Escriturário - BB1
BANCO DO BRASIL S/A
ESCRITURÁRIO
ÍNDICE
CONHECIMENTOS BÁSICOS
PORTUGUÊS:
Gramática (fonética, morfologia e sintaxe: construção frasal, concordância, regência, colocação, emprego e
acentuação gráfica). ........................................................................................................................................27
Ortografia oficial. ..............................................................................................................................................28
Pontuação. .......................................................................................................................................................32
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. Concordância nominal e verbal. ..........................44
Regência nominal e verbal. .............................................................................................................................62
Interpretação de textos. Redação. ....................................................................................................................1
Figuras e vícios de linguagem. ........................................................................................................................66
Teoria do Discurso: estruturas narrativas, organização discursiva, enunciações e relações intertextuais. ......1
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO:
Números inteiros e racionais: operações (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação); expres-
sões numéricas; múltiplos e divisores de números naturais; problemas. Frações e operações com frações. 1
Números e grandezas proporcionais: razões e proporções; divisão em partes proporcionais; regra de três;
porcentagem e problemas............................................................................................................................... 25
Estatística descritiva; distribuição de probabilidade discreta. ..........................................................................32
Juros simples e compostos: capitalização e descontos. .................................................................................30
Taxas de juros: nominal, efetiva, equivalentes, proporcionais, real e aparente. ............................................57
Planos ou Sistemas de Amortização de Empréstimos e Financiamentos. .....................................................58
Cálculo financeiro: custo real efetivo de operações de financiamento, empréstimo e investimento. .............61
Taxas de Retorno.
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO:
Sistema financeiro nacional. ..............................................................................................................................1
Dinâmica do mercado. .......................................................................................................................................2
Mercado bancário.............................................................................................................................................16
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
CULTURA ORGANIZACIONAL:
Conceito de Cultura Organizacional: .................................................................................................................1
Preceitos da Cultura Organizacional.
Vantagens e desvantagens da Cultura Organizacional.
Características da Cultura Organizacional.
Cultura Empresarial.
Ética aplicada: ética, moral, valores e virtudes; noções de ética empresarial e profissional. ...........................5
A gestão da ética nas empresas públicas e privadas. ....................................................................................13
Código de Ética do Banco do Brasil (disponível no sítio do BB na internet). ..................................................14
Código de conduta da alta administração pública. ..........................................................................................15
Gestão da Sustentabilidade. ............................................................................................................................20
Escriturário - BB2
TÉCNICAS DE VENDAS:
Noções de administração de vendas: planejamento, estratégias, objetivos; análise do mercado, metas. ...... 1
Técnicas de Vendas de Produtos e Serviços financeiros no setor bancário: planejamento, técnicas; motiva-
ção para vendas. ...............................................................................................................................................6
Produto, Preço, Praça; Promoção. Vantagem competitiva. ............................................................................12
Noções de Imaterialidade ou intangibilidade, Inseparabilidade e Variabilidade dos produtos bancários. .....13
Manejo de Carteira de Pessoa Física e de Pessoa Jurídica. ..........................................................................14
Noções de Marketing de Relacionamento. Interação entre vendedor e cliente. .............................................16
Qualidade no atendimento a clientes. .............................................................................................................18
Satisfação e retenção de clientes. ...................................................................................................................22
Valor percebido pelo cliente. ...........................................................................................................................25
Código de Proteção e Defesa do Consumidor: Lei nº 8.078/1990 (versão atualizada)...................................26
ATENDIMENTO (focado em vendas): ...............................................................................................................1
Marketing em empresas de serviços.
Satisfação, valor e retenção de clientes.
Como lidar com a concorrência.
Propaganda e promoção.
Venda.
Telemarketing. ...................................................................................................................................................9
Etiqueta empresarial: comportamento, aparência, cuidados no atendimento pessoal e telefônico. ..............11
Resolução CMN nº 3.849, de 25/03/10 - Dispõe sobre a instituição de componente organizacional de ouvido-
ria pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
..........................................................................................................................................................................19
DOMÍNIO PRODUTIVO DA INFORMÁTICA:
Editor de Texto: edição e formatação de textos (operações do menu: Formatar, Inserir tabelas, Exibir - cabe-
çalho e rodapé, Arquivo - configurar página e impressão, Ferramentas - ortografia e gramática). ..................1
Microsoft Windows 7 em português: Conhecimentos básicos. Criação de pastas (diretórios), arquivos e ata-
lhos, área de trabalho, área de transferência, manipulação de arquivos e pastas. ........................................13
Conceitos de informática, hardware e software. .............................................................................................21
Sistemas operacionais Windows e Linux. Processador de texto (Word e BrOffice.orgWriter) Planilhas eletrô-
nicas (Excel e BrOffice.org Calc). ....................................................................................................................29
Editor de Apresentações (PowerPoint e BrOffice.org Impress). .....................................................................54
Conceitos de tecnologias relacionadas à Internet e Intranet, Protocolos Web, World Wide Web, Navegador
Internet (Internet Explorer e Mozilla Firefox), busca e pesquisa na Web. Conceitos de tecnologias e ferra-
mentas de colaboração, correio eletrônico, grupos de discussão, fóruns e wikis. Conceitos de proteção e
segurança, realização de cópias de segurança (backup), vírus e ataques a computadores. Conceitos de
organização e de gerenciamento de informações, arquivos, pastas e programas. Conceitos de educação a
distância. Conceitos de acesso a distância a computadores. Conceitos de tecnologias e ferramentas multi-
mídia, de reprodução de áudio e vídeo. Conhecimentos gerais sobre redes sociais (twitter, facebook, linke-
din)....................................................................................................................................................................83
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS:
Estrutura do Sistema Financeiro Nacional: Conselho Monetário Nacional; COPOM - Comitê de Política Mo-
netária. ...............................................................................................................................................................1
Banco Central do Brasil; Comissão de Valores Mobiliários; (Noções gerais). ................................................12
Produtos Bancários: Noções de cartões de crédito e débito, crédito direto ao consumidor, crédito rural, ca-
derneta de poupança, capitalização, previdência, investimentos e seguros. .................................................19
Noções do Mercado de capitais e de Câmbio. ................................................................................................62
Garantias do Sistema Financeiro Nacional: aval; fiança; penhor mercantil; alienação fiduciária; hipoteca;
fianças bancárias; ............................................................................................................................................69
Fundo Garantidor de Crédito (FGC). ...............................................................................................................72
Crime de lavagem de dinheiro: conceito e etapas. Prevenção e combate ao crime de lavagem de dinheiro:
Lei nº 9.613/98 e suas alterações, ..................................................................................................................72
Circular Bacen 3.461/2009 e suas alterações e ..............................................................................................77
Carta-Circular Bacen 2.826/98. .......................................................................................................................81
Autorregulação Bancária. .................................................................................................................................82
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CANDIDATO OU MESMO O SEU INGRESSO NA CARREIRA PÚBLICA.
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Gramática (fonética, morfologia e sintaxe: construção frasal,
concordância, regência, colocação, emprego e acentuação
gráfica).
Ortografia oficial.
Pontuação.
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. Con-
cordância nominal e verbal.
Regência nominal e verbal.
Interpretação de textos. Redação.
Figuras e vícios de linguagem.
Teoria do Discurso: estruturas narrativas, organização discur-
siva, enunciações e relações intertextuais.
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finali-
dade a identificação de um leitor autônomo. Portanto, o candidato deve
compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de
necessitar de um bom léxico internalizado.
As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto
em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um
confronto entre todas as partes que compõem o texto.
Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por
trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento justifica-
se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor
diante de uma temática qualquer.
Denotação e Conotação
Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expres-
são gráfica, palavra) e significado, por esta ligação representar uma con-
venção. É baseado neste conceito de signo linguístico (significante + signi-
ficado) que se constroem as noções de denotação e conotação.
O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários,
o chamado sentido verdadeiro, real. Já o uso conotativo das palavras é a
atribuição de um sentido figurado, fantasioso e que, para sua compreensão,
depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determinada
construção frasal, uma nova relação entre significante e significado.
Os textos literários exploram bastante as construções de base conota-
tiva, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações
diferenciadas em seus leitores.
Ainda com base no signo linguístico, encontra-se o conceito de polis-
semia (que tem muitas significações). Algumas palavras, dependendo do
contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra
ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz ... Neste
caso, não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim
ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e
esclareçam o sentido.
Como Ler e Entender Bem um Texto
Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e
de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira
cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extra-
em-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo
nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe destacar
palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para
resumir a ideia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça
a memória visual, favorecendo o entendimento.
Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva,
há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim
de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes.
No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto
com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da
época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momen-
tos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui
não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica
da fonte e na identificação do autor.
A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de
resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não, exce-
to, errada, respectivamente etc. que fazem diferença na escolha adequa-
da. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais
adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por
isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não
ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra
alternativa mais completa.
Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento
do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar ao
texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontex-
tualização de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso
para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para
ter ideia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta
será mais consciente e segura.
Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de
texto. Para isso, devemos observar o seguinte:
01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá
até o fim, ininterruptamente;
03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo monos
umas três vezes ou mais;
04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compre-
ensão;
08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto cor-
respondente;
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta,
incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que
aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se
perguntou e o que se pediu;
11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais
exata ou a mais completa;
12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de
lógica objetiva;
13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta,
mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a
resposta;
16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor,
definindo o tema e a mensagem;
17. O autor defende ideias e você deve percebê-las;
18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantís-
simos na interpretação do texto.
Ex.: Ele morreu de fome.
de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização
do fato (= morte de "ele").
Ex.: Ele morreu faminto.
faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava
quando morreu.;
19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idei-
as estão coordenadas entre si;
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização2
20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza
de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. Eraldo
Cunegundes
ELEMENTOS CONSTITUTIVOS
TEXTO NARRATIVO
 As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes ou não, for-
ças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar
dos fatos.
Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou
heroína, personagem principal da história.
O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do prota-
gonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal
contracena em primeiro plano.
As personagens secundárias, que são chamadas também de compar-
sas, são os figurantes de influencia menor, indireta, não decisiva na narra-
ção.
O narrador que está a contar a história também é uma personagem,
pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor impor-
tância, ou ainda uma pessoa estranha à história.
Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de perso-
nagem: as planas: que são definidas por um traço característico, elas não
alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e
tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas tendo uma dimen-
são psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações
perante os acontecimentos.
 Sequência dos fatos (enredo): Enredo é a sequência dos fatos, a
trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo po-
demos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios
progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o climax, o
desenlace ou desfecho.
Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente,
as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre,
na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, a
história começa a ser narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), ou
seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de inte-
resses entre as personagens.
O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior ten-
são do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfecho,
ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos.
 Os fatos: São os acontecimentos de que as personagens partici-
pam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o gê-
nero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano
constitui uma crônica, o relato de um drama social é um romance
social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato central,
que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundários, rela-
cionados ao principal.
 Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos lu-
gares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa conter
informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas ve-
zes, principalmente nos textos literários, essas informações são
extensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos
narrativo.
 Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvolvem-se num
determinado tempo, que consiste na identificação do momento,
dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade sa-
lienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas relações
podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos,
ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de um fa-
to que aconteceu depois.
O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tempo
material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela
natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões
fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da
sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no seu
espírito.
 Narrador: observador e personagem: O narrador, como já dis-
semos, é a personagem que está a contar a história. A posição em
que se coloca o narrador para contar a história constitui o foco, o
aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracteri-
zado por :
- visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o que diz respeito às
personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos acon-
tecimentos e a narração é feita em 3a pessoa.
- visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da narra-
tiva que é feito em 1a pessoa.
- visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê,
aquilo que é observável exteriormente no comportamento da per-
sonagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narra-
dor é um observador e a narrativa é feita em 3a pessoa.
 Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de a-
presentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do qual
a história está sendo contada. Como já vimos, a narração é feita
em 1a pessoa ou 3a pessoa.
Formas de apresentação da fala das personagens
Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e falam. Há
três maneiras de comunicar as falas das personagens.
 Discurso Direto: É a representação da fala das personagens atra-
vés do diálogo.
Exemplo:
“Zé Lins continuou: carnaval é festa do povo. O povo é dono da
verdade. Vem a polícia e começa a falar em ordem pública. No carna-
val a cidade é do povo e de ninguém mais”.
No discurso direto é frequente o uso dos verbo de locução ou descendi:
dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e etc.; e de
travessões. Porém, quando as falas das personagens são curtas ou rápidas
os verbos de locução podem ser omitidos.
 Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir, com suas
próprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens. E-
xemplo:
“Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passa-
dos, os meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade
que nos reunia naquele momento, a minha literatura e os me-
nos sombrios por vir”.
 Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da personagem se
mistura à fala do narrador, ou seja, ao fluxo normal da narração.
Exemplo:
“Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando
alto. Quando me viram, sem chapéu, de pijama, por aqueles
lugares, deram-me bons-dias desconfiados. Talvez pensassem
que estivesse doido. Como poderia andar um homem àquela
hora , sem fazer nada de cabeça no tempo, um branco de pés
no chão como eles? Só sendo doido mesmo”.
(José Lins do Rego)
TEXTO DESCRITIVO
Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais carac-
terísticos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc.
As perspectivas que o observador tem do objeto são muito importantes,
tanto na descrição literária quanto na descrição técnica. É esta atitude que
vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos para que
o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma imagem
unificada.
Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressivamente, vari-
ando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a
pouco.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização3
Podemos encontrar distinções entre uma descrição literária e outra téc-
nica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas:
 Descrição Literária: A finalidade maior da descrição literária é
transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente
através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a subje-
tiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas preferên-
cias, assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e não o
que vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo objeti-
vo, fenomênico, ela é exata e dimensional.
 Descrição de Personagem: É utilizada para caracterização das
personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos,
pela enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e temperamen-
to, com a finalidade de situar personagens no contexto cultural, so-
cial e econômico .
 Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, geralmente o
observador abrange de uma só vez a globalidade do panorama,
para depois aos poucos, em ordem de proximidade, abranger as
partes mais típicas desse todo.
 Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes dos interiores, dos
ambientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma
visualização das suas particularidades, de seus traços distintivos e
típicos.
 Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição movimentada,
que se desenvolve progressivamente no tempo. É a descrição de
um incêndio, de uma briga, de um naufrágio.
 Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características ge-
rais da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um vocabu-
lário mais preciso, salientando-se com exatidão os pormenores. É
predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer
convencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanis-
mos, a fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc.
TEXTO DISSERTATIVO
Dissertar significa discutir, expor, interpretar ideias. A dissertação cons-
ta de uma série de juízos a respeito de um determinado assunto ou ques-
tão, e pressupõe um exame critico do assunto sobre o qual se vai escrever
com clareza, coerência e objetividade.
A dissertação pode ser argumentativa - na qual o autor tenta persuadir
o leitor a respeito dos seus pontos de vista ou simplesmente, ter como
finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questão.
A linguagem usada é a referencial, centrada na mensagem, enfatizan-
do o contexto.
Quanto à forma, ela pode ser tripartida em :
 Introdução: Em poucas linhas coloca ao leitor os dados funda-
mentais do assunto que está tratando. É a enunciação direta e ob-
jetiva da definição do ponto de vista do autor.
 Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as ideias colo-
cadas na introdução serão definidas com os dados mais relevan-
tes. Todo desenvolvimento deve estruturar-se em blocos de ideias
articuladas entre si, de forma que a sucessão deles resulte num
conjunto coerente e unitário que se encaixa na introdução e de-
sencadeia a conclusão.
 Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela síntese da ideia
central. Na conclusão o autor reforça sua opinião, retomando a in-
trodução e os fatos resumidos do desenvolvimento do texto. Para
haver maior entendimento dos procedimentos que podem ocorrer
em um dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, hipótese
e opinião.
- Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; é
a obra ou ação que realmente se praticou.
- Hipótese: É a suposição feita acerca de uma coisa possível ou
não, e de que se tiram diversas conclusões; é uma afirmação so-
bre o desconhecido, feita com base no que já é conhecido.
- Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de aprovação ou
desaprovação pessoal diante de acontecimentos, pessoas e obje-
tos descritos, é um parecer particular, um sentimento que se tem a
respeito de algo.
O TEXTO ARGUMENTATIVO
Baseado em Adilson Citelli
A linguagem é capaz de criar e representar realidades, sendo caracte-
rizada pela identificação de um elemento de constituição de sentidos. Os
discursos verbais podem ser formados de várias maneiras, para dissertar
ou argumentar, descrever ou narrar, colocamos em práticas um conjunto de
referências codificadas há muito tempo e dadas como estruturadoras do
tipo de texto solicitado.
Para se persuadir por meio de muitos recursos da língua é necessário
que um texto possua um caráter argumentativo/descritivo. A construção de
um ponto de vista de alguma pessoa sobre algo, varia de acordo com a sua
análise e esta dar-se-á a partir do momento em que a compreensão do
conteúdo, ou daquilo que fora tratado seja concretado. A formação discursi-
va é responsável pelo emassamento do conteúdo que se deseja transmitir,
ou persuadir, e nele teremos a formação do ponto de vista do sujeito, suas
análises das coisas e suas opiniões. Nelas, as opiniões o que fazemos é
soltar concepções que tendem a ser orientadas no meio em que o indivíduo
viva. Vemos que o sujeito lança suas opiniões com o simples e decisivo
intuito de persuadir e fazer suas explanações renderem o convencimento
do ponto de vista de algo/alguém.
Na escrita, o que fazemos é buscar intenções de sermos entendidos e
desejamos estabelecer um contato verbal com os ouvintes e leitores, e
todas as frases ou palavras articuladas produzem significações dotadas de
intencionalidade, criando assim unidades textuais ou discursivas. Dentro
deste contexto da escrita, temos que levar em conta que a coerência é de
relevada importância para a produção textual, pois nela se dará uma se-
quência das ideias e da progressão de argumentos a serem explanadas.
Sendo a argumentação o procedimento que tornará a tese aceitável, a
apresentação de argumentos atingirá os seus interlocutores em seus objeti-
vos; isto se dará através do convencimento da persuasão. Os mecanismos
da coesão e da coerência serão então responsáveis pela unidade da for-
mação textual.
Dentro dos mecanismos coesivos, podem realizar-se em contextos
verbais mais amplos, como por jogos de elipses, por força semântica, por
recorrências lexicais, por estratégias de substituição de enunciados.
Um mecanismo mais fácil de fazer a comunicação entre as pessoas é a
linguagem, quando ela é em forma da escrita e após a leitura, (o que ocorre
agora), podemos dizer que há de ter alguém que transmita algo, e outro
que o receba. Nesta brincadeira é que entra a formação de argumentos
com o intuito de persuadir para se qualificar a comunicação; nisto, estes
argumentos explanados serão o germe de futuras tentativas da comunica-
ção ser objetiva e dotada de intencionalidade, (ver Linguagem e Persua-
são).
Sabe-se que a leitura e escrita, ou seja, ler e escrever; não tem em sua
unidade a mono característica da dominação do idioma/língua, e sim o
propósito de executar a interação do meio e cultura de cada indivíduo. As
relações intertextuais são de grande valia para fazer de um texto uma
alusão à outros textos, isto proporciona que a imersão que os argumentos
dão tornem esta produção altamente evocativa.
A paráfrase é também outro recurso bastante utilizado para trazer a um
texto um aspecto dinâmico e com intento. Juntamente com a paródia, a
paráfrase utiliza-se de textos já escritos, por alguém, e que tornam-se algo
espetacularmente incrível. A diferença é que muitas vezes a paráfrase não
possui a necessidade de persuadir as pessoas com a repetição de argu-
mentos, e sim de esquematizar novas formas de textos, sendo estes dife-
rentes. A criação de um texto requer bem mais do que simplesmente a
junção de palavras a uma frase, requer algo mais que isto. É necessário ter
na escolha das palavras e do vocabulário o cuidado de se requisitá-las,
bem como para se adotá-las. Um texto não é totalmente auto-explicativo,
daí vem a necessidade de que o leitor tenha um emassado em seu histórico
uma relação interdiscursiva e intertextual.
As metáforas, metomínias, onomatopeias ou figuras de linguagem, en-
tram em ação inseridos num texto como um conjunto de estratégias capa-
zes de contribuir para os efeitos persuasivos dele. A ironia também é muito
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização4
utilizada para causar este efeito, umas de suas características salientes, é
que a ironia dá ênfase à gozação, além de desvalorizar ideias, valores da
oposição, tudo isto em forma de piada.
Uma das últimas, porém não menos importantes, formas de persuadir
através de argumentos, é a Alusão ("Ler não é apenas reconhecer o dito,
mais também o não-dito"). Nela, o escritor trabalha com valores, ideias ou
conceitos pré estabelecidos, sem porém com objetivos de forma clara e
concisa. O que acontece é a formação de um ambiente poético e sugerível,
capaz de evocar nos leitores algo, digamos, uma sensação...
Texto Base: CITELLI, Adilson; “O Texto Argumentativo” São Paulo SP,
Editora ..Scipione, 1994 - 6ª edição.
GÊNEROS TEXTUAIS
Gêneros textuais são tipos específicos de textos de qualquer natureza,
literários ou não. Modalidades discursivas constituem as estruturas e as
funções sociais (narrativas, dissertativas, argumentativas, procedimentais e
exortativas), utilizadas como formas de organizar a linguagem. Dessa
forma, podem ser considerados exemplos de gêneros textuais: anúncios,
convites, atas, avisos, programas de auditórios, bulas, cartas, comédias,
contos de fadas, convênios, crônicas, editoriais, ementas, ensaios, entrevis-
tas, circulares, contratos, decretos, discursos políticos
A diferença entre Gênero Textual e Tipologia Textual é, no meu en-
tender, importante para direcionar o trabalho do professor de língua na
leitura, compreensão e produção de textos1. O que pretendemos neste
pequeno ensaio é apresentar algumas considerações sobre Gênero Tex-
tual e Tipologia Textual, usando, para isso, as considerações feitas por
Marcuschi (2002) e Travaglia (2002), que faz apontamentos questionáveis
para o termo Tipologia Textual. No final, apresento minhas considerações
a respeito de minha escolha pelo gênero ou pela tipologia.
Convém afirmar que acredito que o trabalho com a leitura, compreen-
são e a produção escrita em Língua Materna deve ter como meta primordial
o desenvolvimento no aluno de habilidades que façam com que ele tenha
capacidade de usar um número sempre maior de recursos da língua para
produzir efeitos de sentido de forma adequada a cada situação específica
de interação humana.
Luiz Antônio Marcuschi (UFPE) defende o trabalho com textos na esco-
la a partir da abordagem do Gênero Textual Marcuschi não demonstra
favorabilidade ao trabalho com a Tipologia Textual, uma vez que, para ele,
o trabalho fica limitado, trazendo para o ensino alguns problemas, uma vez
que não é possível, por exemplo, ensinar narrativa em geral, porque, embo-
ra possamos classificar vários textos como sendo narrativos, eles se con-
cretizam em formas diferentes – gêneros – que possuem diferenças especí-
ficas.
Por outro lado, autores como Luiz Carlos Travaglia (UFUberlândia/MG)
defendem o trabalho com a Tipologia Textual. Para o autor, sendo os
textos de diferentes tipos, eles se instauram devido à existência de diferen-
tes modos de interação ou interlocução. O trabalho com o texto e com os
diferentes tipos de texto é fundamental para o desenvolvimento da compe-
tência comunicativa. De acordo com as ideias do autor, cada tipo de texto é
apropriado para um tipo de interação específica. Deixar o aluno restrito a
apenas alguns tipos de texto é fazer com que ele só tenha recursos para
atuar comunicativamente em alguns casos, tornando-se incapaz, ou pouco
capaz, em outros. Certamente, o professor teria que fazer uma espécie de
levantamento de quais tipos seriam mais necessários para os alunos, para,
a partir daí, iniciar o trabalho com esses tipos mais necessários.
Marcuschi afirma que os livros didáticos trazem, de maneira equivoca-
da, o termo tipo de texto. Na verdade, para ele, não se trata de tipo de
texto, mas de gênero de texto. O autor diz que não é correto afirmar que a
carta pessoal, por exemplo, é um tipo de texto como fazem os livros. Ele
atesta que a carta pessoal é um Gênero Textual.
O autor diz que em todos os gêneros os tipos se realizam, ocorrendo,
muitas das vezes, o mesmo gênero sendo realizado em dois ou mais tipos.
Ele apresenta uma carta pessoal3 como exemplo, e comenta que ela pode
apresentar as tipologias descrição, injunção, exposição, narração e argu-
mentação. Ele chama essa miscelânea de tipos presentes em um gênero
de heterogeneidade tipológica.
Travaglia (2002) fala em conjugação tipológica. Para ele, dificilmente
são encontrados tipos puros. Realmente é raro um tipo puro. Num texto
como a bula de remédio, por exemplo, que para Fávero & Koch (1987) é
um texto injuntivo, tem-se a presença de várias tipologias, como a descri-
ção, a injunção e a predição4. Travaglia afirma que um texto se define como
de um tipo por uma questão de dominância, em função do tipo de interlocu-
ção que se pretende estabelecer e que se estabelece, e não em função do
espaço ocupado por um tipo na constituição desse texto.
Quando acontece o fenômeno de um texto ter aspecto de um gênero
mas ter sido construído em outro, Marcuschi dá o nome de intertextuali-
dade intergêneros. Ele explica dizendo que isso acontece porque ocorreu
no texto a configuração de uma estrutura intergêneros de natureza altamen-
te híbrida, sendo que um gênero assume a função de outro.
Travaglia não fala de intertextualidade intergêneros, mas fala de um
intercâmbio de tipos. Explicando, ele afirma que um tipo pode ser usado
no lugar de outro tipo, criando determinados efeitos de sentido impossíveis,
na opinião do autor, com outro dado tipo. Para exemplificar, ele fala de
descrições e comentários dissertativos feitos por meio da narração.
Resumindo esse ponto, Marcuschi traz a seguinte configuração teórica:
 intertextualidade intergêneros = um gênero com a função de outro
 heterogeneidade tipológica = um gênero com a presença de vários
tipos
Travaglia mostra o seguinte:
 conjugação tipológica = um texto apresenta vários tipos
 intercâmbio de tipos = um tipo usado no lugar de outro
Aspecto interessante a se observar é que Marcuschi afirma que os gê-
neros não são entidades naturais, mas artefatos culturais construídos
historicamente pelo ser humano. Um gênero, para ele, pode não ter uma
determinada propriedade e ainda continuar sendo aquele gênero. Para
exemplificar, o autor fala, mais uma vez, da carta pessoal. Mesmo que o
autor da carta não tenha assinado o nome no final, ela continuará sendo
carta, graças as suas propriedades necessárias e suficientes5.Ele diz,
ainda, que uma publicidade pode ter o formato de um poema ou de uma
lista de produtos em oferta. O que importa é que esteja fazendo divulgação
de produtos, estimulando a compra por parte de clientes ou usuários da-
quele produto.
Para Marcuschi, Tipologia Textual é um termo que deve ser usado pa-
ra designar uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza
linguística de sua composição. Em geral, os tipos textuais abrangem as
categorias narração, argumentação, exposição, descrição e injunção (Swa-
les, 1990; Adam, 1990; Bronckart, 1999). Segundo ele, o termo Tipologia
Textual é usado para designar uma espécie de sequência teoricamente
definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais,
sintáticos, tempos verbais, relações lógicas) (p. 22).
Gênero Textual é definido pelo autor como uma noção vaga para os
textos materializados encontrados no dia-a-dia e que apresentam caracte-
rísticas sócio-comunicativas definidas pelos conteúdos, propriedades
funcionais, estilo e composição característica.
Travaglia define Tipologia Textual como aquilo que pode instaurar um
modo de interação, uma maneira de interlocução, segundo perspectivas
que podem variar. Essas perspectivas podem, segundo o autor, estar
ligadas ao produtor do texto em relação ao objeto do dizer quanto ao fa-
zer/acontecer, ou conhecer/saber, e quanto à inserção destes no tempo
e/ou no espaço. Pode ser possível a perspectiva do produtor do texto dada
pela imagem que o mesmo faz do receptor como alguém que concorda ou
não com o que ele diz. Surge, assim, o discurso da transformação, quando
o produtor vê o receptor como alguém que não concorda com ele. Se o
produtor vir o receptor como alguém que concorda com ele, surge o discur-
so da cumplicidade. Tem-se ainda, na opinião de Travaglia, uma perspecti-
va em que o produtor do texto faz uma antecipação no dizer. Da mesma
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização5
forma, é possível encontrar a perspectiva dada pela atitude comunicativa de
comprometimento ou não. Resumindo, cada uma das perspectivas apre-
sentadas pelo autor gerará um tipo de texto. Assim, a primeira perspectiva
faz surgir os tipos descrição, dissertação, injunção e narração. A segun-
da perspectiva faz com que surja o tipo argumentativo stricto sensu6 e
não argumentativo stricto sensu. A perspectiva da antecipação faz surgir
o tipo preditivo. A do comprometimento dá origem a textos do mundo
comentado (comprometimento) e do mundo narrado (não comprometi-
mento) (Weirinch, 1968). Os textos do mundo narrado seriam enquadrados,
de maneira geral, no tipo narração. Já os do mundo comentado ficariam no
tipo dissertação.
Travaglia diz que o Gênero Textual se caracteriza por exercer uma
função social específica. Para ele, estas funções sociais são pressentidas e
vivenciadas pelos usuários. Isso equivale dizer que, intuitivamente, sabe-
mos que gênero usar em momentos específicos de interação, de acordo
com a função social dele. Quando vamos escrever um e-mail, sabemos que
ele pode apresentar características que farão com que ele “funcione” de
maneira diferente. Assim, escrever um e-mail para um amigo não é o
mesmo que escrever um e-mail para uma universidade, pedindo informa-
ções sobre um concurso público, por exemplo.
Observamos que Travaglia dá ao gênero uma função social. Parece
que ele diferencia Tipologia Textual de Gênero Textual a partir dessa
“qualidade” que o gênero possui. Mas todo texto, independente de seu
gênero ou tipo, não exerce uma função social qualquer?
Marcuschi apresenta alguns exemplos de gêneros, mas não ressalta
sua função social. Os exemplos que ele traz são telefonema, sermão,
romance, bilhete, aula expositiva, reunião de condomínio, etc.
Já Travaglia, não só traz alguns exemplos de gêneros como mostra o
que, na sua opinião, seria a função social básica comum a cada um: aviso,
comunicado, edital, informação, informe, citação (todos com a função social
de dar conhecimento de algo a alguém). Certamente a carta e o e-mail
entrariam nessa lista, levando em consideração que o aviso pode ser dado
sob a forma de uma carta, e-mail ou ofício. Ele continua exemplificando
apresentando a petição, o memorial, o requerimento, o abaixo assinado
(com a função social de pedir, solicitar). Continuo colocando a carta, o e-
mail e o ofício aqui. Nota promissória, termo de compromisso e voto são
exemplos com a função de prometer. Para mim o voto não teria essa fun-
ção de prometer. Mas a função de confirmar a promessa de dar o voto a
alguém. Quando alguém vota, não promete nada, confirma a promessa de
votar que pode ter sido feita a um candidato.
Ele apresenta outros exemplos, mas por questão de espaço não colo-
carei todos. É bom notar que os exemplos dados por ele, mesmo os que
não foram mostrados aqui, apresentam função social formal, rígida. Ele não
apresenta exemplos de gêneros que tenham uma função social menos
rígida, como o bilhete.
Uma discussão vista em Travaglia e não encontrada em Marcuschi7 é a
de Espécie. Para ele, Espécie se define e se caracteriza por aspectos
formais de estrutura e de superfície linguística e/ou aspectos de conteúdo.
Ele exemplifica Espécie dizendo que existem duas pertencentes ao tipo
narrativo: a história e a não-história. Ainda do tipo narrativo, ele apresenta
as Espécies narrativa em prosa e narrativa em verso. No tipo descritivo ele
mostra as Espécies distintas objetiva x subjetiva, estática x dinâmica e
comentadora x narradora. Mudando para gênero, ele apresenta a corres-
pondência com as Espécies carta, telegrama, bilhete, ofício, etc. No gênero
romance, ele mostra as Espécies romance histórico, regionalista, fantásti-
co, de ficção científica, policial, erótico, etc. Não sei até que ponto a Espé-
cie daria conta de todos os Gêneros Textuais existentes. Será que é
possível especificar todas elas? Talvez seja difícil até mesmo porque não é
fácil dizer quantos e quais são os gêneros textuais existentes.
Se em Travaglia nota-se uma discussão teórica não percebida em Mar-
cuschi, o oposto também acontece. Este autor discute o conceito de Domí-
nio Discursivo. Ele diz que os domínios discursivos são as grandes esfe-
ras da atividade humana em que os textos circulam (p. 24). Segundo infor-
ma, esses domínios não seriam nem textos nem discursos, mas dariam
origem a discursos muito específicos. Constituiriam práticas discursivas
dentro das quais seria possível a identificação de um conjunto de gêneros
que às vezes lhes são próprios como práticas ou rotinas comunicativas
institucionalizadas. Como exemplo, ele fala do discurso jornalístico, discur-
so jurídico e discurso religioso. Cada uma dessas atividades, jornalística,
jurídica e religiosa, não abrange gêneros em particular, mas origina vários
deles.
Travaglia até fala do discurso jurídico e religioso, mas não como Mar-
cuschi. Ele cita esses discursos quando discute o que é para ele tipologia
de discurso. Assim, ele fala dos discursos citados mostrando que as tipolo-
gias de discurso usarão critérios ligados às condições de produção dos
discursos e às diversas formações discursivas em que podem estar inseri-
dos (Koch & Fávero, 1987, p. 3). Citando Koch & Fávero, o autor fala que
uma tipologia de discurso usaria critérios ligados à referência (institucional
(discurso político, religioso, jurídico), ideológica (discurso petista, de direita,
de esquerda, cristão, etc), a domínios de saber (discurso médico, linguísti-
co, filosófico, etc), à inter-relação entre elementos da exterioridade (discur-
so autoritário, polêmico, lúdico)). Marcuschi não faz alusão a uma tipologia
do discurso.
Semelhante opinião entre os dois autores citados é notada quando fa-
lam que texto e discurso não devem ser encarados como iguais. Marcus-
chi considera o texto como uma entidade concreta realizada materialmente
e corporificada em algum Gênero Textual [grifo meu] (p. 24). Discurso
para ele é aquilo que um texto produz ao se manifestar em alguma instân-
cia discursiva. O discurso se realiza nos textos (p. 24). Travaglia considera
o discurso como a própria atividade comunicativa, a própria atividade
produtora de sentidos para a interação comunicativa, regulada por uma
exterioridade sócio-histórica-ideológica (p. 03). Texto é o resultado dessa
atividade comunicativa. O texto, para ele, é visto como
uma unidade linguística concreta que é tomada pelos usuários da lín-
gua em uma situação de interação comunicativa específica, como uma
unidade de sentido e como preenchendo uma função comunicativa reco-
nhecível e reconhecida, independentemente de sua extensão (p. 03).
Travaglia afirma que distingue texto de discurso levando em conta que
sua preocupação é com a tipologia de textos, e não de discursos. Marcus-
chi afirma que a definição que traz de texto e discurso é muito mais opera-
cional do que formal.
Travaglia faz uma “tipologização” dos termos Gênero Textual, Tipolo-
gia Textual e Espécie. Ele chama esses elementos de Tipelementos.
Justifica a escolha pelo termo por considerar que os elementos tipológicos
(Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie) são básicos na construção
das tipologias e talvez dos textos, numa espécie de analogia com os ele-
mentos químicos que compõem as substâncias encontradas na natureza.
Para concluir, acredito que vale a pena considerar que as discussões
feitas por Marcuschi, em defesa da abordagem textual a partir dos Gêneros
Textuais, estão diretamente ligadas ao ensino. Ele afirma que o trabalho
com o gênero é uma grande oportunidade de se lidar com a língua em seus
mais diversos usos autênticos no dia-a-dia. Cita o PCN, dizendo que ele
apresenta a ideia básica de que um maior conhecimento do funcionamento
dos Gêneros Textuais é importante para a produção e para a compreen-
são de textos. Travaglia não faz abordagens específicas ligadas à questão
do ensino no seu tratamento à Tipologia Textual.
O que Travaglia mostra é uma extrema preferência pelo uso da Tipo-
logia Textual, independente de estar ligada ao ensino. Sua abordagem
parece ser mais taxionômica. Ele chega a afirmar que são os tipos que
entram na composição da grande maioria dos textos. Para ele, a questão
dos elementos tipológicos e suas implicações com o ensino/aprendizagem
merece maiores discussões.
Marcuschi diz que não acredita na existência de Gêneros Textuais i-
deais para o ensino de língua. Ele afirma que é possível a identificação de
gêneros com dificuldades progressivas, do nível menos formal ao mais
formal, do mais privado ao mais público e assim por diante. Os gêneros
devem passar por um processo de progressão, conforme sugerem Sch-
neuwly & Dolz (2004).
Travaglia, como afirmei, não faz considerações sobre o trabalho com a
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização6
Tipologia Textual e o ensino. Acredito que um trabalho com a tipologia
teria que, no mínimo, levar em conta a questão de com quais tipos de texto
deve-se trabalhar na escola, a quais será dada maior atenção e com quais
será feito um trabalho mais detido. Acho que a escolha pelo tipo, caso seja
considerada a ideia de Travaglia, deve levar em conta uma série de fatores,
porém dois são mais pertinentes:
a) O trabalho com os tipos deveria preparar o aluno para a composi-
ção de quaisquer outros textos (não sei ao certo se isso é possível.
Pode ser que o trabalho apenas com o tipo narrativo não dê ao alu-
no o preparo ideal para lidar com o tipo dissertativo, e vice-versa.
Um aluno que pára de estudar na 5ª série e não volta mais à escola
teria convivido muito mais com o tipo narrativo, sendo esse o mais
trabalhado nessa série. Será que ele estaria preparado para produ-
zir, quando necessário, outros tipos textuais? Ao lidar somente com
o tipo narrativo, por exemplo, o aluno, de certa forma, não deixa de
trabalhar com os outros tipos?);
b) A utilização prática que o aluno fará de cada tipo em sua vida.
Acho que vale a pena dizer que sou favorável ao trabalho com o Gêne-
ro Textual na escola, embora saiba que todo gênero realiza necessaria-
mente uma ou mais sequências tipológicas e que todos os tipos inserem-se
em algum gênero textual.
Até recentemente, o ensino de produção de textos (ou de redação) era
feito como um procedimento único e global, como se todos os tipos de texto
fossem iguais e não apresentassem determinadas dificuldades e, por isso,
não exigissem aprendizagens específicas. A fórmula de ensino de redação,
ainda hoje muito praticada nas escolas brasileiras – que consiste funda-
mentalmente na trilogia narração, descrição e dissertação – tem por base
uma concepção voltada essencialmente para duas finalidades: a formação
de escritores literários (caso o aluno se aprimore nas duas primeiras moda-
lidades textuais) ou a formação de cientistas (caso da terceira modalidade)
(Antunes, 2004). Além disso, essa concepção guarda em si uma visão
equivocada de que narrar e descrever seriam ações mais “fáceis” do que
dissertar, ou mais adequadas à faixa etária, razão pela qual esta última
tenha sido reservada às séries terminais - tanto no ensino fundamental
quanto no ensino médio.
O ensino-aprendizagem de leitura, compreensão e produção de texto
pela perspectiva dos gêneros reposiciona o verdadeiro papel do professor
de Língua Materna hoje, não mais visto aqui como um especialista em
textos literários ou científicos, distantes da realidade e da prática textual do
aluno, mas como um especialista nas diferentes modalidades textuais, orais
e escritas, de uso social. Assim, o espaço da sala de aula é transformado
numa verdadeira oficina de textos de ação social, o que é viabilizado e
concretizado pela adoção de algumas estratégias, como enviar uma carta
para um aluno de outra classe, fazer um cartão e ofertar a alguém, enviar
uma carta de solicitação a um secretário da prefeitura, realizar uma entre-
vista, etc. Essas atividades, além de diversificar e concretizar os leitores
das produções (que agora deixam de ser apenas “leitores visuais”), permi-
tem também a participação direta de todos os alunos e eventualmente de
pessoas que fazem parte de suas relações familiares e sociais. A avaliação
dessas produções abandona os critérios quase que exclusivamente literá-
rios ou gramaticais e desloca seu foco para outro ponto: o bom texto não é
aquele que apresenta, ou só apresenta, características literárias, mas
aquele que é adequado à situação comunicacional para a qual foi produzi-
do, ou seja, se a escolha do gênero, se a estrutura, o conteúdo, o estilo e o
nível de língua estão adequados ao interlocutor e podem cumprir a finalida-
de do texto.
Acredito que abordando os gêneros a escola estaria dando ao aluno a
oportunidade de se apropriar devidamente de diferentes Gêneros Textuais
socialmente utilizados, sabendo movimentar-se no dia-a-dia da interação
humana, percebendo que o exercício da linguagem será o lugar da sua
constituição como sujeito. A atividade com a língua, assim, favoreceria o
exercício da interação humana, da participação social dentro de uma socie-
dade letrada.
1 - Penso que quando o professor não opta pelo trabalho com o gêne-
ro ou com o tipo ele acaba não tendo uma maneira muito clara pa-
ra selecionar os textos com os quais trabalhará.
2 - Outra discussão poderia ser feita se se optasse por tratar um pou-
co a diferença entre Gênero Textual e Gênero Discursivo.
3 - Travaglia (2002) diz que uma carta pode ser exclusivamente des-
critiva, ou dissertativa, ou injuntiva, ou narrativa, ou argumentativa.
Acho meio difícil alguém conseguir escrever um texto, caracteriza-
do como carta, apenas com descrições, ou apenas com injunções.
Por outro lado, meio que contrariando o que acabara de afirmar,
ele diz desconhecer um gênero necessariamente descritivo.
4 - Termo usado pelas autoras citadas para os textos que fazem pre-
visão, como o boletim meteorológico e o horóscopo.
5 - Necessárias para a carta, e suficientes para que o texto seja uma
carta.
6 - Segundo Travaglia (1991), texto argumentativo stricto sensu é o
que faz argumentação explícita.
7 - Pelo menos nos textos aos quais tive acesso. Sílvio Ribeiro da Sil-
va.
Texto Literário: expressa a opinião pessoal do autor que também é
transmitida através de figuras, impregnado de subjetivismo. Ex: um ro-
mance, um conto, uma poesia...
Texto não-literário: preocupa-se em transmitir uma mensagem da
forma mais clara e objetiva possível. Ex: uma notícia de jornal, uma bula
de medicamento.
Linguagem Verbal - Existem várias formas de comunicação. Quando o
homem se utiliza da palavra, ou seja, da linguagem oral ou escrita,dizemos
que ele está utilizando uma linguagem verbal, pois o código usado é a
palavra. Tal código está presente, quando falamos com alguém, quando
lemos, quando escrevemos. A linguagem verbal é a forma de comunicação
mais presente em nosso cotidiano. Mediante a palavra falada ou escrita,
expomos aos outros as nossas idéias e pensamentos, comunicando-nos
por meio desse código verbal imprescindível em nossas vidas. ela está
presente em textos em propagandas;
em reportagens (jornais, revistas, etc.);
em obras literárias e científicas;
na comunicação entre as pessoas;
em discursos (Presidente da República, representantes de classe,
candidatos a cargos públicos, etc.);
e em várias outras situações.
Linguagem Não Verbal
Observe a figura abaixo, este sinal demonstra que é proibido fumar em
um determinado local. A linguagem utilizada é a não-verbal pois não utiliza
do código "língua portuguesa" para transmitir que é proibido fumar. Na
figura abaixo, percebemos que o semáforo, nos transmite a idéia de
atenção, de acordo com a cor apresentada no semáforo, podemos saber se
é permitido seguir em frente (verde), se é para ter atenção (amarelo) ou se
é proibido seguir em frente (vermelho) naquele instante.
Como você percebeu, todas as imagens podem ser facilmente
decodificadas. Você notou que em nenhuma delas existe a presença da
palavra? O que está presente é outro tipo de código. Apesar de haver
ausência da palavra, nós temos uma linguagem, pois podemos decifrar
mensagens a partir das imagens. O tipo de linguagem, cujo código não é a
palavra, denomina-se linguagem não-verbal, isto é, usam-se outros códigos
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização7
(o desenho, a dança, os sons, os gestos, a expressão fisionômica, as
cores) Fonte: www.graudez.com.br
TIPOLOGIA TEXTUAL
A todo o momento nos deparamos com vários textos, sejam eles
verbais e não verbais. Em todos há a presença do discurso, isto é, a ideia
intrínseca, a essência daquilo que está sendo transmitido entre os
interlocutores.
Esses interlocutores são as peças principais em um diálogo ou em um
texto escrito, pois nunca escrevemos para nós mesmos, nem mesmo
falamos sozinhos.
É de fundamental importância sabermos classificar os textos dos quais
travamos convivência no nosso dia a dia. Para isso, precisamos saber que
existem tipos textuais e gêneros textuais.
Comumente relatamos sobre um acontecimento, um fato presenciado
ou ocorrido conosco, expomos nossa opinião sobre determinado assunto,
ou descrevemos algum lugar pelo qual visitamos, e ainda, fazemos um
retrato verbal sobre alguém que acabamos de conhecer ou ver.
É exatamente nestas situações corriqueiras que classificamos os
nossos textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e
Dissertação.
Para melhor exemplificarmos o que foi dito, tomamos como exemplo
um Editorial, no qual o autor expõe seu ponto de vista sobre determinado
assunto, uma descrição de um ambiente e um texto literário escrito em
prosa.
Em se tratando de gêneros textuais, a situação não é diferente, pois se
conceituam como gêneros textuais as diversas situações
sociocomunciativas que participam da nossa vida em sociedade. Como
exemplo, temos: uma receita culinária, um e-mail, uma reportagem, uma
monografia, e assim por diante. Respectivamente, tais textos classificar-se-
iam como: instrucional, correspondência pessoal (em meio eletrônico), texto
do ramo jornalístico e, por último, um texto de cunho científico.
Mas como toda escrita perfaz-se de uma técnica para compô-la, é
extremamente importante que saibamos a maneira correta de produzir esta
gama de textos. À medida que a praticamos, vamos nos aperfeiçoando
mais e mais na sua performance estrutural. Por Vânia Duarte
O Conto
É um relato em prosa de fatos fictícios. Consta de três momentos perfeita-
mente diferenciados: começa apresentando um estado inicial de equilíbrio;
segue com a intervenção de uma força, com a aparição de um conflito, que
dá lugar a uma série de episódios; encerra com a resolução desse conflito
que permite, no estágio final, a recuperação do equilíbrio perdido.
Todo conto tem ações centrais, núcleos narrativos, que estabelecem entre
si uma relação causal. Entre estas ações, aparecem elementos de recheio
(secundários ou catalíticos), cuja função é manter o suspense. Tanto os
núcleos como as ações secundárias colocam em cena personagens que as
cumprem em um determinado lugar e tempo. Para a apresentação das
características destes personagens, assim como para as indicações de
lugar e tempo, apela-se a recursos descritivos.
Um recurso de uso frequente nos contos é a introdução do diálogo das
personagens, apresentado com os sinais gráficos correspondentes (os
travessões, para indicar a mudança de interlocutor).
A observação da coerência temporal permite ver se o autor mantém a linha
temporal ou prefere surpreender o leitor com rupturas de tempo na apre-
sentação dos acontecimentos (saltos ao passado ou avanços ao futuro).
A demarcação do tempo aparece, geralmente, no parágrafo inicial. Os
contos tradicionais apresentam fórmulas características de introdução de
temporalidade difusa: "Era uma vez...", "Certa vez...".
Os tempos verbais desempenham um papel importante na construção e na
interpretação dos contos. Os pretéritos imperfeito e o perfeito predominam
na narração, enquanto que o tempo presente aparece nas descrições e nos
diálogos.
O pretérito imperfeito apresenta a ação em processo, cuja incidência chega
ao momento da narração: "Rosário olhava timidamente seu pretendente,
enquanto sua mãe, da sala, fazia comentários banais sobre a história
familiar." O perfeito, ao contrário, apresenta as ações concluídas no passa-
do: "De repente, chegou o pai com suas botas sujas de barro, olhou sua
filha, depois o pretendente, e, sem dizer nada, entrou furioso na sala".
A apresentação das personagens ajusta-se à estratégia da definibilidade:
são introduzidas mediante uma construção nominal iniciada por um artigo
indefinido (ou elemento equivalente), que depois é substituído pelo definido,
por um nome, um pronome, etc.: "Uma mulher muito bonita entrou apressa-
damente na sala de embarque e olhou à volta, procurando alguém impaci-
entemente. A mulher parecia ter fugido de um filme romântico dos anos 40."
O narrador é uma figura criada pelo autor para apresentar os fatos que
constituem o relato, é a voz que conta o que está acontecendo. Esta voz
pode ser de uma personagem, ou de uma testemunha que conta os fatos
na primeira pessoa ou, também, pode ser a voz de uma terceira pessoa
que não intervém nem como ator nem como testemunha.
Além disso, o narrador pode adotar diferentes posições, diferentes pontos
de vista: pode conhecer somente o que está acontecendo, isto é, o que as
personagens estão fazendo ou, ao contrário, saber de tudo: o que fazem,
pensam, sentem as personagens, o que lhes aconteceu e o que lhes acon-
tecerá. Estes narradores que sabem tudo são chamados oniscientes.
A Novela
É semelhante ao conto, mas tem mais personagens, maior número de
complicações, passagens mais extensas com descrições e diálogos. As
personagens adquirem uma definição mais acabada, e as ações secundá-
rias podem chegar a adquirir tal relevância, de modo que terminam por
converter-se, em alguns textos, em unidades narrativas independentes.
A Obra Teatral
Os textos literários que conhecemos como obras de teatro (dramas, tragé-
dias, comédias, etc.) vão tecendo diferentes histórias, vão desenvolvendo
diversos conflitos, mediante a interação linguística das personagens, quer
dizer, através das conversações que têm lugar entre os participantes nas
situações comunicativas registradas no mundo de ficção construído pelo
texto. Nas obras teatrais, não existe um narrador que conta os fatos, mas
um leitor que vai conhecendo-os através dos diálogos e/ ou monólogos das
personagens.
Devido à trama conversacional destes textos, torna-se possível encontrar
neles vestígios de oralidade (que se manifestam na linguagem espontânea
das personagens, através de numerosas interjeições, de alterações da
sintaxe normal, de digressões, de repetições, de dêiticos de lugar e tempo.
Os sinais de interrogação, exclamação e sinais auxiliares servem para
moldar as propostas e as réplicas e, ao mesmo tempo, estabelecem os
turnos de palavras.
As obras de teatro atingem toda sua potencialidade através da representa-
ção cênica: elas são construídas para serem representadas. O diretor e os
atores orientam sua interpretação.
Estes textos são organizados em atos, que estabelecem a progressão
temática: desenvolvem uma unidade informativa relevante para cada conta-
to apresentado. Cada ato contém, por sua vez, diferentes cenas, determi-
nadas pelas entradas e saídas das personagens e/ou por diferentes qua-
dros, que correspondem a mudanças de cenografias.
Nas obras teatrais são incluídos textos de trama descritiva: são as chama-
das notações cênicas, através das quais o autor dá indicações aos atores
sobre a entonação e a gestualidade e caracteriza as diferentes cenografias
que considera pertinentes para o desenvolvimento da ação. Estas notações
apresentam com frequência orações unimembres e/ou bimembres de
predicado não verbal.
O Poema
Texto literário, geralmente escrito em verso, com uma distribuição espacial
muito particular: as linhas curtas e os agrupamentos em estrofe dão rele-
vância aos espaços em branco; então, o texto emerge da página com uma
silhueta especial que nos prepara para sermos introduzidos nos misteriosos
labirintos da linguagem figurada. Pede uma leitura em voz alta, para captar
o ritmo dos versos, e promove uma tarefa de abordagem que pretende
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização8
extrair a significação dos recursos estilísticos empregados pelo poeta, quer
seja para expressar seus sentimentos, suas emoções, sua versão da
realidade, ou para criar atmosferas de mistério de surrealismo, relatar
epopeias (como nos romances tradicionais), ou, ainda, para apresentar
ensinamentos morais (como nas fábulas).
O ritmo - este movimento regular e medido - que recorre ao valor sonoro
das palavras e às pausas para dar musicalidade ao poema, é parte essen-
cial do verso: o verso é uma unidade rítmica constituída por uma série
métrica de sílabas fônicas. A distribuição dos acentos das palavras que
compõem os versos tem uma importância capital para o ritmo: a musicali-
dade depende desta distribuição.
Lembramos que, para medir o verso, devemos atender unicamente à
distância sonora das sílabas. As sílabas fônicas apresentam algumas
diferenças das sílabas ortográficas. Estas diferenças constituem as chama-
das licenças poéticas: a diérese, que permite separar os ditongos em suas
sílabas; a sinérese, que une em uma sílaba duas vogais que não constitu-
em um ditongo; a sinalefa, que une em uma só sílaba a sílaba final de uma
palavra terminada em vogal, com a inicial de outra que inicie com vogal ou
h; o hiato, que anula a possibilidade da sinalefa. Os acentos finais também
incidem no levantamento das sílabas do verso. Se a última palavra é paro-
xítona, não se altera o número de sílabas; se é oxítona, soma-se uma
sílaba; se é proparoxítona, diminui-se uma.
A rima é uma característica distintiva, mas não obrigatória dos versos, pois
existem versos sem rima (os versos brancos ou soltos de uso frequente na
poesia moderna). A rima consiste na coincidência total ou parcial dos
últimos fonemas do verso. Existem dois tipos de rimas: a consoante (coin-
cidência total de vogais e consoante a partir da última vogal acentuada) e a
assonante (coincidência unicamente das vogais a partir da última vogal
acentuada). A métrica mais frequente dos versos vai desde duas até de-
zesseis sílabas. Os versos monossílabos não existem, já que, pelo acento,
são considerados dissílabos.
As estrofes agrupam versos de igual medida e de duas medidas diferentes
combinadas regularmente. Estes agrupamentos vinculam-se à progressão
temática do texto: com frequência, desenvolvem uma unidade informativa
vinculada ao tema central.
Os trabalhos dentro do paradigma e do sintagma, através dos mecanismos
de substituição e de combinação, respectivamente, culminam com a criação
de metáforas, símbolos, configurações sugestionadoras de vocábulos,
metonímias, jogo de significados, associações livres e outros recursos
estilísticos que dão ambiguidade ao poema.
TEXTOS JORNALÍSTICOS
Os textos denominados de textos jornalísticos, em função de seu portador (
jornais, periódicos, revistas), mostram um claro predomínio da função
informativa da linguagem: trazem os fatos mais relevantes no momento em
que acontecem. Esta adesão ao presente, esta primazia da atualidade,
condena-os a uma vida efêmera. Propõem-se a difundir as novidades
produzidas em diferentes partes do mundo, sobre os mais variados temas.
De acordo com este propósito, são agrupados em diferentes seções: infor-
mação nacional, informação internacional, informação local, sociedade,
economia, cultura, esportes, espetáculos e entretenimentos.
A ordem de apresentação dessas seções, assim como a extensão e o
tratamento dado aos textos que incluem, são indicadores importantes tanto
da ideologia como da posição adotada pela publicação sobre o tema abor-
dado.
Os textos jornalísticos apresentam diferentes seções. As mais comuns são
as notícias, os artigos de opinião, as entrevistas, as reportagens, as crôni-
cas, as resenhas de espetáculos.
A publicidade é um componente constante dos jornais e revistas, à medida
que permite o financiamento de suas edições. Mas os textos publicitários
aparecem não só nos periódicos como também em outros meios ampla-
mente conhecidos como os cartazes, folhetos, etc.; por isso, nos referire-
mos a eles em outro momento.
Em geral, aceita-se que os textos jornalísticos, em qualquer uma de suas
seções, devem cumprir certos requisitos de apresentação, entre os quais
destacamos: uma tipografia perfeitamente legível, uma diagramação cuida-
da, fotografias adequadas que sirvam para complementar a informação
linguística, inclusão de gráficos ilustrativos que fundamentam as explica-
ções do texto.
É pertinente observar como os textos jornalísticos distribuem-se na publica-
ção para melhor conhecer a ideologia da mesma. Fundamentalmente, a
primeira página, as páginas ímpares e o extremo superior das folhas dos
jornais trazem as informações que se quer destacar. Esta localização
antecipa ao leitor a importância que a publicação deu ao conteúdo desses
textos.
O corpo da letra dos títulos também é um indicador a considerar sobre a
posição adotada pela redação.
A Notícia
Transmite uma nova informação sobre acontecimentos, objetos ou
pessoas.
As notícias apresentam-se como unidades informativas completas, que
contêm todos os dados necessários para que o leitor compreenda a infor-
mação, sem necessidade ou de recorrer a textos anteriores (por exemplo,
não é necessário ter lido os jornais do dia anterior para interpretá-la), ou de
ligá-la a outros textos contidos na mesma publicação ou em publicações
similares.
É comum que este texto use a técnica da pirâmide invertida: começa pelo
fato mais importante para finalizar com os detalhes. Consta de três partes
claramente diferenciadas: o título, a introdução e o desenvolvimento. O
título cumpre uma dupla função - sintetizar o tema central e atrair a atenção
do leitor. Os manuais de estilo dos jornais (por exemplo: do Jornal El País,
1991) sugerem geralmente que os títulos não excedam treze palavras. A
introdução contém o principal da informação, sem chegar a ser um resumo
de todo o texto. No desenvolvimento, incluem-se os detalhes que não
aparecem na introdução.
A notícia é redigida na terceira pessoa. O redator deve manter-se à mar-
gem do que conta, razão pela qual não é permitido o emprego da primeira
pessoa do singular nem do plural. Isso implica que, além de omitir o eu ou o
nós, também não deve recorrer aos possessivos (por exemplo, não se
referirá à Argentina ou a Buenos Aires com expressões tais como nosso
país ou minha cidade).
Esse texto se caracteriza por sua exigência de objetividade e veracidade:
somente apresenta os dados. Quando o jornalista não consegue comprovar
de forma fidedigna os dados apresentados, costuma recorrer a certas
fórmulas para salvar sua responsabilidade: parece, não está descartado
que. Quando o redator menciona o que foi dito por alguma fonte, recorre ao
discurso direto, como, por exemplo:
O ministro afirmou: "O tema dos aposentados será tratado na Câmara dos
Deputados durante a próxima semana .
O estilo que corresponde a este tipo de texto é o formal.
Nesse tipo de texto, são empregados, principalmente, orações
enunciativas, breves, que respeitam a ordem sintática canônica. Apesar das
notícias preferencialmente utilizarem os verbos na voz ativa, também é
frequente o uso da voz passiva: Os delinquentes foram perseguidos pela
polícia; e das formas impessoais: A perseguição aos delinquentes foi feita
por um patrulheiro.
A progressão temática das notícias gira em tomo das perguntas o quê?
quem? como? quando? por quê e para quê?.
O Artigo de Opinião
Contém comentários, avaliações, expectativas sobre um tema da atualida-
de que, por sua transcendência, no plano nacional ou internacional, já é
considerado, ou merece ser, objeto de debate.
Nessa categoria, incluem-se os editoriais, artigos de análise ou pesquisa e
as colunas que levam o nome de seu autor. Os editoriais expressam a
posição adotada pelo jornal ou revista em concordância com sua ideologia,
enquanto que os artigos assinados e as colunas transmitem as opiniões de
seus redatores, o que pode nos levar a encontrar, muitas vezes, opiniões
divergentes e até antagônicas em uma mesma página.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização9
Embora estes textos possam ter distintas superestruturas, em geral se
organizam seguindo uma linha argumentativa que se inicia com a identifica-
ção do tema em questão, acompanhado de seus antecedentes e alcance, e
que segue com uma tomada de posição, isto é, com a formulação de uma
tese; depois, apresentam-se os diferentes argumentos de forma a justificar
esta tese; para encerrar, faz-se uma reafirmação da posição adotada no
início do texto.
A efetividade do texto tem relação direta não só com a pertinência dos
argumentos expostos como também com as estratégias discursivas usadas
para persuadir o leitor. Entre estas estratégias, podemos encontrar as
seguintes: as acusações claras aos oponentes, as ironias, as insinuações,
as digressões, as apelações à sensibilidade ou, ao contrário, a tomada de
distância através do uso das construções impessoais, para dar objetividade
e consenso à análise realizada; a retenção em recursos descritivos - deta-
lhados e precisos, ou em relatos em que as diferentes etapas de pesquisa
estão bem especificadas com uma minuciosa enumeração das fontes da
informação. Todos eles são recursos que servem para fundamentar os
argumentos usados na validade da tese.
A progressão temática ocorre geralmente através de um esquema de temas
derivados. Cada argumento pode encerrar um tópico com seus respectivos
comentários.
Estes artigos, em virtude de sua intencionalidade informativa, apresentam
uma preeminência de orações enunciativas, embora também incluam, com
frequência, orações dubitativas e exortativas devido à sua trama argumen-
tativa. As primeiras servem para relativizar os alcances e o valor da infor-
mação de base, o assunto em questão; as últimas, para convencer o leitor
a aceitar suas premissas como verdadeiras. No decorrer destes artigos,
opta-se por orações complexas que incluem proposições causais para as
fundamentações, consecutivas para dar ênfase aos efeitos, concessivas e
condicionais.
Para interpretar estes textos, é indispensável captar a postura ideológica do
autor, identificar os interesses a que serve e precisar sob que
circunstâncias e com que propósito foi organizada a informação exposta.
Para cumprir os requisitos desta abordagem, necessitaremos utilizar
estratégias tais como a referência exofórica, a integração crítica dos dados
do texto com os recolhidos em outras fontes e a leitura atenta das
entrelinhas a fim de converter em explícito o que está implícito.
Embora todo texto exija para sua interpretação o uso das estratégias men-
cionadas, é necessário recorrer a elas quando estivermos frente a um texto
de trama argumentativa, através do qual o autor procura que o leitor aceite
ou avalie cenas, ideias ou crenças como verdadeiras ou falsas, cenas e
opiniões como positivas ou negativas.
A Reportagem
É uma variedade do texto jornalístico de trama conversacional que, para
informar sobre determinado tema, recorre ao testemunho de uma figura-
chave para o conhecimento deste tópico.
A conversação desenvolve-se entre um jornalista que representa a publica-
ção e um personagem cuja atividade suscita ou merece despertar a aten-
ção dos leitores.
A reportagem inclui uma sumária apresentação do entrevistado, realizada
com recursos descritivos, e, imediatamente, desenvolve o diálogo. As
perguntas são breves e concisas, à medida que estão orientadas para
divulgar as opiniões e ideias do entrevistado e não as do entrevistador.
A Entrevista
Da mesma forma que reportagem, configura-se preferentemente mediante
uma trama conversacional, mas combina com frequência este tecido com
fios argumentativos e descritivos. Admite, então, uma maior liberdade, uma
vez que não se ajusta estritamente à fórmula pergunta-resposta, mas
detém-se em comentários e descrições sobre o entrevistado e transcreve
somente alguns fragmentos do diálogo, indicando com travessões a mu-
dança de interlocutor. É permitido apresentar uma introdução extensa com
os aspectos mais significativos da conversação mantida, e as perguntas
podem ser acompanhadas de comentários, confirmações ou refutações
sobre as declarações do entrevistado.
Por tratar-se de um texto jornalístico, a entrevista deve necessariamente
incluir um tema atual, ou com incidência na atualidade, embora a conversa-
ção possa derivar para outros temas, o que ocasiona que muitas destas
entrevistas se ajustem a uma progressão temática linear ou a temas deri-
vados.
Como ocorre em qualquer texto de trama conversacional, não existe uma
garantia de diálogo verdadeiro; uma vez que se pode respeitar a vez de
quem fala, a progressão temática não se ajusta ao jogo argumentativo de
propostas e de réplicas.
TEXTOS DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA
Esta categoria inclui textos cujos conteúdos provêm do campo das ciências
em geral. Os referentes dos textos que vamos desenvolver situam-se tanto
nas Ciências Sociais como nas Ciências Naturais.
Apesar das diferenças existentes entre os métodos de pesquisa destas
ciências, os textos têm algumas características que são comuns a todas
suas variedades: neles predominam, como em todos os textos informativos,
as orações enunciativas de estrutura bimembre e prefere-se a ordem
sintática canônica (sujeito-verbo-predicado).
Incluem frases claras, em que não há ambiguidade sintática ou semântica,
e levam em consideração o significado mais conhecido, mais difundido das
palavras.
O vocabulário é preciso. Geralmente, estes textos não incluem vocábulos a
que possam ser atribuídos um multiplicidade de significados, isto é, evitam
os termos polissêmicos e, quando isso não é possível, estabelecem medi-
ante definições operatórias o significado que deve ser atribuído ao termo
polissêmico nesse contexto.
A Definição
Expande o significado de um termo mediante uma trama descritiva, que
determina de forma clara e precisa as características genéricas e diferenci-
ais do objeto ao qual se refere. Essa descrição contém uma configuração
de elementos que se relacionam semanticamente com o termo a definir
através de um processo de sinonímia.
Recordemos a definição clássica de "homem", porque é o exemplo por
excelência da definição lógica, uma das construções mais generalizadas
dentro deste tipo de texto: O homem é um animal racional. A expansão do
termo "homem" - "animal racional" - apresenta o gênero a que pertence,
"animal", e a diferença específica, "racional": a racionalidade é o traço que
nos permite diferenciar a espécie humana dentro do gênero animal.
Usualmente, as definições incluídas nos dicionários, seus portadores mais
qualificados, apresentam os traços essenciais daqueles a que se referem:
Fiscis (do lat. piscis). s.p.m. Astron. Duodécimo e último signo ou parte do
Zodíaco, de 30° de amplitude, que o Sol percorre aparentemente antes de
terminar o inverno.
Como podemos observar nessa definição extraída do Dicionário de La Real
Academia Espa1ioJa (RAE, 1982), o significado de um tema base ou
introdução desenvolve-se através de uma descrição que contém seus
traços mais relevantes, expressa, com frequência, através de orações
unimembres, constituídos por construções endocêntricas (em nosso exem-
plo temos uma construção endocêntrica substantiva - o núcleo é um subs-
tantivo rodeado de modificadores "duodécimo e último signo ou parte do
Zodíaco, de 30° de amplitude..."), que incorporam maior informação medi-
ante proposições subordinadas adjetivas: "que o Sol percorre aparentemen-
te antes de terminar o inverno".
As definições contêm, também, informações complementares relacionadas,
por exemplo, com a ciência ou com a disciplina em cujo léxico se inclui o
termo a definir (Piscis: Astron.); a origem etimológica do vocábulo ("do lat.
piscis"); a sua classificação gramatical (s.p.m.), etc.
Essas informações complementares contêm frequentemente abreviaturas,
cujo significado aparece nas primeiras páginas do Dicionário: Lat., Latim;
Astron., Astronomia; s.p.m., substantivo próprio masculino, etc.
O tema-base (introdução) e sua expansão descritiva - categorias básicas da
estrutura da definição - distribuem-se espacialmente em blocos, nos quais
diferentes informações costumam ser codificadas através de tipografias
diferentes (negrito para o vocabulário a definir; itálico para as etimologias,
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização10
etc.). Os diversos significados aparecem demarcados em bloco mediante
barras paralelas e /ou números.
Prorrogar (Do Jat. prorrogare) V.t.d. l. Continuar, dilatar, estender uma
coisa por um período determinado. 112. Ampliar, prolongar 113. Fazer
continuar em exercício; adiar o término de.
A Nota de Enciclopédia
Apresenta, como a definição, um tema-base e uma expansão de trama
descritiva; porém, diferencia-se da definição pela organização e pela ampli-
tude desta expansão.
A progressão temática mais comum nas notas de enciclopédia é a de
temas derivados: os comentários que se referem ao tema-base constituem-
se, por sua vez, em temas de distintos parágrafos demarcados por subtítu-
los. Por exemplo, no tema República Argentina, podemos encontrar os
temas derivados: traços geológicos, relevo, clima, hidrografia, biogeografia,
população, cidades, economia, comunicação, transportes, cultura, etc.
Estes textos empregam, com frequência, esquemas taxionômicos, nos
quais os elementos se agrupam em classes inclusivas e incluídas. Por
exemplo: descreve-se "mamífero" como membro da classe dos vertebra-
dos; depois, são apresentados os traços distintivos de suas diversas varie-
dades: terrestres e aquáticos.
Uma vez que nestas notas há predomínio da função informativa da lingua-
gem, a expansão é construída sobre a base da descrição científica, que
responde às exigências de concisão e de precisão.
As características inerentes aos objetos apresentados aparecem através de
adjetivos descritivos - peixe de cor amarelada escura, com manchas pretas
no dorso, e parte inferior prateada, cabeça quase cônica, olhos muito
juntos, boca oblíqua e duas aletas dorsais - que ampliam a base informativa
dos substantivos e, como é possível observar em nosso exemplo, agregam
qualidades próprias daquilo a que se referem.
O uso do presente marca a temporalidade da descrição, em cujo tecido
predominam os verbos estáticos - apresentar, mostrar, ter, etc. - e os de
ligação - ser, estar, parecer, etc.
O Relato de Experimentos
Contém a descrição detalhada de um projeto que consiste em manipular o
ambiente para obter uma nova informação, ou seja, são textos que
descrevem experimentos.
O ponto de partida destes experimentos é algo que se deseja saber, mas
que não se pode encontrar observando as coisas tais como estão; é neces-
sário, então, estabelecer algumas condições, criar certas situações para
concluir a observação e extrair conclusões. Muda-se algo para constatar o
que acontece. Por exemplo, se se deseja saber em que condições uma
planta de determinada espécie cresce mais rapidamente, pode-se colocar
suas sementes em diferentes recipientes sob diferentes condições de
luminosidade; em diferentes lugares, areia, terra, água; com diferentes
fertilizantes orgânicos, químicos etc., para observar e precisar em que
circunstâncias obtém-se um melhor crescimento.
A macroestrutura desses relatos contém, primordialmente, duas categorias:
uma corresponde às condições em que o experimento se realiza, isto é, ao
registro da situação de experimentação; a outra, ao processo observado.
Nesses textos, então, são utilizadas com frequência orações que começam
com se (condicionais) e com quando (condicional temporal):
Se coloco a semente em um composto de areia, terra preta, húmus, a
planta crescerá mais rápido.
Quando rego as plantas duas vezes ao dia, os talos começam a mostrar
manchas marrons devido ao excesso de umidade.
Estes relatos adotam uma trama descritiva de processo. A variável tempo
aparece através de numerais ordinais: Em uma primeira etapa, é possível
observar... em uma segunda etapa, aparecem os primeiros brotos ...; de
advérbios ou de locuções adverbiais: Jogo, antes de, depois de, no mesmo
momento que, etc., dado que a variável temporal é um componente essen-
cial de todo processo. O texto enfatiza os aspectos descritivos, apresenta
as características dos elementos, os traços distintivos de cada uma das
etapas do processo.
O relato pode estar redigido de forma impessoal: coloca-se, colocado em
um recipiente ... Jogo se observa/foi observado que, etc., ou na primeira
pessoa do singular, coloco/coloquei em um recipiente ... Jogo obser-
vo/observei que ... etc., ou do plural: colocamos em um recipiente... Jogo
observamos que... etc. O uso do impessoal enfatiza a distância existente
entre o experimentador e o experimento, enquanto que a primeira pessoa,
do plural e do singular enfatiza o compromisso de ambos.
A Monografia
Este tipo de texto privilegia a análise e a crítica; a informação sobre um
determinado tema é recolhida em diferentes fontes.
Os textos monográficos não necessariamente devem ser realizados com
base em consultas bibliográficas, uma vez que é possível terem como
fonte, por exemplo, o testemunho dos protagonistas dos fatos, testemunhos
qualificados ou de especialistas no tema.
As monografias exigem uma seleção rigorosa e uma organização coerente
dos dados recolhidos. A seleção e organização dos dados servem como
indicador do propósito que orientou o trabalho. Se pretendemos, por exem-
plo, mostrar que as fontes consultadas nos permitem sustentar que os
aspectos positivos da gestão governamental de um determinado persona-
gem histórico têm maior relevância e valor do que os aspectos negativos,
teremos de apresentar e de categorizar os dados obtidos de tal forma que
esta valorização fique explícita.
Nas monografias, é indispensável determinar, no primeiro parágrafo, o tema
a ser tratado, para abrir espaço à cooperação ativa do leitor que, conjugan-
do seus conhecimentos prévios e seus propósitos de leitura, fará as primei-
ras antecipações sobre a informação que espera encontrar e formulará as
hipóteses que guiarão sua leitura. Uma vez determinado o tema, estes
textos transcrevem, mediante o uso da técnica de resumo, o que cada uma
das fontes consultadas sustenta sobre o tema, as quais estarão listadas
nas referências bibliográficas, de acordo com as normas que regem a
apresentação da bibliografia.
O trabalho intertextual (incorporação de textos de outros no tecido do texto
que estamos elaborando) manifesta-se nas monografias através de cons-
truções de discurso direto ou de discurso indireto.
Nas primeiras, incorpora-se o enunciado de outro autor, sem modificações,
tal como foi produzido. Ricardo Ortiz declara: "O processo da economia
dirigida conduziu a uma centralização na Capital Federal de toda tramitação
referente ao comércio exterior'] Os dois pontos que prenunciam a palavra
de outro, as aspas que servem para demarcá-la, os traços que incluem o
nome do autor do texto citado, 'o processo da economia dirigida - declara
Ricardo Ortiz - conduziu a uma centralização...') são alguns dos sinais que
distinguem frequentemente o discurso direto.
Quando se recorre ao discurso indireto, relata-se o que foi dito por outro,
em vez de transcrever textualmente, com a inclusão de elementos subordi-
nadores e dependendo do caso - as conseguintes modificações, pronomes
pessoais, tempos verbais, advérbios, sinais de pontuação, sinais auxiliares,
etc.
Discurso direto: ‘Ás raízes de meu pensamento – afirmou Echeverría -
nutrem-se do liberalismo’
Discurso indireto: 'Écheverría afirmou que as raízes de seu pensamento
nutriam -se do liberalismo'
Os textos monográficos recorrem, com frequência, aos verbos discendi
(dizer, expressar, declarar, afirmar, opinar, etc.), tanto para introduzir os
enunciados das fontes como para incorporar os comentários e opiniões do
emissor.
Se o propósito da monografia é somente organizar os dados que o autor
recolheu sobre o tema de acordo com um determinado critério de classifi-
cação explícito (por exemplo, organizar os dados em tomo do tipo de fonte
consultada), sua efetividade dependerá da coerência existente entre os
dados apresentados e o princípio de classificação adotado.
Se a monografia pretende justificar uma opinião ou validar uma hipótese,
sua efetividade, então, dependerá da confiabilidade e veracidade das fontes
consultadas, da consistência lógica dos argumentos e da coerência estabe-
lecida entre os fatos e a conclusão.
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização11
Estes textos podem ajustar-se a diferentes esquemas lógicos do tipo
problema /solução, premissas /conclusão, causas / efeitos.
Os conectores lógicos oracionais e extra-oracionais são marcas linguísticas
relevantes para analisar as distintas relações que se estabelecem entre os
dados e para avaliar sua coerência.
A Biografia
É uma narração feita por alguém acerca da vida de outra(s) pessoa(s).
Quando o autor conta sua própria vida, considera-se uma autobiografia.
Estes textos são empregados com frequência na escola, para apresentar
ou a vida ou algumas etapas decisivas da existência de personagens cuja
ação foi qualificada como relevante na história.
Os dados biográficos ordenam-se, em geral, cronologicamente, e, dado que
a temporalidade é uma variável essencial do tecido das biografias, em sua
construção, predominam recursos linguísticos que asseguram a conectivi-
dade temporal: advérbios, construções de valor semântico adverbial (Seus
cinco primeiros anos transcorreram na tranquila segurança de sua cidade
natal Depois, mudou-se com a família para La Prata), proposições tempo-
rais (Quando se introduzia obsessivamente nos tortuosos caminhos da
novela, seus estudos de física ajudavam-no a reinstalar-se na realidade),
etc.
A veracidade que exigem os textos de informação científica manifesta-se
nas biografias através das citações textuais das fontes dos dados apresen-
tados, enquanto a ótica do autor é expressa na seleção e no modo de
apresentação destes dados. Pode-se empregar a técnica de acumulação
simples de dados organizados cronologicamente, ou cada um destes dados
pode aparecer acompanhado pelas valorações do autor, de acordo com a
importância que a eles atribui.
Atualmente, há grande difusão das chamadas "biografias não autorizadas"
de personagens da política, ou do mundo da Arte. Uma característica que
parece ser comum nestas biografias é a intencionalidade de revelar a
personagem através de uma profusa acumulação de aspectos negativos,
especialmente aqueles que se relacionam a defeitos ou a vícios altamente
reprovados pela opinião pública.
TEXTOS INSTRUCIONAIS
Estes textos dão orientações precisas para a realização das mais diversas
atividades, como jogar, preparar uma comida, cuidar de plantas ou animais
domésticos, usar um aparelho eletrônico, consertar um carro, etc. Dentro
desta categoria, encontramos desde as mais simples receitas culinárias até
os complexos manuais de instrução para montar o motor de um avião.
Existem numerosas variedades de textos instrucionais: além de receitas e
manuais, estão os regulamentos, estatutos, contratos, instruções, etc. Mas
todos eles, independente de sua complexidade, compartilham da função
apelativa, à medida que prescrevem ações e empregam a trama descritiva
para representar o processo a ser seguido na tarefa empreendida.
A construção de muitos destes textos ajusta-se a modelos convencionais
cunhados institucionalmente. Por exemplo, em nossa comunidade, estão
amplamente difundidos os modelos de regulamentos de co-propriedade;
então, qualquer pessoa que se encarrega da redação de um texto deste
tipo recorre ao modelo e somente altera os dados de identificação para
introduzir, se necessário, algumas modificações parciais nos direitos e
deveres das partes envolvidas.
Em nosso cotidiano, deparamo-nos constantemente com textos instrucio-
nais, que nos ajudam a usar corretamente tanto um processador de alimen-
tos como um computador; a fazer uma comida saborosa, ou a seguir uma
dieta para emagrecer. A habilidade alcançada no domínio destes textos
incide diretamente em nossa atividade concreta. Seu emprego frequente e
sua utilidade imediata justificam o trabalho escolar de abordagem e de
produção de algumas de suas variedades, como as receitas e as instru-
ções.
As Receitas e as Instruções
Referimo-nos às receitas culinárias e aos textos que trazem instruções para
organizar um jogo, realizar um experimento, construir um artefato, fabricar
um móvel, consertar um objeto, etc.
Estes textos têm duas partes que se distinguem geralmente a partir da
especialização: uma, contém listas de elementos a serem utilizados (lista
de ingredientes das receitas, materiais que são manipulados no experimen-
to, ferramentas para consertar algo, diferentes partes de um aparelho, etc.),
a outra, desenvolve as instruções.
As listas, que são similares em sua construção às que usamos habitual-
mente para fazer as compras, apresentam substantivos concretos acompa-
nhados de numerais (cardinais, partitivos e múltiplos).
As instruções configuram-se, habitualmente, com orações bimembres, com
verbos no modo imperativo (misture a farinha com o fermento), ou orações
unimembres formadas por construções com o verbo no infinitivo (misturar a
farinha com o açúcar).
Tanto os verbos nos modos imperativo, subjuntivo e indicativo como as
construções com formas nominais gerúndio, particípio, infinitivo aparecem
acompanhados por advérbios palavras ou por locuções adverbiais que
expressam o modo como devem ser realizadas determinadas ações (sepa-
re cuidadosamente as claras das gemas, ou separe com muito cuidado as
claras das gemas). Os propósitos dessas ações aparecem estruturados
visando a um objetivo (mexa lentamente para diluir o conteúdo do pacote
em água fria), ou com valor temporal final (bata o creme com as claras até
que fique numa consistência espessa). Nestes textos inclui-se, com fre-
quência, o tempo do receptor através do uso do dêixis de lugar e de tempo:
Aqui, deve acrescentar uma gema. Agora, poderá mexer novamente. Neste
momento, terá que correr rapidamente até o lado oposto da cancha. Aqui
pode intervir outro membro da equipe.
TEXTOS EPISTOLARES
Os textos epistolares procuram estabelecer uma comunicação por escrito
com um destinatário ausente, identificado no texto através do cabeçalho.
Pode tratar-se de um indivíduo (um amigo, um parente, o gerente de uma
empresa, o diretor de um colégio), ou de um conjunto de indivíduos desig-
nados de forma coletiva (conselho editorial, junta diretora).
Estes textos reconhecem como portador este pedaço de papel que, de
forma metonímica, denomina-se carta, convite ou solicitação, dependendo
das características contidas no texto.
Apresentam uma estrutura que se reflete claramente em sua organização
espacial, cujos componentes são os seguintes: cabeçalho, que estabelece
o lugar e o tempo da produção, os dados do destinatário e a forma de
tratamento empregada para estabelecer o contato: o corpo, parte do texto
em que se desenvolve a mensagem, e a despedida, que inclui a saudação
e a assinatura, através da qual se introduz o autor no texto. O grau de
familiaridade existente entre emissor e destinatário é o princípio que orienta
a escolha do estilo: se o texto é dirigido a um familiar ou a um amigo, opta-
se por um estilo informal; caso contrário, se o destinatário é desconhecido
ou ocupa o nível superior em uma relação assimétrica (empregador em
relação ao empregado, diretor em relação ao aluno, etc.), impõe-se o estilo
formal.
A Carta
As cartas podem ser construídas com diferentes tramas (narrativa e argu-
mentativa), em tomo das diferentes funções da linguagem (informativa,
expressiva e apelativa).
Referimo-nos aqui, em particular, às cartas familiares e amistosas, isto é,
aqueles escritos através dos quais o autor conta a um parente ou a um
amigo eventos particulares de sua vida. Estas cartas contêm acontecimen-
tos, sentimentos, emoções, experimentados por um emissor que percebe o
receptor como ‘cúmplice’, ou seja, como um destinatário comprometido
afetivamente nessa situação de comunicação e, portanto, capaz de extrair a
dimensão expressiva da mensagem.
Uma vez que se trata de um diálogo à distância com um receptor conheci-
do, opta-se por um estilo espontâneo e informal, que deixa transparecer
marcas da oraljdade: frases inconclusas, nas quais as reticências habilitam
múltiplas interpretações do receptor na tentativa de concluí-las; perguntas
que procuram suas respostas nos destinatários; perguntas que encerram
em si suas próprias respostas (perguntas retóricas); pontos de exclamação
que expressam a ênfase que o emissor dá a determinadas expressões que
refletem suas alegrias, suas preocupações, suas dúvidas.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização12
Estes textos reúnem em si as diferentes classes de orações. As enunciati-
vas, que aparecem nos fragmentos informativos, alternam-se com as
dubitativas, desiderativas, interrogativas, exclamativas, para manifestar a
subjetividade do autor. Esta subjetividade determina também o uso de
diminutivos e aumentativos, a presença frequente de adjetivos qualificati-
vos, a ambiguidade lexical e sintática, as repetições, as interjeições.
A Solicitação
É dirigida a um receptor que, nessa situação comunicativa estabelecida
pela carta, está revestido de autoridade à medida que possui algo ou tem a
possibilidade de outorgar algo que é considerado valioso pelo emissor: um
emprego, uma vaga em uma escola, etc.
Esta assimetria entre autor e leitor um que pede e outro que pode ceder ou
não ao pedido, — obriga o primeiro a optar por um estilo formal, que recorre
ao uso de fórmulas de cortesia já estabelecidas convencionalmente para a
abertura e encerramento (atenciosamente ..com votos de estima e conside-
ração . . . / despeço-me de vós respeitosamente . ../ Saúdo-vos com o
maior respeito), e às frases feitas com que se iniciam e encerram-se estes
textos (Dirijo-me a vós a fim de solicitar-lhe que ... O abaixo-assinado,
Antônio Gonzalez, D.NJ. 32.107 232, dirigi-se ao Senhor Diretor do Instituto
Politécnico a fim de solicitar-lhe...)
As solicitações podem ser redigidas na primeira ou terceira pessoa do
singular. As que são redigidas na primeira pessoa introduzem o emissor
através da assinatura, enquanto que as redigidas na terceira pessoa identi-
ficam-no no corpo do texto (O abaixo assinado, Juan Antonio Pérez, dirige-
se a...).
A progressão temática dá-se através de dois núcleos informativos: o primei-
ro determina o que o solicitante pretende; o segundo, as condições que
reúne para alcançar aquilo que pretende. Estes núcleos, demarcados por
frases feitas de abertura e encerramento, podem aparecer invertidos em
algumas solicitações, quando o solicitante quer enfatizar suas condições;
por isso, as situa em um lugar preferencial para dar maior força à sua
apelação.
Essas solicitações, embora cumpram uma função apelativa, mostram um
amplo predomínio das orações enunciativas complexas, com inclusão tanto
de proposições causais, consecutivas e condicionais, que permitem desen-
volver fundamentações, condicionamentos e efeitos a alcançar, como de
construções de infinitivo ou de gerúndio: para alcançar essa posição, o
solicitante lhe apresenta os seguintes antecedentes... (o infinitivo salienta
os fins a que se persegue), ou alcançando a posição de... (o gerúndio
enfatiza os antecedentes que legitimam o pedido).
A argumentação destas solicitações institucionalizaram-se de tal maneira
que aparece contida nas instruções de formulários de emprego, de solicita-
ção de bolsas de estudo, etc.
Texto extraído de: ESCOLA, LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS, Ana
Maria Kaufman, Artes Médicas, Porto Alegre, RS.
Variação (linguística)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A variação de uma língua é o modo pelo qual ela se diferencia,
sistemática e coerentemente, de acordo com o contexto histórico,
geográfico e sócio-cultural no qual os falantes dessa língua se manifestam
verbalmente.
Conceito
Variedade é um conceito maior do que estilo de prosa ou estilo de
linguagem. Alguns escritores de sociolinguística usam o termo leto,
aparentemente um processo de criação de palavras para termos
específicos, são exemplos dessas variações:
 dialetos (variação diatópica), isto é, variações faladas por
comunidades geograficamente definidas.
o idioma é um termo intermediário na distinção dialeto-linguagem e é
usado para se referir ao sistema comunicativo estudado (que poderia ser
chamado tanto de um dialeto ou uma linguagem) quando sua condição em
relação a esta distinção é irrelevante (sendo, portanto, um sinônimo para
linguagem num sentido mais geral);
 socioletos, isto é, variações faladas por comunidades
socialmente definidas
 linguagem padrão ou norma padrão, padronizada em função da
comunicação pública e da educação
 idioletos, isto é, uma variação particular a uma certa pessoa
 registros (ou diátipos), isto é, o vocabulário especializado e/ou a
gramática de certas atividades ou profissões
 etnoletos, para um grupo étnico
 ecoletes, um idioleto adotado por uma casa
Variações como dialetos, idioletos e socioletos podem ser distinguidos
não apenas por seu vocabulário, mas também por diferenças na gramática,
na fonologia e na versificação. Por exemplo, o sotaque de palavras tonais
nas línguas escandinavas tem forma diferente em muitos dialetos. Um outro
exemplo é como palavras estrangeiras em diferentes socioletos variam em
seu grau de adaptação à fonologia básica da linguagem.
Certos registros profissionais, como o chamado legalês, mostram uma
variação na gramática da linguagem padrão. Por exemplo, jornalistas ou
advogados ingleses frequentemente usam modos gramaticais, como o
modo subjuntivo, que não são mais usados com frequência por outros
falantes. Muitos registros são simplesmente um conjunto especializado de
termos (veja jargão).
É uma questão de definição se gíria e calão podem ser considerados
como incluídos no conceito de variação ou de estilo. Coloquialismos e
expressões idiomáticas geralmente são limitadas como variações do léxico,
e de, portanto, estilo.
Espécies de variação
Variação histórica
Acontece ao longo de um determinado período de tempo, pode ser
identificada ao se comparar dois estados de uma língua Portuguêsa. O
processo de mudança é gradual: uma variante inicialmente utilizada por um
grupo restrito de falantes passa a ser adotada por indivíduos
socioeconomicamente mais expressivos. A forma antiga permanece ainda
entre as gerações mais velhas, período em que as duas variantes
convivem; porém com o tempo a nova variante torna-se normal na fala, e
finalmente consagra-se pelo uso na modalidade escrita. As mudanças
podem ser de grafia ou de significado.
Variação geográfica
Trata das diferentes formas de pronúncia, vocabulário e estrutura
sintática entre regiões. Dentro de uma comunidade mais ampla, formam-se
comunidades linguísticas menores em torno de centros polarizadores ,
política e economia, que acabam por definir os padrões linguísticos
utilizados na região de sua influência e as diferenças linguísticas entre as
regiões são graduais, nem sempre coincidindo.
Variação social
Agrupa alguns fatores de diversidade:o nível sócio-econômico,
determinado pelo meio social onde vive um indivíduo; o grau de educação;
a idade e o gênero. A variação social não compromete a compreensão
entre indivíduos, como poderia acontecer na variação regional; o uso de
certas variantes pode indicar qual o nível sócio-econômico de uma pessoa,
e há a possibilidade de alguém oriundo de um grupo menos favorecido
atingir o padrão de maior prestígio.
Variação estilística
Considera um mesmo indivíduo em diferentes circunstâncias de
comunicação: se está em um ambiente familiar, profissional, o grau de
intimidade, o tipo de assunto tratado e quem são os receptores. Sem levar
em conta as graduações intermediárias, é possível identificar dois limites
extremos de estilo: o informal, quando há um mínimo de reflexão do
indivíduo sobre as normas linguísticas, utilizado nas conversações
imediatas do cotidiano; e o formal, em que o grau de reflexão é máximo,
utilizado em conversações que não são do dia-a-dia e cujo conteúdo é mais
elaborado e complexo. Não se deve confundir o estilo formal e informal com
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização13
língua escrita e falada, pois os dois estilos ocorrem em ambas as formas de
comunicação.
As diferentes modalidades de variação linguística não existem
isoladamente, havendo um inter-relacionamento entre elas: uma variante
geográfica pode ser vista como uma variante social, considerando-se a
migração entre regiões do país. Observa-se que o meio rural, por ser
menos influenciado pelas mudanças da sociedade, preserva variantes
antigas. O conhecimento do padrão de prestígio pode ser fator de
mobilidade social para um indivíduo pertencente a uma classe menos
favorecida.
Bibliografia
CAMACHO, R. (1988). A variação linguística. In: Subsídios à proposta
curricular de Língua Portuguesa para o 1º e 2º graus. Secretaria da
Educação do Estado de São Paulo, p. 29-41.
Norma culta
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Norma culta é o conjunto de práticas linguísticas pertencentes ao lugar
ou à classe social de maior prestígio num determinado país. Segundo o
Instituto Camões, a norma culta do português europeu é "o dialeto da
região que abrange Lisboa e Coimbra", enquanto que a do português
brasileiro é "a fala do Rio e de S. Paulo".
A noção de norma
Chama-se norma um determinado agrupamento de variantes
linguísticas de uma mesma língua. Variantes ou variedades linguísticas são
as diferentes formas de se falar dentro de uma mesma língua, que
dependem das condições sociais, culturais, regionais e históricas de seus
falantes. Dentre estas variantes, temos a norma chamada culta ou padrão,
que adquiriu maior prestígio social por ser a variante vigente no lugar ou na
classe social mais prestigiosa do país. Ela é a variedade linguística
ensinada na escola, contida na maior parte dos livros, revistas, textos
científicos e em alguns programas de televisão. As demais variantes, como
a regional, a gíria, o jargão de grupos ou profissões (a linguagem dos
policiais, dos jogadores de futebol, dos metaleiros, dos surfistas), chamam-
se, genericamente, de dialeto popular ou linguagem popular.
Propósito da língua
A língua que utilizamos não transmite apenas nossas idéias, transmite
também um conjunto de informações sobre nós mesmos. Certas palavras e
construções que empregamos acabam denunciando quem somos
socialmente, ou seja, em que região do país nascemos, qual nosso nível
social e escolar, nossa formação e, às vezes, até nossos valores, círculo de
amizades e hobbies, como skate, rock, surfe, etc. O uso da língua também
pode informar nossa timidez, sobre nossa capacidade de nos adaptarmos e
situações novas, nossa insegurança, etc.
A língua é um poderoso instrumento de ação social. Ela pode tanto
facilitar quanto dificultar o nosso relacionamento com as pessoas e com a
sociedade em geral.
Língua culta na escola
O ensino da língua culta, na escola, não tem a finalidade de condenar
ou eliminar a língua que falamos em nossa família ou em nossa
comunidade. Ao contrário, o domínio da língua culta, somado ao domínio
de outras variedades linguísticas, torna-nos mais preparados para nos
comunicarmos. Saber usar bem uma língua equivale a saber empregá-la de
modo adequado às mais diferentes situações sociais de que participamos.
Graus de formalismo
As variações entre os níveis formal e informal da língua são chamadas
de registros, que dependem do grau de formalismo existente na situação de
comunicação; do modo de expressão, isto é, se se trata de um registro
formal ou escrito; da sintonia entre interlocutores, que envolve aspectos
como graus de cortesia, deferência, tecnicidade (domínio de um
vocabulário específico de algum campo científico, por exemplo).
O registro coloquial caracteriza-se por não ter planejamento prévio,
construções gramaticais mais livres, repetições frequentes, frases curtas e
conectores simples. O registro informal, pelo uso de ortografia simplificada,
de construções simples. Este último é geralmente usado entre membros de
uma mesma família ou entre amigos.
COESÃO E COERÊNCIA
Diogo Maria De Matos Polónio
Introdução
Este trabalho foi realizado no âmbito do Seminário Pedagógico sobre
Pragmática Linguística e Os Novos Programas de Língua Portuguesa, sob
orientação da Professora-Doutora Ana Cristina Macário Lopes, que decor-
reu na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Procurou-se, no referido seminário, refletir, de uma forma geral, sobre a
incidência das teorias da Pragmática Linguística nos programas oficiais de
Língua Portuguesa, tendo em vista um esclarecimento teórico sobre deter-
minados conceitos necessários a um ensino qualitativamente mais válido e,
simultaneamente, uma vertente prática pedagógica que tem necessaria-
mente presente a aplicação destes conhecimentos na situação real da sala
de aula.
Nesse sentido, este trabalho pretende apresentar sugestões de aplica-
ção na prática docente quotidiana das teorias da pragmática linguística no
campo da coerência textual, tendo em conta as conclusões avançadas no
referido seminário.
Será, no entanto, necessário reter que esta pequena reflexão aqui a-
presentada encerra em si uma minúscula partícula de conhecimento no
vastíssimo universo que é, hoje em dia, a teoria da pragmática linguística e
que, se pelo menos vier a instigar um ponto de partida para novas reflexões
no sentido de auxiliar o docente no ensino da língua materna, já terá cum-
prido honestamente o seu papel.
Coesão e Coerência Textual
Qualquer falante sabe que a comunicação verbal não se faz geralmen-
te através de palavras isoladas, desligadas umas das outras e do contexto
em que são produzidas. Ou seja, uma qualquer sequência de palavras não
constitui forçosamente uma frase.
Para que uma sequência de morfemas seja admitida como frase, torna-
se necessário que respeite uma certa ordem combinatória, ou seja, é
preciso que essa sequência seja construÍda tendo em conta o sistema da
língua.
Tal como um qualquer conjunto de palavras não forma uma frase, tam-
bém um qualquer conjunto de frases não forma, forçosamente, um texto.
Precisando um pouco mais, um texto, ou discurso, é um objeto materia-
lizado numa dada língua natural, produzido numa situação concreta e
pressupondo os participantes locutor e alocutário, fabricado pelo locutor
através de uma seleção feita sobre tudo o que é dizível por esse locutor,
numa determinada situação, a um determinado alocutário1.
Assim, materialidade linguística, isto é, a língua natural em uso, os có-
digos simbólicos, os processos cognitivos e as pressuposições do locutor
sobre o saber que ele e o alocutário partilham acerca do mundo são ingre-
dientes indispensáveis ao objeto texto.
Podemos assim dizer que existe um sistema de regras interiorizadas
por todos os membros de uma comunidade linguística. Este sistema de
regras de base constitui a competência textual dos sujeitos, competência
essa que uma gramática do texto se propõe modelizar.
Uma tal gramática fornece, dentro de um quadro formal, determinadas
regras para a boa formação textual. Destas regras podemos fazer derivar
certos julgamentos de coerência textual.
Quanto ao julgamento, efetuado pelos professores, sobre a coerência
nos textos dos seus alunos, os trabalhos de investigação concluem que as
intervenções do professor a nível de incorreções detectadas na estrutura da
frase são precisamente localizadas e assinaladas com marcas convencio-
nais; são designadas com recurso a expressões técnicas (construção,
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização14
conjugação) e fornecem pretexto para pôr em prática exercícios de corre-
ção, tendo em conta uma eliminação duradoura das incorreções observa-
das.
Pelo contrário, as intervenções dos professores no quadro das incorre-
ções a nível da estrutura do texto, permite-nos concluir que essas incorre-
ções não são designadas através de vocabulário técnico, traduzindo, na
maior parte das vezes, uma impressão global da leitura (incompreensível;
não quer dizer nada).
Para além disso, verificam-se práticas de correção algo brutais (refazer;
reformular) sendo, poucas vezes, acompanhadas de exercícios de recupe-
ração.
Esta situação é pedagogicamente penosa, uma vez que se o professor
desconhece um determinado quadro normativo, encontra-se reduzido a
fazer respeitar uma ordem sobre a qual não tem nenhum controle.
Antes de passarmos à apresentação e ao estudo dos quatro princípios
de coerência textual, há que esclarecer a problemática criada pela dicoto-
mia coerência/coesão que se encontra diretamente relacionada com a
dicotomia coerência macro-estrutural/coerência micro-estrutural.
Mira Mateus considera pertinente a existência de uma diferenciação
entre coerência textual e coesão textual.
Assim, segundo esta autora, coesão textual diz respeito aos processos
linguísticos que permitem revelar a inter-dependência semântica existente
entre sequências textuais:
Ex.: Entrei na livraria mas não comprei nenhum livro.
Para a mesma autora, coerência textual diz respeito aos processos
mentais de apropriação do real que permitem inter-relacionar sequências
textuais:
Ex.: Se esse animal respira por pulmões, não é peixe.
Pensamos, no entanto, que esta distinção se faz apenas por razões de
sistematização e de estruturação de trabalho, já que Mira Mateus não
hesita em agrupar coesão e coerência como características de uma só
propriedade indispensável para que qualquer manifestação linguística se
transforme num texto: a conetividade2.
Para Charolles não é pertinente, do ponto de vista técnico, estabelecer
uma distinção entre coesão e coerência textuais, uma vez que se torna
difícil separar as regras que orientam a formação textual das regras que
orientam a formação do discurso.
Além disso, para este autor, as regras que orientam a micro-coerência
são as mesmas que orientam a macro-coerência textual. Efetivamente,
quando se elabora um resumo de um texto obedece-se às mesmas regras
de coerência que foram usadas para a construção do texto original.
Assim, para Charolles, micro-estrutura textual diz respeito às relações
de coerência que se estabelecem entre as frases de uma sequência textual,
enquanto que macro-estrutura textual diz respeito às relações de coerência
existentes entre as várias sequências textuais. Por exemplo:
 Sequência 1: O António partiu para Lisboa. Ele deixou o escritório
mais cedo para apanhar o comboio das quatro horas.
 Sequência 2: Em Lisboa, o António irá encontrar-se com ami-
gos.Vai trabalhar com eles num projeto de uma nova companhia
de teatro.
Como micro-estruturas temos a sequência 1 ou a sequência 2, enquan-
to que o conjunto das duas sequências forma uma macro-estrutura.
Vamos agora abordar os princípios de coerência textual3:
1. Princípio da Recorrência4: para que um texto seja coerente, torna-se
necessário que comporte, no seu desenvolvimento linear, elementos de
recorrência restrita.
Para assegurar essa recorrência a língua dispõe de vários recursos:
- pronominalizações,
- expressões definidas5,
- substituições lexicais,
- retomas de inferências.
Todos estes recursos permitem juntar uma frase ou uma sequência a
uma outra que se encontre próxima em termos de estrutura de texto, reto-
mando num elemento de uma sequência um elemento presente numa
sequência anterior:
a)-Pronominalizações: a utilização de um pronome torna possível a re-
petição, à distância, de um sintagma ou até de uma frase inteira.
O caso mais frequente é o da anáfora, em que o referente antecipa o
pronome.
Ex.: Uma senhora foi assassinada ontem. Ela foi encontrada estrangu-
lada no seu quarto.
No caso mais raro da catáfora, o pronome antecipa o seu referente.
Ex.: Deixe-me confessar-lhe isto: este crime impressionou-me. Ou ain-
da: Não me importo de o confessar: este crime impressionou-me.
Teremos, no entanto, que ter cuidado com a utilização da catáfora, pa-
ra nos precavermos de enunciados como este:
Ele sabe muito bem que o João não vai estar de acordo com o António.
Num enunciado como este, não há qualquer possibilidade de identificar
ele com António. Assim, existe apenas uma possibilidade de interpretação:
ele dirá respeito a um sujeito que não será nem o João nem o António, mas
que fará parte do conhecimento simultâneo do emissor e do receptor.
Para que tal aconteça, torna-se necessário reformular esse enunciado:
O António sabe muito bem que o João não vai estar de acordo com ele.
As situações de ambiguidade referencial são frequentes nos textos dos
alunos.
Ex.: O Pedro e o meu irmão banhavam-se num rio.
Um homem estava também a banhar-se.
Como ele sabia nadar, ensinou-o.
Neste enunciado, mesmo sem haver uma ruptura na continuidade se-
quencial, existem disfunções que introduzem zonas de incerteza no texto:
ele sabia nadar(quem?),
ele ensinou-o (quem?; a quem?)
b)-Expressões Definidas: tal como as pronominalizações, as expres-
sões definidas permitem relembrar nominalmente ou virtualmente um
elemento de uma frase numa outra frase ou até numa outra sequência
textual.
Ex.: O meu tio tem dois gatos. Todos os dias caminhamos no jardim.
Os gatos vão sempre conosco.
Os alunos parecem dominar bem esta regra. No entanto, os problemas
aparecem quando o nome que se repete é imediatamente vizinho daquele
que o precede.
Ex.: A Margarida comprou um vestido. O vestido é colorido e muito ele-
gante.
Neste caso, o problema resolve-se com a aplicação de deíticos contex-
tuais.
Ex.: A Margarida comprou um vestido. Ele é colorido e muito elegante.
Pode também resolver-se a situação virtualmente utilizando a elipse.
Ex.: A Margarida comprou um vestido. É colorido e muito elegante. Ou
ainda:
A Margarida comprou um vestido que é colorido e muito elegante.
c)-Substituições Lexicais: o uso de expressões definidas e de deíticos
contextuais é muitas vezes acompanhado de substituições lexicais. Este
processo evita as repetições de lexemas, permitindo uma retoma do ele-
mento linguístico.
Ex.: Deu-se um crime, em Lisboa, ontem à noite: estrangularam uma
senhora. Este assassinato é odioso.
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização15
Também neste caso, surgem algumas regras que se torna necessário
respeitar. Por exemplo, o termo mais genérico não pode preceder o seu
representante mais específico.
Ex.: O piloto alemão venceu ontem o grande prêmio da Alemanha. S-
chumacher festejou euforicamente junto da sua equipa.
Se se inverterem os substantivos, a relação entre os elementos linguís-
ticos torna-se mais clara, favorecendo a coerência textual. Assim, Schuma-
cher, como termo mais específico, deveria preceder o piloto alemão.
No entanto, a substituição de um lexema acompanhado por um deter-
minante, pode não ser suficiente para estabelecer uma coerência restrita.
Atentemos no seguinte exemplo:
Picasso morreu há alguns anos. O autor da "Sagração da Primavera"
doou toda a sua coleção particular ao Museu de Barcelona.
A presença do determinante definido não é suficiente para considerar
que Picasso e o autor da referida peça sejam a mesma pessoa, uma vez
que sabemos que não foi Picasso mas Stravinski que compôs a referida
peça.
Neste caso, mais do que o conhecimento normativo teórico, ou lexico-
enciclopédico, são importantes o conhecimento e as convicções dos parti-
cipantes no ato de comunicação, sendo assim impossível traçar uma fron-
teira entre a semântica e a pragmática.
Há também que ter em conta que a substituição lexical se pode efetuar
por
- Sinonímia-seleção de expressões linguísticas que tenham a maior
parte dos traços semânticos idêntica: A criança caiu. O miúdo nun-
ca mais aprende a cair!
- Antonímia-seleção de expressões linguísticas que tenham a maior
parte dos traços semânticos oposta: Disseste a verdade? Isso
cheira-me a mentira!
- Hiperonímia-a primeira expressão mantém com a segunda uma re-
lação classe-elemento: Gosto imenso de marisco. Então lagosta,
adoro!
- Hiponímia- a primeira expressão mantém com a segunda uma re-
lação elemento-classe: O gato arranhou-te? O que esperavas de
um felino?
d)-Retomas de Inferências: neste caso, a relação é feita com base em
conteúdos semânticos não manifestados, ao contrário do que se passava
com os processos de recorrência anteriormente tratados.
Vejamos:
P - A Maria comeu a bolacha?
R1 - Não, ela deixou-a cair no chão.
R2 - Não, ela comeu um morango.
R3 - Não, ela despenteou-se.
As sequências P+R1 e P+R2 parecem, desde logo, mais coerentes do
que a sequência P+R3.
No entanto, todas as sequências são asseguradas pela repetição do
pronome na 3ª pessoa.
Podemos afirmar, neste caso, que a repetição do pronome não é sufi-
ciente para garantir coerência a uma sequência textual.
Assim, a diferença de avaliação que fazemos ao analisar as várias hi-
póteses de respostas que vimos anteriormente sustenta-se no fato de R1 e
R2 retomarem inferências presentes em P:
- aconteceu alguma coisa à bolacha da Maria,
- a Maria comeu qualquer coisa.
Já R3 não retoma nenhuma inferência potencialmente dedutível de P.
Conclui-se, então, que a retoma de inferências ou de pressuposições
garante uma fortificação da coerência textual.
Quando analisamos certos exercícios de prolongamento de texto (con-
tinuar a estruturação de um texto a partir de um início dado) os alunos são
levados a veicular certas informações pressupostas pelos professores.
Por exemplo, quando se apresenta um início de um texto do tipo: Três
crianças passeiam num bosque. Elas brincam aos detetives. Que vão eles
fazer?
A interrogação final permite-nos pressupor que as crianças vão real-
mente fazer qualquer coisa.
Um aluno que ignore isso e que narre que os pássaros cantavam en-
quanto as folhas eram levadas pelo vento, será punido por ter apresentado
uma narração incoerente, tendo em conta a questão apresentada.
No entanto, um professor terá que ter em conta que essas inferências
ou essas pressuposições se relacionam mais com o conhecimento do
mundo do que com os elementos linguísticos propriamente ditos.
Assim, as dificuldades que os alunos apresentam neste tipo de exercí-
cios, estão muitas vezes relacionadas com um conhecimento de um mundo
ao qual eles não tiveram acesso. Por exemplo, será difícil a um aluno
recriar o quotidiano de um multi-milionário,senhor de um grande império
industrial, que vive numa luxuosa vila.
2.Princípio da Progressão: para que um texto seja coerente, torna-se
necessário que o seu desenvolvimento se faça acompanhar de uma infor-
mação semântica constantemente renovada.
Este segundo princípio completa o primeiro, uma vez que estipula que
um texto, para ser coerente, não se deve contentar com uma repetição
constante da própria matéria.
Alguns textos dos alunos contrariam esta regra. Por exemplo: O ferreiro
estava vestido com umas calças pretas, um chapéu claro e uma vestimenta
preta. Tinha ao pé de si uma bigorna e batia com força na bigorna. Todos
os gestos que fazia consistiam em bater com o martelo na bigorna. A
bigorna onde batia com o martelo era achatada em cima e pontiaguda em
baixo e batia com o martelo na bigorna.
Se tivermos em conta apenas o princípio da recorrência, este texto não
será incoerente, será até coerente demais.
No entanto, segundo o princípio da progressão, a produção de um tex-
to coerente pressupõe que se realize um equilíbrio cuidado entre continui-
dade temática e progressão semântica.
Torna-se assim necessário dominar, simultaneamente, estes dois prin-
cípios (recorrência e progressão) uma vez que a abordagem da informação
não se pode processar de qualquer maneira.
Assim, um texto será coerente se a ordem linear das sequências a-
companhar a ordenação temporal dos fatos descritos.
Ex.: Cheguei, vi e venci.(e não Vi, venci e cheguei).
O texto será coerente desde que reconheçamos, na ordenação das su-
as sequências, uma ordenação de causa-consequência entre os estados de
coisas descritos.
Ex.: Houve seca porque não choveu. (e não Houve seca porque cho-
veu).
Teremos ainda que ter em conta que a ordem de percepção dos esta-
dos de coisas descritos pode condicionar a ordem linear das sequências
textuais.
Ex.: A praça era enorme. No meio, havia uma coluna; à volta, árvores e
canteiros com flores.
Neste caso, notamos que a percepção se dirige do geral para o particu-
lar.
3.Princípio da Não- Contradição: para que um texto seja coerente, tor-
na-se necessário que o seu desenvolvimento não introduza nenhum ele-
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização16
mento semântico que contradiga um conteúdo apresentado ou pressuposto
por uma ocorrência anterior ou dedutível por inferência.
Ou seja, este princípio estipula simplesmente que é inadmissível que
uma mesma proposição seja conjuntamente verdadeira e não verdadeira.
Vamos, seguidamente, preocupar-nos, sobretudo, com o caso das con-
tradições inferenciais e pressuposicionais6.
Existe contradição inferencial quando a partir de uma proposição po-
demos deduzir uma outra que contradiz um conteúdo semântico apresenta-
do ou dedutível.
Ex.: A minha tia é viúva. O seu marido coleciona relógios de bolso.
As inferências que autorizam viúva não só não são retomadas na se-
gunda frase, como são perfeitamente contraditas por essa mesma frase.
O efeito da incoerência resulta de incompatibilidades semânticas pro-
fundas às quais temos de acrescentar algumas considerações temporais,
uma vez que, como se pode ver, basta remeter o verbo colecionar para o
pretérito para suprimir as contradições.
As contradições pressuposicionais são em tudo comparáveis às infe-
renciais, com a exceção de que no caso das pressuposicionais é um conte-
údo pressuposto que se encontra contradito.
Ex.: O Júlio ignora que a sua mulher o engana. A sua esposa é-lhe per-
feitamente fiel.
Na segunda frase, afirma-se a inegável fidelidade da mulher de Júlio,
enquanto a primeira pressupõe o inverso.
É frequente, nestes casos, que o emissor recupere a contradição pre-
sente com a ajuda de conectores do tipo mas, entretanto, contudo, no
entanto, todavia, que assinalam que o emissor se apercebe dessa contradi-
ção, assume-a, anula-a e toma partido dela.
Ex.: O João detesta viajar. No entanto, está entusiasmado com a parti-
da para Itália, uma vez que sempre sonhou visitar Florença.
4.Princípio da Relação: para que um texto seja coerente, torna-se ne-
cessário que denote, no seu mundo de representação, fatos que se apre-
sentem diretamente relacionados.
Ou seja, este princípio enuncia que para uma sequência ser admitida
como coerente7, terá de apresentar ações, estados ou eventos que sejam
congruentes com o tipo de mundo representado nesse texto.
Assim, se tivermos em conta as três frases seguintes
1 - A Silvia foi estudar.
2 - A Silvia vai fazer um exame.
3 - O circuito de Adelaide agradou aos pilotos de Fórmula 1.
A sequência formada por 1+2 surge-nos, desde logo, como sendo mais
congruente do que as sequências 1+3 ou 2+3.
Nos discursos naturais, as relações de relevância factual são, na maior
parte dos casos, manifestadas por conectores que as explicitam semanti-
camente.
Ex.: A Silvia foi estudar porque vai fazer um exame. Ou também: A Sil-
via vai fazer um exame portanto foi estudar.
A impossibilidade de ligar duas frases por meio de conectores constitui
um bom teste para descobrir uma incongruência.
Ex.: A Silvia foi estudar logo o circuito de Adelaide agradou aos pilotos
de Fórmula 1.
O conhecimento destes princípios de coerência, por parte dos profes-
sores, permite uma nova apreciação dos textos produzidos pelos alunos,
garantindo uma melhor correção dos seus trabalhos, evitando encontrar
incoerências em textos perfeitamente coerentes, bem como permite a
dinamização de estratégias de correção.
Teremos que ter em conta que para um leitor que nada saiba de cen-
trais termo-nucleares nada lhe parecerá mais incoerente do que um tratado
técnico sobre centrais termo-nucleares.
No entanto, os leitores quase nunca consideram os textos incoerentes.
Pelo contrário, os receptores dão ao emissor o crédito da coerência, admi-
tindo que o emissor terá razões para apresentar os textos daquela maneira.
Assim, o leitor vai esforçar-se na procura de um fio condutor de pen-
samento que conduza a uma estrutura coerente.
Tudo isto para dizer que deve existir nos nossos sistemas de pensa-
mento e de linguagem uma espécie de princípio de coerência verbal (com-
parável com o princípio de cooperação de Grice8 estipulando que, seja qual
for o discurso, ele deve apresentar forçosamente uma coerência própria,
uma vez que é concebido por um espírito que não é incoerente por si
mesmo.
É justamente tendo isto em conta que devemos ler, avaliar e corrigir os
textos dos nossos alunos.
Anotações:
1- M. H. Mira Mateus, Gramática da Língua Portuguesa, Ed. Cami-
nho, 19923, p.134;
1- M. H. Mira Mateus, op. cit., pp.134-148;
3- "Méta-regles de cohérence", segundo Charolles, Introduction aux
problèmes de la cohérence des textes, in Langue Française, 1978;
4- "Méta-regle de répétition", segundo Charolles (op. cit.);
5- "Les déficitivisations et les référentiations déictiques contextuelles",
segundo Charolles (op. cit.);
6- Charolles aponta igualmente as contradições enunciativas. No en-
tanto, vamos debruçar-nos apenas sobre as contradições inferen-
ciais e pressuposicionais, uma vez que foi sobre este tipo de con-
tradições que efetuamos exercícios em situação de prática peda-
gógica.
7- Charolles refere inclusivamente a existência de uma "relation de
congruence" entre o que é enunciado na sequência textual e o
mundo a que essa sequência faz referência;
8- Para um esclarecimento sobre este princípio, ver O. Ducrot, Dire et
ne pas dire, Paris, Herman, 1972 e também D. Gordon e G. Lakoff,
Postulates de conservation, Langages nº 30, Paris, Didier-
Larousse, 1973.
1. Coerência:
Produzimos textos porque pretendemos informar, divertir, explicar, con-
vencer, discordar, ordenar, ou seja, o texto é uma unidade de significado
produzida sempre com uma determinada intenção. Assim como a frase não
é uma simples sucessão de palavras, o texto também não é uma simples
sucessão de frases, mas um todo organizado capaz de estabelecer contato
com nossos interlocutores, influindo sobre eles. Quando isso ocorre, temos
um texto em que há coerência.
A coerência é resultante da não-contradição entre os diversos segmen-
tos textuais que devem estar encadeados logicamente. Cada segmento
textual é pressuposto do segmento seguinte, que por sua vez será pressu-
posto para o que lhe estender, formando assim uma cadeia em que todos
eles estejam concatenados harmonicamente. Quando há quebra nessa
concatenação, ou quando um segmento atual está em contradição com um
anterior, perde-se a coerência textual.
A coerência é também resultante da adequação do que se diz ao con-
texto extra verbal, ou seja, àquilo o que o texto faz referência, que precisa
ser conhecido pelo receptor.
Ao ler uma frase como "No verão passado, quando estivemos na capi-
tal do Ceará Fortaleza, não pudemos aproveitar a praia, pois o frio era tanto
que chegou a nevar", percebemos que ela é incoerente em decorrência da
incompatibilidade entre um conhecimento prévio que temos da realizada
com o que se relata. Sabemos que, considerando uma realidade "normal",
em Fortaleza não neva (ainda mais no verão!).
Claro que, inserido numa narrativa ficcional fantástica, o exemplo acima
poderia fazer sentido, dando coerência ao texto - nesse caso, o contexto
seria a "anormalidade" e prevaleceria a coerência interna da narrativa.
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização17
No caso de apresentar uma inadequação entre o que informa e a reali-
dade "normal" pré-conhecida, para guardar a coerência o texto deve apre-
sentar elementos linguísticos instruindo o receptor acerca dessa anormali-
dade.
Uma afirmação como "Foi um verdadeiro milagre! O menino caiu do
décimo andar e não sofreu nenhum arranhão." é coerente, na medida que a
frase inicial ("Foi um verdadeiro milagre") instrui o leitor para a anormalida-
de do fato narrado.
2. Coesão:
A redação deve primar, como se sabe, pela clareza, objetividade, coe-
rência e coesão. E a coesão, como o próprio nome diz (coeso significa
ligado), é a propriedade que os elementos textuais têm de estar interliga-
dos. De um fazer referência ao outro. Do sentido de um depender da rela-
ção com o outro. Preste atenção a este texto, observando como as palavras
se comunicam, como dependem uma das outras.
SÃO PAULO: OITO PESSOAS MORREM EM QUEDA DE AVIÃO
Das Agências
Cinco passageiros de uma mesma família, de Maringá, dois tripulantes
e uma mulher que viu o avião cair morreram
Oito pessoas morreram (cinco passageiros de uma mesma família e
dois tripulantes, além de uma mulher que teve ataque cardíaco) na queda
de um avião (1) bimotor Aero Commander, da empresa J. Caetano, da
cidade de Maringá (PR). O avião (1) prefixo PTI-EE caiu sobre quatro
sobrados da Rua Andaquara, no bairro de Jardim Marajoara, Zona Sul de
São Paulo, por volta das 21h40 de sábado. O impacto (2) ainda atingiu
mais três residências.
Estavam no avião (1) o empresário Silvio Name Júnior (4), de 33 anos,
que foi candidato a prefeito de Maringá nas últimas eleições (leia reporta-
gem nesta página); o piloto (1) José Traspadini (4), de 64 anos; o co-piloto
(1) Geraldo Antônio da Silva Júnior, de 38; o sogro de Name Júnior (4),
Márcio Artur Lerro Ribeiro (5), de 57; seus (4) filhos Márcio Rocha Ribeiro
Neto, de 28, e Gabriela Gimenes Ribeiro (6), de 31; e o marido dela (6),
João Izidoro de Andrade (7), de 53 anos.
Izidoro Andrade (7) é conhecido na região (8) como um dos maiores
compradores de cabeças de gado do Sul (8) do país. Márcio Ribeiro (5) era
um dos sócios do Frigorífico Naviraí, empresa proprietária do bimotor (1).
Isidoro Andrade (7) havia alugado o avião (1) Rockwell Aero Commander
691, prefixo PTI-EE, para (7) vir a São Paulo assistir ao velório do filho (7)
Sérgio Ricardo de Andrade (8), de 32 anos, que (8) morreu ao reagir a um
assalto e ser baleado na noite de sexta-feira.
O avião (1) deixou Maringá às 7 horas de sábado e pousou no aeropor-
to de Congonhas às 8h27. Na volta, o bimotor (1) decolou para Maringá às
21h20 e, minutos depois, caiu na altura do número 375 da Rua Andaquara,
uma espécie de vila fechada, próxima à avenida Nossa Senhora do Sabará,
uma das avenidas mais movimentadas da Zona Sul de São Paulo. Ainda
não se conhece as causas do acidente (2). O avião (1) não tinha caixa
preta e a torre de controle também não tem informações. O laudo técnico
demora no mínimo 60 dias para ser concluído.
Segundo testemunhas, o bimotor (1) já estava em chamas antes de ca-
ir em cima de quatro casas (9). Três pessoas (10) que estavam nas casas
(9) atingidas pelo avião (1) ficaram feridas. Elas (10) não sofreram ferimen-
tos graves. (10) Apenas escoriações e queimaduras. Elídia Fiorezzi, de 62
anos, Natan Fiorezzi, de 6, e Josana Fiorezzi foram socorridos no Pronto
Socorro de Santa Cecília.
Vejamos, por exemplo, o elemento (1), referente ao avião envolvido no
acidente. Ele foi retomado nove vezes durante o texto. Isso é necessário à
clareza e à compreensão do texto. A memória do leitor deve ser reavivada
a cada instante. Se, por exemplo, o avião fosse citado uma vez no primeiro
parágrafo e fosse retomado somente uma vez, no último, talvez a clareza
da matéria fosse comprometida.
E como retomar os elementos do texto? Podemos enumerar alguns
mecanismos:
a) REPETIÇÃO: o elemento (1) foi repetido diversas vezes durante o
texto. Pode perceber que a palavra avião foi bastante usada, principalmente
por ele ter sido o veículo envolvido no acidente, que é a notícia propriamen-
te dita. A repetição é um dos principais elementos de coesão do texto
jornalístico fatual, que, por sua natureza, deve dispensar a releitura por
parte do receptor (o leitor, no caso). A repetição pode ser considerada a
mais explícita ferramenta de coesão. Na dissertação cobrada pelos vestibu-
lares, obviamente deve ser usada com parcimônia, uma vez que um núme-
ro elevado de repetições pode levar o leitor à exaustão.
b) REPETIÇÃO PARCIAL: na retomada de nomes de pessoas, a repe-
tição parcial é o mais comum mecanismo coesivo do texto jornalístico.
Costuma-se, uma vez citado o nome completo de um entrevistado - ou da
vítima de um acidente, como se observa com o elemento (7), na última
linha do segundo parágrafo e na primeira linha do terceiro -, repetir somente
o(s) seu(s) sobrenome(s). Quando os nomes em questão são de celebrida-
des (políticos, artistas, escritores, etc.), é de praxe, durante o texto, utilizar
a nominalização por meio da qual são conhecidas pelo público. Exemplos:
Nedson (para o prefeito de Londrina, Nedson Micheletti); Farage (para o
candidato à prefeitura de Londrina em 2000 Farage Khouri); etc. Nomes
femininos costumam ser retomados pelo primeiro nome, a não ser nos
casos em que o sobrenomes sejam, no contexto da matéria, mais relevan-
tes e as identifiquem com mais propriedade.
c) ELIPSE: é a omissão de um termo que pode ser facilmente deduzido
pelo contexto da matéria. Veja-se o seguinte exemplo: Estavam no avião
(1) o empresário Silvio Name Júnior (4), de 33 anos, que foi candidato a
prefeito de Maringá nas últimas eleições; o piloto (1) José Traspadini (4), de
64 anos; o co-piloto (1) Geraldo Antônio da Silva Júnior, de 38. Perceba
que não foi necessário repetir-se a palavra avião logo após as palavras
piloto e co-piloto. Numa matéria que trata de um acidente de avião, obvia-
mente o piloto será de aviões; o leitor não poderia pensar que se tratasse
de um piloto de automóveis, por exemplo. No último parágrafo ocorre outro
exemplo de elipse: Três pessoas (10) que estavam nas casas (9) atingidas
pelo avião (1) ficaram feridas. Elas (10) não sofreram ferimentos graves.
(10) Apenas escoriações e queimaduras. Note que o (10) em negrito, antes
de Apenas, é uma omissão de um elemento já citado: Três pessoas. Na
verdade, foi omitido, ainda, o verbo: (As três pessoas sofreram) Apenas
escoriações e queimaduras.
d) SUBSTITUIÇÕES: uma das mais ricas maneiras de se retomar um
elemento já citado ou de se referir a outro que ainda vai ser mencionado é a
substituição, que é o mecanismo pelo qual se usa uma palavra (ou grupo
de palavras) no lugar de outra palavra (ou grupo de palavras). Confira os
principais elementos de substituição:
Pronomes: a função gramatical do pronome é justamente substituir ou
acompanhar um nome. Ele pode, ainda, retomar toda uma frase ou toda a
ideia contida em um parágrafo ou no texto todo. Na matéria-exemplo, são
nítidos alguns casos de substituição pronominal: o sogro de Name Júnior
(4), Márcio Artur Lerro Ribeiro (5), de 57; seus (4) filhos Márcio Rocha
Ribeiro Neto, de 28, e Gabriela Gimenes Ribeiro (6), de 31; e o marido dela
(6), João Izidoro de Andrade (7), de 53 anos. O pronome possessivo seus
retoma Name Júnior (os filhos de Name Júnior...); o pronome pessoal ela,
contraído com a preposição de na forma dela, retoma Gabriela Gimenes
Ribeiro (e o marido de Gabriela...). No último parágrafo, o pronome pessoal
elas retoma as três pessoas que estavam nas casas atingidas pelo avião:
Elas (10) não sofreram ferimentos graves.
Epítetos: são palavras ou grupos de palavras que, ao mesmo tempo
que se referem a um elemento do texto, qualificam-no. Essa qualificação
pode ser conhecida ou não pelo leitor. Caso não seja, deve ser introduzida
de modo que fique fácil a sua relação com o elemento qualificado.
Exemplos:
a) (...) foram elogiadas pelo por Fernando Henrique Cardoso. O pre-
sidente, que voltou há dois dias de Cuba, entregou-lhes um certifi-
cado... (o epíteto presidente retoma Fernando Henrique Cardoso;
poder-se-ia usar, como exemplo, sociólogo);
b) Edson Arantes de Nascimento gostou do desempenho do Brasil.
Para o ex-Ministro dos Esportes, a seleção... (o epíteto ex-Ministro
dos Esportes retoma Edson Arantes do Nascimento; poder-se-iam,
por exemplo, usar as formas jogador do século, número um do
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização18
mundo, etc.
Sinônimos ou quase sinônimos: palavras com o mesmo sentido (ou
muito parecido) dos elementos a serem retomados. Exemplo: O prédio foi
demolido às 15h. Muitos curiosos se aglomeraram ao redor do edifício, para
conferir o espetáculo (edifício retoma prédio. Ambos são sinônimos).
Nomes deverbais: são derivados de verbos e retomam a ação expres-
sa por eles. Servem, ainda, como um resumo dos argumentos já utilizados.
Exemplos: Uma fila de centenas de veículos paralisou o trânsito da Avenida
Higienópolis, como sinal de protesto contra o aumentos dos impostos. A
paralisação foi a maneira encontrada... (paralisação, que deriva de parali-
sar, retoma a ação de centenas de veículos de paralisar o trânsito da
Avenida Higienópolis). O impacto (2) ainda atingiu mais três residências (o
nome impacto retoma e resume o acidente de avião noticiado na matéria-
exemplo)
Elementos classificadores e categorizadores: referem-se a um ele-
mento (palavra ou grupo de palavras) já mencionado ou não por meio de
uma classe ou categoria a que esse elemento pertença: Uma fila de cente-
nas de veículos paralisou o trânsito da Avenida Higienópolis. O protesto foi
a maneira encontrada... (protesto retoma toda a ideia anterior - da paralisa-
ção -, categorizando-a como um protesto); Quatro cães foram encontrados
ao lado do corpo. Ao se aproximarem, os peritos enfrentaram a reação dos
animais (animais retoma cães, indicando uma das possíveis classificações
que se podem atribuir a eles).
Advérbios: palavras que exprimem circunstâncias, principalmente as
de lugar: Em São Paulo, não houve problemas. Lá, os operários não aderi-
ram... (o advérbio de lugar lá retoma São Paulo). Exemplos de advérbios
que comumente funcionam como elementos referenciais, isto é, como
elementos que se referem a outros do texto: aí, aqui, ali, onde, lá, etc.
Observação: É mais frequente a referência a elementos já citados no
texto. Porém, é muito comum a utilização de palavras e expressões que se
refiram a elementos que ainda serão utilizados. Exemplo: Izidoro Andrade
(7) é conhecido na região (8) como um dos maiores compradores de cabe-
ças de gado do Sul (8) do país. Márcio Ribeiro (5) era um dos sócios do
Frigorífico Naviraí, empresa proprietária do bimotor (1). A palavra região
serve como elemento classificador de Sul (A palavra Sul indica uma região
do país), que só é citada na linha seguinte.
Conexão:
Além da constante referência entre palavras do texto, observa-se na
coesão a propriedade de unir termos e orações por meio de conectivos, que
são representados, na Gramática, por inúmeras palavras e expressões. A
escolha errada desses conectivos pode ocasionar a deturpação do sentido
do texto. Abaixo, uma lista dos principais elementos conectivos, agrupados
pelo sentido. Baseamo-nos no autor Othon Moacyr Garcia (Comunicação
em Prosa Moderna).
Prioridade, relevância: em primeiro lugar, antes de mais nada, antes
de tudo, em princípio, primeiramente, acima de tudo, precipuamente, princi-
palmente, primordialmente, sobretudo, a priori (itálico), a posteriori (itálico).
Tempo (frequência, duração, ordem, sucessão, anterioridade, posterio-
ridade): então, enfim, logo, logo depois, imediatamente, logo após, a princí-
pio, no momento em que, pouco antes, pouco depois, anteriormente, poste-
riormente, em seguida, afinal, por fim, finalmente agora atualmente, hoje,
frequentemente, constantemente às vezes, eventualmente, por vezes,
ocasionalmente, sempre, raramente, não raro, ao mesmo tempo, simulta-
neamente, nesse ínterim, nesse meio tempo, nesse hiato, enquanto, quan-
do, antes que, depois que, logo que, sempre que, assim que, desde que,
todas as vezes que, cada vez que, apenas, já, mal, nem bem.
Semelhança, comparação, conformidade: igualmente, da mesma
forma, assim também, do mesmo modo, similarmente, semelhantemente,
analogamente, por analogia, de maneira idêntica, de conformidade com, de
acordo com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto de vista, tal qual,
tanto quanto, como, assim como, como se, bem como.
Condição, hipótese: se, caso, eventualmente.
Adição, continuação: além disso, demais, ademais, outrossim, ainda
mais, ainda cima, por outro lado, também, e, nem, não só ... mas também,
não só... como também, não apenas ... como também, não só ... bem
como, com, ou (quando não for excludente).
Dúvida: talvez provavelmente, possivelmente, quiçá, quem sabe, é
provável, não é certo, se é que.
Certeza, ênfase: decerto, por certo, certamente, indubitavelmente, in-
questionavelmente, sem dúvida, inegavelmente, com toda a certeza.
Surpresa, imprevisto: inesperadamente, inopinadamente, de súbito,
subitamente, de repente, imprevistamente, surpreendentemente.
Ilustração, esclarecimento: por exemplo, só para ilustrar, só para e-
xemplificar, isto é, quer dizer, em outras palavras, ou por outra, a saber, ou
seja, aliás.
Propósito, intenção, finalidade: com o fim de, a fim de, com o propó-
sito de, com a finalidade de, com o intuito de, para que, a fim de que, para.
Lugar, proximidade, distância: perto de, próximo a ou de, junto a ou de,
dentro, fora, mais adiante, aqui, além, acolá, lá, ali, este, esta, isto, esse, essa,
isso, aquele, aquela, aquilo, ante, a.
Resumo, recapitulação, conclusão: em suma, em síntese, em conclu-
são, enfim, em resumo, portanto, assim, dessa forma, dessa maneira, desse
modo, logo, pois (entre vírgulas), dessarte, destarte, assim sendo.
Causa e consequência. Explicação: por consequência, por conseguin-
te, como resultado, por isso, por causa de, em virtude de, assim, de fato, com
efeito, tão (tanto, tamanho) ... que, porque, porquanto, pois, já que, uma vez
que, visto que, como (= porque), portanto, logo, que (= porque), de tal sorte
que, de tal forma que, haja vista.
Contraste, oposição, restrição, ressalva: pelo contrário, em contraste
com, salvo, exceto, menos, mas, contudo, todavia, entretanto, no entanto,
embora, apesar de, ainda que, mesmo que, posto que, posto, conquanto, se
bem que, por mais que, por menos que, só que, ao passo que.
Ideias alternativas: Ou, ou... ou, quer... quer, ora... ora.
Níveis De Significado Dos Textos:
Significado Implícito E Explícito
Observe a seguinte frase:
Fiz faculdade, mas aprendi algumas coisas.
Nela, o falante transmite duas informações de maneira explícita:
a) que ele frequentou um curso superior;
b) que ele aprendeu algumas coisas.
Ao ligar essas duas informações com um “mas” comunica também de
modo implícito sua critica ao sistema de ensino superior, pois a frase passa
a transmitir a ideia de que nas faculdades não se aprende nada.
Um dos aspectos mais intrigantes da leitura de um texto é a verificação
de que ele pode dizer coisas que parece não estar dizendo: além das
informações explicitamente enunciadas, existem outras que ficam suben-
tendidas ou pressupostas. Para realizar uma leitura eficiente, o leitor deve
captar tanto os dados explícitos quanto os implícitos.
Leitor perspicaz é aquele que consegue ler nas entrelinhas. Caso con-
trário, ele pode passar por cima de significados importantes e decisivos ou
— o que é pior — pode concordar com coisas que rejeitaria se as perce-
besse.
Não é preciso dizer que alguns tipos de texto exploram, com malícia e
com intenções falaciosas, esses aspectos subentendidos e pressupostos.
Que são pressupostos? São aquelas ideias não expressas de maneira
explícita, mas que o leitor pode perceber a partir de certas palavras ou
expressões contidas na frase.
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Assim, quando se diz “O tempo continua chuvoso”, comunica-se de
maneira explícita que no momento da fala o tempo é de chuva, mas, ao
mesmo tempo, o verbo “continuar” deixa perceber a informação implícita de
que antes o tempo já estava chuvoso.
Na frase “Pedro deixou de fumar” diz-se explicitamente que, no mo-
mento da fala, Pedro não fuma. O verbo “deixar”, todavia, transmite a
informação implícita de que Pedro fumava antes.
A informação explícita pode ser questionada pelo ouvinte, que pode ou
não concordar com ela. Os pressupostos, no entanto, têm que ser verdadei-
ros ou pelo menos admitidos como verdadeiros, porque é a partir deles que
se constróem as informações explícitas. Se o pressuposto é falso, a infor-
mação explícita não tem cabimento. No exemplo acima, se Pedro não
fumava antes, não tem cabimento afirmar que ele deixou de fumar.
Na leitura e interpretação de um texto, é muito importante detectar os
pressupostos, pois seu uso é um dos recursos argumentativos utilizados
com vistas a levar o ouvinte ou o leitor a aceitar o que está sendo comuni-
cado. Ao introduzir uma ideia sob a forma de pressuposto, o falante trans-
forma o ou vinte em cúmplice, urna vez que essa ideia não é posta em
discussão e todos os argumentos subsequentes só contribuem para confir-
má -la.
Por isso pode-se dizer que o pressuposto aprisiona o ouvinte ao siste-
ma de pensamento montado pelo falante.
A demonstração disso pode ser encontrada em muitas dessas “verda-
des” incontestáveis postas como base de muitas alegações do discurso
político.
Tomemos como exemplo a seguinte frase:
Ë preciso construir mísseis nucleares para defender o Ocidente de um
ataque soviético.
O conteúdo explícito afirma:
— a necessidade da construção de mísseis,
— com a finalidade de defesa contra o ataque soviético.
O pressuposto, isto é, o dado que não se põe em discussão é: os sovi-
éticos pretendem atacar o Ocidente.
Os argumentos contra o que foi informado explicitamente nessa frase
podem ser:
— os mísseis não são eficientes para conter o ataque soviético;
— uma guerra de mísseis vai destruir o mundo inteiro e não apenas os
soviéticos;
— a negociação com os soviéticos é o único meio de dissuadi-los de
um ataque ao Ocidente.
Como se pode notar, os argumentos são contrários ao que está dito
explicitamente, mas todos eles confirmam o pressuposto, isto é, todos os
argumentos aceitam que os soviéticos pretendem atacar o Ocidente.
A aceitação do pressuposto é o que permite levar à frente o debate. Se
o ouvinte disser que os soviéticos não têm intenção nenhuma de atacar o
Ocidente, estará negando o pressuposto lançado pelo falante e então a
possibilidade de diálogo fica comprometida irreparavelmente. Qualquer
argumento entre os citados não teria nenhuma razão de ser. Isso quer dizer
que, com pressupostos distintos, não é possível o diálogo ou não tem ele
sentido algum. Pode-se contornar esse problema tornando os pressupostos
afirmações explícitas, que então podem ser discutidas.
Os pressupostos são marcados, nas frases, por meio de vários indica-
dores linguísticos, como, por exemplo:
a) certos advérbios
Os resultados da pesquisa ainda não chegaram até nós.
Pressuposto: Os resultados já deviam ter chegado.
ou
Os resultados vão chegar mais tarde.
b) certos verbos
O caso do contrabando tornou-se público.
Pressuposto: O caso não era público antes.
c) as orações adjetivas
Os candidatos a prefeito, que só querem defender seus interesses, não
pensam no povo.
Pressuposto: Todos os candidatos a prefeito têm interesses individuais.
Mas a mesma frase poderia ser redigida assim:
Os candidatos a prefeito que só querem defender seus interesses não
pensam no povo.
No caso, o pressuposto seria outro: Nem todos os candidatos a prefeito
têm interesses individuais.
No primeiro caso, a oração é explicativa; no segundo, é restritiva. As
explicativas pressupõem que o que elas expressam refere-se a todos os
elementos de um dado conjunto; as restritivas, que o que elas dizem con-
cerne a parte dos elementos de um dado conjunto.
d) os adjetivos
Os partidos radicais acabarão com a democracia no Brasil.
Pressuposto: Existem partidos radicais no Brasil.
Os subentendidos
Os subentendidos são as insinuações escondidas por trás de uma a-
firmação. Quando um transeunte com o cigarro na mão pergunta: Você tem
fogo?, acharia muito estranho se você dissesse: Tenho e não lhe acendes-
se o cigarro. Na verdade, por trás da pergunta subentende-se: Acenda-me
o cigarro por favor.
O subentendido difere do pressuposto num aspecto importante: o pres-
suposto é um dado posto como indiscutível para o falante e para o ouvinte,
não é para ser contestado; o subentendido é de responsabilidade do ouvin-
te, pois o falante, ao subentender, esconde-se por trás do sentido literal das
palavras e pode dizer que não estava querendo dizer o que o ouvinte
depreendeu.
O subentendido, muitas vezes, serve para o falante proteger-se diante
de uma informação que quer transmitir para o ouvinte sem se comprometer
com ela.
Para entender esse processo de descomprometimento que ocorre com
a manipulação dos subentendidos, imaginemos a seguinte situação: um
funcionário público do partido de oposição lamenta, diante dos colegas
reunidos em assembleia, que um colega de seção, do partido do governo,
além de ter sido agraciado com uma promoção, conseguiu um empréstimo
muito favorável do banco estadual, ao passo que ele, com mais tempo de
serviço, continuava no mesmo posto e não conseguia o empréstimo solici-
tado muito antes que o referido colega.
Mais tarde, tendo sido acusado de estar denunciando favoritismo do
governo para com os seus adeptos, o funcionário reclamante defende-se
prontamente, alegando não ter falado em favoritismo e que isso era dedu-
ção de quem ouvira o seu discurso.
Na verdade, ele não falou em favoritismo mas deu a entender, deixou
subentendido para não se comprometer com o que disse. Fez a denúncia
sem denunciar explicitamente. A frase sugere, mas não diz.
A distinção entre pressupostos e subentendidos em certos casos é
bastante sutil. Não vamos aqui ocupar-nos dessas sutilezas, mas explorar
esses conceitos como instrumentos úteis para uma compreensão mais
eficiente do texto.
Ponto de vista do autor
O narrador é a entidade que conta uma história. É uma das três
pessoas em uma história, sendo os outros o autor e o leitor/espectador. O
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização20
leitor e o autor habitam o mundo real. É função do autor criar um mundo
alternativo, com personagens e cenários e eventos que formem a história. É
função do leitor entender e interpretar a história. Já o narrador existe no
mundo da história (e apenas nele) e aparece de uma forma que o leitor
possa compreendê-lo.
Em inglês, para delimitar essa distinção, o autor é referido por he, o
leitor por she e o narrador por it.
O conceito de narrador irreal (em oposição ao autor) se tornou mais
importante com o surgimento da novela no século XIX. Até então, o
exercício acadêmico de teoria literária investigava apenas a poesia
(incluindo poemas épicos como a Ilíada e dramas poéticos como os de
Shakespeare). A maioria dos poemas não têm um narrador distinto do
autor, mas as novelas, com seus mundos imersos na ficção, criaram um
problema, especialmente quando o ponto de vista do narrador difere
significativamente do ponto de vista do autor.
Uma boa história deve ter um narrador bem definido e consciente. Para
este fim há diversas regras que governam o narrador. Esta entidade, com
atribuições e limitação, não pode comunicar nada que não conheça, ou
seja, só pode contar a história a partir do que vê. A isso se chama foco
narrativo.
Modos de Organização do Texto
Oliveira, (2003:41) fazendo alusão a Charaudeau (1992) obser-
va:
Os modos de organização do discurso ( o narrativo, o descritivo, o ar-
gumentativo e o enunciativo) são maneiras de estruturar o texto, visando a
uma função típica de cada um: a função do narrativo é contar ou relatar, a
do descritivo, descrever; a do argumentativo, argumentar, ou seja, explicar
uma verdade numa visão racionalizante para influenciar o interlocutor; e a
do enunciativo é gerir os outros três. Este tem pois uma função metadis-
cursiva – Charaudeau ( 1992:642-646).
Oliveira.Helênio (2004), discutindo conceitos básicos em análise
do discurso, com base nos dois grandes critérios de classificação de
textos ( o intratextual-estrutural, o que se encontra no texto; e o extratex-
tual– sensível a situação comunicativa), propõe a nomenclatura “modos
de organização do texto”, acrescentando a listagem de Charaudeau
(1992) outros dois modos de organização: o expositivo e o injuntivo.
O modo de organização do texto narrativo é construído pela su-
cessão, desenvolvimento de ações que formam o arcabouço de uma
história (no sentido estrito) – processos, sequências, tempo em andamen-
to.
O Modo Descritivo tem como funcionamento identificar, distinguir,
qualificar pessoa ou objeto, os ‘seres do mundo’ (a quem Oliveira, Helênio
(2004 mimeo) denomina “objeto da descrição” ). Na descrição confeccio-
namos uma espécie de retrato através de palavras. Tempo estático.
Discorrendo sobre o texto descritivo, Oliveira, Helênio (mimeo) destaca
importantes fatores que normalmente não são levados em consideração
quando se aborda o M.O.D. descritivo:
· A existência de textos iminentemente descritivos: A descrição de um
tipo de rocha, da anatomia de uma espécie animal, do sistema pronominal
de dada língua etc.
· O ponto de vista e o ângulo do observador afetando na seleção dos
atributos do objeto descrito – limitações físicas, intelectuais etc.
· O caráter infinito dos possíveis “objetos de descrição”, bem como os
diversos sentidos empregados na observação do objeto descrito (+ ou –
sensorial)
Progressão temática: é a soma das unidades temática. Toda disser-
tação bem construída deve expor progressão temática. Eis a inteligente
maneira de trazer densidade sobre o tema proposto.
Parágrafo
Os textos em prosa, sejam eles narrativos, descritivos ou dissertativos,
são estruturados geralmente em unidades menores, os parágrafos, identifi-
cados por um ligeiro afastamento de sua primeira linha em relação à mar-
gem esquerda da folha. Possuem extensão variada: há parágrafos longos e
parágrafos curtos. O que vai determinar sua extensão é a unidade temática,
já que cada idéia exposta no texto deve corresponder a um parágrafo.
"O parágrafo é uma unidade de composição, constituída por um ou mais
de um período em que desenvolve determinada idéia central, ou nuclear, a
que se agregam outras, secundárias, intimamente relacionadas pelo senti-
do e logicamente decorrentes dela." [GARCIA, Othon M. Comunicação em
prosa moderna. 7.ed. Rio de Janeiro: FGV, 1978, p. 203.]
Essa definição não se aplica a todo o tipo de parágrafo: trata-se de um
modelo - denominado parágrafo-padrão - que, por ser cultivado por bons
escritores modernos, o aluno poderá (e até deverá) imitar:
Muito comum nos textos de natureza dissertativa, que trabalham com
idéias e exigem maior rigor e objetividade na composição, o parágrafo-
padrão apresente a seguinte estrutura:
a) introdução - também denominada tópico frasal, é constituída de uma
ou duas frases curtas, que expressam, de maneira sintética, a idéia princi-
pal do parágrafo, definindo seu objetivo;
b) desenvolvimento - corresponde a uma ampliação do tópico frasal,
com apresentação de idéias secundárias que o fundamentam ou esclare-
cem;
c) conclusão - nem sempre presente, especialmente nos parágrafos
mais curtos e simples, a conclusão retoma a idéia central, levando em
consideração os diversos aspectos selecionados no desenvolvimento.
Nas dissertações, os parágrafos são estruturados a partir de uma idéia
que normalmente é apresentada em sua introdução, desenvolvida e refor-
çada por uma conclusão.
Os Parágrafos na Dissertação Escolar
As dissertações escolares, normalmente, costumam ser estruturadas em
quatro ou cinco parágrafos (um parágrafo para a introdução, dois ou três
para o desenvolvimento e um para a conclusão).
É claro que essa divisão não é absoluta. Dependendo do tema proposto
e da abordagem que se dê a ele, ela poderá sofrer variações. Mas é fun-
damental que você perceba o seguinte: a divisão de um texto em parágra-
fos (cada um correspondendo a uma determinada idéia que nele se desen-
volve) tem a função de facilitar, para quem escreve, a estruturação coerente
do texto e de possibilitar, a quem lê, uma melhor compreensão do texto em
sua totalidade.
Parágrafo Narrativo
Nas narrações, a idéia central do parágrafo é um incidente, isto é, um
episódio curto.
Nos parágrafos narrativos, há o predomínio dos verbos de ação que se
referem a personagens, além de indicações de circunstâncias relativas ao
fato: onde ele ocorreu, quando ocorreu, por que ocorreu, etc.
O que falamos acima aplica-se ao parágrafo narrativo propriamente dito,
ou seja, aquele que relata um fato (lembrando que podemos ter, em um
texto narrativo, parágrafos descritivos e dissertativos).
Nas narrações existem também parágrafos que servem para reproduzir
as falas dos personagens. No caso do discurso direto (em geral antecedido
por dois-pontos e introduzido por travessão), cada fala de um personagem
deve corresponder a um parágrafo para que essa fala não se confunda com
a do narrador ou com a de outro personagem.
Parágrafo Descritivo
A idéia central do parágrafo descritivo é um quadro, ou seja, um frag-
mento daquilo que está sendo descrito (uma pessoa, uma paisagem, um
ambiente, etc.), visto sob determinada perspectiva, num determinado
momento. Alterado esse quadro, teremos novo parágrafo.
O parágrafo descritivo vai apresentar as mesmas características da
descrição: predomínio de verbos de ligação, emprego de adjetivos que
caracterizam o que está sendo descrito, ocorrência de orações justapostas
ou coordenadas.
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Frase
Frase é um conjunto de palavras que têm sentido completo.
O tempo está nublado.
Socorro!
Que calor!
Oração
Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal.
A fanfarra desfilou na avenida.
As festas juninas estão chegando.
Período
Período é a frase estruturada em oração ou orações.
O período pode ser:
- simples - aquele constituído por uma só oração (oração absoluta).
Fui à livraria ontem.
- composto - quando constituído por mais de uma oração.
Fui à livraria ontem e comprei um livro.
Inferência
1. Inferência (é a forma usada na tradução para português europeu):
em lógica formal, é uma operação de dedução que consiste em tomar por
verdadeira uma proposição em função da sua relação com outras proposi-
ções já tomadas como verdadeiras.
Do ponto de vista da linguística, os fatos de língua estão submetidos a
condições de verdade, mas não se podem reduzir a uma descrição pura-
mente lógica. É preciso ter em conta a situação empírica na qual os enun-
ciados são produzidos e interpretados. Nesta medida, o ato de inferir não é
um ato psicológico, mas uma forma de o interlocutor captar o sentido de
uma enunciação de modo não literal. Para tal, coloca em cena dados
constantes no enunciado, mas também dados retirados do contexto e da
situação de enunciação.
2. Pressuposição:
inferência, a partir de um enunciado, de informação não explicitada, sendo
que a relação entre o que se explicita e o que se pressupõe é sempre de
natureza semântico-pragmática.
«O marido da Ana perdeu o emprego.»
Pressuposto: «A Ana é casada.»
Teste aplicável:
O conteúdo pressuposto mantém-se inalterado perante a negação e a
interrogação:
«O marido da Ana não perdeu o emprego.»
Pressuposto: «A Ana é casada.»
«O marido da Ana perdeu o emprego?»
Pressuposto: «A Ana é casada.»
3. Subentendido:
inferência exclusivamente retirada do contexto, através de um raciocínio
mais ou menos espontâneo, determinado pelas leis do discurso (lei da
informatividade, lei da exaustividade, lei da litotes).
«Zé: – Vamos à praia?
Carlos: – Está vento.»
O Zé presume que o Carlos é colaborante na interlocução e que a
transgressão da sua resposta é feita para veicular um conteúdo implícito:
«Não, não vamos à praia.»
Características do subentendido:
(i) a sua existência está associada a um contexto particular;
(ii) é decifrada graças a um cálculo efetuado pelo locutor;
(iii) o interlocutor pode sempre negá-lo e refugiar-se atrás do sentido literal.
Ana Martins
Intertextualidade
Pode-se definir a intertextualidade como sendo a criação de um texto
a partir de um outro texto já existente. Dependendo da situação, a
intertextualidade tem funções diferentes que dependem muito dos
textos/contextos em que ela é inserida.
Evidentemente, o fenômeno da intertextualidade está ligado ao
"conhecimento do mundo", que deve ser compartilhado, ou seja, comum ao
produtor e ao receptor de textos. O diálogo pode ocorrer em diversas áreas
do conhecimento, não se restringindo única e exclusivamente a textos
literários.
EXERCÍCIOS – INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto que se-
gue.
No coração do progresso
Há séculos a civilização ocidental vem correndo atrás de tudo o que
classifica como progresso. Essa palavra mágica aplica-se tanto à invenção
do aeroplano ou à descoberta do DNA como à promoção do papai no novo
emprego. “Estou fazendo progressos”, diz a titia, quando enfim acerta a
mão numa velha receita. Mas quero chegar logo ao ponto, e convidar o
leitor a refletir sobre o sentido dessa palavra, que sempre pareceu abrir
todas as portas para uma vida melhor.
Quando, muitos anos atrás, num daqueles documentários de cinema,
via-se uma floresta sendo derrubada para dar lugar a algum empreendi-
mento, ninguém tinha dúvida em dizer ou pensar: é o progresso. Uma
represa monumental era progresso. Cada novo produto químico era um
progresso. As coisas não mudaram tanto: continuamos a usar indiscrimina-
damente a palavrinha mágica. Mas não deixaram de mudar um pouco:
desde que a Ecologia saiu das academias, divulgou-se, popularizou-se e
tornou-se, efetivamente, um conjunto de iniciativas em favor da preserva-
ção ambiental e da melhoria das condições da vida em nosso pequenino
planeta.
Para isso, foi preciso determinar muito bem o sentido de progresso.
Do ponto de vista material, considera-se ganho humano apenas aquilo que
concorre para equilibrar a ação transformadora do homem sobre a natureza
e a integridade da vida natural. Desenvolvimento, sim, mas sustentável: o
adjetivo exprime uma condição, para cercear as iniciativas predatórias.
Cada novidade tecnológica há de ser investigada quanto a seus efeitos
sobre o homem e o meio em que vive. Cada intervenção na natureza há de
adequar-se a um planejamento que considere a qualidade e a extensão dos
efeitos.
Em suma: já está ocorrendo, há algum tempo, uma avaliação ética e
política de todas as formas de progresso que afetam nossa relação com o
mundo e, portanto, a qualidade da nossa vida. Não é pouco, mas ainda não
é suficiente. Aos cientistas, aos administradores, aos empresários, aos
industriais e a todos nós – cidadãos comuns – cabe a tarefa cotidiana de
zelarmos por nossas ações que inflectem sobre qualquer aspecto da quali-
dade de vida. A tarefa começa em nossa casa, em nossa cozinha e banhei-
ro, em nosso quintal e jardim – e se estende à preocupação com a rua, com
o bairro, com a cidade.
“Meu coração não é maior do que o mundo”, dizia o poeta. Mas um
mundo que merece a atenção do nosso coração e da nossa inteligência é,
certamente, melhor do que este em que estamos vivendo.
Não custa interrogar, a cada vez que alguém diz progresso, o sentido
preciso – talvez oculto - da palavra mágica empregada. (Alaor Adauto de
Mello)
1. Centraliza-se, no texto, uma concepção de progresso, segundo a
qual este deve ser
(A)) equacionado como uma forma de equilíbrio entre as atividades
humanas e o respeito ao mundo natural.
(B) identificado como aprimoramento tecnológico que resulte em ativida-
de economicamente viável.
(C) caracterizado como uma atividade que redunde em maiores lucros
para todos os indivíduos de uma comunidade.
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização22
(D) definido como um atributo da natureza que induz os homens a apro-
veitarem apenas o que é oferecido em sua forma natural.
(E) aceito como um processo civilizatório que implique melhor distribui-
ção de renda entre todos os agentes dos setores produtivos.
2. Considere as seguintes afirmações:
I. A banalização do uso da palavra progresso é uma consequência do
fato de que a Ecologia deixou de ser um assunto acadêmico.
II. A expressão desenvolvimento sustentável pressupõe que haja
formas de desenvolvimento nocivas e predatórias.
III. Entende o autor do texto que a magia da palavra progresso advém
do uso consciente e responsável que a maioria das pessoas vem fa-
zendo dela.
Em relação ao texto está correto APENAS que se afirma em
(A) I.
(B)) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) II e III.
3. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente uma frase do
texto em:
(A) Mas quero chegar logo ao ponto = devo me antecipar a qualquer
conclusão.
(B) continuamos a usar indiscriminadamente a palavrinha mágica =
seguimos chamando de mágico tudo o que julgamos sem preconcei-
to.
(C) para cercear as iniciativas predatórias = para ir ao encontro das
ações voluntariosas.
(D) ações que inflectem sobre qualquer aspecto da qualidade da vida =
práticas alheias ao que diz respeito às condições de vida.
(E)) há de adequar-se a um planejamento = deve ir ao encontro do que
está planificado.
4. Cada intervenção na natureza há de adequar-se a um planejamento
pelo qual se garanta que a qualidade da vida seja preservada.
Os tempos e os modos verbais da frase acima continuarão correta-
mente articulados caso se substituam as formas sublinhadas, na or-
dem em que surgem, por
(A) houve - garantiria - é
(B) haveria - garantiu - teria sido
(C) haveria - garantisse - fosse
(D) haverá - garantisse - e
(E) havia - garantiu - é
5. As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na
frase:
(A)) Já faz muitos séculos que se vêm atribuindo à palavra progresso
algumas conotações mágicas.
(B) Deve-se ao fato de usamos muitas palavras sem conhecer seu
sentido real muitos equívocos ideológicos.
(C) Muitas coisas a que associamos o sentido de progresso não chega a
representarem, de fato, qualquer avanço significativo.
(D) Se muitas novidades tecnológicas houvesse de ser investigadas a
fundo, veríamos que são irrelevantes para a melhoria da vida.
(E) Começam pelas preocupações com nossa casa, com nossa rua, com
nossa cidade a tarefa de zelarmos por uma boa qualidade da vida.
6. Está correto o emprego de ambas as expressões sublinhadas na
frase:
(A) De tudo aquilo que classificamos como progresso costumamos
atribuir o sentido de um tipo de ganho ao qual não queremos abrir
mão.
(B) É preferível deixar intacta a mata selvagem do que destruí-la em
nome de um benefício em que quase ninguém desfrutará.
(C) A titia, cuja a mão enfim acertou numa velha receita, não hesitou em
ver como progresso a operação à qual foi bem sucedida.
(D) A precisão da qual se pretende identificar o sentido de uma palavra
depende muito do valor de contexto a que lhe atribuímos.
(E)) As inovações tecnológicas de cujo benefício todos se aproveitam
representam, efetivamente, o avanço a que se costuma chamar pro-
gresso.
7. Considere as seguintes afirmações, relativas a aspectos da constru-
ção ou da expressividade do texto:
I. No contexto do segundo parágrafo, a forma plural não mudaram
tanto atende à concordância com academias.
II. No contexto do terceiro parágrafo, a expressão há de adequar-se
exprime um dever imperioso, uma necessidade premente.
III. A expressão Em suma, tal como empregada no quarto parágrafo,
anuncia a abertura de uma linha de argumentação ainda inexplorada
no texto.
Está correto APENAS o que se afirma em
(A) I.
(B)) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) II e III.
8. A palavra progresso frequenta todas as bocas, todas pronunciam a
palavra progresso, todas atribuem a essa palavra sentidos mágicos
que elevam essa palavra ao patamar dos nomes miraculosos.
Evitam-se as repetições viciosas da frase acima substituindo-se os
elementos sublinhados, na ordem dada, por:
(A)) a pronunciam - lhe atribuem - a elevam
(B) a pronunciam - atribuem-na - elevam-na
(C) lhe pronunciam - lhe atribuem - elevam-lhe
(D) a ela pronunciam - a ela atribuem - lhe elevam
(E) pronunciam-na - atribuem-na - a elevam
9. Está clara e correta a redação da seguinte frase:
(A) Caso não se determine bem o sentido da palavra progresso, pois que
é usada indiscriminadamente, ainda assim se faria necessário que
reflitamos sobre seu verdadeiro sentido.
(B) Ao dizer o poeta que seu coração não é maior do que o mundo,
devemos nos inspirar para que se estabeleça entre este e o nosso
coração os compromissos que se reflitam numa vida melhor.
(C) Nada é desprezível no espaço do mundo, que não mereça nossa
atenção quanto ao fato de que sejamos responsáveis por sua melho-
ria, seja o nosso quintal, nossa rua, enfim, onde se esteja.
(D)) Todo desenvolvimento definido como sustentável exige, para fazer
jus a esse adjetivo, cuidados especiais com o meio ambiente, para
que não venham a ser nocivos seus efeitos imediatos ou futuros.
(E) Tem muita ciência que, se saísse das limitações acadêmicas, acaba-
riam por se revelarem mais úteis e mais populares, em vista da Eco-
logia, cujas consequências se sente mesmo no âmbito da vida práti-
ca.
10. Está inteiramente correta a pontuação do seguinte período:
(A) Toda vez que é pronunciada, a palavra progresso, parece abrir a
porta para um mundo, mágico de prosperidade garantida.
(B)) Por mínimas que pareçam, há providências inadiáveis, ações apa-
rentemente irrisórias, cuja execução cotidiana é, no entanto, impor-
tantíssima.
(C) O prestígio da palavra progresso, deve-se em grande parte ao modo
irrefletido, com que usamos e abusamos, dessa palavrinha mágica.
(D) Ainda que traga muitos benefícios, a construção de enormes repre-
sas, costuma trazer também uma série de consequências ambientais
que, nem sempre, foram avaliadas.
(E) Não há dúvida, de que o autor do texto aderiu a teses ambientalistas
segundo as quais, o conceito de progresso está sujeito a uma per-
manente avaliação.
Leia o texto a seguir para responder às questões de números 11 a 24.
De um lado estão os prejuízos e a restrição de direitos causados pelos
protestos que param as ruas de São Paulo. De outro está o direito à livre
manifestação, assegurado pela Carta de 1988. Como não há fórmula
perfeita de arbitrar esse choque entre garantias democráticas fundamen-
tais, cabe lançar mão de medidas pontuais – e sobretudo de bom senso.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estima em R$ 3 milhões
o custo para a população dos protestos ocorridos nos últimos três anos na
capital paulista. O cálculo leva em conta o combustível consumido e as
horas perdidas de trabalho durante os engarrafamentos causados por
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização23
protestos. Os carros enfileirados por conta de manifestações nesses três
anos praticamente cobririam os 231 km que separam São Paulo de São
Carlos.
A Justiça é o meio mais promissor, em longo prazo, para desestimular
os protestos abusivos que param o trânsito nos horários mais inconvenien-
tes e acarretam variados transtornos a milhões de pessoas. É adequada a
atitude da CET de enviar sistematicamente ao Ministério Público relatórios
com os prejuízos causados em cada manifestação feita fora de horários e
locais sugeridos pela agência ou sem comunicação prévia.
Com base num documento da CET, por exemplo, a Procuradoria acio-
nou um líder de sindicato, o qual foi condenado em primeira instância a
pagar R$ 3,3 milhões aos cofres públicos, a título de reparação. O direito à
livre manifestação está previsto na Constituição. No entanto, tal direito não
anula a responsabilização civil e criminal em caso de danos provocados
pelos protestos.
O poder público deveria definir, de preferência em negociação com as
categorias que costumam realizar protestos na capital, horários e locais
vedados às passeatas. Práticas corriqueiras, como a paralisia de avenidas
essenciais para o tráfego na capital nos horários de maior fluxo, deveriam
ser abolidas.
(Folha de S.Paulo, 29.09.07. Adaptado)
11. De acordo com o texto, é correto afirmar que
(A) a Companhia de Engenharia de Tráfego não sabe mensurar o custo
dos protestos ocorridos nos últimos anos.
(B) os prejuízos da ordem de R$ 3 milhões em razão dos engarrafamen-
tos já foram pagos pelos manifestantes.
(C) os protestos de rua fazem parte de uma sociedade democrática e
são permitidos pela Carta de 1988.
(D) após a multa, os líderes de sindicato resolveram organizar protestos
de rua em horários e locais predeterminados.
(E) o Ministério Público envia com frequência estudos sobre os custos
das manifestações feitas de forma abusiva.
12. No primeiro parágrafo, afirma-se que não há fórmula perfeita para
solucionar o conflito entre manifestantes e os prejuízos causados ao
restante da população. A saída estaria principalmente na
(A) sensatez.
(B) Carta de 1998.
(C) Justiça.
(D) Companhia de Engenharia de Tráfego.
(E) na adoção de medidas amplas e profundas.
13. De acordo com o segundo parágrafo do texto, os protestos que
param as ruas de São Paulo representam um custo para a população
da cidade. O cálculo desses custos é feito a partir
(A) das multas aplicadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego
(CET).
(B) dos gastos de combustível e das horas de trabalho desperdiçadas
em engarrafamentos.
(C) da distância a ser percorrida entre as cidades de São Paulo e São
Carlos.
(D) da quantidade de carros existentes entre a capital de São Paulo e
São Carlos.
(E) do número de usuários de automóveis particulares da cidade de São
Paulo.
14. A quantidade de carros parados nos engarrafamentos, em razão das
manifestações na cidade de São Paulo nos últimos três anos, é equi-
parada, no texto,
(A) a R$ 3,3 milhões.
(B) ao total de usuários da cidade de São Carlos.
(C) ao total de usuários da cidade de São Paulo.
(D) ao total de combustível economizado.
(E) a uma distância de 231 km.
15. No terceiro parágrafo, a respeito do poder da Justiça em coibir os
protestos abusivos, o texto assume um posicionamento de
(A) indiferença, porque diz que a decisão não cabe à Justiça.
(B) entusiasmo, porque acredita que o órgão já tem poder para impedir
protestos abusivos.
(C) decepção, porque não vê nenhum exemplo concreto do órgão para
impedir protestos em horários de pico.
(D) confiança, porque acredita que, no futuro, será uma forma bem-
sucedida de desestimular protestos abusivos.
(E) satisfação, porque cita casos em que a Justiça já teve êxito em
impedir protestos em horários inconvenientes e em avenidas movi-
mentadas.
16. De acordo com o texto, a atitude da Companhia de Engenharia de
Tráfego de enviar periodicamente relatórios sobre os prejuízos cau-
sados em cada manifestação é
(A) pertinente.
(B) indiferente.
(C) irrelevante.
(D) onerosa.
(E) inofensiva.
17. No quarto parágrafo, o fato de a Procuradoria condenar um líder
sindical
(A) é ilegal e fere os preceitos da Carta de 1998.
(B) deve ser comemorada, ainda que viole a Constituição.
(C) é legal, porque o direito à livre manifestação não isenta o manifestan-
te da responsabilidade pelos danos causados.
(D) é nula, porque, segundo o direito à livre manifestação, o acusado
poderá entrar com recurso.
(E) é inédita, porque, pela primeira vez, apesar dos direitos assegurados,
um manifestante será punido.
18. Dentre as soluções apontadas, no último parágrafo, para resolver o
conflito, destaca-se
(A) multa a líderes sindicais.
(B) fiscalização mais rígida por parte da Companhia de Engenharia de
Tráfego.
(C) o fim dos protestos em qualquer via pública.
(D) fixar horários e locais proibidos para os protestos de rua.
(E) negociar com diferentes categorias para que não façam mais mani-
festações.
19. No trecho – É adequada a atitude da CET de enviar relatórios –,
substituindo-se o termo atitude por comportamentos, obtém-se, de
acordo com as regras gramaticais, a seguinte frase:
(A) É adequada comportamentos da CET de enviar relatórios.
(B) É adequado comportamentos da CET de enviar relatórios.
(C) São adequado os comportamentos da CET de enviar relatórios.
(D) São adequadas os comportamentos da CET de enviar relatórios.
(E) São adequados os comportamentos da CET de enviar relatórios.
20. No trecho – No entanto, tal direito não anula a responsabilização civil
e criminal em caso de danos provocados pelos protestos –, a locução
conjuntiva no entanto indica uma relação de
(A) causa e efeito.
(B) oposição.
(C) comparação.
(D) condição.
(E) explicação.
21. “Não há fórmula perfeita de arbitrar esse choque.” Nessa frase, a
palavra arbitrar é um sinônimo de
(A) julgar.
(B) almejar.
(C) condenar.
(D) corroborar.
(E) descriminar.
22. No trecho – A Justiça é o meio mais promissor para desestimular os
protestos abusivos – a preposição para estabelece entre os termos
uma relação de
(A) tempo.
(B) posse.
(C) causa.
(D) origem.
(E) finalidade.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização24
23. Na frase – O poder público deveria definir horários e locais –, substi-
tuindo-se o verbo definir por obedecer, obtém-se, segundo as regras
de regência verbal, a seguinte frase:
(A) O poder público deveria obedecer para horários e locais.
(B) O poder público deveria obedecer a horários e locais.
(C) O poder público deveria obedecer horários e locais.
(D) O poder público deveria obedecer com horários e locais.
(E) O poder público deveria obedecer os horários e locais.
24. Transpondo para a voz passiva a frase – A Procuradoria acionou um
líder de sindicato – obtém-se:
(A) Um líder de sindicato foi acionado pela Procuradoria.
(B) Acionaram um líder de sindicato pela Procuradoria.
(C) Acionaram-se um líder de sindicato pela Procuradoria.
(D) Um líder de sindicato será acionado pela Procuradoria.
(E) A Procuradoria foi acionada por um líder de sindicato.
Leia o texto para responder às questões de números 25 a 34.
DIPLOMA E MONOPÓLIO
Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e medi-
cina no Brasil. É embaraçoso verificar que ainda não foram resolvidos os
enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a concorrência
(sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e que o
monopólio só é bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, como
explicar a avalanche de leis que protegem monopólios espúrios para o
exercício profissional?
Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas
ocasionalmente exercem a profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam
postos de destaque na política e no mundo dos negócios. Nos dias de hoje,
nem 20% advogam.
Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é
um curso no qual se exercita lógica rigorosa, se lê e se escreve bastante.
Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do que se
não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é
mais da fragilidade do ensino básico do que das faculdades. Diante dessa
polivalência do curso de direito, os exames da OAB são uma solução
brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demonstrar
nessa prova um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são tam-
bém úteis para quem não fez o exame da Ordem ou não foi bem sucedido
na prova, abrir ou fechar cursos de “formação geral” é assunto do MEC,
não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma prática
monopolista e ilegal em outros ramos da economia. Questionamos também
se uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar a
dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar a concor-
rência – mas trata-se aí de uma questão secundária. (...)
(Veja, 07.03.2007. Adaptado)
25. Assinale a alternativa que reescreve, com correção gramatical, as
frases: Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direi-
to e medicina no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não foram
resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras.
(A) Faz quase dois séculos que se fundou escolas de direito e medicina
no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveu os en-
guiços entre diplomas e carreiras.
(B) Faz quase dois séculos que se fundava escolas de direito e medicina
no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveram os
enguiços entre diplomas e carreiras.
(C) Faz quase dois séculos que se fundaria escolas de direito e medicina
no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveu os en-
guiços entre diplomas e carreiras.
(D) Faz quase dois séculos que se fundara escolas de direito e medicina
no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolvera os en-
guiços entre diplomas e carreiras.
(E) Faz quase dois séculos que se fundaram escolas de direito e medici-
na no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveram
os enguiços entre diplomas e carreiras.
26. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, de
acordo com a norma culta, as frases: O monopólio só é bom para
aqueles que ____________. / Nos dias de hoje, nem 20% advogam,
e apenas 1% ____________. / Em sua maioria, os advogados sem-
pre ____________.
(A) o retêem / obtem sucesso / se apropriaram os postos de destaque na
política e no mundo dos negócios
(B) o retém / obtém sucesso / se apropriaram aos postos de destaque na
política e no mundo dos negócios
(C) o retém / obtêem sucesso / se apropriaram os postos de destaque na
política e no mundo dos negócios
(D) o retêm / obtém sucesso / sempre se apropriaram de postos de
destaque na política e no mundo dos negócios
(E) o retem / obtêem sucesso / se apropriaram de postos de destaque na
política e no mundo dos negócios
27. Assinale a alternativa em que se repete o tipo de oração introduzida
pela conjunção se, empregado na frase – Questionamos também se
uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar a
dificuldade das provas, ...
(A) A sociedade não chega a saber se os advogados são muito corpora-
tivos.
(B) Se os advogados aprendem pouco, a culpa é da fragilidade do
ensino básico.
(C) O advogado afirma que se trata de uma questão secundária.
(D) É um curso no qual se exercita lógica rigorosa.
(E) No curso de direito, lê-se bastante.
28. Assinale a alternativa em que se admite a concordância verbal tanto
no singular como no plural como em: A maioria dos advogados ocu-
pam postos de destaque na política e no mundo dos negócios.
(A) Como o direito, a medicina é uma carreira estritamente profissional.
(B) Os Estados Unidos e a Alemanha não oferecem cursos de adminis-
tração em nível de bacharelado.
(C) Metade dos cursos superiores carecem de boa qualificação.
(D) As melhores universidades do país abastecem o mercado de traba-
lho com bons profissionais.
(E) A abertura de novos cursos tem de ser controlada por órgãos oficiais.
29. Assinale a alternativa que apresenta correta correlação de tempo
verbal entre as orações.
(A) Se os advogados demonstrarem um mínimo de conhecimento,
poderiam defender bem seus clientes.
(B) Embora tivessem cursado uma faculdade, não se desenvolveram
intelectualmente.
(C) É possível que os novos cursos passam a ter fiscalização mais
severa.
(D) Se não fosse tanto desconhecimento, o desempenho poderá ser
melhor.
(E) Seria desejável que os enguiços entre diplomas e carreiras se resol-
vem brevemente.
30. A substituição das expressões em destaque por um pronome pessoal
está correta, nas duas frases, de acordo com a norma culta, em:
(A) I. A concorrência promove o interesse da sociedade. / A concorrência
promove-o. II. Aqueles que defenderão clientes. / Aqueles que lhes
defenderão.
(B) I. O governo fundou escolas de direito e de medicina. / O governo
fundou elas. II. Os graduados apenas ocasionalmente exercem a
profissão. / Os graduados apenas ocasionalmente exercem-la.
(C) I. Torna os graduados mais cultos. / Torna-os mais cultos. II. É
preciso mencionar os cursos de administração. / É preciso mencio-
nar-lhes.
(D) I. Os advogados devem demonstrar muitos conhecimentos. Os
advogados devem demonstrá-los. II. As associações mostram à so-
ciedade o seu papel. / As associações mostram-lhe o seu papel.
(E) I. As leis protegem os monopólios espúrios. / As leis protegem-os. II.
As corporações deviam fiscalizar a prática profissional. / As corpora-
ções deviam fiscalizá-la.
31. Assinale a alternativa em que as palavras em destaque exercem,
respectivamente, a mesma função sintática das expressões assinala-
das em: Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão.
(A) Se aprendem pouco, a culpa é da fragilidade do ensino básico.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização25
(B) A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista.
(C) Abrir e fechar cursos de “formação geral” é assunto do MEC.
(D) O estudante de direito exercita preferencialmente uma lógica rigorosa.
(E) Boas razões existirão sempre para o advogado buscar conhecimento.
32. Assinale a alternativa que reescreve a frase de acordo com a norma
culta.
(A) Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. / Os
graduados apenas ocasionalmente se dedicam a profissão.
(B) Os advogados devem demonstrar nessa prova um mínimo de conhe-
cimento. / Os advogados devem primar nessa prova por um mínimo
de conhecimento.
(C) Ele não fez o exame da OAB. / Ele não procedeu o exame da OAB.
(D) As corporações deviam promover o interesse da sociedade. / As
corporações deviam almejar do interesse da sociedade.
(E) Essa é uma forma de limitar a concorrência. / Essa é uma forma de
restringir à concorrência.
33. Assinale a alternativa em que o período formado com as frases I, II e
III estabelece as relações de condição entre I e II e de adição entre I
e III.
I. O advogado é aprovado na OAB.
II. O advogado raciocina com lógica.
III. O advogado defende o cliente no tribunal.
(A) Se o advogado raciocinar com lógica, ele será aprovado na OAB e
defenderá o cliente no tribunal com sucesso.
(B) O advogado defenderá o cliente no tribunal com sucesso, mas terá
de raciocinar com lógica e ser aprovado na OAB.
(C) Como raciocinou com lógica, o advogado será aprovado na OAB e
defenderá o cliente no tribunal com sucesso.
(D) O advogado defenderá o cliente no tribunal com sucesso porque
raciocinou com lógica e foi aprovado na OAB.
(E) Uma vez que o advogado raciocinou com lógica e foi aprovado na
OAB, ele poderá defender o cliente no tribunal com sucesso.
34. Na frase – Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragili-
dade do ensino básico do que das faculdades. – a palavra paciência
vem entre vírgulas para, no contexto,
(A) garantir a atenção do leitor.
(B) separar o sujeito do predicado.
(C) intercalar uma reflexão do autor.
(D) corrigir uma afirmação indevida.
(E) retificar a ordem dos termos.
Atenção: As questões de números 35 a 42 referem-se ao texto abaixo.
SOBRE ÉTICA
A palavra Ética é empregada nos meios acadêmicos em três acepções.
Numa, faz-se referência a teorias que têm como objeto de estudo o com-
portamento moral, ou seja, como entende Adolfo Sanchez Vasquez, “a
teoria que pretende explicar a natureza, fundamentos e condições da moral,
relacionando-a com necessidades sociais humanas.” Teríamos, assim,
nessa acepção, o entendimento de que o fenômeno moral pode ser estu-
dado racional e cientificamente por uma disciplina que se propõe a descre-
ver as normas morais ou mesmo, com o auxílio de outras ciências, ser
capaz de explicar valorações comportamentais.
Um segundo emprego dessa palavra é considerá-la uma categoria filo-
sófica e mesmo parte da Filosofia, da qual se constituiria em núcleo espe-
culativo e reflexivo sobre a complexa fenomenologia da moral na convivên-
cia humana. A Ética, como parte da Filosofia, teria por objeto refletir sobre
os fundamentos da moral na busca de explicação dos fatos morais.
Numa terceira acepção, a Ética já não é entendida como objeto descri-
tível de uma Ciência, tampouco como fenômeno especulativo. Trata-se
agora da conduta esperada pela aplicação de regras morais no comporta-
mento social, o que se pode resumir como qualificação do comportamento
do homem como ser em situação. É esse caráter normativo de Ética que a
colocará em íntima conexão com o Direito. Nesta visão, os valores morais
dariam o balizamento do agir e a Ética seria assim a moral em realização,
pelo reconhecimento do outro como ser de direito, especialmente de digni-
dade. Como se vê, a compreensão do fenômeno Ética não mais surgiria
metodologicamente dos resultados de uma descrição ou reflexão, mas sim,
objetivamente, de um agir, de um comportamento consequencial, capaz de
tornar possível e correta a convivência. (Adaptado do site Doutrina Jus
Navigandi)
35. As diferentes acepções de Ética devem-se, conforme se depreende
da leitura do texto,
(A) aos usos informais que o senso comum faz desse termo.
(B) às considerações sobre a etimologia dessa palavra.
(C) aos métodos com que as ciências sociais a analisam.
(D) às íntimas conexões que ela mantém com o Direito.
(E) às perspectivas em que é considerada pelos acadêmicos.
36. A concepção de ética atribuída a Adolfo Sanchez Vasquez é retoma-
da na seguinte expressão do texto:
(A) núcleo especulativo e reflexivo.
(B) objeto descritível de uma Ciência.
(C) explicação dos fatos morais.
(D) parte da Filosofia.
(E) comportamento consequencial.
37. No texto, a terceira acepção da palavra ética deve ser entendida
como aquela em que se considera, sobretudo,
(A) o valor desejável da ação humana.
(B) o fundamento filosófico da moral.
(C) o rigor do método de análise.
(D) a lucidez de quem investiga o fato moral.
(E) o rigoroso legado da jurisprudência.
38. Dá-se uma íntima conexão entre a Ética e o Direito quando ambos
revelam, em relação aos valores morais da conduta, uma preocupa-
ção
(A) filosófica.
(B) descritiva.
(C) prescritiva.
(D) contestatária.
(E) tradicionalista.
39. Considerando-se o contexto do último parágrafo, o elemento subli-
nhado pode ser corretamente substituído pelo que está entre parên-
teses, sem prejuízo para o sentido, no seguinte caso:
(A) (...) a colocará em íntima conexão com o Direito. (inclusão)
(B) (...) os valores morais dariam o balizamento do agir (...) (arremate)
(C) (...) qualificação do comportamento do homem como ser em situa-
ção. (provisório)
(D) (...) nem tampouco como fenômeno especulativo. (nem, ainda)
(E) (...) de um agir, de um comportamento consequencial... (concessi-
vo)
40. As normas de concordância estão plenamente observadas na frase:
(A) Costumam-se especular, nos meios acadêmicos, em torno de três
acepções de Ética.
(B) As referências que se faz à natureza da ética consideram-na, com
muita frequência, associada aos valores morais.
(C) Não coubessem aos juristas aproximar-se da ética, as leis deixariam
de ter a dignidade humana como balizamento.
(D) Não derivam das teorias, mas das práticas humanas, o efetivo valor
de que se impregna a conduta dos indivíduos.
(E) Convém aos filósofos e juristas, quaisquer que sejam as circunstân-
cias, atentar para a observância dos valores éticos.
41. Está clara, correta e coerente a redação do seguinte comentário
sobre o texto:
(A) Dentre as três acepções de Ética que se menciona no texto, uma
apenas diz respeito à uma área em que conflui com o Direito.
(B) O balizamento da conduta humana é uma atividade em que, cada um
em seu campo, se empenham o jurista e o filósofo.
(C) Costuma ocorrer muitas vezes não ser fácil distinguir Ética ou Moral,
haja vista que tanto uma quanto outra pretendem ajuizar à situação
do homem.
(D) Ainda que se torne por consenso um valor do comportamento huma-
no, a Ética varia conforme a perspectiva de atribuição do mesmo.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização26
(E) Os saberes humanos aplicados, do conhecimento da Ética, costu-
mam apresentar divergências de enfoques, em que pese a metodo-
logia usada.
42. Transpondo-se para a voz passiva a frase Nesta visão, os valores
morais dariam o balizamento do agir, a forma verbal resultante deve-
rá ser:
(A) seria dado.
(B) teriam dado.
(C) seriam dados.
(D) teriam sido dados.
(E) fora dado.
Atenção: As questões de números 43 a 48 referem-se ao texto abaixo.
O HOMEM MORAL E O MORALIZADOR
Depois de um bom século de psicologia e psiquiatria dinâmicas, esta-
mos certos disto: o moralizador e o homem moral são figuras diferentes, se
não opostas. O homem moral se impõe padrões de conduta e tenta respei-
tá-los; o moralizador quer impor ferozmente aos outros os padrões que ele
não consegue respeitar.
A distinção entre ambos tem alguns corolários relevantes.
Primeiro, o moralizador é um homem moral falido: se soubesse respei-
tar o padrão moral que ele impõe, ele não precisaria punir suas imperfei-
ções nos outros. Segundo, é possível e compreensível que um homem
moral tenha um espírito missionário: ele pode agir para levar os outros a
adotar um padrão parecido com o seu. Mas a imposição forçada de um
padrão moral não é nunca o ato de um homem moral, é sempre o ato de
um moralizador. Em geral, as sociedades em que as normas morais ga-
nham força de lei (os Estados confessionais, por exemplo) não são regra-
das por uma moral comum, nem pelas aspirações de poucos e escolhidos
homens exemplares,mas por moralizadores que tentam remir suas próprias
falhas morais pela brutalidade do controle que eles exercem sobre os
outros. A pior barbárie do mundo é isto: um mundo em que todos pagam
pelos pecados de hipócritas que não se aguentam. (Contardo Calligaris,
Folha de S. Paulo, 20/03/2008)
43. Atente para as afirmações abaixo.
I. Diferentemente do homem moral, o homem moralizador não se
preocupa com os padrões morais de conduta.
II. Pelo fato de impor a si mesmo um rígido padrão de conduta, o ho-
mem moral acaba por impô-lo à conduta alheia.
III. O moralizador, hipocritamente, age como se de fato respeitasse os
padrões de conduta que ele cobra dos outros.
Em relação ao texto, é correto o que se afirma APENAS em
(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) II e III.
44. No contexto do primeiro parágrafo, a afirmação de que já decorreu
um bom século de psicologia e psiquiatria dinâmicas indica um fator
determinante para que
(A) concluamos que o homem moderno já não dispõe de rigorosos
padrões morais para avaliar sua conduta.
(B) consideremos cada vez mais difícil a discriminação entre o homem
moral e o homem moralizador.
(C) reconheçamos como bastante remota a possibilidade de se caracte-
rizar um homem moralizador.
(D) identifiquemos divergências profundas entre o comportamento de um
homem moral e o de um moralizador.
(E) divisemos as contradições internas que costumam ocorrer nas atitu-
des tomadas pelo homem moral.
45. O autor do texto refere-se aos Estados confessionais para exemplifi-
car uma sociedade na qual
(A) normas morais não têm qualquer peso na conduta dos cidadãos.
(B) hipócritas exercem rigoroso controle sobre a conduta de todos.
(C) a fé religiosa é decisiva para o respeito aos valores de uma moral
comum.
(D) a situação de barbárie impede a formulação de qualquer regra moral.
(E) eventuais falhas de conduta são atribuídas à fraqueza das leis.
46. Na frase A distinção entre ambos tem alguns corolários relevantes,
o sentido da expressão sublinhada está corretamente traduzido em:
(A) significativos desdobramentos dela.
(B) determinados antecedentes dela.
(C) reconhecidos fatores que a causam.
(D) consequentes aspectos que a relativizam.
(E) valores comuns que ela propicia.
47. Está correta a articulação entre os tempos e os modos verbais na
frase:
(A) Se o moralizador vier a respeitar o padrão moral que ele impusera, já
não podia ser considerado um hipócrita.
(B) Os moralizadores sempre haveriam de desrespeitar os valores
morais que eles imporão aos outros.
(C) A pior barbárie terá sido aquela em que o rigor dos hipócritas servis-
se de controle dos demais cidadãos.
(D) Desde que haja a imposição forçada de um padrão moral, caracteri-
zava-se um ato típico do moralizador.
(E) Não é justo que os hipócritas sempre venham a impor padrões
morais que eles próprios não respeitam.
48. Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na
frase:
(A) O moralizador está carregado de imperfeições de que ele não cos-
tuma acusar em si mesmo.
(B) Um homem moral empenha-se numa conduta cujo o padrão moral
ele não costuma impingir na dos outros.
(C) Os pecados aos quais insiste reincidir o moralizador são os mesmos
em que ele acusa seus semelhantes.
(D) Respeitar um padrão moral das ações é uma qualidade da qual não
abrem mão os homens a quem não se pode acusar de hipócritas.
(E) Quando um moralizador julga os outros segundo um padrão moral de
cujo ele próprio não respeita, demonstra toda a hipocrisia em que é
capaz.
Atenção: As questões de números 49 a 54 referem-se ao texto abaixo.
FIM DE FEIRA
Quando os feirantes já se dispõem a desarmar as barracas, começam
a chegar os que querem pagar pouco pelo que restou nas bancadas, ou
mesmo nada, pelo que ameaça estragar. Chegam com suas sacolas cheias
de esperança. Alguns não perdem tempo e passam a recolher o que está
pelo chão: um mamãozinho amolecido, umas folhas de couve amarelas, a
metade de um abacaxi, que serviu de chamariz para os fregueses compra-
dores. Há uns que se aventuram até mesmo nas cercanias da barraca de
pescados, onde pode haver alguma suspeita sardinha oculta entre jornais,
ou uma ponta de cação obviamente desprezada.
Há feirantes que facilitam o trabalho dessas pessoas: oferecem-lhes o
que, de qualquer modo, eles iriam jogar fora.
Mas outros parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos refu-
gos, e chegam a recolhê-los para não os verem coletados. Agem para
salvaguardar não o lucro possível, mas o princípio mesmo do comércio.
Parecem temer que a fome seja debelada sem que alguém pague por isso.
E não admitem ser acusados de egoístas: somos comerciantes, não assis-
tentes sociais, alegam.
Finda a feira, esvaziada a rua, chega o caminhão da limpeza e os fun-
cionários da prefeitura varrem e lavam tudo, entre risos e gritos. O trânsito é
liberado, os carros atravancam a rua e, não fosse o persistente cheiro de
peixe, a ninguém ocorreria que ali houve uma feira, frequentada por tão
diversas espécies de seres humanos. (Joel Rubinato, inédito)
49. Nas frases parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos
refugos e não admitem ser acusados de egoístas, o narrador do texto
(A) mostra-se imparcial diante de atitudes opostas dos feirantes.
(B) revela uma perspectiva crítica diante da atitude de certos feirantes.
(C) demonstra não reconhecer qualquer proveito nesse tipo de coleta.
(D) assume-se como um cronista a quem não cabe emitir julgamentos.
(E) insinua sua indignação contra o lucro excessivo dos feirantes.
50. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de um
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização27
segmento do texto em:
(A) serviu de chamariz
(B) alguma suspeita sardinha inha.
(C) teimoso aproveitamento
(D) o princípio mesmo do comércio rcial.
(E) Agem para salvaguardar itir.
51. Atente para as afirmações abaixo.
I. Os riscos do consumo de uma sardinha suspeita ou da ponta de um
cação que foi desprezada justificam o emprego de se aventuram, no
primeiro parágrafo.
II. O emprego de alegam, no segundo parágrafo, deixa entrever que o
autor não compactua com a justificativa dos feirantes.
III. No último parágrafo, o autor faz ver que o fim da feira traz a supera-
ção de tudo o que determina a existência de diversas espécies de
seres humanos.
Em relação ao texto, é correto o que se afirma APENAS em
(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) II e III.
52. Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre um recurso de cons-
trução do texto: no contexto do
(A) primeiro parágrafo, a forma ou mesmo nada faz subentender a
expressão verbal querem pagar.
(B) primeiro parágrafo, a expressão fregueses compradores faz suben-
tender a existência de “fregueses” que não compram nada.
(C) segundo parágrafo, a expressão de qualquer modo está empregada
com o sentido de de toda maneira.
(D) segundo parágrafo, a expressão para salvaguardar está empregada
com o sentido de a fim de resguardar.
(E) terceiro parágrafo, a expressão não fosse tem sentido equivalente ao
de mesmo não sendo.
53. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural para
preencher de modo correto a lacuna da frase:
(A) Frutas e verduras, mesmo quando desprezadas, não ...... (deixar) de
as recolher quem não pode pagar pelas boas e bonitas.
(B) ......-se (dever) aos ruidosos funcionários da limpeza pública a provi-
dência que fará esquecer que ali funcionou uma feira.
(C) Não ...... (aludir) aos feirantes mais generosos, que oferecem as
sobras de seus produtos, a observação do autor sobre o egoísmo
humano.
(D) A pouca gente ...... (deixar) de sensibilizar os penosos detalhes da
coleta, a que o narrador deu ênfase em seu texto.
(E) Não ...... (caber) aos leitores, por força do texto, criticar o lucro
razoável de alguns feirantes, mas sim, a inaceitável impiedade de ou-
tros.
54. A supressão da vírgula altera o sentido da seguinte frase:
(A) Fica-se indignado com os feirantes, que não compreendem a carên-
cia dos mais pobres.
(B) No texto, ocorre uma descrição o mais fiel possível da tradicional
coleta de um fim de feira.
(C) A todo momento, dá-se o triste espetáculo de pobreza centralizado
nessa narrativa.
(D) Certamente, o leitor não deixará de observar a preocupação do autor
em distinguir os diferentes caracteres humanos.
(E) Em qualquer lugar onde ocorra uma feira, ocorrerá também a humil-
de coleta de que trata a crônica.
RESPOSTAS
01. A
02. B
03. E
04. C
05. A
06. E
07. B
08. A
11. C
12. A
13. B
14. E
15. D
16. A
17. C
18. D
21. A
22. E
23. B
24. A
25. E
26. D
27. A
28. C
31. E
32. B
33. A
34. C
35. E
36. B
37. A
38. C
41. B
42. A
43. C
44. D
45. B
46. A
47. E
48. D
51. D
52. E
53. D
54. A
09. D
10. B
19. E
20. B
29. B
30. D
39. D
40. E
49. B
50. C
FONÉTICA E FONOLOGIA
Em sentido mais elementar, a Fonética é o estudo dos sons ou dos fo-
nemas, entendendo-se por fonemas os sons emitidos pela voz humana, os
quais caracterizam a oposição entre os vocábulos.
Ex.: em pato e bato é o som inicial das consoantes p- e b- que opõe entre
si as duas palavras. Tal som recebe a denominação de FONEMA.
Quando proferimos a palavra aflito, por exemplo, emitimos três sílabas e
seis fonemas: a-fli-to. Percebemos que numa sílaba pode haver um ou mais
fonemas.
No sistema fonética do português do Brasil há, aproximadamente, 33 fo-
nemas.
É importante não confundir letra com fonema. Fonema é som, letra é o
sinal gráfico que representa o som.
Vejamos alguns exemplos:
Manhã – 5 letras e quatro fonemas: m / a / nh / ã
Táxi – 4 letras e 5 fonemas: t / a / k / s / i
Corre – letras: 5: fonemas: 4
Hora – letras: 4: fonemas: 3
Aquela – letras: 6: fonemas: 5
Guerra – letras: 6: fonemas: 4
Fixo – letras: 4: fonemas: 5
Hoje – 4 letras e 3 fonemas
Canto – 5 letras e 4 fonemas
Tempo – 5 letras e 4 fonemas
Campo – 5 letras e 4 fonemas
Chuva – 5 letras e 4 fonemas
LETRA - é a representação gráfica, a representação escrita, de um
determinado som.
CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS
VOGAIS
SEMIVOGAIS
Só há duas semivogais: i e u, quando se incorporam à vogal numa
mesma sílaba da palavra, formando um ditongo ou tritongo. Exs.: cai-ça-ra, te-
sou-ro, Pa-ra-guai.
CONSOANTES
ENCONTROS VOCÁLICOS
A sequência de duas ou três vogais em uma palavra, damos o nome de
encontro vocálico.
Ex.: cooperativa
Três são os encontros vocálicos: ditongo, tritongo, hiato
DITONGO
É a combinação de uma vogal + uma semivogal ou vice-versa.
Dividem-se em:
- orais: pai, fui
- nasais: mãe, bem, pão
- decrescentes: (vogal + semivogal) – meu, riu, dói
- crescentes: (semivogal + vogal) – pátria, vácuo
TRITONGO (semivogal + vogal + semivogal)
Ex.: Pa-ra-guai, U-ru-guai, Ja-ce-guai, sa-guão, quão, iguais, mínguam
a, e, i, o, u
b, c, d, f, g, h, j, l, m, n, p, q, r, s, t, v, x, z
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização28
HIATO
Ê o encontro de duas vogais que se pronunciam separadamente, em du-
as diferentes emissões de voz.
Ex.: fa-ís-ca, sa-ú-de, do-er, a-or-ta, po-di-a, ci-ú-me, po-ei-ra, cru-el, ju-í-
zo
SÍLABA
Dá-se o nome de sílaba ao fonema ou grupo de fonemas pronunciados
numa só emissão de voz.
Quanto ao número de sílabas, o vocábulo classifica-se em:
• Monossílabo - possui uma só sílaba: pá, mel, fé, sol.
• Dissílabo - possui duas sílabas: ca-sa, me-sa, pom-bo.
• Trissílabo - possui três sílabas: Cam-pi-nas, ci-da-de, a-tle-ta.
• Polissílabo - possui mais de três sílabas: es-co-la-ri-da-de, hos-pi-ta-
li-da-de.
TONICIDADE
Nas palavras com mais de uma sílaba, sempre existe uma sílaba que se
pronuncia com mais força do que as outras: é a sílaba tônica.
Exs.: em lá-gri-ma, a sílaba tônica é lá; em ca-der-no, der; em A-ma-pá,
pá.
Considerando-se a posição da sílaba tônica, classificam-se as palavras
em:
• Oxítonas - quando a tônica é a última sílaba: Pa-ra-ná, sa-bor, do-
mi-nó.
• Paroxítonas - quando a tônica é a penúltima sílaba: már-tir, ca-rá-
ter, a-má-vel, qua-dro.
• Proparoxítonas - quando a tônica é a antepenúltima sílaba: ú-mi-do,
cá-li-ce, ' sô-fre-go, pês-se-go, lá-gri-ma.
ENCONTROS CONSONANTAIS
É a sequência de dois ou mais fonemas consonânticos num vocábulo.
Ex.: atleta, brado, creme, digno etc.
DÍGRAFOS
São duas letras que representam um só fonema, sendo uma grafia com-
posta para um som simples.
Há os seguintes dígrafos:
1) Os terminados em h, representados pelos grupos ch, lh, nh.
Exs.: chave, malha, ninho.
2) Os constituídos de letras dobradas, representados pelos grupos rr e
ss.
Exs. : carro, pássaro.
3) Os grupos gu, qu, sc, sç, xc, xs.
Exs.: guerra, quilo, nascer, cresça, exceto, exsurgir.
4) As vogais nasais em que a nasalidade é indicada por m ou n, encer-
rando a sílaba em uma palavra.
Exs.: pom-ba, cam-po, on-de, can-to, man-to.
NOTAÇÕES LÉXICAS
São certos sinais gráficos que se juntam às letras, geralmente para lhes
dar um valor fonético especial e permitir a correta pronúncia das palavras.
São os seguintes:
1) o acento agudo – indica vogal tônica aberta: pé, avó, lágrimas;
2) o acento circunflexo – indica vogal tônica fechada: avô, mês, ânco-
ra;
3) o acento grave – sinal indicador de crase: ir à cidade;
4) o til – indica vogal nasal: lã, ímã;
5) a cedilha – dá ao c o som de ss: moça, laço, açude;
6) o apóstrofo – indica supressão de vogal: mãe-d’água, pau-d’alho;
o hífen – une palavras, prefixos, etc.: arcos-íris, peço-lhe, ex-aluno.
ORTOGRAFIA OFICIAL
As dificuldades para a ortografia devem-se ao fato de que há fonemas
que podem ser representados por mais de uma letra, o que não é feito de
modo arbitrário, mas fundamentado na história da língua.
Eis algumas observações úteis:
DISTINÇÃO ENTRE J E G
1. Escrevem-se com J:
a) As palavras de origem árabe, africana ou ameríndia: canjica. cafajeste,
canjerê, pajé, etc.
b) As palavras derivadas de outras que já têm j: laranjal (laranja), enrije-
cer, (rijo), anjinho (anjo), granjear (granja), etc.
c) As formas dos verbos que têm o infinitivo em JAR. despejar: despejei,
despeje; arranjar: arranjei, arranje; viajar: viajei, viajeis.
d) O final AJE: laje, traje, ultraje, etc.
e) Algumas formas dos verbos terminados em GER e GIR, os quais
mudam o G em J antes de A e O: reger: rejo, reja; dirigir: dirijo, dirija.
2. Escrevem-se com G:
a) O final dos substantivos AGEM, IGEM, UGEM: coragem, vertigem,
ferrugem, etc.
b) Exceções: pajem, lambujem. Os finais: ÁGIO, ÉGIO, ÓGIO e ÍGIO:
estágio, egrégio, relógio refúgio, prodígio, etc.
c) Os verbos em GER e GIR: fugir, mugir, fingir.
DISTINÇÃO ENTRE S E Z
1. Escrevem-se com S:
a) O sufixo OSO: cremoso (creme + oso), leitoso, vaidoso, etc.
b) O sufixo ÊS e a forma feminina ESA, formadores dos adjetivos pátrios
ou que indicam profissão, título honorífico, posição social, etc.: portu-
guês – portuguesa, camponês – camponesa, marquês – marquesa,
burguês – burguesa, montês, pedrês, princesa, etc.
c) O sufixo ISA. sacerdotisa, poetisa, diaconisa, etc.
d) Os finais ASE, ESE, ISE e OSE, na grande maioria se o vocábulo for
erudito ou de aplicação científica, não haverá dúvida, hipótese, exege-
se análise, trombose, etc.
e) As palavras nas quais o S aparece depois de ditongos: coisa, Neusa,
causa.
f) O sufixo ISAR dos verbos referentes a substantivos cujo radical termina
em S: pesquisar (pesquisa), analisar (análise), avisar (aviso), etc.
g) Quando for possível a correlação ND - NS: escandir: escansão; preten-
der: pretensão; repreender: repreensão, etc.
2. Escrevem-se em Z.
a) O sufixo IZAR, de origem grega, nos verbos e nas palavras que têm o
mesmo radical. Civilizar: civilização, civilizado; organizar: organização,
organizado; realizar: realização, realizado, etc.
b) Os sufixos EZ e EZA formadores de substantivos abstratos derivados
de adjetivos limpidez (limpo), pobreza (pobre), rigidez (rijo), etc.
c) Os derivados em -ZAL, -ZEIRO, -ZINHO e –ZITO: cafezal, cinzeiro,
chapeuzinho, cãozito, etc.
DISTINÇÃO ENTRE X E CH:
1. Escrevem-se com X
a) Os vocábulos em que o X é o precedido de ditongo: faixa, caixote,
feixe, etc.
c) Maioria das palavras iniciadas por ME: mexerico, mexer, mexerica, etc.
d) EXCEÇÃO: recauchutar (mais seus derivados) e caucho (espécie de
árvore que produz o látex).
e) Observação: palavras como "enchente, encharcar, enchiqueirar, en-
chapelar, enchumaçar", embora se iniciem pela sílaba "en", são grafa-
das com "ch", porque são palavras formadas por prefixação, ou seja,
pelo prefixo en + o radical de palavras que tenham o ch (enchente, en-
cher e seus derivados: prefixo en + radical de cheio; encharcar: en +
radical de charco; enchiqueirar: en + radical de chiqueiro; enchapelar:
en + radical de chapéu; enchumaçar: en + radical de chumaço).
2. Escrevem-se com CH:
a) charque, chiste, chicória, chimarrão, ficha, cochicho, cochichar, estre-
buchar, fantoche, flecha, inchar, pechincha, pechinchar, penacho, sal-
sicha, broche, arrocho, apetrecho, bochecha, brecha, chuchu, cachim-
bo, comichão, chope, chute, debochar, fachada, fechar, linchar, mochi-
la, piche, pichar, tchau.
b) Existem vários casos de palavras homófonas, isto é, palavras que
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização29
possuem a mesma pronúncia, mas a grafia diferente. Nelas, a grafia se
distingue pelo contraste entre o x e o ch.
Exemplos:
• brocha (pequeno prego)
• broxa (pincel para caiação de paredes)
• chá (planta para preparo de bebida)
• xá (título do antigo soberano do Irã)
• chalé (casa campestre de estilo suíço)
• xale (cobertura para os ombros)
• chácara (propriedade rural)
• xácara (narrativa popular em versos)
• cheque (ordem de pagamento)
• xeque (jogada do xadrez)
• cocho (vasilha para alimentar animais)
• coxo (capenga, imperfeito)
DISTINÇÃO ENTRE S, SS, Ç E C
Observe o quadro das correlações:
Correlações
t - c
ter-tenção
rg - rs
rt - rs
pel - puls
corr - curs
sent - sens
ced - cess
gred - gress
prim - press
tir - ssão
Exemplos
ato - ação; infrator - infração; Marte - marcial
abster - abstenção; ater - atenção; conter - contenção, deter
- detenção; reter - retenção
aspergir - aspersão; imergir - imersão; submergir - submer-
são;
inverter - inversão; divertir - diversão
impelir - impulsão; expelir - expulsão; repelir - repulsão
correr - curso - cursivo - discurso; excursão - incursão
sentir - senso, sensível, consenso
ceder - cessão - conceder - concessão; interceder - inter-
cessão.
exceder - excessivo (exceto exceção)
agredir - agressão - agressivo; progredir - progressão -
progresso - progressivo
imprimir - impressão; oprimir - opressão; reprimir - repres-
são.
admitir - admissão; discutir - discussão, permitir - permissão.
(re)percutir - (re)percussão
PALAVRAS COM CERTAS DIFICULDADES
ONDE-AONDE
Emprega-se AONDE com os verbos que dão ideia de movimento. Equi-
vale sempre a PARA ONDE.
AONDE você vai?
AONDE nos leva com tal rapidez?
Naturalmente, com os verbos que não dão ideia de “movimento” empre-
ga-se ONDE
ONDE estão os livros?
Não sei ONDE te encontrar.
MAU - MAL
MAU é adjetivo (seu antônimo é bom).
Escolheu um MAU momento.
Era um MAU aluno.
MAL pode ser:
a) advérbio de modo (antônimo de bem).
Ele se comportou MAL.
Seu argumento está MAL estruturado
b) conjunção temporal (equivale a assim que).
MAL chegou, saiu
c) substantivo:
O MAL não tem remédio,
Ela foi atacada por um MAL incurável.
CESÃO/SESSÃO/SECÇÃO/SEÇÃO
CESSÃO significa o ato de ceder.
Ele fez a CESSÃO dos seus direitos autorais.
A CESSÃO do terreno para a construção do estádio agradou a todos os
torcedores.
SESSÃO é o intervalo de tempo que dura uma reunião:
Assistimos a uma SESSÃO de cinema.
Reuniram-se em SESSÃO extraordinária.
SECÇÃO (ou SEÇÃO) significa parte de um todo, subdivisão:
Lemos a noticia na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de esportes.
Compramos os presentes na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de brinquedos.
HÁ / A
Na indicação de tempo, emprega-se:
HÁ para indicar tempo passado (equivale a faz):
HÁ dois meses que ele não aparece.
Ele chegou da Europa HÁ um ano.
A para indicar tempo futuro:
Daqui A dois meses ele aparecerá.
Ela voltará daqui A um ano.
FORMAS VARIANTES
Existem palavras que apresentam duas grafias. Nesse caso, qualquer
uma delas é considerada correta. Eis alguns exemplos.
aluguel ou aluguer
alpartaca, alpercata ou alpargata
amídala ou amígdala
assobiar ou assoviar
assobio ou assovio
azaléa ou azaleia
bêbado ou bêbedo
bílis ou bile
cãibra ou cãimbra
carroçaria ou carroceria
chimpanzé ou chipanzé
debulhar ou desbulhar
fleugma ou fleuma
hem? ou hein?
imundície ou imundícia
infarto ou enfarte
laje ou lajem
lantejoula ou lentejoula
nenê ou nenen
nhambu, inhambu ou nambu
quatorze ou catorze
surripiar ou surrupiar
taramela ou tramela
relampejar, relampear, relampeguear
ou relampar
porcentagem ou percentagem
EMPREGO DE MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS
Escrevem-se com letra inicial maiúscula:
1) a primeira palavra de período ou citação.
Diz um provérbio árabe: "A agulha veste os outros e vive nua."
No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da
letra maiúscula.
2) substantivos próprios (antropônimos, alcunhas, topônimos, nomes
sagrados, mitológicos, astronômicos): José, Tiradentes, Brasil,
Amazônia, Campinas, Deus, Maria Santíssima, Tupã, Minerva, Via-
Láctea, Marte, Cruzeiro do Sul, etc.
O deus pagão, os deuses pagãos, a deusa Juno.
3) nomes de épocas históricas, datas e fatos importantes, festas
religiosas: Idade Média, Renascença, Centenário da Independência
do Brasil, a Páscoa, o Natal, o Dia das Mães, etc.
4) nomes de altos cargos e dignidades: Papa, Presidente da República,
etc.
5) nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja, Nação,
Estado, Pátria, União, República, etc.
6) nomes de ruas, praças, edifícios, estabelecimentos, agremiações,
órgãos públicos, etc.:
Rua do 0uvidor, Praça da Paz, Academia Brasileira de Letras, Banco
do Brasil, Teatro Municipal, Colégio Santista, etc.
7) nomes de artes, ciências, títulos de produções artísticas, literárias e
científicas, títulos de jornais e revistas: Medicina, Arquitetura, Os
Lusíadas, 0 Guarani, Dicionário Geográfico Brasileiro, Correio da
Manhã, Manchete, etc.
8) expressões de tratamento: Vossa Excelência, Sr. Presidente,
Excelentíssimo Senhor Ministro, Senhor Diretor, etc.
9) nomes dos pontos cardeais, quando designam regiões: Os povos do
Oriente, o falar do Norte.
Mas: Corri o país de norte a sul. O Sol nasce a leste.
10) nomes comuns, quando personificados ou individuados: o Amor, o
Ódio, a Morte, o Jabuti (nas fábulas), etc.
Escrevem-se com letra inicial minúscula:
1) nomes de meses, de festas pagãs ou populares, nomes gentílicos,
nomes próprios tornados comuns: maia, bacanais, carnaval,
ingleses, ave-maria, um havana, etc.
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização30
2) os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima, quando
empregados em sentido geral:
São Pedro foi o primeiro papa. Todos amam sua pátria.
3) nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio
Amazonas, a baía de Guanabara, o pico da Neblina, etc.
4) palavras, depois de dois pontos, não se tratando de citação direta:
"Qual deles: o hortelão ou o advogado?" (Machado de Assis)
"Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incenso,
mirra." (Manuel Bandeira)
USO DO HÍFEN
Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo.
Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos,
para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das
regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim
como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo.
As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras for-
madas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos,
como: aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra,
eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro,
mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre,
sub, super, supra, tele, ultra, vice etc.
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por
h.
Exemplos:
anti-higiênico
anti-histórico
co-herdeiro
macro-história
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano
Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).
2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da
vogal com que se inicia o segundo elemento.
Exemplos:
aeroespacial
agroindustrial
anteontem
antiaéreo
antieducativo
autoaprendizagem
autoescola
autoestrada
autoinstrução
coautor
coedição
extraescolar
infraestrutura
plurianual
semiaberto
semianalfabeto
semiesférico
semiopaco
Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento,
mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar,
cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo
elemento começa por consoante diferente de r ou s. Exemplos:
anteprojeto
antipedagógico
autopeça
autoproteção
coprodução
geopolítica
microcomputador
pseudoprofessor
semicírculo
semideus
seminovo
ultramoderno
Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-
rei, vice-almirante etc.
4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo
elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Exem-
plos:
antirrábico
antirracismo
antirreligioso
antirrugas
antissocial
biorritmo
contrarregra
contrassenso
cosseno
infrassom
microssistema
minissaia
multissecular
neorrealismo
neossimbolista
semirreta
ultrarresistente.
ultrassom
5. Quando o prefi xo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo e-
lemento começar pela mesma vogal.
Exemplos:
anti-ibérico
anti-imperialista
anti-infl acionário
anti-infl amatório
auto-observação
contra-almirante
contra-atacar
contra-ataque
micro-ondas
micro-ônibus
semi-internato
semi-interno
6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segun-
do elemento começar pela mesma consoante.
Exemplos:
hiper-requintado
inter-racial
inter-regional
sub-bibliotecário
super-racista
super-reacionário
super-resistente
super-romântico
Atenção:
• Nos demais casos não se usa o hífen.
Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, super-
proteção.
• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra inici-
ada por r: sub-região, sub-raça etc.
• Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra i-
niciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.
7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o se-
gundo elemento começar por vogal. Exemplos:
hiperacidez
hiperativo
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização31
interescolar
interestadual
interestelar
interestudantil
superamigo
superaquecimento
supereconômico
superexigente
superinteressante
superotimismo
8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se
sempre o hífen. Exemplos:
além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra
9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu,
guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.
10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasio-
nalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas enca-
deamentos vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.
11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a no-
ção de composição. Exemplos:
girassol
madressilva
mandachuva
paraquedas
paraquedista
pontapé
12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra
ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na
linha seguinte. Exemplos:
Na cidade, conta-se que ele foi viajar.
O diretor recebeu os ex-alunos.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
ORTOGRAFIA OFICIAL
Por Paula Perin dos Santos
O Novo Acordo Ortográfico visa simplificar as regras ortográficas da
Língua Portuguesa e aumentar o prestígio social da língua no cenário
internacional. Sua implementação no Brasil segue os seguintes parâmetros:
2009 – vigência ainda não obrigatória, 2010 a 2012 – adaptação completa
dos livros didáticos às novas regras; e a partir de 2013 – vigência obrigató-
ria em todo o território nacional. Cabe lembrar que esse “Novo Acordo
Ortográfico” já se encontrava assinado desde 1990 por oito países que
falam a língua portuguesa, inclusive pelo Brasil, mas só agora é que teve
sua implementação.
É equívoco afirmar que este acordo visa uniformizar a língua, já que
uma língua não existe apenas em função de sua ortografia. Vale lembrar
que a ortografia é apenas um aspecto superficial da escrita da língua, e que
as diferenças entre o Português falado nos diversos países lusófonos
subsistirão em questões referentes à pronúncia, vocabulário e gramática.
Uma língua muda em função de seus falantes e do tempo, não por meio de
Leis ou Acordos.
A queixa de muitos estudantes e usuários da língua escrita é que, de-
pois de internalizada uma regra, é difícil “desaprendê-la”. Então, cabe aqui
uma dica: quando se tiver uma dúvida sobre a escrita de alguma palavra, o
ideal é consultar o Novo Acordo (tenha um sempre em fácil acesso) ou, na
melhor das hipóteses, use um sinônimo para referir-se a tal palavra.
Mostraremos nessa série de artigos o Novo Acordo de uma maneira
descomplicada, apontando como é que fica estabelecido de hoje em diante
a Ortografia Oficial do Português falado no Brasil.
Alfabeto
A influência do inglês no nosso idioma agora é oficial. Há muito tempo
as letras “k”, “w” e “y” faziam parte do nosso idioma, isto não é nenhuma
novidade. Elas já apareciam em unidades de medidas, nomes próprios e
palavras importadas do idioma inglês, como:
km – quilômetro,
kg – quilograma
Show, Shakespeare, Byron, Newton, dentre outros.
Trema
Não se usa mais o trema em palavras do português. Quem digita muito
textos científicos no computador sabe o quanto dava trabalho escrever
linguística, frequência. Ele só vai permanecer em nomes próprios e seus
derivados, de origem estrangeira. Por exemplo, Gisele Bündchen não vai
deixar de usar o trema em seu nome, pois é de origem alemã. (neste caso,
o “ü” lê-se “i”)
QUANTO À POSIÇÃO DA SÍLABA TÔNICA
1. Acentuam-se as oxítonas terminadas em “A”, “E”, “O”, seguidas ou
não de “S”, inclusive as formas verbais quando seguidas de “LO(s)” ou
“LA(s)”. Também recebem acento as oxítonas terminadas em ditongos
abertos, como “ÉI”, “ÉU”, “ÓI”, seguidos ou não de “S”
Ex.
Chá Mês nós
Gás Sapé cipó
Dará Café avós
Pará Vocês compôs
vatapá pontapés só
Aliás português robô
dá-lo vê-lo avó
recuperá-los Conhecê-los pô-los
guardá-la Fé compô-los
réis (moeda) Véu dói
méis céu mói
pastéis Chapéus anzóis
ninguém parabéns Jerusalém
Resumindo:
Só não acentuamos oxítonas terminadas em “I” ou “U”, a não ser que
seja um caso de hiato. Por exemplo: as palavras “baú”, “aí”, “Esaú” e “atraí-
lo” são acentuadas porque as semivogais “i” e “u” estão tônicas nestas
palavras.
2. Acentuamos as palavras paroxítonas quando terminadas em:
 L – afável, fácil, cônsul, desejável, ágil, incrível.
 N – pólen, abdômen, sêmen, abdômen.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização32
 R – câncer, caráter, néctar, repórter.
 X – tórax, látex, ônix, fênix.
 PS – fórceps, Quéops, bíceps.
 Ã(S) – ímã, órfãs, ímãs, Bálcãs.
 ÃO(S) – órgão, bênção, sótão, órfão.
 I(S) – júri, táxi, lápis, grátis, oásis, miosótis.
 ON(S) – náilon, próton, elétrons, cânon.
 UM(S) – álbum, fórum, médium, álbuns.
 US – ânus, bônus, vírus, Vênus.
Também acentuamos as paroxítonas terminadas em ditongos crescen-
tes (semivogal+vogal):
Névoa, infância, tênue, calvície, série, polícia, residência, férias, lírio.
3. Todas as proparoxítonas são acentuadas.
Ex. México, música, mágico, lâmpada, pálido, pálido, sândalo, crisân-
temo, público, pároco, proparoxítona.
QUANTO À CLASSIFICAÇÃO DOS ENCONTROS VOCÁLICOS
4. Acentuamos as vogais “I” e “U” dos hiatos, quando:
 Formarem sílabas sozinhos ou com “S”
Ex. Ju-í-zo, Lu-ís, ca-fe-í-na, ra-í-zes, sa-í-da, e-go-ís-ta.
IMPORTANTE
Por que não acentuamos “ba-i-nha”, “fei-u-ra”, “ru-im”, “ca-ir”, “Ra-ul”,
se todos são “i” e “u” tônicas, portanto hiatos?
Porque o “i” tônico de “bainha” vem seguido de NH. O “u” e o “i” tônicos
de “ruim”, “cair” e “Raul” formam sílabas com “m”, “r” e “l” respectivamente.
Essas consoantes já soam forte por natureza, tornando naturalmente a
sílaba “tônica”, sem precisar de acento que reforce isso.
5. Trema
Não se usa mais o trema em palavras da língua portuguesa. Ele só vai
permanecer em nomes próprios e seus derivados, de origem estrangeira,
como Bündchen, Müller, mülleriano (neste caso, o “ü” lê-se “i”)
6. Acento Diferencial
O acento diferencial permanece nas palavras:
pôde (passado), pode (presente)
pôr (verbo), por (preposição)
Nas formas verbais, cuja finalidade é determinar se a 3ª pessoa do
verbo está no singular ou plural:
SIN-
GULAR
PLURAL
Ele
tem
Eles têm
Ele
vem
Eles vêm
Essa regra se aplica a todos os verbos derivados de “ter” e “vir”, como:
conter, manter, intervir, deter, sobrevir, reter, etc.
DIVISÃO SILÁBICA
Não se separam as letras que formam os dígrafos CH, NH, LH, QU,
GU.
2- chave: cha-ve
aquele: a-que-le
palha: pa-lha
manhã: ma-nhã
guizo: gui-zo
Não se separam as letras dos encontros consonantais que apresentam
a seguinte formação: consoante + L ou consoante + R
2- emblema:
reclamar:
flagelo:
globo:
implicar:
atleta:
prato:
em-ble-ma
re-cla-mar
fla-ge-lo
glo-bo
im-pli-car
a-tle-ta
pra-to
abraço:
recrutar:
drama:
fraco:
agrado:
atraso:
a-bra-ço
re-cru-tar
dra-ma
fra-co
a-gra-do
a-tra-so
Separam-se as letras dos dígrafos RR, SS, SC, SÇ, XC.
3- correr:
passar:
fascinar:
cor-rer
pas-sar
fas-ci-nar
desçam:
exceto:
des-çam
ex-ce-to
Não se separam as letras que representam um ditongo.
4- mistério:
cárie:
mis-té-rio
cá-rie
herdeiro: her-dei-ro
Separam-se as letras que representam um hiato.
5- saúde:
rainha:
sa-ú-de
ra-i-nha
cruel:
enjoo:
cru-el
en-jo-o
Não se separam as letras que representam um tritongo.
6- Paraguai:
saguão:
Pa-ra-guai
sa-guão
Consoante não seguida de vogal, no interior da palavra, fica na sílaba
que a antecede.
7- torna:
técnica:
absoluto:
tor-na núpcias: núp-cias
téc-ni-ca submeter: sub-me-ter
ab-so-lu-to perspicaz: pers-pi-caz
Consoante não seguida de vogal, no início da palavra, junta-se à sílaba
que a segue
8- pneumático: pneu-má-ti-co
gnomo: gno-mo
psicologia: psi-co-lo-gia
No grupo BL, às vezes cada consoante é pronunciada separadamente,
mantendo sua autonomia fonética. Nesse caso, tais consoantes ficam em
sílabas separadas.
9- sublingual:
sublinhar:
sublocar:
sub-lin-gual
sub-li-nhar
sub-lo-car
Preste atenção nas seguintes palavras:
trei-no so-cie-da-de
gai-o-la ba-lei-a
des-mai-a-do im-bui-a
ra-diou-vin-te ca-o-lho
te-a-tro co-e-lho
du-e-lo ví-a-mos
a-mné-sia gno-mo
co-lhei-ta quei-jo
pneu-mo-ni-a fe-é-ri-co
dig-no e-nig-ma
e-clip-se Is-ra-el
mag-nó-lia
SINAIS DE PONTUAÇÃO
Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as
pausas da linguagem oral.
PONTO
O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase decla-
rativa. Ao término de um texto, o ponto é conhecido como final. Nos casos
comuns ele é chamado de simples.
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização33
Também é usado nas abreviaturas: Sr. (Senhor), d.C. (depois de Cris-
to), a.C. (antes de Cristo), E.V. (Érico Veríssimo).
PONTO DE INTERROGAÇÃO
É usado para indicar pergunta direta.
Onde está seu irmão?
Às vezes, pode combinar-se com o ponto de exclamação.
A mim ?! Que ideia!
PONTO DE EXCLAMAÇÃO
É usado depois das interjeições, locuções ou frases exclamativas.
Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória!
Ó jovens! Lutemos!
VÍRGULA
A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pau-
sa na fala. Emprega-se a vírgula:
• Nas datas e nos endereços:
São Paulo, 17 de setembro de 1989.
Largo do Paissandu, 128.
• No vocativo e no aposto:
Meninos, prestem atenção!
Termópilas, o meu amigo, é escritor.
• Nos termos independentes entre si:
O cinema, o teatro, a praia e a música são as suas diversões.
• Com certas expressões explicativas como: isto é, por exemplo. Neste
caso é usado o duplo emprego da vírgula:
Ontem teve início a maior festa da minha cidade, isto é, a festa da pa-
droeira.
• Após alguns adjuntos adverbiais:
No dia seguinte, viajamos para o litoral.
• Com certas conjunções. Neste caso também é usado o duplo emprego
da vírgula:
Isso, entretanto, não foi suficiente para agradar o diretor.
• Após a primeira parte de um provérbio.
O que os olhos não vêem, o coração não sente.
• Em alguns casos de termos oclusos:
Eu gostava de maçã, de pêra e de abacate.
RETICÊNCIAS
• São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento.
Não me disseste que era teu pai que ...
• Para realçar uma palavra ou expressão.
Hoje em dia, mulher casa com "pão" e passa fome...
• Para indicar ironia, malícia ou qualquer outro sentimento.
Aqui jaz minha mulher. Agora ela repousa, e eu também...
PONTO E VÍRGULA
• Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém
alguma simetria entre si.
"Depois, lracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desconhe-
cido, guardando consigo a ponta farpada. "
• Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu
interior.
Eu, apressadamente, queria chamar Socorro; o motorista, porém, mais
calmo, resolveu o problema sozinho.
DOIS PONTOS
• Enunciar a fala dos personagens:
Ele retrucou: Não vês por onde pisas?
• Para indicar uma citação alheia:
Ouvia-se, no meio da confusão, a voz da central de informações de
passageiros do voo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embar-
que".
• Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anteri-
or:
Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente.
• Enumeração após os apostos:
Como três tipos de alimento: vegetais, carnes e amido.
TRAVESSÃO
Marca, nos diálogos, a mudança de interlocutor, ou serve para isolar
palavras ou frases
– "Quais são os símbolos da pátria?
– Que pátria?
– Da nossa pátria, ora bolas!" (P. M Campos).
– "Mesmo com o tempo revoltoso - chovia, parava, chovia, parava outra
vez.
– a claridade devia ser suficiente p'ra mulher ter avistado mais alguma
coisa". (M. Palmério).
• Usa-se para separar orações do tipo:
– Avante!- Gritou o general.
– A lua foi alcançada, afinal - cantava o poeta.
Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam
uma cadeia de frase:
• A estrada de ferro Santos – Jundiaí.
• A ponte Rio – Niterói.
• A linha aérea São Paulo – Porto Alegre.
ASPAS
São usadas para:
• Indicar citações textuais de outra autoria.
"A bomba não tem endereço certo." (G. Meireles)
• Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se
expressa o autor: estrangeirismo, gírias, arcaismo, formas populares:
Há quem goste de “jazz-band”.
Não achei nada "legal" aquela aula de inglês.
• Para enfatizar palavras ou expressões:
Apesar de todo esforço, achei-a “irreconhecível" naquela noite.
• Títulos de obras literárias ou artísticas, jornais, revistas, etc.
"Fogo Morto" é uma obra-prima do regionalismo brasileiro.
• Em casos de ironia:
A "inteligência" dela me sensibiliza profundamente.
Veja como ele é “educado" - cuspiu no chão.
PARÊNTESES
Empregamos os parênteses:
• Nas indicações bibliográficas.
"Sede assim qualquer coisa.
serena, isenta, fiel".
(Meireles, Cecília, "Flor de Poemas").
• Nas indicações cênicas dos textos teatrais:
"Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos, com os olhos
fora das órbitas. Amália se volta)".
(G. Figueiredo)
• Quando se intercala num texto uma ideia ou indicação acessória:
"E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-Io, morrendo de
fome."
(C. Lispector)
• Para isolar orações intercaladas:
"Estou certo que eu (se lhe ponho
Minha mão na testa alçada)
Sou eu para ela."
(M. Bandeira)
COLCHETES [ ]
Os colchetes são muito empregados na linguagem científica.
ASTERISCO
O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para
alguma nota (observação).
BARRA
A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas
abreviaturas.
CRASE
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Crase é a fusão da preposição A com outro A.
Fomos a a feira ontem = Fomos à feira ontem.
EMPREGO DA CRASE
• em locuções adverbiais:
à vezes, às pressas, à toa...
• em locuções prepositivas:
em frente à, à procura de...
• em locuções conjuntivas:
à medida que, à proporção que...
• pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo, a,
as
Fui ontem àquele restaurante.
Falamos apenas àquelas pessoas que estavam no salão:
Refiro-me àquilo e não a isto.
A CRASE É FACULTATIVA
• diante de pronomes possessivos femininos:
Entreguei o livro a(à) sua secretária .
• diante de substantivos próprios femininos:
Dei o livro à(a) Sônia.
CASOS ESPECIAIS DO USO DA CRASE
• Antes dos nomes de localidades, quando tais nomes admitirem o artigo
A:
Viajaremos à Colômbia.
(Observe: A Colômbia é bela - Venho da Colômbia)
• Nem todos os nomes de localidades aceitam o artigo: Curitiba, Brasília,
Fortaleza, Goiás, Ilhéus, Pelotas, Porto Alegre, São Paulo, Madri, Ve-
neza, etc.
Viajaremos a Curitiba.
(Observe: Curitiba é uma bela cidade - Venho de Curitiba).
• Haverá crase se o substantivo vier acompanhado de adjunto que o
modifique.
Ela se referiu à saudosa Lisboa.
Vou à Curitiba dos meus sonhos.
• Antes de numeral, seguido da palavra "hora", mesmo subentendida:
Às 8 e 15 o despertador soou.
• Antes de substantivo, quando se puder subentender as palavras “mo-
da” ou "maneira":
Aos domingos, trajava-se à inglesa.
Cortavam-se os cabelos à Príncipe Danilo.
• Antes da palavra casa, se estiver determinada:
Referia-se à Casa Gebara.
• Não há crase quando a palavra "casa" se refere ao próprio lar.
Não tive tempo de ir a casa apanhar os papéis. (Venho de casa).
• Antes da palavra "terra", se esta não for antônima de bordo.
Voltou à terra onde nascera.
Chegamos à terra dos nossos ancestrais.
Mas:
Os marinheiros vieram a terra.
O comandante desceu a terra.
• Se a preposição ATÉ vier seguida de palavra feminina que aceite o
artigo, poderá ou não ocorrer a crase, indiferentemente:
Vou até a (á ) chácara.
Cheguei até a(à) muralha
• A QUE - À QUE
Se, com antecedente masculino ocorrer AO QUE, com o feminino
ocorrerá crase:
Houve um palpite anterior ao que você deu.
Houve uma sugestão anterior à que você deu.
Se, com antecedente masculino, ocorrer A QUE, com o feminino não
ocorrerá crase.
Não gostei do filme a que você se referia.
Não gostei da peça a que você se referia.
O mesmo fenômeno de crase (preposição A) - pronome demonstrativo
A que ocorre antes do QUE (pronome relativo), pode ocorrer antes do
de:
Meu palpite é igual ao de todos
Minha opinião é igual à de todos.
NÃO OCORRE CRASE
• antes de nomes masculinos:
Andei a pé.
Andamos a cavalo.
• antes de verbos:
Ela começa a chorar.
Cheguei a escrever um poema.
• em expressões formadas por palavras repetidas:
Estamos cara a cara.
• antes de pronomes de tratamento, exceto senhora, senhorita e dona:
Dirigiu-se a V. Sa com aspereza.
Escrevi a Vossa Excelência.
Dirigiu-se gentilmente à senhora.
• quando um A (sem o S de plural) preceder um nome plural:
Não falo a pessoas estranhas.
Jamais vamos a festas.
SINÔNIMOS, ANTÔNIMOS E PARÔNIMOS. SENTIDO PRÓPRIO
E FIGURADO DAS PALAVRAS.
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
Semântica
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Semântica (do grego σημαντικός, sēmantiká, plural neutro
de sēmantikós, derivado de sema, sinal), é o estudo do significado. Incide
sobre a relação entre significantes, tais
como palavras, frases, sinais e símbolos, e o que eles representam, a
sua denotação.
A semântica linguística estuda o significado usado por seres humanos
para se expressar através da linguagem. Outras formas de semântica
incluem a semântica nas linguagens de programação, lógica formal,
e semiótica.
A semântica contrapõe-se com frequência à sintaxe, caso em que a
primeira se ocupa do que algo significa, enquanto a segunda se debruça
sobre as estruturas ou padrões formais do modo como esse algo
é expresso(por exemplo, escritos ou falados). Dependendo da concepção
de significado que se tenha, têm-se diferentes semânticas. A semântica
formal, a semântica da enunciação ou argumentativa e a semântica
cognitiva, fenômeno, mas com conceitos e enfoques diferentes.
Na língua portuguesa, o significado das palavras leva em
consideração:
Sinonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais
que apresentam significados iguais ou semelhantes, ou seja, os sinônimos:
Exemplos: Cômico - engraçado / Débil - fraco, frágil / Distante - afastado,
remoto.
Antonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais
que apresentam significados diferentes, contrários, isto é, os antônimos:
Exemplos: Economizar - gastar / Bem - mal / Bom - ruim.
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização35
Homonímia: É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de
possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica,
ou seja, os homônimos:
As homônimas podem ser:
 Homógrafas: palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia.
Exemplos: gosto (substantivo) - gosto / (1ª pessoa singular presente
indicativo do verbo gostar) / conserto (substantivo) - conserto (1ª pessoa
singular presente indicativo do verbo consertar);
 Homófonas: palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita.
Exemplos: cela (substantivo) - sela (verbo) / cessão (substantivo) - sessão
(substantivo) / cerrar (verbo) - serrar ( verbo);
 Perfeitas: palavras iguais na pronúncia e na escrita. Exemplos:
cura (verbo) - cura (substantivo) / verão (verbo) - verão (substantivo) / cedo
(verbo) - cedo (advérbio);
 Paronímia: É a relação que se estabelece entre duas ou mais
palavras que possuem significados diferentes, mas são muito parecidas na
pronúncia e na escrita, isto é, os parônimos: Exemplos: cavaleiro -
cavalheiro / absolver - absorver / comprimento - cumprimento/ aura
(atmosfera) - áurea (dourada)/ conjectura (suposição) - conjuntura (situação
decorrente dos acontecimentos)/ descriminar (desculpabilizar) - discriminar
(diferenciar)/ desfolhar (tirar ou perder as folhas) - folhear (passar as folhas
de uma publicação)/ despercebido (não notado) - desapercebido
(desacautelado)/ geminada (duplicada) - germinada (que germinou)/ mugir
(soltar mugidos) - mungir (ordenhar)/ percursor (que percorre) - precursor
(que antecipa os outros)/ sobrescrever (endereçar) - subscrever (aprovar,
assinar)/ veicular (transmitir) - vincular (ligar) / descrição - discrição /
onicolor - unicolor.
 Polissemia: É a propriedade que uma mesma palavra tem de
apresentar vários significados. Exemplos: Ele ocupa um alto posto na
empresa. / Abasteci meu carro no posto da esquina. / Os convites eram de
graça. / Os fiéis agradecem a graça recebida.
 Homonímia: Identidade fonética entre formas de significados e
origem completamente distintos. Exemplos: São(Presente do verbo ser) -
São (santo)
Conotação e Denotação:
 Conotação é o uso da palavra com um significado diferente do
original, criado pelo contexto. Exemplos: Você tem um coração de pedra.
 Denotação é o uso da palavra com o seu sentido original.
Exemplos: Pedra é um corpo duro e sólido, da natureza das rochas.
Sinônimo
Sinônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado idêntico
ou muito semelhante à outra. Exemplos: carro e automóvel, cão e cachorro.
O conhecimento e o uso dos sinônimos é importante para que se evitem
repetições desnecessárias na construção de textos, evitando que se tornem
enfadonhos.
Eufemismo
Alguns sinônimos são também utilizados para minimizar o impacto,
normalmente negativo, de algumas palavras (figura de linguagem
conhecida como eufemismo).
Exemplos:
 gordo - obeso
 morrer - falecer
Sinônimos Perfeitos e Imperfeitos
Os sinônimos podem ser perfeitos ou imperfeitos.
Sinônimos Perfeitos
Se o significado é idêntico.
Exemplos:
 avaro – avarento,
 léxico – vocabulário,
 falecer – morrer,
 escarradeira – cuspideira,
 língua – idioma
 catorze - quatorze
Sinônimos Imperfeitos
Se os signIficados são próximos, porém não idênticos.
Exemplos: córrego – riacho, belo – formoso
Antônimo
Antônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado contrário
(também oposto ou inverso) à outra.
O emprego de antônimos na construção de frases pode ser um recurso
estilístico que confere ao trecho empregado uma forma mais erudita ou que
chame atenção do leitor ou do ouvinte.
Pala-
vra
Antônimo
aberto fechado
alto baixo
bem mal
bom mau
bonito feio
de-
mais
de menos
doce salgado
forte fraco
gordo magro
salga-
do
insosso
amor ódio
seco molhado
grosso fino
duro mole
doce amargo
grande pequeno
sober-
ba
humildade
louvar censurar
bendi-
zer
maldizer
ativo inativo
simpá-
tico
antipático
pro-
gredir
regredir
rápido lento
sair entrar
sozi-
nho
acompa-
nhado
con-
córdia
discórdia
pesa-
do
leve
quente frio
pre-
sente
ausente
escuro claro
inveja admiração
Homógrafo
Homógrafos são palavras iguais ou parecidas na escrita e diferentes na
pronúncia.
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização36
Exemplos
 rego (subst.) e rego (verbo);
 colher (verbo) e colher (subst.);
 jogo (subst.) e jogo (verbo);
 Sede: lugar e Sede: avidez;
 Seca: pôr a secar e Seca: falta de água.
Homófono
Palavras homófonas são palavras de pronúncias iguais. Existem dois
tipos de palavras homófonas, que são:
 Homófonas heterográficas
 Homófonas homográficas
Homófonas heterográficas
Como o nome já diz, são palavras homófonas (iguais na pronúncia), mas
heterográficas (diferentes na escrita).
Exemplos
cozer / coser;
cozido / cosido;
censo / senso
consertar / concertar
conselho / concelho
paço / passo
noz / nós
hera / era
ouve / houve
voz / vós
cem / sem
acento / assento
Homófonas homográficas
Como o nome já diz, são palavras homófonas (iguais na pronúncia), e
homográficas (iguais na escrita).
Exemplos
Ele janta (verbo) / A janta está pronta (substantivo); No caso,
janta é inexistente na língua portuguesa por enquanto, já que
deriva do substantivo jantar, e está classificado como
neologismo.
Eu passeio pela rua (verbo) / O passeio que fizemos foi bonito
(substantivo).
Parônimo
Parônimo é uma palavra que apresenta sentido diferente e forma
semelhante a outra, que provoca, com alguma frequência, confusão. Essas
palavras apresentam grafia e pronúncia parecida, mas com significados
diferentes.
O parônimos pode ser também palavras homófonas, ou seja, a
pronúncia de palavras parônimas pode ser a mesma.Palavras parônimas
são aquelas que têm grafia e pronúncia parecida.
Exemplos
Veja alguns exemplos de palavras parônimas:
acender. verbo - ascender. subir
acento. inflexão tônica - assento. dispositivo para sentar-se
cartola. chapéu alto - quartola. pequena pipa
comprimento. extensão - cumprimento. saudação
coro (cantores) - couro (pele de animal)
deferimento. concessão - diferimento. adiamento
delatar. denunciar - dilatar. retardar, estender
descrição. representação - discrição. reserva
descriminar. inocentar - discriminar. distinguir
despensa. compartimento - dispensa. desobriga
destratar. insultar - distratar. desfazer(contrato)
emergir. vir à tona - imergir. mergulhar
eminência. altura, excelência - iminência. proximidade de ocorrência
emitir. lançar fora de si - imitir. fazer entrar
enfestar. dobrar ao meio - infestar. assolar
enformar. meter em fôrma - informar. avisar
entender. compreender - intender. exercer vigilância
lenimento. suavizante - linimento. medicamento para fricções
migrar. mudar de um local para outro - emigrar. deixar um país para
morar em outro - imigrar. entrar num país vindo de outro
peão. que anda a pé - pião. espécie de brinquedo
recrear. divertir - recriar. criar de novo
se. pronome átono, conjugação - si. espécie de brinquedo
vadear. passar o vau - vadiar. passar vida ociosa
venoso. relativo a veias - vinoso. que produz vinho
vez. ocasião, momento - vês. verbo ver na 2ª pessoa do singular
DENOTAÇAO E CONOTAÇAO
A denotação é a propriedade que possui uma palavra de limitar-se a
seu próprio conceito, de trazer apenas o seu significado primitivo, original.
A conotação é a propriedade que possui uma palavra de ampliar-se
no seu campo semântico, dentro de um contexto, podendo causar várias
interpretações.
Observe os exemplos
Denotação
As estrelas do céu. Vesti-me de verde. O fogo do isqueiro.
Conotação
As estrelas do cinema.
O jardim vestiu-se de flores
O fogo da paixão
SENTIDO PRÓPRIO E SENTIDO FIGURADO
As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido
figurado:
Construí um muro de pedra - sentido próprio
Maria tem um coração de pedra – sentido figurado.
A água pingava lentamente – sentido próprio.
SEMÂNTICA
(do grego semantiké, i. é, téchne semantiké ‘arte da significação’)
A semântica estudo o sentido das palavras, expressões, frases e uni-
dades maiores da comunicação verbal, os significados que lhe são atribuí-
dos. Ao considerarmos o significado de determinada palavra, levamos em
conta sua história, sua estrutura (radical, prefixos, sufixos que participam da
sua forma) e, por fim, do contexto em que se apresenta.
Quando analisamos o sentido das palavras na redação oficial, ressal-
tam como fundamentais a história da palavra e, obviamente, os contextos
em que elas ocorrem.
A história da palavra, em sentido amplo, vem a ser a respectiva origem
e as alterações sofridas no correr do tempo, ou seja, a maneira como
evoluiu desde um sentido original para um sentido mais abrangente ou mais
específico. Em sentido restrito, diz respeito à tradição no uso de determina-
do vocábulo ou expressão.
São esses dois aspectos que devem ser considerados na escolha des-
te ou daquele vocábulo.
Sendo a clareza um dos requisitos fundamentais de todo texto oficial,
deve-se atentar para a tradição no emprego de determinada expressão com
determinado sentido. O emprego de expressões ditas "de uso consagrado"
confere uniformidade e transparência ao sentido do texto. Mas isto não quer
dizer que os textos oficiais devam limitar-se à repetição de chavões e
clichês.
Verifique sempre o contexto em que as palavras estão sendo utiliza-
das. Certifique-se de que não há repetições desnecessárias ou redundân-
cias. Procure sinônimos ou termos mais precisos para as palavras repeti-
das; mas se sua substituição for comprometer o sentido do texto, tornando-
o ambíguo ou menos claro, não hesite em deixar o texto como está.
É importante lembrar que o idioma está em constante mutação. A pró-
pria evolução dos costumes, das ideias, das ciências, da política, enfim da
vida social em geral, impõe a criação de novas palavras e formas de dizer.
Na definição de Serafim da Silva Neto, a língua:
"(...) é um produto social, é uma atividade do espírito humano. Não é,
assim, independente da vontade do homem, porque o homem não é uma
folha seca ao sabor dos ventos veementes de uma fatalidade desconhecida
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização37
e cega. Não está obrigada a prosseguir na sua trajetória, de acordo com
leis determinadas, porque as línguas seguem o destino dos que as falam,
são o que delas fazem as sociedades que as empregam."
Assim, continuamente, novas palavras são criadas (os neologismos)
como produto da dinâmica social, e incorporados ao idioma inúmeros
vocábulos de origem estrangeira (os estrangeirismos), que vêm para desig-
nar ou exprimir realidades não contempladas no repertório anterior da
língua portuguesa.
A redação oficial não pode alhear-se dessas transformações, nem in-
corporá-las acriticamente. Quanto às novidades vocabulares, elas devem
sempre ser usadas com critério, evitando-se aquelas que podem ser substi-
tuídas por vocábulos já de uso consolidado sem prejuízo do sentido que se
lhes quer dar.
De outro lado, não se concebe que, em nome de suposto purismo, a
linguagem das comunicações oficiais fique imune às criações vocabulares
ou a empréstimos de outras línguas. A rapidez do desenvolvimento tecno-
lógico, por exemplo, impõe a criação de inúmeros novos conceitos e ter-
mos, ditando de certa forma a velocidade com que a língua deve incorporá-
los. O importante é usar o estrangeirismo de forma consciente, buscar o
equivalente português quando houver, ou conformar a palavra estrangeira
ao espírito da língua portuguesa.
O problema do abuso de estrangeirismos inúteis ou empregados em
contextos em que não cabem, é em geral causado ou pelo desconhecimen-
to da riqueza vocabular de nossa língua, ou pela incorporação acrítica do
estrangeirismo.
Homônimos e Parônimos
Muitas vezes temos dúvidas no uso de vocábulos distintos provocadas
pela semelhança ou mesmo pela igualdade de pronúncia ou de grafia entre
eles. É o caso dos fenômenos designados como homonímia e paronímia.
A homonímia é a designação geral para os casos em que palavras de
sentidos diferentes têm a mesma grafia (os homônimos homógrafos) ou a
mesma pronúncia (os homônimos homófonos).
Os homógrafos podem coincidir ou não na pronúncia, como nos exem-
plos: quarto (aposento) e quarto (ordinal), manga (fruta) e manga (de cami-
sa), em que temos pronúncia idêntica; e apelo (pedido) e apelo (com e
aberto, 1a pess. do sing do pres. do ind. do verbo apelar), consolo (alívio) e
consolo (com o aberto, 1a pess. do sing. do pres. do ind. do verbo conso-
lar), com pronúncia diferente.
Os homógrafos de idêntica pronúncia diferenciam-se pelo contexto em
que são empregados. Não há dúvida, por exemplo, quanto ao emprego da
palavra são nos três sentidos: a) verbo ser, 3a pess. do pl. do pres., b)
saudável e c) santo.
Palavras de grafia diferente e de pronúncia igual (homófonos) geram
dúvidas ortográficas. Caso, por exemplo, de acento/assento, coser/cozer,
dos prefixos ante-/anti-, etc. Aqui o contexto não é suficiente para resolver o
problema, pois sabemos o sentido, a dúvida é de letra(s). sempre que
houver incerteza, consulte a lista adiante, algum dicionário ou manual de
ortografia.
Já o termo paronímia designa o fenômeno que ocorre com palavras
semelhantes (mas não idênticas) quanto à grafia ou à pronúncia. É fonte de
muitas dúvidas, como entre descrição (‘ato de descrever’) e discrição
(‘qualidade do que é discreto’), retificar (‘corrigir’) e ratificar (confirmar).
Como não interessa aqui aprofundar a discussão teórica da matéria,
restringimo-nos a uma lista de palavras que costumam suscitar dúvidas de
grafia ou sentido. Procuramos incluir palavras que com mais frequência
provocam dúvidas na elaboração de textos oficiais, com o cuidado de
agregá-las em pares ou pequenos grupos formais.
 Absolver: inocentar, relevar da culpa imputada: O júri absolveu o
réu.
 Absorver: embeber em si, esgotar: O solo absorveu lentamente a
água da chuva.
 Acender: atear (fogo), inflamar.
 Ascender: subir, elevar-se.
 Acento: sinal gráfico; inflexão vocal: Vocábulo sem acento.
 Assento: banco, cadeira: Tomar assento num cargo.
 Acerca de: sobre, a respeito de: No discurso, o Presidente falou
acerca de seus planos.
 A cerca de: a uma distância aproximada de: O anexo fica a cerca
de trinta metros do prédio principal. Estamos a cerca de um mês
ou (ano) das eleições.
 Há cerca de: faz aproximadamente (tanto tempo): Há cerca de um
ano, tratamos de caso idêntico; existem aproximadamente: Há cer-
ca de mil títulos no catálogo.
 Acidente: acontecimento casual; desastre: A derrota foi um aci-
dente na sua vida profissional. O súbito temporal provocou terrível
acidente no parque.
 Incidente: episódio; que incide, que ocorre: O incidente da demis-
são já foi superado.
 Adotar: escolher, preferir; assumir; pôr em prática.
 Dotar: dar em doação, beneficiar.
 Afim: que apresenta afinidade, semelhança, relação (de parentes-
co): Se o assunto era afim, por que não foi tratado no mesmo pa-
rágrafo?
 A fim de: para, com a finalidade de, com o fito de: O projeto foi en-
caminhado com quinze dias de antecedência a fim de permitir a
necessária reflexão sobre sua pertinência.
 Alto: de grande extensão vertical; elevado, grande.
 Auto: ato público, registro escrito de um ato, peça processual.
 Aleatório: casual, fortuito, acidental.
 Alheatório: que alheia, alienante, que desvia ou perturba.
 Amoral: desprovido de moral, sem senso de moral.
 Imoral: contrário à moral, aos bons costumes, devasso, indecente.
 Ante (preposição): diante de, perante: Ante tal situação, não teve
alternativa.
 Ante- (prefixo): expressa anterioridade: antepor, antever, antepro-
jeto ante-diluviano.
 Anti- (prefixo): expressa contrariedade; contra: anticientífico, anti-
biótico, anti-higiênico, anti-Marx.
 Ao encontro de: para junto de; favorável a: Foi ao encontro dos
colegas. O projeto salarial veio ao encontro dos anseios dos traba-
lhadores.
 De encontro a: contra; em prejuízo de: O carro foi de encontro a
um muro. O governo não apoiou a medida, pois vinha de encontro
aos interesses dos menores.
 Ao invés de: ao contrário de: Ao invés de demitir dez funcionários,
a empresa contratou mais vinte. (Inaceitável o cruzamento *ao em
vez de.)
 Em vez de: em lugar de: Em vez de demitir dez funcionário, a em-
presa demitiu vinte.
 A par: informado, ao corrente, ciente: O Ministro está a par (var.:
ao par) do assunto; ao lado, junto; além de.
 Ao par: de acordo com a convenção legal: Fez a troca de mil dóla-
res ao par.
 Aparte: interrupção, comentário à margem: O deputado concedeu
ao colega um aparte em seu pronunciamento.
 À parte: em separado, isoladamente, de lado: O anexo ao projeto
foi encaminhado por expediente à parte.
 Apreçar: avaliar, pôr preço: O perito apreçou irrisoriamente o imó-
vel.
 Apressar: dar pressa a, acelerar: Se o andamento das obras não
for apressado, não será cumprido o cronograma.
 Área: superfície delimitada, região.
 Ária: canto, melodia.
 Aresto: acórdão, caso jurídico julgado: Neste caso, o aresto é irre-
corrível.
 Arresto: apreensão judicial, embargo: Os bens do traficante preso
foram todos arrestados.
 Arrochar: apertar com arrocho, apertar muito.
 Arroxar: ou arroxear, roxear: tornar roxo.
 Ás: exímio em sua atividade; carta do baralho.
 Az (p. us.): esquadrão, ala do exército.
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização38
 Atuar: agir, pôr em ação; pressionar.
 Autuar: lavrar um auto; processar.
 Auferir: obter, receber: Auferir lucros, vantagens.
 Aferir: avaliar, cotejar, medir, conferir: Aferir valores, resultados.
 Augurar: prognosticar, prever, auspiciar: O Presidente augurou
sucesso ao seu par americano.
 Agourar: pressagiar, predizer (geralmente no mau sentido): Os
técnicos agouram desastre na colheita.
 Avocar: atribuir-se, chamar: Avocou a si competências de outrem.
 Evocar: lembrar, invocar: Evocou no discurso o começo de sua
carreira.
 Invocar: pedir (a ajuda de); chamar; proferir: Ao final do discurso,
invocou a ajuda de Deus.
 Caçar: perseguir, procurar, apanhar (geralmente animais).
 Cassar: tornar nulo ou sem efeito, suspender, invalidar.
 Carear: atrair, ganhar, granjear.
 Cariar: criar cárie.
 Carrear: conduzir em carro, carregar.
 Casual: fortuito, aleatório, ocasional.
 Causal: causativo, relativo a causa.
 Cavaleiro: que anda a cavalo, cavalariano.
 Cavalheiro: indivíduo distinto, gentil, nobre.
 Censo: alistamento, recenseamento, contagem.
 Senso: entendimento, juízo, tino.
 Cerrar: fechar, encerrar, unir, juntar.
 Serrar: cortar com serra, separar, dividir.
 Cessão: ato de ceder: A cessão do local pelo município tornou
possível a realização da obra.
 Seção: setor, subdivisão de um todo, repartição, divisão: Em qual
seção do ministério ele trabalha?
 Sessão: espaço de tempo que dura uma reunião, um congresso;
reunião; espaço de tempo durante o qual se realiza uma tarefa: A
próxima sessão legislativa será iniciada em 1o de agosto.
 Chá: planta, infusão.
 Xá: antigo soberano persa.
 Cheque: ordem de pagamento à vista.
 Xeque: dirigente árabe; lance de xadrez; (fig.) perigo (pôr em xe-
que).
 Círio: vela de cera.
 Sírio: da Síria.
 Cível: relativo à jurisdição dos tribunais civis.
 Civil: relativo ao cidadão; cortês, polido (daí civilidade); não militar
nem, eclesiástico.
 Colidir: trombar, chocar; contrariar: A nova proposta colide fron-
talmente com o entendimento havido.
 Coligir: colecionar, reunir, juntar: As leis foram coligidas pelo Mi-
nistério da Justiça.
 Comprimento: medida, tamanho, extensão, altura.
 Cumprimento: ato de cumprir, execução completa; saudação.
 Concelho: circunscrição administrativa ou município (em Portu-
gal).
 Conselho: aviso, parecer, órgão colegiado.
 Concerto: acerto, combinação, composição, harmonização (cp.
concertar): O concerto das nações... O concerto de Guarnieri...
 Conserto: reparo, remendo, restauração (cp. consertar): Certos
problemas crônicos aparentemente não têm conserto.
 Conje(c)tura: suspeita, hipótese, opinião.
 Conjuntura: acontecimento, situação, ocasião, circunstância.
 Contravenção: transgressão ou infração a normas estabelecidas.
 Contraversão: versão contrária, inversão.
 Coser: costurar, ligar, unir.
 Cozer: cozinhar, preparar.
 Costear: navegar junto à costa, contornar. A fragata costeou inú-
meras praias do litoral baiano antes de partir para alto-mar.
 Custear: pagar o custo de, prover, subsidiar. Qual a empresa dis-
posta a custear tal projeto?
 Custar: valer, necessitar, ser penoso. Quanto custa o projeto?
Custa-me crer que funcionará.
 Deferir: consentir, atender, despachar favoravelmente, conceder.
 Diferir: ser diferente, discordar; adiar, retardar, dilatar.
 Degradar: deteriorar, desgastar, diminuir, rebaixar.
 Degredar: impor pena de degredo, desterrar, banir.
 Delatar (delação): denunciar, revelar crime ou delito, acusar: Os
traficantes foram delatados por membro de quadrilha rival.
 Dilatar (dilação): alargar, estender; adiar, diferir: A dilação do pra-
zo de entrega das declarações depende de decisão do Diretor da
Receita Federal.
 Derrogar: revogar parcialmente (uma lei), anular.
 Derrocar: destruir, arrasar, desmoronar.
 Descrição: ato de descrever, representação, definição.
 Discrição: discernimento, reserva, prudência, recato.
 Descriminar: absolver de crime, tirar a culpa de.
 Discriminar: diferençar, separar, discernir.
 Despensa: local em que se guardam mantimentos, depósito de
provisões.
 Dispensa: licença ou permissão para deixar de fazer algo a que se
estava obrigado; demissão.
 Despercebido: que não se notou, para o que não se atentou: A-
pesar de sua importância, o projeto passou despercebido.
 Desapercebido: desprevenido, desacautelado: Embarcou para a
missão na Amazônia totalmente desapercebido dos desafios que
lhe aguardavam.
 Dessecar: secar bem, enxugar, tornar seco.
 Dissecar: analisar minuciosamente, dividir anatomicamente.
 Destratar: insultar, maltratar com palavras.
 Distratar: desfazer um trato, anular.
 Distensão: ato ou efeito de distender, torção violenta dos ligamen-
tos de uma articulação.
 Distinção: elegância, nobreza, boa educação: Todos devem por-
tar-se com distinção.
 Dissensão: desavença, diferença de opiniões ou interesses: A
dissensão sobre a matéria impossibilitou o acordo.
 Elidir: suprimir, eliminar.
 Ilidir: contestar, refutar, desmentir.
 Emenda: correção de falta ou defeito, regeneração, remendo: ao
torná-lo mais claro e objetivo, a emenda melhorou o projeto.
 Ementa: apontamento, súmula de decisão judicial ou do objeto de
uma lei. Procuro uma lei cuja ementa é "dispõe sobre a proprieda-
de industrial".
 Emergir: vir à tona, manifestar-se.
 Imergir: mergulhar, afundar submergir), entrar.
 Emigrar: deixar o país para residir em outro.
 Imigrar: entrar em país estrangeiro para nele viver.
 Eminente (eminência): alto, elevado, sublime.
 Iminente (iminência): que está prestes a acontecer, pendente,
próximo.
 Emitir (emissão): produzir, expedir, publicar.
 Imitir (imissão): fazer entrar, introduzir, investir.
 Empoçar: reter em poço ou poça, formar poça.
 Empossar: dar posse a, tomar posse, apoderar-se.
 Encrostar: criar crosta.
 Incrustar: cobrir de crosta, adornar, revestir, prender-se, arraigar-
se.
 Entender: compreender, perceber, deduzir.
 Intender: (p. us): exercer vigilância, superintender.
 Enumerar: numerar, enunciar, narrar, arrolar.
 Inúmero: inumerável, sem conta, sem número.
 Espectador: aquele que assiste qualquer ato ou espetáculo, tes-
temunha.
 Expectador: que tem expectativa, que espera.
 Esperto: inteligente, vivo, ativo.
 Experto: perito, especialista.
 Espiar: espreitar, observar secretamente, olhar.
 Expiar: cumprir pena, pagar, purgar.
 Estada: ato de estar, permanência: Nossa estada em São Paulo
foi muito agradável.
 Estadia: prazo para carga e descarga de navio ancorado em porto:
O "Rio de Janeiro" foi autorizado a uma estadia de três dias.
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização39
 Estância: lugar onde se está, morada, recinto.
 Instância: solicitação, pedido, rogo; foro, jurisdição, juízo.
 Estrato: cada camada das rochas estratificadas.
 Extrato: coisa que se extraiu de outra; pagamento, resumo, cópia;
perfume.
 Flagrante: ardente, acalorado; diz-se do ato que a pessoa é sur-
preendida a praticar (flagrante delito).
 Fragrante: que tem fragrância ou perfume; cheiroso.
 Florescente: que floresce, próspero, viçoso.
 Fluorescente: que tem a propriedade da fluorescência.
 Folhar: produzir folhas, ornar com folhagem, revestir lâminas.
 Folhear: percorrer as folhas de um livro, compulsar, consultar.
 Incerto: não certo, indeterminado, duvidoso, variável.
 Inserto: introduzido, incluído, inserido.
 Incipiente: iniciante, principiante.
 Insipiente: ignorante, insensato.
 Incontinente: imoderado, que não se contém, descontrolado.
 Incontinenti: imediatamente, sem demora, logo, sem interrupção.
 Induzir: causar, sugerir, aconselhar, levar a: O réu declarou que
havia sido induzido a cometer o delito.
 Aduzir: expor, apresentar: A defesa, então, aduziu novas provas.
 Inflação: ato ou efeito de inflar; emissão exagerada de moeda,
aumento persistente de preços.
 Infração: ato ou efeito de infringir ou violar uma norma.
 Infligir: cominar, aplicar (pena, castigo, repreensão, derrota): O ju-
iz infligiu pesada pena ao réu.
 Infringir: transgredir, violar, desrespeitar (lei, regulamento, etc.)
(cp. infração): A condenação decorreu de ter ele infringido um sem
número de artigos do Código Penal.
 Inquerir: apertar (a carga de animais), encilhar.
 Inquirir: procurar informações sobre, indagar, investigar, interro-
gar.
 Intercessão: ato de interceder.
 Interse(c)ção: ação de se(c)cionar, cortar; ponto em que se en-
contram duas linhas ou superfícies.
 Inter- (prefixo): entre; preposição latina usada em locuções: inter
alia (entre outros), inter pares (entre iguais).
 Intra- (prefixo): interior, dentro de.
 Judicial: que tem origem no Poder Judiciário ou que perante ele
se realiza.
 Judiciário: relativo ao direito processual ou à organização da Jus-
tiça.
 Liberação: ato de liberar, quitação de dívida ou obrigação.
 Libertação: ato de libertar ou libertar-se.
 Lista: relação, catálogo; var. pop. de listra.
 Listra: risca de cor diferente num tecido (var. pop. de lista).
 Locador: que dá de aluguel, senhorio, arrendador.
 Locatário: alugador, inquilino: O locador reajustou o aluguel sem a
concordância do locatário.
 Lustre: brilho, glória, fama; abajur.
 Lustro: quinquênio; polimento.
 Magistrado: juiz, desembargador, ministro.
 Magistral: relativo a mestre (latim: magister); perfeito, completo;
exemplar.
 Mandado: garantia constitucional para proteger direito individual
líquido e certo; ato de mandar; ordem escrita expedida por autori-
dade judicial ou administrativa: um mandado de segurança, man-
dado de prisão.
 Mandato: autorização que alguém confere a outrem para praticar
atos em seu nome; procuração; delegação: o mandato de um de-
putado, senador, do Presidente.
 Mandante: que manda; aquele que outorga um mandato.
 Mandatário: aquele que recebe um mandato, executor de manda-
to, representante, procurador.
 Mandatório: obrigatório.
 Obcecação: ato ou efeito de obcecar, teimosia, cegueira.
 Obsessão: impertinência, perseguição, ideia fixa.
 Ordinal: numeral que indica ordem ou série (primeiro, segundo,
milésimo, etc.).
 Ordinário: comum, frequente, trivial, vulgar.
 Original: com caráter próprio; inicial, primordial.
 Originário: que provém de, oriundo; inicial, primitivo.
 Paço: palácio real ou imperial; a corte.
 Passo: ato de avançar ou recuar um pé para andar; caminho, eta-
pa.
 Pleito: questão em juízo, demanda, litígio, discussão: O pleito por
mais escolas na região foi muito bem formulado.
 Preito: sujeição, respeito, homenagem: Os alunos renderam preito
ao antigo reitor.
 Preceder: ir ou estar adiante de, anteceder, adiantar-se.
 Proceder: originar-se, derivar, provir; levar a efeito, executar.
 Pós- (prefixo): posterior a, que sucede, atrás de, após: pós-
moderno, pós-operatório.
 Pré- (prefixo): anterior a, que precede, à frente de, antes de: pré-
modernista, pré-primário.
 Pró (advérbio): em favor de, em defesa de. A maioria manifestou-
se contra, mas dei meu parecer pró.
 Preeminente: que ocupa lugar elevado, nobre, distinto.
 Proeminente: alto, saliente, que se alteia acima do que o circunda.
 Preposição: ato de prepor, preferência; palavra invariável que liga
constituintes da frase.
 Proposição: ato de propor, proposta; máxima, sentença; afirmati-
va, asserção.
 Presar: capturar, agarrar, apresar.
 Prezar: respeitar, estimar muito, acatar.
 Prescrever: fixar limites, ordenar de modo explícito, determinar; fi-
car sem efeito, anular-se: O prazo para entrada do processo pres-
creveu há dois meses.
 Proscrever: abolir, extinguir, proibir, terminar; desterrar. O uso de
várias substâncias psicotrópicas foi proscrito por recente portaria
do Ministro.
 Prever: ver antecipadamente, profetizar; calcular: A assessoria
previu acertadamente o desfecho do caso.
 Prover: providenciar, dotar, abastecer, nomear para cargo: O che-
fe do departamento de pessoal proveu os cargos vacantes.
 Provir: originar-se, proceder; resultar: A dúvida provém (Os erros
provêm) da falta de leitura.
 Prolatar: proferir sentença, promulgar.
 Protelar: adiar, prorrogar.
 Ratificar: validar, confirmar, comprovar.
 Retificar: corrigir, emendar, alterar: A diretoria ratificou a decisão
após o texto ter sido retificado em suas passagens ambíguas.
 Recrear: proporcionar recreio, divertir, alegrar.
 Recriar: criar de novo.
 Reincidir: tornar a incidir, recair, repetir.
 Rescindir: dissolver, invalidar, romper, desfazer: Como ele reinci-
diu no erro, o contrato de trabalho foi rescindido.
 Remição: ato de remir, resgate, quitação.
 Remissão: ato de remitir, intermissão, intervalo; perdão, expiação.
 Repressão: ato de reprimir, contenção, impedimento, proibição.
 Repreensão: ato de repreender, enérgica admoestação, censura,
advertência.
 Ruço: grisalho, desbotado.
 Russo: referente à Rússia, nascido naquele país; língua falada na
Rússia.
 Sanção: confirmação, aprovação; pena imposta pela lei ou por
contrato para punir sua infração.
 Sansão: nome de personagem bíblico; certo tipo de guindaste.
 Sedento: que tem sede; sequioso (var. p. us.: sedente).
 Cedente: que cede, que dá.
 Sobrescritar: endereçar, destinar, dirigir.
 Subscritar: assinar, subscrever.
 Sortir: variar, combinar, misturar.
 Surtir: causar, originar, produzir (efeito).
 Subentender: perceber o que não estava claramente exposto; su-
por.
 Subintender: exercer função de subintendente, dirigir.
 Subtender: estender por baixo.
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização40
 Sustar: interromper, suspender; parar, interromper-se (sustar-se).
 Suster: sustentar, manter; fazer parar, deter.
 Tacha: pequeno prego; mancha, defeito, pecha.
 Taxa: espécie de tributo, tarifa.
 Tachar: censurar, qualificar, acoimar: tachar alguém (tachá-lo) de
subversivo.
 Taxar: fixar a taxa de; regular, regrar: taxar mercadorias.
 Tapar: fechar, cobrir, abafar.
 Tampar: pôr tampa em.
 Tenção: intenção, plano (deriv.: tencionar); assunto, tema.
 Tensão: estado de tenso, rigidez (deriv.: tensionar); diferencial elé-
trico.
 Tráfego: trânsito de veículos, percurso, transporte.
 Tráfico: negócio ilícito, comércio, negociação.
 Trás: atrás, detrás, em seguida, após (cf. em locuções: de trás, por
trás).
 Traz: 3a pessoa do singular do presente do indicativo do verbo tra-
zer.
 Vestiário: guarda-roupa; local em que se trocam roupas.
 Vestuário: as roupas que se vestem, traje.
 Vultoso: de grande vulto, volumoso.
 Vultuoso (p. us.): atacado de vultuosidade (congestão da face).
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS.
As palavras, em Língua Portuguesa, podem ser decompostas em vários
elementos chamados elementos mórficos ou elementos de estrutura das
palavras.
Exs.:
cinzeiro = cinza + eiro
endoidecer = en + doido + ecer
predizer = pre + dizer
Os principais elementos móficos são :
RADICAL
É o elemento mórfico em que está a ideia principal da palavra.
Exs.: amarelecer = amarelo + ecer
enterrar = en + terra + ar
pronome = pro + nome
PREFIXO
É o elemento mórfico que vem antes do radical.
Exs.: anti - herói in - feliz
SUFIXO
É o elemento mórfico que vem depois do radical.
Exs.: med - onho cear – ense
FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
As palavras estão em constante processo de evolução, o que torna a
língua um fenômeno vivo que acompanha o homem. Por isso alguns vocá-
bulos caem em desuso (arcaísmos), enquanto outros nascem (neologis-
mos) e outros mudam de significado com o passar do tempo.
Na Língua Portuguesa, em função da estruturação e origem das pala-
vras encontramos a seguinte divisão:
 palavras primitivas - não derivam de outras (casa, flor)
 palavras derivadas - derivam de outras (casebre, florzinha)
 palavras simples - só possuem um radical (couve, flor)
 palavras compostas - possuem mais de um radical (couve-flor,
aguardente)
Para a formação das palavras portuguesas, é necessário o conheci-
mento dos seguintes processos de formação:
Composição - processo em que ocorre a junção de dois ou mais radi-
cais. São dois tipos de composição.
 justaposição: quando não ocorre a alteração fonética (girassol,
sexta-feira);
 aglutinação: quando ocorre a alteração fonética, com perda de e-
lementos (pernalta, de perna + alta).
Derivação - processo em que a palavra primitiva (1º radical) sofre o a-
créscimo de afixos. São cinco tipos de derivação.
 prefixal: acréscimo de prefixo à palavra primitiva (in-útil);
 sufixal: acréscimo de sufixo à palavra primitiva (clara-mente);
 parassintética ou parassíntese: acréscimo simultâneo de prefixo
e sufixo, à palavra primitiva (em + lata + ado). Esse processo é responsável
pela formação de verbos, de base substantiva ou adjetiva;
 regressiva: redução da palavra primitiva. Nesse processo forma-se
substantivos abstratos por derivação regressiva de formas verbais (ajuda /
de ajudar);
 imprópria: é a alteração da classe gramatical da palavra primitiva
("o jantar" - de verbo para substantivo, "é um judas" - de substantivo próprio
a comum).
Além desses processos, a língua portuguesa também possui outros
processos para formação de palavras, como:
 Hibridismo: são palavras compostas, ou derivadas, constituídas
por elementos originários de línguas diferentes (automóvel e monóculo,
grego e latim / sociologia, bígamo, bicicleta, latim e grego / alcalóide, alco-
ômetro, árabe e grego / caiporismo: tupi e grego / bananal - africano e latino
/ sambódromo - africano e grego / burocracia - francês e grego);
 Onomatopéia: reprodução imitativa de sons (pingue-pingue, zun-
zum, miau);
 Abreviação vocabular: redução da palavra até o limite de sua
compreensão (metrô, moto, pneu, extra, dr., obs.)
 Siglas: a formação de siglas utiliza as letras iniciais de uma se-
quência de palavras (Academia Brasileira de Letras - ABL). A partir de
siglas, formam-se outras palavras também (aidético, petista)
 Neologismo: nome dado ao processo de criação de novas pala-
vras, ou para palavras que adquirem um novo significado. pciconcursos
EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVO,
ADJETIVO, NUMERAL, PRONOME, VERBO, ADVÉRBIO, PRE-
POSIÇÃO, CONJUNÇÃO (CLASSIFICAÇÃO E SENTIDO QUE
IMPRIMEM ÀS RELAÇÕES ENTRE AS ORAÇÕES).
SUBSTANTIVOS
Substantivo é a palavra variável em gênero, número e grau, que dá no-
me aos seres em geral.
São, portanto, substantivos.
a) os nomes de coisas, pessoas, animais e lugares: livro, cadeira, cachorra,
Valéria, Talita, Humberto, Paris, Roma, Descalvado.
b) os nomes de ações, estados ou qualidades, tomados como seres: traba-
lho, corrida, tristeza beleza altura.
CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS
a) COMUM - quando designa genericamente qualquer elemento da espécie:
rio, cidade, pais, menino, aluno
b) PRÓPRIO - quando designa especificamente um determinado elemento.
Os substantivos próprios são sempre grafados com inicial maiúscula: To-
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cantins, Porto Alegre, Brasil, Martini, Nair.
c) CONCRETO - quando designa os seres de existência real ou não, pro-
priamente ditos, tais como: coisas, pessoas, animais, lugares, etc. Verifi-
que que é sempre possível visualizar em nossa mente o substantivo con-
creto, mesmo que ele não possua existência real: casa, cadeira, caneta,
fada, bruxa, saci.
d) ABSTRATO - quando designa as coisas que não existem por si, isto é, só
existem em nossa consciência, como fruto de uma abstração, sendo,
pois, impossível visualizá-lo como um ser. Os substantivos abstratos vão,
portanto, designar ações, estados ou qualidades, tomados como seres:
trabalho, corrida, estudo, altura, largura, beleza.
Os substantivos abstratos, via de regra, são derivados de verbos ou adje-
tivos
trabalhar - trabalho
correr - corrida
alto - altura
belo - beleza
FORMAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS
a) PRIMITIVO: quando não provém de outra palavra existente na língua
portuguesa: flor, pedra, ferro, casa, jornal.
b) DERIVADO: quando provem de outra palavra da língua portuguesa:
florista, pedreiro, ferreiro, casebre, jornaleiro.
c) SIMPLES: quando é formado por um só radical: água, pé, couve, ódio,
tempo, sol.
d) COMPOSTO: quando é formado por mais de um radical: água-de-
colônia, pé-de-moleque, couve-flor, amor-perfeito, girassol.
COLETIVOS
Coletivo é o substantivo que, mesmo sendo singular, designa um grupo
de seres da mesma espécie.
Veja alguns coletivos que merecem destaque:
alavão - de ovelhas leiteiras
alcateia - de lobos
álbum - de fotografias, de selos
antologia - de trechos literários escolhidos
armada - de navios de guerra
armento - de gado grande (búfalo, elefantes, etc)
arquipélago - de ilhas
assembleia - de parlamentares, de membros de associações
atilho - de espigas de milho
atlas - de cartas geográficas, de mapas
banca - de examinadores
bandeira - de garimpeiros, de exploradores de minérios
bando - de aves, de pessoal em geral
cabido - de cônegos
cacho - de uvas, de bananas
cáfila - de camelos
cambada - de ladrões, de caranguejos, de chaves
cancioneiro - de poemas, de canções
caravana - de viajantes
cardume - de peixes
clero - de sacerdotes
colmeia - de abelhas
concílio - de bispos
conclave - de cardeais em reunião para eleger o papa
congregação - de professores, de religiosos
congresso - de parlamentares, de cientistas
conselho - de ministros
consistório - de cardeais sob a presidência do papa
constelação - de estrelas
corja - de vadios
elenco - de artistas
enxame - de abelhas
enxoval - de roupas
esquadra - de navios de guerra
esquadrilha - de aviões
falange - de soldados, de anjos
farândola - de maltrapilhos
fato - de cabras
fauna - de animais de uma região
feixe - de lenha, de raios luminosos
flora - de vegetais de uma região
frota - de navios mercantes, de táxis, de ônibus
girândola - de fogos de artifício
horda - de invasores, de selvagens, de bárbaros
junta - de bois, médicos, de examinadores
júri - de jurados
legião - de anjos, de soldados, de demônios
malta - de desordeiros
manada - de bois, de elefantes
matilha - de cães de caça
ninhada - de pintos
nuvem - de gafanhotos, de fumaça
panapaná - de borboletas
pelotão - de soldados
penca - de bananas, de chaves
pinacoteca - de pinturas
plantel - de animais de raça, de atletas
quadrilha - de ladrões, de bandidos
ramalhete - de flores
réstia - de alhos, de cebolas
récua - de animais de carga
romanceiro - de poesias populares
resma - de papel
revoada - de pássaros
súcia - de pessoas desonestas
vara - de porcos
vocabulário - de palavras
FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS
Como já assinalamos, os substantivos variam de gênero, número e
grau.
Gênero
Em Português, o substantivo pode ser do gênero masculino ou femini-
no: o lápis, o caderno, a borracha, a caneta.
Podemos classificar os substantivos em:
a) SUBSTANTIVOS BIFORMES, são os que apresentam duas formas, uma
para o masculino, outra para o feminino:
aluno/aluna homem/mulher
menino /menina carneiro/ovelha
Quando a mudança de gênero não é marcada pela desinência, mas
pela alteração do radical, o substantivo denomina-se heterônimo:
padrinho/madrinha bode/cabra
cavaleiro/amazona pai/mãe
b) SUBSTANTIVOS UNIFORMES: são os que apresentam uma única
forma, tanto para o masculino como para o feminino. Subdividem-se
em:
1. Substantivos epicenos: são substantivos uniformes, que designam
animais: onça, jacaré, tigre, borboleta, foca.
Caso se queira fazer a distinção entre o masculino e o feminino, deve-
mos acrescentar as palavras macho ou fêmea: onça macho, jacaré fê-
mea
2. Substantivos comuns de dois gêneros: são substantivos uniformes que
designam pessoas. Neste caso, a diferença de gênero é feita pelo arti-
go, ou outro determinante qualquer: o artista, a artista, o estudante, a
estudante, este dentista.
3. Substantivos sobrecomuns: são substantivos uniformes que designam
pessoas. Neste caso, a diferença de gênero não é especificada por ar-
tigos ou outros determinantes, que serão invariáveis: a criança, o côn-
juge, a pessoa, a criatura.
Caso se queira especificar o gênero, procede-se assim:
uma criança do sexo masculino / o cônjuge do sexo feminino.
AIguns substantivos que apresentam problema quanto ao Gênero:
São masculinos São femininos
o anátema o grama (unidade de peso) a abusão a derme
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização42
o telefonema
o teorema
o trema
o edema
o eclipse
o lança-perfume
o fibroma
o estratagema
o proclama
o dó (pena, compaixão)
o ágape
o caudal
o champanha
o alvará
o formicida
o guaraná
o plasma
o clã
a aluvião
a análise
a cal
a cataplasma
a dinamite
a comichão
a aguardente
a omoplata
a usucapião
a bacanal
a líbido
a sentinela
a hélice
Mudança de Gênero com mudança de sentido
Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido.
Veja alguns exemplos:
o cabeça (o chefe, o líder)
o capital (dinheiro, bens)
o rádio (aparelho receptor)
o moral (ânimo)
o lotação (veículo)
o lente (o professor)
a cabeça (parte do corpo)
a capital (cidade principal)
a rádio (estação transmissora)
a moral (parte da Filosofia, conclusão)
a lotação (capacidade)
a lente (vidro de aumento)
Plural dos Nomes Simples
1. Aos substantivos terminados em vogal ou ditongo acrescenta-se S: casa,
casas; pai, pais; imã, imãs; mãe, mães.
2. Os substantivos terminados em ÃO formam o plural em:
a) ÕES (a maioria deles e todos os aumentativos): balcão, balcões; coração,
corações; grandalhão, grandalhões.
b) ÃES (um pequeno número): cão, cães; capitão, capitães; guardião,
guardiães.
c) ÃOS (todos os paroxítonos e um pequeno número de oxítonos): cristão,
cristãos; irmão, irmãos; órfão, órfãos; sótão, sótãos.
Muitos substantivos com esta terminação apresentam mais de uma forma
de plural: aldeão, aldeãos ou aldeães; charlatão, charlatões ou charlatães;
ermitão, ermitãos ou ermitães; tabelião, tabeliões ou tabeliães, etc.
3. Os substantivos terminados em M mudam o M para NS. armazém,
armazéns; harém, haréns; jejum, jejuns.
4. Aos substantivos terminados em R, Z e N acrescenta-se-lhes ES: lar,
lares; xadrez, xadrezes; abdômen, abdomens (ou abdômenes); hífen, hí-
fens (ou hífenes).
Obs: caráter, caracteres; Lúcifer, Lúciferes; cânon, cânones.
5. Os substantivos terminados em AL, EL, OL e UL o l por is: animal, ani-
mais; papel, papéis; anzol, anzóis; paul, pauis.
Obs.: mal, males; real (moeda), reais; cônsul, cônsules.
6. Os substantivos paroxítonos terminados em IL fazem o plural em: fóssil,
fósseis; réptil, répteis.
Os substantivos oxítonos terminados em IL mudam o l para S: barril, bar-
ris; fuzil, fuzis; projétil, projéteis.
7. Os substantivos terminados em S são invariáveis, quando paroxítonos: o
pires, os pires; o lápis, os lápis. Quando oxítonas ou monossílabos tôni-
cos, junta-se-lhes ES, retira-se o acento gráfico, português, portugueses;
burguês, burgueses; mês, meses; ás, ases.
São invariáveis: o cais, os cais; o xis, os xis. São invariáveis, também, os
substantivos terminados em X com valor de KS: o tórax, os tórax; o ônix,
os ônix.
8. Os diminutivos em ZINHO e ZITO fazem o plural flexionando-se o subs-
tantivo primitivo e o sufixo, suprimindo-se, porém, o S do substantivo pri-
mitivo: coração, coraçõezinhos; papelzinho, papeizinhos; cãozinho, cãezi-
tos.
Substantivos só usados no plural
afazeres
arredores
cãs
confins
férias
núpcias
olheiras
viveres
anais
belas-artes
condolências
exéquias
fezes
óculos
pêsames
copas, espadas, ouros e paus (naipes)
Plural dos Nomes Compostos
1. Somente o último elemento varia:
a) nos compostos grafados sem hífen: aguardente, aguardentes; clara-
boia, claraboias; malmequer, malmequeres; vaivém, vaivéns;
b) nos compostos com os prefixos grão, grã e bel: grão-mestre, grão-
mestres; grã-cruz, grã-cruzes; bel-prazer, bel-prazeres;
c) nos compostos de verbo ou palavra invariável seguida de substantivo
ou adjetivo: beija-flor, beija-flores; quebra-sol, quebra-sóis; guarda-
comida, guarda-comidas; vice-reitor, vice-reitores; sempre-viva, sem-
pre-vivas. Nos compostos de palavras repetidas mela-mela, mela-
melas; recoreco, recorecos; tique-tique, tique-tiques)
2. Somente o primeiro elemento é flexionado:
a) nos compostos ligados por preposição: copo-de-leite, copos-de-leite;
pinho-de-riga, pinhos-de-riga; pé-de-meia, pés-de-meia; burro-sem-
rabo, burros-sem-rabo;
b) nos compostos de dois substantivos, o segundo indicando finalidade
ou limitando a significação do primeiro: pombo-correio, pombos-
correio; navio-escola, navios-escola; peixe-espada, peixes-espada;
banana-maçã, bananas-maçã.
A tendência moderna é de pluralizar os dois elementos: pombos-
correios, homens-rãs, navios-escolas, etc.
3. Ambos os elementos são flexionados:
a) nos compostos de substantivo + substantivo: couve-flor, couves-
flores; redator-chefe, redatores-chefes; carta-compromisso, cartas-
compromissos.
b) nos compostos de substantivo + adjetivo (ou vice-versa): amor-
perfeito, amores-perfeitos; gentil-homem, gentis-homens; cara-pálida,
caras-pálidas.
São invariáveis:
a) os compostos de verbo + advérbio: o fala-pouco, os fala-pouco; o pi-
sa-mansinho, os pisa-mansinho; o cola-tudo, os cola-tudo;
b) as expressões substantivas: o chove-não-molha, os chove-não-
molha; o não-bebe-nem-desocupa-o-copo, os não-bebe-nem-
desocupa-o-copo;
c) os compostos de verbos antônimos: o leva-e-traz, os leva-e-traz; o
perde-ganha, os perde-ganha.
Obs: Alguns compostos admitem mais de um plural, como é o caso
por exemplo, de: fruta-pão, fruta-pães ou frutas-pães; guarda-
marinha, guarda-marinhas ou guardas-marinhas; padre-nosso, pa-
dres-nossos ou padre-nossos; salvo-conduto, salvos-condutos ou
salvo-condutos; xeque-mate, xeques-mates ou xeques-mate.
Adjetivos Compostos
Nos adjetivos compostos, apenas o último elemento se flexiona.
Ex.:histórico-geográfico, histórico-geográficos; latino-americanos, latino-
americanos; cívico-militar, cívico-militares.
1) Os adjetivos compostos referentes a cores são invariáveis, quando o
segundo elemento é um substantivo: lentes verde-garrafa, tecidos
amarelo-ouro, paredes azul-piscina.
2) No adjetivo composto surdo-mudo, os dois elementos variam: sur-
dos-mudos > surdas-mudas.
3) O composto azul-marinho é invariável: gravatas azul-marinho.
Graus do substantivo
Dois são os graus do substantivo - o aumentativo e o diminutivo, os quais
podem ser: sintéticos ou analíticos.
Analítico
Utiliza-se um adjetivo que indique o aumento ou a diminuição do tama-
nho: boca pequena, prédio imenso, livro grande.
Sintético
Constrói-se com o auxílio de sufixos nominais aqui apresentados.
Principais sufixos aumentativos
AÇA, AÇO, ALHÃO, ANZIL, ÃO, ARÉU, ARRA, ARRÃO, ASTRO, ÁZIO,
ORRA, AZ, UÇA. Ex.: A barcaça, ricaço, grandalhão, corpanzil, caldeirão,
povaréu, bocarra, homenzarrão, poetastro, copázio, cabeçorra, lobaz, dentu-
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização43
ça.
Principais Sufixos Diminutivos
ACHO, CHULO, EBRE, ECO, EJO, ELA, ETE, ETO, ICO, TIM, ZINHO,
ISCO, ITO, OLA, OTE, UCHO, ULO, ÚNCULO, ULA, USCO. Exs.: lobacho,
montículo, casebre, livresco, arejo, viela, vagonete, poemeto, burrico, flautim,
pratinho, florzinha, chuvisco, rapazito, bandeirola, saiote, papelucho, glóbulo,
homúncula, apícula, velhusco.
Observações:
• Alguns aumentativos e diminutivos, em determinados contextos, adqui-
rem valor pejorativo: medicastro, poetastro, velhusco, mulherzinha, etc.
Outros associam o valor aumentativo ao coletivo: povaréu, fogaréu, etc.
• É usual o emprego dos sufixos diminutivos dando às palavras valor afe-
tivo: Joãozinho, amorzinho, etc.
• Há casos em que o sufixo aumentativo ou diminutivo é meramente for-
mal, pois não dão à palavra nenhum daqueles dois sentidos: cartaz,
ferrão, papelão, cartão, folhinha, etc.
• Muitos adjetivos flexionam-se para indicar os graus aumentativo e di-
minutivo, quase sempre de maneira afetiva: bonitinho, grandinho, bon-
zinho, pequenito.
Apresentamos alguns substantivos heterônimos ou desconexos. Em lu-
gar de indicarem o gênero pela flexão ou pelo artigo, apresentam radicais
diferentes para designar o sexo:
bode - cabra
burro - besta
carneiro - ovelha
cão - cadela
cavalheiro - dama
compadre - comadre
frade - freira
frei – soror
genro - nora
padre - madre
padrasto - madrasta
padrinho - madrinha
pai - mãe
veado - cerva
zangão - abelha
etc.
ADJETIVOS
FLEXÃO DOS ADJETIVOS
Gênero
Quanto ao gênero, o adjetivo pode ser:
a) Uniforme: quando apresenta uma única forma para os dois gêne-
ros: homem inteligente - mulher inteligente; homem simples - mu-
lher simples; aluno feliz - aluna feliz.
b) Biforme: quando apresenta duas formas: uma para o masculino, ou-
tra para o feminino: homem simpático / mulher simpática / homem
alto / mulher alta / aluno estudioso / aluna estudiosa
Observação: no que se refere ao gênero, a flexão dos adjetivos é se-
melhante a dos substantivos.
Número
a) Adjetivo simples
Os adjetivos simples formam o plural da mesma maneira que os
substantivos simples:
pessoa honesta pessoas honestas
regra fácil regras fáceis
homem feliz homens felizes
Observação: os substantivos empregados como adjetivos ficam in-
variáveis:
blusa vinho blusas vinho
camisa rosa camisas rosa
b) Adjetivos compostos
Como regra geral, nos adjetivos compostos somente o último ele-
mento varia, tanto em gênero quanto em número:
acordos sócio-político-econômico
acordos sócio-político-econômicos
causa sócio-político-econômica
causas sócio-político-econômicas
acordo luso-franco-brasileiro
acordo luso-franco-brasileiros
lente côncavo-convexa
lentes côncavo-convexas
camisa verde-clara
camisas verde-claras
sapato marrom-escuro
sapatos marrom-escuros
Observações:
1) Se o último elemento for substantivo, o adjetivo composto fica invariável:
camisa verde-abacate camisas verde-abacate
sapato marrom-café sapatos marrom-café
blusa amarelo-ouro blusas amarelo-ouro
2) Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis:
blusa azul-marinho blusas azul-marinho
camisa azul-celeste camisas azul-celeste
3) No adjetivo composto (como já vimos) surdo-mudo, ambos os elementos
variam:
menino surdo-mudo meninos surdos-mudos
menina surda-muda meninas surdas-mudas
Graus do Adjetivo
As variações de intensidade significativa dos adjetivos podem ser ex-
pressas em dois graus:
- o comparativo
- o superlativo
Comparativo
Ao compararmos a qualidade de um ser com a de outro, ou com uma
outra qualidade que o próprio ser possui, podemos concluir que ela é igual,
superior ou inferior. Daí os três tipos de comparativo:
- Comparativo de igualdade:
O espelho é tão valioso como (ou quanto) o vitral.
Pedro é tão saudável como (ou quanto) inteligente.
- Comparativo de superioridade:
O aço é mais resistente que (ou do que) o ferro.
Este automóvel é mais confortável que (ou do que) econômico.
- Comparativo de inferioridade:
A prata é menos valiosa que (ou do que) o ouro.
Este automóvel é menos econômico que (ou do que) confortável.
Ao expressarmos uma qualidade no seu mais elevado grau de intensi-
dade, usamos o superlativo, que pode ser absoluto ou relativo:
- Superlativo absoluto
Neste caso não comparamos a qualidade com a de outro ser:
Esta cidade é poluidíssima.
Esta cidade é muito poluída.
- Superlativo relativo
Consideramos o elevado grau de uma qualidade, relacionando-a a
outros seres:
Este rio é o mais poluído de todos.
Este rio é o menos poluído de todos.
Observe que o superlativo absoluto pode ser sintético ou analítico:
- Analítico: expresso com o auxílio de um advérbio de intensidade -
muito trabalhador, excessivamente frágil, etc.
- Sintético: expresso por uma só palavra (adjetivo + sufixo) – anti-
quíssimo: cristianíssimo, sapientíssimo, etc.
Os adjetivos: bom, mau, grande e pequeno possuem, para o compara-
tivo e o superlativo, as seguintes formas especiais:
NORMAL COM. SUP. SUPERLATIVO
ABSOLUTO
RELATIVO
bom melhor ótimo
melhor
mau pior péssimo
pior
grande maior máximo
maior
pequeno menor mínimo
menor
Eis, para consulta, alguns superlativos absolutos sintéticos:
acre - acérrimo
agradável - agradabilíssimo
ágil - agílimo
agudo - acutíssimo
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amargo - amaríssimo
amigo - amicíssimo
áspero - aspérrimo
audaz - audacíssimo
benévolo - benevolentíssimo
célebre - celebérrimo
cruel - crudelíssimo
eficaz - eficacíssimo
fiel - fidelíssimo
frio - frigidíssimo
incrível - incredibilíssimo
íntegro - integérrimo
livre - libérrimo
magro - macérrimo
manso - mansuetíssimo
negro - nigérrimo (negríssimo)
pessoal - personalíssimo
possível - possibilíssimo
próspero - prospérrimo
público - publicíssimo
sábio - sapientíssimo
salubre - salubérrimo
simples – simplicíssimo
terrível - terribilíssimo
velho - vetérrimo
voraz - voracíssimo
amável - amabilíssimo
antigo - antiquíssimo
atroz - atrocíssimo
benéfico - beneficentíssimo
capaz - capacíssimo
cristão - cristianíssimo
doce - dulcíssimo
feroz - ferocíssimo
frágil - fragilíssimo
humilde - humílimo (humildíssimo)
inimigo - inimicíssimo
jovem - juveníssimo
magnífico - magnificentíssimo
maléfico - maleficentíssimo
miúdo - minutíssimo
nobre - nobilíssimo
pobre - paupérrimo (pobríssimo)
preguiçoso - pigérrimo
provável - probabilíssimo
pudico - pudicíssimo
sagrado - sacratíssimo
sensível - sensibilíssimo
tenro - tenerissimo
tétrico - tetérrimo
visível - visibilíssimo
vulnerável - vuInerabilíssimo
Adjetivos Gentílicos e Pátrios
Argélia – argelino
Bizâncio - bizantino
Bóston - bostoniano
Bragança - bragantino
Bucareste - bucarestino, -
bucarestense
Cairo - cairota
Canaã - cananeu
Catalunha - catalão
Chicago - chicaguense
Coimbra - coimbrão, conim-
bricense
Córsega - corso
Croácia - croata
Egito - egípcio
Equador - equatoriano
Filipinas - filipino
Florianópolis - florianopolitano
Fortaleza - fortalezense
Gabão - gabonês
Genebra - genebrino
Goiânia - goianense
Groenlândia - groenlandês
Guiné - guinéu, guineense
Himalaia - himalaico
Hungria - húngaro, magiar
Iraque - iraquiano
João Pessoa - pessoense
La Paz - pacense, pacenho
Macapá - macapaense
Maceió - maceioense
Madri - madrileno
Marajó - marajoara
Moçambique - moçambicano
Montevidéu - montevideano
Normândia - normando
Pequim - pequinês
Porto - portuense
Quito - quitenho
Santiago - santiaguense
São Paulo (Est.) - paulista
São Paulo (cid.) - paulistano
Terra do Fogo - fueguino
Três Corações - tricordiano
Bagdá - bagdali
Bogotá - bogotano
Braga - bracarense
Brasília - brasiliense
Buenos Aires - portenho, buenairense
Campos - campista
Caracas - caraquenho
Ceilão - cingalês
Chipre - cipriota
Córdova - cordovês
Creta - cretense
Cuiabá - cuiabano
EI Salvador - salvadorenho
Espírito Santo - espírito-santense,
capixaba
Évora - eborense
Finlândia - finlandês
Formosa - formosano
Foz do lguaçu - iguaçuense
Galiza - galego
Gibraltar - gibraltarino
Granada - granadino
Guatemala - guatemalteco
Haiti - haitiano
Honduras - hondurenho
Ilhéus - ilheense
Jerusalém - hierosolimita
Juiz de Fora - juiz-forense
Lima - limenho
Macau - macaense
Madagáscar - malgaxe
Manaus - manauense
Minho - minhoto
Mônaco - monegasco
Natal - natalense
Nova lguaçu - iguaçuano
Pisa - pisano
Póvoa do Varzim - poveiro
Rio de Janeiro (Est.) - fluminense
Rio de Janeiro (cid.) - carioca
Rio Grande do Norte - potiguar
Salvador – salvadorenho,soteropolitano
Toledo - toledano
Rio Grande do Sul - gaúcho
Tripoli - tripolitano
Veneza - veneziano
Varsóvia - varsoviano
Vitória - vitoriense
Locuções Adjetivas
As expressões de valor adjetivo, formadas de preposições mais subs-
tantivos, chamam-se LOCUÇÕES ADJETIVAS. Estas, geralmente, podem
ser substituídas por um adjetivo correspondente.
PRONOMES
Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa, que repre-
senta ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso.
Quando o pronome representa o substantivo, dizemos tratar-se de pronome
substantivo.
• Ele chegou. (ele)
• Convidei-o. (o)
Quando o pronome vem determinando o substantivo, restringindo a ex-
tensão de seu significado, dizemos tratar-se de pronome adjetivo.
• Esta casa é antiga. (esta)
• Meu livro é antigo. (meu)
Classificação dos Pronomes
Há, em Português, seis espécies de pronomes:
• pessoais: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas e as formas oblíquas
de tratamento:
• possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso, seu e flexões;
• demonstrativos: este, esse, aquele e flexões; isto, isso, aquilo;
• relativos: o qual, cujo, quanto e flexões; que, quem, onde;
• indefinidos: algum, nenhum, todo, outro, muito, certo, pouco, vá-
rios, tanto quanto, qualquer e flexões; alguém, ninguém, tudo, ou-
trem, nada, cada, algo.
• interrogativos: que, quem, qual, quanto, empregados em frases in-
terrogativas.
PRONOMES PESSOAIS
Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do dis-
curso:
1ª pessoa: quem fala, o emissor.
Eu sai (eu)
Nós saímos (nós)
Convidaram-me (me)
Convidaram-nos (nós)
2ª pessoa: com quem se fala, o receptor.
Tu saíste (tu)
Vós saístes (vós)
Convidaram-te (te)
Convidaram-vos (vós)
3ª pessoa: de que ou de quem se fala, o referente.
Ele saiu (ele)
Eles sairam (eles)
Convidei-o (o)
Convidei-os (os)
Os pronomes pessoais são os seguintes:
NÚMERO PESSOA CASO RETO CASO OBLÍQUO
singular 1ª
2ª
3ª
eu
tu
ele, ela
me, mim, comigo
te, ti, contigo
se, si, consigo, o, a, lhe
plural 1ª
2ª
3ª
nós
vós
eles, elas
nós, conosco
vós, convosco
se, si, consigo, os, as, lhes
PRONOMES DE TRATAMENTO
Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tra-
tamento. Referem-se à pessoa a quem se fala, embora a concordância
deva ser feita com a terceira pessoa. Convém notar que, exceção feita a
você, esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso.
Veja, a seguir, alguns desses pronomes:
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PRONOME ABREV. EMPREGO
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
Vossa Eminência V .Ema cardeais
Vossa Excelência V.Exa altas autoridades em geral Vossa
Magnificência V. Mag a reitores de universidades
Vossa Reverendíssima V. Revma sacerdotes em geral
Vossa Santidade V.S. papas
Vossa Senhoria V.Sa funcionários graduados
Vossa Majestade V.M. reis, imperadores
São também pronomes de tratamento: o senhor, a senhora, você, vo-
cês.
EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS
1. Os pronomes pessoais do caso reto (EU, TU, ELE/ELA, NÓS, VÓS,
ELES/ELAS) devem ser empregados na função sintática de sujeito.
Considera-se errado seu emprego como complemento:
Convidaram ELE para a festa (errado)
Receberam NÓS com atenção (errado)
EU cheguei atrasado (certo)
ELE compareceu à festa (certo)
2. Na função de complemento, usam-se os pronomes oblíquos e não os
pronomes retos:
Convidei ELE (errado)
Chamaram NÓS (errado)
Convidei-o. (certo)
Chamaram-NOS. (certo)
3. Os pronomes retos (exceto EU e TU), quando antecipados de preposi-
ção, passam a funcionar como oblíquos. Neste caso, considera-se cor-
reto seu emprego como complemento:
Informaram a ELE os reais motivos.
Emprestaram a NÓS os livros.
Eles gostam muito de NÓS.
4. As formas EU e TU só podem funcionar como sujeito. Considera-se
errado seu emprego como complemento:
Nunca houve desentendimento entre eu e tu. (errado)
Nunca houve desentendimento entre mim e ti. (certo)
Como regra prática, podemos propor o seguinte: quando precedidas de
preposição, não se usam as formas retas EU e TU, mas as formas oblíquas
MIM e TI:
Ninguém irá sem EU. (errado)
Nunca houve discussões entre EU e TU. (errado)
Ninguém irá sem MIM. (certo)
Nunca houve discussões entre MIM e TI. (certo)
Há, no entanto, um caso em que se empregam as formas retas EU e
TU mesmo precedidas por preposição: quando essas formas funcionam
como sujeito de um verbo no infinitivo.
Deram o livro para EU ler (ler: sujeito)
Deram o livro para TU leres (leres: sujeito)
Verifique que, neste caso, o emprego das formas retas EU e TU é obri-
gatório, na medida em que tais pronomes exercem a função sintática de
sujeito.
5. Os pronomes oblíquos SE, SI, CONSIGO devem ser empregados
somente como reflexivos. Considera-se errada qualquer construção em
que os referidos pronomes não sejam reflexivos:
Querida, gosto muito de SI. (errado)
Preciso muito falar CONSIGO. (errado)
Querida, gosto muito de você. (certo)
Preciso muito falar com você. (certo)
Observe que nos exemplos que seguem não há erro algum, pois os
pronomes SE, SI, CONSIGO, foram empregados como reflexivos:
Ele feriu-se
Cada um faça por si mesmo a redação
O professor trouxe as provas consigo
6. Os pronomes oblíquos CONOSCO e CONVOSCO são utilizados
normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavra de reforço, tais
pronomes devem ser substituídos pela forma analítica:
Queriam falar conosco = Queriam falar com nós dois
Queriam conversar convosco = Queriam conversar com vós próprios.
7. Os pronomes oblíquos podem aparecer combinados entre si. As com-
binações possíveis são as seguintes:
me+o=mo
te+o=to
lhe+o=lho
nos + o = no-lo
vos + o = vo-lo
lhes + o = lho
me + os = mos
te + os = tos
lhe + os = lhos
nos + os = no-los
vos + os = vo-los
lhes + os = lhos
A combinação também é possível com os pronomes oblíquos femininos
a, as.
me+a=ma me + as = mas
te+a=ta te + as = tas
- Você pagou o livro ao livreiro?
- Sim, paguei-LHO.
Verifique que a forma combinada LHO resulta da fusão de LHE (que
representa o livreiro) com O (que representa o livro).
8. As formas oblíquas O, A, OS, AS são sempre empregadas como
complemento de verbos transitivos diretos, ao passo que as formas
LHE, LHES são empregadas como complemento de verbos transitivos
indiretos:
O menino convidou-a. (V.T.D )
O filho obedece-lhe. (V.T. l )
Consideram-se erradas construções em que o pronome O (e flexões)
aparece como complemento de verbos transitivos indiretos, assim como as
construções em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento de
verbos transitivos diretos:
Eu lhe vi ontem. (errado)
Nunca o obedeci. (errado)
Eu o vi ontem. (certo)
Nunca lhe obedeci. (certo)
9. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar
como sujeito. Isto ocorre com os verbos: deixar, fazer, ouvir, mandar,
sentir, ver, seguidos de infinitivo. O nome oblíquo será sujeito desse in-
finitivo:
Deixei-o sair.
Vi-o chegar.
Sofia deixou-se estar à janela.
É fácil perceber a função do sujeito dos pronomes oblíquos, desenvol-
vendo as orações reduzidas de infinitivo:
Deixei-o sair = Deixei que ele saísse.
10. Não se considera errada a repetição de pronomes oblíquos:
A mim, ninguém me engana.
A ti tocou-te a máquina mercante.
Nesses casos, a repetição do pronome oblíquo não constitui pleonas-
mo vicioso e sim ênfase.
11. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessivo,
exercendo função sintática de adjunto adnominal:
Roubaram-me o livro = Roubaram meu livro.
Não escutei-lhe os conselhos = Não escutei os seus conselhos.
12. As formas plurais NÓS e VÓS podem ser empregadas para representar
uma única pessoa (singular), adquirindo valor cerimonioso ou de mo-
déstia:
Nós - disse o prefeito - procuramos resolver o problema das enchentes.
Vós sois minha salvação, meu Deus!
13. Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de VOSSA, quando
nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome, e por SUA, quando
falamos dessa pessoa:
Ao encontrar o governador, perguntou-lhe:
Vossa Excelência já aprovou os projetos?
Sua Excelência, o governador, deverá estar presente na inauguração.
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14. VOCÊ e os demais pronomes de tratamento (VOSSA MAJESTADE,
VOSSA ALTEZA) embora se refiram à pessoa com quem falamos (2ª
pessoa, portanto), do ponto de vista gramatical, comportam-se como
pronomes de terceira pessoa:
Você trouxe seus documentos?
Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas.
COLOCAÇÃO DE PRONOMES
Em relação ao verbo, os pronomes átonos (ME, TE, SE, LHE, O, A,
NÓS, VÓS, LHES, OS, AS) podem ocupar três posições:
1. Antes do verbo - próclise
Eu te observo há dias.
2. Depois do verbo - ênclise
Observo-te há dias.
3. No interior do verbo - mesóclise
Observar-te-ei sempre.
Ênclise
Na linguagem culta, a colocação que pode ser considerada normal é a
ênclise: o pronome depois do verbo, funcionando como seu complemento
direto ou indireto.
O pai esperava-o na estação agitada.
Expliquei-lhe o motivo das férias.
Ainda na linguagem culta, em escritos formais e de estilo cuidadoso, a
ênclise é a colocação recomendada nos seguintes casos:
1. Quando o verbo iniciar a oração:
Voltei-me em seguida para o céu límpido.
2. Quando o verbo iniciar a oração principal precedida de pausa:
Como eu achasse muito breve, explicou-se.
3. Com o imperativo afirmativo:
Companheiros, escutai-me.
4. Com o infinitivo impessoal:
A menina não entendera que engorda-las seria apressar-lhes um
destino na mesa.
5. Com o gerúndio, não precedido da preposição EM:
E saltou, chamando-me pelo nome, conversou comigo.
6. Com o verbo que inicia a coordenada assindética.
A velha amiga trouxe um lenço, pediu-me uma pequena moeda de meio
franco.
Próclise
Na linguagem culta, a próclise é recomendada:
1. Quando o verbo estiver precedido de pronomes relativos, indefinidos,
interrogativos e conjunções.
As crianças que me serviram durante anos eram bichos.
Tudo me parecia que ia ser comida de avião.
Quem lhe ensinou esses modos?
Quem os ouvia, não os amou.
Que lhes importa a eles a recompensa?
Emília tinha quatorze anos quando a vi pela primeira vez.
2. Nas orações optativas (que exprimem desejo):
Papai do céu o abençoe.
A terra lhes seja leve.
3. Com o gerúndio precedido da preposição EM:
Em se animando, começa a contagiar-nos.
Bromil era o suco em se tratando de combater a tosse.
4. Com advérbios pronunciados juntamente com o verbo, sem que haja
pausa entre eles.
Aquela voz sempre lhe comunicava vida nova.
Antes, falava-se tão-somente na aguardente da terra.
Mesóclise
Usa-se o pronome no interior das formas verbais do futuro do presente
e do futuro do pretérito do indicativo, desde que estes verbos não estejam
precedidos de palavras que reclamem a próclise.
Lembrar-me-ei de alguns belos dias em Paris.
Dir-se-ia vir do oco da terra.
Mas:
Não me lembrarei de alguns belos dias em Paris.
Jamais se diria vir do oco da terra.
Com essas formas verbais a ênclise é inadmissível:
Lembrarei-me (!?)
Diria-se (!?)
O Pronome Átono nas Locuções Verbais
1. Auxiliar + infinitivo ou gerúndio - o pronome pode vir proclítico ou
enclítico ao auxiliar, ou depois do verbo principal.
Podemos contar-lhe o ocorrido.
Podemos-lhe contar o ocorrido.
Não lhes podemos contar o ocorrido.
O menino foi-se descontraindo.
O menino foi descontraindo-se.
O menino não se foi descontraindo.
2. Auxiliar + particípio passado - o pronome deve vir enclítico ou proclítico
ao auxiliar, mas nunca enclítico ao particípio.
"Outro mérito do positivismo em relação a mim foi ter-me levado a Des-
cartes ."
Tenho-me levantado cedo.
Não me tenho levantado cedo.
O uso do pronome átono solto entre o auxiliar e o infinitivo, ou entre o
auxiliar e o gerúndio, já está generalizado, mesmo na linguagem culta.
Outro aspecto evidente, sobretudo na linguagem coloquial e popular, é o da
colocação do pronome no início da oração, o que se deve evitar na lingua-
gem escrita.
PRONOMES POSSESSIVOS
Os pronomes possessivos referem-se às pessoas do discurso, atribu-
indo-lhes a posse de alguma coisa.
Quando digo, por exemplo, “meu livro”, a palavra “meu” informa que o
livro pertence a 1ª pessoa (eu)
Eis as formas dos pronomes possessivos:
1ª pessoa singular: MEU, MINHA, MEUS, MINHAS.
2ª pessoa singular: TEU, TUA, TEUS, TUAS.
3ª pessoa singular: SEU, SUA, SEUS, SUAS.
1ª pessoa plural: NOSSO, NOSSA, NOSSOS, NOSSAS.
2ª pessoa plural: VOSSO, VOSSA, VOSSOS, VOSSAS.
3ª pessoa plural: SEU, SUA, SEUS, SUAS.
Os possessivos SEU(S), SUA(S) tanto podem referir-se à 3ª pessoa
(seu pai = o pai dele), como à 2ª pessoa do discurso (seu pai = o pai de
você).
Por isso, toda vez que os ditos possessivos derem margem a ambigui-
dade, devem ser substituídos pelas expressões dele(s), dela(s).
Ex.:Você bem sabe que eu não sigo a opinião dele.
A opinião dela era que Camilo devia tornar à casa deles.
Eles batizaram com o nome delas as águas deste rio.
Os possessivos devem ser usados com critério. Substituí-los pelos pro-
nomes oblíquos comunica á frase desenvoltura e elegância.
Crispim Soares beijou-lhes as mãos agradecido (em vez de: beijou as
suas mãos).
Não me respeitava a adolescência.
A repulsa estampava-se-lhe nos músculos da face.
O vento vindo do mar acariciava-lhe os cabelos.
Além da ideia de posse, podem ainda os pronomes exprimir:
1. Cálculo aproximado, estimativa:
Ele poderá ter seus quarenta e cinco anos
2. Familiaridade ou ironia, aludindo-se á personagem de uma história
O nosso homem não se deu por vencido.
Chama-se Falcão o meu homem
3. O mesmo que os indefinidos certo, algum
Eu cá tenho minhas dúvidas
Cornélio teve suas horas amargas
4. Afetividade, cortesia
Como vai, meu menino?
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Não os culpo, minha boa senhora, não os culpo
No plural usam-se os possessivos substantivados no sentido de paren-
tes de família.
É assim que um moço deve zelar o nome dos seus?
Podem os possessivos ser modificados por um advérbio de intensida-
de.
Levaria a mão ao colar de pérolas, com aquele gesto tão seu, quando
não sabia o que dizer.
PRONOMES DEMONSTRATIVOS
São aqueles que determinam, no tempo ou no espaço, a posição da
coisa designada em relação à pessoa gramatical.
Quando digo “este livro”, estou afirmando que o livro se encontra perto
de mim a pessoa que fala. Por outro lado, “esse livro” indica que o livro está
longe da pessoa que fala e próximo da que ouve; “aquele livro” indica que o
livro está longe de ambas as pessoas.
Os pronomes demonstrativos são estes:
ESTE (e variações), isto = 1ª pessoa
ESSE (e variações), isso = 2ª pessoa
AQUELE (e variações), próprio (e variações)
MESMO (e variações), próprio (e variações)
SEMELHANTE (e variação), tal (e variação)
Emprego dos Demonstrativos
1. ESTE (e variações) e ISTO usam-se:
a) Para indicar o que está próximo ou junto da 1ª pessoa (aquela que
fala).
Este documento que tenho nas mãos não é meu.
Isto que carregamos pesa 5 kg.
b) Para indicar o que está em nós ou o que nos abrange fisicamente:
Este coração não pode me trair.
Esta alma não traz pecados.
Tudo se fez por este país..
c) Para indicar o momento em que falamos:
Neste instante estou tranquilo.
Deste minuto em diante vou modificar-me.
d) Para indicar tempo vindouro ou mesmo passado, mas próximo do
momento em que falamos:
Esta noite (= a noite vindoura) vou a um baile.
Esta noite (= a noite que passou) não dormi bem.
Um dia destes estive em Porto Alegre.
e) Para indicar que o período de tempo é mais ou menos extenso e no
qual se inclui o momento em que falamos:
Nesta semana não choveu.
Neste mês a inflação foi maior.
Este ano será bom para nós.
Este século terminará breve.
f) Para indicar aquilo de que estamos tratando:
Este assunto já foi discutido ontem.
Tudo isto que estou dizendo já é velho.
g) Para indicar aquilo que vamos mencionar:
Só posso lhe dizer isto: nada somos.
Os tipos de artigo são estes: definidos e indefinidos.
2. ESSE (e variações) e ISSO usam-se:
a) Para indicar o que está próximo ou junto da 2ª pessoa (aquela com
quem se fala):
Esse documento que tens na mão é teu?
Isso que carregas pesa 5 kg.
b) Para indicar o que está na 2ª pessoa ou que a abrange fisicamente:
Esse teu coração me traiu.
Essa alma traz inúmeros pecados.
Quantos vivem nesse pais?
c) Para indicar o que se encontra distante de nós, ou aquilo de que dese-
jamos distância:
O povo já não confia nesses políticos.
Não quero mais pensar nisso.
d) Para indicar aquilo que já foi mencionado pela 2ª pessoa:
Nessa tua pergunta muita matreirice se esconde.
O que você quer dizer com isso?
e) Para indicar tempo passado, não muito próximo do momento em que
falamos:
Um dia desses estive em Porto Alegre.
Comi naquele restaurante dia desses.
f) Para indicar aquilo que já mencionamos:
Fugir aos problemas? Isso não é do meu feitio.
Ainda hei de conseguir o que desejo, e esse dia não está muito distan-
te.
3. AQUELE (e variações) e AQUILO usam-se:
a) Para indicar o que está longe das duas primeiras pessoas e refere-se á
3ª.
Aquele documento que lá está é teu?
Aquilo que eles carregam pesa 5 kg.
b) Para indicar tempo passado mais ou menos distante.
Naquele instante estava preocupado.
Daquele instante em diante modifiquei-me.
Usamos, ainda, aquela semana, aquele mês, aquele ano, aquele
século, para exprimir que o tempo já decorreu.
4. Quando se faz referência a duas pessoas ou coisas já mencionadas,
usa-se este (ou variações) para a última pessoa ou coisa e aquele (ou
variações) para a primeira:
Ao conversar com lsabel e Luís, notei que este se encontrava nervoso
e aquela tranquila.
5. Os pronomes demonstrativos, quando regidos pela preposição DE,
pospostos a substantivos, usam-se apenas no plural:
Você teria coragem de proferir um palavrão desses, Rose?
Com um frio destes não se pode sair de casa.
Nunca vi uma coisa daquelas.
6. MESMO e PRÓPRIO variam em gênero e número quando têm caráter
reforçativo:
Zilma mesma (ou própria) costura seus vestidos.
Luís e Luísa mesmos (ou próprios) arrumam suas camas.
7. O (e variações) é pronome demonstrativo quando equivale a AQUILO,
ISSO ou AQUELE (e variações).
Nem tudo (aquilo) que reluz é ouro.
O (aquele) que tem muitos vícios tem muitos mestres.
Das meninas, Jeni a (aquela) que mais sobressaiu nos exames.
A sorte é mulher e bem o (isso) demonstra de fato, ela não ama os
homens superiores.
8. NISTO, em início de frase, significa ENTÃO, no mesmo instante:
A menina ia cair, nisto, o pai a segurou
9. Tal é pronome demonstrativo quando tomado na acepção DE ESTE,
ISTO, ESSE, ISSO, AQUELE, AQUILO.
Tal era a situação do país.
Não disse tal.
Tal não pôde comparecer.
Pronome adjetivo quando acompanha substantivo ou pronome (atitu-
des tais merecem cadeia, esses tais merecem cadeia), quando acompanha
QUE, formando a expressão que tal? (? que lhe parece?) em frases como
Que tal minha filha? Que tais minhas filhas? e quando correlativo DE QUAL
ou OUTRO TAL:
Suas manias eram tais quais as minhas.
A mãe era tal quais as filhas.
Os filhos são tais qual o pai.
Tal pai, tal filho.
É pronome substantivo em frases como:
Não encontrarei tal (= tal coisa).
Não creio em tal (= tal coisa)
PRONOMES RELATIVOS
Veja este exemplo:
Armando comprou a casa QUE lhe convinha.
A palavra que representa o nome casa, relacionando-se com o termo
casa é um pronome relativo.
PRONOMES RELATIVOS são palavras que representam nomes já re-
feridos, com os quais estão relacionados. Daí denominarem-se relativos.
A palavra que o pronome relativo representa chama-se antecedente.
No exemplo dado, o antecedente é casa.
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Outros exemplos de pronomes relativos:
Sejamos gratos a Deus, a quem tudo devemos.
O lugar onde paramos era deserto.
Traga tudo quanto lhe pertence.
Leve tantos ingressos quantos quiser.
Posso saber o motivo por que (ou pelo qual) desistiu do concurso?
Eis o quadro dos pronomes relativos:
VARIÁVEIS INVARIÁVEIS
Masculino Feminino
o qual
os quais
a qual
as quais
quem
cujo cujos cuja cujas que
quanto
quantos
quanta quantas onde
Observações:
1. O pronome relativo QUEM só se aplica a pessoas, tem antecedente,
vem sempre antecedido de preposição, e equivale a O QUAL.
O médico de quem falo é meu conterrâneo.
2. Os pronomes CUJO, CUJA significam do qual, da qual, e precedem
sempre um substantivo sem artigo.
Qual será o animal cujo nome a autora não quis revelar?
3. QUANTO(s) e QUANTA(s) são pronomes relativos quando precedidos
de um dos pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas.
Tenho tudo quanto quero.
Leve tantos quantos precisar.
Nenhum ovo, de todos quantos levei, se quebrou.
4. ONDE, como pronome relativo, tem sempre antecedente e equivale a
EM QUE.
A casa onde (= em que) moro foi de meu avô.
PRONOMES INDEFINIDOS
Estes pronomes se referem à 3ª pessoa do discurso, designando-a de
modo vago, impreciso, indeterminado.
1. São pronomes indefinidos substantivos: ALGO, ALGUÉM, FULANO,
SICRANO, BELTRANO, NADA, NINGUÉM, OUTREM, QUEM, TUDO
Exemplos:
Algo o incomoda?
Acreditam em tudo o que fulano diz ou sicrano escreve.
Não faças a outrem o que não queres que te façam.
Quem avisa amigo é.
Encontrei quem me pode ajudar.
Ele gosta de quem o elogia.
2. São pronomes indefinidos adjetivos: CADA, CERTO, CERTOS, CERTA
CERTAS.
Cada povo tem seus costumes.
Certas pessoas exercem várias profissões.
Certo dia apareceu em casa um repórter famoso.
PRONOMES INTERROGATIVOS
Aparecem em frases interrogativas. Como os indefinidos, referem-se de
modo impreciso à 3ª pessoa do discurso.
Exemplos:
Que há?
Que dia é hoje?
Reagir contra quê?
Por que motivo não veio?
Quem foi?
Qual será?
Quantos vêm?
Quantas irmãs tens?
VERBO
CONCEITO
“As palavras em destaque no texto abaixo exprimem ações, situando-
as no tempo.
Queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a re-
ceita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e
gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria dentro elas.
Assim fiz. Morreram.”
(Clarice Lispector)
Essas palavras são verbos. O verbo também pode exprimir:
a) Estado:
Não sou alegre nem sou triste.
Sou poeta.
b) Mudança de estado:
Meu avô foi buscar ouro.
Mas o ouro virou terra.
c) Fenômeno:
Chove. O céu dorme.
VERBO é a palavra variável que exprime ação, estado, mudança de
estado e fenômeno, situando-se no tempo.
FLEXÕES
O verbo é a classe de palavras que apresenta o maior número de fle-
xões na língua portuguesa. Graças a isso, uma forma verbal pode trazer em
si diversas informações. A forma CANTÁVAMOS, por exemplo, indica:
• a ação de cantar.
• a pessoa gramatical que pratica essa ação (nós).
• o número gramatical (plural).
• o tempo em que tal ação ocorreu (pretérito).
• o modo como é encarada a ação: um fato realmente acontecido no
passado (indicativo).
• que o sujeito pratica a ação (voz ativa).
Portanto, o verbo flexiona-se em número, pessoa, modo, tempo e voz.
1. NÚMERO: o verbo admite singular e plural:
O menino olhou para o animal com olhos alegres. (singular).
Os meninos olharam para o animal com olhos alegres. (plural).
2. PESSOA: servem de sujeito ao verbo as três pessoas gramaticais:
1ª pessoa: aquela que fala. Pode ser
a) do singular - corresponde ao pronome pessoal EU. Ex.: Eu adormeço.
b) do plural - corresponde ao pronome pessoal NÓS. Ex.: Nós adorme-
cemos.
2ª pessoa: aquela que ouve. Pode ser
a) do singular - corresponde ao pronome pessoal TU. Ex.:Tu adormeces.
b) do plural - corresponde ao pronome pessoal VÓS. Ex.:Vós adormeceis.
3ª pessoa: aquela de quem se fala. Pode ser
a) do singular - corresponde aos pronomes pessoais ELE, ELA. Ex.: Ela
adormece.
b) do plural - corresponde aos pronomes pessoas ELES, ELAS. Ex.: Eles
adormecem.
3. MODO: é a propriedade que tem o verbo de indicar a atitude do falante
em relação ao fato que comunica. Há três modos em português.
a) indicativo: a atitude do falante é de certeza diante do fato.
A cachorra Baleia corria na frente.
b) subjuntivo: a atitude do falante é de dúvida diante do fato.
Talvez a cachorra Baleia corra na frente .
c) imperativo: o fato é enunciado como uma ordem, um conselho, um
pedido
Corra na frente, Baleia.
4. TEMPO: é a propriedade que tem o verbo de localizar o fato no tempo,
em relação ao momento em que se fala. Os três tempos básicos são:
a) presente: a ação ocorre no momento em que se fala:
Fecho os olhos, agito a cabeça.
b) pretérito (passado): a ação transcorreu num momento anterior àquele
em que se fala:
Fechei os olhos, agitei a cabeça.
c) futuro: a ação poderá ocorrer após o momento em que se fala:
Fecharei os olhos, agitarei a cabeça.
O pretérito e o futuro admitem subdivisões, o que não ocorre com o
presente.
Veja o esquema dos tempos simples em português:
Presente (falo)
INDICATIVO Pretérito perfeito ( falei)
Imperfeito (falava)
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Mais- que-perfeito (falara)
Futuro do presente (falarei)
do pretérito (falaria)
Presente (fale)
SUBJUNTIVO Pretérito imperfeito (falasse)
Futuro (falar)
Há ainda três formas que não exprimem exatamente o tempo em que
se dá o fato expresso. São as formas nominais, que completam o esquema
dos tempos simples.
Infinitivo impessoal (falar)
Pessoal (falar eu, falares tu, etc.)
FORMAS NOMINAIS Gerúndio (falando)
Particípio (falado)
5. VOZ: o sujeito do verbo pode ser:
a) agente do fato expresso.
O carroceiro disse um palavrão.
(sujeito agente)
O verbo está na voz ativa.
b) paciente do fato expresso:
Um palavrão foi dito pelo carroceiro.
(sujeito paciente)
O verbo está na voz passiva.
c) agente e paciente do fato expresso:
O carroceiro machucou-se.
(sujeito agente e paciente)
O verbo está na voz reflexiva.
6. FORMAS RIZOTÔNICAS E ARRIZOTÔNICAS: dá-se o nome de
rizotônica à forma verbal cujo acento tônico está no radical.
Falo - Estudam.
Dá-se o nome de arrizotônica à forma verbal cujo acento tônico está
fora do radical.
Falamos - Estudarei.
7. CLASSIFICACÃO DOS VERBOS: os verbos classificam-se em:
a) regulares - são aqueles que possuem as desinências normais de sua
conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical: canto -
cantei - cantarei – cantava - cantasse.
b) irregulares - são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou
nas desinências: faço - fiz - farei - fizesse.
c) defectivos - são aqueles que não apresentam conjugação completa,
como por exemplo, os verbos falir, abolir e os verbos que indicam fe-
nômenos naturais, como CHOVER, TROVEJAR, etc.
d) abundantes - são aqueles que possuem mais de uma forma com o
mesmo valor. Geralmente, essa característica ocorre no particípio: ma-
tado - morto - enxugado - enxuto.
e) anômalos - são aqueles que incluem mais de um radical em sua conju-
gação.
verbo ser: sou - fui
verbo ir: vou - ia
QUANTO À EXISTÊNCIA OU NÃO DO SUJEITO
1. Pessoais: são aqueles que se referem a qualquer sujeito implícito ou
explícito. Quase todos os verbos são pessoais.
O Nino apareceu na porta.
2. Impessoais: são aqueles que não se referem a qualquer sujeito implíci-
to ou explícito. São utilizados sempre na 3ª pessoa. São impessoais:
a) verbos que indicam fenômenos meteorológicos: chover, nevar, ventar,
etc.
Garoava na madrugada roxa.
b) HAVER, no sentido de existir, ocorrer, acontecer:
Houve um espetáculo ontem.
Há alunos na sala.
Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais Anica com seus olhos
claros.
c) FAZER, indicando tempo decorrido ou fenômeno meteorológico.
Fazia dois anos que eu estava casado.
Faz muito frio nesta região?
O VERBO HAVER (empregado impessoalmente)
O verbo haver é impessoal - sendo, portanto, usado invariavelmente na
3ª pessoa do singular - quando significa:
1) EXISTIR
Há pessoas que nos querem bem.
Criaturas infalíveis nunca houve nem haverá.
Brigavam à toa, sem que houvesse motivos sérios.
Livros, havia-os de sobra; o que faltava eram leitores.
2) ACONTECER, SUCEDER
Houve casos difíceis na minha profissão de médico.
Não haja desavenças entre vós.
Naquele presídio havia frequentes rebeliões de presos.
3) DECORRER, FAZER, com referência ao tempo passado:
Há meses que não o vejo.
Haverá nove dias que ele nos visitou.
Havia já duas semanas que Marcos não trabalhava.
O fato aconteceu há cerca de oito meses.
Quando pode ser substituído por FAZIA, o verbo HAVER concorda no
pretérito imperfeito, e não no presente:
Havia (e não HÁ) meses que a escola estava fechada.
Morávamos ali havia (e não HÁ) dois anos.
Ela conseguira emprego havia (e não HÁ) pouco tempo.
Havia (e não HÁ) muito tempo que a policia o procurava.
4) REALIZAR-SE
Houve festas e jogos.
Se não chovesse, teria havido outros espetáculos.
Todas as noites havia ensaios das escolas de samba.
5) Ser possível, existir possibilidade ou motivo (em frases negativas e
seguido de infinitivo):
Em pontos de ciência não há transigir.
Não há contê-lo, então, no ímpeto.
Não havia descrer na sinceridade de ambos.
Mas olha, Tomásia, que não há fiar nestas afeiçõezinhas.
E não houve convencê-lo do contrário.
Não havia por que ficar ali a recriminar-se.
Como impessoal o verbo HAVER forma ainda a locução adverbial de
há muito (= desde muito tempo, há muito tempo):
De há muito que esta árvore não dá frutos.
De há muito não o vejo.
O verbo HAVER transmite a sua impessoalidade aos verbos que com
ele formam locução, os quais, por isso, permanecem invariáveis na 3ª
pessoa do singular:
Vai haver eleições em outubro.
Começou a haver reclamações.
Não pode haver umas sem as outras.
Parecia haver mais curiosos do que interessados.
Mas haveria outros defeitos, devia haver outros.
A expressão correta é HAJA VISTA, e não HAJA VISTO. Pode ser
construída de três modos:
Hajam vista os livros desse autor.
Haja vista os livros desse autor.
Haja vista aos livros desse autor.
CONVERSÃO DA VOZ ATIVA NA PASSIVA
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o
sentido da frase.
Exemplo:
Gutenberg inventou a imprensa. (voz ativa)
A imprensa foi inventada por Gutenberg. (voz passiva)
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da ativa
passará a agente da passiva e o verbo assumirá a forma passiva, conser-
vando o mesmo tempo.
Outros exemplos:
Os calores intensos provocam as chuvas.
As chuvas são provocadas pelos calores intensos.
Eu o acompanharei.
Ele será acompanhado por mim.
Todos te louvariam.
Serias louvado por todos.
Prejudicaram-me.
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Fui prejudicado.
Condenar-te-iam.
Serias condenado.
EMPREGO DOS TEMPOS VERBAIS
a) Presente
Emprega-se o presente do indicativo para assinalar:
- um fato que ocorre no momento em que se fala.
Eles estudam silenciosamente.
Eles estão estudando silenciosamente.
- uma ação habitual.
Corra todas as manhãs.
- uma verdade universal (ou tida como tal):
O homem é mortal.
A mulher ama ou odeia, não há outra alternativa.
- fatos já passados. Usa-se o presente em lugar do pretérito para dar
maior realce à narrativa.
Em 1748, Montesquieu publica a obra "O Espírito das Leis".
É o chamado presente histórico ou narrativo.
- fatos futuros não muito distantes, ou mesmo incertos:
Amanhã vou à escola.
Qualquer dia eu te telefono.
b) Pretérito Imperfeito
Emprega-se o pretérito imperfeito do indicativo para designar:
- um fato passado contínuo, habitual, permanente:
Ele andava à toa.
Nós vendíamos sempre fiado.
- um fato passado, mas de incerta localização no tempo. É o que ocorre
por exemplo, no inicio das fábulas, lendas, histórias infantis.
Era uma vez...
- um fato presente em relação a outro fato passado.
Eu lia quando ele chegou.
c) Pretérito Perfeito
Emprega-se o pretérito perfeito do indicativo para referir um fato já
ocorrido, concluído.
Estudei a noite inteira.
Usa-se a forma composta para indicar uma ação que se prolonga até o
momento presente.
Tenho estudado todas as noites.
d) Pretérito mais-que-perfeito
Chama-se mais-que-perfeito porque indica uma ação passada em
relação a outro fato passado (ou seja, é o passado do passado):
A bola já ultrapassara a linha quando o jogador a alcançou.
e) Futuro do Presente
Emprega-se o futuro do presente do indicativo para apontar um fato
futuro em relação ao momento em que se fala.
Irei à escola.
f) Futuro do Pretérito
Emprega-se o futuro do pretérito do indicativo para assinalar:
- um fato futuro, em relação a outro fato passado.
- Eu jogaria se não tivesse chovido.
- um fato futuro, mas duvidoso, incerto.
- Seria realmente agradável ter de sair?
Um fato presente: nesse caso, o futuro do pretérito indica polidez e às
vezes, ironia.
- Daria para fazer silêncio?!
Modo Subjuntivo
a) Presente
Emprega-se o presente do subjuntivo para mostrar:
- um fato presente, mas duvidoso, incerto.
Talvez eles estudem... não sei.
- um desejo, uma vontade:
Que eles estudem, este é o desejo dos pais e dos professores.
b) Pretérito Imperfeito
Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para indicar uma
hipótese, uma condição.
Se eu estudasse, a história seria outra.
Nós combinamos que se chovesse não haveria jogo.
e) Pretérito Perfeito
Emprega-se o pretérito perfeito composto do subjuntivo para apontar
um fato passado, mas incerto, hipotético, duvidoso (que são, afinal, as
características do modo subjuntivo).
Que tenha estudado bastante é o que espero.
d) Pretérito Mais-Que-Perfeito - Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito
do subjuntivo para indicar um fato passado em relação a outro fato
passado, sempre de acordo com as regras típicas do modo subjuntivo:
Se não tivéssemos saído da sala, teríamos terminado a prova tranqui-
lamente.
e) Futuro
Emprega-se o futuro do subjuntivo para indicar um fato futuro já conclu-
ído em relação a outro fato futuro.
Quando eu voltar, saberei o que fazer.
VERBOS AUXILIARES
INDICATIVO
SER ESTAR TER HAVER
PRESENTE
sou estou tenho hei
és estás tens hás
é está tem há
somos estamos temos havemos
sois estais tendes haveis
são estão têm hão
PRETÉRITO PERFEITO
era estava tinha havia
eras estavas tinhas havias
era estava tinha havia
éramos estávamos tínhamos havíamos
éreis estáveis tínheis havíes
eram estavam tinham haviam
PRETÉRITO PERFEITO SIMPLES
fui estive tive houve
foste estiveste tiveste houveste
foi esteve teve houve
fomos estivemos tivemos houvemos
fostes estivestes tivestes houvestes
foram estiveram tiveram houveram
PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO
tenho sido tenho estado tenho tido tenho havido
tens sido tens estado tens tido tens havido
tem sido tem estado tem tido tem havido
temos sido temos estado temos tido temos havido
tendes sido tendes estado tendes tido tendes havido
têm sido têm estado têm tido têm havido
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO SIMPLES
fora estivera tivera houvera
foras estiveras tiveras houveras
fora estivera tivera houvera
fôramos estivéramos tivéramos houvéramos
fôreis estivéreis tivéreis houvéreis
foram estiveram tiveram houveram
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO
tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham (+sido, estado, tido , havido)
FUTURO DO PRESENTE SIMPLES
serei estarei terei haverei
serás estarás terás haverá
será estará terá haverá
seremos estaremos teremos haveremos
sereis estareis tereis havereis
serão estarão terão haverão
FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO
terei, terás, terá, teremos, tereis, terão, (+sido, estado, tido, havido)
FUTURO DO
PRETÉRITO
SIMPLES
seria estaria teria haveria
serias estarias terias haverias
seria estaria teria haveria
seríamos estaríamos teríamos haveríamos
serieis estaríeis teríeis haveríeis
seriam estariam teriam haveriam
FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO
teria, terias, teria, teríamos, teríeis, teriam (+ sido, estado, tido, havido)
PRESENTE SUBJUNTIVO
seja esteja tenha haja
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização51
sejas estejas tenhas hajas
seja esteja tenha haja
sejamos estejamos tenhamos hajamos
sejais estejais tenhais hajais
sejam estejam tenham hajam
PRETÉRITO IMPERFEITO SIMPLES
fosse estivesse tivesse houvesse
fosses estivesses tivesses houvesses
fosse estivesse tivesse houvesse
fôssemos estivéssemos tivéssemos houvéssemos
fôsseis estivésseis tivésseis houvésseis
fossem estivessem tivessem houvessem
PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO
tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham (+ sido, estado, tido, havido)
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO
tivesse, tivesses, tivesses, tivéssemos, tivésseis, tivessem ( + sido, estado,
tido, havido)
FUTURO SIMPLES
se eu for se eu estiver se eu tiver se eu houver
se tu fores se tu estiveres se tu tiveres se tu houveres
se ele for se ele estiver se ele tiver se ele houver
se nós formos se nós estiver-
mos
se nós tivermos se nós houver-
mos
se vós fordes se vós estiver-
des
se vós tiverdes se vós houver-
des
se eles forem se eles estive-
rem
se eles tiverem se eles houve-
rem
FUTURO COMPOSTO
tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem (+sido, estado, tido, havido)
AFIRMATIVO IMPERATIVO
sê tu está tu tem tu há tu
seja você esteja você tenha você haja você
sejamos nós estejamos nós tenhamos nós hajamos nós
sede vós estai vós tende vós havei vós
sejam vocês estejam vocês tenham vocês hajam vocês
NEGATIVO
não sejas tu não estejas tu não tenhas tu não hajas tu
não seja você não esteja você não tenha você não haja você
não sejamos nós não estejamos
nós
não tenhamos
nós
não hajamos
nós
não sejais vós não estejais vós não tenhais vós não hajais vós
não sejam vocês não estejam
vocês
não tenham
vocês
não hajam vocês
IMPESSOAL INFINITIVO
ser estar ter haver
IMPESSOAL COMPOSTO
Ter sido ter estado ter tido ter havido
PESSOAL
ser estar ter haver
seres estares teres haveres
ser estar ter haver
sermos estarmos termos havermos
serdes estardes terdes haverdes
serem estarem terem haverem
SIMPLES GERÚNDIO
sendo estando tendo havendo
COMPOSTO
tendo sido tendo estado tendo tido tendo havido
PARTICÍPIO
sido estado tido havido
CONJUGAÇÕES VERBAIS
INDICATIVO
PRESENTE
canto vendo parto
cantas vendes partes
canta vende parte
cantamos vendemos partimos
cantais vendeis partis
cantam vendem partem
PRETÉRITO IMPERFEITO
cantava vendia partia
cantavas vendias partias
cantava vendia partia
cantávamos vendíamos partíamos
cantáveis vendíeis partíeis
cantavam vendiam partiam
PRETÉRITO PERFEITO SIMPLES
cantei vendi parti
cantaste vendeste partiste
cantou vendeu partiu
cantamos vendemos partimos
cantastes vendestes partistes
cantaram venderam partiram
PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO
tenho, tens, tem, temos, tendes, têm (+ cantado, vendido, partido)
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO SIMPLES
cantara vendera partira
cantaras venderas partiras
cantara vendera partira
cantáramos vendêramos partíramos
cantáreis vendêreis partíreis
cantaram venderam partiram
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO
tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham (+ cantando, vendido, partido)
Obs.: Também se conjugam com o auxiliar haver.
FUTURO DO PRESENTE SIMPLES
cantarei venderei partirei
cantarás venderás partirás
cantará venderá partirá
cantaremos venderemos partiremos
cantareis vendereis partireis
cantarão venderão partirão
FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO
terei, terás, terá, teremos, tereis, terão (+ cantado, vendido, partido)
Obs.: Também se conjugam com o auxiliar haver.
FUTURO DO PRETÉRITO SIMPLES
cantaria venderia partiria
cantarias venderias partirias
cantaria venderia partiria
cantaríamos venderíamos partiríamos
cantaríeis venderíeis partiríeis
cantariam venderiam partiriam
FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO
teria, terias, teria, teríamos, teríeis, teriam (+ cantado, vendido, partido)
FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO
teria, terias, teria, teríamos, teríeis, teriam, (+ cantado, vendido, partido)
Obs.: também se conjugam com o auxiliar haver.
PRESENTE SUBJUNTIVO
cante venda parta
cantes vendas partas
cante venda parta
cantemos vendamos partamos
canteis vendais partais
cantem vendam partam
PRETÉRITO IMPERFEITO
cantasse vendesse partisse
cantasses vendesses partisses
cantasse vendesse partisse
cantássemos vendêssemos partíssemos
cantásseis vendêsseis partísseis
cantassem vendessem partissem
PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO
tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham (+ cantado, vendido, parti-
do)
Obs.: também se conjugam com o auxiliar haver.
FUTURO SIMPLES
cantar vender partir
cantares venderes partires
cantar vender partir
cantarmos vendermos partimos
cantardes venderdes partirdes
cantarem venderem partirem
FUTURO COMPOSTO
tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem (+ cantado, vendido, partido)
AFIRMATIVO IMPERATIVO
canta vende parte
cante venda parta
cantemos vendamos partamos
cantai vendei parti
cantem vendam partam
NEGATIVO
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização52
não cantes não vendas não partas
não cante não venda não parta
não cantemos não vendamos não partamos
não canteis não vendais não partais
não cantem não vendam não partam
INFINITIVO IMPESSOAL SIMPLES
PRESENTE
cantar vender partir
INFINITIVO PESSOAL SIMPLES - PRESENTE FLEXIONADO
cantar vender partir
cantares venderes partires
cantar vender partir
cantarmos vendermos partirmos
cantardes venderdes partirdes
cantarem venderem partirem
INFINITIVO IMPESSOAL COMPOSTO - PRETÉRITO IMPESSOAL
ter (ou haver), cantado, vendido, partido
INFINITIVO PESSOAL COMPOSTO - PRETÉRITO PESSOAL
ter, teres, ter, termos, terdes, terem (+ cantado, vendido, partido)
GERÚNDIO SIMPLES - PRESENTE
cantando vendendo partindo
GERÚNDIO COMPOSTO - PRETÉRITO
tendo (ou havendo), cantado, vendido, partido
PARTICÍPIO
cantado vendido partido
Formação dos tempos compostos
Com os verbos ter ou haver
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
Entre os tempos compostos da voz ativa merecem realce particular aque-
les que são constituídos de formas do verbo ter (ou, mais raramente, haver)
com o particípio do verbo que se quer conjugar, porque é costume incluí-los
nos próprios paradigmas de conjugação:
MODO INDICATIVO
1) PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO. Formado do PRESENTE DO
INDICATIVO do verbo ter com o PARTICÍPIO do verbo principal:
tenho cantado
tens cantado
tem cantado
temos cantado
tendes cantado
têm cantado
tenho vendido
tens vendido
tem vendido
temos vendido
tendes vendido
têm vendido
tenho partido
tens partido
tem partido
temos partido
tendes partido
têm partido
2) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO. Formado do IMPER-
FEITO DO INDICATIVO do verbo ter. (ou haver) com o PARTICÍPIO do
verbo principal:
tinha cantado
tinhas cantado
tinha cantado
tínhamos cantado
tínheis cantado
tinham cantado
tinha vendido
tinhas vendido
tinha vendido
tínhamos vendido
tínheis vendido
tinham vendido
tinha partido
tinhas .partido
tinha partido
tínhamos partido
tínheis partido
tinham partido
3) FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO. Formado do FUTURO DO
PRESENTE SIMPLES do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do
verbo principal:
terei cantado
terás cantado
terá cantado
teremos cantado
tereis cantado
terão cantado
terei vendido
terás vendido
terá vendido
teremos vendido
tereis vendido
terão vendido
terei partido
terás, partido
terá partido
teremos partido
tereis , partido
terão partido
4) FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO. Formado do FUTURO DO
PRETÉRITO SIMPLES do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do
verbo principal:
teria cantado
terias cantado
teria vendido
terias vendido
teria partido
terias partido
teria cantado
teríamos cantado
teríeis cantado
teriam cantado
teria vendido
teríamos vendido
teríeis vendido
teriam vendido
teria partido
teríamos partido
teríeis partido
teriam partido
MODO SUBJUNTIVO
1) PRETÉRITO PERFEITO. Formado do PRESENTE DO SUBJUNTIVO
do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal:
tenha cantado
tenhas cantado
tenha cantado
tenhamos cantado
tenhais cantado
tenham cantado
tenha vendido
tenhas vendido
tenha vendido
tenhamos vendido
tenhais vendido
vendido
tenha
tenhas partido
tenha partido
tenhamos partido
tenhais partido
tenham partido
2) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO. Formado do IMPERFEITO DO
SUBJUNTIVO do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo
principal:
tivesse cantado
tivesses cantado
tivesse cantado
tivéssemos cantado
tivésseis cantado
tivessem cantado
tivesse vendido
tivesses vendido
tivesse vendido
tivéssemos vendido
tivésseis vendido
tivessem vendido
tivesse partido
tivesses partido
tivesse partido
tivéssemos partido
tivésseis partido
tivessem partido
3) FUTURO COMPOSTO. Formado do FUTURO SIMPLES DO SUBJUN-
TIVO do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal:
tiver cantado
tiveres cantado
tiver cantado
tivermos cantado
tiverdes cantado
tiverem cantado
tiver vendido
tiveres vendido
tiver vendido
tivermos vendido
tiverdes vendido
tiverem vendido
tiver partido
tiveres partido
tiver partido
tivermos partido
tiverdes partido
tiverem partido
FORMAS NOMINAIS
1) INFINITIVO IMPESSOAL COMPOSTO (PRETÉRITO IMPESSOAL).
Formado do INFINITIVO IMPESSOAL do verbo ter (ou haver) com o
PARTICÍPIO do verbo principal:
ter cantado ter vendido ter partido
2) INFINITIVO PESSOAL COMPOSTO (OU PRETÉRITO PESSOAL).
Formado do INFINITIVO PESSOAL do verbo ter (ou haver) com o
PARTICÍPIO do verbo principal:
ter cantado
teres cantado
ter cantado
termos cantado
terdes cantado
terem cantado
ter vendido
teres vendido
ter vendido
termos vendido
terdes vendido
terem vendido
ter partido
teres partido
ter partido
termos partido
terdes partido
terem partido
3) GERÚNDIO COMPOSTO (PRETÉRITO). Formado do GERÚNDIO do
verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal:
tendo cantado tendo vendido tendo partido
Fonte: Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e
Lindley Cintra, Editora Nova Fronteira, 2ª edição, 29ª impressão.
VERBOS IRREGULARES
DAR
Presente do indicativo dou, dás, dá, damos, dais, dão
Pretérito perfeito dei, deste, deu, demos, destes, deram
Pretérito mais-que-perfeito dera, deras, dera, déramos, déreis, deram
Presente do subjuntivo dê, dês, dê, demos, deis, dêem
Imperfeito do subjuntivodesse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem
Futuro do subjuntivo der, deres, der, dermos, derdes, derem
MOBILIAR
Presente do indicativo mobilio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobiliam
Presente do subjuntivo mobilie, mobilies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobiliem
Imperativo mobília, mobilie, mobiliemos, mobiliai, mobiliem
AGUAR
Presente do indicativo águo, águas, água, aguamos, aguais, águam
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização53
Pretérito perfeito aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram
Presente do subjuntivo águe, agues, ague, aguemos, agueis, águem
MAGOAR
Presente do indicativo magoo, magoas, magoa, magoamos, magoais, magoam
Pretérito perfeito magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes, magoa-
ram
Presente do subjuntivo magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem
Conjugam-se como magoar, abençoar, abotoar, caçoar, voar e perdoar
APIEDAR-SE
Presente do indicativo: apiado-me, apiadas-te, apiada-se, apiedamo-nos, apiedais-
vos, apiadam-se
Presente do subjuntivo apiade-me, apiades-te, apiade-se, apiedemo-nos, apiedei-
vos, apiedem-se
Nas formas rizotônicas, o E do radical é substituído por A
MOSCAR
Presente do indicativo musco, muscas, musca, moscamos, moscais, muscam
Presente do subjuntivo musque, musques, musque, mosquemos, mosqueis, mus-
quem
Nas formas rizotônicas, o O do radical é substituído por U
RESFOLEGAR
Presente do indicativo resfolgo, resfolgas, resfolga, resfolegamos, resfolegais,
resfolgam
Presente do subjuntivo resfolgue, resfolgues, resfolgue, resfoleguemos, resfolegueis,
resfolguem
Nas formas rizotônicas, o E do radical desaparece
NOMEAR
Presente da indicativo nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam
Pretérito imperfeito nomeava, nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis,
nomeavam
Pretérito perfeito nomeei, nomeaste, nomeou, nomeamos, nomeastes, nomea-
ram
Presente do subjuntivo nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem
Imperativo afirmativo nomeia, nomeie, nomeemos, nomeai, nomeiem
Conjugam-se como nomear, cear, hastear, peritear, recear, passear
COPIAR
Presente do indicativo copio, copias, copia, copiamos, copiais, copiam
Pretérito imperfeito copiei, copiaste, copiou, copiamos, copiastes, copiaram
Pretérito mais-que-perfeito copiara, copiaras, copiara, copiáramos, copiá-
reis, copiaram
Presente do subjuntivo copie, copies, copie, copiemos, copieis, copiem
Imperativo afirmativo copia, copie, copiemos, copiai, copiem
ODIAR
Presente do indicativo odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam
Pretérito imperfeito odiava, odiavas, odiava, odiávamos, odiáveis, odiavam
Pretérito perfeito odiei, odiaste, odiou, odiamos, odiastes, odiaram
Pretérito mais-que-perfeito odiara, odiaras, odiara, odiáramos, odiáreis,
odiaram
Presente do subjuntivo odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem
Conjugam-se como odiar, mediar, remediar, incendiar, ansiar
CABER
Presente do indicativo caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem
Pretérito perfeito coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam
Pretérito mais-que-perfeito coubera, couberas, coubera, coubéramos,
coubéreis, couberam
Presente do subjuntivo caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam
Imperfeito do subjuntivocoubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis,
coubessem
Futuro do subjuntivo couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem
O verbo CABER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no
imperativo negativo
CRER
Presente do indicativo creio, crês, crê, cremos, credes, crêem
Presente do subjuntivo creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam
Imperativo afirmativo crê, creia, creiamos, crede, creiam
Conjugam-se como crer, ler e descrer
DIZER
Presente do indicativo digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem
Pretérito perfeito disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram
Pretérito mais-que-perfeito dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis,
disseram
Futuro do presente direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão
Futuro do pretérito diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, diriam
Presente do subjuntivo diga, digas, diga, digamos, digais, digam
Pretérito imperfeito dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis,
dissesse
Futuro disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem
Particípio dito
Conjugam-se como dizer, bendizer, desdizer, predizer, maldizer
FAZER
Presente do indicativo faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem
Pretérito perfeito fiz, fizeste, fez, fizemos fizestes, fizeram
Pretérito mais-que-perfeito fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram
Futuro do presente farei, farás, fará, faremos, fareis, farão
Futuro do pretérito faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam
Imperativo afirmativo faze, faça, façamos, fazei, façam
Presente do subjuntivo faça, faças, faça, façamos, façais, façam
Imperfeito do subjuntivo fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis,
fizessem
Futuro do subjuntivo fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem
Conjugam-se como fazer, desfazer, refazer satisfazer
PERDER
Presente do indicativo perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem
Presente do subjuntivo perca, percas, perca, percamos, percais. percam
Imperativo afirmativo perde, perca, percamos, perdei, percam
PODER
Presente do Indicativo posso, podes, pode, podemos, podeis, podem
Pretérito Imperfeito podia, podias, podia, podíamos, podíeis, podiam
Pretérito perfeito pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam
Pretérito mais-que-perfeito pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis,
puderam
Presente do subjuntivo possa, possas, possa, possamos, possais, possam
Pretérito imperfeito pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis,
pudessem
Futuro puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem
Infinitivo pessoal pode, poderes, poder, podermos, poderdes, poderem
Gerúndio podendo
Particípio podido
O verbo PODER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no
imperativo negativo
PROVER
Presente do indicativo provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem
Pretérito imperfeito provia, provias, provia, províamos, províeis, proviam
Pretérito perfeito provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram
Pretérito mais-que-perfeito provera, proveras, provera, provêramos, provê-
reis, proveram
Futuro do presente proverei, proverás, proverá, proveremos, provereis, proverão
Futuro do pretérito proveria, proverias, proveria, proveríamos, proveríeis, prove-
riam
Imperativo provê, proveja, provejamos, provede, provejam
Presente do subjuntivo proveja, provejas, proveja, provejamos, provejais. provejam
Pretérito imperfeito provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis,
provessem
Futuro prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem
Gerúndio provendo
Particípio provido
QUERER
Presente do indicativo quero, queres, quer, queremos, quereis, querem
Pretérito perfeito quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram
Pretérito mais-que-perfeito quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quisé-
reis, quiseram
Presente do subjuntivo queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram
Pretérito imperfeito quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos quisésseis,
quisessem
Futuro quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem
REQUERER
Presente do indicativo requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis. requerem
Pretérito perfeito requeri, requereste, requereu, requeremos, requereste,
requereram
Pretérito mais-que-perfeito requerera, requereras, requerera, requereramos,
requerereis, requereram
Futuro do presente requererei, requererás requererá, requereremos, requerereis,
requererão
Futuro do pretérito requereria, requererias, requereria, requereríamos, requere-
ríeis, requereriam
Imperativo requere, requeira, requeiramos, requerer, requeiram
Presente do subjuntivo requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais,
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização54
requeiram
Pretérito Imperfeito requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos,
requerêsseis, requeressem,
Futuro requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes,
requerem
Gerúndio requerendo
Particípio requerido
O verbo REQUERER não se conjuga como querer.
REAVER
Presente do indicativo reavemos, reaveis
Pretérito perfeito reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouve-
ram
Pretérito mais-que-perfeito reouvera, reouveras, reouvera, reouvéramos, reouvéreis,
reouveram
Pretérito imperf. do subjuntivo reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvéssemos, reou-
vésseis, reouvessem
Futuro reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes,
reouverem
O verbo REAVER conjuga-se como haver, mas só nas formas em que esse apresen-
ta a letra v
SABER
Presente do indicativo sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem
Pretérito perfeito soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam
Pretérito mais-que-perfeito soubera, souberas, soubera, soubéramos,
soubéreis, souberam
Pretérito imperfeito sabia, sabias, sabia, sabíamos, sabíeis, sabiam
Presente do subjuntivo soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis,
soubessem
Futuro souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem
VALER
Presente do indicativo valho, vales, vale, valemos, valeis, valem
Presente do subjuntivo valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham
Imperativo afirmativo vale, valha, valhamos, valei, valham
TRAZER
Presente do indicativo trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem
Pretérito imperfeito trazia, trazias, trazia, trazíamos, trazíeis, traziam
Pretérito perfeito trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram
Pretérito mais-que-perfeito trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos,
trouxéreis, trouxeram
Futuro do presente trarei, trarás, trará, traremos, trareis, trarão
Futuro do pretérito traria, trarias, traria, traríamos, traríeis, trariam
Imperativo traze, traga, tragamos, trazei, tragam
Presente do subjuntivo traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam
Pretérito imperfeito trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis,
trouxessem
Futuro trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxe-
rem
Infinitivo pessoal trazer, trazeres, trazer, trazermos, trazerdes, trazerem
Gerúndio trazendo
Particípio trazido
VER
Presente do indicativo vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem
Pretérito perfeito vi, viste, viu, vimos, vistes, viram
Pretérito mais-que-perfeito vira, viras, vira, viramos, vireis, viram
Imperativo afirmativo vê, veja, vejamos, vede vós, vejam vocês
Presente do subjuntivo veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam
Pretérito imperfeito visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem
Futuro vir, vires, vir, virmos, virdes, virem
Particípio visto
ABOLIR
Presente do indicativo aboles, abole abolimos, abolis, abolem
Pretérito imperfeito abolia, abolias, abolia, abolíamos, abolíeis, aboliam
Pretérito perfeito aboli, aboliste, aboliu, abolimos, abolistes, aboliram
Pretérito mais-que-perfeito abolira, aboliras, abolira, abolíramos, abolíreis,
aboliram
Futuro do presente abolirei, abolirás, abolirá, aboliremos, abolireis, abolirão
Futuro do pretérito aboliria, abolirias, aboliria, aboliríamos, aboliríeis, aboliriam
Presente do subjuntivo não há
Presente imperfeito abolisse, abolisses, abolisse, abolíssemos, abolísseis,
abolissem
Futuro abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem
Imperativo afirmativo abole, aboli
Imperativo negativo não há
Infinitivo pessoal abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem
Infinitivo impessoal abolir
Gerúndio abolindo
Particípio abolido
O verbo ABOLIR é conjugado só nas formas em que depois do L do radical há E ou I.
AGREDIR
Presente do indicativo agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem
Presente do subjuntivo agrida, agridas, agrida, agridamos, agridais, agridam
Imperativo agride, agrida, agridamos, agredi, agridam
Nas formas rizotônicas, o verbo AGREDIR apresenta o E do radical substituído por I.
COBRIR
Presente do indicativo cubro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem
Presente do subjuntivo cubra, cubras, cubra, cubramos, cubrais, cubram
Imperativo cobre, cubra, cubramos, cobri, cubram
Particípio coberto
Conjugam-se como COBRIR, dormir, tossir, descobrir, engolir
FALIR
Presente do indicativo falimos, falis
Pretérito imperfeito falia, falias, falia, falíamos, falíeis, faliam
Pretérito mais-que-perfeito falira, faliras, falira, falíramos, falireis, faliram
Pretérito perfeito fali, faliste, faliu, falimos, falistes, faliram
Futuro do presente falirei, falirás, falirá, faliremos, falireis, falirão
Futuro do pretérito faliria, falirias, faliria, faliríamos, faliríeis, faliriam
Presente do subjuntivo não há
Pretérito imperfeito falisse, falisses, falisse, falíssemos, falísseis, falissem
Futuro falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem
Imperativo afirmativo fali (vós)
Imperativo negativo não há
Infinitivo pessoal falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem
Gerúndio falindo
Particípio falido
FERIR
Presente do indicativo firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem
Presente do subjuntivo fira, firas, fira, firamos, firais, firam
Conjugam-se como FERIR: competir, vestir, inserir e seus derivados.
MENTIR
Presente do indicativo minto, mentes, mente, mentimos, mentis, mentem
Presente do subjuntivo minta, mintas, minta, mintamos, mintais, mintam
Imperativo mente, minta, mintamos, menti, mintam
Conjugam-se como MENTIR: sentir, cerzir, competir, consentir, pressentir.
FUGIR
Presente do indicativo fujo, foges, foge, fugimos, fugis, fogem
Imperativo foge, fuja, fujamos, fugi, fujam
Presente do subjuntivo fuja, fujas, fuja, fujamos, fujais, fujam
IR
Presente do indicativo vou, vais, vai, vamos, ides, vão
Pretérito imperfeito ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
Pretérito perfeito fui, foste, foi, fomos, fostes, foram
Pretérito mais-que-perfeito fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram
Futuro do presente irei, irás, irá, iremos, ireis, irão
Futuro do pretérito iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam
Imperativo afirmativo vai, vá, vamos, ide, vão
Imperativo negativo não vão, não vá, não vamos, não vades, não vão
Presente do subjuntivo vá, vás, vá, vamos, vades, vão
Pretérito imperfeito fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem
Futuro for, fores, for, formos, fordes, forem
Infinitivo pessoal ir, ires, ir, irmos, irdes, irem
Gerúndio indo
Particípio ido
OUVIR
Presente do indicativo ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem
Presente do subjuntivo ouça, ouças, ouça, ouçamos, ouçais, ouçam
Imperativo ouve, ouça, ouçamos, ouvi, ouçam
Particípio ouvido
PEDIR
Presente do indicativo peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem
Pretérito perfeito pedi, pediste, pediu, pedimos, pedistes, pediram
Presente do subjuntivo peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam
Imperativo pede, peça, peçamos, pedi, peçam
Conjugam-se como pedir: medir, despedir, impedir, expedir
POLIR
Presente do indicativo pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem
Presente do subjuntivo pula, pulas, pula, pulamos, pulais, pulam
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Imperativo pule, pula, pulamos, poli, pulam
REMIR
Presente do indicativo redimo, redimes, redime, redimimos, redimis, redimem
Presente do subjuntivo redima, redimas, redima, redimamos, redimais, redimam
RIR
Presente do indicativo rio, ris, ri, rimos, rides, riem
Pretérito imperfeito ria, rias, ria, riamos, ríeis, riam
Pretérito perfeito ri, riste, riu, rimos, ristes, riram
Pretérito mais-que-perfeito rira, riras, rira, ríramos, rireis, riram
Futuro do presente rirei, rirás, rirá, riremos, rireis, rirão
Futuro do pretérito riria, ririas, riria, riríamos, riríeis, ririam
Imperativo afirmativo ri, ria, riamos, ride, riam
Presente do subjuntivo ria, rias, ria, riamos, riais, riam
Pretérito imperfeito risse, risses, risse, ríssemos, rísseis, rissem
Futuro rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem
Infinitivo pessoal rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem
Gerúndio rindo
Particípio rido
Conjuga-se como rir: sorrir
VIR
Presente do indicativo venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm
Pretérito imperfeito vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham
Pretérito perfeito vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram
Pretérito mais-que-perfeito viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram
Futuro do presente virei, virás, virá, viremos, vireis, virão
Futuro do pretérito viria, virias, viria, viríamos, viríeis, viriam
Imperativo afirmativo vem, venha, venhamos, vinde, venham
Presente do subjuntivo venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham
Pretérito imperfeito viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem
Futuro vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem
Infinitivo pessoal vir, vires, vir, virmos, virdes, virem
Gerúndio vindo
Particípio vindo
Conjugam-se como vir: intervir, advir, convir, provir, sobrevir
SUMIR
Presente do indicativo sumo, somes, some, sumimos, sumis, somem
Presente do subjuntivo suma, sumas, suma, sumamos, sumais, sumam
Imperativo some, suma, sumamos, sumi, sumam
Conjugam-se como SUMIR: subir, acudir, bulir, escapulir, fugir, consumir, cuspir
ADVÉRBIO
Advérbio é a palavra que modifica a verbo, o adjetivo ou o próprio ad-
vérbio, exprimindo uma circunstância.
Os advérbios dividem-se em:
1) LUGAR: aqui, cá, lá, acolá, ali, aí, aquém, além, algures, alhures,
nenhures, atrás, fora, dentro, perto, longe, adiante, diante, onde, avan-
te, através, defronte, aonde, etc.
2) TEMPO: hoje, amanhã, depois, antes, agora, anteontem, sempre,
nunca, já, cedo, logo, tarde, ora, afinal, outrora, então, amiúde, breve,
brevemente, entrementes, raramente, imediatamente, etc.
3) MODO: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, debalde, pior,
melhor, suavemente, tenazmente, comumente, etc.
4) ITENSIDADE: muito, pouco, assaz, mais, menos, tão, bastante, dema-
siado, meio, completamente, profundamente, quanto, quão, tanto, bem,
mal, quase, apenas, etc.
5) AFIRMAÇÃO: sim, deveras, certamente, realmente, efefivamente, etc.
6) NEGAÇÃO: não.
7) DÚVIDA: talvez, acaso, porventura, possivelmente, quiçá, decerto,
provavelmente, etc.
Há Muitas Locuções Adverbiais
1) DE LUGAR: à esquerda, à direita, à tona, à distância, à frente, à entra-
da, à saída, ao lado, ao fundo, ao longo, de fora, de lado, etc.
2) TEMPO: em breve, nunca mais, hoje em dia, de tarde, à tarde, à noite,
às ave-marias, ao entardecer, de manhã, de noite, por ora, por fim, de
repente, de vez em quando, de longe em longe, etc.
3) MODO: à vontade, à toa, ao léu, ao acaso, a contento, a esmo, de bom
grado, de cor, de mansinho, de chofre, a rigor, de preferência, em ge-
ral, a cada passo, às avessas, ao invés, às claras, a pique, a olhos vis-
tos, de propósito, de súbito, por um triz, etc.
4) MEIO OU INSTRUMENTO: a pau, a pé, a cavalo, a martelo, a máqui-
na, a tinta, a paulada, a mão, a facadas, a picareta, etc.
5) AFIRMAÇÃO: na verdade, de fato, de certo, etc.
6) NEGAÇAO: de modo algum, de modo nenhum, em hipótese alguma,
etc.
7) DÚVIDA: por certo, quem sabe, com certeza, etc.
Advérbios Interrogativos
Onde?, aonde?, donde?, quando?, porque?, como?
Palavras Denotativas
Certas palavras, por não se poderem enquadrar entre os advérbios, te-
rão classificação à parte. São palavras que denotam exclusão, inclusão,
situação, designação, realce, retificação, afetividade, etc.
1) DE EXCLUSÃO - só, salvo, apenas, senão, etc.
2) DE INCLUSÃO - também, até, mesmo, inclusive, etc.
3) DE SITUAÇÃO - mas, então, agora, afinal, etc.
4) DE DESIGNAÇÃO - eis.
5) DE RETIFICAÇÃO - aliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc.
6) DE REALCE - cá, lá, sã, é que, ainda, mas, etc.
Você lá sabe o que está dizendo, homem...
Mas que olhos lindos!
Veja só que maravilha!
NUMERAL
Numeral é a palavra que indica quantidade, ordem, múltiplo ou fração.
O numeral classifica-se em:
- cardinal - quando indica quantidade.
- ordinal - quando indica ordem.
- multiplicativo - quando indica multiplicação.
- fracionário - quando indica fracionamento.
Exemplos:
Silvia comprou dois livros.
Antônio marcou o primeiro gol.
Na semana seguinte, o anel custará o dobro do preço.
O galinheiro ocupava um quarto da quintal.
QUADRO BÁSICO DOS NUMERAIS
Algarismos Numerais
Roma-
nos
Arábi-
cos
Cardinais Ordinais Multiplica-
tivos
Fracionários
I 1 um primeiro simples -
II 2 dois segundo duplo
dobro
meio
III 3 três terceiro tríplice terço
IV 4 quatro quarto quádruplo quarto
V 5 cinco quinto quíntuplo quinto
VI 6 seis sexto sêxtuplo sexto
VII 7 sete sétimo sétuplo sétimo
VIII 8 oito oitavo óctuplo oitavo
IX 9 nove nono nônuplo nono
X 10 dez décimo décuplo décimo
XI 11 onze décimo
primeiro
onze avos
XII 12 doze décimo
segundo
doze avos
XIII 13 treze décimo
terceiro
treze avos
XIV 14 quatorze décimo
quarto
quatorze
avos
XV 15 quinze décimo
quinto
quinze avos
XVI 16 dezesseis décimo
sexto
dezesseis
avos
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XVII 17 dezessete décimo
sétimo
dezessete
avos
XVIII 18 dezoito décimo
oitavo
dezoito avos
XIX 19 dezenove décimo nono dezenove
avos
XX 20 vinte vigésimo vinte avos
XXX 30 trinta trigésimo trinta avos
XL 40 quarenta quadragé-
simo
quarenta
avos
L 50 cinquenta quinquagé-
simo
cinquenta
avos
LX 60 sessenta sexagésimo sessenta
avos
LXX 70 setenta septuagési-
mo
setenta avos
LXXX 80 oitenta octogésimo oitenta avos
XC 90 noventa nonagésimo noventa
avos
C 100 cem centésimo centésimo
CC 200 duzentos ducentésimo ducentésimo
CCC 300 trezentos trecentésimo trecentésimo
CD 400 quatrocen-
tos
quadringen-
tésimo
quadringen-
tésimo
D 500 quinhen-
tos
quingenté-
simo
quingenté-
simo
DC 600 seiscentos sexcentési-
mo
sexcentési-
mo
DCC 700 setecen-
tos
septingenté-
simo
septingenté-
simo
DCCC 800 oitocentos octingenté-
simo
octingenté-
simo
CM 900 novecen-
tos
nongentési-
mo
nongentési-
mo
M 1000 mil milésimo milésimo
Emprego do Numeral
Na sucessão de papas, reis, príncipes, anos, séculos, capítulos, etc.
empregam-se de 1 a 10 os ordinais.
João Paulo I I (segundo) ano lll (ano terceiro)
Luis X (décimo) ano I (primeiro)
Pio lX (nono) século lV (quarto)
De 11 em diante, empregam-se os cardinais:
Leão Xlll (treze) ano Xl (onze)
Pio Xll (doze) século XVI (dezesseis)
Luis XV (quinze) capitulo XX (vinte)
Se o numeral aparece antes, é lido como ordinal.
XX Salão do Automóvel (vigésimo)
VI Festival da Canção (sexto)
lV Bienal do Livro (quarta)
XVI capítulo da telenovela (décimo sexto)
Quando se trata do primeiro dia do mês, deve-se dar preferência ao
emprego do ordinal.
Hoje é primeiro de setembro
Não é aconselhável iniciar período com algarismos
16 anos tinha Patrícia = Dezesseis anos tinha Patrícia
A título de brevidade, usamos constantemente os cardinais pelos ordi-
nais. Ex.: casa vinte e um (= a vigésima primeira casa), página trinta e dois
(= a trigésima segunda página). Os cardinais um e dois não variam nesse
caso porque está subentendida a palavra número. Casa número vinte e um,
página número trinta e dois. Por isso, deve-se dizer e escrever também: a
folha vinte e um, a folha trinta e dois. Na linguagem forense, vemos o
numeral flexionado: a folhas vinte e uma a folhas trinta e duas.
ARTIGO
Artigo é uma palavra que antepomos aos substantivos para determiná-
los. Indica-lhes, ao mesmo tempo, o gênero e o número.
Dividem-se em
• definidos: O, A, OS, AS
• indefinidos: UM, UMA, UNS, UMAS.
Os definidos determinam os substantivos de modo preciso, particular.
Viajei com o médico. (Um médico referido, conhecido, determinado).
Os indefinidos determinam os substantivos de modo vago, impreciso,
geral.
Viajei com um médico. (Um médico não referido, desconhecido, inde-
terminado).
lsoladamente, os artigos são palavras de todo vazias de sentido.
CONJUNÇÃO
Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações.
Coniunções Coordenativas
1) ADITIVAS: e, nem, também, mas, também, etc.
2) ADVERSATIVAS: mas, porém, contudo, todavia, entretanto,
senão, no entanto, etc.
3) ALTERNATIVAS: ou, ou.., ou, ora... ora, já... já, quer, quer,
etc.
4) CONCLUSIVAS. logo, pois, portanto, por conseguinte, por
consequência.
5) EXPLICATIVAS: isto é, por exemplo, a saber, que, porque,
pois, etc.
Conjunções Subordinativas
1) CONDICIONAIS: se, caso, salvo se, contanto que, uma vez que, etc.
2) CAUSAIS: porque, já que, visto que, que, pois, porquanto, etc.
3) COMPARATIVAS: como, assim como, tal qual, tal como, mais que, etc.
4) CONFORMATIVAS: segundo, conforme, consoante, como, etc.
5) CONCESSIVAS: embora, ainda que, mesmo que, posto que, se bem que,
etc.
6) INTEGRANTES: que, se, etc.
7) FINAIS: para que, a fim de que, que, etc.
8) CONSECUTIVAS: tal... qual, tão... que, tamanho... que, de sorte que, de
forma que, de modo que, etc.
9) PROPORCIONAIS: à proporção que, à medida que, quanto... tanto mais,
etc.
10) TEMPORAIS: quando, enquanto, logo que, depois que, etc.
VALOR LÓGICO E SINTÁTICO DAS CONJUNÇÕES
Examinemos estes exemplos:
1º) Tristeza e alegria não moram juntas.
2º) Os livros ensinam e divertem.
3º) Saímos de casa quando amanhecia.
No primeiro exemplo, a palavra E liga duas palavras da mesma oração: é
uma conjunção.
No segundo a terceiro exemplos, as palavras E e QUANDO estão ligando
orações: são também conjunções.
Conjunção é uma palavra invariável que liga orações ou palavras da
mesma oração.
No 2º exemplo, a conjunção liga as orações sem fazer que uma dependa
da outra, sem que a segunda complete o sentido da primeira: por isso, a
conjunção E é coordenativa.
No 3º exemplo, a conjunção liga duas orações que se completam uma à
outra e faz com que a segunda dependa da primeira: por isso, a conjunção
QUANDO é subordinativa.
As conjunções, portanto, dividem-se em coordenativas e subordinativas.
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CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
As conjunções coordenativas podem ser:
1) Aditivas, que dão ideia de adição, acrescentamento: e, nem, mas
também, mas ainda, senão também, como também, bem como.
O agricultor colheu o trigo e o vendeu.
Não aprovo nem permitirei essas coisas.
Os livros não só instruem mas também divertem.
As abelhas não apenas produzem mel e cera mas ainda polinizam
as flores.
2) Adversativas, que exprimem oposição, contraste, ressalva, com-
pensação: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, sendo, ao
passo que, antes (= pelo contrário), no entanto, não obstante, ape-
sar disso, em todo caso.
Querem ter dinheiro, mas não trabalham.
Ela não era bonita, contudo cativava pela simpatia.
Não vemos a planta crescer, no entanto, ela cresce.
A culpa não a atribuo a vós, senão a ele.
O professor não proíbe, antes estimula as perguntas em aula.
O exército do rei parecia invencível, não obstante, foi derrotado.
Você já sabe bastante, porém deve estudar mais.
Eu sou pobre, ao passo que ele é rico.
Hoje não atendo, em todo caso, entre.
3) Alternativas, que exprimem alternativa, alternância ou, ou ... ou,
ora ... ora, já ... já, quer ... quer, etc.
Os sequestradores deviam render-se ou seriam mortos.
Ou você estuda ou arruma um emprego.
Ora triste, ora alegre, a vida segue o seu ritmo.
Quer reagisse, quer se calasse, sempre acabava apanhando.
"Já chora, já se ri, já se enfurece."
(Luís de Camões)
4) Conclusivas, que iniciam uma conclusão: logo, portanto, por con-
seguinte, pois (posposto ao verbo), por isso.
As árvores balançam, logo está ventando.
Você é o proprietário do carro, portanto é o responsável.
O mal é irremediável; deves, pois, conformar-te.
5) Explicativas, que precedem uma explicação, um motivo: que, por-
que, porquanto, pois (anteposto ao verbo).
Não solte balões, que (ou porque, ou pois, ou porquanto) podem
causar incêndios.
Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas.
Observação: A conjunção A pode apresentar-se com sentido adversa-
tivo:
Sofrem duras privações a [= mas] não se queixam.
"Quis dizer mais alguma coisa a não pôde."
(Jorge Amado)
Conjunções subordinativas
As conjunções subordinativas ligam duas orações, subordinando uma à
outra. Com exceção das integrantes, essas conjunções iniciam orações que
traduzem circunstâncias (causa, comparação, concessão, condição ou
hipótese, conformidade, consequência, finalidade, proporção, tempo).
Abrangem as seguintes classes:
1) Causais: porque, que, pois, como, porquanto, visto que, visto como, já
que, uma vez que, desde que.
O tambor soa porque é oco. (porque é oco: causa; o tambor soa:
efeito).
Como estivesse de luto, não nos recebeu.
Desde que é impossível, não insistirei.
2) Comparativas: como, (tal) qual, tal a qual, assim como, (tal) como, (tão
ou tanto) como, (mais) que ou do que, (menos) que ou do que, (tanto)
quanto, que nem, feito (= como, do mesmo modo que), o mesmo que
(= como).
Ele era arrastado pela vida como uma folha pelo vento.
O exército avançava pela planície qual uma serpente imensa.
"Os cães, tal qual os homens, podem participar das três categorias."
(Paulo Mendes Campos)
"Sou o mesmo que um cisco em minha própria casa."
(Antônio Olavo Pereira)
"E pia tal a qual a caça procurada."
(Amadeu de Queirós)
"Por que ficou me olhando assim feito boba?"
(Carlos Drummond de Andrade)
Os pedestres se cruzavam pelas ruas que nem formigas apressadas.
Nada nos anima tanto como (ou quanto) um elogio sincero.
Os governantes realizam menos do que prometem.
3) Concessivas: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, ainda
quando, mesmo quando, posto que, por mais que, por muito que, por
menos que, se bem que, em que (pese), nem que, dado que, sem que
(= embora não).
Célia vestia-se bem, embora fosse pobre.
A vida tem um sentido, por mais absurda que possa parecer.
Beba, nem que seja um pouco.
Dez minutos que fossem, para mim, seria muito tempo.
Fez tudo direito, sem que eu lhe ensinasse.
Em que pese à autoridade deste cientista, não podemos aceitar suas
afirmações.
Não sei dirigir, e, dado que soubesse, não dirigiria de noite.
4) Condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que
(= se não), a não ser que, a menos que, dado que.
Ficaremos sentidos, se você não vier.
Comprarei o quadro, desde que não seja caro.
Não sairás daqui sem que antes me confesses tudo.
"Eleutério decidiu logo dormir repimpadamente sobre a areia, a menos
que os mosquitos se opusessem."
(Ferreira de Castro)
5) Conformativas: como, conforme, segundo, consoante. As coisas não
são como (ou conforme) dizem.
"Digo essas coisas por alto, segundo as ouvi narrar."
(Machado de Assis)
6) Consecutivas: que (precedido dos termos intensivos tal, tão, tanto,
tamanho, às vezes subentendidos), de sorte que, de modo que, de
forma que, de maneira que, sem que, que (não).
Minha mão tremia tanto que mal podia escrever.
Falou com uma calma que todos ficaram atônitos.
Ontem estive doente, de sorte que (ou de modo que) não saí.
Não podem ver um cachorro na rua sem que o persigam.
Não podem ver um brinquedo que não o queiram comprar.
7) Finais: para que, a fim de que, que (= para que).
Afastou-se depressa para que não o víssemos.
Falei-lhe com bons termos, a fim de que não se ofendesse.
Fiz-lhe sinal que se calasse.
8) Proporcionais: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto
mais... (tanto mais), quanto mais... (tanto menos), quanto menos... (tan-
to mais), quanto mais... (mais), (tanto)... quanto.
À medida que se vive, mais se aprende.
À proporção que subíamos, o ar ia ficando mais leve.
Quanto mais as cidades crescem, mais problemas vão tendo.
Os soldados respondiam, à medida que eram chamados.
Observação:
São incorretas as locuções proporcionais à medida em que, na medida
que e na medida em que. A forma correta é à medida que:
"À medida que os anos passam, as minhas possibilidades diminuem."
(Maria José de Queirós)
9) Temporais: quando, enquanto, logo que, mal (= logo que), sempre
que, assim que, desde que, antes que, depois que, até que, agora que,
etc.
Venha quando você quiser.
Não fale enquanto come.
Ela me reconheceu, mal lhe dirigi a palavra.
Desde que o mundo existe, sempre houve guerras.
Agora que o tempo esquentou, podemos ir à praia.
"Ninguém o arredava dali, até que eu voltasse." (Carlos Povina Caval-
cânti)
10) Integrantes: que, se.
Sabemos que a vida é breve.
Veja se falta alguma coisa.
Observação:
Em frases como Sairás sem que te vejam, Morreu sem que ninguém o
chorasse, consideramos sem que conjunção subordinativa modal. A NGB,
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porém, não consigna esta espécie de conjunção.
Locuções conjuntivas: no entanto, visto que, desde que, se bem que,
por mais que, ainda quando, à medida que, logo que, a rim de que, etc.
Muitas conjunções não têm classificação única, imutável, devendo, por-
tanto, ser classificadas de acordo com o sentido que apresentam no contex-
to. Assim, a conjunção que pode ser:
1) Aditiva (= e):
Esfrega que esfrega, mas a nódoa não sai.
A nós que não a eles, compete fazê-lo.
2) Explicativa (= pois, porque):
Apressemo-nos, que chove.
3) Integrante:
Diga-lhe que não irei.
4) Consecutiva:
Tanto se esforçou que conseguiu vencer.
Não vão a uma festa que não voltem cansados.
Onde estavas, que não te vi?
5) Comparativa (= do que, como):
A luz é mais veloz que o som.
Ficou vermelho que nem brasa.
6) Concessiva (= embora, ainda que):
Alguns minutos que fossem, ainda assim seria muito tempo.
Beba, um pouco que seja.
7) Temporal (= depois que, logo que):
Chegados que fomos, dirigimo-nos ao hotel.
8) Final (= pare que):
Vendo-me à janela, fez sinal que descesse.
9) Causal (= porque, visto que):
"Velho que sou, apenas conheço as flores do meu tempo." (Vivaldo
Coaraci)
A locução conjuntiva sem que, pode ser, conforme a frase:
1) Concessiva: Nós lhe dávamos roupa a comida, sem que ele pe-
disse. (sem que = embora não)
2) Condicional: Ninguém será bom cientista, sem que estude muito.
(sem que = se não,caso não)
3) Consecutiva: Não vão a uma festa sem que voltem cansados.
(sem que = que não)
4) Modal: Sairás sem que te vejam. (sem que = de modo que não)
Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações.
PREPOSIÇÃO
Preposições são palavras que estabelecem um vínculo entre dois ter-
mos de uma oração. O primeiro, um subordinante ou antecedente, e o
segundo, um subordinado ou consequente.
Exemplos:
Chegaram a Porto Alegre.
Discorda de você.
Fui até a esquina.
Casa de Paulo.
Preposições Essenciais e Acidentais
As preposições essenciais são: A, ANTE, APÓS, ATÉ, COM, CONTRA,
DE, DESDE, EM, ENTRE, PARA, PERANTE, POR, SEM, SOB, SOBRE e
ATRÁS.
Certas palavras ora aparecem como preposições, ora pertencem a ou-
tras classes, sendo chamadas, por isso, de preposições acidentais: afora,
conforme, consoante, durante, exceto, fora, mediante, não obstante, salvo,
segundo, senão, tirante, visto, etc.
INTERJEIÇÃO
Interjeição é a palavra que comunica emoção. As interjeições podem
ser:
- alegria: ahl oh! oba! eh!
- animação: coragem! avante! eia!
- admiração: puxa! ih! oh! nossa!
- aplauso: bravo! viva! bis!
- desejo: tomara! oxalá!
- dor: aí! ui!
- silêncio: psiu! silêncio!
- suspensão: alto! basta!
LOCUÇÃO INTERJETIVA é a conjunto de palavras que têm o mesmo
valor de uma interjeição.
Minha Nossa Senhora! Puxa vida! Deus me livre! Raios te partam!
Meu Deus! Que maravilha! Ora bolas! Ai de mim!
SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO
FRASE
Frase é um conjunto de palavras que têm sentido completo.
O tempo está nublado.
Socorro!
Que calor!
ORAÇÃO
Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal.
A fanfarra desfilou na avenida.
As festas juninas estão chegando.
PERÍODO
Período é a frase estruturada em oração ou orações.
O período pode ser:
• simples - aquele constituído por uma só oração (oração absoluta).
Fui à livraria ontem.
• composto - quando constituído por mais de uma oração.
Fui à livraria ontem e comprei um livro.
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO
São dois os termos essenciais da oração:
SUJEITO
Sujeito é o ser ou termo sobre o qual se diz alguma coisa.
Os bandeirantes capturavam os índios. (sujeito = bandeirantes)
O sujeito pode ser :
- simples: quando tem um só núcleo
As rosas têm espinhos. (sujeito: as rosas;
núcleo: rosas)
- composto: quando tem mais de um núcleo
O burro e o cavalo saíram em disparada.
(suj: o burro e o cavalo; núcleo burro, cavalo)
- oculto: ou elíptico ou implícito na desinência verbal
Chegaste com certo atraso. (suj.: oculto: tu)
- indeterminado: quando não se indica o agente da ação verbal
Come-se bem naquele restaurante.
- Inexistente: quando a oração não tem sujeito
Choveu ontem.
Há plantas venenosas.
PREDICADO
Predicado é o termo da oração que declara alguma coisa do sujeito.
O predicado classifica-se em:
1. Nominal: é aquele que se constitui de verbo de ligação mais predicativo
do sujeito.
Nosso colega está doente.
Principais verbos de ligação: SER, ESTAR, PARECER,
PERMANECER, etc.
Predicativo do sujeito é o termo que ajuda o verbo de ligação a
comunicar estado ou qualidade do sujeito.
Nosso colega está doente.
A moça permaneceu sentada.
2. Predicado verbal é aquele que se constitui de verbo intransitivo ou
transitivo.
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização59
O avião sobrevoou a praia.
Verbo intransitivo é aquele que não necessita de complemento.
O sabiá voou alto.
Verbo transitivo é aquele que necessita de complemento.
• Transitivo direto: é o verbo que necessita de complemento sem auxílio
de proposição.
Minha equipe venceu a partida.
• Transitivo indireto: é o verbo que necessita de complemento com
auxílio de preposição.
Ele precisa de um esparadrapo.
• Transitivo direto e indireto (bitransitivo) é o verbo que necessita ao
mesmo tempo de complemento sem auxílio de preposição e de
complemento com auxilio de preposição.
Damos uma simples colaboração a vocês.
3. Predicado verbo nominal: é aquele que se constitui de verbo
intransitivo mais predicativo do sujeito ou de verbo transitivo mais
predicativo do sujeito.
Os rapazes voltaram vitoriosos.
• Predicativo do sujeito: é o termo que, no predicado verbo-nominal,
ajuda o verbo intransitivo a comunicar estado ou qualidade do sujeito.
Ele morreu rico.
• Predicativo do objeto é o termo que, que no predicado verbo-nominal,
ajuda o verbo transitivo a comunicar estado ou qualidade do objeto
direto ou indireto.
Elegemos o nosso candidato vereador.
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO
Chama-se termos integrantes da oração os que completam a
significação transitiva dos verbos e dos nomes. São indispensáveis à
compreensão do enunciado.
1. OBJETO DIRETO
Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido do verbo
transitivo direto. Ex.: Mamãe comprou PEIXE.
2. OBJETO INDIRETO
Objeto indireto é o termo da oração que completa o sentido do verbo
transitivo indireto.
As crianças precisam de CARINHO.
3. COMPLEMENTO NOMINAL
Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de
um nome com auxílio de preposição. Esse nome pode ser representado por
um substantivo, por um adjetivo ou por um advérbio.
Toda criança tem amor aos pais. - AMOR (substantivo)
O menino estava cheio de vontade. - CHEIO (adjetivo)
Nós agíamos favoravelmente às discussões. - FAVORAVELMENTE
(advérbio).
4. AGENTE DA PASSIVA
Agente da passiva é o termo da oração que pratica a ação do verbo na
voz passiva.
A mãe é amada PELO FILHO.
O cantor foi aplaudido PELA MULTIDÃO.
Os melhores alunos foram premiados PELA DIREÇÃO.
TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO
TERMOS ACESSÓRIOS são os que desempenham na oração uma
função secundária, limitando o sentido dos substantivos ou exprimindo
alguma circunstância.
São termos acessórios da oração:
1. ADJUNTO ADNOMINAL
Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina os
substantivos. Pode ser expresso:
• pelos adjetivos: água fresca,
• pelos artigos: o mundo, as ruas
• pelos pronomes adjetivos: nosso tio, muitas coisas
• pelos numerais : três garotos; sexto ano
• pelas locuções adjetivas: casa do rei; homem sem escrúpulos
2. ADJUNTO ADVERBIAL
Adjunto adverbial é o termo que exprime uma circunstância (de tempo,
lugar, modo etc.), modificando o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio.
Cheguei cedo.
José reside em São Paulo.
3. APOSTO
Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece,
desenvolve ou resume outro termo da oração.
Dr. João, cirurgião-dentista,
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
4. VOCATIVO
Vocativo é o termo (nome, título, apelido) usado para chamar ou
interpelar alguém ou alguma coisa.
Tem compaixão de nós, ó Cristo.
Professor, o sinal tocou.
Rapazes, a prova é na próxima semana.
PERÍODO COMPOSTO - PERÍODO SIMPLES
No período simples há apenas uma oração, a qual se diz absoluta.
Fui ao cinema.
O pássaro voou.
PERÍODO COMPOSTO
No período composto há mais de uma oração.
(Não sabem) (que nos calores do verão a terra dorme) (e os homens
folgam.)
Período composto por coordenação
Apresenta orações independentes.
(Fui à cidade), (comprei alguns remédios) (e voltei cedo.)
Período composto por subordinação
Apresenta orações dependentes.
(É bom) (que você estude.)
Período composto por coordenação e subordinação
Apresenta tanto orações dependentes como independentes. Este
período é também conhecido como misto.
(Ele disse) (que viria logo,) (mas não pôde.)
ORAÇÃO COORDENADA
Oração coordenada é aquela que é independente.
As orações coordenadas podem ser:
- Sindética:
Aquela que é independente e é introduzida por uma conjunção
coordenativa.
Viajo amanhã, mas volto logo.
- Assindética:
Aquela que é independente e aparece separada por uma vírgula ou
ponto e vírgula.
Chegou, olhou, partiu.
A oração coordenada sindética pode ser:
1. ADITIVA:
Expressa adição, sequência de pensamento. (e, nem = e não), mas,
também:
Ele falava E EU FICAVA OUVINDO.
Meus atiradores nem fumam NEM BEBEM.
A doença vem a cavalo E VOLTA A PÉ.
2. ADVERSATIVA:
Ligam orações, dando-lhes uma ideia de compensação ou de contraste
(mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, no entanto, etc).
A espada vence MAS NÃO CONVENCE.
O tambor faz um grande barulho, MAS É VAZIO POR DENTRO.
Apressou-se, CONTUDO NÃO CHEGOU A TEMPO.
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3. ALTERNATIVAS:
Ligam palavras ou orações de sentido separado, uma excluindo a outra
(ou, ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, etc).
Mudou o natal OU MUDEI EU?
“OU SE CALÇA A LUVA e não se põe o anel,
OU SE PÕE O ANEL e não se calça a luva!”
(C. Meireles)
4. CONCLUSIVAS:
Ligam uma oração a outra que exprime conclusão (LOGO, POIS,
PORTANTO, POR CONSEGUINTE, POR ISTO, ASSIM, DE MODO QUE,
etc).
Ele está mal de notas; LOGO, SERÁ REPROVADO.
Vives mentindo; LOGO, NÃO MERECES FÉ.
5. EXPLICATIVAS:
Ligam a uma oração, geralmente com o verbo no imperativo, outro que
a explica, dando um motivo (pois, porque, portanto, que, etc.)
Alegra-te, POIS A QUI ESTOU. Não mintas, PORQUE É PIOR.
Anda depressa, QUE A PROVA É ÀS 8 HORAS.
ORAÇÃO INTERCALADA OU INTERFERENTE
É aquela que vem entre os termos de uma outra oração.
O réu, DISSERAM OS JORNAIS, foi absolvido.
A oração intercalada ou interferente aparece com os verbos:
CONTINUAR, DIZER, EXCLAMAR, FALAR etc.
ORAÇÃO PRINCIPAL
Oração principal é a mais importante do período e não é introduzida
por um conectivo.
ELES DISSERAM que voltarão logo.
ELE AFIRMOU que não virá.
PEDI que tivessem calma. (= Pedi calma)
ORAÇÃO SUBORDINADA
Oração subordinada é a oração dependente que normalmente é
introduzida por um conectivo subordinativo. Note que a oração principal
nem sempre é a primeira do período.
Quando ele voltar, eu saio de férias.
Oração principal: EU SAIO DE FÉRIAS
Oração subordinada: QUANDO ELE VOLTAR
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA
Oração subordinada substantiva é aquela que tem o valor e a função
de um substantivo.
Por terem as funções do substantivo, as orações subordinadas
substantivas classificam-se em:
1) SUBJETIVA (sujeito)
Convém que você estude mais.
Importa que saibas isso bem. .
É necessário que você colabore. (SUA COLABORAÇÃO) é necessária.
2) OBJETIVA DIRETA (objeto direto)
Desejo QUE VENHAM TODOS.
Pergunto QUEM ESTÁ AI.
3) OBJETIVA INDIRETA (objeto indireto)
Aconselho-o A QUE TRABALHE MAIS.
Tudo dependerá DE QUE SEJAS CONSTANTE.
Daremos o prêmio A QUEM O MERECER.
4) COMPLETIVA NOMINAL
Complemento nominal.
Ser grato A QUEM TE ENSINA.
Sou favorável A QUE O PRENDAM.
5) PREDICATIVA (predicativo)
Seu receio era QUE CHOVESSE. = Seu receio era (A CHUVA)
Minha esperança era QUE ELE DESISTISSE.
Não sou QUEM VOCÊ PENSA.
6) APOSITIVAS (servem de aposto)
Só desejo uma coisa: QUE VIVAM FELIZES = (A SUA FELICIDADE)
Só lhe peço isto: HONRE O NOSSO NOME.
7) AGENTE DA PASSIVA
O quadro foi comprado POR QUEM O FEZ = (PELO SEU AUTOR)
A obra foi apreciada POR QUANTOS A VIRAM.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS
Oração subordinada adjetiva é aquela que tem o valor e a função de
um adjetivo.
Há dois tipos de orações subordinadas adjetivas:
1) EXPLICATIVAS:
Explicam ou esclarecem, à maneira de aposto, o termo antecedente,
atribuindo-lhe uma qualidade que lhe é inerente ou acrescentando-lhe uma
informação.
Deus, QUE É NOSSO PAI, nos salvará.
Ele, QUE NASCEU RICO, acabou na miséria.
2) RESTRITIVAS:
Restringem ou limitam a significação do termo antecedente, sendo
indispensáveis ao sentido da frase:
Pedra QUE ROLA não cria limo.
As pessoas A QUE A GENTE SE DIRIGE sorriem.
Ele, QUE SEMPRE NOS INCENTIVOU, não está mais aqui.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
Oração subordinada adverbial é aquela que tem o valor e a função de
um advérbio.
As orações subordinadas adverbiais classificam-se em:
1) CAUSAIS: exprimem causa, motivo, razão:
Desprezam-me, POR ISSO QUE SOU POBRE.
O tambor soa PORQUE É OCO.
2) COMPARATIVAS: representam o segundo termo de uma
comparação.
O som é menos veloz QUE A LUZ.
Parou perplexo COMO SE ESPERASSE UM GUIA.
3) CONCESSIVAS: exprimem um fato que se concede, que se admite:
POR MAIS QUE GRITASSE, não me ouviram.
Os louvores, PEQUENOS QUE SEJAM, são ouvidos com agrado.
CHOVESSE OU FIZESSE SOL, o Major não faltava.
4) CONDICIONAIS: exprimem condição, hipótese:
SE O CONHECESSES, não o condenarias.
Que diria o pai SE SOUBESSE DISSO?
5) CONFORMATIVAS: exprimem acordo ou conformidade de um fato
com outro:
Fiz tudo COMO ME DISSERAM.
Vim hoje, CONFORME LHE PROMETI.
6) CONSECUTIVAS: exprimem uma consequência, um resultado:
A fumaça era tanta QUE EU MAL PODIA ABRIR OS OLHOS.
Bebia QUE ERA UMA LÁSTIMA!
Tenho medo disso QUE ME PÉLO!
7) FINAIS: exprimem finalidade, objeto:
Fiz-lhe sinal QUE SE CALASSE.
Aproximei-me A FIM DE QUE ME OUVISSE MELHOR.
8) PROPORCIONAIS: denotam proporcionalidade:
À MEDIDA QUE SE VIVE, mais se aprende.
QUANTO MAIOR FOR A ALTURA, maior será o tombo.
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9) TEMPORAIS: indicam o tempo em que se realiza o fato expresso na
oração principal:
ENQUANTO FOI RICO todos o procuravam.
QUANDO OS TIRANOS CAEM, os povos se levantam.
10) MODAIS: exprimem modo, maneira:
Entrou na sala SEM QUE NOS CUMPRIMENTASSE.
Aqui viverás em paz, SEM QUE NINGUÉM TE INCOMODE.
ORAÇÕES REDUZIDAS
Oração reduzida é aquela que tem o verbo numa das formas nominais:
gerúndio, infinitivo e particípio.
Exemplos:
• Penso ESTAR PREPARADO = Penso QUE ESTOU PREPARADO.
• Dizem TER ESTADO LÁ = Dizem QUE ESTIVERAM LÁ.
• FAZENDO ASSIM, conseguirás = SE FIZERES ASSIM,
conseguirás.
• É bom FICARMOS ATENTOS. = É bom QUE FIQUEMOS
ATENTOS.
• AO SABER DISSO, entristeceu-se = QUANDO SOUBE DISSO,
entristeceu-se.
• É interesse ESTUDARES MAIS.= É interessante QUE ESTUDES
MAIS.
• SAINDO DAQUI, procure-me. = QUANDO SAIR DAQUI, procure-
me.
CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
Concordância é o processo sintático no qual uma palavra determinante
se adapta a uma palavra determinada, por meio de suas flexões.
Principais Casos de Concordância Nominal
1) O artigo, o adjetivo, o pronome relativo e o numeral concordam em
gênero e número com o substantivo.
As primeiras alunas da classe foram passear no zoológico.
2) O adjetivo ligado a substantivos do mesmo gênero e número vão
normalmente para o plural.
Pai e filho estudiosos ganharam o prêmio.
3) O adjetivo ligado a substantivos de gêneros e número diferentes vai
para o masculino plural.
Alunos e alunas estudiosos ganharam vários prêmios.
4) O adjetivo posposto concorda em gênero com o substantivo mais
próximo:
Trouxe livros e revista especializada.
5) O adjetivo anteposto pode concordar com o substantivo mais próxi-
mo.
Dedico esta música à querida tia e sobrinhos.
6) O adjetivo que funciona como predicativo do sujeito concorda com o
sujeito.
Meus amigos estão atrapalhados.
7) O pronome de tratamento que funciona como sujeito pede o predica-
tivo no gênero da pessoa a quem se refere.
Sua excelência, o Governador, foi compreensivo.
8) Os substantivos acompanhados de numerais precedidos de artigo
vão para o singular ou para o plural.
Já estudei o primeiro e o segundo livro (livros).
9) Os substantivos acompanhados de numerais em que o primeiro vier
precedido de artigo e o segundo não vão para o plural.
Já estudei o primeiro e segundo livros.
10) O substantivo anteposto aos numerais vai para o plural.
Já li os capítulos primeiro e segundo do novo livro.
11) As palavras: MESMO, PRÓPRIO e SÓ concordam com o nome a
que se referem.
Ela mesma veio até aqui.
Eles chegaram sós.
Eles próprios escreveram.
12) A palavra OBRIGADO concorda com o nome a que se refere.
Muito obrigado. (masculino singular)
Muito obrigada. (feminino singular).
13) A palavra MEIO concorda com o substantivo quando é adjetivo e fica
invariável quando é advérbio.
Quero meio quilo de café.
Minha mãe está meio exausta.
É meio-dia e meia. (hora)
14) As palavras ANEXO, INCLUSO e JUNTO concordam com o substan-
tivo a que se referem.
Trouxe anexas as fotografias que você me pediu.
A expressão em anexo é invariável.
Trouxe em anexo estas fotos.
15) Os adjetivos ALTO, BARATO, CONFUSO, FALSO, etc, que substitu-
em advérbios em MENTE, permanecem invariáveis.
Vocês falaram alto demais.
O combustível custava barato.
Você leu confuso.
Ela jura falso.
16) CARO, BASTANTE, LONGE, se advérbios, não variam, se adjetivos,
sofrem variação normalmente.
Esses pneus custam caro.
Conversei bastante com eles.
Conversei com bastantes pessoas.
Estas crianças moram longe.
Conheci longes terras.
CONCORDÂNCIA VERBAL
CASOS GERAIS
1) O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.
O menino chegou. Os meninos chegaram.
2) Sujeito representado por nome coletivo deixa o verbo no singular.
O pessoal ainda não chegou.
A turma não gostou disso.
Um bando de pássaros pousou na árvore.
3) Se o núcleo do sujeito é um nome terminado em S, o verbo só irá ao
plural se tal núcleo vier acompanhado de artigo no plural.
Os Estados Unidos são um grande país.
Os Lusíadas imortalizaram Camões.
Os Alpes vivem cobertos de neve.
Em qualquer outra circunstância, o verbo ficará no singular.
Flores já não leva acento.
O Amazonas deságua no Atlântico.
Campos foi a primeira cidade na América do Sul a ter luz elétrica.
4) Coletivos primitivos (indicam uma parte do todo) seguidos de nome
no plural deixam o verbo no singular ou levam-no ao plural, indiferen-
temente.
A maioria das crianças recebeu, (ou receberam) prêmios.
A maior parte dos brasileiros votou (ou votaram).
5) O verbo transitivo direto ao lado do pronome SE concorda com o
sujeito paciente.
Vende-se um apartamento.
Vendem-se alguns apartamentos.
6) O pronome SE como símbolo de indeterminação do sujeito leva o
verbo para a 3ª pessoa do singular.
Precisa-se de funcionários.
7) A expressão UM E OUTRO pede o substantivo que a acompanha no
singular e o verbo no singular ou no plural.
Um e outro texto me satisfaz. (ou satisfazem)
8) A expressão UM DOS QUE pede o verbo no singular ou no plural.
Ele é um dos autores que viajou (viajaram) para o Sul.
9) A expressão MAIS DE UM pede o verbo no singular.
Mais de um jurado fez justiça à minha música.
10) As palavras: TUDO, NADA, ALGUÉM, ALGO, NINGUÉM, quando
empregadas como sujeito e derem ideia de síntese, pedem o verbo
no singular.
As casas, as fábricas, as ruas, tudo parecia poluição.
11) Os verbos DAR, BATER e SOAR, indicando hora, acompanham o
sujeito.
Deu uma hora.
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Deram três horas.
Bateram cinco horas.
Naquele relógio já soaram duas horas.
12) A partícula expletiva ou de realce É QUE é invariável e o verbo da
frase em que é empregada concorda normalmente com o sujeito.
Ela é que faz as bolas.
Eu é que escrevo os programas.
13) O verbo concorda com o pronome antecedente quando o sujeito é
um pronome relativo.
Ele, que chegou atrasado, fez a melhor prova.
Fui eu que fiz a lição
Quando a LIÇÃO é pronome relativo, há várias construções possí-
veis.
• que: Fui eu que fiz a lição.
• quem: Fui eu quem fez a lição.
• o que: Fui eu o que fez a lição.
14) Verbos impessoais - como não possuem sujeito, deixam o verbo na
terceira pessoa do singular. Acompanhados de auxiliar, transmitem a
este sua impessoalidade.
Chove a cântaros. Ventou muito ontem.
Deve haver muitas pessoas na fila. Pode haver brigas e discussões.
CONCORDÂNCIA DOS VERBOS SER E PARECER
1) Nos predicados nominais, com o sujeito representado por um dos
pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO, os verbos SER e PA-
RECER concordam com o predicativo.
Tudo são esperanças.
Aquilo parecem ilusões.
Aquilo é ilusão.
2) Nas orações iniciadas por pronomes interrogativos, o verbo SER con-
corda sempre com o nome ou pronome que vier depois.
Que são florestas equatoriais?
Quem eram aqueles homens?
3) Nas indicações de horas, datas, distâncias, a concordância se fará com
a expressão numérica.
São oito horas.
Hoje são 19 de setembro.
De Botafogo ao Leblon são oito quilômetros.
4) Com o predicado nominal indicando suficiência ou falta, o verbo SER
fica no singular.
Três batalhões é muito pouco.
Trinta milhões de dólares é muito dinheiro.
5) Quando o sujeito é pessoa, o verbo SER fica no singular.
Maria era as flores da casa.
O homem é cinzas.
6) Quando o sujeito é constituído de verbos no infinitivo, o verbo SER
concorda com o predicativo.
Dançar e cantar é a sua atividade.
Estudar e trabalhar são as minhas atividades.
7) Quando o sujeito ou o predicativo for pronome pessoal, o verbo SER
concorda com o pronome.
A ciência, mestres, sois vós.
Em minha turma, o líder sou eu.
8) Quando o verbo PARECER estiver seguido de outro verbo no infinitivo,
apenas um deles deve ser flexionado.
Os meninos parecem gostar dos brinquedos.
Os meninos parece gostarem dos brinquedos.
REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL
Regência é o processo sintático no qual um termo depende gramati-
calmente do outro.
A regência nominal trata dos complementos dos nomes (substantivos e
adjetivos).
Exemplos:
-acesso:A=aproximação-AMOR:A,DE,PARA,PARACOM
EM = promoção - aversão: A, EM, PARA, POR
PARA = passagem
A regência verbal trata dos complementos do verbo.
ALGUNS VERBOS E SUA REGÊNCIA CORRETA
1. ASPIRAR - atrair para os pulmões (transitivo direto)
• pretender (transitivo indireto)
No sítio, aspiro o ar puro da montanha.
Nossa equipe aspira ao troféu de campeã.
2. OBEDECER - transitivo indireto
Devemos obedecer aos sinais de trânsito.
3. PAGAR - transitivo direto e indireto
Já paguei um jantar a você.
4. PERDOAR - transitivo direto e indireto.
Já perdoei aos meus inimigos as ofensas.
5. PREFERIR - (= gostar mais de) transitivo direto e indireto
Prefiro Comunicação à Matemática.
6. INFORMAR - transitivo direto e indireto.
Informei-lhe o problema.
7. ASSISTIR - morar, residir:
Assisto em Porto Alegre.
• amparar, socorrer, objeto direto
O médico assistiu o doente.
• PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE - objeto direto
Assistimos a um belo espetáculo.
• SER-LHE PERMITIDO - objeto indireto
Assiste-lhe o direito.
8. ATENDER - dar atenção
Atendi ao pedido do aluno.
• CONSIDERAR, ACOLHER COM ATENÇÃO - objeto direto
Atenderam o freguês com simpatia.
9. QUERER - desejar, querer, possuir - objeto direto
A moça queria um vestido novo.
• GOSTAR DE, ESTIMAR, PREZAR - objeto indireto
O professor queria muito a seus alunos.
10. VISAR - almejar, desejar - objeto indireto
Todos visamos a um futuro melhor.
• APONTAR, MIRAR - objeto direto
O artilheiro visou a meta quando fez o gol.
• pör o sinal de visto - objeto direto
O gerente visou todos os cheques que entraram naquele dia.
11. OBEDECER e DESOBEDECER - constrói-se com objeto indireto
Devemos obedecer aos superiores.
Desobedeceram às leis do trânsito.
12. MORAR, RESIDIR, SITUAR-SE, ESTABELECER-SE
• exigem na sua regência a preposição EM
O armazém está situado na Farrapos.
Ele estabeleceu-se na Avenida São João.
13. PROCEDER - no sentido de "ter fundamento" é intransitivo.
Essas tuas justificativas não procedem.
• no sentido de originar-se, descender, derivar, proceder, constrói-se
com a preposição DE.
Algumas palavras da Língua Portuguesa procedem do tupi-guarani
• no sentido de dar início, realizar, é construído com a preposição A.
O secretário procedeu à leitura da carta.
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização63
14. ESQUECER E LEMBRAR
• quando não forem pronominais, constrói-se com objeto direto:
Esqueci o nome desta aluna.
Lembrei o recado, assim que o vi.
• quando forem pronominais, constrói-se com objeto indireto:
Esqueceram-se da reunião de hoje.
Lembrei-me da sua fisionomia.
15. Verbos que exigem objeto direto para coisa e indireto para pessoa.
• perdoar - Perdoei as ofensas aos inimigos.
• pagar - Pago o 13° aos professores.
• dar - Daremos esmolas ao pobre.
• emprestar - Emprestei dinheiro ao colega.
• ensinar - Ensino a tabuada aos alunos.
• agradecer - Agradeço as graças a Deus.
• pedir - Pedi um favor ao colega.
16. IMPLICAR - no sentido de acarretar, resultar, exige objeto direto:
O amor implica renúncia.
• no sentido de antipatizar, ter má vontade, constrói-se com a preposição
COM:
O professor implicava com os alunos
• no sentido de envolver-se, comprometer-se, constrói-se com a preposi-
ção EM:
Implicou-se na briga e saiu ferido
17. IR - quando indica tempo definido, determinado, requer a preposição A:
Ele foi a São Paulo para resolver negócios.
quando indica tempo indefinido, indeterminado, requer PARA:
Depois de aposentado, irá definitivamente para o Mato Grosso.
18. CUSTAR - Empregado com o sentido de ser difícil, não tem pessoa
como sujeito:
O sujeito será sempre "a coisa difícil", e ele só poderá aparecer na 3ª
pessoa do singular, acompanhada do pronome oblíquo. Quem sente di-
ficuldade, será objeto indireto.
Custou-me confiar nele novamente.
Custar-te-á aceitá-la como nora.
Funções da Linguagem
Função referencial ou denotativa: transmite uma informação objetiva,
expõe dados da realidade de modo objetivo, não faz comentários, nem
avaliação. Geralmente, o texto apresenta-se na terceira pessoa do singular
ou plural, pois transmite impessoalidade. A linguagem é denotativa, ou seja,
não há possibilidades de outra interpretação além da que está exposta.
Em alguns textos é mais predominante essa função, como: científicos,
jornalísticos, técnicos, didáticos ou em correspondências comerciais.
Por exemplo: “Bancos terão novas regras para acesso de deficientes”. O
Popular, 16 out. 2008.
Função emotiva ou expressiva: o objetivo do emissor é transmitir suas
emoções e anseios. A realidade é transmitida sob o ponto de vista do
emissor, a mensagem é subjetiva e centrada no emitente e, portanto,
apresenta-se na primeira pessoa. A pontuação (ponto de exclamação,
interrogação e reticências) é uma característica da função emotiva, pois
transmite a subjetividade da mensagem e reforça a entonação emotiva.
Essa função é comum em poemas ou narrativas de teor dramático ou
romântico.
Por exemplo: “Porém meus olhos não perguntam nada./ O homem atrás do
bigode é sério, simples e forte./Quase não conversa./Tem poucos, raros
amigos/o homem atrás dos óculos e do bigode.” (Poema de sete faces,
Carlos Drummond de Andrade)
Função conativa ou apelativa: O objetivo é de influenciar, convencer o
receptor de alguma coisa por meio de uma ordem (uso de vocativos),
sugestão, convite ou apelo (daí o nome da função). Os verbos costumam
estar no imperativo (Compre! Faça!) ou conjugados na 2ª ou 3ª pessoa
(Você não pode perder! Ele vai melhorar seu desempenho!). Esse tipo de
função é muito comum em textos publicitários, em discursos políticos ou de
autoridade.
Por exemplo: Não perca a chance de ir ao cinema pagando menos!
Função metalinguística: Essa função refere-se à metalinguagem, que é
quando o emissor explica um código usando o próprio código. Quando um
poema fala da própria ação de se fazer um poema, por exemplo. Veja:
“Pegue um jornal
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo.”
Este trecho da poesia, intitulada “Para fazer um poema dadaísta” utiliza o
código (poema) para explicar o próprio ato de fazer um poema.
Função fática: O objetivo dessa função é estabelecer uma relação com o
emissor, um contato para verificar se a mensagem está sendo transmitida
ou para dilatar a conversa.
Quando estamos em um diálogo, por exemplo, e dizemos ao nosso recep-
tor “Está entendendo?”, estamos utilizando este tipo de função ou quando
atendemos o celular e dizemos “Oi” ou “Alô”.
Função poética: O objetivo do emissor é expressar seus sentimentos
através de textos que podem ser enfatizados por meio das formas das
palavras, da sonoridade, do ritmo, além de elaborar novas possibilidades de
combinações dos signos linguísticos. É presente em textos literários, publi-
citários e em letras de música.
Por exemplo: negócio/ego/ócio/cio/0
Na poesia acima “Epitáfio para um banqueiro”, José de Paulo Paes faz uma
combinação de palavras que passa a ideia do dia a dia de um banqueiro,
de acordo com o poeta.
Por Sabrina Vilarinho
EMPREGO DO QUE E DO SE
A palavra que em português pode ser:
Interjeição: exprime espanto, admiração, surpresa.
Nesse caso, será acentuada e seguida de ponto de exclamação. Usa-se
também a variação o quê! A palavra que não exerce função sintática
quando funciona como interjeição.
Quê! Você ainda não está pronto?
O quê! Quem sumiu?
Substantivo: equivale a alguma coisa.
Nesse caso, virá sempre antecedida de artigo ou outro determinante, e
receberá acento por ser monossílabo tônico terminado em e. Como subs-
tantivo, designa também a 16ª letra de nosso alfabeto. Quando a palavra
que for substantivo, exercerá as funções sintáticas próprias dessa classe
de palavra (sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, etc.)
Ele tem certo quê misterioso. (substantivo na função de núcleo do objeto
direto)
Preposição: liga dois verbos de uma locução verbal em que o auxiliar é o
verbo ter.
Equivale a de. Quando é preposição, a palavra que não exerce função
sintática.
Tenho que sair agora.
Ele tem que dar o dinheiro hoje.
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização64
Partícula expletiva ou de realce: pode ser retirada da frase, sem prejuízo
algum para o sentido.
Nesse caso, a palavra que não exerce função sintática; como o próprio
nome indica, é usada apenas para dar realce. Como partícula expletiva,
aparece também na expressão é que.
Quase que não consigo chegar a tempo.
Elas é que conseguiram chegar.
Advérbio: modifica um adjetivo ou um advérbio. Equivale a quão. Quando
funciona como advérbio, a palavra que exerce a função sintática de adjunto
adverbial; no caso, de intensidade.
Que lindas flores!
Que barato!
Pronome: como pronome, a palavra que pode ser:
• pronome relativo: retoma um termo da oração antecedente, projetando-o
na oração consequente. Equivale a o qual e flexões.
Não encontramos as pessoas que saíram.
• pronome indefinido: nesse caso, pode funcionar como pronome substanti-
vo ou pronome adjetivo.
• pronome substantivo: equivale a que coisa. Quando for pronome substan-
tivo, a palavra que exercerá as funções próprias do substantivo (sujeito,
objeto direto, objeto indireto, etc.)
Que aconteceu com você?
• pronome adjetivo: determina um substantivo. Nesse caso, exerce a função
sintática de adjunto adnominal.
Que vida é essa?
Conjunção: relaciona entre si duas orações. Nesse caso, não exerce
função sintática. Como conjunção, a palavra que pode relacionar tanto
orações coordenadas quanto subordinadas, daí classificar-se como conjun-
ção coordenativa ou conjunção subordinativa. Quando funciona como
conjunção coordenativa ou subordinativa, a palavra que recebe o nome da
oração que introduz. Por exemplo:
Venha logo, que é tarde. (conjunção coordenativa explicativa)
Falou tanto que ficou rouco. (conjunção subordinativa consecutiva)
Quando inicia uma oração subordinada substantiva, a palavra que recebe o
nome de conjunção subordinativa integrante.
Desejo que você venha logo.
A palavra se
A palavra se, em português, pode ser:
Conjunção: relaciona entre si duas orações. Nesse caso, não exerce
função sintática. Como conjunção, a palavra se pode ser:
* conjunção subordinativa integrante: inicia uma oração subordinada subs-
tantiva.
Perguntei se ele estava feliz.
* conjunção subordinativa condicional: inicia uma oração adverbial condi-
cional (equivale a caso).
Se todos tivessem estudado, as notas seriam boas.
Partícula expletiva ou de realce: pode ser retirada da frase sem prejuízo
algum para o sentido. Nesse caso, a palavra se não exerce função sintáti-
ca. Como o próprio nome indica, é usada apenas para dar realce.
Passavam-se os dias e nada acontecia.
Parte integrante do verbo: faz parte integrante dos verbos pronominais.
Nesse caso, o se não exerce função sintática.
Ele arrependeu-se do que fez.
Partícula apassivadora: ligada a verbo que pede objeto direto, caracteriza
as orações que estão na voz passiva sintética. É também chamada de
pronome apassivador. Nesse caso, não exerce função sintática, seu papel
é apenas apassivar o verbo.
Vendem-se casas.
Aluga-se carro.
Compram-se joias.
Índice de indeterminação do sujeito: vem ligando a um verbo que não é
transitivo direto, tornando o sujeito indeterminado. Não exerce propriamente
uma função sintática, seu papel é o de indeterminar o sujeito. Lembre-se de
que, nesse caso, o verbo deverá estar na terceira pessoa do singular.
Trabalha-se de dia.
Precisa-se de vendedores.
Pronome reflexivo: quando a palavra se é pronome pessoal, ela deverá
estar sempre na mesma pessoa do sujeito da oração de que faz parte. Por
isso o pronome oblíquo se sempre será reflexivo (equivalendo a a si mes-
mo), podendo assumir as seguintes funções sintáticas:
* objeto direto
Ele cortou-se com o facão.
* objeto indireto
Ele se atribui muito valor.
* sujeito de um infinitivo
“Sofia deixou-se estar à janela.”
Por Marina Cabral
CONFRONTO E RECONHECIMENTO DE FRASES
CORRETAS E INCORRETAS
O reconhecimento de frases corretas e incorretas abrange praticamente
toda a gramática.
Os principais tópicos que podem aparecer numa frase correta ou incorreta
são:
- ortografia
- acentuação gráfica
- concordância
- regência
- plural e singular de substantivos e adjetivos
- verbos
- etc.
Daremos a seguir alguns exemplos:
Encontre o termo em destaque que está erradamente empregado:
A) Senão chover, irei às compras.
B) Olharam-se de alto a baixo.
C) Saiu a fim de divertir-se
D) Não suportava o dia-a-dia no convento.
E) Quando está cansado, briga à toa.
Alternativa A
Ache a palavra com erro de grafia:
A) cabeleireiro ; manteigueira
B) caranguejo ; beneficência
C) prazeirosamente ; adivinhar
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização65
D) perturbar ; concupiscência
E) berinjela ; meritíssimo
Alternativa C
Identifique o termo que está inadequadamente empregado:
A) O juiz infligiu-lhe dura punição.
B) Assustou-se ao receber o mandato de prisão.
C) Rui Barbosa foi escritor preeminente de nossas letras.
D) Com ela, pude fruir os melhores momentos de minha vida.
E) A polícia pegou o ladrão em flagrante.
Alternativa B
O acento grave, indicador de crase, está empregado CORRETAMENTE
em:
A) Encaminhamos os pareceres à Vossa Senhoria e não tivemos respos-
ta.
B) A nossa reação foi deixá-los admirar à belíssima paisagem.
C) Rapidamente, encaminhamos o produto à firma especializada.
D) Todos estávamos dispostos à aceitar o seu convite.
Alternativa C
Assinale a alternativa cuja concordância nominal não está de acordo com o
padrão culto:
A) Anexa à carta vão os documentos.
B) Anexos à carta vão os documentos.
C) Anexo à carta vai o documento.
D) Em anexo, vão os documentos.
Alternativa A
Identifique a única frase onde o verbo está conjugado corretamente:
A) Os professores revêm as provas.
B) Quando puder, vem à minha casa.
C) Não digas nada e voltes para sua sala.
D) Se pretendeis destruir a cidade, atacais à noite.
E) Ela se precaveu do perigo.
Alternativa E
Encontre a alternativa onde não há erro no emprego do pronome:
A) A criança é tal quais os pais.
B) Esta tarefa é para mim fazer até domingo.
C) O diretor conversou com nós.
D) Vou consigo ao teatro hoje à noite.
E) Nada de sério houve entre você e eu.
Alternativa A
Que frase apresenta uso inadequado do pronome demonstrativo?
A) Esta aliança não sai do meu dedo.
B) Foi preso em 1964 e só saiu neste ano.
C) Casaram-se Tânia e José; essa contente, este apreensivo.
D) Romário foi o maior artilheiro daquele jogo.
E) Vencer depende destes fatores: rapidez e segurança.
Alternativa C
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Palavras fora do lugar podem prejudicar e até impedir a compreensão
de uma ideia. Cada palavra deve ser posta na posição funcionalmente
correta em relação às outras, assim como convém dispor com clareza as
orações no período e os períodos no discurso.
Sintaxe de colocação é o capítulo da gramática em que se cuida da or-
dem ou disposição das palavras na construção das frases. Os termos da
oração, em português, geralmente são colocados na ordem direta (sujeito +
verbo + objeto direto + objeto indireto, ou sujeito + verbo + predicativo). As
inversões dessa ordem ou são de natureza estilística (realce do termo cuja
posição natural se altera: Corajoso é ele! Medonho foi o espetáculo), ou de
pura natureza gramatical, sem intenção especial de realce, obedecendo-se,
apenas a hábitos da língua que se fizeram tradicionais.
Sujeito posposto ao verbo. Ocorre, entre outros, nos seguintes casos:
(1) nas orações intercaladas (Sim, disse ele, voltarei); (2) nas interrogativas,
não sendo o sujeito pronome interrogativo (Que espera você?); (3) nas
reduzidas de infinitivo, de gerúndio ou de particípio (Por ser ele quem é...
Sendo ele quem é... Resolvido o caso...); (4) nas imperativas (Faze tu o
que for possível); (5) nas optativas (Suceda a paz à guerra! Guie-o a mão
da Providência!); (6) nas que têm o verbo na passiva pronominal (Elimina-
ram-se de vez as esperanças); (7) nas que começam por adjunto adverbial
(No profundo do céu luzia uma estrela), predicativo (Esta é a vontade de
Deus) ou objeto (Aos conselhos sucederam as ameaças); (8) nas construí-
das com verbos intransitivos (Desponta o dia). Colocam-se normalmente
depois do verbo da oração principal as orações subordinadas substantivas:
é claro que ele se arrependeu.
Predicativo anteposto ao verbo. Ocorre, entre outros, nos seguintes ca-
sos: (1) nas orações interrogativas (Que espécie de homem é ele?); (2) nas
exclamativas (Que bonito é esse lugar!).
Colocação do adjetivo como adjunto adnominal. A posposição do ad-
junto adnominal ao substantivo é a sequência que predomina no enunciado
lógico (livro bom, problema fácil), mas não é rara a inversão dessa ordem:
(Uma simples advertência [anteposição do adjetivo simples, no sentido de
mero]. O menor descuido porá tudo a perder [anteposição dos superlativos
relativos: o melhor, o pior, o maior, o menor]). A anteposição do adjetivo,
em alguns casos, empresta-lhe sentido figurado: meu rico filho, um grande
homem, um pobre rapaz).
Colocação dos pronomes átonos. O pronome átono pode vir antes do
verbo (próclise, pronome proclítico: Não o vejo), depois do verbo (ênclise,
pronome enclítico: Vejo-o) ou no meio do verbo, o que só ocorre com
formas do futuro do presente (Vê-lo-ei) ou do futuro do pretérito (Vê-lo-ia).
Verifica-se próclise, normalmente nos seguintes casos: (1) depois de
palavras negativas (Ninguém me preveniu), de pronomes interrogativos
(Quem me chamou?), de pronomes relativos (O livro que me deram...), de
advérbios interrogativos (Quando me procurarás); (2) em orações optativas
(Deus lhe pague!); (3) com verbos no subjuntivo (Espero que te comportes);
(4) com gerúndio regido de em (Em se aproximando...); (5) com infinitivo
regido da preposição a, sendo o pronome uma das formas lo, la, los, las
(Fiquei a observá-la); (6) com verbo antecedido de advérbio, sem pausa
(Logo nos entendemos), do numeral ambos (Ambos o acompanharam) ou
de pronomes indefinidos (Todos a estimam).
Ocorre a ênclise, normalmente, nos seguintes casos: (1) quando o ver-
bo inicia a oração (Contaram-me que...), (2) depois de pausa (Sim, conta-
ram-me que...), (3) com locuções verbais cujo verbo principal esteja no
infinitivo (Não quis incomodar-se).
Estando o verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito, a me-
sóclise é de regra, no início da frase (Chama-lo-ei. Chama-lo-ia). Se o
verbo estiver antecedido de palavra com força atrativa sobre o pronome,
haverá próclise (Não o chamarei. Não o chamaria). Nesses casos, a língua
moderna rejeita a ênclise e evita a mesóclise, por ser muito formal.
Pronomes com o verbo no particípio. Com o particípio desacompanha-
do de auxiliar não se verificará nem próclise nem ênclise: usa-se a forma
oblíqua do pronome, com preposição. (O emprego oferecido a mim...).
Havendo verbo auxiliar, o pronome virá proclítico ou enclítico a este. (Por
que o têm perseguido? A criança tinha-se aproximado.)
Pronomes átonos com o verbo no gerúndio. O pronome átono costuma
vir enclítico ao gerúndio (João, afastando-se um pouco, observou...). Nas
locuções verbais, virá enclítico ao auxiliar (João foi-se afastando), salvo
quando este estiver antecedido de expressão que, de regra, exerça força
atrativa sobre o pronome (palavras negativas, pronomes relativos, conjun-
ções etc.) Exemplo: À medida que se foram afastando.
Colocação dos possessivos. Os pronomes adjetivos possessivos pre-
cedem os substantivos por eles determinados (Chegou a minha vez), salvo
quando vêm sem artigo definido (Guardei boas lembranças suas); quando
há ênfase (Não, amigos meus!); quando determinam substantivo já deter-
minado por artigo indefinido (Receba um abraço meu), por um numeral
(Recebeu três cartas minhas), por um demonstrativo (Receba esta lem-
brança minha) ou por um indefinido (Aceite alguns conselhos meus).
Colocação dos demonstrativos. Os demonstrativos, quando pronomes
adjetivos, precedem normalmente o substantivo (Compreendo esses pro-
blemas). A posposição do demonstrativo é obrigatória em algumas formas
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização66
em que se procura especificar melhor o que se disse anteriormente: "Ouvi
tuas razões, razões essas que não chegaram a convencer-me."
Colocação dos advérbios. Os advérbios que modificam um adjetivo, um
particípio isolado ou outro advérbio vêm, em regra, antepostos a essas
palavras (mais azedo, mal conservado; muito perto). Quando modificam o
verbo, os advérbios de modo costumam vir pospostos a este (Cantou
admiravelmente. Discursou bem. Falou claro.). Anteposto ao verbo, o
adjunto adverbial fica naturalmente em realce: "Lá longe a gaivota voava
rente ao mar."
Figuras de sintaxe. No tocante à colocação dos termos na frase, salien-
tem-se as seguintes figuras de sintaxe: (1) hipérbato -- intercalação de um
termo entre dois outros que se relacionam: "O das águas gigante caudalo-
so" (= O gigante caudaloso das águas); (2) anástrofe -- inversão da ordem
normal de termos sintaticamente relacionados: "Do mar lançou-se na gela-
da areia" (= Lançou-se na gelada areia do mar); (3) prolepse -- transposi-
ção, para a oração principal, de termo da oração subordinada: "A nossa
Corte, não digo que possa competir com Paris ou Londres..." (= Não digo
que a nossa Corte possa competir com Paris ou Londres...); (4) sínquise --
alteração excessiva da ordem natural das palavras, que dificulta a compre-
ensão do sentido: "No tempo que do reino a rédea leve, João, filho de
Pedro, moderava" (= No tempo [em] que João, filho de Pedro, moderava a
rédea leve do reino). ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
Colocação Pronominal (próclise, mesóclise, ênclise)
Por Cristiana Gomes
É o estudo da colocação dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a,
lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo.
Os pronomes átonos podem ocupar 3 posições: antes do verbo (próclise),
no meio do verbo (mesóclise) e depois do verbo (ênclise).
Esses pronomes se unem aos verbos porque são “fracos” na pronúncia.
PRÓCLISE
Usamos a próclise nos seguintes casos:
(1) Com palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais, nada,
ninguém, nem, de modo algum.
- Nada me perturba.
- Ninguém se mexeu.
- De modo algum me afastarei daqui.
- Ela nem se importou com meus problemas.
(2) Com conjunções subordinativas: quando, se, porque, que, conforme,
embora, logo, que.
- Quando se trata de comida, ele é um “expert”.
- É necessário que a deixe na escola.
- Fazia a lista de convidados, conforme me lembrava dos amigos sinceros.
(3) Advérbios
- Aqui se tem paz.
- Sempre me dediquei aos estudos.
- Talvez o veja na escola.
OBS: Se houver vírgula depois do advérbio, este (o advérbio) deixa de
atrair o pronome.
- Aqui, trabalha-se.
(4) Pronomes relativos, demonstrativos e indefinidos.
- Alguém me ligou? (indefinido)
- A pessoa que me ligou era minha amiga. (relativo)
- Isso me traz muita felicidade. (demonstrativo)
(5) Em frases interrogativas.
- Quanto me cobrará pela tradução?
(6) Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem desejo).
- Deus o abençoe!
- Macacos me mordam!
- Deus te abençoe, meu filho!
(7) Com verbo no gerúndio antecedido de preposição EM.
- Em se plantando tudo dá.
- Em se tratando de beleza, ele é campeão.
(8) Com formas verbais proparoxítonas
- Nós o censurávamos.
MESÓCLISE
Usada quando o verbo estiver no futuro do presente (vai acontecer – ama-
rei, amarás, …) ou no futuro do pretérito (ia acontecer mas não aconteceu –
amaria, amarias, …)
- Convidar-me-ão para a festa.
- Convidar-me-iam para a festa.
Se houver uma palavra atrativa, a próclise será obrigatória.
- Não (palavra atrativa) me convidarão para a festa.
ÊNCLISE
Ênclise de verbo no futuro e particípio está sempre errada.
- Tornarei-me……. (errada)
- Tinha entregado-nos……….(errada)
Ênclise de verbo no infinitivo está sempre certa.
- Entregar-lhe (correta)
- Não posso recebê-lo. (correta)
Outros casos:
- Com o verbo no início da frase: Entregaram-me as camisas.
- Com o verbo no imperativo afirmativo: Alunos, comportem-se.
- Com o verbo no gerúndio: Saiu deixando-nos por instantes.
- Com o verbo no infinitivo impessoal: Convém contar-lhe tudo.
OBS: se o gerúndio vier precedido de preposição ou de palavra atrativa,
ocorrerá a próclise:
- Em se tratando de cinema, prefiro o suspense.
- Saiu do escritório, não nos revelando os motivos.
COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS
Locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar + infinitivo, gerúndio
ou particípio.
AUX + PARTICÍPIO: o pronome deve ficar depois do verbo auxiliar. Se
houver palavra atrativa, o pronome deverá ficar antes do verbo auxiliar.
- Havia-lhe contado a verdade.
- Não (palavra atrativa) lhe havia contado a verdade.
AUX + GERÚNDIO OU INFINITIVO: se não houver palavra atrativa, o
pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou do verbo principal.
Infinitivo
- Quero-lhe dizer o que aconteceu.
- Quero dizer-lhe o que aconteceu.
Gerúndio
- Ia-lhe dizendo o que aconteceu.
- Ia dizendo-lhe o que aconteceu.
Se houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá antes do verbo auxiliar
ou depois do verbo principal.
Infinitivo
- Não lhe quero dizer o que aconteceu.
- Não quero dizer-lhe o que aconteceu.
Gerúndio
- Não lhe ia dizendo a verdade.
- Não ia dizendo-lhe a verdade.
Figuras de Linguagem
Figuras sonoras
Aliteração
repetição de sons consonantais (consoantes).
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização67
Cruz e Souza é o melhor exemplo deste recurso. Uma das características
marcantes do Simbolismo, assim como a sinestesia.
Ex: "(...) Vozes veladas, veludosas vozes, / Volúpias dos violões, vozes
veladas / Vagam nos velhos vórtices velozes / Dos ventos, vivas, vãs,
vulcanizadas." (fragmento de Violões que choram. Cruz e Souza)
Assonância
repetição dos mesmos sons vocálicos.
Ex: (A, O) - "Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do
litoral." (Caetano Veloso)
(E, O) - "O que o vago e incóngnito desejo de ser eu mesmo de meu ser me
deu." (Fernando Pessoa)
Paranomásia
o emprego de palavras parônimas (sons parecidos).
Ex: "Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias" (Padre
Antonio Vieira)
Onomatopeia
criação de uma palavra para imitar um som
Ex: A língua do nhem "Havia uma velhinha / Que andava aborrecida / Pois
dava a sua vida / Para falar com alguém. / E estava sempre em casa / A
boa velhinha, / Resmungando sozinha: / Nhem-nhem-nhem-nhem-nhem..."
(Cecília Meireles)
Linguagem figurada
Elipse
omissão de um termo ou expressão facilmente subentendida. Casos mais
comuns:
a) pronome sujeito, gerando sujeito oculto ou implícito: iremos depois,
compraríeis a casa?
b) substantivo - a catedral, no lugar de a igreja catedral; Maracanã, no ligar
de o estádio Maracanã
c) preposição - estar bêbado, a camisa rota, as calças rasgadas, no lugar
de: estar bêbado, com a camisa rota, com as calças rasgadas.
d) conjunção - espero você me entenda, no lugar de: espero que você me
entenda.
e) verbo - queria mais ao filho que à filha, no lugar de: queria mais o filho
que queria à filha. Em especial o verbo dizer em diálogos - E o rapaz: - Não
sei de nada !, em vez de E o rapaz disse:
Zeugma
omissão (elipse) de um termo que já apareceu antes. Se for verbo, pode
necessitar adaptações de número e pessoa verbais. Utilizada, sobretudo,
nas or. comparativas. Ex: Alguns estudam, outros não, por: alguns estu-
dam, outros não estudam. / "O meu pai era paulista / Meu avô, pernambu-
cano / O meu bisavô, mineiro / Meu tataravô, baiano." (Chico Buarque) -
omissão de era
Hipérbato
alteração ou inversão da ordem direta dos termos na oração, ou das ora-
ções no período. São determinadas por ênfase e podem até gerar anacolu-
tos.
Ex: Morreu o presidente, por: O presidente morreu.
Obs1.: Bechara denomina esta figura antecipação.
Obs2.: Se a inversão for violenta, comprometendo o sentido drasticamente,
Rocha Lima e Celso Cunha denominam-na sínquise
Obs3.: RL considera anástrofe um tipo de hipérbato
Anástrofe
anteposição, em expressões nominais, do termo regido de preposição ao
termo regente.
Ex: "Da morte o manto lutuoso vos cobre a todos.", por: O manto lutuoso da
morte vos cobre a todos.
Obs.: para Rocha Lima é um tipo de hipérbato
Pleonasmo
repetição de um termo já expresso, com objetivo de enfatizar a ideia.
Ex: Vi com meus próprios olhos. "E rir meu riso e derramar meu pranto / Ao
seu pesar ou seu contentamento." (Vinicius de Moraes), Ao pobre não lhe
devo (OI pleonástico)
Obs.: pleonasmo vicioso ou grosseiro - decorre da ignorância, perdendo o
caráter enfático (hemorragia de sangue, descer para baixo)
Assíndeto
ausência de conectivos de ligação, assim atribui maior rapidez ao texto.
Ocorre muito nas or. coordenadas.
Ex: "Não sopra o vento; não gemem as vagas; não murmuram os rios."
Polissíndeto
repetição de conectivos na ligação entre elementos da frase ou do período.
Ex: O menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita, e maltrata. "E sob as
ondas ritmadas / e sob as nuvens e os ventos / e sob as pontes e sob o
sarcasmo / e sob a gosma e o vômito (...)" (Carlos Drummond de Andrade)
Anacoluto
termo solto na frase, quebrando a estruturação lógica. Normalmente, inicia-
se uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.
Eu, parece-me que vou desmaiar. / Minha vida, tudo não passa de alguns
anos sem importância (sujeito sem predicado) / Quem ama o feio, bonito
lhe parece (alteraram-se as relações entre termos da oração)
Anáfora
repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.
Ex: "Olha a voz que me resta / Olha a veia que salta / Olha a gota que falta
/ Pro desfecho que falta / Por favor." (Chico Buarque)
Obs.: repetição em final de versos ou frases é epístrofe; repetição no início
e no fim será símploce. Classificações propostas por Rocha Lima.
Silepse
é a concordância com a ideia, e não com a palavra escrita. Existem três
tipos:
a) de gênero (masc x fem): São Paulo continua poluída (= a cidade de São
Paulo). V. Sª é lisonjeiro
b) de número (sing x pl): Os Sertões contra a Guerra de Canudos (= o livro
de Euclides da Cunha). O casal não veio, estavam ocupados.
c) de pessoa: Os brasileiros somos otimistas (3ª pess - os brasileiros, mas
quem fala ou escreve também participa do processo verbal)
Antecipação
antecipação de termo ou expressão, como recurso enfático. Pode gerar
anacoluto.
Ex.: Joana creio que veio aqui hoje.
O tempo parece que vai piorar
Obs.: Celso Cunha denomina-a prolepse.
Figuras de palavras ou tropos
(Para Bechara alterações semânticas)
Metáfora
emprego de palavras fora do seu sentido normal, por analogia. É um tipo de
comparação implícita, sem termo comparativo.
Ex: A Amazônia é o pulmão do mundo. Encontrei a chave do problema. /
"Veja bem, nosso caso / É uma porta entreaberta." (Luís Gonzaga Junior)
Obs1.: Rocha Lima define como modalidades de metáfora: personificação
(animismo), hipérbole, símbolo e sinestesia. ? Personificação - atribuição de
ações, qualidades e sentimentos humanos a seres inanimados. (A lua sorri
aos enamorados) ? Símbolo - nome de um ser ou coisa concreta assumin-
do valor convencional, abstrato. (balança = justiça, D. Quixote = idealismo,
cão = fidelidade, além do simbolismo universal das cores)
Obs2.: esta figura foi muito utilizada pelos simbolistas
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Catacrese
uso impróprio de uma palavra ou expressão, por esquecimento ou na
ausência de termo específico.
Ex.: Espalhar dinheiro (espalhar = separar palha) / "Distrai-se um deles a
enterrar o dedo no tornozelo inchado." - O verbo enterrar era usado primiti-
vamente para significar apenas colocar na terra.
Obs1.: Modernamente, casos como pé de meia e boca de forno são consi-
derados metáforas viciadas. Perderam valor estilístico e se formaram
graças à semelhança de forma existente entre seres.
Obs2.: Para Rocha Lima, é um tipo de metáfora
Metonímia
substituição de um nome por outro em virtude de haver entre eles associa-
ção de significado.
Ex: Ler Jorge Amado (autor pela obra - livro) / Ir ao barbeiro (o possuidor
pelo possuído, ou vice-versa - barbearia) / Bebi dois copos de leite (conti-
nente pelo conteúdo - leite) / Ser o Cristo da turma. (indivíduo pala classe -
culpado) / Completou dez primaveras (parte pelo todo - anos) / O brasileiro
é malandro (sing. pelo plural - brasileiros) / Brilham os cristais (matéria pela
obra - copos).
Antonomásia, perífrase
substituição de um nome de pessoa ou lugar por outro ou por uma expres-
são que facilmente o identifique. Fusão entre nome e seu aposto.
Ex: O mestre = Jesus Cristo, A cidade luz = Paris, O rei das selvas = o leão,
Escritor Maldito = Lima Barreto
Obs.: Rocha Lima considera como uma variação da metonímia
Sinestesia
interpenetração sensorial, fundindo-se dois sentidos ou mais (olfato, visão,
audição, gustação e tato).
Ex.: "Mais claro e fino do que as finas pratas / O som da tua voz deliciava ...
/ Na dolência velada das sonatas / Como um perfume a tudo perfumava. /
Era um som feito luz, eram volatas / Em lânguida espiral que iluminava /
Brancas sonoridades de cascatas ... / Tanta harmonia melancolizava."
(Cruz e Souza)
Obs.: Para Rocha Lima, representa uma modalidade de metáfora
Anadiplose
é a repetição de palavra ou expressão de fim de um membro de frase no
começo de outro membro de frase.
Ex: "Todo pranto é um comentário. Um comentário que amargamente
condena os motivos dados."
Figuras de pensamento
Antítese
aproximação de termos ou frases que se opõem pelo sentido.
Ex: "Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios"
(Vinicius de Moraes)
Obs.: Paradoxo - ideias contraditórias num só pensamento, proposição de
Rocha Lima ("dor que desatina sem doer" Camões)
Eufemismo
consiste em "suavizar" alguma ideia desagradável
Ex: Ele enriqueceu por meios ilícitos. (roubou), Você não foi feliz nos exa-
mes. (foi reprovado)
Obs.: Rocha Lima propõe uma variação chamada litote - afirma-se algo
pela negação do contrário. (Ele não vê, em lugar de Ele é cego; Não sou
moço, em vez de Sou velho). Para Bechara, alteração semântica.
Hipérbole
exagero de uma ideia com finalidade expressiva
Ex: Estou morrendo de sede (com muita sede), Ela é louca pelos filhos
(gosta muito dos filhos)
Obs.: Para Rocha Lima, é uma das modalidades de metáfora.
Ironia
utilização de termo com sentido oposto ao original, obtendo-se, assim, valor
irônico.
Obs.: Rocha Lima designa como antífrase
Ex: O ministro foi sutil como uma jamanta.
Gradação
apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descenden-
te (anticlímax)
Ex: "Nada fazes, nada tramas, nada pensas que eu não saiba, que eu não
veja, que eu não conheça perfeitamente."
Prosopopeia, personificação, animismo
é a atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais e
inanimados.
Ex: "A lua, (...) Pedia a cada estrela fria / Um brilho de aluguel ..." (Jõao
Bosco / Aldir Blanc)
Obs.: Para Rocha Lima, é uma modalidade de metáfora.
REDAÇÃO
A linguagem escrita tem identidade própria e não pretende ser mera
reprodução da linguagem oral. Ao redigir, o indivíduo conta unicamente
com o significado e a sonoridade das palavras para transmitir conteúdos
complexos, estimular a imaginação do leitor, promover associação de ideias
e ativar registros lógicos, sensoriais e emocionais da memória.
Redação é o ato de exprimir ideias, por escrito, de forma clara e orga-
nizada. O ponto de partida para redigir bem é o conhecimento da gramática
do idioma e do tema sobre o qual se escreve. Um bom roteiro de redação
deve contemplar os seguintes passos: escolha da forma que se pretende
dar à composição, organização das ideias sobre o tema, escolha do voca-
bulário adequado e concatenação das ideias segundo as regras linguísticas
e gramaticais.
Para adquirir um estilo próprio e eficaz é conveniente ler e estudar os
grandes mestres do idioma, clássicos e contemporâneos; redigir frequen-
temente, para familiarizar-se com o processo e adquirir facilidade de ex-
pressão; e ser escrupuloso na correção da composição, retificando o que
não saiu bem na primeira tentativa. É importante também realizar um
exame atento da realidade a ser retratada e dos eventos a que o texto se
refere, sejam eles concretos, emocionais ou filosóficos. O romancista, o
cientista, o burocrata, o legislador, o educador, o jornalista, o biógrafo,
todos pretendem comunicar por escrito, a um público real, um conteúdo que
quase sempre demanda pesquisa, leitura e observação minuciosa de fatos
empíricos. A capacidade de observar os dados e apresentá-los de maneira
própria e individual determina o grau de criatividade do escritor.
Para que haja eficácia na transmissão da mensagem, é preciso ter em
mente o perfil do leitor a quem o texto se dirige, quanto a faixa etária, nível
cultural e escolar e interesse específico pelo assunto. Assim, um mesmo
tema deverá ser apresentado diferentemente ao público infantil, juvenil ou
adulto; com formação universitária ou de nível técnico; leigo ou especializa-
do. As diferenças hão de determinar o vocabulário empregado, a extensão
do texto, o nível de complexidade das informações, o enfoque e a condução
do tema principal a assuntos correlatos.
Organização das ideias. O texto artístico é em geral construído a partir
de regras e técnicas particulares, definidas de acordo com o gosto e a
habilidade do autor. Já o texto objetivo, que pretende antes de mais nada
transmitir informação, deve fazê-lo o mais claramente possível, evitando
palavras e construções de sentido ambíguo.
Para escrever bem, é preciso ter ideias e saber concatená-las. Entre-
vistas com especialistas ou a leitura de textos a respeito do tema abordado
são bons recursos para obter informações e formar juízos a respeito do
assunto sobre o qual se pretende escrever. A observação dos fatos, a
experiência e a reflexão sobre seu conteúdo podem produzir conhecimento
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização69
suficiente para a formação de ideias e valores a respeito do mundo circun-
dante.
É importante evitar, no entanto, que a massa de informações se dis-
perse, o que esvaziaria de conteúdo a redação. Para solucionar esse
problema, pode-se fazer um roteiro de itens com o que se pretende escre-
ver sobre o tema, tomando nota livremente das ideias que ele suscita. O
passo seguinte consiste em organizar essas ideias e encadeá-las segundo
a relação que se estabelece entre elas.
Vocabulário e estilo. Embora quase todas as palavras tenham sinôni-
mos, dois termos quase nunca têm exatamente o mesmo significado. Há
sutilezas que recomendam o emprego de uma ou outra palavra, de acordo
com o que se pretende comunicar. Quanto maior o vocabulário que o
indivíduo domina para redigir um texto, mais fácil será a tarefa de comuni-
car a vasta gama de sentimentos e percepções que determinado tema ou
objeto lhe sugere.
Como regras gerais, consagradas pelo uso, deve-se evitar arcaísmos e
neologismos e dar preferência ao vocabulário corrente, além de evitar
cacofonias (junção de vocábulos que produz sentido estranho à ideia
original, como em "boca dela") e rimas involuntárias (como na frase, "a
audição e a compreensão são fatores indissociáveis na educação infantil").
O uso repetitivo de palavras e expressões empobrece a escrita e, para
evitá-lo, devem ser escolhidos termos equivalentes.
A obediência ao padrão culto da língua, regido por normas gramaticais,
linguísticas e de grafia, garante a eficácia da comunicação. Uma frase
gramaticalmente incorreta, sintaticamente mal estruturada e grafada com
erros é, antes de tudo, uma mensagem ininteligível, que não atinge o
objetivo de transmitir as opiniões e ideias de seu autor.
Tipos de redação. Todas as formas de expressão escrita podem ser
classificadas em formas literárias -- como as descrições e narrações, e
nelas o poema, a fábula, o conto e o romance, entre outros -- e não-
literárias, como as dissertações e redações técnicas.
Descrição. Descrever é representar um objeto (cena, animal, pessoa,
lugar, coisa etc.) por meio de palavras. Para ser eficaz, a apresentação das
características do objeto descrito deve explorar os cinco sentidos humanos
-- visão, audição, tato, olfato e paladar --, já que é por intermédio deles que
o ser humano toma contato com o ambiente.
A descrição resulta, portanto, da capacidade que o indivíduo tem de
perceber o mundo que o cerca. Quanto maior for sua sensibilidade, mais
rica será a descrição. Por meio da percepção sensorial, o autor registra
suas impressões sobre os objetos, quanto ao aroma, cor, sabor, textura ou
sonoridade, e as transmite para o leitor.
Narração. O relato de um fato, real ou imaginário, é denominado narra-
ção. Pode seguir o tempo cronológico, de acordo com a ordem de sucessão
dos acontecimentos, ou o tempo psicológico, em que se privilegiam alguns
eventos para atrair a atenção do leitor. A escolha do narrador, ou ponto de
vista, pode recair sobre o protagonista da história, um observador neutro,
alguém que participou do acontecimento de forma secundária ou ainda um
espectador onisciente, que supostamente esteve presente em todos os
lugares, conhece todos os personagens, suas ideias e sentimentos.
A apresentação dos personagens pode ser feita pelo narrador, quando
é chamada de direta, ou pelas próprias ações e comportamentos deste,
quando é dita indireta. As falas também podem ser apresentadas de três
formas: (1) discurso direto, em que o narrador transcreve de forma exata a
fala do personagem; (2) discurso indireto, no qual o narrador conta o que o
personagem disse, lançando mão dos verbos chamados dicendi ou de
elocução, que indicam quem está com a palavra, como por exemplo "dis-
se", "perguntou", "afirmou" etc.; e (3) discurso indireto livre, em que se
misturam os dois tipos anteriores.
O conjunto dos acontecimentos em que os personagens se envolvem
chama-se enredo. Pode ser linear, segundo a sucessão cronológica dos
fatos, ou não-linear, quando há cortes na sequência dos acontecimentos. É
comumente dividido em exposição, complicação, clímax e desfecho.
Dissertação. A exposição de ideias a respeito de um tema, com base
em raciocínios e argumentações, é chamada dissertação. Nela, o objetivo
do autor é discutir um tema e defender sua posição a respeito dele. Por
essa razão, a coerência entre as ideias e a clareza na forma de expressão
são elementos fundamentais.
A organização lógica da dissertação determina sua divisão em introdu-
ção, parte em que se apresenta o tema a ser discutido; desenvolvimento,
em que se expõem os argumentos e ideias sobre o assunto, fundamentan-
do-se com fatos, exemplos, testemunhos e provas o que se quer demons-
trar; e conclusão, na qual se faz o desfecho da redação, com a finalidade
de reforçar a ideia inicial.
Texto jornalístico e publicitário. O texto jornalístico apresenta a peculia-
ridade de poder transitar por todos os tipos de linguagem, da mais formal,
empregada, por exemplo, nos periódicos especializados sobre ciência e
política, até aquela extremamente coloquial, utilizada em publicações
voltadas para o público juvenil. Apesar dessa aparente liberdade de estilo, o
redator deve obedecer ao propósito específico da publicação para a qual
escreve e seguir regras que costumam ser bastante rígidas e definidas,
tanto quanto à extensão do texto como em relação à escolha do assunto,
ao tratamento que lhe é dado e ao vocabulário empregado.
O texto publicitário é produzido em condições análogas a essas e ainda
mais estritas, pois sua intenção, mais do que informar, é convencer o
público a consumir determinado produto ou apoiar determinada ideia. Para
isso, a resposta desse mesmo público é periodicamente analisada, com o
intuito de avaliar a eficácia do texto.
Redação técnica. Há diversos tipos de redação não-literária, como os
textos de manuais, relatórios administrativos, de experiências, artigos
científicos, teses, monografias, cartas comerciais e muitos outros exemplos
de redação técnica e científica.
Embora se deva reger pelos mesmos princípios de objetividade, coe-
rência e clareza que pautam qualquer outro tipo de composição, a redação
técnica apresenta estrutura e estilo próprios, com forte predominância da
linguagem denotativa. Essa distinção é basicamente produzida pelo objeti-
vo que a redação técnica persegue: o de esclarecer e não o de impressio-
nar.
As dissertações científicas, elaboradas segundo métodos rigorosos e
fundamentadas geralmente em extensa bibliografia, obedecem a padrões
de estruturação do texto criados e divulgados pela Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT). A apresentação dos trabalhos científicos deve
incluir, nessa ordem: capa; folha de rosto; agradecimentos, se houver;
sumário; sinopse ou resumo; listas (de ilustrações, tabelas, gráficos etc.); o
texto do trabalho propriamente dito, dividido em introdução, método, resul-
tados, discussão e conclusão; apêndices e anexos; bibliografia; e índice.
A preparação dos originais também obedece a algumas normas defini-
das pela ABNT e pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação
(IBBD) para garantia de uniformidade. Essas normas dizem respeito às
dimensões do papel, ao tamanho das margens, ao número de linhas por
página e de caracteres ou espaços por linha, à entrelinha e à numeração
das páginas, entre outras características. ©Encyclopaedia Britannica do
Brasil Publicações Ltda.
PROVA SIMULADA I
01. Assinale a alternativa correta quanto ao uso e à grafia das palavras.
(A) Na atual conjetura, nada mais se pode fazer.
(B) O chefe deferia da opinião dos subordinados.
(C) O processo foi julgado em segunda estância.
(D) O problema passou despercebido na votação.
(E) Os criminosos espiariam suas culpas no exílio.
02. A alternativa correta quanto ao uso dos verbos é:
(A) Quando ele vir suas notas, ficará muito feliz.
(B) Ele reaveu, logo, os bens que havia perdido.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização70
(C) A colega não se contera diante da situação.
(D) Se ele ver você na rua, não ficará contente.
(E) Quando você vir estudar, traga seus livros.
03. O particípio verbal está corretamente empregado em:
(A) Não estaríamos salvados sem a ajuda dos barcos.
(B) Os garis tinham chego às ruas às dezessete horas.
(C) O criminoso foi pego na noite seguinte à do crime.
(D) O rapaz já tinha abrido as portas quando chegamos.
(E) A faxineira tinha refazido a limpeza da casa toda.
04. Assinale a alternativa que dá continuidade ao texto abaixo, em
conformidade com a norma culta.
Nem só de beleza vive a madrepérola ou nácar. Essa substância do
interior da concha de moluscos reúne outras características interes-
santes, como resistência e flexibilidade.
(A) Se puder ser moldada, daria ótimo material para a confecção de
componentes para a indústria.
(B) Se pudesse ser moldada, dá ótimo material para a confecção de
componentes para a indústria.
(C) Se pode ser moldada, dá ótimo material para a confecção de com-
ponentes para a indústria.
(D) Se puder ser moldada, dava ótimo material para a confecção de
componentes para a indústria.
(E) Se pudesse ser moldada, daria ótimo material para a confecção de
componentes para a indústria.
05. O uso indiscriminado do gerúndio tem-se constituído num problema
para a expressão culta da língua. Indique a única alternativa em que
ele está empregado conforme o padrão culto.
(A) Após aquele treinamento, a corretora está falando muito bem.
(B) Nós vamos estar analisando seus dados cadastrais ainda hoje.
(C) Não haverá demora, o senhor pode estar aguardando na linha.
(D) No próximo sábado, procuraremos estar liberando o seu carro.
(E) Breve, queremos estar entregando as chaves de sua nova casa.
06. De acordo com a norma culta, a concordância nominal e verbal está
correta em:
(A) As características do solo são as mais variadas possível.
(B) A olhos vistos Lúcia envelhecia mais do que rapidamente.
(C) Envio-lhe, em anexos, a declaração de bens solicitada.
(D) Ela parecia meia confusa ao dar aquelas explicações.
(E) Qualquer que sejam as dúvidas, procure saná-las logo.
07. Assinale a alternativa em que se respeitam as normas cultas de
flexão de grau.
(A) Nas situações críticas, protegia o colega de quem era amiquíssimo.
(B) Mesmo sendo o Canadá friosíssimo, optou por permanecer lá duran-
te as férias.
(C) No salto, sem concorrentes, seu desempenho era melhor de todos.
(D) Diante dos problemas, ansiava por um resultado mais bom que ruim.
(E) Comprou uns copos baratos, de cristal, da mais malíssima qualidade.
Nas questões de números 08 e 09, assinale a alternativa cujas pala-
vras completam, correta e respectivamente, as frases dadas.
08. Os pesquisadores trataram de avaliar visão público financiamento
estatal ciência e tecnologia.
(A) à ... sobre o ... do ... para
(B) a ... ao ... do ... para
(C) à ... do ... sobre o ... a
(D) à ... ao ... sobre o ... à
(E) a ... do ... sobre o ... à
09. Quanto perfil desejado, com vistas qualidade dos candidatos, a
franqueadora procura ser muito mais criteriosa ao contratá-los, pois
eles devem estar aptos comercializar seus produtos.
(A) ao ... a ... à
(B) àquele ... à ... à
(C) àquele...à ... a
(D) ao ... à ... à
(E) àquele ... a ... a
10. Assinale a alternativa gramaticalmente correta de acordo com a
norma culta.
(A) Bancos de dados científicos terão seu alcance ampliado. E isso
trarão grandes benefícios às pesquisas.
(B) Fazem vários anos que essa empresa constrói parques, colaborando
com o meio ambiente.
(C) Laboratórios de análise clínica tem investido em institutos, desenvol-
vendo projetos na área médica.
(D) Havia algumas estatísticas auspiciosas e outras preocupantes apre-
sentadas pelos economistas.
(E) Os efeitos nocivos aos recifes de corais surge para quem vive no
litoral ou aproveitam férias ali.
11. A frase correta de acordo com o padrão culto é:
(A) Não vejo mal no Presidente emitir medidas de emergência devido às
chuvas.
(B) Antes de estes requisitos serem cumpridos, não receberemos recla-
mações.
(C) Para mim construir um país mais justo, preciso de maior apoio à
cultura.
(D) Apesar do advogado ter defendido o réu, este não foi poupado da
culpa.
(E) Faltam conferir três pacotes da mercadoria.
12. A maior parte das empresas de franquia pretende expandir os negó-
cios das empresas de franquia pelo contato direto com os possíveis
investidores, por meio de entrevistas. Esse contato para fins de sele-
ção não só permite às empresas avaliar os investidores com relação
aos negócios, mas também identificar o perfil desejado dos investido-
res.
(Texto adaptado)
Para eliminar as repetições, os pronomes apropriados para substituir
as expressões: das empresas de franquia, às empresas, os investi-
dores e dos investidores, no texto, são, respectivamente:
(A) seus ... lhes ... los ... lhes
(B) delas ... a elas ... lhes ... deles
(C) seus ... nas ... los ... deles
(D) delas ... a elas ... lhes ... seu
(E) seus ... lhes ... eles ... neles
13. Assinale a alternativa em que se colocam os pronomes de acordo
com o padrão culto.
(A) Quando possível, transmitirei-lhes mais informações.
(B) Estas ordens, espero que cumpram-se religiosamente.
(C) O diálogo a que me propus ontem, continua válido.
(D) Sua decisão não causou-lhe a felicidade esperada.
(E) Me transmita as novidades quando chegar de Paris.
14. O pronome oblíquo representa a combinação das funções de objeto
direto e indireto em:
(A) Apresentou-se agora uma boa ocasião.
(B) A lição, vou fazê-la ainda hoje mesmo.
(C) Atribuímos-lhes agora uma pesada tarefa.
(D) A conta, deixamo-la para ser revisada.
(E) Essa história, contar-lha-ei assim que puder.
15. Desejava o diploma, por isso lutou para obtê-lo.
Substituindo-se as formas verbais de desejar, lutar e obter pelos
respectivos substantivos a elas correspondentes, a frase correta é:
(A) O desejo do diploma levou-o a lutar por sua obtenção.
(B) O desejo do diploma levou-o à luta em obtê-lo.
(C) O desejo do diploma levou-o à luta pela sua obtenção.
(D) Desejoso do diploma foi à luta pela sua obtenção.
(E) Desejoso do diploma foi lutar por obtê-lo.
16. Ao Senhor Diretor de Relações Públicas da Secretaria de Educação
do Estado de São Paulo. Face à proximidade da data de inauguração
de nosso Teatro Educativo, por ordem de , Doutor XXX, Digníssimo
Secretário da Educação do Estado de YYY, solicitamos a máxima
urgência na antecipação do envio dos primeiros convites para o Ex-
celentíssimo Senhor Governador do Estado de São Paulo, o Reve-
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização71
rendíssimo Cardeal da Arquidiocese de São Paulo e os Reitores das
Universidades Paulistas, para que essas autoridades possam se
programar e participar do referido evento.
Atenciosamente,
ZZZ
Assistente de Gabinete.
De acordo com os cargos das diferentes autoridades, as lacunas
são correta e adequadamente preenchidas, respectivamente, por
(A) Ilustríssimo ... Sua Excelência ... Magníficos
(B) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Magníficos
(C) Ilustríssimo ... Vossa Excelência ... Excelentíssimos
(D) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Excelentíssimos
(E) Ilustríssimo ... Vossa Senhoria ... Digníssimos
17. Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma culta, se
respeitam as regras de pontuação.
(A) Por sinal, o próprio Senhor Governador, na última entrevista, revelou,
que temos uma arrecadação bem maior que a prevista.
(B) Indagamos, sabendo que a resposta é obvia: que se deve a uma
sociedade inerte diante do desrespeito à sua própria lei? Nada.
(C) O cidadão, foi preso em flagrante e, interrogado pela Autoridade
Policial, confessou sua participação no referido furto.
(D) Quer-nos parecer, todavia, que a melhor solução, no caso deste
funcionário, seja aquela sugerida, pela própria chefia.
(E) Impunha-se, pois, a recuperação dos documentos: as certidões
negativas, de débitos e os extratos, bancários solicitados.
18. O termo oração, entendido como uma construção com sujeito e
predicado que formam um período simples, se aplica, adequadamen-
te, apenas a:
(A) Amanhã, tempo instável, sujeito a chuvas esparsas no litoral.
(B) O vigia abandonou a guarita, assim que cumpriu seu período.
(C) O passeio foi adiado para julho, por não ser época de chuvas.
(D) Muito riso, pouco siso – provérbio apropriado à falta de juízo.
(E) Os concorrentes à vaga de carteiro submeteram-se a exames.
Leia o período para responder às questões de números 19 e 20.
O livro de registro do processo que você procurava era o que estava
sobre o balcão.
19. No período, os pronomes o e que, na respectiva sequência, remetem
a
(A) processo e livro.
(B) livro do processo.
(C) processos e processo.
(D) livro de registro.
(E) registro e processo.
20. Analise as proposições de números I a IV com base no período
acima:
I. há, no período, duas orações;
II. o livro de registro do processo era o, é a oração principal;
III. os dois quê(s) introduzem orações adverbiais;
IV. de registro é um adjunto adnominal de livro.
Está correto o contido apenas em
(A) II e IV.
(B) III e IV.
(C) I, II e III.
(D) I, II e IV.
(E) I, III e IV.
21. O Meretíssimo Juiz da 1.ª Vara Cível devia providenciar a leitura do
acórdão, e ainda não o fez. Analise os itens relativos a esse trecho:
I. as palavras Meretíssimo e Cível estão incorretamente grafadas;
II. ainda é um adjunto adverbial que exclui a possibilidade da leitura
pelo Juiz;
III. o e foi usado para indicar oposição, com valor adversativo equivalen-
te ao da palavra mas;
IV. em ainda não o fez, o o equivale a isso, significando leitura do acór-
dão, e fez adquire o respectivo sentido de devia providenciar.
Está correto o contido apenas em
(A) II e IV.
(B) III e IV.
(C) I, II e III.
(D) I, III e IV.
(E) II, III e IV.
22. O rapaz era campeão de tênis. O nome do rapaz saiu nos jornais.
Ao transformar os dois períodos simples num único período compos-
to, a alternativa correta é:
(A) O rapaz cujo nome saiu nos jornais era campeão de tênis.
(B) O rapaz que o nome saiu nos jornais era campeão de tênis.
(C) O rapaz era campeão de tênis, já que seu nome saiu nos jornais.
(D) O nome do rapaz onde era campeão de tênis saiu nos jornais.
(E) O nome do rapaz que saiu nos jornais era campeão de tênis.
23. O jardineiro daquele vizinho cuidadoso podou, ontem, os enfraqueci-
dos galhos da velha árvore.
Assinale a alternativa correta para interrogar, respectivamente, sobre
o adjunto adnominal de jardineiro e o objeto direto de podar.
(A) Quem podou? e Quando podou?
(B) Qual jardineiro? e Galhos de quê?
(C) Que jardineiro? e Podou o quê?
(D) Que vizinho? e Que galhos?
(E) Quando podou? e Podou o quê?
24. O público observava a agitação dos lanterninhas da plateia.
Sem pontuação e sem entonação, a frase acima tem duas possibili-
dades de leitura. Elimina-se essa ambiguidade pelo estabelecimento
correto das relações entre seus termos e pela sua adequada pontua-
ção em:
(A) O público da plateia, observava a agitação dos lanterninhas.
(B) O público observava a agitação da plateia, dos lanterninhas.
(C) O público observava a agitação, dos lanterninhas da plateia.
(D) Da plateia o público, observava a agitação dos lanterninhas.
(E) Da plateia, o público observava a agitação dos lanterninhas.
25. Felizmente, ninguém se machucou.
Lentamente, o navio foi se afastando da costa.
Considere:
I. felizmente completa o sentido do verbo machucar;
II. felizmente e lentamente classificam-se como adjuntos adverbiais de
modo;
III. felizmente se refere ao modo como o falante se coloca diante do
fato;
IV. lentamente especifica a forma de o navio se afastar;
V. felizmente e lentamente são caracterizadores de substantivos.
Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III.
(B) I, II e IV.
(C) I, III e IV.
(D) II, III e IV.
(E) III, IV e V.
26. O segmento adequado para ampliar a frase – Ele comprou o carro...,
indicando concessão, é:
(A) para poder trabalhar fora.
(B) como havia programado.
(C) assim que recebeu o prêmio.
(D) porque conseguiu um desconto.
(E) apesar do preço muito elevado.
27. É importante que todos participem da reunião.
O segmento que todos participem da reunião, em relação a
É importante, é uma oração subordinada
(A) adjetiva com valor restritivo.
(B) substantiva com a função de sujeito.
(C) substantiva com a função de objeto direto.
(D) adverbial com valor condicional.
(E) substantiva com a função de predicativo.
28. Ele realizou o trabalho como seu chefe o orientou. A relação estabe-
lecida pelo termo como é de
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização72
(A) comparatividade.
(B) adição.
(C) conformidade.
(D) explicação.
(E) consequência.
29. A região alvo da expansão das empresas, _____, das redes de
franquias, é a Sudeste, ______ as demais regiões também serão
contempladas em diferentes proporções; haverá, ______, planos di-
versificados de acordo com as possibilidades de investimento dos
possíveis franqueados.
A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas e
relaciona corretamente as ideias do texto, é:
(A) digo ... portanto ... mas
(B) como ... pois ... mas
(C) ou seja ... embora ... pois
(D) ou seja ... mas ... portanto
(E) isto é ... mas ... como
30. Assim que as empresas concluírem o processo de seleção dos
investidores, os locais das futuras lojas de franquia serão divulgados.
A alternativa correta para substituir Assim que as empresas concluí-
rem o processo de seleção dos investidores por uma oração reduzi-
da, sem alterar o sentido da frase, é:
(A) Porque concluindo o processo de seleção dos investidores ...
(B) Concluído o processo de seleção dos investidores ...
(C) Depois que concluíssem o processo de seleção dos investidores ...
(D) Se concluído do processo de seleção dos investidores...
(E) Quando tiverem concluído o processo de seleção dos investidores ...
A MISÉRIA É DE TODOS NÓS
Como entender a resistência da miséria no Brasil, uma chaga social
que remonta aos primórdios da colonização? No decorrer das últimas
décadas, enquanto a miséria se mantinha mais ou menos do mesmo tama-
nho, todos os indicadores sociais brasileiros melhoraram. Há mais crianças
em idade escolar frequentando aulas atualmente do que em qualquer outro
período da nossa história. As taxas de analfabetismo e mortalidade infantil
também são as menores desde que se passou a registrá-las nacionalmen-
te. O Brasil figura entre as dez nações de economia mais forte do mundo.
No campo diplomático, começa a exercitar seus músculos. Vem firmando
uma inconteste liderança política regional na América Latina, ao mesmo
tempo que atrai a simpatia do Terceiro Mundo por ter se tornado um forte
oponente das injustas políticas de comércio dos países ricos.
Apesar de todos esses avanços, a miséria resiste.
Embora em algumas de suas ocorrências, especialmente na zona rural,
esteja confinada a bolsões invisíveis aos olhos dos brasileiros mais bem
posicionados na escala social, a miséria é onipresente. Nas grandes cida-
des, com aterrorizante frequência, ela atravessa o fosso social profundo e
se manifesta de forma violenta. A mais assustadora dessas manifestações
é a criminalidade, que, se não tem na pobreza sua única causa, certamente
em razão dela se tornou mais disseminada e cruel. Explicar a resistência da
pobreza extrema entre milhões de habitantes não é uma empreitada sim-
ples.
Veja, ed. 1735
31. O título dado ao texto se justifica porque:
A) a miséria abrange grande parte de nossa população;
B) a miséria é culpa da classe dominante;
C) todos os governantes colaboraram para a miséria comum;
D) a miséria deveria ser preocupação de todos nós;
E) um mal tão intenso atinge indistintamente a todos.
32. A primeira pergunta - ''Como entender a resistência da miséria no
Brasil, uma chaga social que remonta aos primórdios da coloniza-
ção?'':
A) tem sua resposta dada no último parágrafo;
B) representa o tema central de todo o texto;
C) é só uma motivação para a leitura do texto;
D) é uma pergunta retórica, à qual não cabe resposta;
E) é uma das perguntas do texto que ficam sem resposta.
33. Após a leitura do texto, só NÃO se pode dizer da miséria no Brasil
que ela:
A) é culpa dos governos recentes, apesar de seu trabalho produtivo em
outras áreas;
B) tem manifestações violentas, como a criminalidade nas grandes
cidades;
C) atinge milhões de habitantes, embora alguns deles não apareçam
para a classe dominante;
D) é de difícil compreensão, já que sua presença não se coaduna com a
de outros indicadores sociais;
E) tem razões históricas e se mantém em níveis estáveis nas últimas
décadas.
34. O melhor resumo das sete primeiras linhas do texto é:
A) Entender a miséria no Brasil é impossível, já que todos os outros
indicadores sociais melhoraram;
B) Desde os primórdios da colonização a miséria existe no Brasil e se
mantém onipresente;
C) A miséria no Brasil tem fundo histórico e foi alimentada por governos
incompetentes;
D) Embora os indicadores sociais mostrem progresso em muitas áreas,
a miséria ainda atinge uma pequena parte de nosso povo;
E) Todos os indicadores sociais melhoraram exceto o indicador da
miséria que leva à criminalidade.
35. As marcas de progresso em nosso país são dadas com apoio na
quantidade, exceto:
A) frequência escolar;
B) liderança diplomática;
C) mortalidade infantil;
D) analfabetismo;
E) desempenho econômico.
36. ''No campo diplomático, começa a exercitar seus músculos.''; com
essa frase, o jornalista quer dizer que o Brasil:
A) já está suficientemente forte para começar a exercer sua liderança
na América Latina;
B) já mostra que é mais forte que seus países vizinhos;
C) está iniciando seu trabalho diplomático a fim de marcar presença no
cenário exterior;
D) pretende mostrar ao mundo e aos países vizinhos que já é suficien-
temente forte para tornar-se líder;
E) ainda é inexperiente no trato com a política exterior.
37. Segundo o texto, ''A miséria é onipresente'' embora:
A) apareça algumas vezes nas grandes cidades;
B) se manifeste de formas distintas;
C) esteja escondida dos olhos de alguns;
D) seja combatida pelas autoridades;
E) se torne mais disseminada e cruel.
38. ''...não é uma empreitada simples'' equivale a dizer que é uma em-
preitada complexa; o item em que essa equivalência é feita de forma
INCORRETA é:
A) não é uma preocupação geral = é uma preocupação superficial;
B) não é uma pessoa apática = é uma pessoa dinâmica;
C) não é uma questão vital = é uma questão desimportante;
D) não é um problema universal = é um problema particular;
E) não é uma cópia ampliada = é uma cópia reduzida.
39. ''...enquanto a miséria se mantinha...''; colocando-se o verbo desse
segmento do texto no futuro do subjuntivo, a forma correta seria:
A) mantiver; B) manter; C)manterá; D)manteria;
E) mantenha.
40. A forma de infinitivo que aparece substantivada nos segmentos
abaixo é:
A) ''Como entender a resistência da miséria...'';
B) ''No decorrer das últimas décadas...'';
C) ''...desde que se passou a registrá-las...'';
D) ''...começa a exercitar seus músculos.'';
E) ''...por ter se tornado um forte oponente...''.
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PROTESTO TÍMIDO
Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam
dez minutos para a meia-noite. Perto da Praça General Osório, olhei para o
lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma
trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era
um menino.
Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais. Deitado de lado, bra-
ços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os
gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esbura-
cada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia
estar morto. Outros, como eu, iam passando, sem tomar conhecimento de
sua existência. Não era um ser humano, era um bicho, um saco de lixo
mesmo, um traste inútil, abandonado sobre a calçada. Um menor abando-
nado.
Quem nunca viu um menor abandonado? A cinco passos, na casa de
sucos de frutas, vários casais de jovens tomavam sucos de frutas, alguns
mastigavam sanduíches. Além, na esquina da praça, o carro da radiopatru-
lha estacionado, dois boinas-pretas conversando do lado de fora. Ninguém
tomava conhecimento da existência do menino.
Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões
no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acor-
dasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu
problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?
(....)
Vinte e cinco milhões de menores - um dado abstrato, que a imagina-
ção não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem
onde dormir - isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo
imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito ou dez anos de
idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a
ser um desses que se esgueiram como ratos em torno aos botequins e
lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve - gesto que nos
desperta mal contida irritação - para nos pedir um trocado. Não temos
disposição sequer para olhá-lo e simplesmente o atendemos (ou não) para
nos livrarmos depressa de sua incômoda presença. Com o sentimento que
sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens. Mas esta-
mos em pleno século XX, vivendo a era do progresso para o Brasil, con-
quistando um futuro melhor para os nossos filhos. Até lá, que o menor
abandonado não chateie, isto é problema para o juizado de menores.
Mesmo porque são todos delinquentes, pivetes na escola do crime, cedo
terminarão na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte.
Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua,
exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi
com um monte de lixo.
Fernando Sabino
41 Uma crônica, como a que você acaba de ler, tem como melhor
definição:
A) registro de fatos históricos em ordem cronológica;
B) pequeno texto descritivo geralmente baseado em fatos do cotidiano;
C) seção ou coluna de jornal sobre tema especializado;
D) texto narrativo de pequena extensão, de conteúdo e estrutura bas-
tante variados;
E) pequeno conto com comentários, sobre temas atuais.
42 O texto começa com os tempos verbais no pretérito imperfeito -
vinha, faltavam - e, depois, ocorre a mudança para o pretérito perfei-
to - olhei, vi etc.; essa mudança marca a passagem:
A) do passado para o presente;
B) da descrição para a narração;
C) do impessoal para o pessoal;
D) do geral para o específico;
E) do positivo para o negativo.
43 ''...olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, ALGO que
me pareceu uma trouxa de roupa...''; o uso do termo destacado se
deve a que:
A) o autor pretende comparar o menino a uma coisa;
B) o cronista antecipa a visão do menor abandonado como um traste
inútil;
C) a situação do fato não permite a perfeita identificação do menino;
D) esse pronome indefinido tem valor pejorativo;
E) o emprego desse pronome ocorre em relação a coisas ou a pesso-
as.
44 ''Ainda há pouco eu vinha para casa a pé,...''; veja as quatro frases a
seguir:
I - Daqui há pouco vou sair.
I - Está no Rio há duas semanas.
III - Não almoço há cerca de três dias.
IV - Estamos há cerca de três dias de nosso destino.
As frases que apresentam corretamente o emprego do verbo haver
são:
A) I - II
B) I - III
C) II - IV
D) I - IV
E) II - III
45 O comentário correto sobre os elementos do primeiro parágrafo do
texto é:
A) o cronista situa no tempo e no espaço os acontecimentos abordados
na crônica;
B) o cronista sofre uma limitação psicológica ao ver o menino
C) a semelhança entre o menino abandonado e uma trouxa de roupa é
a sujeira;
D) a localização do fato perto da meia-noite não tem importância para o
texto;
E) os fatos abordados nesse parágrafo já justificam o título da crônica.
46 Boinas-pretas é um substantivo composto que faz o plural da mesma
forma que:
A) salvo-conduto;
B) abaixo-assinado;
C) salário-família;
D) banana-prata;
E) alto-falante.
47 A descrição do menino abandonado é feita no segundo parágrafo do
texto; o que NÃO se pode dizer do processo empregado para isso é
que o autor:
A) se utiliza de comparações depreciativas;
B) lança mão de vocábulo animalizador;
C) centraliza sua atenção nos aspectos físicos do menino;
D) mostra precisão em todos os dados fornecidos;
E) usa grande número de termos adjetivadores.
48 ''Estava dormindo, como podia estar morto''; esse segmento do texto
significa que:
A) a aparência do menino não permitia saber se dormia ou estava
morto;
B) a posição do menino era idêntica à de um morto;
C) para os transeuntes, não fazia diferença estar o menino dormindo ou
morto;
D) não havia diferença, para a descrição feita, se o menino estava
dormindo ou morto;
E) o cronista não sabia sobre a real situação do menino.
49 Alguns textos, como este, trazem referências de outros momentos
históricos de nosso país; o segmento do texto em que isso ocorre é:
A) ''Perto da Praça General Osório, olhei para o lado e vi...'';
B) ''...ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte'';
C) ''...escreveríamos toda a obra de Dickens'';
D) ''...isto é problema para o juizado de menores'';
E) ''Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais''.
50 ''... era um bicho...''; a figura de linguagem presente neste segmento
do texto é uma:
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A) metonímia;
B) comparação ou símile;
C) metáfora;
D) prosopopeia;
E) personificação.
RESPOSTAS – PROVA I
01. D 11. B 21. B 31. D 41. D
02. A 12. A 22. A 32. B 42. B
03. C 13. C 23. C 33. A 43. C
04. E 14. E 24. E 34. A 44. E
05. A 15. C 25. D 35. B 45. A
06. B 16. A 26. E 36. C 46. A
07. D 17. B 27. B 37. C 47. D
08. E 18. E 28. C 38. A 48. C
09. C 19. D 29. D 39. A 49. B
10. D 20. A 30. B 40. B 50. C
PROVA SIMULADA II
01. Ache o verbo que está erradamente conjugado no presente do subjunti-
vo:
a ( ) requera ; requeras ; requera ; requeiramos ; requeirais ; requeram
b ( ) saúde ; saúdes ; saúde ; saudemos ; saudeis ; saúdem
c ( ) dê ; dês ; dê ; demos ; deis ; dêem
d ( ) pule ; pules ; pule ; pulamos ; pulais ; pulem
e ( ) frija ; frijas ; frija ; frijamos ; frijais ; frijam
02. Assinale a alternativa falsa:
a ( ) o presente do subjuntivo, o imperativo afirmativo e o imperativo negati-
vo são tempos derivados do presente do indicativo;
b ( ) os verbos progredir e regredir são conjugados pelo modelo agredir;
c ( ) o verbo prover segue ver em todos os tempos;
d ( ) a 3.ª pessoa do singular do verbo aguar, no presente do subjuntivo é :
águe ou ague;
e ( ) os verbos prever e rever seguem o modelo ver.
03. Marque o verbo que na 2ª pessoa do singular, do presente do indicati-
vo, muda para "e" o "i" que apresenta na penúltima sílaba?
a ( ) imprimir
b ( ) exprimir
c ( ) tingir
d ( ) frigir
e ( ) erigir
04. Indique onde há erro:
a ( ) os puros-sangues simílimos
b ( ) os navios-escola utílimos
c ( ) os guardas-mores agílimos
d ( ) as águas-vivas aspérrimas
e ( ) as oitavas-de-final antiquíssimas
05. Marque a alternativa verdadeira:
a ( ) o plural de mau-caráter é maus-caráteres;
b ( ) chamam-se epicenos os substantivos que têm um só gênero gramati-
cal para designar pessoas de ambos os sexos;
c ( ) todos os substantivos terminados em -ão formam o feminino mudando
o final em -ã ou -ona;
d ( ) os substantivos terminados em -a sempre são femininos;
e ( ) são comuns de dois gêneros todos os substantivos ou adjetivos subs-
tantivados terminados em -ista.
06. Identifique onde há erro de regência verbal:
a ( ) Não faça nada que seja contrário dos bons princípios.
b ( ) Esse produto é nocivo à saúde.
c ( ) Este livro é preferível àquele.
d ( ) Ele era suspeito de ter roubado a loja.
e ( ) Ele mostrou-se insensível a meus apelos.
07. Abaixo, há uma frase onde a regência nominal não foi obedecida. Ache-
a:
a ( ) Éramos assíduos às festas da escola.
b ( ) Os diretores estavam ausentes à reunião.
c ( ) O jogador deu um empurrão ao árbitro.
d ( ) Nossa casa ficava rente do rio.
e ( ) A entrega é feita no domicílio.
08. Marque a afirmativa incorreta sobre o uso da vírgula:
a ( ) usa-se a vírgula para separar o adjunto adverbial anteposto;
b ( ) a vírgula muitas vezes pode substituir a conjunção e;
c ( ) a vírgula é obrigatória quando o objeto pleonástico for representado por
pronome oblíquo tônico;
d ( ) a presença da vírgula não implica pausa na fala;
e ( ) nunca se deve usar a vírgula entre o sujeito e o verbo.
09. Marque onde há apenas um vocábulo erradamente escrito:
a ( ) abóboda ; idôneo ; mantegueira ; eu quiz
b ( ) viço ; sócio-econômico ; pexote ; hidravião
c ( ) hilariedade ; caçoar ; alforje ; apasiguar
d ( ) alizar ; aterrizar ; óbulo ; teribintina
e ( ) chale ; umedescer ; páteo ; obceno
10. Identifique onde não ocorre a crase:
a ( ) Não agrade às girafas com comida, diz o cartaz.
b ( ) Isso não atende às exigências da firma.
c ( ) Sempre obedeço à sinalização.
d ( ) Só visamos à alegria.
e ( ) Comuniquei à diretoria a minha decisão.
11. Assinale onde não ocorre a concordância nominal:
a ( ) As salas ficarão tão cheias quanto possível.
b ( ) Tenho bastante dúvidas.
c ( ) Eles leram o primeiro e segundo volumes.
d ( ) Um e outro candidato virá.
e ( ) Não leu nem um nem outro livro policiais.
12. Marque onde o termo em destaque está erradamente empregado:
a ( ) Elas ficaram todas machucadas.
b ( ) Fiquei quite com a mensalidade.
c ( ) Os policiais estão alerta.
d ( ) As cartas foram entregues em mãos.
e ( ) Neste ano, não terei férias nenhumas.
13. Analise sintaticamente o termo em destaque:
"A marcha alegre se espalhou na avenida..."
a ( ) predicado
b ( ) agente da passiva
c ( ) objeto direto
d ( ) adjunto adverbial
e ( ) adjunto adnominal
14. Marque onde o termo em destaque não representa a função sintática ao
lado:
a ( ) João acordou doente. (predicado verbo-nominal)
b ( ) Mataram os meus dois gatos. (adjuntos adnominais)
c ( ) Eis a encomenda que Maria enviou. (adjunto adverbial)
d ( ) Vendem-se livros velhos. (sujeito)
e ( ) A ideia de José foi exposta por mim a Rosa. (objeto indireto)
15. Ache a afirmativa falsa:
a ( ) usam-se os parênteses nas indicações bibliográficas;
b ( ) usam-se as reticências para marcar, nos diálogos, a mudança de
interlocutor;
c ( ) usa-se o ponto-e-vírgula para separar orações coordenadas assindéti-
cas de maior extensão;
d ( ) usa-se a vírgula para separar uma conjunção colocada no meio da
oração;
e ( ) usa-se o travessão para isolar palavras ou frases, destacando-as.
16. Identifique o termo acessório da oração:
a ( ) adjunto adverbial
b ( ) objeto indireto
c ( ) sujeito
d ( ) predicado
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e ( ) agente da passiva
17. Qual a afirmativa falsa sobre orações coordenadas?
a ( ) as coordenadas quando separadas por vírgula, se ligam pelo sentido
geral do período;
b ( ) uma oração coordenada muitas vezes é sujeito ou complemento de
outra;
c ( ) as coordenadas sindéticas subdividem-se de acordo com o sentido e
com as conjunções que as ligam;
d ( ) as coordenadas conclusivas encerram a dedução ou conclusão de um
raciocínio;
e ( ) no período composto por coordenação, as orações são independentes
entre si quanto ao relacionamento sintático.
RESPOSTAS
01. A
02. C
03. D
04. B
05. E
06. A
07. A
08. C
09. B
10. A
11. B
12. D
13. D
14. C
15. B
16. A
17. B
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização1
RACIOCÍNIO LÓGICO-
MATEMÁTICO:
Números inteiros e racionais: operações (adição, subtração,
multiplicação, divisão, potenciação); expressões numéricas;
múltiplos e divisores de números naturais; problemas. Fra-
ções e operações com frações.
Números e grandezas proporcionais: razões e proporções;
divisão em partes proporcionais; regra de três; porcentagem
e problemas.
Estatística descritiva; distribuição de probabilidade discreta.
Juros simples e compostos: capitalização e descontos.
Taxas de juros: nominal, efetiva, equivalentes, proporcionais,
real e aparente.
Planos ou Sistemas de Amortização de Empréstimos e Fi-
nanciamentos.
Cálculo financeiro: custo real efetivo de operações de financi-
amento, empréstimo e investimento.
Taxas de Retorno.
TEORIA DOS CONJUNTOS
CONJUNTO
Em matemática, um conjunto é uma coleção de
elementos. Não interessa a ordem e quantas vezes os
elementos estão listados na coleção. Em contraste, uma
coleção de elementos na qual a multiplicidade, mas não a
ordem, é relevante, é chamada multiconjunto.
Conjuntos são um dos conceitos básicos da matemática.
Um conjunto é apenas uma coleção de entidades, chamadas
de elementos. A notação padrão lista os elementos
separados por vírgulas entre chaves (o uso de "parênteses"
ou "colchetes" é incomum) como os seguintes exemplos:
{1, 2, 3}
{1, 2, 2, 1, 3, 2}
{x : x é um número inteiro tal que 0<x<4}
Os três exemplos acima são maneiras diferentes de
representar o mesmo conjunto.
É possível descrever o mesmo conjunto de diferentes
maneiras: listando os seus elementos (ideal para conjuntos
pequenos e finitos) ou definindo uma propriedade de seus
elementos. Dizemos que dois conjuntos são iguais se e
somente se cada elemento de um é também elemento do
outro, não importando a quantidade e nem a ordem das
ocorrências dos elementos.
Conceitos essenciais
Conjunto: representa uma coleção de objetos,
geralmente representado por letras maiúsculas;
Elemento: qualquer um dos componentes de um
conjunto, geralmente representado por letras minúsculas;
Pertinência: é a característica associada a um
elemento que faz parte de um conjunto;
Pertence ou não pertence
Se é um elemento de , nós podemos dizer que o
elemento pertence ao conjunto e podemos escrever
. Se não é um elemento de , nós podemos
dizer que o elemento não pertence ao conjunto e
podemos escrever .
1. Conceitos primitivos
Antes de mais nada devemos saber que conceitos
primitivos são noções que adotamos sem definição.
Adotaremos aqui três conceitos primitivos: o de conjunto,
o de elemento e o de pertinência de um elemento a um con-
junto. Assim, devemos entender perfeitamente a frase: de-
terminado elemento pertence a um conjunto, sem que te-
nhamos definido o que é conjunto, o que é elemento e o que
significa dizer que um elemento pertence ou não a um con-
junto.
2 Notação
Normalmente adotamos, na teoria dos conjuntos, a
seguinte notação:
• os conjuntos são indicados por letras maiúsculas: A, B,
C, ... ;
• os elementos são indicados por letras minúsculas: a,
b, c, x, y, ... ;
• o fato de um elemento x pertencer a um conjunto C é
indicado com x ∈ C;
• o fato de um elemento y não pertencer a um conjunto
C é indicado y ∉ C.
3. Representação dos conjuntos
Um conjunto pode ser representado de três maneiras:
• por enumeração de seus elementos;
• por descrição de uma propriedade característica do
conjunto;
• através de uma representação gráfica.
Um conjunto é representado por enumeração quando
todos os seus elementos são indicados e colocados dentro
de um par de chaves.
Exemplo:
a) A = ( 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 ) indica o conjunto
formado pelos algarismos do nosso sistema de numeração.
b) B = ( a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v,
x, z ) indica o conjunto formado pelas letras do nosso
alfabeto.
c) Quando um conjunto possui número elevado de
elementos, porém apresenta lei de formação bem clara,
podemos representa-lo, por enumeração, indicando os
primeiros e os últimos elementos, intercalados por
reticências. Assim: C = ( 2; 4; 6;... ; 98 ) indica o conjunto
dos números pares positivos, menores do que100.
d) Ainda usando reticências, podemos representar, por
enumeração, conjuntos com infinitas elementos que tenham
uma lei de formação bem clara, como os seguintes:
D = ( 0; 1; 2; 3; .. . ) indica o conjunto dos números
inteiros não negativos;
E = ( ... ; -2; -1; 0; 1; 2; . .. ) indica o conjunto dos números
inteiros;
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F = ( 1; 3; 5; 7; . . . ) indica o conjunto dos números
ímpares positivos.
A representação de um conjunto por meio da descrição de
uma propriedade característica é mais sintética que sua re-
presentação por enumeração. Neste caso, um conjunto C, de
elementos x, será representado da seguinte maneira:
C = { x | x possui uma determinada propriedade }
que se lê: C é o conjunto dos elementos x tal que possui
uma determinada propriedade:
Exemplos
O conjunto A = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } pode ser
representado por descrição da seguinte maneira: A = { x | x
é algarismo do nosso sistema de numeração }
O conjunto G = { a; e; i; o, u } pode ser representado por
descrição da seguinte maneira G = { x | x é vogal do nosso
alfabeto }
O conjunto H = { 2; 4; 6; 8; . . . } pode ser representado
por descrição da seguinte maneira:
H = { x | x é par positivo }
A representação gráfica de um conjunto é bastante cômo-
da. Através dela, os elementos de um conjunto são represen-
tados por pontos interiores a uma linha fechada que não se
entrelaça. Os pontos exteriores a esta linha representam os
elementos que não pertencem ao conjunto.
Exemplo
Por esse tipo de representação gráfica, chamada
diagrama de Euler-Venn, percebemos que x ∈ C, y ∈ C, z
∈ C; e que a ∉ C, b ∉ C, c ∉ C, d ∉ C.
4 Número de elementos de um conjunto
Consideremos um conjunto C. Chamamos de número de
elementos deste conjunto, e indicamos com n(C), ao número
de elementos diferentes entre si, que pertencem ao conjunto.
Exemplos
a) O conjunto A = { a; e; i; o; u }
é tal que n(A) = 5.
b) O conjunto B = { 0; 1; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } é tal que
n(B) = 10.
c) O conjunto C = ( 1; 2; 3; 4;... ; 99 ) é tal que n (C) =
99.
5 Conjunto unitário e conjunto vazio
Chamamos de conjunto unitário a todo conjunto C, tal que
n (C) = 1.
Exemplo: C = ( 3 )
E chamamos de conjunto vazio a todo conjunto c, tal que
n(C) = 0.
Exemplo: M = { x | x
2
= -25}
O conjunto vazio é representado por { } ou por ∅ .
Exercício resolvido
Determine o número de elementos dos seguintes com
juntos :
a) A = { x | x é letra da palavra amor }
b) B = { x | x é letra da palavra alegria }
c) c é o conjunto esquematizado a seguir
d) D = ( 2; 4; 6; . . . ; 98 )
e) E é o conjunto dos pontos comuns às relas
r e s, esquematizadas a seguir :
Resolução
a) n(A) = 4
b) n(B) = 6,'pois a palavra alegria, apesar de possuir
dote letras, possui apenas seis letras distintas entre si.
c) n(C) = 2, pois há dois elementos que pertencem a C:
c e C e d e C
d) observe que:
2 = 2 . 1 é o 1º par positivo
4 = 2 . 2 é o 2°par positivo
6 = 2 . 3 é o 3º par positivo
8 = 2 . 4 é o 4º par positivo
. .
. .
. .
98 = 2 . 49 é o 49º par positivo
logo: n(D) = 49
e) As duas retas, esquematizadas na figura,
possuem apenas um ponto comum.
Logo, n( E ) = 1, e o conjunto E é, portanto, unitário.
6 igualdade de conjuntos
Vamos dizer que dois conjuntos A e 8 são iguais, e indica-
remos com A = 8, se ambos possuírem os mesmos elemen-
tos. Quando isto não ocorrer, diremos que os conjuntos são
diferentes e indicaremos com A ≠ B. Exemplos .
a) {a;e;i;o;u} = {a;e;i;o;u}
b) {a;e;i;o,u} = {i;u;o,e;a}
c) {a;e;i;o;u} = {a;a;e;i;i;i;o;u;u}
d) {a;e;i;o;u} ≠ {a;e;i;o}
e) { x | x
2
= 100} = {10; -10}
f) { x | x
2
= 400} ≠ {20}
7 Subconjuntos de um conjunto
Dizemos que um conjunto A é um subconjunto de um
conjunto B se todo elemento, que pertencer a A, também
pertencer a B.
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização3
Neste caso, usando os diagramas de Euler-Venn, o
conjunto A estará "totalmente dentro" do conjunto B :
Indicamos que A é um subconjunto de B de duas
maneiras:
a) A ⊂ B; que deve ser lido : A é subconjunto de B ou
A está contido em B ou A é parte de B;
b) B ⊃ A; que deve ser lido: B contém A ou B inclui A.
Exemplo
Sejam os conjuntos A = {x | x é mineiro} e B = { x | x é
brasileiro} ; temos então que A ⊂ B e que B ⊃ A.
Observações:
• Quando A não é subconjunto de B, indicamos com A
⊄ B ou B A.
• Admitiremos que o conjunto vazio está contido em
qualquer conjunto.
8 Número de subconjuntos de um conjunto dado
Pode-se mostrar que, se um conjunto possui n elementos,
então este conjunto terá 2
n
subconjuntos. Exemplo
O conjunto C = {1; 2 } possui dois elementos; logo, ele
terá 2
2
= 4 subconjuntos.
Exercício resolvido:
1. Determine o número de subconjuntos do conjunto C =
(a; e; i; o; u ) .
Resolução: Como o conjunto C possui cinco elementos, o
número dos seus subconjuntos será 2
5
= 32.
Exercícios propostas:
2. Determine o número de subconjuntos do conjunto
C = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 }
Resposta: 1024
3. Determine o número de subconjuntos do conjunto
C =
1
2
1
3
1
4
2
4
3
4
3
5
; ; ; ; ;






