Manual de combate a incêndio e salvamento em aeródromos

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Manual de combate a incêndio e salvamento em aeródromos

  1. 1. 2007
  2. 2. Manual de Combate a Incêndio e Salvamento Aeronáutico do Corpo De Bombeiros Militar do Distrito Federal Elaborado pela comissão nomeada pelo Comandante-Geral do CBMDF, por meio doitem VII do Boletim Geral nº 174, de 14 de setembro de 2006. PRESIDENTE: MAJ QOBM/Comb. ROGÉRIO RIBEIRO ALVARENGA. MEMBROS: 1º TEN QOBM/ Comb. PAULO SILVANO DA SILVA CORDEIRO. 1º TEN QOBM/ Comb. EVERTON HENRIQUE DE PAULA NASCIMENTO. 2º TEN QOBM/ Comb. LUÍS CLÁUDIO DA FONSECA FRANCO. 1º SGT BM WALLACE VAZ DA SILVA. 1º SGT BM JOSÉ ZILMAR LEITÃO DE SANTANA. 2º SGT BM CLÁUDIO CAMPOS. 2º SGT BM DIÓGENES CRUZ REBOUÇAS.
  3. 3. SUMÁRIOIntrodução.......................................................................................................................................15Glossário de termos técnicos ..........................................................................................................171. A história da aviação ................................................................................................................32 1.1 Primeiros desenhos e teorias .................................................................................... 32 1.2 Planadores................................................................................................................. 33 1.3 Irmãos Wright........................................................................................................... 35 1.4 Alberto Santos Dumont ............................................................................................ 362. Atmosfera terrestre ...................................................................................................................383. Aerodinâmica ...........................................................................................................................38 3.1 Vento relativo ........................................................................................................... 39 3.2 Aerofólio................................................................................................................... 39 3.3 Forças aerodinâmicas ............................................................................................... 414. Aeronaves .................................................................................................................................44 4.1 O avião...................................................................................................................... 44 4.2 Fuselagem................................................................................................................. 45 4.3 Asa ............................................................................................................................ 45 4.4 Empenagem .............................................................................................................. 48 4.5 Trem de pouso .......................................................................................................... 49 4.6 Motores..................................................................................................................... 505. Classificação geral dos aerodinos.............................................................................................51 5.1 Quanto ao tipo .......................................................................................................... 51 5.2 Quanto ao número de lugares ................................................................................... 53 5.3 Quanto ao número de motores.................................................................................. 54 5.4 Quanto ao tipo de motor ........................................................................................... 54 5.5 Quanto ao número de planos (asas).......................................................................... 54
  4. 4. 6. O complexo aeroportuário........................................................................................................54 6.1 A INFRAERO .......................................................................................................... 55 6.2 Comunidade aeroportuária ....................................................................................... 55 6.3 A administração aeroportuária.................................................................................. 56 6.4 Principais instalações aeroportuárias........................................................................ 577. Sistema de contra incêndio do comando da aeronáutica ..........................................................59 7.1 Estrutura ................................................................................................................... 59 7.2 Órgãos integrantes .................................................................................................... 59 7.3 Compromissos com a aviação internacional ............................................................ 598. Controle de tráfego de aéreo (ATC).........................................................................................60 8.1 Noções sobre tráfego aéreo e comunicação.............................................................. 60 8.2 Aeronave em emergência ......................................................................................... 62 8.3 Auxílios à navegação aérea ...................................................................................... 63 8.4 Balizamento de pistas ............................................................................................... 64 8.5 Balizamento de emergência...................................................................................... 65 8.6 Comunicações........................................................................................................... 669. Serviços de salvamento e combate a incêndio em aeródromos (SESCINC)............................72 9.1 Atividades operacionais............................................................................................ 72 9.2 Área de atuação ........................................................................................................ 73 9.3 Equipamentos especiais (Carro contra Incêndio - CCI) ........................................... 74 9.4 Tempo resposta......................................................................................................... 77 9.5 Acionamento do SESCINC ...................................................................................... 77 9.6 Tipos de emergências ............................................................................................... 78 9.7 Informações do controle de tráfego aéreo ................................................................ 78 9.8 Planificação de emergência em aeroportos .............................................................. 79 9.9 Generalidades do plano de emergência .................................................................... 79 9.10 Setores de alerta....................................................................................................... 80 9.11 Mapa de grade ......................................................................................................... 80 9.12 Ponto de encontro .................................................................................................... 81 9.13 Área de equipamentos em prontidão ....................................................................... 81 9.14 Plano contra-incêndio de aeródromos ..................................................................... 82
  5. 5. 9.15 Níveis de proteção contra incêndio ......................................................................... 83 9.16 Determinação da categoria de aeronaves................................................................. 84 9.17 Determinação da categoria de helicópteros ............................................................. 85 9.18 Determinação da categoria dos aeródromos............................................................ 85 9.19 Agentes extintores ................................................................................................... 8510. Extinção de incêndio em aeronaves .........................................................................................89 10.1 Nos motores............................................................................................................. 89 10.2 Nas áreas de cabine (interior da fuselagem)............................................................ 94 10.3 Nos aparelhos de aquecimento e compartimentos de carga ................................... 95 10.4 Durante o abastecimento ......................................................................................... 96 10.5 Nos freios das rodas................................................................................................. 97 10.6 Em metais combustíveis .......................................................................................... 9711. Principais considerações operacionais .....................................................................................98 11.1 Evacuação e salvamento.......................................................................................... 98 11.2 Presença de incêndio na chegada dos bombeiros .................................................. 100 11.3 Aplicação de espuma ............................................................................................. 100 11.4 Acidentes sem incêndio ......................................................................................... 100 11.5 Planejamento e treinamento................................................................................... 101 11.6 Táticas operacionais generalizadas........................................................................ 103 11.7 Aproximação dos carros contra incêndios............................................................. 103 11.8 Proteção da fuselagem ........................................................................................... 104 11.9 Uso das linhas e esguichos .................................................................................... 104 11.10 Técnica de emprego da espuma AFFF ................................................................. 104 11.11 Acidentes em águas vizinhas................................................................................ 105 11.12 Acidentes envolvendo materiais radioativos ........................................................ 106 11.13 Interferência ou apoderamento ilícito................................................................... 107 11.14 Responsabilidades durante as emergências .......................................................... 10712. Comunicações.........................................................................................................................10813. Métodos básicos para acesso as aeronaves.............................................................................111 13.1 Áreas de corte ........................................................................................................ 11214. Principais zonas que constituem riscos de incêndios .............................................................113
  6. 6. 15. Exemplos de posicionamentos para extinção de incêndio em aeronaves...............................11416. Emergências em aeronaves militares......................................................................................116 16.1 Áreas de risco das aeronaves de combate.............................................................. 116 16.2 Fogo na seção traseira da fuselagem (escapamento do motor) ............................. 117 16.3 Procedimentos e ações de salvamento (Mirage – F 103) ...................................... 118 16.4 Procedimentos e ações de salvamento (Tucano - T 27) ........................................ 12317. Helicópteros............................................................................................................................125 17.1 Descrição e funcionamento ................................................................................... 125 17.2 Partes importantes de um helicóptero.................................................................... 125 17.3 Procedimentos de salvamento em helicópteros ..................................................... 126 17.4 Procedimentos e ações de salvamento (Bell 412) ................................................. 126 17.5 Procedimentos e ações de salvamento (Esquilo AS 355)...................................... 12918. Conservação de provas para investigação de acidentes .........................................................130 18.1 Caixa preta............................................................................................................. 131 18.2 Seleção e classificação de vítimas ......................................................................... 132 18.3 Tarjetas de identificação de vítimas ...................................................................... 13219. Áreas de atuação e controle de vítimas ..................................................................................134 Conclusão ...............................................................................................................................136 Referências bibliográficas ......................................................................................................137
  7. 7. ÍNDICE DE FIGURASFigura 1 – Protótipo do planador de Cayley.................................................................................. 34Figura 2 – Asa e sua aerodinâmica................................................................................................ 39Figura 3 – Tubo de diâmetro variável ........................................................................................... 40Figura 4 – Asa e pressão sobre a parte inferior ............................................................................. 41Figura 5 – Forças aerodinâmicas que atuam em um avião............................................................ 42Figura 6 – Estrutura da asa ............................................................................................................ 46Figura 7 – Empenagem de um avião ............................................................................................. 48Figura 8 – Tipos de empenagens ................................................................................................... 49Figura 9 – Configuração de um aeroporto..................................................................................... 58Figura 10 – Circuito de tráfego padrão.......................................................................................... 61Figura 11 – Carta aeroviária .......................................................................................................... 62Figura 12 – Aeronave em emergência........................................................................................... 63Figura 13 – Auxílios de navegação aérea em aeródromo.............................................................. 64Figura 14 – Balizamento de pista .................................................................................................. 65Figura 15 – Balizamento de emergência com veículos ................................................................. 66Figura 16 – Mapa de grade do aeroporto de Brasília .................................................................... 81Figura 17 – Zonas de perigo .......................................................................................................... 92Figura 18 – Principais zonas que constituem riscos de incêndios em uma aeronave.................. 113Figura 19 – Posicionamento para extinção de incêndio em aeronave......................................... 114Figura 20 – Posicionamento para extinção de incêndio em aeronave......................................... 114Figura 21 – Posicionamento para extinção de incêndio em aeronave......................................... 115Figura 22 – Posicionamento para extinção de incêndio em aeronave......................................... 115Figura 23 – Áreas de risco em aeronaves do tipo caça................................................................ 117Figura 24 – Partes importantes de um helicóptero ...................................................................... 125Figura 25 – Tarjeta de identificação de vítimas .......................................................................... 133Figura 26 – Áreas de atuação e controle de vítimas .................................................................... 134
