ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC):
Considerações Clínicas e
Abordagem Fisioterapêutica
PROFA: DARCIANNE ANDRADE CAVALCANTE
A IMPORTÂNCIA DE ESTUDAR SOBRE (AVC)
90% DOS AVCS SÃO CAUSADOS A FATORES MODIFICÁVEIS
JORNAL DA USP
INCIDÊNCIA
No ano de 2020, dados do DATASUS, mostraram 99.010 mortes por AVC no Brasil .
De acordo o portal de Transparência do Registro Civil, o número de óbitos por AVC no
Brasil foi de 101.965, em 2019 e 102.812 em 2020, O número equivale à média de 12 óbitos
por hora, ou 307 vítimas fatais por dia, tornando o AVC a principal causa de morte no país.
Em 2019, de acordo com o grupo Global Burden of Diseases (GBD) Study, que compila
dados mundiais foram contabilizados 12.2 milhões de casos incidentes de AVC, com 6.55
milhões de mortes.
ESTIMATIVA
Estima-se que em 2050, só no
Brasil, serão mais de 16 milhões
de pessoas com mais de 80
anos.
Dados do Hospital Albert
Einstein indicam que após os
80 anos os casos de AVC são
bem mais comuns em mulheres.
CONCEITO DE (AVC)
Popularmente chamado de derrame, está atribuído a restrição na irrigação ou
extravasamento sanguínea no cérebro, o que provoca lesão celular e danos nas
funções neurológicas.
Clinicamente podem ocorrer danos nas funções motoras, sensitivas, mentais,
perceptivas e linguagem.
 Motoras: paralisia (hemiplegia) ou fraqueza (hemiparesia) no lado do corpo
oposto ao local da lesão
Os AVCs oscilam de leves a graves podendo ser temporário ou permanente.
(O´ Sullivan )
TIPOS DE AVC
FISIOPATOLOGIA
AVC ISQUÊMICO - ocorre por OBSTRUÇÃO de uma artéria
Causado pela formação de placa aterosclerótica ou pela presença de
um coágulo que chega através da circulação de uma outra parte do
corpo.
A trombose cerebral refere-se à formação ou desenvolvimento de um
coágulo de sangue ou trombo no interior das artérias cerebrais, ou de
seus ramos, que se deslocam produzindo a oclusão e isquemia.
A aterosclerose produz a formação de
placas e progressiva estenose do vaso.
FISIOPATOLOGIA
 AVC HEMORRÁGICO - ocorre por RUPTURA de uma artéria.
Como consequência provoca extravasamento do sangue. A hemorragia
pode ser intracerebral ou subaracnóidea.
Os sinais clínicos estão relacionados a localização e extensão da lesão
(Lewis, 2002).
A hemorragia provoca inflamação, edema
e as células morrem .
COMPARANDO A UMA MANGUEIRA
Se o cano que leva água até a torneira entupir, a
água não chega até a torneira.
Se a artéria entupir, ela não consegue levar o
sangue até neurônio, ou seja, o sangue não
consegue passar para frente.
AVC Isquêmico: quando não chega sangue até os neurônios
O neurônio é uma célula que gosta e precisa de
muito oxigênio e glicose. É isso que gera energia
para ele funcionar.
E se não chega sangue até ele, ele morre, e isso
provoca uma lesão.
Quando o cano está com vazamento,
extravasa água.
O mesmo acontece com a artéria - Se o
sangue vaza de dentro da artéria vai
ocorrer lesões nos neurônios que vão
sendo tocados.
AVC hemorrágico: É quando o vaso sanguíneo se rompe
OUTRO TIPO DE AVC
AIT – ATAQUE ISQUÊMICO TRANSITÓRIO
Conceitua-se como temporária interrupção do suprimento
sanguíneo ao cérebro.
Ocorre quando uma artéria cerebral entope ou se rompe
provocando um déficit neurológico.
Diferente do AVC, o ataque isquêmico transitório apresenta
sintomas e a recuperação completa. Dura menos de 1 hora e não
deixa lesões permanentes.
Os sintomas são perda sensibilidade do braço, enjoo, fala
enrolada, desequilíbrio, sincope, visão dupla entre outras.
Os AITs são um aviso importante de que um AVC
mais sério pode ocorrer em breve.
ANEURISMA CEREBRAL
O aneurisma cerebral é uma dilatação anormal dos vasos do
cérebro e pode ser umas das causas de acidente vascular cerebral
(AVC) do tipo hemorrágico.
São decorrentes de uma fraqueza na parede das artérias cerebrais,
sem uma razão bem definida na maioria dos casos. No entanto,
podem estar associadas a traumas, infecções e uso de drogas.​
A rotura de um aneurisma cerebral pode ser fatal ou deixar
sequelas irreversíveis. Devem ser tratados antes de romperem,
quando houver indicação médica
A maioria dos aneurismas cerebrais não causam sintomas,
permanecendo silenciosos até que se rompam
VOCÊS SABIAM QUE AS SEQUELAS
DE UM AVC OCORREM DO LADO
OPOSTO AO QUE FOI LESIONADO ?
Geralmente os AVCs ocasionam lesão em apenas um lado do cérebro, porém como
os nervos do cérebro cruzam em direção ao outro lado do corpo, os sintomas ocorrem
no lado oposto ao lado lesado do cérebro.
Durante a decussação, as fibras nervosas que controlam o movimento e as sensações
de uma parte do corpo cruzam para o lado oposto do cérebro ou da medula espinhal.
Isso significa que o lado direito do cérebro ou da medula espinhal controla as funções
do lado esquerdo do corpo, e vice-versa. Ou seja, quando ocorre um AVC em uma
área específica do cérebro ou da medula espinhal, as consequências motoras e
sensoriais afetarão o lado oposto do corpo.
ESSA ORGANIZAÇÃO CRUZADA É CONHECIDA COMO DECUSSAÇÃO.
É importante entender
que o AVC atinge as
pessoas de formas
diferente uma das outras.
