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RELATÓRIO
PEDAGÓGICO
2011
SARESP
LÍNGUA
PORTUGUESA
500
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Relatório Pedagógico
LÍNGUA
PORTUGUESA
SARESP
2011 SARESP2011RelatórioPedagógico-LínguaPortuguesa
ISSN 2236-8574
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Governador
Geraldo Alckmin
Secretário da Educação
Herman Voorwald
Secretário-Adjunto
João Cardoso Palma Filho
Chefe de Gabinete
Fernando Padula
Coordenadoria de Informação, Monitoramento e Avaliação
Educacional
Maria Lúcia Barros Azambuja Guardia
Coordenadoria de Gestão da Educação Básica
Leila Aparecida Viola Mallio
Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos
Jorge Sagae
Coordenadoria de Orçamentos e Finanças
Claudia Chiaroni Afuso
Coordenadoria de Infraestrutura e Serviços Escolares
Ana Leonor Sala Alonso
Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores
Vera Lúcia Cabral Costa
Presidência da Fundação para o Desenvolvimento
da Educação
José Bernardo Ortiz
Execução: Fundação Vunesp
Organização:
Zuleika de Felice Murrie
Marcelo Franco Fossey
Ubirajara Inácio de Araújo
Ligia Maria Vettorato Trevisan
Tânia Cristina Arantes Macedo de Azevedo
Leitura Crítica: CGEB
Ciclo I
Claudinéia Aparecida Cunha de Campos
Márcia Soares de Araújo Feitosa
Língua Portuguesa
Clarícia Akemi Eguti
Idê Moraes dos Santos
Katia Regina Pessoa
Mara Lucia David
Roseli Cordeiro Cardoso
Rozeli Frasca Bueno Alves
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Praça da República, 53
01045-903 – Centro – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3218-2000
www.educacao.sp.gov.br
Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE
Av. São Luiz, 99
01046-001 – República – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3158-4000
www.fde.sp.gov.br
I
RELATÓRIO
PEDAGÓGICO
2011
SARESP
LÍNGUA
PORTUGUESA
500
475
450
425
400
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225
200
175
150
125
100
75
50
25
II
III
APRESENTAÇÃO
Caros Professores e Gestores da Educação,
A realização de avaliações externas do desempenho educacional de alunos, redes e sistemas de
ensino constitui, atualmente, pauta frequente na grande maioria das escolas brasileiras, qualquer que
seja o nível de ensino que ofereçam.
Nosso Estado, particularmente, além de participar das avaliações nacionais, promove a avaliação
externa da Educação Básica efetivada pelo SARESP, cujas características asseguram a identidade de
processo avaliativo de sistema, em larga escala, orientado por uma matriz de referência distinta, que faz
interlocução com o Currículo do Estado de São Paulo e tem fornecido ao público, ao longo das contínuas
edições, informações periódicas sobre os resultados do aprendizado dos alunos, permitindo acompanhar
a evolução do desempenho e dos diversos fatores que influenciam a qualidade do ensino no sistema
educativo.
Nessa perspectiva, adquire grande importância a divulgação e análise dos resultados do SARESP,
pois o conhecimento dessas informações e sua discussão, inspiram o aperfeiçoamento das atividades
de formação continuada, a correção de rumos em projetos pedagógicos e a implementação de políticas
públicas que incluem desde transformações na carreira docente até maior atenção à avaliação em
processo na aprendizagem escolar.
Assim, os Relatórios Pedagógicos do SARESP ao analisarem e explicitarem os resultados da
avaliação, permitem às escolas olhar para seu processo de ensino-aprendizagem e para sua proposta
pedagógica, com base em dados objetivos, realizando cotejamentos e análises para tomadas de decisão
na esfera que lhes compete e que está sob sua governabilidade.
Também às instâncias regionais e centrais, no seu âmbito de gestão, o acompanhamento deste
processo e o apoio às atividades necessárias são fundamentais para que juntas – Escolas – Diretorias de
Ensino – Coordenadorias – Secretarias Municipais – Secretaria de Estado -– possam dar continuidade ao
aprimoramento de programas e projetos destinados à Educação Básica pública do Estado de São Paulo,
com vistas a aperfeiçoar os processos de ensino-aprendizagem. Nossa convicção aposta nesse caminho
como decisivo para a melhoria qualitativa da educação paulista.
Herman Voorwald
Secretário da Educação do Estado de São Paulo
IV
V
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ..........................................................................................................................................................................................	VII
PARTE I – DADOS GERAIS .......................................................................................................................................................................	1
1. O SARESP 2011 ....................................................................................................................................................................................	1
1.1. Características Gerais do SARESP 2011 ...........................................................................................................................................	3
1.2. Classificação e Descrição dos Níveis de Proficiência do SARESP ...................................................................................................	 5
2. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO ........................................................................................................................................................	7
2.1. Provas ..............................................................................................................................................................................................	9
2.2. Questionários de Contexto ............................................................................................................................................................. 	11
3. ABRANGÊNCIA DO SARESP 2011 .......................................................................................................................................................	13
PARTE II – RESULTADOS SARESP 2011 – LÍNGUA PORTUGUESA .........................................................................................................	19
1. RESULTADOS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO ................................................................................................................................	19
1.1. 3º Ano do Ensino Fundamental: Médias de Desempenho ...............................................................................................................	21
1.2. 5º, 7º e 9º Anos do Ensino Fundamental e 3ª Série do Ensino Médio .............................................................................................	24
1. 2.1. Níveis de Proficiência em Língua Portuguesa ............................................................................................................................	27
1. 2. 2. Comparação de Resultados do SARESP 2011 com SARESP 2009 a 2010 e Prova Brasil/SAEB ..............................................	29
1. 2. 3. Desempenho em Redação ......................................................................................................................................................	33
2. RESULTADOS DAS ESCOLAS TÉCNICAS ESTADUAIS – ETE ..............................................................................................................	37
2.1. Resultados Comparativos do SARESP – ETE com o SAEB .............................................................................................................	41
2.2. Resultados da Redação – ETE .........................................................................................................................................................	42
PARTE III – ANÁLISE PEDAGÓGICA DOS RESULTADOS ........................................................................................................................	45
1. PRINCÍPIOS CURRICULARES E MATRIZES DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DO SARESP – LÍNGUA PORTUGUESA ............	45
1.1. Sobre a Organização das Matrizes de Referência para a Avaliação do SARESP – Língua Portuguesa ...............................................	49
1.2. Sobre a Organização das Provas em Língua Portuguesa .................................................................................................................	52
1.3. Considerações sobre as Propostas de Redação ..............................................................................................................................	57
2. PERFIL DAS PROVAS: DISTRIBUIÇÃO E PROPORÇÃO DE HABILIDADES, PERCENTUAIS DE ACERTO E DESEMPENHO GERAL.	59
2.1. Distribuição e Proporção de Habilidades nas Provas de Língua Portuguesa ...................................................................................	61
2.2. Proporção de Acertos nas Provas de Língua Portuguesa ................................................................................................................	63
3. ANÁLISE DO DESEMPENHO DOS ALUNOS EM LÍNGUA PORTUGUESA/LEITURA POR ANO/SÉRIE E NÍVEL ...............................	67
3.1. Análise do Desempenho por Nível no 5º Ano do Ensino Fundamental ..............................................................................................	73
	 3.1.1. Análise do Desempenho dos alunos do 5º Ano do Ensino Fundamental do Ponto de Vista dos Percentuais de Acerto por
Questão e Recomendações Pedagógicas ...........................................................................................................................................	97
3.2. Análise do Desempenho por Nível no 7º Ano do Ensino Fundamental ...........................................................................................	109
	 3.2.1. Análise do Desempenho dos Alunos do 7º Ano do Ensino Fundamental do Ponto de Vista dos Percentuais de Acerto por
Questão e Recomendações Pedagógicas ...........................................................................................................................................	134
3.3. Análise do Desempenho por Nível no 9º Ano do Ensino Fundamental ...........................................................................................	149
	 3.3.1. Análise do Desempenho dos Alunos do 9º Ano do Ensino Fundamental do Ponto de Vista dos Percentuais de Acerto em
cada Questão e Recomendações Pedagógicas ...................................................................................................................................	174
3.4. Análise por Nível do Desempenho na 3ª Série do Ensino Médio ....................................................................................................	187
3.4.1. Análise do Desempenho dos Alunos da 3ª Série do Ensino Médio do Ponto de Vista dos Percentuais de Acerto em cada
Questão e Recomendações Pedagógicas ...........................................................................................................................................	215
VI
4. RESULTADOS DA REDAÇÃO................................................................................................................................................................	225
4.1. O Plano Amostral .............................................................................................................................................................................	229
4.1.1. Seleção da Amostra ....................................................................................................................................................................	230
4.2. As Propostas de Redação do SARESP 2011 ...................................................................................................................................	231
4.3. As Competências Avaliadas e os Critérios de Avaliação da Redação do SARESP 2011 ..................................................................	232
4.3.1. Critérios para Correção da Redação ...........................................................................................................................................	232
4.3.2. Critérios para Enquadramento dos Níveis na Correção das Redações ......................................................................................	237
4.3.3. Classificação e Descrição dos Níveis de Desempenho .............................................................................................................	239
4.4. Desempenho dos Alunos da Rede Estadual e das Escolas Técnicas Estaduais na Redação ..........................................................	240
4.5. Análise Pedagógica das Redações ..................................................................................................................................................	243
4.5.1. 5º Ano do Ensino Fundamental ..................................................................................................................................................	244
4.5.2. 7º Ano do Ensino Fundamental .................................................................................................................................................	257
4.5.3. 9º Ano do Ensino Fundamental .................................................................................................................................................	267
4.5.4. 3ª Série do Ensino Médio ..........................................................................................................................................................	274
4.6. Comentários Finais .........................................................................................................................................................................	282
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................................................................................................	283
ANEXO I – ESCALA DE PROFICIÊNCIA DE LÍNGUA PORTUGUESA - LEITURA .....................................................................................	287
ANEXO II – ESCALA DE DESEMPENHO DA REDAÇÃO ..........................................................................................................................	307
ANEXO III – CRITÉRIOS PARA ENQUADRAMENTO DOS NÍVEIS NA CORREÇÃO DAS REDAÇÕES: PROPOSTA DA FUNDAÇÃO
VUNESP ....................................................................................................................................................................................................	311
1. GRADE ESPECÍFICA DE CORREÇÃO – SARESP 2011 – CARTA DE LEITOR – 5º ANO EF ..................................................................	313
2. GRADE ESPECÍFICA DE CORREÇÃO – SARESP 2011 – NARRATIVA DE AVENTURA – 7º ANO EF ...................................................	315
3. GRADE ESPECÍFICA DE CORREÇÃO – SARESP 2011 – ARTIGO DE OPINIÃO – 9º ANO EF ............................................................	317
4. GRADE ESPECÍFICA DE CORREÇÃO – SARESP 2011 – ARTIGO DE OPINIÃO – 3ª SÉRIE DO EM ..................................................	319
ANEXO IV – RESULTADOS DA REDAÇÃO ...............................................................................................................................................	323
VII
INTRODUÇÃO
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo – SEE – realizou, em 2011, a décima quarta edição do
Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo – SARESP, avaliação externa destinada a
fornecer informações consistentes, periódicas e comparáveis sobre a situação da escolaridade básica na rede
pública de ensino paulista, bem como orientar os gestores do ensino no monitoramento das políticas voltadas
para a melhoria da qualidade da Educação Básica.
A aplicação das provas foi realizada em 29 e 30 de novembro de 2011, nos períodos da manhã, da tarde
e da noite, no horário de início das aulas envolvendo todos os alunos dos 3º, 5º, 7º e 9º anos do Ensino
Fundamental (EF) e 3ª série do Ensino Médio (EM) da rede pública estadual, aplicando provas de Língua
Portuguesa, Redação, Matemática, Geografia e História, contemplando as áreas de Linguagens e Códigos,
Matemática e Ciências Humanas.
Além das escolas estaduais, a edição do SARESP 2011 contou com a adesão voluntária de escolas de 543
municípios paulistas, cujas despesas de participação ficaram, mais uma vez, sob a responsabilidade do
Governo do Estado de São Paulo, e abrangeu também as escolas particulares, sendo a maioria escolas da rede
de ensino do SESI, que participaram da avaliação às suas próprias expensas. O Centro Estadual de Educação
Tecnológica “Paula Souza” participou com suas escolas técnicas, distribuídas em 114 municípios.
A avaliação contou com a aplicação de questionários a pais e a alunos, de todas as redes de ensino com vistas
a coletar informações sobre o contexto socioeconômico e cultural dos estudantes, sua trajetória escolar
e suas percepções acerca dos professores e da gestão escolar. Os Diretores, Professores Coordenadores
e Professores do Ciclo I, de Língua Portuguesa, Matemática, e Ciências Humanas da rede estadual
responderam questionários específicos com o objetivo de coletar informações sobre o perfil, aspectos da
gestão escolar e da prática pedagógica. Os dados coletados desses questionários permitem traçar o perfil
do alunado e subsidiar os estudos sobre as relações entre as variáveis de contexto e o desempenho escolar.
A operacionalização do SARESP 2011 ficou pelo segundo ano consecutivo sob a responsabilidade da Fundação
para o Vestibular da UNESP – VUNESP, instituição pública, com personalidade jurídica de direito privado, sem
fins lucrativos, criada em 26 de outubro de 1979 pelo Conselho Universitário da Universidade Estadual Paulista
“Júlio de Mesquita Filho” – UNESP.
Da aplicação do SARESP resultam diferentes produtos: boletins e relatórios de desempenho, relatórios
técnicos e relatórios pedagógicos, destinados a atender finalidades específicas, muito bem explicitadas no
projeto SARESP, dentre as quais vale enumerar: (i) saber em que direção caminha a Educação Básica paulista;
(ii) verificar se houve evolução em relação às avaliações dos últimos anos; (iii) localizar as evidências de melhoria
e as fragilidades do ensino; (iv) buscar os aspectos diferenciais, os modelos bem sucedidos e sobretudo, as
diferenças entre o desejado e o alcançado.
Os Relatórios Pedagógicos do SARESP são instrumentos que se prestam a identificar e localizar diferenças:
o que foi ensinado e o resultado do aprendizado, o que ainda tem que ser ajustado, o que precisa ser
abordado porque não se conseguiu perceber no alunado participante a demonstração de compreensão ou
VIII
conhecimento que qualificam para a resposta bem sucedida, ou seja, o resultado positivo de correções e
ajustes já introduzidos.
Os destinatários preferenciais dos Relatórios Pedagógicos são professores e gestores das escolas. Aos
primeiros cabe a tarefa de neles reconhecer a eficácia e a eficiência de seu trabalho. A eles, os relatórios
pedagógicos são oferecidos também como instrumentos que contribuem para a melhoria da prática de ensino.
No limite, esses relatórios são materiais de referência para a elaboração de planos de aula, de concepção de
aulas práticas e de compreensão de avaliação como processo abrangente, contínuo e, sobretudo, formativo.
Aos gestores, os Relatórios Pedagógicos oferecem a visão mais detalhada dos aspectos que requerem maior
atenção e maior esforço das equipes escolares quando planejam ações de implementação da proposta
educacional e de melhoria da qualidade do ensino.
Reconhecer que do professor e do seu ofício depende a formação de pessoas para entender e atender a
demandas do futuro e oferecer a estes profissionais referências que contribuem para uma reflexão sobre o
sentido e o significado do trabalho que realiza, é mais do que uma responsabilidade. É uma obrigação. E é
esta a intenção deste Relatório Pedagógico: prestação de contas ao professor e ao gestor sobre os resultados
de seu trabalho.
Professores e gestores encontram nos relatórios pedagógicos informações e dados distribuídos em três
partes:
•	 Parte I – Em “Dados Gerais” são apresentadas informações básicas sobre o SARESP 2011, os
instrumentos utilizados no processo de avaliação e sua abrangência.
•	 Parte II – Em “Resultados do SARESP 2011”, são apresentados os resultados gerais relativos à
disciplina objeto do relatório nos anos/série da Rede Estadual e do Centro Paula Souza. Sempre
que possível, o capítulo apresenta dados da comparação de resultados do SARESP 2011 com outras
edições dessa avaliação ou com outras avaliações nacionais de larga escala.
•	 Parte III – Em“Análise Pedagógica dos Resultados” são abordados, na disciplina do relatório, aspectos
pedagógicos envolvidos na avaliação, princípios curriculares e aspectos da organização das matrizes
de referência para a avaliação do SARESP. Sua essência está na análise do desempenho do alunado
e na apresentação, interpretação e discussão pedagógica de exemplos de itens selecionados das
provas aplicadas. Essas são tarefas que ensejam recomendações para promover a melhoria do
ensino e da aprendizagem. Em relação à expressão “itens selecionados”, é importante lembrar
que os exemplos possuem propriedades estatísticas que permitem classificá-los como questões
que descrevem corretamente a habilidade investigada e discriminam claramente entre os grupos
de alunos com menor e maior desempenho. Dadas essas qualidades, são itens que representam
muito bem os diferentes pontos e níveis da escala SARESP. Por isso, são úteis para identificar
pontos fortes e fragilidades de um dado processo educacional.
1
PARTE I –
DADOS GERAIS
1. O SARESP 2011
2
3
1.1. – Características Gerais do SARESP 2011
O SARESP ancora-se em evidências nacionais e internacionais acerca dos benefícios que um sistema de
avaliação coerentemente estruturado traz para a melhoria dos sistemas de ensino em todas as dimensões
e, para tanto, consolidou a incorporação de uma série de mudanças em relação à sua proposta original, de
maneira a sintonizar-se com as prioridades educacionais de cada gestão da SEE. Assim, a edição do SARESP
2011 têm, como características básicas:
•	 avaliação do 3º ano do Ensino Fundamental por meio de itens de respostas construídas pelos alunos
e seus resultados apresentados na escala de desempenho do SARESP em Língua Portuguesa e em
Matemática, adotada desde a edição de 2004;
•	 uso da metodologia de Blocos Incompletos Balanceados (BIB) na montagem das provas dos 5º, 7º
e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, o que permite utilizar um grande
número de itens por série e disciplina e classificar os níveis de desempenho dos alunos em relação
ao desenvolvimento de competências e habilidades com maior amplitude;
•	 utilização da metodologia Teoria da Resposta ao Item (TRI), que permite a comparação dos resultados
obtidos no SARESP, ano a ano, e entre estes e os resultados dos sistemas nacionais de avaliação
(Saeb e Prova Brasil), possibilitando o acompanhamento da evolução dos indicadores de qualidade
da educação ao longo dos anos;
•	 apresentação dos resultados do SARESP 2011, em Língua Portuguesa e Matemática – 5º e 9º anos
do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio –, na mesma escala de desempenho da Prova
Brasil/Saeb. Os resultados do 7º ano do Ensino Fundamental, mediante procedimentos adequados,
foram incluídos nessa mesma escala;
•	 diagnóstico do desempenho dos alunos da rede estadual em Ciências Humanas (Geografia e
História), análise e validação da escala de proficiência para cada área, o que certamente contribuirá
para melhor caracterizar a situação do ensino nessas áreas do conhecimento;
•	 correção externa da Redação, aplicada a amostra representativa de 10% do conjunto dos alunos dos
anos/séries avaliados, estratificada por tipo de atendimento escolar e Diretoria de Ensino – para a
rede de ensino estadual – e por Diretoria de Ensino, para as redes municipal e particular;
•	 atuação de aplicadores externos à escola (à exceção do 3º ano do Ensino Fundamental) para garantir
a necessária credibilidade aos resultados;
•	 presença de fiscais externos à escola para verificar e garantir a uniformidade dos padrões utilizados
na aplicação;
•	 presença de apoios regionais nas Diretorias de Ensino e de agentes da Fundação VUNESP para
suporte às redes de ensino participantes do SARESP;