  8. 8. ÍNDICE DE FOTOSFoto 1 – Flyer ................................................................................................................................ 35Foto 2 – 14 bis ............................................................................................................................... 36Foto 3 – Fuselagem de um avião ................................................................................................... 45Foto 4 – Partes móveis da asa........................................................................................................ 47Foto 5 – Litoplano ou aeronave terrestre....................................................................................... 51Foto 6 – Hidroavião....................................................................................................................... 51Foto 7 – Anfíbio ............................................................................................................................ 52Foto 8 – Planador........................................................................................................................... 52Foto 9 – Helicóptero ...................................................................................................................... 53Foto 10 – Biruta............................................................................................................................. 61Foto 11 – Pilones de balizamento.................................................................................................. 65Foto 12 – Kit de emergência ......................................................................................................... 66Foto 13 – Imagem de satélite do aeroporto de Brasília ................................................................. 73Foto 14 – Ataque rápido (AR)....................................................................................................... 75Foto 15 – Ataque principal (AP) ................................................................................................... 75Foto 16 – Ataque principal (AP) ................................................................................................... 76Foto 17 – Motores ......................................................................................................................... 89Foto 18 – Área para aplicação de agentes extintores (motor a turbina) ........................................ 90Foto 19 – Área para aplicação de agentes extintores (motor convencional/turbo-hélice)............. 91Foto 20 – Áreas de cabine e interior da fuselagem ....................................................................... 94Foto 21 – Aparelhos de aquecimento ............................................................................................ 95Foto 22 – Compartimentos de carga.............................................................................................. 96Foto 23 – Abastecimento de aeronave em solo ............................................................................. 96Foto 24 – Carregar mangueiras ................................................................................................... 109Foto 25 – Acelerado .................................................................................................................... 109Foto 26 – Atenção canhão ........................................................................................................... 109Foto 27 – Usar canhão ................................................................................................................. 109Foto 28 – Aumentar pressão........................................................................................................ 109Foto 29 – Diminuir pressão ......................................................................................................... 109Foto 30 – Cortar canhão .............................................................................................................. 110Foto 31 – Fechar água da linha.................................................................................................... 110
  9. 9. Foto 32 – Cessar operação........................................................................................................... 110Foto 33 – Reunir .......................................................................................................................... 110Foto 34 – Tipos de abertura de portas ......................................................................................... 111Foto 35 – Áreas de corte em uma aeronave................................................................................. 112Foto 36 – Caça Mirage F-103...................................................................................................... 118Foto 37 – Abertura do canopi (monoplace)................................................................................. 119Foto 38 – Destravamento pirotécnico.......................................................................................... 119Foto 39 – Comando elétrico da abertura do canopi (biplace)...................................................... 120Foto 40 – Tucano T 27 ................................................................................................................ 123Foto 41 – Alavanca de abertura do canopi no Tucano - T 27 ..................................................... 124Foto 42 – Abertura de emergência do canopi no Tucano - T 27 ................................................. 124Foto 43 – Helicóptero Bell 412 ................................................................................................... 127Foto 44 – Abertura de porta......................................................................................................... 127Foto 45 – Alavanca do coletivo................................................................................................... 127Foto 46 – Punho de alijamento da porta ...................................................................................... 127Foto 47 – Chaves do corte de combustível.................................................................................. 127Foto 48 – Corte dos geradores e baterias..................................................................................... 127Foto 49 – Alavanca do freio do rotor .......................................................................................... 128Foto 50 – Painel do radar............................................................................................................. 128Foto 51 – Botão de desligamento do radar .................................................................................. 128Foto 52 – Procedimentos de emergência no interior do helicóptero Esquilo AS 355................. 129
  10. 10. ÍNDICE DE TABELASTabela 1 – Componentes da comunidade aeroportuária................................................................ 55Tabela 2 – Componentes da comunidade aeroportuária............................................................................. 56Tabela 3 – Códigos da pistola de sinais luminosos...................................................................................... 67Tabela 4 – Alfabeto fonético (letras)............................................................................................. 68Tabela 5 – Alfabeto fonético (números)........................................................................................ 68Tabela 6 – Pronúncia dos números................................................................................................ 69Tabela 7 – Pronúncia dos números com decimais......................................................................... 69Tabela 8 – Pronúncia das horas ..................................................................................................... 70Tabela 9 – Pronúncia das horas UTC ou hora “Z” ........................................................................ 70Tabela 10 – Escalas de legibilidade - identificação....................................................................... 70Tabela 11 – Escala de legibilidade - emissão ................................................................................ 71Tabela 12 – Tipos de carros contra incêndio................................................................................. 76Tabela 13 – Determinação da categoria de aeronaves................................................................... 84Tabela 14 – Determinação da categoria de helicópteros ............................................................... 85Tabela 15 – Quantidades mínimas de agentes extintores por categoria (aeródromo) ................... 87Tabela 16 – Quantidades mínimas de agentes extintores por categoria (heliponto) ..................... 87Tabela 17 – Quantidades mínimas de agentes extintores por categoria (heliponto elevado)....... 88
  11. 11. 13SIGLAS E ABREVIATURASALS - Sistema de Luzes de AproximaçãoAPU - Unidade Auxiliar de ForçaARP – Ataque Rápido de Pó (viatura)ASR - Radar de Vigilância de AeroportoATC - Controle de Tráfego AéreoCCES - Centro de Controle de Emergência e SegurançaCCI – Carro contra IncêndioCINDACTA - Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego AéreoCOE – Centro de Operações e EmergênciaCOM - ComunicaçõesCOpM - Centro de Operações MilitaresCTA - Área de ControleCTR - Zona de ControleCVE – Corpo Voluntário de EmergênciaDEPV - Diretoria de Eletrônica e Proteção ao VôoDME - Equipamento Rádio TelemétricoIAC - Carta de Aproximação e de Pouso por InstrumentosICA - Instrução do Comando da AeronáuticaIFR - Regras de Vôo por InstrumentosILS - Sistema de Pouso por InstrumentosIMA - Instrução do Ministério da AeronáuticaLGE – Líquido Gerador de EspumaMDA - Altitude Mínima de DescidaNDB - Radiofarol não-DirecionalNFPA - National Fire Protection AssociationOCSISCON - Órgão Central do Sistema de contra IncêndioOACI - Organização de Aviação Civil InternacionalPAR - Radar de Aproximação de Precisão
  12. 12. 14PAPI - Indicador de Trajetória de Aproximação de PrecisãoPCM – Posto de Comando MóvelPLEM – Plano de EmergênciaPQ – Pó QuímicoSAR - Busca e SalvamentoSCI – Seção contra IncêndioSESCINC – Serviço de Salvamento e contra IncêndioSRPV - Serviço Regional de Proteção ao VôoSSR - Radar Secundário de VigilânciaTWR - Torre de Controle de AeródromoUTC - Tempo Universal CoordenadoVASIS - Sistema Visual Indicador de Rampa de AproximaçãoVOR - Radiofarol Onidirecional em VHF
  13. 13. 15INTRODUÇÃO As grandes descobertas, invenções e a evolução de importantes instituiçõesocorreram, em sua maior parte, a partir das necessidades e expectativas do ser humano de sersempre mais forte, eficiente e capaz de superar as adversidades impostas pela natureza e pelopróprio desenvolvimento tecnológico. Com esse objetivo ocorreu a criação do Corpo deBombeiros da Corte, movida por uma série de incêndios no Rio de Janeiro. Esta centenária corporação passou por gradativas evoluções. Essas evoluções foramininterruptas, porém pouco ou quase nada se ouviu falar de inovações na área do combate aincêndio e salvamento em aeródromo. Até o presente momento ainda não havia um manual decombate a incêndio e salvamento em aeródromo, para que pudesse ser utilizado como fonte depesquisa, formação e padronização de procedimentos nessa área. Apesar da ocorrência dediversos cursos e de um número razoável de oficiais e praças com a devida especialização,capazes de atuar no combate a incêndio e salvamento em aeródromo, trabalhando de formaespecífica e eficiente, não tínhamos uma fonte única de conhecimentos. Sabendo que é de fundamental importância, uma fonte de consulta e referência paraque os bombeiros desenvolvam um serviço de excelência, durante o atendimento à comunidadede forma eficaz, sentimo-nos responsáveis pelo desenvolvimento de um manual de combate aincêndio e salvamento em aeródromo da Corporação. Neste manual, abordaremos assuntos desde os primeiros pensamentos aeronáuticos atéo desenvolvimento de socorro em caso de grandes acidentes, atentando para as particularidadesque envolvem cada tipo de aeronave, a complexa organização de um aeroporto e tambémprocedimentos a serem adotados mesmo antes do acidente consumar-se. A situação em um acidente aeronáutico é totalmente adversa aos princípios econceitos que adquirimos na vida como bombeiros, em alguns momentos – mesmo dotados decapacidade física, técnica e materiais em abundância – não conseguimos reverter uma situação deperigo. O salvamento em acidentes aeronáuticos reclama total brevidade no seu atendimento,maior até do que estamos acostumados. Os procedimentos a serem executados são detalhados deforma específica e necessitam de total atenção para cada tipo de aeronave.
  14. 14. 16 Há uma grande preocupação com abordagens a aeronaves militares armadas ehelicópteros, pois é iminente e constante o perigo. Mesmo atentando para todos os detalhes destemanual, é necessário um aprimoramento nesta área, pois essas aeronaves são muito precisas esensíveis, o que dificulta a ação dos bombeiros. Se o acidente é inevitável, resta-nos o dever de trabalharmos bem, finalizando ocombate a incêndio e o salvamento cuidando para que a cena do acidente seja preservada, a fimde que as investigações e perícias sirvam para solucionar e evitar novos acidentes. Por fim, a seguinte frase de um controlador de vôo, momentos antes de um pouso deaeronave em emergência no Aeroporto Internacional de Brasília, sinaliza a importância erelevância de nossa atuação nesses momentos: “Atenção equipe de bombeiros, aeronave em emergência na reta final, agora é comvocês, que Deus nos ajude”.
