Palestra - A Família Cristã
O Padrão Divino Para os Maridos.
Se perguntarmos a qualquer homem casado: ´Você ama sua esposa?´, ele vai responder: ´È claro!
Claro que sim!´.
Com esta resposta ele estará dizendo o que sente por ela ou, talvez, o que faz por ela em termos
de cuidado e consideração. Todavia, o amor de que o apóstolo Paulo fala, ³Maridos, amai vossas
mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela´ (Ef 5.25), não é
avaliado pelo que se sente, e nem mesmo pelo que se faz. Antes, esse amor é avaliado pelo
sacrifício pessoal.
1ª parte
Marido, ame a sua esposa.
SACRIFIQUE-SE POR ELA
O Novo Testamento foi escrito em grego. Nessa língua há três palavras que são traduzidas por
uma só palavra em português:
-³amor´. Eros é o amor passional, amor-sentimento, amor-desejo; vem daí a palavra ³erotismo´.
A palavra Eros não foi usada uma única vez no Novo Testamento; entretanto, esse é o sentido
mais comum da palavra ³amor´.
-Phileo significa o amor-afeição, o cuidado humano; daí vem à palavra ³filantropia´. È um termo
pouco usado no Novo Testamento.
-Ágape quer dizer: amor que se avalia pelo sacrifício. È usada frequentemente no Novo
Testamento para descrever o amor de Deus e o amor que ele coloca no coração do homem. È
deste amor que falam João 3.16, Romanos 5.5 e I Coríntios 13.
Paulo usou a mesma palavra ± ágape ± quando disse: ³Maridos, amai vossas mulheres´, e está
bem claro que o sentido é o de um amor que se dispõe a sacrifícios, pois ele continua: ³...como
também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela´.(Ef 5.25.)
1. Alicerce espiritual do padrão de Deus para a família.
Á primeira vista, a posição de autoridade do esposo e pai sobre a mulher e filhos parece bem
vantajosa para o homem: ³Sou o senhor do meu castelo, o soberano, o governador de tudo.´
Entretanto, é preciso ir mais além, pois a autoridade divina com que ele é investido tem Cristo
como modelo, e a autoridade de Cristo está fundamentada no seu sacrifício. Só depois do Calvário
foi que disse aos seus discípulos: ³Toda autoridade me foi dada no céu e na terra´. (Mt 28.18).
A autoridade de Cristo e, portanto, a de um marido e pai, não é humana, nem carnal. Não é
questão de uma pessoa poder dominar as outras. Trata-se de uma autoridade espiritual e divina,
que se baseia em sacrifício pessoal.
2. O sustento da família.
A expressão mais evidente e básica dessa verdade pode ser observada no fato de que cabe ao
marido sustentar a família. Um dos sintomas do colapso moral de nossa época é a facilidade com
que o marido passa essa responsabilidade para a esposa. O fato de senhoras casadas, e mesmo
com filhos, trabalharem já se tornou tão comum que raramente se pensa no grande desvio do
padrão divino que isso representa, e em como os seus efeitos são prejudiciais à vida familiar. A
responsabilidade de cuidar do sustento da família recai sobre o homem.
A mulher, de bem grado, a toma para si, devido à sua tendência natural para ser precavida quanto
às coisas materiais, mas o fardo é pesado demais para ela. O homem foi provido de ombros mais
fortes e tem, por natureza, uma estabilidade mental maior, que lhe permite suportar bem as
pressões causadas por essas preocupações. A mulher fica desalentada e deprimida mais
facilmente. Deus a fez assim e, por isso, também a poupou da responsabilidade de sustentar a
família.
3. A mordomia cuidadosa dos bens.
A mordomia fiel e cuidadosa dos bens materiais cabe bem à esposa; o trabalho árduo e a
preocupação de adquiri-los cabem somente ao homem.
A economia, o controle no gastar e a fidelidade são as virtudes domésticas da mulher; a atividade
incansável para manter o bem-estar econômico da família é a tarefa do homem. O cuidado dos
filhos e do lar é entregue à mulher, e já é o bastante. Que o marido cumpra a sua
responsabilidade de sustentar a família para que a mulher não encontre pretexto de tomar para si
mais do que lhe é atribuído.
