FACULDADE INTEGRAL DIFERENCIAL – FACID        COMISSÃO DE BIOSSEGURANÇAMANUAL DE BIOSSEGURANÇA DOS SERVIÇOS DE            ...
SUMÁRIO1 - INTRODUÇÃO .......................................................................................................
15.10.3 Entrega .................................................................................................... 66   ...
APRESENTAÇÃO          Este Manual foi pensado e elaborado a partir da constatação, por parte daComissão de Biossegurança d...
1 - INTRODUÇÃO            Ambientes laboratoriais e clínicas geralmente são locais que podem expor aspessoas que nele trab...
2 - OBJETIVOS           Instituir normas e medidas que reduzam ao máximo a exposição a riscos queafetam a saúde de todos q...
3. APLICAÇÃO DAS NORMAS DE BIOSSEGURANÇA.               A lógica da construção do conceito de biossegurança teve seu inici...
Fontes et al. (1998) já apontam para "os procedimentos adotados para evitar osriscos das atividades da biologia". Embora s...
•   combinação de fatores relacionados ao acidente: via, profundidade,                     tamanho e condições do inóculo,...
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Classe de risco 2 : risco individual moderado para o trabalhador e com baixaprobabilidade de disseminação para a coletivid...
4. BIOSSEGURANÇA INDIVIDUAL:4.1 – Normas de Biossegurança individual para acesso e permanência em laboratóriose clínicas d...
De acordo com a NR-32 de 16.11.05O empregador deve vedar:             a) a utilização de pias de trabalho para fins divers...
Sapatos:              Os calçados indicados para o ambiente com sujeira orgânica são aquelesfechados de preferência imperm...
acompanhando o formato do rosto, ou ser equipados com proteções laterais (óculos desegurança).           Os óculos de segu...
Luvas:             Durante certas manipulações laboratoriais pode ocorrer a contaminação dasmãos. Estas são igualmente vul...
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4.2 - Normas de Biossegurança coletiva para desempenho de atividades.           Os equipamentos de proteção coletiva são d...
•   pinças para recolher cacos;•   material para primeiros socorros;•   toalhas felpudas.                                 ...
5. NORMAS E CONDUTAS NO AMBIENTE LABORATORIAL.           O ambiente de laboratório deve ser projetado, dimensionado ou ade...
cuidados no manuseio e a eliminação final dos resíduos, assim como os microrganismosclassificados nos quatro níveis.NÍVEL ...
•   Todas as culturas e outros resíduos deverão ser descontaminados antes de              serem descartados através de um ...
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•   Todas as culturas, colônias e outros resíduos deverão ser descontaminados               antes de serem descartados atr...
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6. MANEJO DAS AMOSTRAS NO LABORATÓRIO6.1. Recipientes para as Amostras.           Os recipientes utilizados para o armazen...
•   Fezes para coprocultura: estocagem em temperatura de 6-8°C por, no               máximo, 3 (três) horas antes da semea...
7. NORMAS E CONDUTAS PARA O AMBIENTE CLÍNICO/LABORATORIAL7.1- Definição das Normas de Segurança e de Prevenção de Riscos B...
•   Não aplicar cosméticos. Não retirar canetas ou qualquer outro instrumento do              laboratório sem descontamina...
3. Os materiais infecciosos não devem ser misturados soprando e aspirando-se,   alternadamente, através da pipeta.4. Os lí...
8. BOAS PRÁTICAS NO LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA          Embora algumas das precauções descritas neste manual possam pare...
14. O uso de seringas e agulhas deve ser restrito às injeções parenterais e à   coleta de sangue. Não usar para aspirar fl...
9. CONDUTAS BÁSICAS PARA PESQUISA ENVOLVENDO ANIMAIS           Este documento não substitui cursos ou treinamento para o t...
em animais vivos. Deve-se criar condições para o treinamento de pessoal no local detrabalho, incluindo aspectos do trato e...
rosto e posterior uso de máscaras previne contaminações existentes que são              carregadas pelo ar.          ·   a...
10. SEGURANÇA EM RELAÇÃO A INCÊNDIO E ELETRICIDADE10.1 - IncêndioCUIDADOS PARA EVITAR          ·   Assegurar o bom estado ...
·    Deverá haver à disposição, mangueiras com seus respectivos engates, as                quais devem ser periodicamente ...
USO APROPRIADO DOS EXTINTORES DE INCÊNDIO   •    EXTINTOR DE ÁGUA PRESSURIZADA ÁGUA-GÁS           Indicado com ótimo resul...
Obs.: Incêndios de classe “D” requerem extintores específicos podendo emalguns casos serem utilizados o de Gás Carbônico (...
CORRENTE                        FIO                                               MÁXIMA          14 AWG ( 2,08 mm² - 1,62...
11. PROCESSAMENTO DE ARTIGOS E SUPERFÍCIES EM SERVIÇOS DESAÚDE11.1 Esterilização de artigos.           A esterilização é o...
Os padrões de tempo, temperatura e pressão para esterilização pelo vaporvariam de acordo com o aparelho e encontram-se den...
•   Limpeza de piso, remoção de poeira do mobiliário e peitoril, limpeza                  completa do sanitário;          ...
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  1. 1. FACULDADE INTEGRAL DIFERENCIAL – FACID COMISSÃO DE BIOSSEGURANÇAMANUAL DE BIOSSEGURANÇA DOS SERVIÇOS DE SAÚDE DA FACID TERESINA - 2007
  2. 2. SUMÁRIO1 - INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 52 - OBJETIVOS .............................................................................................................. 63. APLICAÇÃO DAS NORMAS DE BIOSSEGURANÇA................................................ 74. BIOSSEGURANÇA INDIVIDUAL: ............................................................................ 12 4.2 - Normas de Biossegurança coletiva para desempenho de atividades.............. 185. NORMAS E CONDUTAS NO AMBIENTE LABORATORIAL. .................................. 206. MANEJO DAS AMOSTRAS NO LABORATÓRIO.................................................... 26 6.1. Recipientes para as Amostras........................................................................... 26 6.2. Transporte para o Laboratório. .......................................................................... 26 6.3. Recebimento e estocagem das Amostras. ........................................................ 267. NORMAS E CONDUTAS PARA O AMBIENTE CLÍNICO/LABORATORIAL ........... 28 7.1- Definição das Normas de Segurança e de Prevenção de Riscos Biológicos nos Laboratórios.............................................................................................................. 28 7.2 Técnicas para o uso de pipetas e de dispositivos auxiliares de pipetagem. ...... 298. BOAS PRÁTICAS NO LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA ............................... 319. CONDUTAS BÁSICAS PARA PESQUISA ENVOLVENDO ANIMAIS ..................... 33 9.1 - Ética e Legislação ............................................................................................ 33 9.2 - Condições do Biotério ...................................................................................... 34 9.3 - Normas de trabalho .......................................................................................... 34 9.4 - Descarte de animais......................................................................................... 3510. SEGURANÇA EM RELAÇÃO A INCÊNDIO E ELETRICIDADE............................ 36 10.1 - Incêndio .......................................................................................................... 36 10.2 Normas básicas para uso de equipamentos elétricos ...................................... 3911. PROCESSAMENTO DE ARTIGOS E SUPERFÍCIES EM SERVIÇOS DE SAÚDE41 11.1 Esterilização de artigos..................................................................................... 41 11.2 Limpeza e desinfecao de superficies................................................................ 4212. EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL ............................................................................... 4613. CONDUTAS APÓS ACIDENTE ............................................................................. 54 13.1 – Cuidados locais ............................................................................................. 54 13.2 – Notificação ..................................................................................................... 54 13.3 – Avaliação do Acidente ................................................................................... 54 13.4 – Quimioprofilaxia ............................................................................................. 5614. DESTINO DOS RESÍDUOS DE SAÚDE................................................................ 59 14.1 Resíduos biológicos.......................................................................................... 59 14.2 Resíduos químicos. .......................................................................................... 6015. BIOSSEGURANÇA NAS CLÍNICAS DE ODONTOLOGIA..................................... 62 15.1. Ambientes clínicos........................................................................................... 62 15.2 - Classificação dos ambientes .......................................................................... 62 15.3 - Classificação dos artigos, segundo spaulding................................................ 63 15.4 - Classificação dos procedimentos clínicos ...................................................... 63 15.5 Esterilização por processo físico - Resolução 374, de 15/12/95, da S.S.S.P... 63 15.5.1 - Vapor saturado sob pressão.................................................................... 63 15.5.2 - Calor seco ............................................................................................... 64 15.6 - Limpeza do instrumental ................................................................................ 64 15.7 - Acondicionamento .......................................................................................... 64 15.8 - Tempo e temperatura de esterilização ........................................................... 64 15.8.1 - Autoclave ................................................................................................. 64 15.8.2 - Calor seco ............................................................................................... 65 15.9 - Prazo de validade........................................................................................... 65 15.10 - Preparo de material a ser esterilizado na central de esterilização ............... 65 15.10.1 Limpeza ................................................................................................... 65 15.10.2 Acondicionamento ................................................................................... 65 2