  15. 15. 17GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOSAcrobacia aérea - Qualquer evolução aérea, controlada do avião e que altere completamentesuas condições normais de vôo.Aerobote – Hidroavião ou anfíbio cuja própria fuselagem exerce as funções de flutuador.Aeroclube - Clube de aviação civil incumbido de promover e controlar a aviação de turismo oudesporto em certo local.Aerodinos - Categoria de aeronaves que se sustentam no espaço pela reação do ar.Aeródromo - Área definida sobre terra ou água, destinada à chegada, partida e movimentação deaeronaves.Aeródromo categorizado – aquele classificado pela OACI, dentro das categorias requeridas deum a dez, conforme o risco de incêndio peculiar às operações de aeronaves regulares que neleoperem.Aeródromo de alternativa - Aeródromo especificado no plano de vôo, para o qual umaaeronave poderá prosseguir no caso de se tornar desaconselhável o pouso no aeródromo dedestino.Aeródromo impraticável - Aeródromo cuja operacionalidade das pistas fica prejudicada devidoà condição anormal (aeronave acidentada na pista, pista alagada, piso em mau estado etc.),determinando a suspensão das operações de pouso e decolagem.Aeródromo interditado - Aeródromo cujas condições de segurança (chegada e saída deaeronave presidencial, operações militares, ordens internas etc.) determinam a suspensão dasoperações de pouso e decolagem.Aeromodelismo - Arte de construir e fazer voar aviões em miniatura.Aeromodelo - Miniatura de avião, construída para voar para fins de estudo, fins decorativos,lazer ou desportivo.Aeronáutica - Ciência ou arte de navegar no espaço em aparelhos mais leves ou mais pesadosque o ar. Náutica é a arte de navegar.
  16. 16. 18Aeronave - Designação genérica dos aparelhos que fazem navegação aérea e têm necessidade,ou, pelo menos, possibilidade de ocupação humana. Essa definição exclui certos aeróstatos(balões-sonda, balões juninos, etc.) e certos aeródinos (aeromodelos, pipas, etc.) que não têmpossibilidade de ocupação humana.Aeronave em emergência - Toda aeronave que se encontra em situação de perigo latente ouiminente.Aeronave extraviada - Toda aeronave que se desviou consideravelmente da rota prevista ou quetenha notificado que desconhece sua posição.Aeronave regular - Aeronave, exceto aquelas de asas rotativas, que nos três meses consecutivosde maior movimentação no ano, realiza, no mínimo, uma freqüência semanal no aeródromo,caracterizando, desta forma, dois movimentos semanais no período.Aeroplano – Avião.Aeroporto - Aeródromo público, dotado de instalações e facilidades para apoio a operações deaeronaves e de embarque e desembarque de pessoas e cargas.Aeroporto internacional - Aeroporto caracterizado como porta de entrada e saída do tráfegoaéreo internacional, onde são satisfeitas formalidades alfandegárias, de polícia, de saúde pública edemais serviços análogos.Aeroporto nacional - Aeroporto com características adequadas às operações da aviaçãodoméstica.Aeróstato - Categoria de aeronaves que se mantêm no ar por flutuação.Aerovia - Área de controle, ou parte dela, disposta em forma de corredor provida de auxílios-rádio à navegação.Aileron - Superfície primária de comando que integra o bordo de fuga das asas e cuja função é ade romper a estabilidade lateral própria do avião, em torno do eixo longitudinal.Alcance - Distância máxima de vôo sem reabastecer.Altitude - Distância vertical de um nível, um ponto ou objeto considerado como ponto e o nívelmédio do mar.Altitude de transição - Altitude na qual ou abaixo da qual a posição vertical de uma aeronave écontrolada por referência a altitudes.Altura - Distância vertical a um ponto ou objeto considerado como referência.Amaragem - Pouso na água.
  17. 17. 19Amerissagem - O mesmo que amaragem ou aquatizagem.Amortecedor - Dispositivo usado no trem de pouso para reduzir os choques transmitidos àfuselagem nas aterrissagens e rolagens.Anfíbio - Aeronave com capacidade de decolar e pousar em superfícies sólidas ou líquidas.Antiaéreo - Tudo aquilo que é empregado na defesa contra incursões da arma aérea.Aproximação - Fase do pouso que sucede à tomada de campo e precede o pouso propriamentedito.Área de movimento - Parte do aeródromo destinada ao pouso, decolagem e táxi de aeronaves eestá integrada pela área de manobras e os pátios.Área de pouso - Parte de uma área de movimentos que está destinada ao pouso ou decolagem.Asa dobradiça - Asa que dobra a sua seção lateral. São usadas por aeronaves de porta-aviões ouplanadores.Asa elástica - Asa flexível que amortece o efeito do ar revolto, provocador de uma trepidaçãoinsuportável em asas rígidas a 800 km/h.Asa voadora - Avião sem empenagem, cujas superfícies de comando e de estabilidade sãoincorporadas às próprias asas.Astronáutica - Arte de navegar no espaço sideral.Atacar o motor - O mesmo que acelerar o motor.Aterragem - Ato de pousar com uma aeronave em uma área aterrada, asfaltada, gramada, etc.Aterragem forçada - Aterragem executada sob circunstâncias que exijam o retorno do avião aosolo sem delongas.Autonomia - Máximo de horas a voar sem reabastecer.Aviação - Ciência ou arte de navegar no espaço em aviões.Aviação doméstica - Aviação caracterizada pelas operações de tráfego aéreo não internacional.Aviação geral - Todas as operações de aviação civil que não sejam serviços aéreos regulares nemoperações não-regulares de transporte aéreo por remuneração ou arrendamento.
  18. 18. 20Aviação regular - Aviação caracterizada por operações de caráter periódico das aeronavespertencentes aos transportadores aéreos, com o objetivo de explorar as linhas que foramestabelecidas e aprovadas por autoridade competente.Azimute - é a posição angular ou rumo, num plano horizontal medido de 0º a 360°, a partir donorte verdadeiro ou magnético, até um objetivo, no sentido horário.Balão sonda - Pequeno balão para pesquisas meteorológicas. É um aeróstato.Banco de prova - Estrutura reforçada sobre a qual se fixa um motor, na oficina, para submetê-loa experiências de funcionamento.Bequilha - Roda traseira do avião que possui trem de pouso convencional. Serve para facilitar ocomando direcional do avião durante a rolagem. É também a roda dianteira dos aviões com tremde pouso tipo triciclo.Berço do motor - Armação metálica de grande resistência sobre a qual é instalado o motor.Biruta - Cone de pano, truncado, que é instalado na extremidade de um mastro para fornecerindicações sobre a direção do vento.Bordo (estar a) - Situação de alguém ou alguma coisa que esteja no interior de uma aeronave.Bordo de ataque - Parte dianteira da superfície de um aerofólio. Geralmente é arredondado.Bordo de fuga - Parte traseira da superfície de um aerofólio, geralmente é afilada.Cabina - compartimento fechado, lotado inteiramente no corpo da fuselagem, com relativavisibilidade e mais conforto que a nacele.Cabo de comando - Cabo de aço flexível que estabelece a articulação das superfícies de controledo avião com as alavancas de comando.Cabrar - Elevar o nariz do avião para uma posição acima da linha de vôo. Faz-se puxando omanche.Calço - Peça de madeira ou metal empregada para imobilizar as rodas do avião no solo. O aviãoestá nos calços quer dizer, tem os calços colocados nas rodas.Camuflagem - Pintura que se faz em uma aeronave a fim de dificultar a sua localização emdeterminadas missões de guerra.
  19. 19. 21Capotagem - Acidente ocorrido com o avião por efeito de um travamento brusco das rodas nosolo, durante uma corrida. O avião gira em torno do nariz, que se apóia no terreno, acabando porficar de dorso com as rodas para cima.Características de fabricação - Dados exclusivos da fabricação de uma aeronave que permitem,geralmente, o seu reconhecimento. Relativos aos tipos de fuselagem, asa, empenagem, trem depouso, etc. Inclusive ainda as dimensões (envergadura, comprimento, altura), tipos de motor,hélices, etc.Características operacionais - Dados relativos a tudo que uma aeronave pode realizar em suasoperações aéreas. Relativo à carga, velocidade, munição, raio de ação, teto de serviço, etc.Carenagem - Peça, geralmente de metal, cujo feitio obedece, sempre que possível, à formafuselada. Atenua a resistência ao avanço, sendo de fácil remoção para facilitar os trabalhos demanutenção.Carga útil - Diferença entre o peso bruto e o peso vazio do avião. É representada pelo peso doconjunto: combustível, óleo, tripulação, passageiros, bagagens, etc.Catapulta - Engenho existente em alguns navios de guerra, que lança aviões ao espaço.Cauda pesada - Expressão que designa o avião, cuja cauda tende a abaixar sempre que ocomando longitudinal é abandonado em vôo normal.Cavalo-de-pau - Efeito causado pela mudança de direção do avião no solo independente davontade do piloto.Célula - Conjunto de todos os elementos que compõem um avião, exceto o grupo moto-propulsor(motor e hélice).Centro de gravidade - Ponto onde todo peso de um corpo é considerado como concentrado.Circuito de tráfego de aeródromo - Trajetória específica que deve ser seguida pelas aeronavesque evoluem nas imediações de um aeródromo.Comandante - O chefe da tripulação de uma aeronave, cuja responsabilidade decorre toda aatividade a bordo.Comandos - Conjunto de alavancas, cabos de aço e aerofólios empregados na função de governodo avião.