4. O trabalho fora do lar.
Não há renda que compense o quanto à família perde quando a mãe gasta suas energias fora do
lar. Que o marido, então, se encarregue de sustentar a família de modo adequado. Se ele, por
vocação, abraçou uma profissão pouco rendosa, aos olhos de Deus não é desonra ele viver
modestamente, dentro daquele limite de renda. Todavia, é vergonhoso deixar que a vontade de
possuir coisas materiais nos leve a rejeitar o padrão que Deus estabeleceu para o próprio bem da
família. Assim como a Igreja deve confiar somente em Cristo para a provisão de tudo o que
precisa, assim também todas as necessidades da esposa e dos filhos devem ser supridas através
do trabalho do marido.
5. Renunciando a comodidade.
Se for necessário que ele renuncie em parte à sua comodidade e ao prestígio de que goza junto
aos amigos, por ter que limitar o seu padrão de vida àquilo que ele pode, sozinho, prover para a
família, estará fazendo exatamente o que Deus espera dele. Esta é apenas uma ilustração do
papel do marido, que é o de negar-se a si mesmo, isto é, expressar seu amor negando o seu eu,
deixando de lado o orgulho e renunciando o conforto pessoal para servir à família.
6. O Plano de Deus.
Um homem que leva a sério a sua posição dentro do plano de Deus para a família precisa,
portanto, experimentar na vida prática a realidade das palavras de Jesus: ³Se alguém quer vir
após mim, a si mesmo se negue, tome, a sua cruz e siga-me.´ (Mt 16.24).
Deus diz que o homem deve amar sua mulher. Porém, este deve ser o amor ágape, que é superior
até ao amor mais sublime que um homem possa, no plano natural, sentir por uma mulher; é uma
flor rara e divina, que só viceja onde o eu é negado, sacrificado e entregue à morte. A ordem de
Deus aos maridos ± ³amai a vossas esposas´ ± implica em um chamado para a comunhão dos
sofrimentos de Cristo, a comunhão da cruz.
È verdade que este ³amor´ pode parecer tão intangível e espiritual que bem pouco poderia
proporcionar da calidez, do conforto e da segurança de que a mulher precisa para enfrentar os
embates diários da vida e do casamento. Todavia, vejamos como ele é prático e real.
2ª parte
Marido, ame sua esposa.
CUIDE DA VIDA ESPIRITUAL DELA
Segundo as Escrituras, o homem que ama a esposa coloca as necessidades espirituais dela em
primeiro lugar. Seu primeiro interesse é que ela mantenha com o Senhor uma comunhão
adequada. Compreende que a verdadeira felicidade e a realização pessoal da esposa, como
mulher, esposa e mãe devem se firmar na base sólida da comunhão com Cristo. Isto não significa
apenas uma aquiescência devota à necessidade de ela ³ser religiosa´, ou de ³ver as coisas de uma
perspectiva espiritual´, mas, sim, uma perfeita compreensão da importância primordial da pessoa
de Jesus Cristo e do seu absoluto senhorio.
Se Deus permite que o marido ajude a firmar e a dar maior significado ao relacionamento da
esposa com Jesus, não será isso motivo para que ambos se regozijem? Haverá maneira melhor de
um marido demonstrar seu amor pela esposa?
7. A tarefa principal do marido.
A principal tarefa do marido cristão é cuidar da santificação de sua esposa. O seu modelo é Cristo,
que se sacrificou pela Igreja, para santificá-la. O esposo não somente deve levar a mulher a ter
uma vida cristã normal, como também fazer tudo ao seu alcance para que ela possa receber, na
igreja, todas as bênçãos de Deus. No lar, por meio da oração e da palavra, deve ampará-la em
espírito, incentivar suas aspirações espirituais e ajudá-la a crescer no conhecimento das coisas de
Deus.
8. Conselheiro espiritual.
Pastor algum tem o direito de ser o conselheiro espiritual de uma mulher casada, ou de exercer
autoridade sobre ela contra a vontade do marido. Até mesmo o pastor da igreja onde a família se
congrega, precisa evitar tomar para si o encargo do bem-estar espiritual da mulher casada, pois
essa responsabilidade é do marido. Se o pastor interferir, o marido tem o direito de opor-se. Deve
deixar para o homem a parte que cabe a este da responsabilidade pelo bem-estar espiritual da
família. Que ele tome, realmente, o pesado fardo de sua responsabilidade.