•	 participação dos pais nos dias de aplicação das provas para acompanhar o processo avaliativo nas
escolas;
4
•	 aplicação de questionários de pais e aos alunos de todos os anos/série avaliados, encaminhados às
Diretorias de Ensino/Secretarias Municipais de Educação, antes da aplicação das provas;
•	 aplicação de questionários aos Professores de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências Humanas
(Geografia e História), aos Professores Coordenadores e aos Diretores das escolas da rede estadual,
por sistema online com o objetivo de assegurar uma caracterização mais detalhada dos fatores
associados ao desempenho escola;
•	 uso dos resultados de Língua Portuguesa e de Matemática, para a composição do Índice de
Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (IDESP) de cada escola estadual e municipal,
que servirão como um dos critérios de acompanhamento das metas a serem atingidas pelas escolas;
•	 uso dos resultados no planejamento pedagógico das escolas nos anos subsequentes, que
possibilitará a comparação entre os resultados obtidos pela escola e os seus objetivos;
•	 divulgação pública dos resultados gerais de participação dos alunos e da média de proficiência do
conjunto das redes municipais e escolas particulares integrantes da avaliação, acompanhada da
distribuição dos alunos nos diferentes níveis de suficiência ou de desempenho, considerando os
anos e as disciplinas avaliadas;
•	 acesso aos resultados de cada escola pública estadual à população em geral, condição
essencial para o acompanhamento do ensino ministrado nas escolas paulistas, ao mesmo
tempo que é um estímulo à participação da sociedade civil na busca da melhoria da qualidade
do aproveitamento escolar;
•	 participação das redes municipal e particular por meio de adesão voluntária.
5
1.2. – Classificação e Descrição dos Níveis de
Proficiência do SARESP
O desempenho dos alunos dos 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, no
SARESP 2011, foi colocado nas mesmas escalas do Saeb nas áreas de Língua Portuguesa e de Matemática.
As proficiências dos alunos da Rede Estadual de Ensino de São Paulo, aferidas no SARESP 2011, foram,
a exemplo dos anos anteriores, consideradas na mesma métrica do Saeb/Prova Brasil, levando-se em
consideração a inclusão, na prova, de itens oriundos das provas do Saeb, cedidos e autorizados pelo Ministério
da Educação.
Uma escala é uma maneira de medir resultados de forma ordenada e a escolha dos números que definem
os seus pontos é arbitrária e construída com os resultados da aplicação do método estatístico denominado
Teoria da Resposta ao Item (TRI). Os resultados do SARESP utilizam a equalização e a interpretação da escala
do Saeb, completada pela amplitude oferecida pelos itens que melhor realizam a cobertura do Currículo
implantado nas escolas estaduais, explicitada na Matriz de Referência da Avaliação do SARESP.
Para interpretar a escala de proficiência dos alunos dos 5º, 7º, 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do
Ensino Médio, foram selecionados os pontos 125, 150, 175, 200, 225, 250, 275, 300, 325, 350, 375, 400, 425,
escolhidos a partir do ponto 250, média do 9º ano do Ensino Fundamental no Saeb 1997, em intervalos de 25
pontos (meio desvio-padrão).
A descrição de cada um dos pontos é feita mediante a interpretação pedagógica dos resultados de
desempenho dos alunos nas provas do SARESP, tendo como referenciais as habilidades detalhadas nas
Matrizes de Referência para Avaliação do SARESP e o Currículo do Estado de São Paulo. Dessa forma, a cada
edição do SARESP, a descrição da escala é atualizada, isto é, incorpora os resultados da avaliação que acaba
de se realizar.
A escala de cada disciplina é a mesma e, portanto, apresenta o resultados do desempenho dos alunos em
toda a Educação Básica. A Escala em Língua Portuguesa – Leitura é comum aos quatro anos/série avaliados no
SARESP – 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio e descreve aquilo que os alunos
sabem e são capazes de realizar em relação às habilidades e competências avaliadas, conforme a Matriz de
Referência para a avaliação do SARESP.
A interpretação da escala é cumulativa, ou seja, os alunos que estão situados em um determinado nível
dominam não só as habilidades associadas a esse nível, mas também as proficiências descritas nos níveis
anteriores – a lógica é a de que quanto mais o estudante caminha ao longo da escala, mais habilidades terá
desenvolvido. A interpretação pedagógica dos pontos da escala compõe um documento específico, intitulado
Descrição das Escalas de Proficiência.
Os pontos da escala do SARESP, por sua vez, são agrupados em quatro níveis de proficiência – Abaixo do
Básico, Básico, Adequado e Avançado – definidos a partir das expectativas de aprendizagem (conteúdos,
competências e habilidades) estabelecidos para cada ano/série e disciplina no Currículo do Estado de São
Paulo, descritos nos Quadros seguintes.
6
Quadro 1. – Classificação e Descrição dos Níveis de Proficiência do SARESP
Classificação
Níveis de
Proficiência
Descrição
Insuficiente
Abaixo do
Básico
Os alunos, neste nível, demonstram domínio insuficiente dos conteúdos, competências e
habilidades desejáveis para o ano/série escolar em que se encontram.
Suficiente
Básico
Os alunos, neste nível, demonstram domínio mínimo dos conteúdos, competências e habilidades,
mas possuem as estruturas necessárias para interagir com a proposta curricular no ano/série
subsequente.
Adequado
Os alunos, neste nível, demonstram domínio pleno dos conteúdos, competências e habilidades
desejáveis para o ano/série escolar em que se encontram.
Avançado Avançado
Os alunos, neste nível, demonstram conhecimentos e domínio dos conteúdos, competências e
habilidades acima do requerido no ano/série escolar em que se encontram.
Quadro 2. – Níveis de Proficiência de Língua Portuguesa – SARESP
Níveis de
Proficiência
5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM
Abaixo do Básico < 150 < 175 < 200 < 250
Básico 150 a < 200 175 a < 225 200 a < 275 250 a < 300
Adequado 200 a < 250 225 a < 275 275 a < 325 300 a < 375
Avançado ≥ 250 ≥ 275 ≥ 325 ≥ 375
Quadro 3. – Classificação e Descrição dos Níveis de Desempenho da Redação – SARESP
Classificação Nível
Intervalo
de Notas
Descrição
Insuficiente
Abaixo do
Básico
< 50
Os alunos neste nível demonstram domínio insuficiente das competências e
habilidades escritoras, desejáveis para o ano/série escolar em que se encontram.
Suficiente
Básico 50 a 65
Os alunos neste nível demonstram desenvolvimento mínimo das competências e
habilidades escritoras, mas possuem as estruturas necessárias para interagir com a
proposta curricular no ano/série subsequente.
Adequado 65 a 90
Os alunos neste nível demonstram domínio pleno das competências e habilidades
escritoras, desejáveis para no ano/série escolar em que se encontram.
Avançado Avançado 90 a 100
Os alunos de nível demonstram conhecimentos e domínio das competências
escritoras acima do requerido para o ano/série escolar em que se encontram.
O SARESP estabeleceu como padrão de desempenho esperado o nível Adequado.
7
2. INSTRUMENTOS 	
DE AVALIAÇÃO
8
9
2.1. – Provas
A edição do SARESP 2011 manteve as características básicas das edições do SARESP 2008, 2009 e 2010 e isso
possibilita a sua continuidade como um sistema de avaliação externa capaz de realizar mensurações validadas
e fidedignas da proficiência do corpo discente da escola de educação básica, pública estadual paulista e dos
fatores a ela associados, com o objetivo geral de propiciar instrumento de diagnóstico do sistema de ensino e,
ao mesmo tempo, fornecer indicadores para subsídio ao monitoramento das políticas públicas de educação.
A avaliação censitária abrangeu alunos dos 3º, 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do
Ensino Médio, com diferentes instrumentos. Provas ampliadas ou em braile, destinadas a atender os alunos
deficientes visuais, foram elaboradas por disciplina e ano/série avaliados.
Para o 3º ano do Ensino Fundamental foram elaborados dois cadernos distintos (manhã e tarde) de prova de
Língua Portuguesa e Matemática, mais um exemplar de “Prova do Professor”, para cada disciplina e período,
com orientações sobre a aplicação. Cada caderno de Língua Portuguesa apresentava 8 questões abertas com
o objetivo verificar o nível de conhecimento sobre o sistema de escrita, a capacidade de ler com autonomia e
a competência escritora dos alunos.
Para avaliação de Matemática do 3º ano do Ensino Fundamental, foram aplicados, respectivamente, nos
períodos da manhã e tarde, 2 cadernos de prova compostos de 17 questões abertas. Para cada caderno
também foi construída a “Prova do Professor”, com orientação sobre a aplicação da prova. Em Matemática,
foram avaliadas as habilidades dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental para operar com números
(ordenação, contagem e comparação), resolver problemas que envolvem adição e subtração, compreender e
manipular operações envolvendo leituras de informações dispostas em calendário, Tabelas simples e gráficos
de colunas.
As provas abertas de Língua Portuguesa e Matemática para o 3º ano do Ensino Fundamental foram corrigidas
por professores especialistas, com a supervisão dos coordenadores do Programa “Ler e Escrever” das
Diretorias de Ensino, que se orientavam por critérios de avaliação explícitos nos roteiros de correção e em
escala compatível com as edições anteriores do SARESP.
Os alunos dos 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental foram avaliados, de forma censitária, por 104 questões
objetivas de Língua Portuguesa, 104 questões objetivas de Matemática. Os alunos dos 7º e 9º anos do Ensino
Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio responderam 112 questões de Ciências Humanas (Geografia e
História).
As provas de Língua Portuguesa e de Matemática dos 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série
do Ensino Médio foram planejadas utilizando a metodologia de Blocos Incompletos Balanceados – BIB,
organizados em 26 modelos de cadernos de prova, com 13 blocos diferentes. Cada caderno de prova,
em cada disciplina, foi organizado com 24 itens, distribuídos em três blocos. Para as provas de Ciências
Humanas, também planejadas segundo a metodologia BIB, foram organizados 21 modelos de cadernos de
prova, com 7 blocos diferentes. Cada caderno de prova foi organizado com 16 itens de Geografia e 16 de
História.
10
Os cadernos de Redação foram compostos do tema para a produção textual, sendo um para cada ano avaliado,
acompanhado de uma página para rascunho, e outra, para o aluno transcrever a sua produção textual final.
As provas de redação foram aplicadas a uma amostra estratificada em 10%, por tipo de atendimento e por
Diretoria de Ensino de alunos dos 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio.
Na composição das provas do SARESP 2011 foram utilizados:
yy itens elaborados com base nas habilidades indicadas nas Matrizes de Referência da Avaliação,
construídas a partir do Currículo elaborado pela Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas da
SEE/SP – CENP;
yy itens selecionados de avaliações anteriores do SARESP e itens comuns com o Saeb/Prova Brasil, como
mecanismo para assegurar a comparabilidade tanto entre os resultados do SARESP quanto com os
resultados da avaliação nacional. Por isso são chamados itens de ligação;
yy itens de Língua Portuguesa e Matemática selecionados de avaliações realizadas pela Secretaria de
Educação do Estado do Ceará, cedidos à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
11
2.2. – Questionários de Contexto
O SARESP 2011, tal como ocorreu nas últimas edições, aplicou questionários contextuais aos alunos e pais
com vistas a coletar informações sobre o contexto social, econômico, cultural e familiar dos alunos, sobre as
trajetórias de escolarização, hábitos de estudo e suas percepções e expectativas sobre o funcionamento da
escola, e em relação à continuidade nos estudos e ao trabalho.
A Secretaria de Estado de Educação de São Paulo – SEE/SP, por meio da Fundação para o Desenvolvimento da
Educação – FDE, seguindo proposição dos anos anteriores, encaminhou à FundaçãoVUNESP os questionários
de contexto, para formatação, reprodução e distribuição às Diretorias de Ensino e Secretarias de Educação
Municipal.
Os questionários socioeconômicos dos alunos e pais foram preparados em três diferentes versões: uma
para os 3º e 5º anos do Ensino Fundamental; outra para os 7º e 9º anos do Ensino Fundamental; e a última
para a 3ª série do Ensino Médio. Cada questionário era composto de duas partes: a primeira com questões
direcionadas aos pais e a outra voltada para os alunos. Acompanhados das folhas de resposta, os questionários
foram entregues aos alunos pelas escolas para serem respondidos em casa em um período que antecedeu a
aplicação das provas.
Estava, ainda, incluída no SARESP 2011, a aplicação na Rede Estadual de questionários de gestão escolar
destinados aos Diretores de escolas, com a finalidade de coletar informações sobre formação acadêmica,
experiência, estilo de gestão e suas percepções sobre o funcionamento e condições da escola, bem como
informações sobre seu perfil socioeconômico e cultural; ao Professor-Coordenador, que objetivava a coleta
de informações sobre sua formação acadêmica, experiência e prática pedagógica, sua percepção sobre o
funcionamento e condições da escola e sobre seu perfil socioeconômico; e ao Professor, que também coletava
informações sobre formação acadêmica, experiência, sua percepção sobre o funcionamento e condições de
trabalho na escola, além de informações sobre seu perfil socioeconômico e cultural. Esse instrumento teve
módulos específicos sobre práticas de ensino para os professores de Ciclo I do Ensino Fundamental, Língua
Portuguesa, Matemática e Ciências Humanas do Ciclo II e Ensino Médio.
Os questionários de gestão escolar são parte constitutiva do processo avaliativo e propiciam a análise dos
fatores associados à aprendizagem. A aplicação foi on line, no site da SEE/SP, e seguiu um cronograma
escalonado para cada profissional envolvido. O período de aplicação também antecedeu a própria
aplicação das provas do SARESP.
12
13
3. ABRANGÊNCIA 	
DO SARESP 2011
14
15
3. – ABRANGÊNCIA DO SARESP
As provas do SARESP 2011 foram aplicadas nos dias 29 e 30 de novembro, nos três períodos e no horário de
início das aulas de cada escola. Nessa edição participaram as escolas estaduais, além de escolas municipais
e particulares que fizeram adesão e, pela terceira vez consecutiva, as 139 Escolas Técnicas Estaduais – ETE –
administradas pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza e vinculadas à Secretaria Estadual
de Desenvolvimento do Estado de São Paulo.
A participação das três redes de ensino no SARESP 2011 foi bastante satisfatória com mais de 85% de
comparecimento dos alunos nos dois dias de aplicação, envolvendo mais de 2 milhões de alunos no primeiro
dia e quase dois milhões no segundo dia, conforme dados apresentados na Tabela 1.
Tabela 1. – Participação dos Alunos por Rede de Ensino e Dia de Aplicação
Rede de Ensino
1º dia 2º dia Escolas Municípios
Previsto Participante % Previsto Participante %
Estadual 1.643.566 1.427.605 86,9 1.643.566 1.398.083 85,1 5.032 644
ETEs 16.158 13.053 80,8 16.158 12.152 75,2 139 114
Municipal 580.943 523.258 90,1 580.943 518.337 89,2 3.257 543
Particular 50.873 46.406 91,2 50.873 45.745 89,9 216 114
Total 2.291.540 2.010.322 87,7 2.291.540 1.974.317 86,2 8.644 645
Além da participação dos alunos das 8.644 escolas envolvidas, cabe ressaltar a mobilização de diversos
profissionais envolvidos no processo avaliativo. Para a aplicação das 73.934 turmas atuaram 59.571 aplicadores
que foram treinados pelos 8.644 diretores de escola, responsável pela coordenação da aplicação na escola.
Além disso, atuaram 6.901 fiscais externos, em todo o Estado, que foram devidamente selecionados e
treinados em fases anteriores à aplicação pelos Agentes VUNESP e 85.352 pais de alunos foram indicados
pelo Conselho de Escola para acompanharem a aplicação das provas.
Todo o processo foi coordenado regionalmente pelos dirigentes de ensino e supervisionados pelos
coordenadores de avaliação das 91 Diretorias de Ensino e equipes de supervisores.
16
Tabela 2. – Participação dos Alunos por Rede de Ensino, Ano/Série Avaliadas
(1º dia de aplicação)
Ano/Série
Estadual ETE Municipal Particular Total
Alunos % Alunos % Alunos % Alunos % Alunos %
3º ano EF
Previsto 100.820
90,0
- - 207.346
90,1
9.503
91,3
317.669
90,1
Participante 90.688 - - 186.800 8.679 286.167
5º ano EF
Previsto 193.473
91,8
- - 226.321
92,0
10.064
93,8
429.858
91,9
Participante 177.704 - - 208.298 9.444 395.446
7º ano EF
Previsto 473.756
91,4
- - 78.578
88,3
13.846
93,8
566.180
91,0
Participante 433.134 - - 69.367 12.993 515.494
9º ano EF
Previsto 470.696
85,8
- - 65.511
86,3
13.287
90,3
549.339
86,0
Participante 404.001 - - 56.532 11.992 472.525
3ª série EM
Previsto 404.821
79,6
16.158
80,8
3.187
70,9
4.173
79,0
428.359
79,5
Participante 322.078 13.053 2.261 3.298 340.690
Total
Previsto 1.643.566
86,9
16.158
80,8
580.943
90,1
50.873
91,2
2.291.540
87,7
Participante 1.427.605 13.053 523.258 46.406 2.010.322
Tabela 3. – Participação dos Alunos da Rede Estadual por Coordenadoria de Ensino, Ano/Série
e Período – SARESP 2011 – 1º dia de Aplicação
Ano/
Série
Período
Rede Estadual CEI COGSP
Previsão Participação % Previsão Participação % Previsão Participação %
3º EF Diurno 100.820 90.688 90,0 35.073 31.870 90,9 65.747 58.818 89,5
5º EF Diurno 193.473 177.704 91,8 59.497 54.659 91,9 133.976 123.045 91,8
7º EF Diurno 473.756 433.134 91,4 236.585 216.576 91,5 237.171 216.558 91,3
9º EF
Diurno 466.943 401.792 86,0 233.526 202.263 86,6 233.417 199.529 85,5
Noturno 3.753 2.209 58,9 897 559 62,3 2.856 1.650 57,8
Total 470.696 404.001 85,8 234.423 202.822 86,5 236.273 201.179 85,1
3ªEM
Diurno 164.357 136.645 83,1 96.064 80.607 83,9 68.293 56.038 82,1
Noturno 240.464 185.433 77,1 110.208 85.437 77,5 130.256 99.996 76,8
Total 404.821 322.078 79,6 206.272 166.044 80,5 198.549 156.034 78,6
Total
Diurno 1.399.349 1.239.963 88,6 660.745 585.975 88,7 738.604 653.988 88,5
Noturno 244.217 187.642 76,8 111.105 85.996 77,4 133.112 101.646 76,4
Total 1.643.566 1.427.605 86,9 771.850 671.971 87,1 871.916 755.634 86,7
17
Como se pode constatar, a grande maioria dos alunos avaliados da Rede Estadual estuda no período diurno,
87,1% são vinculados à Coordenadoria de Ensino do Interior (CEI) e 86,7% à Coordenadoria de Ensino da
Grande São Paulo.
Além da participação dos alunos, a aplicação do SARESP 2011, mobilizou diretores, professores e pais dos
alunos que acompanharam a aplicação das provas, respondendo a um relatório de observação sobre aplicação
da avaliação na escola.
O Quadro 1 sumariza os dados relativos ao envolvimento de recursos humanos na edição do SARESP 2011 na
rede estadual de ensino, incluindo informações sobre número de escolas e turmas avaliadas.
Quadro 4. – Quadro Síntese – Rede Estadual – SARESP 2011
Número
Alunos 1.427.605
Escolas 5.032
Diretores 5.032
Aplicadores 37.817
Fiscais 4.297
Pais de alunos 55.839
N° de turmas do Ensino do Fundamental 37.913
N° de turmas do Ensino Médio 11.940
Total de turmas avaliadas 49.853
18
19
PARTE II –
RESULTADOS
SARESP 2011
LINGUA PORTUGUESA
1. RESULTADOS DA
REDE ESTADUAL DE ENSINO
20
21
1.1. – 3º Ano do Ensino Fundamental: Médias de
Desempenho
Na avaliação do desempenho em Língua Portuguesa, as notas dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental
são agrupadas segundo os diferentes níveis de domínio das habilidades investigadas, expressos em escalas
próprias.
Na prova de Língua Portuguesa, o resultado dos alunos pode variar entre 0 e 72 pontos, e em Matemática,
de 0 a 100 pontos. A pontuação média obtida pelos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental em Língua
Portuguesa, na edição do SARESP 2011, é apresentada na Tabela seguinte.
Tabela 4. – Médias de Desempenho em Língua Portuguesa
3º ano do Ensino Fundamental – Rede Estadual
Instância Pontos(*) %
Rede Estadual 53,5 74,3
CEI 55,7 77,4
COGSP 52,2 72,5
(*)Pontos possíveis de 0 a 72
•	 A média de proficiência em Língua Portuguesa foi de 53,5 pontos para a rede estadual, o que corresponde a 74,3%
da pontuação total;
•	 Os alunos das escolas localizadas no interior do Estado apresentaram melhor desempenho do que os das escolas da
Grande São Paulo, com uma diferença favorável aos primeiros de, aproximadamente, 3%;
•	 O desempenho dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental no SARESP 2011 apresentou melhoria em relação à
edição SARESP 2010, correspondendo a 5,4 pontos percentuais em Língua Portuguesa.
Para uma interpretação pedagógica mais acurada, inclusive a comparação com dados anteriores, os resultados
de desempenho dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental foram divididos em seis diferentes níveis. Desse
modo, cada nível, juntamente com o intervalo de pontos nele contido, representa um conjunto específico de
habilidades e competências. As habilidades descritas em cada nível são cumulativas, o que significa, por
exemplo, que um aluno que obtém uma pontuação equivalente ao sexto e último nível, desenvolveu as demais
habilidades compreendidas pelos cinco níveis anteriores.
ATabela 5 descreve as habilidades referentes a cada nível e os respectivos intervalos de pontuação e especifica
o percentual de alunos por nível da Rede Estadual e das Coordenadorias de Ensino. A representação gráfica
desses resultados está apresentada no Gráfico 1.
22
Tabela 5. – Alunos do 3º Ano do Ensino Fundamental – Rede Estadual, por Níveis de
Desempenho em Língua Portuguesa (Em%)
Nível Pontuação Descrição do Nível
% de Alunos
Rede
Estadual
CEI COGSP
Insuficiente
1 0 a 7 Os alunos escrevem sem correspondência sonora 2,8 2,2 3,0
2 8 a 14
Os alunos escrevem com correspondência sonora ainda
não alfabética
2,2 1,9 2,4
Regular 3 15 a 43
Os alunos escrevem com correspondência sonora
alfabética; produzem texto com algumas características
da linguagem escrita, no gênero proposto (conto), e
localizam, na leitura, informações explícitas contidas em
texto informativo.
19,0 15,9 20,7
Bom 4 44 a 53
Os alunos escrevem com ortografia regular; produzem
texto com características da linguagem escrita, no
gênero proposto (conto), e leem com autonomia, fazendo
inferências a partir de texto informativo.
15,3 13,4 16,4
Muito bom 5 54 a 68
Os alunos escrevem com ortografia regular; produzem
texto com características da linguagem escrita, no
gênero proposto (conto), e produzem texto com algumas
características da linguagem escrita, a partir da situação
de leitura autônoma (texto informativo), com apoio de
exemplo (Você sabia que?).
38,6 40,3 37,6
Excelente 6 69 a 72
Os alunos escrevem com ortografia regular e produzem
texto com características da linguagem escrita, tanto no
gênero proposto (conto) como em situação de leitura
autônoma (texto informativo) com apoio de exemplo
(Você sabia que?).
22,1 26,4 19,9
yy 95% escrevem com correspondência sonora alfabética, produzem texto com algumas características da linguagem
escrita e do gênero proposto, além de localizarem, na leitura, informações explícitas contidas no texto informativo;
yy 76% escrevem com ortografia regular e leem com autonomia, e 22,1% dos alunos situaram-se no nível 6, o mais
elevado, pelo que têm condições de escrever com ortografia regular e produzir textos com características da
linguagem escrita, tanto no gênero proposto como em situação de leitura autônoma com apoio de exemplo.
yy Nas escolas do interior, 66,7% dos alunos se enquadram no padrão “Muito Bom” ou acima, destacando-se um
melhor desempenho dessas escolas comparadas com as demais da Rede Estadual;
yy Nas escolas da Grande São Paulo, o percentual de alunos classificados no nível “Muito Bom” ou acima aumentou em
quase 14 pontos em relação a 2010, e esse incremento é um dos resultados mais relevantes da avaliação de Língua
Portuguesa nesse ano escolar;
yy Apenas 5% dos alunos se encontram no padrão “Insuficiente” – alunos que escrevem sem correspondência sonora
ou com correspondência sonora ainda não-alfabética – um percentual muito baixo, significativamente menor que o
percentual registrado em 2010; resultado relevante que indica a boa qualidade de ensino nas escolas que compõem
a rede.
23
Gráfico 1. – Distribuição dos Alunos do 3º Ano do Ensino Fundamental da Rede Estadual por
Níveis de Desempenho – Língua Portuguesa (Em %)



