  20. 20. 22Compensador - Superfície secundária, existente no bordo de fuga dos lemes, ailerons eprofundor do avião com dois objetivos distintos, de acordo com o tipo: uns aliviam os esforçosdo piloto para acionar os lemes e outros corrigem tendências provocadas por causas internas, eque desequilibram o avião.Controle remoto - Controle efetuado a distância, geralmente, por meio de dispositivos eletro-eletrônicos.Co-piloto - Membro da tripulação de um avião, cuja função a bordo consiste em auxiliardiretamente o comandante na condução do aparelho e substituí-lo eventualmente.Corrosão - Designação genérica da decomposição dos metais motivada pela ação de agentesexteriores (umidade, terra, pó, água, etc.).Curva - Mudança de direção na trajetória do avião.Curva base - Curva executada pela aeronave durante a aproximação inicial, entre o término doafastamento e o início da aproximação intermediária ou final. Os rumos não são recíprocos.Decolagem - Conjunto de operações executado pelo avião para deixar o solo.Deriva - Estabilizador vertical, aerofólio fixo, localizado na parte dianteira da empenagemvertical, cuja principal finalidade é a manutenção de duas estabilidades próprias do avião:direcional e lateral.Derrapagem - Deslocamento lateral que sofre o avião para o exterior das curvas, por efeito daação da força centrífuga. Surge pela inclinação defeituosa nas curvas.Desvio de rota - Distância em um dado instante entre a rota seguida pelo avião e a rotapreviamente traçada.Dirigível - (Zepelim) - Balão de forma fuselada com motores e lemes.Dorso - Superfície superior do aerofólio. Cambra superior ou face dorsal.Duplo - (dar um) - Ministrar uma aula prática de pilotagem; instruir alguém sobre determinadoassunto.Duplo comando - (avião de) - Aviões cujos dispositivos de comando podem ser manobrados,indistintamente por dois indivíduos.Empenagem - Conjunto de superfícies, montadas na parte traseira da fuselagem (cauda doavião), cuja finalidade é estabilizar e governar o avião durante o vôo.Envergadura - Distância de ponta a ponta da asa. Mesmo que a superfície sustentadora consistade duas partes separadas pela fuselagem, a designação permanece.
  21. 21. 23Equipagem - Tripulação de um avião militar.Estabilizador horizontal - Aerofólio localizado na parte dianteira do profundor, cuja principalfinalidade é a manutenção da estabilidade longitudinal própria do avião.Esticador - Dispositivo que serve para ajustar a tensão dos cabos do avião.Farol de aterragem - Foco luminoso instalado no bordo de ataque das asas e que se destina ailuminar uma faixa de terreno quando o avião se aproxima do solo para aterrar.Fase de alerta - situação na qual existe apreensão quanto à segurança de uma aeronave e à deseus ocupantes.Fase de emergência - Expressão genérica que significa, segundo o caso, fase de incerteza, fasede alerta ou fase de perigo.Fase de incerteza - Situação na qual existe a dúvida quanto à segurança da aeronave e de seusocupantes.Fase de perigo - Situação na qual existe razoável certeza de que uma aeronave e seus ocupantesestão ameaçados de grave e iminente perigo e necessitam de assistência.Flap - Superfície móvel auxiliar integrada ao bordo de fuga das asas. Sua função é aumentar acurvatura do perfil da asa, aumentando assim a sustentação e a resistência ao avanço (freioaerodinâmico). Proporciona a utilização de áreas mais restritas para pouso e decolagem.Flutuador - Peça do trem de pouso dos anfíbios e hidroaviões, semelhante ao casco de um barco,que permite as manobras de decolagem e amaragem e suporta o peso do aparelho quando sobre aágua.Formação de vôo - Manobra por que são dispostos os aviões que voam em conjunto.Freio - Dispositivo destinado a fazer cessar o movimento de rotação das rodas do trem deaterragem do avião. Pode ser acionado pelo piloto e funciona por um sistema mecânico simplesou hidráulico.Freio aerodinâmico - Pequenas aletas móveis instaladas na fuselagem, asas ou empenagem doavião, cuja finalidade é a de diminuir a velocidade do aparelho durante a execução do mergulho(vôo picado).Fuselado - Diz-se de todo corpo que apresenta um perfil aerodinâmico, ou seja, cuja formacorresponde à menor resistência ao avanço.Fuselagem - Corpo do avião que recebe e transporta a carga útil.Guinada - Desvio de rota do avião, para a esquerda ou para a direita.
  22. 22. 24Hangar - Estrutura metálica ou de madeira, construída especialmente para abrigar aeronaves.Hélice - Dispositivo, cujas pás são pequenos aerofólios que, transformando seus movimentos derotação em movimentos de translação, produzem a tração que movimenta o avião, através do ar.Hélices contra-rotativas (coaxiais) - Duas hélices, montadas uma sobre a outra, possuindo umsó eixo de rotação, mas girando em sentidos opostos, eliminando assim o efeito torque do motor.Hélice de passo fixo - Hélice que possui o ângulo-passo invariável.Hélice de passo variável ou velocidade constante - Hélice cujo passo se ajusta automaticamentemantendo a RPM do motor constante.Hélice impulsora - Hélice colocada atrás do motor e que age sobre a aeronave por impulsão.Hélice tratora - Hélice colocada à frente do motor e que age sobre a aeronave por tração.Indicador de localidade - Grupo-código de quatro letras formulado de acordo com asdisposições prescritas pela OACI e consignado em uma localidade, onde está situada uma estaçãofixa aeronáutica.Instrumental de bordo - Conjunto de aparelhos de precisão, utilizados para o fornecimento deindicações exatas sobre as condições de vôo, relativas ao motor e à navegação.Interfone - Instalação acústica para intercomunicação dos tripulantes de uma aeronave.Janela de inspeção - Abertura existente em determinados locais do revestimento do avião, parafacilitar a inspeção interna de certos sistemas. São cobertas por uma placa ou portinhola domesmo material do revestimento.Jet blast – Jatos de ar provenientes da exaustão dos motores das aeronaves.Lastro - Qualquer coisa a bordo de uma aeronave que possa ser descarregada para se alterar aflutuação da mesma, ou ser transportada de um lado para outro, a fim de se mudar o centro degravidade.Leme - Superfície primária de comando. Em aeronáutica, utilizam-se três tipos de leme:profundidade, direção e inclinação (aileron).Leme de direção - Superfície primária de comando, localizada na parte traseira da empenagemvertical, cuja função é a de romper a estabilidade direcional própria do avião, em torno do eixovertical.
  23. 23. 25Looping - Figura acrobática que consiste em descrever uma trajetória circular sobre planovertical.Longarina - Peça alongada, de madeira ou metal, que representa a viga mestra de qualquerestrutura.Luz aeronáutica de superfície - Toda luz espacialmente instalada para servir de auxílio anavegação aérea, exceto as exibidas pelas aeronaves.Luzes de cabeceira - Luzes aeronáuticas de superfície distribuídas de modo a indicar os limiteslongitudinais da pista.Luzes de obstáculos - Luzes aeronáuticas de superfície destinadas a indicar obstáculos ànavegação aérea.Luzes de pista - Luzes aeronáuticas de superfície dispostas ao longo da pista, indicando suadireção e limites laterais.Luzes de pista de táxi - Luzes aeronáuticas de superfície distribuídas ao longo da pista de táxi.Manche - Alavanca de comando, localizada à frente do piloto que comanda os profundores comseu deslocamento longitudinal, e os ailerons com seu deslocamento lateral.Manobra - Qualquer movimento do avião comandado pelo piloto.Membros da tripulação de vôo - Pessoa devidamente habilitada, que exerce função a bordo deaeronave.Mergulho - Vôo executado com um ângulo de descida bastante acentuado.Nacele - Compartimento que se sobressai acima da fuselagem, dando maior visibilidade para trás.Nacele do motor - Corpo do avião, distinto da fuselagem ou das asas, onde são instalados osmotores ou recolhidos os trens de pouso.Nariz do avião - A parte anterior da fuselagem na qual, nos monomotores, fica instalado o grupomoto-propulsor.Navegação de área - Método de navegação que permite a operação de aeronaves em qualquertrajetória de vôo desejada, dentro da cobertura de auxílios-rádio, ou dentro dos limites daspossibilidades dos equipamentos autônomos de navegação, ou de uma combinação de ambos.Nível - Termo genérico referente à posição vertical de uma aeronave em vôo, que significa,indistintamente, altura, altitude ou nível de vôo.
  24. 24. 26Nível de cruzeiro - Nível que se mantém durante uma etapa considerável do vôo.Nível de transição - Nível de vôo mais baixo disponível para uso, acima da altitude de transição.Notam (aviso para os aeronavegantes) - Aviso que contém informação relativa aoestabelecimento, condição ou modificação de qualquer instalação aeronáutica, serviço,procedimento ou perigo, cujo pronto conhecimento seja indispensável para o pessoal encarregadodas operações de vôo.Oito - Manobra aérea que consiste em obrigar o avião a descrever um oito imaginário no espaço.Operação militar - Operação de aeronave em missão de guerra, de segurança interna ou emmanobra militar, realizada sob responsabilidade direta da autoridade militar competente.Órgão de controle de tráfego aéreo - Expressão genérica que se aplica, segundo o caso, a umcentro de controle de área, um controle de aproximação ou uma torre de controle de aeródromo.Órgão dos serviços de tráfego aéreo - Expressão genérica que se aplica, segundo o caso, a umórgão de controle de tráfego aéreo ou a um órgão de informação de vôo.Pá da hélice - Cada uma das superfícies aerodinâmicas que partem do cubo da hélice e quepossuem um perfil análogo ao das asas de um avião.Painel de instrumentos - Plano situado à frente do piloto no qual se fixam os mostradores dequase todos os instrumentos de bordo.Palonnier (pedal) - Dispositivo de comando localizado na cabina que movimenta o leme dedireção, quando acionado longitudinalmente e que opera o freio do lado correspondente, quandoacionado no sentido de rotação (com a ponta dos pés).Pane - Qualquer irregularidade no funcionamento do avião ou de seu motor. Temos assim "pane"de célula e "pane" de motor.Pára-brisa - Anteparo transparente e protetor fixado à frente do piloto, na cabina ou na nacele.Parafuso - Figura acrobática que consiste em uma descida vertical do avião, estando este dotadode um pronunciado movimento de rotação.Pára-quedas - Aparelho utilizado em aeronáutica para amortecer a queda livre no espaço de umapessoa ou objeto.
