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TESTES DE AVALIAÇÃO
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GRUPO I
A. Lê o texto que se segue e responde às questões.
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Este é, peixes, em comum o natural que em todos vós louvo, e a felicidade de que vos dou o
parabém, não sem inveja. Descendo ao particular, infinita matéria fora se houvera de discorrer pelas
virtudes de que o Autor da natureza a dotou e fez admirável em cada um de vós. De alguns somente
farei menção. E o que tem o primeiro lugar entre todos, como tão celebrado na Escritura, é aquele
santo peixe de Tobias a quem o texto sagrado não dá outro nome que de grande, como
verdadeiramente o foi nas virtudes interiores, em que só consiste a verdadeira grandeza. Ia Tobias
caminhando com o anjo S. Rafael, que o acompanhava, e descendo a lavar os pés do pó do caminho
nas margens de um rio, eis que o investe um grande peixe com a boca aberta em ação de que o queria
tragar. Gritou Tobias assombrado, mas o anjo lhe disse que pegasse no peixe pela barbatana e o
arrastasse para terra; que o abrisse e lhe tirasse as entranhas e as guardasse, porque lhe haviam de
servir muito. Fê-lo assim Tobias, e perguntando que virtude tinham as entranhas daquele peixe que lhe
mandara guardar, respondeu o anjo que o fel era bom para sarar da cegueira e o coração para lançar
fora os demónios: Cordis eius particulam, si super carbones ponas, fumus eius extricat omne genus
daemoniorum: et fel valet ad ungendos oculos, in quibus fuerit albugo, et sanabuntur. Assim o disse o
anjo, e assim o mostrou logo a experiência, porque, sendo o pai de Tobias cego, aplicando-lhe o filho
aos olhos um pequeno do fel, cobrou inteiramente a vista; e tendo um demónio, chamado Asmodeu,
morto sete maridos a Sara, casou com ela o mesmo Tobias; e queimando na casa parte do coração,
fugiu dali o Demónio e nunca mais tornou. De sorte que o fel daquele peixe tirou a cegueira a Tobias,
o velho, e lançou os demónios de casa a Tobias, o moço. Um peixe de tão bom coração e de tão
proveitoso fel, quem o não louvará mais? Certo que se a este peixe o vestiram de burel e o ataram com
uma corda, parecia um retrato marítimo de Santo António.
Abria Santo António a boca contra os hereges, e enviava-se a eles, levado do fervor e zelo da fé e
glória divina. E eles que faziam? Gritavam como Tobias e assombravam-se com aquele homem e
cuidavam que os queria comer. Ah homens, se houvesse um anjo que vos revelasse qual é o coração
desse homem e esse fel que tanto vos amarga, quão proveitoso e quão necessário vos é! Se vós lhe
abrísseis esse peito e lhe vísseis as entranhas, como é certo que havíeis de achar e conhecer
claramente nelas que só duas cousas pretende de vós, e convosco: uma é alumiar e curar vossas
cegueiras, e outra lançar-vos os demónios fora de casa.
Pois a quem vos quer tirar as cegueiras, a quem vos quer livrar dos demónios perseguis vós?! Só
uma diferença havia entre Santo António e aquele peixe: que o peixe abriu a boca contra quem se
lavava, e Santo António abria a sua contra os que se não queriam lavar.
Ah moradores do Maranhão, quanto eu vos pudera agora dizer neste caso! Abri, abri estas
entranhas; vede, vede este coração. Mas ah sim, que me não lembrava! Eu não vos prego a vós, prego
aos peixes.
Padre António Vieira, Sermões, II, prefácio e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade, 3.ª ed., Lisboa: Sá da Costa,
2008. [“Sermão de Santo António aos Peixes”, cap. III, pp. 121-122.].
1. Insere este texto na estrutura do “Sermão de Santo António (aos Peixes)”.
2. Refere os motivos pelos quais, segundo o pregador, o Peixe de Tobias é digno de louvor.
3. Esclarece a relação que o pregador constrói entre o Peixe de Tobias e Santo António.
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4. Completa as afirmações abaixo apresentadas, selecionando da tabela a opção adequada a cada espaço. Regista
apenas a letra e o número que corresponde à opção selecionada em cada um dos casos.