Resposta: 32
B) OPERAÇÕES COM CONJUNTOS
1 União de conjuntos
Dados dois conjuntos A e B, chamamos união ou reunião
de A com B, e indicamos com A ∩ B, ao conjunto constituído
por todos os elementos que pertencem a A ou a B.
Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando
com hachuras a interseção dos conjuntos, temos:
Exemplos
a) {a;b;c} U {d;e}= {a;b;c;d;e}
b) {a;b;c} U {b;c;d}={a;b;c;d}
c) {a;b;c} U {a;c}={a;b;c}
2 Intersecção de conjuntos
Dados dois conjuntos A e B, chamamos de interseção de
A com B, e indicamos com A ∩ B, ao conjunto constituído
por todos os elementos que pertencem a A e a B.
Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando
com hachuras a intersecção dos conjuntos, temos:
Exemplos
a) {a;b;c} ∩ {d;e} = ∅
b) {a;b;c} ∩ {b;c,d} = {b;c}
c) {a;b;c} ∩ {a;c} = {a;c}
Quando a intersecção de dois conjuntos é vazia, como no
exemplo a, dizemos que os conjuntos são disjuntos.
Exercícios resolvidos
1. Sendo A = ( x; y; z ); B = ( x; w; v ) e C = ( y; u; t ),
determinar os seguintes conjuntos:
a) A ∪ B f) B ∩ C
b) A ∩ B g) A ∪ B ∪ C
c) A ∪ C h) A ∩ B ∩ C
d) A ∩ C i) (A ∩ B) U (A ∩ C)
e) B ∪ C
Resolução
a) A ∪ B = {x; y; z; w; v }
b) A ∩ B = {x }
c) A ∪ C = {x; y;z; u; t }
d) A ∩ C = {y }
e) B ∪ C={x;w;v;y;u;t}
f) B ∩ C= ∅
g) A ∪ B ∪ C= {x;y;z;w;v;u;t}
h) A ∩ B ∩ C= ∅
i) (A ∩ B) ∪ u (A ∩ C)={x} ∪ {y}={x;y}
2. Dado o diagrama seguinte, represente com hachuras
os conjuntos: :
a) A ∩ B ∩ C
b) (A ∩ B) ∪ (A ∩ C)
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização4
.Resolução
3. No diagrama seguinte temos:
n(A) = 20
n(B) = 30
n(A ∩ B) = 5
Determine n(A ∪ B).
Resolução
Se juntarmos, aos 20 elementos de A, os 30 elementos de
B, estaremos considerando os 5 elementos de A n B duas
vezes; o que, evidentemente, é incorreto; e, para corrigir este
erro, devemos subtrair uma vez os 5 elementos de A n B;
teremos então:
n(A ∪ B) = n(A) + n(B) - n(A ∩ B) ou seja:
n(A ∪ B) = 20 + 30 – 5 e então:
n(A ∪ B) = 45.
4 Conjunto complementar
Dados dois conjuntos A e B, com B ⊂ A, chamamos
de conjunto complementar de B em relação a A, e indicamos
com CA B, ao conjunto A - B.
Observação: O complementar é um caso particular de
diferença em que o segundo conjunto é subconjunto do
primeiro.
Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando
com hachuras o complementar de B em relação a A, temos:
Exemplo: {a;b;c;d;e;f} - {b;d;e}= {a;c;f}
Observação: O conjunto complementar de B em
relação a A é formado pelos elementos que faltam para
"B chegar a A"; isto é, para B se igualar a A.
Exercícios resolvidos:
4. Sendo A = { x; y; z } , B = { x; w; v } e C = { y; u; t
}, determinar os seguintes conjuntos:
A – B
B – A
A – C
C - A
B – C
C – B
Resolução
a) A - B = { y; z }
b) B - A= {w;v}
c) A - C= {x;z}
d) C – A = {u;t}
e) B – C = {x;w;v}
f) C – B = {y;u;t}
Exemplos de conjuntos compostos por números
Nota: Nesta seção, a, b e c são números naturais,
enquanto r e s são números reais.
1. Números naturais são usados para contar. O
símbolo usualmente representa este conjunto.
2. Números inteiros aparecem como soluções de
equações como x + a = b. O símbolo usualmente
representa este conjunto (do termo alemão Zahlen que
significa números).
3. Números racionais aparecem como soluções de
equações como a + bx = c. O símbolo usualmente
representa este conjunto (da palavra quociente).
4. Números algébricos aparecem como soluções de
equações polinomiais (com coeficientes inteiros) e envolvem
raízes e alguns outros números irracionais. O símbolo ou
usualmente representa este conjunto.
5. Números reais incluem os números algébricos e os
números transcendentais. O símbolo usualmente
representa este conjunto.
6. Números imaginários aparecem como soluções de
equações como x
2
+ r = 0 onde r > 0. O símbolo
usualmente representa este conjunto.
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7. Números complexos é a soma dos números reais e
dos imaginários: . Aqui tanto r quanto s podem ser
iguais a zero; então os conjuntos dos números reais e o dos
imaginários são subconjuntos do conjunto dos números
complexos. O símbolo usualmente representa este
conjunto.
NÚMEROS NATURAIS, INTEIROS, RACIONAIS,
IRRACIONAIS E REAIS.
Conjuntos numéricos podem ser representados de diver-
sas formas. A forma mais simples é dar um nome ao conjunto
e expor todos os seus elementos, um ao lado do outro, entre
os sinais de chaves. Veja o exemplo abaixo:
A = {51, 27, -3}
Esse conjunto se chama "A" e possui três termos, que es-
tão listados entre chaves.
Os nomes dos conjuntos são sempre letras maiúsculas.
Quando criamos um conjunto, podemos utilizar qualquer
letra.
Vamos começar nos primórdios da matemática.
- Se eu pedisse para você contar até 10, o que você me
diria?
- Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove e dez.
Pois é, estes números que saem naturalmente de sua bo-
ca quando solicitado, são chamados de números NATURAIS,
o qual é representado pela letra .
Foi o primeiro conjunto inventado pelos homens, e tinha
como intenção mostrar quantidades.
*Obs.: Originalmente, o zero não estava incluído neste
conjunto, mas pela necessidade de representar uma quantia
nula, definiu-se este número como sendo pertencente ao
conjunto dos Naturais. Portanto:
N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
Obs.2: Como o zero originou-se depois dos outros núme-
ros e possui algumas propriedades próprias, algumas vezes
teremos a necessidade de representar o conjunto dos núme-
ros naturais sem incluir o zero. Para isso foi definido que o
símbolo * (asterisco) empregado ao lado do símbolo do con-
junto, iria representar a ausência do zero. Veja o exemplo
abaixo:
N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, ...}
Estes números foram suficientes para a sociedade duran-
te algum tempo. Com o passar dos anos, e o aumento das
"trocas" de mercadorias entre os homens, foi necessário criar
uma representação numérica para as dívidas.
Com isso inventou-se os chamados "números negativos",
e junto com estes números, um novo conjunto: o conjunto dos
números inteiros, representado pela letra .
O conjunto dos números inteiros é formado por todos os
números NATURAIS mais todos os seus representantes
negativos.
Note que este conjunto não possui início nem fim (ao con-
trário dos naturais, que possui um início e não possui fim).
Assim como no conjunto dos naturais, podemos represen-
tar todos os inteiros sem o ZERO com a mesma notação
usada para os NATURAIS.
Z* = {..., -2, -1, 1, 2, ...}
Em algumas situações, teremos a necessidade de repre-
sentar o conjunto dos números inteiros que NÃO SÃO NE-
GATIVOS.
Para isso emprega-se o sinal "+" ao lado do símbolo do
conjunto (vale a pena lembrar que esta simbologia representa
os números NÃO NEGATIVOS, e não os números POSITI-
VOS, como muita gente diz). Veja o exemplo abaixo:
Z+ = {0,1, 2, 3, 4, 5, ...}
Obs.1: Note que agora sim este conjunto possui um início.
E você pode estar pensando "mas o zero não é positivo". O
zero não é positivo nem negativo, zero é NULO.
Ele está contido neste conjunto, pois a simbologia do si-
nalzinho positivo representa todos os números NÃO NEGA-
TIVOS, e o zero se enquadra nisto.
Se quisermos representar somente os positivos (ou seja,
os não negativos sem o zero), escrevemos:
Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5, ...}
Pois assim teremos apenas os positivos, já que o zero
não é positivo.
Ou também podemos representar somente os inteiros
NÃO POSITIVOS com:
Z - ={...,- 4, - 3, - 2, -1 , 0}
Obs.: Este conjunto possui final, mas não possui início.
E também os inteiros negativos (ou seja, os não positivos
sem o zero):
Z*- ={...,- 4, - 3, - 2, -1}
Assim:
Conjunto dos Números Naturais
São todos os números inteiros positivos, incluindo o zero.
É representado pela letra maiúscula N.
Caso queira representar o conjunto dos números naturais
não-nulos (excluindo o zero), deve-se colocar um * ao lado do
N:
N = {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9,10, ...}
N* = {1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11, ...}
Conjunto dos Números Inteiros
São todos os números que pertencem ao conjunto dos
Naturais mais os seus respectivos opostos (negativos).
São representados pela letra Z:
Z = {... -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...}
O conjunto dos inteiros possui alguns subconjuntos, eles
são:
- Inteiros não negativos
São todos os números inteiros que não são negativos.
Logo percebemos que este conjunto é igual ao conjunto dos
números naturais.
É representado por Z+:
Z+ = {0,1,2,3,4,5,6, ...}
- Inteiros não positivos
São todos os números inteiros que não são positivos. É
representado por Z-:
Z- = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}
- Inteiros não negativos e não-nulos
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização6
É o conjunto Z+ excluindo o zero. Representa-se esse
subconjunto por Z*+:
Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
Z*+ = N*
- Inteiros não positivos e não nulos
São todos os números do conjunto Z- excluindo o zero.
Representa-se por Z*-.
Z*- = {... -4, -3, -2, -1}
Conjunto dos Números Racionais
Os números racionais é um conjunto que engloba os nú-
meros inteiros (Z), números decimais finitos (por exemplo,
743,8432) e os números decimais infinitos periódicos (que
repete uma sequência de algarismos da parte decimal infini-
tamente), como "12,050505...", são também conhecidas co-
mo dízimas periódicas.
Os racionais são representados pela letra Q.
Conjunto dos Números Irracionais
É formado pelos números decimais infinitos não-
periódicos. Um bom exemplo de número irracional é o núme-
ro PI (resultado da divisão do perímetro de uma circunferên-
cia pelo seu diâmetro), que vale 3,14159265 .... Atualmente,
supercomputadores já conseguiram calcular bilhões de casas
decimais para o PI.
Também são irracionais todas as raízes não exatas, como
a raiz quadrada de 2 (1,4142135 ...)
Conjunto dos Números Reais
É formado por todos os conjuntos citados anteriormente
(união do conjunto dos racionais com os irracionais).
Representado pela letra R.
Representação geométrica de
A cada ponto de uma reta podemos associar um único
número real, e a cada número real podemos associar um
único ponto na reta.
Dizemos que o conjunto é denso, pois entre dois nú-
meros reais existem infinitos números reais (ou seja, na reta,
entre dois pontos associados a dois números reais, existem
infinitos pontos).
Veja a representação na reta de :
Fonte:
http://www.infoescola.com/matematica/conjuntos-
numericos/
CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS (N)
ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO
Veja a operação: 2 + 3 = 5 .
A operação efetuada chama-se adição e é indicada es-
crevendo-se o sinal + (lê-se: “mais") entre os números.
Os números 2 e 3 são chamados parcelas. 0 número 5,
resultado da operação, é chamado soma.
2 → parcela
+ 3 → parcela
5 → soma
A adição de três ou mais parcelas pode ser efetuada adi-
cionando-se o terceiro número à soma dos dois primeiros ; o
quarto número à soma dos três primeiros e assim por diante.
3 + 2 + 6 =
5 + 6 = 11
Veja agora outra operação: 7 – 3 = 4
Quando tiramos um subconjunto de um conjunto, realiza-
mos a operação de subtração, que indicamos pelo sinal - .
7 → minuendo
– 3 → subtraendo
4 → resto ou diferença
0 minuendo é o conjunto maior, o subtraendo o subcon-
junto que se tira e o resto ou diferença o conjunto que sobra.
Somando a diferença com o subtraendo obtemos o minu-
endo. Dessa forma tiramos a prova da subtração.
4 + 3 = 7
EXPRESSÕES NUMÉRICAS
Para calcular o valor de uma expressão numérica envol-
vendo adição e subtração, efetuamos essas operações na
ordem em que elas aparecem na expressão.
Exemplos: 35 – 18 + 13 =
17 + 13 = 30
Veja outro exemplo: 47 + 35 – 42 – 15 =
82 – 42 – 15=
40 – 15 = 25
Quando uma expressão numérica contiver os sinais de
parênteses ( ), colchetes [ ] e chaves { }, procederemos do
seguinte modo:
1º Efetuamos as operações indicadas dentro dos parên-
teses;
2º efetuamos as operações indicadas dentro dos colche-
tes;
3º efetuamos as operações indicadas dentro das chaves.
1) 35 +[ 80 – (42 + 11) ] =
= 35 + [ 80 – 53] =
= 35 + 27 = 62
2) 18 + { 72 – [ 43 + (35 – 28 + 13) ] } =
= 18 + { 72 – [ 43 + 20 ] } =
= 18 + { 72 – 63} =
= 18 + 9 = 27
CÁLCULO DO VALOR DESCONHECIDO
Quando pretendemos determinar um número natural em
certos tipos de problemas, procedemos do seguinte modo:
- chamamos o número (desconhecido) de x ou qualquer
outra incógnita ( letra )
- escrevemos a igualdade correspondente
- calculamos o seu valor
Exemplos:
1) Qual o número que, adicionado a 15, é igual a 31?
Solução:
Seja x o número desconhecido. A igualdade correspon-
dente será:
x + 15 = 31
Calculando o valor de x temos:
x + 15 = 31
x + 15 – 15 = 31 – 15
x = 31 – 15
x = 16
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização7
Na prática , quando um número passa de um lado para
outro da igualdade ele muda de sinal.
2) Subtraindo 25 de um certo número obtemos 11. Qual é
esse número?
Solução:
Seja x o número desconhecido. A igualdade correspon-
dente será:
x – 25 = 11
x = 11 + 25
x = 36
Passamos o número 25 para o outro lado da igualdade e
com isso ele mudou de sinal.
3) Qual o número natural que, adicionado a 8, é igual a
20?
Solução:
x + 8 = 20
x = 20 – 8
x = 12
4) Determine o número natural do qual, subtraindo 62, ob-
temos 43.
Solução:
x – 62 = 43
x = 43 + 62
x = 105
Para sabermos se o problema está correto é simples, bas-
ta substituir o x pelo valor encontrado e realizarmos a opera-
ção. No último exemplo temos:
x = 105
105 – 62 = 43
MULTIPLICAÇÃO
Observe: 4 X 3 =12
A operação efetuada chama-se multiplicação e é indicada
escrevendo-se um ponto ou o sinal x entre os números.
Os números 3 e 4 são chamados fatores. O número 12,
resultado da operação, é chamado produto.
3 X 4 = 12
3 fatores
X 4
12 produto
Por convenção, dizemos que a multiplicação de qualquer
número por 1 é igual ao próprio número.
A multiplicação de qualquer número por 0 é igual a 0.
A multiplicação de três ou mais fatores pode ser efetuada
multiplicando-se o terceiro número pelo produto dos dois
primeiros; o quarto numero pelo produto dos três primeiros; e
assim por diante.
3 x 4 x 2 x 5 =
12 x 2 x 5
24 x 5 = 120
EXPRESSÕES NUMÉRICAS
Sinais de associação
O valor das expressões numéricas envolvendo as opera-
ções de adição, subtração e multiplicação é obtido do seguin-
te modo:
- efetuamos as multiplicações
- efetuamos as adições e subtrações, na ordem em
que aparecem.
1) 3 . 4 + 5 . 8 – 2 . 9 =
=12 + 40 – 18
= 34
2) 9 . 6 – 4 . 12 + 7 . 2 =
= 54 – 48 + 14 =
= 20
Não se esqueça:
Se na expressão ocorrem sinais de parênteses colchetes
e chaves, efetuamos as operações na ordem em que apare-
cem:
1º) as que estão dentro dos parênteses
2º) as que estão dentro dos colchetes
3º) as que estão dentro das chaves.
Exemplo:
22 + {12 +[ ( 6 . 8 + 4 . 9 ) – 3 . 7] – 8 . 9 }
= 22 + { 12 + [ ( 48 + 36 ) – 21] – 72 } =
= 22 + { 12 + [ 84 – 21] – 72 } =
= 22 + { 12 + 63 – 72 } =
= 22 + 3 =
= 25
DIVISÃO
Observe a operação: 30 : 6 = 5
Também podemos representar a divisão das seguintes
maneiras:
30 6 ou 5
6
30
=
0 5
O dividendo (D) é o número de elementos do conjunto
que dividimos o divisor (d) é o número de elementos do sub-
conjunto pelo qual dividimos o dividendo e o quociente (c) é o
número de subconjuntos obtidos com a divisão.
Essa divisão é exata e é considerada a operação inversa
da multiplicação.
SE 30 : 6 = 5, ENTÃO 5 x 6 = 30
observe agora esta outra divisão:
32 6
2 5
32 = dividendo
6 = divisor
5 = quociente
2 = resto
Essa divisão não é exata e é chamada divisão aproxima-
da.
ATENÇÃO:
1) Na divisão de números naturais, o quociente é sem-
pre menor ou igual ao dividendo.
2) O resto é sempre menor que o divisor.
3) O resto não pode ser igual ou maior que o divisor.
4) O resto é sempre da mesma espécie do dividendo.
Exemplo: dividindo-se laranjas por certo número, o
resto será laranjas.
5) É impossível dividir um número por 0 (zero), porque
não existe um número que multiplicado por 0 dê o
quociente da divisão.
PROBLEMAS
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização8
1) Determine um número natural que, multiplicado por
17, resulte 238.
X . 17 = 238
X = 238 : 17
X = 14
Prova: 14 . 17 = 238
2) Determine um número natural que, dividido por 62,
resulte 49.
x : 62 = 49
x = 49 . 62
x = 3038
3) Determine um número natural que, adicionado a
15, dê como resultado 32
x + 15 = 32
x = 32 – 15
x =17
4) Quanto devemos adicionar a 112, a fim de obter-
mos 186?
x + 112 = 186
x = 186 – 112
x = 74
5) Quanto devemos subtrair de 134 para obtermos
81?
134 – x = 81
– x = 81 – 134
– x = – 53 (multiplicando por –1)
x = 53
Prova: 134 – 53 = 81
6) Ricardo pensou em um número natural, adicionou-
lhe 35, subtraiu 18 e obteve 40 no resultado. Qual
o número pensado?
x + 35 – 18 = 40
x= 40 – 35 + 18
x = 23
Prova: 23 + 35 – 18 = 40
7) Adicionando 1 ao dobro de certo número obtemos
7. Qual é esse numero?
2 . x +1 = 7
2x = 7 – 1
2x = 6
x = 6 : 2
x = 3
O número procurado é 3.
Prova: 2. 3 +1 = 7
8) Subtraindo 12 do triplo de certo número obtemos
18. Determinar esse número.
3 . x -12 = 18
3 x = 18 + 12
3 x = 30
x = 30 : 3
x = 10
9) Dividindo 1736 por um número natural, encontra-
mos 56. Qual o valor deste numero natural?
1736 : x = 56
1736 = 56 . x
56 . x = 1736
x. 56 = 1736
x = 1736 : 56
x = 31
10) O dobro de um número é igual a 30. Qual é o nú-
mero?
2 . x = 30
2x = 30
x = 30 : 2
x = 15
11) O dobro de um número mais 4 é igual a 20. Qual é
o número ?
2 . x + 4 = 20
2 x = 20 – 4
2 x = 16
x = 16 : 2
x = 8
12) Paulo e José têm juntos 12 lápis. Paulo tem o do-
bro dos lápis de José. Quantos lápis tem cada me-
nino?
José: x
Paulo: 2x
Paulo e José: x + x + x = 12
3x = 12
x = 12 : 3
x = 4
José: 4 - Paulo: 8
13) A soma de dois números é 28. Um é o triplo do ou-
tro. Quais são esses números?
um número: x
o outro número: 3x
x + x + x + x = 28 (os dois números)
4 x = 28
x = 28 : 4
x = 7 (um número)
3x = 3 . 7 = 21 (o outro número).
Resposta: 7 e 21
14) Pedro e Marcelo possuem juntos 30 bolinhas. Mar-
celo tem 6 bolinhas a mais que Pedro. Quantas bo-
linhas tem cada um?
Pedro: x
Marcelo: x + 6
x + x + 6 = 30 ( Marcelo e Pedro)
2 x + 6 = 30
2 x = 30 – 6
2 x = 24
x = 24 : 2
x = 12 (Pedro)
Marcelo: x + 6 =12 + 6 =18
EXPRESSÕES NUMÉRICAS ENVOLVENDO AS QUATRO
OPERAÇÕES
Sinais de associação:
O valor das expressões numéricas envolvendo as quatro
operações é obtido do seguinte modo:
- efetuamos as multiplicações e as divisões, na ordem
em que aparecem;
- efetuamos as adições e as subtrações, na ordem em
que aparecem;
Exemplo 1) 3 .15 + 36 : 9 =
= 45 + 4
= 49
Exemplo 2) 18 : 3 . 2 + 8 – 6 . 5 : 10 =
= 6 . 2 + 8 – 30 : 10 =
= 12 + 8 – 3 =
= 20 – 3
= 17
POTENCIAÇÃO
Considere a multiplicação: 2 . 2 . 2 em que os três
fatores são todos iguais a 2.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização9
Esse produto pode ser escrito ou indicado na forma 2
3
(lê-
se: dois elevado à terceira potência), em que o 2 é o fator que
se repete e o 3 corresponde à quantidade desses fatores.
Assim, escrevemos: 2
3
= 2 . 2 . 2 = 8 (3 fatores)
A operação realizada chama-se potenciação.
O número que se repete chama-se base.
O número que indica a quantidade de fatores iguais a ba-
se chama-se expoente.
O resultado da operação chama-se potência.
2
3
= 8
3 expoente
base potência
Observações:
1) os expoentes 2 e 3 recebem os nomes especiais de
quadrado e cubo, respectivamente.
2) As potências de base 0 são iguais a zero. 0
2
= 0 . 0
= 0
3) As potências de base um são iguais a um.
Exemplos: 1
3
= 1 . 1 . 1 = 1
1
5
= 1 . 1 . 1 . 1 . 1 = 1
4) Por convenção, tem-se que:
- a potência de expoente zero é igual a 1 (a
0
= 1, a
≠ 0)
3
0
= 1 ; 5
0
= 1 ; 12
0
= 1
- a potência de expoente um é igual à base (a
1
= a)
2
1
= 2 ; 7
1
= 7 ; 100
1
=100
PROPRIEDADES DAS POTÊNCIAS
1ª) para multiplicar potências de mesma base, conser-
va-se a base e adicionam-se os expoentes.
a
m
. a
n
= a
m + n
Exemplos: 3
2
. 3
8
= 3
2 + 8
= 3
10
5 . 5
6
= 5
1+6
= 5
7
2ª) para dividir potências de mesma base, conserva-se
a base e subtraem-se os expoentes.
a
m
: a
n
= a
m - n
Exemplos:
3
7
: 3
3
= 3
7 – 3
= 3
4
5
10
: 5
8
= 5
10 – 8
= 5
2
3ª) para elevar uma potência a um outro expoente, con-
serva-se base e multiplicam-se os expoentes.
Exemplo: (3
2
)
4
= 3
2 . 4
= 3
8
4ª) para elevar um produto a um expoente, eleva-se ca-
da fator a esse expoente.
(a. b)
m
= a
m
. b
m
Exemplos: (4 . 7)
3
= 4
3
. 7
3
; (3. 5)
2
= 3
2
. 5
2
RADICIAÇÃO
Suponha que desejemos determinar um número que, ele-
vado ao quadrado, seja igual a 9. Sendo x esse número,
escrevemos: X
2
= 9
De acordo com a potenciação, temos que x = 3, ou seja:
3
2
= 9
A operação que se realiza para determinar esse número 3
é chamada radiciação, que é a operação inversa da potenci-
ação.
Indica-se por:
392
= (lê-se: raiz quadrada de 9 é igual a 3)
Daí , escrevemos:
9339 22
=⇔=
Na expressão acima, temos que:
- o símbolo chama-se sinal da raiz
- o número 2 chama-se índice
- o número 9 chama-se radicando
- o número 3 chama-se raiz,
- o símbolo
2
9 chama-se radical
As raízes recebem denominações de acordo com o índi-
ce. Por exemplo:
2
36 raiz quadrada de 36
3
125 raiz cúbica de 125
4
81 raiz quarta de 81
5
32 raiz quinta de 32 e assim por diante
No caso da raiz quadrada, convencionou-se não escrever
o índice 2.
Exemplo : 49 49 7 492 = = =, pois 72
EXERCÍCIOS
01) Calcule:
a) 10 – 10 : 5 = b) 45 : 9 + 6 =
c) 20 + 40 : 10 = d) 9. 7 – 3 =
e) 30 : 5 + 5 = f) 6 . 15 – 56 : 4 =
g) 63 : 9 . 2 – 2 = h) 56 – 34 : 17 . 19 =
i) 3 . 15 : 9 + 54 :18 = j) 24 –12 : 4+1. 0 =
Respostas:
a) 8
c) 24
e) 11
g) 12
i) 8
b) 11
d) 60
f) 76
h) 18
j) 21
02) Calcule o valor das expressões:
a) 2
3
+ 3
2
=
b) 3 . 5
2
– 7
2
=
c) 2 . 3
3
– 4. 2
3
=
d) 5
3
– 3 . 6
2
+ 2
2
– 1 =
e) (2 + 3)
2
+ 2 . 3
4
– 15
2
: 5 =
f) 1 + 7
2
– 3 . 2
4
+ (12 : 4)
2
=
Respostas:
a) 17
c) 22
e) 142
b) 26
d) 20
f) 11
03) Uma indústria de automóveis produz, por dia, 1270
unidades. Se cada veículo comporta 5 pneus, quan-
tos pneus serão utilizados ao final de 30 dias? (Res-
posta: 190.500)
04) Numa divisão, o divisor é 9,o quociente é 12 e o resto
é 5. Qual é o dividendo? (113)
05) Numa divisão, o dividendo é 227, o divisor é 15 e o
resto é 2. Qual é o quociente? (15)
06) Numa divisão, o dividendo é 320, o quociente é 45 e
o resto é 5. Qual é o divisor? (7)
07) Num divisão, o dividendo é 625, o divisor é 25 e o
quociente é 25. Qual ê o resto? (0)
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização10
08) Numa chácara havia galinhas e cabras em igual
quantidade. Sabendo-se que o total de pés desses
animais era 90, qual o número de galinhas?
Resposta: 15 ( 2 pés + 4 pés = 6 pés ; 90 : 6 = 15).
09) O dobro de um número adicionado a 3 é igual a 13.
Calcule o número.(5)
10) Subtraindo 12 do quádruplo de um número obtemos
60. Qual é esse número (Resp: 18)
11) Num joguinho de "pega-varetas", André e Renato fi-
zeram 235 pontos no total. Renato fez 51 pontos a
mais que André. Quantos pontos fez cada um? ( An-
dré-92 e Renato-143)
12) Subtraindo 15 do triplo de um número obtemos 39.
Qual é o número? (18)
13) Distribuo 50 balas, em iguais quantidades, a 3 ami-
gos. No final sobraram 2. Quantas balas coube a ca-
da um? (16)
14) A diferença entre dois números naturais é zero e a
sua soma é 30. Quais são esses números? (15)
15) Um aluno ganha 5 pontos por exercício que acerta e
perde 3 pontos por exercício que erra. Ao final de 50
exercícios tinha 130 pontos. Quantos exercícios acer-
tou? (35)
16) Um edifício tem 15 andares; cada andar, 30 salas;
cada sala, 3 mesas; cada mesa, 2 gavetas; cada ga-
veta, 1 chave. Quantas chaves diferentes serão ne-
cessárias para abrir todas as gavetas? (2700).
17) Se eu tivesse 3 dúzias de balas a mais do que tenho,
daria 5 e ficaria com 100. Quantas balas tenho real-
mente? (69)
18) A soma de dois números é 428 e a diferença entre
eles é 34. Qual é o número maior? (231)
19) Pensei num número e juntei a ele 5, obtendo 31. Qual
é o número? (26)
20) Qual o número que multiplicado por 7 resulta 56? (8)
21) O dobro das balas que possuo mais 10 é 36. Quantas
balas possuo? (13).
22) Raul e Luís pescaram 18 peixinhos. Raul pescou
o dobro de Luís. Quanto pescou cada um? (Raul-12
e Luís-6)
PROBLEMAS
Vamos calcular o valor de x nos mais diversos casos:
1) x + 4 = 10
Obtêm-se o valor de x, aplicando a operação inversa da
adição:
x = 10 – 4
x = 6
2) 5x = 20
Aplicando a operação inversa da multiplicação, temos:
x = 20 : 5
x = 4
3) x – 5 = 10
Obtêm-se o valor de x, aplicando a operação inversa da
subtração:
x = 10 + 5
x =15
4) x : 2 = 4
Aplicando a operação inversa da divisão, temos:
x = 4 . 2
x = 8
COMO ACHAR O VALOR DESCONHECIDO EM UM PRO-
BLEMA
Usando a letra x para representar um número, podemos
expressar, em linguagem matemática, fatos e sentenças da
linguagem corrente referentes a esse número, observe:
- duas vezes o número2 . x
- o número mais 2 x + 2
- a metade do número
2
x
- a soma do dobro com a metade do número
2
2
x
x +⋅
- a quarta parte do número
4
x
PROBLEMA 1
Vera e Paula têm juntas R$ 1.080,00. Vera tem o triplo do
que tem Paula. Quanto tem cada uma?
Solução:
x + 3x = 1080
4x= 1080
x =1080 : 4
x= 270
3 . 270 = 810
Resposta: Vera – R$ 810,00 e Paula – R$ 270,00
PROBLEMA 2
Paulo foi comprar um computador e uma bicicleta. Pagou
por tudo R$ 5.600,00. Quanto custou cada um, sabendo-
se que a computador é seis vezes mais caro que a bicicle-
ta?
Solução:
x + 6x = 5600
7x = 5600
x = 5600 : 7
x = 800
6 . 800= 4800
R: computador – R$ 4.800,00 e bicicleta R$ 800,00
PROBLEMA 3
Repartir 21 cadernos entre José e suas duas irmãs, de
modo que cada menina receba o triplo do que recebe Jo-
sé. Quantos cadernos receberá José?
Solução:
x + 3x + 3x = 21
7x = 21
x = 21 : 7
x = 3
Resposta: 3 cadernos
PROBLEMA 4
Repartir R$ 2.100,00 entre três irmãos de modo que o 2º
receba o dobro do que recebe o 1º , e o 3º o dobro do que
recebe o 2º. Quanto receberá cada um?
Solução:
x + 2x + 4x = 2100
7x = 2100
x = 2100 : 7
x = 300
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização11
300 . 2 = 600
300 . 4 =1200
Resposta: R$ 300,00; R$ 600,00; R$ 1200,00
PROBLEMA 5
A soma das idades de duas pessoas é 40 anos. A idade
de uma é o triplo da idade da outra. Qual a idade de cada
uma?
Solução:
3x + x = 40
4x = 40
x = 40 : 4
x = 10
3 . 10 = 30
Resposta: 10 e 30 anos.
PROBLEMA 6
A soma das nossas idades é 45 anos. Eu sou 5 anos mais
velho que você. Quantos anos eu tenho?
x + x + 5 = 45
x + x= 45 – 5
2x = 40
x = 20
20 + 5 = 25
Resposta: 25 anos
PROBLEMA 7
Sua bola custou R$ 10,00 menos que a minha. Quanto
pagamos por elas, se ambas custaram R$ 150,00?
Solução:
x + x – 10= 150
2x = 150 + 10
2x = 160
x = 160 : 2
x = 80
80 – 10 = 70
Resposta: R$ 70,00 e R$ 80,00
PROBLEMA 8
José tem o dobro do que tem Sérgio, e Paulo tanto quanto
os dois anteriores juntos. Quanto tem cada um, se os três
juntos possuem R$ 624,00?
Solução: x + 2x + x + 2x = 624
6x = 624
x = 624 : 6
x = 104
Resposta:S-R$ 104,00; J-R$ 208,00; P- R$ 312,00
PROBLEMA 9
Se eu tivesse 4 rosas a mais do que tenho, poderia dar a
você 7 rosas e ainda ficaria com 2. Quantas rosas tenho?
Solução: x + 4 – 7 = 2
x + 4 = 7 + 2
x + 4 = 9
x = 9 – 4
x = 5
Resposta: 5
CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS (Z)
Conhecemos o conjunto N dos números naturais: N = {0,
1, 2, 3, 4, 5, .....,}
Assim, os números precedidos do sinal + chamam-se
positivos, e os precedidos de - são negativos.
Exemplos:
Números inteiros positivos: {+1, +2, +3, +4, ....}
Números inteiros negativos: {-1, -2, -3, -4, ....}
O conjunto dos números inteiros relativos é formado pelos
números inteiros positivos, pelo zero e pelos números inteiros
negativos. Também o chamamos de CONJUNTO DOS NÚ-
MEROS INTEIROS e o representamos pela letra Z, isto é: Z =
{..., -3, -2, -1, 0, +1, +2, +3, ... }
O zero não é um número positivo nem negativo. Todo
número positivo é escrito sem o seu sinal positivo.
Exemplo: + 3 = 3 ; +10 = 10
Então, podemos escrever: Z = {..., -3, -2, -1, 0 , 1,
2, 3, ...}
N é um subconjunto de Z.
REPRESENTAÇÃO GEOMÉTRICA
Cada número inteiro pode ser representado por um ponto
sobre uma reta. Por exemplo:
... -3 -2 -1 0 +1 +2 +3 +4 ...
... C’ B’ A’ 0 A B C D ...
Ao ponto zero, chamamos origem, corresponde o número
zero.
Nas representações geométricas, temos à direita do zero
os números inteiros positivos, e à esquerda do zero, os nú-
meros inteiros negativos.
Observando a figura anterior, vemos que cada ponto é a
representação geométrica de um número inteiro.
Exemplos:
ponto C é a representação geométrica do número +3
ponto B' é a representação geométrica do número -2
ADIÇÃO DE DOIS NÚMEROS INTEIROS
1) A soma de zero com um número inteiro é o próprio nú-
mero inteiro: 0 + (-2) = -2
2) A soma de dois números inteiros positivos é um núme-
ro inteiro positivo igual à soma dos módulos dos nú-
meros dados: (+700) + (+200) = +900
3) A soma de dois números inteiros negativos é um nú-
mero inteiro negativo igual à soma dos módulos dos
números dados: (-2) + (-4) = -6
4) A soma de dois números inteiros de sinais contrários é
igual à diferença dos módulos, e o sinal é o da parce-
la de maior módulo: (-800) + (+300) = -500
ADIÇÃO DE TRÊS OU MAIS NÚMEROS INTEIROS
A soma de três ou mais números inteiros é efetuada adi-
cionando-se todos os números positivos e todos os negativos
e, em seguida, efetuando-se a soma do número negativo.
Exemplos: 1) (+6) + (+3) + (-6) + (-5) + (+8) =
(+17) + (-11) = +6
2) (+3) + (-4) + (+2) + (-8) =
(+5) + (-12) = -7
PROPRIEDADES DA ADIÇÃO
A adição de números inteiros possui as seguintes proprie-
dades:
1ª) FECHAMENTO
A soma de dois números inteiros é sempre um número in-
teiro: (-3) + (+6) = + 3 ∈ Z
2ª) ASSOCIATIVA
Se a, b, c são números inteiros quaisquer, então: a + (b +
c) = (a + b) + c
Exemplo:(+3) +[(-4) + (+2)] = [(+3) + (-4)] + (+2)
(+3) + (-2) = (-1) + (+2)
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização12
+1 = +1
3ª) ELEMENTO NEUTRO
Se a é um número inteiro qualquer, temos: a+ 0 = a e 0 +
a = a
Isto significa que o zero é elemento neutro para a adição.
Exemplo: (+2) + 0 = +2 e 0 + (+2) = +2
4ª) OPOSTO OU SIMÉTRICO
Se a é um número inteiro qualquer, existe um único nú-
mero oposto ou simétrico representado por (-a), tal que:
(+a) + (-a) = 0 = (-a) + (+a)
Exemplos: (+5) + ( -5) = 0 ( -5) + (+5) = 0
5ª) COMUTATIVA
Se a e b são números inteiros, então:
a + b = b + a
Exemplo: (+4) + (-6) = (-6) + (+4)
-2 = -2
SUBTRAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS
Em certo local, a temperatura passou de -3ºC para 5ºC,
sofrendo, portanto, um aumento de 8ºC, aumento esse que
pode ser representado por: (+5) - (-3) = (+5) + (+3) = +8
Portanto:
A diferença entre dois números dados numa certa ordem
é a soma do primeiro com o oposto do segundo.
Exemplos: 1) (+6) - (+2) = (+6) + (-2 ) = +4
2) (-8 ) - (-1 ) = (-8 ) + (+1) = -7
3) (-5 ) - (+2) = (-5 ) + (-2 ) = -7
Na prática, efetuamos diretamente a subtração, eliminan-
do os parênteses
- (+4 ) = -4
- ( -4 ) = +4
Observação:
Permitindo a eliminação dos parênteses, os sinais podem
ser resumidos do seguinte modo:
( + ) = + + ( - ) = -
- ( + ) = - - ( - ) = +
Exemplos: - ( -2) = +2 +(-6 ) = -6
- (+3) = -3 +(+1) = +1
PROPRIEDADE DA SUBTRAÇÃO
A subtração possui uma propriedade.
FECHAMENTO: A diferença de dois números inteiros é
sempre um número inteiro.
MULTIPLICAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS
1º CASO: OS DOIS FATORES SÃO NÚMEROS INTEI-
ROS POSITIVOS
Lembremos que: 3 . 2 = 2 + 2 + 2 = 6
Exemplo:
(+3) . (+2) = 3 . (+2) = (+2) + (+2) + (+2) = +6
Logo: (+3) . (+2) = +6
Observando essa igualdade, concluímos: na multiplicação
de números inteiros, temos:
(+) . (+) =+
2º CASO: UM FATOR É POSITIVO E O OUTRO É NEGA-
TIVO
Exemplos:
1) (+3) . (-4) = 3 . (-4) = (-4) + (-4) + (-4) = -12
ou seja: (+3) . (-4) = -12
2) Lembremos que: -(+2) = -2
(-3) . (+5) = - (+3) . (+5) = -(+15) = - 15
ou seja: (-3) . (+5) = -15
Conclusão: na multiplicação de números inteiros, temos: (
+ ) . ( - ) = - ( - ) . ( + ) = -
Exemplos :
(+5) . (-10) = -50
(+1) . (-8) = -8
(-2 ) . (+6 ) = -12 (-7) .
(+1) = -7
3º CASO: OS DOIS FATORES SÃO NÚMEROS INTEIROS
NEGATIVOS
Exemplo: (-3) . (-6) = -(+3) . (-6) = -(-18) = +18
isto é: (-3) . (-6) = +18
Conclusão: na multiplicação de números inteiros, temos: (
- ) . ( - ) = +
Exemplos: (-4) . (-2) = +8 (-5) . (-4) = +20
As regras dos sinais anteriormente vistas podem ser re-
sumidas na seguinte:
( + ) . ( + ) = + ( + ) . ( - ) = -
( - ) . ( - ) = + ( - ) . ( + ) = -
Quando um dos fatores é o 0 (zero), o produto é igual a 0:
(+5) . 0 = 0
PRODUTO DE TRÊS OU MAIS NÚMEROS INTEIROS
Exemplos: 1) (+5 ) . ( -4 ) . (-2 ) . (+3 ) =
(-20) . (-2 ) . (+3 ) =
(+40) . (+3 ) = +120
2) (-2 ) . ( -1 ) . (+3 ) . (-2 ) =
(+2 ) . (+3 ) . (-2 ) =
(+6 ) . (-2 ) = -12
Podemos concluir que:
- Quando o número de fatores negativos é par, o produ-
to sempre é positivo.
- Quando o número de fatores negativos é ímpar, o pro-
duto sempre é negativo.
PROPRIEDADES DA MULTIPLICAÇÃO
No conjunto Z dos números inteiros são válidas as seguin-
tes propriedades:
1ª) FECHAMENTO
Exemplo: (+4 ) . (-2 ) = - 8 ∈ Z
Então o produto de dois números inteiros é inteiro.
2ª) ASSOCIATIVA
Exemplo: (+2 ) . (-3 ) . (+4 )
Este cálculo pode ser feito diretamente, mas também po-
demos fazê-lo, agrupando os fatores de duas maneiras:
(+2 ) . [(-3 ) . (+4 )] = [(+2 ) . ( -3 )]. (+4 )
(+2 ) . (-12) = (-6 ) . (+4 )
-24 = -24
De modo geral, temos o seguinte:
Se a, b, c representam números inteiros quaisquer, então:
a . (b . c) = (a . b) . c
3ª) ELEMENTO NEUTRO
Observe que:
(+4 ) . (+1 ) = +4 e (+1 ) . (+4 ) = +4
Qualquer que seja o número inteiro a, temos:
a . (+1 ) = a e (+1 ) . a = a
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização13
O número inteiro +1 chama-se neutro para a multiplica-
ção.
4ª) COMUTATIVA
Observemos que: (+2). (-4 ) = - 8
e (-4 ) . (+2 ) = - 8
Portanto: (+2 ) . (-4 ) = (-4 ) . (+2 )
Se a e b são números inteiros quaisquer, então: a . b = b .
a, isto é, a ordem dos fatores não altera o produto.
5ª) DISTRIBUTIVA EM RELAÇÃO À ADIÇÃO E À
SUBTRAÇÃO
Observe os exemplos:
(+3 ) . [( -5 ) + (+2 )] = (+3 ) . ( -5 ) + (+3 ) . (+2 )
(+4 ) . [( -2 ) - (+8 )] = (+4 ) . ( -2 ) - (+4 ) . (+8 )
Conclusão:
Se a, b, c representam números inteiros quaisquer, te-
mos:
a) a . [b + c] = a . b + a . c
A igualdade acima é conhecida como propriedade dis-
tributiva da multiplicação em relação à adição.
b) a . [b – c] = a . b - a . c
A igualdade acima é conhecida como propriedade dis-
tributiva da multiplicação em relação à subtração.
DIVISÃO DE NÚMEROS INTEIROS
CONCEITO
Dividir (+16) por 2 é achar um número que, multiplicado
por 2, dê 16.
16 : 2 = ? ⇔ 2 . ( ? ) = 16
O número procurado é 8. Analogamente, temos:
1) (+12) : (+3 ) = +4 porque (+4 ) . (+3 ) = +12
2) (+12) : ( -3 ) = - 4 porque (- 4 ) . ( -3 ) = +12
3) ( -12) : (+3 ) = - 4 porque (- 4 ) . (+3 ) = -12
4) ( -12) : ( -3 ) = +4 porque (+4 ) . ( -3 ) = -12
A divisão de números inteiros só pode ser realizada
quando o quociente é um número inteiro, ou seja, quando o
dividendo é múltiplo do divisor.
Portanto, o quociente deve ser um número inteiro.
Exemplos:
( -8 ) : (+2 ) = -4
( -4 ) : (+3 ) = não é um número inteiro
Lembramos que a regra dos sinais para a divisão é a
mesma que vimos para a multiplicação:
( + ) : ( + ) = + ( + ) : ( - ) = -
( - ) : ( - ) = + ( - ) : ( + ) = -
Exemplos:
( +8 ) : ( -2 ) = -4 (-10) : ( -5 ) = +2
(+1 ) : ( -1 ) = -1 (-12) : (+3 ) = -4
PROPRIEDADE
Como vimos: (+4 ) : (+3 ) ∉ Z
Portanto, não vale em Z a propriedade do fechamento pa-
ra a divisão. Alem disso, também não são válidas as proposi-
ções associativa, comutativa e do elemento neutro.
POTENCIAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS
CONCEITO
A notação
(+2 )
3
= (+2 ) . (+2 ) . (+2 )
é um produto de três fatores iguais
Analogamente:
( -2 )
4
= ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 )
é um produto de quatro fatores iguais
Portanto potência é um produto de fatores iguais.
Na potência (+5 )
2
= +25, temos:
+5 ---------- base
2 ---------- expoente
+25 ---------- potência
Observacões :
(+2 )
1
significa +2, isto é, (+2 )
1
= +2
( -3 )
1
significa -3, isto é, ( -3 )
1
= -3
CÁLCULOS
O EXPOENTE É PAR
Calcular as potências
1) (+2 )
4
= (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +16 isto é,
(+2)
4
= +16
2) ( -2 )
4
= ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = +16 isto é, (-
2 )
4
= +16
Observamos que: (+2)
4
= +16 e (-2)
4
= +16
Então, de modo geral, temos a regra:
Quando o expoente é par, a potência é sempre um núme-
ro positivo.
Outros exemplos: (-1)
6
= +1 (+3)
2
= +9
O EXPOENTE É ÍMPAR
Calcular as potências:
1) (+2 )
3
= (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +8
isto é, (+2)
3
= + 8
2) ( -2 )
3
= ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = -8
ou seja, (-2)
3
= -8
Observamos que: (+2 )
3
= +8 e ( -2 )
3
= -8
Daí, a regra:
Quando o expoente é ímpar, a potência tem o mesmo si-
nal da base.
Outros exemplos: (- 3)
3
= - 27 (+2)
4
= +16
PROPRIEDADES
PRODUTO DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
Exemplos: (+2 )
3
. (+2 )
2
= (+2 )
3
+2
2
= (+2 )
5
( -2 )
2
. ( -2 )
3
. ( -2 )
5
= ( -2 )
2 + 3 + 5
= ( -2 )
10
Para multiplicar potências de mesma base, mantemos a
base e somamos os expoentes.
QUOCIENTE DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
(+2 )
5
: (+2 )
2
= (+2 )
5-2
= (+2 )
3
( -2 )
7
: ( -2 )
3
= ( -2 )
7-3
= ( -2 )
4
Para dividir potências de mesma base em que o expoente
do dividendo é maior que o expoente do divisor, mantemos a
base e subtraímos os expoentes.
POTÊNCIA DE POTÊNCIA
[( -4 )
3
]
5
= ( -4 )
3 . 5
= ( -4 )
15
Para calcular uma potência de potência, conservamos a
base da primeira potência e multiplicamos os expoentes .
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização14
POTÊNCIA DE UM PRODUTO
[( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )]
4
= ( -2 )
4
. (+3 )
4
. ( -5 )
4
Para calcular a potência de um produto, sendo n o expo-
ente, elevamos cada fator ao expoente n.
POTÊNCIA DE EXPOENTE ZERO
(+2 )
5
: (+2 )
5
= (+2 )
5-5
= (+2 )
0
e (+2 )
5
: (+2 )
5
= 1
Consequentemente: (+2 )
0
= 1 ( -4 )
0
= 1
Qualquer potência de expoente zero é igual a 1.
Observação:
Não confundir -3
2
com ( -3 )
2
, porque -3
2
significa -( 3
)
2
e portanto
-3
2
= -( 3 )
2
= -9
enquanto que: ( -3 )
2
= ( -3 ) . ( -3 ) = +9
Logo: -3
2
≠ ( -3 )
2
CÁLCULOS
O EXPOENTE É PAR
Calcular as potências
(+2 )
4
= (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +16 isto é, (+2)
4
= +16
( -2 )
4
= ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = +16 isto é, (-2 )
4
= +16
Observamos que: (+2)
4
= +16 e (-2)
4
= +16
Então, de modo geral, temos a regra:
Quando o expoente é par, a potência é sempre um núme-
ro positivo.
Outros exemplos: (-1)
6
= +1 (+3)
2
= +9
O EXPOENTE É ÍMPAR
Exemplos:
Calcular as potências:
1) (+2 )
3
= (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +8
isto é, (+2)
3
= + 8
2) ( -2 )
3
= ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = -8
ou seja, (-2)
3
= -8
Observamos que: (+2 )
3
= +8 e ( -2 )
3
= -8
Daí, a regra:
Quando o expoente é ímpar, a potência tem o mesmo si-
nal da base.
Outros exemplos: (- 3)
3
= - 27 (+2)
4
= +16
PROPRIEDADES
PRODUTO DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
Exemplos: (+2 )
3
. (+2 )
2
= (+2 )
3
+2
2
= (+2 )
5
( -2 )
2
. ( -2 )
3
. ( -2 )
5
= ( -2 )
2 + 3 + 5
= ( -2 )
10
Para multiplicar potências de mesma base, mantemos a
base e somamos os expoentes.
QUOCIENTE DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
(+2 )
5
: (+2 )
2
= (+2 )
5-2
= (+2 )
3
( -2 )
7
: ( -2 )
3
= ( -2 )
7-3
= ( -2 )
4
Para dividir potências de mesma base em que o expoente
do dividendo é maior que o expoente do divisor, mantemos a
base e subtraímos os expoentes.
POTÊNCIA DE POTÊNCIA
[( -4 )
3
]
5
= ( -4 )
3 . 5
= ( -4 )
15
Para calcular uma potência de potência, conservamos a
base da primeira potência e multiplicamos os expoentes .
POTÊNCIA DE UM PRODUTO
[( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )]
4
= ( -2 )
4
. (+3 )
4
. ( -5 )
4
Para calcular a potência de um produto, sendo n o expo-
ente, elevamos cada fator ao expoente n.
POTÊNCIA DE EXPOENTE ZERO
(+2 )
5
: (+2 )
5
= (+2 )
5-5
= (+2 )
0
e (+2 )
5
: (+2 )
5
= 1
Consequentemente: (+2 )
0
= 1 ( -4 )
0
= 1
Qualquer potência de expoente zero é igual a 1.
Observação: Não confundir-3
2
com (-3)
2
, porque -3
2
sig-
nifica -( 3 )
2
e portanto: -3
2
= -( 3 )
2
= -9
enquanto que: ( -3 )
2
= ( -3 ) . ( -3 ) = +9
Logo: -3
2
≠ ( -3 )
2
NÚMEROS PARES E ÍMPARES
Os pitagóricos estudavam à natureza dos números, e base-
ado nesta natureza criaram sua filosofia e modo de vida. Vamos
definir números pares e ímpares de acordo com a concepção
pitagórica:
• par é o número que pode ser dividido em duas partes i-
guais, sem que uma unidade fique no meio, e ímpar é
aquele que não pode ser dividido em duas partes iguais,
porque sempre há uma unidade no meio
Uma outra caracterização, nos mostra a preocupação com à
natureza dos números:
• número par é aquele que tanto pode ser dividido em duas
partes iguais como em partes desiguais, mas de forma tal
que em nenhuma destas divisões haja uma mistura da
natureza par com a natureza ímpar, nem da ímpar com a
par. Isto tem uma única exceção, que é o princípio do
par, o número 2, que não admite a divisão em partes de-
siguais, porque ele é formado por duas unidades e, se is-
to pode ser dito, do primeiro número par, 2.
Para exemplificar o texto acima, considere o número 10, que
é par, pode ser dividido como a soma de 5 e 5, mas também
como a soma de 7 e 3 (que são ambos ímpares) ou como a
soma de 6 e 4 (ambos são pares); mas nunca como a soma de
um número par e outro ímpar. Já o número 11, que é ímpar pode
ser escrito como soma de 8 e 3, um par e um ímpar. Atualmente,
definimos números pares como sendo o número que ao ser
dividido por dois têm resto zero e números ímpares aqueles que
ao serem divididos por dois têm resto diferente de zero. Por
exemplo, 12 dividido por 2 têm resto zero, portanto 12 é par. Já o
número 13 ao ser dividido por 2 deixa resto 1, portanto 13 é
ímpar.
MÚLTIPLOS E DIVISORES
DIVISIBILIDADE
Um número é divisível por 2 quando termina em 0, 2, 4, 6 ou 8.
Ex.: O número 74 é divisível por 2, pois termina em 4.
Um número é divisível por 3 quando a soma dos valores ab-
solutos dos seus algarismos é um número divisível por 3. Ex.:
123 é divisível por 3, pois 1+2+3 = 6 e 6 é divisível por 3
Um número é divisível por 5 quando o algarismo das unida-
des é 0 ou 5 (ou quando termina em o ou 5). Ex.: O número 320
é divisível por 5, pois termina em 0.
Um número é divisível por 10 quando o algarismo das unida-
des é 0 (ou quando termina em 0). Ex.: O número 500 é divisível
por 10, pois termina em 0.
NÚMEROS PRIMOS
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização15
Um número natural é primo quando é divisível apenas por
dois números distintos: ele próprio e o 1.
Exemplos:
• O número 2 é primo, pois é divisível apenas por dois núme-
ros diferentes: ele próprio e o 1.
• O número 5 é primo, pois é divisível apenas por dois núme-
ros distintos: ele próprio e o 1.
• O número natural que é divisível por mais de dois números
diferentes é chamado composto.
• O número 4 é composto, pois é divisível por 1, 2, 4.
• O número 1 não é primo nem composto, pois é divisível
apenas por um número (ele mesmo).
• O número 2 é o único número par primo.
DECOMPOSIÇÃO EM FATORES PRIMOS (FATORAÇÃO)
Um número composto pode ser escrito sob a forma de um
produto de fatores primos.
Por exemplo, o número 60 pode ser escrito na forma: 60 = 2
. 2 . 3 . 5 = 2
2
. 3 . 5 que é chamada de forma fatorada.
Para escrever um número na forma fatorada, devemos de-
compor esse número em fatores primos, procedendo do seguin-
te modo:
Dividimos o número considerado pelo menor número primo
possível de modo que a divisão seja exata.
Dividimos o quociente obtido pelo menor número primo pos-
sível.
Dividimos, sucessivamente, cada novo quociente pelo menor
número primo possível, até que se obtenha o quociente 1.
Exemplo:
60 2
0 30 2
0 15 3
5 0 5
1
Portanto: 60 = 2 . 2 . 3 . 5
Na prática, costuma-se traçar uma barra vertical à direita do
número e, à direita dessa barra, escrever os divisores primos;
abaixo do número escrevem-se os quocientes obtidos. A de-
composição em fatores primos estará terminada quando o último
quociente for igual a 1.
Exemplo:
60
30
15
5
1
2
2
3
5
Logo: 60 = 2 . 2 . 3 . 5
DIVISORES DE UM NÚMERO
Consideremos o número 12 e vamos determinar todos os
seus divisores Uma maneira de obter esse resultado é escrever
os números naturais de 1 a 12 e verificar se cada um é ou não
divisor de 12, assinalando os divisores.
1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12
= = = = = ==
Indicando por D(12) (lê-se: "D de 12”) o conjunto dos diviso-
res do número 12, temos:
D (12) = { 1, 2, 3, 4, 6, 12}
Na prática, a maneira mais usada é a seguinte:
1º) Decompomos em fatores primos o número considerado.
12
6
3
1
2
2
3
2º) Colocamos um traço vertical ao lado os fatores primos e,
à sua direita e acima, escrevemos o numero 1 que é divisor
de todos os números.
12
6
3
1
2
2
3
1
3º) Multiplicamos o fator primo 2 pelo divisor 1 e escrevemos
o produto obtido na linha correspondente.
12
6
3
1
2
2
3
x1
2
4º) Multiplicamos, a seguir, cada fator primo pelos diviso-
res já obtidos, escrevendo os produtos nas linhas cor-
respondentes, sem repeti-los.
12
6
3
1
2
2
3
x1
2
4
12
6
3
1
2
2
3
x1
2
4
3, 6, 12
Os números obtidos à direita dos fatores primos são os divi-
sores do número considerado. Portanto:
D(12) = { 1, 2, 4, 3, 6, 12}
Exemplos:
1)
18
9
3
1
2
3
3
1
2
3, 6
9, 18
D(18) = {1, 2 , 3, 6, 9, 18}
2)
30
15
5
1
2
3
5
1
2
3, 6
5, 10, 15, 30
D(30) = { 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30}
MÁXIMO DIVISOR COMUM
Recebe o nome de máximo divisor comum de dois ou mais
números o maior dos divisores comuns a esses números.
Um método prático para o cálculo do M.D.C. de dois núme-
ros é o chamado método das divisões sucessivas (ou algoritmo
de Euclides), que consiste das etapas seguintes:
1ª) Divide-se o maior dos números pelo menor. Se a divi-
são for exata, o M.D.C. entre esses números é o menor
deles.
2ª) Se a divisão não for exata, divide-se o divisor (o menor
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização16
dos dois números) pelo resto obtido na divisão anterior,
e, assim, sucessivamente, até se obter resto zero. 0 ul-
timo divisor, assim determinado, será o M.D.C. dos
números considerados.
Exemplo:
Calcular o M.D.C. (24, 32)
32 24 24 8
8 1 0 3
Resposta: M.D.C. (24, 32) = 8
MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM
Recebe o nome de mínimo múltiplo comum de dois ou mais
números o menor dos múltiplos (diferente de zero) comuns a
esses números.
O processo prático para o cálculo do M.M.C de dois ou mais
números, chamado de decomposição em fatores primos, consis-
te das seguintes etapas:
1º) Decompõem-se em fatores primos os números apre-
sentados.
2º) Determina-se o produto entre os fatores primos comuns
e não-comuns com seus maiores expoentes. Esse pro-
duto é o M.M.C procurado.
Exemplos: Calcular o M.M.C (12, 18)
Decompondo em fatores primos esses números, temos:
12 2 18 2
6 2 9 3
3 3 3 3
1 1
12 = 2
2
. 3 18 = 2 . 3
2
Resposta: M.M.C (12, 18) = 2
2
. 3
2
= 36
Observação: Esse processo prático costuma ser simplificado
fazendo-se uma decomposição simultânea dos números. Para
isso, escrevem-se os números, um ao lado do outro, separando-
os por vírgula, e, à direita da barra vertical, colocada após o
último número, escrevem-se os fatores primos comuns e não-
comuns. 0 calculo estará terminado quando a última linha do
dispositivo for composta somente pelo número 1. O M.M.C dos
números apresentados será o produto dos fatores.
Exemplo:
Calcular o M.M.C (36, 48, 60)
36, 48, 60
18, 24, 30
9, 12, 15
9, 6, 15
9, 3, 15
3, 1, 5
1, 1 5
1, 1, 1
2
2
2
2
3
3
5
Resposta: M.M.C (36, 48, 60) = 2
4
. 3
2
. 5 = 720
RAÍZ QUADRADA EXATA DE NÚMEROS INTEIROS
CONCEITO
Consideremos o seguinte problema:
Descobrir os números inteiros cujo quadrado é +25.
Solução: (+5 )
2
= +25 e ( -5 )
2
=+25
Resposta: +5 e -5
Os números +5 e -5 chamam-se raízes quadradas de +25.
Outros exemplos:
Número Raízes quadradas
+9
+16
+1
+64
+81
+49
+36
+ 3 e -3
+ 4 e -4
+ 1 e -1
+ 8 e -8
+ 9 e -9
+ 7 e -7
+6 e -6
O símbolo 25 significa a raiz quadrada de 25, isto é
25 = +5
Como 25 = +5 , então: 525 −=−
Agora, consideremos este problema.
Qual ou quais os números inteiros cujo quadrado é -25?
Solução: (+5 )
2
= +25 e (-5 )
2
= +25
Resposta: não existe número inteiro cujo quadrado seja -
25, isto é, 25− não existe no conjunto Z dos números intei-
ros.
Conclusão: os números inteiros positivos têm, como raiz
quadrada, um número positivo, os números inteiros negativos
não têm raiz quadrada no conjunto Z dos números inteiros.
RADICIAÇÃO
A raiz n-ésima de um número b é um número a tal que a
n
=
b.
2325
=
5 índice
32 radicando pois 2
5
= 32
raiz
2 radical
Outros exemplos :
3
8 = 2 pois 2
3
= 8
3
8− = - 2 pois ( -2 )
3
= -8
PROPRIEDADES (para a ≥ 0, b ≥ 0)
1ª)
pm pnm n
aa
: :
= 3 215 10
33 =
2ª)
nnn
baba ⋅=⋅ 326 ⋅=
3ª)
nnn
baba :: =
4
4
4
16
5
16
5
=
4ª) ( ) m nn
m
aa = ( ) 3 55
3
xx =
5ª)
nmm n
aa ⋅
= 126
33 =
EXPRESSÕES NUMÉRICAS COM NÚMEROS INTEIROS
ENVOLVENDO AS QUATRO OPERAÇÕES
Para calcular o valor de uma expressão numérica com nú-
meros inteiros, procedemos por etapas.
1ª ETAPA:
a) efetuamos o que está entre parênteses ( )
b) eliminamos os parênteses
2ª ETAPA:
a) efetuamos o que está entre colchetes [ ]
baab nn
=⇒=
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b) eliminamos os colchetes
3º ETAPA:
a) efetuamos o que está entre chaves { }
b) eliminamos as chaves
Em cada etapa, as operações devem ser efetuadas na se-
guinte ordem:
1ª) Potenciação e radiciação na ordem em que aparecem.
2ª) Multiplicação e divisão na ordem em que aparecem.
3ª) Adição e subtração na ordem em que aparecem.
Exemplos:
1) 2 + 7 . (-3 + 4) =
2 + 7 . (+1) = 2 + 7 = 9
2) (-1 )
3
+ (-2 )
2
: (+2 ) =
-1+ (+4) : (+2 ) =
-1 + (+2 ) =
-1 + 2 = +1
3) -(-4 +1) – [-(3 +1)] =
-(-3) - [-4 ] =
+3 + 4 = 7
4) –2( -3 –1)
2
+3 . ( -1 – 3)
3
+ 4
-2 . ( -4 )
2
+ 3 . ( - 4 )
3
+ 4 =
-2 . (+16) + 3 . (- 64) + 4 =
-32 – 192 + 4 =
-212 + 4 = - 208
5) (-288) : (-12)
2
- (-125) : ( -5 )
2
=
(-288) : (+144) - (-125) : (+25) =
(-2 ) - (- 5 ) = -2 + 5 = +3
6) (-10 - 8) : (+6 ) - (-25) : (-2 + 7 ) =
(-18) : (+6 ) - (-25) : (+5 ) =
-3 - (- 5) =
- 3 + 5 = +2
7) –5
2
: (+25) - (-4 )
2
: 2
4
- 1
2
=
-25 : (+25) - (+16) : 16 - 1 =
-1 - (+1) –1 = -1 -1 –1 = -3
8) 2 . ( -3 )
2
+ (-40) : (+2)
3
- 2
2
=
2 . (+9 ) + (-40) : (+8 ) - 4 =
+18 + (-5) - 4 =
+ 18 - 9 = +9
CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS (Q)
Os números racionais são representados por um numeral
em forma de fração ou razão,
a
b
, sendo a e b números natu-
rais, com a condição de b ser diferente de zero.
1. NÚMERO FRACIONARIO. A todo par ordenado (a, b)
de números naturais, sendo b ≠ 0, corresponde um número
fracionário
b
a
.O termo a chama-se numerador e o termo b
denominador.
2. TODO NÚMERO NATURAL pode ser representado por
uma fração de denominador 1. Logo, é possível reunir tanto
os números naturais como os fracionários num único conjun-
to, denominado conjunto dos números racionais absolutos, ou
simplesmente conjunto dos números racionais Q.
Qual seria a definição de um número racional absoluto ou
simplesmente racional? A definição depende das seguintes
considerações:
a) O número representado por uma fração não muda de
valor quando multiplicamos ou dividimos tanto o nume-
rador como o denominador por um mesmo número na-
tural, diferente de zero.
Exemplos: usando um novo símbolo: ≈
≈é o símbolo de equivalência para frações
⋅⋅⋅≈≈
×
×
≈≈
×
×
≈
30
20
215
210
15
10
53
52
3
2
b) Classe de equivalência. É o conjunto de todas as fra-
ções equivalentes a uma fração dada.
⋅⋅⋅,
4
12
,
3
9
,
2
6
,
1
3
(classe de equivalência da fração:
1
3
)
Agora já podemos definir número racional : número racio-
nal é aquele definido por uma classe de equivalência da qual
cada fração é um representante.
NÚMERO RACIONAL NATURAL ou NÚMERO NATU-
RAL:
⋅⋅⋅===
2
0
1
0
0 (definido pela classe de equivalência
que representa o mesmo número ra-
cional 0)
⋅⋅⋅===
2
2
1
1
1 (definido pela classe de equivalência
que representa o mesmo número ra-
cional 1)
e assim por diante.
NÚMERO RACIONAL FRACIONÁRIO ou NÚMERO
FRACIONÁRIO:
⋅⋅⋅===
6
3
4
2
2
1
(definido pela classe de equivalência
que representa o mesmo número
racional 1/2).
NOMES DADOS ÀS FRAÇÕES DIVERSAS
Decimais: quando têm como denominador 10 ou uma po-
tência de 10
⋅⋅⋅,
100
7
,
10
5
etc.
b) próprias: aquelas que representam quantidades meno-
res do que 1.
⋅⋅⋅,
7
2
,
4
3
,
2
1
etc.
c) impróprias: as que indicam quantidades iguais ou maio-
res que 1.
⋅⋅⋅,
5
9
,
1
8
,
5
5
etc.
d) aparentes: todas as que simbolizam um número natu-
ral.
20
4
5 4= =,
8
2
, etc.
e) ordinárias: é o nome geral dado a todas as frações,
com exceção daquelas que possuem como denominador 10,
10
2
, 10
3
...
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização18
f) frações iguais: são as que possuem os termos iguais
3
4
8
5
=
3
4
8
5
, = , etc.
g) forma mista de uma fração: é o nome dado ao numeral
formado por uma parte natural e uma parte fracionária;






