SlideShare uma empresa Scribd logo
AMEOPO MA
E
editora artesanal
toda a revista está aberta a intervenções,
e nos mande umas fotos.
FANZINE #24
Ouro Preto, MG - 2022
março, abril e maio - OP / MG
várias (os) colaboradoras (es)
capa em stencil por: @romulopherreira
revisão: participantes
edição e finalização: @ameopoemaeditora
organização: Editora AMEOPOEMA
intervenção (miolo): Rômulo Ferreira
PIX: ameopoemaeditora@gmail.com
ameopoemaeditora@gmail.com
fb.com/ameopoema @ameopoemaeditora
EDUARDO C. SOUZA  MARCOS PONTAL  ISAÍAS GABRIEL FRANCO  ILMAR RIBEIRO DA SILVA
KARINE DIAS OLIVEIRA  WANDERLEI RIBAMAR ISABELA SARAMAGO  JOÃO AIDAR FILHO
JEFERSON ILHA  CLEUZA FIGUEIREDO ROCHA  ELIDIOMAR RIBEIRO  VILMA NUNES
DANIELA TAMARA  
TEOGRÁCIO SANCTORUM RONALDO LAVRAS NOVAS  LEANDRO BARBOSA
EMANUEL VIEIRA   VINÍCIUS FERNANDES CARDOSO  ALLYSSON GUDU
THAIZ CANTAZÍ
D' ABLO  DOUGLAS APARECIDO   DY EITERER  PAULINHO ASSUMPÇÃO
BISGODOFÚ
COLETIVO AMEOPOEMA E MUITO MAIS
‘‘vou incinerar teu coração de carne &
de tuas cinzas vou fabricar a
substância enlouquecida das
cartas de amor’’
Roberto Piva
Há exatos 10 anos essa revista saía do plano das
ideias - saía, sim, mas retornava, pois os sonhos de dentro da
gente, quando saem para serem realidades, nem sempre são
concretizados como o desejo que os aqueceu... Papo furado
que beira a harmonização de vinho barato com queijo cheio
deamidodemilho...
... Sempre existiu uma vontade de fazer algum tipo
de material que fortalecesse uma cena poética que se
pretendia livre em todos os sentidos e essa vontade sempre
foi margeada por grandes desafios, inclusive a própria
margem. Talvez esta margem tenha sido o lugar mais
complicadodeseestar,deseestabelecer.
... Sempre foi critério desta revista|fanzine fazer o
plano desembolar de forma tranquila, sem que ninguém
pagasse caro, ou mesmo, sem que quem chegasse ficasse de
fora, o barco era grande e caberia todos os selvagens em
busca de um amor extra corpo, para além da carne que
apodrece dia após dia se esturricando sob o sol que nada
esconde.
Esse pensamento utópico norteia até hoje (talvez
para sempre...) nossas ideias e chamadas para pessoas
publicaremcomagente.
Uma saída mais prática para que isso acontecesse
foi a criação do e-book da revista. Esse tipo de ferramenta
estava tendo um bom momento em 201012, a cada dia que
passava nos assando nas ruas, a internet se fazia mais
presente em todos os lugares onde a poesia transitava (obvio
que se respeitando todas as possibilidades de desigualdades
as quais estamos condenados a aceitar em nome de uma boa
convivênciasocialcomquemnos odeiaeviceversa).
Bom, lembro-me de ficar na Cinêlandia (bairro
carioca, reduto de toda sorte de ser humano) passando, via
Bluetooth, as edições desta revista, de graça, feliz da vida.
Sentava-me na escadaria da Biblioteca Nacional e colocava-
me a chamar prováveis leitor@s. A famosa pergunta ‘‘Você
Gosta de Poesia?’’cravou seus dentes em vários passantes e
segue até hoje carcomendo muita gente por dentro. De
alguma forma tudo foi seguindo um rumo... mesmo que
nunca tenha existido um rumo concreto ou certo... O
caminho era cheio de pedras, e vai ver era para ser feito de
pedrasmesmo.
A Revista passou por seguidas modificações e
tentativas de se estabelecer no meio cultural, sem saber que
o esforço que tínhamos que fazer era somente o de existir
(!!!!) frente a uma cidade que tenta a todo custo abafar os
sonhos e desejos de seus viventes para que eles possam
‘‘sonhar menoseproduzirmais’'.
Mudamos. Nossa forma de produzir material
independente mudou, influenciou uma penca de gente e
acabou virando uma moda deturpada nos meios
acadêmicos, onde playboys desfilam seus olhos sobre o
original já criticando até o gosto do café tomado na praça -
coisaquemuitosdesconhecem-mas,mudarésemprebom.
10 ANOS NAS RUAS


