produto. De fato, uma máquina ou equipamento bem nivelados trabalham sem esforços adicionais, e operam segundo o previsto. 206
  • 207.
    28 A U LA Os instrumentos mais comuns para se efetuar o nivelamento de máquinas e equipamentos são os seguintes: nível de bolha de base plana; nível de bolha quadrangular e nível eletrônico. As figuras a seguir mostram como são esses instrumentos. Como nivelar? O nivelamento de uma máquina ou equipamento segue procedimentos e parâmetros normalizados e deve ser feito inicialmente no sentido longitu- dinal e, posteriormente, no sentido transversal. Havendo necessidade de efetuar acertos, o que é muito comum, trabalha-se acionando os niveladores da base. Estando o equipamento nivelado, deve-se efetuar o aperto dos parafusos de fixação. Após essa operação, volta-se a conferir o nivelamento para checar se ocorreu alteração do nivelamento anterior. Constatadas alterações, volta-se a nivelar; porém, sem desapertar totalmen- te os parafusos. Ao se atingir novamente as condições desejadas, confere-se o apertofinal.Esseprocedimentodeveráserrepetidoatéqueseatinjaonivelamento correto com o aperto final dos parafusos de fixação. 207
  • 208.
    28 A U LA Após o nivelamento da máquina, é conveniente colocá-la para funcionar em vazio durante um certo período. Após esse período, o nivelamento deverá ser conferido novamente para novos ajustes, se necessário. Pode ocorrer que uma determinada máquina não permita que se obtenha um nivelamento de acordo com as especificações. Nesse caso, uma análise dos fatores interferentes deverá ser realizada. Esses fatores interferentes poderão ser: · uma torção da própria estrutura da máquina causada por transporte inade- quado; · tensões internas do próprio material utilizado na fabricação da máquina; · instabilidade da fundação onde a máquina encontra-se assentada; · presença de forças desbalanceadas provocadas pelo assentamento irregular dos elementos de fixação. Eliminando-se esses fatores interferentes, o nivelamento adequado poderá ser obtido. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Assinale V V V V V para as afirmativas verdadeiras e F F F F F para as falsas. a) a) a) a) a) ( ) A harmonia de funcionamento dos diversos conjuntos mecânicos de uma máquina está relacionada com o seu alinhamento geométrico. b) b) b) b) b) ( ) O centro de massa de uma máquina é um fator irrelevante para o seu alinhamento geométrico. c) c) c) c) c) ( ) O alinhamento geométrico de máquinas é efetuado somente com força muscular e sem auxílio de nenhum instrumento. Basta o operador ter boa visão. d) d) d) d) d) ( ) Vibrações são fatores que interferem no comportamento aleatório de uma máquina causando problemas para o seu perfeito alinhamento geométrico. e) e) e) e) e) ( ) A base de muitas máquinas modernas podem ser construídas por conjuntos de aço soldados. Assinale X na alternativa correta. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 As guias de deslizamento de máquinas estão sendo substituídas por guias: a) a) a) a) a) ( ) lineares rolamentadas; b) b) b) b) b) ( ) angulares rolamentadas; c) c) c) c) c) ( ) verticais rolamentadas; d) d) d) d) d) ( ) trapezoidais rolamentadas; e) e) e) e) e) ( ) filamentados deslizantes. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 As resinas de enchimento de superfícies de máquinas são: a) a) a) a) a) ( ) cimentadas; b) b) b) b) b) ( ) diamantadas; c) c) c) c) c) ( ) asfaltadas; d) d) d) d) d) ( ) tijoladas; e) e) e) e) e) ( ) ladrilhadas. Exercícios 208
  • 209.
    28 A U LA Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 No transporte de uma máquina é importante executar uma boa: a) a) a) a) a) ( ) eliminação do centro de massa; b) b) b) b) b) ( ) pintura na lona de cobertura; c) c) c) c) c) ( ) retificação em todos os parafusos; d) d) d) d) d) ( ) amarração para evitar acidentes e danos; e) e) e) e) e) ( ) torção nos elementos de amarra. Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Os instrumentos mais comuns utilizados no nivelamento de máquinas são: a) a) a) a) a) ( ) osciloscópio, analisador de vibrações, autocolimador a laser; b) b) b) b) b) ( ) analisador de vibrações, multímetro e osciloscópio; c) c) c) c) c) ( ) nível de bolha e nível eletrônico; d) d) d) d) d) ( ) nível eletrônico e autocolimador fotoelétrico; e) e) e) e) e) ( ) teodolito, relógio comparador, paquímetro digital. Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Quando se vai nivelar uma máquina, o nivelamento deverá ser iniciado no sentido: a) a) a) a) a) ( ) transversal; b) b) b) b) b) ( ) longitudinal; c) c) c) c) c) ( ) radial; d) d) d) d) d) ( ) axial; e) e) e) e) e) ( ) de cima para baixo. 209
  • 210.
    29 A U LA 29 A U L A Umamáquinafoiretiradadosetordeprodu- ção e levada para o setor de manutenção porque havia atingido o seu ponto de reforma. A equipe de manutenção escolhida para a reforma constatou, por meio daanálisegeométrica,quehavianecessidadederestaurarasguiasdedeslizamento do barramento. Como a equipe de manutenção procedeu para recuperar as guias de deslizamento? Nesta aula estudaremos como se faz para restaurar guias de deslizamento. Conceito de guias ou vias Guias são elementos de máquinas que permitem o direcionamento do movimento executado por outros elementos mecânicos nelas condicionados. Os movimentos de rotação executados por eixos são direcionados pelos man- cais nos quais se apóiam. Porém,emmuitasmáquinas,várioselementosexecutammovimentoretilíneo que é direcionado pelas guias constituídas por prismas deslizantes. As figuras a seguir mostram guias prismáticas em corte e uma fresadora na qual eles são aplicados. Asguiastambémsãoconhecidaspelonomedevias de deslizamento vias de deslizamento vias de deslizamento vias de deslizamento vias de deslizamentoou vias vias vias vias vias deslizantes. deslizantes. deslizantes. deslizantes. deslizantes. Recuperação de guias ou vias deslizantes I 210
  • 211.
    29 A U LA Material usado na fabricação de vias deslizantes As vias deslizantes estão sujeitas ao desgaste por abrasão; solda a frio; sinterização ou vitrificação. Por causa desses fenômenos, os materiais utilizados na fabricação de vias deslizantes devem apresentar a capacidade de sofrer desgastes mútuos. Entre os materiais existentes para fabricar vias deslizantes, o ferro fundido é o mais empregado, que pode, conforme o caso, formar vias brandas ou duras. As vias duras são tratadas por chama ou por indução e retificadas. Possibilidades de emparelhamento de vias deslizantes Existem as seguintes possibilidades de emparelhamento de vias deslizantes: · carro brando sobre via branda; · carro duro sobre via dura; · carro brando sobre via dura. O emparelhamento de carro brando sobre via dura é o mais conveniente, pois o carro brando, sendo peça menor, funciona como peça de desgaste. Este emparelhamento deve contar com a superfície de contato da via dura retificada para manter o atrito minimizado, mesmo com lubrificação deficiente. Em algumas máquinas, no lugar de vias deslizantes temperadas, utilizam- se tiras de aço temperado que são encaixadas e aparafusadas ao barramento, conforme mostra a figura a seguir. Atrito de rolamento no lugar do atrito de deslizamento Consideremos um bloco de madeira apoiado sobre a superfície horizontal de uma mesa, também de madeira. Se tentarmos deslocar o bloco, surgirá entre as superfícies de contato a força de atrito estático opondo-se ao deslocamento do bloco. Essa força adquire valores crescentes que vão desde 0 N até atingir um valor máximo. É a etapa do “arranque”. 211
  • 212.
    29 A U LA Quando a força de atrito estático atinge o valor máximo, o bloco começa a se deslocar; porém, agora, sujeito a força de atrito dinâmico de deslizamento, que é menos intensa que a força de atrito estático máxima. Pode-se concluir que é mais difícil fazer um corpo começar a se movimentar sobre a superfície de outro do que manter o movimento do corpo depois que ele se iniciou. De acordo com a Física, além da força de atrito de deslizamento estático ou dinâmico, existe também a força de atrito de rolamento, que aparece sempre que uma superfície rola sobre outra sem deslizar. Como os pontos de contato entre o corpo rolante e a superfície na qual ele se apóia são muito pequenos, a força de atrito de rolamento também é de pequena intensidade. De fato, a força de atrito de rolamento é muito menor que a força de atrito de deslizamento, seja ela estática ou dinâmica. Por essa razão, sempre que possível, usam-se corpos rolantes em máquinas, pois é melhor lidar com o atrito de rolamento do que com o atrito de deslizamento estático ou dinâmico. Considerando todos esses argumentos, criaram-se as vias deslizantes rolamentadas, aplicadas inicialmente em máquinas de medição e, atualmente, em máquinas CNC. Vantagens das vias deslizantes rolamentadas · a espessura da película de óleo de lubrificação mantém-se praticamente constante entre as esferas de rolamento e suas vias; · para velocidades pequenas (1 mm/min) as vias não deslizam por solavancos; · a exatidão inicial das vias ficam duráveis por um longo tempo; · o nível da mesa permanece invariável, já que não existe variação da camada de lubrificante. As figuras a seguir mostram elementos mecânicos de máquinas que têm vias deslizantes com corpo rolamentado. 212
  • 213.
    29 A U LA Protetores das vias deslizantes As vias deslizantes das máquinas de usinagem estão expostas à ação de cavacos, óxidos metálicos, pó de fundição e partículas abrasivas diversas. Por esse motivo, elas devem ser protegidas. O melhor protetor para as vias deslizantes são os foles tipo acordeão. As vias deslizantes podem ser protegidas com rodos ou raspadores de borracha pressionados contra o barramento. Manutenção de guias e barramentos A manutenção de guias e barramentos é feita pela equipe de manutenção visando a não ocorrência de desgastes, além daqueles normais que surgem devido ao uso. Nas inspeções periódicas, a equipe de manutenção verifica os seguintes itens: · folga das vias deslizantes, que devem ser ajustadas por meio das réguas de ajuste; · protetores das vias, que devem ser substituídos ou reparados; · folgas do sistema de acionamento, que devem ser ajustadas; · sistema de lubrificação, que deve estar desobstruído para manter as guias lubrificadas. Recuperação de vias deslizantes Quando as guias de barramento atingem o ponto de reforma, esta pode ser executada por processo mecânico convencional ou por revestimento deslizante. O processo convencional geralmente consiste em retificar o barramento e ajustar o carro; ou em retificar as vias do carro e usinar o barramento para inserir-lhe tiras de aço temperado. O revestimento deslizante é feito com resina epóxi aditivada em estado líquido ou pastoso. Características do revestimento deslizante 213
  • 214.
    29 A U LA · Resistência química à água, a óleos sintéticos e minerais e a emulsões de refrigeração. Não resiste ao benzol nem à acetona. · Boa resistência ao desgaste e capacidade de embutir corpos estranhos. · Coeficiente de atrito dinâmico reduzido quando comparado com o coefi- ciente de atrito estático, o que evita solavancos em baixas velocidades. · Temperatura de serviço entre - - - - -70°C e 80°C. · Tempo de utilização: 1 hora. · Tempo de cura a 20°C: 18 horas. Aplicação do revestimento deslizante A aplicação do revestimento deslizante é feita com espátula ou por injeção. No caso da aplicação com espátula, obtém-se a moldagem adequada colocando- se o carro sobre o barramento. O conjunto deve ser nivelado. As figuras a seguir mostram a seqüência de execução desse processo. No caso da aplicação por injeção, o carro é previamente alinhado sobre o barramento. A face a ser tratada deve ser aplainada. O revestimento deslizante permite, ainda, o conserto de falhas causadas porexcessodeatritooufalhasdeusinagem.Oscanaisdelubrificaçãosãoobtidos por meio de fresagem manual ou pré-moldagem. Atualmente, algumas máquinas saem das fábricas com o revestimento deslizante já aplicado. A recuperação de guias de máquinas-ferramenta também pode ser feita 214
  • 215.
    29 A U LA por um outro processo que reduz o atrito e o desgaste e que aumenta a exatidão e a vida útil do equipamento. Esse processo consiste em colar nas guias de mesas e carros uma manta de um material especial com características específicas. Esse material, após ser colado, pode ser usinado via rasquete, fresa ou retífica, por exemplo. Nasfiguras,épossívelobservarcomoseapresentamasguiasdedeslizamento após a aplicação da manta. Assinale X na alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 As guias de máquinas também são conhecidas pelo nome de: a) a) a) a) a) ( ) barramento; b) b) b) b) b) ( ) acento; c) c) c) c) c) ( ) vias deslizantes; d) d) d) d) d) ( ) caminho; e) e) e) e) e) ( ) pista oscilante. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 As guias de deslizamento podem ser confeccionadas em: a) a) a) a) a) ( ) bronze; b) b) b) b) b) ( ) aço fundido; c) c) c) c) c) ( ) aço inoxidável; d) d) d) d) d) ( ) ferro fundido; e) e) e) e) e) ( ) latão. Exercícios 215
  • 216.
    29 A U LA Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 As modernas máquinas, como as que apresentam comandos numéricos computadorizados (CNC), apresentam guias de deslizamento: a) a) a) a) a) ( ) com corpos rolantes; b) b) b) b) b) ( ) embuchadas com verniz; c) c) c) c) c) ( ) temperadas e cementadas; d) d) d) d) d) ( ) recozidas e normalizadas; e) e) e) e) e) ( ) postiças de pintadas. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 A manutenção das vias de deslizamento é feita por meio de inspeções periódicas, nas quais são observados os seguintes itens: a) a) a) a) a) ( ) lubrificação, temperatura e dureza das guias; b) b) b) b) b) ( ) nivelamento, dureza das guias e temperatura; c) c) c) c) c) ( ) folgas, lubrificação e protetores das guias; d) d) d) d) d) ( ) folgas, dureza das guias e alinhamento geométrico; e) e) e) e) e) ( ) alinhamento geométrico, temperatura e lubrificação. Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Para reformar as guias desgastadas de um barramento recomenda-se: a) a) a) a) a) ( ) substituí-las por novas e mais duras; b) b) b) b) b) ( ) raspá-las com rasquete e lixá-las para dar acabamento; c) c) c) c) c) ( ) raspá-las com rasquete e soldar suas extremidades; d) d) d) d) d) ( ) usiná-las convencionalmente e revesti-las com material adequado; e) e) e) e) e) ( ) usiná-las com lima ou raquete e chanfrá-las, no mínimo, duas vezes. 216
  • 217.
    30 A U LA 225 Uma empresa especializada em reforma de máquinas assumiu o compromisso de reformar uma fresadora universal pertence à Kibarra S.A. Após os exames e as análises geométricas, concluiu-se que as guias das mesas deveriam ser restauradas, e esta restauração estaria sob a responsabilida- de da equipe de rasqueteadores. Queoperaçõesestaequipeexecuta?Quaissãoasferramentaseinstrumentos utilizados por esse pessoal? Como esses profissionais avaliam a qualidade do trabalho executado? Essas questões serão respondidas ao longo desta aula. Processo mecânico convencional para recuperar guias ou vias de deslizamento Na aula anterior, estudamos que as guias do barramento podem ser recupe- radaspeloprocessoderevestimentodeslizantecomaaplicaçãoderesinas.Nesta aula, estudaremos outra forma de recuperar as guias, ou seja, pela aplicação do processo mecânico convencional. O processo mecânico convencional consiste em usinar e depois rasquetear as guias. Rasquetear Rasquetear é a operação mecânica que consiste em extrair partículas metá- licas muito pequenas da superfície de uma peça previamente usinada por limagem, torneamento, fresagem, aplainamento ou retificação. Essa operação tem dois grandes objetivos: · corrigir a superfície das peças para suavizar os pontos de atrito; · contribuir para a formação de uma película de óleo entre as superfícies de contato de peças que deslizam entre si. Recuperação de guias ou vias deslizantes II 30 A U L A 217
  • 218.
    30 A U LA 226 O rasqueteamento é executado por meio de uma ferramenta de borda afiada chamada rasquete. rasquete. rasquete. rasquete. rasquete. Tipos de rasquete Asfigurasabaixomostramalgunstiposderasquetemanuaiseumamáquina de rasquetear. Constituição dos rasquetes Os rasquetes são feitos de aços-liga para ferramentas. Essas ferramentas são forjadas, conformadas, temperadas e revenidas. Após o revenimento, são afia- das e acabadas. Aspontasintercambiáveis,quandoutilizadasemrasquetesqueasadmitem, são feitas de aço ao tungstênio, que é bastante duro. Rasquetes com essas pontas são indicados para trabalhar metais ou ligas metálicas duras. O ângulo de corte dos rasquetes varia de 60° a 110°. Rasqueteadeira elétrica 218
  • 219.
    30 A U LA 227 Aplicações do rasqueteamento O rasqueteamento é aplicado nas superfícies côncavas dos mancais de deslizamento; também em faces planas dos instrumentos de medida e de controle como réguas, mesas e bases de níveis, e em guias de barramento de máquinas-ferramenta. Qualidade de uma superfície rasqueteada A qualidade de uma superfície rasqueteada depende do número de pontos de apoio que ela apresenta em uma área de 25 mm2 . Essa área, com um determinado número de pontos de apoio, é a unidade da qualidade de uma superfície rasqueteada. Dependendo do número de pontos de apoio que uma área de 25 mm2 apresenta, temos quatro graus de qualidade do rasqueteado, ou seja: · rasqueteado desbastado de ajuste; · rasqueteado desbastado de desbaste; · rasqueteado fino de acabamento; · rasqueteado finíssimo de acabamento. 219
  • 220.
    30 A U LA 228 O quadro seguinte resume os graus de qualidade do rasqueteado. As figuras a seguir mostram superfícies rasqueteadas aumentadas, em vista lateral e em vista de cima, circunscritas a 25 mm2 . GRAUS GRAUS GRAUS GRAUS GRAUS DE DE DE DE DE QUALIDADE QUALIDADE QUALIDADE QUALIDADE QUALIDADE DO DO DO DO DO RASQUETEADO RASQUETEADO RASQUETEADO RASQUETEADO RASQUETEADO Desbastado de ajuste 1 a 3 Planas 4 a 5 Planas e curvas Fino de acabamento 6 a 19 Planas e curvas 20 ou mais Planas e curvas Pontos de apoio em 25 mm2 Emprego Tipos de superfície Denominação Superfícies de apoio e superfícies fixas. Desbastado de desbaste Superfícies de todos os tipos. Guias e barramentos de máquinas de todos os tipos. Finíssimo de acabamento Ferramentas de planear e desempe- nar superfícies de todos os tipos. desbastado de ajuste desbastado de desbaste fino de acabamento finíssimo de acabamento VISTA DE CIMA ( 25 mm2 ) VISTA LATERAL 220
  • 221.
    30 A U LA 229 Manejo do rasquete plano O rasquete plano, um dos mais utilizados na prática, exige paciência, força muscular e muita habilidade por parte do operador. Considerando que o operador não seja canhoto, o rasquete plano deverá ser manejado da seguinte forma: · pressionar o rasquete contra a superfície e conduzi-lo com as duas mãos; · a mão direita deverá agarrar o cabo do rasquete e aplicar a força principal na direção dos impulsos, mantendo o ângulo de inclinação correto; · a mão esquerda deverá agarrar o corpo do rasquete e guiá-lo durante o ataque à peça, na direção do impulso e no retrocesso, mantendo a pressão necessária. No rasqueteado de desbaste deve-se atacar a peça com fortes impulsos, e o rasquete deve ser apoiado pelo peso do corpo. À medida que a superfície da peça vai melhorando, os impulsos deverão ser mais curtos e rápidos. No rasqueteado de acabamento fino, o rasquete deve ser girado sobre o seu eixo longitudinal durante o impulso. 221
  • 222.
    30 A U LA 230 No rasqueteado de acabamento finíssimo, o rasquete, além de ser girado sobre o seu próprio eixo longitudinal, deve ser aplicado com pressão menor e curso mais curto. Seja qual for o tipo de rasqueteado a ser executado, os impulsos deverão ser executados de dentro para fora, seguindo a borda da peça a 45° e prosseguir em fileiras. Os impulsos posteriores deverão ser de aproximadamente 90° em relação aos anteriores. O quadro a seguir resume as técnicas de trabalho com rasquete plano. ÂNGULO DE ATAQUE PROFUNDIDADE DE CORTE POSIÇÃO DO CORPO MOVIMENTO PRESSÃO CURSO DENOMINAÇÃO TÉCNICAS TÉCNICAS TÉCNICAS TÉCNICAS TÉCNICAS DE DE DE DE DE TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO COM COM COM COM COM RASQUETE RASQUETE RASQUETE RASQUETE RASQUETE PLANO PLANO PLANO PLANO PLANO 0,01 mm a 0,03 mm atuar com o peso do corpo ligeiramente inclinado 0,005 mm a 0,01 mm Desbastado largo grande @ 60° Fino médio média 35° a 40° Finíssimo curto leve @ 45° inclinado a menor distância do ponto a ser rasqueteado atacar com força, sem atuar com o peso do corpo suave, partindo da munheca mais inclinado e perto do ponto de rasqueteamento 0,003 m a 0,008 mm 222
  • 223.
    30 A U LA 231 Controle do rasqueteamento O controle do grau de rasqueteamento é feito por meio de mesas, réguas e cilindros de controle. As mesas de controle são pranchas de ferro fundido com superfícies cuida- dosamente trabalhadas, isto é, planas e lisas. A parte inferior das mesas de controle são providas de nervuras que evitam suas deformações. As mesas de controle são fabricadas em tamanhos padronizados e utilizadas para verificar os pontos de apoio das superfícies planas rasqueteadas. A verificação é efetuada passando-se tinta na superfície da mesa de controle e a peça é apoiada sobre ela. Quando a peça for de grande dimensão superficial, deve-se apoiar a mesa sobre a peça que será controlada. Se necessário, a mesa deveráserdeslocadaaolongodasuperfíciedapeça.Asmarcasdetintaqueficam na superfície da mesa indicam pontos de apoio que deverão ou não ser rasqueteados, dependendo do grau de acabamento que se deseja obter. As réguas e os cilindros de controle apresentam dimensões que variam de 100 mm a 2000 mm de comprimento. Esses instrumentos de controle são fabricados segundo a norma DIN 876, com três graus de qualidade distintos, conforme a exatidão de acabamento de suas superfícies. Tanto a régua quanto o cilindro de controle não devem ser utilizados para traçagem e alinhamento. Esses instrumentos, depois de utilizados, devem ter a face de controle limpa, coberta com uma película de vaselina sólida ou graxa e guardados convenientemente em locais onde não venham a sofrer pancadas. 223
  • 224.
    30 A U LA 232 Assinale X na alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Os rasquetes são fabricados em: a) a) a) a) a) ( ) ferro fundido; b) b) b) b) b) ( ) aços-liga para ferramenta; c) c) c) c) c) ( ) latão cromado; d) d) d) d) d) ( ) aço carbono com baixo teor de carbono; e) e) e) e) e) ( ) aço carbono, rico em ferrita. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 O ângulo de corte máximo de um rasquete é de: a) a) a) a) a) ( ) 45°; b) b) b) b) b) ( ) 60° c) c) c) c) c) ( ) 75°; d) d) d) d) d) ( ) 90°; e) e) e) e) e) ( ) 110°. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 A unidade de qualidade de uma superfície rasqueteada é dada pelo número de pontos contidos em uma superfície de área igual a: a) a) a) a) a) ( ) 25 m2 ; b) b) b) b) b) ( ) 25 dm2 ; c) c) c) c) c) ( ) 25 cm2 ; d) d) d) d) d) ( ) 25 mm2 ; e) e) e) e) e) ( ) 25 mm2 . Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 A figura abaixo mostra uma superfície rasqueteada de uma peça, vista de cima. Segundo a ilustração, o grau de qualidade do rasqueteado obtido chama-se: a) a) a) a) a) ( ) desbastado de ajuste; b) b) b) b) b) ( ) desbastado de desbaste; c) c) c) c) c) ( ) fino de acabamento; d) d) d) d) d) ( ) finíssimo de acabamento; e) e) e) e) e) ( ) corrugado de desbaste. Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 O controle do grau de rasqueteamento de uma superfície plana de grande dimensão superficial de uma peça pode ser feito com: a) a) a) a) a) ( ) régua de controle; b) b) b) b) b) ( ) mesa de controle; c) c) c) c) c) ( ) cilindro de controle; d) d) d) d) d) ( ) tarugo de controle; e) e) e) e) e) ( ) assento de controle. Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Cilindros de controle são utilizados para verificar o grau de rasqueteamento de superfícies: a) a) a) a) a) ( ) côncavas; b) b) b) b) b) ( ) convexas; c) c) c) c) c) ( ) plano-convexas; d) d) d) d) d) ( ) plano-côncavas; e) e) e) e) e) ( ) prismáticas. 224
  • 225.
    31 A U LA Uma empresa de bebidas utiliza em sua li- nha de produção uma esteira com mancais de rolamento. A esteira transporta garrafas que são enchidas com um delicioso refrigerante diet. De tempos em tempos, o funcionário encarregado da lubrificação das máquinas e equipamentos ia até a esteira para lubrificá-la. Ele sabia que os mancais de rolamento da esteira utilizavam um lubrificante com caracte- rísticas especiais . Quais eram as características especiais do lubrificante usado nos mancais de rolamento da esteira? Resposta para esta pergunta e outras informações a respeito de lubrificação e lubrificantes serão dadas nesta aula. Conceito e objetivos da lubrificação A lubrificação é uma operação que consiste em introduzir uma substância apropriada entre superfícies sólidas que estejam em contato entre si e que executam movimentos relativos. Essa substância apropriada normalmente é um óleo ou uma graxa que impede o contato direto entre as superfícies sólidas. Quando recobertos por um lubrificante, os pontos de atrito das superfícies sólidas fazem com que o atrito sólido seja substituído pelo atrito fluido, ou seja, em atrito entre uma superfície sólida e um fluido. Nessas condições, o desgaste entre as superfícies será bastante reduzido. Lubrificação industrial I 31 A U L A 225
  • 226.
    31 A U LA Além dessa redução do atrito, outros objetivos são alcançados com a lubri- ficação, se a substância lubrificante for selecionada corretamente: · menor dissipação de energia na forma de calor; · redução da temperatura, pois o lubrificante também refrigera; · redução da corrosão; · redução de vibrações e ruídos; · redução do desgaste. Lubrificantes Os lubrificantes podem ser gasosos como o ar; líquidos como os óleos em geral; semi-sólidos como as graxas e sólidos como a grafita, o talco, a mica etc. Contudo, os lubrificantes mais práticos e de uso diário são os líquidos e os semi-sólidos, isto é, os óleos e as graxas. Classificação dos óleos quanto à origem Quanto à origem, os óleos podem ser classificados em quatro categorias: óleos minerais, óleos vegetais, óleos animais e óleos sintéticos. Óleos minerais Óleos minerais Óleos minerais Óleos minerais Óleos minerais - São substâncias obtidas a partir do petróleo e, de acordo com sua estrutura molecular, são classificadas em óleos parafínicos ou óleos naftênicos. Óleos vegetais Óleos vegetais Óleos vegetais Óleos vegetais Óleos vegetais - São extraídos de sementes: soja, girassol, milho, algodão, arroz, mamona, oiticica, babaçu etc. Óleos animais Óleos animais Óleos animais Óleos animais Óleos animais - São extraídos de animais como a baleia, o cachalote, o bacalhau, a capivara etc. Óleos sintéticos Óleos sintéticos Óleos sintéticos Óleos sintéticos Óleos sintéticos - São produzidos em indústrias químicas que utilizam substâncias orgânicas e inorgânicas para fabricá-los. Estas substâncias podem ser silicones, ésteres, resinas, glicerinas etc. Aplicações dos óleos Os óleos animais e vegetais raramente são usados isoladamente como lubrificantes, por causa da sua baixa resistência à oxidação, quando comparados a outros tipos de lubrificantes. Em vista disso, eles geralmente são adicionados aos óleos minerais com a função de atuar como agentes de oleosidade. A mistura obtida apresenta características eficientes para lubrificação, especialmente em regiões de difícil lubrificação. 226
  • 227.
    31 A U LA Alguns óleos vegetais são usados na alimentação humana. Você é capaz de citar alguns? Os óleos sintéticos são de aplicação muito rara, em razão de seu elevado custo, e são utilizados nos casos em que outros tipos de substâncias não têm atuação eficiente. Os óleos minerais são os mais utilizados nos mecanismos industriais, sendo obtidos em larga escala a partir do petróleo. Características dos óleos lubrificantes Os óleos lubrificantes, antes de serem colocados à venda pelo fabricante, são submetidosaensaiosfísicospadronizadosque,alémdecontrolaremaqualidade do produto, servem como parâmetros para os usuários. Os principais ensaios físicos padronizados para os óleos lubrificantes encon- tram-se resumidos na tabela a seguir. Graxas As graxas são compostos lubrificantes semi-sólidos constituídos por uma mistura de óleo, aditivos e agentes engrossadores chamados sabões metálicos, à base de alumínio, cálcio, sódio, lítio e bário. Elas são utilizadas onde o uso de óleos não é recomendado. TIPO TIPO TIPO TIPO TIPO DE DE DE DE DE ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO O O O O O QUE QUE QUE QUE QUE DETERMINA DETERMINA DETERMINA DETERMINA DETERMINA O O O O O ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO Viscosidade Índice de viscosidade Densidade relativa Ponto de fulgor (flash point) Ponto de combustão Ponto de mínima fluidez Resíduos de carvão Resistência ao escoamento oferecida pelo óleo. A viscosidade é inversamente proporcional à temperatura. O ensaio é efetuado em aparelhos denominados viscosímetros. Os viscosímetros mais utilizados são o Saybolt, o Engler, o Redwood e o Ostwald. Mostra como varia a viscosidade de um óleo conforme as variações de temperatura. Os óleos minerais parafínicos são os que apresentam menor variação da viscosidade quando varia a temperatura e, por isso, possuem índices de viscosidade mais elevados que os naftênicos. Relação entre a densidade do óleo a 20°C e a densidade da água a 4°C ou a relação entre a densidade do óleo a 60°F e a densidade da água a 60°F. Temperatura mínima à qual pode inflamar-se o vapor de óleo, no mínimo, durante 5 segundos. O ponto de fulgor é um dado importante quando se lida com óleos que trabalham em altas temperaturas. Temperatura mínima em que se sustenta a queima do óleo. Temperatura mínima em que ocorre o escoamento do óleo por gravidade. O ponto de mínima fluidez é um dado importante quando se lida com óleos que trabalham em baixas temperaturas. Resíduos sólidos que permanecem após a destilação destrutiva do óleo. 227
  • 228.
    31 A U LA As graxas também passam por ensaios físicos padronizados e os principais encontram-se no quadro a seguir. Tipos de graxa Os tipos de graxa são classificados com base no sabão utilizado em sua fabricação. Graxa à base de alumínio: Graxa à base de alumínio: Graxa à base de alumínio: Graxa à base de alumínio: Graxa à base de alumínio: macia; quase sempre filamentosa; resistente à água; boa estabilidade estrutural quando em uso; pode trabalhar em temperatu- ras de até 71°C. É utilizada em mancais de rolamento de baixa velocidade e em chassis. Graxa à base de cálcio: Graxa à base de cálcio: Graxa à base de cálcio: Graxa à base de cálcio: Graxa à base de cálcio: vaselinada; resistente à água; boa estabilidade estrutural quando em uso; deixa-se aplicar facilmente com pistola; pode traba- lhar em temperaturas de até 77°C. É aplicada em chassis e em bombas d’água. Graxa à base de sódio: Graxa à base de sódio: Graxa à base de sódio: Graxa à base de sódio: Graxa à base de sódio: geralmente fibrosa; em geral não resiste à água; boa estabilidade estrutural quando em uso. Pode trabalhar em ambientes com temperatura de até 150°C. É aplicada em mancais de rolamento, mancais de rodas, juntas universais etc. Graxa à base de lítio: Graxa à base de lítio: Graxa à base de lítio: Graxa à base de lítio: Graxa à base de lítio: vaselinada; boa estabilidade estrutural quando em uso; resistente à água; pode trabalhar em temperaturas de até 150°C. É utilizada em veículos automotivos e na aviação. Graxa à base de bário: Graxa à base de bário: Graxa à base de bário: Graxa à base de bário: Graxa à base de bário: características gerais semelhantes às graxas à base de lítio. Graxa mista: Graxa mista: Graxa mista: Graxa mista: Graxa mista: é constituída por uma mistura de sabões. Assim, temos graxas mistas à base de sódio-cálcio, sódio-alumínio etc. Além dessas graxas, há graxas de múltiplas aplicações, graxas especiais e graxas sintéticas. Lubrificantes sólidos Lubrificantes sólidos Lubrificantes sólidos Lubrificantes sólidos Lubrificantes sólidos Algumas substâncias sólidas apresentam características peculiares que per- mitem a sua utilização como lubrificantes, em condições especiais de serviço. Entre as características importantes dessas substâncias, merecem ser mencionadas as seguintes: · baixa resistência ao cisalhamento; · estabilidade a temperaturas elevadas; · elevado limite de elasticidade; · alto índice de transmissão de calor; · alto índice de adesividade; · ausência de impurezas abrasivas. Consistência Dureza relativa, resistência à penetração. Estrutura Tato, aparência. Filamentação Capacidade de formar fios ou filamentos. Adesividade Capacidade de aderência. Ponto de fusão ou gotejo Temperatura na qual a graxa passa para o estado líquido. TIPO TIPO TIPO TIPO TIPO DE DE DE DE DE ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO O O O O O QUE QUE QUE QUE QUE DETERMINA DETERMINA DETERMINA DETERMINA DETERMINA O O O O O ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO ENSAIO 228
  • 229.
    31 A U LA Embora tais características não sejam sempre atendidas por todas as subs- tânciassólidasutilizadascomolubrificantes,elasaparecemdemaneirasatisfatória nos carbonos cristalinos, como a grafita, e no bissulfeto de molibdênio, que são, por isso mesmo, aquelas mais comumente usadas para tal finalidade. A grafita, após tratamentos especiais, dá origem à grafita coloidal, que pode ser utilizada na forma de pó finamente dividido ou em dispersões com água, óleos minerais e animais e alguns tipos de solventes. É crescente a utilização do bissulfeto de molibdênio (MoS2 ) como lubrifican- te. A ação do enxofre (símbolo químico = S) existente em sua estrutura propicia uma excelente aderência da substância com a superfície metálica, e seu uso é recomendado sobretudo para partes metálicas submetidas a condições severas de pressão e temperaturas elevadas. Pode ser usado em forma de pó dividido ou em dispersão com óleos minerais e alguns tipos de solventes. A utilização de sólidos como lubrificantes é recomendada para serviços em condições especiais, sobretudo aquelas em que as partes a lubrificar estão submetidas a pressões ou temperaturas elevadas ou se encontram sob a ação de cargas intermitentes ou em meios agressivos. Os meios agressivos são comuns nas refinarias de petróleo, nas indústrias químicas e petroquímicas. Aditivos Aditivos são substâncias que entram na formulação de óleos e graxas para conferir-lhes certas propriedades. A presença de aditivos em lubrificantes tem os seguintes objetivos: · melhorar as características de proteção contra o desgaste e de atuação em trabalhos sob condições de pressões severas; · aumentar a resistência à oxidação e corrosão; · aumentar a atividade dispersante e detergente dos lubrificantes; · aumentar a adesividade; · aumentar o índice de viscosidade. Lubrificação de mancais de deslizamento Otraçadocorretodoschanfroseranhurasdedistribuiçãodolubrificantenos mancais de deslizamento é o fator primordial para se assegurar a lubrificação adequada. 229
  • 230.
    31 A U LA Os mancais de deslizamento podem ser lubrificados com óleo ou com graxa. No caso de óleo, a viscosidade é o principal fator a ser levado em consideração; no caso de graxa, a sua consistência é o fator relevante. A escolha de um óleo ou de uma graxa também depende dos seguintes fatores: · geometria do mancal: dimensões, diâmetro, folga mancal/eixo; · rotação do eixo; · carga no mancal; · temperatura de operação do mancal; · condições ambientais: temperatura, umidade, poeira e contaminantes; · método de aplicação. Lubrificação de mancais de rolamento Os rolamentos axiais autocompensadores de rolos são lubrificados, normal- mente, com óleo. Todos os demais tipos de rolamentos podem ser lubrificados com óleo ou com graxa. Lubrificação com graxa Lubrificação com graxa Lubrificação com graxa Lubrificação com graxa Lubrificação com graxa Em mancais de fácil acesso, a caixa pode ser aberta para se renovar ou completar a graxa. Quando a caixa é bipartida, retira-se a parte superior; caixas inteiriças dispõem de tampas laterais facilmente removíveis. Como regra geral, a caixa deve ser cheia apenas até um terço ou metade de seu espaço livre com uma graxa de boa qualidade, possivelmente à base de lítio. Lubrificação com óleo Lubrificação com óleo Lubrificação com óleo Lubrificação com óleo Lubrificação com óleo O nível de óleo dentro da caixa de rolamentos deve ser mantido baixo, não excedendo o centro do corpo rolante inferior. É muito conveniente oempregodeumsistemacirculatórioparaoóleoe,emalgunscasos,recomenda- se o uso de lubrificação por neblina. Intervalos de lubrificação Intervalos de lubrificação Intervalos de lubrificação Intervalos de lubrificação Intervalos de lubrificação No caso de rolamentos lubrificados por banho de óleo, o período de troca de óleo depende, fundamentalmente, da temperatura de funcionamento do rola- mento e da possibilidade de contaminação proveniente do ambiente. Não havendo grande possibilidade de poluição, e sendo a temperatura inferior a 50°C, o óleo pode ser trocado apenas uma vez por ano. Para temperaturas em torno de 100°C, este intervalo cai para 60 ou 90 dias. Lubrificação dos mancais dos motores Temperatura, rotação e carga do mancal são os fatores que vão direcionar a escolha do lubrificante. Regra geral: Regra geral: Regra geral: Regra geral: Regra geral: · temperaturas altas: óleo mais viscoso ou uma graxa que se mantenha consistente; · altas rotações: usar óleo mais fino; · baixas rotações: usar óleo mais viscoso. 230
  • 231.
    31 A U LA Lubrificação de engrenagens fechadas A completa separação das superfícies dos dentes das engrenagens durante o engrenamento implica presença de uma película de óleo de espessura sufici- ente para que as saliências microscópicas destas superfícies não se toquem. O óleo é aplicado às engrenagens fechadas por meio de salpico ou de circulação. A seleção do óleo para engrenagens depende dos seguintes fatores: tipo de engrenagem, rotação do pinhão, grau de redução, temperatura de serviço, potência, natureza da carga, tipo de acionamento, método de aplicação e contaminação. Lubrificação de engrenagens abertas Não é prático nem econômico encerrar alguns tipos de engrenagem numa caixa. Estas são as chamadas engrenagens abertas. As engrenagens abertas só podem ser lubrificadas intermitentemente e, muitas vezes, só a intervalos regulares, proporcionando películas lubrificantes de espessuras mínimas entre os dentes, prevalecendo as condições de lubrifica- ção limítrofe. Ao selecionar o lubrificante de engrenagens abertas, é necessário levar em consideração as seguintes condições: temperatura, método de aplicação, condi- ções ambientais e material da engrenagem. Lubrificação de motorredutores A escolha de um óleo para lubrificar motorredutores deve ser feita conside- rando-se os seguintes fatores: tipo de engrenagens; rotação do motor; tempera- tura de operação e carga. No geral, o óleo deve ser quimicamente estável para suportar oxidações e resistir à oxidação. 231
  • 232.