7
4
2 A parte natural é 2 e a parte fracionária
7
4
.
h) irredutível: é aquela que não pode ser mais simplifica-
da, por ter seus termos primos entre si.
3
4
, ,
5
12
3
7
, etc.
4. PARA SIMPLIFICAR UMA FRAÇÃO, desde que não
possua termos primos entre si, basta dividir os dois ternos
pelo seu divisor comum.
3
2
4:12
4:8
12
8
==
5. COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES.
Para comparar duas ou mais frações quaisquer primeira-
mente convertemos em frações equivalentes de mesmo de-
nominador. De duas frações que têm o mesmo denominador,
a maior é a que tem maior numerador. Logo:
4
3
3
2
2
1
12
9
12
8
12
6
<<⇔<<
(ordem crescente)
De duas frações que têm o mesmo numerador, a maior é
a que tem menor denominador.
Exemplo:
5
7
2
7
>
OPERAÇÕES COM FRAÇÕES
ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO
A soma ou a diferença de duas frações é uma outra fra-
ção, cujo calculo recai em um dos dois casos seguintes:
1º CASO: Frações com mesmo denominador. Observe-
mos as figuras seguintes:
3
6
2
6
5
6
Indicamos por:
6
5
6
2
6
3
=+
2
6
5
6
3
6
Indicamos por:
6
3
6
2
6
5
=−
Assim, para adicionar ou subtrair frações de mesmo de-
nominador, procedemos do seguinte modo:
adicionamos ou subtraímos os numeradores e man-
temos o denominador comum.
simplificamos o resultado, sempre que possível.
Exemplos:
5
4
5
13
5
1
5
3
=
+
=+
3
4
9
12
9
84
9
8
9
4
==
+
=+
3
2
6
4
6
37
6
3
6
7
==
−
=−
0
7
0
7
22
7
2
7
2
==
−
=−
Observação: A subtração só pode ser efetuada quando o
minuendo é maior que o subtraendo, ou igual a ele.
2º CASO: Frações com denominadores diferentes:
Neste caso, para adicionar ou subtrair frações com deno-
minadores diferentes, procedemos do seguinte modo:
• Reduzimos as frações ao mesmo denominador.
• Efetuamos a operação indicada, de acordo com o caso
anterior.
• Simplificamos o resultado (quando possível).
Exemplos:
6
5
12
10
12
64
12
6
12
4
4
2
3
1
)1
==
=
+
=
=+=
=+
8
9
24
27
24
1215
24
12
24
15
6
3
8
5
)2
==
=
+
=
=+=
=+
Observações:
Para adicionar mais de duas frações, reduzimos todas ao
mesmo denominador e, em seguida, efetuamos a operação.
Exemplos.
5
4
15
12
15
372
15
3
15
7
15
2
)
==
=
++
=
=++a
24
53
24
1232018
24
12
24
3
24
20
24
18
2
1
8
1
6
5
4
3
)
=
=
+++
=
=+++=
=+++b
Havendo número misto, devemos transformá-lo em fração
imprópria:
Exemplo:
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização19
2
1
3
5
12
3
1
6
7
3
5
12
19
6
28
12
5
12
38
12
28 5 38
12
71
12
+ + =
+ + =
+ + =
+ +
=
Se a expressão apresenta os sinais de parênteses ( ),
colchetes [ ] e chaves { }, observamos a mesma ordem:
1º) efetuamos as operações no interior dos parênteses;
2º) as operações no interior dos colchetes;
3º) as operações no interior das chaves.
Exemplos:
12
11
12
6
12
17
2
1
12
17
2
1
12
9
12
8
2
4
2
5
4
3
3
2
)1
=
=−=
=−=
=−





+=
=





−−





+
12
17
12
29
12
46
12
29
6
23
12
29
6
7
6
30
12
9
12
20
6
7
5
4
3
3
5
6
2
6
9
5
4
3
3
2
1
3
1
2
3
5)2
=
=−=
=−=
=−





−=
=





+−





−=
=





+−











−−=
=





+−











−−
NÚMEROS RACIONAIS
Um círculo foi dividido em duas partes iguais. Dizemos
que uma unidade dividida em duas partes iguais e indicamos
1/2.
onde: 1 = numerador e 2 = denominador
Um círculo dividido em 3 partes iguais indicamos (das três
partes hachuramos 2).
Quando o numerador é menor que o denominador temos
uma fração própria. Observe:
Observe:
Quando o numerador é maior que o denominador temos
uma fração imprópria.
FRAÇÕES EQUIVALENTES
Duas ou mais frações são equivalentes, quando represen-
tam a mesma quantidade.
Dizemos que:
6
3
4
2
2
1
==
- Para obter frações equivalentes, devemos multiplicar ou
dividir o numerador por mesmo número diferente de zero.
Ex:
6
3
3
3
.
2
1
ou
4
2
2
2
2
1
==⋅
Para simplificar frações devemos dividir o numerador e o
denominador, por um mesmo número diferente de zero.
Quando não for mais possível efetuar as divisões dizemos
que a fração é irredutível.
Exemplo:
⇒==
6
3
6
9
2
2
:
12
18
Fração Irredutível ou Simplifi-
cada
Exemplo:
4
3
e
3
1
Calcular o M.M.C. (3,4): M.M.C.(3,4) = 12
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização20
4
3
e
3
1
=
( ) ( )
12
34:12
e
12
13:12 ⋅⋅
temos:
12
9
e
12
4
A fração
3
1
é equivalente a
12
4
.
A fração
4
3
equivalente
12
9
.
Exercícios:
1) Achar três frações equivalentes às seguintes frações:
1)
4
1
2)
3
2
Respostas: 1)
16
4
,
12
3
,
8
2
2)
12
8
,
9
6
,
6
4
COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES
a) Frações de denominadores iguais.
Se duas frações tem denominadores iguais a maior será
aquela: que tiver maior numerador.
Ex.:
4
3
4
1
ou
4
1
4
3
<>
b) Frações com numeradores iguais
Se duas frações tiverem numeradores iguais, a menor se-
rá aquela que tiver maior denominador.
Ex.:
4
7
5
7
ou
5
7
4
7
<>
c) Frações com numeradores e denominadores recep-
tivamente diferentes.
Reduzimos ao mesmo denominador e depois compara-
mos. Exemplos:
3
1
3
2
> denominadores iguais (ordem decrescente)
3
4
5
4
> numeradores iguais (ordem crescente)
SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÕES
Para simplificar frações devemos dividir o numerador e o
denominador por um número diferente de zero.
Quando não for mais possível efetuar as divisões, dize-
mos que a fração é irredutível. Exemplo:
2
3
3
3
:6
:9
2
2
:12
:18
==
Fração irredutível ou simplificada.
Exercícios: Simplificar 1)
12
9
2)
45
36
Respostas: 1)
4
3
2)
5
4
REDUÇÃO DE FRAÇÕES AO MENOR DENOMINADOR
COMUM
Ex.:
4
3
e
3
1
Calcular o M.M.C. (3,4) = 12
4
3
e
3
1
=
( ) ( )
12
34:12
e
12
13:12 ⋅⋅
temos:
12
9
e
12
4
A fração
3
1
é equivalente a
12
4
. A fração
4
3
equivalente
12
9
.
Exemplo:
⇒
5
4
?
3
2
numeradores diferentes e denominadores
diferentes m.m.c.(3, 5) = 15
15
(15.5).4
?
15
3).2:(15
=
15
12
15
10
< (ordem cres-
cente)
Exercícios: Colocar em ordem crescente:
1)
3
2
e
5
2
2)
3
4
e
3
5
3)
5
4
e
3
2
,
6
5
Respostas: 1)
3
2
5
2
< 2)
3
5
3
4
<
3)
2
3
6
5
3
4
<<
OPERAÇÕES COM FRAÇÕES
1) Adição e Subtração
a) Com denominadores iguais somam-se ou subtraem-se
os numeradores e conserva-se o denominador comum.
Ex:
3
8
3
152
3
1
3
5
3
2
=
++
=++
5
1
5
34
5
3
5
4
=
−
=−
b) Com denominadores diferentes reduz ao mesmo de-
nominador depois soma ou subtrai.
Ex:
1)
3
2
4
3
2
1
++ = M.M.C.. (2, 4, 3) = 12
12
23
12
896
12
(12.3).24).3:(122).1:(12
=
++
=
++
2)
9
2
3
4
− = M.M.C.. (3,9) = 9
9
10
9
2-12
9
9).2:(9-3).4:(9
==
Exercícios. Calcular:
1)
7
1
7
5
7
2
++ 2)
6
1
6
5
− 3)
3
1
4
1
3
2
−+
Respostas: 1)
7
8
2)
3
2
6
4
= 3)
12
7
MULTIPLICAÇÃO DE FRAÇÕES
Para multiplicar duas ou mais frações devemos multiplicar
os numeradores das frações entre si, assim como os seus
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização21
denominadores.
Exemplo:
10
3
20
6
4
3
x
5
2
4
3
.
5
2
===
Exercícios: Calcular:
1)
4
5
5
2
⋅ 2)
3
4
2
3
5
2
⋅⋅ 3) 





−⋅





+
3
1
3
2
5
3
5
1
Respostas: 1)
6
5
12
10
= 2)
5
4
30
24
= 3)
15
4
DIVISÃO DE FRAÇÕES
Para dividir duas frações conserva-se a primeira e multi-
plica-se pelo inverso da Segunda.
Exemplo:
5
6
10
12
2
3
.
5
4
3
2
:
5
4
===
Exercícios. Calcular:
1)
9
2
:
3
4
2)
25
6
:
15
8
3) 





−





+
3
1
3
4
:
5
3
5
2
Respostas: 1) 6 2)
9
20
3) 1
POTENCIAÇÃO DE FRAÇÕES
Eleva o numerador e o denominador ao expoente dado.
Exemplo:
27
8
3
2
3
2
3
33
==





Exercícios. Efetuar:
1)
2
4
3






2)
4
2
1






3)
32
2
1
3
4






−





Respostas: 1)
16
9
2)
16
1
3)
72
119
RADICIAÇÃO DE FRAÇÕES
Extrai raiz do numerador e do denominador.
Exemplo:
3
2
9
4
9
4
==
Exercícios. Efetuar:
1)
9
1
2)
25
16
3)
2
2
1
16
9






+
Respostas: 1)
3
1
2)
5
4
3) 1
NÚMEROS DECIMAIS
Toda fração com denominador 10, 100, 1000,...etc, cha-
ma-se fração decimal.
Ex:
100
7
,
100
4
,
10
3
, etc
Escrevendo estas frações na forma decimal temos:
10
3
= três décimos,
100
4
= quatro centésimos
1000
7
= sete milésimos
Escrevendo estas frações na forma decimal temos:
10
3
=0,3
100
4
= 0,04
1000
7
= 0,007
Outros exemplos:
1)
10
34
= 3,4 2)
100
635
= 6,35 3)
10
2187
=218,7
Note que a vírgula “caminha” da direita para a esquerda, a
quantidade de casas deslocadas é a mesma quantidade de
zeros do denominador.
Exercícios. Representar em números decimais:
1)
10
35
2)
100
473
3)
1000
430
Respostas: 1) 3,5 2) 4,73 3) 0,430
LEITURA DE UM NÚMERO DECIMAL
Ex.:
OPERAÇÕES COM NÚMEROS DECIMAIS
Adição e Subtração
Coloca-se vírgula sob virgula e somam-se ou subtraem-se
unidades de mesma ordem. Exemplo 1:
10 + 0,453 + 2,832
10,000
+ 0,453
2,832
_______
13,285
Exemplo 2:
47,3 - 9,35
47,30
9,35
______
37,95
Exercícios. Efetuar as operações:
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização22
1) 0,357 + 4,321 + 31,45
2) 114,37 - 93,4
3) 83,7 + 0,53 - 15, 3
Respostas: 1) 36,128 2) 20,97 3) 68,93
MULTIPLICAÇÃO COM NÚMEROS DECIMAIS
Multiplicam-se dois números decimais como se fossem in-
teiros e separam-se os resultados a partir da direita, tantas
casas decimais quantos forem os algarismos decimais dos
números dados.
Exemplo: 5,32 x 3,8
5,32 → 2 casas,
x 3,8→ 1 casa após a virgula
______
4256
1596 +
______
20,216 → 3 casas após a vírgula
Exercícios. Efetuar as operações:
1) 2,41 . 6,3 2) 173,4 . 3,5 + 5 . 4,6
3) 31,2 . 0,753
Respostas: 1) 15,183 2) 629,9
3) 23,4936
DIVISÃO DE NÚMEROS DECIMAIS
Igualamos as casas decimais entre o dividendo e o divisor
e quando o dividendo for menor que o divisor acrescentamos
um zero antes da vírgula no quociente.
Ex.:
a) 3:4
3 |_4_
30 0,75
20
0
b) 4,6:2
4,6 |2,0 = 46 | 20
60 2,3
0
Obs.: Para transformar qualquer fração em número deci-
mal basta dividir o numerador pelo denominador.
Ex.: 2/5 = 2 | 5 , então 2/5=0,4
20 0,4
Exercícios
1) Transformar as frações em números decimais.
1)
5
1
2)
5
4
3)
4
1
Respostas: 1) 0,2 2) 0,8 3) 0,25
2) Efetuar as operações:
1) 1,6 : 0,4 2) 25,8 : 0,2
3) 45,6 : 1,23 4) 178 : 4,5-3,4.1/2
5) 235,6 : 1,2 + 5 . 3/4
Respostas: 1) 4 2) 129 3) 35,07
4) 37,855 5) 200,0833....
Multiplicação de um número decimal por 10, 100, 1000
Para tornar um número decimal 10, 100, 1000..... vezes
maior, desloca-se a vírgula para a direita, respectivamente,
uma, duas, três, . . . casas decimais.
2,75 x 10 = 27,5 6,50 x 100 = 650
0,125 x 100 = 12,5 2,780 x 1.000 = 2.780
0,060 x 1.000 = 60 0,825 x 1.000 = 825
DIVISÃO
Para dividir os números decimais, procede-se assim:
1) iguala-se o número de casas decimais;
2) suprimem-se as vírgulas;
3) efetua-se a divisão como se fossem números inteiros.
Exemplos:
♦ 6 : 0,15 = 6,00 0,15
000 40
Igualam – se as casas decimais.
Cortam-se as vírgulas.
7,85 : 5 = 7,85 : 5,00 785 : 500 = 1,57
Dividindo 785 por 500 obtém-se quociente 1 e resto 285
Como 285 é menor que 500, acrescenta-se uma vírgula
ao quociente e zeros ao resto
♦ 2 : 4 0,5
Como 2 não é divisível por 4, coloca-se zero e vírgula no
quociente e zero no dividendo
♦ 0,35 : 7 = 0,350 7,00 350 : 700 = 0,05
Como 35 não divisível por 700, coloca-se zero e vírgula
no quociente e um zero no dividendo. Como 350 não é divi-
sível por 700, acrescenta-se outro zero ao quociente e outro
ao dividendo
Divisão de um número decimal por 10, 100, 1000
Para tornar um número decimal 10, 100, 1000, .... vezes
menor, desloca-se a vírgula para a esquerda, respectivamen-
te, uma, duas, três, ... casas decimais.
Exemplos:
25,6 : 10 = 2,56
04 : 10 = 0,4
315,2 : 100 = 3,152
018 : 100 = 0,18
0042,5 : 1.000 = 0,0425
0015 : 1.000 = 0,015
milhar cen-
tena
de-
zena
Uni-
dade
sim-
ples
dé-
cimo
centé-
simo
milé-
simo
1 000 100 10 1 0,1 0,01 0,001
LEITURA DE UM NÚMERO DECIMAL
Procedemos do seguinte modo:
1º) Lemos a parte inteira (como um número natural).
2º) Lemos a parte decimal (como um número natural), a-
companhada de uma das palavras:
- décimos, se houver uma ordem (ou casa) decimal
- centésimos, se houver duas ordens decimais;
- milésimos, se houver três ordens decimais.
Exemplos:
1) 1,2 Lê-se: "um inteiro e
dois décimos".
2) 12,75 Lê-se: "doze inteiros
e setenta e cinco
centésimos".
3) 8,309 Lê-se: "oito inteiros e
trezentos e nove
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização23
milésimos''.
Observações:
1) Quando a parte inteira é zero, apenas a parte decimal é
lida.
Exemplos:
a) 0,5 - Lê-se: "cinco
décimos".
b) 0,38 - Lê-se: "trinta e oito
centésimos".
c) 0,421 - Lê-se: "quatrocentos
e vinte e um
milésimos".
2) Um número decimal não muda o seu valor se acres-
centarmos ou suprimirmos zeros â direita do último al-
garismo.
Exemplo: 0,5 = 0,50 = 0,500 = 0,5000 " .......
3) Todo número natural pode ser escrito na forma de nú-
mero decimal, colocando-se a vírgula após o último
algarismo e zero (ou zeros) a sua direita.
Exemplos: 34 = 34,00... 176 = 176,00...
CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS (R)
CORRESPONDÊNCIA ENTRE NÚMEROS E PONTOS
DA RETA, ORDEM, VALOR ABSOLUTO
Há números que não admitem representação decimal
finita nem representação decimal infinita e periódico, como,
por exemplo:
π = 3,14159265...
2 = 1,4142135...
3 = 1,7320508...
5 = 2,2360679...
Estes números não são racionais: π ∈ Q, 2 ∈ Q,
3 ∈ Q, 5 ∈ Q; e, por isso mesmo, são chamados de
irracionais.
Podemos então definir os irracionais como sendo aqueles
números que possuem uma representação decimal infinita e
não periódico.
Chamamos então de conjunto dos números reais, e
indicamos com R, o seguinte conjunto:
Como vemos, o conjunto R é a união do conjunto dos
números racionais com o conjunto dos números irracionais.
Usaremos o símbolo estrela (*) quando quisermos indicar
que o número zero foi excluído de um conjunto.
Exemplo: N* = { 1; 2; 3; 4; ... }; o zero foi excluído de N.
Usaremos o símbolo mais (+) quando quisermos indicar
que os números negativos foram excluídos de um conjunto.
Exemplo: Z+ = { 0; 1; 2; ... } ; os negativos foram excluídos
de Z.
Usaremos o símbolo menos (-) quando quisermos indicar
que os números positivos foram excluídos de um conjunto.
Exemplo: Z− = { . .. ; - 2; - 1; 0 } ; os positivos foram
excluídos de Z.
Algumas vezes combinamos o símbolo (*) com o símbolo
(+) ou com o símbolo (-).
Exemplos
a) Z−
* = ( 1; 2; 3; ... ) ; o zero e os negativos foram
excluídos de Z.
b) Z+
* = { ... ; - 3; - 2; - 1 } ; o zero e os positivos foram
excluídos de Z.
Exercícios resolvidos
1. Completar com ∈ ou ∉ :
a) 5 Z
b) 5 Z−
*
c) 3,2 Z+
*
d)
1
4
Z
e)
4
1
Z
f) 2 Q
g) 3 Q*
h) 4 Q
i) ( )− 2
2
Q-
j) 2 R
k) 4 R-
Resolução
a) ∈, pois 5 é positivo.
b) ∉, pois 5 é positivo e os positivos foram excluídos de
Z−
*
c) ∉ 3,2 não é inteiro.
d) ∉, pois
1
4
não é inteiro.
e) ∈, pois
4
1
= 4 é inteiro.
f) ∉ , pois 2 não é racional.
g) ∉ , pois 3 não é racional
h) ∈, pois 4 = 2 é racional
i) ∉, pois ( )− = =2 4 2
2
é positivo, e os
positivos foram excluídos de Q− .
j) ∈, pois 2 é real.
k) ∉, pois 4 = 2 é positivo, e os positivos foram
excluídos de R−
2. Completar com ⊂ ⊄ou :
a) N Z* d) Q Z
b) N Z+ e) Q+
* R+
*
c) N Q
Resolução:
a) ⊄ , pois 0 ∈ N e 0 ∉ Z* .
b) ⊂, pois N = Z+
c) ⊂ , pois todo número natural é também racional.
d) ⊄ , pois há números racionais que não são inteiros
R= { x | x é racional ou x é irracional}
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização24
como por exemplo,
2
3
.
e) ⊂ , pois todo racional positivo é também real positivo.
Exercícios propostos:
1. Completar com ∈ ∉ou
a) 0 N
b) 0 N*
c) 7 Z
d) - 7 Z+
e) – 7 Q−
f)
1
7
Q
g)
7
1
Q+
*
h) 7 Q
i) 72 Q
j) 7 R*
2. Completar com ∈ ∉ou
a) 3 Q d) π Q
b) 3,1 Q e) 3,141414... Q
c) 3,14 Q
3. Completar com ⊂ ⊄ou :
a) Z+
* N* d) Z−
* R
b) Z− N e) Z− R+
c) R+ Q
4. Usando diagramas de Euler-Venn, represente os
conjuntos N, Z, Q e R .
Respostas:
1.
a) ∈
b) ∉
c) ∈
d) ∉
e) ∈
f) ∈
g) ∈
h) ∉
i) ∈
j) ∈
2.
a) ∈
b) ∈
c) ∈
d) ∉
e) ∈
3.
a) ⊂
b) ⊄
c) ⊄
d) ⊂
e) ⊄
4.
Reta numérica
Uma maneira prática de representar os números reais é
através da reta real. Para construí-la, desenhamos uma reta
e, sobre ela, escolhemos, a nosso gosto, um ponto origem
que representará o número zero; a seguir escolhemos, tam-
bém a nosso gosto, porém à direita da origem, um ponto para
representar a unidade, ou seja, o número um. Então, a dis-
tância entre os pontos mencionados será a unidade de me-
dida e, com base nela, marcamos, ordenadamente, os núme-
ros positivos à direita da origem e os números negativos à
sua esquerda.
EXERCÍCIOS
1) Dos conjuntos a seguir, o único cujos elementos são
todos números racionais é:
a)






24,5,3,2,
2
1
c)






− 3,2,0,
7
2
,1
b) { }0,2,2,3 −−−
d) { }75,,4,9,0
2) Se 5 é irracional, então:
a) 5 escreve-se na forma
n
m
, com n ≠0 e m, n ∈ N.
b) 5 pode ser racional
c) 5 jamais se escreve sob a forma
n
m
, com n ≠0 e m, n
∈ N.
d) 2 5 é racional
3) Sendo N, Z, Q e R, respectivamente, os conjuntos dos
naturais, inteiros, racionais e reais, podemos escrever:
a) ∀ x ∈ N ⇒ x ∈ R c) Z ⊃ Q
b) ∀ x ∈ Q ⇒ x ∈ Z d) R ⊂ Z
4) Dado o conjunto A = { 1, 2, 3, 4, 5, 6 }, podemos afir-
mar que:
a) ∀ x ∈ A ⇒ x é primo
b) ∃ x ∈ A | x é maior que 7
c) ∀ x ∈ A ⇒ x é múltiplo de 3
d) ∃ x ∈ A | x é par
e) nenhuma das anteriores
5) Assinale a alternativa correta:
a) Os números decimais periódicos são irracionais
b) Existe uma correspondência biunívoca entre os pontos
da reta numerada, e o conjunto Q.
c) Entre dois números racional existem infinitos números
racionais.
d) O conjunto dos números irracionais é finito
6) Podemos afirmar que:
a) todo real é racional.
b) todo real é irracional.
c) nenhum irracional é racional.
d) algum racional é irracional.
7) Podemos afirmar que:
a) entre dois inteiros existe um inteiro.
b) entre dois racionais existe sempre um racional.
c) entre dois inteiros existe um único inteiro.
d) entre dois racionais existe apenas um racional.
8) Podemos afirmar que:
a) ∀a, ∀b ∈ N ⇒ a - b ∈ N
b) ∀a, ∀b ∈ N ⇒ a : b ∈ N
c) ∀a, ∀b ∈ R ⇒ a + b ∈ R
d) ∀a, ∀b ∈ Z ⇒ a : b ∈ Z
9) Considere as seguintes sentenças:
I) 7 é irracional.
II) 0,777... é irracional.
III) 2 2 é racional.
Podemos afirmar que:
a) l é falsa e II e III são verdadeiros.
b) I é verdadeiro e II e III são falsas.
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização25
c) I e II são verdadeiras e III é falsa.
d) I e II são falsas e III é verdadeira.
10) Considere as seguintes sentenças:
I) A soma de dois números naturais é sempre um número
natural.
II) O produto de dois números inteiros é sempre um núme-
ro inteiro.
III) O quociente de dois números inteiros é sempre um
número inteiro.
Podemos afirmar que:
a) apenas I é verdadeiro.
b) apenas II é verdadeira.
c) apenas III é falsa.
d) todas são verdadeiras.
11) Assinale a alternativa correta:
a) R ⊂ N c) Q ⊃ N
b) Z ⊃ R d) N ⊂ { 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 }
12) Assinale a alternativa correto:
a) O quociente de dois número, racionais é sempre um
número inteiro.
b) Existem números Inteiros que não são números reais.
c) A soma de dois números naturais é sempre um número
inteiro.
d) A diferença entre dois números naturais é sempre um
número natural.
13) O seguinte subconjunto dos números reais
escrito em linguagem simbólica é:
a) { x ∈ R | 3< x < 15 } c) { x ∈ R | 3 ≤ x ≤ 15 }
b) { x ∈ R | 3 ≤ x < 15 } d) { x ∈ R | 3< x ≤ 15 }
14) Assinale a alternativa falsa:
a) R* = { x ∈ R | x < 0 ou x >0}
b) 3 ∈ Q
c) Existem números inteiros que não são números natu-
rais.
d) é a represen-
tação de { x ∈ R | x ≥ 7 }
15) O número irracional é:
a) 0,3333... e)
5
4
b) 345,777... d) 7
16) O símbolo −R representa o conjunto dos números:
a) reais não positivos c) irracional.
b) reais negativos d) reais positivos.
17) Os possíveis valores de a e de b para que a número a +
b 5 seja irracional, são:
a) a = 0 e b=0 c) a = 0 e b = 2
c) a = 1 e b = 5 d) a = 16 e b = 0
18) Uma representação decimal do número 5 é:
a) 0,326... c) 1.236...
b) 2.236... d) 3,1415...
19) Assinale o número irracional:
a) 3,01001000100001... e) 3,464646...
b) 0,4000... d) 3,45
20) O conjunto dos números reais negativos é representado
por:
a) R* c) R
b) R_ d) R*
21) Assinale a alternativo falso:
a) 5 ∈ Z b) 5,1961... ∈ Q
c)
3
5
− ∈ Q
22) Um número racional compreendido entre 3 e 6 é:
a) 3,6 c)
2
6.3
b)
3
6
d)
2
63 +
23) Qual dos seguintes números é irracional?
a) 3
125 c) 27
b) 4
1 d) 169
24) é a representação
gráfica de:
a) { x ∈ R | x ≥ 15 } b) { x ∈ R | -2≤ x < 4 }
c) { x ∈ R | x < -2 } d) { x ∈ R | -2< x ≤ 4 }
RESPOSTAS
1) d 5) b 9) b 13) b 17) c 21) b
2) c 6) c 10) c 14) d 18) b 22) b
3) a 7) b 11) b 15) d 19) a 23) c
4) e 8) c 12) c 16) b 20) b 24) d
RAZÕES E PROPORÇÕES
1. INTRODUÇÃO
Se a sua mensalidade escolar sofresse hoje um reajuste
de R$ 80,00, como você reagiria? Acharia caro, normal, ou
abaixo da expectativa? Esse mesmo valor, que pode parecer
caro no reajuste da mensalidade, seria considerado insignifi-
cante, se tratasse de um acréscimo no seu salário.
Naturalmente, você já percebeu que os R$ 80,00 nada
representam, se não forem comparados com um valor base e
se não forem avaliados de acordo com a natureza da compa-
ração. Por exemplo, se a mensalidade escolar fosse de R$
90,00, o reajuste poderia ser considerado alto; afinal, o valor
da mensalidade teria quase dobrado. Já no caso do salário,
mesmo considerando o salário mínimo, R$ 80,00 seriam uma
parte mínima. .
A fim de esclarecer melhor este tipo de problema, vamos
estabelecer regras para comparação entre grandezas.
2. RAZÃO
Você já deve ter ouvido expressões como: "De cada 20
habitantes, 5 são analfabetos", "De cada 10 alunos, 2 gostam
de Matemática", "Um dia de sol, para cada dois de chuva".
Em cada uma dessas. frases está sempre clara uma
comparação entre dois números. Assim, no primeiro caso,
destacamos 5 entre 20; no segundo, 2 entre 10, e no terceiro,
1 para cada 2.
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização26
Todas as comparações serão matematicamente
expressas por um quociente chamado razão.
Teremos, pois:
De cada 20 habitantes, 5 são analfabetos.
Razão =
5
20
De cada 10 alunos, 2 gostam de Matemática.
Razão =
2
10
c. Um dia de sol, para cada dois de chuva.
Razão =
1
2
Nessa expressão, a chama-se antecedente e b,
consequente. Outros exemplos de razão:
Em cada 10 terrenos vendidos, um é do corretor.
Razão =
1
10
Os times A e B jogaram 6 vezes e o time A ganhou todas.
Razão =
6
6
3. Uma liga de metal é feita de 2 partes de ferro e 3 partes
de zinco.
Razão =
2
5
(ferro) Razão =
3
5
(zinco).
3. PROPORÇÃO
Há situações em que as grandezas que estão sendo
comparadas podem ser expressas por razões de anteceden-
tes e consequentes diferentes, porém com o mesmo quocien-
te. Dessa maneira, quando uma pesquisa escolar nos revelar
que, de 40 alunos entrevistados, 10 gostam de Matemática,
poderemos supor que, se forem entrevistados 80 alunos da
mesma escola, 20 deverão gostar de Matemática. Na verda-
de, estamos afirmando que 10 estão representando em 40 o
mesmo que 20 em 80.
Escrevemos:
10
40
=
20
80
A esse tipo de igualdade entre duas razões dá-se o nome
de proporção.
Na expressão acima, a e c são chamados de
antecedentes e b e d de consequentes. .
A proporção também pode ser representada como a : b =
c : d. Qualquer uma dessas expressões é lida assim: a está
para b assim como c está para d. E importante notar que b e
c são denominados meios e a e d, extremos.
Exemplo:
A proporção
3
7
=
9
21
, ou 3 : 7 : : 9 : 21, é
lida da seguinte forma: 3 está para 7 assim como 9 está
para 21. Temos ainda:
3 e 9 como antecedentes,
7 e 21 como consequentes,
7 e 9 como meios e
3 e 21 como extremos.
3.1 PROPRIEDADE FUNDAMENTAL
O produto dos extremos é igual ao produto dos meios:
Exemplo:
Se 6
24
=
24
96
, então 6 . 96 = 24 . 24 = 576.
3.2 ADIÇÃO (OU SUBTRAÇÃO) DOS ANTECEDENTES
E CONSEQUENTES
Em toda proporção, a soma (ou diferença) dos anteceden-
tes está para a soma (ou diferença) dos consequentes assim
como cada antecedente está para seu consequente. Ou seja:
Essa propriedade é válida desde que nenhum
denominador seja nulo.
Exemplo:
21 + 7
12 + 4
=
28
16
=
7
4
21
12
=
7
4
21 - 7
12 - 4
=
14
8
=
7
4
GRANDEZAS PROPORCIONAIS E DIVISÃO
PROPORCIONAL
1. INTRODUÇÃO:
No dia-a-dia, você lida com situações que envolvem nú-
meros, tais como: preço, peso, salário, dias de trabalho, índi-
ce de inflação, velocidade, tempo, idade e outros. Passare-
mos a nos referir a cada uma dessas situações mensuráveis
como uma grandeza. Você sabe que cada grandeza não é
independente, mas vinculada a outra conveniente. O salário,
por exemplo, está relacionado a dias de trabalho. Há pesos
que dependem de idade, velocidade, tempo etc. Vamos ana-
lisar dois tipos básicos de dependência entre grandezas pro-
porcionais.
2. PROPORÇÃO DIRETA
Grandezas como trabalho produzido e remuneração obti-
da são, quase sempre, diretamente proporcionais. De fato, se
você receber R$ 2,00 para cada folha que datilografar, sabe
A razão entre dois números a e b, com b ≠ 0, é o
quociente
a
b
, ou a : b.
Dadas duas razões
a
b
e
c
d
, com b e d ≠ 0,
teremos uma proporção se
a
b
=
c
d
.
0db,;bc=ad
d
c
= ≠⇔
b
a
Se
a
b
= , entao
a + c
b + d
=
a
=
c
d
ou
a - c
b - d
=
a
b
=
c
d
c
d b
,
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização27
que deverá receber R$ 40,00 por 20 folhas datilografadas.
Podemos destacar outros exemplos de grandezas
diretamente proporcionais:
Velocidade média e distância percorrida, pois, se você
dobrar a velocidade com que anda, deverá, num mesmo
tempo, dobrar a distância percorrida.
Área e preço de terrenos.
Altura de um objeto e comprimento da sombra projetada
por ele.
Assim:
3. PROPORÇÃO INVERSA
Grandezas como tempo de trabalho e número de operá-
rios para a mesma tarefa são, em geral, inversamente pro-
porcionais. Veja: Para uma tarefa que 10 operários executam
em 20 dias, devemos esperar que 5 operários a realizem em
40 dias.
Podemos destacar outros exemplos de grandezas
inversamente proporcionais:
Velocidade média e tempo de viagem, pois, se você do-
brar a velocidade com que anda, mantendo fixa a distância a
ser percorrida, reduzirá o tempo do percurso pela metade.
Número de torneiras de mesma vazão e tempo para en-
cher um tanque, pois, quanto mais torneiras estiverem aber-
tas, menor o tempo para completar o tanque.
Podemos concluir que :
Vamos analisar outro exemplo, com o objetivo de
reconhecer a natureza da proporção, e destacar a razão.
Considere a situação de um grupo de pessoas que, em
férias, se instale num acampamento que cobra R$100,00 a
diária individual.
Observe na tabela a relação entre o número de pessoas e
a despesa diária:
Número
de
pessoas
1 2 4 5 10
Despesa
diária (R$
)
100 200 400 500 1.000
Você pode perceber na tabela que a razão de aumento do
número de pessoas é a mesma para o aumento da despesa.
Assim, se dobrarmos o número de pessoas, dobraremos ao
mesmo tempo a despesa. Esta é portanto, uma proporção
direta, ou melhor, as grandezas número de pessoas e despe-
sa diária são diretamente proporcionais.
Suponha também que, nesse mesmo exemplo, a quan-
tia a ser gasta pelo grupo seja sempre de R$2.000,00. Per-
ceba, então, que o tempo de permanência do grupo depende-
rá do número de pessoas.
Analise agora a tabela abaixo :
Número de
pessoas
1 2 4 5 10
Tempo de
permanência
(dias)
20 10 5 4 2
Note que, se dobrarmos o número de pessoas, o tempo
de permanência se reduzirá à metade. Esta é, portanto, uma
proporção inversa, ou melhor, as grandezas número de pes-
soas e número de dias são inversamente proporcionais.
4. DIVISÃO EM PARTES PROPORCIONAIS
4. 1 Diretamente proporcional
Duas pessoas, A e B, trabalharam na fabricação de um
mesmo objeto, sendo que A o fez durante 6 horas e B duran-
te 5 horas. Como, agora, elas deverão dividir com justiça os
R$ 660,00 apurados com sua venda? Na verdade, o que
cada um tem a receber deve ser diretamente proporcional ao
tempo gasto na confecção do objeto.
No nosso problema, temos de dividir 660 em partes dire-
tamente proporcionais a 6 e 5, que são as horas que A e B
trabalharam.
Vamos formalizar a divisão, chamando de x o que A tem a
receber, e de y o que B tem a receber.
Teremos então:
X + Y = 660
X
6
=
Y
5
Esse sistema pode ser resolvido, usando as propriedades
de proporção. Assim:
X + Y
6 + 5
= Substituindo X + Y por 660,
vem
660
=
X
6
X =
6 660
11
= 360
11
⇒
⋅
Como X + Y = 660, então Y = 300
Concluindo, A deve receber R$ 360,00 enquanto B, R$
300,00.
4.2 INVERSAMENTE PROPORCIONAL
E se nosso problema não fosse efetuar divisão em partes
diretamente proporcionais, mas sim inversamente? Por e-
xemplo: suponha que as duas pessoas, A e B, trabalharam
durante um mesmo período para fabricar e vender por R$
160,00 um certo artigo. Se A chegou atrasado ao trabalho 3
dias e B, 5 dias, como efetuar com justiça a divisão? O pro-
blema agora é dividir R$ 160,00 em partes inversamente
proporcionais a 3 e a 5, pois deve ser levado em considera-
ção que aquele que se atrasa mais deve receber menos.
Duas grandezas São diretamente proporcionais
quando, aumentando (ou diminuindo) uma delas
numa determinada razão, a outra diminui (ou
aumenta) nessa mesma razão.
Duas grandezas são inversamente proporcionais
quando, aumentando (ou diminuindo) uma delas
numa determinada razão, a outra diminui (ou
aumenta) na mesma razão.
Dividir um número em partes diretamente
proporcionais a outros números dados é
encontrar partes desse número que sejam
diretamente proporcionais aos números dados e
cuja soma reproduza o próprio número.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização28
No nosso problema, temos de dividir 160 em partes inver-
samente proporcionais a 3 e a 5, que são os números de
atraso de A e B. Vamos formalizar a divisão, chamando de x
o que A tem a receber e de y o que B tem a receber.
x + y = 160
Teremos:
x
1
3
=
y
1
5
Resolvendo o sistema, temos:
x + y
1
3
+
1
5
=
x
1
3
x + y
8
15
=
x
1
3
⇒
Mas, como x + y = 160, então
160
8
15 15
=
x
1
3
x =
160
8
1
3
⇒ ⋅ ⇒
x = 160
15
8
1
3
x = 100⇒ ⋅ ⋅ ⇒
Como x + y = 160, então y = 60. Concluindo, A deve
receber R$ 100,00 e B, R$ 60,00.
4.3 DIVISÃO PROPORCIONAL COMPOSTA
Vamos analisar a seguinte situação: Uma empreiteira foi
contratada para pavimentar uma rua. Ela dividiu o trabalho
em duas turmas, prometendo pagá-las proporcionalmente. A
tarefa foi realizada da seguinte maneira: na primeira turma,
10 homens trabalharam durante 5 dias; na segunda turma, 12
homens trabalharam durante 4 dias. Estamos considerando
que os homens tinham a mesma capacidade de trabalho. A
empreiteira tinha R$ 29.400,00 para dividir com justiça entre
as duas turmas de trabalho. Como fazê-lo?
Essa divisão não é de mesma natureza das anteriores.
Trata-se aqui de uma divisão composta em partes proporcio-
nais, já que os números obtidos deverão ser proporcionais a
dois números e também a dois outros.
Na primeira turma, 10 homens trabalharam 5 dias, produ-
zindo o mesmo resultado de 50 homens, trabalhando por um
dia. Do mesmo modo, na segunda turma, 12 homens traba-
lharam 4 dias, o que seria equivalente a 48 homens traba-
lhando um dia.
Para a empreiteira, o problema passaria a ser, portanto,
de divisão diretamente proporcional a 50 (que é 10 . 5), e 48
(que é 12 . 4).
Convém lembrar que efetuar uma divisão em partes in-
versamente proporcionais a certos números é o mesmo que
fazer a divisão em partes diretamente proporcionais ao inver-
so dos números dados.
Resolvendo nosso problema, temos:
Chamamos de x: a quantia que deve receber a primeira
turma; y: a quantia que deve receber a segunda turma.
Assim:
x
10 5
=
y
12 4
ou
x
50
=
y
48
x + y
50 + 48
=
x
50
⋅ ⋅
⇒
15.000
98
5029400
=x
50
x
=
98
29400
então29400,=y+xComo
⇒
⋅
⇒
Portanto y = 14 400.
Concluindo, a primeira turma deve receber R$ 15.000,00
da empreiteira, e a segunda, R$ 14.400,00.
Observação: Firmas de projetos costumam cobrar cada
trabalho usando como unidade o homem-hora. O nosso
problema é um exemplo em que esse critério poderia ser
usado, ou seja, a unidade nesse caso seria homem-dia. Seria
obtido o valor de R$ 300,00 que é o resultado de 15 000 : 50,
ou de 14 400 : 48.
REGRA DE TRÊS SIMPLES
REGRA DE TRÊS SIMPLES
Retomando o problema do automóvel, vamos resolvê-lo
com o uso da regra de três de maneira prática.
Devemos dispor as grandezas, bem como os valores en-
volvidos, de modo que possamos reconhecer a natureza da
proporção e escrevê-la.
Assim:
Grandeza 1: tempo
(horas)
Grandeza 2: distância
percorrida
(km)
6
8
900
x
Observe que colocamos na mesma linha valores que se
correspondem: 6 horas e 900 km; 8 horas e o valor
desconhecido.
Vamos usar setas indicativas, como fizemos antes, para
indicar a natureza da proporção. Se elas estiverem no mes-
mo sentido, as grandezas são diretamente proporcionais; se
em sentidos contrários, são inversamente proporcionais.
Nesse problema, para estabelecer se as setas têm o
mesmo sentido, foi necessário responder à pergunta: "Consi-
derando a mesma velocidade, se aumentarmos o tempo,
aumentará a distância percorrida?" Como a resposta a essa
questão é afirmativa, as grandezas são diretamente propor-
cionais.
Já que a proporção é direta, podemos escrever:
Dividir um número em partes inversamente propor-
cionais a outros números dados é encontrar partes
desse número que sejam diretamente proporcio-
nais aos inversos dos números dados e cuja soma
reproduza o próprio número.
Para dividir um número em partes de tal forma que
uma delas seja proporcional a m e n e a outra a p
e q, basta divida esse número em partes
proporcionais a m . n e p . q.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização29
6
8
900
=
x
Então: 6 . x = 8 . 900 ⇒ x =
7200
6
= 1 200
Concluindo, o automóvel percorrerá 1 200 km em 8 horas.
Vamos analisar outra situação em que usamos a regra de
três.
Um automóvel, com velocidade média de 90 km/h,
percorre um certo espaço durante 8 horas. Qual será o tempo
necessário para percorrer o mesmo espaço com uma
velocidade de 60 km/h?
Grandeza 1: tempo
(horas)
Grandeza 2: velocidade
(km/h)
8
x
90
60
A resposta à pergunta "Mantendo o mesmo espaço per-
corrido, se aumentarmos a velocidade, o tempo aumentará?"
é negativa. Vemos, então, que as grandezas envolvidas são
inversamente proporcionais.
Como a proporção é inversa, será necessário invertermos
a ordem dos termos de uma das colunas, tornando a propor-
ção direta. Assim:
8 60
x 90
Escrevendo a proporção, temos:
8 60
90
8
60x
x= ⇒ =
⋅ 90
= 12
Concluindo, o automóvel percorrerá a mesma distância
em 12 horas.
REGRA DE TRÊS COMPOSTA
Vamos agora utilizar a regra de três para resolver proble-
mas em que estão envolvidas mais de duas grandezas pro-
porcionais. Como exemplo, vamos analisar o seguinte pro-
blema.
Numa fábrica, 10 máquinas trabalhando 20 dias produ-
zem 2 000 peças. Quantas máquinas serão necessárias para
se produzir 1 680 peças em 6 dias?
Como nos problemas anteriores, você deve verificar a na-
tureza da proporção entre as grandezas e escrever essa
proporção. Vamos usar o mesmo modo de dispor as grande-
zas e os valores envolvidos.
Grandeza 1:
número de máquinas
Grandeza 2:
dias
Grandeza 3:
número de peças
10
x
20
6
2000
1680
Natureza da proporção: para estabelecer o sentido das
setas é necessário fixar uma das grandezas e relacioná-la
com as outras.
Supondo fixo o número de dias, responda à questão:
"Aumentando o número de máquinas, aumentará o número
de peças fabricadas?" A resposta a essa questão é afirmati-
va. Logo, as grandezas 1 e 3 são diretamente proporcionais.
Agora, supondo fixo o número de peças, responda à
questão: "Aumentando o número de máquinas, aumentará o
número de dias necessários para o trabalho?" Nesse caso, a
resposta é negativa. Logo, as grandezas 1 e 2 são inversa-
mente proporcionais.
Para se escrever corretamente a proporção, devemos fa-
zer com que as setas fiquem no mesmo sentido, invertendo
os termos das colunas convenientes. Naturalmente, no nosso
exemplo, fica mais fácil inverter a coluna da grandeza 2.
10 6 2000
x 20 1680
Agora, vamos escrever a proporção:
10 6
20x
= ⋅
2000
1680
(Lembre-se de que uma grandeza proporcional a duas
outras é proporcional ao produto delas.)
10 12000
33600
10
28
x
x= ⇒ =
⋅
=
33600
12000
Concluindo, serão necessárias 28 máquinas.
PORCENTAGEM
1. INTRODUÇÃO
Quando você abre o jornal, liga a televisão ou olha
vitrinas, frequentemente se vê às voltas com expressões do
tipo:
"O índice de reajuste salarial de março é de 16,19%."
"O rendimento da caderneta de poupança em
fevereiro foi de 18,55%."
"A inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de
381,1351%.
"Os preços foram reduzidos em até 0,5%."
Mesmo supondo que essas expressões não sejam com-
pletamente desconhecidas para uma pessoa, é importante
fazermos um estudo organizado do assunto porcentagem,
uma vez que o seu conhecimento é ferramenta indispensável
para a maioria dos problemas relativos à Matemática Comer-
cial.
2. PORCENTAGEM
O estudo da porcentagem é ainda um modo de comparar
números usando a proporção direta. Só que uma das razões
da proporção é um fração de denominador 100. Vamos dei-
xar isso mais claro: numa situação em que você tiver de cal-
cular 40% de R$ 300,00, o seu trabalho será determinar um
valor que represente, em 300, o mesmo que 40 em 100. Isso
pode ser resumido na proporção:
Regra de três simples é um processo prático utilizado
para resolver problemas que envolvam pares de
grandezas direta ou inversamente proporcionais.
Essas grandezas formam uma proporção em que se
conhece três termos e o quarto termo é procurado.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização30
40
100 300
=
x
Então, o valor de x será de R$ 120,00.
Sabendo que em cálculos de porcentagem será
necessário utilizar sempre proporções diretas, fica claro,
então, que qualquer problema dessa natureza poderá ser
resolvido com regra de três simples.
3. TAXA PORCENTUAL
O uso de regra de três simples no cálculo de porcenta-
gens é um recurso que torna fácil o entendimento do assunto,
mas não é o único caminho possível e nem sequer o mais
prático.
Para simplificar os cálculos numéricos, é necessário,
inicialmente, dar nomes a alguns termos. Veremos isso a
partir de um exemplo.
Exemplo:
Calcular 20% de 800.
Calcular 20%, ou
20
100
de 800 é dividir 800 em 100
partes e tomar 20 dessas partes. Como a centésima parte de
800 é 8, então 20 dessas partes será 160.
Chamamos: 20% de taxa porcentual; 800 de principal;
160 de porcentagem.
Temos, portanto:
Principal: número sobre o qual se vai calcular a
porcentagem.
Taxa: valor fixo, tomado a partir de cada 100 partes do
principal.
Porcentagem: número que se obtém somando cada
uma das 100 partes do principal até conseguir a taxa.
A partir dessas definições, deve ficar claro que, ao calcu-
larmos uma porcentagem de um principal conhecido, não é
necessário utilizar a montagem de uma regra de três. Basta
dividir o principal por 100 e tomarmos tantas destas partes
quanto for a taxa. Vejamos outro exemplo.
Exemplo:
Calcular 32% de 4.000.
Primeiro dividimos 4 000 por 100 e obtemos 40, que é a
centésima parte de 4 000. Agora, somando 32 partes iguais a
40, obtemos 32 . 40 ou 1 280 que é a resposta para o pro-
blema.
Observe que dividir o principal por 100 e multiplicar o re-
sultado dessa divisão por 32 é o mesmo que multiplicar o
principal por
32
100
ou 0,32. Vamos usar esse raciocínio de
agora em diante:
JUROS SIMPLES
Consideremos os seguintes fatos:
• Emprestei R$ 100 000,00 para um amigo pelo prazo
de 6 meses e recebi, ao fim desse tempo, R$ 24
000,00 de juros.
• O preço de uma televisão, a vista, é R$ 4.000,00. Se
eu comprar essa mesma televisão em 10 prestações,
vou pagar por ela R$ 4.750,00. Portanto, vou pagar
R$750,00 de juros.
No 1.°fato, R$ 24 000,00 é uma compensação em dinhei-
ro que se recebe por emprestar uma quantia por determinado
tempo.
No 2.° fato, R$ 750,00 é uma compensação em dinheiro
que se paga quando se compra uma mercadoria a prazo.
Assim:
Quando depositamos ou emprestamos certa quantia
por determinado tempo, recebemos uma compensa-
ção em dinheiro.
Quando pedimos emprestada certa quantia por deter-
minado tempo, pagamos uma compensação em di-
nheiro.
Quando compramos uma mercadoria a prazo, paga-
mos uma compensação em dinheiro.
Pelas considerações feitas na introdução, podemos dizer
que :
Nos problemas de juros simples, usaremos a seguinte
nomenclatura: dinheiro depositado ou emprestado denomina-
se capital.
O porcentual denomina-se taxa e representa o juro rece-
bido ou pago a cada R$100,00, em 1 ano.
O período de depósito ou de empréstimo denomina-se
tempo.
A compensação em dinheiro denomina-se juro.
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DE JUROS SIMPLES
Vejamos alguns exemplos:
1.°exemplo: Calcular os juros produzidos por um capital
de R$ 720 000,00, empregado a 25% ao ano, durante 5
anos.
De acordo com os dados do problema, temos:
25% em 1ano ⇒ 125% (25 . 5) em 5 anos
125% =
100
125
= 1,25
Nessas condições, devemos resolver o seguinte proble-
ma:
Calcular 125% de R$ 720 000,00. Dai:
x = 125% de 720 000 =
1,25 . 720 000 = 900 000.
900.000 – 720.000 = 180.000
Resposta: Os juros produzidos são de R$ 180.000,00
2.°exemplo: Apliquei um capital de R$ 10.000,00 a uma
taxa de 1,8% ao mês, durante 6 meses. Quanto esse ca-
pital me renderá de juros?
1,8% em 1 mês ⇒ 6 . 1,8% = 10,8% em 6 meses 10,8%
=
100
8,10
= 0,108
Dai:
x = 0,108 . 10 000 = 1080
Resposta: Renderá juros de R$ 1 080,00.
3.° exemplo: Tomei emprestada certa quantia durante 6
meses, a uma taxa de 1,2% ao mês, e devo pagar R$ 3
600,00 de juros. Qual foi a quantia emprestada?
De acordo com os dados do problema:
1,2% em 1 mês ⇒ 6 . 1,2% = 7,2% em 6 meses
Juro é uma compensação em dinheiro que se
recebe ou que se paga.
Porcentagem = taxa X principal
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização31
7,2% =
100
2,7
= 0,072
Nessas condições, devemos resolver o seguinte proble-
ma:
3 600 representam 7,2% de uma quantia x. Calcule x.
Dai:
3600 = 0,072 . x ⇒ 0,072x = 3 600 ⇒
x =
072,0
3600
x = 50 000
Resposta: A quantia emprestada foi de R$ 50.000,00.
4.° exemplo: Um capital de R$ 80 000,00, aplicado du-
rante 6 meses, rendeu juros de R$ 4 800,00. Qual foi a
taxa (em %) ao mês?
De acordo com os dados do problema:
x% em 1 mês ⇒ (6x)% em 6 meses
Devemos, então, resolver o seguinte problema:
4 800 representam quantos % de 80 000?
Dai:
4 800 = 6x . 80 000 ⇒ 480 000 x = 4 800
x =
000480
8004
⇒ x =
8004
48
⇒ x = 0,01
0,01 =
100
1
= 1 %
Resposta: A taxa foi de 1% ao mês.
Resolva os problemas:
- Emprestando R$ 50 000,00 à taxa de 1,1% ao mês,
durante 8 meses, quanto deverei receber de juros?
- Uma pessoa aplica certa quantia durante 2 anos, à ta-
xa de 15% ao ano, e recebe R$ 21 000,00 de juros.
Qual foi a quantia aplicada?
- Um capital de R$ 200 000,00 foi aplicado durante 1
ano e 4 meses à taxa de 18% ao ano. No final desse
tempo, quanto receberei de juros e qual o capital acu-
mulado (capital aplicado + juros)?
- Um aparelho de televisão custa R$ 4 500,00. Como
vou comprá-lo no prazo de 10 meses, a loja cobrará
juros simples de 1,6% ao mês. Quanto vou pagar por
esse aparelho.
- A quantia de R$ 500 000,00, aplicada durante 6 me-
ses, rendeu juros de R$ 33 000,00. Qual foi a taxa
(%) mensal da aplicação
- Uma geladeira custa R$ 1 000,00. Como vou compra-
la no prazo de 5 meses, a loja vendedora cobrara ju-
ros simples de 1,5% ao mês. Quanto pagarei por essa
geladeira e qual o valor de cada prestação mensal, se
todas elas são iguais.
- Comprei um aparelho de som no prazo de 8 meses. O
preço original do aparelho era de R$ 800,00 e os juros
simples cobrados pela firma foram de R$ 160,00. Qual
foi a taxa (%) mensal dos juros cobrados?
Respostas
R$ 4 400,00
R$ 70 000,00
R$ 48 000,00 e R$ 248 000,00
R$ 5 220,00
1,1%
R$ 1 075,00 e R$ 215,00
2,5%
JUROS COMPOSTOS
1. Introdução
O dinheiro e o tempo são dois fatores que se encontram
estreitamente ligados com a vida das pessoas e dos
negócios. Quando são gerados excedentes de fundos, as
pessoas ou as empresas, aplicam-no a fim de ganhar juros
que aumentem o capital original disponível; em outras oca-
siões, pelo contrário, tem-se a necessidade de recursos
financeiros durante um período de tempo e deve-se pagar
juros pelo seu uso.
Em período de curto-prazo utiliza-se, geralmente, como já
se viu, os juros simples. Já em períodos de longo-prazo,
utiliza-se, quase que exclusivamente, os juros compostos.
2. Conceitos Básicos
No regime dos juros simples, o capital inicial sobre o qual
calculam-se os juros, permanece sem variação alguma
durante todo o tempo que dura a operação. No regime dos
juros compostos, por sua vez, os juros que vão sendo
gerados, vão sendo acrescentados ao capital inicial, em
períodos determinados e, que por sua vez, irão gerar um
novo juro adicional para o período seguinte.
Diz-se, então, que os juros capitalizam-se e que se está
na presença de uma operação de juros compostos.
Nestas operações, o capital não é constante através do
tempo; pois aumenta ao final de cada período pela adição
dos juros ganhos de acordo com a taxa acordada.
Esta diferença pode ser observada através do seguinte
exemplo:
Exemplo 1: Suponha um capital inicial de R$ 1.000,00
aplicado à taxa de 30.0 % a.a. por um período de 3 anos a
juros simples e compostos. Qual será o total de juros ao final
dos 3 anos sob cada um dos rearmes de juros?
Pelo regime de juros simples:
J = c . i . t = R$ 1.000,00 (0,3) (3) = R$ 900,00
Pelo regime de juros compostos:
( )J C io
n
= + −



1 1 =
( )[ ] 00,197.1$13,100,000.1$
3
RRJ =−=
Demonstrando agora, em detalhes, o que se passou com
os cálculos, temos:
Ano Juros simples Juros Compostos
1 R$ 1.000,00(0,3) = R$ 300,00 R$ 1.000,00(0,3) = R$
300,00
2 R$ 1.000,00(0,3) = R$ 300,00 R$ 1.300,00(0,3) = R$
390,00
3 R$ 1.000,00(0,3) = R$ 300,00 R$ 1.690,00(0,3) = R$
507,00
R$ 900,00 R$
1.197,00
Vamos dar outro exemplo de juros compostos:
Suponhamos que você coloque na poupança R$ 100,00 e
os juros são de 10% ao mês.
Decorrido o primeiro mês você terá em sua poupança:
100,00 + 10,00 = 110,00
No segundo mês você terá:110,00 + 11,00 =111,00
No terceiro mês você terá: 111,00 + 11,10 = 111,10
E assim por diante.
Para se fazer o cálculo é fácil: basta calcular os juros de
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização32
cada mês e adicionar ao montante do mês anterior.
DESCONTO SIMPLES
Desconto é uma operação de crédito que se realiza, prin-
cipalmente, em instituições financeiras bancárias ou monetá-
rias, e consiste em que estas instituições aceitem títulos de
crédito, tais como notas promissórias e duplicatas mercantis,
entre outros antes da data de seus vencimentos, e descon-
tem de seus valores nominais, o equivalente aos juros do
mercado mais comissões de serviço, além do IOF - Imposto
sobre Operações Financeiras. Este imposto é da União e a
instituição de crédito apenas recolhe-o do cliente financiado,
creditando o erário público. Dependendo da política de crédi-
to do governo e do momento econômico, os bancos costu-
mam exigir dos financiados uma manutenção de saldo mé-
dio, deixando parte do empréstimo vinculado à conta corren-
te. Esta operação é chamada de reciprocidade bancária.
Depois de todos estes descontos sobre o valor nominal do
título, ao financiado resta o valor líquido recebido. Esta mo-
dalidade de desconto, é a que denominamos de desconto
comercial, ou bancário, ou por fora.
Desconto Comercial, Bancário ou Por Fora
Esta modalidade de desconto é a mais utilizada, a curto
prazo, no Brasil. As fórmulas utilizadas são as seguintes:
e
onde:
Df = valor do desconto efetuado.
VF = valor nominal do título, ou seja, o valor futuro.
n = prazo da operação ou prazo de vencimento do título.
d = taxa de juros utilizada no desconto do título.
VP = valor presente ou valor líquido recebido pelo título
descontado.
Exemplo 1 - A Cia. Descontada descontou um título no
Banco Recíproco com o valor nominal de $2.000,00 vencível
dentro de 4 meses, à taxa contratada de 5% a.a. Calcular o
desconto comercial e o valor liquido recebido pela empresa.
Resolução:
Para calcular o desconto comercial, vamos utilizar a
fórmula:
Df = VF. d . n. = 2.000 (0,05) (4) = 400
A seguir, vamos calcular o valor liquido recebido, usando
a fórmula:
VP = VF(1 – d . n) = 2.000(1 - 0,20) =
VP = 1.600
Exemplo 2 - Uma empresa descontou em um banco uma
duplicata. Recebeu $166.667,00. Se este tipo de desconto é
de 60% a.a., e o vencimento da duplicata era de 4 meses
depois de seu desconto, qual era o valor nominal do título na
data de seu vencimento?
Resolução:
Vamos utilizar a fórmula do desconto:
VP = $166.667 d = 0,6
a.a. n = 4/12 =1/3
Sabendo-se que Df = VP . d . n e que VF = VP + Df vem:
( )Df = + ⋅ = ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅VF D d n VP d n D d nf
D D d n VP d n− ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅
( )
( )
D d n VP d n D
VP d n
d n
f1
1
− ⋅ = ⋅ ⋅ ∴ =
⋅ ⋅
− ⋅
( )( )
( )( )
Df =
−
=
166 667 0 6 1 3
1 0 6 1 3
33 333
0 8
. ,
,
.
,
=
Df =$41.667,00
Utilizando a fórmula VF = VP + D, temos:
VF = 166.667, + 41.667, = $208.334,00
Exemplo 3 - Uma empresa desconta um titulo, pelo qual
recebe $87.912,00. A taxa contratada é de 55% a.a. e o valor
nominal do titulo é de $100.000,00 . Calcular quanto tempo
falta para o vencimento do título.
Resolução:
VF = $100.000 d = 0,55 a.a. VP = $ 87.912
Df = 100.000 - 87.912 = 12.088
Usando a fórmula Df = VF. d . n, temos:
12.088 = 100.000(0,55)n ∴ n = =
12 088
55 000
.
.
n = 0,21978 anos (12 meses) = 2,64 meses, n = 0,64
meses = 19,2 dias ≅ 19 dias
o prazo é de 2 meses e 19 dias.
2. Desconto Racional ou por Dentro
Esta modalidade de desconto simples, praticamente, não
é utilizada no Brasil, em operações de desconto e, vamos ver
porque, mais adiante. Este tipo de desconto representa,
precisamente, o conceito de juros, já que é mensurado a par-
tir do capital reaImente utilizado na operação.
As fórmulas utilizadas são:
Dd = VP . i . n ou D
VF i n
i n
d =
⋅ ⋅
+ ⋅1
Exemplo 4 - Se um banco realiza operações de desconto
à taxa de juros de 50% a.a. e uma empresa deseja descontar
um título, com data de vencimento de 15 de agosto, em 15
de junho, de valor nominal de $185.000,00 qual será o valor
líquido a receber?
Resolução:
VF = $185.000,00 n = 2/12 = 1/6 = 0,50
VP = valor Líquido Recebido
Como neste caso temos o VF, vamos utilizar a fórmula do
VP = Dd
( )( )
( )( )
Dd =
+
= =
185 000 0 5 1 6
1 0 5 1 6
15 417
1083333
231
. ,
,
.
,
$14.
VL = $185.000 - $14.231 = $170.769, (valor líquido recebido)
Podemos observar que, no regime de juros simples, o
desconto racional aplicado ao valor nominal é igual dos juros
devidos sobre o capital inicial (VP), que é o valor descontado
(VF – Dd), desde que ambos sejam calculados à mesma taxa
(taxa de juros da operação = taxa).
Exemplo 5 - Uma empresa descontou em um banco uma
duplicata. Recebeu $166.677,00. Se a taxa de desconto é de
VP = VF(1 – d . n)
D
VP d n
d n
f =
⋅ ⋅
− ⋅1
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização33
60% a.a. e o vencimento do título era quatro meses depois
de seu desconto, qual era o valor nominal do título na data de
seu vencimento?
Resolução:
VP = 166.677, i = 0,60 n = 1/3
Fórmula: VF = VP(1 + i . n)
VF = 166.677(1 +(0,6) (1/3) = $200.000
Comparando este exemplo com o exemplo 1.9.2., obser-
vamos a diferença, no valor dos juros, entre a modalidade de
desconto comercial e o desconto racional:
Juros pelo desconto racional:
$200.000 - $166.667 = $ 33.333
$208.333 - $166.667 = $ 41.667
Esta é uma das principais razões que justificam a
escolha, pelos bancos, pela utilização do desconto bancário,
ao invés do desconto racional: maior taxa de desconto sobre
o mesmo valor descontado.
3. Desconto Comercial e a Taxa de IOF
O Imposto sobre Operações Financeiras é defini do pelo
Banco Central do Brasil e, na data que elaborávamos este
trabalho, as alíquotas vigentes em relação aos tipos de ope-
rações eram as seguintes:
TIPO _______________________________I O F
Operações até 364 dias ...........................................0,0041% ao dia
Operações com prazo 360 dias ....................................1,5% no ato
Crédito Direto ao Consumidor (CDC)..........0,3% a.m. e máx. 3,6%
Desconto de Duplicatas...........................................0,0041% ao dia
Repasses governamentais............................................1,5% no ato
Exemplo 1 - Considerando uma situação de desconto de
duplicata com as seguintes condições:
valor nominal do título = 100.000
Prazo = 60 dias; IOF = 0,0041% ao dia;
Taxa mensal = 5%.
Calcular a taxa de custo efetivo e o desconto no ato.
Resolução:
Temos: D1=C . i . n/100 =10.000
( )( )D
C IOF n
2
100
100 000 0 0041 60
100
=
⋅ ⋅
= =
. ,
D2 = 246,00
Onde: D1 = desconto de juros, D2 = desconto de IOF
O desconto total será: D1 + D2 =10.000 + 246 =10.246
O valor descontado do título = Valor nominal - desconto
total =100.000 - 10.246 = 89.754
Custo efetivo = (100.000/89.754)1/2
- 1 = 0,055 ou 5,5%
ao mês.
4. Saldo Médio para Reciprocidade
O saldo médio, eventualmente, solicitado pela instituição
financeira, como reciprocidade, influi no custo total da opera-
ção de desconto de títulos.
Exemplo 1 - A Cia Emperrada descontou no Banco Des-
conta Tudo, uma duplicata. A operação teve os seguintes
parâmetros:
Valor nominal do título = $10.000.
Prazo de vencimento do título = 3 meses (90 dias)
IOF = 0,0041% ao dia, Taxa de desconto = 6% ao mês
Determinar o fluxo de caixa da empresa e o custo efetivo
anual, nas hipóteses de:
- não haver exigência de saldo médio (reciprocidade); e
- exigência de um saldo médio de 30%
Resolução:
a) não haver existência de reciprocidade
Valor do IOF, em $: IOF = 10.000(0,0041/100)
(90) = $36,90
Valor do Desconto: D = 10.000 / 6 / 3000) (90) =
$1.800
Valor Líquido, na data zero: 10.000 - IOF - D =10.000
- 36,90 - 1.800 = 58,163,10
Valor a desembolsar, dentro de 90 dias =10.000
Primeiramente, calculamos o custo mensal efetivo
( )iem
=
( )i
esconto
em
= − =
Valor nominal
Valor do d
1 3
1
( )iem
= − =
10 000 00
816310
1 0 07
1 3
. ,
. ,
, ou 7% ao mes
( ) ( )i iea em
= + − = − =1 1 107 1 12522
12 12
, , ou 125,22% a.a.
b) com reciprocidade de 30%
O saldo médio de 30% sobre $10.000 é de $3.000, que
deverá ficar sem movimentação pela companhia, na sua
conta bancária, durante o prazo da operação. Assim, temos:
valor líquido recebido, na data zero: 8,163,10 - 3,000 =
$5.163,10
valor de resgate, daqui a 3 meses: 10.000 - 3.000 =
$7.000
( )iem
= − =7000 5163,10 1 01068
1 3
, ou 10,68% a.m.
( )iea
= − =11068 1 2 3783
12
, , ou 237,83% a.a.
ESTATÍSTICA
ESTATÍSTICA DESCRITIVA
Estatística Descritiva é o nome dado ao conjunto de técnicas
analíticas utilizado para resumir o conjunto de todos os dados
coletados numa dada investigação a relativamente poucos
números e gráficos. Ela envolve basicamente:
Distribuição de Freqüência: É o conjunto das freqüências
relativas observadas para um dado fenômeno estudado,
sendo a sua representação gráfica o Histograma (diagrama
onde o eixo horizontal representa faixas de valores da variá-
vel aleatória e o eixo vertical representa a freqüência relati-
va). Por uma conseqüência da Lei dos Grandes Números,
quanto maior o tamanho da amostra, mais a distribuição de
freqüência tende para a distribuição de probabilidade.
Testes de Aderência: São procedimentos para a identificação
de uma distribuição de probabilidade a partir de um conjunto
de freqüências usando a Lei dos Grandes Números. Essenci-
almente, calcula-se a chance da diferença entre uma distribu-
ição de freqüência observada e aquela que seria de se espe-
rar a partir de uma determinada distribuição de probabilidade
(geralmente a Curva Normal). Uma distribuição de freqüência
pode ser tida como pertencente a um dado tipo de distribui-
ção se o teste de aderência mostrar uma probabilidade de
mais de 5% da diferença entre as duas ser devida ao acaso
Medidas da Tendência Central: São indicadores que permi-
tem que se tenha uma primeira idéia, um resumo, de como se
distribuem os dados de um experimento, informando o valor
(ou faixa de valores) da variável aleatória que ocorre mais
tipicamente. Ao todo, são os seguintes três parâmetros:
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A idéia básica é a de se estabelecer uma descrição dos da-
dos relativos a cada uma das variáveis, dados esses levanta-
dos através de uma amostra.
Média: É a soma de todos os resultados dividida pelo número
total de casos, podendo ser considerada como um resumo da
distribuição como um todo.
Moda: É o evento ou categoria de eventos que ocorreu com
maior freqüência, indicando o valor ou categoria mais prová-
vel.
Mediana: É o valor da variável aleatória a partir do qual me-
tade dos casos se encontra acima dele e metade se encontra
abaixo
Medidas de Dispersão: São medidas da variação de um con-
junto de dados em torno da média, ou seja, da maior ou me-
nor variabilidade dos resultados obtidos. Elas permitem se
identificar até que ponto os resultados se concentram ou não
ao redor da tendência central de um conjunto de observa-
ções. Incluem a amplitude, o desvio médio, a variância, o
desvio padrão, o erro padrão e o coeficiente de variação,
cada um expressando diferentes formas de se quantificar a
tendência que os resultados de um experimento aleatório tem
de se concentrarem ou não em determinados valores (quanto
maior a dispersao, menor a concentração e vice-versa).
A idéia básica é a de se estabelecer uma descrição dos da-
dos relativos a cada uma das variáveis, dados esses levanta-
dos através de uma amostra.
Fonte: http://www.vademecum.com.br/iatros/estdiscritiva.htm
DISTRIBUIÇÃO DE FREQÜÊNCIA
A primeira tarefa do estatístico é a coleta de dados. Tor-
na-se então necessário um pequeno planejamento, no qual
se irá decidir:
Quais são os dados a coletar?
A coleta de dados será feita utilizando toda a população
ou recorrendo a amostragem?
Onde serão coletados os dados? Que tipo de fonte será
utilizada?
Como organizar os dados?
Vejamos como essas questões são resolvidas numa situ-
ação prática:
Exemplo 1: Um repórter do jornal A Voz da Terra foi des-
tacado para acompanhar a apuração de votos da eleição da
diretoria do clube da cidade, à qual concorrem os candidatos
A, B, C e D. O objetivo da pesquisa é a publicação da porcen-
tagem de votos obtidos pelos candidatos.
O repórter já tem explícitas na proposta de trabalho que
recebeu algumas respostas para seu planejamento:
os dados a coletar são os votos apurados;
a população envolvida é o conjunto de todos os eleitores
(não será utilizada amostragem, pois os eleitores se-
rão consultados, através da votação);
a coleta será direta, no local da apuração.
Falta resolver o último item do planejamento: como orga-
nizar os dados?
Os dados obtidos constituem os dados brutos. O repórter
poderá recorrer a uma organização numérica simples, regis-
trada através de símbolos de fácil visualização:
Agora, ele poderá fazer o rol desses dados, organizando-
os em ordem crescente (ou decrescente):
Candidatos Votos
D
B
A
C
9
11
14
16
Deste modo, ele terá iniciado o trabalho de tabulação dos
dados.
Apesar de as anotações do repórter trazerem todas as in-
formações sobre os cinqüenta votos, provavelmente o jornal
não irá publicá-los dessa forma. Ë mais provável que seja
publicada uma tabela, com o número de votos de cada can-
didato e a respectiva porcentagem de votos:
Candidatos Numero
de Votos
% de votos
D
B
A
C
9
11
14
16
18
22
28
32
Total 50 100
Este é um exemplo de distribuição por freqüência.
VARIÁVEIS E FREQÜÊNCIAS
No caso que estamos estudando, cada voto apurado pode
ser do candidato A, do B, do C ou do D. Como são cinqüenta
os votantes, o número de votos de cada um pode assumir
valores de 1 a 50. O número de votos varia. Ë uma variável.
O valor que representa um elemento qualquer de um con-
junto chama-se variável.
No caso dos votos, a variável assume valores resultantes
de uma contagem de O a 50. Quando se tomam, nesse con-
junto de valores, dois números consecutivos quaisquer, não é
possível encontrar entre um e outro nenhum valor que a vari-
ável possa assumir. Por exemplo, entre 20 e 21 não existe
nenhum valor possível para a variável. Estamos, portanto,
diante de uma variável discreta.
Uma tabela associa a cada observação do fenômeno es-
tudado o número de vezes que ele ocorre. Este número cha-
ma-se freqüência.
Na tabela do exemplo dado, a freqüência de votos do
candidato A é 9, a do candidato B é 11, a do C é 14 e a do D
é 16. Estas freqüências, representadas na segunda coluna,
são as freqüências absolutas (F). Sua soma é igual a 50 que
é o número total de observações. Na coluna “% de votos”,
obtida a partir do cálculo de porcentagem de votos de cada
candidato, estão representadas as freqüências relativas (Fr).
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização35
Candidato A
50
9
= 0,18 = 18%
Candidato B
50
11
= 0,22 = 22%
Candidato C
50
14
= 0,28 = 28%
Candidato D
50
16
= 0,32 = 32%
A freqüência relativa (Fr) ou freqüência porcentual (F%) é
a relação entre a freqüência absoluta e o número total de
observações. Sua soma é 1 ou 100%:
0.18 + 0,22 + 0,28 + 0,32 = 1,00
18% + 22% + 28% + 32% = 100%
Exemplo 2: Dada a tabela abaixo, observe qual a variável
e qual a freqüência absoluta e calcule as freqüências relati-
vas.
DISTRIBUIÇÃO DE RENDA NO BRASIL — 1971
Faixa de renda Habitações
Até 1 salário mínimo
De 1 a 3 salários mínimos
De 4 a 8 salários mínimos
Mais de 8 salários mínimos
224 740
363 860
155 700
47 500
Total 791 800
Fonte: Brasil em dados. Apud: COUTINHO, M. 1. C. e CU-
NHA,
S. E. Iniciação à Estatística. Belo Horizonte, Lê,
1979, p. 40.
Solução: A variável é a renda, em salários mínimos por
habitação. As freqüências absolutas são os dados da tabela:
em 224 740 moradias a renda é de até 1 salário mínimo;
em 363 860 é de 1 a 3 salários;
em 155 700 está entre 4 e 8 salários;
em 47 800 é maior que 8 salários mínimos.
Para obter as freqüências relativas, devemos calcular as
porcentagens de cada faixa salarial, em relação ao total de
dados:
até 1 salário mínimo
791800
224740
= 0,28 = 28%
de 1 a 3 salários
791800
363860
= 0,46 = 46%
de 4 a 8 salários
791800
155700
= 0,20 = 20%
mais de 8 salários
791800
47500
= 0,06 = 6%
Organizando os dados numa tabela:
DISTRIBUIÇÃO DE RENDA NO BRASIL — 1971
Faixa de renda F Fr(F%)
Até 1 salário mínimo
De 1 a 3 salários mínimos
De 4 a 8 salários mínimos
Mais de 8 salários mínimos
224 740
363 860
155 700
47 500
28
46
20
6
Total 791 800 100
Observe que, nesse exemplo, a variável é uma medida:
quantos salários mínimos por habitação. Podemos encontrar
salários correspondentes a qualquer fração do salário míni-
mo. Entre dois valores quaisquer sempre poderá existir um
outro valor da variável. Por exemplo, entre 1 e 2 salários
poderá existir a renda de 1 salário e meio (1,5 salário); entre
1,5 e 2 poderá existir 1,7 salário etc. Trata-se então de uma
variável contínua. Para representá-la na tabela houve neces-
sidade de organizar as faixas de renda em classes.
Portanto, uma variável que pode teoricamente assumir
qualquer valor entre dois valores quaisquer é uma variável
contínua. Caso contrário ela é discreta, como no exemplo 1.
Em geral, medições dão origem a variável contínua, e conta-
gens a variável discreta.
AGRUPAMENTO EM CLASSES
Como vimos no exemplo 2, para representar a variável
contínua “renda” foi necessário organizar os dados em clas-
ses.
O agrupamento em classes acarreta uma perda de infor-
mações, uma vez que não é possível a volta aos dados origi-
nais, a partir da tabela. Quando isso se torna necessário,
uma maneira de obter resultados aproximados é usar os
pontos médios das classes.
Ponto médio de uma classe é a diferença entre o maior e
o menor valor que a variável pode assumir nessa classe.
Esses valores chamam-se, respectivamente, limite superior e
limite inferior da classe.
No exemplo que acabamos de estudar, na classe de 4 a 8
salários temos:
limite inferior: 4 salários — Li = 4
limite superior: 8 salários — Ls = 8
ponto médio:
2
68 +
= 6
2
LsLi
Pm
+
=
O ponto médio da classe entre 4 e 8 salários é 6 salários
mínimos.
A diferença entre os limites superior e inferior chama-se
amplitude da classe:
LiLsh −=
Nem sempre a amplitude é um número constante para to-
das as classes. Há casos em que a desigualdade das ampli-
tudes de classe não prejudica, mas favorece a disposição do
quadro de freqüência. Ë o que ocorre no exemplo 2, em que
os salários acima de 8 mínimos foram agrupados em uma
única classe, impedindo o aparecimento de freqüências muito
baixas.
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização36
Exemplo 3: A partir das idades dos alunos de uma escola,
fazer uma distribuição por freqüência, agrupando os dados
em classes.
Idades (dados brutos):
8 8 7 6 9 9 7 8 10 10 12 15 13 12
11 11 9 7 8 6 5 10 6 9 8 6 7 11 9
Organizando o rol, temos:
5 6 6 6 6 7 7 7 7 8 8 8 8 8 9 9 9
9 9 10 10 10 11 11 11 12 12 13 15
São 29 observações. As idades variam de 5 a 15 anos;
logo, o limite inferior da primeira classe é 5 e o limite superior
da última classe é 15.
A diferença entre o Ls da última classe o Li da primeira
classe chama-se amplitude total da distribuição.
A amplitude total é: 15 — 5 = 10
Organizando os dados, por freqüência, temos:
Idade F
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
1
4
4
5
5
3
3
2
1
-
1
Total 29
Estando os dados organizados nessa disposição, é fácil
agrupá-los em classes.
Como a amplitude total é 10 e o número de observações
é pequeno, nossa melhor opção é amplitude h = 2, que nos
dará cinco classes com amplitudes iguais a 2.
h = 2 Classes F
5 7
7 9
9 11
11 13
13 15
5
9
8
5
2
Total 29
A representação 5 7 significa que 5 pertence à classe
e 7 não pertence; 7 está Incluído na classe seguinte.
Poderíamos também pensar em dez classes com ampli-
tude h = 1 ou em duas classes com h = 5. Mas com li = 1 os
dados não seriam agrupados, e a tabela continuaria a mes-
ma, e com h —= 5 teríamos apenas duas classes, perdendo
muitas informações.
h = 5 Classes F
5 10
10 15
19
10
Total 29
Para amplitudes 3, 4, 6 ou 7 não conseguiríamos classes
com amplitudes iguais. Observemos como ficariam os qua-
dros:
Classes F
5 8
8 9
11 14
14 15
9
13
6
1
Total 29
Com h = 3 temos quatro classes, mas a última tem ampli-
tude (h = 1) diferente das demais.
Classes F
5 9
9 13
13 15
14
14
1
Total 29
Com h = 4 ficamos com três classes, sendo a última com
amplitude (h = 2) diferente das demais.
Classes F
5 11
11 15
22
7
Total 29
Temos agora duas classes com amplitudes 6 e 4.
Classes F
5 12
12 15
25
4
Total 29
Ficamos, neste caso, com duas classes com amplitudes 7
e 3.
Podemos notar que, quanto maior a amplitude, menor é o
número de classes.
É regra geral considerarmos amplitudes iguais para todas
as classes, mas há casos em que a desigualdade, em vez de
prejudicar, favorece a disposição dos dados no quadro.
Quando, por exemplo, estamos estudando determinado
assunto, muitas vezes surgem dados desnecessários; pode-
mos desprezá-los ou então reduzir a tabela, agrupando-os
numa classe.
Exemplo 4: Levantamento, segundo faixas etárias, do
número de casamentos realizados na cidade X, durante de-
terminado ano.
Classes F
de 1 a 15 anos
(3 classes) -
15 20 15
20 26 530
26 31 325
31 36 120
36 41 115
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41 46 13
46 51 12
51 56 6
56 61 3
61 100 16
De 1 a 15 anos foram agrupadas três classes, e ainda as-
sim a freqüência é zero. De 61 a 100 anos os casamentos
não costumam ser freqüentes: foram agrupadas oito classes,
sendo registrada a freqüência de 16 casamentos.
Estabelecimento do número de classes e da amplitu-
de
Devemos escolher o número de classes, e consequente-
mente a amplitude, de modo que. possamos verificar as ca-
racterísticas da distribuição. Ë lógico que, se temos um nú-
mero reduzido de observações, não podemos utilizar grandes
amplitudes; e também que, se o número de observações é
muito grande, as amplitudes não devem ser pequenas.
Para o estabelecimento do número de classes, o matemá-
tico Sturges desenvolveu a seguinte fórmula:
n = 1 + 3,3 logN
N é o número de observações, derivado do desenvolvi-
mento do Binômio de Newton. Waugh resumiu as indicações
na seguinte tabela:
Casos observados
Número de classes a
usar
(De acordo com a
regra de Sturges)
1
2
3—5
6—11
12—22
23—45
46—90
91—181
182—362
363—724
725—1448
1 449—2 896
2 897—5 792
5 793—11 585
11586—23171
23 172—46 341
46 342—92 681
92 682—185 363
185 364—3 70 727
370 726—741 455
741 456—1 482 910
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
Nem sempre, porém, temos à mão essa tabela. Devemos,
então, procurar a amplitude total da distribuição. Com este
dividendo fixado, consideraremos como divisor um número de
classes razoável, e o quociente nos indicará qual amplitude
escolher.
Exemplo 5: Suponhamos uma distribuição onde o menor
valor da variável é 3 e o maior é 80. Temos:
Li (primeira classe) = 3
Ls (última classe) = 80
H (amplitude total) = 80 - 3 = 77
Dois números razoáveis de classes seriam 7 ou 11 (divi-
sores de 77).
Se desejarmos 11 classes, a amplitude de cada uma será:
h = 77 : 11 ou h =
11
380 −
⇒ h=7
h = (Ls -Li) : n
Onde: h = amplitude de classe
Ls — Li = amplitude total
n = número de classes
Exemplo 6: Em uma escola, tomou-se a medida da altura
de cada um de quarenta estudantes, obtendo-se os seguintes
dados (em centímetros):
160 152155 154161 162162 161150 160
163 156162 161161 171160 170156 164
155 151158 166169 170158 160168 164
163 167157 152178 165156 155153 155
Fazer a distribuição por freqüência.
Solução: Podemos organizar o rol de medidas a partir dos
dados brutos, dispondo-os em ordem crescente (ou decres-
cente).
150 153 155 156 160 161 162 163 166 170
151 154 155 157 160 161 162 164 167 170
152 155 156 158 160 161 162 164 168 171
152 155 156 158 160 161 163 165 169 178
A menor estatura é 150 cm e a maior 178 cm. A amplitude
total é 28 cm. Poderíamos pensar em 4 ou 7 classes. O pri-
meiro é um número pequeno para quarenta observações.
Com 7 classes, as duas últimas teriam freqüência 1. Para
agrupá-las, podemos reduzir o número de classes para 6, e,
para facilitar o cálculo, arredondar 178 cm para 180 cm. As-
sim, a amplitude total a considerar será:
180 — 150 = 30
Logo:
h = 30 : 6 = 5
Organizando os dados em 6 classes de amplitude 5, te-
remos:
Classes Alturas (cm)
150 155
155 160
160 165
165 170
170 175
175 180
150 151 152 153 154
155 155 155 155 156 156 156 157 158
158
160 160 160 160 161 161 161 161 162
162 162
163 163 164 164
165 166 167 168 169
170 170 171
178
Representando as classes por intervalos fechados à es-
querda, não teremos dúvidas quanto a seus limites inferiores
e superiores.
Podemos agora fazer a tabulação dos dados, registrando
na tabela as classes e seus pontos médios, e as freqüências.
Além da freqüência absoluta (F) e da relativa (Fr), pode-
mos representar a freqüência acumulada (Fa). Acumular
freqüências, na distribuição, significa adicionar a cada fre-
qüência as que lhe são anteriores.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização38
ALTURAS (CM) DE ESTUDANTES DA ESCOLA X
Classes Pm F Fa Fr
150 15
5
152,5 6 6 15
155 16
0
157,5 - 10 16 25
160 16
5
162,5 15 31 38
165 17
0
167,5 5 36 12
170 17
5
172,5 3 39 8
175 18
0
177,5 1 40 2
Total 40 100
Observando a tabela podemos responder a questões co-
mo:
Quantos são os estudantes com estatura inferior a 160
cm?
Que porcentagem de estudantes tem estatura igual ou
superior a 175 cm?
Quantos são os estudantes com estatura maior ou igual a
160 cm e menor que 175 cm?
Qual a porcentagem de estudantes com estatura abaixo
de 170 cm?
Respostas: a)16 b)2% c)23 d)90%
Finalizando, uma observação: o agrupamento em classes
muito grandes poderá levar a uma perda de pormenores;
podemos, então, optar pelo agrupamento em classes meno-
res e, conseqüentemente, por um maior número delas, desde
que isso não prejudique o estudo. Com a possibilidade do
uso de computadores, esta alternativa torna-se bastante
viável.
PRINCIPAIS TIPOS DE GRÁFICOS :
1. GRÁFICOS LINEARES OU DE CURVAS
São gráficos em duas dimensões, baseados na repre-
sentação cartesiana dos pontos no plano. Servem para re-
presentar séries cronológicas ou de localização (os dados
são observados segundo a localidade de ocorrência), sendo
que o tempo é colocado no eixo das abscissas (x) e os valo-
res observados no eixo das ordenadas (y).
Vendas da Companhia Delta
1971 a 1977
Ano Vendas (Cr$ 1.000,00)
230
260
380
300
350
400
450
Fonte: Departamento de Marketing da Companhia
Vendas da Companhia Delta
230 260
380
300
350
400
450
0
100
200
300
400
500
1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977
Anos
Vendas
(Cr$1.000,00)
2. GRÁFICO EM COLUNAS OU BARRAS
São representados por retângulos de base comum e
altura proporcional à magnitude dos dados. Quando dispos-
tos em posição vertical, dizemos colunas; quando colocados
na posição horizontal, são denominados barras. Embora
possam representar qualquer série estatística, geralmente
são empregados para representar as séries específicas ( os
dados são agrupados segundo a modalidade de ocorrência).
A) Gráfico em Colunas
População Brasileira ( 1940 – 1970)
Ano População
1940 41.236.315
1950 51.944.398
1960 70.119.071
1970 93.139.037
Fonte: Anuário Estatístico - 1974
População do Brasil
0
20000000
40000000
60000000
80000000
100000000
1940 1950 1960 1970
ANOS
População
B) Gráfico em Barras
Produção de Alho – Brasil (1988)
ESTADOS QUANTIDADES (t)
Santa Catarina 13.973
Minas Gerais 13.389
Rio Grande do Sul 6.892
Goiás 6.130
São Paulo 4.179
Fonte: IBGE
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização39
PRODUÇÃO DE ALHO - BRASIL- 1988
0 5.000 10.00
0
15.00
0
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
São Paulo
Estados
toneladas
3. GRÁFICO EM COLUNAS OU BARRAS MÚLTIPLAS
ESTE TIPO DE GRÁFICO É GERALMENTE EMPREGA-
DO QUANDO QUEREMOS REPRESENTAR, SIMULTÂNEA
MENTE, DOIS OU MAIS FENÔMENOS ESTUDADOS COM
O PROPÓSITO DE COMPARAÇÃO.
BALANÇA COMERCIAL
BRASIL – 1984 - 1988
ESPECIFI-
CAÇÃO
VALOR (US$ 1.000.000)
1984 1985 1986 1987 1988
27.0
05
13.9
16
25.6
39
13.1
53
26.2
24
14.0
44
22.3
48
15.0
52
33.789
14.605
Fonte: Ministério das Economia
1984
1985
1986
1987
1988
exportação
0
10.000
20.000
30.000
40.000
US$
MILHÃO
ANOS
BALANÇA COMERCIAL
BRASIL - 1984-88
4. GRÁFICO EM SETORES
É a representação gráfica de uma série estatística, em
um círculo, por meio de setores circulares. É emprega-
do sempre que se pretende comparar cada valor da série
com o total.
O total é representado pelo círculo, que fica dividido em
tantos setores quantas são as partes. Para construí-lo,
divide-se o círculo em setores, cujas áreas serão proporcio-
nais aos valores da série. Essa divisão poderá ser obtida por
meio de uma regra de três simples e direta.
Total ___________ 360º
Parte___________ x º
REBANHOS BRASILEIROS
1988
ES-
PÉCIE
QUANTIDADE
(milhões de cabeças)
BOVINOS 140
Suínos 32
Ovinos 20
Caprinos 11
Total 203
Fonte: IBGE
Temos:
Para Bovinos:
203 -------------360º
140 ------------- x
x = 248,2º x = 248º
Para Suínos:
203 ------------360º
32 ----------- y
y = 56,7º y = 57º
Para Ovinos:
203 -----------360º
20 ---------- z
z = 35,4º z = 35º
Para Caprinos:
203 ----------360º
11 ---------- w
w = 19,5º w = 20º
REBANHOS BRASILEIROS - 1988
16%
10%
5%
69%
Bovinos
Suínos
Ovinos
Caprinos
5. GRÁFICO POLAR
É a representação de uma série por meio de um polígono.
É o gráfico ideal para representar séries temporais cíclicas,
isto é, séries temporais que apresentam em seu desenvolvi-
mento determinada periodicidade, como, por exemplo, a
variação da precipitação pluviométrica ao longo do ano ou
da temperatura ao longo do dia, a arrecadação da Zona
Azul durante a semana, o consumo de energia elétrica du-
rante o mês ou o ano, o número de passageiros de uma
linha de ônibus ao longo da semana, etc.
O gráfico polar faz uso do sistema de coordenadas
polares.
PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA
MUNICÍPIO DE RECIFE – 1989
ME-
SES
PRECIPITAÇÃO (mm)
Janeiro 174,8
Fevereiro 36,9
Março 83,9
Abril 462,7
Maio 418,1
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização40
Junho 418,4
Julho 538,7
Agosto 323,8
Setembro 39,7
Outubro 66,1
Novembro 83,3
Dezembro 201,2
Fonte: IBGE
PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA
MUNICÍPIO DE RECIFE - 1989
0
200
400
600
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
1. traçamos uma circunferência de raio arbitrário (em particu-
lar, damos preferência ao raio de comprimento proporcional
à média dos valores da série; neste caso,
x = 124,5);
2. construímos uma semi-reta ( de preferência na horizontal)
partindo de O (pólo) e com uma escala (eixo polar);
3. dividimos a circunferência em tantos arcos quantas
forem as unidades temporais;
4. traçamos, a partir do centro O (pólo), semi-retas passan-
do pelos pontos de divisão;
5. marcamos os valores correspondentes da variável, inician-
do pela semi-reta horizontal (eixo polar);
6. ligamos os pontos encontrados com segmentos de reta;
7. se pretendemos fechar a poligonal obtida, empregamos
uma linha interrompida.
6. CARTOGRAMA
O cartograma éa representação sobre uma carta geo-
gráfica.
Este gráfico é empregado quando o objetivo é o de figurar
os dados estatísticos diretamente relacionados com áreas
geográficas ou políticas.
Distinguimos duas aplicações:
Representar dados absolutos (população) – neste caso,
lançamos mão, em geral, dos pontos, em número
proporcional aos dados.
Representar dados relativos (densidade) – neste caso,
lançamos mão, em geral, de Hachuras.
POPULAÇÃO PROJETADA DA
REGIÃO SUL DO BRASIL – 1990
ES-
TADO
POPULAÇÃO
(hab.)
Á
REA (km
2
)
D
ENSIDA-
DE
Paraná 9.137.700 199.324 45,8
Santa Catarina 4.461.400 95.318 46,8
Rio Grande do
Sul
9.163.200 280.674 32,6
Fonte: IBGE
7. GRÁFICOS PICTÓRICOS
SÃO GRÁFICOS ATRAVÉS DE FIGURAS QUE SIMBO-
LIZAM FATOS ESTATÍSTICOS, AO MESMO TEMPO QUE
INDICAM AS PROPORCIONALIDADES.
Por serem representados por figuras, tornam-se atraentes
e sugestivos, por isso, são largamente utilizados em publici-
dades.
Regras fundamentais para a sua construção:
Os símbolos devem explicar-se por si próprios;
As quantidades maiores são indicadas por meio de um
número de símbolos, mas não
por um símbolo maior;
Os símbolos comparam quantidades aproximadas, mas
detalhes minunciosos;
Os gráficos pictóricos só devem ser usados para compa-
rações, nunca para afirma-
ções isoladas.
PRODUÇÃO BRASILEIRA DE VEÍCULOS
1972 – 1975 (dados fictícios)
A
NO
PRODU-
ÇÃO
1972 9.974
1973 19.814
1974 22.117
1975 24.786
ANOS
1975
1974
1973
1972
PRODUÇÃO
= 5.000 unidades
GRÁFICOS ANALÍTICOS
Os gráficos analíticos são usados tipicamente na
representação de distribuições de freqüências simples e
acumuladas.
1. HISTOGRAMA
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização41
•
É a representação gráfica de uma distribuição de fre-
qüências por meio de retângulos justapostos , onde no eixo
das abscissas temos os limites das classes e no eixo das
ordenadas os valores das freqüências absolutas (fi)
2. POLÍGONO DE FREQÜÊNCIAS
É um gráfico de linhas que se obtém unindo-se os pontos
médios dos patamares dos retângulos do HISTOGRAMA .
Classes PM f i fr f% fa fra f%a
30 |--- 40 35 4 0,08 8 4 0,08 8
40 |--- 50 45 6 0,12 12 10 0,20 20
50 |--- 60 55 8 0,16 16 18 0,36 36
60 |--- 70 65 13 0,26 26 31 0,62 62
70 |--- 80 75 9 0,18 18 40 0,80 80
80 |--- 90 85 6 0,12 12 46 0,92 92
90 |--- 100 95 4 0,08 8 50 1,00 100
ΣΣΣΣ 50 1,00 10
0
OBSERVAÇÕES:
a) O HISTOGRAMA e o POLÍGONO DE FREQÜÊNCIAS, em
termos de fi , fr e f% têm exatamente o mesmo aspecto, mu-
dando apenas a escala vertical;
b) Observe que, como o primeiro valor da tabela é bem maior
que zero, adotamos aproxima-lo do zero através da conven-
ção:
30
3. POLÍGONO DE FREQÜÊNCIAS ACUMULADAS OU
OGIVA DE GALTON
É a representação gráfica que tem no eixo das abscissas
os limites das classes e no eixo das ordenadas as freqüên-
cias acumuladas (fa ou f%a )
NOTA: Para obtermos o valor da mediana de uma série de
valores em dados agrupados usamos uma fórmula, porém,
através do gráfico de freqüências acumuladas (OGIVA DE
GALTON) podemos obter esse valor.
EXEMPLO: Seja a distribuição:
Classes fi fa
02 |---- 04 3 3
04 |---- 06 5 8
06 |---- 08 10 18
08 |---- 10 6 24
10 |---- 12 2 26
CONSTRUIR A OGIVA DE GALTON E, A PARTIR DOS
DADOS, DETERMINE O VALOR DA MEDIANA DA SÉRIE.
Para obtermos a mediana, a partir da OGIVA DE GALTON,
tomamos em fa = 26 a freqüência percentual que irá corres-
ponder à 100% ou seja, f%a = 100.
Como a mediana corresponde ao termo central, localizamos
o valor da fa que corresponde à 50% da f%a, que neste caso,
é fa = 13. A mediana será o valor da variável associada a
esse valor no eixo das abscissas ou seja, Md = 7
CÁLCULO DA MODA PELA FÓRMULA DE PEARSON
M o ≅≅≅≅ 3 . Md – 2. x
Segundo PEARSON, a moda é aproximadamente igual à
diferença entre o triplo da mediana e o dobro da média. Esta
fórmula dá uma boa aproximação quando a distribuição
apresenta razoável simetria em relação à média.
Exemplo: Seja a distribuição:
Classes PM fi fa PM . fi
02 |---- 04 3 3 3 9
04 |---- 06 5 5 8 25
06 |---- 08 7 10 18 70
08 |---- 10 9 6 24 54
10 |---- 12 11 2 26 22
∑∑∑∑ 26 180
Classe Modal e Classe Mediana
06 |---- 08
Determine a Moda pela fórmula de CZUBER e pela fórmula
de PEARSON.
I) Cálculo da média :
6,92
26
180
n
f.PM
x
i
≅==
∑ x = 6,92
II) Cálculo da mediana:
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização42
a) posição da mediana : P = n/2 = 26/2
P = 13ª posição obtida na coluna fa que corresponde
à 3ª classe;
b) Li = 6 , ‘fa = 8 ,
fi = 10 , h = 8 – 6 = 2
c) Md = 162.
10
8)-(13
6h.
f
)f'-(P
Li
i
a +=+=+
Md = 7
III) Cálculo da moda pela fórmula de CZUBER:
Classe modal = Classe de freqüência máxima = 3ª classe
(6 |--- 8)
Li = 6 , ∆1 = 10 – 5 = 5 ,
∆2 = 10 – 6 = 4 , h = 8 – 6 = 2
Mo = Li + h.
21
1
∆+∆
∆
=
6 +
45
5
+
. 2 = 6 + 1,11... ≅≅≅≅ 7,11
Mo ≅≅≅≅ 7,11
IV) Cálculo da moda pela fórmula de PEARSON:
M o ≅≅≅≅ 3.Md – 2. x
M o = 3 . 7 – 2 . 6,92 = 21 – 13,84 = 7,16
Mo ≅≅≅≅ 7,16
MEDIDAS DE UMA DISTRIBUIÇÃO
Há certas medidas que são típicas numa distribuição: as
de tendência central (médias), as separatrizes e as de dis-
persão.
MÉDIAS
Consideremos, em ordem crescente, um rol de notas ob-
tidas por alunos de duas turmas (A e B):
Turma A: 2 3 4 4 5 6 7 7 7 7 8
Turma B: 2 3 4 4 4 5 6 7 7 8 9
Observemos para cada turma:
valor que ocupa a posição central:
O valor que aparece com maior freqüência:
O quociente da somatória ( ∑ ) dos dados (x) pela
quantidade de dados (n):
n
X∑
Turma A:
11
60
11
87777654432
=
++++++++++
= 5,45
Turma B:
11
59
11
98776544432
=
++++++++++
= 5,36
Colocando estes três valores lado a lado, temos:
Turma Posição
central
Maior freqüência
n
X∑
A 6 7 5,45
B 5 4 5,36
Observando os resultados, podemos afirmar que a turma
A teve melhor desempenho que a turma B. Esses três valores
caracterizam as distribuições. São chamados valores típicos.
Eles tendem a se localizar em um ponto central de um con-
junto de dados ordenados segundo suas grandezas, o que
justifica a denominação medidas de tendência central ou
médias.
O valor que ocupa a posição central chama-se mediana
(Md):
Para a turma A, a mediana é 6: Md = 6.
Para a turma B, a mediana é 5: Md = 5
O valor que aparece com maior freqüência chama-se mo-
da (Mo):
Para a turma A, a moda é 7: Mc = 7.
Para a turma B, a moda é 4: Mc = 4.
O quociente da soma dos valores pela quantidade chama-
se média aritmética (Ma):
Para a turma A, a média aritmética é Ma =5,45
Para a turma B, a média aritmética é Ma =5,36.
Portanto, mediana, moda e média aritmética são medidas
de tendência central ou médias da distribuição.
Existem outros tipos de média, como a média geométrica
e a harmônica, que não constarão deste capítulo por não
serem muito utilizadas neste nível de ensino.
Média aritmética
A média aritmética (Ma) é a medida de tendência central
mais conhecida. Já sabemos que ela é o quociente da soma
dos valores (∑ x) pela quantidade deles (n).
Exemplo 1: Consideremos os dados abaixo:
18 17 17 16 1615 15 15 14 14
13 13 13 13 1312 12 12 11 11
A quantidade de dados é:
n = 20
A soma dos dados é:
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização43
∑ x = 18 + 17 + 17 + 16 + 16 + 15 + 15 + 15 + 14 +
+ 14 + 13 + 13 + 13 + 13 + 13 + 12 + 12 +12 +
+ 11 + 11 = 280
A média aritmética é:
Ma = ⇒=
∑
20
280
n
X
Ma = 14
Exemplo 2: Consideremos os mesmos dados do exemplo
1 dispostos em uma distribuição por freqüência:
x F
18
17
16
15
14
13
12
11
1
2
2
3
2
5
3
2
Total 20
Veja que o número de observações é igual ao da soma
das freqüências: n = F = 20.
∑ x =18 + 17 + 17 + 16 + 16 + 15 + 15 + 15 +
+ 14 + 14 + 13 + 13 + 13 + 13 + 13 + 12 +
=12 + 12 + 11 + 11
∑ x = 1 .18 + 2.17 + 2.16 + 3.15 + 2.14 +
+5.13 + 3.12 + 2.11
Os fatores que multiplicam os dados são as freqüências
que aparecem na tabela da distribuição. Logo:
Ma =
n
X∑
∑
∑=
F
Fx
As relações se eqüivalem:
Ma =
n
X∑ e
∑
∑=
F
Fx
Ma
Na prática, quando temos a distribuição por freqüência,
acrescentamos à tabela uma coluna com os produtos Fx de
cada valor pela sua freqüência:
x F Fx
18
17
16
15
14
13
12
11
1
2
2
3
2
5
3
2
18
34
32
45
28
65
36
22
Total 20 280
Ma = ⇒
20
280
Ma = 14
Muitas vezes, são associados aos dados certos fatores de
ponderação (pesos), que dependem do significado ou da
importância que se atribui ao valor. No exemplo acima, a
cada dado está associada sua freqüência. Ë comum nas
escolas obter-se a média do aluno pela ponderação das no-
tas das provas.
Exemplo 3: Numa determinada escola, no primeiro se-
mestre, o prol’ ‘~sor de Matemática aplicou a seus alunos três
provas: a primeira de álgebra, a segunda de geometria e a
terceira exigindo toda a matéria. Considerou peso 2 para a
última prova e peso 1 para as duas primeiras.
Um aluno obteve as seguintes notas:
primeira prova ____ 8,0
segunda prova ____ 5,0
terceira prova ____ 7,0
Qual é a média do aluno?
Solução:
média é: 75,6
4
27
211
(7,0.2)(5,0.1)(8,0.1)
==
++
++
Temos então um exemplo de média aritmética ponderada
(Mp).
No exemplo 2, os fatores de ponderação são as freqüên-
cias dos dados. No exemplo 3, são os pesos atribuídos às
provas.
A média ponderada é usada quando já temos os dados
dispostos em tabelas de freqüência ou quando a ponderação
dos dados já é determinada.
Cálculo da média aritmética para dados agrupados em
classes
Quando, numa distribuição por freqüência, os dados estão
agrupados cm classes, são considerados coincidentes com
os pontos médios das classes às quais pertencem. Para o
cálculo da Ma, usaremos os produtos dos pontos médios
pelas freqüências de cada classe (Pm . F). Acrescentamos,
então, à tabela dada a coluna Pm . F.
Exemplo 4: Seja a tabela que nos dá a altura (x) dos es-
tudantes de uma classe de primeiro grau:
h = 5 x (cm) Pm F
150 155 152,5 6
155 160 157,5 9
160 165 162,5 16
165 170 167,5 5
170 175 172,5 3
175 180 177,5 1
Total 40
Queremos, a partir da tabela, calcular a média aritmética.
Solução: Completando a tabela, com a coluna Pm .
F. temos:
h = 5 x (cm) Pm F Pm.F
150 15
5
152,5 6 915,0
155 16
0
157,5 9 1417,5
160 16
5
162,5 16 2600,0
165 17
0
167,5 5 837,5
170 17
5
172,5 3 517,5
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização44
175 18
0
177,5 1 177,5
Total ∑F=40 ∑Pm.F=6465,
0
∑
∑ ⋅
=
F
FPm
Ma
Ma =
40
6465
Ma = 161,625 cm
Este é o cálculo da média aritmética pelo chamado pro-
cesso longo.
Podemos, no entanto, calcular a Ma, sem cálculos demo-
rados, utilizando o processo breve. Para isso, devemos com-
preender o conceito de desvio (d), que é a diferença entre
cada dado e a Ma. O desvio também pode ser chamado de
afastamento.
No exemplo que acabamos de ver, os dados estão agru-
pados em classes; são, portanto, considerados coincidentes
com os pontos médios das classes às quais pertencem. Os
desvios são:
d = α. F, onde α = Pm — Ma.
Neste exemplo:
(α) (α.F)
152,5 — 161,625 = —9,125 —54,75
157,5 — 161,625 = —4,125 —37,125
162,5 — 161,625 = 0,875 14,0
167,5 — 161,625 = 5,875 29,375
172,5 — 161,625 = 10,875 32,625
177,5 — 161,625 = 15,875 15,875
A soma algébrica dos desvios é:
∑αF= —91,875 + 91,875=0
Esta propriedade pode ser usada para o cálculo da Ma
pelo processo breve: A soma algébrica dos desvios dos valo-
res de uma série em relação à Ma é nula.
Podemos, então, calcular a média aritmética sem recorrer
a cálculos demorados. Primeiro, indicamos o ponto médio de
uma das classes como uma suposta média aritmética (Ms).
Em geral, escolhemos o da classe que apresenta a maior
freqüência, para que o desvio (Ma — Ms) seja o menor pos-
sível. Calculamos, a seguir, esse fator de correção (C = Ma
— Ms).
Se C = 0 ⇒ Ma = Ms. Caso contrário, estaremos depen-
dendo de um fator de correção para mais ou para menos.
Se os intervalos de classe têm a mesma amplitude h, to-
dos os desvios Pm — Ms podem ser expressos por c .h, onde
h é a amplitude e c pode ser um número inteiro negativo (se o
Pm considerado está abaixo da Ms) ou um inteiro positivo (se
o Pm está acima da Ms).
Consideremos a tabela do exemplo 4, e calculemos a Ma
pelo processo breve. Vamos escolher o Pm da classe de
maior freqüência como a suposta média:
Ms = 162,5
Os desvios em relação à Ms são:
152,5- 162,5= -10 = -2.5 = -2. h ⇒ c = -2
157,5- 162,5= -5 = -1.5 = -1. h ⇒ c = -1
162,5- 162,5= 0 = 0.5= 0 . h ⇒ c = 0
167,5- 162,5= 5 = 1.5= 1 . h ⇒ c = 1
172,5- 162,5= 10= 2.5= 2 . h ⇒ c = 2
177,5- 162,5= 15= 3.5= 3 . h ⇒ c = 3
Os valores obtidos para c são: - 2, - 1, 0, 1, 2, 3. Esses
números seriam iguais a α se Ms fosse a média aritmética.
Acrescentando à tabela os valores de c e de c . F:
x Pm F c c.F
150 15
5
152,5 6 -2 -12
155 16
0
157,5 9 -1 -9
160 16
5
162,5 16 0 0
165 17
0
167,5 5 1 5
170 17
5
172,5 3 2 6
175 18
0
177,5 1 3 3
Total ∑F=40 ∑cF=-7
Considerando-se os quarenta dados, o erro verificado é
—7. A soma algébrica dos desvios deveria ser nula se Ms =
Ma. Logo, o fator de correção é C =
40
7−
ou seja, C = —
0,175.
Se:
Ma — Ms = 0 ⇒ Ma — 162,5 = —0,175 ou
Ma = 162,5 + (—0,175) ∴ Ma = 161,625
Vamos construir o histograma da distribuição e traçar uma
perpendicular ao eixo das abscissas passando pelo ponto
correspondente à Ma.
A linha obtida equilibra o histograma, dividindo-o em duas
partes de áreas iguais.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização45
Todos os histogramas de distribuições normais são mais
ou menos simétricos em relação à Ma. Os dados de maior
freqüência se aproximam da Ma.
Você deve ter notado que a média aritmética é um valor
que engloba todos os dados. Se houver dados discrepantes,
eles influirão no valor da Ma.
Exemplo 5: A média aritmética de : 2, 2, 3, 3, 3, 4, 15 é:
57,4
7
32
7
15433322
==
++++++
Podemos notar aqui que a discrepância entre os dados,
levou a uma media aritmética maior do que os seis primeiros
valores; maior, portanto, do que a maioria deles.
Mediana
Mediana é o valor que divide a distribuição ao meio de tal
modo que 50% dos dados estejam acima desse valor e os
outros 50% abaixo dele.
Exemplo 6: Sejam as nove observações:
Mediana é o número que tem antes e depois de si a
mesma quantidade de valores. Quando a quantidade de
observações é um número par, a mediana é a média aritméti-
ca dos valores centrais.
Exemplo 7: Sejam as seis observações:
10 11 15 17 18 20
Nesse caso, a mediana e:
⇒=
+
16
2
1715
Md = 16
Você já sabe encontrar a mediana pelo processo gráfico,
pela construção da ogiva porcentual. Agora veremos outro
modo de obtê-la. A mediana é o valor central; sua posição é
definida por:
P =
2
1n +
Nessa expressão n é o número de observações.
No exemplo 6, n = 9; portanto, a posição da mediana é P
=
2
19 +
ou P = 5: a mediana é o quinto termo.
No exemplo 7, n = 6 ⇒ P =
2
16 +
= 3,5. A mediana está,
assim, entre o terceiro e o quarto termos.
Em geral, a média aritmética de uma distribuição não co-
incide com a mediana. A mediana é um valor que não sofre
influência dos valores extremos e a média aritmética envolve
todos os dados.
Cálculo da mediana de uma distribuição por freqüência
Exemplo 8: Consideremos a seguinte distribuição:
Diária (Cz$) Número de operá-
rios
Fa
200,00
250,00
300,00
350,00
5
8
4
1
5
13
17
18
Determinar a mediana dessa distribuição, em que temos
as diárias dos operários de uma fábrica.
Solução: Procuremos a posição da mediana pela fórmula:
P =
2
1n +
São 18 operários: n = 5 + 8 + 4 + 1; logo:
P =
2
118 +
⇒ P = 9,5
A mediana está entre o nono e o décimo dado (operários).
Observemos que a Fa imediatamente superior a 9,5 é 13, e
corresponde à diária de R$250,00. A mediana está entre os
oito operários que recebem essa diária. A diária mediana é:
Md = R$250,00
De fato, se colocássemos os operários em fila, por ordem
de diária, teríamos:
5 operários com diárias de R$200,00
8, com diárias de R$250,00
Exemplo 9: Consideremos a distribuição:
h = 5 Classe F Fa
10 15 2 2
15 20 4 6
20 25 10 49
25 30 6 22
30 35 3 25
Total 25
Calculando a mediana, P =
2
125 +
⇒ P = 13, verifica-
mos que ela é o 13.0 termo. Está, portanto, na terceira clas-
se.
A freqüência acumulada imediatamente superior a 13 é
16, que corresponde à terceira classe, em que a freqüência é
10. O 13.º termo está entre os 10 da terceira classe. Logo, a
mediana está entre 20 e 25. Os 10 elementos estão na ampli-
tude 5 (h = 25 — 20). A diferença (a) entre P e a Fa da
classe imediatamente anterior à terceira é
13 — 6 = 7 ⇒ a = 7.
Veja o esquema:
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização46
À distância entre 20 e a mediana chamaremos x. Na dis-
tância x, temos 7 elementos. Na amplitude 5, temos 10 ele-
mentos. Podemos armar a proporção:
⇒=
10
5
7
x
x = 3,5
Logo:
Md = 20 + 3,5
Md = 23,5
Se os dados estão agrupados em classes, podemos veri-
ficar a que classe pertence a mediana calculando o valor P =
2
1n +
. A mediana pertence à classe cuja Fa é imediatamente
superior a P.
Se Fa = P, a mediana é o limite superior da classe com
essa freqüência acumulada.
Se P ≠ Fa, calculamos d P — Fa (Fa imediatamente supe-
rior à P).
Armamos então a proporção:
F
h
d
x
=
F é a freqüência da classe à qual pertence a mediana;
h é a amplitude da classe;
x é o número que somado ao limite inferior da classe em
questão nos dará a mediana.
F
hd
x
⋅
=
F
hd
LiMd
⋅
+=
Essa é a fórmula usada para o cálculo da mediana de
uma distribuição por freqüência com dados acumulados em
classes.
Exemplo 10: Consideremos a tabela do exemplo 4, deste
capítulo, e calculemos a mediana.
Solução: P =
2
1n +
⇒ ⇒=
2
41
P P = 20,5
A mediana está entre o 20.º e o 21.º termos. A freqüência
acumulada imediatamente superior a 20,5 é a da terceira
classe. A Md é um valor entre 160 e 165 cm.
A Md está entre os 16 dados:
A Fa está entre 15 e 31: d = 20,5 — 15 ⇒ d = 5,5
A amplitude da classe é h = 5
F
hd
160Md
⋅
+=
16
55,5
160Md
⋅
+=
Md = 160+1,71
Md = 161,71 cm
Vamos construir o histograma da distribuição, localizando
a Ma e a Md:
Moda
A moda de um conjunto de números é o valor que ocorre
com maior freqüência. A moda pode não existir, e se existir
pode não ser única.
Exemplo 11: O conjunto de números 2, 2, 5, 7, 9, 9, 9, 10,
11, 12, 18 tem moda 9.
Exemplo 12: No conjunto 3, 5, 7, 9, 10, li, todos os dados
têm a mesma freqüência. Não existe nenhum valor que apre-
sente maior freqüência do que os outros. Ë um caso em que
a moda não existe.
Exemplo 13: Seja o rol de dados: 3, 3, 4, 4, 4, 5, 6, 7, 7, 7,
8, 9. Os números 4 e 7 apresentam freqüência 3, maior que a
dos demais. Nessa distribuição há, portanto, duas modas: 4 e
7.
Uma distribuição com duas modas é denominada bimo-
dal.
A rigor, a moda não é uma medida empregada para um
pequeno número de observações. Existem fórmulas para o
cálculo da moda, mas, na prática, ela é determinada pelo
valor ou pela classe que apresenta maior freqüência. Neste
último caso, ela é chamada classe modal, e seu ponto médio
é a moda bruta, que representa uma aproximação da moda.
Pode-se obter a moda de uma distribuição a partir de seu
histograma.
Exemplo 14: Considerando os dados do exemplo 4, va-
mos encontrar a moda:
Solução:
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização47
Considera-se a abscissa do ponto de intersecção dos
segmentos CA e BD.
Numa distribuição com dados agrupados, para a qual se
construiu uma curva de freqüência, a moda é o valor (ou os
valores) que corresponde ao ponto de ordenada máxima
(ponto mais alto da curva).
Exemplo 15: Seja a distribuição do exemplo 4, deste capí-
tulo, que nos dá a altura dos estudantes de uma classe de
primeiro grau. Calculamos Ma = 161,625 cm (no exemplo 4),
Md = 161,71 cm (no exemplo 10) e encontramos a Mo pelo
processo gráfico (exemplo 14). Representemos os três valo-
res no mesmo gráfico:
As medidas que acabamos de estudar (Ma, Md e Mo) têm
a tendência de se localizar no centro da distribuição. Em
distribuições em que as curvas são simétricas, as três são
coincidentes (distribuição normal). Para curvas assimétricas,
o matemático Pearson verificou que a distância entre a Ma e
a Mo é três vezes maior que a distância entre a Ma e a Md:
Ma — Mo = 3 (Ma — Md)
Isolando Mo:
Mo = 3 Md — 2 Ma
Essa é a fórmula empírica de Pearson.
Exemplo 16: Na distribuição do exemplo anterior, Ma =
161,625 e Md = 161,71. Calcular o valor da Mo.
Mo = 3 Md — 2 Ma
Mo = 3.161,71 — 2.161,625 = 161,88 ⇒ Mo = 161,88
DESVIO PADRÃO
O desvio padrão é a medida mais usada na comparação
de diferenças entre grupos, por ser a mais precisa. Ele de-
termina a dispersão dos valores em relação à média.
Exemplo 7: Consideremos os pesos de 20 crianças re-
cém-nascidas, numa cidade X: 10 meninos e 10 meninas.
Meninos Peso (g) Meninas Peso (g)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
3 750
3 750
3 350
3 250
3 250
3100
3 150
3 100
3 350
3 350
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
3 000
3 300
3 200
3 250
3 100
3100
3 300
3 000
3 100
3 150
As médias aritméticas dos pesos são:
meninas: 3150g meninos: 3340g
Podemos observar que o peso dos meninos é em média
maior que o das meninas.
Calculemos os desvios e seus quadrados:
Meninos Peso d d
2
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
3 750
3 750
3 350
3 250
3 250
3 100
3 150
3 100
3 350
3 350
410
410
10
—90
—90
—240
—190
—240
10
10
168 100
168 100
100
8 100
8 100
57 600
36 100
57 600
100
100
Meninas Peso d d
2
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
3 000
3 300
3 200
3 250
3 100
3 100
3 300
3 000
3 100
3 150
—150
150
50
100
—50
—50
150
—150
—50
0
22 500
22 500
2 500
10 000
2500
2 500
22 500
22 500
2 500
0
A média aritmética dos quadrados dos desvios chama-se
variância. Calculemos as variâncias das duas distribuições.
Para os meninos:
50400
10
10036.2600572.1008100.3100.2168
=
++++
Para as meninas:
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização48
11000
10
110000
10
100002500.422500.4
==
++
A raiz quadrada da variância é o desvio padrão.
Calculemos os desvios padrões de cada uma das distribu-
ições:
para os meninos _____ s1 = 50400 = 224,5 g
para as meninas _____ s2 = 11000 = 104,9g
Comparando os dois valores, notamos que a variabilidade
no peso dos meninos é maior que no das meninas (s1 > s2).
O desvio padrão é a medida de dispersão mais utilizada
em casos de distribuições simétricas. Lembramos que, grafi-
camente, distribuições desse tipo se aproximam de uma
curva conhecida como curva nórmal ou curva de Gauss:
O desvio padrão tomado com os sinais - e + ( - s e +s) de-
fine em torno da média aritmética uma amplitude (2s) chama-
da zona de normalidade. Processos matemáticos indicam
que 68,26% dos casos se situam nessa amplitude.
Exemplo 8: Considerando os resultados do exemplo 7 a
respeito do peso das meninas: Ma = 3 150 g e s = 104,9 g,
calcular a zona de normalidade.
Solução: Devemos encontrar um intervalo de amplitude
2s, em torno da Ma:
Ma + s = 3 150 + 104,9 = 3254,9 g
Ma - s = 3 150 - 104,9 = 3005,1 g
Serão consideradas dentro da normalidade todas as me-
ninas com pesos entre 3 005,1 g e 3 254,9 g.
Exemplo 9: Consideremos a seguinte tabela:
NOTAS DE MATEMÁTICA DE UMA CLASSE X
Notas Pm F
0 2,0
2,0 4,0
4,0 6,0
6,0 8,0
8,0 10,0
1,0
3,0
5,0
7,0
9,0
3
9
16
8
4
∑ F = 40
Calcular:
a média aritmética;
o desvio padrão;
a zona de normalidade (e representá-la em um polígono de
freqüência).
Solução:
a) Para o cálculo da Ma, vamos construir uma tabela
que nos auxilie:
h = 2 Notas Pm F α α.F
0 2,0 1,0 3 -2 -6
2,0 4,0 3,0 9 -1 -9
4,0 6,0 5,0 16 0 0
6,0 8,0 7,0 8 1 8
8,0 10,0 9,0 4 2 8
∑F=40 ∑αF=1
Ma = Pm + h.
F
F
∑
∑ ⋅α
Ma = 5,0 + 2 .
40
1
Ma = 5,0 + 0,050
Ma = 5,05
Para o cálculo do desvio padrão, vamos calcular os desvios
(d = Pm — Ma) e acrescentar à tabela dada as colunas
d, d
2
, d
2
F:
h = 2 notas Pm F d d
2
d
2
F Ma =
5,05
01 2,0
2,01 4,0
4.01 6.0
6,01 8,0
8,0
10,0
1.0
3,0
5,0
7,0
9.0
3
9
16
8
4
-
4,05
-
2,05
-
0,05
1,95
3,95
16,40
4,20
0,0025
3,80
15,60
49,2
0
37,8
0
0,04
30,4
0
62,4
0
∑F=40 ∑d
2
F= 179,84
∑
∑=
F
Fd
s
2
40
84,179
s =
50,4s =
s = 2,12
Cálculo da zona de normalidade:
Ma - s = 5,05 - 2,12 ⇒ Ma - s = 2,93
Ma + s = 5,05 + 2,12 ⇒ Ma + s = 7,17
A zona de normalidade inclui, portanto, notas de 2,93 a
7,17.
BIBLIOGRAFIA
Estatística Fácil –Editora Ática
Introdução à Estatística – Editora Saraiva
Introdução à Estatística – Editora Ática
PROBABILIDADE DISCRETA
Probabilidade discreta é um conceito matmeático que po-
de ser visto como a frequência de ocorrência de elementos
com certa propriedade em um conjunto.
Definição (Probabilidade discreta) Seja $X = { x_1,
cdots, x_n }$, $n geq 1$, um conjunto finito. Uma função $p
: {mathcal P}(X) to [0, 1]$ é uma probabilidade discreta so-
bre X se as seguintes condições são satisfeitas:
$p(emptyset) = 0$ e $p(X) = 1$; e
se $X_1 subseteq X$ e $X_2 subseteq X$ são tais que
$X_1 cap X_2 = emptyset$, então $p(X_1 cup X_2) =
p(X_1) + p(X_2)$.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização49
Para simplificar a notação, sempre que o conjunto $X$ es-
tiver claro pelo contexto, uma probabilidade discreta $p$
sobre $X$ será referenciada somente por probabilidade.
Ainda por simplicidade de notação, escrevemos $p_i$ ou
$p(x_i)$ para representar $p({ x_i })$, que indica a propabili-
dade do conjunto singular ${ x_i }$, $x_i in X$. Feitas a
definição formal e as simplificações convenientes na notação,
podemos buscar uma interpretação apropriada aos termos
empregados. Em primeiro lugar, o termo "discreta" usado
para classificar a probabilidade definida destaca o fato de o
conjunto $X$ possuir uma bijeção com um número natural
(por conveniência, indexamos os elementos de $X$ com
números naturais de 1 a $n$, mas isso não nos impede de
perceber a existência de uma bijeção com, por exemplo, $n-
1$). Partindo, portanto, de um conjunto enumerável $X$,
estabelece-se uma função que associa um número a cada
um dos subconjuntos de $X$, também denominados de even-
tos. Para que essa função seja uma probabilidade, são im-
postas algumas condições. Primeiramente, o número associ-
ado a cada subconjunto (evento) deve ser um número real
(novamente o conjunto dos números reais, do qual continua-
mos a supor a existência). Mas isso não basta para caracteri-
zar uma probabilidade, pois as duas condições também pre-
cisam ser satisfeitas. Em particular, observe que a segunda
delas é equivalente a
$p(X') = sum_{x_i in X'} p_i$,
de onde decorre que $p(X) = sum_{x_i in X} p_i$. Como
$p(X) = 1$, temos $sum_{x_i in X} p_i = 1$.
Fica evidente pela definição que, dado um conjunto $X$,
há diversas probabilidades distintas que podem ser definidas
sobre $X$. O exemplo mais imediato de uma probabilidade é
a função tal que $p_i = p_j$, para quaisquer $i, j in { 1, 2,
ldots, n }$, o que estabelece que cada subconjunto singular
de $X$ tem exatamente a mesma frequência de ocorrência.
Naturalmente, essa função é tal que $p_i = 1/n$, para todo $i
in { 1, 2, cdots, n }$. Observe que, nesse caso, $p(X') =
|X'|/|X|$, para todo $X' subseteq X$. Essa probabilidade é
conhecida como probabilidade de Laplace.
Funções de probabilidade encontram aplicação na deter-
minação da "frequência de ocorrência" de elementos de cada
subconjunto de $X$ em experimentos em que um subconjun-
to de $X$ é escolhido aleatoriamente. Em tal tipo de experi-
mento, o conjunto $X$ é formado pelos possíveis resultados
do experimento. Nesse contexto, para cada $x_i in X$, o
valor $p_i$ pode ser interpretado da seguinte forma: se reali-
zarmos o experimento um número suficientemente grande de
vezes, obteremos o resultado $x_i$ em uma razão dada por
$p_i$. Assim sendo, quanto maior o valor atribuído por uma
função de probabilidade a um certo subconjunto, maiores são
as "chances" de um elemento desse subconjunto ser escolhi-
do no experimento, e vice-versa. Vamos considerar os se-
guintes exemplos ilustrativos de tal aplicação.
Exemplo Lança-se uma moeda, que pode cair em cara
ou coroa. Definindo $X = { cara, coroa }$, podemos verificar
que a função $p : X to [0, 1]$ tal que $p(emptyset) = 0$,
$p(cara) = 1/2$, $p(coroa) = 1/2$ e $p(X) = p(cara) +
p(coroa)$ é uma probabilidade. De fato, trata-se da probabili-
dade de Laplace. Sempre que a chance de obtenção de cara
ou coroa no lançamento da moeda for dada por essa função
$p$, dizemos que a moeda é não-viciada. Caso contrário,
estamos diante de uma moeda viciada.
Exemplo Ao jogar um dado, obtemos um número do con-
junto ${1,2,3,4,5,6}$. Se $p$ é uma função que atribui 0 ao
conjunto vazio, o valor $p_i = frac{1}{6}$ a cada número $i$
entre 1 e 6, e o valor $sum_{x_i in X'} p_i$ para cada sub-
conjunto $X'$ de ${1,2,3,4,5,6}$, então $p$ é uma probabili-
dade. Para convencer-se desse fato, basta verificar que
$p({1,2,3,4,5,6}) = 1$. Assim como no exemplo da moeda, a
probabilidade assim definida (que é a probabilidade de Lapla-
ce para este caso) identifica um dado não-viciado, enquanto
qualquer outra probabilidade corresponde a um dado viciado.
Exemplo Temos $C_5^{52}$ possíveis jogos de pôquer
em um baralho. A probabilidade de Laplace de se obter uma
mão com quatro ases é de
$frac{C_1^{48}}{C_5^{52}}=0.0000185$, pois são 48 os jogos
que são formados com quatro ases.
Algumas propriedades das probabilidades podem ser de-
rivadas diretamente da definição. Vejamos dois exemplos
onde $X = { x_1, cdots, x_n }$ e $p : mathcal P(X) to [0,
1]$ é uma probabilidade.
Lema Se $X'' subseteq X$ e $X' subset X''$, então
$p(X') = p(X'') - p(X'' - X')$.
Demonstração: Consequência direta das propriedades da
definição de probabilidade e do fato $X'' = X' cup (X'' - X')$.
$Box$
Lema Se $X' subseteq X$, então $p(X') = 1 - p(X - X')$.
Demonstração: Como $X' cap (X - X') = emptyset$, po-
demos usar a segunda propriedade da definição de probabili-
dade para obter $p(X) = p(X') + p(X - X')$. Logo, como $p(X)
= 1$, temos o resultado desejado. $Box$
Uma outra propriedade de probabilidade complementa a
definição, no sentido que indica a probabilidade da união de
subconjuntos não-disjuntos. Mais especificamente, tomemos
dois subconjuntos $X_1$ e $X_2$ de $X$, supondo que
$X_1 cap X_2 ne emptyset$. De forma semelhante ao ra-
ciocínio adotado nas demonstrações que acabamos de apre-
sentar, escrevemos $X_1 cup X_2 = X_1 cup (X_2 - X_1)$,
obtendo $p(X_1 cup X_2) = p(X_1) + p(X_2 - X_1)$. Em
seguida, escrevemos $X_2 - X_1 = X_2 - (X_2 cap X_1)$, do
que deduzimos, à luz do Lema, que $p(X_2 - X_1) = p(X_2) -
p(X_2 cap X_1)$. Juntando as peças, chegamos a $p(X_1
cup X_2) = p(X_1) + p(X_2) - p(X_1 cap X_2)$, igualdade
que também pode ser derivada usando-se um raciocínio
análogo ao Princípio da Inclusão e Exclusão. Vejamos como.
Sabendo que $p(X_1) = sum_{x_i in X_1} p_i$ e $p(X_2) =
sum_{x_i in X_2} p_i$, quando fazemos $p(X_1) + p(X_2)$,
os termos referentes aos elementos de $X_1 cap X_2$ apa-
recem duas vezes no somatório resultante. Assim sendo,
$p(X_1 cup X_2) = p(X_1) + p(X_2) - p(X_1 cap X_2)$.
Usando qualquer desses raciocínios, de maneira indutiva,
para $r$ subconjuntos de $X$, chegamos ao seguinte resul-
tado.
Teorema Se $X_1, X_2, cdots, X_r$ são subconjuntos de
$X$, então
$p(X_1 cup X_2 cup cdots cup X_r) = sum_{1 leq j leq
r} left( (-1)^{j + 1} sum_{1 leq i_1 < cdots < i_j leq r}
p(X_{i_1} cap X_{i_2} cap cdots cap X_{i_j}) right)$
Exemplo Considere um conjunto de 100.000 pessoas,
onde 51.500 são homens e 48.500 são mulheres. Entre os
homens, suponha que 9.000 são loiros e entre as mulheres
30.200 são loiras. Suponha que devemos escolher uma pes-
soa aleatoriamente. A probabilidade de Laplace $p$ de cada
um ocorrer é $frac{1}{100000}$. Considere os conjuntos
formados por todos os homens loiros, todas as mulheres
loiras, todos os homens morenos e todas as mulheres more-
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização50
nas, codificados como $hl$, $ml$, $hm$ e $mm$, respecti-
vamente. As probabilidades dos conjuntos acima são:
$p(mm)= 0.183 , p(hl) = 0.090, p(hm) = 0.425, p(ml) =
0.302$.
Por outro lado, sejam os conjuntos $A$, formado pelas
pessoas loiras, e $B$, formado por todas as mulheres. Te-
mos que $p(A cup B)$ é a probabilidade de se escolher uma
pessoa que é loira ou mulher; $p(A cap B)$ é a probabilidade
de se escolher uma mulher loira; $p(A-B)$ é probabilidade de
se escolher um homem loiro; e $p(Aoplus B)$ é a probabili-
dade de se escolher um homem loiro ou uma mulher morena.
Os valores dessas probabilidades são, respectivamente,
$p(A) = 0.090 + 0.302$, $p(B) = 0.183 + 0.302$, $p(Acup
B) = 0.183 + 0.090 + 0.302$, $p(Acap B) = 0.302$, $p(A-B) =
0.090$ e $p(Aoplus B) = 0.090 + 0.183$.
JUROS E CAPITALIZAÇÃO SIMPLES
CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA
DESCONTO E TAXAS DE DESCONTO
Por definição, juro simples é aquele pago unicamente so-
bre o capital inicial, ou principal, sendo diretamente propor-
cional a esse capital e ao tempo em que este é aplicado. Pelo
regime de capitalização simples o fator de proporcionalidade
é a taxa de juros por período, i.
JURO SIMPLES ORDINÁRIO
Como o período financeiro mais comum é o ano, e pelo
costume vigente, as operações com prazos superiores a um
ano são, na maior parte das vezes, avaliadas pelo regime de
capitalização composta, resulta que a fórmula do juro sim-
ples:
J = C . i . n (1)
Onde C = capital inicial ou principal;
i = taxa de juros do período e
n = prazo de aplicação (é a mais utilizada para períodos n
menores do que um ano)
Nessa hipótese, deve-se observar duas normas financeiras
comuns:
O ANO CIVIL - considera-se o ano civil como base de
cálculo, isto é, o ano com 365 dias ou 366 dias, conforme seja
bissexto ou não. Desse modo, um dia eqüivale, conforme o ca-
so, à fração 1/365 ou 1/366 do ano.
O ANO COMERCIAL - considera-se o ano comercial como
base de cálculo, isto é, o ano de 360 dias, subdividido em 12
meses de 30 dias cada. Assim, um dia equivale à fração 1/360
do ano e um mês equivale à fração 1/ 12 do ano.
JURO SIMPLES EXATO
Considerando-se o ano civil para o cálculo do juro, deve-se
contar o tempo em seu número exato de dias.
Exemplo: O juro de um capital aplicado de 17.3.19XI a
25.6.19XI, é calculado sobre 100 dias, número exato de dias
decorridos entre as duas datas.
Sendo n o número exato de dias durante os quais um capital
C é colocado a juros simples, à taxa i, obtém-se o juro calculan-
do n/365, na fórmula (1) : J = C . i . n/365 ou J = C . i . n/366.
O juro assim calculado, é chamado de juro simples exato.
JURO SIMPLES COMERCIAL
Adotando-se a convenção do ano comercial, deve-se
computar o prazo de acordo com a mesma convenção, isto e,
considerando-se cada mês como tendo 30 dias. Assim, por
exemplo, de 17.3.Xl a 25.6.Xl deve-se contar 98 dias, da
seguinte maneira:
De 17.3 a 17.6 ...... 90 dias (3 meses)
De 17.6 a 25.6 ...... 8 dias
98 dias
Representando por n o número de dias de corridos entre
as duas datas e, calculando pelo processo acima temos que,
um capital C aplicado à taxa i durante esse prazo, é obtido
calculando n/360 na fórmula (1), resultando em J = C . i .
n/360 (2)
Denominaremos o juro, assim calculado, de juro simples
ordinário ou usual.
Como há tabelas que fornecem diretamente o número exato
de dias decorridos entre duas datas, na prática bancária, onde
as operações, raramente, são realiza das a prazo superior a 120
dias, usa-se, freqüentemente, a fórmula (2), tomando-se, contu-
do, para n, o número exato de dias.
Fórmulas Derivadas
Considerando a fórmula básica (1) para o cálculo do juro em
regime simples de capitalização, podemos, por simples
transformação algébrica, encontrar o quarto termo ou valor da
fórmula, desde que sejam dados os outros três, assim:
a) Para calcular o capital inicial: C = J / i . n
b) Para calcular a taxa de juros: i = J/C . n
c) Para calcular o prazo:n = J/C . i
OBSERVAÇÕES:
Supõe-se que o juro e o principal são devidos apenas no fim
do prazo de aplicação, a não ser que haja mudança de conven-
ção.
O prazo de aplicação (n) deve estar expresso na mesma u-
nidade de tempo, na fórmula, a que se refere a taxa (i) conside-
rada.
Exemplo 1 - Caso uma aplicação seja por 2 anos mas, a
taxa de juros seja expressa em semestre, devemos converter o
prazo para semestres.
2. Taxa Percentual e Taxa Unitária
FORMA PERCENTUAL - Neste caso, a taxa diz-se aplicada
a centos do capital, ou seja, ao que se obtém após dividir-se o
capital por 100. A fórmula (1) tomaria, então, as seguintes
formas:
J = C . i/100.n ou
J = C/100 . i . n ou
J = C . i . n/100 ou
o que é o mesmo que:
J = C . i . n/100 (3)
a partir da qual chega-se à expressão do montante ou valor
futuro, como soma do capital e juros:
Exemplo 1 - Calcular o juro que rende um capital de $10.000
aplicado por um ano à taxa de juros de 10% a.a.
Resolução: Utilizando a fórmula (3), temos:
J
x x
= =
10 000 10 1
100
000
.
$1.
b) FORMA UNITÀRIA
Agora a taxa refere-se à unidade do capital, isto é, calcula-se
M = C + C . i . n/100
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o que rende a aplicação de uma unidade de capital no intervalo
de tempo a uma dada taxa.
Exemplo 2 - Se tivermos uma taxa de 0,24% a.a., então a a-
plicação de $1,00 por ano, gera um juro de $0,24.
Exemplo 3 - No exemplo 1, com a taxa na forma unitária
(0,10% a.a.).
Resolução: J = 10.000 x 0,10 x 1 =
J = $1.000,00
Pode-se observar que para transformar a forma percentual
em unitária, basta dividir a taxa expressa na forma percentual
por 100. E, o inverso, transformar a forma unitária em percentual,
basta apenas multiplicar a forma unitária por 100.
OBSERVAÇÃO:
A fim de diferenciar, simbolicamente, a taxa de juro percen-
tual da taxa de juro decimal ou unitária, podemos convencionar
que:
A notação r signifique a taxa de juros efetiva em cada perío-
do de capitalização, dada em porcentagem, e sempre men-
cionando a unidade de tempo considerada. Exemplo: r = 15% ao
ano.
A notação i signifique a taxa de juros efetiva em cada perío-
do, dada em fração decimal. Exemplo:
i = r/100 = 0,15 a.a.
A taxa i será usada no desenvolvimento de todas as
fórmulas, enquanto, r será usada na fixação os juros.
3. Taxa Nominal e Taxa Efetiva
Por definição, a taxa nominal é aquela cujo período de
capitalização não coincide com aquele a que ela se refere, ou
seja, é aquela em que a unidade de referência de seu tempo não
coincide com a unidade de tempo dos períodos de capitalização.
A taxa nominal, normalmente, é dada em termos anuais, e os
períodos de capitalização podem ser diários, mensais, trimes-
trais, ou semestrais.
Exemplo 1 - São exemplos de taxas nominais:
a) 6% a.a. capitalizados trimestralmente;
b) 30% a.a. capitalizados mensalmente;
c) 18% a.a. capitalizados semestralmente.
No mercado financeiro, encontramos a taxa nominal sendo
muito utilizada como referência, mas não sendo usada nos cál-
culos, por não representar uma taxa efetiva. Esta, por estar
embutida na taxa nominal, é a taxa que realmente interessa, pois
ela é que será efetivamente aplicada em cada período de capita-
lização.
Exemplo 2 - Aproveitando os mesmos dados do Exemplo 1
vamos demonstrar como se calcula as taxas efetivas
decorrentes das taxas nominais:
6% a.a., capitalizados trimestralmente, significa uma taxa
efetiva de:
6% a.a./4 trimestres =1,5% a.t.
30% a.a., capitalizados mensalmente, significa uma taxa
efetiva de:
30% a.a./12 meses = 2,5 a.m.
18% a.a., capitalizados semestralmente, significa uma taxa
efetiva de: 18% a.a./2 semestres = 9% a.s.
Uma vez encontradas as taxas efetivas, devemos abandonar
as taxas nominais e efetuar todos os cálculos com as taxas
efetivas correspondentes, ou seja, 1,5% a.t., 2,5% a.m. e 9% a.s.
Devemos ter em mente que a obtenção da taxa efetiva con-
tida na taxa nominal é feita no regime de juros simples, e que,
neste regime, as taxas nominais serão sempre taxas efetivas.
Ainda, por convenção, a taxa efetiva, que é aquela a ser consi-
derada na aplicação de fórmulas, correspondente a uma dada
taxa nominal é a taxa que, relativa ao período de capitalização
mencionado, lhe seja proporcional.
Concluíndo, podemos definir taxa efetiva ou real como sendo
aquela em que a unidade de referência de seu tempo coincide
com a unidade de tempo dos períodos de capitalização. Consi-
derando o exemplo 2 , dizemos 1,5% a,t., simplesmente, ao
invés de dizermos, 1,5% a.t., capitalizados trimestraImente .
4. Taxas Proporcionais
Pelo regime de juros simples, duas ou mais taxas de juros
são consideradas proporcionais quando, ao serem aplicadas a
um mesmo capital inicial, durante um mesmo prazo, produzirem
um mesmo montante acumulado, ao final daquele período.
Donde se conclui que, o conceito de taxas proporcionais, está
estritamente vinculado ao regime de juros simples.
Exemplo 1- Calcular o montante acumulado (VF), no final de
três anos, considerando um capital inicial (VP) de $1.000,00,
pelo regime de juros simples, para cada uma das seguintes
taxas de juros: a) 36% ano ano; b) 18% ao semestre; c) 9% ao
trimestre; d) 3% ao mês; e, e ) 0,1% ao dia.
Resolução: Utilizando a fórmula VF = VP (1 + i . n)
a) VP= $1.000,00; ia = 0,36; n= 3 anos; VF = ?
VF= 1.000 (1 + 0,36 x 3) = 1.000(1 + 1,08) =
VF= 1.000 (2,08) = 2.080
b) VP= $1.000; is= 0,18; n= 6 semestres; VF=
VF= 1.000(1 + 0,18 x 6) = 1.000(1 + 1,08) =
VF= 1.000(2,08) = 2.080
c) VP= $1.000,00; it= 0,09; n= 12 trimestres; VF = ?
VF= 1.000(1 + 0,09 x 12) = 1.000(1+1,08) =
VF= 1.000(2,08) = 2.080
d) VP= $1.000,00; im= 0,03; n= 36 meses; VF=?
VF= 1.000(1 + 0,03 x 36) = 1.000(1+1,08) =
VF= 1.000(2,08) = 2.080
e) VP= $1.000,00;id= 0,001; n= 1.080 dias
VF= 1.000(1 + 0,001 x 1.080) =
VF= 1.000(1 + 1,08) - 1.000(2,08) = 2.080
Podemos concluir que, as taxas 36% a.a.;18%a.s.; 9% a.t.;
3% a.m.; e, 0,1% a.d., são proporcionais, porque aplicadas sobre
um mesmo capital inicial e um mesmo prazo total, resultaram em
um mesmo montante acumulado.
Se considerarmos o ano comercial, ou seja, o ano com 360
dias, as fórmulas, a seguir, conduzem ao cálculo dessas taxas
proporcionais:
i i i i ia s t m d= ⋅ = ⋅ = ⋅ = ⋅2 4 12 360
5. Taxas Equivalentes
Pelo regime de juros simples, duas taxas são consideradas
equivalentes quando, ao serem aplicadas a um mesmo capital
inicial, durante um mesmo prazo, ambas gerarem o mesmo
montante acumulado no final daquele prazo.
Exemplo 1 - Seja um capital inicial de $20.000,00 que pode
ser aplicado, alternativamente, à taxa de 3% a.m. ou de 36% a.a.
Considerando um prazo de aplicação de 3 anos, certificar se
as taxas são equivalentes.
Resolução: Utilizando a fórmula VF = VP (1 + i . n), temos:
a) VP= $ 20 .000; ia = 0,36 ao ano; n= 3 anos;
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VF = ?
VF= 20.000(1 + 0,36 x 3) = 20.000(2,08) =
VF= 41.600
b) VP= $20.000,00; im= 0,03 ao mês; n= 36 meses; VF = ?
VF= 20.000(1 + 0,03 x 36) = 20.000(2,08) =
VF= 41.600
Através desse exemplo, certificamos que, o montante
acumulado (VF) é igual nas duas hipóteses e, dessa maneira,
constatamos que a taxa de 3% a.m. é equivalente à taxa de 36%
a.a.
Podemos, então, concluir que, pelo regime de juros simples,
as taxas proporcionais de juros são igualmente equivalentes, e
que tanto faz, falarmos que duas taxas de juros são proporcio-
nais ou são equivalentes.
6. Prazo, Taxa e Capital Médios
Quando os prazos de diversos capitais não são os mesmos
e as taxas de juros diferem entre si, recorremos ao expediente
de calcular a média para cada caso. Vamos utilizar exemplos
ilustrativos como a forma mais objetiva de expor os conceitos:
PRAZO MÉDIO DE VENCIMENTO DE DIVERSOS
CAPITAIS
CASO 1 - TAXAS IGUAIS
Pode-se determinar o prazo médio de vencimento de diver-
sos capitais empregados a tempos diferentes. O critério é consi-
derar os capitais como pesos. A fórmula será, pois, chamando
n1, n2, n3 :. os tempos dados, supostas as taxas iguais:
Prazo médio (PMe) =
C n C n C n
C C C
1 1 2 2 3 3
1 2 3
+ + +
+ + +
...
...
Exemplo: O Sr. Elesbão deve a um terceiro, os seguintes ca-
pitais a 10% a.a.; $2.000 a 45dias; $5.000 a 60 dias e $1.000 a
30 dias. Quando poderá pagar tudo de uma só vez, de modo
que desta unificação de vencimentos não advenha prejuízo nem
para o devedor nem para o credor?
Resolução:
Aplicando a fórmula acima, temos:
( ) ( ) ( )PMe
x x x
=
+ +
+ +
2 000 45 5 000 60 1000 30
2 000 5 000 1000
. . .
. . .
PMe = =
420 000
8 000
52 5
.
.
, dias
Ao fim deste prazo, a contar da data da operação, pode ser
feito o pagamento integral dos capitais devidos, disso não
resultando, prejuízo algum, nem para o devedor nem para o
credor.
CASO 2 - TAXAS DIFERENTES
Quando isto acontece, o critério a adotar-se é o mesmo do
caso dos, tempos diferentes para a taxa média, escrevendo-se
PMe
C i n C i n C i n
C i C i C i
=
+ + +
+ + +
1 1 1 2 2 2 3 3 3
1 1 2 2 3 3
...
...
funcionando agora, como pesos, os produtos dos capitais
pelas respectivas taxas.
Exemplo: Calcular o prazo médio de vencimento, para
pagamento de uma só vez dos seguintes capitais: $ 20.000 por 6
meses a 6% a.a. e $ 50.000 por 4 meses a 12% a.a.
Resolução: utilizando a fórmula acima, temos:
( )( ) ( )( )
( )( ) ( )( )
PMe =





 +






+
20 000 6
6
12
50 000 12
4
12
20 000 6 50 000 12
. .
. .
PMe = =
260 000
720 000
0 36
.
.
, do ano ou 4 meses e 9 dias.
OBSERVAÇÃO:
Quando os capitais forem iguais, deve-se tomar, como
pesos, as taxas dadas, vindo pois:
PMe
i n i n i n
i i i
=
+ + +
+ + +
1 1 2 2 3 3
1 2 3
...
...
b) JUROS DE DIVERSOS CAPITAIS
CASO 1 - TAXA ÚNICA
Quando vários capitais são empregados em tempos diferen-
tes e todos a uma só taxa, o total dos juros produzidos é dado, a
partir da fórmula: J = C . i . n, pela soma;
Juros Totais = C1in1 + C2in2 + C3in3 + ... na qual i é a taxa
única, C1 , C2, C3 . . . os capitais dados e n1, n2, n3 ... os tempos
correspondentes.
Exemplo: A Sra. Pancrácia da Silva deve os seguintes capi-
tais, a 12% a.a.; $1.500 em 30 d; $5.000 em 90 d; $2.400 em 60
d. Calcular o total dos juros devidos.
Resolução:
Exprimindo-se os tempos em frações do ano comercial, tem-
se, de acordo com a fórmula acima:
JT = 0,12[(1.500x30/360)+(5.000x90/360)+ (2.400x60/360)]
JT = $ 213,00
c) TAXA MÉDIA
É a operação que tem por objetivo determinar uma taxa de
juros capaz de substituir várias outras relativas a capitais empre-
gados. É uma aplicação da média ponderada.
CASO 1 - TEMPOS IGUAIS
Para a dedução da fórmula, consideremos os capitais C1, C2,
C3, ...colocados respectivamente, às taxas i1, i2, i3, ...anuais e
todos pelo mesmo prazo. Tomando-se os capitas como pesos,
pode-se escrever:
Exemplo: Um comerciante deve os seguintes capitais:
$1.500 a 10% a.a.; e, $5.000 a 12% a.a. Calcular a taxa média
de juros anuais.
Resolução:
Multiplicando-se os capitais pelas respectivas taxas e
dividindo a soma dos produtos pela soma dos capitais, obtém-
se:
( ) ( )TMe
x x
=
+
+
=
1500 010 5 000 012
1500 5 000
0115
. , . ,
. .
,
ou seja, na base percentual, 11,5%
OBSERVAÇÃO: Se os capitais fossem iguais, a solução do
problema recairia sobre o princípio da média aritmética simples,
bastando que se calculasse a média das taxas.
CASO 2 - TEMPOS DIFERENTES
O método a ser adotado é o da média ponderada, porém,
Taxa Média = TMe
C i C i C i
C C C
=
+ +
+ +
11 2 2 3 3
1 2 3
...
...
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funcionando como pesos, os produtos dos capitais pelos respec-
tivos tempos. Temos assim:
TMe
C i n C i n C i n
C n C n C n
=
+ +
+ +
11 1 2 2 2 3 3 3
1 1 2 2 3 3
...
...
Exemplo: Sinfrônio e sua noiva contraíram as seguintes dívi-
das para poderem realizar o casamento deles: $ 2.000 a 12%
a.a. por 2 meses;
$ 5.000 a 8% a.a. por 3 meses; e,
$10.000 a 10% a.a. por 1 mês.
Calcular a taxa média anual.
Resolução:
Utilizando a fórmula anterior, temos:
Tm e
x x x x x x
x x x
=





 +





 +











 +





 +






2 000 0 12
2
1 2
5 0 00 0 08
3
12
10 000 0 1
1
12
2 00 0
2
12
5 000
3
1 2
10 0 00
1
12
. , . , . ,
. . .
TMe = =
223 33
2 416 66
0 092
,
. ,
, ou 9,2 a.a.
7. Equivalência de Capitais
A necessidade de antecipar ou de prorrogar títulos nas
operações financeiras, é muito frequente. Às vezes, precisamos
substituir um título por outro ou um título por vários. Podemos,
também, ter vários títulos que precisamos substituir por um
único. Tais situações dizem respeito, geralmente, à equivalência
de valores distintos relacionadas com datas distintas.
Dois capitais são equivalentes numa certa época, se, nessa
época seus valores presentes são iguais. O problema de equiva-
lência de capitais diferidos aplica-se quando existe a substituição
de um título por outro(s), com data(s) diferente ( s ) .
Seja VN o valor nominal de um título para n dias. O problema
consiste em encontrar um valor VN' de um outro título, equiva-
lente ao primeiro, com vencimento para n' dias.
D
VN n
=
⋅
∆
Obs.: VN = VF = valor do Resgate do Título
Seja VP o valor presente do 1.º título e VP' o do 2.º; temos:
VP VF
VF n
= −
⋅
∆
e VP VF
VF n
' '
' '
= −
⋅
∆
Como VP = VP', vem: VF
VF n
VF
VF n
=
⋅
= −
⋅
∆ ∆
'
' '
( ) ( )
( )∆ ∆ ∆ ∆
∆
∆
VF VF n VF n VF n VF n VF
VF n
n
− ⋅ = ⋅ ⇒ − = − ∴ =
−
−
' ' ' ' '
Exemplo 1 - Um Comerciante deseja trocar um título de
$10.000, vencível em 3 meses, por outro com vencimento de 5
meses. Considerando a taxa de juros contratada de 3% a.m.
para esta transação, calcular o valor nominal do novo titulo.
Resolução:
VF = 10.000; n = 90 dias; n'= 150 dias;
∆ = =
36 000
36
1000
.
.
Utilizando a fórmula anterior, temos:
( )VF'
. .
.
$10. ,=
−
−
=
10 000 1000 90
1000 150
705 80
O valor nominal do 2.º título ($10.705,80) é equivalente ao
valor nominal do 1.º ($10.000).
8. Montante
O montante composto é o resultado que se obtém ao
incrementar o capital inicial com o valor dos juros compostos. Se
se dispõe de um capital C e aplica-se em um banco e deseja-se
saber o montante M do qual se disporá ao final de um período n,
basta apenas agregar-lhe o juros J ganho. Assim:
M = C + J, porém J = C . i . t, quando t = 1,
J = C . i, assim M = C + C . i que fatorando:
M = C (1 + i)
Como pode-se ver, o montante de um capital ao final de um
período se obtém multiplicando este pelo fator ( 1 + i ) . Desta
maneira, ao final do segundo período, temos:
M = C ( 1 + i ) ( 1 + i ) = C ( 1 + i )
2
Ao final do terceiro período, temos:
M = C ( 1 + i )
2
( 1 + i ) = C ( 1 + i )
3
e assim sucessivamente. Esta sucessão de montantes forma
uma progressão geométrica cujo n-ésimo termo é igual a:
Esta equação é conhecida como a fórmula do montante pelo
regime de juros compostos.
Exemplo 1 - Um investidor aplica a prazo fixo, em um banco,
a quantia de $500.000,00 à taxa de 48,0% a.a. capitalizável
mensalmente. Qual será o montante acumulado em 2 anos?
Resolução: M = C ( 1 + i )
n
Como já observamos, o período de cálculo deve ser o
mesmo para i e para n. Assim, para calcular a taxa de juros
mensal, divide-se a taxa anual entre a frequência de conversão:
i =
taxa de juros anual
frequencia de conversao
=
18
12
= 0,04 ou i = 4,0 % a.m.
Para determinar n, multiplica-se o lapso em anos pela
frequência de conversão:
n = 2 (12) = 24 assim M = 500.000 ( 1 + 0,04 )
24
ou M =
500.000 ( FVFPU )
Fator de Valor Futuro de Pagamento Único (FVFPU )
FVFPU = (1 + 0,04)
24
Neste momento surge a pergunta: como calcular? Existem
quatro alternativas :
Utilizar papel e lápis e realizar a operação 24 vezes.
Resolver a equação utilizando logaritmos.
Utilizar de tabelas financeiras existentes nos livros de
finanças.
Empregar calculadoras financeiras. Este é o meio mais
prático.
FVFPU = (1, 04)
24
= 2,5633
M = 500.000 ( 2,5633 ) = 1.281.650
Em dois anos, a aplicação de $500.000 transformar-se-á em
um montante de $1.281.650,00 pela geração de um juro
composto de $781.650,00.
Exemplo 2 - Um indivíduo obtém um empréstimo bancário de
$1.500.000 a ser pago dentro de um ano e com juros de 52,0%
conversível trimestralmente. Qual é o montante que deverá ser
liquidado?
Resolução:
Primeiramente, determina-se a taxa de juros por período de
M = C ( 1 + i ) n
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização54
conversão: 1 = .54/2 = .13
n = 12 / 3 = 4
M = C ( 1 + i )
n
= 1.500.000 ( 1,13 )
4
=
M = 1.500.000 ( 1,6305 ) = 2.445.750
A quantia a ser liquidada será de 52.445.750
8. Valor Atual, Valor Presente ou Principal
O valor atual, presente ou principal de um pagamento
simples, ou único, é o valor de um mon tante a ser pago ou
recebido daqui a n anos, descontado a uma taxa que
determine o seu valor hoje, no momento zero.
Para calcula-lo, vamos utilizar a fórmula do montante ou
valor futuro:
M = C ( 1 + i )
n
Como C indica o capital no momento zero, temos:
( )
( )
( )
C =
M
1 + i
= M 1 + i = M
1
1 + i
= M ( FVAPU )
n
n
n
−








FVAPU = Fator de Valor Atual de Pagamento Único
Generalizando, podemos dizer que conhecendo 3 das 4
variáveis envolvidas: M, C, n, i, podemos calcular a quarta.
Exemplo 1 – Quanto se deve depositar em um banco se
desejar obter um montante de $ 5.000.00 dentro de 3 anos a
uma taxa de juros de 20,0% a.a., capitalizável
semestralmente?
Resolução:
Pela fórmula: M = C ( 1 + i )
n
, temos: M = 5.000.000; i
= 10.0% a.s.; n = 6 semestres
Calculando o FVAPU = 1/(1,10)
6
= 1 / 1,7716
C = 5.000.000 / (1,10)
6
=
5.000.000 / 1,7716 = C = 2.822.307,52
Deve-se depositar $2.822,307,52
Exemplo 2 - José Elesbão deseja adquirir uma casa pelo
valor de $15.000.000,00. O vendedor pediu-lhe 50,0% de
entrada e 50,0% em um ano e meio, quando do término da
construção da casa e entrega do imóvel. Quanto Elesbão
deve depositar num banco hoje para poder garantir a
liquidação de sua dívida, se a taxa de juros vigente é de 7,0%
a.m.?
Resolução:
José Elesbão paga neste momento $7.500.000,00 (50.0%
na operação e, deve pagar outro tanto daqui a 18 meses).
Para calcular a quantidade de dinheiro que deve depositar
hoje, vamos a fórmula do valor atual :
M = C ( 1 + i )
n
( )
7.500.000
1
1,07
= 7.500.000
1
3,3799
= 2.218.979,3718














A fim de garantir o pagamento de sua dívida, Elesbão
deve depositar $2.218.979,37 já para ter os $7.500.000,00
restantes daqui a um ano e meio.
Como se pode ver nestes exemplos, C é o valor presente,
atual ou principal de M. Isto é, pode-se considerar que o
capital C e o montante M são dois valores equivalentes de
uma determinada taxa de juros i e um período determinado n.
Exemplo 3 - A Cia de Modas Messeder, planeja realizar
um investimento de $2.000.000,00 para produzir um artigo de
moda do qual espera uma receita total de $5.000.000 dentro
de dois anos. Considerando uma inflação média anual de
50,0%, e que os juros real i, seja igual a 5.0% a.a., convém à
C.M.M, investir?
Resolução:
Comparam-se os $2.000.000,00 que se devem investir no
momento zero com $5.000.000,00 que se espera receber em
2 anos. Para fazer essa comparação, é necessário que
ambas as quantidades de dinheiro sejam equivalentes.
Em primeiro lugar, devemos calcular a taxa nominal de
juros: i = taxa nominal; r = taxa real de juros; d = taxa de
inflação.
i = ( 1 + r ) ( i + d ) - 1
i = ( 1,05 ) ( 1,50 ) - 1 = 0,575 ou 57,5% a.a.
( )
C = M
1
1,575
= 5.000.000
1
2,4806
=
2














C = 2.015.641,38
Conforme apuramos, $2.015.641,38 é maior que
$2.000.000,00. Portanto, a C.M.M, deve investir, por que
além de descontar a inflação de 50,0% a.a., a empresa será
remunerada à taxa de 5,0% a.a., que é a taxa de mercado e,
ainda vão sobrar $ 15.641,38
Exemplo 4 - Uma companhia de mineração descobriu
uma jazida de manganês e deve decidir sobre a conveniência
ou não de sua exploração. A fim de poder beneficiar o
mineral, é necessário realizar uma inversão de
$350.000.000,00 Seus analistas financeiros estimam que a
jazida tem minério suficiente para 3 anos de exploração e, de
acordo com os preços vigentes do metal, as entradas de
caixa seriam os seguintes:
Ano 1 = $100.000.000,00;
Ano 2 = $200.000.000,00;
Ano 3 = $300.000.000,00;
Estimando que a taxa de inflação, em média, seja de
30.0% a.a. e que a taxa de juros real desejada pela empresa
seja de 10,0% a.a., deve a companhia aprovar o projeto?
Resolução:
C = $350.000.000,00
Entradas de Caixa = Ecx1 = $100.000.000,00
= Ecx2 = $200.000.000,00
= Ecx3 = $300.000.000,00
d = 30,0% a. a. ; r =10,0% a.a.; i = ?
i = (1 + d) (1 + r) - 1 = (1,3) (1,1) - 1 =
i = 1,43 - 1 = 0,43 = 43,0% a.a.
Valor Presente das Entradas de Caixa = VPECx
( ) ( )
VPECx =
ECx
1 + i
=
100.000.000
1,43
= 69.930.070,*1
1
n 1
( ) ( )
VPECx
n3 3
=
ECx
1 + i
=
300.000.000
1,43
= 102.591.916 *2
* (centavos arredondados)
∑ VPECx = somatório das ECx descontadas =
VPECx1 + VPECx2 + VPECx3
∑ VPECx = 69.930.070 + 97.804.294, + 102.591.916, =
VPECx = 270.326.280,
Observamos que, o total do valor presente das entradas
de caixa ($270.326.280) é menor que o investimento inicial
necessário para sua exploração ($350.000.000,). Portanto, a
( ) ( )
VPECx =
ECx
1 + i
=
200.000.000
1,43
= 97.804.294,*2
2
n 2
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização55
companhia não deve explorar a jazida, a menos que o preço
do metal se eleve e com ele, elevem-se as entradas de caixa.
9. Desconto Racional Composto
É o desconto obtido pela diferença entre o VALOR
NOMINAL e o VALOR PRESENTE de um compromisso que
seja saldado n períodos antes do vencimento, calculando o
valor presente à taxa de desconto. Sendo :
N = valor nominal ou montante do compromisso em sua
data de vencimento.
n = número de períodos compreendido entre a data de
desconto e a data de vencimento.
i = taxa de juros utilizada na operação.
Dr= desconto racional composto
Vr= valor descontado racional composto na data de
desconto, calculado à taxa de desconto.
A fórmula utilizada, é:
Podemos reparar que, essa fórmula do valor descontado,
é a mesma do valor presente calculado no regime de juros
compostos, onde:
Vr = C e N = M
O desconto é obtido pela diferença entre o valor nominal e o
valor descontado:
( ) ( )
D = N - V N -
N
1 + i
= N 1 -
1
1 + i
r r =










n n
Exemplo 2 - Um título no valor de $100.000,00 foi saldado
seis meses antes do vencimento. O possuidor do título
obteve uma taxa de desconto de 2,0% a.m. Calcular o
desconto racional e a quantia recebida.
Resolução:
N = 100.000; i = 2,0% a.m.; n = 6 meses
Utilizando a fórmula, temos:
( ) ( )
Dr n
=
















N 1-
1
1+ i
= 100.000 1 -
1
1,02
6
[ ]Dr = 100.000 0,1121 = 11.210
E a quantia recebida:
Vr = N – Dr = 100.000 - 11.210 = 88.790
Observe que, se aplicarmos o valor descontado (Vr) por 6
meses à taxa de juros compostos de 2,0% a.m., obteremos:
N = C6; Vr = C0 ⇒ C6 = C0 ( 1 + i )
6
=
N = 88.790 (1,02)
6
= 88.790 ( 1,1262 ) ≅ 100.000
E os juros devidos são dados por:
J C6 0=C = 100.000 - 88.790 = 11.210 J =D6 6 r− ∴
Fica evidenciado que o desconto racional composto é
igual ao juro devido no período de antecipação, desde que
seja calculado à taxa de desconto.
Exemplo 3 - Um título de valor nominal de $ 30.000,00 foi
resgatado 4 meses antes do seu vencimento, à taxa de 5,0%
a.m. Calcule o desconto racional concedido.
Resolução:
Para simplificar a notação, passaremos a indicar:
( )
1
1 + i n
por ( 1 + i )
-n
, assim a fórmula fica:
Dr = N [ 1 - (1 + i)
-n
] N = 30.000; 1 = 5.0% a.m.; n = 4
meses; Dr =?
Dr = 30.000 [1- (1,05)
4
] =30.000 ( 1-0,8227 )
Dr = 30.000 (0,1773) ≅ 5.319
Exemplo 4 - A Financeira Desconta Tudo informou, ao
descontar uma Nota Promissória no valor de $10.000,00 que,
sua taxa de desconto racional era de 36,0% a.a.. Se o
desconto fosse realizado 3 meses antes do vencimento, qual
se ria o valor do resgate (valor líquido) a ser recebido pelo
possuidor do título?
Resolução:
N = 10.000; i = 36.0% a.a.; n = 3 meses; Vr = ?
Vr = N (1+ 1)
-n
= 10.000 [ ( 1,36 )
1 / 12
]
-3
=
Vr = 10.000 [ 1,0259 ]
-3
= 10.000 [ 0,9262 ] =
Vr = $ 9.261,58
Exemplo 4 - O Sr. Leôncio Armando, numa operação de
desconto recebeu $ 10.000,00 como valor de resgate.
Sabendo-se que a antecipação fora de 6 meses e o desconto
de $ 1.401,75, calcule a taxa de juros anual utilizada na
operação.
Resolução:
Vr = 10.000; Dr = 1.401,75; n = 6 meses; i= ?
Vendo Vr = N - Dr deduzimos que, N = Vr + Dr
∴ N = 10.000 + 1.401,75 = 11.401,75
Utilizando a fórmula, vem:
Vr = N ( i + 1 )
-n
ou N = Vr ( i + 1 )
n
Substituindo os termos, temos:
10.000 = 11.401,75 (1+i)
-6 / 12
(considerando-se i anual)
( ) ( )1 + i =
11.401,75
10.000,00
= i + 1 = 1,140175
612 12
( ) ( )1 + i = 1,140175 = 1 + i = 1,30
2
1 2 2



∴
i = 0,30 ou 30,0 % a. a.
Exemplo 5 - O Sr. Cristiano José descontou um título no
valor nominal de $6.500,00 e o desconto concedido foi de
$835,63. Considerando que a taxa de juros de mercado era
de 3,5%a.m. Calcular o prazo de antecipação.
Resolução:
N = 6.500; Dr= 835,63;
i = 3,5% a,m.; n = ?
Utilizando a fórmula: Dr = N [ 1 - (1 + i)
-n
] , temos:
835,63 = 6.500 [ 1 - (1,035) ]
-n
( ) ( )
835 63
6 500
,
.
= 1 - 1,035 0,128558 = 1 - 1,035
− −
∴
n n
( )
( )
1 0128558 1035− = = = 

 

