A CriAção




Gn 1.1 “No principio, criou Deus os céus e a terra”.


O Deus da Criação.

      Deus se revela na Bíblia como um ser infinito, eterno, auto-existente e

como a causa Primária de tudo o que existe. Nunca houve um momento em que

Deus não existisse. Conforme afirma Moisés: “Antes que os montes nascessem,

ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és

Deus” (Sl 90.2). Noutras palavras, Deus existiu eterna e infinitamente antes de

criar o universo finito. Ele é anterior a toda criação, no céu e na terra, está

acima e independe dela, veja algumas notas:

      1 Tm 6.16 Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz

inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e

poder sempiterno. Amém.

      AQUELE QUE TEM, ELE SÓ, A IMORTALIDADE. Estas palavras

expressam a transcendência da Deus; que Deus é diferente e independente da

sua criação – homem, anjos, espíritos ou coisas físicas ou materiais (Ex 24.9-18;

Is 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9; Ez 1).
Deus não deve jamais ser nivelado aos seres humanos, ou qualquer outro

ser que Ele criou. Seu ser e sua existência pertencem a uma dimensão

totalmente diferente. Ele habita numa esfera de vida perfeita e pura, em tudo

acima da sua criação. Ele não é parte da sua criação, nem sua criação é parte

dEle. Além disso, os crentes não são Deus e nunca serão “deuses” como afirma a

Nova Era. Sempre seremos seres limitados e dependentes de Deus, mesmo na

era do porvir.

      Embora exista uma distinção extrema entre Deus e toda criação, Deus

também está presente e ativo em todo o mundo. Ele vive e se manifesta entre

seus fiéis, que se arrependem dos seus pecados e que vivem pela fé em Cristo

(Ex 33.17-23; Is 57.15).

      Cl 1.16. Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na

terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados,

sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.

      Deus se revela como um ser pessoal que crio Adão e Eva “à sua imagem”

(Gn 1.27). Porque Adão e Eva foram criados à imagem de Deus, podiam

comunicar-se com Ele, e também com Ele ter comunhão de modo amoroso e

pessoal.

      Deus também se revela como um ser moral que criou tudo bom e, portanto,

sem pecado. Ao terminar Deus a obra da criação, contemplou tudo o que fizera e

observou que era “muito bom” (Gn 1.31). Posto que Adão e Eva foram criados à

imagem e semelhança de Deus, eles também não tinham pecado. O pecado entrou

na existência humana quando Eva foi tentada pela serpente, ou Satanás (Gn 3;

Rm 5.12; Ap 12.9).


A atividade da Criação.
Deus criou todas as coisas em “os céus e a terra” (Gn 1.1; Is 40.28; 42.5;

45.18; Mc 13.19; Ef 3.9; Cl 1.16; Hb 1.2; Ap 10.6). O verbo “criar” (hb. “bara”) é

usado exclusivamente em referência a uma atividade que somente Deus pode

realizar. Significa que, num momento específico, Deus criou a matéria e a

substância, que antes nunca existiram.

         Gn 1.3 E disse Deus: Haja luz; e houve luz.

         HAJA LUZ. A palavra hebraica para “luz” é `or, e refere-se às ondas

iniciais de energia luminosa atuando sobre a terra. Posteriormente, Deus colocou

“luminares” (hb. ma`or, literalmente “luzeiros”. Gn 1.14) nos céus como

geradores e refletores permanentes das ondas de sinais demarcadores das

estações, dias e anos (Gn 1.5,14).

         A Bíblia diz que no princípio da criação a terra estava informe, vazia e

coberta de trevas (Gn 1.2). Naquele tempo o universo não tinha a forma

ordenada que tem agora. O mundo estava vazio, sem nenhum ser vivente e

destituído do mínimo vestígio de luz. Passada essa etapa inicial, Deus criou a luz

para dissipar as trevas (Gn 1.3-5), deu forma ao universo (Gn 1.6-13) e encheu a

terra de seres viventes (Gn 1.20-28).

         O método que Deus usou na criação foi o poder da sua palavra. Repetidas

vezes está declarado: “E disse Deus...” (Gn 1.3,6,9,11,14,20,24,26). Noutras

palavras, Deus falou e os céus e a terra passaram a existir. Antes da palavra

criadora de Deus, eles não existiam (Sl 33.6,9; 148.5; Is 48.13; Rm 4.17; Hb

11.3).

         Toda a Trindade, e não apenas o Pai, desempenhou sua parte na criação.