Quando uma pessoa tem um
AVC em uma determinada
região, terá um quadro
clínico diferente daquela
que também teve uma lesão
em outro local.
Quando um neurônio morre, vocês
acham que acabou aquela função, que
nunca
mais vai recuperar?
NÃO
Felizmente existe a
NEUROPLASTICIDADE
RELEMBRANDO
Neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro em se adaptar.
Se uma região teve morte de neurônio, aquelas outras que sobreviveram, vão se
adaptar para tentar reagir à lesão.
As atividades físicas realizadas de forma adequada estimulam a
neuroplasticidade. Existe uma substância que é como um alimento para o
neurônio, que o ajuda a recuperar-se após o AVC. Chamamos essa substância
de fatores neurotróficos, porque fazem o neurônio crescer, se adaptar. A maioria
desses fatores são produzidos durante o exercício físico, essa é a razão do
exercício físico ser considerado um dos melhores remédios para o AVC.
A neuroplasticidade é uma grande aliada na recuperação do AVC.
FATORES DE RISCO
Fator de risco NÃO-MODIFICÁVEL (10%) : A idade, sexo, doenças vasculares, raça, fatores
genéticos.
A cada década, após os 50 anos de idade, o risco de ter um AVC dobra.
Mulheres tem maior chance de desenvolver por questões hormonais, metabólicas e uso de
anticoncepcionais associado ao uso de tabagismo.
Fatores de risco MODIFICÁVEIS ((90%): Pressão alta, diabetes, colesterol alto, obesidade,
etilismo, tabagismo (quem fuma tem 600% a mais de chance de ter um AVC) e sedentarismo.
(O Sullivan)
Quanto maior o número de fatores de risco ou quanto mais elevado for
o grau de anormalidade de qualquer fator de risco, maior será o risco de
ocorrer um avc.
MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS
Alteração do Movimento
Alteração do movimento e/ou da
sensibilidade em uma parte do
corpo.
Dor de Cabeça
Dor de cabeça intensa e súbita.
Alteração no Equilíbrio
Tontura, alteração no equilíbrio (andar
como bêbado).
Dificuldade na Fala
Dificuldade para falar e/ou entender.
Alteração da Visão
Alteração da visão, como visão dupla
e/ou dificuldade para enxergar.
Náuseas
Náusea/vômito, dificuldade para engolir e/ou
perda da consciência (desmaio).
FASES DE RECUPERAÇÃO DO AVC
FASE HIPER AGUDA - PRIMEIRAS 24 HORAS
FASE AGUDA – PRIMEIROS 7 DIAS
FASE SUBAGUDA PRECOCE – 8° DIA AO 3° MÊS
FASE SUBAGUDA TARDIA – 3° AO 6° MÊS
FASE CRÔNICA – APARTIR DO 6° MÊS
Roxo – Cascatas de Eventos
Azul – Saída do Processo Inflamatório **
Laranja – Início da Recuperação Funcional***
Verde - Início da Ação da Neuroplasticidade
ESTÁGIOS DE RECUPERAÇÃO DO AVC
Estágio flácido: Persistência da hipotonia, havendo perda motora geral e perda sensorial severa. O braço
fica mole e caído e o paciente não consegue firmar-se no espaço devido à fraqueza muscular e ao baixo
tónus muscular, sendo o mais incapacitante dos 3 estágios.
Estágio de recuperação: Evolução para o tónus normal, os movimentos iniciam-se nos membros, primeiro
mais distalmente.
Estágio espástico: Evolução para a hipertonia. Acontece uma recuperação inicial dos movimentos
proximais dos membros..
Ataxia: Os movimentos são descontrolados e excessivos, havendo dificuldade na realização e manutenção
das posições intermediárias de um movimento.
CLASSIFICAÇÃO TOPOGRÁFICA
Plegias - Paralisias
Monoplegia ocorre quando um único membro, seja inferior ou superior, é acometido
de paralisia
Hemiplegia é a paralisia de um dos hemisférios do corpo, ou seja, da porção direita ou
esquerda. Portanto, atinge tanto os membros inferiores quanto superiores de uma
metade do corpo
Paraplegia ocorre quando há perda dos movimentos dos membros inferiores
Tetraplegia é uma paralisia que afeta os dois membros superiores e os dois inferiores
CLASSIFICAÇÃO TOPOGRÁFICA
Paresias – Paralisia Parcial
Monoparesia: paralisia parcial de um membro;
Hemiparesia: paralisia parcial dos membros de um lado do corpo (por
exemplo, braço e perna do lado direito).
Paraparesia: paralisia parcial de dois membros simétricos;
Tetraparesia: paralisia parcial dos quatro membros;
PROBLEMAS
SECUNDÁRIOS E
COMPLICAÇÕES
Contraturas e deformidades, trombose
venosa profunda (TVP), problemas urinários
e intestinais, disfunção oro- facial, síndrome
do ombro doloroso, diminuição da
resistência, problemas cardíacos
concomitante, transtornos posturais e de
marcha; distúrbio do sistema sensitivo e
motor, ou comprometimento isolado de
nervos cranianos, pneumonia aspirativa,
hemianopsia (perda da metade do campo de
visão); alterações na fala e na linguagem,
como afasias, disartrias e fala escandida
(dificuldade de coordenar a língua); apraxia
(dificuldade de coordenar movimentos),
espasticidade e escaras.
(O Sullivan)
SÍNDROME DO OMBRO
DOLOROSO / LUXADO
A fraqueza muscular na região do ombro é acompanhada de
hipotonia (redução do tônus muscular) e com isso a articulação se
torna instável e propensa a se deslocar frente à pequenas forças de
tração. Por isso, é muito importante que os pacientes que
sofreram AVC e seus familiares e cuidadores aprendam a proteger
a articulação do ombro afetado.
 Exercícios de fortalecimento de músculos do manguito
rotador e ombro no geral devem ser realizados.
 Mobilizações passivas, facilitação neuromuscular
proprioceptiva (FNP), estimulação elétrica neurofuncional
(FES), Bobath e hidroterapia são excelentes recursos.
