Margarida Barbosa Teixeira CLASSIFICAÇÃO DE  ROCHAS SEDIMENTARES
Tipos de rochas sedimentares Tipo de sedimento Origem Tipo de rocha sedimentar Detritos ou clastos Físico-química Rocha detrítica Substâncias dissolvidas na água Química Rocha quimiogénica Substâncias produzidas pelos seres vivos ou resultantes da sua atividade Biológica Rocha biogénica
Rochas sedimentares detríticas Constituem mais de ¾ do total de rochas sedimentares. Formadas a partir de materiais detríticos resultantes da meteorização e erosão de rochas já existentes. Os detritos apresentam um grau de arredondamento e de calibragem variável, em função: da dureza do material que os constitui,  da duração do transporte,  da distância percorrida, do agente transportador. Estas rochas podem ser não consolidadas, se os clastos se encontram soltos, ou ser consolidadas, se sofreram um processo de diagénese e os clastos estão ligados por um cimento.  Os sedimentos detríticos classificam-se de acordo com as suas dimensões.
Rochas sedimentares detríticas
Rochas sedimentares detríticas
Rochas sedimentares detríticas O termo argila, neste contexto, corresponde a um dos graus da escala granulométrica, indicando materiais com determinada granulometria, que podem ser minerais de argila ou outros diferentes. Os depósitos de balastros, areias, siltes e argilas são considerados rochas sedimentares detríticas não consolidadas. A consolidação destes sedimentos detríticos, por diagénese, origina rochas sedimentares detríticas consolidadas, como por exemplo, brechas e conglomerados, arenitos, siltitos e argilitos.
Rochas sedimentares detríticas Rochas conglomeráticas Brechas Resultam da consolidação de balastros angulosos, devido a um transporte muito curto. Resultam da compactação e cimentação de balastros (clastos grosseiros com dimensões > 2mm). Nas  brechas  e  conglomerados , entre os elementos maiores existe uma matriz constituída por elementos mais finos aglutinados  pelo cimento.
Rochas sedimentares detríticas Resultam da consolidação de balastros que sofreram transporte de alta energia, pelo que, os seus constituintes são bem rolados. São relativamente poucos os ambientes com energia suficiente para transportar balastros (ex.: rios de montanha, praias de forte ondulação, águas do degelo de glaciares). Rochas conglomeráticas Conglomerados
Rochas sedimentares detríticas As areias apresentam aspetos diferentes consoante o agente de transporte. Rochas areníticas Areias fluviais Angulosas ou sub-roladas, grosseiras ou finas, grau de granotriagem variável. Areias marinhas Arredondadas, polidas, por vezes com forma ovoide, brilhantes geralmente bem calibradas. Areias eólicas Bem arredondadas, baças devido a numerosas marcas provocadas pelos choques, muito bem selecionadas. Areias glaciárias Muito angulosas e mal calibradas, de aspeto triturado.
Rochas sedimentares detríticas Existem areias calcárias formadas por grãos de calcite e areias negras constituídas, essencialmente, por minerais ricos em ferro e magnésio. As areias mais comuns são as quartzosas, de cores claras, constituídas por grãos de quartzo. Entre os grãos de areias existem espaços ou poros onde a água ou o ar circulam, o que torna as areias muito permeáveis. As areias são de grande interesse económico devido às inúmeras aplicações: construção civil, indústria vidreira, cerâmica… Rochas areníticas
Rochas sedimentares detríticas Arenito  ou  grés  resulta da consolidação de areias (clastos com dimensões médias, entre 2mm e 1/16 mm). Geralmente, monominerálico, sendo o quartzo o mineral mais abundante, dada a sua resistência a longos transportes. Rochas areníticas
Rochas sedimentares detríticas Rochas   sílticas e rochas argilosas
Rochas sedimentares detríticas Siltitos   Rochas   sílticas e rochas argilosas  Compactação Siltes  (finos  - 1/16 mm a 1/256 mm) Argilas  (muito finos < 1/256 mm)  Argilitos   Compactação Muitas vezes formam-se rochas em que há misturas de siltes e de argilas
Rochas sedimentares detríticas Os siltitos e  argilitos apresentam composição mineralógica variada e resultam da compactação de  siltes  e argilas : transportadas depositados grandes distâncias em suspensão em ambientes de baixa energia ( lagos, planícies de inundação fluvial ). na foz dos rios Rochas   sílticas e rochas argilosas
Rochas sedimentares detríticas As  argilas : são pouco duras,  quando humedecidas cheiram a barro,  quando saturadas são impermeáveis, deformam-se facilmente,  esta plasticidade pode causar problemas quando obras de construção assentam as suas fundações em terrenos argilosos. necessidade da realização do estudo geológico do terreno antes da implantação de obras de engenharia. Rochas   sílticas e rochas argilosas
Quando vasas argilosas impregnadas de água ficam expostas ao ar seco, a água evapora-se e, devido à diminuição de volume do material argiloso, essas formações aparecem fendilhadas, formando fendas de dessecação ou  fendas de retração  características. Rochas   sílticas e rochas argilosas  Rochas sedimentares detríticas