  3. 3. 15.10.3 Entrega .................................................................................................... 66 15.10.4 Retirada ................................................................................................... 66 15.10.5 Validade ................................................................................................... 66 15.10. 6 Sugestões para a lista de material.......................................................... 66 15.10.7 Cuidados com as peças de mão ............................................................. 67 15.11 Técnica para empacotamento de material e instrumental .............................. 69 15.12 Agentes químicos ........................................................................................... 69 15.12.1 - Escolha do agente químico ................................................................... 69 15.12.2 - Esterilizantes químicos .......................................................................... 71 15.12.3 - Etapas da esterilização química ............................................................ 72 15.12.4 - Desvantagens da esterilização química ................................................ 72 15.12.5 - Desinfetantes de nível intermediário ..................................................... 72 15.13 - Desinfecções ................................................................................................ 76 15.13.1 - Descontaminação de instrumentos ....................................................... 76 15.13.2 - Desinfecção de instrumentos ................................................................ 76 15.13.3 - Desinfecção de superfícies.................................................................... 76 15.13.4 - Desinfecção de moldes ......................................................................... 77 15.13.5 - Desinfecção de próteses ....................................................................... 78 15.14 - Uso de barreiras nas superfícies.................................................................. 78 15.14.1 - Barreiras ................................................................................................ 78 15.15 - Proteção da equipe de saúde...................................................................... 79 15.15.1 - Barreiras pessoais ................................................................................. 79 15.15.2 - Lavagem e cuidado das mãos............................................................... 84 15.15.3 - Lavagem das mãos ............................................................................... 84 15.15.4 - Lavagem e antissepsia das mãos ......................................................... 85 15.15.5 - Antissepsia cirúrgica das mãos ............................................................. 86 15.15.6 - Cuidados com as mãos ......................................................................... 8716. ACIDENTES DE TRABALHO (MS,1999) ............................................................... 88 16.1 - Prevenção de acidentes ................................................................................. 88 16.2 - Conduta após exposição acidental (SESSP,1999) ........................................ 89 16.3 Conduta após acidente com instrumental pérfuro-cortante na FACID ............. 8917. CUIDADOS EM RADIOLOGIA ............................................................................... 9118. CUIDADOS NO LABORATÓRIO DE GESSO (Miller; Pallenik) ............................. 9219. MANEJO DE BIÓPSIAS ......................................................................................... 9320. MANEJO DE DENTES EXTRAÍDOS ..................................................................... 9421. CUIDADOS COM O LIXO ...................................................................................... 9522. CUIDADOS COM A ÁGUA E O AR........................................................................ 96 22.1 - Caixas dágua ................................................................................................. 96 22.2 - Cuidados com o sistema "flush" ..................................................................... 97 22.3 - Ar .................................................................................................................... 9823. NORMAS DE PREVENÇÃO NA CLÍNICA ............................................................. 9924. NORMATIZAÇÃO DA LIMPEZA DAS CLÍNICAS ................................................ 101REFERÊNCIAS .......................................................................................................... 104ANEXOS .........................................................................................................109 3
  4. 4. APRESENTAÇÃO Este Manual foi pensado e elaborado a partir da constatação, por parte daComissão de Biossegurança da FACID de que os laboratórios e clínicas da faculdadedemonstram necessidade de procedimentos específicos para minimizar os riscos deacidentes pessoais e de contaminação ambiental. A FACID visando otimizar e regulamentar as ações desenvolvidas noslaboratórios e clínicas, preocupou-se com a elaboração deste Manual onde serão abordadostemas sobre medidas de Biossegurança para que se torne seguro todas as atividadesexecutadas nestes setores com pleno controle de infecção. Objetivando a prevenção, eliminação ou minimização destes riscos a FACIDcompôs uma comissão de Biossegurança que é responsável pelas ações inerentes àaplicação das normas de Biossegurança nas atividades desenvolvidas na Instituição. COMISSÃO DE BIOSSEGURANÇA DA FACID • Prof. Ms. Julio Cesar de Paulo Cravinhos • Profa. Mestranda Maria Josecí Lima Cavalcante Vale • Profª Ms. Divana Maria Martins Parente Lira • Profª Ms. Helena Maria Reinaldo Lima • Profª Ms. Maria do Rosário Conceição Moura Nunes • Prof.a Esp. Bruna Andrade Medeiros 4
  5. 5. 1 - INTRODUÇÃO Ambientes laboratoriais e clínicas geralmente são locais que podem expor aspessoas que nele trabalham ou circulam, a riscos de várias origens. Os riscos de agravo àsaúde (ex. radiação, calor, frio, substâncias químicas, estresse, agentes infecciosos,ergonômicos etc.) podem ser variados e cumulativos. Por suas características, encontram-se nos serviços de saúde exemplos de todos os tipos de risco, agravados por problemasadministrativos e financeiros (ex. falta de manutenção de equipamentos) e algunsdecorrentes de falhas na adaptação de estruturas antigas a aparelhos de última geração. Quando o enfoque é o da biossegurança, além dos cuidados normais de boaspráticas de laboratório, são necessários procedimentos específicos para minimizar os riscosde acidentes pessoais e de contaminação ambiental. A biossegurança é um processo funcional e operacional de fundamentalimportância em serviços de saúde. Aborda medidas de Controle de Infecção para proteçãoda equipe de assistência e usuários em saúde, e tem um papel fundamental na promoçãoda consciência sanitária na comunidade onde atua. É importante para a preservação domeio ambiente, orientando a manipulação e o descarte de resíduos químicos, tóxicos einfectantes, tendo como principal objetivo a redução geral de riscos à saúde e acidentesocupacionais. Os princípios e boas práticas de laboratórios serão discutidos com o objetivo dedelinear todos os possíveis acidentes e contaminações que podem ocorrer em ambientesclínicos e laboratoriais. Ademais, vislumbrando manter o controle de infecção em todos os ambientes,elaborou-se uma estratégia abrangendo desde a constituição da Comissão deBiossegurança, composta por docentes de disciplinas básicas e profissionais dos cursos daárea de saúde, culminando com a elaboração do Manual de Biossegurança da FACID,padronizando condutas e normas para funcionamento dos laboratórios e clínicas destaInstituição de Ensino Superior. 5
  6. 6. 2 - OBJETIVOS Instituir normas e medidas que reduzam ao máximo a exposição a riscos queafetam a saúde de todos que trabalham em laboratório e clínicas com equipamentos,substâncias químicas e espécimes biológicos, além de providenciar a destinação do materialpoluente ou biológico de alta periculosidade. 6
  7. 7. 3. APLICAÇÃO DAS NORMAS DE BIOSSEGURANÇA. A lógica da construção do conceito de biossegurança teve seu inicio na décadade 70 na reunião de Asilomar na Califórnia, onde a comunidade científica iniciou a discussãosobre os impactos da engenharia genética na sociedade. Esta reunião, segundo Goldim(1997) "é um marco na história da ética aplicada a pesquisa, pois foi a primeira vez que sediscutiu os aspectos de proteção aos pesquisadores e demais profissionais envolvidos nasáreas onde se realiza o projeto de pesquisa". A partir daí o termo biossegurança, vem, aolongo dos anos, sofrendo alterações. Na década de 70, a Organização Mundial da Saúde (WHO, 1993) a definia como"práticas preventivas para o trabalho com agentes patogênicos para o homem". O foco deatenção voltava-se para a saúde do trabalhador frente aos riscos biológicos no ambienteocupacional. Já na década de 80, a própria OMS (WHO, 1993) incorporou a essa definição oschamados riscos periféricos presentes em ambientes laboratoriais que trabalhavam comagentes patogênicos para o homem, como os riscos químicos, físicos, radioativos eergonômicos. Nos anos 90, verificamos que a definição de biossegurança sofreu mudançassignificativas. Em seminário realizado no Instituto Pasteur em Paris (INSERM, 1991),observamos a inclusão de temas como ética em pesquisa, meio ambiente, animais eprocessos envolvendo tecnologia de DNA recombinante, em programas de biossegurança. Outra definição nessa linha diz que "a biossegurança é o conjunto de açõesvoltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades depesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, visandoà saúde do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dosresultados" (TEIXEIRA e VALLE, 1996). Este foco de atenção retorna ao ambienteocupacional e amplia-se para a proteção ambiental e a qualidade. Uma definição centrada no ambiente ocupacional encontramos em Teixeira eValle (1996), onde consta no prefácio "segurança no manejo de produtos e técnicasbiológicas". Outra definição, baseada na cultura da engenharia de segurança e da medicinado trabalho é encontrada em Costa (1996), onde aparece "conjunto de medidas técnicas,administrativas, educacionais, médicas e psicológicas, empregadas para prevenir acidentesem ambientes biotecnológicos". Está centrada na prevenção de acidentes em ambientesocupacionais. 7
