SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 10
1


                 Texto e Guia de Actividades da da Sessão
    O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de
                        operacionalização (Parte II)

Nas primeiras sessões de formação tivemos já oportunidade de reconhecer a
importância da auto-avaliação da BE e da utilização do MAABE como ferramenta para
essa auto-avaliação.

Esta importância deriva de um conjunto de factores que podemos rever e sistematizar
de alguma forma, do modo seguinte:

Em primeiro lugar, a auto-avaliação da BE é importante porque se constitui como
instrumento de auto-regulação e de melhoria contínua:

•    aferindo se as metas e objectivos das BE estão a ser alcançados
•    identificando pontos fortes e pontos fracos a melhorar
•    usando estrategicamente os resultados da avaliação no planeamento futuro
     (redefinição de prioridades, metas, objectivos, estratégias, etc.)
•    melhorando progressivamente o nível de desempenho das BE
•    facilitando o benchmarking e apoiando a definição de políticas dirigidas às BE

Em segundo lugar, a auto-avaliação da BE é importante porque se constitui como um
poderoso factor de mudança:

•    de reforço do papel pedagógico das BE e dos seus potenciais impactos na
     aprendizagem, formação e sucesso dos alunos
•    de indução de uma prática baseada em evidências, capazes de sustentar e
     fundamentar a acção e tomada de decisão
•    de estímulo a uma prática reflexiva de investigação-acção
•    de sentido qualitativo
•    de carácter sistemático e continuado, consolidando uma cultura de avaliação

Em terceiro lugar, a auto-avaliação é importante porque se constitui como uma
oportunidade única:

•    de afirmação e reconhecimento do valor das BE, face aos desafios que hoje se lhes
     colocam
•    de visibilidade e integração das BE na Escola e na Comunidade
•    de objectivação e validação interna e externa do trabalho que vai sendo realizado
     pelas BE
•    de envolvimento e responsabilização dos diferentes actores

Na sessão anterior iniciámos o trabalho de operacionalização do MAABE. Para o efeito,
começámos por nos debruçar sobre a planificação em cada BE, do processo de auto-
avaliação, usando como referência um plano geral de implementação de que faziam
parte as seguintes etapas:
2




   •   Diagnóstico
   •   Escolha do Domínio a avaliar
   •   Levantamento dos intervenientes a envolver
   •   Apresentação no CP
   •   Identificação e preparação dos instrumentos de recolha de evidências
   •   Recolha, análise e interpretação da informação
   •   Identificação dos pontos fortes e fracos
   •   Atribuição de níveis de desempenho
   •   Plano de melhoria
   •   Elaboração e apresentação do relatório de auto-avaliação
   •   Integração no relatório de avaliação interna da escola e nos tópicos de
       apresentação à IGE, responsável pela avaliação externa.


A análise deste plano de avaliação torna fácil reconhecer que boa parte da sua
execução se relaciona, em grande medida, com a necessidade dos responsáveis pela
condução do processo de auto-avaliação das BE, se munirem de um conjunto de
evidências que lhes permitam vir a conhecer, de forma fundamentada, o nível de
desempenho e impacto da Biblioteca Escolar em relação com diferentes indicadores de
qualidade _ variáveis consoante o Domínio em apreciação _ e agir no sentido da sua
progressiva melhoria.

Uma das actividades mais importantes da aplicação do MAABE consiste, deste modo,
em saber identificar os instrumentos de recolha de evidências adequados e extrair
desses instrumentos a informação (evidências) que melhor esclarece o trabalho e os
resultados alcançados pela Biblioteca em relação com este ou aquele indicador ou
conjunto de indicadores.

Na presente sessão ocupar-nos-emos deste aspecto, usando mais uma vez como base
principal de trabalho, o próprio MAABE.

Para tal, começamos por reforçar que entre as diferentes fontes de evidências
recomendadas e passíveis de serem utilizadas, se destacam, pela sua importância, as
fontes documentais resultantes da actividade da própria Escola/Agrupamento e
respectiva/s BE:

   •   Documentos de gestão da Escola/ Agrupamento

   Projecto Educativo, Projecto Curricular, Plano de Acção, Regulamento Interno,
   Plano Anual de Actividades, Relatórios de avaliação, Currículos profissionais da
   equipa da BE, Outros.

   •   Documentos pedagógicos da Escola/Agrupamento
3


   Planificações dos Departamentos, ACND, AEC, SAE, PTE-TIC, OTE, Projectos
   curriculares das turmas, Orientações/recomendações do CP, Trabalhos de alunos,
   Resultados de avaliação dos alunos, Outros.

   •   Documentos de Gestão da BE

   Plano de Acção, Plano Anual de Actividades, Acordos de parceria, Política de
   Desenvolvimento da Colecção, Manual de Procedimentos, Regimento, Horário,
   Relatórios, Plantas, Inventários, Outros.

   •   Documentos de funcionamento e dinamização da BE

   Actas/ Registos de reuniões/contactos, Registos de projectos/actividades
   realizados, Estatísticas da BE, Materiais de apoio produzidos e editados, Catálogo e
   outras ferramentas utilizadas, Resultados de avaliação da colecção, Outros.

O enorme valor informativo e testemunhal destas fontes faz com que seja
fundamental tê-las em conta, não esquecendo, contudo, que para além destas fontes
documentais de carácter textual ou quantitativo, dispomos também de uma valiosa
bateria de instrumentos de recolha de dados, propositadamente construídos para a
avaliação das BE no contexto do MAABE:

   •   Questionários a alunos, professores e encarregados de educação
   •   Grelhas de observação de competências
   •   Grelhas de análise de trabalhos escolares
   •   Listas de verificação

Dada a natural heterogeneidade dos documentos a que diz respeito a primeira
categoria de fontes referidas e a necessidade da sua exploração em contexto, deter-
nos-emos na presente sessão, sobretudo, nos instrumentos produzidos e
disponibilizados no âmbito do MAABE, a que acabámos de fazer referência.

