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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
Alta idade média (Séculos v AO X)
CARACTERÍSTICAS GERAIS
OS POVOS BÁRBAROS
O FEUDALISMO
O IMPÉRIO CAROLÍNGEO ou REINO CRISTÃO DOS FRANCO
O IMPÉRIO BIZANTINO:
O IMPÉRIO ÁRABE
Baixa Idade Média (SÉCULOS XI AO XV)
CARACTERÍSTICAS GERAIS
CRESCIMENTO POPULACIONAL
O MOVIMENTO CRUZADISTA (séc. XI – XIII)
O RENASCIMENTO COMERCIAL
O RENASCIMENTO URBANO
FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS NACIONAIS
A CRISE DOS SÉCULOS XIV E XV
A CULTURA MEDIEVAL
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IDADE MÉDIA (476 –
1453)

ALTA (séc.V a X)

• invasões bárbaras
• descentralização política
• ruralização da sociedade
• formação do feudalismo
• consolidação da Igreja
ANTIGA

476 dC
Queda de Roma

BAIXA (séc.X a XV)

• Cruzadas
• renascimento comercial
• ressurgimento urbano
• crise do feudalismo
• surgimento da burguesia

IDADE MÉDIA
ORIENTE

MODERNA

1453

Queda de Constantinopla

CIVILIZAÇÃO ÁRABE (séc.VII: Imp Islâmico)
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1453)

FEUDALISMO

CONCEITO
• Idade Média: modo de produção feudal
• feudo: propriedade & privilégio
• relações de dependência pessoal

ORIGENS
• síntese de instituições romanas e bárbaras
ROMANAS:
• villa: feudo

+

GERMÂNICAS:
• comitatus: lealdade

• colonato: servidão • beneficium:recompensa
• cristianismo
• direito consuetudinário

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
1 – CARACTERÍSTICAS
GERAIS:
• Formação e apogeu do
Feudalismo.
• Período de constantes
invasões e deslocamentos
populacionais.
• Síntese de elementos do
antigo Império Romano +
povos bárbaros +
cristianismo.

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
2 – OS POVOS BÁRBAROS:
• Povos fora das fronteiras (sem cultura greco-romana).
• Germânicos – principal grupo (suevos, lombardos, teutônicos, francos,
godos, visigodos, ostrogodos, vândalos, burgúndios, anglos, saxões...).
• Economia agropastoril.
• Ausência de comércio e moeda.
• Ausência de escrita.
• Politeístas.
• Inicialmente sem propriedade privada.
• Poder político = casta de guerreiros.
• Direito Consuetudinário (tradição).
• COMITATUS (laços de dependência entre guerreiros).

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)

3 – O FEUDALISMO
• Economia: agrícola, auto-suficiente (subsistência), sem comércio e
moeda.
• Unidade econômica básica: FEUDO (benefício).
– MANSO SENHORIAL – castelo + melhores terras.
– MANSO SERVIL – terras arrendadas (lotes = glebas ou
tenências).
– MANSO COMUNAL – bosques e pastos (uso comum)

Visão interna da casa dos servos
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IDADE MÉDIA (476 –
1453)

• Sociedade:
– Estamental (posição social definida pelo nascimento).
– Poder vinculado à posse e extensão da terra.
– Laços de dependência pessoal:
SUSERANIA e VASSALAGEM (entre nobres);
SENHOR e SERVOS.
–CLERO: terra + poder político + poder ideológico (salvação)
–NOBREZA: terra + poder político (defesa)
–SERVOS: obrigações (corvéia, talha, banalidades,
tostão de Pedro, dízimo, mão-morta, capitação,
formariage...) e VILÕES: quase servos, porém com
menos obrigações

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
• Política: descentralização;

• Ideologia:
–
–
–
–

Teocentrismo
IGREJA: maior instituição (atuante em todos os setores)
Conformismo, continuismo
Ética paternalista cristã

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
• Elementos feudais:
ROMANOS

GERMÂNICOS

Clientela (dependência entre
servos e senhores)

Comitatus (dependência entre
nobres – base da suserania e
vassalagem)

Colonato (fixação na terra –
origem da servidão)

Subsistência (ausência de
comércio e moeda)

Vilas (grandes propriedades rurais Economia agropastoril
– origem dos feudos)
Igreja

Direito consuetudinário (tradição
oral)

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
4 – O IMPÉRIO CAROLÍNGEO ou REINO CRISTÃO DOS
FRANCOS
•
•
•

Atual França.
Único reino bárbaro relativamente duradouro.
Dinastia Merovíngea:
–
–
–
–

Clóvis (496) – conversão ao cristianismo.
Conquista da Gália.
Ruralização.
Distribuição de terras entre clero e nobreza.
 Fragmentação do poder.
– Últimos reis da dinastia: Reis Indolentes (incompetência administrativa).
– Poder de fato: Mordomos do Paço ou do Palácio (espécies de “prefeitos” ou
primeiro ministro).
– Carlos Martel (732) – Bloqueio aos árabes na França (Batalha de Poitiers).

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
• Dinastia Carolíngea
– Pepino, o Breve (751 – 768):
 Expulsão dos lombardos
da Península Itálica.
 Doação para a Igreja
(Patrimônio de São
Pedro).
 Apoio da Igreja.
– Carlos Magno (768 – 814):
 Auge.
 Guerras de conquista.
 Doações para nobres
(laços de dependência).
 Centralização relativa.