 As órteses e as
bandagens elásticas podem ser utilizadas para auxiliar o corret
o posicionamento do ombro
.
ESPASTICIDADE MUSCULAR
Condição em que alguns músculos ficam continuamente
contraídos, resultando em rigidez e contração muscular.
Afeta a fala, a postura e os movimentos.
É uma consequência comum do AVC, com ocorrência
em 1 a cada 3 pacientes. Além disso, nas 6 primeiras
semanas após o derrame, 25% dos pacientes com AVC
sofrem de espasticidade.
Ocorre por alterações na comunicação entre músculos
e sistema nervoso, promovendo o aumento da
atividade muscular.
SINTOMAS DA ESPASTICIDADE
Os sintomas da espasticidade variam bastante, dependendo do paciente e do
membro afetado:
• Espasmos musculares com contrações incontroláveis e muitas vezes dolorosas
• Rigidez muscular com dificuldade e falta de precisão ao realizar movimentos
físicos
• Fadiga muscular
• Aumento do tônus muscular (hipertonia)
• Clônus (uma série de contrações musculares rápidas)
• Cruzamento involuntário das pernas em forma de tesoura
• Dor
• Deformidades musculares e articulares
ALTERAÇÕES
DO TÔNUS
MUSCULAR
Hipertonia de Decorticação
Hipertonia de Descerebração
Hipertonia Elástica (Espasticidade)
Hipertonia Plástica (Rigidez)
Hipotonia (fase inicial)
Discinesia
Ataxia
Misto
HIPOTONIA
IMPACTO NA QUALIDADE DE VIDA
IMPACTO
NA VIDA DO
FAMILIAR E
CUIDADOR
TRATAMENTO PÓS - AVE
Avaliação Multidisciplinar
Prognóstico
Metas
Intervenção
DIAGNÓSTICO MÉDICO
Tomografia
computadorizada do
crânio (TC):
Objetiva identificar a
natureza isquêmica
ou hemorrágica da
doença vascular,
informar a extensão e
topografia da lesão,
excluir possíveis
diagnósticos
diferenciais e
identificar
complicações.
Ressonância
Magnétic (RM):
Apresenta
positividade maior
que da TC nas
primeiras 24 horas
para AVC isquêmico
(AVCI),
especialmente no
território vértebro-
basilar.
Investigação
etiológica:
Recomenda-se a
realização do ultra-
som Doppler de
carótidas e vertebrais,
avaliação cardíaca
com
eletrocardiograma,
radiografia de tórax e
ecocardiograma com
Doppler transtorácico
ou transesofágico.
Exame do líquido
cefalorraquidiano
(LCR):
Indicado nos casos de
suspeita de
hemorragia
subaracnóidea (HSA)
com TC negativa
Exames sanguíneos:
Recomenda-se
realizar em caráter de
emergência exames:
hemograma, glicose,
creatinina, uréia,
eletrólitos, gasometria
arterial,
coagulograma e antes
da alta hospitalar,
frente a suspeita de
trombose, a dosagem
do colesterol total e
frações, triglicérides,
fibrinogênio.
TRATAMENTO
 O tratamento do AVC isquêmico utilizado em todo o mundo há
vários anos, pode ser feito com medicamento trombolítico
administrado na veia do paciente.
A função do medicamento é dissolver o coágulo sanguíneo que está
entupindo a artéria cerebral e causando a isquemia. O tempo
máximo ideal para início da aplicação do medicamento é de quatro
horas e meia após os primeiros sintomas.
 O tratamento do AVC hemorrágico exige a entrada do paciente
em uma unidade com capacidade de monitorização neurológica.
Na unidade especializada é possível fazer o adequado controle da
pressão arterial e de alterações do exame neurológico. Em alguns
casos, pode haver a necessidade de uma neurocirurgia, o que obriga
agilidade do hospital em promover uma rápida avaliação do
neurocirurgião.
Tanto o AVC isquêmico quanto o hemorrágico necessitam de
um rigoroso controle dos níveis de glicemia (açúcar no sangue)
e prevenção de febre do paciente.
PROGNÓSTICO
A recuperação funcional é
amplamente determinada
pela extensão e pelo local
que foi atingido.
Quanto maior a lesão mais
disseminados serão os
danos das funções
cerebrais.
Em estágios iniciais após o
AVC, a melhora dos
sintomas pode resultar de
uma redução do edema
cerebral, assim o potencial
de reabilitação é mais
confiavelmente avaliado
após duas primeiras
semanas.
A recuperação neuronal
também é influenciada
pela plasticidade do
Sistema Nervoso Central
(SNC)
Quanto mais rápido for a
recuperação mais favorável
será o prognóstico.
A maior parte da
recuperação ocorre nos
primeiros 6 meses.
Em casos de paralisia que
permanece grave após
transcorrido esse tempo,
provavelmente não será
possível observar melhora
mais significativa .
IDENTIFICANDO O AVC
A sigla SAMU resume como se reconhecer um AVC:
— Mande a pessoa dar um Sorriso, e se a boca estiver torta, pode
ser um AVC
— Mande a pessoa te dar um Abraço, e se um dos braços cair, pode
ser um AVC
— Mande a pessoa falar uma frase, Mensagem, música, e se a
pessoa falar enrolado, estranho, pode ser um AVC
— Identificando esses sinais, alerte-se a Urgência de ligar para o
SAMU (192)
Se houver rapidez no atendimento do AVC, até 4,5 horas do início
dos sintomas, o trombolítico, que dissolve o coágulo, pode ser dado
aos pacientes com AVC isquêmico, o tipo mais comum de AVC,
diminuindo a chance de sequelas. Se houver um trombo em uma
grande artéria do cérebro, a trombectomia (retirada do trombo por
cateterismo) pode ser realizada.