Na impossibilidade de desenvolver um exercício prático em todos os domínios que
compõem o Modelo, utilizaremos ainda, apenas a título de exemplo, o Sub-Domínio
A2.
4


Actividade nº 1:

Localizar nos instrumentos propostos pelo MAABE para o Sub-Domínio A2, questões
ou itens que vão ao encontro dos factores críticos definidos para cada um dos seus
Indicadores.

Para a execução deste exercício, utilize a Tabela seguinte, preenchendo a última
coluna (Nota: algumas células podem ficar vazias por o seu preenchimento exigir outro tipo de
instrumentos).
Instrumentos
                                                                                        Questões ou Itens dos Instrumentos propostos que
                                                                     propostos pelo
     Indicadores              Factores críticos de sucesso                              ajudam a BE a obter evidências e situar-se face aos
                                                                       MAABE para                                       5
                                                                                                         factores críticos
                                                                     cada Indicador
                       •   O plano de trabalho da BE inclui                              QA1: Questão 7 – Já participaste em activid
                           actividades de formação de                                   aprender a usar a BE…?
                           utilizadores com turmas/ grupos/                             QD1: Questão 9 - Já participou em actividades d
                           alunos e com docentes no sentido de       •   Questionári    de utilizadores para o uso da BE, promovidas pelo
                           promover o valor da BE, motivar para          o aos          bibliotecário/ equipa da BE?
                           a sua utilização, esclarecer sobre as         alunos         QD1 Questão 9. Já participou em actividades de fo
                           formas como está organizada e                 (QA1).         utilizadores para o uso da BE, promovidas pelo
                           ensinar a utilizar os diferentes              Questionári
A.2.1 Organização de                                                 •                  bibliotecário/ equipa da BE?
                           serviços.                                     o aos
actividades de
formação de            •   Alunos e docentes desenvolvem                 docentes
                           competências para o uso da BE                 (QD1).
utilizadores.
                           revelando um maior nível de               •   Observaçã
                           autonomia na sua utilização após as           o de
                           sessões de formação de utilizadores.          utilização    QA1: Questão 7.1 -Se respondeste Sim, achas
                       •   A BE produz materiais informativos e/         da BE (O2).   que depois dessas actividades te sentes mais à
                           ou lúdicos de apoio à formação dos                          vontade a usar a BE?
                           utilizadores.



                       •   A BE procede, em ligação com as
                           estruturas de coordenação educativa
                           e de supervisão pedagógica, ao                              QD1: Questão 8.1 Como apoio para os trabalhos
                           levantamento nos currículos das                             de pesquisa dos alunos costuma utilizar: 8.1.1 O
                           competências de informação                                  modelo/ guião de pesquisa proposto para a
                           inerentes a cada área disciplinar/área
                                                                                       escola/ agrupamento ou usado pela BE.
                           de conteúdo com vista à definição de
                           um currículo de competências
A.2.2 Promoção do          transversais adequado a cada              •   Questionári
ensino em contexto         nível/ano de escolaridade.                    o aos
de competências de                                                       docentes
                       •   A BE promove, com as estruturas de
                                                                         (QD1)
informação.                coordenação educativa e supervisão
                           pedagógica e os docentes, a
                           integração de um plano para a
                           literacia da informação no projecto
                           educativo e curricular e nos projectos
                           curriculares dos grupos/turmas.
                       •   A BE propõe um modelo de pesquisa
                           de informação a ser usado por toda a
                           escola.

                                                                      Instrumentos
                                                                                        Questões ou Itens dos Instrumentos propostos que
                                                                     propostos pelo
     Indicadores              Factores críticos de sucesso                              ajudam a BE a obter evidências e situar-se face aos
                                                                       MAABE para
                                                                                                         factores críticos
                                                                     cada Indicador
                       •   A BE estimula a inserção nas unidades
                           curriculares, ACND e outras
                           actividades, do ensino e treino
                           contextualizado de competências de
                           informação.
A.2.2 Promoção do      •   A BE produz e divulga, em
                                                                     •   Questionári
ensino em contexto         colaboração com os docentes, guiões
                                                                         o aos
de competências de         de pesquisa e outros materiais de
                                                                         docentes
                           apoio ao trabalho de exploração dos
informação (cont.)                                                       (QD1)
                           recursos de informação pelos alunos.
                       •   A equipa da BE participa, em
                           cooperação com os docentes, nas
                           actividades de educação/ensino de
                           competências de informação com
                           turmas/ grupos/ alunos.
                       •   Os projectos escolares de iniciativa da                        QA1- Questão -6. Quando tens um trabalho de
6


Como acabámos de ver com o exemplo do exercício anterior, a informação que
podermos obter com cada instrumento (independentemente da sua natureza) tem de
relacionar-se com os factores críticos, pois é desse cruzamento que resulta a
possibilidade de verificarmos que práticas e resultados estão ou não a ser alcançados e
qual o seu nível.

O Relatório de Auto-Avaliação é o documento onde, após a recolha de todos os dados,
se registam as Evidências derivadas deste processo de análise e interpretação da
informação recolhida.

Estas evidências devem ir além da apresentação de dados em bruto, facilmente
consultáveis nos Anexos da aplicação informática para o tratamento de dados
disponibilizada desde o ano transacto a todas as escolas pelo Programa RBE,
pretendendo-se que se traduzam em enunciados de carácter avaliativo, exigentes de
apreciações e juízos de valor sobre os factos apontados.

Como se esclarece no Capítulo de orientações para aplicação que integra o documento
do MAABE:

A análise dos dados obtidos deve conduzir à elaboração de avaliações sobre a BE e os
seus serviços em termos de: eficácia, valor, utilidade, impacto, etc. Neste aspecto, é
importante distinguir entre elaborar uma descrição e realizar uma avaliação. A
avaliação implica uma apreciação baseada na análise de informação relevante e de
evidências. Frequentemente inclui a explicação das consequências ou implicações
[negativas ou positivas] de uma determinada acção ou processo.