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
Apoio da Igreja (expansão do cristianismo).
Tentativa de reconstruir o Império Romano do
Ocidente.
Divisão imperial em 300 partes (condados,
ducados e marcas).
Missi Dominici – funcionários imperiais
(burocracia).
Capitulares – leis imperiais.
Renascimento carolíngeo – preservação de
CARLOS MAGNO
obras clássicas em escolas eclesiásticas.
– Luís, o Piedoso (814 – 841)
Enfraquecimento.
Agravamento da descentralização política.
– Disputas pela sucessão imperial após morte de
Luís, o Piedoso.
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1453)
– Tratado de Verdum (843):
 Divisão do Império.
 OCIDENTE – Carlos, o
Calvo (atual França);
 CENTRO – Lotário
(atuais Itália e Suíça);
 ORIENTE – Luís, o
Germânico (atual
Alemanha).

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
1 – O IMPÉRIO BIZANTINO:
• Império Romano do Oriente ou Império Grego.
• Constantinopla – capital.
– Antiga Bizâncio, hoje Istambul (TUR).
– Local privilegiado estrategicamente – contatos entre Oriente
e Ocidente, rota de comércio.
• Comércio ativo + produção agrícola próspera = riquezas.
• Resistência às invasões bárbaras.
• Centralização política: Imperador.
– CESAROPAPISMO: Imperador = chefe do exército + Igreja

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1453)
–

–

–
–

JUSTINIANO (527 – 565) – auge do Império.
Conquistas territoriais.
Península Itálica + Península Ibérica + Norte da
JUSTINIANO
África.
Compilação do Direito Romano a partir do séc. II.
CORPUS JURIS CÍVILIS
Poderes ilimitados ao imperador.
Privilégios para a Igreja e para a nobreza.
Marginalização de colonos e escravos.
Burocracia centralizada + gastos militares + impostos.
Revoltas populares (Sedição de Nike)
Igreja de Santa Sofia (estilo bizantino – majestosidade)

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1453)
CATEDRAL DE SANTA SOFIA

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)

EXTENSÃO MÁXIMA DO IMPÉRIO BIZANTINO (JUSTINIANO)

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
• Influência de valores orientais.
• Grego – língua a partir do séc. VII.
• Surgimento de heresias:
– MONOFISISTAS – negação da santíssima
trindade (Cristo apenas com natureza divina);
– ICONOCLASTAS – destruição de imagens
(ícones).
• 1054: CISMA DO ORIENTE:
– Igreja Cristã Ortodoxa (Patriarca de
Constantinopla);
– Igreja Católica Apostólica Romana (Papa).

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)

• Decadência:
– séc. VII e VIII – invasões de bárbaros e árabes;
– séc. XI – XIII – alvo das Cruzadas;
– 1453 – Conquistados pelos Turcos Otomanos
(marco histórico que delimita oficialmente o fim
da Idade Média e início da Idade Moderna.

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1453)
2 – O IMPÉRIO ÁRABE:
• Península arábica.
• Deserto predominante.
• Até o séc. VI: divididos em aproximadamente 300 tribos.
– Beduínos – nômades, dedicados a saques, habitavam o
deserto.
– Tribos urbanas – habitantes das margens do Mar
Vermelho ou ao sul da Península. Dedicavam-se a
agricultura e acima de tudo ao comércio. Formaram as
principais cidades da região (Meca e Iatreb).
– Comando em ambas: xeques (sheiks)
• Meca: centro comercial e religioso.
– Caaba (cubo) – santuário e depósito de imagens de
deuses politeístas das diferentes tribos.
– Administrada pela tribo dos coraixitas.

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1453)
A CAABA - MECA

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1453)
•

•

•

MAOMÉ (570 – 632) – membro do ramo pobre dos coraixitas.
– Profeta que segue a linhagem de Noé, Abraão, Moisés e
Jesus.
610 – REVELAÇÃO: “Só há um Deus que é Alá, e Maomé é
seu profeta”.
– Oposição dos administradores coraixitas de Meca.
– Repressão aos seguidores de Maomé.
622 – HÉGIRA: fuga de Maomé e seus seguidores para
Iatreb (posteriormente conhecida como Medina – a cidade do
profeta).
– Início do calendário muçulmano.
– População local é convertida.
– Proclamação da primeira Jihad (esforço coletivo).

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1453)
•

•

•

630 – Retorno a Meca com exército de populações convertidas.
– Destruição de divindades politeístas da Caaba.
– Anistia a antigos opositores.
– Península Arábica é completamente convertida ao islamismo.
632 – Maomé morre.
– Califas continuam expansão do islamismo.
– 1º Califa: ABU BAKR – sogro de Maomé.
– Motivações: crescimento populacional + busca de terras.
– Justificativa ideológica: Jihad.
– Amplas conquistas territoriais: Norte da África, Península
Ibérica, Império Persa até parte da Índia, Império Bizantino.
Séc. XIII – território comparável ao do Império Romano .

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
EXTENSÃO MÁXIMA DO IMPÉRIO ÁRABE:

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
•

Livro sagrado: AL CORÃO.

•

SUNA: livro de ditos e atos de Maomé.

