REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
RepúblicaRepública
VelhaVelha
(1889 a 1930)(1889 a 1930)
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
Música: O guarani, Carlos Gomes
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
A Primeira República Brasileira ou
República Velha foi o período da
História do Brasil que vai da
Proclamação da República, em
1889, até a Revolução de 1930.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• Em 15 de
novembro de
1889, o Brasil
mudou sua
forma de
governo, tornou-
se uma
República.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• 1889 até 1930 conhecido como "1º
República", "República dos Bacharéis",
"República Maçônica" e "República da
Bucha", quase todos eram membros de
uma sociedade secreta maçônica da
Faculdade de Direito do Largo de São
Fancisco, em São Paulo, chamada de
"Bürschenschaft", ou "Bucha“.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• Na república velha, houve três presidentes
militares, todos os 3 maçons. Dos presidentes civis,
três deles foram paulistas , quatro mineiros, dois
fluminenses e um paraíbano, Epitácio Pessoa, que
foi o único presidente civil que não pertenceu à
Bucha. Dois presidentes eleitos não assumiram a
presidência: Rodrigues Alves em 1918 e Júlio Prestes
em 1930. Um morreu no meio do mandato, Afonso
Pena e um enlouqueceu: Delfim Moreira.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
1 - Diferentes projetos republicanos:
• República Positivista: centralização política nas
mãos do presidente. Postura predominante entre os
militares. Prevaleceu entre 1889 e 1894, durante a
chamada República da Espada.
• República Liberal: federalismo descentralizado
com grande autonomia para os estados. Postura
predominante entre os cafeicultores paulistas.
Prevaleceu entre 1894 e 1930, durante a chamada
República Oligárquica.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
Manoel
Deodoro da
Fonseca (AL)
(15/11/1889 a
25/02/1891) = 2
anos
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• O Governo provisório do Marechal Deodoro da Fonseca:
– Fase provisória:
Transformação das antigas províncias em Estados da
Federação;
Regulamentação do casamento e registro civil;
Separação entre Igreja e Estado;
 Grande naturalização.
Eleição da Assembléia Nacional
Constituinte (1890)
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
A Constituição - 1891
Eleito indiretamente pela Assembléia.
Federalismo: autonomia para os estados.
3 poderes: executivo, legislativo (bicameral) e
judiciário.
Voto universal masculino (excluindo-se
mulheres, menores de 21 anos, analfabetos,
mendigos, padres e soldados);
Senado temporário;
República Presidencialista (o presidente é o
chefe de Estado e chefe de governo);
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• Implantação de um
projeto de
industrialização liderado
pelo ministro da Fazenda,
Rui Barbosa.
• Medidas protecionistas
adotadas para garantir
os mercados para uma
nascente indústria
nacional.
• Créditos de fácil acesso
para os que quisessem
investir na indústria. – Rui Barbosa
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• As reações: os banqueiros ingleses e franceses com sua
visões imperialistas dificultaram os créditos ao Brasil e
ameaçaram fechar suas agências.
• As oligarquias agroexportadoras passaram a
bombardear o projeto.
• Sem dinheiro externo o governo passou a emitir papel-
moeda sem lastro.
• Grande parte dos empréstimos concedidos para a
industrialização acabou sendo desviada para a
especulação na bolsa de valores.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• RESULTADO:
ENCILHAMENTO
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• Conseqüências:
- rápido crescimento de inflação;
- um violento arrocho dos salários;
- e um enorme número de falências, principalmente
entre as recém-surgidas indústrias, provocadas pela
elevação dos juros.
- falências, desempregos e baixos salários violentaram
grande parte da sociedade brasileira, em especial os
setores urbanos nos quais se encontravam as principais
bases de sustentação política do grupo que estava no
poder; os militares e os setores médios urbanos.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• O marechal Deodoro da
Fonseca não possuía
maioria parlamentar para
governar.
• Derrotas dos projetos do
governo no Congresso
Nacional: acabaram
culminando em tentativa
de golpe.
• Fechou o Congresso
Nacional e se impôs como
ditador.
• A República começava
bem...
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• O Marechal não contava,
contudo, que os opositores a
ele dentro das forças armadas
já fossem maiores que seus
aliados.