Vejamos um Exemplo:

Enunciado descritivo: “A BE procedeu à actualização da colecção”.

(Comentário: este enunciado não julga a utilização e a utilidade dos procedimentos,
apenas constata um facto.)

Enunciado avaliativo – “Como atestam os dados obtidos a partir da análise dos Docs. X
e Y, do Questionário W e da Checklist Z (cf. Anexo…) , a actualização regular e
consistente da colecção pela BE teve um impacto muito positivo sobre o grau de
satisfação dos utilizadores e o uso dos recursos”.

 (Comentário: este enunciado fundamenta-se nos dados para caracterizar o processo -
“regular” e “consistente” – e referir as consequências dos procedimentos assumidos.)
7


Actividade nº 2:

A partir da análise dos instrumentos que já realizou e da compreensão do tipo de
informações passíveis de ser obtidas através da sua aplicação, seleccione um
Indicador do Sub-domínio A2 à sua escolha, e escreva livremente três enunciados
avaliativos que hipoteticamente pudesse formular na Coluna das Evidências do
respectivo Relatório de Avaliação, a partir de dados supostamente recolhidos com
aqueles instrumentos.

      A.2.4 Impacto da BE nas competências tecnológicas, digitais e de informação dos alunos.

1) Através da grelha de analise dos trabalhos escolares dos alunos verificamos que mais de 70% dos
alunos utilizam fontes de informação impressas ou digitais evidenciando um aumento das
competências digitas e de informação dos alunos.

2) Como constatamos com os dados dos questionários aplicados aos alunos e docentes e da grelha de
análise dos trabalhos do alunos os alguns revelam progressos nas aprendizagens e no uso das suas
competências TIC

3) Da análise dos dados recolhidos da aplicação da grelha de observação dos alunos constatamos
que ,mais de 70% os alunos ainda não demonstram competências na verificação da validade,
relevância e fiabilidade da informação nos diferentes recursos utilizados.




Só mediante esta perspectiva avaliativa, resultante da análise e interpretação dos
dados, será possível:

•   Estabelecer os pontos fortes e os pontos fracos da BE no Domínio avaliado.

•   Olhar para os Perfis de Desempenho de cada Domínio/Sub-Domínio, e situar a BE
    sem equívocos nem ambiguidades num dos seus níveis (1, 2 , 3 ou 4).

•   Estabelecer propostas de melhoria, a integrar o Plano de Actividades do ano
    seguinte.

Um dos problemas recorrentes nesta apresentação de propostas de melhoria, é que
são muitas vezes formuladas de forma muito vaga e geral, sem que se especifique ou
concretize o que deve ser feito, de modo a que possam ser entendidas como
verdadeiras acções de melhoria, realistas, tangíveis e exequíveis, apontando
prioridades, etapas, destinatários ou estratégias.

Vejamos um Exemplo:

Acção de melhoria geral: “Investir na produção de materiais de apoio”

(Comentário: Investir é em si mesmo um verbo de carácter muito geral, além de nada
ser dito sobre a quantidade ou tipo de materiais a produzir”
8



Acção de melhoria concretizada: “ Reforçar a participação e apoio da BE nas
actividades de substituição, através da produção, ao longo do próximo ano lectivo, em
articulação com o Departamento de Língua Portuguesa, de guiões de actividades
destinados aos alunos do 2º e 3º Ciclos do EB”

(Comentário: Embora apresentada de forma sintética, aponta objectivos, estratégia,
tempo, responsáveis e destinatários)

A título de exemplo, também o MAABE identificou em todas as tabelas, algumas ideias
de possíveis acções de melhoria, não tendo sido, no entanto, sua preocupação,
detalhá-las, dada a natureza orientadora e abrangente do próprio documento.
9


Actividade nº 3:

Imagine que uma destas ideias do Sub-domínio A2, sobre o qual temos vindo a
concentrar o nosso olhar, a título exemplificativo, se enquadra naquilo que deve ser
a aposta futura de melhoria da sua biblioteca num determinado tópico.
Identifique-a e procure operacionalizá-la de um modo mais efectivo, de modo a que
se possa constituir como uma verdadeira proposta de melhoria.
Lembramos, contudo, que, integrando o relatório de auto-avaliação, esta enunciação
de propostas deve ser feita de forma sintética, de modo a não sobrecarregar o
Relatório. Tente, por isso, ser o mais objectivo possível.

  A.2.4 Impacto da BE nas competências tecnológicas, digitais e de informação dos alunos.

                                   Acção de melhoria

Organizar sessões de formação na biblioteca, com todas as turmas da escola ao
longo do ano lectivo, utilizando guiões produzidos e trabalhados com as turmas, para
aprenderem a avaliar a fiabilidade, relevância dos diferentes recursos.




Para realizar e entregar as actividades desta Sessão, use este mesmo ficheiro e,
depois de nele feitas as actividades, envie-o na forma de entrega de trabalho para a
plataforma.


ATENÇÃO:

À semelhança do que se propõs na sessão anterior, de modo a salvaguardar a
possibilidade de contacto e interacção entre os formandos, sempre desejável, a
respeito dos conteúdos desta sessão, decorre em simultâneo ao longo da semana de
trabalho, um Fórum de discussão no qual se espera que cada formando apresente
em um ou dois posts, uma ou duas sugestões de melhoria decorrentes da sua
experiência de trabalho passada ou mais recente na BE, e interaja com um ou dois
colegas formandos, comentando as sugestões que por ele/s tiverem sido
apresentadas.



Desejamos a todos uma boa semana de formação.