COMO PREVENIR AVC
• Praticar atividade física pelo menos 4 a 5 vezes por semana,
por 30 a 40 minutos
• Consultas médicas em dia para ter certeza de que sua pressão
arterial, o açúcar no sangue e o colesterol estão em níveis
adequados
• Se houver qualquer alteração nestes níveis é importante fazer
uso das medicações orientadas pelo seu médico
• Evitar fumo e consumo de bebidas alcoólicas em dose
excessiva
• Evitar o stress
• Manter uma dieta bem balanceada
• E se estiver acima do peso procurar emagrecer
TRATAMENTO
FISIOTERAPÊUTICO
 Anamnese
 Avaliação Física:
- Tônus muscular
- Padrão patológico
- Mudanças posturais
- Reações de endireitamento, equilíbrio e proteção
- Alterações ortopédicas e respiratórias
- Alterações sensoriais
- Marcha
 Diagnóstico fisioterapêutico
OBJETIVOS
GERAIS DA
FISIOTERAPIA
Manter ou ganhar amplitude de movimento
Prevenir e/ou tratar subluxação de ombro
Prevenir contraturas e deformidades
Prevenir dores articulares
Ganhar força muscular
Melhorar a propriocepção
Melhorar o equilíbrio
Normalizar o tônus muscular
Prevenir as alterações posturais
Estimular função motora grossa e fina
Facilitação da marcha
Estimular a coordenação, ritmo, velocidade dos movimentos
Orientação Familiar (exercícios domiciliares)
Normalizar o tônus no hemicorpo acometido
Treinar atividades de vida diária (AVD’s)
Treinar marcha
Treinar memória cinestésica
Reaprendizado motor
RECURSOS DA
FISIOTERAPIA
Cinesioterapia
Fisioterapia Aquática
Eletroterapia
Fisioterapia Respiratória
Técnicas Específicas (Conceito
Bobath, PNF, Integração Sensorial,
Kabat…)
FISIOTERAPIA NA PRÁTICA
EM FASE AGUDA
• Visa prevenir retenção e acúmulo de secreções, atelectasias e
broncopneumonias, utilizando manobras de higiene brônquica (percussão,
vibração e reexpansão pulmonar), drenagem postural e aspiração traqueal.
• Orientação quanto mudanças de decúbito são necessárias para prevenção de
escaras e para prevenir contraturas articulares.
• As mobilizações passivas em membros inferiores e superiores também são
indicadas para manutenção da força muscular e para prevenção de trombose
venosa profunda.
FISIOTERAPIA NA PRÁTICA
EM FASE SUBAGUDA
O objetivo da Fisioterapia segue o mesmo entretanto, com paciente acordado é
possível estimular a eliminação de secreção através da tosse espontânea.
• Exercícios respiratórios: com incentivadores para fortalecimento de músculos
expiratórios.
• Mobilizações passivas: devem ser realizadas nos membros do lado acometido.
• Exercícios isométricos e ativos: caso apresente algum sinal de movimento
• Propriocepção: técnicas de tapping de deslizamento com calor e frio,
escovação, disco proprioceptivo, tábua basculante e exercícios táteis com
diferentes texturas são indicados.
• Treino de equilíbrio: exercícios com descarga de peso
• Eletroterapia: opções para dor .
FISIOTERAPIA NA PRÁTICA
EM FASE TARDIA
Objetivos e condutas da fase aguda se mantém e inclui-se:
Normalizar o tônus no hemicorpo acometido : uso de turbilhão com agua aquecida,
facilita o alongamento
Treinar atividades de vida diária (AVD’s): trocas posturais, sedestação, treino de auto
cuidado e hábitos diários
Treinar marcha: com andador, barra paralela ou auxilio de terapeuta, subir e descer
degraus e rampa
Treinar memória cinestésica: solicitar ao paciente que realize os exercícios
mentalizando o movimento.
Reaprendizado motor: exercícios sincronizados para membros superiores, exercícios
ativos ou ativos-assistidos com bastão, bola e na roldana.
Órteses: indicadas para prevenção de contraturas em membros superiores e para
prevenção de contraturas e facilitação da marcha em membros inferiores.
Tratamento de Espasticidade
O tratamento compreende: intervenções não
medicamentosas, medicamentosas e cirurgicas.
MEDICAMENTOSO: Medicamentos orais (Bacoflen) e
injetaveis ( Fenol e Toxina Botulinica). O ultimo produz
efeito por ate meses, e durante esse tempo as tecnicas de
reabilitação podem serm potencializados.
NÃO MEDICAMENTOSAS: Fisioterapia, Terapia
Ocupacional, eletroestimulação, posicionamento, uso de
orteses dinamicas e estáticas entre outras. O objetivo é
prevenir contraturras, deformidades e facilitar
funcionalidades.
FISIOTERAPIA AQUÁTICA
Devido o princípio da flutuação, os pacientes são facilmente
manipulados e observados pelo terapeuta, isso permite que o
paciente possa se mover de uma maneira mais independente
com menos apoio do terapeuta, aumentando sua capacidade
funcional.
As propriedades físicas da água ainda favorecem a
movimentação voluntária e adoção de diversas posturas,
facilitando também a realização de alongamento muscular com
alívio da dor.
O calor da água na piscina ajuda a aliviar a espasticidade,
mesmo temporariamente, o que facilita os movimentos passivos
com maiores amplitudes de movimento e menor desconforto
para o paciente.
EXERCÍCIOS DE
FISIOTERAPIA
 ALONGAMENTOS
 FORTALECIMENTO
MUSCULAR
 TREINO DE SENSIBILIDADE
E PROPRIOCEPÇÃO
 TREINO DE MARCHA
 ESTIMULAR O
APRENDIZADO MOTOR
O QUE NÃO FAZER NA FISIOTERAPIA
EVITAR EXERCÍCIOS QUE ESTIMULEM O PADRÃO FLEXOR
O PAPEL DA FISIOTERAPIA
O Fisioterapeuta tem um papel fundamental na reabilitação
de pacientes com AVC em todas as fases da reabilitação,
contribuindo para um correto posicionamento, prevenção
de quedas, auxílio a marcha e melhora da qualidade de
vida, permitindo que esses pacientes possam realizar o
máximo possível de suas atividades de vida diária dentro
das limitações causadas pelo AVC.
