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"Resumo sobre evolução"
As espécies existentes no planeta atualmente são resultado de milhares de
anos de evolução. Evolução é um termo utilizado para se referir às
mudanças que os organismos sofrem ao longo do tempo. Quando falamos
de evolução, não nos referimos a um indivíduo somente. A evolução é
observada nas populações, através das diferenças que vão surgindo de uma
geração para outra. Na Antiguidade, a ideia de evolução não existia, e as
pessoas se apoiavam na concepção da imutabilidade das espécies (fixismo).
Segundo o fixismo, as espécies hoje encontradas no planeta já existiam no
passado, não havendo mudanças ao longo do tempo. Até meados do século
XIX, o fixismo foi a ideia dominante. Atualmente, no entanto, a teoria de
que as espécies evoluem já é bem reconhecida.
Evidências da evolução
Algumas evidências sustentam a ideia de que as espécies sofreram
mudança ao longo do tempo, tais como:
• Fósseis: os fósseis são restos ou vestígios de organismos que viveram no
passado e foram, de alguma forma, preservados. Ossos, carapaças,
conchas, dentes, troncos e pegadas, por exemplo, podem ser encontrados
preservados, nos dando pistas de como era a fauna, flora e o ambiente no
passado daquela região. Para saber mais sobre esse tipo de evidência
evolutiva, clique aqui.
• Órgãos homólogos: os órgãos chamados de homólogos são aqueles que
possuem origem embrionária semelhante, apesar de nem sempre
exercerem a mesma função. Observando os membros anteriores de seres
humanos, cães e baleias, por exemplo, percebe-se que todos apresentam o
mesmo padrão de ossos, porém esses membros desempenham diferentes
funções, as quais se relacionam com o ambiente em que cada animal vive.
Essa semelhança indica que esses animais compartilharam um ancestral
comum.
• Órgãos vestigiais: são órgãos que perderam sua função ancestral e, muitas
vezes, encontram-se reduzidos. Um exemplo são pequenas pernas que
podem ser observadas em algumas espécies de serpentes. Para saber mais
sobre essas estruturas, clique aqui.
• Evidências celulares e moleculares: a nível molecular e celular, os seres
vivos apresentam características que permitem observar a ancestralidade.
O macaco bonobo, por exemplo, apresenta mapa genético 98,7% igual ao
do homem, o que indica que eles compartilharam um ancestral comum.
Teorias da evolução
Lamarckismo
Jean-Baptiste de Lamarck (1744–1829), o grande responsável pela teoria
hoje conhecida como Lamarckismo, acreditou que as espécies eram
imutáveis até 1800. Ao estudar moluscos, no entanto, percebeu que as
espécies sofriam modificações, as quais, segundo o pesquisador, ocorriam
de maneira gradual e contínua. Lamarck explicou suas ideias na obra
Filosofia Zoológica (Philosophie Zoologique, 1809), a qual se destaca como
um marco na forma como entendemos a história de vida de cada espécie.
Segundo Lamarck, os seres vivos progrediam rumo a uma maior
complexidade por meio de dois processos:
Uso e desuso: de acordo com essa ideia, o uso diferenciado dos órgãos fazia
com que alguns fossem mais desenvolvidos que outros. Aqueles que não
eram usados de maneira constante tendiam a atrofiar. Um exemplo seriam
os peixes que vivem em águas profundas, que não necessitam de visão
desenvolvida em um ambiente desprovido de luz e, por isso, segundo o
Lamarckismo, tiveram seus olhos atrofiados.
Transmissão dos caracteres adquiridos: de acordo com essa ideia, todas as
características que o indivíduo adquire durante a vida são passadas para as
próximas gerações. Hoje sabemos que as ideias de Lamarck, apesar de sua
importância no entendimento da evolução das espécies, estavam
equivocadas. Uma pessoa que faz exercícios e apresenta músculos bastante
desenvolvidos, por exemplo, não passará essa característica aos seus filhos,
uma vez que apenas alterações a nível genético podem ser passadas de uma
geração para a outra.
Darwinismo
O Darwinismo é a teoria da evolução proposta por Charles Robert Darwin
(1809–1882). Sua ideia evolutiva foi publicada em um livro intitulado A
origem das espécies por meio da seleção natural, o qual até os dias atuais
é considerado um dos livros mais influentes de todos os tempos.