                                                                            As formadoras

                                                          Margarida Costa e Júlia Martins
10

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados (14)

O Modelo de Auto-Avaliação da BE: Metodologias de Operacionalização (Parte II)
O Modelo de Auto-Avaliação da BE: Metodologias de Operacionalização (Parte II)O Modelo de Auto-Avaliação da BE: Metodologias de Operacionalização (Parte II)
O Modelo de Auto-Avaliação da BE: Metodologias de Operacionalização (Parte II)
 
Intro e-guia-aval-5 nov2010
Intro e-guia-aval-5 nov2010Intro e-guia-aval-5 nov2010
Intro e-guia-aval-5 nov2010
 
Sessão 6
Sessão 6Sessão 6
Sessão 6
 
Guia da unidade e tarefa da sessão
Guia da unidade e tarefa da sessãoGuia da unidade e tarefa da sessão
Guia da unidade e tarefa da sessão
 
Texto e guia de actividades da sessão
Texto e guia de actividades da sessãoTexto e guia de actividades da sessão
Texto e guia de actividades da sessão
 
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010Intro e-guia-aval-part ii-nov2010
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010
 
Sessão5 intro e-guia-aval-5-nov2010
Sessão5 intro e-guia-aval-5-nov2010Sessão5 intro e-guia-aval-5-nov2010
Sessão5 intro e-guia-aval-5-nov2010
 
Intro e-guia-aval-docx
Intro e-guia-aval-docxIntro e-guia-aval-docx
Intro e-guia-aval-docx
 
Sessão 6
Sessão 6Sessão 6
Sessão 6
 
Sessão 6
Sessão 6Sessão 6
Sessão 6
 
Guia e texto da sessão
Guia e texto da sessãoGuia e texto da sessão
Guia e texto da sessão
 
BE_ARROIO_AUTOAVALIAÇÃO_D
BE_ARROIO_AUTOAVALIAÇÃO_DBE_ARROIO_AUTOAVALIAÇÃO_D
BE_ARROIO_AUTOAVALIAÇÃO_D
 
Guia e texto_da_sessao_5
Guia e texto_da_sessao_5Guia e texto_da_sessao_5
Guia e texto_da_sessao_5
 
Workshop Auto AvaliaçãO Be
Workshop   Auto AvaliaçãO   BeWorkshop   Auto AvaliaçãO   Be
Workshop Auto AvaliaçãO Be
 

Destaque (9)

Cópia de horario be
Cópia de horario beCópia de horario be
Cópia de horario be
 
Organizacion
OrganizacionOrganizacion
Organizacion
 
Delicious
DeliciousDelicious
Delicious
 
Chapter 5 Section 1
Chapter 5 Section 1Chapter 5 Section 1
Chapter 5 Section 1
 
Bud Light Facebook Strategy
Bud Light Facebook StrategyBud Light Facebook Strategy
Bud Light Facebook Strategy
 
Microsoft Access
Microsoft AccessMicrosoft Access
Microsoft Access
 
Does islam oppress women
Does islam oppress womenDoes islam oppress women
Does islam oppress women
 
Sofistas
SofistasSofistas
Sofistas
 
The changing face of CRM
The changing face of CRMThe changing face of CRM
The changing face of CRM
 

Semelhante a Sessão 6 abilio

Intro e-guia-aval alexandra-lopes
Intro e-guia-aval alexandra-lopesIntro e-guia-aval alexandra-lopes
Intro e-guia-aval alexandra-lopes
alexandranuneslopes
 
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010[1]
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010[1]Intro e-guia-aval-part ii-nov2010[1]
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010[1]
ddfdelfim
 
Guia e texto da sessão
Guia e texto da sessãoGuia e texto da sessão
Guia e texto da sessão
Bibliotecajac
 
Guia e texto_da_sessao_5
Guia e texto_da_sessao_5Guia e texto_da_sessao_5
Guia e texto_da_sessao_5
Bibliotecajac
 
Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009
Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009
Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009
claudinapires
 
MAABE-Metodologias e Operacionalização -(1.ª parte)
MAABE-Metodologias e Operacionalização -(1.ª parte)MAABE-Metodologias e Operacionalização -(1.ª parte)
MAABE-Metodologias e Operacionalização -(1.ª parte)
Manuela Mantas
 
Workshop Formativo
Workshop FormativoWorkshop Formativo
Workshop Formativo
Macogomes
 
Intro E Guia Out2009 2
Intro E Guia Out2009 2Intro E Guia Out2009 2
Intro E Guia Out2009 2
eudorapereira
 
Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009
Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009
Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009
claudinapires
 
Intro E Guia Sessao6 Nov2009
Intro E Guia Sessao6 Nov2009Intro E Guia Sessao6 Nov2009
Intro E Guia Sessao6 Nov2009
claudinapires
 
Intro E Guia Out2009 Alt
Intro E Guia Out2009 AltIntro E Guia Out2009 Alt
Intro E Guia Out2009 Alt
Antonio Tavares
 
Guia Out2009
Guia Out2009Guia Out2009
Guia Out2009
rbento
 
Introdução e guia da Sessão 5
Introdução e guia da Sessão 5Introdução e guia da Sessão 5
Introdução e guia da Sessão 5
Macogomes
 
Guia Da SessãO 5
Guia Da SessãO 5Guia Da SessãO 5
Guia Da SessãO 5
Macogomes
 
Plano De Avaliacao[1]
Plano De Avaliacao[1]Plano De Avaliacao[1]
Plano De Avaliacao[1]
claudinapires
 
Plano De AvaliaçãO
Plano De AvaliaçãOPlano De AvaliaçãO
Plano De AvaliaçãO
claudinapires
 
Plano De AvaliaçãO
Plano De AvaliaçãOPlano De AvaliaçãO
Plano De AvaliaçãO
claudinapires
 

Semelhante a Sessão 6 abilio (19)

Intro e-guia-aval alexandra-lopes
Intro e-guia-aval alexandra-lopesIntro e-guia-aval alexandra-lopes
Intro e-guia-aval alexandra-lopes
 
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010[1]
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010[1]Intro e-guia-aval-part ii-nov2010[1]
Intro e-guia-aval-part ii-nov2010[1]
 