• Inicio da Revolta da Armada.
• O contragolpe desfechado
pelos aliados do marechal
Floriano Peixoto impediu as
preensões de Deodoro.
• Obrigado a renunciar, assume
o vice-presidente da
República.
– Almirante Custódio de Melo
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
Deodoro da Fonseca assinando o projeto da Constituição de 1891
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
Floriano
Vieira
Peixoto (AL)
(23/11/1891 a
15/11/1894) = 3
anos
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
A presidência de Floriano ( 1891 – 1894)
• Reabriu o Congresso e
procurou aliados:
conseguiu um mínimo de
apoio necessário para
governar.
• O não-respeito ao artigo
42 da Constituição
provocou fortes oposições.
• Floriano não convocou as
eleições e deixou claro que
se manteria no cargo até o
final do mandato. – O “Marechal de Ferro”
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• Conseguiu consolidar a República.
• Teve o apoio dos cafeicultores;
• Suas medidas foram marcadas pelo
PATERNALISMO;
• Estimulou a indústria com linhas de crédito;
• Leis alfandegárias revistas;
• MOVIMENTOS EM SEU GOVERNO:
• Manifesto dos 13 generais, Revolução Federalista no
sul e a Revolta da Armada na Baía de
Guanabara.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• O Manifesto dos 13 generais: documento
assinado por militares, logo no início do
governo de Floriano.
• O manifesto contestava a legitimidade do
governo e condenava as atitudes de
Floriano Peixoto, que no dia seguinte à sua
publicação manda reformar os signatários e
prender alguns deles.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• Barão do Rio
Branco –
Principal
responsável pela
política externa
brasileira no
período.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• A questão de Palmas
(1893 – 1895):
– Disputa de BRA e
ARG pela antiga
região missioneira,
no atual estado de
Santa Catarina.
– BRA tem ganho de
causa com aval dos
EUA.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
Revolta da armada
– O encouraçado Aquidabã
• 1º momento - 1891:
• Marechal Deodoro da Fonseca,
ordena o fechamento do
Congresso.
• Unidades da Armada na Baía
de Guanabara, sob a liderança
do almirante Custódio de Melo,
ameaçaram bombardear a
cidade do RJ, então capital da
República.
• Para evitar uma guerra civil, o
marechal Deodoro renunciou à
Presidência da República.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
– Vista da Praça da Matriz, com o antigo
Palácio do Governo no alto - 1865
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• 2º momento:
• Março de 1892 – Generais
exigem convocação de
novas eleições.
• Floriano reprimiu
duramente o movimento,
determinando a prisão de
seus líderes.
• A rebelião obtém escasso
apoio no Rio de Janeiro.
• Os revoltosos dirigem-se
para o sul onde tentam,
sem sucesso, articular-se
com os rebeldes federalistas
gaúchos.
• Com navios adquiridos no
exterior, Floriano derrotaria
a Revolta da Armada em
março de 1894.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
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Revolução Federalista (1893-1895)
– Júlio de Castilhos e Silveira Martins
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
PRR – Júlio de Castilhos: “castilhistas” ou
“pica-paus”, defensores de uma república
positivista ultra-centralizada.
X
PF – Gaspar Silveira Martins:
“maragatos”,
defensores de maior autonomia para o poder
legislativo e descentralização política.
Floriano apóia o PRR de Júlio de Castilhos;
Revolta também conhecida com “Revolução da
Degola”.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• A luta armada durou
aproximadamente três
anos e atingiu as
regiões compreendidas
entre o RS, SC e PR.
• O presidente da
República era então
Prudente de Moraes
quando terminou. – Gumercindo ao lado de
Aparício, ambos ao centro,
na Revolução Federalista
1894
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
A República oligárquica (1894-1930)
• O CORONELISMO E O PODER POLÍTICO:
• Poder local dos coronéis.
• Coronel = latifundiários
• Usavam seu prestígio pessoal para arregimentar
votos em troca dos quais obtinham
financiamentos do governo ou obras infra-
estruturais como barganha política.
• Quanto maior o “curral eleitoral” (número de
eleitores que o coronel podia controlar) do
coronel, maior o seu poder.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• Fraudes eleitorais ou manipulação de resultados:
– Clientelismo – voto em troca de pequenos favores ou “presentes”.