  25. 25. 27Pára-quedismo - Esporte que consiste em executar saltos com pára-quedas.Pára-sol - Tipo de asa, destacada acima da fuselagem do avião.Pátio - Área definida, em um aeródromo terrestre, destinada a abrigar as aeronaves para fins deembarque ou desembarque de passageiros, carga ou descarga, reabastecimento, estacionamentoou manutenção.Perna base - Trajetória de vôo perpendicular à pista em uso, compreendida entre a perna dovento e a reta final.Perna de força - Tubo de aço do trem de pouso que estabelece ligação entre a fuselagem (ou asa)e cada uma das rodas. Na maioria dos aviões, consta de dois cilindros, em cujas câmaras obtêm-se amortecimento hidráulico.Perna do vento - Trajetória de vôo paralela à pista em uso, no sentido contrário ao do pouso.Perna dura - Designa o avião cujo trem de pouso é fixo. "Canela dura".Peso bruto (ou máximo) - Representado pelo peso do avião carregado ao máximo.Peso normal - Representado pelo peso do avião carregado dentro dos limites de segurança.Peso vazio - Representado tão somente pelo peso do avião, sem tripulantes, combustível, etc.Pilonagem - Acidente na aterragem, no qual a fuselagem executa um giro de 90 graus em tornodo nariz, que se apóia no solo. O avião fica numa posição próxima a vertical, com a cauda paracima.Piloto automático - Mecanismo que substitui a ação do piloto sobre os comandos de um aviãoem vôo.Piloto de provas - piloto cuja função é a de provar novos tipos de aeronaves ou modificaçõesnela introduzidas.Piloto em comando - Piloto responsável pela aeronave durante o tempo de vôo.Pista - Área retangular definida, em um aeródromo terrestre, preparada para o pouso e decolagemde aeronaves.Pista de aterragem - Parte do aeródromo destinada à decolagem e aterragem dos aviões. Podeser gramada, asfaltada, cimentada ou, simplesmente, de terra batida.Pista de rolagem - Pista lateral destinada exclusivamente à rolagem (TAXI) dos aviões.
  26. 26. 28Pista de táxi - Via definida, em um aeródromo terrestre, estabelecida para o táxi de aeronaves edestinada a proporcionar ligações às partes do aeródromo.Placagem - Manobra na qual o avião, com o nariz acima da linha de vôo normal, perdecontinuamente altura por causa da falta de sustentação. Precede o estol.Planeio - Vôo de descida com pequeno ângulo e pequena ou nenhuma tração da hélice. A traçãoé substituída, no todo ou em parte, por um componente do peso que surge ao longo da trajetória.Plano de vôo - Informações específicas, relacionadas com um vôo planejado ou com parte de umvôo de uma aeronave, fornecidas aos órgãos que prestam serviços de tráfego aéreo.Porta-bombas – Dispositivo cuja função é a de conduzir e libertar no momento oportuno asbombas transportadas pelo avião. "Bombay" quer dizer compartimento de bombas.Pouso - Ato de pousar. Pode ser uma aterragem ou uma amaragem.Pouso de emergência - Pouso de conseqüências imprevisíveis que, embora não constitua umpouso forçado, requer precauções especiais em virtude de deficiência técnica apresentada pelaaeronave ou pelo piloto.Pouso três-pontos - Aquele em que o avião, de trem de pouso convencional, toca o solo aomesmo tempo com as rodas principais e a roda da bequilha.Proa - Direção segundo a qual é ou deve ser orientado o eixo longitudinal da aeronave.Profundor - Superfície primária de comando, localizada na parte traseira do estabilizadorhorizontal e cuja função é a de romper a estabilidade longitudinal própria do avião.Quilha - Linha inferior do perfil de um flutuador ou de carcaça de um aerobote. Sua finalidade éequilibrar o aparelho na água (estabilidade lateral e direcional). É também um perfil colocado naparte inferior, final da fuselagem, com a finalidade de compensar o equilíbrio da aeronave.Radar - Aparelho que determina a presença de objetos à distância. Um órgão emite ondas derádio e um outro, receptor, detecta essas mesmas ondas, refletidas, sob a forma de eco.Radar de vigilância - Equipamento radar utilizado para determinar a posição das aeronaves emdistância e azimute.Radar primário - Sistema radar que utiliza sinais de rádio refletidos.Radar secundário – Trabalha em conjunto ao radar primário, responde ao seu sinal através deum código especifico.
  27. 27. 29Radar secundário de vigilância - Sistema radar secundário que utiliza transmissor-receptor(interrogadores de solo e respondedores de bordo) e que se ajusta às especificações preconizadaspela OACI.Radial - Rumo magnético tomado a partir de um VORRaio de ação - Distância máxima que pode voar uma aeronave sem reabastecer, com regressoassegurado. Representa metade do alcance.Reabastecimento do avião - Ato de suprir o avião da quantidade de combustível e óleonecessário ao vôo.Remou (Turbulência) - Massa de ar que se move impetuosamente, com duplo movimento, detranslação e rotação.Reta final - Trajetória de vôo no sentido do pouso e no prolongamento do eixo da pista,compreendida entre a perna base e a cabeceira da pista em uso.Reta final longa - Trajetória de vôo no sentido do pouso e no prolongamento do eixo da pista,quando a aeronave inicia o segmento de aproximação final, a uma distância superior a 75Km(40NM) do ponto de toque ou quando a aeronave, numa aproximação direta, estiver a 15Km(8NM) do ponto de toque.Revestimento - Material com que é revestida a estrutura da fuselagem, da asa, ou de outro órgãodo avião. Pode ser de tela, madeira compensada ou alumínio laminado.Roda - Conjunto de forma circular, pertencente ao trem de aterragem e que compreende a rodapropriamente dita, o pneu e a câmara de ar.Rolagem (táxi) - Movimento do avião sobre o terreno em direção à cabeceira da pista a fim deiniciar a decolagem.Roldana (polia) - Polia utilizada para se obter a mudança de direção de um cabo de comando.Rota - Projeção sobre a superfície terrestre da trajetória de uma aeronave cuja direção, emqualquer ponto, é expressa geralmente em graus a partir do Norte (verdadeiro ou magnético).Rumo - Direção da rota desejada, ou percorrida, no momento considerado e, normalmente,expressa em graus, de 0º a 360º a partir do Norte (verdadeiro ou magnético), no sentido domovimento dos ponteiros do relógio.Sala de informações aeronáuticas de aeródromos - Órgão estabelecido em um aeroporto com oobjetivo de prestar o serviço de informação prévia ao vôo e receber os planos de vôoapresentados antes da partida.
  28. 28. 30Serviço de tráfego aéreo - Expressão genérica que se aplica, segundo o caso, aos serviços deinformação de vôo, alerta, assessoramento de tráfego aéreo, controle de tráfego aéreo, controle deárea, controle de aproximação ou controle de aeródromo.Solar - Voar sozinho, decorrido o período de aprendizagem.Taxi - Movimento autopropulsado de uma aeronave sobre a superfície de um aeródromo,excluídos o pouso e a decolagem, mas, no caso de helicópteros é o movimento sobre a superfíciede um aeródromo, à baixa altura e à baixa velocidade.Teco-teco - Designação galhofeira dos aviões de fraca potência, tais como os pequenos aviões deesporte e turismo.Teto - Altura, acima do solo ou água, da base da mais baixa camada de nuvens, abaixo de 6000m(20.000 pés) que cobre mais da metade do céu.Tráfego aéreo - Todas as aeronaves em vôo ou operando na área de manobras de um aeródromo.Transponder - Transmissor-receptor de radar secundário de bordo e que, automaticamente,recebe sinais de rádio dos interrogadores de solo e que, seletivamente, responde, com um pulsoou grupo de pulsos. Somente àquelas interrogações realizadas no MODO e CÓDIGO para osquais estiver ajustado.Trem de amerissagem - Órgão do avião, munido de flutuadores ou hidro-esqui, que permite asmanobras de decolagem e amaragem. O flutuador ainda suporta o peso do avião quando emrepouso.Trem de aterragem - Órgão do avião, munido de rodas, que permite manobras de decolagem eaterrissagem e sustenta o peso do avião, quando em repouso.Trem de pouso - Designação genérica do órgão do avião destinado a permitir as manobras dedecolagem e pouso e suportar o peso do aparelho, quando em repouso.Tunô - Figura acrobática representada por uma rotação de 360 graus do avião em torno de seueixo longitudinal.Velocidade - Relação entre o espaço e o tempo.Velocidade ascensional - Número de metros que o avião ganha em altura em 1 minuto. Estavelocidade decresce até que o avião atinja uma altitude tal que requer toda a potência do motor,apenas para manter-se em vôo horizontal.