    31 A U LA Lubrificação de máquinas-ferramenta Existe, atualmente, um número considerável de máquinas-ferramenta com uma extensa variedade de tipos de modelos, dos mais rudimentares àqueles mais sofisticados, fabricados segundo as tecnologias mais avançadas. Diante de tão grande variedade de máquinas-ferramenta, recomenda-se a leitura atenta do manual do fabricante do equipamento, no qual serão encontra- das indicações precisas para lubrificação e produtos a serem utilizados. Para equipamentos mais antigos, e não se dispondo de informações mais precisas, as seguintes indicações genéricas podem ser obedecidas: Sistema de circulação forçada Sistema de circulação forçada Sistema de circulação forçada Sistema de circulação forçada Sistema de circulação forçada - óleo lubrificante de primeira linha com número de viscosidade S 215 (ASTM). Lubrificação intermitente Lubrificação intermitente Lubrificação intermitente Lubrificação intermitente Lubrificação intermitente (oleadeiras, copo conta-gotas etc.)-óleomineral puro com número de viscosidade S 315 (ASTM). Fusos de alta velocidade Fusos de alta velocidade Fusos de alta velocidade Fusos de alta velocidade Fusos de alta velocidade(acimade3000rpm)-óleolubrificantedeprimeira linha, de base parafínica, com número de viscosidade S 75 (ASTM). Fusos de velocidade moderada Fusos de velocidade moderada Fusos de velocidade moderada Fusos de velocidade moderada Fusos de velocidade moderada (abaixo de 3000 rpm) - óleo lubrificante de primeira linha, de base parafínica, com número de viscosidade S 105 (ASTM). Guias e barramentos Guias e barramentos Guias e barramentos Guias e barramentos Guias e barramentos- óleoslubrificantescontendoaditivosdeadesividade e inibidores de oxidação e corrosão, com número de viscosidade S 1000 (ASTM). Caixas de redução Caixas de redução Caixas de redução Caixas de redução Caixas de redução - para serviços leves podem ser utilizados óleos com número de viscosidade S 1000 (ASTM) aditivados convenientemente com antioxidantes, antiespumantes etc. Para serviços pesados, recomendam-se óleos com aditivos de extrema pressão e com número de viscosidade S 2150 (ASTM). Lubrificação à graxa Lubrificação à graxa Lubrificação à graxa Lubrificação à graxa Lubrificação à graxa - em todos os pontos de lubrificação à graxa pode-se utilizar um mesmo produto. Sugere-se a utilização de graxas à base de sabão de lítio de múltipla aplicação e consistência NLGI 2. Observações: S Observações: S Observações: S Observações: S Observações: S = Saybolt; ASTM ASTM ASTM ASTM ASTM = American Society of Testing Materials (Sociedade Americana de Materiais de Teste). NLGI NLGI NLGI NLGI NLGI = National Lubricating Grease Institute (Instituto Nacional de Graxa Lubrificante). Em resumo, por mais complicada que uma máquina pareça, há apenas três elementos a lubrificar: 1. 1. 1. 1. 1. Apoios de vários tipos, tais como: mancais de deslizamento ou rolamen- to, guia etc. 2. 2. 2. 2. 2. Engrenagensdedentesretos,helicoidais,parafusosderoscasem-fimetc., que podem estar descobertas ou encerradas em caixas fechadas. 3. 3. 3. 3. 3. Cilindros, como os que se encontram nos compressores e em toda a espécie de motores, bombas ou outras máquinas com êmbolos. 232
  • 233.
    31 A U LA Responda. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 No que consiste a lubrificação? Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Em termos práticos, quais são os lubrificantes mais utilizados? Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Quanto à origem, como se classificam os lubrificantes? Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 O que é viscosidade? Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 O que são graxas? Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Um mancal de deslizamento que opera sob alta pressão e em baixa rotação deve ser lubrificado com óleo ou graxa? Justifique. Exercícios 233
  • 234.
    32 A U LA 32 A U L A Apóssofrersucessivasperdasdecomponen- tes de máquinas, a empresa Q. Tal S.A. resolveu sanar o problema. As perdas de componentes causavam constantes paradas das máquinas com conseqüentes atrasos na produção e crescimento dos prejuízos. Após minucioso estudo realizado por uma qualificada equipe de manuten- ção recém-admitida, constatou-se que os principais motivos das falhas estavam relacionados com a lubrificação das máquinas e equipamentos, que até então era feita de forma aleatória e desorganizada. Como a equipe de manutenção resolveu o problema de lubrificação das máquinas? A equipe efetuou algum planejamento? Será que a equipe elaborou algum programa de lubrificação? Nesta aula abordaremos as formas de planejar e organizar a lubrificação em uma empresa. Organização da lubrificação Uma lubrificação só poderá ser considerada correta quando o ponto de lubrificação recebe o lubrificante certo, no volume adequado e no mo- mento exato. A simplicidade da frase acima é apenas aparente. Ela encerra toda a essência da lubrificação. De fato, o ponto só recebe lubrificante certo lubrificante certo lubrificante certo lubrificante certo lubrificante certo quando: · a especificação de origem (fabricante) estiver correta; · a qualidade do lubrificante for controlada; · não houver erros de aplicação; · o produto em uso for adequado; · o sistema de manuseio, armazenagem e estocagem estiverem corretos. O volume adequado volume adequado volume adequado volume adequado volume adequado só será alcançado se: · o lubrificador (homem da lubrificação) estiver habilitado e capacitado; · os sistemas centralizados estiverem corretamente projetados, mantidos e regulados; · osprocedimentosdeexecuçãoforemelaborados,implantadoseobedecidos; · houver uma inspeção regular e permanente nos reservatórios. Lubrificação industrial II 234
  • 235.
    32 A U LA O momento exato momento exato momento exato momento exato momento exato será atingido quando: · houver um programa para execução dos serviços de lubrificação; · os períodos previstos estiverem corretos; · as recomendações do fabricante estiverem corretas; · a equipe de lubrificação estiver corretamente dimensionada; · os sistemas centralizados estiverem corretamente regulados. Qualquerfalhadelubrificaçãoprovoca,namaioriadasvezes,desgastescom conseqüências a médio e longo prazos, afetando a vida útil dos elementos lubrificados. Pouquíssimas vezes a curto prazo. Estudos efetuados por meio da análise ferrográfica de lubrificantes têm mostradoqueaspartículasgeradascomoefeitodamálubrificaçãosãopartículas do tipo normal, porém em volumes muito grandes, significando que o desgaste nestas circunstâncias ocorre de forma acelerada, levando inexoravelmente até a falha catastrófica. Uma máquina, em vez de durar vinte anos, irá se degradar em cinco anos. Ummancaldeumredutorprevistoparadurardoisanosserátrocadoemumano. Os dentes de engrenagens projetados para operarem durante determinado período de tempo terá de ser substituído antecipadamente. Se projetarmos estes problemas para os milhares de pontos de lubrificação existentes, teremos uma idéia do volume adicional de paradas que poderão ser provocadas, a quantidade de sobressalentes consumidos e a mão-de-obra utili- zada para reparos. Somente um monitoramento feito por meio da ferrografia poderá determi- nar os desgastes provocados pela má lubrificação. É muito difícil diagnosticar uma falha catastrófica resultante da má lubrifi- cação. Normalmente se imagina que se a peça danificada estiver com lubrifican- te, o problema não é da lubrificação. Mas quem poderá garantir a qualidade da lubrificação ao longo dos últimos anos? Somente a prática da lubrificação correta, efetuada de forma contínua e permanente, garante uma vida útil plena para os componentes de máquinas. Por fim, acrescentamos que, embora não percebida por muitos, a lubrifica- ção correta concorre, também, para a redução no consumo de energia e na preservação dos recursos naturais. 235
  • 236.
    32 A U LA Não estamos falando da energia que é economizada como conseqüência da redução de atrito, mas da energia embutida, isto é, a energia inerente ao processo de fabricação das peças desgastadas e substituídas. Quando trocamos uma peça prematuramente, estamos consumindo toda a energia embutida no processamento e uma parte dos recursos naturais não- renováveis, como os minérios. Produtividade, qualidade, custo e segurança não são mais fatores isolados para o crescimento das empresas. Esses fatores estão inter-relacionados entre si e inter-relacionados com a lubrificação, conforme mostra o esquema a seguir. Por fim, uma lubrificação organizada apresenta as seguintes vantagens: · aumenta a vida útil dos equipamentos em até dez vezes ou mais; · reduz o consumo de energia em até 20%; · reduz custos de manutenção em até 35%; · reduz o consumo de lubrificantes em até 50%. Programa de lubrificação Em qualquer empreendimento industrial, independentemente do seu porte, o estabelecimento de um programa racional de lubrificação é fator primordial para a obtenção da melhor eficiência operacional dos equipamentos. A existência de um programa racional de lubrificação e sua implementação influem de maneira direta nos custos industriais pela redução do número de paradas para manutenção, diminuição das despesas com peças de reposição e com lubrificantes e pelo aumento da produção, além de melhorar as condições de segurança do próprio serviço de lubrificação. A primeira providência para a elaboração e instalação de um programa de lubrificação refere-se a um levantamento cuidadoso das máquinas e equipamen- tos e das suas reais condições de operação. Para maior facilidade, recomenda-se que tal levantamento seja efetuado por setores da empresa, especificando-se sempre todos os equipamentos instalados, de maneira que eles possam ser identificados de maneira inequívoca. Uma vez concluído este primeiro passo, deve-se verificar quais os equipa- mentos cujos manuais do fabricante estão disponíveis e quais os tipos e marcas de lubrificantes para eles recomendados. 236
  • 237.
    32 A U LA De posse dos dados anteriores, deve-se elaborar um plano de lubrificação para cada equipamento, em que ele deve ser identificado. E ainda mencionar todos os seus pontos de lubrificação, métodos a empregar, produtos recomenda- dos e periodicidade da lubrificação. Para facilitar aos operários encarregados da lubrificação e minimizar a possibilidade de erros nas tarefas de lubrificação (aplicação de produtos indevidos), sugere-se identificar, nas máquinas, todos os pontos de lubrificação com um símbolo correspondente ao do produto a ser nele aplicado. Há várias maneiras de se estabelecer tais códigos, sendo prática a utilização de cores e figuras geométricas para facilitar a tarefa de identificação. Assim, círculos podem representar pontos lubrificados a óleo e triângulos ou quadrados, pontos lubrificados a graxas. E a cor de cada uma dessas figuras será determinada pelas características do produto a ser empregado. Como exemplo, um óleo para lubrificação de mancais de rolamento com velocidade de 10000 rpm e temperatura de operação na faixa dos 60°C poderia ser identificado do seguinte modo: óleo lubrificante de primeira linha com inibidores de oxidação e corrosão; viscosidade SSU a 210°F de 52 a 58 segundos. Marca comercial X e fornecedor Y. Observação Observação Observação Observação Observação: V = vermelho O trecho de um plano de lubrificação, como anteriormente mencionado, pode-se apresentar da seguinte forma: Neste exemplo, os produtos estão representados pelos seus respectivos códigos, em que as letras no interior do círculo representam as cores que identificam os lubrificantes. Nesse caso sugerido, temos: A = amarelo; B = branco; Ve = verde e V = vermelho. Esses códigos, por sua vez, seriam pintados, nas respectivas cores, nos diferentes pontos de lubrificação do equipamento. V 237
  • 238.
    32 A U LA Acompanhamento e controle Visando racionalizar o uso dos óleos e graxas lubrificantes, sempre que é elaborado um programa geral de lubrificação procura-se reduzir ao máximo a quantidade de produtos recomendados. No que se refere ao controle, podem ser elaboradas fichas para cada seção da empresa, nas quais serão mencionados os respectivos equipamentos e anotados dados como: freqüência de lubrificação, quantidade de lubrifi- cantes a aplicar etc. Tais fichas são distribuídas aos operários encarregados da execução da lubrificação e devem ser devolvidas com as anotações devidas. O consumo é controlado, quando possível, por equipamento. Em geral, para métodos de lubrificação manual (almotolia, pistola de graxa, copos graxeiros, copos conta-gotas etc.), fica difícil o controle de consumo por equipamento. Recomenda-se, nesse caso, considerar o consumo por seção, dividi-lo pelo número de pontos lubrificados, obtendo-se então um consumo médio por ponto de lubrificação, que multiplicado pelo número de pontos a lubrificar do equipa- mento, fornece o seu consumo médio no período de tempo considerado. Esse consumo deve ser dimensionado de acordo com o porte de cada empresa. Armazenagem e manuseio de lubrificantes Os óleos lubrificantes são embalados usualmente em tambores de 200 litros, conforme norma do INMETRO (Instituto de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial). As graxas são comercializadas em quilograma e os tambores são de 170 kg ou 180 kg, conforme o fabricante. Em relação ao manuseio e armazenagem de lubrificantes, deve-se evitar a presença de água. Os óleos contaminam-se facilmente com água. A água pode ser proveniente de chuvas ou da umidade do ar. Areia, poeira e outras partículas estranhas também são fatores de contaminação de óleos e graxas. Outro fator que afeta os lubrificantes, especialmente as graxas, é a tempera- tura muito elevada, que pode decompô-las. Quando não houver possibilidade de armazenagem dos lubrificantes em recinto fechado e arejado, devem ser observados os seguintes cuidados: · manter os tambores sempre deitados sobre ripas de madeira para evitar a corrosão; · nunca empilhar os tambores sobre aterros de escórias, pois estas atacam seriamente as chapas de aços de que eles são feitos; · em cada extremidade de fila, os tambores devem ser firmemente escorados por calços de madeira. Os bujões devem ficar em fila horizontal; 238
  • 239.
    32 A U LA · fazer inspeções periódicas para verificar se as marcas dos tambores continu- am legíveis e descobrir qualquer vazamento; · se os tambores precisarem ficar na posição vertical, devem ser cobertos por um encerado. Na falta do encerado, o recurso é colocá-los ligeiramente inclinados,com o emprego de calços de madeira, de forma que se evite o acúmulo de água sobre qualquer um dos bujões. A armazenagem em recinto fechado e arejado pode ser feita em estantes de ferro apropriadas chamadas racks ou em estrados de madeira chamados pallets. O emprego de racks exige o uso de um mecanismo tipo monorail com talha móvel para a colocação e retirada dos tambores das estantes superiores. Para a manipulação dos pallets, é necessária uma empilhadeira com garfo. Umaoutrapossibilidadeédisporostamboreshorizontalmenteesuperpostos em até três filas, com ripas de madeira de permeio e calços convenientes, conforme já foi mostrado. A retirada dos tambores é feita usando-se uma rampa formada por duas tábuas grossas colocadas em paralelo, por onde rolam cuida- dosamente os tambores. Panos e estopas sujos de óleo não devem ser deixados nesses locais, porque constituem focos de combustão, além do fator estético. O almoxarifado de lubrificantes deve ficar distante de poeiras de cimento, carvão etc., bem como de fontes de calor como fornos e caldeiras. O piso do almoxarifado de lubrificantes não deve soltar poeira e nem absorver óleo depois de um derrame acidental. Pode-se retirar óleo de um tambor em posição vertical utilizando uma pequena bomba manual apropriada. Os tambores que estiverem sendo usados devem ficar deitados horizontal- mente sobre cavaletes adequados. A retirada de óleo é feita, nesse caso, por meio de torneiras apropriadas. Geralmente adapta-se a torneira ao bujão menor. Para o caso de óleos muito viscosos, recomenda-se usar o bujão menor. O bujão com a torneira adaptada deve ficar voltado para baixo, e uma pequena lata deve ser colocada para captar um eventual gotejamento, conforme a figura. 239
  • 240.
