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Noções de literatura infantil

Noções de literatura infantil

  1. 1. teoria da literaturaNoções de literatura infantil Manoel Neves
  2. 2. DEFINIÇÃOliteratura infantil
  3. 3. DEFINIÇÃO a narrativa brasileira depois de 1960Para  o  estudioso  uruguai  Jesualdo  Sosa,  é  uma  forma  literária  escrita  num  léxico  especial,  que  procura   estar   de   acordo   com   as   caracterís7cas   psíquicas   da   criança   e   responder   às   suas  exigências  intelectuais  e  espirituais.   SOSA,  Jesualdo.  A  literatura  infan6l.  São  Paulo:  Cultrix,  1978.  
  4. 4. MITOSliteratura infantil
  5. 5. RITOS DE PASSAGEM mitos definiçãocelebrações  que  marcam  mudanças  de  status  de  uma  pessoa  no  seio  de  sua  comunidade   exemplos ba6smo,  reclusão,  caçada,  festa  de  aniversário,  festa  de  15  anos  
  6. 6. ESQUEMA DE MITOLOGIA GREGA mitos CAOS  Gaia   Érebo   Tártaro   Eros  
  7. 7. ESQUEMA DE MITOLOGIA GREGA mitos Gaia   Urano  
  8. 8. ESQUEMA DE MITOLOGIA GREGA mitos Gaia   Urano  Titãs   Ciclopes   Hecatônquiros  
  9. 9. ESQUEMA DE MITOLOGIA GREGA mitos os titãsOceano,  Céos,  Créos,  Hiperião,  Jápeto,  Teia  e  Reia;  Têmis,  Mnemosine,  Febe,  Te6s  e  Cronos   Cronos destrona UranoCronos  mu6la  o  pai  e  liberta  os  irmãos;  surgem,  então,  Vênus,  Melíades,  Eríneas  e  Gigantes  
  10. 10. ESQUEMA DE MITOLOGIA GREGA mitos Cronos   Reia  Hés6a   Deméter   Hera   Hades   Poseidon   Zeus  
  11. 11. ESQUEMA DE MITOLOGIA GREGA mitos Zeus   Hera   Hefestos   Ares  
  12. 12. ESQUEMA DE MITOLOGIA GREGA mitos outros filhos de ZeusApolo,  Ártemis,  Hermes,  Dionísio,  Moiras,  Herácles,  Perséfone,  Minos,  Perseu,  Atena  
  13. 13. MITOS TRADICIONAIS X MITOS MODERNOS mitos
  14. 14. Imagem  01:  <h_p://umasensataparanoia.blogspot.com/2010/12/em-­‐nome-­‐de-­‐zeus.html>   Imagem  02:  <h_p://www.guiadosquadrinhos.com/personbio.aspx?cod_per=200>  
  15. 15. Imagem  01:  <h_p://en.wikipedia.org/wiki/File:Bouguereau_venus_detail.jpg>  Imagem  02:  <h_p://www.zonamulher.com/2011/04/gisele-­‐bundchen-­‐para-­‐a-­‐campanha-­‐h-­‐m-­‐brasil-­‐primavera-­‐2011/>  
  16. 16. Imagem  01:  <h_p://en.wikipedia.org/wiki/File:Bouguereau_venus_detail.jpg>  Imagem  02:  <h_p://paradigmadivino.wordpress.com/2011/05/18/o-­‐mito-­‐da-­‐caverna/>  
  17. 17. DE FEITICEIRAS E FADAS literatura infantil
  18. 18. DE FEITICEIRAS E FADAS literatura infantil feiticeirasFei6ceira   é   aquela   que   u6liza   a   magia   de   forma   empírica,   sem   estudos   nem   grimórios,   a  fei6ceira  tem  a  magia  em  seu  sangue  e  muitas  vezes  não  sabe  dominar  aquilo  que  tem  como  dom,  as  fei6ceiras(os)nos  dias  atuais  geralmente  são  tratadas  como  pessoas  loucas,  ou  acabam  em  esquinas  lendo  mãos  ou  u6lizando  seus  dons  de  forma  marginalizada.  
  19. 19. Fei6ceira  da  Luxúria.  Disponível  em:  <h_p://ojardimdossen6dos.blogspot.com/2008/11/sete-­‐pecados-­‐sete-­‐fei6ceiras.html  
  20. 20. DE FEITICEIRAS E FADAS literatura infantil fadasA   fada   é   um   ser   mitológico,   caracterís6co   dos   mitos   cél6cos,   anglo-­‐saxões,   germânicos   e  nórdicos.  