Imagem: acervo pessoal
capa da primeira edição (janeiro/ março 2012
Rômulo Ferreira e Flávia Alves
@ameopoemaeditora
Nestes 10 anos publicamos:
24 exemplares (ebook e físico)
distribuímos cerva de 24.000 revistas
publicamos mais de 500 pessoas
Seguiremos!
Tem algo que não muda nesses processos, a nossa sinceridade com a produção, o olhar dado ao momento em que o
textosefazvivonasfolhas,nastelas, nasimagens.Isso seguedandoenergiaaRevistaAcre.
Hoje (2022), quando fazem 10 anos desta publicação, muita coisa mudou, ficamos um tempo sem nossa farinha
cheia de fermento, que dá liga e incorpora uma cena. A pandemia nos tirou das ruas por um longo tempo, muita gente nem
voltará,muitagentevoltará,eninguémserácomoantes.-Nada será como antes...
Por essas páginas já passaram centenas de pessoas que nem sempre têm a chance de ir e bancar uma publicação.
Sabemos que a cultura, por mais bela que seja em discursos e intenções sempre foi um processo de domínio, e sua existência
se banha nas águas da disputa de interesses, e adivinha quem fica de fora? Se acertar ganha um cachorro quente em
companhiado seupoetavivofavorito,naCinêlandia,sextaanoitinha,comdireitoapasseiopelaLapaemseguida...
Na verdade, eu só queria comentar sobre como o tempo tem atuado nas coisas, e tornado tudo distante do dia a dia em
que vivo, não queria construir texto bonitinho ou feio, de modo que me colocasse para brigar com o passado e tentar fazer do
presente um lance maneiro que no futuro eu possa pensar no passado e dar um sorrisinho meio amarelado no canto da boca,
acendermaisumcigarrodemerdaepensarquevaleuapena.
Não valerá. A satisfação aqui se tornou obrigação, vivemos num país ordenhado por mercenários que todos os dias
tiram o leite de quem trabalha a duras penas para se manter sobrevivendo nesse caos de saúde,
educação, cultura... sanitário... as coisas todas que deveriam ser uma prioridade para uma
comunidademaiorquequalquercondomíniofechadonaBarradaTijuca.
Nada valerá a pena, mas seguiremos fazendo, alarmando e causando dentro das
possibilidades de cada tempo. Sabemos bem que a poesia não salva, nada salva.As coisas só
podem ser salgadas. E apimentadas, sejamos então uma espécie de tempero nesse movimento
que tende a nos engolir e deixar a gente com cara de besta ao sentar na calçada, tomar uma
cervejaenadamais.
Trago
(in)sumo:
Fumo
Es(trago)
Cotidiano
Pede.
Boca
Cede
Louca
Leve...
Fumaça.
Eduardo C. Souza
eduardodesouza72@gmail.com
Fumo
O fogo que pode esquentar,
o alimento para me saciar.
Também pode me queimar,
se no fogão, me descuidar.
Use com cuidado
Marcos Pontal
marcosmachado@visaoespiritual.com.br
E aquele cachorrinho abandonado
Pelo seu dono malvado
Corria de um lado para o outro
Em busca de algum socorro.
Porém encontrou um Anjo
Que o quis adotar
Levou-o para o seu lar
E o cãozinho tornou-se amado.
(Seria ótimo se fosse assim)
Ilmar Ribeiro da Silva
ilmarribeiro@yahoo.com.br
CACHORRINHO
O tempo que carrega lembranças em seus ponteiros
A cada movimento do ritmo dado por mãos humanas
Também é o tempo que se encarrega dos despejos
Dos “descarregos” e graças...
Um tempo que não pára
Mesmo sobre as molas já esticadas
Instantes lineares... lunares
Máquina sem coração
Pobre de razão e pesada... insensata... no som ensaiado
Que nas paredes sobrenaturais
Vagam as causas
Grafias sobre experiências
Sem rumo... sem prumo... habitat
Incertezas e conotações
Repatriação acerca de si...
Tempo que voa... ecoa
Implacável sobre os medos
Abrangente em desconstruções...
Tempo agente... que conversa com a gente!
Karine Dias Oliveira
kadioliveira@yahoo.com.br
A-GENTE
Isaías Gabriel Franco
Para J.
Podias usar
a máquina de sua avó
perdida em cima
da mesa
para alinhavar nós dois.
Com o tempo
Tudo seria cosido:
Os dias, os livros,
as canecas, abraços,
esperas de um depois.
J.
Quando eu ver um campo de Dálias,
inevitavelmente o darei a você.
Na retina rubra
das pétalas enfolhadas
a flor desabrochava de uma mão.
Nas ruas, o jardim era todo humano,
de pessoas e carros
que não viram,
como eu vi
naquele dia
você passar com uma flor
sustentando na haste dela
o universo daquela tarde.
Costura
Isabela Saramago
isaramago@terra.com.br
Tempo de incertezas.
Tempo sem clareza.
Sutileza receita,
descrevo `a francesa.
Bata tudo, força e vontade
com sua sagacidade.
O doce é bom, de verdade
aumenta a sua VITALIDADE.
10gr de Vivacidade
9gr de Irmandade
8gr de Tenacidade
7gr de Agilidade
6gr de Liberdade
5 gr de Independência
4 gr de Dignidade
3gr de Amorosidade
2gr de Determinação
1gr de Emoção
A
Receita
Matar-se-ia
Suicidaria assim
Sem princípios
No fim da vida
Suicidar-se-ia
Ao acalento
Da comida
Ao meio dia
Coisa insípda
Horários que se vão
Um colapso do coração
No que morreria
Em tão jovem
Idade das vidas
Nem princípio
Nem fim
Nenhum começo
Cabe aqui
Morreria assim
O que suicidar-se-ia!
DAR-SE-IA
Wanderlei Ribamar
wrq.junior65@gmail.com
Política
Poética
Poliética
Poelítica
Polititica
Politicaca
Em nossa atual política
O que não é ética
Ou é titica
Ou apenas caca.
Jeferson Ilha
jeferson.ilha@yahoo.com
Poli(e)tizar
João Aidar Filho
o tempo passando
e em balanceio pela ladeira
a moça bonita é toda encantos
um ir esvoaçando a crosta do chão
se vai ou se volta
se trabalha, onde mora
se é mãe, ou namora
sou todo ilusão
estribilho no canto, é arpejos
mas tem vida afora, e arquejos
sonhos e espantos, de moça e mulher
que seu tempo é agora e aqui seu lugar
a ladeira é um hiato
simples fiapo de ser e estar
Macunaíma andando na mata
Pio forte de macuco escutou
Apressado carregou a buscapé
Caçada da boa hoje pensou
Invés de ave viu onça grande
Olhão amarelo trás do albarobo
Salpintada de piche no alaranja
Fugiu o herói pois não é bobo
Subiu árvore ouviu macaco
Espremeu vista era jaguara
Foi pro sertão jaguaretê
Pulou no rio tinha pintada
E lá pro Sul vem canguçu
Andou na serra é cabeçuda
Todo lugar tem a pinima
Preta ou loura é a pixuna
Mas onça jaguara pintada
Jaguaretê canguçu cabeçuda
Pinima pixuna e mais de monte
É tudo o nome da bigoduda
Pois se saíra tem 7 cores
E o coisa-ruim tem 7 couros
Onça-pintada tem 50 nomes
E ainda imita a voz de todos.
Pinima de Macunaíma
Elidiomar Ribeiro
instagram.com/labeuc.elidiomar
Moça;vimdaParaíbaaindamininote.
Meupaiperdeutudodevidoasecabraba;
Aterraesturricou,aáguasecou,aroçanãovingou;ascabrasmorreu.
Emcasasó mingaudefubá!Aparecida,Mariaeeutavaquedádó;os oios fundo!
Numanoiteouvimeupaidizerpraminhamãe:Ambrozina,nós vaiproSul;
Vendoo poucoquenós tem,pagoavenda,dorestocomproaspassagem.
Damodestinomiorpro nosso fios!...
Assim foiquevimpraSãoPaulo.
Meupaiaquinumachoutrabaio;
Fomomorarnarua.MinhairmãAparecidamorreudediarréia;
Meupailogoseguiuaela;
MinhamãecomeçouatrabaiaremcasadefamíaelevavaminhairmãMariacomela;
Euficavanarua;juntocomoutrosmeninosquenemeu;foiaíquecomeceiacherarcrack...aluado!
Minhamãedesistiudemim,hojenãoseiondeelaeminhairmãanda.
Tô morando debaixo de uma barraca; dia como, dia não... mas sonho com uma vida mior, vejo o céu cheio
deestrelaemeupaitálá,cercadodeanjo.
Deixei o Nico lá no seu delírio; pensando em voltar n'outro dia para continuar a nossa fala; quando voltei a
barraca dele não estava lá; fiquei sabendo por outros moradores de rua que na noite passada, eles tinham
tomadoumbanhodemangueirapornãopoderficaracampadoali...eo Nicotinhamorridodefrio.
Naquelediatevefestanocéu;porqueAntônio,TunicoderestoNicotinhaumencontromarcado.
Do nome Antônio, Tunico, restou Nico...
Cleuza Figueiredo Rocha
azuelcrocha@hotmail.com
POESIA
EM
QUATRO
TEMPOS
Vilma Nunes
vilmanunes@uft.edu.br
(I)
ao poema perdido
queria escrever um poema
não precisaria ser o poema,
apenas algo que falasse por mim.
durante algum tempo
tenho tido essa necessidade,
mas me falta o sal.
(II)
destino do 1º poema
nasceu magro
faltou-lhe substantivo
muito açúcar, talvez.
morte rápida
diabetes tipo comum.
(III)
aquele papel amassado
ficou no bolso
amadurecendo palavras.
certo dia, lembrei que ele estava lá.
sozinho,
esquecido
num canto acanhado.
aquele velho casaco de inverno
meio amorfo
no escuro do armário.
hoje, ele saiu para passear.
(IV)
delírio
não acorde os meus gritos
fale suavemente
a poesia fede para mim
ouço o vai e vem das ondas
no sertão
sertão? sou eu
eu ser tão
pequeno
sozinho
trancado
deixe-me sair
o mundo me quer
abra a porta
Daniela Tamara
danielatamara2018@gmail.com
A corrupção está nos pequenos
gestos. É possível afirmar que a corrupção é um ato bastante presente em nosso cotidiano. Vale
ressaltar que a corrupção é notada mais nitidamente no meio político e econômico.
Várias
vezes nos deparamos com situações de roubo ou desvio do dinheiro público, políticos
querendo comprar votos e muitas outras coisas.
Porém, ao termos como referência principal essas atitudes citadas anteriormente ao se
falar em corrupção, deixamos passar muitas situações despercebidas que também são
consideradas corrupção. Pelo simples fato de deixarmos de usar a máscara de proteção
diante de um cenário de pandemia estamos sendo corruptos; visto que ao praticar tal ação
colocamos em risco além de nossa saúde pessoal, a saúde de muitas outras pessoas de
nosso convívio social. Por isso, é importante ficarmos atentos a cada pequeno vestígio de
corrupção e fazer o possível para eliminá-lo.
Portanto, ainda vale lembrar que devemos e temos o direito de ficarmos atentos ao que
nossos políticos andam fazendo com o dinheiro público e outros benefícios da população
para que tenhamos uma mente mais fértil e apta a descobrir cada sinal de corrupção. Mas
além disso, é preciso antes olharmos para nós mesmo e nos perguntar: "Faço meu papel
corretamente como cidadão? Sou um indivíduo honesto ou apenas quero enganar as
pessoas afim de obter lucros pessoais?"
Por fim, se queremos um país mais justo e um mundo melhor, é de fundamental
importância que cada um faça sua parte. Se todos nos unirmos por um lugar mais justo a
corrupção irá embora de foguete do nosso meio social. Até mesmo porque tudo o que
fazemos em união terá um melhor êxito na conclusão.
Traga,
Cacau, feijão
Impossível corroer
Doce o seu verso
No viver,
Inclusão é farra
De mim a mim
