INVENTÁRIO
Noção de Inventário
Consistenuma relação (lista) dos elementos patrimoniais com a indicação do seu
valor.
No inventário devemos considerar três fases:
a) Identificação, em que se verifica quais os elementos patrimoniais
existentes;
b) Descrição e classificação, em que os elementos serão apresentados e
repartidos pelas classes a que dizem respeito (por ex: cadeira giratória em
tecido verde com braços, marca, modelo, número de série, dimensão, ano de
fabricação, capacidade e estado de conservação (ótimo, bom ou mau).
c) Valorização, acto de atribuição de um valor a cada elemento patrimonial.
19-03-2025 Coordenadora : Ana Barreto 2
3.
19-03-2025
Coordenadora : AnaBarreto 3
Classificação de Inventários Os inventários podem ser:
Gerais – quando abarca todos os
elementos que constituem um
dado património
(faz-se uma
descrição completa da empresa);
Parciais – quando abrange
apenas alguns dos elementos
patrimoniais;
Simples – os elementos
aparecem dispostos sem
obedecer a qualquer ordem;
Classificados – os elementos
aparecem agrupados, segundo a
sua natureza,
característica ou função.
Ordinários – são efetuados
periodicamente, ou seja, são
regulares e previsíveis;
Extraordinários – apenas são
elaborados em consequência de
condições
excecionais, ou seja,
são imprevisíveis, (exemplo:
saída de
um sócio, venda do
capital a terceiros).
4.
Objetivo do Inventário
Sabero que existe na empresa e onde está armazenado, controlando assim eventuais
extravios e garantindo a sua disponibilização em caso de necessidade imediata.
Ou seja:
assegurar o registo e controlo de todos os movimentos de stocks.
Neste caso, o inventário transforma-se numa ferramenta indispensável para controlar as
perdas e os custos, mas também para otimizar os processos de acondicionamento,
manuseamento, armazenamento dos produtos, garantindo o mínimo de desperdício
possível.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 4
5.
INVENTÁRIO
Importância do inventário
•Conhecer as existências, em quantidade e em valor, responde a várias necessidades da
empresa, (contabilidade, gerir a tesouraria e gerir os reaprovisionamentos).
• Conhecer o preço unitário dos artigos para os poder integrar no cálculo dos preços de
custo dos produtos finais ou em curso.
• Verificar a qualidade do estado dos stocks (diferença entre stock real e registo
informático do stock), é necessário efetuar inventários e eventualmente atualizar a
registo informático.
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6.
INVENTÁRIO
Quais as consequênciasde não fazer um inventário?
A falta de controlo de um inventário significa que a empresa
não tem capacidade para saber se tem de comprar ou
encomendar mais produtos aos seus fornecedores.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 6
7.
INVENTÁRIO
Necessidade de existênciade inventários:
Evitar stocks excessivos;
Evitar quebras de stock;
Evitar a existência de monos;
Proteção contra as incertezas (procura aleatória, imprevistos);
Reduzir custos de armazenagem;
Cobrir antecipadamente flutuações da procura ou do fornecimento (sazonais);
Cobrir necessidades de trânsito dos produtos;
Controlo rigoroso das entradas e saídas.
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INVENTÁRIO
Inventário permanente
O sistemade Inventário Permanente consiste na identificação dos bens quanto à sua natureza, quantidade, custos unitários
e globais, de forma a permitir uma verificação, a qualquer momento, da correspondência entre as contagens físicas e os
respetivos registos contabilísticos.
No SIP é possível determinar permanentemente o valor dos stocks em armazém e apurar em qualquer momento os resultados
obtidos nas vendas ou na produção.
Resultado Bruto das Vendas = Vendas Líquidas – Custo das Mercadorias
Vendidas e Matérias Consumidas
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10.
INVENTÁRIO
Inventário Permanente –Novas normas a partir de janeiro de 2016
Na sequência das alterações introduzidas pelo Decreto-Lei 98/2015 de 02-06-2015, a partir de 1 de janeiro de 2016, foi alargado o universo
de empresas obrigadas a inventário permanente.
Estas alterações traduzem-se no seguinte:
Obrigatoriedade de praticarem uma gestão efetiva e continua das suas existências;
Efetuarem o registo do respetivo custo das mercadorias;
Registarem os movimentos de entradas e saídas, tendo estes que estar integrados com os fluxos de compras, vendas, produção e
consumos.
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11.
INVENTÁRIO
Inventário Permanente –Novas normas a partir de janeiro de 2016
Que empresas estão obrigadas a ter o Inventário Permanente?
Esta alteração aplica-se a empresas que ultrapassem 2 dos 3 critérios seguintes:
350.000€ de balanço
700.000€ de vendas liquidas
10 empregados
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12.
INVENTÁRIO
Quais as empresasque não são abrangidas pelo novo sistema?
As empresas classificadas como Microentidades ficam dispensadas desta obrigatoriedade bem como as entidades que prossigam as atividades de:
• Agricultura, produção animal, apicultura e caça;
• Silvicultura e exploração florestal;
• Indústria piscatória e aquicultura;
• Pontos de venda a retalho que, no seu conjunto não apresentem, no período de um exercício, vendas superiores a 300.000€ nem a 10% das
vendas globais da respetiva entidade.
• Prestação de serviços, considerando-se como tais as que apresentem, no período de um exercício, um custo das mercadorias vendidas e das
matérias consumidas que não exceda 300.000€ nem 20% dos respetivos custos operacionais.
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13.
INVENTÁRIO
Artigo 9.º -Decreto-Lei nº 98/2015 de 02-06-2015 - Categorias de entidades
1 – Consideram-se microentidades aquelas que, à data do balanço, não ultrapassem dois dos três limites seguintes:
• Total do balanço: 350.000€;
• Volume de negócios líquido: 700.000€;
• Número médio de empregados durante o período: 10
2 – Consideram-se pequenas entidades aquelas que, à data do balanço, não ultrapassem dois dos três limites seguintes:
• Total do balanço: 4.000.000€;
• Volume de negócios líquido: 8.000.000€;
• Número médio de empregados durante o período: 50.
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14.
INVENTÁRIO
Artigo 9.º -Decreto-Lei nº 98/2015 de 02-06-2015 - Categorias de entidades
3 – Consideram-se médias entidades aquelas que, à data do balanço, não ultrapassem dois dos três limites seguintes:
• Total do balanço: 20.000.000€;
• Volume de negócios líquido: 40.000.000€;
• Número médio de empregados durante o período: 250
4 – Grandes entidades são as entidades que, à data do balanço, ultrapassem dois dos três limites referidos no número anterior.
5 – Para efeitos do presente decreto-lei 98/2015, as entidades de interesse público são consideradas grandes entidades, independentemente
do respetivo volume de negócios líquido, do total do balanço ou do número médio de empregados do período.
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15.
INVENTÁRIO
Inventário Permanente –Novas normas a partir de janeiro de 2016
Quais os termos de contabilização do Inventário Permanente?