   A) O próprio Filho é a Palavra (“Verbo”) poderosa, através de quem Deus

         criou todas as coisas. No prólogo do Evangelho segundo João, Cristo é

         revelado como a eterna Palavra de Deus (Jo 1.1). “Todas as coisas foram

         feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3).
Semelhantemente, o apóstolo Paulo afirma que por Cristo “foram criadas

      todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis... tudo foi

      criado por Ele e para Ele” (Cl 1.16). Finalmente, o autor do Livro de

      Hebreus afirma enfaticamente que Deus fez o universo por meio do seu

      Filho (Hb 1.2).

   B) Semelhantemente, o Espírito Santo desempenhou um papel ativo na obra

      da criação. Ele é descrito como “pairando” (“se movia”) sobre a criação,

      preservando-a e preparando-a para as atividades criadoras adicionais de

      Deus. A palavra hebraica traduzida por “Espírito” ( ruah) também pode ser

      traduzida por “vento” e “fôlego”. Por isso, o salmista testifica do papel do

      Espírito, ao declarar: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo

      o exército deles, pelo espírito ( ruah) da sua boca” (Sl 33.6). Além disso, o

      Espírito Santo continua a manter e sustentar a criação (Jó 33.4; Sl

      104.30).



O Propósito e o Alvo da Criação.

      Deus tinha razões específicas para criar o mundo. Deus criou os céus e a

terra como manifestação da sua glória, majestade e poder. Davi diz: “Os céus

manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl

19.1; cf. 8.1). Ao olharmos a totalidade dos cosmos criado – desde a imensa

expansão do universo, à beleza e à ordem da natureza – ficamos tomados de

temor reverente ante a majestade do Senhor Deus, nosso Criador.

      Deus criou os céus e a terra para receber a glória e a honra que lhe são

devidas. Todos os elementos da natureza – o sol e a lua, as árvores da floresta, a

chuva e a neve, os rios e os córregos, as colinas e as montanhas, os animais e as

aves – rendem louvores ao Deus que os criou (Sl 98.7,8; 148.1-10; Is 55.12).

Quanto mais Deus deseja e espera receber glória e louvor dos seres humanos!
Deus criou a terra para prover um lugar onde o seu propósito e alvos para

a humanidade fossem cumpridos.

   A) Deus criou Adão e Eva à sua própria imagem, para comunhão amorável e

       pessoa com o ser humano por toda a eternidade. Deus projetou o ser

       humano como um ser trino e uno (corpo, alma e espírito), que possui

       mente, emoção e vontade, para que possa comunicar-se espontaneamente

       com Ele como Senhor, adora-o e servi-lo com fé, lealdade e gratidão.

   B) Deus desejou de tal maneira esse relacionamento com a raça humana que,

       quando Satanás conseguiu tentar Adão e Eva a ponto de se rebelarem

       contra Deus e desobedecer ao ser mandamento, Ele prometeu enviar um

       Salvador para redimir a humanidade das conseqüências do pecado.

   Gn 3.15 E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua

semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

   Este versículo contém a primeira promessa implícita do plano de Deus para a

redenção do mundo. Prediz a vitória final da raça humana e de Deus contra

Satanás e o mal. É uma profecia do conflito espiritual entre a “semente” da

mulher (i.e., o Senhor Jesus Cristo) e a “semente” da serpente (i.e., Satanás e os

seus seguidores). Deus promete aqui, que Cristo nasceria de uma mulher (cf. Is

7.14), e que Ele seria “ferido” ao ser crucificado, porém, ressuscitaria dentre os

mortos para destruir completamente (i.e.,”ferir”) Satanás, o pecado e a morte,

para salvar a humanidade (Is 53.5; Mt 1.20-23; Jo 12.31; At 26.18; Rm 5.18,19;

16.20; 1 Jo 3.8; Ap 20.10).

      Daí Deus teria um povo para sua própria possessão, cujo prazer estaria

nEle , que o glorificaria, e que viveria em retidão e santidade diante dEle (Is

60.21; 61.1-3; Ef 1.11,12; 1 Pe 2.9)

   C) A culminação do propósito de Deus na criação está no livro do Apocalipse,

       onde João descreve o fim da história com estas palavras: “...com eles
habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será

      o seu Deus” (Ap 21.3).



Criação e Evolução.

      A evolução é o ponto de vista predominante, proposto pela comunidade

científica e educacional do mundo atual, em se tratando da origem da vida e do

universo. Quem crê, de fato, na Bíblia deve atenta para estas quatro

observações a respeito da evolução.