Rochas sedimentares detríticas Os  argilitos  são constituídos fundamentalmente por minerais de argila (resultantes da meteorização química de vários minerais, nomeadamente dos feldspatos e das micas). Os argilitos constituem cerca de 80% do conjunto das rochas sedimentares. O caulino é um argilito, branco, formado pelo mineral de argila caulinite. Rochas   sílticas e rochas argilosas
Rochas sedimentares resultantes de sedimentos químicos. São formadas, essencialmente, por minerais de neoformação resultantes  da precipitação de substâncias em solução , devida a processos físico-químicos: reações químicas (ex: calcários de precipitação);  evaporação do solvente – água, formando evaporitos  (ex: rochas salinas como o sal-gema e o gesso).  Rochas sedimentares quimiogénicas Origem das rochas sedimentares quimiogénicas
As  águas acidificadas  pelo CO 2  (contendo ácido carbónico) que circulam nas rochas calcárias  provocam a solubilização do carbonato de cálcio  (CaCO 3 ), formando-se  hidrogenocarbonato  (HCO 3- ) e iões cálcio, os quais ao reagir entre si formam  hidrogenocarbonato de cálcio .  H 2 O + CO 2    H 2 CO 3  (ácido carbónico)   CaCO 3  + H 2 CO 3     Ca 2+  + 2 ( HCO 3  -   )     Ca(HCO 3 ) 2  (carbonato de cálcio)  (hidrogenocarbonato)  (hidrogenocarbonato de cálcio) Ca(HCO 3 ) 2      CaCO 3   + H 2 O + CO 2 Calcite O  hidrogenocarbonato de cálcio  pode  precipitar  sob a forma de  carbonato de cálcio (CaCO 3 ) , originando a calcite e consequentemente  calcário de precipitação. Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de calcários de precipitação
Condições físico-químicas como: aumento da temperatura da água,  a diminuição da pressão atmosférica, a agitação das águas, provocam a diminuição do teor de CO 2  na água;  o equilíbrio químico desloca-se no sentido da formação e libertação de CO 2  ocorre a precipitação do CaCO 3,  Formação de calcário  Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de calcários de precipitação Ca(HCO 3 ) 2    CaCO 3  + H 2 O + CO 2   (hidrogenocarbonato  de cálcio)
As águas acidificadas (contendo H 2 CO 3  ) que circulam nos maciços calcários vão meteorizando quimicamente as rochas (dissolução – carbonatação).  A rocha fica esculpida por sulcos e cavidades constituindo à superfície um modelado característico conhecido por  lapiás . Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de calcários de precipitação –  grutas calcárias
As águas acidificadas vão-se infiltrando no calcário em profundidade, a dissolução vai prosseguindo, conduzindo à formação de grutas calcárias.  Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de calcários de precipitação –  grutas calcárias
A água que circula no interior das grutas transporta  hidrogenocarbonato de cálcio  que pode precipitar sob a forma de  carbonato de cálcio  e depositar-se formando calcários de precipitação mais ou menos compactos, de   grão muito fino – travertinos.  CaCO 3  + H 2 CO 3      Ca(HCO 3 ) 2     CaCO 3   + H 2 O + CO 2 (carbonato de cálcio)  (hidrogenocarbonato de cálcio) Calcário travertino Os calcários travertinos também se podem formar em terrenos alagadiços  de maciços calcários, tendo, por vezes, incorporado restos de seres vivos. Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de calcários de precipitação –  grutas calcárias
Do teto da gruta calcária  desprendem-se gotas de água contendo hidrogenocarbonato de cálcio . Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de calcários de precipitação –  grutas calcárias Quando se dá o desprendimento da gota  precipita uma película de carbonato de cálcio  que se deposita na periferia da zona de despreendimento.  Ca(HCO 3 ) 2     CaCO 3   + H 2 O + CO 2 (hidrogenocarbonato de cálcio)
Ao longo dos milhares de anos, a acumulação sucessiva de calcite forma estruturas pendentes –  estalactites . Na zona central da estalactite fica um canal por onde circula a água. A água que cai, gota a gota, da estalactite sobre o solo, também gera a acumulação de películas de carbonato de cálcio, formando estruturas ascendentes –  estalagmites . Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de calcários de precipitação –  grutas calcárias
Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de evaporitos
Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de evaporitos Halite Gesso
Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de evaporitos Localização do Mar Morto Sal-gema
Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de evaporitos Halite Grandes cristais de selenite, uma variedade de gesso, na gruta de Naica, no México
Os evaporitos resultam da precipitação de sais dissolvidos, devido à evaporação da água que os contém em solução. Esta precipitação é desencadeada pela evaporação de  águas  que contêm os  compostos em solução Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de evaporitos CaSO 4 NaCl … águas marinhas retidas em lagunas,  águas salgadas de lagos de zonas áridas.