−
, ,1,035 0,871442 =
1
1,035
=
1
0,871442
n
n
n
( )
Vr n
= N
1
1 + i










[ ]Dr = 100.000 1 -
1
1,1262
= 100.000 1 - 0,8879






APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização56
( )1,147524 = 1,035
n
As opções para encontrar n são três:
utilizar uma máquina calculadora de boa qualidade;
procurar em tabelas financeiras para i = 3,5%; e
empregar logaritmos.
Vamos utilizar a opção prática de demonstrar os cálculos,
que é através de logaritmos:
log 1,147524 = n log 1,035
procurando na tabela de logaritmos, encontramos:
( )0 059762
0 01494
,
,
= n 0,1494 n =
0,059762
= 4 meses∴
Exemplo 6 - Caso a antecipação seja de 8 meses, o valor
de um compromisso é de 5 vezes o desconto racional. Qual é
o seu valor nominal, sabendo-se que o valor líquido (valor de
resgate) é de $1.740,00?
Resolução:
Vr = 1.740; n = 8; N = 5Dr
Sendo N = 5 Dr , temos: N / Dr = 5 e
Dr / N = 1/ 5 = 0,20
Utilizando a fórmula Dr = N [ 1 - ( i + 1 )
-n
], vem:
( ) ( )D Nr
n
= 1 - 1 + i 1 + i− −
= = −0 20 1 8
,
( ) ( )1 8 8
- 0,20 = 1 + i = 0,80 = 1 + i− −
( ) ( )1 0 80 8 8
, = 1 + i = 1,25 = 1 + i
i = ≅0,028286 ou i 2,83 a. m.
substituindo a taxa encontrada na fórmula:
N = Vr ( 1 + i )
n
, vem: N = 1.740 (1,028286)
8
N = 1.740 ( 1,25 ) ∴ N = $ 2,175
CAPITAIS EQUIVALENTES
Como já foi visto neste trabalho, o dinheiro tem um valor
diferente no tempo; não é a mesma coisa ter $1.000,00 neste
momento e dentro de um ano depois, dependendo da taxa de
inflação vigente, este verá reduzido seu valor em maior ou
menor grau.
Conceitualmente, dois ou mais valores nominais,
referentes a datas de vencimentos determinadas, se dizem
equivalentes quando seus valores, descontados para uma
mesma data, à mesma taxa em condições idênticas,
produzirem valores iguais. Isto pode ser demonstrado de
forma simbólica, assim:
Os capitais C1, C2, C3..., Cn’ , com vencimentos nas datas
t1, t2, t3,...,tn’, respectivamente, considerados a partir da data
de referência t0, são ditos equivalentes se os seus
respectivos valores presentes na data focal t0, considerada a
taxa de juros i, forem iguais; ou seja, esses capitais serão
equivalentes se:
( ) ( ) ( ) ( )
C
1 + i
=
C
1 + i
=
C
1 + i
= . . . =
C
1 + i
1 2 3 n
t t t n1 2 3
em que 1 é a taxa periódica de juros (mensal, trimestral,
anual) e t é prazo (em meses, trimestres, anos) .
Exemplo 1- Dados dois capitais $ 33.335,22 vencível de
hoje a 6 meses e $ 39.702,75 vencível daqui a 9 meses,
verificar se são equivalentes, na data de hoje, à taxa de juros
de 6.0% a.m.
Resolução:
Esses dois capitais serão equivalentes se:
( )
33 335 22
6
. ,
1 + i ( )
39 702 75
9
. ,
1 + i
Efetuando os cálculos, temos:
33 335 22
168948
. ,
,
= 23.500
39 702 75
168948
. ,
.
= 23.500
Portanto, esses dois capitais são equivalentes.
Depois de haver demonstrado que, dois ou mais ca-
pitais são equivalentes em determinada data focal, para de-
terminada taxa, esses mesmos capitais, serão equivalentes
em qualquer data tomada como focal, à mesma taxa de juros
ou de desconto racional composto. Porém, se considerarmos
qualquer outra taxa, a equivalência não se verificará.
Exemplo 2 - A fim de comprovar o que foi afirmado acima
vamos desenvolver, com os dados acima, os cálculos do
valor dos dois capitais no final de 12 meses, a partir de hoje.
Resolução:
Para determinar o valor do capital de $ 33.335,22, no final
de 12 meses, basta capitalizá-lo por mais 6 meses, a uma
taxa de 6% a.m. E para o capital de $ 39.702,75, capitaliza-lo
por mais 3 meses, à mesma taxa.
Aplicando a fórmula do valor futuro:
M = C ( 1 + i )
n
, temos:
33.335,22 (1,06)
6
=33.335,22 (1,41852) = 47.286,68
39.702,75 (1,06)
3
= 39.702,75 (1,19102) =47.386,61
23.500,00 (1,06)
12
= 23.500,00 (2,01220) = 47.286,62
Nos cálculos acima, incluímos o capital inicial de
$23.500,00, para ratificarmos o que foi dito sobre
equivalência de capital.
Exemplo 3 - O Sr. João das Bottas trocou um título com o
valor nominal de $10.200,00, com vencimento para 5 meses,
por outro de $ 8.992,92, com vencimento para 3 meses.
Sabendo-se que a taxa de juros do mercado é de 6,5 % a.m.,
houve vantagem?
Resolução:
A nossa tarefa é comparar esses dois capitais para
verificar se são equivalentes ou não. A equivalência será feita
através da taxa de juros.
8.992,92 10.200
0 3 5
6,5% a,m.
Como os capitais encontram-se em momentos diferentes
de tempo, devemos compara-los numa mesma data focal.
A fim de reforçar as características que conduzem à
equivalência, vamos considerar três datas focais: zero, três e
cinco.
a) Data focal zero:
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização57
8.992,92 10.200
0 3 5
6,5% a,m.
( ) ( )
V
C
1 + i
=
8.992,92
1,065
=
10.200
1,20795
= $ 7.444,793
3=
3 3
( ) ( )
V =
C
1 + i
=
10.200
1,065
=
10.200
1.37009
= $ 7.444,795
5
2 5
Como V3 = V5 = $ 7.444,79, constatamos que não houve
vantagem alguma na troca dos títulos.
Data focal três:
8.992,92 10.200
0 3 5
6,5% a,m.
( ) ( )
V =
C
1 + i
=
10.200
1,065
=
10.200
1.13423
= $ 8.992,92'
3
5
2 2
Constatamos que V3’ = C3 = $ 8.992,92
c) Data focal cinco:
8.992,92 10.200
0 3 5
6,5% a,m.
( ) ( )V5
2 2
' = C 1 + i = 8.992,92 1,065 =3
( )V5 ' = 8.992,92 1,1423 = $ 10.200,00
Exemplo 4 - A Casa Kreira Ltda lançou uma campanha
promocional vendendo tudo a prazo, em três vezes sem
acréscimo. Sendo o preço a vista dividido por 3 e a primeira
parcela é dada como entrada. Considerando que a taxa da
loja é de 11,5% a.m., calcule o desconto sobre o preço a vista
de uma mercadoria que é de $600,00.
Primeiramente, vamos calcular o valor das parcelas:
$600,00 / 3 = $200,00
A seguir, devemos esboçar o diagrama do tempo e
dinheiro:
x
0 1 2 m.
200 200 200
A terceira etapa é encontrar X = preço a vista da
mercadoria, ou seja, o valor presente das parcelas, ou ainda,
o preço com desconto:
( ) ( )
X = 200 +
200
1,115
+
200
1,115
2
X = 200 + 179,37 + 160,87
X = $ 540,24
TAXAS
TAXA DO JURO E TAXA DO DESCONTO
Se, por exemplo, o capital de 100 unidades monetárias for
emprestado a uma taxa de 2% ao mês, por 5 meses, o mon-
tante será de 110, se, entretanto, o credor do título recebido
pelo em préstimo o descontar imediatamente, à mesma taxa,
o valor atual do título será igual a 99 unidades monetárias,
conforme os cálculos abaixo.
C n = C ( 1 + i . n )
C5 = 100 ( 1 + 0,02 x 5 ) = 110
A5 = N ( 1 - i . n )
A5 = 110 ( 1 - 0,02 x 5 ) = 99
Através desse exemplo, verifica-se que o capital empres-
tado e o valor atual do título recebido como garantia não são
iguais, pois uma pessoa está emprestando 100 e recebendo
em troca um título que vale 99. Isso ocorre porque as taxas
do juro e do desconto são iguais, mas calculadas sobre valo-
res diferentes - o juro é calculado sobre o capital inicial (100)
e o desconto, sobre o valor nominal do título (110).
Obviamente, o desconto é maior do que o juro quando
emprega a mesma taxa para esse tipo de operação. Para
que haja igualdade entre o capital emprestado e o valor atual
do título é necessário que a taxa do juro seja maior que a
taxa do desconto. Pode-se então estabelecer uma relação de
correspondência entre a taxa do juro e a taxa do desconto
comercial que satisfaça essa condição.
TAXAS PROPORCIONAIS
Quando entre duas taxas existe a mesma relação dos
períodos de tempo a que se referem, elas são proporcionais.
TAXAS EQUIVALENTES
Duas taxas são equivalentes quando, referindo-se a
períodos de tempo diferentes, fazem com que um capital
produza o mesmo montante, em mesmo intervalo de tempo.
Por exemplo, a taxa de 1,39% ao mês é equivalente à ta-
xa de 18% ao ano, pois um capital colocado a 1,39% ao mês
produz o mesmo montante que produz quando colocado a
18% ao ano.
TAXA NOMINAL E TAXA EFETIVA
Quando uma taxa de juros anual é paga em parcelas pro-
porcionais, os juros obtidos no fim de um ano são maiores do
que a taxa oferecida.
Por exemplo, se um capital de 100 for colocado a 20%
a.a. capitalizado semestralmente por um ano, temos:
100 110 121
10% 10%
0 1 2 sem
( )
X = 200 +
200
1,115
+
200
124323,
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização58
J = 10 J = 11
Assim, os juros realmente pagos no ano são de 21%. A
taxa de 20% a.a. é denominada nominal e a de 21% é a taxa
efetiva dos juros.
TAXA INSTANTÂNEA
A taxa anual cujos juros são capitalizados continuamente
é denominada taxa instantânea.
TAXA DE DESCONTO REAL E BANCÁRIO
Comparando os fatores de atualização de um capital: ( 1
+ i )
n
e ( 1 – i )
n
com os descontos real e bancário, verifica-se que, para
um determinado valor de i e de n, a expressão (i + 1)
n
é
maior que ( i - 1 )
n
, e, portanto, o desconto real é menor que
o bancário. Para que os descontos real e bancário de um
título para n períodos sejam iguais é necessário que as taxas
sejam diferentes (taxa do desconto real maior que a taxa do
desconto bancário) .
TAXA DE ATRATIVIDADE
A taxa de atratividade de um investimento é a taxa míni-
ma de juros por que convém o investidor optar em determi-
nado projeto de investimento.
Corresponde, na prática, à taxa oferecida pelo mercado
para uma aplicação de capital, como a caderneta de poupan-
ça. Open market, depósitos a prazo fixo etc. Assim, se um
investimento propiciar uma rentabilidade abaixo do rendimen-
to dessas formas de aplicação de capital, ele não será atrati-
vo ao investidor.
MÉTODO DA TAXA DE RETORNO
A taxa de retorno de um investimento é a taxa de juros
que anula a diferença entre os valores atuais das receitas e
das despesas de seu fluxo de caixa. Numa análise de
investimentos, a escolha recai na alternativa de maior taxa de
retorno.
Uma alternativa de investimento é considerada, vantajosa
quando a taxa de retorno é maior que a taxa mínima de
atratividade.
As taxas de juros são índices fundamentais no estudo da
matemática financeira. Os rendimentos financeiros são res-
ponsáveis pela correção de capitais investidos perante uma
determinada taxa de juros. Não importando se a capitalização
é simples ou composta, existem três tipos de taxas: taxa
nominal, taxa efetiva e taxa real. No mercado financeiro,
muitos negócios não são fechados em virtude da confusão
gerada pelo desconhecimento do significado de cada um dos
tipos de taxa. Vamos compreender o conceito de cada uma
delas.
Taxa Nominal
A taxa nominal é aquela em que o período de formação e
incorporação dos juros ao capital não coincide com aquele a
que a taxa está referida.
Exemplos:
a) Uma taxa de 12% ao ano com capitalização mensal.
b) 5% ao trimestre com capitalização semestral.
c) 15% ao semestre com capitalização bimestral.
Taxa Efetiva
A taxa efetiva é aquela que o período de formação e incorpo-
ração dos juros ao capital coincide com aquele a que a taxa
está referida.
Exemplos:
a) Uma taxa de 5% ao mês com capitalização mensal.
b) Uma taxa de 75% ao ano com capitalização anual.
c) Uma taxa de 11% ao trimestre com capitalização trimestral.
Taxa Real
A taxa real é aquela que expurga o efeito da inflação no perí-
odo. Dependendo dos casos, a taxa real pode assumir valo-
res negativos. Podemos afirmar que a taxa real corresponde
à taxa efetiva corrigida pelo índice inflacionário do período.
Marcelo Rigonatto
PLANOS DE AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMO E
FINANCIAMENTO
1. INTRODUÇÃO
Os empréstimos de grandes quantias por parte das financeiras para
compra de imóveis vêm, em geral, acompanhados de prazos dilatados
para o pagamento. São os empréstimos a longo prazo.
No caso deste tipo de empréstimo é importante estudarmos as ma-
neiras mais comuns de quitação da dívida. São os chamados sistemas de
amortização. Trataremos aqui dos sistemas em que a taxa de juros é
constante e calculada sempre sobre o saldo devedor.
O que difere um sistema de amortização do outro é, basicamente, a
maneira como são obtidas as parcelas. Elas podem ser constantes,
variáveis ou até únicas, sendo compostas sempre por duas partes: juros e
amortização propriamente dita.
2. SISTEMA FRANCÊS DE AMORTIZAÇÃO
Nesse sistema, as prestações são sempre fixas. O que varia é a sua
composição, ou seja, variam a parte correspondente aos juros e a parte
correspondente à amortização da dívida inicial. Normalmente, os juros vão
diminuindo à medida que os períodos vão decorrendo, ao inverso da
amortização, que vai aumentando,
Vejamos, por exemplo, como poderiam ser algumas parcelas de um
financiamento desse tipo ;
Parcela Juros Amortização Prestação
10.ª
11.ª
12.ª
792,00
548,00
284,60
3 049,40
3 293,30
3 556,80
3 841,40
3 841,40
3 841,40
O gráfico apresentado a seguir esclarece melhor esta situação:
Observe que a prestação fixa é obtida adicionando-se juros e amor-
tização, que variam na ordem inversa. Ou seja, os juros vão diminuindo e
a amortização vai aumentando.
Este sistema pode ser também acompanhado de prazo de carência.
Nesse caso, os juros podem ser pagos durante o prazo de carência ou
capitalizados no saldo devedor.
2.1. Sistema Francês sem Prazo de Carência
Consideremos, como exemplo, um empréstimo de $ 10.000,00 a ser
pago, sem carência, em 8 parcelas à base de 5% a.m. de juros.
A parcela constante nesse caso pode ser obtida através da fórmula:
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização59
M
a
C
n i
⋅ =
¬
1
1000
1
1547 22
8 5
⋅ = ⇒ =
¬a
C C ,
Que parte corresponde aos juros? Que parte amortiza a dívida?
Incidindo a taxa de 5% sobre o saldo devedor inicial, teremos: Juros =
0,05 X 10.000 = 500
A parte referente aos juros na primeira prestação será de $ 500,00.
Como a prestação total é de $ 1547,22 o valor que amortiza a dívida é:
Amortização = 1 547,22 - 500,00
Amortização = 1 047,22
O saldo devedor passa agora a ser :
Saldo = 10.000,00 - 1 047,22
Saldo = 8 952,78
Ao final do primeiro período, teremos então o seguinte:
Período Saldo
Devedor
Amortização Juros Prestação
1 8.952,78 1.047,22 500,00 1.547,22
O processo se repete agora para o segundo período :
Juros = 0,05 . 8 952,78 = 447,64
Amortização = 1 547,22 - 447,64 = 1 099,58
Saldo devedor = 8 952,78 - 1 099,58 = 7 853,20
Teremos, então, ao final do segundo período a seguinte situação:
Período Saldo
Devedor
Amortização Juros Prestação
2 7.853,20 1.099,58 477,64 1.547,22
Repetindo o processo até a quitação total da dívida, obteremos um
plano completo, apresentado na tabela que segue:
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000,00 - - -
1 8.952,78 1.047,22 500,00 1.547,22
2 7.853,20 1.099,58 447,64 1.547,22
3 6.698,64 1.154,56 392,66 1.547,22
4 5.486,35 1.212,29 334,93 1.547,22
5 4.213,45 1.272,90 274,32 1.547,22
6 2.876,90 1.336,55 210,67 1.547,22
7 1.473,53 1.403,37 143,85 1.547,22
8 - 1.473,53 73,66 1.547,22
TOTAL 10.000,00 2.377,73 12.377,76
Podemos observar pela linha total, salvo aproximação, que :
Amortização + Juros = Total das prestações
2.2. Sistema Francês com prazo de carência e pagamento dos
juros
Neste caso, é dado ao credor um prazo durante o qual ele pagará
apenas os juros da dívida, sem, no entanto, amortizá-la durante essa
carência.
Tomemos o exemplo de um financiamento de $ 10.000,00 a 5% a.m.
durante 8 meses, com carência de 3 meses. Os juros sobre o saldo
devedor inicial serão de : Juros = 10.000,00 . 0,05 = 500
Este valor será pago nos três primeiros períodos. Desse modo,
ficaremos com o seguinte esquema:
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000,00 - - -
1 10.000,00 - 500,00 500,00
2 10.000,00 - 500,00 500,00
A partir do mês seguinte, inicia-se a amortização. A prestação fixa será
dada agora por :
C M
an i
= ⋅
¬
1
c
a
C= ⋅ ⇒ =
¬
10 000
1
1547 22
8 5
. . ,
Os juros e as amortizações serão, daqui para a frente, calculados do
mesmo modo que o já mostrado no caso sem carência. O plano completo
será, então, o seguinte:
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000,00 - - -
1 10.000,00 - 500,00 500,00
2 10.000,00 - 500,00 500,00
3 8.952,78 1.047,22 500,00 1.547,22
4 7.853,20 1.099,58 447,64 1.547,22
5 6.698,64 1.154,56 392,66 1.547,22
6 5.486,35 1.212,29 334,93 1.547,22
7 4.213,45 1.272,90 274,32 1.547,22
8 2.876,90 1.336,55 210,67 1.547,22
9 1.473,53 1.403,37 143,85 1.547,22
10 - 1.473,53 73,66 1547,22
TOTAL 10.000,00 3.377,73 13.377,76
2.3. Sistema Francês com Carência e Capitalização de Juros
Neste caso, durante o período de carência, o devedor não paga os
juros da dívida, que são capitalizados no saldo devedor.
Vamos considerar o mesmo exemplo do financiamento de $ 10.000,00,
em 8 parcelas mensais, carência de 3 meses, taxa mensal de juros de 5%
e capitalização dos juros no saldo devedor.
Os três primeiros períodos podem ser observados no quadro abaixo:
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000,00 - - -
1 10.500,00 - - -
2 11.025,00 - - -
Perceba que ao saldo devedor foram sendo acrescentados os juros
não pagos.
A partir do período seguinte começam a ser cobradas as parcelas
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização60
referentes à amortização e aos juros. Da soma dessas parcelas resultará a
prestação que, agora, deverá ser calculada a partir do saldo devedor atual
($ 11 025,00).
C M
a
C
a
C
n i
= ⋅ ⇒ = ⋅ ⇒ =
¬ ¬
1
11025
1
1705 81
8 5
. . ,
Os juros de 5% no primeiro período serão calculados sobre $11
025,00.
Juros = 11.025 . 0,05 = 551,25
Amortização = Prestação - Juros
Amortização = 1 705,81 - 551,25 = 1.154,56
Saldo devedor = Saldo devedor anterior - Amortização
Saldo devedor = 11.025,00 – 1.154,56 = 9.870,44
O esquema, agora, fica assim:
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000,00 - - -
1 10.500,00 - - -
2 11.025,00 - - -
3 9.870,44 1.154,56 551,25 1.705,81
Para o próximo período, os juros de 5% serão calculados sobre o
saldo devedor de $ 9.870,44.
Juros = 9 870,44 . 0,05 = 493,52
Amortização = 1 705,81 - 493,52 = 1 212,29
Saldo devedor = 9 870,44 - 1 212,29 = 8 658,15
O plano completo de amortização nesse caso ficará:
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000,00 - - -
1 10.500,00 - - -
2 11.025,00 - - -
3 9.870,44 1.154,56 551,25 1.705,81
4 8.658,15 1.212,29 493,52 1.705,81
5 7.385,25 1.272,90 432,91 1.705,81
6 6.048,70 1.336,55 369,26 1.705,81
7 4.645,33 1.403,37 302,44 1.705,81
8 3.171,79 1.473,54 232,27 1.705,81
9 1.624,57 1.547,22 158,59 1.705,81
- TOTAL 11.025,00 2.621,47 13.646,48
SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE (SAC) OU SISTEMA
HAMBURGUÊS
Nesse caso, as prestações são variáveis, a amortização é fixa e os
juros, em geral, vão diminuindo à medida que os períodos vão decorrendo.
O gráfico apresentado a seguir, esclarece melhor esta situação:
Observe que a amortização é fixa e que os juros decrescem
juntamente com a prestação.
SAC - Sem Prazo de Carência
Vamos supor um financiamento de $ 2.000,00 à taxa de 3% a.m., com
um prazo de 8 meses.
A parcela fixa da amortização é obtida dividindo o valor financiado ($
2.000,00) pelo número de prestações. No financiamento que tomamos
como exemplo, o número de prestações é 8.
2 000
8
250
.
=
A parcela de juros vai variar em função do saldo devedor, tomado no
período anterior.
Vamos fazer os cálculos referentes à primeira parcela:
Saldo devedor = 2 000
Juros = 2 000 . 0,03 = 60
Amortização = 250
Prestação = 250 + 60 = 310
Então, no final do período, teremos:
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
1 1.750,00 250,00 60,00 310,00
Agora, vamos fazer os cálculos referentes à segunda parcela:
Saldo devedor = 1 750
Juros = 1 750 . 0,03 = 52,50
Amortização = 250
Prestação = 250 + 52,50 = 302,50
Então, no final do período teremos:
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
2 1.500,00 250,00 52,50 302,50
Repetindo esse processo até a quitação total da dívida, teremos o
seguinte plano:
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 2.000,00 - - -
1 1.750,00 250,00 60,00 310,00
2 1.500,00 250,00 52,50 302,50
3 1.250,00 250,00 45,00 295,00
4 1.000,00 250,00 37,50 287,50
5 750,00 250,00 30,00 280,00
6 500,00 250,00 22,50 272,50
7 250,00 250,00 15,00 265,00
8 - 250,00 7,50 257,50
TOTAL 2.000,00 270,00 2.270,00
Obs.: Os juros e as prestações são funções de 1.º grau: J = 0,03 . (2
000 - 250 . n)
Nessa expressão, n é o período e J os juros.
P = J + 250 = 0,03 . (2 000 - 250 . n) + 250
Nessa expressão, P é a prestação do período.
SAC com Prazo de Carência e Pagamento de Juros
Neste caso, durante o período de carência é feito apenas o pagamento
dos juros, não havendo nenhuma amortização.
Vejamos um exemplo :
Consideremos um financiamento de $ 2 000,00, à taxa de 8% a.m.,
com um período de carência de 3 meses. O plano de amortização fica
como mostra a tabela:
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização61
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 2.000,00 - - -
1 2.000,00 - 60,00 60,00
2 2.000,00 - 60,00 60,00
3 1.750,00 250,00 60,00 310,00
4 1.500,00 250,00 52,50 302,50
5 1.250,00 250,00 45,00 295,00
6 1.000,00 250,00 37,50 287,50
7 750,00 250,00 30,00 280,00
8 500,00 250,00 22,55 272,50
9 250,00 250,00 15,00 265,00
10 - 250,00 7,50 257,50
TOTAL 2.000,00 390,00 2.390,00
SAC com Prazo de Carência e Juros Capitalizados no Saldo
Neste caso, durante a carência, o devedor não paga absolutamente
nada. Os juros desse período vão servir para aumentar o saldo devedor.
Vejamos um exemplo :
Para o financiamento de $ 2.000,00, a 3% a.m., durante 8 meses e
com período de carência de 3 meses, podemos começar calculando o
saldo capitalizado. Assim, depois de um período, temos:
Saldo1 = 2 000 . 1,03 = 2 060
Depois de dois períodos, temos:
Saldo2 = 2 060 . 1,03 = 2 121,80
Para calcular a parcela fixa de amortização é necessário dividir
2.121,80 por 8.
212180
8
265 23
. ,
,=
Daqui para a frente, o processo é o mesmo. A tabela com todo o plano
fica assim:
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 2.000,00 - - -
1 2.060,00 - - -
2 2.121,80 - - -
3 1.856,57 265,23 63,65 328,88
4 1.591,34 265,23 55,70 320,93
5 1.326,11 265,23 47,74 312,97
6 1.060,88 265,23 39,78 305,01
7 795,65 265,23 31,83 297,06
8 530,42 265,23 23,87 289,10
9 265,19 265,23 15,91 281,14
10 - 265,19 7,96 273,15
Total 2.121,80 286,44 2.408,24
Obs.: Comparando as tabelas dos planos de carência com pagamento
ou não dos juros no período, você pode ver que usando o segundo
sistema, paga-se mais. Isso ocorre porque o que deveria ser juros passa a
ser principal.
SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO MISTO (SAM)
Este é um sistema mais moderno, que não apresenta nenhuma
dificuldade teórica aos que já foram estudados, uma vez que ele é sim-
plesmente a média aritmética entre o Sistema Francês de Amortização e o
SAC. O gráfico ao lado compara a evolução das prestações nesses três
sistemas.
Suponha dois planos de financiamento de $ 10.000,00 em 5 meses, à
taxa de 5% a.m., primeiro pelo SAC e depois pelo Sistema Francês.
SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE (SAC)
SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE (SAC)
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000,00 - - -
1 8.000,00 2.000,00 500,00 2.500,00
2 6.000,00 2.000,00 400,00 2.400,00
3 4.000,00 2.000,00 300,00 2.300,00
4 2.000,00 2.000,00 200,00 2.200,00
5 - 2.000,00 100,00 2.100,00
TOTAL 10.000,00 1.500,00 11.500,00
SISTEMA FRANCÊS
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000,00 - - -
1 8.190,25 1.809,75 500,00 2.309,75
2 6.290,01 1.900,24 409,51 2.309,75
3 4.294,76 1.995,25 314,50 2.309,75
4 2.199,75 2.095,01 214,74 2.309,75
5 - 2.199,75 109,99 2.309,75
10.000,00 1.548,74 11.548,75
O mesmo plano calculado com base no SAM ficaria assim:
SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO MISTA (SAM)
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000,00 - -
1 8.095,20 1.904,80 500,00 2.404,88
2 6.145,08 1.950,12 404,76 2.354,88
3 4.147,45 1.997,63 307,25 2.304,88
4 2.099,94 2.047,51 207,37 2.254,88
5 - 2.099,94 105,00 2.204,88
10.000,00 1.524,38 11.524,40
Perceba tanto pelas prestações, como pelos juros ou pelo saldo deve-
dor, que, em cada período, os valores no SAM são, com exceção da
aproximação, a média aritmética entre o valor do SAC e o do Sistema
Francês.
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Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização62
CÁLCULO FINANCEIRO
CUSTO REAL E EFETIVO DE OPERAÇÕES DE FINANCIAMENTO,
EMPRÉSTIMO E INVESTIMENTO
A Inflação e correção monetária
A inflação caracteriza-se por aumentos persistentes e generalizados
dos preços dos bens e serviços à disposição da sociedade; quando ocorre
o fenômeno inverso, tem-se a deflação. Com o objetivo de minimizar ou
mesmo neutralizar as distorções causadas pela inflação na economia, foi
institucionalizado no Brasil o princípio da correção monetária. Através
desse princípio, os valores monetários (preços de bens e serviços, salários,
empréstimos, financiamentos, aplicações financeiras, impostos etc.) pode-
riam ser reajustados com base na inflação ocorrida no período anterior,
medida por um índice de preços calculado por uma entidade credenciada,
normalmente pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) ou pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística).
O que é um indexador
lndexador, tal como usado pelo mercado financeiro, pode ser entendi-
do como qualquer valor ou índice utilizado como parâmetro para atualizar o
valor da unidade monetária, depreciado em função da elevação sistemática
dos níveis gerais de preços.
Construção de um indexador e sua utilização
Para facilitar a compreensão do leitor, vamos tomar como exemplo o
cálculo do valor do BTN, criado em fevereiro de 1989 e extinto em fevereiro
de 1991. Esse indexador foi construído com base na variação mensal dos
preços ao consumidor, calculado pelo IBGE. Para os cinco primeiros
meses, de fevereiro até junho, essas variações foram, respectivamente, de
3,60%, 6,09%, 7,31%, 9,94% e 24,83%. Seu valor inicial, na data de 01-02-
89, foi fixado em NCzS 1,00 (um cruzado novo). Para a obtenção do valor
do mês seguinte, adicionou-se a variação de 3,60% do mês de fevereiro,
obtendo-se NCzS 1,0360; o valor do BTN de abril foi obtido adicionando-se
6,09% ao valor do mês anterior e assim sucessivamente. Com esse proce-
dimento, obtém-se os seguintes valores para os cinco primeiros meses de
nosso exemplo, válidos para o primeiro dia de cada mês:
Mês Variação
mensal (%)
BTN
Fevereiro/89
Março
Abril
Maio
Junho
3,60
6,09
7,31
9,94
24,83
1 ,0000
1 ,0360
1 ,0991
1 ,1794
1 ,2966
O quadro mostra que o valor do BTN se constituía, na verdade, num
índice de preços, como também se constituíam, no passado, a ORTN, a
OTN e o fator acumulado da TR; atualmente, temos como exemplos a
UFIR, a UPF (Unidade Padrão de Financiamento) e as Unidades Fiscais
dos estados e municípios.
A utilização de um índice de preços, isto é, de um indexador, é uma
prática generalizada no Brasil. A partir de seus valores, obtém-se facilmen-
te a variação dos preços ocorrida entre duas datas quaisquer, ou o valor
atualizado de um empréstimo, de uma aplicação financeira ou de um bem
ou serviço. Para a obtenção da variação, basta dividir o índice referente à
data atual pelo índice correspondente à data anterior (a partir da qual se
pretende determinar a variação), e subtrair 1. Assim, no caso de nosso
exemplo, a variação de 10 de março a 10 de junho é calculada como
segue:
variação =
0360,1
2966,1
- 1 = 0,2515444 ou 25,15444 %
Essa variação corresponde às variações acumuladas dos meses de
março, abril e maio.
Para se corrigir monetariamente um valor, ou seja, incorporar ao preço
inicial a variação correspondente à inflação do período, basta dividir esse
valor pelo índice correspondente à data do inicio do período (a partir da
qual se pretende corrigir) e multiplicar pelo índice referente à data do fim do
período. No caso do exemplo anterior, um valor inicial de $ 100.000,00
seria corrigido como segue:
Valor corrigido =
0360,1
00,000.100
x 1,2966 = 125.154,44
A partir deste exemplo, podemos apresentar uma fórmula genérica pa-
ra atualização monetária de valores e que será utilizada ao longo de todo
este capítulo. Para tanto, vamos chamar de principal o preço inicial de uma
mercadoria ou serviço, ou o valor inicial de um empréstimo ou de uma
aplicação financeira, e de indexador qualquer índice utilizado com a finali-
dade de corrigir monetariamente um valor. A fórmula é a seguinte:
v
o
c Ix
I
P
P =
em que Pc é o principal corrigido, P o principal inicial, lo o indexador
correspondente à data inicial (data do contrato) e lv o indexador da data do
vencimento, pagamento ou resgate.
Nos casos em que somente a variação do indexador é conhecida, a
atualização se fará como segue: Pc= P x (1 + v1) x ( 1 + v2) x ( 1 + v3) x .....
x (1 + vn) em que v representa a variação (diária, mensal ou anual) do
indexador e os índices 1, 2, 3, ....., n, o número de ordem do período
unitário (dia, mês ou ano).
lndexador utilizado neste capítulo
A parte final do breve histórico apresentado sobre a indexação no Bra-
sil dá ao leitor uma idéia das dificuldades que enfrentamos para escrever
este capitulo. Nos exercícios com rendas e encargos pós-fixados apresen-
tados na primeira tiragem da quarta edição,, utilizamos a URV como princi-
pal indexador por entender que a TR, até então a mais utilizada para atuali-
zar os valores das aplicações e dos empréstimos, fosse extinta pelo gover-
no logo após a criação do REAL. Entretanto, isso não ocorreu! E embora o
governo esteja propondo-se a desindexar a economia a partir do inicio
deste ano de 1995 (época em que estamos revisando a quinta edição
deste livro), não é provável que o faça tão cedo. Assim, não nos resta outra
alternativa a não ser adotar essa taxa referencial como indexador, em que
pese a todas as restrições que fazemos a ela. A TR é uma taxa mensal
calculada e divulgada diariamente pelo Banco Central, sendo utilizada para
corrigir valores monetários desde o dia a que se refere (dia em que é
calculada) até igual dia do mês seguinte. Assim, a TR de 2,61% referente
ao dia 19 de janeiro de 1995 corrige um empréstimo no valor de S
1.000,00, obtido nesse dia, para S 1.026, 1º no dia 19 de fevereiro.
APLICAÇÕES FINANCEIRAS COM RENDA FIXA
Vamos considerar como aplicações financeiras de renda fixa todas a-
quelas realizadas em títulos e valores mobiliários, inclusive cadernetas de
poupança e fundos de investimentos. Denomina-se renda fixa por garantir
ao aplicador determinado rendimento, fixado no dia da aplicação, isto é, o
investidor seguramente receberá no vencimento um valor maior que o
desembolsado, o que pode não acontecer com as aplicações em renda
variável. As aplicações com renda fixa podem ser pré e pós-fixadas. É
prefixada quando o valor de resgate é conhecido no dia da aplicação e pós
quando esse valor somente é determinado no dia (ou alguns dias antes) do
vencimento. As aplicações com renda pósfixada pagam juros calculados
sobre o principal corrigido, ou seja, sobre o valor da aplicação adicionado
da correção monetária do período. Os exemplos seguintes facilitarão o
entendimento do leitor.
Aplicações com renda prefixada
Vamos tratar de aplicações nos seguintes títulos e valores mobiliários:
Certificados de Depósitos Bancários (CDB). São títulos emitidos pelos
bancos comerciais, de investimentos ou desenvolvimento, e pe-
las caixas econômicas; é o instrumento mais utilizado para a cap-
tação de recursos normalmente destinados ao financiamento de
capital fixo e de giro das empresas. O prazo mínimo de emissão
tem variado muito nos últimos anos, sendo atualmente de 30 di-
as. O prazo máximo não é fixado.
Recibos de Depósitos Bancários (RDB). São recibos de depósito a
prazo fixo, emitidos pelas mesmas instituições financeiras, com a
mesma finalidade e com os mesmos prazos.
Letras de Câmbio (LC): são títulos emitidos pelas chamadas "Finan-
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização63
ceiras", as Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento,
para captação de recursos destinados ao financiamento de bens
e serviços, para pessoas físicas ou jurídicas, operação conhecida
no mercado por "crédito direto ao consumidor". Os prazos de e-
missão são idênticos aos do CDB e RDB. Com a intensificação
do processo de transformação de Financeiras em bancos múlti-
plos, o volume de emissão de Letras de Câmbio tem se reduzido
muito nos últimos anos. A tendência natural é sua extinção a mé-
dio prazo.
Bônus do Banco Central (BBC). São títulos de curto prazo emitidos pe-
lo Banco Central do Brasil para a captação de recursos destina-
dos ao atendimento das necessidades de caixa do Tesouro Na-
cional; pane substancial das emissões é adquirida pelas institui-
ções financeiras para lastreamento das operações de open mar-
ket e para compor as carteiras dos fundos de investimentos em
renda fixa, variável e de commodities. São sempre emitidos numa
quarta-feira e com vencimento também numa quarta, portanto,
com prazos múltiplos de 7; atualmente são mais comuns os de
28, 35 e 42 dias.
Letras do Tesouro Nacional (LTN). São títulos idênticos ao anterior. A
única diferença é que são emitidos pelo Tesouro Nacional.
Todas as aplicações financeiras estão sujeitas à incidência do Imposto
de Renda na fonte. Até 31 de dezembro de 1994, o Imposto de Renda,
descontado na fonte, incidia apenas sobre o chamado rendimento real
(também chamado de ganho de capital), correspondente ao rendimento
que excedesse ao valor da correção monetária calculada com base na
UFJR (Unidade Fiscal de Referência), ou seja, sobre o valor que ultrapas-
sasse ao principal corrigido por esse indexador. A partir de 1° de janeiro de
1995, o Imposto de Renda pago na fonte passou a ser cobrado a razão de
10% sobre o rendimento bruto, ou seja, sobre o rendimento total obtido,
independentemente do prazo da aplicação.
A fim de facilitar o entendimento dos exemplos apresentados a seguir,
vamos estabelecer as seguintes convenções:
P = principal ou valor aplicado: valor desembolsado pelo aplicador;
Pc = principal corrigido: valor da aplicação adicionado da correção
monetária;
VR =valor de resgate: valor de resgate da aplicação ou do título antes
do desconto do Imposto de Renda;
VRL = valor de resgate líquido: valor de resgate menos o Imposto de
Renda;
RB = rendimento total ou bruto: dado pela diferença entre o valor de
resgate e o valor aplicado;
RL = rendimento líquido: é o valor do rendimento bruto menos o valor
do Imposto de Renda;
n = prazo (normalmente em número de dias);
i = taxa utilizada pelo mercado para explicitar o rendimento bruto a
ser pago, seja ele pré ou pós-fixado; normalmente é informada pa-
ra um período de 30 dias (taxa mensal) ou de 360 dias (taxa anu-
al) ;
TEB = taxa efetiva bruta: dada pela divisão do rendimento bruto pelo
valor da aplicação (ou pela divisão do valor de resgate pelo valor
da aplicação, menos 1);
TEL = taxa efetiva líquida: dada pela divisão do rendimento líquido pe-
lo valor da aplicação (ou pela divisão do valor de resgate líquido
pelo valor da aplicação, menos 1);
TRB = taxa real bruta: dada pela divisão do rendimento real pelo prin-
cipal corrigido (ou pela divisão do valor de resgate pelo principal
corrigido, menos 1);
TRL = taxa real líquida: dada pela divisão do rendimento real líquido
pelo principal corrigido (ou pela divisão do valor de resgate líquido
pelo principal corrigido, menos 1);
a = alíquota do Imposto de Renda,
Exemplos com CDB, RDB ou LC
(O exemplo para um tipo de aplicação é válido para todos, já que os
três têm as mesmas características)
A) Um investidor aplica S 36.000,00 num Certificado de Depósito Ban-
cário (CDB), com 30 dias de prazo. Sabendo-se que o Banco emitente
paga uma taxa de 39% ao ano, determinar o valor de resgate, o valor do
lmposto de Renda e o valor de resgate líquido dessa aplicação.
Solução:
a) Cálculo do valor de resgate
VR = 360
n
a)i1(P +
em que ia é a taxa anual e n o prazo em dias.
VR = 36.000,00 x (1 + 39%)30/360
VR = 36.000,00 x (1,39)30/360 = 37.001,59
b) Cálculo do valor do Imposto de Renda
IR = a x RB
RB = 37.001,59 - 36.000,00 = 1.001,59
IR =10% x 1.001,59 = 100,16
c) Cálculo do valor de resgate líquido
VRL = VR - IR = 37.001,59 - 100,16 =
36.901,43
Exemplo com BBC e LTN
Na negociação desses dois títulos, os agentes do mercado partem de
um valor de resgate hipotético de $ 1.000,00. E, considerando o prazo e a
taxa de juros, determinam seu valor de compra ou venda, denominado de
PU (preço unitário). Embora o mercado brasileiro, no caso dessas
operações, esteja atualmente trabalhando com o prazo representado por
número de dias úteis, vamos considerar sempre dias corridos. Essa
decisão deve-se ao fato de a utilização de dias corridos ser uma norma
universal, e porque considero esse critério o mais correto.
B. Em um leilão efetuado pelo Banco Central, um Banco adquire BBCS
com prazos de 28 e 35 dias, ambas cotadas a uma taxa de juros de 37%
ao ano. Calcular, para os dois prazos mencionados, o preço pago pelo
Banco para cada $ 1.000,00 de resgate.
Solução:
a) para o prazo de 28 dias
A partir da fórmula do montante para juros compostos, tem-se que:
( ) 360
n
ai1
VR
P
+
=
( )
81,975
00,000.1
P
360
28
,371
==
O valor presente P = $ 975,81 constitui-se no chamado PU (preço uni-
tário). Assim, no caso deste exemplo, o PU nada mais é do que o valor
atual do título para cada $ 1.000,00 de resgate, A "unidade", que neste
caso é igual a $ 1.000,00, poderia ser de $ 1,00, $ 10,00, $ 100,00 ou
qualquer outro valor.
b) para o prazo de 35 dias
( )
86,969
00,000.1
P
360
35
,371
==
Aplicações com renda pós-fixada
Neste subitem temos uma grande variedade de aplicações. Vamos tra-
tar somente das mais importantes: cadernetas de poupança, CDBS, RDBS,
Letras de Câmbio, Notas do Tesouro Nacional (NTN), Debêntures e os
fundos de investimentos. A tributação é idêntica à das aplicações em renda
prefixada mostrada no subitem anterior, ou seja, Imposto de Renda de 10%
sobre o rendimento total.
Vamos tratar inicialmente das aplicações em CDB, RDB e LC, cujas
características já foram mencionadas no subitem anterior; as diferenças
dessas aplicações em relação àquelas com rendimentos prefixados é que
nestes casos o prazo mínimo de emissão dos títulos é atualmente de 120
dias e os rendimentos são calculados com base no principal corrigido pelo
indexador adotado. E como já mencionamos no início deste capítulo,
vamos adotar a TR (Taxa Referencial de Juros) como principal indexador.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização64
Exemplo com CDB, RDB e LC
C. Calcular o valor de resgate líquido já descontado o Imposto de
Renda) de uma aplicação em CDB com renda pós-fixada no valor de $
5.000,00, pelo prazo de 120 dias, sabendo-se que o Banco paga juros de
16% ao ano. A aplicação foi feita no dia 5 de janeiro para resgate no dia 5
de maio do mesmo ano. Admitir que as TR referentes aos dias 5 dos
meses de janeiro, fevereiro, março e abril tenham sido de 2,21%, 1,96%,
2,13% e 2,37% respectivamente.
Solução:
a) Cálculo do valor de resgate
VR = 360
n
ac )i1(P +
Pc= 5.000,00 x 1,0221 x 1,0196 x 1,0213 x 1,0237
= 5.447,78
VR = 5.447,78 x ( ) 360
120
16,1 = 5.724,08
b) Cálculo do Imposto de Renda
IR = 10% x RB = 0,10 x RB
RB = VR - P= 5.724,08 - 5.000,00 = 724,08
IR = 0,10 x 724,08 = 72,41
c) Cálculo do valor de resgate líquido
VRL = VR - IR = 5.724,08 - 72,41 = 5.651,67
Operações com Cadernetas de Poupança
As cadernetas de poupança constituem a forma mais popular de apli-
cação de recursos no Brasil. Tradicionalmente, elas vêm rendendo corre-
ção monetária calculada com base num indexador, mais juros de 0,5% ao
mês (equivalente a 6,168% ao ano) incidente sobre o valor do depósito
acrescido da correção monetária; caso haja algum saque durante o mês,
contado desde o dia do depósito até o dia anterior ao do crédito, valerá o
menor saldo do mês para efeito de cálculo do rendimento. Nas aplicações
feitas por pessoas físicas, o rendimento é creditado mensalmente no dia do
chamado "aniversário" ou data-base, isto é, no dia do mês do crédito
correspondente ao mesmo dia do mês em que foi aberta. Assim, se uma
caderneta é aberta no dia 3 de janeiro, os rendimentos serão creditados no
dia 3 dos meses subseqüentes. Entretanto, há exceções: se a conta for
aberta nos dias 29, 30 ou 31, considerar-se-á aberta no dia 1° do mês
seguinte.
No caso das aplicações feitas por pessoas jurídicas, os rendimentos
são creditados trimestralmente, calculados à razão de 1,5% sobre o valor
do depósito corrigido pelo indexador utilizado. Em caso de movimentação
da conta durante o trimestre, os rendimentos serão calculados com base
no menor saldo existente nesse trimestre. De acordo com a legislação
atual, incide Imposto de Renda de 10% sobre o total dos rendimentos.
Esse fato praticamente inviabiliza a caderneta de poupança para pessoas
jurídicas.
Considera-se mês, no caso das cadernetas de poupança, o período
compreendido entre o dia do depósito e o dia do "aniversário" no mês
seguinte.
No momento em que estamos revisando este capítulo, o indexador ofi-
cial utilizado para corrigir os depósitos de poupança continua sendo a TR.
E é esse que vamos utilizar. A correção monetária calculada com base
nesse indexador é chamada também de atualização monetária.
D. O Sr. W. Vilan abriu uma caderneta de poupança no dia 13-09-94
com um depósito de $ 4.500,00. Sabendo-se que a TR desse dia foi de
2,57%, calcular os valores da correção monetária e dos juros creditados
em 13- l 0-94. Como se sabe, a taxa de juros é de 0,5% ao mês.
Solução:
Valor da correção monetária
CM = 2,57% x 4.500,00 = 11 5,65
Valor dos juros
Juros = 0,5% x (4.500,00 + lis,65) = 23,08
Saldo da conta em 13-10-94
Saldo = 4.500,00 + 115,65 + 23,08 = 4.638,73
O saldo dessa conta poderia também ser obtido como segue:
Saldo = 4.500,00 x 1,0257 x 1,005 = 4.638,73
Caso o Sr. Vilan tivesse sacado $ 1.500,00 em qualquer dia entre o dia
do depósito e o dia útil anterior à data do crédito, os valores da correção
monetária e dos juros seriam calculados com base no saldo de $ 3.000,00.
Operações com Notas do Tesouro Nacional (NTN)
A NTN é um título emitido pelo Tesouro Nacional com características
idênticas às do CDB pós-fixado. Atualmente tem prazo mínimo de emissão
de 120 dias; até dezembro de 1994 esse prazo mínimo era de 90 dias.
Existem três tipos: a NTN com correção cambial, a NTN corrigida com base
na variação do IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) e a NTN corri-
gida com base na TR. No caso das duas primeiras, o Tesouro Nacional
paga 6% ao ano sobre o principal corrigido, e no caso da última, o rendi-
mento total acima da TR é dado via deságio.
As NTNS são colocadas no mercado através de leilões periódicos (pe-
lo menos um por mês) efetuados pelo Banco Central. Como regra geral,
são emitidas com data do primeiro dia de cada mês, e vencimento também
no primeiro dia do mês de resgate. Caso uma das datas (de emissão ou de
resgate) ocorra em um dia não útil, a liquidação ocorrerá no dia útil subse-
qüente. No caso das NTNS cambiais, a correção é calculada tomando-se
como base a cotação do dólar no dia imediatamente anterior ao dia da
emissão e do resgate (ou do pagamento dos juros).
Os juros de 6% ao ano são pagos semestralmente, ou no vencimento
do título, caso seu prazo seja de até seis meses. Para proporcionar uma
rentabilidade superior a 6% ao ano, o Banco Central normalmente coloca
esses títulos no mercado com deságio. Para efeito de negociação, o preço
unitário do título - o chamado PU - é calculado com base num valor de
emissão hipotético de S 1.000,00 e apresentado com seis casas decimais.
Os exemplos a seguir facilitarão o entendimento. Embora o governo não
tenha colocado no mercado nenhum título corrigido pelo IGPM após a
implantação do REAL, vamos apresentar exemplos envolvendo os três
tipos.
Através de um leilão realizado pelo Banco Central, uma instituição fi-
nanceira adquire NTNS cambiais emitidas em 01-11-93 e com vencimento
em 01-02-94 (prazo de três meses). Sabendo-se que esse título paga juros
de 6% ao ano, que foi adquirido com uma rentabilidade efetiva de 18% ao
ano e que as cotações do dólar comercial de venda no dia anterior ao dia
da emissão e ao dia do resgate foram respectivamente de CR$ 174,000 e
CR$ 458,660, calcular:
o PU, ou seja, o preço pago para cada CR$ 1.000,00 de emissão;
b) o valor de resgate (incluindo os juros).
Solução:
a) Cálculo do PU
VR = 1.000,00 x (1,06) 4
1
= 1.014,673846
em que o número 4, do expoente 1/4, representa o número de
trimestres contidos em 1 ano.
( )
213807,973
18,,1
673846,014.1
PU
365
92
==
em que 0,18 é taxa efetiva ao ano e 92 o número de dias decorridos
entre o dia da compra e do resgate.
b) Cálculo do valor de resgate (incluindo os juros)
112.635,9770
174,000
458,660
x1.000,00Pc ==
Taxa trimestral de juros =
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização65
(1,06) 4
1
- 1 = 0,01467385 ou 1 ,467385%
Juros
= 0,01467385 x 2.635,977011 = 38,679931
Valor de resgate
= 2.635,977011 + 38,679931 = 2.674,656942
O valor de resgate também pode ser determinado atualizando-se
monetariamente o valor de resgate obtido inicialmente, como segue:
422.674,6569
174,000
458,660
x461.014,6738VR ==
Operações com Fundos de Investimentos em Renda Fixa
Este Fundo de Investimentos tem uma carência de 28 dias para sa-
ques sem perda de rendimentos, contados desde o dia da aplicação ou
desde o último dia em que se completou o ciclo de 28 dias. Trata-se de um
fundo administrado por uma instituição financeira em que os recursos
captados junto aos clientes são aplicados em títulos de renda fixa, pré ou
pós-fixados. O investidor adquire cotas do fundo, cuja rentabilidade reflete
a rentabilidade média dos títulos que compõem a carteira. Sobre o rendi-
mento total obtido na aplicação, o investidor paga Imposto de Renda,
correspon dente a 10%, calculado de forma idêntica aos cálculos já mos-
trados para os títulos de renda fixa.
Exemplo
E. Um investidor aplica $ 6.000,00 num Fundo de Renda Fixa no dia
11-0l -95 e resgata $ 3.700,00 no dia 08-02-95, 28 dias depois. Sabendo-
se que o valor da cota era de $ 3,498039 no dia da aplicação e de $
3,602403 no dia do resgate, calcular:
o número de cotas adquiridas;
o número de cotas resgatadas;
a valorização da cota no período;
o valor do Imposto de Renda pago e o valor líquido creditado na conta do
aplicador;
o saldo em número de cotas e em S.
Solução:
a) Número de cotas adquiridas
n° de cotas = 1.715,248
498039,3
00,000.6
= cotas
b) Número de cotas resgatadas
nº de cotas = 1.027,092
602403,3
00,700.3
= cotas
c) Valorização da cota no período
Valorização = 0298,01
498039,3
602403,3
=− ou 2,984%
d) Valor do Imposto de Renda e valor líquido creditado
Valor de aplicação das cotas resgatadas
Valor = 1.027,092 x 3,498039 = 3.592,81
Valor do Imposto de Renda
Corresponde a10% sobre o rendimento obtido no período, ou seja, so-
bre o valor de resgate menos o valor de aplicação das cotas resgatadas,
calculado como segue:
IR = 10% x (3.700,00 - 3.592,81) = 10,72
Valor líquido creditado na conta do aplicador
Valor líquido = 3.700,00 - 10,72 = 3.689,28
Saldo em número de cotas e em S
Saldo em n° de cotas
= 1.715,248 - 1.027,092 = 688,156
Saldo em $
= 688,156 x 3,602403 = 2.479,02
Operações com Fundos de Aplicações Financeiras (FAF)
As aplicações neste Fundo, também conhecido por "fundão", represen-
tam uma das únicas formas de aplicação de recursos no curto prazo.
Funciona de maneira semelhante ao Fundo de Renda Fixa visto no item
anterior. Os recursos captados pela instituição financeira que administra o
Fundo são aplicados de forma bem diversificada, sendo uma parte superior
a 20% obrigatoriamente depositado no Banco Central, uma fatia ainda
maior aplicada títulos públicos federais, 10% em Títulos de Desenvolvimen-
to Econômico (TDE) e 3% no Fundo de Desenvolvimento Social (FDS);
apenas cerca de 42% dos recursos captados podem ser livremente utiliza-
dos pela instituição financeira para aplicação em outros títulos de renda
fixa, públicos ou privados.
O rendimento proporcionado por este Fundo também paga 10% de
Imposto de Renda na fonte.
Uma pessoa aplicou $ 50.000,00 no FAF e resgatou tudo no dia
seguinte. Sabendo-se que o valor da cota subiu 0,116%, calcular o valor
líquido resgatado.
Solução:
Valor do rendimento =
0,116% x 50.000,00 = 58,00
Valor do IR =
10% x 58,00 = 5,80
Valor líquido resgatado =
50.000,00 + 58,00 - 5,80 =
Valor líquido resgatado = 50.052,20
EXERCÍCIOS
01. Uma empresa está estudando a compra de um e-
quipamento e deve escolher entre duas marcas com
as seguintes características e previsões:
Equipamento A Equi-
pamento B
Custo inicial 28.000.000 23.000.000
Valor venal após cinco anos de uso 12.000.000
3.000.000
Custo operacional anual 4.000.000 3.000.000
Receita adicional anual 12.000.000 10.000.000
Determine a melhor alternativa com taxa de atrativi-
dade de 20% a.a.
Pelo método do valor presente líquido.
Pelo método do valor anual uniforme.
Pelo método da taxa interna de retorno (neste caso,
deve ser considerado, na segunda alternativa, um
investimento incremental de 5.000.000 colocado a
20% a.a.).
02. No início de 1985, uma pessoa fez um depósito de
R$ 150.000,00 numa Caderneta de Poupança que
pagou 0,5% a.m. de juros e atualizações monetárias
mensais que atingiram no ano a taxa acumulada de
228%. Teria feito melhor negócio se aplicasse seu
capital e resgatasse mensalmente R$ 23.100,00 du-
rante um ano?
03. Qual a melhor forma de receber o retorno de um in-
vestimento de R$ 10 milhões, aplicado por um ano:
um pagamento final de R$ 13.000.000,00, dois pa-
gamentos semestrais de R$ 6.200.000,00 cada um
ou doze pagamentos mensais de R$ 950.000,00 ca-
da um? Justifique.
04. Uma empresa paga R$ 600.000,00 por mês para
uma companhia transportadora fazer as entregas de
seus produtos. Está, agora, estudando a compra de
um caminhão por R$ 15.000.000,00, calculando que
daqui a cinco anos ele poderá ser vendido por R$
2.000.000,00 e que seu dispêndio anual será de R$
3.600.000,00.
a) Usando a taxa de 15% a.a., estude, pelo método do
valor presente, se será vantajoso a compra do cami-
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização66
nhão ou se será melhor continuar usando os servi-
ços da transportadora.
b) Calcule, com a mesma taxa de 15% a.a., os custos
anuais de transporte em cada caso.
05. Fui comprar um aparelho de televisão cujo preço a
vista é R$ 98.960,00. A loja exibe uma propaganda
oferecendo esse aparelho com uma entrada de R$
10.000,00 e 12 pagamentos mensais de R$
9.160,00. Numa época em que as taxas giram em
torno de 2% a.m., é mais vantajoso comprar essa IV
a vista ou a prazo?
06. Uma pessoa tinha um capital de R$ 11.000.000,00 e
o empregou na compra de um apartamento que fi-
cou dois meses fechado, dando despesas de R$
21.300,00 por mês. A partir do início do terceiro mês
conseguiu alugá-lo por R$ 80.000,00 pagos no início
de cada mês. Um ano após a compra, vendeu-o pa-
ra o inquilino por R$ 30.000.000,00, quantia livre de
despesas. Teria feito melhor negócio se aplicasse
seu capital durante esse ano a 8,8% a.m.? Justifi-
que.
07. Calcule, com a taxa de 3% a.m., o custo mensal de
um equipamento que foi adquirido por R$
100.000,00, teve um custo operacional mensal de
R$ 3.500,00 e foi avaliado em R$ 80.000,00 após
um ano de uso.
08. Um capitalista investiu R$ 2.800.000,00 na instala-
ção de uma pequena loja. Suas despesas mensais,
durante um ano foram de R$ 180.000,00 de aluguel
e R$ 120.000,00 para uma pessoa tomar conta do
negócio. No final desse ano, passou o ponto para
um comerciante interessado, tendo recebido R$
3.000.000,00 pela transferência. Durante esse ano,
sua receita líquida mensal foi de R$ 400.000,00 nos
seis primeiros meses e R$ 600.000,00 nos seis últi-
mos meses. Teria feito melhor negócio se aplicasse
seu capital a 7% a.m., que era a taxa de mercado na
época?
09. Uma máquina foi comprada com uma entrada de R$
30.000,00 e três pagamentos de R$ 20.000,00 cada
um, realizados no fim de três, quatro e circo meses,
respectivamente. Calcule o custo anual dessa má-
quina à taxa de 20% a.a., sabendo que no fim de
três anos ela poderá ser vendida por R$ 40.000,00.
10. Uma firma adquiriu um novo equipamento por R$
45.000.000, prevendo que seu valor residual após
dois anos de uso será R$ 30.000.000. O uso desse
equipamento vai aumentar de R$ 6.500.000 a recei-
ta mensal da firma e de R$ 1.500.000 o custo men-
sal. Represente essa situação com um diagrama de
fluxo de caixa e calcule o valor mensal uniforme (lu-
cro líquido mensal) com a taxa de 2% a.m., conside-
rando ainda um imposto de renda de 25% calculado
sobre lucro menos depreciação. Para efeito de IR,
tanto o lucro quanto a depreciação são também cal-
culados linearmente, isto é, La = 12 (65.000.000 -
1.500.000) e Da =
2
30.000.000-45.000.000
Uma empresa fabrica e vende determinada peça
que pode ser produzida pela máquina A ou pela má-
quina B que estão sendo analisadas para compra
por essa empresa. Foram obtidos os seguintes da-
dos:
Máquina A Máquina
B
Custo inicial 80.000 120.000
Valor residual após
cinco anos 20.000 35.000
Gasto anual de
manutenção 6.000 8.000
Gasto anual de energia 1.000 800
Número de operadores 2 1
Preço/hora da mão-de-
obra de cada operador 10 25
Tempo de execução da peça 60 mm. 40
mm.
Sabe-se, ainda, que cada peça tem um custo de 30
de matéria-prima e pode ser vendida a 70; as má-
quinas trabalharão 2.200 horas por ano, a taxa de
atratividade do empresário é 30% a.a. e o Imposto
de Renda (calculado sobre lucro menos deprecia-
ção) é de 30%, pago anualmente. Supondo que, no
caso da compra da máquina A, o empresário investe
os 40 mil restantes à taxa de 30% a.a., determine o
melhor investimento por qualquer método.
11. Uma pessoa está estudando a compra de um terre-
no para explorar um estacionamento de carros. Pre-
vê uma renda mensal de R$ 1.200.000 e despesas
anuais de R$ 2.500.000. Terá ainda uma despesa i-
nicial de R$ 1.500.000 que serão gastos com equi-
pamentos de valor residual nulo após três anos.
Quanto o investidor estará disposto a pagar pelo ter-
reno se sua taxa de atratividade é de 5% a.m. e se o
terreno poderá ser vendido por R$ 50.000.000 no fim
de três anos?
12. Um motorista tem uma renda liquida mensal de R$
250.000,00 com seu táxi e sabe que poderá vendê-
lo daqui a um ano por R$ 1 .500.000,00. Poderá
também vendê-lo já e aplicar o capital apurado a
8,9% a.m. durante um ano, com renda mensal. Um
seu amigo deseja comprar o carro e tem capital sufi-
ciente empregado a 160% a.a. Qual o preço que po-
derá ser atrativo a ambos?
13. Uma estrada foi construída por R$ 8,6 milhões o km
e requer um custo anual de manutenção de R$ 1,5
milhões por km. Para construir essa estrada, o Go-
verno emitiu bônus que produzirão juros de 5% ao
trimestre e a taxa de pedágio foi fixada em R$ 12 por
km. Qual o número mínimo de veículos que deverão
utilizar-se dessa estrada mensalmente para que o
investimento se auto financie em um ano?
14. Um equipamento foi adquirido por uma indústria com
três pagamentos semestrais antecipados de R$
3.000.000,00. No fim de dois anos foi vendido por
R$ 2.000.000,00. Durante esse tempo, o lucro da in-
dústria teve um aumento mensal de R$ 450.000,00.
a) A taxa interna de retorno desse investimento é maior
ou menor que 5% a.m.?
b) Determine a taxa interna de retorno.
15. Usando a taxa de 10% a.a., calcule o valor de x para
que o valor presente líquido do fluxo abaixo seja nu-
lo:
16. Calcule o valor de x no diagrama abaixo, para que a
taxa interna de retorno seja de 10% a.a.:
17. Dado o diagrama de fluxo de caixa abaixo, calcule:
a) O valor presente liquido, usando a taxa de 5% a.m.
b) O valor mensal, com essa mesma taxa de 5% a.m.
c) Se a taxa que anula o valor presente líquido é maior
ou menor que 5% a.m.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização67
18. Dado o diagrama de fluxo de caixa abaixo:
a) Calcule seu valor presente líquido usando a taxa de
5,5% a.m.
b) Sabendo que o valor presente líquido com a taxa de
6% a.m. é de - 1.126,59, calcule a taxa que o anula
(taxa interna de retorno).
19. Dado o diagrama de fluxo de caixa abaixo, determi-
ne:
a) Seu valor presente líquido com taxa de 8% a.s.
b) Sua taxa interna de retorno.
RESPOSTAS
1. a) Equipamento A, pois NPVA = 747.427,98 eNPVB -
860.082,30.
b) Equipamento A, pois VPUA = 249.924,75 e VPUB
- 287.594,06.
c) Equipamento A, pois iA = 21,05% a.a. e = 18,83%
a.a.
2. Teria, pois a taxa da CP foi de 10,96% a.m. e a outra
foi de 11% a.m.
3. Em dois pagamentos (as taxas mensais são 2,21%,
2,45% e 2,08%, respectivamente).
4. a) É melhor continuar usando os serviços da trans-
portadora, pois NPVT = 25.752.974,63 e NPVC =
26.073.404,88.
b) VPUT = 7.682.512,85 e VPUC = 7.778.102,18
5. É melhor comprar a vista, pois a taxa da loja é maior
que 2% a.m. (i = 3,42% a.m.) (ou: as prestações se-
riam de R$ 8.412,02).
6. Não, pois NPV = 342.213,82 com i = 8,8% a.m., o
que indica taxa maior que 8,8% a.m. (ou: a taxa in-
terna de retorno é de 9,08% a.m.).
7. R$ 7.909,24
8. Sim, pois NPV = - 38.466,16, negativo, o que indica
taxa menor que 7% a.m. (ou: a taxa interna de retor-
no é de 6,85% a.m.).
9. R$ 30.058,82
10. VPU = 2.628.338,84
11. A segunda alternativa é melhor. Pelo método do va-
lor presente líquido, NPVA - 2.764,11 e NPV6 =
18.122,02. Pelo método do valor periódico uniforme,
VPUA —1.134,89 e VPU8 7.440,57. Pelo método da
taxa interna de retorno, iA = 29,1% a.a. e iB 37,2%
a.a.
12. R$ 24.390.185,92
13. Ë o preço P, tal que 2.338.443,55 < P <
2.433.131,40.
14. 75.787 carros
15. a) Menor que 5% a.m., pois NPV = - 79.633,82 < 0
b) 4,82% a.m.
16. x = 376,61
17. x = 214,36
18. a) - 26.408,32
b) - 3.420
c) Menor
19. a) 785,37
b) 5,70% a.m.
20. a) - 22.112,19
b) 7,38% a.s.
RETORNO SOBRE INVESTIMENTO
Em finanças, retorno sobre investimento (em inglês,
return on investment ou ROI), também chamado taxa de
retorno (em inglês, rate of return ou ROR), taxa de lucro ou
simplesmente retorno, é a relação entre o dinheiro ganho ou
perdido através de um investimento, e o montante de dinheiro
investido.
Existem três formulações possíveis de taxa de retorno,
são elas:
retorno efetivo;
retorno exigido e;
retorno previsto.
O retorno efectivo serve como medida de avaliação do
desempenho de um investimento, aferido a posteriori. O
retorno previsto serve como medida ex ante do desempenho
de um investimento; é a sua taxa implícita ou interna de
retorno, aquela que iguala o valor do investimento do seu
preço ou custo.
A taxa de retorno exigida é a que permite determinar o
valor de um investimento. De facto, o valor de um
investimento é o equivalente actual dos seus cash-flows
futuros, sendo estes convertidos em equivalente actual (ou
actualizados) justamente à taxa de retorno exigida. Assenta
na ideia de que qualquer investimento deve proporcionar uma
taxa de retorno igual a uma taxa sem risco acrescida de um
prémio de risco função do grau de incerteza que afecta os
cash-flows futuros do investimento.
A taxa de retorno prevista é função do preço (ou custo) do
investimento e do fluxo de cash-flows futuros atribuíveis ao
investimento. Sendo incertos estes cash-flows, resulta que a
taxa de retorno prevista é também incerta, apresentando-se
mesmo como uma variável aleatória. Aqui reside o seu risco,
que terá que ser medido, para ser tido em conta na
estimação dos prémios de risco a incluir nas taxas de retorno
exigidas.
O montante de dinheiro ganho ou perdido pode ser
referido como juros, lucros ou prejuízos, ganhos ou perdas ou
ainda rendimento líquido ou perdas líquidas. O dinheiro
investido pode ser referido como ativo, capital, principal ou
custo básico do investimento. O ROI é geralmente expresso
como percentagem
A concretização das estratégias organizacionais de uma
empresa está dependente da gestão adequada de projectos,
programas e portfólios. Nesse sentido, a responsabilidade
financeira aumenta permanentemente e a sua mensuração é
obrigatória. Embora hoje, o uso desta ferramenta de análise
seja generalizado a todo o tipo de investimentos, o cálculo do
ROI não é contudo uma “moda” recente. Já em 1920 a
Harvard Business Review referia o ROI como a medida de
análise essencial para conhecer o valor do resultado de
investimento de capital.
O seu conhecimento antecipado tem um impacto
importante não só no seio da organização que gere o
processo de investimento, como também junto de potenciais
investidores. Para além da “venda” interna e externa do
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização68
projecto, é fundamental para o seu acompanhamento dando
de uma forma clara o impacto no negócio face às metas pré-
definidas.
Metodologias de cálculo
O cálculo do ROI possui diversas metodologias, algumas
simples, outras nem tanto. Cada metodologia varia em função
da finalidade ou do enfoque que se deseja dar ao resultado.
A seguir estão algumas das mais conhecidas e facilmente
encontradas em livros de Contabilidade, Economia e
Finanças.
ROI=(Lucro Líquido÷Vendas)×(Vendas÷Total de ativos)
representa a relação entre a lucratividade e o giro dos
estoques.
ROI=Lucro líquido÷Total de ativos
Representa o retorno que o ativo total empregado
oferece. Utilizado geralmente para determinar o retorno que
uma empresa dá.
ROI=Lucro líquido÷Investimentos
representa o retorno que determinado investimento
oferece. Geralmente é utilizado para determinar o retorno de
investimentos isolados. Invertendo-se a relação
(ROI=Investimento÷Lucro Líquido), obtém-se o tempo
necessário para se reaver o capital investido.
Há também a Rentabilidade do Ativo Total Médio ou Taxa
de Retorno sobre o Ativo Total Médio ou Taxa de Retorno
sobre o Investimento Total
Taxa=[(Lucro Líquido do Exercício)/(Vendas
Líquidas)]*[(Vendas Líquidas)/ATM]*100=[(Lucro Líquido do
Exercício)/ATM]*100
ATM=Ativo Total Médio=(Ativo Inicial+Ativo Final)/2
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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização1
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO:
Sistema financeiro nacional.
Dinâmica do mercado.
Mercado bancário.
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL.
Uma das engrenagens mais importantes, se não a mais importante,
para que o mundo seja do jeito que é, é o dinheiro. Ele compra, carros,
casas, roupas, título e , segundo alguns, só não compra a felicidade. Sendo
o dinheiro carregado com toda essa importância, cada país, cada estado e
cidade, se organiza de forma a ter seu próprio modo de ganhar dinheiro.
Essa organização, aliás, é formada de um jeito em que a maior quantidade
possível de dinheiro possa ser adquirida. Há a muito tempo que o mundo
funciona dessa forma. Por isso todos os países já conhecem muitos
caminhos e atalhos para que sua organização seja elaborada para seu
benefício.
Essa tal organização que busca o maior número possível de
riquezas é definido por uma série de importantes órgãos do estado. No
Brasil, esse órgão formador da estratégia econômicas do país, é chamado
de Sistema Financeiro Nacional. Tem, basicamente, a função de controlar
todas as instituições que são ligadas às atividades econômicas dentro do
país. Mas esse sistema tem ainda muitas outras funções. Tem também
muitos componentes que o formam.
Existem grupos, dentro do grupo do Sistema Financeiro Nacional. O
mais importante dentro desse sistema é o Conselho Monetário Nacional.
Esse conselho é essencial por tomar as decisões mais importantes, para a
que o país funcione de forma sadia. O Conselho Monetário Nacional tem
dentro de si muitos integrantes que são importante, cada um na sua função.
No entanto, o mais importante desses membros é o Banco Central do
Brasil.
O Banco Central do Brasil é o responsável pela produção de papel-
moeda e de moeda metálica, dinheiro que circula no país. Ele exerce, junto
ao Conselho Monetário Nacional, um trabalho de fiscalização nas
instituições financeiras do país. Alem disso, tem diversas utilidades, como
realizar operações bancárias, como empréstimos, cobrança de créditos e
outros, de outras instituições financeiras. O Banco central é considerado o
banco mais importante do Brasil, acima de todos os outros, uma espécie de
“Banco dos Bancos”.
O Sistema Financeiro Nacional, então, é uma forma de várias
entidades se organizarem, de modo a manter a máquina do do governo
funcionando. Sua utilidade é o acompanhamento e também a coordenação
de todas as atividades financeiras que acontecem no Brasil. Esse
acompanhamento acontece na forma de fiscalização. Já a coordenação
está na parte em que funcionários do Banco Central agem, segundo suas
responsabilidades, no cenário financeiro.
Esse sistema já sofreu várias mudanças ao longo dos anos. O
próprio Banco Central era uma outra entidade como nome diferente:
Superintendência da Moeda e do Crédito era o nome do órgão antes. A
mudança ocorreu por meio da lei nº 4.595/64, no art.8º. A moeda nacional,
que também já mudou várias vezes ao longo da história brasileira e leva o
nome de “Real” foi uma das grandes mudanças. A modificação de uma
moeda nacional é, em qualquer circunstancias, algo que causa muitas
mudanças, mas no caso da mudança para a atual moeda (real), essa
transformação foi grandiosa.
Numa época em que a inflação era um grande terror para economia
brasileira, essa mudança, chamada de plano real, conseguiu frear a
inflação e normalizar os preços do comércio interno. Isso, seguido de uma
valorização da moeda nacional, resultou numa recuperação rápida da
economia brasileira.
Quem pega no dinheiro todos os dias, paga as suas contas, recebe
seu salário, nem pensa no grande sistema que há por trás dessas
operações. Na verdade, os salários são do valor que são, para que a atual
quantidade de dinheiro circule no país, para que a economia brasileira seja
como é, o Sistema Financeiro Nacional toma decisões todos os dias, que
são refletidas na nossa realidade.
LEI Nº 4.595, DE 31 DE DEZEMBRO DE 1964.
Dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias, Bancárias e
Creditícias, Cria o Conselho Monetário Nacional e dá outras
providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso
Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Capítulo I
Do Sistema Financeiro Nacional
Art. 1º O sistema Financeiro Nacional, estruturado e regulado pela
presente Lei, será constituído:
I - do Conselho Monetário Nacional;
II - do Banco Central do Brasil; (Redação dada pelo Del nº 278, de
28/02/67)
III - do Banco do Brasil S. A.;
IV - do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico;
V - das demais instituições financeiras públicas e privadas.
Capítulo II
Do Conselho Monetário Nacional
Art. 2º Fica extinto o Conselho da atual Superintendência da Moeda e
do Crédito, e criado em substituição, o Conselho Monetário Nacional, com a
finalidade de formular a política da moeda e do crédito como previsto nesta
lei, objetivando o progresso econômico e social do País.
Art. 3º A política do Conselho Monetário Nacional objetivará:
I - Adaptar o volume dos meios de pagamento ás reais necessidades
da economia nacional e seu processo de desenvolvimento;
II - Regular o valor interno da moeda, para tanto prevenindo ou
corrigindo os surtos inflacionários ou deflacionários de origem interna ou
externa, as depressões econômicas e outros desequilíbrios oriundos de
fenômenos conjunturais;
III - Regular o valor externo da moeda e o equilíbrio no balanço de
pagamento do País, tendo em vista a melhor utilização dos recursos em
moeda estrangeira;
IV - Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras,
quer públicas, quer privadas; tendo em vista propiciar, nas diferentes
regiões do País, condições favoráveis ao desenvolvimento harmônico da
economia nacional;
V - Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos
financeiros, com vistas à maior eficiência do sistema de pagamentos e de
mobilização de recursos;
VI - Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras;
VII - Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e
da dívida pública, interna e externa.
Art. 4º Compete ao Conselho Monetário Nacional, segundo diretrizes
estabelecidas pelo Presidente da República: (Redação dada pela Lei nº
6.045, de 15/05/74) (Vetado)
I - Autorizar as emissões de papel-moeda (Vetado) as quais ficarão na
prévia dependência de autorização legislativa quando se destinarem ao
financiamento direto pelo Banco Central da República do Brasil, das
operações de crédito com o Tesouro Nacional, nos termos do artigo 49
desta Lei.(Vide Lei nº 8.392, de 30.12.91)
O Conselho Monetário Nacional pode, ainda autorizar o Banco Central
da República do Brasil a emitir, anualmente, até o limite de 10% (dez por
cento) dos meios de pagamentos existentes a 31 de dezembro do ano
anterior, para atender as exigências das atividades produtivas e da
circulação da riqueza do País, devendo, porém, solicitar autorização do
Poder Legislativo, mediante Mensagem do Presidente da República, para
as emissões que, justificadamente, se tornarem necessárias além daquele
limite.
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Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização2
Quando necessidades urgentes e imprevistas para o financiamento
dessas atividades o determinarem, pode o Conselho Monetário Nacional
autorizar as emissões que se fizerem indispensáveis, solicitando
imediatamente, através de Mensagem do Presidente da República,
homologação do Poder Legislativo para as emissões assim realizadas:
II - Estabelecer condições para que o Banco Central da República do
Brasil emita moeda-papel (Vetado) de curso forçado, nos termos e limites
decorrentes desta Lei, bem como as normas reguladoras do meio
circulante;
III - Aprovar os orçamentos monetários, preparados pelo Banco
Central da República do Brasil, por meio dos quais se estimarão as
necessidades globais de moeda e crédito;
IV - Determinar as características gerais (Vetado) das cédulas e das
moedas;
V - Fixar as diretrizes e normas da política cambial, inclusive quanto a
compra e venda de ouro e quaisquer operações em Direitos Especiais de
Saque e em moeda estrangeira; (Redação dada pelo Del nº 581, de
14/05/69)
VI - Disciplinar o crédito em todas as suas modalidades e as
operações creditícias em todas as suas formas, inclusive aceites, avais e
prestações de quaisquer garantias por parte das instituições financeiras;
VII - Coordenar a política de que trata o art. 3º desta Lei com a de
investimentos do Governo Federal;
VIII - Regular a constituição, funcionamento e fiscalização dos que
exercerem atividades subordinadas a esta lei, bem como a aplicação das
penalidades previstas;
IX - Limitar, sempre que necessário, as taxas de juros, descontos
comissões e qualquer outra forma de remuneração de operações e serviços
bancários ou financeiros, inclusive os prestados pelo Banco Central da
República do Brasil, assegurando taxas favorecidas aos financiamentos
que se destinem a promover:
- recuperação e fertilização do solo;
- reflorestamento;
- combate a epizootias e pragas, nas atividades rurais;
- eletrificação rural;
- mecanização;
- irrigação;
- investimento indispensáveis às atividades agropecuárias;
X - Determinar a percentagem máxima dos recursos que as
instituições financeiras poderão emprestar a um mesmo cliente ou grupo de
empresas;
XI - Estipular índices e outras condições técnicas sobre encaixes,
mobilizações e outras relações patrimoniais a serem observadas pelas
instituições financeiras;
XII - Expedir normas gerais de contabilidade e estatística a serem
observadas pelas instituições financeiras;
XIII - Delimitar, com periodicidade não inferior a dois anos o capital
mínimo das instituições financeiras privadas, levando em conta sua
natureza, bem como a localização de suas sedes e agências ou filiais;
XIV - Determinar recolhimento de até 60% (sessenta por cento) do total
dos depósitos e/ou outros títulos contábeis das instituições financeiras, seja
na forma de subscrição de letras ou obrigações do Tesouro Nacional ou
compra de títulos da Dívida Pública Federal, seja através de recolhimento
em espécie, em ambos os casos entregues ao Banco Central do Brasil, na
forma e condições que o Conselho Monetário Nacional determinar,
podendo este: (Redação dada pelo Del nº 1.959, de 14/09/82)
a) adotar percentagens diferentes em função; (Redação dada pelo Del
nº 1.959, de 14/09/82)
- das regiões geo-econômicas; (Redação dada pelo Del nº 1.959, de
14/09/82)
- das prioridades que atribuir às aplicações; (Redação dada pelo Del
nº 1.959, de 14/09/82)
- da natureza das instituições financeiras; (Redação dada pelo Del nº
1.959, de 14/09/82)
b) determinar percentuais que não serão recolhidos, desde que
tenham sido reaplicados em financiamentos à agricultura, sob juros
favorecidos e outras condições fixadas pelo Conselho Monetário Nacional.
(Redação dada pelo Del nº 1.959, de 14/09/82) (Vide art 10, inciso III)
XV - Estabelecer para as instituições financeiras públicas, a dedução
dos depósitos de pessoas jurídicas de direito público que lhes detenham o
controle acionário, bem como dos das respectivas autarquias e sociedades
de economia mista, no cálculo a que se refere o inciso anterior;
XVI - Enviar obrigatoriamente ao Congresso Nacional, até o último dia
do mês subsequente, relatório e mapas demonstrativos da aplicação dos
recolhimentos compulsórios, (Vetado).
XVII - Regulamentar, fixando limites, prazos e outras condições, as
operações de redesconto e de empréstimo, efetuadas com quaisquer
instituições financeiras públicas e privadas de natureza bancária;
XVIII - Outorgar ao Banco Central da República do Brasil o monopólio
das operações de câmbio quando ocorrer grave desequilíbrio no balanço
de pagamentos ou houver sérias razões para prever a iminência de tal
situação;
XIX - Estabelecer normas a serem observadas pelo Banco Central da
República do Brasil em suas transações com títulos públicos e de entidades
de que participe o Estado;
XX - Autoriza o Banco Central da República do Brasil e as instituições
financeiras públicas federais a efetuar a subscrição, compra e venda de
ações e outros papéis emitidos ou de responsabilidade das sociedades de
economia mista e empresas do Estado;
XXI - Disciplinar as atividades das Bolsas de Valores e dos corretores
de fundos públicos;
XXII - Estatuir normas para as operações das instituições financeiras
públicas, para preservar sua solidez e adequar seu funcionamento aos
objetivos desta lei;
XXIII - Fixar, até quinze (15) vezes a soma do capital realizado e
reservas livres, o limite além do qual os excedentes dos depósitos das
instituições financeiras serão recolhidos ao Banco Central da República do
Brasil ou aplicados de acordo com as normas que o Conselho estabelecer;
XXIV - Decidir de sua própria organização; elaborando seu regimento
interno no prazo máximo de trinta (30) dias;
XXV - Decidir da estrutura técnica e administrativa do Banco Central
da República do Brasil e fixar seu quadro de pessoal, bem como
estabelecer os vencimentos e vantagens de seus funcionários, servidores e
diretores, cabendo ao Presidente deste apresentar as respectivas
propostas; (Vide Lei nº 9.650, 27.5.1998)
XXVI - Conhecer dos recursos de decisões do Banco Central da
República do Brasil; (Vide Lei nº 9.069, de 29.6.1995)
XXVII - aprovar o regimento interno e as contas do Banco Central do
Brasil e decidir sobre seu orçamento e sobre seus sistemas de
contabilidade, bem como sobre a forma e prazo de transferência de seus
resultados para o Tesouro Nacional, sem prejuízo da competência do
Tribunal de Contas da União. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 2.376, de
25.11.1987) (Vide art 10, inciso III)
XXVIII - Aplicar aos bancos estrangeiros que funcionem no País as
mesmas vedações ou restrições equivalentes, que vigorem nas praças de
suas matrizes, em relação a bancos brasileiros ali instalados ou que nelas
desejem estabelecer - se;
XXIX - Colaborar com o Senado Federal, na instrução dos processos
de empréstimos externos dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
para cumprimento do disposto no art. 63, nº II, da Constituição Federal;
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XXX - Expedir normas e regulamentação para as designações e
demais efeitos do art. 7º, desta lei. (Vide Lei nº 9.069, de 29.6.1995) (Vide
Lei nº 9.069, de 29.6.1995)
XXXI - Baixar normas que regulem as operações de câmbio, inclusive
swaps, fixando limites, taxas, prazos e outras condições.
XXXII - regular os depósitos a prazo de instituições financeiras e
demais sociedades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil,
inclusive entre aquelas sujeitas ao mesmo controle acionário ou coligadas.
(Redação dada pelo Decrto-lei nº 2.290, de 1986)
§ 1º O Conselho Monetário Nacional, no exercício das atribuições
previstas no inciso VIII deste artigo, poderá determinar que o Banco Central
da República do Brasil recuse autorização para o funcionamento de novas
instituições financeiras, em função de conveniências de ordem geral.
§ 2º Competirá ao Banco Central da República do Brasil acompanhar
a execução dos orçamentos monetários e relatar a matéria ao Conselho
Monetário Nacional, apresentando as sugestões que considerar
convenientes.
§ 3º As emissões de moeda metálica serão feitas sempre contra
recolhimento (Vetado) de igual montante em cédulas.
§ 4º O Conselho Monetário nacional poderá convidar autoridades,
pessoas ou entidades para prestar esclarecimentos considerados
necessários.
§ 5º Nas hipóteses do art. 4º, inciso I, e do § 6º, do art. 49, desta lei, se
o Congresso Nacional negar homologação à emissão extraordinária
efetuada, as autoridades responsáveis serão responsabilizadas nos termos
da Lei nº 1059, de 10/04/1950.
§ 6º O Conselho Monetário Nacional encaminhará ao Congresso
Nacional, até 31 de março de cada ano, relatório da evolução da situação
monetária e creditícia do País no ano anterior, no qual descreverá,
minudentemente as providências adotadas para cumprimento dos objetivos
estabelecidos nesta lei, justificando destacadamente os montantes das
emissões de papel-moeda que tenham sido feitas para atendimento das
atividades produtivas.
§ 7º O Banco Nacional da Habitação é o principal instrumento de
execução da política habitacional do Governo Federal e integra o sistema
financeiro nacional, juntamente com as sociedades de crédito imobiliário,
sob orientação, autorização, coordenação e fiscalização do Conselho
Monetário Nacional e do Banco Central da República do Brasil, quanto à
execução, nos termos desta lei, revogadas as disposições especiais em
contrário. (Vide Lei nº 9.069, de 29.6.1995)
Art. 5º As deliberações do Conselho Monetário Nacional entendem-se
de responsabilidade de seu Presidente para os efeitos do art. 104, nº I, letra
"b", da Constituição Federal e obrigarão também os órgãos oficiais,
inclusive autarquias e sociedades de economia mista, nas atividades que
afetem o mercado financeiro e o de capitais.
Art. 6º O Conselho Monetário Nacional será integrado pelos seguintes
membros: (Redação dada pela Lei nº 5.362, de 30.11.1967) (Vide Lei nº
8.392, de 1991) (Vide Lei nº 9.069, de 29.6.1995)
I - Ministro da Fazenda que será o Presidente; (Redação dada pela Lei
nº 5.362, de 30.11.1967)
II - Presidente do Banco do Brasil S. A.; (Redação dada pela Lei nº
5.362, de 30.11.1967)
III - Presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico;
(Redação dada pela Lei nº 5.362, de 30.11.1967)
IV - Sete (7) membros nomeados pelo Presidente da República, após
aprovação do Senado Federal, escolhidos entre brasileiros de ilibada
reputação e notória capacidade em assuntos econômico-financeiros, com
mandato de sete (7) anos, podendo ser reconduzidos. (Redação dada pela
Lei nº 5.362, de 30.11.1967)
§ 1º O Conselho Monetário Nacional deliberará por maioria de votos,
com a presença, no mínimo, de 6 (seis) membros, cabendo ao Presidente
também o voto de qualidade.
§ 2º Poderão participar das reuniões do Conselho Monetário Nacional
(VETADO) o Ministro da Indústria e do Comércio e o Ministro para Assuntos
de Planejamento e Economia, cujos pronunciamentos constarão
obrigatòriamente da ata das reuniões.
§ 3º Em suas faltas ou impedimentos, o Ministro da Fazenda será
substituído, na Presidência do Conselho Monetário Nacional, pelo Ministro
da Indústria e do Comércio, ou, na falta dêste, pelo Ministro para Assuntos
de Planejamento e Economia.
§ 4º Exclusivamente motivos relevantes, expostos em representação
fundamentada do Conselho Monetário Nacional, poderão determinar a
exoneração de seus membros referidos no inciso IV, dêste artigo.
§ 5º Vagando-se cargo com mandato o substituto será nomeado com
observância do disposto no inciso IV dêste artigo, para completar o tempo
do substituído.
§ 6º Os membros do Conselho Monetário Nacional, a que se refere o
inciso IV dêste artigo, devem ser escolhidos levando-se em atenção, o
quanto possível, as diferentes regiões geo-ecônomicas do País.
Art. 7º Junto ao Conselho Monetário Nacional funcionarão as
seguintes Comissões Consultivas: (Vide Lei nº 8.392, de 1991) (Vide Lei
nº 9.069, de 29.6.1995)
I - Bancária, constituída de representantes:
1 - do Conselho Nacional de Economia;
2 - do Banco Central da República do Brasil;
3 - do Banco do Brasil S.A.;
4 - do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico;
5 - do Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais;
6 - do Banco Nacional de Crédito Cooperativo;
7 - do Banco do Nordeste do Brasil S. A.;
8 - do Banco de Crédito da Amazônia S. A.;
9 - dos Bancos e Caixas Econômicas Estaduais;
10 - dos Bancos Privados;
11 - das Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimentos;
12 - das Bolsas de Valores;
13 - do Comércio;
14 - da Indústria;
15 - da Agropecuária;
16 - das Cooperativas que operam em crédito.
II - de Mercado de Capitais, constituída de representantes:
1 - do Ministério da Indústria e do Comércio;
2 - do Conselho Nacional da Economia.
3 - do Banco Central da República do Brasil;
4 - do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico;
5 - dos Bancos Privados;
6 - das Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimentos;
7 - das Bolsas de Valores;
8 - das Companhias de Seguros Privados e Capitalização;
9 - da Caixa de Amortização;
III - de Crédito Rural, constituída de representantes:
1 - do Ministério da Agricultura;
2 - da Superintendência da Reforma Agrária;
3 - da Superintendência Nacional de Abastecimento;
4 - do Banco Central da República do Brasil;
5 - da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil S.
A.;
6 - da Carteira de Colonização de Banco do Brasil S.A.;
7 - do Banco Nacional de Crédito Cooperativo;
8 - do Banco do Nordeste do Brasil S.A.;
9 - do Banco de Crédito da Amazônia S.A.;
10 - do Instituto Brasileiro do Café;
11 - do Instituto do Açúcar e do Álcool;
12 - dos Banco privados;
13 - da Confederação Rural Brasileira;
14 - das Instituições Financeiras Públicas Estaduais ou Municipais,
que operem em crédito rural;
15 - das Cooperativas de Crédito Agrícola.
IV - (Vetado)
1 - (Vetado)
2 - (Vetado)
3 - (Vetado)
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4 - (Vetado)
5 - (Vetado)
6 - (Vetado)
7 - (Vetado)
8 - (Vetado)
9 - (Vetado)
10 - (Vetado)
11 - (Vetado)
12 - (Vetado)
13 - (Vetado)
14 - (Vetado)
15 - (Vetado)
V - de Crédito Industrial, constituída de representantes:
1 - do Ministério da Indústria e do Comércio;
2 - do Ministério Extraordinário para os Assuntos de Planejamento e
Economia;
3 - do Banco Central da República do Brasil;
4 - do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico;
5 - da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil S.A.;
6 - dos Banco privados;
7 - das Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimentos;
8 - da Indústria.
§ 1º A organização e o funcionamento das Comissões Consultivas
serão regulados pelo Conselho Monetário Nacional, inclusive prescrevendo
normas que:
a) lhes concedam iniciativa própria junto ao MESMO CONSELHO;
b) estabeleçam prazos para o obrigatório preenchimento dos cargos
nas referidas Comissões;
c) tornem obrigatória a audiência das Comissões Consultivas, pelo
Conselho Monetário Nacional, no trato das matérias atinentes às
finalidades específicas das referidas Comissões, ressalvado os casos em
que se impuser sigilo.
§ 2º Os representantes a que se refere este artigo serão indicados
pelas entidades nele referidas e designados pelo Conselho Monetário
Nacional.
§ 3º O Conselho Monetário Nacional, pelo voto de 2/3 (dois terços) de
seus membros, poderá ampliar a competência das Comissões Consultivas,
bem como admitir a participação de representantes de entidades não
mencionadas neste artigo, desde que tenham funções diretamente
relacionadas com suas atribuições.
CAPÍTULO III
Do Banco Central da República do Brasil
Art. 8º A atual Superintendência da Moeda e do Crédito é
transformada em autarquia federal, tendo sede e foro na Capital da
República, sob a denominação de Banco Central da República do Brasil,
com personalidade jurídica e patrimônio próprios este constituído dos bens,
direitos e valores que lhe são transferidos na forma desta Lei e ainda da
apropriação dos juros e rendas resultantes, na data da vigência desta lei,
do disposto no art. 9º do Decreto-Lei número 8495, de 28/12/1945,
dispositivo que ora é expressamente revogado.
Parágrafo único. Os resultados obtidos pelo Banco Central do Brasil,
consideradas as receitas e despesas de todas as suas operações, serão, a
partir de 1º de janeiro de 1988, apurados pelo regime de competência e
transferidos para o Tesouro Nacional, após compensados eventuais
prejuízos de exercícios anteriores. (Redação dada pelo Del nº 2.376, de
25/11/87)
Art. 9º Compete ao Banco Central da República do Brasil cumprir e
fazer cumprir as disposições que lhe são atribuídas pela legislação em vigor
e as normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional.
Art. 10. Compete privativamente ao Banco Central da República do
Brasil:
I - Emitir moeda-papel e moeda metálica, nas condições e limites
autorizados pelo Conselho Monetário Nacional (Vetado)).
II - Executar os serviços do meio-circulante;
III - determinar o recolhimento de até cem por cento do total dos
depósitos à vista e de até sessenta por cento de outros títulos contábeis
das instituições financeiras, seja na forma de subscrição de Letras ou
Obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública
Federal, seja através de recolhimento em espécie, em ambos os casos
entregues ao Banco Central do Brasil, a forma e condições por ele
determinadas, podendo: (Incluído pela Lei nº 7.730, de 31.1.1989)
a) adotar percentagens diferentes em função: (Incluído pela Lei nº
7.730, de 31.1.1989)
1. das regiões geoeconômicas; (Incluído pela Lei nº 7.730, de
31.1.1989)
2. das prioridades que atribuir às aplicações; (Incluído pela Lei nº
7.730, de 31.1.1989)
3. da natureza das instituições financeiras; (Incluído pela Lei nº
7.730, de 31.1.1989)
b) determinar percentuais que não serão recolhidos, desde que
tenham sido reaplicados em financiamentos à agricultura, sob juros
favorecidos e outras condições por ele fixadas. (Incluído pela Lei nº 7.730,
de 31.1.1989)
IV - receber os recolhimentos compulsórios de que trata o inciso
anterior e, ainda, os depósitos voluntários à vista das instituições
financeiras, nos termos do inciso III e § 2° do art. 19. (Redação dada
pela Lei nº 7.730, de 31/01/89)
V - Realizar operações de redesconto e empréstimos a instituições
financeiras bancárias e as referidas no Art. 4º, inciso XIV, letra " b ", e no §
4º do Art. 49 desta lei; (Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89)
VI - Exercer o controle do crédito sob todas as suas formas;
(Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89)
VII - Efetuar o controle dos capitais estrangeiros, nos termos da lei;
(Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89)
VIII - Ser depositário das reservas oficiais de ouro e moeda
estrangeira e de Direitos Especiais de Saque e fazer com estas últimas
todas e quaisquer operações previstas no Convênio Constitutivo do Fundo
Monetário Internacional; (Redação dada pelo Del nº 581, de 14/05/69)
(Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89)
IX - Exercer a fiscalização das instituições financeiras e aplicar as
penalidades previstas; (Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89)
X - Conceder autorização às instituições financeiras, a fim de que
possam: (Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89)
a) funcionar no País;
b) instalar ou transferir suas sedes, ou dependências, inclusive no
exterior;
c) ser transformadas, fundidas, incorporadas ou encampadas;
d) praticar operações de câmbio, crédito real e venda habitual de
títulos da dívida pública federal, estadual ou municipal, ações Debêntures,
letras hipotecárias e outros títulos de crédito ou mobiliários;
e) ter prorrogados os prazos concedidos para funcionamento;
f) alterar seus estatutos.
g) alienar ou, por qualquer outra forma, transferir o seu controle
acionário. (Incluído pelo Del nº 2.321, de 25/02/87)
XI - Estabelecer condições para a posse e para o exercício de
quaisquer cargos de administração de instituições financeiras privadas,
assim como para o exercício de quaisquer funções em órgãos consultivos,
fiscais e semelhantes, segundo normas que forem expedidas pelo
Conselho Monetário Nacional; (Renumerado pela Lei nº 7.730, de
31/01/89)
XII - Efetuar, como instrumento de política monetária, operações de
compra e venda de títulos públicos federais; (Renumerado pela Lei nº
7.730, de 31/01/89)
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XIII - Determinar que as matrizes das instituições financeiras registrem
os cadastros das firmas que operam com suas agências há mais de um
ano. (Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89)
§ 1º No exercício das atribuições a que se refere o inciso IX deste
artigo, com base nas normas estabelecidas pelo Conselho Monetário
Nacional, o Banco Central da República do Brasil, estudará os pedidos que
lhe sejam formulados e resolverá conceder ou recusar a autorização
pleiteada, podendo (Vetado) incluir as cláusulas que reputar convenientes
ao interesse público.
§ 2º Observado o disposto no parágrafo anterior, as instituições
financeiras estrangeiras dependem de autorização do Poder Executivo,
mediante decreto, para que possam funcionar no País (Vetado)
Art. 11. Compete ainda ao Banco Central da República do Brasil;
I - Entender-se, em nome do Governo Brasileiro, com as instituições
financeiras estrangeiras e internacionais;
II - Promover, como agente do Governo Federal, a colocação de
empréstimos internos ou externos, podendo, também, encarregar-se dos
respectivos serviços;
III - Atuar no sentido do funcionamento regular do mercado cambial,
da estabilidade relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de
pagamentos, podendo para esse fim comprar e vender ouro e moeda
estrangeira, bem como realizar operações de crédito no exterior, inclusive
as referentes aos Direitos Especiais de Saque, e separar os mercados de
câmbio financeiro e comercial; (Redação dada pelo Del nº 581, de
14/05/69)
IV - Efetuar compra e venda de títulos de sociedades de economia
mista e empresas do Estado;
V - Emitir títulos de responsabilidade própria, de acordo com as
condições estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional;
VI - Regular a execução dos serviços de compensação de cheques e
outros papéis;
VII - Exercer permanente vigilância nos mercados financeiros e de
capitais sobre empresas que, direta ou indiretamente, interfiram nesses
mercados e em relação às modalidades ou processos operacionais que
utilizem;
VIII - Prover, sob controle do Conselho Monetário Nacional, os
serviços de sua Secretaria.
§ 1º No exercício das atribuições a que se refere o inciso VIII do artigo
10 desta lei, o Banco Central do Brasil poderá examinar os livros e
documentos das pessoas naturais ou jurídicas que detenham o controle
acionário de instituição financeira, ficando essas pessoas sujeitas ao
disposto no artigo 44, § 8º, desta lei. (Incluído pelo Del nº 2.321, de
25/02/87)
§ 2º O Banco Central da República do Brasil instalará delegacias, com
autorização do Conselho Monetário Nacional, nas diferentes regiões geo-
econômicas do País, tendo em vista a descentralização administrativa para
distribuição e recolhimento da moeda e o cumprimento das decisões
adotadas pelo mesmo Conselho ou prescritas em lei. (Renumerado pelo
Del nº 2.321, de 25/02/87)
Art. 12. O Banco Central da República do Brasil operará
exclusivamente com instituições financeiras públicas e privadas, vedadas
operações bancárias de qualquer natureza com outras pessoas de direito
público ou privado, salvo as expressamente autorizadas por lei.
Art. 13. Os encargos e serviços de competência do Banco Central,
quando por ele não executados diretamente, serão contratados de
preferência com o Banco do Brasil S. A., exceto nos casos especialmente
autorizados pelo Conselho Monetário Nacional. (Redação dada pelo Del nº
278, de 28/02/67)
Art. 14. O Banco Central do Brasil será administrado por uma Diretoria
de cinco (5) membros, um dos quais será o Presidente, escolhidos pelo
Conselho Monetário Nacional dentre seus membros mencionados no inciso
IV do art. 6º desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 5.362, de 30.11.1967)
(Vide Decreto nº 91.961, de 19.11.1985)
§ 1º O Presidente do Banco Central da República do Brasil será
substituído pelo Diretor que o Conselho Monetário Nacional designar.
§ 2º O término do mandato, a renúncia ou a perda da qualidade
Membro do Conselho Monetário Nacional determinam, igualmente, a perda
da função de Diretor do Banco Central da República do Brasil.
Art. 15. O regimento interno do Banco Central da República do Brasil,
a que se refere o inciso XXVII, do art. 4º, desta lei, prescreverá as
atribuições do Presidente e dos Diretores e especificará os casos que
dependerão de deliberação da Diretoria, a qual será tomada por maioria de
votos, presentes no mínimo o Presidente ou seu substituto eventual e dois
outros Diretores, cabendo ao Presidente também o voto de qualidade.
Parágrafo único. A Diretoria se reunirá, ordinariamente, uma vez por
semana, e, extraordinariamente, sempre que necessário, por convocação
do Presidente ou a requerimento de, pelo menos, dois de seus membros.
Art. 16. Constituem receita do Banco Central do Brasil as rendas:
(Redação dada pelo Del nº 2.376, de 25/11/87)
I - de operações financeiras e de outras aplicações de seus recursos;
(Redação dada pelo Del nº 2.376, de 25/11/87)
II - das operações de câmbio, de compra e venda de ouro e de
quaisquer outras operações em moeda estrangeira; (Redação dada pelo
Del nº 2.376, de 25/11/87)
III - eventuais, inclusive as derivadas de multas e de juros de mora
aplicados por força do disposto na legislação em vigor. (Redação dada pelo
Del nº 2.376, de 25/11/87)
CAPÍTULO IV
DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS
SEÇÃO I
Da caracterização e subordinação
Art. 17. Consideram-se instituições financeiras, para os efeitos da
legislação em vigor, as pessoas jurídicas públicas ou privadas, que tenham
como atividade principal ou acessória a coleta, intermediação ou aplicação
de recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou
estrangeira, e a custódia de valor de propriedade de terceiros.
Parágrafo único. Para os efeitos desta lei e da legislação em vigor,
equiparam-se às instituições financeiras as pessoas físicas que exerçam
qualquer das atividades referidas neste artigo, de forma permanente ou
eventual.
Art. 18. As instituições financeiras somente poderão funcionar no
País mediante prévia autorização do Banco Central da República do
Brasil ou decreto do Poder Executivo, quando forem estrangeiras.
§ 1º Além dos estabelecimentos bancários oficiais ou privados, das
sociedades de crédito, financiamento e investimentos, das caixas
econômicas e das cooperativas de crédito ou a seção de crédito das
cooperativas que a tenham, também se subordinam às disposições e
disciplina desta lei no que for aplicável, as bolsas de valores, companhias
de seguros e de capitalização, as sociedades que efetuam distribuição de
prêmios em imóveis, mercadorias ou dinheiro, mediante sorteio de títulos
de sua emissão ou por qualquer forma, e as pessoas físicas ou jurídicas
que exerçam, por conta própria ou de terceiros, atividade relacionada com
a compra e venda de ações e outros quaisquer títulos, realizando nos
mercados financeiros e de capitais operações ou serviços de natureza dos
executados pelas instituições financeiras.
§ 2º O Banco Central da Republica do Brasil, no exercício da
fiscalização que lhe compete, regulará as condições de concorrência entre
instituições financeiras, coibindo-lhes os abusos com a aplicação da pena
(Vetado) nos termos desta lei.
§ 3º Dependerão de prévia autorização do Banco Central da República
do Brasil as campanhas destinadas à coleta de recursos do público,
praticadas por pessoas físicas ou jurídicas abrangidas neste artigo, salvo
para subscrição pública de ações, nos termos da lei das sociedades por
ações.
SEÇÃO II
DO BANCO DO BRASIL S. A.
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Art. 19. Ao Banco do Brasil S. A. competirá precipuamente, sob a
supervisão do Conselho Monetário Nacional e como instrumento de
execução da política creditícia e financeira do Governo Federal:
I - na qualidade de Agente, Financeiro do Tesouro Nacional, sem
prejuízo de outras funções que lhe venham a ser atribuídas e ressalvado o
disposto no art. 8º, da Lei nº 1628, de 20 de junho de 1952:
a) receber, a crédito do Tesouro Nacional, as importâncias
provenientes da arrecadação de tributos ou rendas federais e ainda o
produto das operações de que trata o art. 49, desta lei;
b) realizar os pagamentos e suprimentos necessários à execução do
Orçamento Geral da União e leis complementares, de acordo com as
autorizações que lhe forem transmitidas pelo Ministério da Fazenda, as
quais não poderão exceder o montante global dos recursos a que se refere
a letra anterior, vedada a concessão, pelo Banco, de créditos de qualquer
natureza ao Tesouro Nacional;
c) conceder aval, fiança e outras garantias, consoante expressa
autorização legal;
d) adquirir e financiar estoques de produção exportável;
e) executar a política de preços mínimos dos produtos agropastoris;
f) ser agente pagador e recebedor fora do País;
g) executar o serviço da dívida pública consolidada;
II - como principal executor dos serviços bancários de interesse do
Governo Federal, inclusive suas autarquias, receber em depósito, com
exclusividade, as disponibilidades de quaisquer entidades federais,
compreendendo as repartições de todos os ministérios civis e militares,
instituições de previdência e outras autarquias, comissões, departamentos,
entidades em regime especial de administração e quaisquer pessoas
físicas ou jurídicas responsáveis por adiantamentos, ressalvados o disposto
no § 5º deste artigo, as exceções previstas em lei ou casos especiais,
expressamente autorizados pelo Conselho Monetário Nacional, por
proposta do Banco Central da República do Brasil;
III - arrecadar os depósitos voluntários, à vista, das instituições de que
trata o inciso III, do art. 10, desta lei, escriturando as respectivas contas;
(Redação dada pelo Decreto-lei nº 2.284, de 1986)
IV - executar os serviços de compensação de cheques e outros
papéis;
V - receber, com exclusividade, os depósitos de que tratam os artigos
38, item 3º, do Decreto-lei nº 2.627, de 26 de setembro de 1940, e 1º do
Decreto-lei nº 5.956, de 01/11/43, ressalvado o disposto no art. 27, desta
lei;
VI - realizar, por conta própria, operações de compra e venda de
moeda estrangeira e, por conta do Banco Central da República do Brasil,
nas condições estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional;
VII - realizar recebimentos ou pagamentos e outros serviços de
interesse do Banco Central da República do Brasil, mediante contratação
na forma do art. 13, desta lei;
VIII - dar execução à política de comércio exterior (Vetado).
IX - financiar a aquisição e instalação da pequena e média
propriedade rural, nos termos da legislação que regular a matéria;
X - financiar as atividades industriais e rurais, estas com o
favorecimento referido no art. 4º, inciso IX, e art. 53, desta lei;
XI - difundir e orientar o crédito, inclusive às atividades comerciais
suplementando a ação da rede bancária;
a) no financiamento das atividades econômicas, atendendo às
necessidades creditícias das diferentes regiões do País;
b) no financiamento das exportações e importações. (Vide Lei nº 8.490
de 19.11.1992)
§ 1º - O Conselho Monetário Nacional assegurará recursos específicos
que possibilitem ao Banco do Brasil S. A., sob adequada remuneração, o
atendimento dos encargos previstos nesta lei.
§ 2º - Do montante global dos depósitos arrecadados, na forma do
inciso III deste artigo o Banco do Brasil S. A. Colocará à disposição do
Banco Central da República do Brasil, observadas as normas que forem
estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, a parcela que exceder as
necessidades normais de movimentação das contas respectivas, em
função dos serviços aludidos no inciso IV deste artigo.
§ 3º - Os encargos referidos no inciso I, deste artigo, serão objeto de
contratação entre o Banco do Brasil S. A. e a União Federal, esta
representada pelo Ministro da Fazenda.
§ 4º - O Banco do Brasil S. A. prestará ao Banco Central da República
do Brasil todas as informações por este julgadas necessárias para a exata
execução desta lei.
§ 5º - Os depósitos de que trata o inciso II deste artigo, também
poderão ser feitos nas Caixas econômicas Federais, nos limites e
condições fixadas pelo Conselho Monetário Nacional.
Art. 20. O Banco do Brasil S. A. e o Banco Central da República do
Brasil elaborarão, em conjunto, o programa global de aplicações e recursos
do primeiro, para fins de inclusão nos orçamentos monetários de que trata
o inciso III, do artigo 4º desta lei.
Art. 21. O Presidente e os Diretores do Banco do Brasil S. A. deverão
ser pessoas de reputação ilibada e notória capacidade.
§ 1º A nomeação do Presidente do Banco do Brasil S. A. será feita
pelo Presidente da República, após aprovação do Senado Federal.
§ 2º As substituições eventuais do Presidente do Banco do Brasil S. A.
não poderão exceder o prazo de 30 (trinta) dias consecutivos, sem que o
Presidente da República submeta ao Senado Federal o nome do substituto.
§ 3º (Vetado)
§ 4º (Vetado)
SEÇÃO III
DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS PÚBLICAS
Art. 22. As instituições financeiras públicas são órgãos auxiliares da
execução da política de crédito do Governo Federal.
§ 1º O Conselho Monetário Nacional regulará as atividades,
capacidade e modalidade operacionais das instituições financeiras públicas
federais, que deverão submeter à aprovação daquele órgão, com a
prioridade por ele prescrita, seus programas de recursos e aplicações, de
forma que se ajustem à política de crédito do Governo Federal.
§ 2º A escolha dos Diretores ou Administradores das instituições
financeiras públicas federais e a nomeação dos respectivos Presidentes e
designação dos substitutos observarão o disposto no art. 21, parágrafos 1º
e 2º, desta lei.
§ 3º A atuação das instituições financeiras públicas será coordenada
nos termos do art. 4º desta lei.
Art. 23. O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico é o
principal instrumento de execução de política de investimentos do Governo
Federal, nos termos das Leis números 1628, de 20/06/1952 e 2973, de
26/11/1956.
Art. 24. As instituições financeiras públicas não federais ficam sujeitas
às disposições relativas às instituições financeiras privadas, assegurada a
forma de constituição das existentes na data da publicação desta lei.
Parágrafo único. As Caixas Econômicas Estaduais equiparam-se, no
que couber, às Caixas Econômicas Federais, para os efeitos da legislação
em vigor, estando isentas do recolhimento a que se refere o art. 4º, inciso
XIV, e à taxa de fiscalização, mencionada no art. 16, desta lei.
SEÇÃO IV
DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS PRIVADAS
Art. 25. As instituições financeiras privadas, exceto as cooperativas de
crédito, constituir-se-ão unicamente sob a forma de sociedade anônima,
devendo a totalidade de seu capital com direito a voto ser representada por
ações nominativas. (Redação dada pela Lei nº 5.710, de 07/10/71)
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§ 1º Observadas as normas fixadas pelo Conselho Monetário Nacional
as instituições a que se refere este artigo poderão emitir até o limite de 50%
de seu capital social em ações preferenciais, nas formas nominativas, e ao
portador, sem direito a voto, às quais não se aplicará o disposto no
parágrafo único do art. 81 do Decreto-lei nº 2.627, de 26 de setembro de
1940. (Incluído pela Lei nº 5.710, de 07/10/71)
§ 2º A emissão de ações preferenciais ao portador, que poderá ser
feita em virtude de aumento de capital, conversão de ações ordinárias ou
de ações preferenciais nominativas, ficará sujeita a alterações prévias dos
estatutos das sociedades, a fim de que sejam neles incluídas as
declarações sobre: (Incluído pela Lei nº 5.710, de 07/10/71)
I - as vantagens, preferenciais e restrições atribuídas a cada classe de
ações preferenciais, de acordo com o Decreto-lei nº 2.627, de 26 de
setembro de 1940; (Incluído pela Lei nº 5.710, de 07/10/71)
II - as formas e prazos em que poderá ser autorizada a conversão das
ações, vedada a conversão das ações preferenciais em outro tipo de ações
com direito a voto. (Incluído pela Lei nº 5.710, de 07/10/71)
§ 3º Os títulos e cautelas representativas das ações preferenciais,
emitidos nos termos dos parágrafos anteriores, deverão conter
expressamente as restrições ali especificadas. (Incluído pela Lei nº 5.710,
de 07/10/71)
Art. 26. O capital inicial das instituições financeiras públicas e privadas
será sempre realizado em moeda corrente.
Art. 27. Na subscrição do capital inicial e na de seus aumentos em
moeda corrente, será exigida no ato a realização de, pelo menos 50%
(cinqüenta por cento) do montante subscrito.
§ 1º As quantias recebidas dos subscritores de ações serão recolhidas
no prazo de 5 (cinco) dias, contados do recebimento, ao Banco Central da
República do Brasil, permanecendo indisponíveis até a solução do
respectivo processo.
§ 2º O remanescente do capital subscrito, inicial ou aumentado, em
moeda corrente, deverá ser integralizado dentro de um ano da data da
solução do respectivo processo.
Art. 28. Os aumentos de capital que não forem realizados em moeda
corrente, poderão decorrer da incorporação de reservas, segundo normas
expedidas pelo Conselho Monetário Nacional, e da reavaliação da parcela
dos bens do ativo imobilizado, representado por imóveis de uso e
instalações, aplicados no caso, como limite máximo, os índices fixados pelo
Conselho Nacional de Economia.
Art. 29. As instituições financeiras privadas deverão aplicar, de
preferência, não menos de 50% (cinqüenta por cento) dos depósitos do
público que recolherem, na respectiva Unidade Federada ou Território.
§ 1º O Conselho Monetário Nacional poderá, em casos especiais,
admitir que o percentual referido neste artigo seja aplicado em cada Estado
e Território isoladamente ou por grupos de Estados e Territórios
componentes da mesma região geoeconômica.
Art. 30. As instituições financeiras de direito privado, exceto as de
investimento, só poderão participar de capital de quaisquer sociedades com
prévia autorização do Banco Central da República do Brasil, solicitada
justificadamente e concedida expressamente, ressalvados os casos de
garantia de subscrição, nas condições que forem estabelecidas, em caráter
geral, pelo Conselho Monetário Nacional.
Parágrafo único (Vetado)
Art. 31. As instituições financeiras levantarão balanços gerais a 30 de
junho e 31 de dezembro de cada ano, obrigatoriamente, com observância
das regras contábeis estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.
Art. 32. As instituições financeiras públicas deverão comunicar ao
Banco Central da República do Brasil a nomeação ou a eleição de diretores
e membros de órgãos consultivos, fiscais e semelhantes, no prazo de 15
dias da data de sua ocorrência.
Art. 33. As instituições financeiras privadas deverão comunicar ao
Banco Central da República do Brasil os atos relativos à eleição de
diretores e membros de órgão consultivos, fiscais e semelhantes, no prazo
de 15 dias de sua ocorrência, de acordo com o estabelecido no art. 10,
inciso X, desta lei.
§ 1º O Banco Central da República do Brasil, no prazo máximo de 60
(sessenta) dias, decidirá aceitar ou recusar o nome do eleito, que não
atender às condições a que se refere o artigo 10, inciso X, desta lei.
§ 2º A posse do eleito dependerá da aceitação a que se refere o
parágrafo anterior.
§ 3º Oferecida integralmente a documentação prevista nas normas
referidas no art. 10, inciso X, desta lei, e decorrido, sem manifestação do
Banco Central da República do Brasil, o prazo mencionado no § 1º deste
artigo, entender-se-á não ter havido recusa a posse.
Art. 34. É vedado às instituições financeiras conceder empréstimos ou
adiantamentos:
I - A seus diretores e membros dos conselhos consultivos ou
administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges;
II - Aos parentes, até o 2º grau, das pessoas a que se refere o inciso
anterior;
III - As pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com
mais de 10% (dez por cento), salvo autorização específica do Banco
Central da República do Brasil, em cada caso, quando se tratar de
operações lastreadas por efeitos comerciais resultantes de transações de
compra e venda ou penhor de mercadorias, em limites que forem fixados
pelo Conselho Monetário Nacional, em caráter geral;
IV - As pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%
(dez por cento);
V - Às pessoas jurídicas de cujo capital participem com mais de 10%
(dez por cento), quaisquer dos diretores ou administradores da própria
instituição financeira, bem como seus cônjuges e respectivos parentes, até
o 2º grau.
§ 1º A infração ao disposto no inciso I, deste artigo, constitui crime e
sujeitará os responsáveis pela transgressão à pena de reclusão de um a
quatro anos, aplicando-se, no que couber, o Código Penal e o Código de
Processo Penal. (Vide Lei 7.492, de 16.7.1986)
§ 2º O disposto no inciso IV deste artigo não se aplica às instituições
financeiras públicas.
Art. 35. É vedado ainda às instituições financeiras:
I - Emitir debêntures e partes beneficiárias;
II - Adquirir bens imóveis não destinados ao próprio uso, salvo os
recebidos em liquidação de empréstimos de difícil ou duvidosa solução,
caso em que deverão vendê-los dentro do prazo de um (1) ano, a contar do
recebimento, prorrogável até duas vezes, a critério do Banco Central da
República do Brasil.
Parágrafo único. As instituições financeiras que não recebem
depósitos do público poderão emitir debêntures, desde que previamente
autorizadas pelo Banco Central do Brasil, em cada caso. (Redação dada
pelo Decreto-lei nº 2.290, de 1986)
Art. 36. As instituições financeiras não poderão manter aplicações em
imóveis de uso próprio, que, somadas ao seu ativo em instalações,
excedam o valor de seu capital realizado e reservas livres.
Art. 37. As instituições financeiras, entidades e pessoas referidas nos
artigos 17 e 18 desta lei, bem como os corretores de fundos públicos,
ficam, obrigados a fornecer ao Banco Central da República do Brasil, na
forma por ele determinada, os dados ou informes julgados necessários para
o fiel desempenho de suas atribuições.
Art. 39. Aplicam-se às instituições financeiras estrangeiras, em
funcionamento ou que venham a se instalar no País, as disposições da
presente lei, sem prejuízo das que se contém na legislação vigente.
CAPÍTULO V
DAS PENALIDADES
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Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização8
Art. 42. O art. 2º, da Lei nº 1808, de 07 de janeiro de 1953, terá a
seguinte redação:
"Art. 2º Os diretores e gerentes das instituições financeiras respondem
solidariamente pelas obrigações assumidas pelas mesmas durante sua
gestão, até que elas se cumpram.
Parágrafo único. Havendo prejuízos, a responsabilidade solidária se
circunscreverá ao respectivo montante." (Vide Lei nº 6.024, de 1974)
Art. 43. O responsável ela instituição financeira que autorizar a
concessão de empréstimo ou adiantamento vedado nesta lei, se o fato não
constituir crime, ficará sujeito, sem prejuízo das sanções administrativas ou
civis cabíveis, à multa igual ao dobro do valor do empréstimo ou
adiantamento concedido, cujo processamento obedecerá, no que couber,
ao disposto no art. 44, desta lei.
Art. 44. As infrações aos dispositivos desta lei sujeitam as instituições
financeiras, seus diretores, membros de conselhos administrativos, fiscais e
semelhantes, e gerentes, às seguintes penalidades, sem prejuízo de outras
estabelecidas na legislação vigente:
I - Advertência.
II - Multa pecuniária variável.
III - Suspensão do exercício de cargos.
IV - Inabilitação temporária ou permanente para o exercício de cargos
de direção na administração ou gerência em instituições financeiras.
V - Cassação da autorização de funcionamento das instituições
financeiras públicas, exceto as federais, ou privadas.
VI - Detenção, nos termos do § 7º, deste artigo.
VII - Reclusão, nos termos dos artigos 34 e 38, desta lei.
§ 1ºA pena de advertência será aplicada pela inobservância das
disposições constantes da legislação em vigor, ressalvadas as sanções
nela previstas, sendo cabível também nos casos de fornecimento de
informações inexatas, de escrituração mantida em atraso ou processada
em desacordo com as normas expedidas de conformidade com o art. 4º,
inciso XII, desta lei.
§ 2º As multas serão aplicadas até 200 (duzentas) vezes o maior
salário-mínimo vigente no País, sempre que as instituições financeiras, por
negligência ou dolo:
a) advertidas por irregularidades que tenham sido praticadas,
deixarem de saná-las no prazo que lhes for assinalado pelo Banco Central
da República do Brasil;
b) infringirem as disposições desta lei relativas ao capital, fundos de
reserva, encaixe, recolhimentos compulsórios, taxa de fiscalização, serviços
e operações, não atendimento ao disposto nos arts. 27 e 33, inclusive as
vedadas nos arts. 34 (incisos II a V), 35 a 40 desta lei, e abusos de
concorrência (art. 18, § 2º);
c) opuserem embaraço à fiscalização do Banco Central da República
do Brasil.
§ 3º As multas cominadas neste artigo serão pagas mediante
recolhimento ao Banco Central da República do Brasil, dentro do prazo de
15 (quinze) dias, contados do recebimento da respectiva notificação,
ressalvado o disposto no § 5º deste artigo e serão cobradas judicialmente,
com o acréscimo da mora de 1% (um por cento) ao mês, contada da data
da aplicação da multa, quando não forem liquidadas naquele prazo;
§ 4º As penas referidas nos incisos III e IV, deste artigo, serão
aplicadas quando forem verificadas infrações graves na condução dos
interesses da instituição financeira ou quando dá reincidência específica,
devidamente caracterizada em transgressões anteriormente punidas com
multa.
§ 5º As penas referidas nos incisos II, III e IV deste artigo serão
aplicadas pelo Banco Central da República do Brasil admitido recurso, com
efeito suspensivo, ao Conselho Monetário Nacional, interposto dentro de 15
dias, contados do recebimento da notificação.
§ 6º É vedada qualquer participação em multas, as quais serão
recolhidas integralmente ao Banco Central da República do Brasil.
§ 7º Quaisquer pessoas físicas ou jurídicas que atuem como
instituição financeira, sem estar devidamente autorizadas pelo Banco
Central da Republica do Brasil, ficam sujeitas à multa referida neste artigo e
detenção de 1 a 2 anos, ficando a esta sujeitos, quando pessoa jurídica,
seus diretores e administradores.
§ 8º No exercício da fiscalização prevista no art. 10, inciso VIII, desta
lei, o Banco Central da República do Brasil poderá exigir das instituições
financeiras ou das pessoas físicas ou jurídicas, inclusive as referidas no
parágrafo anterior, a exibição a funcionários seus, expressamente
credenciados, de documentos, papéis e livros de escrituração,
considerando-se a negativa de atendimento como embaraço á fiscalização
sujeito á pena de multa, prevista no § 2º deste artigo, sem prejuízo de
outras medidas e sanções cabíveis.
§ 9º A pena de cassação, referida no inciso V, deste artigo, será
aplicada pelo Conselho Monetário Nacional, por proposta do Banco Central
da República do Brasil, nos casos de reincidência específica de infrações
anteriormente punidas com as penas previstas nos incisos III e IV deste
artigo.
Art. 45. As instituições financeiras públicas não federais e as privadas
estão sujeitas, nos termos da legislação vigente, à intervenção efetuada
pelo Banco Central da República do Brasil ou à liquidação extrajudicial.
Parágrafo único. A partir da vigência desta lei, as instituições de que
trata este artigo não poderão impetrar concordata.
CAPÍTULO VI
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 46. Ficam transferidas as atribuições legais e regulamentares do
Ministério da Fazenda relativamente ao meio circulante inclusive as
exercidas pela Caixa de Amortização para o Conselho Monetário Nacional,
e (VETADO) para o Banco Central da República do Brasil.
Art. 47. Será transferida à responsabilidade do Tesouro Nacional,
mediante encampação, sendo definitivamente incorporado ao meio
circulante o montante das emissões feitas por solicitação da Carteira de
Redescontos do Banco do Brasil S.A. e da Caixa de Mobilização Bancária.
§ 1º O valor correspondente à encampação será destinado à
liquidação das responsabilidades financeiras do Tesouro Nacional no
Banco do Brasil S. A., inclusive as decorrentes de operações de câmbio
concluídas até a data da vigência desta lei, mediante aprovação
especificado Poder Legislativo, ao qual será submetida a lista completa dos
débitos assim amortizados.
§ 2º Para a liquidação do saldo remanescente das responsabilidades
do Tesouro Nacional, após a encampação das emissões atuais por
solicitação da Carteira de Redescontos do Banco do Brasil S.A. e da Caixa
de Mobilização Bancária, o Poder Executivo submeterá ao Poder
Legislativo proposta específica, indicando os recursos e os meios
necessários a esse fim.
Art. 48. Concluídos os acertos financeiros previstos no artigo anterior,
a responsabilidade da moeda em circulação passará a ser do Banco
Central da República do Brasil.
Art. 49. As operações de crédito da União, por antecipação de receita
orçamentaria ou a qualquer outro título, dentro dos limites legalmente
autorizados, somente serão realizadas mediante colocação de obrigações,
apólices ou letras do Tesouro Nacional.
§ 1º A lei de orçamento, nos termos do artigo 73, § 1º inciso II, da
Constituição Federal, determinará quando for o caso, a parcela do déficit
que poderá ser coberta pela venda de títulos do Tesouro Nacional
diretamente ao Banco Central da República do Brasil.
§ 2º O Banco Central da República do Brasil mediante autorização do
Conselho Monetário Nacional baseada na lei orçamentaria do exercício,
poderá adquirir diretamente letras do Tesouro Nacional, com emissão de
papel-moeda.
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§ 3º O Conselho Monetário Nacional decidirá, a seu exclusivo critério,
a política de sustentação em bolsa da cotação dos títulos de emissão do
Tesouro Nacional.
§ 4º No caso de despesas urgentes e inadiáveis do Governo Federal,
a serem atendidas mediante créditos suplementares ou especiais,
autorizados após a lei do orçamento, o Congresso Nacional determinará,
especificamente, os recursos a serem utilizados na cobertura de tais
despesas, estabelecendo, quando a situação do Tesouro Nacional for
deficitária, a discriminação prevista neste artigo.
§ 5º Na ocorrência das hipóteses citadas no parágrafo único, do artigo
75, da Constituição Federal, o Presidente da República poderá determinar
que o Conselho Monetário Nacional, através do Banco Central da
República do Brasil, faça a aquisição de letras do Tesouro Nacional com a
emissão de papel-moeda até o montante do crédito extraordinário que tiver
sido decretado.
§ 6º O Presidente da República fará acompanhar a determinação ao
Conselho Monetário Nacional, mencionada no parágrafo anterior, de cópia
da mensagem que deverá dirigir ao Congresso Nacional, indicando os
motivos que tornaram indispensável a emissão e solicitando a sua
homologação.
§ 7º As letras do Tesouro Nacional, colocadas por antecipação de
receita, não poderão ter vencimentos posteriores a 120 (cento e vinte) dias
do encerramento do exercício respectivo.
§ 8º Até 15 de março do ano seguinte, o Poder Executivo enviará
mensagem ao Poder Legislativo, propondo a forma de liquidação das letras
do Tesouro Nacional emitidas no exercício anterior e não resgatadas.
§ 9º É vedada a aquisição dos títulos mencionados neste artigo pelo
Banco do Brasil S.A. e pelas instituições bancárias de que a União detenha
a maioria das ações. (Vide Decreto-lei nº 1.079, de 1970)
Art. 50. O Conselho Monetário Nacional, o Banco Central da República
do Brasil, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico, o Banco do
Brasil S.A., O Banco do Nordeste do Brasil S.A. e o Banco de Crédito da
Amazônia S. A. gozarão dos favores, isenções e privilégios, inclusive
fiscais, que são próprios da Fazenda Nacional, ressalvado quanto aos três,
últimos, o regime especial de tributação do Imposto de Renda a que estão
sujeitos, na forma da legislação em vigor.
Parágrafo único. São mantidos os favores, isenções e privilégios de
que atualmente gozam as instituições financeiras.
Art. 51. Ficam abolidas, após 3 (três) meses da data da vigência desta
Lei, as exigências de "visto" em "pedidos de licença" para efeitos de
exportação, excetuadas as referentes a armas, munições, entorpecentes,
materiais estratégicos, objetos e obras de valor artístico, cultural ou
histórico. (Vide Lei nº 5.025, de 1966)
Parágrafo único. Quando o interesse nacional exigir, o Conselho
Monetário Nacional, criará o "visto" ou exigência equivalente.
Art. 52. O quadro de pessoal do Banco Central da República do Brasil
será constituído de: (Vide Lei nº 9.650, de 1998)
I - Pessoal próprio, admitido mediante concurso público de provas ou
de títulos e provas, sujeita á pena de nulidade a admissão que se processar
com inobservância destas exigências;
II - Pessoal requisitado ao Banco do Brasil S. A. e a outras instituições
financeiras federais, de comum acordo com as respectivas administrações;
III - Pessoal requisitado a outras instituições e que venham prestando
serviços à Superintendência da Moeda e do Crédito há mais de 1 (um) ano,
contado da data da publicação desta lei.
§ 1º O Banco Central da República do Brasil baixará dentro de 90
(noventa) dias da vigência desta lei, o Estatuto de seus funcionários e
servidores, no qual serão garantidos os direitos legalmente atribuídos a
seus atuais servidores e mantidos deveres e obrigações que lhes são
inerentes.
§ 2º Aos funcionários e servidores requisitados, na forma deste artigo
as instituições de origem lhes assegurarão os direitos e vantagens que lhes
cabem ou lhes venham a ser atribuídos, como se em efetivo exercício nelas
estivessem.
§ 3º Correrão por conta do Banco Central da República do Brasil todas
as despesas decorrentes do cumprimento do disposto no parágrafo
anterior, inclusive as de aposentadoria e pensão que sejam de
responsabilidade das instituições de origem ali mencionadas, estas últimas
rateadas proporcionalmente em função dos prazos de vigência da
requisição.
§ 4º Os funcionários do quadro de pessoal próprio permanecerão com
seus direitos e garantias regidos pela legislação de proteção ao trabalho e
de previdência social, incluídos na categoria profissional de bancários.
§ 5º Durante o prazo de 10 (dez) anos, cotados da data da vigência
desta lei, é facultado aos funcionários de que tratam os inciso II e III deste
artigo, manifestarem opção para transferência para o Quadro do pessoal
próprio do Banco Central da República do Brasil, desde que:
a) tenham sido admitidos nas respectivas instituições de origem,
consoante determina o inciso I, deste artigo;
b) estejam em exercício (Vetado) há mais de dois anos;
c) seja a opção aceita pela Diretoria do Banco Central da República do
Brasil, que sobre ela deverá pronunciar-se conclusivamente no prazo
máximo de três meses, contados da entrega do respectivo requerimento.
CAPÍTULO VII
Disposições Transitórias
Art. 54. O Poder Executivo, com base em proposta do Conselho
Monetário Nacional, que deverá ser apresentada dentro de 90 (noventa)
dias de sua instalação, submeterá ao Poder Legislativo projeto de lei que
institucionalize o crédito rural, regule seu campo específico e caracterize as
modalidades de aplicação, indicando as respectivas fontes de recurso.
Parágrafo único. A Comissão Consultiva do Crédito Rural dará
assessoramento ao Conselho Monetário Nacional, na elaboração da
proposta que estabelecerá a coordenação das instituições existentes ou
que venham a ser cridas, com o objetivo de garantir sua melhor utilização e
da rede bancária privada na difusão do crédito rural, inclusive com redução
de seu custo.
Art. 55. Ficam transferidas ao Banco Central da República do Brasil as
atribuições cometidas por lei ao Ministério da Agricultura, no que concerne
à autorização de funcionamento e fiscalização de cooperativas de crédito
de qualquer tipo, bem assim da seção de crédito das cooperativas que a
tenham.
Art. 56. Ficam extintas a Carteira de Redescontos do Banco do Brasil
S. A. e a Caixa de Mobilização Bancária, incorporando-se seus bens
direitos e obrigações ao Banco Central da República do Brasil.
Parágrafo único. As atribuições e prerrogativas legais da Caixa de
Mobilização Bancária passam a ser exercidas pelo Banco Central da
República do Brasil, sem solução de continuidade.
Art. 57. Passam à competência do Conselho Monetário Nacional as
atribuições de caráter normativo da legislação cambial vigente e as
executivas ao Banco Central da República do Brasil e ao Banco do Brasil S.
A., nos termos desta lei.
Parágrafo único. Fica extinta a Fiscalização Bancária do Banco do
Brasil S. A., passando suas atribuições e prerrogativas legais ao Banco
Central da República do Brasil.
Art. 58. Os prejuízos decorrentes das operações de câmbio concluídas
e eventualmente não regularizadas nos termos desta lei bem como os das
operações de câmbio contratadas e não concluídas até a data de vigência
desta lei, pelo Banco do Brasil S.A., como mandatário do Governo Federal,
serão na medida em que se efetivarem, transferidos ao Banco Central da
República do Brasil, sendo neste registrados como responsabilidade do
Tesouro Nacional.
§ 1º Os débitos do Tesouro Nacional perante o Banco Central da
República do Brasil, provenientes das transferências de que trata este
artigo serão regularizados com recursos orçamentários da União.
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Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização10
§ 2º O disposto neste artigo se aplica também aos prejuízos
decorrentes de operações de câmbio que outras instituições financeiras
federais, de natureza bancária, tenham realizado como mandatárias do
Governo Federal.
Art. 59. É mantida, no Banco do Brasil S.A., a Carteira de Comércio
Exterior, criada nos termos da Lei nº 2.145, de 29 de dezembro de 1953, e
regulamentada pelo Decreto nº 42.820, de 16 de dezembro de 1957, como
órgão executor da política de comércio exterior, (VETADO)
Art. 60. O valor equivalente aos recursos financeiros que, nos termos
desta lei, passarem a responsabilidade do Banco Central da República do
Brasil, e estejam, na data de sua vigência em poder do Baco do Brasil S.
A., será neste escriturado em conta em nome do primeiro, considerando-se
como suprimento de recursos, nos termos do § 1º, do artigo 19, desta lei.
Art. 61. Para cumprir as disposições desta lei o Banco do Brasil S.A.
tomará providências no sentido de que seja remodelada sua estrutura
administrativa, a fim de que possa eficazmente exercer os encargos e
executar os serviços que lhe estão reservados, como principal instrumento
de execução da política de crédito do Governo Federal.
Art. 62. O Conselho Monetário Nacional determinará providências no
sentido de que a transferência de atribuições dos órgãos existentes para o
Banco Central da República do Brasil se processe sem solução de
continuidade dos serviços atingidos por esta lei.
Art. 63. Os mandatos dos primeiros membros do Conselho Monetário
Nacional, a que alude o inciso IV, do artigo 6º desta lei serão
respectivamente de 6 (seis), 5 (cinco), 4 (quatro), 3 (três), 2 (dois) e 1 (um)
anos.
Art. 64. O Conselho Monetário Nacional fixará prazo de até 1 (um) ano
da vigência desta lei para a adaptação das instituições financeiras às
disposições desta lei.
§ 1º Em casos excepcionais, o Conselho Monetário Nacional poderá
prorrogar até mais 1 (um) ano o prazo para que seja complementada a
adaptação a que se refere este artigo.
§ 2º Será de um ano, prorrogável, nos termos do parágrafo anterior, o
prazo para cumprimento do estabelecido por força do art. 30 desta lei.
Art. 65. Esta lei entrará em vigor 90 (noventa) dias após data de sua
publicação, revogadas as disposições em contrário.
Brasília, 31 de dezembro de 1964; 143º da Independência e 76º da
República.
A função do Sistema Financeiro Nacional-SFN é a de ser um conjunto
de órgãos que regulamenta, fiscaliza e executa as operações necessárias à
circulação da moeda e do crédito na economia. É composto por diversas
instituições. Se o dividirmos, teremos dois subsistemas. O primeiro é o
normativo, formado por instituições que estabelecem as regras e diretrizes
de funcionamento, além de definir os parâmetros para a intermediação
financeira e fiscalizar a atuação das instituições operativas. Tem em sua
composição: o Conselho Monetário Nacional (CMN), o Banco Central do
Brasil (Bacen), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e as Instituições
Especiais (Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal).
O segundo subsistema é o operativo. Em sua composição estão as
instituições que atuam na intermediação financeira e tem como função
operacionalizar a transferência de recursos entre fornecedores de fundos e
os tomadores de recursos, a partir das regras, diretrizes e parâmetros
definidos pelo subsistema normativo. Estão nessa categoria as instituições
financeiras bancárias e não-bancárias, o Sistema Brasileiro de Poupança e
Empréstimo (SBPE), além das instituições não financeiras e auxiliares.
A atuação das instituições que integram o subsistema operativo é
caracterizada pela sua relação de subordinação à regulamentação
estabelecida pelo CMN e pelo Bacen. As instituições podem sofrer
penalidades caso não cumpram as normas editadas pelo CMN. As multas
vão desde as pecuniárias até a própria suspensão da autorização de
funcionamento dessas instituições e seus dirigentes.
Dinâmica do Mercado
Os agentes econômicos e suas relações
1. Conceito de Mercado Financeiro
A palavra mercado remonta a períodos anteriores à existência da
moeda e o seu significado original designa o local onde as pessoas se
encontram para comprar, vender ou trocar mercadorias. Com o passar do
tempo, o termo mercado foi evoluindo para um conceito de conjunto de
elementos envolvidos no comércio de determinado produto: produtores,
consumidores, intermediários, regulamentos, preços etc. Hoje, quando
falamos no mercado do caju, por exemplo, estamos nos referindo às
pessoas que produzem (e vendem) o caju, àquelas que apreciam e
compram esse produto (consumidores finais), além de outros que
participam de todas as transações que envolvem a fruta: os
atravessadores, os doceiros, por exemplo. Além disso, o mercado de caju
compreende também os preços praticados, os mecanismos que envolvem
as transações, a regulamentação etc.
Nessa linha de raciocínio, o mercado financeiro nada mais é do que um
conjunto de mecanismos voltados para a transferência temporária de
recursos entre os agentes econômicos. O produto do mercado financeiro é
o uso do dinheiro no tempo, proporcionando capacidade de consumo, ou
seja, o poder de compra que a posse do dinheiro proporciona.
2. Agentes econômicos
O papel essencial do mercado financeiro é viabilizar e operacionalizar
os fluxos de financiamentos na economia, no qual interagem os agentes
econômicos.
Um agente econômico é um indivíduo, conjunto de indivíduos,
instituição ou conjunto de instituições que, através das suas decisões e
ações, tomadas racionalmente, influenciam de alguma forma a economia.
Se levarmos em conta apenas o ambiente interno (numa economia
fechada, por exemplo), podemos considerar a existência de 3 grupos de
agentes econômicos: as famílias, as empresas e os governos.
O conceito de famílias engloba todos os tipos de unidades domésticas,
unipessoais ou familiares, com ou sem laços de parentesco, empregados
ou não, que formam o potencial de recursos para o processamento de
atividades produtivas e os que recebam transferências pagas pela
previdência social ou outras entidades.
As empresas, por seu turno, são os agentes econômicos para os quais
convergem os recursos da produção disponíveis. Reúnem todas as
unidades produtoras dos setores primário (agricultura), secundário
(indústria) e terciário (comércio e serviços). As empresas reúnem,
organizam e remuneram os fatores de produção fornecidos pelas unidades
familiares.
Em tese, a função dos governos é ampliar o bem-estar social. Para
atingir seu objetivo, os governos precisam das famílias – por isso contratam
diretamente o trabalho de unidades familiares – e dos produtos e serviços
das empresas, para o que adquirem uma parcela deles em prol da
sociedade. As receitas dos governos resultam do sistema tributário, e suas
despesas são os pagamentos efetuados em forma de salários e em fase do
fornecimento de bens e serviços à sociedade.
3. Renda, poupança e investimento
Entender os conceitos de renda, poupança e investimento é
fundamental para a compreensão do mercado financeiro e para perceber
as engrenagens que movimentam o sistema financeiro. São conceitos
econômicos primários, mas extremamente importantes, uma vez que o
crescimento de um país decorre do esforço de poupança e investimento
associado a cada nível de renda.
Por definição econômica, renda é a soma dos rendimentos pagos aos
fatores de produção (terra, capital e trabalho) para obter o produto num
determinado período. Renda pessoal disponível é a renda com que as
famílias contam para poderem consumir. Uma parte da renda será utilizada
na aquisição de bens e serviços de consumo, montante que
denominaremos consumo. Os itens de consumo podem ser divididos em
três componentes. O primeiro é formado pelos bens não duráveis de
consumo, como alimentos e roupas, cuja vida útil é curta. O segundo
componente, denominado de serviços de consumo, compreende as
despesas feitas com aluguel, médicos, barbeiro, cinemas, transporte etc. O
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Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização11
terceiro e último componente do consumo corresponde aos bens de
consumo duráveis, como eletrodomésticos em geral, automóveis etc., cuja
característica é ter vida útil muito maior do que os bens não duráveis de
consumo.
Em uma economia equilibrada, parte-se do princípio de que a renda
recebida não é totalmente utilizada para o consumo. Assim, após o
consumo resta outra parte da renda, que corresponde à poupança
realizada pelos agentes. Então, poupança é a parte da renda pessoal
disponível que não foi consumida. Poupar é acumular valores no presente
para utilizá-los no futuro, o que geralmente envolve mudança de hábitos,
pois requer uma redução nos gastos pessoais e familiares. Reduzir
despesas pode significar desde simples cuidados para evitar o desperdício
até o esforço, por vezes árduo, no sentido de conter gastos. Além disso,
poupar exige a avaliação objetiva das despesas, a fixação de metas e,
principalmente, muita persistência, a fim de manter-se economizando pelo
tempo necessário até que sejam alcançados os objetivos que motivaram a
poupança.
Investimento é o emprego dos recursos poupados, próprios ou de terceiros, para ampliar a capacidade produtiva e, no futuro, aumentar a renda. Investir,
portanto, é empregar o dinheiro poupado em aplicações que rendam juros ou outra forma de remuneração ou correção. O investimento é tão importante
quanto a poupança, pois todo o esforço de cortar gastos pode ser desperdiçado quando mal investido.
4. As relações entre os agentes econômicos
Os agentes econômicos relacionam-se entre si na forma da Figura 1:
A renda e o comportamento de consumo dos envolvidos nesse relacionamento não apresentam um caráter uniforme. Assim sendo, sob a ótica
orçamentária, podemos agrupar esses agentes econômicos em três grupos.
O primeiro grupo é constituído pelos agentes econômicos que têm orçamento equilibrado, ou seja, seus gastos com bens e serviços são iguais ao
montante da renda recebida. Não apresentando excedentes de renda, a poupança desse grupo é nula.
O segundo grupo é formado pelos agentes econômicos que apresentam orçamento superavitário, isto é, que têm excedente de renda, porque a renda é
maior que o consumo e, assim, dispõem de poupança. Os agentes econômicos superavitários deparam-se com a seguinte pergunta: como aplicar os
recursos excedentes provenientes de poupança não investida? Os agentes econômicos que têm orçamento superavitário são poupadores.
O terceiro grupo é composto pelos agentes econômicos que têm orçamento deficitário, que não dispõem de excedente de renda, porque o consumo é
maior que a renda, e por isso necessitam de crédito para complementar suas necessidades de consumo. No caso dos agentes econômicos deficitários, a
questão é: como obter os recursos adicionais necessários à viabilização de seus projetos de investimento ou à satisfação do consumo? Os agentes
econômicos que têm orçamento deficitário são tomadores. Esse grupo tem a preocupação em como e a que custo obter os recursos necessários para cobrir
suas necessidades.
No caso daqueles que têm recursos sobrando, o que fazer com esses excedentes? E no caso dos que precisam de dinheiro para fechar o orçamento,
onde buscar esses recursos? Como se observa, os problemas dos agentes econômicos superavitários e deficitários são complementares. Como e onde
essas pessoas podem se encontrar? É no mercado financeiro que eles se encontram para buscar soluções.
Como qualquer mercado, o mercado financeiro, também tem suas figuras básicas, que são os compradores (tomadores de empréstimos), vendedores
(poupadores) e os intermediários (instituições financeiras).
Quando poupam, as pessoas deixam de utilizar a capacidade de consumo do dinheiro no momento, acreditando que essa atual capacidade de consumo
trará maiores benefícios no futuro, seja frente a algum imprevisto, para economizar dinheiro e comprar algo de maior valor ou simplesmente para sustentar a
família na aposentadoria. Quando os poupadores optam por vender suas mercadorias, se transformam em investidores.
No sentido econômico, investir significa a aplicação de capital para produzir bens e serviços, num sentido mais amplo significa direcionar recursos para a
obtenção de juros ou lucros. Os poupadores, portanto, são os agentes econômicos superavitários dispostos a transformar suas disponibilidades monetárias
em ativos financeiros, através da oferta de recursos, sujeitando-se aos riscos de mercado, com a finalidade de obter retornos reais positivos. São os criadores
de fundos para o financiamento do crescimento econômico.
Os tomadores – aqueles que adquirem o produto comercializado no mercado financeiro – são os industriais, comerciantes, pessoas físicas etc. que,
necessitando de dinheiro para utilizar o seu poder de compra, dispõem-se a pagar por essa utilização. São os agentes econômicos deficitários, que
demandam recursos e estão dispostos a financiar seu déficit a custo de mercado.
5. Intermediação financeira
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Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização12
É função dos intermediários financeiros efetuar a ponte entre os dois segmentos. Ao concentrar os recursos dos agentes superavitários, os intermediários
financeiros viabilizam a ampliação das escalas de produção, financiando investimentos de maior vulto.
A existência do sistema financeiro está condicionada a imperfeições de mercado, tais como falhas no canal de transmissão de informação entre os
agentes econômicos. As trocas entre os agentes tornam-se mais onerosas quanto mais graves são as falhas de mercado, podendo, como caso limite,
inviabilizá-las. A intermediação financeira surge, então, como um mecanismo para minimizar tais imperfeições, facilitando a alocação dos recursos entre
poupadores e tomadores de empréstimos e, dessa forma, transmitindo aos investimentos produtivos os recursos necessários, conforme Figura 2.
Quando o mercado financeiro é eficiente, a produção e o consumo de mercadorias são estimulados, as empresas têm acesso a recursos mais baratos,
podendo investir mais na produção e, consequentemente, gerar mais lucros, que serão reinvestidos dando continuidade a um círculo virtuoso que ocasiona a
geração de mais riqueza, maior oferta de empregos e melhores salários. As pessoas têm acesso a financiamentos que possibilitam a aquisição de mais bens,
aumentando o consumo.
Quando a sociedade não consegue gerar um excedente de produção ou este não é reinvestido, obstruindo a transformação da poupança em
investimentos, a geração de bens e serviços é reduzida e o bem-estar material das pessoas diminui.
A circulação do dinheiro tem a capacidade de aumentar ou diminuir a produção de bens e serviços, aumentando ou diminuindo o bem-estar material das
pessoas, por esse motivo o mercado financeiro recebe uma atenção especial do governo que, através da atuação das autoridades financeiras interfere na
economia. Um sistema financeiro eficiente é aquele que tem capacidade de viabilizar a realização de financiamentos de curto, médio e longo prazos, sob
condições de minimização de risco e atendendo aos desejos e necessidades dos agentes superavitários, que determinam a oferta de recursos, e dos agentes
deficitários, que materializam a demanda por recursos.
Utilizar os serviços dos intermediários financeiros apresenta diversas vantagens, sendo de se destacar:
1. A economia de escala. Em razão da quantidade de operações realizadas, os intermediários financeiros podem atuar com custos menores do que
aqueles incorridos por tomadores e poupadores se operassem isoladamente.
2. A especialização. Os intermediários financeiros são especialistas na compra e venda de ativos e passivos financeiros, o que lhes permite criar redes
de relacionamento e aprimorar análises de riscos, previsões e conhecimentos de aspectos cada vez mais complexos.
3. A eficácia alocativa. Os intermediários financeiros podem selecionar melhor os empreendimentos mais atrativos, com critérios de rentabilidade e
retorno.
4. A diversificação. Os intermediários financeiros reúnem grandes volumes de poupança ou dividem alternativas de investimento em pequenos volumes,
com maior flexibilidade de prazos e taxas de juros.
5. Maior segurança e diluição de riscos. Os intermediários financeiros assumem os riscos decorrentes de roubos, acidentes e inadimplência de seus
tomadores, que podem ser diluídos em razão da grande quantidade de clientes.
6. Liquidez. Os intermediários financeiros podem oferecer alternativas de captação e aplicação de recursos mais rapidamente do que os agentes
conseguiriam por conta própria.
7. Gestão de riscos. Ao oferecer alternativas de captação e aplicação de recursos aos seus clientes, os intermediários financeiros reduzem a exposição
a riscos. Roberto Quaranta
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Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização13
Mercado financeiro
Em economia, um mercado financeiro é um mecanismo que permite a compra e venda (comércio) de valores mobiliários (por exemplo ações e
obrigações), mercadorias (como pedras preciosas ou produtos agrícolas) e outros bens fungíveis com baixo custo de transação e preços que refletem a
hipótese do mercado eficiente.
Existem mercados gerais, onde muitos produtos são comercializados, e mercados especializados, onde apenas uma mercadoria é negociada. Os
mercados funcionam colocando muitos compradores e vendedores interessados num "lugar", tornando assim mais fácil se encontrarem uns aos outros. Uma
economia que depende principalmente de interações entre compradores e vendedores para alocar recursos é conhecida como uma economia de mercado,
em contraste a economia de comando ou com a economia de não-mercado, como é exemplo a economia de doação.
Em finanças, os mercados financeiros permitem:
 A angariação de capital (no mercado de capitais)
 A transferência de risco (no mercado de derivados)
 O comércio internacional (no mercado de divisas)
Normalmente que se quer financiar emite um recibo para que empresa prometendo pagar de volta o capital. Essas receitas são títulos que podem ser
comprados ou vendidos livremente. Em troca do empréstimo de dinheiro, quem o concede espera uma compensação sob a forma de juro ou dividendos.
Em matemática financeira, o conceito de um mercado financeiro é definido em termos de um processo estocástico de movimento Browniano em tempo
contínuo.
Especulação financeira
A Especulação financeira permanece um conceito difícil de ser definido, apesar de relatos detalhados da prática que remontam à Antiguidade, só em
fins do século XVIII adquiriu um conceito econômico e mesmo assim, impreciso.
Um dos conceitos popularmente aceitos afirma ser a mesma qualquer aposta baseada nas previsões acerca dos desdobramentos econômicos do futuro
de um país, um evento, um setor de atividade ou de uma empresa.
Os movimentos das bolsas de valores, por exemplo, resultam em parte de manobras especulativas. Um grande número de agentes (pessoas físicas ou
instituições financeiras), a todo momento lançam as suas expectativas uns contra os outros em busca de ganhos futuros ou preservação do capital. As
expectativas baseadas em tais ações são portanto diversas e, devido a tal divergência, se concretizam ou não a todo instante.
Devido à falta de conhecimento, condições, preparo e educação político-financeira, a grande maioria das pessoas acaba não atuando de forma ativa nos
mercados, apenas reagindo ou sofrendo passivamente as consequências dos movimentos nos mesmos.
A partir da década de 1990, a popularização da Internet e de algumas ferramentas mais acessíveis à população para atuação nos mercados que esta
propicia, como os home brokers, tornaram possível, ainda que de forma lenta e assimétrica, uma maior participação do cidadão comum nos mercados de
capitais.
Causas Macroeconômicas das grandes movimentações
Movimentos especulativos de porte costumam ser precedidos em geral por grandes mudanças tecnológicas e/ou político-comportamentais que induzem
o sistema financeiro a se adaptar criando para isso novas ferramentas financeiras, tanto para captação de poupança, como para expansão de capital. Isto se
dá pelo fato de se saber que os novos paradigmas serão dominantes, mas não ao ponto de se avaliar com precisão quais deles serão vitoriosos e qual o
prazo de consolidação dos mesmos. Entre outras coisas, a incerteza inerente aos processos de mudança, abre espaço para esses grandes movimentos
especulativos.
Historicamente, quando os ciclos tecnológicos/político-comportamentais amadurecem nos países de origem, o grande capital volta suas forças para os
países que estavam à margem, procurando interferir no próprio processo político-cultural dos mesmos, em busca do melhor ambiente para sua expansão.
Mercado de capitais
Fachada da Bolsa de Valores de Nova Iorque
Fachada da Bolsa de Valores de São Paulo
Mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores
mobiliários que proporciona liquidez aos títulos de emissão de empresas e
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Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização14
viabiliza o processo de capitalização. É constituído pelas bolsas de valores,
sociedades corretoras e outras instituições financeiras autorizadas.
Os principais títulos negociados (título mobiliário) representam o capital
social das empresas, tangibilizado em suas ações ou ainda empréstimos
tomados pelas empresas, no mercado, representado por debêntures que
são conversíveis em ações, bônus de subscrição e outros papéis
comerciais. Esta constituição permite a circulação de capital e custeia o
desenvolvimento econômico.
No mercado de capitais ainda podem ser negociados os direitos e
recibos de subscrição de valores mobiliários, certificados de depósitos de
ações e outros derivativos autorizados à negociação.
Seu objetivo é canalizar as poupanças (recursos financeiros) da
sociedade para o comércio, a indústria e outras atividades econômicas.
Distingue-se do mercado monetário que movimenta recursos a curto prazo,
embora tenham muitas instituições em comum.
Nos países capitalistas mais desenvolvidos os mercados de capitais
são mais fortes e dinâmicos. A fraqueza desse mercado nos países em
desenvolvimento dificulta a formação de poupança, sendo um sério
obstáculo ao desenvolvimento, obrigando esses países a recorrerem ao
mercado de capitais internacionais.
Tipos de mercados
Mercado de crédito ou Mercado Monetário
Os contratos são feitos de forma individualizada entre as duas partes e
as obrigações resultantes em geral não são transferíveis. Há intermediação
financeira, no caso o banco comercial é o intermediador entre o tomador do
empréstimo e o proprietário do recurso.
Podem ser divididos em:
curto prazo e
médio e longo prazo
O mercado de curto prazo pode ser dividido em três segmentos
principais:
mercado monetário interbancário
mercado de dívida pública e
mercado de dívida das empresas.
O mercado monetário interbancário (que abrange também o mercado
interbancário de títulos), é um importante segmento do mercado monetário,
integrado exclusivamente por bancos, incluindo o banco emissor. É um
mercado de grande volume de transacções diárias e de elevada liquidez,
que abrange os 12 países da União Monetária Europeia, os da zona euro.
Das transacções diárias deste mercado retira-se um importante indicador
do custo do dinheiro no tempo, para prazos curtos (até um ano): a euribor
(european interbank offer rate).
O mercado de dívida pública é o espaço de emissão e transacção de
títulos de dívida pública a curto prazo, nomeadamente bilhetes do tesouro.
Deste mercado retira-se igualmente um importante indicador do custo do
dinheiro no tempo, sem risco, a chamada yield dos BT's.
O mercado de dívida das empresas é constituído pelas operações de
crédito bancário a curto prazo e pelo mercado de títulos de dívida de
empresas a curto prazo, o papel comercial.
O mercado de médio e longo prazo ou mercado de capitais divide-se
em:
mercado de capitais próprios (equity) e
mercado de dívida.
Esta distinção não se aplica ao mercado monetário porque os capitais
próprios são fundos a longo prazo (na realidade, o capital próprio não tem
prazo). Assume especial interesse o mercado titulado de capitais próprios e
especialmente o constituído pelas acções cotadas em bolsa.
No mercado da dívida voltamos a encontrar os segmentos de dívida
pública e de dívida de empresas (dívida bancária e mercado de
obrigações). O mercado de obrigações é particularmente importante, tanto
como o mercado de acções. porque oferece liquidez e uma base objectiva
de avaliação a estes títulos. O mercado de obrigações de dívida pública
(obrigações do tesouro) é muito significativo, em volume de transacções e,
portanto, em liquidez. Dele se extrai um terceiro indicador importante do
preço do dinheiro no tempo (a longo prazo e sem risco), a yield das OT's.
O mercado de obrigações abrange uma variedade de títulos, desde
obrigações comuns (com juros, a taxa fixa ou variável, prazo determinado e
reembolso), passando pelas obrigações perpétuas (sem prazo), de cupão
zero (sem juros periódicos), convertíveis em acções, com warrants (direitos
de compra de acções), participantes, etc. Estas últimas são geralmente
incluídas num segmento classificado como híbrido, porque se trata de
títulos com características de títulos de capital próprios e características de
títulos de capital alheio.
Mercado de títulos
Os contratos são mais genéricos e padronizados de forma que podem
ser transferíveis a terceiros, ou seja, tais contratos podem ser negociáveis
em mercados secundários, ganhando liquidez. Não há intermediação
financeira, o banco apenas promove o encontro entre investidores e
tomadores com a cobrança de uma taxa de corretagem.
Divide-se em:
Títulos de Propriedade (Ações)
Títulos de Dívidas (Debentures, Commercial Papers, bônus-bonds)
Mercado primário e secundário
Mercado primário
Refere-se a colocação inicial de um título, é aqui que o emissor toma e
obtém os recursos. Os lançamentos de ações novas no mercado, de forma
ampla e não restrita à subscrição pelos atuais acionistas, chamam-se
lançamentos públicos de ações. É um esquema de lançamento de uma
emissão de ações para subscrição pública, no qual a empresa encarrega a
um intermediário financeiro a colocação desses títulos no mercado. Para
colocação de ações no mercado primário, a empresa contrata os serviços
de instituições especializadas, tais como: bancos de investimento,
sociedades corretoras e sociedades distribuidoras, que formarão um pool
de instituições financeiras para a realização de uma operação, que pode
ser conceituada como sendo um contrato firmado entre a instituição
financeira líder do lançamento de ações e a sociedade anônima, que
deseja abrir o capital social.
Mercado secundário
Onde ocorre a negociação contínua dos papéis emitidos no passado
EX: Bolsa de valores e BM&F Para operar no mercado secundário, é
necessário que o investidor se dirija a uma Sociedade corretora membro de
uma bolsa de valores, na qual funcionários especializados poderão fornecer
os mais diversos esclarecimentos e orientação na seleção do investimento,
de acordo com os objetivos definidos pelo aplicador. Se pretender adquirir
ações de emissão nova, ou seja, no mercado primário, o investidor deverá
procurar um banco, uma corretora ou uma distribuidora de valores
mobiliários, que participem do lançamento das ações pretendidas. Mais
recentemente, tem se popularizado no Brasil o uso do home-broker,
ferramenta de uso da internet para a operação de compra e venda de
ativos financeiros junto às corretoras que oferecem o serviço.
Funções
a) Proporcionar liquidez
b) Estabelecer preço para o mercado primário.
Classificação do sistema financeiro
a) - Tipos de Contratos:
baseado em Crédito. EX. Japão, Alemanha, todos os mercados
emergentes
baseado em Mercado. EX. E.U.A.
b) - Funções:
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Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização15
Se Segmento: Cada segmento de mercado é operado por uma
instituição específica.
Cada segmento de mercado, corresponde a instituições financeiras
com responsabilidade jurídica diferente EX. E.U.A, Japão etc.
Se de Banco Universal: O banco universal opera em todo o segmento
de mercado. EX. Alemanha e Suíça
Principais papéis negociados no sistema financeiro
Títulos públicos
Podem ser emitidos pelos governos, Federal, Estadual e Municipal
O objetivo desses papéis reside em:
- Consecução de política monetária
- Financiar o déficit público
Ações
Títulos de renda variável, emitidos por sociedades anônimas, que
representam a menor fração do capital da empresa emitente. Podem ser
escriturais ou representadas por cautelas ou certificados. O investidor em
ações é um co-proprietário da sociedade anônima da qual é acionista,
participando dos seus resultados. As ações são conversíveis em dinheiro, a
qualquer tempo, pela negociação em bolsas de valores ou no mercado de
balcão.
Podem ser:
- Ordinárias: São as que conferem direito comuns aos sócios
(incluindo o direito de voto), sem restrições ou privilégios. Nas companhias
fechadas as ações poderão ser dividias em classes diferentes, já nas
abertas serão todas iguais
- Preferenciais: São aquelas que dão as seus titulares alguns privilégio
ou preferência, como a prioridade da distribuição dos dividendos no mínimo
superior a 10% do que foi atribuído às ordinárias.
- Fruição: Ao invés de distribuir dividendos, resolve amortizar um lote
de ações, geralmente por sorteio, pagando o valor nominal para seus
titulares. Em seguida, permite-se que aqueles antigos titulares adquiram
outras ações em substituição.
Commercial papers
É como uma nota promissória de curto prazo para financiar seu capital
de giro
Debêntures
Títulos emitidos por empresas do tipo S/A (Sociedades Anônimas),
seus recursos são destinados principalmente para capital fixo das
empresas, paga juros, participações nos lucros, etc. As debêntures são
títulos de médio prazo. Em Portugal, usa-se o termo obrigações.
Letras de câmbio
Forma de captação de financeiras. São a base de captação de
recursos das Sociedades de Crédito e Financiamento, as conhecidas
financeiras.
CDBs - Certificados de Depósitos Bancários
Forma de captação dos bancos comerciais e de investimentos
CDIs - Certificados de Depósitos Interfinanceiros ou Interbancários
Certificados de depósitos que ocorrem entre instituições financeiras
deficitárias com as superavitárias para equilibrar o caixa do dia.
Principais intervenientes no mercado financeiro
Reguladores
Regulam e vigiam o funcionamento do mercado
- CVM - (Comissão de Valores Mobiliários)
- Banco Central do Brasil
Traders, investidores e instrumentos de investimento
Asseguram a liquidez no mercado
- Daytraders
- Positiontraders
- Swingtraders
- Especuladores
- Investidores
- Clubes de investidores
- Fundos de investimento
- Market rom
- Arbitagistas
Comissão de Valores Mobiliários
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia vinculada
ao Ministério da Fazenda do Brasil, instituída pela Lei 6.385, de 7 de
dezembro de 1976, alterada pela Lei nº 6.422, de 8 de junho de 1977, Lei
nº 9.457, de 5 de maio de 1997, Lei nº 10.303, de 31 de outubro de 2001,
Decreto nº 3.995, de 31 de outubro de 2001, Lei nº 10.411, de 26 de
fevereiro de 2002, na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, e
juntamente com a Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/76)
disciplinaram o funcionamento do mercado de valores mobiliários e a
atuação de seus protagonistas.
A CVM tem poderes para disciplinar, normalizar e fiscalizar a atuação
dos diversos integrantes do mercado. Seu poder de normalizar abrange
todas as matérias referentes ao mercado de valores mobiliários.
Responsabilidades
Cabe a CVM, entre outras, disciplinar as seguintes matérias:
 Registro de companhias abertas;
 Registro de distribuições de valores mobiliários;
 Credenciamento de auditores independentes e administradores de
carteiras de valores mobiliários;
 Organização, funcionamento e operações das bolsas de valores;
 Negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;
 Administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários;
 Suspensão ou cancelamento de registros, credenciamentos ou
autorizações;
 Suspensão de emissão, distribuição ou negociação de determinado
valor mobiliário ou decretar recesso de bolsa de valores;
De acordo com a lei que a criou, a Comissão de Valores Mobiliários
exercerá suas funções, a fim de:
 assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de
bolsa e de balcão;
 proteger os titulares de valores mobiliários contra emissões
irregulares e atos ilegais de administradores e acionistas controladores de
companhias ou de administradores de carteira de valores mobiliários;
 evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas
a criar condições artificiais de demanda, oferta ou preço de valores
mobiliários negociados no mercado;
 assegurar o acesso do público a informações sobre valores
mobiliários negociados e as companhias que os tenham emitido;
 assegurar a observância de práticas comerciais eqüitativas no
mercado de valores mobiliários;
 estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores
mobiliários;
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Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização16
 promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do
mercado de ações e estimular as aplicações permanentes em ações do
capital social das companhias abertas.
A Lei também atribui à CVM competência para apurar, julgar e punir
irregularidades eventualmente cometidas no mercado. Diante de qualquer
suspeita a CVM pode iniciar um inquérito administrativo, através do qual,
recolhe informações, toma depoimentos e reúne provas com vistas a
identificar claramente o responsável por práticas ilegais, oferecendo-lhe, a
partir da acusação, amplo direito de defesa. Origem: Wikipédia, a
enciclopédia livre.
Mercado bancário.
Bancos são instituições intermediárias entre agentes superavitários e
agentes deficitários, que exercem, além de outras, a função de captar os
recursos dos superavitários e emprestá-los a juros aos deficitários, gerando
a margem de ganho denominada de spread bancário. Todo banco, público
ou privado, apresenta estas características. Os bancos tem também por
funções depositar capital em formas de poupança, financiar automóveis e
casas, trocar moedas internacionais, realizar pagamentos, entre outros.
Tipos de bancos
Banco comercial - Instituições de crédito caracterizadas pela captação
de fundos, através de operações passivas como os depósitos à vista, a
prazo e com pré-aviso, os depósitos de poupança, os certificados de
depósitos e os fundos de investimentos, e pela cedência de fundos (crédito
bancário), através de operações ativas de curto, médio e longo prazos,
podendo estas serem de carácter comercial (letras) ou financeiro (relação
cliente/banco); finalmente, pela prestação de serviços (proveitos), como as
garantias bancárias, a venda de moeda, pagamentos periódicos, guarda de
valores e custódia de títulos.
 Banco de investimento - Instituições que auxiliam pessoas físicas
ou jurídicas a alocar o seu capital nos mais diversos tipos de investimento,
como por exemplo no mercado financeiro ou na BMF.
 Banco de desenvolvimento - Instituições que financiam projetos
cuja finalidade é promover o desenvolvimento econômico de uma dada
região.
 Banco misto (p. ex.: grande parte das instituições bancárias do
Brasil são mistas, sendo Bancos de Crédito e de Poupança)
Funções no Balcão de um Banco
 Tesoureiro/Caixa :Contato direto com o cliente ao nível transacional
(levantamentos, depósitos, transferências, gestão de tesouraria, etc) e
comercial.
 Administrativo/Comercial: Contato comercial, com o cliente ao nível
da venda de produtos e serviços e atendimento geral.
 Gestor de conta: Responsável por uma carteira de clientes,
dinamizando a venda de produtos e serviços direcionados.
 2º Responsável ou Sub-gerente: Responsável pelo
desenvolvimento comercial e institucional, na ausência do Gerente, bem
como desempenho ao nivel comercial de venda de produtos e serviços
financeiros.
 Gerente: Responsável pelo desenvolvimento comercial e
institucional e elo entre chefias intermédias.
Conta corrente
A Conta-corrente, também chamada de conta bancária, é uma conta
de depósito mantida em um banco ou outra instituição financeira, por uma
pessoa física ou jurídica, com o propósito de segurança e rapidez de
acesso à demanda, através de uma variedade de diferentes canais. Por
meio da conta bancária, é possível depositar ou retirar qualquer quantia em
dinheiro a qualquer número de vezes, sujeito à disponibilidade de crédito
pelo depositário; receber salários depositados pelo empregador, recebendo
com isso, um crédito no mesmo valor; sacar dinheiro quando conveniente
(por meio de caixas eletrônicos, cartões de crédito ou cheques); investir em
poupança; pedir empréstimos pessoais ao banco; e outras transações
financeiras oferecidas pelo banco. As movimentações financeiras da conta
corrente são apresentadas ao cliente, de forma resumida, em extrato
fornecido pelo banco, o qual pode ser solicitado pelo cliente ao banco,
mediante pagamento de uma pequena taxa de fornecimento de extrato
mensal. Para encerrar a conta é necessário protocolizar uma carta no
Banco solicitando o encerramento da conta, apresentando extrato atual,
informando que todos os cheques já foram compensados, devolvendo
talões de cheques não utilizados e cartões. Isto porque, há despesas
efetuadas na conta corrente como taxas de manutenção e outros
fornecimentos, os quais serão debitados na conta, fazendo com que o
saldo se torne devedor e podendo trazer problemas financeiros no futuro
para o ex-cliente que não encerrou a conta adequadamente (prova
documental).
Tipos de contas corrente no Brasil
Conta de depósito à vista (Conta-corrente)
Conta-poupança
Conta poupança é uma conta de depósito onde o valor aplicado tem
um rendimento (juros) e correção monetária mensal. Há instituições
financeiras que permitem abrir contas somente de poupança ou contas
poupança vinculadas à conta corrente. Geralmente contas de poupança
vinculadas à contas correntes permitem apenas aplicações e resgates,
como uma modalidade de investimento. Mas contas exclusivamente de
poupança permitem também saques, depósitos, pagamentos de títulos e
transferências para contas correntes ou poupança do mesmo banco ou
para bancos diferentes, sendo que no Brasil é facultativo aos bancos
acolher transferências de outros bancos para contas poupança.
Conta Registro (Conta Salário)
A "conta-salário" é um tipo especial de conta de registro e controle de
fluxo de recursos, destinada a receber salários, proventos, soldos,
vencimentos, aposentadorias, pensões e similares. A "conta-salário" não
admite outro tipo de depósito além dos créditos da entidade pagadora e
não é movimentável por cheques.
Um benefício trazido pela "conta-salário" é a possibilidade de o
empregado transferir o seu salário para outra conta diferente daquela
aberta pelo empregador, sem precisar pagar tarifa por isso.
Sobre esse tipo de conta é vedada a cobrança de tarifa nas
transferências dos recursos para outra instituição financeira, para crédito à
conta de depósito de titularidade do beneficiário, conjunta ou não, desde
que esses valores sejam transferidos pelo valor total creditado.
Na transferência parcial do crédito para outra instituição financeira
pode ser cobrada tarifa, mesmo que seja uma só transferência.
Também não podem ser cobradas tarifas por:
 fornecimento de cartão magnético, a não ser nos casos de pedidos
de reposição decorrentes de perda, roubo, danificação e outros motivos
não imputáveis à instituição financeira;
 realização de até cinco saques, por evento de crédito;
 acesso a pelo menos duas consultas mensais ao saldo nos
terminais de auto-atendimento ou - diretamente no guichê de caixa;
 fornecimento, por meio dos terminais de auto-atendimento ou
diretamente no guichê de caixa, de pelo menos dois extratos contendo toda
a movimentação da conta nos últimos trinta dias;
 manutenção da conta, inclusive no caso de não haver
movimentação.
Para abertura da "conta-salário", é necessário que seja firmado um
contrato ou convênio entre a instituição financeira e o empregador. A
"conta-salário" não é aberta por iniciativa do empregado. A "conta-salário" é
aberta por iniciativa do empregador, que é responsável pela identificação
dos beneficiários.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização17
É obrigatória a utilização de "conta-salário" para os empregados da
iniciativa privada? Para os serviços de execução de folha de pagamento
prestados pelas instituições financeiras ao setor privado, a adoção da
“conta-salário” é obrigatória desde 2 de janeiro de 2009. [1]
No mercado financeiro
Em termos técnicos contábeis, conta corrente é um demonstrativo da
transações financeiras realizadas entre dois correspondentes e serve para
confrontar as diversas operações monetárias e/ou comerciais efetuadas
dentro de um determinado período. Uma conta corrente pode ser de dois
tipos: remunerada ou sem juros.
A conta corrente sem juros é um simples demonstrativo de débito e
crédito, como um extrato bancário simples onde aparecem as entradas e as
saídas financeiras.
A conta corrente com juros recíprocos é aquela na qual se contam os
juros sobre as diversas parcelas de débito e crédito, calculando-os desde
seu vencimento até a data do seu encerramento.
PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS:
 Depósitos à vista;
 Depósitos a prazo (CDB e RDB);
 Letras de câmbio;
 Cobrança e pagamento de títulos e carnês;
 Transferências automáticas de fundos;
 Commercial papers;
 Arrecadação de tributos e tarifas públicas;
 Home/office banking, remote banking, banco virtual, dinheiro
de plástico;
 Conceitos de corporate finance;
 Fundos mútuos de investimento;
 Hot money;
 Contas garantidas;
 Crédito rotativo;
 Descontos de títulos;
 Financiamento de capital de giro;
 Vendor finance/compror finance;
 Leasing (tipos, funcionamento, bens);
 Financiamento de capital fixo;
 Crédito direto ao consumidor;
 Crédito rural;
 Cadernetas de poupança;
 Financiamento à importação e à exporta
 Repasses de recursos do BNDES;
 Cartões de crédito;
 Títulos de capitalização;
 Planos de aposentadoria e pensão privados;
 Planos de seguros.
DEPÓSITOS
Os depósitos são operações bancárias passivas e, em condições
elementares, constituem a razão de ser da instituição bancária. A história
da atividade bancária indica que a característica de guarda de valores tem
sido o ponto alto no desempenho dessa atividade.
Época houve em que os montes - termo que foi “germanizado” pela
palavra banck e, posteriormente italianizado como ”banco” - tinham como
função não só a guarda de valores e a obtenção de empréstimos para
custear obras públicas, como também a guarda de donativo.
Em que consiste a operação de Depósito? De modo elementar,
poderíamos dizer que consiste em colocar recursos sob a guarda do banco.
Os bancos modernos, especificamente os bancos comerciais, têm uma
atividade própria de negócio que faz com que a atividade de “Depósito” não
se restrinja à simples guarda de moeda. No desempenho dessa atividade -
captação de depósito - existe a negociação por compra e venda da moeda.
O banqueiro quando recebe moeda de um cliente, que não para pagamento
imediato, assume a obrigação de registrar o crédito desse cliente pelo
recebimento da moeda, o que não vai caracterizar um depósito, no estrito
sentido do termo, já que o cliente está cedendo a absoluta propriedade da
moeda para o banco. Em contrapartida, o cliente recebe um crédito.
Ocorre, então, uma compra de moeda, e em troca o cliente recebe um
crédito de igual valor lançado nos registros do banco.
Observe que ao banco lhe é permitido dispor dos recursos ou gerenciá-
los, conforme lhe aprouver, dentro dos limites permitidos pela legislação e
seus estatutos. Ao cliente compete sacar ou receber, quando lhe aprouver,
recursos idênticos àqueles postos à disposição do banco.
Procuramos suscitar esse aspecto em vista da necessidade que
notamos cada vez mais premente de que as organizações bancárias
procedam a levantamento de custos pelo dinheiro captado, e de todos os
demais custos de conversão - para produzir a oferta de crédito e demais
operações subsidiárias da sua atividade.
Também podemos dizer que depósito pecuniário ou bancário é o
contrato pelo qual uma pessoa entrega quantias em dinheiro a um banco,
que se obriga a restituí-las, por solicitação do depositante, nas condições
estipuladas.
Modalidades de Depósitos
Podemos classificar as várias modalidades de depósito bancário:
I - Quanto ao objetivo, ou seja, o escopo econômico visado pelo
depositante - neste caso o depósito pode ser:
 a vista,
 a prazo,
 de poupança, ou
 interfinanceiro.
Depósito à vista é aquele que fica à disposição do depositante para
ser sacado a qualquer momento. É a designação dada ao depósito de livre
movimentação. Independentemente da questão dos juros, os depósitos
também se caracterizam quanto à sua movimentação: o cliente deposita
recursos seus, pela manhã, e pode sacá-los à tarde ou na mesma manhã
ou quando lhe aprouver. O mesmo não ocorre com o depósito à prazo.
Neste o cliente e o banco estabelecem um prazo para que o depósito seja
movimentável.
Depósito à prazo é o suscetível de retirada só depois de decorridos
um certo termo prefixado no contrato (a prazo fixo) ou estabelecido
posteriormente pelo depositante em uma notificação ao banco ( aviso
prévio), que ,conforme o item 10 da Resolução 15 do Banco Central, é de
30 a 120 dias. Nas duas formas de depósito a prazo o depositante tem
direito a juros, e na modalidade prazo fixo, também à correção monetária
.levando-se em conta a certeza que o banco tem a cerca do lapso de tempo
de que pode dispor das quantias para suas aplicações.
Os depósitos a prazo fixo são feitos contra simples recibo de emissão
de certificado de depósito bancário, título de crédito equiparado a nota
promissória, negociável, transferível por endosso.
O depósito de poupança é um sistema de captação de recursos
populares, incentivado pelo governo, com a finalidade de possibilitar o
financiamento de bens móveis de uso durável ou de imóveis. A esse tipo de
depósito se creditam a cada, 30 dias, juros e correção monetária,
computada esta de acordo com a variação da Taxa Referencial (TR)
Depósito conjunto é aquele constituído a benefício de várias pessoas,
podendo ser simples e solidário.
Depósito conjunto simples é aquele em que o beneficiário pode retirar
sozinho apenas o correspondente à sua quota, sendo que o total do
depósito só pode ser levantado por todos os titulares. Mais usual, porém, é
o depósito conjunto solidário, em que cada titular pode, sozinho, fazer
retiradas, tendo o direito de exigir do banco a importância total, e esse, a
entregando , se libera em relação a todos.
CDB, RDB, OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMO
O certificado de Depósito Bancário, o famoso CDB e o Recibo de
Depósito Bancário, o RDB, são os mais antigos e utilizados títulos de
captação de recursos pelos bancos comerciais, bancos de investimento,
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização18
bancos de desenvolvimento e bancos múltiplos que tenham uma destas
carteiras, sendo oficialmente conhecidos como depósitos a prazo.
Os recursos captados através desses instrumentos são repassados
aos clientes na forma de empréstimos.
O prazo mínimo é de 30 dias para os títulos prefixados, que embutem
uma expectativa inflacionária na taxa nominal, já que o ganho real (nominal
- inflação) só será conhecido no dia do resgate.
Para os títulos pós -fixados em TR o prazo mínimo é de 4 meses data a
data.
CDB é transferível (resgatado, a critério da instituição financeira, antes
do vencimento) por endosso nominativo (endosso em preto), desde que
respeitados os prazos mínimos. O endossante responde pela existência do
crédito mas, não pelo seu pagamento.
Além disso, não podem ser prorrogados mas, renovados de comum
acordo, por nova contratação.
Os RDB podem ser rescindidos em caráter excepcional desde que com
o de acordo da instituição depositária. Neste caso só pode ser devolvido o
principal.
Mesmo no caso dos CDB existirá, na venda antes do prazo final, uma
perda de rentabilidade, já que o comprador, no caso a instituição financeira,
exigirá um spread ou deságio para gerar liquidez.
Para circular a rentabilidade líquida de um CDB, será necessário
calcular o imposto de renda (IR) incidente sobre o ganho de capital que, até
31/12 /94 estava sujeito a uma taxa de 30%. O ganho de capital era
calculado sobre a variação mensal da Ufir (unidade fiscal de referência). De
01/01/95 até 31/12/95, a rentabilidade líquida era obtida aplicando-se uma
alíquota de 10% de IR sobre o ganho nominal. A partir de 01/01/96, a
alíquota de IR, sobre o ganho nominal, passou a ser de 15%.
Letra de Câmbio
Muito parecida com o cheque a letra de câmbio é também uma Ordem
de pagamento, só que não é uma ordem dada apenas a bancos. Pode ser
dada a qualquer pessoa. Também não é só "a vista". Pode ser com data
certa de vencimento.
A letra de câmbio é, portanto, uma ordem de pagamento, emitida por
um credor a seu devedor, para que este porque uma determinada quantia
ou ao próprio credor, ou a terceira pessoa.
O ato de emitir a letra de câmbio chama-se "saque". Quem a emite é o
"sacado" e o devedor, que cumprirá a ordem, chama-se "sacado". O
"tomador" é a pessoa beneficiária da ordem.
São requisitos necessários à validade da letra de câmbio:
a) denominação "letra de câmbio" (na língua em que for redigida a
ordem);
b) o valor em dinheiro, que deverá ser pago, bem como a espécie de
moeda (cruzeiro, dólar, etc.);
c) o nome do sacado (essa indicação poderá constar na parte de
baixo do formulário);
d) o nome de tomador (pessoa a quem será paga a ordem; nada
impede que a letra de câmbio indique como tomador o próprio
sacador, ou, então, seja "ao portador");
e) o nome e assinatura (de próprio punho) do sacador (ou seu
procurador, com poderes especiais).
Sem esses requisitos a letra de câmbio não terá validade.
Na letra de câmbio o aceite é importante, embora seja facultativo:
deverá o título ser a ele apresentado, para que este firme no título a
declaração de que está de acordo com a dívida.
Curioso anotar que a letra de câmbio devem ser, previamente, enviada
ao sacado para que ele aceite. Deverá ele devolver a letra de câmbio ao
credor. Se não o fizer, segundo o art. 885 do Código de Processo Civil
Brasileiro, poderá ter sua prisão decretada, caso o portador da letra de
câmbio prove ao juiz que entregou o titulo e o devedor se recusou a
devolvê-lo.
Como se trata de uma variação de "depositário infiel", essa modalidade
de prisão foi preservada pela Nova Constituição.
Poderá constar, ainda, da letra de câmbio o "lugar" e a "data" de sua
emissão, bem como o "lugar de pagamento". São, entretanto, requisitos
acidentais, cuja falta não acarreta a invalidade do título.
Se não constar nenhum desses vencimentos, será considerado "a
vista". E se não constar o lugar do pagamento, presume-se que será o
domicílio do devedor (sacado).
O vencimento do cheque, como vimos, é apenas "a vista", enquanto os
demais títulos (nota promissória e duplicata) tanto podem ser a vista, como
data certa de vencimento).
A letra de câmbio pode ser sacada para pagamento:
a) a vista;
b) a dia certo;
c) a tempo certo da data; e
d) a tempo certo de vista.
No vencimento "a vista" o pagamento deve-se dar quando a letra de
câmbio for apresentada ao devedor.
Se o vencimento forma dia certo", o pagamento deverá ser realizado
no dia marcado no título (esse é o mais comum tipo de vencimento).
Caso o vencimento seja "a tempo certo da data", é fixado um "tempo"
(30 dias, 90 dias, etc.), que começa a contar do dia seguinte ao da data de
emissão (se a letra de câmbio foi emitida em 2 de maio, com vencimento "a
90 dias", só será exigível no 90º dia a partir da emissão: 1º dia = 3 de maio;
30º dia = 1º de junho - lembre-se que maio tem 31 dias -, 60º dia = 1º de
julho e 90º dia = 31 de julho - julho também tem 31 dias).
Finalmente, se o vencimento for "a tempo certo de vista", seu
vencimento ocorrerá depois do "tempo" marcado (30, 60, 90... dias), que
começa a correr após a data do aceite (quando o devedor teve "vista").
Aval e Endosso da Letra de Câmbio
Tudo o que se disse sobre o aval e o endosso do cheque, da nota
promissória e da duplicata, terá a plena validade para as letras de câmbio.
Prescrição
A letra de câmbio, como todo título de crédito, tem a chamada força
executiva. A cobrança da letra de câmbio em ação executiva, contra o
aceitante (sacado) ou seus avalistas, deve ser promovida em três anos, a
contar do vencimento do título.
Essa ação poderá ser promovida diretamente, sem qualquer
necessidade de protesto.
Já a ação para cobrar dos endossantes (na hipótese de os aceitantes
ou avalistas não pagarem), dependerá de prévio protesto e deverá ser
promovida em um ano, a contar da data em que ele foi feito o protesto (no
tempo legal).
Se algum endossante pagou a dívida e pretender cobrar dos demais
endossantes, deverá promover sua ação executiva em seis meses a contar
do dia em que ele pagou a letra, ou do dia em que ele foi acionado
PRODUTOS VINCULADOS À PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
BANCÁRIOS
O banco desempenha importante papel de agente arrecadador e
agente pagador. Esse papel cresce de importância quando efetuado junto
aos órgão públicos (municipais, estaduais e federais) . Com relação a esses
organismos públicos, os bancos comerciais já têm, no seu Plano Contábil,
contas específicas para registrar recebimentos de tributos e encargos
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização19
diversos. É o caso , por exemplo, da conta “Recebimentos de Contribuições
Previdenciárias”, ou, ainda conta “Recebimentos de FGTS”.
Mas o banco presta um grande número de serviços dentre os quais
podemos destacar:
 Cobrança e aceitação de títulos: a venda a prazo se constitui no
modo mais freqüente de operar dos empresários, que fazem representar
seus respectivos valores por títulos de crédito ou por simples “carnês”
pagáveis nos bancos onde eles possuem conta corrente, de modo que a
cobrança e o pagamento dos créditos da empresa é hoje inconcebível sem
a intervenção dos bancos ou dos estabelecimentos financeiros, que por
sua rede de sucursais, correspondentes, por sua organização
administrativa e técnica são aptos a efetuá-los a menor custo.
Os Bancos podem adotar diversas formas de procedimentos, que têm
custos diferenciados para os cedentes dentre elas: a cobrança
convencional; cobrança pré-impressa sem registro e com registro, cobrança
escritural e por teleprocessamento.
Caso o banco seja incumbido de proceder a recebimentos em praças
diferentes de sua sede, onde não possua agência ou sucursal, surge a
necessidade das convenções de correspondência que possibilita ao banco
operar, a serviço de seus cliente, em praça onde não possua agência ou
sucursal.
 Custódia de Valores e Títulos - é um serviço prestado aos
clientes com o propósito de mantê-los no círculo de seu relacionamento
profissional, potencialmente interessados em suas operações financeiras.
A custódia ou guarda pressupõe a disponibilidade, pelo banco , de
instalações e serviços adequados, perfeitamente encontrados na
atualidade.
Três são as espécies de custódia de títulos e valores: o depósito de
títulos e valores em simples custódia, o depósito em administração e o
depósito cerrado.
 Cofres de segurança: o contrato de cofre de segurança ou de
cofre-forte, é aquele pelo qual o banco coloca à disposição um
compartimento ou cavidade para a guarda de dinheiro, objetos
preciosos ou documentos, mediante remuneração. Esse serviço se
reveste de dois aspectos fundamentais: a vigilância e o segredo.
 Débito em conta corrente: é o procedimento pelo qual, mediante
a autorização do cliente, o banco procede ao débito de em conta
corrente, na data de vencimento, das diversas obrigações tais
como contas de água, luz, telefone, mensalidades de escolas, etc.
 Ordens de Pagamento: é o documento através do qual é possível
transferir valores entre clientes da mesma ou de instituição
bancária diversa, podendo ser tomada em cheque ou em dinheiro.
Commercial Paper
Nota promissória emitida no mercado externo por uma empresa com o
objetivo de captar recursos a curto prazo, gerando, portanto, uma dívida de
curto prazo para a empresa. É uma modalidade de captação de recursos
no exterior que visa atender às necessidades financeiras de uma empresa
(expansão, investimentos, etc).
Vendor finance
É uma operação de financiamento de vendas, baseado no princípio da
cessão de crédito , que permite a uma empresa vender seu produto a prazo
e receber o pagamento à vista. O vendor supõe que a empresa compradora
seja cliente tradicional da vendedora, pois esta é que irá assumir o risco do
negócio, junto ao banco. Em resumo, é uma modalidade de financiamento
de vendas para empresas, na qual quem contrata o crédito é o vendedor do
bem, mas quem paga o crédito é o comprador.
Compror finance
É uma operação de financiamento de compras onde a iniciativa parte
do comprador, que concentra em si o risco de crédito. O Compror visa
financiar as compras de clientes do banco junto aos fornecedores. O risco
da operação concentra-se no comprador, não existindo regresso contra o
fornecedor (vendedor).
Corporate finance
Corporate Finance ou Corporações Financeiras é a denominação de
corporações especializadas em fusões, aquisições e reestruturação
financeira de empresas.
Pagamentos de títulos e carnês
Os títulos a pagar de um cliente têm o mesmo tratamento de seus
títulos a receber (cobrança).
A ordem de pagamento (OP) é utilizada para pagamentos ou depósitos
dentro do mesmo banco, para agências em praças diferentes.
Transferência automática de fundos
Serviço prestado ao cliente que, por gerenciamento de seu caixa,
necessite ter uma ou mais contas em uma ou mais agências do banco.
HOME / OFFICE BANKING, REMOTE BANKING – BANCO VIRTUAL
Com o avanço tecnológico cada vez mais os clientes dispõe de
comodidade e serviços rápidos e simples. Surge um grande número de
serviços colocados à disposição do cliente e cada vez menos necessidade
deste comparecer à agencia para efetuar suas transações bancárias.
No início dessa revolução tecnológica surgiram os terminais eletrônicos
através dos quais era possível ter acesso a vários serviços através de uma
senha pessoal. Atualmente, já é possível fazer todas as transações em
casa ou no escritório, bastando para tanto ter um microcomputador
pessoal, acessar o banco via internet ou até mesmo pelo telefone.
Assim surgiu o - Banco Doméstico - "Home/Personal Banking", cujo
acesso aos serviços bancários ocorre via microcomputador pessoal e/ou
Interne.
Ë possível falar em Banco Virtual - ou Remote Banking - o qual não
necessita de agências pois todos os serviços podem ser prestados via
microcomputador, Internet ou telefone.
PRODUTOS DE CAPTAÇÃO
Dentre os produtos de captação mais conhecidos estão a caderneta de
poupança e os fundos de investimento.
Caderneta de Poupança - os rendimentos são mensais, entretanto
pode-se efetuar saques ou depósitos qualquer dia do mês, devendo-se
apenas respeitar a data de aniversário para não perder os rendimentos. Os
rendimentos consistem em juros de 6% ao ano acrescidos da variação da
TR. É isenta de Imposto de Renda ( IR).
Fundos de Investimento: abrigam investimentos do público em geral,
em sistema de fundo de investimento em condomínio aberto, sendo que os
participantes são denominados quotistas, recebendo os rendimentos
auferidos pela Administradora, de forma igualitária.
PRODUTOS DE EMPRÉSTSIMO
Os empréstimos são a atividade mais importante dos bancos
comerciais e podem ser classificados de várias maneiras, incluindo
finalidade, tipo de garantia, vencimento, método de pagamento e origem.
Uma classificação comum dos empréstimos é por finalidade ou uso que
será feito dos fundos. Os empréstimos para pessoas físicas são usados
principalmente na compra de veículos e outros bens de consumo. A
categoria “Outros empréstimos e leasings” consiste largamente em outros
empréstimos a outras instituições financeiras, governos estaduais e locais e
para a compra de valores mobiliários.
Empréstimos com e sem Garantia.
Os empréstimos com garantia envolvem o empenho de uma garantia
específica. A garantia empenhada em um empréstimo pode consistir em
uma variedade de ativos, como imóveis, recibos de armazéns gerais,
contas a receber, instalações e equipamentos, recibos fiduciários,
conhecimentos de carga negociáveis corridas de petróleo, ações
corporativas e obrigações. A exigência básica de tais ativos é sua
facilidade de comercialização. O principal motivo para a exigência de que
um empréstimo seja garantido é reduzir o risco de perda do banco na
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Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização20
eventualidade de o tomador não querer ou ficar impossibilitado de quitar o
empréstimo no vencimento. A garantia não assegura o pagamento do
empréstimo; no entanto, reduz o risco já que o banco torna-se credor
preferencial em caso de liquidação e tem precedência sobre os credores
gerais na liquidação de quaisquer ativos penhorados pelo banco como
garantia.
Vários órgãos federais foram criados pelo Congresso desde a década
de 30, os quais, entre outras funções, garantem os empréstimos
concedidos pelos bancos comerciais e alguns outros emprestadores. A
Federal Housing Administration e a Small Business Administration são dois
desses órgãos.
Os empréstimos sem garantia baseiam-se em integridade e condição
financeira do tomador, receita esperada no futuro e registros passados.
Contrariamente à crença popular, os maiores empréstimos e os volumes
mais altos em dólares são concedidos pelo bancos sem exigência de
garantias. Os maiores tomadores de empréstimos comerciais conseguem
obter fundos sem apresentação de garantias. Algumas empresas são
consideradas pelos bancos tomadores preferenciais e, em muitos casos,
recebem as taxas de juros mais favoráveis do mercado. Tais empresas têm
administração competente, produtos e serviços muito bem aceitos no
mercado, lucros relativamente estáveis e uma forte condição financeira.
Eles fornecem aos bancos demonstrações financeiras segundo as quais é
relativamente fácil determinar sua condição financeira e acompanhar seu
progresso.
As empresas não são as únicas que conseguem empréstimos sem
garantia - muitas pessoas físicas também desfrutam desse privilégio.
Pessoas que possuem imóvel próprio, têm emprego estável e registros de
pronto pagamento de suas dívidas em geral obtêm empréstimos sem
precisar oferecer garantias.
Vencimento - Os empréstimos bancários podem ser classificados de
acordo com o vencimento do contrato em empréstimos de curso, médio e
longo prazo. Os empréstimos de curto prazo são geralmente definidos
como aqueles cujo vencimento se dará em um ano ou menos, os
empréstimos de médio prazo têm vencimento entre mais de um anos e até
se ou oito e os empréstimos de longo prazo têm vencimentos maiores.
Métodos de Pagamento - os empréstimos bancários podem ser pagos
de uma só vez ou em prestações. Os empréstimos pagos de uma só vez
são chamados também de empréstimos diretos, o que significa que o
contrato exige quitação de todo o principal na data do vencimento. Os
juros, porém, podem ser pagos em períodos diferentes ou no vencimento
do empréstimo. Os empréstimos em prestações exigem pagamentos
periódicos do principal. Os pagamentos podem ser mensais, trimestrais,
semestrais ou anuais. O empréstimo em prestações admite o princípio da
amortização segundo o qual o valor do principal é amortizado ao longo da
vida do contrato. Assim, os pagamentos não se constituem em um ônus tão
grande para o tomador quanto se ele tivesse de fazer todo o pagamento de
uma só vez.
Origem - A carteira de empréstimo dos bancos comerciais deriva
principalmente de quatro grandes fontes: diretamente dos tomadores, da
compra de promissórias de comerciantes de automóveis e outros bens de
consumo, da compra de “participações” em empréstimos originados em
outros bancos e da compra de promissórias de negociantes de papéis
comerciais. De longe, o maior número de empréstimos é feito diretamente
aos tomadores que os solicitam nas agências bancárias. Incluídos nessa
categoria estão os empréstimos que resultam de compras com cartão de
crédito, já que os portadores do cartão primeiro fizeram uma solicitação ao
banco para que ele lhes fosse concedido.
Muitos bancos derivam uma grande parte da sua carteira de
empréstimo de compra de promissórias de negociantes de vários produtos.
Uma fonte final de empréstimos menos importante do que aquelas já
discutidas é a compra de papéis comerciais e aceites bancários.
Linhas de Crédito - Os empréstimos comerciais de curto prazo em
geral são obtidos através de linhas de crédito. Para que a linha seja aberta,
tanto o tomador quanto o banco planejam com bastante antecedência
quando os fundos serão necessários. O tomador pode comprar produtos ou
dar início à produção sabendo que os fundos poderão ser sacados quando
necessário. Entretanto, a linha de crédito, normalmente não é considerada
um vínculo legal para o banco. Se ocorrer algo na empresa do tomador
depois de aberta a linha de crédito que crie expectativa suficiente de que o
banco está estendendo fundos excessivamente arriscados, a linha poderá
ser cancelada.
A linha de crédito freqüentemente permite saques de diferentes
valores, que precisam ser pagos da mesma maneira.
O método para determinar os juros cobrados pela linha de credito é
estabelecido no momento de sua abertura. A taxa de uma linha de menos
de $ 1 milhão provavelmente flutuará com a taxa preferencial. Ela poderá
ser definida, em dois ou três pontos percentuais acima da preferencial, ou
pode ser fixada em uma porcentagem da preferencial, talvez 115%. Assim,
se a taxa preferencial estiver em 10% os juros do empréstimos serão de
11,5 %. Um saldo compensatório de mais ou menos 10% pode ser exigido
antes que qualquer fundo seja sacado, com um adicional de 10% sobre os
fundos utilizados.
Devido à concorrência do mercado de papéis comerciais e dos bancos
estrangeiros nos últimos anos, os bancos grandes estão entrando cada vez
mais na fixação de preço dos grandes empréstimos, incluindo as linhas de
crédito, de acordo com o mercado monetário. Os juros desses empréstimos
flutuam com uma taxa de referência do mercado monetário, digamos, a
taxa sobre os grandes certificados de depósitos, ao qual um spread
apropriado é acrescentado. Os juros destes empréstimos quase sempre
ficam abaixo da taxa preferencial.
Empréstimos com Aval - Muitos empréstimos comerciais de curto
prazo são garantidos pelo endosso ou aval de terceiros. Quando o tomador
é uma corporação os principais acionistas podem ser solicitados a endossar
ou avalizar o empréstimo a fim de comprometer, até certo ponto, os ativos
pessoais de cada um com o pagamento do empréstimo. O emprestador
deve considerar não apenas o valor dos ativos que cada acionista possui
fora da empresa ( tanto no presente como no futuro), mas também até que
ponto cada acionista está disposto a fornecer garantias semelhantes a
terceiros. Um empréstimo pode ser endossado ou avalizado por uma
corporação ou por um indivíduo.
Transferência de Contratos - As empresas de construção que
fornecem materiais sob contrato em geral precisam de empréstimos para as
operações que estão aguardando pagamento. Neste caso, uma empresa
pode transferir seu contrato ao banco emprestador como garantia de um
empréstimo de curto prazo. Depois, quando os pagamentos começarem a
ser efetuados, eles são feitos diretamente ao banco pela outra parte. Às
vezes, a empresa que recebe o empréstimo é uma subcontratada, caso em
que os pagamentos podem ser feitos ao banco pelo contratante principal.
Desconto de Duplicatas - O desconto de duplicatas em bancos
comerciais cresceu substancialmente nas três últimas décadas,
particularmente nos bancos de maior porte. As duplicatas são
freqüentemente usadas como garantia tanto de empréstimos sazonais de
curto prazo quanto de créditos rotativos. Quando um empréstimo é
garantido por duplicatas, o valor do crédito disponível ao tomador tende a
aumentar à à medida que aumenta a necessidade de crédito.
Normalmente, um empréstimo sazonal é pago quando os estoques e as
contas a receber diminuem, depois de um período de alta produção e
vendas. No caso do crédito rotativo, por outro lado, o empréstimo pode ser
mais ou menos contínuo; se o tomador for uma empresa em crescimento, o
valor do crédito poderá continuar a crescer ao longo de um período
considerável.
O máximo que um banco empresta sobre um determinado número de
duplicatas em geral varia de 50 a 90% de seu valor nominal. Se as perdas
do tomador com os maus pagadores forem grandes, o banco poderá decidir
não conceder o empréstimo ou limitá-lo a uma pequena porcentagem dos
recebimentos.
Os bancos preferem descontar duplicatas de valor mais alto porque a
burocracia é menor e pode envolver menos devoluções e disputas por
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização21
itens. Por outro lado, os bancos não gostam de ver recebimentos
fortemente concentrados em poucas contas, a menos que elas sejam de
clientes altamente cotados em termos de crédito. Normalmente, o
empréstimo máximo é de 75 a 80% do total das contas empenhadas.
EMPRÉSTIMOS AO CONSUMIDOR
São feitos para o consumo financeiro, em comparação com os
empréstimos feitos para fins de produção ou de compra de ativos que
produzem um fluxo de fundo, como ações e obrigações. Os empréstimos
ao consumidor possibilitam o consumo de bens e serviços antes que o
consumidor tenha que pagar por eles; conseqüentemente, eles conseguem
desfrutar de um padrão de vida mais alto. Esses empréstimos são feitos
para vários fins, incluindo a compra de automóveis, eletrodomésticos,
móveis, serviços médicos, férias, etc. Embora o vencimento dos
empréstimos ao consumidor variem, em geral, eles são feitos por um
período de menos de cinco anos. Com o crescimento da receita e dos
gastos dos consumidores, o crédito ao consumidor, incluindo aquele
oferecido pelos bancos comerciais , há muitos anos vem aumentando
rapidamente.
O DINHEIRO DE PLÁSTICO
O dinheiro de plástico será liderado pelos cartões inteligentes (smat
cards) ou cartões de armazenamento, externamente semelhantes aos
cartões de crédito, possuem microchips que armazenam unidades digitais
de valor que podem ser trocadas por bens e serviços, como o dinheiro
tradicional (sistema semelhante ao que é usado pelo cartão telefônico).
Atualmente ainda podemos dizer que o dinheiro de plástico de nossos
dias é o cartão de crédito, pois permite a aquisição de bens e serviços sem
a apresentação instantânea do dinheiro em espécie.
Os cartões de crédito tornaram-se um importante veículo de
pagamento e crédito na nossa sociedade. A popularidade dos cartões de
crédito, deve-se às muitas vantagens que eles oferecem como meio de
pagamento. Estas vantagens criaram dois padrões distintos e genéricos de
uso entre os seus portadores - conveniência e crédito rotativo. Muitos
portadores pagam o valor total de suas compras uma vez por mês;
conseqüentemente, não incorrem em cobrança de taxas de financiamento.
Na verdade, quase metade dos portadores de cartão de crédito podem ser
classificados com usuários de conveniência. Os outros portadores usam
seus cartões como fonte de crédito e raramente pagam todo o saldo
devido. Ambos os usos têm vantagens distintas sobre dinheiro, cheques e
outros meios de pagamento. A conveniência minimiza a necessidade de
andar com dinheiro na carteira, permite ao usuário adiar um pouco o
pagamento de mercadorias e serviços e estabelece um registro favorável
de pagamento, que é importante nas avaliações de crédito. Os usuários do
crédito rotativo têm as mesmas vantagens, mais uma - aumentam sua
capacidade de comprar mercadorias e serviços sem a burocracia envolvida
na obtenção de um empréstimo pessoal. Ademais, o portador de cartão de
crédito tem considerável flexibilidade para definir quando a dívida vai ser
paga e quanto vai ser abatido.
Os bancos comerciais entraram na área de cartões de crédito no início
da década de 50. Eles não foram os primeiros a emiti-los; alguns bancos
encontraram dificuldades para gerar um volume suficiente de negócios para
tornar o serviço rentável e retiraram-se desse tipo de empréstimo em
prestações. Embora muitos bancos de todo o país tenham contribuído para
o sucesso dos cartões de crédito, a persistência do Bank of America foi
notável.
Vários fatores motivaram os bancos a entrar na área dos cartões de
crédito. Eles permitem aos bancos oferecer novos serviços ao atuais
clientes e é um veículo excelente para atrair novos cliente - pessoas físicas
e varejistas. Os planos de cartão de crédito aumentam as oportunidades de
promoção dos outros serviços do banco. Embora isto não tenha sido um
fator decisivo, muitos bancos provavelmente entraram nesta área de
empréstimo ao consumidor para ficar a par dos avanços que podem acabar
por levar aos sistemas de transferência eletrônica de dinheiro. Em última
análise, é claro, os bancos foram motivados a adotar os planos de cartão
de crédito por causa da possibilidade de aumentar os lucros.
Os cartões de crédito dos bancos diferem do crédito com cheque em
vários aspectos importantes. Os planos de cartão de crédito não estão
ligados à conta corrente como os planos de crédito com cheque. Os planos
de cartão de crédito envolvem um acordo entre três partes - o portador do
cartão, o banco e um comerciante. O cartão de plástico emitido para os
consumidores serve de evidência aos lojistas de que o banco concedeu
uma linha de crédito ao portador daquele cartão. Ele também serve como
meio preciso de imprimir comprovantes de venda. As lojas fazem um
acordo com o banco de aceitar o cartão para pagamento de mercadorias e
serviços. As lojas que têm conta com o banco emissor do cartão podem
depositar os boletos de venda no banco ou em uma de suas agências e
receber crédito imediato subtraído de um pequeno desconto. Na realidade,
o banco está financiando as contas a receber do lojista e, com isto, libera-o
dos custos envolvidos na operação de um departamento de crédito. Se a
loja não tem conta com o banco mas um contrato de compensação do
cartão de crédito, o banco é obrigado a fazer o pagamento à loja por meio
de cheque. O Regulamento B do Banco Central proíbe qualquer exigência
de que os comerciantes tenham conta com um banco cujo cartão de crédito
seja aceito no estabelecimento.
Quando o banco oferece serviços de cartão de crédito aos clientes, tem
duas alternativas: pode oferecer um cartão próprio entrando em um acordo
de licença ou franquia no qual torna-se membro ou associado de grupo de
bancos ou atua como agente. Ou então pode oferecer o cartão de um outro
banco.
Embora o custo operacional de um plano de cartão de crédito varie
com o banco e a área coberta, a operação geralmente é cara já que são
necessários tempo, experiência e promoção consideráveis para fazer dele
um sucesso. Por este motivo, o número de cartões de crédito de bancos
diminuiu e dois cartões nacionais - Visa e MasterCard - comandam grande
parte dos negócios nesse setor.
Muitos bancos oferecem agora o privilégio do saque a descoberto
juntamente com o cartão de crédito. Por exemplo, se o portador recebeu
limite de saque de $ 500, este privilégio entra em vigor no momento em que
ele emite um cheque que exceda o saldo da sua conta. O empréstimo
passaria a ser um empréstimo de cartão bancário e seria pago de acordo
com as regras que governam a cobrança de taxas para cartões de crédito.
Algumas descrições interessantes foram aplicadas a este tipo de acordo.
Um banco chama-as de ACT - transferência automática de dinheiro
(Automatic Cash Transfer) e outro usa o termo “Reserva Disponível” (Ready
Reserve) .
HOT MONEY
É o empréstimo de curtíssimo prazo, normalmente por um dia, ou um
pouco mais, no máximo em 10 dias.
E comum, de forma a simplificar os procedimentos operacionais, para
os clientes tradicionais neste produto, criar-se um contrato fixo de hot,
estabelecendo as regras deste empréstimo e permitindo a transferência de
recursos ao cliente a partir de um simples telex, telefonema ou fax,
garantidos por uma NP já previamente assinada, evitando-se assim o fluxo
corrido de papéis para cada operação.
A formação de taxa para o hot money é definida pela taxa do CDI do
dia da operação acrescido do custo do PIS (0,75%) sobre o faturamento da
operação.
Por ser uma operação de curto prazo, o hot money tem a vantagem de
permitir uma rápida mudança de posição no caso de uma mudança brusca
para baixo nas taxas de juros. E uma operação conhecida como o “seguro
dos executivos financeiros contra o desemprego”.
O IPMF tinha um enorme peso no hot money, já que era cobrado duas
vezes —uma vez quando o dinheiro creditado na conta do tomador de
recursos era utilizado pelo mesmo, e outra vez quando os recursos saiam
de sua conta para quitar o débito da operação.
Sua extinção favoreceu a tomada de recursos através deste
mecanismo.
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Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização22
Contas Garantidas/Cheques Especiais
Abre-se uma conta de crédito (conta garantida) com um valor limite que
normalmente é movimentada diretamente pelos cheques emitidos ,pelo
cliente, desde que não haja saldo disponível na conta corrente de
movimentação. A medida que, nessa última, existam valores disponíveis,
estes são transferidos de volta, para cobrir o saldo devedor da conta
garantida.
Para o cliente, o produto garante uma liquidez imediata para suas
emergências. Para o banco, é um instrumento mercadológico forte, mas
que, se mal administrado, pode representar uma perda significativa, tendo
em vista seu impacto sobre a administração de reservas bancárias, já que é
necessário deixar recursos de suas reservas de livre movimentação em
stand by para atender à eventual demanda e, portanto, sem aplicação.
Algumas contas garantidas têm caráter apenas de conta devedora,
funcionam separadas da conta corrente e, normalmente, exigem do cliente
o aviso com antecedência dos valores a serem sacados, razão pela qual
trabalham com taxas de juros menores.
Os juros sobre esse produto são calculados diariamente sobre o saldo
devedor e cobrados normalmente, no primeiro dia útil do mês seguinte ao
de movimentação.
O IOF é calculado sobre o saldo devedor na base de 0,0041% ao dia
para pessoa jurídica (1,5% a.a.) e 0,0164 ao dia para pessoa física (6%
a.a.).
CRÉDITO ROTATIVO (CABCR)
Os contratos de abertura de crédito rotativo são linhas de crédito
abertas com um determinado limite e que a empresa utiliza à medida de
suas necessidades, ou mediante apresentação de garantias em duplicata.
Os encargos (juros e IOF) são cobrados de acordo com a utilização dos
recursos, da mesma forma que nas contas garantidas.
DESCONTOS DE TÍTULOS (NP/DUPLICATAS)
E o adiantamento de recursos aos clientes, feito pelo banco, sobre
valores referenciados em duplicatas de cobrança ou notas promissórias, de
forma a antecipar o fluxo de caixa do cliente.
O cliente transfere o risco do recebimento de suas vendas a prazo ao
banco e garante o recebimento imediato dos recursos, que, teoricamente,
só teria disponíveis no futuro.
O banco deve selecionar cuidadosamente a qualidade de crédito das
duplicatas ou NP de forma a evitar a inadimplência.
Normalmente, o desconto de duplicatas é feito sobre títulos com prazo
máximo de 60 dias e prazo médio de 30 dias. O IOF é calculado sobre o
principal, com alíquota de 0,0041% ao dia para pessoa jurídica (1,5% a.a.)
e 0,0328 ao dia para pessoa física (12% a.a.), limitado aos valores anuais,
caso o prazo seja maior que doze meses.
A operação de desconto dá ao banco o direito de regresso, ou seja, no
vencimento, caso o título não seja pago pelo sacado, o cedente assume a
responsabilidade do pagamento, incluindo multa e/ou juros de mora pelo
atraso.
Outros tipos de operações de desconto também são feitas sobre os
recibos de venda de cartões de crédito e os cheques pré-datados. Estas
duas alternativas são uma forma criativa de adiantamento de recursos para
as empresas comerciais. Os cheques pré-datados ficam em caução, como
garantia do empréstimo.
FINANCIAMENTO DE TRIBUTOS E TARIFAS PÚBLICAS
É o adiantamento de recursos às empresas normalmente por um ou
dois aias, sobre os valores que deverão ser recolhidos para pagamento de
seus compromissos. Na prática, funciona como um hot money.
Para o cliente, é a possibilidade, em função dos volumes a serem
recolhidos em IPI, ICM, lAPAS e IR, principalmente, de reduzir o custo
desses valores e seu impacto sobre eventuais desequilíbrios no seu fluxo
de caixa.
Para o banco, é a oportunidade de ancorar o cliente através de uma
operação que, periodicamente, se repete e, além disso, uma oportunidade
adicional de receita, desde que o estudo do valor a financiar seja feito
através de cuidadoso modelo, que leve em conta não só o impacto do
recolhimento do cliente sobre suas reservas bancárias e, portanto, sobre o
depósito compulsório e o crédito rural mas, também, o ganho do float.
O IPI sobre fumo e bebidas, por exemplo, é recolhido até o terceiro dia
útil do decêndio subseqüente ao da ocorrência dos fatos geradores e, o IPI
sobre os demais produtos até o último dia útil. Se a venda for em 30 dias
para pagamento, a empresa estará adiantando o valor do tributo sobre um
valor que ainda não recebeu do cliente comprador. Daí a importância do
financiamento.
EMPRÉSTIMOS PARA CAPITAL DE GIRO
São as operações tradicionais de empréstimo vinculadas a um contrato
específico que estabeleça prazo, taxas, valores e garantias necessárias e
que atendem às necessidades de capital de giro das empresas.
O plano de amortização é estabelecido de acordo com os interesses e
necessidades das partes.
Esse tipo de empréstimo normalmente é garantido por duplicatas em
geral numa relação de 120 a 1500/o do principal emprestado. Nesse caso,
as taxas de juros são mais baixas. Quando a garantia envolve outras
garantias, como aval e notas promissórias, os juros são mais altos.
Nos grandes bancos, os contratos podem ter características informais,
como “garantia” de crédito para as empresas que optam por dar algum tipo
de reciprocidade aos bancos, como, por exemplo, manter sobra de caixa
aplicada em Fundo de Curto Prazo ou CDB.
INTERMEDIAÇÃO BANCARIA NO PAGAMENTO
Exposição
As instituições financeiras, além de realizarem as operações
financeiras que constituem seu escopo principal na intermediação do
crédito, praticam outros negócios considerados acessórios com vistas a seu
fim, alguns dos quais representam típica prestação de serviço,
caracterizando-se não só pelo favorecimento do cliente, mas pelos
benefícios imediatos da contrapartida. Entre as operações acessórias
podemos encontrar a intermediação bancária no pagamento.
Os Bancos, como é sabido, realizam pagamento a terceiro por conta de
seus clientes. Se esses pagamentos ocorrem por mero cumprimento de
ordem, sobressai o caráter acessório, não assim se dará se a operação vier
casada com alguma espécie de crédito concedido pela instituição, quando
então a prestação de serviço será apenas decorrência. E da mesma forma
que paga, também presta serviço de recebimento em nome de clientes, isto
é, cobra. Seja o cliente quem paga ou recebe através do banqueiro, este
terá sido simplesmente um intermediador no pagamento a ou de terceiro.
Dito isso, temos que a intermediação bancária no pagamento tanto
acontece no pagar como no cobrar. Pertence a este capítulo de estudo o
contrato de giro ou traspasso numa ponta e noutra, o de cobrança de
créditos.
Ambas as operações propiciam uma fonte de captação a custo
extraordinariamente baixo, permitindo à instituição financeira dispor desses
recursos por alguns dias enquanto o crédito não chega à conta ou ao
conhecimento do beneficiário ou, ainda, enquanto este deles não fizer uso.
TRASPASSO BANCÁRIO OU GIRO
Conceito
O traspasso bancário ou giro é um negócio jurídico de transferência de
fundos ou valores de uma conta-corrente para outra ou de uma pessoa
para outra. O transferente propõe ao Banco o encargo da remessa que
tanto pode ser a favor do próprio interessado quanto de terceiro. O giro
pode dar-se entre uma conta e outra na mesma agência ou em outra
agência do mesmo ou de Outro Banco ou até mesmo entre pessoas sem
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Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização23
conta. Consubstancia-se em creditação em conta ou sem conta, convertida
esta em pagamento direto, observadas, caso existentes, as condições
ditadas pelo transferente.
O pagamento por mera transferência contábil, operado pelo giro, é um
importante instrumento de controle monetário, que tanto serve para conter
a emissão quanto para baixar o custo do dinheiro, pela preservação do
estoque de dinheiro dos Bancos.
Natureza jurídica
O traspasso bancário não tem sido muito estudado em doutrina. Alguns
autores nem chegaram a dedicar-lhe atenção por tê-lo como simples
operação contábil. Verdade é que algumas operações de transferência de
fundos, conquanto nenhuma possa prescindir de qualificação jurídica,
estariam perto disso, compreendidas no mandato geral outorgado pelo
correntista ao banqueiro. São as ordens de crédito que o próprio Banco
executa entre correntistas seus, debitando uma(s) conta(s) e abonando
outra(s). Todavia, há operações mais complexas que escapam ao âmbito
limitado da relação de conta-corrente.
O assunto merece reflexão dos estudiosos do Direito Bancário,
especialmente quando a transferência deva ser cumprida fora da praça do
ordenante, hipótese que ganhará desdobramentos conforme sejam as
figuras subjetivas do negócio de transferência clientes ou não do banqueiro.
Garrigues as estudou singelamente como transferências bancárias sem
incursionar por canais mais profundos. Embora se negue a reduzi-las a
meras operações contábeis, situa-as entre os chamados serviços de caixa,
contidos na conta-corrente.
Há referências na doutrina a muitas teses que explicam a natureza
jurídica do traspasso bancário. Mossa (Lo check e I’assegno circolare
secondo la nuova legge, Milano, 1939) definiu-o como contrato de
prestação de obra ou serviço. Greco (Le operazioni di banca) identifica-o
como mandato. Santini (Il banco-giro, Bologna, 1948) tinha-no como um
mandato geral conferido ao Banco para prestação de uma série de
serviços, posição que muito lembra a de Garrigues. Rospatt (Bankarchiv, v.
XXXIII, 1934) qualifica-o como contrato a favor de terceiro e Gierke
(Handelsrecht und Schzffahrtsrecht, 6.ª ed., 503), como locação de serviço.
Dominante hoje, especialmente em França (Lyon-Caen y Renault,
Planiol-Ripert) e na Itália (Messineo, Fiorentino, Colagrosso), fundamentada
na disciplina de seus Códigos Civis, é a tese que o configura como uma
delegação.
A doutrina intemacional serve geralmente como paradigma para os
estudiosos, mas só como paradigma, pois nem sempre os usos e costumes
do comércio bancário de um país conhecem as mesmas práticas que os de
Outro e, em não as conhecendo, suas leis relativas ao tema não ensejam
convergência doutrinária. Por isso, forçoso é que se proceda a um exame
percuciente do instituto a fim de saber o que lhe convém como natureza
jurídica a seu conteúdo negocial.
Mesmo entre os italianos não há uniformidade de teses.
Para Messineo, trata-se o giro de uma delegação obrigatória ativa,
mediante a qual o cliente ordena ao Banco, seu devedor (delegado) que
prometa o pagamento ao beneficiário (delegatário). O que seria transferido
do devedor ao credor, no caso, seria o crédito (cessão). Já não é o que
pensa, v. g., Fiorentino, para o qual o devedor (delegante) assina ao credor
(delegatário) um novo devedor (delegado), ocorrendo, portanto, uma
delegação obrigatória passiva (assunção de dívida).
O problema cresce de importância e sutileza na medida em que há
institutos assemelhados no Direito Bancário, aos quais não se dispensa o
mesmo tratamento. O pagamento com cheque possui a mesma estrutura e
mecânica, pelo menos entre nós, que a ordem de pagamento incondicional
por cheque, em que o cheque é enviado pelo ordenante diretamente ao
favorecido para que este o desconte no Banco. No entanto, aquele negócio
encontra-se contido no mandato geral que inere à conta-corrente bancária.
Semelhante mecânica possui também a carta de ordem do crédito
documentário, que ultrapassa em muito as forças da conta-corrente. É
preciso resolver esta aparente contradição.
O contrato de giro enquanto relação entre ordenante e Banco mantém-
se rigorosamente dentro do conteúdo do mandato. A dissensão se
estabelece no momento em que o delegado avisa o beneficiário, sobre a
natureza da relação que aí se cria, se de vínculo obrigacional ou mero
aviso. Se se entender que o aviso é vinculativo, e dependendo de menção
que se faça no negócio fundamental, poderá haver acreditivo, mas existirá
inequivocamente delegação cumulativa. Com razão estariam as doutrinas
francesa e italiana. Se, porém, o aviso for meramente informativo,
insuficiente para gerar obrigação, ineludivelmente encontramo-nos diante
de negócio de intermediação: mandato ou prestação de serviço.
Na Itália e França a notificação do traspasso é constitutiva de
obrigação cumulativa, solidária portanto. Todavia, no Brasil, é documento
de simples informação. Dada essa razão, optamos por qualificá-lo como um
mandato especial. Não se trata de delegação mesmo por que a delegação
é indelegável, isto é, nela não há qualquer possibilidade de retransmissão
de poderes, enquanto no mandato isso é admissível através do
substabelecimento. E comum na prática bancária o uso de correspondentes
em lugares onde a instituição financeira não possui agências ou sucursais,
aos quais é confiado o encargo do cumprimento dos giros. Aliás, esta é
uma das importantes características que devemos ressaltar no Direito
Bancário.
Seria, portanto, uma das espécies de mandato bancário, formando
díade com a cobrança de títulos e documentos na intervenção bancária no
pagamento, em que os Bancos atuam em ambas as pontas do evento
jurídico: pagando e recebendo. Mandato atípico pelo fato de poder nascer
bilateral, com outra particularidade digna de nota: sem representação. Na
prática bancária brasileira o negócio de giro é executado pelo Banco,
atuando como ele próprio Banco, não em nome do cliente, mas unicamente
por conta do cliente. Assume a posição de intermediário prestador de
serviço especializado.
É negócio jurídico que tanto pode ser unilateral quanto bilateral. A
unilateralidade, chamou-nos a atenção para esta particularidade mestre
Pontes (TDP, v. LII, n. 5.437), resulta em ordem de correntista quanto a
fundos em mãos do banqueiro para crédito ou pagamento a terceiro. E a
bilateralidade nasce da contratação do giro com não cliente ou com cliente
cuja provisão tenha que ser feita, por não se encontrar em conta suscetível
de débito.
Além disso, define-se como real, por dependente da entrega da
provisão que é prévia e essencial, seja em moeda ou disponibilidade em
conta. E instantâneo e de execução imediata, uma vez que é ordem de
crédito ou pagamento à vista. E, finalmente, é oneroso em qualquer de
suas formas, sendo comutativo somente o bilateral.
Modalidades do giro
O giro apresenta-se sob duas modalidades:
a) ordem de crédito; e
b) ordem de pagamento.
A ordem de crédito é transferência de uma conta bancária a outra. Este
tipo de transferência, quando operada internamente no âmbito de um único
banqueiro, fica inteiramente contida nos poderes outorgados à instituição
financeira em contrato de conta-corrente, compreendido no serviço de
caixa. Efetua-se por saque bancário (via cheque), ou por simples ordem de
transferência escrita ou verbal. Quando importa a intervenção de outro
banqueiro, depositário do correntista destinatário do crédito, as relações,
por mais complexas, exigem negócio especial de remessa de crédito,
aparecendo então uma relação especial de mandato, chamado giro ou
traspasso, da mesma forma como quando a praça de pagamento for outra
da do domicílio da conta debitada ou do ordenante.
A ordem de pagamento já nasce como giro, mesmo que o ordenante
seja cliente, os recursos sejam debitados da conta, e não haja remessa do
crédito, sendo pagável na mesma praça — o que não é usual na prática
bancária, todavia não há vedação. Já nasce como giro pela simples razão
de que o dinheiro, saia ou não da conta, entra na disponibilidade imediata
do banqueiro para determinado fim que está no contrato de traspasso. E na
ordem de pagamento em outra praça porque há remessa.
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Conteúdo do contrato
O contrato de traspasso bancário não toca na matriz que o gera. A
relação fundamental que vincula obrigacionalmente ordenante e
beneficiário nada tem a ver com o giro. Pouco importa que haja nele
menção ao giro. Salvo se houve intervenção do Banco e/ou ele aquiesceu
intervir no pagamento, assumindo a dívida. Mas já aí não teremos giro ou o
teremos juntamente com acreditivo ou com delegação, o que nada tem a
ver com o negócio autônomo e solitário do giro.
Para que se tenha perfeita caracterização do traspasso bancário é
preciso ter como estabelecido que o devedor da relação fundamental
poderia concluir seu contrato e cumprir a(s) prestação(ões) diretamente, por
si próprio, sem a utilização do intermediário bancário ou com sua utilização
inessencial. E essa inessencialidade do giro a pedra de toque de sua
autonomia e complementariedade. As partes resolvem se usar do giro por
comodidade e segurança, tendo sido a previsão desse uso contemporânea
à constituição do vínculo ou posterior. “A” quando comprou de “B” aceitou
como praça de pagamento a do domicílio de “B”, pois lá pretendia retomar
ao tempo da obrigação. Todavia, chegado o momento, a viagem se torna
impossível. Então “A” comunica a “B” que não irá, mas fará a remessa do
valor via Banco, contra entrega de recibo com quitação. O Banco que
cumprirá o pagamento não assume a dívida, apenas solve o compromisso
a mando de “A”. O que a instituição financeira faz é prestar serviço
especializado a “A”, seja ou não cliente.
A relação que se constitui entre ordenante e Banco é uma relação de
provisão. O ordenante traz os fundos e os entrega ao banqueiro, para que
este, através de agência ou correspondente, realize o pagamento ao
beneficiário. Não há traspasso sem provisão. Se o ordenante for cliente e
não dispuser dos fundos, em outra operação de financiamento, que com
esta não se liga nem comunica, poderá o Banco antecipar-lhe os recursos
necessários para operar a transferência. O valor é creditado em conta-
corrente e remetido. Teremos, nesse caso, um negócio fundamental entre
ordenante e beneficiário e dois negócios entre ordenante e mandatário,
consistente em traspasso e financiamento.
Se o beneficiário é cliente e não há providência a exigir-se dele,
bastará o simples crédito em conta, mediante aviso, para consumar o
pagamento e a desoneração de devedor-ordenante. Não sendo, comunicar-
lhe-á o banqueiro, através de aviso meramente informativo, que se acha a
sua disposição o valor constante do giro. A recepção do aviso pelo
beneficiário não obriga o Banco ao cumprimento da ordem de crédito ou
pagamento. Há correlação com a Carta de Ordem do Crédito
Documentário, só não há a modalidade “confirmada” que seria vinculativa.
Portanto, mesmo tendo expedido o aviso referente ao crédito, se ainda não
houve quer o pagamento quer a creditação em conta, inexigível pelo
beneficiário será o cumprimento do giro. Todavia, se houve creditação o
pagamento realizou-se, não há como estornar-se a quantia da conta.
Se, em virtude de razões muito pessoais, o Banco resolve garantir ao
beneficiário o pagamento, já não se tratará mais de traspasso, ou terá
havido negócio complementar fora dele.
Assim é a prática bancária brasileira relativa ao negócio de giro.
Extinção
O contrato de giro se extingue no momento em que o Banco cumpre a
prestação junto ao favorecido ou, na hipótese de cancelamento, no
momento em que opera o giro de volta, efetivando a devolução da quantia
ao ordenante.
O cancelamento pode ocorrer por decisão do ordenante ou em razão
de fato do favorecido: não ser encontrado, ter recusado o recebimento ou
qualquer outro motivo que inviabilize o pagamento.
COBRANÇADETÍTULOSEDOCUMENTOS
Conceito
A cobrança de títulos e documentos é serviço que os Bancos
normalmente colocam à disposição de seus clientes. Operando com títulos
cambiários e cambiariformes, como instrumento formal de seus negócios
financeiros, as instituições bancárias necessitam manter serviço próprio de
cobrança, montando, para isso, carteira especializada e pessoal treinado
para o desempenho desse mister. Unindo, portanto, a necessidade de
defender os próprios créditos, à exigência de maximizar o desempenho da
equipe técnica, combatendo possível ociosidade, abrem as portas à
prestação de serviços a terceiros, angariando clientes, reforçando a
captação e diminuindo o custo do dinheiro.
O contrato de cobrança é negócio jurídico de outorga de poder, que
tem fim específico e conteúdo limitado.
Natureza jurídica
A natureza jurídica da cobrança é a do mandato sem representação. O
cobrador age como mero intermediário, alguém autorizado à prática de atos
de preservação de direito e de quitação, sub-rogação, cessão ou outro de
conteúdo equivalente. O titular do crédito por ele não se faz presente.
Se a cobrança contratada for de títulos de crédito cambiários ou
cambiariformes o mandato é outorgado pela formalização de endosso-
mandato, sendo possível a sub-rogação do mandatário, pelo substa-
belecimento através de outro endosso, caso não haja proibição expressa.
Nestes casos, o chamado borderô de cobrança atua apenas como relação
dos títulos entregues ao e recebidos pelo cobrador.
Se, como sói acontecer no sistema bancário brasileiro, o endosso para
fins de cobrança ocorrer sob a forma de endosso-pleno, teremos que a
outorga do mandato deu-se extracambiária ou extracambiariformemente. E
então ou está no borderô o contrato ou este é tácito, funcionando o
endosso-pleno como endosso-fidúcia. Esta modalidade, se por um lado,
facilita a negociação bancária (a cobrança pode converter-se em desconto
ou antecipação ou caução etc.), por outro, expõe o endossatário a ser
demandado em nome próprio como se fosse o titular do direito creditório,
não podendo escapar às exceções que lhe forem próprias.
É contrato oneroso, sendo cobrada comissão pelo serviço. Via-de-regra
é unilateral por estabelecer obrigações somente para uma das partes,
todavia, pode tomar-se bilateral imperfeito, especialmente se mal sucedido,
tendo gerado despesas. Além disso, é consensual, só sua eficácia é que
depende da entrega da coisa, instantâneo e típico, constituindo modalidade
de mandato mercantil. Regula a espécie os arts. 140 a 164 do C. Com.,
sendo aplicáveis subsidiariamente as disposições do Código Civil e, em se
tratando de mandato em endosso, a lei específica que regula o título de
crédito em que o mesmo ocorra.
Conteúdo obrigacional
O mandato se perfaz com o endosso por parte do mandante e a
aceitação pelo mandatário. Não havendo proibição de novo endosso, o
substabelecimento de poderes iguais ou mais limitados é tacitamente
consentido, não podendo gerar prejuízos a terceiros de boa-fé. Entre
mandante e mandatário, todavia, vale a vedação do art. 146 do C. Com.
Pelos atos do mandatário contidos dentro do mandato responde o
mandante, sendo, pelos que excederem, responsabilizado o próprio autor,
como se se tratasse de gestão de negócios, bem como por aqueles nos
quais atue em nome próprio, ainda que por conta do mandante.
O mandatário tem direito de retenção sobre bens objeto do mandato,
por dívida do mandante perante si decorrente dessa operação.
O mandatário se obriga a exercer o mandato com zelo e proficiência,
respondendo por todo e qualquer dano que possa causar e que decorra de
prestação de serviço negligente, inábil e incompetente.
O mandante assume a obrigação de prover as despesas decorrentes
do encargo a que foi incumbido o mandatário e a ressarcir os gastos por
este suportados na execução das tarefas encomendadas.
Extinção
A cobrança se extingue pelo cumprimento do mandato, por comum
acordo, mediante distrato, por revogação do mandato, por denúncia do
mandatário ou por morte de qualquer das partes, a partir do conhecimento
do fato, salvo morte do mandante, em que já tenha o mandatário iniciado o
cumprimento do mandato, em negócio que não admita interrupção sob
pena de prejuízo aos sucessores.
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CARTÕES DE CRÉDITO
Conceito
Este nome exprime várias realidades jurídicas. Em sentido amplo pode
significar: 1. cartão de credenciamento para acesso: a) à conta-corrente; b)
a crédito previamente aberto junto ao próprio emissor ou a terceiro; e 2.
cartão de garantia de cheque.
Como nosso objeto de estudo é o cartão de crédito bancário, interessa-
nos aprofundar o conhecimento relativo ao instituto que consiste
fundamentalmente na hipótese 1, b, 2.ª parte, isto é, cartão de
credenciamento para acesso a crédito previamente aberto junto a terceiros,
que envolve relações pelo mínimo trilaterais. Este tipo em sua evolução
terminou por incorporar o referido em 1, a, cartão de credenciamento para
acesso à conta-corrente (cartão saque) e o 2, cartão de garantia de
cheque.
Em sentido estrito cartão de crédito é o objeto material, normalmente
um retângulo de plástico, que identifica o acreditado em qualquer das
hipóteses dos sistemas acima indicados.
Importa-nos, portanto, é mergulhar na direção do institucional, do
negócio jurídico complexo, formado por vários contratos. Assim visto, o
cartão de crédito é um sistema operacional de credenciamento dirigido ao
consumo, que reúne clientes do emitente, constituídos por comerciantes e
consumidores. Visa manter uma clientela cativa, fortalecendo o
conglomerado financeiro ao qual é filiado, oferecendo em troca qualificado
serviço de segurança e desregulamentação do crédito.
Natureza jurídica
Não haveremos de misturar os tipos de cartões de crédito. Todos eles
são, como coisa material, cartão de credenciamento e especialmente o
acreditivo (credit cards), embora com características para não ser, tornou-
se, porque o sistema tem sido omisso, título de legitimação erroneamente.
Todos eles identificam o usuário e o apresentam como digno de crédito. Os
cartões, como coisa física, não passam disso, produzindo o mesmo efeito.
O alcance de cada tipo será determinado pelas relações jurídicas que
lhe geraram. O que os fará diferentes serão os contratos que os dotarão de
conteúdo diverso.
Assim, v. g., o cartão de garantia de cheque constitui uma credencial
de certa categoria de usuário de cheque. Mas o que irá determinar a
aceitação do respectivo cheque que garante é um contrato de garantia de
cheque firmado pelo emitente do cartão e o estabelecimento conveniado.
Ele é apenas uma chave, um instrumento que incidindo no campo das
relações contratuais movimenta-o. Constitui-se praticamente numa senha.
Reúne, pois, duplo aspecto: de credencial e de senha, sintetizado numa só
unidade. E um cartão de credencial-senha.
O cartão para saque bancário ou em caixas automáticas é, como todos
os demais, credencial. Mas não contém senha. Sua eficácia, todavia, fica
dependente da adjudicação de uma senha que o usuário dispõe e só ele
sob sigilo. Toda atenção é pouca para este detalhe. O saque eletrônico — e
não o cartão de saque como se tem dito por aí — é meio de pagamento
que substitui o cheque. E o que faz as vezes da assinatura que se põe no
cheque no saque eletrônico é a senha. Por trás do cartão de saque há
contratos de conta-corrente e/ou depósitos envolvendo o usuário e o
sacado.
Já o cartão de crédito emitido por um estabelecimento a favor de
cliente, para uso exclusivo na relação entre ambos, representa uma
abertura de crédito facultativa em bens ou serviços. Muitas vezes ou
geralmente é resultado de uma oferta unilateral, sem qualquer conteúdo
obrigacional.
O mais importante dos cartões de crédito, único a justificar estudo
específico, e que constitui um instituto jurídico, é o cartão acreditivo que
forma um sistema que em bases mínimas já nasce pela criação de relações
trilaterais. Se outra parte ou outras às três originais se juntar, esta(s)
excepcionará(ão) o negócio jurídico específico do sistema de credit cards,
será(ão) aderente(s) ao complexo, realizará(ão) negócio suplementar ou
negócio autônomo aderente.
No Brasil não se faz distinção entre cartão de crédito e cartão de débito
ou pagamento, porque ambos convivem em nosso sistema sob a
denominação correta de cartão de crédito. Entre nós são na realidade
cartões mistos, tendo em vista que em alguns países, como v. g. a França,
essas modalidades não convivem, sendo chamados, impropriamente,
cartão de débito ou de pagamento àquele que deve ser pago integralmente
quando da apresentação da fatura e de crédito o outro cujo pagamento
pode ser parcelado. A impropriedade reside no fato de confundirem o
débito que diz respeito à fatura, constituindo seu conteúdo, com o cartão
que só tem como finalidade propiciar crédito, pois o usuário ao usá-lo
compra bem ou serviço com pagamento diferido.
Acima ficou dito que o verdadeiro cartão de crédito nasce em bases
mínimas trilateral, porque sem as três partes não se tem o acreditivo. E se
admite suplementação é só de parte de cartões de crédito imperfeitos, os
não bancários, que demandariam uma fonte de financiamento alheia para o
prolongamento do prazo de pagamento dos débitos, isto é, para seu
parcelamento. Nessa hipótese o emissor é entidade não pertencente ao
sistema financeiro que toma junto a Banco empréstimo em nome de seu
cliente, repassando-lhe os encargos financeiros. Porém, o negócio
permanece circunscrito entre ambos e estranho ao negócio jurídico
complexo do cartão de crédito. De qualquer sorte a responsabilidade pelo
pagamento da fatura perante o vendedor do bem ou do serviço é o
estabelecimento emissor, tal qual ocorre entre os cartões perfeitos,
bancários.
O sistema operacional do cartão de crédito é composto por um
conjunto de três negócios jurídicos que regem e disciplinam três relações
distintas entre as três partes envolvidas, formando os lados de um
triângulo.
Diversas teses produziu a doutrina para explicar a natureza jurídica
dessas relações. Apontaram para a assunção de dívida, a cessão de
crédito, a sub-rogação, a estipulação em favor de terceiro, o mandato, meio
de pagamento, ordem de pagamento, título de crédito e muitas outras.
Entretanto, vê-se que qualquer dessas teses olha apenas para um dos
lados do triângulo, enxergando somente uma única relação. E preciso que
se dissequem todas as relações que se perfazem totalmente para
operacionalizar o cartão. São elas de três espécies.
A primeira a se constituir ontogeneticamente vincula a instituição
emitente ao comerciante ou prestador de serviços disposto a abrir-lhe
crédito, a tomar-se cliente e a aderir ao sistema, sujeitando-se às normas
operacionais. Este abre crédito em bens ou serviços à administradora do
cartão. Ou o crédito é em favor de terceiro incerto, mas realizado em nome
e por conta do creditado emissor ou é em favor do próprio emitente que o
usará através de procurador, usuário.
A segunda, pela ordem da montagem estrutural, é a que estabelece
direitos e obrigações entre instituição emitente e cliente-usuário, e que se
consuma pela identificação, credenciamento e abertura de crédito rotativo
para saque de dinheiro e/ou compra de mercadorias e/ou serviços nos
estabelecimentos conveniados. Vale observar que o saque de dinheiro é
função enxertada no cartão acreditivo, não fazendo parte de seu conteúdo
jurídico essencial.
A terceira e última é que constitui o verdadeiro acreditivo, na relação de
compra e venda entre usuário do cartão e estabelecimento conveniado,
com estipulação de terceiro, no caso a instituição emitente, para ocorrer o
pagamento. Afasta-se do acreditivo, inovando-o, apenas no aspecto
liberatório do usuário.
Desta forma, temos que o cartão de crédito bancário é um negócio
jurídico complexo, de que participam no mínimo três partes. E contrato de
duração, adesão, oneroso, comutativo, atípico.
Conteúdo obrigacional
O emissor do cartão obriga-se perante o estabelecimento conveniado a
fornecer-lhe o material de expediente apropriado e a pagar-lhe as faturas
que lhe sejam apresentadas nas condições e prazos previstos
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização26
contratualmente, resguardando-o das fraudes ou irregularidades que não
possa razoavelmente constatar. E obriga-se perante o usuário a garantir-
lhe o funcionamento do sistema para uso do qual cobra a prestação de
serviços e a garantir-lhe a segurança operacional uma vez avisado do
roubo ou extravio do cartão.
O estabelecimento conveniado obriga-se para com o emissor a vender
para o usuário pelo mesmo preço praticado nas vendas à vista; a observar
o limite de crédito do usuário e só ultrapassá-lo quando especialmente
autorizado pelo emitente, pagando-lhe por ocasião da liquidação das
faturas a comissão devida por sua participação no sistema. Obriga-se ainda
— coisa que na prática não vem sendo cumprida sem risco algum — a
identificar o portador do cartão, controlando seu prazo de validade e
inexistência de restrições pelo exame e cotejo com as listas que lhe são
enviadas pelo emissor.
O usuário obriga-se perante o emissor a assinar as faturas de suas
compras e a pagá-las quando lhe forem apresentadas na forma ajustada
contratualmente e/ou fixada pela lei, bem como a ocorrer a liquidação dos
encargos que lhe são devidos pela sua participação no sistema, avisando-
lhe de eventual roubo, perda ou extravio do cartão, respondendo pelo
eventual uso indevido que até essa data possa ter havido. Obriga-se da
mesma forma pela liquidação das faturas de responsabilidade dos cartões
adicionais que tiver solicitado.
Responsabilidade civil
A questão da responsabilidade civil com relação ao furto, perda ou
extravio do cartão tem sofrido notável evolução. Em seus primórdios, a
responsabilidade pesava exclusivamente sobre o usuário até que sua
comunicação fosse incluída nas listas negras e estas chegassem a seu
destino, aos estabelecimentos conveniados. Porém, a clara compreensão
de que diante do universo de usuários do sistema os casos da espécie são
inexpressivos, não tendo significação econômica, os estudiosos do
problema passaram a entender que era um risco imanente ao próprio
negócio que bem poderia ser administrado pelo emissor, ou absorvendo o
prejuízo ou contratando seguro. A prática mostrou também que na maioria
dos casos o mau uso não teria acontecido se o estabelecimento
conveniado não tivesse agido com negligência. Acresça-se a isso o fato de
não se saber se o usuário não fosse compelido a firmar contrato de adesão,
se teria aceito a cláusula que o responsabiliza e permite que o dano
causado pela negligência de associado do instituidor lhe seja transferido.
Sensível a esse questionamento, doutrina e jurisprudência começaram
a repensar o direito e a reposicionar-se, o que obrigou o emitente a mudar
a cláusula, fazendo cessar a responsabilidade do usuário no momento da
comunicação do fato imprevisto e indesejado.
Vê-se na prática o total desinteresse do comerciante com a
identificação do usuário e, algumas vezes, com o exame comparativo da
assinatura. Ora, isso faz parte de sua obrigação contratual, pois não basta
a condição de portador do cartão para o exercício do direito, sendo exigível
que detenha a titularidade. O cartão é intransferível. Legitimidade e
titularidade andam sempre juntas neste caso. O instituidor poderá, havendo
conveniência, voltar-se contra o estabelecimento conveniado para ressarcir-
se do dano que a desídia deste lhe venha causar.
Bastará, portanto, ao usuário desapossado do cartão proceder o
registro policial da ocorrência e comunicar imediatamente o emissor de
forma inequívoca, de preferência por escrito para fins de prova, fazendo
cessar assim sua responsabilidade.
Inadimplemento e extinção
Inadimplindo o usuário tem o emitente contra ele execução de título
extrajudicial com base no próprio contrato, bastando juntar a ele o(s)
extrato(s) não pago(s). Mesma execução tem o estabelecimento
conveniado contra o emissor se este deixar de atender ao pagamento de
seu crédito oriundo das vendas. A base jurídica é o contrato.
Outra espécie de inadimplemento contratual dará ensejo à resolução
ou à denúncia; por qualquer das partes, sendo recomendável notificação
com prazo de 10 dias da recepção (art. 137 do C. Com.).
O CRÉDITO RURAL
O Decreto-lei 167, de 14.2.1967, dispôs que o financiamento rural
fosse executado mediante a emissão de cédulas de crédito rural. Em seu
art. 2º referido diploma legal prescreve que o emitente da cédula fica
obrigado a aplicar o financiamento para os fins ajustados, devendo
comprovar tal circunstância perante a “instituição financiadora”. Embora
use o termo “financiadora” e não financeira, tem-se no art. 1º, que o
financiamento é concedido pelos órgãos integrantes do sistema nacional de
“crédito rural “, pelo que se compreende dentro das operações bancárias.
Em se tratando de financiamento, o banco tem o direito de fiscalizar a
aplicação da quantia financiada, a qual vencerá juros conforme taxas
fixadas pelo Conselho Monetário Nacional. Quando o financiamento for
concedido para utilização parcelada, o financiador abrirá com o valor do
financiamento conta vinculada à operação, que o financiado movimentará
por meio de cheques, saques, recibos, ordens, cartas ou quaisquer outros
documentos.
Características das cédulas de crédito rural.
As cédulas de crédito rural são promessas de pagamento sem, ou com
garantia real cedularmente constituída, isto é, no próprio título, dispensando
documento à parte. A garantia poderá ser ofertada pelo próprio financiado,
ou por um terceiro. Embora o art. 10 considere a cédula de crédito rural um
título civil, é evidente sua comercialidade, por sujeitar-se à disciplina do
Direito Cambiário. Constituindo-se cedularmente a garantia, ou seja, por
incorporação no próprio título, quando se tratar de hipoteca, ocorrem
derrogações ao direito comum com a dispensa de escritura pública e da
outorga uxória, mas em virtude da ausência desta última, o cônjuge obriga
apenas seus bens particulares e os comuns até o limite de sua meação.
Para terem eficácia contra terceiros, as cédulas de crédito rural devem ser
registrada no Cartório de Registro de Imóveis. Sua cobrança se processa
mediante a ação de rito especial (execução), com a originalidade de
permitir a venda, pelo credor, após a penhora, dos bens dados em garantia,
contestada ou não a ação, podendo, desde logo, mediante caução idônea,
levantar o produto líquido da venda. Em se tratando de cooperativas rurais,
instituições financeiras públicas e o Banco do Brasil, não há necessidade
de caução.
Cédula Rural Pignoratícia:
É um título que consubstancia uma promessa de pagamento com
garantia de bens móveis que, porém, permanecem de posse do devedor.
O formalismo do título impõe-lhe os seguintes requisitos:
I - a denominação “cédula rural pignoratícia”
II - a data e as condições de pagamento; havendo prestações
periódicas, ou prorrogações de vencimentos, de acrescentar-se
a expressão “nos termos da cláusula Forma de Pagamento
abaixo” ou, em sendo o caso, “nos temos da cláusula Ajuste de
prorrogação abaixo”;
III - o nome do credor e a cláusula “à ordem”;
IV - o valor do crédito deferido, lançado em algarismos e por
extenso, com indicação da finalidade ruralista a que se destina o
financiamento concedido e a forma de sua utilização;
V - a descrição dos bens vinculados ao penhor, que se indicarão
pela espécie, qualidade, quantidade, marca ou período de
produção, se for o caso, além do local ou depósito em que os
mesmos bens se encontrarem;
VI - a taxa de juros a pagar, e da comissão de fiscalização, se
houver, e o tempo de seu pagamento;
VII - a praça de pagamento;
VIII - a data e o lugar da emissão;
IX - a assinatura do próprio punho do emitente ou de representante
com poderes especiais.
Cédula rural hipotecária:
Podem os bancos, também conceder financiamentos mediante a
emissão, pelo devedor, de cédula com garantia hipotecária. Pelo artigo
811 do Código Civil “a hipoteca abrange todas as acessões,
melhoramentos ou construções do imóvel”. A lei específica ( Dec.-lei
167/67) faz com que a garantia seja prestada não só pelo imóvel e suas
acessões, mas também pelos bens originariamente móveis, que se
incorporam ao imóvel devido à sua destinação, tais como máquinas,
aparelhos e instalações, sejam os existentes no momento da constituição
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Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização27
da hipoteca, sejam os adquiridos com os recursos financeiros que o banco
fornece ao devedor.
A cédula rural hipotecária deverá conter os seguintes requisitos:
I - a denominação “cédula rural hipotecária”;
II - a data e condições de pagamento; havendo prestações
periódicas ou prorrogações de vencimento, é acrescentada a
expressão “nos termos da cláusula Forma de Pagamento
abaixo” ou “nos termos da cláusula Ajuste de prorrogação
abaixo”;
III - o nome do credor e a cláusula “à ordem”;
IV - o valor do crédito deferido, lançado em algarismos e por
extenso, com a indicação da finalidade ruralista a que se destina
o financiamento e a forma de sua utilização;
V - a descrição do imóvel hipotecado com indicação do
nome, se houver, dimensões, confrontações, benfeitorias, título
e data de aquisição e anotações (número, livro e folha) do
registro imobiliário;
VI - as taxas dos juros a pagar e a da comissão de fiscalização, se
houver, e tempo de seu pagamento;
VII - a praça do pagamento;
VIII - a data e o lugar da emissão;
IX - a assinatura do próprio punho do emitente ou de representante
com poderes especiais.
A cédula rural hipotecária confere direito real inter partes desde a sua
emissão, embora seu registro seja necessário para que tenha eficácia
contra terceiros (erga omnes).
Embora destinada a servir de garantia de financiamentos para fins
rurais, essa pode constituir-se cedularmente por imóveis rurais ou urbanos.
Cédula rural pignoratícia e hipotecária: aqui a garantia é prestada por
bens imóveis e também móveis, só que estes, diferentemente do que
ocorre com a cédula rural hipotecária, não são apenas aqueles
incorporados ao imóvel pela sua destinação (máquinas, aparelhos e
instalações), mas também os existentes em local diferente do imóvel, por
isso se caracterizando o penhor e a hipoteca.
Os requisitos do título são:
I - denominação ”cédula rural pignoratícia e hipotecária”
II - a data e as condições de pagamento; havendo prestações
periódicas ou prorrogações de vencimentos, acrescentar “nos
termos da cláusula Forma de Pagamento abaixo “ou “nos
termos da cláusula Ajuste de prorrogação abaixo”;
III - o nome do credor e a cláusula à ordem;
IV - o valor do crédito deferido, lançado em algarismos e por
extenso, com indicação da finalidade ruralista a que se destina o
financiamento concedido e a forma de sua utilização;
V - descrição dos bens vinculados em penhor, os quais se indicarão
pela espécie, quantidade, qualidade, marca ou período de
produção, se for o caso, além do local ou depósito dos mesmos
bens;
VI - a descrição do imóvel hipotecado com a indicação do nome, se
houver, dimensões, confrontações, benfeitorias, título e data de
aquisição e anotações (número, livro e folha) do registro
imobiliário;
VII - a taxa de juros a pagar e da comissão de fiscalização, se
houver, e tempo de seu pagamento;
VIII - praça do pagamento;
IX - a data e o lugar da emissão
X - a assinatura do próprio punho do emitente ou de representante
com poderes especiais.
Nota de crédito rural
É também um título destinado ao financiamento rural, mas destituído
de qualquer garantia real, conferindo, entretanto, ao credor privilégio sobre
os bens enumerados no art. 1.563 do Código Civil.
São seus requisitos:
I - a denominação “Nota de Crédito Rural”
II - a data e as condições de pagamento; havendo prestações
periódicas ou prorrogações de vencimentos, acrescenta-se as
expressões: “nos termos da cláusula Forma de Pagamento
abaixo” ou “nos termos da cláusula Ajuste de Prorrogação
abaixo”;
III - o nome do credor e a cláusula à ordem;
IV - o valor do crédito deferido, lançado em algarismos e por
extenso, com indicação da finalidade ruralista a que se destina o
financiamento concedido e a forma de sua utilização;
V - a taxa dos juros a pagar e da comissão de fiscalização, se
houver, e tempo de seu pagamento;
VI - a praça de pagamento;
VII - a data e o lugar de emissão;
VIII - a assinatura do próprio punho do emitente ou de representante
com poderes especiais.
Não obstante destituída de garantia real, a nota de crédito rural está
sujeita a registro no Cartório de Registro de Imóveis da circunscrição em
que esteja situado o imóvel a cuja exploração se destina o financiamento
cedular. Compreende-se a exigência para o fim de estabelecer-se sua
eficácia em relação a terceiros.
AS OPERAÇÕES DE LEASING
Leasing (do inglês "to lease") significa alugar. No Brasil, também é
conhecido como arrendamento mercantil. É uma operação contratual pela
qual urna empresa (arrendadora), adquire ou fabrica determinado bem que
cede para uso da arrendatária, que pode ser Pessoa Física ou Jurídica,
mediante pagamento de contraprestações periódicas. No final do contrato,
a arrendatária pode renová-lo, devolver o bem à arrendadora ou adquirindo
pelo valor residual.
HISTÓRICO DAS OPERAÇÕES DE LEASING
O leasing já existia no antigo Egito onde terras eram alugadas para
agricultura. A partir do século XIX, teve grande incremento nos Estados
Unidos com aluguel de navios e outros equipamentos de transporte. Porém,
somente após a 2a. Guerra mundial, o leasing ganhou espaço naquele país
com as primeiras empresas surgindo na década de 50. Graças ao
arrendamento mercantil, grandes empresas americanas projetaram-se
mundialmente como a I-B.M. e a Xerox. A técnica do leasing foi importada
pela Europa e espalhou-se pelo mundo.
No Brasil, as operações de leasing já existiam na década de 50,
embora somente em 1974, através da Lei 6099, tivessem suas
contraprestações consideradas como custo ou despesas operacionais da
arrendatária.
Em 17.11.75, tendo em vista o caráter financeiro das operações, o
Banco Central, através da Resolução 351, baixou regulamento
disciplinando-as. As multinacionais foram as primeiras a operar com
leasing, pois já conheciam esta atividade em seus países de origem.
Nas décadas de 80 e 90, muitas resoluções do Banco Central
disciplinaram ou proibiram certas operações. Recentemente o B.C.
procurou incentivá-las, abrindo-as às Pessoas Físicas.
"FUNDING” DAS EMPRESAS DE LEASING
As empresas de leasing não podem levantar recursos, como os
bancos, através de depósitos. Assim, buscam-nos de outras maneiras, tais
como:
- Debêntures - são títulos de longo prazo, emitidos pelas
arrendadoras e colocados no mercado através de bancos ou de
corretoras nacionais ou internacionais. É a forma mais usual de
funding das empresas de leasing.
- Empréstimos obtidos no Brasil ou no exterior.
- Cessão de direitos - as contraprestações podem ser negociadas
com bancos ou financeiras que adiantam os recursos às
arrendadoras mediante uma taxa de desconto.
- Repasses governamentais - como já vimos, a Finame, empresa do
sistema B.N.D.E.S., também financia operações de leasing.
- C.D.I. - Certificado de Depósito Interfinanceiro - assim como outras
instituições financeiras, as empresas de leasing também os
utilizam.
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Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização28
TIPOS DE LEASING
Leasing operacional - é aquele geralmente praticado pelas próprias
fabricantes do bem. Sendo realmente um aluguel, dispensa a
intermediação de una instituição financeira, tendo ainda as seguintes
características:
- geralmente o bem arrendado é equipamento de rápida
obsolescência;
- pode haver ou não opção de compra no final do contrato;
- o prazo dos contratos é mais curto;
- a manutenção do bem é feita pela arrendadora, que também
fornece assistência técnica;
- o arrendatário pode rescindir o contrato mediante condições
predeterminadas.
Leasing financeiro - é o mais comum entre nós, realizados pelos
bancos múltiplos ou empresas de arrendamento, sendo, na verdade uma
operação de financiamento. Neste caso, a arrendatária escolhe o bem e o
fornecedor, cabendo à arrendadora adquiri-lo e entregá-lo em condições de
uso. Tem também as seguintes características:
- apesar de poder optar pela devolução do bem, a arrendatária
geralmente compra-o ao final do contrato, pelo valor residual, que é
sempre baixo;
- prazos mais longos, de acordo com a vida útil do bem;
- as despesas de instalação, frete e seguros podem ser incluídas no
contrato e pagas pela arrendatária através das contraprestações;
- o contrato não pode ser rescindido unilateralmente;
- apesar de ser considerado um financiamento, a propriedade do
bem é da arrendadora até o final do contrato, quando a
arrendatária pode comprá-lo.
Lease-back - se uma empresa necessita de capital de giro e não quer
endividar-se, pode vender a uma empresa de leasing uma máquina ou
equipamento de sua propriedade e, imediatamente, alugá-lo. O bem não
sai da empresa, porém sua propriedade passa à arrendadora até o final do
contrato. Na verdade, é um empréstimo com a garantia do bem, com a
vantagem de diminuir o imobilizado da empresa. Também chamado
Salelease-back.
Leasing imobiliário - consiste na compra de um imóvel pela
arrendadora que o aluga a uma Pessoa Física ou Jurídica. Pode ser um
terreno, um prédio, ou mesmo uma fábrica. No caso da arrendatária já
possuir o imóvel, pode ser feito um lease-back como explicado
anteriormente.
VANTAGENS DO LEASING
As vantagens do leasing são tantas que podemos classificá-las em dois
tipos:
A - vantagens fiscais e contábeis:
- deduções das contraprestações, pela arrendatária, para efeito de
imposto de renda;
- eliminação do lucro inflacionário provocado pela correção
monetária do imobilizado, já que no leasing não há imobilização.
Com a queda da inflação e a eliminação da correção monetária
pelo governo, esta vantagem desaparecerá;
- melhora nos índices de endividamento e de imobilização da
empresa.
B - vantagens operacionais:
- os prazos são mais longos para a aquisição de máquinas e
equipamentos;
- o financiamento é de 100% do bem, podendo incluir fretes,
seguros, instalação, etc. ;
- sendo uma operação de aluguel, não exige controle de ativo fixo
nem o cálculo de sua depreciação que é feita pela arrendadora;
- alívio do capital de giro da arrendatária pela não imobilização do
bem.
DESVANTAGENS DO LEASING
Talvez o termo mais adequado seja inadequações do Leasing:
- se a empresa não tiver qualquer ativo em seu nome poderá Ter
dificuldades em obter empréstimos. Os gerentes de bancos ou
analistas de crédito gostam de emprestar para empresas que têm,
pelo menos, algum ativo fixo para servir como garantia eventual;
- se a empresa não paga imposto de renda, o atrativo da dedução
fiscal desaparece.
TENDÊNCIAS ATUAIS
A atividade de leasing, no Brasil, tende a aumentar pelo incremento na
demanda de bens duráveis, principalmente automóveis. Por outro lado,
bancos estrangeiros estão desenvolvendo operações de leasing imobiliário
que promete ser outro filão de mercado, objetivando as Pessoas Físicas, já
que todo brasileiro sonha com sua casa própria. A concorrência entre as
Financeiras e as empresas de leasing tende a aumentar, principalmente no
segmento de automóveis.
FINANCIAMENTOS À EXPORTAÇÃO E À IMPORTAÇÃO
Uma das funções mais importantes executadas pelos bancos ligados à
área internacional é o financiamento das exportações e importações e do
comércio entre países estrangeiros. Assim como o comércio doméstico
requer vários métodos de financiamento, há várias maneira de financiar o
comércio internacional: adiantamento de caixa, conta aberta, cobrança
documentária e cartas de crédito. De todos esses métodos, o mais
importante é a carta de crédito.
Embora as condições do adiantamento de caixa envolvam poucos
riscos e sejam altamente vantajosas para os exportadores, elas não são
muito populares como meio de financiar o comércio exterior por causa das
muitas desvantagens apresentadas ao comprador estrangeiro. Este é
forçado a ter uma quantidade considerável de capital de giro vinculada por
longos períodos e à mercê do exportador por causa da possibilidade de
entrega de mercadoria de qualidade inferior, atrasos nas remessas e até
mesmo falência. O não pagamento de contas estrangeiras muitas vezes
acontece devido a condições econômicas e políticas instáveis, que são
freqüentes, e à dificuldade de obter informações adequadas de crédito
sobre os clientes estrangeiros. Assim, o método do adiantamento de caixa
é usado basicamente quando o risco de que o pagamento não seja
recebido é bastante alto.
As vendas no esquema de conta aberta inverte o risco envolvido no
adiantamento de caixa. Assim como este método apresenta certas
desvantagens ao comprador estrangeiro, a conta aberta apresenta
desvantagens semelhantes ao exportador. Se o comprador externo
demorar a pagar suas contas, o exportador terá um dreno no eu capital de
giro que, em última análise, afetará adversamente a rotatividade do seu
estoque. A principal obrigação a este método de financiamento é que o
exportador não tem nenhum instrumento negociável que evidencie a
obrigação, o que pode vir a ser muito importante na eventualidade de uma
disputa sobre entrega, perda ou qualidade do produto. O financiamento
com conta aberta tem, porém uma grande vantagem - é muito simples.
Ademais, é uma maneira de evitar as taxas de financiamento e de serviços
que são cobradas nos outros acordos de credito. As vendas por conta
aberta são usadas quando os exportadores lidam com compradores que
eles conhecem muito bem e que estão localizados em mercados bastante
estabelecidos. Este método também é usado quando as vendas são feitas
para agências ou subsidiárias de empresas domésticas no exterior.
Balança comercial
Relação entre as exportações e as importações realizadas por um país
ou estado durante um determinado período. Quando as exportações
excedem as importações, ocorre superávit da balança comercial. Com o
inverso, o resultado se chama déficit. A balança comercial é um dos itens
que compõem o balanço de pagamentos. Muitos fatores influem na balança
comercial. Uma alta de preços, por causa da inflação ou valorização
acentuada da taxa de câmbio, provoca queda no volume de exportações. A
diminuição da safra de um produto de primeira necessidade eleva as
exportações dos países que oferecem esse produto.
A importação também é utilizada, muitas vezes, como instrumento de
controle de preços. Se um artigo fica muito caro, o governo autoriza a
importação de similares estrangeiros para aumentar a oferta de produto e
forçar uma baixa de preço.
Os países em desenvolvimento, muito endividados nas últimas
décadas, preocupam-se em produzir superávits na balança comercial para
financiar o crescimento e ao mesmo tempo pagar os juros da dívida
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização29
externa. Para obter resultados positivos, esses países precisam exportar
grande quantidade de matérias-primas e reduzir a importação de produtos
industrializados.
FINANCIAMENTO À IMPORTRAÇÃO
O financiamento de Importação pode ser direto quando ocorre
diretamente do exportador ao importador brasileiro ou quando o
financiamento é concedido ao importador por outra instituição e pode ser
indireto quando realizados através de linhas de crédito concedidas por um
Banco estrangeiro para um Banco brasileiro.
O financiamento do comércio exterior também pode ocorrer através da
compra de cambiais sem direito de regresso, resultantes de exportação ou
importação realizadas. Essas cambiais, geralmente são avalizadas por um
banco e possuem o aceite do importador.
FINANCIAMENTO À EXPORTAÇÃO
Com relação ao financiamento à exportação de bens e serviços, temos
o PROEX, cujas normas estão estabelecidas na Resolução nº 1844 do
Banco Central do Brasil.
RESOLUÇÃO N. 001844
ESTABELECE AS NORMAS BÁSICAS RELATIVAS AOS
FINANCIAMENTOS DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS AO AMPARO
DO PROGRAMA DE FINANCIAMENTOAS EXPORTAÇÕES (PROEX).
O Banco Central do Brasil, na forma do art. 9. Da lei n. 4.595, de
31.12.64, torna publico que o Conselho Monetário Nacional, em sessão
realizada em 31.07.91, tendo em vista o disposto no art. 4., incisos V, XVII
e XXXI, da referida lei e na lei n. 8.187,de 01.06.91,
RESOLVEU:
Art. 1. As exportações de bens e serviços de origem nacional
poderão ser assistidas com recursos do Programa de Financiamento as
Exportações (PROEX), de que trata o art. 1. da lei n. 8.187, de 01.06.91,
observadas as disposições desta resolução e das normas baixadas pelo
Ministro de Estado da Economia, Fazenda e Planejamento e pelo Banco
Central do Brasil.