    
  
24
1.2. – 5º, 7º E 9º ANOS DO ENSINO fUNDAMENTAl E 3ª
SéRIE DO ENSINO MéDIO
As médias de proficiência em Língua Portuguesa por ano/série avaliados no SARESP 2011 estão reunidas na
Tabela 6 e nos Gráficos 2, 3 e 4. Essas informações permitem estabelecer correlações dos resultados obtidos
da Rede Estadual por Coordenadoria de Ensino, além de fornecerem uma visão mais abrangente da evolução
histórica e do distanciamento das médias de proficiência aferidas no SARESP 2011, em relação à expectativa
do nível de proficiência “Adequado” para os anos/séries avaliados.
Tabela 6. – Médias de Proficiência por Ano/Série no SARESP 2011
Língua Portuguesa – Rede Estadual
Rede Estadual CEI COGSP
5o
ano EF 195,0 202,1 191,9
7o
ano EF 208,1 211,6 204,6
9o
ano EF 229,6 233,6 225,6
3a
série EM 265,7 268,9 262,4
Gráfico 2. – Médias de Proficiência por Ano/Série no SARESP 2011
Língua Portuguesa – Rede Estadual





      













  

25
Gráfico 3. – EvoluçãoTemporal das Médias de Proficiência – SARESP 2007 a 2011
Língua Portuguesa – Rede Estadual



    
     
     
     
     


Gráfico 4. – Distanciamento das Médias de Proficiência Aferidas no SARESP 2011 em Relação à
Expectativa do Nível de Proficiência Adequado para os Anos/Série Avaliados.
Língua Portuguesa – Rede Estadual



   
    
    



yy No SARESP 2011 as médias de proficiência em Língua Portuguesa para o Estado variam, nas séries avaliadas, entre
191,9 (5º ano do EF) e 268,9 (CEI - 3ª série do EM) representando um acréscimo de 77 pontos em 7 anos de
escolaridade, sendo que a expectativa de ganho, para este intervalo de tempo, é de 100 pontos;
yy No SARESP 2011, as médias de proficiência em todos os anos/série da Coordenadoria de Ensino do Interior são
sistematicamente mais altas que as da Coordenadoria de Ensino da Grande São Paulo e em relação às médias da
rede estadual como um todo;
yy Em relação aos resultados SARESP 2010, as médias de proficiência apuradas em 2011 para o 5º e 7º anos do Ensino
Fundamental são mais altas e revelam tendência de aumento no nível de proficiência;
26
yy As médias apuradas em 2011 para o 9º ano do Ensino Fundamental e para a 3ª série do Ensino Médio são equivalentes
às médias de 2010 e não demonstram tendência de queda dos níveis de proficiência;
yy Com o aumento da escolaridade, percebe-se o maior distanciamento da média aferida em relação à expectativa de
média de proficiência para o nível de desempenho adequado para os anos/série avaliados. O maior distanciamento
ocorre no 9º ano do Ensino Fundamental, com diferença de 45,4 pontos;
yy A média de proficiência aferida para o 5º ano do Ensino Fundamental em Língua Portuguesa é a que mais se aproxima
da expectativa para o Nível Adequado, com 5 pontos de diferença.
27
1.2.1. – NívEIS DE PROfICIêNCIA EM líNGUA
PORTUGUESA
Conforme indicado em momento anterior deste relatório, as médias de proficiência do SARESP são agrupadas
em quatro níveis – Abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado – definidos a partir das expectativas
de aprendizagem (conteúdos, competências e habilidades) estabelecidos para cada série/ano e disciplina na
Matriz de Referência para o SARESP. Esses níveis são ainda agrupados em três classificações – Insuficiente,
Suficiente e Avançado.
Os percentuais de desempenho dos alunos com proficiência situada em cada um dos quatro níveis de
proficiência, em função do ano/série avaliados, são apresentados por meio de gráficos, para melhor
compreensão.
Gráfico 5. – Percentuais de Alunos da Rede Estadual por Nível de Proficiência
Língua Portuguesa – SARESP 2011





 









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






   
   
28
Gráfico 6. – Percentuais de Alunos da Rede Estadual por Nível de Proficiência Agrupado
Língua Portuguesa – SARESP 2011
  




















  
   
	y Em Língua Portuguesa e em todas as séries, os mais elevados percentuais de alunos por nível de proficiência
continuam concentrados no Nível de Desempenho Básico;
	y A maior proporção de alunos no Nível de Desempenho Básico encontra-se no 9º ano do Ensino Fundamental (55%)
enquanto a 3ª série do Ensino Médio apresenta a maior proporção de alunos no Nível de Desempenho Abaixo do
Básico (37,5%);
	y A proporção de alunos no Nível de Desempenho Abaixo do Básico aumenta com o nível de escolaridade e, de modo
inverso, é percebido na proporção de alunos no nível de desempenho Avançado;
	y Em relação ao SARESP 2010, o 5º ano do Ensino Fundamental apresentou fluxo de alunos dos níveis Abaixo do Básico
e/ou Básico para os níveis Adequado e Avançado; para o 9º ano do Ensino Fundamental e a 3ª série do Ensino Médio,
as intensidades de fluxo foram discretas e, praticamente, foram mantidos os resultados do SARESP 2010;
	y Sem exceção, todos os anos e série avaliados apresentaram um aumento da população de alunos nos níveis de
desempenho Adequado e Avançado.
29
1.2.2. – COMPARAÇÃO DE RESUlTADOS DO SARESP 2011
COM SARESP 2009 A 2010 E PROvA BRASIl/SAEB
As comparações entre os resultados de Língua Portuguesa do SARESP 2009 a 2011 e os da Prova Brasil/Saeb
2007 e 2009, para a rede estadual, quanto aos percentuais de alunos situados nos níveis de proficiência, são
apresentados na Tabela 7 e no Gráfico 7.
Tabela 7. – Comparação entre os Resultados do SARESP 2009 a 2011 e os da Prova Brasil/Saeb 2007,
quanto aos Percentuais de Alunos por Nível de Proficiência - Língua Portuguesa – Rede Estadual
5o
ano EF 9o
ano EF 3a
série EM
SARESP
2009
SARESP
2010
SARESP
2011
Saeb
2009
SARESP
2009
SARESP
2010
SARESP
2011
Saeb
2009
SARESP
2009
SARESP
2010
SARESP
2011
Saeb
2007
Abaixo do
Básico
20,9 19,8 17,4 20,6 22,5 28,4 28,0 21,9 29,5 37,9 37,5 41,4
Básico 37,2 39,3 37,4 39,0 57,0 54,9 55,0 51,7 40,6 38,3 38,4 36,6
Adequado 31,6 31,1 32,9 29,4 18,1 14,9 15,2 22,8 29,2 23,3 23,4 21,8
Avançado 10,3 9,8 12,3 11,1 2,3 1,7 1,8 3,6 0,7 0,6 0,7 0,3
Gráfico 7. – Comparação dos Níveis de Proficiência dos Alunos no SARESP 2009 a 2011 e na Prova
Brasil/Saeb 2007 e 2009 – Língua Portuguesa (em %)
 

 






 


 

 

 



 



 



 


 

 
 
  

   




           
  
   
O modelo de avaliação utilizado pelo SARESP, adotando-se a escala métrica das avaliações como Saeb e Prova
Brasil na concepção, elaboração e correção das provas, permite analisar e comparar os resultados do SARESP
2011 com os resultados das avaliações nacionais – Prova Brasil e Saeb 2005, 2007 e 2009 – em relação às
médias de proficiência e à interpretação pedagógica da escala de desempenho do Saeb, na área de Língua
Portuguesa.
30
As Tabelas 8, 9 e 10 e suas respectivas representações nos Gráficos 8, 9 e 10 apresentam os desempenhos
dos alunos dos 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, e possibilitam a comparação
das médias de proficiência alcançadas em Língua Portuguesa, no SARESP 2007 a 2011, e na Prova Brasil/Saeb,
no período de 2005 a 2009 (média nacional das redes estaduais e média da rede estadual de São Paulo).
Conforme se pode constatar, os resultados, em Língua Portuguesa, no SARESP 2011, dos alunos do 5º ano
do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, mantêm-se superiores aos alcançados nas avaliações
nacionais – Prova Brasil/Saeb 2009, tanto no que se refere à média nacional das redes estaduais como no que
diz respeito às médias atingidas pelos estudantes da rede estadual de São Paulo.
Nota-se também que a média de desempenho do 9º ano do Ensino Fundamental apresentou pequena elevação
em relação a 2010. Mesmo assim, permanece inferior às medias aferidas nas provas nacionais, tendência
observada desde o SARESP 2009 e os resultados obtidos na 3ª série do Ensino Médio, análogos aos de 2010,
configuram média de proficiência inferior à obtida na média nacional de 2009.
Tabela 8. – Médias de Proficiência em Língua Portuguesa –
5º Ano do Ensino Fundamental – Rede Estadual
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Prova Brasil/Saeb - BR 173,0 - 175,9 - 186,2 - -
Prova Brasil/Saeb - SP 177,9 - 176,7 - 189,4 - -
SARESP - - 186,8 180,0 190,4 190,4 195,0
Gráfico 8. – Evolução da Média de Proficiência em Língua Portuguesa – 5º ano do Ensino
Fundamental da Rede Estadual no SARESP e na Prova Brasil/Saeb






      
   
31
Tabela 9. – Médias de Proficiência em Língua Portuguesa – 9º Ano do Ensino Fundamental –
Rede Estadual
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Prova Brasil/Saeb - BR 226,6 - 230,0 - 239,7 -
Prova Brasil/Saeb - SP 228,4 - 231,9 - 240,3 -
SARESP - - 242,6 231,7 236,3 229,2 229,6
Gráfico 9. – Evolução da Média de Proficiência em Língua Portuguesa – 9º Ano do Ensino
Fundamental da Rede Estadual no SARESP e na Prova Brasil/Saeb








      
   
Tabela 10. – Médias de Proficiência em Língua Portuguesa – 3ª Série do Ensino Médio – Rede Estadual
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Prova Brasil/Saeb - BR 248,7 - 253,5 - 261,9 -
Prova Brasil/Saeb - SP 253,6 - 261,4 - 268,7 -
SARESP - - 263,2 272,5 274,6 265,7 265,7
32
Gráfico 10. – Evolução da Média de Proficiência em Língua Portuguesa – 3ª série do Ensino Médio da
Rede Estadual no SARESP e na Prova Brasil/Saeb






      
   
33
1.2.3. – Desempenho em Redação
No SARESP 2011, a sistemática da redação foi totalmente modificada. Em lugar da aplicação universal, definiu-
se que a Prova de Redação seria aplicada a uma amostra representativa do conjunto de alunos avaliados,
15%. Para tanto, preparou-se um plano amostral, destinado a contemplar o quantitativo estabelecido, por ano/
série avaliado, no âmbito da Diretoria de Ensino e porTipo de Atendimento. Os resultados foram processados
a partir da correção, excluindo-se as redações em branco, de uma amostra efetivamente representativa de
10% do conjunto de alunos das redes de ensino Estadual, por Diretoria de Ensino, nos anos avaliados: 5°, 7°
e 9° anos do Ensino Fundamental (EF) e 3ª série do Ensino Médio (EM). O plano amostral também previu
a estratificação por tipo de atendimento. Para garantir um maior espalhamento da amostra e também uma
maior precisão das estimativas, foram criados, para cada um dos estratos definidos anteriormente, quatro
estratos de amostragem, baseados no desempenho das escolas em Língua Portuguesa em 2010, utilizando
os quatro níveis de proficiência (Abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado).
Cabe ressaltar que as notas de redação publicadas neste Relatório são resultado do cálculo feito para o plano
amostral. As médias publicadas para as Escolas e Diretorias por vezes diferem dos valores apresentados
neste Relatório1
.
A correção, realizada por especialistas externos contratados e treinados pela Fundação VUNESP, aplicou
metodologia específica, estabelecida em uma grade de correção que permitiu parametrizar os critérios
previamente definidos pela CENP/FDE. Os detalhes do plano amostral e da correção serão apresentados como
parte do Relatório Técnico do SARESP 2011 e analisados nesse Relatório Pedagógico de Língua Portuguesa
no Capítulo 4 - Resultados da Redação e nos Anexos III e IV. A Tabela seguinte reúne as notas apuradas para
a redação no SARESP 2011, nos anos escolares avaliados, na Rede Estadual.
Tabela 11. – Média em Redação – 5º, 7º e 9º Anos do Ensino Fundamental
e 3ª Série do Ensino Médio – Rede Estadual – SARESP 2011
Ano/série Média Erro amostral
5o
EF 61,7 0,1
7o
EF 47,8 0,1
9o
EF 60,0 0,1
3ª EM 57,5 0,1
A descrição dos níveis da escala de redação é a mesma para o Ensino Fundamental e Médio, entretanto devem
ser consideradas as diferentes expectativas em relação aos textos produzidos pelos alunos nos respectivos
anos/série e aos gêneros produzidos.
1. Para mais detalhes a respeito das médias feitas com base no Plano Amostral, conferir ANEXO 4 deste Relatório.
34
As competências avaliadas no SARESP 2011 são as mesmas adotadas nas edições de 2007 a 2011, conforme
a descrição seguinte.
Competência I
Tema – Desenvolver o texto, de acordo com as determinações temáticas e situacionais da proposta de
redação.
Competência II
Gênero – Mobilizar, no texto produzido, os conhecimentos relativos aos elementos organizacionais do
gênero.
Competência III
Coesão/Coerência – Organizar o texto de forma lógica e produtiva, demonstrando conhecimento dos
mecanismos linguísticos e textuais necessários para sua construção.
Competência IV Registro – Aplicar as convenções e normas do sistema da escrita.
Competência V
Proposição – Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, demonstrando um
posicionamento crítico e cidadão a respeito do tema. (competência avaliada, apenas, no Ensino Médio).
Assim como nas provas objetivas, os resultados da redação foram distribuídos numa escala com indicação de
quatro níveis de desempenho: Abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado. As Tabelas e os gráficos
seguintes apresentam os resultados aferidos na prova de redação em 2011.
Tabela 12. – Percentual de Alunos da Rede Estadual por Nível de Desempenho
Redação – SARESP 2011
Classificação Nível 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM
Insuficiente Abaixo do Básico 24,3 47,3 22,2 17,6
Suficiente
Básico 23,7 41,8 36,6 54,9
Adequado 45,5 10,7 39,0 27,3
Avançado Avançado 6,4 0,1 2,3 0,1
35
Gráfico 11. – Distribuição Percentual de Alunos da Rede Estadual por Nível de
Desempenho em Redação – SARESP 2011
























   
   
Gráfico 12. – Distribuição Percentual de Alunos da Rede Estadual por Nível de
Desempenho Agrupado em Redação – SARESP 2011






















   
  
•	 A maior parte dos alunos avaliados dos ensinos Fundamental e Médio está situada nos níveis Básico e Adequado,
exceção feita ao 7º ano do EF que se concentra no nível Abaixo do Básico;
•	 O 5º ano do Ensino Fundamental apresenta o maior percentual de alunos no nível Adequado;
•	 Em todos os anos/série avaliados, ao nível Avançado correspondem os menores percentuais de alunos.
36
37
2. RESULTADOS DAS ESCOLAS
TÉCNICAS ESTADUAIS - ETE
38
39
2. – RESUlTADOS DAS ESCOlAS TéCNICAS ESTADUAIS –
ETE
A Tabela 13 apresenta a Média de Proficiência obtida pelos alunos da 3ª série do Ensino Médio das Escolas
Técnicas do “Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza” na edição do SARESP 2011, para a
disciplina de Língua Portuguesa.
Tabela 13. – Média de Proficiência em Língua Portuguesa– EscolasTécnicas Estaduais – SARESP 2011
Disciplina Média de Proficiência
Língua Portuguesa 320,6
A média de proficiência obtida pelos alunos do Ensino Médio das ETE, em Língua Portuguesa, situa-se no nível
Adequado (300 a 375 pontos) para essa faixa de escolaridade. Comparando as médias de proficiência obtidas
pelos alunos do Ensino Médio das ETE, no SARESP 2011, com as médias dos alunos das escolas estaduais,
percebe-se uma superioridade bastante significativa dos resultados das ETE, com 55 pontos de diferença em
Língua Portuguesa, que se amplia em relação àquela detectada em 2010, o que certamente tem relação com
o fato de que os alunos que estudam nas ETE são selecionados em processos seletivos bastante concorridos.
Comparando os resultados das ETE nas edições do SARESP 2009 a 2011, percebe-se que, em Língua
Portuguesa, houve queda nas médias de proficiência aferidas nas duas últimas edições do SARESP, mas o
resultado de 2011 é melhor, ou seja, as diferenças com os valores de 2009 diminuíram. Essas comparações
podem ser verificadas nos gráficos seguintes.
Gráfico 13. – Média de Proficiência Aferida no SARESP 2011 em Língua Portuguesa nas Escolas
Técnicas Estaduais em Comparação com a Rede Estadual e SARESP 2009 a 2011





       
 
 


 
40
Gráfico 14. – Distribuição Percentual dos alunos por Nível de Proficiência no
SARESP 2011 Língua Portuguesa – ETE













   
Gráfico 15. – Percentuais de Alunos da Rede Estadual por Nível de Proficiência Agrupado no
SARESP 2011 – Língua Portuguesa – ETE






 