  21. 21. TIPOS DE FADAS literatura infantil elementais do arDivididos   em   sílfides   ou   fadas   das   nuvens   e   fadas   das   tempestades.   As   primeiras   vivem   nas  nuvens,   são   dotadas   de   elevada   inteligência   e   sua   principal   a6vidade   é   transferir   luz   para   as  plantas;   interessam-­‐se   muito   também   por   animais   e   por   pessoas,   para   as   quais   podem   agir  como  protetoras  e  guias.  As  fadas  das  tempestades  possuem  grande  energia  e  circulam  sobre  as  florestas  e  ao  redor  dos  picos  das  montanhas;  costumam  ser  vistas  em  grupos  pelas  alturas  e  só  descem  à  supervcie  quando  o  vento  está  forte.    
  22. 22. Disponível  em:  <h_p://primeirafeiramis6ca.blogspot.com/2011/07/as-­‐materias-­‐an6gas-­‐estao-­‐do-­‐lado_23.html>  
  23. 23. Disponível  em:  <h_p://conhecimentoan6go.wordpress.com/silfos/>  
  24. 24. TIPOS DE FADAS literatura infantil elementais da terraSeus   principais   representantes   são   os   gnomos,   criaturas   de   cerca   de   um   metro   de   altura   que  vivem   no   interior   da   terra   (embora   existam   gnomos   da   floresta,   que   cuidam   basicamente   das  raízes  das  plantas).  Os  kobolds,  menores  que  os  gnomos,  são  mais  amigáveis  e  presta6vos  para  os  humanos  que  seus  parentes,  embora  sejam  igualmente  cautelosos.  Os  gigantes  são  en6dades  enormes   que   costumam   estar   ligados   à   montanhas,   embora   também   possam   viver   em   florestas  an6gas.   Finalmente,   os   Devas   da   Montanha,   são   os   elementais   da   terra   mais   evoluídos,  en6dades  que  permeiam  e  trabalham  com  uma  montanha  ou  uma  cadeia  inteira  de  montanhas,  com   sua   consciência   tão   profundamente   imersa   na   Terra   que   mal   tomam   conhecimento   da  existência  de  criaturas  de  vida  breve,  como  os  homens.  
  25. 25. Disponível  em:  <h_p://zn1952.sites.uol.com.br/elementais_terra.html>  
  26. 26. Disponível  em:  <h_p://meulivrodasombras.blogspot.com/2011/03/elementais-­‐da-­‐terra-­‐gnomos-­‐e-­‐duendes.html>  
  27. 27. TIPOS DE FADAS literatura infantil elementais do fogoAs  salamandras  ou  espíritos  do  fogo,  habitam  o  subsolo  vulcânico,  os  relâmpagos  e  as  fogueiras.  São  mais  poderosas  que  as  fadas  dos  jardins,  mas  estão  mais  distantes  da  humanidade  também.  São  espíritos  de  transformação,  responsáveis  pela  conversão  de  matéria  em  decomposição  em  solo   fér6l.   Podem   agir   também   como   espíritos   de   inspiração,   mediadores   entre   o   mundo  angélico  e  os  níveis  vsicos  de  criação  (ou  seja,  agem  como  musas).  
  28. 28. Disponível  em:  <h_p://www.portalangels.com/anjos/wp-­‐content/uploads/2011/10/elemental_do_fogo.jpg  
  29. 29. Disponível  em:  <h_p://mys6calroom.blogspot.com/2010/06/elementais-­‐de-­‐fogo.htmlg  
  30. 30. TIPOS DE FADAS literatura infantil elementais das águasrepresentados  pelas  ninfas,  ondinas,  espíritos  das  águas  e  náiades,  são  responsáveis  por  re6rar  energia   do   sol   para   transmiz-­‐la   à   água.   As   ninfas   estão   ligadas   às   águas,   mas   também   à  montanhas   e   florestas.   Regulam   o   fluxo   da   água   na   crosta   terrestre   e   dão   personalidade   e  individualidade  a  locais  aquá6cos,  tais  como  poços,  lagos  e  fontes.  Podem  assumir  a  forma  de  peixes,   os   quais   protegem.   As   ondinas   parecem   estar   restritas   a   determinadas   localidades,  sendo   responsáveis   pelas   quedas   dágua   e   a   vegetação   circundante.   Os   espíritos   das   águas  vivem   em   rios,   fontes,   lagos   e   pântanos.   Assemelham-­‐se   a   belas   donzelas,   muitas   vezes   com  caudas  de  peixe;  gostam  de  música  e  dança,  e  têm  o  dom  da  profecia.  Embora  possam  ajudar  eventualmente  os  seres  humanos,  estes  têm  de  se  acautelar  com  tais  espíritos,  que  podem  ser  traiçoeiros  e  afogar  pessoas.  Da  mesma  forma  que  os  espíritos  das  águas,  as  náiades  presidem  os  rios,  correntezas,  ribeiros,  fontes,  lagos,  lagoas,  poços  e  pântanos.    