Charles Darwin, assim como Lamarck, acreditava que os seres vivos sofriam
mudanças ao longo do tempo. Entretanto, a forma como essas mudanças
ocorriam é entendida de maneira distinta pelos dois pesquisadores. De
acordo com Darwin, a evolução das espécies apoia-se em dois pontos
principais: Ancestralidade comum: de acordo com o Darwinismo, as
espécies atuais surgiram a partir de uma sucessão de ancestrais, o que
significa que diferentes espécies possuem ancestrais comuns. A expressão
utilizada pelo pesquisador para referenciar essa história evolutiva é
“descendência com modificação”. Variabilidade e seleção natural: de
acordo com o Darwinismo, indivíduos de uma mesma espécie apresentam
diferenças entre si, as quais podem favorecer o desenvolvimento de um
indivíduo e prejudicar o desenvolvimento de outro. O ambiente natural
atuaria nessa variabilidade, selecionando os indivíduos mais aptos a
sobreviver em determinado ambiente.
Imagine, por exemplo, o clássico exemplo das girafas. De acordo com a ideia
de Lamarck, as girafas conseguiram o pescoço longo devido ao ato
constante de esticar seu pescoço para capturar as folhas mais altas. De
acordo com a ideia de Darwin, existiam girafas com pescoço longo e girafas
com pescoço curto (variabilidade). As girafas com pescoço longo
apresentavam chances aumentadas de conseguir alimento nas plantas mais
altas, aumentando a sua vantagem de conseguir alimento em relação às
outras.Com maior chance de sucesso e sobrevivência, as girafas com
pescoços longos apresentavam também maior chance de reprodução. Com
isso, elas foram passando suas características para seus descendentes, e a
presença de pescoço longo se tornou comum na população de girafas.
É importante salientar que a ideia de seleção natural proposta por Darwin
também foi desenvolvida, de maneira independente, por outro naturalista:
Alfred Russel Wallace (1823–1913). Darwin e Wallace apresentaram juntos
os trabalhos em sessão da Sociedade Lineana de Londres. Entretanto,
Darwin rapidamente finalizou seu livro e o publicou, ficando reconhecido
em todo o mundo como o responsável pelo desenvolvimento da ideia de
seleção natural.
Neodarwinismo
O Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução é uma teoria
evolucionista que se baseia no Darwinismo, porém adiciona a essa ideia
alguns conhecimentos científicos atuais, como os conceitos de mutação,
recombinação genética e deriva genética. Essa teoria permite que lacunas
existentes no Darwinismo sejam preenchidas a partir de conhecimentos
que não existiam na época e hoje são amplamente reconhecidos. Um
exemplo é o entendimento das mutações. Darwin sabia que a variabilidade
genética existia entre os indivíduos, porém não sabia que a fonte primária
dessa variabilidade era a alteração aleatória e repentina do material
genético. Para saber mais sobre essa teoria,”
Veja mais sobre “Evolução” em:
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/evolucao.htm.

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  • 1. "Resumo sobre evolução" As espécies existentes no planeta atualmente são resultado de milhares de anos de evolução. Evolução é um termo utilizado para se referir às mudanças que os organismos sofrem ao longo do tempo. Quando falamos de evolução, não nos referimos a um indivíduo somente. A evolução é observada nas populações, através das diferenças que vão surgindo de uma geração para outra. Na Antiguidade, a ideia de evolução não existia, e as pessoas se apoiavam na concepção da imutabilidade das espécies (fixismo). Segundo o fixismo, as espécies hoje encontradas no planeta já existiam no passado, não havendo mudanças ao longo do tempo. Até meados do século XIX, o fixismo foi a ideia dominante. Atualmente, no entanto, a teoria de que as espécies evoluem já é bem reconhecida. Evidências da evolução Algumas evidências sustentam a ideia de que as espécies sofreram mudança ao longo do tempo, tais como: • Fósseis: os fósseis são restos ou vestígios de organismos que viveram no passado e foram, de alguma forma, preservados. Ossos, carapaças, conchas, dentes, troncos e pegadas, por exemplo, podem ser encontrados preservados, nos dando pistas de como era a fauna, flora e o ambiente no passado daquela região. Para saber mais sobre esse tipo de evidência evolutiva, clique aqui. • Órgãos homólogos: os órgãos chamados de homólogos são aqueles que possuem origem embrionária semelhante, apesar de nem sempre exercerem a mesma função. Observando os membros anteriores de seres humanos, cães e baleias, por exemplo, percebe-se que todos apresentam o mesmo padrão de ossos, porém esses membros desempenham diferentes funções, as quais se relacionam com o ambiente em que cada animal vive. Essa semelhança indica que esses animais compartilharam um ancestral comum. • Órgãos vestigiais: são órgãos que perderam sua função ancestral e, muitas vezes, encontram-se reduzidos. Um exemplo são pequenas pernas que podem ser observadas em algumas espécies de serpentes. Para saber mais sobre essas estruturas, clique aqui.
