A globalização do crime

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Descreve a expansão do crime pelo mundo.

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A globalização do crime

  1. 1. A GLOBALIZAÇÃO DO CRIME SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 9
  2. 2. Competências e habilidades: • Ler mapas temáticos e textos; construir e aplicar conceitos sobre as redes de crime organizado, de modo a identificar suas origens e padrões de atuação; ponderar razões histórico-geográficas e socioeconômicas que explicam a ampliação da atuação das redes criminosas em escala global; • Destacar fatores responsáveis pela ampliação das redes criminosas globais e suas diferentes formas de atuação com o advento dos usos das tecnologias da informação; • Elaborar dossiês temáticos sobre modalidades de atividades ilícitas com amplitude global, para desenvolver habilidades de leitura e produção de textos contínuos (narrativas, textos expositivos e descritivos) e descontínuos (leitura e interpretação de mapas e gráficos), além da sistematização de informações.
  3. 3. Conteúdos: • Análise sobre a atuação das redes criminosas globais por meio da identificação e do reconhecimento dos fluxos de drogas e dinheiro ilícitos, tráfico de pessoas, corrupção, fabricação e tráfico ilegal de armas; • Análise do papel facilitador das redes imateriais nas diferentes formas de atuação das redes criminosas.
  4. 4. (CADERNO DO ALUNO)
  5. 5. Segundo a Convenção de Palermo e outros acordos internacionais, os departamentos de polícia devem agir em consonância, de modo a coibir a extensão dessas redes. Dessa forma, firmaram acordos para extraditar traficantes e agentes do crime internacional; desenvolver ações conjuntas para prevenir, suprimir e punir o tráfico de pessoas, especialmente mulheres e crianças; coibir de modo eficaz o contrabando de imigrantes por terra, ar e mar; agir em conjunto com vistas a controlar e impedir a fabricação ilegal e o tráfico de armas de fogo, incluindo peças, acessórios e munições.
  6. 6. Os fluxos das drogas ilícitas ou narcotráfico O mecanismo de funcionamento do narcotráfico engloba várias regiões (e mesmo territórios inteiros), que podem ser divididas em produtoras e consumidoras de drogas. As regiões dedicadas à produção das drogas estão situadas, em sua maioria, nos países em desenvolvimento, por dois principais motivos: 1. A pobreza generalizada desses países, resultado da posição que eles ocupam na divisão internacional do trabalho, acaba forçando parte da população ao cultivo e ao beneficiamento das matérias- primas que darão origem às drogas (papoula, coca, maconha etc.), já que os empregos lícitos são escassos e de baixo rendimento. Às vezes, as ocupações ligadas às drogas apresentam-se como única opção de renda para muitas pessoas em países deste grupo;
  7. 7. 2.  Nos países ainda mais pobres, de escassos recursos  financeiros, os grandes controladores do tráfico encontram  terreno fértil para influenciar os órgãos de repressão dessas  atividades (a polícia, o Exército, entre outras autoridades do  Estado) a fazer "vista grossa" para essas práticas ilegais. Alguns dos efeitos perversos ligados ao narcotráfico são: - os usuários de drogas acabam tendo menos tempo de vida, por sua saúde ser debilitada pelo consumo e; - a relação entre as atividades do narcotráfico com altos índices de violência e de criminalidade. Quem acaba pagando o preço mais caro pelo  envolvimento com os fluxos da droga são os pequenos  "passadores", que têm uma média de vida baixíssima, já que  estão na ponta mais perigosa do circuito.
  8. 8. Quem acaba ganhando com os fluxos do narcotráfico? Em primeiro lugar, estima-se que, anual-mente,  são movimentados mais de 400 bilhões de dólares com  o comércio ilegal de drogas. Em segundo lugar, há  também interesses de outras atividades ilegais que  acabam se aproveitando desse circuito para praticar  ações proibidas de natureza diversa: tráfico de  material radioativo, de órgãos humanos, de armas,  sequestros, entre outras. Assim, as máfias, entre as  quais a italiana, a de Taiwan e a russa, que são as mais  atuantes, e os cartéis do tráfico (acordo efetuado  entre grupos do tráfico internacional de drogas), assim  como outras organizações criminosas, estruturaram-se  para lucrar com esses fluxos globais.
  9. 9. Os fluxos de dinheiro ilícito Outro fenômeno não menos importante, em conjunto com o  avanço dos fluxos internacionais de drogas (apesar de elas serem  proibidas em todos os países) é a "lavagem de dinheiro", que utiliza  o sistema financeiro globalizado, diminuindo os riscos do negócio e  aumentando os lucros dos traficantes, mas também dos bancos e  agentes financeiros envolvidos. "Lavagem de dinheiro" se trata de um processo pelo qual o  dinheiro obtido por meios ilegais, como o dinheiro proveniente do  narcotráfico, passa a ser legal. Os traficantes contratam  intermediários, que, por sua vez, subcontratam outras pessoas para  que realizem depósitos em suas contas de pequenas quantidades  do "dinheiro sujo", proveniente do narcotráfico (até 10 000  dólares). Após investirem esses recursos em outras aplicações (em  ações, letras de câmbio), as pessoas subcontratadas devolvem as  aplicações para os intermediários, que, por sua vez, depositarão os  montantes numa conta de banco nacional ou num paraíso fiscal,  lugar onde os controles sobre os depósitos não são rigorosos.
  10. 10. "Paraíso fiscal" designa os lugares (muitas vezes são pequenas ilhas) em que enormes quantias de capital financeiro são depositadas. As altas taxas de juros pagas e a falta de controle sobre pessoas e empresas que depositam essas grandes quantias, permitem que os recursos obtidos em atividades criminosas sejam depositados. As Ilhas Cayman, pertencentes ao Reino Unido e que estão situadas no Mar do Caribe, são um exemplo. Essas estratégias são as mais conhecidas e permitem às organizações criminosas globais "despistar" muitas vezes os agentes policiais que tentam rastrear esses fluxos ilegais. Os grandes paraísos fiscais também se beneficiam dessa situação, pois estão interessados apenas no lucro financeiro e, na maioria das vezes, não se preocupam com a origem do dinheiro depositado em seus bancos (são também clientes dos paraísos fiscais, as pessoas que realizam contrabando vultosos de mercadorias e de armas, políticos e empresários corruptos, além daquele de outras atividades ilícitas).

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