  31. 31. Disponível  em:  <h_p://sacerdo6sadofogo.blogspot.com/2010/11/oracao-­‐das-­‐ondinas-­‐elementais-­‐da-­‐agua.htmlg  
  32. 32. Disponível  em:  <h_p://fadinhaarodla.blogspot.com/2006/08/elementais-­‐espritos-­‐da-­‐natureza-­‐ou.html  
  33. 33. UM CONTO DE FADAS MODERNO literatura infantil
  34. 34. h_p://www.estadao.com.br  
  35. 35. BRUXAS E BRUXARIA literatura infantil
  36. 36. BRUXAS E BRUXARIA literatura infantil bruxaria tradicionalHá  uma  grande  confusão,  entre  os  leigos,  acerca  de  bruxaria  tradicional  e  moderna.  A  bruxaria  tradicional   tem   suas   raízes   nos   cultos   a   deidades   pertencentes   a   determinadas   áreas  geográficas,  que  podem  datar  de  períodos  pré-­‐históricos,  o  que  pode  torná-­‐la  em  parte  irmã  ou  filha   de   an6gas   prá6cas   e   cultos   xamânicos.   Historicamente,   o   papel   social   das   bruxas  tradicionais   era   basicamente   a   prestação   de   auxílio   à   população:   como   adivinhas,   parteiras,  curandeiras,  conselheiras  ou  até  mesmo  alcoviteiras.  
  37. 37. BRUXAS E BRUXARIA literatura infantil bruxaria medievalUma  bruxa  é  geralmente  retratada  no  imaginário  popular  como  uma  mulher  velha,  nariguda  e  encarquilhada,  exímia  e  contumaz  manipuladora  de  magia  negra  e  dotada  de  uma  gargalhada  terrível.   É   inegável   a   conexão   entre   esta   visão   e   a   visão   da   hag   ou   Crone   dos   anglófonos.   É  também   muito   popularizada   a   imagem   da   bruxa   como   a   de   uma   mulher   sentada   sobre   uma  vassoura  voadora,  ou  com  a  mesma  passada  por  entre  as  pernas,  andando  aos  sal6tos.  Alguns  autores   u6lizam   o   termo,   contudo,   para   designar   as   mulheres   sábias   detentoras   de  conhecimentos  sobre  a  natureza    e,  possivelmente,  magia.  
  38. 38. BRUXAS E BRUXARIA literatura infantil bruxaria modernaA   bruxaria   moderna,   por   outro   lado,   embora   se   relacione   firmemente   com   a   Bruxaria  Tradicional,  surge  historicamente  com  Gerald  Gardner,  com  a  criação  da  Wicca  no  ano  1950  da  Era  Comum.  Apesar  de  a  bruxaria  tradicional  ter  absorvido  elementos  modernos  às  suas  raízes  folclóricas   e   evoluindo   con6nuamente,   seu   eixo   fundamental   é   bastante   dis6nto   do   da   bruxaria  moderna,   pois   Gardner   não   apenas   adotou   novos   elementos,   mas   tornou   alguns   destes   em  bases   fundamentais   da   Wicca,   amalgamando-­‐os   de   forma   indissolúvel   em   um   hibridismo   com  cultos   pagãos   e   conceitos   de   origem   oriental.   Agrava-­‐se   a   confusão   entre   bruxaria   moderna   e  bruxaria   tradicional   ao   ter   se   tornado   recorrente   o   uso   da   expressão   "wicca   tradicional"   para  designar  aqueles  cuja  linhagem  iniciá6ca  remonta  a  Gerald  Gardner.  