Art. 2. A assistência financeira do PROEX consistirá em:
I - desconto de títulos, no caso de exportação de bens;
II - financiamento, no caso de exportação de serviços.
Parágrafo único. Excepcionalmente, poderá ser concedido
financiamento no caso de exportação de bens, quando destinada a
governos estrangeiros.
Art. 3. As operações relativas a exportação de bens amparadas pelo
PROEX observarão as seguintes condições:
I - objeto da operação: títulos emitidos por exportador brasileiro,
representativos da exportação dos bens discriminados em
portaria do ministro de estado da economia, fazenda e
planejamento;
II - prazo máximo do empréstimo: variável, de acordo com o
estipulado em Portaria do Ministro de Estado da Economia,
Fazenda e Planejamento;
III - valor do empréstimo: até 85% (oitenta e cinco por cento) do
valor FOB da exportação;
IV - contrapartida: prévia comprovação do ingresso, no país, das
divisas referentes a parcela não coberta pelo empréstimo;
V - taxa mínima de juros: as taxas a seguir relacionadas serão fixas
para todo o período do financiamento e aplicadas segundo a
categoria do pais importador, conforme lista a ser divulgada em
Portaria do Ministro de Estado da Economia, Fazenda e
Planejamento, cabendo ao Banco Central do Brasil revisa-las,
periodicamente, adequando-as aquelas praticadas no mercado
internacional, nas operações da espécie:
a - países enquadrados na categoria I - 8,5% a. a. (oito e meio por
cento ao ano);
b - países enquadrados na categoria II - 8,0% a. a. (oito por cento
ao ano).
VI - juros de mora: 1 (um) ponto percentual acima da taxa contratual;
VII - moeda de pagamento da exportação: dólar dos Estados Unidos
ou outra moeda aceita internacionalmente, a critério do Banco
Central do Brasil;
VIII - índice de nacionalização:
a - bens com índice de nacionalização igual ou superior a 80%
(oitenta por cento): o empréstimo corresponderá a 100% (cem
por cento) da parcela financiável;
b - bens com índice de nacionalização inferior a 80% (oitenta por
cento): o empréstimo corresponderá a percentual igual ao
índice de nacionalização, acrescido de 20 (vinte) pontos
percentuais aplicados sobre a parcela financiável.
IX - garantias: aval ou fiança concedidos por estabelecimento de
crédito ou financeiro no exterior, aprovados pelo Banco do
Brasil S. A., ou garantia de liquidação automática, nos casos de
operações cursadas ao amparo dos convênios de créditos
recíprocos (CCR) da Associação Latino-americana de
Integração (ALADI),vedada a dispensa de direito de regresso
para o risco comercial;
X - amortização:
a - em parcelas iguais e consecutivas, vencíveis trimestral ou
semestralmente, a partir da data do embarque, de acordo com o
regime de amortização;
b - no caso de bens com elevada complexidade tecnológica e
comprovada necessidade de prazo adicional para transporte,
montagem, testes e posta em marcha, poderá, a critério do
Comitê previsto no art. 6. desta Resolução, ser concedida
carência para pagamento do principal, devendo os juros ser
liquidados, conforme o caso, por trimestre ou semestre vencido.
Parágrafo 1. As taxas de juros indicadas nas alíneas do item V,
deste artigo, referem-se a operações em dólares dos Estados Unidos.
Parágrafo 2. Nas operações em moedas distintas daquela referida no
parágrafo anterior as taxas de juros serão devidamente compatibilizadas.
Art. 4. É vedada a destinação de recursos do PROEX para o
pagamento de comissões eventualmente devidas a agentes ou
representantes comerciais, bem como para o estabelecimento de linhas de
crédito rotativas para entidades estrangeiras publicas ou privadas.
Art. 5. Serão definidas, caso a caso, pelo Comitê previsto no art. 6.
desta Resolução, as concessões dos financiamentos destinados as
exportações de serviços e aos empréstimos relativos à exportação de
navios e aviões.
Parágrafo 1. Nas operações de financiamento serão exigidas, além do
aval do governo do pais importador, outras garantias, a critério do Comitê.
Parágrafo 2. Nas operações de empréstimos, relativos a exportação
de navios e aviões, as garantias serão aquelas previstas no item IX do art.
3. desta Resolução.
Art. 6. O Ministro de Estado da Economia, Fazenda e Planejamento
regulamentará a execução orçamentária do PROEX e constituirá um
Comitê para aprovar as operações do programa, que será operado pelo
Banco do Brasil S. A., agente financeiro da União.
Art. 7. Os bancos autorizados a operar em câmbio, o Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Especial de
Financiamento Industrial (FINAME) poderão conceder, com recursos
próprios, empréstimos para as exportações de bens e serviços brasileiros,
observado o disposto no art. 3. desta Resolução e nas normas do Banco
Central do Brasil.
Parágrafo único. As disposições deste artigo também se aplicam
às exportações para pagamento a prazo, ainda que assistidas com
recursos de outras fontes.
Art. 8. O Ministro de Estado da Economia, Fazenda e Planejamento e
o Banco Central do Brasil expedirão as instruções necessárias ao
cumprimento desta Resolução.
Art. 9. Terão prosseguimento, no âmbito do PROEX, os
financiamentos anteriormente autorizados ao amparo da Resolução n. 68,
de 14.05.71, do Conselho Nacional de Comércio Exterior (CONCEX),
observadas as condições originalmente pactuadas.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização30
Art. 10. Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.
OS TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO
Os Títulos de capitalização tem por objetivo a capitalização dos
prêmios recebidos dos investidores a fim de constituir, no final do prazo
fixado no título, um capital garantido.
Podem ser à vista ou à prazo e sua vigência, no caso de ambos,
começa no 1º dia posterior ao da compra (após a aceitação da proposta de
aquisição).
No caso dos títulos à prazo, suas mensalidades vencerão sempre no 1º
dia útil de cada mês. A mora ou inadimplência da mensalidade (não paga
até 30 dias do vencimento) acarreta a suspensão do título, perdendo o
direito de concorrer aos sorteios. Mas o subscritor não fica desobrigado do
pagamento das demais mensalidades, para tanto, deve dirigir-se a um
representante da instituição para o cumprimento das formalidades.
Também pode ocorrer a caducidade do título, depois de decorrido o
prazo de três meses para a reabilitação deste, estando ao subscritor
somente, após o prazo de carência, o resgate do valor assumido pela
provisão matemática do título mais atualização monetária.
A reabilitação dos títulos suspensos ocorre com o pagamento da
parcelas vencidas até três meses.
No caso de ter ocorrido a caducidade, estes títulos podem ser
reabilitados até o final do prazo de carência com a retomada dos
pagamentos das mensalidades e prorrogação dos prazos de pagamento e
capitalização no mesmo número de meses que permaneceu em atraso.
No término do prazo previsto para o pagamento do título e estando
este em vigor, cessa o pagamento das mensalidades considerando-se este
remido.
Depois de vencido o prazo de carência o subscritor poderá solicitar o
recebimento do valor do resgate, equivalente ao saldo da provisão
matemática, apurado na data de solicitação do resgate.
A aquisição de títulos de capitalização (subscrição) é feita através da
proposta de aquisição, devendo o proponente definir o valor do título , a
forma de pagamento e no caso de pagamento à prazo, o prazo do
pagamento. Ainda deve indicar beneficiário no caso de seu falecimento.
Os títulos da capitalização são nominativos, mas podem ser cedidos a
terceiros, respeitando-se as formalidades legais.
Os subscritores de títulos à vista concorrerão aos sorteios
semanalmente. Os subscritores de títulos à prazo, que estiverem com suas
mensalidades quitadas até a data do sorteio, também terão direito de
concorrer a este semanalmente.
Os valores serão atualizados monetariamente, tendo por índice a TR e
a atualização das mensalidades será feita com base no IGP-M
O subscritor do título, que esteja em vigor em 31 de dezembro de cada
exercício social, tem direito de receber uma participação nos resultados da
Sociedade, apurados no balanço anual. Esta participação atinge os títulos
que completarem o 2º aniversário de vigência e nos próximos, contados da
data em que entrar em vigor.
Capital nominal é o valor que o título atinge no final do prazo de
capitalização de 10 anos, correspondente ao valor assumido pela provisão
matemática no mesmo prazo final de capitalização e equivalente a 100% do
valor pago, atualizado monetariamente.
Crédito Direto ao Consumidor
O Crédito Direto ao Consumidor é uma linha de empréstimo que está
diretamente ligada à compra de bens. É a linha que se encontra em lojas,
na compra de eletrodomésticos, roupas ou mesmo automóveis. O crédito
pode ser prefixado, quando já se conhece o valor de todas as prestações
no ato da compra, ou pós-fixado, quando o valor das prestações vai sendo
calculado no vencimento das mesmas.
Os prazos de financiamento são os mais variados. Dependem das
condições da economia, do tipo de bem financiado e do fôlego do
comprador. Bens mais caros costumam ter financiamentos por prazos mais
longos. Em períodos de instabilidade econômica, os prazos ficam mais
curtos. E vice-versa, quando há maior estabilidade.
No CDC, um dos maiores cuidados que o comprador deve ter é com as
taxas de juros. Algumas são realmente muito abusivas. Às vezes o custo do
juro nem fica claro para o cliente. O Código de Defesa do Consumidor exige
que a loja informe exatamente o juro que está sendo cobrado do cliente,
mas nem sempre esta disposição é respeitada. Se for financiar, veja se a
taxa de juro cobrada é razoável. Não basta que a prestação caiba no
orçamento.
Muitas lojas oferecem também a alternativa de financiar a compra com
o cheque pré-datado. Neste caso, é o lojista que assume o risco do crédito
junto ao cliente. Muitos clientes preferem o cheque pré-datado para não ter
que enfrentar o cadastro junto à instituição financeira, e porque é mais fácil
de negociar condições fora de padrão.
SEGUROS, PREVIDÊNCIA PRIVADA ABERTA
A previdência privada é uma forma de poupança de longo prazo para
evitar que a pessoa na aposentadoria sofra uma redução muito grande de
sua renda. Qualquer pessoa que receba mais do que o teto de benefício da
Previdência Social (INSS) deve se preocupar em formar uma poupança,
seja através da previdência privada ou de recursos administrados por sua
própria conta.
Tecnicamente falando, o processo de poupança consiste de duas
fases. Na primeira, o poupador acumula um capital. Durante todo esse
processo, este capital receberá rendimentos. Na segunda fase, que
coincide com a aposentadoria para a maioria das pessoas - mas não
necessariamente -, é o momento de receber os benefícios.
Regra geral, nesta fase, o poupador não faz novas acumulações,
embora continue se beneficiando do rendimento sobre o capital acumulado.
Naturalmente, o valor dos benefícios deve ter uma relação de proporção
com o capital acumulado. Quanto maior o capital, maior o benefício.
A forma de fazer este cálculo é bastante complexa, mas, de uma forma
simples, é fácil entender que os saques mensais, aqui chamados de
benefícios, devem ter uma relação com o capital acumulado. Não é
possível fazer saques expressivos sobre o capital sem correr o risco de o
dinheiro poupado acabar muito rápido.
Considera-se contrato de seguro aquele pelo qual uma das partes se
obriga para com outra, mediante a paga de um prêmio, a indenizá-la do
prejuízo resultante de riscos futuros, previstos no contrato (art. 1.432 do
Código Civil). É um contrato formal pois exige-se que seja escrito.
O seguro pode ser firmado por um único documento subscrito por
ambas as partes. Pode dar-se também através da emissão de um simples
bilhete de seguro, como ocorre no seguro obrigatório de veículos. Mas, na
forma mais comum, o segurado assina isoladamente uma proposta de
seguro, recebendo em troca a apólice, que completa o contrato.
 Segurador é o que assume o risco.
 Segurado é o que transfere o risco para o segurador.
 Risco é a exposição de pessoa, coisa ou interesse a dano futuro
e imprevisível. Prêmio é o pagamento que o segurado faz à
seguradora.
 Indenização é a prestação da seguradora ao beneficiário em
caso de sinistro.
 Sinistro é a ocorrência efetiva do dano.
 Estipulante é que, num seguro de vida, institui um terceiro
beneficiário.
 Beneficiário é o que foi nomeado para receber a indenização.
O segurador tem ação regressiva contra o causador do dano, pelo que
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Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização31
efetivamente pagou, até o limite previsto no contrato de seguro.
Há vários tipos de seguros aos quais estamos familiarizados tais como
o seguro de vida, o seguro de veículos, o seguro residencial, seguro-
saúde.
MERCADO DE CAPITAIS:
CONCEITOS
Mercado de ações: é o um subsistema do mercado de capitais, onde
se realizam as operações de compra e venda de ações. Suas funções
principais são: avaliação dos valores transacionados, liquidez e
capitalização das empresas.
Outros conceitos referentes aos mercado de ações:
 Ação: título negociável, representativo de propriedade de uma
fração do capital social de uma sociedade anônima.
 Ação cheia - Ação que ainda não recebeu ou exerceu direitos
(dividendos e/ou bonificações, e/ou subscrições) concedidos pela
empresa emissora.
 Ação endossável - Ação nominativa que pode ser transferida no
Livro de Registro de Ações Nominativas a partir do endosso da
própria cautela.
 Ação escritural - O estatuto da companhia pode autorizar ou
estabelecer que todas as ações da empresa, de uma ou mais
classes, sejam mantidas em constas de depósito, em nome de
seus titulares na instituição que designar, sem emissão de
certificados.
 Ação de fruição - São ações de posse e propriedade dos
fundadores da companhia, já amortizadas, onde o titular recebeu,
antecipadamente, o valor contábil que elas representam. Não são
negociáveis.,
 Ação fungível - Ação que se encontra em custódia em uma
instituição financeira, que fica obrigada a devolver ao depositante a
quantidade de ações recebidas com as modificações resultantes de
alterações no capital social ou no número das ações da companhia
emissora, independentemente do número de ordem das ações ou
dos certificados recebidos em depósito.
 Ação listada em bolsa - Ações de empresas que satisfazem aos
requisitos das Bolsas de Valores para efeito de negociação de seus
títulos em pregão.
 Ação nominativa - Ação que identifica o nome de seu
proprietário. Sua transferência deve ser registrada no livro especial
da empresa, denominado “Livro de Registro de Ações Nominativas.
 Ação ordinária - Ação que tem a característica de conceder a
seu titular o direito de voto em Assembléia.
 Ação preferencial - ação que dá aos seu possuidor prioridade no
recebimento de dividendos e/ou, em caso de dissolução da
empresa, no reembolso do capital. Normalmente não tem direito a
voto em Assembléia.
 Ação com valor nominal - é o valor mencionado na carta de
registro de uma empresa e atribuído a uma ação representativa do
capital.
 Ação sem valor nominal - Ação para a qual não se convenciona
valor de emissão, prevalecendo o preço de mercado por ocasião do
lançamento.
 Ação vazia - Ação que já exerceu os direitos (dividendos/ bon./
subscrição) concedidos pela empresa emissora.
 Comando Acionário - Poder exercido pelo acionista ou grupo
majoritário.
 Acionista - proprietário de uma ou mais ações de uma sociedade
anônima.
 Acionista majoritário - Acionista que detém uma quantidade tal
de ações com direito a voto que lhe permite (dentro da distribuição
vigente de participação acionária) manter o controle acionário de
uma empresa.
 Acionista minoritário - Acionista proprietário de ações com
direito a voto, cujo total não lhe garante o controle da sociedade.
 Bolsa em alta - Diz-se que a bolsa está em alta, quando o índice
médio do dia considerada é superior ao índice médio do dia
anterior.
 Bolsa em baixa - Diz-se que a Bolsa está em baixa, quando o
índice médio do dia considerado é inferior ao índice médio do dia
anterior.
 Bolsa estável - Diz-se que a Bolsa está estável, quando o índice
médio do dia considerado é igual ao índice médio do dia anterior.
 Bolsa de valores - Associação civil sem fins lucrativos. Seu
objetivo básico consiste em manter local adequado ao encontro de
seus membros e 1a realização, entre eles, de transações de
compra e venda de títulos e valores mobiliários, em mercado livre e
aberto, especialmente organização e fiscalizado por seus membros
e pelas autoridades monetárias.
 Índice da Bolsa de Valores - Pode ser definido como o índice da
lucratividade de uma carteira de ações, carteira hipotética e
suposta, como sendo a carteira pertencente ao mercado. Deste
modo, a evolução deste índice mostra a evolução dos ganhos do
mercado, como um todo, e a sua representação gráfica constitui
instrumentos utilizado pelos analistas para avaliação de tendências
futuras dos negócios em Bolsa.
 Mercado aberto: Mercado de compra e venda de títulos públicos
e privados sob a orientação do Banco Central, atuam no mercado
aberto as instituições financeiras que negociam entre si sempre por
telefone, sem necessidade de estarem presentes no mesmo local
(como as Bolsas de valores) para realizarem seus negócios.
 Mapa de controle do movimento de ações - proporciona ao
investidor o controle do movimento de ações de empresas que
integram sua carteira. Deverão ser utilizados tantos mapas quantas
forem as empresas componentes da carteira.
 Mapa de levantamento de posição da carteira de ações. Tem
a finalidade de apurar em um dado momento, o valor da carteira de
ações do investidor, assim como o resultado que ele está tendo no
conjunto de sua ações.
BOLSA DE VALORES
Local onde se negociam títulos emitidos por empresas privadas ou
estatais. O título dá ao portador o direito de propriedade sobre uma quantia
em dinheiro, pela qual responde o emissor do documento. Tais operações
servem para as empresas captarem recursos dos quais não dispõem.
As bolsas de valores têm origem nas feiras de mercadorias da
Antiguidade. Na forma atual surgem em 1487, quando é criada em Bruges,
na Bélgica, a primeira bolsa. Elas facilitam o desenvolvimento econômico
da época, sobretudo por permitir a mobilização de grandes somas de
capitais, essenciais para o financiamento das expedições colonizadoras.
As bolsas de valores funcionam como uma associação, um clube, cujos
sócios são as corretoras de valores. Elas representam os interesses das
empresas e negociam em nome delas. As bolsas negociam ações e
debêntures. O volume maior é o de ações.
Ações –Títulos que indicam a participação do possuidor na propriedade
de uma determinada companhia e lhe dão direito a parte dos lucros. O tipo
e o número de ações adquiridas definem a extensão da participação na
propriedade. Quando uma empresa precisa de recursos, procura uma
corretora de valores credenciada na bolsa, que divide o capital da empresa
em frações. Quando uma empresa passa por esse processo, está abrindo
seu capital e ganha a denominação legal de sociedade anônima. Em
relação aos direitos que conferem, as ações se dividem em dois tipos:
ordinárias e preferenciais. As ordinárias dão direito a voto nas decisões
administrativas importantes, como eleição de diretoria. Mas representam
risco maior. De fato, esses acionistas só recebem os dividendos depois dos
portadores de ações preferenciais. Estes têm prioridade na distribuição de
lucros. Em compensação, não têm direito a voto nas assembléias de
acionistas. O poder de um acionista de influir na administração ou de
receber dividendos, ou as duas coisas, está relacionado à soma de dinheiro
investida na empresa e, portanto, ao número e tipo de ações que possui.
Debênture –A debênture é um título emitido para obtenção de
empréstimos a longo prazo. Ao contrário das ações, representa uma dívida
da empresa, garantida pela hipoteca de seu patrimônio. É utilizada por
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização32
companhias que auferem lucros regularmente e possuem patrimônio sólido.
Pregão –É onde as transações acontecem. Só participam dele
operadores de corretoras credenciadas que negociam verbalmente os
contratos. A oferta e a procura determinam o preço pelo qual um título é
negociado. Assim que se fecha um contrato, os operadores registram a
transação em terminais. A informação vai para um telão que indica a
posição dos títulos. Existem dois tipos de contrato: à vista e a termo. No
primeiro caso, o comprador tem de pagar em três dias. No contrato a termo,
paga em parcelas mensais em até 180 dias.
Dentro do pregão, as ações são classificadas da seguinte maneira: as
ações mais negociadas e com maior valor são chamadas de bluechips ou
de primeira linha. As ações de grandes empresas ou instituições financeiras
são as de segunda linha nobre. As de segunda linha dizem respeito às
empresas de médio e grande porte. E as de terceira linha correspondem a
ações de empresas de pequeno porte. São negociadas somente a longo
prazo, o que lhes confere pouca liquidez.
No final do pregão apura-se um índice que representa o volume de
negócios e a tendência geral do mercado - de queda ou valorização. Esse
índice é calculado com base no comportamento das principais ações
negociadas na bolsa, geralmente bluechips. Para cada ação é conferido um
peso, determinado pelo volume de negócios daquele título. A comparação
das transações naquele dia com o peso (revisto em períodos regulares) dá
um determinado número de pontos. Comparados aos do dia anterior,
resultam numa variação porcentual que traduz o comportamento da bolsa.
/par No Brasil há duas bolsas de valores importantes: em São Paulo e no
Rio de Janeiro. Nelas, a maior parte dos negócios se concentra em poucas
ações, aspecto típico de mercados emergentes. As ações da Telebrás, por
exemplo, representam 50% do movimento da Bolsa de Valores de São
Paulo (Bovespa).
MERCADO À VISTA
Mercado à Vista é aquele onde as liquidações com ações se
processam até cinco dias úteis após a data de realização de uma operação
com ações.
MERCADO A TERMO
Mercado a Termo - onde as liquidações com ações se processam a
prazos determinados, conforme o termo do contrato ( 30, 60, 90 120 e 180
dias)
MERCADO DE OPÇÕES
Mercado de Opções - Instrumento de investimento no mercado de
capitais. A opção de compra de ações é um contrato que confere ao
comprador o direito de adquirir, durante a sua vigência, um lote de ações
de determinada empresa a um preços prefixado. Isto significa, por exemplo,
que alguém paga uma determinada quantia ao proprietário de um lote de
ações para que ele garanta um preço de venda determinado ( fixo) durante
algum tempo. Durante a vigência deste contrato, o comprador poderá, a
qualquer tempo, concretizar o negócio, pagando o preço combinado, ainda
que as ações estejam sendo negociadas a preço superior. Deste modo, a
diferença entre o preço combinado e o preço de mercado das ações é que
vai representar o lucro do comprador.
ADR / IDR / BDR
ADR = “American Depositary Receipts”
IDR = “International Depositary Receipts”
BDR = “Brasilian Depositary Reicepts”.
São certificados de ações ou outros valores mobiliários que são
emitidos no exterior por instituição depositária, com lastro em valores
mobiliários depositados em custódia específica no Brasil.
As disposições mais importantes acerca dos DR’s (Depositary Receipts
= ADR / IDR / BDR) encontram-se na Circular nº2741 do Banco Central do
Brasil. Leia atentamente os artigos abaixo:
Art. 2. O Programa de "Depositary Receipts" deverá ter sido
previamente registrado junto ao Banco Central do Brasil, nos moldes das
disposições contidas no Regulamento Anexo V a Resolução n.1.289, de
20.03.87, e disposições complementares.
Art. 3. As transferências para o exterior, por parte de pessoas físicas
e jurídicas, fundos mútuos de investimento e outras entidades de
investimento coletivo residentes, domiciliados ou com sede no Brasil,
decorrentes de investimentos mediante aquisição de "Depositary Receipts"
representativos de ações emitidas pôr companhias brasileiras, tem como
limite o valor da sua aquisição, em mercado de balcão organizado ou em
bolsa de valores do pais em que emitido o certificado de deposito,
acrescido das despesas correspondentes.
Parágrafo único. Em se caracterizando irregularidade na aquisição a
que se refere o caput deste artigo, a instituição intermediária na compra
de "Depositary Receipts" respondera solidária e ilimitadamente perante o
Banco Central do Brasil pela operação ilegítima.
Art. 4. As pessoas físicas e jurídicas, fundos mútuos de investimento
e outras entidades de investimento coletivo residentes, domiciliados ou
com sede no Brasil, detentoras de valores mobiliários em circulação, podem
efetuar o deposito desses títulos na instituição, no Pais, autorizada pela
Comissão de Valores Mobiliários a prestar serviços de custodia, para o fim
especifico de emissão de "Depositary Receipts" no exterior.
Acerca das ADR’s e IDR’s recomenda-se a leitura atenta da Resolução
1848 do Banco Central do Brasil, que passamos a transcrever
integralmente:
COMPANHIAS ABERTAS E FECHADAS
As Companhias fechadas deverão sempre ter valor nominal. As
abertas não, o mercado é quem vai dizer quanto elas valem.
A Lei nº 6.404/76 ("Lei de Sociedades por Ações") distingui dois tipos
de companhias: (i) as companhias fechadas e (ii) as companhias abertas.
As companhias abertas têm seus valores mobiliários negociados em bolsas
de valores ou no mercado de balcão, sendo-lhes permitido captar recursos
junto ao público investidor.
Em razão da possibilidade de captação de recursos junto ao público
investidor, as companhias abertas submetem-se a uma série de obrigações
específicas, impostas por lei e dispositivos regulamentares, expedidos,
principalmente, pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM (autarquia
federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, criada pela Lei nº 6.385, de
07/12/1986, tendo por objetivo a normatização, a regulamentação, o
desenvolvimento, o controle e a fiscalização do mercado de valores
mobiliários no Brasil), cuja finalidade precípua é a proteção do investidor.
Assim, enquanto as companhias fechadas têm grande liberdade para
estabelecerem suas regras de funcionamento da forma que melhor atenda
aos interesses de seus acionistas, as companhias abertas sofrem
determinadas restrições, gozando de menor flexibilidade para a elaboração
de regras próprias de funcionamento no estatuto social.
As companhias abertas devem, além de respeitar os preceitos da Lei
das Sociedades por Ações, obter os registros necessários para negociação
de seus valores mobiliários em Bolsa de Valores ou no Mercado de Balcão.
Vale notar ainda, que apenas as companhias abertas poderão emitir
recibos de depósitos (DR's), isto é, certificados representativos de suas
ações, para negociação no mercado externo, possibilitando a captação de
recursos de investidores estrangeiros.
MERCADO DE CÂMBIO:
ESTRUTURA
Para fazer pagamentos internacionais, é preciso converter uma moeda
em outra. Quer a transação envolva a compra ou a venda de mercadorias,
turismo ou movimentos de capital para fins de investimento ou arbitragem
de juros, sempre há necessidade de trocar uma moeda por outra. Esta
demanda é atendida pelo mercado de câmbio, que é dominado pelos
bancos comerciais. Embora este mercado seja um mercado de troca de
dinheiro, não há um mercado central como o que existe para ações e
obrigações na Bolsa de Valores de New York ou para grãos no Chicago
Board of Trade. O mercado de câmbio é um mecanismo e não um local. Ele
é bastante informal e não tem horário fixo. Nos Estados Unidos ele é
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização33
composto por aproximadamente 25 bancos e alguns corretores de câmbio.
Fora do Estados Unidos, os principais participantes são os bancos centrais
dos vários países e os grandes bancos comerciais. O comércio é feito por
telefone ou telex. O mercado de câmbio não tem regras por escrito; sua
atividade é conduzida de acordo com os princípios e um código de ética
que evoluíram ao longo do tempo. A principal estrutura do mercado é um
sistema de comunicação direta entre os participantes.
CONCEITOS
Mercado de câmbio é um mercado no qual uma moeda nacional de
um país (por exemplo, o real) é trocada por moeda nacional de outro país
(por exemplo), guardando as devidas proporções de acordo com as
cotações do câmbio na oportunidade em que as moedas são trocadas.
Muitos bancos de todos os países oferecem serviços de câmbio, mas
apenas alguns criam e mantêm um mercado - assumem posição ou
mantêm um estoque de moedas estrangeiras. Estes bancos são realmente
o centro ou o alicerce do mercado de câmbio.
Para oferecer a seus clientes serviços de câmbio, alguns bancos
americanos precisam ter estoques de moedas estrangeiras na forma de
depósitos nos bancos estrangeiros. Estes depósitos ou estoques são
mantidos com a compra e venda de saldo tanto de bancos estrangeiros
quanto de bancos domésticos, pessoas físicas e empresas. Os estoques
também podem ser aumentados com a compra e venda de letras de
câmbio, cheques de viagem, cupons de obrigações, garantias de
dividendos e outros ativos em moeda estrangeira. O valor do estoque e a
variedade de moedas dependem da atividade que um banco tem em uma
determinada moeda. Obviamente, a porcentagem maior do estoque irá para
aquelas moedas que apresentarem maior demanda. Em outras palavras, o
estoque contém moedas dos países com os quais temos comércio, em que
investimos para onde viajamos.
A troca de moedas dá-se conforme o “curso do câmbio”, que exprime o
valor de uma moeda em relação à outra. Num sistema de livre mercado e
sendo a moeda equiparável à mercadoria, a fixação do “curso do câmbio”
deveria dar-se pela lei da oferta e da procura. Entretanto, a relevância
desse tipo de operação levou não só à sua oficialização pelos órgãos
governamentais, como também a que ficasse a eles reservada a função de
fixar o “curso do câmbio”. Entretanto, nos chamados países de “moeda
fraca”, isto é, em que o valor das importações supera o das exportações
viceja o mercado livre, ou paralelo, onde, na realidade, o “curso do câmbio”
é estabelecido pela lei da oferta e da procura.
 Taxa de câmbio é o preço de uma moeda nacional com relação a
outra moeda.
 Tarifa é um imposto sobre bens importados, e pode ser aplicada
sob a forma de uma tarifa específica ou de uma tarifa “ad valorem”.
 Quota é uma restrição na quantidade de um produto que pode ser
importado.
 Reservas cambiais são depósitos em moedas estrangeiras de
posse do governo ou Banco Central.
OPERAÇÕES DE CÂMBIO
O câmbio, no seu conceito mercantil, como já estudamos, consiste na
operação de troca de moeda. Caso a moeda fosse universal, única em
todas as regiões do mundo, não haveria necessidade de efetuar operações
de câmbio.
Entretanto, como sabemos, a moeda única não constitui realidade, e o
que temos é um pluralismo de moedas em que se situam aquelas
conhecidas como moedas arbitráveis - isto é, livremente convertidas em
outras - e moedas não arbitráveis - aquelas que não tem curso livre,
internacional.
Quando se trata de transações comerciais e financeira, entre países de
moeda não conversível, entre si ou com outros de moeda conversível, a
operação se processa através de débitos reembolsáveis ou créditos a
serem liquidados junto a banqueiros de países de moeda conversível.
Pela operação de compra, a instituição adquire moeda estrangeira em
espécie ou crédito existente no exterior, entregando em contrapartida o
equivalente em moeda nacional.
Na operação de venda de câmbio, o banco faz a entrega em espécie,
de moeda ou efetua pagamentos no exterior por conta de um cliente no
país, recebendo em contrapartida, o equivalente em moeda nacional.
Há duas espécies fundamentais de operações de câmbio: o manual
e o escritural.
Operação de câmbio manual é a que consiste na troca imediata da
moeda nacional por estrangeira. Esse tipo de operação atende geralmente
às necessidades das pessoas que se deslocam para o estrangeiro, as
quais, em troca da moeda de seu país, recebem bilhetes de banco ou
cheques de viagem em moeda alienígena. Trata-se como se percebe, de
operação de menor vulto, atendendo às necessidades de turismo ou de
negócio.
As operações de câmbio mais numerosas, e envolvendo importâncias
maiores, são as escriturais, destinadas à exportação e à importação, e que
se perfazem por lançamentos contábeis: “...os bancos negociam haveres
em conta, isto é , vendem a seus clientes nacionais somas descontadas
sobre seus haveres no estrangeiro e recebem, em contrapartida francos.
Em sentido contrário, quando se trata de “repatriar divisas” (em seguida a
uma exportação, por exemplo), a conta do banqueiro francês mantida no
estrangeiro, recebe o equivalente em francos “ (Rodière e Riges-Lange).
Portanto, o banco vende ao interessado, do pais, somas tiradas de
seus haveres no estrangeiro, recebendo moeda nacional, nos casos de
importação. Ou compra a moeda, estrangeira, pagando ao vendedor em
moeda nacional, quando se trata de exportação.
Se as operações de câmbio manual se aperfeiçoam instantaneamente,
ou seja, a vista, as escriturais, praticadas pelos importadores e
exportadores, são geralmente a termo, nas quais o curso do câmbio é
determinado no dia em que a ordem é dada, mas a realização material
permanece em suspenso: a entrega das divisas e seu pagamento são
reportados a uma data ulterior determinada. No caso de inadimplemento do
contrato de câmbio por parte do exportador, que conseguiu o adiantamento
do banco, o instrumento, devidamente protestado servirá para a propositura
da execução contra aquele, desde que as importâncias correspondentes
estejam averbadas no contrato, com anuência do devedor.
De seu lado, o banco incorre em responsabilidade se não se houver
com a devida exação, pois o câmbio é também um serviço que o banco
fornece a seu cliente; na medida em que ele aceitou fornecer esse serviço,
o banco assume uma obrigação de prudência e de diligência: assim, um
banco deve reparar o prejuízo resultante para seu cliente, do fato da
diferença de suas taxas de câmbio quando ele não executou prontamente a
ordem recebida.
Controle de câmbio - as operações de câmbio encontram-se,
atualmente, sob controle oficial, cumprindo ao Banco Central do Brasil não
só autorizá-las, como também fixar as respectivas taxas. O fenômeno da
regulamentação é de âmbito universal, variando seu rigor de país a país.
Com ele se objetiva preservar o valor da moeda nacional, não só pelo
estabelecimento do “curso do câmbio”, como também zelando pelo
equilíbrio no balanço de pagamento. Por isso é que se diz que a
regulamentação do câmbio não preenche seu papel, se não comportar o
controle de todas as relações econômicas e financeiras com o estrangeiro.
Para poder efetuar um tal controle , o Estado se arroga o monopólio das
operações de câmbio. A regulamentação do câmbio exerce uma ação
profunda sobre a economia do país: as trocas de moeda são,
essencialmente, motivadas pelas importações e exportações; a
regulamentação do câmbio conduz o governo a frear umas e estimular as
outras. O turismo, os transportes, os seguros, são igualmente afetados por
esta regulamentação. Não se trata mais nos textos de controle ou
regulamentação do câmbio, mas de controle das relações financeiras com
o estrangeiro. Nesta ordem de procedimento têm sido uma constante, nas
legislações do mundo inteiro, as restrições à importação de divisas, de
mercadorias , ou de ambas, desde 1931, em conseqüência da grave crise
financeira irrompida em 1929.
CONTRATO DE CÂMBIO
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização34
É o documento formal através do qual o comprador do câmbio e o
vendedor (banco) contratam uma operação de câmbio, para entrega pronta
ou futura, permitindo a que tanto comprador como vendedor exerçam seus
direitos, apoiados nesse documento.
Quando se trata do câmbio manual, o contrato tem simples função
estatística já que, operando no “prazo pronto”, a liquidação é imediata .
Obs.: Em câmbio, diz-se “prazo pronto” o câmbio para entrega à vista
ou para liquidação no prazo de dois dias úteis. Nas operações de câmbio
manual, o banco somente opera no prazo “pronto”.
A Circular 2.231 do BACEN fornece a definição do Contrato de
Câmbio: “Define-se contrato de câmbio como o instrumento especial
firmado entre o vendedor e o comprador de moedas estrangeiras, no qual
se mencionam as características das operações de câmbio e as
condições sob as quais se realizam.”
E prossegue a Circular 2231do BACEN: “ 6. O contrato de câmbio
deverá ter impressão legível e não deverá conter qualquer espécie de
rasura ou emenda, ressaltando-se a absoluta importância quanto ao
correto preenchimento dos seus campos e da sua adequada utilização.”
“10. Exclusivamente quanto aos aspectos relacionados com o
acompanhamento e controle do Banco Central do Brasil sobre as
operações de câmbio, deverá ser observado que:
a) a assinatura das partes intervenientes no contrato de câmbio
constitui requisito indispensável na via destinada a instituição
autorizada ou credenciada, negociadora do cambio;
b) deve ser mantida em arquivo uma via original dos contratos de
câmbio, bem como dos demais documentos vinculados à
operação, pelo prazo de 5 (cinco) anos, contados do término do
exercício em que ocorra a liquidação, cancelamento ou baixa,
ressalvadas as operações cuja documentação deva ser mantida
em arquivo por prazo e na forma expressamente prevista em
normativos específicos ou que venham a ser determinadas pelo
Banco Central do Brasil.”
“13. Constarão obrigatoriamente do contrato de cambio, conforme o
caso, as seguintes cláusulas:
a) para todas as contratações:
"Cláusula 1: O presente contrato subordina-se as normas, condições
e exigências legais e regulamentares aplicáveis à matéria".
"Cláusula 2: O(s) registro(s) de exportação / importação constante(s)
no SISCOMEX, quando vinculado(s) à presente operação, passa(m) a
constituir parte integrante do contrato de câmbio que ora se celebra."
b) Na formalização das operações de câmbio de exportação:
"Cláusula 3: o vendedor obriga-se, de forma irrevogável e irretratável,
a entregar ao comprador os documentos referentes a exportação até a
data estipulada para este fim no presente contrato e, respeitada esta, no
prazo máximo de 15 dias corridos contados da data do embarque da
mercadoria, ainda que se trate de embarques parciais. Ocorrendo,
em relação ao último dia previsto para tal fim no presente contrato,
antecipação na entrega dos documentos, o prazo para a liquidação do
câmbio pertinente a tais documentos ficará automaticamente reduzido de
tantos dias quantos forem os da mencionada antecipação e, em
conseqüência, considerar-se-á correspondentemente alterada a data ate a
qual deverá ser liquidado o câmbio, tudo independentemente de aviso ou
formalidade de qualquer espécie.
O não cumprimento pelo vendedor de sua obrigação de entrega, ao
comprador, dos documentos representativos da exportação no prazo
estipulado para tal fim, acarretará, de pleno direito, o vencimento
antecipado das obrigações decorrentes do presente contrato,
independentemente de aviso ou notificação de qualquer espécie, para o
valor correspondente aos documentos não entregues".
c) Na hipótese de remessa direta de documentos pelo exportador, a
cláusula 3 prevista na alínea anterior, deverá ser aditada conforme
indicado a seguir:
"Clausula 4: Em aditamento à clausula 3 do presente contrato, fica
pactuado que os documentos de exportação poderão ser remetidos pelo
vendedor, diretamente ao importador no exterior, hipótese em que o
vendedor se obriga a entregar ao comprador, no prazo estipulado na
referida cláusula 3, o original do saque, exceto quando dispensada sua
emissão por carta de crédito, além de cópias dos documentos
representativos da exportação e da correspondente carta-remessa ao
exterior, a qual deverá conter expressa indicação ao importador
estrangeiro no sentido de que o respectivo pagamento ou aceite somente
poderá ser efetuado através do banqueiro do exterior, nos termos das
instruções a este transmitidas pelo comprador."
d) para as alterações contratuais:
"Clausula 5: A presente alteração subordina-se às normas, condições
e exigências legais e regulamentares aplicáveis à matéria, permanecendo
inalterados os dados constantes do contrato de câmbio descrito acima,
exceto no que expressamente modificado pelo presente instrumento de
alteração".
e) para as transferências para a posição especial:
"Cláusula 6: Valor transferido para posição especial na forma do
disposto no capitulo 5 do regulamento das normas cambiais de
exportação, divulgado pela circular n. 2.231, de 25.09.92".
TIPOS DE CONTRATOS DE CÄMBIO E SUAS APLICAÇÕES
O registro de contratação de câmbio serra efetuado com utilização das
seguintes opções das transações de prefixo PCAM indicadas no item 1
deste titulo:
Contratação:
a) exportação - tipo 01 destinado à contratação de câmbio de
exportação de mercadorias ou de serviços.
b) importação - tipo 02 destinado à contratação de câmbio de
importação de mercadorias, não amparadas em certificados de
registro do Banco Central do Brasil.
c) transferências financeiras do/para o exterior
- compras - tipo 03
- vendas - tipo 04 destinados à contratação de câmbio referente a
operações de natureza financeira, importações financiadas
amparadas em certificados de registro do Banco Central do Brasil,
simbólicas e as de câmbio manual, previstas no mercado de
câmbio de taxas livres.
d) operações de câmbio entre instituições, entre departamentos e de
arbitragens
- compras - tipo 05
- vendas - tipo 06
Restrita a contratação de câmbio:
- entre bancos;
- entre operadores credenciados a operar no mercado de câmbio de
taxas flutuantes;
- entre bancos e operadores credenciados a operar em câmbio no
pais;
- entre departamentos de um mesmo banco no pais;
- de operações de arbitragens no pais e com banqueiros no exterior.
e) alteração de contrato de câmbio
- compras - tipo 07
- vendas - tipo 08
f) cancelamento de contrato de câmbio
- compras - tipo 09
- vendas - tipo 10
SISCOMEX
O SISCOMEX - Sistema Integrado de Comércio Exterior, gerencia
todas as operações referentes à Importação e Exportação. No ambiente de
importação (perfil importador) o SISCOMEX controla a emissão da
Declaração de Importação (DI) e a solicitação dos Licenciamentos de
Importação (LI). No ambiente de exportação (perfil exportador) controla a
emissão do Registro de Exportação (RE) e da Solicitação de Despacho
(SD). As informações da Declaração de Importação são inseridas no
sistema pelo próprio importador ou por seu representante legal
devidamente credenciado pelos Órgãos Gestores. Os dados coletados são
processados pelos computadores servidores do sistema na Rede Serpro de
Teleprocessamento. Efetivado o registro da DI, será emitido o extrato da
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização35
Declaração de Importação, que deverá ser entregue à Aduana, juntamente
com os demais documentos necessários para instrução do despacho.
Concluído o desembaraço, a Receita Federal registrará as informações no
Sistema, possibilitando a emissão do Comprovante de Importação (C.I.) e a
liberação das mercadorias.
OPERAÇÕES COM DERIVATIVOS:
O MERCADO DE DERIVATIVOS - INSTITUIÇÕES
O mercado de derivativos é aquele em que os investidores,
compradores ou vendedores negociam títulos cujos valores dependem de
outros ativos ou variáveis.
As instituições financeiras corretoras, necessariamente são membros
da Bolsa de Valores, devem ser credenciadas pelo Banco Central do Brasil
e pela CVM, podendo negociar valores mobiliários com exclusividade no
pregão.
São modalidades :
 Futuros;
 Termos;
 Opções;
 Swaps.
FUTUROS
O mercado de futuros é onde as liquidações em ações se processa a
prazos predeterminados e com datas de vencimentos prefixadas.
Nas operações a futuro os compromissos são assumidos em lotes
padronizados para liquidação em vencimento predeterminado,
principalmente como substitutos temporários de operações de compra e
venda efetivas a serem realizadas posteriormente. Embora exista a
possibilidade de liquidação por vencimento mediante entrega dos valores
respectivos, destinam-se, principalmente, a serem compensadas antes do
vencimento, mediante operações iguais e de natureza inversa (compra e
venda). O objetivo é reduzir com estas transações, resultados negativos
eventualmente incorridos nos negócios finais. Podem, entretanto, ser
usadas com o objetivo de obter ganhos com as diferenças entre os preços
de compra e venda a futuro.
TERMOS
O mercado a termo - mercado onde as liquidações com ações se
processam a prazos determinados, conforme o termo do contrato ( 30, 60
ou 90 dias).
As operações a termo resultam de um contrato de compra e venda
futura de ações que estabelece a obrigação, por parte do comprador e
vendedor, de liquidarem a operação em determinado prazo de vencimento.
Os prazos mais comuns são os de 30, 60 ou 90 dias.
OPÇÕES
Mercado de Opções - Instrumento de investimento no mercado de
capitais. A opção de compra de ações é um contrato que confere ao
comprador o direito de adquirir, durante a sua vigência, um lote de ações
de determinada empresa a um preço prefixado. Isto significa, por exemplo,
que alguém paga uma determinada quantia ao proprietário de um lote de
ações para que ele garanta um preço de venda determinado (fixo) durante
algum tempo. Durante a vigência deste contrato, o comprador poderá, a
qualquer tempo concretizar o negócio, pagando o preço combinado, ainda
que as ações estejam sendo negociadas a preço superior. Deste modo, a
diferença entre o preço combinado e o preço de mercado das ações é que
vai representar o lucro do comprador.
SWAPS
O termo “swap” significa permuta e designa a combinação de um
deporte com um reporte, ou seja, em operações da espécie onde
compradores e vendedores a vencimentos diferentes são reciprocamente
os mesmos. Além dos benefícios visados em particular, causam os
mesmos resultados positivos de uma das transações em separado.
Previdência privada
Previdência privada, também chamada de Previdência
complementar, é uma forma de seguro contratado para garantir uma renda
ao comprador ou seu beneficiário. O valor do prêmio é aplicado pela
entidade gestora, que com base em cálculos atuariais, determina o valor do
benefício. No Brasil pode ser do tipo aberta ou fechada.
Em resumo, pode-se dizer que é um sistema que acumula recursos
que garantam uma renda mensal no futuro, especialmente no período em
que se deseja parar de trabalhar. Num primeiro momento, era vista como
uma forma uma poupança extra, além da previdência oficial, mas como o
benefício do governo tende a ficar cada vez menor, muitos adquirem um
plano como forma de garantir uma renda razoável ao fim de sua carreira
profissional.
Há dois tipos de plano de previdência no Brasil. A aberta e a fechada.
A aberta, pode ser contratada por qualquer pessoa, enquanto a fechada é
destinada a grupos, como funcionários de uma empresa, por exemplo.
Abaixo, as principais características de cada uma delas:
Previdência Complementar Fechada
Os planos de Previdência Fechados são, necessariamente, destinados
a empresas ou associações, onde o grupo de funcionários ou associados,
contribui para formação de um fundo de pensão, gerido por entidades sem
fins lucrativos. São normatizados pela Secretaria de Previdência
Complementar e fiscalizados pela Superintendência de Previdência Privada
(Previc).
É destinada aos profissionais ligados a empresas, sindicatos ou
entidades de classe. Em linhas gerais, o trabalhador contribui com uma
parte mensal do salário e a empresa banca o restante, valor que
normalmente é dividido em partes iguais. Outras empresas, essas mais
raras, bancam toda a contribuição.
Uma vantagem imediata é a possibilidade de se deduzir
12(doze)porcento da renda bruta na declaração anual do Imposto de
Renda. Estima-se que as empresas de previdência complementar possuam
cerca de 126 mil participantes que já desfrutam de benefícios de
previdência do setor.
Previdência Complementar Aberta
O sistema de previdência aberta é um plano em que qualquer pessoa
(mediante subscrição do risco pelo segurador) pode ingressar,
individualmente. As empresas de previdência aberta são fiscalizadas pela
Susep. No Brasil não é mais possível que um empresa de previdência
privada aberta seja sem fins lucrativos.
É oferecida por seguradoras ou por bancos. Um dos principais
benefícios dos planos abertos é a sua liquidez, já que os depósitos podem
ser sacados a cada dois meses. O número total de participantes de planos
abertos é estimado em 5 milhões de pessoas.
PROVA SIMULADA
1 . (BB - FCC, Escriturário - 2006) Analise:
I. Uma operação de factoring consiste na aquisição de direitos creditórios
resultantes de vendas mercantis a prazo.
II. Os títulos de crédito descontados por meio do factoring servem como
garantia da operação, caso o sacador não realize o pagamento da dívida
no prazo e na forma combinados.
III. O risco de crédito dos títulos que são objeto das operações de factoring
é de responsabilidade da empresa vendedora.
IV. Há incidência de IOF sobre os juros pagos em uma operação de
factoring.
É correto o que consta em
A ) I, apenas.
B ) I, II e III, apenas.
C ) III e IV, apenas.
D ) II, III e IV, apenas.
E ) I, II, III e IV.
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização36
2 .(BANCO DA AMAZÔNIA, Cespe - Técnico Bancário - 2007) No mercado
financeiro, de forma semelhante ao que acontece no mercado de forma
geral, produtos específicos são criados para atenderem a diferentes grupos
de pessoas e a diversas classes sociais. Dessa forma, surgiram produtos
de aplicação financeira, como o recibo de depósito bancário (RDB), o
certificado de depósito bancário (CDB), as cadernetas de poupança, os
fundos mútuos, bem como formas de empréstimos e financiamentos, como
o crédito direto ao consumidor (CDC) e, também, as diversas formas de
prestações de serviços, como a arrecadação de tributos, os bancos
remotos e o dinheiro de plástico, entre outros serviços. Julgue os seguintes
itens em (C) CERTO ou (E) ERRADO, com relação aos serviços e produtos
financeiros.
a) Nos títulos de capitalização, se o investidor não contar com a sorte nos
sorteios, o rendimento do investimento poderá ser inferior ao da caderneta
de poupança.
b) Dinheiro de plástico é gênero da espécie cartão, que pode ser de débito,
de crédito, magnético, entre outras classificações.
c) Por lei, não pode haver período de diferimento, nos planos privados de
aposentadoria.
d) Equalização é uma forma de apoio dado pelo governo federal às
atividades agropecuárias exploradas mediante emprego direto da força de
trabalho do produtor rural e de sua família.
A ) C, E, E, C
B ) C, C, C, E
C ) E, C, E, C
D ) C, C, C, C
E ) C, C, E, C
3 .(BANCO DA AMAZÔNIA, Cespe - Técnico Bancário - 2007) Os bancos
desempenham uma série de atividades negociais, que recebem o nome
técnico de operações bancárias. As operações bancárias são aquelas
economicamente organizadas para a prestação de serviços a um público-
alvo. A função dessas operações é eminentemente creditícia. Então, para
cumprir as suas finalidades econômicas, os bancos realizam operações que
se diversificam com a especificidade de cada cliente. Julgue os itens a
seguir em (C) CERTO ou (E) ERRADO, acerca de operações e produtos
bancários.
a) As contas-correntes são um dos serviços bancários em que o cliente do
banco guarda valores em espécie. As movimentações dessas contas são
feitas, na maioria das vezes, por meio de cartão magnético ou cheque. Nas
movimentações por meio de cheque, o emitente é o credor e o banco é o
devedor.
b) Um banco não pode negar-se a abrir uma conta-salário, mesmo nos
casos em que o cliente esteja incluído no cadastro de emitentes de
cheques sem fundos.
c) O banco não pode cobrar tarifa de manutenção de contas de poupança
se o saldo for superior a R$ 20,00 ou se houver movimentação nos últimos
6 meses.
A ) C, C, C
B ) C, C, E
C ) C, E, C
D ) E, C, C
E ) C, E, E
4 . (BANCO DA AMAZÔNIA, Cespe - Técnico Bancário - 2007) Os bancos
desempenham uma série de atividades negociais, que recebem o nome
técnico de operações bancárias. As operações bancárias são aquelas
economicamente organizadas para a prestação de serviços a um público-
alvo. A função dessas operações é eminentemente creditícia. Então, para
cumprir as suas finalidades econômicas, os bancos realizam operações que
se diversificam com a especificidade de cada cliente. Julgue os itens a
seguir em (C) CERTO ou (E) ERRADO, acerca de operações e produtos
bancários.
a) O depósito bancário pode ocorrer com dinheiro ou com objeto móvel. Em
dinheiro, representa uma operação passiva, e o depósito de coisa móvel,
uma operação acessória, ou seja, uma prestação de serviços.
b) Entre os diversos produtos bancários, incluem-se a letra de câmbio e o
cheque. Uma diferença entre eles é que, enquanto na letra de câmbio o
aceite é facultativo, no cheque, o aceite é obrigatório.
A ) C, C
B ) C, E
C ) E, C
D ) E, E
E ) N.R.A.
5 . (BANCO DA AMAZÔNIA, Cespe - Técnico Bancário - 2007) Os bancos
são instituições empresárias que têm por finalidade a mobilização do
crédito mediante o recebimento, em depósitos, de capitais de terceiros, que
são as operações bancárias passivas, isto é, as fontes de recursos dos
bancos. Por outro lado, os empréstimos são as operações bancárias ativas,
ou seja, as aplicações dos recursos dos bancos. Além dessas operações
(ativas e passivas), há operações acessórias, ou seja, aquelas em que o
banco não está emprestando nem recebendo dinheiro, mas prestando
serviços diversos, tais como recebimentos de contas de luz, água, tributos,
condomínios, transferindo dinheiro de pessoas para pessoas, cofres de
alugueres, custódia de valores etc. Nessas operações, o banco ganha,
principalmente, em tarifas. Acerca das operações e produtos bancários,
julgue os itens subseqüentes em (C) CERTO ou (E) ERRADO.
a) São operações passivas bancárias: RDB, CDB e cheque especial.
b) Nas operações de crédito rural, as garantias reais podem ser
hipotecárias (hipotecas) ou pignoratícias (penhores), não se podendo
acumular as duas garantias em um só contrato.
c) O CDC é um financiamento para aquisição de bens e serviços, não
servindo o próprio bem adquirido como garantia da operação.
A ) C, C, C
B ) C, E, C
C ) E, C, C
D ) E, C, E
E ) E, E, E
6 . (BANCO DA AMAZÔNIA, Cespe - Técnico Bancário - 2007) Os bancos
são instituições empresárias que têm por finalidade a mobilização do
crédito mediante o recebimento, em depósitos, de capitais de terceiros, que
são
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  • 1.
    Escriturário - BB1 BANCODO BRASIL S/A ESCRITURÁRIO ÍNDICE CONHECIMENTOS BÁSICOS PORTUGUÊS: Gramática (fonética, morfologia e sintaxe: construção frasal, concordância, regência, colocação, emprego e acentuação gráfica). ........................................................................................................................................27 Ortografia oficial. ..............................................................................................................................................28 Pontuação. .......................................................................................................................................................32 Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. Concordância nominal e verbal. ..........................44 Regência nominal e verbal. .............................................................................................................................62 Interpretação de textos. Redação. ....................................................................................................................1 Figuras e vícios de linguagem. ........................................................................................................................66 Teoria do Discurso: estruturas narrativas, organização discursiva, enunciações e relações intertextuais. ......1 RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO: Números inteiros e racionais: operações (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação); expres- sões numéricas; múltiplos e divisores de números naturais; problemas. Frações e operações com frações. 1 Números e grandezas proporcionais: razões e proporções; divisão em partes proporcionais; regra de três; porcentagem e problemas............................................................................................................................... 25 Estatística descritiva; distribuição de probabilidade discreta. ..........................................................................32 Juros simples e compostos: capitalização e descontos. .................................................................................30 Taxas de juros: nominal, efetiva, equivalentes, proporcionais, real e aparente. ............................................57 Planos ou Sistemas de Amortização de Empréstimos e Financiamentos. .....................................................58 Cálculo financeiro: custo real efetivo de operações de financiamento, empréstimo e investimento. .............61 Taxas de Retorno. ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO: Sistema financeiro nacional. ..............................................................................................................................1 Dinâmica do mercado. .......................................................................................................................................2 Mercado bancário.............................................................................................................................................16 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CULTURA ORGANIZACIONAL: Conceito de Cultura Organizacional: .................................................................................................................1 Preceitos da Cultura Organizacional. Vantagens e desvantagens da Cultura Organizacional. Características da Cultura Organizacional. Cultura Empresarial. Ética aplicada: ética, moral, valores e virtudes; noções de ética empresarial e profissional. ...........................5 A gestão da ética nas empresas públicas e privadas. ....................................................................................13 Código de Ética do Banco do Brasil (disponível no sítio do BB na internet). ..................................................14 Código de conduta da alta administração pública. ..........................................................................................15 Gestão da Sustentabilidade. ............................................................................................................................20
  • 2.
    Escriturário - BB2 TÉCNICASDE VENDAS: Noções de administração de vendas: planejamento, estratégias, objetivos; análise do mercado, metas. ...... 1 Técnicas de Vendas de Produtos e Serviços financeiros no setor bancário: planejamento, técnicas; motiva- ção para vendas. ...............................................................................................................................................6 Produto, Preço, Praça; Promoção. Vantagem competitiva. ............................................................................12 Noções de Imaterialidade ou intangibilidade, Inseparabilidade e Variabilidade dos produtos bancários. .....13 Manejo de Carteira de Pessoa Física e de Pessoa Jurídica. ..........................................................................14 Noções de Marketing de Relacionamento. Interação entre vendedor e cliente. .............................................16 Qualidade no atendimento a clientes. .............................................................................................................18 Satisfação e retenção de clientes. ...................................................................................................................22 Valor percebido pelo cliente. ...........................................................................................................................25 Código de Proteção e Defesa do Consumidor: Lei nº 8.078/1990 (versão atualizada)...................................26 ATENDIMENTO (focado em vendas): ...............................................................................................................1 Marketing em empresas de serviços. Satisfação, valor e retenção de clientes. Como lidar com a concorrência. Propaganda e promoção. Venda. Telemarketing. ...................................................................................................................................................9 Etiqueta empresarial: comportamento, aparência, cuidados no atendimento pessoal e telefônico. ..............11 Resolução CMN nº 3.849, de 25/03/10 - Dispõe sobre a instituição de componente organizacional de ouvido- ria pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. ..........................................................................................................................................................................19 DOMÍNIO PRODUTIVO DA INFORMÁTICA: Editor de Texto: edição e formatação de textos (operações do menu: Formatar, Inserir tabelas, Exibir - cabe- çalho e rodapé, Arquivo - configurar página e impressão, Ferramentas - ortografia e gramática). ..................1 Microsoft Windows 7 em português: Conhecimentos básicos. Criação de pastas (diretórios), arquivos e ata- lhos, área de trabalho, área de transferência, manipulação de arquivos e pastas. ........................................13 Conceitos de informática, hardware e software. .............................................................................................21 Sistemas operacionais Windows e Linux. Processador de texto (Word e BrOffice.orgWriter) Planilhas eletrô- nicas (Excel e BrOffice.org Calc). ....................................................................................................................29 Editor de Apresentações (PowerPoint e BrOffice.org Impress). .....................................................................54 Conceitos de tecnologias relacionadas à Internet e Intranet, Protocolos Web, World Wide Web, Navegador Internet (Internet Explorer e Mozilla Firefox), busca e pesquisa na Web. Conceitos de tecnologias e ferra- mentas de colaboração, correio eletrônico, grupos de discussão, fóruns e wikis. Conceitos de proteção e segurança, realização de cópias de segurança (backup), vírus e ataques a computadores. Conceitos de organização e de gerenciamento de informações, arquivos, pastas e programas. Conceitos de educação a distância. Conceitos de acesso a distância a computadores. Conceitos de tecnologias e ferramentas multi- mídia, de reprodução de áudio e vídeo. Conhecimentos gerais sobre redes sociais (twitter, facebook, linke- din)....................................................................................................................................................................83 CONHECIMENTOS BANCÁRIOS: Estrutura do Sistema Financeiro Nacional: Conselho Monetário Nacional; COPOM - Comitê de Política Mo- netária. ...............................................................................................................................................................1 Banco Central do Brasil; Comissão de Valores Mobiliários; (Noções gerais). ................................................12 Produtos Bancários: Noções de cartões de crédito e débito, crédito direto ao consumidor, crédito rural, ca- derneta de poupança, capitalização, previdência, investimentos e seguros. .................................................19 Noções do Mercado de capitais e de Câmbio. ................................................................................................62 Garantias do Sistema Financeiro Nacional: aval; fiança; penhor mercantil; alienação fiduciária; hipoteca; fianças bancárias; ............................................................................................................................................69 Fundo Garantidor de Crédito (FGC). ...............................................................................................................72 Crime de lavagem de dinheiro: conceito e etapas. Prevenção e combate ao crime de lavagem de dinheiro: Lei nº 9.613/98 e suas alterações, ..................................................................................................................72 Circular Bacen 3.461/2009 e suas alterações e ..............................................................................................77 Carta-Circular Bacen 2.826/98. .......................................................................................................................81 Autorregulação Bancária. .................................................................................................................................82
  • 3.
    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos A Opção Certa Para a Sua Realização A PRESENTE APOSTILA NÃO ESTÁ VINCULADA A EMPRESA ORGANIZADORA DO CONCURSO PÚBLICO A QUE SE DESTINA, ASSIM COMO SUA AQUISIÇÃO NÃO GARANTE A INSCRIÇÃO DO CANDIDATO OU MESMO O SEU INGRESSO NA CARREIRA PÚBLICA. O CONTEÚDO DESTA APOSTILA ALMEJA ENGLOBAR AS EXIGENCIAS DO EDITAL, PORÉM, ISSO NÃO IMPEDE QUE SE UTILIZE O MANUSEIO DE LIVROS, SITES, JORNAIS, REVISTAS, ENTRE OUTROS MEIOS QUE AMPLIEM OS CONHECIMENTOS DO CANDIDATO, PARA SUA MELHOR PREPARAÇÃO. ATUALIZAÇÕES LEGISLATIVAS, QUE NÃO TENHAM SIDO COLOCADAS À DISPOSIÇÃO ATÉ A DATA DA ELABORAÇÃO DA APOSTILA, PODERÃO SER ENCONTRADAS GRATUITAMENTE NO SITE DA APOSTILAS OPÇÃO, OU NOS SITES GOVERNAMENTAIS. INFORMAMOS QUE NÃO SÃO DE NOSSA RESPONSABILIDADE AS ALTERAÇÕES E RETIFICAÇÕES NOS EDITAIS DOS CONCURSOS, ASSIM COMO A DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DO MATERIAL RETIFICADO, NA VERSÃO IMPRESSA, TENDO EM VISTA QUE NOSSAS APOSTILAS SÃO ELABORADAS DE ACORDO COM O EDITAL INICIAL. QUANDO ISSO OCORRER, INSERIMOS EM NOSSO SITE, www.apostilasopcao.com.br, NO LINK “ERRATAS”, A MATÉRIA ALTERADA, E DISPONIBILIZAMOS GRATUITAMENTE O CONTEÚDO ALTERADO NA VERSÃO VIRTUAL PARA NOSSOS CLIENTES. CASO HAJA ALGUMA DÚVIDA QUANTO AO CONTEÚDO DESTA APOSTILA, O ADQUIRENTE DESTA DEVE ACESSAR O SITE www.apostilasopcao.com.br, E ENVIAR SUA DÚVIDA, A QUAL SERÁ RESPONDIDA O MAIS BREVE POSSÍVEL, ASSIM COMO PARA CONSULTAR ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS E POSSÍVEIS ERRATAS. TAMBÉM FICAM À DISPOSIÇÃO DO ADQUIRENTE DESTA APOSTILA O TELEFONE (11) 2856-6066, DENTRO DO HORÁRIO COMERCIAL, PARA EVENTUAIS CONSULTAS. EVENTUAIS RECLAMAÇÕES DEVERÃO SER ENCAMINHADAS POR ESCRITO, RESPEITANDO OS PRAZOS ESTATUÍDOS NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. É PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTA APOSTILA, DE ACORDO COM O ARTIGO 184 DO CÓDIGO PENAL. APOSTILAS OPÇÃO
  • 4.
    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos A Opção Certa Para a Sua Realização
  • 5.
    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização1 Gramática (fonética, morfologia e sintaxe: construção frasal, concordância, regência, colocação, emprego e acentuação gráfica). Ortografia oficial. Pontuação. Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. Con- cordância nominal e verbal. Regência nominal e verbal. Interpretação de textos. Redação. Figuras e vícios de linguagem. Teoria do Discurso: estruturas narrativas, organização discur- siva, enunciações e relações intertextuais. COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finali- dade a identificação de um leitor autônomo. Portanto, o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de necessitar de um bom léxico internalizado. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento justifica- se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer. Denotação e Conotação Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expres- são gráfica, palavra) e significado, por esta ligação representar uma con- venção. É baseado neste conceito de signo linguístico (significante + signi- ficado) que se constroem as noções de denotação e conotação. O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários, o chamado sentido verdadeiro, real. Já o uso conotativo das palavras é a atribuição de um sentido figurado, fantasioso e que, para sua compreensão, depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determinada construção frasal, uma nova relação entre significante e significado. Os textos literários exploram bastante as construções de base conota- tiva, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações diferenciadas em seus leitores. Ainda com base no signo linguístico, encontra-se o conceito de polis- semia (que tem muitas significações). Algumas palavras, dependendo do contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz ... Neste caso, não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e esclareçam o sentido. Como Ler e Entender Bem um Texto Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extra- em-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe destacar palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para resumir a ideia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça a memória visual, favorecendo o entendimento. Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva, há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes. No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momen- tos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica da fonte e na identificação do autor. A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não, exce- to, errada, respectivamente etc. que fazem diferença na escolha adequa- da. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra alternativa mais completa. Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar ao texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontex- tualização de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para ter ideia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta será mais consciente e segura. Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de texto. Para isso, devemos observar o seguinte: 01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto; 02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o fim, ininterruptamente; 03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo monos umas três vezes ou mais; 04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas; 05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; 06. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor; 07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compre- ensão; 08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto cor- respondente; 09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão; 10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu; 11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa; 12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de lógica objetiva; 13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais; 14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto; 15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta; 16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem; 17. O autor defende ideias e você deve percebê-las; 18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantís- simos na interpretação do texto. Ex.: Ele morreu de fome. de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização do fato (= morte de "ele"). Ex.: Ele morreu faminto. faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava quando morreu.; 19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idei- as estão coordenadas entre si;
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização2 20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. Eraldo Cunegundes ELEMENTOS CONSTITUTIVOS TEXTO NARRATIVO  As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes ou não, for- ças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar dos fatos. Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou heroína, personagem principal da história. O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do prota- gonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal contracena em primeiro plano. As personagens secundárias, que são chamadas também de compar- sas, são os figurantes de influencia menor, indireta, não decisiva na narra- ção. O narrador que está a contar a história também é uma personagem, pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor impor- tância, ou ainda uma pessoa estranha à história. Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de perso- nagem: as planas: que são definidas por um traço característico, elas não alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas tendo uma dimen- são psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações perante os acontecimentos.  Sequência dos fatos (enredo): Enredo é a sequência dos fatos, a trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo po- demos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o climax, o desenlace ou desfecho. Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente, as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre, na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, a história começa a ser narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), ou seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de inte- resses entre as personagens. O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior ten- são do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfecho, ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos.  Os fatos: São os acontecimentos de que as personagens partici- pam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o gê- nero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano constitui uma crônica, o relato de um drama social é um romance social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato central, que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundários, rela- cionados ao principal.  Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos lu- gares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa conter informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas ve- zes, principalmente nos textos literários, essas informações são extensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos narrativo.  Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvolvem-se num determinado tempo, que consiste na identificação do momento, dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade sa- lienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas relações podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos, ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de um fa- to que aconteceu depois. O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tempo material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no seu espírito.  Narrador: observador e personagem: O narrador, como já dis- semos, é a personagem que está a contar a história. A posição em que se coloca o narrador para contar a história constitui o foco, o aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracteri- zado por : - visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o que diz respeito às personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos acon- tecimentos e a narração é feita em 3a pessoa. - visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da narra- tiva que é feito em 1a pessoa. - visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê, aquilo que é observável exteriormente no comportamento da per- sonagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narra- dor é um observador e a narrativa é feita em 3a pessoa.  Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de a- presentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do qual a história está sendo contada. Como já vimos, a narração é feita em 1a pessoa ou 3a pessoa. Formas de apresentação da fala das personagens Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e falam. Há três maneiras de comunicar as falas das personagens.  Discurso Direto: É a representação da fala das personagens atra- vés do diálogo. Exemplo: “Zé Lins continuou: carnaval é festa do povo. O povo é dono da verdade. Vem a polícia e começa a falar em ordem pública. No carna- val a cidade é do povo e de ninguém mais”. No discurso direto é frequente o uso dos verbo de locução ou descendi: dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e etc.; e de travessões. Porém, quando as falas das personagens são curtas ou rápidas os verbos de locução podem ser omitidos.  Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir, com suas próprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens. E- xemplo: “Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passa- dos, os meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade que nos reunia naquele momento, a minha literatura e os me- nos sombrios por vir”.  Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da personagem se mistura à fala do narrador, ou seja, ao fluxo normal da narração. Exemplo: “Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando alto. Quando me viram, sem chapéu, de pijama, por aqueles lugares, deram-me bons-dias desconfiados. Talvez pensassem que estivesse doido. Como poderia andar um homem àquela hora , sem fazer nada de cabeça no tempo, um branco de pés no chão como eles? Só sendo doido mesmo”. (José Lins do Rego) TEXTO DESCRITIVO Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais carac- terísticos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc. As perspectivas que o observador tem do objeto são muito importantes, tanto na descrição literária quanto na descrição técnica. É esta atitude que vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos para que o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma imagem unificada. Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressivamente, vari- ando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a pouco.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização3 Podemos encontrar distinções entre uma descrição literária e outra téc- nica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas:  Descrição Literária: A finalidade maior da descrição literária é transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a subje- tiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas preferên- cias, assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e não o que vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo objeti- vo, fenomênico, ela é exata e dimensional.  Descrição de Personagem: É utilizada para caracterização das personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos, pela enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e temperamen- to, com a finalidade de situar personagens no contexto cultural, so- cial e econômico .  Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, geralmente o observador abrange de uma só vez a globalidade do panorama, para depois aos poucos, em ordem de proximidade, abranger as partes mais típicas desse todo.  Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes dos interiores, dos ambientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma visualização das suas particularidades, de seus traços distintivos e típicos.  Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição movimentada, que se desenvolve progressivamente no tempo. É a descrição de um incêndio, de uma briga, de um naufrágio.  Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características ge- rais da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um vocabu- lário mais preciso, salientando-se com exatidão os pormenores. É predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer convencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanis- mos, a fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc. TEXTO DISSERTATIVO Dissertar significa discutir, expor, interpretar ideias. A dissertação cons- ta de uma série de juízos a respeito de um determinado assunto ou ques- tão, e pressupõe um exame critico do assunto sobre o qual se vai escrever com clareza, coerência e objetividade. A dissertação pode ser argumentativa - na qual o autor tenta persuadir o leitor a respeito dos seus pontos de vista ou simplesmente, ter como finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questão. A linguagem usada é a referencial, centrada na mensagem, enfatizan- do o contexto. Quanto à forma, ela pode ser tripartida em :  Introdução: Em poucas linhas coloca ao leitor os dados funda- mentais do assunto que está tratando. É a enunciação direta e ob- jetiva da definição do ponto de vista do autor.  Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as ideias colo- cadas na introdução serão definidas com os dados mais relevan- tes. Todo desenvolvimento deve estruturar-se em blocos de ideias articuladas entre si, de forma que a sucessão deles resulte num conjunto coerente e unitário que se encaixa na introdução e de- sencadeia a conclusão.  Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela síntese da ideia central. Na conclusão o autor reforça sua opinião, retomando a in- trodução e os fatos resumidos do desenvolvimento do texto. Para haver maior entendimento dos procedimentos que podem ocorrer em um dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, hipótese e opinião. - Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; é a obra ou ação que realmente se praticou. - Hipótese: É a suposição feita acerca de uma coisa possível ou não, e de que se tiram diversas conclusões; é uma afirmação so- bre o desconhecido, feita com base no que já é conhecido. - Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de aprovação ou desaprovação pessoal diante de acontecimentos, pessoas e obje- tos descritos, é um parecer particular, um sentimento que se tem a respeito de algo. O TEXTO ARGUMENTATIVO Baseado em Adilson Citelli A linguagem é capaz de criar e representar realidades, sendo caracte- rizada pela identificação de um elemento de constituição de sentidos. Os discursos verbais podem ser formados de várias maneiras, para dissertar ou argumentar, descrever ou narrar, colocamos em práticas um conjunto de referências codificadas há muito tempo e dadas como estruturadoras do tipo de texto solicitado. Para se persuadir por meio de muitos recursos da língua é necessário que um texto possua um caráter argumentativo/descritivo. A construção de um ponto de vista de alguma pessoa sobre algo, varia de acordo com a sua análise e esta dar-se-á a partir do momento em que a compreensão do conteúdo, ou daquilo que fora tratado seja concretado. A formação discursi- va é responsável pelo emassamento do conteúdo que se deseja transmitir, ou persuadir, e nele teremos a formação do ponto de vista do sujeito, suas análises das coisas e suas opiniões. Nelas, as opiniões o que fazemos é soltar concepções que tendem a ser orientadas no meio em que o indivíduo viva. Vemos que o sujeito lança suas opiniões com o simples e decisivo intuito de persuadir e fazer suas explanações renderem o convencimento do ponto de vista de algo/alguém. Na escrita, o que fazemos é buscar intenções de sermos entendidos e desejamos estabelecer um contato verbal com os ouvintes e leitores, e todas as frases ou palavras articuladas produzem significações dotadas de intencionalidade, criando assim unidades textuais ou discursivas. Dentro deste contexto da escrita, temos que levar em conta que a coerência é de relevada importância para a produção textual, pois nela se dará uma se- quência das ideias e da progressão de argumentos a serem explanadas. Sendo a argumentação o procedimento que tornará a tese aceitável, a apresentação de argumentos atingirá os seus interlocutores em seus objeti- vos; isto se dará através do convencimento da persuasão. Os mecanismos da coesão e da coerência serão então responsáveis pela unidade da for- mação textual. Dentro dos mecanismos coesivos, podem realizar-se em contextos verbais mais amplos, como por jogos de elipses, por força semântica, por recorrências lexicais, por estratégias de substituição de enunciados. Um mecanismo mais fácil de fazer a comunicação entre as pessoas é a linguagem, quando ela é em forma da escrita e após a leitura, (o que ocorre agora), podemos dizer que há de ter alguém que transmita algo, e outro que o receba. Nesta brincadeira é que entra a formação de argumentos com o intuito de persuadir para se qualificar a comunicação; nisto, estes argumentos explanados serão o germe de futuras tentativas da comunica- ção ser objetiva e dotada de intencionalidade, (ver Linguagem e Persua- são). Sabe-se que a leitura e escrita, ou seja, ler e escrever; não tem em sua unidade a mono característica da dominação do idioma/língua, e sim o propósito de executar a interação do meio e cultura de cada indivíduo. As relações intertextuais são de grande valia para fazer de um texto uma alusão à outros textos, isto proporciona que a imersão que os argumentos dão tornem esta produção altamente evocativa. A paráfrase é também outro recurso bastante utilizado para trazer a um texto um aspecto dinâmico e com intento. Juntamente com a paródia, a paráfrase utiliza-se de textos já escritos, por alguém, e que tornam-se algo espetacularmente incrível. A diferença é que muitas vezes a paráfrase não possui a necessidade de persuadir as pessoas com a repetição de argu- mentos, e sim de esquematizar novas formas de textos, sendo estes dife- rentes. A criação de um texto requer bem mais do que simplesmente a junção de palavras a uma frase, requer algo mais que isto. É necessário ter na escolha das palavras e do vocabulário o cuidado de se requisitá-las, bem como para se adotá-las. Um texto não é totalmente auto-explicativo, daí vem a necessidade de que o leitor tenha um emassado em seu histórico uma relação interdiscursiva e intertextual. As metáforas, metomínias, onomatopeias ou figuras de linguagem, en- tram em ação inseridos num texto como um conjunto de estratégias capa- zes de contribuir para os efeitos persuasivos dele. A ironia também é muito
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização4 utilizada para causar este efeito, umas de suas características salientes, é que a ironia dá ênfase à gozação, além de desvalorizar ideias, valores da oposição, tudo isto em forma de piada. Uma das últimas, porém não menos importantes, formas de persuadir através de argumentos, é a Alusão ("Ler não é apenas reconhecer o dito, mais também o não-dito"). Nela, o escritor trabalha com valores, ideias ou conceitos pré estabelecidos, sem porém com objetivos de forma clara e concisa. O que acontece é a formação de um ambiente poético e sugerível, capaz de evocar nos leitores algo, digamos, uma sensação... Texto Base: CITELLI, Adilson; “O Texto Argumentativo” São Paulo SP, Editora ..Scipione, 1994 - 6ª edição. GÊNEROS TEXTUAIS Gêneros textuais são tipos específicos de textos de qualquer natureza, literários ou não. Modalidades discursivas constituem as estruturas e as funções sociais (narrativas, dissertativas, argumentativas, procedimentais e exortativas), utilizadas como formas de organizar a linguagem. Dessa forma, podem ser considerados exemplos de gêneros textuais: anúncios, convites, atas, avisos, programas de auditórios, bulas, cartas, comédias, contos de fadas, convênios, crônicas, editoriais, ementas, ensaios, entrevis- tas, circulares, contratos, decretos, discursos políticos A diferença entre Gênero Textual e Tipologia Textual é, no meu en- tender, importante para direcionar o trabalho do professor de língua na leitura, compreensão e produção de textos1. O que pretendemos neste pequeno ensaio é apresentar algumas considerações sobre Gênero Tex- tual e Tipologia Textual, usando, para isso, as considerações feitas por Marcuschi (2002) e Travaglia (2002), que faz apontamentos questionáveis para o termo Tipologia Textual. No final, apresento minhas considerações a respeito de minha escolha pelo gênero ou pela tipologia. Convém afirmar que acredito que o trabalho com a leitura, compreen- são e a produção escrita em Língua Materna deve ter como meta primordial o desenvolvimento no aluno de habilidades que façam com que ele tenha capacidade de usar um número sempre maior de recursos da língua para produzir efeitos de sentido de forma adequada a cada situação específica de interação humana. Luiz Antônio Marcuschi (UFPE) defende o trabalho com textos na esco- la a partir da abordagem do Gênero Textual Marcuschi não demonstra favorabilidade ao trabalho com a Tipologia Textual, uma vez que, para ele, o trabalho fica limitado, trazendo para o ensino alguns problemas, uma vez que não é possível, por exemplo, ensinar narrativa em geral, porque, embo- ra possamos classificar vários textos como sendo narrativos, eles se con- cretizam em formas diferentes – gêneros – que possuem diferenças especí- ficas. Por outro lado, autores como Luiz Carlos Travaglia (UFUberlândia/MG) defendem o trabalho com a Tipologia Textual. Para o autor, sendo os textos de diferentes tipos, eles se instauram devido à existência de diferen- tes modos de interação ou interlocução. O trabalho com o texto e com os diferentes tipos de texto é fundamental para o desenvolvimento da compe- tência comunicativa. De acordo com as ideias do autor, cada tipo de texto é apropriado para um tipo de interação específica. Deixar o aluno restrito a apenas alguns tipos de texto é fazer com que ele só tenha recursos para atuar comunicativamente em alguns casos, tornando-se incapaz, ou pouco capaz, em outros. Certamente, o professor teria que fazer uma espécie de levantamento de quais tipos seriam mais necessários para os alunos, para, a partir daí, iniciar o trabalho com esses tipos mais necessários. Marcuschi afirma que os livros didáticos trazem, de maneira equivoca- da, o termo tipo de texto. Na verdade, para ele, não se trata de tipo de texto, mas de gênero de texto. O autor diz que não é correto afirmar que a carta pessoal, por exemplo, é um tipo de texto como fazem os livros. Ele atesta que a carta pessoal é um Gênero Textual. O autor diz que em todos os gêneros os tipos se realizam, ocorrendo, muitas das vezes, o mesmo gênero sendo realizado em dois ou mais tipos. Ele apresenta uma carta pessoal3 como exemplo, e comenta que ela pode apresentar as tipologias descrição, injunção, exposição, narração e argu- mentação. Ele chama essa miscelânea de tipos presentes em um gênero de heterogeneidade tipológica. Travaglia (2002) fala em conjugação tipológica. Para ele, dificilmente são encontrados tipos puros. Realmente é raro um tipo puro. Num texto como a bula de remédio, por exemplo, que para Fávero & Koch (1987) é um texto injuntivo, tem-se a presença de várias tipologias, como a descri- ção, a injunção e a predição4. Travaglia afirma que um texto se define como de um tipo por uma questão de dominância, em função do tipo de interlocu- ção que se pretende estabelecer e que se estabelece, e não em função do espaço ocupado por um tipo na constituição desse texto. Quando acontece o fenômeno de um texto ter aspecto de um gênero mas ter sido construído em outro, Marcuschi dá o nome de intertextuali- dade intergêneros. Ele explica dizendo que isso acontece porque ocorreu no texto a configuração de uma estrutura intergêneros de natureza altamen- te híbrida, sendo que um gênero assume a função de outro. Travaglia não fala de intertextualidade intergêneros, mas fala de um intercâmbio de tipos. Explicando, ele afirma que um tipo pode ser usado no lugar de outro tipo, criando determinados efeitos de sentido impossíveis, na opinião do autor, com outro dado tipo. Para exemplificar, ele fala de descrições e comentários dissertativos feitos por meio da narração. Resumindo esse ponto, Marcuschi traz a seguinte configuração teórica:  intertextualidade intergêneros = um gênero com a função de outro  heterogeneidade tipológica = um gênero com a presença de vários tipos Travaglia mostra o seguinte:  conjugação tipológica = um texto apresenta vários tipos  intercâmbio de tipos = um tipo usado no lugar de outro Aspecto interessante a se observar é que Marcuschi afirma que os gê- neros não são entidades naturais, mas artefatos culturais construídos historicamente pelo ser humano. Um gênero, para ele, pode não ter uma determinada propriedade e ainda continuar sendo aquele gênero. Para exemplificar, o autor fala, mais uma vez, da carta pessoal. Mesmo que o autor da carta não tenha assinado o nome no final, ela continuará sendo carta, graças as suas propriedades necessárias e suficientes5.Ele diz, ainda, que uma publicidade pode ter o formato de um poema ou de uma lista de produtos em oferta. O que importa é que esteja fazendo divulgação de produtos, estimulando a compra por parte de clientes ou usuários da- quele produto. Para Marcuschi, Tipologia Textual é um termo que deve ser usado pa- ra designar uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição. Em geral, os tipos textuais abrangem as categorias narração, argumentação, exposição, descrição e injunção (Swa- les, 1990; Adam, 1990; Bronckart, 1999). Segundo ele, o termo Tipologia Textual é usado para designar uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas) (p. 22). Gênero Textual é definido pelo autor como uma noção vaga para os textos materializados encontrados no dia-a-dia e que apresentam caracte- rísticas sócio-comunicativas definidas pelos conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica. Travaglia define Tipologia Textual como aquilo que pode instaurar um modo de interação, uma maneira de interlocução, segundo perspectivas que podem variar. Essas perspectivas podem, segundo o autor, estar ligadas ao produtor do texto em relação ao objeto do dizer quanto ao fa- zer/acontecer, ou conhecer/saber, e quanto à inserção destes no tempo e/ou no espaço. Pode ser possível a perspectiva do produtor do texto dada pela imagem que o mesmo faz do receptor como alguém que concorda ou não com o que ele diz. Surge, assim, o discurso da transformação, quando o produtor vê o receptor como alguém que não concorda com ele. Se o produtor vir o receptor como alguém que concorda com ele, surge o discur- so da cumplicidade. Tem-se ainda, na opinião de Travaglia, uma perspecti- va em que o produtor do texto faz uma antecipação no dizer. Da mesma
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização5 forma, é possível encontrar a perspectiva dada pela atitude comunicativa de comprometimento ou não. Resumindo, cada uma das perspectivas apre- sentadas pelo autor gerará um tipo de texto. Assim, a primeira perspectiva faz surgir os tipos descrição, dissertação, injunção e narração. A segun- da perspectiva faz com que surja o tipo argumentativo stricto sensu6 e não argumentativo stricto sensu. A perspectiva da antecipação faz surgir o tipo preditivo. A do comprometimento dá origem a textos do mundo comentado (comprometimento) e do mundo narrado (não comprometi- mento) (Weirinch, 1968). Os textos do mundo narrado seriam enquadrados, de maneira geral, no tipo narração. Já os do mundo comentado ficariam no tipo dissertação. Travaglia diz que o Gênero Textual se caracteriza por exercer uma função social específica. Para ele, estas funções sociais são pressentidas e vivenciadas pelos usuários. Isso equivale dizer que, intuitivamente, sabe- mos que gênero usar em momentos específicos de interação, de acordo com a função social dele. Quando vamos escrever um e-mail, sabemos que ele pode apresentar características que farão com que ele “funcione” de maneira diferente. Assim, escrever um e-mail para um amigo não é o mesmo que escrever um e-mail para uma universidade, pedindo informa- ções sobre um concurso público, por exemplo. Observamos que Travaglia dá ao gênero uma função social. Parece que ele diferencia Tipologia Textual de Gênero Textual a partir dessa “qualidade” que o gênero possui. Mas todo texto, independente de seu gênero ou tipo, não exerce uma função social qualquer? Marcuschi apresenta alguns exemplos de gêneros, mas não ressalta sua função social. Os exemplos que ele traz são telefonema, sermão, romance, bilhete, aula expositiva, reunião de condomínio, etc. Já Travaglia, não só traz alguns exemplos de gêneros como mostra o que, na sua opinião, seria a função social básica comum a cada um: aviso, comunicado, edital, informação, informe, citação (todos com a função social de dar conhecimento de algo a alguém). Certamente a carta e o e-mail entrariam nessa lista, levando em consideração que o aviso pode ser dado sob a forma de uma carta, e-mail ou ofício. Ele continua exemplificando apresentando a petição, o memorial, o requerimento, o abaixo assinado (com a função social de pedir, solicitar). Continuo colocando a carta, o e- mail e o ofício aqui. Nota promissória, termo de compromisso e voto são exemplos com a função de prometer. Para mim o voto não teria essa fun- ção de prometer. Mas a função de confirmar a promessa de dar o voto a alguém. Quando alguém vota, não promete nada, confirma a promessa de votar que pode ter sido feita a um candidato. Ele apresenta outros exemplos, mas por questão de espaço não colo- carei todos. É bom notar que os exemplos dados por ele, mesmo os que não foram mostrados aqui, apresentam função social formal, rígida. Ele não apresenta exemplos de gêneros que tenham uma função social menos rígida, como o bilhete. Uma discussão vista em Travaglia e não encontrada em Marcuschi7 é a de Espécie. Para ele, Espécie se define e se caracteriza por aspectos formais de estrutura e de superfície linguística e/ou aspectos de conteúdo. Ele exemplifica Espécie dizendo que existem duas pertencentes ao tipo narrativo: a história e a não-história. Ainda do tipo narrativo, ele apresenta as Espécies narrativa em prosa e narrativa em verso. No tipo descritivo ele mostra as Espécies distintas objetiva x subjetiva, estática x dinâmica e comentadora x narradora. Mudando para gênero, ele apresenta a corres- pondência com as Espécies carta, telegrama, bilhete, ofício, etc. No gênero romance, ele mostra as Espécies romance histórico, regionalista, fantásti- co, de ficção científica, policial, erótico, etc. Não sei até que ponto a Espé- cie daria conta de todos os Gêneros Textuais existentes. Será que é possível especificar todas elas? Talvez seja difícil até mesmo porque não é fácil dizer quantos e quais são os gêneros textuais existentes. Se em Travaglia nota-se uma discussão teórica não percebida em Mar- cuschi, o oposto também acontece. Este autor discute o conceito de Domí- nio Discursivo. Ele diz que os domínios discursivos são as grandes esfe- ras da atividade humana em que os textos circulam (p. 24). Segundo infor- ma, esses domínios não seriam nem textos nem discursos, mas dariam origem a discursos muito específicos. Constituiriam práticas discursivas dentro das quais seria possível a identificação de um conjunto de gêneros que às vezes lhes são próprios como práticas ou rotinas comunicativas institucionalizadas. Como exemplo, ele fala do discurso jornalístico, discur- so jurídico e discurso religioso. Cada uma dessas atividades, jornalística, jurídica e religiosa, não abrange gêneros em particular, mas origina vários deles. Travaglia até fala do discurso jurídico e religioso, mas não como Mar- cuschi. Ele cita esses discursos quando discute o que é para ele tipologia de discurso. Assim, ele fala dos discursos citados mostrando que as tipolo- gias de discurso usarão critérios ligados às condições de produção dos discursos e às diversas formações discursivas em que podem estar inseri- dos (Koch & Fávero, 1987, p. 3). Citando Koch & Fávero, o autor fala que uma tipologia de discurso usaria critérios ligados à referência (institucional (discurso político, religioso, jurídico), ideológica (discurso petista, de direita, de esquerda, cristão, etc), a domínios de saber (discurso médico, linguísti- co, filosófico, etc), à inter-relação entre elementos da exterioridade (discur- so autoritário, polêmico, lúdico)). Marcuschi não faz alusão a uma tipologia do discurso. Semelhante opinião entre os dois autores citados é notada quando fa- lam que texto e discurso não devem ser encarados como iguais. Marcus- chi considera o texto como uma entidade concreta realizada materialmente e corporificada em algum Gênero Textual [grifo meu] (p. 24). Discurso para ele é aquilo que um texto produz ao se manifestar em alguma instân- cia discursiva. O discurso se realiza nos textos (p. 24). Travaglia considera o discurso como a própria atividade comunicativa, a própria atividade produtora de sentidos para a interação comunicativa, regulada por uma exterioridade sócio-histórica-ideológica (p. 03). Texto é o resultado dessa atividade comunicativa. O texto, para ele, é visto como uma unidade linguística concreta que é tomada pelos usuários da lín- gua em uma situação de interação comunicativa específica, como uma unidade de sentido e como preenchendo uma função comunicativa reco- nhecível e reconhecida, independentemente de sua extensão (p. 03). Travaglia afirma que distingue texto de discurso levando em conta que sua preocupação é com a tipologia de textos, e não de discursos. Marcus- chi afirma que a definição que traz de texto e discurso é muito mais opera- cional do que formal. Travaglia faz uma “tipologização” dos termos Gênero Textual, Tipolo- gia Textual e Espécie. Ele chama esses elementos de Tipelementos. Justifica a escolha pelo termo por considerar que os elementos tipológicos (Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie) são básicos na construção das tipologias e talvez dos textos, numa espécie de analogia com os ele- mentos químicos que compõem as substâncias encontradas na natureza. Para concluir, acredito que vale a pena considerar que as discussões feitas por Marcuschi, em defesa da abordagem textual a partir dos Gêneros Textuais, estão diretamente ligadas ao ensino. Ele afirma que o trabalho com o gênero é uma grande oportunidade de se lidar com a língua em seus mais diversos usos autênticos no dia-a-dia. Cita o PCN, dizendo que ele apresenta a ideia básica de que um maior conhecimento do funcionamento dos Gêneros Textuais é importante para a produção e para a compreen- são de textos. Travaglia não faz abordagens específicas ligadas à questão do ensino no seu tratamento à Tipologia Textual. O que Travaglia mostra é uma extrema preferência pelo uso da Tipo- logia Textual, independente de estar ligada ao ensino. Sua abordagem parece ser mais taxionômica. Ele chega a afirmar que são os tipos que entram na composição da grande maioria dos textos. Para ele, a questão dos elementos tipológicos e suas implicações com o ensino/aprendizagem merece maiores discussões. Marcuschi diz que não acredita na existência de Gêneros Textuais i- deais para o ensino de língua. Ele afirma que é possível a identificação de gêneros com dificuldades progressivas, do nível menos formal ao mais formal, do mais privado ao mais público e assim por diante. Os gêneros devem passar por um processo de progressão, conforme sugerem Sch- neuwly & Dolz (2004). Travaglia, como afirmei, não faz considerações sobre o trabalho com a
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização6 Tipologia Textual e o ensino. Acredito que um trabalho com a tipologia teria que, no mínimo, levar em conta a questão de com quais tipos de texto deve-se trabalhar na escola, a quais será dada maior atenção e com quais será feito um trabalho mais detido. Acho que a escolha pelo tipo, caso seja considerada a ideia de Travaglia, deve levar em conta uma série de fatores, porém dois são mais pertinentes: a) O trabalho com os tipos deveria preparar o aluno para a composi- ção de quaisquer outros textos (não sei ao certo se isso é possível. Pode ser que o trabalho apenas com o tipo narrativo não dê ao alu- no o preparo ideal para lidar com o tipo dissertativo, e vice-versa. Um aluno que pára de estudar na 5ª série e não volta mais à escola teria convivido muito mais com o tipo narrativo, sendo esse o mais trabalhado nessa série. Será que ele estaria preparado para produ- zir, quando necessário, outros tipos textuais? Ao lidar somente com o tipo narrativo, por exemplo, o aluno, de certa forma, não deixa de trabalhar com os outros tipos?); b) A utilização prática que o aluno fará de cada tipo em sua vida. Acho que vale a pena dizer que sou favorável ao trabalho com o Gêne- ro Textual na escola, embora saiba que todo gênero realiza necessaria- mente uma ou mais sequências tipológicas e que todos os tipos inserem-se em algum gênero textual. Até recentemente, o ensino de produção de textos (ou de redação) era feito como um procedimento único e global, como se todos os tipos de texto fossem iguais e não apresentassem determinadas dificuldades e, por isso, não exigissem aprendizagens específicas. A fórmula de ensino de redação, ainda hoje muito praticada nas escolas brasileiras – que consiste funda- mentalmente na trilogia narração, descrição e dissertação – tem por base uma concepção voltada essencialmente para duas finalidades: a formação de escritores literários (caso o aluno se aprimore nas duas primeiras moda- lidades textuais) ou a formação de cientistas (caso da terceira modalidade) (Antunes, 2004). Além disso, essa concepção guarda em si uma visão equivocada de que narrar e descrever seriam ações mais “fáceis” do que dissertar, ou mais adequadas à faixa etária, razão pela qual esta última tenha sido reservada às séries terminais - tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio. O ensino-aprendizagem de leitura, compreensão e produção de texto pela perspectiva dos gêneros reposiciona o verdadeiro papel do professor de Língua Materna hoje, não mais visto aqui como um especialista em textos literários ou científicos, distantes da realidade e da prática textual do aluno, mas como um especialista nas diferentes modalidades textuais, orais e escritas, de uso social. Assim, o espaço da sala de aula é transformado numa verdadeira oficina de textos de ação social, o que é viabilizado e concretizado pela adoção de algumas estratégias, como enviar uma carta para um aluno de outra classe, fazer um cartão e ofertar a alguém, enviar uma carta de solicitação a um secretário da prefeitura, realizar uma entre- vista, etc. Essas atividades, além de diversificar e concretizar os leitores das produções (que agora deixam de ser apenas “leitores visuais”), permi- tem também a participação direta de todos os alunos e eventualmente de pessoas que fazem parte de suas relações familiares e sociais. A avaliação dessas produções abandona os critérios quase que exclusivamente literá- rios ou gramaticais e desloca seu foco para outro ponto: o bom texto não é aquele que apresenta, ou só apresenta, características literárias, mas aquele que é adequado à situação comunicacional para a qual foi produzi- do, ou seja, se a escolha do gênero, se a estrutura, o conteúdo, o estilo e o nível de língua estão adequados ao interlocutor e podem cumprir a finalida- de do texto. Acredito que abordando os gêneros a escola estaria dando ao aluno a oportunidade de se apropriar devidamente de diferentes Gêneros Textuais socialmente utilizados, sabendo movimentar-se no dia-a-dia da interação humana, percebendo que o exercício da linguagem será o lugar da sua constituição como sujeito. A atividade com a língua, assim, favoreceria o exercício da interação humana, da participação social dentro de uma socie- dade letrada. 1 - Penso que quando o professor não opta pelo trabalho com o gêne- ro ou com o tipo ele acaba não tendo uma maneira muito clara pa- ra selecionar os textos com os quais trabalhará. 2 - Outra discussão poderia ser feita se se optasse por tratar um pou- co a diferença entre Gênero Textual e Gênero Discursivo. 3 - Travaglia (2002) diz que uma carta pode ser exclusivamente des- critiva, ou dissertativa, ou injuntiva, ou narrativa, ou argumentativa. Acho meio difícil alguém conseguir escrever um texto, caracteriza- do como carta, apenas com descrições, ou apenas com injunções. Por outro lado, meio que contrariando o que acabara de afirmar, ele diz desconhecer um gênero necessariamente descritivo. 4 - Termo usado pelas autoras citadas para os textos que fazem pre- visão, como o boletim meteorológico e o horóscopo. 5 - Necessárias para a carta, e suficientes para que o texto seja uma carta. 6 - Segundo Travaglia (1991), texto argumentativo stricto sensu é o que faz argumentação explícita. 7 - Pelo menos nos textos aos quais tive acesso. Sílvio Ribeiro da Sil- va. Texto Literário: expressa a opinião pessoal do autor que também é transmitida através de figuras, impregnado de subjetivismo. Ex: um ro- mance, um conto, uma poesia... Texto não-literário: preocupa-se em transmitir uma mensagem da forma mais clara e objetiva possível. Ex: uma notícia de jornal, uma bula de medicamento. Linguagem Verbal - Existem várias formas de comunicação. Quando o homem se utiliza da palavra, ou seja, da linguagem oral ou escrita,dizemos que ele está utilizando uma linguagem verbal, pois o código usado é a palavra. Tal código está presente, quando falamos com alguém, quando lemos, quando escrevemos. A linguagem verbal é a forma de comunicação mais presente em nosso cotidiano. Mediante a palavra falada ou escrita, expomos aos outros as nossas idéias e pensamentos, comunicando-nos por meio desse código verbal imprescindível em nossas vidas. ela está presente em textos em propagandas; em reportagens (jornais, revistas, etc.); em obras literárias e científicas; na comunicação entre as pessoas; em discursos (Presidente da República, representantes de classe, candidatos a cargos públicos, etc.); e em várias outras situações. Linguagem Não Verbal Observe a figura abaixo, este sinal demonstra que é proibido fumar em um determinado local. A linguagem utilizada é a não-verbal pois não utiliza do código "língua portuguesa" para transmitir que é proibido fumar. Na figura abaixo, percebemos que o semáforo, nos transmite a idéia de atenção, de acordo com a cor apresentada no semáforo, podemos saber se é permitido seguir em frente (verde), se é para ter atenção (amarelo) ou se é proibido seguir em frente (vermelho) naquele instante. Como você percebeu, todas as imagens podem ser facilmente decodificadas. Você notou que em nenhuma delas existe a presença da palavra? O que está presente é outro tipo de código. Apesar de haver ausência da palavra, nós temos uma linguagem, pois podemos decifrar mensagens a partir das imagens. O tipo de linguagem, cujo código não é a palavra, denomina-se linguagem não-verbal, isto é, usam-se outros códigos
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização7 (o desenho, a dança, os sons, os gestos, a expressão fisionômica, as cores) Fonte: www.graudez.com.br TIPOLOGIA TEXTUAL A todo o momento nos deparamos com vários textos, sejam eles verbais e não verbais. Em todos há a presença do discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência daquilo que está sendo transmitido entre os interlocutores. Esses interlocutores são as peças principais em um diálogo ou em um texto escrito, pois nunca escrevemos para nós mesmos, nem mesmo falamos sozinhos. É de fundamental importância sabermos classificar os textos dos quais travamos convivência no nosso dia a dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos textuais e gêneros textuais. Comumente relatamos sobre um acontecimento, um fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa opinião sobre determinado assunto, ou descrevemos algum lugar pelo qual visitamos, e ainda, fazemos um retrato verbal sobre alguém que acabamos de conhecer ou ver. É exatamente nestas situações corriqueiras que classificamos os nossos textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e Dissertação. Para melhor exemplificarmos o que foi dito, tomamos como exemplo um Editorial, no qual o autor expõe seu ponto de vista sobre determinado assunto, uma descrição de um ambiente e um texto literário escrito em prosa. Em se tratando de gêneros textuais, a situação não é diferente, pois se conceituam como gêneros textuais as diversas situações sociocomunciativas que participam da nossa vida em sociedade. Como exemplo, temos: uma receita culinária, um e-mail, uma reportagem, uma monografia, e assim por diante. Respectivamente, tais textos classificar-se- iam como: instrucional, correspondência pessoal (em meio eletrônico), texto do ramo jornalístico e, por último, um texto de cunho científico. Mas como toda escrita perfaz-se de uma técnica para compô-la, é extremamente importante que saibamos a maneira correta de produzir esta gama de textos. À medida que a praticamos, vamos nos aperfeiçoando mais e mais na sua performance estrutural. Por Vânia Duarte O Conto É um relato em prosa de fatos fictícios. Consta de três momentos perfeita- mente diferenciados: começa apresentando um estado inicial de equilíbrio; segue com a intervenção de uma força, com a aparição de um conflito, que dá lugar a uma série de episódios; encerra com a resolução desse conflito que permite, no estágio final, a recuperação do equilíbrio perdido. Todo conto tem ações centrais, núcleos narrativos, que estabelecem entre si uma relação causal. Entre estas ações, aparecem elementos de recheio (secundários ou catalíticos), cuja função é manter o suspense. Tanto os núcleos como as ações secundárias colocam em cena personagens que as cumprem em um determinado lugar e tempo. Para a apresentação das características destes personagens, assim como para as indicações de lugar e tempo, apela-se a recursos descritivos. Um recurso de uso frequente nos contos é a introdução do diálogo das personagens, apresentado com os sinais gráficos correspondentes (os travessões, para indicar a mudança de interlocutor). A observação da coerência temporal permite ver se o autor mantém a linha temporal ou prefere surpreender o leitor com rupturas de tempo na apre- sentação dos acontecimentos (saltos ao passado ou avanços ao futuro). A demarcação do tempo aparece, geralmente, no parágrafo inicial. Os contos tradicionais apresentam fórmulas características de introdução de temporalidade difusa: "Era uma vez...", "Certa vez...". Os tempos verbais desempenham um papel importante na construção e na interpretação dos contos. Os pretéritos imperfeito e o perfeito predominam na narração, enquanto que o tempo presente aparece nas descrições e nos diálogos. O pretérito imperfeito apresenta a ação em processo, cuja incidência chega ao momento da narração: "Rosário olhava timidamente seu pretendente, enquanto sua mãe, da sala, fazia comentários banais sobre a história familiar." O perfeito, ao contrário, apresenta as ações concluídas no passa- do: "De repente, chegou o pai com suas botas sujas de barro, olhou sua filha, depois o pretendente, e, sem dizer nada, entrou furioso na sala". A apresentação das personagens ajusta-se à estratégia da definibilidade: são introduzidas mediante uma construção nominal iniciada por um artigo indefinido (ou elemento equivalente), que depois é substituído pelo definido, por um nome, um pronome, etc.: "Uma mulher muito bonita entrou apressa- damente na sala de embarque e olhou à volta, procurando alguém impaci- entemente. A mulher parecia ter fugido de um filme romântico dos anos 40." O narrador é uma figura criada pelo autor para apresentar os fatos que constituem o relato, é a voz que conta o que está acontecendo. Esta voz pode ser de uma personagem, ou de uma testemunha que conta os fatos na primeira pessoa ou, também, pode ser a voz de uma terceira pessoa que não intervém nem como ator nem como testemunha. Além disso, o narrador pode adotar diferentes posições, diferentes pontos de vista: pode conhecer somente o que está acontecendo, isto é, o que as personagens estão fazendo ou, ao contrário, saber de tudo: o que fazem, pensam, sentem as personagens, o que lhes aconteceu e o que lhes acon- tecerá. Estes narradores que sabem tudo são chamados oniscientes. A Novela É semelhante ao conto, mas tem mais personagens, maior número de complicações, passagens mais extensas com descrições e diálogos. As personagens adquirem uma definição mais acabada, e as ações secundá- rias podem chegar a adquirir tal relevância, de modo que terminam por converter-se, em alguns textos, em unidades narrativas independentes. A Obra Teatral Os textos literários que conhecemos como obras de teatro (dramas, tragé- dias, comédias, etc.) vão tecendo diferentes histórias, vão desenvolvendo diversos conflitos, mediante a interação linguística das personagens, quer dizer, através das conversações que têm lugar entre os participantes nas situações comunicativas registradas no mundo de ficção construído pelo texto. Nas obras teatrais, não existe um narrador que conta os fatos, mas um leitor que vai conhecendo-os através dos diálogos e/ ou monólogos das personagens. Devido à trama conversacional destes textos, torna-se possível encontrar neles vestígios de oralidade (que se manifestam na linguagem espontânea das personagens, através de numerosas interjeições, de alterações da sintaxe normal, de digressões, de repetições, de dêiticos de lugar e tempo. Os sinais de interrogação, exclamação e sinais auxiliares servem para moldar as propostas e as réplicas e, ao mesmo tempo, estabelecem os turnos de palavras. As obras de teatro atingem toda sua potencialidade através da representa- ção cênica: elas são construídas para serem representadas. O diretor e os atores orientam sua interpretação. Estes textos são organizados em atos, que estabelecem a progressão temática: desenvolvem uma unidade informativa relevante para cada conta- to apresentado. Cada ato contém, por sua vez, diferentes cenas, determi- nadas pelas entradas e saídas das personagens e/ou por diferentes qua- dros, que correspondem a mudanças de cenografias. Nas obras teatrais são incluídos textos de trama descritiva: são as chama- das notações cênicas, através das quais o autor dá indicações aos atores sobre a entonação e a gestualidade e caracteriza as diferentes cenografias que considera pertinentes para o desenvolvimento da ação. Estas notações apresentam com frequência orações unimembres e/ou bimembres de predicado não verbal. O Poema Texto literário, geralmente escrito em verso, com uma distribuição espacial muito particular: as linhas curtas e os agrupamentos em estrofe dão rele- vância aos espaços em branco; então, o texto emerge da página com uma silhueta especial que nos prepara para sermos introduzidos nos misteriosos labirintos da linguagem figurada. Pede uma leitura em voz alta, para captar o ritmo dos versos, e promove uma tarefa de abordagem que pretende
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização8 extrair a significação dos recursos estilísticos empregados pelo poeta, quer seja para expressar seus sentimentos, suas emoções, sua versão da realidade, ou para criar atmosferas de mistério de surrealismo, relatar epopeias (como nos romances tradicionais), ou, ainda, para apresentar ensinamentos morais (como nas fábulas). O ritmo - este movimento regular e medido - que recorre ao valor sonoro das palavras e às pausas para dar musicalidade ao poema, é parte essen- cial do verso: o verso é uma unidade rítmica constituída por uma série métrica de sílabas fônicas. A distribuição dos acentos das palavras que compõem os versos tem uma importância capital para o ritmo: a musicali- dade depende desta distribuição. Lembramos que, para medir o verso, devemos atender unicamente à distância sonora das sílabas. As sílabas fônicas apresentam algumas diferenças das sílabas ortográficas. Estas diferenças constituem as chama- das licenças poéticas: a diérese, que permite separar os ditongos em suas sílabas; a sinérese, que une em uma sílaba duas vogais que não constitu- em um ditongo; a sinalefa, que une em uma só sílaba a sílaba final de uma palavra terminada em vogal, com a inicial de outra que inicie com vogal ou h; o hiato, que anula a possibilidade da sinalefa. Os acentos finais também incidem no levantamento das sílabas do verso. Se a última palavra é paro- xítona, não se altera o número de sílabas; se é oxítona, soma-se uma sílaba; se é proparoxítona, diminui-se uma. A rima é uma característica distintiva, mas não obrigatória dos versos, pois existem versos sem rima (os versos brancos ou soltos de uso frequente na poesia moderna). A rima consiste na coincidência total ou parcial dos últimos fonemas do verso. Existem dois tipos de rimas: a consoante (coin- cidência total de vogais e consoante a partir da última vogal acentuada) e a assonante (coincidência unicamente das vogais a partir da última vogal acentuada). A métrica mais frequente dos versos vai desde duas até de- zesseis sílabas. Os versos monossílabos não existem, já que, pelo acento, são considerados dissílabos. As estrofes agrupam versos de igual medida e de duas medidas diferentes combinadas regularmente. Estes agrupamentos vinculam-se à progressão temática do texto: com frequência, desenvolvem uma unidade informativa vinculada ao tema central. Os trabalhos dentro do paradigma e do sintagma, através dos mecanismos de substituição e de combinação, respectivamente, culminam com a criação de metáforas, símbolos, configurações sugestionadoras de vocábulos, metonímias, jogo de significados, associações livres e outros recursos estilísticos que dão ambiguidade ao poema. TEXTOS JORNALÍSTICOS Os textos denominados de textos jornalísticos, em função de seu portador ( jornais, periódicos, revistas), mostram um claro predomínio da função informativa da linguagem: trazem os fatos mais relevantes no momento em que acontecem. Esta adesão ao presente, esta primazia da atualidade, condena-os a uma vida efêmera. Propõem-se a difundir as novidades produzidas em diferentes partes do mundo, sobre os mais variados temas. De acordo com este propósito, são agrupados em diferentes seções: infor- mação nacional, informação internacional, informação local, sociedade, economia, cultura, esportes, espetáculos e entretenimentos. A ordem de apresentação dessas seções, assim como a extensão e o tratamento dado aos textos que incluem, são indicadores importantes tanto da ideologia como da posição adotada pela publicação sobre o tema abor- dado. Os textos jornalísticos apresentam diferentes seções. As mais comuns são as notícias, os artigos de opinião, as entrevistas, as reportagens, as crôni- cas, as resenhas de espetáculos. A publicidade é um componente constante dos jornais e revistas, à medida que permite o financiamento de suas edições. Mas os textos publicitários aparecem não só nos periódicos como também em outros meios ampla- mente conhecidos como os cartazes, folhetos, etc.; por isso, nos referire- mos a eles em outro momento. Em geral, aceita-se que os textos jornalísticos, em qualquer uma de suas seções, devem cumprir certos requisitos de apresentação, entre os quais destacamos: uma tipografia perfeitamente legível, uma diagramação cuida- da, fotografias adequadas que sirvam para complementar a informação linguística, inclusão de gráficos ilustrativos que fundamentam as explica- ções do texto. É pertinente observar como os textos jornalísticos distribuem-se na publica- ção para melhor conhecer a ideologia da mesma. Fundamentalmente, a primeira página, as páginas ímpares e o extremo superior das folhas dos jornais trazem as informações que se quer destacar. Esta localização antecipa ao leitor a importância que a publicação deu ao conteúdo desses textos. O corpo da letra dos títulos também é um indicador a considerar sobre a posição adotada pela redação. A Notícia Transmite uma nova informação sobre acontecimentos, objetos ou pessoas. As notícias apresentam-se como unidades informativas completas, que contêm todos os dados necessários para que o leitor compreenda a infor- mação, sem necessidade ou de recorrer a textos anteriores (por exemplo, não é necessário ter lido os jornais do dia anterior para interpretá-la), ou de ligá-la a outros textos contidos na mesma publicação ou em publicações similares. É comum que este texto use a técnica da pirâmide invertida: começa pelo fato mais importante para finalizar com os detalhes. Consta de três partes claramente diferenciadas: o título, a introdução e o desenvolvimento. O título cumpre uma dupla função - sintetizar o tema central e atrair a atenção do leitor. Os manuais de estilo dos jornais (por exemplo: do Jornal El País, 1991) sugerem geralmente que os títulos não excedam treze palavras. A introdução contém o principal da informação, sem chegar a ser um resumo de todo o texto. No desenvolvimento, incluem-se os detalhes que não aparecem na introdução. A notícia é redigida na terceira pessoa. O redator deve manter-se à mar- gem do que conta, razão pela qual não é permitido o emprego da primeira pessoa do singular nem do plural. Isso implica que, além de omitir o eu ou o nós, também não deve recorrer aos possessivos (por exemplo, não se referirá à Argentina ou a Buenos Aires com expressões tais como nosso país ou minha cidade). Esse texto se caracteriza por sua exigência de objetividade e veracidade: somente apresenta os dados. Quando o jornalista não consegue comprovar de forma fidedigna os dados apresentados, costuma recorrer a certas fórmulas para salvar sua responsabilidade: parece, não está descartado que. Quando o redator menciona o que foi dito por alguma fonte, recorre ao discurso direto, como, por exemplo: O ministro afirmou: "O tema dos aposentados será tratado na Câmara dos Deputados durante a próxima semana . O estilo que corresponde a este tipo de texto é o formal. Nesse tipo de texto, são empregados, principalmente, orações enunciativas, breves, que respeitam a ordem sintática canônica. Apesar das notícias preferencialmente utilizarem os verbos na voz ativa, também é frequente o uso da voz passiva: Os delinquentes foram perseguidos pela polícia; e das formas impessoais: A perseguição aos delinquentes foi feita por um patrulheiro. A progressão temática das notícias gira em tomo das perguntas o quê? quem? como? quando? por quê e para quê?. O Artigo de Opinião Contém comentários, avaliações, expectativas sobre um tema da atualida- de que, por sua transcendência, no plano nacional ou internacional, já é considerado, ou merece ser, objeto de debate. Nessa categoria, incluem-se os editoriais, artigos de análise ou pesquisa e as colunas que levam o nome de seu autor. Os editoriais expressam a posição adotada pelo jornal ou revista em concordância com sua ideologia, enquanto que os artigos assinados e as colunas transmitem as opiniões de seus redatores, o que pode nos levar a encontrar, muitas vezes, opiniões divergentes e até antagônicas em uma mesma página.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização9 Embora estes textos possam ter distintas superestruturas, em geral se organizam seguindo uma linha argumentativa que se inicia com a identifica- ção do tema em questão, acompanhado de seus antecedentes e alcance, e que segue com uma tomada de posição, isto é, com a formulação de uma tese; depois, apresentam-se os diferentes argumentos de forma a justificar esta tese; para encerrar, faz-se uma reafirmação da posição adotada no início do texto. A efetividade do texto tem relação direta não só com a pertinência dos argumentos expostos como também com as estratégias discursivas usadas para persuadir o leitor. Entre estas estratégias, podemos encontrar as seguintes: as acusações claras aos oponentes, as ironias, as insinuações, as digressões, as apelações à sensibilidade ou, ao contrário, a tomada de distância através do uso das construções impessoais, para dar objetividade e consenso à análise realizada; a retenção em recursos descritivos - deta- lhados e precisos, ou em relatos em que as diferentes etapas de pesquisa estão bem especificadas com uma minuciosa enumeração das fontes da informação. Todos eles são recursos que servem para fundamentar os argumentos usados na validade da tese. A progressão temática ocorre geralmente através de um esquema de temas derivados. Cada argumento pode encerrar um tópico com seus respectivos comentários. Estes artigos, em virtude de sua intencionalidade informativa, apresentam uma preeminência de orações enunciativas, embora também incluam, com frequência, orações dubitativas e exortativas devido à sua trama argumen- tativa. As primeiras servem para relativizar os alcances e o valor da infor- mação de base, o assunto em questão; as últimas, para convencer o leitor a aceitar suas premissas como verdadeiras. No decorrer destes artigos, opta-se por orações complexas que incluem proposições causais para as fundamentações, consecutivas para dar ênfase aos efeitos, concessivas e condicionais. Para interpretar estes textos, é indispensável captar a postura ideológica do autor, identificar os interesses a que serve e precisar sob que circunstâncias e com que propósito foi organizada a informação exposta. Para cumprir os requisitos desta abordagem, necessitaremos utilizar estratégias tais como a referência exofórica, a integração crítica dos dados do texto com os recolhidos em outras fontes e a leitura atenta das entrelinhas a fim de converter em explícito o que está implícito. Embora todo texto exija para sua interpretação o uso das estratégias men- cionadas, é necessário recorrer a elas quando estivermos frente a um texto de trama argumentativa, através do qual o autor procura que o leitor aceite ou avalie cenas, ideias ou crenças como verdadeiras ou falsas, cenas e opiniões como positivas ou negativas. A Reportagem É uma variedade do texto jornalístico de trama conversacional que, para informar sobre determinado tema, recorre ao testemunho de uma figura- chave para o conhecimento deste tópico. A conversação desenvolve-se entre um jornalista que representa a publica- ção e um personagem cuja atividade suscita ou merece despertar a aten- ção dos leitores. A reportagem inclui uma sumária apresentação do entrevistado, realizada com recursos descritivos, e, imediatamente, desenvolve o diálogo. As perguntas são breves e concisas, à medida que estão orientadas para divulgar as opiniões e ideias do entrevistado e não as do entrevistador. A Entrevista Da mesma forma que reportagem, configura-se preferentemente mediante uma trama conversacional, mas combina com frequência este tecido com fios argumentativos e descritivos. Admite, então, uma maior liberdade, uma vez que não se ajusta estritamente à fórmula pergunta-resposta, mas detém-se em comentários e descrições sobre o entrevistado e transcreve somente alguns fragmentos do diálogo, indicando com travessões a mu- dança de interlocutor. É permitido apresentar uma introdução extensa com os aspectos mais significativos da conversação mantida, e as perguntas podem ser acompanhadas de comentários, confirmações ou refutações sobre as declarações do entrevistado. Por tratar-se de um texto jornalístico, a entrevista deve necessariamente incluir um tema atual, ou com incidência na atualidade, embora a conversa- ção possa derivar para outros temas, o que ocasiona que muitas destas entrevistas se ajustem a uma progressão temática linear ou a temas deri- vados. Como ocorre em qualquer texto de trama conversacional, não existe uma garantia de diálogo verdadeiro; uma vez que se pode respeitar a vez de quem fala, a progressão temática não se ajusta ao jogo argumentativo de propostas e de réplicas. TEXTOS DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA Esta categoria inclui textos cujos conteúdos provêm do campo das ciências em geral. Os referentes dos textos que vamos desenvolver situam-se tanto nas Ciências Sociais como nas Ciências Naturais. Apesar das diferenças existentes entre os métodos de pesquisa destas ciências, os textos têm algumas características que são comuns a todas suas variedades: neles predominam, como em todos os textos informativos, as orações enunciativas de estrutura bimembre e prefere-se a ordem sintática canônica (sujeito-verbo-predicado). Incluem frases claras, em que não há ambiguidade sintática ou semântica, e levam em consideração o significado mais conhecido, mais difundido das palavras. O vocabulário é preciso. Geralmente, estes textos não incluem vocábulos a que possam ser atribuídos um multiplicidade de significados, isto é, evitam os termos polissêmicos e, quando isso não é possível, estabelecem medi- ante definições operatórias o significado que deve ser atribuído ao termo polissêmico nesse contexto. A Definição Expande o significado de um termo mediante uma trama descritiva, que determina de forma clara e precisa as características genéricas e diferenci- ais do objeto ao qual se refere. Essa descrição contém uma configuração de elementos que se relacionam semanticamente com o termo a definir através de um processo de sinonímia. Recordemos a definição clássica de "homem", porque é o exemplo por excelência da definição lógica, uma das construções mais generalizadas dentro deste tipo de texto: O homem é um animal racional. A expansão do termo "homem" - "animal racional" - apresenta o gênero a que pertence, "animal", e a diferença específica, "racional": a racionalidade é o traço que nos permite diferenciar a espécie humana dentro do gênero animal. Usualmente, as definições incluídas nos dicionários, seus portadores mais qualificados, apresentam os traços essenciais daqueles a que se referem: Fiscis (do lat. piscis). s.p.m. Astron. Duodécimo e último signo ou parte do Zodíaco, de 30° de amplitude, que o Sol percorre aparentemente antes de terminar o inverno. Como podemos observar nessa definição extraída do Dicionário de La Real Academia Espa1ioJa (RAE, 1982), o significado de um tema base ou introdução desenvolve-se através de uma descrição que contém seus traços mais relevantes, expressa, com frequência, através de orações unimembres, constituídos por construções endocêntricas (em nosso exem- plo temos uma construção endocêntrica substantiva - o núcleo é um subs- tantivo rodeado de modificadores "duodécimo e último signo ou parte do Zodíaco, de 30° de amplitude..."), que incorporam maior informação medi- ante proposições subordinadas adjetivas: "que o Sol percorre aparentemen- te antes de terminar o inverno". As definições contêm, também, informações complementares relacionadas, por exemplo, com a ciência ou com a disciplina em cujo léxico se inclui o termo a definir (Piscis: Astron.); a origem etimológica do vocábulo ("do lat. piscis"); a sua classificação gramatical (s.p.m.), etc. Essas informações complementares contêm frequentemente abreviaturas, cujo significado aparece nas primeiras páginas do Dicionário: Lat., Latim; Astron., Astronomia; s.p.m., substantivo próprio masculino, etc. O tema-base (introdução) e sua expansão descritiva - categorias básicas da estrutura da definição - distribuem-se espacialmente em blocos, nos quais diferentes informações costumam ser codificadas através de tipografias diferentes (negrito para o vocabulário a definir; itálico para as etimologias,
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização10 etc.). Os diversos significados aparecem demarcados em bloco mediante barras paralelas e /ou números. Prorrogar (Do Jat. prorrogare) V.t.d. l. Continuar, dilatar, estender uma coisa por um período determinado. 112. Ampliar, prolongar 113. Fazer continuar em exercício; adiar o término de. A Nota de Enciclopédia Apresenta, como a definição, um tema-base e uma expansão de trama descritiva; porém, diferencia-se da definição pela organização e pela ampli- tude desta expansão. A progressão temática mais comum nas notas de enciclopédia é a de temas derivados: os comentários que se referem ao tema-base constituem- se, por sua vez, em temas de distintos parágrafos demarcados por subtítu- los. Por exemplo, no tema República Argentina, podemos encontrar os temas derivados: traços geológicos, relevo, clima, hidrografia, biogeografia, população, cidades, economia, comunicação, transportes, cultura, etc. Estes textos empregam, com frequência, esquemas taxionômicos, nos quais os elementos se agrupam em classes inclusivas e incluídas. Por exemplo: descreve-se "mamífero" como membro da classe dos vertebra- dos; depois, são apresentados os traços distintivos de suas diversas varie- dades: terrestres e aquáticos. Uma vez que nestas notas há predomínio da função informativa da lingua- gem, a expansão é construída sobre a base da descrição científica, que responde às exigências de concisão e de precisão. As características inerentes aos objetos apresentados aparecem através de adjetivos descritivos - peixe de cor amarelada escura, com manchas pretas no dorso, e parte inferior prateada, cabeça quase cônica, olhos muito juntos, boca oblíqua e duas aletas dorsais - que ampliam a base informativa dos substantivos e, como é possível observar em nosso exemplo, agregam qualidades próprias daquilo a que se referem. O uso do presente marca a temporalidade da descrição, em cujo tecido predominam os verbos estáticos - apresentar, mostrar, ter, etc. - e os de ligação - ser, estar, parecer, etc. O Relato de Experimentos Contém a descrição detalhada de um projeto que consiste em manipular o ambiente para obter uma nova informação, ou seja, são textos que descrevem experimentos. O ponto de partida destes experimentos é algo que se deseja saber, mas que não se pode encontrar observando as coisas tais como estão; é neces- sário, então, estabelecer algumas condições, criar certas situações para concluir a observação e extrair conclusões. Muda-se algo para constatar o que acontece. Por exemplo, se se deseja saber em que condições uma planta de determinada espécie cresce mais rapidamente, pode-se colocar suas sementes em diferentes recipientes sob diferentes condições de luminosidade; em diferentes lugares, areia, terra, água; com diferentes fertilizantes orgânicos, químicos etc., para observar e precisar em que circunstâncias obtém-se um melhor crescimento. A macroestrutura desses relatos contém, primordialmente, duas categorias: uma corresponde às condições em que o experimento se realiza, isto é, ao registro da situação de experimentação; a outra, ao processo observado. Nesses textos, então, são utilizadas com frequência orações que começam com se (condicionais) e com quando (condicional temporal): Se coloco a semente em um composto de areia, terra preta, húmus, a planta crescerá mais rápido. Quando rego as plantas duas vezes ao dia, os talos começam a mostrar manchas marrons devido ao excesso de umidade. Estes relatos adotam uma trama descritiva de processo. A variável tempo aparece através de numerais ordinais: Em uma primeira etapa, é possível observar... em uma segunda etapa, aparecem os primeiros brotos ...; de advérbios ou de locuções adverbiais: Jogo, antes de, depois de, no mesmo momento que, etc., dado que a variável temporal é um componente essen- cial de todo processo. O texto enfatiza os aspectos descritivos, apresenta as características dos elementos, os traços distintivos de cada uma das etapas do processo. O relato pode estar redigido de forma impessoal: coloca-se, colocado em um recipiente ... Jogo se observa/foi observado que, etc., ou na primeira pessoa do singular, coloco/coloquei em um recipiente ... Jogo obser- vo/observei que ... etc., ou do plural: colocamos em um recipiente... Jogo observamos que... etc. O uso do impessoal enfatiza a distância existente entre o experimentador e o experimento, enquanto que a primeira pessoa, do plural e do singular enfatiza o compromisso de ambos. A Monografia Este tipo de texto privilegia a análise e a crítica; a informação sobre um determinado tema é recolhida em diferentes fontes. Os textos monográficos não necessariamente devem ser realizados com base em consultas bibliográficas, uma vez que é possível terem como fonte, por exemplo, o testemunho dos protagonistas dos fatos, testemunhos qualificados ou de especialistas no tema. As monografias exigem uma seleção rigorosa e uma organização coerente dos dados recolhidos. A seleção e organização dos dados servem como indicador do propósito que orientou o trabalho. Se pretendemos, por exem- plo, mostrar que as fontes consultadas nos permitem sustentar que os aspectos positivos da gestão governamental de um determinado persona- gem histórico têm maior relevância e valor do que os aspectos negativos, teremos de apresentar e de categorizar os dados obtidos de tal forma que esta valorização fique explícita. Nas monografias, é indispensável determinar, no primeiro parágrafo, o tema a ser tratado, para abrir espaço à cooperação ativa do leitor que, conjugan- do seus conhecimentos prévios e seus propósitos de leitura, fará as primei- ras antecipações sobre a informação que espera encontrar e formulará as hipóteses que guiarão sua leitura. Uma vez determinado o tema, estes textos transcrevem, mediante o uso da técnica de resumo, o que cada uma das fontes consultadas sustenta sobre o tema, as quais estarão listadas nas referências bibliográficas, de acordo com as normas que regem a apresentação da bibliografia. O trabalho intertextual (incorporação de textos de outros no tecido do texto que estamos elaborando) manifesta-se nas monografias através de cons- truções de discurso direto ou de discurso indireto. Nas primeiras, incorpora-se o enunciado de outro autor, sem modificações, tal como foi produzido. Ricardo Ortiz declara: "O processo da economia dirigida conduziu a uma centralização na Capital Federal de toda tramitação referente ao comércio exterior'] Os dois pontos que prenunciam a palavra de outro, as aspas que servem para demarcá-la, os traços que incluem o nome do autor do texto citado, 'o processo da economia dirigida - declara Ricardo Ortiz - conduziu a uma centralização...') são alguns dos sinais que distinguem frequentemente o discurso direto. Quando se recorre ao discurso indireto, relata-se o que foi dito por outro, em vez de transcrever textualmente, com a inclusão de elementos subordi- nadores e dependendo do caso - as conseguintes modificações, pronomes pessoais, tempos verbais, advérbios, sinais de pontuação, sinais auxiliares, etc. Discurso direto: ‘Ás raízes de meu pensamento – afirmou Echeverría - nutrem-se do liberalismo’ Discurso indireto: 'Écheverría afirmou que as raízes de seu pensamento nutriam -se do liberalismo' Os textos monográficos recorrem, com frequência, aos verbos discendi (dizer, expressar, declarar, afirmar, opinar, etc.), tanto para introduzir os enunciados das fontes como para incorporar os comentários e opiniões do emissor. Se o propósito da monografia é somente organizar os dados que o autor recolheu sobre o tema de acordo com um determinado critério de classifi- cação explícito (por exemplo, organizar os dados em tomo do tipo de fonte consultada), sua efetividade dependerá da coerência existente entre os dados apresentados e o princípio de classificação adotado. Se a monografia pretende justificar uma opinião ou validar uma hipótese, sua efetividade, então, dependerá da confiabilidade e veracidade das fontes consultadas, da consistência lógica dos argumentos e da coerência estabe- lecida entre os fatos e a conclusão.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização11 Estes textos podem ajustar-se a diferentes esquemas lógicos do tipo problema /solução, premissas /conclusão, causas / efeitos. Os conectores lógicos oracionais e extra-oracionais são marcas linguísticas relevantes para analisar as distintas relações que se estabelecem entre os dados e para avaliar sua coerência. A Biografia É uma narração feita por alguém acerca da vida de outra(s) pessoa(s). Quando o autor conta sua própria vida, considera-se uma autobiografia. Estes textos são empregados com frequência na escola, para apresentar ou a vida ou algumas etapas decisivas da existência de personagens cuja ação foi qualificada como relevante na história. Os dados biográficos ordenam-se, em geral, cronologicamente, e, dado que a temporalidade é uma variável essencial do tecido das biografias, em sua construção, predominam recursos linguísticos que asseguram a conectivi- dade temporal: advérbios, construções de valor semântico adverbial (Seus cinco primeiros anos transcorreram na tranquila segurança de sua cidade natal Depois, mudou-se com a família para La Prata), proposições tempo- rais (Quando se introduzia obsessivamente nos tortuosos caminhos da novela, seus estudos de física ajudavam-no a reinstalar-se na realidade), etc. A veracidade que exigem os textos de informação científica manifesta-se nas biografias através das citações textuais das fontes dos dados apresen- tados, enquanto a ótica do autor é expressa na seleção e no modo de apresentação destes dados. Pode-se empregar a técnica de acumulação simples de dados organizados cronologicamente, ou cada um destes dados pode aparecer acompanhado pelas valorações do autor, de acordo com a importância que a eles atribui. Atualmente, há grande difusão das chamadas "biografias não autorizadas" de personagens da política, ou do mundo da Arte. Uma característica que parece ser comum nestas biografias é a intencionalidade de revelar a personagem através de uma profusa acumulação de aspectos negativos, especialmente aqueles que se relacionam a defeitos ou a vícios altamente reprovados pela opinião pública. TEXTOS INSTRUCIONAIS Estes textos dão orientações precisas para a realização das mais diversas atividades, como jogar, preparar uma comida, cuidar de plantas ou animais domésticos, usar um aparelho eletrônico, consertar um carro, etc. Dentro desta categoria, encontramos desde as mais simples receitas culinárias até os complexos manuais de instrução para montar o motor de um avião. Existem numerosas variedades de textos instrucionais: além de receitas e manuais, estão os regulamentos, estatutos, contratos, instruções, etc. Mas todos eles, independente de sua complexidade, compartilham da função apelativa, à medida que prescrevem ações e empregam a trama descritiva para representar o processo a ser seguido na tarefa empreendida. A construção de muitos destes textos ajusta-se a modelos convencionais cunhados institucionalmente. Por exemplo, em nossa comunidade, estão amplamente difundidos os modelos de regulamentos de co-propriedade; então, qualquer pessoa que se encarrega da redação de um texto deste tipo recorre ao modelo e somente altera os dados de identificação para introduzir, se necessário, algumas modificações parciais nos direitos e deveres das partes envolvidas. Em nosso cotidiano, deparamo-nos constantemente com textos instrucio- nais, que nos ajudam a usar corretamente tanto um processador de alimen- tos como um computador; a fazer uma comida saborosa, ou a seguir uma dieta para emagrecer. A habilidade alcançada no domínio destes textos incide diretamente em nossa atividade concreta. Seu emprego frequente e sua utilidade imediata justificam o trabalho escolar de abordagem e de produção de algumas de suas variedades, como as receitas e as instru- ções. As Receitas e as Instruções Referimo-nos às receitas culinárias e aos textos que trazem instruções para organizar um jogo, realizar um experimento, construir um artefato, fabricar um móvel, consertar um objeto, etc. Estes textos têm duas partes que se distinguem geralmente a partir da especialização: uma, contém listas de elementos a serem utilizados (lista de ingredientes das receitas, materiais que são manipulados no experimen- to, ferramentas para consertar algo, diferentes partes de um aparelho, etc.), a outra, desenvolve as instruções. As listas, que são similares em sua construção às que usamos habitual- mente para fazer as compras, apresentam substantivos concretos acompa- nhados de numerais (cardinais, partitivos e múltiplos). As instruções configuram-se, habitualmente, com orações bimembres, com verbos no modo imperativo (misture a farinha com o fermento), ou orações unimembres formadas por construções com o verbo no infinitivo (misturar a farinha com o açúcar). Tanto os verbos nos modos imperativo, subjuntivo e indicativo como as construções com formas nominais gerúndio, particípio, infinitivo aparecem acompanhados por advérbios palavras ou por locuções adverbiais que expressam o modo como devem ser realizadas determinadas ações (sepa- re cuidadosamente as claras das gemas, ou separe com muito cuidado as claras das gemas). Os propósitos dessas ações aparecem estruturados visando a um objetivo (mexa lentamente para diluir o conteúdo do pacote em água fria), ou com valor temporal final (bata o creme com as claras até que fique numa consistência espessa). Nestes textos inclui-se, com fre- quência, o tempo do receptor através do uso do dêixis de lugar e de tempo: Aqui, deve acrescentar uma gema. Agora, poderá mexer novamente. Neste momento, terá que correr rapidamente até o lado oposto da cancha. Aqui pode intervir outro membro da equipe. TEXTOS EPISTOLARES Os textos epistolares procuram estabelecer uma comunicação por escrito com um destinatário ausente, identificado no texto através do cabeçalho. Pode tratar-se de um indivíduo (um amigo, um parente, o gerente de uma empresa, o diretor de um colégio), ou de um conjunto de indivíduos desig- nados de forma coletiva (conselho editorial, junta diretora). Estes textos reconhecem como portador este pedaço de papel que, de forma metonímica, denomina-se carta, convite ou solicitação, dependendo das características contidas no texto. Apresentam uma estrutura que se reflete claramente em sua organização espacial, cujos componentes são os seguintes: cabeçalho, que estabelece o lugar e o tempo da produção, os dados do destinatário e a forma de tratamento empregada para estabelecer o contato: o corpo, parte do texto em que se desenvolve a mensagem, e a despedida, que inclui a saudação e a assinatura, através da qual se introduz o autor no texto. O grau de familiaridade existente entre emissor e destinatário é o princípio que orienta a escolha do estilo: se o texto é dirigido a um familiar ou a um amigo, opta- se por um estilo informal; caso contrário, se o destinatário é desconhecido ou ocupa o nível superior em uma relação assimétrica (empregador em relação ao empregado, diretor em relação ao aluno, etc.), impõe-se o estilo formal. A Carta As cartas podem ser construídas com diferentes tramas (narrativa e argu- mentativa), em tomo das diferentes funções da linguagem (informativa, expressiva e apelativa). Referimo-nos aqui, em particular, às cartas familiares e amistosas, isto é, aqueles escritos através dos quais o autor conta a um parente ou a um amigo eventos particulares de sua vida. Estas cartas contêm acontecimen- tos, sentimentos, emoções, experimentados por um emissor que percebe o receptor como ‘cúmplice’, ou seja, como um destinatário comprometido afetivamente nessa situação de comunicação e, portanto, capaz de extrair a dimensão expressiva da mensagem. Uma vez que se trata de um diálogo à distância com um receptor conheci- do, opta-se por um estilo espontâneo e informal, que deixa transparecer marcas da oraljdade: frases inconclusas, nas quais as reticências habilitam múltiplas interpretações do receptor na tentativa de concluí-las; perguntas que procuram suas respostas nos destinatários; perguntas que encerram em si suas próprias respostas (perguntas retóricas); pontos de exclamação que expressam a ênfase que o emissor dá a determinadas expressões que refletem suas alegrias, suas preocupações, suas dúvidas.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização12 Estes textos reúnem em si as diferentes classes de orações. As enunciati- vas, que aparecem nos fragmentos informativos, alternam-se com as dubitativas, desiderativas, interrogativas, exclamativas, para manifestar a subjetividade do autor. Esta subjetividade determina também o uso de diminutivos e aumentativos, a presença frequente de adjetivos qualificati- vos, a ambiguidade lexical e sintática, as repetições, as interjeições. A Solicitação É dirigida a um receptor que, nessa situação comunicativa estabelecida pela carta, está revestido de autoridade à medida que possui algo ou tem a possibilidade de outorgar algo que é considerado valioso pelo emissor: um emprego, uma vaga em uma escola, etc. Esta assimetria entre autor e leitor um que pede e outro que pode ceder ou não ao pedido, — obriga o primeiro a optar por um estilo formal, que recorre ao uso de fórmulas de cortesia já estabelecidas convencionalmente para a abertura e encerramento (atenciosamente ..com votos de estima e conside- ração . . . / despeço-me de vós respeitosamente . ../ Saúdo-vos com o maior respeito), e às frases feitas com que se iniciam e encerram-se estes textos (Dirijo-me a vós a fim de solicitar-lhe que ... O abaixo-assinado, Antônio Gonzalez, D.NJ. 32.107 232, dirigi-se ao Senhor Diretor do Instituto Politécnico a fim de solicitar-lhe...) As solicitações podem ser redigidas na primeira ou terceira pessoa do singular. As que são redigidas na primeira pessoa introduzem o emissor através da assinatura, enquanto que as redigidas na terceira pessoa identi- ficam-no no corpo do texto (O abaixo assinado, Juan Antonio Pérez, dirige- se a...). A progressão temática dá-se através de dois núcleos informativos: o primei- ro determina o que o solicitante pretende; o segundo, as condições que reúne para alcançar aquilo que pretende. Estes núcleos, demarcados por frases feitas de abertura e encerramento, podem aparecer invertidos em algumas solicitações, quando o solicitante quer enfatizar suas condições; por isso, as situa em um lugar preferencial para dar maior força à sua apelação. Essas solicitações, embora cumpram uma função apelativa, mostram um amplo predomínio das orações enunciativas complexas, com inclusão tanto de proposições causais, consecutivas e condicionais, que permitem desen- volver fundamentações, condicionamentos e efeitos a alcançar, como de construções de infinitivo ou de gerúndio: para alcançar essa posição, o solicitante lhe apresenta os seguintes antecedentes... (o infinitivo salienta os fins a que se persegue), ou alcançando a posição de... (o gerúndio enfatiza os antecedentes que legitimam o pedido). A argumentação destas solicitações institucionalizaram-se de tal maneira que aparece contida nas instruções de formulários de emprego, de solicita- ção de bolsas de estudo, etc. Texto extraído de: ESCOLA, LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS, Ana Maria Kaufman, Artes Médicas, Porto Alegre, RS. Variação (linguística) Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. A variação de uma língua é o modo pelo qual ela se diferencia, sistemática e coerentemente, de acordo com o contexto histórico, geográfico e sócio-cultural no qual os falantes dessa língua se manifestam verbalmente. Conceito Variedade é um conceito maior do que estilo de prosa ou estilo de linguagem. Alguns escritores de sociolinguística usam o termo leto, aparentemente um processo de criação de palavras para termos específicos, são exemplos dessas variações:  dialetos (variação diatópica), isto é, variações faladas por comunidades geograficamente definidas. o idioma é um termo intermediário na distinção dialeto-linguagem e é usado para se referir ao sistema comunicativo estudado (que poderia ser chamado tanto de um dialeto ou uma linguagem) quando sua condição em relação a esta distinção é irrelevante (sendo, portanto, um sinônimo para linguagem num sentido mais geral);  socioletos, isto é, variações faladas por comunidades socialmente definidas  linguagem padrão ou norma padrão, padronizada em função da comunicação pública e da educação  idioletos, isto é, uma variação particular a uma certa pessoa  registros (ou diátipos), isto é, o vocabulário especializado e/ou a gramática de certas atividades ou profissões  etnoletos, para um grupo étnico  ecoletes, um idioleto adotado por uma casa Variações como dialetos, idioletos e socioletos podem ser distinguidos não apenas por seu vocabulário, mas também por diferenças na gramática, na fonologia e na versificação. Por exemplo, o sotaque de palavras tonais nas línguas escandinavas tem forma diferente em muitos dialetos. Um outro exemplo é como palavras estrangeiras em diferentes socioletos variam em seu grau de adaptação à fonologia básica da linguagem. Certos registros profissionais, como o chamado legalês, mostram uma variação na gramática da linguagem padrão. Por exemplo, jornalistas ou advogados ingleses frequentemente usam modos gramaticais, como o modo subjuntivo, que não são mais usados com frequência por outros falantes. Muitos registros são simplesmente um conjunto especializado de termos (veja jargão). É uma questão de definição se gíria e calão podem ser considerados como incluídos no conceito de variação ou de estilo. Coloquialismos e expressões idiomáticas geralmente são limitadas como variações do léxico, e de, portanto, estilo. Espécies de variação Variação histórica Acontece ao longo de um determinado período de tempo, pode ser identificada ao se comparar dois estados de uma língua Portuguêsa. O processo de mudança é gradual: uma variante inicialmente utilizada por um grupo restrito de falantes passa a ser adotada por indivíduos socioeconomicamente mais expressivos. A forma antiga permanece ainda entre as gerações mais velhas, período em que as duas variantes convivem; porém com o tempo a nova variante torna-se normal na fala, e finalmente consagra-se pelo uso na modalidade escrita. As mudanças podem ser de grafia ou de significado. Variação geográfica Trata das diferentes formas de pronúncia, vocabulário e estrutura sintática entre regiões. Dentro de uma comunidade mais ampla, formam-se comunidades linguísticas menores em torno de centros polarizadores , política e economia, que acabam por definir os padrões linguísticos utilizados na região de sua influência e as diferenças linguísticas entre as regiões são graduais, nem sempre coincidindo. Variação social Agrupa alguns fatores de diversidade:o nível sócio-econômico, determinado pelo meio social onde vive um indivíduo; o grau de educação; a idade e o gênero. A variação social não compromete a compreensão entre indivíduos, como poderia acontecer na variação regional; o uso de certas variantes pode indicar qual o nível sócio-econômico de uma pessoa, e há a possibilidade de alguém oriundo de um grupo menos favorecido atingir o padrão de maior prestígio. Variação estilística Considera um mesmo indivíduo em diferentes circunstâncias de comunicação: se está em um ambiente familiar, profissional, o grau de intimidade, o tipo de assunto tratado e quem são os receptores. Sem levar em conta as graduações intermediárias, é possível identificar dois limites extremos de estilo: o informal, quando há um mínimo de reflexão do indivíduo sobre as normas linguísticas, utilizado nas conversações imediatas do cotidiano; e o formal, em que o grau de reflexão é máximo, utilizado em conversações que não são do dia-a-dia e cujo conteúdo é mais elaborado e complexo. Não se deve confundir o estilo formal e informal com
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização13 língua escrita e falada, pois os dois estilos ocorrem em ambas as formas de comunicação. As diferentes modalidades de variação linguística não existem isoladamente, havendo um inter-relacionamento entre elas: uma variante geográfica pode ser vista como uma variante social, considerando-se a migração entre regiões do país. Observa-se que o meio rural, por ser menos influenciado pelas mudanças da sociedade, preserva variantes antigas. O conhecimento do padrão de prestígio pode ser fator de mobilidade social para um indivíduo pertencente a uma classe menos favorecida. Bibliografia CAMACHO, R. (1988). A variação linguística. In: Subsídios à proposta curricular de Língua Portuguesa para o 1º e 2º graus. Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, p. 29-41. Norma culta Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Norma culta é o conjunto de práticas linguísticas pertencentes ao lugar ou à classe social de maior prestígio num determinado país. Segundo o Instituto Camões, a norma culta do português europeu é "o dialeto da região que abrange Lisboa e Coimbra", enquanto que a do português brasileiro é "a fala do Rio e de S. Paulo". A noção de norma Chama-se norma um determinado agrupamento de variantes linguísticas de uma mesma língua. Variantes ou variedades linguísticas são as diferentes formas de se falar dentro de uma mesma língua, que dependem das condições sociais, culturais, regionais e históricas de seus falantes. Dentre estas variantes, temos a norma chamada culta ou padrão, que adquiriu maior prestígio social por ser a variante vigente no lugar ou na classe social mais prestigiosa do país. Ela é a variedade linguística ensinada na escola, contida na maior parte dos livros, revistas, textos científicos e em alguns programas de televisão. As demais variantes, como a regional, a gíria, o jargão de grupos ou profissões (a linguagem dos policiais, dos jogadores de futebol, dos metaleiros, dos surfistas), chamam- se, genericamente, de dialeto popular ou linguagem popular. Propósito da língua A língua que utilizamos não transmite apenas nossas idéias, transmite também um conjunto de informações sobre nós mesmos. Certas palavras e construções que empregamos acabam denunciando quem somos socialmente, ou seja, em que região do país nascemos, qual nosso nível social e escolar, nossa formação e, às vezes, até nossos valores, círculo de amizades e hobbies, como skate, rock, surfe, etc. O uso da língua também pode informar nossa timidez, sobre nossa capacidade de nos adaptarmos e situações novas, nossa insegurança, etc. A língua é um poderoso instrumento de ação social. Ela pode tanto facilitar quanto dificultar o nosso relacionamento com as pessoas e com a sociedade em geral. Língua culta na escola O ensino da língua culta, na escola, não tem a finalidade de condenar ou eliminar a língua que falamos em nossa família ou em nossa comunidade. Ao contrário, o domínio da língua culta, somado ao domínio de outras variedades linguísticas, torna-nos mais preparados para nos comunicarmos. Saber usar bem uma língua equivale a saber empregá-la de modo adequado às mais diferentes situações sociais de que participamos. Graus de formalismo As variações entre os níveis formal e informal da língua são chamadas de registros, que dependem do grau de formalismo existente na situação de comunicação; do modo de expressão, isto é, se se trata de um registro formal ou escrito; da sintonia entre interlocutores, que envolve aspectos como graus de cortesia, deferência, tecnicidade (domínio de um vocabulário específico de algum campo científico, por exemplo). O registro coloquial caracteriza-se por não ter planejamento prévio, construções gramaticais mais livres, repetições frequentes, frases curtas e conectores simples. O registro informal, pelo uso de ortografia simplificada, de construções simples. Este último é geralmente usado entre membros de uma mesma família ou entre amigos. COESÃO E COERÊNCIA Diogo Maria De Matos Polónio Introdução Este trabalho foi realizado no âmbito do Seminário Pedagógico sobre Pragmática Linguística e Os Novos Programas de Língua Portuguesa, sob orientação da Professora-Doutora Ana Cristina Macário Lopes, que decor- reu na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Procurou-se, no referido seminário, refletir, de uma forma geral, sobre a incidência das teorias da Pragmática Linguística nos programas oficiais de Língua Portuguesa, tendo em vista um esclarecimento teórico sobre deter- minados conceitos necessários a um ensino qualitativamente mais válido e, simultaneamente, uma vertente prática pedagógica que tem necessaria- mente presente a aplicação destes conhecimentos na situação real da sala de aula. Nesse sentido, este trabalho pretende apresentar sugestões de aplica- ção na prática docente quotidiana das teorias da pragmática linguística no campo da coerência textual, tendo em conta as conclusões avançadas no referido seminário. Será, no entanto, necessário reter que esta pequena reflexão aqui a- presentada encerra em si uma minúscula partícula de conhecimento no vastíssimo universo que é, hoje em dia, a teoria da pragmática linguística e que, se pelo menos vier a instigar um ponto de partida para novas reflexões no sentido de auxiliar o docente no ensino da língua materna, já terá cum- prido honestamente o seu papel. Coesão e Coerência Textual Qualquer falante sabe que a comunicação verbal não se faz geralmen- te através de palavras isoladas, desligadas umas das outras e do contexto em que são produzidas. Ou seja, uma qualquer sequência de palavras não constitui forçosamente uma frase. Para que uma sequência de morfemas seja admitida como frase, torna- se necessário que respeite uma certa ordem combinatória, ou seja, é preciso que essa sequência seja construÍda tendo em conta o sistema da língua. Tal como um qualquer conjunto de palavras não forma uma frase, tam- bém um qualquer conjunto de frases não forma, forçosamente, um texto. Precisando um pouco mais, um texto, ou discurso, é um objeto materia- lizado numa dada língua natural, produzido numa situação concreta e pressupondo os participantes locutor e alocutário, fabricado pelo locutor através de uma seleção feita sobre tudo o que é dizível por esse locutor, numa determinada situação, a um determinado alocutário1. Assim, materialidade linguística, isto é, a língua natural em uso, os có- digos simbólicos, os processos cognitivos e as pressuposições do locutor sobre o saber que ele e o alocutário partilham acerca do mundo são ingre- dientes indispensáveis ao objeto texto. Podemos assim dizer que existe um sistema de regras interiorizadas por todos os membros de uma comunidade linguística. Este sistema de regras de base constitui a competência textual dos sujeitos, competência essa que uma gramática do texto se propõe modelizar. Uma tal gramática fornece, dentro de um quadro formal, determinadas regras para a boa formação textual. Destas regras podemos fazer derivar certos julgamentos de coerência textual. Quanto ao julgamento, efetuado pelos professores, sobre a coerência nos textos dos seus alunos, os trabalhos de investigação concluem que as intervenções do professor a nível de incorreções detectadas na estrutura da frase são precisamente localizadas e assinaladas com marcas convencio- nais; são designadas com recurso a expressões técnicas (construção,
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização14 conjugação) e fornecem pretexto para pôr em prática exercícios de corre- ção, tendo em conta uma eliminação duradoura das incorreções observa- das. Pelo contrário, as intervenções dos professores no quadro das incorre- ções a nível da estrutura do texto, permite-nos concluir que essas incorre- ções não são designadas através de vocabulário técnico, traduzindo, na maior parte das vezes, uma impressão global da leitura (incompreensível; não quer dizer nada). Para além disso, verificam-se práticas de correção algo brutais (refazer; reformular) sendo, poucas vezes, acompanhadas de exercícios de recupe- ração. Esta situação é pedagogicamente penosa, uma vez que se o professor desconhece um determinado quadro normativo, encontra-se reduzido a fazer respeitar uma ordem sobre a qual não tem nenhum controle. Antes de passarmos à apresentação e ao estudo dos quatro princípios de coerência textual, há que esclarecer a problemática criada pela dicoto- mia coerência/coesão que se encontra diretamente relacionada com a dicotomia coerência macro-estrutural/coerência micro-estrutural. Mira Mateus considera pertinente a existência de uma diferenciação entre coerência textual e coesão textual. Assim, segundo esta autora, coesão textual diz respeito aos processos linguísticos que permitem revelar a inter-dependência semântica existente entre sequências textuais: Ex.: Entrei na livraria mas não comprei nenhum livro. Para a mesma autora, coerência textual diz respeito aos processos mentais de apropriação do real que permitem inter-relacionar sequências textuais: Ex.: Se esse animal respira por pulmões, não é peixe. Pensamos, no entanto, que esta distinção se faz apenas por razões de sistematização e de estruturação de trabalho, já que Mira Mateus não hesita em agrupar coesão e coerência como características de uma só propriedade indispensável para que qualquer manifestação linguística se transforme num texto: a conetividade2. Para Charolles não é pertinente, do ponto de vista técnico, estabelecer uma distinção entre coesão e coerência textuais, uma vez que se torna difícil separar as regras que orientam a formação textual das regras que orientam a formação do discurso. Além disso, para este autor, as regras que orientam a micro-coerência são as mesmas que orientam a macro-coerência textual. Efetivamente, quando se elabora um resumo de um texto obedece-se às mesmas regras de coerência que foram usadas para a construção do texto original. Assim, para Charolles, micro-estrutura textual diz respeito às relações de coerência que se estabelecem entre as frases de uma sequência textual, enquanto que macro-estrutura textual diz respeito às relações de coerência existentes entre as várias sequências textuais. Por exemplo:  Sequência 1: O António partiu para Lisboa. Ele deixou o escritório mais cedo para apanhar o comboio das quatro horas.  Sequência 2: Em Lisboa, o António irá encontrar-se com ami- gos.Vai trabalhar com eles num projeto de uma nova companhia de teatro. Como micro-estruturas temos a sequência 1 ou a sequência 2, enquan- to que o conjunto das duas sequências forma uma macro-estrutura. Vamos agora abordar os princípios de coerência textual3: 1. Princípio da Recorrência4: para que um texto seja coerente, torna-se necessário que comporte, no seu desenvolvimento linear, elementos de recorrência restrita. Para assegurar essa recorrência a língua dispõe de vários recursos: - pronominalizações, - expressões definidas5, - substituições lexicais, - retomas de inferências. Todos estes recursos permitem juntar uma frase ou uma sequência a uma outra que se encontre próxima em termos de estrutura de texto, reto- mando num elemento de uma sequência um elemento presente numa sequência anterior: a)-Pronominalizações: a utilização de um pronome torna possível a re- petição, à distância, de um sintagma ou até de uma frase inteira. O caso mais frequente é o da anáfora, em que o referente antecipa o pronome. Ex.: Uma senhora foi assassinada ontem. Ela foi encontrada estrangu- lada no seu quarto. No caso mais raro da catáfora, o pronome antecipa o seu referente. Ex.: Deixe-me confessar-lhe isto: este crime impressionou-me. Ou ain- da: Não me importo de o confessar: este crime impressionou-me. Teremos, no entanto, que ter cuidado com a utilização da catáfora, pa- ra nos precavermos de enunciados como este: Ele sabe muito bem que o João não vai estar de acordo com o António. Num enunciado como este, não há qualquer possibilidade de identificar ele com António. Assim, existe apenas uma possibilidade de interpretação: ele dirá respeito a um sujeito que não será nem o João nem o António, mas que fará parte do conhecimento simultâneo do emissor e do receptor. Para que tal aconteça, torna-se necessário reformular esse enunciado: O António sabe muito bem que o João não vai estar de acordo com ele. As situações de ambiguidade referencial são frequentes nos textos dos alunos. Ex.: O Pedro e o meu irmão banhavam-se num rio. Um homem estava também a banhar-se. Como ele sabia nadar, ensinou-o. Neste enunciado, mesmo sem haver uma ruptura na continuidade se- quencial, existem disfunções que introduzem zonas de incerteza no texto: ele sabia nadar(quem?), ele ensinou-o (quem?; a quem?) b)-Expressões Definidas: tal como as pronominalizações, as expres- sões definidas permitem relembrar nominalmente ou virtualmente um elemento de uma frase numa outra frase ou até numa outra sequência textual. Ex.: O meu tio tem dois gatos. Todos os dias caminhamos no jardim. Os gatos vão sempre conosco. Os alunos parecem dominar bem esta regra. No entanto, os problemas aparecem quando o nome que se repete é imediatamente vizinho daquele que o precede. Ex.: A Margarida comprou um vestido. O vestido é colorido e muito ele- gante. Neste caso, o problema resolve-se com a aplicação de deíticos contex- tuais. Ex.: A Margarida comprou um vestido. Ele é colorido e muito elegante. Pode também resolver-se a situação virtualmente utilizando a elipse. Ex.: A Margarida comprou um vestido. É colorido e muito elegante. Ou ainda: A Margarida comprou um vestido que é colorido e muito elegante. c)-Substituições Lexicais: o uso de expressões definidas e de deíticos contextuais é muitas vezes acompanhado de substituições lexicais. Este processo evita as repetições de lexemas, permitindo uma retoma do ele- mento linguístico. Ex.: Deu-se um crime, em Lisboa, ontem à noite: estrangularam uma senhora. Este assassinato é odioso.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização15 Também neste caso, surgem algumas regras que se torna necessário respeitar. Por exemplo, o termo mais genérico não pode preceder o seu representante mais específico. Ex.: O piloto alemão venceu ontem o grande prêmio da Alemanha. S- chumacher festejou euforicamente junto da sua equipa. Se se inverterem os substantivos, a relação entre os elementos linguís- ticos torna-se mais clara, favorecendo a coerência textual. Assim, Schuma- cher, como termo mais específico, deveria preceder o piloto alemão. No entanto, a substituição de um lexema acompanhado por um deter- minante, pode não ser suficiente para estabelecer uma coerência restrita. Atentemos no seguinte exemplo: Picasso morreu há alguns anos. O autor da "Sagração da Primavera" doou toda a sua coleção particular ao Museu de Barcelona. A presença do determinante definido não é suficiente para considerar que Picasso e o autor da referida peça sejam a mesma pessoa, uma vez que sabemos que não foi Picasso mas Stravinski que compôs a referida peça. Neste caso, mais do que o conhecimento normativo teórico, ou lexico- enciclopédico, são importantes o conhecimento e as convicções dos parti- cipantes no ato de comunicação, sendo assim impossível traçar uma fron- teira entre a semântica e a pragmática. Há também que ter em conta que a substituição lexical se pode efetuar por - Sinonímia-seleção de expressões linguísticas que tenham a maior parte dos traços semânticos idêntica: A criança caiu. O miúdo nun- ca mais aprende a cair! - Antonímia-seleção de expressões linguísticas que tenham a maior parte dos traços semânticos oposta: Disseste a verdade? Isso cheira-me a mentira! - Hiperonímia-a primeira expressão mantém com a segunda uma re- lação classe-elemento: Gosto imenso de marisco. Então lagosta, adoro! - Hiponímia- a primeira expressão mantém com a segunda uma re- lação elemento-classe: O gato arranhou-te? O que esperavas de um felino? d)-Retomas de Inferências: neste caso, a relação é feita com base em conteúdos semânticos não manifestados, ao contrário do que se passava com os processos de recorrência anteriormente tratados. Vejamos: P - A Maria comeu a bolacha? R1 - Não, ela deixou-a cair no chão. R2 - Não, ela comeu um morango. R3 - Não, ela despenteou-se. As sequências P+R1 e P+R2 parecem, desde logo, mais coerentes do que a sequência P+R3. No entanto, todas as sequências são asseguradas pela repetição do pronome na 3ª pessoa. Podemos afirmar, neste caso, que a repetição do pronome não é sufi- ciente para garantir coerência a uma sequência textual. Assim, a diferença de avaliação que fazemos ao analisar as várias hi- póteses de respostas que vimos anteriormente sustenta-se no fato de R1 e R2 retomarem inferências presentes em P: - aconteceu alguma coisa à bolacha da Maria, - a Maria comeu qualquer coisa. Já R3 não retoma nenhuma inferência potencialmente dedutível de P. Conclui-se, então, que a retoma de inferências ou de pressuposições garante uma fortificação da coerência textual. Quando analisamos certos exercícios de prolongamento de texto (con- tinuar a estruturação de um texto a partir de um início dado) os alunos são levados a veicular certas informações pressupostas pelos professores. Por exemplo, quando se apresenta um início de um texto do tipo: Três crianças passeiam num bosque. Elas brincam aos detetives. Que vão eles fazer? A interrogação final permite-nos pressupor que as crianças vão real- mente fazer qualquer coisa. Um aluno que ignore isso e que narre que os pássaros cantavam en- quanto as folhas eram levadas pelo vento, será punido por ter apresentado uma narração incoerente, tendo em conta a questão apresentada. No entanto, um professor terá que ter em conta que essas inferências ou essas pressuposições se relacionam mais com o conhecimento do mundo do que com os elementos linguísticos propriamente ditos. Assim, as dificuldades que os alunos apresentam neste tipo de exercí- cios, estão muitas vezes relacionadas com um conhecimento de um mundo ao qual eles não tiveram acesso. Por exemplo, será difícil a um aluno recriar o quotidiano de um multi-milionário,senhor de um grande império industrial, que vive numa luxuosa vila. 2.Princípio da Progressão: para que um texto seja coerente, torna-se necessário que o seu desenvolvimento se faça acompanhar de uma infor- mação semântica constantemente renovada. Este segundo princípio completa o primeiro, uma vez que estipula que um texto, para ser coerente, não se deve contentar com uma repetição constante da própria matéria. Alguns textos dos alunos contrariam esta regra. Por exemplo: O ferreiro estava vestido com umas calças pretas, um chapéu claro e uma vestimenta preta. Tinha ao pé de si uma bigorna e batia com força na bigorna. Todos os gestos que fazia consistiam em bater com o martelo na bigorna. A bigorna onde batia com o martelo era achatada em cima e pontiaguda em baixo e batia com o martelo na bigorna. Se tivermos em conta apenas o princípio da recorrência, este texto não será incoerente, será até coerente demais. No entanto, segundo o princípio da progressão, a produção de um tex- to coerente pressupõe que se realize um equilíbrio cuidado entre continui- dade temática e progressão semântica. Torna-se assim necessário dominar, simultaneamente, estes dois prin- cípios (recorrência e progressão) uma vez que a abordagem da informação não se pode processar de qualquer maneira. Assim, um texto será coerente se a ordem linear das sequências a- companhar a ordenação temporal dos fatos descritos. Ex.: Cheguei, vi e venci.(e não Vi, venci e cheguei). O texto será coerente desde que reconheçamos, na ordenação das su- as sequências, uma ordenação de causa-consequência entre os estados de coisas descritos. Ex.: Houve seca porque não choveu. (e não Houve seca porque cho- veu). Teremos ainda que ter em conta que a ordem de percepção dos esta- dos de coisas descritos pode condicionar a ordem linear das sequências textuais. Ex.: A praça era enorme. No meio, havia uma coluna; à volta, árvores e canteiros com flores. Neste caso, notamos que a percepção se dirige do geral para o particu- lar. 3.Princípio da Não- Contradição: para que um texto seja coerente, tor- na-se necessário que o seu desenvolvimento não introduza nenhum ele-
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização16 mento semântico que contradiga um conteúdo apresentado ou pressuposto por uma ocorrência anterior ou dedutível por inferência. Ou seja, este princípio estipula simplesmente que é inadmissível que uma mesma proposição seja conjuntamente verdadeira e não verdadeira. Vamos, seguidamente, preocupar-nos, sobretudo, com o caso das con- tradições inferenciais e pressuposicionais6. Existe contradição inferencial quando a partir de uma proposição po- demos deduzir uma outra que contradiz um conteúdo semântico apresenta- do ou dedutível. Ex.: A minha tia é viúva. O seu marido coleciona relógios de bolso. As inferências que autorizam viúva não só não são retomadas na se- gunda frase, como são perfeitamente contraditas por essa mesma frase. O efeito da incoerência resulta de incompatibilidades semânticas pro- fundas às quais temos de acrescentar algumas considerações temporais, uma vez que, como se pode ver, basta remeter o verbo colecionar para o pretérito para suprimir as contradições. As contradições pressuposicionais são em tudo comparáveis às infe- renciais, com a exceção de que no caso das pressuposicionais é um conte- údo pressuposto que se encontra contradito. Ex.: O Júlio ignora que a sua mulher o engana. A sua esposa é-lhe per- feitamente fiel. Na segunda frase, afirma-se a inegável fidelidade da mulher de Júlio, enquanto a primeira pressupõe o inverso. É frequente, nestes casos, que o emissor recupere a contradição pre- sente com a ajuda de conectores do tipo mas, entretanto, contudo, no entanto, todavia, que assinalam que o emissor se apercebe dessa contradi- ção, assume-a, anula-a e toma partido dela. Ex.: O João detesta viajar. No entanto, está entusiasmado com a parti- da para Itália, uma vez que sempre sonhou visitar Florença. 4.Princípio da Relação: para que um texto seja coerente, torna-se ne- cessário que denote, no seu mundo de representação, fatos que se apre- sentem diretamente relacionados. Ou seja, este princípio enuncia que para uma sequência ser admitida como coerente7, terá de apresentar ações, estados ou eventos que sejam congruentes com o tipo de mundo representado nesse texto. Assim, se tivermos em conta as três frases seguintes 1 - A Silvia foi estudar. 2 - A Silvia vai fazer um exame. 3 - O circuito de Adelaide agradou aos pilotos de Fórmula 1. A sequência formada por 1+2 surge-nos, desde logo, como sendo mais congruente do que as sequências 1+3 ou 2+3. Nos discursos naturais, as relações de relevância factual são, na maior parte dos casos, manifestadas por conectores que as explicitam semanti- camente. Ex.: A Silvia foi estudar porque vai fazer um exame. Ou também: A Sil- via vai fazer um exame portanto foi estudar. A impossibilidade de ligar duas frases por meio de conectores constitui um bom teste para descobrir uma incongruência. Ex.: A Silvia foi estudar logo o circuito de Adelaide agradou aos pilotos de Fórmula 1. O conhecimento destes princípios de coerência, por parte dos profes- sores, permite uma nova apreciação dos textos produzidos pelos alunos, garantindo uma melhor correção dos seus trabalhos, evitando encontrar incoerências em textos perfeitamente coerentes, bem como permite a dinamização de estratégias de correção. Teremos que ter em conta que para um leitor que nada saiba de cen- trais termo-nucleares nada lhe parecerá mais incoerente do que um tratado técnico sobre centrais termo-nucleares. No entanto, os leitores quase nunca consideram os textos incoerentes. Pelo contrário, os receptores dão ao emissor o crédito da coerência, admi- tindo que o emissor terá razões para apresentar os textos daquela maneira. Assim, o leitor vai esforçar-se na procura de um fio condutor de pen- samento que conduza a uma estrutura coerente. Tudo isto para dizer que deve existir nos nossos sistemas de pensa- mento e de linguagem uma espécie de princípio de coerência verbal (com- parável com o princípio de cooperação de Grice8 estipulando que, seja qual for o discurso, ele deve apresentar forçosamente uma coerência própria, uma vez que é concebido por um espírito que não é incoerente por si mesmo. É justamente tendo isto em conta que devemos ler, avaliar e corrigir os textos dos nossos alunos. Anotações: 1- M. H. Mira Mateus, Gramática da Língua Portuguesa, Ed. Cami- nho, 19923, p.134; 1- M. H. Mira Mateus, op. cit., pp.134-148; 3- "Méta-regles de cohérence", segundo Charolles, Introduction aux problèmes de la cohérence des textes, in Langue Française, 1978; 4- "Méta-regle de répétition", segundo Charolles (op. cit.); 5- "Les déficitivisations et les référentiations déictiques contextuelles", segundo Charolles (op. cit.); 6- Charolles aponta igualmente as contradições enunciativas. No en- tanto, vamos debruçar-nos apenas sobre as contradições inferen- ciais e pressuposicionais, uma vez que foi sobre este tipo de con- tradições que efetuamos exercícios em situação de prática peda- gógica. 7- Charolles refere inclusivamente a existência de uma "relation de congruence" entre o que é enunciado na sequência textual e o mundo a que essa sequência faz referência; 8- Para um esclarecimento sobre este princípio, ver O. Ducrot, Dire et ne pas dire, Paris, Herman, 1972 e também D. Gordon e G. Lakoff, Postulates de conservation, Langages nº 30, Paris, Didier- Larousse, 1973. 1. Coerência: Produzimos textos porque pretendemos informar, divertir, explicar, con- vencer, discordar, ordenar, ou seja, o texto é uma unidade de significado produzida sempre com uma determinada intenção. Assim como a frase não é uma simples sucessão de palavras, o texto também não é uma simples sucessão de frases, mas um todo organizado capaz de estabelecer contato com nossos interlocutores, influindo sobre eles. Quando isso ocorre, temos um texto em que há coerência. A coerência é resultante da não-contradição entre os diversos segmen- tos textuais que devem estar encadeados logicamente. Cada segmento textual é pressuposto do segmento seguinte, que por sua vez será pressu- posto para o que lhe estender, formando assim uma cadeia em que todos eles estejam concatenados harmonicamente. Quando há quebra nessa concatenação, ou quando um segmento atual está em contradição com um anterior, perde-se a coerência textual. A coerência é também resultante da adequação do que se diz ao con- texto extra verbal, ou seja, àquilo o que o texto faz referência, que precisa ser conhecido pelo receptor. Ao ler uma frase como "No verão passado, quando estivemos na capi- tal do Ceará Fortaleza, não pudemos aproveitar a praia, pois o frio era tanto que chegou a nevar", percebemos que ela é incoerente em decorrência da incompatibilidade entre um conhecimento prévio que temos da realizada com o que se relata. Sabemos que, considerando uma realidade "normal", em Fortaleza não neva (ainda mais no verão!). Claro que, inserido numa narrativa ficcional fantástica, o exemplo acima poderia fazer sentido, dando coerência ao texto - nesse caso, o contexto seria a "anormalidade" e prevaleceria a coerência interna da narrativa.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização17 No caso de apresentar uma inadequação entre o que informa e a reali- dade "normal" pré-conhecida, para guardar a coerência o texto deve apre- sentar elementos linguísticos instruindo o receptor acerca dessa anormali- dade. Uma afirmação como "Foi um verdadeiro milagre! O menino caiu do décimo andar e não sofreu nenhum arranhão." é coerente, na medida que a frase inicial ("Foi um verdadeiro milagre") instrui o leitor para a anormalida- de do fato narrado. 2. Coesão: A redação deve primar, como se sabe, pela clareza, objetividade, coe- rência e coesão. E a coesão, como o próprio nome diz (coeso significa ligado), é a propriedade que os elementos textuais têm de estar interliga- dos. De um fazer referência ao outro. Do sentido de um depender da rela- ção com o outro. Preste atenção a este texto, observando como as palavras se comunicam, como dependem uma das outras. SÃO PAULO: OITO PESSOAS MORREM EM QUEDA DE AVIÃO Das Agências Cinco passageiros de uma mesma família, de Maringá, dois tripulantes e uma mulher que viu o avião cair morreram Oito pessoas morreram (cinco passageiros de uma mesma família e dois tripulantes, além de uma mulher que teve ataque cardíaco) na queda de um avião (1) bimotor Aero Commander, da empresa J. Caetano, da cidade de Maringá (PR). O avião (1) prefixo PTI-EE caiu sobre quatro sobrados da Rua Andaquara, no bairro de Jardim Marajoara, Zona Sul de São Paulo, por volta das 21h40 de sábado. O impacto (2) ainda atingiu mais três residências. Estavam no avião (1) o empresário Silvio Name Júnior (4), de 33 anos, que foi candidato a prefeito de Maringá nas últimas eleições (leia reporta- gem nesta página); o piloto (1) José Traspadini (4), de 64 anos; o co-piloto (1) Geraldo Antônio da Silva Júnior, de 38; o sogro de Name Júnior (4), Márcio Artur Lerro Ribeiro (5), de 57; seus (4) filhos Márcio Rocha Ribeiro Neto, de 28, e Gabriela Gimenes Ribeiro (6), de 31; e o marido dela (6), João Izidoro de Andrade (7), de 53 anos. Izidoro Andrade (7) é conhecido na região (8) como um dos maiores compradores de cabeças de gado do Sul (8) do país. Márcio Ribeiro (5) era um dos sócios do Frigorífico Naviraí, empresa proprietária do bimotor (1). Isidoro Andrade (7) havia alugado o avião (1) Rockwell Aero Commander 691, prefixo PTI-EE, para (7) vir a São Paulo assistir ao velório do filho (7) Sérgio Ricardo de Andrade (8), de 32 anos, que (8) morreu ao reagir a um assalto e ser baleado na noite de sexta-feira. O avião (1) deixou Maringá às 7 horas de sábado e pousou no aeropor- to de Congonhas às 8h27. Na volta, o bimotor (1) decolou para Maringá às 21h20 e, minutos depois, caiu na altura do número 375 da Rua Andaquara, uma espécie de vila fechada, próxima à avenida Nossa Senhora do Sabará, uma das avenidas mais movimentadas da Zona Sul de São Paulo. Ainda não se conhece as causas do acidente (2). O avião (1) não tinha caixa preta e a torre de controle também não tem informações. O laudo técnico demora no mínimo 60 dias para ser concluído. Segundo testemunhas, o bimotor (1) já estava em chamas antes de ca- ir em cima de quatro casas (9). Três pessoas (10) que estavam nas casas (9) atingidas pelo avião (1) ficaram feridas. Elas (10) não sofreram ferimen- tos graves. (10) Apenas escoriações e queimaduras. Elídia Fiorezzi, de 62 anos, Natan Fiorezzi, de 6, e Josana Fiorezzi foram socorridos no Pronto Socorro de Santa Cecília. Vejamos, por exemplo, o elemento (1), referente ao avião envolvido no acidente. Ele foi retomado nove vezes durante o texto. Isso é necessário à clareza e à compreensão do texto. A memória do leitor deve ser reavivada a cada instante. Se, por exemplo, o avião fosse citado uma vez no primeiro parágrafo e fosse retomado somente uma vez, no último, talvez a clareza da matéria fosse comprometida. E como retomar os elementos do texto? Podemos enumerar alguns mecanismos: a) REPETIÇÃO: o elemento (1) foi repetido diversas vezes durante o texto. Pode perceber que a palavra avião foi bastante usada, principalmente por ele ter sido o veículo envolvido no acidente, que é a notícia propriamen- te dita. A repetição é um dos principais elementos de coesão do texto jornalístico fatual, que, por sua natureza, deve dispensar a releitura por parte do receptor (o leitor, no caso). A repetição pode ser considerada a mais explícita ferramenta de coesão. Na dissertação cobrada pelos vestibu- lares, obviamente deve ser usada com parcimônia, uma vez que um núme- ro elevado de repetições pode levar o leitor à exaustão. b) REPETIÇÃO PARCIAL: na retomada de nomes de pessoas, a repe- tição parcial é o mais comum mecanismo coesivo do texto jornalístico. Costuma-se, uma vez citado o nome completo de um entrevistado - ou da vítima de um acidente, como se observa com o elemento (7), na última linha do segundo parágrafo e na primeira linha do terceiro -, repetir somente o(s) seu(s) sobrenome(s). Quando os nomes em questão são de celebrida- des (políticos, artistas, escritores, etc.), é de praxe, durante o texto, utilizar a nominalização por meio da qual são conhecidas pelo público. Exemplos: Nedson (para o prefeito de Londrina, Nedson Micheletti); Farage (para o candidato à prefeitura de Londrina em 2000 Farage Khouri); etc. Nomes femininos costumam ser retomados pelo primeiro nome, a não ser nos casos em que o sobrenomes sejam, no contexto da matéria, mais relevan- tes e as identifiquem com mais propriedade. c) ELIPSE: é a omissão de um termo que pode ser facilmente deduzido pelo contexto da matéria. Veja-se o seguinte exemplo: Estavam no avião (1) o empresário Silvio Name Júnior (4), de 33 anos, que foi candidato a prefeito de Maringá nas últimas eleições; o piloto (1) José Traspadini (4), de 64 anos; o co-piloto (1) Geraldo Antônio da Silva Júnior, de 38. Perceba que não foi necessário repetir-se a palavra avião logo após as palavras piloto e co-piloto. Numa matéria que trata de um acidente de avião, obvia- mente o piloto será de aviões; o leitor não poderia pensar que se tratasse de um piloto de automóveis, por exemplo. No último parágrafo ocorre outro exemplo de elipse: Três pessoas (10) que estavam nas casas (9) atingidas pelo avião (1) ficaram feridas. Elas (10) não sofreram ferimentos graves. (10) Apenas escoriações e queimaduras. Note que o (10) em negrito, antes de Apenas, é uma omissão de um elemento já citado: Três pessoas. Na verdade, foi omitido, ainda, o verbo: (As três pessoas sofreram) Apenas escoriações e queimaduras. d) SUBSTITUIÇÕES: uma das mais ricas maneiras de se retomar um elemento já citado ou de se referir a outro que ainda vai ser mencionado é a substituição, que é o mecanismo pelo qual se usa uma palavra (ou grupo de palavras) no lugar de outra palavra (ou grupo de palavras). Confira os principais elementos de substituição: Pronomes: a função gramatical do pronome é justamente substituir ou acompanhar um nome. Ele pode, ainda, retomar toda uma frase ou toda a ideia contida em um parágrafo ou no texto todo. Na matéria-exemplo, são nítidos alguns casos de substituição pronominal: o sogro de Name Júnior (4), Márcio Artur Lerro Ribeiro (5), de 57; seus (4) filhos Márcio Rocha Ribeiro Neto, de 28, e Gabriela Gimenes Ribeiro (6), de 31; e o marido dela (6), João Izidoro de Andrade (7), de 53 anos. O pronome possessivo seus retoma Name Júnior (os filhos de Name Júnior...); o pronome pessoal ela, contraído com a preposição de na forma dela, retoma Gabriela Gimenes Ribeiro (e o marido de Gabriela...). No último parágrafo, o pronome pessoal elas retoma as três pessoas que estavam nas casas atingidas pelo avião: Elas (10) não sofreram ferimentos graves. Epítetos: são palavras ou grupos de palavras que, ao mesmo tempo que se referem a um elemento do texto, qualificam-no. Essa qualificação pode ser conhecida ou não pelo leitor. Caso não seja, deve ser introduzida de modo que fique fácil a sua relação com o elemento qualificado. Exemplos: a) (...) foram elogiadas pelo por Fernando Henrique Cardoso. O pre- sidente, que voltou há dois dias de Cuba, entregou-lhes um certifi- cado... (o epíteto presidente retoma Fernando Henrique Cardoso; poder-se-ia usar, como exemplo, sociólogo); b) Edson Arantes de Nascimento gostou do desempenho do Brasil. Para o ex-Ministro dos Esportes, a seleção... (o epíteto ex-Ministro dos Esportes retoma Edson Arantes do Nascimento; poder-se-iam, por exemplo, usar as formas jogador do século, número um do
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização18 mundo, etc. Sinônimos ou quase sinônimos: palavras com o mesmo sentido (ou muito parecido) dos elementos a serem retomados. Exemplo: O prédio foi demolido às 15h. Muitos curiosos se aglomeraram ao redor do edifício, para conferir o espetáculo (edifício retoma prédio. Ambos são sinônimos). Nomes deverbais: são derivados de verbos e retomam a ação expres- sa por eles. Servem, ainda, como um resumo dos argumentos já utilizados. Exemplos: Uma fila de centenas de veículos paralisou o trânsito da Avenida Higienópolis, como sinal de protesto contra o aumentos dos impostos. A paralisação foi a maneira encontrada... (paralisação, que deriva de parali- sar, retoma a ação de centenas de veículos de paralisar o trânsito da Avenida Higienópolis). O impacto (2) ainda atingiu mais três residências (o nome impacto retoma e resume o acidente de avião noticiado na matéria- exemplo) Elementos classificadores e categorizadores: referem-se a um ele- mento (palavra ou grupo de palavras) já mencionado ou não por meio de uma classe ou categoria a que esse elemento pertença: Uma fila de cente- nas de veículos paralisou o trânsito da Avenida Higienópolis. O protesto foi a maneira encontrada... (protesto retoma toda a ideia anterior - da paralisa- ção -, categorizando-a como um protesto); Quatro cães foram encontrados ao lado do corpo. Ao se aproximarem, os peritos enfrentaram a reação dos animais (animais retoma cães, indicando uma das possíveis classificações que se podem atribuir a eles). Advérbios: palavras que exprimem circunstâncias, principalmente as de lugar: Em São Paulo, não houve problemas. Lá, os operários não aderi- ram... (o advérbio de lugar lá retoma São Paulo). Exemplos de advérbios que comumente funcionam como elementos referenciais, isto é, como elementos que se referem a outros do texto: aí, aqui, ali, onde, lá, etc. Observação: É mais frequente a referência a elementos já citados no texto. Porém, é muito comum a utilização de palavras e expressões que se refiram a elementos que ainda serão utilizados. Exemplo: Izidoro Andrade (7) é conhecido na região (8) como um dos maiores compradores de cabe- ças de gado do Sul (8) do país. Márcio Ribeiro (5) era um dos sócios do Frigorífico Naviraí, empresa proprietária do bimotor (1). A palavra região serve como elemento classificador de Sul (A palavra Sul indica uma região do país), que só é citada na linha seguinte. Conexão: Além da constante referência entre palavras do texto, observa-se na coesão a propriedade de unir termos e orações por meio de conectivos, que são representados, na Gramática, por inúmeras palavras e expressões. A escolha errada desses conectivos pode ocasionar a deturpação do sentido do texto. Abaixo, uma lista dos principais elementos conectivos, agrupados pelo sentido. Baseamo-nos no autor Othon Moacyr Garcia (Comunicação em Prosa Moderna). Prioridade, relevância: em primeiro lugar, antes de mais nada, antes de tudo, em princípio, primeiramente, acima de tudo, precipuamente, princi- palmente, primordialmente, sobretudo, a priori (itálico), a posteriori (itálico). Tempo (frequência, duração, ordem, sucessão, anterioridade, posterio- ridade): então, enfim, logo, logo depois, imediatamente, logo após, a princí- pio, no momento em que, pouco antes, pouco depois, anteriormente, poste- riormente, em seguida, afinal, por fim, finalmente agora atualmente, hoje, frequentemente, constantemente às vezes, eventualmente, por vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não raro, ao mesmo tempo, simulta- neamente, nesse ínterim, nesse meio tempo, nesse hiato, enquanto, quan- do, antes que, depois que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas, já, mal, nem bem. Semelhança, comparação, conformidade: igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente, semelhantemente, analogamente, por analogia, de maneira idêntica, de conformidade com, de acordo com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto de vista, tal qual, tanto quanto, como, assim como, como se, bem como. Condição, hipótese: se, caso, eventualmente. Adição, continuação: além disso, demais, ademais, outrossim, ainda mais, ainda cima, por outro lado, também, e, nem, não só ... mas também, não só... como também, não apenas ... como também, não só ... bem como, com, ou (quando não for excludente). Dúvida: talvez provavelmente, possivelmente, quiçá, quem sabe, é provável, não é certo, se é que. Certeza, ênfase: decerto, por certo, certamente, indubitavelmente, in- questionavelmente, sem dúvida, inegavelmente, com toda a certeza. Surpresa, imprevisto: inesperadamente, inopinadamente, de súbito, subitamente, de repente, imprevistamente, surpreendentemente. Ilustração, esclarecimento: por exemplo, só para ilustrar, só para e- xemplificar, isto é, quer dizer, em outras palavras, ou por outra, a saber, ou seja, aliás. Propósito, intenção, finalidade: com o fim de, a fim de, com o propó- sito de, com a finalidade de, com o intuito de, para que, a fim de que, para. Lugar, proximidade, distância: perto de, próximo a ou de, junto a ou de, dentro, fora, mais adiante, aqui, além, acolá, lá, ali, este, esta, isto, esse, essa, isso, aquele, aquela, aquilo, ante, a. Resumo, recapitulação, conclusão: em suma, em síntese, em conclu- são, enfim, em resumo, portanto, assim, dessa forma, dessa maneira, desse modo, logo, pois (entre vírgulas), dessarte, destarte, assim sendo. Causa e consequência. Explicação: por consequência, por conseguin- te, como resultado, por isso, por causa de, em virtude de, assim, de fato, com efeito, tão (tanto, tamanho) ... que, porque, porquanto, pois, já que, uma vez que, visto que, como (= porque), portanto, logo, que (= porque), de tal sorte que, de tal forma que, haja vista. Contraste, oposição, restrição, ressalva: pelo contrário, em contraste com, salvo, exceto, menos, mas, contudo, todavia, entretanto, no entanto, embora, apesar de, ainda que, mesmo que, posto que, posto, conquanto, se bem que, por mais que, por menos que, só que, ao passo que. Ideias alternativas: Ou, ou... ou, quer... quer, ora... ora. Níveis De Significado Dos Textos: Significado Implícito E Explícito Observe a seguinte frase: Fiz faculdade, mas aprendi algumas coisas. Nela, o falante transmite duas informações de maneira explícita: a) que ele frequentou um curso superior; b) que ele aprendeu algumas coisas. Ao ligar essas duas informações com um “mas” comunica também de modo implícito sua critica ao sistema de ensino superior, pois a frase passa a transmitir a ideia de que nas faculdades não se aprende nada. Um dos aspectos mais intrigantes da leitura de um texto é a verificação de que ele pode dizer coisas que parece não estar dizendo: além das informações explicitamente enunciadas, existem outras que ficam suben- tendidas ou pressupostas. Para realizar uma leitura eficiente, o leitor deve captar tanto os dados explícitos quanto os implícitos. Leitor perspicaz é aquele que consegue ler nas entrelinhas. Caso con- trário, ele pode passar por cima de significados importantes e decisivos ou — o que é pior — pode concordar com coisas que rejeitaria se as perce- besse. Não é preciso dizer que alguns tipos de texto exploram, com malícia e com intenções falaciosas, esses aspectos subentendidos e pressupostos. Que são pressupostos? São aquelas ideias não expressas de maneira explícita, mas que o leitor pode perceber a partir de certas palavras ou expressões contidas na frase.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização19 Assim, quando se diz “O tempo continua chuvoso”, comunica-se de maneira explícita que no momento da fala o tempo é de chuva, mas, ao mesmo tempo, o verbo “continuar” deixa perceber a informação implícita de que antes o tempo já estava chuvoso. Na frase “Pedro deixou de fumar” diz-se explicitamente que, no mo- mento da fala, Pedro não fuma. O verbo “deixar”, todavia, transmite a informação implícita de que Pedro fumava antes. A informação explícita pode ser questionada pelo ouvinte, que pode ou não concordar com ela. Os pressupostos, no entanto, têm que ser verdadei- ros ou pelo menos admitidos como verdadeiros, porque é a partir deles que se constróem as informações explícitas. Se o pressuposto é falso, a infor- mação explícita não tem cabimento. No exemplo acima, se Pedro não fumava antes, não tem cabimento afirmar que ele deixou de fumar. Na leitura e interpretação de um texto, é muito importante detectar os pressupostos, pois seu uso é um dos recursos argumentativos utilizados com vistas a levar o ouvinte ou o leitor a aceitar o que está sendo comuni- cado. Ao introduzir uma ideia sob a forma de pressuposto, o falante trans- forma o ou vinte em cúmplice, urna vez que essa ideia não é posta em discussão e todos os argumentos subsequentes só contribuem para confir- má -la. Por isso pode-se dizer que o pressuposto aprisiona o ouvinte ao siste- ma de pensamento montado pelo falante. A demonstração disso pode ser encontrada em muitas dessas “verda- des” incontestáveis postas como base de muitas alegações do discurso político. Tomemos como exemplo a seguinte frase: Ë preciso construir mísseis nucleares para defender o Ocidente de um ataque soviético. O conteúdo explícito afirma: — a necessidade da construção de mísseis, — com a finalidade de defesa contra o ataque soviético. O pressuposto, isto é, o dado que não se põe em discussão é: os sovi- éticos pretendem atacar o Ocidente. Os argumentos contra o que foi informado explicitamente nessa frase podem ser: — os mísseis não são eficientes para conter o ataque soviético; — uma guerra de mísseis vai destruir o mundo inteiro e não apenas os soviéticos; — a negociação com os soviéticos é o único meio de dissuadi-los de um ataque ao Ocidente. Como se pode notar, os argumentos são contrários ao que está dito explicitamente, mas todos eles confirmam o pressuposto, isto é, todos os argumentos aceitam que os soviéticos pretendem atacar o Ocidente. A aceitação do pressuposto é o que permite levar à frente o debate. Se o ouvinte disser que os soviéticos não têm intenção nenhuma de atacar o Ocidente, estará negando o pressuposto lançado pelo falante e então a possibilidade de diálogo fica comprometida irreparavelmente. Qualquer argumento entre os citados não teria nenhuma razão de ser. Isso quer dizer que, com pressupostos distintos, não é possível o diálogo ou não tem ele sentido algum. Pode-se contornar esse problema tornando os pressupostos afirmações explícitas, que então podem ser discutidas. Os pressupostos são marcados, nas frases, por meio de vários indica- dores linguísticos, como, por exemplo: a) certos advérbios Os resultados da pesquisa ainda não chegaram até nós. Pressuposto: Os resultados já deviam ter chegado. ou Os resultados vão chegar mais tarde. b) certos verbos O caso do contrabando tornou-se público. Pressuposto: O caso não era público antes. c) as orações adjetivas Os candidatos a prefeito, que só querem defender seus interesses, não pensam no povo. Pressuposto: Todos os candidatos a prefeito têm interesses individuais. Mas a mesma frase poderia ser redigida assim: Os candidatos a prefeito que só querem defender seus interesses não pensam no povo. No caso, o pressuposto seria outro: Nem todos os candidatos a prefeito têm interesses individuais. No primeiro caso, a oração é explicativa; no segundo, é restritiva. As explicativas pressupõem que o que elas expressam refere-se a todos os elementos de um dado conjunto; as restritivas, que o que elas dizem con- cerne a parte dos elementos de um dado conjunto. d) os adjetivos Os partidos radicais acabarão com a democracia no Brasil. Pressuposto: Existem partidos radicais no Brasil. Os subentendidos Os subentendidos são as insinuações escondidas por trás de uma a- firmação. Quando um transeunte com o cigarro na mão pergunta: Você tem fogo?, acharia muito estranho se você dissesse: Tenho e não lhe acendes- se o cigarro. Na verdade, por trás da pergunta subentende-se: Acenda-me o cigarro por favor. O subentendido difere do pressuposto num aspecto importante: o pres- suposto é um dado posto como indiscutível para o falante e para o ouvinte, não é para ser contestado; o subentendido é de responsabilidade do ouvin- te, pois o falante, ao subentender, esconde-se por trás do sentido literal das palavras e pode dizer que não estava querendo dizer o que o ouvinte depreendeu. O subentendido, muitas vezes, serve para o falante proteger-se diante de uma informação que quer transmitir para o ouvinte sem se comprometer com ela. Para entender esse processo de descomprometimento que ocorre com a manipulação dos subentendidos, imaginemos a seguinte situação: um funcionário público do partido de oposição lamenta, diante dos colegas reunidos em assembleia, que um colega de seção, do partido do governo, além de ter sido agraciado com uma promoção, conseguiu um empréstimo muito favorável do banco estadual, ao passo que ele, com mais tempo de serviço, continuava no mesmo posto e não conseguia o empréstimo solici- tado muito antes que o referido colega. Mais tarde, tendo sido acusado de estar denunciando favoritismo do governo para com os seus adeptos, o funcionário reclamante defende-se prontamente, alegando não ter falado em favoritismo e que isso era dedu- ção de quem ouvira o seu discurso. Na verdade, ele não falou em favoritismo mas deu a entender, deixou subentendido para não se comprometer com o que disse. Fez a denúncia sem denunciar explicitamente. A frase sugere, mas não diz. A distinção entre pressupostos e subentendidos em certos casos é bastante sutil. Não vamos aqui ocupar-nos dessas sutilezas, mas explorar esses conceitos como instrumentos úteis para uma compreensão mais eficiente do texto. Ponto de vista do autor O narrador é a entidade que conta uma história. É uma das três pessoas em uma história, sendo os outros o autor e o leitor/espectador. O
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização20 leitor e o autor habitam o mundo real. É função do autor criar um mundo alternativo, com personagens e cenários e eventos que formem a história. É função do leitor entender e interpretar a história. Já o narrador existe no mundo da história (e apenas nele) e aparece de uma forma que o leitor possa compreendê-lo. Em inglês, para delimitar essa distinção, o autor é referido por he, o leitor por she e o narrador por it. O conceito de narrador irreal (em oposição ao autor) se tornou mais importante com o surgimento da novela no século XIX. Até então, o exercício acadêmico de teoria literária investigava apenas a poesia (incluindo poemas épicos como a Ilíada e dramas poéticos como os de Shakespeare). A maioria dos poemas não têm um narrador distinto do autor, mas as novelas, com seus mundos imersos na ficção, criaram um problema, especialmente quando o ponto de vista do narrador difere significativamente do ponto de vista do autor. Uma boa história deve ter um narrador bem definido e consciente. Para este fim há diversas regras que governam o narrador. Esta entidade, com atribuições e limitação, não pode comunicar nada que não conheça, ou seja, só pode contar a história a partir do que vê. A isso se chama foco narrativo. Modos de Organização do Texto Oliveira, (2003:41) fazendo alusão a Charaudeau (1992) obser- va: Os modos de organização do discurso ( o narrativo, o descritivo, o ar- gumentativo e o enunciativo) são maneiras de estruturar o texto, visando a uma função típica de cada um: a função do narrativo é contar ou relatar, a do descritivo, descrever; a do argumentativo, argumentar, ou seja, explicar uma verdade numa visão racionalizante para influenciar o interlocutor; e a do enunciativo é gerir os outros três. Este tem pois uma função metadis- cursiva – Charaudeau ( 1992:642-646). Oliveira.Helênio (2004), discutindo conceitos básicos em análise do discurso, com base nos dois grandes critérios de classificação de textos ( o intratextual-estrutural, o que se encontra no texto; e o extratex- tual– sensível a situação comunicativa), propõe a nomenclatura “modos de organização do texto”, acrescentando a listagem de Charaudeau (1992) outros dois modos de organização: o expositivo e o injuntivo. O modo de organização do texto narrativo é construído pela su- cessão, desenvolvimento de ações que formam o arcabouço de uma história (no sentido estrito) – processos, sequências, tempo em andamen- to. O Modo Descritivo tem como funcionamento identificar, distinguir, qualificar pessoa ou objeto, os ‘seres do mundo’ (a quem Oliveira, Helênio (2004 mimeo) denomina “objeto da descrição” ). Na descrição confeccio- namos uma espécie de retrato através de palavras. Tempo estático. Discorrendo sobre o texto descritivo, Oliveira, Helênio (mimeo) destaca importantes fatores que normalmente não são levados em consideração quando se aborda o M.O.D. descritivo: · A existência de textos iminentemente descritivos: A descrição de um tipo de rocha, da anatomia de uma espécie animal, do sistema pronominal de dada língua etc. · O ponto de vista e o ângulo do observador afetando na seleção dos atributos do objeto descrito – limitações físicas, intelectuais etc. · O caráter infinito dos possíveis “objetos de descrição”, bem como os diversos sentidos empregados na observação do objeto descrito (+ ou – sensorial) Progressão temática: é a soma das unidades temática. Toda disser- tação bem construída deve expor progressão temática. Eis a inteligente maneira de trazer densidade sobre o tema proposto. Parágrafo Os textos em prosa, sejam eles narrativos, descritivos ou dissertativos, são estruturados geralmente em unidades menores, os parágrafos, identifi- cados por um ligeiro afastamento de sua primeira linha em relação à mar- gem esquerda da folha. Possuem extensão variada: há parágrafos longos e parágrafos curtos. O que vai determinar sua extensão é a unidade temática, já que cada idéia exposta no texto deve corresponder a um parágrafo. "O parágrafo é uma unidade de composição, constituída por um ou mais de um período em que desenvolve determinada idéia central, ou nuclear, a que se agregam outras, secundárias, intimamente relacionadas pelo senti- do e logicamente decorrentes dela." [GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. 7.ed. Rio de Janeiro: FGV, 1978, p. 203.] Essa definição não se aplica a todo o tipo de parágrafo: trata-se de um modelo - denominado parágrafo-padrão - que, por ser cultivado por bons escritores modernos, o aluno poderá (e até deverá) imitar: Muito comum nos textos de natureza dissertativa, que trabalham com idéias e exigem maior rigor e objetividade na composição, o parágrafo- padrão apresente a seguinte estrutura: a) introdução - também denominada tópico frasal, é constituída de uma ou duas frases curtas, que expressam, de maneira sintética, a idéia princi- pal do parágrafo, definindo seu objetivo; b) desenvolvimento - corresponde a uma ampliação do tópico frasal, com apresentação de idéias secundárias que o fundamentam ou esclare- cem; c) conclusão - nem sempre presente, especialmente nos parágrafos mais curtos e simples, a conclusão retoma a idéia central, levando em consideração os diversos aspectos selecionados no desenvolvimento. Nas dissertações, os parágrafos são estruturados a partir de uma idéia que normalmente é apresentada em sua introdução, desenvolvida e refor- çada por uma conclusão. Os Parágrafos na Dissertação Escolar As dissertações escolares, normalmente, costumam ser estruturadas em quatro ou cinco parágrafos (um parágrafo para a introdução, dois ou três para o desenvolvimento e um para a conclusão). É claro que essa divisão não é absoluta. Dependendo do tema proposto e da abordagem que se dê a ele, ela poderá sofrer variações. Mas é fun- damental que você perceba o seguinte: a divisão de um texto em parágra- fos (cada um correspondendo a uma determinada idéia que nele se desen- volve) tem a função de facilitar, para quem escreve, a estruturação coerente do texto e de possibilitar, a quem lê, uma melhor compreensão do texto em sua totalidade. Parágrafo Narrativo Nas narrações, a idéia central do parágrafo é um incidente, isto é, um episódio curto. Nos parágrafos narrativos, há o predomínio dos verbos de ação que se referem a personagens, além de indicações de circunstâncias relativas ao fato: onde ele ocorreu, quando ocorreu, por que ocorreu, etc. O que falamos acima aplica-se ao parágrafo narrativo propriamente dito, ou seja, aquele que relata um fato (lembrando que podemos ter, em um texto narrativo, parágrafos descritivos e dissertativos). Nas narrações existem também parágrafos que servem para reproduzir as falas dos personagens. No caso do discurso direto (em geral antecedido por dois-pontos e introduzido por travessão), cada fala de um personagem deve corresponder a um parágrafo para que essa fala não se confunda com a do narrador ou com a de outro personagem. Parágrafo Descritivo A idéia central do parágrafo descritivo é um quadro, ou seja, um frag- mento daquilo que está sendo descrito (uma pessoa, uma paisagem, um ambiente, etc.), visto sob determinada perspectiva, num determinado momento. Alterado esse quadro, teremos novo parágrafo. O parágrafo descritivo vai apresentar as mesmas características da descrição: predomínio de verbos de ligação, emprego de adjetivos que caracterizam o que está sendo descrito, ocorrência de orações justapostas ou coordenadas.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização21 Frase Frase é um conjunto de palavras que têm sentido completo. O tempo está nublado. Socorro! Que calor! Oração Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal. A fanfarra desfilou na avenida. As festas juninas estão chegando. Período Período é a frase estruturada em oração ou orações. O período pode ser: - simples - aquele constituído por uma só oração (oração absoluta). Fui à livraria ontem. - composto - quando constituído por mais de uma oração. Fui à livraria ontem e comprei um livro. Inferência 1. Inferência (é a forma usada na tradução para português europeu): em lógica formal, é uma operação de dedução que consiste em tomar por verdadeira uma proposição em função da sua relação com outras proposi- ções já tomadas como verdadeiras. Do ponto de vista da linguística, os fatos de língua estão submetidos a condições de verdade, mas não se podem reduzir a uma descrição pura- mente lógica. É preciso ter em conta a situação empírica na qual os enun- ciados são produzidos e interpretados. Nesta medida, o ato de inferir não é um ato psicológico, mas uma forma de o interlocutor captar o sentido de uma enunciação de modo não literal. Para tal, coloca em cena dados constantes no enunciado, mas também dados retirados do contexto e da situação de enunciação. 2. Pressuposição: inferência, a partir de um enunciado, de informação não explicitada, sendo que a relação entre o que se explicita e o que se pressupõe é sempre de natureza semântico-pragmática. «O marido da Ana perdeu o emprego.» Pressuposto: «A Ana é casada.» Teste aplicável: O conteúdo pressuposto mantém-se inalterado perante a negação e a interrogação: «O marido da Ana não perdeu o emprego.» Pressuposto: «A Ana é casada.» «O marido da Ana perdeu o emprego?» Pressuposto: «A Ana é casada.» 3. Subentendido: inferência exclusivamente retirada do contexto, através de um raciocínio mais ou menos espontâneo, determinado pelas leis do discurso (lei da informatividade, lei da exaustividade, lei da litotes). «Zé: – Vamos à praia? Carlos: – Está vento.» O Zé presume que o Carlos é colaborante na interlocução e que a transgressão da sua resposta é feita para veicular um conteúdo implícito: «Não, não vamos à praia.» Características do subentendido: (i) a sua existência está associada a um contexto particular; (ii) é decifrada graças a um cálculo efetuado pelo locutor; (iii) o interlocutor pode sempre negá-lo e refugiar-se atrás do sentido literal. Ana Martins Intertextualidade Pode-se definir a intertextualidade como sendo a criação de um texto a partir de um outro texto já existente. Dependendo da situação, a intertextualidade tem funções diferentes que dependem muito dos textos/contextos em que ela é inserida. Evidentemente, o fenômeno da intertextualidade está ligado ao "conhecimento do mundo", que deve ser compartilhado, ou seja, comum ao produtor e ao receptor de textos. O diálogo pode ocorrer em diversas áreas do conhecimento, não se restringindo única e exclusivamente a textos literários. EXERCÍCIOS – INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto que se- gue. No coração do progresso Há séculos a civilização ocidental vem correndo atrás de tudo o que classifica como progresso. Essa palavra mágica aplica-se tanto à invenção do aeroplano ou à descoberta do DNA como à promoção do papai no novo emprego. “Estou fazendo progressos”, diz a titia, quando enfim acerta a mão numa velha receita. Mas quero chegar logo ao ponto, e convidar o leitor a refletir sobre o sentido dessa palavra, que sempre pareceu abrir todas as portas para uma vida melhor. Quando, muitos anos atrás, num daqueles documentários de cinema, via-se uma floresta sendo derrubada para dar lugar a algum empreendi- mento, ninguém tinha dúvida em dizer ou pensar: é o progresso. Uma represa monumental era progresso. Cada novo produto químico era um progresso. As coisas não mudaram tanto: continuamos a usar indiscrimina- damente a palavrinha mágica. Mas não deixaram de mudar um pouco: desde que a Ecologia saiu das academias, divulgou-se, popularizou-se e tornou-se, efetivamente, um conjunto de iniciativas em favor da preserva- ção ambiental e da melhoria das condições da vida em nosso pequenino planeta. Para isso, foi preciso determinar muito bem o sentido de progresso. Do ponto de vista material, considera-se ganho humano apenas aquilo que concorre para equilibrar a ação transformadora do homem sobre a natureza e a integridade da vida natural. Desenvolvimento, sim, mas sustentável: o adjetivo exprime uma condição, para cercear as iniciativas predatórias. Cada novidade tecnológica há de ser investigada quanto a seus efeitos sobre o homem e o meio em que vive. Cada intervenção na natureza há de adequar-se a um planejamento que considere a qualidade e a extensão dos efeitos. Em suma: já está ocorrendo, há algum tempo, uma avaliação ética e política de todas as formas de progresso que afetam nossa relação com o mundo e, portanto, a qualidade da nossa vida. Não é pouco, mas ainda não é suficiente. Aos cientistas, aos administradores, aos empresários, aos industriais e a todos nós – cidadãos comuns – cabe a tarefa cotidiana de zelarmos por nossas ações que inflectem sobre qualquer aspecto da quali- dade de vida. A tarefa começa em nossa casa, em nossa cozinha e banhei- ro, em nosso quintal e jardim – e se estende à preocupação com a rua, com o bairro, com a cidade. “Meu coração não é maior do que o mundo”, dizia o poeta. Mas um mundo que merece a atenção do nosso coração e da nossa inteligência é, certamente, melhor do que este em que estamos vivendo. Não custa interrogar, a cada vez que alguém diz progresso, o sentido preciso – talvez oculto - da palavra mágica empregada. (Alaor Adauto de Mello) 1. Centraliza-se, no texto, uma concepção de progresso, segundo a qual este deve ser (A)) equacionado como uma forma de equilíbrio entre as atividades humanas e o respeito ao mundo natural. (B) identificado como aprimoramento tecnológico que resulte em ativida- de economicamente viável. (C) caracterizado como uma atividade que redunde em maiores lucros para todos os indivíduos de uma comunidade.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização22 (D) definido como um atributo da natureza que induz os homens a apro- veitarem apenas o que é oferecido em sua forma natural. (E) aceito como um processo civilizatório que implique melhor distribui- ção de renda entre todos os agentes dos setores produtivos. 2. Considere as seguintes afirmações: I. A banalização do uso da palavra progresso é uma consequência do fato de que a Ecologia deixou de ser um assunto acadêmico. II. A expressão desenvolvimento sustentável pressupõe que haja formas de desenvolvimento nocivas e predatórias. III. Entende o autor do texto que a magia da palavra progresso advém do uso consciente e responsável que a maioria das pessoas vem fa- zendo dela. Em relação ao texto está correto APENAS que se afirma em (A) I. (B)) II. (C) III. (D) I e II. (E) II e III. 3. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente uma frase do texto em: (A) Mas quero chegar logo ao ponto = devo me antecipar a qualquer conclusão. (B) continuamos a usar indiscriminadamente a palavrinha mágica = seguimos chamando de mágico tudo o que julgamos sem preconcei- to. (C) para cercear as iniciativas predatórias = para ir ao encontro das ações voluntariosas. (D) ações que inflectem sobre qualquer aspecto da qualidade da vida = práticas alheias ao que diz respeito às condições de vida. (E)) há de adequar-se a um planejamento = deve ir ao encontro do que está planificado. 4. Cada intervenção na natureza há de adequar-se a um planejamento pelo qual se garanta que a qualidade da vida seja preservada. Os tempos e os modos verbais da frase acima continuarão correta- mente articulados caso se substituam as formas sublinhadas, na or- dem em que surgem, por (A) houve - garantiria - é (B) haveria - garantiu - teria sido (C) haveria - garantisse - fosse (D) haverá - garantisse - e (E) havia - garantiu - é 5. As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase: (A)) Já faz muitos séculos que se vêm atribuindo à palavra progresso algumas conotações mágicas. (B) Deve-se ao fato de usamos muitas palavras sem conhecer seu sentido real muitos equívocos ideológicos. (C) Muitas coisas a que associamos o sentido de progresso não chega a representarem, de fato, qualquer avanço significativo. (D) Se muitas novidades tecnológicas houvesse de ser investigadas a fundo, veríamos que são irrelevantes para a melhoria da vida. (E) Começam pelas preocupações com nossa casa, com nossa rua, com nossa cidade a tarefa de zelarmos por uma boa qualidade da vida. 6. Está correto o emprego de ambas as expressões sublinhadas na frase: (A) De tudo aquilo que classificamos como progresso costumamos atribuir o sentido de um tipo de ganho ao qual não queremos abrir mão. (B) É preferível deixar intacta a mata selvagem do que destruí-la em nome de um benefício em que quase ninguém desfrutará. (C) A titia, cuja a mão enfim acertou numa velha receita, não hesitou em ver como progresso a operação à qual foi bem sucedida. (D) A precisão da qual se pretende identificar o sentido de uma palavra depende muito do valor de contexto a que lhe atribuímos. (E)) As inovações tecnológicas de cujo benefício todos se aproveitam representam, efetivamente, o avanço a que se costuma chamar pro- gresso. 7. Considere as seguintes afirmações, relativas a aspectos da constru- ção ou da expressividade do texto: I. No contexto do segundo parágrafo, a forma plural não mudaram tanto atende à concordância com academias. II. No contexto do terceiro parágrafo, a expressão há de adequar-se exprime um dever imperioso, uma necessidade premente. III. A expressão Em suma, tal como empregada no quarto parágrafo, anuncia a abertura de uma linha de argumentação ainda inexplorada no texto. Está correto APENAS o que se afirma em (A) I. (B)) II. (C) III. (D) I e II. (E) II e III. 8. A palavra progresso frequenta todas as bocas, todas pronunciam a palavra progresso, todas atribuem a essa palavra sentidos mágicos que elevam essa palavra ao patamar dos nomes miraculosos. Evitam-se as repetições viciosas da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por: (A)) a pronunciam - lhe atribuem - a elevam (B) a pronunciam - atribuem-na - elevam-na (C) lhe pronunciam - lhe atribuem - elevam-lhe (D) a ela pronunciam - a ela atribuem - lhe elevam (E) pronunciam-na - atribuem-na - a elevam 9. Está clara e correta a redação da seguinte frase: (A) Caso não se determine bem o sentido da palavra progresso, pois que é usada indiscriminadamente, ainda assim se faria necessário que reflitamos sobre seu verdadeiro sentido. (B) Ao dizer o poeta que seu coração não é maior do que o mundo, devemos nos inspirar para que se estabeleça entre este e o nosso coração os compromissos que se reflitam numa vida melhor. (C) Nada é desprezível no espaço do mundo, que não mereça nossa atenção quanto ao fato de que sejamos responsáveis por sua melho- ria, seja o nosso quintal, nossa rua, enfim, onde se esteja. (D)) Todo desenvolvimento definido como sustentável exige, para fazer jus a esse adjetivo, cuidados especiais com o meio ambiente, para que não venham a ser nocivos seus efeitos imediatos ou futuros. (E) Tem muita ciência que, se saísse das limitações acadêmicas, acaba- riam por se revelarem mais úteis e mais populares, em vista da Eco- logia, cujas consequências se sente mesmo no âmbito da vida práti- ca. 10. Está inteiramente correta a pontuação do seguinte período: (A) Toda vez que é pronunciada, a palavra progresso, parece abrir a porta para um mundo, mágico de prosperidade garantida. (B)) Por mínimas que pareçam, há providências inadiáveis, ações apa- rentemente irrisórias, cuja execução cotidiana é, no entanto, impor- tantíssima. (C) O prestígio da palavra progresso, deve-se em grande parte ao modo irrefletido, com que usamos e abusamos, dessa palavrinha mágica. (D) Ainda que traga muitos benefícios, a construção de enormes repre- sas, costuma trazer também uma série de consequências ambientais que, nem sempre, foram avaliadas. (E) Não há dúvida, de que o autor do texto aderiu a teses ambientalistas segundo as quais, o conceito de progresso está sujeito a uma per- manente avaliação. Leia o texto a seguir para responder às questões de números 11 a 24. De um lado estão os prejuízos e a restrição de direitos causados pelos protestos que param as ruas de São Paulo. De outro está o direito à livre manifestação, assegurado pela Carta de 1988. Como não há fórmula perfeita de arbitrar esse choque entre garantias democráticas fundamen- tais, cabe lançar mão de medidas pontuais – e sobretudo de bom senso. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estima em R$ 3 milhões o custo para a população dos protestos ocorridos nos últimos três anos na capital paulista. O cálculo leva em conta o combustível consumido e as horas perdidas de trabalho durante os engarrafamentos causados por
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização23 protestos. Os carros enfileirados por conta de manifestações nesses três anos praticamente cobririam os 231 km que separam São Paulo de São Carlos. A Justiça é o meio mais promissor, em longo prazo, para desestimular os protestos abusivos que param o trânsito nos horários mais inconvenien- tes e acarretam variados transtornos a milhões de pessoas. É adequada a atitude da CET de enviar sistematicamente ao Ministério Público relatórios com os prejuízos causados em cada manifestação feita fora de horários e locais sugeridos pela agência ou sem comunicação prévia. Com base num documento da CET, por exemplo, a Procuradoria acio- nou um líder de sindicato, o qual foi condenado em primeira instância a pagar R$ 3,3 milhões aos cofres públicos, a título de reparação. O direito à livre manifestação está previsto na Constituição. No entanto, tal direito não anula a responsabilização civil e criminal em caso de danos provocados pelos protestos. O poder público deveria definir, de preferência em negociação com as categorias que costumam realizar protestos na capital, horários e locais vedados às passeatas. Práticas corriqueiras, como a paralisia de avenidas essenciais para o tráfego na capital nos horários de maior fluxo, deveriam ser abolidas. (Folha de S.Paulo, 29.09.07. Adaptado) 11. De acordo com o texto, é correto afirmar que (A) a Companhia de Engenharia de Tráfego não sabe mensurar o custo dos protestos ocorridos nos últimos anos. (B) os prejuízos da ordem de R$ 3 milhões em razão dos engarrafamen- tos já foram pagos pelos manifestantes. (C) os protestos de rua fazem parte de uma sociedade democrática e são permitidos pela Carta de 1988. (D) após a multa, os líderes de sindicato resolveram organizar protestos de rua em horários e locais predeterminados. (E) o Ministério Público envia com frequência estudos sobre os custos das manifestações feitas de forma abusiva. 12. No primeiro parágrafo, afirma-se que não há fórmula perfeita para solucionar o conflito entre manifestantes e os prejuízos causados ao restante da população. A saída estaria principalmente na (A) sensatez. (B) Carta de 1998. (C) Justiça. (D) Companhia de Engenharia de Tráfego. (E) na adoção de medidas amplas e profundas. 13. De acordo com o segundo parágrafo do texto, os protestos que param as ruas de São Paulo representam um custo para a população da cidade. O cálculo desses custos é feito a partir (A) das multas aplicadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). (B) dos gastos de combustível e das horas de trabalho desperdiçadas em engarrafamentos. (C) da distância a ser percorrida entre as cidades de São Paulo e São Carlos. (D) da quantidade de carros existentes entre a capital de São Paulo e São Carlos. (E) do número de usuários de automóveis particulares da cidade de São Paulo. 14. A quantidade de carros parados nos engarrafamentos, em razão das manifestações na cidade de São Paulo nos últimos três anos, é equi- parada, no texto, (A) a R$ 3,3 milhões. (B) ao total de usuários da cidade de São Carlos. (C) ao total de usuários da cidade de São Paulo. (D) ao total de combustível economizado. (E) a uma distância de 231 km. 15. No terceiro parágrafo, a respeito do poder da Justiça em coibir os protestos abusivos, o texto assume um posicionamento de (A) indiferença, porque diz que a decisão não cabe à Justiça. (B) entusiasmo, porque acredita que o órgão já tem poder para impedir protestos abusivos. (C) decepção, porque não vê nenhum exemplo concreto do órgão para impedir protestos em horários de pico. (D) confiança, porque acredita que, no futuro, será uma forma bem- sucedida de desestimular protestos abusivos. (E) satisfação, porque cita casos em que a Justiça já teve êxito em impedir protestos em horários inconvenientes e em avenidas movi- mentadas. 16. De acordo com o texto, a atitude da Companhia de Engenharia de Tráfego de enviar periodicamente relatórios sobre os prejuízos cau- sados em cada manifestação é (A) pertinente. (B) indiferente. (C) irrelevante. (D) onerosa. (E) inofensiva. 17. No quarto parágrafo, o fato de a Procuradoria condenar um líder sindical (A) é ilegal e fere os preceitos da Carta de 1998. (B) deve ser comemorada, ainda que viole a Constituição. (C) é legal, porque o direito à livre manifestação não isenta o manifestan- te da responsabilidade pelos danos causados. (D) é nula, porque, segundo o direito à livre manifestação, o acusado poderá entrar com recurso. (E) é inédita, porque, pela primeira vez, apesar dos direitos assegurados, um manifestante será punido. 18. Dentre as soluções apontadas, no último parágrafo, para resolver o conflito, destaca-se (A) multa a líderes sindicais. (B) fiscalização mais rígida por parte da Companhia de Engenharia de Tráfego. (C) o fim dos protestos em qualquer via pública. (D) fixar horários e locais proibidos para os protestos de rua. (E) negociar com diferentes categorias para que não façam mais mani- festações. 19. No trecho – É adequada a atitude da CET de enviar relatórios –, substituindo-se o termo atitude por comportamentos, obtém-se, de acordo com as regras gramaticais, a seguinte frase: (A) É adequada comportamentos da CET de enviar relatórios. (B) É adequado comportamentos da CET de enviar relatórios. (C) São adequado os comportamentos da CET de enviar relatórios. (D) São adequadas os comportamentos da CET de enviar relatórios. (E) São adequados os comportamentos da CET de enviar relatórios. 20. No trecho – No entanto, tal direito não anula a responsabilização civil e criminal em caso de danos provocados pelos protestos –, a locução conjuntiva no entanto indica uma relação de (A) causa e efeito. (B) oposição. (C) comparação. (D) condição. (E) explicação. 21. “Não há fórmula perfeita de arbitrar esse choque.” Nessa frase, a palavra arbitrar é um sinônimo de (A) julgar. (B) almejar. (C) condenar. (D) corroborar. (E) descriminar. 22. No trecho – A Justiça é o meio mais promissor para desestimular os protestos abusivos – a preposição para estabelece entre os termos uma relação de (A) tempo. (B) posse. (C) causa. (D) origem. (E) finalidade.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização24 23. Na frase – O poder público deveria definir horários e locais –, substi- tuindo-se o verbo definir por obedecer, obtém-se, segundo as regras de regência verbal, a seguinte frase: (A) O poder público deveria obedecer para horários e locais. (B) O poder público deveria obedecer a horários e locais. (C) O poder público deveria obedecer horários e locais. (D) O poder público deveria obedecer com horários e locais. (E) O poder público deveria obedecer os horários e locais. 24. Transpondo para a voz passiva a frase – A Procuradoria acionou um líder de sindicato – obtém-se: (A) Um líder de sindicato foi acionado pela Procuradoria. (B) Acionaram um líder de sindicato pela Procuradoria. (C) Acionaram-se um líder de sindicato pela Procuradoria. (D) Um líder de sindicato será acionado pela Procuradoria. (E) A Procuradoria foi acionada por um líder de sindicato. Leia o texto para responder às questões de números 25 a 34. DIPLOMA E MONOPÓLIO Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e medi- cina no Brasil. É embaraçoso verificar que ainda não foram resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a concorrência (sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e que o monopólio só é bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, como explicar a avalanche de leis que protegem monopólios espúrios para o exercício profissional? Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam postos de destaque na política e no mundo dos negócios. Nos dias de hoje, nem 20% advogam. Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é um curso no qual se exercita lógica rigorosa, se lê e se escreve bastante. Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do que se não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragilidade do ensino básico do que das faculdades. Diante dessa polivalência do curso de direito, os exames da OAB são uma solução brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demonstrar nessa prova um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são tam- bém úteis para quem não fez o exame da Ordem ou não foi bem sucedido na prova, abrir ou fechar cursos de “formação geral” é assunto do MEC, não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista e ilegal em outros ramos da economia. Questionamos também se uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar a dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar a concor- rência – mas trata-se aí de uma questão secundária. (...) (Veja, 07.03.2007. Adaptado) 25. Assinale a alternativa que reescreve, com correção gramatical, as frases: Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direi- to e medicina no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não foram resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras. (A) Faz quase dois séculos que se fundou escolas de direito e medicina no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveu os en- guiços entre diplomas e carreiras. (B) Faz quase dois séculos que se fundava escolas de direito e medicina no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveram os enguiços entre diplomas e carreiras. (C) Faz quase dois séculos que se fundaria escolas de direito e medicina no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveu os en- guiços entre diplomas e carreiras. (D) Faz quase dois séculos que se fundara escolas de direito e medicina no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolvera os en- guiços entre diplomas e carreiras. (E) Faz quase dois séculos que se fundaram escolas de direito e medici- na no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveram os enguiços entre diplomas e carreiras. 26. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, de acordo com a norma culta, as frases: O monopólio só é bom para aqueles que ____________. / Nos dias de hoje, nem 20% advogam, e apenas 1% ____________. / Em sua maioria, os advogados sem- pre ____________. (A) o retêem / obtem sucesso / se apropriaram os postos de destaque na política e no mundo dos negócios (B) o retém / obtém sucesso / se apropriaram aos postos de destaque na política e no mundo dos negócios (C) o retém / obtêem sucesso / se apropriaram os postos de destaque na política e no mundo dos negócios (D) o retêm / obtém sucesso / sempre se apropriaram de postos de destaque na política e no mundo dos negócios (E) o retem / obtêem sucesso / se apropriaram de postos de destaque na política e no mundo dos negócios 27. Assinale a alternativa em que se repete o tipo de oração introduzida pela conjunção se, empregado na frase – Questionamos também se uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar a dificuldade das provas, ... (A) A sociedade não chega a saber se os advogados são muito corpora- tivos. (B) Se os advogados aprendem pouco, a culpa é da fragilidade do ensino básico. (C) O advogado afirma que se trata de uma questão secundária. (D) É um curso no qual se exercita lógica rigorosa. (E) No curso de direito, lê-se bastante. 28. Assinale a alternativa em que se admite a concordância verbal tanto no singular como no plural como em: A maioria dos advogados ocu- pam postos de destaque na política e no mundo dos negócios. (A) Como o direito, a medicina é uma carreira estritamente profissional. (B) Os Estados Unidos e a Alemanha não oferecem cursos de adminis- tração em nível de bacharelado. (C) Metade dos cursos superiores carecem de boa qualificação. (D) As melhores universidades do país abastecem o mercado de traba- lho com bons profissionais. (E) A abertura de novos cursos tem de ser controlada por órgãos oficiais. 29. Assinale a alternativa que apresenta correta correlação de tempo verbal entre as orações. (A) Se os advogados demonstrarem um mínimo de conhecimento, poderiam defender bem seus clientes. (B) Embora tivessem cursado uma faculdade, não se desenvolveram intelectualmente. (C) É possível que os novos cursos passam a ter fiscalização mais severa. (D) Se não fosse tanto desconhecimento, o desempenho poderá ser melhor. (E) Seria desejável que os enguiços entre diplomas e carreiras se resol- vem brevemente. 30. A substituição das expressões em destaque por um pronome pessoal está correta, nas duas frases, de acordo com a norma culta, em: (A) I. A concorrência promove o interesse da sociedade. / A concorrência promove-o. II. Aqueles que defenderão clientes. / Aqueles que lhes defenderão. (B) I. O governo fundou escolas de direito e de medicina. / O governo fundou elas. II. Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. / Os graduados apenas ocasionalmente exercem-la. (C) I. Torna os graduados mais cultos. / Torna-os mais cultos. II. É preciso mencionar os cursos de administração. / É preciso mencio- nar-lhes. (D) I. Os advogados devem demonstrar muitos conhecimentos. Os advogados devem demonstrá-los. II. As associações mostram à so- ciedade o seu papel. / As associações mostram-lhe o seu papel. (E) I. As leis protegem os monopólios espúrios. / As leis protegem-os. II. As corporações deviam fiscalizar a prática profissional. / As corpora- ções deviam fiscalizá-la. 31. Assinale a alternativa em que as palavras em destaque exercem, respectivamente, a mesma função sintática das expressões assinala- das em: Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. (A) Se aprendem pouco, a culpa é da fragilidade do ensino básico.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização25 (B) A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista. (C) Abrir e fechar cursos de “formação geral” é assunto do MEC. (D) O estudante de direito exercita preferencialmente uma lógica rigorosa. (E) Boas razões existirão sempre para o advogado buscar conhecimento. 32. Assinale a alternativa que reescreve a frase de acordo com a norma culta. (A) Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. / Os graduados apenas ocasionalmente se dedicam a profissão. (B) Os advogados devem demonstrar nessa prova um mínimo de conhe- cimento. / Os advogados devem primar nessa prova por um mínimo de conhecimento. (C) Ele não fez o exame da OAB. / Ele não procedeu o exame da OAB. (D) As corporações deviam promover o interesse da sociedade. / As corporações deviam almejar do interesse da sociedade. (E) Essa é uma forma de limitar a concorrência. / Essa é uma forma de restringir à concorrência. 33. Assinale a alternativa em que o período formado com as frases I, II e III estabelece as relações de condição entre I e II e de adição entre I e III. I. O advogado é aprovado na OAB. II. O advogado raciocina com lógica. III. O advogado defende o cliente no tribunal. (A) Se o advogado raciocinar com lógica, ele será aprovado na OAB e defenderá o cliente no tribunal com sucesso. (B) O advogado defenderá o cliente no tribunal com sucesso, mas terá de raciocinar com lógica e ser aprovado na OAB. (C) Como raciocinou com lógica, o advogado será aprovado na OAB e defenderá o cliente no tribunal com sucesso. (D) O advogado defenderá o cliente no tribunal com sucesso porque raciocinou com lógica e foi aprovado na OAB. (E) Uma vez que o advogado raciocinou com lógica e foi aprovado na OAB, ele poderá defender o cliente no tribunal com sucesso. 34. Na frase – Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragili- dade do ensino básico do que das faculdades. – a palavra paciência vem entre vírgulas para, no contexto, (A) garantir a atenção do leitor. (B) separar o sujeito do predicado. (C) intercalar uma reflexão do autor. (D) corrigir uma afirmação indevida. (E) retificar a ordem dos termos. Atenção: As questões de números 35 a 42 referem-se ao texto abaixo. SOBRE ÉTICA A palavra Ética é empregada nos meios acadêmicos em três acepções. Numa, faz-se referência a teorias que têm como objeto de estudo o com- portamento moral, ou seja, como entende Adolfo Sanchez Vasquez, “a teoria que pretende explicar a natureza, fundamentos e condições da moral, relacionando-a com necessidades sociais humanas.” Teríamos, assim, nessa acepção, o entendimento de que o fenômeno moral pode ser estu- dado racional e cientificamente por uma disciplina que se propõe a descre- ver as normas morais ou mesmo, com o auxílio de outras ciências, ser capaz de explicar valorações comportamentais. Um segundo emprego dessa palavra é considerá-la uma categoria filo- sófica e mesmo parte da Filosofia, da qual se constituiria em núcleo espe- culativo e reflexivo sobre a complexa fenomenologia da moral na convivên- cia humana. A Ética, como parte da Filosofia, teria por objeto refletir sobre os fundamentos da moral na busca de explicação dos fatos morais. Numa terceira acepção, a Ética já não é entendida como objeto descri- tível de uma Ciência, tampouco como fenômeno especulativo. Trata-se agora da conduta esperada pela aplicação de regras morais no comporta- mento social, o que se pode resumir como qualificação do comportamento do homem como ser em situação. É esse caráter normativo de Ética que a colocará em íntima conexão com o Direito. Nesta visão, os valores morais dariam o balizamento do agir e a Ética seria assim a moral em realização, pelo reconhecimento do outro como ser de direito, especialmente de digni- dade. Como se vê, a compreensão do fenômeno Ética não mais surgiria metodologicamente dos resultados de uma descrição ou reflexão, mas sim, objetivamente, de um agir, de um comportamento consequencial, capaz de tornar possível e correta a convivência. (Adaptado do site Doutrina Jus Navigandi) 35. As diferentes acepções de Ética devem-se, conforme se depreende da leitura do texto, (A) aos usos informais que o senso comum faz desse termo. (B) às considerações sobre a etimologia dessa palavra. (C) aos métodos com que as ciências sociais a analisam. (D) às íntimas conexões que ela mantém com o Direito. (E) às perspectivas em que é considerada pelos acadêmicos. 36. A concepção de ética atribuída a Adolfo Sanchez Vasquez é retoma- da na seguinte expressão do texto: (A) núcleo especulativo e reflexivo. (B) objeto descritível de uma Ciência. (C) explicação dos fatos morais. (D) parte da Filosofia. (E) comportamento consequencial. 37. No texto, a terceira acepção da palavra ética deve ser entendida como aquela em que se considera, sobretudo, (A) o valor desejável da ação humana. (B) o fundamento filosófico da moral. (C) o rigor do método de análise. (D) a lucidez de quem investiga o fato moral. (E) o rigoroso legado da jurisprudência. 38. Dá-se uma íntima conexão entre a Ética e o Direito quando ambos revelam, em relação aos valores morais da conduta, uma preocupa- ção (A) filosófica. (B) descritiva. (C) prescritiva. (D) contestatária. (E) tradicionalista. 39. Considerando-se o contexto do último parágrafo, o elemento subli- nhado pode ser corretamente substituído pelo que está entre parên- teses, sem prejuízo para o sentido, no seguinte caso: (A) (...) a colocará em íntima conexão com o Direito. (inclusão) (B) (...) os valores morais dariam o balizamento do agir (...) (arremate) (C) (...) qualificação do comportamento do homem como ser em situa- ção. (provisório) (D) (...) nem tampouco como fenômeno especulativo. (nem, ainda) (E) (...) de um agir, de um comportamento consequencial... (concessi- vo) 40. As normas de concordância estão plenamente observadas na frase: (A) Costumam-se especular, nos meios acadêmicos, em torno de três acepções de Ética. (B) As referências que se faz à natureza da ética consideram-na, com muita frequência, associada aos valores morais. (C) Não coubessem aos juristas aproximar-se da ética, as leis deixariam de ter a dignidade humana como balizamento. (D) Não derivam das teorias, mas das práticas humanas, o efetivo valor de que se impregna a conduta dos indivíduos. (E) Convém aos filósofos e juristas, quaisquer que sejam as circunstân- cias, atentar para a observância dos valores éticos. 41. Está clara, correta e coerente a redação do seguinte comentário sobre o texto: (A) Dentre as três acepções de Ética que se menciona no texto, uma apenas diz respeito à uma área em que conflui com o Direito. (B) O balizamento da conduta humana é uma atividade em que, cada um em seu campo, se empenham o jurista e o filósofo. (C) Costuma ocorrer muitas vezes não ser fácil distinguir Ética ou Moral, haja vista que tanto uma quanto outra pretendem ajuizar à situação do homem. (D) Ainda que se torne por consenso um valor do comportamento huma- no, a Ética varia conforme a perspectiva de atribuição do mesmo.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização26 (E) Os saberes humanos aplicados, do conhecimento da Ética, costu- mam apresentar divergências de enfoques, em que pese a metodo- logia usada. 42. Transpondo-se para a voz passiva a frase Nesta visão, os valores morais dariam o balizamento do agir, a forma verbal resultante deve- rá ser: (A) seria dado. (B) teriam dado. (C) seriam dados. (D) teriam sido dados. (E) fora dado. Atenção: As questões de números 43 a 48 referem-se ao texto abaixo. O HOMEM MORAL E O MORALIZADOR Depois de um bom século de psicologia e psiquiatria dinâmicas, esta- mos certos disto: o moralizador e o homem moral são figuras diferentes, se não opostas. O homem moral se impõe padrões de conduta e tenta respei- tá-los; o moralizador quer impor ferozmente aos outros os padrões que ele não consegue respeitar. A distinção entre ambos tem alguns corolários relevantes. Primeiro, o moralizador é um homem moral falido: se soubesse respei- tar o padrão moral que ele impõe, ele não precisaria punir suas imperfei- ções nos outros. Segundo, é possível e compreensível que um homem moral tenha um espírito missionário: ele pode agir para levar os outros a adotar um padrão parecido com o seu. Mas a imposição forçada de um padrão moral não é nunca o ato de um homem moral, é sempre o ato de um moralizador. Em geral, as sociedades em que as normas morais ga- nham força de lei (os Estados confessionais, por exemplo) não são regra- das por uma moral comum, nem pelas aspirações de poucos e escolhidos homens exemplares,mas por moralizadores que tentam remir suas próprias falhas morais pela brutalidade do controle que eles exercem sobre os outros. A pior barbárie do mundo é isto: um mundo em que todos pagam pelos pecados de hipócritas que não se aguentam. (Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 20/03/2008) 43. Atente para as afirmações abaixo. I. Diferentemente do homem moral, o homem moralizador não se preocupa com os padrões morais de conduta. II. Pelo fato de impor a si mesmo um rígido padrão de conduta, o ho- mem moral acaba por impô-lo à conduta alheia. III. O moralizador, hipocritamente, age como se de fato respeitasse os padrões de conduta que ele cobra dos outros. Em relação ao texto, é correto o que se afirma APENAS em (A) I. (B) II. (C) III. (D) I e II. (E) II e III. 44. No contexto do primeiro parágrafo, a afirmação de que já decorreu um bom século de psicologia e psiquiatria dinâmicas indica um fator determinante para que (A) concluamos que o homem moderno já não dispõe de rigorosos padrões morais para avaliar sua conduta. (B) consideremos cada vez mais difícil a discriminação entre o homem moral e o homem moralizador. (C) reconheçamos como bastante remota a possibilidade de se caracte- rizar um homem moralizador. (D) identifiquemos divergências profundas entre o comportamento de um homem moral e o de um moralizador. (E) divisemos as contradições internas que costumam ocorrer nas atitu- des tomadas pelo homem moral. 45. O autor do texto refere-se aos Estados confessionais para exemplifi- car uma sociedade na qual (A) normas morais não têm qualquer peso na conduta dos cidadãos. (B) hipócritas exercem rigoroso controle sobre a conduta de todos. (C) a fé religiosa é decisiva para o respeito aos valores de uma moral comum. (D) a situação de barbárie impede a formulação de qualquer regra moral. (E) eventuais falhas de conduta são atribuídas à fraqueza das leis. 46. Na frase A distinção entre ambos tem alguns corolários relevantes, o sentido da expressão sublinhada está corretamente traduzido em: (A) significativos desdobramentos dela. (B) determinados antecedentes dela. (C) reconhecidos fatores que a causam. (D) consequentes aspectos que a relativizam. (E) valores comuns que ela propicia. 47. Está correta a articulação entre os tempos e os modos verbais na frase: (A) Se o moralizador vier a respeitar o padrão moral que ele impusera, já não podia ser considerado um hipócrita. (B) Os moralizadores sempre haveriam de desrespeitar os valores morais que eles imporão aos outros. (C) A pior barbárie terá sido aquela em que o rigor dos hipócritas servis- se de controle dos demais cidadãos. (D) Desde que haja a imposição forçada de um padrão moral, caracteri- zava-se um ato típico do moralizador. (E) Não é justo que os hipócritas sempre venham a impor padrões morais que eles próprios não respeitam. 48. Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase: (A) O moralizador está carregado de imperfeições de que ele não cos- tuma acusar em si mesmo. (B) Um homem moral empenha-se numa conduta cujo o padrão moral ele não costuma impingir na dos outros. (C) Os pecados aos quais insiste reincidir o moralizador são os mesmos em que ele acusa seus semelhantes. (D) Respeitar um padrão moral das ações é uma qualidade da qual não abrem mão os homens a quem não se pode acusar de hipócritas. (E) Quando um moralizador julga os outros segundo um padrão moral de cujo ele próprio não respeita, demonstra toda a hipocrisia em que é capaz. Atenção: As questões de números 49 a 54 referem-se ao texto abaixo. FIM DE FEIRA Quando os feirantes já se dispõem a desarmar as barracas, começam a chegar os que querem pagar pouco pelo que restou nas bancadas, ou mesmo nada, pelo que ameaça estragar. Chegam com suas sacolas cheias de esperança. Alguns não perdem tempo e passam a recolher o que está pelo chão: um mamãozinho amolecido, umas folhas de couve amarelas, a metade de um abacaxi, que serviu de chamariz para os fregueses compra- dores. Há uns que se aventuram até mesmo nas cercanias da barraca de pescados, onde pode haver alguma suspeita sardinha oculta entre jornais, ou uma ponta de cação obviamente desprezada. Há feirantes que facilitam o trabalho dessas pessoas: oferecem-lhes o que, de qualquer modo, eles iriam jogar fora. Mas outros parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos refu- gos, e chegam a recolhê-los para não os verem coletados. Agem para salvaguardar não o lucro possível, mas o princípio mesmo do comércio. Parecem temer que a fome seja debelada sem que alguém pague por isso. E não admitem ser acusados de egoístas: somos comerciantes, não assis- tentes sociais, alegam. Finda a feira, esvaziada a rua, chega o caminhão da limpeza e os fun- cionários da prefeitura varrem e lavam tudo, entre risos e gritos. O trânsito é liberado, os carros atravancam a rua e, não fosse o persistente cheiro de peixe, a ninguém ocorreria que ali houve uma feira, frequentada por tão diversas espécies de seres humanos. (Joel Rubinato, inédito) 49. Nas frases parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos refugos e não admitem ser acusados de egoístas, o narrador do texto (A) mostra-se imparcial diante de atitudes opostas dos feirantes. (B) revela uma perspectiva crítica diante da atitude de certos feirantes. (C) demonstra não reconhecer qualquer proveito nesse tipo de coleta. (D) assume-se como um cronista a quem não cabe emitir julgamentos. (E) insinua sua indignação contra o lucro excessivo dos feirantes. 50. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de um
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização27 segmento do texto em: (A) serviu de chamariz (B) alguma suspeita sardinha inha. (C) teimoso aproveitamento (D) o princípio mesmo do comércio rcial. (E) Agem para salvaguardar itir. 51. Atente para as afirmações abaixo. I. Os riscos do consumo de uma sardinha suspeita ou da ponta de um cação que foi desprezada justificam o emprego de se aventuram, no primeiro parágrafo. II. O emprego de alegam, no segundo parágrafo, deixa entrever que o autor não compactua com a justificativa dos feirantes. III. No último parágrafo, o autor faz ver que o fim da feira traz a supera- ção de tudo o que determina a existência de diversas espécies de seres humanos. Em relação ao texto, é correto o que se afirma APENAS em (A) I. (B) II. (C) III. (D) I e II. (E) II e III. 52. Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre um recurso de cons- trução do texto: no contexto do (A) primeiro parágrafo, a forma ou mesmo nada faz subentender a expressão verbal querem pagar. (B) primeiro parágrafo, a expressão fregueses compradores faz suben- tender a existência de “fregueses” que não compram nada. (C) segundo parágrafo, a expressão de qualquer modo está empregada com o sentido de de toda maneira. (D) segundo parágrafo, a expressão para salvaguardar está empregada com o sentido de a fim de resguardar. (E) terceiro parágrafo, a expressão não fosse tem sentido equivalente ao de mesmo não sendo. 53. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural para preencher de modo correto a lacuna da frase: (A) Frutas e verduras, mesmo quando desprezadas, não ...... (deixar) de as recolher quem não pode pagar pelas boas e bonitas. (B) ......-se (dever) aos ruidosos funcionários da limpeza pública a provi- dência que fará esquecer que ali funcionou uma feira. (C) Não ...... (aludir) aos feirantes mais generosos, que oferecem as sobras de seus produtos, a observação do autor sobre o egoísmo humano. (D) A pouca gente ...... (deixar) de sensibilizar os penosos detalhes da coleta, a que o narrador deu ênfase em seu texto. (E) Não ...... (caber) aos leitores, por força do texto, criticar o lucro razoável de alguns feirantes, mas sim, a inaceitável impiedade de ou- tros. 54. A supressão da vírgula altera o sentido da seguinte frase: (A) Fica-se indignado com os feirantes, que não compreendem a carên- cia dos mais pobres. (B) No texto, ocorre uma descrição o mais fiel possível da tradicional coleta de um fim de feira. (C) A todo momento, dá-se o triste espetáculo de pobreza centralizado nessa narrativa. (D) Certamente, o leitor não deixará de observar a preocupação do autor em distinguir os diferentes caracteres humanos. (E) Em qualquer lugar onde ocorra uma feira, ocorrerá também a humil- de coleta de que trata a crônica. RESPOSTAS 01. A 02. B 03. E 04. C 05. A 06. E 07. B 08. A 11. C 12. A 13. B 14. E 15. D 16. A 17. C 18. D 21. A 22. E 23. B 24. A 25. E 26. D 27. A 28. C 31. E 32. B 33. A 34. C 35. E 36. B 37. A 38. C 41. B 42. A 43. C 44. D 45. B 46. A 47. E 48. D 51. D 52. E 53. D 54. A 09. D 10. B 19. E 20. B 29. B 30. D 39. D 40. E 49. B 50. C FONÉTICA E FONOLOGIA Em sentido mais elementar, a Fonética é o estudo dos sons ou dos fo- nemas, entendendo-se por fonemas os sons emitidos pela voz humana, os quais caracterizam a oposição entre os vocábulos. Ex.: em pato e bato é o som inicial das consoantes p- e b- que opõe entre si as duas palavras. Tal som recebe a denominação de FONEMA. Quando proferimos a palavra aflito, por exemplo, emitimos três sílabas e seis fonemas: a-fli-to. Percebemos que numa sílaba pode haver um ou mais fonemas. No sistema fonética do português do Brasil há, aproximadamente, 33 fo- nemas. É importante não confundir letra com fonema. Fonema é som, letra é o sinal gráfico que representa o som. Vejamos alguns exemplos: Manhã – 5 letras e quatro fonemas: m / a / nh / ã Táxi – 4 letras e 5 fonemas: t / a / k / s / i Corre – letras: 5: fonemas: 4 Hora – letras: 4: fonemas: 3 Aquela – letras: 6: fonemas: 5 Guerra – letras: 6: fonemas: 4 Fixo – letras: 4: fonemas: 5 Hoje – 4 letras e 3 fonemas Canto – 5 letras e 4 fonemas Tempo – 5 letras e 4 fonemas Campo – 5 letras e 4 fonemas Chuva – 5 letras e 4 fonemas LETRA - é a representação gráfica, a representação escrita, de um determinado som. CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS VOGAIS SEMIVOGAIS Só há duas semivogais: i e u, quando se incorporam à vogal numa mesma sílaba da palavra, formando um ditongo ou tritongo. Exs.: cai-ça-ra, te- sou-ro, Pa-ra-guai. CONSOANTES ENCONTROS VOCÁLICOS A sequência de duas ou três vogais em uma palavra, damos o nome de encontro vocálico. Ex.: cooperativa Três são os encontros vocálicos: ditongo, tritongo, hiato DITONGO É a combinação de uma vogal + uma semivogal ou vice-versa. Dividem-se em: - orais: pai, fui - nasais: mãe, bem, pão - decrescentes: (vogal + semivogal) – meu, riu, dói - crescentes: (semivogal + vogal) – pátria, vácuo TRITONGO (semivogal + vogal + semivogal) Ex.: Pa-ra-guai, U-ru-guai, Ja-ce-guai, sa-guão, quão, iguais, mínguam a, e, i, o, u b, c, d, f, g, h, j, l, m, n, p, q, r, s, t, v, x, z