  
•	 63,4 % dos alunos do Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza” atingiram o nível de
proficiência Adequado em Língua Portuguesa;
•	 91,8 % dos alunos do Centro Estadual de EducaçãoTecnológica “Paula Souza” possuem proficiência
nos níveis Suficiente e Avançado;
•	 A média de proficiência em Língua Portuguesa dos alunos das ETE encontra-se no Nível de
Desempenho Adequado para essa faixa de escolaridade (3ª série do Ensino Médio), enquanto a média
de Proficiência da 3ª série do Ensino Médio da Rede Estadual encontra-se na faixa de escolaridade
do 7º ano do Ensino Fundamental.
41
2.1. – Resultados Comparativos do SARESP – ETE
com o Saeb
ATabela 14 apresenta os resultados das EscolasTécnicas Estaduais – ETE no SARESP 2011, com os resultados
da edição anterior do SARESP e da avaliação nacional Saeb nos anos de 2007 e 2009.
Tabela 14. – Comparação das Médias de Proficiência em Língua Portuguesa
SARESP 2009 e 2010 e Prova Brasil/SAEB 2007 e 2009 – ETE
Avaliações
Língua
Portuguesa
Saeb – Brasil/Escolas Estaduais – 2007 253,5
Saeb – SP/Escolas Estaduais – 2007 261,4
SARESP 2009 329,2
Saeb – Brasil/Rede Estadual – 2009 261,9
Saeb – SP/Rede Estadual – 2009 268,7
Saeb – SP/Escolas Particulares – 2009 301,2
SARESP 2010 316,8
SARESP 2011 320,6
•	 Em Língua Portuguesa, ocorre uma superioridade das médias de proficiência dos alunos da 3ª série do Ensino Médio
das ETE, no SARESP 2009, 2010 e 2011 em relação às médias da avaliação nacional nos anos de 2007 e 2009;
•	 As variações são expressivas: em Língua Portuguesa, em 2011, a diferença na média se aproxima dos 60 pontos em
relação á média nacional do Saeb 2009;
•	 A comparação das médias das ETE com as médias de proficiência do Saeb 2009 das escolas particulares de São
Paulo, também mostra superioridade das médias alcançadas pelas ETE, tendência que se acentua em 2011 com a
diferença de 19,4 em Língua Portuguesa.
42
2.2. – RESUlTADOS DA REDAÇÃO – ETE
Os resultados da Redação do SARESP 2011 correspondem ao total de 2.645 redações produzidas pelos
alunos das ETE e estão apresentados a seguir. ATabela 15 e os gráficos seguintes apresentam a média obtida
da amostra de redações das ETE e a classificação dos alunos em cada um dos quatro níveis da escala de
redação do SARESP.
Tabela 15. – Resultados da Redação ETE – SARESP 2011
Nota
Nível de Desempenho ( em %)
Insuficiente Suficiente Avançado
Média
Abaixo do
básico
Básico Adequado Avançado
64,3 6,9 38,6 53,0 1,5
Gráfico 16. – Distribuição Percentual de Alunos das ETE por Nível de Desempenho
Redação – SARESP 2011












   
43
Gráfico 17. – Distribuição Percentual de Alunos das ETE por Nível de Desempenho Agrupado
Redação – SARESP 2011















  
•	 Em relação à Rede Estadual, a média de redação dos alunos das ETE acompanha a tendência identificada em Língua
Portuguesa, sendo 6,8 pontos mais alta que a dos alunos da 3ª série do Ensino Médio;
•	 93% dos alunos das ETE têm proficiência em redação que os classifica no mínimo no nível Básico, sendo que 55%
alcançam os níveis Adequado e Avançado;
•	 No nível Adequado é onde se concentra o maior percentual de alunos (53 %);
•	 O percentual de alunos classificados no nível Abaixo do Básico não alcança 10%.
44
45
PARTE III –
ANÁLISE PEDAGÓGICA
DOS RESULTADOS
1. PRINCÍPIOS CURRICULARES
E MATRIZES DE REFERÊNCIA
PARA A AVALIAÇÃO DO
SARESP LÍNGUA PORTUGUESA
46
47
1. – PRINCÍPIOS CURRICULARES E MATRIZES DE
REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DO SARESP – LÍNGUA
PORTUGUESA
O foco do processo de ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa, em todos os anos da educação básica, é
o desenvolvimento das competências do aluno em ler e produzir textos.
Sobre essa questão, o Currículo do Estado de São Paulo – Ciclo I – Ensino Fundamental – Língua Portuguesa
afirma 2
:
O desenvolvimento da competência de ler e escrever não é um processo que se encerra quando o aluno
domina o sistema de escrita, mas se prolonga por toda a vida, com a crescente possibilidade de participação
nas práticas que envolvem a língua escrita e que se traduz na sua competência de ler e produzir textos dos
mais variados gêneros.
Sobre essa questão, o Currículo do Estado de São Paulo – Ciclo II e Ensino Médio – Língua Portuguesa afirma 3
:
É essa habilidade de interagir linguisticamente por meio de textos, nas situações de produção e recepção em
que circulam socialmente, que permite a construção de sentidos desenvolvendo a competência discursiva
e promovendo o letramento. O nível de letramento é determinado pela variedade de gêneros textuais que
a criança ou adulto reconhecem. Assim, o centro da aula de língua portuguesa é o texto, mas o que isso
significa realmente?
Todos os textos surgem na sociedade pertencendo a diferentes categorias ou gêneros textuais que relacionam
os enunciadores com atividades sociais específicas.
Não se trata de pensarmos em uma lista de características que compõem um modelo segundo o qual devemos
produzir o nosso texto, mas de compreender como esse texto funciona em sociedade e de que forma ele
deve ser produzido e utilizado a fim de atingir o objetivo desejado.
A proposta de estudar a língua considerada como uma atividade social, espaço de interação entre pessoas,
num determinado contexto de comunicação, implica a compreensão da enunciação como eixo central de todo
o sistema linguístico e a importância do letramento, em função das relações que cada sujeito mantém em
seu meio.
Para o trabalho com gêneros textuais torna-se necessário compreender tanto as características estruturais de
determinado texto (ou seja, como ele é feito) como as condições sociais de produção e recepção, para refletir
sobre sua adequação e funcionalidade.
2 Orientações Curriculares do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa e Matemática – ciclo I. Secretaria da Educação; coordenação, Neide Nogueira,Telma
Weisz; elaboração, Ângela Maria da Silva Figueiredo e outros. São Paulo: FDE, 2008, pág.8. Disponível em http://www.rededosaber.sp.gov.br
3 Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa / Coord. Maria Inês Fini. São Paulo: SEE, 2008. ISBN 978-85-61400-11-8.1. Língua Portuguesa
(Ensino Fundamental e Médio) – Estudo e ensino. I. Fini, Maria Inês. II. São Paulo (Estado) Secretaria da Educação, pág.42. Disponível em http://www.
rededosaber.sp.gov.br
48
As Matrizes de Referência para a Avaliação de Língua Portuguesa do SARESP, para todos os anos, retomam
os princípios curriculares e destacam que os processos de leitura e produção de texto são os objetivos da
avaliação4
:
O texto é o foco principal do processo de ensino-aprendizagem de língua portuguesa e, portanto, também
desta Matriz. Considera-se texto qualquer sequência falada ou escrita que constitua um todo unificado e
coerente dentro de uma determinada situação discursiva. Assim, o que define um texto não é a extensão
dessa sequência, mas o fato de ela configurar-se como uma unidade de sentido associada a uma situação
de comunicação. Nesse sentido, o texto só existe como tal quando atualizado em uma situação que envolve,
necessariamente, quem o produz e quem o interpreta.
4 Matrizes de Referência para a Avaliação do SARESP documento básico/Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini. São
Paulo: SEE, 2009. v. 1. ISBN: 978-85-7849-374-5.
49
1.1. – Sobre a Organização das Matrizes de
Referência para a Avaliação do SARESP – Língua
Portuguesa
As Matrizes de Referência para a Avaliação em Língua Portuguesa (leitura) não devem ser confundidas com o
Currículo. Por seus objetivos específicos, assim como pela natureza de suas competências e habilidades, elas
representam um recorte representativo das estruturas mais gerais de conhecimento da área traduzidas em
habilidades operacionais que vão permitir avaliar o desenvolvimento das aprendizagens esperadas, em cada
ano, que podem ser aferidas em uma situação de prova escrita.
AsMatrizesdeLínguaPortuguesadoSARESPreorganizam,parafinsespecíficosdeavaliação,osconhecimentos
previstos no Currículo – Ensino Fundamental e Médio, da seguinte forma:
Definição dos gêneros a serem avaliados por ano/série
Os gêneros foram previstos por ano/série e, para cada um deles, a seleção procurou contemplar aqueles que,
de forma geral, são objetos de estudo na Proposta Curricular. Eles foram classificados em não literários e
literários. Para os segundos, definiram-se habilidades e conteúdos próprios, respeitando a função específica
da literatura como objeto artístico.
Definição das competências, habilidades e conteúdos
Em Língua Portuguesa, em situações de leitura, são avaliadas as seguintes competências, habilidades e
conteúdos de áreas comuns a todos os anos/série avaliados:
Tema 1
Reconstrução das condições de produção e recep-
ção de textos.
•	 Parte significativa do processo de (re)construção
dos sentidos de um texto está diretamente rela-
cionada à percepção de suas condições de produ-
ção, que permite ao leitor situá-lo adequadamen-
te como um evento discursivo. Nesse sentido,
identificar elementos como os protagonistas do
discurso, os objetivos do texto, o suporte utiliza-
do, o gênero (e seus componentes) e os espaços
de circulação envolvidos no discurso, os valores
sociais associados às variantes linguísticas utiliza-
das é parte essencial da compreensão do texto.
Razão pela qual uma das competências básicas
do leitor, em qualquer nível de proficiência, é a
de resgatar, com base nas suas marcas específi-
cas (como os dêiticos de pessoa, tempo e lugar,
as determinações linguísticas do suporte etc.),
aspectos das condições de produção relevantes
para a compreensão do texto ou de parte dele.
Tema 2
Reconstrução dos sentidos do texto.
•	 O processo de compreensão leitora baseia-se
em procedimentos básicos de (re)construção dos
50
sentidos do texto. Tais procedimentos envolvem a
recuperação de informações, tanto locais (no limite,
itens de informação ou informações pontuais)
quanto globais, de tal forma que o conteúdo de
um texto possa ser representado, como propõe
a linguística textual, em macroestruturas que se
articulam em níveis crescentes de informação.
Quanto mais “baixa” na estrutura, mais local será
a informação. E vice-versa: quanto mais “alta”,
mais geral e global, incorporando as informações
de nível inferior.
•	 Por um lado, as informações que constituem o
conteúdo de um texto podem figurar explicitamen-
te (em diferentes graus de proeminência) ou impli-
citamente (por meio de procedimentos diversos).
O que envolve, no primeiro caso, a habilidade de
localizar adequadamente essas informações; e, no
segundo caso, a de inferi-las de forma autorizada
pelo texto, ou seja, com base na identificação dos
procedimentos de implicitação utilizados.
Tema 3
Reconstrução da textualidade.
•	 Os conteúdos se organizam, em um texto, com
base em processos de coerência e coesão que se
expressam por meio de recursos linguísticos espe-
cíficos, responsáveis por apresentar informações
novas e resgatar as antigas, de forma a garantir a
continuidade textual nas formas previstas pelo gê-
nero e pela tipologia em questão.
•	 Por isso mesmo, uma das competências funda-
mentais do leitor, em qualquer nível de proficiência,
consiste em um conjunto de habilidades relaciona-
das à correta apreensão da organização textual, por
meio das marcas linguísticas que a manifestam.
Tema 4
Reconstrução da intertextualidade e relação entre
textos.
•	 Um texto se constitui e se individualiza como
tal numa complexa rede de relações que ele
estabelece com outros textos, no que diz respeito
à forma, ao conteúdo e/ou às suas funções
sociais. É nas semelhanças e diferenças com os
demais, por exemplo, bem como na forma como
se refere direta ou indiretamente a outros textos,
que ele ganha identidade. Assim, a leitura de um
texto envolve, por parte do leitor, uma adequada
apreensão dessa rede de relações, sempre mais
ou menos marcadas no próprio texto. É por
meio da apreensão de marcas como a citação, a
referência, a alusão que o leitor pode perceber um
texto como paródia de outro, plágio, comentário,
adendo, explicação, resposta.
Tema 5
Reflexão sobre os usos da língua falada e
escrita.
•	 A adequada (re)construção dos sentidos de
um texto, e em especial a sua leitura crítica,
pressupõem a capacidade do leitor de perceber
e analisar aspectos linguísticos [e/ou semióticos]
próprios de sua organização, como a seleção
lexical, o uso dos modos e tempos verbais, os
recursos sintáticos mobilizados na estruturação
das frases, a pontuação etc.
•	 É nesses aspectos semióticos e linguísticos
da organização textual que se encontram os
“modos de dizer” próprios de um gênero, de
um enunciador, de um determinado contexto
histórico-social. E na medida em que esses
“modos de dizer” fazem parte dos sentidos do
texto, sua apreensão faz parte da compreensão.
Tema 6
Compreensão de textos literários.
•	 Pela tradição artístico-cultural a que se associa,
o texto de valor literário tem características
próprias, baseadas em convenções discursivas
que estabelecem modos e procedimentos de
leitura bastante particulares (os “pactos de
51
leitura”, como os denomina a teoria literária). Esses
modos próprios de ler têm o objetivo básico de
permitir ao leitor apreender e apreciar o que há de
singular em um texto cuja intencionalidade não é
imediatamente prática, e sim artística.
•	 Em consequência, o leitor literário caracteriza-
se como tal por uma competência própria, ao
mesmo tempo lúdica (porque o pacto é ficcional)
e estética (dada a intencionalidade artística). Trata-
se, portanto, de uma leitura cujo processo de (re)
construção de sentidos envolve fruição estética,
em diferentes níveis.
52
1.2. – Sobre a Organização das Provas em
Língua Portuguesa
Os itens de leitura utilizados na organização das provas do SARESP 2011 foram elaborados com base nas
habilidades indicadas nas matrizes de referência para a avaliação de Língua Portuguesa para os anos/série
avaliados.
Para os 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio, as provas foram constituídas de
itens de múltipla escolha e planejadas utilizando a metodologia de Blocos Incompletos Balanceados – BIB.
Esse modelo de prova permite que as questões sejam reunidas em subconjuntos denominados de blocos e
organizados em grupos de diferentes combinações.
Para a composição de cada prova, foram selecionados 104 itens, sendo que parte deles são itens utilizados
em avaliações anteriores do SARESP, que funcionam como itens de ligação e garantem a comparação de
resultados ano a ano.
As experiências de leitura
Em situação de prova, o leitor deve mobilizar todos os seus conhecimentos aprendidos na vida e na escola
para dar um sentido global ao texto proposto para a leitura.
Além da decodificação do texto (estágio inicial e necessário para a leitura da palavra escrita), o leitor deve estar
preparado para compreendê-lo, mesmo antes de realizar a tarefa de leitura proposta.
Essa compreensão global requer um leitor competente para atribuir um significado imediato ao texto,
identificando nele um padrão geral que permita prever sua finalidade, seu tema e sua organização, o que lhe
exige uma experiência de leitura previamente constituída.
A competência para fazer previsões fundadas sobre os textos está além da educação escolar; e, como
demonstram as experiências com a alfabetização, muitas vezes antecede o estágio da decodificação.
O convívio familiar, os meios de comunicação, a história de vida dos leitores propiciam o encontro com
diferentes textos. Esses textos têm suportes, formas, finalidades. Em uma sociedade letrada, bem cedo as
crianças se acostumam com a presença de textos escritos.
Entretanto, essa experiência de predição tem um fator exponencial na escola, na medida em que o texto é
objeto de estudo em todo e qualquer componente curricular. Na escola, “fala-se” sobre o texto e “estuda-se”
o texto. Na escola, o leitor sistematiza suas experiências e desenvolve a competência de formular hipóteses
a respeito da finalidade do texto, de suas características, dos possíveis temas; e, assim, vai construindo uma
compreensão dos detalhes, do estilo, do vocabulário, das propostas da autoria.
O texto torna-se, então, instrumento e objeto de aprendizagem para o leitor. O prazer de ler pode desenvolver-
-se, na medida em que o texto “ensina” novos conhecimentos e se abre para o diálogo com o leitor.
As experiências profícuas de leitura pressupõem o contato do leitor com a diversidade dos textos, tanto do ponto
de vista da forma quanto no que diz respeito ao conteúdo. Além do domínio da textualidade propriamente dita,
53
o leitor vai construindo um repertório cultural específico relacionado com as diferentes áreas do conhecimento
que usam a palavra escrita para o registro de ideias, experiências, conceitos, sínteses etc. Por isso mesmo, os
instrumentos de avaliação da proficiência em leitura utilizados pelo SARESP pressupõem o aprofundamento
da experiência do leitor ao longo dos anos da educação básica.
Assim, os textos selecionados para a realização das tarefas de leitura, nas provas do SARESP, consideram a
“experiência esperada” do leitor, de acordo com a sua faixa etária e o ano/série escolar que frequenta.
O texto como unidade básica de leitura
As competências, habilidades e os conteúdos avaliados estão articulados a um texto autêntico, isto é, já
publicado para um determinado fim e com autoria original. O texto é o foco principal do processo de ensino-
aprendizagem de Língua Portuguesa e, portanto, também da avaliação.
Os textos utilizados como suportes para os itens envolvem graus crescentes de complexidade, no que se
refere: à faixa etária do leitor típico; à proximidade do assunto e tema com o meio cultural e conhecimento de
mundo do leitor; à atualidade do assunto e tema tratados; ao contexto de produção e de recepção (o público-
alvo do texto e sua finalidade); à época de produção; às escolhas sintático-semânticas; ao vocabulário (seleção
lexical); à disposição e ordem das ideias e dos assuntos (direto e indireto); aos recursos expressivos utilizados;
às estratégias textuais utilizadas na composição; às determinações do gênero.
Os gêneros podem ser reconhecidos pelo tipo de autoria, por um conteúdo temático próprio, pela
estrutura e organização de sua composição e, portanto, pelos recursos linguísticos e textuais que tendem
a mobilizar.
As tarefas de leitura
Uma vez lido o texto da prova, o leitor realiza diferentes tarefas de leitura, propostas por questões de
compreensão em formato de múltipla escolha com quatro alternativas (cinco para o Ensino Médio), sendo que
apenas uma é correta. Essas tarefas avaliam a forma como o leitor responde aos comandos do item e suas
competências e habilidades em leitura, definidas por descritores organizados em matrizes apropriadas para a
etapa de escolarização do aluno leitor.
As competências e habilidades predefinidas nas matrizes partem do princípio de que o leitor competente é
aquele que sabe recuperar, compreender, interpretar e avaliar as informações apresentadas em diferentes textos.
As tarefas de leitura simulam situações reais exigidas do leitor e necessárias para a vida em uma sociedade
letrada, isto é, o leitor utiliza o texto, de acordo com os seus objetivos pessoais como obter, selecionar,
interpretar e avaliar informações escritas.
Os itens estão relacionados aos textos que devem ser lidos e ao que se espera que os leitores sejam capazes
de fazer com esses textos.
Em relação à forma como se pergunta, tanto o enunciado como as alternativas podem reproduzir uma parte específica
ou fazer uma paráfrase do texto lido, solicitando a recuperação de uma informação, a relação entre as informações, a
compreensão ampla do texto, a interpretação ou a avaliação relativa ao conteúdo ou à forma do texto.
54
O modo como se pergunta envolve várias condições, como o vocabulário utilizado, a explicitação ou não
das informações fornecidas para a realização das tarefas, o número de informações solicitadas, o número
de critérios exigidos para sua localização precisa, a quantidade de texto a ser assimilada, a familiaridade e
especificidade do conhecimento que precisa ser trazido de fora do texto etc.
O comando indica uma tarefa explícita de leitura, de acordo com a habilidade avaliada. A habilidade define a
situação problema.
A estruturação dos itens pode ser de dois tipos:
•	 A formulação exige que o leitor resolva primeiro a situação-problema proposta para, em seguida, identificar
a alternativa que contém a resposta certa.
•	 A formulação exige que o leitor analise cada alternativa, individualmente, de acordo com o enunciado, para
identificar a correta.
Tanto um como outro podem incluir no enunciado uma situação-estímulo (gráfico, Tabela, figura, texto etc.),
como parte do problema, a partir da qual o leitor organiza as ideias, dados ou informações para resolvê-lo. O
enunciado, nos dois casos, pode ser apresentado em forma de pergunta ou uma frase incompleta.
Quanto às alternativas, uma é a correta e as demais incorretas chamadas de “distratores funcionais”. Para ser
funcional, o distrator deve ser possível, mas não necessário para a realização da tarefa proposta.
Classificação das tarefas de leitura propostas nas provas
As tarefas de leitura propostas podem ser classificadas em três grandes grupos.
Grupo I - Recuperação de informações nos textos.
Este grupo de tarefas se refere aos procedimentos que solicitam do leitor a localização, o reconhecimento e
a identificação de informações no texto.
•	 Procedimentos de localização. As tarefas de localizar pressupõem que o leitor encontre informações
(dados, fatos, opiniões, procedimentos, argumentos etc.), contidas em partes específicas texto. Essas
informações podem ser reproduzidas literalmente ou por meio de paráfrases. O leitor faz uma varredura no
texto em busca da informação requisitada. Não é necessário que ele apresente domínio de nomenclatura
específica da área. O processamento de leitura envolvido ocorre na maior parte das vezes no nível de
partes específicas do texto, embora em alguns casos a informação possa estar distribuída ao longo do
texto ou envolver algum grau de inferência ou categorização.
•	 Procedimentos de reconhecimento. Essas tarefas pressupõem um conhecimento anterior do texto,
não necessariamente sistematizado e explicável. O leitor aplica seu conhecimento previamente adquirido
à situação proposta por uma suposição de semelhança (analogia), emitindo, assim, uma opinião não
necessariamente verificada. O sentido de extensão provável do conhecimento ocorre mediante semelhanças
genéricas por indução. No caso do reconhecimento da finalidade de um determinado gênero proposto, por
exemplo, o aluno reconhece seu uso social por semelhança aos usos sociais já conhecidos do texto.
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SARESP 2011 - Relatório Pedagógico LP