Sessão 6
Sessão 6Sessão 6
Sessão 6
 
Guia e texto da sessão
Guia e texto da sessãoGuia e texto da sessão
Guia e texto da sessão
 
Guia
GuiaGuia
Guia
 
Guia e texto_da_sessao_5
Guia e texto_da_sessao_5Guia e texto_da_sessao_5
Guia e texto_da_sessao_5
 
Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009
Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009
Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009
 
MAABE-Metodologias e Operacionalização -(1.ª parte)
MAABE-Metodologias e Operacionalização -(1.ª parte)MAABE-Metodologias e Operacionalização -(1.ª parte)
MAABE-Metodologias e Operacionalização -(1.ª parte)
 
Workshop Formativo
Workshop FormativoWorkshop Formativo
Workshop Formativo
 
Intro E Guia Out2009 2
Intro E Guia Out2009 2Intro E Guia Out2009 2
Intro E Guia Out2009 2
 
Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009
Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009
Introdução e Guia da Sessao 6 Nov2009
 
Intro E Guia Sessao6 Nov2009
Intro E Guia Sessao6 Nov2009Intro E Guia Sessao6 Nov2009
Intro E Guia Sessao6 Nov2009
 
Intro E Guia Out2009 Alt
Intro E Guia Out2009 AltIntro E Guia Out2009 Alt
Intro E Guia Out2009 Alt
 
Guia Out2009
Guia Out2009Guia Out2009
Guia Out2009
 
Introdução e guia da Sessão 5
Introdução e guia da Sessão 5Introdução e guia da Sessão 5
Introdução e guia da Sessão 5
 
Guia Da SessãO 5
Guia Da SessãO 5Guia Da SessãO 5
Guia Da SessãO 5
 
Plano De Avaliacao[1]
Plano De Avaliacao[1]Plano De Avaliacao[1]
Plano De Avaliacao[1]
 
Plano De AvaliaçãO
Plano De AvaliaçãOPlano De AvaliaçãO
Plano De AvaliaçãO
 
Plano De AvaliaçãO
Plano De AvaliaçãOPlano De AvaliaçãO
Plano De AvaliaçãO
 

Mais de abiliomarquespires

Mais de abiliomarquespires (8)

Analise e comentário critico abilio
Analise  e comentário critico  abilioAnalise  e comentário critico  abilio
Analise e comentário critico abilio
 
Quadro de análise 7ª sessão abilio
Quadro de análise 7ª sessão abilioQuadro de análise 7ª sessão abilio
Quadro de análise 7ª sessão abilio
 
Plano de avaliaçaobe abilio
Plano de avaliaçaobe abilioPlano de avaliaçaobe abilio
Plano de avaliaçaobe abilio
 
Tabela sessao nº 4_ abilio
Tabela sessao  nº 4_ abilioTabela sessao  nº 4_ abilio
Tabela sessao nº 4_ abilio
 
3ªsessão abilio
3ªsessão abilio3ªsessão abilio
3ªsessão abilio
 
Tabela abiilio[1]
Tabela abiilio[1]Tabela abiilio[1]
Tabela abiilio[1]
 
Tabela abiilio[1]
Tabela abiilio[1]Tabela abiilio[1]
Tabela abiilio[1]
 
Futebol tiago
Futebol  tiagoFutebol  tiago
Futebol tiago
 

Último

ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
azulassessoria9
 

Último (20)

Missa catequese para o dia da mãe 2025.pdf
Missa catequese para o dia da mãe 2025.pdfMissa catequese para o dia da mãe 2025.pdf
Missa catequese para o dia da mãe 2025.pdf
 
Histogramas.pptx...............................
Histogramas.pptx...............................Histogramas.pptx...............................
Histogramas.pptx...............................
 
nocoes-basicas-de-hereditariedade 9º ano.ppt
nocoes-basicas-de-hereditariedade 9º ano.pptnocoes-basicas-de-hereditariedade 9º ano.ppt
nocoes-basicas-de-hereditariedade 9º ano.ppt
 
Religiosidade de Assaré - Prof. Francisco Leite
Religiosidade de Assaré - Prof. Francisco LeiteReligiosidade de Assaré - Prof. Francisco Leite
Religiosidade de Assaré - Prof. Francisco Leite
 
QUESTÃO 4 Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
QUESTÃO 4   Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...QUESTÃO 4   Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
QUESTÃO 4 Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
 
Quiz | Dia da Europa 2024 (comemoração)
Quiz | Dia da Europa 2024  (comemoração)Quiz | Dia da Europa 2024  (comemoração)
Quiz | Dia da Europa 2024 (comemoração)
 
Poema - Aedes Aegypt.
Poema - Aedes Aegypt.Poema - Aedes Aegypt.
Poema - Aedes Aegypt.
 
FUNDAMENTOS DA PSICOPEDAGOGIA - material
FUNDAMENTOS DA PSICOPEDAGOGIA - materialFUNDAMENTOS DA PSICOPEDAGOGIA - material
FUNDAMENTOS DA PSICOPEDAGOGIA - material
 
ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
 
QUESTÃO 4 Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
QUESTÃO 4   Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...QUESTÃO 4   Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
QUESTÃO 4 Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
 
Edital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PE
Edital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PEEdital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PE
Edital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PE
 
Dados espaciais em R - 2023 - UFABC - Geoprocessamento
Dados espaciais em R - 2023 - UFABC - GeoprocessamentoDados espaciais em R - 2023 - UFABC - Geoprocessamento
Dados espaciais em R - 2023 - UFABC - Geoprocessamento
 
13_mch9_hormonal.pptx............................
13_mch9_hormonal.pptx............................13_mch9_hormonal.pptx............................
13_mch9_hormonal.pptx............................
 