  8. 8. Fontes et al. (1998) já apontam para "os procedimentos adotados para evitar osriscos das atividades da biologia". Embora seja uma definição vaga, sub-entende-se queestejam incluidos a biologia clássica e a biologia do DNA recombinante. Estas definições mostram que a biossegurança envolve as seguintes relações:tecnologia – risco – homem agente biológico - risco -homemtecnologia - risco – sociedade biodiversidade - risco – economia. Assim, normas de biossegurança englobam todas as medidas que visam evitarriscos físicos (radiação ou temperatura), ergonômicos (posturais), químicos (substânciastóxicas), biológicos (agentes infecciosos) e psicológicos (estresse). No ambiente hospitalarencontram-se exemplos de todos estes tipos de riscos ocupacionais para o trabalhador desaúde (CAVALCANTE et al., 2003). Diante destes fatos, há necessidade que os laboratórios, sob o ponto de vista dasinstalações, da capacitação dos recursos humanos e da dinâmica de trabalho, estejamperfeitamente adequados e permitam a eliminação ou minimização desses riscos para otrabalhador e para o ambiente. A transmissão de diversos tipos de agentes virais como os vírus da hepatite B(HBV), hepatite C (HCV), o da síndrome da imunodeficiência humana adquirida (HIV) ebacterianos, como Mycobacterium tuberculosis, já foi documentada após acidente pérfuro-cortante, sendo o sangue humano uma das principais fontes de contágio. A via aérearepresenta outra forma importante de transmissão, seja pela inalação de aerossóis com orisco de aquisição de varicela, sarampo ou tuberculose, ou pela inalação de partículasmaiores, associadas a doenças como difteria e doença meningocócica. A doença infecciosa é uma manifestação clínica de um desequilíbrio no sistemaparasito-hospedeiro-ambiente, causada pelo aumento da patogenicidade do parasita emrelação aos mecanismos de defesa antiinfecciosa do hospedeiro, ou seja, quebra-se arelação harmoniosa entre as defesas do nosso corpo e o número e virulência dos germes,propiciando a invasão deles nos órgãos do corpo. Alguns microrganismos possuemvirulência elevada podendo causar infecção no primeiro contato, independente das nossasdefesas. Outros, usualmente encontrados na nossa microbiota normal, não são tãovirulentos, mas podem infectar o nosso organismo se diminuímos a nossa capacidade dedefesa. O risco atual de aquisição do HIV após acidente percutâneo ou exposição demucosa é de 0,3% (variação de 0,2 a 0,5%) e de 0,09% (variação de 0,006 a 0,5%)respectivamente. Existem vários fatores que podem contribuir para aquisição da infecção como: 8
  9. 9. • combinação de fatores relacionados ao acidente: via, profundidade, tamanho e condições do inóculo, tempo de contato entre a fonte e o profissional; • fonte de infecção: grau de viremia, uso de anti-retrovirais e estágio da doença; • características do profissional acidentado: tipo de antígenos HLA, presença de doenças de base; • atendimento inicial após o acidente: assistência recomendada para cada situação específica. O risco de aquisição após acidente com material pérfuro-cortante, contendosangue de paciente com HBV varia de 6 a 30%, se nenhuma medida profilática for adotada.O uso de vacina contra HBV ou imunoglobulina específica reduz o risco de aquisição doHBV em 70 a 75%. Com relação ao HCV o risco de aquisição após exposição percutânea é deaproximadamente 1,8%. A possibilidade de complicações na evolução da doença é 4 a 10vezes maior que para o HBV. Entre 75 a 85% dos infectados por HCV podem evoluir paradoença crônica. A ausência de medidas preventivas (vacinas) e a ineficácia do uso deimunoglobulinas agravam o risco em relação à aquisição profissional deste agenteetiológico. Sabe-se que o risco de aquisição de tuberculose é maior entre profissionais querealizam ou assistem necropsias, em locais de procedimentos que estimulam a tosse (salade inaloterapia, broncoscopia, etc.) ou entre profissionais que trabalham com pacientessintomáticos respiratórios (clínicas de pneumologia, infectologia) sem as devidas medidasde proteção. Existe uma série de procedimentos e protocolos que devem ser adotados quandohá ocorrência destes acidentes. A Instituição deverá ter seu protocolo especifico de acordocom as atividades desenvolvidas em suas clinicas e laboratórios. O Ministério do Trabalho, através da Portaria 3214 (de 8/6/1978), estabelece asNormas Regulamentadoras (NR). São aqui destacadas apenas as que enfocamprioritariamente a área de Biossegurança: • NR4 – A organização dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) tem a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador em seu local de trabalho; o dimensionamento dos SESMT, o número de funcionários e a graduação de risco (atividades de atenção à saúde tem risco 3); • NR5 – Regulamenta a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), que deverá manter contato estreito e permanente com o SESMT; 9
  10. 10. • NR6 – Regulamenta os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), conceituados como todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador no local de trabalho; • NR7 – Estabelece o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Refere-se à obrigatoriedade de exames médicos periódicos por ocasião de admissão, demissão, mudança de cargo/função ou setor e retorno às atividades, após afastamento por mais de 30 dias por motivo de saúde, inclusive gestação; • NR9 – Estabelece o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). São considerados riscos ambientais os agentes agressivos físicos, químicos e biológicos que possam trazer ou ocasionar danos à saúde do trabalhador em ambientes de trabalho, em função da natureza, concentração, intensidade e tempo de exposição ao agente. Estas duas importantes Normas Regulamentadoras – NR-7 e NR-9, que cuidamda saúde do funcionário e controle do ambiente, foram alteradas pela Portaria nº. 24 de29.12.94. • NR15 – Conceitua as atividades ou operações insalubres, assegurando ao trabalhador, nestes casos, remuneração adicional (incidente sobre o salário mínimo regional); • NR32 – Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde, entendendo-se como serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde, em qualquer nível de complexidade. Assim sendo, busca-se no desempenho das atividades clinicas - laboratoriais,aplicar todas as normas e legislações vigentes para o bom cumprimento das mesmas. Conhecer os riscos, quais os seus tipos, onde são maiores e estabelecer ummapeamento dos mesmos, é indispensável para podermos interceptá-los. Neste manual, faz-se referência aos perigos relativos de microrganismosinfecciosos, por grupos de risco (Grupos de Risco 1, 2, 3 e 4 da Organização Mundial daSaúde - OMS). Esta classificação só deve ser utilizada em trabalho laboratorial. A seguirdescrevem-se os grupos de risco. Classificação dos agentes biológicos (segundo NR32): Classe de risco 1: baixo risco individual para o trabalhador e para a coletividade,com baixa probabilidade de causar doença ao ser humano. 10
  11. 11. Classe de risco 2 : risco individual moderado para o trabalhador e com baixaprobabilidade de disseminação para a coletividade. Podem causar doenças ao ser humano,para as quais existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento. Classe de risco 3 : risco individual elevado para o trabalhador e comprobabilidade de disseminação para a coletividade. Podem causar doenças e infecçõesgraves ao ser humano, para as quais nem sempre existem meios eficazes de profilaxia outratamento. Classe de risco 4 : risco individual elevado para o trabalhador e comprobabilidade elevada de disseminação para a coletividade. Apresenta grande poder detransmissibilidade de um indivíduo a outro. Podem causar doenças graves ao ser humano,para as quais não existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento (NR32,Portaria n°.485 de 11.11.2005). Com referência a segurança nos laboratórios, utiliza-se o termo contenção aosmétodos de segurança utilizados na manipulação de materiais infecciosos em um meiolaboratorial onde estão sendo manejados ou contidos. A contenção objetiva reduzir oueliminar a exposição da equipe de um laboratório, de outras pessoas e do ambiente emgeral aos agentes potencialmente perigosos. Na contenção primária a proteção da equipe do laboratório e do meio de trabalhocontra exposição aos agentes infecciosos, é proporcionada por uma boa técnica demicrobiologia e pelo uso de equipamento de proteção adequado. As vacinas podem fornecerelevado nível de proteção individual. Na contenção secundária a proteção do meio ambiente externo ao laboratóriocontra exposição aos materiais infecciosos, é proporcionada pela combinação de um projetode instalações e das práticas operacionais. Assim sendo, os três elementos de contençãocompreendem a prática e a técnica laboratorial, o equipamento de segurança e o projeto dainstalação. A avaliação do risco de trabalho a ser realizado com um agente especifico,determinará a combinação adequada destes três elementos (BRASIL, 2000). 11
  12. 12. 4. BIOSSEGURANÇA INDIVIDUAL:4.1 – Normas de Biossegurança individual para acesso e permanência em laboratóriose clínicas da FACID (docentes, alunos de graduação, pós-graduação, bolsistas de iniciaçãocientifica, pesquisadores e funcionários). Terão acesso às clínicas e laboratórios da Instituição todos aqueles que estejamno desempenho de suas funções, no horário normal de expediente ou aqueles comautorização prévia. Nos horários fora do expediente normal e⁄ou fora do horário de aula, o acesso àsdependências dos laboratórios de saúde só será permitido mediante autorização emitidapelo pessoal da recepção e assinatura no livro de presença destacando identificação etempo de permanência no local. É proibida a permanência de pessoas estranhas ao serviço, nas áreas de riscodos laboratórios de ensino, pesquisa e clinicas. É proibido trabalhar sozinho nos laboratórios e clínicas em atividades queenvolvam elevados riscos de acidente. Os membros da Comissão de Biossegurança, no exercício de suas funções, têmacesso livre a todas as dependências dos laboratórios de saúde. É obrigatório o uso de jaleco fechado, longo, de mangas compridas comlogomarca da FACID sobre a roupa; é recomendado o uso de óculos de segurança, sapatosfechados e calça comprida nas atividades que envolvam riscos, realizados nos laboratóriosde ensino da FACID. Nas clinicas torna-se obrigatório o uso de jaleco com logomarca da FACID enome do curso. Os equipamentos de proteção individual têm o seu uso regulamentado peloMinistério Trabalho e Emprego, em sua Norma Regulamentadora n°.6 (NR n°.6). Esta normadefine que equipamento de proteção individual é todo dispositivo de uso individual,destinado a proteger a integridade física do trabalhador. Ela preconiza que a empresa estáobrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamento de proteção individualadequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintescircunstâncias: - sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ounão oferecerem completa proteção aos riscos de acidentes do trabalho e/ou doençasprofissionais; - enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas, paraatender a situações de emergência (BRASIL, 1994). 12