•

Divisão entre muçulmanos:
– Após o 4º califa: ALI ABU TALIB (genro e primo de Maomé);
– MAOWIYA (Síria) – apoio da maioria – Sunitas (Suna + Al
Corão);
– HASSAN e HUSSEIN – filhos de ALI – apoio da minoria – Xiitas
(Al Corão);
– Ambos assassinados. Hassan (669) e Hussein (680). Este último
em Karbala (atual Iraque), um dos principais centros xiitas do
mundo.

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1453)
SUNITAS E XIITAS NO MUNDO HOJE:

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
• Única unidade: religiosa.
• Politicamente fragmentados em vários califados.
• Cultura muçulmana:
– Assimilação de valores de outros povos (hindus,
persas, chineses e bizantinos).
– Tradução e conservação de obras clássicas
(Aristóteles e Platão).
– Medicina: AVICENA (980 – 1037) –
referência mundial até o século XVII com
seu compêndio sobre o corpo humano.
–
Matemática: números arábicos, zero,
avanços em trigonometria e álgebra.
– Física: fundamentos da óptica.
AVICENA

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)

– Química: descrição dos processos de destilação,
filtração e sublimação; desenvolvimento do carbonato
de sódio, nitrato de prata, ácidos nítrico e sulfúrico e
álcool. Todas estas descobertas para tentar criar a
“pedra filosofal” e o elixir da longa vida.
– Arquitetura: cúpulas, minaretes, arcos em ferradura,
decoração com motivos geométricos e vegetais.

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)

Baixa Idade Média
1 – CARACTERÍSTICAS GERAIS:
• Decadência do feudalismo.
• Estruturação do modo de produção capitalista.
• Transformações básicas:
– auto-suficiência para economia de mercado;
– novo grupo social: burguesia;
– formação das monarquias nacionais.

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1453)

2 – CRESCIMENTO POPULACIONAL:
• Fim das invasões.
• Maior consumo.
• Excedentes populacionais expulsos dos feudos.
– Retomada das cidades.
– Aumento do comércio.
– Aumento da criminalidade.
• Aperfeiçoamento de técnicas agrícolas.
– Moinho hidráulico, arado de ferro...
• Busca de mais terras para cultivo.

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1453)

3 – O MOVIMENTO CRUZADISTA (séc. XI – XIII):
• Movimento religioso e militar dos cristãos para retomar a Terra
Santa (Jerusalém), em poder dos muçulmanos.
• Acomodação de excedentes populacionais.
• Busca de terras (nobreza).
• Busca de aventura ou enriquecimento (pilhagens).
• Absolvição dos pecados ou cura de enfermidades.
• Interesse comercial (mercadores italianos).
• 8 cruzadas oficiais e 2 extra oficiais.
• Fracasso militar.

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1453)

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1453)

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
INSTRUMENTOS DE TORTURA UTILIZADOS CONTRA AS
HERESIAS, CONSOLIDANDO O TRIBUNAL DA
INQUISIÇÃO

CADEIRA
INQUISITÓRIA

ESMAGA
CRÂNEOS

CINTO DE
ESTRANGULAMEN
TO

ESMAGA
SEIOS

FORQUILHA
DO HEREGE

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
• Sucesso comercial (reabertura do Mar Mediterrâneo e das
rotas de comércio entre o Oriente e o Ocidente).

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)

4 – O RENASCIMENTO COMERCIAL:
• Cidades italianas.
• Surgimento de rotas de comércio ligando o continente europeu.
• Cruzamento de rotas: feiras.
- Champanhe (FRA) e Flandres (BEL).
• Retomada da moeda.
• Atividades de crédito e bancárias.
• Séc. XII – HANSAS ou LIGAS: associações de comerciantes.
- Comércio em grande escala.
- LIGA HANSEÁTICA (ALE) – Mar do Norte

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1453)
ROTAS DE COMÉRCIO MEDIEVAIS:

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1453)

5 – O RENASCIMENTO URBANO:
• Retomada do comércio impulsiona o renascimento urbano.
• Burgos (fortalezas).
• Burgueses: habitantes dos burgos
(artesãos e comerciantes).
• Movimento comunal (séc. XI –
XIII): libertação das cidades da
autoridade dos senhores feudais.
–CARTAS DE FRANQUIA:
autonomia.
–Guerras ou indenizações.

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1453)
• GUILDAS: associações de mercadores (monopólio do
comércio local, controle da concorrência estrangeira,
regulamentação de preços).
• CORPORAÇÕES DE OFÍCIO: associações de artesãos
(monopólio das atividades artesanais, controle da concorrência,
regulamentação de preços, estabelecimento de normas de
produção, controle de qualidade e assistência aos membros).
• Formação de grupo de grandes comerciantes e artesãos que se
sobrepunham aos demais, impondo seu poder econômico.
• Trabalho assalariado.

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1453)

6 – FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS NACIONAIS:
• Aliança entre reis e burgueses.
• Reis: redução de poderes dos nobres e da Igreja.
• Burguesia: unificação de impostos, moeda e sistema de pesos e
medidas.
• Nobreza e clero: cargos e pensões concedidos pelo rei.
• A monarquia francesa:
– Capetíngeos (987 – 1328): medidas que fortaleceram o poder
real em detrimento da autoridade descentralizadora dos
senhores feudais.