Os termos de contabilização dos inventários são os seguintes:
• Proceder às contagens físicas dos inventários com referência ao final do período, ou, ao longo do período, de forma rotativa,
de modo a que cada bem seja contado, pelo menos, uma vez em cada período.
• Identificar os bens quanto à sua natureza, quantidade e custos unitários e globais, por forma a permitir a verificação, a todo o
momento, da correspondência entre as contagens físicas e os respetivos registos contabilísticos.
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19-03-2025
Coordenadora : AnaBarreto 16
INVENTÁRIO
Inventário intermitente
O sistema de inventário intermitente não permite que as empresas conheçam,
momento a momento, tanto o valor dos inventários em armazém, como o
custo das existências vendidas e consumidas e ainda o resultado obtido no
final de cada período (mensal, trimestral ou semestral).
Esta informação só é conhecida no final do período quando, após a contagem
física dos bens, se apurar o montante do seu inventário.
É um sistema que, embora de fácil aplicação, não permite tanto uma gestão
eficaz, como a aplicação de medidas atempadas para combater faltas de
controlo sobre as existências, já que a informação sobre os resultados da
empresa depende sempre de uma contagem física.
17.
INVENTÁRIO
NOTA
• Conforme oart.º 86 do CIVA,“salvo prova em
contrário, presumem-se adquiridos os bens que se
encontrem em qualquer dos locais em que o sujeito
passivo exerce a sua atividade e presumem-se
transmitidos os bens adquiridos, importados ou
produzidos que se não encontrem em qualquer
desses locais”.
• Assim sendo, a não existência da mercadoria em
stock pode conduzir à presunção de que o produto
foi vendido de forma não documentada, pelo que
esta ausência deve ser controlada e registada pela
empresa, com respetivos documentos de quebras
e regularização de existências no sistema (ex.
certidão de furto comunicada à Polícia Judiciária).
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18.
INVENTÁRIO
NOTA
• “não existeobrigação legal de proceder a qualquer prévia
diligência ou participação junto dos serviços da administração
fiscal. Crê-se, no entanto, que os sujeitos passivos terão
vantagem em ter na sua posse elementos justificativos das
faltas nas suas existências dos bens destruídos ou inutilizados,
como forma mais segura de elidir a presunção no citado artigo
86”.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 18
INVENTÁRIO
Objetivos
a) Nível dequebra
b) Métodos de abastecimento
c) Nível de stocks de cada referência
d) Politica de diminuição do nível de quebra
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21.
a) Nível dequebra
Quebra Desconhecida
Definição
Consiste na parte dos lucros esperados que, de acordo com o nível de stocks nos inventários, não chegam a ser realizados.
A quebra desconhecida é a diferença entre o stock teórico e o stock real, ou seja, a diferença entre o que deveríamos ter de acordo com a nossa atividade empresarial e o que
realmente temos.
As três causas:
• Furto externo – pessoas alheias à empresa.
• Furto interno – empregados da própria empresa ou pessoas com atividades ligadas à empresa.
• Erros de gestão – resultado de falhas de gestão não intencionadas, como por exemplo registo de vendas com preços errados.
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INVENTÁRIO
Quebra Desconhecida
Seja frutode roubo externo, interno ou de erros de gestão, a perda desconhecida na cadeia
de abastecimento tem forte impacto nas finanças das empresas.
Identificar as fontes de risco e as causas da quebra é a tábua de salvação das empresas e
constitui informação imprescindível para pôr em marcha um plano de ataque à principal dor de
cabeça dos operadores.
O que deve ser feito?
Calcular a quebra desconhecida
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INVENTÁRIO
Calcular a quebradesconhecida
São recomendadas três regras:
1. Conhecer a quebra: Reunir informação
2. Boas práticas (medidas corretoras )
3. Conhecer os fatores de risco
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Coordenadora : AnaBarreto 24
INVENTÁRIO
Calcular a quebra desconhecida
1. Conhecer a quebra: Reunir informação
Para reduzir e combater o impacto da Quebra Desconhecida na nossa empresa, o que se deve fazer?
calcular a diferença de inventário.
A diferença de inventário = inventário teórico - inventário real ou físico
Ou seja,
A diferença entre o que deveríamos ter de acordo com a nossa atividade empresarial e o que realmente
temos.
INVENTÁRIO
1. Conhecer aquebra: Reunir informação
Após o cálculo da diferença de inventário, o que fazer?
a) Olhar para os resultados, analisando:
1º a percentagem do custo das quebras relativamente ao número de
vendas, valorizando as quebras de produtos a preços de custo médio.
2º a percentagem de unidades que faltam no total das unidades
vendidas.
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28.
INVENTÁRIO
Conhecer o nívelde quebra serve para
b) Rever os procedimentos, de modo a evitar:
Enganos nos movimentos a serem considerados pelo cálculo do inventário
teórico como, por exemplo, não inclusão de vendas realizadas durante a
inventariação e os cálculos.
Para isso, deve-se estabelecer um momento preciso para fechar a
inventariação e proceder ao cálculo.
Analisar informação incorreta ou incompleta, especialmente, duplicação de
vendas, envios incorretos de transações, confusão de códigos, notas de
entrega de armazém, faturas relativas a entrega nas lojas, devoluções de
produtos, alterações e regularizações de preço (especialmente nas
promoções e saldos).
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INVENTÁRIO
Conhecer o nívelde quebra serve para
c) Tomar decisões a vários níveis:
Revisão ou implementação de novos procedimentos internos (logística, segurança, encomendas);
Adoção de medidas de segurança pontuais sobre determinados produtos, áreas da loja, pessoas, circuito;
Alterações sobre a exposição dos produtos, concebendo formas mais seguras de o fazer, nomeadamente, alterando a
sua localização, embalagem e disposição;
Corrigir eventuais desvios entre o inventário teórico e a atividade real.
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INVENTÁRIO
2. Boas práticas(medidas corretoras)
Deve ser minucioso na gestão da informação e tentar, através da diferença de inventário, observar quais os produtos que mais desaparecem e com que frequência.
Deve estar atento e, assim, talvez consiga mesmo identificar os períodos do dia, da semana, do mês e do ano em que o risco aumenta.
Verá que vai ter uma visão precisa sobre:
• O que atrai mais os larápios;
• Se a disposição dos produtos na loja é correta em função da segurança;
• A rotação do produto;
• O seu grau de perecibilidade.
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INVENTÁRIO
2. Boas práticas(medidas corretoras)
Na realização do inventário, devem participar os departamentos de controlo de gestão, exploração de loja, logística e
segurança.
São aconselháveis ações de formação com os colaboradores envolvidos na realização do inventário físico, para:
Estabelecer melhores práticas, como, por exemplo, a realização de uma contagem prévia sobre a localização dos
produtos, sobretudo os arrumados em diferentes locais.
Uniformizar e normalizar a metodologia da contagem e a documentação de apoio a utilizar, como sejam formulários e
tabelas.
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INVENTÁRIO
3. Conhecer osfatores de risco
Agora que já se conhece o valor da quebra que a empresa sofreu, como determinar a sua origem (furto externo, interno e erros)?