    32 A U LA Os recipientes e os funis devem ser mantidos limpos, lavados periodicamen- te com querosene e enxugados antes de voltarem ao uso. Para graxas, que em geral são em número reduzido e cujo consumo é muito menor que o de óleos, recomenda-se o emprego de bombas apropriadas, man- tendo-se o tambor sempre bem fechado. Acessórios de lubrificação Os principais acessórios utilizados em lubrificação são os seguintes: Talha: Talha: Talha: Talha: Talha: serve para mover os tambores de lubrifican- tes e pode ser manual ou elétrica. Empilhadeira: Empilhadeira: Empilhadeira: Empilhadeira: Empilhadeira: é utilizada na estocagem dos tambo- res. Tanque: Tanque: Tanque: Tanque: Tanque: é utilizado para a limpeza do equipamento de lubrificação. Equipamento para Equipamento para Equipamento para Equipamento para Equipamento para retirada de graxa: retirada de graxa: retirada de graxa: retirada de graxa: retirada de graxa: a graxa, devido a sua consistência, exige a remoção da tampa e instalação de um equipamento especial à base de ar comprimido, que a mantém comprimida contra a base do tambor mediante uma chapa. Enchedores de pistola de Enchedores de pistola de Enchedores de pistola de Enchedores de pistola de Enchedores de pistola de graxa: graxa: graxa: graxa: graxa: são úteis para evitar contaminações, podendo ser manuais ou a ar comprimido. Pistolas portáteis para Pistolas portáteis para Pistolas portáteis para Pistolas portáteis para Pistolas portáteis para graxa: graxa: graxa: graxa: graxa: são usadas para lubrificação de grupos de equipamentos e podem ser a ar comprimido ou elétricas. Misturador: Misturador: Misturador: Misturador: Misturador: é aplicado para misturar óleo solúvel com água. Torneira: Torneira: Torneira: Torneira: Torneira: é utilizada para retirar óleo do tambor e é aplicada nos orifícios dos bujões de enchimento. Equipamento de retirada Equipamento de retirada Equipamento de retirada Equipamento de retirada Equipamento de retirada de óleo: de óleo: de óleo: de óleo: de óleo: são, normalmente, bombas manuais, que são instaladas no bujão do tambor. 240
  • 241.
    32 A U LA O lubrificador O homem-chave de toda a lubrificação é o lubrificador. De nada adiantam planos de lubrificação perfeitos, programas sofisticados e controles informatizados, se os homens que executam os serviços não estiverem devida- mente capacitados e habilitados para a função. Um bom lubrificador deve ter conhecimentos e habilidades que lhe permi- tam discernir entre o que é correto e o que é errado em lubrificação. O bom lubrificador deverá saber: · a forma certa de lubrificar um equipamento; · quais lubrificantes são utilizados na empresa; · quais os efeitos nocivos da mistura de lubrificantes; · quais os equipamentos de lubrificação devem ser utilizados; · quais as conseqüências de uma contaminação; · evitar a contaminação; · quais procedimentos seguir para a retirada de amostras; · como estocar, manusear e armazenar lubrificantes; · qual a relação entre lubrificação e segurança pessoal; · quais as conseqüências de uma má lubrificação; · quais as funções e principais características dos lubrificantes; · quais os impactos dos lubrificantes no meio ambiente; · o que são sistemas de lubrificação; · como funcionam os sistemas de lubrificação; · como cuidar dos sistemas de lubrificação; · quais equipamentos devem ser lubrificados; · quais pontos de lubrificação devem receber lubrificante. Como se pode observar, o lubrificador deve ser um profissional gabaritado e competente. Carrinhos de lubrificação: Carrinhos de lubrificação: Carrinhos de lubrificação: Carrinhos de lubrificação: Carrinhos de lubrificação: por causa da necessidade de se aplicar diferentes tipos de lubrificantes a vários equipamentos e em locais distantes, usam-se carrinhos de lubrificantes. Lubrificadores de fusos têxteis: Lubrificadores de fusos têxteis: Lubrificadores de fusos têxteis: Lubrificadores de fusos têxteis: Lubrificadores de fusos têxteis: são aparelhos utilizados para retirar o óleo usado, limpar o recipiente e aplicar óleo novo. 241
  • 242.
    32 A U LA Assinale com X a alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Podemos considerar que uma lubrificação está correta quando a máquina receber: a) a) a) a) a) ( ) o lubrificante correto, com média viscosidade e baixa fluidez; b) b) b) b) b) ( ) o lubrificante mais aditivado, com alta fluidez e baixa viscosidade; c) c) c) c) c) ( ) o lubrificante correto, no volume correto e no momento adequado; d) d) d) d) d) ( ) o lubrificante de origem parafínica com a viscosidade ideal; e) e) e) e) e) ( ) o lubrificante de melhor qualidade e de origem naftênica com alta viscosidade. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 As falhas de lubrificação em máquinas podem provocar: a) a) a) a) a) ( ) desgaste nos componentes afetando a vida útil deles; b) b) b) b) b) ( ) a eliminação das forças de atrito com aumento de potência; c) c) c) c) c) ( ) vibrações harmônicas nos componentes, que passam a trabalhar melhor; d) d) d) d) d) ( ) aumento na velocidade dos componentes móveis; e) e) e) e) e) ( ) apenas rachaduras nos cabeçotes, correias e eixos. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Uma lubrificação organizada apresenta as seguintes vantagens: a) a) a) a) a) ( ) aumenta o consumo de energia e diminui a vida útil da máquina; b) b) b) b) b) ( ) reduz o consumo de energia, reduz os custos, reduz o consumo de lubrificantes e aumenta a vida útil da máquina; c) c) c) c) c) ( ) reduz o consumo de energia, reduz os custos, aumenta o consumo de lubrificantes e aumenta a vida útil da máquina; d) d) d) d) d) ( ) aumenta o consumo de energia, reduz os custos, reduz o consumo de lubrificantes e mantém a vida útil da máquina; e) e) e) e) e) ( ) reduz o consumo de energia, aumenta os custos, reduz o consumo de lubrificantes e prolonga a vida útil da máquina. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 A primeira providência a ser executada ao se instalar um programa de lubrificação é: a) a) a) a) a) ( ) colocar lubrificantes altamente viscosos em todos os componentes de todas as máquinas; b) b) b) b) b) ( ) ficar um mês sem lubrificar as máquinas que estão em serviço e lubrificar somente aquelas que estão paradas para manutenção; c) c) c) c) c) ( ) trocar os lubrificantes de todas as máquinas que estão em serviço e lubrificar, somente com graxa, aquelas paradas para manutenção; d) d) d) d) d) ( ) fazer um levantamento cuidadoso das máquinas para avaliar suas reais condições; e) e) e) e) e) ( ) importar óleos e graxas da Europa, pois não se pode confiar nos produtos comercializados pelas empresas instaladas no País. Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 A estocagem e a armazenagem de óleos lubrificantes exigem alguns cuida- dos. Entre esses cuidados, deve-se evitar: a) a) a) a) a) ( ) a presença de graxas, pois elas reagem com os óleos e formam piche; b) b) b) b) b) ( ) locais arejados, pois o ar oxida todos os óleos com grande rapidez; c) c) c) c) c) ( ) locais com temperatura ao redor de 22°C, que pode degradar os óleos; d) d) d) d) d) ( ) tambores deitados ou de pé, pois o ideal é mantê-los pendurados; e) e) e) e) e) ( ) a presença de água, pois esta é contaminante. Exercícios 242
  • 243.
    33 A U LA Uma fresadora CNC foi vistoriada pela equi- pe de manutenção da empresa Kikoisa S.A. e o líder da equipe ficou encarregado de efetuar a coleta de amostra do óleo lubrificante da máquina para uma ferrografia, pois era preciso constatar a ocorrência de desgaste de alguns compo- nentes de funções importantes. Como o líder coletou a amostra de óleo? Como o exame de um óleo permite detectar desgastes? O que é exame ferrográfico? Nesta aula, as respostas para as perguntas acima serão discutidas. Conceito de ferrografia A ferrografia é uma técnica de avaliação das condições de desgaste dos componentes de uma máquina por meio da quantificação e observação das partículas em suspensão no lubrificante. Essa técnica satisfaz todos os requisitos exigidos pela manutenção preditiva e também pode ser empregada na análise de falhas e na avaliação rápida do desempenho de lubrificantes. Origem da ferrografia Aferrografiafoidescobertaem1971porVernonC.Westcott,umtribologista de Massachusetts, Estados Unidos, e desenvolvida durante os anos subseqüen- tes com a colaboração de Roderic Bowen e patrocínio do Centro de Engenharia Aeronaval Americano e outras entidades. O objetivo inicialmente proposto foi o de quantificar a severidade do desgaste de máquinas e para a pesquisa foram adotadas as seguintes premissas: 1. 1. 1. 1. 1. Toda máquina desgasta-se antes de falhar. 2. 2. 2. 2. 2. O desgaste gera partículas. 3. 3. 3. 3. 3. A quantidade e o tamanho das partículas são diretamente proporcionais à severidade do desgaste que pode ser constatado mesmo a olho nu. Análise de lubrificantes por meio da técnica ferrográfica 33 A U L A 243
  • 244.
    33 A U LA 4. 4. 4. 4. 4. Os componentes de máquinas, que sofrem atrito, geralmente são lubrifi- cados, e as partículas permanecem em suspensão durante um certo tempo. 5. 5. 5. 5. 5. Considerando que as máquinas e seus elementos são constituídos basica- mente de ligas de ferro, a maior parte das partículas provém dessas ligas. A técnica ferrográfica O método usual de quantificação da concentração de material particulado consiste na contagem das partículas depositadas em papel de filtro e observadas em microscópio. Este método, porém, não proporciona condições adequadas para a classificação dimensional, que é de grande importância para a avaliação da intensidade do desgaste de máquinas. Orientando-se pela quinta premissa, ou seja, de que há predominância de ligas ferrosas nas máquinas e seus elementos, Westcott inventou um aparelho para separar as partículas de acordo com o tamanho. O aparelho chama-se ferrógrafo ferrógrafo ferrógrafo ferrógrafo ferrógrafo. . . . . Funcionamento do ferrógrafo Acompanhando a figura anterior, o ferrógrafo de Westcott é constituído de um tubo de ensaio, uma bomba peristáltica, uma mangueira, uma lâmina de vidro, um ímã e um dreno. A bomba peristáltica, atuando na mangueira, faz com que o lubrificante se desloque do tubo de ensaio em direção à lâmina de vidro, que se encontra ligeiramente inclinada e apoiada sobre um ímã com forte campo magnético. A inclinação da lâmina de vidro garantirá que o fluxo do lubrificante tenha apenas uma direção. O lubrificante, do tubo de ensaio até a extremidade final da mangueira, transporta partículas grandes e pequenas com a mesma velocidade. Quando o fluxo passa sobre a lâmina de vidro, a velocidade de imersão ou afundamento das partículas grandes passa a ser maior que a velocidade das pequenas. Isto ocorre devido à ação do campo magnético do ímã. Nesse momento, começa a separação entre partículas grandes e pequenas. As partículas grandes vão se fixando na lâmina de vidro logo no seu início, e as menores depositam-se mais abaixo. 244
  • 245.
    33 A U LA Com esse ferrógrafo, constatou-se que as partículas maiores que 5 mm fixam-se no início da placa de vidro e que as partículas entre 1 mm e 2 mm fixam- se seis milímetros abaixo. Essas posições têm grande importância, pois as partículas provenientes de desgastes severos geralmente apresentam dimen- sões com mais de 15 mm, enquanto as partículas provenientes de desgastes normais apresentam dimensões ao redor de 1 mm a 2 mm. O dimensionamento de partículas é efetuado com o auxílio de um microscó- pio de alta resolução. Muitas tentativas foram feitas até se obter a vazão de fluido e o ímã mais adequados.Nosferrógrafosatuais,avazãoéde0,3mldefluidoporminutoe98% das partículas ficam retidas na lâmina de vidro, mesmo as não magnéticas. Ferrograma A figura seguinte mostra um ferrograma, isto é, uma lâmina preparada que permiteobteradimensãoaproximadadepartículasdepositadas.Alâminamede aproximadamente 57 mm. Ao longo dela passa o fluxo de lubrificante que vai deixando as partículas atrás de si. Como foi dito, as maiores ficam no início do fluxo e as menores, no final. As partículas não magnéticas, como as provenientes de cobre e suas ligas, alumínio e suas ligas, cromo e suas ligas, compostos orgânicos, areia etc., também depositam-se no ferrograma. Isto é explicável pela ação da gravidade, auxiliada pela lentidão do fluxo, além de algum magnetismo adquirido pelo atrito desses materiais com partículas de ligas de ferro. As partículas não magnéticas distinguem-se das partículas de ligas ferrosas pela disposição que as primeiras assumem no ferrograma. No ferrograma as partículas de materiais não magnéticos depositam-se aleatoriamente, sem serem alinhadas pelo campo magnético do ímã. Uma outra importante utilidade do ferrograma é que ele permite descobrir ascausasdosdesgastes:deslizamento,fadiga,excessodecargasetc.Essascausas geram partículas de forma e cores específicas, como se fossem impressões digitais deixadas na vítima pelo criminoso. 245
  • 246.
