Características
<ul><li>Que és terra Homem, e em terra hás de tornar-te,  </li></ul><ul><li>Te lembra hoje Deus por sua Igreja,  </li></ul...
<ul><li>A dúvida de São Tomé - Caravaggio </li></ul>
<ul><li>Família Gonzaga adorando a santíssima Trindade - Rubens </li></ul>
<ul><li>A dança dos italianos - Rubens </li></ul>
<ul><li>Invocação de São Mateus - Caravaggio </li></ul>
<ul><li>Paisagem com arco-íris - Rubens </li></ul>
<ul><li>Nasce o Sol e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosur...
<ul><li>Discreta e formosíssima Maria, Enquanto estamos vendo a qualquer hora Em tuas faces a rosada Aurora, Em teus olhos...
<ul><li>O rapto de Prosepina - Bernini </li></ul>
 
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Barroco CaracteríSticas Universais

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Barroco CaracteríSticas Universais

  1. 1. Características
  2. 2. <ul><li>Que és terra Homem, e em terra hás de tornar-te, </li></ul><ul><li>Te lembra hoje Deus por sua Igreja, </li></ul><ul><li>De pó te faz espelho, em que se veja </li></ul><ul><li>A vil matéria, de que quis formar-te. </li></ul><ul><li>Lembra-te Deus, que és pó para humilhar-te, </li></ul><ul><li>E como o teu baixel sempre fraqueja </li></ul><ul><li>Nos mares da vaidade, onde peleja, </li></ul><ul><li>Te põe à vista a terra, onde salvar-te. </li></ul><ul><li>Alerta, alerta pois, que o vento berra, </li></ul><ul><li>E se assopra a vaidade, e incha o pano, </li></ul><ul><li>Na proa a terra tens, amaina, e ferra. </li></ul><ul><li>Todo o lenho mortal, baixel humano </li></ul><ul><li>Se busca a salvação, tome hoje terra, </li></ul><ul><li>Que a terra de hoje é porto soberano. Gregório de Matos </li></ul>
  3. 3. <ul><li>A dúvida de São Tomé - Caravaggio </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Família Gonzaga adorando a santíssima Trindade - Rubens </li></ul>
  5. 5. <ul><li>A dança dos italianos - Rubens </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Invocação de São Mateus - Caravaggio </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Paisagem com arco-íris - Rubens </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Nasce o Sol e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas e alegria. </li></ul><ul><li>Porém, se acaba o Sol, por que nascia? Se é tão formosa a Luz, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? </li></ul><ul><li>Mas no Sol, e na Luz falta a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se a tristeza, </li></ul><ul><li>Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza. A firmeza somente na inconstância. Gregório de Matos </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Discreta e formosíssima Maria, Enquanto estamos vendo a qualquer hora Em tuas faces a rosada Aurora, Em teus olhos, e boca o Sol, e o dia: Enquanto com gentil descortesia O ar, que fresco Adônis te namora, Te espalha a rica trança voadora, Quando vem passear-te pela fria: Goza, goza da flor da mocidade, Que o tempo trota a toda ligeireza, E imprime em toda a flor sua pisada. Oh não aguardes, que a madura idade Te converta em flor, essa beleza Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada. Gregório de Matos </li></ul>
  10. 10. <ul><li>O rapto de Prosepina - Bernini </li></ul>

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