À medida que ocorre a evaporação da água, vão precipitando: em 1º lugar os sais menos solúveis, progressivamente os mais solúveis. Na base depositam-se os sais menos solúveis, sobrepostos pelos progressivamente mais solúveis. Formam-se sequências de evaporitos. Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de evaporitos
Rochas sedimentares quimiogénicas Sal-gema Gesso Composição química Cloreto de sódio ( NaCl ) Sulfato de cálcio hidratado ( CaSO 4  2H 2 O ) Mineral Halite Gesso Características Pouco denso e plástico. Ascende na crusta formando domas salinos  Forma cristais sedosos, fibrosos ou granulares. Utilização Dele pode extrair-se: cloro, sódio, soda cáustica… estes produtos são utilizados na indústria de sabão, vidro, cerâmica…. Indústria do cimento, construção civil, estuques, medicina dentária…
Sendo o sal-gema pouco denso e muito plástico, aa natureza os depósitos profundos de sal gema, quando sob pressão, podem ascender através de zonas frágeis da crusta, formando grandes massas de sal  - domas salinos ou diapiros. Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de domas salinos
Rochas formadas, essencialmente, por sedimentos de origem orgânica, isto é, com origem a partir de restos de seres vivos ou por materiais resultantes da sua atividade (ação bioquímica).  Rochas sedimentares biogénicas Rochas biogénicas
A atividade fotossintética das algas marinhas reduz o teor de CO 2  e consequentemente  hidrogenocarbonato de cálcio  pode  precipitar  sob a forma de  carbonato de cálcio (CaCO 3 ) , originando a calcite e consequentemente  calcário. Neste caso, o calcário forma-se devido à ação dos seres vivos –  calcário biogénico. Ca(HCO 3 ) 2      CaCO 3   + H 2 O + CO 2 (hidrogenocarbonato  de cálcio) Rochas sedimentares biogénicas Calcários
Calcário resultante dos esqueletos calcários dos corais que vivem em águas do mar quentes e pouco profundas. Os corais formam recifes constituídos por milhões de indivíduos ligados em colónias, que edificam estruturas calcárias, a partir do carbonato de cálcio dissolvido na água do mar. Quando morrem, os seus esqueletos formam este tipo de calcário. Rochas sedimentares biogénicas Calcário recifal
Calcário formado pela acumulação de conchas calcárias de animais, como os moluscos, que sofreram um processo de cimentação.  Estes seres vivos retiram carbonato de cálcio da água do mar para construírem os esqueletos (como as conchas). Rochas sedimentares biogénicas Calcário conquífero
As classificações atuais, devido à sua origem orgânica, não os consideram rochas. Na sua combustão é mobilizada energia que foi inicialmente armazenada pela fotossíntese, há muitos milhões de anos. Rochas sedimentares biogénicas Combustíveis fósseis - carvões, petróleo e gás natural
Rochas sedimentares biogénicas Combustíveis fósseis -  carvões, petróleo e gás natural Condições de formação: Meios sedimentares alimentados por  grandes quantidades de detritos orgânicos; Bacias sedimentares em  ambientes lagunares costeiros ou meios lacustres  (lagos no interior de áreas continentais) que experimentam afundamento progressivo ( subsidência ); Com o aprofundamento acelerado estes detritos ficam rapidamente isolados do ambiente oxidante, consequentemente da ação decompositora dos organismos aeróbios ( condições anaeróbias ); Transformações dos detritos orgânicos devidas à ação de microrganismos anaeróbios e ao  aumento , em profundidade,  da pressão e da temperatura , com  mineralização incompleta .