Assim como o líder de uma congregação tem que dar contas do progresso espiritual de cada um
que está sob seus cuidados, também o chefe de uma família tem que dar contas do estado
espiritual em que seu lar se encontra. Tanto Deus como os homens esperam isso dele. O louvor ou
a censura que a esposa recebe ± suas virtudes ou suas faltas ± atingem-no diretamente.
9. Influencia espiritual.
Não é possível e nem correto que outra pessoa tenha maior influência na vida espiritual de uma
mulher do que o seu próprio marido. Ele não pode endurecer o seu coração para com a pessoa
que foi totalmente confiada aos seus cuidados; antes, o marido precisa sacrificar-se a si mesmo,
para poder exercer uma influencia espiritual na esposa e promover a espiritualidade dela.
10. O marido deve cuidar da santificação da esposa.
A esposa foi entregue ao marido como uma pessoa sagrada. É dever dele fazer todo o possível
para que ela não só se conserve assim, mas também seja confirmada e aperfeiçoada em
santidade. O marido, mais que ninguém, pode ser uma grande pedra de tropeço para vida
espiritual de sua esposa; por outro lado, ninguém, melhor que ele, pode incentivá-la a prosseguir.
O homem foi designado por Deus para ser, para a esposa, um vaso de bênçãos celestes.
11. Ensinando o que aprendeu.
Ela deve aprender dele o que ele recebeu na igreja para o bem espiritual de ambos. (Ler I Co
14.35) Talvez o conhecimento que ela tem das coisas de Deus seja menor que o dele. Pode haver
ainda alguns empecilhos ao seu crescimento espiritual. O marido, tendo ele mesmo já passado por
isso, não deve desanimar, nem perder a esperança e nem adotar uma atitude de desconfiança
para com a sua esposa.
12. Usando de mansidão.
Com toda a mansidão e firmeza, deve se manter firme naquilo que sabe ser bom. Através dele
Deus esclarecerá a esposa, fará com que mude de parecer e a guiará pela vereda certa. O diabo
provoca desacordos entre os cristãos. Que o marido fique de sobreaviso para que essas
divergências não o afastem de sua esposa. É preciso que ele não se julgue superior a ela em
relação aos aspectos básicos da vida espiritual.
13. Laço de unidade.
Deve reconhecer no casamento um laço divino de unidade. À luz deste fato, toda divergência que
possa se interpor entre eles é de importância secundária. Que o homem ao olhar para sua mulher,
pense com alegria: ³Minha missão é ser uma bênção para ela, e não apenas fazê-la feliz aqui na
terra. Tenho que me sacrificar para o seu bem-estar eterno. Devo amá-la como Cristo amou a
Igreja´.
14. Levando a sério o plano divino.
Um homem que leva a sério o seu papel dentro do plano divino para a família, não fica indiferente
ao relacionamento de sua esposa com Cristo e nem foge à sua responsabilidade usando de
desculpa dizendo:
³Isso é entre ela e Deus´. Ele reconhece que sua missão, sob a direção do Senhor, é ser o
³cabeça´ espiritual da esposa´. Como Cristo é responsável pelo cuidado e pelo crescimento da
igreja, o marido tem a responsabilidade de cuidar do crescimento espiritual da esposa e dos filhos.
Esta comparação está bem clara em Efésios 5. 25-33.
3ª Parte
Marido, ame a sua esposa.
SUBMETA-SE À CRUZ PERANTE ELA
Como é que o marido pode se fazer cumprir sua responsabilidade de cabeça? Dominando a
esposa? Fazendo com que ela obedeça às ordens? Obrigando-a a ouvir suas considerações sobre a
vida espiritual e sobre os princípios que a regem? Não!. Ele o faz dando-se totalmente por ela; isto
é, submete-se à cruz diante dela. Pelo seu exemplo, ele mostra à esposa o que significa morrer
para o ego. Faz isso não somente para a sua própria santificação, mas também em benefício dela.
Em resumo, ele não a ³obriga´ e nem mesmo a ³guia´, no sentido convencional do termo. Antes,
ele a aproxima de Cristo, ao permitir que a cruz atue na sua própria vida.