O meu perdão
Me basta
E quando é fogo e brasa
Se o cachorro não latira
O bode berrava
Em canto, do encanto que
Nem poeira pairara
E o avesso
Que tenho
Me torna imenso
Por dentro
Leandro Barbosa
leandrugb@gmail.com
Tornando sem contornar,
Lamento não me sobrará
Nem justificativa sequer
Pois ainda que eu
Atuará,
Ninguém ficará de pé
Não me defendo do ontem
Animal, nem estoqueio no verão
Que me faltasse o que eu não tenho
Pra sempre viveria no sertão
Liberdade para ser preso
Solidão para ser livre
Não me rodeio no vento
Não me faço anjo
De pedra
Em chafarizes
SOLIDÃOAMARGA
Pensaras que teria o meu amor
Desse jeito, tão imatura
Como seria tão cruel contigo
E querer o infinito
Mal sabes que em carne
Não consigo viver nem comigo
Tal estágio animal
Trocaria uma prosa
Prazeria um convívio
Ainda que haja troca
Não existirá compromisso
Sobrepõe a satisfação
De não tê-lo(a) em meu íntimo
Ronaldo Lavras Novas
cerezocaiaba@gmail.com
TEM TEMPO
tempo tem
só se desamarrar as têmporas
bailar as mãos.
riso nos pés
siso nos lábios
Com um tímpano
que se deixou
maravilhoso passar e
uma mente terrivelmente crtitica.
Aí tem tempo
tempo tem.
Teográcio Sanctorum
Aluno da Escola de Minas
Pareço chorar?
Ó imago, não temas!
Vou entoar
Os meus poemas.
Esqueci o cenho
Da imagem tua,
E então me empenho,
Da ideia nua,
Em te recordar.
Pareço implorar?
Eu sofro a gana
De adorar
O que me engana.
Não quero ser
Um eremita
Das paixões minhas
E do sofrer.
Só quero morrer
E me deleitar
Na dor que nasce
Ao tentar ver
A tua face.
Thaiz Cantazí
@thaiz.cantazi
uma flor torta, inadequada.
que germinou sem explicação
dentro de uma caixa de omo duplação.
uma flor azul claríssima
desajustada, sem folha, sem talo, sem nada.
uma flor de pólen explosivo, corrosivo
uma flor 90 volumes de água oxigenada
uma flor que por pouco não foi centrifugada.
tem crescido desenfreada
dentro da caixa de papelão
[coisa sem solução]
e quando chora
pede que a chamem de Pandora.
Emanuel Vieira
emanuelvieira235@gmail.com
são olhares
paredes pintadas
todas ausências
… todas claridades murmuram
poesia sofrida e
NÓDOAS NOS PEITOS
A chuva veio fecundar meu coração!
Oh, Tupã: rezo, canto, danço, invoco:
"rei nana, rei nana, rei nana, rei, rei..."
Vem... olho pro céu e invoco: Vem...
Rezem, entoem, dancem, invoquem também!
Carece de fé, oh, meus irmãos!
Entoem "rei nana, rei...", ela vem!
Humilde, boa, simples, serena...
Gotejando plena, encharcando o chão!
Lavando o céu, fecundando a terra,
Cessando cinzas da fauna, da floresta...
Barulhinho de chuva... poesia pura!
Harmoniza o corpo, a mente aquieta!
A chuva veio fecundar meu coração!
Ao molhar a tez, lembrança, amor,
amizade, entusiasmo fez, a mim me fala!
Invoquem-na, irmãos, pra lavar nossa alma!
...
Havia algumas pedras no meu caminho
na frase da poesia do meu conterrâneo
só dizia uma...
A poesia como a vida,
às vezes não precisa de concordância
e sim liberdade
para andar com Drummond sigo o parafraseando
Recheado de sentimentos do mundo no peito,
sentimental sem estar estampado
[no necrológio dos desiludidos do amor
(sim, também escrevi um poema)
Allysson Gudu (MG)
INVOCAÇÃO DACHUVA
NO CAMINHO
COM
DRUMMOND
Vinícius Fernandes Cardoso
@viniciusfernandescardoso
(...o pão que o diabo
vomitou e comeu
de novo
a antropofagia
do pau-de-arara
a chibata
na carne
da senzala
as falcatruas do estado
zelando pela ordem
duvidosa das coisas
desemprego
na serventia
da casa
os salários
da fome
essa miséria
lucrativa
propaganda carcomendo
os olhos dos que estão
fora do jogo
dos que perderam a partida
fragmentos de vida
almas despedaçadas
arrastões de um mundo
globarbarizado alain mohammad bisgodofú
@bisgodofu
quantas algemas
quantos cadeados
serão necessários
para garantir
nossa liberdade
o que fica
o que sobra
o que fazer
com estas sombras
que vagam sem rumo
pelas calçadas
esse nada
essa turbulência insana
os demais atentados do meio
sangue que não se estanca
veio a morte
perfumada de esperança
seduzir o desconsolo
naquele barraco
o fato
a fotografia toda borrada
paraísos artificiais
carnívoras
muralhas
pelos refúgios
do medo
Nesse mundo onde
não conseguimos nos amar
o próximo é porto
perto
ou próximo disso é
A-mar
Seguimos náufragos (boiando)
nos apegando as ondas
e tudo que possa parecer
A(mar)
Engolidos pelas cheias
a mar-é
GRITANDO que iremos
todos nus salvar.
D' ablo
dione7machado@hotmail.com
Num processo divinal,
claro e evidente,
que atenua o desejo
e o profundo intento
de um remanso sossegado.
Ler-se ao olhar-se
num campo vazante
raso, liso
e sem seixos.
Será de cair o queixo,
quando ver-se dentro
de tantas possibilidades
os aquilatados alquimistas
miram o vago do verso
e fazem centelhas de poesia
Voar
Douglas Aparecido (Douguinissimo)
aparecidoouropreto@gmail.com
Dy Eiterer
@dyeiterer / @dyvagando
Cada vez mais gosto do sabor das palavras.
De como posso articula-las e desnortear os
[seus sentidos
Ou de como posso açucarar meus pedidos
Ou apimentar seus desejos.
Tudo depende, claro, de minhas escolhas,
De meus pesos e medidas
E de como vou servi-las aos seus ouvidos
E, a essa altura, minha dúvida é:
Sussurros ou gemidos?
Por aqui, entendo de temperos
E cada vez mais apuro o paladar
E extraio nuaces diferentes
De cada sabor, de cada palavra
Sabordas
Palavras
De como
morrem
os poemas
Paulinho Assumpção
paulo.assump@terra.com.br
Há poesia nas ruas, nos barcos sem rumo, nas velhas chaleiras
Há poesia nas estrelas, no leito de morte, em antigas canções
Mas se não há palavras que a façam vir ao mundo
O poema não nasce
E quando morre o poeta
A poesia, ainda viva, parte com ele
Para a triste solidão inerte das letras
E, assim, jamais escrita, morre também para sempre
FANZINE #24
Ouro Preto, MG | 2012 -2022
@ameopoemaeditora
facebok.com/ameopoema
Pessoal, após um longo
período de espera eis que
anunciamos as finais
etapas de nosso livro
coletivo, agora já são 12
anos, (10 anos +2) nosso
bonde nunca andou nos
trilhos mesmo. Eis a graça
davida.
Vamos nos preparar pra
em julho fazermos umas
lives maneiras, fazermos
um baita sarau mundial
pramarcarbemadata.
QUEMVEM?
Em breve vamos dar mais detalhes, por hora ninguém sabe
demuitacoisa,só quevairolarequeseráemjulhode2022.
Acompanheparaficaremdia:
Livro coletivo de 10+2 anos do
Coletivo AMEOPOEMA
EM BREVE
Pessoal, eis meu novo livro (77 páginas, março 2021) com
poemas, feito totalmente de modo artesanal, em casa, pelo
próprio autor. O livro possui textos de apresentação de
JorgeMautner,JoãoAidareEduardoSacramento.
Estourepassadoo livroa30,00 comcorreioincluso.
PEDIDOS: (31) 9 7526 3996
Livro do autor e editor desta revista
LANÇAMENTO
Pôr do Sol nas Coisas
poemas inéditos
ameopoemaeditora@gmail.com
fb.com/ameopoema @ameopoemaeditora
MUITO OBRIGADO PELA LEITURA
ATÉ A PRÓXIMA EDIÇÃO!
COLABORE LIVREMENTE, MANDE UM PIX PRA FINANCIAR NOVOS TRABALHOS:
ameopoemaeditora@gmail.com
Caso queira anunciar algum livro ou serviço cultural, entre em contato.
Caso queira publicar seu livro (físico ou e-book) a baixo custo entre em contato,
são esses trabalhos e doações que mantêm a revista viva.
AMEOPO MA
E
editora independente
INTERVENHA NESTA REVISTA E MANDE UMA FOTO PRA GENTE
LITERATURA NA RUA
...com carinho e reticências:
Rômulo Ferreira
Pai nosso que não estais aqui
Sacrificado é o vosso povo
Humilhados e ofendidos são os nossos homens
Deserdados e famintos são os nossos filhos
Feridos e estéreis são nossos ventres
Aqui na terra
O pão nosso de cada dia
A alegria nossa de cada dia
O amor nosso de cada dia
O trabalho nosso de cada dia
Venham a nós
Voltem a nós
De trem, de carro ou navio
Não nos deixeis cair em lamentações
Mas livrai-nos desse vazio
Já imaginou seu livro prontinho e circulando? E o melhor,
rendendo 100% de lucros só para quem escreveu o livro?
A Editora AMEOPOEMA, não rouba seu direito de vender
sua própria obra a seu preço e modo.
Pois é, esse sonho pode estar a um passo de se realizar.
Publicamos romances, poemas, contos, poesia concreta,
teses, dissertações, TCCs, literatura infanto-juvenil, HQs e
diversos outros assuntos literários.
Você que escolhe o formato, tamanho, estilo.
O livro fica do modo que foi sonhado. Confere aí nossos
serviços:
· Revisão e normatização dos textos
· Acompanhamento direto pelo WhatsApp
· Projeto gráfico COMPLETO
· Livros colados e costurados
· Criação de capa e contracapa
· ISBN
· Lançamento on-line (em sarau)
· Divulgação nas redes sociais
· Criação de artes para divulgação em redes sociais
· Envio para todo Brasil e América Latina
ENTRE EM CONTATO PARA ORÇAMENTO:
|
fb.com/ameopoema
ameopoema.com.br
31 9 7526 3996
FANZINE #23
10 ANOS NAS RUAS
...com carinho e reticências:
Rômulo Ferreira
Pai nosso que não estais aqui
Sacrificado é o vosso povo
Humilhados e ofendidos são os nossos homens
Deserdados e famintos são os nossos filhos
Feridos e estéreis são nossos ventres
Aqui na terra
O pão nosso de cada dia
A alegria nossa de cada dia
O amor nosso de cada dia
O trabalho nosso de cada dia
Venham a nós
Voltem a nós
De trem, de carro ou navio
Não nos deixeis cair em lamentações
Mas livrai-nos desse vazio
Fernando Brant / Milton Nascimento
Já imaginou seu livro prontinho e circulando? E o melhor,
rendendo 100% de lucros só para quem escreveu o livro?
A Editora AMEOPOEMA, não rouba seu direito de vender
sua própria obra a seu preço e modo.
Pois é, esse sonho pode estar a um passo de se realizar.
Publicamos romances, poemas, contos, poesia concreta,
teses, dissertações, TCCs, literatura infanto-juvenil, HQs e
diversos outros assuntos literários.
Você que escolhe o formato, tamanho, estilo.
O livro fica do modo que foi sonhado. Confere aí nossos
serviços:
· Revisão e normatização dos textos
· Acompanhamento direto pelo WhatsApp
· Projeto gráfico COMPLETO
· Livros colados e costurados
· Criação de capa e contracapa
· ISBN
· Lançamento on-line (em sarau)
· Divulgação nas redes sociais
· Criação de artes para divulgação em redes sociais
· Envio para todo Brasil e América Latina
ENTRE EM CONTATO PARA ORÇAMENTO:
|
fb.com/ameopoema
ameopoema.com.br
31 9 7526 3996
FANZINE #23
10 ANOS NAS RUAS
Fernando Brant / Milton Nascimento