  29. 29. 31Velocidade de cruzeiro - Velocidade que corresponde ao rendimento ideal do avião e do motor:eficiência e economia.Velocidade máxima - Velocidade que corresponde à maior tração que possa ser produzida pelomotor. Para manter o vôo horizontal e atingir a velocidade máxima (regime rápido do avião), énecessário: ângulo de ataque mínimo e potência máxima.Velocidade mínima - Menor velocidade que produz sustentação. Corresponde à velocidademínima de decolagem e pouso. Para manter o vôo horizontal e atingir a velocidade mínima(regime lento do avião), são necessários: ângulo de ataque máximo e potência máxima (paravencer a crescente resistência ao avanço).Velocidade supersônica - Velocidade superior à velocidade do som. No ar, o som percorreaproximadamente 340 m/seg. ou 1.224 km/h (MACH 1) .Visibilidade - Capacidade de se avistar e identificar, de dia, objetos proeminentes nãoiluminados; e, à noite, objetos proeminentes iluminados, de acordo com as condiçõesatmosféricas e expressa em unidades de distância.Visibilidade de solo - Visibilidade em um aeródromo indicada por um observador credenciado.Volante de comando - Volante inteiro ou seccionado que é utilizado na maioria dos aviões. Osmovimentos de rotação em volante, para direita ou esquerda, substituindo os movimentos lateraisdo manche, acionam os ailerons e, nos movimentos longitudinais, comanda os profundores.Vôo à vela - Vôo específico dos planadores, isto é, vôo sem motor.Vôo cego ou vôo sem visibilidade - É aquele executado tão somente baseado nas indicaçõesfornecidas pelos instrumentos de bordo, sem nenhuma referência ótica com o exterior.Vôo de dorso - Vôo invertido, isto é, com as rodas voltadas para cima.Vôo de grupo - Aquele executado em conjunto por vários aviões, obedecendo a um dos tiposbásicos de formação de vôo.Vôo rasante - Vôo executado muito próximo ao chão, rasante ao solo.Zepellln - Designação pela qual ficaram conhecidos os dirigíveis rígidos de alumínio.
  30. 30. 321. A HISTÓRIA DA AVIAÇÃO O desejo de voar está presente na humanidade, provavelmente, desde o dia em que ohomem pré-histórico passou a observar o vôo dos pássaros e de outros animais voadores. Aolongo da história há vários registros de tentativas mal-sucedidas de vôos. Alguns até tentaramvoar imitando pássaros, usando um par de asas (que não passavam de um esqueleto de madeira epenas, imitando as asas dos pássaros), colocando-os nos braços e balançando-os. A história moderna da aviação é complexa. Desenhistas de aeronaves esforçaram-separa melhorar continuamente suas capacidades e características, tais como alcance, velocidade,capacidade de carga, facilidade de manobra e dirigibilidade, segurança, custos operacionais, entreoutros. Aeronaves passaram a ser feitas de materiais cada vez menos densos e mais resistentes.Anteriormente feitas de madeira, atualmente a maioria das aeronaves usa alumínio e fibras decarbono como principais matérias-primas. Recentemente, o computador tem contribuído muitono desenvolvimento de novas aeronaves.1.1 Primeiros desenhos e teorias Acredita-se que, por volta de 400 a.C, um estudioso da Grécia Antiga construiu umpombo de madeira, capaz de voar por cerca de 180 metros. Já por volta de 300 a.C, os chineses inventaram a pipa, bem como as técnicas de fazê-la "voar" no ar. Uma pipa é um tipo de planador. Muito provavelmente, foi o artista e inventor italiano Leonardo da Vinci a primeirapessoa a se dedicar seriamente a projetar uma máquina capaz de voar. Tais máquinas eramplanadores e ornithopters, máquinas que usavam o mesmo mecanismo usado por pássaros paravoar - através do movimento constante das asas para cima e para baixo. Vinci nunca construiutais máquinas, mas seus desenhos ficaram preservados, e, posteriormente, já no século XIX eséculo XX, um de seus desenhos - um planador - foi considerado notável. O primeiro vôo humano de que se tem notícia foi realizado em Paris, em 1783. Umdoutor, Francois Pilatre de Rozier; e um nobre, Francois dArlandes, fizeram o primeiro vôo livreem uma máquina criada pelo homem. Eles voaram por 8 quilômetros em um balão de ar quente,inventado pelos Irmãos Montgolfier, fabricantes de papel. O ar dentro da câmara de ar do balão
  31. 31. 33era aquecido por uma fogueira de madeira. O curso a ser tomado por tal balão era incontrolável,ou seja, voava onde quer que o vento o levasse. Outros inventores passaram a substituir o ar quente por hidrogênio, que é um gásmais leve que o ar. Mesmo assim, o curso de tais balões não podia ser controlado, e, somente aaltitude continuou a ser controlada pelos aviadores. No século XIX, em 1852, o dirigível foi inventado. O dirigível é uma máquina maisleve do que o ar, com a diferença de que, ao contrário do balão, seu curso poder ser controladoatravés do uso de lemes e de motores. O primeiro vôo controlado em um dirigível aconteceuainda no mesmo ano. Esse dirigível, inventado e controlado por Henri Giffard, voou por 24quilômetros, na França, usando um motor a vapor. Ao longo do fim do século XIX e nasprimeiras décadas do século XX, o dirigível foi uma opção séria e confiável de transporte.1.2 Planadores Com a invenção do balão e do dirigível, os inventores passaram a tentar criar umamáquina mais pesada do que o ar que fosse capaz de voar por meios próprios. Primeiramente, vieram os planadores, máquinas capazes de sustentar vôo controladopor algum tempo. Em 1799, George Cayley, um inventor inglês, desenhou um planadorrelativamente moderno, tendo uma cauda para controle e o local onde o piloto ficava dentro daaeronave abaixo do centro de gravidade, dando assim estabilidade à aeronave. Cayley construiuum protótipo (Figura 1), que fez seus primeiros vôos planados em 1804, sem passageiro. Duranteas cinco décadas seguintes, Cayley trabalhou no seu protótipo, tempo durante o qual ele deduziumuito das leis básicas de aerodinâmica. Em 1853, um amigo de Cayley fez um vôo planado decurta duração em Brampton-by-Sawdon, Inglaterra. Cayley é considerado atualmente o fundadorda ciência física de aerodinâmica, tendo sido a primeira pessoa a descrever uma aeronave de asafixa propulsionada por motores.
  32. 32. 34 Figura 1 – Protótipo do planador de Cayley Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Governableparachute.jpg A década de 1880 foi tempo de estudos intensos, caracterizados pelos gentlemanscientists (cientistas cavalheiros), que fizeram a maior parte das pesquisas na área da aeronáutica.Começando na década de 1880, vários avanços foram feitos que levaram aos primeirosverdadeiros e práticos planadores. Três nomes em particular continuam bem conhecidos nomundo da aviação: Otto Lilienthal, Percy Pilcher e Octave Chanute. Lilienthal fez vários vôos bem-sucedidos até 1896, ano de sua morte. Otto Lilienthalé, por isso, considerado a primeira pessoa a fazer um vôo planado controlado, no qual é o pilotoque controla a aeronave.
  33. 33. 351.3 Irmãos Wright Durante a década de 1890, os Irmãos Wright tornaram-se obcecados pela aviação,especialmente com a idéia de fabricar e voar em uma aeronave mais pesada do que o ar, quepudesse decolar por meios próprios. Após a realização de vários testes e vôos de planeio, os irmãos decidiram tentarfabricar um avião mais pesado do que o ar em 1902. O avião fabricado pelos irmãos Wright chamava-se Flyer (voador) um biplano. Opiloto ficava deitado na asa inferior do avião. O motor localizava-se à direita do piloto e faziagirar duas hélices localizadas entre as asas. Foto 1 – Flyer Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Wrightflyer.jpg Em 17 de dezembro de 1903 - apenas alguns meses depois dos testes mal sucedidos,Orville Wright tornou-se a primeira pessoa a voar em uma aeronave mais pesada do que o ar,propulsionada por meios próprios - não sem controvérsias. O vôo ocorreu em Kitty Hawk. Osirmãos utilizaram trilhos para manter a aeronave em seu trajeto, e uma catapulta para impulsionara aeronave. Os irmãos Wright realizaram diversos vôos públicos (mais de 105) em 1904 e 1905,desta vez em Dayton, Ohio. Eles convidaram amigos e vizinhos. Em 1904, uma multidão dejornalistas juntou-se para presenciar um vôo dos Irmãos Wright, mas, por causa de problemas
  34. 34. 36técnicos em seu avião, problemas não corrigidos em dois dias, os Wright foram ridicularizadospela mídia em geral, passando a receber pouca atenção, com exceção da imprensa de Ohio.1.4 Alberto Santos Dumont O franco-brasileiro Alberto Santos Dumont era fascinado por máquinas. Em 1891,mudou-se, juntamente com seu pai, para Paris, França. Eventualmente, tornou-se fascinado pelaaviação. Fez seus primeiros vôos como passageiro, em balões, e, posteriormente, criaria seupróprio balão, o Brésil (Brasil, em francês). Santos Dumont também criou uma série de modelosde dirigíveis, alguns voando com sucesso e outros não. Os feitos de aviação de Santos Dumont,em Paris, o tornaram famoso na cidade e, em 13 de setembro de 1906, fez um vôo público emParis, em seu famoso avião 14-Bis. Foto 2 – 14 bis Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:14bis2.jpg Essa aeronave usava o mesmo sistema de wing-warping (torção da asa - consistia emcordas atadas às pontas da asas que podiam ser puxadas ou afrouxadas pelo piloto, assim fazendocom que o avião girasse) usado nas aeronaves de Wright, e percorreu uma distância de 221metros. O 14-Bis, ao contrário do Flyer dos irmãos Wright, não precisava de trilhos, catapultasou ventos contrários para alçar vôo, bem como teve muita cobertura da imprensa, de aviadores ede organizações de aviação, e é por isso que esse vôo é considerado, por várias pessoas, como oprimeiro vôo bem sucedido de um avião. Quando foi realizado, o pouco conhecimento e o
  35. 35. 37descrédito dado aos vôos dos Irmãos Wright pela mídia internacional fizeram com que o 14-Bisde Santos Dumont fosse considerado, então pela mídia francesa, o primeiro avião a decolar pormeios próprios. Assim registram os jornais franceses da época: Por espaço de duzentos metros, as três rodas pneumáticas que suportam o aparelho deslizam sobre o solo; de repente, Santos Dumont dirige a ponta do leme para o ar, e as rodas deixam francamente, evidentemente o chão: o aeroplano voa. A emoção é geral. Santos Dumont parece transportado por um imenso pássaro de conto de fadas. Assim transpõe cerca de cinqüenta metros a uma altura de três metros. Pretendendo fixar-se no ar, dá menos inclinação a ponta do leme, porém, num movimento demasiado brusco, o aeroplano desce. Santos Dumont, pressentindo a queda, apaga o motor: o aparelho cai no chão, ouvindo se um estalido. Somos dos primeiros a precipitar-nos para o aviador, que retiramos da barquinha são e salvo. Em seguida, em 12 de novembro de 1906, Santos Dumont faz um vôo de 220 metrosestabelecendo o primeiro Recorde de distância, ganhando o Prêmio Aeroclube.