– Voto de Cabresto – voto a partir de intimidações pessoais.
– Manipulação de dados com votos repetidos e/ou “criação” de eleitores
fantasmas.
– “Degola” política em caso de vitória de opositores: não reconhecimento
e titulação da vitória por parte da Comissão Verificadora de Poderes.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• Fatores da decadência do
coronelismo:
• A urbanização crescente do
país;
• A industrialização;
• O controle eleitoral pelo
Judiciário;
• O voto secreto;
• O aumento do quadro policial;
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
Prudente José de
Morais e Barros
(SP) (15/11/1894
a 15/11/1898) = 4
anos
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• 1º presidente civil;
• Preço do café caiu;
• Redução de tarifas alfandegárias e empréstimos estrangeiros.
• Crises internas e externas marcaram o período do governo de
Prudente de Morais:
-Revolução Federalista, na Região Sul;
-Guerra dos Canudos, na Região Nordeste;
-Ocupação da ilha Trindade pelos ingleses.
Todos esses problemas foram resolvidos durante o seu governo.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• Borracha:
• Importante entre 1890 e
1910
(aproximadamente).
• Utilizada na fabricação
de pneus (expansão da
indústria automotiva).
• Extraída na região
Norte (PA e AM).
• Decadência associada a
produção inglesa em
suas colônias asiáticas.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• Cacau: Importante
durante a primeira guerra
mundial (1914 – 1918).
• Demais produtos: açúcar,
couro, algodão e mate.
Todos agrícolas ou do setor
primário, destinados
basicamente a exportação.
Nenhum deles com
números expressivos.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
• Indústria:
– Impulsionada pela I Guerra Mundial (1914 –
1918).
– Substituição de importações (dificuldade de
importar dos países em guerra).
– Capitais acumulados decorrentes do café.
– Basicamente na região Sudeste.
– Entrada de um grande número de imigrantes
(disponibilidade de mão-de-obra).
– Impulso aos centros urbanos.
– Bens de consumo não duráveis.
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga
REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)
Adriano Valenga

13 6 2012_10.03.08-repvelha 1

  • 1.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga RepúblicaRepública VelhaVelha (1889 a 1930)(1889 a 1930)
  • 2.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga Música: O guarani, Carlos Gomes
  • 3.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga A Primeira República Brasileira ou República Velha foi o período da História do Brasil que vai da Proclamação da República, em 1889, até a Revolução de 1930.
  • 4.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • Em 15 de novembro de 1889, o Brasil mudou sua forma de governo, tornou- se uma República.
  • 5.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • 1889 até 1930 conhecido como "1º República", "República dos Bacharéis", "República Maçônica" e "República da Bucha", quase todos eram membros de uma sociedade secreta maçônica da Faculdade de Direito do Largo de São Fancisco, em São Paulo, chamada de "Bürschenschaft", ou "Bucha“.
  • 6.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • Na república velha, houve três presidentes militares, todos os 3 maçons. Dos presidentes civis, três deles foram paulistas , quatro mineiros, dois fluminenses e um paraíbano, Epitácio Pessoa, que foi o único presidente civil que não pertenceu à Bucha. Dois presidentes eleitos não assumiram a presidência: Rodrigues Alves em 1918 e Júlio Prestes em 1930. Um morreu no meio do mandato, Afonso Pena e um enlouqueceu: Delfim Moreira.
  • 7.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga 1 - Diferentes projetos republicanos: • República Positivista: centralização política nas mãos do presidente. Postura predominante entre os militares. Prevaleceu entre 1889 e 1894, durante a chamada República da Espada. • República Liberal: federalismo descentralizado com grande autonomia para os estados. Postura predominante entre os cafeicultores paulistas. Prevaleceu entre 1894 e 1930, durante a chamada República Oligárquica.
  • 8.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga Manoel Deodoro da Fonseca (AL) (15/11/1889 a 25/02/1891) = 2 anos
  • 9.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • O Governo provisório do Marechal Deodoro da Fonseca: – Fase provisória: Transformação das antigas províncias em Estados da Federação; Regulamentação do casamento e registro civil; Separação entre Igreja e Estado;  Grande naturalização. Eleição da Assembléia Nacional Constituinte (1890)
  • 10.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga A Constituição - 1891 Eleito indiretamente pela Assembléia. Federalismo: autonomia para os estados. 3 poderes: executivo, legislativo (bicameral) e judiciário. Voto universal masculino (excluindo-se mulheres, menores de 21 anos, analfabetos, mendigos, padres e soldados); Senado temporário; República Presidencialista (o presidente é o chefe de Estado e chefe de governo);
  • 11.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga
  • 12.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • Implantação de um projeto de industrialização liderado pelo ministro da Fazenda, Rui Barbosa. • Medidas protecionistas adotadas para garantir os mercados para uma nascente indústria nacional. • Créditos de fácil acesso para os que quisessem investir na indústria. – Rui Barbosa
  • 13.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • As reações: os banqueiros ingleses e franceses com sua visões imperialistas dificultaram os créditos ao Brasil e ameaçaram fechar suas agências. • As oligarquias agroexportadoras passaram a bombardear o projeto. • Sem dinheiro externo o governo passou a emitir papel- moeda sem lastro. • Grande parte dos empréstimos concedidos para a industrialização acabou sendo desviada para a especulação na bolsa de valores.
  • 14.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • RESULTADO: ENCILHAMENTO
  • 15.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • Conseqüências: - rápido crescimento de inflação; - um violento arrocho dos salários; - e um enorme número de falências, principalmente entre as recém-surgidas indústrias, provocadas pela elevação dos juros. - falências, desempregos e baixos salários violentaram grande parte da sociedade brasileira, em especial os setores urbanos nos quais se encontravam as principais bases de sustentação política do grupo que estava no poder; os militares e os setores médios urbanos.
  • 16.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • O marechal Deodoro da Fonseca não possuía maioria parlamentar para governar. • Derrotas dos projetos do governo no Congresso Nacional: acabaram culminando em tentativa de golpe. • Fechou o Congresso Nacional e se impôs como ditador. • A República começava bem...
  • 17.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • O Marechal não contava, contudo, que os opositores a ele dentro das forças armadas já fossem maiores que seus aliados. • Inicio da Revolta da Armada. • O contragolpe desfechado pelos aliados do marechal Floriano Peixoto impediu as preensões de Deodoro. • Obrigado a renunciar, assume o vice-presidente da República. – Almirante Custódio de Melo
  • 18.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga
  • 19.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga Deodoro da Fonseca assinando o projeto da Constituição de 1891
  • 20.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga Floriano Vieira Peixoto (AL) (23/11/1891 a 15/11/1894) = 3 anos
  • 21.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga A presidência de Floriano ( 1891 – 1894) • Reabriu o Congresso e procurou aliados: conseguiu um mínimo de apoio necessário para governar. • O não-respeito ao artigo 42 da Constituição provocou fortes oposições. • Floriano não convocou as eleições e deixou claro que se manteria no cargo até o final do mandato. – O “Marechal de Ferro”
  • 22.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • Conseguiu consolidar a República. • Teve o apoio dos cafeicultores; • Suas medidas foram marcadas pelo PATERNALISMO; • Estimulou a indústria com linhas de crédito; • Leis alfandegárias revistas; • MOVIMENTOS EM SEU GOVERNO: • Manifesto dos 13 generais, Revolução Federalista no sul e a Revolta da Armada na Baía de Guanabara.
  • 23.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • O Manifesto dos 13 generais: documento assinado por militares, logo no início do governo de Floriano. • O manifesto contestava a legitimidade do governo e condenava as atitudes de Floriano Peixoto, que no dia seguinte à sua publicação manda reformar os signatários e prender alguns deles.
  • 24.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • Barão do Rio Branco – Principal responsável pela política externa brasileira no período.
  • 25.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • A questão de Palmas (1893 – 1895): – Disputa de BRA e ARG pela antiga região missioneira, no atual estado de Santa Catarina. – BRA tem ganho de causa com aval dos EUA.
  • 26.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga Revolta da armada – O encouraçado Aquidabã • 1º momento - 1891: • Marechal Deodoro da Fonseca, ordena o fechamento do Congresso. • Unidades da Armada na Baía de Guanabara, sob a liderança do almirante Custódio de Melo, ameaçaram bombardear a cidade do RJ, então capital da República. • Para evitar uma guerra civil, o marechal Deodoro renunciou à Presidência da República.
  • 27.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga – Vista da Praça da Matriz, com o antigo Palácio do Governo no alto - 1865
  • 28.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • 2º momento: • Março de 1892 – Generais exigem convocação de novas eleições. • Floriano reprimiu duramente o movimento, determinando a prisão de seus líderes. • A rebelião obtém escasso apoio no Rio de Janeiro. • Os revoltosos dirigem-se para o sul onde tentam, sem sucesso, articular-se com os rebeldes federalistas gaúchos. • Com navios adquiridos no exterior, Floriano derrotaria a Revolta da Armada em março de 1894.
  • 29.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga Revolução Federalista (1893-1895) – Júlio de Castilhos e Silveira Martins
  • 30.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga PRR – Júlio de Castilhos: “castilhistas” ou “pica-paus”, defensores de uma república positivista ultra-centralizada. X PF – Gaspar Silveira Martins: “maragatos”, defensores de maior autonomia para o poder legislativo e descentralização política. Floriano apóia o PRR de Júlio de Castilhos; Revolta também conhecida com “Revolução da Degola”.
  • 31.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • A luta armada durou aproximadamente três anos e atingiu as regiões compreendidas entre o RS, SC e PR. • O presidente da República era então Prudente de Moraes quando terminou. – Gumercindo ao lado de Aparício, ambos ao centro, na Revolução Federalista 1894
  • 32.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga A República oligárquica (1894-1930) • O CORONELISMO E O PODER POLÍTICO: • Poder local dos coronéis. • Coronel = latifundiários • Usavam seu prestígio pessoal para arregimentar votos em troca dos quais obtinham financiamentos do governo ou obras infra- estruturais como barganha política. • Quanto maior o “curral eleitoral” (número de eleitores que o coronel podia controlar) do coronel, maior o seu poder.
  • 33.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga
  • 34.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • Fraudes eleitorais ou manipulação de resultados: – Clientelismo – voto em troca de pequenos favores ou “presentes”. – Voto de Cabresto – voto a partir de intimidações pessoais. – Manipulação de dados com votos repetidos e/ou “criação” de eleitores fantasmas. – “Degola” política em caso de vitória de opositores: não reconhecimento e titulação da vitória por parte da Comissão Verificadora de Poderes.
  • 35.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • Fatores da decadência do coronelismo: • A urbanização crescente do país; • A industrialização; • O controle eleitoral pelo Judiciário; • O voto secreto; • O aumento do quadro policial;
  • 36.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga Prudente José de Morais e Barros (SP) (15/11/1894 a 15/11/1898) = 4 anos
  • 37.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • 1º presidente civil; • Preço do café caiu; • Redução de tarifas alfandegárias e empréstimos estrangeiros. • Crises internas e externas marcaram o período do governo de Prudente de Morais: -Revolução Federalista, na Região Sul; -Guerra dos Canudos, na Região Nordeste; -Ocupação da ilha Trindade pelos ingleses. Todos esses problemas foram resolvidos durante o seu governo.
  • 38.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • Borracha: • Importante entre 1890 e 1910 (aproximadamente). • Utilizada na fabricação de pneus (expansão da indústria automotiva). • Extraída na região Norte (PA e AM). • Decadência associada a produção inglesa em suas colônias asiáticas.
  • 39.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • Cacau: Importante durante a primeira guerra mundial (1914 – 1918). • Demais produtos: açúcar, couro, algodão e mate. Todos agrícolas ou do setor primário, destinados basicamente a exportação. Nenhum deles com números expressivos.
  • 40.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga • Indústria: – Impulsionada pela I Guerra Mundial (1914 – 1918). – Substituição de importações (dificuldade de importar dos países em guerra). – Capitais acumulados decorrentes do café. – Basicamente na região Sudeste. – Entrada de um grande número de imigrantes (disponibilidade de mão-de-obra). – Impulso aos centros urbanos. – Bens de consumo não duráveis.
  • 41.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga
  • 42.
    REPÚBLICA VELHA (1889– 1930) Adriano Valenga
  • 43.
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