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
Felipe Augusto (1180 – 1223): exército nacional, conquistas
territoriais, controle de subvassalos, concessão de cartas de
franquia (maior renda), criação de impostos nacionais.
Luís IX (1226 – 1270): maior poder para tribunais reais, moeda
nacional, engajamento no movimento cruzadista (São Luís).
Filipe IV, o Belo (1285 – 1314): atritos com a Igreja,
convocação dos Estados Gerais, Cativeiro de Avignon (1307 –
1377), CISMA DO OCIDENTE.
– Guerra dos Cem Anos (1337 – 1453):
Enfraquecimento da nobreza.
Nacionalismo francês.
Consolidação do poder real.

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
• A monarquia inglesa:
–
–
–
–

Enfraquecimento da nobreza.
Guerra dos Cem Anos.
Guerra das 2 Rosas (1455 – 1485): YORK
Henrique VII – centralização monárquica.

X

LANCASTER

• As monarquias Ibéricas:
– Guerra de Reconquista (espírito cruzadista).
– ESP: Reis Católicos: Fernando (Aragão) e Isabel (Castela).
– POR:
Dinastia de Borgonha – Reconquista
Dinastia de Avis (1385) – Estado Nacional com aliança da
burguesia.

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)

7 – A CRISE DOS SÉCULOS XIV E XV:
• Guerra dos Cem Anos (1337 – 1453):
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–

FRA* X
ING
Sucessão do trono francês
Filipe IV (Dinastia Valois – FRA) X Eduardo III (ING)
Controle de Flandres (comércio de tecidos)
1ª fase – vantagem da ING
Carlos V (FRA) – recuperação parcial francesa
Disputa interna pelo poder na FRA: Armagnacs* X Borghinhões
ING + Borguinhões: controle de quase metade da FRA.
Recuperação francesa: Joana D’Arc + Carlos VII
Centralização política da FRA.

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
• Peste Negra (1347 – 1350):
– Peste bubônica.
– Morte de 1/3 dos europeus (25 milhões).
– Enfraquecimento dos nobres.

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
• JACQUERIES –
• rebeliões camponesas.

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)

8 – A CULTURA MEDIEVAL:
•
•
•
•
•

Simplicidade, rusticidade.
Igreja – controle cultural (mosteiros).
Teocentrismo.
Séc XII – Universidades (renascimento comercial).
Filosofia:
– Alta Idade Média: Santo Agostinho.
Filosofia Clássica + Cristianismo.
Natureza humana é corrompida.
Fé em Deus = Salvação

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
– Baixa Idade Média: Escolástica (São Tomás de Aquino).
Harmonia entre razão e fé.
Valorização do esforço humano.
Livre arbítrio.
Clero = orientador moral e espiritual.
Liberdade de escolha = concepções da Igreja.
“preço justo” – condenação da usura.
• Arquitetura
– Alta Idade Média: ROMÂNICA – construção maciça,
pesada, linhas simples, horizontalidade, poucas janelas (idéia
de segurança e tranqüilidade).

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
– Baixa Idade Média: GÓTICA – leveza, graciosidade,
verticalidade, grandes janelas, vitrais, luminosidade.

ESTILO ROMÂNICO

ESTILO GÓTICO

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IDADE MÉDIA (476 –
1453)
ARQUITETURA: O ROMÂNICO E O GÓTICO
O românico teve seu
apogeu durante o século XII.
Apresentava
as
paredes
maciças e as janelas pequenas,
prevalecendo interiores escuros,
com
linhas
horizontais
e
grandes e pesadas pilastras,
lembrando a construção dos
mosteiros medievais.

O gótico desenvolveu-se
mais tarde, durante o século XIII,
constituindo
uma
arte
essencialmente
urbana.
Seus
elementos, que caracterizam a
construção de grandes catedrais,
como a de Notre-Dame, de Paris,
são o arco ogival, a abóbada
nervurada e a decoração exterior,
além da utilização de vitrais, que
permitem
melhor
iluminação
interna.
Prof. José Augusto Fiorin