Modelos de Inteligencia Emocional segundo diversos autores
Modelos de Inteligencia Emocional segundo diversos autoresModelos de Inteligencia Emocional segundo diversos autores
Modelos de Inteligencia Emocional segundo diversos autores
 
UFCD_8291_Preparação e confeção de peixes e mariscos_índice.pdf
UFCD_8291_Preparação e confeção de peixes e mariscos_índice.pdfUFCD_8291_Preparação e confeção de peixes e mariscos_índice.pdf
UFCD_8291_Preparação e confeção de peixes e mariscos_índice.pdf
 
425416820-Testes-7º-Ano-Leandro-Rei-Da-Heliria-Com-Solucoes.pdf
425416820-Testes-7º-Ano-Leandro-Rei-Da-Heliria-Com-Solucoes.pdf425416820-Testes-7º-Ano-Leandro-Rei-Da-Heliria-Com-Solucoes.pdf
425416820-Testes-7º-Ano-Leandro-Rei-Da-Heliria-Com-Solucoes.pdf
 
Formação T.2 do Modulo I da Formação HTML & CSS
Formação T.2 do Modulo I da Formação HTML & CSSFormação T.2 do Modulo I da Formação HTML & CSS
Formação T.2 do Modulo I da Formação HTML & CSS
 
Teatro como estrategias de ensino secundario
Teatro como estrategias de ensino secundarioTeatro como estrategias de ensino secundario
Teatro como estrategias de ensino secundario
 
Slides Lição 7, CPAD, O Perigo Da Murmuração, 2Tr24.pptx
Slides Lição 7, CPAD, O Perigo Da Murmuração, 2Tr24.pptxSlides Lição 7, CPAD, O Perigo Da Murmuração, 2Tr24.pptx
Slides Lição 7, CPAD, O Perigo Da Murmuração, 2Tr24.pptx
 
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdfSQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
 