A única forma é reunir informação das ocorrências e tirar conclusões que permitam ponderar o peso de cada uma das três causas.
As informações mais úteis são:
• Tentativas de furto detetadas;
• As provas que demonstrem furto: etiquetas eletrónicas encontradas na loja e etiquetas de preço violadas;
• Discrepância detetada nas encomendas;
• Erros de fixação de preços.
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INVENTÁRIO
b) Métodos deabastecimento
Deve-se fazer prevenção e controlar os erros na cadeia de abastecimento.
Recomenda-se de seguida um conjunto de melhores práticas e ferramentas cuja aplicação
contribui para melhorar a eficiência do fluxo de mercadoria e de informação na cadeia de
abastecimento:
1) Preparação de encomendas, manipulação, carga, transporte, descarga e receção da
mercadoria.
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INVENTÁRIO
b) Métodos deabastecimento
2) (Intercâmbio Eletrónico de Dados) EDI: através de mensagens de linguagem
standard EANCOM para EDI, as empresas podem, de uma forma standard e
integrada e automaticamente nos sistemas das empresas:
• Comunicar com antecedência o conteúdo exato dos envios.
• Confirmar a receção da mercadoria e informar de possíveis ocorrências no
processo de receção.
• Informar sobre a situação concreta das encomendas.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 34
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INVENTÁRIO
b) Métodos deabastecimento
3. Codificação EAN.UCC 128: É um sistema de identificação criado para ambientes não retalhistas
(armazém), para ligar o fluxo físico de mercadorias ao fluxo de informação e facilitar a
integração dos fluxos de informação entre as empresas. A codificação EAN.UCC 128, entre
outras questões, permite:
Automatizar a gestão dos armazéns (Ex: A leitura do código permite colocar a mercadoria
no armazém em função da data de validade do produto, informação incluída no código
EAN.UCC 128).
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INVENTÁRIO
b) Métodos deabastecimento
Agilizar os processos de receção de mercadoria. Com a leitura do
SSCC (Código Seriado de Unidade de Envio ou Número de
Matrícula) que possui a etiqueta EAN. UCC 128, é possível relacionar
o conteúdo do envio com o aviso de expedição que se fez
previamente com a mensagem DESADV da linguagem EANCOM do
EDI.
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37.
INVENTÁRIO
Em suma:
Estas ferramentasaliadas às melhores práticas permitem reduzir as ocorrências e
controlar os pontos de risco que constituem uma fonte de erros na cadeia logística:
Agilizam e aumentam a qualidade da informação para os fluxos
administrativos e operacionais.
Reduzem ocorrências nas entregas e no processo de faturação.
Aumentam os níveis de informação e localização dos produtos.
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INVENTÁRIO
c) Nível destocks de cada referência
O que é recomendado ?
Calcular a diferença de inventário com uma frequência proporcional ao risco que cada secção ou produto tenha em termos de furto ou erro.
Para estabelecer esta frequência recomenda-se ter em consideração o seguinte:
A atratividade dos produtos sentida pelos ladrões.
A situação na loja. Os produtos localizados em pontos críticos da loja têm mais possibilidades de serem furtados.
A rotação do produto.
O seu grau de perecibilidade.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 38
39.
INVENTÁRIO
c) Nível destocks de cada referência
Nos produtos de risco de quebra elevado recomenda-se aumentar o nível de precisão dos inventários.
Nesse sentido, aconselha-se:
Contar fisicamente duas vezes os produtos.
Fazer comprovações aleatórias da integridade dos produtos (Ex: verificar se nas unidades de venda estão
todos os componentes).
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INVENTÁRIO
d) Politica dediminuição do nível de quebra
O que a empresa deve fazer para diminuir o nível de quebra dos seus produtos?
1º - Fazer inventários físicos e teóricos e calcular a diferença de inventário, uma vez que:
Conhecer o problema é o primeiro passo para o solucionar.
Com esta informação serão tomadas melhores medidas de prevenção e controlo.
Constitui uma forma de consciencializar e envolver os trabalhadores da empresa na prevenção de Quebras
Desconhecidas.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 40
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Coordenadora : AnaBarreto 41
INVENTÁRIO
d) Politica de diminuição do nível de quebra
2º - Fazer ações de formação e de acompanhamento das pessoas envolvidas na realização do
inventário físico.
Qual é o objetivo destas ações de formação ?
Estabelecer melhores práticas como por exemplo, realizar uma análise prévia da contagem sobre
a localização dos produtos, especialmente os que estão situados em mais do que um local diferente.
Unificar e normalizar aspetos como:
• A metodologia da contagem. (ex: de cima para baixo e da esquerda para a direita). Assim
conseguiremos evitar erros e acelerar o processo.
• A documentação de apoio a utilizar (formulários, tabelas).
42.
INVENTÁRIO
d) Politica dediminuição do nível de quebra
Divergência entre inventários – O que fazer?
1- Se surgirem diferenças significativas no último inventário calculadas e a evolução dos dados não seja muito
consistente, recomenda-se:
Rever a metodologia de cálculo.
Aumentar a frequência de cálculo.
2 - Caso não se disponha de sistemas de informação que o permitam, recomenda-se fazer o inventário
físico com a atividade da empresa parada (vendas, receção de mercadoria).
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 42
43.
INVENTÁRIO
Considerações prévias sobrea quebra desconhecida
1. O cálculo da diferença de inventário dá-nos o montante das quebras que a empresa sofreu, mas
em nenhum caso consegue determinar que parte dessa Quebra se deve a Furto externo,
Furto interno e a Erros.
2. Para obter uma aproximação deste dado a única forma é reunir informação das ocorrências
que acontecem na empresa e, a partir dela, tirar conclusões que nos permitam ponderar o peso
das três causas.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 43
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INVENTÁRIO
Considerações prévias sobrea quebra desconhecida
Para determinar o peso dos três fatores determinantes da Quebra Desconhecida, recomenda-se:
Que seja reunida informação e que se faça um registo dos factos que sejam a causa da Quebra Desconhecida ou das provas que demonstrem
que um destes factos aconteceu.
Quais são as informações mais úteis para determinar o peso das três causas?
• As tentativas de furto que foram detetadas (produto, secção).
• As provas que demonstrem que aconteceu um furto: etiquetas eletrónicas encontradas na loja, etiquetas de preço arrancadas.
• Discrepância detetada nas encomendas.
• Erros de fixação de preços.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 44
45.
INVENTÁRIO
Considerações prévias sobrea quebra
desconhecida
• Esta informação irá dar uma aproximação
de como aconteceram os factos relativos ao
furto externo, ao furto interno e aos erros e,
consequentemente, uma aproximação
relativamente ao peso que tiveram cada
uma destas três causas no conjunto do
montante da Quebra Desconhecida.
19-03-2025 Coordenadora : Ana Barreto 45
INVENTÁRIO
Periódicos
• Inventário FísicoPermanente
Este sistema consiste em contar diariamente, no fim de cada dia de trabalho, apenas os artigos que tenham tido movimento
durante esse dia.