  • 2. GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Governador Geraldo Alckmin Secretário da Educação Herman Voorwald Secretário-Adjunto João Cardoso Palma Filho Chefe de Gabinete Fernando Padula Coordenadoria de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional Maria Lúcia Barros Azambuja Guardia Coordenadoria de Gestão da Educação Básica Leila Aparecida Viola Mallio Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos Jorge Sagae Coordenadoria de Orçamentos e Finanças Claudia Chiaroni Afuso Coordenadoria de Infraestrutura e Serviços Escolares Ana Leonor Sala Alonso Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores Vera Lúcia Cabral Costa Presidência da Fundação para o Desenvolvimento da Educação José Bernardo Ortiz Execução: Fundação Vunesp Organização: Zuleika de Felice Murrie Marcelo Franco Fossey Ubirajara Inácio de Araújo Ligia Maria Vettorato Trevisan Tânia Cristina Arantes Macedo de Azevedo Leitura Crítica: CGEB Ciclo I Claudinéia Aparecida Cunha de Campos Márcia Soares de Araújo Feitosa Língua Portuguesa Clarícia Akemi Eguti Idê Moraes dos Santos Katia Regina Pessoa Mara Lucia David Roseli Cordeiro Cardoso Rozeli Frasca Bueno Alves Secretaria da Educação do Estado de São Paulo Praça da República, 53 01045-903 – Centro – São Paulo – SP Telefone: (11) 3218-2000 www.educacao.sp.gov.br Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE Av. São Luiz, 99 01046-001 – República – São Paulo – SP Telefone: (11) 3158-4000 www.fde.sp.gov.br
  • 4. II
  • 5. III APRESENTAÇÃO Caros Professores e Gestores da Educação, A realização de avaliações externas do desempenho educacional de alunos, redes e sistemas de ensino constitui, atualmente, pauta frequente na grande maioria das escolas brasileiras, qualquer que seja o nível de ensino que ofereçam. Nosso Estado, particularmente, além de participar das avaliações nacionais, promove a avaliação externa da Educação Básica efetivada pelo SARESP, cujas características asseguram a identidade de processo avaliativo de sistema, em larga escala, orientado por uma matriz de referência distinta, que faz interlocução com o Currículo do Estado de São Paulo e tem fornecido ao público, ao longo das contínuas edições, informações periódicas sobre os resultados do aprendizado dos alunos, permitindo acompanhar a evolução do desempenho e dos diversos fatores que influenciam a qualidade do ensino no sistema educativo. Nessa perspectiva, adquire grande importância a divulgação e análise dos resultados do SARESP, pois o conhecimento dessas informações e sua discussão, inspiram o aperfeiçoamento das atividades de formação continuada, a correção de rumos em projetos pedagógicos e a implementação de políticas públicas que incluem desde transformações na carreira docente até maior atenção à avaliação em processo na aprendizagem escolar. Assim, os Relatórios Pedagógicos do SARESP ao analisarem e explicitarem os resultados da avaliação, permitem às escolas olhar para seu processo de ensino-aprendizagem e para sua proposta pedagógica, com base em dados objetivos, realizando cotejamentos e análises para tomadas de decisão na esfera que lhes compete e que está sob sua governabilidade. Também às instâncias regionais e centrais, no seu âmbito de gestão, o acompanhamento deste processo e o apoio às atividades necessárias são fundamentais para que juntas – Escolas – Diretorias de Ensino – Coordenadorias – Secretarias Municipais – Secretaria de Estado -– possam dar continuidade ao aprimoramento de programas e projetos destinados à Educação Básica pública do Estado de São Paulo, com vistas a aperfeiçoar os processos de ensino-aprendizagem. Nossa convicção aposta nesse caminho como decisivo para a melhoria qualitativa da educação paulista. Herman Voorwald Secretário da Educação do Estado de São Paulo
  • 6. IV
  • 7. V SUMÁRIO INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................................................................... VII PARTE I – DADOS GERAIS ....................................................................................................................................................................... 1 1. O SARESP 2011 .................................................................................................................................................................................... 1 1.1. Características Gerais do SARESP 2011 ........................................................................................................................................... 3 1.2. Classificação e Descrição dos Níveis de Proficiência do SARESP ................................................................................................... 5 2. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO ........................................................................................................................................................ 7 2.1. Provas .............................................................................................................................................................................................. 9 2.2. Questionários de Contexto ............................................................................................................................................................. 11 3. ABRANGÊNCIA DO SARESP 2011 ....................................................................................................................................................... 13 PARTE II – RESULTADOS SARESP 2011 – LÍNGUA PORTUGUESA ......................................................................................................... 19 1. RESULTADOS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO ................................................................................................................................ 19 1.1. 3º Ano do Ensino Fundamental: Médias de Desempenho ............................................................................................................... 21 1.2. 5º, 7º e 9º Anos do Ensino Fundamental e 3ª Série do Ensino Médio ............................................................................................. 24 1. 2.1. Níveis de Proficiência em Língua Portuguesa ............................................................................................................................ 27 1. 2. 2. Comparação de Resultados do SARESP 2011 com SARESP 2009 a 2010 e Prova Brasil/SAEB .............................................. 29 1. 2. 3. Desempenho em Redação ...................................................................................................................................................... 33 2. RESULTADOS DAS ESCOLAS TÉCNICAS ESTADUAIS – ETE .............................................................................................................. 37 2.1. Resultados Comparativos do SARESP – ETE com o SAEB ............................................................................................................. 41 2.2. Resultados da Redação – ETE ......................................................................................................................................................... 42 PARTE III – ANÁLISE PEDAGÓGICA DOS RESULTADOS ........................................................................................................................ 45 1. PRINCÍPIOS CURRICULARES E MATRIZES DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DO SARESP – LÍNGUA PORTUGUESA ............ 45 1.1. Sobre a Organização das Matrizes de Referência para a Avaliação do SARESP – Língua Portuguesa ............................................... 49 1.2. Sobre a Organização das Provas em Língua Portuguesa ................................................................................................................. 52 1.3. Considerações sobre as Propostas de Redação .............................................................................................................................. 57 2. PERFIL DAS PROVAS: DISTRIBUIÇÃO E PROPORÇÃO DE HABILIDADES, PERCENTUAIS DE ACERTO E DESEMPENHO GERAL. 59 2.1. Distribuição e Proporção de Habilidades nas Provas de Língua Portuguesa ................................................................................... 61 2.2. Proporção de Acertos nas Provas de Língua Portuguesa ................................................................................................................ 63 3. ANÁLISE DO DESEMPENHO DOS ALUNOS EM LÍNGUA PORTUGUESA/LEITURA POR ANO/SÉRIE E NÍVEL ............................... 67 3.1. Análise do Desempenho por Nível no 5º Ano do Ensino Fundamental .............................................................................................. 73 3.1.1. Análise do Desempenho dos alunos do 5º Ano do Ensino Fundamental do Ponto de Vista dos Percentuais de Acerto por Questão e Recomendações Pedagógicas ........................................................................................................................................... 97 3.2. Análise do Desempenho por Nível no 7º Ano do Ensino Fundamental ........................................................................................... 109 3.2.1. Análise do Desempenho dos Alunos do 7º Ano do Ensino Fundamental do Ponto de Vista dos Percentuais de Acerto por Questão e Recomendações Pedagógicas ........................................................................................................................................... 134 3.3. Análise do Desempenho por Nível no 9º Ano do Ensino Fundamental ........................................................................................... 149 3.3.1. Análise do Desempenho dos Alunos do 9º Ano do Ensino Fundamental do Ponto de Vista dos Percentuais de Acerto em cada Questão e Recomendações Pedagógicas ................................................................................................................................... 174 3.4. Análise por Nível do Desempenho na 3ª Série do Ensino Médio .................................................................................................... 187 3.4.1. Análise do Desempenho dos Alunos da 3ª Série do Ensino Médio do Ponto de Vista dos Percentuais de Acerto em cada Questão e Recomendações Pedagógicas ........................................................................................................................................... 215
  • 8. VI 4. RESULTADOS DA REDAÇÃO................................................................................................................................................................ 225 4.1. O Plano Amostral ............................................................................................................................................................................. 229 4.1.1. Seleção da Amostra .................................................................................................................................................................... 230 4.2. As Propostas de Redação do SARESP 2011 ................................................................................................................................... 231 4.3. As Competências Avaliadas e os Critérios de Avaliação da Redação do SARESP 2011 .................................................................. 232 4.3.1. Critérios para Correção da Redação ........................................................................................................................................... 232 4.3.2. Critérios para Enquadramento dos Níveis na Correção das Redações ...................................................................................... 237 4.3.3. Classificação e Descrição dos Níveis de Desempenho ............................................................................................................. 239 4.4. Desempenho dos Alunos da Rede Estadual e das Escolas Técnicas Estaduais na Redação .......................................................... 240 4.5. Análise Pedagógica das Redações .................................................................................................................................................. 243 4.5.1. 5º Ano do Ensino Fundamental .................................................................................................................................................. 244 4.5.2. 7º Ano do Ensino Fundamental ................................................................................................................................................. 257 4.5.3. 9º Ano do Ensino Fundamental ................................................................................................................................................. 267 4.5.4. 3ª Série do Ensino Médio .......................................................................................................................................................... 274 4.6. Comentários Finais ......................................................................................................................................................................... 282 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................................................................................... 283 ANEXO I – ESCALA DE PROFICIÊNCIA DE LÍNGUA PORTUGUESA - LEITURA ..................................................................................... 287 ANEXO II – ESCALA DE DESEMPENHO DA REDAÇÃO .......................................................................................................................... 307 ANEXO III – CRITÉRIOS PARA ENQUADRAMENTO DOS NÍVEIS NA CORREÇÃO DAS REDAÇÕES: PROPOSTA DA FUNDAÇÃO VUNESP .................................................................................................................................................................................................... 311 1. GRADE ESPECÍFICA DE CORREÇÃO – SARESP 2011 – CARTA DE LEITOR – 5º ANO EF .................................................................. 313 2. GRADE ESPECÍFICA DE CORREÇÃO – SARESP 2011 – NARRATIVA DE AVENTURA – 7º ANO EF ................................................... 315 3. GRADE ESPECÍFICA DE CORREÇÃO – SARESP 2011 – ARTIGO DE OPINIÃO – 9º ANO EF ............................................................ 317 4. GRADE ESPECÍFICA DE CORREÇÃO – SARESP 2011 – ARTIGO DE OPINIÃO – 3ª SÉRIE DO EM .................................................. 319 ANEXO IV – RESULTADOS DA REDAÇÃO ............................................................................................................................................... 323
  • 9. VII INTRODUÇÃO A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo – SEE – realizou, em 2011, a décima quarta edição do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo – SARESP, avaliação externa destinada a fornecer informações consistentes, periódicas e comparáveis sobre a situação da escolaridade básica na rede pública de ensino paulista, bem como orientar os gestores do ensino no monitoramento das políticas voltadas para a melhoria da qualidade da Educação Básica. A aplicação das provas foi realizada em 29 e 30 de novembro de 2011, nos períodos da manhã, da tarde e da noite, no horário de início das aulas envolvendo todos os alunos dos 3º, 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental (EF) e 3ª série do Ensino Médio (EM) da rede pública estadual, aplicando provas de Língua Portuguesa, Redação, Matemática, Geografia e História, contemplando as áreas de Linguagens e Códigos, Matemática e Ciências Humanas. Além das escolas estaduais, a edição do SARESP 2011 contou com a adesão voluntária de escolas de 543 municípios paulistas, cujas despesas de participação ficaram, mais uma vez, sob a responsabilidade do Governo do Estado de São Paulo, e abrangeu também as escolas particulares, sendo a maioria escolas da rede de ensino do SESI, que participaram da avaliação às suas próprias expensas. O Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza” participou com suas escolas técnicas, distribuídas em 114 municípios. A avaliação contou com a aplicação de questionários a pais e a alunos, de todas as redes de ensino com vistas a coletar informações sobre o contexto socioeconômico e cultural dos estudantes, sua trajetória escolar e suas percepções acerca dos professores e da gestão escolar. Os Diretores, Professores Coordenadores e Professores do Ciclo I, de Língua Portuguesa, Matemática, e Ciências Humanas da rede estadual responderam questionários específicos com o objetivo de coletar informações sobre o perfil, aspectos da gestão escolar e da prática pedagógica. Os dados coletados desses questionários permitem traçar o perfil do alunado e subsidiar os estudos sobre as relações entre as variáveis de contexto e o desempenho escolar. A operacionalização do SARESP 2011 ficou pelo segundo ano consecutivo sob a responsabilidade da Fundação para o Vestibular da UNESP – VUNESP, instituição pública, com personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em 26 de outubro de 1979 pelo Conselho Universitário da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP. Da aplicação do SARESP resultam diferentes produtos: boletins e relatórios de desempenho, relatórios técnicos e relatórios pedagógicos, destinados a atender finalidades específicas, muito bem explicitadas no projeto SARESP, dentre as quais vale enumerar: (i) saber em que direção caminha a Educação Básica paulista; (ii) verificar se houve evolução em relação às avaliações dos últimos anos; (iii) localizar as evidências de melhoria e as fragilidades do ensino; (iv) buscar os aspectos diferenciais, os modelos bem sucedidos e sobretudo, as diferenças entre o desejado e o alcançado. Os Relatórios Pedagógicos do SARESP são instrumentos que se prestam a identificar e localizar diferenças: o que foi ensinado e o resultado do aprendizado, o que ainda tem que ser ajustado, o que precisa ser abordado porque não se conseguiu perceber no alunado participante a demonstração de compreensão ou
  • 10. VIII conhecimento que qualificam para a resposta bem sucedida, ou seja, o resultado positivo de correções e ajustes já introduzidos. Os destinatários preferenciais dos Relatórios Pedagógicos são professores e gestores das escolas. Aos primeiros cabe a tarefa de neles reconhecer a eficácia e a eficiência de seu trabalho. A eles, os relatórios pedagógicos são oferecidos também como instrumentos que contribuem para a melhoria da prática de ensino. No limite, esses relatórios são materiais de referência para a elaboração de planos de aula, de concepção de aulas práticas e de compreensão de avaliação como processo abrangente, contínuo e, sobretudo, formativo. Aos gestores, os Relatórios Pedagógicos oferecem a visão mais detalhada dos aspectos que requerem maior atenção e maior esforço das equipes escolares quando planejam ações de implementação da proposta educacional e de melhoria da qualidade do ensino. Reconhecer que do professor e do seu ofício depende a formação de pessoas para entender e atender a demandas do futuro e oferecer a estes profissionais referências que contribuem para uma reflexão sobre o sentido e o significado do trabalho que realiza, é mais do que uma responsabilidade. É uma obrigação. E é esta a intenção deste Relatório Pedagógico: prestação de contas ao professor e ao gestor sobre os resultados de seu trabalho. Professores e gestores encontram nos relatórios pedagógicos informações e dados distribuídos em três partes: • Parte I – Em “Dados Gerais” são apresentadas informações básicas sobre o SARESP 2011, os instrumentos utilizados no processo de avaliação e sua abrangência. • Parte II – Em “Resultados do SARESP 2011”, são apresentados os resultados gerais relativos à disciplina objeto do relatório nos anos/série da Rede Estadual e do Centro Paula Souza. Sempre que possível, o capítulo apresenta dados da comparação de resultados do SARESP 2011 com outras edições dessa avaliação ou com outras avaliações nacionais de larga escala. • Parte III – Em“Análise Pedagógica dos Resultados” são abordados, na disciplina do relatório, aspectos pedagógicos envolvidos na avaliação, princípios curriculares e aspectos da organização das matrizes de referência para a avaliação do SARESP. Sua essência está na análise do desempenho do alunado e na apresentação, interpretação e discussão pedagógica de exemplos de itens selecionados das provas aplicadas. Essas são tarefas que ensejam recomendações para promover a melhoria do ensino e da aprendizagem. Em relação à expressão “itens selecionados”, é importante lembrar que os exemplos possuem propriedades estatísticas que permitem classificá-los como questões que descrevem corretamente a habilidade investigada e discriminam claramente entre os grupos de alunos com menor e maior desempenho. Dadas essas qualidades, são itens que representam muito bem os diferentes pontos e níveis da escala SARESP. Por isso, são úteis para identificar pontos fortes e fragilidades de um dado processo educacional.
  • 11. 1 PARTE I – DADOS GERAIS 1. O SARESP 2011
  • 12. 2