Mais conteúdo relacionado

Semelhante a Acre e-book nº 024 (março, abril e maio 2022))

Acre e-book nº 025 (junho, julho e agosto 2022)
Acre e-book nº 025 (junho, julho e agosto 2022)Acre e-book nº 025 (junho, julho e agosto 2022)
Acre e-book nº 025 (junho, julho e agosto 2022)
AMEOPOEMA Editora
 
Acre 019 outubro, novembro dezembro 2020 ebook
Acre 019   outubro, novembro dezembro 2020 ebookAcre 019   outubro, novembro dezembro 2020 ebook
Acre 019 outubro, novembro dezembro 2020 ebook
AMEOPOEMA Editora
 
Acre 012 Ouro Preto - MG
Acre 012 Ouro Preto - MGAcre 012 Ouro Preto - MG
Acre 012 Ouro Preto - MG
AMEOPOEMA Editora
 
535 an 04 agosto_2015.ok (1)
535 an 04 agosto_2015.ok (1)535 an 04 agosto_2015.ok (1)
535 an 04 agosto_2015.ok (1)
Roberto Rabat Chame
 
FANZINE AMEOPOEMA #109 - edição de junho 2024
FANZINE AMEOPOEMA #109 - edição de junho 2024FANZINE AMEOPOEMA #109 - edição de junho 2024
FANZINE AMEOPOEMA #109 - edição de junho 2024
AMEOPOEMA Editora
 
341 an 20_julho_2011.ok
341 an 20_julho_2011.ok341 an 20_julho_2011.ok
341 an 20_julho_2011.ok
Roberto Rabat Chame
 
341 an 20_julho_2011.ok
341 an 20_julho_2011.ok341 an 20_julho_2011.ok
341 an 20_julho_2011.ok
Roberto Rabat Chame
 
Ameopoema 066 maio 2020
Ameopoema 066 maio 2020Ameopoema 066 maio 2020
Ameopoema 066 maio 2020
AMEOPOEMA Editora
 
537 an 18 agosto_2015.ok
537 an 18 agosto_2015.ok537 an 18 agosto_2015.ok
537 an 18 agosto_2015.ok
Roberto Rabat Chame
 
Suplemento Acre 029 - Agosto, setembro e outubro 2023
Suplemento Acre 029 - Agosto, setembro e outubro 2023Suplemento Acre 029 - Agosto, setembro e outubro 2023
Suplemento Acre 029 - Agosto, setembro e outubro 2023
AMEOPOEMA Editora
 
Acre004ago set-outde2014e-book-140924131458-phpapp01(1)
Acre004ago set-outde2014e-book-140924131458-phpapp01(1)Acre004ago set-outde2014e-book-140924131458-phpapp01(1)
Acre004ago set-outde2014e-book-140924131458-phpapp01(1)
Ana Fonseca
 
Acre 004 (ago set-out de 2014) e-book revista de arte e poesia em geral circ...
Acre 004 (ago set-out de 2014)  e-book revista de arte e poesia em geral circ...Acre 004 (ago set-out de 2014)  e-book revista de arte e poesia em geral circ...
Acre 004 (ago set-out de 2014) e-book revista de arte e poesia em geral circ...
AMEOPOEMA Editora
 
Jornal online - 2
Jornal   online - 2Jornal   online - 2
Jornal online - 2
Fabio Rossi
 
Suplemento Acre ed 013 nov-dez 2018
Suplemento Acre ed 013   nov-dez 2018Suplemento Acre ed 013   nov-dez 2018
Suplemento Acre ed 013 nov-dez 2018
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #088 - fevereiro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #088 - fevereiro 2022FANZINE AMEOPOEMA #088 - fevereiro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #088 - fevereiro 2022
AMEOPOEMA Editora
 
Suplemento acre 0011 e book
Suplemento acre 0011 e book Suplemento acre 0011 e book
Suplemento acre 0011 e book
AMEOPOEMA Editora
 
Angela Carneiro: As quebradas nos transformam
Angela Carneiro: As quebradas nos transformamAngela Carneiro: As quebradas nos transformam
Angela Carneiro: As quebradas nos transformam
Universidade das Quebradas
 
Krônica da terra mea
Krônica da terra meaKrônica da terra mea
Krônica da terra mea
Coelho De Moraes
 
647 an 21 novembro_2017.ok
647 an 21 novembro_2017.ok647 an 21 novembro_2017.ok
647 an 21 novembro_2017.ok
Luiz Murilo Rocha Câmara
 
Acre 007 edição 007 julho, agosto e setembro... para revisão de autor
Acre 007 edição 007 julho, agosto e setembro... para revisão de autorAcre 007 edição 007 julho, agosto e setembro... para revisão de autor
Acre 007 edição 007 julho, agosto e setembro... para revisão de autor
AMEOPOEMA Editora
 

Semelhante a Acre e-book nº 024 (março, abril e maio 2022)) (20)

Acre e-book nº 025 (junho, julho e agosto 2022)
Acre e-book nº 025 (junho, julho e agosto 2022)Acre e-book nº 025 (junho, julho e agosto 2022)
Acre e-book nº 025 (junho, julho e agosto 2022)
 
Acre 019 outubro, novembro dezembro 2020 ebook
Acre 019   outubro, novembro dezembro 2020 ebookAcre 019   outubro, novembro dezembro 2020 ebook
Acre 019 outubro, novembro dezembro 2020 ebook
 
Acre 012 Ouro Preto - MG
Acre 012 Ouro Preto - MGAcre 012 Ouro Preto - MG
Acre 012 Ouro Preto - MG
 
535 an 04 agosto_2015.ok (1)
535 an 04 agosto_2015.ok (1)535 an 04 agosto_2015.ok (1)
535 an 04 agosto_2015.ok (1)
 
FANZINE AMEOPOEMA #109 - edição de junho 2024
FANZINE AMEOPOEMA #109 - edição de junho 2024FANZINE AMEOPOEMA #109 - edição de junho 2024
FANZINE AMEOPOEMA #109 - edição de junho 2024
 
341 an 20_julho_2011.ok
341 an 20_julho_2011.ok341 an 20_julho_2011.ok
341 an 20_julho_2011.ok
 
341 an 20_julho_2011.ok
341 an 20_julho_2011.ok341 an 20_julho_2011.ok
341 an 20_julho_2011.ok
 
Ameopoema 066 maio 2020
Ameopoema 066 maio 2020Ameopoema 066 maio 2020
Ameopoema 066 maio 2020
 
537 an 18 agosto_2015.ok
537 an 18 agosto_2015.ok537 an 18 agosto_2015.ok
537 an 18 agosto_2015.ok
 
Suplemento Acre 029 - Agosto, setembro e outubro 2023
Suplemento Acre 029 - Agosto, setembro e outubro 2023Suplemento Acre 029 - Agosto, setembro e outubro 2023
Suplemento Acre 029 - Agosto, setembro e outubro 2023
 
Acre004ago set-outde2014e-book-140924131458-phpapp01(1)
Acre004ago set-outde2014e-book-140924131458-phpapp01(1)Acre004ago set-outde2014e-book-140924131458-phpapp01(1)
Acre004ago set-outde2014e-book-140924131458-phpapp01(1)
 
Acre 004 (ago set-out de 2014) e-book revista de arte e poesia em geral circ...
Acre 004 (ago set-out de 2014)  e-book revista de arte e poesia em geral circ...Acre 004 (ago set-out de 2014)  e-book revista de arte e poesia em geral circ...
Acre 004 (ago set-out de 2014) e-book revista de arte e poesia em geral circ...
 