Assim, se houver qualquer erro, terá apenas que se verificar esse dia, simplificando-se a tarefa de correção.
• Inventário Físico Rotativo
Processa-se da seguinte forma:
• Dividem-se os artigos, de acordo com o número de movimentos, nas categorias A, B e C;
• Os artigos A são contados de forma cíclica e uma vez em cada trimestre, enquanto os B são contados
semestralmente e os C anualmente;
• No início de cada dia de trabalho são controlados os movimentos dos artigos entrados e saídos, no dia
anterior.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 47
48.
INVENTÁRIO
Pontuais
• Inventário FísicoIntermitente
Consiste no encerramento periódico do armazém, durante alguns dias, a fim de fazer um
balanço (contagem) dos diferentes artigos.
É geralmente efetuado uma vez por ano, no final do exercício contabilístico.
Engloba todos os artigos da empresa, gerando uma elevada carga de trabalho que pode
perturbar a sua atividade.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 48
49.
INVENTÁRIO
Sistemáticos
• Inventário programado
Esteinventário permite:
a) Conhecer os stocks teóricos de materiais durante os próximos períodos de controlo;
η
b) Conhecer as entradas programadas (provenientes das encomendas emitidas), e as previsões de saída, isto é,
saber em que data se processa qual movimento.
É neste pormenor que difere o inventário comum de materiais do inventário programado.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 49
INVENTÁRIO
3. Processo deinventário
Calendarizarão do invent
ário
Os passos da gestão de
inventário
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52.
INVENTÁRIO
Calendarização doinventário
A contagem cíclica ajuda a manter níveis altos de exatidão de inventário e é uma das melhores
formas de identificar problemas. Além disso, pode eliminar a necessidade da realização de
inventários físicos, que costumam ser mais caros.
No que respeita à execução, existem dois métodos para efetuar uma contagem cíclica (contagem
cíclica é uma metodologia de inventários rotativos):
1) Calendário de Contagem
2) Contagem de Balanço Residual
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53.
INVENTÁRIO
1) Calendário deContagem
• Um dado número de recontagens é efetuado todos os dias, por vezes
durante mudanças de turno ou em alturas em que é possível
assegurar que não existem transações de inventário.
• As discrepâncias são corrigidas e registadas para análise.
• São mantidos registos das recontagens para assegurar que todos os
artigos são contados na frequência planeada.
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INVENTÁRIO
2) Contagem deBalanço Residual
Método no qual a recontagem é efetuada no momento
em que o funcionário visita a localização do artigo para
fazer o picking ou a sua reposição.
Pode ser programada para situações em que seja fácil a
sua contagem.
As discrepâncias são corrigidas e
registadas para análise.
São mantidos registos das recontagens
para assegurar que todos os artigos são
contados na frequência planeada.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 54
55.
INVENTÁRIO
Os passosda gestão de inventário
Uma gestão positiva e equilibrada do inventário é indispensável ao
bom funcionamento das empresas.
a) Plano de operações
b) Plano de necessidades materiais
c) A escolha dos fornecedores
d) Escolha da qualidade dos materiais
e) Avaliação dos fatores-chave para a política de existências
f) Criar um stock de segurança
g) Gerir o stock consoante o seu valor financeiro
19-03-2025 Coordenadora : Ana Barreto 55
INVENTÁRIO
a) Plano deoperações
Trata-se de um documento onde é reunida toda a informação,
detalhada e rigorosamente tratada, relativa a qualquer operação ou
tarefa.
Inclui:
• A descrição da tarefa ou da operação;
• O número de pessoas nela envolvidas
diretamente;
• O tempo exigível para a sua execução;
• Os materiais utilizados;
• O equipamento e maquinaria necessários;
19-03-2025 Coordenadora : Ana Barreto 57
58.
INVENTÁRIO
b) Plano denecessidades materiais
Avaliará todos os recursos materiais necessários à produção, incluindo as matérias-primas e
todos os outros componentes relacionados com a elaboração dos produtos.
Integra a estrutura do produto e a política de existências.
É também necessário avaliar os custos de aquisição, a qualidade, as condições de
armazenagem, a adequação e a disponibilidade de todos os produtos e materiais de
substituição ou alternativos.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 58
59.
INVENTÁRIO
Estrutura do produto- a avaliação dos materiais deve ser feito tendo em conta:
As características do produto do ponto de vista físico e químico;
As condições de funcionamento;
As dimensões requeridas;
As tolerâncias máximas admitidas na produção;
A embalagem e o modo de expedição;
As condições de receção dos materiais;
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 59
60.
INVENTÁRIO
Política de existências- define o nível de stocks a adotar e depende de
fatores internos e
externos como:
• Os prazos de entrega acordados com os clientes;
• A propensão ao risco: é importante evitar situações de rutura de
stock perante clientes insatisfeitos;
• As relações com os fornecedores: a necessidade de um stock
elevado pode ser diminuído se a empresa tiver com os
fornecedores uma relação caracterizada pela comunicação,
cooperação e proximidade.
19-03-2025 Coordenadora : Ana Barreto 60
61.
INVENTÁRIO
c) A escolhados fornecedores
• Este passo é fundamental pelo que deve ser antecedido de uma avaliação do mercado dos fornecedores dos
materiais, tendo em conta alguns critérios, como a competência técnica, o preço e os prazos de entrega.
• No seguimento da identificação destes elementos, a empresa deve entrar em contacto com os fornecedores para
obter informação específica sobre a estrutura e funcionamento das respetivas empresas. A seleção deve atender a
uma lista de critérios, concretamente estabelecidos por ordem de prioridade.
• É importante que a empresa estabeleça uma relação de parceria com o fornecedor. Por outro lado, é importante
que a empresa tenha mais fornecedores. Só assim verá garantida a sua independência e capacidade de gestão.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 61
62.
INVENTÁRIO
d) Escolha daqualidade dos materiais
Neste âmbito, a aquisição de matérias-primas é uma medida que deve ser
privilegiada mesmo quando a empresa se encontra em fase de lançamento.
Se se revelar necessário, deve-se atrasar os processos de vendas para
permitir o fabrico de um produto com maior qualidade.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 62
63.
INVENTÁRIO
e) Avaliação dosfatores-chave para a política de existências
A política de existências deve procurar evitar duas situações:
1) A existência de um volume de stocks demasiado baixo, que coloca a empresa em risco de não poder fornecer os seus
clientes;
2) O excesso de stock, que reflete uma imobilização de capital difícil de gerir financeiramente.
Neste contexto, a empresa deve ter em conta a duração do ciclo de produto, as previsões de vendas e os prazos de entrega.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 63
64.
INVENTÁRIO
f) Criar umstock de segurança:
Tem como objetivo minimizar as consequências de um aumento
inesperado da procura ou de um atraso ocasional dos fornecedores, o
que obriga a um aumento do prazo de entrega.