15. A prática do dia a dia.
Como é que isso funciona na prática? Vejamos um exemplo bem comum: quando os dois se
desentendem, o marido deve ser o primeiro a se humilhar e pedir perdão por aquilo que fez de
errado. Isto implica em morrer para o ego. Pode ser que a culpa da mulher seja tão grande, ou até
mesmo maior que a dele, mas não importa. O encargo do marido é amar sua esposa como Cristo
também amou a igreja. Jesus humilhou-se a si mesmo pela culpa dos nossos pecados ³sendo nós
ainda pecadores´. (Rm 5.8)
16. Renunciando seus direitos pessoais.
Nesta situação, o marido não julga o pecado da esposa e, acima de tudo, não procura prever o
efeito que o seu arrependimento terá na atitude dela. Ele se submete à cruz ± nega o seu eu e
renuncia a seus direitos pessoais ± porque esta é a vontade de Deus para ele, como esposo. A
porta de entrada para a vida espiritual e para qualquer bênção é o arrependimento. Como chefe
espiritual da família, o homem precisa ser o primeiro a se arrepender.
17. Segundas intenções.
O pedido de desculpas do marido não é o motivo para que ele seja tentado a dizer: ³Agora que eu
confessei o meu erro, você deve confessar o seu´! Mas o marido não pode submeter-se à cruz com
segundas intenções. Dispõe-se a isso, e o faz antes dos outros membros da família, porque Deus
pede isso dele; porque o Espírito Santo operou nele um quebrantamento profundo e verdadeiro
por seu próprio pecado, e sabe que o arrependimento e o perdão representam à única solução.
18. Exortando a esposa.
O marido que se empenha em exortar sua esposa quanto ao dever dela lhe ser submissa à sua
autoridade está agindo de forma errada ao que diz a Palavra de Deus.. A missão que Deus lhe
confiou foi a de cumprir o seu papel na família e não a de ficar constantemente implicando com a
esposa quanto às obrigações dela.
19. A autoridade com sabedoria.
Moisés foi um dos maiores líderes de todos os tempos. Deus o investiu de grande autoridade.
Entretanto, a Bíblia o aponta como sendo um ³varão... mui manso mais do que todos os homens
que havia sobre a terra´. (Nm 12.3) Quando os filhos de Israel se rebelavam contra ele, Moisés ia
para o tabernáculo e ali levava o caso a Deus. O Senhor, então, se encarregava dos rebeldes. (Nm
12.10; 16.33) Porém, quando Moisés procurou resolver as coisas a seu modo, descarregando
sobre o povo a sua irritação, Deus foi extremamente severo com ele, a ponto de lhe negar o
privilégio de entrar com os israelitas na terra prometida. (Nm 20.2-12).
A autoridade exercida pelo marido sobre a esposa e sobre os filhos não é a sua própria; vem de
Deus. Deve exercê-la com firmeza a sabedoria, mas é Deus quem a estabelece e mantém.
20. Recorrendo a Deus.
Se a esposa e os filhos se revoltarem contra essa autoridade, o marido deve recorrer a Deus, em
primeiro lugar em oração.
³Senhor, por que razão não estabeleço minha autoridade nesta casa? O que há em mim, que me
torna um instrumento inadequado para cumprir os teus propósitos?´. Paulo afirma:
³Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem o cabeça da
mulher...´ (I Co 11.3).
21. O exemplo de submissão.
Se a mulher é insubmissa ao marido, é necessário verificar se o marido não está sendo um mau
exemplo para ela, agindo como um insubmisso a Cristo. Somente quem sabe obedecer está apto a
exercer autoridade. Um homem que tenha uma família rebelde deve verificar o seu
relacionamento com Cristo. E verificar se ele tem um relacionamento de aquebrantamento,
arrependimento, ternura e mansidão. Se isso acontece Deus o honra confirmar sua autoridade no
lar.
22. Holocausto diário.
A vida e o amor do marido deve ser ³holocausto´ diário, um sacrifício do ego.
Oferecer-se assim à família resultará, inevitavelmente, em um sofrimento para o marido e pai;
porém, esta é à vontade e a ordem de Deus. Uma promessa do Senhor, que reúne os dois
aspectos desta experiência é o verso de João 12.24: ³Se o grão de trigo, caindo na terra, não
morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito fruto´.