Revista Interdisciplinar, Piauí, 9, n. 1, p. 179-184, 2016.

Aula 4 - Acidente Vascular Cerebral .pptx

  • 1.
    ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL(AVC): Considerações Clínicas e Abordagem Fisioterapêutica PROFA: DARCIANNE ANDRADE CAVALCANTE
  • 2.
    A IMPORTÂNCIA DEESTUDAR SOBRE (AVC) 90% DOS AVCS SÃO CAUSADOS A FATORES MODIFICÁVEIS JORNAL DA USP
  • 3.
    INCIDÊNCIA No ano de2020, dados do DATASUS, mostraram 99.010 mortes por AVC no Brasil . De acordo o portal de Transparência do Registro Civil, o número de óbitos por AVC no Brasil foi de 101.965, em 2019 e 102.812 em 2020, O número equivale à média de 12 óbitos por hora, ou 307 vítimas fatais por dia, tornando o AVC a principal causa de morte no país. Em 2019, de acordo com o grupo Global Burden of Diseases (GBD) Study, que compila dados mundiais foram contabilizados 12.2 milhões de casos incidentes de AVC, com 6.55 milhões de mortes.
  • 4.
    ESTIMATIVA Estima-se que em2050, só no Brasil, serão mais de 16 milhões de pessoas com mais de 80 anos. Dados do Hospital Albert Einstein indicam que após os 80 anos os casos de AVC são bem mais comuns em mulheres.
  • 5.
    CONCEITO DE (AVC) Popularmentechamado de derrame, está atribuído a restrição na irrigação ou extravasamento sanguínea no cérebro, o que provoca lesão celular e danos nas funções neurológicas. Clinicamente podem ocorrer danos nas funções motoras, sensitivas, mentais, perceptivas e linguagem.  Motoras: paralisia (hemiplegia) ou fraqueza (hemiparesia) no lado do corpo oposto ao local da lesão Os AVCs oscilam de leves a graves podendo ser temporário ou permanente. (O´ Sullivan )
  • 8.
  • 9.
    FISIOPATOLOGIA AVC ISQUÊMICO -ocorre por OBSTRUÇÃO de uma artéria Causado pela formação de placa aterosclerótica ou pela presença de um coágulo que chega através da circulação de uma outra parte do corpo. A trombose cerebral refere-se à formação ou desenvolvimento de um coágulo de sangue ou trombo no interior das artérias cerebrais, ou de seus ramos, que se deslocam produzindo a oclusão e isquemia. A aterosclerose produz a formação de placas e progressiva estenose do vaso.
  • 11.
    FISIOPATOLOGIA  AVC HEMORRÁGICO- ocorre por RUPTURA de uma artéria. Como consequência provoca extravasamento do sangue. A hemorragia pode ser intracerebral ou subaracnóidea. Os sinais clínicos estão relacionados a localização e extensão da lesão (Lewis, 2002). A hemorragia provoca inflamação, edema e as células morrem .
  • 14.
    COMPARANDO A UMAMANGUEIRA Se o cano que leva água até a torneira entupir, a água não chega até a torneira. Se a artéria entupir, ela não consegue levar o sangue até neurônio, ou seja, o sangue não consegue passar para frente. AVC Isquêmico: quando não chega sangue até os neurônios O neurônio é uma célula que gosta e precisa de muito oxigênio e glicose. É isso que gera energia para ele funcionar. E se não chega sangue até ele, ele morre, e isso provoca uma lesão.
  • 15.
    Quando o canoestá com vazamento, extravasa água. O mesmo acontece com a artéria - Se o sangue vaza de dentro da artéria vai ocorrer lesões nos neurônios que vão sendo tocados. AVC hemorrágico: É quando o vaso sanguíneo se rompe
  • 16.
    OUTRO TIPO DEAVC AIT – ATAQUE ISQUÊMICO TRANSITÓRIO Conceitua-se como temporária interrupção do suprimento sanguíneo ao cérebro. Ocorre quando uma artéria cerebral entope ou se rompe provocando um déficit neurológico. Diferente do AVC, o ataque isquêmico transitório apresenta sintomas e a recuperação completa. Dura menos de 1 hora e não deixa lesões permanentes. Os sintomas são perda sensibilidade do braço, enjoo, fala enrolada, desequilíbrio, sincope, visão dupla entre outras. Os AITs são um aviso importante de que um AVC mais sério pode ocorrer em breve.
  • 17.
    ANEURISMA CEREBRAL O aneurismacerebral é uma dilatação anormal dos vasos do cérebro e pode ser umas das causas de acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico. São decorrentes de uma fraqueza na parede das artérias cerebrais, sem uma razão bem definida na maioria dos casos. No entanto, podem estar associadas a traumas, infecções e uso de drogas.​ A rotura de um aneurisma cerebral pode ser fatal ou deixar sequelas irreversíveis. Devem ser tratados antes de romperem, quando houver indicação médica A maioria dos aneurismas cerebrais não causam sintomas, permanecendo silenciosos até que se rompam
  • 18.
    VOCÊS SABIAM QUEAS SEQUELAS DE UM AVC OCORREM DO LADO OPOSTO AO QUE FOI LESIONADO ?
  • 19.
    Geralmente os AVCsocasionam lesão em apenas um lado do cérebro, porém como os nervos do cérebro cruzam em direção ao outro lado do corpo, os sintomas ocorrem no lado oposto ao lado lesado do cérebro. Durante a decussação, as fibras nervosas que controlam o movimento e as sensações de uma parte do corpo cruzam para o lado oposto do cérebro ou da medula espinhal. Isso significa que o lado direito do cérebro ou da medula espinhal controla as funções do lado esquerdo do corpo, e vice-versa. Ou seja, quando ocorre um AVC em uma área específica do cérebro ou da medula espinhal, as consequências motoras e sensoriais afetarão o lado oposto do corpo. ESSA ORGANIZAÇÃO CRUZADA É CONHECIDA COMO DECUSSAÇÃO.