Algumas razões para a existência de stocks:
A empresa necessita de produtos em armazém para os poder
transacionar e concretizar os seus objetivos económicos e financeiros;
Os stocks previnem as empresas em relação às flutuações da procura ou
face a situações imprevisíveis no fornecimento das matérias-primas;
Para certas empresas industriais é necessária a constituição e gestão de
diversos stocks intermédios de matérias-primas e produtos, de forma a
evitar uma eventual rutura do processo produtivo;
A criação de stocks surge como forma de aproveitar flutuações futuras da
procura.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 64
65.
INVENTÁRIO
g) Gerir ostock consoante o seu valor financeiro
• Para a otimização da gestão do stock, as existências, tanto no âmbito da
compra, como do armazenamento, devem ser tratadas com graus de
importância que diferem consoante o seu valor financeiro (preço unitário x
compras anuais por parte da empresa).
• Aquelas que representam até 80% desse valor exigem um cuidado especial; as
que representam até 15% justificam alguma atenção; finalmente aqueles que
só chegam a 5% do valor financeiro, não necessitam de tratamento.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 65
66.
GERIR O STOCKCONSOANTE O
SEU VALOR FINANCEIRO
• Modelo de Classificação ABC
Como não é possível nem aconselhável tratar todos os artigos da mesma forma, a análise
ABC é uma ferramenta de gestão muito simples, mas com grande eficácia na classificação
correta dos stocks, criando três níveis de prioridade distintos na gestão dos mesmos.
A classificação os stocks é feita em três grandes grupos, A, B ou C, de acordo com a
percentagem dos consumos anuais que cada grupo representa.
A separação é feita de acordo com a seguinte metodologia:
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 66
67.
GERIR O STOCKCONSOANTE O
SEU VALOR FINANCEIRO
Modelo de Classificação ABC
Classe A - Este é o grupo de artigos com maior valor de consumo anual, embora seja
representado por um pequeno número de artigos: 15 a 20% do total de artigos
correspondem a 75 a 80% do valor do consumo anual total.
Classe B - Este e um grupo intermédio:20 a 25% do total de artigos representam 10 a 15%
do valor do consumo anual de todos os artigos.
Classe C - Este grupo de artigos possui o menor valor de consumo anual, embora
represente um elevado número de referências: 60 a 65% do número total de artigos
correspondem a 5 a 10% do valor do consumo anual de todos os artigos.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 67
68.
GERIR O STOCKCONSOANTE O
SEU VALOR FINANCEIRO
Modelo de Classificação ABC
A gestão de cada grupo deve ser realizada da seguinte forma:
Classe A - Os artigos devem ser controlados frequentemente de forma a manter existências baixas e evitar
ruturas.
Classe B - Os artigos devem ser controlados de forma mais automatizada.
Classe C - Os artigos devem possuir regras de decisão muito simples e totalmente automatizadas. Os níveis de
stock de segurança podem ser elevados de forma a minimizar os inconvenientes de eventuais rupturas.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 68
INVENTÁRIO
Instruções escritaspara a realização das contagens físicas das existências:
Emitir instruções escritas sobre a realização das contagens físicas
Detalhadas
Redigidas de forma clara e acessível
Aspetos que devem constar das instruções:
1) Datas e locais de contagem – dias, horários e armazéns em que decorrerão as contagens;
2) Existências a serem inventariadas - Contagem total ou parcial (itens a inventariar);
3) Procedimentos pré-inventário - limpeza dos armazéns, arrumação das existências e separação dos itens
obsoletos, com pouco movimento…
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 70
71.
INVENTÁRIO
Aspetos que devemconstar das instruções (continuação)
4) Constituição das equipas de contagem
Mínimo de duas pessoas –contador (armazém) e escrivão (secção de contabilidade);
Em cada local de contagem deverá estar um encarregado de armazém e um conferente (secção de contabilidade);
No caso de existirem auditores internos, estes devem fazer as suas próprias Contagens.
5) Forma de realização do inventário – sequência e registo dos itens contados.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 71
72.
INVENTÁRIO
Aspetos que devemconstar das instruções (continuação)
6) Anotação das contagens
As contagens devem ser anotadas em listas ou em talões (fichas);
• Talão: individualiza os diferentes produtos em talões separados.
• Ficha: relação dos diferentes produtos.
Os documentos devem ser numerados tipográfica e sequencialmente.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 72
73.
INVENTÁRIO
Aspetos que devemconstar das instruções (continuação)
7) Procedimentos relativos ao «corte» de operações
Há acontecimentos que podem falsear o inventário, tais como:
a) Existências recebidas antes da data de inventário mas contabilizadas após essa data;
b) Existências recebidas antes da data de inventário mas em trânsito e não contabilizadas;
c) Transferências entre Secções indevidamente documentadas e controladas;
d) Vendas ocorridas antes da data do Balanço, mas cujos artigos só foram expedidos após essa
data, constando no inventário;
e) Existências expedidas após a data do Balanço, mas registadas posteriormente.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 73
74.
INVENTÁRIO
Aspetos que devemconstar das instruções (continuação)
8) Procedimentos pós-inventário
• Comparar as quantidades contadas com os registos de quantidades e do inventário permanente.
• A análise das diferenças deve ser realizada o mais cedo possível após o inventário.
• As diferenças devem ser investigadas e retificadas.
9) Reunião Preparatória
• Distribuir as instruções escritas para a realização do inventário antecipadamente a todas as pessoas envolvidas.
• Reunião alguns dias antes das contagens com todos as pessoas envolvidas na contagem, inclusive, o auditor.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 74
19-03-2025
Coordenadora : AnaBarreto 76
INVENTÁRIO
Controlo das contagens
Procedimentos
O processo de inventário permanente divide-se na inventariação de dois tipos de posições:
1) Posições de Preparação
2) Posições Vazias
Vejamos cada uma delas:
3) Posições de Preparação
O objetivo é inventariar todos os locais de preparação.
Como o local de preparação é uma posição onde vão parar 85% — em média – de todas as paletes que entram
no armazém, poder-se-á dizer que mais cedo ou mais tarde quase todos os erros cometidos acabam por se
refletir nesta posição.
77.
INVENTÁRIO
1) Posições dePreparação
Existem dois modos de fazer as coisas:
Método clássico
Método JIT
Modelo clássico
• Os operadores de inventário dirigem-se ao gabinete da equipa de organização e recolhem o mapa das posições a
inventariar;
• Para cada posição indicada o operador deverá verificar que esta contém o artigo correto na quantidade e qualidade
correta;
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 77
78.
INVENTÁRIO
Modelo clássico (continuação)
•Se tal não acontecer, anota o erro e remove o artigo para uma zona de artigos com problemas de inventário e que está
devidamente marcada.
A remoção dos artigos só se justifica se ele for diferente do que deveria estar na posição, se não deve-se fazer um acerto de
inventário para corrigir a quantidade;
• Procede para a próxima posição da lista e repete os três últimos passos;
• No final da lista, o operador deverá dirigir-se ao gabinete da equipa de organização e entregar o mapa com os erros;
• O mapa entregue será alvo da atenção dele próprio ou de um operador administrativo para que as diferenças sejam
registadas no sistema.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 78
79.