  13. 13. De acordo com a NR-32 de 16.11.05O empregador deve vedar: a) a utilização de pias de trabalho para fins diversos dos previstos; b) o ato de fumar, o uso de adornos e o manuseio de lentes de contato nos postos de trabalho; c) o consumo de alimentos e bebidas nos postos de trabalho; d) a guarda de alimentos em locais não destinados para este fim; e) o uso de calçados abertos.Vestuário: O equipamento e a roupa de proteção individual podem servir de barreira,minimizando o risco de exposição a aerossóis, salpicos e inoculação acidental. A roupa e oequipamento escolhido dependem da natureza do trabalho a ser realizado. Deve vestir-seroupa de proteção quando se trabalha no laboratório. Antes de sair do laboratório, deve tirar-se a roupa de proteção e lavar as mãos.Batas, jalecos e aventais de laboratório: Batas e jalecos devem ser de mangas compridas e fechadas atrás para darmelhor proteção, sendo preferidos nos laboratórios de microbiologia e quando se trabalhacom câmaras de segurança biológica. Quando necessário, podem usar-se aventais por cimadas batas, a fim de dar uma proteção adicional contra o derrame de produtos químicos oubiológicos, tais como sangue ou fluidos de culturas. Devem-se usar preferencialmente calças compridas, para melhor proteção daspernas. Como norma a ser instituída nas clínicas e laboratórios da FACID, os alunos,quando em atividades práticas, deverão trajar de manga comprida, de cor branca ou aventaldescartável que, ao término da atividade, deverá ser depositado no recipiente destinado aoarmazenamento de lixo infectante. Os docentes e funcionários deverão utilizar aventalbranco, com identificação no avental. 13
  14. 14. Sapatos: Os calçados indicados para o ambiente com sujeira orgânica são aquelesfechados de preferência impermeáveis (couro ou sintético). Evita-se os de tecido queumedecem e retém a sujeira. Escolha os calçados cômodos e do tipo anti-derrapante. Se olocal tiver muita umidade, como em lavanderias, usar botas de borracha. Devem ser de material não poroso e resistente para evitar lesões nos pés commaterial pérfuro-cortante, químicos ou contaminados.Gorro: Deve ser de uso obrigatório nas áreas de controle microbiológico, produção,manipulação e almoxarifado, devendo os cabelos estarem permanentemente presos na suatotalidade.Jóias e bijuterias: Brincos, anéis, pulseiras e colares podem servir de depósitos para agentesbiológicos e químicos, portanto não devem ser utilizados nas áreas laboratoriais.Maquiagem: Por conter glicerina, mica, titânio entre outros, pode liberar partículas que podemservir de veículo para propagação de agentes biológicos e químicos.Unhas: Devem ser curtas, bem cuidadas e não podem ultrapassar a ponta dos dedos.Preferencialmente sem conter esmalte, pois libera microfraturas.Óculos de proteção, óculos de segurança e viseiras de proteção facial. A escolha do equipamento para proteger os olhos e o rosto contra salpicos eimpactos de objetos depende da manobra a realizar. Óculos normais ou graduados podem ser fabricados com uma armação especialque permita inserir lentes na frente da armação, utilizando um material inquebrável 14
  15. 15. acompanhando o formato do rosto, ou ser equipados com proteções laterais (óculos desegurança). Os óculos de segurança não fornecem, porém uma proteção adequada contrasalpicos, mesmo quando acompanhados de proteção lateral. Nesse caso, devem utilizar-seóculos de proteção (tipo óculos de soldador) que protegem contra salpicos e impactos, usarpor cima dos óculos graduados ou lentes de contato (que não oferecem proteção contraperigos biológicos ou químicos). As viseiras de proteção facial são feitas de plástico inquebrável, ajustam-se aorosto e são seguras à cabeça por tiras ou por uma touca. Óculos de proteção, de segurança e viseiras não devem ser utilizados fora dolaboratório.Lentes de contato: Não manuseá-las nas áreas de trabalho. Em caso indispensável do ajuste dasmesmas, isto deverá ser feito após lavagem das mãos, fora do ambiente de atividadeprática.Respiradores: Ao realizar trabalhos de alto risco (por exemplo: limpeza de um derrame dematerial infeccioso) pode ser necessário utilizar material de proteção respiratória. A escolhado respirador depende do tipo de perigo(s). Existem respiradores com filtros permutáveis:proteção contra gazes, vapores, partículas e microrganismos; é imprescindível que o filtroescolhido corresponda ao tipo apropriado de respirador. Para assegurar a proteção ideal, orespirador deve ser instalado na face do operador e testado. Os respiradores auto-suficientes, com abastecimento de ar integral, asseguram uma proteção total. Deve solicitar-se o conselho de uma pessoa devidamente qualificada, por exemplo, um higienistaprofissional, para escolher o respirador adequado. As máscaras utilizadas em cirurgia foram concebidas para a proteção dosdoentes e não asseguram a proteção respiratória dos operadores. Alguns respiradoresdescartáveis (ISO 13.340.30) foram concebidos para assegurar a proteção contra aexposição a agentes biológicos. Os respiradores não devem ser utilizados fora das áreas laboratoriais. 15
  16. 16. Luvas: Durante certas manipulações laboratoriais pode ocorrer a contaminação dasmãos. Estas são igualmente vulneráveis a ferimentos causados por objetos cortantes. Notrabalho normal de laboratório e no manuseamento de agentes infecciosos, sangue e fluidoscorporais, usa-se geralmente luvas descartáveis de látex, vinil ou nitrila,microbiologicamente aprovados, semelhantes às utilizadas em cirurgia. Segundo a NR-32 32.2.4.3.2 O uso de luvas não substitui o processo de lavagem das mãos, o quedeve ocorrer, no mínimo, antes e depois do uso das mesmas. 32.2.4.4 Os trabalhadores com feridas ou lesões nos membros superiores sópodem iniciar suas atividades após avaliação médica obrigatória com emissão dedocumento de liberação para o trabalho. Devem tirar-se as luvas e lavar bem as mãos, após manusear materiaisinfecciosos, trabalhar em câmaras de segurança biológica e antes de sair do laboratório.Depois de utilizadas, as luvas descartáveis devem ser eliminadas com os resíduoslaboratoriais infectados. Reações alérgicas como dermatite e hipersensibilidade imediata têm sidoassinaladas em laboratórios e entre outros trabalhadores que utilizam luvas de látex,particularmente nas que contêm pó. Devem estar disponíveis alternativas às luvas de látexcom pó, como exemplo, as luvas de nitrila. Devem utilizar-se luvas de malha de aço inoxidável, sempre que existir aprobabilidade de exposição a instrumentos cortantes, como nas autópsias. Estas luvasprotegem contra cortes, mas não contra perfurações. Não devem utilizar-se luvas fora das áreas laboratoriais.INDICAÇÕES DA LAVAGEM DAS MÃOS Existe uma gama enorme de momentos, durante o trabalho, que a lavagem dasmãos está indicada. Mesmo que, durante os procedimentos, as luvas sejam utilizadas, apósa retirada das luvas as mãos devem ser lavadas. A luva irá proteger de uma contaminaçãogrosseira de matéria orgânica, porém amicroporosidade da luva, a sua fragilidade que ocasiona furos e a possível contaminação nasua retirada, indica que ocorreu contato de microrganismos na pele das mãos. Sendo assim,mesmo com o uso de luvas, as mãos devem ser lavadas após a sua retirada. Suasindicações são: 16
  17. 17. - após tocar fluidos, secreções e itens contaminados; - após a retirada das luvas; - antes de procedimentos no paciente; - entre contatos com pacientes; - entre procedimentos num mesmo paciente; - antes e depois de atos fisiológicos; - antes do preparo de soros e medicações. Para a realização da lavagem das mãos necessitamos das seguintes instalaçõesfísicas: - pia; - dispensador de solução degermante com acionamento automático ou por pedal, com uma rotina de limpeza semanal; - toalheiro com toalhas de papel ou ar quente (preferível); - torneira com abertura e fechamento automático, preferivelmente. Ao lavar as mãos estabelecer uma seqüência de esfregação das partes da mãocom maior concentração microbiana, que são: as pontas dos dedos, meio dos dedos epolegares. Veja a técnica da lavagem das mãos: - posicionar-se sem encostar na pia; - abrir a torneira; - passar a solução degermante nas mãos; - friccionar as mãos dando atenção às unhas, meio dos dedos, polegar, palmas e dorso das mãos (tempo aproximado de 15 segundos); - enxaguar as mãos deixando a torneira aberta; - enxugar as mãos com papel toalha ou jato de ar quente; - fechar a torneira com a mão protegida com papel toalha, caso não tenha fechamento automático. É importante lembrar que para melhor remoção da microbiota as mãos devemestar sem anéis e com as unhas curtas, caso contrário, uma carga microbiana ficará retidanestes locais sendo passíveis de proliferação e transmissão. Na lavagem rotineira das mãoso uso de sabão neutro é o suficiente para a remoção da sujeira, da microbiota transitória eparte da microbiota residente. 17
  18. 18. 4.2 - Normas de Biossegurança coletiva para desempenho de atividades. Os equipamentos de proteção coletiva são dispositivos utilizados no ambientelaboral com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos.Normalmente os EPCs envolvem facilidades para os processos industriais colaborando noaumento de produtividade e minimizando os efeitos de perdas em função de melhorias nosambientes de trabalho (BRASIL, 1994).Os EPCs devem: - ser do tipo adequado em relação ao risco que irão neutralizar; - depender o menos possível da atuação do homem para atender suas finalidades; - ser resistentes às agressividades de impactos, corrosão, desgastes, etc., a que estiverem sujeitos; - permitir serviços e acessórios como limpeza, lubrificação e manutenção; - não criar outros tipos de riscos, principalmente mecânicos como obstrução de passagens, cantos vivos, etc. (BRASIL, 1994). Todos os funcionários devem receber treinamento para uso destesequipamentos, que devem estar em locais de fácil acesso e sinalizados. Extintores de incêndio – poderão ser de água pressurizada, pó químico seco ougás carbônico. A área localizada logo abaixo deste equipamento, deve estar sinalizada edesobstruída. Chuveiro de emergência – deve estar localizado próximo a área laboratorial epossuir jato de água forte para remoção imediata de substâncias, reduzindo os danos aoprofessor, aluno ou técnico atingidos pelo agente nocivo. A alavanca de acionamento deveser de fácil alcance. Lava-olhos – sua instalação é próxima ao chuveiro ou as pias. Em caso deacidentes, o jato de água deve ser forte para remover a substância da mucosa ocular.Equipamentos complementares: Balde com areia ou substâncias absorventes granuladas - sempre que foremderramados sobre o piso ou sobre bancadas substâncias perigosas, deve-se jogar areia ouabsorvente granulado para impedir o escoamento. • Mantas ou cobertores; • botas de borracha; • baldes e esfregões; 18
  19. 19. • pinças para recolher cacos;• material para primeiros socorros;• toalhas felpudas. 19