Assim, afirma a Palavra de Deus: ³Maridos, amai vossas mulheres´ isso não implica apenas em ele
nutrir sentimentos de carinho e ternura para com a esposa; significa que o marido deve morrer
por ela, como Cr5isto morreu pela Igreja. Como resultado dessa ³morte´, o Espírito Santo
produzirá o seu fruto na vida da família:
Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio
(Gl 5.22).
4ª parte
Marido, ame a sua esposa.
EXERÇA A AUTORIDADE COM HUMILDADE
A autoridade foi dada ao marido e deve permanecer com ele; entretanto, o homem não deve
considerá-la um direito seu, mas uma obrigação. Ele nunca deve pensar no poder que lhe foi
entregue sem pensar também na responsabilidade que pesa nos seus ombros. Deve reconhecer
que o domínio lhe é um fardo e deve carregá-lo como tal.
Em casa, tudo deve ser feito de acordo com a sua vontade, (baseado no bom senso), pois a
responsabilidade é dele. Que ele não fuja dela, nem deixe de exercê-la por falta de firmeza, já que
fugir é impossível.
23. A responsabilidade
O marido terá de prestar contas de tudo que, com seu consentimento acontecer em seu lar. Se
tolerar o que é insensato, prejudicial e ofensivo à sua família, não haverá justificativa para ele. De
nada lhe valerá alegar que permitiu que o leme escorregasse de suas mãos por amor à paz. Que
ele não ouse renunciar à sua responsabilidade com o pretexto de que está procurando evitar o mal
de uma discórdia doméstica, pois sua responsabilidade não lhe foi dada por homens, mas por
Deus.
O marido deve abster-se de uma irritante demonstração de autoridade; todavia, em todos os
assuntos de importância, ele precisa, humilde e sabiamente, mas com firmeza e decisão, manter
sua posição de cabeça do lar.
24. Mantendo a liderança.
Uma esposa escreveu certa vez o seguinte: ³O importante é que vocês não renunciem à liderança.
Não nos entreguem as rédeas. Nós consideraríamos isso como uma abdicação que nos confundiria.
Deixaria-nos alarmadas e nos faria retroceder. É bem verdade que às vezes procuramos levá-los a
renunciar à sua posição de ³número um´ em nosso lar.
Essa é a terrível contradição que existe em nós. Aparentemente, estamos lutando com todas as
forças para ficarmos com a responsabilidade das decisões; mas no intimo, queremos que vocês
vençam. E vocês têm que vencer, pois não fomos feitas para a liderança. Agimos assim só para
impressionar´.
25. Respeitando os espaços.
Embora tenha autoridade e responsabilidade sobre tudo o que acontece no lar, o marido precisa
respeitar a esfera de ação da esposa no tocante ao desempenho dos encargos a ela atribuídos.
Nesta área, a atuação do marido é de supervisionar apenas, deixando a autoridade e
responsabilidade imediata com a esposa. A autoridade do marido não será em nada diminuída pelo
fato de ele pedir a opinião da esposa ou deixar que ela decida certos assuntos. Será apenas uma
questão de bom senso, desde que tais assuntos sejam da alçada dela. É como se o presidente de
uma grande companhia deixasse algumas decisões a cargo de seus chefes de departamento.
26. Ocupando a posição errada.
Todo mundo tem certa tendência para querer se sobressair naquilo que está fora de sua alçada, e
para mostrar sua sabedoria em assuntos que não lhe competem. Cai nesse erro a mulher que vive
ansiosa para fazer valer sua opinião nos encargos mais importantes do marido. Nele cai também o
homem que se envolve com as pequeninas coisas da economia doméstica e imagina que as
compreende melhor que sua esposa.
27. Apreciando o trabalho da esposa.
A mulher precisa respeitar a autoridade do marido e sua área de ação; e o marido não deve
desfazer das atividades, aparentemente corriqueiras, da esposa. Seria uma injustiça da parte dele
julgar que o trabalho dela é sem importância. Deve lembrar-se de que é seu dever não somente
sustenta-la, mas também trata-la com carinho e delicadeza, respeitando seus sentimentos. Se
depreciar o trabalho e as responsabilidades da esposa, também causará a ela uma mágoa
profunda, dificilmente reparável.