O último parágrafo do texto é constituído por _a)_. Assim, o pregador pretende exortar os ouvintes a olharem para si
próprios e a consciencializarem-se da necessidade de ouvirem as palavras que possuem as propriedades das proferidas
por Santo António. Por isso, o orador se apresenta como alguém _b)_. Ao mesmo tempo, finge ter-se esquecido de
estar a pregar aos peixes em vez de aos homens. É um artifício engenhoso, pois sabemos que no seu sermão, ao louvar
ou criticar os peixes, Vieira está, de facto, _c)_os seres humanos.
a) b) c)
1. uma apóstrofe e uma antítese 1. que exagera nas suas palavras 1. a elogiar ou a repreender
2. uma apóstrofe e uma ironia 2. que assume uma atitude crítica 2. a repreender
3. uma metáfora e uma hipérbole 3. que representa Santo António 3. a elogiar
4. uma anáfora e uma comparação 4. cuja palavra é salvadora 4. a ignorar
B.
5. Num texto de 100 a 200 palavras, explicita o motivo pelo qual, no “Sermão de Santo António (aos Peixes)”, o orador,
seguindo o exemplo de Santo António, decide pregar aos peixes e o que representam estas criaturas marinhas,
fundamentando a tua resposta.
GRUPO II
Lê o texto e seleciona a única opção correta.
Tão grande o génio, tão grande o delírio
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O projeto grandioso de, finalmente, editar a obra completa do nosso maior escritor do
século XVII, iniciou-se com três volumes, dois dos quais incluem um mítico tratado teológico-
político que tem por título A Chave dos Profetas.
Obra Completa, Padre António Vieira
O nosso século XVII literário é configurado, em larga medida, pela obra do Padre António Vieira
(Lisboa, 1608 – Baía, 1697). E a noção de “obra”, neste caso, implica não apenas a vastidão e
variedade dos seus escritos, mas também a dimensão pragmática que eles tiveram, o modo como
serviram de instrumento fundamental a um homem de ação e pensamento. A vastidão da obra significa,
neste caso, também uma dispersão por Arquivos em vários países: Portugal, Brasil, Itália, Espanha,
França, México, Inglaterra (de certo modo, à imagem das deambulações do seu autor); e a variedade
refere-se à longa lista de géneros e espécies que ela contempla: sermões (a parte da obra mais
conhecida e com um lugar mais central no cânone), cartas, escritos políticos, textos de carácter
profético, escritos sobre os judeus, sobre os índios, e também poesia e teatro. Nesta proliferação, o
Padre António Vieira foi um homem verdadeiramente barroco. Há aqui, portanto, razões plausíveis (ou,
pelo menos, bastante mais plausíveis do que aquelas que têm ditado uma má fortuna editorial de muitos
outros clássicos da literatura portuguesa) para que a obra completa do Padre António Vieira nunca
tenha sido editada. Ora, é essa tarefa por fazer que uma equipa internacional de cerca de meia centena
de investigadores (…) promete levar a cabo, até ao final de 2014 – um projeto de edição da obra
completa do Padre António Vieira em 30 volumes, distribuídos por 4 Tomos. Com o alto patrocínio da
Universidade de Lisboa, a intervenção mecenática da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a
produção editorial do Círculo de Leitores, o projeto foi publicamente inaugurado em abril, com a saída
de três volumes da Obra Completa: as Cartas Diplomáticas (primeiro volume da epistolografia,
coordenado por Carlos Maduro) e A Chave dos Profetas (vols. V e VI do Tomo III, coordenação de
Pedro Calafate, tradução do latim de António Guimarães Pinto).
António Guerreiro, Público, Ípsilon, 28 de junho de 2013.
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1. As características específicas deste texto permitem inseri-lo no género
(A) exposição, dado que tem um caráter demonstrativo sobre a génese da obra do Padre António Vieira.
(B) síntese, porque se procede à redução de um texto retirado da Obra Completa do Padre António Vieira.
(C) artigo de divulgação científica, uma vez que apresenta informação objetiva e seletiva sobre a Obra Completa
do Padre António Vieira.
(D) apreciação crítica, uma vez que existe um comentário pessoal sobre a Obra Completa do Padre António Vieira.
2. O assunto do texto é o seguinte:
(A) publicação da Obra Completa do Padre António Vieira por parte de três entidades.
(B) relação estreita entre a biografia de Vieira e a sua obra.
(C) publicação inédita da Obra Completa do Padre António Vieira, com participação de meia centena de
investigadores.