  39. 39. CONFRONTANDO BRUXAS literatura infantil
  40. 40. h_p://www.sexta-­‐feira13.com/as-­‐12-­‐bruxas-­‐mais-­‐famosas/  
  41. 41. h_p://li_leblackbook.typepad.com/li_le_black_book/2009/11/some-­‐occult-­‐inspira6on.html  
  42. 42. O HERÓIliteratura infantil
  43. 43. O HERÓI literatura infantil o herói épicoSe   se   considerar   a   tradição   ocidental,   grega,   a   palavra   "herói"   vem   de   "hêros",   que   significa  "homem   divinizado,   filho   dos   deuses".   Dentre   inúmeros   exemplos   que   poderiam   ser   citados,  Hércules   se   configura   como   um   modelo   interessante   não   só   por   atender   aos   desígnios  e6mológicos  aventados  acima,  mas  por  ser  um  modelo  de  coragem,  força,  virtude  e  inteligência.  Atentando   às   lições   de   Lévi-­‐Strauss,   pode-­‐se   afirmar   que   a   trajetória   do   herói   épico   está  circunscrita   a   um   deslocamento   conznuo   no   espaço,   tendo   por   obje6vo   ir   a   outras   terras,  enfrentar   perigos   mil,   ajudar   os   desvalidos,   para,   enfim,   retornar   a   sua   terra   natal   coberto   de  glórias.  Tudo  isso  se  dá  porque  o  herói  épico  é  um  modelo  a  ser  seguido  pelo  homem  comum.  
  44. 44. h_p://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/48/Twelve_Labours_Altemps_Inv8642.jpg  
  45. 45. O HERÓI literatura infantil o anti-heróiO   an6-­‐herói   tem   evoluído   ao   longo   do   tempo,   mudando   como   as   concepções   da   sociedade  sobre   o   herói   mudaram,   desde   os   tempos   Elizabetanos   de   Fausto   e   Falstaff   de   William  Shakespeare,   para   o   mais   sombrios   temas   da   literatura   vitoriana   do   século   19/XIX,   como   a  "Ópera  dos  Mendigos"  de  John  Gay  como  um  homem  zmido,  passivo  e  indeciso  que  contrasta  fortemente   com   os   heróis   gregos.   O   herói   byroniano   também   estabelece   um   precedente  literário  para  o  conceito  moderno  de  an6-­‐heroismo.  
  46. 46. h_p://cadernosdearte.files.wordpress.com/2009/06/faust-­‐5.jpg  
  47. 47. O HERÓI literatura infantil o herói trágicoUm   herói   trágico   é   o   personagem   principal   de   uma   tragédia.   O   uso   moderno   do   termo  geralmente  envolve  a  noção  de  que  o  herói  cometeu  um  erro  em  suas  ações,  o  que  leva  à  sua  queda.  A  ideia  de  que  este  seja  um  equilíbrio  entre  crime  e  cas6go  é  incorretamente  atribuída  a  Aristóteles,   que   é   bastante   claro   em   seu   pronunciamento   que   o   infortúnio   do   herói   não   é  provocada  "por  vício  e  depravação,  mas  por  algum  erro  de  julgamento".  Na  verdade,  na  Poé7ca  de  Aristóteles,  é  impera6vo  que  o  herói  trágico  é  nobre.  
  48. 48. h_p://www.literaturaemfoco.com/?p=1805  
  49. 49. O HERÓI literatura infantil o vilãoGeralmente   é   uma   figura   ardilosa,   que   u6liza   suas   habilidades   com   o   intuito   de   prejudicar  alguém   ou   conseguir   algo   que   deseja   de   formas   escusas.   Muitas   vezes   com   planos,   que   são  aplicados  ao  longo  da  trama,  prejudicando  normalmente  o  protagonista,  mas  ao  termino,  é  de  praxe  que  para  ter  um  final  aceitável  aos  olhos  do  público,  o  vilão  tem  seu  plano  arruinado  de  forma  heroica  pelo  personagem  principal.  