  20. 20. 5. NORMAS E CONDUTAS NO AMBIENTE LABORATORIAL. O ambiente de laboratório deve ser projetado, dimensionado ou adequadodevidamente de modo a oferecer condições confortáveis e seguras de trabalho. As áreas detrabalho devem ser definidas com a finalidade de separar as de maior risco (manipulação deprodutos químicos e biológicos) daquelas que apresentam menor probabilidade deacidentes (áreas administrativas). As áreas do ambiente de laboratório devem ser adequadamente sinalizadas deforma a facilitar a orientação dos usuários; advertir quanto aos riscos existentes e restringir oacesso de pessoas não autorizadas (PIMENTA, 2003). As instalações laboratoriais designam-se por: Laboratório de base – Nível 1 de segurança biológica; Laboratório de base – Nível 2 de segurança biológica, Laboratório de confinamento – Nível 3 de segurança biológica, Laboratório de confinamento máximo – Nível 4 de segurança biológica. Estas designações baseiam-se num conjunto de características de concepção,estruturas de confinamento, equipamento, práticas e normas operacionais necessárias paratrabalhar com agentes de diversos grupos de risco (Anexo 1). Os líquidos biológicos e os sólidos que são manuseados nos laboratórios são,quase sempre, fonte de contaminação. Os cuidados que se devem ter para não havercontaminação cruzada dos materiais, não contaminar o pessoal do laboratório, da limpeza,os equipamentos, o meio ambiente através de aerossóis e os cuidados com o descartedestes materiais fazem parte das Boas Práticas em Laboratório Clinico (BPLC), seguindo asregras da Biossegurança. Para cada procedimento há uma regra já definida em Manuais,Resoluções, Normas ou Instruções Normativas. Nenhum laboratório clínico ou hospitalar dispõe de controle perfeito sobre asamostras que recebe; portanto, o pessoal de laboratório pode sofrer exposição ocasional einesperada a germes que pertencem a grupos de risco mais elevados. Esta possibilidadeprecisa ser considerada quando da adoção de planos e normas de segurança.Níveis de Biossegurança A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) normatizou os níveisde Biossegurança em NB-1, NB-2, NB-3 e NB-4, crescentes no maior grau de contenção ecomplexidade do nível de proteção. O nível de biossegurança de um experimento serádeterminado segundo o organismo de maior classe de risco envolvido no mesmo. Estãodefinidos nessa instrução normativa os ambientes, os equipamentos necessários, os 20
  21. 21. cuidados no manuseio e a eliminação final dos resíduos, assim como os microrganismosclassificados nos quatro níveis.NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA (NB-1) – Anexo 2 O Nível de Biossegurança 1 é adequado ao trabalho que envolva agentes bemcaracterizados e conhecidos por não provocarem doença em seres humanos e quepossuam mínimo risco ao pessoal do laboratório e ao meio ambiente. O laboratório não estáseparado das demais dependências do edifício. O trabalho é conduzido, em geral, embancada, com adoção das boas práticas laboratoriais (BPL). Equipamentos específicos deproteção ou características especiais de construção não são geralmente usados ouexigidos. O pessoal do laboratório deverá ter treinamento específico nos procedimentosrealizados no laboratório e deverão ser supervisionados por um cientista com treinamentoem microbiologia geral ou ciência correlata. Padrões e práticas especiais, equipamento de segurança e instalações quedeverão ser aplicados aos agentes designados ao Nível de Biossegurança 1:- Práticas Padrões em Microbiologia: • O acesso ao laboratório deverá ser limitado ou restrito de acordo com a definição do responsável pelo laboratório quando estiverem sendo realizados experimentos ou trabalhos com culturas e amostras. • As pessoas deverão lavar as mãos após o manuseio de materiais viáveis, após remoção das luvas e antes de saírem do laboratório. • Não é permitido comer, beber, fumar, manusear lentes de contato, aplicar cosméticos ou armazenar alimentos para consumo nas áreas de trabalho. As pessoas que usam lentes de contato em laboratórios deverão usar também óculos de proteção ou protetores faciais. Os alimentos deverão ser guardados fora das áreas de trabalho em armários ou geladeiras específicos para este fim. • É proibida a pipetagem com a boca; devem ser utilizados dispositivos mecânicos. • Devem ser instituídas normas para o manuseio de agulhas. • Todos os procedimentos devem ser realizados cuidadosamente a fim de minimizar a criação de borrifos ou aerossóis. • As superfícies de trabalho devem ser descontaminadas, pelo menos, uma vez ao dia e sempre depois de qualquer derramamento de material viável. 21
  22. 22. • Todas as culturas e outros resíduos deverão ser descontaminados antes de serem descartados através de um método aprovado como, por exemplo, esterilização por calor úmido (autoclave). Os materiais que forem ser descontaminados fora do laboratório deverão ser colocados em recipientes inquebráveis, à prova de vazamentos e hermeticamente fechados para serem transportados ao local desejado. Os materiais que forem enviados para descontaminação fora da instituição deverão também ser embalados de acordo com os regulamentos locais, estaduais e federais, antes de serem removidos das dependências do laboratório. • O símbolo de “Risco Biológico” deverá ser colocado na entrada do laboratório em qualquer momento em que o agente infeccioso estiver presente no local. Este sinal de alerta deverá indicar o agente manipulado e o nome e número do telefone do pesquisador. • Deve ser providenciado um programa rotineiro de controle de insetos e roedores.- Equipamento de Segurança (Barreiras Primárias) • Os equipamentos especiais de contenção, tais como as cabines de segurança biológica, não são geralmente exigidas para manipulações de agentes de classe de risco 1. • É recomendado o uso de jalecos, aventais ou uniformes próprios, para evitar a contaminação ou sujeira de vestimentas. • Recomenda-se o uso de luvas para os casos de rachaduras ou ferimentos na pele das mãos. Algumas alternativas como o uso de luvas de látex com talco deverão ser avaliadas. • Óculos protetores deverão ser usados na execução de procedimentos que produzam borrifos de microrganismos ou materiais perigosos.-Instalações Laboratoriais (Barreiras Secundárias) • Os laboratórios deverão possuir portas para controle do acesso • Cada laboratório deverá conter uma pia para lavagem das mãos. • O laboratório deve ser projetado de modo a permitir fácil limpeza. Carpetes e tapetes não são apropriados para laboratórios. • É recomendável que a superfície das bancadas seja impermeável à água e resistente ao calor moderado e aos solventes orgânicos, ácidos, álcalis e químicos usados para a descontaminação da superfície de trabalho e do equipamento. 22
  23. 23. • Os móveis do laboratório deverão ser capazes de suportar cargas e usos previstos. Os espaços entre as bancadas, cabines e equipamento deverão ser suficientes de modo a permitir fácil acesso para limpeza. • Se o laboratório possuir janelas que se abram para o exterior, estas deverão conter telas de proteção contra insetos.NÍVEIS DE BIOSSEGURANÇA 2 (NB-2) O Nível de Biossegurança 2 é semelhante ao nível de Biossegurança 1 e éadequado ao trabalho que envolva agentes de risco moderado para as pessoas e para omeio ambiente. Difere do NB-1 nos seguintes aspectos: (1) O pessoal de laboratório deveráter um treinamento especifico no manejo de agentes patogênicos e devem sersupervisionados por cientistas competentes; (2) O acesso ao laboratório deve ser limitadodurante os procedimentos operacionais; (3) Precauções externas serão tomadas em relaçãoa objetos cortantes infectados; e (4) Determinados procedimentos nos quais existapossibilidade de formação de aerossóis e borrifos infecciosos devem ser conduzidos emcabines de segurança biológica ou outros equipamentos de contenção física. Os seguintes padrões e práticas especiais, equipamentos de segurança einstalações são aplicáveis aos agentes designados para o nível de Biossegurança 2: • O acesso ao laboratório deverá ser limitado ou restrito de acordo com a definição do responsável pelo laboratório quando estiverem sendo realizados experimentos. • As pessoas devem lavar as mãos após a manipulação de materiais viáveis, após a remoção das luvas e antes de saírem do laboratório. • É proibido comer, beber, fumar, manusear lentes de contato, aplicar cosméticos nas áreas de trabalho. Os alimentos deverão ser guardados fora das áreas de trabalho em armários ou geladeiras específicos para este fim. • É proibida a pipetagem com a boca; devem ser utilizados dispositivos mecânicos. • Devem ser instituídas normas para o manuseio de agulhas. • Todos os procedimentos devem ser realizados cuidadosamente a fim de minimizar a criação de borrifos ou aerossóis. • As superfícies de trabalho devem ser descontaminadas com desinfetantes que sejam eficazes contra os agentes manipulados, ao final do trabalho ou no final do dia e após qualquer vazamento ou borrifada de material viável. 23
  24. 24. • Todas as culturas, colônias e outros resíduos deverão ser descontaminados antes de serem descartados através de um método de descontaminação aprovado como, por exemplo, esterilização pelo calor úmido (autoclave). Os materiais que forem ser descontaminados fora do próprio laboratório deverão ser colocados em recipientes inquebráveis, à prova de vazamentos e hermeticamente fechados para serem transportados ao local desejado. • Deve ser providenciado um programa rotineiro de controle de insetos e roedores.NÍVEIS DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB-3) As práticas, o equipamento de segurança, o planejamento e construção dasdependências são aplicáveis para laboratórios clínicos, de diagnósticos, laboratório escola,de pesquisa ou de produções. Nestes locais realiza-se o trabalho com agentes nativos ouexóticos que possuam um potencial de transmissão via respiratória e que podem causarinfecções sérias e potencialmente fatais. Os riscos primários causados aos trabalhadoresque lidam com estes agentes incluem a auto-inoculação, a ingestão e a exposição aosaerossóis infecciosos. No nível de Biossegurança 3, enfatizar mais as barreiras primárias e secundáriaspara proteger os funcionários de áreas contíguas, a comunidade e o meio ambiente contra aexposição aos aerossóis potencialmente infecciosos. Por exemplo, todas as manipulaçõeslaboratoriais deverão ser realizadas em uma CSB (Cabine de Segurança Biológica) ou emum outro equipamento de contenção como uma câmara hermética de geração de aerossóis.As barreiras secundárias para este nível incluem o acesso controlado ao laboratório esistemas de ventilação que minimizam a liberação de aerossóis infecciosos do laboratório(BRASIL, 2004).NÍVEIS DE BIOSSEGURANÇA 4 (NB-4) - Anexo 2 As práticas, o equipamento de segurança, o planejamento e construção dasdependências são aplicáveis para trabalhos que envolvam agentes exóticos perigosos querepresentam um alto risco por provocarem doenças fatais em indivíduos. Estes agentespodem ser transmitidos via aerossóis e até o momento não há nenhuma vacina ou terapiadisponível. Os agentes que possuem uma relação antigênica próxima ou idêntica aos dosagentes do nível de Biossegurança 4 também deverão ser manuseados neste nível. Os riscos primários aos trabalhadores que manuseiam agentes de Nível deBiossegurança 4 incluem a exposição respiratória aos aerossóis infecciosos, exposição damembrana mucosa e⁄ou da pele lesionada as gotículas infecciosas e a auto-inoculação.Todas as manipulações de materiais de diagnóstico potencialmente infecciosos, substâncias 24