      1) A evolução é uma tentativa naturalista para explicar a origem e o

desenvolvimento do universo. Tal intento começa com a pressuposição de que não

existe nenhum Criador pessoal e divino que criou e formou o mundo; pelo

contrário, tudo veio a existir mediante uma série de acontecimentos que

decorreram por acaso, ao longo de bilhões de anos. Os postulantes da evolução

alegam possuir dados científicos que apóiam a sua hipótese.

      2) O ensino evolucionista não é realmente científico. Segundo o método

científico, toda conclusão deve basear-se em evidências incontestáveis, oriundas

de experiências que podem ser reproduzidas em qualquer laboratório. No

entanto, nenhuma experiência foi idealizada, nem poderá sê-lo, para testa e

comprovar teorias em torno da origem da matéria a partir de um hipotético

“grande estrondo”, ou do desenvolvimento gradual dos seres vivos, a partir das

formas mais simples às mais complexas. Por conseguinte, a evolução é uma

hipótese sem “evidência” científica, e somente quem crê em teorias humanas é

que pode aceitá-la. A fé do povo de Deus, pelo contrário, firma-se no Senhor e

na sua revelação inspirada, a qual declara que Ele é quem criou do nado todas as

coisas (Hb 11.3).

      3) É inegável que alterações e melhoramentos ocorrem em várias espécies

de seres viventes. Por exemplo: algumas variedades dentro de várias espécies
estão se extinguindo; por outro lado, ocasionalmente vemos novas raças surgindo

dentre algumas das espécies. Não há, porém, nenhuma evidência, nem sequer no

registro geológico, a apoiar a teoria de quem um tipo de ser vivente já evoluiu

doutro tipo. Pelo contrário, as evidências existente apóiam a declaração da

Bíblia, que Deus criou cada criatura vivente “conforme a sua espécie” (Gn

1.21,24,25),

      4) Os crentes na Bíblia devem, também, rejeitar a teoria da chamada

evolução teísta. Essa teoria aceita a maioria das conclusões da evolução

naturalista; apenas acrescenta que Deus deu início ao processo evolutivo. Essa

teoria nega a revelação bíblica que atribui a Deus um papel ativo em todos os

aspectos da criação. Por exemplo, todos os verbos principais em Gênesis 1 têm

Deus como seu sujeito, a não ser em 1.12 (que cumpre o mandamento de Deus no

v. 11) e a frase repedida “E foi a tarde e a manhã”. Deus não é um supervisor

indiferente, de um processo evolutivo; pelo contrário, é o Criador ativo de todas

as coisas (Cl 1.16).



Por: Pr. Rodrigo Mendonça
Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD)