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização28 HIATO Ê o encontro de duas vogais que se pronunciam separadamente, em du- as diferentes emissões de voz. Ex.: fa-ís-ca, sa-ú-de, do-er, a-or-ta, po-di-a, ci-ú-me, po-ei-ra, cru-el, ju-í- zo SÍLABA Dá-se o nome de sílaba ao fonema ou grupo de fonemas pronunciados numa só emissão de voz. Quanto ao número de sílabas, o vocábulo classifica-se em: • Monossílabo - possui uma só sílaba: pá, mel, fé, sol. • Dissílabo - possui duas sílabas: ca-sa, me-sa, pom-bo. • Trissílabo - possui três sílabas: Cam-pi-nas, ci-da-de, a-tle-ta. • Polissílabo - possui mais de três sílabas: es-co-la-ri-da-de, hos-pi-ta- li-da-de. TONICIDADE Nas palavras com mais de uma sílaba, sempre existe uma sílaba que se pronuncia com mais força do que as outras: é a sílaba tônica. Exs.: em lá-gri-ma, a sílaba tônica é lá; em ca-der-no, der; em A-ma-pá, pá. Considerando-se a posição da sílaba tônica, classificam-se as palavras em: • Oxítonas - quando a tônica é a última sílaba: Pa-ra-ná, sa-bor, do- mi-nó. • Paroxítonas - quando a tônica é a penúltima sílaba: már-tir, ca-rá- ter, a-má-vel, qua-dro. • Proparoxítonas - quando a tônica é a antepenúltima sílaba: ú-mi-do, cá-li-ce, ' sô-fre-go, pês-se-go, lá-gri-ma. ENCONTROS CONSONANTAIS É a sequência de dois ou mais fonemas consonânticos num vocábulo. Ex.: atleta, brado, creme, digno etc. DÍGRAFOS São duas letras que representam um só fonema, sendo uma grafia com- posta para um som simples. Há os seguintes dígrafos: 1) Os terminados em h, representados pelos grupos ch, lh, nh. Exs.: chave, malha, ninho. 2) Os constituídos de letras dobradas, representados pelos grupos rr e ss. Exs. : carro, pássaro. 3) Os grupos gu, qu, sc, sç, xc, xs. Exs.: guerra, quilo, nascer, cresça, exceto, exsurgir. 4) As vogais nasais em que a nasalidade é indicada por m ou n, encer- rando a sílaba em uma palavra. Exs.: pom-ba, cam-po, on-de, can-to, man-to. NOTAÇÕES LÉXICAS São certos sinais gráficos que se juntam às letras, geralmente para lhes dar um valor fonético especial e permitir a correta pronúncia das palavras. São os seguintes: 1) o acento agudo – indica vogal tônica aberta: pé, avó, lágrimas; 2) o acento circunflexo – indica vogal tônica fechada: avô, mês, ânco- ra; 3) o acento grave – sinal indicador de crase: ir à cidade; 4) o til – indica vogal nasal: lã, ímã; 5) a cedilha – dá ao c o som de ss: moça, laço, açude; 6) o apóstrofo – indica supressão de vogal: mãe-d’água, pau-d’alho; o hífen – une palavras, prefixos, etc.: arcos-íris, peço-lhe, ex-aluno. ORTOGRAFIA OFICIAL As dificuldades para a ortografia devem-se ao fato de que há fonemas que podem ser representados por mais de uma letra, o que não é feito de modo arbitrário, mas fundamentado na história da língua. Eis algumas observações úteis: DISTINÇÃO ENTRE J E G 1. Escrevem-se com J: a) As palavras de origem árabe, africana ou ameríndia: canjica. cafajeste, canjerê, pajé, etc. b) As palavras derivadas de outras que já têm j: laranjal (laranja), enrije- cer, (rijo), anjinho (anjo), granjear (granja), etc. c) As formas dos verbos que têm o infinitivo em JAR. despejar: despejei, despeje; arranjar: arranjei, arranje; viajar: viajei, viajeis. d) O final AJE: laje, traje, ultraje, etc. e) Algumas formas dos verbos terminados em GER e GIR, os quais mudam o G em J antes de A e O: reger: rejo, reja; dirigir: dirijo, dirija. 2. Escrevem-se com G: a) O final dos substantivos AGEM, IGEM, UGEM: coragem, vertigem, ferrugem, etc. b) Exceções: pajem, lambujem. Os finais: ÁGIO, ÉGIO, ÓGIO e ÍGIO: estágio, egrégio, relógio refúgio, prodígio, etc. c) Os verbos em GER e GIR: fugir, mugir, fingir. DISTINÇÃO ENTRE S E Z 1. Escrevem-se com S: a) O sufixo OSO: cremoso (creme + oso), leitoso, vaidoso, etc. b) O sufixo ÊS e a forma feminina ESA, formadores dos adjetivos pátrios ou que indicam profissão, título honorífico, posição social, etc.: portu- guês – portuguesa, camponês – camponesa, marquês – marquesa, burguês – burguesa, montês, pedrês, princesa, etc. c) O sufixo ISA. sacerdotisa, poetisa, diaconisa, etc. d) Os finais ASE, ESE, ISE e OSE, na grande maioria se o vocábulo for erudito ou de aplicação científica, não haverá dúvida, hipótese, exege- se análise, trombose, etc. e) As palavras nas quais o S aparece depois de ditongos: coisa, Neusa, causa. f) O sufixo ISAR dos verbos referentes a substantivos cujo radical termina em S: pesquisar (pesquisa), analisar (análise), avisar (aviso), etc. g) Quando for possível a correlação ND - NS: escandir: escansão; preten- der: pretensão; repreender: repreensão, etc. 2. Escrevem-se em Z. a) O sufixo IZAR, de origem grega, nos verbos e nas palavras que têm o mesmo radical. Civilizar: civilização, civilizado; organizar: organização, organizado; realizar: realização, realizado, etc. b) Os sufixos EZ e EZA formadores de substantivos abstratos derivados de adjetivos limpidez (limpo), pobreza (pobre), rigidez (rijo), etc. c) Os derivados em -ZAL, -ZEIRO, -ZINHO e –ZITO: cafezal, cinzeiro, chapeuzinho, cãozito, etc. DISTINÇÃO ENTRE X E CH: 1. Escrevem-se com X a) Os vocábulos em que o X é o precedido de ditongo: faixa, caixote, feixe, etc. c) Maioria das palavras iniciadas por ME: mexerico, mexer, mexerica, etc. d) EXCEÇÃO: recauchutar (mais seus derivados) e caucho (espécie de árvore que produz o látex). e) Observação: palavras como "enchente, encharcar, enchiqueirar, en- chapelar, enchumaçar", embora se iniciem pela sílaba "en", são grafa- das com "ch", porque são palavras formadas por prefixação, ou seja, pelo prefixo en + o radical de palavras que tenham o ch (enchente, en- cher e seus derivados: prefixo en + radical de cheio; encharcar: en + radical de charco; enchiqueirar: en + radical de chiqueiro; enchapelar: en + radical de chapéu; enchumaçar: en + radical de chumaço). 2. Escrevem-se com CH: a) charque, chiste, chicória, chimarrão, ficha, cochicho, cochichar, estre- buchar, fantoche, flecha, inchar, pechincha, pechinchar, penacho, sal- sicha, broche, arrocho, apetrecho, bochecha, brecha, chuchu, cachim- bo, comichão, chope, chute, debochar, fachada, fechar, linchar, mochi- la, piche, pichar, tchau. b) Existem vários casos de palavras homófonas, isto é, palavras que
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização29 possuem a mesma pronúncia, mas a grafia diferente. Nelas, a grafia se distingue pelo contraste entre o x e o ch. Exemplos: • brocha (pequeno prego) • broxa (pincel para caiação de paredes) • chá (planta para preparo de bebida) • xá (título do antigo soberano do Irã) • chalé (casa campestre de estilo suíço) • xale (cobertura para os ombros) • chácara (propriedade rural) • xácara (narrativa popular em versos) • cheque (ordem de pagamento) • xeque (jogada do xadrez) • cocho (vasilha para alimentar animais) • coxo (capenga, imperfeito) DISTINÇÃO ENTRE S, SS, Ç E C Observe o quadro das correlações: Correlações t - c ter-tenção rg - rs rt - rs pel - puls corr - curs sent - sens ced - cess gred - gress prim - press tir - ssão Exemplos ato - ação; infrator - infração; Marte - marcial abster - abstenção; ater - atenção; conter - contenção, deter - detenção; reter - retenção aspergir - aspersão; imergir - imersão; submergir - submer- são; inverter - inversão; divertir - diversão impelir - impulsão; expelir - expulsão; repelir - repulsão correr - curso - cursivo - discurso; excursão - incursão sentir - senso, sensível, consenso ceder - cessão - conceder - concessão; interceder - inter- cessão. exceder - excessivo (exceto exceção) agredir - agressão - agressivo; progredir - progressão - progresso - progressivo imprimir - impressão; oprimir - opressão; reprimir - repres- são. admitir - admissão; discutir - discussão, permitir - permissão. (re)percutir - (re)percussão PALAVRAS COM CERTAS DIFICULDADES ONDE-AONDE Emprega-se AONDE com os verbos que dão ideia de movimento. Equi- vale sempre a PARA ONDE. AONDE você vai? AONDE nos leva com tal rapidez? Naturalmente, com os verbos que não dão ideia de “movimento” empre- ga-se ONDE ONDE estão os livros? Não sei ONDE te encontrar. MAU - MAL MAU é adjetivo (seu antônimo é bom). Escolheu um MAU momento. Era um MAU aluno. MAL pode ser: a) advérbio de modo (antônimo de bem). Ele se comportou MAL. Seu argumento está MAL estruturado b) conjunção temporal (equivale a assim que). MAL chegou, saiu c) substantivo: O MAL não tem remédio, Ela foi atacada por um MAL incurável. CESÃO/SESSÃO/SECÇÃO/SEÇÃO CESSÃO significa o ato de ceder. Ele fez a CESSÃO dos seus direitos autorais. A CESSÃO do terreno para a construção do estádio agradou a todos os torcedores. SESSÃO é o intervalo de tempo que dura uma reunião: Assistimos a uma SESSÃO de cinema. Reuniram-se em SESSÃO extraordinária. SECÇÃO (ou SEÇÃO) significa parte de um todo, subdivisão: Lemos a noticia na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de esportes. Compramos os presentes na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de brinquedos. HÁ / A Na indicação de tempo, emprega-se: HÁ para indicar tempo passado (equivale a faz): HÁ dois meses que ele não aparece. Ele chegou da Europa HÁ um ano. A para indicar tempo futuro: Daqui A dois meses ele aparecerá. Ela voltará daqui A um ano. FORMAS VARIANTES Existem palavras que apresentam duas grafias. Nesse caso, qualquer uma delas é considerada correta. Eis alguns exemplos. aluguel ou aluguer alpartaca, alpercata ou alpargata amídala ou amígdala assobiar ou assoviar assobio ou assovio azaléa ou azaleia bêbado ou bêbedo bílis ou bile cãibra ou cãimbra carroçaria ou carroceria chimpanzé ou chipanzé debulhar ou desbulhar fleugma ou fleuma hem? ou hein? imundície ou imundícia infarto ou enfarte laje ou lajem lantejoula ou lentejoula nenê ou nenen nhambu, inhambu ou nambu quatorze ou catorze surripiar ou surrupiar taramela ou tramela relampejar, relampear, relampeguear ou relampar porcentagem ou percentagem EMPREGO DE MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS Escrevem-se com letra inicial maiúscula: 1) a primeira palavra de período ou citação. Diz um provérbio árabe: "A agulha veste os outros e vive nua." No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da letra maiúscula. 2) substantivos próprios (antropônimos, alcunhas, topônimos, nomes sagrados, mitológicos, astronômicos): José, Tiradentes, Brasil, Amazônia, Campinas, Deus, Maria Santíssima, Tupã, Minerva, Via- Láctea, Marte, Cruzeiro do Sul, etc. O deus pagão, os deuses pagãos, a deusa Juno. 3) nomes de épocas históricas, datas e fatos importantes, festas religiosas: Idade Média, Renascença, Centenário da Independência do Brasil, a Páscoa, o Natal, o Dia das Mães, etc. 4) nomes de altos cargos e dignidades: Papa, Presidente da República, etc. 5) nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja, Nação, Estado, Pátria, União, República, etc. 6) nomes de ruas, praças, edifícios, estabelecimentos, agremiações, órgãos públicos, etc.: Rua do 0uvidor, Praça da Paz, Academia Brasileira de Letras, Banco do Brasil, Teatro Municipal, Colégio Santista, etc. 7) nomes de artes, ciências, títulos de produções artísticas, literárias e científicas, títulos de jornais e revistas: Medicina, Arquitetura, Os Lusíadas, 0 Guarani, Dicionário Geográfico Brasileiro, Correio da Manhã, Manchete, etc. 8) expressões de tratamento: Vossa Excelência, Sr. Presidente, Excelentíssimo Senhor Ministro, Senhor Diretor, etc. 9) nomes dos pontos cardeais, quando designam regiões: Os povos do Oriente, o falar do Norte. Mas: Corri o país de norte a sul. O Sol nasce a leste. 10) nomes comuns, quando personificados ou individuados: o Amor, o Ódio, a Morte, o Jabuti (nas fábulas), etc. Escrevem-se com letra inicial minúscula: 1) nomes de meses, de festas pagãs ou populares, nomes gentílicos, nomes próprios tornados comuns: maia, bacanais, carnaval, ingleses, ave-maria, um havana, etc.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização30 2) os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima, quando empregados em sentido geral: São Pedro foi o primeiro papa. Todos amam sua pátria. 3) nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio Amazonas, a baía de Guanabara, o pico da Neblina, etc. 4) palavras, depois de dois pontos, não se tratando de citação direta: "Qual deles: o hortelão ou o advogado?" (Machado de Assis) "Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incenso, mirra." (Manuel Bandeira) USO DO HÍFEN Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo. As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras for- madas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como: aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice etc. 1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos: anti-higiênico anti-histórico co-herdeiro macro-história mini-hotel proto-história sobre-humano super-homem ultra-humano Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h). 2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos: aeroespacial agroindustrial anteontem antiaéreo antieducativo autoaprendizagem autoescola autoestrada autoinstrução coautor coedição extraescolar infraestrutura plurianual semiaberto semianalfabeto semiesférico semiopaco Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc. 3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s. Exemplos: anteprojeto antipedagógico autopeça autoproteção coprodução geopolítica microcomputador pseudoprofessor semicírculo semideus seminovo ultramoderno Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice- rei, vice-almirante etc. 4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Exem- plos: antirrábico antirracismo antirreligioso antirrugas antissocial biorritmo contrarregra contrassenso cosseno infrassom microssistema minissaia multissecular neorrealismo neossimbolista semirreta ultrarresistente. ultrassom 5. Quando o prefi xo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo e- lemento começar pela mesma vogal. Exemplos: anti-ibérico anti-imperialista anti-infl acionário anti-infl amatório auto-observação contra-almirante contra-atacar contra-ataque micro-ondas micro-ônibus semi-internato semi-interno 6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segun- do elemento começar pela mesma consoante. Exemplos: hiper-requintado inter-racial inter-regional sub-bibliotecário super-racista super-reacionário super-resistente super-romântico Atenção: • Nos demais casos não se usa o hífen. Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, super- proteção. • Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra inici- ada por r: sub-região, sub-raça etc. • Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra i- niciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc. 7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o se- gundo elemento começar por vogal. Exemplos: hiperacidez hiperativo
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização31 interescolar interestadual interestelar interestudantil superamigo superaquecimento supereconômico superexigente superinteressante superotimismo 8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos: além-mar além-túmulo aquém-mar ex-aluno ex-diretor ex-hospedeiro ex-prefeito ex-presidente pós-graduação pré-história pré-vestibular pró-europeu recém-casado recém-nascido sem-terra 9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu. 10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasio- nalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas enca- deamentos vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo. 11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a no- ção de composição. Exemplos: girassol madressilva mandachuva paraquedas paraquedista pontapé 12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos: Na cidade, conta-se que ele foi viajar. O diretor recebeu os ex-alunos. ACENTUAÇÃO GRÁFICA ORTOGRAFIA OFICIAL Por Paula Perin dos Santos O Novo Acordo Ortográfico visa simplificar as regras ortográficas da Língua Portuguesa e aumentar o prestígio social da língua no cenário internacional. Sua implementação no Brasil segue os seguintes parâmetros: 2009 – vigência ainda não obrigatória, 2010 a 2012 – adaptação completa dos livros didáticos às novas regras; e a partir de 2013 – vigência obrigató- ria em todo o território nacional. Cabe lembrar que esse “Novo Acordo Ortográfico” já se encontrava assinado desde 1990 por oito países que falam a língua portuguesa, inclusive pelo Brasil, mas só agora é que teve sua implementação. É equívoco afirmar que este acordo visa uniformizar a língua, já que uma língua não existe apenas em função de sua ortografia. Vale lembrar que a ortografia é apenas um aspecto superficial da escrita da língua, e que as diferenças entre o Português falado nos diversos países lusófonos subsistirão em questões referentes à pronúncia, vocabulário e gramática. Uma língua muda em função de seus falantes e do tempo, não por meio de Leis ou Acordos. A queixa de muitos estudantes e usuários da língua escrita é que, de- pois de internalizada uma regra, é difícil “desaprendê-la”. Então, cabe aqui uma dica: quando se tiver uma dúvida sobre a escrita de alguma palavra, o ideal é consultar o Novo Acordo (tenha um sempre em fácil acesso) ou, na melhor das hipóteses, use um sinônimo para referir-se a tal palavra. Mostraremos nessa série de artigos o Novo Acordo de uma maneira descomplicada, apontando como é que fica estabelecido de hoje em diante a Ortografia Oficial do Português falado no Brasil. Alfabeto A influência do inglês no nosso idioma agora é oficial. Há muito tempo as letras “k”, “w” e “y” faziam parte do nosso idioma, isto não é nenhuma novidade. Elas já apareciam em unidades de medidas, nomes próprios e palavras importadas do idioma inglês, como: km – quilômetro, kg – quilograma Show, Shakespeare, Byron, Newton, dentre outros. Trema Não se usa mais o trema em palavras do português. Quem digita muito textos científicos no computador sabe o quanto dava trabalho escrever linguística, frequência. Ele só vai permanecer em nomes próprios e seus derivados, de origem estrangeira. Por exemplo, Gisele Bündchen não vai deixar de usar o trema em seu nome, pois é de origem alemã. (neste caso, o “ü” lê-se “i”) QUANTO À POSIÇÃO DA SÍLABA TÔNICA 1. Acentuam-se as oxítonas terminadas em “A”, “E”, “O”, seguidas ou não de “S”, inclusive as formas verbais quando seguidas de “LO(s)” ou “LA(s)”. Também recebem acento as oxítonas terminadas em ditongos abertos, como “ÉI”, “ÉU”, “ÓI”, seguidos ou não de “S” Ex. Chá Mês nós Gás Sapé cipó Dará Café avós Pará Vocês compôs vatapá pontapés só Aliás português robô dá-lo vê-lo avó recuperá-los Conhecê-los pô-los guardá-la Fé compô-los réis (moeda) Véu dói méis céu mói pastéis Chapéus anzóis ninguém parabéns Jerusalém Resumindo: Só não acentuamos oxítonas terminadas em “I” ou “U”, a não ser que seja um caso de hiato. Por exemplo: as palavras “baú”, “aí”, “Esaú” e “atraí- lo” são acentuadas porque as semivogais “i” e “u” estão tônicas nestas palavras. 2. Acentuamos as palavras paroxítonas quando terminadas em:  L – afável, fácil, cônsul, desejável, ágil, incrível.  N – pólen, abdômen, sêmen, abdômen.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização32  R – câncer, caráter, néctar, repórter.  X – tórax, látex, ônix, fênix.  PS – fórceps, Quéops, bíceps.  Ã(S) – ímã, órfãs, ímãs, Bálcãs.  ÃO(S) – órgão, bênção, sótão, órfão.  I(S) – júri, táxi, lápis, grátis, oásis, miosótis.  ON(S) – náilon, próton, elétrons, cânon.  UM(S) – álbum, fórum, médium, álbuns.  US – ânus, bônus, vírus, Vênus. Também acentuamos as paroxítonas terminadas em ditongos crescen- tes (semivogal+vogal): Névoa, infância, tênue, calvície, série, polícia, residência, férias, lírio. 3. Todas as proparoxítonas são acentuadas. Ex. México, música, mágico, lâmpada, pálido, pálido, sândalo, crisân- temo, público, pároco, proparoxítona. QUANTO À CLASSIFICAÇÃO DOS ENCONTROS VOCÁLICOS 4. Acentuamos as vogais “I” e “U” dos hiatos, quando:  Formarem sílabas sozinhos ou com “S” Ex. Ju-í-zo, Lu-ís, ca-fe-í-na, ra-í-zes, sa-í-da, e-go-ís-ta. IMPORTANTE Por que não acentuamos “ba-i-nha”, “fei-u-ra”, “ru-im”, “ca-ir”, “Ra-ul”, se todos são “i” e “u” tônicas, portanto hiatos? Porque o “i” tônico de “bainha” vem seguido de NH. O “u” e o “i” tônicos de “ruim”, “cair” e “Raul” formam sílabas com “m”, “r” e “l” respectivamente. Essas consoantes já soam forte por natureza, tornando naturalmente a sílaba “tônica”, sem precisar de acento que reforce isso. 5. Trema Não se usa mais o trema em palavras da língua portuguesa. Ele só vai permanecer em nomes próprios e seus derivados, de origem estrangeira, como Bündchen, Müller, mülleriano (neste caso, o “ü” lê-se “i”) 6. Acento Diferencial O acento diferencial permanece nas palavras: pôde (passado), pode (presente) pôr (verbo), por (preposição) Nas formas verbais, cuja finalidade é determinar se a 3ª pessoa do verbo está no singular ou plural: SIN- GULAR PLURAL Ele tem Eles têm Ele vem Eles vêm Essa regra se aplica a todos os verbos derivados de “ter” e “vir”, como: conter, manter, intervir, deter, sobrevir, reter, etc. DIVISÃO SILÁBICA Não se separam as letras que formam os dígrafos CH, NH, LH, QU, GU. 2- chave: cha-ve aquele: a-que-le palha: pa-lha manhã: ma-nhã guizo: gui-zo Não se separam as letras dos encontros consonantais que apresentam a seguinte formação: consoante + L ou consoante + R 2- emblema: reclamar: flagelo: globo: implicar: atleta: prato: em-ble-ma re-cla-mar fla-ge-lo glo-bo im-pli-car a-tle-ta pra-to abraço: recrutar: drama: fraco: agrado: atraso: a-bra-ço re-cru-tar dra-ma fra-co a-gra-do a-tra-so Separam-se as letras dos dígrafos RR, SS, SC, SÇ, XC. 3- correr: passar: fascinar: cor-rer pas-sar fas-ci-nar desçam: exceto: des-çam ex-ce-to Não se separam as letras que representam um ditongo. 4- mistério: cárie: mis-té-rio cá-rie herdeiro: her-dei-ro Separam-se as letras que representam um hiato. 5- saúde: rainha: sa-ú-de ra-i-nha cruel: enjoo: cru-el en-jo-o Não se separam as letras que representam um tritongo. 6- Paraguai: saguão: Pa-ra-guai sa-guão Consoante não seguida de vogal, no interior da palavra, fica na sílaba que a antecede. 7- torna: técnica: absoluto: tor-na núpcias: núp-cias téc-ni-ca submeter: sub-me-ter ab-so-lu-to perspicaz: pers-pi-caz Consoante não seguida de vogal, no início da palavra, junta-se à sílaba que a segue 8- pneumático: pneu-má-ti-co gnomo: gno-mo psicologia: psi-co-lo-gia No grupo BL, às vezes cada consoante é pronunciada separadamente, mantendo sua autonomia fonética. Nesse caso, tais consoantes ficam em sílabas separadas. 9- sublingual: sublinhar: sublocar: sub-lin-gual sub-li-nhar sub-lo-car Preste atenção nas seguintes palavras: trei-no so-cie-da-de gai-o-la ba-lei-a des-mai-a-do im-bui-a ra-diou-vin-te ca-o-lho te-a-tro co-e-lho du-e-lo ví-a-mos a-mné-sia gno-mo co-lhei-ta quei-jo pneu-mo-ni-a fe-é-ri-co dig-no e-nig-ma e-clip-se Is-ra-el mag-nó-lia SINAIS DE PONTUAÇÃO Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as pausas da linguagem oral. PONTO O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase decla- rativa. Ao término de um texto, o ponto é conhecido como final. Nos casos comuns ele é chamado de simples.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização33 Também é usado nas abreviaturas: Sr. (Senhor), d.C. (depois de Cris- to), a.C. (antes de Cristo), E.V. (Érico Veríssimo). PONTO DE INTERROGAÇÃO É usado para indicar pergunta direta. Onde está seu irmão? Às vezes, pode combinar-se com o ponto de exclamação. A mim ?! Que ideia! PONTO DE EXCLAMAÇÃO É usado depois das interjeições, locuções ou frases exclamativas. Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória! Ó jovens! Lutemos! VÍRGULA A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pau- sa na fala. Emprega-se a vírgula: • Nas datas e nos endereços: São Paulo, 17 de setembro de 1989. Largo do Paissandu, 128. • No vocativo e no aposto: Meninos, prestem atenção! Termópilas, o meu amigo, é escritor. • Nos termos independentes entre si: O cinema, o teatro, a praia e a música são as suas diversões. • Com certas expressões explicativas como: isto é, por exemplo. Neste caso é usado o duplo emprego da vírgula: Ontem teve início a maior festa da minha cidade, isto é, a festa da pa- droeira. • Após alguns adjuntos adverbiais: No dia seguinte, viajamos para o litoral. • Com certas conjunções. Neste caso também é usado o duplo emprego da vírgula: Isso, entretanto, não foi suficiente para agradar o diretor. • Após a primeira parte de um provérbio. O que os olhos não vêem, o coração não sente. • Em alguns casos de termos oclusos: Eu gostava de maçã, de pêra e de abacate. RETICÊNCIAS • São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento. Não me disseste que era teu pai que ... • Para realçar uma palavra ou expressão. Hoje em dia, mulher casa com "pão" e passa fome... • Para indicar ironia, malícia ou qualquer outro sentimento. Aqui jaz minha mulher. Agora ela repousa, e eu também... PONTO E VÍRGULA • Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém alguma simetria entre si. "Depois, lracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desconhe- cido, guardando consigo a ponta farpada. " • Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu interior. Eu, apressadamente, queria chamar Socorro; o motorista, porém, mais calmo, resolveu o problema sozinho. DOIS PONTOS • Enunciar a fala dos personagens: Ele retrucou: Não vês por onde pisas? • Para indicar uma citação alheia: Ouvia-se, no meio da confusão, a voz da central de informações de passageiros do voo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embar- que". • Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anteri- or: Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente. • Enumeração após os apostos: Como três tipos de alimento: vegetais, carnes e amido. TRAVESSÃO Marca, nos diálogos, a mudança de interlocutor, ou serve para isolar palavras ou frases – "Quais são os símbolos da pátria? – Que pátria? – Da nossa pátria, ora bolas!" (P. M Campos). – "Mesmo com o tempo revoltoso - chovia, parava, chovia, parava outra vez. – a claridade devia ser suficiente p'ra mulher ter avistado mais alguma coisa". (M. Palmério). • Usa-se para separar orações do tipo: – Avante!- Gritou o general. – A lua foi alcançada, afinal - cantava o poeta. Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam uma cadeia de frase: • A estrada de ferro Santos – Jundiaí. • A ponte Rio – Niterói. • A linha aérea São Paulo – Porto Alegre. ASPAS São usadas para: • Indicar citações textuais de outra autoria. "A bomba não tem endereço certo." (G. Meireles) • Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se expressa o autor: estrangeirismo, gírias, arcaismo, formas populares: Há quem goste de “jazz-band”. Não achei nada "legal" aquela aula de inglês. • Para enfatizar palavras ou expressões: Apesar de todo esforço, achei-a “irreconhecível" naquela noite. • Títulos de obras literárias ou artísticas, jornais, revistas, etc. "Fogo Morto" é uma obra-prima do regionalismo brasileiro. • Em casos de ironia: A "inteligência" dela me sensibiliza profundamente. Veja como ele é “educado" - cuspiu no chão. PARÊNTESES Empregamos os parênteses: • Nas indicações bibliográficas. "Sede assim qualquer coisa. serena, isenta, fiel". (Meireles, Cecília, "Flor de Poemas"). • Nas indicações cênicas dos textos teatrais: "Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos, com os olhos fora das órbitas. Amália se volta)". (G. Figueiredo) • Quando se intercala num texto uma ideia ou indicação acessória: "E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-Io, morrendo de fome." (C. Lispector) • Para isolar orações intercaladas: "Estou certo que eu (se lhe ponho Minha mão na testa alçada) Sou eu para ela." (M. Bandeira) COLCHETES [ ] Os colchetes são muito empregados na linguagem científica. ASTERISCO O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação). BARRA A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas. CRASE
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização34 Crase é a fusão da preposição A com outro A. Fomos a a feira ontem = Fomos à feira ontem. EMPREGO DA CRASE • em locuções adverbiais: à vezes, às pressas, à toa... • em locuções prepositivas: em frente à, à procura de... • em locuções conjuntivas: à medida que, à proporção que... • pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo, a, as Fui ontem àquele restaurante. Falamos apenas àquelas pessoas que estavam no salão: Refiro-me àquilo e não a isto. A CRASE É FACULTATIVA • diante de pronomes possessivos femininos: Entreguei o livro a(à) sua secretária . • diante de substantivos próprios femininos: Dei o livro à(a) Sônia. CASOS ESPECIAIS DO USO DA CRASE • Antes dos nomes de localidades, quando tais nomes admitirem o artigo A: Viajaremos à Colômbia. (Observe: A Colômbia é bela - Venho da Colômbia) • Nem todos os nomes de localidades aceitam o artigo: Curitiba, Brasília, Fortaleza, Goiás, Ilhéus, Pelotas, Porto Alegre, São Paulo, Madri, Ve- neza, etc. Viajaremos a Curitiba. (Observe: Curitiba é uma bela cidade - Venho de Curitiba). • Haverá crase se o substantivo vier acompanhado de adjunto que o modifique. Ela se referiu à saudosa Lisboa. Vou à Curitiba dos meus sonhos. • Antes de numeral, seguido da palavra "hora", mesmo subentendida: Às 8 e 15 o despertador soou. • Antes de substantivo, quando se puder subentender as palavras “mo- da” ou "maneira": Aos domingos, trajava-se à inglesa. Cortavam-se os cabelos à Príncipe Danilo. • Antes da palavra casa, se estiver determinada: Referia-se à Casa Gebara. • Não há crase quando a palavra "casa" se refere ao próprio lar. Não tive tempo de ir a casa apanhar os papéis. (Venho de casa). • Antes da palavra "terra", se esta não for antônima de bordo. Voltou à terra onde nascera. Chegamos à terra dos nossos ancestrais. Mas: Os marinheiros vieram a terra. O comandante desceu a terra. • Se a preposição ATÉ vier seguida de palavra feminina que aceite o artigo, poderá ou não ocorrer a crase, indiferentemente: Vou até a (á ) chácara. Cheguei até a(à) muralha • A QUE - À QUE Se, com antecedente masculino ocorrer AO QUE, com o feminino ocorrerá crase: Houve um palpite anterior ao que você deu. Houve uma sugestão anterior à que você deu. Se, com antecedente masculino, ocorrer A QUE, com o feminino não ocorrerá crase. Não gostei do filme a que você se referia. Não gostei da peça a que você se referia. O mesmo fenômeno de crase (preposição A) - pronome demonstrativo A que ocorre antes do QUE (pronome relativo), pode ocorrer antes do de: Meu palpite é igual ao de todos Minha opinião é igual à de todos. NÃO OCORRE CRASE • antes de nomes masculinos: Andei a pé. Andamos a cavalo. • antes de verbos: Ela começa a chorar. Cheguei a escrever um poema. • em expressões formadas por palavras repetidas: Estamos cara a cara. • antes de pronomes de tratamento, exceto senhora, senhorita e dona: Dirigiu-se a V. Sa com aspereza. Escrevi a Vossa Excelência. Dirigiu-se gentilmente à senhora. • quando um A (sem o S de plural) preceder um nome plural: Não falo a pessoas estranhas. Jamais vamos a festas. SINÔNIMOS, ANTÔNIMOS E PARÔNIMOS. SENTIDO PRÓPRIO E FIGURADO DAS PALAVRAS. SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS Semântica Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Semântica (do grego σημαντικός, sēmantiká, plural neutro de sēmantikós, derivado de sema, sinal), é o estudo do significado. Incide sobre a relação entre significantes, tais como palavras, frases, sinais e símbolos, e o que eles representam, a sua denotação. A semântica linguística estuda o significado usado por seres humanos para se expressar através da linguagem. Outras formas de semântica incluem a semântica nas linguagens de programação, lógica formal, e semiótica. A semântica contrapõe-se com frequência à sintaxe, caso em que a primeira se ocupa do que algo significa, enquanto a segunda se debruça sobre as estruturas ou padrões formais do modo como esse algo é expresso(por exemplo, escritos ou falados). Dependendo da concepção de significado que se tenha, têm-se diferentes semânticas. A semântica formal, a semântica da enunciação ou argumentativa e a semântica cognitiva, fenômeno, mas com conceitos e enfoques diferentes. Na língua portuguesa, o significado das palavras leva em consideração: Sinonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados iguais ou semelhantes, ou seja, os sinônimos: Exemplos: Cômico - engraçado / Débil - fraco, frágil / Distante - afastado, remoto. Antonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados diferentes, contrários, isto é, os antônimos: Exemplos: Economizar - gastar / Bem - mal / Bom - ruim.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização35 Homonímia: É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica, ou seja, os homônimos: As homônimas podem ser:  Homógrafas: palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia. Exemplos: gosto (substantivo) - gosto / (1ª pessoa singular presente indicativo do verbo gostar) / conserto (substantivo) - conserto (1ª pessoa singular presente indicativo do verbo consertar);  Homófonas: palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita. Exemplos: cela (substantivo) - sela (verbo) / cessão (substantivo) - sessão (substantivo) / cerrar (verbo) - serrar ( verbo);  Perfeitas: palavras iguais na pronúncia e na escrita. Exemplos: cura (verbo) - cura (substantivo) / verão (verbo) - verão (substantivo) / cedo (verbo) - cedo (advérbio);  Paronímia: É a relação que se estabelece entre duas ou mais palavras que possuem significados diferentes, mas são muito parecidas na pronúncia e na escrita, isto é, os parônimos: Exemplos: cavaleiro - cavalheiro / absolver - absorver / comprimento - cumprimento/ aura (atmosfera) - áurea (dourada)/ conjectura (suposição) - conjuntura (situação decorrente dos acontecimentos)/ descriminar (desculpabilizar) - discriminar (diferenciar)/ desfolhar (tirar ou perder as folhas) - folhear (passar as folhas de uma publicação)/ despercebido (não notado) - desapercebido (desacautelado)/ geminada (duplicada) - germinada (que germinou)/ mugir (soltar mugidos) - mungir (ordenhar)/ percursor (que percorre) - precursor (que antecipa os outros)/ sobrescrever (endereçar) - subscrever (aprovar, assinar)/ veicular (transmitir) - vincular (ligar) / descrição - discrição / onicolor - unicolor.  Polissemia: É a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vários significados. Exemplos: Ele ocupa um alto posto na empresa. / Abasteci meu carro no posto da esquina. / Os convites eram de graça. / Os fiéis agradecem a graça recebida.  Homonímia: Identidade fonética entre formas de significados e origem completamente distintos. Exemplos: São(Presente do verbo ser) - São (santo) Conotação e Denotação:  Conotação é o uso da palavra com um significado diferente do original, criado pelo contexto. Exemplos: Você tem um coração de pedra.  Denotação é o uso da palavra com o seu sentido original. Exemplos: Pedra é um corpo duro e sólido, da natureza das rochas. Sinônimo Sinônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado idêntico ou muito semelhante à outra. Exemplos: carro e automóvel, cão e cachorro. O conhecimento e o uso dos sinônimos é importante para que se evitem repetições desnecessárias na construção de textos, evitando que se tornem enfadonhos. Eufemismo Alguns sinônimos são também utilizados para minimizar o impacto, normalmente negativo, de algumas palavras (figura de linguagem conhecida como eufemismo). Exemplos:  gordo - obeso  morrer - falecer Sinônimos Perfeitos e Imperfeitos Os sinônimos podem ser perfeitos ou imperfeitos. Sinônimos Perfeitos Se o significado é idêntico. Exemplos:  avaro – avarento,  léxico – vocabulário,  falecer – morrer,  escarradeira – cuspideira,  língua – idioma  catorze - quatorze Sinônimos Imperfeitos Se os signIficados são próximos, porém não idênticos. Exemplos: córrego – riacho, belo – formoso Antônimo Antônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado contrário (também oposto ou inverso) à outra. O emprego de antônimos na construção de frases pode ser um recurso estilístico que confere ao trecho empregado uma forma mais erudita ou que chame atenção do leitor ou do ouvinte. Pala- vra Antônimo aberto fechado alto baixo bem mal bom mau bonito feio de- mais de menos doce salgado forte fraco gordo magro salga- do insosso amor ódio seco molhado grosso fino duro mole doce amargo grande pequeno sober- ba humildade louvar censurar bendi- zer maldizer ativo inativo simpá- tico antipático pro- gredir regredir rápido lento sair entrar sozi- nho acompa- nhado con- córdia discórdia pesa- do leve quente frio pre- sente ausente escuro claro inveja admiração Homógrafo Homógrafos são palavras iguais ou parecidas na escrita e diferentes na pronúncia.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização36 Exemplos  rego (subst.) e rego (verbo);  colher (verbo) e colher (subst.);  jogo (subst.) e jogo (verbo);  Sede: lugar e Sede: avidez;  Seca: pôr a secar e Seca: falta de água. Homófono Palavras homófonas são palavras de pronúncias iguais. Existem dois tipos de palavras homófonas, que são:  Homófonas heterográficas  Homófonas homográficas Homófonas heterográficas Como o nome já diz, são palavras homófonas (iguais na pronúncia), mas heterográficas (diferentes na escrita). Exemplos cozer / coser; cozido / cosido; censo / senso consertar / concertar conselho / concelho paço / passo noz / nós hera / era ouve / houve voz / vós cem / sem acento / assento Homófonas homográficas Como o nome já diz, são palavras homófonas (iguais na pronúncia), e homográficas (iguais na escrita). Exemplos Ele janta (verbo) / A janta está pronta (substantivo); No caso, janta é inexistente na língua portuguesa por enquanto, já que deriva do substantivo jantar, e está classificado como neologismo. Eu passeio pela rua (verbo) / O passeio que fizemos foi bonito (substantivo). Parônimo Parônimo é uma palavra que apresenta sentido diferente e forma semelhante a outra, que provoca, com alguma frequência, confusão. Essas palavras apresentam grafia e pronúncia parecida, mas com significados diferentes. O parônimos pode ser também palavras homófonas, ou seja, a pronúncia de palavras parônimas pode ser a mesma.Palavras parônimas são aquelas que têm grafia e pronúncia parecida. Exemplos Veja alguns exemplos de palavras parônimas: acender. verbo - ascender. subir acento. inflexão tônica - assento. dispositivo para sentar-se cartola. chapéu alto - quartola. pequena pipa comprimento. extensão - cumprimento. saudação coro (cantores) - couro (pele de animal) deferimento. concessão - diferimento. adiamento delatar. denunciar - dilatar. retardar, estender descrição. representação - discrição. reserva descriminar. inocentar - discriminar. distinguir despensa. compartimento - dispensa. desobriga destratar. insultar - distratar. desfazer(contrato) emergir. vir à tona - imergir. mergulhar eminência. altura, excelência - iminência. proximidade de ocorrência emitir. lançar fora de si - imitir. fazer entrar enfestar. dobrar ao meio - infestar. assolar enformar. meter em fôrma - informar. avisar entender. compreender - intender. exercer vigilância lenimento. suavizante - linimento. medicamento para fricções migrar. mudar de um local para outro - emigrar. deixar um país para morar em outro - imigrar. entrar num país vindo de outro peão. que anda a pé - pião. espécie de brinquedo recrear. divertir - recriar. criar de novo se. pronome átono, conjugação - si. espécie de brinquedo vadear. passar o vau - vadiar. passar vida ociosa venoso. relativo a veias - vinoso. que produz vinho vez. ocasião, momento - vês. verbo ver na 2ª pessoa do singular DENOTAÇAO E CONOTAÇAO A denotação é a propriedade que possui uma palavra de limitar-se a seu próprio conceito, de trazer apenas o seu significado primitivo, original. A conotação é a propriedade que possui uma palavra de ampliar-se no seu campo semântico, dentro de um contexto, podendo causar várias interpretações. Observe os exemplos Denotação As estrelas do céu. Vesti-me de verde. O fogo do isqueiro. Conotação As estrelas do cinema. O jardim vestiu-se de flores O fogo da paixão SENTIDO PRÓPRIO E SENTIDO FIGURADO As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido figurado: Construí um muro de pedra - sentido próprio Maria tem um coração de pedra – sentido figurado. A água pingava lentamente – sentido próprio. SEMÂNTICA (do grego semantiké, i. é, téchne semantiké ‘arte da significação’) A semântica estudo o sentido das palavras, expressões, frases e uni- dades maiores da comunicação verbal, os significados que lhe são atribuí- dos. Ao considerarmos o significado de determinada palavra, levamos em conta sua história, sua estrutura (radical, prefixos, sufixos que participam da sua forma) e, por fim, do contexto em que se apresenta. Quando analisamos o sentido das palavras na redação oficial, ressal- tam como fundamentais a história da palavra e, obviamente, os contextos em que elas ocorrem. A história da palavra, em sentido amplo, vem a ser a respectiva origem e as alterações sofridas no correr do tempo, ou seja, a maneira como evoluiu desde um sentido original para um sentido mais abrangente ou mais específico. Em sentido restrito, diz respeito à tradição no uso de determina- do vocábulo ou expressão. São esses dois aspectos que devem ser considerados na escolha des- te ou daquele vocábulo. Sendo a clareza um dos requisitos fundamentais de todo texto oficial, deve-se atentar para a tradição no emprego de determinada expressão com determinado sentido. O emprego de expressões ditas "de uso consagrado" confere uniformidade e transparência ao sentido do texto. Mas isto não quer dizer que os textos oficiais devam limitar-se à repetição de chavões e clichês. Verifique sempre o contexto em que as palavras estão sendo utiliza- das. Certifique-se de que não há repetições desnecessárias ou redundân- cias. Procure sinônimos ou termos mais precisos para as palavras repeti- das; mas se sua substituição for comprometer o sentido do texto, tornando- o ambíguo ou menos claro, não hesite em deixar o texto como está. É importante lembrar que o idioma está em constante mutação. A pró- pria evolução dos costumes, das ideias, das ciências, da política, enfim da vida social em geral, impõe a criação de novas palavras e formas de dizer. Na definição de Serafim da Silva Neto, a língua: "(...) é um produto social, é uma atividade do espírito humano. Não é, assim, independente da vontade do homem, porque o homem não é uma folha seca ao sabor dos ventos veementes de uma fatalidade desconhecida
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização37 e cega. Não está obrigada a prosseguir na sua trajetória, de acordo com leis determinadas, porque as línguas seguem o destino dos que as falam, são o que delas fazem as sociedades que as empregam." Assim, continuamente, novas palavras são criadas (os neologismos) como produto da dinâmica social, e incorporados ao idioma inúmeros vocábulos de origem estrangeira (os estrangeirismos), que vêm para desig- nar ou exprimir realidades não contempladas no repertório anterior da língua portuguesa. A redação oficial não pode alhear-se dessas transformações, nem in- corporá-las acriticamente. Quanto às novidades vocabulares, elas devem sempre ser usadas com critério, evitando-se aquelas que podem ser substi- tuídas por vocábulos já de uso consolidado sem prejuízo do sentido que se lhes quer dar. De outro lado, não se concebe que, em nome de suposto purismo, a linguagem das comunicações oficiais fique imune às criações vocabulares ou a empréstimos de outras línguas. A rapidez do desenvolvimento tecno- lógico, por exemplo, impõe a criação de inúmeros novos conceitos e ter- mos, ditando de certa forma a velocidade com que a língua deve incorporá- los. O importante é usar o estrangeirismo de forma consciente, buscar o equivalente português quando houver, ou conformar a palavra estrangeira ao espírito da língua portuguesa. O problema do abuso de estrangeirismos inúteis ou empregados em contextos em que não cabem, é em geral causado ou pelo desconhecimen- to da riqueza vocabular de nossa língua, ou pela incorporação acrítica do estrangeirismo. Homônimos e Parônimos Muitas vezes temos dúvidas no uso de vocábulos distintos provocadas pela semelhança ou mesmo pela igualdade de pronúncia ou de grafia entre eles. É o caso dos fenômenos designados como homonímia e paronímia. A homonímia é a designação geral para os casos em que palavras de sentidos diferentes têm a mesma grafia (os homônimos homógrafos) ou a mesma pronúncia (os homônimos homófonos). Os homógrafos podem coincidir ou não na pronúncia, como nos exem- plos: quarto (aposento) e quarto (ordinal), manga (fruta) e manga (de cami- sa), em que temos pronúncia idêntica; e apelo (pedido) e apelo (com e aberto, 1a pess. do sing do pres. do ind. do verbo apelar), consolo (alívio) e consolo (com o aberto, 1a pess. do sing. do pres. do ind. do verbo conso- lar), com pronúncia diferente. Os homógrafos de idêntica pronúncia diferenciam-se pelo contexto em que são empregados. Não há dúvida, por exemplo, quanto ao emprego da palavra são nos três sentidos: a) verbo ser, 3a pess. do pl. do pres., b) saudável e c) santo. Palavras de grafia diferente e de pronúncia igual (homófonos) geram dúvidas ortográficas. Caso, por exemplo, de acento/assento, coser/cozer, dos prefixos ante-/anti-, etc. Aqui o contexto não é suficiente para resolver o problema, pois sabemos o sentido, a dúvida é de letra(s). sempre que houver incerteza, consulte a lista adiante, algum dicionário ou manual de ortografia. Já o termo paronímia designa o fenômeno que ocorre com palavras semelhantes (mas não idênticas) quanto à grafia ou à pronúncia. É fonte de muitas dúvidas, como entre descrição (‘ato de descrever’) e discrição (‘qualidade do que é discreto’), retificar (‘corrigir’) e ratificar (confirmar). Como não interessa aqui aprofundar a discussão teórica da matéria, restringimo-nos a uma lista de palavras que costumam suscitar dúvidas de grafia ou sentido. Procuramos incluir palavras que com mais frequência provocam dúvidas na elaboração de textos oficiais, com o cuidado de agregá-las em pares ou pequenos grupos formais.  Absolver: inocentar, relevar da culpa imputada: O júri absolveu o réu.  Absorver: embeber em si, esgotar: O solo absorveu lentamente a água da chuva.  Acender: atear (fogo), inflamar.  Ascender: subir, elevar-se.  Acento: sinal gráfico; inflexão vocal: Vocábulo sem acento.  Assento: banco, cadeira: Tomar assento num cargo.  Acerca de: sobre, a respeito de: No discurso, o Presidente falou acerca de seus planos.  A cerca de: a uma distância aproximada de: O anexo fica a cerca de trinta metros do prédio principal. Estamos a cerca de um mês ou (ano) das eleições.  Há cerca de: faz aproximadamente (tanto tempo): Há cerca de um ano, tratamos de caso idêntico; existem aproximadamente: Há cer- ca de mil títulos no catálogo.  Acidente: acontecimento casual; desastre: A derrota foi um aci- dente na sua vida profissional. O súbito temporal provocou terrível acidente no parque.  Incidente: episódio; que incide, que ocorre: O incidente da demis- são já foi superado.  Adotar: escolher, preferir; assumir; pôr em prática.  Dotar: dar em doação, beneficiar.  Afim: que apresenta afinidade, semelhança, relação (de parentes- co): Se o assunto era afim, por que não foi tratado no mesmo pa- rágrafo?  A fim de: para, com a finalidade de, com o fito de: O projeto foi en- caminhado com quinze dias de antecedência a fim de permitir a necessária reflexão sobre sua pertinência.  Alto: de grande extensão vertical; elevado, grande.  Auto: ato público, registro escrito de um ato, peça processual.  Aleatório: casual, fortuito, acidental.  Alheatório: que alheia, alienante, que desvia ou perturba.  Amoral: desprovido de moral, sem senso de moral.  Imoral: contrário à moral, aos bons costumes, devasso, indecente.  Ante (preposição): diante de, perante: Ante tal situação, não teve alternativa.  Ante- (prefixo): expressa anterioridade: antepor, antever, antepro- jeto ante-diluviano.  Anti- (prefixo): expressa contrariedade; contra: anticientífico, anti- biótico, anti-higiênico, anti-Marx.  Ao encontro de: para junto de; favorável a: Foi ao encontro dos colegas. O projeto salarial veio ao encontro dos anseios dos traba- lhadores.  De encontro a: contra; em prejuízo de: O carro foi de encontro a um muro. O governo não apoiou a medida, pois vinha de encontro aos interesses dos menores.  Ao invés de: ao contrário de: Ao invés de demitir dez funcionários, a empresa contratou mais vinte. (Inaceitável o cruzamento *ao em vez de.)  Em vez de: em lugar de: Em vez de demitir dez funcionário, a em- presa demitiu vinte.  A par: informado, ao corrente, ciente: O Ministro está a par (var.: ao par) do assunto; ao lado, junto; além de.  Ao par: de acordo com a convenção legal: Fez a troca de mil dóla- res ao par.  Aparte: interrupção, comentário à margem: O deputado concedeu ao colega um aparte em seu pronunciamento.  À parte: em separado, isoladamente, de lado: O anexo ao projeto foi encaminhado por expediente à parte.  Apreçar: avaliar, pôr preço: O perito apreçou irrisoriamente o imó- vel.  Apressar: dar pressa a, acelerar: Se o andamento das obras não for apressado, não será cumprido o cronograma.  Área: superfície delimitada, região.  Ária: canto, melodia.  Aresto: acórdão, caso jurídico julgado: Neste caso, o aresto é irre- corrível.  Arresto: apreensão judicial, embargo: Os bens do traficante preso foram todos arrestados.  Arrochar: apertar com arrocho, apertar muito.  Arroxar: ou arroxear, roxear: tornar roxo.  Ás: exímio em sua atividade; carta do baralho.  Az (p. us.): esquadrão, ala do exército.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização38  Atuar: agir, pôr em ação; pressionar.  Autuar: lavrar um auto; processar.  Auferir: obter, receber: Auferir lucros, vantagens.  Aferir: avaliar, cotejar, medir, conferir: Aferir valores, resultados.  Augurar: prognosticar, prever, auspiciar: O Presidente augurou sucesso ao seu par americano.  Agourar: pressagiar, predizer (geralmente no mau sentido): Os técnicos agouram desastre na colheita.  Avocar: atribuir-se, chamar: Avocou a si competências de outrem.  Evocar: lembrar, invocar: Evocou no discurso o começo de sua carreira.  Invocar: pedir (a ajuda de); chamar; proferir: Ao final do discurso, invocou a ajuda de Deus.  Caçar: perseguir, procurar, apanhar (geralmente animais).  Cassar: tornar nulo ou sem efeito, suspender, invalidar.  Carear: atrair, ganhar, granjear.  Cariar: criar cárie.  Carrear: conduzir em carro, carregar.  Casual: fortuito, aleatório, ocasional.  Causal: causativo, relativo a causa.  Cavaleiro: que anda a cavalo, cavalariano.  Cavalheiro: indivíduo distinto, gentil, nobre.  Censo: alistamento, recenseamento, contagem.  Senso: entendimento, juízo, tino.  Cerrar: fechar, encerrar, unir, juntar.  Serrar: cortar com serra, separar, dividir.  Cessão: ato de ceder: A cessão do local pelo município tornou possível a realização da obra.  Seção: setor, subdivisão de um todo, repartição, divisão: Em qual seção do ministério ele trabalha?  Sessão: espaço de tempo que dura uma reunião, um congresso; reunião; espaço de tempo durante o qual se realiza uma tarefa: A próxima sessão legislativa será iniciada em 1o de agosto.  Chá: planta, infusão.  Xá: antigo soberano persa.  Cheque: ordem de pagamento à vista.  Xeque: dirigente árabe; lance de xadrez; (fig.) perigo (pôr em xe- que).  Círio: vela de cera.  Sírio: da Síria.  Cível: relativo à jurisdição dos tribunais civis.  Civil: relativo ao cidadão; cortês, polido (daí civilidade); não militar nem, eclesiástico.  Colidir: trombar, chocar; contrariar: A nova proposta colide fron- talmente com o entendimento havido.  Coligir: colecionar, reunir, juntar: As leis foram coligidas pelo Mi- nistério da Justiça.  Comprimento: medida, tamanho, extensão, altura.  Cumprimento: ato de cumprir, execução completa; saudação.  Concelho: circunscrição administrativa ou município (em Portu- gal).  Conselho: aviso, parecer, órgão colegiado.  Concerto: acerto, combinação, composição, harmonização (cp. concertar): O concerto das nações... O concerto de Guarnieri...  Conserto: reparo, remendo, restauração (cp. consertar): Certos problemas crônicos aparentemente não têm conserto.  Conje(c)tura: suspeita, hipótese, opinião.  Conjuntura: acontecimento, situação, ocasião, circunstância.  Contravenção: transgressão ou infração a normas estabelecidas.  Contraversão: versão contrária, inversão.  Coser: costurar, ligar, unir.  Cozer: cozinhar, preparar.  Costear: navegar junto à costa, contornar. A fragata costeou inú- meras praias do litoral baiano antes de partir para alto-mar.  Custear: pagar o custo de, prover, subsidiar. Qual a empresa dis- posta a custear tal projeto?  Custar: valer, necessitar, ser penoso. Quanto custa o projeto? Custa-me crer que funcionará.  Deferir: consentir, atender, despachar favoravelmente, conceder.  Diferir: ser diferente, discordar; adiar, retardar, dilatar.  Degradar: deteriorar, desgastar, diminuir, rebaixar.  Degredar: impor pena de degredo, desterrar, banir.  Delatar (delação): denunciar, revelar crime ou delito, acusar: Os traficantes foram delatados por membro de quadrilha rival.  Dilatar (dilação): alargar, estender; adiar, diferir: A dilação do pra- zo de entrega das declarações depende de decisão do Diretor da Receita Federal.  Derrogar: revogar parcialmente (uma lei), anular.  Derrocar: destruir, arrasar, desmoronar.  Descrição: ato de descrever, representação, definição.  Discrição: discernimento, reserva, prudência, recato.  Descriminar: absolver de crime, tirar a culpa de.  Discriminar: diferençar, separar, discernir.  Despensa: local em que se guardam mantimentos, depósito de provisões.  Dispensa: licença ou permissão para deixar de fazer algo a que se estava obrigado; demissão.  Despercebido: que não se notou, para o que não se atentou: A- pesar de sua importância, o projeto passou despercebido.  Desapercebido: desprevenido, desacautelado: Embarcou para a missão na Amazônia totalmente desapercebido dos desafios que lhe aguardavam.  Dessecar: secar bem, enxugar, tornar seco.  Dissecar: analisar minuciosamente, dividir anatomicamente.  Destratar: insultar, maltratar com palavras.  Distratar: desfazer um trato, anular.  Distensão: ato ou efeito de distender, torção violenta dos ligamen- tos de uma articulação.  Distinção: elegância, nobreza, boa educação: Todos devem por- tar-se com distinção.  Dissensão: desavença, diferença de opiniões ou interesses: A dissensão sobre a matéria impossibilitou o acordo.  Elidir: suprimir, eliminar.  Ilidir: contestar, refutar, desmentir.  Emenda: correção de falta ou defeito, regeneração, remendo: ao torná-lo mais claro e objetivo, a emenda melhorou o projeto.  Ementa: apontamento, súmula de decisão judicial ou do objeto de uma lei. Procuro uma lei cuja ementa é "dispõe sobre a proprieda- de industrial".  Emergir: vir à tona, manifestar-se.  Imergir: mergulhar, afundar submergir), entrar.  Emigrar: deixar o país para residir em outro.  Imigrar: entrar em país estrangeiro para nele viver.  Eminente (eminência): alto, elevado, sublime.  Iminente (iminência): que está prestes a acontecer, pendente, próximo.  Emitir (emissão): produzir, expedir, publicar.  Imitir (imissão): fazer entrar, introduzir, investir.  Empoçar: reter em poço ou poça, formar poça.  Empossar: dar posse a, tomar posse, apoderar-se.  Encrostar: criar crosta.  Incrustar: cobrir de crosta, adornar, revestir, prender-se, arraigar- se.  Entender: compreender, perceber, deduzir.  Intender: (p. us): exercer vigilância, superintender.  Enumerar: numerar, enunciar, narrar, arrolar.  Inúmero: inumerável, sem conta, sem número.  Espectador: aquele que assiste qualquer ato ou espetáculo, tes- temunha.  Expectador: que tem expectativa, que espera.  Esperto: inteligente, vivo, ativo.  Experto: perito, especialista.  Espiar: espreitar, observar secretamente, olhar.  Expiar: cumprir pena, pagar, purgar.  Estada: ato de estar, permanência: Nossa estada em São Paulo foi muito agradável.  Estadia: prazo para carga e descarga de navio ancorado em porto: O "Rio de Janeiro" foi autorizado a uma estadia de três dias.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização39  Estância: lugar onde se está, morada, recinto.  Instância: solicitação, pedido, rogo; foro, jurisdição, juízo.  Estrato: cada camada das rochas estratificadas.  Extrato: coisa que se extraiu de outra; pagamento, resumo, cópia; perfume.  Flagrante: ardente, acalorado; diz-se do ato que a pessoa é sur- preendida a praticar (flagrante delito).  Fragrante: que tem fragrância ou perfume; cheiroso.  Florescente: que floresce, próspero, viçoso.  Fluorescente: que tem a propriedade da fluorescência.  Folhar: produzir folhas, ornar com folhagem, revestir lâminas.  Folhear: percorrer as folhas de um livro, compulsar, consultar.  Incerto: não certo, indeterminado, duvidoso, variável.  Inserto: introduzido, incluído, inserido.  Incipiente: iniciante, principiante.  Insipiente: ignorante, insensato.  Incontinente: imoderado, que não se contém, descontrolado.  Incontinenti: imediatamente, sem demora, logo, sem interrupção.  Induzir: causar, sugerir, aconselhar, levar a: O réu declarou que havia sido induzido a cometer o delito.  Aduzir: expor, apresentar: A defesa, então, aduziu novas provas.  Inflação: ato ou efeito de inflar; emissão exagerada de moeda, aumento persistente de preços.  Infração: ato ou efeito de infringir ou violar uma norma.  Infligir: cominar, aplicar (pena, castigo, repreensão, derrota): O ju- iz infligiu pesada pena ao réu.  Infringir: transgredir, violar, desrespeitar (lei, regulamento, etc.) (cp. infração): A condenação decorreu de ter ele infringido um sem número de artigos do Código Penal.  Inquerir: apertar (a carga de animais), encilhar.  Inquirir: procurar informações sobre, indagar, investigar, interro- gar.  Intercessão: ato de interceder.  Interse(c)ção: ação de se(c)cionar, cortar; ponto em que se en- contram duas linhas ou superfícies.  Inter- (prefixo): entre; preposição latina usada em locuções: inter alia (entre outros), inter pares (entre iguais).  Intra- (prefixo): interior, dentro de.  Judicial: que tem origem no Poder Judiciário ou que perante ele se realiza.  Judiciário: relativo ao direito processual ou à organização da Jus- tiça.  Liberação: ato de liberar, quitação de dívida ou obrigação.  Libertação: ato de libertar ou libertar-se.  Lista: relação, catálogo; var. pop. de listra.  Listra: risca de cor diferente num tecido (var. pop. de lista).  Locador: que dá de aluguel, senhorio, arrendador.  Locatário: alugador, inquilino: O locador reajustou o aluguel sem a concordância do locatário.  Lustre: brilho, glória, fama; abajur.  Lustro: quinquênio; polimento.  Magistrado: juiz, desembargador, ministro.  Magistral: relativo a mestre (latim: magister); perfeito, completo; exemplar.  Mandado: garantia constitucional para proteger direito individual líquido e certo; ato de mandar; ordem escrita expedida por autori- dade judicial ou administrativa: um mandado de segurança, man- dado de prisão.  Mandato: autorização que alguém confere a outrem para praticar atos em seu nome; procuração; delegação: o mandato de um de- putado, senador, do Presidente.  Mandante: que manda; aquele que outorga um mandato.  Mandatário: aquele que recebe um mandato, executor de manda- to, representante, procurador.  Mandatório: obrigatório.  Obcecação: ato ou efeito de obcecar, teimosia, cegueira.  Obsessão: impertinência, perseguição, ideia fixa.  Ordinal: numeral que indica ordem ou série (primeiro, segundo, milésimo, etc.).  Ordinário: comum, frequente, trivial, vulgar.  Original: com caráter próprio; inicial, primordial.  Originário: que provém de, oriundo; inicial, primitivo.  Paço: palácio real ou imperial; a corte.  Passo: ato de avançar ou recuar um pé para andar; caminho, eta- pa.  Pleito: questão em juízo, demanda, litígio, discussão: O pleito por mais escolas na região foi muito bem formulado.  Preito: sujeição, respeito, homenagem: Os alunos renderam preito ao antigo reitor.  Preceder: ir ou estar adiante de, anteceder, adiantar-se.  Proceder: originar-se, derivar, provir; levar a efeito, executar.  Pós- (prefixo): posterior a, que sucede, atrás de, após: pós- moderno, pós-operatório.  Pré- (prefixo): anterior a, que precede, à frente de, antes de: pré- modernista, pré-primário.  Pró (advérbio): em favor de, em defesa de. A maioria manifestou- se contra, mas dei meu parecer pró.  Preeminente: que ocupa lugar elevado, nobre, distinto.  Proeminente: alto, saliente, que se alteia acima do que o circunda.  Preposição: ato de prepor, preferência; palavra invariável que liga constituintes da frase.  Proposição: ato de propor, proposta; máxima, sentença; afirmati- va, asserção.  Presar: capturar, agarrar, apresar.  Prezar: respeitar, estimar muito, acatar.  Prescrever: fixar limites, ordenar de modo explícito, determinar; fi- car sem efeito, anular-se: O prazo para entrada do processo pres- creveu há dois meses.  Proscrever: abolir, extinguir, proibir, terminar; desterrar. O uso de várias substâncias psicotrópicas foi proscrito por recente portaria do Ministro.  Prever: ver antecipadamente, profetizar; calcular: A assessoria previu acertadamente o desfecho do caso.  Prover: providenciar, dotar, abastecer, nomear para cargo: O che- fe do departamento de pessoal proveu os cargos vacantes.  Provir: originar-se, proceder; resultar: A dúvida provém (Os erros provêm) da falta de leitura.  Prolatar: proferir sentença, promulgar.  Protelar: adiar, prorrogar.  Ratificar: validar, confirmar, comprovar.  Retificar: corrigir, emendar, alterar: A diretoria ratificou a decisão após o texto ter sido retificado em suas passagens ambíguas.  Recrear: proporcionar recreio, divertir, alegrar.  Recriar: criar de novo.  Reincidir: tornar a incidir, recair, repetir.  Rescindir: dissolver, invalidar, romper, desfazer: Como ele reinci- diu no erro, o contrato de trabalho foi rescindido.  Remição: ato de remir, resgate, quitação.  Remissão: ato de remitir, intermissão, intervalo; perdão, expiação.  Repressão: ato de reprimir, contenção, impedimento, proibição.  Repreensão: ato de repreender, enérgica admoestação, censura, advertência.  Ruço: grisalho, desbotado.  Russo: referente à Rússia, nascido naquele país; língua falada na Rússia.  Sanção: confirmação, aprovação; pena imposta pela lei ou por contrato para punir sua infração.  Sansão: nome de personagem bíblico; certo tipo de guindaste.  Sedento: que tem sede; sequioso (var. p. us.: sedente).  Cedente: que cede, que dá.  Sobrescritar: endereçar, destinar, dirigir.  Subscritar: assinar, subscrever.  Sortir: variar, combinar, misturar.  Surtir: causar, originar, produzir (efeito).  Subentender: perceber o que não estava claramente exposto; su- por.  Subintender: exercer função de subintendente, dirigir.  Subtender: estender por baixo.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização40  Sustar: interromper, suspender; parar, interromper-se (sustar-se).  Suster: sustentar, manter; fazer parar, deter.  Tacha: pequeno prego; mancha, defeito, pecha.  Taxa: espécie de tributo, tarifa.  Tachar: censurar, qualificar, acoimar: tachar alguém (tachá-lo) de subversivo.  Taxar: fixar a taxa de; regular, regrar: taxar mercadorias.  Tapar: fechar, cobrir, abafar.  Tampar: pôr tampa em.  Tenção: intenção, plano (deriv.: tencionar); assunto, tema.  Tensão: estado de tenso, rigidez (deriv.: tensionar); diferencial elé- trico.  Tráfego: trânsito de veículos, percurso, transporte.  Tráfico: negócio ilícito, comércio, negociação.  Trás: atrás, detrás, em seguida, após (cf. em locuções: de trás, por trás).  Traz: 3a pessoa do singular do presente do indicativo do verbo tra- zer.  Vestiário: guarda-roupa; local em que se trocam roupas.  Vestuário: as roupas que se vestem, traje.  Vultoso: de grande vulto, volumoso.  Vultuoso (p. us.): atacado de vultuosidade (congestão da face). ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS. As palavras, em Língua Portuguesa, podem ser decompostas em vários elementos chamados elementos mórficos ou elementos de estrutura das palavras. Exs.: cinzeiro = cinza + eiro endoidecer = en + doido + ecer predizer = pre + dizer Os principais elementos móficos são : RADICAL É o elemento mórfico em que está a ideia principal da palavra. Exs.: amarelecer = amarelo + ecer enterrar = en + terra + ar pronome = pro + nome PREFIXO É o elemento mórfico que vem antes do radical. Exs.: anti - herói in - feliz SUFIXO É o elemento mórfico que vem depois do radical. Exs.: med - onho cear – ense FORMAÇÃO DAS PALAVRAS As palavras estão em constante processo de evolução, o que torna a língua um fenômeno vivo que acompanha o homem. Por isso alguns vocá- bulos caem em desuso (arcaísmos), enquanto outros nascem (neologis- mos) e outros mudam de significado com o passar do tempo. Na Língua Portuguesa, em função da estruturação e origem das pala- vras encontramos a seguinte divisão:  palavras primitivas - não derivam de outras (casa, flor)  palavras derivadas - derivam de outras (casebre, florzinha)  palavras simples - só possuem um radical (couve, flor)  palavras compostas - possuem mais de um radical (couve-flor, aguardente) Para a formação das palavras portuguesas, é necessário o conheci- mento dos seguintes processos de formação: Composição - processo em que ocorre a junção de dois ou mais radi- cais. São dois tipos de composição.  justaposição: quando não ocorre a alteração fonética (girassol, sexta-feira);  aglutinação: quando ocorre a alteração fonética, com perda de e- lementos (pernalta, de perna + alta). Derivação - processo em que a palavra primitiva (1º radical) sofre o a- créscimo de afixos. São cinco tipos de derivação.  prefixal: acréscimo de prefixo à palavra primitiva (in-útil);  sufixal: acréscimo de sufixo à palavra primitiva (clara-mente);  parassintética ou parassíntese: acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo, à palavra primitiva (em + lata + ado). Esse processo é responsável pela formação de verbos, de base substantiva ou adjetiva;  regressiva: redução da palavra primitiva. Nesse processo forma-se substantivos abstratos por derivação regressiva de formas verbais (ajuda / de ajudar);  imprópria: é a alteração da classe gramatical da palavra primitiva ("o jantar" - de verbo para substantivo, "é um judas" - de substantivo próprio a comum). Além desses processos, a língua portuguesa também possui outros processos para formação de palavras, como:  Hibridismo: são palavras compostas, ou derivadas, constituídas por elementos originários de línguas diferentes (automóvel e monóculo, grego e latim / sociologia, bígamo, bicicleta, latim e grego / alcalóide, alco- ômetro, árabe e grego / caiporismo: tupi e grego / bananal - africano e latino / sambódromo - africano e grego / burocracia - francês e grego);  Onomatopéia: reprodução imitativa de sons (pingue-pingue, zun- zum, miau);  Abreviação vocabular: redução da palavra até o limite de sua compreensão (metrô, moto, pneu, extra, dr., obs.)  Siglas: a formação de siglas utiliza as letras iniciais de uma se- quência de palavras (Academia Brasileira de Letras - ABL). A partir de siglas, formam-se outras palavras também (aidético, petista)  Neologismo: nome dado ao processo de criação de novas pala- vras, ou para palavras que adquirem um novo significado. pciconcursos EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVO, ADJETIVO, NUMERAL, PRONOME, VERBO, ADVÉRBIO, PRE- POSIÇÃO, CONJUNÇÃO (CLASSIFICAÇÃO E SENTIDO QUE IMPRIMEM ÀS RELAÇÕES ENTRE AS ORAÇÕES). SUBSTANTIVOS Substantivo é a palavra variável em gênero, número e grau, que dá no- me aos seres em geral. São, portanto, substantivos. a) os nomes de coisas, pessoas, animais e lugares: livro, cadeira, cachorra, Valéria, Talita, Humberto, Paris, Roma, Descalvado. b) os nomes de ações, estados ou qualidades, tomados como seres: traba- lho, corrida, tristeza beleza altura. CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS a) COMUM - quando designa genericamente qualquer elemento da espécie: rio, cidade, pais, menino, aluno b) PRÓPRIO - quando designa especificamente um determinado elemento. Os substantivos próprios são sempre grafados com inicial maiúscula: To-
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização41 cantins, Porto Alegre, Brasil, Martini, Nair. c) CONCRETO - quando designa os seres de existência real ou não, pro- priamente ditos, tais como: coisas, pessoas, animais, lugares, etc. Verifi- que que é sempre possível visualizar em nossa mente o substantivo con- creto, mesmo que ele não possua existência real: casa, cadeira, caneta, fada, bruxa, saci. d) ABSTRATO - quando designa as coisas que não existem por si, isto é, só existem em nossa consciência, como fruto de uma abstração, sendo, pois, impossível visualizá-lo como um ser. Os substantivos abstratos vão, portanto, designar ações, estados ou qualidades, tomados como seres: trabalho, corrida, estudo, altura, largura, beleza. Os substantivos abstratos, via de regra, são derivados de verbos ou adje- tivos trabalhar - trabalho correr - corrida alto - altura belo - beleza FORMAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS a) PRIMITIVO: quando não provém de outra palavra existente na língua portuguesa: flor, pedra, ferro, casa, jornal. b) DERIVADO: quando provem de outra palavra da língua portuguesa: florista, pedreiro, ferreiro, casebre, jornaleiro. c) SIMPLES: quando é formado por um só radical: água, pé, couve, ódio, tempo, sol. d) COMPOSTO: quando é formado por mais de um radical: água-de- colônia, pé-de-moleque, couve-flor, amor-perfeito, girassol. COLETIVOS Coletivo é o substantivo que, mesmo sendo singular, designa um grupo de seres da mesma espécie. Veja alguns coletivos que merecem destaque: alavão - de ovelhas leiteiras alcateia - de lobos álbum - de fotografias, de selos antologia - de trechos literários escolhidos armada - de navios de guerra armento - de gado grande (búfalo, elefantes, etc) arquipélago - de ilhas assembleia - de parlamentares, de membros de associações atilho - de espigas de milho atlas - de cartas geográficas, de mapas banca - de examinadores bandeira - de garimpeiros, de exploradores de minérios bando - de aves, de pessoal em geral cabido - de cônegos cacho - de uvas, de bananas cáfila - de camelos cambada - de ladrões, de caranguejos, de chaves cancioneiro - de poemas, de canções caravana - de viajantes cardume - de peixes clero - de sacerdotes colmeia - de abelhas concílio - de bispos conclave - de cardeais em reunião para eleger o papa congregação - de professores, de religiosos congresso - de parlamentares, de cientistas conselho - de ministros consistório - de cardeais sob a presidência do papa constelação - de estrelas corja - de vadios elenco - de artistas enxame - de abelhas enxoval - de roupas esquadra - de navios de guerra esquadrilha - de aviões falange - de soldados, de anjos farândola - de maltrapilhos fato - de cabras fauna - de animais de uma região feixe - de lenha, de raios luminosos flora - de vegetais de uma região frota - de navios mercantes, de táxis, de ônibus girândola - de fogos de artifício horda - de invasores, de selvagens, de bárbaros junta - de bois, médicos, de examinadores júri - de jurados legião - de anjos, de soldados, de demônios malta - de desordeiros manada - de bois, de elefantes matilha - de cães de caça ninhada - de pintos nuvem - de gafanhotos, de fumaça panapaná - de borboletas pelotão - de soldados penca - de bananas, de chaves pinacoteca - de pinturas plantel - de animais de raça, de atletas quadrilha - de ladrões, de bandidos ramalhete - de flores réstia - de alhos, de cebolas récua - de animais de carga romanceiro - de poesias populares resma - de papel revoada - de pássaros súcia - de pessoas desonestas vara - de porcos vocabulário - de palavras FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS Como já assinalamos, os substantivos variam de gênero, número e grau. Gênero Em Português, o substantivo pode ser do gênero masculino ou femini- no: o lápis, o caderno, a borracha, a caneta. Podemos classificar os substantivos em: a) SUBSTANTIVOS BIFORMES, são os que apresentam duas formas, uma para o masculino, outra para o feminino: aluno/aluna homem/mulher menino /menina carneiro/ovelha Quando a mudança de gênero não é marcada pela desinência, mas pela alteração do radical, o substantivo denomina-se heterônimo: padrinho/madrinha bode/cabra cavaleiro/amazona pai/mãe b) SUBSTANTIVOS UNIFORMES: são os que apresentam uma única forma, tanto para o masculino como para o feminino. Subdividem-se em: 1. Substantivos epicenos: são substantivos uniformes, que designam animais: onça, jacaré, tigre, borboleta, foca. Caso se queira fazer a distinção entre o masculino e o feminino, deve- mos acrescentar as palavras macho ou fêmea: onça macho, jacaré fê- mea 2. Substantivos comuns de dois gêneros: são substantivos uniformes que designam pessoas. Neste caso, a diferença de gênero é feita pelo arti- go, ou outro determinante qualquer: o artista, a artista, o estudante, a estudante, este dentista. 3. Substantivos sobrecomuns: são substantivos uniformes que designam pessoas. Neste caso, a diferença de gênero não é especificada por ar- tigos ou outros determinantes, que serão invariáveis: a criança, o côn- juge, a pessoa, a criatura. Caso se queira especificar o gênero, procede-se assim: uma criança do sexo masculino / o cônjuge do sexo feminino. AIguns substantivos que apresentam problema quanto ao Gênero: São masculinos São femininos o anátema o grama (unidade de peso) a abusão a derme
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização42 o telefonema o teorema o trema o edema o eclipse o lança-perfume o fibroma o estratagema o proclama o dó (pena, compaixão) o ágape o caudal o champanha o alvará o formicida o guaraná o plasma o clã a aluvião a análise a cal a cataplasma a dinamite a comichão a aguardente a omoplata a usucapião a bacanal a líbido a sentinela a hélice Mudança de Gênero com mudança de sentido Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido. Veja alguns exemplos: o cabeça (o chefe, o líder) o capital (dinheiro, bens) o rádio (aparelho receptor) o moral (ânimo) o lotação (veículo) o lente (o professor) a cabeça (parte do corpo) a capital (cidade principal) a rádio (estação transmissora) a moral (parte da Filosofia, conclusão) a lotação (capacidade) a lente (vidro de aumento) Plural dos Nomes Simples 1. Aos substantivos terminados em vogal ou ditongo acrescenta-se S: casa, casas; pai, pais; imã, imãs; mãe, mães. 2. Os substantivos terminados em ÃO formam o plural em: a) ÕES (a maioria deles e todos os aumentativos): balcão, balcões; coração, corações; grandalhão, grandalhões. b) ÃES (um pequeno número): cão, cães; capitão, capitães; guardião, guardiães. c) ÃOS (todos os paroxítonos e um pequeno número de oxítonos): cristão, cristãos; irmão, irmãos; órfão, órfãos; sótão, sótãos. Muitos substantivos com esta terminação apresentam mais de uma forma de plural: aldeão, aldeãos ou aldeães; charlatão, charlatões ou charlatães; ermitão, ermitãos ou ermitães; tabelião, tabeliões ou tabeliães, etc. 3. Os substantivos terminados em M mudam o M para NS. armazém, armazéns; harém, haréns; jejum, jejuns. 4. Aos substantivos terminados em R, Z e N acrescenta-se-lhes ES: lar, lares; xadrez, xadrezes; abdômen, abdomens (ou abdômenes); hífen, hí- fens (ou hífenes). Obs: caráter, caracteres; Lúcifer, Lúciferes; cânon, cânones. 5. Os substantivos terminados em AL, EL, OL e UL o l por is: animal, ani- mais; papel, papéis; anzol, anzóis; paul, pauis. Obs.: mal, males; real (moeda), reais; cônsul, cônsules. 6. Os substantivos paroxítonos terminados em IL fazem o plural em: fóssil, fósseis; réptil, répteis. Os substantivos oxítonos terminados em IL mudam o l para S: barril, bar- ris; fuzil, fuzis; projétil, projéteis. 7. Os substantivos terminados em S são invariáveis, quando paroxítonos: o pires, os pires; o lápis, os lápis. Quando oxítonas ou monossílabos tôni- cos, junta-se-lhes ES, retira-se o acento gráfico, português, portugueses; burguês, burgueses; mês, meses; ás, ases. São invariáveis: o cais, os cais; o xis, os xis. São invariáveis, também, os substantivos terminados em X com valor de KS: o tórax, os tórax; o ônix, os ônix. 8. Os diminutivos em ZINHO e ZITO fazem o plural flexionando-se o subs- tantivo primitivo e o sufixo, suprimindo-se, porém, o S do substantivo pri- mitivo: coração, coraçõezinhos; papelzinho, papeizinhos; cãozinho, cãezi- tos. Substantivos só usados no plural afazeres arredores cãs confins férias núpcias olheiras viveres anais belas-artes condolências exéquias fezes óculos pêsames copas, espadas, ouros e paus (naipes) Plural dos Nomes Compostos 1. Somente o último elemento varia: a) nos compostos grafados sem hífen: aguardente, aguardentes; clara- boia, claraboias; malmequer, malmequeres; vaivém, vaivéns; b) nos compostos com os prefixos grão, grã e bel: grão-mestre, grão- mestres; grã-cruz, grã-cruzes; bel-prazer, bel-prazeres; c) nos compostos de verbo ou palavra invariável seguida de substantivo ou adjetivo: beija-flor, beija-flores; quebra-sol, quebra-sóis; guarda- comida, guarda-comidas; vice-reitor, vice-reitores; sempre-viva, sem- pre-vivas. Nos compostos de palavras repetidas mela-mela, mela- melas; recoreco, recorecos; tique-tique, tique-tiques) 2. Somente o primeiro elemento é flexionado: a) nos compostos ligados por preposição: copo-de-leite, copos-de-leite; pinho-de-riga, pinhos-de-riga; pé-de-meia, pés-de-meia; burro-sem- rabo, burros-sem-rabo; b) nos compostos de dois substantivos, o segundo indicando finalidade ou limitando a significação do primeiro: pombo-correio, pombos- correio; navio-escola, navios-escola; peixe-espada, peixes-espada; banana-maçã, bananas-maçã. A tendência moderna é de pluralizar os dois elementos: pombos- correios, homens-rãs, navios-escolas, etc. 3. Ambos os elementos são flexionados: a) nos compostos de substantivo + substantivo: couve-flor, couves- flores; redator-chefe, redatores-chefes; carta-compromisso, cartas- compromissos. b) nos compostos de substantivo + adjetivo (ou vice-versa): amor- perfeito, amores-perfeitos; gentil-homem, gentis-homens; cara-pálida, caras-pálidas. São invariáveis: a) os compostos de verbo + advérbio: o fala-pouco, os fala-pouco; o pi- sa-mansinho, os pisa-mansinho; o cola-tudo, os cola-tudo; b) as expressões substantivas: o chove-não-molha, os chove-não- molha; o não-bebe-nem-desocupa-o-copo, os não-bebe-nem- desocupa-o-copo; c) os compostos de verbos antônimos: o leva-e-traz, os leva-e-traz; o perde-ganha, os perde-ganha. Obs: Alguns compostos admitem mais de um plural, como é o caso por exemplo, de: fruta-pão, fruta-pães ou frutas-pães; guarda- marinha, guarda-marinhas ou guardas-marinhas; padre-nosso, pa- dres-nossos ou padre-nossos; salvo-conduto, salvos-condutos ou salvo-condutos; xeque-mate, xeques-mates ou xeques-mate. Adjetivos Compostos Nos adjetivos compostos, apenas o último elemento se flexiona. Ex.:histórico-geográfico, histórico-geográficos; latino-americanos, latino- americanos; cívico-militar, cívico-militares. 1) Os adjetivos compostos referentes a cores são invariáveis, quando o segundo elemento é um substantivo: lentes verde-garrafa, tecidos amarelo-ouro, paredes azul-piscina. 2) No adjetivo composto surdo-mudo, os dois elementos variam: sur- dos-mudos > surdas-mudas. 3) O composto azul-marinho é invariável: gravatas azul-marinho. Graus do substantivo Dois são os graus do substantivo - o aumentativo e o diminutivo, os quais podem ser: sintéticos ou analíticos. Analítico Utiliza-se um adjetivo que indique o aumento ou a diminuição do tama- nho: boca pequena, prédio imenso, livro grande. Sintético Constrói-se com o auxílio de sufixos nominais aqui apresentados. Principais sufixos aumentativos AÇA, AÇO, ALHÃO, ANZIL, ÃO, ARÉU, ARRA, ARRÃO, ASTRO, ÁZIO, ORRA, AZ, UÇA. Ex.: A barcaça, ricaço, grandalhão, corpanzil, caldeirão, povaréu, bocarra, homenzarrão, poetastro, copázio, cabeçorra, lobaz, dentu-
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização43 ça. Principais Sufixos Diminutivos ACHO, CHULO, EBRE, ECO, EJO, ELA, ETE, ETO, ICO, TIM, ZINHO, ISCO, ITO, OLA, OTE, UCHO, ULO, ÚNCULO, ULA, USCO. Exs.: lobacho, montículo, casebre, livresco, arejo, viela, vagonete, poemeto, burrico, flautim, pratinho, florzinha, chuvisco, rapazito, bandeirola, saiote, papelucho, glóbulo, homúncula, apícula, velhusco. Observações: • Alguns aumentativos e diminutivos, em determinados contextos, adqui- rem valor pejorativo: medicastro, poetastro, velhusco, mulherzinha, etc. Outros associam o valor aumentativo ao coletivo: povaréu, fogaréu, etc. • É usual o emprego dos sufixos diminutivos dando às palavras valor afe- tivo: Joãozinho, amorzinho, etc. • Há casos em que o sufixo aumentativo ou diminutivo é meramente for- mal, pois não dão à palavra nenhum daqueles dois sentidos: cartaz, ferrão, papelão, cartão, folhinha, etc. • Muitos adjetivos flexionam-se para indicar os graus aumentativo e di- minutivo, quase sempre de maneira afetiva: bonitinho, grandinho, bon- zinho, pequenito. Apresentamos alguns substantivos heterônimos ou desconexos. Em lu- gar de indicarem o gênero pela flexão ou pelo artigo, apresentam radicais diferentes para designar o sexo: bode - cabra burro - besta carneiro - ovelha cão - cadela cavalheiro - dama compadre - comadre frade - freira frei – soror genro - nora padre - madre padrasto - madrasta padrinho - madrinha pai - mãe veado - cerva zangão - abelha etc. ADJETIVOS FLEXÃO DOS ADJETIVOS Gênero Quanto ao gênero, o adjetivo pode ser: a) Uniforme: quando apresenta uma única forma para os dois gêne- ros: homem inteligente - mulher inteligente; homem simples - mu- lher simples; aluno feliz - aluna feliz. b) Biforme: quando apresenta duas formas: uma para o masculino, ou- tra para o feminino: homem simpático / mulher simpática / homem alto / mulher alta / aluno estudioso / aluna estudiosa Observação: no que se refere ao gênero, a flexão dos adjetivos é se- melhante a dos substantivos. Número a) Adjetivo simples Os adjetivos simples formam o plural da mesma maneira que os substantivos simples: pessoa honesta pessoas honestas regra fácil regras fáceis homem feliz homens felizes Observação: os substantivos empregados como adjetivos ficam in- variáveis: blusa vinho blusas vinho camisa rosa camisas rosa b) Adjetivos compostos Como regra geral, nos adjetivos compostos somente o último ele- mento varia, tanto em gênero quanto em número: acordos sócio-político-econômico acordos sócio-político-econômicos causa sócio-político-econômica causas sócio-político-econômicas acordo luso-franco-brasileiro acordo luso-franco-brasileiros lente côncavo-convexa lentes côncavo-convexas camisa verde-clara camisas verde-claras sapato marrom-escuro sapatos marrom-escuros Observações: 1) Se o último elemento for substantivo, o adjetivo composto fica invariável: camisa verde-abacate camisas verde-abacate sapato marrom-café sapatos marrom-café blusa amarelo-ouro blusas amarelo-ouro 2) Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis: blusa azul-marinho blusas azul-marinho camisa azul-celeste camisas azul-celeste 3) No adjetivo composto (como já vimos) surdo-mudo, ambos os elementos variam: menino surdo-mudo meninos surdos-mudos menina surda-muda meninas surdas-mudas Graus do Adjetivo As variações de intensidade significativa dos adjetivos podem ser ex- pressas em dois graus: - o comparativo - o superlativo Comparativo Ao compararmos a qualidade de um ser com a de outro, ou com uma outra qualidade que o próprio ser possui, podemos concluir que ela é igual, superior ou inferior. Daí os três tipos de comparativo: - Comparativo de igualdade: O espelho é tão valioso como (ou quanto) o vitral. Pedro é tão saudável como (ou quanto) inteligente. - Comparativo de superioridade: O aço é mais resistente que (ou do que) o ferro. Este automóvel é mais confortável que (ou do que) econômico. - Comparativo de inferioridade: A prata é menos valiosa que (ou do que) o ouro. Este automóvel é menos econômico que (ou do que) confortável. Ao expressarmos uma qualidade no seu mais elevado grau de intensi- dade, usamos o superlativo, que pode ser absoluto ou relativo: - Superlativo absoluto Neste caso não comparamos a qualidade com a de outro ser: Esta cidade é poluidíssima. Esta cidade é muito poluída. - Superlativo relativo Consideramos o elevado grau de uma qualidade, relacionando-a a outros seres: Este rio é o mais poluído de todos. Este rio é o menos poluído de todos. Observe que o superlativo absoluto pode ser sintético ou analítico: - Analítico: expresso com o auxílio de um advérbio de intensidade - muito trabalhador, excessivamente frágil, etc. - Sintético: expresso por uma só palavra (adjetivo + sufixo) – anti- quíssimo: cristianíssimo, sapientíssimo, etc. Os adjetivos: bom, mau, grande e pequeno possuem, para o compara- tivo e o superlativo, as seguintes formas especiais: NORMAL COM. SUP. SUPERLATIVO ABSOLUTO RELATIVO bom melhor ótimo melhor mau pior péssimo pior grande maior máximo maior pequeno menor mínimo menor Eis, para consulta, alguns superlativos absolutos sintéticos: acre - acérrimo agradável - agradabilíssimo ágil - agílimo agudo - acutíssimo
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização44 amargo - amaríssimo amigo - amicíssimo áspero - aspérrimo audaz - audacíssimo benévolo - benevolentíssimo célebre - celebérrimo cruel - crudelíssimo eficaz - eficacíssimo fiel - fidelíssimo frio - frigidíssimo incrível - incredibilíssimo íntegro - integérrimo livre - libérrimo magro - macérrimo manso - mansuetíssimo negro - nigérrimo (negríssimo) pessoal - personalíssimo possível - possibilíssimo próspero - prospérrimo público - publicíssimo sábio - sapientíssimo salubre - salubérrimo simples – simplicíssimo terrível - terribilíssimo velho - vetérrimo voraz - voracíssimo amável - amabilíssimo antigo - antiquíssimo atroz - atrocíssimo benéfico - beneficentíssimo capaz - capacíssimo cristão - cristianíssimo doce - dulcíssimo feroz - ferocíssimo frágil - fragilíssimo humilde - humílimo (humildíssimo) inimigo - inimicíssimo jovem - juveníssimo magnífico - magnificentíssimo maléfico - maleficentíssimo miúdo - minutíssimo nobre - nobilíssimo pobre - paupérrimo (pobríssimo) preguiçoso - pigérrimo provável - probabilíssimo pudico - pudicíssimo sagrado - sacratíssimo sensível - sensibilíssimo tenro - tenerissimo tétrico - tetérrimo visível - visibilíssimo vulnerável - vuInerabilíssimo Adjetivos Gentílicos e Pátrios Argélia – argelino Bizâncio - bizantino Bóston - bostoniano Bragança - bragantino Bucareste - bucarestino, - bucarestense Cairo - cairota Canaã - cananeu Catalunha - catalão Chicago - chicaguense Coimbra - coimbrão, conim- bricense Córsega - corso Croácia - croata Egito - egípcio Equador - equatoriano Filipinas - filipino Florianópolis - florianopolitano Fortaleza - fortalezense Gabão - gabonês Genebra - genebrino Goiânia - goianense Groenlândia - groenlandês Guiné - guinéu, guineense Himalaia - himalaico Hungria - húngaro, magiar Iraque - iraquiano João Pessoa - pessoense La Paz - pacense, pacenho Macapá - macapaense Maceió - maceioense Madri - madrileno Marajó - marajoara Moçambique - moçambicano Montevidéu - montevideano Normândia - normando Pequim - pequinês Porto - portuense Quito - quitenho Santiago - santiaguense São Paulo (Est.) - paulista São Paulo (cid.) - paulistano Terra do Fogo - fueguino Três Corações - tricordiano Bagdá - bagdali Bogotá - bogotano Braga - bracarense Brasília - brasiliense Buenos Aires - portenho, buenairense Campos - campista Caracas - caraquenho Ceilão - cingalês Chipre - cipriota Córdova - cordovês Creta - cretense Cuiabá - cuiabano EI Salvador - salvadorenho Espírito Santo - espírito-santense, capixaba Évora - eborense Finlândia - finlandês Formosa - formosano Foz do lguaçu - iguaçuense Galiza - galego Gibraltar - gibraltarino Granada - granadino Guatemala - guatemalteco Haiti - haitiano Honduras - hondurenho Ilhéus - ilheense Jerusalém - hierosolimita Juiz de Fora - juiz-forense Lima - limenho Macau - macaense Madagáscar - malgaxe Manaus - manauense Minho - minhoto Mônaco - monegasco Natal - natalense Nova lguaçu - iguaçuano Pisa - pisano Póvoa do Varzim - poveiro Rio de Janeiro (Est.) - fluminense Rio de Janeiro (cid.) - carioca Rio Grande do Norte - potiguar Salvador – salvadorenho,soteropolitano Toledo - toledano Rio Grande do Sul - gaúcho Tripoli - tripolitano Veneza - veneziano Varsóvia - varsoviano Vitória - vitoriense Locuções Adjetivas As expressões de valor adjetivo, formadas de preposições mais subs- tantivos, chamam-se LOCUÇÕES ADJETIVAS. Estas, geralmente, podem ser substituídas por um adjetivo correspondente. PRONOMES Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa, que repre- senta ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso. Quando o pronome representa o substantivo, dizemos tratar-se de pronome substantivo. • Ele chegou. (ele) • Convidei-o. (o) Quando o pronome vem determinando o substantivo, restringindo a ex- tensão de seu significado, dizemos tratar-se de pronome adjetivo. • Esta casa é antiga. (esta) • Meu livro é antigo. (meu) Classificação dos Pronomes Há, em Português, seis espécies de pronomes: • pessoais: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas e as formas oblíquas de tratamento: • possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso, seu e flexões; • demonstrativos: este, esse, aquele e flexões; isto, isso, aquilo; • relativos: o qual, cujo, quanto e flexões; que, quem, onde; • indefinidos: algum, nenhum, todo, outro, muito, certo, pouco, vá- rios, tanto quanto, qualquer e flexões; alguém, ninguém, tudo, ou- trem, nada, cada, algo. • interrogativos: que, quem, qual, quanto, empregados em frases in- terrogativas. PRONOMES PESSOAIS Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do dis- curso: 1ª pessoa: quem fala, o emissor. Eu sai (eu) Nós saímos (nós) Convidaram-me (me) Convidaram-nos (nós) 2ª pessoa: com quem se fala, o receptor. Tu saíste (tu) Vós saístes (vós) Convidaram-te (te) Convidaram-vos (vós) 3ª pessoa: de que ou de quem se fala, o referente. Ele saiu (ele) Eles sairam (eles) Convidei-o (o) Convidei-os (os) Os pronomes pessoais são os seguintes: NÚMERO PESSOA CASO RETO CASO OBLÍQUO singular 1ª 2ª 3ª eu tu ele, ela me, mim, comigo te, ti, contigo se, si, consigo, o, a, lhe plural 1ª 2ª 3ª nós vós eles, elas nós, conosco vós, convosco se, si, consigo, os, as, lhes PRONOMES DE TRATAMENTO Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tra- tamento. Referem-se à pessoa a quem se fala, embora a concordância deva ser feita com a terceira pessoa. Convém notar que, exceção feita a você, esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso. Veja, a seguir, alguns desses pronomes:
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização45 PRONOME ABREV. EMPREGO Vossa Alteza V. A. príncipes, duques Vossa Eminência V .Ema cardeais Vossa Excelência V.Exa altas autoridades em geral Vossa Magnificência V. Mag a reitores de universidades Vossa Reverendíssima V. Revma sacerdotes em geral Vossa Santidade V.S. papas Vossa Senhoria V.Sa funcionários graduados Vossa Majestade V.M. reis, imperadores São também pronomes de tratamento: o senhor, a senhora, você, vo- cês. EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS 1. Os pronomes pessoais do caso reto (EU, TU, ELE/ELA, NÓS, VÓS, ELES/ELAS) devem ser empregados na função sintática de sujeito. Considera-se errado seu emprego como complemento: Convidaram ELE para a festa (errado) Receberam NÓS com atenção (errado) EU cheguei atrasado (certo) ELE compareceu à festa (certo) 2. Na função de complemento, usam-se os pronomes oblíquos e não os pronomes retos: Convidei ELE (errado) Chamaram NÓS (errado) Convidei-o. (certo) Chamaram-NOS. (certo) 3. Os pronomes retos (exceto EU e TU), quando antecipados de preposi- ção, passam a funcionar como oblíquos. Neste caso, considera-se cor- reto seu emprego como complemento: Informaram a ELE os reais motivos. Emprestaram a NÓS os livros. Eles gostam muito de NÓS. 4. As formas EU e TU só podem funcionar como sujeito. Considera-se errado seu emprego como complemento: Nunca houve desentendimento entre eu e tu. (errado) Nunca houve desentendimento entre mim e ti. (certo) Como regra prática, podemos propor o seguinte: quando precedidas de preposição, não se usam as formas retas EU e TU, mas as formas oblíquas MIM e TI: Ninguém irá sem EU. (errado) Nunca houve discussões entre EU e TU. (errado) Ninguém irá sem MIM. (certo) Nunca houve discussões entre MIM e TI. (certo) Há, no entanto, um caso em que se empregam as formas retas EU e TU mesmo precedidas por preposição: quando essas formas funcionam como sujeito de um verbo no infinitivo. Deram o livro para EU ler (ler: sujeito) Deram o livro para TU leres (leres: sujeito) Verifique que, neste caso, o emprego das formas retas EU e TU é obri- gatório, na medida em que tais pronomes exercem a função sintática de sujeito. 5. Os pronomes oblíquos SE, SI, CONSIGO devem ser empregados somente como reflexivos. Considera-se errada qualquer construção em que os referidos pronomes não sejam reflexivos: Querida, gosto muito de SI. (errado) Preciso muito falar CONSIGO. (errado) Querida, gosto muito de você. (certo) Preciso muito falar com você. (certo) Observe que nos exemplos que seguem não há erro algum, pois os pronomes SE, SI, CONSIGO, foram empregados como reflexivos: Ele feriu-se Cada um faça por si mesmo a redação O professor trouxe as provas consigo 6. Os pronomes oblíquos CONOSCO e CONVOSCO são utilizados normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavra de reforço, tais pronomes devem ser substituídos pela forma analítica: Queriam falar conosco = Queriam falar com nós dois Queriam conversar convosco = Queriam conversar com vós próprios. 7. Os pronomes oblíquos podem aparecer combinados entre si. As com- binações possíveis são as seguintes: me+o=mo te+o=to lhe+o=lho nos + o = no-lo vos + o = vo-lo lhes + o = lho me + os = mos te + os = tos lhe + os = lhos nos + os = no-los vos + os = vo-los lhes + os = lhos A combinação também é possível com os pronomes oblíquos femininos a, as. me+a=ma me + as = mas te+a=ta te + as = tas - Você pagou o livro ao livreiro? - Sim, paguei-LHO. Verifique que a forma combinada LHO resulta da fusão de LHE (que representa o livreiro) com O (que representa o livro). 8. As formas oblíquas O, A, OS, AS são sempre empregadas como complemento de verbos transitivos diretos, ao passo que as formas LHE, LHES são empregadas como complemento de verbos transitivos indiretos: O menino convidou-a. (V.T.D ) O filho obedece-lhe. (V.T. l ) Consideram-se erradas construções em que o pronome O (e flexões) aparece como complemento de verbos transitivos indiretos, assim como as construções em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento de verbos transitivos diretos: Eu lhe vi ontem. (errado) Nunca o obedeci. (errado) Eu o vi ontem. (certo) Nunca lhe obedeci. (certo) 9. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar como sujeito. Isto ocorre com os verbos: deixar, fazer, ouvir, mandar, sentir, ver, seguidos de infinitivo. O nome oblíquo será sujeito desse in- finitivo: Deixei-o sair. Vi-o chegar. Sofia deixou-se estar à janela. É fácil perceber a função do sujeito dos pronomes oblíquos, desenvol- vendo as orações reduzidas de infinitivo: Deixei-o sair = Deixei que ele saísse. 10. Não se considera errada a repetição de pronomes oblíquos: A mim, ninguém me engana. A ti tocou-te a máquina mercante. Nesses casos, a repetição do pronome oblíquo não constitui pleonas- mo vicioso e sim ênfase. 11. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessivo, exercendo função sintática de adjunto adnominal: Roubaram-me o livro = Roubaram meu livro. Não escutei-lhe os conselhos = Não escutei os seus conselhos. 12. As formas plurais NÓS e VÓS podem ser empregadas para representar uma única pessoa (singular), adquirindo valor cerimonioso ou de mo- déstia: Nós - disse o prefeito - procuramos resolver o problema das enchentes. Vós sois minha salvação, meu Deus! 13. Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de VOSSA, quando nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome, e por SUA, quando falamos dessa pessoa: Ao encontrar o governador, perguntou-lhe: Vossa Excelência já aprovou os projetos? Sua Excelência, o governador, deverá estar presente na inauguração.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização46 14. VOCÊ e os demais pronomes de tratamento (VOSSA MAJESTADE, VOSSA ALTEZA) embora se refiram à pessoa com quem falamos (2ª pessoa, portanto), do ponto de vista gramatical, comportam-se como pronomes de terceira pessoa: Você trouxe seus documentos? Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas. COLOCAÇÃO DE PRONOMES Em relação ao verbo, os pronomes átonos (ME, TE, SE, LHE, O, A, NÓS, VÓS, LHES, OS, AS) podem ocupar três posições: 1. Antes do verbo - próclise Eu te observo há dias. 2. Depois do verbo - ênclise Observo-te há dias. 3. No interior do verbo - mesóclise Observar-te-ei sempre. Ênclise Na linguagem culta, a colocação que pode ser considerada normal é a ênclise: o pronome depois do verbo, funcionando como seu complemento direto ou indireto. O pai esperava-o na estação agitada. Expliquei-lhe o motivo das férias. Ainda na linguagem culta, em escritos formais e de estilo cuidadoso, a ênclise é a colocação recomendada nos seguintes casos: 1. Quando o verbo iniciar a oração: Voltei-me em seguida para o céu límpido. 2. Quando o verbo iniciar a oração principal precedida de pausa: Como eu achasse muito breve, explicou-se. 3. Com o imperativo afirmativo: Companheiros, escutai-me. 4. Com o infinitivo impessoal: A menina não entendera que engorda-las seria apressar-lhes um destino na mesa. 5. Com o gerúndio, não precedido da preposição EM: E saltou, chamando-me pelo nome, conversou comigo. 6. Com o verbo que inicia a coordenada assindética. A velha amiga trouxe um lenço, pediu-me uma pequena moeda de meio franco. Próclise Na linguagem culta, a próclise é recomendada: 1. Quando o verbo estiver precedido de pronomes relativos, indefinidos, interrogativos e conjunções. As crianças que me serviram durante anos eram bichos. Tudo me parecia que ia ser comida de avião. Quem lhe ensinou esses modos? Quem os ouvia, não os amou. Que lhes importa a eles a recompensa? Emília tinha quatorze anos quando a vi pela primeira vez. 2. Nas orações optativas (que exprimem desejo): Papai do céu o abençoe. A terra lhes seja leve. 3. Com o gerúndio precedido da preposição EM: Em se animando, começa a contagiar-nos. Bromil era o suco em se tratando de combater a tosse. 4. Com advérbios pronunciados juntamente com o verbo, sem que haja pausa entre eles. Aquela voz sempre lhe comunicava vida nova. Antes, falava-se tão-somente na aguardente da terra. Mesóclise Usa-se o pronome no interior das formas verbais do futuro do presente e do futuro do pretérito do indicativo, desde que estes verbos não estejam precedidos de palavras que reclamem a próclise. Lembrar-me-ei de alguns belos dias em Paris. Dir-se-ia vir do oco da terra. Mas: Não me lembrarei de alguns belos dias em Paris. Jamais se diria vir do oco da terra. Com essas formas verbais a ênclise é inadmissível: Lembrarei-me (!?) Diria-se (!?) O Pronome Átono nas Locuções Verbais 1. Auxiliar + infinitivo ou gerúndio - o pronome pode vir proclítico ou enclítico ao auxiliar, ou depois do verbo principal. Podemos contar-lhe o ocorrido. Podemos-lhe contar o ocorrido. Não lhes podemos contar o ocorrido. O menino foi-se descontraindo. O menino foi descontraindo-se. O menino não se foi descontraindo. 2. Auxiliar + particípio passado - o pronome deve vir enclítico ou proclítico ao auxiliar, mas nunca enclítico ao particípio. "Outro mérito do positivismo em relação a mim foi ter-me levado a Des- cartes ." Tenho-me levantado cedo. Não me tenho levantado cedo. O uso do pronome átono solto entre o auxiliar e o infinitivo, ou entre o auxiliar e o gerúndio, já está generalizado, mesmo na linguagem culta. Outro aspecto evidente, sobretudo na linguagem coloquial e popular, é o da colocação do pronome no início da oração, o que se deve evitar na lingua- gem escrita. PRONOMES POSSESSIVOS Os pronomes possessivos referem-se às pessoas do discurso, atribu- indo-lhes a posse de alguma coisa. Quando digo, por exemplo, “meu livro”, a palavra “meu” informa que o livro pertence a 1ª pessoa (eu) Eis as formas dos pronomes possessivos: 1ª pessoa singular: MEU, MINHA, MEUS, MINHAS. 2ª pessoa singular: TEU, TUA, TEUS, TUAS. 3ª pessoa singular: SEU, SUA, SEUS, SUAS. 1ª pessoa plural: NOSSO, NOSSA, NOSSOS, NOSSAS. 2ª pessoa plural: VOSSO, VOSSA, VOSSOS, VOSSAS. 3ª pessoa plural: SEU, SUA, SEUS, SUAS. Os possessivos SEU(S), SUA(S) tanto podem referir-se à 3ª pessoa (seu pai = o pai dele), como à 2ª pessoa do discurso (seu pai = o pai de você). Por isso, toda vez que os ditos possessivos derem margem a ambigui- dade, devem ser substituídos pelas expressões dele(s), dela(s). Ex.:Você bem sabe que eu não sigo a opinião dele. A opinião dela era que Camilo devia tornar à casa deles. Eles batizaram com o nome delas as águas deste rio. Os possessivos devem ser usados com critério. Substituí-los pelos pro- nomes oblíquos comunica á frase desenvoltura e elegância. Crispim Soares beijou-lhes as mãos agradecido (em vez de: beijou as suas mãos). Não me respeitava a adolescência. A repulsa estampava-se-lhe nos músculos da face. O vento vindo do mar acariciava-lhe os cabelos. Além da ideia de posse, podem ainda os pronomes exprimir: 1. Cálculo aproximado, estimativa: Ele poderá ter seus quarenta e cinco anos 2. Familiaridade ou ironia, aludindo-se á personagem de uma história O nosso homem não se deu por vencido. Chama-se Falcão o meu homem 3. O mesmo que os indefinidos certo, algum Eu cá tenho minhas dúvidas Cornélio teve suas horas amargas 4. Afetividade, cortesia Como vai, meu menino?
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização47 Não os culpo, minha boa senhora, não os culpo No plural usam-se os possessivos substantivados no sentido de paren- tes de família. É assim que um moço deve zelar o nome dos seus? Podem os possessivos ser modificados por um advérbio de intensida- de. Levaria a mão ao colar de pérolas, com aquele gesto tão seu, quando não sabia o que dizer. PRONOMES DEMONSTRATIVOS São aqueles que determinam, no tempo ou no espaço, a posição da coisa designada em relação à pessoa gramatical. Quando digo “este livro”, estou afirmando que o livro se encontra perto de mim a pessoa que fala. Por outro lado, “esse livro” indica que o livro está longe da pessoa que fala e próximo da que ouve; “aquele livro” indica que o livro está longe de ambas as pessoas. Os pronomes demonstrativos são estes: ESTE (e variações), isto = 1ª pessoa ESSE (e variações), isso = 2ª pessoa AQUELE (e variações), próprio (e variações) MESMO (e variações), próprio (e variações) SEMELHANTE (e variação), tal (e variação) Emprego dos Demonstrativos 1. ESTE (e variações) e ISTO usam-se: a) Para indicar o que está próximo ou junto da 1ª pessoa (aquela que fala). Este documento que tenho nas mãos não é meu. Isto que carregamos pesa 5 kg. b) Para indicar o que está em nós ou o que nos abrange fisicamente: Este coração não pode me trair. Esta alma não traz pecados. Tudo se fez por este país.. c) Para indicar o momento em que falamos: Neste instante estou tranquilo. Deste minuto em diante vou modificar-me. d) Para indicar tempo vindouro ou mesmo passado, mas próximo do momento em que falamos: Esta noite (= a noite vindoura) vou a um baile. Esta noite (= a noite que passou) não dormi bem. Um dia destes estive em Porto Alegre. e) Para indicar que o período de tempo é mais ou menos extenso e no qual se inclui o momento em que falamos: Nesta semana não choveu. Neste mês a inflação foi maior. Este ano será bom para nós. Este século terminará breve. f) Para indicar aquilo de que estamos tratando: Este assunto já foi discutido ontem. Tudo isto que estou dizendo já é velho. g) Para indicar aquilo que vamos mencionar: Só posso lhe dizer isto: nada somos. Os tipos de artigo são estes: definidos e indefinidos. 2. ESSE (e variações) e ISSO usam-se: a) Para indicar o que está próximo ou junto da 2ª pessoa (aquela com quem se fala): Esse documento que tens na mão é teu? Isso que carregas pesa 5 kg. b) Para indicar o que está na 2ª pessoa ou que a abrange fisicamente: Esse teu coração me traiu. Essa alma traz inúmeros pecados. Quantos vivem nesse pais? c) Para indicar o que se encontra distante de nós, ou aquilo de que dese- jamos distância: O povo já não confia nesses políticos. Não quero mais pensar nisso. d) Para indicar aquilo que já foi mencionado pela 2ª pessoa: Nessa tua pergunta muita matreirice se esconde. O que você quer dizer com isso? e) Para indicar tempo passado, não muito próximo do momento em que falamos: Um dia desses estive em Porto Alegre. Comi naquele restaurante dia desses. f) Para indicar aquilo que já mencionamos: Fugir aos problemas? Isso não é do meu feitio. Ainda hei de conseguir o que desejo, e esse dia não está muito distan- te. 3. AQUELE (e variações) e AQUILO usam-se: a) Para indicar o que está longe das duas primeiras pessoas e refere-se á 3ª. Aquele documento que lá está é teu? Aquilo que eles carregam pesa 5 kg. b) Para indicar tempo passado mais ou menos distante. Naquele instante estava preocupado. Daquele instante em diante modifiquei-me. Usamos, ainda, aquela semana, aquele mês, aquele ano, aquele século, para exprimir que o tempo já decorreu. 4. Quando se faz referência a duas pessoas ou coisas já mencionadas, usa-se este (ou variações) para a última pessoa ou coisa e aquele (ou variações) para a primeira: Ao conversar com lsabel e Luís, notei que este se encontrava nervoso e aquela tranquila. 5. Os pronomes demonstrativos, quando regidos pela preposição DE, pospostos a substantivos, usam-se apenas no plural: Você teria coragem de proferir um palavrão desses, Rose? Com um frio destes não se pode sair de casa. Nunca vi uma coisa daquelas. 6. MESMO e PRÓPRIO variam em gênero e número quando têm caráter reforçativo: Zilma mesma (ou própria) costura seus vestidos. Luís e Luísa mesmos (ou próprios) arrumam suas camas. 7. O (e variações) é pronome demonstrativo quando equivale a AQUILO, ISSO ou AQUELE (e variações). Nem tudo (aquilo) que reluz é ouro. O (aquele) que tem muitos vícios tem muitos mestres. Das meninas, Jeni a (aquela) que mais sobressaiu nos exames. A sorte é mulher e bem o (isso) demonstra de fato, ela não ama os homens superiores. 8. NISTO, em início de frase, significa ENTÃO, no mesmo instante: A menina ia cair, nisto, o pai a segurou 9. Tal é pronome demonstrativo quando tomado na acepção DE ESTE, ISTO, ESSE, ISSO, AQUELE, AQUILO. Tal era a situação do país. Não disse tal. Tal não pôde comparecer. Pronome adjetivo quando acompanha substantivo ou pronome (atitu- des tais merecem cadeia, esses tais merecem cadeia), quando acompanha QUE, formando a expressão que tal? (? que lhe parece?) em frases como Que tal minha filha? Que tais minhas filhas? e quando correlativo DE QUAL ou OUTRO TAL: Suas manias eram tais quais as minhas. A mãe era tal quais as filhas. Os filhos são tais qual o pai. Tal pai, tal filho. É pronome substantivo em frases como: Não encontrarei tal (= tal coisa). Não creio em tal (= tal coisa) PRONOMES RELATIVOS Veja este exemplo: Armando comprou a casa QUE lhe convinha. A palavra que representa o nome casa, relacionando-se com o termo casa é um pronome relativo. PRONOMES RELATIVOS são palavras que representam nomes já re- feridos, com os quais estão relacionados. Daí denominarem-se relativos. A palavra que o pronome relativo representa chama-se antecedente. No exemplo dado, o antecedente é casa.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização48 Outros exemplos de pronomes relativos: Sejamos gratos a Deus, a quem tudo devemos. O lugar onde paramos era deserto. Traga tudo quanto lhe pertence. Leve tantos ingressos quantos quiser. Posso saber o motivo por que (ou pelo qual) desistiu do concurso? Eis o quadro dos pronomes relativos: VARIÁVEIS INVARIÁVEIS Masculino Feminino o qual os quais a qual as quais quem cujo cujos cuja cujas que quanto quantos quanta quantas onde Observações: 1. O pronome relativo QUEM só se aplica a pessoas, tem antecedente, vem sempre antecedido de preposição, e equivale a O QUAL. O médico de quem falo é meu conterrâneo. 2. Os pronomes CUJO, CUJA significam do qual, da qual, e precedem sempre um substantivo sem artigo. Qual será o animal cujo nome a autora não quis revelar? 3. QUANTO(s) e QUANTA(s) são pronomes relativos quando precedidos de um dos pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas. Tenho tudo quanto quero. Leve tantos quantos precisar. Nenhum ovo, de todos quantos levei, se quebrou. 4. ONDE, como pronome relativo, tem sempre antecedente e equivale a EM QUE. A casa onde (= em que) moro foi de meu avô. PRONOMES INDEFINIDOS Estes pronomes se referem à 3ª pessoa do discurso, designando-a de modo vago, impreciso, indeterminado. 1. São pronomes indefinidos substantivos: ALGO, ALGUÉM, FULANO, SICRANO, BELTRANO, NADA, NINGUÉM, OUTREM, QUEM, TUDO Exemplos: Algo o incomoda? Acreditam em tudo o que fulano diz ou sicrano escreve. Não faças a outrem o que não queres que te façam. Quem avisa amigo é. Encontrei quem me pode ajudar. Ele gosta de quem o elogia. 2. São pronomes indefinidos adjetivos: CADA, CERTO, CERTOS, CERTA CERTAS. Cada povo tem seus costumes. Certas pessoas exercem várias profissões. Certo dia apareceu em casa um repórter famoso. PRONOMES INTERROGATIVOS Aparecem em frases interrogativas. Como os indefinidos, referem-se de modo impreciso à 3ª pessoa do discurso. Exemplos: Que há? Que dia é hoje? Reagir contra quê? Por que motivo não veio? Quem foi? Qual será? Quantos vêm? Quantas irmãs tens? VERBO CONCEITO “As palavras em destaque no texto abaixo exprimem ações, situando- as no tempo. Queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a re- ceita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria dentro elas. Assim fiz. Morreram.” (Clarice Lispector) Essas palavras são verbos. O verbo também pode exprimir: a) Estado: Não sou alegre nem sou triste. Sou poeta. b) Mudança de estado: Meu avô foi buscar ouro. Mas o ouro virou terra. c) Fenômeno: Chove. O céu dorme. VERBO é a palavra variável que exprime ação, estado, mudança de estado e fenômeno, situando-se no tempo. FLEXÕES O verbo é a classe de palavras que apresenta o maior número de fle- xões na língua portuguesa. Graças a isso, uma forma verbal pode trazer em si diversas informações. A forma CANTÁVAMOS, por exemplo, indica: • a ação de cantar. • a pessoa gramatical que pratica essa ação (nós). • o número gramatical (plural). • o tempo em que tal ação ocorreu (pretérito). • o modo como é encarada a ação: um fato realmente acontecido no passado (indicativo). • que o sujeito pratica a ação (voz ativa). Portanto, o verbo flexiona-se em número, pessoa, modo, tempo e voz. 1. NÚMERO: o verbo admite singular e plural: O menino olhou para o animal com olhos alegres. (singular). Os meninos olharam para o animal com olhos alegres. (plural). 2. PESSOA: servem de sujeito ao verbo as três pessoas gramaticais: 1ª pessoa: aquela que fala. Pode ser a) do singular - corresponde ao pronome pessoal EU. Ex.: Eu adormeço. b) do plural - corresponde ao pronome pessoal NÓS. Ex.: Nós adorme- cemos. 2ª pessoa: aquela que ouve. Pode ser a) do singular - corresponde ao pronome pessoal TU. Ex.:Tu adormeces. b) do plural - corresponde ao pronome pessoal VÓS. Ex.:Vós adormeceis. 3ª pessoa: aquela de quem se fala. Pode ser a) do singular - corresponde aos pronomes pessoais ELE, ELA. Ex.: Ela adormece. b) do plural - corresponde aos pronomes pessoas ELES, ELAS. Ex.: Eles adormecem. 3. MODO: é a propriedade que tem o verbo de indicar a atitude do falante em relação ao fato que comunica. Há três modos em português. a) indicativo: a atitude do falante é de certeza diante do fato. A cachorra Baleia corria na frente. b) subjuntivo: a atitude do falante é de dúvida diante do fato. Talvez a cachorra Baleia corra na frente . c) imperativo: o fato é enunciado como uma ordem, um conselho, um pedido Corra na frente, Baleia. 4. TEMPO: é a propriedade que tem o verbo de localizar o fato no tempo, em relação ao momento em que se fala. Os três tempos básicos são: a) presente: a ação ocorre no momento em que se fala: Fecho os olhos, agito a cabeça. b) pretérito (passado): a ação transcorreu num momento anterior àquele em que se fala: Fechei os olhos, agitei a cabeça. c) futuro: a ação poderá ocorrer após o momento em que se fala: Fecharei os olhos, agitarei a cabeça. O pretérito e o futuro admitem subdivisões, o que não ocorre com o presente. Veja o esquema dos tempos simples em português: Presente (falo) INDICATIVO Pretérito perfeito ( falei) Imperfeito (falava)
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização49 Mais- que-perfeito (falara) Futuro do presente (falarei) do pretérito (falaria) Presente (fale) SUBJUNTIVO Pretérito imperfeito (falasse) Futuro (falar) Há ainda três formas que não exprimem exatamente o tempo em que se dá o fato expresso. São as formas nominais, que completam o esquema dos tempos simples. Infinitivo impessoal (falar) Pessoal (falar eu, falares tu, etc.) FORMAS NOMINAIS Gerúndio (falando) Particípio (falado) 5. VOZ: o sujeito do verbo pode ser: a) agente do fato expresso. O carroceiro disse um palavrão. (sujeito agente) O verbo está na voz ativa. b) paciente do fato expresso: Um palavrão foi dito pelo carroceiro. (sujeito paciente) O verbo está na voz passiva. c) agente e paciente do fato expresso: O carroceiro machucou-se. (sujeito agente e paciente) O verbo está na voz reflexiva. 6. FORMAS RIZOTÔNICAS E ARRIZOTÔNICAS: dá-se o nome de rizotônica à forma verbal cujo acento tônico está no radical. Falo - Estudam. Dá-se o nome de arrizotônica à forma verbal cujo acento tônico está fora do radical. Falamos - Estudarei. 7. CLASSIFICACÃO DOS VERBOS: os verbos classificam-se em: a) regulares - são aqueles que possuem as desinências normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical: canto - cantei - cantarei – cantava - cantasse. b) irregulares - são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou nas desinências: faço - fiz - farei - fizesse. c) defectivos - são aqueles que não apresentam conjugação completa, como por exemplo, os verbos falir, abolir e os verbos que indicam fe- nômenos naturais, como CHOVER, TROVEJAR, etc. d) abundantes - são aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, essa característica ocorre no particípio: ma- tado - morto - enxugado - enxuto. e) anômalos - são aqueles que incluem mais de um radical em sua conju- gação. verbo ser: sou - fui verbo ir: vou - ia QUANTO À EXISTÊNCIA OU NÃO DO SUJEITO 1. Pessoais: são aqueles que se referem a qualquer sujeito implícito ou explícito. Quase todos os verbos são pessoais. O Nino apareceu na porta. 2. Impessoais: são aqueles que não se referem a qualquer sujeito implíci- to ou explícito. São utilizados sempre na 3ª pessoa. São impessoais: a) verbos que indicam fenômenos meteorológicos: chover, nevar, ventar, etc. Garoava na madrugada roxa. b) HAVER, no sentido de existir, ocorrer, acontecer: Houve um espetáculo ontem. Há alunos na sala. Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais Anica com seus olhos claros. c) FAZER, indicando tempo decorrido ou fenômeno meteorológico. Fazia dois anos que eu estava casado. Faz muito frio nesta região? O VERBO HAVER (empregado impessoalmente) O verbo haver é impessoal - sendo, portanto, usado invariavelmente na 3ª pessoa do singular - quando significa: 1) EXISTIR Há pessoas que nos querem bem. Criaturas infalíveis nunca houve nem haverá. Brigavam à toa, sem que houvesse motivos sérios. Livros, havia-os de sobra; o que faltava eram leitores. 2) ACONTECER, SUCEDER Houve casos difíceis na minha profissão de médico. Não haja desavenças entre vós. Naquele presídio havia frequentes rebeliões de presos. 3) DECORRER, FAZER, com referência ao tempo passado: Há meses que não o vejo. Haverá nove dias que ele nos visitou. Havia já duas semanas que Marcos não trabalhava. O fato aconteceu há cerca de oito meses. Quando pode ser substituído por FAZIA, o verbo HAVER concorda no pretérito imperfeito, e não no presente: Havia (e não HÁ) meses que a escola estava fechada. Morávamos ali havia (e não HÁ) dois anos. Ela conseguira emprego havia (e não HÁ) pouco tempo. Havia (e não HÁ) muito tempo que a policia o procurava. 4) REALIZAR-SE Houve festas e jogos. Se não chovesse, teria havido outros espetáculos. Todas as noites havia ensaios das escolas de samba. 5) Ser possível, existir possibilidade ou motivo (em frases negativas e seguido de infinitivo): Em pontos de ciência não há transigir. Não há contê-lo, então, no ímpeto. Não havia descrer na sinceridade de ambos. Mas olha, Tomásia, que não há fiar nestas afeiçõezinhas. E não houve convencê-lo do contrário. Não havia por que ficar ali a recriminar-se. Como impessoal o verbo HAVER forma ainda a locução adverbial de há muito (= desde muito tempo, há muito tempo): De há muito que esta árvore não dá frutos. De há muito não o vejo. O verbo HAVER transmite a sua impessoalidade aos verbos que com ele formam locução, os quais, por isso, permanecem invariáveis na 3ª pessoa do singular: Vai haver eleições em outubro. Começou a haver reclamações. Não pode haver umas sem as outras. Parecia haver mais curiosos do que interessados. Mas haveria outros defeitos, devia haver outros. A expressão correta é HAJA VISTA, e não HAJA VISTO. Pode ser construída de três modos: Hajam vista os livros desse autor. Haja vista os livros desse autor. Haja vista aos livros desse autor. CONVERSÃO DA VOZ ATIVA NA PASSIVA Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o sentido da frase. Exemplo: Gutenberg inventou a imprensa. (voz ativa) A imprensa foi inventada por Gutenberg. (voz passiva) Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo assumirá a forma passiva, conser- vando o mesmo tempo. Outros exemplos: Os calores intensos provocam as chuvas. As chuvas são provocadas pelos calores intensos. Eu o acompanharei. Ele será acompanhado por mim. Todos te louvariam. Serias louvado por todos. Prejudicaram-me.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização50 Fui prejudicado. Condenar-te-iam. Serias condenado. EMPREGO DOS TEMPOS VERBAIS a) Presente Emprega-se o presente do indicativo para assinalar: - um fato que ocorre no momento em que se fala. Eles estudam silenciosamente. Eles estão estudando silenciosamente. - uma ação habitual. Corra todas as manhãs. - uma verdade universal (ou tida como tal): O homem é mortal. A mulher ama ou odeia, não há outra alternativa. - fatos já passados. Usa-se o presente em lugar do pretérito para dar maior realce à narrativa. Em 1748, Montesquieu publica a obra "O Espírito das Leis". É o chamado presente histórico ou narrativo. - fatos futuros não muito distantes, ou mesmo incertos: Amanhã vou à escola. Qualquer dia eu te telefono. b) Pretérito Imperfeito Emprega-se o pretérito imperfeito do indicativo para designar: - um fato passado contínuo, habitual, permanente: Ele andava à toa. Nós vendíamos sempre fiado. - um fato passado, mas de incerta localização no tempo. É o que ocorre por exemplo, no inicio das fábulas, lendas, histórias infantis. Era uma vez... - um fato presente em relação a outro fato passado. Eu lia quando ele chegou. c) Pretérito Perfeito Emprega-se o pretérito perfeito do indicativo para referir um fato já ocorrido, concluído. Estudei a noite inteira. Usa-se a forma composta para indicar uma ação que se prolonga até o momento presente. Tenho estudado todas as noites. d) Pretérito mais-que-perfeito Chama-se mais-que-perfeito porque indica uma ação passada em relação a outro fato passado (ou seja, é o passado do passado): A bola já ultrapassara a linha quando o jogador a alcançou. e) Futuro do Presente Emprega-se o futuro do presente do indicativo para apontar um fato futuro em relação ao momento em que se fala. Irei à escola. f) Futuro do Pretérito Emprega-se o futuro do pretérito do indicativo para assinalar: - um fato futuro, em relação a outro fato passado. - Eu jogaria se não tivesse chovido. - um fato futuro, mas duvidoso, incerto. - Seria realmente agradável ter de sair? Um fato presente: nesse caso, o futuro do pretérito indica polidez e às vezes, ironia. - Daria para fazer silêncio?! Modo Subjuntivo a) Presente Emprega-se o presente do subjuntivo para mostrar: - um fato presente, mas duvidoso, incerto. Talvez eles estudem... não sei. - um desejo, uma vontade: Que eles estudem, este é o desejo dos pais e dos professores. b) Pretérito Imperfeito Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para indicar uma hipótese, uma condição. Se eu estudasse, a história seria outra. Nós combinamos que se chovesse não haveria jogo. e) Pretérito Perfeito Emprega-se o pretérito perfeito composto do subjuntivo para apontar um fato passado, mas incerto, hipotético, duvidoso (que são, afinal, as características do modo subjuntivo). Que tenha estudado bastante é o que espero. d) Pretérito Mais-Que-Perfeito - Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo para indicar um fato passado em relação a outro fato passado, sempre de acordo com as regras típicas do modo subjuntivo: Se não tivéssemos saído da sala, teríamos terminado a prova tranqui- lamente. e) Futuro Emprega-se o futuro do subjuntivo para indicar um fato futuro já conclu- ído em relação a outro fato futuro. Quando eu voltar, saberei o que fazer. VERBOS AUXILIARES INDICATIVO SER ESTAR TER HAVER PRESENTE sou estou tenho hei és estás tens hás é está tem há somos estamos temos havemos sois estais tendes haveis são estão têm hão PRETÉRITO PERFEITO era estava tinha havia eras estavas tinhas havias era estava tinha havia éramos estávamos tínhamos havíamos éreis estáveis tínheis havíes eram estavam tinham haviam PRETÉRITO PERFEITO SIMPLES fui estive tive houve foste estiveste tiveste houveste foi esteve teve houve fomos estivemos tivemos houvemos fostes estivestes tivestes houvestes foram estiveram tiveram houveram PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO tenho sido tenho estado tenho tido tenho havido tens sido tens estado tens tido tens havido tem sido tem estado tem tido tem havido temos sido temos estado temos tido temos havido tendes sido tendes estado tendes tido tendes havido têm sido têm estado têm tido têm havido PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO SIMPLES fora estivera tivera houvera foras estiveras tiveras houveras fora estivera tivera houvera fôramos estivéramos tivéramos houvéramos fôreis estivéreis tivéreis houvéreis foram estiveram tiveram houveram PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham (+sido, estado, tido , havido) FUTURO DO PRESENTE SIMPLES serei estarei terei haverei serás estarás terás haverá será estará terá haverá seremos estaremos teremos haveremos sereis estareis tereis havereis serão estarão terão haverão FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO terei, terás, terá, teremos, tereis, terão, (+sido, estado, tido, havido) FUTURO DO PRETÉRITO SIMPLES seria estaria teria haveria serias estarias terias haverias seria estaria teria haveria seríamos estaríamos teríamos haveríamos serieis estaríeis teríeis haveríeis seriam estariam teriam haveriam FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO teria, terias, teria, teríamos, teríeis, teriam (+ sido, estado, tido, havido) PRESENTE SUBJUNTIVO seja esteja tenha haja
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização51 sejas estejas tenhas hajas seja esteja tenha haja sejamos estejamos tenhamos hajamos sejais estejais tenhais hajais sejam estejam tenham hajam PRETÉRITO IMPERFEITO SIMPLES fosse estivesse tivesse houvesse fosses estivesses tivesses houvesses fosse estivesse tivesse houvesse fôssemos estivéssemos tivéssemos houvéssemos fôsseis estivésseis tivésseis houvésseis fossem estivessem tivessem houvessem PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham (+ sido, estado, tido, havido) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO tivesse, tivesses, tivesses, tivéssemos, tivésseis, tivessem ( + sido, estado, tido, havido) FUTURO SIMPLES se eu for se eu estiver se eu tiver se eu houver se tu fores se tu estiveres se tu tiveres se tu houveres se ele for se ele estiver se ele tiver se ele houver se nós formos se nós estiver- mos se nós tivermos se nós houver- mos se vós fordes se vós estiver- des se vós tiverdes se vós houver- des se eles forem se eles estive- rem se eles tiverem se eles houve- rem FUTURO COMPOSTO tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem (+sido, estado, tido, havido) AFIRMATIVO IMPERATIVO sê tu está tu tem tu há tu seja você esteja você tenha você haja você sejamos nós estejamos nós tenhamos nós hajamos nós sede vós estai vós tende vós havei vós sejam vocês estejam vocês tenham vocês hajam vocês NEGATIVO não sejas tu não estejas tu não tenhas tu não hajas tu não seja você não esteja você não tenha você não haja você não sejamos nós não estejamos nós não tenhamos nós não hajamos nós não sejais vós não estejais vós não tenhais vós não hajais vós não sejam vocês não estejam vocês não tenham vocês não hajam vocês IMPESSOAL INFINITIVO ser estar ter haver IMPESSOAL COMPOSTO Ter sido ter estado ter tido ter havido PESSOAL ser estar ter haver seres estares teres haveres ser estar ter haver sermos estarmos termos havermos serdes estardes terdes haverdes serem estarem terem haverem SIMPLES GERÚNDIO sendo estando tendo havendo COMPOSTO tendo sido tendo estado tendo tido tendo havido PARTICÍPIO sido estado tido havido CONJUGAÇÕES VERBAIS INDICATIVO PRESENTE canto vendo parto cantas vendes partes canta vende parte cantamos vendemos partimos cantais vendeis partis cantam vendem partem PRETÉRITO IMPERFEITO cantava vendia partia cantavas vendias partias cantava vendia partia cantávamos vendíamos partíamos cantáveis vendíeis partíeis cantavam vendiam partiam PRETÉRITO PERFEITO SIMPLES cantei vendi parti cantaste vendeste partiste cantou vendeu partiu cantamos vendemos partimos cantastes vendestes partistes cantaram venderam partiram PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO tenho, tens, tem, temos, tendes, têm (+ cantado, vendido, partido) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO SIMPLES cantara vendera partira cantaras venderas partiras cantara vendera partira cantáramos vendêramos partíramos cantáreis vendêreis partíreis cantaram venderam partiram PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham (+ cantando, vendido, partido) Obs.: Também se conjugam com o auxiliar haver. FUTURO DO PRESENTE SIMPLES cantarei venderei partirei cantarás venderás partirás cantará venderá partirá cantaremos venderemos partiremos cantareis vendereis partireis cantarão venderão partirão FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO terei, terás, terá, teremos, tereis, terão (+ cantado, vendido, partido) Obs.: Também se conjugam com o auxiliar haver. FUTURO DO PRETÉRITO SIMPLES cantaria venderia partiria cantarias venderias partirias cantaria venderia partiria cantaríamos venderíamos partiríamos cantaríeis venderíeis partiríeis cantariam venderiam partiriam FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO teria, terias, teria, teríamos, teríeis, teriam (+ cantado, vendido, partido) FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO teria, terias, teria, teríamos, teríeis, teriam, (+ cantado, vendido, partido) Obs.: também se conjugam com o auxiliar haver. PRESENTE SUBJUNTIVO cante venda parta cantes vendas partas cante venda parta cantemos vendamos partamos canteis vendais partais cantem vendam partam PRETÉRITO IMPERFEITO cantasse vendesse partisse cantasses vendesses partisses cantasse vendesse partisse cantássemos vendêssemos partíssemos cantásseis vendêsseis partísseis cantassem vendessem partissem PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham (+ cantado, vendido, parti- do) Obs.: também se conjugam com o auxiliar haver. FUTURO SIMPLES cantar vender partir cantares venderes partires cantar vender partir cantarmos vendermos partimos cantardes venderdes partirdes cantarem venderem partirem FUTURO COMPOSTO tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem (+ cantado, vendido, partido) AFIRMATIVO IMPERATIVO canta vende parte cante venda parta cantemos vendamos partamos cantai vendei parti cantem vendam partam NEGATIVO
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização52 não cantes não vendas não partas não cante não venda não parta não cantemos não vendamos não partamos não canteis não vendais não partais não cantem não vendam não partam INFINITIVO IMPESSOAL SIMPLES PRESENTE cantar vender partir INFINITIVO PESSOAL SIMPLES - PRESENTE FLEXIONADO cantar vender partir cantares venderes partires cantar vender partir cantarmos vendermos partirmos cantardes venderdes partirdes cantarem venderem partirem INFINITIVO IMPESSOAL COMPOSTO - PRETÉRITO IMPESSOAL ter (ou haver), cantado, vendido, partido INFINITIVO PESSOAL COMPOSTO - PRETÉRITO PESSOAL ter, teres, ter, termos, terdes, terem (+ cantado, vendido, partido) GERÚNDIO SIMPLES - PRESENTE cantando vendendo partindo GERÚNDIO COMPOSTO - PRETÉRITO tendo (ou havendo), cantado, vendido, partido PARTICÍPIO cantado vendido partido Formação dos tempos compostos Com os verbos ter ou haver Da Página 3 Pedagogia & Comunicação Entre os tempos compostos da voz ativa merecem realce particular aque- les que são constituídos de formas do verbo ter (ou, mais raramente, haver) com o particípio do verbo que se quer conjugar, porque é costume incluí-los nos próprios paradigmas de conjugação: MODO INDICATIVO 1) PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO. Formado do PRESENTE DO INDICATIVO do verbo ter com o PARTICÍPIO do verbo principal: tenho cantado tens cantado tem cantado temos cantado tendes cantado têm cantado tenho vendido tens vendido tem vendido temos vendido tendes vendido têm vendido tenho partido tens partido tem partido temos partido tendes partido têm partido 2) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO. Formado do IMPER- FEITO DO INDICATIVO do verbo ter. (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal: tinha cantado tinhas cantado tinha cantado tínhamos cantado tínheis cantado tinham cantado tinha vendido tinhas vendido tinha vendido tínhamos vendido tínheis vendido tinham vendido tinha partido tinhas .partido tinha partido tínhamos partido tínheis partido tinham partido 3) FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO. Formado do FUTURO DO PRESENTE SIMPLES do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal: terei cantado terás cantado terá cantado teremos cantado tereis cantado terão cantado terei vendido terás vendido terá vendido teremos vendido tereis vendido terão vendido terei partido terás, partido terá partido teremos partido tereis , partido terão partido 4) FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO. Formado do FUTURO DO PRETÉRITO SIMPLES do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal: teria cantado terias cantado teria vendido terias vendido teria partido terias partido teria cantado teríamos cantado teríeis cantado teriam cantado teria vendido teríamos vendido teríeis vendido teriam vendido teria partido teríamos partido teríeis partido teriam partido MODO SUBJUNTIVO 1) PRETÉRITO PERFEITO. Formado do PRESENTE DO SUBJUNTIVO do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal: tenha cantado tenhas cantado tenha cantado tenhamos cantado tenhais cantado tenham cantado tenha vendido tenhas vendido tenha vendido tenhamos vendido tenhais vendido vendido tenha tenhas partido tenha partido tenhamos partido tenhais partido tenham partido 2) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO. Formado do IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal: tivesse cantado tivesses cantado tivesse cantado tivéssemos cantado tivésseis cantado tivessem cantado tivesse vendido tivesses vendido tivesse vendido tivéssemos vendido tivésseis vendido tivessem vendido tivesse partido tivesses partido tivesse partido tivéssemos partido tivésseis partido tivessem partido 3) FUTURO COMPOSTO. Formado do FUTURO SIMPLES DO SUBJUN- TIVO do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal: tiver cantado tiveres cantado tiver cantado tivermos cantado tiverdes cantado tiverem cantado tiver vendido tiveres vendido tiver vendido tivermos vendido tiverdes vendido tiverem vendido tiver partido tiveres partido tiver partido tivermos partido tiverdes partido tiverem partido FORMAS NOMINAIS 1) INFINITIVO IMPESSOAL COMPOSTO (PRETÉRITO IMPESSOAL). Formado do INFINITIVO IMPESSOAL do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal: ter cantado ter vendido ter partido 2) INFINITIVO PESSOAL COMPOSTO (OU PRETÉRITO PESSOAL). Formado do INFINITIVO PESSOAL do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal: ter cantado teres cantado ter cantado termos cantado terdes cantado terem cantado ter vendido teres vendido ter vendido termos vendido terdes vendido terem vendido ter partido teres partido ter partido termos partido terdes partido terem partido 3) GERÚNDIO COMPOSTO (PRETÉRITO). Formado do GERÚNDIO do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal: tendo cantado tendo vendido tendo partido Fonte: Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e Lindley Cintra, Editora Nova Fronteira, 2ª edição, 29ª impressão. VERBOS IRREGULARES DAR Presente do indicativo dou, dás, dá, damos, dais, dão Pretérito perfeito dei, deste, deu, demos, destes, deram Pretérito mais-que-perfeito dera, deras, dera, déramos, déreis, deram Presente do subjuntivo dê, dês, dê, demos, deis, dêem Imperfeito do subjuntivodesse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem Futuro do subjuntivo der, deres, der, dermos, derdes, derem MOBILIAR Presente do indicativo mobilio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobiliam Presente do subjuntivo mobilie, mobilies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobiliem Imperativo mobília, mobilie, mobiliemos, mobiliai, mobiliem AGUAR Presente do indicativo águo, águas, água, aguamos, aguais, águam
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização53 Pretérito perfeito aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram Presente do subjuntivo águe, agues, ague, aguemos, agueis, águem MAGOAR Presente do indicativo magoo, magoas, magoa, magoamos, magoais, magoam Pretérito perfeito magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes, magoa- ram Presente do subjuntivo magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem Conjugam-se como magoar, abençoar, abotoar, caçoar, voar e perdoar APIEDAR-SE Presente do indicativo: apiado-me, apiadas-te, apiada-se, apiedamo-nos, apiedais- vos, apiadam-se Presente do subjuntivo apiade-me, apiades-te, apiade-se, apiedemo-nos, apiedei- vos, apiedem-se Nas formas rizotônicas, o E do radical é substituído por A MOSCAR Presente do indicativo musco, muscas, musca, moscamos, moscais, muscam Presente do subjuntivo musque, musques, musque, mosquemos, mosqueis, mus- quem Nas formas rizotônicas, o O do radical é substituído por U RESFOLEGAR Presente do indicativo resfolgo, resfolgas, resfolga, resfolegamos, resfolegais, resfolgam Presente do subjuntivo resfolgue, resfolgues, resfolgue, resfoleguemos, resfolegueis, resfolguem Nas formas rizotônicas, o E do radical desaparece NOMEAR Presente da indicativo nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam Pretérito imperfeito nomeava, nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis, nomeavam Pretérito perfeito nomeei, nomeaste, nomeou, nomeamos, nomeastes, nomea- ram Presente do subjuntivo nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem Imperativo afirmativo nomeia, nomeie, nomeemos, nomeai, nomeiem Conjugam-se como nomear, cear, hastear, peritear, recear, passear COPIAR Presente do indicativo copio, copias, copia, copiamos, copiais, copiam Pretérito imperfeito copiei, copiaste, copiou, copiamos, copiastes, copiaram Pretérito mais-que-perfeito copiara, copiaras, copiara, copiáramos, copiá- reis, copiaram Presente do subjuntivo copie, copies, copie, copiemos, copieis, copiem Imperativo afirmativo copia, copie, copiemos, copiai, copiem ODIAR Presente do indicativo odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam Pretérito imperfeito odiava, odiavas, odiava, odiávamos, odiáveis, odiavam Pretérito perfeito odiei, odiaste, odiou, odiamos, odiastes, odiaram Pretérito mais-que-perfeito odiara, odiaras, odiara, odiáramos, odiáreis, odiaram Presente do subjuntivo odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem Conjugam-se como odiar, mediar, remediar, incendiar, ansiar CABER Presente do indicativo caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem Pretérito perfeito coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam Pretérito mais-que-perfeito coubera, couberas, coubera, coubéramos, coubéreis, couberam Presente do subjuntivo caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam Imperfeito do subjuntivocoubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem Futuro do subjuntivo couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem O verbo CABER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no imperativo negativo CRER Presente do indicativo creio, crês, crê, cremos, credes, crêem Presente do subjuntivo creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam Imperativo afirmativo crê, creia, creiamos, crede, creiam Conjugam-se como crer, ler e descrer DIZER Presente do indicativo digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem Pretérito perfeito disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram Pretérito mais-que-perfeito dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, disseram Futuro do presente direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão Futuro do pretérito diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, diriam Presente do subjuntivo diga, digas, diga, digamos, digais, digam Pretérito imperfeito dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissesse Futuro disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem Particípio dito Conjugam-se como dizer, bendizer, desdizer, predizer, maldizer FAZER Presente do indicativo faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem Pretérito perfeito fiz, fizeste, fez, fizemos fizestes, fizeram Pretérito mais-que-perfeito fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram Futuro do presente farei, farás, fará, faremos, fareis, farão Futuro do pretérito faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam Imperativo afirmativo faze, faça, façamos, fazei, façam Presente do subjuntivo faça, faças, faça, façamos, façais, façam Imperfeito do subjuntivo fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem Futuro do subjuntivo fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem Conjugam-se como fazer, desfazer, refazer satisfazer PERDER Presente do indicativo perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem Presente do subjuntivo perca, percas, perca, percamos, percais. percam Imperativo afirmativo perde, perca, percamos, perdei, percam PODER Presente do Indicativo posso, podes, pode, podemos, podeis, podem Pretérito Imperfeito podia, podias, podia, podíamos, podíeis, podiam Pretérito perfeito pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam Pretérito mais-que-perfeito pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, puderam Presente do subjuntivo possa, possas, possa, possamos, possais, possam Pretérito imperfeito pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, pudessem Futuro puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem Infinitivo pessoal pode, poderes, poder, podermos, poderdes, poderem Gerúndio podendo Particípio podido O verbo PODER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no imperativo negativo PROVER Presente do indicativo provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem Pretérito imperfeito provia, provias, provia, províamos, províeis, proviam Pretérito perfeito provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram Pretérito mais-que-perfeito provera, proveras, provera, provêramos, provê- reis, proveram Futuro do presente proverei, proverás, proverá, proveremos, provereis, proverão Futuro do pretérito proveria, proverias, proveria, proveríamos, proveríeis, prove- riam Imperativo provê, proveja, provejamos, provede, provejam Presente do subjuntivo proveja, provejas, proveja, provejamos, provejais. provejam Pretérito imperfeito provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis, provessem Futuro prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem Gerúndio provendo Particípio provido QUERER Presente do indicativo quero, queres, quer, queremos, quereis, querem Pretérito perfeito quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram Pretérito mais-que-perfeito quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quisé- reis, quiseram Presente do subjuntivo queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram Pretérito imperfeito quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos quisésseis, quisessem Futuro quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem REQUERER Presente do indicativo requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis. requerem Pretérito perfeito requeri, requereste, requereu, requeremos, requereste, requereram Pretérito mais-que-perfeito requerera, requereras, requerera, requereramos, requerereis, requereram Futuro do presente requererei, requererás requererá, requereremos, requerereis, requererão Futuro do pretérito requereria, requererias, requereria, requereríamos, requere- ríeis, requereriam Imperativo requere, requeira, requeiramos, requerer, requeiram Presente do subjuntivo requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais,
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização54 requeiram Pretérito Imperfeito requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos, requerêsseis, requeressem, Futuro requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes, requerem Gerúndio requerendo Particípio requerido O verbo REQUERER não se conjuga como querer. REAVER Presente do indicativo reavemos, reaveis Pretérito perfeito reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouve- ram Pretérito mais-que-perfeito reouvera, reouveras, reouvera, reouvéramos, reouvéreis, reouveram Pretérito imperf. do subjuntivo reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvéssemos, reou- vésseis, reouvessem Futuro reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes, reouverem O verbo REAVER conjuga-se como haver, mas só nas formas em que esse apresen- ta a letra v SABER Presente do indicativo sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem Pretérito perfeito soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam Pretérito mais-que-perfeito soubera, souberas, soubera, soubéramos, soubéreis, souberam Pretérito imperfeito sabia, sabias, sabia, sabíamos, sabíeis, sabiam Presente do subjuntivo soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, soubessem Futuro souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem VALER Presente do indicativo valho, vales, vale, valemos, valeis, valem Presente do subjuntivo valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham Imperativo afirmativo vale, valha, valhamos, valei, valham TRAZER Presente do indicativo trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem Pretérito imperfeito trazia, trazias, trazia, trazíamos, trazíeis, traziam Pretérito perfeito trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram Pretérito mais-que-perfeito trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, trouxéreis, trouxeram Futuro do presente trarei, trarás, trará, traremos, trareis, trarão Futuro do pretérito traria, trarias, traria, traríamos, traríeis, trariam Imperativo traze, traga, tragamos, trazei, tragam Presente do subjuntivo traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam Pretérito imperfeito trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem Futuro trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxe- rem Infinitivo pessoal trazer, trazeres, trazer, trazermos, trazerdes, trazerem Gerúndio trazendo Particípio trazido VER Presente do indicativo vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem Pretérito perfeito vi, viste, viu, vimos, vistes, viram Pretérito mais-que-perfeito vira, viras, vira, viramos, vireis, viram Imperativo afirmativo vê, veja, vejamos, vede vós, vejam vocês Presente do subjuntivo veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam Pretérito imperfeito visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem Futuro vir, vires, vir, virmos, virdes, virem Particípio visto ABOLIR Presente do indicativo aboles, abole abolimos, abolis, abolem Pretérito imperfeito abolia, abolias, abolia, abolíamos, abolíeis, aboliam Pretérito perfeito aboli, aboliste, aboliu, abolimos, abolistes, aboliram Pretérito mais-que-perfeito abolira, aboliras, abolira, abolíramos, abolíreis, aboliram Futuro do presente abolirei, abolirás, abolirá, aboliremos, abolireis, abolirão Futuro do pretérito aboliria, abolirias, aboliria, aboliríamos, aboliríeis, aboliriam Presente do subjuntivo não há Presente imperfeito abolisse, abolisses, abolisse, abolíssemos, abolísseis, abolissem Futuro abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem Imperativo afirmativo abole, aboli Imperativo negativo não há Infinitivo pessoal abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem Infinitivo impessoal abolir Gerúndio abolindo Particípio abolido O verbo ABOLIR é conjugado só nas formas em que depois do L do radical há E ou I. AGREDIR Presente do indicativo agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem Presente do subjuntivo agrida, agridas, agrida, agridamos, agridais, agridam Imperativo agride, agrida, agridamos, agredi, agridam Nas formas rizotônicas, o verbo AGREDIR apresenta o E do radical substituído por I. COBRIR Presente do indicativo cubro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem Presente do subjuntivo cubra, cubras, cubra, cubramos, cubrais, cubram Imperativo cobre, cubra, cubramos, cobri, cubram Particípio coberto Conjugam-se como COBRIR, dormir, tossir, descobrir, engolir FALIR Presente do indicativo falimos, falis Pretérito imperfeito falia, falias, falia, falíamos, falíeis, faliam Pretérito mais-que-perfeito falira, faliras, falira, falíramos, falireis, faliram Pretérito perfeito fali, faliste, faliu, falimos, falistes, faliram Futuro do presente falirei, falirás, falirá, faliremos, falireis, falirão Futuro do pretérito faliria, falirias, faliria, faliríamos, faliríeis, faliriam Presente do subjuntivo não há Pretérito imperfeito falisse, falisses, falisse, falíssemos, falísseis, falissem Futuro falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Imperativo afirmativo fali (vós) Imperativo negativo não há Infinitivo pessoal falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Gerúndio falindo Particípio falido FERIR Presente do indicativo firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem Presente do subjuntivo fira, firas, fira, firamos, firais, firam Conjugam-se como FERIR: competir, vestir, inserir e seus derivados. MENTIR Presente do indicativo minto, mentes, mente, mentimos, mentis, mentem Presente do subjuntivo minta, mintas, minta, mintamos, mintais, mintam Imperativo mente, minta, mintamos, menti, mintam Conjugam-se como MENTIR: sentir, cerzir, competir, consentir, pressentir. FUGIR Presente do indicativo fujo, foges, foge, fugimos, fugis, fogem Imperativo foge, fuja, fujamos, fugi, fujam Presente do subjuntivo fuja, fujas, fuja, fujamos, fujais, fujam IR Presente do indicativo vou, vais, vai, vamos, ides, vão Pretérito imperfeito ia, ias, ia, íamos, íeis, iam Pretérito perfeito fui, foste, foi, fomos, fostes, foram Pretérito mais-que-perfeito fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram Futuro do presente irei, irás, irá, iremos, ireis, irão Futuro do pretérito iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam Imperativo afirmativo vai, vá, vamos, ide, vão Imperativo negativo não vão, não vá, não vamos, não vades, não vão Presente do subjuntivo vá, vás, vá, vamos, vades, vão Pretérito imperfeito fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem Futuro for, fores, for, formos, fordes, forem Infinitivo pessoal ir, ires, ir, irmos, irdes, irem Gerúndio indo Particípio ido OUVIR Presente do indicativo ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem Presente do subjuntivo ouça, ouças, ouça, ouçamos, ouçais, ouçam Imperativo ouve, ouça, ouçamos, ouvi, ouçam Particípio ouvido PEDIR Presente do indicativo peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem Pretérito perfeito pedi, pediste, pediu, pedimos, pedistes, pediram Presente do subjuntivo peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam Imperativo pede, peça, peçamos, pedi, peçam Conjugam-se como pedir: medir, despedir, impedir, expedir POLIR Presente do indicativo pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem Presente do subjuntivo pula, pulas, pula, pulamos, pulais, pulam
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização55 Imperativo pule, pula, pulamos, poli, pulam REMIR Presente do indicativo redimo, redimes, redime, redimimos, redimis, redimem Presente do subjuntivo redima, redimas, redima, redimamos, redimais, redimam RIR Presente do indicativo rio, ris, ri, rimos, rides, riem Pretérito imperfeito ria, rias, ria, riamos, ríeis, riam Pretérito perfeito ri, riste, riu, rimos, ristes, riram Pretérito mais-que-perfeito rira, riras, rira, ríramos, rireis, riram Futuro do presente rirei, rirás, rirá, riremos, rireis, rirão Futuro do pretérito riria, ririas, riria, riríamos, riríeis, ririam Imperativo afirmativo ri, ria, riamos, ride, riam Presente do subjuntivo ria, rias, ria, riamos, riais, riam Pretérito imperfeito risse, risses, risse, ríssemos, rísseis, rissem Futuro rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem Infinitivo pessoal rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem Gerúndio rindo Particípio rido Conjuga-se como rir: sorrir VIR Presente do indicativo venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm Pretérito imperfeito vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham Pretérito perfeito vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram Pretérito mais-que-perfeito viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram Futuro do presente virei, virás, virá, viremos, vireis, virão Futuro do pretérito viria, virias, viria, viríamos, viríeis, viriam Imperativo afirmativo vem, venha, venhamos, vinde, venham Presente do subjuntivo venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham Pretérito imperfeito viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem Futuro vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem Infinitivo pessoal vir, vires, vir, virmos, virdes, virem Gerúndio vindo Particípio vindo Conjugam-se como vir: intervir, advir, convir, provir, sobrevir SUMIR Presente do indicativo sumo, somes, some, sumimos, sumis, somem Presente do subjuntivo suma, sumas, suma, sumamos, sumais, sumam Imperativo some, suma, sumamos, sumi, sumam Conjugam-se como SUMIR: subir, acudir, bulir, escapulir, fugir, consumir, cuspir ADVÉRBIO Advérbio é a palavra que modifica a verbo, o adjetivo ou o próprio ad- vérbio, exprimindo uma circunstância. Os advérbios dividem-se em: 1) LUGAR: aqui, cá, lá, acolá, ali, aí, aquém, além, algures, alhures, nenhures, atrás, fora, dentro, perto, longe, adiante, diante, onde, avan- te, através, defronte, aonde, etc. 2) TEMPO: hoje, amanhã, depois, antes, agora, anteontem, sempre, nunca, já, cedo, logo, tarde, ora, afinal, outrora, então, amiúde, breve, brevemente, entrementes, raramente, imediatamente, etc. 3) MODO: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, debalde, pior, melhor, suavemente, tenazmente, comumente, etc. 4) ITENSIDADE: muito, pouco, assaz, mais, menos, tão, bastante, dema- siado, meio, completamente, profundamente, quanto, quão, tanto, bem, mal, quase, apenas, etc. 5) AFIRMAÇÃO: sim, deveras, certamente, realmente, efefivamente, etc. 6) NEGAÇÃO: não. 7) DÚVIDA: talvez, acaso, porventura, possivelmente, quiçá, decerto, provavelmente, etc. Há Muitas Locuções Adverbiais 1) DE LUGAR: à esquerda, à direita, à tona, à distância, à frente, à entra- da, à saída, ao lado, ao fundo, ao longo, de fora, de lado, etc. 2) TEMPO: em breve, nunca mais, hoje em dia, de tarde, à tarde, à noite, às ave-marias, ao entardecer, de manhã, de noite, por ora, por fim, de repente, de vez em quando, de longe em longe, etc. 3) MODO: à vontade, à toa, ao léu, ao acaso, a contento, a esmo, de bom grado, de cor, de mansinho, de chofre, a rigor, de preferência, em ge- ral, a cada passo, às avessas, ao invés, às claras, a pique, a olhos vis- tos, de propósito, de súbito, por um triz, etc. 4) MEIO OU INSTRUMENTO: a pau, a pé, a cavalo, a martelo, a máqui- na, a tinta, a paulada, a mão, a facadas, a picareta, etc. 5) AFIRMAÇÃO: na verdade, de fato, de certo, etc. 6) NEGAÇAO: de modo algum, de modo nenhum, em hipótese alguma, etc. 7) DÚVIDA: por certo, quem sabe, com certeza, etc. Advérbios Interrogativos Onde?, aonde?, donde?, quando?, porque?, como? Palavras Denotativas Certas palavras, por não se poderem enquadrar entre os advérbios, te- rão classificação à parte. São palavras que denotam exclusão, inclusão, situação, designação, realce, retificação, afetividade, etc. 1) DE EXCLUSÃO - só, salvo, apenas, senão, etc. 2) DE INCLUSÃO - também, até, mesmo, inclusive, etc. 3) DE SITUAÇÃO - mas, então, agora, afinal, etc. 4) DE DESIGNAÇÃO - eis. 5) DE RETIFICAÇÃO - aliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc. 6) DE REALCE - cá, lá, sã, é que, ainda, mas, etc. Você lá sabe o que está dizendo, homem... Mas que olhos lindos! Veja só que maravilha! NUMERAL Numeral é a palavra que indica quantidade, ordem, múltiplo ou fração. O numeral classifica-se em: - cardinal - quando indica quantidade. - ordinal - quando indica ordem. - multiplicativo - quando indica multiplicação. - fracionário - quando indica fracionamento. Exemplos: Silvia comprou dois livros. Antônio marcou o primeiro gol. Na semana seguinte, o anel custará o dobro do preço. O galinheiro ocupava um quarto da quintal. QUADRO BÁSICO DOS NUMERAIS Algarismos Numerais Roma- nos Arábi- cos Cardinais Ordinais Multiplica- tivos Fracionários I 1 um primeiro simples - II 2 dois segundo duplo dobro meio III 3 três terceiro tríplice terço IV 4 quatro quarto quádruplo quarto V 5 cinco quinto quíntuplo quinto VI 6 seis sexto sêxtuplo sexto VII 7 sete sétimo sétuplo sétimo VIII 8 oito oitavo óctuplo oitavo IX 9 nove nono nônuplo nono X 10 dez décimo décuplo décimo XI 11 onze décimo primeiro onze avos XII 12 doze décimo segundo doze avos XIII 13 treze décimo terceiro treze avos XIV 14 quatorze décimo quarto quatorze avos XV 15 quinze décimo quinto quinze avos XVI 16 dezesseis décimo sexto dezesseis avos
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização56 XVII 17 dezessete décimo sétimo dezessete avos XVIII 18 dezoito décimo oitavo dezoito avos XIX 19 dezenove décimo nono dezenove avos XX 20 vinte vigésimo vinte avos XXX 30 trinta trigésimo trinta avos XL 40 quarenta quadragé- simo quarenta avos L 50 cinquenta quinquagé- simo cinquenta avos LX 60 sessenta sexagésimo sessenta avos LXX 70 setenta septuagési- mo setenta avos LXXX 80 oitenta octogésimo oitenta avos XC 90 noventa nonagésimo noventa avos C 100 cem centésimo centésimo CC 200 duzentos ducentésimo ducentésimo CCC 300 trezentos trecentésimo trecentésimo CD 400 quatrocen- tos quadringen- tésimo quadringen- tésimo D 500 quinhen- tos quingenté- simo quingenté- simo DC 600 seiscentos sexcentési- mo sexcentési- mo DCC 700 setecen- tos septingenté- simo septingenté- simo DCCC 800 oitocentos octingenté- simo octingenté- simo CM 900 novecen- tos nongentési- mo nongentési- mo M 1000 mil milésimo milésimo Emprego do Numeral Na sucessão de papas, reis, príncipes, anos, séculos, capítulos, etc. empregam-se de 1 a 10 os ordinais. João Paulo I I (segundo) ano lll (ano terceiro) Luis X (décimo) ano I (primeiro) Pio lX (nono) século lV (quarto) De 11 em diante, empregam-se os cardinais: Leão Xlll (treze) ano Xl (onze) Pio Xll (doze) século XVI (dezesseis) Luis XV (quinze) capitulo XX (vinte) Se o numeral aparece antes, é lido como ordinal. XX Salão do Automóvel (vigésimo) VI Festival da Canção (sexto) lV Bienal do Livro (quarta) XVI capítulo da telenovela (décimo sexto) Quando se trata do primeiro dia do mês, deve-se dar preferência ao emprego do ordinal. Hoje é primeiro de setembro Não é aconselhável iniciar período com algarismos 16 anos tinha Patrícia = Dezesseis anos tinha Patrícia A título de brevidade, usamos constantemente os cardinais pelos ordi- nais. Ex.: casa vinte e um (= a vigésima primeira casa), página trinta e dois (= a trigésima segunda página). Os cardinais um e dois não variam nesse caso porque está subentendida a palavra número. Casa número vinte e um, página número trinta e dois. Por isso, deve-se dizer e escrever também: a folha vinte e um, a folha trinta e dois. Na linguagem forense, vemos o numeral flexionado: a folhas vinte e uma a folhas trinta e duas. ARTIGO Artigo é uma palavra que antepomos aos substantivos para determiná- los. Indica-lhes, ao mesmo tempo, o gênero e o número. Dividem-se em • definidos: O, A, OS, AS • indefinidos: UM, UMA, UNS, UMAS. Os definidos determinam os substantivos de modo preciso, particular. Viajei com o médico. (Um médico referido, conhecido, determinado). Os indefinidos determinam os substantivos de modo vago, impreciso, geral. Viajei com um médico. (Um médico não referido, desconhecido, inde- terminado). lsoladamente, os artigos são palavras de todo vazias de sentido. CONJUNÇÃO Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações. Coniunções Coordenativas 1) ADITIVAS: e, nem, também, mas, também, etc. 2) ADVERSATIVAS: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, no entanto, etc. 3) ALTERNATIVAS: ou, ou.., ou, ora... ora, já... já, quer, quer, etc. 4) CONCLUSIVAS. logo, pois, portanto, por conseguinte, por consequência. 5) EXPLICATIVAS: isto é, por exemplo, a saber, que, porque, pois, etc. Conjunções Subordinativas 1) CONDICIONAIS: se, caso, salvo se, contanto que, uma vez que, etc. 2) CAUSAIS: porque, já que, visto que, que, pois, porquanto, etc. 3) COMPARATIVAS: como, assim como, tal qual, tal como, mais que, etc. 4) CONFORMATIVAS: segundo, conforme, consoante, como, etc. 5) CONCESSIVAS: embora, ainda que, mesmo que, posto que, se bem que, etc. 6) INTEGRANTES: que, se, etc. 7) FINAIS: para que, a fim de que, que, etc. 8) CONSECUTIVAS: tal... qual, tão... que, tamanho... que, de sorte que, de forma que, de modo que, etc. 9) PROPORCIONAIS: à proporção que, à medida que, quanto... tanto mais, etc. 10) TEMPORAIS: quando, enquanto, logo que, depois que, etc. VALOR LÓGICO E SINTÁTICO DAS CONJUNÇÕES Examinemos estes exemplos: 1º) Tristeza e alegria não moram juntas. 2º) Os livros ensinam e divertem. 3º) Saímos de casa quando amanhecia. No primeiro exemplo, a palavra E liga duas palavras da mesma oração: é uma conjunção. No segundo a terceiro exemplos, as palavras E e QUANDO estão ligando orações: são também conjunções. Conjunção é uma palavra invariável que liga orações ou palavras da mesma oração. No 2º exemplo, a conjunção liga as orações sem fazer que uma dependa da outra, sem que a segunda complete o sentido da primeira: por isso, a conjunção E é coordenativa. No 3º exemplo, a conjunção liga duas orações que se completam uma à outra e faz com que a segunda dependa da primeira: por isso, a conjunção QUANDO é subordinativa. As conjunções, portanto, dividem-se em coordenativas e subordinativas.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização57 CONJUNÇÕES COORDENATIVAS As conjunções coordenativas podem ser: 1) Aditivas, que dão ideia de adição, acrescentamento: e, nem, mas também, mas ainda, senão também, como também, bem como. O agricultor colheu o trigo e o vendeu. Não aprovo nem permitirei essas coisas. Os livros não só instruem mas também divertem. As abelhas não apenas produzem mel e cera mas ainda polinizam as flores. 2) Adversativas, que exprimem oposição, contraste, ressalva, com- pensação: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, sendo, ao passo que, antes (= pelo contrário), no entanto, não obstante, ape- sar disso, em todo caso. Querem ter dinheiro, mas não trabalham. Ela não era bonita, contudo cativava pela simpatia. Não vemos a planta crescer, no entanto, ela cresce. A culpa não a atribuo a vós, senão a ele. O professor não proíbe, antes estimula as perguntas em aula. O exército do rei parecia invencível, não obstante, foi derrotado. Você já sabe bastante, porém deve estudar mais. Eu sou pobre, ao passo que ele é rico. Hoje não atendo, em todo caso, entre. 3) Alternativas, que exprimem alternativa, alternância ou, ou ... ou, ora ... ora, já ... já, quer ... quer, etc. Os sequestradores deviam render-se ou seriam mortos. Ou você estuda ou arruma um emprego. Ora triste, ora alegre, a vida segue o seu ritmo. Quer reagisse, quer se calasse, sempre acabava apanhando. "Já chora, já se ri, já se enfurece." (Luís de Camões) 4) Conclusivas, que iniciam uma conclusão: logo, portanto, por con- seguinte, pois (posposto ao verbo), por isso. As árvores balançam, logo está ventando. Você é o proprietário do carro, portanto é o responsável. O mal é irremediável; deves, pois, conformar-te. 5) Explicativas, que precedem uma explicação, um motivo: que, por- que, porquanto, pois (anteposto ao verbo). Não solte balões, que (ou porque, ou pois, ou porquanto) podem causar incêndios. Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas. Observação: A conjunção A pode apresentar-se com sentido adversa- tivo: Sofrem duras privações a [= mas] não se queixam. "Quis dizer mais alguma coisa a não pôde." (Jorge Amado) Conjunções subordinativas As conjunções subordinativas ligam duas orações, subordinando uma à outra. Com exceção das integrantes, essas conjunções iniciam orações que traduzem circunstâncias (causa, comparação, concessão, condição ou hipótese, conformidade, consequência, finalidade, proporção, tempo). Abrangem as seguintes classes: 1) Causais: porque, que, pois, como, porquanto, visto que, visto como, já que, uma vez que, desde que. O tambor soa porque é oco. (porque é oco: causa; o tambor soa: efeito). Como estivesse de luto, não nos recebeu. Desde que é impossível, não insistirei. 2) Comparativas: como, (tal) qual, tal a qual, assim como, (tal) como, (tão ou tanto) como, (mais) que ou do que, (menos) que ou do que, (tanto) quanto, que nem, feito (= como, do mesmo modo que), o mesmo que (= como). Ele era arrastado pela vida como uma folha pelo vento. O exército avançava pela planície qual uma serpente imensa. "Os cães, tal qual os homens, podem participar das três categorias." (Paulo Mendes Campos) "Sou o mesmo que um cisco em minha própria casa." (Antônio Olavo Pereira) "E pia tal a qual a caça procurada." (Amadeu de Queirós) "Por que ficou me olhando assim feito boba?" (Carlos Drummond de Andrade) Os pedestres se cruzavam pelas ruas que nem formigas apressadas. Nada nos anima tanto como (ou quanto) um elogio sincero. Os governantes realizam menos do que prometem. 3) Concessivas: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, ainda quando, mesmo quando, posto que, por mais que, por muito que, por menos que, se bem que, em que (pese), nem que, dado que, sem que (= embora não). Célia vestia-se bem, embora fosse pobre. A vida tem um sentido, por mais absurda que possa parecer. Beba, nem que seja um pouco. Dez minutos que fossem, para mim, seria muito tempo. Fez tudo direito, sem que eu lhe ensinasse. Em que pese à autoridade deste cientista, não podemos aceitar suas afirmações. Não sei dirigir, e, dado que soubesse, não dirigiria de noite. 4) Condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que (= se não), a não ser que, a menos que, dado que. Ficaremos sentidos, se você não vier. Comprarei o quadro, desde que não seja caro. Não sairás daqui sem que antes me confesses tudo. "Eleutério decidiu logo dormir repimpadamente sobre a areia, a menos que os mosquitos se opusessem." (Ferreira de Castro) 5) Conformativas: como, conforme, segundo, consoante. As coisas não são como (ou conforme) dizem. "Digo essas coisas por alto, segundo as ouvi narrar." (Machado de Assis) 6) Consecutivas: que (precedido dos termos intensivos tal, tão, tanto, tamanho, às vezes subentendidos), de sorte que, de modo que, de forma que, de maneira que, sem que, que (não). Minha mão tremia tanto que mal podia escrever. Falou com uma calma que todos ficaram atônitos. Ontem estive doente, de sorte que (ou de modo que) não saí. Não podem ver um cachorro na rua sem que o persigam. Não podem ver um brinquedo que não o queiram comprar. 7) Finais: para que, a fim de que, que (= para que). Afastou-se depressa para que não o víssemos. Falei-lhe com bons termos, a fim de que não se ofendesse. Fiz-lhe sinal que se calasse. 8) Proporcionais: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto mais... (tanto mais), quanto mais... (tanto menos), quanto menos... (tan- to mais), quanto mais... (mais), (tanto)... quanto. À medida que se vive, mais se aprende. À proporção que subíamos, o ar ia ficando mais leve. Quanto mais as cidades crescem, mais problemas vão tendo. Os soldados respondiam, à medida que eram chamados. Observação: São incorretas as locuções proporcionais à medida em que, na medida que e na medida em que. A forma correta é à medida que: "À medida que os anos passam, as minhas possibilidades diminuem." (Maria José de Queirós) 9) Temporais: quando, enquanto, logo que, mal (= logo que), sempre que, assim que, desde que, antes que, depois que, até que, agora que, etc. Venha quando você quiser. Não fale enquanto come. Ela me reconheceu, mal lhe dirigi a palavra. Desde que o mundo existe, sempre houve guerras. Agora que o tempo esquentou, podemos ir à praia. "Ninguém o arredava dali, até que eu voltasse." (Carlos Povina Caval- cânti) 10) Integrantes: que, se. Sabemos que a vida é breve. Veja se falta alguma coisa. Observação: Em frases como Sairás sem que te vejam, Morreu sem que ninguém o chorasse, consideramos sem que conjunção subordinativa modal. A NGB,
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização58 porém, não consigna esta espécie de conjunção. Locuções conjuntivas: no entanto, visto que, desde que, se bem que, por mais que, ainda quando, à medida que, logo que, a rim de que, etc. Muitas conjunções não têm classificação única, imutável, devendo, por- tanto, ser classificadas de acordo com o sentido que apresentam no contex- to. Assim, a conjunção que pode ser: 1) Aditiva (= e): Esfrega que esfrega, mas a nódoa não sai. A nós que não a eles, compete fazê-lo. 2) Explicativa (= pois, porque): Apressemo-nos, que chove. 3) Integrante: Diga-lhe que não irei. 4) Consecutiva: Tanto se esforçou que conseguiu vencer. Não vão a uma festa que não voltem cansados. Onde estavas, que não te vi? 5) Comparativa (= do que, como): A luz é mais veloz que o som. Ficou vermelho que nem brasa. 6) Concessiva (= embora, ainda que): Alguns minutos que fossem, ainda assim seria muito tempo. Beba, um pouco que seja. 7) Temporal (= depois que, logo que): Chegados que fomos, dirigimo-nos ao hotel. 8) Final (= pare que): Vendo-me à janela, fez sinal que descesse. 9) Causal (= porque, visto que): "Velho que sou, apenas conheço as flores do meu tempo." (Vivaldo Coaraci) A locução conjuntiva sem que, pode ser, conforme a frase: 1) Concessiva: Nós lhe dávamos roupa a comida, sem que ele pe- disse. (sem que = embora não) 2) Condicional: Ninguém será bom cientista, sem que estude muito. (sem que = se não,caso não) 3) Consecutiva: Não vão a uma festa sem que voltem cansados. (sem que = que não) 4) Modal: Sairás sem que te vejam. (sem que = de modo que não) Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações. PREPOSIÇÃO Preposições são palavras que estabelecem um vínculo entre dois ter- mos de uma oração. O primeiro, um subordinante ou antecedente, e o segundo, um subordinado ou consequente. Exemplos: Chegaram a Porto Alegre. Discorda de você. Fui até a esquina. Casa de Paulo. Preposições Essenciais e Acidentais As preposições essenciais são: A, ANTE, APÓS, ATÉ, COM, CONTRA, DE, DESDE, EM, ENTRE, PARA, PERANTE, POR, SEM, SOB, SOBRE e ATRÁS. Certas palavras ora aparecem como preposições, ora pertencem a ou- tras classes, sendo chamadas, por isso, de preposições acidentais: afora, conforme, consoante, durante, exceto, fora, mediante, não obstante, salvo, segundo, senão, tirante, visto, etc. INTERJEIÇÃO Interjeição é a palavra que comunica emoção. As interjeições podem ser: - alegria: ahl oh! oba! eh! - animação: coragem! avante! eia! - admiração: puxa! ih! oh! nossa! - aplauso: bravo! viva! bis! - desejo: tomara! oxalá! - dor: aí! ui! - silêncio: psiu! silêncio! - suspensão: alto! basta! LOCUÇÃO INTERJETIVA é a conjunto de palavras que têm o mesmo valor de uma interjeição. Minha Nossa Senhora! Puxa vida! Deus me livre! Raios te partam! Meu Deus! Que maravilha! Ora bolas! Ai de mim! SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO FRASE Frase é um conjunto de palavras que têm sentido completo. O tempo está nublado. Socorro! Que calor! ORAÇÃO Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal. A fanfarra desfilou na avenida. As festas juninas estão chegando. PERÍODO Período é a frase estruturada em oração ou orações. O período pode ser: • simples - aquele constituído por uma só oração (oração absoluta). Fui à livraria ontem. • composto - quando constituído por mais de uma oração. Fui à livraria ontem e comprei um livro. TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO São dois os termos essenciais da oração: SUJEITO Sujeito é o ser ou termo sobre o qual se diz alguma coisa. Os bandeirantes capturavam os índios. (sujeito = bandeirantes) O sujeito pode ser : - simples: quando tem um só núcleo As rosas têm espinhos. (sujeito: as rosas; núcleo: rosas) - composto: quando tem mais de um núcleo O burro e o cavalo saíram em disparada. (suj: o burro e o cavalo; núcleo burro, cavalo) - oculto: ou elíptico ou implícito na desinência verbal Chegaste com certo atraso. (suj.: oculto: tu) - indeterminado: quando não se indica o agente da ação verbal Come-se bem naquele restaurante. - Inexistente: quando a oração não tem sujeito Choveu ontem. Há plantas venenosas. PREDICADO Predicado é o termo da oração que declara alguma coisa do sujeito. O predicado classifica-se em: 1. Nominal: é aquele que se constitui de verbo de ligação mais predicativo do sujeito. Nosso colega está doente. Principais verbos de ligação: SER, ESTAR, PARECER, PERMANECER, etc. Predicativo do sujeito é o termo que ajuda o verbo de ligação a comunicar estado ou qualidade do sujeito. Nosso colega está doente. A moça permaneceu sentada. 2. Predicado verbal é aquele que se constitui de verbo intransitivo ou transitivo.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização59 O avião sobrevoou a praia. Verbo intransitivo é aquele que não necessita de complemento. O sabiá voou alto. Verbo transitivo é aquele que necessita de complemento. • Transitivo direto: é o verbo que necessita de complemento sem auxílio de proposição. Minha equipe venceu a partida. • Transitivo indireto: é o verbo que necessita de complemento com auxílio de preposição. Ele precisa de um esparadrapo. • Transitivo direto e indireto (bitransitivo) é o verbo que necessita ao mesmo tempo de complemento sem auxílio de preposição e de complemento com auxilio de preposição. Damos uma simples colaboração a vocês. 3. Predicado verbo nominal: é aquele que se constitui de verbo intransitivo mais predicativo do sujeito ou de verbo transitivo mais predicativo do sujeito. Os rapazes voltaram vitoriosos. • Predicativo do sujeito: é o termo que, no predicado verbo-nominal, ajuda o verbo intransitivo a comunicar estado ou qualidade do sujeito. Ele morreu rico. • Predicativo do objeto é o termo que, que no predicado verbo-nominal, ajuda o verbo transitivo a comunicar estado ou qualidade do objeto direto ou indireto. Elegemos o nosso candidato vereador. TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO Chama-se termos integrantes da oração os que completam a significação transitiva dos verbos e dos nomes. São indispensáveis à compreensão do enunciado. 1. OBJETO DIRETO Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo direto. Ex.: Mamãe comprou PEIXE. 2. OBJETO INDIRETO Objeto indireto é o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo indireto. As crianças precisam de CARINHO. 3. COMPLEMENTO NOMINAL Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de um nome com auxílio de preposição. Esse nome pode ser representado por um substantivo, por um adjetivo ou por um advérbio. Toda criança tem amor aos pais. - AMOR (substantivo) O menino estava cheio de vontade. - CHEIO (adjetivo) Nós agíamos favoravelmente às discussões. - FAVORAVELMENTE (advérbio). 4. AGENTE DA PASSIVA Agente da passiva é o termo da oração que pratica a ação do verbo na voz passiva. A mãe é amada PELO FILHO. O cantor foi aplaudido PELA MULTIDÃO. Os melhores alunos foram premiados PELA DIREÇÃO. TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO TERMOS ACESSÓRIOS são os que desempenham na oração uma função secundária, limitando o sentido dos substantivos ou exprimindo alguma circunstância. São termos acessórios da oração: 1. ADJUNTO ADNOMINAL Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina os substantivos. Pode ser expresso: • pelos adjetivos: água fresca, • pelos artigos: o mundo, as ruas • pelos pronomes adjetivos: nosso tio, muitas coisas • pelos numerais : três garotos; sexto ano • pelas locuções adjetivas: casa do rei; homem sem escrúpulos 2. ADJUNTO ADVERBIAL Adjunto adverbial é o termo que exprime uma circunstância (de tempo, lugar, modo etc.), modificando o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Cheguei cedo. José reside em São Paulo. 3. APOSTO Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, desenvolve ou resume outro termo da oração. Dr. João, cirurgião-dentista, Rapaz impulsivo, Mário não se conteve. O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. 4. VOCATIVO Vocativo é o termo (nome, título, apelido) usado para chamar ou interpelar alguém ou alguma coisa. Tem compaixão de nós, ó Cristo. Professor, o sinal tocou. Rapazes, a prova é na próxima semana. PERÍODO COMPOSTO - PERÍODO SIMPLES No período simples há apenas uma oração, a qual se diz absoluta. Fui ao cinema. O pássaro voou. PERÍODO COMPOSTO No período composto há mais de uma oração. (Não sabem) (que nos calores do verão a terra dorme) (e os homens folgam.) Período composto por coordenação Apresenta orações independentes. (Fui à cidade), (comprei alguns remédios) (e voltei cedo.) Período composto por subordinação Apresenta orações dependentes. (É bom) (que você estude.) Período composto por coordenação e subordinação Apresenta tanto orações dependentes como independentes. Este período é também conhecido como misto. (Ele disse) (que viria logo,) (mas não pôde.) ORAÇÃO COORDENADA Oração coordenada é aquela que é independente. As orações coordenadas podem ser: - Sindética: Aquela que é independente e é introduzida por uma conjunção coordenativa. Viajo amanhã, mas volto logo. - Assindética: Aquela que é independente e aparece separada por uma vírgula ou ponto e vírgula. Chegou, olhou, partiu. A oração coordenada sindética pode ser: 1. ADITIVA: Expressa adição, sequência de pensamento. (e, nem = e não), mas, também: Ele falava E EU FICAVA OUVINDO. Meus atiradores nem fumam NEM BEBEM. A doença vem a cavalo E VOLTA A PÉ. 2. ADVERSATIVA: Ligam orações, dando-lhes uma ideia de compensação ou de contraste (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, no entanto, etc). A espada vence MAS NÃO CONVENCE. O tambor faz um grande barulho, MAS É VAZIO POR DENTRO. Apressou-se, CONTUDO NÃO CHEGOU A TEMPO.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização60 3. ALTERNATIVAS: Ligam palavras ou orações de sentido separado, uma excluindo a outra (ou, ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, etc). Mudou o natal OU MUDEI EU? “OU SE CALÇA A LUVA e não se põe o anel, OU SE PÕE O ANEL e não se calça a luva!” (C. Meireles) 4. CONCLUSIVAS: Ligam uma oração a outra que exprime conclusão (LOGO, POIS, PORTANTO, POR CONSEGUINTE, POR ISTO, ASSIM, DE MODO QUE, etc). Ele está mal de notas; LOGO, SERÁ REPROVADO. Vives mentindo; LOGO, NÃO MERECES FÉ. 5. EXPLICATIVAS: Ligam a uma oração, geralmente com o verbo no imperativo, outro que a explica, dando um motivo (pois, porque, portanto, que, etc.) Alegra-te, POIS A QUI ESTOU. Não mintas, PORQUE É PIOR. Anda depressa, QUE A PROVA É ÀS 8 HORAS. ORAÇÃO INTERCALADA OU INTERFERENTE É aquela que vem entre os termos de uma outra oração. O réu, DISSERAM OS JORNAIS, foi absolvido. A oração intercalada ou interferente aparece com os verbos: CONTINUAR, DIZER, EXCLAMAR, FALAR etc. ORAÇÃO PRINCIPAL Oração principal é a mais importante do período e não é introduzida por um conectivo. ELES DISSERAM que voltarão logo. ELE AFIRMOU que não virá. PEDI que tivessem calma. (= Pedi calma) ORAÇÃO SUBORDINADA Oração subordinada é a oração dependente que normalmente é introduzida por um conectivo subordinativo. Note que a oração principal nem sempre é a primeira do período. Quando ele voltar, eu saio de férias. Oração principal: EU SAIO DE FÉRIAS Oração subordinada: QUANDO ELE VOLTAR ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA Oração subordinada substantiva é aquela que tem o valor e a função de um substantivo. Por terem as funções do substantivo, as orações subordinadas substantivas classificam-se em: 1) SUBJETIVA (sujeito) Convém que você estude mais. Importa que saibas isso bem. . É necessário que você colabore. (SUA COLABORAÇÃO) é necessária. 2) OBJETIVA DIRETA (objeto direto) Desejo QUE VENHAM TODOS. Pergunto QUEM ESTÁ AI. 3) OBJETIVA INDIRETA (objeto indireto) Aconselho-o A QUE TRABALHE MAIS. Tudo dependerá DE QUE SEJAS CONSTANTE. Daremos o prêmio A QUEM O MERECER. 4) COMPLETIVA NOMINAL Complemento nominal. Ser grato A QUEM TE ENSINA. Sou favorável A QUE O PRENDAM. 5) PREDICATIVA (predicativo) Seu receio era QUE CHOVESSE. = Seu receio era (A CHUVA) Minha esperança era QUE ELE DESISTISSE. Não sou QUEM VOCÊ PENSA. 6) APOSITIVAS (servem de aposto) Só desejo uma coisa: QUE VIVAM FELIZES = (A SUA FELICIDADE) Só lhe peço isto: HONRE O NOSSO NOME. 7) AGENTE DA PASSIVA O quadro foi comprado POR QUEM O FEZ = (PELO SEU AUTOR) A obra foi apreciada POR QUANTOS A VIRAM. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS Oração subordinada adjetiva é aquela que tem o valor e a função de um adjetivo. Há dois tipos de orações subordinadas adjetivas: 1) EXPLICATIVAS: Explicam ou esclarecem, à maneira de aposto, o termo antecedente, atribuindo-lhe uma qualidade que lhe é inerente ou acrescentando-lhe uma informação. Deus, QUE É NOSSO PAI, nos salvará. Ele, QUE NASCEU RICO, acabou na miséria. 2) RESTRITIVAS: Restringem ou limitam a significação do termo antecedente, sendo indispensáveis ao sentido da frase: Pedra QUE ROLA não cria limo. As pessoas A QUE A GENTE SE DIRIGE sorriem. Ele, QUE SEMPRE NOS INCENTIVOU, não está mais aqui. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS Oração subordinada adverbial é aquela que tem o valor e a função de um advérbio. As orações subordinadas adverbiais classificam-se em: 1) CAUSAIS: exprimem causa, motivo, razão: Desprezam-me, POR ISSO QUE SOU POBRE. O tambor soa PORQUE É OCO. 2) COMPARATIVAS: representam o segundo termo de uma comparação. O som é menos veloz QUE A LUZ. Parou perplexo COMO SE ESPERASSE UM GUIA. 3) CONCESSIVAS: exprimem um fato que se concede, que se admite: POR MAIS QUE GRITASSE, não me ouviram. Os louvores, PEQUENOS QUE SEJAM, são ouvidos com agrado. CHOVESSE OU FIZESSE SOL, o Major não faltava. 4) CONDICIONAIS: exprimem condição, hipótese: SE O CONHECESSES, não o condenarias. Que diria o pai SE SOUBESSE DISSO? 5) CONFORMATIVAS: exprimem acordo ou conformidade de um fato com outro: Fiz tudo COMO ME DISSERAM. Vim hoje, CONFORME LHE PROMETI. 6) CONSECUTIVAS: exprimem uma consequência, um resultado: A fumaça era tanta QUE EU MAL PODIA ABRIR OS OLHOS. Bebia QUE ERA UMA LÁSTIMA! Tenho medo disso QUE ME PÉLO! 7) FINAIS: exprimem finalidade, objeto: Fiz-lhe sinal QUE SE CALASSE. Aproximei-me A FIM DE QUE ME OUVISSE MELHOR. 8) PROPORCIONAIS: denotam proporcionalidade: À MEDIDA QUE SE VIVE, mais se aprende. QUANTO MAIOR FOR A ALTURA, maior será o tombo.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização61 9) TEMPORAIS: indicam o tempo em que se realiza o fato expresso na oração principal: ENQUANTO FOI RICO todos o procuravam. QUANDO OS TIRANOS CAEM, os povos se levantam. 10) MODAIS: exprimem modo, maneira: Entrou na sala SEM QUE NOS CUMPRIMENTASSE. Aqui viverás em paz, SEM QUE NINGUÉM TE INCOMODE. ORAÇÕES REDUZIDAS Oração reduzida é aquela que tem o verbo numa das formas nominais: gerúndio, infinitivo e particípio. Exemplos: • Penso ESTAR PREPARADO = Penso QUE ESTOU PREPARADO. • Dizem TER ESTADO LÁ = Dizem QUE ESTIVERAM LÁ. • FAZENDO ASSIM, conseguirás = SE FIZERES ASSIM, conseguirás. • É bom FICARMOS ATENTOS. = É bom QUE FIQUEMOS ATENTOS. • AO SABER DISSO, entristeceu-se = QUANDO SOUBE DISSO, entristeceu-se. • É interesse ESTUDARES MAIS.= É interessante QUE ESTUDES MAIS. • SAINDO DAQUI, procure-me. = QUANDO SAIR DAQUI, procure- me. CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL Concordância é o processo sintático no qual uma palavra determinante se adapta a uma palavra determinada, por meio de suas flexões. Principais Casos de Concordância Nominal 1) O artigo, o adjetivo, o pronome relativo e o numeral concordam em gênero e número com o substantivo. As primeiras alunas da classe foram passear no zoológico. 2) O adjetivo ligado a substantivos do mesmo gênero e número vão normalmente para o plural. Pai e filho estudiosos ganharam o prêmio. 3) O adjetivo ligado a substantivos de gêneros e número diferentes vai para o masculino plural. Alunos e alunas estudiosos ganharam vários prêmios. 4) O adjetivo posposto concorda em gênero com o substantivo mais próximo: Trouxe livros e revista especializada. 5) O adjetivo anteposto pode concordar com o substantivo mais próxi- mo. Dedico esta música à querida tia e sobrinhos. 6) O adjetivo que funciona como predicativo do sujeito concorda com o sujeito. Meus amigos estão atrapalhados. 7) O pronome de tratamento que funciona como sujeito pede o predica- tivo no gênero da pessoa a quem se refere. Sua excelência, o Governador, foi compreensivo. 8) Os substantivos acompanhados de numerais precedidos de artigo vão para o singular ou para o plural. Já estudei o primeiro e o segundo livro (livros). 9) Os substantivos acompanhados de numerais em que o primeiro vier precedido de artigo e o segundo não vão para o plural. Já estudei o primeiro e segundo livros. 10) O substantivo anteposto aos numerais vai para o plural. Já li os capítulos primeiro e segundo do novo livro. 11) As palavras: MESMO, PRÓPRIO e SÓ concordam com o nome a que se referem. Ela mesma veio até aqui. Eles chegaram sós. Eles próprios escreveram. 12) A palavra OBRIGADO concorda com o nome a que se refere. Muito obrigado. (masculino singular) Muito obrigada. (feminino singular). 13) A palavra MEIO concorda com o substantivo quando é adjetivo e fica invariável quando é advérbio. Quero meio quilo de café. Minha mãe está meio exausta. É meio-dia e meia. (hora) 14) As palavras ANEXO, INCLUSO e JUNTO concordam com o substan- tivo a que se referem. Trouxe anexas as fotografias que você me pediu. A expressão em anexo é invariável. Trouxe em anexo estas fotos. 15) Os adjetivos ALTO, BARATO, CONFUSO, FALSO, etc, que substitu- em advérbios em MENTE, permanecem invariáveis. Vocês falaram alto demais. O combustível custava barato. Você leu confuso. Ela jura falso. 16) CARO, BASTANTE, LONGE, se advérbios, não variam, se adjetivos, sofrem variação normalmente. Esses pneus custam caro. Conversei bastante com eles. Conversei com bastantes pessoas. Estas crianças moram longe. Conheci longes terras. CONCORDÂNCIA VERBAL CASOS GERAIS 1) O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. O menino chegou. Os meninos chegaram. 2) Sujeito representado por nome coletivo deixa o verbo no singular. O pessoal ainda não chegou. A turma não gostou disso. Um bando de pássaros pousou na árvore. 3) Se o núcleo do sujeito é um nome terminado em S, o verbo só irá ao plural se tal núcleo vier acompanhado de artigo no plural. Os Estados Unidos são um grande país. Os Lusíadas imortalizaram Camões. Os Alpes vivem cobertos de neve. Em qualquer outra circunstância, o verbo ficará no singular. Flores já não leva acento. O Amazonas deságua no Atlântico. Campos foi a primeira cidade na América do Sul a ter luz elétrica. 4) Coletivos primitivos (indicam uma parte do todo) seguidos de nome no plural deixam o verbo no singular ou levam-no ao plural, indiferen- temente. A maioria das crianças recebeu, (ou receberam) prêmios. A maior parte dos brasileiros votou (ou votaram). 5) O verbo transitivo direto ao lado do pronome SE concorda com o sujeito paciente. Vende-se um apartamento. Vendem-se alguns apartamentos. 6) O pronome SE como símbolo de indeterminação do sujeito leva o verbo para a 3ª pessoa do singular. Precisa-se de funcionários. 7) A expressão UM E OUTRO pede o substantivo que a acompanha no singular e o verbo no singular ou no plural. Um e outro texto me satisfaz. (ou satisfazem) 8) A expressão UM DOS QUE pede o verbo no singular ou no plural. Ele é um dos autores que viajou (viajaram) para o Sul. 9) A expressão MAIS DE UM pede o verbo no singular. Mais de um jurado fez justiça à minha música. 10) As palavras: TUDO, NADA, ALGUÉM, ALGO, NINGUÉM, quando empregadas como sujeito e derem ideia de síntese, pedem o verbo no singular. As casas, as fábricas, as ruas, tudo parecia poluição. 11) Os verbos DAR, BATER e SOAR, indicando hora, acompanham o sujeito. Deu uma hora.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização62 Deram três horas. Bateram cinco horas. Naquele relógio já soaram duas horas. 12) A partícula expletiva ou de realce É QUE é invariável e o verbo da frase em que é empregada concorda normalmente com o sujeito. Ela é que faz as bolas. Eu é que escrevo os programas. 13) O verbo concorda com o pronome antecedente quando o sujeito é um pronome relativo. Ele, que chegou atrasado, fez a melhor prova. Fui eu que fiz a lição Quando a LIÇÃO é pronome relativo, há várias construções possí- veis. • que: Fui eu que fiz a lição. • quem: Fui eu quem fez a lição. • o que: Fui eu o que fez a lição. 14) Verbos impessoais - como não possuem sujeito, deixam o verbo na terceira pessoa do singular. Acompanhados de auxiliar, transmitem a este sua impessoalidade. Chove a cântaros. Ventou muito ontem. Deve haver muitas pessoas na fila. Pode haver brigas e discussões. CONCORDÂNCIA DOS VERBOS SER E PARECER 1) Nos predicados nominais, com o sujeito representado por um dos pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO, os verbos SER e PA- RECER concordam com o predicativo. Tudo são esperanças. Aquilo parecem ilusões. Aquilo é ilusão. 2) Nas orações iniciadas por pronomes interrogativos, o verbo SER con- corda sempre com o nome ou pronome que vier depois. Que são florestas equatoriais? Quem eram aqueles homens? 3) Nas indicações de horas, datas, distâncias, a concordância se fará com a expressão numérica. São oito horas. Hoje são 19 de setembro. De Botafogo ao Leblon são oito quilômetros. 4) Com o predicado nominal indicando suficiência ou falta, o verbo SER fica no singular. Três batalhões é muito pouco. Trinta milhões de dólares é muito dinheiro. 5) Quando o sujeito é pessoa, o verbo SER fica no singular. Maria era as flores da casa. O homem é cinzas. 6) Quando o sujeito é constituído de verbos no infinitivo, o verbo SER concorda com o predicativo. Dançar e cantar é a sua atividade. Estudar e trabalhar são as minhas atividades. 7) Quando o sujeito ou o predicativo for pronome pessoal, o verbo SER concorda com o pronome. A ciência, mestres, sois vós. Em minha turma, o líder sou eu. 8) Quando o verbo PARECER estiver seguido de outro verbo no infinitivo, apenas um deles deve ser flexionado. Os meninos parecem gostar dos brinquedos. Os meninos parece gostarem dos brinquedos. REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL Regência é o processo sintático no qual um termo depende gramati- calmente do outro. A regência nominal trata dos complementos dos nomes (substantivos e adjetivos). Exemplos: -acesso:A=aproximação-AMOR:A,DE,PARA,PARACOM EM = promoção - aversão: A, EM, PARA, POR PARA = passagem A regência verbal trata dos complementos do verbo. ALGUNS VERBOS E SUA REGÊNCIA CORRETA 1. ASPIRAR - atrair para os pulmões (transitivo direto) • pretender (transitivo indireto) No sítio, aspiro o ar puro da montanha. Nossa equipe aspira ao troféu de campeã. 2. OBEDECER - transitivo indireto Devemos obedecer aos sinais de trânsito. 3. PAGAR - transitivo direto e indireto Já paguei um jantar a você. 4. PERDOAR - transitivo direto e indireto. Já perdoei aos meus inimigos as ofensas. 5. PREFERIR - (= gostar mais de) transitivo direto e indireto Prefiro Comunicação à Matemática. 6. INFORMAR - transitivo direto e indireto. Informei-lhe o problema. 7. ASSISTIR - morar, residir: Assisto em Porto Alegre. • amparar, socorrer, objeto direto O médico assistiu o doente. • PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE - objeto direto Assistimos a um belo espetáculo. • SER-LHE PERMITIDO - objeto indireto Assiste-lhe o direito. 8. ATENDER - dar atenção Atendi ao pedido do aluno. • CONSIDERAR, ACOLHER COM ATENÇÃO - objeto direto Atenderam o freguês com simpatia. 9. QUERER - desejar, querer, possuir - objeto direto A moça queria um vestido novo. • GOSTAR DE, ESTIMAR, PREZAR - objeto indireto O professor queria muito a seus alunos. 10. VISAR - almejar, desejar - objeto indireto Todos visamos a um futuro melhor. • APONTAR, MIRAR - objeto direto O artilheiro visou a meta quando fez o gol. • pör o sinal de visto - objeto direto O gerente visou todos os cheques que entraram naquele dia. 11. OBEDECER e DESOBEDECER - constrói-se com objeto indireto Devemos obedecer aos superiores. Desobedeceram às leis do trânsito. 12. MORAR, RESIDIR, SITUAR-SE, ESTABELECER-SE • exigem na sua regência a preposição EM O armazém está situado na Farrapos. Ele estabeleceu-se na Avenida São João. 13. PROCEDER - no sentido de "ter fundamento" é intransitivo. Essas tuas justificativas não procedem. • no sentido de originar-se, descender, derivar, proceder, constrói-se com a preposição DE. Algumas palavras da Língua Portuguesa procedem do tupi-guarani • no sentido de dar início, realizar, é construído com a preposição A. O secretário procedeu à leitura da carta.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização63 14. ESQUECER E LEMBRAR • quando não forem pronominais, constrói-se com objeto direto: Esqueci o nome desta aluna. Lembrei o recado, assim que o vi. • quando forem pronominais, constrói-se com objeto indireto: Esqueceram-se da reunião de hoje. Lembrei-me da sua fisionomia. 15. Verbos que exigem objeto direto para coisa e indireto para pessoa. • perdoar - Perdoei as ofensas aos inimigos. • pagar - Pago o 13° aos professores. • dar - Daremos esmolas ao pobre. • emprestar - Emprestei dinheiro ao colega. • ensinar - Ensino a tabuada aos alunos. • agradecer - Agradeço as graças a Deus. • pedir - Pedi um favor ao colega. 16. IMPLICAR - no sentido de acarretar, resultar, exige objeto direto: O amor implica renúncia. • no sentido de antipatizar, ter má vontade, constrói-se com a preposição COM: O professor implicava com os alunos • no sentido de envolver-se, comprometer-se, constrói-se com a preposi- ção EM: Implicou-se na briga e saiu ferido 17. IR - quando indica tempo definido, determinado, requer a preposição A: Ele foi a São Paulo para resolver negócios. quando indica tempo indefinido, indeterminado, requer PARA: Depois de aposentado, irá definitivamente para o Mato Grosso. 18. CUSTAR - Empregado com o sentido de ser difícil, não tem pessoa como sujeito: O sujeito será sempre "a coisa difícil", e ele só poderá aparecer na 3ª pessoa do singular, acompanhada do pronome oblíquo. Quem sente di- ficuldade, será objeto indireto. Custou-me confiar nele novamente. Custar-te-á aceitá-la como nora. Funções da Linguagem Função referencial ou denotativa: transmite uma informação objetiva, expõe dados da realidade de modo objetivo, não faz comentários, nem avaliação. Geralmente, o texto apresenta-se na terceira pessoa do singular ou plural, pois transmite impessoalidade. A linguagem é denotativa, ou seja, não há possibilidades de outra interpretação além da que está exposta. Em alguns textos é mais predominante essa função, como: científicos, jornalísticos, técnicos, didáticos ou em correspondências comerciais. Por exemplo: “Bancos terão novas regras para acesso de deficientes”. O Popular, 16 out. 2008. Função emotiva ou expressiva: o objetivo do emissor é transmitir suas emoções e anseios. A realidade é transmitida sob o ponto de vista do emissor, a mensagem é subjetiva e centrada no emitente e, portanto, apresenta-se na primeira pessoa. A pontuação (ponto de exclamação, interrogação e reticências) é uma característica da função emotiva, pois transmite a subjetividade da mensagem e reforça a entonação emotiva. Essa função é comum em poemas ou narrativas de teor dramático ou romântico. Por exemplo: “Porém meus olhos não perguntam nada./ O homem atrás do bigode é sério, simples e forte./Quase não conversa./Tem poucos, raros amigos/o homem atrás dos óculos e do bigode.” (Poema de sete faces, Carlos Drummond de Andrade) Função conativa ou apelativa: O objetivo é de influenciar, convencer o receptor de alguma coisa por meio de uma ordem (uso de vocativos), sugestão, convite ou apelo (daí o nome da função). Os verbos costumam estar no imperativo (Compre! Faça!) ou conjugados na 2ª ou 3ª pessoa (Você não pode perder! Ele vai melhorar seu desempenho!). Esse tipo de função é muito comum em textos publicitários, em discursos políticos ou de autoridade. Por exemplo: Não perca a chance de ir ao cinema pagando menos! Função metalinguística: Essa função refere-se à metalinguagem, que é quando o emissor explica um código usando o próprio código. Quando um poema fala da própria ação de se fazer um poema, por exemplo. Veja: “Pegue um jornal Pegue a tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema. Recorte o artigo.” Este trecho da poesia, intitulada “Para fazer um poema dadaísta” utiliza o código (poema) para explicar o próprio ato de fazer um poema. Função fática: O objetivo dessa função é estabelecer uma relação com o emissor, um contato para verificar se a mensagem está sendo transmitida ou para dilatar a conversa. Quando estamos em um diálogo, por exemplo, e dizemos ao nosso recep- tor “Está entendendo?”, estamos utilizando este tipo de função ou quando atendemos o celular e dizemos “Oi” ou “Alô”. Função poética: O objetivo do emissor é expressar seus sentimentos através de textos que podem ser enfatizados por meio das formas das palavras, da sonoridade, do ritmo, além de elaborar novas possibilidades de combinações dos signos linguísticos. É presente em textos literários, publi- citários e em letras de música. Por exemplo: negócio/ego/ócio/cio/0 Na poesia acima “Epitáfio para um banqueiro”, José de Paulo Paes faz uma combinação de palavras que passa a ideia do dia a dia de um banqueiro, de acordo com o poeta. Por Sabrina Vilarinho EMPREGO DO QUE E DO SE A palavra que em português pode ser: Interjeição: exprime espanto, admiração, surpresa. Nesse caso, será acentuada e seguida de ponto de exclamação. Usa-se também a variação o quê! A palavra que não exerce função sintática quando funciona como interjeição. Quê! Você ainda não está pronto? O quê! Quem sumiu? Substantivo: equivale a alguma coisa. Nesse caso, virá sempre antecedida de artigo ou outro determinante, e receberá acento por ser monossílabo tônico terminado em e. Como subs- tantivo, designa também a 16ª letra de nosso alfabeto. Quando a palavra que for substantivo, exercerá as funções sintáticas próprias dessa classe de palavra (sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, etc.) Ele tem certo quê misterioso. (substantivo na função de núcleo do objeto direto) Preposição: liga dois verbos de uma locução verbal em que o auxiliar é o verbo ter. Equivale a de. Quando é preposição, a palavra que não exerce função sintática. Tenho que sair agora. Ele tem que dar o dinheiro hoje.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização64 Partícula expletiva ou de realce: pode ser retirada da frase, sem prejuízo algum para o sentido. Nesse caso, a palavra que não exerce função sintática; como o próprio nome indica, é usada apenas para dar realce. Como partícula expletiva, aparece também na expressão é que. Quase que não consigo chegar a tempo. Elas é que conseguiram chegar. Advérbio: modifica um adjetivo ou um advérbio. Equivale a quão. Quando funciona como advérbio, a palavra que exerce a função sintática de adjunto adverbial; no caso, de intensidade. Que lindas flores! Que barato! Pronome: como pronome, a palavra que pode ser: • pronome relativo: retoma um termo da oração antecedente, projetando-o na oração consequente. Equivale a o qual e flexões. Não encontramos as pessoas que saíram. • pronome indefinido: nesse caso, pode funcionar como pronome substanti- vo ou pronome adjetivo. • pronome substantivo: equivale a que coisa. Quando for pronome substan- tivo, a palavra que exercerá as funções próprias do substantivo (sujeito, objeto direto, objeto indireto, etc.) Que aconteceu com você? • pronome adjetivo: determina um substantivo. Nesse caso, exerce a função sintática de adjunto adnominal. Que vida é essa? Conjunção: relaciona entre si duas orações. Nesse caso, não exerce função sintática. Como conjunção, a palavra que pode relacionar tanto orações coordenadas quanto subordinadas, daí classificar-se como conjun- ção coordenativa ou conjunção subordinativa. Quando funciona como conjunção coordenativa ou subordinativa, a palavra que recebe o nome da oração que introduz. Por exemplo: Venha logo, que é tarde. (conjunção coordenativa explicativa) Falou tanto que ficou rouco. (conjunção subordinativa consecutiva) Quando inicia uma oração subordinada substantiva, a palavra que recebe o nome de conjunção subordinativa integrante. Desejo que você venha logo. A palavra se A palavra se, em português, pode ser: Conjunção: relaciona entre si duas orações. Nesse caso, não exerce função sintática. Como conjunção, a palavra se pode ser: * conjunção subordinativa integrante: inicia uma oração subordinada subs- tantiva. Perguntei se ele estava feliz. * conjunção subordinativa condicional: inicia uma oração adverbial condi- cional (equivale a caso). Se todos tivessem estudado, as notas seriam boas. Partícula expletiva ou de realce: pode ser retirada da frase sem prejuízo algum para o sentido. Nesse caso, a palavra se não exerce função sintáti- ca. Como o próprio nome indica, é usada apenas para dar realce. Passavam-se os dias e nada acontecia. Parte integrante do verbo: faz parte integrante dos verbos pronominais. Nesse caso, o se não exerce função sintática. Ele arrependeu-se do que fez. Partícula apassivadora: ligada a verbo que pede objeto direto, caracteriza as orações que estão na voz passiva sintética. É também chamada de pronome apassivador. Nesse caso, não exerce função sintática, seu papel é apenas apassivar o verbo. Vendem-se casas. Aluga-se carro. Compram-se joias. Índice de indeterminação do sujeito: vem ligando a um verbo que não é transitivo direto, tornando o sujeito indeterminado. Não exerce propriamente uma função sintática, seu papel é o de indeterminar o sujeito. Lembre-se de que, nesse caso, o verbo deverá estar na terceira pessoa do singular. Trabalha-se de dia. Precisa-se de vendedores. Pronome reflexivo: quando a palavra se é pronome pessoal, ela deverá estar sempre na mesma pessoa do sujeito da oração de que faz parte. Por isso o pronome oblíquo se sempre será reflexivo (equivalendo a a si mes- mo), podendo assumir as seguintes funções sintáticas: * objeto direto Ele cortou-se com o facão. * objeto indireto Ele se atribui muito valor. * sujeito de um infinitivo “Sofia deixou-se estar à janela.” Por Marina Cabral CONFRONTO E RECONHECIMENTO DE FRASES CORRETAS E INCORRETAS O reconhecimento de frases corretas e incorretas abrange praticamente toda a gramática. Os principais tópicos que podem aparecer numa frase correta ou incorreta são: - ortografia - acentuação gráfica - concordância - regência - plural e singular de substantivos e adjetivos - verbos - etc. Daremos a seguir alguns exemplos: Encontre o termo em destaque que está erradamente empregado: A) Senão chover, irei às compras. B) Olharam-se de alto a baixo. C) Saiu a fim de divertir-se D) Não suportava o dia-a-dia no convento. E) Quando está cansado, briga à toa. Alternativa A Ache a palavra com erro de grafia: A) cabeleireiro ; manteigueira B) caranguejo ; beneficência C) prazeirosamente ; adivinhar
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização65 D) perturbar ; concupiscência E) berinjela ; meritíssimo Alternativa C Identifique o termo que está inadequadamente empregado: A) O juiz infligiu-lhe dura punição. B) Assustou-se ao receber o mandato de prisão. C) Rui Barbosa foi escritor preeminente de nossas letras. D) Com ela, pude fruir os melhores momentos de minha vida. E) A polícia pegou o ladrão em flagrante. Alternativa B O acento grave, indicador de crase, está empregado CORRETAMENTE em: A) Encaminhamos os pareceres à Vossa Senhoria e não tivemos respos- ta. B) A nossa reação foi deixá-los admirar à belíssima paisagem. C) Rapidamente, encaminhamos o produto à firma especializada. D) Todos estávamos dispostos à aceitar o seu convite. Alternativa C Assinale a alternativa cuja concordância nominal não está de acordo com o padrão culto: A) Anexa à carta vão os documentos. B) Anexos à carta vão os documentos. C) Anexo à carta vai o documento. D) Em anexo, vão os documentos. Alternativa A Identifique a única frase onde o verbo está conjugado corretamente: A) Os professores revêm as provas. B) Quando puder, vem à minha casa. C) Não digas nada e voltes para sua sala. D) Se pretendeis destruir a cidade, atacais à noite. E) Ela se precaveu do perigo. Alternativa E Encontre a alternativa onde não há erro no emprego do pronome: A) A criança é tal quais os pais. B) Esta tarefa é para mim fazer até domingo. C) O diretor conversou com nós. D) Vou consigo ao teatro hoje à noite. E) Nada de sério houve entre você e eu. Alternativa A Que frase apresenta uso inadequado do pronome demonstrativo? A) Esta aliança não sai do meu dedo. B) Foi preso em 1964 e só saiu neste ano. C) Casaram-se Tânia e José; essa contente, este apreensivo. D) Romário foi o maior artilheiro daquele jogo. E) Vencer depende destes fatores: rapidez e segurança. Alternativa C COLOCAÇÃO PRONOMINAL Palavras fora do lugar podem prejudicar e até impedir a compreensão de uma ideia. Cada palavra deve ser posta na posição funcionalmente correta em relação às outras, assim como convém dispor com clareza as orações no período e os períodos no discurso. Sintaxe de colocação é o capítulo da gramática em que se cuida da or- dem ou disposição das palavras na construção das frases. Os termos da oração, em português, geralmente são colocados na ordem direta (sujeito + verbo + objeto direto + objeto indireto, ou sujeito + verbo + predicativo). As inversões dessa ordem ou são de natureza estilística (realce do termo cuja posição natural se altera: Corajoso é ele! Medonho foi o espetáculo), ou de pura natureza gramatical, sem intenção especial de realce, obedecendo-se, apenas a hábitos da língua que se fizeram tradicionais. Sujeito posposto ao verbo. Ocorre, entre outros, nos seguintes casos: (1) nas orações intercaladas (Sim, disse ele, voltarei); (2) nas interrogativas, não sendo o sujeito pronome interrogativo (Que espera você?); (3) nas reduzidas de infinitivo, de gerúndio ou de particípio (Por ser ele quem é... Sendo ele quem é... Resolvido o caso...); (4) nas imperativas (Faze tu o que for possível); (5) nas optativas (Suceda a paz à guerra! Guie-o a mão da Providência!); (6) nas que têm o verbo na passiva pronominal (Elimina- ram-se de vez as esperanças); (7) nas que começam por adjunto adverbial (No profundo do céu luzia uma estrela), predicativo (Esta é a vontade de Deus) ou objeto (Aos conselhos sucederam as ameaças); (8) nas construí- das com verbos intransitivos (Desponta o dia). Colocam-se normalmente depois do verbo da oração principal as orações subordinadas substantivas: é claro que ele se arrependeu. Predicativo anteposto ao verbo. Ocorre, entre outros, nos seguintes ca- sos: (1) nas orações interrogativas (Que espécie de homem é ele?); (2) nas exclamativas (Que bonito é esse lugar!). Colocação do adjetivo como adjunto adnominal. A posposição do ad- junto adnominal ao substantivo é a sequência que predomina no enunciado lógico (livro bom, problema fácil), mas não é rara a inversão dessa ordem: (Uma simples advertência [anteposição do adjetivo simples, no sentido de mero]. O menor descuido porá tudo a perder [anteposição dos superlativos relativos: o melhor, o pior, o maior, o menor]). A anteposição do adjetivo, em alguns casos, empresta-lhe sentido figurado: meu rico filho, um grande homem, um pobre rapaz). Colocação dos pronomes átonos. O pronome átono pode vir antes do verbo (próclise, pronome proclítico: Não o vejo), depois do verbo (ênclise, pronome enclítico: Vejo-o) ou no meio do verbo, o que só ocorre com formas do futuro do presente (Vê-lo-ei) ou do futuro do pretérito (Vê-lo-ia). Verifica-se próclise, normalmente nos seguintes casos: (1) depois de palavras negativas (Ninguém me preveniu), de pronomes interrogativos (Quem me chamou?), de pronomes relativos (O livro que me deram...), de advérbios interrogativos (Quando me procurarás); (2) em orações optativas (Deus lhe pague!); (3) com verbos no subjuntivo (Espero que te comportes); (4) com gerúndio regido de em (Em se aproximando...); (5) com infinitivo regido da preposição a, sendo o pronome uma das formas lo, la, los, las (Fiquei a observá-la); (6) com verbo antecedido de advérbio, sem pausa (Logo nos entendemos), do numeral ambos (Ambos o acompanharam) ou de pronomes indefinidos (Todos a estimam). Ocorre a ênclise, normalmente, nos seguintes casos: (1) quando o ver- bo inicia a oração (Contaram-me que...), (2) depois de pausa (Sim, conta- ram-me que...), (3) com locuções verbais cujo verbo principal esteja no infinitivo (Não quis incomodar-se). Estando o verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito, a me- sóclise é de regra, no início da frase (Chama-lo-ei. Chama-lo-ia). Se o verbo estiver antecedido de palavra com força atrativa sobre o pronome, haverá próclise (Não o chamarei. Não o chamaria). Nesses casos, a língua moderna rejeita a ênclise e evita a mesóclise, por ser muito formal. Pronomes com o verbo no particípio. Com o particípio desacompanha- do de auxiliar não se verificará nem próclise nem ênclise: usa-se a forma oblíqua do pronome, com preposição. (O emprego oferecido a mim...). Havendo verbo auxiliar, o pronome virá proclítico ou enclítico a este. (Por que o têm perseguido? A criança tinha-se aproximado.) Pronomes átonos com o verbo no gerúndio. O pronome átono costuma vir enclítico ao gerúndio (João, afastando-se um pouco, observou...). Nas locuções verbais, virá enclítico ao auxiliar (João foi-se afastando), salvo quando este estiver antecedido de expressão que, de regra, exerça força atrativa sobre o pronome (palavras negativas, pronomes relativos, conjun- ções etc.) Exemplo: À medida que se foram afastando. Colocação dos possessivos. Os pronomes adjetivos possessivos pre- cedem os substantivos por eles determinados (Chegou a minha vez), salvo quando vêm sem artigo definido (Guardei boas lembranças suas); quando há ênfase (Não, amigos meus!); quando determinam substantivo já deter- minado por artigo indefinido (Receba um abraço meu), por um numeral (Recebeu três cartas minhas), por um demonstrativo (Receba esta lem- brança minha) ou por um indefinido (Aceite alguns conselhos meus). Colocação dos demonstrativos. Os demonstrativos, quando pronomes adjetivos, precedem normalmente o substantivo (Compreendo esses pro- blemas). A posposição do demonstrativo é obrigatória em algumas formas
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização66 em que se procura especificar melhor o que se disse anteriormente: "Ouvi tuas razões, razões essas que não chegaram a convencer-me." Colocação dos advérbios. Os advérbios que modificam um adjetivo, um particípio isolado ou outro advérbio vêm, em regra, antepostos a essas palavras (mais azedo, mal conservado; muito perto). Quando modificam o verbo, os advérbios de modo costumam vir pospostos a este (Cantou admiravelmente. Discursou bem. Falou claro.). Anteposto ao verbo, o adjunto adverbial fica naturalmente em realce: "Lá longe a gaivota voava rente ao mar." Figuras de sintaxe. No tocante à colocação dos termos na frase, salien- tem-se as seguintes figuras de sintaxe: (1) hipérbato -- intercalação de um termo entre dois outros que se relacionam: "O das águas gigante caudalo- so" (= O gigante caudaloso das águas); (2) anástrofe -- inversão da ordem normal de termos sintaticamente relacionados: "Do mar lançou-se na gela- da areia" (= Lançou-se na gelada areia do mar); (3) prolepse -- transposi- ção, para a oração principal, de termo da oração subordinada: "A nossa Corte, não digo que possa competir com Paris ou Londres..." (= Não digo que a nossa Corte possa competir com Paris ou Londres...); (4) sínquise -- alteração excessiva da ordem natural das palavras, que dificulta a compre- ensão do sentido: "No tempo que do reino a rédea leve, João, filho de Pedro, moderava" (= No tempo [em] que João, filho de Pedro, moderava a rédea leve do reino). ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. Colocação Pronominal (próclise, mesóclise, ênclise) Por Cristiana Gomes É o estudo da colocação dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo. Os pronomes átonos podem ocupar 3 posições: antes do verbo (próclise), no meio do verbo (mesóclise) e depois do verbo (ênclise). Esses pronomes se unem aos verbos porque são “fracos” na pronúncia. PRÓCLISE Usamos a próclise nos seguintes casos: (1) Com palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais, nada, ninguém, nem, de modo algum. - Nada me perturba. - Ninguém se mexeu. - De modo algum me afastarei daqui. - Ela nem se importou com meus problemas. (2) Com conjunções subordinativas: quando, se, porque, que, conforme, embora, logo, que. - Quando se trata de comida, ele é um “expert”. - É necessário que a deixe na escola. - Fazia a lista de convidados, conforme me lembrava dos amigos sinceros. (3) Advérbios - Aqui se tem paz. - Sempre me dediquei aos estudos. - Talvez o veja na escola. OBS: Se houver vírgula depois do advérbio, este (o advérbio) deixa de atrair o pronome. - Aqui, trabalha-se. (4) Pronomes relativos, demonstrativos e indefinidos. - Alguém me ligou? (indefinido) - A pessoa que me ligou era minha amiga. (relativo) - Isso me traz muita felicidade. (demonstrativo) (5) Em frases interrogativas. - Quanto me cobrará pela tradução? (6) Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem desejo). - Deus o abençoe! - Macacos me mordam! - Deus te abençoe, meu filho! (7) Com verbo no gerúndio antecedido de preposição EM. - Em se plantando tudo dá. - Em se tratando de beleza, ele é campeão. (8) Com formas verbais proparoxítonas - Nós o censurávamos. MESÓCLISE Usada quando o verbo estiver no futuro do presente (vai acontecer – ama- rei, amarás, …) ou no futuro do pretérito (ia acontecer mas não aconteceu – amaria, amarias, …) - Convidar-me-ão para a festa. - Convidar-me-iam para a festa. Se houver uma palavra atrativa, a próclise será obrigatória. - Não (palavra atrativa) me convidarão para a festa. ÊNCLISE Ênclise de verbo no futuro e particípio está sempre errada. - Tornarei-me……. (errada) - Tinha entregado-nos……….(errada) Ênclise de verbo no infinitivo está sempre certa. - Entregar-lhe (correta) - Não posso recebê-lo. (correta) Outros casos: - Com o verbo no início da frase: Entregaram-me as camisas. - Com o verbo no imperativo afirmativo: Alunos, comportem-se. - Com o verbo no gerúndio: Saiu deixando-nos por instantes. - Com o verbo no infinitivo impessoal: Convém contar-lhe tudo. OBS: se o gerúndio vier precedido de preposição ou de palavra atrativa, ocorrerá a próclise: - Em se tratando de cinema, prefiro o suspense. - Saiu do escritório, não nos revelando os motivos. COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS Locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar + infinitivo, gerúndio ou particípio. AUX + PARTICÍPIO: o pronome deve ficar depois do verbo auxiliar. Se houver palavra atrativa, o pronome deverá ficar antes do verbo auxiliar. - Havia-lhe contado a verdade. - Não (palavra atrativa) lhe havia contado a verdade. AUX + GERÚNDIO OU INFINITIVO: se não houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou do verbo principal. Infinitivo - Quero-lhe dizer o que aconteceu. - Quero dizer-lhe o que aconteceu. Gerúndio - Ia-lhe dizendo o que aconteceu. - Ia dizendo-lhe o que aconteceu. Se houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal. Infinitivo - Não lhe quero dizer o que aconteceu. - Não quero dizer-lhe o que aconteceu. Gerúndio - Não lhe ia dizendo a verdade. - Não ia dizendo-lhe a verdade. Figuras de Linguagem Figuras sonoras Aliteração repetição de sons consonantais (consoantes).
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização67 Cruz e Souza é o melhor exemplo deste recurso. Uma das características marcantes do Simbolismo, assim como a sinestesia. Ex: "(...) Vozes veladas, veludosas vozes, / Volúpias dos violões, vozes veladas / Vagam nos velhos vórtices velozes / Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas." (fragmento de Violões que choram. Cruz e Souza) Assonância repetição dos mesmos sons vocálicos. Ex: (A, O) - "Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral." (Caetano Veloso) (E, O) - "O que o vago e incóngnito desejo de ser eu mesmo de meu ser me deu." (Fernando Pessoa) Paranomásia o emprego de palavras parônimas (sons parecidos). Ex: "Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias" (Padre Antonio Vieira) Onomatopeia criação de uma palavra para imitar um som Ex: A língua do nhem "Havia uma velhinha / Que andava aborrecida / Pois dava a sua vida / Para falar com alguém. / E estava sempre em casa / A boa velhinha, / Resmungando sozinha: / Nhem-nhem-nhem-nhem-nhem..." (Cecília Meireles) Linguagem figurada Elipse omissão de um termo ou expressão facilmente subentendida. Casos mais comuns: a) pronome sujeito, gerando sujeito oculto ou implícito: iremos depois, compraríeis a casa? b) substantivo - a catedral, no lugar de a igreja catedral; Maracanã, no ligar de o estádio Maracanã c) preposição - estar bêbado, a camisa rota, as calças rasgadas, no lugar de: estar bêbado, com a camisa rota, com as calças rasgadas. d) conjunção - espero você me entenda, no lugar de: espero que você me entenda. e) verbo - queria mais ao filho que à filha, no lugar de: queria mais o filho que queria à filha. Em especial o verbo dizer em diálogos - E o rapaz: - Não sei de nada !, em vez de E o rapaz disse: Zeugma omissão (elipse) de um termo que já apareceu antes. Se for verbo, pode necessitar adaptações de número e pessoa verbais. Utilizada, sobretudo, nas or. comparativas. Ex: Alguns estudam, outros não, por: alguns estu- dam, outros não estudam. / "O meu pai era paulista / Meu avô, pernambu- cano / O meu bisavô, mineiro / Meu tataravô, baiano." (Chico Buarque) - omissão de era Hipérbato alteração ou inversão da ordem direta dos termos na oração, ou das ora- ções no período. São determinadas por ênfase e podem até gerar anacolu- tos. Ex: Morreu o presidente, por: O presidente morreu. Obs1.: Bechara denomina esta figura antecipação. Obs2.: Se a inversão for violenta, comprometendo o sentido drasticamente, Rocha Lima e Celso Cunha denominam-na sínquise Obs3.: RL considera anástrofe um tipo de hipérbato Anástrofe anteposição, em expressões nominais, do termo regido de preposição ao termo regente. Ex: "Da morte o manto lutuoso vos cobre a todos.", por: O manto lutuoso da morte vos cobre a todos. Obs.: para Rocha Lima é um tipo de hipérbato Pleonasmo repetição de um termo já expresso, com objetivo de enfatizar a ideia. Ex: Vi com meus próprios olhos. "E rir meu riso e derramar meu pranto / Ao seu pesar ou seu contentamento." (Vinicius de Moraes), Ao pobre não lhe devo (OI pleonástico) Obs.: pleonasmo vicioso ou grosseiro - decorre da ignorância, perdendo o caráter enfático (hemorragia de sangue, descer para baixo) Assíndeto ausência de conectivos de ligação, assim atribui maior rapidez ao texto. Ocorre muito nas or. coordenadas. Ex: "Não sopra o vento; não gemem as vagas; não murmuram os rios." Polissíndeto repetição de conectivos na ligação entre elementos da frase ou do período. Ex: O menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita, e maltrata. "E sob as ondas ritmadas / e sob as nuvens e os ventos / e sob as pontes e sob o sarcasmo / e sob a gosma e o vômito (...)" (Carlos Drummond de Andrade) Anacoluto termo solto na frase, quebrando a estruturação lógica. Normalmente, inicia- se uma determinada construção sintática e depois se opta por outra. Eu, parece-me que vou desmaiar. / Minha vida, tudo não passa de alguns anos sem importância (sujeito sem predicado) / Quem ama o feio, bonito lhe parece (alteraram-se as relações entre termos da oração) Anáfora repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases. Ex: "Olha a voz que me resta / Olha a veia que salta / Olha a gota que falta / Pro desfecho que falta / Por favor." (Chico Buarque) Obs.: repetição em final de versos ou frases é epístrofe; repetição no início e no fim será símploce. Classificações propostas por Rocha Lima. Silepse é a concordância com a ideia, e não com a palavra escrita. Existem três tipos: a) de gênero (masc x fem): São Paulo continua poluída (= a cidade de São Paulo). V. Sª é lisonjeiro b) de número (sing x pl): Os Sertões contra a Guerra de Canudos (= o livro de Euclides da Cunha). O casal não veio, estavam ocupados. c) de pessoa: Os brasileiros somos otimistas (3ª pess - os brasileiros, mas quem fala ou escreve também participa do processo verbal) Antecipação antecipação de termo ou expressão, como recurso enfático. Pode gerar anacoluto. Ex.: Joana creio que veio aqui hoje. O tempo parece que vai piorar Obs.: Celso Cunha denomina-a prolepse. Figuras de palavras ou tropos (Para Bechara alterações semânticas) Metáfora emprego de palavras fora do seu sentido normal, por analogia. É um tipo de comparação implícita, sem termo comparativo. Ex: A Amazônia é o pulmão do mundo. Encontrei a chave do problema. / "Veja bem, nosso caso / É uma porta entreaberta." (Luís Gonzaga Junior) Obs1.: Rocha Lima define como modalidades de metáfora: personificação (animismo), hipérbole, símbolo e sinestesia. ? Personificação - atribuição de ações, qualidades e sentimentos humanos a seres inanimados. (A lua sorri aos enamorados) ? Símbolo - nome de um ser ou coisa concreta assumin- do valor convencional, abstrato. (balança = justiça, D. Quixote = idealismo, cão = fidelidade, além do simbolismo universal das cores) Obs2.: esta figura foi muito utilizada pelos simbolistas
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização68 Catacrese uso impróprio de uma palavra ou expressão, por esquecimento ou na ausência de termo específico. Ex.: Espalhar dinheiro (espalhar = separar palha) / "Distrai-se um deles a enterrar o dedo no tornozelo inchado." - O verbo enterrar era usado primiti- vamente para significar apenas colocar na terra. Obs1.: Modernamente, casos como pé de meia e boca de forno são consi- derados metáforas viciadas. Perderam valor estilístico e se formaram graças à semelhança de forma existente entre seres. Obs2.: Para Rocha Lima, é um tipo de metáfora Metonímia substituição de um nome por outro em virtude de haver entre eles associa- ção de significado. Ex: Ler Jorge Amado (autor pela obra - livro) / Ir ao barbeiro (o possuidor pelo possuído, ou vice-versa - barbearia) / Bebi dois copos de leite (conti- nente pelo conteúdo - leite) / Ser o Cristo da turma. (indivíduo pala classe - culpado) / Completou dez primaveras (parte pelo todo - anos) / O brasileiro é malandro (sing. pelo plural - brasileiros) / Brilham os cristais (matéria pela obra - copos). Antonomásia, perífrase substituição de um nome de pessoa ou lugar por outro ou por uma expres- são que facilmente o identifique. Fusão entre nome e seu aposto. Ex: O mestre = Jesus Cristo, A cidade luz = Paris, O rei das selvas = o leão, Escritor Maldito = Lima Barreto Obs.: Rocha Lima considera como uma variação da metonímia Sinestesia interpenetração sensorial, fundindo-se dois sentidos ou mais (olfato, visão, audição, gustação e tato). Ex.: "Mais claro e fino do que as finas pratas / O som da tua voz deliciava ... / Na dolência velada das sonatas / Como um perfume a tudo perfumava. / Era um som feito luz, eram volatas / Em lânguida espiral que iluminava / Brancas sonoridades de cascatas ... / Tanta harmonia melancolizava." (Cruz e Souza) Obs.: Para Rocha Lima, representa uma modalidade de metáfora Anadiplose é a repetição de palavra ou expressão de fim de um membro de frase no começo de outro membro de frase. Ex: "Todo pranto é um comentário. Um comentário que amargamente condena os motivos dados." Figuras de pensamento Antítese aproximação de termos ou frases que se opõem pelo sentido. Ex: "Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios" (Vinicius de Moraes) Obs.: Paradoxo - ideias contraditórias num só pensamento, proposição de Rocha Lima ("dor que desatina sem doer" Camões) Eufemismo consiste em "suavizar" alguma ideia desagradável Ex: Ele enriqueceu por meios ilícitos. (roubou), Você não foi feliz nos exa- mes. (foi reprovado) Obs.: Rocha Lima propõe uma variação chamada litote - afirma-se algo pela negação do contrário. (Ele não vê, em lugar de Ele é cego; Não sou moço, em vez de Sou velho). Para Bechara, alteração semântica. Hipérbole exagero de uma ideia com finalidade expressiva Ex: Estou morrendo de sede (com muita sede), Ela é louca pelos filhos (gosta muito dos filhos) Obs.: Para Rocha Lima, é uma das modalidades de metáfora. Ironia utilização de termo com sentido oposto ao original, obtendo-se, assim, valor irônico. Obs.: Rocha Lima designa como antífrase Ex: O ministro foi sutil como uma jamanta. Gradação apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descenden- te (anticlímax) Ex: "Nada fazes, nada tramas, nada pensas que eu não saiba, que eu não veja, que eu não conheça perfeitamente." Prosopopeia, personificação, animismo é a atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais e inanimados. Ex: "A lua, (...) Pedia a cada estrela fria / Um brilho de aluguel ..." (Jõao Bosco / Aldir Blanc) Obs.: Para Rocha Lima, é uma modalidade de metáfora. REDAÇÃO A linguagem escrita tem identidade própria e não pretende ser mera reprodução da linguagem oral. Ao redigir, o indivíduo conta unicamente com o significado e a sonoridade das palavras para transmitir conteúdos complexos, estimular a imaginação do leitor, promover associação de ideias e ativar registros lógicos, sensoriais e emocionais da memória. Redação é o ato de exprimir ideias, por escrito, de forma clara e orga- nizada. O ponto de partida para redigir bem é o conhecimento da gramática do idioma e do tema sobre o qual se escreve. Um bom roteiro de redação deve contemplar os seguintes passos: escolha da forma que se pretende dar à composição, organização das ideias sobre o tema, escolha do voca- bulário adequado e concatenação das ideias segundo as regras linguísticas e gramaticais. Para adquirir um estilo próprio e eficaz é conveniente ler e estudar os grandes mestres do idioma, clássicos e contemporâneos; redigir frequen- temente, para familiarizar-se com o processo e adquirir facilidade de ex- pressão; e ser escrupuloso na correção da composição, retificando o que não saiu bem na primeira tentativa. É importante também realizar um exame atento da realidade a ser retratada e dos eventos a que o texto se refere, sejam eles concretos, emocionais ou filosóficos. O romancista, o cientista, o burocrata, o legislador, o educador, o jornalista, o biógrafo, todos pretendem comunicar por escrito, a um público real, um conteúdo que quase sempre demanda pesquisa, leitura e observação minuciosa de fatos empíricos. A capacidade de observar os dados e apresentá-los de maneira própria e individual determina o grau de criatividade do escritor. Para que haja eficácia na transmissão da mensagem, é preciso ter em mente o perfil do leitor a quem o texto se dirige, quanto a faixa etária, nível cultural e escolar e interesse específico pelo assunto. Assim, um mesmo tema deverá ser apresentado diferentemente ao público infantil, juvenil ou adulto; com formação universitária ou de nível técnico; leigo ou especializa- do. As diferenças hão de determinar o vocabulário empregado, a extensão do texto, o nível de complexidade das informações, o enfoque e a condução do tema principal a assuntos correlatos. Organização das ideias. O texto artístico é em geral construído a partir de regras e técnicas particulares, definidas de acordo com o gosto e a habilidade do autor. Já o texto objetivo, que pretende antes de mais nada transmitir informação, deve fazê-lo o mais claramente possível, evitando palavras e construções de sentido ambíguo. Para escrever bem, é preciso ter ideias e saber concatená-las. Entre- vistas com especialistas ou a leitura de textos a respeito do tema abordado são bons recursos para obter informações e formar juízos a respeito do assunto sobre o qual se pretende escrever. A observação dos fatos, a experiência e a reflexão sobre seu conteúdo podem produzir conhecimento
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização69 suficiente para a formação de ideias e valores a respeito do mundo circun- dante. É importante evitar, no entanto, que a massa de informações se dis- perse, o que esvaziaria de conteúdo a redação. Para solucionar esse problema, pode-se fazer um roteiro de itens com o que se pretende escre- ver sobre o tema, tomando nota livremente das ideias que ele suscita. O passo seguinte consiste em organizar essas ideias e encadeá-las segundo a relação que se estabelece entre elas. Vocabulário e estilo. Embora quase todas as palavras tenham sinôni- mos, dois termos quase nunca têm exatamente o mesmo significado. Há sutilezas que recomendam o emprego de uma ou outra palavra, de acordo com o que se pretende comunicar. Quanto maior o vocabulário que o indivíduo domina para redigir um texto, mais fácil será a tarefa de comuni- car a vasta gama de sentimentos e percepções que determinado tema ou objeto lhe sugere. Como regras gerais, consagradas pelo uso, deve-se evitar arcaísmos e neologismos e dar preferência ao vocabulário corrente, além de evitar cacofonias (junção de vocábulos que produz sentido estranho à ideia original, como em "boca dela") e rimas involuntárias (como na frase, "a audição e a compreensão são fatores indissociáveis na educação infantil"). O uso repetitivo de palavras e expressões empobrece a escrita e, para evitá-lo, devem ser escolhidos termos equivalentes. A obediência ao padrão culto da língua, regido por normas gramaticais, linguísticas e de grafia, garante a eficácia da comunicação. Uma frase gramaticalmente incorreta, sintaticamente mal estruturada e grafada com erros é, antes de tudo, uma mensagem ininteligível, que não atinge o objetivo de transmitir as opiniões e ideias de seu autor. Tipos de redação. Todas as formas de expressão escrita podem ser classificadas em formas literárias -- como as descrições e narrações, e nelas o poema, a fábula, o conto e o romance, entre outros -- e não- literárias, como as dissertações e redações técnicas. Descrição. Descrever é representar um objeto (cena, animal, pessoa, lugar, coisa etc.) por meio de palavras. Para ser eficaz, a apresentação das características do objeto descrito deve explorar os cinco sentidos humanos -- visão, audição, tato, olfato e paladar --, já que é por intermédio deles que o ser humano toma contato com o ambiente. A descrição resulta, portanto, da capacidade que o indivíduo tem de perceber o mundo que o cerca. Quanto maior for sua sensibilidade, mais rica será a descrição. Por meio da percepção sensorial, o autor registra suas impressões sobre os objetos, quanto ao aroma, cor, sabor, textura ou sonoridade, e as transmite para o leitor. Narração. O relato de um fato, real ou imaginário, é denominado narra- ção. Pode seguir o tempo cronológico, de acordo com a ordem de sucessão dos acontecimentos, ou o tempo psicológico, em que se privilegiam alguns eventos para atrair a atenção do leitor. A escolha do narrador, ou ponto de vista, pode recair sobre o protagonista da história, um observador neutro, alguém que participou do acontecimento de forma secundária ou ainda um espectador onisciente, que supostamente esteve presente em todos os lugares, conhece todos os personagens, suas ideias e sentimentos. A apresentação dos personagens pode ser feita pelo narrador, quando é chamada de direta, ou pelas próprias ações e comportamentos deste, quando é dita indireta. As falas também podem ser apresentadas de três formas: (1) discurso direto, em que o narrador transcreve de forma exata a fala do personagem; (2) discurso indireto, no qual o narrador conta o que o personagem disse, lançando mão dos verbos chamados dicendi ou de elocução, que indicam quem está com a palavra, como por exemplo "dis- se", "perguntou", "afirmou" etc.; e (3) discurso indireto livre, em que se misturam os dois tipos anteriores. O conjunto dos acontecimentos em que os personagens se envolvem chama-se enredo. Pode ser linear, segundo a sucessão cronológica dos fatos, ou não-linear, quando há cortes na sequência dos acontecimentos. É comumente dividido em exposição, complicação, clímax e desfecho. Dissertação. A exposição de ideias a respeito de um tema, com base em raciocínios e argumentações, é chamada dissertação. Nela, o objetivo do autor é discutir um tema e defender sua posição a respeito dele. Por essa razão, a coerência entre as ideias e a clareza na forma de expressão são elementos fundamentais. A organização lógica da dissertação determina sua divisão em introdu- ção, parte em que se apresenta o tema a ser discutido; desenvolvimento, em que se expõem os argumentos e ideias sobre o assunto, fundamentan- do-se com fatos, exemplos, testemunhos e provas o que se quer demons- trar; e conclusão, na qual se faz o desfecho da redação, com a finalidade de reforçar a ideia inicial. Texto jornalístico e publicitário. O texto jornalístico apresenta a peculia- ridade de poder transitar por todos os tipos de linguagem, da mais formal, empregada, por exemplo, nos periódicos especializados sobre ciência e política, até aquela extremamente coloquial, utilizada em publicações voltadas para o público juvenil. Apesar dessa aparente liberdade de estilo, o redator deve obedecer ao propósito específico da publicação para a qual escreve e seguir regras que costumam ser bastante rígidas e definidas, tanto quanto à extensão do texto como em relação à escolha do assunto, ao tratamento que lhe é dado e ao vocabulário empregado. O texto publicitário é produzido em condições análogas a essas e ainda mais estritas, pois sua intenção, mais do que informar, é convencer o público a consumir determinado produto ou apoiar determinada ideia. Para isso, a resposta desse mesmo público é periodicamente analisada, com o intuito de avaliar a eficácia do texto. Redação técnica. Há diversos tipos de redação não-literária, como os textos de manuais, relatórios administrativos, de experiências, artigos científicos, teses, monografias, cartas comerciais e muitos outros exemplos de redação técnica e científica. Embora se deva reger pelos mesmos princípios de objetividade, coe- rência e clareza que pautam qualquer outro tipo de composição, a redação técnica apresenta estrutura e estilo próprios, com forte predominância da linguagem denotativa. Essa distinção é basicamente produzida pelo objeti- vo que a redação técnica persegue: o de esclarecer e não o de impressio- nar. As dissertações científicas, elaboradas segundo métodos rigorosos e fundamentadas geralmente em extensa bibliografia, obedecem a padrões de estruturação do texto criados e divulgados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A apresentação dos trabalhos científicos deve incluir, nessa ordem: capa; folha de rosto; agradecimentos, se houver; sumário; sinopse ou resumo; listas (de ilustrações, tabelas, gráficos etc.); o texto do trabalho propriamente dito, dividido em introdução, método, resul- tados, discussão e conclusão; apêndices e anexos; bibliografia; e índice. A preparação dos originais também obedece a algumas normas defini- das pela ABNT e pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD) para garantia de uniformidade. Essas normas dizem respeito às dimensões do papel, ao tamanho das margens, ao número de linhas por página e de caracteres ou espaços por linha, à entrelinha e à numeração das páginas, entre outras características. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. PROVA SIMULADA I 01. Assinale a alternativa correta quanto ao uso e à grafia das palavras. (A) Na atual conjetura, nada mais se pode fazer. (B) O chefe deferia da opinião dos subordinados. (C) O processo foi julgado em segunda estância. (D) O problema passou despercebido na votação. (E) Os criminosos espiariam suas culpas no exílio. 02. A alternativa correta quanto ao uso dos verbos é: (A) Quando ele vir suas notas, ficará muito feliz. (B) Ele reaveu, logo, os bens que havia perdido.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização70 (C) A colega não se contera diante da situação. (D) Se ele ver você na rua, não ficará contente. (E) Quando você vir estudar, traga seus livros. 03. O particípio verbal está corretamente empregado em: (A) Não estaríamos salvados sem a ajuda dos barcos. (B) Os garis tinham chego às ruas às dezessete horas. (C) O criminoso foi pego na noite seguinte à do crime. (D) O rapaz já tinha abrido as portas quando chegamos. (E) A faxineira tinha refazido a limpeza da casa toda. 04. Assinale a alternativa que dá continuidade ao texto abaixo, em conformidade com a norma culta. Nem só de beleza vive a madrepérola ou nácar. Essa substância do interior da concha de moluscos reúne outras características interes- santes, como resistência e flexibilidade. (A) Se puder ser moldada, daria ótimo material para a confecção de componentes para a indústria. (B) Se pudesse ser moldada, dá ótimo material para a confecção de componentes para a indústria. (C) Se pode ser moldada, dá ótimo material para a confecção de com- ponentes para a indústria. (D) Se puder ser moldada, dava ótimo material para a confecção de componentes para a indústria. (E) Se pudesse ser moldada, daria ótimo material para a confecção de componentes para a indústria. 05. O uso indiscriminado do gerúndio tem-se constituído num problema para a expressão culta da língua. Indique a única alternativa em que ele está empregado conforme o padrão culto. (A) Após aquele treinamento, a corretora está falando muito bem. (B) Nós vamos estar analisando seus dados cadastrais ainda hoje. (C) Não haverá demora, o senhor pode estar aguardando na linha. (D) No próximo sábado, procuraremos estar liberando o seu carro. (E) Breve, queremos estar entregando as chaves de sua nova casa. 06. De acordo com a norma culta, a concordância nominal e verbal está correta em: (A) As características do solo são as mais variadas possível. (B) A olhos vistos Lúcia envelhecia mais do que rapidamente. (C) Envio-lhe, em anexos, a declaração de bens solicitada. (D) Ela parecia meia confusa ao dar aquelas explicações. (E) Qualquer que sejam as dúvidas, procure saná-las logo. 07. Assinale a alternativa em que se respeitam as normas cultas de flexão de grau. (A) Nas situações críticas, protegia o colega de quem era amiquíssimo. (B) Mesmo sendo o Canadá friosíssimo, optou por permanecer lá duran- te as férias. (C) No salto, sem concorrentes, seu desempenho era melhor de todos. (D) Diante dos problemas, ansiava por um resultado mais bom que ruim. (E) Comprou uns copos baratos, de cristal, da mais malíssima qualidade. Nas questões de números 08 e 09, assinale a alternativa cujas pala- vras completam, correta e respectivamente, as frases dadas. 08. Os pesquisadores trataram de avaliar visão público financiamento estatal ciência e tecnologia. (A) à ... sobre o ... do ... para (B) a ... ao ... do ... para (C) à ... do ... sobre o ... a (D) à ... ao ... sobre o ... à (E) a ... do ... sobre o ... à 09. Quanto perfil desejado, com vistas qualidade dos candidatos, a franqueadora procura ser muito mais criteriosa ao contratá-los, pois eles devem estar aptos comercializar seus produtos. (A) ao ... a ... à (B) àquele ... à ... à (C) àquele...à ... a (D) ao ... à ... à (E) àquele ... a ... a 10. Assinale a alternativa gramaticalmente correta de acordo com a norma culta. (A) Bancos de dados científicos terão seu alcance ampliado. E isso trarão grandes benefícios às pesquisas. (B) Fazem vários anos que essa empresa constrói parques, colaborando com o meio ambiente. (C) Laboratórios de análise clínica tem investido em institutos, desenvol- vendo projetos na área médica. (D) Havia algumas estatísticas auspiciosas e outras preocupantes apre- sentadas pelos economistas. (E) Os efeitos nocivos aos recifes de corais surge para quem vive no litoral ou aproveitam férias ali. 11. A frase correta de acordo com o padrão culto é: (A) Não vejo mal no Presidente emitir medidas de emergência devido às chuvas. (B) Antes de estes requisitos serem cumpridos, não receberemos recla- mações. (C) Para mim construir um país mais justo, preciso de maior apoio à cultura. (D) Apesar do advogado ter defendido o réu, este não foi poupado da culpa. (E) Faltam conferir três pacotes da mercadoria. 12. A maior parte das empresas de franquia pretende expandir os negó- cios das empresas de franquia pelo contato direto com os possíveis investidores, por meio de entrevistas. Esse contato para fins de sele- ção não só permite às empresas avaliar os investidores com relação aos negócios, mas também identificar o perfil desejado dos investido- res. (Texto adaptado) Para eliminar as repetições, os pronomes apropriados para substituir as expressões: das empresas de franquia, às empresas, os investi- dores e dos investidores, no texto, são, respectivamente: (A) seus ... lhes ... los ... lhes (B) delas ... a elas ... lhes ... deles (C) seus ... nas ... los ... deles (D) delas ... a elas ... lhes ... seu (E) seus ... lhes ... eles ... neles 13. Assinale a alternativa em que se colocam os pronomes de acordo com o padrão culto. (A) Quando possível, transmitirei-lhes mais informações. (B) Estas ordens, espero que cumpram-se religiosamente. (C) O diálogo a que me propus ontem, continua válido. (D) Sua decisão não causou-lhe a felicidade esperada. (E) Me transmita as novidades quando chegar de Paris. 14. O pronome oblíquo representa a combinação das funções de objeto direto e indireto em: (A) Apresentou-se agora uma boa ocasião. (B) A lição, vou fazê-la ainda hoje mesmo. (C) Atribuímos-lhes agora uma pesada tarefa. (D) A conta, deixamo-la para ser revisada. (E) Essa história, contar-lha-ei assim que puder. 15. Desejava o diploma, por isso lutou para obtê-lo. Substituindo-se as formas verbais de desejar, lutar e obter pelos respectivos substantivos a elas correspondentes, a frase correta é: (A) O desejo do diploma levou-o a lutar por sua obtenção. (B) O desejo do diploma levou-o à luta em obtê-lo. (C) O desejo do diploma levou-o à luta pela sua obtenção. (D) Desejoso do diploma foi à luta pela sua obtenção. (E) Desejoso do diploma foi lutar por obtê-lo. 16. Ao Senhor Diretor de Relações Públicas da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Face à proximidade da data de inauguração de nosso Teatro Educativo, por ordem de , Doutor XXX, Digníssimo Secretário da Educação do Estado de YYY, solicitamos a máxima urgência na antecipação do envio dos primeiros convites para o Ex- celentíssimo Senhor Governador do Estado de São Paulo, o Reve-
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização71 rendíssimo Cardeal da Arquidiocese de São Paulo e os Reitores das Universidades Paulistas, para que essas autoridades possam se programar e participar do referido evento. Atenciosamente, ZZZ Assistente de Gabinete. De acordo com os cargos das diferentes autoridades, as lacunas são correta e adequadamente preenchidas, respectivamente, por (A) Ilustríssimo ... Sua Excelência ... Magníficos (B) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Magníficos (C) Ilustríssimo ... Vossa Excelência ... Excelentíssimos (D) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Excelentíssimos (E) Ilustríssimo ... Vossa Senhoria ... Digníssimos 17. Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma culta, se respeitam as regras de pontuação. (A) Por sinal, o próprio Senhor Governador, na última entrevista, revelou, que temos uma arrecadação bem maior que a prevista. (B) Indagamos, sabendo que a resposta é obvia: que se deve a uma sociedade inerte diante do desrespeito à sua própria lei? Nada. (C) O cidadão, foi preso em flagrante e, interrogado pela Autoridade Policial, confessou sua participação no referido furto. (D) Quer-nos parecer, todavia, que a melhor solução, no caso deste funcionário, seja aquela sugerida, pela própria chefia. (E) Impunha-se, pois, a recuperação dos documentos: as certidões negativas, de débitos e os extratos, bancários solicitados. 18. O termo oração, entendido como uma construção com sujeito e predicado que formam um período simples, se aplica, adequadamen- te, apenas a: (A) Amanhã, tempo instável, sujeito a chuvas esparsas no litoral. (B) O vigia abandonou a guarita, assim que cumpriu seu período. (C) O passeio foi adiado para julho, por não ser época de chuvas. (D) Muito riso, pouco siso – provérbio apropriado à falta de juízo. (E) Os concorrentes à vaga de carteiro submeteram-se a exames. Leia o período para responder às questões de números 19 e 20. O livro de registro do processo que você procurava era o que estava sobre o balcão. 19. No período, os pronomes o e que, na respectiva sequência, remetem a (A) processo e livro. (B) livro do processo. (C) processos e processo. (D) livro de registro. (E) registro e processo. 20. Analise as proposições de números I a IV com base no período acima: I. há, no período, duas orações; II. o livro de registro do processo era o, é a oração principal; III. os dois quê(s) introduzem orações adverbiais; IV. de registro é um adjunto adnominal de livro. Está correto o contido apenas em (A) II e IV. (B) III e IV. (C) I, II e III. (D) I, II e IV. (E) I, III e IV. 21. O Meretíssimo Juiz da 1.ª Vara Cível devia providenciar a leitura do acórdão, e ainda não o fez. Analise os itens relativos a esse trecho: I. as palavras Meretíssimo e Cível estão incorretamente grafadas; II. ainda é um adjunto adverbial que exclui a possibilidade da leitura pelo Juiz; III. o e foi usado para indicar oposição, com valor adversativo equivalen- te ao da palavra mas; IV. em ainda não o fez, o o equivale a isso, significando leitura do acór- dão, e fez adquire o respectivo sentido de devia providenciar. Está correto o contido apenas em (A) II e IV. (B) III e IV. (C) I, II e III. (D) I, III e IV. (E) II, III e IV. 22. O rapaz era campeão de tênis. O nome do rapaz saiu nos jornais. Ao transformar os dois períodos simples num único período compos- to, a alternativa correta é: (A) O rapaz cujo nome saiu nos jornais era campeão de tênis. (B) O rapaz que o nome saiu nos jornais era campeão de tênis. (C) O rapaz era campeão de tênis, já que seu nome saiu nos jornais. (D) O nome do rapaz onde era campeão de tênis saiu nos jornais. (E) O nome do rapaz que saiu nos jornais era campeão de tênis. 23. O jardineiro daquele vizinho cuidadoso podou, ontem, os enfraqueci- dos galhos da velha árvore. Assinale a alternativa correta para interrogar, respectivamente, sobre o adjunto adnominal de jardineiro e o objeto direto de podar. (A) Quem podou? e Quando podou? (B) Qual jardineiro? e Galhos de quê? (C) Que jardineiro? e Podou o quê? (D) Que vizinho? e Que galhos? (E) Quando podou? e Podou o quê? 24. O público observava a agitação dos lanterninhas da plateia. Sem pontuação e sem entonação, a frase acima tem duas possibili- dades de leitura. Elimina-se essa ambiguidade pelo estabelecimento correto das relações entre seus termos e pela sua adequada pontua- ção em: (A) O público da plateia, observava a agitação dos lanterninhas. (B) O público observava a agitação da plateia, dos lanterninhas. (C) O público observava a agitação, dos lanterninhas da plateia. (D) Da plateia o público, observava a agitação dos lanterninhas. (E) Da plateia, o público observava a agitação dos lanterninhas. 25. Felizmente, ninguém se machucou. Lentamente, o navio foi se afastando da costa. Considere: I. felizmente completa o sentido do verbo machucar; II. felizmente e lentamente classificam-se como adjuntos adverbiais de modo; III. felizmente se refere ao modo como o falante se coloca diante do fato; IV. lentamente especifica a forma de o navio se afastar; V. felizmente e lentamente são caracterizadores de substantivos. Está correto o contido apenas em (A) I, II e III. (B) I, II e IV. (C) I, III e IV. (D) II, III e IV. (E) III, IV e V. 26. O segmento adequado para ampliar a frase – Ele comprou o carro..., indicando concessão, é: (A) para poder trabalhar fora. (B) como havia programado. (C) assim que recebeu o prêmio. (D) porque conseguiu um desconto. (E) apesar do preço muito elevado. 27. É importante que todos participem da reunião. O segmento que todos participem da reunião, em relação a É importante, é uma oração subordinada (A) adjetiva com valor restritivo. (B) substantiva com a função de sujeito. (C) substantiva com a função de objeto direto. (D) adverbial com valor condicional. (E) substantiva com a função de predicativo. 28. Ele realizou o trabalho como seu chefe o orientou. A relação estabe- lecida pelo termo como é de
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização72 (A) comparatividade. (B) adição. (C) conformidade. (D) explicação. (E) consequência. 29. A região alvo da expansão das empresas, _____, das redes de franquias, é a Sudeste, ______ as demais regiões também serão contempladas em diferentes proporções; haverá, ______, planos di- versificados de acordo com as possibilidades de investimento dos possíveis franqueados. A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas e relaciona corretamente as ideias do texto, é: (A) digo ... portanto ... mas (B) como ... pois ... mas (C) ou seja ... embora ... pois (D) ou seja ... mas ... portanto (E) isto é ... mas ... como 30. Assim que as empresas concluírem o processo de seleção dos investidores, os locais das futuras lojas de franquia serão divulgados. A alternativa correta para substituir Assim que as empresas concluí- rem o processo de seleção dos investidores por uma oração reduzi- da, sem alterar o sentido da frase, é: (A) Porque concluindo o processo de seleção dos investidores ... (B) Concluído o processo de seleção dos investidores ... (C) Depois que concluíssem o processo de seleção dos investidores ... (D) Se concluído do processo de seleção dos investidores... (E) Quando tiverem concluído o processo de seleção dos investidores ... A MISÉRIA É DE TODOS NÓS Como entender a resistência da miséria no Brasil, uma chaga social que remonta aos primórdios da colonização? No decorrer das últimas décadas, enquanto a miséria se mantinha mais ou menos do mesmo tama- nho, todos os indicadores sociais brasileiros melhoraram. Há mais crianças em idade escolar frequentando aulas atualmente do que em qualquer outro período da nossa história. As taxas de analfabetismo e mortalidade infantil também são as menores desde que se passou a registrá-las nacionalmen- te. O Brasil figura entre as dez nações de economia mais forte do mundo. No campo diplomático, começa a exercitar seus músculos. Vem firmando uma inconteste liderança política regional na América Latina, ao mesmo tempo que atrai a simpatia do Terceiro Mundo por ter se tornado um forte oponente das injustas políticas de comércio dos países ricos. Apesar de todos esses avanços, a miséria resiste. Embora em algumas de suas ocorrências, especialmente na zona rural, esteja confinada a bolsões invisíveis aos olhos dos brasileiros mais bem posicionados na escala social, a miséria é onipresente. Nas grandes cida- des, com aterrorizante frequência, ela atravessa o fosso social profundo e se manifesta de forma violenta. A mais assustadora dessas manifestações é a criminalidade, que, se não tem na pobreza sua única causa, certamente em razão dela se tornou mais disseminada e cruel. Explicar a resistência da pobreza extrema entre milhões de habitantes não é uma empreitada sim- ples. Veja, ed. 1735 31. O título dado ao texto se justifica porque: A) a miséria abrange grande parte de nossa população; B) a miséria é culpa da classe dominante; C) todos os governantes colaboraram para a miséria comum; D) a miséria deveria ser preocupação de todos nós; E) um mal tão intenso atinge indistintamente a todos. 32. A primeira pergunta - ''Como entender a resistência da miséria no Brasil, uma chaga social que remonta aos primórdios da coloniza- ção?'': A) tem sua resposta dada no último parágrafo; B) representa o tema central de todo o texto; C) é só uma motivação para a leitura do texto; D) é uma pergunta retórica, à qual não cabe resposta; E) é uma das perguntas do texto que ficam sem resposta. 33. Após a leitura do texto, só NÃO se pode dizer da miséria no Brasil que ela: A) é culpa dos governos recentes, apesar de seu trabalho produtivo em outras áreas; B) tem manifestações violentas, como a criminalidade nas grandes cidades; C) atinge milhões de habitantes, embora alguns deles não apareçam para a classe dominante; D) é de difícil compreensão, já que sua presença não se coaduna com a de outros indicadores sociais; E) tem razões históricas e se mantém em níveis estáveis nas últimas décadas. 34. O melhor resumo das sete primeiras linhas do texto é: A) Entender a miséria no Brasil é impossível, já que todos os outros indicadores sociais melhoraram; B) Desde os primórdios da colonização a miséria existe no Brasil e se mantém onipresente; C) A miséria no Brasil tem fundo histórico e foi alimentada por governos incompetentes; D) Embora os indicadores sociais mostrem progresso em muitas áreas, a miséria ainda atinge uma pequena parte de nosso povo; E) Todos os indicadores sociais melhoraram exceto o indicador da miséria que leva à criminalidade. 35. As marcas de progresso em nosso país são dadas com apoio na quantidade, exceto: A) frequência escolar; B) liderança diplomática; C) mortalidade infantil; D) analfabetismo; E) desempenho econômico. 36. ''No campo diplomático, começa a exercitar seus músculos.''; com essa frase, o jornalista quer dizer que o Brasil: A) já está suficientemente forte para começar a exercer sua liderança na América Latina; B) já mostra que é mais forte que seus países vizinhos; C) está iniciando seu trabalho diplomático a fim de marcar presença no cenário exterior; D) pretende mostrar ao mundo e aos países vizinhos que já é suficien- temente forte para tornar-se líder; E) ainda é inexperiente no trato com a política exterior. 37. Segundo o texto, ''A miséria é onipresente'' embora: A) apareça algumas vezes nas grandes cidades; B) se manifeste de formas distintas; C) esteja escondida dos olhos de alguns; D) seja combatida pelas autoridades; E) se torne mais disseminada e cruel. 38. ''...não é uma empreitada simples'' equivale a dizer que é uma em- preitada complexa; o item em que essa equivalência é feita de forma INCORRETA é: A) não é uma preocupação geral = é uma preocupação superficial; B) não é uma pessoa apática = é uma pessoa dinâmica; C) não é uma questão vital = é uma questão desimportante; D) não é um problema universal = é um problema particular; E) não é uma cópia ampliada = é uma cópia reduzida. 39. ''...enquanto a miséria se mantinha...''; colocando-se o verbo desse segmento do texto no futuro do subjuntivo, a forma correta seria: A) mantiver; B) manter; C)manterá; D)manteria; E) mantenha. 40. A forma de infinitivo que aparece substantivada nos segmentos abaixo é: A) ''Como entender a resistência da miséria...''; B) ''No decorrer das últimas décadas...''; C) ''...desde que se passou a registrá-las...''; D) ''...começa a exercitar seus músculos.''; E) ''...por ter se tornado um forte oponente...''.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização73 PROTESTO TÍMIDO Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para a meia-noite. Perto da Praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino. Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais. Deitado de lado, bra- ços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esbura- cada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto. Outros, como eu, iam passando, sem tomar conhecimento de sua existência. Não era um ser humano, era um bicho, um saco de lixo mesmo, um traste inútil, abandonado sobre a calçada. Um menor abando- nado. Quem nunca viu um menor abandonado? A cinco passos, na casa de sucos de frutas, vários casais de jovens tomavam sucos de frutas, alguns mastigavam sanduíches. Além, na esquina da praça, o carro da radiopatru- lha estacionado, dois boinas-pretas conversando do lado de fora. Ninguém tomava conhecimento da existência do menino. Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acor- dasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social? (....) Vinte e cinco milhões de menores - um dado abstrato, que a imagina- ção não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir - isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito ou dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se esgueiram como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve - gesto que nos desperta mal contida irritação - para nos pedir um trocado. Não temos disposição sequer para olhá-lo e simplesmente o atendemos (ou não) para nos livrarmos depressa de sua incômoda presença. Com o sentimento que sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens. Mas esta- mos em pleno século XX, vivendo a era do progresso para o Brasil, con- quistando um futuro melhor para os nossos filhos. Até lá, que o menor abandonado não chateie, isto é problema para o juizado de menores. Mesmo porque são todos delinquentes, pivetes na escola do crime, cedo terminarão na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte. Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo. Fernando Sabino 41 Uma crônica, como a que você acaba de ler, tem como melhor definição: A) registro de fatos históricos em ordem cronológica; B) pequeno texto descritivo geralmente baseado em fatos do cotidiano; C) seção ou coluna de jornal sobre tema especializado; D) texto narrativo de pequena extensão, de conteúdo e estrutura bas- tante variados; E) pequeno conto com comentários, sobre temas atuais. 42 O texto começa com os tempos verbais no pretérito imperfeito - vinha, faltavam - e, depois, ocorre a mudança para o pretérito perfei- to - olhei, vi etc.; essa mudança marca a passagem: A) do passado para o presente; B) da descrição para a narração; C) do impessoal para o pessoal; D) do geral para o específico; E) do positivo para o negativo. 43 ''...olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, ALGO que me pareceu uma trouxa de roupa...''; o uso do termo destacado se deve a que: A) o autor pretende comparar o menino a uma coisa; B) o cronista antecipa a visão do menor abandonado como um traste inútil; C) a situação do fato não permite a perfeita identificação do menino; D) esse pronome indefinido tem valor pejorativo; E) o emprego desse pronome ocorre em relação a coisas ou a pesso- as. 44 ''Ainda há pouco eu vinha para casa a pé,...''; veja as quatro frases a seguir: I - Daqui há pouco vou sair. I - Está no Rio há duas semanas. III - Não almoço há cerca de três dias. IV - Estamos há cerca de três dias de nosso destino. As frases que apresentam corretamente o emprego do verbo haver são: A) I - II B) I - III C) II - IV D) I - IV E) II - III 45 O comentário correto sobre os elementos do primeiro parágrafo do texto é: A) o cronista situa no tempo e no espaço os acontecimentos abordados na crônica; B) o cronista sofre uma limitação psicológica ao ver o menino C) a semelhança entre o menino abandonado e uma trouxa de roupa é a sujeira; D) a localização do fato perto da meia-noite não tem importância para o texto; E) os fatos abordados nesse parágrafo já justificam o título da crônica. 46 Boinas-pretas é um substantivo composto que faz o plural da mesma forma que: A) salvo-conduto; B) abaixo-assinado; C) salário-família; D) banana-prata; E) alto-falante. 47 A descrição do menino abandonado é feita no segundo parágrafo do texto; o que NÃO se pode dizer do processo empregado para isso é que o autor: A) se utiliza de comparações depreciativas; B) lança mão de vocábulo animalizador; C) centraliza sua atenção nos aspectos físicos do menino; D) mostra precisão em todos os dados fornecidos; E) usa grande número de termos adjetivadores. 48 ''Estava dormindo, como podia estar morto''; esse segmento do texto significa que: A) a aparência do menino não permitia saber se dormia ou estava morto; B) a posição do menino era idêntica à de um morto; C) para os transeuntes, não fazia diferença estar o menino dormindo ou morto; D) não havia diferença, para a descrição feita, se o menino estava dormindo ou morto; E) o cronista não sabia sobre a real situação do menino. 49 Alguns textos, como este, trazem referências de outros momentos históricos de nosso país; o segmento do texto em que isso ocorre é: A) ''Perto da Praça General Osório, olhei para o lado e vi...''; B) ''...ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte''; C) ''...escreveríamos toda a obra de Dickens''; D) ''...isto é problema para o juizado de menores''; E) ''Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais''. 50 ''... era um bicho...''; a figura de linguagem presente neste segmento do texto é uma:
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização74 A) metonímia; B) comparação ou símile; C) metáfora; D) prosopopeia; E) personificação. RESPOSTAS – PROVA I 01. D 11. B 21. B 31. D 41. D 02. A 12. A 22. A 32. B 42. B 03. C 13. C 23. C 33. A 43. C 04. E 14. E 24. E 34. A 44. E 05. A 15. C 25. D 35. B 45. A 06. B 16. A 26. E 36. C 46. A 07. D 17. B 27. B 37. C 47. D 08. E 18. E 28. C 38. A 48. C 09. C 19. D 29. D 39. A 49. B 10. D 20. A 30. B 40. B 50. C PROVA SIMULADA II 01. Ache o verbo que está erradamente conjugado no presente do subjunti- vo: a ( ) requera ; requeras ; requera ; requeiramos ; requeirais ; requeram b ( ) saúde ; saúdes ; saúde ; saudemos ; saudeis ; saúdem c ( ) dê ; dês ; dê ; demos ; deis ; dêem d ( ) pule ; pules ; pule ; pulamos ; pulais ; pulem e ( ) frija ; frijas ; frija ; frijamos ; frijais ; frijam 02. Assinale a alternativa falsa: a ( ) o presente do subjuntivo, o imperativo afirmativo e o imperativo negati- vo são tempos derivados do presente do indicativo; b ( ) os verbos progredir e regredir são conjugados pelo modelo agredir; c ( ) o verbo prover segue ver em todos os tempos; d ( ) a 3.ª pessoa do singular do verbo aguar, no presente do subjuntivo é : águe ou ague; e ( ) os verbos prever e rever seguem o modelo ver. 03. Marque o verbo que na 2ª pessoa do singular, do presente do indicati- vo, muda para "e" o "i" que apresenta na penúltima sílaba? a ( ) imprimir b ( ) exprimir c ( ) tingir d ( ) frigir e ( ) erigir 04. Indique onde há erro: a ( ) os puros-sangues simílimos b ( ) os navios-escola utílimos c ( ) os guardas-mores agílimos d ( ) as águas-vivas aspérrimas e ( ) as oitavas-de-final antiquíssimas 05. Marque a alternativa verdadeira: a ( ) o plural de mau-caráter é maus-caráteres; b ( ) chamam-se epicenos os substantivos que têm um só gênero gramati- cal para designar pessoas de ambos os sexos; c ( ) todos os substantivos terminados em -ão formam o feminino mudando o final em -ã ou -ona; d ( ) os substantivos terminados em -a sempre são femininos; e ( ) são comuns de dois gêneros todos os substantivos ou adjetivos subs- tantivados terminados em -ista. 06. Identifique onde há erro de regência verbal: a ( ) Não faça nada que seja contrário dos bons princípios. b ( ) Esse produto é nocivo à saúde. c ( ) Este livro é preferível àquele. d ( ) Ele era suspeito de ter roubado a loja. e ( ) Ele mostrou-se insensível a meus apelos. 07. Abaixo, há uma frase onde a regência nominal não foi obedecida. Ache- a: a ( ) Éramos assíduos às festas da escola. b ( ) Os diretores estavam ausentes à reunião. c ( ) O jogador deu um empurrão ao árbitro. d ( ) Nossa casa ficava rente do rio. e ( ) A entrega é feita no domicílio. 08. Marque a afirmativa incorreta sobre o uso da vírgula: a ( ) usa-se a vírgula para separar o adjunto adverbial anteposto; b ( ) a vírgula muitas vezes pode substituir a conjunção e; c ( ) a vírgula é obrigatória quando o objeto pleonástico for representado por pronome oblíquo tônico; d ( ) a presença da vírgula não implica pausa na fala; e ( ) nunca se deve usar a vírgula entre o sujeito e o verbo. 09. Marque onde há apenas um vocábulo erradamente escrito: a ( ) abóboda ; idôneo ; mantegueira ; eu quiz b ( ) viço ; sócio-econômico ; pexote ; hidravião c ( ) hilariedade ; caçoar ; alforje ; apasiguar d ( ) alizar ; aterrizar ; óbulo ; teribintina e ( ) chale ; umedescer ; páteo ; obceno 10. Identifique onde não ocorre a crase: a ( ) Não agrade às girafas com comida, diz o cartaz. b ( ) Isso não atende às exigências da firma. c ( ) Sempre obedeço à sinalização. d ( ) Só visamos à alegria. e ( ) Comuniquei à diretoria a minha decisão. 11. Assinale onde não ocorre a concordância nominal: a ( ) As salas ficarão tão cheias quanto possível. b ( ) Tenho bastante dúvidas. c ( ) Eles leram o primeiro e segundo volumes. d ( ) Um e outro candidato virá. e ( ) Não leu nem um nem outro livro policiais. 12. Marque onde o termo em destaque está erradamente empregado: a ( ) Elas ficaram todas machucadas. b ( ) Fiquei quite com a mensalidade. c ( ) Os policiais estão alerta. d ( ) As cartas foram entregues em mãos. e ( ) Neste ano, não terei férias nenhumas. 13. Analise sintaticamente o termo em destaque: "A marcha alegre se espalhou na avenida..." a ( ) predicado b ( ) agente da passiva c ( ) objeto direto d ( ) adjunto adverbial e ( ) adjunto adnominal 14. Marque onde o termo em destaque não representa a função sintática ao lado: a ( ) João acordou doente. (predicado verbo-nominal) b ( ) Mataram os meus dois gatos. (adjuntos adnominais) c ( ) Eis a encomenda que Maria enviou. (adjunto adverbial) d ( ) Vendem-se livros velhos. (sujeito) e ( ) A ideia de José foi exposta por mim a Rosa. (objeto indireto) 15. Ache a afirmativa falsa: a ( ) usam-se os parênteses nas indicações bibliográficas; b ( ) usam-se as reticências para marcar, nos diálogos, a mudança de interlocutor; c ( ) usa-se o ponto-e-vírgula para separar orações coordenadas assindéti- cas de maior extensão; d ( ) usa-se a vírgula para separar uma conjunção colocada no meio da oração; e ( ) usa-se o travessão para isolar palavras ou frases, destacando-as. 16. Identifique o termo acessório da oração: a ( ) adjunto adverbial b ( ) objeto indireto c ( ) sujeito d ( ) predicado
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização75 e ( ) agente da passiva 17. Qual a afirmativa falsa sobre orações coordenadas? a ( ) as coordenadas quando separadas por vírgula, se ligam pelo sentido geral do período; b ( ) uma oração coordenada muitas vezes é sujeito ou complemento de outra; c ( ) as coordenadas sindéticas subdividem-se de acordo com o sentido e com as conjunções que as ligam; d ( ) as coordenadas conclusivas encerram a dedução ou conclusão de um raciocínio; e ( ) no período composto por coordenação, as orações são independentes entre si quanto ao relacionamento sintático. RESPOSTAS 01. A 02. C 03. D 04. B 05. E 06. A 07. A 08. C 09. B 10. A 11. B 12. D 13. D 14. C 15. B 16. A 17. B ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ ______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização76 _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ 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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização1 RACIOCÍNIO LÓGICO- MATEMÁTICO: Números inteiros e racionais: operações (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação); expressões numéricas; múltiplos e divisores de números naturais; problemas. Fra- ções e operações com frações. Números e grandezas proporcionais: razões e proporções; divisão em partes proporcionais; regra de três; porcentagem e problemas. Estatística descritiva; distribuição de probabilidade discreta. Juros simples e compostos: capitalização e descontos. Taxas de juros: nominal, efetiva, equivalentes, proporcionais, real e aparente. Planos ou Sistemas de Amortização de Empréstimos e Fi- nanciamentos. Cálculo financeiro: custo real efetivo de operações de financi- amento, empréstimo e investimento. Taxas de Retorno. TEORIA DOS CONJUNTOS CONJUNTO Em matemática, um conjunto é uma coleção de elementos. Não interessa a ordem e quantas vezes os elementos estão listados na coleção. Em contraste, uma coleção de elementos na qual a multiplicidade, mas não a ordem, é relevante, é chamada multiconjunto. Conjuntos são um dos conceitos básicos da matemática. Um conjunto é apenas uma coleção de entidades, chamadas de elementos. A notação padrão lista os elementos separados por vírgulas entre chaves (o uso de "parênteses" ou "colchetes" é incomum) como os seguintes exemplos: {1, 2, 3} {1, 2, 2, 1, 3, 2} {x : x é um número inteiro tal que 0<x<4} Os três exemplos acima são maneiras diferentes de representar o mesmo conjunto. É possível descrever o mesmo conjunto de diferentes maneiras: listando os seus elementos (ideal para conjuntos pequenos e finitos) ou definindo uma propriedade de seus elementos. Dizemos que dois conjuntos são iguais se e somente se cada elemento de um é também elemento do outro, não importando a quantidade e nem a ordem das ocorrências dos elementos. Conceitos essenciais Conjunto: representa uma coleção de objetos, geralmente representado por letras maiúsculas; Elemento: qualquer um dos componentes de um conjunto, geralmente representado por letras minúsculas; Pertinência: é a característica associada a um elemento que faz parte de um conjunto; Pertence ou não pertence Se é um elemento de , nós podemos dizer que o elemento pertence ao conjunto e podemos escrever . Se não é um elemento de , nós podemos dizer que o elemento não pertence ao conjunto e podemos escrever . 1. Conceitos primitivos Antes de mais nada devemos saber que conceitos primitivos são noções que adotamos sem definição. Adotaremos aqui três conceitos primitivos: o de conjunto, o de elemento e o de pertinência de um elemento a um con- junto. Assim, devemos entender perfeitamente a frase: de- terminado elemento pertence a um conjunto, sem que te- nhamos definido o que é conjunto, o que é elemento e o que significa dizer que um elemento pertence ou não a um con- junto. 2 Notação Normalmente adotamos, na teoria dos conjuntos, a seguinte notação: • os conjuntos são indicados por letras maiúsculas: A, B, C, ... ; • os elementos são indicados por letras minúsculas: a, b, c, x, y, ... ; • o fato de um elemento x pertencer a um conjunto C é indicado com x ∈ C; • o fato de um elemento y não pertencer a um conjunto C é indicado y ∉ C. 3. Representação dos conjuntos Um conjunto pode ser representado de três maneiras: • por enumeração de seus elementos; • por descrição de uma propriedade característica do conjunto; • através de uma representação gráfica. Um conjunto é representado por enumeração quando todos os seus elementos são indicados e colocados dentro de um par de chaves. Exemplo: a) A = ( 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 ) indica o conjunto formado pelos algarismos do nosso sistema de numeração. b) B = ( a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, z ) indica o conjunto formado pelas letras do nosso alfabeto. c) Quando um conjunto possui número elevado de elementos, porém apresenta lei de formação bem clara, podemos representa-lo, por enumeração, indicando os primeiros e os últimos elementos, intercalados por reticências. Assim: C = ( 2; 4; 6;... ; 98 ) indica o conjunto dos números pares positivos, menores do que100. d) Ainda usando reticências, podemos representar, por enumeração, conjuntos com infinitas elementos que tenham uma lei de formação bem clara, como os seguintes: D = ( 0; 1; 2; 3; .. . ) indica o conjunto dos números inteiros não negativos; E = ( ... ; -2; -1; 0; 1; 2; . .. ) indica o conjunto dos números inteiros;
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização2 F = ( 1; 3; 5; 7; . . . ) indica o conjunto dos números ímpares positivos. A representação de um conjunto por meio da descrição de uma propriedade característica é mais sintética que sua re- presentação por enumeração. Neste caso, um conjunto C, de elementos x, será representado da seguinte maneira: C = { x | x possui uma determinada propriedade } que se lê: C é o conjunto dos elementos x tal que possui uma determinada propriedade: Exemplos O conjunto A = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } pode ser representado por descrição da seguinte maneira: A = { x | x é algarismo do nosso sistema de numeração } O conjunto G = { a; e; i; o, u } pode ser representado por descrição da seguinte maneira G = { x | x é vogal do nosso alfabeto } O conjunto H = { 2; 4; 6; 8; . . . } pode ser representado por descrição da seguinte maneira: H = { x | x é par positivo } A representação gráfica de um conjunto é bastante cômo- da. Através dela, os elementos de um conjunto são represen- tados por pontos interiores a uma linha fechada que não se entrelaça. Os pontos exteriores a esta linha representam os elementos que não pertencem ao conjunto. Exemplo Por esse tipo de representação gráfica, chamada diagrama de Euler-Venn, percebemos que x ∈ C, y ∈ C, z ∈ C; e que a ∉ C, b ∉ C, c ∉ C, d ∉ C. 4 Número de elementos de um conjunto Consideremos um conjunto C. Chamamos de número de elementos deste conjunto, e indicamos com n(C), ao número de elementos diferentes entre si, que pertencem ao conjunto. Exemplos a) O conjunto A = { a; e; i; o; u } é tal que n(A) = 5. b) O conjunto B = { 0; 1; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } é tal que n(B) = 10. c) O conjunto C = ( 1; 2; 3; 4;... ; 99 ) é tal que n (C) = 99. 5 Conjunto unitário e conjunto vazio Chamamos de conjunto unitário a todo conjunto C, tal que n (C) = 1. Exemplo: C = ( 3 ) E chamamos de conjunto vazio a todo conjunto c, tal que n(C) = 0. Exemplo: M = { x | x 2 = -25} O conjunto vazio é representado por { } ou por ∅ . Exercício resolvido Determine o número de elementos dos seguintes com juntos : a) A = { x | x é letra da palavra amor } b) B = { x | x é letra da palavra alegria } c) c é o conjunto esquematizado a seguir d) D = ( 2; 4; 6; . . . ; 98 ) e) E é o conjunto dos pontos comuns às relas r e s, esquematizadas a seguir : Resolução a) n(A) = 4 b) n(B) = 6,'pois a palavra alegria, apesar de possuir dote letras, possui apenas seis letras distintas entre si. c) n(C) = 2, pois há dois elementos que pertencem a C: c e C e d e C d) observe que: 2 = 2 . 1 é o 1º par positivo 4 = 2 . 2 é o 2°par positivo 6 = 2 . 3 é o 3º par positivo 8 = 2 . 4 é o 4º par positivo . . . . . . 98 = 2 . 49 é o 49º par positivo logo: n(D) = 49 e) As duas retas, esquematizadas na figura, possuem apenas um ponto comum. Logo, n( E ) = 1, e o conjunto E é, portanto, unitário. 6 igualdade de conjuntos Vamos dizer que dois conjuntos A e 8 são iguais, e indica- remos com A = 8, se ambos possuírem os mesmos elemen- tos. Quando isto não ocorrer, diremos que os conjuntos são diferentes e indicaremos com A ≠ B. Exemplos . a) {a;e;i;o;u} = {a;e;i;o;u} b) {a;e;i;o,u} = {i;u;o,e;a} c) {a;e;i;o;u} = {a;a;e;i;i;i;o;u;u} d) {a;e;i;o;u} ≠ {a;e;i;o} e) { x | x 2 = 100} = {10; -10} f) { x | x 2 = 400} ≠ {20} 7 Subconjuntos de um conjunto Dizemos que um conjunto A é um subconjunto de um conjunto B se todo elemento, que pertencer a A, também pertencer a B.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização3 Neste caso, usando os diagramas de Euler-Venn, o conjunto A estará "totalmente dentro" do conjunto B : Indicamos que A é um subconjunto de B de duas maneiras: a) A ⊂ B; que deve ser lido : A é subconjunto de B ou A está contido em B ou A é parte de B; b) B ⊃ A; que deve ser lido: B contém A ou B inclui A. Exemplo Sejam os conjuntos A = {x | x é mineiro} e B = { x | x é brasileiro} ; temos então que A ⊂ B e que B ⊃ A. Observações: • Quando A não é subconjunto de B, indicamos com A ⊄ B ou B A. • Admitiremos que o conjunto vazio está contido em qualquer conjunto. 8 Número de subconjuntos de um conjunto dado Pode-se mostrar que, se um conjunto possui n elementos, então este conjunto terá 2 n subconjuntos. Exemplo O conjunto C = {1; 2 } possui dois elementos; logo, ele terá 2 2 = 4 subconjuntos. Exercício resolvido: 1. Determine o número de subconjuntos do conjunto C = (a; e; i; o; u ) . Resolução: Como o conjunto C possui cinco elementos, o número dos seus subconjuntos será 2 5 = 32. Exercícios propostas: 2. Determine o número de subconjuntos do conjunto C = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } Resposta: 1024 3. Determine o número de subconjuntos do conjunto C = 1 2 1 3 1 4 2 4 3 4 3 5 ; ; ; ; ;       Resposta: 32 B) OPERAÇÕES COM CONJUNTOS 1 União de conjuntos Dados dois conjuntos A e B, chamamos união ou reunião de A com B, e indicamos com A ∩ B, ao conjunto constituído por todos os elementos que pertencem a A ou a B. Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a interseção dos conjuntos, temos: Exemplos a) {a;b;c} U {d;e}= {a;b;c;d;e} b) {a;b;c} U {b;c;d}={a;b;c;d} c) {a;b;c} U {a;c}={a;b;c} 2 Intersecção de conjuntos Dados dois conjuntos A e B, chamamos de interseção de A com B, e indicamos com A ∩ B, ao conjunto constituído por todos os elementos que pertencem a A e a B. Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a intersecção dos conjuntos, temos: Exemplos a) {a;b;c} ∩ {d;e} = ∅ b) {a;b;c} ∩ {b;c,d} = {b;c} c) {a;b;c} ∩ {a;c} = {a;c} Quando a intersecção de dois conjuntos é vazia, como no exemplo a, dizemos que os conjuntos são disjuntos. Exercícios resolvidos 1. Sendo A = ( x; y; z ); B = ( x; w; v ) e C = ( y; u; t ), determinar os seguintes conjuntos: a) A ∪ B f) B ∩ C b) A ∩ B g) A ∪ B ∪ C c) A ∪ C h) A ∩ B ∩ C d) A ∩ C i) (A ∩ B) U (A ∩ C) e) B ∪ C Resolução a) A ∪ B = {x; y; z; w; v } b) A ∩ B = {x } c) A ∪ C = {x; y;z; u; t } d) A ∩ C = {y } e) B ∪ C={x;w;v;y;u;t} f) B ∩ C= ∅ g) A ∪ B ∪ C= {x;y;z;w;v;u;t} h) A ∩ B ∩ C= ∅ i) (A ∩ B) ∪ u (A ∩ C)={x} ∪ {y}={x;y} 2. Dado o diagrama seguinte, represente com hachuras os conjuntos: : a) A ∩ B ∩ C b) (A ∩ B) ∪ (A ∩ C)
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização4 .Resolução 3. No diagrama seguinte temos: n(A) = 20 n(B) = 30 n(A ∩ B) = 5 Determine n(A ∪ B). Resolução Se juntarmos, aos 20 elementos de A, os 30 elementos de B, estaremos considerando os 5 elementos de A n B duas vezes; o que, evidentemente, é incorreto; e, para corrigir este erro, devemos subtrair uma vez os 5 elementos de A n B; teremos então: n(A ∪ B) = n(A) + n(B) - n(A ∩ B) ou seja: n(A ∪ B) = 20 + 30 – 5 e então: n(A ∪ B) = 45. 4 Conjunto complementar Dados dois conjuntos A e B, com B ⊂ A, chamamos de conjunto complementar de B em relação a A, e indicamos com CA B, ao conjunto A - B. Observação: O complementar é um caso particular de diferença em que o segundo conjunto é subconjunto do primeiro. Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras o complementar de B em relação a A, temos: Exemplo: {a;b;c;d;e;f} - {b;d;e}= {a;c;f} Observação: O conjunto complementar de B em relação a A é formado pelos elementos que faltam para "B chegar a A"; isto é, para B se igualar a A. Exercícios resolvidos: 4. Sendo A = { x; y; z } , B = { x; w; v } e C = { y; u; t }, determinar os seguintes conjuntos: A – B B – A A – C C - A B – C C – B Resolução a) A - B = { y; z } b) B - A= {w;v} c) A - C= {x;z} d) C – A = {u;t} e) B – C = {x;w;v} f) C – B = {y;u;t} Exemplos de conjuntos compostos por números Nota: Nesta seção, a, b e c são números naturais, enquanto r e s são números reais. 1. Números naturais são usados para contar. O símbolo usualmente representa este conjunto. 2. Números inteiros aparecem como soluções de equações como x + a = b. O símbolo usualmente representa este conjunto (do termo alemão Zahlen que significa números). 3. Números racionais aparecem como soluções de equações como a + bx = c. O símbolo usualmente representa este conjunto (da palavra quociente). 4. Números algébricos aparecem como soluções de equações polinomiais (com coeficientes inteiros) e envolvem raízes e alguns outros números irracionais. O símbolo ou usualmente representa este conjunto. 5. Números reais incluem os números algébricos e os números transcendentais. O símbolo usualmente representa este conjunto. 6. Números imaginários aparecem como soluções de equações como x 2 + r = 0 onde r > 0. O símbolo usualmente representa este conjunto.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização5 7. Números complexos é a soma dos números reais e dos imaginários: . Aqui tanto r quanto s podem ser iguais a zero; então os conjuntos dos números reais e o dos imaginários são subconjuntos do conjunto dos números complexos. O símbolo usualmente representa este conjunto. NÚMEROS NATURAIS, INTEIROS, RACIONAIS, IRRACIONAIS E REAIS. Conjuntos numéricos podem ser representados de diver- sas formas. A forma mais simples é dar um nome ao conjunto e expor todos os seus elementos, um ao lado do outro, entre os sinais de chaves. Veja o exemplo abaixo: A = {51, 27, -3} Esse conjunto se chama "A" e possui três termos, que es- tão listados entre chaves. Os nomes dos conjuntos são sempre letras maiúsculas. Quando criamos um conjunto, podemos utilizar qualquer letra. Vamos começar nos primórdios da matemática. - Se eu pedisse para você contar até 10, o que você me diria? - Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove e dez. Pois é, estes números que saem naturalmente de sua bo- ca quando solicitado, são chamados de números NATURAIS, o qual é representado pela letra . Foi o primeiro conjunto inventado pelos homens, e tinha como intenção mostrar quantidades. *Obs.: Originalmente, o zero não estava incluído neste conjunto, mas pela necessidade de representar uma quantia nula, definiu-se este número como sendo pertencente ao conjunto dos Naturais. Portanto: N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...} Obs.2: Como o zero originou-se depois dos outros núme- ros e possui algumas propriedades próprias, algumas vezes teremos a necessidade de representar o conjunto dos núme- ros naturais sem incluir o zero. Para isso foi definido que o símbolo * (asterisco) empregado ao lado do símbolo do con- junto, iria representar a ausência do zero. Veja o exemplo abaixo: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, ...} Estes números foram suficientes para a sociedade duran- te algum tempo. Com o passar dos anos, e o aumento das "trocas" de mercadorias entre os homens, foi necessário criar uma representação numérica para as dívidas. Com isso inventou-se os chamados "números negativos", e junto com estes números, um novo conjunto: o conjunto dos números inteiros, representado pela letra . O conjunto dos números inteiros é formado por todos os números NATURAIS mais todos os seus representantes negativos. Note que este conjunto não possui início nem fim (ao con- trário dos naturais, que possui um início e não possui fim). Assim como no conjunto dos naturais, podemos represen- tar todos os inteiros sem o ZERO com a mesma notação usada para os NATURAIS. Z* = {..., -2, -1, 1, 2, ...} Em algumas situações, teremos a necessidade de repre- sentar o conjunto dos números inteiros que NÃO SÃO NE- GATIVOS. Para isso emprega-se o sinal "+" ao lado do símbolo do conjunto (vale a pena lembrar que esta simbologia representa os números NÃO NEGATIVOS, e não os números POSITI- VOS, como muita gente diz). Veja o exemplo abaixo: Z+ = {0,1, 2, 3, 4, 5, ...} Obs.1: Note que agora sim este conjunto possui um início. E você pode estar pensando "mas o zero não é positivo". O zero não é positivo nem negativo, zero é NULO. Ele está contido neste conjunto, pois a simbologia do si- nalzinho positivo representa todos os números NÃO NEGA- TIVOS, e o zero se enquadra nisto. Se quisermos representar somente os positivos (ou seja, os não negativos sem o zero), escrevemos: Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5, ...} Pois assim teremos apenas os positivos, já que o zero não é positivo. Ou também podemos representar somente os inteiros NÃO POSITIVOS com: Z - ={...,- 4, - 3, - 2, -1 , 0} Obs.: Este conjunto possui final, mas não possui início. E também os inteiros negativos (ou seja, os não positivos sem o zero): Z*- ={...,- 4, - 3, - 2, -1} Assim: Conjunto dos Números Naturais São todos os números inteiros positivos, incluindo o zero. É representado pela letra maiúscula N. Caso queira representar o conjunto dos números naturais não-nulos (excluindo o zero), deve-se colocar um * ao lado do N: N = {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9,10, ...} N* = {1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11, ...} Conjunto dos Números Inteiros São todos os números que pertencem ao conjunto dos Naturais mais os seus respectivos opostos (negativos). São representados pela letra Z: Z = {... -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...} O conjunto dos inteiros possui alguns subconjuntos, eles são: - Inteiros não negativos São todos os números inteiros que não são negativos. Logo percebemos que este conjunto é igual ao conjunto dos números naturais. É representado por Z+: Z+ = {0,1,2,3,4,5,6, ...} - Inteiros não positivos São todos os números inteiros que não são positivos. É representado por Z-: Z- = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0} - Inteiros não negativos e não-nulos
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização6 É o conjunto Z+ excluindo o zero. Representa-se esse subconjunto por Z*+: Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...} Z*+ = N* - Inteiros não positivos e não nulos São todos os números do conjunto Z- excluindo o zero. Representa-se por Z*-. Z*- = {... -4, -3, -2, -1} Conjunto dos Números Racionais Os números racionais é um conjunto que engloba os nú- meros inteiros (Z), números decimais finitos (por exemplo, 743,8432) e os números decimais infinitos periódicos (que repete uma sequência de algarismos da parte decimal infini- tamente), como "12,050505...", são também conhecidas co- mo dízimas periódicas. Os racionais são representados pela letra Q. Conjunto dos Números Irracionais É formado pelos números decimais infinitos não- periódicos. Um bom exemplo de número irracional é o núme- ro PI (resultado da divisão do perímetro de uma circunferên- cia pelo seu diâmetro), que vale 3,14159265 .... Atualmente, supercomputadores já conseguiram calcular bilhões de casas decimais para o PI. Também são irracionais todas as raízes não exatas, como a raiz quadrada de 2 (1,4142135 ...) Conjunto dos Números Reais É formado por todos os conjuntos citados anteriormente (união do conjunto dos racionais com os irracionais). Representado pela letra R. Representação geométrica de A cada ponto de uma reta podemos associar um único número real, e a cada número real podemos associar um único ponto na reta. Dizemos que o conjunto é denso, pois entre dois nú- meros reais existem infinitos números reais (ou seja, na reta, entre dois pontos associados a dois números reais, existem infinitos pontos). Veja a representação na reta de : Fonte: http://www.infoescola.com/matematica/conjuntos- numericos/ CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS (N) ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO Veja a operação: 2 + 3 = 5 . A operação efetuada chama-se adição e é indicada es- crevendo-se o sinal + (lê-se: “mais") entre os números. Os números 2 e 3 são chamados parcelas. 0 número 5, resultado da operação, é chamado soma. 2 → parcela + 3 → parcela 5 → soma A adição de três ou mais parcelas pode ser efetuada adi- cionando-se o terceiro número à soma dos dois primeiros ; o quarto número à soma dos três primeiros e assim por diante. 3 + 2 + 6 = 5 + 6 = 11 Veja agora outra operação: 7 – 3 = 4 Quando tiramos um subconjunto de um conjunto, realiza- mos a operação de subtração, que indicamos pelo sinal - . 7 → minuendo – 3 → subtraendo 4 → resto ou diferença 0 minuendo é o conjunto maior, o subtraendo o subcon- junto que se tira e o resto ou diferença o conjunto que sobra. Somando a diferença com o subtraendo obtemos o minu- endo. Dessa forma tiramos a prova da subtração. 4 + 3 = 7 EXPRESSÕES NUMÉRICAS Para calcular o valor de uma expressão numérica envol- vendo adição e subtração, efetuamos essas operações na ordem em que elas aparecem na expressão. Exemplos: 35 – 18 + 13 = 17 + 13 = 30 Veja outro exemplo: 47 + 35 – 42 – 15 = 82 – 42 – 15= 40 – 15 = 25 Quando uma expressão numérica contiver os sinais de parênteses ( ), colchetes [ ] e chaves { }, procederemos do seguinte modo: 1º Efetuamos as operações indicadas dentro dos parên- teses; 2º efetuamos as operações indicadas dentro dos colche- tes; 3º efetuamos as operações indicadas dentro das chaves. 1) 35 +[ 80 – (42 + 11) ] = = 35 + [ 80 – 53] = = 35 + 27 = 62 2) 18 + { 72 – [ 43 + (35 – 28 + 13) ] } = = 18 + { 72 – [ 43 + 20 ] } = = 18 + { 72 – 63} = = 18 + 9 = 27 CÁLCULO DO VALOR DESCONHECIDO Quando pretendemos determinar um número natural em certos tipos de problemas, procedemos do seguinte modo: - chamamos o número (desconhecido) de x ou qualquer outra incógnita ( letra ) - escrevemos a igualdade correspondente - calculamos o seu valor Exemplos: 1) Qual o número que, adicionado a 15, é igual a 31? Solução: Seja x o número desconhecido. A igualdade correspon- dente será: x + 15 = 31 Calculando o valor de x temos: x + 15 = 31 x + 15 – 15 = 31 – 15 x = 31 – 15 x = 16
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização7 Na prática , quando um número passa de um lado para outro da igualdade ele muda de sinal. 2) Subtraindo 25 de um certo número obtemos 11. Qual é esse número? Solução: Seja x o número desconhecido. A igualdade correspon- dente será: x – 25 = 11 x = 11 + 25 x = 36 Passamos o número 25 para o outro lado da igualdade e com isso ele mudou de sinal. 3) Qual o número natural que, adicionado a 8, é igual a 20? Solução: x + 8 = 20 x = 20 – 8 x = 12 4) Determine o número natural do qual, subtraindo 62, ob- temos 43. Solução: x – 62 = 43 x = 43 + 62 x = 105 Para sabermos se o problema está correto é simples, bas- ta substituir o x pelo valor encontrado e realizarmos a opera- ção. No último exemplo temos: x = 105 105 – 62 = 43 MULTIPLICAÇÃO Observe: 4 X 3 =12 A operação efetuada chama-se multiplicação e é indicada escrevendo-se um ponto ou o sinal x entre os números. Os números 3 e 4 são chamados fatores. O número 12, resultado da operação, é chamado produto. 3 X 4 = 12 3 fatores X 4 12 produto Por convenção, dizemos que a multiplicação de qualquer número por 1 é igual ao próprio número. A multiplicação de qualquer número por 0 é igual a 0. A multiplicação de três ou mais fatores pode ser efetuada multiplicando-se o terceiro número pelo produto dos dois primeiros; o quarto numero pelo produto dos três primeiros; e assim por diante. 3 x 4 x 2 x 5 = 12 x 2 x 5 24 x 5 = 120 EXPRESSÕES NUMÉRICAS Sinais de associação O valor das expressões numéricas envolvendo as opera- ções de adição, subtração e multiplicação é obtido do seguin- te modo: - efetuamos as multiplicações - efetuamos as adições e subtrações, na ordem em que aparecem. 1) 3 . 4 + 5 . 8 – 2 . 9 = =12 + 40 – 18 = 34 2) 9 . 6 – 4 . 12 + 7 . 2 = = 54 – 48 + 14 = = 20 Não se esqueça: Se na expressão ocorrem sinais de parênteses colchetes e chaves, efetuamos as operações na ordem em que apare- cem: 1º) as que estão dentro dos parênteses 2º) as que estão dentro dos colchetes 3º) as que estão dentro das chaves. Exemplo: 22 + {12 +[ ( 6 . 8 + 4 . 9 ) – 3 . 7] – 8 . 9 } = 22 + { 12 + [ ( 48 + 36 ) – 21] – 72 } = = 22 + { 12 + [ 84 – 21] – 72 } = = 22 + { 12 + 63 – 72 } = = 22 + 3 = = 25 DIVISÃO Observe a operação: 30 : 6 = 5 Também podemos representar a divisão das seguintes maneiras: 30 6 ou 5 6 30 = 0 5 O dividendo (D) é o número de elementos do conjunto que dividimos o divisor (d) é o número de elementos do sub- conjunto pelo qual dividimos o dividendo e o quociente (c) é o número de subconjuntos obtidos com a divisão. Essa divisão é exata e é considerada a operação inversa da multiplicação. SE 30 : 6 = 5, ENTÃO 5 x 6 = 30 observe agora esta outra divisão: 32 6 2 5 32 = dividendo 6 = divisor 5 = quociente 2 = resto Essa divisão não é exata e é chamada divisão aproxima- da. ATENÇÃO: 1) Na divisão de números naturais, o quociente é sem- pre menor ou igual ao dividendo. 2) O resto é sempre menor que o divisor. 3) O resto não pode ser igual ou maior que o divisor. 4) O resto é sempre da mesma espécie do dividendo. Exemplo: dividindo-se laranjas por certo número, o resto será laranjas. 5) É impossível dividir um número por 0 (zero), porque não existe um número que multiplicado por 0 dê o quociente da divisão. PROBLEMAS
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização8 1) Determine um número natural que, multiplicado por 17, resulte 238. X . 17 = 238 X = 238 : 17 X = 14 Prova: 14 . 17 = 238 2) Determine um número natural que, dividido por 62, resulte 49. x : 62 = 49 x = 49 . 62 x = 3038 3) Determine um número natural que, adicionado a 15, dê como resultado 32 x + 15 = 32 x = 32 – 15 x =17 4) Quanto devemos adicionar a 112, a fim de obter- mos 186? x + 112 = 186 x = 186 – 112 x = 74 5) Quanto devemos subtrair de 134 para obtermos 81? 134 – x = 81 – x = 81 – 134 – x = – 53 (multiplicando por –1) x = 53 Prova: 134 – 53 = 81 6) Ricardo pensou em um número natural, adicionou- lhe 35, subtraiu 18 e obteve 40 no resultado. Qual o número pensado? x + 35 – 18 = 40 x= 40 – 35 + 18 x = 23 Prova: 23 + 35 – 18 = 40 7) Adicionando 1 ao dobro de certo número obtemos 7. Qual é esse numero? 2 . x +1 = 7 2x = 7 – 1 2x = 6 x = 6 : 2 x = 3 O número procurado é 3. Prova: 2. 3 +1 = 7 8) Subtraindo 12 do triplo de certo número obtemos 18. Determinar esse número. 3 . x -12 = 18 3 x = 18 + 12 3 x = 30 x = 30 : 3 x = 10 9) Dividindo 1736 por um número natural, encontra- mos 56. Qual o valor deste numero natural? 1736 : x = 56 1736 = 56 . x 56 . x = 1736 x. 56 = 1736 x = 1736 : 56 x = 31 10) O dobro de um número é igual a 30. Qual é o nú- mero? 2 . x = 30 2x = 30 x = 30 : 2 x = 15 11) O dobro de um número mais 4 é igual a 20. Qual é o número ? 2 . x + 4 = 20 2 x = 20 – 4 2 x = 16 x = 16 : 2 x = 8 12) Paulo e José têm juntos 12 lápis. Paulo tem o do- bro dos lápis de José. Quantos lápis tem cada me- nino? José: x Paulo: 2x Paulo e José: x + x + x = 12 3x = 12 x = 12 : 3 x = 4 José: 4 - Paulo: 8 13) A soma de dois números é 28. Um é o triplo do ou- tro. Quais são esses números? um número: x o outro número: 3x x + x + x + x = 28 (os dois números) 4 x = 28 x = 28 : 4 x = 7 (um número) 3x = 3 . 7 = 21 (o outro número). Resposta: 7 e 21 14) Pedro e Marcelo possuem juntos 30 bolinhas. Mar- celo tem 6 bolinhas a mais que Pedro. Quantas bo- linhas tem cada um? Pedro: x Marcelo: x + 6 x + x + 6 = 30 ( Marcelo e Pedro) 2 x + 6 = 30 2 x = 30 – 6 2 x = 24 x = 24 : 2 x = 12 (Pedro) Marcelo: x + 6 =12 + 6 =18 EXPRESSÕES NUMÉRICAS ENVOLVENDO AS QUATRO OPERAÇÕES Sinais de associação: O valor das expressões numéricas envolvendo as quatro operações é obtido do seguinte modo: - efetuamos as multiplicações e as divisões, na ordem em que aparecem; - efetuamos as adições e as subtrações, na ordem em que aparecem; Exemplo 1) 3 .15 + 36 : 9 = = 45 + 4 = 49 Exemplo 2) 18 : 3 . 2 + 8 – 6 . 5 : 10 = = 6 . 2 + 8 – 30 : 10 = = 12 + 8 – 3 = = 20 – 3 = 17 POTENCIAÇÃO Considere a multiplicação: 2 . 2 . 2 em que os três fatores são todos iguais a 2.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização9 Esse produto pode ser escrito ou indicado na forma 2 3 (lê- se: dois elevado à terceira potência), em que o 2 é o fator que se repete e o 3 corresponde à quantidade desses fatores. Assim, escrevemos: 2 3 = 2 . 2 . 2 = 8 (3 fatores) A operação realizada chama-se potenciação. O número que se repete chama-se base. O número que indica a quantidade de fatores iguais a ba- se chama-se expoente. O resultado da operação chama-se potência. 2 3 = 8 3 expoente base potência Observações: 1) os expoentes 2 e 3 recebem os nomes especiais de quadrado e cubo, respectivamente. 2) As potências de base 0 são iguais a zero. 0 2 = 0 . 0 = 0 3) As potências de base um são iguais a um. Exemplos: 1 3 = 1 . 1 . 1 = 1 1 5 = 1 . 1 . 1 . 1 . 1 = 1 4) Por convenção, tem-se que: - a potência de expoente zero é igual a 1 (a 0 = 1, a ≠ 0) 3 0 = 1 ; 5 0 = 1 ; 12 0 = 1 - a potência de expoente um é igual à base (a 1 = a) 2 1 = 2 ; 7 1 = 7 ; 100 1 =100 PROPRIEDADES DAS POTÊNCIAS 1ª) para multiplicar potências de mesma base, conser- va-se a base e adicionam-se os expoentes. a m . a n = a m + n Exemplos: 3 2 . 3 8 = 3 2 + 8 = 3 10 5 . 5 6 = 5 1+6 = 5 7 2ª) para dividir potências de mesma base, conserva-se a base e subtraem-se os expoentes. a m : a n = a m - n Exemplos: 3 7 : 3 3 = 3 7 – 3 = 3 4 5 10 : 5 8 = 5 10 – 8 = 5 2 3ª) para elevar uma potência a um outro expoente, con- serva-se base e multiplicam-se os expoentes. Exemplo: (3 2 ) 4 = 3 2 . 4 = 3 8 4ª) para elevar um produto a um expoente, eleva-se ca- da fator a esse expoente. (a. b) m = a m . b m Exemplos: (4 . 7) 3 = 4 3 . 7 3 ; (3. 5) 2 = 3 2 . 5 2 RADICIAÇÃO Suponha que desejemos determinar um número que, ele- vado ao quadrado, seja igual a 9. Sendo x esse número, escrevemos: X 2 = 9 De acordo com a potenciação, temos que x = 3, ou seja: 3 2 = 9 A operação que se realiza para determinar esse número 3 é chamada radiciação, que é a operação inversa da potenci- ação. Indica-se por: 392 = (lê-se: raiz quadrada de 9 é igual a 3) Daí , escrevemos: 9339 22 =⇔= Na expressão acima, temos que: - o símbolo chama-se sinal da raiz - o número 2 chama-se índice - o número 9 chama-se radicando - o número 3 chama-se raiz, - o símbolo 2 9 chama-se radical As raízes recebem denominações de acordo com o índi- ce. Por exemplo: 2 36 raiz quadrada de 36 3 125 raiz cúbica de 125 4 81 raiz quarta de 81 5 32 raiz quinta de 32 e assim por diante No caso da raiz quadrada, convencionou-se não escrever o índice 2. Exemplo : 49 49 7 492 = = =, pois 72 EXERCÍCIOS 01) Calcule: a) 10 – 10 : 5 = b) 45 : 9 + 6 = c) 20 + 40 : 10 = d) 9. 7 – 3 = e) 30 : 5 + 5 = f) 6 . 15 – 56 : 4 = g) 63 : 9 . 2 – 2 = h) 56 – 34 : 17 . 19 = i) 3 . 15 : 9 + 54 :18 = j) 24 –12 : 4+1. 0 = Respostas: a) 8 c) 24 e) 11 g) 12 i) 8 b) 11 d) 60 f) 76 h) 18 j) 21 02) Calcule o valor das expressões: a) 2 3 + 3 2 = b) 3 . 5 2 – 7 2 = c) 2 . 3 3 – 4. 2 3 = d) 5 3 – 3 . 6 2 + 2 2 – 1 = e) (2 + 3) 2 + 2 . 3 4 – 15 2 : 5 = f) 1 + 7 2 – 3 . 2 4 + (12 : 4) 2 = Respostas: a) 17 c) 22 e) 142 b) 26 d) 20 f) 11 03) Uma indústria de automóveis produz, por dia, 1270 unidades. Se cada veículo comporta 5 pneus, quan- tos pneus serão utilizados ao final de 30 dias? (Res- posta: 190.500) 04) Numa divisão, o divisor é 9,o quociente é 12 e o resto é 5. Qual é o dividendo? (113) 05) Numa divisão, o dividendo é 227, o divisor é 15 e o resto é 2. Qual é o quociente? (15) 06) Numa divisão, o dividendo é 320, o quociente é 45 e o resto é 5. Qual é o divisor? (7) 07) Num divisão, o dividendo é 625, o divisor é 25 e o quociente é 25. Qual ê o resto? (0)
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização10 08) Numa chácara havia galinhas e cabras em igual quantidade. Sabendo-se que o total de pés desses animais era 90, qual o número de galinhas? Resposta: 15 ( 2 pés + 4 pés = 6 pés ; 90 : 6 = 15). 09) O dobro de um número adicionado a 3 é igual a 13. Calcule o número.(5) 10) Subtraindo 12 do quádruplo de um número obtemos 60. Qual é esse número (Resp: 18) 11) Num joguinho de "pega-varetas", André e Renato fi- zeram 235 pontos no total. Renato fez 51 pontos a mais que André. Quantos pontos fez cada um? ( An- dré-92 e Renato-143) 12) Subtraindo 15 do triplo de um número obtemos 39. Qual é o número? (18) 13) Distribuo 50 balas, em iguais quantidades, a 3 ami- gos. No final sobraram 2. Quantas balas coube a ca- da um? (16) 14) A diferença entre dois números naturais é zero e a sua soma é 30. Quais são esses números? (15) 15) Um aluno ganha 5 pontos por exercício que acerta e perde 3 pontos por exercício que erra. Ao final de 50 exercícios tinha 130 pontos. Quantos exercícios acer- tou? (35) 16) Um edifício tem 15 andares; cada andar, 30 salas; cada sala, 3 mesas; cada mesa, 2 gavetas; cada ga- veta, 1 chave. Quantas chaves diferentes serão ne- cessárias para abrir todas as gavetas? (2700). 17) Se eu tivesse 3 dúzias de balas a mais do que tenho, daria 5 e ficaria com 100. Quantas balas tenho real- mente? (69) 18) A soma de dois números é 428 e a diferença entre eles é 34. Qual é o número maior? (231) 19) Pensei num número e juntei a ele 5, obtendo 31. Qual é o número? (26) 20) Qual o número que multiplicado por 7 resulta 56? (8) 21) O dobro das balas que possuo mais 10 é 36. Quantas balas possuo? (13). 22) Raul e Luís pescaram 18 peixinhos. Raul pescou o dobro de Luís. Quanto pescou cada um? (Raul-12 e Luís-6) PROBLEMAS Vamos calcular o valor de x nos mais diversos casos: 1) x + 4 = 10 Obtêm-se o valor de x, aplicando a operação inversa da adição: x = 10 – 4 x = 6 2) 5x = 20 Aplicando a operação inversa da multiplicação, temos: x = 20 : 5 x = 4 3) x – 5 = 10 Obtêm-se o valor de x, aplicando a operação inversa da subtração: x = 10 + 5 x =15 4) x : 2 = 4 Aplicando a operação inversa da divisão, temos: x = 4 . 2 x = 8 COMO ACHAR O VALOR DESCONHECIDO EM UM PRO- BLEMA Usando a letra x para representar um número, podemos expressar, em linguagem matemática, fatos e sentenças da linguagem corrente referentes a esse número, observe: - duas vezes o número2 . x - o número mais 2 x + 2 - a metade do número 2 x - a soma do dobro com a metade do número 2 2 x x +⋅ - a quarta parte do número 4 x PROBLEMA 1 Vera e Paula têm juntas R$ 1.080,00. Vera tem o triplo do que tem Paula. Quanto tem cada uma? Solução: x + 3x = 1080 4x= 1080 x =1080 : 4 x= 270 3 . 270 = 810 Resposta: Vera – R$ 810,00 e Paula – R$ 270,00 PROBLEMA 2 Paulo foi comprar um computador e uma bicicleta. Pagou por tudo R$ 5.600,00. Quanto custou cada um, sabendo- se que a computador é seis vezes mais caro que a bicicle- ta? Solução: x + 6x = 5600 7x = 5600 x = 5600 : 7 x = 800 6 . 800= 4800 R: computador – R$ 4.800,00 e bicicleta R$ 800,00 PROBLEMA 3 Repartir 21 cadernos entre José e suas duas irmãs, de modo que cada menina receba o triplo do que recebe Jo- sé. Quantos cadernos receberá José? Solução: x + 3x + 3x = 21 7x = 21 x = 21 : 7 x = 3 Resposta: 3 cadernos PROBLEMA 4 Repartir R$ 2.100,00 entre três irmãos de modo que o 2º receba o dobro do que recebe o 1º , e o 3º o dobro do que recebe o 2º. Quanto receberá cada um? Solução: x + 2x + 4x = 2100 7x = 2100 x = 2100 : 7 x = 300
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização11 300 . 2 = 600 300 . 4 =1200 Resposta: R$ 300,00; R$ 600,00; R$ 1200,00 PROBLEMA 5 A soma das idades de duas pessoas é 40 anos. A idade de uma é o triplo da idade da outra. Qual a idade de cada uma? Solução: 3x + x = 40 4x = 40 x = 40 : 4 x = 10 3 . 10 = 30 Resposta: 10 e 30 anos. PROBLEMA 6 A soma das nossas idades é 45 anos. Eu sou 5 anos mais velho que você. Quantos anos eu tenho? x + x + 5 = 45 x + x= 45 – 5 2x = 40 x = 20 20 + 5 = 25 Resposta: 25 anos PROBLEMA 7 Sua bola custou R$ 10,00 menos que a minha. Quanto pagamos por elas, se ambas custaram R$ 150,00? Solução: x + x – 10= 150 2x = 150 + 10 2x = 160 x = 160 : 2 x = 80 80 – 10 = 70 Resposta: R$ 70,00 e R$ 80,00 PROBLEMA 8 José tem o dobro do que tem Sérgio, e Paulo tanto quanto os dois anteriores juntos. Quanto tem cada um, se os três juntos possuem R$ 624,00? Solução: x + 2x + x + 2x = 624 6x = 624 x = 624 : 6 x = 104 Resposta:S-R$ 104,00; J-R$ 208,00; P- R$ 312,00 PROBLEMA 9 Se eu tivesse 4 rosas a mais do que tenho, poderia dar a você 7 rosas e ainda ficaria com 2. Quantas rosas tenho? Solução: x + 4 – 7 = 2 x + 4 = 7 + 2 x + 4 = 9 x = 9 – 4 x = 5 Resposta: 5 CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS (Z) Conhecemos o conjunto N dos números naturais: N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, .....,} Assim, os números precedidos do sinal + chamam-se positivos, e os precedidos de - são negativos. Exemplos: Números inteiros positivos: {+1, +2, +3, +4, ....} Números inteiros negativos: {-1, -2, -3, -4, ....} O conjunto dos números inteiros relativos é formado pelos números inteiros positivos, pelo zero e pelos números inteiros negativos. Também o chamamos de CONJUNTO DOS NÚ- MEROS INTEIROS e o representamos pela letra Z, isto é: Z = {..., -3, -2, -1, 0, +1, +2, +3, ... } O zero não é um número positivo nem negativo. Todo número positivo é escrito sem o seu sinal positivo. Exemplo: + 3 = 3 ; +10 = 10 Então, podemos escrever: Z = {..., -3, -2, -1, 0 , 1, 2, 3, ...} N é um subconjunto de Z. REPRESENTAÇÃO GEOMÉTRICA Cada número inteiro pode ser representado por um ponto sobre uma reta. Por exemplo: ... -3 -2 -1 0 +1 +2 +3 +4 ... ... C’ B’ A’ 0 A B C D ... Ao ponto zero, chamamos origem, corresponde o número zero. Nas representações geométricas, temos à direita do zero os números inteiros positivos, e à esquerda do zero, os nú- meros inteiros negativos. Observando a figura anterior, vemos que cada ponto é a representação geométrica de um número inteiro. Exemplos: ponto C é a representação geométrica do número +3 ponto B' é a representação geométrica do número -2 ADIÇÃO DE DOIS NÚMEROS INTEIROS 1) A soma de zero com um número inteiro é o próprio nú- mero inteiro: 0 + (-2) = -2 2) A soma de dois números inteiros positivos é um núme- ro inteiro positivo igual à soma dos módulos dos nú- meros dados: (+700) + (+200) = +900 3) A soma de dois números inteiros negativos é um nú- mero inteiro negativo igual à soma dos módulos dos números dados: (-2) + (-4) = -6 4) A soma de dois números inteiros de sinais contrários é igual à diferença dos módulos, e o sinal é o da parce- la de maior módulo: (-800) + (+300) = -500 ADIÇÃO DE TRÊS OU MAIS NÚMEROS INTEIROS A soma de três ou mais números inteiros é efetuada adi- cionando-se todos os números positivos e todos os negativos e, em seguida, efetuando-se a soma do número negativo. Exemplos: 1) (+6) + (+3) + (-6) + (-5) + (+8) = (+17) + (-11) = +6 2) (+3) + (-4) + (+2) + (-8) = (+5) + (-12) = -7 PROPRIEDADES DA ADIÇÃO A adição de números inteiros possui as seguintes proprie- dades: 1ª) FECHAMENTO A soma de dois números inteiros é sempre um número in- teiro: (-3) + (+6) = + 3 ∈ Z 2ª) ASSOCIATIVA Se a, b, c são números inteiros quaisquer, então: a + (b + c) = (a + b) + c Exemplo:(+3) +[(-4) + (+2)] = [(+3) + (-4)] + (+2) (+3) + (-2) = (-1) + (+2)
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização12 +1 = +1 3ª) ELEMENTO NEUTRO Se a é um número inteiro qualquer, temos: a+ 0 = a e 0 + a = a Isto significa que o zero é elemento neutro para a adição. Exemplo: (+2) + 0 = +2 e 0 + (+2) = +2 4ª) OPOSTO OU SIMÉTRICO Se a é um número inteiro qualquer, existe um único nú- mero oposto ou simétrico representado por (-a), tal que: (+a) + (-a) = 0 = (-a) + (+a) Exemplos: (+5) + ( -5) = 0 ( -5) + (+5) = 0 5ª) COMUTATIVA Se a e b são números inteiros, então: a + b = b + a Exemplo: (+4) + (-6) = (-6) + (+4) -2 = -2 SUBTRAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS Em certo local, a temperatura passou de -3ºC para 5ºC, sofrendo, portanto, um aumento de 8ºC, aumento esse que pode ser representado por: (+5) - (-3) = (+5) + (+3) = +8 Portanto: A diferença entre dois números dados numa certa ordem é a soma do primeiro com o oposto do segundo. Exemplos: 1) (+6) - (+2) = (+6) + (-2 ) = +4 2) (-8 ) - (-1 ) = (-8 ) + (+1) = -7 3) (-5 ) - (+2) = (-5 ) + (-2 ) = -7 Na prática, efetuamos diretamente a subtração, eliminan- do os parênteses - (+4 ) = -4 - ( -4 ) = +4 Observação: Permitindo a eliminação dos parênteses, os sinais podem ser resumidos do seguinte modo: ( + ) = + + ( - ) = - - ( + ) = - - ( - ) = + Exemplos: - ( -2) = +2 +(-6 ) = -6 - (+3) = -3 +(+1) = +1 PROPRIEDADE DA SUBTRAÇÃO A subtração possui uma propriedade. FECHAMENTO: A diferença de dois números inteiros é sempre um número inteiro. MULTIPLICAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS 1º CASO: OS DOIS FATORES SÃO NÚMEROS INTEI- ROS POSITIVOS Lembremos que: 3 . 2 = 2 + 2 + 2 = 6 Exemplo: (+3) . (+2) = 3 . (+2) = (+2) + (+2) + (+2) = +6 Logo: (+3) . (+2) = +6 Observando essa igualdade, concluímos: na multiplicação de números inteiros, temos: (+) . (+) =+ 2º CASO: UM FATOR É POSITIVO E O OUTRO É NEGA- TIVO Exemplos: 1) (+3) . (-4) = 3 . (-4) = (-4) + (-4) + (-4) = -12 ou seja: (+3) . (-4) = -12 2) Lembremos que: -(+2) = -2 (-3) . (+5) = - (+3) . (+5) = -(+15) = - 15 ou seja: (-3) . (+5) = -15 Conclusão: na multiplicação de números inteiros, temos: ( + ) . ( - ) = - ( - ) . ( + ) = - Exemplos : (+5) . (-10) = -50 (+1) . (-8) = -8 (-2 ) . (+6 ) = -12 (-7) . (+1) = -7 3º CASO: OS DOIS FATORES SÃO NÚMEROS INTEIROS NEGATIVOS Exemplo: (-3) . (-6) = -(+3) . (-6) = -(-18) = +18 isto é: (-3) . (-6) = +18 Conclusão: na multiplicação de números inteiros, temos: ( - ) . ( - ) = + Exemplos: (-4) . (-2) = +8 (-5) . (-4) = +20 As regras dos sinais anteriormente vistas podem ser re- sumidas na seguinte: ( + ) . ( + ) = + ( + ) . ( - ) = - ( - ) . ( - ) = + ( - ) . ( + ) = - Quando um dos fatores é o 0 (zero), o produto é igual a 0: (+5) . 0 = 0 PRODUTO DE TRÊS OU MAIS NÚMEROS INTEIROS Exemplos: 1) (+5 ) . ( -4 ) . (-2 ) . (+3 ) = (-20) . (-2 ) . (+3 ) = (+40) . (+3 ) = +120 2) (-2 ) . ( -1 ) . (+3 ) . (-2 ) = (+2 ) . (+3 ) . (-2 ) = (+6 ) . (-2 ) = -12 Podemos concluir que: - Quando o número de fatores negativos é par, o produ- to sempre é positivo. - Quando o número de fatores negativos é ímpar, o pro- duto sempre é negativo. PROPRIEDADES DA MULTIPLICAÇÃO No conjunto Z dos números inteiros são válidas as seguin- tes propriedades: 1ª) FECHAMENTO Exemplo: (+4 ) . (-2 ) = - 8 ∈ Z Então o produto de dois números inteiros é inteiro. 2ª) ASSOCIATIVA Exemplo: (+2 ) . (-3 ) . (+4 ) Este cálculo pode ser feito diretamente, mas também po- demos fazê-lo, agrupando os fatores de duas maneiras: (+2 ) . [(-3 ) . (+4 )] = [(+2 ) . ( -3 )]. (+4 ) (+2 ) . (-12) = (-6 ) . (+4 ) -24 = -24 De modo geral, temos o seguinte: Se a, b, c representam números inteiros quaisquer, então: a . (b . c) = (a . b) . c 3ª) ELEMENTO NEUTRO Observe que: (+4 ) . (+1 ) = +4 e (+1 ) . (+4 ) = +4 Qualquer que seja o número inteiro a, temos: a . (+1 ) = a e (+1 ) . a = a
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização13 O número inteiro +1 chama-se neutro para a multiplica- ção. 4ª) COMUTATIVA Observemos que: (+2). (-4 ) = - 8 e (-4 ) . (+2 ) = - 8 Portanto: (+2 ) . (-4 ) = (-4 ) . (+2 ) Se a e b são números inteiros quaisquer, então: a . b = b . a, isto é, a ordem dos fatores não altera o produto. 5ª) DISTRIBUTIVA EM RELAÇÃO À ADIÇÃO E À SUBTRAÇÃO Observe os exemplos: (+3 ) . [( -5 ) + (+2 )] = (+3 ) . ( -5 ) + (+3 ) . (+2 ) (+4 ) . [( -2 ) - (+8 )] = (+4 ) . ( -2 ) - (+4 ) . (+8 ) Conclusão: Se a, b, c representam números inteiros quaisquer, te- mos: a) a . [b + c] = a . b + a . c A igualdade acima é conhecida como propriedade dis- tributiva da multiplicação em relação à adição. b) a . [b – c] = a . b - a . c A igualdade acima é conhecida como propriedade dis- tributiva da multiplicação em relação à subtração. DIVISÃO DE NÚMEROS INTEIROS CONCEITO Dividir (+16) por 2 é achar um número que, multiplicado por 2, dê 16. 16 : 2 = ? ⇔ 2 . ( ? ) = 16 O número procurado é 8. Analogamente, temos: 1) (+12) : (+3 ) = +4 porque (+4 ) . (+3 ) = +12 2) (+12) : ( -3 ) = - 4 porque (- 4 ) . ( -3 ) = +12 3) ( -12) : (+3 ) = - 4 porque (- 4 ) . (+3 ) = -12 4) ( -12) : ( -3 ) = +4 porque (+4 ) . ( -3 ) = -12 A divisão de números inteiros só pode ser realizada quando o quociente é um número inteiro, ou seja, quando o dividendo é múltiplo do divisor. Portanto, o quociente deve ser um número inteiro. Exemplos: ( -8 ) : (+2 ) = -4 ( -4 ) : (+3 ) = não é um número inteiro Lembramos que a regra dos sinais para a divisão é a mesma que vimos para a multiplicação: ( + ) : ( + ) = + ( + ) : ( - ) = - ( - ) : ( - ) = + ( - ) : ( + ) = - Exemplos: ( +8 ) : ( -2 ) = -4 (-10) : ( -5 ) = +2 (+1 ) : ( -1 ) = -1 (-12) : (+3 ) = -4 PROPRIEDADE Como vimos: (+4 ) : (+3 ) ∉ Z Portanto, não vale em Z a propriedade do fechamento pa- ra a divisão. Alem disso, também não são válidas as proposi- ções associativa, comutativa e do elemento neutro. POTENCIAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS CONCEITO A notação (+2 ) 3 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) é um produto de três fatores iguais Analogamente: ( -2 ) 4 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) é um produto de quatro fatores iguais Portanto potência é um produto de fatores iguais. Na potência (+5 ) 2 = +25, temos: +5 ---------- base 2 ---------- expoente +25 ---------- potência Observacões : (+2 ) 1 significa +2, isto é, (+2 ) 1 = +2 ( -3 ) 1 significa -3, isto é, ( -3 ) 1 = -3 CÁLCULOS O EXPOENTE É PAR Calcular as potências 1) (+2 ) 4 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +16 isto é, (+2) 4 = +16 2) ( -2 ) 4 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = +16 isto é, (- 2 ) 4 = +16 Observamos que: (+2) 4 = +16 e (-2) 4 = +16 Então, de modo geral, temos a regra: Quando o expoente é par, a potência é sempre um núme- ro positivo. Outros exemplos: (-1) 6 = +1 (+3) 2 = +9 O EXPOENTE É ÍMPAR Calcular as potências: 1) (+2 ) 3 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +8 isto é, (+2) 3 = + 8 2) ( -2 ) 3 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = -8 ou seja, (-2) 3 = -8 Observamos que: (+2 ) 3 = +8 e ( -2 ) 3 = -8 Daí, a regra: Quando o expoente é ímpar, a potência tem o mesmo si- nal da base. Outros exemplos: (- 3) 3 = - 27 (+2) 4 = +16 PROPRIEDADES PRODUTO DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE Exemplos: (+2 ) 3 . (+2 ) 2 = (+2 ) 3 +2 2 = (+2 ) 5 ( -2 ) 2 . ( -2 ) 3 . ( -2 ) 5 = ( -2 ) 2 + 3 + 5 = ( -2 ) 10 Para multiplicar potências de mesma base, mantemos a base e somamos os expoentes. QUOCIENTE DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE (+2 ) 5 : (+2 ) 2 = (+2 ) 5-2 = (+2 ) 3 ( -2 ) 7 : ( -2 ) 3 = ( -2 ) 7-3 = ( -2 ) 4 Para dividir potências de mesma base em que o expoente do dividendo é maior que o expoente do divisor, mantemos a base e subtraímos os expoentes. POTÊNCIA DE POTÊNCIA [( -4 ) 3 ] 5 = ( -4 ) 3 . 5 = ( -4 ) 15 Para calcular uma potência de potência, conservamos a base da primeira potência e multiplicamos os expoentes .
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização14 POTÊNCIA DE UM PRODUTO [( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )] 4 = ( -2 ) 4 . (+3 ) 4 . ( -5 ) 4 Para calcular a potência de um produto, sendo n o expo- ente, elevamos cada fator ao expoente n. POTÊNCIA DE EXPOENTE ZERO (+2 ) 5 : (+2 ) 5 = (+2 ) 5-5 = (+2 ) 0 e (+2 ) 5 : (+2 ) 5 = 1 Consequentemente: (+2 ) 0 = 1 ( -4 ) 0 = 1 Qualquer potência de expoente zero é igual a 1. Observação: Não confundir -3 2 com ( -3 ) 2 , porque -3 2 significa -( 3 ) 2 e portanto -3 2 = -( 3 ) 2 = -9 enquanto que: ( -3 ) 2 = ( -3 ) . ( -3 ) = +9 Logo: -3 2 ≠ ( -3 ) 2 CÁLCULOS O EXPOENTE É PAR Calcular as potências (+2 ) 4 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +16 isto é, (+2) 4 = +16 ( -2 ) 4 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = +16 isto é, (-2 ) 4 = +16 Observamos que: (+2) 4 = +16 e (-2) 4 = +16 Então, de modo geral, temos a regra: Quando o expoente é par, a potência é sempre um núme- ro positivo. Outros exemplos: (-1) 6 = +1 (+3) 2 = +9 O EXPOENTE É ÍMPAR Exemplos: Calcular as potências: 1) (+2 ) 3 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +8 isto é, (+2) 3 = + 8 2) ( -2 ) 3 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = -8 ou seja, (-2) 3 = -8 Observamos que: (+2 ) 3 = +8 e ( -2 ) 3 = -8 Daí, a regra: Quando o expoente é ímpar, a potência tem o mesmo si- nal da base. Outros exemplos: (- 3) 3 = - 27 (+2) 4 = +16 PROPRIEDADES PRODUTO DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE Exemplos: (+2 ) 3 . (+2 ) 2 = (+2 ) 3 +2 2 = (+2 ) 5 ( -2 ) 2 . ( -2 ) 3 . ( -2 ) 5 = ( -2 ) 2 + 3 + 5 = ( -2 ) 10 Para multiplicar potências de mesma base, mantemos a base e somamos os expoentes. QUOCIENTE DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE (+2 ) 5 : (+2 ) 2 = (+2 ) 5-2 = (+2 ) 3 ( -2 ) 7 : ( -2 ) 3 = ( -2 ) 7-3 = ( -2 ) 4 Para dividir potências de mesma base em que o expoente do dividendo é maior que o expoente do divisor, mantemos a base e subtraímos os expoentes. POTÊNCIA DE POTÊNCIA [( -4 ) 3 ] 5 = ( -4 ) 3 . 5 = ( -4 ) 15 Para calcular uma potência de potência, conservamos a base da primeira potência e multiplicamos os expoentes . POTÊNCIA DE UM PRODUTO [( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )] 4 = ( -2 ) 4 . (+3 ) 4 . ( -5 ) 4 Para calcular a potência de um produto, sendo n o expo- ente, elevamos cada fator ao expoente n. POTÊNCIA DE EXPOENTE ZERO (+2 ) 5 : (+2 ) 5 = (+2 ) 5-5 = (+2 ) 0 e (+2 ) 5 : (+2 ) 5 = 1 Consequentemente: (+2 ) 0 = 1 ( -4 ) 0 = 1 Qualquer potência de expoente zero é igual a 1. Observação: Não confundir-3 2 com (-3) 2 , porque -3 2 sig- nifica -( 3 ) 2 e portanto: -3 2 = -( 3 ) 2 = -9 enquanto que: ( -3 ) 2 = ( -3 ) . ( -3 ) = +9 Logo: -3 2 ≠ ( -3 ) 2 NÚMEROS PARES E ÍMPARES Os pitagóricos estudavam à natureza dos números, e base- ado nesta natureza criaram sua filosofia e modo de vida. Vamos definir números pares e ímpares de acordo com a concepção pitagórica: • par é o número que pode ser dividido em duas partes i- guais, sem que uma unidade fique no meio, e ímpar é aquele que não pode ser dividido em duas partes iguais, porque sempre há uma unidade no meio Uma outra caracterização, nos mostra a preocupação com à natureza dos números: • número par é aquele que tanto pode ser dividido em duas partes iguais como em partes desiguais, mas de forma tal que em nenhuma destas divisões haja uma mistura da natureza par com a natureza ímpar, nem da ímpar com a par. Isto tem uma única exceção, que é o princípio do par, o número 2, que não admite a divisão em partes de- siguais, porque ele é formado por duas unidades e, se is- to pode ser dito, do primeiro número par, 2. Para exemplificar o texto acima, considere o número 10, que é par, pode ser dividido como a soma de 5 e 5, mas também como a soma de 7 e 3 (que são ambos ímpares) ou como a soma de 6 e 4 (ambos são pares); mas nunca como a soma de um número par e outro ímpar. Já o número 11, que é ímpar pode ser escrito como soma de 8 e 3, um par e um ímpar. Atualmente, definimos números pares como sendo o número que ao ser dividido por dois têm resto zero e números ímpares aqueles que ao serem divididos por dois têm resto diferente de zero. Por exemplo, 12 dividido por 2 têm resto zero, portanto 12 é par. Já o número 13 ao ser dividido por 2 deixa resto 1, portanto 13 é ímpar. MÚLTIPLOS E DIVISORES DIVISIBILIDADE Um número é divisível por 2 quando termina em 0, 2, 4, 6 ou 8. Ex.: O número 74 é divisível por 2, pois termina em 4. Um número é divisível por 3 quando a soma dos valores ab- solutos dos seus algarismos é um número divisível por 3. Ex.: 123 é divisível por 3, pois 1+2+3 = 6 e 6 é divisível por 3 Um número é divisível por 5 quando o algarismo das unida- des é 0 ou 5 (ou quando termina em o ou 5). Ex.: O número 320 é divisível por 5, pois termina em 0. Um número é divisível por 10 quando o algarismo das unida- des é 0 (ou quando termina em 0). Ex.: O número 500 é divisível por 10, pois termina em 0. NÚMEROS PRIMOS
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização15 Um número natural é primo quando é divisível apenas por dois números distintos: ele próprio e o 1. Exemplos: • O número 2 é primo, pois é divisível apenas por dois núme- ros diferentes: ele próprio e o 1. • O número 5 é primo, pois é divisível apenas por dois núme- ros distintos: ele próprio e o 1. • O número natural que é divisível por mais de dois números diferentes é chamado composto. • O número 4 é composto, pois é divisível por 1, 2, 4. • O número 1 não é primo nem composto, pois é divisível apenas por um número (ele mesmo). • O número 2 é o único número par primo. DECOMPOSIÇÃO EM FATORES PRIMOS (FATORAÇÃO) Um número composto pode ser escrito sob a forma de um produto de fatores primos. Por exemplo, o número 60 pode ser escrito na forma: 60 = 2 . 2 . 3 . 5 = 2 2 . 3 . 5 que é chamada de forma fatorada. Para escrever um número na forma fatorada, devemos de- compor esse número em fatores primos, procedendo do seguin- te modo: Dividimos o número considerado pelo menor número primo possível de modo que a divisão seja exata. Dividimos o quociente obtido pelo menor número primo pos- sível. Dividimos, sucessivamente, cada novo quociente pelo menor número primo possível, até que se obtenha o quociente 1. Exemplo: 60 2 0 30 2 0 15 3 5 0 5 1 Portanto: 60 = 2 . 2 . 3 . 5 Na prática, costuma-se traçar uma barra vertical à direita do número e, à direita dessa barra, escrever os divisores primos; abaixo do número escrevem-se os quocientes obtidos. A de- composição em fatores primos estará terminada quando o último quociente for igual a 1. Exemplo: 60 30 15 5 1 2 2 3 5 Logo: 60 = 2 . 2 . 3 . 5 DIVISORES DE UM NÚMERO Consideremos o número 12 e vamos determinar todos os seus divisores Uma maneira de obter esse resultado é escrever os números naturais de 1 a 12 e verificar se cada um é ou não divisor de 12, assinalando os divisores. 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12 = = = = = == Indicando por D(12) (lê-se: "D de 12”) o conjunto dos diviso- res do número 12, temos: D (12) = { 1, 2, 3, 4, 6, 12} Na prática, a maneira mais usada é a seguinte: 1º) Decompomos em fatores primos o número considerado. 12 6 3 1 2 2 3 2º) Colocamos um traço vertical ao lado os fatores primos e, à sua direita e acima, escrevemos o numero 1 que é divisor de todos os números. 12 6 3 1 2 2 3 1 3º) Multiplicamos o fator primo 2 pelo divisor 1 e escrevemos o produto obtido na linha correspondente. 12 6 3 1 2 2 3 x1 2 4º) Multiplicamos, a seguir, cada fator primo pelos diviso- res já obtidos, escrevendo os produtos nas linhas cor- respondentes, sem repeti-los. 12 6 3 1 2 2 3 x1 2 4 12 6 3 1 2 2 3 x1 2 4 3, 6, 12 Os números obtidos à direita dos fatores primos são os divi- sores do número considerado. Portanto: D(12) = { 1, 2, 4, 3, 6, 12} Exemplos: 1) 18 9 3 1 2 3 3 1 2 3, 6 9, 18 D(18) = {1, 2 , 3, 6, 9, 18} 2) 30 15 5 1 2 3 5 1 2 3, 6 5, 10, 15, 30 D(30) = { 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30} MÁXIMO DIVISOR COMUM Recebe o nome de máximo divisor comum de dois ou mais números o maior dos divisores comuns a esses números. Um método prático para o cálculo do M.D.C. de dois núme- ros é o chamado método das divisões sucessivas (ou algoritmo de Euclides), que consiste das etapas seguintes: 1ª) Divide-se o maior dos números pelo menor. Se a divi- são for exata, o M.D.C. entre esses números é o menor deles. 2ª) Se a divisão não for exata, divide-se o divisor (o menor
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização16 dos dois números) pelo resto obtido na divisão anterior, e, assim, sucessivamente, até se obter resto zero. 0 ul- timo divisor, assim determinado, será o M.D.C. dos números considerados. Exemplo: Calcular o M.D.C. (24, 32) 32 24 24 8 8 1 0 3 Resposta: M.D.C. (24, 32) = 8 MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM Recebe o nome de mínimo múltiplo comum de dois ou mais números o menor dos múltiplos (diferente de zero) comuns a esses números. O processo prático para o cálculo do M.M.C de dois ou mais números, chamado de decomposição em fatores primos, consis- te das seguintes etapas: 1º) Decompõem-se em fatores primos os números apre- sentados. 2º) Determina-se o produto entre os fatores primos comuns e não-comuns com seus maiores expoentes. Esse pro- duto é o M.M.C procurado. Exemplos: Calcular o M.M.C (12, 18) Decompondo em fatores primos esses números, temos: 12 2 18 2 6 2 9 3 3 3 3 3 1 1 12 = 2 2 . 3 18 = 2 . 3 2 Resposta: M.M.C (12, 18) = 2 2 . 3 2 = 36 Observação: Esse processo prático costuma ser simplificado fazendo-se uma decomposição simultânea dos números. Para isso, escrevem-se os números, um ao lado do outro, separando- os por vírgula, e, à direita da barra vertical, colocada após o último número, escrevem-se os fatores primos comuns e não- comuns. 0 calculo estará terminado quando a última linha do dispositivo for composta somente pelo número 1. O M.M.C dos números apresentados será o produto dos fatores. Exemplo: Calcular o M.M.C (36, 48, 60) 36, 48, 60 18, 24, 30 9, 12, 15 9, 6, 15 9, 3, 15 3, 1, 5 1, 1 5 1, 1, 1 2 2 2 2 3 3 5 Resposta: M.M.C (36, 48, 60) = 2 4 . 3 2 . 5 = 720 RAÍZ QUADRADA EXATA DE NÚMEROS INTEIROS CONCEITO Consideremos o seguinte problema: Descobrir os números inteiros cujo quadrado é +25. Solução: (+5 ) 2 = +25 e ( -5 ) 2 =+25 Resposta: +5 e -5 Os números +5 e -5 chamam-se raízes quadradas de +25. Outros exemplos: Número Raízes quadradas +9 +16 +1 +64 +81 +49 +36 + 3 e -3 + 4 e -4 + 1 e -1 + 8 e -8 + 9 e -9 + 7 e -7 +6 e -6 O símbolo 25 significa a raiz quadrada de 25, isto é 25 = +5 Como 25 = +5 , então: 525 −=− Agora, consideremos este problema. Qual ou quais os números inteiros cujo quadrado é -25? Solução: (+5 ) 2 = +25 e (-5 ) 2 = +25 Resposta: não existe número inteiro cujo quadrado seja - 25, isto é, 25− não existe no conjunto Z dos números intei- ros. Conclusão: os números inteiros positivos têm, como raiz quadrada, um número positivo, os números inteiros negativos não têm raiz quadrada no conjunto Z dos números inteiros. RADICIAÇÃO A raiz n-ésima de um número b é um número a tal que a n = b. 2325 = 5 índice 32 radicando pois 2 5 = 32 raiz 2 radical Outros exemplos : 3 8 = 2 pois 2 3 = 8 3 8− = - 2 pois ( -2 ) 3 = -8 PROPRIEDADES (para a ≥ 0, b ≥ 0) 1ª) pm pnm n aa : : = 3 215 10 33 = 2ª) nnn baba ⋅=⋅ 326 ⋅= 3ª) nnn baba :: = 4 4 4 16 5 16 5 = 4ª) ( ) m nn m aa = ( ) 3 55 3 xx = 5ª) nmm n aa ⋅ = 126 33 = EXPRESSÕES NUMÉRICAS COM NÚMEROS INTEIROS ENVOLVENDO AS QUATRO OPERAÇÕES Para calcular o valor de uma expressão numérica com nú- meros inteiros, procedemos por etapas. 1ª ETAPA: a) efetuamos o que está entre parênteses ( ) b) eliminamos os parênteses 2ª ETAPA: a) efetuamos o que está entre colchetes [ ] baab nn =⇒=
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização17 b) eliminamos os colchetes 3º ETAPA: a) efetuamos o que está entre chaves { } b) eliminamos as chaves Em cada etapa, as operações devem ser efetuadas na se- guinte ordem: 1ª) Potenciação e radiciação na ordem em que aparecem. 2ª) Multiplicação e divisão na ordem em que aparecem. 3ª) Adição e subtração na ordem em que aparecem. Exemplos: 1) 2 + 7 . (-3 + 4) = 2 + 7 . (+1) = 2 + 7 = 9 2) (-1 ) 3 + (-2 ) 2 : (+2 ) = -1+ (+4) : (+2 ) = -1 + (+2 ) = -1 + 2 = +1 3) -(-4 +1) – [-(3 +1)] = -(-3) - [-4 ] = +3 + 4 = 7 4) –2( -3 –1) 2 +3 . ( -1 – 3) 3 + 4 -2 . ( -4 ) 2 + 3 . ( - 4 ) 3 + 4 = -2 . (+16) + 3 . (- 64) + 4 = -32 – 192 + 4 = -212 + 4 = - 208 5) (-288) : (-12) 2 - (-125) : ( -5 ) 2 = (-288) : (+144) - (-125) : (+25) = (-2 ) - (- 5 ) = -2 + 5 = +3 6) (-10 - 8) : (+6 ) - (-25) : (-2 + 7 ) = (-18) : (+6 ) - (-25) : (+5 ) = -3 - (- 5) = - 3 + 5 = +2 7) –5 2 : (+25) - (-4 ) 2 : 2 4 - 1 2 = -25 : (+25) - (+16) : 16 - 1 = -1 - (+1) –1 = -1 -1 –1 = -3 8) 2 . ( -3 ) 2 + (-40) : (+2) 3 - 2 2 = 2 . (+9 ) + (-40) : (+8 ) - 4 = +18 + (-5) - 4 = + 18 - 9 = +9 CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS (Q) Os números racionais são representados por um numeral em forma de fração ou razão, a b , sendo a e b números natu- rais, com a condição de b ser diferente de zero. 1. NÚMERO FRACIONARIO. A todo par ordenado (a, b) de números naturais, sendo b ≠ 0, corresponde um número fracionário b a .O termo a chama-se numerador e o termo b denominador. 2. TODO NÚMERO NATURAL pode ser representado por uma fração de denominador 1. Logo, é possível reunir tanto os números naturais como os fracionários num único conjun- to, denominado conjunto dos números racionais absolutos, ou simplesmente conjunto dos números racionais Q. Qual seria a definição de um número racional absoluto ou simplesmente racional? A definição depende das seguintes considerações: a) O número representado por uma fração não muda de valor quando multiplicamos ou dividimos tanto o nume- rador como o denominador por um mesmo número na- tural, diferente de zero. Exemplos: usando um novo símbolo: ≈ ≈é o símbolo de equivalência para frações ⋅⋅⋅≈≈ × × ≈≈ × × ≈ 30 20 215 210 15 10 53 52 3 2 b) Classe de equivalência. É o conjunto de todas as fra- ções equivalentes a uma fração dada. ⋅⋅⋅, 4 12 , 3 9 , 2 6 , 1 3 (classe de equivalência da fração: 1 3 ) Agora já podemos definir número racional : número racio- nal é aquele definido por uma classe de equivalência da qual cada fração é um representante. NÚMERO RACIONAL NATURAL ou NÚMERO NATU- RAL: ⋅⋅⋅=== 2 0 1 0 0 (definido pela classe de equivalência que representa o mesmo número ra- cional 0) ⋅⋅⋅=== 2 2 1 1 1 (definido pela classe de equivalência que representa o mesmo número ra- cional 1) e assim por diante. NÚMERO RACIONAL FRACIONÁRIO ou NÚMERO FRACIONÁRIO: ⋅⋅⋅=== 6 3 4 2 2 1 (definido pela classe de equivalência que representa o mesmo número racional 1/2). NOMES DADOS ÀS FRAÇÕES DIVERSAS Decimais: quando têm como denominador 10 ou uma po- tência de 10 ⋅⋅⋅, 100 7 , 10 5 etc. b) próprias: aquelas que representam quantidades meno- res do que 1. ⋅⋅⋅, 7 2 , 4 3 , 2 1 etc. c) impróprias: as que indicam quantidades iguais ou maio- res que 1. ⋅⋅⋅, 5 9 , 1 8 , 5 5 etc. d) aparentes: todas as que simbolizam um número natu- ral. 20 4 5 4= =, 8 2 , etc. e) ordinárias: é o nome geral dado a todas as frações, com exceção daquelas que possuem como denominador 10, 10 2 , 10 3 ...
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização18 f) frações iguais: são as que possuem os termos iguais 3 4 8 5 = 3 4 8 5 , = , etc. g) forma mista de uma fração: é o nome dado ao numeral formado por uma parte natural e uma parte fracionária;       7 4 2 A parte natural é 2 e a parte fracionária 7 4 . h) irredutível: é aquela que não pode ser mais simplifica- da, por ter seus termos primos entre si. 3 4 , , 5 12 3 7 , etc. 4. PARA SIMPLIFICAR UMA FRAÇÃO, desde que não possua termos primos entre si, basta dividir os dois ternos pelo seu divisor comum. 3 2 4:12 4:8 12 8 == 5. COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES. Para comparar duas ou mais frações quaisquer primeira- mente convertemos em frações equivalentes de mesmo de- nominador. De duas frações que têm o mesmo denominador, a maior é a que tem maior numerador. Logo: 4 3 3 2 2 1 12 9 12 8 12 6 <<⇔<< (ordem crescente) De duas frações que têm o mesmo numerador, a maior é a que tem menor denominador. Exemplo: 5 7 2 7 > OPERAÇÕES COM FRAÇÕES ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO A soma ou a diferença de duas frações é uma outra fra- ção, cujo calculo recai em um dos dois casos seguintes: 1º CASO: Frações com mesmo denominador. Observe- mos as figuras seguintes: 3 6 2 6 5 6 Indicamos por: 6 5 6 2 6 3 =+ 2 6 5 6 3 6 Indicamos por: 6 3 6 2 6 5 =− Assim, para adicionar ou subtrair frações de mesmo de- nominador, procedemos do seguinte modo: adicionamos ou subtraímos os numeradores e man- temos o denominador comum. simplificamos o resultado, sempre que possível. Exemplos: 5 4 5 13 5 1 5 3 = + =+ 3 4 9 12 9 84 9 8 9 4 == + =+ 3 2 6 4 6 37 6 3 6 7 == − =− 0 7 0 7 22 7 2 7 2 == − =− Observação: A subtração só pode ser efetuada quando o minuendo é maior que o subtraendo, ou igual a ele. 2º CASO: Frações com denominadores diferentes: Neste caso, para adicionar ou subtrair frações com deno- minadores diferentes, procedemos do seguinte modo: • Reduzimos as frações ao mesmo denominador. • Efetuamos a operação indicada, de acordo com o caso anterior. • Simplificamos o resultado (quando possível). Exemplos: 6 5 12 10 12 64 12 6 12 4 4 2 3 1 )1 == = + = =+= =+ 8 9 24 27 24 1215 24 12 24 15 6 3 8 5 )2 == = + = =+= =+ Observações: Para adicionar mais de duas frações, reduzimos todas ao mesmo denominador e, em seguida, efetuamos a operação. Exemplos. 5 4 15 12 15 372 15 3 15 7 15 2 ) == = ++ = =++a 24 53 24 1232018 24 12 24 3 24 20 24 18 2 1 8 1 6 5 4 3 ) = = +++ = =+++= =+++b Havendo número misto, devemos transformá-lo em fração imprópria: Exemplo:
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização19 2 1 3 5 12 3 1 6 7 3 5 12 19 6 28 12 5 12 38 12 28 5 38 12 71 12 + + = + + = + + = + + = Se a expressão apresenta os sinais de parênteses ( ), colchetes [ ] e chaves { }, observamos a mesma ordem: 1º) efetuamos as operações no interior dos parênteses; 2º) as operações no interior dos colchetes; 3º) as operações no interior das chaves. Exemplos: 12 11 12 6 12 17 2 1 12 17 2 1 12 9 12 8 2 4 2 5 4 3 3 2 )1 = =−= =−= =−      += =      −−      + 12 17 12 29 12 46 12 29 6 23 12 29 6 7 6 30 12 9 12 20 6 7 5 4 3 3 5 6 2 6 9 5 4 3 3 2 1 3 1 2 3 5)2 = =−= =−= =−      −= =      +−      −= =      +−            −−= =      +−            −− NÚMEROS RACIONAIS Um círculo foi dividido em duas partes iguais. Dizemos que uma unidade dividida em duas partes iguais e indicamos 1/2. onde: 1 = numerador e 2 = denominador Um círculo dividido em 3 partes iguais indicamos (das três partes hachuramos 2). Quando o numerador é menor que o denominador temos uma fração própria. Observe: Observe: Quando o numerador é maior que o denominador temos uma fração imprópria. FRAÇÕES EQUIVALENTES Duas ou mais frações são equivalentes, quando represen- tam a mesma quantidade. Dizemos que: 6 3 4 2 2 1 == - Para obter frações equivalentes, devemos multiplicar ou dividir o numerador por mesmo número diferente de zero. Ex: 6 3 3 3 . 2 1 ou 4 2 2 2 2 1 ==⋅ Para simplificar frações devemos dividir o numerador e o denominador, por um mesmo número diferente de zero. Quando não for mais possível efetuar as divisões dizemos que a fração é irredutível. Exemplo: ⇒== 6 3 6 9 2 2 : 12 18 Fração Irredutível ou Simplifi- cada Exemplo: 4 3 e 3 1 Calcular o M.M.C. (3,4): M.M.C.(3,4) = 12
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização20 4 3 e 3 1 = ( ) ( ) 12 34:12 e 12 13:12 ⋅⋅ temos: 12 9 e 12 4 A fração 3 1 é equivalente a 12 4 . A fração 4 3 equivalente 12 9 . Exercícios: 1) Achar três frações equivalentes às seguintes frações: 1) 4 1 2) 3 2 Respostas: 1) 16 4 , 12 3 , 8 2 2) 12 8 , 9 6 , 6 4 COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES a) Frações de denominadores iguais. Se duas frações tem denominadores iguais a maior será aquela: que tiver maior numerador. Ex.: 4 3 4 1 ou 4 1 4 3 <> b) Frações com numeradores iguais Se duas frações tiverem numeradores iguais, a menor se- rá aquela que tiver maior denominador. Ex.: 4 7 5 7 ou 5 7 4 7 <> c) Frações com numeradores e denominadores recep- tivamente diferentes. Reduzimos ao mesmo denominador e depois compara- mos. Exemplos: 3 1 3 2 > denominadores iguais (ordem decrescente) 3 4 5 4 > numeradores iguais (ordem crescente) SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÕES Para simplificar frações devemos dividir o numerador e o denominador por um número diferente de zero. Quando não for mais possível efetuar as divisões, dize- mos que a fração é irredutível. Exemplo: 2 3 3 3 :6 :9 2 2 :12 :18 == Fração irredutível ou simplificada. Exercícios: Simplificar 1) 12 9 2) 45 36 Respostas: 1) 4 3 2) 5 4 REDUÇÃO DE FRAÇÕES AO MENOR DENOMINADOR COMUM Ex.: 4 3 e 3 1 Calcular o M.M.C. (3,4) = 12 4 3 e 3 1 = ( ) ( ) 12 34:12 e 12 13:12 ⋅⋅ temos: 12 9 e 12 4 A fração 3 1 é equivalente a 12 4 . A fração 4 3 equivalente 12 9 . Exemplo: ⇒ 5 4 ? 3 2 numeradores diferentes e denominadores diferentes m.m.c.(3, 5) = 15 15 (15.5).4 ? 15 3).2:(15 = 15 12 15 10 < (ordem cres- cente) Exercícios: Colocar em ordem crescente: 1) 3 2 e 5 2 2) 3 4 e 3 5 3) 5 4 e 3 2 , 6 5 Respostas: 1) 3 2 5 2 < 2) 3 5 3 4 < 3) 2 3 6 5 3 4 << OPERAÇÕES COM FRAÇÕES 1) Adição e Subtração a) Com denominadores iguais somam-se ou subtraem-se os numeradores e conserva-se o denominador comum. Ex: 3 8 3 152 3 1 3 5 3 2 = ++ =++ 5 1 5 34 5 3 5 4 = − =− b) Com denominadores diferentes reduz ao mesmo de- nominador depois soma ou subtrai. Ex: 1) 3 2 4 3 2 1 ++ = M.M.C.. (2, 4, 3) = 12 12 23 12 896 12 (12.3).24).3:(122).1:(12 = ++ = ++ 2) 9 2 3 4 − = M.M.C.. (3,9) = 9 9 10 9 2-12 9 9).2:(9-3).4:(9 == Exercícios. Calcular: 1) 7 1 7 5 7 2 ++ 2) 6 1 6 5 − 3) 3 1 4 1 3 2 −+ Respostas: 1) 7 8 2) 3 2 6 4 = 3) 12 7 MULTIPLICAÇÃO DE FRAÇÕES Para multiplicar duas ou mais frações devemos multiplicar os numeradores das frações entre si, assim como os seus
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização21 denominadores. Exemplo: 10 3 20 6 4 3 x 5 2 4 3 . 5 2 === Exercícios: Calcular: 1) 4 5 5 2 ⋅ 2) 3 4 2 3 5 2 ⋅⋅ 3)       −⋅      + 3 1 3 2 5 3 5 1 Respostas: 1) 6 5 12 10 = 2) 5 4 30 24 = 3) 15 4 DIVISÃO DE FRAÇÕES Para dividir duas frações conserva-se a primeira e multi- plica-se pelo inverso da Segunda. Exemplo: 5 6 10 12 2 3 . 5 4 3 2 : 5 4 === Exercícios. Calcular: 1) 9 2 : 3 4 2) 25 6 : 15 8 3)       −      + 3 1 3 4 : 5 3 5 2 Respostas: 1) 6 2) 9 20 3) 1 POTENCIAÇÃO DE FRAÇÕES Eleva o numerador e o denominador ao expoente dado. Exemplo: 27 8 3 2 3 2 3 33 ==      Exercícios. Efetuar: 1) 2 4 3       2) 4 2 1       3) 32 2 1 3 4       −      Respostas: 1) 16 9 2) 16 1 3) 72 119 RADICIAÇÃO DE FRAÇÕES Extrai raiz do numerador e do denominador. Exemplo: 3 2 9 4 9 4 == Exercícios. Efetuar: 1) 9 1 2) 25 16 3) 2 2 1 16 9       + Respostas: 1) 3 1 2) 5 4 3) 1 NÚMEROS DECIMAIS Toda fração com denominador 10, 100, 1000,...etc, cha- ma-se fração decimal. Ex: 100 7 , 100 4 , 10 3 , etc Escrevendo estas frações na forma decimal temos: 10 3 = três décimos, 100 4 = quatro centésimos 1000 7 = sete milésimos Escrevendo estas frações na forma decimal temos: 10 3 =0,3 100 4 = 0,04 1000 7 = 0,007 Outros exemplos: 1) 10 34 = 3,4 2) 100 635 = 6,35 3) 10 2187 =218,7 Note que a vírgula “caminha” da direita para a esquerda, a quantidade de casas deslocadas é a mesma quantidade de zeros do denominador. Exercícios. Representar em números decimais: 1) 10 35 2) 100 473 3) 1000 430 Respostas: 1) 3,5 2) 4,73 3) 0,430 LEITURA DE UM NÚMERO DECIMAL Ex.: OPERAÇÕES COM NÚMEROS DECIMAIS Adição e Subtração Coloca-se vírgula sob virgula e somam-se ou subtraem-se unidades de mesma ordem. Exemplo 1: 10 + 0,453 + 2,832 10,000 + 0,453 2,832 _______ 13,285 Exemplo 2: 47,3 - 9,35 47,30 9,35 ______ 37,95 Exercícios. Efetuar as operações:
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização22 1) 0,357 + 4,321 + 31,45 2) 114,37 - 93,4 3) 83,7 + 0,53 - 15, 3 Respostas: 1) 36,128 2) 20,97 3) 68,93 MULTIPLICAÇÃO COM NÚMEROS DECIMAIS Multiplicam-se dois números decimais como se fossem in- teiros e separam-se os resultados a partir da direita, tantas casas decimais quantos forem os algarismos decimais dos números dados. Exemplo: 5,32 x 3,8 5,32 → 2 casas, x 3,8→ 1 casa após a virgula ______ 4256 1596 + ______ 20,216 → 3 casas após a vírgula Exercícios. Efetuar as operações: 1) 2,41 . 6,3 2) 173,4 . 3,5 + 5 . 4,6 3) 31,2 . 0,753 Respostas: 1) 15,183 2) 629,9 3) 23,4936 DIVISÃO DE NÚMEROS DECIMAIS Igualamos as casas decimais entre o dividendo e o divisor e quando o dividendo for menor que o divisor acrescentamos um zero antes da vírgula no quociente. Ex.: a) 3:4 3 |_4_ 30 0,75 20 0 b) 4,6:2 4,6 |2,0 = 46 | 20 60 2,3 0 Obs.: Para transformar qualquer fração em número deci- mal basta dividir o numerador pelo denominador. Ex.: 2/5 = 2 | 5 , então 2/5=0,4 20 0,4 Exercícios 1) Transformar as frações em números decimais. 1) 5 1 2) 5 4 3) 4 1 Respostas: 1) 0,2 2) 0,8 3) 0,25 2) Efetuar as operações: 1) 1,6 : 0,4 2) 25,8 : 0,2 3) 45,6 : 1,23 4) 178 : 4,5-3,4.1/2 5) 235,6 : 1,2 + 5 . 3/4 Respostas: 1) 4 2) 129 3) 35,07 4) 37,855 5) 200,0833.... Multiplicação de um número decimal por 10, 100, 1000 Para tornar um número decimal 10, 100, 1000..... vezes maior, desloca-se a vírgula para a direita, respectivamente, uma, duas, três, . . . casas decimais. 2,75 x 10 = 27,5 6,50 x 100 = 650 0,125 x 100 = 12,5 2,780 x 1.000 = 2.780 0,060 x 1.000 = 60 0,825 x 1.000 = 825 DIVISÃO Para dividir os números decimais, procede-se assim: 1) iguala-se o número de casas decimais; 2) suprimem-se as vírgulas; 3) efetua-se a divisão como se fossem números inteiros. Exemplos: ♦ 6 : 0,15 = 6,00 0,15 000 40 Igualam – se as casas decimais. Cortam-se as vírgulas. 7,85 : 5 = 7,85 : 5,00 785 : 500 = 1,57 Dividindo 785 por 500 obtém-se quociente 1 e resto 285 Como 285 é menor que 500, acrescenta-se uma vírgula ao quociente e zeros ao resto ♦ 2 : 4 0,5 Como 2 não é divisível por 4, coloca-se zero e vírgula no quociente e zero no dividendo ♦ 0,35 : 7 = 0,350 7,00 350 : 700 = 0,05 Como 35 não divisível por 700, coloca-se zero e vírgula no quociente e um zero no dividendo. Como 350 não é divi- sível por 700, acrescenta-se outro zero ao quociente e outro ao dividendo Divisão de um número decimal por 10, 100, 1000 Para tornar um número decimal 10, 100, 1000, .... vezes menor, desloca-se a vírgula para a esquerda, respectivamen- te, uma, duas, três, ... casas decimais. Exemplos: 25,6 : 10 = 2,56 04 : 10 = 0,4 315,2 : 100 = 3,152 018 : 100 = 0,18 0042,5 : 1.000 = 0,0425 0015 : 1.000 = 0,015 milhar cen- tena de- zena Uni- dade sim- ples dé- cimo centé- simo milé- simo 1 000 100 10 1 0,1 0,01 0,001 LEITURA DE UM NÚMERO DECIMAL Procedemos do seguinte modo: 1º) Lemos a parte inteira (como um número natural). 2º) Lemos a parte decimal (como um número natural), a- companhada de uma das palavras: - décimos, se houver uma ordem (ou casa) decimal - centésimos, se houver duas ordens decimais; - milésimos, se houver três ordens decimais. Exemplos: 1) 1,2 Lê-se: "um inteiro e dois décimos". 2) 12,75 Lê-se: "doze inteiros e setenta e cinco centésimos". 3) 8,309 Lê-se: "oito inteiros e trezentos e nove
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização23 milésimos''. Observações: 1) Quando a parte inteira é zero, apenas a parte decimal é lida. Exemplos: a) 0,5 - Lê-se: "cinco décimos". b) 0,38 - Lê-se: "trinta e oito centésimos". c) 0,421 - Lê-se: "quatrocentos e vinte e um milésimos". 2) Um número decimal não muda o seu valor se acres- centarmos ou suprimirmos zeros â direita do último al- garismo. Exemplo: 0,5 = 0,50 = 0,500 = 0,5000 " ....... 3) Todo número natural pode ser escrito na forma de nú- mero decimal, colocando-se a vírgula após o último algarismo e zero (ou zeros) a sua direita. Exemplos: 34 = 34,00... 176 = 176,00... CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS (R) CORRESPONDÊNCIA ENTRE NÚMEROS E PONTOS DA RETA, ORDEM, VALOR ABSOLUTO Há números que não admitem representação decimal finita nem representação decimal infinita e periódico, como, por exemplo: π = 3,14159265... 2 = 1,4142135... 3 = 1,7320508... 5 = 2,2360679... Estes números não são racionais: π ∈ Q, 2 ∈ Q, 3 ∈ Q, 5 ∈ Q; e, por isso mesmo, são chamados de irracionais. Podemos então definir os irracionais como sendo aqueles números que possuem uma representação decimal infinita e não periódico. Chamamos então de conjunto dos números reais, e indicamos com R, o seguinte conjunto: Como vemos, o conjunto R é a união do conjunto dos números racionais com o conjunto dos números irracionais. Usaremos o símbolo estrela (*) quando quisermos indicar que o número zero foi excluído de um conjunto. Exemplo: N* = { 1; 2; 3; 4; ... }; o zero foi excluído de N. Usaremos o símbolo mais (+) quando quisermos indicar que os números negativos foram excluídos de um conjunto. Exemplo: Z+ = { 0; 1; 2; ... } ; os negativos foram excluídos de Z. Usaremos o símbolo menos (-) quando quisermos indicar que os números positivos foram excluídos de um conjunto. Exemplo: Z− = { . .. ; - 2; - 1; 0 } ; os positivos foram excluídos de Z. Algumas vezes combinamos o símbolo (*) com o símbolo (+) ou com o símbolo (-). Exemplos a) Z− * = ( 1; 2; 3; ... ) ; o zero e os negativos foram excluídos de Z. b) Z+ * = { ... ; - 3; - 2; - 1 } ; o zero e os positivos foram excluídos de Z. Exercícios resolvidos 1. Completar com ∈ ou ∉ : a) 5 Z b) 5 Z− * c) 3,2 Z+ * d) 1 4 Z e) 4 1 Z f) 2 Q g) 3 Q* h) 4 Q i) ( )− 2 2 Q- j) 2 R k) 4 R- Resolução a) ∈, pois 5 é positivo. b) ∉, pois 5 é positivo e os positivos foram excluídos de Z− * c) ∉ 3,2 não é inteiro. d) ∉, pois 1 4 não é inteiro. e) ∈, pois 4 1 = 4 é inteiro. f) ∉ , pois 2 não é racional. g) ∉ , pois 3 não é racional h) ∈, pois 4 = 2 é racional i) ∉, pois ( )− = =2 4 2 2 é positivo, e os positivos foram excluídos de Q− . j) ∈, pois 2 é real. k) ∉, pois 4 = 2 é positivo, e os positivos foram excluídos de R− 2. Completar com ⊂ ⊄ou : a) N Z* d) Q Z b) N Z+ e) Q+ * R+ * c) N Q Resolução: a) ⊄ , pois 0 ∈ N e 0 ∉ Z* . b) ⊂, pois N = Z+ c) ⊂ , pois todo número natural é também racional. d) ⊄ , pois há números racionais que não são inteiros R= { x | x é racional ou x é irracional}
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização24 como por exemplo, 2 3 . e) ⊂ , pois todo racional positivo é também real positivo. Exercícios propostos: 1. Completar com ∈ ∉ou a) 0 N b) 0 N* c) 7 Z d) - 7 Z+ e) – 7 Q− f) 1 7 Q g) 7 1 Q+ * h) 7 Q i) 72 Q j) 7 R* 2. Completar com ∈ ∉ou a) 3 Q d) π Q b) 3,1 Q e) 3,141414... Q c) 3,14 Q 3. Completar com ⊂ ⊄ou : a) Z+ * N* d) Z− * R b) Z− N e) Z− R+ c) R+ Q 4. Usando diagramas de Euler-Venn, represente os conjuntos N, Z, Q e R . Respostas: 1. a) ∈ b) ∉ c) ∈ d) ∉ e) ∈ f) ∈ g) ∈ h) ∉ i) ∈ j) ∈ 2. a) ∈ b) ∈ c) ∈ d) ∉ e) ∈ 3. a) ⊂ b) ⊄ c) ⊄ d) ⊂ e) ⊄ 4. Reta numérica Uma maneira prática de representar os números reais é através da reta real. Para construí-la, desenhamos uma reta e, sobre ela, escolhemos, a nosso gosto, um ponto origem que representará o número zero; a seguir escolhemos, tam- bém a nosso gosto, porém à direita da origem, um ponto para representar a unidade, ou seja, o número um. Então, a dis- tância entre os pontos mencionados será a unidade de me- dida e, com base nela, marcamos, ordenadamente, os núme- ros positivos à direita da origem e os números negativos à sua esquerda. EXERCÍCIOS 1) Dos conjuntos a seguir, o único cujos elementos são todos números racionais é: a)       24,5,3,2, 2 1 c)       − 3,2,0, 7 2 ,1 b) { }0,2,2,3 −−− d) { }75,,4,9,0 2) Se 5 é irracional, então: a) 5 escreve-se na forma n m , com n ≠0 e m, n ∈ N. b) 5 pode ser racional c) 5 jamais se escreve sob a forma n m , com n ≠0 e m, n ∈ N. d) 2 5 é racional 3) Sendo N, Z, Q e R, respectivamente, os conjuntos dos naturais, inteiros, racionais e reais, podemos escrever: a) ∀ x ∈ N ⇒ x ∈ R c) Z ⊃ Q b) ∀ x ∈ Q ⇒ x ∈ Z d) R ⊂ Z 4) Dado o conjunto A = { 1, 2, 3, 4, 5, 6 }, podemos afir- mar que: a) ∀ x ∈ A ⇒ x é primo b) ∃ x ∈ A | x é maior que 7 c) ∀ x ∈ A ⇒ x é múltiplo de 3 d) ∃ x ∈ A | x é par e) nenhuma das anteriores 5) Assinale a alternativa correta: a) Os números decimais periódicos são irracionais b) Existe uma correspondência biunívoca entre os pontos da reta numerada, e o conjunto Q. c) Entre dois números racional existem infinitos números racionais. d) O conjunto dos números irracionais é finito 6) Podemos afirmar que: a) todo real é racional. b) todo real é irracional. c) nenhum irracional é racional. d) algum racional é irracional. 7) Podemos afirmar que: a) entre dois inteiros existe um inteiro. b) entre dois racionais existe sempre um racional. c) entre dois inteiros existe um único inteiro. d) entre dois racionais existe apenas um racional. 8) Podemos afirmar que: a) ∀a, ∀b ∈ N ⇒ a - b ∈ N b) ∀a, ∀b ∈ N ⇒ a : b ∈ N c) ∀a, ∀b ∈ R ⇒ a + b ∈ R d) ∀a, ∀b ∈ Z ⇒ a : b ∈ Z 9) Considere as seguintes sentenças: I) 7 é irracional. II) 0,777... é irracional. III) 2 2 é racional. Podemos afirmar que: a) l é falsa e II e III são verdadeiros. b) I é verdadeiro e II e III são falsas.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização25 c) I e II são verdadeiras e III é falsa. d) I e II são falsas e III é verdadeira. 10) Considere as seguintes sentenças: I) A soma de dois números naturais é sempre um número natural. II) O produto de dois números inteiros é sempre um núme- ro inteiro. III) O quociente de dois números inteiros é sempre um número inteiro. Podemos afirmar que: a) apenas I é verdadeiro. b) apenas II é verdadeira. c) apenas III é falsa. d) todas são verdadeiras. 11) Assinale a alternativa correta: a) R ⊂ N c) Q ⊃ N b) Z ⊃ R d) N ⊂ { 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 } 12) Assinale a alternativa correto: a) O quociente de dois número, racionais é sempre um número inteiro. b) Existem números Inteiros que não são números reais. c) A soma de dois números naturais é sempre um número inteiro. d) A diferença entre dois números naturais é sempre um número natural. 13) O seguinte subconjunto dos números reais escrito em linguagem simbólica é: a) { x ∈ R | 3< x < 15 } c) { x ∈ R | 3 ≤ x ≤ 15 } b) { x ∈ R | 3 ≤ x < 15 } d) { x ∈ R | 3< x ≤ 15 } 14) Assinale a alternativa falsa: a) R* = { x ∈ R | x < 0 ou x >0} b) 3 ∈ Q c) Existem números inteiros que não são números natu- rais. d) é a represen- tação de { x ∈ R | x ≥ 7 } 15) O número irracional é: a) 0,3333... e) 5 4 b) 345,777... d) 7 16) O símbolo −R representa o conjunto dos números: a) reais não positivos c) irracional. b) reais negativos d) reais positivos. 17) Os possíveis valores de a e de b para que a número a + b 5 seja irracional, são: a) a = 0 e b=0 c) a = 0 e b = 2 c) a = 1 e b = 5 d) a = 16 e b = 0 18) Uma representação decimal do número 5 é: a) 0,326... c) 1.236... b) 2.236... d) 3,1415... 19) Assinale o número irracional: a) 3,01001000100001... e) 3,464646... b) 0,4000... d) 3,45 20) O conjunto dos números reais negativos é representado por: a) R* c) R b) R_ d) R* 21) Assinale a alternativo falso: a) 5 ∈ Z b) 5,1961... ∈ Q c) 3 5 − ∈ Q 22) Um número racional compreendido entre 3 e 6 é: a) 3,6 c) 2 6.3 b) 3 6 d) 2 63 + 23) Qual dos seguintes números é irracional? a) 3 125 c) 27 b) 4 1 d) 169 24) é a representação gráfica de: a) { x ∈ R | x ≥ 15 } b) { x ∈ R | -2≤ x < 4 } c) { x ∈ R | x < -2 } d) { x ∈ R | -2< x ≤ 4 } RESPOSTAS 1) d 5) b 9) b 13) b 17) c 21) b 2) c 6) c 10) c 14) d 18) b 22) b 3) a 7) b 11) b 15) d 19) a 23) c 4) e 8) c 12) c 16) b 20) b 24) d RAZÕES E PROPORÇÕES 1. INTRODUÇÃO Se a sua mensalidade escolar sofresse hoje um reajuste de R$ 80,00, como você reagiria? Acharia caro, normal, ou abaixo da expectativa? Esse mesmo valor, que pode parecer caro no reajuste da mensalidade, seria considerado insignifi- cante, se tratasse de um acréscimo no seu salário. Naturalmente, você já percebeu que os R$ 80,00 nada representam, se não forem comparados com um valor base e se não forem avaliados de acordo com a natureza da compa- ração. Por exemplo, se a mensalidade escolar fosse de R$ 90,00, o reajuste poderia ser considerado alto; afinal, o valor da mensalidade teria quase dobrado. Já no caso do salário, mesmo considerando o salário mínimo, R$ 80,00 seriam uma parte mínima. . A fim de esclarecer melhor este tipo de problema, vamos estabelecer regras para comparação entre grandezas. 2. RAZÃO Você já deve ter ouvido expressões como: "De cada 20 habitantes, 5 são analfabetos", "De cada 10 alunos, 2 gostam de Matemática", "Um dia de sol, para cada dois de chuva". Em cada uma dessas. frases está sempre clara uma comparação entre dois números. Assim, no primeiro caso, destacamos 5 entre 20; no segundo, 2 entre 10, e no terceiro, 1 para cada 2.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização26 Todas as comparações serão matematicamente expressas por um quociente chamado razão. Teremos, pois: De cada 20 habitantes, 5 são analfabetos. Razão = 5 20 De cada 10 alunos, 2 gostam de Matemática. Razão = 2 10 c. Um dia de sol, para cada dois de chuva. Razão = 1 2 Nessa expressão, a chama-se antecedente e b, consequente. Outros exemplos de razão: Em cada 10 terrenos vendidos, um é do corretor. Razão = 1 10 Os times A e B jogaram 6 vezes e o time A ganhou todas. Razão = 6 6 3. Uma liga de metal é feita de 2 partes de ferro e 3 partes de zinco. Razão = 2 5 (ferro) Razão = 3 5 (zinco). 3. PROPORÇÃO Há situações em que as grandezas que estão sendo comparadas podem ser expressas por razões de anteceden- tes e consequentes diferentes, porém com o mesmo quocien- te. Dessa maneira, quando uma pesquisa escolar nos revelar que, de 40 alunos entrevistados, 10 gostam de Matemática, poderemos supor que, se forem entrevistados 80 alunos da mesma escola, 20 deverão gostar de Matemática. Na verda- de, estamos afirmando que 10 estão representando em 40 o mesmo que 20 em 80. Escrevemos: 10 40 = 20 80 A esse tipo de igualdade entre duas razões dá-se o nome de proporção. Na expressão acima, a e c são chamados de antecedentes e b e d de consequentes. . A proporção também pode ser representada como a : b = c : d. Qualquer uma dessas expressões é lida assim: a está para b assim como c está para d. E importante notar que b e c são denominados meios e a e d, extremos. Exemplo: A proporção 3 7 = 9 21 , ou 3 : 7 : : 9 : 21, é lida da seguinte forma: 3 está para 7 assim como 9 está para 21. Temos ainda: 3 e 9 como antecedentes, 7 e 21 como consequentes, 7 e 9 como meios e 3 e 21 como extremos. 3.1 PROPRIEDADE FUNDAMENTAL O produto dos extremos é igual ao produto dos meios: Exemplo: Se 6 24 = 24 96 , então 6 . 96 = 24 . 24 = 576. 3.2 ADIÇÃO (OU SUBTRAÇÃO) DOS ANTECEDENTES E CONSEQUENTES Em toda proporção, a soma (ou diferença) dos anteceden- tes está para a soma (ou diferença) dos consequentes assim como cada antecedente está para seu consequente. Ou seja: Essa propriedade é válida desde que nenhum denominador seja nulo. Exemplo: 21 + 7 12 + 4 = 28 16 = 7 4 21 12 = 7 4 21 - 7 12 - 4 = 14 8 = 7 4 GRANDEZAS PROPORCIONAIS E DIVISÃO PROPORCIONAL 1. INTRODUÇÃO: No dia-a-dia, você lida com situações que envolvem nú- meros, tais como: preço, peso, salário, dias de trabalho, índi- ce de inflação, velocidade, tempo, idade e outros. Passare- mos a nos referir a cada uma dessas situações mensuráveis como uma grandeza. Você sabe que cada grandeza não é independente, mas vinculada a outra conveniente. O salário, por exemplo, está relacionado a dias de trabalho. Há pesos que dependem de idade, velocidade, tempo etc. Vamos ana- lisar dois tipos básicos de dependência entre grandezas pro- porcionais. 2. PROPORÇÃO DIRETA Grandezas como trabalho produzido e remuneração obti- da são, quase sempre, diretamente proporcionais. De fato, se você receber R$ 2,00 para cada folha que datilografar, sabe A razão entre dois números a e b, com b ≠ 0, é o quociente a b , ou a : b. Dadas duas razões a b e c d , com b e d ≠ 0, teremos uma proporção se a b = c d . 0db,;bc=ad d c = ≠⇔ b a Se a b = , entao a + c b + d = a = c d ou a - c b - d = a b = c d c d b ,
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização27 que deverá receber R$ 40,00 por 20 folhas datilografadas. Podemos destacar outros exemplos de grandezas diretamente proporcionais: Velocidade média e distância percorrida, pois, se você dobrar a velocidade com que anda, deverá, num mesmo tempo, dobrar a distância percorrida. Área e preço de terrenos. Altura de um objeto e comprimento da sombra projetada por ele. Assim: 3. PROPORÇÃO INVERSA Grandezas como tempo de trabalho e número de operá- rios para a mesma tarefa são, em geral, inversamente pro- porcionais. Veja: Para uma tarefa que 10 operários executam em 20 dias, devemos esperar que 5 operários a realizem em 40 dias. Podemos destacar outros exemplos de grandezas inversamente proporcionais: Velocidade média e tempo de viagem, pois, se você do- brar a velocidade com que anda, mantendo fixa a distância a ser percorrida, reduzirá o tempo do percurso pela metade. Número de torneiras de mesma vazão e tempo para en- cher um tanque, pois, quanto mais torneiras estiverem aber- tas, menor o tempo para completar o tanque. Podemos concluir que : Vamos analisar outro exemplo, com o objetivo de reconhecer a natureza da proporção, e destacar a razão. Considere a situação de um grupo de pessoas que, em férias, se instale num acampamento que cobra R$100,00 a diária individual. Observe na tabela a relação entre o número de pessoas e a despesa diária: Número de pessoas 1 2 4 5 10 Despesa diária (R$ ) 100 200 400 500 1.000 Você pode perceber na tabela que a razão de aumento do número de pessoas é a mesma para o aumento da despesa. Assim, se dobrarmos o número de pessoas, dobraremos ao mesmo tempo a despesa. Esta é portanto, uma proporção direta, ou melhor, as grandezas número de pessoas e despe- sa diária são diretamente proporcionais. Suponha também que, nesse mesmo exemplo, a quan- tia a ser gasta pelo grupo seja sempre de R$2.000,00. Per- ceba, então, que o tempo de permanência do grupo depende- rá do número de pessoas. Analise agora a tabela abaixo : Número de pessoas 1 2 4 5 10 Tempo de permanência (dias) 20 10 5 4 2 Note que, se dobrarmos o número de pessoas, o tempo de permanência se reduzirá à metade. Esta é, portanto, uma proporção inversa, ou melhor, as grandezas número de pes- soas e número de dias são inversamente proporcionais. 4. DIVISÃO EM PARTES PROPORCIONAIS 4. 1 Diretamente proporcional Duas pessoas, A e B, trabalharam na fabricação de um mesmo objeto, sendo que A o fez durante 6 horas e B duran- te 5 horas. Como, agora, elas deverão dividir com justiça os R$ 660,00 apurados com sua venda? Na verdade, o que cada um tem a receber deve ser diretamente proporcional ao tempo gasto na confecção do objeto. No nosso problema, temos de dividir 660 em partes dire- tamente proporcionais a 6 e 5, que são as horas que A e B trabalharam. Vamos formalizar a divisão, chamando de x o que A tem a receber, e de y o que B tem a receber. Teremos então: X + Y = 660 X 6 = Y 5 Esse sistema pode ser resolvido, usando as propriedades de proporção. Assim: X + Y 6 + 5 = Substituindo X + Y por 660, vem 660 = X 6 X = 6 660 11 = 360 11 ⇒ ⋅ Como X + Y = 660, então Y = 300 Concluindo, A deve receber R$ 360,00 enquanto B, R$ 300,00. 4.2 INVERSAMENTE PROPORCIONAL E se nosso problema não fosse efetuar divisão em partes diretamente proporcionais, mas sim inversamente? Por e- xemplo: suponha que as duas pessoas, A e B, trabalharam durante um mesmo período para fabricar e vender por R$ 160,00 um certo artigo. Se A chegou atrasado ao trabalho 3 dias e B, 5 dias, como efetuar com justiça a divisão? O pro- blema agora é dividir R$ 160,00 em partes inversamente proporcionais a 3 e a 5, pois deve ser levado em considera- ção que aquele que se atrasa mais deve receber menos. Duas grandezas São diretamente proporcionais quando, aumentando (ou diminuindo) uma delas numa determinada razão, a outra diminui (ou aumenta) nessa mesma razão. Duas grandezas são inversamente proporcionais quando, aumentando (ou diminuindo) uma delas numa determinada razão, a outra diminui (ou aumenta) na mesma razão. Dividir um número em partes diretamente proporcionais a outros números dados é encontrar partes desse número que sejam diretamente proporcionais aos números dados e cuja soma reproduza o próprio número.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização28 No nosso problema, temos de dividir 160 em partes inver- samente proporcionais a 3 e a 5, que são os números de atraso de A e B. Vamos formalizar a divisão, chamando de x o que A tem a receber e de y o que B tem a receber. x + y = 160 Teremos: x 1 3 = y 1 5 Resolvendo o sistema, temos: x + y 1 3 + 1 5 = x 1 3 x + y 8 15 = x 1 3 ⇒ Mas, como x + y = 160, então 160 8 15 15 = x 1 3 x = 160 8 1 3 ⇒ ⋅ ⇒ x = 160 15 8 1 3 x = 100⇒ ⋅ ⋅ ⇒ Como x + y = 160, então y = 60. Concluindo, A deve receber R$ 100,00 e B, R$ 60,00. 4.3 DIVISÃO PROPORCIONAL COMPOSTA Vamos analisar a seguinte situação: Uma empreiteira foi contratada para pavimentar uma rua. Ela dividiu o trabalho em duas turmas, prometendo pagá-las proporcionalmente. A tarefa foi realizada da seguinte maneira: na primeira turma, 10 homens trabalharam durante 5 dias; na segunda turma, 12 homens trabalharam durante 4 dias. Estamos considerando que os homens tinham a mesma capacidade de trabalho. A empreiteira tinha R$ 29.400,00 para dividir com justiça entre as duas turmas de trabalho. Como fazê-lo? Essa divisão não é de mesma natureza das anteriores. Trata-se aqui de uma divisão composta em partes proporcio- nais, já que os números obtidos deverão ser proporcionais a dois números e também a dois outros. Na primeira turma, 10 homens trabalharam 5 dias, produ- zindo o mesmo resultado de 50 homens, trabalhando por um dia. Do mesmo modo, na segunda turma, 12 homens traba- lharam 4 dias, o que seria equivalente a 48 homens traba- lhando um dia. Para a empreiteira, o problema passaria a ser, portanto, de divisão diretamente proporcional a 50 (que é 10 . 5), e 48 (que é 12 . 4). Convém lembrar que efetuar uma divisão em partes in- versamente proporcionais a certos números é o mesmo que fazer a divisão em partes diretamente proporcionais ao inver- so dos números dados. Resolvendo nosso problema, temos: Chamamos de x: a quantia que deve receber a primeira turma; y: a quantia que deve receber a segunda turma. Assim: x 10 5 = y 12 4 ou x 50 = y 48 x + y 50 + 48 = x 50 ⋅ ⋅ ⇒ 15.000 98 5029400 =x 50 x = 98 29400 então29400,=y+xComo ⇒ ⋅ ⇒ Portanto y = 14 400. Concluindo, a primeira turma deve receber R$ 15.000,00 da empreiteira, e a segunda, R$ 14.400,00. Observação: Firmas de projetos costumam cobrar cada trabalho usando como unidade o homem-hora. O nosso problema é um exemplo em que esse critério poderia ser usado, ou seja, a unidade nesse caso seria homem-dia. Seria obtido o valor de R$ 300,00 que é o resultado de 15 000 : 50, ou de 14 400 : 48. REGRA DE TRÊS SIMPLES REGRA DE TRÊS SIMPLES Retomando o problema do automóvel, vamos resolvê-lo com o uso da regra de três de maneira prática. Devemos dispor as grandezas, bem como os valores en- volvidos, de modo que possamos reconhecer a natureza da proporção e escrevê-la. Assim: Grandeza 1: tempo (horas) Grandeza 2: distância percorrida (km) 6 8 900 x Observe que colocamos na mesma linha valores que se correspondem: 6 horas e 900 km; 8 horas e o valor desconhecido. Vamos usar setas indicativas, como fizemos antes, para indicar a natureza da proporção. Se elas estiverem no mes- mo sentido, as grandezas são diretamente proporcionais; se em sentidos contrários, são inversamente proporcionais. Nesse problema, para estabelecer se as setas têm o mesmo sentido, foi necessário responder à pergunta: "Consi- derando a mesma velocidade, se aumentarmos o tempo, aumentará a distância percorrida?" Como a resposta a essa questão é afirmativa, as grandezas são diretamente propor- cionais. Já que a proporção é direta, podemos escrever: Dividir um número em partes inversamente propor- cionais a outros números dados é encontrar partes desse número que sejam diretamente proporcio- nais aos inversos dos números dados e cuja soma reproduza o próprio número. Para dividir um número em partes de tal forma que uma delas seja proporcional a m e n e a outra a p e q, basta divida esse número em partes proporcionais a m . n e p . q.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização29 6 8 900 = x Então: 6 . x = 8 . 900 ⇒ x = 7200 6 = 1 200 Concluindo, o automóvel percorrerá 1 200 km em 8 horas. Vamos analisar outra situação em que usamos a regra de três. Um automóvel, com velocidade média de 90 km/h, percorre um certo espaço durante 8 horas. Qual será o tempo necessário para percorrer o mesmo espaço com uma velocidade de 60 km/h? Grandeza 1: tempo (horas) Grandeza 2: velocidade (km/h) 8 x 90 60 A resposta à pergunta "Mantendo o mesmo espaço per- corrido, se aumentarmos a velocidade, o tempo aumentará?" é negativa. Vemos, então, que as grandezas envolvidas são inversamente proporcionais. Como a proporção é inversa, será necessário invertermos a ordem dos termos de uma das colunas, tornando a propor- ção direta. Assim: 8 60 x 90 Escrevendo a proporção, temos: 8 60 90 8 60x x= ⇒ = ⋅ 90 = 12 Concluindo, o automóvel percorrerá a mesma distância em 12 horas. REGRA DE TRÊS COMPOSTA Vamos agora utilizar a regra de três para resolver proble- mas em que estão envolvidas mais de duas grandezas pro- porcionais. Como exemplo, vamos analisar o seguinte pro- blema. Numa fábrica, 10 máquinas trabalhando 20 dias produ- zem 2 000 peças. Quantas máquinas serão necessárias para se produzir 1 680 peças em 6 dias? Como nos problemas anteriores, você deve verificar a na- tureza da proporção entre as grandezas e escrever essa proporção. Vamos usar o mesmo modo de dispor as grande- zas e os valores envolvidos. Grandeza 1: número de máquinas Grandeza 2: dias Grandeza 3: número de peças 10 x 20 6 2000 1680 Natureza da proporção: para estabelecer o sentido das setas é necessário fixar uma das grandezas e relacioná-la com as outras. Supondo fixo o número de dias, responda à questão: "Aumentando o número de máquinas, aumentará o número de peças fabricadas?" A resposta a essa questão é afirmati- va. Logo, as grandezas 1 e 3 são diretamente proporcionais. Agora, supondo fixo o número de peças, responda à questão: "Aumentando o número de máquinas, aumentará o número de dias necessários para o trabalho?" Nesse caso, a resposta é negativa. Logo, as grandezas 1 e 2 são inversa- mente proporcionais. Para se escrever corretamente a proporção, devemos fa- zer com que as setas fiquem no mesmo sentido, invertendo os termos das colunas convenientes. Naturalmente, no nosso exemplo, fica mais fácil inverter a coluna da grandeza 2. 10 6 2000 x 20 1680 Agora, vamos escrever a proporção: 10 6 20x = ⋅ 2000 1680 (Lembre-se de que uma grandeza proporcional a duas outras é proporcional ao produto delas.) 10 12000 33600 10 28 x x= ⇒ = ⋅ = 33600 12000 Concluindo, serão necessárias 28 máquinas. PORCENTAGEM 1. INTRODUÇÃO Quando você abre o jornal, liga a televisão ou olha vitrinas, frequentemente se vê às voltas com expressões do tipo: "O índice de reajuste salarial de março é de 16,19%." "O rendimento da caderneta de poupança em fevereiro foi de 18,55%." "A inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 381,1351%. "Os preços foram reduzidos em até 0,5%." Mesmo supondo que essas expressões não sejam com- pletamente desconhecidas para uma pessoa, é importante fazermos um estudo organizado do assunto porcentagem, uma vez que o seu conhecimento é ferramenta indispensável para a maioria dos problemas relativos à Matemática Comer- cial. 2. PORCENTAGEM O estudo da porcentagem é ainda um modo de comparar números usando a proporção direta. Só que uma das razões da proporção é um fração de denominador 100. Vamos dei- xar isso mais claro: numa situação em que você tiver de cal- cular 40% de R$ 300,00, o seu trabalho será determinar um valor que represente, em 300, o mesmo que 40 em 100. Isso pode ser resumido na proporção: Regra de três simples é um processo prático utilizado para resolver problemas que envolvam pares de grandezas direta ou inversamente proporcionais. Essas grandezas formam uma proporção em que se conhece três termos e o quarto termo é procurado.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização30 40 100 300 = x Então, o valor de x será de R$ 120,00. Sabendo que em cálculos de porcentagem será necessário utilizar sempre proporções diretas, fica claro, então, que qualquer problema dessa natureza poderá ser resolvido com regra de três simples. 3. TAXA PORCENTUAL O uso de regra de três simples no cálculo de porcenta- gens é um recurso que torna fácil o entendimento do assunto, mas não é o único caminho possível e nem sequer o mais prático. Para simplificar os cálculos numéricos, é necessário, inicialmente, dar nomes a alguns termos. Veremos isso a partir de um exemplo. Exemplo: Calcular 20% de 800. Calcular 20%, ou 20 100 de 800 é dividir 800 em 100 partes e tomar 20 dessas partes. Como a centésima parte de 800 é 8, então 20 dessas partes será 160. Chamamos: 20% de taxa porcentual; 800 de principal; 160 de porcentagem. Temos, portanto: Principal: número sobre o qual se vai calcular a porcentagem. Taxa: valor fixo, tomado a partir de cada 100 partes do principal. Porcentagem: número que se obtém somando cada uma das 100 partes do principal até conseguir a taxa. A partir dessas definições, deve ficar claro que, ao calcu- larmos uma porcentagem de um principal conhecido, não é necessário utilizar a montagem de uma regra de três. Basta dividir o principal por 100 e tomarmos tantas destas partes quanto for a taxa. Vejamos outro exemplo. Exemplo: Calcular 32% de 4.000. Primeiro dividimos 4 000 por 100 e obtemos 40, que é a centésima parte de 4 000. Agora, somando 32 partes iguais a 40, obtemos 32 . 40 ou 1 280 que é a resposta para o pro- blema. Observe que dividir o principal por 100 e multiplicar o re- sultado dessa divisão por 32 é o mesmo que multiplicar o principal por 32 100 ou 0,32. Vamos usar esse raciocínio de agora em diante: JUROS SIMPLES Consideremos os seguintes fatos: • Emprestei R$ 100 000,00 para um amigo pelo prazo de 6 meses e recebi, ao fim desse tempo, R$ 24 000,00 de juros. • O preço de uma televisão, a vista, é R$ 4.000,00. Se eu comprar essa mesma televisão em 10 prestações, vou pagar por ela R$ 4.750,00. Portanto, vou pagar R$750,00 de juros. No 1.°fato, R$ 24 000,00 é uma compensação em dinhei- ro que se recebe por emprestar uma quantia por determinado tempo. No 2.° fato, R$ 750,00 é uma compensação em dinheiro que se paga quando se compra uma mercadoria a prazo. Assim: Quando depositamos ou emprestamos certa quantia por determinado tempo, recebemos uma compensa- ção em dinheiro. Quando pedimos emprestada certa quantia por deter- minado tempo, pagamos uma compensação em di- nheiro. Quando compramos uma mercadoria a prazo, paga- mos uma compensação em dinheiro. Pelas considerações feitas na introdução, podemos dizer que : Nos problemas de juros simples, usaremos a seguinte nomenclatura: dinheiro depositado ou emprestado denomina- se capital. O porcentual denomina-se taxa e representa o juro rece- bido ou pago a cada R$100,00, em 1 ano. O período de depósito ou de empréstimo denomina-se tempo. A compensação em dinheiro denomina-se juro. RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DE JUROS SIMPLES Vejamos alguns exemplos: 1.°exemplo: Calcular os juros produzidos por um capital de R$ 720 000,00, empregado a 25% ao ano, durante 5 anos. De acordo com os dados do problema, temos: 25% em 1ano ⇒ 125% (25 . 5) em 5 anos 125% = 100 125 = 1,25 Nessas condições, devemos resolver o seguinte proble- ma: Calcular 125% de R$ 720 000,00. Dai: x = 125% de 720 000 = 1,25 . 720 000 = 900 000. 900.000 – 720.000 = 180.000 Resposta: Os juros produzidos são de R$ 180.000,00 2.°exemplo: Apliquei um capital de R$ 10.000,00 a uma taxa de 1,8% ao mês, durante 6 meses. Quanto esse ca- pital me renderá de juros? 1,8% em 1 mês ⇒ 6 . 1,8% = 10,8% em 6 meses 10,8% = 100 8,10 = 0,108 Dai: x = 0,108 . 10 000 = 1080 Resposta: Renderá juros de R$ 1 080,00. 3.° exemplo: Tomei emprestada certa quantia durante 6 meses, a uma taxa de 1,2% ao mês, e devo pagar R$ 3 600,00 de juros. Qual foi a quantia emprestada? De acordo com os dados do problema: 1,2% em 1 mês ⇒ 6 . 1,2% = 7,2% em 6 meses Juro é uma compensação em dinheiro que se recebe ou que se paga. Porcentagem = taxa X principal
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização31 7,2% = 100 2,7 = 0,072 Nessas condições, devemos resolver o seguinte proble- ma: 3 600 representam 7,2% de uma quantia x. Calcule x. Dai: 3600 = 0,072 . x ⇒ 0,072x = 3 600 ⇒ x = 072,0 3600 x = 50 000 Resposta: A quantia emprestada foi de R$ 50.000,00. 4.° exemplo: Um capital de R$ 80 000,00, aplicado du- rante 6 meses, rendeu juros de R$ 4 800,00. Qual foi a taxa (em %) ao mês? De acordo com os dados do problema: x% em 1 mês ⇒ (6x)% em 6 meses Devemos, então, resolver o seguinte problema: 4 800 representam quantos % de 80 000? Dai: 4 800 = 6x . 80 000 ⇒ 480 000 x = 4 800 x = 000480 8004 ⇒ x = 8004 48 ⇒ x = 0,01 0,01 = 100 1 = 1 % Resposta: A taxa foi de 1% ao mês. Resolva os problemas: - Emprestando R$ 50 000,00 à taxa de 1,1% ao mês, durante 8 meses, quanto deverei receber de juros? - Uma pessoa aplica certa quantia durante 2 anos, à ta- xa de 15% ao ano, e recebe R$ 21 000,00 de juros. Qual foi a quantia aplicada? - Um capital de R$ 200 000,00 foi aplicado durante 1 ano e 4 meses à taxa de 18% ao ano. No final desse tempo, quanto receberei de juros e qual o capital acu- mulado (capital aplicado + juros)? - Um aparelho de televisão custa R$ 4 500,00. Como vou comprá-lo no prazo de 10 meses, a loja cobrará juros simples de 1,6% ao mês. Quanto vou pagar por esse aparelho. - A quantia de R$ 500 000,00, aplicada durante 6 me- ses, rendeu juros de R$ 33 000,00. Qual foi a taxa (%) mensal da aplicação - Uma geladeira custa R$ 1 000,00. Como vou compra- la no prazo de 5 meses, a loja vendedora cobrara ju- ros simples de 1,5% ao mês. Quanto pagarei por essa geladeira e qual o valor de cada prestação mensal, se todas elas são iguais. - Comprei um aparelho de som no prazo de 8 meses. O preço original do aparelho era de R$ 800,00 e os juros simples cobrados pela firma foram de R$ 160,00. Qual foi a taxa (%) mensal dos juros cobrados? Respostas R$ 4 400,00 R$ 70 000,00 R$ 48 000,00 e R$ 248 000,00 R$ 5 220,00 1,1% R$ 1 075,00 e R$ 215,00 2,5% JUROS COMPOSTOS 1. Introdução O dinheiro e o tempo são dois fatores que se encontram estreitamente ligados com a vida das pessoas e dos negócios. Quando são gerados excedentes de fundos, as pessoas ou as empresas, aplicam-no a fim de ganhar juros que aumentem o capital original disponível; em outras oca- siões, pelo contrário, tem-se a necessidade de recursos financeiros durante um período de tempo e deve-se pagar juros pelo seu uso. Em período de curto-prazo utiliza-se, geralmente, como já se viu, os juros simples. Já em períodos de longo-prazo, utiliza-se, quase que exclusivamente, os juros compostos. 2. Conceitos Básicos No regime dos juros simples, o capital inicial sobre o qual calculam-se os juros, permanece sem variação alguma durante todo o tempo que dura a operação. No regime dos juros compostos, por sua vez, os juros que vão sendo gerados, vão sendo acrescentados ao capital inicial, em períodos determinados e, que por sua vez, irão gerar um novo juro adicional para o período seguinte. Diz-se, então, que os juros capitalizam-se e que se está na presença de uma operação de juros compostos. Nestas operações, o capital não é constante através do tempo; pois aumenta ao final de cada período pela adição dos juros ganhos de acordo com a taxa acordada. Esta diferença pode ser observada através do seguinte exemplo: Exemplo 1: Suponha um capital inicial de R$ 1.000,00 aplicado à taxa de 30.0 % a.a. por um período de 3 anos a juros simples e compostos. Qual será o total de juros ao final dos 3 anos sob cada um dos rearmes de juros? Pelo regime de juros simples: J = c . i . t = R$ 1.000,00 (0,3) (3) = R$ 900,00 Pelo regime de juros compostos: ( )J C io n = + −    1 1 = ( )[ ] 00,197.1$13,100,000.1$ 3 RRJ =−= Demonstrando agora, em detalhes, o que se passou com os cálculos, temos: Ano Juros simples Juros Compostos 1 R$ 1.000,00(0,3) = R$ 300,00 R$ 1.000,00(0,3) = R$ 300,00 2 R$ 1.000,00(0,3) = R$ 300,00 R$ 1.300,00(0,3) = R$ 390,00 3 R$ 1.000,00(0,3) = R$ 300,00 R$ 1.690,00(0,3) = R$ 507,00 R$ 900,00 R$ 1.197,00 Vamos dar outro exemplo de juros compostos: Suponhamos que você coloque na poupança R$ 100,00 e os juros são de 10% ao mês. Decorrido o primeiro mês você terá em sua poupança: 100,00 + 10,00 = 110,00 No segundo mês você terá:110,00 + 11,00 =111,00 No terceiro mês você terá: 111,00 + 11,10 = 111,10 E assim por diante. Para se fazer o cálculo é fácil: basta calcular os juros de
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização32 cada mês e adicionar ao montante do mês anterior. DESCONTO SIMPLES Desconto é uma operação de crédito que se realiza, prin- cipalmente, em instituições financeiras bancárias ou monetá- rias, e consiste em que estas instituições aceitem títulos de crédito, tais como notas promissórias e duplicatas mercantis, entre outros antes da data de seus vencimentos, e descon- tem de seus valores nominais, o equivalente aos juros do mercado mais comissões de serviço, além do IOF - Imposto sobre Operações Financeiras. Este imposto é da União e a instituição de crédito apenas recolhe-o do cliente financiado, creditando o erário público. Dependendo da política de crédi- to do governo e do momento econômico, os bancos costu- mam exigir dos financiados uma manutenção de saldo mé- dio, deixando parte do empréstimo vinculado à conta corren- te. Esta operação é chamada de reciprocidade bancária. Depois de todos estes descontos sobre o valor nominal do título, ao financiado resta o valor líquido recebido. Esta mo- dalidade de desconto, é a que denominamos de desconto comercial, ou bancário, ou por fora. Desconto Comercial, Bancário ou Por Fora Esta modalidade de desconto é a mais utilizada, a curto prazo, no Brasil. As fórmulas utilizadas são as seguintes: e onde: Df = valor do desconto efetuado. VF = valor nominal do título, ou seja, o valor futuro. n = prazo da operação ou prazo de vencimento do título. d = taxa de juros utilizada no desconto do título. VP = valor presente ou valor líquido recebido pelo título descontado. Exemplo 1 - A Cia. Descontada descontou um título no Banco Recíproco com o valor nominal de $2.000,00 vencível dentro de 4 meses, à taxa contratada de 5% a.a. Calcular o desconto comercial e o valor liquido recebido pela empresa. Resolução: Para calcular o desconto comercial, vamos utilizar a fórmula: Df = VF. d . n. = 2.000 (0,05) (4) = 400 A seguir, vamos calcular o valor liquido recebido, usando a fórmula: VP = VF(1 – d . n) = 2.000(1 - 0,20) = VP = 1.600 Exemplo 2 - Uma empresa descontou em um banco uma duplicata. Recebeu $166.667,00. Se este tipo de desconto é de 60% a.a., e o vencimento da duplicata era de 4 meses depois de seu desconto, qual era o valor nominal do título na data de seu vencimento? Resolução: Vamos utilizar a fórmula do desconto: VP = $166.667 d = 0,6 a.a. n = 4/12 =1/3 Sabendo-se que Df = VP . d . n e que VF = VP + Df vem: ( )Df = + ⋅ = ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅VF D d n VP d n D d nf D D d n VP d n− ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ ( ) ( ) D d n VP d n D VP d n d n f1 1 − ⋅ = ⋅ ⋅ ∴ = ⋅ ⋅ − ⋅ ( )( ) ( )( ) Df = − = 166 667 0 6 1 3 1 0 6 1 3 33 333 0 8 . , , . , = Df =$41.667,00 Utilizando a fórmula VF = VP + D, temos: VF = 166.667, + 41.667, = $208.334,00 Exemplo 3 - Uma empresa desconta um titulo, pelo qual recebe $87.912,00. A taxa contratada é de 55% a.a. e o valor nominal do titulo é de $100.000,00 . Calcular quanto tempo falta para o vencimento do título. Resolução: VF = $100.000 d = 0,55 a.a. VP = $ 87.912 Df = 100.000 - 87.912 = 12.088 Usando a fórmula Df = VF. d . n, temos: 12.088 = 100.000(0,55)n ∴ n = = 12 088 55 000 . . n = 0,21978 anos (12 meses) = 2,64 meses, n = 0,64 meses = 19,2 dias ≅ 19 dias o prazo é de 2 meses e 19 dias. 2. Desconto Racional ou por Dentro Esta modalidade de desconto simples, praticamente, não é utilizada no Brasil, em operações de desconto e, vamos ver porque, mais adiante. Este tipo de desconto representa, precisamente, o conceito de juros, já que é mensurado a par- tir do capital reaImente utilizado na operação. As fórmulas utilizadas são: Dd = VP . i . n ou D VF i n i n d = ⋅ ⋅ + ⋅1 Exemplo 4 - Se um banco realiza operações de desconto à taxa de juros de 50% a.a. e uma empresa deseja descontar um título, com data de vencimento de 15 de agosto, em 15 de junho, de valor nominal de $185.000,00 qual será o valor líquido a receber? Resolução: VF = $185.000,00 n = 2/12 = 1/6 = 0,50 VP = valor Líquido Recebido Como neste caso temos o VF, vamos utilizar a fórmula do VP = Dd ( )( ) ( )( ) Dd = + = = 185 000 0 5 1 6 1 0 5 1 6 15 417 1083333 231 . , , . , $14. VL = $185.000 - $14.231 = $170.769, (valor líquido recebido) Podemos observar que, no regime de juros simples, o desconto racional aplicado ao valor nominal é igual dos juros devidos sobre o capital inicial (VP), que é o valor descontado (VF – Dd), desde que ambos sejam calculados à mesma taxa (taxa de juros da operação = taxa). Exemplo 5 - Uma empresa descontou em um banco uma duplicata. Recebeu $166.677,00. Se a taxa de desconto é de VP = VF(1 – d . n) D VP d n d n f = ⋅ ⋅ − ⋅1
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização33 60% a.a. e o vencimento do título era quatro meses depois de seu desconto, qual era o valor nominal do título na data de seu vencimento? Resolução: VP = 166.677, i = 0,60 n = 1/3 Fórmula: VF = VP(1 + i . n) VF = 166.677(1 +(0,6) (1/3) = $200.000 Comparando este exemplo com o exemplo 1.9.2., obser- vamos a diferença, no valor dos juros, entre a modalidade de desconto comercial e o desconto racional: Juros pelo desconto racional: $200.000 - $166.667 = $ 33.333 $208.333 - $166.667 = $ 41.667 Esta é uma das principais razões que justificam a escolha, pelos bancos, pela utilização do desconto bancário, ao invés do desconto racional: maior taxa de desconto sobre o mesmo valor descontado. 3. Desconto Comercial e a Taxa de IOF O Imposto sobre Operações Financeiras é defini do pelo Banco Central do Brasil e, na data que elaborávamos este trabalho, as alíquotas vigentes em relação aos tipos de ope- rações eram as seguintes: TIPO _______________________________I O F Operações até 364 dias ...........................................0,0041% ao dia Operações com prazo 360 dias ....................................1,5% no ato Crédito Direto ao Consumidor (CDC)..........0,3% a.m. e máx. 3,6% Desconto de Duplicatas...........................................0,0041% ao dia Repasses governamentais............................................1,5% no ato Exemplo 1 - Considerando uma situação de desconto de duplicata com as seguintes condições: valor nominal do título = 100.000 Prazo = 60 dias; IOF = 0,0041% ao dia; Taxa mensal = 5%. Calcular a taxa de custo efetivo e o desconto no ato. Resolução: Temos: D1=C . i . n/100 =10.000 ( )( )D C IOF n 2 100 100 000 0 0041 60 100 = ⋅ ⋅ = = . , D2 = 246,00 Onde: D1 = desconto de juros, D2 = desconto de IOF O desconto total será: D1 + D2 =10.000 + 246 =10.246 O valor descontado do título = Valor nominal - desconto total =100.000 - 10.246 = 89.754 Custo efetivo = (100.000/89.754)1/2 - 1 = 0,055 ou 5,5% ao mês. 4. Saldo Médio para Reciprocidade O saldo médio, eventualmente, solicitado pela instituição financeira, como reciprocidade, influi no custo total da opera- ção de desconto de títulos. Exemplo 1 - A Cia Emperrada descontou no Banco Des- conta Tudo, uma duplicata. A operação teve os seguintes parâmetros: Valor nominal do título = $10.000. Prazo de vencimento do título = 3 meses (90 dias) IOF = 0,0041% ao dia, Taxa de desconto = 6% ao mês Determinar o fluxo de caixa da empresa e o custo efetivo anual, nas hipóteses de: - não haver exigência de saldo médio (reciprocidade); e - exigência de um saldo médio de 30% Resolução: a) não haver existência de reciprocidade Valor do IOF, em $: IOF = 10.000(0,0041/100) (90) = $36,90 Valor do Desconto: D = 10.000 / 6 / 3000) (90) = $1.800 Valor Líquido, na data zero: 10.000 - IOF - D =10.000 - 36,90 - 1.800 = 58,163,10 Valor a desembolsar, dentro de 90 dias =10.000 Primeiramente, calculamos o custo mensal efetivo ( )iem = ( )i esconto em = − = Valor nominal Valor do d 1 3 1 ( )iem = − = 10 000 00 816310 1 0 07 1 3 . , . , , ou 7% ao mes ( ) ( )i iea em = + − = − =1 1 107 1 12522 12 12 , , ou 125,22% a.a. b) com reciprocidade de 30% O saldo médio de 30% sobre $10.000 é de $3.000, que deverá ficar sem movimentação pela companhia, na sua conta bancária, durante o prazo da operação. Assim, temos: valor líquido recebido, na data zero: 8,163,10 - 3,000 = $5.163,10 valor de resgate, daqui a 3 meses: 10.000 - 3.000 = $7.000 ( )iem = − =7000 5163,10 1 01068 1 3 , ou 10,68% a.m. ( )iea = − =11068 1 2 3783 12 , , ou 237,83% a.a. ESTATÍSTICA ESTATÍSTICA DESCRITIVA Estatística Descritiva é o nome dado ao conjunto de técnicas analíticas utilizado para resumir o conjunto de todos os dados coletados numa dada investigação a relativamente poucos números e gráficos. Ela envolve basicamente: Distribuição de Freqüência: É o conjunto das freqüências relativas observadas para um dado fenômeno estudado, sendo a sua representação gráfica o Histograma (diagrama onde o eixo horizontal representa faixas de valores da variá- vel aleatória e o eixo vertical representa a freqüência relati- va). Por uma conseqüência da Lei dos Grandes Números, quanto maior o tamanho da amostra, mais a distribuição de freqüência tende para a distribuição de probabilidade. Testes de Aderência: São procedimentos para a identificação de uma distribuição de probabilidade a partir de um conjunto de freqüências usando a Lei dos Grandes Números. Essenci- almente, calcula-se a chance da diferença entre uma distribu- ição de freqüência observada e aquela que seria de se espe- rar a partir de uma determinada distribuição de probabilidade (geralmente a Curva Normal). Uma distribuição de freqüência pode ser tida como pertencente a um dado tipo de distribui- ção se o teste de aderência mostrar uma probabilidade de mais de 5% da diferença entre as duas ser devida ao acaso Medidas da Tendência Central: São indicadores que permi- tem que se tenha uma primeira idéia, um resumo, de como se distribuem os dados de um experimento, informando o valor (ou faixa de valores) da variável aleatória que ocorre mais tipicamente. Ao todo, são os seguintes três parâmetros:
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização34 A idéia básica é a de se estabelecer uma descrição dos da- dos relativos a cada uma das variáveis, dados esses levanta- dos através de uma amostra. Média: É a soma de todos os resultados dividida pelo número total de casos, podendo ser considerada como um resumo da distribuição como um todo. Moda: É o evento ou categoria de eventos que ocorreu com maior freqüência, indicando o valor ou categoria mais prová- vel. Mediana: É o valor da variável aleatória a partir do qual me- tade dos casos se encontra acima dele e metade se encontra abaixo Medidas de Dispersão: São medidas da variação de um con- junto de dados em torno da média, ou seja, da maior ou me- nor variabilidade dos resultados obtidos. Elas permitem se identificar até que ponto os resultados se concentram ou não ao redor da tendência central de um conjunto de observa- ções. Incluem a amplitude, o desvio médio, a variância, o desvio padrão, o erro padrão e o coeficiente de variação, cada um expressando diferentes formas de se quantificar a tendência que os resultados de um experimento aleatório tem de se concentrarem ou não em determinados valores (quanto maior a dispersao, menor a concentração e vice-versa). A idéia básica é a de se estabelecer uma descrição dos da- dos relativos a cada uma das variáveis, dados esses levanta- dos através de uma amostra. Fonte: http://www.vademecum.com.br/iatros/estdiscritiva.htm DISTRIBUIÇÃO DE FREQÜÊNCIA A primeira tarefa do estatístico é a coleta de dados. Tor- na-se então necessário um pequeno planejamento, no qual se irá decidir: Quais são os dados a coletar? A coleta de dados será feita utilizando toda a população ou recorrendo a amostragem? Onde serão coletados os dados? Que tipo de fonte será utilizada? Como organizar os dados? Vejamos como essas questões são resolvidas numa situ- ação prática: Exemplo 1: Um repórter do jornal A Voz da Terra foi des- tacado para acompanhar a apuração de votos da eleição da diretoria do clube da cidade, à qual concorrem os candidatos A, B, C e D. O objetivo da pesquisa é a publicação da porcen- tagem de votos obtidos pelos candidatos. O repórter já tem explícitas na proposta de trabalho que recebeu algumas respostas para seu planejamento: os dados a coletar são os votos apurados; a população envolvida é o conjunto de todos os eleitores (não será utilizada amostragem, pois os eleitores se- rão consultados, através da votação); a coleta será direta, no local da apuração. Falta resolver o último item do planejamento: como orga- nizar os dados? Os dados obtidos constituem os dados brutos. O repórter poderá recorrer a uma organização numérica simples, regis- trada através de símbolos de fácil visualização: Agora, ele poderá fazer o rol desses dados, organizando- os em ordem crescente (ou decrescente): Candidatos Votos D B A C 9 11 14 16 Deste modo, ele terá iniciado o trabalho de tabulação dos dados. Apesar de as anotações do repórter trazerem todas as in- formações sobre os cinqüenta votos, provavelmente o jornal não irá publicá-los dessa forma. Ë mais provável que seja publicada uma tabela, com o número de votos de cada can- didato e a respectiva porcentagem de votos: Candidatos Numero de Votos % de votos D B A C 9 11 14 16 18 22 28 32 Total 50 100 Este é um exemplo de distribuição por freqüência. VARIÁVEIS E FREQÜÊNCIAS No caso que estamos estudando, cada voto apurado pode ser do candidato A, do B, do C ou do D. Como são cinqüenta os votantes, o número de votos de cada um pode assumir valores de 1 a 50. O número de votos varia. Ë uma variável. O valor que representa um elemento qualquer de um con- junto chama-se variável. No caso dos votos, a variável assume valores resultantes de uma contagem de O a 50. Quando se tomam, nesse con- junto de valores, dois números consecutivos quaisquer, não é possível encontrar entre um e outro nenhum valor que a vari- ável possa assumir. Por exemplo, entre 20 e 21 não existe nenhum valor possível para a variável. Estamos, portanto, diante de uma variável discreta. Uma tabela associa a cada observação do fenômeno es- tudado o número de vezes que ele ocorre. Este número cha- ma-se freqüência. Na tabela do exemplo dado, a freqüência de votos do candidato A é 9, a do candidato B é 11, a do C é 14 e a do D é 16. Estas freqüências, representadas na segunda coluna, são as freqüências absolutas (F). Sua soma é igual a 50 que é o número total de observações. Na coluna “% de votos”, obtida a partir do cálculo de porcentagem de votos de cada candidato, estão representadas as freqüências relativas (Fr).
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização35 Candidato A 50 9 = 0,18 = 18% Candidato B 50 11 = 0,22 = 22% Candidato C 50 14 = 0,28 = 28% Candidato D 50 16 = 0,32 = 32% A freqüência relativa (Fr) ou freqüência porcentual (F%) é a relação entre a freqüência absoluta e o número total de observações. Sua soma é 1 ou 100%: 0.18 + 0,22 + 0,28 + 0,32 = 1,00 18% + 22% + 28% + 32% = 100% Exemplo 2: Dada a tabela abaixo, observe qual a variável e qual a freqüência absoluta e calcule as freqüências relati- vas. DISTRIBUIÇÃO DE RENDA NO BRASIL — 1971 Faixa de renda Habitações Até 1 salário mínimo De 1 a 3 salários mínimos De 4 a 8 salários mínimos Mais de 8 salários mínimos 224 740 363 860 155 700 47 500 Total 791 800 Fonte: Brasil em dados. Apud: COUTINHO, M. 1. C. e CU- NHA, S. E. Iniciação à Estatística. Belo Horizonte, Lê, 1979, p. 40. Solução: A variável é a renda, em salários mínimos por habitação. As freqüências absolutas são os dados da tabela: em 224 740 moradias a renda é de até 1 salário mínimo; em 363 860 é de 1 a 3 salários; em 155 700 está entre 4 e 8 salários; em 47 800 é maior que 8 salários mínimos. Para obter as freqüências relativas, devemos calcular as porcentagens de cada faixa salarial, em relação ao total de dados: até 1 salário mínimo 791800 224740 = 0,28 = 28% de 1 a 3 salários 791800 363860 = 0,46 = 46% de 4 a 8 salários 791800 155700 = 0,20 = 20% mais de 8 salários 791800 47500 = 0,06 = 6% Organizando os dados numa tabela: DISTRIBUIÇÃO DE RENDA NO BRASIL — 1971 Faixa de renda F Fr(F%) Até 1 salário mínimo De 1 a 3 salários mínimos De 4 a 8 salários mínimos Mais de 8 salários mínimos 224 740 363 860 155 700 47 500 28 46 20 6 Total 791 800 100 Observe que, nesse exemplo, a variável é uma medida: quantos salários mínimos por habitação. Podemos encontrar salários correspondentes a qualquer fração do salário míni- mo. Entre dois valores quaisquer sempre poderá existir um outro valor da variável. Por exemplo, entre 1 e 2 salários poderá existir a renda de 1 salário e meio (1,5 salário); entre 1,5 e 2 poderá existir 1,7 salário etc. Trata-se então de uma variável contínua. Para representá-la na tabela houve neces- sidade de organizar as faixas de renda em classes. Portanto, uma variável que pode teoricamente assumir qualquer valor entre dois valores quaisquer é uma variável contínua. Caso contrário ela é discreta, como no exemplo 1. Em geral, medições dão origem a variável contínua, e conta- gens a variável discreta. AGRUPAMENTO EM CLASSES Como vimos no exemplo 2, para representar a variável contínua “renda” foi necessário organizar os dados em clas- ses. O agrupamento em classes acarreta uma perda de infor- mações, uma vez que não é possível a volta aos dados origi- nais, a partir da tabela. Quando isso se torna necessário, uma maneira de obter resultados aproximados é usar os pontos médios das classes. Ponto médio de uma classe é a diferença entre o maior e o menor valor que a variável pode assumir nessa classe. Esses valores chamam-se, respectivamente, limite superior e limite inferior da classe. No exemplo que acabamos de estudar, na classe de 4 a 8 salários temos: limite inferior: 4 salários — Li = 4 limite superior: 8 salários — Ls = 8 ponto médio: 2 68 + = 6 2 LsLi Pm + = O ponto médio da classe entre 4 e 8 salários é 6 salários mínimos. A diferença entre os limites superior e inferior chama-se amplitude da classe: LiLsh −= Nem sempre a amplitude é um número constante para to- das as classes. Há casos em que a desigualdade das ampli- tudes de classe não prejudica, mas favorece a disposição do quadro de freqüência. Ë o que ocorre no exemplo 2, em que os salários acima de 8 mínimos foram agrupados em uma única classe, impedindo o aparecimento de freqüências muito baixas.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização36 Exemplo 3: A partir das idades dos alunos de uma escola, fazer uma distribuição por freqüência, agrupando os dados em classes. Idades (dados brutos): 8 8 7 6 9 9 7 8 10 10 12 15 13 12 11 11 9 7 8 6 5 10 6 9 8 6 7 11 9 Organizando o rol, temos: 5 6 6 6 6 7 7 7 7 8 8 8 8 8 9 9 9 9 9 10 10 10 11 11 11 12 12 13 15 São 29 observações. As idades variam de 5 a 15 anos; logo, o limite inferior da primeira classe é 5 e o limite superior da última classe é 15. A diferença entre o Ls da última classe o Li da primeira classe chama-se amplitude total da distribuição. A amplitude total é: 15 — 5 = 10 Organizando os dados, por freqüência, temos: Idade F 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 1 4 4 5 5 3 3 2 1 - 1 Total 29 Estando os dados organizados nessa disposição, é fácil agrupá-los em classes. Como a amplitude total é 10 e o número de observações é pequeno, nossa melhor opção é amplitude h = 2, que nos dará cinco classes com amplitudes iguais a 2. h = 2 Classes F 5 7 7 9 9 11 11 13 13 15 5 9 8 5 2 Total 29 A representação 5 7 significa que 5 pertence à classe e 7 não pertence; 7 está Incluído na classe seguinte. Poderíamos também pensar em dez classes com ampli- tude h = 1 ou em duas classes com h = 5. Mas com li = 1 os dados não seriam agrupados, e a tabela continuaria a mes- ma, e com h —= 5 teríamos apenas duas classes, perdendo muitas informações. h = 5 Classes F 5 10 10 15 19 10 Total 29 Para amplitudes 3, 4, 6 ou 7 não conseguiríamos classes com amplitudes iguais. Observemos como ficariam os qua- dros: Classes F 5 8 8 9 11 14 14 15 9 13 6 1 Total 29 Com h = 3 temos quatro classes, mas a última tem ampli- tude (h = 1) diferente das demais. Classes F 5 9 9 13 13 15 14 14 1 Total 29 Com h = 4 ficamos com três classes, sendo a última com amplitude (h = 2) diferente das demais. Classes F 5 11 11 15 22 7 Total 29 Temos agora duas classes com amplitudes 6 e 4. Classes F 5 12 12 15 25 4 Total 29 Ficamos, neste caso, com duas classes com amplitudes 7 e 3. Podemos notar que, quanto maior a amplitude, menor é o número de classes. É regra geral considerarmos amplitudes iguais para todas as classes, mas há casos em que a desigualdade, em vez de prejudicar, favorece a disposição dos dados no quadro. Quando, por exemplo, estamos estudando determinado assunto, muitas vezes surgem dados desnecessários; pode- mos desprezá-los ou então reduzir a tabela, agrupando-os numa classe. Exemplo 4: Levantamento, segundo faixas etárias, do número de casamentos realizados na cidade X, durante de- terminado ano. Classes F de 1 a 15 anos (3 classes) - 15 20 15 20 26 530 26 31 325 31 36 120 36 41 115
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização37 41 46 13 46 51 12 51 56 6 56 61 3 61 100 16 De 1 a 15 anos foram agrupadas três classes, e ainda as- sim a freqüência é zero. De 61 a 100 anos os casamentos não costumam ser freqüentes: foram agrupadas oito classes, sendo registrada a freqüência de 16 casamentos. Estabelecimento do número de classes e da amplitu- de Devemos escolher o número de classes, e consequente- mente a amplitude, de modo que. possamos verificar as ca- racterísticas da distribuição. Ë lógico que, se temos um nú- mero reduzido de observações, não podemos utilizar grandes amplitudes; e também que, se o número de observações é muito grande, as amplitudes não devem ser pequenas. Para o estabelecimento do número de classes, o matemá- tico Sturges desenvolveu a seguinte fórmula: n = 1 + 3,3 logN N é o número de observações, derivado do desenvolvi- mento do Binômio de Newton. Waugh resumiu as indicações na seguinte tabela: Casos observados Número de classes a usar (De acordo com a regra de Sturges) 1 2 3—5 6—11 12—22 23—45 46—90 91—181 182—362 363—724 725—1448 1 449—2 896 2 897—5 792 5 793—11 585 11586—23171 23 172—46 341 46 342—92 681 92 682—185 363 185 364—3 70 727 370 726—741 455 741 456—1 482 910 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Nem sempre, porém, temos à mão essa tabela. Devemos, então, procurar a amplitude total da distribuição. Com este dividendo fixado, consideraremos como divisor um número de classes razoável, e o quociente nos indicará qual amplitude escolher. Exemplo 5: Suponhamos uma distribuição onde o menor valor da variável é 3 e o maior é 80. Temos: Li (primeira classe) = 3 Ls (última classe) = 80 H (amplitude total) = 80 - 3 = 77 Dois números razoáveis de classes seriam 7 ou 11 (divi- sores de 77). Se desejarmos 11 classes, a amplitude de cada uma será: h = 77 : 11 ou h = 11 380 − ⇒ h=7 h = (Ls -Li) : n Onde: h = amplitude de classe Ls — Li = amplitude total n = número de classes Exemplo 6: Em uma escola, tomou-se a medida da altura de cada um de quarenta estudantes, obtendo-se os seguintes dados (em centímetros): 160 152155 154161 162162 161150 160 163 156162 161161 171160 170156 164 155 151158 166169 170158 160168 164 163 167157 152178 165156 155153 155 Fazer a distribuição por freqüência. Solução: Podemos organizar o rol de medidas a partir dos dados brutos, dispondo-os em ordem crescente (ou decres- cente). 150 153 155 156 160 161 162 163 166 170 151 154 155 157 160 161 162 164 167 170 152 155 156 158 160 161 162 164 168 171 152 155 156 158 160 161 163 165 169 178 A menor estatura é 150 cm e a maior 178 cm. A amplitude total é 28 cm. Poderíamos pensar em 4 ou 7 classes. O pri- meiro é um número pequeno para quarenta observações. Com 7 classes, as duas últimas teriam freqüência 1. Para agrupá-las, podemos reduzir o número de classes para 6, e, para facilitar o cálculo, arredondar 178 cm para 180 cm. As- sim, a amplitude total a considerar será: 180 — 150 = 30 Logo: h = 30 : 6 = 5 Organizando os dados em 6 classes de amplitude 5, te- remos: Classes Alturas (cm) 150 155 155 160 160 165 165 170 170 175 175 180 150 151 152 153 154 155 155 155 155 156 156 156 157 158 158 160 160 160 160 161 161 161 161 162 162 162 163 163 164 164 165 166 167 168 169 170 170 171 178 Representando as classes por intervalos fechados à es- querda, não teremos dúvidas quanto a seus limites inferiores e superiores. Podemos agora fazer a tabulação dos dados, registrando na tabela as classes e seus pontos médios, e as freqüências. Além da freqüência absoluta (F) e da relativa (Fr), pode- mos representar a freqüência acumulada (Fa). Acumular freqüências, na distribuição, significa adicionar a cada fre- qüência as que lhe são anteriores.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização38 ALTURAS (CM) DE ESTUDANTES DA ESCOLA X Classes Pm F Fa Fr 150 15 5 152,5 6 6 15 155 16 0 157,5 - 10 16 25 160 16 5 162,5 15 31 38 165 17 0 167,5 5 36 12 170 17 5 172,5 3 39 8 175 18 0 177,5 1 40 2 Total 40 100 Observando a tabela podemos responder a questões co- mo: Quantos são os estudantes com estatura inferior a 160 cm? Que porcentagem de estudantes tem estatura igual ou superior a 175 cm? Quantos são os estudantes com estatura maior ou igual a 160 cm e menor que 175 cm? Qual a porcentagem de estudantes com estatura abaixo de 170 cm? Respostas: a)16 b)2% c)23 d)90% Finalizando, uma observação: o agrupamento em classes muito grandes poderá levar a uma perda de pormenores; podemos, então, optar pelo agrupamento em classes meno- res e, conseqüentemente, por um maior número delas, desde que isso não prejudique o estudo. Com a possibilidade do uso de computadores, esta alternativa torna-se bastante viável. PRINCIPAIS TIPOS DE GRÁFICOS : 1. GRÁFICOS LINEARES OU DE CURVAS São gráficos em duas dimensões, baseados na repre- sentação cartesiana dos pontos no plano. Servem para re- presentar séries cronológicas ou de localização (os dados são observados segundo a localidade de ocorrência), sendo que o tempo é colocado no eixo das abscissas (x) e os valo- res observados no eixo das ordenadas (y). Vendas da Companhia Delta 1971 a 1977 Ano Vendas (Cr$ 1.000,00) 230 260 380 300 350 400 450 Fonte: Departamento de Marketing da Companhia Vendas da Companhia Delta 230 260 380 300 350 400 450 0 100 200 300 400 500 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 Anos Vendas (Cr$1.000,00) 2. GRÁFICO EM COLUNAS OU BARRAS São representados por retângulos de base comum e altura proporcional à magnitude dos dados. Quando dispos- tos em posição vertical, dizemos colunas; quando colocados na posição horizontal, são denominados barras. Embora possam representar qualquer série estatística, geralmente são empregados para representar as séries específicas ( os dados são agrupados segundo a modalidade de ocorrência). A) Gráfico em Colunas População Brasileira ( 1940 – 1970) Ano População 1940 41.236.315 1950 51.944.398 1960 70.119.071 1970 93.139.037 Fonte: Anuário Estatístico - 1974 População do Brasil 0 20000000 40000000 60000000 80000000 100000000 1940 1950 1960 1970 ANOS População B) Gráfico em Barras Produção de Alho – Brasil (1988) ESTADOS QUANTIDADES (t) Santa Catarina 13.973 Minas Gerais 13.389 Rio Grande do Sul 6.892 Goiás 6.130 São Paulo 4.179 Fonte: IBGE
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização39 PRODUÇÃO DE ALHO - BRASIL- 1988 0 5.000 10.00 0 15.00 0 Santa Catarina Rio Grande do Sul São Paulo Estados toneladas 3. GRÁFICO EM COLUNAS OU BARRAS MÚLTIPLAS ESTE TIPO DE GRÁFICO É GERALMENTE EMPREGA- DO QUANDO QUEREMOS REPRESENTAR, SIMULTÂNEA MENTE, DOIS OU MAIS FENÔMENOS ESTUDADOS COM O PROPÓSITO DE COMPARAÇÃO. BALANÇA COMERCIAL BRASIL – 1984 - 1988 ESPECIFI- CAÇÃO VALOR (US$ 1.000.000) 1984 1985 1986 1987 1988 27.0 05 13.9 16 25.6 39 13.1 53 26.2 24 14.0 44 22.3 48 15.0 52 33.789 14.605 Fonte: Ministério das Economia 1984 1985 1986 1987 1988 exportação 0 10.000 20.000 30.000 40.000 US$ MILHÃO ANOS BALANÇA COMERCIAL BRASIL - 1984-88 4. GRÁFICO EM SETORES É a representação gráfica de uma série estatística, em um círculo, por meio de setores circulares. É emprega- do sempre que se pretende comparar cada valor da série com o total. O total é representado pelo círculo, que fica dividido em tantos setores quantas são as partes. Para construí-lo, divide-se o círculo em setores, cujas áreas serão proporcio- nais aos valores da série. Essa divisão poderá ser obtida por meio de uma regra de três simples e direta. Total ___________ 360º Parte___________ x º REBANHOS BRASILEIROS 1988 ES- PÉCIE QUANTIDADE (milhões de cabeças) BOVINOS 140 Suínos 32 Ovinos 20 Caprinos 11 Total 203 Fonte: IBGE Temos: Para Bovinos: 203 -------------360º 140 ------------- x x = 248,2º x = 248º Para Suínos: 203 ------------360º 32 ----------- y y = 56,7º y = 57º Para Ovinos: 203 -----------360º 20 ---------- z z = 35,4º z = 35º Para Caprinos: 203 ----------360º 11 ---------- w w = 19,5º w = 20º REBANHOS BRASILEIROS - 1988 16% 10% 5% 69% Bovinos Suínos Ovinos Caprinos 5. GRÁFICO POLAR É a representação de uma série por meio de um polígono. É o gráfico ideal para representar séries temporais cíclicas, isto é, séries temporais que apresentam em seu desenvolvi- mento determinada periodicidade, como, por exemplo, a variação da precipitação pluviométrica ao longo do ano ou da temperatura ao longo do dia, a arrecadação da Zona Azul durante a semana, o consumo de energia elétrica du- rante o mês ou o ano, o número de passageiros de uma linha de ônibus ao longo da semana, etc. O gráfico polar faz uso do sistema de coordenadas polares. PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA MUNICÍPIO DE RECIFE – 1989 ME- SES PRECIPITAÇÃO (mm) Janeiro 174,8 Fevereiro 36,9 Março 83,9 Abril 462,7 Maio 418,1
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização40 Junho 418,4 Julho 538,7 Agosto 323,8 Setembro 39,7 Outubro 66,1 Novembro 83,3 Dezembro 201,2 Fonte: IBGE PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA MUNICÍPIO DE RECIFE - 1989 0 200 400 600 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro 1. traçamos uma circunferência de raio arbitrário (em particu- lar, damos preferência ao raio de comprimento proporcional à média dos valores da série; neste caso, x = 124,5); 2. construímos uma semi-reta ( de preferência na horizontal) partindo de O (pólo) e com uma escala (eixo polar); 3. dividimos a circunferência em tantos arcos quantas forem as unidades temporais; 4. traçamos, a partir do centro O (pólo), semi-retas passan- do pelos pontos de divisão; 5. marcamos os valores correspondentes da variável, inician- do pela semi-reta horizontal (eixo polar); 6. ligamos os pontos encontrados com segmentos de reta; 7. se pretendemos fechar a poligonal obtida, empregamos uma linha interrompida. 6. CARTOGRAMA O cartograma éa representação sobre uma carta geo- gráfica. Este gráfico é empregado quando o objetivo é o de figurar os dados estatísticos diretamente relacionados com áreas geográficas ou políticas. Distinguimos duas aplicações: Representar dados absolutos (população) – neste caso, lançamos mão, em geral, dos pontos, em número proporcional aos dados. Representar dados relativos (densidade) – neste caso, lançamos mão, em geral, de Hachuras. POPULAÇÃO PROJETADA DA REGIÃO SUL DO BRASIL – 1990 ES- TADO POPULAÇÃO (hab.) Á REA (km 2 ) D ENSIDA- DE Paraná 9.137.700 199.324 45,8 Santa Catarina 4.461.400 95.318 46,8 Rio Grande do Sul 9.163.200 280.674 32,6 Fonte: IBGE 7. GRÁFICOS PICTÓRICOS SÃO GRÁFICOS ATRAVÉS DE FIGURAS QUE SIMBO- LIZAM FATOS ESTATÍSTICOS, AO MESMO TEMPO QUE INDICAM AS PROPORCIONALIDADES. Por serem representados por figuras, tornam-se atraentes e sugestivos, por isso, são largamente utilizados em publici- dades. Regras fundamentais para a sua construção: Os símbolos devem explicar-se por si próprios; As quantidades maiores são indicadas por meio de um número de símbolos, mas não por um símbolo maior; Os símbolos comparam quantidades aproximadas, mas detalhes minunciosos; Os gráficos pictóricos só devem ser usados para compa- rações, nunca para afirma- ções isoladas. PRODUÇÃO BRASILEIRA DE VEÍCULOS 1972 – 1975 (dados fictícios) A NO PRODU- ÇÃO 1972 9.974 1973 19.814 1974 22.117 1975 24.786 ANOS 1975 1974 1973 1972 PRODUÇÃO = 5.000 unidades GRÁFICOS ANALÍTICOS Os gráficos analíticos são usados tipicamente na representação de distribuições de freqüências simples e acumuladas. 1. HISTOGRAMA
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização41 • É a representação gráfica de uma distribuição de fre- qüências por meio de retângulos justapostos , onde no eixo das abscissas temos os limites das classes e no eixo das ordenadas os valores das freqüências absolutas (fi) 2. POLÍGONO DE FREQÜÊNCIAS É um gráfico de linhas que se obtém unindo-se os pontos médios dos patamares dos retângulos do HISTOGRAMA . Classes PM f i fr f% fa fra f%a 30 |--- 40 35 4 0,08 8 4 0,08 8 40 |--- 50 45 6 0,12 12 10 0,20 20 50 |--- 60 55 8 0,16 16 18 0,36 36 60 |--- 70 65 13 0,26 26 31 0,62 62 70 |--- 80 75 9 0,18 18 40 0,80 80 80 |--- 90 85 6 0,12 12 46 0,92 92 90 |--- 100 95 4 0,08 8 50 1,00 100 ΣΣΣΣ 50 1,00 10 0 OBSERVAÇÕES: a) O HISTOGRAMA e o POLÍGONO DE FREQÜÊNCIAS, em termos de fi , fr e f% têm exatamente o mesmo aspecto, mu- dando apenas a escala vertical; b) Observe que, como o primeiro valor da tabela é bem maior que zero, adotamos aproxima-lo do zero através da conven- ção: 30 3. POLÍGONO DE FREQÜÊNCIAS ACUMULADAS OU OGIVA DE GALTON É a representação gráfica que tem no eixo das abscissas os limites das classes e no eixo das ordenadas as freqüên- cias acumuladas (fa ou f%a ) NOTA: Para obtermos o valor da mediana de uma série de valores em dados agrupados usamos uma fórmula, porém, através do gráfico de freqüências acumuladas (OGIVA DE GALTON) podemos obter esse valor. EXEMPLO: Seja a distribuição: Classes fi fa 02 |---- 04 3 3 04 |---- 06 5 8 06 |---- 08 10 18 08 |---- 10 6 24 10 |---- 12 2 26 CONSTRUIR A OGIVA DE GALTON E, A PARTIR DOS DADOS, DETERMINE O VALOR DA MEDIANA DA SÉRIE. Para obtermos a mediana, a partir da OGIVA DE GALTON, tomamos em fa = 26 a freqüência percentual que irá corres- ponder à 100% ou seja, f%a = 100. Como a mediana corresponde ao termo central, localizamos o valor da fa que corresponde à 50% da f%a, que neste caso, é fa = 13. A mediana será o valor da variável associada a esse valor no eixo das abscissas ou seja, Md = 7 CÁLCULO DA MODA PELA FÓRMULA DE PEARSON M o ≅≅≅≅ 3 . Md – 2. x Segundo PEARSON, a moda é aproximadamente igual à diferença entre o triplo da mediana e o dobro da média. Esta fórmula dá uma boa aproximação quando a distribuição apresenta razoável simetria em relação à média. Exemplo: Seja a distribuição: Classes PM fi fa PM . fi 02 |---- 04 3 3 3 9 04 |---- 06 5 5 8 25 06 |---- 08 7 10 18 70 08 |---- 10 9 6 24 54 10 |---- 12 11 2 26 22 ∑∑∑∑ 26 180 Classe Modal e Classe Mediana 06 |---- 08 Determine a Moda pela fórmula de CZUBER e pela fórmula de PEARSON. I) Cálculo da média : 6,92 26 180 n f.PM x i ≅== ∑ x = 6,92 II) Cálculo da mediana:
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização42 a) posição da mediana : P = n/2 = 26/2 P = 13ª posição obtida na coluna fa que corresponde à 3ª classe; b) Li = 6 , ‘fa = 8 , fi = 10 , h = 8 – 6 = 2 c) Md = 162. 10 8)-(13 6h. f )f'-(P Li i a +=+=+ Md = 7 III) Cálculo da moda pela fórmula de CZUBER: Classe modal = Classe de freqüência máxima = 3ª classe (6 |--- 8) Li = 6 , ∆1 = 10 – 5 = 5 , ∆2 = 10 – 6 = 4 , h = 8 – 6 = 2 Mo = Li + h. 21 1 ∆+∆ ∆ = 6 + 45 5 + . 2 = 6 + 1,11... ≅≅≅≅ 7,11 Mo ≅≅≅≅ 7,11 IV) Cálculo da moda pela fórmula de PEARSON: M o ≅≅≅≅ 3.Md – 2. x M o = 3 . 7 – 2 . 6,92 = 21 – 13,84 = 7,16 Mo ≅≅≅≅ 7,16 MEDIDAS DE UMA DISTRIBUIÇÃO Há certas medidas que são típicas numa distribuição: as de tendência central (médias), as separatrizes e as de dis- persão. MÉDIAS Consideremos, em ordem crescente, um rol de notas ob- tidas por alunos de duas turmas (A e B): Turma A: 2 3 4 4 5 6 7 7 7 7 8 Turma B: 2 3 4 4 4 5 6 7 7 8 9 Observemos para cada turma: valor que ocupa a posição central: O valor que aparece com maior freqüência: O quociente da somatória ( ∑ ) dos dados (x) pela quantidade de dados (n): n X∑ Turma A: 11 60 11 87777654432 = ++++++++++ = 5,45 Turma B: 11 59 11 98776544432 = ++++++++++ = 5,36 Colocando estes três valores lado a lado, temos: Turma Posição central Maior freqüência n X∑ A 6 7 5,45 B 5 4 5,36 Observando os resultados, podemos afirmar que a turma A teve melhor desempenho que a turma B. Esses três valores caracterizam as distribuições. São chamados valores típicos. Eles tendem a se localizar em um ponto central de um con- junto de dados ordenados segundo suas grandezas, o que justifica a denominação medidas de tendência central ou médias. O valor que ocupa a posição central chama-se mediana (Md): Para a turma A, a mediana é 6: Md = 6. Para a turma B, a mediana é 5: Md = 5 O valor que aparece com maior freqüência chama-se mo- da (Mo): Para a turma A, a moda é 7: Mc = 7. Para a turma B, a moda é 4: Mc = 4. O quociente da soma dos valores pela quantidade chama- se média aritmética (Ma): Para a turma A, a média aritmética é Ma =5,45 Para a turma B, a média aritmética é Ma =5,36. Portanto, mediana, moda e média aritmética são medidas de tendência central ou médias da distribuição. Existem outros tipos de média, como a média geométrica e a harmônica, que não constarão deste capítulo por não serem muito utilizadas neste nível de ensino. Média aritmética A média aritmética (Ma) é a medida de tendência central mais conhecida. Já sabemos que ela é o quociente da soma dos valores (∑ x) pela quantidade deles (n). Exemplo 1: Consideremos os dados abaixo: 18 17 17 16 1615 15 15 14 14 13 13 13 13 1312 12 12 11 11 A quantidade de dados é: n = 20 A soma dos dados é:
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização43 ∑ x = 18 + 17 + 17 + 16 + 16 + 15 + 15 + 15 + 14 + + 14 + 13 + 13 + 13 + 13 + 13 + 12 + 12 +12 + + 11 + 11 = 280 A média aritmética é: Ma = ⇒= ∑ 20 280 n X Ma = 14 Exemplo 2: Consideremos os mesmos dados do exemplo 1 dispostos em uma distribuição por freqüência: x F 18 17 16 15 14 13 12 11 1 2 2 3 2 5 3 2 Total 20 Veja que o número de observações é igual ao da soma das freqüências: n = F = 20. ∑ x =18 + 17 + 17 + 16 + 16 + 15 + 15 + 15 + + 14 + 14 + 13 + 13 + 13 + 13 + 13 + 12 + =12 + 12 + 11 + 11 ∑ x = 1 .18 + 2.17 + 2.16 + 3.15 + 2.14 + +5.13 + 3.12 + 2.11 Os fatores que multiplicam os dados são as freqüências que aparecem na tabela da distribuição. Logo: Ma = n X∑ ∑ ∑= F Fx As relações se eqüivalem: Ma = n X∑ e ∑ ∑= F Fx Ma Na prática, quando temos a distribuição por freqüência, acrescentamos à tabela uma coluna com os produtos Fx de cada valor pela sua freqüência: x F Fx 18 17 16 15 14 13 12 11 1 2 2 3 2 5 3 2 18 34 32 45 28 65 36 22 Total 20 280 Ma = ⇒ 20 280 Ma = 14 Muitas vezes, são associados aos dados certos fatores de ponderação (pesos), que dependem do significado ou da importância que se atribui ao valor. No exemplo acima, a cada dado está associada sua freqüência. Ë comum nas escolas obter-se a média do aluno pela ponderação das no- tas das provas. Exemplo 3: Numa determinada escola, no primeiro se- mestre, o prol’ ‘~sor de Matemática aplicou a seus alunos três provas: a primeira de álgebra, a segunda de geometria e a terceira exigindo toda a matéria. Considerou peso 2 para a última prova e peso 1 para as duas primeiras. Um aluno obteve as seguintes notas: primeira prova ____ 8,0 segunda prova ____ 5,0 terceira prova ____ 7,0 Qual é a média do aluno? Solução: média é: 75,6 4 27 211 (7,0.2)(5,0.1)(8,0.1) == ++ ++ Temos então um exemplo de média aritmética ponderada (Mp). No exemplo 2, os fatores de ponderação são as freqüên- cias dos dados. No exemplo 3, são os pesos atribuídos às provas. A média ponderada é usada quando já temos os dados dispostos em tabelas de freqüência ou quando a ponderação dos dados já é determinada. Cálculo da média aritmética para dados agrupados em classes Quando, numa distribuição por freqüência, os dados estão agrupados cm classes, são considerados coincidentes com os pontos médios das classes às quais pertencem. Para o cálculo da Ma, usaremos os produtos dos pontos médios pelas freqüências de cada classe (Pm . F). Acrescentamos, então, à tabela dada a coluna Pm . F. Exemplo 4: Seja a tabela que nos dá a altura (x) dos es- tudantes de uma classe de primeiro grau: h = 5 x (cm) Pm F 150 155 152,5 6 155 160 157,5 9 160 165 162,5 16 165 170 167,5 5 170 175 172,5 3 175 180 177,5 1 Total 40 Queremos, a partir da tabela, calcular a média aritmética. Solução: Completando a tabela, com a coluna Pm . F. temos: h = 5 x (cm) Pm F Pm.F 150 15 5 152,5 6 915,0 155 16 0 157,5 9 1417,5 160 16 5 162,5 16 2600,0 165 17 0 167,5 5 837,5 170 17 5 172,5 3 517,5
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização44 175 18 0 177,5 1 177,5 Total ∑F=40 ∑Pm.F=6465, 0 ∑ ∑ ⋅ = F FPm Ma Ma = 40 6465 Ma = 161,625 cm Este é o cálculo da média aritmética pelo chamado pro- cesso longo. Podemos, no entanto, calcular a Ma, sem cálculos demo- rados, utilizando o processo breve. Para isso, devemos com- preender o conceito de desvio (d), que é a diferença entre cada dado e a Ma. O desvio também pode ser chamado de afastamento. No exemplo que acabamos de ver, os dados estão agru- pados em classes; são, portanto, considerados coincidentes com os pontos médios das classes às quais pertencem. Os desvios são: d = α. F, onde α = Pm — Ma. Neste exemplo: (α) (α.F) 152,5 — 161,625 = —9,125 —54,75 157,5 — 161,625 = —4,125 —37,125 162,5 — 161,625 = 0,875 14,0 167,5 — 161,625 = 5,875 29,375 172,5 — 161,625 = 10,875 32,625 177,5 — 161,625 = 15,875 15,875 A soma algébrica dos desvios é: ∑αF= —91,875 + 91,875=0 Esta propriedade pode ser usada para o cálculo da Ma pelo processo breve: A soma algébrica dos desvios dos valo- res de uma série em relação à Ma é nula. Podemos, então, calcular a média aritmética sem recorrer a cálculos demorados. Primeiro, indicamos o ponto médio de uma das classes como uma suposta média aritmética (Ms). Em geral, escolhemos o da classe que apresenta a maior freqüência, para que o desvio (Ma — Ms) seja o menor pos- sível. Calculamos, a seguir, esse fator de correção (C = Ma — Ms). Se C = 0 ⇒ Ma = Ms. Caso contrário, estaremos depen- dendo de um fator de correção para mais ou para menos. Se os intervalos de classe têm a mesma amplitude h, to- dos os desvios Pm — Ms podem ser expressos por c .h, onde h é a amplitude e c pode ser um número inteiro negativo (se o Pm considerado está abaixo da Ms) ou um inteiro positivo (se o Pm está acima da Ms). Consideremos a tabela do exemplo 4, e calculemos a Ma pelo processo breve. Vamos escolher o Pm da classe de maior freqüência como a suposta média: Ms = 162,5 Os desvios em relação à Ms são: 152,5- 162,5= -10 = -2.5 = -2. h ⇒ c = -2 157,5- 162,5= -5 = -1.5 = -1. h ⇒ c = -1 162,5- 162,5= 0 = 0.5= 0 . h ⇒ c = 0 167,5- 162,5= 5 = 1.5= 1 . h ⇒ c = 1 172,5- 162,5= 10= 2.5= 2 . h ⇒ c = 2 177,5- 162,5= 15= 3.5= 3 . h ⇒ c = 3 Os valores obtidos para c são: - 2, - 1, 0, 1, 2, 3. Esses números seriam iguais a α se Ms fosse a média aritmética. Acrescentando à tabela os valores de c e de c . F: x Pm F c c.F 150 15 5 152,5 6 -2 -12 155 16 0 157,5 9 -1 -9 160 16 5 162,5 16 0 0 165 17 0 167,5 5 1 5 170 17 5 172,5 3 2 6 175 18 0 177,5 1 3 3 Total ∑F=40 ∑cF=-7 Considerando-se os quarenta dados, o erro verificado é —7. A soma algébrica dos desvios deveria ser nula se Ms = Ma. Logo, o fator de correção é C = 40 7− ou seja, C = — 0,175. Se: Ma — Ms = 0 ⇒ Ma — 162,5 = —0,175 ou Ma = 162,5 + (—0,175) ∴ Ma = 161,625 Vamos construir o histograma da distribuição e traçar uma perpendicular ao eixo das abscissas passando pelo ponto correspondente à Ma. A linha obtida equilibra o histograma, dividindo-o em duas partes de áreas iguais.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização45 Todos os histogramas de distribuições normais são mais ou menos simétricos em relação à Ma. Os dados de maior freqüência se aproximam da Ma. Você deve ter notado que a média aritmética é um valor que engloba todos os dados. Se houver dados discrepantes, eles influirão no valor da Ma. Exemplo 5: A média aritmética de : 2, 2, 3, 3, 3, 4, 15 é: 57,4 7 32 7 15433322 == ++++++ Podemos notar aqui que a discrepância entre os dados, levou a uma media aritmética maior do que os seis primeiros valores; maior, portanto, do que a maioria deles. Mediana Mediana é o valor que divide a distribuição ao meio de tal modo que 50% dos dados estejam acima desse valor e os outros 50% abaixo dele. Exemplo 6: Sejam as nove observações: Mediana é o número que tem antes e depois de si a mesma quantidade de valores. Quando a quantidade de observações é um número par, a mediana é a média aritméti- ca dos valores centrais. Exemplo 7: Sejam as seis observações: 10 11 15 17 18 20 Nesse caso, a mediana e: ⇒= + 16 2 1715 Md = 16 Você já sabe encontrar a mediana pelo processo gráfico, pela construção da ogiva porcentual. Agora veremos outro modo de obtê-la. A mediana é o valor central; sua posição é definida por: P = 2 1n + Nessa expressão n é o número de observações. No exemplo 6, n = 9; portanto, a posição da mediana é P = 2 19 + ou P = 5: a mediana é o quinto termo. No exemplo 7, n = 6 ⇒ P = 2 16 + = 3,5. A mediana está, assim, entre o terceiro e o quarto termos. Em geral, a média aritmética de uma distribuição não co- incide com a mediana. A mediana é um valor que não sofre influência dos valores extremos e a média aritmética envolve todos os dados. Cálculo da mediana de uma distribuição por freqüência Exemplo 8: Consideremos a seguinte distribuição: Diária (Cz$) Número de operá- rios Fa 200,00 250,00 300,00 350,00 5 8 4 1 5 13 17 18 Determinar a mediana dessa distribuição, em que temos as diárias dos operários de uma fábrica. Solução: Procuremos a posição da mediana pela fórmula: P = 2 1n + São 18 operários: n = 5 + 8 + 4 + 1; logo: P = 2 118 + ⇒ P = 9,5 A mediana está entre o nono e o décimo dado (operários). Observemos que a Fa imediatamente superior a 9,5 é 13, e corresponde à diária de R$250,00. A mediana está entre os oito operários que recebem essa diária. A diária mediana é: Md = R$250,00 De fato, se colocássemos os operários em fila, por ordem de diária, teríamos: 5 operários com diárias de R$200,00 8, com diárias de R$250,00 Exemplo 9: Consideremos a distribuição: h = 5 Classe F Fa 10 15 2 2 15 20 4 6 20 25 10 49 25 30 6 22 30 35 3 25 Total 25 Calculando a mediana, P = 2 125 + ⇒ P = 13, verifica- mos que ela é o 13.0 termo. Está, portanto, na terceira clas- se. A freqüência acumulada imediatamente superior a 13 é 16, que corresponde à terceira classe, em que a freqüência é 10. O 13.º termo está entre os 10 da terceira classe. Logo, a mediana está entre 20 e 25. Os 10 elementos estão na ampli- tude 5 (h = 25 — 20). A diferença (a) entre P e a Fa da classe imediatamente anterior à terceira é 13 — 6 = 7 ⇒ a = 7. Veja o esquema:
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização46 À distância entre 20 e a mediana chamaremos x. Na dis- tância x, temos 7 elementos. Na amplitude 5, temos 10 ele- mentos. Podemos armar a proporção: ⇒= 10 5 7 x x = 3,5 Logo: Md = 20 + 3,5 Md = 23,5 Se os dados estão agrupados em classes, podemos veri- ficar a que classe pertence a mediana calculando o valor P = 2 1n + . A mediana pertence à classe cuja Fa é imediatamente superior a P. Se Fa = P, a mediana é o limite superior da classe com essa freqüência acumulada. Se P ≠ Fa, calculamos d P — Fa (Fa imediatamente supe- rior à P). Armamos então a proporção: F h d x = F é a freqüência da classe à qual pertence a mediana; h é a amplitude da classe; x é o número que somado ao limite inferior da classe em questão nos dará a mediana. F hd x ⋅ = F hd LiMd ⋅ += Essa é a fórmula usada para o cálculo da mediana de uma distribuição por freqüência com dados acumulados em classes. Exemplo 10: Consideremos a tabela do exemplo 4, deste capítulo, e calculemos a mediana. Solução: P = 2 1n + ⇒ ⇒= 2 41 P P = 20,5 A mediana está entre o 20.º e o 21.º termos. A freqüência acumulada imediatamente superior a 20,5 é a da terceira classe. A Md é um valor entre 160 e 165 cm. A Md está entre os 16 dados: A Fa está entre 15 e 31: d = 20,5 — 15 ⇒ d = 5,5 A amplitude da classe é h = 5 F hd 160Md ⋅ += 16 55,5 160Md ⋅ += Md = 160+1,71 Md = 161,71 cm Vamos construir o histograma da distribuição, localizando a Ma e a Md: Moda A moda de um conjunto de números é o valor que ocorre com maior freqüência. A moda pode não existir, e se existir pode não ser única. Exemplo 11: O conjunto de números 2, 2, 5, 7, 9, 9, 9, 10, 11, 12, 18 tem moda 9. Exemplo 12: No conjunto 3, 5, 7, 9, 10, li, todos os dados têm a mesma freqüência. Não existe nenhum valor que apre- sente maior freqüência do que os outros. Ë um caso em que a moda não existe. Exemplo 13: Seja o rol de dados: 3, 3, 4, 4, 4, 5, 6, 7, 7, 7, 8, 9. Os números 4 e 7 apresentam freqüência 3, maior que a dos demais. Nessa distribuição há, portanto, duas modas: 4 e 7. Uma distribuição com duas modas é denominada bimo- dal. A rigor, a moda não é uma medida empregada para um pequeno número de observações. Existem fórmulas para o cálculo da moda, mas, na prática, ela é determinada pelo valor ou pela classe que apresenta maior freqüência. Neste último caso, ela é chamada classe modal, e seu ponto médio é a moda bruta, que representa uma aproximação da moda. Pode-se obter a moda de uma distribuição a partir de seu histograma. Exemplo 14: Considerando os dados do exemplo 4, va- mos encontrar a moda: Solução:
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização47 Considera-se a abscissa do ponto de intersecção dos segmentos CA e BD. Numa distribuição com dados agrupados, para a qual se construiu uma curva de freqüência, a moda é o valor (ou os valores) que corresponde ao ponto de ordenada máxima (ponto mais alto da curva). Exemplo 15: Seja a distribuição do exemplo 4, deste capí- tulo, que nos dá a altura dos estudantes de uma classe de primeiro grau. Calculamos Ma = 161,625 cm (no exemplo 4), Md = 161,71 cm (no exemplo 10) e encontramos a Mo pelo processo gráfico (exemplo 14). Representemos os três valo- res no mesmo gráfico: As medidas que acabamos de estudar (Ma, Md e Mo) têm a tendência de se localizar no centro da distribuição. Em distribuições em que as curvas são simétricas, as três são coincidentes (distribuição normal). Para curvas assimétricas, o matemático Pearson verificou que a distância entre a Ma e a Mo é três vezes maior que a distância entre a Ma e a Md: Ma — Mo = 3 (Ma — Md) Isolando Mo: Mo = 3 Md — 2 Ma Essa é a fórmula empírica de Pearson. Exemplo 16: Na distribuição do exemplo anterior, Ma = 161,625 e Md = 161,71. Calcular o valor da Mo. Mo = 3 Md — 2 Ma Mo = 3.161,71 — 2.161,625 = 161,88 ⇒ Mo = 161,88 DESVIO PADRÃO O desvio padrão é a medida mais usada na comparação de diferenças entre grupos, por ser a mais precisa. Ele de- termina a dispersão dos valores em relação à média. Exemplo 7: Consideremos os pesos de 20 crianças re- cém-nascidas, numa cidade X: 10 meninos e 10 meninas. Meninos Peso (g) Meninas Peso (g) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 3 750 3 750 3 350 3 250 3 250 3100 3 150 3 100 3 350 3 350 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 3 000 3 300 3 200 3 250 3 100 3100 3 300 3 000 3 100 3 150 As médias aritméticas dos pesos são: meninas: 3150g meninos: 3340g Podemos observar que o peso dos meninos é em média maior que o das meninas. Calculemos os desvios e seus quadrados: Meninos Peso d d 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 3 750 3 750 3 350 3 250 3 250 3 100 3 150 3 100 3 350 3 350 410 410 10 —90 —90 —240 —190 —240 10 10 168 100 168 100 100 8 100 8 100 57 600 36 100 57 600 100 100 Meninas Peso d d 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 3 000 3 300 3 200 3 250 3 100 3 100 3 300 3 000 3 100 3 150 —150 150 50 100 —50 —50 150 —150 —50 0 22 500 22 500 2 500 10 000 2500 2 500 22 500 22 500 2 500 0 A média aritmética dos quadrados dos desvios chama-se variância. Calculemos as variâncias das duas distribuições. Para os meninos: 50400 10 10036.2600572.1008100.3100.2168 = ++++ Para as meninas:
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização48 11000 10 110000 10 100002500.422500.4 == ++ A raiz quadrada da variância é o desvio padrão. Calculemos os desvios padrões de cada uma das distribu- ições: para os meninos _____ s1 = 50400 = 224,5 g para as meninas _____ s2 = 11000 = 104,9g Comparando os dois valores, notamos que a variabilidade no peso dos meninos é maior que no das meninas (s1 > s2). O desvio padrão é a medida de dispersão mais utilizada em casos de distribuições simétricas. Lembramos que, grafi- camente, distribuições desse tipo se aproximam de uma curva conhecida como curva nórmal ou curva de Gauss: O desvio padrão tomado com os sinais - e + ( - s e +s) de- fine em torno da média aritmética uma amplitude (2s) chama- da zona de normalidade. Processos matemáticos indicam que 68,26% dos casos se situam nessa amplitude. Exemplo 8: Considerando os resultados do exemplo 7 a respeito do peso das meninas: Ma = 3 150 g e s = 104,9 g, calcular a zona de normalidade. Solução: Devemos encontrar um intervalo de amplitude 2s, em torno da Ma: Ma + s = 3 150 + 104,9 = 3254,9 g Ma - s = 3 150 - 104,9 = 3005,1 g Serão consideradas dentro da normalidade todas as me- ninas com pesos entre 3 005,1 g e 3 254,9 g. Exemplo 9: Consideremos a seguinte tabela: NOTAS DE MATEMÁTICA DE UMA CLASSE X Notas Pm F 0 2,0 2,0 4,0 4,0 6,0 6,0 8,0 8,0 10,0 1,0 3,0 5,0 7,0 9,0 3 9 16 8 4 ∑ F = 40 Calcular: a média aritmética; o desvio padrão; a zona de normalidade (e representá-la em um polígono de freqüência). Solução: a) Para o cálculo da Ma, vamos construir uma tabela que nos auxilie: h = 2 Notas Pm F α α.F 0 2,0 1,0 3 -2 -6 2,0 4,0 3,0 9 -1 -9 4,0 6,0 5,0 16 0 0 6,0 8,0 7,0 8 1 8 8,0 10,0 9,0 4 2 8 ∑F=40 ∑αF=1 Ma = Pm + h. F F ∑ ∑ ⋅α Ma = 5,0 + 2 . 40 1 Ma = 5,0 + 0,050 Ma = 5,05 Para o cálculo do desvio padrão, vamos calcular os desvios (d = Pm — Ma) e acrescentar à tabela dada as colunas d, d 2 , d 2 F: h = 2 notas Pm F d d 2 d 2 F Ma = 5,05 01 2,0 2,01 4,0 4.01 6.0 6,01 8,0 8,0 10,0 1.0 3,0 5,0 7,0 9.0 3 9 16 8 4 - 4,05 - 2,05 - 0,05 1,95 3,95 16,40 4,20 0,0025 3,80 15,60 49,2 0 37,8 0 0,04 30,4 0 62,4 0 ∑F=40 ∑d 2 F= 179,84 ∑ ∑= F Fd s 2 40 84,179 s = 50,4s = s = 2,12 Cálculo da zona de normalidade: Ma - s = 5,05 - 2,12 ⇒ Ma - s = 2,93 Ma + s = 5,05 + 2,12 ⇒ Ma + s = 7,17 A zona de normalidade inclui, portanto, notas de 2,93 a 7,17. BIBLIOGRAFIA Estatística Fácil –Editora Ática Introdução à Estatística – Editora Saraiva Introdução à Estatística – Editora Ática PROBABILIDADE DISCRETA Probabilidade discreta é um conceito matmeático que po- de ser visto como a frequência de ocorrência de elementos com certa propriedade em um conjunto. Definição (Probabilidade discreta) Seja $X = { x_1, cdots, x_n }$, $n geq 1$, um conjunto finito. Uma função $p : {mathcal P}(X) to [0, 1]$ é uma probabilidade discreta so- bre X se as seguintes condições são satisfeitas: $p(emptyset) = 0$ e $p(X) = 1$; e se $X_1 subseteq X$ e $X_2 subseteq X$ são tais que $X_1 cap X_2 = emptyset$, então $p(X_1 cup X_2) = p(X_1) + p(X_2)$.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização49 Para simplificar a notação, sempre que o conjunto $X$ es- tiver claro pelo contexto, uma probabilidade discreta $p$ sobre $X$ será referenciada somente por probabilidade. Ainda por simplicidade de notação, escrevemos $p_i$ ou $p(x_i)$ para representar $p({ x_i })$, que indica a propabili- dade do conjunto singular ${ x_i }$, $x_i in X$. Feitas a definição formal e as simplificações convenientes na notação, podemos buscar uma interpretação apropriada aos termos empregados. Em primeiro lugar, o termo "discreta" usado para classificar a probabilidade definida destaca o fato de o conjunto $X$ possuir uma bijeção com um número natural (por conveniência, indexamos os elementos de $X$ com números naturais de 1 a $n$, mas isso não nos impede de perceber a existência de uma bijeção com, por exemplo, $n- 1$). Partindo, portanto, de um conjunto enumerável $X$, estabelece-se uma função que associa um número a cada um dos subconjuntos de $X$, também denominados de even- tos. Para que essa função seja uma probabilidade, são im- postas algumas condições. Primeiramente, o número associ- ado a cada subconjunto (evento) deve ser um número real (novamente o conjunto dos números reais, do qual continua- mos a supor a existência). Mas isso não basta para caracteri- zar uma probabilidade, pois as duas condições também pre- cisam ser satisfeitas. Em particular, observe que a segunda delas é equivalente a $p(X') = sum_{x_i in X'} p_i$, de onde decorre que $p(X) = sum_{x_i in X} p_i$. Como $p(X) = 1$, temos $sum_{x_i in X} p_i = 1$. Fica evidente pela definição que, dado um conjunto $X$, há diversas probabilidades distintas que podem ser definidas sobre $X$. O exemplo mais imediato de uma probabilidade é a função tal que $p_i = p_j$, para quaisquer $i, j in { 1, 2, ldots, n }$, o que estabelece que cada subconjunto singular de $X$ tem exatamente a mesma frequência de ocorrência. Naturalmente, essa função é tal que $p_i = 1/n$, para todo $i in { 1, 2, cdots, n }$. Observe que, nesse caso, $p(X') = |X'|/|X|$, para todo $X' subseteq X$. Essa probabilidade é conhecida como probabilidade de Laplace. Funções de probabilidade encontram aplicação na deter- minação da "frequência de ocorrência" de elementos de cada subconjunto de $X$ em experimentos em que um subconjun- to de $X$ é escolhido aleatoriamente. Em tal tipo de experi- mento, o conjunto $X$ é formado pelos possíveis resultados do experimento. Nesse contexto, para cada $x_i in X$, o valor $p_i$ pode ser interpretado da seguinte forma: se reali- zarmos o experimento um número suficientemente grande de vezes, obteremos o resultado $x_i$ em uma razão dada por $p_i$. Assim sendo, quanto maior o valor atribuído por uma função de probabilidade a um certo subconjunto, maiores são as "chances" de um elemento desse subconjunto ser escolhi- do no experimento, e vice-versa. Vamos considerar os se- guintes exemplos ilustrativos de tal aplicação. Exemplo Lança-se uma moeda, que pode cair em cara ou coroa. Definindo $X = { cara, coroa }$, podemos verificar que a função $p : X to [0, 1]$ tal que $p(emptyset) = 0$, $p(cara) = 1/2$, $p(coroa) = 1/2$ e $p(X) = p(cara) + p(coroa)$ é uma probabilidade. De fato, trata-se da probabili- dade de Laplace. Sempre que a chance de obtenção de cara ou coroa no lançamento da moeda for dada por essa função $p$, dizemos que a moeda é não-viciada. Caso contrário, estamos diante de uma moeda viciada. Exemplo Ao jogar um dado, obtemos um número do con- junto ${1,2,3,4,5,6}$. Se $p$ é uma função que atribui 0 ao conjunto vazio, o valor $p_i = frac{1}{6}$ a cada número $i$ entre 1 e 6, e o valor $sum_{x_i in X'} p_i$ para cada sub- conjunto $X'$ de ${1,2,3,4,5,6}$, então $p$ é uma probabili- dade. Para convencer-se desse fato, basta verificar que $p({1,2,3,4,5,6}) = 1$. Assim como no exemplo da moeda, a probabilidade assim definida (que é a probabilidade de Lapla- ce para este caso) identifica um dado não-viciado, enquanto qualquer outra probabilidade corresponde a um dado viciado. Exemplo Temos $C_5^{52}$ possíveis jogos de pôquer em um baralho. A probabilidade de Laplace de se obter uma mão com quatro ases é de $frac{C_1^{48}}{C_5^{52}}=0.0000185$, pois são 48 os jogos que são formados com quatro ases. Algumas propriedades das probabilidades podem ser de- rivadas diretamente da definição. Vejamos dois exemplos onde $X = { x_1, cdots, x_n }$ e $p : mathcal P(X) to [0, 1]$ é uma probabilidade. Lema Se $X'' subseteq X$ e $X' subset X''$, então $p(X') = p(X'') - p(X'' - X')$. Demonstração: Consequência direta das propriedades da definição de probabilidade e do fato $X'' = X' cup (X'' - X')$. $Box$ Lema Se $X' subseteq X$, então $p(X') = 1 - p(X - X')$. Demonstração: Como $X' cap (X - X') = emptyset$, po- demos usar a segunda propriedade da definição de probabili- dade para obter $p(X) = p(X') + p(X - X')$. Logo, como $p(X) = 1$, temos o resultado desejado. $Box$ Uma outra propriedade de probabilidade complementa a definição, no sentido que indica a probabilidade da união de subconjuntos não-disjuntos. Mais especificamente, tomemos dois subconjuntos $X_1$ e $X_2$ de $X$, supondo que $X_1 cap X_2 ne emptyset$. De forma semelhante ao ra- ciocínio adotado nas demonstrações que acabamos de apre- sentar, escrevemos $X_1 cup X_2 = X_1 cup (X_2 - X_1)$, obtendo $p(X_1 cup X_2) = p(X_1) + p(X_2 - X_1)$. Em seguida, escrevemos $X_2 - X_1 = X_2 - (X_2 cap X_1)$, do que deduzimos, à luz do Lema, que $p(X_2 - X_1) = p(X_2) - p(X_2 cap X_1)$. Juntando as peças, chegamos a $p(X_1 cup X_2) = p(X_1) + p(X_2) - p(X_1 cap X_2)$, igualdade que também pode ser derivada usando-se um raciocínio análogo ao Princípio da Inclusão e Exclusão. Vejamos como. Sabendo que $p(X_1) = sum_{x_i in X_1} p_i$ e $p(X_2) = sum_{x_i in X_2} p_i$, quando fazemos $p(X_1) + p(X_2)$, os termos referentes aos elementos de $X_1 cap X_2$ apa- recem duas vezes no somatório resultante. Assim sendo, $p(X_1 cup X_2) = p(X_1) + p(X_2) - p(X_1 cap X_2)$. Usando qualquer desses raciocínios, de maneira indutiva, para $r$ subconjuntos de $X$, chegamos ao seguinte resul- tado. Teorema Se $X_1, X_2, cdots, X_r$ são subconjuntos de $X$, então $p(X_1 cup X_2 cup cdots cup X_r) = sum_{1 leq j leq r} left( (-1)^{j + 1} sum_{1 leq i_1 < cdots < i_j leq r} p(X_{i_1} cap X_{i_2} cap cdots cap X_{i_j}) right)$ Exemplo Considere um conjunto de 100.000 pessoas, onde 51.500 são homens e 48.500 são mulheres. Entre os homens, suponha que 9.000 são loiros e entre as mulheres 30.200 são loiras. Suponha que devemos escolher uma pes- soa aleatoriamente. A probabilidade de Laplace $p$ de cada um ocorrer é $frac{1}{100000}$. Considere os conjuntos formados por todos os homens loiros, todas as mulheres loiras, todos os homens morenos e todas as mulheres more-
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização50 nas, codificados como $hl$, $ml$, $hm$ e $mm$, respecti- vamente. As probabilidades dos conjuntos acima são: $p(mm)= 0.183 , p(hl) = 0.090, p(hm) = 0.425, p(ml) = 0.302$. Por outro lado, sejam os conjuntos $A$, formado pelas pessoas loiras, e $B$, formado por todas as mulheres. Te- mos que $p(A cup B)$ é a probabilidade de se escolher uma pessoa que é loira ou mulher; $p(A cap B)$ é a probabilidade de se escolher uma mulher loira; $p(A-B)$ é probabilidade de se escolher um homem loiro; e $p(Aoplus B)$ é a probabili- dade de se escolher um homem loiro ou uma mulher morena. Os valores dessas probabilidades são, respectivamente, $p(A) = 0.090 + 0.302$, $p(B) = 0.183 + 0.302$, $p(Acup B) = 0.183 + 0.090 + 0.302$, $p(Acap B) = 0.302$, $p(A-B) = 0.090$ e $p(Aoplus B) = 0.090 + 0.183$. JUROS E CAPITALIZAÇÃO SIMPLES CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA DESCONTO E TAXAS DE DESCONTO Por definição, juro simples é aquele pago unicamente so- bre o capital inicial, ou principal, sendo diretamente propor- cional a esse capital e ao tempo em que este é aplicado. Pelo regime de capitalização simples o fator de proporcionalidade é a taxa de juros por período, i. JURO SIMPLES ORDINÁRIO Como o período financeiro mais comum é o ano, e pelo costume vigente, as operações com prazos superiores a um ano são, na maior parte das vezes, avaliadas pelo regime de capitalização composta, resulta que a fórmula do juro sim- ples: J = C . i . n (1) Onde C = capital inicial ou principal; i = taxa de juros do período e n = prazo de aplicação (é a mais utilizada para períodos n menores do que um ano) Nessa hipótese, deve-se observar duas normas financeiras comuns: O ANO CIVIL - considera-se o ano civil como base de cálculo, isto é, o ano com 365 dias ou 366 dias, conforme seja bissexto ou não. Desse modo, um dia eqüivale, conforme o ca- so, à fração 1/365 ou 1/366 do ano. O ANO COMERCIAL - considera-se o ano comercial como base de cálculo, isto é, o ano de 360 dias, subdividido em 12 meses de 30 dias cada. Assim, um dia equivale à fração 1/360 do ano e um mês equivale à fração 1/ 12 do ano. JURO SIMPLES EXATO Considerando-se o ano civil para o cálculo do juro, deve-se contar o tempo em seu número exato de dias. Exemplo: O juro de um capital aplicado de 17.3.19XI a 25.6.19XI, é calculado sobre 100 dias, número exato de dias decorridos entre as duas datas. Sendo n o número exato de dias durante os quais um capital C é colocado a juros simples, à taxa i, obtém-se o juro calculan- do n/365, na fórmula (1) : J = C . i . n/365 ou J = C . i . n/366. O juro assim calculado, é chamado de juro simples exato. JURO SIMPLES COMERCIAL Adotando-se a convenção do ano comercial, deve-se computar o prazo de acordo com a mesma convenção, isto e, considerando-se cada mês como tendo 30 dias. Assim, por exemplo, de 17.3.Xl a 25.6.Xl deve-se contar 98 dias, da seguinte maneira: De 17.3 a 17.6 ...... 90 dias (3 meses) De 17.6 a 25.6 ...... 8 dias 98 dias Representando por n o número de dias de corridos entre as duas datas e, calculando pelo processo acima temos que, um capital C aplicado à taxa i durante esse prazo, é obtido calculando n/360 na fórmula (1), resultando em J = C . i . n/360 (2) Denominaremos o juro, assim calculado, de juro simples ordinário ou usual. Como há tabelas que fornecem diretamente o número exato de dias decorridos entre duas datas, na prática bancária, onde as operações, raramente, são realiza das a prazo superior a 120 dias, usa-se, freqüentemente, a fórmula (2), tomando-se, contu- do, para n, o número exato de dias. Fórmulas Derivadas Considerando a fórmula básica (1) para o cálculo do juro em regime simples de capitalização, podemos, por simples transformação algébrica, encontrar o quarto termo ou valor da fórmula, desde que sejam dados os outros três, assim: a) Para calcular o capital inicial: C = J / i . n b) Para calcular a taxa de juros: i = J/C . n c) Para calcular o prazo:n = J/C . i OBSERVAÇÕES: Supõe-se que o juro e o principal são devidos apenas no fim do prazo de aplicação, a não ser que haja mudança de conven- ção. O prazo de aplicação (n) deve estar expresso na mesma u- nidade de tempo, na fórmula, a que se refere a taxa (i) conside- rada. Exemplo 1 - Caso uma aplicação seja por 2 anos mas, a taxa de juros seja expressa em semestre, devemos converter o prazo para semestres. 2. Taxa Percentual e Taxa Unitária FORMA PERCENTUAL - Neste caso, a taxa diz-se aplicada a centos do capital, ou seja, ao que se obtém após dividir-se o capital por 100. A fórmula (1) tomaria, então, as seguintes formas: J = C . i/100.n ou J = C/100 . i . n ou J = C . i . n/100 ou o que é o mesmo que: J = C . i . n/100 (3) a partir da qual chega-se à expressão do montante ou valor futuro, como soma do capital e juros: Exemplo 1 - Calcular o juro que rende um capital de $10.000 aplicado por um ano à taxa de juros de 10% a.a. Resolução: Utilizando a fórmula (3), temos: J x x = = 10 000 10 1 100 000 . $1. b) FORMA UNITÀRIA Agora a taxa refere-se à unidade do capital, isto é, calcula-se M = C + C . i . n/100
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização51 o que rende a aplicação de uma unidade de capital no intervalo de tempo a uma dada taxa. Exemplo 2 - Se tivermos uma taxa de 0,24% a.a., então a a- plicação de $1,00 por ano, gera um juro de $0,24. Exemplo 3 - No exemplo 1, com a taxa na forma unitária (0,10% a.a.). Resolução: J = 10.000 x 0,10 x 1 = J = $1.000,00 Pode-se observar que para transformar a forma percentual em unitária, basta dividir a taxa expressa na forma percentual por 100. E, o inverso, transformar a forma unitária em percentual, basta apenas multiplicar a forma unitária por 100. OBSERVAÇÃO: A fim de diferenciar, simbolicamente, a taxa de juro percen- tual da taxa de juro decimal ou unitária, podemos convencionar que: A notação r signifique a taxa de juros efetiva em cada perío- do de capitalização, dada em porcentagem, e sempre men- cionando a unidade de tempo considerada. Exemplo: r = 15% ao ano. A notação i signifique a taxa de juros efetiva em cada perío- do, dada em fração decimal. Exemplo: i = r/100 = 0,15 a.a. A taxa i será usada no desenvolvimento de todas as fórmulas, enquanto, r será usada na fixação os juros. 3. Taxa Nominal e Taxa Efetiva Por definição, a taxa nominal é aquela cujo período de capitalização não coincide com aquele a que ela se refere, ou seja, é aquela em que a unidade de referência de seu tempo não coincide com a unidade de tempo dos períodos de capitalização. A taxa nominal, normalmente, é dada em termos anuais, e os períodos de capitalização podem ser diários, mensais, trimes- trais, ou semestrais. Exemplo 1 - São exemplos de taxas nominais: a) 6% a.a. capitalizados trimestralmente; b) 30% a.a. capitalizados mensalmente; c) 18% a.a. capitalizados semestralmente. No mercado financeiro, encontramos a taxa nominal sendo muito utilizada como referência, mas não sendo usada nos cál- culos, por não representar uma taxa efetiva. Esta, por estar embutida na taxa nominal, é a taxa que realmente interessa, pois ela é que será efetivamente aplicada em cada período de capita- lização. Exemplo 2 - Aproveitando os mesmos dados do Exemplo 1 vamos demonstrar como se calcula as taxas efetivas decorrentes das taxas nominais: 6% a.a., capitalizados trimestralmente, significa uma taxa efetiva de: 6% a.a./4 trimestres =1,5% a.t. 30% a.a., capitalizados mensalmente, significa uma taxa efetiva de: 30% a.a./12 meses = 2,5 a.m. 18% a.a., capitalizados semestralmente, significa uma taxa efetiva de: 18% a.a./2 semestres = 9% a.s. Uma vez encontradas as taxas efetivas, devemos abandonar as taxas nominais e efetuar todos os cálculos com as taxas efetivas correspondentes, ou seja, 1,5% a.t., 2,5% a.m. e 9% a.s. Devemos ter em mente que a obtenção da taxa efetiva con- tida na taxa nominal é feita no regime de juros simples, e que, neste regime, as taxas nominais serão sempre taxas efetivas. Ainda, por convenção, a taxa efetiva, que é aquela a ser consi- derada na aplicação de fórmulas, correspondente a uma dada taxa nominal é a taxa que, relativa ao período de capitalização mencionado, lhe seja proporcional. Concluíndo, podemos definir taxa efetiva ou real como sendo aquela em que a unidade de referência de seu tempo coincide com a unidade de tempo dos períodos de capitalização. Consi- derando o exemplo 2 , dizemos 1,5% a,t., simplesmente, ao invés de dizermos, 1,5% a.t., capitalizados trimestraImente . 4. Taxas Proporcionais Pelo regime de juros simples, duas ou mais taxas de juros são consideradas proporcionais quando, ao serem aplicadas a um mesmo capital inicial, durante um mesmo prazo, produzirem um mesmo montante acumulado, ao final daquele período. Donde se conclui que, o conceito de taxas proporcionais, está estritamente vinculado ao regime de juros simples. Exemplo 1- Calcular o montante acumulado (VF), no final de três anos, considerando um capital inicial (VP) de $1.000,00, pelo regime de juros simples, para cada uma das seguintes taxas de juros: a) 36% ano ano; b) 18% ao semestre; c) 9% ao trimestre; d) 3% ao mês; e, e ) 0,1% ao dia. Resolução: Utilizando a fórmula VF = VP (1 + i . n) a) VP= $1.000,00; ia = 0,36; n= 3 anos; VF = ? VF= 1.000 (1 + 0,36 x 3) = 1.000(1 + 1,08) = VF= 1.000 (2,08) = 2.080 b) VP= $1.000; is= 0,18; n= 6 semestres; VF= VF= 1.000(1 + 0,18 x 6) = 1.000(1 + 1,08) = VF= 1.000(2,08) = 2.080 c) VP= $1.000,00; it= 0,09; n= 12 trimestres; VF = ? VF= 1.000(1 + 0,09 x 12) = 1.000(1+1,08) = VF= 1.000(2,08) = 2.080 d) VP= $1.000,00; im= 0,03; n= 36 meses; VF=? VF= 1.000(1 + 0,03 x 36) = 1.000(1+1,08) = VF= 1.000(2,08) = 2.080 e) VP= $1.000,00;id= 0,001; n= 1.080 dias VF= 1.000(1 + 0,001 x 1.080) = VF= 1.000(1 + 1,08) - 1.000(2,08) = 2.080 Podemos concluir que, as taxas 36% a.a.;18%a.s.; 9% a.t.; 3% a.m.; e, 0,1% a.d., são proporcionais, porque aplicadas sobre um mesmo capital inicial e um mesmo prazo total, resultaram em um mesmo montante acumulado. Se considerarmos o ano comercial, ou seja, o ano com 360 dias, as fórmulas, a seguir, conduzem ao cálculo dessas taxas proporcionais: i i i i ia s t m d= ⋅ = ⋅ = ⋅ = ⋅2 4 12 360 5. Taxas Equivalentes Pelo regime de juros simples, duas taxas são consideradas equivalentes quando, ao serem aplicadas a um mesmo capital inicial, durante um mesmo prazo, ambas gerarem o mesmo montante acumulado no final daquele prazo. Exemplo 1 - Seja um capital inicial de $20.000,00 que pode ser aplicado, alternativamente, à taxa de 3% a.m. ou de 36% a.a. Considerando um prazo de aplicação de 3 anos, certificar se as taxas são equivalentes. Resolução: Utilizando a fórmula VF = VP (1 + i . n), temos: a) VP= $ 20 .000; ia = 0,36 ao ano; n= 3 anos;
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização52 VF = ? VF= 20.000(1 + 0,36 x 3) = 20.000(2,08) = VF= 41.600 b) VP= $20.000,00; im= 0,03 ao mês; n= 36 meses; VF = ? VF= 20.000(1 + 0,03 x 36) = 20.000(2,08) = VF= 41.600 Através desse exemplo, certificamos que, o montante acumulado (VF) é igual nas duas hipóteses e, dessa maneira, constatamos que a taxa de 3% a.m. é equivalente à taxa de 36% a.a. Podemos, então, concluir que, pelo regime de juros simples, as taxas proporcionais de juros são igualmente equivalentes, e que tanto faz, falarmos que duas taxas de juros são proporcio- nais ou são equivalentes. 6. Prazo, Taxa e Capital Médios Quando os prazos de diversos capitais não são os mesmos e as taxas de juros diferem entre si, recorremos ao expediente de calcular a média para cada caso. Vamos utilizar exemplos ilustrativos como a forma mais objetiva de expor os conceitos: PRAZO MÉDIO DE VENCIMENTO DE DIVERSOS CAPITAIS CASO 1 - TAXAS IGUAIS Pode-se determinar o prazo médio de vencimento de diver- sos capitais empregados a tempos diferentes. O critério é consi- derar os capitais como pesos. A fórmula será, pois, chamando n1, n2, n3 :. os tempos dados, supostas as taxas iguais: Prazo médio (PMe) = C n C n C n C C C 1 1 2 2 3 3 1 2 3 + + + + + + ... ... Exemplo: O Sr. Elesbão deve a um terceiro, os seguintes ca- pitais a 10% a.a.; $2.000 a 45dias; $5.000 a 60 dias e $1.000 a 30 dias. Quando poderá pagar tudo de uma só vez, de modo que desta unificação de vencimentos não advenha prejuízo nem para o devedor nem para o credor? Resolução: Aplicando a fórmula acima, temos: ( ) ( ) ( )PMe x x x = + + + + 2 000 45 5 000 60 1000 30 2 000 5 000 1000 . . . . . . PMe = = 420 000 8 000 52 5 . . , dias Ao fim deste prazo, a contar da data da operação, pode ser feito o pagamento integral dos capitais devidos, disso não resultando, prejuízo algum, nem para o devedor nem para o credor. CASO 2 - TAXAS DIFERENTES Quando isto acontece, o critério a adotar-se é o mesmo do caso dos, tempos diferentes para a taxa média, escrevendo-se PMe C i n C i n C i n C i C i C i = + + + + + + 1 1 1 2 2 2 3 3 3 1 1 2 2 3 3 ... ... funcionando agora, como pesos, os produtos dos capitais pelas respectivas taxas. Exemplo: Calcular o prazo médio de vencimento, para pagamento de uma só vez dos seguintes capitais: $ 20.000 por 6 meses a 6% a.a. e $ 50.000 por 4 meses a 12% a.a. Resolução: utilizando a fórmula acima, temos: ( )( ) ( )( ) ( )( ) ( )( ) PMe =       +       + 20 000 6 6 12 50 000 12 4 12 20 000 6 50 000 12 . . . . PMe = = 260 000 720 000 0 36 . . , do ano ou 4 meses e 9 dias. OBSERVAÇÃO: Quando os capitais forem iguais, deve-se tomar, como pesos, as taxas dadas, vindo pois: PMe i n i n i n i i i = + + + + + + 1 1 2 2 3 3 1 2 3 ... ... b) JUROS DE DIVERSOS CAPITAIS CASO 1 - TAXA ÚNICA Quando vários capitais são empregados em tempos diferen- tes e todos a uma só taxa, o total dos juros produzidos é dado, a partir da fórmula: J = C . i . n, pela soma; Juros Totais = C1in1 + C2in2 + C3in3 + ... na qual i é a taxa única, C1 , C2, C3 . . . os capitais dados e n1, n2, n3 ... os tempos correspondentes. Exemplo: A Sra. Pancrácia da Silva deve os seguintes capi- tais, a 12% a.a.; $1.500 em 30 d; $5.000 em 90 d; $2.400 em 60 d. Calcular o total dos juros devidos. Resolução: Exprimindo-se os tempos em frações do ano comercial, tem- se, de acordo com a fórmula acima: JT = 0,12[(1.500x30/360)+(5.000x90/360)+ (2.400x60/360)] JT = $ 213,00 c) TAXA MÉDIA É a operação que tem por objetivo determinar uma taxa de juros capaz de substituir várias outras relativas a capitais empre- gados. É uma aplicação da média ponderada. CASO 1 - TEMPOS IGUAIS Para a dedução da fórmula, consideremos os capitais C1, C2, C3, ...colocados respectivamente, às taxas i1, i2, i3, ...anuais e todos pelo mesmo prazo. Tomando-se os capitas como pesos, pode-se escrever: Exemplo: Um comerciante deve os seguintes capitais: $1.500 a 10% a.a.; e, $5.000 a 12% a.a. Calcular a taxa média de juros anuais. Resolução: Multiplicando-se os capitais pelas respectivas taxas e dividindo a soma dos produtos pela soma dos capitais, obtém- se: ( ) ( )TMe x x = + + = 1500 010 5 000 012 1500 5 000 0115 . , . , . . , ou seja, na base percentual, 11,5% OBSERVAÇÃO: Se os capitais fossem iguais, a solução do problema recairia sobre o princípio da média aritmética simples, bastando que se calculasse a média das taxas. CASO 2 - TEMPOS DIFERENTES O método a ser adotado é o da média ponderada, porém, Taxa Média = TMe C i C i C i C C C = + + + + 11 2 2 3 3 1 2 3 ... ...
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização53 funcionando como pesos, os produtos dos capitais pelos respec- tivos tempos. Temos assim: TMe C i n C i n C i n C n C n C n = + + + + 11 1 2 2 2 3 3 3 1 1 2 2 3 3 ... ... Exemplo: Sinfrônio e sua noiva contraíram as seguintes dívi- das para poderem realizar o casamento deles: $ 2.000 a 12% a.a. por 2 meses; $ 5.000 a 8% a.a. por 3 meses; e, $10.000 a 10% a.a. por 1 mês. Calcular a taxa média anual. Resolução: Utilizando a fórmula anterior, temos: Tm e x x x x x x x x x =       +       +             +       +       2 000 0 12 2 1 2 5 0 00 0 08 3 12 10 000 0 1 1 12 2 00 0 2 12 5 000 3 1 2 10 0 00 1 12 . , . , . , . . . TMe = = 223 33 2 416 66 0 092 , . , , ou 9,2 a.a. 7. Equivalência de Capitais A necessidade de antecipar ou de prorrogar títulos nas operações financeiras, é muito frequente. Às vezes, precisamos substituir um título por outro ou um título por vários. Podemos, também, ter vários títulos que precisamos substituir por um único. Tais situações dizem respeito, geralmente, à equivalência de valores distintos relacionadas com datas distintas. Dois capitais são equivalentes numa certa época, se, nessa época seus valores presentes são iguais. O problema de equiva- lência de capitais diferidos aplica-se quando existe a substituição de um título por outro(s), com data(s) diferente ( s ) . Seja VN o valor nominal de um título para n dias. O problema consiste em encontrar um valor VN' de um outro título, equiva- lente ao primeiro, com vencimento para n' dias. D VN n = ⋅ ∆ Obs.: VN = VF = valor do Resgate do Título Seja VP o valor presente do 1.º título e VP' o do 2.º; temos: VP VF VF n = − ⋅ ∆ e VP VF VF n ' ' ' ' = − ⋅ ∆ Como VP = VP', vem: VF VF n VF VF n = ⋅ = − ⋅ ∆ ∆ ' ' ' ( ) ( ) ( )∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ VF VF n VF n VF n VF n VF VF n n − ⋅ = ⋅ ⇒ − = − ∴ = − − ' ' ' ' ' Exemplo 1 - Um Comerciante deseja trocar um título de $10.000, vencível em 3 meses, por outro com vencimento de 5 meses. Considerando a taxa de juros contratada de 3% a.m. para esta transação, calcular o valor nominal do novo titulo. Resolução: VF = 10.000; n = 90 dias; n'= 150 dias; ∆ = = 36 000 36 1000 . . Utilizando a fórmula anterior, temos: ( )VF' . . . $10. ,= − − = 10 000 1000 90 1000 150 705 80 O valor nominal do 2.º título ($10.705,80) é equivalente ao valor nominal do 1.º ($10.000). 8. Montante O montante composto é o resultado que se obtém ao incrementar o capital inicial com o valor dos juros compostos. Se se dispõe de um capital C e aplica-se em um banco e deseja-se saber o montante M do qual se disporá ao final de um período n, basta apenas agregar-lhe o juros J ganho. Assim: M = C + J, porém J = C . i . t, quando t = 1, J = C . i, assim M = C + C . i que fatorando: M = C (1 + i) Como pode-se ver, o montante de um capital ao final de um período se obtém multiplicando este pelo fator ( 1 + i ) . Desta maneira, ao final do segundo período, temos: M = C ( 1 + i ) ( 1 + i ) = C ( 1 + i ) 2 Ao final do terceiro período, temos: M = C ( 1 + i ) 2 ( 1 + i ) = C ( 1 + i ) 3 e assim sucessivamente. Esta sucessão de montantes forma uma progressão geométrica cujo n-ésimo termo é igual a: Esta equação é conhecida como a fórmula do montante pelo regime de juros compostos. Exemplo 1 - Um investidor aplica a prazo fixo, em um banco, a quantia de $500.000,00 à taxa de 48,0% a.a. capitalizável mensalmente. Qual será o montante acumulado em 2 anos? Resolução: M = C ( 1 + i ) n Como já observamos, o período de cálculo deve ser o mesmo para i e para n. Assim, para calcular a taxa de juros mensal, divide-se a taxa anual entre a frequência de conversão: i = taxa de juros anual frequencia de conversao = 18 12 = 0,04 ou i = 4,0 % a.m. Para determinar n, multiplica-se o lapso em anos pela frequência de conversão: n = 2 (12) = 24 assim M = 500.000 ( 1 + 0,04 ) 24 ou M = 500.000 ( FVFPU ) Fator de Valor Futuro de Pagamento Único (FVFPU ) FVFPU = (1 + 0,04) 24 Neste momento surge a pergunta: como calcular? Existem quatro alternativas : Utilizar papel e lápis e realizar a operação 24 vezes. Resolver a equação utilizando logaritmos. Utilizar de tabelas financeiras existentes nos livros de finanças. Empregar calculadoras financeiras. Este é o meio mais prático. FVFPU = (1, 04) 24 = 2,5633 M = 500.000 ( 2,5633 ) = 1.281.650 Em dois anos, a aplicação de $500.000 transformar-se-á em um montante de $1.281.650,00 pela geração de um juro composto de $781.650,00. Exemplo 2 - Um indivíduo obtém um empréstimo bancário de $1.500.000 a ser pago dentro de um ano e com juros de 52,0% conversível trimestralmente. Qual é o montante que deverá ser liquidado? Resolução: Primeiramente, determina-se a taxa de juros por período de M = C ( 1 + i ) n
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização54 conversão: 1 = .54/2 = .13 n = 12 / 3 = 4 M = C ( 1 + i ) n = 1.500.000 ( 1,13 ) 4 = M = 1.500.000 ( 1,6305 ) = 2.445.750 A quantia a ser liquidada será de 52.445.750 8. Valor Atual, Valor Presente ou Principal O valor atual, presente ou principal de um pagamento simples, ou único, é o valor de um mon tante a ser pago ou recebido daqui a n anos, descontado a uma taxa que determine o seu valor hoje, no momento zero. Para calcula-lo, vamos utilizar a fórmula do montante ou valor futuro: M = C ( 1 + i ) n Como C indica o capital no momento zero, temos: ( ) ( ) ( ) C = M 1 + i = M 1 + i = M 1 1 + i = M ( FVAPU ) n n n −         FVAPU = Fator de Valor Atual de Pagamento Único Generalizando, podemos dizer que conhecendo 3 das 4 variáveis envolvidas: M, C, n, i, podemos calcular a quarta. Exemplo 1 – Quanto se deve depositar em um banco se desejar obter um montante de $ 5.000.00 dentro de 3 anos a uma taxa de juros de 20,0% a.a., capitalizável semestralmente? Resolução: Pela fórmula: M = C ( 1 + i ) n , temos: M = 5.000.000; i = 10.0% a.s.; n = 6 semestres Calculando o FVAPU = 1/(1,10) 6 = 1 / 1,7716 C = 5.000.000 / (1,10) 6 = 5.000.000 / 1,7716 = C = 2.822.307,52 Deve-se depositar $2.822,307,52 Exemplo 2 - José Elesbão deseja adquirir uma casa pelo valor de $15.000.000,00. O vendedor pediu-lhe 50,0% de entrada e 50,0% em um ano e meio, quando do término da construção da casa e entrega do imóvel. Quanto Elesbão deve depositar num banco hoje para poder garantir a liquidação de sua dívida, se a taxa de juros vigente é de 7,0% a.m.? Resolução: José Elesbão paga neste momento $7.500.000,00 (50.0% na operação e, deve pagar outro tanto daqui a 18 meses). Para calcular a quantidade de dinheiro que deve depositar hoje, vamos a fórmula do valor atual : M = C ( 1 + i ) n ( ) 7.500.000 1 1,07 = 7.500.000 1 3,3799 = 2.218.979,3718               A fim de garantir o pagamento de sua dívida, Elesbão deve depositar $2.218.979,37 já para ter os $7.500.000,00 restantes daqui a um ano e meio. Como se pode ver nestes exemplos, C é o valor presente, atual ou principal de M. Isto é, pode-se considerar que o capital C e o montante M são dois valores equivalentes de uma determinada taxa de juros i e um período determinado n. Exemplo 3 - A Cia de Modas Messeder, planeja realizar um investimento de $2.000.000,00 para produzir um artigo de moda do qual espera uma receita total de $5.000.000 dentro de dois anos. Considerando uma inflação média anual de 50,0%, e que os juros real i, seja igual a 5.0% a.a., convém à C.M.M, investir? Resolução: Comparam-se os $2.000.000,00 que se devem investir no momento zero com $5.000.000,00 que se espera receber em 2 anos. Para fazer essa comparação, é necessário que ambas as quantidades de dinheiro sejam equivalentes. Em primeiro lugar, devemos calcular a taxa nominal de juros: i = taxa nominal; r = taxa real de juros; d = taxa de inflação. i = ( 1 + r ) ( i + d ) - 1 i = ( 1,05 ) ( 1,50 ) - 1 = 0,575 ou 57,5% a.a. ( ) C = M 1 1,575 = 5.000.000 1 2,4806 = 2               C = 2.015.641,38 Conforme apuramos, $2.015.641,38 é maior que $2.000.000,00. Portanto, a C.M.M, deve investir, por que além de descontar a inflação de 50,0% a.a., a empresa será remunerada à taxa de 5,0% a.a., que é a taxa de mercado e, ainda vão sobrar $ 15.641,38 Exemplo 4 - Uma companhia de mineração descobriu uma jazida de manganês e deve decidir sobre a conveniência ou não de sua exploração. A fim de poder beneficiar o mineral, é necessário realizar uma inversão de $350.000.000,00 Seus analistas financeiros estimam que a jazida tem minério suficiente para 3 anos de exploração e, de acordo com os preços vigentes do metal, as entradas de caixa seriam os seguintes: Ano 1 = $100.000.000,00; Ano 2 = $200.000.000,00; Ano 3 = $300.000.000,00; Estimando que a taxa de inflação, em média, seja de 30.0% a.a. e que a taxa de juros real desejada pela empresa seja de 10,0% a.a., deve a companhia aprovar o projeto? Resolução: C = $350.000.000,00 Entradas de Caixa = Ecx1 = $100.000.000,00 = Ecx2 = $200.000.000,00 = Ecx3 = $300.000.000,00 d = 30,0% a. a. ; r =10,0% a.a.; i = ? i = (1 + d) (1 + r) - 1 = (1,3) (1,1) - 1 = i = 1,43 - 1 = 0,43 = 43,0% a.a. Valor Presente das Entradas de Caixa = VPECx ( ) ( ) VPECx = ECx 1 + i = 100.000.000 1,43 = 69.930.070,*1 1 n 1 ( ) ( ) VPECx n3 3 = ECx 1 + i = 300.000.000 1,43 = 102.591.916 *2 * (centavos arredondados) ∑ VPECx = somatório das ECx descontadas = VPECx1 + VPECx2 + VPECx3 ∑ VPECx = 69.930.070 + 97.804.294, + 102.591.916, = VPECx = 270.326.280, Observamos que, o total do valor presente das entradas de caixa ($270.326.280) é menor que o investimento inicial necessário para sua exploração ($350.000.000,). Portanto, a ( ) ( ) VPECx = ECx 1 + i = 200.000.000 1,43 = 97.804.294,*2 2 n 2
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização55 companhia não deve explorar a jazida, a menos que o preço do metal se eleve e com ele, elevem-se as entradas de caixa. 9. Desconto Racional Composto É o desconto obtido pela diferença entre o VALOR NOMINAL e o VALOR PRESENTE de um compromisso que seja saldado n períodos antes do vencimento, calculando o valor presente à taxa de desconto. Sendo : N = valor nominal ou montante do compromisso em sua data de vencimento. n = número de períodos compreendido entre a data de desconto e a data de vencimento. i = taxa de juros utilizada na operação. Dr= desconto racional composto Vr= valor descontado racional composto na data de desconto, calculado à taxa de desconto. A fórmula utilizada, é: Podemos reparar que, essa fórmula do valor descontado, é a mesma do valor presente calculado no regime de juros compostos, onde: Vr = C e N = M O desconto é obtido pela diferença entre o valor nominal e o valor descontado: ( ) ( ) D = N - V N - N 1 + i = N 1 - 1 1 + i r r =           n n Exemplo 2 - Um título no valor de $100.000,00 foi saldado seis meses antes do vencimento. O possuidor do título obteve uma taxa de desconto de 2,0% a.m. Calcular o desconto racional e a quantia recebida. Resolução: N = 100.000; i = 2,0% a.m.; n = 6 meses Utilizando a fórmula, temos: ( ) ( ) Dr n =                 N 1- 1 1+ i = 100.000 1 - 1 1,02 6 [ ]Dr = 100.000 0,1121 = 11.210 E a quantia recebida: Vr = N – Dr = 100.000 - 11.210 = 88.790 Observe que, se aplicarmos o valor descontado (Vr) por 6 meses à taxa de juros compostos de 2,0% a.m., obteremos: N = C6; Vr = C0 ⇒ C6 = C0 ( 1 + i ) 6 = N = 88.790 (1,02) 6 = 88.790 ( 1,1262 ) ≅ 100.000 E os juros devidos são dados por: J C6 0=C = 100.000 - 88.790 = 11.210 J =D6 6 r− ∴ Fica evidenciado que o desconto racional composto é igual ao juro devido no período de antecipação, desde que seja calculado à taxa de desconto. Exemplo 3 - Um título de valor nominal de $ 30.000,00 foi resgatado 4 meses antes do seu vencimento, à taxa de 5,0% a.m. Calcule o desconto racional concedido. Resolução: Para simplificar a notação, passaremos a indicar: ( ) 1 1 + i n por ( 1 + i ) -n , assim a fórmula fica: Dr = N [ 1 - (1 + i) -n ] N = 30.000; 1 = 5.0% a.m.; n = 4 meses; Dr =? Dr = 30.000 [1- (1,05) 4 ] =30.000 ( 1-0,8227 ) Dr = 30.000 (0,1773) ≅ 5.319 Exemplo 4 - A Financeira Desconta Tudo informou, ao descontar uma Nota Promissória no valor de $10.000,00 que, sua taxa de desconto racional era de 36,0% a.a.. Se o desconto fosse realizado 3 meses antes do vencimento, qual se ria o valor do resgate (valor líquido) a ser recebido pelo possuidor do título? Resolução: N = 10.000; i = 36.0% a.a.; n = 3 meses; Vr = ? Vr = N (1+ 1) -n = 10.000 [ ( 1,36 ) 1 / 12 ] -3 = Vr = 10.000 [ 1,0259 ] -3 = 10.000 [ 0,9262 ] = Vr = $ 9.261,58 Exemplo 4 - O Sr. Leôncio Armando, numa operação de desconto recebeu $ 10.000,00 como valor de resgate. Sabendo-se que a antecipação fora de 6 meses e o desconto de $ 1.401,75, calcule a taxa de juros anual utilizada na operação. Resolução: Vr = 10.000; Dr = 1.401,75; n = 6 meses; i= ? Vendo Vr = N - Dr deduzimos que, N = Vr + Dr ∴ N = 10.000 + 1.401,75 = 11.401,75 Utilizando a fórmula, vem: Vr = N ( i + 1 ) -n ou N = Vr ( i + 1 ) n Substituindo os termos, temos: 10.000 = 11.401,75 (1+i) -6 / 12 (considerando-se i anual) ( ) ( )1 + i = 11.401,75 10.000,00 = i + 1 = 1,140175 612 12 ( ) ( )1 + i = 1,140175 = 1 + i = 1,30 2 1 2 2    ∴ i = 0,30 ou 30,0 % a. a. Exemplo 5 - O Sr. Cristiano José descontou um título no valor nominal de $6.500,00 e o desconto concedido foi de $835,63. Considerando que a taxa de juros de mercado era de 3,5%a.m. Calcular o prazo de antecipação. Resolução: N = 6.500; Dr= 835,63; i = 3,5% a,m.; n = ? Utilizando a fórmula: Dr = N [ 1 - (1 + i) -n ] , temos: 835,63 = 6.500 [ 1 - (1,035) ] -n ( ) ( ) 835 63 6 500 , . = 1 - 1,035 0,128558 = 1 - 1,035 − − ∴ n n ( ) ( ) 1 0128558 1035− = = =      − , ,1,035 0,871442 = 1 1,035 = 1 0,871442 n n n ( ) Vr n = N 1 1 + i           [ ]Dr = 100.000 1 - 1 1,1262 = 100.000 1 - 0,8879      
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização56 ( )1,147524 = 1,035 n As opções para encontrar n são três: utilizar uma máquina calculadora de boa qualidade; procurar em tabelas financeiras para i = 3,5%; e empregar logaritmos. Vamos utilizar a opção prática de demonstrar os cálculos, que é através de logaritmos: log 1,147524 = n log 1,035 procurando na tabela de logaritmos, encontramos: ( )0 059762 0 01494 , , = n 0,1494 n = 0,059762 = 4 meses∴ Exemplo 6 - Caso a antecipação seja de 8 meses, o valor de um compromisso é de 5 vezes o desconto racional. Qual é o seu valor nominal, sabendo-se que o valor líquido (valor de resgate) é de $1.740,00? Resolução: Vr = 1.740; n = 8; N = 5Dr Sendo N = 5 Dr , temos: N / Dr = 5 e Dr / N = 1/ 5 = 0,20 Utilizando a fórmula Dr = N [ 1 - ( i + 1 ) -n ], vem: ( ) ( )D Nr n = 1 - 1 + i 1 + i− − = = −0 20 1 8 , ( ) ( )1 8 8 - 0,20 = 1 + i = 0,80 = 1 + i− − ( ) ( )1 0 80 8 8 , = 1 + i = 1,25 = 1 + i i = ≅0,028286 ou i 2,83 a. m. substituindo a taxa encontrada na fórmula: N = Vr ( 1 + i ) n , vem: N = 1.740 (1,028286) 8 N = 1.740 ( 1,25 ) ∴ N = $ 2,175 CAPITAIS EQUIVALENTES Como já foi visto neste trabalho, o dinheiro tem um valor diferente no tempo; não é a mesma coisa ter $1.000,00 neste momento e dentro de um ano depois, dependendo da taxa de inflação vigente, este verá reduzido seu valor em maior ou menor grau. Conceitualmente, dois ou mais valores nominais, referentes a datas de vencimentos determinadas, se dizem equivalentes quando seus valores, descontados para uma mesma data, à mesma taxa em condições idênticas, produzirem valores iguais. Isto pode ser demonstrado de forma simbólica, assim: Os capitais C1, C2, C3..., Cn’ , com vencimentos nas datas t1, t2, t3,...,tn’, respectivamente, considerados a partir da data de referência t0, são ditos equivalentes se os seus respectivos valores presentes na data focal t0, considerada a taxa de juros i, forem iguais; ou seja, esses capitais serão equivalentes se: ( ) ( ) ( ) ( ) C 1 + i = C 1 + i = C 1 + i = . . . = C 1 + i 1 2 3 n t t t n1 2 3 em que 1 é a taxa periódica de juros (mensal, trimestral, anual) e t é prazo (em meses, trimestres, anos) . Exemplo 1- Dados dois capitais $ 33.335,22 vencível de hoje a 6 meses e $ 39.702,75 vencível daqui a 9 meses, verificar se são equivalentes, na data de hoje, à taxa de juros de 6.0% a.m. Resolução: Esses dois capitais serão equivalentes se: ( ) 33 335 22 6 . , 1 + i ( ) 39 702 75 9 . , 1 + i Efetuando os cálculos, temos: 33 335 22 168948 . , , = 23.500 39 702 75 168948 . , . = 23.500 Portanto, esses dois capitais são equivalentes. Depois de haver demonstrado que, dois ou mais ca- pitais são equivalentes em determinada data focal, para de- terminada taxa, esses mesmos capitais, serão equivalentes em qualquer data tomada como focal, à mesma taxa de juros ou de desconto racional composto. Porém, se considerarmos qualquer outra taxa, a equivalência não se verificará. Exemplo 2 - A fim de comprovar o que foi afirmado acima vamos desenvolver, com os dados acima, os cálculos do valor dos dois capitais no final de 12 meses, a partir de hoje. Resolução: Para determinar o valor do capital de $ 33.335,22, no final de 12 meses, basta capitalizá-lo por mais 6 meses, a uma taxa de 6% a.m. E para o capital de $ 39.702,75, capitaliza-lo por mais 3 meses, à mesma taxa. Aplicando a fórmula do valor futuro: M = C ( 1 + i ) n , temos: 33.335,22 (1,06) 6 =33.335,22 (1,41852) = 47.286,68 39.702,75 (1,06) 3 = 39.702,75 (1,19102) =47.386,61 23.500,00 (1,06) 12 = 23.500,00 (2,01220) = 47.286,62 Nos cálculos acima, incluímos o capital inicial de $23.500,00, para ratificarmos o que foi dito sobre equivalência de capital. Exemplo 3 - O Sr. João das Bottas trocou um título com o valor nominal de $10.200,00, com vencimento para 5 meses, por outro de $ 8.992,92, com vencimento para 3 meses. Sabendo-se que a taxa de juros do mercado é de 6,5 % a.m., houve vantagem? Resolução: A nossa tarefa é comparar esses dois capitais para verificar se são equivalentes ou não. A equivalência será feita através da taxa de juros. 8.992,92 10.200 0 3 5 6,5% a,m. Como os capitais encontram-se em momentos diferentes de tempo, devemos compara-los numa mesma data focal. A fim de reforçar as características que conduzem à equivalência, vamos considerar três datas focais: zero, três e cinco. a) Data focal zero:
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização57 8.992,92 10.200 0 3 5 6,5% a,m. ( ) ( ) V C 1 + i = 8.992,92 1,065 = 10.200 1,20795 = $ 7.444,793 3= 3 3 ( ) ( ) V = C 1 + i = 10.200 1,065 = 10.200 1.37009 = $ 7.444,795 5 2 5 Como V3 = V5 = $ 7.444,79, constatamos que não houve vantagem alguma na troca dos títulos. Data focal três: 8.992,92 10.200 0 3 5 6,5% a,m. ( ) ( ) V = C 1 + i = 10.200 1,065 = 10.200 1.13423 = $ 8.992,92' 3 5 2 2 Constatamos que V3’ = C3 = $ 8.992,92 c) Data focal cinco: 8.992,92 10.200 0 3 5 6,5% a,m. ( ) ( )V5 2 2 ' = C 1 + i = 8.992,92 1,065 =3 ( )V5 ' = 8.992,92 1,1423 = $ 10.200,00 Exemplo 4 - A Casa Kreira Ltda lançou uma campanha promocional vendendo tudo a prazo, em três vezes sem acréscimo. Sendo o preço a vista dividido por 3 e a primeira parcela é dada como entrada. Considerando que a taxa da loja é de 11,5% a.m., calcule o desconto sobre o preço a vista de uma mercadoria que é de $600,00. Primeiramente, vamos calcular o valor das parcelas: $600,00 / 3 = $200,00 A seguir, devemos esboçar o diagrama do tempo e dinheiro: x 0 1 2 m. 200 200 200 A terceira etapa é encontrar X = preço a vista da mercadoria, ou seja, o valor presente das parcelas, ou ainda, o preço com desconto: ( ) ( ) X = 200 + 200 1,115 + 200 1,115 2 X = 200 + 179,37 + 160,87 X = $ 540,24 TAXAS TAXA DO JURO E TAXA DO DESCONTO Se, por exemplo, o capital de 100 unidades monetárias for emprestado a uma taxa de 2% ao mês, por 5 meses, o mon- tante será de 110, se, entretanto, o credor do título recebido pelo em préstimo o descontar imediatamente, à mesma taxa, o valor atual do título será igual a 99 unidades monetárias, conforme os cálculos abaixo. C n = C ( 1 + i . n ) C5 = 100 ( 1 + 0,02 x 5 ) = 110 A5 = N ( 1 - i . n ) A5 = 110 ( 1 - 0,02 x 5 ) = 99 Através desse exemplo, verifica-se que o capital empres- tado e o valor atual do título recebido como garantia não são iguais, pois uma pessoa está emprestando 100 e recebendo em troca um título que vale 99. Isso ocorre porque as taxas do juro e do desconto são iguais, mas calculadas sobre valo- res diferentes - o juro é calculado sobre o capital inicial (100) e o desconto, sobre o valor nominal do título (110). Obviamente, o desconto é maior do que o juro quando emprega a mesma taxa para esse tipo de operação. Para que haja igualdade entre o capital emprestado e o valor atual do título é necessário que a taxa do juro seja maior que a taxa do desconto. Pode-se então estabelecer uma relação de correspondência entre a taxa do juro e a taxa do desconto comercial que satisfaça essa condição. TAXAS PROPORCIONAIS Quando entre duas taxas existe a mesma relação dos períodos de tempo a que se referem, elas são proporcionais. TAXAS EQUIVALENTES Duas taxas são equivalentes quando, referindo-se a períodos de tempo diferentes, fazem com que um capital produza o mesmo montante, em mesmo intervalo de tempo. Por exemplo, a taxa de 1,39% ao mês é equivalente à ta- xa de 18% ao ano, pois um capital colocado a 1,39% ao mês produz o mesmo montante que produz quando colocado a 18% ao ano. TAXA NOMINAL E TAXA EFETIVA Quando uma taxa de juros anual é paga em parcelas pro- porcionais, os juros obtidos no fim de um ano são maiores do que a taxa oferecida. Por exemplo, se um capital de 100 for colocado a 20% a.a. capitalizado semestralmente por um ano, temos: 100 110 121 10% 10% 0 1 2 sem ( ) X = 200 + 200 1,115 + 200 124323,
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização58 J = 10 J = 11 Assim, os juros realmente pagos no ano são de 21%. A taxa de 20% a.a. é denominada nominal e a de 21% é a taxa efetiva dos juros. TAXA INSTANTÂNEA A taxa anual cujos juros são capitalizados continuamente é denominada taxa instantânea. TAXA DE DESCONTO REAL E BANCÁRIO Comparando os fatores de atualização de um capital: ( 1 + i ) n e ( 1 – i ) n com os descontos real e bancário, verifica-se que, para um determinado valor de i e de n, a expressão (i + 1) n é maior que ( i - 1 ) n , e, portanto, o desconto real é menor que o bancário. Para que os descontos real e bancário de um título para n períodos sejam iguais é necessário que as taxas sejam diferentes (taxa do desconto real maior que a taxa do desconto bancário) . TAXA DE ATRATIVIDADE A taxa de atratividade de um investimento é a taxa míni- ma de juros por que convém o investidor optar em determi- nado projeto de investimento. Corresponde, na prática, à taxa oferecida pelo mercado para uma aplicação de capital, como a caderneta de poupan- ça. Open market, depósitos a prazo fixo etc. Assim, se um investimento propiciar uma rentabilidade abaixo do rendimen- to dessas formas de aplicação de capital, ele não será atrati- vo ao investidor. MÉTODO DA TAXA DE RETORNO A taxa de retorno de um investimento é a taxa de juros que anula a diferença entre os valores atuais das receitas e das despesas de seu fluxo de caixa. Numa análise de investimentos, a escolha recai na alternativa de maior taxa de retorno. Uma alternativa de investimento é considerada, vantajosa quando a taxa de retorno é maior que a taxa mínima de atratividade. As taxas de juros são índices fundamentais no estudo da matemática financeira. Os rendimentos financeiros são res- ponsáveis pela correção de capitais investidos perante uma determinada taxa de juros. Não importando se a capitalização é simples ou composta, existem três tipos de taxas: taxa nominal, taxa efetiva e taxa real. No mercado financeiro, muitos negócios não são fechados em virtude da confusão gerada pelo desconhecimento do significado de cada um dos tipos de taxa. Vamos compreender o conceito de cada uma delas. Taxa Nominal A taxa nominal é aquela em que o período de formação e incorporação dos juros ao capital não coincide com aquele a que a taxa está referida. Exemplos: a) Uma taxa de 12% ao ano com capitalização mensal. b) 5% ao trimestre com capitalização semestral. c) 15% ao semestre com capitalização bimestral. Taxa Efetiva A taxa efetiva é aquela que o período de formação e incorpo- ração dos juros ao capital coincide com aquele a que a taxa está referida. Exemplos: a) Uma taxa de 5% ao mês com capitalização mensal. b) Uma taxa de 75% ao ano com capitalização anual. c) Uma taxa de 11% ao trimestre com capitalização trimestral. Taxa Real A taxa real é aquela que expurga o efeito da inflação no perí- odo. Dependendo dos casos, a taxa real pode assumir valo- res negativos. Podemos afirmar que a taxa real corresponde à taxa efetiva corrigida pelo índice inflacionário do período. Marcelo Rigonatto PLANOS DE AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMO E FINANCIAMENTO 1. INTRODUÇÃO Os empréstimos de grandes quantias por parte das financeiras para compra de imóveis vêm, em geral, acompanhados de prazos dilatados para o pagamento. São os empréstimos a longo prazo. No caso deste tipo de empréstimo é importante estudarmos as ma- neiras mais comuns de quitação da dívida. São os chamados sistemas de amortização. Trataremos aqui dos sistemas em que a taxa de juros é constante e calculada sempre sobre o saldo devedor. O que difere um sistema de amortização do outro é, basicamente, a maneira como são obtidas as parcelas. Elas podem ser constantes, variáveis ou até únicas, sendo compostas sempre por duas partes: juros e amortização propriamente dita. 2. SISTEMA FRANCÊS DE AMORTIZAÇÃO Nesse sistema, as prestações são sempre fixas. O que varia é a sua composição, ou seja, variam a parte correspondente aos juros e a parte correspondente à amortização da dívida inicial. Normalmente, os juros vão diminuindo à medida que os períodos vão decorrendo, ao inverso da amortização, que vai aumentando, Vejamos, por exemplo, como poderiam ser algumas parcelas de um financiamento desse tipo ; Parcela Juros Amortização Prestação 10.ª 11.ª 12.ª 792,00 548,00 284,60 3 049,40 3 293,30 3 556,80 3 841,40 3 841,40 3 841,40 O gráfico apresentado a seguir esclarece melhor esta situação: Observe que a prestação fixa é obtida adicionando-se juros e amor- tização, que variam na ordem inversa. Ou seja, os juros vão diminuindo e a amortização vai aumentando. Este sistema pode ser também acompanhado de prazo de carência. Nesse caso, os juros podem ser pagos durante o prazo de carência ou capitalizados no saldo devedor. 2.1. Sistema Francês sem Prazo de Carência Consideremos, como exemplo, um empréstimo de $ 10.000,00 a ser pago, sem carência, em 8 parcelas à base de 5% a.m. de juros. A parcela constante nesse caso pode ser obtida através da fórmula:
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização59 M a C n i ⋅ = ¬ 1 1000 1 1547 22 8 5 ⋅ = ⇒ = ¬a C C , Que parte corresponde aos juros? Que parte amortiza a dívida? Incidindo a taxa de 5% sobre o saldo devedor inicial, teremos: Juros = 0,05 X 10.000 = 500 A parte referente aos juros na primeira prestação será de $ 500,00. Como a prestação total é de $ 1547,22 o valor que amortiza a dívida é: Amortização = 1 547,22 - 500,00 Amortização = 1 047,22 O saldo devedor passa agora a ser : Saldo = 10.000,00 - 1 047,22 Saldo = 8 952,78 Ao final do primeiro período, teremos então o seguinte: Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 1 8.952,78 1.047,22 500,00 1.547,22 O processo se repete agora para o segundo período : Juros = 0,05 . 8 952,78 = 447,64 Amortização = 1 547,22 - 447,64 = 1 099,58 Saldo devedor = 8 952,78 - 1 099,58 = 7 853,20 Teremos, então, ao final do segundo período a seguinte situação: Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 2 7.853,20 1.099,58 477,64 1.547,22 Repetindo o processo até a quitação total da dívida, obteremos um plano completo, apresentado na tabela que segue: Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 0 10.000,00 - - - 1 8.952,78 1.047,22 500,00 1.547,22 2 7.853,20 1.099,58 447,64 1.547,22 3 6.698,64 1.154,56 392,66 1.547,22 4 5.486,35 1.212,29 334,93 1.547,22 5 4.213,45 1.272,90 274,32 1.547,22 6 2.876,90 1.336,55 210,67 1.547,22 7 1.473,53 1.403,37 143,85 1.547,22 8 - 1.473,53 73,66 1.547,22 TOTAL 10.000,00 2.377,73 12.377,76 Podemos observar pela linha total, salvo aproximação, que : Amortização + Juros = Total das prestações 2.2. Sistema Francês com prazo de carência e pagamento dos juros Neste caso, é dado ao credor um prazo durante o qual ele pagará apenas os juros da dívida, sem, no entanto, amortizá-la durante essa carência. Tomemos o exemplo de um financiamento de $ 10.000,00 a 5% a.m. durante 8 meses, com carência de 3 meses. Os juros sobre o saldo devedor inicial serão de : Juros = 10.000,00 . 0,05 = 500 Este valor será pago nos três primeiros períodos. Desse modo, ficaremos com o seguinte esquema: Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 0 10.000,00 - - - 1 10.000,00 - 500,00 500,00 2 10.000,00 - 500,00 500,00 A partir do mês seguinte, inicia-se a amortização. A prestação fixa será dada agora por : C M an i = ⋅ ¬ 1 c a C= ⋅ ⇒ = ¬ 10 000 1 1547 22 8 5 . . , Os juros e as amortizações serão, daqui para a frente, calculados do mesmo modo que o já mostrado no caso sem carência. O plano completo será, então, o seguinte: Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 0 10.000,00 - - - 1 10.000,00 - 500,00 500,00 2 10.000,00 - 500,00 500,00 3 8.952,78 1.047,22 500,00 1.547,22 4 7.853,20 1.099,58 447,64 1.547,22 5 6.698,64 1.154,56 392,66 1.547,22 6 5.486,35 1.212,29 334,93 1.547,22 7 4.213,45 1.272,90 274,32 1.547,22 8 2.876,90 1.336,55 210,67 1.547,22 9 1.473,53 1.403,37 143,85 1.547,22 10 - 1.473,53 73,66 1547,22 TOTAL 10.000,00 3.377,73 13.377,76 2.3. Sistema Francês com Carência e Capitalização de Juros Neste caso, durante o período de carência, o devedor não paga os juros da dívida, que são capitalizados no saldo devedor. Vamos considerar o mesmo exemplo do financiamento de $ 10.000,00, em 8 parcelas mensais, carência de 3 meses, taxa mensal de juros de 5% e capitalização dos juros no saldo devedor. Os três primeiros períodos podem ser observados no quadro abaixo: Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 0 10.000,00 - - - 1 10.500,00 - - - 2 11.025,00 - - - Perceba que ao saldo devedor foram sendo acrescentados os juros não pagos. A partir do período seguinte começam a ser cobradas as parcelas
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização60 referentes à amortização e aos juros. Da soma dessas parcelas resultará a prestação que, agora, deverá ser calculada a partir do saldo devedor atual ($ 11 025,00). C M a C a C n i = ⋅ ⇒ = ⋅ ⇒ = ¬ ¬ 1 11025 1 1705 81 8 5 . . , Os juros de 5% no primeiro período serão calculados sobre $11 025,00. Juros = 11.025 . 0,05 = 551,25 Amortização = Prestação - Juros Amortização = 1 705,81 - 551,25 = 1.154,56 Saldo devedor = Saldo devedor anterior - Amortização Saldo devedor = 11.025,00 – 1.154,56 = 9.870,44 O esquema, agora, fica assim: Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 0 10.000,00 - - - 1 10.500,00 - - - 2 11.025,00 - - - 3 9.870,44 1.154,56 551,25 1.705,81 Para o próximo período, os juros de 5% serão calculados sobre o saldo devedor de $ 9.870,44. Juros = 9 870,44 . 0,05 = 493,52 Amortização = 1 705,81 - 493,52 = 1 212,29 Saldo devedor = 9 870,44 - 1 212,29 = 8 658,15 O plano completo de amortização nesse caso ficará: Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 0 10.000,00 - - - 1 10.500,00 - - - 2 11.025,00 - - - 3 9.870,44 1.154,56 551,25 1.705,81 4 8.658,15 1.212,29 493,52 1.705,81 5 7.385,25 1.272,90 432,91 1.705,81 6 6.048,70 1.336,55 369,26 1.705,81 7 4.645,33 1.403,37 302,44 1.705,81 8 3.171,79 1.473,54 232,27 1.705,81 9 1.624,57 1.547,22 158,59 1.705,81 - TOTAL 11.025,00 2.621,47 13.646,48 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE (SAC) OU SISTEMA HAMBURGUÊS Nesse caso, as prestações são variáveis, a amortização é fixa e os juros, em geral, vão diminuindo à medida que os períodos vão decorrendo. O gráfico apresentado a seguir, esclarece melhor esta situação: Observe que a amortização é fixa e que os juros decrescem juntamente com a prestação. SAC - Sem Prazo de Carência Vamos supor um financiamento de $ 2.000,00 à taxa de 3% a.m., com um prazo de 8 meses. A parcela fixa da amortização é obtida dividindo o valor financiado ($ 2.000,00) pelo número de prestações. No financiamento que tomamos como exemplo, o número de prestações é 8. 2 000 8 250 . = A parcela de juros vai variar em função do saldo devedor, tomado no período anterior. Vamos fazer os cálculos referentes à primeira parcela: Saldo devedor = 2 000 Juros = 2 000 . 0,03 = 60 Amortização = 250 Prestação = 250 + 60 = 310 Então, no final do período, teremos: Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 1 1.750,00 250,00 60,00 310,00 Agora, vamos fazer os cálculos referentes à segunda parcela: Saldo devedor = 1 750 Juros = 1 750 . 0,03 = 52,50 Amortização = 250 Prestação = 250 + 52,50 = 302,50 Então, no final do período teremos: Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 2 1.500,00 250,00 52,50 302,50 Repetindo esse processo até a quitação total da dívida, teremos o seguinte plano: Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 0 2.000,00 - - - 1 1.750,00 250,00 60,00 310,00 2 1.500,00 250,00 52,50 302,50 3 1.250,00 250,00 45,00 295,00 4 1.000,00 250,00 37,50 287,50 5 750,00 250,00 30,00 280,00 6 500,00 250,00 22,50 272,50 7 250,00 250,00 15,00 265,00 8 - 250,00 7,50 257,50 TOTAL 2.000,00 270,00 2.270,00 Obs.: Os juros e as prestações são funções de 1.º grau: J = 0,03 . (2 000 - 250 . n) Nessa expressão, n é o período e J os juros. P = J + 250 = 0,03 . (2 000 - 250 . n) + 250 Nessa expressão, P é a prestação do período. SAC com Prazo de Carência e Pagamento de Juros Neste caso, durante o período de carência é feito apenas o pagamento dos juros, não havendo nenhuma amortização. Vejamos um exemplo : Consideremos um financiamento de $ 2 000,00, à taxa de 8% a.m., com um período de carência de 3 meses. O plano de amortização fica como mostra a tabela:
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização61 Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 0 2.000,00 - - - 1 2.000,00 - 60,00 60,00 2 2.000,00 - 60,00 60,00 3 1.750,00 250,00 60,00 310,00 4 1.500,00 250,00 52,50 302,50 5 1.250,00 250,00 45,00 295,00 6 1.000,00 250,00 37,50 287,50 7 750,00 250,00 30,00 280,00 8 500,00 250,00 22,55 272,50 9 250,00 250,00 15,00 265,00 10 - 250,00 7,50 257,50 TOTAL 2.000,00 390,00 2.390,00 SAC com Prazo de Carência e Juros Capitalizados no Saldo Neste caso, durante a carência, o devedor não paga absolutamente nada. Os juros desse período vão servir para aumentar o saldo devedor. Vejamos um exemplo : Para o financiamento de $ 2.000,00, a 3% a.m., durante 8 meses e com período de carência de 3 meses, podemos começar calculando o saldo capitalizado. Assim, depois de um período, temos: Saldo1 = 2 000 . 1,03 = 2 060 Depois de dois períodos, temos: Saldo2 = 2 060 . 1,03 = 2 121,80 Para calcular a parcela fixa de amortização é necessário dividir 2.121,80 por 8. 212180 8 265 23 . , ,= Daqui para a frente, o processo é o mesmo. A tabela com todo o plano fica assim: Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 0 2.000,00 - - - 1 2.060,00 - - - 2 2.121,80 - - - 3 1.856,57 265,23 63,65 328,88 4 1.591,34 265,23 55,70 320,93 5 1.326,11 265,23 47,74 312,97 6 1.060,88 265,23 39,78 305,01 7 795,65 265,23 31,83 297,06 8 530,42 265,23 23,87 289,10 9 265,19 265,23 15,91 281,14 10 - 265,19 7,96 273,15 Total 2.121,80 286,44 2.408,24 Obs.: Comparando as tabelas dos planos de carência com pagamento ou não dos juros no período, você pode ver que usando o segundo sistema, paga-se mais. Isso ocorre porque o que deveria ser juros passa a ser principal. SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO MISTO (SAM) Este é um sistema mais moderno, que não apresenta nenhuma dificuldade teórica aos que já foram estudados, uma vez que ele é sim- plesmente a média aritmética entre o Sistema Francês de Amortização e o SAC. O gráfico ao lado compara a evolução das prestações nesses três sistemas. Suponha dois planos de financiamento de $ 10.000,00 em 5 meses, à taxa de 5% a.m., primeiro pelo SAC e depois pelo Sistema Francês. SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE (SAC) SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE (SAC) Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 0 10.000,00 - - - 1 8.000,00 2.000,00 500,00 2.500,00 2 6.000,00 2.000,00 400,00 2.400,00 3 4.000,00 2.000,00 300,00 2.300,00 4 2.000,00 2.000,00 200,00 2.200,00 5 - 2.000,00 100,00 2.100,00 TOTAL 10.000,00 1.500,00 11.500,00 SISTEMA FRANCÊS Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 0 10.000,00 - - - 1 8.190,25 1.809,75 500,00 2.309,75 2 6.290,01 1.900,24 409,51 2.309,75 3 4.294,76 1.995,25 314,50 2.309,75 4 2.199,75 2.095,01 214,74 2.309,75 5 - 2.199,75 109,99 2.309,75 10.000,00 1.548,74 11.548,75 O mesmo plano calculado com base no SAM ficaria assim: SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO MISTA (SAM) Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação 0 10.000,00 - - 1 8.095,20 1.904,80 500,00 2.404,88 2 6.145,08 1.950,12 404,76 2.354,88 3 4.147,45 1.997,63 307,25 2.304,88 4 2.099,94 2.047,51 207,37 2.254,88 5 - 2.099,94 105,00 2.204,88 10.000,00 1.524,38 11.524,40 Perceba tanto pelas prestações, como pelos juros ou pelo saldo deve- dor, que, em cada período, os valores no SAM são, com exceção da aproximação, a média aritmética entre o valor do SAC e o do Sistema Francês.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização62 CÁLCULO FINANCEIRO CUSTO REAL E EFETIVO DE OPERAÇÕES DE FINANCIAMENTO, EMPRÉSTIMO E INVESTIMENTO A Inflação e correção monetária A inflação caracteriza-se por aumentos persistentes e generalizados dos preços dos bens e serviços à disposição da sociedade; quando ocorre o fenômeno inverso, tem-se a deflação. Com o objetivo de minimizar ou mesmo neutralizar as distorções causadas pela inflação na economia, foi institucionalizado no Brasil o princípio da correção monetária. Através desse princípio, os valores monetários (preços de bens e serviços, salários, empréstimos, financiamentos, aplicações financeiras, impostos etc.) pode- riam ser reajustados com base na inflação ocorrida no período anterior, medida por um índice de preços calculado por uma entidade credenciada, normalmente pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) ou pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O que é um indexador lndexador, tal como usado pelo mercado financeiro, pode ser entendi- do como qualquer valor ou índice utilizado como parâmetro para atualizar o valor da unidade monetária, depreciado em função da elevação sistemática dos níveis gerais de preços. Construção de um indexador e sua utilização Para facilitar a compreensão do leitor, vamos tomar como exemplo o cálculo do valor do BTN, criado em fevereiro de 1989 e extinto em fevereiro de 1991. Esse indexador foi construído com base na variação mensal dos preços ao consumidor, calculado pelo IBGE. Para os cinco primeiros meses, de fevereiro até junho, essas variações foram, respectivamente, de 3,60%, 6,09%, 7,31%, 9,94% e 24,83%. Seu valor inicial, na data de 01-02- 89, foi fixado em NCzS 1,00 (um cruzado novo). Para a obtenção do valor do mês seguinte, adicionou-se a variação de 3,60% do mês de fevereiro, obtendo-se NCzS 1,0360; o valor do BTN de abril foi obtido adicionando-se 6,09% ao valor do mês anterior e assim sucessivamente. Com esse proce- dimento, obtém-se os seguintes valores para os cinco primeiros meses de nosso exemplo, válidos para o primeiro dia de cada mês: Mês Variação mensal (%) BTN Fevereiro/89 Março Abril Maio Junho 3,60 6,09 7,31 9,94 24,83 1 ,0000 1 ,0360 1 ,0991 1 ,1794 1 ,2966 O quadro mostra que o valor do BTN se constituía, na verdade, num índice de preços, como também se constituíam, no passado, a ORTN, a OTN e o fator acumulado da TR; atualmente, temos como exemplos a UFIR, a UPF (Unidade Padrão de Financiamento) e as Unidades Fiscais dos estados e municípios. A utilização de um índice de preços, isto é, de um indexador, é uma prática generalizada no Brasil. A partir de seus valores, obtém-se facilmen- te a variação dos preços ocorrida entre duas datas quaisquer, ou o valor atualizado de um empréstimo, de uma aplicação financeira ou de um bem ou serviço. Para a obtenção da variação, basta dividir o índice referente à data atual pelo índice correspondente à data anterior (a partir da qual se pretende determinar a variação), e subtrair 1. Assim, no caso de nosso exemplo, a variação de 10 de março a 10 de junho é calculada como segue: variação = 0360,1 2966,1 - 1 = 0,2515444 ou 25,15444 % Essa variação corresponde às variações acumuladas dos meses de março, abril e maio. Para se corrigir monetariamente um valor, ou seja, incorporar ao preço inicial a variação correspondente à inflação do período, basta dividir esse valor pelo índice correspondente à data do inicio do período (a partir da qual se pretende corrigir) e multiplicar pelo índice referente à data do fim do período. No caso do exemplo anterior, um valor inicial de $ 100.000,00 seria corrigido como segue: Valor corrigido = 0360,1 00,000.100 x 1,2966 = 125.154,44 A partir deste exemplo, podemos apresentar uma fórmula genérica pa- ra atualização monetária de valores e que será utilizada ao longo de todo este capítulo. Para tanto, vamos chamar de principal o preço inicial de uma mercadoria ou serviço, ou o valor inicial de um empréstimo ou de uma aplicação financeira, e de indexador qualquer índice utilizado com a finali- dade de corrigir monetariamente um valor. A fórmula é a seguinte: v o c Ix I P P = em que Pc é o principal corrigido, P o principal inicial, lo o indexador correspondente à data inicial (data do contrato) e lv o indexador da data do vencimento, pagamento ou resgate. Nos casos em que somente a variação do indexador é conhecida, a atualização se fará como segue: Pc= P x (1 + v1) x ( 1 + v2) x ( 1 + v3) x ..... x (1 + vn) em que v representa a variação (diária, mensal ou anual) do indexador e os índices 1, 2, 3, ....., n, o número de ordem do período unitário (dia, mês ou ano). lndexador utilizado neste capítulo A parte final do breve histórico apresentado sobre a indexação no Bra- sil dá ao leitor uma idéia das dificuldades que enfrentamos para escrever este capitulo. Nos exercícios com rendas e encargos pós-fixados apresen- tados na primeira tiragem da quarta edição,, utilizamos a URV como princi- pal indexador por entender que a TR, até então a mais utilizada para atuali- zar os valores das aplicações e dos empréstimos, fosse extinta pelo gover- no logo após a criação do REAL. Entretanto, isso não ocorreu! E embora o governo esteja propondo-se a desindexar a economia a partir do inicio deste ano de 1995 (época em que estamos revisando a quinta edição deste livro), não é provável que o faça tão cedo. Assim, não nos resta outra alternativa a não ser adotar essa taxa referencial como indexador, em que pese a todas as restrições que fazemos a ela. A TR é uma taxa mensal calculada e divulgada diariamente pelo Banco Central, sendo utilizada para corrigir valores monetários desde o dia a que se refere (dia em que é calculada) até igual dia do mês seguinte. Assim, a TR de 2,61% referente ao dia 19 de janeiro de 1995 corrige um empréstimo no valor de S 1.000,00, obtido nesse dia, para S 1.026, 1º no dia 19 de fevereiro. APLICAÇÕES FINANCEIRAS COM RENDA FIXA Vamos considerar como aplicações financeiras de renda fixa todas a- quelas realizadas em títulos e valores mobiliários, inclusive cadernetas de poupança e fundos de investimentos. Denomina-se renda fixa por garantir ao aplicador determinado rendimento, fixado no dia da aplicação, isto é, o investidor seguramente receberá no vencimento um valor maior que o desembolsado, o que pode não acontecer com as aplicações em renda variável. As aplicações com renda fixa podem ser pré e pós-fixadas. É prefixada quando o valor de resgate é conhecido no dia da aplicação e pós quando esse valor somente é determinado no dia (ou alguns dias antes) do vencimento. As aplicações com renda pósfixada pagam juros calculados sobre o principal corrigido, ou seja, sobre o valor da aplicação adicionado da correção monetária do período. Os exemplos seguintes facilitarão o entendimento do leitor. Aplicações com renda prefixada Vamos tratar de aplicações nos seguintes títulos e valores mobiliários: Certificados de Depósitos Bancários (CDB). São títulos emitidos pelos bancos comerciais, de investimentos ou desenvolvimento, e pe- las caixas econômicas; é o instrumento mais utilizado para a cap- tação de recursos normalmente destinados ao financiamento de capital fixo e de giro das empresas. O prazo mínimo de emissão tem variado muito nos últimos anos, sendo atualmente de 30 di- as. O prazo máximo não é fixado. Recibos de Depósitos Bancários (RDB). São recibos de depósito a prazo fixo, emitidos pelas mesmas instituições financeiras, com a mesma finalidade e com os mesmos prazos. Letras de Câmbio (LC): são títulos emitidos pelas chamadas "Finan-
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização63 ceiras", as Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento, para captação de recursos destinados ao financiamento de bens e serviços, para pessoas físicas ou jurídicas, operação conhecida no mercado por "crédito direto ao consumidor". Os prazos de e- missão são idênticos aos do CDB e RDB. Com a intensificação do processo de transformação de Financeiras em bancos múlti- plos, o volume de emissão de Letras de Câmbio tem se reduzido muito nos últimos anos. A tendência natural é sua extinção a mé- dio prazo. Bônus do Banco Central (BBC). São títulos de curto prazo emitidos pe- lo Banco Central do Brasil para a captação de recursos destina- dos ao atendimento das necessidades de caixa do Tesouro Na- cional; pane substancial das emissões é adquirida pelas institui- ções financeiras para lastreamento das operações de open mar- ket e para compor as carteiras dos fundos de investimentos em renda fixa, variável e de commodities. São sempre emitidos numa quarta-feira e com vencimento também numa quarta, portanto, com prazos múltiplos de 7; atualmente são mais comuns os de 28, 35 e 42 dias. Letras do Tesouro Nacional (LTN). São títulos idênticos ao anterior. A única diferença é que são emitidos pelo Tesouro Nacional. Todas as aplicações financeiras estão sujeitas à incidência do Imposto de Renda na fonte. Até 31 de dezembro de 1994, o Imposto de Renda, descontado na fonte, incidia apenas sobre o chamado rendimento real (também chamado de ganho de capital), correspondente ao rendimento que excedesse ao valor da correção monetária calculada com base na UFJR (Unidade Fiscal de Referência), ou seja, sobre o valor que ultrapas- sasse ao principal corrigido por esse indexador. A partir de 1° de janeiro de 1995, o Imposto de Renda pago na fonte passou a ser cobrado a razão de 10% sobre o rendimento bruto, ou seja, sobre o rendimento total obtido, independentemente do prazo da aplicação. A fim de facilitar o entendimento dos exemplos apresentados a seguir, vamos estabelecer as seguintes convenções: P = principal ou valor aplicado: valor desembolsado pelo aplicador; Pc = principal corrigido: valor da aplicação adicionado da correção monetária; VR =valor de resgate: valor de resgate da aplicação ou do título antes do desconto do Imposto de Renda; VRL = valor de resgate líquido: valor de resgate menos o Imposto de Renda; RB = rendimento total ou bruto: dado pela diferença entre o valor de resgate e o valor aplicado; RL = rendimento líquido: é o valor do rendimento bruto menos o valor do Imposto de Renda; n = prazo (normalmente em número de dias); i = taxa utilizada pelo mercado para explicitar o rendimento bruto a ser pago, seja ele pré ou pós-fixado; normalmente é informada pa- ra um período de 30 dias (taxa mensal) ou de 360 dias (taxa anu- al) ; TEB = taxa efetiva bruta: dada pela divisão do rendimento bruto pelo valor da aplicação (ou pela divisão do valor de resgate pelo valor da aplicação, menos 1); TEL = taxa efetiva líquida: dada pela divisão do rendimento líquido pe- lo valor da aplicação (ou pela divisão do valor de resgate líquido pelo valor da aplicação, menos 1); TRB = taxa real bruta: dada pela divisão do rendimento real pelo prin- cipal corrigido (ou pela divisão do valor de resgate pelo principal corrigido, menos 1); TRL = taxa real líquida: dada pela divisão do rendimento real líquido pelo principal corrigido (ou pela divisão do valor de resgate líquido pelo principal corrigido, menos 1); a = alíquota do Imposto de Renda, Exemplos com CDB, RDB ou LC (O exemplo para um tipo de aplicação é válido para todos, já que os três têm as mesmas características) A) Um investidor aplica S 36.000,00 num Certificado de Depósito Ban- cário (CDB), com 30 dias de prazo. Sabendo-se que o Banco emitente paga uma taxa de 39% ao ano, determinar o valor de resgate, o valor do lmposto de Renda e o valor de resgate líquido dessa aplicação. Solução: a) Cálculo do valor de resgate VR = 360 n a)i1(P + em que ia é a taxa anual e n o prazo em dias. VR = 36.000,00 x (1 + 39%)30/360 VR = 36.000,00 x (1,39)30/360 = 37.001,59 b) Cálculo do valor do Imposto de Renda IR = a x RB RB = 37.001,59 - 36.000,00 = 1.001,59 IR =10% x 1.001,59 = 100,16 c) Cálculo do valor de resgate líquido VRL = VR - IR = 37.001,59 - 100,16 = 36.901,43 Exemplo com BBC e LTN Na negociação desses dois títulos, os agentes do mercado partem de um valor de resgate hipotético de $ 1.000,00. E, considerando o prazo e a taxa de juros, determinam seu valor de compra ou venda, denominado de PU (preço unitário). Embora o mercado brasileiro, no caso dessas operações, esteja atualmente trabalhando com o prazo representado por número de dias úteis, vamos considerar sempre dias corridos. Essa decisão deve-se ao fato de a utilização de dias corridos ser uma norma universal, e porque considero esse critério o mais correto. B. Em um leilão efetuado pelo Banco Central, um Banco adquire BBCS com prazos de 28 e 35 dias, ambas cotadas a uma taxa de juros de 37% ao ano. Calcular, para os dois prazos mencionados, o preço pago pelo Banco para cada $ 1.000,00 de resgate. Solução: a) para o prazo de 28 dias A partir da fórmula do montante para juros compostos, tem-se que: ( ) 360 n ai1 VR P + = ( ) 81,975 00,000.1 P 360 28 ,371 == O valor presente P = $ 975,81 constitui-se no chamado PU (preço uni- tário). Assim, no caso deste exemplo, o PU nada mais é do que o valor atual do título para cada $ 1.000,00 de resgate, A "unidade", que neste caso é igual a $ 1.000,00, poderia ser de $ 1,00, $ 10,00, $ 100,00 ou qualquer outro valor. b) para o prazo de 35 dias ( ) 86,969 00,000.1 P 360 35 ,371 == Aplicações com renda pós-fixada Neste subitem temos uma grande variedade de aplicações. Vamos tra- tar somente das mais importantes: cadernetas de poupança, CDBS, RDBS, Letras de Câmbio, Notas do Tesouro Nacional (NTN), Debêntures e os fundos de investimentos. A tributação é idêntica à das aplicações em renda prefixada mostrada no subitem anterior, ou seja, Imposto de Renda de 10% sobre o rendimento total. Vamos tratar inicialmente das aplicações em CDB, RDB e LC, cujas características já foram mencionadas no subitem anterior; as diferenças dessas aplicações em relação àquelas com rendimentos prefixados é que nestes casos o prazo mínimo de emissão dos títulos é atualmente de 120 dias e os rendimentos são calculados com base no principal corrigido pelo indexador adotado. E como já mencionamos no início deste capítulo, vamos adotar a TR (Taxa Referencial de Juros) como principal indexador.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização64 Exemplo com CDB, RDB e LC C. Calcular o valor de resgate líquido já descontado o Imposto de Renda) de uma aplicação em CDB com renda pós-fixada no valor de $ 5.000,00, pelo prazo de 120 dias, sabendo-se que o Banco paga juros de 16% ao ano. A aplicação foi feita no dia 5 de janeiro para resgate no dia 5 de maio do mesmo ano. Admitir que as TR referentes aos dias 5 dos meses de janeiro, fevereiro, março e abril tenham sido de 2,21%, 1,96%, 2,13% e 2,37% respectivamente. Solução: a) Cálculo do valor de resgate VR = 360 n ac )i1(P + Pc= 5.000,00 x 1,0221 x 1,0196 x 1,0213 x 1,0237 = 5.447,78 VR = 5.447,78 x ( ) 360 120 16,1 = 5.724,08 b) Cálculo do Imposto de Renda IR = 10% x RB = 0,10 x RB RB = VR - P= 5.724,08 - 5.000,00 = 724,08 IR = 0,10 x 724,08 = 72,41 c) Cálculo do valor de resgate líquido VRL = VR - IR = 5.724,08 - 72,41 = 5.651,67 Operações com Cadernetas de Poupança As cadernetas de poupança constituem a forma mais popular de apli- cação de recursos no Brasil. Tradicionalmente, elas vêm rendendo corre- ção monetária calculada com base num indexador, mais juros de 0,5% ao mês (equivalente a 6,168% ao ano) incidente sobre o valor do depósito acrescido da correção monetária; caso haja algum saque durante o mês, contado desde o dia do depósito até o dia anterior ao do crédito, valerá o menor saldo do mês para efeito de cálculo do rendimento. Nas aplicações feitas por pessoas físicas, o rendimento é creditado mensalmente no dia do chamado "aniversário" ou data-base, isto é, no dia do mês do crédito correspondente ao mesmo dia do mês em que foi aberta. Assim, se uma caderneta é aberta no dia 3 de janeiro, os rendimentos serão creditados no dia 3 dos meses subseqüentes. Entretanto, há exceções: se a conta for aberta nos dias 29, 30 ou 31, considerar-se-á aberta no dia 1° do mês seguinte. No caso das aplicações feitas por pessoas jurídicas, os rendimentos são creditados trimestralmente, calculados à razão de 1,5% sobre o valor do depósito corrigido pelo indexador utilizado. Em caso de movimentação da conta durante o trimestre, os rendimentos serão calculados com base no menor saldo existente nesse trimestre. De acordo com a legislação atual, incide Imposto de Renda de 10% sobre o total dos rendimentos. Esse fato praticamente inviabiliza a caderneta de poupança para pessoas jurídicas. Considera-se mês, no caso das cadernetas de poupança, o período compreendido entre o dia do depósito e o dia do "aniversário" no mês seguinte. No momento em que estamos revisando este capítulo, o indexador ofi- cial utilizado para corrigir os depósitos de poupança continua sendo a TR. E é esse que vamos utilizar. A correção monetária calculada com base nesse indexador é chamada também de atualização monetária. D. O Sr. W. Vilan abriu uma caderneta de poupança no dia 13-09-94 com um depósito de $ 4.500,00. Sabendo-se que a TR desse dia foi de 2,57%, calcular os valores da correção monetária e dos juros creditados em 13- l 0-94. Como se sabe, a taxa de juros é de 0,5% ao mês. Solução: Valor da correção monetária CM = 2,57% x 4.500,00 = 11 5,65 Valor dos juros Juros = 0,5% x (4.500,00 + lis,65) = 23,08 Saldo da conta em 13-10-94 Saldo = 4.500,00 + 115,65 + 23,08 = 4.638,73 O saldo dessa conta poderia também ser obtido como segue: Saldo = 4.500,00 x 1,0257 x 1,005 = 4.638,73 Caso o Sr. Vilan tivesse sacado $ 1.500,00 em qualquer dia entre o dia do depósito e o dia útil anterior à data do crédito, os valores da correção monetária e dos juros seriam calculados com base no saldo de $ 3.000,00. Operações com Notas do Tesouro Nacional (NTN) A NTN é um título emitido pelo Tesouro Nacional com características idênticas às do CDB pós-fixado. Atualmente tem prazo mínimo de emissão de 120 dias; até dezembro de 1994 esse prazo mínimo era de 90 dias. Existem três tipos: a NTN com correção cambial, a NTN corrigida com base na variação do IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) e a NTN corri- gida com base na TR. No caso das duas primeiras, o Tesouro Nacional paga 6% ao ano sobre o principal corrigido, e no caso da última, o rendi- mento total acima da TR é dado via deságio. As NTNS são colocadas no mercado através de leilões periódicos (pe- lo menos um por mês) efetuados pelo Banco Central. Como regra geral, são emitidas com data do primeiro dia de cada mês, e vencimento também no primeiro dia do mês de resgate. Caso uma das datas (de emissão ou de resgate) ocorra em um dia não útil, a liquidação ocorrerá no dia útil subse- qüente. No caso das NTNS cambiais, a correção é calculada tomando-se como base a cotação do dólar no dia imediatamente anterior ao dia da emissão e do resgate (ou do pagamento dos juros). Os juros de 6% ao ano são pagos semestralmente, ou no vencimento do título, caso seu prazo seja de até seis meses. Para proporcionar uma rentabilidade superior a 6% ao ano, o Banco Central normalmente coloca esses títulos no mercado com deságio. Para efeito de negociação, o preço unitário do título - o chamado PU - é calculado com base num valor de emissão hipotético de S 1.000,00 e apresentado com seis casas decimais. Os exemplos a seguir facilitarão o entendimento. Embora o governo não tenha colocado no mercado nenhum título corrigido pelo IGPM após a implantação do REAL, vamos apresentar exemplos envolvendo os três tipos. Através de um leilão realizado pelo Banco Central, uma instituição fi- nanceira adquire NTNS cambiais emitidas em 01-11-93 e com vencimento em 01-02-94 (prazo de três meses). Sabendo-se que esse título paga juros de 6% ao ano, que foi adquirido com uma rentabilidade efetiva de 18% ao ano e que as cotações do dólar comercial de venda no dia anterior ao dia da emissão e ao dia do resgate foram respectivamente de CR$ 174,000 e CR$ 458,660, calcular: o PU, ou seja, o preço pago para cada CR$ 1.000,00 de emissão; b) o valor de resgate (incluindo os juros). Solução: a) Cálculo do PU VR = 1.000,00 x (1,06) 4 1 = 1.014,673846 em que o número 4, do expoente 1/4, representa o número de trimestres contidos em 1 ano. ( ) 213807,973 18,,1 673846,014.1 PU 365 92 == em que 0,18 é taxa efetiva ao ano e 92 o número de dias decorridos entre o dia da compra e do resgate. b) Cálculo do valor de resgate (incluindo os juros) 112.635,9770 174,000 458,660 x1.000,00Pc == Taxa trimestral de juros =
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização65 (1,06) 4 1 - 1 = 0,01467385 ou 1 ,467385% Juros = 0,01467385 x 2.635,977011 = 38,679931 Valor de resgate = 2.635,977011 + 38,679931 = 2.674,656942 O valor de resgate também pode ser determinado atualizando-se monetariamente o valor de resgate obtido inicialmente, como segue: 422.674,6569 174,000 458,660 x461.014,6738VR == Operações com Fundos de Investimentos em Renda Fixa Este Fundo de Investimentos tem uma carência de 28 dias para sa- ques sem perda de rendimentos, contados desde o dia da aplicação ou desde o último dia em que se completou o ciclo de 28 dias. Trata-se de um fundo administrado por uma instituição financeira em que os recursos captados junto aos clientes são aplicados em títulos de renda fixa, pré ou pós-fixados. O investidor adquire cotas do fundo, cuja rentabilidade reflete a rentabilidade média dos títulos que compõem a carteira. Sobre o rendi- mento total obtido na aplicação, o investidor paga Imposto de Renda, correspon dente a 10%, calculado de forma idêntica aos cálculos já mos- trados para os títulos de renda fixa. Exemplo E. Um investidor aplica $ 6.000,00 num Fundo de Renda Fixa no dia 11-0l -95 e resgata $ 3.700,00 no dia 08-02-95, 28 dias depois. Sabendo- se que o valor da cota era de $ 3,498039 no dia da aplicação e de $ 3,602403 no dia do resgate, calcular: o número de cotas adquiridas; o número de cotas resgatadas; a valorização da cota no período; o valor do Imposto de Renda pago e o valor líquido creditado na conta do aplicador; o saldo em número de cotas e em S. Solução: a) Número de cotas adquiridas n° de cotas = 1.715,248 498039,3 00,000.6 = cotas b) Número de cotas resgatadas nº de cotas = 1.027,092 602403,3 00,700.3 = cotas c) Valorização da cota no período Valorização = 0298,01 498039,3 602403,3 =− ou 2,984% d) Valor do Imposto de Renda e valor líquido creditado Valor de aplicação das cotas resgatadas Valor = 1.027,092 x 3,498039 = 3.592,81 Valor do Imposto de Renda Corresponde a10% sobre o rendimento obtido no período, ou seja, so- bre o valor de resgate menos o valor de aplicação das cotas resgatadas, calculado como segue: IR = 10% x (3.700,00 - 3.592,81) = 10,72 Valor líquido creditado na conta do aplicador Valor líquido = 3.700,00 - 10,72 = 3.689,28 Saldo em número de cotas e em S Saldo em n° de cotas = 1.715,248 - 1.027,092 = 688,156 Saldo em $ = 688,156 x 3,602403 = 2.479,02 Operações com Fundos de Aplicações Financeiras (FAF) As aplicações neste Fundo, também conhecido por "fundão", represen- tam uma das únicas formas de aplicação de recursos no curto prazo. Funciona de maneira semelhante ao Fundo de Renda Fixa visto no item anterior. Os recursos captados pela instituição financeira que administra o Fundo são aplicados de forma bem diversificada, sendo uma parte superior a 20% obrigatoriamente depositado no Banco Central, uma fatia ainda maior aplicada títulos públicos federais, 10% em Títulos de Desenvolvimen- to Econômico (TDE) e 3% no Fundo de Desenvolvimento Social (FDS); apenas cerca de 42% dos recursos captados podem ser livremente utiliza- dos pela instituição financeira para aplicação em outros títulos de renda fixa, públicos ou privados. O rendimento proporcionado por este Fundo também paga 10% de Imposto de Renda na fonte. Uma pessoa aplicou $ 50.000,00 no FAF e resgatou tudo no dia seguinte. Sabendo-se que o valor da cota subiu 0,116%, calcular o valor líquido resgatado. Solução: Valor do rendimento = 0,116% x 50.000,00 = 58,00 Valor do IR = 10% x 58,00 = 5,80 Valor líquido resgatado = 50.000,00 + 58,00 - 5,80 = Valor líquido resgatado = 50.052,20 EXERCÍCIOS 01. Uma empresa está estudando a compra de um e- quipamento e deve escolher entre duas marcas com as seguintes características e previsões: Equipamento A Equi- pamento B Custo inicial 28.000.000 23.000.000 Valor venal após cinco anos de uso 12.000.000 3.000.000 Custo operacional anual 4.000.000 3.000.000 Receita adicional anual 12.000.000 10.000.000 Determine a melhor alternativa com taxa de atrativi- dade de 20% a.a. Pelo método do valor presente líquido. Pelo método do valor anual uniforme. Pelo método da taxa interna de retorno (neste caso, deve ser considerado, na segunda alternativa, um investimento incremental de 5.000.000 colocado a 20% a.a.). 02. No início de 1985, uma pessoa fez um depósito de R$ 150.000,00 numa Caderneta de Poupança que pagou 0,5% a.m. de juros e atualizações monetárias mensais que atingiram no ano a taxa acumulada de 228%. Teria feito melhor negócio se aplicasse seu capital e resgatasse mensalmente R$ 23.100,00 du- rante um ano? 03. Qual a melhor forma de receber o retorno de um in- vestimento de R$ 10 milhões, aplicado por um ano: um pagamento final de R$ 13.000.000,00, dois pa- gamentos semestrais de R$ 6.200.000,00 cada um ou doze pagamentos mensais de R$ 950.000,00 ca- da um? Justifique. 04. Uma empresa paga R$ 600.000,00 por mês para uma companhia transportadora fazer as entregas de seus produtos. Está, agora, estudando a compra de um caminhão por R$ 15.000.000,00, calculando que daqui a cinco anos ele poderá ser vendido por R$ 2.000.000,00 e que seu dispêndio anual será de R$ 3.600.000,00. a) Usando a taxa de 15% a.a., estude, pelo método do valor presente, se será vantajoso a compra do cami-
