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IntroduçãoA internet rompeu barreiras de tempo e espaço, colocando em contato pessoas localizadas emdiferentes pontos do g...
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O dramaturgo e teórico alemão Bertold Brecht, certamente, diria sim, que eles possuem talpotencial. Entre 1927 e 1932, ele...
Thompson. Ele destaca quatro características fundamentais dos meios técnicos: 1. Fixação; 2.Reprodução; 3. Distanciamento ...
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ReferênciasBOLAÑO, César. Radio, TV, internet. Impressões sobre as Teorias do Radio de Brecht.Revista de Economía Política...
MACHADO, Arlindo. A televisão levada a sério. ed. 4, São Paulo: Editora SENAC, 2005.MARCELO, Ana Sofia. Internet e ovas Fo...
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  1. 1. Práticas Interacionais em Rede Salvador - 10 e 11 de outubro de 2012 I TER ET, DEMOCRACIA E MERCADO1 Gabriela da Fonseca2Resumo: O potencial democrático e pedagógico dos meios tradicionais de comunicação nãoresistiu ao processo de comercialização pelo qual passaram a imprensa, o rádio e a TV nospaíses que adotaram tal modelo institucional. Agora, vemos os interesses do mercadoavançarem sobre a internet, ameaçando a liberdade na rede. O potencial democrático dainternet resistirá a tal investida ou sucumbirá tal como os meios de comunicação de massa?Essa é a questão que norteia este trabalho. Para refletir sobre o assunto, voltaremos um poucona história para mostrar que, assim como aconteceu com a internet, o surgimento dos meiostradicionais de comunicação também criou expectativas em alguns teóricos que perceberamneles a possibilidade de transformações sociais e políticas, mas que acabaram frustradasdepois que tais veículos se tornaram grandes empresas de comunicação. Feito isso,passaremos a refletir sobre o contexto atual no qual a internet está inserida: os filtros evigilância impostos por governos; as disputas das corporações de interesses variados pelo seucontrole; o uso rasteiro que o marketing político têm feito das ferramentas online; astentativas de criar legislações que criminalizam práticas de usuários comuns; o processo decomercialização que já começou a interferir no fluxo de informações. Apesar do contextosombrio, mostraremos que grupos de ativistas virtuais têm surgido e se articulado em defesada liberdade na internet, compondo um importante bloco contra-hegemônico nesta disputa.Obviamente, não apresentaremos uma resposta para a nossa pergunta inicial, nem mesmofaremos apostas, mas acreditamos contribuir, a partir da reunião de informações e fatos, para acompreensão e análise deste momento tenso e incerto.Palavras-chave: Modelo institucional; Comercialização; Contra-hegemonia; Hackerativismo.1 Trabalho apresentado ao NT “Sociabilidade, novas tecnologias, política e ativismo”, do II Simpósio emTecnologias Digitais e Sociabilidade (SimSocial), realizado em Salvador/BA, em 11 de outubro de 2012.2 Mestranda do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Faculdade deComunicação da Ufba, na linha de pesquisa Comunicação e Política, e integrante do grupo de pesquisaCP-Redes. Email: gabrieladafonseca@gmail.com.
  2. 2. IntroduçãoA internet rompeu barreiras de tempo e espaço, colocando em contato pessoas localizadas emdiferentes pontos do globo; possibilitando o acesso instantâneo aos acontecimentos emqualquer parte do mundo; fazendo circular rapidamente uma enorme quantidade deinformações; rompendo com os padrões unidirecionais e hierarquizados dos meios decomunicação de massa.Tudo isso modificou o cotidiano das pessoas, inserindo novas formas de interação e desociabilidade, ou seja, novas formas de criar e se posicionar nas redes por onde elas fazemcircular informações que exprimem seus gostos, interesses e opiniões ou, simplesmente,novas maneiras de se ligar pelo todo ou no todo. (MARCELO, 2001)No campo da política, tais transformações levaram à exaltação do potencial democrático dainternet e à expectativa de renovação da esfera pública, por vezes até de forma ingênua, comose a tecnologia por si só fosse capaz de promover tamanha mudança. Mas, basta olhar paratrás e rever a história dos meios de comunicação de massa para ver que eles também foramvistos, naquela época, como instrumentos de potencial educativo e democrático. No entanto,este potencial não resistiu às investidas do mercado e/ou governos.A questão que motivou o presente trabalho é, justamente, pensar se a internet está imune aoprocesso de comercialização e se o seu potencial democrático resistirá aos imperativos domercado.Para iniciar esta reflexão, apresentaremos alguns autores que destacam as possibilidadesdemocratizantes dos meios tradicionais de comunicação para argumentar que, ainda que emgraus diferentes, estes também possuem tal potencial. Logo, o problema não está nascaracterísticas técnicas dos meios, mas no uso que é feito deles, ou seja, no tipo de modeloinstitucional adotado.Em seguida, faremos uma breve revisão do modelo europeu, com moldes públicos, e domodelo comercial norte-americano, que se tornou hegemônico também no Brasil. Veremosque, ao fazer dos veículos de comunicação negócios, o potencial dos meios de servirem para 2
  3. 3. alimentar o debate na esfera pública, para estimular a participação dos cidadãos, para educar edesenvolver habilidades cognitivas sucumbiu diante das possibilidades de lucro.Na terceira parte do artigo, argumentaremos que, apesar das expectativas e das promessas deum ambiente comunicacional livre e democrático, a internet vem sendo ameaçada porgovernos e, sobretudo, corporações que impõem um processo de comercialização da rede.No quarto tópico, analisaremos o uso das ferramentas digitais disponíveis na internet pelascampanhas políticas, para demonstrar que as estratégias do marketing político tambémenfraquecem o potencial democrático, afinal, a sua preocupação é conquistar votos e nãofomentar o debate público.Por outro lado, há um movimento contra-hegemônico se articulando internacionalmente nãoapenas em defesa da internet, mas contra todos os desmandos e domínios impostos pelosistema capitalista. A guerra declarada por este movimento às grandes corporações serátratada na quinta parte deste trabalho.Por fim, concluímos o artigo destacando alguns aspectos técnicos, políticos, econômicos esociais que podem nos ajudar a pensar sobre a nossa questão inicial, mas sem a pretensão deresolvê-la, afinal, só a história dirá se a internet resistirá ou não às investidas do mercado.O potencial democrático dos meios de massaA internet trouxe grande expectativa de renovação da esfera pública e da democraciaparticipativa. O fato do então novo ambiente comunicativo liberar o “pólo de emissão”, ouseja, possibilitar que o cidadão comum, antes mero espectador, pudesse ser, também, umemissor, prontamente foi apontado como promessa de grandes transformações sociais epolíticas. Logo, pesquisadores e estudiosos passaram a destacar o potencial democrático dainternet, como se os demais meios de comunicação também não o tivesse.Se perguntarmos aos estudiosos da área de comunicação no Brasil se a imprensa, o rádio e atelevisão são democráticos, possivelmente, todos responderão que não. Mas isso quer dizerque os tradicionais meios de comunicação de massa não possuam potencial democrático? 3
  4. 4. O dramaturgo e teórico alemão Bertold Brecht, certamente, diria sim, que eles possuem talpotencial. Entre 1927 e 1932, ele escreveu uma série de análises e sugestões, reunidas sob otítulo “Teorias do Rádio”, nas quais ele destacava o potencial democrático e interativo do,então, novo veículo de comunicação (BOLAÑO, 2003). Brecht via o rádio como um meiopolítico e educativo, que pode e deve ir além de simplesmente transmitir um fato ou notícialimitada ao relato do acontecimento.Para fazer do rádio um veículo de comunicação voltado ao interesse público, Brecht sugeriu,entre outras coisas, realizar conferências e entrevistas com especialistas que apresentassemdiferentes pontos de vista, ou seja, formas de informar com pluralidade e fomentando o debate(ZUCULOTO, 2005). E ele foi ainda mais além, defendendo uma comunicação circular e nãolinear, que fosse capaz de abrir canais de participação ativa dos ouvintes. É preciso transformar o rádio, convertê-lo de aparelho de distribuição em aparelho de comunicação. O rádio seria o mais fabuloso meio de comunicação imaginável na vida pública, um fantástico sistema de canalização. Isto é, seria se não somente fosse capaz de emitir, como também de receber; portanto, se conseguisse não apenas se fazer escutar pelo ouvinte, mas também pôr-se em comunicação com ele. A radiodifusão deveria, conseqüentemente, afastar-se dos que a abastecem e constituir os radiouvintes como abastecedores. (ZUCULOTO apud BRECHT, 2005, p. 8)Outro autor que concordaria com Brecht é Marshall McLuhan. Depois de assumir que a sua“obsessão pelos valores literários” quase o levou a fazer “uma defesa da cultura do livrocontra os novos meios”, ele afirmou que a imprensa, o rádio e a televisão tornaram o ambienteurbano “agressivamente pedagógico”. E, mais ainda, ele não acreditava que os meios demassa estivessem predestinados a serem meros canais de entretenimento e diversão.O grande ponto positivo dos meios de massa destacado por McLuhan é que eles foramcapazes de retomar o hábito do discurso oral, inclusive, como método de aprendizado,enfraquecido após o surgimento do livro que teria criado o “estudante solitário”,estabelecendo “o predomínio da interpretação particular sobre o debate público”. O rádio em particular estimulou o retorno à discussão em grupo seleto e em mesa- redonda. Mas a imprensa e a fotografia auxiliaram também o movimento espontâneo em direção à adoção do seminário e da discussão em aula como processo de aprendizado, à medida que desafiaram o monopólio do livro. (MCLUHAN, 2005, p. 148)Para compreender o potencial democrático dos diferentes meios, vale a pena rever a análiseapresentada por José Eisenberg (2003), a partir da lista de atributos feita pelo teórico John B. 4
  5. 5. Thompson. Ele destaca quatro características fundamentais dos meios técnicos: 1. Fixação; 2.Reprodução; 3. Distanciamento espaço-temporal; 4. Competências cognitivas.O primeiro atributo, o da fixação, permite que mensagens superem a efemeridade ao produzirregistros que substituem a memória. Por ser um elemento de poder do ponto de vistaestratégico da comunicação, quanto mais socialmente difundido for o meio técnico de fixação,maior o seu potencial democrático. O mesmo ocorre com o segundo atributo, o da reprodução,ou seja, da capacidade de produzir cópias de uma mensagem. Se somente o emissor possui ocontrole sobre a reprodução, ele detém o elemento de poder decidindo, inclusive, quem teráacesso à mensagem e quem não terá. Por outro lado, se o receptor também puder reproduzir amensagem, interferindo no nível de disseminação da informação, maior potencial democráticoterá o meio.O terceiro atributo é o distanciamento espaço-temporal ocasionado pelo meio técnico, quetambém está relacionado e pode ser medido pelo grau de fixação e reprodução, ou seja, oquão distante a mensagem pode ser deslocada e em quantos diferentes momentos a mensagempode ser recebida. Sendo assim, quanto maior o distanciamento espacial e temporal, maiorpotencial democrático tem o meio. Por fim, o quarto e último atributo apontado porThompson diz respeito às diferentes capacidades cognitivas que cada meio requer dosreceptores. A comunicação oral e a comunicação escrita, por exemplo, exigem diferentescapacidades (ouvir e ler, respectivamente), sendo que a primeira é mais inclusiva.Eisenberg concluiu que “é impossível julgar a politicidade delas (das diferentes mídias) comchaves binárias progressista ou conservadora”, pois “todas contêm ambigüidades do ponto devista de seu impacto democratizante”. Assim, a imprensa tem maior controle sobre areprodução, pequeno distanciamento espaço-temporal, é excludente do ponto de vistacognitivo, pois exige leitura, mas, por outro lado, tem alta fixação. O rádio e a televisão, porsua vez, são mais inclusivos com relação às capacidades cognitivas, grande distanciamentoespaço-temporal e grande capacidade de reprodução, mas, no quesito fixação, são meiosfracos. Já a internet é forte nos atributos fixação, reprodução e distanciamento espaço-temporal, mas é altamente excludente devido às suas exigências cognitivas. 5
  6. 6. Portanto, do ponto de vista técnico, os meios de comunicação de massa possuem, assim comoa internet, ainda que em diferentes graus, potencial democrático. Sendo assim, o problema nãoreside nos meios, mas do modo como eles são utilizados, como destaca José Eisenberg: Essa análise da relação entre a técnica e a política dos meios de comunicação ficaria incompleta, no entanto, se não introduzíssemos também o fato de a política no mundo contemporâneo ser, antes de tudo, um conjunto de interações sociais mediadas por instituições responsáveis pela produção e difusão da informação que é considerada pública. Em outras palavras, a mídia não é meramente uma técnica constituinte de um setor do mercado capitalista, ela é um conjunto de agentes político-estratégicos responsáveis pela produção e difusão de informação. (EISENBERG, 2003, p. 503)Aliás, no início do século passado, o próprio Brecht fez um alerta com relação ao rádio quevale para os demais meios de comunicação. Ele afirmou que apesar do enorme potencialdemocrático, o rádio estava “limitado às condições objetivas de sua existência numasociedade que não admite a efetivação com todas as suas conseqüências desse potencial”(BOLAÑO, 2003).Comercialização do rádio e da TVNa década de 20, três modelos institucionais para o rádio foram desenvolvidos e adotados emdiferentes países. No Leste Europeu, o Estado assumia o controle; na Europa Ocidental, omodelo público se consolidava; e nos Estados Unidos, foi adotado o padrão comercial. E,naturalmente, tais modelos foram utilizados mais tarde para a implantação das emissoras detelevisão.Apesar dos esforços dos pioneiros aqui no Brasil para desenvolver um modelo público, demodo que as emissoras de rádio fossem financiadas pelos próprios ouvintes, como aconteciacom a BBC no Reino Unido, o modelo comercial acabou se impondo, inclusive, com o apoiodo Estado. Em 1932, foi criada legislação permitindo a introdução da propaganda em 10% daprogramação, padrão adotado também pela Rádio Nacional. Essa é a referência histórica mais significativa para que possamos entender o modelo brasileiro de radiodifusão. Trata-se de uma articulação perfeita entre o privado e o estatal, com reflexos diretos nos programas levados ao ar. A ideia de uma programação de nível elevado sucumbe diante dos interesses comerciais, não apenas nas suas relações essencialmente econômicas, mas, como se vê no exemplo da Nacional, também no âmbito político. Ao Estado não interessa uma programação diferenciada, nem mesmo na emissora por ele controlada. (LEAL FILHO, 2000, p. 157)Quando a televisão surgiu na década de 50, ela simplesmente seguiu o mesmo caminho dorádio, como se o modelo comercial fosse o único possível. Somente no final da década de 60, 6
  7. 7. surgem as primeiras críticas com relação ao conteúdo veiculado pela televisão comercial, queacabaram por suscitar o debate sobre o próprio modelo, afinal, como afirma Laurindo LealFilho, “a qualidade da programação está sempre intrinsecamente ligada ao modeloinstitucional adotado” (2000, p.158).No entanto, foram necessários quase mais 20 anos para que este debate obtivesse uma posiçãodo estado brasileiro sobre a questão. Na Constituição de 1988, ficou determinado que asconcessões, permissões e autorizações de emissoras de rádio e televisão teriam que observar oprincípio da complementariedade entre os sistemas privado, público e estatal, o que está longede ser realidade ainda hoje, 24 anos depois da promulgação da Carta.Tão ou mais grave do que adotar o modelo comercial norte-americano para o rádio e para atelevisão com a conivência do Estado e sem debate público algum, é não instituir formas decontrole social. Enquanto países como a França, Itália e Inglaterra criaram mecanismos, comocódigos, conselhos e comissões para evitar interferências do Estado e dos negócios e garantiruma programação preocupada em servir ao interesse público, aqui no Brasil a autonomia étotal e a briga pelos maiores índices de audiência impera.Até hoje, entre as bandeiras levantadas pelos movimentos e organizações que lutam pelademocratização da comunicação no Brasil estão a defesa das rádios livres e comunitárias e datelevisão pública, mas, quando o assunto é o controle sobre a programação das emissorasprivadas, logo o fantasma da censura é trazido à tona. Aqui, negócios e política estão tãoimbricados, que governo algum se atreve a suscitar o debate.Mas, embora os meios de comunicação de massa levem a má fama por culpa dos resultadosda comercialização, este é um processo que atinge a produção cultural de maneira geral, comoargumenta Arlindo Machado: O fenômeno da banalização é resultado de uma apropriação industrial da cultura e pode ser hoje estendido a toda e qualquer forma de produção intelectual do homem. Exemplo particularmente sintomático desse fenômeno é a transformação das livrarias, tradicionais pólos de encontro das camadas intelectuais, em supermercados da cultura, especializados em best sellers e digestivos, para onde acorre um público de massa, que lota seus carrinhos de compra com uma subliteratura de consolo e manuais de auto-ajuda. Não é muito diferente o que acontece com o cinema, hoje largamente infectado pelos blockbusters de Hollywood e voltado prioritariamente para a produção de descartáveis para as salas de exibição em shopping centers. (MACHADO, 2005, p. 9) 7
  8. 8. Portanto, o modelo institucional adotado é fundamental para determinar as diretrizes e oconteúdo da programação dos sistemas de rádio e televisão. E, como vimos, o mercado estásempre à procura de novos negócios, impondo a sua lógica de que o mais importante é olucro, e encarando os cidadãos como meros consumidores. Nos países que adotaram o modelocomercial, o potencial democrático dos meios de comunicação de massa simplesmentesucumbiu. Com a internet seria diferente?Corporações ameaçam a liberdade na redeA proposta daqueles que conceberam a internet era de que ela fosse uma plataforma libertária,sem chefe, sem centro e sem controle. Os seus criadores não eram pessoas do mundo dosnegócios, pelo contrário, eles tinham em mente a possibilidade do acesso público, interativo ecriativo, como fonte de resistência ao poder.Porém, tamanha liberdade tem incomodado tanto governos como corporações. Comomostram as reportagens da revista Caros Amigos3, existe uma tendência global por parte dospaíses para impor filtros e controlar a internet, utilizando os mais diversos argumentos, comoquestões religiosas (é o caso da Arábia Saudita, Tunísia, Irã e Iêmen), divergências políticas(é o caso da Coréia do Sul que filtra sites do vizinho ao norte), ou ainda para censurar críticasao regime político (caso da China).Tais investidas têm sido feitas, também, por governos de países do ocidente consideradosdemocráticos através de leis que violam os direitos civis. Na França, a lei Haddopi exclui dainternet pessoas que tenham praticado três infrações à propriedade intelectual, enquanto naEspanha, a lei Sinde permite que o governo espanhol atue contra provedores de conteúdo eacesso. Além disso, 31 países como os Estados Unidos, Canadá, Japão e outros paíseseuropeus firmaram um acordo comercial, o Acta (Acordo Comercial Antifalsificação), quepretende controlar a transmissão de conteúdo, sob o pretexto de estarem perseguindocontrabandistas.Nos Estados Unidos, dois projetos de lei polêmicos estão em tramitação no Senado e naCâmara dos Representantes, e tiveram suas votações adiadas por pressão da sociedade civil.3 A revista Caros Amigos publicou reportagens sobre o assunto em março e julho deste ano. A referênciacompleta está disponível no final do texto. 8
  9. 9. Através do Sopa (Stop Online Piracy Act) e do Pipa (Protect IP Act) seria possível, porexemplo, bloquear a verba publicitária de um site estrangeiro suspeito de ter violado apropriedade intelectual norte-americana, obrigando a empresa de publicidade a deixar deanunciar sob pena de ser processada, e isso sem qualquer decisão prévia do poder judiciário.Apesar do adiamento das votações, o Governo Obama marcou o seu posicionamento e deixouo seu recado quando fechou o site Megaupload logo após as mobilizações contra o Sopa e oPipa em todo o mundo.Aqui no Brasil, tramita na Câmara dos Deputados o projeto de crimes cibernéticos, que foiapelidado por militantes de software livre como “AI-5 digital”, em alusão ao Ato InstitucionalNúmero 5, da ditadura militar, por prever punição, inclusive reclusão de até seis anos, apráticas corriqueiras dos usuários, como desbloquear um celular ou transferir músicas para ocomputador. À revelia do discurso inflamado, mesmo tecnologias de comunicação mais revolucionárias têm que engolir coerções geográficas e estatais (atuam localizadamente também). À revelia do “mundo plano”, fronteiras nacionais são mantidas e interferem na internet decisivamente. [...] “Velhas coisas” reaparecem neste mundo da novidade virtual: enquanto se promete acabar com hierarquias e chefias, estas retornam sob outras roupagens, e, estranha ou ironicamente, nem sempre são tão repelentes assim... (DEMO, 2010, p. 113)Por trás destas legislações estão interesses de grandes corporações que possuem o oligopólionos seus setores, afinal, como afirma Pedro Demo (2010), a ideia de um ambientecomunicacional totalmente livre “não se acomoda bem ao etos capitalista proprietário”. Aliás,o atual momento de crise na Europa mostra o quanto governos e capitalistas caminham demãos dadas; os primeiros impondo políticas de austeridade fiscal goela abaixo dos seuscidadãos para salvar os segundos.Em 1998, a professora Olga Guedes já alertava sobre o processo de comercialização nainternet ao afirmar que “a discussão das indústrias que lidam com novas tecnologias gira maisem torno dos lucros a serem obtidos, do que com preocupações com a liberdade humana”.(1998, p. 22) Mas, nem mesmo as grandes corporações convergem com relação às leis quevêm sendo adotadas por vários países, que criminalizam atividades comuns na rede comopostar vídeos e fazer download de músicas.Há pelo menos três blocos com interesses distintos nesta disputa. De um lado, está a indústriado copyright, que defende os direitos autorais das indústrias fonográfica, cinematográfica e 9
  10. 10. das grandes editoras e, por isso, é a favor de legislações que imponham a vigilância e acriminalização das práticas de compartilhamento. Do outro lado, estão as operadoras detelecomunicações que querem quebrar a neutralidade na rede (princípio que garante que todoe qualquer conteúdo esteja igualmente acessível), impondo filtros e permitindo que oprovedor da internet controle o fluxo de informação. Por fim, estão empresas como o Googlee o Facebook, que lucram das atividades dos internautas na rede, por isso não são a favor docontrole, mas, por outro lado, ameaçam os direitos civis ao quebrarem a privacidade dosusuários, acessando os seus dados pessoais.Como destacam Ricardo Cavallini (2008) e Yolande Combès (2009), é fácil obterinformações dos usuários e, assim, segmentá-los, a partir das páginas de produtos que elesvisitaram e do que eles compraram, realizando bons negócios com empresas de publicidade. [...] é relativamente fácil constatar o interesse comercial dessas “redes sociais”. Com poucos investimentos, elas permitem à plataforma central recolher as informações dos consumidores e práticas reais dos usuários e propor, em seguida, novos modos de publicidade personalizados. Esse “marketing de rede” tornou-se um componente essencial da atividade publicitária que se funda sobre a “mensurabilidade” dos comportamentos. (COMBÈS, 2009, p. 50)Sendo assim, empresas já vêm utilizando filtros criados a partir dos dados dos usuários paraofertar-lhes produtos na rede. Porém, mais grave ainda é a utilização desta lógica para ofertarinformações, o que não deixa de ser um controle do fluxo de informação. Perfis são criados apartir dos links nos quais os usuários clicam, dos assuntos e temas pelos quais se interessam,de suas localizações no mundo e até mesmo do tipo de computador dos quais eles usam e, apartir de uma série de filtros, é ofertado aos usuários um pacote de conteúdo personalizado,feito sob medida aos seus interesses e pontos de vista. Ou seja, o cidadão/leitor passa a servisto como consumidor e a informação é tratada como mero produto. E isto não está sendofeito somente pelos sites de busca e redes sociais. Os maiores portais e sites de notícias,pertencentes às grandes companhias de comunicação que dominam as mídias tradicionais,também estão aplicando filtros para ofertar conteúdo personalizado.Dessa forma, o fluxo de informação que a internet prometia ser livre, passa a sofrerinterferências, comprometendo o acesso dos usuários à diversidade de opiniões e ideias, algoque é fundamental para a democracia e para o debate público. Portanto, as corporações já têmcriado formas de manter certo controle na rede, mas, a aprovação de leis específicas como 10
  11. 11. elas defendem poderão aprofundar este processo e garantir a segurança necessária para osseus negócios.O marketing político onlineA lógica do mercado chega à apropriação que a política faz das ferramentas online através domarketing. Basta dizer que todas as práticas usadas pela equipe da campanha online de BarackObama em 2008 (que virou o principal case sobre o assunto), já tinham sido testadas poranunciantes via publicidade digital (GOMES et al., 2009).A campanha de Obama investiu pesado na publicidade online. Para se ter ideia, enquanto elegastou mais de US$ 16 milhões, o seu adversário gastou cerca de US$ 3,6 milhões. Dentre ostipos de publicidade, destacam-se os anúncios eletrônicos, inclusive em jogos eletrônicosonline, e os links patrocinados, que exibe anúncios em sites de busca.Obama também marcou forte presença nas redes sociais, além de ter criado uma rede socialprópria, a My.Barack.Obama, na qual, como destaca Gomes (2009), a interação entre osusuários era direcionada à mobilização, ou seja, quanto mais engajado na campanha for ousuário mais valorizado ele é na rede. É interessante notar que, ao que parece, o objetivo darede social de Obama não era levantar debates sobre temas relevantes para o país, masestimular as pessoas a produzir e participar de eventos, realizar visitas de porta em porta,produzir e espalhar conteúdo positivo sobre o candidato, fazer doações, convidar amigos paraparticipar da rede, dentre outras atividades da campanha.A performance do candidato no Twitter seguiu a mesma lógica de buscar visibilidade emobilização para a campanha, visto que a maior parte das mensagens postadas dizia respeito àagenda da campanha. Obama compreendeu que o forte do uso da internet e das tecnologias de comunicação on-line gira em torno de duas dezenas de ferramentas, e, assim, ao utilizar todas, conseguiu o máximo de visibilidade possível. Em uma campanha on-line, vê-se que a visibilidade não se resume a exibir conteúdo, como no modelo web clássico. A equipe de Barack Obama demonstrou grande sensibilidade à cultura de conexão eletrônica ao criar meios e ferramentas de fomento à colaboração. (GOMES, 2009)Estudos sobre campanhas políticas online no Brasil mostram que, em sua maioria, elas aindadeixam a desejar no quesito interação e diálogo com os eleitores. Pesquisas mostram ainsatisfação dos eleitores pela falta de retorno dos candidatos aos seus comentários e 11
  12. 12. ponderações na rede, e que o debate político acontece mesmo entre os eleitores e não entreestes e os candidatos, visto que os recursos para interação com os usuários são subutilizados(FLORES et al., 2011; CHIMENTO, 2010). Outras concluem, ainda, que grande parte dascampanhas tem utilizado as ferramentas online com a mesma lógica dos meios tradicionais,nos quais os eleitores são vistos como meros receptores da informação (SILVA; PESSÔA,2012).Há ainda pesquisas que mostram que, mesmo quando há interação e diálogo, o debate políticonão é privilegiado. Uma análise das conversações dos candidatos à Presidência da Repúblicaem 2010 no Twitter, por exemplo, mostra que os candidatos priorizaram mensagens quetentam persuadir pelo ethos e pelo pathos, seja tentando construir sua imagem na“intimidade” ou apostando na mobilização de eleitores e simpatizantes.4Tais formas de apropriação das ferramentas digitais continuam após as eleições entre aquelesque conquistaram um mandato. Estudos demonstram que os sites de parlamentares estão maisrelacionados à publicidade, informação e auto-promoção do que à oferta de chances reais departicipação e de diálogo na internet, sendo que a ferramenta mais utilizada visando algumtipo de interação são endereços de e-mail para que os usuários entrem em contato(MARQUES, 2007; BRAGA et al., 2012). A maioria das ferramentas encontradas nos websites estão alocadas em graus mais baixos da escala, o que pressupõe serem os websites em questão empregados mais na autopromoção do parlamentar do que no estreitamento dos laços entre os agentes políticos e os cidadãos. [...] a suspeita que se pode lançar é a de que o sistema político, aparentemente, ainda é pouco capaz de lidar com um meio de comunicação de traço interativo mais aprofundado.” (MARQUES, 2007, p. 163)A situação não é diferente no uso que é feito das ferramentas online pelos poderes executivos.Pesquisas mostram que a maioria das pessoas que acessa portais governamentais o faz para seinformar sobre serviços públicos ou gerar boletos para pagamento de impostos. Muito poucossão aqueles que acessam tais portais para expressar a sua opinião, reclamar ou fiscalizar asações do governo. Ou seja, também os governos subutilizam as potencialidades democráticasdas ferramentas online, de modo que, não há indícios de participação dos cidadãos naprodução da decisão pública (SILVA, 2005; 2006).4 FONSECA, Gabriela V. da. A retórica nas conversações dos presidenciáveis 2010 no Twitter. Trabalhoapresentado no X Congresso Brasileiro de Marketing Político, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, SãoPaulo/SP, em junho de 2011. 12
  13. 13. Movimentos contra-hegemônicosPelo contexto apresentado até aqui, parece que a comercialização é um caminho sem volta,que a internet terá o mesmo destino dos meios de comunicação de massa e que a expectativade renovação da esfera pública e do fortalecimento da democracia será mesmo frustrada. Noentanto, há outro movimento interessante em curso que não apenas defende a liberdade narede, mas também rechaça o modo de produção e a lógica imposta pelo sistema capitalista.Na Grécia, o país que mais têm sofrido, até então, com os efeitos da crise econômica queabala a economia da Europa desde 2008, têm surgido diversas iniciativas do que vem sendochamado de “movimentos de autonomia”. O país foi o primeiro a pedir empréstimos àsentidades internacionais, em troca da austeridade fiscal, que reduziu o valor do saláriomínimo, das pensões, dos salários dos funcionários públicos, dentre outros cortes de gastospúblicos.Grupos têm se organizado em redes de troca e solidariedade, cooperativas de comércio justo enegócios autogestionados, que compram mercadorias de pequenos produtores e revendemobtendo o mínimo de lucro. Em Salônica, segunda maior cidade do país, médicos voluntáriosatendem gratuitamente no Centro de Saúde Solidária, que recusou ajuda financeira do estado,e sobrevive através de redes de doações e trocas. A gestão do centro é colegiada, ou seja, nãohá hierarquia e as decisões são tomadas em assembleias. Pequenos agricultores também têmse organizado para irem às grandes cidades vender os seus produtos e, assim, boicotar ossupermercados, que pagam pouco pelos produtos e cobram altas taxas dos compradores.O mesmo espírito anticapitalista embala movimentos do ativismo político virtual, conhecidocomo hackerativismo, que já perceberam que não é possível garantir a liberdade da sociedadejunto com a liberdade do capital. Trata-se de grupos heterogêneos e descentralizados, quereúnem ativistas com diversas ideologias em defesa da liberdade na rede e contra qualquertipo de controle, seja pelos governos ou pelo capital. Um dos mais conhecidos é oAnonymous, que surgiu em 2003 na rede social 4chan, mas existem outros coletivos hackersatuando na rede como o RiseUp e o Autistici.Estes grupos agem de várias formas, desde atacando sites de governos, bancos e corporaçõespara protestar, até oferecendo navegação e troca de e-mails anônimas, livres de gravação de 13
  14. 14. IPs (número que identifica o computador). Eles também têm apoiado uma série de protestosem várias partes do mundo, como a Primavera Árabe, contra os governos autoritários empaíses do Oriente Médio e Norte da África; as manifestações no Brasil contra a aprovação doCódigo Florestal defendido pela bancada ruralista; o Movimento Occupy, que têm promovidodiversas manifestações pelo mundo contra a desigualdade econômica e social, a ganância,a corrupção.Três aspectos deste contexto chamam atenção. O primeiro é justamente essa articulaçãoglobal entre os diversos movimentos, que apesar de pertencentes a diferentes frentes de luta,têm encontrado pontos de convergência e percebido a necessidade de uma atuação conjunta.O segundo diz respeito a busca por novas práticas políticas e econômicas, como formascoletivas e descentralizadas de gestão, modos democráticos de deliberação, negócios baseadosem troca, dentre outros.O terceiro e último aspecto está mais diretamente relacionado ao hackerativismo, que é o fatodestes grupos possuírem armas muito poderosas, que vão além da pressão que a sociedadecivil pode exercer nas ruas. A mobilização é fundamental, e não é à toa que os coletivoshackers têm se associado a muitos movimentos de protestos, mas eles são mais poderosos eameaçadores frente aos governos e corporações, na medida em que possuem grandeconhecimento de linguagem computacional.Considerações finaisO potencial democrático da internet é inegável e maior do que o dos meios de comunicaçãode massa, visto que estes possuem caráter unilateral, monológico e verticalizado, enquanto arede possibilita uma comunicação dialógica e horizontalizada. No entanto, argumentamos nosentido de que tais características técnicas por si só não tornam o potencial da internetindestrutível, nem garantem que não acontecerá com a rede o mesmo processo decomercialização que destruiu o potencial democrático da imprensa, do rádio e da TV.Pelo contrário, argumentamos que tal processo já está em curso, pondo em risco apossibilidade de uma comunicação plural e livre. Mas, então, isso quer dizer que o potencialdemocrático da rede não resistirá à lógica do mercado? Como já foi dito, o nosso objetivo não 14
  15. 15. é fazer “futurologia”, apresentando uma resposta a tal questão, e sim refletir sobre o contextoque envolve a internet e buscar compreendê-lo.Como vimos, são muitos os interesses que estão por trás desta disputa para se delinear umaestrutura para a rede, e nem mesmo as empresas convergem com relação a isso, o que é bom,pois, as fragilizam enquanto bloco de poder. Por outro lado, existem os grupos de ativistasvirtuais se articulando a outros movimentos sociais em todo mundo contra a lógica do sistemahegemônico e, inclusive, buscando práticas políticas mais democráticas. Ou seja, eles nãoapenas estão construindo e difundindo um discurso contra-hegemônico, mas tambémmostrando na prática que é possível se organizar e viver sob outra lógica.É claro que devemos levar em consideração a crise econômica que abala o sistema capitalistadesde 2008. Como sabemos, em momentos de crise e grande insatisfação as pessoas tendem asair da passividade, participar e buscar alternativas. Por isso, podemos imaginar, por exemplo,que se mais uma vez o capitalismo contornar a crise tudo volte ao seu lugar, que as pessoasretornem aos seus trabalhos, às suas vidas individualizadas, e todo este movimentodesapareça. Ou, ainda, que mesmo que os movimentos de protestos se arrefeçam, talvez osativistas virtuais continuem atuantes, ameaçando a estabilidade de governos e corporações e,assim, freando os impulsos que querem controlar, vigiar e dominar a rede.Enfim, a disputa está em curso e pode nos levar a diferentes possibilidades, por isso, devemoscontinuar atentos para não perdermos o bonde da história. 15
  16. 16. ReferênciasBOLAÑO, César. Radio, TV, internet. Impressões sobre as Teorias do Radio de Brecht.Revista de Economía Política de las Tecnologías de la Información y Comunicación , vol.V,n.2, Mayo/Ago., 2003.BRAGA, Sérgio, FRANÇA, Andressa; MARTINS, Fernando R. Internet, democracia epolítica num ano eleitoral. 2006. Disponível em:<http://www.paranaeleitoral.gov.br/artigo_impresso.php?cod_texto=218> Acesso em: 10maio 2012.CAVALLINI, Ricardo. O Marketing depois de amanhã – Explorando novas tecnologiaspara revolucionar a comunicação. 2. ed., São Paulo: Editora do Autor, 2008.CHIMENTO, Marcelo. Interações Limitadas: Relações entre leitores e blogueiros nacampanha eleitoral de 2008. Contemporânea, ed.15, v.8, n. 2, p. 70-81, 2010.COMBÈS, Yolande; KOCERGIN, Sofia. A intermediação na internet: um objeto dequestionamento para as indústrias culturais. Líbero, v. 12, n. 23, p. 43-52, São Paulo, jun.de 2009.DEMO, Pedro. Coisas velhas em coisas novas: novas “velhas tecnologias”. Ci. Inf.,Brasília, DF, v. 39 n. 1, p.108-121, jan./abr., 2010.EISENBERG, José. Internet, Democracia e República. DADOS – Revista de CiênciasSociais, Rio de Janeiro, Vol. 46, n. 3, 2003, pp. 491 a 511.FLORES, Gabriel; BARTH, Mauricio; FREITAS, Ernani Cesar de. Marketing PolíticoDigital: Estudo sobre estratégias de comunicação e inovação nas eleições presidenciaisde 2010. Revista Eletrônica do Mestrado em Administração da Universidade Potiguar. AnoIV, n. 1, p. 18-29, out. 2011/mar. 2012GOMES, Wilson; MAIA, Rousiley. Comunicação e Democracia: Problemas &Perspectivas. São Paulo: Paulus, 2008. p. 293-326.GOMES, W; FERNANDES, B.; SILVA, T. (2009). “POLITICS 2.0”: Acampanha on-line de Barack Obama em 2008. Revista de Sociologia e Política,Curitiba, v. 17, n. 34, p. 29-43.GUEDES, Olga. As novas tecnologias de comunicação e informação: novosmecanismos de exclusão social? Perspect. cienc. inf., Belo Horizonte, v. 3, n. 1, p.21 - 26, jan/jun.1998.LEAL FILHO, L. A TV Pública. In: HAMBURGER, E.; BUCCI, E. (org.). A TVaos 50: Criticando a televisão brasileira no seu cinqüentenário. Fundação PerseuAbramo, São Paulo, 2000. p. 153-165.______________. TV, um poder sem controle. In: Comunicação & Educação, São Paulo,[16]: 75 a 80, set./dez., 1999. 16
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