A criação

  • 1.
    A CriAção Gn 1.1“No principio, criou Deus os céus e a terra”. O Deus da Criação. Deus se revela na Bíblia como um ser infinito, eterno, auto-existente e como a causa Primária de tudo o que existe. Nunca houve um momento em que Deus não existisse. Conforme afirma Moisés: “Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Sl 90.2). Noutras palavras, Deus existiu eterna e infinitamente antes de criar o universo finito. Ele é anterior a toda criação, no céu e na terra, está acima e independe dela, veja algumas notas: 1 Tm 6.16 Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém. AQUELE QUE TEM, ELE SÓ, A IMORTALIDADE. Estas palavras expressam a transcendência da Deus; que Deus é diferente e independente da sua criação – homem, anjos, espíritos ou coisas físicas ou materiais (Ex 24.9-18; Is 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9; Ez 1).
  • 2.
    Deus não devejamais ser nivelado aos seres humanos, ou qualquer outro ser que Ele criou. Seu ser e sua existência pertencem a uma dimensão totalmente diferente. Ele habita numa esfera de vida perfeita e pura, em tudo acima da sua criação. Ele não é parte da sua criação, nem sua criação é parte dEle. Além disso, os crentes não são Deus e nunca serão “deuses” como afirma a Nova Era. Sempre seremos seres limitados e dependentes de Deus, mesmo na era do porvir. Embora exista uma distinção extrema entre Deus e toda criação, Deus também está presente e ativo em todo o mundo. Ele vive e se manifesta entre seus fiéis, que se arrependem dos seus pecados e que vivem pela fé em Cristo (Ex 33.17-23; Is 57.15). Cl 1.16. Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. Deus se revela como um ser pessoal que crio Adão e Eva “à sua imagem” (Gn 1.27). Porque Adão e Eva foram criados à imagem de Deus, podiam comunicar-se com Ele, e também com Ele ter comunhão de modo amoroso e pessoal. Deus também se revela como um ser moral que criou tudo bom e, portanto, sem pecado. Ao terminar Deus a obra da criação, contemplou tudo o que fizera e observou que era “muito bom” (Gn 1.31). Posto que Adão e Eva foram criados à imagem e semelhança de Deus, eles também não tinham pecado. O pecado entrou na existência humana quando Eva foi tentada pela serpente, ou Satanás (Gn 3; Rm 5.12; Ap 12.9). A atividade da Criação.
  • 3.
    Deus criou todasas coisas em “os céus e a terra” (Gn 1.1; Is 40.28; 42.5; 45.18; Mc 13.19; Ef 3.9; Cl 1.16; Hb 1.2; Ap 10.6). O verbo “criar” (hb. “bara”) é usado exclusivamente em referência a uma atividade que somente Deus pode realizar. Significa que, num momento específico, Deus criou a matéria e a substância, que antes nunca existiram. Gn 1.3 E disse Deus: Haja luz; e houve luz. HAJA LUZ. A palavra hebraica para “luz” é `or, e refere-se às ondas iniciais de energia luminosa atuando sobre a terra. Posteriormente, Deus colocou “luminares” (hb. ma`or, literalmente “luzeiros”. Gn 1.14) nos céus como geradores e refletores permanentes das ondas de sinais demarcadores das estações, dias e anos (Gn 1.5,14). A Bíblia diz que no princípio da criação a terra estava informe, vazia e coberta de trevas (Gn 1.2). Naquele tempo o universo não tinha a forma ordenada que tem agora. O mundo estava vazio, sem nenhum ser vivente e destituído do mínimo vestígio de luz. Passada essa etapa inicial, Deus criou a luz para dissipar as trevas (Gn 1.3-5), deu forma ao universo (Gn 1.6-13) e encheu a terra de seres viventes (Gn 1.20-28). O método que Deus usou na criação foi o poder da sua palavra. Repetidas vezes está declarado: “E disse Deus...” (Gn 1.3,6,9,11,14,20,24,26). Noutras palavras, Deus falou e os céus e a terra passaram a existir. Antes da palavra criadora de Deus, eles não existiam (Sl 33.6,9; 148.5; Is 48.13; Rm 4.17; Hb 11.3). Toda a Trindade, e não apenas o Pai, desempenhou sua parte na criação. A) O próprio Filho é a Palavra (“Verbo”) poderosa, através de quem Deus criou todas as coisas. No prólogo do Evangelho segundo João, Cristo é revelado como a eterna Palavra de Deus (Jo 1.1). “Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3).
  • 4.
    Semelhantemente, o apóstoloPaulo afirma que por Cristo “foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis... tudo foi criado por Ele e para Ele” (Cl 1.16). Finalmente, o autor do Livro de Hebreus afirma enfaticamente que Deus fez o universo por meio do seu Filho (Hb 1.2). B) Semelhantemente, o Espírito Santo desempenhou um papel ativo na obra da criação. Ele é descrito como “pairando” (“se movia”) sobre a criação, preservando-a e preparando-a para as atividades criadoras adicionais de Deus. A palavra hebraica traduzida por “Espírito” ( ruah) também pode ser traduzida por “vento” e “fôlego”. Por isso, o salmista testifica do papel do Espírito, ao declarar: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito ( ruah) da sua boca” (Sl 33.6). Além disso, o Espírito Santo continua a manter e sustentar a criação (Jó 33.4; Sl 104.30). O Propósito e o Alvo da Criação. Deus tinha razões específicas para criar o mundo. Deus criou os céus e a terra como manifestação da sua glória, majestade e poder. Davi diz: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1; cf. 8.1). Ao olharmos a totalidade dos cosmos criado – desde a imensa expansão do universo, à beleza e à ordem da natureza – ficamos tomados de temor reverente ante a majestade do Senhor Deus, nosso Criador. Deus criou os céus e a terra para receber a glória e a honra que lhe são devidas. Todos os elementos da natureza – o sol e a lua, as árvores da floresta, a chuva e a neve, os rios e os córregos, as colinas e as montanhas, os animais e as aves – rendem louvores ao Deus que os criou (Sl 98.7,8; 148.1-10; Is 55.12). Quanto mais Deus deseja e espera receber glória e louvor dos seres humanos!
