A República da Espada Ideologia Republicana República brasileira    aliança entre o café e a espada. Café    cafeicultores de São Paulo Espada    militares do exército Uma aliança antes de tudo tática, em busca de interesses comuns    o inimigo era o mesmo    o império.  vencido o império, aflorou as diferenças, pois o projeto político republicano era bem diferente.  Após o 15 de novembro, a instituições estão em  processo de gestação, portanto aceitou-se os militares. O contra golpe da monarquia era temido. A espada precisava ficar em punho. (1889 – 1894)
Os três projetos de república Uma república liberal    defendida pelos cafeicultores de São Paulo. Organizados no PRP – Partido Republicano Paulista, apoiados por várias oligarquias, Brasil a fora. Nesse momento histórico, São Paulo enriquecido, pretendia uma forma de governo descentralizada em um modelo federativo. “Administrar o que é nosso” derrubando o centralismo do império. A república liberal deveria fundar-se no ideal norte- americano e nos princípios de federação    autonomia aos estados membros e os ideais de John Locke (1704) A soma dos interesses individuais faz o interesse público.
Os diferentes projetos republicanos 1889 foi   a confluência de alguns sonhos, uma alternativa histórica excepcional para o Brasil, “ a possibilidade de se criar um regime fundado na soberania popular, no exercício pleno da cidadania ampliada”. Seria  a primeira grande mudança de regime político após a independência. Pois a monarquia sempre viveu à sombra do poder moderador. A soberania popular só se faz baseada na vontade popular. Vários setores populares sonhavam com a república, mesmo não tendo estes participado da festa.
República liberal O seu ideário seria um sistema de livre competição e liberdades individuais, a separação dos três poderes, a instauração de eleições e a separação entre Igreja e Estado. Essa república que nasce no final do XIX, entendia que o poder público era um mero acessório ao poder privado. Esse princípio marcou a (RV) com um caráter de classe, incomparável com os dias atuais.
Uma república jacobina Pelo menos na teoria. Os jacobinos foram considerados radicais para o seu tempo histórico, e a república brasileira nascia falando e se espelhando na (RF). Os setores sociais que mais defendiam essas idéias eram os comerciantes, profissionais liberais, setores urbanos intelectualizados. Esses setores rejeitavam  a monarquia pelo seu imobilismo, pela sua ligação com o escravismo e principalmente por impedir a participação desse na vida pública    voto censitário Esses setores defendiam as idéias de Rousseau.
República positivista Partia da condenação à monarquia, vista como um impedimento à evolução da humanidade . A idéia de progresso alinhavada com a ordem, daí o grande papel do Estado. Uma ditadura republicana    sustentava o ideário positivista. A bandeira positivista estava impregnada de valores como o exercício da disciplina e da obediência ao serviço da pátria.  No ideal positivista o Estado e seus líderes protegem os cidadãos.
Governo provisório – Deodoro da Fonseca O governo provisório deveria conduzir o país até que a nova constituição fosse redigida. E as células da república organizada    Esse caráter provisório deu a Deodoro o apoio dos cafeicultores de SP. Deodoro se cercou de positivistas, o que desagradava os cafeicultores. Deodoro era um oficial militar ‘troupier’    não tinha grande formação acadêmica, sua experiência era no campo de batalha    acostumado a dar ordens    um verdadeiro autoritário no comando da república. O seu autoritarismo, inviabilizou qualquer tipo de acordo com o grupo dos cafeicultores    a falta de habilidade política teve conseqüências nefastas, para a jovem república.
As medidas implementadas por Deodoro Fim da constituição de 1824, e do poder legislativo imperial em todas as suas instâncias. Banimento da família imperial. Separação entre Estado e Igreja. Projeto de naturalização. Convocou eleições para uma assembléia constituinte.    Nomeação de Rui Barbosa para o ministério da fazenda.    Essa medida foi importante, pois o ministro era um industrialista, essa prerrogativa o colocava lado a lado com os positivistas.     Primeira vez na história que o Brasil pensava em se industrializar.     Rui Barbosa emite uma grande quantidade de papel moeda, para investir na indústria, tendo em vista que não temos crédito.