  25. 25. isoladas e animais naturalmente ou experimentalmente infectados apresentam um alto riscode exposição e infecção aos funcionários de laboratório, a comunidade e ao meio ambiente. O completo isolamento dos trabalhadores de laboratórios em relação aosmateriais infecciosos aerossolizados é realizada primariamente em cabines de segurançabiológica Classe III ou com um macacão individual suprido com pressão de ar positivo. Ainstalação do Nível de Biossegurança 4 é geralmente construída em um prédio separado ouem uma zona completamente isolada com uma complexa e especializada ventilação esistemas de gerenciamento de lixo que evitem uma liberação de agentes viáveis no meioambiente (BRASIL, 2004). 25
  26. 26. 6. MANEJO DAS AMOSTRAS NO LABORATÓRIO6.1. Recipientes para as Amostras. Os recipientes utilizados para o armazenamento e transporte das amostras aolaboratório podem ser constituídos de diversos materiais, a saber: • Urina – frasco plástico (para E.A.S.); vidro âmbar com tampa plástica de rosca ou cortiça (para E.A.S. e ⁄ ou Urocultura); frascos plásticos estéreis, contendo ou não conservantes tipo acido bórico. • Fezes – frasco plástico munido de pequena pá (também plástica) para a manipulação da amostra, usados tanto para Exame Parasitológico de Fezes (EPF), quanto para Coprocultura; • Escarro – frasco plástico estéril, de boca larga, com tampa de rosca; • Líquidos biológicos (líquor, líquidos ascíticos, pleural, sinovial, pericárdico, sêmen, etc.); frascos de vidro estéreis com tampa de borracha e ⁄ ou com tampa plástica de rosca, com ou sem meio de cultura; • Secreções diversas: frascos de vidro estéreis com tampa plástica de rosca, com ou sem meio de cultura; • Sangue para realização de hemoculturas: frascos próprios.6.2. Transporte para o Laboratório. O transporte do material para o laboratório deve ser feito em recipientessecundários (caixas de papelão e caixas térmicas), contendo, preferencialmente, divisõesinternas, para que o material a ser examinado permaneça em pé. O transporte para o setor de microbiologia deve ser realizado em bandejasplásticas ou de aço inoxidável resistentes; também podem ser utilizadas caixas de papelãoresistente para este fim.6.3. Recebimento e estocagem das Amostras. As amostras recebidas para análise deverão ser separadas em uma parteespecífica da bancada e separadas de acordo com o tipo de exame a ser realizado. Nestaetapa, todos os cuidados necessários para se evitar contaminação do pessoal envolvido (etambém das amostras) devem ser rigorosamente seguidos. Os materiais a serem processados deverão ser analisados imediatamente ouestocados sob certas condições, caso necessário. Para a estocagem, deve-se seguir osseguintes critérios: • Urina para urocultura: estocagem em temperatura de 6-8°C por, no máximo, 2 (duas) horas antes da semeadura nos meios específicos; 26
  27. 27. • Fezes para coprocultura: estocagem em temperatura de 6-8°C por, no máximo, 3 (três) horas antes da semeadura nos meios específicos; • Secreções enviadas em preparações tipo Swab em meios de transporte: estocagem em temperatura ambiente (25°C) por, no máximo, 24 (vinte e quatro) horas antes da semeadura nos meios específicos; Os demais materiais a serem analisados não devem ser estocados, isto é, torna-se obrigatória sua análise imediata. 27
  28. 28. 7. NORMAS E CONDUTAS PARA O AMBIENTE CLÍNICO/LABORATORIAL7.1- Definição das Normas de Segurança e de Prevenção de Riscos Biológicos nosLaboratórios Todo pessoal de laboratório deve: • Conhecer as regras para o trabalho com agente patogênico; • Conhecer os riscos biológicos, químicos, radioativos, tóxicos e ergonômicos com os quais se tem contato no laboratório; • Ser treinado e aprender as precauções e procedimentos de biossegurança; • Seguir as regras de biossegurança; evitar trabalhar sozinho com material infeccioso: uma segunda pessoa deve estar acessível para auxiliar em caso de acidente; • Ser protegido por imunização apropriada quando disponível; • Manter o laboratório limpo e arrumado, devendo evitar o armazenamento de materiais não pertinentes ao trabalho do laboratório; • Limitar o acesso aos laboratórios, restringindo-o nos laboratórios de níveis de contenção 3 e 4. Não permitir crianças no laboratório. Esclarecer mulheres grávidas ou indivíduos imunocomprometidos que trabalham ou entram no laboratório quanto aos riscos biológicos; • Usar roupas protetoras de laboratório (uniformes, aventais, jalecos, máscaras) que devem estar disponíveis e ser usados inclusive por visitantes; • Usar luvas sempre que manusear material biológico. Luvas devem ser usadas em todos os procedimentos que envolverem o contato direto da pele com toxinas, sangue, materiais infecciosos ou animais infectados. Anéis ou outros adereços de mão que interferem com o uso da luva devem ser retirados. As luvas devem ser removidas com cuidado para evitar a formação de aerossóis e descontaminadas antes de serem descartadas. Trocar de luvas ao trocar de material. Não tocar o rosto com as luvas de trabalho. Não tocar com as luvas de trabalho em nada que possa ser manipulado sem proteção, tais como maçanetas, interruptores, etc.; • Usar sempre avental ou jaleco ao manipular material sabidamente ou potencialmente patogênico. Retirar o jaleco ou avental antes de sair do laboratório. Não usar sapatos abertos; • Utilizar protetores de face e/ou olhos quando necessário proteger-se de respingos, substâncias tóxicas, luz UV ou outras irradiações; 28
  29. 29. • Não aplicar cosméticos. Não retirar canetas ou qualquer outro instrumento do laboratório sem descontaminar antes. Não mastigar lápis/caneta e não roer as unhas; • Evitar o uso de lentes de contato. Se houver necessidade de usá-las, proteja os olhos com óculos de segurança. Cabelos compridos devem estar presos durante o trabalho. O uso de jóias ou bijouterias deve ser evitado; • Lavar as mãos sempre após manipulação com materiais sabidamente ou com suspeita de contaminação. Lavar as mãos sempre após remoção das luvas, do avental ou jaleco e antes de sair do laboratório; • Nunca pipetar com a boca. Usar pêra ou pipetador automático; • Restringir o uso de agulhas, seringas e outros objetos pérfuro-cortantes. Extremo cuidado deve ser tomado quando da manipulação de agulhas para evitar a autoinoculação e a produção de aerossóis durante o uso e descarte. Nunca tente recapear agulhas. As agulhas ou qualquer outro instrumento perfurante e/ou cortante devem ser desprezados em recipiente resistente, inquebrável, de abertura larga. Quando os recipientes estiverem cheios, devem ser autoclavados ou incinerados; • Não transitar nos corredores com material patogênico a não ser que esteja acondicionado conforme normas de biossegurança. • Não fumar, não comer, não beber no local de trabalho onde há qualquer agente patogênico. Não estocar comida ou bebida no laboratório; • Nunca usar vidraria quebrada ou trincada; • Descontaminar a superfície de trabalho. A descontaminação da bancada e dos materiais utilizados deve ser feita ao término do trabalho ou, no mínimo, diariamente; • Descontaminar todo material líquido ou sólido antes de reusar ou descartar. • Todos os procedimentos técnicos devem ser realizados com o mínimo de produção de aerossóis (BRASIL, FIOCRUZ, 1996).7.2 Técnicas para o uso de pipetas e de dispositivos auxiliares de pipetagem. 1. Sempre deverão ser utilizados dispositivos auxiliares para as pipetagens. O uso de pipetas com a boca é proibido. 2. Todas as pipetas de vidro devem possuir rolhas de algodão, com a finalidade de reduzir o risco de contaminação dos dispositivos de pipetagem e do operador. 29
  30. 30. 3. Os materiais infecciosos não devem ser misturados soprando e aspirando-se, alternadamente, através da pipeta.4. Os líquidos não devem ser eliminados das pipetas a força;5. A superfície da mesa de trabalho deve estar coberta por um pano ou papel absorvente embebido em desinfetante, com o objetivo de evitar a dispersão do material infeccioso, caso este caia acidentalmente da pipeta; o pano ou o papel utilizado devem ser autoclavados após o uso;6. Convém dar preferência as pipetas com graduação superior e inferior, visto que este tipo de pipeta não exige a eliminação da última gota; dar preferência também as pipetas automáticas (micropipetas) para volumes inferior a 1mL para se evitar risco de contaminação, tanto do material a ser investigado quanto do operador;7. As pipetas de vidro e as ponteiras (no caso de utilização de micropipetas automáticas) contaminadas devem ser mergulhadas por completo em um recipiente inquebrável contendo desinfetante apropriado (hipoclorito de sódio [com 5% de cloro ativo]: 50-100 mL⁄litro de água), por tempo não inferior a 12 horas; 30
  31. 31. 8. BOAS PRÁTICAS NO LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA Embora algumas das precauções descritas neste manual possam parecerdesnecessárias a alguns laboratórios, é desejável que sejam implementadas com objetivode treinamento dos funcionários, para o desempenho de técnica microbiológica segura. A prática correta destas técnicas é o fundamento da BIOSSEGURANÇA.Equipamentos de proteção individual complementam a função da prática microbiológicasegura, mas nunca a substituem. O cumprimento à risca das “regras” descritas abaixo deve ser estimulado pelaschefias competentes, visando sua incorporação mais ágil às rotinas de cada setor. 1. O símbolo internacional de biossegurança deve estar fixado na entrada dos laboratórios que manipulam microrganismos de risco 2 ou maior. 2. Os funcionários devem lavar suas mãos após manipular material infectante e antes de sair do laboratório. 3. Não pipetar com a boca. 4. Não fumar, comer, beber, mascar chicletes, guardar alimentos ou aplicar cosméticos dentro do laboratório. 5. Não lamber etiquetas ou colocar qualquer material na boca (p.ex. canetas). 6. Manter o laboratório limpo, organizado e livre de materiais não pertinentes ao trabalho ali desempenhado. 7. Desinfecção das bancadas de trabalho sempre que houver contaminação com material infectante e no final do dia, de acordo com as rotinas estabelecidas no manual de limpeza e desinfecção. 8. Todos os procedimentos técnicos devem ser realizados de modo a minimizar a formação de aerossol e gotículas. 9. Aventais devem ter seu uso restrito ao laboratório. Não devem ser usados em áreas não laboratoriais tais como áreas administrativas, biblioteca, cantina, etc. 10. Não usar sandálias. 11. Não guardar aventais em armários onde são guardadas roupas de rua. 12. Usar óculos de segurança, visores ou outros equipamentos de proteção sempre que houver risco de espirrar material infectante ou de contusão com algum objeto. 13. Não permitir a entrada de pessoas que desconheçam riscos potenciais de exposição, crianças e animais. Manter as portas do laboratório fechadas durante o trabalho. 31