    33 A U LA Ferrografia quantitativa Com a evolução do ferrógrafo, chegou-se ao ferrógrafo de leitura direta, que permite quantificar as partículas grandes e pequenas de modo rápido e objetivo. Seu princípio é o mesmo adotado nas pesquisas com ferrogramas e encontra-se esquematizado a seguir. A luz, proveniente da fonte, divide-se em dois feixes que passam por uma fibra óptica. Esses feixes são parcialmente atenuados pelas partículas nas posi- ções de entrada e seis milímetros abaixo. Os dois feixes atenuados são captados por sensores ópticos ou fotodetectores que mandam sinais para um processador, e os resultados são mostrados digitalmente em um display de cristal líquido. Os valores encontrados são comparados com os valores obtidos por um ensaio sobre uma lâmina limpa, considerando que a diferença de atenuações da luz é proporcional à quantidade de partículas presentes. O campo de medição vai de 0 a 190 unidades DR (Direct Reading = Leitura Direta), mas é linear apenas até 100. A partir deste valor, as partículas empilham- se umas sobre as outras, acarretando leituras menores que as reais. Por isso, muitasvezesénecessáriodiluirolubrificanteoriginalparasemanteralinearidade. O acompanhamento da máquina, por meio da ferrografia quantitativa, possibilita a construção de gráficos, e as condições de maior severidade são definidas depois de efetuadas algumas medições. Os resultados obtidos são tratados estatisticamente. 246
  • 247.
    33 A U LA Por exemplo, o gráfico a seguir, chamado gráfico de tendências, é obtido por meio da ferrografia quantitativa. OvalorL+S,chamadoconcentraçãototaldepartículas,éumdosparâmetros utilizados para avaliação do desgaste. Significados: L L L L L - (abreviatura de large, large, large, large, large, que significa grande) corresponde ao valor encontrado de partículas grandes (> 5 mm). S S S S S - (abreviatura de small, small, small, small, small, que significa pequeno) corresponde ao valor encontrado de partículas pequenas (< 5 mm). Outros parâmetros podem ser utilizados juntamente com o L + S, por exemplo, o índice de severidade Is = (L + S) (L - S). O gráfico a seguir, chamado “curva da asa”, mostra a evolução do desgaste dos elementos de uma máquina. Observe que o tamanho das partículas prove- nientes de desgaste normal varia de 0,1 mm até aproximadamente 5 mm. A presença de partículas maiores que 10 mm praticamente garantirá a indese- jável falha do componente. Paramaiorclareza,observeográficoseguintequemostraasfaixaslimítrofes dos tamanhos das partículas. 247
  • 248.
    33 A U LA Ferrografia analítica A identificação das causas de desgaste é feita por meio do exame visual da morfologia, cor das partículas, verificação de tamanhos, distribuição e concen- tração no ferrograma. Pela ferrografia analítica, faz-se a classificação das partículas de desgaste em cincogrupos.Oquadroaseguirmostraoscincogruposdepartículasdedesgaste e as causas que as originam. As fotografias constituem a única forma de mostrar, com clareza, os aspectos dos ferrogramas, mas podemos esboçá-los, simplificadamente, para registrar as informações, conforme exemplo a seguir. Ferrografia e outras técnicas Ferrografia, espectrometria e análise de vibrações constituem as principais técnicas de diagnóstico das condições dos componentes mecânicos das máquinas. As duas primeiras empregam métodos diversos para avaliar o mesmo tipo de problema: o desgaste. Ambas concentram a análise nas partículas suspensas no lubrificante, mas com parâmetros diferentes. CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS DAS DAS DAS DAS PARTÍCULAS PARTÍCULAS PARTÍCULAS PARTÍCULAS PARTÍCULAS Ferrosas Não-ferrosas Óxidos de ferro Produtos da degradação do lubrificante Contaminantes esfoliação; corte por abrasão; fadiga de rolamento; arrastamento; desgaste severo por deslizamento. metais brancos; ligas de cobre; ligas de metal patente ou antifricção. óxidos vermelhos; óxidos escuros; metais oxidados escuros. corrosão; polímeros de fricção. poeira de estrada; pó de carvão; asbesto; material de filtro; flocos de carbono. CAUSAS CAUSAS CAUSAS CAUSAS CAUSAS 248
  • 249.
    33 A U LA A ferrografia tem por parâmetros a concentração, o tamanho, a morfologia e a cor das partículas, enquanto a espectrometria considera apenas a concentra- ção dos elementos químicos que as compõem. A análise de vibrações tem por parâmetro o comportamento dinâmico das máquinas, quando excitadas por forças provenientes de irregular distribuição de massas, erros de montagem, pulsações dinâmicas etc., bem como de proble- mas mais avançados de desgaste. Em resumo, a ferrografia, a espectrometria e a análise de vibrações se complementam, pois, de forma isolada, essas técnicas apresentam limitações. Coletas de amostras de lubrificante Para se coletar uma amostra de lubrificante em serviço, deve-se escolher criteriosamente o ponto de coleta; o volume a ser recolhido e qual método deverá ser utilizado na coleta. Escolha do ponto de coleta Escolha do ponto de coleta Escolha do ponto de coleta Escolha do ponto de coleta Escolha do ponto de coleta As partículas que interessam para a análise são aquelas geradas recentemen- te. Considerando este pré-requisito, o ponto de coleta deverá ser aquele em que uma grande quantidade de partículas novas estejam presentes em região de grande agitação. Exemplos: · tubulação geral de retorno do lubrificante para o reservatório; · janela de inspeção de reservatório, próximo à tubulação de descarga; · drenos laterais em reservatórios ou cárteres; · dreno geral de reservatório ou cárteres, em região de agitação; · varetas de nível. Pontos após filtros ou após chicanas de reservatórios devem ser evitados, pois esses elementos retiram ou precipitam as partículas do lubrificante. Volume de amostra Volume de amostra Volume de amostra Volume de amostra Volume de amostra São necessários apenas 100 ml de amostra, que é colocada em um frasco com capacidade para 150 ml. Excesso de lubrificante, após a coleta, deve ser descar- tado imediatamente, para evitar que as partículas se precipitem. O espaço de 50 ml, que corresponde a 1/3 do frasco, é deixado vazio para permitir uma agitação posterior da amostra. Métodos de coleta Métodos de coleta Métodos de coleta Métodos de coleta Métodos de coleta Os principais métodos de coleta de lubrificantes envolvem válvulas de coleta, bombas de coleta e imersão. Se a máquina estiver dotada de válvulas de coletas, o método de coleta deverá passar pela seguinte seqüência: · limpar a região da coleta; · abrir a válvula permitindo uma vazão razoável para arrastar as partículas (filete de 1/4” a 2”, proporcional à máquina); · purgar 2 a 3 vezes o volume parado na tubulação da válvula; 249
  • 250.
    33 A U LA · retirar o frasco quando completar o nível de coleta nele indicado; · fechar a válvula (nunca abri-la ou fechá-la sobre o frasco); · descartar imediatamente o lubrificante que excedeu o nível de coleta; · tampar o frasco com batoque plástico e tampa roscada; · limpar o frasco; · identificar a amostra com os seguintes dados: máquina, ponto de coleta, empresa e data. A coleta de amostras de lubrificante, na maioria dos casos, pode ser feita com o auxílio de uma bomba de coleta. A figura seguinte mostra o esquema de uma bomba de coleta. O método de coleta que envolve o uso de uma bomba de coleta deve obedecer aos passos: · cortar um pedaço de mangueira plástica nova, com comprimento suficiente para alcançar o lubrificante na região média compreendida abaixo de sua superfície e acima do fundo do depósito onde ele se encontra; · introduzir uma das extremidades da mangueira na bomba, de modo que essa extremidade fique aparente; · introduzir a extremidade livre da mangueira até a metade do nível do lubrificante, cuidando para que o fundo do recipiente não seja tocado; · aspirar o lubrificante; · descartar imediatamente o lubrificante que exceder o nível de coleta; · tampar o frasco com batoque plástico e tampa roscada; · limpar o frasco; · identificar a amostra com os seguintes dados: máquina, ponto de coleta, empresa e data; · descartar a mangueira. Seolubrificanteestiveremconstanteagitação,aamostrapoderásercoletada pelo método da imersão que consiste em mergulhar o frasco no lubrificante. Em casos de temperaturas elevadas o frasco é fixado em um cabo dotado de braçadeiras. Esse cuidado é necessário para evitar queimaduras no operador. A seqüência para aplicar o método da imersão consiste nos seguintes passos: · destampar o frasco e prendê-lo no suporte com braçadeiras; · introduzir o frasco no reservatório ou canal de lubrificante, com a boca para baixo, até que o nível médio do lubrificante seja alcançado, sem tocar no fundo do reservatório ou canal; 250
  • 251.
    33 A U LA · virar o frasco para cima, permitindo a entrada do lubrificante; · descartar imediatamente o excesso de lubrificante que exceder o nível de coleta; · tampar o frasco com batoque plástico e tampa roscada; · limpar o frasco; · identificar a amostra com os seguintes dados: máquina, ponto de coleta, empresa, data. Assinale X na alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 O aparelho utilizado para determinar o tamanho, a cor e a quantidade de partículas existentes em um lubrificante que atua em uma máquina chama-se: a) a) a) a) a) ( ) barógrafo; b) b) b) b) b) ( ) ferrógrafo; c) c) c) c) c) ( ) termógrafo; d) d) d) d) d) ( ) pantógrafo; e) e) e) e) e) ( ) volumógrafo. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 O pai da análise ferrográfica foi: a) a) a) a) a) ( ) Júlio Verne; b) b) b) b) b) ( ) Roderic Bowen; c) c) c) c) c) ( ) David Bowie; d) d) d) d) d) ( ) Minesota Massachusetts; e) e) e) e) e) ( ) Vernon Westcott. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Ferrograma é uma lâmina preparada que permite analisar um óleo lubrifi- cante de uma máquina. Nessa análise constata-se a existência de partículas metálicas que podem ser classificadas quanto: a) a) a) a) a) ( ) à origem e ao tamanho; b) b) b) b) b) ( ) ao tamanho e à constituição química; c) c) c) c) c) ( ) à constituição química e ao perfil; d) d) d) d) d) ( ) à capacidade de absorver óleo e ao perfil; e) e) e) e) e) ( ) ao perfil, constituição química e tamanho. Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Se o exame ferrográfico de um óleo de máquina revelar a presença de partículas metálicas maiores que 15mm, pode-se concluir que elas são oriundas de um desgaste: a) a) a) a) a) ( ) normal; b) b) b) b) b) ( ) delicado; c) c) c) c) c) ( ) severo; d) d) d) d) d) ( ) oxidante; e) e) e) e) e) ( ) redutor. Exercícios 251
  • 252.
    33 A U LA Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 Exercício 5 A ferrografia analítica permite classificar as partículas em: a) a) a) a) a) ( ) dois grupos; b) b) b) b) b) ( ) três grupos; c) c) c) c) c) ( ) quatro grupos; d) d) d) d) d) ( ) cinco grupos; e) e) e) e) e) ( ) seis grupos. Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 Exercício 6 O volume de uma amostra de óleo a ser examinado por ferrografia deve ser de: a) a) a) a) a) ( ) 100 ml; b) b) b) b) b) ( ) 200 ml; c) c) c) c) c) ( ) 300 ml; d) d) d) d) d) ( ) 400 ml; e) e) e) e) e) ( ) 500 ml. 252
  • 253.
    34 A U LA Um especialista em manutenção preditiva foi chamado para monitorar uma máquina em uma empresa. Ele colocou sensores em pontos estratégicos da máquina e coletou, em um registrador, todos os tipos de vibrações emitidos por ela. Depois de algumas horas de acompanhamento, o especialista analisou os dados coletados e detectou, com base nos parâmetros já existentes, que havia uma falha em um mancal de rolamento. Como é possível, por meio de vibrações, detectar falhas em componentes de máquinas? Nesta aula veremos como detectar falhas de componentes de máquinas por meio da análise de vibrações. Vibração mecânica Paracompreenderosfundamentosdoprincípiodaanálisedevibrações,será preciso compreender o que é vibração mecânica. Leia atentamente o que se segue, orientado-se pela figura abaixo, que mostra um equipamento sujeito a vibrações. Análise de vibrações 34 A U L A 253
  • 254.
    34 A U LA Pois bem, vibração mecânica é um tipo de movimento, no qual se considera uma massa reduzida a um ponto ou partícula submetida a uma força. A ação de uma força sobre o ponto obriga-o a executar um movimento vibratório. No detalhe da figura anterior, o ponto P, quando em repouso ou não estimulado pela força, localiza-se sobre o eixo x. . . . . Sendo estimulado por uma força,elesemoveránadireçãodoeixoy,entreduasposiçõeslimites,eqüidistantes de x, percorrendo a distância 2D, isto é, o ponto P realiza um movimento oscilatório sobre o eixo x. ParaqueomovimentooscilatóriodopontoPseconstituanumavibração vibração vibração vibração vibração,ele deverá percorrer a trajetória 2 D 2 D 2 D 2 D 2 D, denominada trajetória completa ou ciclo, conhecida pelo nome de período de oscilação. período de oscilação. período de oscilação. período de oscilação. período de oscilação. Com base no detalhe da ilustração, podemos definir um deslocamento deslocamento deslocamento deslocamento deslocamento do ponto P no espaço. Esse deslocamento pode ser medido pelo grau de distanciamento do ponto P em relação à sua posição de repouso sobre o eixo x. O deslocamento do ponto P implica a existência de uma velocidade velocidade velocidade velocidade velocidade que poderá ser variável. Se a velocidade for variável, existirá uma certa aceleração aceleração aceleração aceleração aceleração no movimento. Deslocamento Deslocamento Deslocamento Deslocamento Deslocamento De acordo com o detalhe mostrado na ilustração, podemos definir o deslo- camento como a medida do grau de distanciamento instantâneo que experimen- ta o ponto P no espaço, em relação à sua posição de repouso sobre o eixo x. OpontoPalcançaseuvalormáximoD,deumedooutroladodoeixox.Essevalor máximo de deslocamento é chamado de amplitude amplitude amplitude amplitude amplitude de deslocamento, sendo medida em micrometro (mm). Atenção: Atenção: Atenção: Atenção: Atenção: 1 mm = 0,001 mm = 10-3 mm Por outro lado, o ponto P realiza uma trajetória completa em um ciclo, denominado período de movimento período de movimento período de movimento período de movimento período de movimento, porém não é usual se falar em período e sim em freqüência de freqüência de freqüência de freqüência de freqüência de vibração. vibração. vibração. vibração. vibração. Freqüência é a quantidade de vezes, por unidade de tempo, em que um fenômeno se repete. No caso do ponto P, a freqüência é a quantidade de ciclos que ela realiza na unidade de tempo. No Sistema Internacional de Unidades (SI), aunidadedefreqüênciarecebeonomedehertz (Hz), hertz (Hz), hertz (Hz), hertz (Hz), hertz (Hz),queequivaleaumciclopor segundo. Na literatura mecânica é comum encontrarmos rotações por minuto (rpm) e ciclos por minuto (cpm) como unidades de freqüência. Essas unidades podem ser aceitas, considerando-se que o movimento de rotação do eixo é a causa, em última instância, da existência de vibrações em uma máquina, e aceitar que quando o eixo completa uma rotação, o ponto P descreverá um número inteiro de trajetórias completas ou ciclos. Velocidade Velocidade Velocidade Velocidade Velocidade O ponto P tem sua velocidade nula nas posições da amplitude máxima de deslocamento e velocidade máxima quando passa pelo eixo x, que é a posição intermediária de sua trajetória. No SI, a unidade de velocidade é metros/ segundo (m/s). No caso particular do ponto P, a velocidade é expressa em mm/s mm/s mm/s mm/s mm/s. 254
  • 255.