Rochas sedimentares biogénicas Carvões
Rochas sedimentares biogénicas Carvões
Rochas sedimentares biogénicas Carvões Subsidência lenta Vegetação abundante Muitos detritos orgânicos recobertos por argilas Formação de carvões
Rochas sedimentares biogénicas Carvões Subsidência lenta Subsidência rápida Vegetação abundante Muitos detritos orgânicos recobertos por argilas Formação de carvões Pouca vegetação Poucos detritos orgânicos  Sedimentos grosseiros Sem carvões Com rochas sedimentares detríticas
Resultam da decomposição lenta, ao longo de milhares de anos, de grandes quantidades de  matéria orgânica (rica em lenhina) predominantemente vegetal , em  ambientes aquáticos pouco profundos e pouco oxigenados  (por exemplo pântanos). Durante o aprofundamento os detritos vegetais são transformados por  ação das bactérias anaeróbias . À medida que afundam, os materiais sedimentares sofrem  um processo de diagénese  que conduz à formação do carvão: a presença de substâncias tóxicas produzidas pelo metabolismo das bactérias, provoca a morte das mesmas e consequentemente  a decomposição é interrompida ; o aumento da pressão conduz ao aumento da compactação  (redução da percentagem de voláteis) e  da desidratação ; associado à  diminuição do teor de voláteis e água  ocorre o aumento gradual do teor de carbono dos carvões ( incarbonização ). Rochas sedimentares biogénicas Carvões
Turfa    Lignite    Hulha ou carvão betuminoso    Antracite (sedimento) Aumento da diagénese Diminuição do teor de voláteis e água Aumento da incarbonização Rochas sedimentares biogénicas Carvões
Rochas sedimentares biogénicas Carvões Tipo de Carvão Características Lignite Apresenta elevado teor em água, sendo o seu poder combustível fraco. Hulha   Apresenta um elevado teor de carbono (80% a 90%), o que faz dele o carvão de maior interesse económico, dado o seu elevado valor energético e a relativa facilidade de exploração. Antracite Contém mais de 90% de carbono o que o torna um carvão de difícil combustão.
Os produtos petrolíferos naturais incluem. Rochas sedimentares biogénicas Petróleo e gás natural Hidrocarbonetos Sólidos Asfaltos ou betumes Líquidos Petróleo bruto Gasosos Gás natural
Tem origem a partir fundamentalmente de  plâncton rico em lípidos  que fica aprisionado em sedimentos  a 2000-3000 metros, sem oxigénio . O petróleo forma-se em ambientes : aquáticos pouco profundos, ricos em plâncton, pouco agitados, pobres em oxigénio (preservado da ação de bactérias aeróbias). A formação do petróleo depende: da pressão e da temperatura,  da ação de bactérias anaeróbias, de condições geológicas que favorecem a génese e acumulação de petróleo. Rochas sedimentares biogénicas Petróleo e gás natural
Após a deposição do  plâncton  este é  coberto por finas camadas de sedimentos  - argilas ou carbonatos - que  impedem a ação de bactérias  aeróbias decompositoras. A  compactação e afundimento  destas camadas, e consequente aumento de pressão e temperatura,  provocam alterações físico-químicas  na matéria orgânica. A  temperatura superior a 120 0 C  durante milhões de anos leva à  formação de hidrocarbonetos  - petróleo e de gás natural - na rocha mãe (rocha sedimentar).  Rochas sedimentares biogénicas Petróleo e gás natural
Rochas sedimentares biogénicas Petróleo e gás natural Armadilha petrolífera O doma salino retém os hidrocarbonetos que ficam aprisionados na rocha-armazém.  Forças compressivas dobram as rochas.  Os hidrocarbonetos ficam aprisionados na rocha-armazém. O deslocamento relativo dos blocos ao longo do plano de falha colocou a rocha-cobertura frente à rocha-armazém, impedindo a migração dos hidrocarbonetos.
Os hidrocarbonetos formados, devido à sua baixa densidade, tendem a deslocar-se para a superfície e a perder-se. Por vezes, o petróleo e o gás ficam  retidos em camadas rochosas porosas e permeáveis  (arenitos e calcários) localizadas por cima da rocha-mãe, onde se acumulam -  rocha-armazém .   A retenção do petróleo e do gás natural na rocha-armazém (ou rocha-reservatório) só é possível se ela estiver coberta por uma camada impermeável argilosa –  rocha de cobertura . Rochas sedimentares biogénicas Petróleo e gás natural Armadilha petrolífera
Condições geológicas que favorecem a génese e acumulação de hidrocabonetos: Rocha armazém  +  Rocha de cobertura  +  Falhas ou dobras ou domas (Porosa e permeável)  (Impermeável)  (Impedem a migração lateral) Armadilha petrolífera (impede a migração de  hidrocarbonetos até à superfície) Associada às jazidas petrolíferas existe água proveniente: do momento da sedimentação (que ficou aprisionada nos sedimentos) de infiltrações superficiais. Rochas sedimentares biogénicas Petróleo e gás natural Armadilha petrolífera

3 b classificaçãorochassedimentares

  • 1.
    Margarida Barbosa TeixeiraCLASSIFICAÇÃO DE ROCHAS SEDIMENTARES
  • 2.