(D) publicação da Obra Completa do Padre António Vieira, com especial relevo para os aspetos menos conhecidos
de A Chave dos Profetas.
3. Segundo António Guerreiro, o Padre António Vieira foi um homem verdadeiramente barroco devido
(A) à influência da arte do século em que viveu.
(B) à variedade de géneros e espécies da sua obra.
(C) às suas “deambulações” por todo o mundo.
(D) à exuberância retórica dos seus sermões.
4. O recurso ilustrativo às diversas entidades – Universidade de Lisboa, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa Círculo
de Leitores – (ll. 20-21) que contribuíram para o projeto de edição da obra completa do Padre António Vieira
constitui argumentos de
(A) autoridade.
(B) qualidade.
(C) proverbiais.
(D) analogia.
5. Os vocábulos “portanto” (l. 14) e “Ora” (l. 17) contribuem para a coesão
(A) interfrásica.
(B) lexical.
(C) temporal.
(D) frásica.
6. Indica a função sintática da expressão sublinhada na frase “Há aqui, portanto, razões plausíveis” (ll. 14-15).
7. Indica o referente do pronome relativo presente na frase “que uma equipa internacional de cerca de meia centena
de investigadores (…) promete levar a cabo” (ll. 17-18).
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GRUPO III
Escrita
Num texto bem estruturado, com um mínimo de 200 e um máximo de 350 palavras, faz a apreciação crítica
do cartoon apresentado.
O teu texto deve incluir:
• um título sugestivo;
• uma introdução em que apresentes a imagem;
• a descrição da imagem, destacando elementos significativos da sua composição;
• um comentário crítico, fundamentando a tua apreciação em, pelo menos, três aspetos relevantes e
utilizando um discurso valorativo;
• a relação da imagem com um texto literário;
• uma conclusão adequada aos pontos de vista desenvolvidos.
Michael Kountouris, cartoonista grego, ganhou
o 1.º Prémio do World Press Cartoon 2015, na
categoria “Desenho de humor”.

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  • 1.
    DOSSIÊ DO PROFESSORpágin@s 11 TESTES DE AVALIAÇÃO © Areal Editores 1 GRUPO I A. Lê o texto que se segue e responde às questões. 5 10 15 20 25 30 Este é, peixes, em comum o natural que em todos vós louvo, e a felicidade de que vos dou o parabém, não sem inveja. Descendo ao particular, infinita matéria fora se houvera de discorrer pelas virtudes de que o Autor da natureza a dotou e fez admirável em cada um de vós. De alguns somente farei menção. E o que tem o primeiro lugar entre todos, como tão celebrado na Escritura, é aquele santo peixe de Tobias a quem o texto sagrado não dá outro nome que de grande, como verdadeiramente o foi nas virtudes interiores, em que só consiste a verdadeira grandeza. Ia Tobias caminhando com o anjo S. Rafael, que o acompanhava, e descendo a lavar os pés do pó do caminho nas margens de um rio, eis que o investe um grande peixe com a boca aberta em ação de que o queria tragar. Gritou Tobias assombrado, mas o anjo lhe disse que pegasse no peixe pela barbatana e o arrastasse para terra; que o abrisse e lhe tirasse as entranhas e as guardasse, porque lhe haviam de servir muito. Fê-lo assim Tobias, e perguntando que virtude tinham as entranhas daquele peixe que lhe mandara guardar, respondeu o anjo que o fel era bom para sarar da cegueira e o coração para lançar fora os demónios: Cordis eius particulam, si super carbones ponas, fumus eius extricat omne genus daemoniorum: et fel valet ad ungendos oculos, in quibus fuerit albugo, et sanabuntur. Assim o disse o anjo, e assim o mostrou logo a experiência, porque, sendo o pai de Tobias cego, aplicando-lhe o filho aos olhos um pequeno do fel, cobrou inteiramente a vista; e tendo um demónio, chamado Asmodeu, morto sete maridos a Sara, casou com ela o mesmo Tobias; e queimando na casa parte do coração, fugiu dali o Demónio e nunca mais tornou. De sorte que o fel daquele peixe tirou a cegueira a Tobias, o velho, e lançou os demónios de casa a Tobias, o moço. Um peixe de tão bom coração e de tão proveitoso fel, quem o não louvará mais? Certo que se a este peixe o vestiram de burel e o ataram com uma corda, parecia um retrato