  • 13. 3 1.1. – Características Gerais do SARESP 2011 O SARESP ancora-se em evidências nacionais e internacionais acerca dos benefícios que um sistema de avaliação coerentemente estruturado traz para a melhoria dos sistemas de ensino em todas as dimensões e, para tanto, consolidou a incorporação de uma série de mudanças em relação à sua proposta original, de maneira a sintonizar-se com as prioridades educacionais de cada gestão da SEE. Assim, a edição do SARESP 2011 têm, como características básicas: • avaliação do 3º ano do Ensino Fundamental por meio de itens de respostas construídas pelos alunos e seus resultados apresentados na escala de desempenho do SARESP em Língua Portuguesa e em Matemática, adotada desde a edição de 2004; • uso da metodologia de Blocos Incompletos Balanceados (BIB) na montagem das provas dos 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, o que permite utilizar um grande número de itens por série e disciplina e classificar os níveis de desempenho dos alunos em relação ao desenvolvimento de competências e habilidades com maior amplitude; • utilização da metodologia Teoria da Resposta ao Item (TRI), que permite a comparação dos resultados obtidos no SARESP, ano a ano, e entre estes e os resultados dos sistemas nacionais de avaliação (Saeb e Prova Brasil), possibilitando o acompanhamento da evolução dos indicadores de qualidade da educação ao longo dos anos; • apresentação dos resultados do SARESP 2011, em Língua Portuguesa e Matemática – 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio –, na mesma escala de desempenho da Prova Brasil/Saeb. Os resultados do 7º ano do Ensino Fundamental, mediante procedimentos adequados, foram incluídos nessa mesma escala; • diagnóstico do desempenho dos alunos da rede estadual em Ciências Humanas (Geografia e História), análise e validação da escala de proficiência para cada área, o que certamente contribuirá para melhor caracterizar a situação do ensino nessas áreas do conhecimento; • correção externa da Redação, aplicada a amostra representativa de 10% do conjunto dos alunos dos anos/séries avaliados, estratificada por tipo de atendimento escolar e Diretoria de Ensino – para a rede de ensino estadual – e por Diretoria de Ensino, para as redes municipal e particular; • atuação de aplicadores externos à escola (à exceção do 3º ano do Ensino Fundamental) para garantir a necessária credibilidade aos resultados; • presença de fiscais externos à escola para verificar e garantir a uniformidade dos padrões utilizados na aplicação; • presença de apoios regionais nas Diretorias de Ensino e de agentes da Fundação VUNESP para suporte às redes de ensino participantes do SARESP; • participação dos pais nos dias de aplicação das provas para acompanhar o processo avaliativo nas escolas;
  • 14. 4 • aplicação de questionários de pais e aos alunos de todos os anos/série avaliados, encaminhados às Diretorias de Ensino/Secretarias Municipais de Educação, antes da aplicação das provas; • aplicação de questionários aos Professores de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências Humanas (Geografia e História), aos Professores Coordenadores e aos Diretores das escolas da rede estadual, por sistema online com o objetivo de assegurar uma caracterização mais detalhada dos fatores associados ao desempenho escola; • uso dos resultados de Língua Portuguesa e de Matemática, para a composição do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (IDESP) de cada escola estadual e municipal, que servirão como um dos critérios de acompanhamento das metas a serem atingidas pelas escolas; • uso dos resultados no planejamento pedagógico das escolas nos anos subsequentes, que possibilitará a comparação entre os resultados obtidos pela escola e os seus objetivos; • divulgação pública dos resultados gerais de participação dos alunos e da média de proficiência do conjunto das redes municipais e escolas particulares integrantes da avaliação, acompanhada da distribuição dos alunos nos diferentes níveis de suficiência ou de desempenho, considerando os anos e as disciplinas avaliadas; • acesso aos resultados de cada escola pública estadual à população em geral, condição essencial para o acompanhamento do ensino ministrado nas escolas paulistas, ao mesmo tempo que é um estímulo à participação da sociedade civil na busca da melhoria da qualidade do aproveitamento escolar; • participação das redes municipal e particular por meio de adesão voluntária.
  • 15. 5 1.2. – Classificação e Descrição dos Níveis de Proficiência do SARESP O desempenho dos alunos dos 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, no SARESP 2011, foi colocado nas mesmas escalas do Saeb nas áreas de Língua Portuguesa e de Matemática. As proficiências dos alunos da Rede Estadual de Ensino de São Paulo, aferidas no SARESP 2011, foram, a exemplo dos anos anteriores, consideradas na mesma métrica do Saeb/Prova Brasil, levando-se em consideração a inclusão, na prova, de itens oriundos das provas do Saeb, cedidos e autorizados pelo Ministério da Educação. Uma escala é uma maneira de medir resultados de forma ordenada e a escolha dos números que definem os seus pontos é arbitrária e construída com os resultados da aplicação do método estatístico denominado Teoria da Resposta ao Item (TRI). Os resultados do SARESP utilizam a equalização e a interpretação da escala do Saeb, completada pela amplitude oferecida pelos itens que melhor realizam a cobertura do Currículo implantado nas escolas estaduais, explicitada na Matriz de Referência da Avaliação do SARESP. Para interpretar a escala de proficiência dos alunos dos 5º, 7º, 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio, foram selecionados os pontos 125, 150, 175, 200, 225, 250, 275, 300, 325, 350, 375, 400, 425, escolhidos a partir do ponto 250, média do 9º ano do Ensino Fundamental no Saeb 1997, em intervalos de 25 pontos (meio desvio-padrão). A descrição de cada um dos pontos é feita mediante a interpretação pedagógica dos resultados de desempenho dos alunos nas provas do SARESP, tendo como referenciais as habilidades detalhadas nas Matrizes de Referência para Avaliação do SARESP e o Currículo do Estado de São Paulo. Dessa forma, a cada edição do SARESP, a descrição da escala é atualizada, isto é, incorpora os resultados da avaliação que acaba de se realizar. A escala de cada disciplina é a mesma e, portanto, apresenta o resultados do desempenho dos alunos em toda a Educação Básica. A Escala em Língua Portuguesa – Leitura é comum aos quatro anos/série avaliados no SARESP – 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio e descreve aquilo que os alunos sabem e são capazes de realizar em relação às habilidades e competências avaliadas, conforme a Matriz de Referência para a avaliação do SARESP. A interpretação da escala é cumulativa, ou seja, os alunos que estão situados em um determinado nível dominam não só as habilidades associadas a esse nível, mas também as proficiências descritas nos níveis anteriores – a lógica é a de que quanto mais o estudante caminha ao longo da escala, mais habilidades terá desenvolvido. A interpretação pedagógica dos pontos da escala compõe um documento específico, intitulado Descrição das Escalas de Proficiência. Os pontos da escala do SARESP, por sua vez, são agrupados em quatro níveis de proficiência – Abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado – definidos a partir das expectativas de aprendizagem (conteúdos, competências e habilidades) estabelecidos para cada ano/série e disciplina no Currículo do Estado de São Paulo, descritos nos Quadros seguintes.
  • 16. 6 Quadro 1. – Classificação e Descrição dos Níveis de Proficiência do SARESP Classificação Níveis de Proficiência Descrição Insuficiente Abaixo do Básico Os alunos, neste nível, demonstram domínio insuficiente dos conteúdos, competências e habilidades desejáveis para o ano/série escolar em que se encontram. Suficiente Básico Os alunos, neste nível, demonstram domínio mínimo dos conteúdos, competências e habilidades, mas possuem as estruturas necessárias para interagir com a proposta curricular no ano/série subsequente. Adequado Os alunos, neste nível, demonstram domínio pleno dos conteúdos, competências e habilidades desejáveis para o ano/série escolar em que se encontram. Avançado Avançado Os alunos, neste nível, demonstram conhecimentos e domínio dos conteúdos, competências e habilidades acima do requerido no ano/série escolar em que se encontram. Quadro 2. – Níveis de Proficiência de Língua Portuguesa – SARESP Níveis de Proficiência 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM Abaixo do Básico < 150 < 175 < 200 < 250 Básico 150 a < 200 175 a < 225 200 a < 275 250 a < 300 Adequado 200 a < 250 225 a < 275 275 a < 325 300 a < 375 Avançado ≥ 250 ≥ 275 ≥ 325 ≥ 375 Quadro 3. – Classificação e Descrição dos Níveis de Desempenho da Redação – SARESP Classificação Nível Intervalo de Notas Descrição Insuficiente Abaixo do Básico < 50 Os alunos neste nível demonstram domínio insuficiente das competências e habilidades escritoras, desejáveis para o ano/série escolar em que se encontram. Suficiente Básico 50 a 65 Os alunos neste nível demonstram desenvolvimento mínimo das competências e habilidades escritoras, mas possuem as estruturas necessárias para interagir com a proposta curricular no ano/série subsequente. Adequado 65 a 90 Os alunos neste nível demonstram domínio pleno das competências e habilidades escritoras, desejáveis para no ano/série escolar em que se encontram. Avançado Avançado 90 a 100 Os alunos de nível demonstram conhecimentos e domínio das competências escritoras acima do requerido para o ano/série escolar em que se encontram. O SARESP estabeleceu como padrão de desempenho esperado o nível Adequado.
  • 17. 7 2. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
  • 18. 8
  • 19. 9 2.1. – Provas A edição do SARESP 2011 manteve as características básicas das edições do SARESP 2008, 2009 e 2010 e isso possibilita a sua continuidade como um sistema de avaliação externa capaz de realizar mensurações validadas e fidedignas da proficiência do corpo discente da escola de educação básica, pública estadual paulista e dos fatores a ela associados, com o objetivo geral de propiciar instrumento de diagnóstico do sistema de ensino e, ao mesmo tempo, fornecer indicadores para subsídio ao monitoramento das políticas públicas de educação. A avaliação censitária abrangeu alunos dos 3º, 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, com diferentes instrumentos. Provas ampliadas ou em braile, destinadas a atender os alunos deficientes visuais, foram elaboradas por disciplina e ano/série avaliados. Para o 3º ano do Ensino Fundamental foram elaborados dois cadernos distintos (manhã e tarde) de prova de Língua Portuguesa e Matemática, mais um exemplar de “Prova do Professor”, para cada disciplina e período, com orientações sobre a aplicação. Cada caderno de Língua Portuguesa apresentava 8 questões abertas com o objetivo verificar o nível de conhecimento sobre o sistema de escrita, a capacidade de ler com autonomia e a competência escritora dos alunos. Para avaliação de Matemática do 3º ano do Ensino Fundamental, foram aplicados, respectivamente, nos períodos da manhã e tarde, 2 cadernos de prova compostos de 17 questões abertas. Para cada caderno também foi construída a “Prova do Professor”, com orientação sobre a aplicação da prova. Em Matemática, foram avaliadas as habilidades dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental para operar com números (ordenação, contagem e comparação), resolver problemas que envolvem adição e subtração, compreender e manipular operações envolvendo leituras de informações dispostas em calendário, Tabelas simples e gráficos de colunas. As provas abertas de Língua Portuguesa e Matemática para o 3º ano do Ensino Fundamental foram corrigidas por professores especialistas, com a supervisão dos coordenadores do Programa “Ler e Escrever” das Diretorias de Ensino, que se orientavam por critérios de avaliação explícitos nos roteiros de correção e em escala compatível com as edições anteriores do SARESP. Os alunos dos 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental foram avaliados, de forma censitária, por 104 questões objetivas de Língua Portuguesa, 104 questões objetivas de Matemática. Os alunos dos 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio responderam 112 questões de Ciências Humanas (Geografia e História). As provas de Língua Portuguesa e de Matemática dos 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio foram planejadas utilizando a metodologia de Blocos Incompletos Balanceados – BIB, organizados em 26 modelos de cadernos de prova, com 13 blocos diferentes. Cada caderno de prova, em cada disciplina, foi organizado com 24 itens, distribuídos em três blocos. Para as provas de Ciências Humanas, também planejadas segundo a metodologia BIB, foram organizados 21 modelos de cadernos de prova, com 7 blocos diferentes. Cada caderno de prova foi organizado com 16 itens de Geografia e 16 de História.
  • 20. 10 Os cadernos de Redação foram compostos do tema para a produção textual, sendo um para cada ano avaliado, acompanhado de uma página para rascunho, e outra, para o aluno transcrever a sua produção textual final. As provas de redação foram aplicadas a uma amostra estratificada em 10%, por tipo de atendimento e por Diretoria de Ensino de alunos dos 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio. Na composição das provas do SARESP 2011 foram utilizados: yy itens elaborados com base nas habilidades indicadas nas Matrizes de Referência da Avaliação, construídas a partir do Currículo elaborado pela Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas da SEE/SP – CENP; yy itens selecionados de avaliações anteriores do SARESP e itens comuns com o Saeb/Prova Brasil, como mecanismo para assegurar a comparabilidade tanto entre os resultados do SARESP quanto com os resultados da avaliação nacional. Por isso são chamados itens de ligação; yy itens de Língua Portuguesa e Matemática selecionados de avaliações realizadas pela Secretaria de Educação do Estado do Ceará, cedidos à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
  • 21. 11 2.2. – Questionários de Contexto O SARESP 2011, tal como ocorreu nas últimas edições, aplicou questionários contextuais aos alunos e pais com vistas a coletar informações sobre o contexto social, econômico, cultural e familiar dos alunos, sobre as trajetórias de escolarização, hábitos de estudo e suas percepções e expectativas sobre o funcionamento da escola, e em relação à continuidade nos estudos e ao trabalho. A Secretaria de Estado de Educação de São Paulo – SEE/SP, por meio da Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE, seguindo proposição dos anos anteriores, encaminhou à FundaçãoVUNESP os questionários de contexto, para formatação, reprodução e distribuição às Diretorias de Ensino e Secretarias de Educação Municipal. Os questionários socioeconômicos dos alunos e pais foram preparados em três diferentes versões: uma para os 3º e 5º anos do Ensino Fundamental; outra para os 7º e 9º anos do Ensino Fundamental; e a última para a 3ª série do Ensino Médio. Cada questionário era composto de duas partes: a primeira com questões direcionadas aos pais e a outra voltada para os alunos. Acompanhados das folhas de resposta, os questionários foram entregues aos alunos pelas escolas para serem respondidos em casa em um período que antecedeu a aplicação das provas. Estava, ainda, incluída no SARESP 2011, a aplicação na Rede Estadual de questionários de gestão escolar destinados aos Diretores de escolas, com a finalidade de coletar informações sobre formação acadêmica, experiência, estilo de gestão e suas percepções sobre o funcionamento e condições da escola, bem como informações sobre seu perfil socioeconômico e cultural; ao Professor-Coordenador, que objetivava a coleta de informações sobre sua formação acadêmica, experiência e prática pedagógica, sua percepção sobre o funcionamento e condições da escola e sobre seu perfil socioeconômico; e ao Professor, que também coletava informações sobre formação acadêmica, experiência, sua percepção sobre o funcionamento e condições de trabalho na escola, além de informações sobre seu perfil socioeconômico e cultural. Esse instrumento teve módulos específicos sobre práticas de ensino para os professores de Ciclo I do Ensino Fundamental, Língua Portuguesa, Matemática e Ciências Humanas do Ciclo II e Ensino Médio. Os questionários de gestão escolar são parte constitutiva do processo avaliativo e propiciam a análise dos fatores associados à aprendizagem. A aplicação foi on line, no site da SEE/SP, e seguiu um cronograma escalonado para cada profissional envolvido. O período de aplicação também antecedeu a própria aplicação das provas do SARESP.
  • 22. 12
  • 23. 13 3. ABRANGÊNCIA DO SARESP 2011
  • 24. 14
  • 25. 15 3. – ABRANGÊNCIA DO SARESP As provas do SARESP 2011 foram aplicadas nos dias 29 e 30 de novembro, nos três períodos e no horário de início das aulas de cada escola. Nessa edição participaram as escolas estaduais, além de escolas municipais e particulares que fizeram adesão e, pela terceira vez consecutiva, as 139 Escolas Técnicas Estaduais – ETE – administradas pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza e vinculadas à Secretaria Estadual de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. A participação das três redes de ensino no SARESP 2011 foi bastante satisfatória com mais de 85% de comparecimento dos alunos nos dois dias de aplicação, envolvendo mais de 2 milhões de alunos no primeiro dia e quase dois milhões no segundo dia, conforme dados apresentados na Tabela 1. Tabela 1. – Participação dos Alunos por Rede de Ensino e Dia de Aplicação Rede de Ensino 1º dia 2º dia Escolas Municípios Previsto Participante % Previsto Participante % Estadual 1.643.566 1.427.605 86,9 1.643.566 1.398.083 85,1 5.032 644 ETEs 16.158 13.053 80,8 16.158 12.152 75,2 139 114 Municipal 580.943 523.258 90,1 580.943 518.337 89,2 3.257 543 Particular 50.873 46.406 91,2 50.873 45.745 89,9 216 114 Total 2.291.540 2.010.322 87,7 2.291.540 1.974.317 86,2 8.644 645 Além da participação dos alunos das 8.644 escolas envolvidas, cabe ressaltar a mobilização de diversos profissionais envolvidos no processo avaliativo. Para a aplicação das 73.934 turmas atuaram 59.571 aplicadores que foram treinados pelos 8.644 diretores de escola, responsável pela coordenação da aplicação na escola. Além disso, atuaram 6.901 fiscais externos, em todo o Estado, que foram devidamente selecionados e treinados em fases anteriores à aplicação pelos Agentes VUNESP e 85.352 pais de alunos foram indicados pelo Conselho de Escola para acompanharem a aplicação das provas. Todo o processo foi coordenado regionalmente pelos dirigentes de ensino e supervisionados pelos coordenadores de avaliação das 91 Diretorias de Ensino e equipes de supervisores.
  • 26. 16 Tabela 2. – Participação dos Alunos por Rede de Ensino, Ano/Série Avaliadas (1º dia de aplicação) Ano/Série Estadual ETE Municipal Particular Total Alunos % Alunos % Alunos % Alunos % Alunos % 3º ano EF Previsto 100.820 90,0 - - 207.346 90,1 9.503 91,3 317.669 90,1 Participante 90.688 - - 186.800 8.679 286.167 5º ano EF Previsto 193.473 91,8 - - 226.321 92,0 10.064 93,8 429.858 91,9 Participante 177.704 - - 208.298 9.444 395.446 7º ano EF Previsto 473.756 91,4 - - 78.578 88,3 13.846 93,8 566.180 91,0 Participante 433.134 - - 69.367 12.993 515.494 9º ano EF Previsto 470.696 85,8 - - 65.511 86,3 13.287 90,3 549.339 86,0 Participante 404.001 - - 56.532 11.992 472.525 3ª série EM Previsto 404.821 79,6 16.158 80,8 3.187 70,9 4.173 79,0 428.359 79,5 Participante 322.078 13.053 2.261 3.298 340.690 Total Previsto 1.643.566 86,9 16.158 80,8 580.943 90,1 50.873 91,2 2.291.540 87,7 Participante 1.427.605 13.053 523.258 46.406 2.010.322 Tabela 3. – Participação dos Alunos da Rede Estadual por Coordenadoria de Ensino, Ano/Série e Período – SARESP 2011 – 1º dia de Aplicação Ano/ Série Período Rede Estadual CEI COGSP Previsão Participação % Previsão Participação % Previsão Participação % 3º EF Diurno 100.820 90.688 90,0 35.073 31.870 90,9 65.747 58.818 89,5 5º EF Diurno 193.473 177.704 91,8 59.497 54.659 91,9 133.976 123.045 91,8 7º EF Diurno 473.756 433.134 91,4 236.585 216.576 91,5 237.171 216.558 91,3 9º EF Diurno 466.943 401.792 86,0 233.526 202.263 86,6 233.417 199.529 85,5 Noturno 3.753 2.209 58,9 897 559 62,3 2.856 1.650 57,8 Total 470.696 404.001 85,8 234.423 202.822 86,5 236.273 201.179 85,1 3ªEM Diurno 164.357 136.645 83,1 96.064 80.607 83,9 68.293 56.038 82,1 Noturno 240.464 185.433 77,1 110.208 85.437 77,5 130.256 99.996 76,8 Total 404.821 322.078 79,6 206.272 166.044 80,5 198.549 156.034 78,6 Total Diurno 1.399.349 1.239.963 88,6 660.745 585.975 88,7 738.604 653.988 88,5 Noturno 244.217 187.642 76,8 111.105 85.996 77,4 133.112 101.646 76,4 Total 1.643.566 1.427.605 86,9 771.850 671.971 87,1 871.916 755.634 86,7
  • 27. 17 Como se pode constatar, a grande maioria dos alunos avaliados da Rede Estadual estuda no período diurno, 87,1% são vinculados à Coordenadoria de Ensino do Interior (CEI) e 86,7% à Coordenadoria de Ensino da Grande São Paulo. Além da participação dos alunos, a aplicação do SARESP 2011, mobilizou diretores, professores e pais dos alunos que acompanharam a aplicação das provas, respondendo a um relatório de observação sobre aplicação da avaliação na escola. O Quadro 1 sumariza os dados relativos ao envolvimento de recursos humanos na edição do SARESP 2011 na rede estadual de ensino, incluindo informações sobre número de escolas e turmas avaliadas. Quadro 4. – Quadro Síntese – Rede Estadual – SARESP 2011 Número Alunos 1.427.605 Escolas 5.032 Diretores 5.032 Aplicadores 37.817 Fiscais 4.297 Pais de alunos 55.839 N° de turmas do Ensino do Fundamental 37.913 N° de turmas do Ensino Médio 11.940 Total de turmas avaliadas 49.853
  • 28. 18
  • 29. 19 PARTE II – RESULTADOS SARESP 2011 LINGUA PORTUGUESA 1. RESULTADOS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO
  • 30. 20