    Tipos de rochassedimentares Tipo de sedimento Origem Tipo de rocha sedimentar Detritos ou clastos Físico-química Rocha detrítica Substâncias dissolvidas na água Química Rocha quimiogénica Substâncias produzidas pelos seres vivos ou resultantes da sua atividade Biológica Rocha biogénica
  • 3.
    Rochas sedimentares detríticasConstituem mais de ¾ do total de rochas sedimentares. Formadas a partir de materiais detríticos resultantes da meteorização e erosão de rochas já existentes. Os detritos apresentam um grau de arredondamento e de calibragem variável, em função: da dureza do material que os constitui, da duração do transporte, da distância percorrida, do agente transportador. Estas rochas podem ser não consolidadas, se os clastos se encontram soltos, ou ser consolidadas, se sofreram um processo de diagénese e os clastos estão ligados por um cimento. Os sedimentos detríticos classificam-se de acordo com as suas dimensões.
  • 4.
  • 5.
  • 6.
    Rochas sedimentares detríticasO termo argila, neste contexto, corresponde a um dos graus da escala granulométrica, indicando materiais com determinada granulometria, que podem ser minerais de argila ou outros diferentes. Os depósitos de balastros, areias, siltes e argilas são considerados rochas sedimentares detríticas não consolidadas. A consolidação destes sedimentos detríticos, por diagénese, origina rochas sedimentares detríticas consolidadas, como por exemplo, brechas e conglomerados, arenitos, siltitos e argilitos.
  • 7.
    Rochas sedimentares detríticasRochas conglomeráticas Brechas Resultam da consolidação de balastros angulosos, devido a um transporte muito curto. Resultam da compactação e cimentação de balastros (clastos grosseiros com dimensões > 2mm). Nas brechas e conglomerados , entre os elementos maiores existe uma matriz constituída por elementos mais finos aglutinados pelo cimento.
  • 8.
    Rochas sedimentares detríticasResultam da consolidação de balastros que sofreram transporte de alta energia, pelo que, os seus constituintes são bem rolados. São relativamente poucos os ambientes com energia suficiente para transportar balastros (ex.: rios de montanha, praias de forte ondulação, águas do degelo de glaciares). Rochas conglomeráticas Conglomerados
  • 9.
    Rochas sedimentares detríticasAs areias apresentam aspetos diferentes consoante o agente de transporte. Rochas areníticas Areias fluviais Angulosas ou sub-roladas, grosseiras ou finas, grau de granotriagem variável. Areias marinhas Arredondadas, polidas, por vezes com forma ovoide, brilhantes geralmente bem calibradas. Areias eólicas Bem arredondadas, baças devido a numerosas marcas provocadas pelos choques, muito bem selecionadas. Areias glaciárias Muito angulosas e mal calibradas, de aspeto triturado.
  • 10.
    Rochas sedimentares detríticasExistem areias calcárias formadas por grãos de calcite e areias negras constituídas, essencialmente, por minerais ricos em ferro e magnésio. As areias mais comuns são as quartzosas, de cores claras, constituídas por grãos de quartzo. Entre os grãos de areias existem espaços ou poros onde a água ou o ar circulam, o que torna as areias muito permeáveis. As areias são de grande interesse económico devido às inúmeras aplicações: construção civil, indústria vidreira, cerâmica… Rochas areníticas
  • 11.
    Rochas sedimentares detríticasArenito ou grés resulta da consolidação de areias (clastos com dimensões médias, entre 2mm e 1/16 mm). Geralmente, monominerálico, sendo o quartzo o mineral mais abundante, dada a sua resistência a longos transportes. Rochas areníticas
  • 12.
    Rochas sedimentares detríticasRochas sílticas e rochas argilosas
  • 13.
    Rochas sedimentares detríticasSiltitos Rochas sílticas e rochas argilosas Compactação Siltes (finos - 1/16 mm a 1/256 mm) Argilas (muito finos < 1/256 mm) Argilitos Compactação Muitas vezes formam-se rochas em que há misturas de siltes e de argilas
  • 14.
    Rochas sedimentares detríticasOs siltitos e argilitos apresentam composição mineralógica variada e resultam da compactação de siltes e argilas : transportadas depositados grandes distâncias em suspensão em ambientes de baixa energia ( lagos, planícies de inundação fluvial ). na foz dos rios Rochas sílticas e rochas argilosas
  • 15.
    Rochas sedimentares detríticasAs argilas : são pouco duras, quando humedecidas cheiram a barro, quando saturadas são impermeáveis, deformam-se facilmente, esta plasticidade pode causar problemas quando obras de construção assentam as suas fundações em terrenos argilosos. necessidade da realização do estudo geológico do terreno antes da implantação de obras de engenharia. Rochas sílticas e rochas argilosas
  • 16.