marítimo de Santo António. Abria Santo António a boca contra os hereges, e enviava-se a eles, levado do fervor e zelo da fé e glória divina. E eles que faziam? Gritavam como Tobias e assombravam-se com aquele homem e cuidavam que os queria comer. Ah homens, se houvesse um anjo que vos revelasse qual é o coração desse homem e esse fel que tanto vos amarga, quão proveitoso e quão necessário vos é! Se vós lhe abrísseis esse peito e lhe vísseis as entranhas, como é certo que havíeis de achar e conhecer claramente nelas que só duas cousas pretende de vós, e convosco: uma é alumiar e curar vossas cegueiras, e outra lançar-vos os demónios fora de casa. Pois a quem vos quer tirar as cegueiras, a quem vos quer livrar dos demónios perseguis vós?! Só uma diferença havia entre Santo António e aquele peixe: que o peixe abriu a boca contra quem se lavava, e Santo António abria a sua contra os que se não queriam lavar. Ah moradores do Maranhão, quanto eu vos pudera agora dizer neste caso! Abri, abri estas entranhas; vede, vede este coração. Mas ah sim, que me não lembrava! Eu não vos prego a vós, prego aos peixes. Padre António Vieira, Sermões, II, prefácio e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade, 3.ª ed., Lisboa: Sá da Costa, 2008. [“Sermão de Santo António aos Peixes”, cap. III, pp. 121-122.]. 1. Insere este texto na estrutura do “Sermão de Santo António (aos Peixes)”. 2. Refere os motivos pelos quais, segundo o pregador, o Peixe de Tobias é digno de louvor. 3. Esclarece a relação que o pregador constrói entre o Peixe de Tobias e Santo António. TESTE DE AVALIAÇÃO 1
  • 2.
    DOSSIÊ DO PROFESSORpágin@s 11 TESTES DE AVALIAÇÃO © Areal Editores 2 4. Completa as afirmações abaixo apresentadas, selecionando da tabela a opção adequada a cada espaço. Regista apenas a letra e o número que corresponde à opção selecionada em cada um dos casos. O último parágrafo do texto é constituído por _a)_. Assim, o pregador pretende exortar os ouvintes a olharem para si próprios e a consciencializarem-se da necessidade de ouvirem as palavras que possuem as propriedades das proferidas por Santo António. Por isso, o orador se apresenta como alguém _b)_. Ao mesmo tempo, finge ter-se esquecido de estar a pregar aos peixes em vez de aos homens. É um artifício engenhoso, pois sabemos que no seu sermão, ao louvar ou criticar os peixes, Vieira está, de facto, _c)_os seres humanos. a) b) c) 1. uma apóstrofe e uma antítese 1. que exagera nas suas palavras 1. a elogiar ou a repreender 2. uma apóstrofe e uma ironia 2. que assume uma atitude crítica 2. a repreender 3. uma metáfora e uma hipérbole 3. que representa Santo António 3. a elogiar 4. uma anáfora e uma comparação 4. cuja palavra é salvadora 4. a ignorar B. 5. Num texto de 100 a 200 palavras, explicita o motivo pelo qual, no “Sermão de Santo António (aos Peixes)”, o orador, seguindo o exemplo de Santo António, decide pregar aos peixes e o que representam estas criaturas marinhas, fundamentando a tua resposta. GRUPO II Lê o texto e seleciona a única opção correta. Tão grande o génio, tão grande o delírio 5 10 15 20 O projeto grandioso de, finalmente, editar a obra completa do nosso maior escritor do século XVII, iniciou-se com três volumes, dois dos quais incluem um mítico tratado teológico- político que tem por título A Chave dos Profetas. Obra Completa, Padre António Vieira O nosso século XVII literário é configurado, em larga medida, pela obra do Padre António Vieira (Lisboa, 1608 – Baía, 1697). E a noção de “obra”, neste caso, implica não apenas a vastidão e variedade dos seus escritos, mas também a dimensão pragmática que eles tiveram, o modo como serviram de instrumento fundamental a um homem de ação e pensamento. A vastidão da obra significa, neste caso, também uma dispersão por Arquivos em vários países: Portugal, Brasil, Itália, Espanha, França, México, Inglaterra (de certo modo, à imagem das deambulações do seu autor); e a variedade refere-se à longa lista de géneros e espécies que ela contempla: sermões (a parte da obra mais conhecida e com um lugar mais central no cânone), cartas, escritos