Sessão 6 abilio

  • 1. 1 Texto e Guia de Actividades da da Sessão O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização (Parte II) Nas primeiras sessões de formação tivemos já oportunidade de reconhecer a importância da auto-avaliação da BE e da utilização do MAABE como ferramenta para essa auto-avaliação. Esta importância deriva de um conjunto de factores que podemos rever e sistematizar de alguma forma, do modo seguinte: Em primeiro lugar, a auto-avaliação da BE é importante porque se constitui como instrumento de auto-regulação e de melhoria contínua: • aferindo se as metas e objectivos das BE estão a ser alcançados • identificando pontos fortes e pontos fracos a melhorar • usando estrategicamente os resultados da avaliação no planeamento futuro (redefinição de prioridades, metas, objectivos, estratégias, etc.) • melhorando progressivamente o nível de desempenho das BE • facilitando o benchmarking e apoiando a definição de políticas dirigidas às BE Em segundo lugar, a auto-avaliação da BE é importante porque se constitui como um poderoso factor de mudança: • de reforço do papel pedagógico das BE e dos seus potenciais impactos na aprendizagem, formação e sucesso dos alunos • de indução de uma prática baseada em evidências, capazes de sustentar e fundamentar a acção e tomada de decisão • de estímulo a uma prática reflexiva de investigação-acção • de sentido qualitativo • de carácter sistemático e continuado, consolidando uma cultura de avaliação Em terceiro lugar, a auto-avaliação é importante porque se constitui como uma oportunidade única: • de afirmação e reconhecimento do valor das BE, face aos desafios que hoje se lhes colocam • de visibilidade e integração das BE na Escola e na Comunidade • de objectivação e validação interna e externa do trabalho que vai sendo realizado pelas BE • de envolvimento e responsabilização dos diferentes actores Na sessão anterior iniciámos o trabalho de operacionalização do MAABE. Para o efeito, começámos por nos debruçar sobre a planificação em cada BE, do processo de auto- avaliação, usando como referência um plano geral de implementação de que faziam parte as seguintes etapas:
  • 2. 2 • Diagnóstico • Escolha do Domínio a avaliar • Levantamento dos intervenientes a envolver • Apresentação no CP • Identificação e preparação dos instrumentos de recolha de evidências • Recolha, análise e interpretação da informação • Identificação dos pontos fortes e fracos • Atribuição de níveis de desempenho • Plano de melhoria • Elaboração e apresentação do relatório de auto-avaliação • Integração no relatório de avaliação interna da escola e nos tópicos de apresentação à IGE, responsável pela avaliação externa. A análise deste plano de avaliação torna fácil reconhecer que boa parte da sua execução se relaciona, em grande medida, com a necessidade dos responsáveis pela condução do processo de auto-avaliação das BE, se munirem de um conjunto de evidências que lhes permitam vir a conhecer, de forma fundamentada, o nível de desempenho e impacto da Biblioteca Escolar em relação com diferentes indicadores de qualidade _ variáveis consoante o Domínio em apreciação _ e agir no sentido da sua progressiva melhoria. Uma das actividades mais importantes da aplicação do MAABE consiste, deste modo, em saber identificar os instrumentos de recolha de evidências adequados e extrair desses instrumentos a informação (evidências) que melhor esclarece o trabalho e os resultados alcançados pela Biblioteca em relação com este ou aquele indicador ou conjunto de indicadores. Na presente sessão ocupar-nos-emos deste aspecto, usando mais uma vez como base principal de trabalho, o próprio MAABE. Para tal, começamos por reforçar que entre as diferentes fontes de evidências recomendadas e passíveis de serem utilizadas, se destacam, pela sua importância, as fontes documentais resultantes da actividade da própria Escola/Agrupamento e respectiva/s BE: • Documentos de gestão da Escola/ Agrupamento Projecto Educativo, Projecto Curricular, Plano de Acção, Regulamento Interno, Plano Anual de Actividades, Relatórios de avaliação, Currículos profissionais da equipa da BE, Outros. • Documentos pedagógicos da Escola/Agrupamento
  • 3. 3 Planificações dos Departamentos, ACND, AEC, SAE, PTE-TIC, OTE, Projectos curriculares das turmas, Orientações/recomendações do CP, Trabalhos de alunos, Resultados de avaliação dos alunos, Outros. • Documentos de Gestão da BE Plano de Acção, Plano Anual de Actividades, Acordos de parceria, Política de Desenvolvimento da Colecção, Manual de Procedimentos, Regimento, Horário, Relatórios, Plantas, Inventários, Outros. • Documentos de funcionamento e dinamização da BE Actas/ Registos de reuniões/contactos, Registos de projectos/actividades realizados, Estatísticas da BE, Materiais de apoio produzidos e editados, Catálogo e outras ferramentas utilizadas, Resultados de avaliação da colecção, Outros. O enorme valor informativo e testemunhal destas fontes faz com que seja fundamental tê-las em conta, não esquecendo, contudo, que para além destas fontes documentais de carácter textual ou quantitativo, dispomos também de uma valiosa bateria de instrumentos de recolha de dados, propositadamente construídos para a avaliação das BE no contexto do MAABE: • Questionários a alunos, professores e encarregados de educação • Grelhas de observação de competências • Grelhas de análise de trabalhos escolares • Listas de verificação Dada a natural heterogeneidade dos documentos a que diz respeito a primeira categoria de fontes referidas e a necessidade da sua exploração em contexto, deter- nos-emos na presente sessão, sobretudo, nos instrumentos produzidos e disponibilizados no âmbito do MAABE, a que acabámos de fazer referência. Na impossibilidade de desenvolver um exercício prático em todos os domínios que compõem o Modelo, utilizaremos ainda, apenas a título de exemplo, o Sub-Domínio A2.
  • 4. 4 Actividade nº 1: Localizar nos instrumentos propostos pelo MAABE para o Sub-Domínio A2, questões ou itens que vão ao encontro dos factores críticos definidos para cada um dos seus Indicadores. Para a execução deste exercício, utilize a Tabela seguinte, preenchendo a última coluna (Nota: algumas células podem ficar vazias por o seu preenchimento exigir outro tipo de instrumentos).
  • 5. Instrumentos Questões ou Itens dos Instrumentos propostos que propostos pelo Indicadores Factores críticos de sucesso ajudam a BE a obter evidências e situar-se face aos MAABE para 5 factores críticos cada Indicador • O plano de trabalho da BE inclui QA1: Questão 7 – Já participaste em activid actividades de formação de aprender a usar a BE…? utilizadores com turmas/ grupos/ QD1: Questão 9 - Já participou em actividades d alunos e com docentes no sentido de • Questionári de utilizadores para o uso da BE, promovidas pelo promover o valor da BE, motivar para o aos bibliotecário/ equipa da BE? a sua utilização, esclarecer sobre as alunos QD1 Questão 9. Já participou em actividades de fo formas como está organizada e (QA1). utilizadores para o uso da BE, promovidas pelo ensinar a utilizar os diferentes Questionári A.2.1 Organização de • bibliotecário/ equipa da BE? serviços. o aos actividades de formação de • Alunos e docentes desenvolvem docentes competências para o uso da BE (QD1). utilizadores. revelando um maior nível de • Observaçã autonomia na sua utilização após as o de sessões de formação de utilizadores. utilização QA1: Questão 7.1 -Se respondeste Sim, achas • A BE produz materiais informativos e/ da BE (O2). que depois dessas actividades te sentes mais à ou lúdicos de apoio à formação dos vontade a usar a BE? utilizadores. • A BE procede, em ligação com as estruturas de coordenação educativa e de supervisão pedagógica, ao QD1: Questão 8.1 Como apoio para os trabalhos levantamento nos currículos das de pesquisa dos alunos costuma utilizar: 8.1.1 O competências de informação modelo/ guião de pesquisa proposto para a inerentes a cada área disciplinar/área escola/ agrupamento ou usado pela BE. de conteúdo com vista à definição de um currículo de competências A.2.2 Promoção do transversais adequado a cada • Questionári