    34 A U LA Aceleração Aceleração Aceleração Aceleração Aceleração ComoavelocidadedopontoPvarianodecorrerdotempo,ficadefinidauma certa aceleração para ele. A variação máxima da velocidade é alcançada pelo ponto P em um dos pontos extremos de sua trajetória, isto é, ao chegar à sua elongação máxima D. Nessas posições extremas, a velocidade não somente muda de valor absoluto, como também de sentido, já que neste ponto ocorre inversão do movimento. A aceleração do ponto P será nula sobre o eixo x, pois sobre ele o ponto P estará com velocidade máxima. Resumindo, o movimento vibratório fica definido pelas seguintes grande- zas: deslocamento, velocidade, aceleração, amplitude e freqüência. Possibilidades da análise de vibrações Por meio da medição e análise das vibrações existentes numa máquina em operação, é possível detectar com antecipação a presença de falhas que podem comprometer a continuidade do serviço, ou mesmo colocar em risco sua integri- dade física ou a segurança do pessoal da área. A aplicação do sistema de análise de vibrações permite detectar e acompa- nhar o desenvolvimento de falhas nos componentes das máquinas. Por exemplo, pela análise de vibrações constatam-se as seguintes falhas: · rolamentos deteriorados; · engrenagens defeituosas; · acoplamentos desalinhados; · rotores desbalanceados; · vínculos desajustados; · eixos deformados; · lubrificação deficiente; · folgas excessivas em buchas; · falta de rigidez; · problemas aerodinâmicos ou hidráulicos; · cavitação; · desbalanceamento de rotores de motores elétricos. O registro das vibrações das estruturas é efetuado por meio de sensores ou captadores colocados em pontos estratégicos das máquinas. Esses sensores transformam a energia mecânica de vibração em sinais elétricos. Esses sinais elétricos são, a seguir, encaminhados para os aparelhos registradores de vibra- ções ou para os aparelhos analisadores de vibrações. Os dados armazenados nos registradores e nos analisadores são, em segui- da, interpretados por especialistas, e desse modo obtém-se uma verdadeira radiografia dos componentes de uma máquina, seja ela nova ou velha . A análise das vibrações também permite, por meio de comparação, identi- ficar o aparecimento de esforços dinâmicos novos, consecutivos a uma degrada- ção em processo de desenvolvimento. 255
  • 256.
    34 A U LA Os níveis de vibrações de uma máquina podem ser representados de várias maneiras, porém a maneira mais usual de representação é a espectral ou freqüencial, em que a amplitude da vibração é dada de acordo com a freqüência. Graficamente temos: No ponto A0 temos a amplitude de uma certa vibração, e no ponto A1 a amplitude de uma outra vibração. Desse modo, em um espectro todos os componentes de um nível vibratório são representados sob a forma de picos que nos permitem seguir, individualmente, a variação da amplitude de cada vibração e discriminar, sem mascaramentos, os defeitos em desenvolvimento nos componentes das máquinas. A figura a seguir mostra um gráfico real de uma análise espectral. Esse gráfico foi gerado por um analisador de vibrações completo. Análise espectral das principais anomalias As anomalias espectrais podem ser classificadas em três categorias: Picos que aparecem nas freqüências múltiplas Picos que aparecem nas freqüências múltiplas Picos que aparecem nas freqüências múltiplas Picos que aparecem nas freqüências múltiplas Picos que aparecem nas freqüências múltiplas ou como múltiplos da velocidade desenvolvida pelo rotor ou como múltiplos da velocidade desenvolvida pelo rotor ou como múltiplos da velocidade desenvolvida pelo rotor ou como múltiplos da velocidade desenvolvida pelo rotor ou como múltiplos da velocidade desenvolvida pelo rotor Dentro dessa categoria, os picos são causados pelos seguintes fenômenos: · desbalanceamento de componentes mecânicos; · desalinhamento; · mau ajuste mecânico; 256
  • 257.
    34 A U LA · avarias nas engrenagens; · turbilhonamento da película de óleo; · excitação hidrodinâmica; · mau estado da correia de transmissão. O fenômeno do desbalanceamento é a causa mais comum das vibrações, sendo caracterizado por uma forte vibração radial que apresenta a mesma freqüência de rotação do rotor. O desalinhamento também é bastante comum em máquinas e provoca vibrações na mesma freqüência de rotação do rotor, ou em freqüências múlti- plas, notadamente no caso de dentes acoplados . Quando se tem um mau ajuste mecânico de um mancal, por exemplo, ou quando ocorre a possibilidade de um movimento parcial dele, no plano radial surge uma vibração numa freqüência duas vezes maior que a velocidade de rotação do eixo. Essa vibração aparece por causa do efeito de desbalanceamento inicial e pode adquirir uma grande amplitude em função do desgaste do mancal. No caso de engrenamento entre uma coroa e um pinhão, por exemplo, ocorrerá sempre um choque entre os dentes das engrenagens. Isto gera uma vibração no conjunto, cuja freqüência é igual à velocidade de rotação do pinhão multiplicado pelo seu número de dentes. O mau estado de uma correia em “V” provoca variação de largura, sua deformação etc., e como conseqüência faz surgir variações de tensão que, por sua vez, criam vibrações de freqüência iguais àquela da rotação da correia. Se as polias não estiverem bem alinhadas, haverá um grande componente axial nessa vibração. Picos que aparecem em velocidades independentes Picos que aparecem em velocidades independentes Picos que aparecem em velocidades independentes Picos que aparecem em velocidades independentes Picos que aparecem em velocidades independentes da velocidade desenvolvida pelo rotor da velocidade desenvolvida pelo rotor da velocidade desenvolvida pelo rotor da velocidade desenvolvida pelo rotor da velocidade desenvolvida pelo rotor Os principais fenômenos que podem criar picos com freqüências não relaci- onadas à freqüência do rotor são causados pelos seguintes fatores: Vibração de máquinas vizinhas Vibração de máquinas vizinhas Vibração de máquinas vizinhas Vibração de máquinas vizinhas Vibração de máquinas vizinhas - O solo, bem como o apoio de alvenaria que fixa a máquina, pode transmitir vibração de uma máquina para outra. Vibrações de origem elétrica Vibrações de origem elétrica Vibrações de origem elétrica Vibrações de origem elétrica Vibrações de origem elétrica - As vibrações das partes metálicas do estator e do rotor, sob excitação do campo eletromagnético, produzem picos com freqüências iguais às daquele rotor. O aumento dos picos pode ser um indício de degradação do motor; por exemplo, diferenças no campo magnético do indutor devido ao número desigual de espiras no enrolamento do motor. Ressonância da estrutura ou eixos Ressonância da estrutura ou eixos Ressonância da estrutura ou eixos Ressonância da estrutura ou eixos Ressonância da estrutura ou eixos - Cada componente da máquina possui uma freqüência própria de ressonância. Se uma excitação qualquer tiver uma freqüência similar àquela de ressonância de um dado componente, um pico aparecerá no espectro. Asmáquinassãosempreprojetadasparaquetaisfreqüênciasderessonância não se verifiquem em regime normal de funcionamento, aceitando-se o seu aparecimento somente em regimes transitórios. Densidade espectral proveniente de componentes Densidade espectral proveniente de componentes Densidade espectral proveniente de componentes Densidade espectral proveniente de componentes Densidade espectral proveniente de componentes aleatórios da vibração aleatórios da vibração aleatórios da vibração aleatórios da vibração aleatórios da vibração Os principais fenômenos que provocam modificações nos componentes aleatórios do espectro são os seguintes: 257
  • 258.
    34 A U LA Cavitação Cavitação Cavitação Cavitação Cavitação - Esse fenômeno hidrodinâmico induz vibrações aleatórias e é necessário reconhecê-las de modo que se possa eliminá-las, modificando-se as característicasdeaspiraçãodabomba.Acavitaçãopodesertambémidentificada pelo ruído característico que produz. Escamação dos rolamentos Escamação dos rolamentos Escamação dos rolamentos Escamação dos rolamentos Escamação dos rolamentos - A escamação de uma pista do rolamento provoca choques e uma ressonância do mancal que é fácil de identificar com um aparelho de medida de ondas de choque. Na análise espectral, esse fenômeno aparece nas altas freqüências, para uma densidade espectral que aumenta à medida que os rolamentos deterioram. Se a avaria no rolamento fosse em um ponto apenas, seria possível ver um pico de freqüência ligada à velocidade do rotor e às dimensões do rolamento (diâmetro das pistas interiores e exteriores, número de rolamentos etc.), porém isto é muito raro. Na verdade, um único ponto deteriorado promove a propaga- ção da deterioração sobre toda a superfície da pista e sobre outras peças do rolamento, criando, assim, uma vibração do tipo aleatória. Atrito - Atrito - Atrito - Atrito - Atrito - O atrito gera vibrações de freqüência quase sempre elevada. O estado das superfícies e a natureza dos materiais em contato têm influência sobre a intensidade e a freqüência das vibrações assim criadas. Parâmetros deste tipo são freqüentemente esporádicos, difíceis de analisar e de vigiar. A tabela a seguir resume as principais anomalias ligadas às vibrações. Unicamente sobre mancais lisos hidrodinâmicos com grande velocidade. Intensidade proporcional à velocidade de rotação. Vibração axial em geral mais importante, se o defeito de alinhamento contém um desvio angular. Desaparece ao se interromper a energia elétrica. Aparece em regime transitório e desaparece em seguida. Banda lateral em torno da freqüência de engrenamento. Bandas laterais em torno da freqüência de engrenamento devido às “falsas voltas”. Ondas de choque causadas por escamações. De 0,42 a 0,48 X FR FR = Freqüência de rotação 1 ´ FR Radial 1, 2, 3, 4 ´ FR 2 ´ FR 1, 2, 3, 4 ´ 60Hz Freqüência crítica do motor 1, 2, 3, 4 ´ FR Freqüência de engrenamento = F F = nº de dentes ´ FR árvore F ± FR pinhão Freqüência de passagem das pás Altas freqüências Turbilhão de óleo Desbalanceamento Defeito de fixação Defeito de alinhamento Excitação elétrica Velocidade crítica de rotação Correia em mau estado Engrenagens defeituosas Pinhão (“falsa volta”) Excitação hidrodinâmica Deterioração do rolamento Radial Radial Radial Axial e radial Axial e radial Radial Radial Radial + axial Radial + axial Radial e axial Radial e axial FREQÜÊNCIA DIREÇÃO VIBRAÇÃO OBSERVAÇÕES CAUSA 258
  • 259.
    34 A U LA Sensores ou captadores Existem três tipos de sensores, baseados em três diferentes sistemas de transdução mecânico-elétricos: · sensores eletrodinâmicos: sensores eletrodinâmicos: sensores eletrodinâmicos: sensores eletrodinâmicos: sensores eletrodinâmicos: detectam vibrações absolutas de freqüências superiores a 3 Hz (180 cpm). · sensores piezoelétricos: sensores piezoelétricos: sensores piezoelétricos: sensores piezoelétricos: sensores piezoelétricos: detectam vibrações absolutas de freqüências superiores a 1 Hz (60 cpm). · sensores indutivos sensores indutivos sensores indutivos sensores indutivos sensores indutivos (sem contato ou de proximidade): detectam vibrações relativas desde 0 Hz, podendo ser utilizados tanto para medir deslocamen- tos estáticos quanto dinâmicos. Registradores Medem a amplitude das vibrações, permitindo avaliar a sua magnitude. Medem, também, a sua freqüência, possibilitando identificar a fonte causadora das vibrações. Os registradores podem ser analógicos ou digitais, e estes últimos tendem a ocupar todo o espaço dos primeiros. 259
  • 260.