  • 31. 21 1.1. – 3º Ano do Ensino Fundamental: Médias de Desempenho Na avaliação do desempenho em Língua Portuguesa, as notas dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental são agrupadas segundo os diferentes níveis de domínio das habilidades investigadas, expressos em escalas próprias. Na prova de Língua Portuguesa, o resultado dos alunos pode variar entre 0 e 72 pontos, e em Matemática, de 0 a 100 pontos. A pontuação média obtida pelos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental em Língua Portuguesa, na edição do SARESP 2011, é apresentada na Tabela seguinte. Tabela 4. – Médias de Desempenho em Língua Portuguesa 3º ano do Ensino Fundamental – Rede Estadual Instância Pontos(*) % Rede Estadual 53,5 74,3 CEI 55,7 77,4 COGSP 52,2 72,5 (*)Pontos possíveis de 0 a 72 • A média de proficiência em Língua Portuguesa foi de 53,5 pontos para a rede estadual, o que corresponde a 74,3% da pontuação total; • Os alunos das escolas localizadas no interior do Estado apresentaram melhor desempenho do que os das escolas da Grande São Paulo, com uma diferença favorável aos primeiros de, aproximadamente, 3%; • O desempenho dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental no SARESP 2011 apresentou melhoria em relação à edição SARESP 2010, correspondendo a 5,4 pontos percentuais em Língua Portuguesa. Para uma interpretação pedagógica mais acurada, inclusive a comparação com dados anteriores, os resultados de desempenho dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental foram divididos em seis diferentes níveis. Desse modo, cada nível, juntamente com o intervalo de pontos nele contido, representa um conjunto específico de habilidades e competências. As habilidades descritas em cada nível são cumulativas, o que significa, por exemplo, que um aluno que obtém uma pontuação equivalente ao sexto e último nível, desenvolveu as demais habilidades compreendidas pelos cinco níveis anteriores. ATabela 5 descreve as habilidades referentes a cada nível e os respectivos intervalos de pontuação e especifica o percentual de alunos por nível da Rede Estadual e das Coordenadorias de Ensino. A representação gráfica desses resultados está apresentada no Gráfico 1.
  • 32. 22 Tabela 5. – Alunos do 3º Ano do Ensino Fundamental – Rede Estadual, por Níveis de Desempenho em Língua Portuguesa (Em%) Nível Pontuação Descrição do Nível % de Alunos Rede Estadual CEI COGSP Insuficiente 1 0 a 7 Os alunos escrevem sem correspondência sonora 2,8 2,2 3,0 2 8 a 14 Os alunos escrevem com correspondência sonora ainda não alfabética 2,2 1,9 2,4 Regular 3 15 a 43 Os alunos escrevem com correspondência sonora alfabética; produzem texto com algumas características da linguagem escrita, no gênero proposto (conto), e localizam, na leitura, informações explícitas contidas em texto informativo. 19,0 15,9 20,7 Bom 4 44 a 53 Os alunos escrevem com ortografia regular; produzem texto com características da linguagem escrita, no gênero proposto (conto), e leem com autonomia, fazendo inferências a partir de texto informativo. 15,3 13,4 16,4 Muito bom 5 54 a 68 Os alunos escrevem com ortografia regular; produzem texto com características da linguagem escrita, no gênero proposto (conto), e produzem texto com algumas características da linguagem escrita, a partir da situação de leitura autônoma (texto informativo), com apoio de exemplo (Você sabia que?). 38,6 40,3 37,6 Excelente 6 69 a 72 Os alunos escrevem com ortografia regular e produzem texto com características da linguagem escrita, tanto no gênero proposto (conto) como em situação de leitura autônoma (texto informativo) com apoio de exemplo (Você sabia que?). 22,1 26,4 19,9 yy 95% escrevem com correspondência sonora alfabética, produzem texto com algumas características da linguagem escrita e do gênero proposto, além de localizarem, na leitura, informações explícitas contidas no texto informativo; yy 76% escrevem com ortografia regular e leem com autonomia, e 22,1% dos alunos situaram-se no nível 6, o mais elevado, pelo que têm condições de escrever com ortografia regular e produzir textos com características da linguagem escrita, tanto no gênero proposto como em situação de leitura autônoma com apoio de exemplo. yy Nas escolas do interior, 66,7% dos alunos se enquadram no padrão “Muito Bom” ou acima, destacando-se um melhor desempenho dessas escolas comparadas com as demais da Rede Estadual; yy Nas escolas da Grande São Paulo, o percentual de alunos classificados no nível “Muito Bom” ou acima aumentou em quase 14 pontos em relação a 2010, e esse incremento é um dos resultados mais relevantes da avaliação de Língua Portuguesa nesse ano escolar; yy Apenas 5% dos alunos se encontram no padrão “Insuficiente” – alunos que escrevem sem correspondência sonora ou com correspondência sonora ainda não-alfabética – um percentual muito baixo, significativamente menor que o percentual registrado em 2010; resultado relevante que indica a boa qualidade de ensino nas escolas que compõem a rede.
  • 33. 23 Gráfico 1. – Distribuição dos Alunos do 3º Ano do Ensino Fundamental da Rede Estadual por Níveis de Desempenho – Língua Portuguesa (Em %)                                   
  • 34. 24 1.2. – 5º, 7º E 9º ANOS DO ENSINO fUNDAMENTAl E 3ª SéRIE DO ENSINO MéDIO As médias de proficiência em Língua Portuguesa por ano/série avaliados no SARESP 2011 estão reunidas na Tabela 6 e nos Gráficos 2, 3 e 4. Essas informações permitem estabelecer correlações dos resultados obtidos da Rede Estadual por Coordenadoria de Ensino, além de fornecerem uma visão mais abrangente da evolução histórica e do distanciamento das médias de proficiência aferidas no SARESP 2011, em relação à expectativa do nível de proficiência “Adequado” para os anos/séries avaliados. Tabela 6. – Médias de Proficiência por Ano/Série no SARESP 2011 Língua Portuguesa – Rede Estadual Rede Estadual CEI COGSP 5o ano EF 195,0 202,1 191,9 7o ano EF 208,1 211,6 204,6 9o ano EF 229,6 233,6 225,6 3a série EM 265,7 268,9 262,4 Gráfico 2. – Médias de Proficiência por Ano/Série no SARESP 2011 Língua Portuguesa – Rede Estadual                             
  • 35. 25 Gráfico 3. – EvoluçãoTemporal das Médias de Proficiência – SARESP 2007 a 2011 Língua Portuguesa – Rede Estadual                                   Gráfico 4. – Distanciamento das Médias de Proficiência Aferidas no SARESP 2011 em Relação à Expectativa do Nível de Proficiência Adequado para os Anos/Série Avaliados. Língua Portuguesa – Rede Estadual                     yy No SARESP 2011 as médias de proficiência em Língua Portuguesa para o Estado variam, nas séries avaliadas, entre 191,9 (5º ano do EF) e 268,9 (CEI - 3ª série do EM) representando um acréscimo de 77 pontos em 7 anos de escolaridade, sendo que a expectativa de ganho, para este intervalo de tempo, é de 100 pontos; yy No SARESP 2011, as médias de proficiência em todos os anos/série da Coordenadoria de Ensino do Interior são sistematicamente mais altas que as da Coordenadoria de Ensino da Grande São Paulo e em relação às médias da rede estadual como um todo; yy Em relação aos resultados SARESP 2010, as médias de proficiência apuradas em 2011 para o 5º e 7º anos do Ensino Fundamental são mais altas e revelam tendência de aumento no nível de proficiência;
  • 36. 26 yy As médias apuradas em 2011 para o 9º ano do Ensino Fundamental e para a 3ª série do Ensino Médio são equivalentes às médias de 2010 e não demonstram tendência de queda dos níveis de proficiência; yy Com o aumento da escolaridade, percebe-se o maior distanciamento da média aferida em relação à expectativa de média de proficiência para o nível de desempenho adequado para os anos/série avaliados. O maior distanciamento ocorre no 9º ano do Ensino Fundamental, com diferença de 45,4 pontos; yy A média de proficiência aferida para o 5º ano do Ensino Fundamental em Língua Portuguesa é a que mais se aproxima da expectativa para o Nível Adequado, com 5 pontos de diferença.
  • 37. 27 1.2.1. – NívEIS DE PROfICIêNCIA EM líNGUA PORTUGUESA Conforme indicado em momento anterior deste relatório, as médias de proficiência do SARESP são agrupadas em quatro níveis – Abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado – definidos a partir das expectativas de aprendizagem (conteúdos, competências e habilidades) estabelecidos para cada série/ano e disciplina na Matriz de Referência para o SARESP. Esses níveis são ainda agrupados em três classificações – Insuficiente, Suficiente e Avançado. Os percentuais de desempenho dos alunos com proficiência situada em cada um dos quatro níveis de proficiência, em função do ano/série avaliados, são apresentados por meio de gráficos, para melhor compreensão. Gráfico 5. – Percentuais de Alunos da Rede Estadual por Nível de Proficiência Língua Portuguesa – SARESP 2011                                
  • 38. 28 Gráfico 6. – Percentuais de Alunos da Rede Estadual por Nível de Proficiência Agrupado Língua Portuguesa – SARESP 2011                               y Em Língua Portuguesa e em todas as séries, os mais elevados percentuais de alunos por nível de proficiência continuam concentrados no Nível de Desempenho Básico; y A maior proporção de alunos no Nível de Desempenho Básico encontra-se no 9º ano do Ensino Fundamental (55%) enquanto a 3ª série do Ensino Médio apresenta a maior proporção de alunos no Nível de Desempenho Abaixo do Básico (37,5%); y A proporção de alunos no Nível de Desempenho Abaixo do Básico aumenta com o nível de escolaridade e, de modo inverso, é percebido na proporção de alunos no nível de desempenho Avançado; y Em relação ao SARESP 2010, o 5º ano do Ensino Fundamental apresentou fluxo de alunos dos níveis Abaixo do Básico e/ou Básico para os níveis Adequado e Avançado; para o 9º ano do Ensino Fundamental e a 3ª série do Ensino Médio, as intensidades de fluxo foram discretas e, praticamente, foram mantidos os resultados do SARESP 2010; y Sem exceção, todos os anos e série avaliados apresentaram um aumento da população de alunos nos níveis de desempenho Adequado e Avançado.
  • 39. 29 1.2.2. – COMPARAÇÃO DE RESUlTADOS DO SARESP 2011 COM SARESP 2009 A 2010 E PROvA BRASIl/SAEB As comparações entre os resultados de Língua Portuguesa do SARESP 2009 a 2011 e os da Prova Brasil/Saeb 2007 e 2009, para a rede estadual, quanto aos percentuais de alunos situados nos níveis de proficiência, são apresentados na Tabela 7 e no Gráfico 7. Tabela 7. – Comparação entre os Resultados do SARESP 2009 a 2011 e os da Prova Brasil/Saeb 2007, quanto aos Percentuais de Alunos por Nível de Proficiência - Língua Portuguesa – Rede Estadual 5o ano EF 9o ano EF 3a série EM SARESP 2009 SARESP 2010 SARESP 2011 Saeb 2009 SARESP 2009 SARESP 2010 SARESP 2011 Saeb 2009 SARESP 2009 SARESP 2010 SARESP 2011 Saeb 2007 Abaixo do Básico 20,9 19,8 17,4 20,6 22,5 28,4 28,0 21,9 29,5 37,9 37,5 41,4 Básico 37,2 39,3 37,4 39,0 57,0 54,9 55,0 51,7 40,6 38,3 38,4 36,6 Adequado 31,6 31,1 32,9 29,4 18,1 14,9 15,2 22,8 29,2 23,3 23,4 21,8 Avançado 10,3 9,8 12,3 11,1 2,3 1,7 1,8 3,6 0,7 0,6 0,7 0,3 Gráfico 7. – Comparação dos Níveis de Proficiência dos Alunos no SARESP 2009 a 2011 e na Prova Brasil/Saeb 2007 e 2009 – Língua Portuguesa (em %)                                                                               O modelo de avaliação utilizado pelo SARESP, adotando-se a escala métrica das avaliações como Saeb e Prova Brasil na concepção, elaboração e correção das provas, permite analisar e comparar os resultados do SARESP 2011 com os resultados das avaliações nacionais – Prova Brasil e Saeb 2005, 2007 e 2009 – em relação às médias de proficiência e à interpretação pedagógica da escala de desempenho do Saeb, na área de Língua Portuguesa.
  • 40. 30 As Tabelas 8, 9 e 10 e suas respectivas representações nos Gráficos 8, 9 e 10 apresentam os desempenhos dos alunos dos 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, e possibilitam a comparação das médias de proficiência alcançadas em Língua Portuguesa, no SARESP 2007 a 2011, e na Prova Brasil/Saeb, no período de 2005 a 2009 (média nacional das redes estaduais e média da rede estadual de São Paulo). Conforme se pode constatar, os resultados, em Língua Portuguesa, no SARESP 2011, dos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, mantêm-se superiores aos alcançados nas avaliações nacionais – Prova Brasil/Saeb 2009, tanto no que se refere à média nacional das redes estaduais como no que diz respeito às médias atingidas pelos estudantes da rede estadual de São Paulo. Nota-se também que a média de desempenho do 9º ano do Ensino Fundamental apresentou pequena elevação em relação a 2010. Mesmo assim, permanece inferior às medias aferidas nas provas nacionais, tendência observada desde o SARESP 2009 e os resultados obtidos na 3ª série do Ensino Médio, análogos aos de 2010, configuram média de proficiência inferior à obtida na média nacional de 2009. Tabela 8. – Médias de Proficiência em Língua Portuguesa – 5º Ano do Ensino Fundamental – Rede Estadual 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Prova Brasil/Saeb - BR 173,0 - 175,9 - 186,2 - - Prova Brasil/Saeb - SP 177,9 - 176,7 - 189,4 - - SARESP - - 186,8 180,0 190,4 190,4 195,0 Gráfico 8. – Evolução da Média de Proficiência em Língua Portuguesa – 5º ano do Ensino Fundamental da Rede Estadual no SARESP e na Prova Brasil/Saeb                 
  • 41. 31 Tabela 9. – Médias de Proficiência em Língua Portuguesa – 9º Ano do Ensino Fundamental – Rede Estadual 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Prova Brasil/Saeb - BR 226,6 - 230,0 - 239,7 - Prova Brasil/Saeb - SP 228,4 - 231,9 - 240,3 - SARESP - - 242,6 231,7 236,3 229,2 229,6 Gráfico 9. – Evolução da Média de Proficiência em Língua Portuguesa – 9º Ano do Ensino Fundamental da Rede Estadual no SARESP e na Prova Brasil/Saeb                    Tabela 10. – Médias de Proficiência em Língua Portuguesa – 3ª Série do Ensino Médio – Rede Estadual 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Prova Brasil/Saeb - BR 248,7 - 253,5 - 261,9 - Prova Brasil/Saeb - SP 253,6 - 261,4 - 268,7 - SARESP - - 263,2 272,5 274,6 265,7 265,7
  • 42. 32 Gráfico 10. – Evolução da Média de Proficiência em Língua Portuguesa – 3ª série do Ensino Médio da Rede Estadual no SARESP e na Prova Brasil/Saeb                 
  • 43. 33 1.2.3. – Desempenho em Redação No SARESP 2011, a sistemática da redação foi totalmente modificada. Em lugar da aplicação universal, definiu- se que a Prova de Redação seria aplicada a uma amostra representativa do conjunto de alunos avaliados, 15%. Para tanto, preparou-se um plano amostral, destinado a contemplar o quantitativo estabelecido, por ano/ série avaliado, no âmbito da Diretoria de Ensino e porTipo de Atendimento. Os resultados foram processados a partir da correção, excluindo-se as redações em branco, de uma amostra efetivamente representativa de 10% do conjunto de alunos das redes de ensino Estadual, por Diretoria de Ensino, nos anos avaliados: 5°, 7° e 9° anos do Ensino Fundamental (EF) e 3ª série do Ensino Médio (EM). O plano amostral também previu a estratificação por tipo de atendimento. Para garantir um maior espalhamento da amostra e também uma maior precisão das estimativas, foram criados, para cada um dos estratos definidos anteriormente, quatro estratos de amostragem, baseados no desempenho das escolas em Língua Portuguesa em 2010, utilizando os quatro níveis de proficiência (Abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado). Cabe ressaltar que as notas de redação publicadas neste Relatório são resultado do cálculo feito para o plano amostral. As médias publicadas para as Escolas e Diretorias por vezes diferem dos valores apresentados neste Relatório1 . A correção, realizada por especialistas externos contratados e treinados pela Fundação VUNESP, aplicou metodologia específica, estabelecida em uma grade de correção que permitiu parametrizar os critérios previamente definidos pela CENP/FDE. Os detalhes do plano amostral e da correção serão apresentados como parte do Relatório Técnico do SARESP 2011 e analisados nesse Relatório Pedagógico de Língua Portuguesa no Capítulo 4 - Resultados da Redação e nos Anexos III e IV. A Tabela seguinte reúne as notas apuradas para a redação no SARESP 2011, nos anos escolares avaliados, na Rede Estadual. Tabela 11. – Média em Redação – 5º, 7º e 9º Anos do Ensino Fundamental e 3ª Série do Ensino Médio – Rede Estadual – SARESP 2011 Ano/série Média Erro amostral 5o EF 61,7 0,1 7o EF 47,8 0,1 9o EF 60,0 0,1 3ª EM 57,5 0,1 A descrição dos níveis da escala de redação é a mesma para o Ensino Fundamental e Médio, entretanto devem ser consideradas as diferentes expectativas em relação aos textos produzidos pelos alunos nos respectivos anos/série e aos gêneros produzidos. 1. Para mais detalhes a respeito das médias feitas com base no Plano Amostral, conferir ANEXO 4 deste Relatório.
  • 44. 34 As competências avaliadas no SARESP 2011 são as mesmas adotadas nas edições de 2007 a 2011, conforme a descrição seguinte. Competência I Tema – Desenvolver o texto, de acordo com as determinações temáticas e situacionais da proposta de redação. Competência II Gênero – Mobilizar, no texto produzido, os conhecimentos relativos aos elementos organizacionais do gênero. Competência III Coesão/Coerência – Organizar o texto de forma lógica e produtiva, demonstrando conhecimento dos mecanismos linguísticos e textuais necessários para sua construção. Competência IV Registro – Aplicar as convenções e normas do sistema da escrita. Competência V Proposição – Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, demonstrando um posicionamento crítico e cidadão a respeito do tema. (competência avaliada, apenas, no Ensino Médio). Assim como nas provas objetivas, os resultados da redação foram distribuídos numa escala com indicação de quatro níveis de desempenho: Abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado. As Tabelas e os gráficos seguintes apresentam os resultados aferidos na prova de redação em 2011. Tabela 12. – Percentual de Alunos da Rede Estadual por Nível de Desempenho Redação – SARESP 2011 Classificação Nível 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM Insuficiente Abaixo do Básico 24,3 47,3 22,2 17,6 Suficiente Básico 23,7 41,8 36,6 54,9 Adequado 45,5 10,7 39,0 27,3 Avançado Avançado 6,4 0,1 2,3 0,1
  • 45. 35 Gráfico 11. – Distribuição Percentual de Alunos da Rede Estadual por Nível de Desempenho em Redação – SARESP 2011                                 Gráfico 12. – Distribuição Percentual de Alunos da Rede Estadual por Nível de Desempenho Agrupado em Redação – SARESP 2011                              • A maior parte dos alunos avaliados dos ensinos Fundamental e Médio está situada nos níveis Básico e Adequado, exceção feita ao 7º ano do EF que se concentra no nível Abaixo do Básico; • O 5º ano do Ensino Fundamental apresenta o maior percentual de alunos no nível Adequado; • Em todos os anos/série avaliados, ao nível Avançado correspondem os menores percentuais de alunos.
  • 46. 36
  • 47. 37 2. RESULTADOS DAS ESCOLAS TÉCNICAS ESTADUAIS - ETE
  • 48. 38
  • 49. 39 2. – RESUlTADOS DAS ESCOlAS TéCNICAS ESTADUAIS – ETE A Tabela 13 apresenta a Média de Proficiência obtida pelos alunos da 3ª série do Ensino Médio das Escolas Técnicas do “Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza” na edição do SARESP 2011, para a disciplina de Língua Portuguesa. Tabela 13. – Média de Proficiência em Língua Portuguesa– EscolasTécnicas Estaduais – SARESP 2011 Disciplina Média de Proficiência Língua Portuguesa 320,6 A média de proficiência obtida pelos alunos do Ensino Médio das ETE, em Língua Portuguesa, situa-se no nível Adequado (300 a 375 pontos) para essa faixa de escolaridade. Comparando as médias de proficiência obtidas pelos alunos do Ensino Médio das ETE, no SARESP 2011, com as médias dos alunos das escolas estaduais, percebe-se uma superioridade bastante significativa dos resultados das ETE, com 55 pontos de diferença em Língua Portuguesa, que se amplia em relação àquela detectada em 2010, o que certamente tem relação com o fato de que os alunos que estudam nas ETE são selecionados em processos seletivos bastante concorridos. Comparando os resultados das ETE nas edições do SARESP 2009 a 2011, percebe-se que, em Língua Portuguesa, houve queda nas médias de proficiência aferidas nas duas últimas edições do SARESP, mas o resultado de 2011 é melhor, ou seja, as diferenças com os valores de 2009 diminuíram. Essas comparações podem ser verificadas nos gráficos seguintes. Gráfico 13. – Média de Proficiência Aferida no SARESP 2011 em Língua Portuguesa nas Escolas Técnicas Estaduais em Comparação com a Rede Estadual e SARESP 2009 a 2011                     
  • 50. 40 Gráfico 14. – Distribuição Percentual dos alunos por Nível de Proficiência no SARESP 2011 Língua Portuguesa – ETE                  Gráfico 15. – Percentuais de Alunos da Rede Estadual por Nível de Proficiência Agrupado no SARESP 2011 – Língua Portuguesa – ETE                  • 63,4 % dos alunos do Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza” atingiram o nível de proficiência Adequado em Língua Portuguesa; • 91,8 % dos alunos do Centro Estadual de EducaçãoTecnológica “Paula Souza” possuem proficiência nos níveis Suficiente e Avançado; • A média de proficiência em Língua Portuguesa dos alunos das ETE encontra-se no Nível de Desempenho Adequado para essa faixa de escolaridade (3ª série do Ensino Médio), enquanto a média de Proficiência da 3ª série do Ensino Médio da Rede Estadual encontra-se na faixa de escolaridade do 7º ano do Ensino Fundamental.