  36. 36. 382. ATMOSFERA TERRESTRE A Atmosfera é uma fina camada que envolve o globo terrestre composta de gases eretida pela gravidade. A atmosfera do planeta terra é dividida em várias camadas e é fundamentalpara toda uma série de fenômenos que se processam em sua superfície, como os deslocamentosde massas de ar, os ventos, as precipitações meteorológicas e as mudanças do clima. A altitude de 100 quilômetros ou 62 milhas também é usada freqüentemente como olimite entre atmosfera e espaço. A Troposfera é a camada atmosférica que se estende da superfície da Terra até a baseda estratosfera, essa camada responde por oitenta por cento do peso atmosférico. Sua espessuramédia é de aproximadamente 12km, atingindo até 17km nos trópicos e reduzindo-se para emtorno de sete quilômetros nos pólos. Acima da Troposfera não é possível o vôo em aeronavesconvencionais devido a uma série de dificuldades com relação à pressão atmosférica e ausênciade oxigênio.3. AERODINÂMICA É o estudo do ar e outros gases em movimento, relativo às suas propriedades ecaracterísticas e às forças que exercem em corpos sólidos neles imersos. Um avião alça vôo devido a reações aerodinâmicas que acontecem quando o ar passaem alta velocidade pela asa. De uma forma geral, a aerodinâmica, como ciência específica, só passou a ganharimportância industrial com o surgimento dos aviões e dos automóveis, pois estes precisavam selocomover tendo o menor atrito possível com o ar, pois assim seriam mais rápidos e gastariammenos combustível.
  37. 37. 393.1 Vento Relativo É o resultado do movimento de um aerofólio através do ar, do movimento do arpassando pelo aerofólio ou uma combinação dos dois. O vento relativo é sempre oposto à direçãodo movimento do aerofólio.3.2 Aerofólio A asa ou aerofólio caracteriza-se pelas curvaturas diferentes em suas superfícies. Acurvatura superior é maior do que a inferior, o que resulta em velocidades de ar diferentessobre e sob a asa, conforme a figura abaixo. A diferença de velocidade faz diminuir a pressãoatmosférica na parte de cima da asa, que é "empurrada" pela parte de baixo, gerando a chamadasustentação. Para que essa força para cima seja suficientemente intensa para compensar o pesodo avião, a velocidade dele em relação ao ar deve ser relativamente grande, o que se consegueatravés do impulso dado pelas hélices ou pelas turbinas a jato. Essa questão de o ar passar mais rápido por cima deve-se ao princípio de que apartícula de ar divide-se, teoricamente, na parte frontal da asa e junta-se no final. Como ocaminho na parte de cima é mais longo (maior curvatura), a partícula que foi por cima tem decorrer mais para chegar ao mesmo tempo em que a partícula que foi por baixo até o final da asa. Figura 2 – Asa e sua aerodinâmica
  38. 38. 40Observem esse tubo de diâmetro variável, dentro do qual a água escoa. Figura 3 – Tubo de diâmetro variável Na parte estreita do tubo, o fluxo de água é mais rápido do que nas partes maislargas, porque a mesma quantidade de água, no mesmo tempo, deve passar através de todas assecções. Como a água sofre um aumento de velocidade ao penetrar na secção estreita, deve haveruma força que a faz correr mais depressa. Devido à sua inércia, um corpo material (sólido,líquido ou gasoso) não pode variar por si só a sua velocidade, isso requer a presença de forçasagindo sobre ele. Lembre-se sempre do princípio da inércia. Essa força só pode ser conseqüênciada diferença de pressão entre a parte mais larga do tubo, à esquerda, e a parte central maisestreita. Assim, a pressão deve ser mais baixa nesta secção (a estreita) do que na outra (a larga). De modo similar, quando a água penetra na parte larga, à direita, o movimento éretardado (a velocidade diminui), e a pressão se torna mais alta. Esse fato pode ser observadofacilmente colocando-se tubos verticais sobre as três secções de nosso tubo horizontal. Essestubos funcionarão como manômetros. Durante o escoamento, a água no tubo central ficará emnível mais baixo, o que indica pressão mais baixa. Onde a velocidade do fluido é menor, a pressão é mais alta e vice-versa, fenômenoesse conhecido como o Princípio de Bernoulli, físico suíço (1700-1782), que o descobriu. Esseprincípio é de caráter geral e se aplica a todas as espécies de movimentos de fluidos.
  39. 39. 41 Observação: O ar que atinge a parte inferior da asa, em ângulo (ângulo de ataque), resulta em umapressão sob ela que contribui de 0 a 30% da sustentação, conforme figura 4. Figura 4 – Pressão sobre a parte inferior da asa3.3 Forças Aerodinâmicas Isaac Newton definia força como qualquer agente atuante sobre um corpo capaz demodificar o seu estado de repouso ou de movimento. Tratando-se de aeronaves, força pode ser pensada como um impulso. Temos comoexemplo os gases emanados da turbina de um avião, que, ao serem lançados para traz,impulsionam-o para frente, ou então hélices que tracionam a aeronave em função dodeslocamento de ar que elas produzem. Uma "força" pode ser pensada como um empurrão ou um puxão num sentidoespecífico. A figura 5 mostra as forças que agem num avião em pleno vôo.
  40. 40. 42 Figura 5 – Forças aerodinâmicas que atuam em um avião Sustentação - Para fazer um avião voar, deve ser gerada uma força para compensar opeso. Essa força é chamada sustentação e é gerada pelo movimento do avião através do ar. Asustentação é uma força aerodinâmica ("aero" significa ar, e "dinâmica" significa movimento).A sustentação é perpendicular (em ângulo reto) ao sentido do vôo. Tal como acontece com opeso, cada parte do avião contribui para uma única força de sustentação. Mas a maior parte dasustentação do avião é gerada pelas asas. A sustentação do avião funciona como se atuasse numúnico ponto, chamado centro de pressão. O centro de pressão é definido tal como o centro degravidade, mas usando a distribuição da pressão em torno de toda a aeronave, em lugar dadistribuição do peso. Arrasto - À medida que o avião se move, o ar resiste ao movimento do avião e essaforça de resistência é denominada arrasto. Tal como a sustentação, há muitos fatores que afetama magnitude da força de arrasto, incluindo: • a forma do avião; • a “viscosidade” do ar; • a velocidade. E tal como acontece com a sustentação, consideram-se usualmente todos oscomponentes individuais como se estivessem agregados num único valor de arrasto de todo oavião. O sentido da força de arrasto é sempre oposto ao sentido do vôo, e o arrasto atua através docentro de pressão.
  41. 41. 43 Quando um avião aumenta o ângulo de ataque, aumenta também a sustentação; masaumenta igualmente o arrasto. Um avião que aumenta gradualmente o ângulo de ataque acaba poratingir um ponto em que a sustentação não consegue contrariar o efeito resultante das outrasforças e entra em perda. É por esse fato que, na fase de decolagem de um aeromodelo, não sedeve fazê-lo subir em ângulo muito acentuado. Observação: Quando o ângulo de ataque aumenta, um ponto determinado é alcançadopor onde o fluxo de ar sobre a superfície superior não pode mais fluir suavemente devido àgrande inversão da direção requerida. Essa perda do fluxo aerodinâmico resulta numa ação defluxo de ar turbilhonado e um grande aumento no arrasto. O fluxo de ar turbilhonado tambémcausa um aumento de pressão e, conseqüentemente, uma elevada diminuição na sustentação. Oresultado é o “estol”, um arrasto muito alto de sustentação muito reduzida. Peso - O peso é uma força que é sempre dirigida para o centro da Terra: trata-se daforça da gravidade. A magnitude dessa força depende de todas as partes do avião, mais aquantidade de combustível, mais toda a carga (pessoas, bagagens, etc.). O peso é gerado por todoo avião. Mas nós podemos simplesmente imaginá-la como se atuasse num único ponto, chamadocentro de gravidade. Em vôo, o avião gira sobre o centro de gravidade, e o sentido da força dopeso dirige-se sempre para o centro da Terra. Durante um vôo, o peso do avião mudaconstantemente à medida que o avião consome combustível. A distribuição do peso e do centrode gravidade pode também mudar, e, por isso, o piloto deve constantemente ajustar os controlesou transferir o combustível entre os depósitos, para manter o avião equilibrado. Tração - Para superar o arrasto, a maioria dos aviões tem algum tipo de propulsãopara gerar uma força chamada impulso. O valor do impulso depende de muitos fatores associadosao sistema de propulsão, como: • o tipo de motor; • o número de motores; • o ajuste da aceleração; e • a velocidade.