INVENTÁRIO
Modelo JIT
• Ooperador de inventário indica ao computador via rádio-terminal que vai
começar um inventário às posições de preparação;
• O computador mostra-lhe a primeira posição e pergunta o artigo e quantas
caixas lá estão.
O operador responde – quer introduzindo o código do artigo quer lendo-o
com um leitor de código de barras – e indicando também o número de caixas;
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 79
80.
INVENTÁRIO
Modelo JIT (continuação)
•Em caso de erro e depois da confirmação dos valores, o computador assume a quantidade indicada como sendo a
da posição.
O operador remove a mercadoria que está mal posicionada – se for este o caso – para a zona de artigos com
problemas de inventário.
A remoção dos artigos só se justifica se ele for diferente do que deveria estar na posição, senão deve-se fazer um
acerto de inventário para corrigir a quantidade.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 80
81.
INVENTÁRIO
2) Posições Vazias
Ointeresse deste inventário reside no facto de ser muito simples inventariar uma posição vazia – é olhar e ver
se está ou não.
Devido a esta simplicidade ele pode ser utilizado para níveis superiores aos do chão, que são difíceis de
inventariar.
Existem dois modos de fazer as coisas:
Método clássico
Método JIT
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 81
82.
INVENTÁRIO
Modelo clássico
• Osoperadores de inventário dirigem-se ao gabinete da equipa de organização e recolhem o mapa das posições a inventariar;
• Para cada posição indicada o operador deverá verificar se ela está vazia ou não. No caso de ela estar ocupada assinalará esse facto no
mapa;
• Procede para a próxima posição da lista e repete o último passo;
• No final da lista, o operador deverá dirigir-se ao gabinete da equipa de organização e entregar o mapa com os erros;
• O mapa entregue será alvo da atenção dele próprio ou de um operador administrativo para que as diferenças sejam registadas no
sistema;
• As diferenças existentes deverão ser passadas para um operador de movimentação de paletes para que a palete mal colocada seja
retirada para a zona de artigos com problemas de inventário.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 82
83.
INVENTÁRIO
Modelo JIT
• Ooperador de inventário indica ao computador via rádio-terminal que vai começar um inventário às posições vazias;
• O computador mostra-lhe a primeira posição e pede a chave da posição;
• O operador deverá dirigir-se para a posição e introduzir a chave correta, confirmando se está ou não vazia;
• Caso não esteja vazia, e após a necessária confirmação, o computador marcará a posição para que a palete seja removida e
colocada na zona de artigos com problemas de inventário – esta marcação irá fazer que seja dada uma ordem de
movimentação à máquina que esteja mais próximo dela, logo que possível.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 83
84.
INVENTÁRIO
Em síntese:
• Omodelo JIT funciona de uma forma muito mais natural e produtiva, em que as ações são tomadas em tempo real.
• De novo se coloca o problema da idade da informação, no caso do modelo clássico há que garantir que não é
arrumada nenhuma palete entre o momento de emissão do mapa e a respetiva contagem.
Esta necessidade levanta muitos problemas práticos, que impedem uma utilização mais frequente deste
método.
Isto não se passa no modelo JIT, onde a informação é em tempo real.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 84
85.
INVENTÁRIO
Resolução dos problemasencontrados nos Modelos anteriores
Este procedimento permite-nos resolver os problemas e inventário encontrados e que foram devidamente isolados
numa área do armazém marcada para o efeito.
Os passos que têm de ser seguidos são:
Modelo Clássico
1. Pegar num bloco de folhas de operações manuais – acertos, transferências e outras atividades semelhantes e
selecionar um artigo dos que estão na zona referida;
2. Se a quantidade for pequena – algumas caixas – o operador deverá identificar o local de preparação do
artigo – por consulta num terminal do computador — e acrescentar essas caixas lá. De seguida deve fazer uma
contagem ao total de caixas e anotar o total na folha de acertos;
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 85
86.
INVENTÁRIO
Modelo Clássico
3. Sea quantidade for uma palete inteira — ou perto disso – deverá identificar todos os locais onde esse artigo
existe e, um a um, verificar se estão ocupados:
a) Se estão, deverá arrumar a palete noutro local e anotar o facto na folha de acertos;
b) Se não estão deverá colocar a palete no local onde falta e cujo número de caixas é igual. Se não existir
nenhum local nestas condições deverá colocar a palete em falta num dos locais e anotar na folha de
operações o acerto correspondente para o sistema informático ficar concordante com a realidade;
c) Se ao inventariar as posições, no ponto anterior, identificar qualquer erro, ele terá de ser resolvido
pelo método apresentado nos procedimentos: Posições de Preparação ou Posições Vazias.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 86
87.
INVENTÁRIO
Modelo Clássico
4. Selecionaro artigo seguinte e proceder do mesmo modo;
5. Periodicamente deverá levar o conjunto de folhas de operações
para o gabinete da equipa de organização para que as alterações
físicas sejam refletidas no sistema.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 87
88.
INVENTÁRIO
Modelo JIT
1. Selecionarum artigo dos que estão na zona referida;
2. Se a quantidade for pequena – algumas caixas – o operador deve identificar o local de preparação do artigo – por consulta no rádio
terminal — e acrescentar lá essas caixas. De seguida deve fazer uma contagem ao total de caixas e atualizar de imediato o sistema;
3. Se a quantidade for uma palete inteira — ou perto disso – deverá identificar todos os locais onde esse artigo existe e, um a um,
verificar se estão ocupados:
Se sim, deve arrumar a palete noutro local e atualizar de imediato o sistema (rádio terminal);
Se não, colocar a palete no local onde falta e cujo número de caixas é igual. Se não existir nenhum local nestas condições
deverá colocar a palete em falta num dos locais e atualizar o sistema informático para que ele fique concordante com a
realidade;
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 88
89.
INVENTÁRIO
Modelo JIT
4. Seao inventariar as posições, no ponto anterior, identificar qualquer erro, ele terá de ser resolvido pelo método apresentado
nos procedimentos: Posições de Preparação ou PosiçõesVazias;
5. Selecionar o artigo seguinte e proceder do mesmo modo.
Este processo permite manter a atividade do armazém num nível elevado.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 89
90.
INVENTÁRIO
Tratamento do inventário
1)Precisão do
Inventário
2) Sistemas de
Medição e
Monitorização
do inventário
3) Auditoria a
inventário
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 90
91.
INVENTÁRIO
1) Precisão doInventário
As previsões, o planeamento e a tomada de decisões nos departamentos responsáveis pelo aprovisionamento baseiam-se em
informações sobre transações de stock, registadas e comunicadas pelo armazém. A precisão desta informação é crucial
para o seu funcionamento.
A precisão do inventário prende-se com a correspondência entre os registos da informação sobre stock e a realidade.
A falta da precisão do inventário pode ser percebida através dos seguintes custos:
• Diminuição de património
• Uso de stocks de segurança, para garantir nível de serviço
• Sobre investimento em stock
• Roturas de Stock
• Insatisfação do cliente
• Obsolescência
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 91
92.