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização66 nhão ou se será melhor continuar usando os servi- ços da transportadora. b) Calcule, com a mesma taxa de 15% a.a., os custos anuais de transporte em cada caso. 05. Fui comprar um aparelho de televisão cujo preço a vista é R$ 98.960,00. A loja exibe uma propaganda oferecendo esse aparelho com uma entrada de R$ 10.000,00 e 12 pagamentos mensais de R$ 9.160,00. Numa época em que as taxas giram em torno de 2% a.m., é mais vantajoso comprar essa IV a vista ou a prazo? 06. Uma pessoa tinha um capital de R$ 11.000.000,00 e o empregou na compra de um apartamento que fi- cou dois meses fechado, dando despesas de R$ 21.300,00 por mês. A partir do início do terceiro mês conseguiu alugá-lo por R$ 80.000,00 pagos no início de cada mês. Um ano após a compra, vendeu-o pa- ra o inquilino por R$ 30.000.000,00, quantia livre de despesas. Teria feito melhor negócio se aplicasse seu capital durante esse ano a 8,8% a.m.? Justifi- que. 07. Calcule, com a taxa de 3% a.m., o custo mensal de um equipamento que foi adquirido por R$ 100.000,00, teve um custo operacional mensal de R$ 3.500,00 e foi avaliado em R$ 80.000,00 após um ano de uso. 08. Um capitalista investiu R$ 2.800.000,00 na instala- ção de uma pequena loja. Suas despesas mensais, durante um ano foram de R$ 180.000,00 de aluguel e R$ 120.000,00 para uma pessoa tomar conta do negócio. No final desse ano, passou o ponto para um comerciante interessado, tendo recebido R$ 3.000.000,00 pela transferência. Durante esse ano, sua receita líquida mensal foi de R$ 400.000,00 nos seis primeiros meses e R$ 600.000,00 nos seis últi- mos meses. Teria feito melhor negócio se aplicasse seu capital a 7% a.m., que era a taxa de mercado na época? 09. Uma máquina foi comprada com uma entrada de R$ 30.000,00 e três pagamentos de R$ 20.000,00 cada um, realizados no fim de três, quatro e circo meses, respectivamente. Calcule o custo anual dessa má- quina à taxa de 20% a.a., sabendo que no fim de três anos ela poderá ser vendida por R$ 40.000,00. 10. Uma firma adquiriu um novo equipamento por R$ 45.000.000, prevendo que seu valor residual após dois anos de uso será R$ 30.000.000. O uso desse equipamento vai aumentar de R$ 6.500.000 a recei- ta mensal da firma e de R$ 1.500.000 o custo men- sal. Represente essa situação com um diagrama de fluxo de caixa e calcule o valor mensal uniforme (lu- cro líquido mensal) com a taxa de 2% a.m., conside- rando ainda um imposto de renda de 25% calculado sobre lucro menos depreciação. Para efeito de IR, tanto o lucro quanto a depreciação são também cal- culados linearmente, isto é, La = 12 (65.000.000 - 1.500.000) e Da = 2 30.000.000-45.000.000 Uma empresa fabrica e vende determinada peça que pode ser produzida pela máquina A ou pela má- quina B que estão sendo analisadas para compra por essa empresa. Foram obtidos os seguintes da- dos: Máquina A Máquina B Custo inicial 80.000 120.000 Valor residual após cinco anos 20.000 35.000 Gasto anual de manutenção 6.000 8.000 Gasto anual de energia 1.000 800 Número de operadores 2 1 Preço/hora da mão-de- obra de cada operador 10 25 Tempo de execução da peça 60 mm. 40 mm. Sabe-se, ainda, que cada peça tem um custo de 30 de matéria-prima e pode ser vendida a 70; as má- quinas trabalharão 2.200 horas por ano, a taxa de atratividade do empresário é 30% a.a. e o Imposto de Renda (calculado sobre lucro menos deprecia- ção) é de 30%, pago anualmente. Supondo que, no caso da compra da máquina A, o empresário investe os 40 mil restantes à taxa de 30% a.a., determine o melhor investimento por qualquer método. 11. Uma pessoa está estudando a compra de um terre- no para explorar um estacionamento de carros. Pre- vê uma renda mensal de R$ 1.200.000 e despesas anuais de R$ 2.500.000. Terá ainda uma despesa i- nicial de R$ 1.500.000 que serão gastos com equi- pamentos de valor residual nulo após três anos. Quanto o investidor estará disposto a pagar pelo ter- reno se sua taxa de atratividade é de 5% a.m. e se o terreno poderá ser vendido por R$ 50.000.000 no fim de três anos? 12. Um motorista tem uma renda liquida mensal de R$ 250.000,00 com seu táxi e sabe que poderá vendê- lo daqui a um ano por R$ 1 .500.000,00. Poderá também vendê-lo já e aplicar o capital apurado a 8,9% a.m. durante um ano, com renda mensal. Um seu amigo deseja comprar o carro e tem capital sufi- ciente empregado a 160% a.a. Qual o preço que po- derá ser atrativo a ambos? 13. Uma estrada foi construída por R$ 8,6 milhões o km e requer um custo anual de manutenção de R$ 1,5 milhões por km. Para construir essa estrada, o Go- verno emitiu bônus que produzirão juros de 5% ao trimestre e a taxa de pedágio foi fixada em R$ 12 por km. Qual o número mínimo de veículos que deverão utilizar-se dessa estrada mensalmente para que o investimento se auto financie em um ano? 14. Um equipamento foi adquirido por uma indústria com três pagamentos semestrais antecipados de R$ 3.000.000,00. No fim de dois anos foi vendido por R$ 2.000.000,00. Durante esse tempo, o lucro da in- dústria teve um aumento mensal de R$ 450.000,00. a) A taxa interna de retorno desse investimento é maior ou menor que 5% a.m.? b) Determine a taxa interna de retorno. 15. Usando a taxa de 10% a.a., calcule o valor de x para que o valor presente líquido do fluxo abaixo seja nu- lo: 16. Calcule o valor de x no diagrama abaixo, para que a taxa interna de retorno seja de 10% a.a.: 17. Dado o diagrama de fluxo de caixa abaixo, calcule: a) O valor presente liquido, usando a taxa de 5% a.m. b) O valor mensal, com essa mesma taxa de 5% a.m. c) Se a taxa que anula o valor presente líquido é maior ou menor que 5% a.m.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização67 18. Dado o diagrama de fluxo de caixa abaixo: a) Calcule seu valor presente líquido usando a taxa de 5,5% a.m. b) Sabendo que o valor presente líquido com a taxa de 6% a.m. é de - 1.126,59, calcule a taxa que o anula (taxa interna de retorno). 19. Dado o diagrama de fluxo de caixa abaixo, determi- ne: a) Seu valor presente líquido com taxa de 8% a.s. b) Sua taxa interna de retorno. RESPOSTAS 1. a) Equipamento A, pois NPVA = 747.427,98 eNPVB - 860.082,30. b) Equipamento A, pois VPUA = 249.924,75 e VPUB - 287.594,06. c) Equipamento A, pois iA = 21,05% a.a. e = 18,83% a.a. 2. Teria, pois a taxa da CP foi de 10,96% a.m. e a outra foi de 11% a.m. 3. Em dois pagamentos (as taxas mensais são 2,21%, 2,45% e 2,08%, respectivamente). 4. a) É melhor continuar usando os serviços da trans- portadora, pois NPVT = 25.752.974,63 e NPVC = 26.073.404,88. b) VPUT = 7.682.512,85 e VPUC = 7.778.102,18 5. É melhor comprar a vista, pois a taxa da loja é maior que 2% a.m. (i = 3,42% a.m.) (ou: as prestações se- riam de R$ 8.412,02). 6. Não, pois NPV = 342.213,82 com i = 8,8% a.m., o que indica taxa maior que 8,8% a.m. (ou: a taxa in- terna de retorno é de 9,08% a.m.). 7. R$ 7.909,24 8. Sim, pois NPV = - 38.466,16, negativo, o que indica taxa menor que 7% a.m. (ou: a taxa interna de retor- no é de 6,85% a.m.). 9. R$ 30.058,82 10. VPU = 2.628.338,84 11. A segunda alternativa é melhor. Pelo método do va- lor presente líquido, NPVA - 2.764,11 e NPV6 = 18.122,02. Pelo método do valor periódico uniforme, VPUA —1.134,89 e VPU8 7.440,57. Pelo método da taxa interna de retorno, iA = 29,1% a.a. e iB 37,2% a.a. 12. R$ 24.390.185,92 13. Ë o preço P, tal que 2.338.443,55 < P < 2.433.131,40. 14. 75.787 carros 15. a) Menor que 5% a.m., pois NPV = - 79.633,82 < 0 b) 4,82% a.m. 16. x = 376,61 17. x = 214,36 18. a) - 26.408,32 b) - 3.420 c) Menor 19. a) 785,37 b) 5,70% a.m. 20. a) - 22.112,19 b) 7,38% a.s. RETORNO SOBRE INVESTIMENTO Em finanças, retorno sobre investimento (em inglês, return on investment ou ROI), também chamado taxa de retorno (em inglês, rate of return ou ROR), taxa de lucro ou simplesmente retorno, é a relação entre o dinheiro ganho ou perdido através de um investimento, e o montante de dinheiro investido. Existem três formulações possíveis de taxa de retorno, são elas: retorno efetivo; retorno exigido e; retorno previsto. O retorno efectivo serve como medida de avaliação do desempenho de um investimento, aferido a posteriori. O retorno previsto serve como medida ex ante do desempenho de um investimento; é a sua taxa implícita ou interna de retorno, aquela que iguala o valor do investimento do seu preço ou custo. A taxa de retorno exigida é a que permite determinar o valor de um investimento. De facto, o valor de um investimento é o equivalente actual dos seus cash-flows futuros, sendo estes convertidos em equivalente actual (ou actualizados) justamente à taxa de retorno exigida. Assenta na ideia de que qualquer investimento deve proporcionar uma taxa de retorno igual a uma taxa sem risco acrescida de um prémio de risco função do grau de incerteza que afecta os cash-flows futuros do investimento. A taxa de retorno prevista é função do preço (ou custo) do investimento e do fluxo de cash-flows futuros atribuíveis ao investimento. Sendo incertos estes cash-flows, resulta que a taxa de retorno prevista é também incerta, apresentando-se mesmo como uma variável aleatória. Aqui reside o seu risco, que terá que ser medido, para ser tido em conta na estimação dos prémios de risco a incluir nas taxas de retorno exigidas. O montante de dinheiro ganho ou perdido pode ser referido como juros, lucros ou prejuízos, ganhos ou perdas ou ainda rendimento líquido ou perdas líquidas. O dinheiro investido pode ser referido como ativo, capital, principal ou custo básico do investimento. O ROI é geralmente expresso como percentagem A concretização das estratégias organizacionais de uma empresa está dependente da gestão adequada de projectos, programas e portfólios. Nesse sentido, a responsabilidade financeira aumenta permanentemente e a sua mensuração é obrigatória. Embora hoje, o uso desta ferramenta de análise seja generalizado a todo o tipo de investimentos, o cálculo do ROI não é contudo uma “moda” recente. Já em 1920 a Harvard Business Review referia o ROI como a medida de análise essencial para conhecer o valor do resultado de investimento de capital. O seu conhecimento antecipado tem um impacto importante não só no seio da organização que gere o processo de investimento, como também junto de potenciais investidores. Para além da “venda” interna e externa do
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Raciocínio Lógico Matemático A Opção Certa Para a Sua Realização68 projecto, é fundamental para o seu acompanhamento dando de uma forma clara o impacto no negócio face às metas pré- definidas. Metodologias de cálculo O cálculo do ROI possui diversas metodologias, algumas simples, outras nem tanto. Cada metodologia varia em função da finalidade ou do enfoque que se deseja dar ao resultado. A seguir estão algumas das mais conhecidas e facilmente encontradas em livros de Contabilidade, Economia e Finanças. ROI=(Lucro Líquido÷Vendas)×(Vendas÷Total de ativos) representa a relação entre a lucratividade e o giro dos estoques. ROI=Lucro líquido÷Total de ativos Representa o retorno que o ativo total empregado oferece. Utilizado geralmente para determinar o retorno que uma empresa dá. ROI=Lucro líquido÷Investimentos representa o retorno que determinado investimento oferece. Geralmente é utilizado para determinar o retorno de investimentos isolados. Invertendo-se a relação (ROI=Investimento÷Lucro Líquido), obtém-se o tempo necessário para se reaver o capital investido. Há também a Rentabilidade do Ativo Total Médio ou Taxa de Retorno sobre o Ativo Total Médio ou Taxa de Retorno sobre o Investimento Total Taxa=[(Lucro Líquido do Exercício)/(Vendas Líquidas)]*[(Vendas Líquidas)/ATM]*100=[(Lucro Líquido do Exercício)/ATM]*100 ATM=Ativo Total Médio=(Ativo Inicial+Ativo Final)/2 ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ ___________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ ______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização1 ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO: Sistema financeiro nacional. Dinâmica do mercado. Mercado bancário. SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. Uma das engrenagens mais importantes, se não a mais importante, para que o mundo seja do jeito que é, é o dinheiro. Ele compra, carros, casas, roupas, título e , segundo alguns, só não compra a felicidade. Sendo o dinheiro carregado com toda essa importância, cada país, cada estado e cidade, se organiza de forma a ter seu próprio modo de ganhar dinheiro. Essa organização, aliás, é formada de um jeito em que a maior quantidade possível de dinheiro possa ser adquirida. Há a muito tempo que o mundo funciona dessa forma. Por isso todos os países já conhecem muitos caminhos e atalhos para que sua organização seja elaborada para seu benefício. Essa tal organização que busca o maior número possível de riquezas é definido por uma série de importantes órgãos do estado. No Brasil, esse órgão formador da estratégia econômicas do país, é chamado de Sistema Financeiro Nacional. Tem, basicamente, a função de controlar todas as instituições que são ligadas às atividades econômicas dentro do país. Mas esse sistema tem ainda muitas outras funções. Tem também muitos componentes que o formam. Existem grupos, dentro do grupo do Sistema Financeiro Nacional. O mais importante dentro desse sistema é o Conselho Monetário Nacional. Esse conselho é essencial por tomar as decisões mais importantes, para a que o país funcione de forma sadia. O Conselho Monetário Nacional tem dentro de si muitos integrantes que são importante, cada um na sua função. No entanto, o mais importante desses membros é o Banco Central do Brasil. O Banco Central do Brasil é o responsável pela produção de papel- moeda e de moeda metálica, dinheiro que circula no país. Ele exerce, junto ao Conselho Monetário Nacional, um trabalho de fiscalização nas instituições financeiras do país. Alem disso, tem diversas utilidades, como realizar operações bancárias, como empréstimos, cobrança de créditos e outros, de outras instituições financeiras. O Banco central é considerado o banco mais importante do Brasil, acima de todos os outros, uma espécie de “Banco dos Bancos”. O Sistema Financeiro Nacional, então, é uma forma de várias entidades se organizarem, de modo a manter a máquina do do governo funcionando. Sua utilidade é o acompanhamento e também a coordenação de todas as atividades financeiras que acontecem no Brasil. Esse acompanhamento acontece na forma de fiscalização. Já a coordenação está na parte em que funcionários do Banco Central agem, segundo suas responsabilidades, no cenário financeiro. Esse sistema já sofreu várias mudanças ao longo dos anos. O próprio Banco Central era uma outra entidade como nome diferente: Superintendência da Moeda e do Crédito era o nome do órgão antes. A mudança ocorreu por meio da lei nº 4.595/64, no art.8º. A moeda nacional, que também já mudou várias vezes ao longo da história brasileira e leva o nome de “Real” foi uma das grandes mudanças. A modificação de uma moeda nacional é, em qualquer circunstancias, algo que causa muitas mudanças, mas no caso da mudança para a atual moeda (real), essa transformação foi grandiosa. Numa época em que a inflação era um grande terror para economia brasileira, essa mudança, chamada de plano real, conseguiu frear a inflação e normalizar os preços do comércio interno. Isso, seguido de uma valorização da moeda nacional, resultou numa recuperação rápida da economia brasileira. Quem pega no dinheiro todos os dias, paga as suas contas, recebe seu salário, nem pensa no grande sistema que há por trás dessas operações. Na verdade, os salários são do valor que são, para que a atual quantidade de dinheiro circule no país, para que a economia brasileira seja como é, o Sistema Financeiro Nacional toma decisões todos os dias, que são refletidas na nossa realidade. LEI Nº 4.595, DE 31 DE DEZEMBRO DE 1964. Dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias, Cria o Conselho Monetário Nacional e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Capítulo I Do Sistema Financeiro Nacional Art. 1º O sistema Financeiro Nacional, estruturado e regulado pela presente Lei, será constituído: I - do Conselho Monetário Nacional; II - do Banco Central do Brasil; (Redação dada pelo Del nº 278, de 28/02/67) III - do Banco do Brasil S. A.; IV - do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico; V - das demais instituições financeiras públicas e privadas. Capítulo II Do Conselho Monetário Nacional Art. 2º Fica extinto o Conselho da atual Superintendência da Moeda e do Crédito, e criado em substituição, o Conselho Monetário Nacional, com a finalidade de formular a política da moeda e do crédito como previsto nesta lei, objetivando o progresso econômico e social do País. Art. 3º A política do Conselho Monetário Nacional objetivará: I - Adaptar o volume dos meios de pagamento ás reais necessidades da economia nacional e seu processo de desenvolvimento; II - Regular o valor interno da moeda, para tanto prevenindo ou corrigindo os surtos inflacionários ou deflacionários de origem interna ou externa, as depressões econômicas e outros desequilíbrios oriundos de fenômenos conjunturais; III - Regular o valor externo da moeda e o equilíbrio no balanço de pagamento do País, tendo em vista a melhor utilização dos recursos em moeda estrangeira; IV - Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras, quer públicas, quer privadas; tendo em vista propiciar, nas diferentes regiões do País, condições favoráveis ao desenvolvimento harmônico da economia nacional; V - Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros, com vistas à maior eficiência do sistema de pagamentos e de mobilização de recursos; VI - Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras; VII - Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública, interna e externa. Art. 4º Compete ao Conselho Monetário Nacional, segundo diretrizes estabelecidas pelo Presidente da República: (Redação dada pela Lei nº 6.045, de 15/05/74) (Vetado) I - Autorizar as emissões de papel-moeda (Vetado) as quais ficarão na prévia dependência de autorização legislativa quando se destinarem ao financiamento direto pelo Banco Central da República do Brasil, das operações de crédito com o Tesouro Nacional, nos termos do artigo 49 desta Lei.(Vide Lei nº 8.392, de 30.12.91) O Conselho Monetário Nacional pode, ainda autorizar o Banco Central da República do Brasil a emitir, anualmente, até o limite de 10% (dez por cento) dos meios de pagamentos existentes a 31 de dezembro do ano anterior, para atender as exigências das atividades produtivas e da circulação da riqueza do País, devendo, porém, solicitar autorização do Poder Legislativo, mediante Mensagem do Presidente da República, para as emissões que, justificadamente, se tornarem necessárias além daquele limite.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização2 Quando necessidades urgentes e imprevistas para o financiamento dessas atividades o determinarem, pode o Conselho Monetário Nacional autorizar as emissões que se fizerem indispensáveis, solicitando imediatamente, através de Mensagem do Presidente da República, homologação do Poder Legislativo para as emissões assim realizadas: II - Estabelecer condições para que o Banco Central da República do Brasil emita moeda-papel (Vetado) de curso forçado, nos termos e limites decorrentes desta Lei, bem como as normas reguladoras do meio circulante; III - Aprovar os orçamentos monetários, preparados pelo Banco Central da República do Brasil, por meio dos quais se estimarão as necessidades globais de moeda e crédito; IV - Determinar as características gerais (Vetado) das cédulas e das moedas; V - Fixar as diretrizes e normas da política cambial, inclusive quanto a compra e venda de ouro e quaisquer operações em Direitos Especiais de Saque e em moeda estrangeira; (Redação dada pelo Del nº 581, de 14/05/69) VI - Disciplinar o crédito em todas as suas modalidades e as operações creditícias em todas as suas formas, inclusive aceites, avais e prestações de quaisquer garantias por parte das instituições financeiras; VII - Coordenar a política de que trata o art. 3º desta Lei com a de investimentos do Governo Federal; VIII - Regular a constituição, funcionamento e fiscalização dos que exercerem atividades subordinadas a esta lei, bem como a aplicação das penalidades previstas; IX - Limitar, sempre que necessário, as taxas de juros, descontos comissões e qualquer outra forma de remuneração de operações e serviços bancários ou financeiros, inclusive os prestados pelo Banco Central da República do Brasil, assegurando taxas favorecidas aos financiamentos que se destinem a promover: - recuperação e fertilização do solo; - reflorestamento; - combate a epizootias e pragas, nas atividades rurais; - eletrificação rural; - mecanização; - irrigação; - investimento indispensáveis às atividades agropecuárias; X - Determinar a percentagem máxima dos recursos que as instituições financeiras poderão emprestar a um mesmo cliente ou grupo de empresas; XI - Estipular índices e outras condições técnicas sobre encaixes, mobilizações e outras relações patrimoniais a serem observadas pelas instituições financeiras; XII - Expedir normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas pelas instituições financeiras; XIII - Delimitar, com periodicidade não inferior a dois anos o capital mínimo das instituições financeiras privadas, levando em conta sua natureza, bem como a localização de suas sedes e agências ou filiais; XIV - Determinar recolhimento de até 60% (sessenta por cento) do total dos depósitos e/ou outros títulos contábeis das instituições financeiras, seja na forma de subscrição de letras ou obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal, seja através de recolhimento em espécie, em ambos os casos entregues ao Banco Central do Brasil, na forma e condições que o Conselho Monetário Nacional determinar, podendo este: (Redação dada pelo Del nº 1.959, de 14/09/82) a) adotar percentagens diferentes em função; (Redação dada pelo Del nº 1.959, de 14/09/82) - das regiões geo-econômicas; (Redação dada pelo Del nº 1.959, de 14/09/82) - das prioridades que atribuir às aplicações; (Redação dada pelo Del nº 1.959, de 14/09/82) - da natureza das instituições financeiras; (Redação dada pelo Del nº 1.959, de 14/09/82) b) determinar percentuais que não serão recolhidos, desde que tenham sido reaplicados em financiamentos à agricultura, sob juros favorecidos e outras condições fixadas pelo Conselho Monetário Nacional. (Redação dada pelo Del nº 1.959, de 14/09/82) (Vide art 10, inciso III) XV - Estabelecer para as instituições financeiras públicas, a dedução dos depósitos de pessoas jurídicas de direito público que lhes detenham o controle acionário, bem como dos das respectivas autarquias e sociedades de economia mista, no cálculo a que se refere o inciso anterior; XVI - Enviar obrigatoriamente ao Congresso Nacional, até o último dia do mês subsequente, relatório e mapas demonstrativos da aplicação dos recolhimentos compulsórios, (Vetado). XVII - Regulamentar, fixando limites, prazos e outras condições, as operações de redesconto e de empréstimo, efetuadas com quaisquer instituições financeiras públicas e privadas de natureza bancária; XVIII - Outorgar ao Banco Central da República do Brasil o monopólio das operações de câmbio quando ocorrer grave desequilíbrio no balanço de pagamentos ou houver sérias razões para prever a iminência de tal situação; XIX - Estabelecer normas a serem observadas pelo Banco Central da República do Brasil em suas transações com títulos públicos e de entidades de que participe o Estado; XX - Autoriza o Banco Central da República do Brasil e as instituições financeiras públicas federais a efetuar a subscrição, compra e venda de ações e outros papéis emitidos ou de responsabilidade das sociedades de economia mista e empresas do Estado; XXI - Disciplinar as atividades das Bolsas de Valores e dos corretores de fundos públicos; XXII - Estatuir normas para as operações das instituições financeiras públicas, para preservar sua solidez e adequar seu funcionamento aos objetivos desta lei; XXIII - Fixar, até quinze (15) vezes a soma do capital realizado e reservas livres, o limite além do qual os excedentes dos depósitos das instituições financeiras serão recolhidos ao Banco Central da República do Brasil ou aplicados de acordo com as normas que o Conselho estabelecer; XXIV - Decidir de sua própria organização; elaborando seu regimento interno no prazo máximo de trinta (30) dias; XXV - Decidir da estrutura técnica e administrativa do Banco Central da República do Brasil e fixar seu quadro de pessoal, bem como estabelecer os vencimentos e vantagens de seus funcionários, servidores e diretores, cabendo ao Presidente deste apresentar as respectivas propostas; (Vide Lei nº 9.650, 27.5.1998) XXVI - Conhecer dos recursos de decisões do Banco Central da República do Brasil; (Vide Lei nº 9.069, de 29.6.1995) XXVII - aprovar o regimento interno e as contas do Banco Central do Brasil e decidir sobre seu orçamento e sobre seus sistemas de contabilidade, bem como sobre a forma e prazo de transferência de seus resultados para o Tesouro Nacional, sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 2.376, de 25.11.1987) (Vide art 10, inciso III) XXVIII - Aplicar aos bancos estrangeiros que funcionem no País as mesmas vedações ou restrições equivalentes, que vigorem nas praças de suas matrizes, em relação a bancos brasileiros ali instalados ou que nelas desejem estabelecer - se; XXIX - Colaborar com o Senado Federal, na instrução dos processos de empréstimos externos dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, para cumprimento do disposto no art. 63, nº II, da Constituição Federal;
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização3 XXX - Expedir normas e regulamentação para as designações e demais efeitos do art. 7º, desta lei. (Vide Lei nº 9.069, de 29.6.1995) (Vide Lei nº 9.069, de 29.6.1995) XXXI - Baixar normas que regulem as operações de câmbio, inclusive swaps, fixando limites, taxas, prazos e outras condições. XXXII - regular os depósitos a prazo de instituições financeiras e demais sociedades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, inclusive entre aquelas sujeitas ao mesmo controle acionário ou coligadas. (Redação dada pelo Decrto-lei nº 2.290, de 1986) § 1º O Conselho Monetário Nacional, no exercício das atribuições previstas no inciso VIII deste artigo, poderá determinar que o Banco Central da República do Brasil recuse autorização para o funcionamento de novas instituições financeiras, em função de conveniências de ordem geral. § 2º Competirá ao Banco Central da República do Brasil acompanhar a execução dos orçamentos monetários e relatar a matéria ao Conselho Monetário Nacional, apresentando as sugestões que considerar convenientes. § 3º As emissões de moeda metálica serão feitas sempre contra recolhimento (Vetado) de igual montante em cédulas. § 4º O Conselho Monetário nacional poderá convidar autoridades, pessoas ou entidades para prestar esclarecimentos considerados necessários. § 5º Nas hipóteses do art. 4º, inciso I, e do § 6º, do art. 49, desta lei, se o Congresso Nacional negar homologação à emissão extraordinária efetuada, as autoridades responsáveis serão responsabilizadas nos termos da Lei nº 1059, de 10/04/1950. § 6º O Conselho Monetário Nacional encaminhará ao Congresso Nacional, até 31 de março de cada ano, relatório da evolução da situação monetária e creditícia do País no ano anterior, no qual descreverá, minudentemente as providências adotadas para cumprimento dos objetivos estabelecidos nesta lei, justificando destacadamente os montantes das emissões de papel-moeda que tenham sido feitas para atendimento das atividades produtivas. § 7º O Banco Nacional da Habitação é o principal instrumento de execução da política habitacional do Governo Federal e integra o sistema financeiro nacional, juntamente com as sociedades de crédito imobiliário, sob orientação, autorização, coordenação e fiscalização do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central da República do Brasil, quanto à execução, nos termos desta lei, revogadas as disposições especiais em contrário. (Vide Lei nº 9.069, de 29.6.1995) Art. 5º As deliberações do Conselho Monetário Nacional entendem-se de responsabilidade de seu Presidente para os efeitos do art. 104, nº I, letra "b", da Constituição Federal e obrigarão também os órgãos oficiais, inclusive autarquias e sociedades de economia mista, nas atividades que afetem o mercado financeiro e o de capitais. Art. 6º O Conselho Monetário Nacional será integrado pelos seguintes membros: (Redação dada pela Lei nº 5.362, de 30.11.1967) (Vide Lei nº 8.392, de 1991) (Vide Lei nº 9.069, de 29.6.1995) I - Ministro da Fazenda que será o Presidente; (Redação dada pela Lei nº 5.362, de 30.11.1967) II - Presidente do Banco do Brasil S. A.; (Redação dada pela Lei nº 5.362, de 30.11.1967) III - Presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico; (Redação dada pela Lei nº 5.362, de 30.11.1967) IV - Sete (7) membros nomeados pelo Presidente da República, após aprovação do Senado Federal, escolhidos entre brasileiros de ilibada reputação e notória capacidade em assuntos econômico-financeiros, com mandato de sete (7) anos, podendo ser reconduzidos. (Redação dada pela Lei nº 5.362, de 30.11.1967) § 1º O Conselho Monetário Nacional deliberará por maioria de votos, com a presença, no mínimo, de 6 (seis) membros, cabendo ao Presidente também o voto de qualidade. § 2º Poderão participar das reuniões do Conselho Monetário Nacional (VETADO) o Ministro da Indústria e do Comércio e o Ministro para Assuntos de Planejamento e Economia, cujos pronunciamentos constarão obrigatòriamente da ata das reuniões. § 3º Em suas faltas ou impedimentos, o Ministro da Fazenda será substituído, na Presidência do Conselho Monetário Nacional, pelo Ministro da Indústria e do Comércio, ou, na falta dêste, pelo Ministro para Assuntos de Planejamento e Economia. § 4º Exclusivamente motivos relevantes, expostos em representação fundamentada do Conselho Monetário Nacional, poderão determinar a exoneração de seus membros referidos no inciso IV, dêste artigo. § 5º Vagando-se cargo com mandato o substituto será nomeado com observância do disposto no inciso IV dêste artigo, para completar o tempo do substituído. § 6º Os membros do Conselho Monetário Nacional, a que se refere o inciso IV dêste artigo, devem ser escolhidos levando-se em atenção, o quanto possível, as diferentes regiões geo-ecônomicas do País. Art. 7º Junto ao Conselho Monetário Nacional funcionarão as seguintes Comissões Consultivas: (Vide Lei nº 8.392, de 1991) (Vide Lei nº 9.069, de 29.6.1995) I - Bancária, constituída de representantes: 1 - do Conselho Nacional de Economia; 2 - do Banco Central da República do Brasil; 3 - do Banco do Brasil S.A.; 4 - do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico; 5 - do Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais; 6 - do Banco Nacional de Crédito Cooperativo; 7 - do Banco do Nordeste do Brasil S. A.; 8 - do Banco de Crédito da Amazônia S. A.; 9 - dos Bancos e Caixas Econômicas Estaduais; 10 - dos Bancos Privados; 11 - das Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimentos; 12 - das Bolsas de Valores; 13 - do Comércio; 14 - da Indústria; 15 - da Agropecuária; 16 - das Cooperativas que operam em crédito. II - de Mercado de Capitais, constituída de representantes: 1 - do Ministério da Indústria e do Comércio; 2 - do Conselho Nacional da Economia. 3 - do Banco Central da República do Brasil; 4 - do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico; 5 - dos Bancos Privados; 6 - das Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimentos; 7 - das Bolsas de Valores; 8 - das Companhias de Seguros Privados e Capitalização; 9 - da Caixa de Amortização; III - de Crédito Rural, constituída de representantes: 1 - do Ministério da Agricultura; 2 - da Superintendência da Reforma Agrária; 3 - da Superintendência Nacional de Abastecimento; 4 - do Banco Central da República do Brasil; 5 - da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil S. A.; 6 - da Carteira de Colonização de Banco do Brasil S.A.; 7 - do Banco Nacional de Crédito Cooperativo; 8 - do Banco do Nordeste do Brasil S.A.; 9 - do Banco de Crédito da Amazônia S.A.; 10 - do Instituto Brasileiro do Café; 11 - do Instituto do Açúcar e do Álcool; 12 - dos Banco privados; 13 - da Confederação Rural Brasileira; 14 - das Instituições Financeiras Públicas Estaduais ou Municipais, que operem em crédito rural; 15 - das Cooperativas de Crédito Agrícola. IV - (Vetado) 1 - (Vetado) 2 - (Vetado) 3 - (Vetado)
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização4 4 - (Vetado) 5 - (Vetado) 6 - (Vetado) 7 - (Vetado) 8 - (Vetado) 9 - (Vetado) 10 - (Vetado) 11 - (Vetado) 12 - (Vetado) 13 - (Vetado) 14 - (Vetado) 15 - (Vetado) V - de Crédito Industrial, constituída de representantes: 1 - do Ministério da Indústria e do Comércio; 2 - do Ministério Extraordinário para os Assuntos de Planejamento e Economia; 3 - do Banco Central da República do Brasil; 4 - do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico; 5 - da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil S.A.; 6 - dos Banco privados; 7 - das Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimentos; 8 - da Indústria. § 1º A organização e o funcionamento das Comissões Consultivas serão regulados pelo Conselho Monetário Nacional, inclusive prescrevendo normas que: a) lhes concedam iniciativa própria junto ao MESMO CONSELHO; b) estabeleçam prazos para o obrigatório preenchimento dos cargos nas referidas Comissões; c) tornem obrigatória a audiência das Comissões Consultivas, pelo Conselho Monetário Nacional, no trato das matérias atinentes às finalidades específicas das referidas Comissões, ressalvado os casos em que se impuser sigilo. § 2º Os representantes a que se refere este artigo serão indicados pelas entidades nele referidas e designados pelo Conselho Monetário Nacional. § 3º O Conselho Monetário Nacional, pelo voto de 2/3 (dois terços) de seus membros, poderá ampliar a competência das Comissões Consultivas, bem como admitir a participação de representantes de entidades não mencionadas neste artigo, desde que tenham funções diretamente relacionadas com suas atribuições. CAPÍTULO III Do Banco Central da República do Brasil Art. 8º A atual Superintendência da Moeda e do Crédito é transformada em autarquia federal, tendo sede e foro na Capital da República, sob a denominação de Banco Central da República do Brasil, com personalidade jurídica e patrimônio próprios este constituído dos bens, direitos e valores que lhe são transferidos na forma desta Lei e ainda da apropriação dos juros e rendas resultantes, na data da vigência desta lei, do disposto no art. 9º do Decreto-Lei número 8495, de 28/12/1945, dispositivo que ora é expressamente revogado. Parágrafo único. Os resultados obtidos pelo Banco Central do Brasil, consideradas as receitas e despesas de todas as suas operações, serão, a partir de 1º de janeiro de 1988, apurados pelo regime de competência e transferidos para o Tesouro Nacional, após compensados eventuais prejuízos de exercícios anteriores. (Redação dada pelo Del nº 2.376, de 25/11/87) Art. 9º Compete ao Banco Central da República do Brasil cumprir e fazer cumprir as disposições que lhe são atribuídas pela legislação em vigor e as normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional. Art. 10. Compete privativamente ao Banco Central da República do Brasil: I - Emitir moeda-papel e moeda metálica, nas condições e limites autorizados pelo Conselho Monetário Nacional (Vetado)). II - Executar os serviços do meio-circulante; III - determinar o recolhimento de até cem por cento do total dos depósitos à vista e de até sessenta por cento de outros títulos contábeis das instituições financeiras, seja na forma de subscrição de Letras ou Obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal, seja através de recolhimento em espécie, em ambos os casos entregues ao Banco Central do Brasil, a forma e condições por ele determinadas, podendo: (Incluído pela Lei nº 7.730, de 31.1.1989) a) adotar percentagens diferentes em função: (Incluído pela Lei nº 7.730, de 31.1.1989) 1. das regiões geoeconômicas; (Incluído pela Lei nº 7.730, de 31.1.1989) 2. das prioridades que atribuir às aplicações; (Incluído pela Lei nº 7.730, de 31.1.1989) 3. da natureza das instituições financeiras; (Incluído pela Lei nº 7.730, de 31.1.1989) b) determinar percentuais que não serão recolhidos, desde que tenham sido reaplicados em financiamentos à agricultura, sob juros favorecidos e outras condições por ele fixadas. (Incluído pela Lei nº 7.730, de 31.1.1989) IV - receber os recolhimentos compulsórios de que trata o inciso anterior e, ainda, os depósitos voluntários à vista das instituições financeiras, nos termos do inciso III e § 2° do art. 19. (Redação dada pela Lei nº 7.730, de 31/01/89) V - Realizar operações de redesconto e empréstimos a instituições financeiras bancárias e as referidas no Art. 4º, inciso XIV, letra " b ", e no § 4º do Art. 49 desta lei; (Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89) VI - Exercer o controle do crédito sob todas as suas formas; (Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89) VII - Efetuar o controle dos capitais estrangeiros, nos termos da lei; (Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89) VIII - Ser depositário das reservas oficiais de ouro e moeda estrangeira e de Direitos Especiais de Saque e fazer com estas últimas todas e quaisquer operações previstas no Convênio Constitutivo do Fundo Monetário Internacional; (Redação dada pelo Del nº 581, de 14/05/69) (Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89) IX - Exercer a fiscalização das instituições financeiras e aplicar as penalidades previstas; (Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89) X - Conceder autorização às instituições financeiras, a fim de que possam: (Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89) a) funcionar no País; b) instalar ou transferir suas sedes, ou dependências, inclusive no exterior; c) ser transformadas, fundidas, incorporadas ou encampadas; d) praticar operações de câmbio, crédito real e venda habitual de títulos da dívida pública federal, estadual ou municipal, ações Debêntures, letras hipotecárias e outros títulos de crédito ou mobiliários; e) ter prorrogados os prazos concedidos para funcionamento; f) alterar seus estatutos. g) alienar ou, por qualquer outra forma, transferir o seu controle acionário. (Incluído pelo Del nº 2.321, de 25/02/87) XI - Estabelecer condições para a posse e para o exercício de quaisquer cargos de administração de instituições financeiras privadas, assim como para o exercício de quaisquer funções em órgãos consultivos, fiscais e semelhantes, segundo normas que forem expedidas pelo Conselho Monetário Nacional; (Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89) XII - Efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e venda de títulos públicos federais; (Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89)
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização5 XIII - Determinar que as matrizes das instituições financeiras registrem os cadastros das firmas que operam com suas agências há mais de um ano. (Renumerado pela Lei nº 7.730, de 31/01/89) § 1º No exercício das atribuições a que se refere o inciso IX deste artigo, com base nas normas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, o Banco Central da República do Brasil, estudará os pedidos que lhe sejam formulados e resolverá conceder ou recusar a autorização pleiteada, podendo (Vetado) incluir as cláusulas que reputar convenientes ao interesse público. § 2º Observado o disposto no parágrafo anterior, as instituições financeiras estrangeiras dependem de autorização do Poder Executivo, mediante decreto, para que possam funcionar no País (Vetado) Art. 11. Compete ainda ao Banco Central da República do Brasil; I - Entender-se, em nome do Governo Brasileiro, com as instituições financeiras estrangeiras e internacionais; II - Promover, como agente do Governo Federal, a colocação de empréstimos internos ou externos, podendo, também, encarregar-se dos respectivos serviços; III - Atuar no sentido do funcionamento regular do mercado cambial, da estabilidade relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de pagamentos, podendo para esse fim comprar e vender ouro e moeda estrangeira, bem como realizar operações de crédito no exterior, inclusive as referentes aos Direitos Especiais de Saque, e separar os mercados de câmbio financeiro e comercial; (Redação dada pelo Del nº 581, de 14/05/69) IV - Efetuar compra e venda de títulos de sociedades de economia mista e empresas do Estado; V - Emitir títulos de responsabilidade própria, de acordo com as condições estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional; VI - Regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis; VII - Exercer permanente vigilância nos mercados financeiros e de capitais sobre empresas que, direta ou indiretamente, interfiram nesses mercados e em relação às modalidades ou processos operacionais que utilizem; VIII - Prover, sob controle do Conselho Monetário Nacional, os serviços de sua Secretaria. § 1º No exercício das atribuições a que se refere o inciso VIII do artigo 10 desta lei, o Banco Central do Brasil poderá examinar os livros e documentos das pessoas naturais ou jurídicas que detenham o controle acionário de instituição financeira, ficando essas pessoas sujeitas ao disposto no artigo 44, § 8º, desta lei. (Incluído pelo Del nº 2.321, de 25/02/87) § 2º O Banco Central da República do Brasil instalará delegacias, com autorização do Conselho Monetário Nacional, nas diferentes regiões geo- econômicas do País, tendo em vista a descentralização administrativa para distribuição e recolhimento da moeda e o cumprimento das decisões adotadas pelo mesmo Conselho ou prescritas em lei. (Renumerado pelo Del nº 2.321, de 25/02/87) Art. 12. O Banco Central da República do Brasil operará exclusivamente com instituições financeiras públicas e privadas, vedadas operações bancárias de qualquer natureza com outras pessoas de direito público ou privado, salvo as expressamente autorizadas por lei. Art. 13. Os encargos e serviços de competência do Banco Central, quando por ele não executados diretamente, serão contratados de preferência com o Banco do Brasil S. A., exceto nos casos especialmente autorizados pelo Conselho Monetário Nacional. (Redação dada pelo Del nº 278, de 28/02/67) Art. 14. O Banco Central do Brasil será administrado por uma Diretoria de cinco (5) membros, um dos quais será o Presidente, escolhidos pelo Conselho Monetário Nacional dentre seus membros mencionados no inciso IV do art. 6º desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 5.362, de 30.11.1967) (Vide Decreto nº 91.961, de 19.11.1985) § 1º O Presidente do Banco Central da República do Brasil será substituído pelo Diretor que o Conselho Monetário Nacional designar. § 2º O término do mandato, a renúncia ou a perda da qualidade Membro do Conselho Monetário Nacional determinam, igualmente, a perda da função de Diretor do Banco Central da República do Brasil. Art. 15. O regimento interno do Banco Central da República do Brasil, a que se refere o inciso XXVII, do art. 4º, desta lei, prescreverá as atribuições do Presidente e dos Diretores e especificará os casos que dependerão de deliberação da Diretoria, a qual será tomada por maioria de votos, presentes no mínimo o Presidente ou seu substituto eventual e dois outros Diretores, cabendo ao Presidente também o voto de qualidade. Parágrafo único. A Diretoria se reunirá, ordinariamente, uma vez por semana, e, extraordinariamente, sempre que necessário, por convocação do Presidente ou a requerimento de, pelo menos, dois de seus membros. Art. 16. Constituem receita do Banco Central do Brasil as rendas: (Redação dada pelo Del nº 2.376, de 25/11/87) I - de operações financeiras e de outras aplicações de seus recursos; (Redação dada pelo Del nº 2.376, de 25/11/87) II - das operações de câmbio, de compra e venda de ouro e de quaisquer outras operações em moeda estrangeira; (Redação dada pelo Del nº 2.376, de 25/11/87) III - eventuais, inclusive as derivadas de multas e de juros de mora aplicados por força do disposto na legislação em vigor. (Redação dada pelo Del nº 2.376, de 25/11/87) CAPÍTULO IV DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS SEÇÃO I Da caracterização e subordinação Art. 17. Consideram-se instituições financeiras, para os efeitos da legislação em vigor, as pessoas jurídicas públicas ou privadas, que tenham como atividade principal ou acessória a coleta, intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor de propriedade de terceiros. Parágrafo único. Para os efeitos desta lei e da legislação em vigor, equiparam-se às instituições financeiras as pessoas físicas que exerçam qualquer das atividades referidas neste artigo, de forma permanente ou eventual. Art. 18. As instituições financeiras somente poderão funcionar no País mediante prévia autorização do Banco Central da República do Brasil ou decreto do Poder Executivo, quando forem estrangeiras. § 1º Além dos estabelecimentos bancários oficiais ou privados, das sociedades de crédito, financiamento e investimentos, das caixas econômicas e das cooperativas de crédito ou a seção de crédito das cooperativas que a tenham, também se subordinam às disposições e disciplina desta lei no que for aplicável, as bolsas de valores, companhias de seguros e de capitalização, as sociedades que efetuam distribuição de prêmios em imóveis, mercadorias ou dinheiro, mediante sorteio de títulos de sua emissão ou por qualquer forma, e as pessoas físicas ou jurídicas que exerçam, por conta própria ou de terceiros, atividade relacionada com a compra e venda de ações e outros quaisquer títulos, realizando nos mercados financeiros e de capitais operações ou serviços de natureza dos executados pelas instituições financeiras. § 2º O Banco Central da Republica do Brasil, no exercício da fiscalização que lhe compete, regulará as condições de concorrência entre instituições financeiras, coibindo-lhes os abusos com a aplicação da pena (Vetado) nos termos desta lei. § 3º Dependerão de prévia autorização do Banco Central da República do Brasil as campanhas destinadas à coleta de recursos do público, praticadas por pessoas físicas ou jurídicas abrangidas neste artigo, salvo para subscrição pública de ações, nos termos da lei das sociedades por ações. SEÇÃO II DO BANCO DO BRASIL S. A.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização6 Art. 19. Ao Banco do Brasil S. A. competirá precipuamente, sob a supervisão do Conselho Monetário Nacional e como instrumento de execução da política creditícia e financeira do Governo Federal: I - na qualidade de Agente, Financeiro do Tesouro Nacional, sem prejuízo de outras funções que lhe venham a ser atribuídas e ressalvado o disposto no art. 8º, da Lei nº 1628, de 20 de junho de 1952: a) receber, a crédito do Tesouro Nacional, as importâncias provenientes da arrecadação de tributos ou rendas federais e ainda o produto das operações de que trata o art. 49, desta lei; b) realizar os pagamentos e suprimentos necessários à execução do Orçamento Geral da União e leis complementares, de acordo com as autorizações que lhe forem transmitidas pelo Ministério da Fazenda, as quais não poderão exceder o montante global dos recursos a que se refere a letra anterior, vedada a concessão, pelo Banco, de créditos de qualquer natureza ao Tesouro Nacional; c) conceder aval, fiança e outras garantias, consoante expressa autorização legal; d) adquirir e financiar estoques de produção exportável; e) executar a política de preços mínimos dos produtos agropastoris; f) ser agente pagador e recebedor fora do País; g) executar o serviço da dívida pública consolidada; II - como principal executor dos serviços bancários de interesse do Governo Federal, inclusive suas autarquias, receber em depósito, com exclusividade, as disponibilidades de quaisquer entidades federais, compreendendo as repartições de todos os ministérios civis e militares, instituições de previdência e outras autarquias, comissões, departamentos, entidades em regime especial de administração e quaisquer pessoas físicas ou jurídicas responsáveis por adiantamentos, ressalvados o disposto no § 5º deste artigo, as exceções previstas em lei ou casos especiais, expressamente autorizados pelo Conselho Monetário Nacional, por proposta do Banco Central da República do Brasil; III - arrecadar os depósitos voluntários, à vista, das instituições de que trata o inciso III, do art. 10, desta lei, escriturando as respectivas contas; (Redação dada pelo Decreto-lei nº 2.284, de 1986) IV - executar os serviços de compensação de cheques e outros papéis; V - receber, com exclusividade, os depósitos de que tratam os artigos 38, item 3º, do Decreto-lei nº 2.627, de 26 de setembro de 1940, e 1º do Decreto-lei nº 5.956, de 01/11/43, ressalvado o disposto no art. 27, desta lei; VI - realizar, por conta própria, operações de compra e venda de moeda estrangeira e, por conta do Banco Central da República do Brasil, nas condições estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional; VII - realizar recebimentos ou pagamentos e outros serviços de interesse do Banco Central da República do Brasil, mediante contratação na forma do art. 13, desta lei; VIII - dar execução à política de comércio exterior (Vetado). IX - financiar a aquisição e instalação da pequena e média propriedade rural, nos termos da legislação que regular a matéria; X - financiar as atividades industriais e rurais, estas com o favorecimento referido no art. 4º, inciso IX, e art. 53, desta lei; XI - difundir e orientar o crédito, inclusive às atividades comerciais suplementando a ação da rede bancária; a) no financiamento das atividades econômicas, atendendo às necessidades creditícias das diferentes regiões do País; b) no financiamento das exportações e importações. (Vide Lei nº 8.490 de 19.11.1992) § 1º - O Conselho Monetário Nacional assegurará recursos específicos que possibilitem ao Banco do Brasil S. A., sob adequada remuneração, o atendimento dos encargos previstos nesta lei. § 2º - Do montante global dos depósitos arrecadados, na forma do inciso III deste artigo o Banco do Brasil S. A. Colocará à disposição do Banco Central da República do Brasil, observadas as normas que forem estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, a parcela que exceder as necessidades normais de movimentação das contas respectivas, em função dos serviços aludidos no inciso IV deste artigo. § 3º - Os encargos referidos no inciso I, deste artigo, serão objeto de contratação entre o Banco do Brasil S. A. e a União Federal, esta representada pelo Ministro da Fazenda. § 4º - O Banco do Brasil S. A. prestará ao Banco Central da República do Brasil todas as informações por este julgadas necessárias para a exata execução desta lei. § 5º - Os depósitos de que trata o inciso II deste artigo, também poderão ser feitos nas Caixas econômicas Federais, nos limites e condições fixadas pelo Conselho Monetário Nacional. Art. 20. O Banco do Brasil S. A. e o Banco Central da República do Brasil elaborarão, em conjunto, o programa global de aplicações e recursos do primeiro, para fins de inclusão nos orçamentos monetários de que trata o inciso III, do artigo 4º desta lei. Art. 21. O Presidente e os Diretores do Banco do Brasil S. A. deverão ser pessoas de reputação ilibada e notória capacidade. § 1º A nomeação do Presidente do Banco do Brasil S. A. será feita pelo Presidente da República, após aprovação do Senado Federal. § 2º As substituições eventuais do Presidente do Banco do Brasil S. A. não poderão exceder o prazo de 30 (trinta) dias consecutivos, sem que o Presidente da República submeta ao Senado Federal o nome do substituto. § 3º (Vetado) § 4º (Vetado) SEÇÃO III DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS PÚBLICAS Art. 22. As instituições financeiras públicas são órgãos auxiliares da execução da política de crédito do Governo Federal. § 1º O Conselho Monetário Nacional regulará as atividades, capacidade e modalidade operacionais das instituições financeiras públicas federais, que deverão submeter à aprovação daquele órgão, com a prioridade por ele prescrita, seus programas de recursos e aplicações, de forma que se ajustem à política de crédito do Governo Federal. § 2º A escolha dos Diretores ou Administradores das instituições financeiras públicas federais e a nomeação dos respectivos Presidentes e designação dos substitutos observarão o disposto no art. 21, parágrafos 1º e 2º, desta lei. § 3º A atuação das instituições financeiras públicas será coordenada nos termos do art. 4º desta lei. Art. 23. O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico é o principal instrumento de execução de política de investimentos do Governo Federal, nos termos das Leis números 1628, de 20/06/1952 e 2973, de 26/11/1956. Art. 24. As instituições financeiras públicas não federais ficam sujeitas às disposições relativas às instituições financeiras privadas, assegurada a forma de constituição das existentes na data da publicação desta lei. Parágrafo único. As Caixas Econômicas Estaduais equiparam-se, no que couber, às Caixas Econômicas Federais, para os efeitos da legislação em vigor, estando isentas do recolhimento a que se refere o art. 4º, inciso XIV, e à taxa de fiscalização, mencionada no art. 16, desta lei. SEÇÃO IV DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS PRIVADAS Art. 25. As instituições financeiras privadas, exceto as cooperativas de crédito, constituir-se-ão unicamente sob a forma de sociedade anônima, devendo a totalidade de seu capital com direito a voto ser representada por ações nominativas. (Redação dada pela Lei nº 5.710, de 07/10/71)
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização7 § 1º Observadas as normas fixadas pelo Conselho Monetário Nacional as instituições a que se refere este artigo poderão emitir até o limite de 50% de seu capital social em ações preferenciais, nas formas nominativas, e ao portador, sem direito a voto, às quais não se aplicará o disposto no parágrafo único do art. 81 do Decreto-lei nº 2.627, de 26 de setembro de 1940. (Incluído pela Lei nº 5.710, de 07/10/71) § 2º A emissão de ações preferenciais ao portador, que poderá ser feita em virtude de aumento de capital, conversão de ações ordinárias ou de ações preferenciais nominativas, ficará sujeita a alterações prévias dos estatutos das sociedades, a fim de que sejam neles incluídas as declarações sobre: (Incluído pela Lei nº 5.710, de 07/10/71) I - as vantagens, preferenciais e restrições atribuídas a cada classe de ações preferenciais, de acordo com o Decreto-lei nº 2.627, de 26 de setembro de 1940; (Incluído pela Lei nº 5.710, de 07/10/71) II - as formas e prazos em que poderá ser autorizada a conversão das ações, vedada a conversão das ações preferenciais em outro tipo de ações com direito a voto. (Incluído pela Lei nº 5.710, de 07/10/71) § 3º Os títulos e cautelas representativas das ações preferenciais, emitidos nos termos dos parágrafos anteriores, deverão conter expressamente as restrições ali especificadas. (Incluído pela Lei nº 5.710, de 07/10/71) Art. 26. O capital inicial das instituições financeiras públicas e privadas será sempre realizado em moeda corrente. Art. 27. Na subscrição do capital inicial e na de seus aumentos em moeda corrente, será exigida no ato a realização de, pelo menos 50% (cinqüenta por cento) do montante subscrito. § 1º As quantias recebidas dos subscritores de ações serão recolhidas no prazo de 5 (cinco) dias, contados do recebimento, ao Banco Central da República do Brasil, permanecendo indisponíveis até a solução do respectivo processo. § 2º O remanescente do capital subscrito, inicial ou aumentado, em moeda corrente, deverá ser integralizado dentro de um ano da data da solução do respectivo processo. Art. 28. Os aumentos de capital que não forem realizados em moeda corrente, poderão decorrer da incorporação de reservas, segundo normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional, e da reavaliação da parcela dos bens do ativo imobilizado, representado por imóveis de uso e instalações, aplicados no caso, como limite máximo, os índices fixados pelo Conselho Nacional de Economia. Art. 29. As instituições financeiras privadas deverão aplicar, de preferência, não menos de 50% (cinqüenta por cento) dos depósitos do público que recolherem, na respectiva Unidade Federada ou Território. § 1º O Conselho Monetário Nacional poderá, em casos especiais, admitir que o percentual referido neste artigo seja aplicado em cada Estado e Território isoladamente ou por grupos de Estados e Territórios componentes da mesma região geoeconômica. Art. 30. As instituições financeiras de direito privado, exceto as de investimento, só poderão participar de capital de quaisquer sociedades com prévia autorização do Banco Central da República do Brasil, solicitada justificadamente e concedida expressamente, ressalvados os casos de garantia de subscrição, nas condições que forem estabelecidas, em caráter geral, pelo Conselho Monetário Nacional. Parágrafo único (Vetado) Art. 31. As instituições financeiras levantarão balanços gerais a 30 de junho e 31 de dezembro de cada ano, obrigatoriamente, com observância das regras contábeis estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. Art. 32. As instituições financeiras públicas deverão comunicar ao Banco Central da República do Brasil a nomeação ou a eleição de diretores e membros de órgãos consultivos, fiscais e semelhantes, no prazo de 15 dias da data de sua ocorrência. Art. 33. As instituições financeiras privadas deverão comunicar ao Banco Central da República do Brasil os atos relativos à eleição de diretores e membros de órgão consultivos, fiscais e semelhantes, no prazo de 15 dias de sua ocorrência, de acordo com o estabelecido no art. 10, inciso X, desta lei. § 1º O Banco Central da República do Brasil, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias, decidirá aceitar ou recusar o nome do eleito, que não atender às condições a que se refere o artigo 10, inciso X, desta lei. § 2º A posse do eleito dependerá da aceitação a que se refere o parágrafo anterior. § 3º Oferecida integralmente a documentação prevista nas normas referidas no art. 10, inciso X, desta lei, e decorrido, sem manifestação do Banco Central da República do Brasil, o prazo mencionado no § 1º deste artigo, entender-se-á não ter havido recusa a posse. Art. 34. É vedado às instituições financeiras conceder empréstimos ou adiantamentos: I - A seus diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges; II - Aos parentes, até o 2º grau, das pessoas a que se refere o inciso anterior; III - As pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10% (dez por cento), salvo autorização específica do Banco Central da República do Brasil, em cada caso, quando se tratar de operações lastreadas por efeitos comerciais resultantes de transações de compra e venda ou penhor de mercadorias, em limites que forem fixados pelo Conselho Monetário Nacional, em caráter geral; IV - As pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10% (dez por cento); V - Às pessoas jurídicas de cujo capital participem com mais de 10% (dez por cento), quaisquer dos diretores ou administradores da própria instituição financeira, bem como seus cônjuges e respectivos parentes, até o 2º grau. § 1º A infração ao disposto no inciso I, deste artigo, constitui crime e sujeitará os responsáveis pela transgressão à pena de reclusão de um a quatro anos, aplicando-se, no que couber, o Código Penal e o Código de Processo Penal. (Vide Lei 7.492, de 16.7.1986) § 2º O disposto no inciso IV deste artigo não se aplica às instituições financeiras públicas. Art. 35. É vedado ainda às instituições financeiras: I - Emitir debêntures e partes beneficiárias; II - Adquirir bens imóveis não destinados ao próprio uso, salvo os recebidos em liquidação de empréstimos de difícil ou duvidosa solução, caso em que deverão vendê-los dentro do prazo de um (1) ano, a contar do recebimento, prorrogável até duas vezes, a critério do Banco Central da República do Brasil. Parágrafo único. As instituições financeiras que não recebem depósitos do público poderão emitir debêntures, desde que previamente autorizadas pelo Banco Central do Brasil, em cada caso. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 2.290, de 1986) Art. 36. As instituições financeiras não poderão manter aplicações em imóveis de uso próprio, que, somadas ao seu ativo em instalações, excedam o valor de seu capital realizado e reservas livres. Art. 37. As instituições financeiras, entidades e pessoas referidas nos artigos 17 e 18 desta lei, bem como os corretores de fundos públicos, ficam, obrigados a fornecer ao Banco Central da República do Brasil, na forma por ele determinada, os dados ou informes julgados necessários para o fiel desempenho de suas atribuições. Art. 39. Aplicam-se às instituições financeiras estrangeiras, em funcionamento ou que venham a se instalar no País, as disposições da presente lei, sem prejuízo das que se contém na legislação vigente. CAPÍTULO V DAS PENALIDADES
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização8 Art. 42. O art. 2º, da Lei nº 1808, de 07 de janeiro de 1953, terá a seguinte redação: "Art. 2º Os diretores e gerentes das instituições financeiras respondem solidariamente pelas obrigações assumidas pelas mesmas durante sua gestão, até que elas se cumpram. Parágrafo único. Havendo prejuízos, a responsabilidade solidária se circunscreverá ao respectivo montante." (Vide Lei nº 6.024, de 1974) Art. 43. O responsável ela instituição financeira que autorizar a concessão de empréstimo ou adiantamento vedado nesta lei, se o fato não constituir crime, ficará sujeito, sem prejuízo das sanções administrativas ou civis cabíveis, à multa igual ao dobro do valor do empréstimo ou adiantamento concedido, cujo processamento obedecerá, no que couber, ao disposto no art. 44, desta lei. Art. 44. As infrações aos dispositivos desta lei sujeitam as instituições financeiras, seus diretores, membros de conselhos administrativos, fiscais e semelhantes, e gerentes, às seguintes penalidades, sem prejuízo de outras estabelecidas na legislação vigente: I - Advertência. II - Multa pecuniária variável. III - Suspensão do exercício de cargos. IV - Inabilitação temporária ou permanente para o exercício de cargos de direção na administração ou gerência em instituições financeiras. V - Cassação da autorização de funcionamento das instituições financeiras públicas, exceto as federais, ou privadas. VI - Detenção, nos termos do § 7º, deste artigo. VII - Reclusão, nos termos dos artigos 34 e 38, desta lei. § 1ºA pena de advertência será aplicada pela inobservância das disposições constantes da legislação em vigor, ressalvadas as sanções nela previstas, sendo cabível também nos casos de fornecimento de informações inexatas, de escrituração mantida em atraso ou processada em desacordo com as normas expedidas de conformidade com o art. 4º, inciso XII, desta lei. § 2º As multas serão aplicadas até 200 (duzentas) vezes o maior salário-mínimo vigente no País, sempre que as instituições financeiras, por negligência ou dolo: a) advertidas por irregularidades que tenham sido praticadas, deixarem de saná-las no prazo que lhes for assinalado pelo Banco Central da República do Brasil; b) infringirem as disposições desta lei relativas ao capital, fundos de reserva, encaixe, recolhimentos compulsórios, taxa de fiscalização, serviços e operações, não atendimento ao disposto nos arts. 27 e 33, inclusive as vedadas nos arts. 34 (incisos II a V), 35 a 40 desta lei, e abusos de concorrência (art. 18, § 2º); c) opuserem embaraço à fiscalização do Banco Central da República do Brasil. § 3º As multas cominadas neste artigo serão pagas mediante recolhimento ao Banco Central da República do Brasil, dentro do prazo de 15 (quinze) dias, contados do recebimento da respectiva notificação, ressalvado o disposto no § 5º deste artigo e serão cobradas judicialmente, com o acréscimo da mora de 1% (um por cento) ao mês, contada da data da aplicação da multa, quando não forem liquidadas naquele prazo; § 4º As penas referidas nos incisos III e IV, deste artigo, serão aplicadas quando forem verificadas infrações graves na condução dos interesses da instituição financeira ou quando dá reincidência específica, devidamente caracterizada em transgressões anteriormente punidas com multa. § 5º As penas referidas nos incisos II, III e IV deste artigo serão aplicadas pelo Banco Central da República do Brasil admitido recurso, com efeito suspensivo, ao Conselho Monetário Nacional, interposto dentro de 15 dias, contados do recebimento da notificação. § 6º É vedada qualquer participação em multas, as quais serão recolhidas integralmente ao Banco Central da República do Brasil. § 7º Quaisquer pessoas físicas ou jurídicas que atuem como instituição financeira, sem estar devidamente autorizadas pelo Banco Central da Republica do Brasil, ficam sujeitas à multa referida neste artigo e detenção de 1 a 2 anos, ficando a esta sujeitos, quando pessoa jurídica, seus diretores e administradores. § 8º No exercício da fiscalização prevista no art. 10, inciso VIII, desta lei, o Banco Central da República do Brasil poderá exigir das instituições financeiras ou das pessoas físicas ou jurídicas, inclusive as referidas no parágrafo anterior, a exibição a funcionários seus, expressamente credenciados, de documentos, papéis e livros de escrituração, considerando-se a negativa de atendimento como embaraço á fiscalização sujeito á pena de multa, prevista no § 2º deste artigo, sem prejuízo de outras medidas e sanções cabíveis. § 9º A pena de cassação, referida no inciso V, deste artigo, será aplicada pelo Conselho Monetário Nacional, por proposta do Banco Central da República do Brasil, nos casos de reincidência específica de infrações anteriormente punidas com as penas previstas nos incisos III e IV deste artigo. Art. 45. As instituições financeiras públicas não federais e as privadas estão sujeitas, nos termos da legislação vigente, à intervenção efetuada pelo Banco Central da República do Brasil ou à liquidação extrajudicial. Parágrafo único. A partir da vigência desta lei, as instituições de que trata este artigo não poderão impetrar concordata. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 46. Ficam transferidas as atribuições legais e regulamentares do Ministério da Fazenda relativamente ao meio circulante inclusive as exercidas pela Caixa de Amortização para o Conselho Monetário Nacional, e (VETADO) para o Banco Central da República do Brasil. Art. 47. Será transferida à responsabilidade do Tesouro Nacional, mediante encampação, sendo definitivamente incorporado ao meio circulante o montante das emissões feitas por solicitação da Carteira de Redescontos do Banco do Brasil S.A. e da Caixa de Mobilização Bancária. § 1º O valor correspondente à encampação será destinado à liquidação das responsabilidades financeiras do Tesouro Nacional no Banco do Brasil S. A., inclusive as decorrentes de operações de câmbio concluídas até a data da vigência desta lei, mediante aprovação especificado Poder Legislativo, ao qual será submetida a lista completa dos débitos assim amortizados. § 2º Para a liquidação do saldo remanescente das responsabilidades do Tesouro Nacional, após a encampação das emissões atuais por solicitação da Carteira de Redescontos do Banco do Brasil S.A. e da Caixa de Mobilização Bancária, o Poder Executivo submeterá ao Poder Legislativo proposta específica, indicando os recursos e os meios necessários a esse fim. Art. 48. Concluídos os acertos financeiros previstos no artigo anterior, a responsabilidade da moeda em circulação passará a ser do Banco Central da República do Brasil. Art. 49. As operações de crédito da União, por antecipação de receita orçamentaria ou a qualquer outro título, dentro dos limites legalmente autorizados, somente serão realizadas mediante colocação de obrigações, apólices ou letras do Tesouro Nacional. § 1º A lei de orçamento, nos termos do artigo 73, § 1º inciso II, da Constituição Federal, determinará quando for o caso, a parcela do déficit que poderá ser coberta pela venda de títulos do Tesouro Nacional diretamente ao Banco Central da República do Brasil. § 2º O Banco Central da República do Brasil mediante autorização do Conselho Monetário Nacional baseada na lei orçamentaria do exercício, poderá adquirir diretamente letras do Tesouro Nacional, com emissão de papel-moeda.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização9 § 3º O Conselho Monetário Nacional decidirá, a seu exclusivo critério, a política de sustentação em bolsa da cotação dos títulos de emissão do Tesouro Nacional. § 4º No caso de despesas urgentes e inadiáveis do Governo Federal, a serem atendidas mediante créditos suplementares ou especiais, autorizados após a lei do orçamento, o Congresso Nacional determinará, especificamente, os recursos a serem utilizados na cobertura de tais despesas, estabelecendo, quando a situação do Tesouro Nacional for deficitária, a discriminação prevista neste artigo. § 5º Na ocorrência das hipóteses citadas no parágrafo único, do artigo 75, da Constituição Federal, o Presidente da República poderá determinar que o Conselho Monetário Nacional, através do Banco Central da República do Brasil, faça a aquisição de letras do Tesouro Nacional com a emissão de papel-moeda até o montante do crédito extraordinário que tiver sido decretado. § 6º O Presidente da República fará acompanhar a determinação ao Conselho Monetário Nacional, mencionada no parágrafo anterior, de cópia da mensagem que deverá dirigir ao Congresso Nacional, indicando os motivos que tornaram indispensável a emissão e solicitando a sua homologação. § 7º As letras do Tesouro Nacional, colocadas por antecipação de receita, não poderão ter vencimentos posteriores a 120 (cento e vinte) dias do encerramento do exercício respectivo. § 8º Até 15 de março do ano seguinte, o Poder Executivo enviará mensagem ao Poder Legislativo, propondo a forma de liquidação das letras do Tesouro Nacional emitidas no exercício anterior e não resgatadas. § 9º É vedada a aquisição dos títulos mencionados neste artigo pelo Banco do Brasil S.A. e pelas instituições bancárias de que a União detenha a maioria das ações. (Vide Decreto-lei nº 1.079, de 1970) Art. 50. O Conselho Monetário Nacional, o Banco Central da República do Brasil, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico, o Banco do Brasil S.A., O Banco do Nordeste do Brasil S.A. e o Banco de Crédito da Amazônia S. A. gozarão dos favores, isenções e privilégios, inclusive fiscais, que são próprios da Fazenda Nacional, ressalvado quanto aos três, últimos, o regime especial de tributação do Imposto de Renda a que estão sujeitos, na forma da legislação em vigor. Parágrafo único. São mantidos os favores, isenções e privilégios de que atualmente gozam as instituições financeiras. Art. 51. Ficam abolidas, após 3 (três) meses da data da vigência desta Lei, as exigências de "visto" em "pedidos de licença" para efeitos de exportação, excetuadas as referentes a armas, munições, entorpecentes, materiais estratégicos, objetos e obras de valor artístico, cultural ou histórico. (Vide Lei nº 5.025, de 1966) Parágrafo único. Quando o interesse nacional exigir, o Conselho Monetário Nacional, criará o "visto" ou exigência equivalente. Art. 52. O quadro de pessoal do Banco Central da República do Brasil será constituído de: (Vide Lei nº 9.650, de 1998) I - Pessoal próprio, admitido mediante concurso público de provas ou de títulos e provas, sujeita á pena de nulidade a admissão que se processar com inobservância destas exigências; II - Pessoal requisitado ao Banco do Brasil S. A. e a outras instituições financeiras federais, de comum acordo com as respectivas administrações; III - Pessoal requisitado a outras instituições e que venham prestando serviços à Superintendência da Moeda e do Crédito há mais de 1 (um) ano, contado da data da publicação desta lei. § 1º O Banco Central da República do Brasil baixará dentro de 90 (noventa) dias da vigência desta lei, o Estatuto de seus funcionários e servidores, no qual serão garantidos os direitos legalmente atribuídos a seus atuais servidores e mantidos deveres e obrigações que lhes são inerentes. § 2º Aos funcionários e servidores requisitados, na forma deste artigo as instituições de origem lhes assegurarão os direitos e vantagens que lhes cabem ou lhes venham a ser atribuídos, como se em efetivo exercício nelas estivessem. § 3º Correrão por conta do Banco Central da República do Brasil todas as despesas decorrentes do cumprimento do disposto no parágrafo anterior, inclusive as de aposentadoria e pensão que sejam de responsabilidade das instituições de origem ali mencionadas, estas últimas rateadas proporcionalmente em função dos prazos de vigência da requisição. § 4º Os funcionários do quadro de pessoal próprio permanecerão com seus direitos e garantias regidos pela legislação de proteção ao trabalho e de previdência social, incluídos na categoria profissional de bancários. § 5º Durante o prazo de 10 (dez) anos, cotados da data da vigência desta lei, é facultado aos funcionários de que tratam os inciso II e III deste artigo, manifestarem opção para transferência para o Quadro do pessoal próprio do Banco Central da República do Brasil, desde que: a) tenham sido admitidos nas respectivas instituições de origem, consoante determina o inciso I, deste artigo; b) estejam em exercício (Vetado) há mais de dois anos; c) seja a opção aceita pela Diretoria do Banco Central da República do Brasil, que sobre ela deverá pronunciar-se conclusivamente no prazo máximo de três meses, contados da entrega do respectivo requerimento. CAPÍTULO VII Disposições Transitórias Art. 54. O Poder Executivo, com base em proposta do Conselho Monetário Nacional, que deverá ser apresentada dentro de 90 (noventa) dias de sua instalação, submeterá ao Poder Legislativo projeto de lei que institucionalize o crédito rural, regule seu campo específico e caracterize as modalidades de aplicação, indicando as respectivas fontes de recurso. Parágrafo único. A Comissão Consultiva do Crédito Rural dará assessoramento ao Conselho Monetário Nacional, na elaboração da proposta que estabelecerá a coordenação das instituições existentes ou que venham a ser cridas, com o objetivo de garantir sua melhor utilização e da rede bancária privada na difusão do crédito rural, inclusive com redução de seu custo. Art. 55. Ficam transferidas ao Banco Central da República do Brasil as atribuições cometidas por lei ao Ministério da Agricultura, no que concerne à autorização de funcionamento e fiscalização de cooperativas de crédito de qualquer tipo, bem assim da seção de crédito das cooperativas que a tenham. Art. 56. Ficam extintas a Carteira de Redescontos do Banco do Brasil S. A. e a Caixa de Mobilização Bancária, incorporando-se seus bens direitos e obrigações ao Banco Central da República do Brasil. Parágrafo único. As atribuições e prerrogativas legais da Caixa de Mobilização Bancária passam a ser exercidas pelo Banco Central da República do Brasil, sem solução de continuidade. Art. 57. Passam à competência do Conselho Monetário Nacional as atribuições de caráter normativo da legislação cambial vigente e as executivas ao Banco Central da República do Brasil e ao Banco do Brasil S. A., nos termos desta lei. Parágrafo único. Fica extinta a Fiscalização Bancária do Banco do Brasil S. A., passando suas atribuições e prerrogativas legais ao Banco Central da República do Brasil. Art. 58. Os prejuízos decorrentes das operações de câmbio concluídas e eventualmente não regularizadas nos termos desta lei bem como os das operações de câmbio contratadas e não concluídas até a data de vigência desta lei, pelo Banco do Brasil S.A., como mandatário do Governo Federal, serão na medida em que se efetivarem, transferidos ao Banco Central da República do Brasil, sendo neste registrados como responsabilidade do Tesouro Nacional. § 1º Os débitos do Tesouro Nacional perante o Banco Central da República do Brasil, provenientes das transferências de que trata este artigo serão regularizados com recursos orçamentários da União.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização10 § 2º O disposto neste artigo se aplica também aos prejuízos decorrentes de operações de câmbio que outras instituições financeiras federais, de natureza bancária, tenham realizado como mandatárias do Governo Federal. Art. 59. É mantida, no Banco do Brasil S.A., a Carteira de Comércio Exterior, criada nos termos da Lei nº 2.145, de 29 de dezembro de 1953, e regulamentada pelo Decreto nº 42.820, de 16 de dezembro de 1957, como órgão executor da política de comércio exterior, (VETADO) Art. 60. O valor equivalente aos recursos financeiros que, nos termos desta lei, passarem a responsabilidade do Banco Central da República do Brasil, e estejam, na data de sua vigência em poder do Baco do Brasil S. A., será neste escriturado em conta em nome do primeiro, considerando-se como suprimento de recursos, nos termos do § 1º, do artigo 19, desta lei. Art. 61. Para cumprir as disposições desta lei o Banco do Brasil S.A. tomará providências no sentido de que seja remodelada sua estrutura administrativa, a fim de que possa eficazmente exercer os encargos e executar os serviços que lhe estão reservados, como principal instrumento de execução da política de crédito do Governo Federal. Art. 62. O Conselho Monetário Nacional determinará providências no sentido de que a transferência de atribuições dos órgãos existentes para o Banco Central da República do Brasil se processe sem solução de continuidade dos serviços atingidos por esta lei. Art. 63. Os mandatos dos primeiros membros do Conselho Monetário Nacional, a que alude o inciso IV, do artigo 6º desta lei serão respectivamente de 6 (seis), 5 (cinco), 4 (quatro), 3 (três), 2 (dois) e 1 (um) anos. Art. 64. O Conselho Monetário Nacional fixará prazo de até 1 (um) ano da vigência desta lei para a adaptação das instituições financeiras às disposições desta lei. § 1º Em casos excepcionais, o Conselho Monetário Nacional poderá prorrogar até mais 1 (um) ano o prazo para que seja complementada a adaptação a que se refere este artigo. § 2º Será de um ano, prorrogável, nos termos do parágrafo anterior, o prazo para cumprimento do estabelecido por força do art. 30 desta lei. Art. 65. Esta lei entrará em vigor 90 (noventa) dias após data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Brasília, 31 de dezembro de 1964; 143º da Independência e 76º da República. A função do Sistema Financeiro Nacional-SFN é a de ser um conjunto de órgãos que regulamenta, fiscaliza e executa as operações necessárias à circulação da moeda e do crédito na economia. É composto por diversas instituições. Se o dividirmos, teremos dois subsistemas. O primeiro é o normativo, formado por instituições que estabelecem as regras e diretrizes de funcionamento, além de definir os parâmetros para a intermediação financeira e fiscalizar a atuação das instituições operativas. Tem em sua composição: o Conselho Monetário Nacional (CMN), o Banco Central do Brasil (Bacen), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e as Instituições Especiais (Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal). O segundo subsistema é o operativo. Em sua composição estão as instituições que atuam na intermediação financeira e tem como função operacionalizar a transferência de recursos entre fornecedores de fundos e os tomadores de recursos, a partir das regras, diretrizes e parâmetros definidos pelo subsistema normativo. Estão nessa categoria as instituições financeiras bancárias e não-bancárias, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), além das instituições não financeiras e auxiliares. A atuação das instituições que integram o subsistema operativo é caracterizada pela sua relação de subordinação à regulamentação estabelecida pelo CMN e pelo Bacen. As instituições podem sofrer penalidades caso não cumpram as normas editadas pelo CMN. As multas vão desde as pecuniárias até a própria suspensão da autorização de funcionamento dessas instituições e seus dirigentes. Dinâmica do Mercado Os agentes econômicos e suas relações 1. Conceito de Mercado Financeiro A palavra mercado remonta a períodos anteriores à existência da moeda e o seu significado original designa o local onde as pessoas se encontram para comprar, vender ou trocar mercadorias. Com o passar do tempo, o termo mercado foi evoluindo para um conceito de conjunto de elementos envolvidos no comércio de determinado produto: produtores, consumidores, intermediários, regulamentos, preços etc. Hoje, quando falamos no mercado do caju, por exemplo, estamos nos referindo às pessoas que produzem (e vendem) o caju, àquelas que apreciam e compram esse produto (consumidores finais), além de outros que participam de todas as transações que envolvem a fruta: os atravessadores, os doceiros, por exemplo. Além disso, o mercado de caju compreende também os preços praticados, os mecanismos que envolvem as transações, a regulamentação etc. Nessa linha de raciocínio, o mercado financeiro nada mais é do que um conjunto de mecanismos voltados para a transferência temporária de recursos entre os agentes econômicos. O produto do mercado financeiro é o uso do dinheiro no tempo, proporcionando capacidade de consumo, ou seja, o poder de compra que a posse do dinheiro proporciona. 2. Agentes econômicos O papel essencial do mercado financeiro é viabilizar e operacionalizar os fluxos de financiamentos na economia, no qual interagem os agentes econômicos. Um agente econômico é um indivíduo, conjunto de indivíduos, instituição ou conjunto de instituições que, através das suas decisões e ações, tomadas racionalmente, influenciam de alguma forma a economia. Se levarmos em conta apenas o ambiente interno (numa economia fechada, por exemplo), podemos considerar a existência de 3 grupos de agentes econômicos: as famílias, as empresas e os governos. O conceito de famílias engloba todos os tipos de unidades domésticas, unipessoais ou familiares, com ou sem laços de parentesco, empregados ou não, que formam o potencial de recursos para o processamento de atividades produtivas e os que recebam transferências pagas pela previdência social ou outras entidades. As empresas, por seu turno, são os agentes econômicos para os quais convergem os recursos da produção disponíveis. Reúnem todas as unidades produtoras dos setores primário (agricultura), secundário (indústria) e terciário (comércio e serviços). As empresas reúnem, organizam e remuneram os fatores de produção fornecidos pelas unidades familiares. Em tese, a função dos governos é ampliar o bem-estar social. Para atingir seu objetivo, os governos precisam das famílias – por isso contratam diretamente o trabalho de unidades familiares – e dos produtos e serviços das empresas, para o que adquirem uma parcela deles em prol da sociedade. As receitas dos governos resultam do sistema tributário, e suas despesas são os pagamentos efetuados em forma de salários e em fase do fornecimento de bens e serviços à sociedade. 3. Renda, poupança e investimento Entender os conceitos de renda, poupança e investimento é fundamental para a compreensão do mercado financeiro e para perceber as engrenagens que movimentam o sistema financeiro. São conceitos econômicos primários, mas extremamente importantes, uma vez que o crescimento de um país decorre do esforço de poupança e investimento associado a cada nível de renda. Por definição econômica, renda é a soma dos rendimentos pagos aos fatores de produção (terra, capital e trabalho) para obter o produto num determinado período. Renda pessoal disponível é a renda com que as famílias contam para poderem consumir. Uma parte da renda será utilizada na aquisição de bens e serviços de consumo, montante que denominaremos consumo. Os itens de consumo podem ser divididos em três componentes. O primeiro é formado pelos bens não duráveis de consumo, como alimentos e roupas, cuja vida útil é curta. O segundo componente, denominado de serviços de consumo, compreende as despesas feitas com aluguel, médicos, barbeiro, cinemas, transporte etc. O
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização11 terceiro e último componente do consumo corresponde aos bens de consumo duráveis, como eletrodomésticos em geral, automóveis etc., cuja característica é ter vida útil muito maior do que os bens não duráveis de consumo. Em uma economia equilibrada, parte-se do princípio de que a renda recebida não é totalmente utilizada para o consumo. Assim, após o consumo resta outra parte da renda, que corresponde à poupança realizada pelos agentes. Então, poupança é a parte da renda pessoal disponível que não foi consumida. Poupar é acumular valores no presente para utilizá-los no futuro, o que geralmente envolve mudança de hábitos, pois requer uma redução nos gastos pessoais e familiares. Reduzir despesas pode significar desde simples cuidados para evitar o desperdício até o esforço, por vezes árduo, no sentido de conter gastos. Além disso, poupar exige a avaliação objetiva das despesas, a fixação de metas e, principalmente, muita persistência, a fim de manter-se economizando pelo tempo necessário até que sejam alcançados os objetivos que motivaram a poupança. Investimento é o emprego dos recursos poupados, próprios ou de terceiros, para ampliar a capacidade produtiva e, no futuro, aumentar a renda. Investir, portanto, é empregar o dinheiro poupado em aplicações que rendam juros ou outra forma de remuneração ou correção. O investimento é tão importante quanto a poupança, pois todo o esforço de cortar gastos pode ser desperdiçado quando mal investido. 4. As relações entre os agentes econômicos Os agentes econômicos relacionam-se entre si na forma da Figura 1: A renda e o comportamento de consumo dos envolvidos nesse relacionamento não apresentam um caráter uniforme. Assim sendo, sob a ótica orçamentária, podemos agrupar esses agentes econômicos em três grupos. O primeiro grupo é constituído pelos agentes econômicos que têm orçamento equilibrado, ou seja, seus gastos com bens e serviços são iguais ao montante da renda recebida. Não apresentando excedentes de renda, a poupança desse grupo é nula. O segundo grupo é formado pelos agentes econômicos que apresentam orçamento superavitário, isto é, que têm excedente de renda, porque a renda é maior que o consumo e, assim, dispõem de poupança. Os agentes econômicos superavitários deparam-se com a seguinte pergunta: como aplicar os recursos excedentes provenientes de poupança não investida? Os agentes econômicos que têm orçamento superavitário são poupadores. O terceiro grupo é composto pelos agentes econômicos que têm orçamento deficitário, que não dispõem de excedente de renda, porque o consumo é maior que a renda, e por isso necessitam de crédito para complementar suas necessidades de consumo. No caso dos agentes econômicos deficitários, a questão é: como obter os recursos adicionais necessários à viabilização de seus projetos de investimento ou à satisfação do consumo? Os agentes econômicos que têm orçamento deficitário são tomadores. Esse grupo tem a preocupação em como e a que custo obter os recursos necessários para cobrir suas necessidades. No caso daqueles que têm recursos sobrando, o que fazer com esses excedentes? E no caso dos que precisam de dinheiro para fechar o orçamento, onde buscar esses recursos? Como se observa, os problemas dos agentes econômicos superavitários e deficitários são complementares. Como e onde essas pessoas podem se encontrar? É no mercado financeiro que eles se encontram para buscar soluções. Como qualquer mercado, o mercado financeiro, também tem suas figuras básicas, que são os compradores (tomadores de empréstimos), vendedores (poupadores) e os intermediários (instituições financeiras). Quando poupam, as pessoas deixam de utilizar a capacidade de consumo do dinheiro no momento, acreditando que essa atual capacidade de consumo trará maiores benefícios no futuro, seja frente a algum imprevisto, para economizar dinheiro e comprar algo de maior valor ou simplesmente para sustentar a família na aposentadoria. Quando os poupadores optam por vender suas mercadorias, se transformam em investidores. No sentido econômico, investir significa a aplicação de capital para produzir bens e serviços, num sentido mais amplo significa direcionar recursos para a obtenção de juros ou lucros. Os poupadores, portanto, são os agentes econômicos superavitários dispostos a transformar suas disponibilidades monetárias em ativos financeiros, através da oferta de recursos, sujeitando-se aos riscos de mercado, com a finalidade de obter retornos reais positivos. São os criadores de fundos para o financiamento do crescimento econômico. Os tomadores – aqueles que adquirem o produto comercializado no mercado financeiro – são os industriais, comerciantes, pessoas físicas etc. que, necessitando de dinheiro para utilizar o seu poder de compra, dispõem-se a pagar por essa utilização. São os agentes econômicos deficitários, que demandam recursos e estão dispostos a financiar seu déficit a custo de mercado. 5. Intermediação financeira
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização12 É função dos intermediários financeiros efetuar a ponte entre os dois segmentos. Ao concentrar os recursos dos agentes superavitários, os intermediários financeiros viabilizam a ampliação das escalas de produção, financiando investimentos de maior vulto. A existência do sistema financeiro está condicionada a imperfeições de mercado, tais como falhas no canal de transmissão de informação entre os agentes econômicos. As trocas entre os agentes tornam-se mais onerosas quanto mais graves são as falhas de mercado, podendo, como caso limite, inviabilizá-las. A intermediação financeira surge, então, como um mecanismo para minimizar tais imperfeições, facilitando a alocação dos recursos entre poupadores e tomadores de empréstimos e, dessa forma, transmitindo aos investimentos produtivos os recursos necessários, conforme Figura 2. Quando o mercado financeiro é eficiente, a produção e o consumo de mercadorias são estimulados, as empresas têm acesso a recursos mais baratos, podendo investir mais na produção e, consequentemente, gerar mais lucros, que serão reinvestidos dando continuidade a um círculo virtuoso que ocasiona a geração de mais riqueza, maior oferta de empregos e melhores salários. As pessoas têm acesso a financiamentos que possibilitam a aquisição de mais bens, aumentando o consumo. Quando a sociedade não consegue gerar um excedente de produção ou este não é reinvestido, obstruindo a transformação da poupança em investimentos, a geração de bens e serviços é reduzida e o bem-estar material das pessoas diminui. A circulação do dinheiro tem a capacidade de aumentar ou diminuir a produção de bens e serviços, aumentando ou diminuindo o bem-estar material das pessoas, por esse motivo o mercado financeiro recebe uma atenção especial do governo que, através da atuação das autoridades financeiras interfere na economia. Um sistema financeiro eficiente é aquele que tem capacidade de viabilizar a realização de financiamentos de curto, médio e longo prazos, sob condições de minimização de risco e atendendo aos desejos e necessidades dos agentes superavitários, que determinam a oferta de recursos, e dos agentes deficitários, que materializam a demanda por recursos. Utilizar os serviços dos intermediários financeiros apresenta diversas vantagens, sendo de se destacar: 1. A economia de escala. Em razão da quantidade de operações realizadas, os intermediários financeiros podem atuar com custos menores do que aqueles incorridos por tomadores e poupadores se operassem isoladamente. 2. A especialização. Os intermediários financeiros são especialistas na compra e venda de ativos e passivos financeiros, o que lhes permite criar redes de relacionamento e aprimorar análises de riscos, previsões e conhecimentos de aspectos cada vez mais complexos. 3. A eficácia alocativa. Os intermediários financeiros podem selecionar melhor os empreendimentos mais atrativos, com critérios de rentabilidade e retorno. 4. A diversificação. Os intermediários financeiros reúnem grandes volumes de poupança ou dividem alternativas de investimento em pequenos volumes, com maior flexibilidade de prazos e taxas de juros. 5. Maior segurança e diluição de riscos. Os intermediários financeiros assumem os riscos decorrentes de roubos, acidentes e inadimplência de seus tomadores, que podem ser diluídos em razão da grande quantidade de clientes. 6. Liquidez. Os intermediários financeiros podem oferecer alternativas de captação e aplicação de recursos mais rapidamente do que os agentes conseguiriam por conta própria. 7. Gestão de riscos. Ao oferecer alternativas de captação e aplicação de recursos aos seus clientes, os intermediários financeiros reduzem a exposição a riscos. Roberto Quaranta
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização13 Mercado financeiro Em economia, um mercado financeiro é um mecanismo que permite a compra e venda (comércio) de valores mobiliários (por exemplo ações e obrigações), mercadorias (como pedras preciosas ou produtos agrícolas) e outros bens fungíveis com baixo custo de transação e preços que refletem a hipótese do mercado eficiente. Existem mercados gerais, onde muitos produtos são comercializados, e mercados especializados, onde apenas uma mercadoria é negociada. Os mercados funcionam colocando muitos compradores e vendedores interessados num "lugar", tornando assim mais fácil se encontrarem uns aos outros. Uma economia que depende principalmente de interações entre compradores e vendedores para alocar recursos é conhecida como uma economia de mercado, em contraste a economia de comando ou com a economia de não-mercado, como é exemplo a economia de doação. Em finanças, os mercados financeiros permitem:  A angariação de capital (no mercado de capitais)  A transferência de risco (no mercado de derivados)  O comércio internacional (no mercado de divisas) Normalmente que se quer financiar emite um recibo para que empresa prometendo pagar de volta o capital. Essas receitas são títulos que podem ser comprados ou vendidos livremente. Em troca do empréstimo de dinheiro, quem o concede espera uma compensação sob a forma de juro ou dividendos. Em matemática financeira, o conceito de um mercado financeiro é definido em termos de um processo estocástico de movimento Browniano em tempo contínuo. Especulação financeira A Especulação financeira permanece um conceito difícil de ser definido, apesar de relatos detalhados da prática que remontam à Antiguidade, só em fins do século XVIII adquiriu um conceito econômico e mesmo assim, impreciso. Um dos conceitos popularmente aceitos afirma ser a mesma qualquer aposta baseada nas previsões acerca dos desdobramentos econômicos do futuro de um país, um evento, um setor de atividade ou de uma empresa. Os movimentos das bolsas de valores, por exemplo, resultam em parte de manobras especulativas. Um grande número de agentes (pessoas físicas ou instituições financeiras), a todo momento lançam as suas expectativas uns contra os outros em busca de ganhos futuros ou preservação do capital. As expectativas baseadas em tais ações são portanto diversas e, devido a tal divergência, se concretizam ou não a todo instante. Devido à falta de conhecimento, condições, preparo e educação político-financeira, a grande maioria das pessoas acaba não atuando de forma ativa nos mercados, apenas reagindo ou sofrendo passivamente as consequências dos movimentos nos mesmos. A partir da década de 1990, a popularização da Internet e de algumas ferramentas mais acessíveis à população para atuação nos mercados que esta propicia, como os home brokers, tornaram possível, ainda que de forma lenta e assimétrica, uma maior participação do cidadão comum nos mercados de capitais. Causas Macroeconômicas das grandes movimentações Movimentos especulativos de porte costumam ser precedidos em geral por grandes mudanças tecnológicas e/ou político-comportamentais que induzem o sistema financeiro a se adaptar criando para isso novas ferramentas financeiras, tanto para captação de poupança, como para expansão de capital. Isto se dá pelo fato de se saber que os novos paradigmas serão dominantes, mas não ao ponto de se avaliar com precisão quais deles serão vitoriosos e qual o prazo de consolidação dos mesmos. Entre outras coisas, a incerteza inerente aos processos de mudança, abre espaço para esses grandes movimentos especulativos. Historicamente, quando os ciclos tecnológicos/político-comportamentais amadurecem nos países de origem, o grande capital volta suas forças para os países que estavam à margem, procurando interferir no próprio processo político-cultural dos mesmos, em busca do melhor ambiente para sua expansão. Mercado de capitais Fachada da Bolsa de Valores de Nova Iorque Fachada da Bolsa de Valores de São Paulo Mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores mobiliários que proporciona liquidez aos títulos de emissão de empresas e
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização14 viabiliza o processo de capitalização. É constituído pelas bolsas de valores, sociedades corretoras e outras instituições financeiras autorizadas. Os principais títulos negociados (título mobiliário) representam o capital social das empresas, tangibilizado em suas ações ou ainda empréstimos tomados pelas empresas, no mercado, representado por debêntures que são conversíveis em ações, bônus de subscrição e outros papéis comerciais. Esta constituição permite a circulação de capital e custeia o desenvolvimento econômico. No mercado de capitais ainda podem ser negociados os direitos e recibos de subscrição de valores mobiliários, certificados de depósitos de ações e outros derivativos autorizados à negociação. Seu objetivo é canalizar as poupanças (recursos financeiros) da sociedade para o comércio, a indústria e outras atividades econômicas. Distingue-se do mercado monetário que movimenta recursos a curto prazo, embora tenham muitas instituições em comum. Nos países capitalistas mais desenvolvidos os mercados de capitais são mais fortes e dinâmicos. A fraqueza desse mercado nos países em desenvolvimento dificulta a formação de poupança, sendo um sério obstáculo ao desenvolvimento, obrigando esses países a recorrerem ao mercado de capitais internacionais. Tipos de mercados Mercado de crédito ou Mercado Monetário Os contratos são feitos de forma individualizada entre as duas partes e as obrigações resultantes em geral não são transferíveis. Há intermediação financeira, no caso o banco comercial é o intermediador entre o tomador do empréstimo e o proprietário do recurso. Podem ser divididos em: curto prazo e médio e longo prazo O mercado de curto prazo pode ser dividido em três segmentos principais: mercado monetário interbancário mercado de dívida pública e mercado de dívida das empresas. O mercado monetário interbancário (que abrange também o mercado interbancário de títulos), é um importante segmento do mercado monetário, integrado exclusivamente por bancos, incluindo o banco emissor. É um mercado de grande volume de transacções diárias e de elevada liquidez, que abrange os 12 países da União Monetária Europeia, os da zona euro. Das transacções diárias deste mercado retira-se um importante indicador do custo do dinheiro no tempo, para prazos curtos (até um ano): a euribor (european interbank offer rate). O mercado de dívida pública é o espaço de emissão e transacção de títulos de dívida pública a curto prazo, nomeadamente bilhetes do tesouro. Deste mercado retira-se igualmente um importante indicador do custo do dinheiro no tempo, sem risco, a chamada yield dos BT's. O mercado de dívida das empresas é constituído pelas operações de crédito bancário a curto prazo e pelo mercado de títulos de dívida de empresas a curto prazo, o papel comercial. O mercado de médio e longo prazo ou mercado de capitais divide-se em: mercado de capitais próprios (equity) e mercado de dívida. Esta distinção não se aplica ao mercado monetário porque os capitais próprios são fundos a longo prazo (na realidade, o capital próprio não tem prazo). Assume especial interesse o mercado titulado de capitais próprios e especialmente o constituído pelas acções cotadas em bolsa. No mercado da dívida voltamos a encontrar os segmentos de dívida pública e de dívida de empresas (dívida bancária e mercado de obrigações). O mercado de obrigações é particularmente importante, tanto como o mercado de acções. porque oferece liquidez e uma base objectiva de avaliação a estes títulos. O mercado de obrigações de dívida pública (obrigações do tesouro) é muito significativo, em volume de transacções e, portanto, em liquidez. Dele se extrai um terceiro indicador importante do preço do dinheiro no tempo (a longo prazo e sem risco), a yield das OT's. O mercado de obrigações abrange uma variedade de títulos, desde obrigações comuns (com juros, a taxa fixa ou variável, prazo determinado e reembolso), passando pelas obrigações perpétuas (sem prazo), de cupão zero (sem juros periódicos), convertíveis em acções, com warrants (direitos de compra de acções), participantes, etc. Estas últimas são geralmente incluídas num segmento classificado como híbrido, porque se trata de títulos com características de títulos de capital próprios e características de títulos de capital alheio. Mercado de títulos Os contratos são mais genéricos e padronizados de forma que podem ser transferíveis a terceiros, ou seja, tais contratos podem ser negociáveis em mercados secundários, ganhando liquidez. Não há intermediação financeira, o banco apenas promove o encontro entre investidores e tomadores com a cobrança de uma taxa de corretagem. Divide-se em: Títulos de Propriedade (Ações) Títulos de Dívidas (Debentures, Commercial Papers, bônus-bonds) Mercado primário e secundário Mercado primário Refere-se a colocação inicial de um título, é aqui que o emissor toma e obtém os recursos. Os lançamentos de ações novas no mercado, de forma ampla e não restrita à subscrição pelos atuais acionistas, chamam-se lançamentos públicos de ações. É um esquema de lançamento de uma emissão de ações para subscrição pública, no qual a empresa encarrega a um intermediário financeiro a colocação desses títulos no mercado. Para colocação de ações no mercado primário, a empresa contrata os serviços de instituições especializadas, tais como: bancos de investimento, sociedades corretoras e sociedades distribuidoras, que formarão um pool de instituições financeiras para a realização de uma operação, que pode ser conceituada como sendo um contrato firmado entre a instituição financeira líder do lançamento de ações e a sociedade anônima, que deseja abrir o capital social. Mercado secundário Onde ocorre a negociação contínua dos papéis emitidos no passado EX: Bolsa de valores e BM&F Para operar no mercado secundário, é necessário que o investidor se dirija a uma Sociedade corretora membro de uma bolsa de valores, na qual funcionários especializados poderão fornecer os mais diversos esclarecimentos e orientação na seleção do investimento, de acordo com os objetivos definidos pelo aplicador. Se pretender adquirir ações de emissão nova, ou seja, no mercado primário, o investidor deverá procurar um banco, uma corretora ou uma distribuidora de valores mobiliários, que participem do lançamento das ações pretendidas. Mais recentemente, tem se popularizado no Brasil o uso do home-broker, ferramenta de uso da internet para a operação de compra e venda de ativos financeiros junto às corretoras que oferecem o serviço. Funções a) Proporcionar liquidez b) Estabelecer preço para o mercado primário. Classificação do sistema financeiro a) - Tipos de Contratos: baseado em Crédito. EX. Japão, Alemanha, todos os mercados emergentes baseado em Mercado. EX. E.U.A. b) - Funções:
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização15 Se Segmento: Cada segmento de mercado é operado por uma instituição específica. Cada segmento de mercado, corresponde a instituições financeiras com responsabilidade jurídica diferente EX. E.U.A, Japão etc. Se de Banco Universal: O banco universal opera em todo o segmento de mercado. EX. Alemanha e Suíça Principais papéis negociados no sistema financeiro Títulos públicos Podem ser emitidos pelos governos, Federal, Estadual e Municipal O objetivo desses papéis reside em: - Consecução de política monetária - Financiar o déficit público Ações Títulos de renda variável, emitidos por sociedades anônimas, que representam a menor fração do capital da empresa emitente. Podem ser escriturais ou representadas por cautelas ou certificados. O investidor em ações é um co-proprietário da sociedade anônima da qual é acionista, participando dos seus resultados. As ações são conversíveis em dinheiro, a qualquer tempo, pela negociação em bolsas de valores ou no mercado de balcão. Podem ser: - Ordinárias: São as que conferem direito comuns aos sócios (incluindo o direito de voto), sem restrições ou privilégios. Nas companhias fechadas as ações poderão ser dividias em classes diferentes, já nas abertas serão todas iguais - Preferenciais: São aquelas que dão as seus titulares alguns privilégio ou preferência, como a prioridade da distribuição dos dividendos no mínimo superior a 10% do que foi atribuído às ordinárias. - Fruição: Ao invés de distribuir dividendos, resolve amortizar um lote de ações, geralmente por sorteio, pagando o valor nominal para seus titulares. Em seguida, permite-se que aqueles antigos titulares adquiram outras ações em substituição. Commercial papers É como uma nota promissória de curto prazo para financiar seu capital de giro Debêntures Títulos emitidos por empresas do tipo S/A (Sociedades Anônimas), seus recursos são destinados principalmente para capital fixo das empresas, paga juros, participações nos lucros, etc. As debêntures são títulos de médio prazo. Em Portugal, usa-se o termo obrigações. Letras de câmbio Forma de captação de financeiras. São a base de captação de recursos das Sociedades de Crédito e Financiamento, as conhecidas financeiras. CDBs - Certificados de Depósitos Bancários Forma de captação dos bancos comerciais e de investimentos CDIs - Certificados de Depósitos Interfinanceiros ou Interbancários Certificados de depósitos que ocorrem entre instituições financeiras deficitárias com as superavitárias para equilibrar o caixa do dia. Principais intervenientes no mercado financeiro Reguladores Regulam e vigiam o funcionamento do mercado - CVM - (Comissão de Valores Mobiliários) - Banco Central do Brasil Traders, investidores e instrumentos de investimento Asseguram a liquidez no mercado - Daytraders - Positiontraders - Swingtraders - Especuladores - Investidores - Clubes de investidores - Fundos de investimento - Market rom - Arbitagistas Comissão de Valores Mobiliários A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda do Brasil, instituída pela Lei 6.385, de 7 de dezembro de 1976, alterada pela Lei nº 6.422, de 8 de junho de 1977, Lei nº 9.457, de 5 de maio de 1997, Lei nº 10.303, de 31 de outubro de 2001, Decreto nº 3.995, de 31 de outubro de 2001, Lei nº 10.411, de 26 de fevereiro de 2002, na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, e juntamente com a Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/76) disciplinaram o funcionamento do mercado de valores mobiliários e a atuação de seus protagonistas. A CVM tem poderes para disciplinar, normalizar e fiscalizar a atuação dos diversos integrantes do mercado. Seu poder de normalizar abrange todas as matérias referentes ao mercado de valores mobiliários. Responsabilidades Cabe a CVM, entre outras, disciplinar as seguintes matérias:  Registro de companhias abertas;  Registro de distribuições de valores mobiliários;  Credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores mobiliários;  Organização, funcionamento e operações das bolsas de valores;  Negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;  Administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários;  Suspensão ou cancelamento de registros, credenciamentos ou autorizações;  Suspensão de emissão, distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou decretar recesso de bolsa de valores; De acordo com a lei que a criou, a Comissão de Valores Mobiliários exercerá suas funções, a fim de:  assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão;  proteger os titulares de valores mobiliários contra emissões irregulares e atos ilegais de administradores e acionistas controladores de companhias ou de administradores de carteira de valores mobiliários;  evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar condições artificiais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários negociados no mercado;  assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados e as companhias que os tenham emitido;  assegurar a observância de práticas comerciais eqüitativas no mercado de valores mobiliários;  estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários;
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização16  promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações e estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das companhias abertas. A Lei também atribui à CVM competência para apurar, julgar e punir irregularidades eventualmente cometidas no mercado. Diante de qualquer suspeita a CVM pode iniciar um inquérito administrativo, através do qual, recolhe informações, toma depoimentos e reúne provas com vistas a identificar claramente o responsável por práticas ilegais, oferecendo-lhe, a partir da acusação, amplo direito de defesa. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Mercado bancário. Bancos são instituições intermediárias entre agentes superavitários e agentes deficitários, que exercem, além de outras, a função de captar os recursos dos superavitários e emprestá-los a juros aos deficitários, gerando a margem de ganho denominada de spread bancário. Todo banco, público ou privado, apresenta estas características. Os bancos tem também por funções depositar capital em formas de poupança, financiar automóveis e casas, trocar moedas internacionais, realizar pagamentos, entre outros. Tipos de bancos Banco comercial - Instituições de crédito caracterizadas pela captação de fundos, através de operações passivas como os depósitos à vista, a prazo e com pré-aviso, os depósitos de poupança, os certificados de depósitos e os fundos de investimentos, e pela cedência de fundos (crédito bancário), através de operações ativas de curto, médio e longo prazos, podendo estas serem de carácter comercial (letras) ou financeiro (relação cliente/banco); finalmente, pela prestação de serviços (proveitos), como as garantias bancárias, a venda de moeda, pagamentos periódicos, guarda de valores e custódia de títulos.  Banco de investimento - Instituições que auxiliam pessoas físicas ou jurídicas a alocar o seu capital nos mais diversos tipos de investimento, como por exemplo no mercado financeiro ou na BMF.  Banco de desenvolvimento - Instituições que financiam projetos cuja finalidade é promover o desenvolvimento econômico de uma dada região.  Banco misto (p. ex.: grande parte das instituições bancárias do Brasil são mistas, sendo Bancos de Crédito e de Poupança) Funções no Balcão de um Banco  Tesoureiro/Caixa :Contato direto com o cliente ao nível transacional (levantamentos, depósitos, transferências, gestão de tesouraria, etc) e comercial.  Administrativo/Comercial: Contato comercial, com o cliente ao nível da venda de produtos e serviços e atendimento geral.  Gestor de conta: Responsável por uma carteira de clientes, dinamizando a venda de produtos e serviços direcionados.  2º Responsável ou Sub-gerente: Responsável pelo desenvolvimento comercial e institucional, na ausência do Gerente, bem como desempenho ao nivel comercial de venda de produtos e serviços financeiros.  Gerente: Responsável pelo desenvolvimento comercial e institucional e elo entre chefias intermédias. Conta corrente A Conta-corrente, também chamada de conta bancária, é uma conta de depósito mantida em um banco ou outra instituição financeira, por uma pessoa física ou jurídica, com o propósito de segurança e rapidez de acesso à demanda, através de uma variedade de diferentes canais. Por meio da conta bancária, é possível depositar ou retirar qualquer quantia em dinheiro a qualquer número de vezes, sujeito à disponibilidade de crédito pelo depositário; receber salários depositados pelo empregador, recebendo com isso, um crédito no mesmo valor; sacar dinheiro quando conveniente (por meio de caixas eletrônicos, cartões de crédito ou cheques); investir em poupança; pedir empréstimos pessoais ao banco; e outras transações financeiras oferecidas pelo banco. As movimentações financeiras da conta corrente são apresentadas ao cliente, de forma resumida, em extrato fornecido pelo banco, o qual pode ser solicitado pelo cliente ao banco, mediante pagamento de uma pequena taxa de fornecimento de extrato mensal. Para encerrar a conta é necessário protocolizar uma carta no Banco solicitando o encerramento da conta, apresentando extrato atual, informando que todos os cheques já foram compensados, devolvendo talões de cheques não utilizados e cartões. Isto porque, há despesas efetuadas na conta corrente como taxas de manutenção e outros fornecimentos, os quais serão debitados na conta, fazendo com que o saldo se torne devedor e podendo trazer problemas financeiros no futuro para o ex-cliente que não encerrou a conta adequadamente (prova documental). Tipos de contas corrente no Brasil Conta de depósito à vista (Conta-corrente) Conta-poupança Conta poupança é uma conta de depósito onde o valor aplicado tem um rendimento (juros) e correção monetária mensal. Há instituições financeiras que permitem abrir contas somente de poupança ou contas poupança vinculadas à conta corrente. Geralmente contas de poupança vinculadas à contas correntes permitem apenas aplicações e resgates, como uma modalidade de investimento. Mas contas exclusivamente de poupança permitem também saques, depósitos, pagamentos de títulos e transferências para contas correntes ou poupança do mesmo banco ou para bancos diferentes, sendo que no Brasil é facultativo aos bancos acolher transferências de outros bancos para contas poupança. Conta Registro (Conta Salário) A "conta-salário" é um tipo especial de conta de registro e controle de fluxo de recursos, destinada a receber salários, proventos, soldos, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares. A "conta-salário" não admite outro tipo de depósito além dos créditos da entidade pagadora e não é movimentável por cheques. Um benefício trazido pela "conta-salário" é a possibilidade de o empregado transferir o seu salário para outra conta diferente daquela aberta pelo empregador, sem precisar pagar tarifa por isso. Sobre esse tipo de conta é vedada a cobrança de tarifa nas transferências dos recursos para outra instituição financeira, para crédito à conta de depósito de titularidade do beneficiário, conjunta ou não, desde que esses valores sejam transferidos pelo valor total creditado. Na transferência parcial do crédito para outra instituição financeira pode ser cobrada tarifa, mesmo que seja uma só transferência. Também não podem ser cobradas tarifas por:  fornecimento de cartão magnético, a não ser nos casos de pedidos de reposição decorrentes de perda, roubo, danificação e outros motivos não imputáveis à instituição financeira;  realização de até cinco saques, por evento de crédito;  acesso a pelo menos duas consultas mensais ao saldo nos terminais de auto-atendimento ou - diretamente no guichê de caixa;  fornecimento, por meio dos terminais de auto-atendimento ou diretamente no guichê de caixa, de pelo menos dois extratos contendo toda a movimentação da conta nos últimos trinta dias;  manutenção da conta, inclusive no caso de não haver movimentação. Para abertura da "conta-salário", é necessário que seja firmado um contrato ou convênio entre a instituição financeira e o empregador. A "conta-salário" não é aberta por iniciativa do empregado. A "conta-salário" é aberta por iniciativa do empregador, que é responsável pela identificação dos beneficiários.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização17 É obrigatória a utilização de "conta-salário" para os empregados da iniciativa privada? Para os serviços de execução de folha de pagamento prestados pelas instituições financeiras ao setor privado, a adoção da “conta-salário” é obrigatória desde 2 de janeiro de 2009. [1] No mercado financeiro Em termos técnicos contábeis, conta corrente é um demonstrativo da transações financeiras realizadas entre dois correspondentes e serve para confrontar as diversas operações monetárias e/ou comerciais efetuadas dentro de um determinado período. Uma conta corrente pode ser de dois tipos: remunerada ou sem juros. A conta corrente sem juros é um simples demonstrativo de débito e crédito, como um extrato bancário simples onde aparecem as entradas e as saídas financeiras. A conta corrente com juros recíprocos é aquela na qual se contam os juros sobre as diversas parcelas de débito e crédito, calculando-os desde seu vencimento até a data do seu encerramento. PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS:  Depósitos à vista;  Depósitos a prazo (CDB e RDB);  Letras de câmbio;  Cobrança e pagamento de títulos e carnês;  Transferências automáticas de fundos;  Commercial papers;  Arrecadação de tributos e tarifas públicas;  Home/office banking, remote banking, banco virtual, dinheiro de plástico;  Conceitos de corporate finance;  Fundos mútuos de investimento;  Hot money;  Contas garantidas;  Crédito rotativo;  Descontos de títulos;  Financiamento de capital de giro;  Vendor finance/compror finance;  Leasing (tipos, funcionamento, bens);  Financiamento de capital fixo;  Crédito direto ao consumidor;  Crédito rural;  Cadernetas de poupança;  Financiamento à importação e à exporta  Repasses de recursos do BNDES;  Cartões de crédito;  Títulos de capitalização;  Planos de aposentadoria e pensão privados;  Planos de seguros. DEPÓSITOS Os depósitos são operações bancárias passivas e, em condições elementares, constituem a razão de ser da instituição bancária. A história da atividade bancária indica que a característica de guarda de valores tem sido o ponto alto no desempenho dessa atividade. Época houve em que os montes - termo que foi “germanizado” pela palavra banck e, posteriormente italianizado como ”banco” - tinham como função não só a guarda de valores e a obtenção de empréstimos para custear obras públicas, como também a guarda de donativo. Em que consiste a operação de Depósito? De modo elementar, poderíamos dizer que consiste em colocar recursos sob a guarda do banco. Os bancos modernos, especificamente os bancos comerciais, têm uma atividade própria de negócio que faz com que a atividade de “Depósito” não se restrinja à simples guarda de moeda. No desempenho dessa atividade - captação de depósito - existe a negociação por compra e venda da moeda. O banqueiro quando recebe moeda de um cliente, que não para pagamento imediato, assume a obrigação de registrar o crédito desse cliente pelo recebimento da moeda, o que não vai caracterizar um depósito, no estrito sentido do termo, já que o cliente está cedendo a absoluta propriedade da moeda para o banco. Em contrapartida, o cliente recebe um crédito. Ocorre, então, uma compra de moeda, e em troca o cliente recebe um crédito de igual valor lançado nos registros do banco. Observe que ao banco lhe é permitido dispor dos recursos ou gerenciá- los, conforme lhe aprouver, dentro dos limites permitidos pela legislação e seus estatutos. Ao cliente compete sacar ou receber, quando lhe aprouver, recursos idênticos àqueles postos à disposição do banco. Procuramos suscitar esse aspecto em vista da necessidade que notamos cada vez mais premente de que as organizações bancárias procedam a levantamento de custos pelo dinheiro captado, e de todos os demais custos de conversão - para produzir a oferta de crédito e demais operações subsidiárias da sua atividade. Também podemos dizer que depósito pecuniário ou bancário é o contrato pelo qual uma pessoa entrega quantias em dinheiro a um banco, que se obriga a restituí-las, por solicitação do depositante, nas condições estipuladas. Modalidades de Depósitos Podemos classificar as várias modalidades de depósito bancário: I - Quanto ao objetivo, ou seja, o escopo econômico visado pelo depositante - neste caso o depósito pode ser:  a vista,  a prazo,  de poupança, ou  interfinanceiro. Depósito à vista é aquele que fica à disposição do depositante para ser sacado a qualquer momento. É a designação dada ao depósito de livre movimentação. Independentemente da questão dos juros, os depósitos também se caracterizam quanto à sua movimentação: o cliente deposita recursos seus, pela manhã, e pode sacá-los à tarde ou na mesma manhã ou quando lhe aprouver. O mesmo não ocorre com o depósito à prazo. Neste o cliente e o banco estabelecem um prazo para que o depósito seja movimentável. Depósito à prazo é o suscetível de retirada só depois de decorridos um certo termo prefixado no contrato (a prazo fixo) ou estabelecido posteriormente pelo depositante em uma notificação ao banco ( aviso prévio), que ,conforme o item 10 da Resolução 15 do Banco Central, é de 30 a 120 dias. Nas duas formas de depósito a prazo o depositante tem direito a juros, e na modalidade prazo fixo, também à correção monetária .levando-se em conta a certeza que o banco tem a cerca do lapso de tempo de que pode dispor das quantias para suas aplicações. Os depósitos a prazo fixo são feitos contra simples recibo de emissão de certificado de depósito bancário, título de crédito equiparado a nota promissória, negociável, transferível por endosso. O depósito de poupança é um sistema de captação de recursos populares, incentivado pelo governo, com a finalidade de possibilitar o financiamento de bens móveis de uso durável ou de imóveis. A esse tipo de depósito se creditam a cada, 30 dias, juros e correção monetária, computada esta de acordo com a variação da Taxa Referencial (TR) Depósito conjunto é aquele constituído a benefício de várias pessoas, podendo ser simples e solidário. Depósito conjunto simples é aquele em que o beneficiário pode retirar sozinho apenas o correspondente à sua quota, sendo que o total do depósito só pode ser levantado por todos os titulares. Mais usual, porém, é o depósito conjunto solidário, em que cada titular pode, sozinho, fazer retiradas, tendo o direito de exigir do banco a importância total, e esse, a entregando , se libera em relação a todos. CDB, RDB, OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMO O certificado de Depósito Bancário, o famoso CDB e o Recibo de Depósito Bancário, o RDB, são os mais antigos e utilizados títulos de captação de recursos pelos bancos comerciais, bancos de investimento,
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização18 bancos de desenvolvimento e bancos múltiplos que tenham uma destas carteiras, sendo oficialmente conhecidos como depósitos a prazo. Os recursos captados através desses instrumentos são repassados aos clientes na forma de empréstimos. O prazo mínimo é de 30 dias para os títulos prefixados, que embutem uma expectativa inflacionária na taxa nominal, já que o ganho real (nominal - inflação) só será conhecido no dia do resgate. Para os títulos pós -fixados em TR o prazo mínimo é de 4 meses data a data. CDB é transferível (resgatado, a critério da instituição financeira, antes do vencimento) por endosso nominativo (endosso em preto), desde que respeitados os prazos mínimos. O endossante responde pela existência do crédito mas, não pelo seu pagamento. Além disso, não podem ser prorrogados mas, renovados de comum acordo, por nova contratação. Os RDB podem ser rescindidos em caráter excepcional desde que com o de acordo da instituição depositária. Neste caso só pode ser devolvido o principal. Mesmo no caso dos CDB existirá, na venda antes do prazo final, uma perda de rentabilidade, já que o comprador, no caso a instituição financeira, exigirá um spread ou deságio para gerar liquidez. Para circular a rentabilidade líquida de um CDB, será necessário calcular o imposto de renda (IR) incidente sobre o ganho de capital que, até 31/12 /94 estava sujeito a uma taxa de 30%. O ganho de capital era calculado sobre a variação mensal da Ufir (unidade fiscal de referência). De 01/01/95 até 31/12/95, a rentabilidade líquida era obtida aplicando-se uma alíquota de 10% de IR sobre o ganho nominal. A partir de 01/01/96, a alíquota de IR, sobre o ganho nominal, passou a ser de 15%. Letra de Câmbio Muito parecida com o cheque a letra de câmbio é também uma Ordem de pagamento, só que não é uma ordem dada apenas a bancos. Pode ser dada a qualquer pessoa. Também não é só "a vista". Pode ser com data certa de vencimento. A letra de câmbio é, portanto, uma ordem de pagamento, emitida por um credor a seu devedor, para que este porque uma determinada quantia ou ao próprio credor, ou a terceira pessoa. O ato de emitir a letra de câmbio chama-se "saque". Quem a emite é o "sacado" e o devedor, que cumprirá a ordem, chama-se "sacado". O "tomador" é a pessoa beneficiária da ordem. São requisitos necessários à validade da letra de câmbio: a) denominação "letra de câmbio" (na língua em que for redigida a ordem); b) o valor em dinheiro, que deverá ser pago, bem como a espécie de moeda (cruzeiro, dólar, etc.); c) o nome do sacado (essa indicação poderá constar na parte de baixo do formulário); d) o nome de tomador (pessoa a quem será paga a ordem; nada impede que a letra de câmbio indique como tomador o próprio sacador, ou, então, seja "ao portador"); e) o nome e assinatura (de próprio punho) do sacador (ou seu procurador, com poderes especiais). Sem esses requisitos a letra de câmbio não terá validade. Na letra de câmbio o aceite é importante, embora seja facultativo: deverá o título ser a ele apresentado, para que este firme no título a declaração de que está de acordo com a dívida. Curioso anotar que a letra de câmbio devem ser, previamente, enviada ao sacado para que ele aceite. Deverá ele devolver a letra de câmbio ao credor. Se não o fizer, segundo o art. 885 do Código de Processo Civil Brasileiro, poderá ter sua prisão decretada, caso o portador da letra de câmbio prove ao juiz que entregou o titulo e o devedor se recusou a devolvê-lo. Como se trata de uma variação de "depositário infiel", essa modalidade de prisão foi preservada pela Nova Constituição. Poderá constar, ainda, da letra de câmbio o "lugar" e a "data" de sua emissão, bem como o "lugar de pagamento". São, entretanto, requisitos acidentais, cuja falta não acarreta a invalidade do título. Se não constar nenhum desses vencimentos, será considerado "a vista". E se não constar o lugar do pagamento, presume-se que será o domicílio do devedor (sacado). O vencimento do cheque, como vimos, é apenas "a vista", enquanto os demais títulos (nota promissória e duplicata) tanto podem ser a vista, como data certa de vencimento). A letra de câmbio pode ser sacada para pagamento: a) a vista; b) a dia certo; c) a tempo certo da data; e d) a tempo certo de vista. No vencimento "a vista" o pagamento deve-se dar quando a letra de câmbio for apresentada ao devedor. Se o vencimento forma dia certo", o pagamento deverá ser realizado no dia marcado no título (esse é o mais comum tipo de vencimento). Caso o vencimento seja "a tempo certo da data", é fixado um "tempo" (30 dias, 90 dias, etc.), que começa a contar do dia seguinte ao da data de emissão (se a letra de câmbio foi emitida em 2 de maio, com vencimento "a 90 dias", só será exigível no 90º dia a partir da emissão: 1º dia = 3 de maio; 30º dia = 1º de junho - lembre-se que maio tem 31 dias -, 60º dia = 1º de julho e 90º dia = 31 de julho - julho também tem 31 dias). Finalmente, se o vencimento for "a tempo certo de vista", seu vencimento ocorrerá depois do "tempo" marcado (30, 60, 90... dias), que começa a correr após a data do aceite (quando o devedor teve "vista"). Aval e Endosso da Letra de Câmbio Tudo o que se disse sobre o aval e o endosso do cheque, da nota promissória e da duplicata, terá a plena validade para as letras de câmbio. Prescrição A letra de câmbio, como todo título de crédito, tem a chamada força executiva. A cobrança da letra de câmbio em ação executiva, contra o aceitante (sacado) ou seus avalistas, deve ser promovida em três anos, a contar do vencimento do título. Essa ação poderá ser promovida diretamente, sem qualquer necessidade de protesto. Já a ação para cobrar dos endossantes (na hipótese de os aceitantes ou avalistas não pagarem), dependerá de prévio protesto e deverá ser promovida em um ano, a contar da data em que ele foi feito o protesto (no tempo legal). Se algum endossante pagou a dívida e pretender cobrar dos demais endossantes, deverá promover sua ação executiva em seis meses a contar do dia em que ele pagou a letra, ou do dia em que ele foi acionado PRODUTOS VINCULADOS À PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS BANCÁRIOS O banco desempenha importante papel de agente arrecadador e agente pagador. Esse papel cresce de importância quando efetuado junto aos órgão públicos (municipais, estaduais e federais) . Com relação a esses organismos públicos, os bancos comerciais já têm, no seu Plano Contábil, contas específicas para registrar recebimentos de tributos e encargos
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização19 diversos. É o caso , por exemplo, da conta “Recebimentos de Contribuições Previdenciárias”, ou, ainda conta “Recebimentos de FGTS”. Mas o banco presta um grande número de serviços dentre os quais podemos destacar:  Cobrança e aceitação de títulos: a venda a prazo se constitui no modo mais freqüente de operar dos empresários, que fazem representar seus respectivos valores por títulos de crédito ou por simples “carnês” pagáveis nos bancos onde eles possuem conta corrente, de modo que a cobrança e o pagamento dos créditos da empresa é hoje inconcebível sem a intervenção dos bancos ou dos estabelecimentos financeiros, que por sua rede de sucursais, correspondentes, por sua organização administrativa e técnica são aptos a efetuá-los a menor custo. Os Bancos podem adotar diversas formas de procedimentos, que têm custos diferenciados para os cedentes dentre elas: a cobrança convencional; cobrança pré-impressa sem registro e com registro, cobrança escritural e por teleprocessamento. Caso o banco seja incumbido de proceder a recebimentos em praças diferentes de sua sede, onde não possua agência ou sucursal, surge a necessidade das convenções de correspondência que possibilita ao banco operar, a serviço de seus cliente, em praça onde não possua agência ou sucursal.  Custódia de Valores e Títulos - é um serviço prestado aos clientes com o propósito de mantê-los no círculo de seu relacionamento profissional, potencialmente interessados em suas operações financeiras. A custódia ou guarda pressupõe a disponibilidade, pelo banco , de instalações e serviços adequados, perfeitamente encontrados na atualidade. Três são as espécies de custódia de títulos e valores: o depósito de títulos e valores em simples custódia, o depósito em administração e o depósito cerrado.  Cofres de segurança: o contrato de cofre de segurança ou de cofre-forte, é aquele pelo qual o banco coloca à disposição um compartimento ou cavidade para a guarda de dinheiro, objetos preciosos ou documentos, mediante remuneração. Esse serviço se reveste de dois aspectos fundamentais: a vigilância e o segredo.  Débito em conta corrente: é o procedimento pelo qual, mediante a autorização do cliente, o banco procede ao débito de em conta corrente, na data de vencimento, das diversas obrigações tais como contas de água, luz, telefone, mensalidades de escolas, etc.  Ordens de Pagamento: é o documento através do qual é possível transferir valores entre clientes da mesma ou de instituição bancária diversa, podendo ser tomada em cheque ou em dinheiro. Commercial Paper Nota promissória emitida no mercado externo por uma empresa com o objetivo de captar recursos a curto prazo, gerando, portanto, uma dívida de curto prazo para a empresa. É uma modalidade de captação de recursos no exterior que visa atender às necessidades financeiras de uma empresa (expansão, investimentos, etc). Vendor finance É uma operação de financiamento de vendas, baseado no princípio da cessão de crédito , que permite a uma empresa vender seu produto a prazo e receber o pagamento à vista. O vendor supõe que a empresa compradora seja cliente tradicional da vendedora, pois esta é que irá assumir o risco do negócio, junto ao banco. Em resumo, é uma modalidade de financiamento de vendas para empresas, na qual quem contrata o crédito é o vendedor do bem, mas quem paga o crédito é o comprador. Compror finance É uma operação de financiamento de compras onde a iniciativa parte do comprador, que concentra em si o risco de crédito. O Compror visa financiar as compras de clientes do banco junto aos fornecedores. O risco da operação concentra-se no comprador, não existindo regresso contra o fornecedor (vendedor). Corporate finance Corporate Finance ou Corporações Financeiras é a denominação de corporações especializadas em fusões, aquisições e reestruturação financeira de empresas. Pagamentos de títulos e carnês Os títulos a pagar de um cliente têm o mesmo tratamento de seus títulos a receber (cobrança). A ordem de pagamento (OP) é utilizada para pagamentos ou depósitos dentro do mesmo banco, para agências em praças diferentes. Transferência automática de fundos Serviço prestado ao cliente que, por gerenciamento de seu caixa, necessite ter uma ou mais contas em uma ou mais agências do banco. HOME / OFFICE BANKING, REMOTE BANKING – BANCO VIRTUAL Com o avanço tecnológico cada vez mais os clientes dispõe de comodidade e serviços rápidos e simples. Surge um grande número de serviços colocados à disposição do cliente e cada vez menos necessidade deste comparecer à agencia para efetuar suas transações bancárias. No início dessa revolução tecnológica surgiram os terminais eletrônicos através dos quais era possível ter acesso a vários serviços através de uma senha pessoal. Atualmente, já é possível fazer todas as transações em casa ou no escritório, bastando para tanto ter um microcomputador pessoal, acessar o banco via internet ou até mesmo pelo telefone. Assim surgiu o - Banco Doméstico - "Home/Personal Banking", cujo acesso aos serviços bancários ocorre via microcomputador pessoal e/ou Interne. Ë possível falar em Banco Virtual - ou Remote Banking - o qual não necessita de agências pois todos os serviços podem ser prestados via microcomputador, Internet ou telefone. PRODUTOS DE CAPTAÇÃO Dentre os produtos de captação mais conhecidos estão a caderneta de poupança e os fundos de investimento. Caderneta de Poupança - os rendimentos são mensais, entretanto pode-se efetuar saques ou depósitos qualquer dia do mês, devendo-se apenas respeitar a data de aniversário para não perder os rendimentos. Os rendimentos consistem em juros de 6% ao ano acrescidos da variação da TR. É isenta de Imposto de Renda ( IR). Fundos de Investimento: abrigam investimentos do público em geral, em sistema de fundo de investimento em condomínio aberto, sendo que os participantes são denominados quotistas, recebendo os rendimentos auferidos pela Administradora, de forma igualitária. PRODUTOS DE EMPRÉSTSIMO Os empréstimos são a atividade mais importante dos bancos comerciais e podem ser classificados de várias maneiras, incluindo finalidade, tipo de garantia, vencimento, método de pagamento e origem. Uma classificação comum dos empréstimos é por finalidade ou uso que será feito dos fundos. Os empréstimos para pessoas físicas são usados principalmente na compra de veículos e outros bens de consumo. A categoria “Outros empréstimos e leasings” consiste largamente em outros empréstimos a outras instituições financeiras, governos estaduais e locais e para a compra de valores mobiliários. Empréstimos com e sem Garantia. Os empréstimos com garantia envolvem o empenho de uma garantia específica. A garantia empenhada em um empréstimo pode consistir em uma variedade de ativos, como imóveis, recibos de armazéns gerais, contas a receber, instalações e equipamentos, recibos fiduciários, conhecimentos de carga negociáveis corridas de petróleo, ações corporativas e obrigações. A exigência básica de tais ativos é sua facilidade de comercialização. O principal motivo para a exigência de que um empréstimo seja garantido é reduzir o risco de perda do banco na
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização20 eventualidade de o tomador não querer ou ficar impossibilitado de quitar o empréstimo no vencimento. A garantia não assegura o pagamento do empréstimo; no entanto, reduz o risco já que o banco torna-se credor preferencial em caso de liquidação e tem precedência sobre os credores gerais na liquidação de quaisquer ativos penhorados pelo banco como garantia. Vários órgãos federais foram criados pelo Congresso desde a década de 30, os quais, entre outras funções, garantem os empréstimos concedidos pelos bancos comerciais e alguns outros emprestadores. A Federal Housing Administration e a Small Business Administration são dois desses órgãos. Os empréstimos sem garantia baseiam-se em integridade e condição financeira do tomador, receita esperada no futuro e registros passados. Contrariamente à crença popular, os maiores empréstimos e os volumes mais altos em dólares são concedidos pelo bancos sem exigência de garantias. Os maiores tomadores de empréstimos comerciais conseguem obter fundos sem apresentação de garantias. Algumas empresas são consideradas pelos bancos tomadores preferenciais e, em muitos casos, recebem as taxas de juros mais favoráveis do mercado. Tais empresas têm administração competente, produtos e serviços muito bem aceitos no mercado, lucros relativamente estáveis e uma forte condição financeira. Eles fornecem aos bancos demonstrações financeiras segundo as quais é relativamente fácil determinar sua condição financeira e acompanhar seu progresso. As empresas não são as únicas que conseguem empréstimos sem garantia - muitas pessoas físicas também desfrutam desse privilégio. Pessoas que possuem imóvel próprio, têm emprego estável e registros de pronto pagamento de suas dívidas em geral obtêm empréstimos sem precisar oferecer garantias. Vencimento - Os empréstimos bancários podem ser classificados de acordo com o vencimento do contrato em empréstimos de curso, médio e longo prazo. Os empréstimos de curto prazo são geralmente definidos como aqueles cujo vencimento se dará em um ano ou menos, os empréstimos de médio prazo têm vencimento entre mais de um anos e até se ou oito e os empréstimos de longo prazo têm vencimentos maiores. Métodos de Pagamento - os empréstimos bancários podem ser pagos de uma só vez ou em prestações. Os empréstimos pagos de uma só vez são chamados também de empréstimos diretos, o que significa que o contrato exige quitação de todo o principal na data do vencimento. Os juros, porém, podem ser pagos em períodos diferentes ou no vencimento do empréstimo. Os empréstimos em prestações exigem pagamentos periódicos do principal. Os pagamentos podem ser mensais, trimestrais, semestrais ou anuais. O empréstimo em prestações admite o princípio da amortização segundo o qual o valor do principal é amortizado ao longo da vida do contrato. Assim, os pagamentos não se constituem em um ônus tão grande para o tomador quanto se ele tivesse de fazer todo o pagamento de uma só vez. Origem - A carteira de empréstimo dos bancos comerciais deriva principalmente de quatro grandes fontes: diretamente dos tomadores, da compra de promissórias de comerciantes de automóveis e outros bens de consumo, da compra de “participações” em empréstimos originados em outros bancos e da compra de promissórias de negociantes de papéis comerciais. De longe, o maior número de empréstimos é feito diretamente aos tomadores que os solicitam nas agências bancárias. Incluídos nessa categoria estão os empréstimos que resultam de compras com cartão de crédito, já que os portadores do cartão primeiro fizeram uma solicitação ao banco para que ele lhes fosse concedido. Muitos bancos derivam uma grande parte da sua carteira de empréstimo de compra de promissórias de negociantes de vários produtos. Uma fonte final de empréstimos menos importante do que aquelas já discutidas é a compra de papéis comerciais e aceites bancários. Linhas de Crédito - Os empréstimos comerciais de curto prazo em geral são obtidos através de linhas de crédito. Para que a linha seja aberta, tanto o tomador quanto o banco planejam com bastante antecedência quando os fundos serão necessários. O tomador pode comprar produtos ou dar início à produção sabendo que os fundos poderão ser sacados quando necessário. Entretanto, a linha de crédito, normalmente não é considerada um vínculo legal para o banco. Se ocorrer algo na empresa do tomador depois de aberta a linha de crédito que crie expectativa suficiente de que o banco está estendendo fundos excessivamente arriscados, a linha poderá ser cancelada. A linha de crédito freqüentemente permite saques de diferentes valores, que precisam ser pagos da mesma maneira. O método para determinar os juros cobrados pela linha de credito é estabelecido no momento de sua abertura. A taxa de uma linha de menos de $ 1 milhão provavelmente flutuará com a taxa preferencial. Ela poderá ser definida, em dois ou três pontos percentuais acima da preferencial, ou pode ser fixada em uma porcentagem da preferencial, talvez 115%. Assim, se a taxa preferencial estiver em 10% os juros do empréstimos serão de 11,5 %. Um saldo compensatório de mais ou menos 10% pode ser exigido antes que qualquer fundo seja sacado, com um adicional de 10% sobre os fundos utilizados. Devido à concorrência do mercado de papéis comerciais e dos bancos estrangeiros nos últimos anos, os bancos grandes estão entrando cada vez mais na fixação de preço dos grandes empréstimos, incluindo as linhas de crédito, de acordo com o mercado monetário. Os juros desses empréstimos flutuam com uma taxa de referência do mercado monetário, digamos, a taxa sobre os grandes certificados de depósitos, ao qual um spread apropriado é acrescentado. Os juros destes empréstimos quase sempre ficam abaixo da taxa preferencial. Empréstimos com Aval - Muitos empréstimos comerciais de curto prazo são garantidos pelo endosso ou aval de terceiros. Quando o tomador é uma corporação os principais acionistas podem ser solicitados a endossar ou avalizar o empréstimo a fim de comprometer, até certo ponto, os ativos pessoais de cada um com o pagamento do empréstimo. O emprestador deve considerar não apenas o valor dos ativos que cada acionista possui fora da empresa ( tanto no presente como no futuro), mas também até que ponto cada acionista está disposto a fornecer garantias semelhantes a terceiros. Um empréstimo pode ser endossado ou avalizado por uma corporação ou por um indivíduo. Transferência de Contratos - As empresas de construção que fornecem materiais sob contrato em geral precisam de empréstimos para as operações que estão aguardando pagamento. Neste caso, uma empresa pode transferir seu contrato ao banco emprestador como garantia de um empréstimo de curto prazo. Depois, quando os pagamentos começarem a ser efetuados, eles são feitos diretamente ao banco pela outra parte. Às vezes, a empresa que recebe o empréstimo é uma subcontratada, caso em que os pagamentos podem ser feitos ao banco pelo contratante principal. Desconto de Duplicatas - O desconto de duplicatas em bancos comerciais cresceu substancialmente nas três últimas décadas, particularmente nos bancos de maior porte. As duplicatas são freqüentemente usadas como garantia tanto de empréstimos sazonais de curto prazo quanto de créditos rotativos. Quando um empréstimo é garantido por duplicatas, o valor do crédito disponível ao tomador tende a aumentar à à medida que aumenta a necessidade de crédito. Normalmente, um empréstimo sazonal é pago quando os estoques e as contas a receber diminuem, depois de um período de alta produção e vendas. No caso do crédito rotativo, por outro lado, o empréstimo pode ser mais ou menos contínuo; se o tomador for uma empresa em crescimento, o valor do crédito poderá continuar a crescer ao longo de um período considerável. O máximo que um banco empresta sobre um determinado número de duplicatas em geral varia de 50 a 90% de seu valor nominal. Se as perdas do tomador com os maus pagadores forem grandes, o banco poderá decidir não conceder o empréstimo ou limitá-lo a uma pequena porcentagem dos recebimentos. Os bancos preferem descontar duplicatas de valor mais alto porque a burocracia é menor e pode envolver menos devoluções e disputas por
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização21 itens. Por outro lado, os bancos não gostam de ver recebimentos fortemente concentrados em poucas contas, a menos que elas sejam de clientes altamente cotados em termos de crédito. Normalmente, o empréstimo máximo é de 75 a 80% do total das contas empenhadas. EMPRÉSTIMOS AO CONSUMIDOR São feitos para o consumo financeiro, em comparação com os empréstimos feitos para fins de produção ou de compra de ativos que produzem um fluxo de fundo, como ações e obrigações. Os empréstimos ao consumidor possibilitam o consumo de bens e serviços antes que o consumidor tenha que pagar por eles; conseqüentemente, eles conseguem desfrutar de um padrão de vida mais alto. Esses empréstimos são feitos para vários fins, incluindo a compra de automóveis, eletrodomésticos, móveis, serviços médicos, férias, etc. Embora o vencimento dos empréstimos ao consumidor variem, em geral, eles são feitos por um período de menos de cinco anos. Com o crescimento da receita e dos gastos dos consumidores, o crédito ao consumidor, incluindo aquele oferecido pelos bancos comerciais , há muitos anos vem aumentando rapidamente. O DINHEIRO DE PLÁSTICO O dinheiro de plástico será liderado pelos cartões inteligentes (smat cards) ou cartões de armazenamento, externamente semelhantes aos cartões de crédito, possuem microchips que armazenam unidades digitais de valor que podem ser trocadas por bens e serviços, como o dinheiro tradicional (sistema semelhante ao que é usado pelo cartão telefônico). Atualmente ainda podemos dizer que o dinheiro de plástico de nossos dias é o cartão de crédito, pois permite a aquisição de bens e serviços sem a apresentação instantânea do dinheiro em espécie. Os cartões de crédito tornaram-se um importante veículo de pagamento e crédito na nossa sociedade. A popularidade dos cartões de crédito, deve-se às muitas vantagens que eles oferecem como meio de pagamento. Estas vantagens criaram dois padrões distintos e genéricos de uso entre os seus portadores - conveniência e crédito rotativo. Muitos portadores pagam o valor total de suas compras uma vez por mês; conseqüentemente, não incorrem em cobrança de taxas de financiamento. Na verdade, quase metade dos portadores de cartão de crédito podem ser classificados com usuários de conveniência. Os outros portadores usam seus cartões como fonte de crédito e raramente pagam todo o saldo devido. Ambos os usos têm vantagens distintas sobre dinheiro, cheques e outros meios de pagamento. A conveniência minimiza a necessidade de andar com dinheiro na carteira, permite ao usuário adiar um pouco o pagamento de mercadorias e serviços e estabelece um registro favorável de pagamento, que é importante nas avaliações de crédito. Os usuários do crédito rotativo têm as mesmas vantagens, mais uma - aumentam sua capacidade de comprar mercadorias e serviços sem a burocracia envolvida na obtenção de um empréstimo pessoal. Ademais, o portador de cartão de crédito tem considerável flexibilidade para definir quando a dívida vai ser paga e quanto vai ser abatido. Os bancos comerciais entraram na área de cartões de crédito no início da década de 50. Eles não foram os primeiros a emiti-los; alguns bancos encontraram dificuldades para gerar um volume suficiente de negócios para tornar o serviço rentável e retiraram-se desse tipo de empréstimo em prestações. Embora muitos bancos de todo o país tenham contribuído para o sucesso dos cartões de crédito, a persistência do Bank of America foi notável. Vários fatores motivaram os bancos a entrar na área dos cartões de crédito. Eles permitem aos bancos oferecer novos serviços ao atuais clientes e é um veículo excelente para atrair novos cliente - pessoas físicas e varejistas. Os planos de cartão de crédito aumentam as oportunidades de promoção dos outros serviços do banco. Embora isto não tenha sido um fator decisivo, muitos bancos provavelmente entraram nesta área de empréstimo ao consumidor para ficar a par dos avanços que podem acabar por levar aos sistemas de transferência eletrônica de dinheiro. Em última análise, é claro, os bancos foram motivados a adotar os planos de cartão de crédito por causa da possibilidade de aumentar os lucros. Os cartões de crédito dos bancos diferem do crédito com cheque em vários aspectos importantes. Os planos de cartão de crédito não estão ligados à conta corrente como os planos de crédito com cheque. Os planos de cartão de crédito envolvem um acordo entre três partes - o portador do cartão, o banco e um comerciante. O cartão de plástico emitido para os consumidores serve de evidência aos lojistas de que o banco concedeu uma linha de crédito ao portador daquele cartão. Ele também serve como meio preciso de imprimir comprovantes de venda. As lojas fazem um acordo com o banco de aceitar o cartão para pagamento de mercadorias e serviços. As lojas que têm conta com o banco emissor do cartão podem depositar os boletos de venda no banco ou em uma de suas agências e receber crédito imediato subtraído de um pequeno desconto. Na realidade, o banco está financiando as contas a receber do lojista e, com isto, libera-o dos custos envolvidos na operação de um departamento de crédito. Se a loja não tem conta com o banco mas um contrato de compensação do cartão de crédito, o banco é obrigado a fazer o pagamento à loja por meio de cheque. O Regulamento B do Banco Central proíbe qualquer exigência de que os comerciantes tenham conta com um banco cujo cartão de crédito seja aceito no estabelecimento. Quando o banco oferece serviços de cartão de crédito aos clientes, tem duas alternativas: pode oferecer um cartão próprio entrando em um acordo de licença ou franquia no qual torna-se membro ou associado de grupo de bancos ou atua como agente. Ou então pode oferecer o cartão de um outro banco. Embora o custo operacional de um plano de cartão de crédito varie com o banco e a área coberta, a operação geralmente é cara já que são necessários tempo, experiência e promoção consideráveis para fazer dele um sucesso. Por este motivo, o número de cartões de crédito de bancos diminuiu e dois cartões nacionais - Visa e MasterCard - comandam grande parte dos negócios nesse setor. Muitos bancos oferecem agora o privilégio do saque a descoberto juntamente com o cartão de crédito. Por exemplo, se o portador recebeu limite de saque de $ 500, este privilégio entra em vigor no momento em que ele emite um cheque que exceda o saldo da sua conta. O empréstimo passaria a ser um empréstimo de cartão bancário e seria pago de acordo com as regras que governam a cobrança de taxas para cartões de crédito. Algumas descrições interessantes foram aplicadas a este tipo de acordo. Um banco chama-as de ACT - transferência automática de dinheiro (Automatic Cash Transfer) e outro usa o termo “Reserva Disponível” (Ready Reserve) . HOT MONEY É o empréstimo de curtíssimo prazo, normalmente por um dia, ou um pouco mais, no máximo em 10 dias. E comum, de forma a simplificar os procedimentos operacionais, para os clientes tradicionais neste produto, criar-se um contrato fixo de hot, estabelecendo as regras deste empréstimo e permitindo a transferência de recursos ao cliente a partir de um simples telex, telefonema ou fax, garantidos por uma NP já previamente assinada, evitando-se assim o fluxo corrido de papéis para cada operação. A formação de taxa para o hot money é definida pela taxa do CDI do dia da operação acrescido do custo do PIS (0,75%) sobre o faturamento da operação. Por ser uma operação de curto prazo, o hot money tem a vantagem de permitir uma rápida mudança de posição no caso de uma mudança brusca para baixo nas taxas de juros. E uma operação conhecida como o “seguro dos executivos financeiros contra o desemprego”. O IPMF tinha um enorme peso no hot money, já que era cobrado duas vezes —uma vez quando o dinheiro creditado na conta do tomador de recursos era utilizado pelo mesmo, e outra vez quando os recursos saiam de sua conta para quitar o débito da operação. Sua extinção favoreceu a tomada de recursos através deste mecanismo.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização22 Contas Garantidas/Cheques Especiais Abre-se uma conta de crédito (conta garantida) com um valor limite que normalmente é movimentada diretamente pelos cheques emitidos ,pelo cliente, desde que não haja saldo disponível na conta corrente de movimentação. A medida que, nessa última, existam valores disponíveis, estes são transferidos de volta, para cobrir o saldo devedor da conta garantida. Para o cliente, o produto garante uma liquidez imediata para suas emergências. Para o banco, é um instrumento mercadológico forte, mas que, se mal administrado, pode representar uma perda significativa, tendo em vista seu impacto sobre a administração de reservas bancárias, já que é necessário deixar recursos de suas reservas de livre movimentação em stand by para atender à eventual demanda e, portanto, sem aplicação. Algumas contas garantidas têm caráter apenas de conta devedora, funcionam separadas da conta corrente e, normalmente, exigem do cliente o aviso com antecedência dos valores a serem sacados, razão pela qual trabalham com taxas de juros menores. Os juros sobre esse produto são calculados diariamente sobre o saldo devedor e cobrados normalmente, no primeiro dia útil do mês seguinte ao de movimentação. O IOF é calculado sobre o saldo devedor na base de 0,0041% ao dia para pessoa jurídica (1,5% a.a.) e 0,0164 ao dia para pessoa física (6% a.a.). CRÉDITO ROTATIVO (CABCR) Os contratos de abertura de crédito rotativo são linhas de crédito abertas com um determinado limite e que a empresa utiliza à medida de suas necessidades, ou mediante apresentação de garantias em duplicata. Os encargos (juros e IOF) são cobrados de acordo com a utilização dos recursos, da mesma forma que nas contas garantidas. DESCONTOS DE TÍTULOS (NP/DUPLICATAS) E o adiantamento de recursos aos clientes, feito pelo banco, sobre valores referenciados em duplicatas de cobrança ou notas promissórias, de forma a antecipar o fluxo de caixa do cliente. O cliente transfere o risco do recebimento de suas vendas a prazo ao banco e garante o recebimento imediato dos recursos, que, teoricamente, só teria disponíveis no futuro. O banco deve selecionar cuidadosamente a qualidade de crédito das duplicatas ou NP de forma a evitar a inadimplência. Normalmente, o desconto de duplicatas é feito sobre títulos com prazo máximo de 60 dias e prazo médio de 30 dias. O IOF é calculado sobre o principal, com alíquota de 0,0041% ao dia para pessoa jurídica (1,5% a.a.) e 0,0328 ao dia para pessoa física (12% a.a.), limitado aos valores anuais, caso o prazo seja maior que doze meses. A operação de desconto dá ao banco o direito de regresso, ou seja, no vencimento, caso o título não seja pago pelo sacado, o cedente assume a responsabilidade do pagamento, incluindo multa e/ou juros de mora pelo atraso. Outros tipos de operações de desconto também são feitas sobre os recibos de venda de cartões de crédito e os cheques pré-datados. Estas duas alternativas são uma forma criativa de adiantamento de recursos para as empresas comerciais. Os cheques pré-datados ficam em caução, como garantia do empréstimo. FINANCIAMENTO DE TRIBUTOS E TARIFAS PÚBLICAS É o adiantamento de recursos às empresas normalmente por um ou dois aias, sobre os valores que deverão ser recolhidos para pagamento de seus compromissos. Na prática, funciona como um hot money. Para o cliente, é a possibilidade, em função dos volumes a serem recolhidos em IPI, ICM, lAPAS e IR, principalmente, de reduzir o custo desses valores e seu impacto sobre eventuais desequilíbrios no seu fluxo de caixa. Para o banco, é a oportunidade de ancorar o cliente através de uma operação que, periodicamente, se repete e, além disso, uma oportunidade adicional de receita, desde que o estudo do valor a financiar seja feito através de cuidadoso modelo, que leve em conta não só o impacto do recolhimento do cliente sobre suas reservas bancárias e, portanto, sobre o depósito compulsório e o crédito rural mas, também, o ganho do float. O IPI sobre fumo e bebidas, por exemplo, é recolhido até o terceiro dia útil do decêndio subseqüente ao da ocorrência dos fatos geradores e, o IPI sobre os demais produtos até o último dia útil. Se a venda for em 30 dias para pagamento, a empresa estará adiantando o valor do tributo sobre um valor que ainda não recebeu do cliente comprador. Daí a importância do financiamento. EMPRÉSTIMOS PARA CAPITAL DE GIRO São as operações tradicionais de empréstimo vinculadas a um contrato específico que estabeleça prazo, taxas, valores e garantias necessárias e que atendem às necessidades de capital de giro das empresas. O plano de amortização é estabelecido de acordo com os interesses e necessidades das partes. Esse tipo de empréstimo normalmente é garantido por duplicatas em geral numa relação de 120 a 1500/o do principal emprestado. Nesse caso, as taxas de juros são mais baixas. Quando a garantia envolve outras garantias, como aval e notas promissórias, os juros são mais altos. Nos grandes bancos, os contratos podem ter características informais, como “garantia” de crédito para as empresas que optam por dar algum tipo de reciprocidade aos bancos, como, por exemplo, manter sobra de caixa aplicada em Fundo de Curto Prazo ou CDB. INTERMEDIAÇÃO BANCARIA NO PAGAMENTO Exposição As instituições financeiras, além de realizarem as operações financeiras que constituem seu escopo principal na intermediação do crédito, praticam outros negócios considerados acessórios com vistas a seu fim, alguns dos quais representam típica prestação de serviço, caracterizando-se não só pelo favorecimento do cliente, mas pelos benefícios imediatos da contrapartida. Entre as operações acessórias podemos encontrar a intermediação bancária no pagamento. Os Bancos, como é sabido, realizam pagamento a terceiro por conta de seus clientes. Se esses pagamentos ocorrem por mero cumprimento de ordem, sobressai o caráter acessório, não assim se dará se a operação vier casada com alguma espécie de crédito concedido pela instituição, quando então a prestação de serviço será apenas decorrência. E da mesma forma que paga, também presta serviço de recebimento em nome de clientes, isto é, cobra. Seja o cliente quem paga ou recebe através do banqueiro, este terá sido simplesmente um intermediador no pagamento a ou de terceiro. Dito isso, temos que a intermediação bancária no pagamento tanto acontece no pagar como no cobrar. Pertence a este capítulo de estudo o contrato de giro ou traspasso numa ponta e noutra, o de cobrança de créditos. Ambas as operações propiciam uma fonte de captação a custo extraordinariamente baixo, permitindo à instituição financeira dispor desses recursos por alguns dias enquanto o crédito não chega à conta ou ao conhecimento do beneficiário ou, ainda, enquanto este deles não fizer uso. TRASPASSO BANCÁRIO OU GIRO Conceito O traspasso bancário ou giro é um negócio jurídico de transferência de fundos ou valores de uma conta-corrente para outra ou de uma pessoa para outra. O transferente propõe ao Banco o encargo da remessa que tanto pode ser a favor do próprio interessado quanto de terceiro. O giro pode dar-se entre uma conta e outra na mesma agência ou em outra agência do mesmo ou de Outro Banco ou até mesmo entre pessoas sem
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização23 conta. Consubstancia-se em creditação em conta ou sem conta, convertida esta em pagamento direto, observadas, caso existentes, as condições ditadas pelo transferente. O pagamento por mera transferência contábil, operado pelo giro, é um importante instrumento de controle monetário, que tanto serve para conter a emissão quanto para baixar o custo do dinheiro, pela preservação do estoque de dinheiro dos Bancos. Natureza jurídica O traspasso bancário não tem sido muito estudado em doutrina. Alguns autores nem chegaram a dedicar-lhe atenção por tê-lo como simples operação contábil. Verdade é que algumas operações de transferência de fundos, conquanto nenhuma possa prescindir de qualificação jurídica, estariam perto disso, compreendidas no mandato geral outorgado pelo correntista ao banqueiro. São as ordens de crédito que o próprio Banco executa entre correntistas seus, debitando uma(s) conta(s) e abonando outra(s). Todavia, há operações mais complexas que escapam ao âmbito limitado da relação de conta-corrente. O assunto merece reflexão dos estudiosos do Direito Bancário, especialmente quando a transferência deva ser cumprida fora da praça do ordenante, hipótese que ganhará desdobramentos conforme sejam as figuras subjetivas do negócio de transferência clientes ou não do banqueiro. Garrigues as estudou singelamente como transferências bancárias sem incursionar por canais mais profundos. Embora se negue a reduzi-las a meras operações contábeis, situa-as entre os chamados serviços de caixa, contidos na conta-corrente. Há referências na doutrina a muitas teses que explicam a natureza jurídica do traspasso bancário. Mossa (Lo check e I’assegno circolare secondo la nuova legge, Milano, 1939) definiu-o como contrato de prestação de obra ou serviço. Greco (Le operazioni di banca) identifica-o como mandato. Santini (Il banco-giro, Bologna, 1948) tinha-no como um mandato geral conferido ao Banco para prestação de uma série de serviços, posição que muito lembra a de Garrigues. Rospatt (Bankarchiv, v. XXXIII, 1934) qualifica-o como contrato a favor de terceiro e Gierke (Handelsrecht und Schzffahrtsrecht, 6.ª ed., 503), como locação de serviço. Dominante hoje, especialmente em França (Lyon-Caen y Renault, Planiol-Ripert) e na Itália (Messineo, Fiorentino, Colagrosso), fundamentada na disciplina de seus Códigos Civis, é a tese que o configura como uma delegação. A doutrina intemacional serve geralmente como paradigma para os estudiosos, mas só como paradigma, pois nem sempre os usos e costumes do comércio bancário de um país conhecem as mesmas práticas que os de Outro e, em não as conhecendo, suas leis relativas ao tema não ensejam convergência doutrinária. Por isso, forçoso é que se proceda a um exame percuciente do instituto a fim de saber o que lhe convém como natureza jurídica a seu conteúdo negocial. Mesmo entre os italianos não há uniformidade de teses. Para Messineo, trata-se o giro de uma delegação obrigatória ativa, mediante a qual o cliente ordena ao Banco, seu devedor (delegado) que prometa o pagamento ao beneficiário (delegatário). O que seria transferido do devedor ao credor, no caso, seria o crédito (cessão). Já não é o que pensa, v. g., Fiorentino, para o qual o devedor (delegante) assina ao credor (delegatário) um novo devedor (delegado), ocorrendo, portanto, uma delegação obrigatória passiva (assunção de dívida). O problema cresce de importância e sutileza na medida em que há institutos assemelhados no Direito Bancário, aos quais não se dispensa o mesmo tratamento. O pagamento com cheque possui a mesma estrutura e mecânica, pelo menos entre nós, que a ordem de pagamento incondicional por cheque, em que o cheque é enviado pelo ordenante diretamente ao favorecido para que este o desconte no Banco. No entanto, aquele negócio encontra-se contido no mandato geral que inere à conta-corrente bancária. Semelhante mecânica possui também a carta de ordem do crédito documentário, que ultrapassa em muito as forças da conta-corrente. É preciso resolver esta aparente contradição. O contrato de giro enquanto relação entre ordenante e Banco mantém- se rigorosamente dentro do conteúdo do mandato. A dissensão se estabelece no momento em que o delegado avisa o beneficiário, sobre a natureza da relação que aí se cria, se de vínculo obrigacional ou mero aviso. Se se entender que o aviso é vinculativo, e dependendo de menção que se faça no negócio fundamental, poderá haver acreditivo, mas existirá inequivocamente delegação cumulativa. Com razão estariam as doutrinas francesa e italiana. Se, porém, o aviso for meramente informativo, insuficiente para gerar obrigação, ineludivelmente encontramo-nos diante de negócio de intermediação: mandato ou prestação de serviço. Na Itália e França a notificação do traspasso é constitutiva de obrigação cumulativa, solidária portanto. Todavia, no Brasil, é documento de simples informação. Dada essa razão, optamos por qualificá-lo como um mandato especial. Não se trata de delegação mesmo por que a delegação é indelegável, isto é, nela não há qualquer possibilidade de retransmissão de poderes, enquanto no mandato isso é admissível através do substabelecimento. E comum na prática bancária o uso de correspondentes em lugares onde a instituição financeira não possui agências ou sucursais, aos quais é confiado o encargo do cumprimento dos giros. Aliás, esta é uma das importantes características que devemos ressaltar no Direito Bancário. Seria, portanto, uma das espécies de mandato bancário, formando díade com a cobrança de títulos e documentos na intervenção bancária no pagamento, em que os Bancos atuam em ambas as pontas do evento jurídico: pagando e recebendo. Mandato atípico pelo fato de poder nascer bilateral, com outra particularidade digna de nota: sem representação. Na prática bancária brasileira o negócio de giro é executado pelo Banco, atuando como ele próprio Banco, não em nome do cliente, mas unicamente por conta do cliente. Assume a posição de intermediário prestador de serviço especializado. É negócio jurídico que tanto pode ser unilateral quanto bilateral. A unilateralidade, chamou-nos a atenção para esta particularidade mestre Pontes (TDP, v. LII, n. 5.437), resulta em ordem de correntista quanto a fundos em mãos do banqueiro para crédito ou pagamento a terceiro. E a bilateralidade nasce da contratação do giro com não cliente ou com cliente cuja provisão tenha que ser feita, por não se encontrar em conta suscetível de débito. Além disso, define-se como real, por dependente da entrega da provisão que é prévia e essencial, seja em moeda ou disponibilidade em conta. E instantâneo e de execução imediata, uma vez que é ordem de crédito ou pagamento à vista. E, finalmente, é oneroso em qualquer de suas formas, sendo comutativo somente o bilateral. Modalidades do giro O giro apresenta-se sob duas modalidades: a) ordem de crédito; e b) ordem de pagamento. A ordem de crédito é transferência de uma conta bancária a outra. Este tipo de transferência, quando operada internamente no âmbito de um único banqueiro, fica inteiramente contida nos poderes outorgados à instituição financeira em contrato de conta-corrente, compreendido no serviço de caixa. Efetua-se por saque bancário (via cheque), ou por simples ordem de transferência escrita ou verbal. Quando importa a intervenção de outro banqueiro, depositário do correntista destinatário do crédito, as relações, por mais complexas, exigem negócio especial de remessa de crédito, aparecendo então uma relação especial de mandato, chamado giro ou traspasso, da mesma forma como quando a praça de pagamento for outra da do domicílio da conta debitada ou do ordenante. A ordem de pagamento já nasce como giro, mesmo que o ordenante seja cliente, os recursos sejam debitados da conta, e não haja remessa do crédito, sendo pagável na mesma praça — o que não é usual na prática bancária, todavia não há vedação. Já nasce como giro pela simples razão de que o dinheiro, saia ou não da conta, entra na disponibilidade imediata do banqueiro para determinado fim que está no contrato de traspasso. E na ordem de pagamento em outra praça porque há remessa.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização24 Conteúdo do contrato O contrato de traspasso bancário não toca na matriz que o gera. A relação fundamental que vincula obrigacionalmente ordenante e beneficiário nada tem a ver com o giro. Pouco importa que haja nele menção ao giro. Salvo se houve intervenção do Banco e/ou ele aquiesceu intervir no pagamento, assumindo a dívida. Mas já aí não teremos giro ou o teremos juntamente com acreditivo ou com delegação, o que nada tem a ver com o negócio autônomo e solitário do giro. Para que se tenha perfeita caracterização do traspasso bancário é preciso ter como estabelecido que o devedor da relação fundamental poderia concluir seu contrato e cumprir a(s) prestação(ões) diretamente, por si próprio, sem a utilização do intermediário bancário ou com sua utilização inessencial. E essa inessencialidade do giro a pedra de toque de sua autonomia e complementariedade. As partes resolvem se usar do giro por comodidade e segurança, tendo sido a previsão desse uso contemporânea à constituição do vínculo ou posterior. “A” quando comprou de “B” aceitou como praça de pagamento a do domicílio de “B”, pois lá pretendia retomar ao tempo da obrigação. Todavia, chegado o momento, a viagem se torna impossível. Então “A” comunica a “B” que não irá, mas fará a remessa do valor via Banco, contra entrega de recibo com quitação. O Banco que cumprirá o pagamento não assume a dívida, apenas solve o compromisso a mando de “A”. O que a instituição financeira faz é prestar serviço especializado a “A”, seja ou não cliente. A relação que se constitui entre ordenante e Banco é uma relação de provisão. O ordenante traz os fundos e os entrega ao banqueiro, para que este, através de agência ou correspondente, realize o pagamento ao beneficiário. Não há traspasso sem provisão. Se o ordenante for cliente e não dispuser dos fundos, em outra operação de financiamento, que com esta não se liga nem comunica, poderá o Banco antecipar-lhe os recursos necessários para operar a transferência. O valor é creditado em conta- corrente e remetido. Teremos, nesse caso, um negócio fundamental entre ordenante e beneficiário e dois negócios entre ordenante e mandatário, consistente em traspasso e financiamento. Se o beneficiário é cliente e não há providência a exigir-se dele, bastará o simples crédito em conta, mediante aviso, para consumar o pagamento e a desoneração de devedor-ordenante. Não sendo, comunicar- lhe-á o banqueiro, através de aviso meramente informativo, que se acha a sua disposição o valor constante do giro. A recepção do aviso pelo beneficiário não obriga o Banco ao cumprimento da ordem de crédito ou pagamento. Há correlação com a Carta de Ordem do Crédito Documentário, só não há a modalidade “confirmada” que seria vinculativa. Portanto, mesmo tendo expedido o aviso referente ao crédito, se ainda não houve quer o pagamento quer a creditação em conta, inexigível pelo beneficiário será o cumprimento do giro. Todavia, se houve creditação o pagamento realizou-se, não há como estornar-se a quantia da conta. Se, em virtude de razões muito pessoais, o Banco resolve garantir ao beneficiário o pagamento, já não se tratará mais de traspasso, ou terá havido negócio complementar fora dele. Assim é a prática bancária brasileira relativa ao negócio de giro. Extinção O contrato de giro se extingue no momento em que o Banco cumpre a prestação junto ao favorecido ou, na hipótese de cancelamento, no momento em que opera o giro de volta, efetivando a devolução da quantia ao ordenante. O cancelamento pode ocorrer por decisão do ordenante ou em razão de fato do favorecido: não ser encontrado, ter recusado o recebimento ou qualquer outro motivo que inviabilize o pagamento. COBRANÇADETÍTULOSEDOCUMENTOS Conceito A cobrança de títulos e documentos é serviço que os Bancos normalmente colocam à disposição de seus clientes. Operando com títulos cambiários e cambiariformes, como instrumento formal de seus negócios financeiros, as instituições bancárias necessitam manter serviço próprio de cobrança, montando, para isso, carteira especializada e pessoal treinado para o desempenho desse mister. Unindo, portanto, a necessidade de defender os próprios créditos, à exigência de maximizar o desempenho da equipe técnica, combatendo possível ociosidade, abrem as portas à prestação de serviços a terceiros, angariando clientes, reforçando a captação e diminuindo o custo do dinheiro. O contrato de cobrança é negócio jurídico de outorga de poder, que tem fim específico e conteúdo limitado. Natureza jurídica A natureza jurídica da cobrança é a do mandato sem representação. O cobrador age como mero intermediário, alguém autorizado à prática de atos de preservação de direito e de quitação, sub-rogação, cessão ou outro de conteúdo equivalente. O titular do crédito por ele não se faz presente. Se a cobrança contratada for de títulos de crédito cambiários ou cambiariformes o mandato é outorgado pela formalização de endosso- mandato, sendo possível a sub-rogação do mandatário, pelo substa- belecimento através de outro endosso, caso não haja proibição expressa. Nestes casos, o chamado borderô de cobrança atua apenas como relação dos títulos entregues ao e recebidos pelo cobrador. Se, como sói acontecer no sistema bancário brasileiro, o endosso para fins de cobrança ocorrer sob a forma de endosso-pleno, teremos que a outorga do mandato deu-se extracambiária ou extracambiariformemente. E então ou está no borderô o contrato ou este é tácito, funcionando o endosso-pleno como endosso-fidúcia. Esta modalidade, se por um lado, facilita a negociação bancária (a cobrança pode converter-se em desconto ou antecipação ou caução etc.), por outro, expõe o endossatário a ser demandado em nome próprio como se fosse o titular do direito creditório, não podendo escapar às exceções que lhe forem próprias. É contrato oneroso, sendo cobrada comissão pelo serviço. Via-de-regra é unilateral por estabelecer obrigações somente para uma das partes, todavia, pode tomar-se bilateral imperfeito, especialmente se mal sucedido, tendo gerado despesas. Além disso, é consensual, só sua eficácia é que depende da entrega da coisa, instantâneo e típico, constituindo modalidade de mandato mercantil. Regula a espécie os arts. 140 a 164 do C. Com., sendo aplicáveis subsidiariamente as disposições do Código Civil e, em se tratando de mandato em endosso, a lei específica que regula o título de crédito em que o mesmo ocorra. Conteúdo obrigacional O mandato se perfaz com o endosso por parte do mandante e a aceitação pelo mandatário. Não havendo proibição de novo endosso, o substabelecimento de poderes iguais ou mais limitados é tacitamente consentido, não podendo gerar prejuízos a terceiros de boa-fé. Entre mandante e mandatário, todavia, vale a vedação do art. 146 do C. Com. Pelos atos do mandatário contidos dentro do mandato responde o mandante, sendo, pelos que excederem, responsabilizado o próprio autor, como se se tratasse de gestão de negócios, bem como por aqueles nos quais atue em nome próprio, ainda que por conta do mandante. O mandatário tem direito de retenção sobre bens objeto do mandato, por dívida do mandante perante si decorrente dessa operação. O mandatário se obriga a exercer o mandato com zelo e proficiência, respondendo por todo e qualquer dano que possa causar e que decorra de prestação de serviço negligente, inábil e incompetente. O mandante assume a obrigação de prover as despesas decorrentes do encargo a que foi incumbido o mandatário e a ressarcir os gastos por este suportados na execução das tarefas encomendadas. Extinção A cobrança se extingue pelo cumprimento do mandato, por comum acordo, mediante distrato, por revogação do mandato, por denúncia do mandatário ou por morte de qualquer das partes, a partir do conhecimento do fato, salvo morte do mandante, em que já tenha o mandatário iniciado o cumprimento do mandato, em negócio que não admita interrupção sob pena de prejuízo aos sucessores.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização25 CARTÕES DE CRÉDITO Conceito Este nome exprime várias realidades jurídicas. Em sentido amplo pode significar: 1. cartão de credenciamento para acesso: a) à conta-corrente; b) a crédito previamente aberto junto ao próprio emissor ou a terceiro; e 2. cartão de garantia de cheque. Como nosso objeto de estudo é o cartão de crédito bancário, interessa- nos aprofundar o conhecimento relativo ao instituto que consiste fundamentalmente na hipótese 1, b, 2.ª parte, isto é, cartão de credenciamento para acesso a crédito previamente aberto junto a terceiros, que envolve relações pelo mínimo trilaterais. Este tipo em sua evolução terminou por incorporar o referido em 1, a, cartão de credenciamento para acesso à conta-corrente (cartão saque) e o 2, cartão de garantia de cheque. Em sentido estrito cartão de crédito é o objeto material, normalmente um retângulo de plástico, que identifica o acreditado em qualquer das hipóteses dos sistemas acima indicados. Importa-nos, portanto, é mergulhar na direção do institucional, do negócio jurídico complexo, formado por vários contratos. Assim visto, o cartão de crédito é um sistema operacional de credenciamento dirigido ao consumo, que reúne clientes do emitente, constituídos por comerciantes e consumidores. Visa manter uma clientela cativa, fortalecendo o conglomerado financeiro ao qual é filiado, oferecendo em troca qualificado serviço de segurança e desregulamentação do crédito. Natureza jurídica Não haveremos de misturar os tipos de cartões de crédito. Todos eles são, como coisa material, cartão de credenciamento e especialmente o acreditivo (credit cards), embora com características para não ser, tornou- se, porque o sistema tem sido omisso, título de legitimação erroneamente. Todos eles identificam o usuário e o apresentam como digno de crédito. Os cartões, como coisa física, não passam disso, produzindo o mesmo efeito. O alcance de cada tipo será determinado pelas relações jurídicas que lhe geraram. O que os fará diferentes serão os contratos que os dotarão de conteúdo diverso. Assim, v. g., o cartão de garantia de cheque constitui uma credencial de certa categoria de usuário de cheque. Mas o que irá determinar a aceitação do respectivo cheque que garante é um contrato de garantia de cheque firmado pelo emitente do cartão e o estabelecimento conveniado. Ele é apenas uma chave, um instrumento que incidindo no campo das relações contratuais movimenta-o. Constitui-se praticamente numa senha. Reúne, pois, duplo aspecto: de credencial e de senha, sintetizado numa só unidade. E um cartão de credencial-senha. O cartão para saque bancário ou em caixas automáticas é, como todos os demais, credencial. Mas não contém senha. Sua eficácia, todavia, fica dependente da adjudicação de uma senha que o usuário dispõe e só ele sob sigilo. Toda atenção é pouca para este detalhe. O saque eletrônico — e não o cartão de saque como se tem dito por aí — é meio de pagamento que substitui o cheque. E o que faz as vezes da assinatura que se põe no cheque no saque eletrônico é a senha. Por trás do cartão de saque há contratos de conta-corrente e/ou depósitos envolvendo o usuário e o sacado. Já o cartão de crédito emitido por um estabelecimento a favor de cliente, para uso exclusivo na relação entre ambos, representa uma abertura de crédito facultativa em bens ou serviços. Muitas vezes ou geralmente é resultado de uma oferta unilateral, sem qualquer conteúdo obrigacional. O mais importante dos cartões de crédito, único a justificar estudo específico, e que constitui um instituto jurídico, é o cartão acreditivo que forma um sistema que em bases mínimas já nasce pela criação de relações trilaterais. Se outra parte ou outras às três originais se juntar, esta(s) excepcionará(ão) o negócio jurídico específico do sistema de credit cards, será(ão) aderente(s) ao complexo, realizará(ão) negócio suplementar ou negócio autônomo aderente. No Brasil não se faz distinção entre cartão de crédito e cartão de débito ou pagamento, porque ambos convivem em nosso sistema sob a denominação correta de cartão de crédito. Entre nós são na realidade cartões mistos, tendo em vista que em alguns países, como v. g. a França, essas modalidades não convivem, sendo chamados, impropriamente, cartão de débito ou de pagamento àquele que deve ser pago integralmente quando da apresentação da fatura e de crédito o outro cujo pagamento pode ser parcelado. A impropriedade reside no fato de confundirem o débito que diz respeito à fatura, constituindo seu conteúdo, com o cartão que só tem como finalidade propiciar crédito, pois o usuário ao usá-lo compra bem ou serviço com pagamento diferido. Acima ficou dito que o verdadeiro cartão de crédito nasce em bases mínimas trilateral, porque sem as três partes não se tem o acreditivo. E se admite suplementação é só de parte de cartões de crédito imperfeitos, os não bancários, que demandariam uma fonte de financiamento alheia para o prolongamento do prazo de pagamento dos débitos, isto é, para seu parcelamento. Nessa hipótese o emissor é entidade não pertencente ao sistema financeiro que toma junto a Banco empréstimo em nome de seu cliente, repassando-lhe os encargos financeiros. Porém, o negócio permanece circunscrito entre ambos e estranho ao negócio jurídico complexo do cartão de crédito. De qualquer sorte a responsabilidade pelo pagamento da fatura perante o vendedor do bem ou do serviço é o estabelecimento emissor, tal qual ocorre entre os cartões perfeitos, bancários. O sistema operacional do cartão de crédito é composto por um conjunto de três negócios jurídicos que regem e disciplinam três relações distintas entre as três partes envolvidas, formando os lados de um triângulo. Diversas teses produziu a doutrina para explicar a natureza jurídica dessas relações. Apontaram para a assunção de dívida, a cessão de crédito, a sub-rogação, a estipulação em favor de terceiro, o mandato, meio de pagamento, ordem de pagamento, título de crédito e muitas outras. Entretanto, vê-se que qualquer dessas teses olha apenas para um dos lados do triângulo, enxergando somente uma única relação. E preciso que se dissequem todas as relações que se perfazem totalmente para operacionalizar o cartão. São elas de três espécies. A primeira a se constituir ontogeneticamente vincula a instituição emitente ao comerciante ou prestador de serviços disposto a abrir-lhe crédito, a tomar-se cliente e a aderir ao sistema, sujeitando-se às normas operacionais. Este abre crédito em bens ou serviços à administradora do cartão. Ou o crédito é em favor de terceiro incerto, mas realizado em nome e por conta do creditado emissor ou é em favor do próprio emitente que o usará através de procurador, usuário. A segunda, pela ordem da montagem estrutural, é a que estabelece direitos e obrigações entre instituição emitente e cliente-usuário, e que se consuma pela identificação, credenciamento e abertura de crédito rotativo para saque de dinheiro e/ou compra de mercadorias e/ou serviços nos estabelecimentos conveniados. Vale observar que o saque de dinheiro é função enxertada no cartão acreditivo, não fazendo parte de seu conteúdo jurídico essencial. A terceira e última é que constitui o verdadeiro acreditivo, na relação de compra e venda entre usuário do cartão e estabelecimento conveniado, com estipulação de terceiro, no caso a instituição emitente, para ocorrer o pagamento. Afasta-se do acreditivo, inovando-o, apenas no aspecto liberatório do usuário. Desta forma, temos que o cartão de crédito bancário é um negócio jurídico complexo, de que participam no mínimo três partes. E contrato de duração, adesão, oneroso, comutativo, atípico. Conteúdo obrigacional O emissor do cartão obriga-se perante o estabelecimento conveniado a fornecer-lhe o material de expediente apropriado e a pagar-lhe as faturas que lhe sejam apresentadas nas condições e prazos previstos
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização26 contratualmente, resguardando-o das fraudes ou irregularidades que não possa razoavelmente constatar. E obriga-se perante o usuário a garantir- lhe o funcionamento do sistema para uso do qual cobra a prestação de serviços e a garantir-lhe a segurança operacional uma vez avisado do roubo ou extravio do cartão. O estabelecimento conveniado obriga-se para com o emissor a vender para o usuário pelo mesmo preço praticado nas vendas à vista; a observar o limite de crédito do usuário e só ultrapassá-lo quando especialmente autorizado pelo emitente, pagando-lhe por ocasião da liquidação das faturas a comissão devida por sua participação no sistema. Obriga-se ainda — coisa que na prática não vem sendo cumprida sem risco algum — a identificar o portador do cartão, controlando seu prazo de validade e inexistência de restrições pelo exame e cotejo com as listas que lhe são enviadas pelo emissor. O usuário obriga-se perante o emissor a assinar as faturas de suas compras e a pagá-las quando lhe forem apresentadas na forma ajustada contratualmente e/ou fixada pela lei, bem como a ocorrer a liquidação dos encargos que lhe são devidos pela sua participação no sistema, avisando- lhe de eventual roubo, perda ou extravio do cartão, respondendo pelo eventual uso indevido que até essa data possa ter havido. Obriga-se da mesma forma pela liquidação das faturas de responsabilidade dos cartões adicionais que tiver solicitado. Responsabilidade civil A questão da responsabilidade civil com relação ao furto, perda ou extravio do cartão tem sofrido notável evolução. Em seus primórdios, a responsabilidade pesava exclusivamente sobre o usuário até que sua comunicação fosse incluída nas listas negras e estas chegassem a seu destino, aos estabelecimentos conveniados. Porém, a clara compreensão de que diante do universo de usuários do sistema os casos da espécie são inexpressivos, não tendo significação econômica, os estudiosos do problema passaram a entender que era um risco imanente ao próprio negócio que bem poderia ser administrado pelo emissor, ou absorvendo o prejuízo ou contratando seguro. A prática mostrou também que na maioria dos casos o mau uso não teria acontecido se o estabelecimento conveniado não tivesse agido com negligência. Acresça-se a isso o fato de não se saber se o usuário não fosse compelido a firmar contrato de adesão, se teria aceito a cláusula que o responsabiliza e permite que o dano causado pela negligência de associado do instituidor lhe seja transferido. Sensível a esse questionamento, doutrina e jurisprudência começaram a repensar o direito e a reposicionar-se, o que obrigou o emitente a mudar a cláusula, fazendo cessar a responsabilidade do usuário no momento da comunicação do fato imprevisto e indesejado. Vê-se na prática o total desinteresse do comerciante com a identificação do usuário e, algumas vezes, com o exame comparativo da assinatura. Ora, isso faz parte de sua obrigação contratual, pois não basta a condição de portador do cartão para o exercício do direito, sendo exigível que detenha a titularidade. O cartão é intransferível. Legitimidade e titularidade andam sempre juntas neste caso. O instituidor poderá, havendo conveniência, voltar-se contra o estabelecimento conveniado para ressarcir- se do dano que a desídia deste lhe venha causar. Bastará, portanto, ao usuário desapossado do cartão proceder o registro policial da ocorrência e comunicar imediatamente o emissor de forma inequívoca, de preferência por escrito para fins de prova, fazendo cessar assim sua responsabilidade. Inadimplemento e extinção Inadimplindo o usuário tem o emitente contra ele execução de título extrajudicial com base no próprio contrato, bastando juntar a ele o(s) extrato(s) não pago(s). Mesma execução tem o estabelecimento conveniado contra o emissor se este deixar de atender ao pagamento de seu crédito oriundo das vendas. A base jurídica é o contrato. Outra espécie de inadimplemento contratual dará ensejo à resolução ou à denúncia; por qualquer das partes, sendo recomendável notificação com prazo de 10 dias da recepção (art. 137 do C. Com.). O CRÉDITO RURAL O Decreto-lei 167, de 14.2.1967, dispôs que o financiamento rural fosse executado mediante a emissão de cédulas de crédito rural. Em seu art. 2º referido diploma legal prescreve que o emitente da cédula fica obrigado a aplicar o financiamento para os fins ajustados, devendo comprovar tal circunstância perante a “instituição financiadora”. Embora use o termo “financiadora” e não financeira, tem-se no art. 1º, que o financiamento é concedido pelos órgãos integrantes do sistema nacional de “crédito rural “, pelo que se compreende dentro das operações bancárias. Em se tratando de financiamento, o banco tem o direito de fiscalizar a aplicação da quantia financiada, a qual vencerá juros conforme taxas fixadas pelo Conselho Monetário Nacional. Quando o financiamento for concedido para utilização parcelada, o financiador abrirá com o valor do financiamento conta vinculada à operação, que o financiado movimentará por meio de cheques, saques, recibos, ordens, cartas ou quaisquer outros documentos. Características das cédulas de crédito rural. As cédulas de crédito rural são promessas de pagamento sem, ou com garantia real cedularmente constituída, isto é, no próprio título, dispensando documento à parte. A garantia poderá ser ofertada pelo próprio financiado, ou por um terceiro. Embora o art. 10 considere a cédula de crédito rural um título civil, é evidente sua comercialidade, por sujeitar-se à disciplina do Direito Cambiário. Constituindo-se cedularmente a garantia, ou seja, por incorporação no próprio título, quando se tratar de hipoteca, ocorrem derrogações ao direito comum com a dispensa de escritura pública e da outorga uxória, mas em virtude da ausência desta última, o cônjuge obriga apenas seus bens particulares e os comuns até o limite de sua meação. Para terem eficácia contra terceiros, as cédulas de crédito rural devem ser registrada no Cartório de Registro de Imóveis. Sua cobrança se processa mediante a ação de rito especial (execução), com a originalidade de permitir a venda, pelo credor, após a penhora, dos bens dados em garantia, contestada ou não a ação, podendo, desde logo, mediante caução idônea, levantar o produto líquido da venda. Em se tratando de cooperativas rurais, instituições financeiras públicas e o Banco do Brasil, não há necessidade de caução. Cédula Rural Pignoratícia: É um título que consubstancia uma promessa de pagamento com garantia de bens móveis que, porém, permanecem de posse do devedor. O formalismo do título impõe-lhe os seguintes requisitos: I - a denominação “cédula rural pignoratícia” II - a data e as condições de pagamento; havendo prestações periódicas, ou prorrogações de vencimentos, de acrescentar-se a expressão “nos termos da cláusula Forma de Pagamento abaixo” ou, em sendo o caso, “nos temos da cláusula Ajuste de prorrogação abaixo”; III - o nome do credor e a cláusula “à ordem”; IV - o valor do crédito deferido, lançado em algarismos e por extenso, com indicação da finalidade ruralista a que se destina o financiamento concedido e a forma de sua utilização; V - a descrição dos bens vinculados ao penhor, que se indicarão pela espécie, qualidade, quantidade, marca ou período de produção, se for o caso, além do local ou depósito em que os mesmos bens se encontrarem; VI - a taxa de juros a pagar, e da comissão de fiscalização, se houver, e o tempo de seu pagamento; VII - a praça de pagamento; VIII - a data e o lugar da emissão; IX - a assinatura do próprio punho do emitente ou de representante com poderes especiais. Cédula rural hipotecária: Podem os bancos, também conceder financiamentos mediante a emissão, pelo devedor, de cédula com garantia hipotecária. Pelo artigo 811 do Código Civil “a hipoteca abrange todas as acessões, melhoramentos ou construções do imóvel”. A lei específica ( Dec.-lei 167/67) faz com que a garantia seja prestada não só pelo imóvel e suas acessões, mas também pelos bens originariamente móveis, que se incorporam ao imóvel devido à sua destinação, tais como máquinas, aparelhos e instalações, sejam os existentes no momento da constituição
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização27 da hipoteca, sejam os adquiridos com os recursos financeiros que o banco fornece ao devedor. A cédula rural hipotecária deverá conter os seguintes requisitos: I - a denominação “cédula rural hipotecária”; II - a data e condições de pagamento; havendo prestações periódicas ou prorrogações de vencimento, é acrescentada a expressão “nos termos da cláusula Forma de Pagamento abaixo” ou “nos termos da cláusula Ajuste de prorrogação abaixo”; III - o nome do credor e a cláusula “à ordem”; IV - o valor do crédito deferido, lançado em algarismos e por extenso, com a indicação da finalidade ruralista a que se destina o financiamento e a forma de sua utilização; V - a descrição do imóvel hipotecado com indicação do nome, se houver, dimensões, confrontações, benfeitorias, título e data de aquisição e anotações (número, livro e folha) do registro imobiliário; VI - as taxas dos juros a pagar e a da comissão de fiscalização, se houver, e tempo de seu pagamento; VII - a praça do pagamento; VIII - a data e o lugar da emissão; IX - a assinatura do próprio punho do emitente ou de representante com poderes especiais. A cédula rural hipotecária confere direito real inter partes desde a sua emissão, embora seu registro seja necessário para que tenha eficácia contra terceiros (erga omnes). Embora destinada a servir de garantia de financiamentos para fins rurais, essa pode constituir-se cedularmente por imóveis rurais ou urbanos. Cédula rural pignoratícia e hipotecária: aqui a garantia é prestada por bens imóveis e também móveis, só que estes, diferentemente do que ocorre com a cédula rural hipotecária, não são apenas aqueles incorporados ao imóvel pela sua destinação (máquinas, aparelhos e instalações), mas também os existentes em local diferente do imóvel, por isso se caracterizando o penhor e a hipoteca. Os requisitos do título são: I - denominação ”cédula rural pignoratícia e hipotecária” II - a data e as condições de pagamento; havendo prestações periódicas ou prorrogações de vencimentos, acrescentar “nos termos da cláusula Forma de Pagamento abaixo “ou “nos termos da cláusula Ajuste de prorrogação abaixo”; III - o nome do credor e a cláusula à ordem; IV - o valor do crédito deferido, lançado em algarismos e por extenso, com indicação da finalidade ruralista a que se destina o financiamento concedido e a forma de sua utilização; V - descrição dos bens vinculados em penhor, os quais se indicarão pela espécie, quantidade, qualidade, marca ou período de produção, se for o caso, além do local ou depósito dos mesmos bens; VI - a descrição do imóvel hipotecado com a indicação do nome, se houver, dimensões, confrontações, benfeitorias, título e data de aquisição e anotações (número, livro e folha) do registro imobiliário; VII - a taxa de juros a pagar e da comissão de fiscalização, se houver, e tempo de seu pagamento; VIII - praça do pagamento; IX - a data e o lugar da emissão X - a assinatura do próprio punho do emitente ou de representante com poderes especiais. Nota de crédito rural É também um título destinado ao financiamento rural, mas destituído de qualquer garantia real, conferindo, entretanto, ao credor privilégio sobre os bens enumerados no art. 1.563 do Código Civil. São seus requisitos: I - a denominação “Nota de Crédito Rural” II - a data e as condições de pagamento; havendo prestações periódicas ou prorrogações de vencimentos, acrescenta-se as expressões: “nos termos da cláusula Forma de Pagamento abaixo” ou “nos termos da cláusula Ajuste de Prorrogação abaixo”; III - o nome do credor e a cláusula à ordem; IV - o valor do crédito deferido, lançado em algarismos e por extenso, com indicação da finalidade ruralista a que se destina o financiamento concedido e a forma de sua utilização; V - a taxa dos juros a pagar e da comissão de fiscalização, se houver, e tempo de seu pagamento; VI - a praça de pagamento; VII - a data e o lugar de emissão; VIII - a assinatura do próprio punho do emitente ou de representante com poderes especiais. Não obstante destituída de garantia real, a nota de crédito rural está sujeita a registro no Cartório de Registro de Imóveis da circunscrição em que esteja situado o imóvel a cuja exploração se destina o financiamento cedular. Compreende-se a exigência para o fim de estabelecer-se sua eficácia em relação a terceiros. AS OPERAÇÕES DE LEASING Leasing (do inglês "to lease") significa alugar. No Brasil, também é conhecido como arrendamento mercantil. É uma operação contratual pela qual urna empresa (arrendadora), adquire ou fabrica determinado bem que cede para uso da arrendatária, que pode ser Pessoa Física ou Jurídica, mediante pagamento de contraprestações periódicas. No final do contrato, a arrendatária pode renová-lo, devolver o bem à arrendadora ou adquirindo pelo valor residual. HISTÓRICO DAS OPERAÇÕES DE LEASING O leasing já existia no antigo Egito onde terras eram alugadas para agricultura. A partir do século XIX, teve grande incremento nos Estados Unidos com aluguel de navios e outros equipamentos de transporte. Porém, somente após a 2a. Guerra mundial, o leasing ganhou espaço naquele país com as primeiras empresas surgindo na década de 50. Graças ao arrendamento mercantil, grandes empresas americanas projetaram-se mundialmente como a I-B.M. e a Xerox. A técnica do leasing foi importada pela Europa e espalhou-se pelo mundo. No Brasil, as operações de leasing já existiam na década de 50, embora somente em 1974, através da Lei 6099, tivessem suas contraprestações consideradas como custo ou despesas operacionais da arrendatária. Em 17.11.75, tendo em vista o caráter financeiro das operações, o Banco Central, através da Resolução 351, baixou regulamento disciplinando-as. As multinacionais foram as primeiras a operar com leasing, pois já conheciam esta atividade em seus países de origem. Nas décadas de 80 e 90, muitas resoluções do Banco Central disciplinaram ou proibiram certas operações. Recentemente o B.C. procurou incentivá-las, abrindo-as às Pessoas Físicas. "FUNDING” DAS EMPRESAS DE LEASING As empresas de leasing não podem levantar recursos, como os bancos, através de depósitos. Assim, buscam-nos de outras maneiras, tais como: - Debêntures - são títulos de longo prazo, emitidos pelas arrendadoras e colocados no mercado através de bancos ou de corretoras nacionais ou internacionais. É a forma mais usual de funding das empresas de leasing. - Empréstimos obtidos no Brasil ou no exterior. - Cessão de direitos - as contraprestações podem ser negociadas com bancos ou financeiras que adiantam os recursos às arrendadoras mediante uma taxa de desconto. - Repasses governamentais - como já vimos, a Finame, empresa do sistema B.N.D.E.S., também financia operações de leasing. - C.D.I. - Certificado de Depósito Interfinanceiro - assim como outras instituições financeiras, as empresas de leasing também os utilizam.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização28 TIPOS DE LEASING Leasing operacional - é aquele geralmente praticado pelas próprias fabricantes do bem. Sendo realmente um aluguel, dispensa a intermediação de una instituição financeira, tendo ainda as seguintes características: - geralmente o bem arrendado é equipamento de rápida obsolescência; - pode haver ou não opção de compra no final do contrato; - o prazo dos contratos é mais curto; - a manutenção do bem é feita pela arrendadora, que também fornece assistência técnica; - o arrendatário pode rescindir o contrato mediante condições predeterminadas. Leasing financeiro - é o mais comum entre nós, realizados pelos bancos múltiplos ou empresas de arrendamento, sendo, na verdade uma operação de financiamento. Neste caso, a arrendatária escolhe o bem e o fornecedor, cabendo à arrendadora adquiri-lo e entregá-lo em condições de uso. Tem também as seguintes características: - apesar de poder optar pela devolução do bem, a arrendatária geralmente compra-o ao final do contrato, pelo valor residual, que é sempre baixo; - prazos mais longos, de acordo com a vida útil do bem; - as despesas de instalação, frete e seguros podem ser incluídas no contrato e pagas pela arrendatária através das contraprestações; - o contrato não pode ser rescindido unilateralmente; - apesar de ser considerado um financiamento, a propriedade do bem é da arrendadora até o final do contrato, quando a arrendatária pode comprá-lo. Lease-back - se uma empresa necessita de capital de giro e não quer endividar-se, pode vender a uma empresa de leasing uma máquina ou equipamento de sua propriedade e, imediatamente, alugá-lo. O bem não sai da empresa, porém sua propriedade passa à arrendadora até o final do contrato. Na verdade, é um empréstimo com a garantia do bem, com a vantagem de diminuir o imobilizado da empresa. Também chamado Salelease-back. Leasing imobiliário - consiste na compra de um imóvel pela arrendadora que o aluga a uma Pessoa Física ou Jurídica. Pode ser um terreno, um prédio, ou mesmo uma fábrica. No caso da arrendatária já possuir o imóvel, pode ser feito um lease-back como explicado anteriormente. VANTAGENS DO LEASING As vantagens do leasing são tantas que podemos classificá-las em dois tipos: A - vantagens fiscais e contábeis: - deduções das contraprestações, pela arrendatária, para efeito de imposto de renda; - eliminação do lucro inflacionário provocado pela correção monetária do imobilizado, já que no leasing não há imobilização. Com a queda da inflação e a eliminação da correção monetária pelo governo, esta vantagem desaparecerá; - melhora nos índices de endividamento e de imobilização da empresa. B - vantagens operacionais: - os prazos são mais longos para a aquisição de máquinas e equipamentos; - o financiamento é de 100% do bem, podendo incluir fretes, seguros, instalação, etc. ; - sendo uma operação de aluguel, não exige controle de ativo fixo nem o cálculo de sua depreciação que é feita pela arrendadora; - alívio do capital de giro da arrendatária pela não imobilização do bem. DESVANTAGENS DO LEASING Talvez o termo mais adequado seja inadequações do Leasing: - se a empresa não tiver qualquer ativo em seu nome poderá Ter dificuldades em obter empréstimos. Os gerentes de bancos ou analistas de crédito gostam de emprestar para empresas que têm, pelo menos, algum ativo fixo para servir como garantia eventual; - se a empresa não paga imposto de renda, o atrativo da dedução fiscal desaparece. TENDÊNCIAS ATUAIS A atividade de leasing, no Brasil, tende a aumentar pelo incremento na demanda de bens duráveis, principalmente automóveis. Por outro lado, bancos estrangeiros estão desenvolvendo operações de leasing imobiliário que promete ser outro filão de mercado, objetivando as Pessoas Físicas, já que todo brasileiro sonha com sua casa própria. A concorrência entre as Financeiras e as empresas de leasing tende a aumentar, principalmente no segmento de automóveis. FINANCIAMENTOS À EXPORTAÇÃO E À IMPORTAÇÃO Uma das funções mais importantes executadas pelos bancos ligados à área internacional é o financiamento das exportações e importações e do comércio entre países estrangeiros. Assim como o comércio doméstico requer vários métodos de financiamento, há várias maneira de financiar o comércio internacional: adiantamento de caixa, conta aberta, cobrança documentária e cartas de crédito. De todos esses métodos, o mais importante é a carta de crédito. Embora as condições do adiantamento de caixa envolvam poucos riscos e sejam altamente vantajosas para os exportadores, elas não são muito populares como meio de financiar o comércio exterior por causa das muitas desvantagens apresentadas ao comprador estrangeiro. Este é forçado a ter uma quantidade considerável de capital de giro vinculada por longos períodos e à mercê do exportador por causa da possibilidade de entrega de mercadoria de qualidade inferior, atrasos nas remessas e até mesmo falência. O não pagamento de contas estrangeiras muitas vezes acontece devido a condições econômicas e políticas instáveis, que são freqüentes, e à dificuldade de obter informações adequadas de crédito sobre os clientes estrangeiros. Assim, o método do adiantamento de caixa é usado basicamente quando o risco de que o pagamento não seja recebido é bastante alto. As vendas no esquema de conta aberta inverte o risco envolvido no adiantamento de caixa. Assim como este método apresenta certas desvantagens ao comprador estrangeiro, a conta aberta apresenta desvantagens semelhantes ao exportador. Se o comprador externo demorar a pagar suas contas, o exportador terá um dreno no eu capital de giro que, em última análise, afetará adversamente a rotatividade do seu estoque. A principal obrigação a este método de financiamento é que o exportador não tem nenhum instrumento negociável que evidencie a obrigação, o que pode vir a ser muito importante na eventualidade de uma disputa sobre entrega, perda ou qualidade do produto. O financiamento com conta aberta tem, porém uma grande vantagem - é muito simples. Ademais, é uma maneira de evitar as taxas de financiamento e de serviços que são cobradas nos outros acordos de credito. As vendas por conta aberta são usadas quando os exportadores lidam com compradores que eles conhecem muito bem e que estão localizados em mercados bastante estabelecidos. Este método também é usado quando as vendas são feitas para agências ou subsidiárias de empresas domésticas no exterior. Balança comercial Relação entre as exportações e as importações realizadas por um país ou estado durante um determinado período. Quando as exportações excedem as importações, ocorre superávit da balança comercial. Com o inverso, o resultado se chama déficit. A balança comercial é um dos itens que compõem o balanço de pagamentos. Muitos fatores influem na balança comercial. Uma alta de preços, por causa da inflação ou valorização acentuada da taxa de câmbio, provoca queda no volume de exportações. A diminuição da safra de um produto de primeira necessidade eleva as exportações dos países que oferecem esse produto. A importação também é utilizada, muitas vezes, como instrumento de controle de preços. Se um artigo fica muito caro, o governo autoriza a importação de similares estrangeiros para aumentar a oferta de produto e forçar uma baixa de preço. Os países em desenvolvimento, muito endividados nas últimas décadas, preocupam-se em produzir superávits na balança comercial para financiar o crescimento e ao mesmo tempo pagar os juros da dívida
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização29 externa. Para obter resultados positivos, esses países precisam exportar grande quantidade de matérias-primas e reduzir a importação de produtos industrializados. FINANCIAMENTO À IMPORTRAÇÃO O financiamento de Importação pode ser direto quando ocorre diretamente do exportador ao importador brasileiro ou quando o financiamento é concedido ao importador por outra instituição e pode ser indireto quando realizados através de linhas de crédito concedidas por um Banco estrangeiro para um Banco brasileiro. O financiamento do comércio exterior também pode ocorrer através da compra de cambiais sem direito de regresso, resultantes de exportação ou importação realizadas. Essas cambiais, geralmente são avalizadas por um banco e possuem o aceite do importador. FINANCIAMENTO À EXPORTAÇÃO Com relação ao financiamento à exportação de bens e serviços, temos o PROEX, cujas normas estão estabelecidas na Resolução nº 1844 do Banco Central do Brasil. RESOLUÇÃO N. 001844 ESTABELECE AS NORMAS BÁSICAS RELATIVAS AOS FINANCIAMENTOS DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS AO AMPARO DO PROGRAMA DE FINANCIAMENTOAS EXPORTAÇÕES (PROEX). O Banco Central do Brasil, na forma do art. 9. Da lei n. 4.595, de 31.12.64, torna publico que o Conselho Monetário Nacional, em sessão realizada em 31.07.91, tendo em vista o disposto no art. 4., incisos V, XVII e XXXI, da referida lei e na lei n. 8.187,de 01.06.91, RESOLVEU: Art. 1. As exportações de bens e serviços de origem nacional poderão ser assistidas com recursos do Programa de Financiamento as Exportações (PROEX), de que trata o art. 1. da lei n. 8.187, de 01.06.91, observadas as disposições desta resolução e das normas baixadas pelo Ministro de Estado da Economia, Fazenda e Planejamento e pelo Banco Central do Brasil. Art. 2. A assistência financeira do PROEX consistirá em: I - desconto de títulos, no caso de exportação de bens; II - financiamento, no caso de exportação de serviços. Parágrafo único. Excepcionalmente, poderá ser concedido financiamento no caso de exportação de bens, quando destinada a governos estrangeiros. Art. 3. As operações relativas a exportação de bens amparadas pelo PROEX observarão as seguintes condições: I - objeto da operação: títulos emitidos por exportador brasileiro, representativos da exportação dos bens discriminados em portaria do ministro de estado da economia, fazenda e planejamento; II - prazo máximo do empréstimo: variável, de acordo com o estipulado em Portaria do Ministro de Estado da Economia, Fazenda e Planejamento; III - valor do empréstimo: até 85% (oitenta e cinco por cento) do valor FOB da exportação; IV - contrapartida: prévia comprovação do ingresso, no país, das divisas referentes a parcela não coberta pelo empréstimo; V - taxa mínima de juros: as taxas a seguir relacionadas serão fixas para todo o período do financiamento e aplicadas segundo a categoria do pais importador, conforme lista a ser divulgada em Portaria do Ministro de Estado da Economia, Fazenda e Planejamento, cabendo ao Banco Central do Brasil revisa-las, periodicamente, adequando-as aquelas praticadas no mercado internacional, nas operações da espécie: a - países enquadrados na categoria I - 8,5% a. a. (oito e meio por cento ao ano); b - países enquadrados na categoria II - 8,0% a. a. (oito por cento ao ano). VI - juros de mora: 1 (um) ponto percentual acima da taxa contratual; VII - moeda de pagamento da exportação: dólar dos Estados Unidos ou outra moeda aceita internacionalmente, a critério do Banco Central do Brasil; VIII - índice de nacionalização: a - bens com índice de nacionalização igual ou superior a 80% (oitenta por cento): o empréstimo corresponderá a 100% (cem por cento) da parcela financiável; b - bens com índice de nacionalização inferior a 80% (oitenta por cento): o empréstimo corresponderá a percentual igual ao índice de nacionalização, acrescido de 20 (vinte) pontos percentuais aplicados sobre a parcela financiável. IX - garantias: aval ou fiança concedidos por estabelecimento de crédito ou financeiro no exterior, aprovados pelo Banco do Brasil S. A., ou garantia de liquidação automática, nos casos de operações cursadas ao amparo dos convênios de créditos recíprocos (CCR) da Associação Latino-americana de Integração (ALADI),vedada a dispensa de direito de regresso para o risco comercial; X - amortização: a - em parcelas iguais e consecutivas, vencíveis trimestral ou semestralmente, a partir da data do embarque, de acordo com o regime de amortização; b - no caso de bens com elevada complexidade tecnológica e comprovada necessidade de prazo adicional para transporte, montagem, testes e posta em marcha, poderá, a critério do Comitê previsto no art. 6. desta Resolução, ser concedida carência para pagamento do principal, devendo os juros ser liquidados, conforme o caso, por trimestre ou semestre vencido. Parágrafo 1. As taxas de juros indicadas nas alíneas do item V, deste artigo, referem-se a operações em dólares dos Estados Unidos. Parágrafo 2. Nas operações em moedas distintas daquela referida no parágrafo anterior as taxas de juros serão devidamente compatibilizadas. Art. 4. É vedada a destinação de recursos do PROEX para o pagamento de comissões eventualmente devidas a agentes ou representantes comerciais, bem como para o estabelecimento de linhas de crédito rotativas para entidades estrangeiras publicas ou privadas. Art. 5. Serão definidas, caso a caso, pelo Comitê previsto no art. 6. desta Resolução, as concessões dos financiamentos destinados as exportações de serviços e aos empréstimos relativos à exportação de navios e aviões. Parágrafo 1. Nas operações de financiamento serão exigidas, além do aval do governo do pais importador, outras garantias, a critério do Comitê. Parágrafo 2. Nas operações de empréstimos, relativos a exportação de navios e aviões, as garantias serão aquelas previstas no item IX do art. 3. desta Resolução. Art. 6. O Ministro de Estado da Economia, Fazenda e Planejamento regulamentará a execução orçamentária do PROEX e constituirá um Comitê para aprovar as operações do programa, que será operado pelo Banco do Brasil S. A., agente financeiro da União. Art. 7. Os bancos autorizados a operar em câmbio, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Especial de Financiamento Industrial (FINAME) poderão conceder, com recursos próprios, empréstimos para as exportações de bens e serviços brasileiros, observado o disposto no art. 3. desta Resolução e nas normas do Banco Central do Brasil. Parágrafo único. As disposições deste artigo também se aplicam às exportações para pagamento a prazo, ainda que assistidas com recursos de outras fontes. Art. 8. O Ministro de Estado da Economia, Fazenda e Planejamento e o Banco Central do Brasil expedirão as instruções necessárias ao cumprimento desta Resolução. Art. 9. Terão prosseguimento, no âmbito do PROEX, os financiamentos anteriormente autorizados ao amparo da Resolução n. 68, de 14.05.71, do Conselho Nacional de Comércio Exterior (CONCEX), observadas as condições originalmente pactuadas.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização30 Art. 10. Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação. OS TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO Os Títulos de capitalização tem por objetivo a capitalização dos prêmios recebidos dos investidores a fim de constituir, no final do prazo fixado no título, um capital garantido. Podem ser à vista ou à prazo e sua vigência, no caso de ambos, começa no 1º dia posterior ao da compra (após a aceitação da proposta de aquisição). No caso dos títulos à prazo, suas mensalidades vencerão sempre no 1º dia útil de cada mês. A mora ou inadimplência da mensalidade (não paga até 30 dias do vencimento) acarreta a suspensão do título, perdendo o direito de concorrer aos sorteios. Mas o subscritor não fica desobrigado do pagamento das demais mensalidades, para tanto, deve dirigir-se a um representante da instituição para o cumprimento das formalidades. Também pode ocorrer a caducidade do título, depois de decorrido o prazo de três meses para a reabilitação deste, estando ao subscritor somente, após o prazo de carência, o resgate do valor assumido pela provisão matemática do título mais atualização monetária. A reabilitação dos títulos suspensos ocorre com o pagamento da parcelas vencidas até três meses. No caso de ter ocorrido a caducidade, estes títulos podem ser reabilitados até o final do prazo de carência com a retomada dos pagamentos das mensalidades e prorrogação dos prazos de pagamento e capitalização no mesmo número de meses que permaneceu em atraso. No término do prazo previsto para o pagamento do título e estando este em vigor, cessa o pagamento das mensalidades considerando-se este remido. Depois de vencido o prazo de carência o subscritor poderá solicitar o recebimento do valor do resgate, equivalente ao saldo da provisão matemática, apurado na data de solicitação do resgate. A aquisição de títulos de capitalização (subscrição) é feita através da proposta de aquisição, devendo o proponente definir o valor do título , a forma de pagamento e no caso de pagamento à prazo, o prazo do pagamento. Ainda deve indicar beneficiário no caso de seu falecimento. Os títulos da capitalização são nominativos, mas podem ser cedidos a terceiros, respeitando-se as formalidades legais. Os subscritores de títulos à vista concorrerão aos sorteios semanalmente. Os subscritores de títulos à prazo, que estiverem com suas mensalidades quitadas até a data do sorteio, também terão direito de concorrer a este semanalmente. Os valores serão atualizados monetariamente, tendo por índice a TR e a atualização das mensalidades será feita com base no IGP-M O subscritor do título, que esteja em vigor em 31 de dezembro de cada exercício social, tem direito de receber uma participação nos resultados da Sociedade, apurados no balanço anual. Esta participação atinge os títulos que completarem o 2º aniversário de vigência e nos próximos, contados da data em que entrar em vigor. Capital nominal é o valor que o título atinge no final do prazo de capitalização de 10 anos, correspondente ao valor assumido pela provisão matemática no mesmo prazo final de capitalização e equivalente a 100% do valor pago, atualizado monetariamente. Crédito Direto ao Consumidor O Crédito Direto ao Consumidor é uma linha de empréstimo que está diretamente ligada à compra de bens. É a linha que se encontra em lojas, na compra de eletrodomésticos, roupas ou mesmo automóveis. O crédito pode ser prefixado, quando já se conhece o valor de todas as prestações no ato da compra, ou pós-fixado, quando o valor das prestações vai sendo calculado no vencimento das mesmas. Os prazos de financiamento são os mais variados. Dependem das condições da economia, do tipo de bem financiado e do fôlego do comprador. Bens mais caros costumam ter financiamentos por prazos mais longos. Em períodos de instabilidade econômica, os prazos ficam mais curtos. E vice-versa, quando há maior estabilidade. No CDC, um dos maiores cuidados que o comprador deve ter é com as taxas de juros. Algumas são realmente muito abusivas. Às vezes o custo do juro nem fica claro para o cliente. O Código de Defesa do Consumidor exige que a loja informe exatamente o juro que está sendo cobrado do cliente, mas nem sempre esta disposição é respeitada. Se for financiar, veja se a taxa de juro cobrada é razoável. Não basta que a prestação caiba no orçamento. Muitas lojas oferecem também a alternativa de financiar a compra com o cheque pré-datado. Neste caso, é o lojista que assume o risco do crédito junto ao cliente. Muitos clientes preferem o cheque pré-datado para não ter que enfrentar o cadastro junto à instituição financeira, e porque é mais fácil de negociar condições fora de padrão. SEGUROS, PREVIDÊNCIA PRIVADA ABERTA A previdência privada é uma forma de poupança de longo prazo para evitar que a pessoa na aposentadoria sofra uma redução muito grande de sua renda. Qualquer pessoa que receba mais do que o teto de benefício da Previdência Social (INSS) deve se preocupar em formar uma poupança, seja através da previdência privada ou de recursos administrados por sua própria conta. Tecnicamente falando, o processo de poupança consiste de duas fases. Na primeira, o poupador acumula um capital. Durante todo esse processo, este capital receberá rendimentos. Na segunda fase, que coincide com a aposentadoria para a maioria das pessoas - mas não necessariamente -, é o momento de receber os benefícios. Regra geral, nesta fase, o poupador não faz novas acumulações, embora continue se beneficiando do rendimento sobre o capital acumulado. Naturalmente, o valor dos benefícios deve ter uma relação de proporção com o capital acumulado. Quanto maior o capital, maior o benefício. A forma de fazer este cálculo é bastante complexa, mas, de uma forma simples, é fácil entender que os saques mensais, aqui chamados de benefícios, devem ter uma relação com o capital acumulado. Não é possível fazer saques expressivos sobre o capital sem correr o risco de o dinheiro poupado acabar muito rápido. Considera-se contrato de seguro aquele pelo qual uma das partes se obriga para com outra, mediante a paga de um prêmio, a indenizá-la do prejuízo resultante de riscos futuros, previstos no contrato (art. 1.432 do Código Civil). É um contrato formal pois exige-se que seja escrito. O seguro pode ser firmado por um único documento subscrito por ambas as partes. Pode dar-se também através da emissão de um simples bilhete de seguro, como ocorre no seguro obrigatório de veículos. Mas, na forma mais comum, o segurado assina isoladamente uma proposta de seguro, recebendo em troca a apólice, que completa o contrato.  Segurador é o que assume o risco.  Segurado é o que transfere o risco para o segurador.  Risco é a exposição de pessoa, coisa ou interesse a dano futuro e imprevisível. Prêmio é o pagamento que o segurado faz à seguradora.  Indenização é a prestação da seguradora ao beneficiário em caso de sinistro.  Sinistro é a ocorrência efetiva do dano.  Estipulante é que, num seguro de vida, institui um terceiro beneficiário.  Beneficiário é o que foi nomeado para receber a indenização. O segurador tem ação regressiva contra o causador do dano, pelo que
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização31 efetivamente pagou, até o limite previsto no contrato de seguro. Há vários tipos de seguros aos quais estamos familiarizados tais como o seguro de vida, o seguro de veículos, o seguro residencial, seguro- saúde. MERCADO DE CAPITAIS: CONCEITOS Mercado de ações: é o um subsistema do mercado de capitais, onde se realizam as operações de compra e venda de ações. Suas funções principais são: avaliação dos valores transacionados, liquidez e capitalização das empresas. Outros conceitos referentes aos mercado de ações:  Ação: título negociável, representativo de propriedade de uma fração do capital social de uma sociedade anônima.  Ação cheia - Ação que ainda não recebeu ou exerceu direitos (dividendos e/ou bonificações, e/ou subscrições) concedidos pela empresa emissora.  Ação endossável - Ação nominativa que pode ser transferida no Livro de Registro de Ações Nominativas a partir do endosso da própria cautela.  Ação escritural - O estatuto da companhia pode autorizar ou estabelecer que todas as ações da empresa, de uma ou mais classes, sejam mantidas em constas de depósito, em nome de seus titulares na instituição que designar, sem emissão de certificados.  Ação de fruição - São ações de posse e propriedade dos fundadores da companhia, já amortizadas, onde o titular recebeu, antecipadamente, o valor contábil que elas representam. Não são negociáveis.,  Ação fungível - Ação que se encontra em custódia em uma instituição financeira, que fica obrigada a devolver ao depositante a quantidade de ações recebidas com as modificações resultantes de alterações no capital social ou no número das ações da companhia emissora, independentemente do número de ordem das ações ou dos certificados recebidos em depósito.  Ação listada em bolsa - Ações de empresas que satisfazem aos requisitos das Bolsas de Valores para efeito de negociação de seus títulos em pregão.  Ação nominativa - Ação que identifica o nome de seu proprietário. Sua transferência deve ser registrada no livro especial da empresa, denominado “Livro de Registro de Ações Nominativas.  Ação ordinária - Ação que tem a característica de conceder a seu titular o direito de voto em Assembléia.  Ação preferencial - ação que dá aos seu possuidor prioridade no recebimento de dividendos e/ou, em caso de dissolução da empresa, no reembolso do capital. Normalmente não tem direito a voto em Assembléia.  Ação com valor nominal - é o valor mencionado na carta de registro de uma empresa e atribuído a uma ação representativa do capital.  Ação sem valor nominal - Ação para a qual não se convenciona valor de emissão, prevalecendo o preço de mercado por ocasião do lançamento.  Ação vazia - Ação que já exerceu os direitos (dividendos/ bon./ subscrição) concedidos pela empresa emissora.  Comando Acionário - Poder exercido pelo acionista ou grupo majoritário.  Acionista - proprietário de uma ou mais ações de uma sociedade anônima.  Acionista majoritário - Acionista que detém uma quantidade tal de ações com direito a voto que lhe permite (dentro da distribuição vigente de participação acionária) manter o controle acionário de uma empresa.  Acionista minoritário - Acionista proprietário de ações com direito a voto, cujo total não lhe garante o controle da sociedade.  Bolsa em alta - Diz-se que a bolsa está em alta, quando o índice médio do dia considerada é superior ao índice médio do dia anterior.  Bolsa em baixa - Diz-se que a Bolsa está em baixa, quando o índice médio do dia considerado é inferior ao índice médio do dia anterior.  Bolsa estável - Diz-se que a Bolsa está estável, quando o índice médio do dia considerado é igual ao índice médio do dia anterior.  Bolsa de valores - Associação civil sem fins lucrativos. Seu objetivo básico consiste em manter local adequado ao encontro de seus membros e 1a realização, entre eles, de transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários, em mercado livre e aberto, especialmente organização e fiscalizado por seus membros e pelas autoridades monetárias.  Índice da Bolsa de Valores - Pode ser definido como o índice da lucratividade de uma carteira de ações, carteira hipotética e suposta, como sendo a carteira pertencente ao mercado. Deste modo, a evolução deste índice mostra a evolução dos ganhos do mercado, como um todo, e a sua representação gráfica constitui instrumentos utilizado pelos analistas para avaliação de tendências futuras dos negócios em Bolsa.  Mercado aberto: Mercado de compra e venda de títulos públicos e privados sob a orientação do Banco Central, atuam no mercado aberto as instituições financeiras que negociam entre si sempre por telefone, sem necessidade de estarem presentes no mesmo local (como as Bolsas de valores) para realizarem seus negócios.  Mapa de controle do movimento de ações - proporciona ao investidor o controle do movimento de ações de empresas que integram sua carteira. Deverão ser utilizados tantos mapas quantas forem as empresas componentes da carteira.  Mapa de levantamento de posição da carteira de ações. Tem a finalidade de apurar em um dado momento, o valor da carteira de ações do investidor, assim como o resultado que ele está tendo no conjunto de sua ações. BOLSA DE VALORES Local onde se negociam títulos emitidos por empresas privadas ou estatais. O título dá ao portador o direito de propriedade sobre uma quantia em dinheiro, pela qual responde o emissor do documento. Tais operações servem para as empresas captarem recursos dos quais não dispõem. As bolsas de valores têm origem nas feiras de mercadorias da Antiguidade. Na forma atual surgem em 1487, quando é criada em Bruges, na Bélgica, a primeira bolsa. Elas facilitam o desenvolvimento econômico da época, sobretudo por permitir a mobilização de grandes somas de capitais, essenciais para o financiamento das expedições colonizadoras. As bolsas de valores funcionam como uma associação, um clube, cujos sócios são as corretoras de valores. Elas representam os interesses das empresas e negociam em nome delas. As bolsas negociam ações e debêntures. O volume maior é o de ações. Ações –Títulos que indicam a participação do possuidor na propriedade de uma determinada companhia e lhe dão direito a parte dos lucros. O tipo e o número de ações adquiridas definem a extensão da participação na propriedade. Quando uma empresa precisa de recursos, procura uma corretora de valores credenciada na bolsa, que divide o capital da empresa em frações. Quando uma empresa passa por esse processo, está abrindo seu capital e ganha a denominação legal de sociedade anônima. Em relação aos direitos que conferem, as ações se dividem em dois tipos: ordinárias e preferenciais. As ordinárias dão direito a voto nas decisões administrativas importantes, como eleição de diretoria. Mas representam risco maior. De fato, esses acionistas só recebem os dividendos depois dos portadores de ações preferenciais. Estes têm prioridade na distribuição de lucros. Em compensação, não têm direito a voto nas assembléias de acionistas. O poder de um acionista de influir na administração ou de receber dividendos, ou as duas coisas, está relacionado à soma de dinheiro investida na empresa e, portanto, ao número e tipo de ações que possui. Debênture –A debênture é um título emitido para obtenção de empréstimos a longo prazo. Ao contrário das ações, representa uma dívida da empresa, garantida pela hipoteca de seu patrimônio. É utilizada por
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização32 companhias que auferem lucros regularmente e possuem patrimônio sólido. Pregão –É onde as transações acontecem. Só participam dele operadores de corretoras credenciadas que negociam verbalmente os contratos. A oferta e a procura determinam o preço pelo qual um título é negociado. Assim que se fecha um contrato, os operadores registram a transação em terminais. A informação vai para um telão que indica a posição dos títulos. Existem dois tipos de contrato: à vista e a termo. No primeiro caso, o comprador tem de pagar em três dias. No contrato a termo, paga em parcelas mensais em até 180 dias. Dentro do pregão, as ações são classificadas da seguinte maneira: as ações mais negociadas e com maior valor são chamadas de bluechips ou de primeira linha. As ações de grandes empresas ou instituições financeiras são as de segunda linha nobre. As de segunda linha dizem respeito às empresas de médio e grande porte. E as de terceira linha correspondem a ações de empresas de pequeno porte. São negociadas somente a longo prazo, o que lhes confere pouca liquidez. No final do pregão apura-se um índice que representa o volume de negócios e a tendência geral do mercado - de queda ou valorização. Esse índice é calculado com base no comportamento das principais ações negociadas na bolsa, geralmente bluechips. Para cada ação é conferido um peso, determinado pelo volume de negócios daquele título. A comparação das transações naquele dia com o peso (revisto em períodos regulares) dá um determinado número de pontos. Comparados aos do dia anterior, resultam numa variação porcentual que traduz o comportamento da bolsa. /par No Brasil há duas bolsas de valores importantes: em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nelas, a maior parte dos negócios se concentra em poucas ações, aspecto típico de mercados emergentes. As ações da Telebrás, por exemplo, representam 50% do movimento da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). MERCADO À VISTA Mercado à Vista é aquele onde as liquidações com ações se processam até cinco dias úteis após a data de realização de uma operação com ações. MERCADO A TERMO Mercado a Termo - onde as liquidações com ações se processam a prazos determinados, conforme o termo do contrato ( 30, 60, 90 120 e 180 dias) MERCADO DE OPÇÕES Mercado de Opções - Instrumento de investimento no mercado de capitais. A opção de compra de ações é um contrato que confere ao comprador o direito de adquirir, durante a sua vigência, um lote de ações de determinada empresa a um preços prefixado. Isto significa, por exemplo, que alguém paga uma determinada quantia ao proprietário de um lote de ações para que ele garanta um preço de venda determinado ( fixo) durante algum tempo. Durante a vigência deste contrato, o comprador poderá, a qualquer tempo, concretizar o negócio, pagando o preço combinado, ainda que as ações estejam sendo negociadas a preço superior. Deste modo, a diferença entre o preço combinado e o preço de mercado das ações é que vai representar o lucro do comprador. ADR / IDR / BDR ADR = “American Depositary Receipts” IDR = “International Depositary Receipts” BDR = “Brasilian Depositary Reicepts”. São certificados de ações ou outros valores mobiliários que são emitidos no exterior por instituição depositária, com lastro em valores mobiliários depositados em custódia específica no Brasil. As disposições mais importantes acerca dos DR’s (Depositary Receipts = ADR / IDR / BDR) encontram-se na Circular nº2741 do Banco Central do Brasil. Leia atentamente os artigos abaixo: Art. 2. O Programa de "Depositary Receipts" deverá ter sido previamente registrado junto ao Banco Central do Brasil, nos moldes das disposições contidas no Regulamento Anexo V a Resolução n.1.289, de 20.03.87, e disposições complementares. Art. 3. As transferências para o exterior, por parte de pessoas físicas e jurídicas, fundos mútuos de investimento e outras entidades de investimento coletivo residentes, domiciliados ou com sede no Brasil, decorrentes de investimentos mediante aquisição de "Depositary Receipts" representativos de ações emitidas pôr companhias brasileiras, tem como limite o valor da sua aquisição, em mercado de balcão organizado ou em bolsa de valores do pais em que emitido o certificado de deposito, acrescido das despesas correspondentes. Parágrafo único. Em se caracterizando irregularidade na aquisição a que se refere o caput deste artigo, a instituição intermediária na compra de "Depositary Receipts" respondera solidária e ilimitadamente perante o Banco Central do Brasil pela operação ilegítima. Art. 4. As pessoas físicas e jurídicas, fundos mútuos de investimento e outras entidades de investimento coletivo residentes, domiciliados ou com sede no Brasil, detentoras de valores mobiliários em circulação, podem efetuar o deposito desses títulos na instituição, no Pais, autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários a prestar serviços de custodia, para o fim especifico de emissão de "Depositary Receipts" no exterior. Acerca das ADR’s e IDR’s recomenda-se a leitura atenta da Resolução 1848 do Banco Central do Brasil, que passamos a transcrever integralmente: COMPANHIAS ABERTAS E FECHADAS As Companhias fechadas deverão sempre ter valor nominal. As abertas não, o mercado é quem vai dizer quanto elas valem. A Lei nº 6.404/76 ("Lei de Sociedades por Ações") distingui dois tipos de companhias: (i) as companhias fechadas e (ii) as companhias abertas. As companhias abertas têm seus valores mobiliários negociados em bolsas de valores ou no mercado de balcão, sendo-lhes permitido captar recursos junto ao público investidor. Em razão da possibilidade de captação de recursos junto ao público investidor, as companhias abertas submetem-se a uma série de obrigações específicas, impostas por lei e dispositivos regulamentares, expedidos, principalmente, pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM (autarquia federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, criada pela Lei nº 6.385, de 07/12/1986, tendo por objetivo a normatização, a regulamentação, o desenvolvimento, o controle e a fiscalização do mercado de valores mobiliários no Brasil), cuja finalidade precípua é a proteção do investidor. Assim, enquanto as companhias fechadas têm grande liberdade para estabelecerem suas regras de funcionamento da forma que melhor atenda aos interesses de seus acionistas, as companhias abertas sofrem determinadas restrições, gozando de menor flexibilidade para a elaboração de regras próprias de funcionamento no estatuto social. As companhias abertas devem, além de respeitar os preceitos da Lei das Sociedades por Ações, obter os registros necessários para negociação de seus valores mobiliários em Bolsa de Valores ou no Mercado de Balcão. Vale notar ainda, que apenas as companhias abertas poderão emitir recibos de depósitos (DR's), isto é, certificados representativos de suas ações, para negociação no mercado externo, possibilitando a captação de recursos de investidores estrangeiros. MERCADO DE CÂMBIO: ESTRUTURA Para fazer pagamentos internacionais, é preciso converter uma moeda em outra. Quer a transação envolva a compra ou a venda de mercadorias, turismo ou movimentos de capital para fins de investimento ou arbitragem de juros, sempre há necessidade de trocar uma moeda por outra. Esta demanda é atendida pelo mercado de câmbio, que é dominado pelos bancos comerciais. Embora este mercado seja um mercado de troca de dinheiro, não há um mercado central como o que existe para ações e obrigações na Bolsa de Valores de New York ou para grãos no Chicago Board of Trade. O mercado de câmbio é um mecanismo e não um local. Ele é bastante informal e não tem horário fixo. Nos Estados Unidos ele é
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização33 composto por aproximadamente 25 bancos e alguns corretores de câmbio. Fora do Estados Unidos, os principais participantes são os bancos centrais dos vários países e os grandes bancos comerciais. O comércio é feito por telefone ou telex. O mercado de câmbio não tem regras por escrito; sua atividade é conduzida de acordo com os princípios e um código de ética que evoluíram ao longo do tempo. A principal estrutura do mercado é um sistema de comunicação direta entre os participantes. CONCEITOS Mercado de câmbio é um mercado no qual uma moeda nacional de um país (por exemplo, o real) é trocada por moeda nacional de outro país (por exemplo), guardando as devidas proporções de acordo com as cotações do câmbio na oportunidade em que as moedas são trocadas. Muitos bancos de todos os países oferecem serviços de câmbio, mas apenas alguns criam e mantêm um mercado - assumem posição ou mantêm um estoque de moedas estrangeiras. Estes bancos são realmente o centro ou o alicerce do mercado de câmbio. Para oferecer a seus clientes serviços de câmbio, alguns bancos americanos precisam ter estoques de moedas estrangeiras na forma de depósitos nos bancos estrangeiros. Estes depósitos ou estoques são mantidos com a compra e venda de saldo tanto de bancos estrangeiros quanto de bancos domésticos, pessoas físicas e empresas. Os estoques também podem ser aumentados com a compra e venda de letras de câmbio, cheques de viagem, cupons de obrigações, garantias de dividendos e outros ativos em moeda estrangeira. O valor do estoque e a variedade de moedas dependem da atividade que um banco tem em uma determinada moeda. Obviamente, a porcentagem maior do estoque irá para aquelas moedas que apresentarem maior demanda. Em outras palavras, o estoque contém moedas dos países com os quais temos comércio, em que investimos para onde viajamos. A troca de moedas dá-se conforme o “curso do câmbio”, que exprime o valor de uma moeda em relação à outra. Num sistema de livre mercado e sendo a moeda equiparável à mercadoria, a fixação do “curso do câmbio” deveria dar-se pela lei da oferta e da procura. Entretanto, a relevância desse tipo de operação levou não só à sua oficialização pelos órgãos governamentais, como também a que ficasse a eles reservada a função de fixar o “curso do câmbio”. Entretanto, nos chamados países de “moeda fraca”, isto é, em que o valor das importações supera o das exportações viceja o mercado livre, ou paralelo, onde, na realidade, o “curso do câmbio” é estabelecido pela lei da oferta e da procura.  Taxa de câmbio é o preço de uma moeda nacional com relação a outra moeda.  Tarifa é um imposto sobre bens importados, e pode ser aplicada sob a forma de uma tarifa específica ou de uma tarifa “ad valorem”.  Quota é uma restrição na quantidade de um produto que pode ser importado.  Reservas cambiais são depósitos em moedas estrangeiras de posse do governo ou Banco Central. OPERAÇÕES DE CÂMBIO O câmbio, no seu conceito mercantil, como já estudamos, consiste na operação de troca de moeda. Caso a moeda fosse universal, única em todas as regiões do mundo, não haveria necessidade de efetuar operações de câmbio. Entretanto, como sabemos, a moeda única não constitui realidade, e o que temos é um pluralismo de moedas em que se situam aquelas conhecidas como moedas arbitráveis - isto é, livremente convertidas em outras - e moedas não arbitráveis - aquelas que não tem curso livre, internacional. Quando se trata de transações comerciais e financeira, entre países de moeda não conversível, entre si ou com outros de moeda conversível, a operação se processa através de débitos reembolsáveis ou créditos a serem liquidados junto a banqueiros de países de moeda conversível. Pela operação de compra, a instituição adquire moeda estrangeira em espécie ou crédito existente no exterior, entregando em contrapartida o equivalente em moeda nacional. Na operação de venda de câmbio, o banco faz a entrega em espécie, de moeda ou efetua pagamentos no exterior por conta de um cliente no país, recebendo em contrapartida, o equivalente em moeda nacional. Há duas espécies fundamentais de operações de câmbio: o manual e o escritural. Operação de câmbio manual é a que consiste na troca imediata da moeda nacional por estrangeira. Esse tipo de operação atende geralmente às necessidades das pessoas que se deslocam para o estrangeiro, as quais, em troca da moeda de seu país, recebem bilhetes de banco ou cheques de viagem em moeda alienígena. Trata-se como se percebe, de operação de menor vulto, atendendo às necessidades de turismo ou de negócio. As operações de câmbio mais numerosas, e envolvendo importâncias maiores, são as escriturais, destinadas à exportação e à importação, e que se perfazem por lançamentos contábeis: “...os bancos negociam haveres em conta, isto é , vendem a seus clientes nacionais somas descontadas sobre seus haveres no estrangeiro e recebem, em contrapartida francos. Em sentido contrário, quando se trata de “repatriar divisas” (em seguida a uma exportação, por exemplo), a conta do banqueiro francês mantida no estrangeiro, recebe o equivalente em francos “ (Rodière e Riges-Lange). Portanto, o banco vende ao interessado, do pais, somas tiradas de seus haveres no estrangeiro, recebendo moeda nacional, nos casos de importação. Ou compra a moeda, estrangeira, pagando ao vendedor em moeda nacional, quando se trata de exportação. Se as operações de câmbio manual se aperfeiçoam instantaneamente, ou seja, a vista, as escriturais, praticadas pelos importadores e exportadores, são geralmente a termo, nas quais o curso do câmbio é determinado no dia em que a ordem é dada, mas a realização material permanece em suspenso: a entrega das divisas e seu pagamento são reportados a uma data ulterior determinada. No caso de inadimplemento do contrato de câmbio por parte do exportador, que conseguiu o adiantamento do banco, o instrumento, devidamente protestado servirá para a propositura da execução contra aquele, desde que as importâncias correspondentes estejam averbadas no contrato, com anuência do devedor. De seu lado, o banco incorre em responsabilidade se não se houver com a devida exação, pois o câmbio é também um serviço que o banco fornece a seu cliente; na medida em que ele aceitou fornecer esse serviço, o banco assume uma obrigação de prudência e de diligência: assim, um banco deve reparar o prejuízo resultante para seu cliente, do fato da diferença de suas taxas de câmbio quando ele não executou prontamente a ordem recebida. Controle de câmbio - as operações de câmbio encontram-se, atualmente, sob controle oficial, cumprindo ao Banco Central do Brasil não só autorizá-las, como também fixar as respectivas taxas. O fenômeno da regulamentação é de âmbito universal, variando seu rigor de país a país. Com ele se objetiva preservar o valor da moeda nacional, não só pelo estabelecimento do “curso do câmbio”, como também zelando pelo equilíbrio no balanço de pagamento. Por isso é que se diz que a regulamentação do câmbio não preenche seu papel, se não comportar o controle de todas as relações econômicas e financeiras com o estrangeiro. Para poder efetuar um tal controle , o Estado se arroga o monopólio das operações de câmbio. A regulamentação do câmbio exerce uma ação profunda sobre a economia do país: as trocas de moeda são, essencialmente, motivadas pelas importações e exportações; a regulamentação do câmbio conduz o governo a frear umas e estimular as outras. O turismo, os transportes, os seguros, são igualmente afetados por esta regulamentação. Não se trata mais nos textos de controle ou regulamentação do câmbio, mas de controle das relações financeiras com o estrangeiro. Nesta ordem de procedimento têm sido uma constante, nas legislações do mundo inteiro, as restrições à importação de divisas, de mercadorias , ou de ambas, desde 1931, em conseqüência da grave crise financeira irrompida em 1929. CONTRATO DE CÂMBIO
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização34 É o documento formal através do qual o comprador do câmbio e o vendedor (banco) contratam uma operação de câmbio, para entrega pronta ou futura, permitindo a que tanto comprador como vendedor exerçam seus direitos, apoiados nesse documento. Quando se trata do câmbio manual, o contrato tem simples função estatística já que, operando no “prazo pronto”, a liquidação é imediata . Obs.: Em câmbio, diz-se “prazo pronto” o câmbio para entrega à vista ou para liquidação no prazo de dois dias úteis. Nas operações de câmbio manual, o banco somente opera no prazo “pronto”. A Circular 2.231 do BACEN fornece a definição do Contrato de Câmbio: “Define-se contrato de câmbio como o instrumento especial firmado entre o vendedor e o comprador de moedas estrangeiras, no qual se mencionam as características das operações de câmbio e as condições sob as quais se realizam.” E prossegue a Circular 2231do BACEN: “ 6. O contrato de câmbio deverá ter impressão legível e não deverá conter qualquer espécie de rasura ou emenda, ressaltando-se a absoluta importância quanto ao correto preenchimento dos seus campos e da sua adequada utilização.” “10. Exclusivamente quanto aos aspectos relacionados com o acompanhamento e controle do Banco Central do Brasil sobre as operações de câmbio, deverá ser observado que: a) a assinatura das partes intervenientes no contrato de câmbio constitui requisito indispensável na via destinada a instituição autorizada ou credenciada, negociadora do cambio; b) deve ser mantida em arquivo uma via original dos contratos de câmbio, bem como dos demais documentos vinculados à operação, pelo prazo de 5 (cinco) anos, contados do término do exercício em que ocorra a liquidação, cancelamento ou baixa, ressalvadas as operações cuja documentação deva ser mantida em arquivo por prazo e na forma expressamente prevista em normativos específicos ou que venham a ser determinadas pelo Banco Central do Brasil.” “13. Constarão obrigatoriamente do contrato de cambio, conforme o caso, as seguintes cláusulas: a) para todas as contratações: "Cláusula 1: O presente contrato subordina-se as normas, condições e exigências legais e regulamentares aplicáveis à matéria". "Cláusula 2: O(s) registro(s) de exportação / importação constante(s) no SISCOMEX, quando vinculado(s) à presente operação, passa(m) a constituir parte integrante do contrato de câmbio que ora se celebra." b) Na formalização das operações de câmbio de exportação: "Cláusula 3: o vendedor obriga-se, de forma irrevogável e irretratável, a entregar ao comprador os documentos referentes a exportação até a data estipulada para este fim no presente contrato e, respeitada esta, no prazo máximo de 15 dias corridos contados da data do embarque da mercadoria, ainda que se trate de embarques parciais. Ocorrendo, em relação ao último dia previsto para tal fim no presente contrato, antecipação na entrega dos documentos, o prazo para a liquidação do câmbio pertinente a tais documentos ficará automaticamente reduzido de tantos dias quantos forem os da mencionada antecipação e, em conseqüência, considerar-se-á correspondentemente alterada a data ate a qual deverá ser liquidado o câmbio, tudo independentemente de aviso ou formalidade de qualquer espécie. O não cumprimento pelo vendedor de sua obrigação de entrega, ao comprador, dos documentos representativos da exportação no prazo estipulado para tal fim, acarretará, de pleno direito, o vencimento antecipado das obrigações decorrentes do presente contrato, independentemente de aviso ou notificação de qualquer espécie, para o valor correspondente aos documentos não entregues". c) Na hipótese de remessa direta de documentos pelo exportador, a cláusula 3 prevista na alínea anterior, deverá ser aditada conforme indicado a seguir: "Clausula 4: Em aditamento à clausula 3 do presente contrato, fica pactuado que os documentos de exportação poderão ser remetidos pelo vendedor, diretamente ao importador no exterior, hipótese em que o vendedor se obriga a entregar ao comprador, no prazo estipulado na referida cláusula 3, o original do saque, exceto quando dispensada sua emissão por carta de crédito, além de cópias dos documentos representativos da exportação e da correspondente carta-remessa ao exterior, a qual deverá conter expressa indicação ao importador estrangeiro no sentido de que o respectivo pagamento ou aceite somente poderá ser efetuado através do banqueiro do exterior, nos termos das instruções a este transmitidas pelo comprador." d) para as alterações contratuais: "Clausula 5: A presente alteração subordina-se às normas, condições e exigências legais e regulamentares aplicáveis à matéria, permanecendo inalterados os dados constantes do contrato de câmbio descrito acima, exceto no que expressamente modificado pelo presente instrumento de alteração". e) para as transferências para a posição especial: "Cláusula 6: Valor transferido para posição especial na forma do disposto no capitulo 5 do regulamento das normas cambiais de exportação, divulgado pela circular n. 2.231, de 25.09.92". TIPOS DE CONTRATOS DE CÄMBIO E SUAS APLICAÇÕES O registro de contratação de câmbio serra efetuado com utilização das seguintes opções das transações de prefixo PCAM indicadas no item 1 deste titulo: Contratação: a) exportação - tipo 01 destinado à contratação de câmbio de exportação de mercadorias ou de serviços. b) importação - tipo 02 destinado à contratação de câmbio de importação de mercadorias, não amparadas em certificados de registro do Banco Central do Brasil. c) transferências financeiras do/para o exterior - compras - tipo 03 - vendas - tipo 04 destinados à contratação de câmbio referente a operações de natureza financeira, importações financiadas amparadas em certificados de registro do Banco Central do Brasil, simbólicas e as de câmbio manual, previstas no mercado de câmbio de taxas livres. d) operações de câmbio entre instituições, entre departamentos e de arbitragens - compras - tipo 05 - vendas - tipo 06 Restrita a contratação de câmbio: - entre bancos; - entre operadores credenciados a operar no mercado de câmbio de taxas flutuantes; - entre bancos e operadores credenciados a operar em câmbio no pais; - entre departamentos de um mesmo banco no pais; - de operações de arbitragens no pais e com banqueiros no exterior. e) alteração de contrato de câmbio - compras - tipo 07 - vendas - tipo 08 f) cancelamento de contrato de câmbio - compras - tipo 09 - vendas - tipo 10 SISCOMEX O SISCOMEX - Sistema Integrado de Comércio Exterior, gerencia todas as operações referentes à Importação e Exportação. No ambiente de importação (perfil importador) o SISCOMEX controla a emissão da Declaração de Importação (DI) e a solicitação dos Licenciamentos de Importação (LI). No ambiente de exportação (perfil exportador) controla a emissão do Registro de Exportação (RE) e da Solicitação de Despacho (SD). As informações da Declaração de Importação são inseridas no sistema pelo próprio importador ou por seu representante legal devidamente credenciado pelos Órgãos Gestores. Os dados coletados são processados pelos computadores servidores do sistema na Rede Serpro de Teleprocessamento. Efetivado o registro da DI, será emitido o extrato da
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização35 Declaração de Importação, que deverá ser entregue à Aduana, juntamente com os demais documentos necessários para instrução do despacho. Concluído o desembaraço, a Receita Federal registrará as informações no Sistema, possibilitando a emissão do Comprovante de Importação (C.I.) e a liberação das mercadorias. OPERAÇÕES COM DERIVATIVOS: O MERCADO DE DERIVATIVOS - INSTITUIÇÕES O mercado de derivativos é aquele em que os investidores, compradores ou vendedores negociam títulos cujos valores dependem de outros ativos ou variáveis. As instituições financeiras corretoras, necessariamente são membros da Bolsa de Valores, devem ser credenciadas pelo Banco Central do Brasil e pela CVM, podendo negociar valores mobiliários com exclusividade no pregão. São modalidades :  Futuros;  Termos;  Opções;  Swaps. FUTUROS O mercado de futuros é onde as liquidações em ações se processa a prazos predeterminados e com datas de vencimentos prefixadas. Nas operações a futuro os compromissos são assumidos em lotes padronizados para liquidação em vencimento predeterminado, principalmente como substitutos temporários de operações de compra e venda efetivas a serem realizadas posteriormente. Embora exista a possibilidade de liquidação por vencimento mediante entrega dos valores respectivos, destinam-se, principalmente, a serem compensadas antes do vencimento, mediante operações iguais e de natureza inversa (compra e venda). O objetivo é reduzir com estas transações, resultados negativos eventualmente incorridos nos negócios finais. Podem, entretanto, ser usadas com o objetivo de obter ganhos com as diferenças entre os preços de compra e venda a futuro. TERMOS O mercado a termo - mercado onde as liquidações com ações se processam a prazos determinados, conforme o termo do contrato ( 30, 60 ou 90 dias). As operações a termo resultam de um contrato de compra e venda futura de ações que estabelece a obrigação, por parte do comprador e vendedor, de liquidarem a operação em determinado prazo de vencimento. Os prazos mais comuns são os de 30, 60 ou 90 dias. OPÇÕES Mercado de Opções - Instrumento de investimento no mercado de capitais. A opção de compra de ações é um contrato que confere ao comprador o direito de adquirir, durante a sua vigência, um lote de ações de determinada empresa a um preço prefixado. Isto significa, por exemplo, que alguém paga uma determinada quantia ao proprietário de um lote de ações para que ele garanta um preço de venda determinado (fixo) durante algum tempo. Durante a vigência deste contrato, o comprador poderá, a qualquer tempo concretizar o negócio, pagando o preço combinado, ainda que as ações estejam sendo negociadas a preço superior. Deste modo, a diferença entre o preço combinado e o preço de mercado das ações é que vai representar o lucro do comprador. SWAPS O termo “swap” significa permuta e designa a combinação de um deporte com um reporte, ou seja, em operações da espécie onde compradores e vendedores a vencimentos diferentes são reciprocamente os mesmos. Além dos benefícios visados em particular, causam os mesmos resultados positivos de uma das transações em separado. Previdência privada Previdência privada, também chamada de Previdência complementar, é uma forma de seguro contratado para garantir uma renda ao comprador ou seu beneficiário. O valor do prêmio é aplicado pela entidade gestora, que com base em cálculos atuariais, determina o valor do benefício. No Brasil pode ser do tipo aberta ou fechada. Em resumo, pode-se dizer que é um sistema que acumula recursos que garantam uma renda mensal no futuro, especialmente no período em que se deseja parar de trabalhar. Num primeiro momento, era vista como uma forma uma poupança extra, além da previdência oficial, mas como o benefício do governo tende a ficar cada vez menor, muitos adquirem um plano como forma de garantir uma renda razoável ao fim de sua carreira profissional. Há dois tipos de plano de previdência no Brasil. A aberta e a fechada. A aberta, pode ser contratada por qualquer pessoa, enquanto a fechada é destinada a grupos, como funcionários de uma empresa, por exemplo. Abaixo, as principais características de cada uma delas: Previdência Complementar Fechada Os planos de Previdência Fechados são, necessariamente, destinados a empresas ou associações, onde o grupo de funcionários ou associados, contribui para formação de um fundo de pensão, gerido por entidades sem fins lucrativos. São normatizados pela Secretaria de Previdência Complementar e fiscalizados pela Superintendência de Previdência Privada (Previc). É destinada aos profissionais ligados a empresas, sindicatos ou entidades de classe. Em linhas gerais, o trabalhador contribui com uma parte mensal do salário e a empresa banca o restante, valor que normalmente é dividido em partes iguais. Outras empresas, essas mais raras, bancam toda a contribuição. Uma vantagem imediata é a possibilidade de se deduzir 12(doze)porcento da renda bruta na declaração anual do Imposto de Renda. Estima-se que as empresas de previdência complementar possuam cerca de 126 mil participantes que já desfrutam de benefícios de previdência do setor. Previdência Complementar Aberta O sistema de previdência aberta é um plano em que qualquer pessoa (mediante subscrição do risco pelo segurador) pode ingressar, individualmente. As empresas de previdência aberta são fiscalizadas pela Susep. No Brasil não é mais possível que um empresa de previdência privada aberta seja sem fins lucrativos. É oferecida por seguradoras ou por bancos. Um dos principais benefícios dos planos abertos é a sua liquidez, já que os depósitos podem ser sacados a cada dois meses. O número total de participantes de planos abertos é estimado em 5 milhões de pessoas. PROVA SIMULADA 1 . (BB - FCC, Escriturário - 2006) Analise: I. Uma operação de factoring consiste na aquisição de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo. II. Os títulos de crédito descontados por meio do factoring servem como garantia da operação, caso o sacador não realize o pagamento da dívida no prazo e na forma combinados. III. O risco de crédito dos títulos que são objeto das operações de factoring é de responsabilidade da empresa vendedora. IV. Há incidência de IOF sobre os juros pagos em uma operação de factoring. É correto o que consta em A ) I, apenas. B ) I, II e III, apenas. C ) III e IV, apenas. D ) II, III e IV, apenas. E ) I, II, III e IV.
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    APOSTILAS OPÇÃO ASua Melhor Opção em Concursos Públicos Atualidades do Mercado Financeiro A Opção Certa Para a Sua Realização36 2 .(BANCO DA AMAZÔNIA, Cespe - Técnico Bancário - 2007) No mercado financeiro, de forma semelhante ao que acontece no mercado de forma geral, produtos específicos são criados para atenderem a diferentes grupos de pessoas e a diversas classes sociais. Dessa forma, surgiram produtos de aplicação financeira, como o recibo de depósito bancário (RDB), o certificado de depósito bancário (CDB), as cadernetas de poupança, os fundos mútuos, bem como formas de empréstimos e financiamentos, como o crédito direto ao consumidor (CDC) e, também, as diversas formas de prestações de serviços, como a arrecadação de tributos, os bancos remotos e o dinheiro de plástico, entre outros serviços. Julgue os seguintes itens em (C) CERTO ou (E) ERRADO, com relação aos serviços e produtos financeiros. a) Nos títulos de capitalização, se o investidor não contar com a sorte nos sorteios, o rendimento do investimento poderá ser inferior ao da caderneta de poupança. b) Dinheiro de plástico é gênero da espécie cartão, que pode ser de débito, de crédito, magnético, entre outras classificações. c) Por lei, não pode haver período de diferimento, nos planos privados de aposentadoria. d) Equalização é uma forma de apoio dado pelo governo federal às atividades agropecuárias exploradas mediante emprego direto da força de trabalho do produtor rural e de sua família. A ) C, E, E, C B ) C, C, C, E C ) E, C, E, C D ) C, C, C, C E ) C, C, E, C 3 .(BANCO DA AMAZÔNIA, Cespe - Técnico Bancário - 2007) Os bancos desempenham uma série de atividades negociais, que recebem o nome técnico de operações bancárias. As operações bancárias são aquelas economicamente organizadas para a prestação de serviços a um público- alvo. A função dessas operações é eminentemente creditícia. Então, para cumprir as suas finalidades econômicas, os bancos realizam operações que se diversificam com a especificidade de cada cliente. Julgue os itens a seguir em (C) CERTO ou (E) ERRADO, acerca de operações e produtos bancários. a) As contas-correntes são um dos serviços bancários em que o cliente do banco guarda valores em espécie. As movimentações dessas contas são feitas, na maioria das vezes, por meio de cartão magnético ou cheque. Nas movimentações por meio de cheque, o emitente é o credor e o banco é o devedor. b) Um banco não pode negar-se a abrir uma conta-salário, mesmo nos casos em que o cliente esteja incluído no cadastro de emitentes de cheques sem fundos. c) O banco não pode cobrar tarifa de manutenção de contas de poupança se o saldo for superior a R$ 20,00 ou se houver movimentação nos últimos 6 meses. A ) C, C, C B ) C, C, E C ) C, E, C D ) E, C, C E ) C, E, E 4 . (BANCO DA AMAZÔNIA, Cespe - Técnico Bancário - 2007) Os bancos desempenham uma série de atividades negociais, que recebem o nome técnico de operações bancárias. As operações bancárias são aquelas economicamente organizadas para a prestação de serviços a um público- alvo. A função dessas operações é eminentemente creditícia. Então, para cumprir as suas finalidades econômicas, os bancos realizam operações que se diversificam com a especificidade de cada cliente. Julgue os itens a seguir em (C) CERTO ou (E) ERRADO, acerca de operações e produtos bancários. a) O depósito bancário pode ocorrer com dinheiro ou com objeto móvel. Em dinheiro, representa uma operação passiva, e o depósito de coisa móvel, uma operação acessória, ou seja, uma prestação de serviços. b) Entre os diversos produtos bancários, incluem-se a letra de câmbio e o cheque. Uma diferença entre eles é que, enquanto na letra de câmbio o aceite é facultativo, no cheque, o aceite é obrigatório. A ) C, C B ) C, E C ) E, C D ) E, E E ) N.R.A. 5 . (BANCO DA AMAZÔNIA, Cespe - Técnico Bancário - 2007) Os bancos são instituições empresárias que têm por finalidade a mobilização do crédito mediante o recebimento, em depósitos, de capitais de terceiros, que são as operações bancárias passivas, isto é, as fontes de recursos dos bancos. Por outro lado, os empréstimos são as operações bancárias ativas, ou seja, as aplicações dos recursos dos bancos. Além dessas operações (ativas e passivas), há operações acessórias, ou seja, aquelas em que o banco não está emprestando nem recebendo dinheiro, mas prestando serviços diversos, tais como recebimentos de contas de luz, água, tributos, condomínios, transferindo dinheiro de pessoas para pessoas, cofres de alugueres, custódia de valores etc. Nessas operações, o banco ganha, principalmente, em tarifas. Acerca das operações e produtos bancários, julgue os itens subseqüentes em (C) CERTO ou (E) ERRADO. a) São operações passivas bancárias: RDB, CDB e cheque especial. b) Nas operações de crédito rural, as garantias reais podem ser hipotecárias (hipotecas) ou pignoratícias (penhores), não se podendo acumular as duas garantias em um só contrato. c) O CDC é um financiamento para aquisição de bens e serviços, não servindo o próprio bem adquirido como garantia da operação. A ) C, C, C B ) C, E, C C ) E, C, C D ) E, C, E E ) E, E, E 6 . (BANCO DA AMAZÔNIA, Cespe - Técnico Bancário - 2007) Os bancos são instituições empresárias que têm por finalidade a mobilização do crédito mediante o recebimento, em depósitos, de capitais de terceiros, que são