  42. 42. 44 O sentido da força de impulso depende de como os motores estão colocados no avião.Em alguns aviões (tal como o Harrier), o sentido do impulso pode ser orientado para ajudar oavião a decolar numa distância muito curta. O movimento do avião através do ar depende da intensidade e do sentido relativo dasforças aerodinâmicas. Se as forças estiverem equilibradas, o avião desloca-se a uma velocidadeconstante. Se as forças estiverem desequilibradas, o avião acelera no sentido da força maior.4. AERONAVES As aeronaves dividem-se em dois grupos: aeróstatos e aeródinos. • Aeróstatos: veículo que usa um gás mais leve que o ar para mantê-lo flutuando; balões e dirigíveis. • Aeródinos: aeronaves mais pesadas que o ar. Fazem parte deste grupo os aviões, helicópteros e planadores. Por se tratar de aeronaves complexas que transportam grande número de passageirose combustível, daremos ênfase aos aviões, pois eles reclamam atenção especial no combate aincêndio e salvamento das vítimas em casos de acidentes.4.1 O Avião O avião é uma aeronave mais pesada que o ar, propulsionada por um ou maismotores, destinada ao transporte de pessoas e/ou cargas. Duas características comuns a maioria dos aviões: • a necessidade de um fluxo constante de ar pelas asas para a sustentação da aeronave; e • a necessidade de uma área plana e livre de obstáculos onde eles possam alcançar a velocidade necessária para decolar, ou diminuí-la, no caso de uma operação de pouso.
  43. 43. 45 O avião é composto das seguintes partes: • fuselagem; • asa; • empenagem; • motor; e • trem de pouso.4.2 Fuselagem O nome vem da palavra francesa "fuselé", que significa forma aerodinâmica. Afuselagem é a parte do avião onde estão fixadas as asas e a empenagem. Ela aloja os tripulantes,passageiros e carga; contém ainda os sistemas do avião e, em muitos casos, o trem de pouso,motor, etc. Foto 3 – Fuselagem de um avião Fonte: http://tecnicomanutencaoaeronaves.ubbihp.com.br/fuselagem.jpg4.3 Asa A asa é o componente físico mais complexo de uma aeronave, é composta por partesfixas e móveis. É inacreditavelmente forte capaz de suportar o peso do avião. Mas, ao mesmotempo, modelada com precisão de até um quarto de milímetro. A asa é também o local onde geralmente se armazena o combustível, podendotambém servir como: berço dos motores, alojamento do trem de pouso e outros equipamentos.
  44. 44. 46 Figura 6 – Estrutura da asa Estruturas da asa: 01 – Bordo de ataque; 02 – Bordo de fuga; 03 – Cambra superior; 04 – Cambra inferior; 05 – Longarinas da Asa; 06 – Nervuras. Bordo de ataque: é toda a parte anterior da asa, onde ocorre o primeiro contato como vento relativo. Bordo de fuga: é toda a parte posterior da asa, onde corre a encontro dos fluxos de arque passam pelas cambras superior e inferior. Cambra superior: é toda a superfície superior da asa, por onde o vento relativopassa com maior velocidade por ter uma curvatura maior em relação à parte inferior da asa. Cambra inferior: é toda a superfície inferior da asa, por onde o vento relativo passacom menor velocidade por ter uma curvatura menor em relação à parte superior da asa. Longarina da asa: principal estrutura interna da asa, onde são fixados as nervuras eoutros elementos e componentes de construção da asa. Nervuras: elementos da estrutura de uma asa que define o perfil aerodinâmico.
  45. 45. 47Partes móveis da asa:• Ailerons: são partes dos bordos de fuga localizados nas extremidades posteriores das asas. Atuam sempre ao mesmo tempo, mas em direção inversa e servem para controlar o avião em seu eixo longitudinal.• Flaps e slats: mudam o perfil da asa do avião, ajudando na sustentabilidade e no controle da velocidade da aeronave no ar, ambas em operações de baixa velocidade - especialmente importantes nas operações de pouso e decolagem. (foto 4).• Spoiler: dispositivo que impede o aumento excessivo de velocidade da aeronave durante a descida. Atua também na frenagem no solo e, em conjunto com os ailerons, em manobras de curva em vôo. Foto 4 – Partes móveis da asa
  46. 46. 484.4 Empenagem Conjunto de partes fixas e móveis destinadas a estabilizar o vôo do avião.Responsável pela mudança de direção e altitude é basicamente a cauda do avião. Estas partes são: • Superfície vertical: formada pelo estabilizador vertical e o leme de direção. • Superfície horizontal: formada pelo estabilizador horizontal e o profundor. Figura 7 – Empenagem de um avião Partes móveis da empenagem: • Leme: controla o movimento do avião sobre o seu eixo vertical. Esse movimento é chamado de guinada. É uma parte móvel da aeronave que serve, juntamente com os ailerons, para controlar a direção da aeronave. • Profundores: controlam o movimento do avião sobre o seu eixo lateral e formam a parte traseira da cauda horizontal.
  47. 47. 49 Tipos de empenagem: Os tipos mais comuns de empenagens são: • Extra; • Em “T”; • Em “V”; e • Padrão. Figura 8 – Tipos de Empenagens EXTRA EM “T” EM “V” PADRÃO4.5 Trem de pouso O trem de pouso ou de aterragem é o conjunto das partes destinadas a apoiar o aviãono solo, e, ainda, amortecer os impactos do pouso, frear o avião e controlar a direção nasmanobras no solo. Quanto à operação, o trem de pouso pode ser: • Fixo: quando permanece na mesma posição. • Semi-escamoteável: quando recolhe parcialmente, durante o vôo.
  48. 48. 50 • Escamoteável: é recolhido totalmente em vôo. • O trem de pouso semi-escamoteável e escamoteável são baixados e recolhidos pormeio de um mecanismo hidráulico ou elétrico, ou então um sistema manual de emergência. Paraoperar o trem de pouso, o piloto aciona uma chave ou alavanca, acende-se uma luz no painel paracada "perna" do trem de pouso, avisando que elas estão baixadas e travadas. Quanto ao tipo: • Convencional – duas rodas à frente e uma roda direcional atrás. • Triciclo – duas rodas atrás ou no centro e uma roda direcional à frente. • Central – centralizado no meio da aeronave. 4.6 Motores O motor tem o objetivo de gerar empuxo suficiente para acelerar o avião a uma velocidade suficiente até que a força de sustentação sobre as asas iguale ou supere o seu peso. Tipos mais comuns: • Convencional (a explosão) – tem o mesmo princípio de funcionamento dos motores dos automóveis, sua hélice é responsável pelo deslocamento de ar necessário à sua tração. Fator de risco: movimento da hélice. • Turbo-hélice – motor a reação mista, basicamente é uma hélice acoplada a um motor a jato. Fator de risco: movimento da hélice. • Turbo jato (turbina) – são reatores em que a sua força é produzida por meio dos gases do escapamento. Fator de risco: área de admissão e escapamento do motor.
  49. 49. 515. CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS AERODINOS5.1 Quanto ao tipo: Litoplano ou aeronave terrestre Aeronave com capacidade para decolar e pousar em superfícies sólidas, equipada comtrem de pouso ou de aterragem. Foto 5 – Litoplano (aeronave terrestre) Hidroavião Aeronave com capacidade para decolar e pousar em superfície líquida (amerissagemou amaragem). Foto 6 – Hidroavião
  50. 50. 52 Anfíbio Aeronave com capacidade para decolar e pousar em superfície sólida e líquida. Foto 7 – Anfíbio Planadores Aeronave sem motor, cujo lançamento no espaço tem que ser feito por sistemas dereboque ou de arremesso. Foto 8 - Planador
  51. 51. 53 Helicópteros Aeronave de asa giratória, com capacidade para voar em qualquer plano, isto é,horizontal, vertical e diagonal, possui ainda a capacidade de ficar "pairando" no ar. Foto 9 - Helicóptero Existem ainda outros tipos de aeronaves, mas que raramente operam no territóriobrasileiro, tais como: autogiro, convertiplano e moto-planador.5.2 Quanto ao número de lugares: Esta classificação é aplicada em função do número de ocupantes da aeronave. • Monoplace - somente o piloto. • Biplace - dois lugares, geralmente de treinamento. • Triplace - três lugares. • Quadriplace - quatro lugares. • Multiplace - com a indicação do número de tripulantes ou lugares.
  52. 52. 545.3 Quanto ao número de motores: • Monomotor - somente um motor; • Bimotor - dois motores; • Trimotor - três motores; • Quadrimotor - quatro motores.5.4 Quanto ao tipo de motor: • A explosão - Exemplo: Regente; • Turbo-hélice - Exemplo: Bandeirante; • Turbo-jato - Exemplo: Caça F5.5.5 Quanto ao número de planos (asas): • Monoplano - somente uma asa; • Biplano - duas asas; • Triplano - três asas.6. O COMPLEXO AEROPORTUÁRIO No desempenho das atividades de salvamento e combate a incêndio em aeródromos,os bombeiros devem estar familiarizados com as designações dadas às principais dependências eorganizações que possam compor o complexo aeroportuário. Importante também é o conhecimento da estrutura administrativa básica que, nosdiversos níveis, "movimenta" um aeroporto.Evolução da aviação civil x complexo aeroportuário Para atender o aumento expressivo da aviação civil ocorrida a partir da década de 60 ea perspectiva de desenvolvimento constante da indústria aeronáutica, cuja tendência era aconstrução de aeronaves de grande porte exigindo uma infra-estrutura adequada nos aeroportos(fig. 16), o Ministério da Aeronáutica criou, em 12 de dezembro de 1972, a Empresa Brasileira deInfra-estrutura Aeroportuária (INFRAERO), cuja finalidade foi implantar, operar e explorar,industrial e comercialmente, a infra-estrutura aeroportuária no Brasil.

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