INVENTÁRIO
2) Sistemas deMedição e Monitorização do inventário
Objetivo - manter níveis altos de fiabilidade da informação sobre o Inventário com o mínimo de investimento possível.
Os melhores sistemas monitorizam o processo e não apenas o stock. Implicam habitualmente:
• A definição de uma equipa responsável;
• A simplificação e normalização de procedimentos;
• A garantia da integridade dos registos;
• O treino do pessoal para a disciplina na execução dos procedimentos;
• Inspeção do inventário (controle).
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 92
93.
INVENTÁRIO
3) Auditoria ainventários
• Os objetivos do trabalho de auditoria são:
1) Verificar se o tratamento contabilístico e as medidas de controlo interno relacionadas com os inventários são
adequados e se estão, de facto, a ser aplicados;
2) Determinar se as quantidades relativas aos inventários existem, estão corretamente inventariadas, são
propriedade da empresa e são apropriados para a sua finalidade;
3) Determinar se os inventários:
• estão valorizadas ao custo de aquisição e/ou ao custo de produção,
• se os critérios de mensuração foram aplicados de forma consistente em relação ao exercício anterior,
estando os inventários corretamente contabilizadas quanto à conta, montante e período.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 93
94.
INVENTÁRIO
Os objetivos dotrabalho de auditoria (continuação)
4) Determinar se:
o custo de aquisição e/ou de produção foi superior ao valor realizável líquido, e se foi este
último o utilizado na valorização dos inventários.
5) Verificar se:
os inventários incluem a plenitude dos produtos na data do balanço e se as informações foram
adequadamente divulgadas.
6) O custo das mercadorias vendidas e consumidas refletido nas DF´s está relacionado com o período sob
exame.
7) Verificar se estão adequadamente divulgadas no anexo as informações pertinentes.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 94
95.
INVENTÁRIO
• Procedimentos deauditoria
Observar os procedimentos seguidos na contagem e registo das quantidades.
Efetuar testes apropriados para determinar se os procedimentos estão a ser devidamente seguidos
Comparar os resultados dos seus testes com os inventários da empresa.
Se a empresa regista as quantidades pelo SIPermanente e efetua contagens cíclicas – observar
periodicamente as contagens e fazer testes seletivos às mesmas.
Se a empresa não possui registos adequadas e efetua as contagens no fim do exercício – as observações e
testes às contagens são nessa mesma data.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 95
96.
INVENTÁRIO
• Fases daauditoria ao processo de contagens físicas
FASE 1: Assistir ao planeamento da contagem:
a) Fontes de informação sobre os stocks, armazéns e pessoas
b) Estratégia a seguir na contagem física
c) Tempo e localização da contagem
d) Responsáveis e técnicos na contagem
e) Procedimentos de contagem
À medida que realizam os testes, devem comparar as contagens com os valores inscritos nas folhas ou talões e, naquele momento e
local, esclarecer as diferenças encontradas.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 96
97.
INVENTÁRIO
FASE 2: Observaçãoda contagem:
a) Os stocks estão devidamente arrumados?
b) Os stocks que não pertencem à empresa estão identificados?
c) Como é que os stocks são registados?
d) Como é avaliado o estado de conservação dos stocks?
e) Como são marcados/etiquetados os stocks já contados?
f) Determinação dos stocks danificados, obsoletos ou de baixa rotatividade?
g) As instruções estão a ser seguidas?
h) Métodos de pesar, medir, são os corretos?
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 97
98.
INVENTÁRIO
FASE 3: Encerramentoda contagem
a) Certificar que todos os artigos foram contados
b) Obter a relação numérica das folhas de contagem utilizadas, não utilizadas e
inutilizadas
c) Encerrar a contagem.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 98
99.
INVENTÁRIO
• Reconciliação destocks
• Valorimetria de existências
• A valorização de entradas
• A valorização de saídas
• Calcular a taxa de diferença
• Cálculo da Posição de
inventário
• Nível de inventário
• Modelos de Controlo de
Inventário
Coordenadora : Ana Barreto 03/19/2025 99
100.
INVENTÁRIO
Valorimetria de existências
•Quando um fator de produção “dá entrada” em armazém traz, associado a si um custo (que
depende do preço e das condições de compra); o mesmo acontece com os diversos produtos que
entram nos respetivos armazéns.
• Num determinado período de tempo é possível que entrem nos respetivos armazéns diversas
quantidades do mesmo produto a diferentes custos.
Assim, coloca-se a seguinte questão:
No momento em que se efetue a primeira saída de armazém do produto em causa, por que
valor é que ele deverá sair?
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 100
101.
INVENTÁRIO
Valorimetria de existências
Pararesponder a esta questão, estudaremos os três critérios valorimétricos permitidos pelo SNC:
Custo específico
Custo médio ponderado
FIFO (first in first out).
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 101
102.
INVENTÁRIO
Custo Específico– valorização das existências pelo custo exato das mesmas.
Critério adequado para empresas que transacionam um número reduzido de existências, por exemplo: empresas de diamantes.
FIFO – (First In First Out) - de acordo com este critério, considera-se que saem primeiro do armazém as existências que lá estão à mais
tempo, isto é, as que foram as primeiras a entrar.
Custo Médio Ponderado: valoriza o stock de cada artigo pela média ponderada dos custo dos artigos existentes.
Esta média é calculada após cada entrada de produtos no armazém.
CMP = Valor das existências em armazém + Valor das entradas
Quantidades existentes em armazém + Quantidades entradas
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 102
103.
INVENTÁRIO
Valorimetria de existências
Conclusão:
Cadaum dos critérios apresentados origina um valor diferente para o custo associado à
saída do armazém, o que quer dizer que a escolha do critério, apesar de não ir afetar o
resultado final da empresa, tem alguma influência sobre os resultados das atividades e,
em contraponto, no valor da variação de existências do período em causa.
O valor unitário das existências em armazém após cada saída (bem como após cada
entrada) é diferente, dependendo do critério valorimétrico adotado.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 103
104.
INVENTÁRIO
A valorização deentradas
a) Para os produtos comprados, a avaliação faz-se tendo em conta o custo de compra ou o custo de aquisição:
O importe é o que figura na fatura de compra (sem IVA).
+ gastos externos de compra: segurança, alfândega, transporte.
+ gastos internos de armazenamento: gastos de receção, armazenagem.
b) Para os bens produzidos, a avaliação faz-se segundo o custo de produção.
Nota:
Os custos financeiros e os custos de armazenagem e manutenção não são tomadas em conta.
O stock inicial em quantidade e em valor, corresponde ao stock final do período precedente.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 104
105.
INVENTÁRIO
A valorização desaídas
Os elementos armazenados irão saindo segundo o custo ao qual entraram.
Este tipo de valoração não constitui nenhum problema para bens que sejam
perfeitamente individualizados (peças únicas) ou individualizáveis (peças
idênticas, isoláveis).
No entanto, esta técnica é de difícil aplicação nos bens fungíveis (trigo, vinho,
azeite).