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5. idade média

  • 1. IDADE MÉDIA (476 – 1453) Alta idade média (Séculos v AO X) CARACTERÍSTICAS GERAIS OS POVOS BÁRBAROS O FEUDALISMO O IMPÉRIO CAROLÍNGEO ou REINO CRISTÃO DOS FRANCO O IMPÉRIO BIZANTINO: O IMPÉRIO ÁRABE Baixa Idade Média (SÉCULOS XI AO XV) CARACTERÍSTICAS GERAIS CRESCIMENTO POPULACIONAL O MOVIMENTO CRUZADISTA (séc. XI – XIII) O RENASCIMENTO COMERCIAL O RENASCIMENTO URBANO FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS NACIONAIS A CRISE DOS SÉCULOS XIV E XV A CULTURA MEDIEVAL Prof. José Augusto Fiorin
  • 2. IDADE MÉDIA (476 – 1453) ALTA (séc.V a X) • invasões bárbaras • descentralização política • ruralização da sociedade • formação do feudalismo • consolidação da Igreja ANTIGA 476 dC Queda de Roma BAIXA (séc.X a XV) • Cruzadas • renascimento comercial • ressurgimento urbano • crise do feudalismo • surgimento da burguesia IDADE MÉDIA ORIENTE MODERNA 1453 Queda de Constantinopla CIVILIZAÇÃO ÁRABE (séc.VII: Imp Islâmico) Prof. José Augusto Fiorin
  • 3. IDADE MÉDIA (476 – 1453) FEUDALISMO CONCEITO • Idade Média: modo de produção feudal • feudo: propriedade & privilégio • relações de dependência pessoal ORIGENS • síntese de instituições romanas e bárbaras ROMANAS: • villa: feudo + GERMÂNICAS: • comitatus: lealdade • colonato: servidão • beneficium:recompensa • cristianismo • direito consuetudinário Prof. José Augusto Fiorin
  • 4. IDADE MÉDIA (476 – 1453) 1 – CARACTERÍSTICAS GERAIS: • Formação e apogeu do Feudalismo. • Período de constantes invasões e deslocamentos populacionais. • Síntese de elementos do antigo Império Romano + povos bárbaros + cristianismo. Prof. José Augusto Fiorin
  • 5. IDADE MÉDIA (476 – 1453) 2 – OS POVOS BÁRBAROS: • Povos fora das fronteiras (sem cultura greco-romana). • Germânicos – principal grupo (suevos, lombardos, teutônicos, francos, godos, visigodos, ostrogodos, vândalos, burgúndios, anglos, saxões...). • Economia agropastoril. • Ausência de comércio e moeda. • Ausência de escrita. • Politeístas. • Inicialmente sem propriedade privada. • Poder político = casta de guerreiros. • Direito Consuetudinário (tradição). • COMITATUS (laços de dependência entre guerreiros). Prof. José Augusto Fiorin
  • 6. IDADE MÉDIA (476 – 1453) Prof. José Augusto Fiorin
  • 7. IDADE MÉDIA (476 – 1453) 3 – O FEUDALISMO • Economia: agrícola, auto-suficiente (subsistência), sem comércio e moeda. • Unidade econômica básica: FEUDO (benefício). – MANSO SENHORIAL – castelo + melhores terras. – MANSO SERVIL – terras arrendadas (lotes = glebas ou tenências). – MANSO COMUNAL – bosques e pastos (uso comum) Visão interna da casa dos servos Prof. José Augusto Fiorin
  • 8. IDADE MÉDIA (476 – 1453) • Sociedade: – Estamental (posição social definida pelo nascimento). – Poder vinculado à posse e extensão da terra. – Laços de dependência pessoal: SUSERANIA e VASSALAGEM (entre nobres); SENHOR e SERVOS. –CLERO: terra + poder político + poder ideológico (salvação) –NOBREZA: terra + poder político (defesa) –SERVOS: obrigações (corvéia, talha, banalidades, tostão de Pedro, dízimo, mão-morta, capitação, formariage...) e VILÕES: quase servos, porém com menos obrigações Prof. José Augusto Fiorin
  • 9. IDADE MÉDIA (476 – 1453) • Política: descentralização; • Ideologia: – – – – Teocentrismo IGREJA: maior instituição (atuante em todos os setores) Conformismo, continuismo Ética paternalista cristã Prof. José Augusto Fiorin
  • 10. IDADE MÉDIA (476 – 1453) • Elementos feudais: ROMANOS GERMÂNICOS Clientela (dependência entre servos e senhores) Comitatus (dependência entre nobres – base da suserania e vassalagem) Colonato (fixação na terra – origem da servidão) Subsistência (ausência de comércio e moeda) Vilas (grandes propriedades rurais Economia agropastoril – origem dos feudos) Igreja Direito consuetudinário (tradição oral) Prof. José Augusto Fiorin
  • 11. IDADE MÉDIA (476 – 1453) 4 – O IMPÉRIO CAROLÍNGEO ou REINO CRISTÃO DOS FRANCOS • • • Atual França. Único reino bárbaro relativamente duradouro. Dinastia Merovíngea: – – – – Clóvis (496) – conversão ao cristianismo. Conquista da Gália. Ruralização. Distribuição de terras entre clero e nobreza.  Fragmentação do poder. – Últimos reis da dinastia: Reis Indolentes (incompetência administrativa). – Poder de fato: Mordomos do Paço ou do Palácio (espécies de “prefeitos” ou primeiro ministro). – Carlos Martel (732) – Bloqueio aos árabes na França (Batalha de Poitiers). Prof. José Augusto Fiorin