  • 5.
    Deus criou aterra para prover um lugar onde o seu propósito e alvos para a humanidade fossem cumpridos. A) Deus criou Adão e Eva à sua própria imagem, para comunhão amorável e pessoa com o ser humano por toda a eternidade. Deus projetou o ser humano como um ser trino e uno (corpo, alma e espírito), que possui mente, emoção e vontade, para que possa comunicar-se espontaneamente com Ele como Senhor, adora-o e servi-lo com fé, lealdade e gratidão. B) Deus desejou de tal maneira esse relacionamento com a raça humana que, quando Satanás conseguiu tentar Adão e Eva a ponto de se rebelarem contra Deus e desobedecer ao ser mandamento, Ele prometeu enviar um Salvador para redimir a humanidade das conseqüências do pecado. Gn 3.15 E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. Este versículo contém a primeira promessa implícita do plano de Deus para a redenção do mundo. Prediz a vitória final da raça humana e de Deus contra Satanás e o mal. É uma profecia do conflito espiritual entre a “semente” da mulher (i.e., o Senhor Jesus Cristo) e a “semente” da serpente (i.e., Satanás e os seus seguidores). Deus promete aqui, que Cristo nasceria de uma mulher (cf. Is 7.14), e que Ele seria “ferido” ao ser crucificado, porém, ressuscitaria dentre os mortos para destruir completamente (i.e.,”ferir”) Satanás, o pecado e a morte, para salvar a humanidade (Is 53.5; Mt 1.20-23; Jo 12.31; At 26.18; Rm 5.18,19; 16.20; 1 Jo 3.8; Ap 20.10). Daí Deus teria um povo para sua própria possessão, cujo prazer estaria nEle , que o glorificaria, e que viveria em retidão e santidade diante dEle (Is 60.21; 61.1-3; Ef 1.11,12; 1 Pe 2.9) C) A culminação do propósito de Deus na criação está no livro do Apocalipse, onde João descreve o fim da história com estas palavras: “...com eles
  • 6.
    habitará, e elesserão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus” (Ap 21.3). Criação e Evolução. A evolução é o ponto de vista predominante, proposto pela comunidade científica e educacional do mundo atual, em se tratando da origem da vida e do universo. Quem crê, de fato, na Bíblia deve atenta para estas quatro observações a respeito da evolução. 1) A evolução é uma tentativa naturalista para explicar a origem e o desenvolvimento do universo. Tal intento começa com a pressuposição de que não existe nenhum Criador pessoal e divino que criou e formou o mundo; pelo contrário, tudo veio a existir mediante uma série de acontecimentos que decorreram por acaso, ao longo de bilhões de anos. Os postulantes da evolução alegam possuir dados científicos que apóiam a sua hipótese. 2) O ensino evolucionista não é realmente científico. Segundo o método científico, toda conclusão deve basear-se em evidências incontestáveis, oriundas de experiências que podem ser reproduzidas em qualquer laboratório. No entanto, nenhuma experiência foi idealizada, nem poderá sê-lo, para testa e comprovar teorias em torno da origem da matéria a partir de um hipotético “grande estrondo”, ou do desenvolvimento gradual dos seres vivos, a partir das formas mais simples às mais complexas. Por conseguinte, a evolução é uma hipótese sem “evidência” científica, e somente quem crê em teorias humanas é que pode aceitá-la. A fé do povo de Deus, pelo contrário, firma-se no Senhor e na sua revelação inspirada, a qual declara que Ele é quem criou do nado todas as coisas (Hb 11.3). 3) É inegável que alterações e melhoramentos ocorrem em várias espécies de seres viventes. Por exemplo: algumas variedades dentro de várias espécies
  • 7.
    estão se extinguindo;por outro lado, ocasionalmente vemos novas raças surgindo dentre algumas das espécies. Não há, porém, nenhuma evidência, nem sequer no registro geológico, a apoiar a teoria de quem um tipo de ser vivente já evoluiu doutro tipo. Pelo contrário, as evidências existente apóiam a declaração da Bíblia, que Deus criou cada criatura vivente “conforme a sua espécie” (Gn 1.21,24,25), 4) Os crentes na Bíblia devem, também, rejeitar a teoria da chamada evolução teísta. Essa teoria aceita a maioria das conclusões da evolução naturalista; apenas acrescenta que Deus deu início ao processo evolutivo. Essa teoria nega a revelação bíblica que atribui a Deus um papel ativo em todos os aspectos da criação. Por exemplo, todos os verbos principais em Gênesis 1 têm Deus como seu sujeito, a não ser em 1.12 (que cumpre o mandamento de Deus no v. 11) e a frase repedida “E foi a tarde e a manhã”. Deus não é um supervisor indiferente, de um processo evolutivo; pelo contrário, é o Criador ativo de todas as coisas (Cl 1.16). Por: Pr. Rodrigo Mendonça Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD)