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Eugenia: o perigo das ideologias!




                       Prof. Wendell Guedes
EUGENIA: Termo criado por
Francis Galton (1822-1911) que
significa “bem-nascido”.

Galton assim definiu eugenia:
“o estudo dos agentes sob o
controle social que podem
melhorar ou empobrecer as
qualidades raciais das futuras
gerações    seja    física   ou
mentalmente”.
Consequências diretas da eugenia: discriminação de
pessoas por categorias e rotulação de pessoas como
aptas ou não-aptas para a reprodução.
Galton era primo de Darwin e
se apoiou na obra deste, “A
origem das Espécies”, na qual
consta a teoria da “seleção
natural” para propor a
“seleção artificial” para o
aprimoramento da espécie
humana segundo os critérios
da época.

Em seus estudos, Galton concluiu que a inteligência de uma
determinada família se transmite hereditariamente. Por acreditar
na condição inata do indivíduo, não analisou os meios sociais
como interferência      na determinação da inteligência dos
indivíduos. Propôs, assim, a eugenia positiva através de
casamentos seletivos. Em contraposição, tínhamos também a
eugenia negativa.
Contextualizando:

• Na Inglaterra do século XIX, várias transformações desencadeadas pela
  segunda fase da Revolução Industrial alteraram profundamente a vida social.
  O medo burguês da multidão nascente, aliado ao triunfo do discurso
  científico, encontra na biologia um meio de pôr ordem no aparente caos
  social: reurbanização, disciplina e políticas de higiene pública;

• Teoria Malthusiana: a população inglesa crescia nas classes pobres e
  diminuía nas classes mais ricas e cultas, e se temia uma degeneração
  biológica.
Eugenia Positiva:          Eugenia Negativa:

Incentiva   pessoas        Impede que pessoas
saudáveis a terem          com limitações se
mais filhos para           reproduzam           ou
garantir           a   X   “contaminem”          a
reprodução        da       “raça       superior”.
“melhor” espécie.          Podendo       inclusive
                           exterminar           os
                           “inferiores”.
O capitalismo a serviço da eugenia:

• O patrocínio das pesquisas eugênicas começou nos
  Estados Unidos através dos milionários Rockfeller,
  Harriman, Carnegie e tantos outros que financiavam os
  cientistas de universidades como Harvard, Yale,
  Princeton e Stanford.
• A eugenia negativa surge nos EUA, consistindo na
  eliminação das futuras gerações de incapazes.

• Métodos: proibição de casamentos         entre   pobres,
  esterilização coercitiva e eutanásia.

• Estima-se que nos EUA, em 1909, foram esterilizadas
  60.000 pessoas, metade delas na Califórnia.
Hoje, quando pensamos
em eugenia, é inevitável a
associação imediata à
Alemanha nazista, mas
foram os Estados Unidos
que implementaram o
mais bem-sucedido e
organizado     plano   de
eugenização social da
história, que segue ativo
até os nossos dias.
A educação nazista: a radicalidade alemã.
• A eugenia na Alemanha teve vida mais curta, porém mais intensa;
• 1933: lei de esterilização compulsória;
• 1935: Leis de Nuremberg: proibiam o contato sexual de alemães com
  judeus, deficientes mentais ou físicos, pessoas com doenças
  contagiosas ou hereditárias;
• Entre 1939 e o fim da guerra, 250 mil casos de eutanásia foram
  documentados, entre alemães com problemas mentais e deficiências
  físicas;
• No início da década de 1940, judeus, ciganos, homossexuais e
  oponentes do regime foram assassinados nas câmaras de gás, por
  meio de injeções letais ou abandonados à morte por desnutrição.
Eugenia pelo mundo:

• Durante o período Meiji (1868-1912), o Japão implantou técnicas de
  melhoramento da raça através de um programa para a produção de
  futuros samurais;
• A China, por outro lado, tem fama de praticar a eugenia atualmente.
  Uma lei de 1995, que atinge 70% da população chinesa, prevê exames
  pré-nupciais para o controle de doenças genéticas, infecciosas ou
  mentais;
• América Latina: Argentina significava o “melhor do pior da Europa”; o
  México, com sua maioria racial de índios e mestiços, afastava-se da
  norma branca europeia; e, finalmente, o Brasil, com seu clima
  tropical, estimulava a miscigenação e, portanto, sua deterioração
  racial. Dessa forma, a América Latina abraçou a nova teoria científica
  de melhoramento racial para resolver o problema da miscigenação,
  até então muito malvisto pelos europeus;
• Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia.
A eugenia no Brasil:

• Renato Kehl impulsionou a fundação da
  Sociedade Eugênica de São Paulo (Sesp),
  em 1918;
• Em 1920, Kehl muda-se para o Rio de
  Janeiro e ao lado de outros médicos
  psiquiatras participa da fundação da
  Liga Brasileira de Higiene Mental
  (LBHM);
• Renato Kehl organizou então a Comissão
  Central Brasileira de Eugenia (CCBE)
  sob inspiração da Comissão da
  Sociedade Alemã de Higiene Racial, com
  a qual se correspondia;
• Governo Vargas: Oliveira Vianna
  contribui para a formulação da Lei de
  Restrição à Imigração. Mais política do
  que racial, a medida barrou a entrada no
  Brasil de asiáticos e judeus denominados
  pelos eugenistas como não-assimiláveis.
MONTEIRO LOBATO E O CHOQUE DAS RAÇAS

O choque das raças ou o presidente negro é o único
romance escrito por Monteiro Lobato. Em 1926, o autor
criou uma trama futurista num tempo regido pela
eugenia, no qual é eleito o primeiro presidente negro
dos Estados Unidos, no ano de 2228. A partir desse
enredo, Lobato faz a defesa dos ideais eugênicos. O
entusiasmo com a doutrina aparece também em carta
escrita a seu amigo, o médico Renato Kehl:

“Renato, tu és o pai da eugenia no Brasil e a ti devia eu
dedicar meu Choque, grito de guerra pró-eugenia. Vejo
que errei não te pondo lá no frontispício, mas perdoai a
este estropeado amigo. (...) Precisamos lançar,
vulgarizar estas idéias. A humanidade precisa de uma
coisa só: póda. É como a vinha. Lobato.”

A ficção de Lobato contém em si a junção de todos os
desejos e medos de uma sociedade eugenizada. Segundo
o autor, o princípio da eficiência “resolverá todos os
problemas materiais dos americanos, como o eugenismo
resolverá todos os problemas morais”. Para Lobato, a
eugenia e a eficiência seriam as chaves para solucionar
os males da humanidade.
Questões Éticas

• Até que ponto o Estado tem o poder de interferir
  nas questões reprodutivas dos cidadãos?
• Até mesmo dos animais?
• Apesar de o assunto eugenia sempre pôr a tona o
  aspecto cruel da manipulação genética, seria esta
  talvez uma forma de eliminarmos de vez doenças
  a muito conhecidas e sem cura por
  serem doenças genéticas ?
As consequências de alguns estudos
influenciados pela eugenia deram nisso:
EXPERIÊNCIAS
  MÉDICAS
Eis o que dizia o defensor
     destas práticas:
Para refletir:

Nós temos, sim, um grande papel a
desempenhar na vida e na sociedade
e, mesmo aquilo que pareça não nos
afetar diretamente hoje, um dia pode
chegar até nós.
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ano de muito estudo, dedicação e,
     certamente, de grandes
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Atitude...
o primeiro passo
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“Não basta ter belos sonhos para realizá-los.
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                  de sonhar grande.
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               Sonhos, acredite neles”.

                     Lênin.
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Revolucão Francesa
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Revolucão Industrial
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Aula inaugural - Sintufce - Eugenia

  • 1. Eugenia: o perigo das ideologias! Prof. Wendell Guedes
  • 2. EUGENIA: Termo criado por Francis Galton (1822-1911) que significa “bem-nascido”. Galton assim definiu eugenia: “o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente”. Consequências diretas da eugenia: discriminação de pessoas por categorias e rotulação de pessoas como aptas ou não-aptas para a reprodução.
  • 3. Galton era primo de Darwin e se apoiou na obra deste, “A origem das Espécies”, na qual consta a teoria da “seleção natural” para propor a “seleção artificial” para o aprimoramento da espécie humana segundo os critérios da época. Em seus estudos, Galton concluiu que a inteligência de uma determinada família se transmite hereditariamente. Por acreditar na condição inata do indivíduo, não analisou os meios sociais como interferência na determinação da inteligência dos indivíduos. Propôs, assim, a eugenia positiva através de casamentos seletivos. Em contraposição, tínhamos também a eugenia negativa.
  • 4. Contextualizando: • Na Inglaterra do século XIX, várias transformações desencadeadas pela segunda fase da Revolução Industrial alteraram profundamente a vida social. O medo burguês da multidão nascente, aliado ao triunfo do discurso científico, encontra na biologia um meio de pôr ordem no aparente caos social: reurbanização, disciplina e políticas de higiene pública; • Teoria Malthusiana: a população inglesa crescia nas classes pobres e diminuía nas classes mais ricas e cultas, e se temia uma degeneração biológica.
  • 5. Eugenia Positiva: Eugenia Negativa: Incentiva pessoas Impede que pessoas saudáveis a terem com limitações se mais filhos para reproduzam ou garantir a X “contaminem” a reprodução da “raça superior”. “melhor” espécie. Podendo inclusive exterminar os “inferiores”.
  • 6. O capitalismo a serviço da eugenia: • O patrocínio das pesquisas eugênicas começou nos Estados Unidos através dos milionários Rockfeller, Harriman, Carnegie e tantos outros que financiavam os cientistas de universidades como Harvard, Yale, Princeton e Stanford. • A eugenia negativa surge nos EUA, consistindo na eliminação das futuras gerações de incapazes. • Métodos: proibição de casamentos entre pobres, esterilização coercitiva e eutanásia. • Estima-se que nos EUA, em 1909, foram esterilizadas 60.000 pessoas, metade delas na Califórnia.
  • 7. Hoje, quando pensamos em eugenia, é inevitável a associação imediata à Alemanha nazista, mas foram os Estados Unidos que implementaram o mais bem-sucedido e organizado plano de eugenização social da história, que segue ativo até os nossos dias.
  • 8. A educação nazista: a radicalidade alemã.
  • 9. • A eugenia na Alemanha teve vida mais curta, porém mais intensa; • 1933: lei de esterilização compulsória; • 1935: Leis de Nuremberg: proibiam o contato sexual de alemães com judeus, deficientes mentais ou físicos, pessoas com doenças contagiosas ou hereditárias; • Entre 1939 e o fim da guerra, 250 mil casos de eutanásia foram documentados, entre alemães com problemas mentais e deficiências físicas; • No início da década de 1940, judeus, ciganos, homossexuais e oponentes do regime foram assassinados nas câmaras de gás, por meio de injeções letais ou abandonados à morte por desnutrição.
  • 10. Eugenia pelo mundo: • Durante o período Meiji (1868-1912), o Japão implantou técnicas de melhoramento da raça através de um programa para a produção de futuros samurais; • A China, por outro lado, tem fama de praticar a eugenia atualmente. Uma lei de 1995, que atinge 70% da população chinesa, prevê exames pré-nupciais para o controle de doenças genéticas, infecciosas ou mentais; • América Latina: Argentina significava o “melhor do pior da Europa”; o México, com sua maioria racial de índios e mestiços, afastava-se da norma branca europeia; e, finalmente, o Brasil, com seu clima tropical, estimulava a miscigenação e, portanto, sua deterioração racial. Dessa forma, a América Latina abraçou a nova teoria científica de melhoramento racial para resolver o problema da miscigenação, até então muito malvisto pelos europeus; • Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia.
  • 11. A eugenia no Brasil: • Renato Kehl impulsionou a fundação da Sociedade Eugênica de São Paulo (Sesp), em 1918; • Em 1920, Kehl muda-se para o Rio de Janeiro e ao lado de outros médicos psiquiatras participa da fundação da Liga Brasileira de Higiene Mental (LBHM); • Renato Kehl organizou então a Comissão Central Brasileira de Eugenia (CCBE) sob inspiração da Comissão da Sociedade Alemã de Higiene Racial, com a qual se correspondia; • Governo Vargas: Oliveira Vianna contribui para a formulação da Lei de Restrição à Imigração. Mais política do que racial, a medida barrou a entrada no Brasil de asiáticos e judeus denominados pelos eugenistas como não-assimiláveis.
  • 12. MONTEIRO LOBATO E O CHOQUE DAS RAÇAS O choque das raças ou o presidente negro é o único romance escrito por Monteiro Lobato. Em 1926, o autor criou uma trama futurista num tempo regido pela eugenia, no qual é eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, no ano de 2228. A partir desse enredo, Lobato faz a defesa dos ideais eugênicos. O entusiasmo com a doutrina aparece também em carta escrita a seu amigo, o médico Renato Kehl: “Renato, tu és o pai da eugenia no Brasil e a ti devia eu dedicar meu Choque, grito de guerra pró-eugenia. Vejo que errei não te pondo lá no frontispício, mas perdoai a este estropeado amigo. (...) Precisamos lançar, vulgarizar estas idéias. A humanidade precisa de uma coisa só: póda. É como a vinha. Lobato.” A ficção de Lobato contém em si a junção de todos os desejos e medos de uma sociedade eugenizada. Segundo o autor, o princípio da eficiência “resolverá todos os problemas materiais dos americanos, como o eugenismo resolverá todos os problemas morais”. Para Lobato, a eugenia e a eficiência seriam as chaves para solucionar os males da humanidade.
  • 13. Questões Éticas • Até que ponto o Estado tem o poder de interferir nas questões reprodutivas dos cidadãos? • Até mesmo dos animais? • Apesar de o assunto eugenia sempre pôr a tona o aspecto cruel da manipulação genética, seria esta talvez uma forma de eliminarmos de vez doenças a muito conhecidas e sem cura por serem doenças genéticas ?
  • 14. As consequências de alguns estudos influenciados pela eugenia deram nisso:
  • 15.
  • 17. Eis o que dizia o defensor destas práticas:
  • 18.
  • 19. Para refletir: Nós temos, sim, um grande papel a desempenhar na vida e na sociedade e, mesmo aquilo que pareça não nos afetar diretamente hoje, um dia pode chegar até nós.
  • 20. Sejam tod@s bem vindos para um ano de muito estudo, dedicação e, certamente, de grandes resultados!
  • 22. ... a realização dos Sonhos!
  • 23. “Não basta ter belos sonhos para realizá-los. Mas ninguém realiza grandes obras se não for capaz de sonhar grande. Podemos mudar o nosso destino, se nos dedicarmos à luta pela realização de nossos ideais. É preciso sonhar, mas com a condição de crer em nosso sonho; de examinar com atenção a vida real; de confrontar nossa observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossa fantasia. Sonhos, acredite neles”. Lênin.