Jornal online - 2
Jornal   online - 2Jornal   online - 2
Jornal online - 2
 
Suplemento Acre ed 013 nov-dez 2018
Suplemento Acre ed 013   nov-dez 2018Suplemento Acre ed 013   nov-dez 2018
Suplemento Acre ed 013 nov-dez 2018
 
FANZINE AMEOPOEMA #088 - fevereiro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #088 - fevereiro 2022FANZINE AMEOPOEMA #088 - fevereiro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #088 - fevereiro 2022
 
Suplemento acre 0011 e book
Suplemento acre 0011 e book Suplemento acre 0011 e book
Suplemento acre 0011 e book
 
Angela Carneiro: As quebradas nos transformam
Angela Carneiro: As quebradas nos transformamAngela Carneiro: As quebradas nos transformam
Angela Carneiro: As quebradas nos transformam
 
Krônica da terra mea
Krônica da terra meaKrônica da terra mea
Krônica da terra mea
 
647 an 21 novembro_2017.ok
647 an 21 novembro_2017.ok647 an 21 novembro_2017.ok
647 an 21 novembro_2017.ok
 
Acre 007 edição 007 julho, agosto e setembro... para revisão de autor
Acre 007 edição 007 julho, agosto e setembro... para revisão de autorAcre 007 edição 007 julho, agosto e setembro... para revisão de autor
Acre 007 edição 007 julho, agosto e setembro... para revisão de autor
 

Mais de AMEOPOEMA Editora

FANZINE AMEOPOEMA #110 - edição de julho 2024
FANZINE AMEOPOEMA #110 - edição de julho 2024FANZINE AMEOPOEMA #110 - edição de julho 2024
FANZINE AMEOPOEMA #110 - edição de julho 2024
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #107 - edição de abril 2024
FANZINE AMEOPOEMA #107 - edição de abril 2024FANZINE AMEOPOEMA #107 - edição de abril 2024
FANZINE AMEOPOEMA #107 - edição de abril 2024
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #106 - circulação: março de 2024
FANZINE AMEOPOEMA #106 - circulação: março de 2024FANZINE AMEOPOEMA #106 - circulação: março de 2024
FANZINE AMEOPOEMA #106 - circulação: março de 2024
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #105 -fevereiro 2024
FANZINE AMEOPOEMA #105 -fevereiro 2024FANZINE AMEOPOEMA #105 -fevereiro 2024
FANZINE AMEOPOEMA #105 -fevereiro 2024
AMEOPOEMA Editora
 
Sem Trégua Zine #3 2024
Sem Trégua Zine #3 2024Sem Trégua Zine #3 2024
Sem Trégua Zine #3 2024
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #103 - dezembro 2023
FANZINE AMEOPOEMA #103 - dezembro 2023FANZINE AMEOPOEMA #103 - dezembro 2023
FANZINE AMEOPOEMA #103 - dezembro 2023
AMEOPOEMA Editora
 
Fanzine Sinfonia do Kaos #3 (2023)
Fanzine Sinfonia do Kaos #3 (2023)Fanzine Sinfonia do Kaos #3 (2023)
Fanzine Sinfonia do Kaos #3 (2023)
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #102 - agosto 2023
FANZINE AMEOPOEMA #102 - agosto 2023FANZINE AMEOPOEMA #102 - agosto 2023
FANZINE AMEOPOEMA #102 - agosto 2023
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #101 - julho 2023
FANZINE AMEOPOEMA #101 - julho 2023FANZINE AMEOPOEMA #101 - julho 2023
FANZINE AMEOPOEMA #101 - julho 2023
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #100 - abril 2023
FANZINE AMEOPOEMA #100 - abril 2023FANZINE AMEOPOEMA #100 - abril 2023
FANZINE AMEOPOEMA #100 - abril 2023
AMEOPOEMA Editora
 
Suplemento Acre 028 - Maio, junho e Julho 2023
Suplemento Acre 028 - Maio, junho e Julho 2023Suplemento Acre 028 - Maio, junho e Julho 2023
Suplemento Acre 028 - Maio, junho e Julho 2023
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #099 - fevereiro 2023
FANZINE AMEOPOEMA #099 - fevereiro 2023FANZINE AMEOPOEMA #099 - fevereiro 2023
FANZINE AMEOPOEMA #099 - fevereiro 2023
AMEOPOEMA Editora
 
Suplemento Acre 027 - Fevereiro + março 2023
Suplemento Acre 027 - Fevereiro + março 2023Suplemento Acre 027 - Fevereiro + março 2023
Suplemento Acre 027 - Fevereiro + março 2023
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #098 - janeiro 2023
FANZINE AMEOPOEMA #098 - janeiro 2023FANZINE AMEOPOEMA #098 - janeiro 2023
FANZINE AMEOPOEMA #098 - janeiro 2023
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #097 - Dezembro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #097 - Dezembro 2022FANZINE AMEOPOEMA #097 - Dezembro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #097 - Dezembro 2022
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #096 - Novembro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #096 - Novembro 2022FANZINE AMEOPOEMA #096 - Novembro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #096 - Novembro 2022
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #095 - Outubro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #095 - Outubro 2022FANZINE AMEOPOEMA #095 - Outubro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #095 - Outubro 2022
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #094 - Setembro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #094 - Setembro 2022FANZINE AMEOPOEMA #094 - Setembro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #094 - Setembro 2022
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #093 - Agosto 2022
FANZINE AMEOPOEMA #093 - Agosto 2022FANZINE AMEOPOEMA #093 - Agosto 2022
FANZINE AMEOPOEMA #093 - Agosto 2022
AMEOPOEMA Editora
 
FANZINE AMEOPOEMA #092 - Julho 2022
FANZINE AMEOPOEMA #092 - Julho 2022FANZINE AMEOPOEMA #092 - Julho 2022
FANZINE AMEOPOEMA #092 - Julho 2022
AMEOPOEMA Editora
 

Mais de AMEOPOEMA Editora (20)

FANZINE AMEOPOEMA #110 - edição de julho 2024
FANZINE AMEOPOEMA #110 - edição de julho 2024FANZINE AMEOPOEMA #110 - edição de julho 2024
FANZINE AMEOPOEMA #110 - edição de julho 2024
 
FANZINE AMEOPOEMA #107 - edição de abril 2024
FANZINE AMEOPOEMA #107 - edição de abril 2024FANZINE AMEOPOEMA #107 - edição de abril 2024
FANZINE AMEOPOEMA #107 - edição de abril 2024
 
FANZINE AMEOPOEMA #106 - circulação: março de 2024
FANZINE AMEOPOEMA #106 - circulação: março de 2024FANZINE AMEOPOEMA #106 - circulação: março de 2024
FANZINE AMEOPOEMA #106 - circulação: março de 2024
 
FANZINE AMEOPOEMA #105 -fevereiro 2024
FANZINE AMEOPOEMA #105 -fevereiro 2024FANZINE AMEOPOEMA #105 -fevereiro 2024
FANZINE AMEOPOEMA #105 -fevereiro 2024
 
Sem Trégua Zine #3 2024
Sem Trégua Zine #3 2024Sem Trégua Zine #3 2024
Sem Trégua Zine #3 2024
 
FANZINE AMEOPOEMA #103 - dezembro 2023
FANZINE AMEOPOEMA #103 - dezembro 2023FANZINE AMEOPOEMA #103 - dezembro 2023
FANZINE AMEOPOEMA #103 - dezembro 2023
 
Fanzine Sinfonia do Kaos #3 (2023)
Fanzine Sinfonia do Kaos #3 (2023)Fanzine Sinfonia do Kaos #3 (2023)
Fanzine Sinfonia do Kaos #3 (2023)
 
FANZINE AMEOPOEMA #102 - agosto 2023
FANZINE AMEOPOEMA #102 - agosto 2023FANZINE AMEOPOEMA #102 - agosto 2023
FANZINE AMEOPOEMA #102 - agosto 2023
 
FANZINE AMEOPOEMA #101 - julho 2023
FANZINE AMEOPOEMA #101 - julho 2023FANZINE AMEOPOEMA #101 - julho 2023
FANZINE AMEOPOEMA #101 - julho 2023
 
FANZINE AMEOPOEMA #100 - abril 2023
FANZINE AMEOPOEMA #100 - abril 2023FANZINE AMEOPOEMA #100 - abril 2023
FANZINE AMEOPOEMA #100 - abril 2023
 
Suplemento Acre 028 - Maio, junho e Julho 2023
Suplemento Acre 028 - Maio, junho e Julho 2023Suplemento Acre 028 - Maio, junho e Julho 2023
Suplemento Acre 028 - Maio, junho e Julho 2023
 
FANZINE AMEOPOEMA #099 - fevereiro 2023
FANZINE AMEOPOEMA #099 - fevereiro 2023FANZINE AMEOPOEMA #099 - fevereiro 2023
FANZINE AMEOPOEMA #099 - fevereiro 2023
 
Suplemento Acre 027 - Fevereiro + março 2023
Suplemento Acre 027 - Fevereiro + março 2023Suplemento Acre 027 - Fevereiro + março 2023
Suplemento Acre 027 - Fevereiro + março 2023
 
FANZINE AMEOPOEMA #098 - janeiro 2023
FANZINE AMEOPOEMA #098 - janeiro 2023FANZINE AMEOPOEMA #098 - janeiro 2023
FANZINE AMEOPOEMA #098 - janeiro 2023
 
FANZINE AMEOPOEMA #097 - Dezembro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #097 - Dezembro 2022FANZINE AMEOPOEMA #097 - Dezembro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #097 - Dezembro 2022
 
FANZINE AMEOPOEMA #096 - Novembro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #096 - Novembro 2022FANZINE AMEOPOEMA #096 - Novembro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #096 - Novembro 2022
 
FANZINE AMEOPOEMA #095 - Outubro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #095 - Outubro 2022FANZINE AMEOPOEMA #095 - Outubro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #095 - Outubro 2022
 
