Belo artigo...Leia-o com atenção e medite bem sobre o seu conteúdo A CULTURA DO SLOW DOWN
“ Há 18 anos ingressei na Volvo, empresa sueca bem conhecida. Trabalhar com os suecos é uma convivência muito interessante. Qualquer projeto aqui demora dois anos para concretizar-se, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É uma regra.
Os processos globalizados causam a nós estrangeiros uma ansiedade generalizada na busca de resultados imediatos.  Conseqüentemente, o nosso sentido de urgência não surte efeito dentro dos prazos longos dos suecos.
Os suecos debatem, debatem, realizam "n" reuniões, ponderações, etc.  E trabalham com um esquema bem mais “slowdown". O melhor é constatar que, no fim, isto acaba por dar sempre resultados nos seus prazos (suecos) e,  uma vez que conjugam a necessidade amadurecida com a tecnología apropriada, perde-se muito pouco aqui na Suécia.
1. A Suécia é do tamanho do estado de São Paulo (Brasil). 2. A Suécia tem apenas dois milhões de habitantes. Resumindo:
3. A sua maior cidade, Estocolmo, tem apenas 500.000 habitantes (compare-se com Paris, Londres, Berlim, Madrid, mesmo Lisboa…; ou cidades balneares como Mar del Plata, Argentina,  onde vivem permanentemente 1 milhão de pessoas, ou ainda a cidade de Rosário, Argentina, com três milhões). 4. Empresas de capital sueco: Volvo, Skandia, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare , etc. Nada mal, hein? Para se ter uma idéia da sua importância basta mencionar que a Volvo fabrica os motores de propulsão para os foguetes da NASA.
Os suecos podem estar equivocados mas são eles que pagam meu salário. Devo ressaltar que não conheço nenhum outro povo com uma cultura coletiva superior à deles.
Vou  lhes contar uma pequena história, para terem uma idéia: A primeira vez que fui para a Suécia, em 1990, um dos meus colegas suecos apanhava-me no hotel todas as manhãs. Estavamos em Setembro, já com algum frio e neve.
Chegavamos cedo à Volvo e ele estacionava o carro longe da porta de entrada (são 2000 empregados que vão de carro para a empresa). No primeiro dia não fiz qualquer comentário, nem tãmpouco no segundo ou no terceiro.
Num dos dias seguintes, já com um pouco mais de confiança, uma manhã perguntei-lhe: "Vocês têm aqui lugar fixo para estacionar? Chegamos sempre cedo e com o parque quase vazio você estaciona o carro no seu extremo…”
E ele respondeu-me com simplicidade: “ É que como chegamos cedo temos tempo para andar, e quem chega mais tarde, já vai entrar atrasado, portanto é melhor para ele encontrar um lugar mais perto da porta. Não acha?" Imaginem a minha cara! Esta atitude bastou para que eu revisse todos os meus conceitos anteriores.
Atualmente, há um grande movimento na Europa chamado "Slow Food". A “Slow Food International Association”, cujo símbolo é um caracol, tem a sua sede na Itália (o site na Internet é muito interessante.  www.slowfood.com ) O que o movimento Slow Food preconiza  é que se deve comer e beber com calma, dar tempo para saborear os alimentos, desfrutar da sua preparação, em família, com amigos, sem pressa e com qualidade.
A idéia é uma contraposição ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida.  Verdadeiramente surpreendente, é que este movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado “Slow Europe” como salientou a revista Business Week numa das suas últimas edições européias.
Na base de tudo isto está o questionamento da "pressa" e da "loucura" geradas pela globalização, pelo desejo de "ter em quantidade" (nível de vida) em contraponto ao "ter em qualidade", “Qualidade de vida" ou “Qualidade do ser".
Segundo a Business Week, os trabalhadores  franceses, ainda que trabalhem menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que os seus colegas americanos e ingleses. E os alemães, que em muitas empresas já implantaram a semana de 28,8 horas de trabalho, viram a sua produtividade aumentar uns apreciáveis 20%.
A denominada " slow attitude " está chamando a atenção dos próprios americanos, escravos do " fast " (rápido) e do " do it now !" (faça já!). Portanto, esta "atitude sem pressa" não significa fazer menos, nem ter menor produtividade.
Significa sim, trabalhar e fazer as coisas com "mais qualidade" e "mais produtividade", com maior perfeição, com atenção aos detalhes e com menos stress.  Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do prazer de um belo ócio e da vida em pequenas comunidades.