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 105
106.
INVENTÁRIO
Calcular a taxade diferença
• Cálculo de stock teórico = Saídas de produtos (vendas, devoluções de fornecedores, taras, ruturas stock) + entradas de produto (compras, devoluções de clientes).
• Cálculo das existências físicas: stock real avaliado no momento do inventário:
Diferença de Inventário = Stock Teórico – Stock Real.
Taxa de diferença: diferença x 100
Vendas
O resultado encontrado é uma percentagem: se for alta, a perda desconhecida é importante.
Para contabilizar o seu stock real com objetividade e transparência, é necessário fazer inventários físicos de qualidade.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 106
107.
INVENTÁRIO
Cálculo da Posiçãode inventário
Qual é o objetivo de um sistema de controlo de inventário?
determinar “quando” e “quanto” encomendar
Este objetivo deve basear-se:
na situação de stock (stock físico disponível)
na antecipação da procura
nos diferentes fatores de custo
Contudo, uma ordem de encomenda não pode apenas ser assente no stock físico.
Têm de ser consideradas:
as encomendas pendentes dos consumidores;
as encomendas executadas, mas que ainda não foram entregues pelo fornecedor.
Assim, no controlo de inventário, a situação de stock é caracterizado pela posição de inventário:
Posição de inventário = stock físico + encomendas executadas – encomendas pendentes
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 107
108.
INVENTÁRIO
Nível de inventário
Aocontrário da posição de inventário, os custos de armazenamento e a rutura de stock dependem do nível de inventário:
Nível de inventário = stock físico – encomendas pendentes
Um sistema de controlo de inventário pode ser desenhado de modo a que a posição de inventário seja monitorizada de uma
forma contínua.
Assim que a posição de inventário seja suficientemente baixa, uma encomenda é desencadeada.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 108
109.
INVENTÁRIO
Modelos de Controlode Inventário
Modelo de revisão continua
Modelo de revisão periódica
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 109
110.
MODELOS DE CONTROLODE
INVENTÁRIO
Existem diversos modelos de controlo de inventário.
Cada um responde de forma diferente às questões seguintes:
Quando encomendar?
Quanto encomendar ?
Para decidir qual o modelo de gestão de stocks que deve ser aplicado é necessário
avaliar um ponto fundamental no comportamento da oferta e da procura: a
existência ou não de aleatoriedade”.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 110
111.
MODELOS DE CONTROLODE
INVENTÁRIO
• Do lado da oferta, se o prazo de entrega for fixo e sempre cumprido e se as
quantidades entregues corresponderem sempre às quantidades
encomendadas, então a oferta não tem aleatoriedade associada, e por isso, é
considerada determinística (ou seja, é possível prever com exatidão qual irá
ser o comportamento da mesma).
Pelo contrário,
o fornecedor pode ter um prazo de entrega variável e não entregar sempre as
quantidades encomendadas, sendo por isso considerado que a oferta tem um
comportamento aleatório.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 111
112.
MODELOS DE
CONTROLO DE
INVENTÁRIO
•Do lado da procura, se as
quantidades procuradas
forem conhecidas, então
pode-se afirmar que a
procura é determinística;
se a procura for variável,
incerta, então tem-se um
cenário de procura
aleatória.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 112
113.
MODELOS DE CONTROLODE
INVENTÁRIO
Modelo de Revisão Contínua (Modelo Q)
Neste modelo:
A quantidade encomendada é fixa;
O período de encomendas varia, determinando um nível de stock onde a encomenda é posta no mercado.
Quando o stock de um determinado produto atinge determinado nível, o ponto de encomenda [Pe ] –
encomenda-se uma quantidade.
Pe = Consumo Médio x Prazo Médio de Aprovisionamento (L) + Stock de de segurança
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 113
114.
MODELOS DE CONTROLODE
INVENTÁRIO
Modelo de Revisão Contínua (Modelo Q)
Stock de segurança = quantidade para cobrir variações do consumo e do prazo de
aprovisionamento.
• O modelo diz que:
O nível de inventário deve ser revisto variadas vezes, obrigando a um controlo automatizado de
Inputs e Outputs de stock por meio de um programa, que regista a quantidade e ponto de
encomenda, avisando e pedindo as encomendas.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 114
115.
MODELOS DE CONTROLODE
INVENTÁRIO
Modelo de Revisão Contínua (Modelo Q)
Conclusões:
• Verificando-se o ponto de encomenda demasiado alto, o stock médio aumenta assim como o custo de posse.
• Sendo a quantidade alta, o tempo e o custo de posse aumenta.
• Verificando-se o ponto de encomenda demasiado baixo, o stock médio baixa e o risco de rutura aumenta.
• Sendo a quantidade baixa, o tempo diminui, aumentando o custo de aprovisionamento.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 115
116.
MODELOS DE CONTROLODE
INVENTÁRIO
Modelo de Revisão Contínua (Modelo Q)
Este Modelo é adequado quando existe:
Elevada procura.
Elevado preço de custo dos produtos.
Disponibilidade permanente de stock no fornecedor.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 116
117.
MODELOS DE CONTROLODE
INVENTÁRIO
Modelo de Revisão Periódica (Modelo P)
Neste modelo:
O período de encomendas é fixo;
A quantidade encomendada varia, em função do disponível em stock e do consumo
previsto até que nova encomenda de artigos entre no armazém.
Encomenda-se com uma periodicidade – P fixa- uma quantidade variável, de forma a repor o
stock a um nível máximo – nível de stock de segurança – Consequentemente, o valor das
encomendas é variável, adaptando-se à procura existente.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 117
118.
MODELOS DE CONTROLODE
INVENTÁRIO
Modelo de Revisão Periódica (Modelo P)
Objetivo do modelo - restituir o stock a um nível máximo.
• No momento de uma revisão verifica-se o stock existente, como as encomendas que ainda não tenham sido
entregues caso existam:
• Se o stock objetivo for fixado demasiado alto, o stock médio aumenta, assim como o custo de posse.
• Se o stock objetivo for demasiado baixo, o stock médio diminui e o risco de rutura do stock aumenta.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 118
119.
MODELOS DE CONTROLODE
INVENTÁRIO
Modelo de Revisão Periódica (Modelo P)
• Quanto ao período de revisão:
• Se este for demasiado longo, as encomendas diminuem e a quantidade
encomendada deverá ser maior para satisfazer a procura num maior intervalo
de tempo. Então iremos ter um custo de aprovisionamento reduzido e um custo
de posse elevado.
• Se o período de revisão for demasiado curto, teremos um custo de
aprovisionamento elevado e um custo de posse reduzido.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 119
120.
MODELOS DE
CONTROLO DE
INVENTÁRIO
Modelode Revisão Periódica (Modelo P)
Este Modelo é adequado quando existe:
Baixa variação da procura e do prazo de
aprovisionamento.
Baixo preço de custo dos produtos.
Interesse em encomendar um grupo do
mesmo fornecedor.
Coordenadora : Ana Barreto 19-03-2025 120