FANZINE AMEOPOEMA #094 - Setembro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #094 - Setembro 2022FANZINE AMEOPOEMA #094 - Setembro 2022
FANZINE AMEOPOEMA #094 - Setembro 2022
 
FANZINE AMEOPOEMA #093 - Agosto 2022
FANZINE AMEOPOEMA #093 - Agosto 2022FANZINE AMEOPOEMA #093 - Agosto 2022
FANZINE AMEOPOEMA #093 - Agosto 2022
 
FANZINE AMEOPOEMA #092 - Julho 2022
FANZINE AMEOPOEMA #092 - Julho 2022FANZINE AMEOPOEMA #092 - Julho 2022
FANZINE AMEOPOEMA #092 - Julho 2022
 

Acre e-book nº 024 (março, abril e maio 2022))

  • 1. AMEOPO MA E editora artesanal toda a revista está aberta a intervenções, e nos mande umas fotos. FANZINE #24 Ouro Preto, MG - 2022 março, abril e maio - OP / MG várias (os) colaboradoras (es) capa em stencil por: @romulopherreira revisão: participantes edição e finalização: @ameopoemaeditora organização: Editora AMEOPOEMA intervenção (miolo): Rômulo Ferreira PIX: ameopoemaeditora@gmail.com ameopoemaeditora@gmail.com fb.com/ameopoema @ameopoemaeditora EDUARDO C. SOUZA MARCOS PONTAL ISAÍAS GABRIEL FRANCO ILMAR RIBEIRO DA SILVA KARINE DIAS OLIVEIRA WANDERLEI RIBAMAR ISABELA SARAMAGO JOÃO AIDAR FILHO JEFERSON ILHA CLEUZA FIGUEIREDO ROCHA ELIDIOMAR RIBEIRO VILMA NUNES DANIELA TAMARA TEOGRÁCIO SANCTORUM RONALDO LAVRAS NOVAS LEANDRO BARBOSA EMANUEL VIEIRA VINÍCIUS FERNANDES CARDOSO ALLYSSON GUDU THAIZ CANTAZÍ D' ABLO DOUGLAS APARECIDO DY EITERER PAULINHO ASSUMPÇÃO BISGODOFÚ COLETIVO AMEOPOEMA E MUITO MAIS ‘‘vou incinerar teu coração de carne & de tuas cinzas vou fabricar a substância enlouquecida das cartas de amor’’ Roberto Piva Há exatos 10 anos essa revista saía do plano das ideias - saía, sim, mas retornava, pois os sonhos de dentro da gente, quando saem para serem realidades, nem sempre são concretizados como o desejo que os aqueceu... Papo furado que beira a harmonização de vinho barato com queijo cheio deamidodemilho... ... Sempre existiu uma vontade de fazer algum tipo de material que fortalecesse uma cena poética que se pretendia livre em todos os sentidos e essa vontade sempre foi margeada por grandes desafios, inclusive a própria margem. Talvez esta margem tenha sido o lugar mais complicadodeseestar,deseestabelecer. ... Sempre foi critério desta revista|fanzine fazer o plano desembolar de forma tranquila, sem que ninguém pagasse caro, ou mesmo, sem que quem chegasse ficasse de fora, o barco era grande e caberia todos os selvagens em busca de um amor extra corpo, para além da carne que apodrece dia após dia se esturricando sob o sol que nada esconde. Esse pensamento utópico norteia até hoje (talvez para sempre...) nossas ideias e chamadas para pessoas publicaremcomagente. Uma saída mais prática para que isso acontecesse foi a criação do e-book da revista. Esse tipo de ferramenta estava tendo um bom momento em 201012, a cada dia que passava nos assando nas ruas, a internet se fazia mais presente em todos os lugares onde a poesia transitava (obvio que se respeitando todas as possibilidades de desigualdades as quais estamos condenados a aceitar em nome de uma boa convivênciasocialcomquemnos odeiaeviceversa). Bom, lembro-me de ficar na Cinêlandia (bairro carioca, reduto de toda sorte de ser humano) passando, via Bluetooth, as edições desta revista, de graça, feliz da vida. Sentava-me na escadaria da Biblioteca Nacional e colocava- me a chamar prováveis leitor@s. A famosa pergunta ‘‘Você Gosta de Poesia?’’cravou seus dentes em vários passantes e segue até hoje carcomendo muita gente por dentro. De alguma forma tudo foi seguindo um rumo... mesmo que nunca tenha existido um rumo concreto ou certo... O caminho era cheio de pedras, e vai ver era para ser feito de pedrasmesmo. A Revista passou por seguidas modificações e tentativas de se estabelecer no meio cultural, sem saber que o esforço que tínhamos que fazer era somente o de existir (!!!!) frente a uma cidade que tenta a todo custo abafar os sonhos e desejos de seus viventes para que eles possam ‘‘sonhar menoseproduzirmais’'. Mudamos. Nossa forma de produzir material independente mudou, influenciou uma penca de gente e acabou virando uma moda deturpada nos meios acadêmicos, onde playboys desfilam seus olhos sobre o original já criticando até o gosto do café tomado na praça - coisaquemuitosdesconhecem-mas,mudarésemprebom.
  • 2. 10 ANOS NAS RUAS Imagem: acervo pessoal capa da primeira edição (janeiro/ março 2012 Rômulo Ferreira e Flávia Alves @ameopoemaeditora Nestes 10 anos publicamos: 24 exemplares (ebook e físico) distribuímos cerva de 24.000 revistas publicamos mais de 500 pessoas Seguiremos! Tem algo que não muda nesses processos, a nossa sinceridade com a produção, o olhar dado ao momento em que o textosefazvivonasfolhas,nastelas, nasimagens.Isso seguedandoenergiaaRevistaAcre. Hoje (2022), quando fazem 10 anos desta publicação, muita coisa mudou, ficamos um tempo sem nossa farinha cheia de fermento, que dá liga e incorpora uma cena. A pandemia nos tirou das ruas por um longo tempo, muita gente nem voltará,muitagentevoltará,eninguémserácomoantes.-Nada será como antes... Por essas páginas já passaram centenas de pessoas que nem sempre têm a chance de ir e bancar uma publicação. Sabemos que a cultura, por mais bela que seja em discursos e intenções sempre foi um processo de domínio, e sua existência se banha nas águas da disputa de interesses, e adivinha quem fica de fora? Se acertar ganha um cachorro quente em companhiado seupoetavivofavorito,naCinêlandia,sextaanoitinha,comdireitoapasseiopelaLapaemseguida... Na verdade, eu só queria comentar sobre como o tempo tem atuado nas coisas, e tornado tudo distante do dia a dia em que vivo, não queria construir texto bonitinho ou feio, de modo que me colocasse para brigar com o passado e tentar fazer do presente um lance maneiro que no futuro eu possa pensar no passado e dar um sorrisinho meio amarelado no canto da boca, acendermaisumcigarrodemerdaepensarquevaleuapena. Não valerá. A satisfação aqui se tornou obrigação, vivemos num país ordenhado por mercenários que todos os dias tiram o leite de quem trabalha a duras penas para se manter sobrevivendo nesse caos de saúde, educação, cultura... sanitário... as coisas todas que deveriam ser uma prioridade para uma comunidademaiorquequalquercondomíniofechadonaBarradaTijuca. Nada valerá a pena, mas seguiremos fazendo, alarmando e causando dentro das possibilidades de cada tempo. Sabemos bem que a poesia não salva, nada salva.As coisas só podem ser salgadas. E apimentadas, sejamos então uma espécie de tempero nesse movimento que tende a nos engolir e deixar a gente com cara de besta ao sentar na calçada, tomar uma cervejaenadamais.
  • 3. Trago (in)sumo: Fumo Es(trago) Cotidiano Pede. Boca Cede Louca Leve... Fumaça. Eduardo C. Souza eduardodesouza72@gmail.com Fumo O fogo que pode esquentar, o alimento para me saciar. Também pode me queimar, se no fogão, me descuidar. Use com cuidado Marcos Pontal marcosmachado@visaoespiritual.com.br E aquele cachorrinho abandonado Pelo seu dono malvado Corria de um lado para o outro Em busca de algum socorro. Porém encontrou um Anjo Que o quis adotar Levou-o para o seu lar E o cãozinho tornou-se amado. (Seria ótimo se fosse assim) Ilmar Ribeiro da Silva ilmarribeiro@yahoo.com.br CACHORRINHO O tempo que carrega lembranças em seus ponteiros A cada movimento do ritmo dado por mãos humanas Também é o tempo que se encarrega dos despejos Dos “descarregos” e graças... Um tempo que não pára Mesmo sobre as molas já esticadas Instantes lineares... lunares Máquina sem coração Pobre de razão e pesada... insensata... no som ensaiado Que nas paredes sobrenaturais Vagam as causas Grafias sobre experiências Sem rumo... sem prumo... habitat Incertezas e conotações Repatriação acerca de si... Tempo que voa... ecoa Implacável sobre os medos Abrangente em desconstruções... Tempo agente... que conversa com a gente! Karine Dias Oliveira kadioliveira@yahoo.com.br A-GENTE