Do "aqui" presente e concreto, em contraposição ao "mundial" indefinido e anônimo.  Significa retomar os valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do quotidiano, da simplicidade de viver e conviver, e até da religião e da fé.
SIGNIFICA UM AMBIENTE DE TRABALHO MENOS COERCITIVO, MAIS ALEGRE, MAIS LEVE, E PORTANTO MAIS PRODUTIVO, ONDE OS SERES HUMANOS REALIZAM, COM  PRAZER, O  QUE MELHOR SABEM FAZER
É saudável refletir sobre tudo isto. Será que os antigos provérbios: “Devagar se vai ao longe" e “A pressa é inimiga da perfeição" merecem novamente a nossa atenção nestes tempos de loucura desenfreada?  Não seria útil e desejável que as empresas da nossa comunidade, cidade, Estado ou país, começassem  já a pensar em desenvolver programas  sérios de “qualidade sem pressa" até para aumentarem a produtividade  e a qualidade dos produtos e serviços sem necessariamente  se perder “qualidade do ser"?
No filme "Perfume de Mulher" há uma cena inesquecível na qual o cego (interpretado por Al Pacino) convida uma jovem para dançar e ela responde: "Não posso, o meu noivo está para chegar". Ao que o cego responde: “Num momento, vive-se uma vida", e leva-a a dançar um tango. É o melhor momento do filme, esta cena que dura apenas  dois ou três minutos.
Muitos vivem a correr atrás do tempo, mas só o alcançam quando morrem, quer seja de enfarte ou num acidente na autoestrada  por correrem para chegar a tempo.  Outros que, tão ansiosos para viverem  o futuro, esquecem-se de viver o presente, que é o único tempo que realmente  existe.
O tempo é o mesmo para todos, ninguém tem nem mais nem menos de 24 horas por dia.  A diferença está no que cada um faz do seu tempo. Temos de saber aproveitar cada momento, porque, como disse  John Lennon , “A vida é aquilo que acontece enquanto  planejamos o futuro".
Parabéns por ter conseguido ler esta mensagem até ao fim.  Decerto haverão muitos que lerão só metade para "não perder tempo“, tão valioso neste mundo globalizado. Um excelente dia para você! terça-feira, 16 de dezembro de 2008 12:08:02 a.m.

A cultura do Slow Down

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    Belo artigo...Leia-o comatenção e medite bem sobre o seu conteúdo A CULTURA DO SLOW DOWN
  • 2.
    “ Há 18anos ingressei na Volvo, empresa sueca bem conhecida. Trabalhar com os suecos é uma convivência muito interessante. Qualquer projeto aqui demora dois anos para concretizar-se, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É uma regra.
  • 3.
    Os processos globalizadoscausam a nós estrangeiros uma ansiedade generalizada na busca de resultados imediatos. Conseqüentemente, o nosso sentido de urgência não surte efeito dentro dos prazos longos dos suecos.
  • 4.
    Os suecos debatem,debatem, realizam "n" reuniões, ponderações, etc. E trabalham com um esquema bem mais “slowdown". O melhor é constatar que, no fim, isto acaba por dar sempre resultados nos seus prazos (suecos) e, uma vez que conjugam a necessidade amadurecida com a tecnología apropriada, perde-se muito pouco aqui na Suécia.
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    1. A Suéciaé do tamanho do estado de São Paulo (Brasil). 2. A Suécia tem apenas dois milhões de habitantes. Resumindo:
  • 6.
    3. A suamaior cidade, Estocolmo, tem apenas 500.000 habitantes (compare-se com Paris, Londres, Berlim, Madrid, mesmo Lisboa…; ou cidades balneares como Mar del Plata, Argentina, onde vivem permanentemente 1 milhão de pessoas, ou ainda a cidade de Rosário, Argentina, com três milhões). 4. Empresas de capital sueco: Volvo, Skandia, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare , etc. Nada mal, hein? Para se ter uma idéia da sua importância basta mencionar que a Volvo fabrica os motores de propulsão para os foguetes da NASA.
  • 7.
    Os suecos podemestar equivocados mas são eles que pagam meu salário. Devo ressaltar que não conheço nenhum outro povo com uma cultura coletiva superior à deles.
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    Vou lhescontar uma pequena história, para terem uma idéia: A primeira vez que fui para a Suécia, em 1990, um dos meus colegas suecos apanhava-me no hotel todas as manhãs. Estavamos em Setembro, já com algum frio e neve.
  • 9.
    Chegavamos cedo àVolvo e ele estacionava o carro longe da porta de entrada (são 2000 empregados que vão de carro para a empresa). No primeiro dia não fiz qualquer comentário, nem tãmpouco no segundo ou no terceiro.