    Quando vasas argilosasimpregnadas de água ficam expostas ao ar seco, a água evapora-se e, devido à diminuição de volume do material argiloso, essas formações aparecem fendilhadas, formando fendas de dessecação ou fendas de retração características. Rochas sílticas e rochas argilosas Rochas sedimentares detríticas
  • 17.
    Rochas sedimentares detríticasOs argilitos são constituídos fundamentalmente por minerais de argila (resultantes da meteorização química de vários minerais, nomeadamente dos feldspatos e das micas). Os argilitos constituem cerca de 80% do conjunto das rochas sedimentares. O caulino é um argilito, branco, formado pelo mineral de argila caulinite. Rochas sílticas e rochas argilosas
  • 18.
    Rochas sedimentares resultantesde sedimentos químicos. São formadas, essencialmente, por minerais de neoformação resultantes da precipitação de substâncias em solução , devida a processos físico-químicos: reações químicas (ex: calcários de precipitação); evaporação do solvente – água, formando evaporitos (ex: rochas salinas como o sal-gema e o gesso). Rochas sedimentares quimiogénicas Origem das rochas sedimentares quimiogénicas
  • 19.
    As águasacidificadas pelo CO 2 (contendo ácido carbónico) que circulam nas rochas calcárias provocam a solubilização do carbonato de cálcio (CaCO 3 ), formando-se hidrogenocarbonato (HCO 3- ) e iões cálcio, os quais ao reagir entre si formam hidrogenocarbonato de cálcio . H 2 O + CO 2  H 2 CO 3 (ácido carbónico)   CaCO 3 + H 2 CO 3  Ca 2+ + 2 ( HCO 3 - )  Ca(HCO 3 ) 2 (carbonato de cálcio) (hidrogenocarbonato) (hidrogenocarbonato de cálcio) Ca(HCO 3 ) 2  CaCO 3 + H 2 O + CO 2 Calcite O hidrogenocarbonato de cálcio pode precipitar sob a forma de carbonato de cálcio (CaCO 3 ) , originando a calcite e consequentemente calcário de precipitação. Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de calcários de precipitação
  • 20.
    Condições físico-químicas como:aumento da temperatura da água, a diminuição da pressão atmosférica, a agitação das águas, provocam a diminuição do teor de CO 2 na água; o equilíbrio químico desloca-se no sentido da formação e libertação de CO 2 ocorre a precipitação do CaCO 3, Formação de calcário Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de calcários de precipitação Ca(HCO 3 ) 2  CaCO 3 + H 2 O + CO 2 (hidrogenocarbonato de cálcio)
  • 21.
    As águas acidificadas(contendo H 2 CO 3 ) que circulam nos maciços calcários vão meteorizando quimicamente as rochas (dissolução – carbonatação). A rocha fica esculpida por sulcos e cavidades constituindo à superfície um modelado característico conhecido por lapiás . Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de calcários de precipitação – grutas calcárias
  • 22.
    As águas acidificadasvão-se infiltrando no calcário em profundidade, a dissolução vai prosseguindo, conduzindo à formação de grutas calcárias. Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de calcários de precipitação – grutas calcárias
  • 23.
    A água quecircula no interior das grutas transporta hidrogenocarbonato de cálcio que pode precipitar sob a forma de carbonato de cálcio e depositar-se formando calcários de precipitação mais ou menos compactos, de grão muito fino – travertinos. CaCO 3 + H 2 CO 3  Ca(HCO 3 ) 2  CaCO 3 + H 2 O + CO 2 (carbonato de cálcio) (hidrogenocarbonato de cálcio) Calcário travertino Os calcários travertinos também se podem formar em terrenos alagadiços de maciços calcários, tendo, por vezes, incorporado restos de seres vivos. Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de calcários de precipitação – grutas calcárias
  • 24.
    Do teto dagruta calcária desprendem-se gotas de água contendo hidrogenocarbonato de cálcio . Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de calcários de precipitação – grutas calcárias Quando se dá o desprendimento da gota precipita uma película de carbonato de cálcio que se deposita na periferia da zona de despreendimento. Ca(HCO 3 ) 2  CaCO 3 + H 2 O + CO 2 (hidrogenocarbonato de cálcio)
  • 25.
    Ao longo dosmilhares de anos, a acumulação sucessiva de calcite forma estruturas pendentes – estalactites . Na zona central da estalactite fica um canal por onde circula a água. A água que cai, gota a gota, da estalactite sobre o solo, também gera a acumulação de películas de carbonato de cálcio, formando estruturas ascendentes – estalagmites . Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de calcários de precipitação – grutas calcárias
  • 26.
    Rochas sedimentares quimiogénicasFormação de evaporitos
  • 27.
    Rochas sedimentares quimiogénicasFormação de evaporitos Halite Gesso
  • 28.