  • 4. Isaías Gabriel Franco Para J. Podias usar a máquina de sua avó perdida em cima da mesa para alinhavar nós dois. Com o tempo Tudo seria cosido: Os dias, os livros, as canecas, abraços, esperas de um depois. J. Quando eu ver um campo de Dálias, inevitavelmente o darei a você. Na retina rubra das pétalas enfolhadas a flor desabrochava de uma mão. Nas ruas, o jardim era todo humano, de pessoas e carros que não viram, como eu vi naquele dia você passar com uma flor sustentando na haste dela o universo daquela tarde. Costura Isabela Saramago isaramago@terra.com.br Tempo de incertezas. Tempo sem clareza. Sutileza receita, descrevo `a francesa. Bata tudo, força e vontade com sua sagacidade. O doce é bom, de verdade aumenta a sua VITALIDADE. 10gr de Vivacidade 9gr de Irmandade 8gr de Tenacidade 7gr de Agilidade 6gr de Liberdade 5 gr de Independência 4 gr de Dignidade 3gr de Amorosidade 2gr de Determinação 1gr de Emoção A Receita Matar-se-ia Suicidaria assim Sem princípios No fim da vida Suicidar-se-ia Ao acalento Da comida Ao meio dia Coisa insípda Horários que se vão Um colapso do coração No que morreria Em tão jovem Idade das vidas Nem princípio Nem fim Nenhum começo Cabe aqui Morreria assim O que suicidar-se-ia! DAR-SE-IA Wanderlei Ribamar wrq.junior65@gmail.com
  • 5. Política Poética Poliética Poelítica Polititica Politicaca Em nossa atual política O que não é ética Ou é titica Ou apenas caca. Jeferson Ilha jeferson.ilha@yahoo.com Poli(e)tizar João Aidar Filho o tempo passando e em balanceio pela ladeira a moça bonita é toda encantos um ir esvoaçando a crosta do chão se vai ou se volta se trabalha, onde mora se é mãe, ou namora sou todo ilusão estribilho no canto, é arpejos mas tem vida afora, e arquejos sonhos e espantos, de moça e mulher que seu tempo é agora e aqui seu lugar a ladeira é um hiato simples fiapo de ser e estar Macunaíma andando na mata Pio forte de macuco escutou Apressado carregou a buscapé Caçada da boa hoje pensou Invés de ave viu onça grande Olhão amarelo trás do albarobo Salpintada de piche no alaranja Fugiu o herói pois não é bobo Subiu árvore ouviu macaco Espremeu vista era jaguara Foi pro sertão jaguaretê Pulou no rio tinha pintada E lá pro Sul vem canguçu Andou na serra é cabeçuda Todo lugar tem a pinima Preta ou loura é a pixuna Mas onça jaguara pintada Jaguaretê canguçu cabeçuda Pinima pixuna e mais de monte É tudo o nome da bigoduda Pois se saíra tem 7 cores E o coisa-ruim tem 7 couros Onça-pintada tem 50 nomes E ainda imita a voz de todos. Pinima de Macunaíma Elidiomar Ribeiro instagram.com/labeuc.elidiomar
  • 6. Moça;vimdaParaíbaaindamininote. Meupaiperdeutudodevidoasecabraba; Aterraesturricou,aáguasecou,aroçanãovingou;ascabrasmorreu. Emcasasó mingaudefubá!Aparecida,Mariaeeutavaquedádó;os oios fundo! Numanoiteouvimeupaidizerpraminhamãe:Ambrozina,nós vaiproSul; Vendoo poucoquenós tem,pagoavenda,dorestocomproaspassagem. Damodestinomiorpro nosso fios!... Assim foiquevimpraSãoPaulo. Meupaiaquinumachoutrabaio; Fomomorarnarua.MinhairmãAparecidamorreudediarréia; Meupailogoseguiuaela; MinhamãecomeçouatrabaiaremcasadefamíaelevavaminhairmãMariacomela; Euficavanarua;juntocomoutrosmeninosquenemeu;foiaíquecomeceiacherarcrack...aluado! Minhamãedesistiudemim,hojenãoseiondeelaeminhairmãanda. Tô morando debaixo de uma barraca; dia como, dia não... mas sonho com uma vida mior, vejo o céu cheio deestrelaemeupaitálá,cercadodeanjo. Deixei o Nico lá no seu delírio; pensando em voltar n'outro dia para continuar a nossa fala; quando voltei a barraca dele não estava lá; fiquei sabendo por outros moradores de rua que na noite passada, eles tinham tomadoumbanhodemangueirapornãopoderficaracampadoali...eo Nicotinhamorridodefrio. Naquelediatevefestanocéu;porqueAntônio,TunicoderestoNicotinhaumencontromarcado. Do nome Antônio, Tunico, restou Nico... Cleuza Figueiredo Rocha azuelcrocha@hotmail.com POESIA EM QUATRO TEMPOS Vilma Nunes vilmanunes@uft.edu.br (I) ao poema perdido queria escrever um poema não precisaria ser o poema, apenas algo que falasse por mim. durante algum tempo tenho tido essa necessidade, mas me falta o sal. (II) destino do 1º poema nasceu magro faltou-lhe substantivo muito açúcar, talvez. morte rápida diabetes tipo comum. (III) aquele papel amassado ficou no bolso amadurecendo palavras. certo dia, lembrei que ele estava lá. sozinho, esquecido num canto acanhado. aquele velho casaco de inverno meio amorfo no escuro do armário. hoje, ele saiu para passear. (IV) delírio não acorde os meus gritos fale suavemente a poesia fede para mim ouço o vai e vem das ondas no sertão sertão? sou eu eu ser tão pequeno sozinho trancado deixe-me sair o mundo me quer abra a porta
  • 7. Daniela Tamara danielatamara2018@gmail.com A corrupção está nos pequenos gestos. É possível afirmar que a corrupção é um ato bastante presente em nosso cotidiano. Vale ressaltar que a corrupção é notada mais nitidamente no meio político e econômico. Várias vezes nos deparamos com situações de roubo ou desvio do dinheiro público, políticos querendo comprar votos e muitas outras coisas. Porém, ao termos como referência principal essas atitudes citadas anteriormente ao se falar em corrupção, deixamos passar muitas situações despercebidas que também são consideradas corrupção. Pelo simples fato de deixarmos de usar a máscara de proteção diante de um cenário de pandemia estamos sendo corruptos; visto que ao praticar tal ação colocamos em risco além de nossa saúde pessoal, a saúde de muitas outras pessoas de nosso convívio social. Por isso, é importante ficarmos atentos a cada pequeno vestígio de corrupção e fazer o possível para eliminá-lo. Portanto, ainda vale lembrar que devemos e temos o direito de ficarmos atentos ao que nossos políticos andam fazendo com o dinheiro público e outros benefícios da população para que tenhamos uma mente mais fértil e apta a descobrir cada sinal de corrupção. Mas além disso, é preciso antes olharmos para nós mesmo e nos perguntar: "Faço meu papel corretamente como cidadão? Sou um indivíduo honesto ou apenas quero enganar as pessoas afim de obter lucros pessoais?" Por fim, se queremos um país mais justo e um mundo melhor, é de fundamental importância que cada um faça sua parte. Se todos nos unirmos por um lugar mais justo a corrupção irá embora de foguete do nosso meio social. Até mesmo porque tudo o que fazemos em união terá um melhor êxito na conclusão. Traga, Cacau, feijão Impossível corroer Doce o seu verso No viver, Inclusão é farra De mim a mim O meu perdão Me basta E quando é fogo e brasa Se o cachorro não latira O bode berrava Em canto, do encanto que Nem poeira pairara E o avesso Que tenho Me torna imenso Por dentro Leandro Barbosa leandrugb@gmail.com Tornando sem contornar, Lamento não me sobrará Nem justificativa sequer Pois ainda que eu Atuará, Ninguém ficará de pé Não me defendo do ontem Animal, nem estoqueio no verão Que me faltasse o que eu não tenho Pra sempre viveria no sertão Liberdade para ser preso Solidão para ser livre Não me rodeio no vento Não me faço anjo De pedra Em chafarizes SOLIDÃOAMARGA Pensaras que teria o meu amor Desse jeito, tão imatura Como seria tão cruel contigo E querer o infinito Mal sabes que em carne Não consigo viver nem comigo Tal estágio animal Trocaria uma prosa Prazeria um convívio Ainda que haja troca Não existirá compromisso Sobrepõe a satisfação De não tê-lo(a) em meu íntimo
  • 8. Ronaldo Lavras Novas cerezocaiaba@gmail.com TEM TEMPO tempo tem só se desamarrar as têmporas bailar as mãos. riso nos pés siso nos lábios Com um tímpano que se deixou maravilhoso passar e uma mente terrivelmente crtitica. Aí tem tempo tempo tem. Teográcio Sanctorum Aluno da Escola de Minas Pareço chorar? Ó imago, não temas! Vou entoar Os meus poemas. Esqueci o cenho Da imagem tua, E então me empenho, Da ideia nua, Em te recordar. Pareço implorar? Eu sofro a gana De adorar O que me engana. Não quero ser Um eremita Das paixões minhas E do sofrer. Só quero morrer E me deleitar Na dor que nasce Ao tentar ver A tua face. Thaiz Cantazí @thaiz.cantazi uma flor torta, inadequada. que germinou sem explicação dentro de uma caixa de omo duplação. uma flor azul claríssima desajustada, sem folha, sem talo, sem nada. uma flor de pólen explosivo, corrosivo uma flor 90 volumes de água oxigenada uma flor que por pouco não foi centrifugada. tem crescido desenfreada dentro da caixa de papelão [coisa sem solução] e quando chora pede que a chamem de Pandora. Emanuel Vieira emanuelvieira235@gmail.com são olhares paredes pintadas todas ausências … todas claridades murmuram poesia sofrida e NÓDOAS NOS PEITOS