O Governo constitucional de Deodoro da Fonseca (1891) Logo após a promulgação da nova constituição as elites davam por encerrada a participação dos militares, criticavam a desastrosa política econômica e apregoavam o retorno dos militares aos quartéis.  Os passos seguintes de Deodoro foram catastróficos:    retardou o máximo as eleições;    sabotou de todas as maneiras o candidato dos cafeicultores, Prudente de Morais. Os cafeicultores articularam um candidato a vice, ligado ao exército, cujo o nome foi muito bem aceito entre os deputados eleitores, o marechal Floriano Peixoto. Surpreendentemente Peixoto foi o mais votado entre todos os candidatos.  (foi eleito vice.)
Novo governo, velhos erros Governo provisório    “ditadura consentida” Governo constitucional    período de legalidade, o governo deveria se submeter ao congresso, controlado pelos cafeicultores. Os choques foram inevitáveis, eclodiu a primeira grande crise política na república brasileira. Velhos erros    Deodoro nomeia o barão de Lucena como ministro da fazenda.    o barão era ligado a monarquia e gerou descontentamento no exército, último reduto de Deodoro. Essa nomeação gerou uma grande ira nos cafeicultores.    cresceu a oposição no congresso e Deodoro decreta estado de sítio.
A reação das oligarquias Vária frentes se formaram contra Deodoro. Prudente de Moraes, Campos Sales e outros escapam da prisão    articulam uma ação com o respaldo de MG, PE, RG esse último pegando em armas. O exército rompe com Deodoro e apóia o marechal Floriano Peixoto. O ultimo suspiro de Deodoro se deu diante da greve da Central do Brasil, primeira grande greve política da história do Brasil. Ao mesmo tempo a marinha se revolta e aponta os canhões de seus navios para a cidade do RJ. Renúncia de Deodoro.
O governo de Floriano Peixoto (1891-1894) Apoiado por muitos, devido ao autoritarismo de Deodoro    uma ameaça à república. O enigmático e silencioso Floriano    “ A Esfinge” Um presidente popular    e com grandes inimigos. Floriano se mostrou um político hábil    uniu em torno de si republicanos radicais e positivista. Como um bom militar usou do autoritarismo, dentro dos limites da constituição. Para agradar setores tão opostos, tomou medidas de cunho sociais/populares e modernizadoras. Ganhou também o apoio dos cafeicultores    republicanos liberais. Floriano    a volta a normalidade    o congresso restabelecido e governadores trocados.
Medidas econômicas e populares de Floriano Reduziu os preços dos alugueis populares. Demoliu cortiços, construções populares, suspendeu a cobrança do imposto sobre a carne e combateu a especulação. Eram medidas inéditas em um Brasil arcaico    O Brasil de Floriano era o RJ    parecia um estranho no resto do Brasil. Floriano era um paternalista, e como tal excluía o povo. As classes subalternas não possuíam um projeto político próprio    fruto do paternalismo. “ Paternalismo    combinado à sujeição agradecida, um estilo governamental que seria muito aprimorado posteriormente, esvaziando qualquer ação política de maior envergadura e duração.” (característica da República Velha)
A economia no governo Floriano Grande estímulo a indústria    linha de crédito As leis alfandegárias foram revistas    protecionismo. Combate à inflação, a falta de crédito, e o descontrole econômico-financeiro. Sofreu com a oposição financeira    exerceu o nacionalismo exacerbado em pronunciamentos e atos. Agradou a xenofobia republicana radical. A xenofobia contribuiu para a unidade da jovem nação brasileira, escamoteando as desigualdades e as diferenças sócio-políticas.  O apoio que tinha dos cafeicultores era frágil, e dependia das condições econômicas.
A oposição a Floriano Argumento da inconstitucionalidade de seu governo. Ele não poderia governar, pois Deodoro só permaneceu no poder 9 meses, o que iria contra a constituição. Uma parte do exército, se respaldando nesse argumento pediu seu afastamento e realização de  novas eleições. A reação do presidente foi pronta e dura como manda o regimento militar    afastamento e cadeia para os insubordinados.  O positivismo no Rio Grande do Sul.
A oposição do Rio Grande   Crise política do RG respinga em Floriano    Júlio de Castilhos (positivista) X Partido Federalista    Apoio de Floriano a Júlio de Castilho provocou reações em grupos opositores ao governo federal. Os federalistas defendiam um regime central forte, com um regime parlamentarista. Maragatos X “pica-paus”    Revolução federalista ganhou outro colorido com a revolta da armada em setembro de 1893. A marinha sublevou-se na baia de Guanabara, repetindo a revolta de 1891. Esse ato encorajou os federalistas do RG, que avançaram rumo ao Paraná e Santa Catarina.
O fim da República da Espada Floriano derrota a marinha e os federalistas no RG, enquanto aproxima-se as eleições. Os paulistas, fieis ao presidente, preparavam o seu sucessor, naquela que foi a primeira eleição através do voto direto da república brasileira. O republicano histórico Prudente de Morais, foi escolhido candidato dos cafeicultores    iniciava-se aí, o primeiro governo civil da rep. brasileira. O governo de prudente significou o fim da república da espada. Foi a vitória também do projeto paulista, de uma república liberal. Como hipótese mais aceita dentro da historiografia, para explicar a derrota de positivistas e radicais jacobinos, está a ausência de uma base de classe significativa para viabilizá-lo. O republicanismo radical também sucumbiu diante da falta de apoio.
O projeto vitorioso Venceu, a república liberal dos cafeicultores paulista. Mas essa república não vai ser nada democrática, se compararmos, com o seu modelo norte-americano. No Brasil essa república perpetuou a injustiça social e os privilégios de uns poucos. E no mais, a essência de uma república é o voto, e esse era para poucos no Brasil. Inaugura-se com Prudente de Morais a república oligárquica controlada pelos cafeicultores. O povo continua à margem do processo. Ora subserviente, ora violento.

A República da Espada

  • 1.
    A República daEspada Ideologia Republicana República brasileira  aliança entre o café e a espada. Café  cafeicultores de São Paulo Espada  militares do exército Uma aliança antes de tudo tática, em busca de interesses comuns  o inimigo era o mesmo  o império. vencido o império, aflorou as diferenças, pois o projeto político republicano era bem diferente. Após o 15 de novembro, a instituições estão em processo de gestação, portanto aceitou-se os militares. O contra golpe da monarquia era temido. A espada precisava ficar em punho. (1889 – 1894)
  • 2.
    Os três projetosde república Uma república liberal  defendida pelos cafeicultores de São Paulo. Organizados no PRP – Partido Republicano Paulista, apoiados por várias oligarquias, Brasil a fora. Nesse momento histórico, São Paulo enriquecido, pretendia uma forma de governo descentralizada em um modelo federativo. “Administrar o que é nosso” derrubando o centralismo do império. A república liberal deveria fundar-se no ideal norte- americano e nos princípios de federação  autonomia aos estados membros e os ideais de John Locke (1704) A soma dos interesses individuais faz o interesse público.
  • 3.
    Os diferentes projetosrepublicanos 1889 foi a confluência de alguns sonhos, uma alternativa histórica excepcional para o Brasil, “ a possibilidade de se criar um regime fundado na soberania popular, no exercício pleno da cidadania ampliada”. Seria a primeira grande mudança de regime político após a independência. Pois a monarquia sempre viveu à sombra do poder moderador. A soberania popular só se faz baseada na vontade popular. Vários setores populares sonhavam com a república, mesmo não tendo estes participado da festa.
  • 4.
    República liberal Oseu ideário seria um sistema de livre competição e liberdades individuais, a separação dos três poderes, a instauração de eleições e a separação entre Igreja e Estado. Essa república que nasce no final do XIX, entendia que o poder público era um mero acessório ao poder privado. Esse princípio marcou a (RV) com um caráter de classe, incomparável com os dias atuais.
  • 5.
    Uma república jacobinaPelo menos na teoria. Os jacobinos foram considerados radicais para o seu tempo histórico, e a república brasileira nascia falando e se espelhando na (RF). Os setores sociais que mais defendiam essas idéias eram os comerciantes, profissionais liberais, setores urbanos intelectualizados. Esses setores rejeitavam a monarquia pelo seu imobilismo, pela sua ligação com o escravismo e principalmente por impedir a participação desse na vida pública  voto censitário Esses setores defendiam as idéias de Rousseau.
  • 6.
    República positivista Partiada condenação à monarquia, vista como um impedimento à evolução da humanidade . A idéia de progresso alinhavada com a ordem, daí o grande papel do Estado. Uma ditadura republicana  sustentava o ideário positivista. A bandeira positivista estava impregnada de valores como o exercício da disciplina e da obediência ao serviço da pátria. No ideal positivista o Estado e seus líderes protegem os cidadãos.
  • 7.
    Governo provisório –Deodoro da Fonseca O governo provisório deveria conduzir o país até que a nova constituição fosse redigida. E as células da república organizada  Esse caráter provisório deu a Deodoro o apoio dos cafeicultores de SP. Deodoro se cercou de positivistas, o que desagradava os cafeicultores. Deodoro era um oficial militar ‘troupier’  não tinha grande formação acadêmica, sua experiência era no campo de batalha  acostumado a dar ordens  um verdadeiro autoritário no comando da república. O seu autoritarismo, inviabilizou qualquer tipo de acordo com o grupo dos cafeicultores  a falta de habilidade política teve conseqüências nefastas, para a jovem república.
  • 8.
    As medidas implementadaspor Deodoro Fim da constituição de 1824, e do poder legislativo imperial em todas as suas instâncias. Banimento da família imperial. Separação entre Estado e Igreja. Projeto de naturalização. Convocou eleições para uma assembléia constituinte.  Nomeação de Rui Barbosa para o ministério da fazenda.  Essa medida foi importante, pois o ministro era um industrialista, essa prerrogativa o colocava lado a lado com os positivistas.  Primeira vez na história que o Brasil pensava em se industrializar.  Rui Barbosa emite uma grande quantidade de papel moeda, para investir na indústria, tendo em vista que não temos crédito.
  • 9.
    O Governo constitucionalde Deodoro da Fonseca (1891) Logo após a promulgação da nova constituição as elites davam por encerrada a participação dos militares, criticavam a desastrosa política econômica e apregoavam o retorno dos militares aos quartéis. Os passos seguintes de Deodoro foram catastróficos:  retardou o máximo as eleições;  sabotou de todas as maneiras o candidato dos cafeicultores, Prudente de Morais. Os cafeicultores articularam um candidato a vice, ligado ao exército, cujo o nome foi muito bem aceito entre os deputados eleitores, o marechal Floriano Peixoto. Surpreendentemente Peixoto foi o mais votado entre todos os candidatos. (foi eleito vice.)
  • 10.
    Novo governo, velhoserros Governo provisório  “ditadura consentida” Governo constitucional  período de legalidade, o governo deveria se submeter ao congresso, controlado pelos cafeicultores. Os choques foram inevitáveis, eclodiu a primeira grande crise política na república brasileira. Velhos erros  Deodoro nomeia o barão de Lucena como ministro da fazenda.  o barão era ligado a monarquia e gerou descontentamento no exército, último reduto de Deodoro. Essa nomeação gerou uma grande ira nos cafeicultores.  cresceu a oposição no congresso e Deodoro decreta estado de sítio.
  • 11.
    A reação dasoligarquias Vária frentes se formaram contra Deodoro. Prudente de Moraes, Campos Sales e outros escapam da prisão  articulam uma ação com o respaldo de MG, PE, RG esse último pegando em armas. O exército rompe com Deodoro e apóia o marechal Floriano Peixoto. O ultimo suspiro de Deodoro se deu diante da greve da Central do Brasil, primeira grande greve política da história do Brasil. Ao mesmo tempo a marinha se revolta e aponta os canhões de seus navios para a cidade do RJ. Renúncia de Deodoro.
  • 12.
    O governo deFloriano Peixoto (1891-1894) Apoiado por muitos, devido ao autoritarismo de Deodoro  uma ameaça à república. O enigmático e silencioso Floriano  “ A Esfinge” Um presidente popular  e com grandes inimigos. Floriano se mostrou um político hábil  uniu em torno de si republicanos radicais e positivista. Como um bom militar usou do autoritarismo, dentro dos limites da constituição. Para agradar setores tão opostos, tomou medidas de cunho sociais/populares e modernizadoras. Ganhou também o apoio dos cafeicultores  republicanos liberais. Floriano  a volta a normalidade  o congresso restabelecido e governadores trocados.
  • 13.
    Medidas econômicas epopulares de Floriano Reduziu os preços dos alugueis populares. Demoliu cortiços, construções populares, suspendeu a cobrança do imposto sobre a carne e combateu a especulação. Eram medidas inéditas em um Brasil arcaico  O Brasil de Floriano era o RJ  parecia um estranho no resto do Brasil. Floriano era um paternalista, e como tal excluía o povo. As classes subalternas não possuíam um projeto político próprio  fruto do paternalismo. “ Paternalismo  combinado à sujeição agradecida, um estilo governamental que seria muito aprimorado posteriormente, esvaziando qualquer ação política de maior envergadura e duração.” (característica da República Velha)
  • 14.
    A economia nogoverno Floriano Grande estímulo a indústria  linha de crédito As leis alfandegárias foram revistas  protecionismo. Combate à inflação, a falta de crédito, e o descontrole econômico-financeiro. Sofreu com a oposição financeira  exerceu o nacionalismo exacerbado em pronunciamentos e atos. Agradou a xenofobia republicana radical. A xenofobia contribuiu para a unidade da jovem nação brasileira, escamoteando as desigualdades e as diferenças sócio-políticas. O apoio que tinha dos cafeicultores era frágil, e dependia das condições econômicas.
  • 15.
    A oposição aFloriano Argumento da inconstitucionalidade de seu governo. Ele não poderia governar, pois Deodoro só permaneceu no poder 9 meses, o que iria contra a constituição. Uma parte do exército, se respaldando nesse argumento pediu seu afastamento e realização de novas eleições. A reação do presidente foi pronta e dura como manda o regimento militar  afastamento e cadeia para os insubordinados. O positivismo no Rio Grande do Sul.
  • 16.
    A oposição doRio Grande Crise política do RG respinga em Floriano  Júlio de Castilhos (positivista) X Partido Federalista  Apoio de Floriano a Júlio de Castilho provocou reações em grupos opositores ao governo federal. Os federalistas defendiam um regime central forte, com um regime parlamentarista. Maragatos X “pica-paus”  Revolução federalista ganhou outro colorido com a revolta da armada em setembro de 1893. A marinha sublevou-se na baia de Guanabara, repetindo a revolta de 1891. Esse ato encorajou os federalistas do RG, que avançaram rumo ao Paraná e Santa Catarina.
  • 17.
    O fim daRepública da Espada Floriano derrota a marinha e os federalistas no RG, enquanto aproxima-se as eleições. Os paulistas, fieis ao presidente, preparavam o seu sucessor, naquela que foi a primeira eleição através do voto direto da república brasileira. O republicano histórico Prudente de Morais, foi escolhido candidato dos cafeicultores  iniciava-se aí, o primeiro governo civil da rep. brasileira. O governo de prudente significou o fim da república da espada. Foi a vitória também do projeto paulista, de uma república liberal. Como hipótese mais aceita dentro da historiografia, para explicar a derrota de positivistas e radicais jacobinos, está a ausência de uma base de classe significativa para viabilizá-lo. O republicanismo radical também sucumbiu diante da falta de apoio.
  • 18.
    O projeto vitoriosoVenceu, a república liberal dos cafeicultores paulista. Mas essa república não vai ser nada democrática, se compararmos, com o seu modelo norte-americano. No Brasil essa república perpetuou a injustiça social e os privilégios de uns poucos. E no mais, a essência de uma república é o voto, e esse era para poucos no Brasil. Inaugura-se com Prudente de Morais a república oligárquica controlada pelos cafeicultores. O povo continua à margem do processo. Ora subserviente, ora violento.