  • 12. IDADE MÉDIA (476 – 1453) • Dinastia Carolíngea – Pepino, o Breve (751 – 768):  Expulsão dos lombardos da Península Itálica.  Doação para a Igreja (Patrimônio de São Pedro).  Apoio da Igreja. – Carlos Magno (768 – 814):  Auge.  Guerras de conquista.  Doações para nobres (laços de dependência).  Centralização relativa. Prof. José Augusto Fiorin
  • 13. IDADE MÉDIA (476 – 1453) Apoio da Igreja (expansão do cristianismo). Tentativa de reconstruir o Império Romano do Ocidente. Divisão imperial em 300 partes (condados, ducados e marcas). Missi Dominici – funcionários imperiais (burocracia). Capitulares – leis imperiais. Renascimento carolíngeo – preservação de CARLOS MAGNO obras clássicas em escolas eclesiásticas. – Luís, o Piedoso (814 – 841) Enfraquecimento. Agravamento da descentralização política. – Disputas pela sucessão imperial após morte de Luís, o Piedoso. Prof. José Augusto Fiorin
  • 14. IDADE MÉDIA (476 – 1453) – Tratado de Verdum (843):  Divisão do Império.  OCIDENTE – Carlos, o Calvo (atual França);  CENTRO – Lotário (atuais Itália e Suíça);  ORIENTE – Luís, o Germânico (atual Alemanha). Prof. José Augusto Fiorin
  • 15. IDADE MÉDIA (476 – 1453) 1 – O IMPÉRIO BIZANTINO: • Império Romano do Oriente ou Império Grego. • Constantinopla – capital. – Antiga Bizâncio, hoje Istambul (TUR). – Local privilegiado estrategicamente – contatos entre Oriente e Ocidente, rota de comércio. • Comércio ativo + produção agrícola próspera = riquezas. • Resistência às invasões bárbaras. • Centralização política: Imperador. – CESAROPAPISMO: Imperador = chefe do exército + Igreja Prof. José Augusto Fiorin
  • 16. IDADE MÉDIA (476 – 1453) – – – – JUSTINIANO (527 – 565) – auge do Império. Conquistas territoriais. Península Itálica + Península Ibérica + Norte da JUSTINIANO África. Compilação do Direito Romano a partir do séc. II. CORPUS JURIS CÍVILIS Poderes ilimitados ao imperador. Privilégios para a Igreja e para a nobreza. Marginalização de colonos e escravos. Burocracia centralizada + gastos militares + impostos. Revoltas populares (Sedição de Nike) Igreja de Santa Sofia (estilo bizantino – majestosidade) Prof. José Augusto Fiorin
  • 17. IDADE MÉDIA (476 – 1453) CATEDRAL DE SANTA SOFIA Prof. José Augusto Fiorin
  • 18. IDADE MÉDIA (476 – 1453) EXTENSÃO MÁXIMA DO IMPÉRIO BIZANTINO (JUSTINIANO) Prof. José Augusto Fiorin
  • 19. IDADE MÉDIA (476 – 1453) • Influência de valores orientais. • Grego – língua a partir do séc. VII. • Surgimento de heresias: – MONOFISISTAS – negação da santíssima trindade (Cristo apenas com natureza divina); – ICONOCLASTAS – destruição de imagens (ícones). • 1054: CISMA DO ORIENTE: – Igreja Cristã Ortodoxa (Patriarca de Constantinopla); – Igreja Católica Apostólica Romana (Papa). Prof. José Augusto Fiorin
  • 20. IDADE MÉDIA (476 – 1453) • Decadência: – séc. VII e VIII – invasões de bárbaros e árabes; – séc. XI – XIII – alvo das Cruzadas; – 1453 – Conquistados pelos Turcos Otomanos (marco histórico que delimita oficialmente o fim da Idade Média e início da Idade Moderna. Prof. José Augusto Fiorin
  • 21. IDADE MÉDIA (476 – 1453) 2 – O IMPÉRIO ÁRABE: • Península arábica. • Deserto predominante. • Até o séc. VI: divididos em aproximadamente 300 tribos. – Beduínos – nômades, dedicados a saques, habitavam o deserto. – Tribos urbanas – habitantes das margens do Mar Vermelho ou ao sul da Península. Dedicavam-se a agricultura e acima de tudo ao comércio. Formaram as principais cidades da região (Meca e Iatreb). – Comando em ambas: xeques (sheiks) • Meca: centro comercial e religioso. – Caaba (cubo) – santuário e depósito de imagens de deuses politeístas das diferentes tribos. – Administrada pela tribo dos coraixitas. Prof. José Augusto Fiorin
  • 22. IDADE MÉDIA (476 – 1453) A CAABA - MECA Prof. José Augusto Fiorin
  • 23. IDADE MÉDIA (476 – 1453) • • • MAOMÉ (570 – 632) – membro do ramo pobre dos coraixitas. – Profeta que segue a linhagem de Noé, Abraão, Moisés e Jesus. 610 – REVELAÇÃO: “Só há um Deus que é Alá, e Maomé é seu profeta”. – Oposição dos administradores coraixitas de Meca. – Repressão aos seguidores de Maomé. 622 – HÉGIRA: fuga de Maomé e seus seguidores para Iatreb (posteriormente conhecida como Medina – a cidade do profeta). – Início do calendário muçulmano. – População local é convertida. – Proclamação da primeira Jihad (esforço coletivo). Prof. José Augusto Fiorin
  • 24. IDADE MÉDIA (476 – 1453) • • • 630 – Retorno a Meca com exército de populações convertidas. – Destruição de divindades politeístas da Caaba. – Anistia a antigos opositores. – Península Arábica é completamente convertida ao islamismo. 632 – Maomé morre. – Califas continuam expansão do islamismo. – 1º Califa: ABU BAKR – sogro de Maomé. – Motivações: crescimento populacional + busca de terras. – Justificativa ideológica: Jihad. – Amplas conquistas territoriais: Norte da África, Península Ibérica, Império Persa até parte da Índia, Império Bizantino. Séc. XIII – território comparável ao do Império Romano . Prof. José Augusto Fiorin