  32. 32. 14. O uso de seringas e agulhas deve ser restrito às injeções parenterais e à coleta de sangue. Não usar para aspirar fluido de frascos. Pipetas devem estar disponíveis para tal fim.15. Usar luvas em todos os procedimentos com risco de exposição a material infectante. Não descartar luvas em lixeiras de áreas administrativas, banheiros, etc. Não atender ao telefone com luvas.16. Os acidentes com exposição do funcionário ou do ambiente a material infectante deve ser imediatamente comunicado à chefia. Esta, por sua vez, deverá encaminhar a notificação de acidente ao Grupo de Controle de Infecção (impresso disponível nas áreas) para as providências cabíveis. 32
  33. 33. 9. CONDUTAS BÁSICAS PARA PESQUISA ENVOLVENDO ANIMAIS Este documento não substitui cursos ou treinamento para o trabalho comanimais. Exige-se para este tipo de trabalho, que as pessoas sejam qualificadas. Qualquerdúvida ou problema em relação aos animais destinados a trabalhos de laboratório, procuraro professor responsável pelo biotério. O texto utilizou informações extraídas do “International Guiding Principles forBiomedical Reserch Involving Animals” Cimios, Suíça (1984) apud BRASIL, 1991.9.1 - Ética e Legislação A experimentação animal deve ser desenvolvida apenas após profundaconsideração de sua relevância para a saúde humana, animal e para o avanço doconhecimento científico. Os animais selecionados para uma experiência devem ser de uma espécieapropriada e apresentar boas condições de saúde, utilizando-se o número mínimonecessário para obter resultados confiáveis. Para tanto devem ser utilizados, sempre quepossível, estatística de pequenos números com auto-controle. Os procedimentos com animais, que possam causar dor ou angústia devem serdesenvolvidos com sedação, analgesia ou anestesia, sempre que possível. Osprocedimentos invasivos e drogas paralisantes nunca devem ser empregados sem aadministração de agentes anestésicos. Experiências crônicas nas quais haverá sobrevida pós-cirúrgica devem prevercuidados com assepsia e prevenção de infecções. Nas experiências cirúrgicas agudas oanimal deve ser mantido inconsciente durante toda a duração. Naquelas experiências que requerem a imobilização física e/ou privaçãoalimentar ou hídrica, deve ser dada atenção especial no sentido de minimizar o desconfortoou estresse e de manter as condições gerais de saúde. A imobilização deve ser mantida aum mínimo absolutamente necessário e ser precedida por um período de adaptação. Ao término da experiência, os animais devem ser sacrificados de maneiraadequada à espécie, à idade e ao número, de forma rápida e indolor. O uso de animais em procedimentos experimentais pressupõe a disponibilidadede alojamento que proporcione condições de vida adequadas às espécies. O transporte, a acomodação, a alimentação e os cuidados com os animaiscriados ou usados para fins biomédicos devem ser realizados por técnico qualificado sob asupervisão de um veterinário. As experiências devem ser realizadas ou diretamente supervisionadas porpessoas com níveis apropriados de experiência e treinamento para exercer procedimentos 33
  34. 34. em animais vivos. Deve-se criar condições para o treinamento de pessoal no local detrabalho, incluindo aspectos do trato e uso humanitário dos animais de laboratório. Extraído de “Princípios éticos na experimentação animal”, Colégio Brasileiro deExperimentação Animal. (COBEA), Brasil, 1991.9.2 - Condições do Biotério O Biotério pode ser uma pequena sala ou uma grande unidade com complexadivisão interna. Independente do tamanho, os objetivos são os mesmos e para mantê-los hánecessidades básicas que devem ser consideradas para garantir a boa qualidade detrabalho. Estas normas têm como diretriz evitar situações de contaminação que não sóconstituem perigo aos animais como também a saúde do homem. São elas: · paredes laváveis (tinta a óleo, epóxi) e não azulejadas, pois ranhuras não permitem uma boa limpeza. · no caso de haver janelas elas devem ter telas e os vidros pintados para que a luz solar não interfira na iluminação artificial. · forro lavável e com bom isolamento. · interruptores protegidos. · piso lavável e anti-derrapante (granilite). · cantos das paredes arredondados para evitar quinas que abrigam sujeira e contaminação, rodapé com 15cm de altura para evitar danificação das paredes por rodas de carrinhos. · as portas devem ser dimensionadas de forma a permitir a passagem de carrinhos. · não devem existir degraus. · não é permitido a entrada de pessoas estranhas ao trabalho.9.3 - Normas de trabalho Estas normas não substituem a necessidade de treinamento para trabalhos commicrorganismos. Os cuidados a serem tomados visam à higiene nos biotérios para evitar apropagação de doenças nos animais e no homem. Há muitos casos de zoonoses, infecçõestransmissíveis entre animais e o homem como, por exemplo, teníase, leptospirose, etc. Oscuidados a serem tomados são os seguintes: · é obrigatório lavar as mãos antes e depois do trabalho no biotério. · é obrigatório o uso de avental de algodão. Recomenda-se o uso de máscaras e luvas em determinados trabalhos e em trabalhos prolongados. Sempre que possível deve-se tomar um banho após o trabalho no biotério. A lavagem do 34
  35. 35. rosto e posterior uso de máscaras previne contaminações existentes que são carregadas pelo ar. · algumas regras que nos parecem à primeira vista, excessivamente rígidas, são fruto de observações e pesquisas no decorrer de muitos anos de criação e experimentação animal. O uso de bijuterias e jóias é proibido no biotério, porque não podem ser desinfectados continuamente. · Quanto aos cosméticos, também devem ter seu uso restrito, pois podem alojar microrganismos. Seu odor pode excitar e confundir os animais.9.4 - Descarte de animais Abaixo estão apresentados 3 métodos diferentes para o descarte de animais comsuas respectivas vantagens e limitações. · Lisofórmio - o animal de porte pequeno a médio é colocado em saco de plástico e tratado com lisofórmio. O saco é fechado e o material é descartado no lixo urbano. Este método só é bom para pequenos animais em que o clorofórmio penetra, sendo que animais de maior porte o processo de desinfecção é duvidoso, motivo pelo qual recomenda-se a incineração. · Autoclavação - serve para animais de pequeno e médio porte. O animal é envolvido em plástico e é autoclavado. O tempo a ser utilizado, está em função do volume do animal. A desvantagem do método é o odor desagradável que é produzido. · Incineração - animal de qualquer porte pode ser incinerado. Coloca-se o animal em saco plástico e queima-se no incinerador. A Universidade Federal do Piauí tem um incinerador em funcionamento. É necessário procurar o responsável para combinar a possibilidade de uso. Observação: animais contaminados com radioatividade devem ter seu descarteobedecendo às normas da Conselho Nacional de Energia Nuclear - CNEN. Em caso deanimais tratados com produtos tóxicos (por ex.: cancerígenos), deve-se avaliar apericulosidade da situação e organizar o descarte de acordo. 35
  36. 36. 10. SEGURANÇA EM RELAÇÃO A INCÊNDIO E ELETRICIDADE10.1 - IncêndioCUIDADOS PARA EVITAR · Assegurar o bom estado dos quadros da rede elétrica. · Assegurar o uso adequado das tomadas conforme recomendações especificadas no capítulo “normas básicas para uso de equipamento elétrico”. · Armazenamento dos bujões de gás em local bem ventilado fora do prédio. Tolera-se o uso de bujões de até 13 kg no interior do prédio em áreas seguras. · Solventes químicos não podem ser armazenados próximos a fornos, estufas e locais aquecidos. · Presença de vigilantes, câmeras de vigilância ou preferencialmente sensores de incêndio e/ou instalações de sprinkler ( chuveiro automático para extinção de incêncio) em todos os corredores da FACID. Embora esta não seja a realidade atual, este controle é essencial, visto que quando os acidentes ocorrem durante o expediente eles são mais facilmente controláveis, pois a atuação do pessoal é imediata. · Os laboratórios devem ser fechados adequadamente, porém, permitindo o acesso a brigada de incêndio, visto que o incêndio pode se alastrar e ameaçar a Instituição como um todo.EQUIPAMENTOS PARA CONTROLAR INCÊNDIOS Extintores de incêndio para produtos químicos (extintores PQS de pó),eletricidade (extintores de CO2) e para papéis (extintores de água pressurizada), deverãoestar sempre disponíveis. Em instalações que utilizam muito equipamento elétrico, deve-seter um maior número de extintores para eletricidade, enquanto em locais que contenhammuitos produtos químicos, deverão haver mais extintores PQS. Os dois podem ser utilizadosem ambos os casos, porém procurando sempre utilizar o mais adequado. · Os extintores devem estar dentro do prazo de validade e fixados em locais de fácil acesso, como por exemplo, nos corredores, especialmente em locais de maior periculosidade, havendo um extintor a cada 10 metros. Recomenda-se ainda a colocação de extintores dentro dos laboratórios que contenham muitos solventes ou equipamentos elétricos. 36
  37. 37. · Deverá haver à disposição, mangueiras com seus respectivos engates, as quais devem ser periodicamente vistoriadas quanto à integridade e funcionalidade.COMO PROCEDER EM CASO DE INCÊNDIO Notando indícios de incêndio (fumaça, cheiro de queimado, estalidos, etc.),aproxime-se a uma distância segura para ver o que está queimando e a extensão do fogo.Acione o alarme mais próximo disponível, bem como transmita o alerta ao Serviço deVigilância, Administração do Prédio e Corpo de Bombeiro (tel: 193). Caso não saiba combater o fogo, ou não puder dominá-lo, saia do local,fechando todas as portas e janelas atrás de si, mas sem trancá-las, desligando aeletricidade, alertando os demais ocupantes do andar e informando aos laboratórios vizinhosda ocorrência do incêndio. Não perca tempo tentando salvar objetos, salve sua vida. Mantenha-se vestido, pois a roupa protege o corpo contra o calor e adesidratação. Procure alcançar o térreo ou as saídas de emergência do prédio, sem correr,jamais use o elevador, pois a energia é normalmente cortada, e ele poderá ficar parado,sem contar que existe o risco dele abrir justamente no andar em chamas. OBS: É da responsabilidade de cada chefe de laboratório conhecer o armário eos disjuntores de suas instalações.CLASSES DE INCÊNDIOS COM SEUS RESPECTIVOS CONTROLES • Classe “A” - Materiais que queimam em superfície e em profundidade. Ex.: Madeira, papel, tecido. • Classe “B” - Os líquidos inflamáveis. Queimam na superfície. Ex.: Álcool, gasolina, querosene, • Classe “C” - Equipamentos elétricos e eletrônicos energizados. Ex.: Computadores, TV, motores, • Classe “D” - Materiais que requerem agentes extintores específicos. Ex.: Pó de zinco, Sódio, magnésio, 37