ensino em contexto nível/ano de escolaridade. o aos de competências de docentes • A BE promove, com as estruturas de (QD1) informação. coordenação educativa e supervisão pedagógica e os docentes, a integração de um plano para a literacia da informação no projecto educativo e curricular e nos projectos curriculares dos grupos/turmas. • A BE propõe um modelo de pesquisa de informação a ser usado por toda a escola. Instrumentos Questões ou Itens dos Instrumentos propostos que propostos pelo Indicadores Factores críticos de sucesso ajudam a BE a obter evidências e situar-se face aos MAABE para factores críticos cada Indicador • A BE estimula a inserção nas unidades curriculares, ACND e outras actividades, do ensino e treino contextualizado de competências de informação. A.2.2 Promoção do • A BE produz e divulga, em • Questionári ensino em contexto colaboração com os docentes, guiões o aos de competências de de pesquisa e outros materiais de docentes apoio ao trabalho de exploração dos informação (cont.) (QD1) recursos de informação pelos alunos. • A equipa da BE participa, em cooperação com os docentes, nas actividades de educação/ensino de competências de informação com turmas/ grupos/ alunos. • Os projectos escolares de iniciativa da QA1- Questão -6. Quando tens um trabalho de
  • 6. 6 Como acabámos de ver com o exemplo do exercício anterior, a informação que podermos obter com cada instrumento (independentemente da sua natureza) tem de relacionar-se com os factores críticos, pois é desse cruzamento que resulta a possibilidade de verificarmos que práticas e resultados estão ou não a ser alcançados e qual o seu nível. O Relatório de Auto-Avaliação é o documento onde, após a recolha de todos os dados, se registam as Evidências derivadas deste processo de análise e interpretação da informação recolhida. Estas evidências devem ir além da apresentação de dados em bruto, facilmente consultáveis nos Anexos da aplicação informática para o tratamento de dados disponibilizada desde o ano transacto a todas as escolas pelo Programa RBE, pretendendo-se que se traduzam em enunciados de carácter avaliativo, exigentes de apreciações e juízos de valor sobre os factos apontados. Como se esclarece no Capítulo de orientações para aplicação que integra o documento do MAABE: A análise dos dados obtidos deve conduzir à elaboração de avaliações sobre a BE e os seus serviços em termos de: eficácia, valor, utilidade, impacto, etc. Neste aspecto, é importante distinguir entre elaborar uma descrição e realizar uma avaliação. A avaliação implica uma apreciação baseada na análise de informação relevante e de evidências. Frequentemente inclui a explicação das consequências ou implicações [negativas ou positivas] de uma determinada acção ou processo. Vejamos um Exemplo: Enunciado descritivo: “A BE procedeu à actualização da colecção”. (Comentário: este enunciado não julga a utilização e a utilidade dos procedimentos, apenas constata um facto.) Enunciado avaliativo – “Como atestam os dados obtidos a partir da análise dos Docs. X e Y, do Questionário W e da Checklist Z (cf. Anexo…) , a actualização regular e consistente da colecção pela BE teve um impacto muito positivo sobre o grau de satisfação dos utilizadores e o uso dos recursos”. (Comentário: este enunciado fundamenta-se nos dados para caracterizar o processo - “regular” e “consistente” – e referir as consequências dos procedimentos assumidos.)
  • 7. 7 Actividade nº 2: A partir da análise dos instrumentos que já realizou e da compreensão do tipo de informações passíveis de ser obtidas através da sua aplicação, seleccione um Indicador do Sub-domínio A2 à sua escolha, e escreva livremente três enunciados avaliativos que hipoteticamente pudesse formular na Coluna das Evidências do respectivo Relatório de Avaliação, a partir de dados supostamente recolhidos com aqueles instrumentos. A.2.4 Impacto da BE nas competências tecnológicas, digitais e de informação dos alunos. 1) Através da grelha de analise dos trabalhos escolares dos alunos verificamos que mais de 70% dos alunos utilizam fontes de informação impressas ou digitais evidenciando um aumento das competências digitas e de informação dos alunos. 2) Como constatamos com os dados dos questionários aplicados aos alunos e docentes e da grelha de análise dos trabalhos do alunos os alguns revelam progressos nas aprendizagens e no uso das suas competências TIC 3) Da análise dos dados recolhidos da aplicação da grelha de observação dos alunos constatamos que ,mais de 70% os alunos ainda não demonstram competências na verificação da validade, relevância e fiabilidade da informação nos diferentes recursos utilizados. Só mediante esta perspectiva avaliativa, resultante da análise e interpretação dos dados, será possível: • Estabelecer os pontos fortes e os pontos fracos da BE no Domínio avaliado. • Olhar para os Perfis de Desempenho de cada Domínio/Sub-Domínio, e situar a BE sem equívocos nem ambiguidades num dos seus níveis (1, 2 , 3 ou 4). • Estabelecer propostas de melhoria, a integrar o Plano de Actividades do ano seguinte. Um dos problemas recorrentes nesta apresentação de propostas de melhoria, é que são muitas vezes formuladas de forma muito vaga e geral, sem que se especifique ou concretize o que deve ser feito, de modo a que possam ser entendidas como verdadeiras acções de melhoria, realistas, tangíveis e exequíveis, apontando prioridades, etapas, destinatários ou estratégias. Vejamos um Exemplo: Acção de melhoria geral: “Investir na produção de materiais de apoio” (Comentário: Investir é em si mesmo um verbo de carácter muito geral, além de nada ser dito sobre a quantidade ou tipo de materiais a produzir”
  • 8. 8 Acção de melhoria concretizada: “ Reforçar a participação e apoio da BE nas actividades de substituição, através da produção, ao longo do próximo ano lectivo, em articulação com o Departamento de Língua Portuguesa, de guiões de actividades destinados aos alunos do 2º e 3º Ciclos do EB” (Comentário: Embora apresentada de forma sintética, aponta objectivos, estratégia, tempo, responsáveis e destinatários) A título de exemplo, também o MAABE identificou em todas as tabelas, algumas ideias de possíveis acções de melhoria, não tendo sido, no entanto, sua preocupação, detalhá-las, dada a natureza orientadora e abrangente do próprio documento.
  • 9. 9 Actividade nº 3: Imagine que uma destas ideias do Sub-domínio A2, sobre o qual temos vindo a concentrar o nosso olhar, a título exemplificativo, se enquadra naquilo que deve ser a aposta futura de melhoria da sua biblioteca num determinado tópico. Identifique-a e procure operacionalizá-la de um modo mais efectivo, de modo a que se possa constituir como uma verdadeira proposta de melhoria. Lembramos, contudo, que, integrando o relatório de auto-avaliação, esta enunciação de propostas deve ser feita de forma sintética, de modo a não sobrecarregar o Relatório. Tente, por isso, ser o mais objectivo possível. A.2.4 Impacto da BE nas competências tecnológicas, digitais e de informação dos alunos. Acção de melhoria Organizar sessões de formação na biblioteca, com todas as turmas da escola ao longo do ano lectivo, utilizando guiões produzidos e trabalhados com as turmas, para aprenderem a avaliar a fiabilidade, relevância dos diferentes recursos. Para realizar e entregar as actividades desta Sessão, use este mesmo ficheiro e, depois de nele feitas as actividades, envie-o na forma de entrega de trabalho para a plataforma. ATENÇÃO: À semelhança do que se propõs na sessão anterior, de modo a salvaguardar a possibilidade de contacto e interacção entre os formandos, sempre desejável, a respeito dos conteúdos desta sessão, decorre em simultâneo ao longo da semana de trabalho, um Fórum de discussão no qual se espera que cada formando apresente em um ou dois posts, uma ou duas sugestões de melhoria decorrentes da sua experiência de trabalho passada ou mais recente na BE, e interaja com um ou dois colegas formandos, comentando as sugestões que por ele/s tiverem sido apresentadas. Desejamos a todos uma boa semana de formação. As formadoras Margarida Costa e Júlia Martins
  • 10. 10