  • 9. A chuva veio fecundar meu coração! Oh, Tupã: rezo, canto, danço, invoco: "rei nana, rei nana, rei nana, rei, rei..." Vem... olho pro céu e invoco: Vem... Rezem, entoem, dancem, invoquem também! Carece de fé, oh, meus irmãos! Entoem "rei nana, rei...", ela vem! Humilde, boa, simples, serena... Gotejando plena, encharcando o chão! Lavando o céu, fecundando a terra, Cessando cinzas da fauna, da floresta... Barulhinho de chuva... poesia pura! Harmoniza o corpo, a mente aquieta! A chuva veio fecundar meu coração! Ao molhar a tez, lembrança, amor, amizade, entusiasmo fez, a mim me fala! Invoquem-na, irmãos, pra lavar nossa alma! ... Havia algumas pedras no meu caminho na frase da poesia do meu conterrâneo só dizia uma... A poesia como a vida, às vezes não precisa de concordância e sim liberdade para andar com Drummond sigo o parafraseando Recheado de sentimentos do mundo no peito, sentimental sem estar estampado [no necrológio dos desiludidos do amor (sim, também escrevi um poema) Allysson Gudu (MG) INVOCAÇÃO DACHUVA NO CAMINHO COM DRUMMOND Vinícius Fernandes Cardoso @viniciusfernandescardoso (...o pão que o diabo vomitou e comeu de novo a antropofagia do pau-de-arara a chibata na carne da senzala as falcatruas do estado zelando pela ordem duvidosa das coisas desemprego na serventia da casa os salários da fome essa miséria lucrativa propaganda carcomendo os olhos dos que estão fora do jogo dos que perderam a partida fragmentos de vida almas despedaçadas arrastões de um mundo globarbarizado alain mohammad bisgodofú @bisgodofu quantas algemas quantos cadeados serão necessários para garantir nossa liberdade o que fica o que sobra o que fazer com estas sombras que vagam sem rumo pelas calçadas esse nada essa turbulência insana os demais atentados do meio sangue que não se estanca veio a morte perfumada de esperança seduzir o desconsolo naquele barraco o fato a fotografia toda borrada paraísos artificiais carnívoras muralhas pelos refúgios do medo
  • 10. Nesse mundo onde não conseguimos nos amar o próximo é porto perto ou próximo disso é A-mar Seguimos náufragos (boiando) nos apegando as ondas e tudo que possa parecer A(mar) Engolidos pelas cheias a mar-é GRITANDO que iremos todos nus salvar. D' ablo dione7machado@hotmail.com Num processo divinal, claro e evidente, que atenua o desejo e o profundo intento de um remanso sossegado. Ler-se ao olhar-se num campo vazante raso, liso e sem seixos. Será de cair o queixo, quando ver-se dentro de tantas possibilidades os aquilatados alquimistas miram o vago do verso e fazem centelhas de poesia Voar Douglas Aparecido (Douguinissimo) aparecidoouropreto@gmail.com Dy Eiterer @dyeiterer / @dyvagando Cada vez mais gosto do sabor das palavras. De como posso articula-las e desnortear os [seus sentidos Ou de como posso açucarar meus pedidos Ou apimentar seus desejos. Tudo depende, claro, de minhas escolhas, De meus pesos e medidas E de como vou servi-las aos seus ouvidos E, a essa altura, minha dúvida é: Sussurros ou gemidos? Por aqui, entendo de temperos E cada vez mais apuro o paladar E extraio nuaces diferentes De cada sabor, de cada palavra Sabordas Palavras De como morrem os poemas Paulinho Assumpção paulo.assump@terra.com.br Há poesia nas ruas, nos barcos sem rumo, nas velhas chaleiras Há poesia nas estrelas, no leito de morte, em antigas canções Mas se não há palavras que a façam vir ao mundo O poema não nasce E quando morre o poeta A poesia, ainda viva, parte com ele Para a triste solidão inerte das letras E, assim, jamais escrita, morre também para sempre
  • 11. FANZINE #24 Ouro Preto, MG | 2012 -2022 @ameopoemaeditora facebok.com/ameopoema Pessoal, após um longo período de espera eis que anunciamos as finais etapas de nosso livro coletivo, agora já são 12 anos, (10 anos +2) nosso bonde nunca andou nos trilhos mesmo. Eis a graça davida. Vamos nos preparar pra em julho fazermos umas lives maneiras, fazermos um baita sarau mundial pramarcarbemadata. QUEMVEM? Em breve vamos dar mais detalhes, por hora ninguém sabe demuitacoisa,só quevairolarequeseráemjulhode2022. Acompanheparaficaremdia: Livro coletivo de 10+2 anos do Coletivo AMEOPOEMA EM BREVE Pessoal, eis meu novo livro (77 páginas, março 2021) com poemas, feito totalmente de modo artesanal, em casa, pelo próprio autor. O livro possui textos de apresentação de JorgeMautner,JoãoAidareEduardoSacramento. Estourepassadoo livroa30,00 comcorreioincluso. PEDIDOS: (31) 9 7526 3996 Livro do autor e editor desta revista LANÇAMENTO Pôr do Sol nas Coisas poemas inéditos
  • 12. ameopoemaeditora@gmail.com fb.com/ameopoema @ameopoemaeditora MUITO OBRIGADO PELA LEITURA ATÉ A PRÓXIMA EDIÇÃO! COLABORE LIVREMENTE, MANDE UM PIX PRA FINANCIAR NOVOS TRABALHOS: ameopoemaeditora@gmail.com Caso queira anunciar algum livro ou serviço cultural, entre em contato. Caso queira publicar seu livro (físico ou e-book) a baixo custo entre em contato, são esses trabalhos e doações que mantêm a revista viva. AMEOPO MA E editora independente INTERVENHA NESTA REVISTA E MANDE UMA FOTO PRA GENTE LITERATURA NA RUA
  • 13. ...com carinho e reticências: Rômulo Ferreira Pai nosso que não estais aqui Sacrificado é o vosso povo Humilhados e ofendidos são os nossos homens Deserdados e famintos são os nossos filhos Feridos e estéreis são nossos ventres Aqui na terra O pão nosso de cada dia A alegria nossa de cada dia O amor nosso de cada dia O trabalho nosso de cada dia Venham a nós Voltem a nós De trem, de carro ou navio Não nos deixeis cair em lamentações Mas livrai-nos desse vazio Já imaginou seu livro prontinho e circulando? E o melhor, rendendo 100% de lucros só para quem escreveu o livro? A Editora AMEOPOEMA, não rouba seu direito de vender sua própria obra a seu preço e modo. Pois é, esse sonho pode estar a um passo de se realizar. Publicamos romances, poemas, contos, poesia concreta, teses, dissertações, TCCs, literatura infanto-juvenil, HQs e diversos outros assuntos literários. Você que escolhe o formato, tamanho, estilo. O livro fica do modo que foi sonhado. Confere aí nossos serviços: · Revisão e normatização dos textos · Acompanhamento direto pelo WhatsApp · Projeto gráfico COMPLETO · Livros colados e costurados · Criação de capa e contracapa · ISBN · Lançamento on-line (em sarau) · Divulgação nas redes sociais · Criação de artes para divulgação em redes sociais · Envio para todo Brasil e América Latina ENTRE EM CONTATO PARA ORÇAMENTO: | fb.com/ameopoema ameopoema.com.br 31 9 7526 3996 FANZINE #23 10 ANOS NAS RUAS ...com carinho e reticências: Rômulo Ferreira Pai nosso que não estais aqui Sacrificado é o vosso povo Humilhados e ofendidos são os nossos homens Deserdados e famintos são os nossos filhos Feridos e estéreis são nossos ventres Aqui na terra O pão nosso de cada dia A alegria nossa de cada dia O amor nosso de cada dia O trabalho nosso de cada dia Venham a nós Voltem a nós De trem, de carro ou navio Não nos deixeis cair em lamentações Mas livrai-nos desse vazio Fernando Brant / Milton Nascimento Já imaginou seu livro prontinho e circulando? E o melhor, rendendo 100% de lucros só para quem escreveu o livro? A Editora AMEOPOEMA, não rouba seu direito de vender sua própria obra a seu preço e modo. Pois é, esse sonho pode estar a um passo de se realizar. Publicamos romances, poemas, contos, poesia concreta, teses, dissertações, TCCs, literatura infanto-juvenil, HQs e diversos outros assuntos literários. Você que escolhe o formato, tamanho, estilo. O livro fica do modo que foi sonhado. Confere aí nossos serviços: · Revisão e normatização dos textos · Acompanhamento direto pelo WhatsApp · Projeto gráfico COMPLETO · Livros colados e costurados · Criação de capa e contracapa · ISBN · Lançamento on-line (em sarau) · Divulgação nas redes sociais · Criação de artes para divulgação em redes sociais · Envio para todo Brasil e América Latina ENTRE EM CONTATO PARA ORÇAMENTO: | fb.com/ameopoema ameopoema.com.br 31 9 7526 3996 FANZINE #23 10 ANOS NAS RUAS Fernando Brant / Milton Nascimento