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    Num dos diasseguintes, já com um pouco mais de confiança, uma manhã perguntei-lhe: "Vocês têm aqui lugar fixo para estacionar? Chegamos sempre cedo e com o parque quase vazio você estaciona o carro no seu extremo…”
  • 11.
    E ele respondeu-mecom simplicidade: “ É que como chegamos cedo temos tempo para andar, e quem chega mais tarde, já vai entrar atrasado, portanto é melhor para ele encontrar um lugar mais perto da porta. Não acha?" Imaginem a minha cara! Esta atitude bastou para que eu revisse todos os meus conceitos anteriores.
  • 12.
    Atualmente, há umgrande movimento na Europa chamado "Slow Food". A “Slow Food International Association”, cujo símbolo é um caracol, tem a sua sede na Itália (o site na Internet é muito interessante. www.slowfood.com ) O que o movimento Slow Food preconiza é que se deve comer e beber com calma, dar tempo para saborear os alimentos, desfrutar da sua preparação, em família, com amigos, sem pressa e com qualidade.
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    A idéia éuma contraposição ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida. Verdadeiramente surpreendente, é que este movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado “Slow Europe” como salientou a revista Business Week numa das suas últimas edições européias.
  • 14.
    Na base detudo isto está o questionamento da "pressa" e da "loucura" geradas pela globalização, pelo desejo de "ter em quantidade" (nível de vida) em contraponto ao "ter em qualidade", “Qualidade de vida" ou “Qualidade do ser".
  • 15.
    Segundo a BusinessWeek, os trabalhadores franceses, ainda que trabalhem menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que os seus colegas americanos e ingleses. E os alemães, que em muitas empresas já implantaram a semana de 28,8 horas de trabalho, viram a sua produtividade aumentar uns apreciáveis 20%.
  • 16.
    A denominada "slow attitude " está chamando a atenção dos próprios americanos, escravos do " fast " (rápido) e do " do it now !" (faça já!). Portanto, esta "atitude sem pressa" não significa fazer menos, nem ter menor produtividade.
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    Significa sim, trabalhare fazer as coisas com "mais qualidade" e "mais produtividade", com maior perfeição, com atenção aos detalhes e com menos stress. Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do prazer de um belo ócio e da vida em pequenas comunidades.
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    Do "aqui" presentee concreto, em contraposição ao "mundial" indefinido e anônimo. Significa retomar os valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do quotidiano, da simplicidade de viver e conviver, e até da religião e da fé.
  • 19.
    SIGNIFICA UM AMBIENTEDE TRABALHO MENOS COERCITIVO, MAIS ALEGRE, MAIS LEVE, E PORTANTO MAIS PRODUTIVO, ONDE OS SERES HUMANOS REALIZAM, COM PRAZER, O QUE MELHOR SABEM FAZER
  • 20.
    É saudável refletirsobre tudo isto. Será que os antigos provérbios: “Devagar se vai ao longe" e “A pressa é inimiga da perfeição" merecem novamente a nossa atenção nestes tempos de loucura desenfreada? Não seria útil e desejável que as empresas da nossa comunidade, cidade, Estado ou país, começassem já a pensar em desenvolver programas sérios de “qualidade sem pressa" até para aumentarem a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços sem necessariamente se perder “qualidade do ser"?
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    No filme "Perfumede Mulher" há uma cena inesquecível na qual o cego (interpretado por Al Pacino) convida uma jovem para dançar e ela responde: "Não posso, o meu noivo está para chegar". Ao que o cego responde: “Num momento, vive-se uma vida", e leva-a a dançar um tango. É o melhor momento do filme, esta cena que dura apenas dois ou três minutos.
  • 22.
    Muitos vivem acorrer atrás do tempo, mas só o alcançam quando morrem, quer seja de enfarte ou num acidente na autoestrada por correrem para chegar a tempo. Outros que, tão ansiosos para viverem o futuro, esquecem-se de viver o presente, que é o único tempo que realmente existe.
  • 23.
    O tempo éo mesmo para todos, ninguém tem nem mais nem menos de 24 horas por dia. A diferença está no que cada um faz do seu tempo. Temos de saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon , “A vida é aquilo que acontece enquanto planejamos o futuro".
  • 24.
    Parabéns por terconseguido ler esta mensagem até ao fim. Decerto haverão muitos que lerão só metade para "não perder tempo“, tão valioso neste mundo globalizado. Um excelente dia para você! terça-feira, 16 de dezembro de 2008 12:08:02 a.m.