    Rochas sedimentares quimiogénicasFormação de evaporitos Localização do Mar Morto Sal-gema
  • 29.
    Rochas sedimentares quimiogénicasFormação de evaporitos Halite Grandes cristais de selenite, uma variedade de gesso, na gruta de Naica, no México
  • 30.
    Os evaporitos resultamda precipitação de sais dissolvidos, devido à evaporação da água que os contém em solução. Esta precipitação é desencadeada pela evaporação de águas que contêm os compostos em solução Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de evaporitos CaSO 4 NaCl … águas marinhas retidas em lagunas, águas salgadas de lagos de zonas áridas.
  • 31.
    À medida queocorre a evaporação da água, vão precipitando: em 1º lugar os sais menos solúveis, progressivamente os mais solúveis. Na base depositam-se os sais menos solúveis, sobrepostos pelos progressivamente mais solúveis. Formam-se sequências de evaporitos. Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de evaporitos
  • 32.
    Rochas sedimentares quimiogénicasSal-gema Gesso Composição química Cloreto de sódio ( NaCl ) Sulfato de cálcio hidratado ( CaSO 4 2H 2 O ) Mineral Halite Gesso Características Pouco denso e plástico. Ascende na crusta formando domas salinos Forma cristais sedosos, fibrosos ou granulares. Utilização Dele pode extrair-se: cloro, sódio, soda cáustica… estes produtos são utilizados na indústria de sabão, vidro, cerâmica…. Indústria do cimento, construção civil, estuques, medicina dentária…
  • 33.
    Sendo o sal-gemapouco denso e muito plástico, aa natureza os depósitos profundos de sal gema, quando sob pressão, podem ascender através de zonas frágeis da crusta, formando grandes massas de sal - domas salinos ou diapiros. Rochas sedimentares quimiogénicas Formação de domas salinos
  • 34.
    Rochas formadas, essencialmente,por sedimentos de origem orgânica, isto é, com origem a partir de restos de seres vivos ou por materiais resultantes da sua atividade (ação bioquímica). Rochas sedimentares biogénicas Rochas biogénicas
  • 35.
    A atividade fotossintéticadas algas marinhas reduz o teor de CO 2 e consequentemente hidrogenocarbonato de cálcio pode precipitar sob a forma de carbonato de cálcio (CaCO 3 ) , originando a calcite e consequentemente calcário. Neste caso, o calcário forma-se devido à ação dos seres vivos – calcário biogénico. Ca(HCO 3 ) 2  CaCO 3 + H 2 O + CO 2 (hidrogenocarbonato de cálcio) Rochas sedimentares biogénicas Calcários
  • 36.
    Calcário resultante dosesqueletos calcários dos corais que vivem em águas do mar quentes e pouco profundas. Os corais formam recifes constituídos por milhões de indivíduos ligados em colónias, que edificam estruturas calcárias, a partir do carbonato de cálcio dissolvido na água do mar. Quando morrem, os seus esqueletos formam este tipo de calcário. Rochas sedimentares biogénicas Calcário recifal
  • 37.
    Calcário formado pelaacumulação de conchas calcárias de animais, como os moluscos, que sofreram um processo de cimentação. Estes seres vivos retiram carbonato de cálcio da água do mar para construírem os esqueletos (como as conchas). Rochas sedimentares biogénicas Calcário conquífero
  • 38.
    As classificações atuais,devido à sua origem orgânica, não os consideram rochas. Na sua combustão é mobilizada energia que foi inicialmente armazenada pela fotossíntese, há muitos milhões de anos. Rochas sedimentares biogénicas Combustíveis fósseis - carvões, petróleo e gás natural
  • 39.
    Rochas sedimentares biogénicasCombustíveis fósseis - carvões, petróleo e gás natural Condições de formação: Meios sedimentares alimentados por grandes quantidades de detritos orgânicos; Bacias sedimentares em ambientes lagunares costeiros ou meios lacustres (lagos no interior de áreas continentais) que experimentam afundamento progressivo ( subsidência ); Com o aprofundamento acelerado estes detritos ficam rapidamente isolados do ambiente oxidante, consequentemente da ação decompositora dos organismos aeróbios ( condições anaeróbias ); Transformações dos detritos orgânicos devidas à ação de microrganismos anaeróbios e ao aumento , em profundidade, da pressão e da temperatura , com mineralização incompleta .
  • 40.
  • 41.
  • 42.
    Rochas sedimentares biogénicasCarvões Subsidência lenta Vegetação abundante Muitos detritos orgânicos recobertos por argilas Formação de carvões
  • 43.
    Rochas sedimentares biogénicasCarvões Subsidência lenta Subsidência rápida Vegetação abundante Muitos detritos orgânicos recobertos por argilas Formação de carvões Pouca vegetação Poucos detritos orgânicos Sedimentos grosseiros Sem carvões Com rochas sedimentares detríticas
  • 44.
    Resultam da decomposiçãolenta, ao longo de milhares de anos, de grandes quantidades de matéria orgânica (rica em lenhina) predominantemente vegetal , em ambientes aquáticos pouco profundos e pouco oxigenados (por exemplo pântanos). Durante o aprofundamento os detritos vegetais são transformados por ação das bactérias anaeróbias . À medida que afundam, os materiais sedimentares sofrem um processo de diagénese que conduz à formação do carvão: a presença de substâncias tóxicas produzidas pelo metabolismo das bactérias, provoca a morte das mesmas e consequentemente a decomposição é interrompida ; o aumento da pressão conduz ao aumento da compactação (redução da percentagem de voláteis) e da desidratação ; associado à diminuição do teor de voláteis e água ocorre o aumento gradual do teor de carbono dos carvões ( incarbonização ). Rochas sedimentares biogénicas Carvões
  • 45.
    Turfa  Lignite  Hulha ou carvão betuminoso  Antracite (sedimento) Aumento da diagénese Diminuição do teor de voláteis e água Aumento da incarbonização Rochas sedimentares biogénicas Carvões
  • 46.
    Rochas sedimentares biogénicasCarvões Tipo de Carvão Características Lignite Apresenta elevado teor em água, sendo o seu poder combustível fraco. Hulha Apresenta um elevado teor de carbono (80% a 90%), o que faz dele o carvão de maior interesse económico, dado o seu elevado valor energético e a relativa facilidade de exploração. Antracite Contém mais de 90% de carbono o que o torna um carvão de difícil combustão.
  • 47.
    Os produtos petrolíferosnaturais incluem. Rochas sedimentares biogénicas Petróleo e gás natural Hidrocarbonetos Sólidos Asfaltos ou betumes Líquidos Petróleo bruto Gasosos Gás natural
  • 48.
    Tem origem apartir fundamentalmente de plâncton rico em lípidos que fica aprisionado em sedimentos a 2000-3000 metros, sem oxigénio . O petróleo forma-se em ambientes : aquáticos pouco profundos, ricos em plâncton, pouco agitados, pobres em oxigénio (preservado da ação de bactérias aeróbias). A formação do petróleo depende: da pressão e da temperatura, da ação de bactérias anaeróbias, de condições geológicas que favorecem a génese e acumulação de petróleo. Rochas sedimentares biogénicas Petróleo e gás natural
  • 49.
    Após a deposiçãodo plâncton este é coberto por finas camadas de sedimentos - argilas ou carbonatos - que impedem a ação de bactérias aeróbias decompositoras. A compactação e afundimento destas camadas, e consequente aumento de pressão e temperatura, provocam alterações físico-químicas na matéria orgânica. A temperatura superior a 120 0 C durante milhões de anos leva à formação de hidrocarbonetos - petróleo e de gás natural - na rocha mãe (rocha sedimentar). Rochas sedimentares biogénicas Petróleo e gás natural
  • 50.
    Rochas sedimentares biogénicasPetróleo e gás natural Armadilha petrolífera O doma salino retém os hidrocarbonetos que ficam aprisionados na rocha-armazém. Forças compressivas dobram as rochas. Os hidrocarbonetos ficam aprisionados na rocha-armazém. O deslocamento relativo dos blocos ao longo do plano de falha colocou a rocha-cobertura frente à rocha-armazém, impedindo a migração dos hidrocarbonetos.
  • 51.
    Os hidrocarbonetos formados,devido à sua baixa densidade, tendem a deslocar-se para a superfície e a perder-se. Por vezes, o petróleo e o gás ficam retidos em camadas rochosas porosas e permeáveis (arenitos e calcários) localizadas por cima da rocha-mãe, onde se acumulam - rocha-armazém . A retenção do petróleo e do gás natural na rocha-armazém (ou rocha-reservatório) só é possível se ela estiver coberta por uma camada impermeável argilosa – rocha de cobertura . Rochas sedimentares biogénicas Petróleo e gás natural Armadilha petrolífera
  • 52.
    Condições geológicas quefavorecem a génese e acumulação de hidrocabonetos: Rocha armazém + Rocha de cobertura + Falhas ou dobras ou domas (Porosa e permeável) (Impermeável) (Impedem a migração lateral) Armadilha petrolífera (impede a migração de hidrocarbonetos até à superfície) Associada às jazidas petrolíferas existe água proveniente: do momento da sedimentação (que ficou aprisionada nos sedimentos) de infiltrações superficiais. Rochas sedimentares biogénicas Petróleo e gás natural Armadilha petrolífera