  • 25. IDADE MÉDIA (476 – 1453) EXTENSÃO MÁXIMA DO IMPÉRIO ÁRABE: Prof. José Augusto Fiorin
  • 26. IDADE MÉDIA (476 – 1453) • Livro sagrado: AL CORÃO. • SUNA: livro de ditos e atos de Maomé. • Divisão entre muçulmanos: – Após o 4º califa: ALI ABU TALIB (genro e primo de Maomé); – MAOWIYA (Síria) – apoio da maioria – Sunitas (Suna + Al Corão); – HASSAN e HUSSEIN – filhos de ALI – apoio da minoria – Xiitas (Al Corão); – Ambos assassinados. Hassan (669) e Hussein (680). Este último em Karbala (atual Iraque), um dos principais centros xiitas do mundo. Prof. José Augusto Fiorin
  • 27. IDADE MÉDIA (476 – 1453) SUNITAS E XIITAS NO MUNDO HOJE: Prof. José Augusto Fiorin
  • 28. IDADE MÉDIA (476 – 1453) • Única unidade: religiosa. • Politicamente fragmentados em vários califados. • Cultura muçulmana: – Assimilação de valores de outros povos (hindus, persas, chineses e bizantinos). – Tradução e conservação de obras clássicas (Aristóteles e Platão). – Medicina: AVICENA (980 – 1037) – referência mundial até o século XVII com seu compêndio sobre o corpo humano. – Matemática: números arábicos, zero, avanços em trigonometria e álgebra. – Física: fundamentos da óptica. AVICENA Prof. José Augusto Fiorin
  • 29. IDADE MÉDIA (476 – 1453) – Química: descrição dos processos de destilação, filtração e sublimação; desenvolvimento do carbonato de sódio, nitrato de prata, ácidos nítrico e sulfúrico e álcool. Todas estas descobertas para tentar criar a “pedra filosofal” e o elixir da longa vida. – Arquitetura: cúpulas, minaretes, arcos em ferradura, decoração com motivos geométricos e vegetais. Prof. José Augusto Fiorin
  • 30. IDADE MÉDIA (476 – 1453) Baixa Idade Média 1 – CARACTERÍSTICAS GERAIS: • Decadência do feudalismo. • Estruturação do modo de produção capitalista. • Transformações básicas: – auto-suficiência para economia de mercado; – novo grupo social: burguesia; – formação das monarquias nacionais. Prof. José Augusto Fiorin
  • 31. IDADE MÉDIA (476 – 1453) 2 – CRESCIMENTO POPULACIONAL: • Fim das invasões. • Maior consumo. • Excedentes populacionais expulsos dos feudos. – Retomada das cidades. – Aumento do comércio. – Aumento da criminalidade. • Aperfeiçoamento de técnicas agrícolas. – Moinho hidráulico, arado de ferro... • Busca de mais terras para cultivo. Prof. José Augusto Fiorin
  • 32. IDADE MÉDIA (476 – 1453) 3 – O MOVIMENTO CRUZADISTA (séc. XI – XIII): • Movimento religioso e militar dos cristãos para retomar a Terra Santa (Jerusalém), em poder dos muçulmanos. • Acomodação de excedentes populacionais. • Busca de terras (nobreza). • Busca de aventura ou enriquecimento (pilhagens). • Absolvição dos pecados ou cura de enfermidades. • Interesse comercial (mercadores italianos). • 8 cruzadas oficiais e 2 extra oficiais. • Fracasso militar. Prof. José Augusto Fiorin
  • 33. IDADE MÉDIA (476 – 1453) Prof. José Augusto Fiorin
  • 34. IDADE MÉDIA (476 – 1453) Prof. José Augusto Fiorin
  • 35. IDADE MÉDIA (476 – 1453) INSTRUMENTOS DE TORTURA UTILIZADOS CONTRA AS HERESIAS, CONSOLIDANDO O TRIBUNAL DA INQUISIÇÃO CADEIRA INQUISITÓRIA ESMAGA CRÂNEOS CINTO DE ESTRANGULAMEN TO ESMAGA SEIOS FORQUILHA DO HEREGE Prof. José Augusto Fiorin
  • 36. IDADE MÉDIA (476 – 1453) • Sucesso comercial (reabertura do Mar Mediterrâneo e das rotas de comércio entre o Oriente e o Ocidente). Prof. José Augusto Fiorin
  • 37. IDADE MÉDIA (476 – 1453) 4 – O RENASCIMENTO COMERCIAL: • Cidades italianas. • Surgimento de rotas de comércio ligando o continente europeu. • Cruzamento de rotas: feiras. - Champanhe (FRA) e Flandres (BEL). • Retomada da moeda. • Atividades de crédito e bancárias. • Séc. XII – HANSAS ou LIGAS: associações de comerciantes. - Comércio em grande escala. - LIGA HANSEÁTICA (ALE) – Mar do Norte Prof. José Augusto Fiorin
  • 38. IDADE MÉDIA (476 – 1453) ROTAS DE COMÉRCIO MEDIEVAIS: Prof. José Augusto Fiorin
  • 39. IDADE MÉDIA (476 – 1453) 5 – O RENASCIMENTO URBANO: • Retomada do comércio impulsiona o renascimento urbano. • Burgos (fortalezas). • Burgueses: habitantes dos burgos (artesãos e comerciantes). • Movimento comunal (séc. XI – XIII): libertação das cidades da autoridade dos senhores feudais. –CARTAS DE FRANQUIA: autonomia. –Guerras ou indenizações. Prof. José Augusto Fiorin