  • 22.
    É importante entender queo AVC atinge as pessoas de formas diferente uma das outras.
  • 23.
    Quando uma pessoatem um AVC em uma determinada região, terá um quadro clínico diferente daquela que também teve uma lesão em outro local.
  • 24.
    Quando um neurôniomorre, vocês acham que acabou aquela função, que nunca mais vai recuperar?
  • 25.
  • 27.
    RELEMBRANDO Neuroplasticidade, que éa capacidade do cérebro em se adaptar. Se uma região teve morte de neurônio, aquelas outras que sobreviveram, vão se adaptar para tentar reagir à lesão. As atividades físicas realizadas de forma adequada estimulam a neuroplasticidade. Existe uma substância que é como um alimento para o neurônio, que o ajuda a recuperar-se após o AVC. Chamamos essa substância de fatores neurotróficos, porque fazem o neurônio crescer, se adaptar. A maioria desses fatores são produzidos durante o exercício físico, essa é a razão do exercício físico ser considerado um dos melhores remédios para o AVC. A neuroplasticidade é uma grande aliada na recuperação do AVC.
  • 28.
    FATORES DE RISCO Fatorde risco NÃO-MODIFICÁVEL (10%) : A idade, sexo, doenças vasculares, raça, fatores genéticos. A cada década, após os 50 anos de idade, o risco de ter um AVC dobra. Mulheres tem maior chance de desenvolver por questões hormonais, metabólicas e uso de anticoncepcionais associado ao uso de tabagismo. Fatores de risco MODIFICÁVEIS ((90%): Pressão alta, diabetes, colesterol alto, obesidade, etilismo, tabagismo (quem fuma tem 600% a mais de chance de ter um AVC) e sedentarismo. (O Sullivan) Quanto maior o número de fatores de risco ou quanto mais elevado for o grau de anormalidade de qualquer fator de risco, maior será o risco de ocorrer um avc.
  • 30.
  • 31.
    Alteração do Movimento Alteraçãodo movimento e/ou da sensibilidade em uma parte do corpo. Dor de Cabeça Dor de cabeça intensa e súbita. Alteração no Equilíbrio Tontura, alteração no equilíbrio (andar como bêbado). Dificuldade na Fala Dificuldade para falar e/ou entender. Alteração da Visão Alteração da visão, como visão dupla e/ou dificuldade para enxergar. Náuseas Náusea/vômito, dificuldade para engolir e/ou perda da consciência (desmaio).
  • 32.
    FASES DE RECUPERAÇÃODO AVC FASE HIPER AGUDA - PRIMEIRAS 24 HORAS FASE AGUDA – PRIMEIROS 7 DIAS FASE SUBAGUDA PRECOCE – 8° DIA AO 3° MÊS FASE SUBAGUDA TARDIA – 3° AO 6° MÊS FASE CRÔNICA – APARTIR DO 6° MÊS
  • 33.
    Roxo – Cascatasde Eventos Azul – Saída do Processo Inflamatório ** Laranja – Início da Recuperação Funcional*** Verde - Início da Ação da Neuroplasticidade
  • 34.
    ESTÁGIOS DE RECUPERAÇÃODO AVC Estágio flácido: Persistência da hipotonia, havendo perda motora geral e perda sensorial severa. O braço fica mole e caído e o paciente não consegue firmar-se no espaço devido à fraqueza muscular e ao baixo tónus muscular, sendo o mais incapacitante dos 3 estágios. Estágio de recuperação: Evolução para o tónus normal, os movimentos iniciam-se nos membros, primeiro mais distalmente. Estágio espástico: Evolução para a hipertonia. Acontece uma recuperação inicial dos movimentos proximais dos membros.. Ataxia: Os movimentos são descontrolados e excessivos, havendo dificuldade na realização e manutenção das posições intermediárias de um movimento.
  • 35.
    CLASSIFICAÇÃO TOPOGRÁFICA Plegias -Paralisias Monoplegia ocorre quando um único membro, seja inferior ou superior, é acometido de paralisia Hemiplegia é a paralisia de um dos hemisférios do corpo, ou seja, da porção direita ou esquerda. Portanto, atinge tanto os membros inferiores quanto superiores de uma metade do corpo Paraplegia ocorre quando há perda dos movimentos dos membros inferiores Tetraplegia é uma paralisia que afeta os dois membros superiores e os dois inferiores
  • 36.
    CLASSIFICAÇÃO TOPOGRÁFICA Paresias –Paralisia Parcial Monoparesia: paralisia parcial de um membro; Hemiparesia: paralisia parcial dos membros de um lado do corpo (por exemplo, braço e perna do lado direito). Paraparesia: paralisia parcial de dois membros simétricos; Tetraparesia: paralisia parcial dos quatro membros;
  • 38.
    PROBLEMAS SECUNDÁRIOS E COMPLICAÇÕES Contraturas edeformidades, trombose venosa profunda (TVP), problemas urinários e intestinais, disfunção oro- facial, síndrome do ombro doloroso, diminuição da resistência, problemas cardíacos concomitante, transtornos posturais e de marcha; distúrbio do sistema sensitivo e motor, ou comprometimento isolado de nervos cranianos, pneumonia aspirativa, hemianopsia (perda da metade do campo de visão); alterações na fala e na linguagem, como afasias, disartrias e fala escandida (dificuldade de coordenar a língua); apraxia (dificuldade de coordenar movimentos), espasticidade e escaras. (O Sullivan)
  • 39.
    SÍNDROME DO OMBRO DOLOROSO/ LUXADO A fraqueza muscular na região do ombro é acompanhada de hipotonia (redução do tônus muscular) e com isso a articulação se torna instável e propensa a se deslocar frente à pequenas forças de tração. Por isso, é muito importante que os pacientes que sofreram AVC e seus familiares e cuidadores aprendam a proteger a articulação do ombro afetado.  Exercícios de fortalecimento de músculos do manguito rotador e ombro no geral devem ser realizados.  Mobilizações passivas, facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP), estimulação elétrica neurofuncional (FES), Bobath e hidroterapia são excelentes recursos.  As órteses e as bandagens elásticas podem ser utilizadas para auxiliar o corret o posicionamento do ombro .