  50. 50. h_p://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Tom_Riddle.jpg  
  51. 51. O ESPELHOliteratura infantil
  52. 52. O ESPELHO literatura infantil o mito de narcisoNarciso   era   um   belo   rapaz,   filho   do   deus   do   rio   Céfiso   e   da   ninfa   Liríope.   Por   acasião   de   seu  nascimento,  seus  pais  consultaram  o  oráculo  Tirésias  para  saber  qual  seria  o  des6no  do  menino.  A  resposta  foi  que  ele  teria  uma  longa  vida,  se  nunca  visse  a  própria  face.  Muitas  moças  e  ninfas  apaixonaram-­‐se   por   Narciso,   quando   ele   chegou   à   idade   adulta.   Porém,   o   belo   jovem   não   se  interessava  por  nenhuma  delas.  A  ninfa  Eco,  uma  das  mais  apaixonadas,  não  se  conformou  com  a  indiferença  de  Narciso  e  afastou-­‐se  amargurada  para  um  lugar  deserto,  onde  definhou  até  que  somente  restaram  dela  os  gemidos.  As  moças  desprezadas  pediram  aos  deuses  para  vingá-­‐las.  Nêmesis   apiedou-­‐se   delas   e   induziu   Narciso,   depois   de   uma   caçada   num   dia   muito   quente,   a  debruçar-­‐se   numa   fonte   para   beber   água.   Descuidando-­‐se   de   tudo   o   mais,   ele   permaneceu  imóvel  na  contemplação  ininterrupta  de  sua  face  refle6da  e  assim  morreu.  No  próprio  Hades  ele  tentava  ver  nas  águas  do  Es6ge  as  feições  pelas  quais  se  apaixonara.   h_p://tempo-­‐de-­‐ler.blogspot.com/2009/06/o-­‐mito-­‐de-­‐narciso.html  
  53. 53. h_p://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Michelangelo_Caravaggio_065.jpg  
  54. 54. O ESPELHO literatura infantil Alice através do espelhoUma  garota  do  ves6do  azul,  de  exatamente  sete  anos  e  meio,  ralha  com  os  filhotes  de  sua  gata,  Dinah,  e  fala  a  eles  sobre  a  Casa  do  Espelho.  Numa  tenta6va  de  ver  o  que  há  além  do  corredor  refle6do  no  grande  espelho  sobre  o  aparador  da  lareira,  ela  acaba  atravessando  o  vidro  como  se  fosse  fumaça  e  encontrando  coisas  inacreditáveis  do  outro  lado.  Inacreditáveis  por  pura  falta  de  prá6ca  da  protagonista,  de  acordo  com  a  Rainha  Branca,  que  diz  ser  capaz  de  acreditar  em  seis  coisas  impossíveis  antes  do  café  da  manhã.   h_p://www.comichouse.blog.br/2011/04/alice-­‐atraves-­‐do-­‐espelho-­‐de-­‐lewis.html  
  55. 55. h_p://portalsaofrancisco.com.br/alfa/alice-­‐no-­‐pais-­‐das-­‐maravilhas/lewis-­‐carroll.php  
  56. 56. O ESPELHO literatura infantil branca de neveO  espelho  mágico  da  madrasta  de  Branca  de  Neve  fala  apenas  a  verdade.  
  57. 57. h_p://salaosaviana.blogspot.com/2011/04/espelho-­‐espelho-­‐meu.html  
  58. 58. O ESPELHO literatura infantil o retrato de dorian grayO  espelho  reflete  a  imagem  conquistada  por  intermédio  do  pacto  pela  juventude.  Sua  imagem  real  fica  trancafiada  num  quadro.  
  59. 59. h_p://thehorrorpedia.wordpress.com/category/livros/  
  60. 60. DANIEL NA COVA DOS LEÕES Legião Urbana Aquele  gosto  amargo  do  teu  corpo   Ficou  na  minha  boca  por  mais  tempo.   De  amargo,  então  salgado  ficou  doce,   Assim  que  o  teu  cheiro  forte  e  lento   Fez  casa  nos  meus  braços  e  ainda  leve,   Forte,  cego  e  tenso,  fez  saber   Que  ainda  era  muito  e  muito  pouco.   Faço  nosso  o  meu  segredo  mais  sincero   E  desafio  o  ins6nto  dissonante.   A  insegurança  não  me  ataca  quando  erro   E  o  teu  momento  passa  a  ser  o  meu  instante.   E  o  teu  medo  de  ter  medo  de  ter  medo   Não  faz  da  minha  força  confusão.   Teu  corpo  é  meu  espelho  e  em  6  navego   E  eu  sei  que  a  tua  correnteza  não  tem  direção.   Mas,  tão  certo  quanto  o  erro  de  ser  barco   A  motor  e  insis6r  em  usar  os  remos,   É  o  mal  que  a  água  faz  quando  se  afoga   E  o  salva-­‐vidas  não  está  lá  porque  não  vemos.  
  61. 61. O BURACO DO ESPELHO Arnaldo Antunes o buraco do espelho está fechado agora eu tenho que ficar aqui com um olho aberto, outro acordado no lado de lá onde eu caí   pro lado de cá não tem acesso mesmo que me chamem pelo nome mesmo que admitam meu regresso toda vez que eu vou a porta some   a janela some na parede a palavra de água se dissolve na palavra sede, a boca cede antes de falar, e não se ouve   já tentei dormir a noite inteira quatro, cinco, seis da madrugada vou ficar ali nessa cadeira uma orelha alerta, outra ligada   o buraco do espelho está fechado agora eu tenho que ficar agora fui pelo abandono abandonado aqui dentro do lado de fora  

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