  • 2. • Evidências celulares e moleculares: a nível molecular e celular, os seres vivos apresentam características que permitem observar a ancestralidade. O macaco bonobo, por exemplo, apresenta mapa genético 98,7% igual ao do homem, o que indica que eles compartilharam um ancestral comum. Teorias da evolução Lamarckismo Jean-Baptiste de Lamarck (1744–1829), o grande responsável pela teoria hoje conhecida como Lamarckismo, acreditou que as espécies eram imutáveis até 1800. Ao estudar moluscos, no entanto, percebeu que as espécies sofriam modificações, as quais, segundo o pesquisador, ocorriam de maneira gradual e contínua. Lamarck explicou suas ideias na obra Filosofia Zoológica (Philosophie Zoologique, 1809), a qual se destaca como um marco na forma como entendemos a história de vida de cada espécie. Segundo Lamarck, os seres vivos progrediam rumo a uma maior complexidade por meio de dois processos: Uso e desuso: de acordo com essa ideia, o uso diferenciado dos órgãos fazia com que alguns fossem mais desenvolvidos que outros. Aqueles que não eram usados de maneira constante tendiam a atrofiar. Um exemplo seriam os peixes que vivem em águas profundas, que não necessitam de visão desenvolvida em um ambiente desprovido de luz e, por isso, segundo o Lamarckismo, tiveram seus olhos atrofiados. Transmissão dos caracteres adquiridos: de acordo com essa ideia, todas as características que o indivíduo adquire durante a vida são passadas para as próximas gerações. Hoje sabemos que as ideias de Lamarck, apesar de sua importância no entendimento da evolução das espécies, estavam equivocadas. Uma pessoa que faz exercícios e apresenta músculos bastante desenvolvidos, por exemplo, não passará essa característica aos seus filhos, uma vez que apenas alterações a nível genético podem ser passadas de uma geração para a outra. Darwinismo O Darwinismo é a teoria da evolução proposta por Charles Robert Darwin (1809–1882). Sua ideia evolutiva foi publicada em um livro intitulado A origem das espécies por meio da seleção natural, o qual até os dias atuais é considerado um dos livros mais influentes de todos os tempos.
  • 3. Charles Darwin, assim como Lamarck, acreditava que os seres vivos sofriam mudanças ao longo do tempo. Entretanto, a forma como essas mudanças ocorriam é entendida de maneira distinta pelos dois pesquisadores. De acordo com Darwin, a evolução das espécies apoia-se em dois pontos principais: Ancestralidade comum: de acordo com o Darwinismo, as espécies atuais surgiram a partir de uma sucessão de ancestrais, o que significa que diferentes espécies possuem ancestrais comuns. A expressão utilizada pelo pesquisador para referenciar essa história evolutiva é “descendência com modificação”. Variabilidade e seleção natural: de acordo com o Darwinismo, indivíduos de uma mesma espécie apresentam diferenças entre si, as quais podem favorecer o desenvolvimento de um indivíduo e prejudicar o desenvolvimento de outro. O ambiente natural atuaria nessa variabilidade, selecionando os indivíduos mais aptos a sobreviver em determinado ambiente. Imagine, por exemplo, o clássico exemplo das girafas. De acordo com a ideia de Lamarck, as girafas conseguiram o pescoço longo devido ao ato constante de esticar seu pescoço para capturar as folhas mais altas. De acordo com a ideia de Darwin, existiam girafas com pescoço longo e girafas com pescoço curto (variabilidade). As girafas com pescoço longo apresentavam chances aumentadas de conseguir alimento nas plantas mais altas, aumentando a sua vantagem de conseguir alimento em relação às outras.Com maior chance de sucesso e sobrevivência, as girafas com pescoços longos apresentavam também maior chance de reprodução. Com isso, elas foram passando suas características para seus descendentes, e a presença de pescoço longo se tornou comum na população de girafas. É importante salientar que a ideia de seleção natural proposta por Darwin também foi desenvolvida, de maneira independente, por outro naturalista: Alfred Russel Wallace (1823–1913). Darwin e Wallace apresentaram juntos os trabalhos em sessão da Sociedade Lineana de Londres. Entretanto, Darwin rapidamente finalizou seu livro e o publicou, ficando reconhecido em todo o mundo como o responsável pelo desenvolvimento da ideia de seleção natural. Neodarwinismo O Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução é uma teoria evolucionista que se baseia no Darwinismo, porém adiciona a essa ideia alguns conhecimentos científicos atuais, como os conceitos de mutação,
  • 4. recombinação genética e deriva genética. Essa teoria permite que lacunas existentes no Darwinismo sejam preenchidas a partir de conhecimentos que não existiam na época e hoje são amplamente reconhecidos. Um exemplo é o entendimento das mutações. Darwin sabia que a variabilidade genética existia entre os indivíduos, porém não sabia que a fonte primária dessa variabilidade era a alteração aleatória e repentina do material genético. Para saber mais sobre essa teoria,” Veja mais sobre “Evolução” em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/evolucao.htm.