  • 51. 41 2.1. – Resultados Comparativos do SARESP – ETE com o Saeb ATabela 14 apresenta os resultados das EscolasTécnicas Estaduais – ETE no SARESP 2011, com os resultados da edição anterior do SARESP e da avaliação nacional Saeb nos anos de 2007 e 2009. Tabela 14. – Comparação das Médias de Proficiência em Língua Portuguesa SARESP 2009 e 2010 e Prova Brasil/SAEB 2007 e 2009 – ETE Avaliações Língua Portuguesa Saeb – Brasil/Escolas Estaduais – 2007 253,5 Saeb – SP/Escolas Estaduais – 2007 261,4 SARESP 2009 329,2 Saeb – Brasil/Rede Estadual – 2009 261,9 Saeb – SP/Rede Estadual – 2009 268,7 Saeb – SP/Escolas Particulares – 2009 301,2 SARESP 2010 316,8 SARESP 2011 320,6 • Em Língua Portuguesa, ocorre uma superioridade das médias de proficiência dos alunos da 3ª série do Ensino Médio das ETE, no SARESP 2009, 2010 e 2011 em relação às médias da avaliação nacional nos anos de 2007 e 2009; • As variações são expressivas: em Língua Portuguesa, em 2011, a diferença na média se aproxima dos 60 pontos em relação á média nacional do Saeb 2009; • A comparação das médias das ETE com as médias de proficiência do Saeb 2009 das escolas particulares de São Paulo, também mostra superioridade das médias alcançadas pelas ETE, tendência que se acentua em 2011 com a diferença de 19,4 em Língua Portuguesa.
  • 52. 42 2.2. – RESUlTADOS DA REDAÇÃO – ETE Os resultados da Redação do SARESP 2011 correspondem ao total de 2.645 redações produzidas pelos alunos das ETE e estão apresentados a seguir. ATabela 15 e os gráficos seguintes apresentam a média obtida da amostra de redações das ETE e a classificação dos alunos em cada um dos quatro níveis da escala de redação do SARESP. Tabela 15. – Resultados da Redação ETE – SARESP 2011 Nota Nível de Desempenho ( em %) Insuficiente Suficiente Avançado Média Abaixo do básico Básico Adequado Avançado 64,3 6,9 38,6 53,0 1,5 Gráfico 16. – Distribuição Percentual de Alunos das ETE por Nível de Desempenho Redação – SARESP 2011                
  • 53. 43 Gráfico 17. – Distribuição Percentual de Alunos das ETE por Nível de Desempenho Agrupado Redação – SARESP 2011                   • Em relação à Rede Estadual, a média de redação dos alunos das ETE acompanha a tendência identificada em Língua Portuguesa, sendo 6,8 pontos mais alta que a dos alunos da 3ª série do Ensino Médio; • 93% dos alunos das ETE têm proficiência em redação que os classifica no mínimo no nível Básico, sendo que 55% alcançam os níveis Adequado e Avançado; • No nível Adequado é onde se concentra o maior percentual de alunos (53 %); • O percentual de alunos classificados no nível Abaixo do Básico não alcança 10%.
  • 54. 44
  • 55. 45 PARTE III – ANÁLISE PEDAGÓGICA DOS RESULTADOS 1. PRINCÍPIOS CURRICULARES E MATRIZES DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DO SARESP LÍNGUA PORTUGUESA
  • 56. 46
  • 57. 47 1. – PRINCÍPIOS CURRICULARES E MATRIZES DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DO SARESP – LÍNGUA PORTUGUESA O foco do processo de ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa, em todos os anos da educação básica, é o desenvolvimento das competências do aluno em ler e produzir textos. Sobre essa questão, o Currículo do Estado de São Paulo – Ciclo I – Ensino Fundamental – Língua Portuguesa afirma 2 : O desenvolvimento da competência de ler e escrever não é um processo que se encerra quando o aluno domina o sistema de escrita, mas se prolonga por toda a vida, com a crescente possibilidade de participação nas práticas que envolvem a língua escrita e que se traduz na sua competência de ler e produzir textos dos mais variados gêneros. Sobre essa questão, o Currículo do Estado de São Paulo – Ciclo II e Ensino Médio – Língua Portuguesa afirma 3 : É essa habilidade de interagir linguisticamente por meio de textos, nas situações de produção e recepção em que circulam socialmente, que permite a construção de sentidos desenvolvendo a competência discursiva e promovendo o letramento. O nível de letramento é determinado pela variedade de gêneros textuais que a criança ou adulto reconhecem. Assim, o centro da aula de língua portuguesa é o texto, mas o que isso significa realmente? Todos os textos surgem na sociedade pertencendo a diferentes categorias ou gêneros textuais que relacionam os enunciadores com atividades sociais específicas. Não se trata de pensarmos em uma lista de características que compõem um modelo segundo o qual devemos produzir o nosso texto, mas de compreender como esse texto funciona em sociedade e de que forma ele deve ser produzido e utilizado a fim de atingir o objetivo desejado. A proposta de estudar a língua considerada como uma atividade social, espaço de interação entre pessoas, num determinado contexto de comunicação, implica a compreensão da enunciação como eixo central de todo o sistema linguístico e a importância do letramento, em função das relações que cada sujeito mantém em seu meio. Para o trabalho com gêneros textuais torna-se necessário compreender tanto as características estruturais de determinado texto (ou seja, como ele é feito) como as condições sociais de produção e recepção, para refletir sobre sua adequação e funcionalidade. 2 Orientações Curriculares do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa e Matemática – ciclo I. Secretaria da Educação; coordenação, Neide Nogueira,Telma Weisz; elaboração, Ângela Maria da Silva Figueiredo e outros. São Paulo: FDE, 2008, pág.8. Disponível em http://www.rededosaber.sp.gov.br 3 Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa / Coord. Maria Inês Fini. São Paulo: SEE, 2008. ISBN 978-85-61400-11-8.1. Língua Portuguesa (Ensino Fundamental e Médio) – Estudo e ensino. I. Fini, Maria Inês. II. São Paulo (Estado) Secretaria da Educação, pág.42. Disponível em http://www. rededosaber.sp.gov.br
  • 58. 48 As Matrizes de Referência para a Avaliação de Língua Portuguesa do SARESP, para todos os anos, retomam os princípios curriculares e destacam que os processos de leitura e produção de texto são os objetivos da avaliação4 : O texto é o foco principal do processo de ensino-aprendizagem de língua portuguesa e, portanto, também desta Matriz. Considera-se texto qualquer sequência falada ou escrita que constitua um todo unificado e coerente dentro de uma determinada situação discursiva. Assim, o que define um texto não é a extensão dessa sequência, mas o fato de ela configurar-se como uma unidade de sentido associada a uma situação de comunicação. Nesse sentido, o texto só existe como tal quando atualizado em uma situação que envolve, necessariamente, quem o produz e quem o interpreta. 4 Matrizes de Referência para a Avaliação do SARESP documento básico/Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini. São Paulo: SEE, 2009. v. 1. ISBN: 978-85-7849-374-5.
  • 59. 49 1.1. – Sobre a Organização das Matrizes de Referência para a Avaliação do SARESP – Língua Portuguesa As Matrizes de Referência para a Avaliação em Língua Portuguesa (leitura) não devem ser confundidas com o Currículo. Por seus objetivos específicos, assim como pela natureza de suas competências e habilidades, elas representam um recorte representativo das estruturas mais gerais de conhecimento da área traduzidas em habilidades operacionais que vão permitir avaliar o desenvolvimento das aprendizagens esperadas, em cada ano, que podem ser aferidas em uma situação de prova escrita. AsMatrizesdeLínguaPortuguesadoSARESPreorganizam,parafinsespecíficosdeavaliação,osconhecimentos previstos no Currículo – Ensino Fundamental e Médio, da seguinte forma: Definição dos gêneros a serem avaliados por ano/série Os gêneros foram previstos por ano/série e, para cada um deles, a seleção procurou contemplar aqueles que, de forma geral, são objetos de estudo na Proposta Curricular. Eles foram classificados em não literários e literários. Para os segundos, definiram-se habilidades e conteúdos próprios, respeitando a função específica da literatura como objeto artístico. Definição das competências, habilidades e conteúdos Em Língua Portuguesa, em situações de leitura, são avaliadas as seguintes competências, habilidades e conteúdos de áreas comuns a todos os anos/série avaliados: Tema 1 Reconstrução das condições de produção e recep- ção de textos. • Parte significativa do processo de (re)construção dos sentidos de um texto está diretamente rela- cionada à percepção de suas condições de produ- ção, que permite ao leitor situá-lo adequadamen- te como um evento discursivo. Nesse sentido, identificar elementos como os protagonistas do discurso, os objetivos do texto, o suporte utiliza- do, o gênero (e seus componentes) e os espaços de circulação envolvidos no discurso, os valores sociais associados às variantes linguísticas utiliza- das é parte essencial da compreensão do texto. Razão pela qual uma das competências básicas do leitor, em qualquer nível de proficiência, é a de resgatar, com base nas suas marcas específi- cas (como os dêiticos de pessoa, tempo e lugar, as determinações linguísticas do suporte etc.), aspectos das condições de produção relevantes para a compreensão do texto ou de parte dele. Tema 2 Reconstrução dos sentidos do texto. • O processo de compreensão leitora baseia-se em procedimentos básicos de (re)construção dos
  • 60. 50 sentidos do texto. Tais procedimentos envolvem a recuperação de informações, tanto locais (no limite, itens de informação ou informações pontuais) quanto globais, de tal forma que o conteúdo de um texto possa ser representado, como propõe a linguística textual, em macroestruturas que se articulam em níveis crescentes de informação. Quanto mais “baixa” na estrutura, mais local será a informação. E vice-versa: quanto mais “alta”, mais geral e global, incorporando as informações de nível inferior. • Por um lado, as informações que constituem o conteúdo de um texto podem figurar explicitamen- te (em diferentes graus de proeminência) ou impli- citamente (por meio de procedimentos diversos). O que envolve, no primeiro caso, a habilidade de localizar adequadamente essas informações; e, no segundo caso, a de inferi-las de forma autorizada pelo texto, ou seja, com base na identificação dos procedimentos de implicitação utilizados. Tema 3 Reconstrução da textualidade. • Os conteúdos se organizam, em um texto, com base em processos de coerência e coesão que se expressam por meio de recursos linguísticos espe- cíficos, responsáveis por apresentar informações novas e resgatar as antigas, de forma a garantir a continuidade textual nas formas previstas pelo gê- nero e pela tipologia em questão. • Por isso mesmo, uma das competências funda- mentais do leitor, em qualquer nível de proficiência, consiste em um conjunto de habilidades relaciona- das à correta apreensão da organização textual, por meio das marcas linguísticas que a manifestam. Tema 4 Reconstrução da intertextualidade e relação entre textos. • Um texto se constitui e se individualiza como tal numa complexa rede de relações que ele estabelece com outros textos, no que diz respeito à forma, ao conteúdo e/ou às suas funções sociais. É nas semelhanças e diferenças com os demais, por exemplo, bem como na forma como se refere direta ou indiretamente a outros textos, que ele ganha identidade. Assim, a leitura de um texto envolve, por parte do leitor, uma adequada apreensão dessa rede de relações, sempre mais ou menos marcadas no próprio texto. É por meio da apreensão de marcas como a citação, a referência, a alusão que o leitor pode perceber um texto como paródia de outro, plágio, comentário, adendo, explicação, resposta. Tema 5 Reflexão sobre os usos da língua falada e escrita. • A adequada (re)construção dos sentidos de um texto, e em especial a sua leitura crítica, pressupõem a capacidade do leitor de perceber e analisar aspectos linguísticos [e/ou semióticos] próprios de sua organização, como a seleção lexical, o uso dos modos e tempos verbais, os recursos sintáticos mobilizados na estruturação das frases, a pontuação etc. • É nesses aspectos semióticos e linguísticos da organização textual que se encontram os “modos de dizer” próprios de um gênero, de um enunciador, de um determinado contexto histórico-social. E na medida em que esses “modos de dizer” fazem parte dos sentidos do texto, sua apreensão faz parte da compreensão. Tema 6 Compreensão de textos literários. • Pela tradição artístico-cultural a que se associa, o texto de valor literário tem características próprias, baseadas em convenções discursivas que estabelecem modos e procedimentos de leitura bastante particulares (os “pactos de
  • 61. 51 leitura”, como os denomina a teoria literária). Esses modos próprios de ler têm o objetivo básico de permitir ao leitor apreender e apreciar o que há de singular em um texto cuja intencionalidade não é imediatamente prática, e sim artística. • Em consequência, o leitor literário caracteriza- se como tal por uma competência própria, ao mesmo tempo lúdica (porque o pacto é ficcional) e estética (dada a intencionalidade artística). Trata- se, portanto, de uma leitura cujo processo de (re) construção de sentidos envolve fruição estética, em diferentes níveis.
  • 62. 52 1.2. – Sobre a Organização das Provas em Língua Portuguesa Os itens de leitura utilizados na organização das provas do SARESP 2011 foram elaborados com base nas habilidades indicadas nas matrizes de referência para a avaliação de Língua Portuguesa para os anos/série avaliados. Para os 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio, as provas foram constituídas de itens de múltipla escolha e planejadas utilizando a metodologia de Blocos Incompletos Balanceados – BIB. Esse modelo de prova permite que as questões sejam reunidas em subconjuntos denominados de blocos e organizados em grupos de diferentes combinações. Para a composição de cada prova, foram selecionados 104 itens, sendo que parte deles são itens utilizados em avaliações anteriores do SARESP, que funcionam como itens de ligação e garantem a comparação de resultados ano a ano. As experiências de leitura Em situação de prova, o leitor deve mobilizar todos os seus conhecimentos aprendidos na vida e na escola para dar um sentido global ao texto proposto para a leitura. Além da decodificação do texto (estágio inicial e necessário para a leitura da palavra escrita), o leitor deve estar preparado para compreendê-lo, mesmo antes de realizar a tarefa de leitura proposta. Essa compreensão global requer um leitor competente para atribuir um significado imediato ao texto, identificando nele um padrão geral que permita prever sua finalidade, seu tema e sua organização, o que lhe exige uma experiência de leitura previamente constituída. A competência para fazer previsões fundadas sobre os textos está além da educação escolar; e, como demonstram as experiências com a alfabetização, muitas vezes antecede o estágio da decodificação. O convívio familiar, os meios de comunicação, a história de vida dos leitores propiciam o encontro com diferentes textos. Esses textos têm suportes, formas, finalidades. Em uma sociedade letrada, bem cedo as crianças se acostumam com a presença de textos escritos. Entretanto, essa experiência de predição tem um fator exponencial na escola, na medida em que o texto é objeto de estudo em todo e qualquer componente curricular. Na escola, “fala-se” sobre o texto e “estuda-se” o texto. Na escola, o leitor sistematiza suas experiências e desenvolve a competência de formular hipóteses a respeito da finalidade do texto, de suas características, dos possíveis temas; e, assim, vai construindo uma compreensão dos detalhes, do estilo, do vocabulário, das propostas da autoria. O texto torna-se, então, instrumento e objeto de aprendizagem para o leitor. O prazer de ler pode desenvolver- -se, na medida em que o texto “ensina” novos conhecimentos e se abre para o diálogo com o leitor. As experiências profícuas de leitura pressupõem o contato do leitor com a diversidade dos textos, tanto do ponto de vista da forma quanto no que diz respeito ao conteúdo. Além do domínio da textualidade propriamente dita,
  • 63. 53 o leitor vai construindo um repertório cultural específico relacionado com as diferentes áreas do conhecimento que usam a palavra escrita para o registro de ideias, experiências, conceitos, sínteses etc. Por isso mesmo, os instrumentos de avaliação da proficiência em leitura utilizados pelo SARESP pressupõem o aprofundamento da experiência do leitor ao longo dos anos da educação básica. Assim, os textos selecionados para a realização das tarefas de leitura, nas provas do SARESP, consideram a “experiência esperada” do leitor, de acordo com a sua faixa etária e o ano/série escolar que frequenta. O texto como unidade básica de leitura As competências, habilidades e os conteúdos avaliados estão articulados a um texto autêntico, isto é, já publicado para um determinado fim e com autoria original. O texto é o foco principal do processo de ensino- aprendizagem de Língua Portuguesa e, portanto, também da avaliação. Os textos utilizados como suportes para os itens envolvem graus crescentes de complexidade, no que se refere: à faixa etária do leitor típico; à proximidade do assunto e tema com o meio cultural e conhecimento de mundo do leitor; à atualidade do assunto e tema tratados; ao contexto de produção e de recepção (o público- alvo do texto e sua finalidade); à época de produção; às escolhas sintático-semânticas; ao vocabulário (seleção lexical); à disposição e ordem das ideias e dos assuntos (direto e indireto); aos recursos expressivos utilizados; às estratégias textuais utilizadas na composição; às determinações do gênero. Os gêneros podem ser reconhecidos pelo tipo de autoria, por um conteúdo temático próprio, pela estrutura e organização de sua composição e, portanto, pelos recursos linguísticos e textuais que tendem a mobilizar. As tarefas de leitura Uma vez lido o texto da prova, o leitor realiza diferentes tarefas de leitura, propostas por questões de compreensão em formato de múltipla escolha com quatro alternativas (cinco para o Ensino Médio), sendo que apenas uma é correta. Essas tarefas avaliam a forma como o leitor responde aos comandos do item e suas competências e habilidades em leitura, definidas por descritores organizados em matrizes apropriadas para a etapa de escolarização do aluno leitor. As competências e habilidades predefinidas nas matrizes partem do princípio de que o leitor competente é aquele que sabe recuperar, compreender, interpretar e avaliar as informações apresentadas em diferentes textos. As tarefas de leitura simulam situações reais exigidas do leitor e necessárias para a vida em uma sociedade letrada, isto é, o leitor utiliza o texto, de acordo com os seus objetivos pessoais como obter, selecionar, interpretar e avaliar informações escritas. Os itens estão relacionados aos textos que devem ser lidos e ao que se espera que os leitores sejam capazes de fazer com esses textos. Em relação à forma como se pergunta, tanto o enunciado como as alternativas podem reproduzir uma parte específica ou fazer uma paráfrase do texto lido, solicitando a recuperação de uma informação, a relação entre as informações, a compreensão ampla do texto, a interpretação ou a avaliação relativa ao conteúdo ou à forma do texto.
  • 64. 54 O modo como se pergunta envolve várias condições, como o vocabulário utilizado, a explicitação ou não das informações fornecidas para a realização das tarefas, o número de informações solicitadas, o número de critérios exigidos para sua localização precisa, a quantidade de texto a ser assimilada, a familiaridade e especificidade do conhecimento que precisa ser trazido de fora do texto etc. O comando indica uma tarefa explícita de leitura, de acordo com a habilidade avaliada. A habilidade define a situação problema. A estruturação dos itens pode ser de dois tipos: • A formulação exige que o leitor resolva primeiro a situação-problema proposta para, em seguida, identificar a alternativa que contém a resposta certa. • A formulação exige que o leitor analise cada alternativa, individualmente, de acordo com o enunciado, para identificar a correta. Tanto um como outro podem incluir no enunciado uma situação-estímulo (gráfico, Tabela, figura, texto etc.), como parte do problema, a partir da qual o leitor organiza as ideias, dados ou informações para resolvê-lo. O enunciado, nos dois casos, pode ser apresentado em forma de pergunta ou uma frase incompleta. Quanto às alternativas, uma é a correta e as demais incorretas chamadas de “distratores funcionais”. Para ser funcional, o distrator deve ser possível, mas não necessário para a realização da tarefa proposta. Classificação das tarefas de leitura propostas nas provas As tarefas de leitura propostas podem ser classificadas em três grandes grupos. Grupo I - Recuperação de informações nos textos. Este grupo de tarefas se refere aos procedimentos que solicitam do leitor a localização, o reconhecimento e a identificação de informações no texto. • Procedimentos de localização. As tarefas de localizar pressupõem que o leitor encontre informações (dados, fatos, opiniões, procedimentos, argumentos etc.), contidas em partes específicas texto. Essas informações podem ser reproduzidas literalmente ou por meio de paráfrases. O leitor faz uma varredura no texto em busca da informação requisitada. Não é necessário que ele apresente domínio de nomenclatura específica da área. O processamento de leitura envolvido ocorre na maior parte das vezes no nível de partes específicas do texto, embora em alguns casos a informação possa estar distribuída ao longo do texto ou envolver algum grau de inferência ou categorização. • Procedimentos de reconhecimento. Essas tarefas pressupõem um conhecimento anterior do texto, não necessariamente sistematizado e explicável. O leitor aplica seu conhecimento previamente adquirido à situação proposta por uma suposição de semelhança (analogia), emitindo, assim, uma opinião não necessariamente verificada. O sentido de extensão provável do conhecimento ocorre mediante semelhanças genéricas por indução. No caso do reconhecimento da finalidade de um determinado gênero proposto, por exemplo, o aluno reconhece seu uso social por semelhança aos usos sociais já conhecidos do texto.