MATRIMÔNIO: 
A DIMENSÃO DA ALIANÇA E 
DA GRAÇA 
Todas as citações são das catequeses do papa João Paulo II
MATRIMÔNIO: VOCAÇÃO DE AMOR 
o Terminada a reflexão sobre as palavras de Cristo 
(“princípio”, “história”, “ressurreição”)...
UMA REFLEXÃO À LUZ DE TUDO QUE 
VIMOS ATÉ AGORA 
“Já tratamos das palavras 
nas quais Cristo apela 
para o “princípio”, pa...
Efésios 5, 21-33 
o Submetei-vos uns aos outros, no temor de 
Cristo. As mulheres sejam submissas aos 
maridos como ao Sen...
Efésios 5, 21-33 
o Maridos, amai as vossas mulheres, 
como Cristo também amou a Igreja 
e se entregou por ela, a fim de 
...
Efésios 5, 21-33 
o ‘Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e 
se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só 
carne”....
SUBMETEI-VOS UNS AOS OUTROS NO 
TEMOR DE CRISTO (Ef 5, 21) 
“Quando se expressa dessa forma o 
autor não tem intençaõ de d...
SUBMETEI-VOS UNS AOS OUTROS NO 
TEMOR DE CRISTO (Ef 5, 21) 
o Ainda que os cônjuges devam ser “submissos uns 
aos outros, ...
ANALOGIA ESPONSAL 
“O relacionamento 
recíproco entre os 
esposos, marido e mulher, 
deve ser compreendida 
pelos cristãos...
ANALOGIA ESPONSAL 
o “A relação esponsal que une os cônjuges, 
marido e mulher deve – segundo o Autor da 
Epístola aos Efé...
ANALOGIA ESPONSAL 
Há também uma analogia 
suplementar: isto é, a analogia 
da Cabeça e do Corpo. 
Esta analogia suplement...
ANALOGIA ESPONSAL 
o A analogia do amor dos esposos 
(do amor esponsal) parece pôr 
em relevo acima de tudo o 
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MATRIMÔNIO: SACRAMENTO PRIMORDIAL 
“Pode-se dizer que o sinal visível 
do matrimônio ‘desde o 
princípio’, à medida em que...
MATRIMÔNIO E REDENÇÃO DO CORPO 
o Cristo, que no Sermão da Montanha dá sua 
própria interpretação do mandamento “Não 
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MATRIMÔNIO E REDENÇÃO DO CORPO 
O matrimônio é lugar de encontro do eros com o ethos e de 
sua recíprocainterpenetração no...
Portanto, a vida 
“segundo o Espírito se 
expressa também na 
recíproca “união” ou 
“conhecimento” através 
da qual os côn...
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Parte 5 - Matrimônio na dimensão da aliança e da graça

  1. 1. MATRIMÔNIO: A DIMENSÃO DA ALIANÇA E DA GRAÇA Todas as citações são das catequeses do papa João Paulo II
  2. 2. MATRIMÔNIO: VOCAÇÃO DE AMOR o Terminada a reflexão sobre as palavras de Cristo (“princípio”, “história”, “ressurreição”), delineada a antropologia adequada, e após a reflexão sobre a vocação celibatária, o Papa se volta para o Matrimônio: • Dimensão da Aliança e da Graça • Dimensão do Sinal • A Lei da Vida Como Herança
  3. 3. UMA REFLEXÃO À LUZ DE TUDO QUE VIMOS ATÉ AGORA “Já tratamos das palavras nas quais Cristo apela para o “princípio”, para o “coração” humano no Sermão da Montanha, e para a futura ressurreição. (...) Portanto, se quisermos interpretar essa passagem [Efésios 5, 21-33], devemos fazê-lo à luz do que Cristo já nos falou sobre o corpo humano”. (TdC 87)
  4. 4. Efésios 5, 21-33 o Submetei-vos uns aos outros, no temor de Cristo. As mulheres sejam submissas aos maridos como ao Senhor. Pois o marido é a cabeça da mulher, como Cristo também é a cabeça da Igreja, seu Corpo, do qual ele é o Salvador. Por outro lado, como a Igreja se submete a Cristo, que as mulheres também se submetem, em tudo, a seus maridos.
  5. 5. Efésios 5, 21-33 o Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo também amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de santificar pela palavra aquela que ele purifica pelo banho da água. Pois ele quis apresentá-la a si mesmo toda bela, sem mancha nem ruga ou qualquer reparo, mas santa e sem defeito. É assim que os maridos devem amar suas esposas, como amam seu próprio corpo. Aquele que ama sua esposa está amando a si mesmo. Ninguém jamais odiou sua própria carne. Pelo contrário, alimenta-a e a cerca de cuidado, como Cristo faz com a Igreja; e nós somos membros de seu corpo!
  6. 6. Efésios 5, 21-33 o ‘Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne”. Este mistério é grande – eu digo isto com referência a Cristo e à Igreja. Em suma, cada um de vós também ame a sua esposa como a si mesmo; e que a esposa tenha respeito pelo marido
  7. 7. SUBMETEI-VOS UNS AOS OUTROS NO TEMOR DE CRISTO (Ef 5, 21) “Quando se expressa dessa forma o autor não tem intençaõ de dizer que o marido é “dono” da esposa, e que a aliança interpessoal própria do casamento é um contrato de dominação por parte do marido. (...) Marido e mulher estão, na verdade, “submissos um ao outro”, mutuamente subordinados um ao outro. A fonte dessa submissão recíproca está na piedade Cristã, cuja expressão é o amor.” (TdC 89) “O amor faz que ao mesmo tempo também o marido seja submisso à mulher, e submisso nisto ao Senhor mesmo, assim como a mulher ao marido. A comunidade ou unidade, que devem constituir por causa do matrimônio, realiza-se através de uma recíproca doação, que é também submissão mútua.” (TdC 89)
  8. 8. SUBMETEI-VOS UNS AOS OUTROS NO TEMOR DE CRISTO (Ef 5, 21) o Ainda que os cônjuges devam ser “submissos uns aos outros, como ao Senhor”, todavia, no que se segue, o marido é acima de tudo aquele que ama, e a mulher, em contraste, é aquela que é a amada. o Poder-se-ia mesmo levantar a idéia de que a “submissão” da mulher e do marido, entendida no contexto do trecho completo da Epístola aos Efésios, significa acima de tudo “experimentar o amor”. Tanto mais que esta “submissão” se refere à imagem da submissão da Igreja a Cristo, a qual certamente consiste em experimentar o Seu amor. (TdC 92)
  9. 9. ANALOGIA ESPONSAL “O relacionamento recíproco entre os esposos, marido e mulher, deve ser compreendida pelos cristãos de acordo com a imagem do relacionamento entre Cristo e a Igreja.” (TdC 89)
  10. 10. ANALOGIA ESPONSAL o “A relação esponsal que une os cônjuges, marido e mulher deve – segundo o Autor da Epístola aos Efésios – ajudar-nos a compreender o amor que une Cristo com a Igreja. o A analogia usada na Epístola aos Efésios, esclarecendo o mistério da relação entre Cristo e a Igreja, ao mesmo tempo, revela a verdade essencial sobre o matrimônio: isto é, que o matrimônio corresponde à vocação dos cristãos só quando reflete o amor que o Cristo-Esposo dá à Igreja, Sua Esposa. o Como se pode ver, essa analogia opera em duas direções. (TdC 90)
  11. 11. ANALOGIA ESPONSAL Há também uma analogia suplementar: isto é, a analogia da Cabeça e do Corpo. Esta analogia suplementar “cabeça-corpo” mostra que estamos lidando com dois sujeitos distintos que se tornam em certo sentido um só sujeiro: a cabeça constitui, juntamente com o corpo, um só sujeito, um só organismo, uma só pessoa humana (TdC 91)
  12. 12. ANALOGIA ESPONSAL o A analogia do amor dos esposos (do amor esponsal) parece pôr em relevo acima de tudo o aspecto do dom de si mesmo por parte de Deus ao homem. o Este dom é certamente “radical” e por isso “total” o Quem recebe o batismo, em virtude do amor redentor de Cristo, torna-se, ao mesmo tempo, participante do seu amor esponsal para com a Igreja.
  13. 13. MATRIMÔNIO: SACRAMENTO PRIMORDIAL “Pode-se dizer que o sinal visível do matrimônio ‘desde o princípio’, à medida em que está ligado ao sinal visível de Cristo e sua Igreja na economia da salvação, transpõe o plano eterno de amor para a dimensão ‘histórica’, e a torna o fundamento de toda a ordem sacramental.” (TdC 95b) “Todos os Sacramentos da Nova Aliança, em certo sentido, encontram seu protótipo, de certo modo, no matrimônio como o sacramento primordial.” (TdC 98)
  14. 14. MATRIMÔNIO E REDENÇÃO DO CORPO o Cristo, que no Sermão da Montanha dá sua própria interpretação do mandamento “Não cometerás adultério” – uma interpretação constitutiva do novo ethos -, com as mesmas palavras lapidares confia como tarefa a cada homem a dignidade de cada mulher; e, ao mesmo tempo, (embora do texto isto resulte só de modo indireto) confia também a cada mulher a dignidade de cada homem. (TdC 100 o O matrimônio é uma eficaz expressão do poder salvífico de Deus. Como expressão sacramental desse poder salvífico, o matrimônio é também uma exortação a dominar a concupiscência. O matrimônio constitui um específico remedium concupiscentiae. (TdC 101)
  15. 15. MATRIMÔNIO E REDENÇÃO DO CORPO O matrimônio é lugar de encontro do eros com o ethos e de sua recíprocainterpenetração no “coração” do homem e da mulher, como também em todas as relações recíprocas. ITdC 101) Aqueles que, como cônjuges, segundo o eterno desígnio divino se unem a ponto de se tornarem, em certo sentido, “uma só carne”, são também por sua vez chamados, mediante o sacramento, a uma vida “segundo o Espírito”. (TdC 101) “O eros necessita de disciplina, de purificação para dar ao homem, não o prazer de um instante, mas uma certa amostra do vértice da existência, daquela beatitude para que tende todo o nosso ser... Isto não é rejeição do eros, não é seu “envenenamento”, mas a cura em ordem à sua verdadeira grandeza. O homem torna-se realmente ele mesmo, quando corpo e alma se encontram em íntima unidade; o desafio do eros pode considerar-se verdadeiramente superado, quando se consegue esta unificação.” (S.S Bento XVI, Deus caritas est, 4)
  16. 16. Portanto, a vida “segundo o Espírito se expressa também na recíproca “união” ou “conhecimento” através da qual os cônjuges, quando se tornam “uma só carne” submetem a sua feminilidade e masculinidade à bênção da procriação.
  17. 17. ABENÇOA, SENHORA, TODOS OS CASAIS QUE CONFIAM EM TI E NO AMOR

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