    34 A U LA Analisadores Existem vários tipos e, entre eles, destacam-se: analisadores de medição global; analisadores com filtros conciliadores (fornecem medidas filtradas para uma gama de freqüência escolhida, sendo que existem os filtros de porcentagem constante e os de largura da banda espectral constante) e os analisadores do espectro em tempo real. Os analisadores de espectro e os softwares associados a eles, com a presença de um computador, permitem efetuar: · o zoom, que é uma função que possibilita a ampliação de bandas de freqüência; · a diferenciação e integração de dados; · a comparação de espectros; · a comparação de espectros com correção da velocidade de rotação. Assinale X na alternativa correta. Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 Exercício 1 A amplitude do deslocamento de um ponto de uma estrutura de máquina em vibração é medida em: a) a) a) a) a) ( ) micrometro; b) b) b) b) b) ( ) femtometro; c) c) c) c) c) ( ) attometro; d) d) d) d) d) ( ) zeptometro; e) e) e) e) e) ( ) yoctometro. Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Exercício 2 Uma unidade usual de freqüência vibracional é o: a) a) a) a) a) ( ) milímetro por segundo; b) b) b) b) b) ( ) ciclo por minuto; c) c) c) c) c) ( ) minuto por minuto; d) d) d) d) d) ( ) segundo por segundo; e) e) e) e) e) ( ) decímetro por hora. Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 Exercício 3 O movimento vibratório não não não não não é determinado apenas pela seguinte grandeza: a) a) a) a) a) ( ) deslocamento; b) b) b) b) b) ( ) velocidade; c) c) c) c) c) ( ) aceleração; d) d) d) d) d) ( ) freqüência; e) e) e) e) e) ( ) trabalho. Exercícios 260
  • 261.
    34 A U LA Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Exercício 4 Por meio de uma análise de vibrações é possível constatar a presença de falhas: a) a) a) a) a) ( ) na viscosidade de um lubrificante; b) b) b) b) b) ( ) na intensidade da força de atrito; c) c) c) c) c) ( ) em mancais de deslizamento e rolamento; d) d) d) d) d) ( ) na tomada do motor da máquina; e) e) e) e) e) ( ) na natureza química dos barramentos. 261
  • 262.
    35 A U LA 35 A U L A Atéagoravimososconceitosdemanutenção e as aplicações das suas diversas modalidades. Estudamos também os procedi- mentos de manutenção para vários tipos de elementos mecânicos, bem como métodos de coleta e análise de dados referentes a lubrificantes e vibrações. Nesta aula veremos como se processa a manutenção em outros segmentos de produção e serviços, com o objetivo de mostrar a importância desta prática. Manutenção na indústria têxtil A indústria têxtil é considerada uma das mais antigas do mundo, pois ela se dedica a satisfazer uma das necessidades básicas dos seres humanos, ou seja, a de se vestir. Oramotêxtilevoluiugraçasaoaperfeiçoamentodastécnicasmanufatureiras preexistentes e à descoberta de novas técnicas. As primeiras máquinas de tear eram extremamente simples e acionadas manualmente. Hoje, são empregadas máquinas automatizadas que fabricam tecidos a partir de fios provenientes de fibras naturais e sintéticas. Aplicações da manutenção 262
  • 263.
    35 A U LA As fibras naturais utilizadas como matéria-prima pela indústria têxtil são, em sua maioria, de origem vegetal: juta, rami, linho, sisal, algodão. De origem animal temos a lã e a seda. De origem sintética, proveniente da indústria petroquímica, podemos citar o náilon, o raiom e o poliéster, dentre as dezenas de fibras utilizadas na confecção de tecidos. A indústria têxtil teve grande influência na História, pois alavancou a Revolução Industrial no século XIX quando passou a utilizar a máquina a vapor para mover os teares ingleses. No atual contexto econômico, a indústria têxtil continua em evolução e se destacando pela capacidade de investimentos e de absorção de mão-de-obra. A manutenção das máquinas têxteis é sempre problemática, pois elas apresentam características construtivas completamente diferentes uma das outras. Mesmo assim, a manutenção é necessária. Como já foi estudado, são dois os objetivos da manutenção: garantir a qualidade dos produtos confeccionados pelas máquinas e prolongar a vida útil delas. Esses dois objetivos podem ser alcançados se o serviço de manutenção melhorar a capacidade dos equipamentos em uso na produção. A melhoria deverá ter custos reduzidos e compatíveis com as metas de produção e despesas estabelecidas no plano global de atuação de cada empresa. Nos diversos setores da indústria têxtil, a manutenção das máquinas e equipamentoséfeitaemtermosdemanutençãocorretiva,preventivaepreditiva, e as mais modernas fazem trabalhos de manutenção pró-ativa, que será comen- tada logo mais. Relembrando, a manutenção corretiva é aquela que executa intervenções urgentes quando ocorre uma parada imprevista de uma máquina por motivo de quebra ou defeito no material que ela produz. O mecânico de manutenção ou uma equipe de manutenção vai até a máquina verificar a situação e determina o que deve ser feito de acordo com os recursos disponíveis: peças de reposição e pessoal. Às vezes é melhor deixar a máquina parar por quebra do que pará-la para uma manutenção preventiva. Esse procedimento, aparentemente errôneo, justi- fica-se pela simples razão de que tirar uma máquina da produção onera todos os custos de fabricação. Em síntese, a manutenção corretiva deverá continuar existindo. Um ditado popular diz que “prevenir é melhor do que remediar”. Esse ditado aplica-se a um outro tipo de manutenção conhecida pelo nome de preventiva. A manutenção preventiva é bastante empregada na indústria têxtil, pois assegura o funcionamento constante das máquinas e a obtenção de produ- tos com qualidade. A manutenção preventiva requer um planejamento criterioso, em que todos dados das máquinas são registrados e controlados. De acordo com os dados, são feitas paradas programadas para intervenção do pessoal da manutenção. 263
  • 264.
    35 A U LA Como já foi estudado, durante a execução da manutenção preventiva, peças que vão se quebrar por fadiga ou por esgotamento da vida útil são trocadas. Os lubrificantes também são trocados. Salientemos que muitos componentes mecânicos de máquinas têxteis devem ser lubrificados diariamente. Outro tipo de manutenção utilizado em indústrias têxteis é a preditiva. A manutenção preditiva, como foi visto, baseia-se na monitoração de compo- nentes mecânicos em funcionamento. Os dados coletados são analisados e vão informar qual o nível de desgaste que um dado componente está apresentando. Identificados o componente e o tipo de desgaste, é possível substituir o compo- nente por outro antes que danos maiores apareçam, fazendo a máquina parar. Por exemplo, válvulas de sistemas pressurizados de máquinas que atuam na fabricação de fios sintéticos são monitoradas. Na indústria têxtil, a presença da manutenção pró-ativa também é uma realidade. Esse tipo de manutenção visa analisar as causas dos defeitos com a finalidade de desenvolver sistemas e mecanismos onde eles não mais apareçam. Assim, aumenta-se a vida útil dos equipamentos e diminui-se a possibilidade de quebras, com aumento da produção. Apesar da grande variedade de máquinas existentes na indústria têxtil, seus elementos mecânicos são conhecidos dos mecânicos de manutenção. Nas má- quinas têxteis há rolamentos, eixos, retentores, correntes, polias, engrenagens, barramentos etc. Assim, não há defeito que não possa ser resolvido, desde que o mecânico de manutenção seja treinado e especializado para trabalhar com máquinas têxteis. Sendo capacitado e tendo experiência, o homem da manutenção saberá resolver os problemas das máquinas têxteis e regulá-las com precisão, deixando-as aptas para desempenhar suas funções: produção máxima e com qualidade. Manutenção em aeronaves A manutenção das aeronaves é baseada em planejamento, sendo 80% preventiva e preditiva e 20% corretiva. A manutenção corretiva é utilizada essencialmente nos sistemas eletrônicos e instrumentais da aeronave, pois eles existem em duplicata. 264
  • 265.
    35 A U LA Dois aspectos são primordiais na aviação: segurança e disponibilidade. A duplicidade de sistemas melhorou a disponibilidade das aeronaves nos dias atuais, isto é, diminuiu o tempo de parada, principalmente nos itens que envolvem segurança, excetuando-se algumas partes como os trens de pouso. Com o aumento da disponibilidade, as aeronaves ficam mais tempo em operação e os lucros das empresas aéreas crescem. Os planos básicos de manutenção das aeronaves são previamente determi- nados pelos fabricantes, incluindo a época de inspeção e a vida útil dos equipa- mentos. Os planos de manutenção devem ser aprovados pelo DAC (Departa- mento de Aviação Civil), um órgão governamental que fiscaliza as companhias aéreas. A manutenção de uma aeronave, sempre que possível, é feita com os componentes instalados ou na época da manutenção geral, quando podem ser retirados, caso seja necessário. Todos os componentes e equipamentos (trem de pouso, turbina a jato, hélice e outros) têm um tempo de vida útil garantido pelo fabricante. O próprio avião também tem uma vida útil definida e garantida pelo fabricante. Ultrapassado esse tempo, o fabricante não mais se responsabiliza pela eficiência e segurança da aeronave. Por exemplo, um avião de tamanho médio, com duas turbinas, deve ser descartado após 90 mil horas de vôo. Qualificação do mecânico de aviação Para uma pessoa se tornar um mecânico de aviação, ela deverá satisfazer os seguintes pré-requisitos: · tercertificadodeconclusãodeCursoTécnicoemMecânicaouEletromecânica; · ter freqüentado um curso específico para manutenção de aeronaves; · ter prestado exame no DAC. 265
  • 266.
    35 A U LA Se a pessoa for aprovada no exame realizado pelo DAC, receberá uma autorização e um número de registro profissional e estará habilitada a executar trabalhos de manutenção de aeronaves. Níveis de manutenção em aeronaves A manutenção de aeronaves é realizada em três níveis distintos, que rece- bem os seguintes nomes: manutenção diária, manutenção em trânsito e manu- tenção “checks”. Manutenção em trânsito Manutenção em trânsito Manutenção em trânsito Manutenção em trânsito Manutenção em trânsito A manutenção em trânsito é feita toda vez que uma aeronave chega a um aeroporto. Consiste em uma inspeção visual a cargo do mecânico e do piloto. De posse de uma lista de itens (cheklist) a serem obrigatoriamente inspecionados, o mecânico e o piloto examinam várias partes da aeronave, como os flaps, o trem de pouso e os instrumentos. Manutenção diária Manutenção diária Manutenção diária Manutenção diária Manutenção diária A manutenção diária da aeronave é mais detalhada, sendo realizada uma vez ao dia. Essa manutenção é feita pelo mecânico de manutenção que, além de repetir todas as inspeções efetuadas durante o trânsito, testa todos os sistemas operacionais da aeronave. Nessa manutenção diária faz-se uma vistoria geral de todas as partes críticas da aeronave, tais como fuselagem, sistema de freios das rodas, sistema de pressurização etc. Os testes feitos no sistema operacional visam garantir a disponibilidade da aeronave, evitando assim o surgimento de algum problema que venha a ser detectado pela manutenção em trânsito. Se houver algum problema detectado pela manutenção em trânsito, a aeronave só poderá levantar vôo depois que ele for sanado. Manutenção “checks” Manutenção “checks” Manutenção “checks” Manutenção “checks” Manutenção “checks” Esse tipo de manutenção é feito escalonadamente, de acordo com as horas de vôo da aeronave. Por exemplo: a manutenção checks de um avião médio de duas turbinas é feita escalonadamente quando ele atingir as seguintes horas de vôo: 250 horas, mil horas, 3 mil horas e 12 mil horas. 266
  • 267.
    35 A U LA Essas manutenções são realizadas para garantir o bom funcionamento da aeronave, tanto em segurança quanto em disponibilidade. Os checks mais comuns em aeronaves são em número de quatro e recebem os seguintes nomes: check A (alfa), check B (beta), check C (charle) e check D (delta). · Check A (alfa) Check A (alfa) Check A (alfa) Check A (alfa) Check A (alfa): é uma manutenção que envolve uma inspeção generalizada da aeronave. Vários pontos são lubrificados e alguns sistemas operacionais, comoosistemadeflaps,sãoverificados.OcheckA(alfa)érealizadoemgeral a cada 250 horas de vôo. · Check B (beta) Check B (beta) Check B (beta) Check B (beta) Check B (beta): nesse check, repete-se tudo o que foi feito no check A (alfa) e acrescentam-se outras tarefas. A diferença entre um check A (alfa) e um check B (beta) é a quantidade de itens a serem inspecionados e reparados, quando necessário. O check B (beta) é realizado em geral a cada mil horas de vôo. Podemos comparar essa checagem com aquela que fazemos em nosso automóvel para verificar se a seta do painel, indicadora das manobras à direitaouàesquerda,estáfuncionandoouseexistealgumfusívelqueimado. 267
  • 268.
    35 A U LA · Check C (charle) Check C (charle) Check C (charle) Check C (charle) Check C (charle): esse check incorpora os checks anteriores, e a diferença entre o check C (charle) e os anteriores é que nele são feitas algumas desmontagens, mas nenhuma inspeção na estrutura do avião. O check C (charle) é feito em geral a cada 3 mil horas hora de vôo. · Check D (delta) Check D (delta) Check D (delta) Check D (delta) Check D (delta): nesse check a aeronave é desmontada e inspecionada integralmente, incorporando-se todos os passos do check C (charle). Cada peça é submetida a rigorosos testes de laboratório. Nesses testes são feitos exames das estruturas com: – líquido penetrante (LP); – raios X; – ultra-som; – raios gama. Todos esses exames são feitos para detectar possíveis problemas de estrutu- ra e níveis de fadiga de componentes críticos. Além disso, a pintura da aeronave, depois de novamente montada, é totalmente refeita. Ao término do check D (delta), a aeronave encontra-se praticamente nova, como se tivesse saído da fábrica. A partir daí, recomeça-se novamente todo o ciclo de manutenção. 268
  • 269.
    35 A U LA A diferença entre o chek D (delta) e o check C (charle) é que no D realiza-se uma manutenção e inspeção estrutural bem mais profunda e generalizada. O check D (delta) é feito em geral a cada 12 mil horas de vôo. Conclusão A manutenção, mesmo passando despercebida pela maioria das pessoas, é uma operação de fundamental importância para que tanto os produtos quanto os serviços venham a ser executados com qualidade, segurança, lucratividade etc. Dentre outros fatores que contribuem para diminuir o custo de produtos e serviços, encontra-se um elaborado serviço de manutenção. 269