políticos, textos de carácter profético, escritos sobre os judeus, sobre os índios, e também poesia e teatro. Nesta proliferação, o Padre António Vieira foi um homem verdadeiramente barroco. Há aqui, portanto, razões plausíveis (ou, pelo menos, bastante mais plausíveis do que aquelas que têm ditado uma má fortuna editorial de muitos outros clássicos da literatura portuguesa) para que a obra completa do Padre António Vieira nunca tenha sido editada. Ora, é essa tarefa por fazer que uma equipa internacional de cerca de meia centena de investigadores (…) promete levar a cabo, até ao final de 2014 – um projeto de edição da obra completa do Padre António Vieira em 30 volumes, distribuídos por 4 Tomos. Com o alto patrocínio da Universidade de Lisboa, a intervenção mecenática da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a produção editorial do Círculo de Leitores, o projeto foi publicamente inaugurado em abril, com a saída de três volumes da Obra Completa: as Cartas Diplomáticas (primeiro volume da epistolografia, coordenado por Carlos Maduro) e A Chave dos Profetas (vols. V e VI do Tomo III, coordenação de Pedro Calafate, tradução do latim de António Guimarães Pinto). António Guerreiro, Público, Ípsilon, 28 de junho de 2013.
  • 3.
    DOSSIÊ DO PROFESSORpágin@s 11 TESTES DE AVALIAÇÃO © Areal Editores 3 1. As características específicas deste texto permitem inseri-lo no género (A) exposição, dado que tem um caráter demonstrativo sobre a génese da obra do Padre António Vieira. (B) síntese, porque se procede à redução de um texto retirado da Obra Completa do Padre António Vieira. (C) artigo de divulgação científica, uma vez que apresenta informação objetiva e seletiva sobre a Obra Completa do Padre António Vieira. (D) apreciação crítica, uma vez que existe um comentário pessoal sobre a Obra Completa do Padre António Vieira. 2. O assunto do texto é o seguinte: (A) publicação da Obra Completa do Padre António Vieira por parte de três entidades. (B) relação estreita entre a biografia de Vieira e a sua obra. (C) publicação inédita da Obra Completa do Padre António Vieira, com participação de meia centena de investigadores. (D) publicação da Obra Completa do Padre António Vieira, com especial relevo para os aspetos menos conhecidos de A Chave dos Profetas. 3. Segundo António Guerreiro, o Padre António Vieira foi um homem verdadeiramente barroco devido (A) à influência da arte do século em que viveu. (B) à variedade de géneros e espécies da sua obra. (C) às suas “deambulações” por todo o mundo. (D) à exuberância retórica dos seus sermões. 4. O recurso ilustrativo às diversas entidades – Universidade de Lisboa, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa Círculo de Leitores – (ll. 20-21) que contribuíram para o projeto de edição da obra completa do Padre António Vieira constitui argumentos de (A) autoridade. (B) qualidade. (C) proverbiais. (D) analogia. 5. Os vocábulos “portanto” (l. 14) e “Ora” (l. 17) contribuem para a coesão (A) interfrásica. (B) lexical. (C) temporal. (D) frásica. 6. Indica a função sintática da expressão sublinhada na frase “Há aqui, portanto, razões plausíveis” (ll. 14-15). 7. Indica o referente do pronome relativo presente na frase “que uma equipa internacional de cerca de meia centena de investigadores (…) promete levar a cabo” (ll. 17-18).
  • 4.
    DOSSIÊ DO PROFESSORpágin@s 11 TESTES DE AVALIAÇÃO © Areal Editores 4 GRUPO III Escrita Num texto bem estruturado, com um mínimo de 200 e um máximo de 350 palavras, faz a apreciação crítica do cartoon apresentado. O teu texto deve incluir: • um título sugestivo; • uma introdução em que apresentes a imagem; • a descrição da imagem, destacando elementos significativos da sua composição; • um comentário crítico, fundamentando a tua apreciação em, pelo menos, três aspetos relevantes e utilizando um discurso valorativo; • a relação da imagem com um texto literário; • uma conclusão adequada aos pontos de vista desenvolvidos. Michael Kountouris, cartoonista grego, ganhou o 1.º Prémio do World Press Cartoon 2015, na categoria “Desenho de humor”.