  38. 38. USO APROPRIADO DOS EXTINTORES DE INCÊNDIO • EXTINTOR DE ÁGUA PRESSURIZADA ÁGUA-GÁS Indicado com ótimo resultado para incêndios de Classe “A”. Contra indicado paraas Classes “B” e “C”. Modo de usar : Pressurizado: Rompa o lacre e aperte o gatilho, dirigindo o jato para a base dofogo. Água-gás: Este tipo possui uma pequena ampola de ar comprimido. Abra oregistro da ampola de gás e dirija o jato para a base do fogo. Processo de extinção: Resfriamento. • EXTINTOR DE ESPUMA Indicado com ótimo resultado para incêndios de classe “B” e com bom resultadopara a classe “A”. Contra indicado para a classe “C”. Modo de usar: Aproxime-se com segurança do líquido em chamas, inverta aposição do extintor (posicione-o de cabeça para baixo) e dirija o jato para um anteparo, demodo que a espuma gerada cubra o líquido como uma manta. Processo de extinção: Abafamento. Um processo secundário é o resfriamento(umidificação). • EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO SECO Indicado com ótimo resultado para incêndios de classe “C” e sem grandeeficiência para a classe “A”. Não possui contra-indicação. Modo de usar: Pressurizado: Rompa o lacre e aperte o gatilho, dirigindo o jato para base dofogo. Processo de extinção: Abafamento. • EXTINTOR DE GÁS CARBÔNICO Indicado para incêndios de classe “C” e sem grande eficiência para a classe “A”.Não possui contra indicação. Modo de usar: Rompa o lacre e aperte o gatilho, dirigindo o difusor para a basedo fogo. Não toque no difusor, pois com a passagem de gás por ele, ele poderá gelar eagarrar a pele ao ser tocado. Processo de extinção: Abafamento. 38
  39. 39. Obs.: Incêndios de classe “D” requerem extintores específicos podendo emalguns casos serem utilizados o de Gás Carbônico (CO2) ou pó químico seco (PQS). ATENÇÃO : Vapores podem ser a fonte de explosões e incêndios. Por exemplo,éter, utilizado para anestesiar e sacrificar animais, libera vapores potencialmente explosivos.Em laboratórios que costumam guardar na geladeira, carcaças de animais em formol,podem também ocorrer explosões, como conseqüência de faíscas geradas dentro dageladeira fechada. a) Fumaça inalada pode causar problemas graves e até fatais. b) Produtos de laboratório, são em muitos casos, inflamáveis e/ou explosivos. Eles podem agravar um incêndio de origem elétrica, tanto ao espalhar as chamas quanto ao provocar ferimentos por estilhaços. c) Incêndios podem ser gerados por reações químicas como, por exemplo, a neutralização de ácidos fortes por bases fortes. Recomenda-se que materiais passíveis de reagirem entre si, sejam guardados em armários separados..10.2 Normas básicas para uso de equipamentos elétricos • Verifique sempre a tensão da tomada na qual deseja ligar o seu equipamento e a voltagem/freqüência na qual o aparelho deve operar. • Antes de ligar, veja se o equipamento está realmente em condições de uso. Caso ocorra alguma alteração durante o seu uso, comunique imediatamente ao responsável e/ou coloque um aviso, em local visível, para servir de alerta a outros usuários do equipamento. • Em caso de dúvida quanto ao funcionamento de um equipamento, procure o responsável pelo mesmo. Tenha sempre em mãos os procedimentos básicos de operação do aparelho. É indispensável que o manual de uso esteja sempre à disposição. • Evite ligar mais de um aparelho por tomada. Solicite ao responsável pelo setor, a adequação da instalação elétrica para a quantidade de equipamentos utilizados. • Toda instalação elétrica tem um limite de capacidade em função do quadro de força e do tipo de fiação. Para fins práticos, a tabela abaixo permite identificar se a fiação usada na instalação de uma tomada é adequada para um determinado tipo de aparelho. 39
  40. 40. CORRENTE FIO MÁXIMA 14 AWG ( 2,08 mm² - 1,62 mm ) 15A 12 AWG ( 3,31 mm² - 2,05 mm ) 20A 10 AWG ( 5,26 mm² - 2,58 mm ) 30A 08 AWG ( 8,37 mm² - 3,26 mm ) 40A 06 AWG ( 13,30 mm² - 14,11 mm) 55A 04 AWG ( 21,15 mm² - 15,18 mm) 70A 02 AWG ( 33,63 mm² - 6,54 mm ) 95A• Ao término do expediente, verifique se todos os equipamentos foram desligados inclusive luzes e aparelhos de ar condicionado. Deixe ligado somente o que for realmente necessário. 40
  41. 41. 11. PROCESSAMENTO DE ARTIGOS E SUPERFÍCIES EM SERVIÇOS DESAÚDE11.1 Esterilização de artigos. A esterilização é o processo que visa destruir ou eliminar todas as formas de vidamicrobiana presentes, por meio de processos físicos ou químicos. Os processos de esterilização indicados são: a) Físicos: • Vapor saturado sob pressão (autoclave); • Ar quente (estufas); • Radiações (raios gama); • Filtração (soluções termolábeis – filtros e membranas) b) Químicos: • Líquidos (Soluções de glutaraldeído a 2%); • Gases (óxido de etileno). Destaca-se que os artigos metálicos deverão ser esterilizados por processo físicovisto serem termorresistentes. A esterilização química deve ser utilizada em artigostermossensíveis apenas quando não houver outro método que a substitua.PROCESSO FISICO.I – VAPOR SATURADO SOB PRESSAO. Realizado em autoclave, onde os microorganismos são destruídos pela açãocombinadada temperatura, pressão e umidade, que promove a termocoagulação e adesnaturação das proteínas. Atualmente, existem três tipos de autoclave disponíveis nomercado: • gravitacional: o ar é removido por gravidade, sendo que o ar frio, mais denso, tende a sair por um ralo colocado na parte inferior da câmara, quando o vapor é admitido. No Brasil, as autoclaves destinadas à Odontologia funcionam, em quase sua totalidade, pela forma de deslocamento por gravidade; • pré-vácuo: o ar é removido com o uso de bombas de vácuo, podendo ser um único pulso (alto vácuo) ou seguidas injeções e retiradas rápidas de vapor (pulsos de pressurização). • ciclo flash: recomendado para esterilização apenas em situações de uso imediato do artigo, seja acidentalmente contaminado durante um procedimento ou na ausência de artigo de reposição. 41
  42. 42. Os padrões de tempo, temperatura e pressão para esterilização pelo vaporvariam de acordo com o aparelho e encontram-se dentro de: 121° C a 127° C (1 atmpressão) por 15 a 30 minutos e 132° C a 134° C (2 atm pressão) por quatro a sete minutosde esterilização. O material, devidamente embalado, deve ser colocado na câmara da autoclavedesligada, não ultrapassando 2/3 de sua capacidade total e sem encostar-se às laterais,dispondo-se os pacotes de modo que o vapor possa circular livremente e atinja todas assuperfícies do material. Embalagens compostas por papel e filme devem ser colocadas como papel para baixo. Deve-se fechar o equipamento e selecionar o ciclo desejado, caso sejapossível. Após a conclusão do ciclo, deve-se abrir o equipamento e aguardar que atemperatura caia a 60º C para a retirada do material. Nesta etapa, o profissional deve utilizartodos os EPIs. Atualmente, a esterilização em estufas (calor seco) é recomendada pororganismos nacionais e internacionais apenas para óleos e pós na área médica e paraalguns tipos de brocas e alicates ortodônticos na Odontologia (CDC, 2003). Estasindicações se justificam pelo fato de o processo exigir longo período de tempo e altastemperaturas, podendo ocorrer falhas no processo de esterilização. Os equipamentos utilizados deverão estar sob rígido controle de verificação deeficácia de esterilização. Existem dois métodos de controle de qualidade: químico ebiológico. O método químico faz-se através do emprego de fitas indicadoras que têm a suacoloração modificada em determinadas faixas de temperatura, correspondentes àquelasindicadas para o processo de esterilização. O método biológico é realizado utilizando-seamostras de bactérias esporuladas (Bacillus stereatothermophilus e Bacillus subtilis)devidamente acondicionadas, que são colocados junto aos materiais a serem esterilizados,tendo sua viabilidade observada ao término do processo.11.2 Limpeza e desinfeccao de superfícies Preconiza-se a limpeza com água e sabão líquido - detergente de todas as áreashospitalares, e havendo presença de matéria orgânica na superfície inanimada, remove-se asujidade utilizando meios mecânicos, realiza-se a limpeza e na seqüência a desinfecçãocom a solução preconizada. Exemplo: hipoclorito de sódio a 1% ou solução cloro orgânico. → Limpeza concorrente: entende-se por limpeza concorrente a higienização diária de todas as áreas dos setores de saúde, com o objetivo da manutenção do asseio, reposição de materiais de consumo como: sabão líquido, papel toalha, papel higiênico, saco para lixo. Inclui: 42
  43. 43. • Limpeza de piso, remoção de poeira do mobiliário e peitoril, limpeza completa do sanitário; • Limpeza de todo o mobiliário da unidade (bancadas, mesa, cadeira), realizada pela equipe da unidade (ou pela equipe da higienização, quando devidamente orientada). A Limpeza Concorrente Inicia do local mais limpo para o local mais sujo ou dolocal menos contaminado de acordo com o “provável nível de sujidade ou contaminação”. 1º BALDE: Spray com detergente → 1º pano utilizado para limpeza. 2º BALDE: Água → enxágüe → 2º pano utilizado para remoção do detergente. 3º BALDE: Solução desinfetante → para desinfecção se necessário.MACAS E CADEIRAS: Materiais: Baldes, panos e solução apropriada. Técnica: • Embeber o pano em solução apropriada; • Esfregar a área a ser limpa sempre no mesmo sentido do mais limpo ao mais sujo; • Molhar o outro pano em água limpa (2º balde) e enxaguar; • Molhar com o 3º pano no álcool e aplicar na superfície, deixar secar; • Friccionar com o 4º pano por 15’’ em cada ponto; • Limpar e guardar o material. OBS: A limpeza de portas e paredes só será realizada se houver alguma sujidade; A limpeza das superfícies horizontais deve ser repetida durante o dia, pois háacúmulo de partículas existentes no ar ou pela movimentação de pessoas. → Limpeza terminal: entende-se por limpeza terminal a higienização completa das áreas de trabalho e, às vezes, a desinfecção para a diminuição da sujidade e redução da população microbiana. É realizada de acordo com uma rotina pré-estabelecida, habitualmente, uma vez por semana ou quando necessário. Além da limpeza da unidade, outros mobiliários e equipamentos que têm contato direto com o paciente também devem ser limpos sempre que utilizados (cadeira de rodas, maca e outros). 43

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