  • 40. IDADE MÉDIA (476 – 1453) • GUILDAS: associações de mercadores (monopólio do comércio local, controle da concorrência estrangeira, regulamentação de preços). • CORPORAÇÕES DE OFÍCIO: associações de artesãos (monopólio das atividades artesanais, controle da concorrência, regulamentação de preços, estabelecimento de normas de produção, controle de qualidade e assistência aos membros). • Formação de grupo de grandes comerciantes e artesãos que se sobrepunham aos demais, impondo seu poder econômico. • Trabalho assalariado. Prof. José Augusto Fiorin
  • 41. IDADE MÉDIA (476 – 1453) 6 – FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS NACIONAIS: • Aliança entre reis e burgueses. • Reis: redução de poderes dos nobres e da Igreja. • Burguesia: unificação de impostos, moeda e sistema de pesos e medidas. • Nobreza e clero: cargos e pensões concedidos pelo rei. • A monarquia francesa: – Capetíngeos (987 – 1328): medidas que fortaleceram o poder real em detrimento da autoridade descentralizadora dos senhores feudais. Prof. José Augusto Fiorin
  • 42. IDADE MÉDIA (476 – 1453) Felipe Augusto (1180 – 1223): exército nacional, conquistas territoriais, controle de subvassalos, concessão de cartas de franquia (maior renda), criação de impostos nacionais. Luís IX (1226 – 1270): maior poder para tribunais reais, moeda nacional, engajamento no movimento cruzadista (São Luís). Filipe IV, o Belo (1285 – 1314): atritos com a Igreja, convocação dos Estados Gerais, Cativeiro de Avignon (1307 – 1377), CISMA DO OCIDENTE. – Guerra dos Cem Anos (1337 – 1453): Enfraquecimento da nobreza. Nacionalismo francês. Consolidação do poder real. Prof. José Augusto Fiorin
  • 43. IDADE MÉDIA (476 – 1453) • A monarquia inglesa: – – – – Enfraquecimento da nobreza. Guerra dos Cem Anos. Guerra das 2 Rosas (1455 – 1485): YORK Henrique VII – centralização monárquica. X LANCASTER • As monarquias Ibéricas: – Guerra de Reconquista (espírito cruzadista). – ESP: Reis Católicos: Fernando (Aragão) e Isabel (Castela). – POR: Dinastia de Borgonha – Reconquista Dinastia de Avis (1385) – Estado Nacional com aliança da burguesia. Prof. José Augusto Fiorin
  • 44. IDADE MÉDIA (476 – 1453) 7 – A CRISE DOS SÉCULOS XIV E XV: • Guerra dos Cem Anos (1337 – 1453): – – – – – – – – – – FRA* X ING Sucessão do trono francês Filipe IV (Dinastia Valois – FRA) X Eduardo III (ING) Controle de Flandres (comércio de tecidos) 1ª fase – vantagem da ING Carlos V (FRA) – recuperação parcial francesa Disputa interna pelo poder na FRA: Armagnacs* X Borghinhões ING + Borguinhões: controle de quase metade da FRA. Recuperação francesa: Joana D’Arc + Carlos VII Centralização política da FRA. Prof. José Augusto Fiorin
  • 45. IDADE MÉDIA (476 – 1453) • Peste Negra (1347 – 1350): – Peste bubônica. – Morte de 1/3 dos europeus (25 milhões). – Enfraquecimento dos nobres. Prof. José Augusto Fiorin
  • 46. IDADE MÉDIA (476 – 1453) Prof. José Augusto Fiorin
  • 47. IDADE MÉDIA (476 – 1453) Prof. José Augusto Fiorin
  • 48. IDADE MÉDIA (476 – 1453) • JACQUERIES – • rebeliões camponesas. Prof. José Augusto Fiorin
  • 49. IDADE MÉDIA (476 – 1453) 8 – A CULTURA MEDIEVAL: • • • • • Simplicidade, rusticidade. Igreja – controle cultural (mosteiros). Teocentrismo. Séc XII – Universidades (renascimento comercial). Filosofia: – Alta Idade Média: Santo Agostinho. Filosofia Clássica + Cristianismo. Natureza humana é corrompida. Fé em Deus = Salvação Prof. José Augusto Fiorin
  • 50. IDADE MÉDIA (476 – 1453) – Baixa Idade Média: Escolástica (São Tomás de Aquino). Harmonia entre razão e fé. Valorização do esforço humano. Livre arbítrio. Clero = orientador moral e espiritual. Liberdade de escolha = concepções da Igreja. “preço justo” – condenação da usura. • Arquitetura – Alta Idade Média: ROMÂNICA – construção maciça, pesada, linhas simples, horizontalidade, poucas janelas (idéia de segurança e tranqüilidade). Prof. José Augusto Fiorin
  • 51. IDADE MÉDIA (476 – 1453) – Baixa Idade Média: GÓTICA – leveza, graciosidade, verticalidade, grandes janelas, vitrais, luminosidade. ESTILO ROMÂNICO ESTILO GÓTICO Prof. José Augusto Fiorin
  • 52. IDADE MÉDIA (476 – 1453) ARQUITETURA: O ROMÂNICO E O GÓTICO O românico teve seu apogeu durante o século XII. Apresentava as paredes maciças e as janelas pequenas, prevalecendo interiores escuros, com linhas horizontais e grandes e pesadas pilastras, lembrando a construção dos mosteiros medievais. O gótico desenvolveu-se mais tarde, durante o século XIII, constituindo uma arte essencialmente urbana. Seus elementos, que caracterizam a construção de grandes catedrais, como a de Notre-Dame, de Paris, são o arco ogival, a abóbada nervurada e a decoração exterior, além da utilização de vitrais, que permitem melhor iluminação interna. Prof. José Augusto Fiorin