  • 40.
    ESPASTICIDADE MUSCULAR Condição emque alguns músculos ficam continuamente contraídos, resultando em rigidez e contração muscular. Afeta a fala, a postura e os movimentos. É uma consequência comum do AVC, com ocorrência em 1 a cada 3 pacientes. Além disso, nas 6 primeiras semanas após o derrame, 25% dos pacientes com AVC sofrem de espasticidade. Ocorre por alterações na comunicação entre músculos e sistema nervoso, promovendo o aumento da atividade muscular.
  • 41.
    SINTOMAS DA ESPASTICIDADE Ossintomas da espasticidade variam bastante, dependendo do paciente e do membro afetado: • Espasmos musculares com contrações incontroláveis e muitas vezes dolorosas • Rigidez muscular com dificuldade e falta de precisão ao realizar movimentos físicos • Fadiga muscular • Aumento do tônus muscular (hipertonia) • Clônus (uma série de contrações musculares rápidas) • Cruzamento involuntário das pernas em forma de tesoura • Dor • Deformidades musculares e articulares
  • 43.
    ALTERAÇÕES DO TÔNUS MUSCULAR Hipertonia deDecorticação Hipertonia de Descerebração Hipertonia Elástica (Espasticidade) Hipertonia Plástica (Rigidez) Hipotonia (fase inicial) Discinesia Ataxia Misto
  • 46.
  • 48.
    IMPACTO NA QUALIDADEDE VIDA IMPACTO NA VIDA DO FAMILIAR E CUIDADOR
  • 49.
    TRATAMENTO PÓS -AVE Avaliação Multidisciplinar Prognóstico Metas Intervenção
  • 50.
    DIAGNÓSTICO MÉDICO Tomografia computadorizada do crânio(TC): Objetiva identificar a natureza isquêmica ou hemorrágica da doença vascular, informar a extensão e topografia da lesão, excluir possíveis diagnósticos diferenciais e identificar complicações. Ressonância Magnétic (RM): Apresenta positividade maior que da TC nas primeiras 24 horas para AVC isquêmico (AVCI), especialmente no território vértebro- basilar. Investigação etiológica: Recomenda-se a realização do ultra- som Doppler de carótidas e vertebrais, avaliação cardíaca com eletrocardiograma, radiografia de tórax e ecocardiograma com Doppler transtorácico ou transesofágico. Exame do líquido cefalorraquidiano (LCR): Indicado nos casos de suspeita de hemorragia subaracnóidea (HSA) com TC negativa Exames sanguíneos: Recomenda-se realizar em caráter de emergência exames: hemograma, glicose, creatinina, uréia, eletrólitos, gasometria arterial, coagulograma e antes da alta hospitalar, frente a suspeita de trombose, a dosagem do colesterol total e frações, triglicérides, fibrinogênio.
  • 51.
    TRATAMENTO  O tratamentodo AVC isquêmico utilizado em todo o mundo há vários anos, pode ser feito com medicamento trombolítico administrado na veia do paciente. A função do medicamento é dissolver o coágulo sanguíneo que está entupindo a artéria cerebral e causando a isquemia. O tempo máximo ideal para início da aplicação do medicamento é de quatro horas e meia após os primeiros sintomas.  O tratamento do AVC hemorrágico exige a entrada do paciente em uma unidade com capacidade de monitorização neurológica. Na unidade especializada é possível fazer o adequado controle da pressão arterial e de alterações do exame neurológico. Em alguns casos, pode haver a necessidade de uma neurocirurgia, o que obriga agilidade do hospital em promover uma rápida avaliação do neurocirurgião. Tanto o AVC isquêmico quanto o hemorrágico necessitam de um rigoroso controle dos níveis de glicemia (açúcar no sangue) e prevenção de febre do paciente.
  • 52.
    PROGNÓSTICO A recuperação funcionalé amplamente determinada pela extensão e pelo local que foi atingido. Quanto maior a lesão mais disseminados serão os danos das funções cerebrais. Em estágios iniciais após o AVC, a melhora dos sintomas pode resultar de uma redução do edema cerebral, assim o potencial de reabilitação é mais confiavelmente avaliado após duas primeiras semanas. A recuperação neuronal também é influenciada pela plasticidade do Sistema Nervoso Central (SNC) Quanto mais rápido for a recuperação mais favorável será o prognóstico. A maior parte da recuperação ocorre nos primeiros 6 meses. Em casos de paralisia que permanece grave após transcorrido esse tempo, provavelmente não será possível observar melhora mais significativa .
  • 53.
    IDENTIFICANDO O AVC Asigla SAMU resume como se reconhecer um AVC: — Mande a pessoa dar um Sorriso, e se a boca estiver torta, pode ser um AVC — Mande a pessoa te dar um Abraço, e se um dos braços cair, pode ser um AVC — Mande a pessoa falar uma frase, Mensagem, música, e se a pessoa falar enrolado, estranho, pode ser um AVC — Identificando esses sinais, alerte-se a Urgência de ligar para o SAMU (192) Se houver rapidez no atendimento do AVC, até 4,5 horas do início dos sintomas, o trombolítico, que dissolve o coágulo, pode ser dado aos pacientes com AVC isquêmico, o tipo mais comum de AVC, diminuindo a chance de sequelas. Se houver um trombo em uma grande artéria do cérebro, a trombectomia (retirada do trombo por cateterismo) pode ser realizada.
  • 55.
    COMO PREVENIR AVC •Praticar atividade física pelo menos 4 a 5 vezes por semana, por 30 a 40 minutos • Consultas médicas em dia para ter certeza de que sua pressão arterial, o açúcar no sangue e o colesterol estão em níveis adequados • Se houver qualquer alteração nestes níveis é importante fazer uso das medicações orientadas pelo seu médico • Evitar fumo e consumo de bebidas alcoólicas em dose excessiva • Evitar o stress • Manter uma dieta bem balanceada • E se estiver acima do peso procurar emagrecer
  • 57.
    TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO  Anamnese  AvaliaçãoFísica: - Tônus muscular - Padrão patológico - Mudanças posturais - Reações de endireitamento, equilíbrio e proteção - Alterações ortopédicas e respiratórias - Alterações sensoriais - Marcha  Diagnóstico fisioterapêutico
  • 58.
    OBJETIVOS GERAIS DA FISIOTERAPIA Manter ouganhar amplitude de movimento Prevenir e/ou tratar subluxação de ombro Prevenir contraturas e deformidades Prevenir dores articulares Ganhar força muscular Melhorar a propriocepção Melhorar o equilíbrio Normalizar o tônus muscular Prevenir as alterações posturais Estimular função motora grossa e fina Facilitação da marcha Estimular a coordenação, ritmo, velocidade dos movimentos Orientação Familiar (exercícios domiciliares) Normalizar o tônus no hemicorpo acometido Treinar atividades de vida diária (AVD’s) Treinar marcha Treinar memória cinestésica Reaprendizado motor
  • 59.
    RECURSOS DA FISIOTERAPIA Cinesioterapia Fisioterapia Aquática Eletroterapia FisioterapiaRespiratória Técnicas Específicas (Conceito Bobath, PNF, Integração Sensorial, Kabat…)
  • 60.
    FISIOTERAPIA NA PRÁTICA EMFASE AGUDA • Visa prevenir retenção e acúmulo de secreções, atelectasias e broncopneumonias, utilizando manobras de higiene brônquica (percussão, vibração e reexpansão pulmonar), drenagem postural e aspiração traqueal. • Orientação quanto mudanças de decúbito são necessárias para prevenção de escaras e para prevenir contraturas articulares. • As mobilizações passivas em membros inferiores e superiores também são indicadas para manutenção da força muscular e para prevenção de trombose venosa profunda.
  • 61.
    FISIOTERAPIA NA PRÁTICA EMFASE SUBAGUDA O objetivo da Fisioterapia segue o mesmo entretanto, com paciente acordado é possível estimular a eliminação de secreção através da tosse espontânea. • Exercícios respiratórios: com incentivadores para fortalecimento de músculos expiratórios. • Mobilizações passivas: devem ser realizadas nos membros do lado acometido. • Exercícios isométricos e ativos: caso apresente algum sinal de movimento • Propriocepção: técnicas de tapping de deslizamento com calor e frio, escovação, disco proprioceptivo, tábua basculante e exercícios táteis com diferentes texturas são indicados. • Treino de equilíbrio: exercícios com descarga de peso • Eletroterapia: opções para dor .
  • 62.
    FISIOTERAPIA NA PRÁTICA EMFASE TARDIA Objetivos e condutas da fase aguda se mantém e inclui-se: Normalizar o tônus no hemicorpo acometido : uso de turbilhão com agua aquecida, facilita o alongamento Treinar atividades de vida diária (AVD’s): trocas posturais, sedestação, treino de auto cuidado e hábitos diários Treinar marcha: com andador, barra paralela ou auxilio de terapeuta, subir e descer degraus e rampa Treinar memória cinestésica: solicitar ao paciente que realize os exercícios mentalizando o movimento. Reaprendizado motor: exercícios sincronizados para membros superiores, exercícios ativos ou ativos-assistidos com bastão, bola e na roldana. Órteses: indicadas para prevenção de contraturas em membros superiores e para prevenção de contraturas e facilitação da marcha em membros inferiores.
  • 63.
    Tratamento de Espasticidade Otratamento compreende: intervenções não medicamentosas, medicamentosas e cirurgicas. MEDICAMENTOSO: Medicamentos orais (Bacoflen) e injetaveis ( Fenol e Toxina Botulinica). O ultimo produz efeito por ate meses, e durante esse tempo as tecnicas de reabilitação podem serm potencializados. NÃO MEDICAMENTOSAS: Fisioterapia, Terapia Ocupacional, eletroestimulação, posicionamento, uso de orteses dinamicas e estáticas entre outras. O objetivo é prevenir contraturras, deformidades e facilitar funcionalidades.
  • 64.
    FISIOTERAPIA AQUÁTICA Devido oprincípio da flutuação, os pacientes são facilmente manipulados e observados pelo terapeuta, isso permite que o paciente possa se mover de uma maneira mais independente com menos apoio do terapeuta, aumentando sua capacidade funcional. As propriedades físicas da água ainda favorecem a movimentação voluntária e adoção de diversas posturas, facilitando também a realização de alongamento muscular com alívio da dor. O calor da água na piscina ajuda a aliviar a espasticidade, mesmo temporariamente, o que facilita os movimentos passivos com maiores amplitudes de movimento e menor desconforto para o paciente.
  • 65.
    EXERCÍCIOS DE FISIOTERAPIA  ALONGAMENTOS FORTALECIMENTO MUSCULAR  TREINO DE SENSIBILIDADE E PROPRIOCEPÇÃO  TREINO DE MARCHA  ESTIMULAR O APRENDIZADO MOTOR
  • 66.
    O QUE NÃOFAZER NA FISIOTERAPIA EVITAR EXERCÍCIOS QUE ESTIMULEM O PADRÃO FLEXOR
  • 67.
    O PAPEL DAFISIOTERAPIA O Fisioterapeuta tem um papel fundamental na reabilitação de pacientes com AVC em todas as fases da reabilitação, contribuindo para um correto posicionamento, prevenção de quedas, auxílio a marcha e melhora da qualidade de vida, permitindo que esses pacientes possam realizar o máximo possível de suas atividades de vida diária dentro das limitações causadas pelo AVC. Revista Interdisciplinar, Piauí, 9, n. 1, p. 179-184, 2016.