28. Valorizando a esposa.
Um conselho quanto à atitude do marido para com sua mulher. Existe uma ³vitamina´ especial que
é imprescindível ao bem-estar de toda esposa. É uma coisa que falta, algumas vezes, até em lares
cristãos. A valorização da esposa, ela também precisa sentir-se valorizada, e necessita de
motivação. Muitos maridos não se dão conta de como é grande essa carência. Desobrigam-se dela
dizendo algo assim: ³Olha, meu bem, eu me casei com você, não foi?´ ou, então ³Agora que eu já
me casei com você, não preciso continuar namorando; não é?´.
29. Jóia fina.
Em Provérbios 31.10 e 28, o escritor sacro descreve o valor de uma boa esposa dizendo que
³excede em muito o de finas jóias... Seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem
virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas´.
Marido considere sua esposa um tesouro que lhe foi dado por um Deus generoso. Ame-a.
Conceda-lhe honras. Reconheça seus talentos. Mostre gratidão pelo que ela procura fazer, e
consideração por seus sentimentos. Procure demonstrar o seu amor por ela, todos os dias, com
sinceridade e ternura. Essa ³vitamina´ diária tornará a vida conjugal muito mais compensadora
para ela ± e para você.
30. Amai a vossa esposa.
³Maridos, amai a vossa esposa, e não as trateis com amargura.´ (Cl 3.19) Nestas palavras, Paulo
menciona um defeito encontrado em alguns homens que é pior que todos os outros: a aspereza.
Ela acaba com o mais perfeito casamento, mesmo aquele que parecia firme como a rocha. O
marido deixa de tomar cuidado com seu modo de agir em relação à ³pequenas coisas´, e se
permite ser desatencioso em ocasiões quando devia demonstrar amor ternura e o mais elevado
respeito.
Age respeitosamente para com qualquer estranho, e é para os de fora que veste suas ³melhores
roupas´. Entretanto, em casa, ele é uma pessoa totalmente diferente. Seria preferível que
magoasse qualquer outra pessoa no mundo, menos aquela que se deu tão completamente a ele.
É dever de o marido procurar alegrar o coração de sua esposa e, através de uma conduta nobre e
uma atenção solícita, renovar sempre os laços que os unem. Se ele tem motivos de queixa, que
fale com ela, a sós, procurando não ferir os seus sentimentos.
31. Cuidando para não magoar.
Toda censura feita na presença dos filhos e toda reclamação feita diante de estranhos magoam a
esposa. Além disso, essa atitude diminui a dignidade do marido. O casamento tem como base a
estima mútua, e a cortesia é um dos pontos onde se apóia a estima. É claro que a cortesia precisa
ser sincera.
Não pode ser apenas uma ação mecânica, superficial. Todavia, os atos que mostram boas
maneiras ajudam o relacionamento, e nenhum casal deve desprezar o seu uso na vida diária. Não
se deve ficar indiferente ao problema; boas maneiras não são um incômodo e nem algo ridículo.
O desleixo no trajar e na maneira de falar dentro do lar pode chegar a ser falta de respeito.
Sabemos que existe uma estreita relação entre o asseio do corpo e a pureza da alma.
Semelhantemente, a negligência das formas aparentes de respeito leva, facilmente, a um
menosprezo pela dignidade de si próprio e dos outros.
32. O que recomenda as Escrituras.
Ao exigir que as esposas sejam tratadas com ternura, e respeitadas como co-herdeiras da mesma
graça de vida, as Escrituras acrescentam uma admoestação para os maridos:
³... para que não se interrompam as vossas orações´. (I Pe 3.7) É possível que os sentimentos e o
amor-próprio da esposa tenham sido feridos pelo marido, e ela carregue no íntimo essa mágoa
secreta, que não ousa revelar a ninguém. Existe, porém, um Juiz que está acima de todos e que
se interessa por sua tristeza e defende sua causa.
Quando lhe sobrevém um problema, ou nos momentos de meditação, o marido busca a Deus em
oração. É então que Deus o leva a perceber como tem agido para com a esposa. Tratou-a mal ou
a magoou? Então a sua oração não pode alcançar os céus.
È quando o esposo se dá conta de que os céus estão fechados para ele. Suas palavras como que
caem no vazio; morrem ao chegar aos seus lábios. Há algo entre ele e Deus que impede o seu
acesso ao trono da graça ± a mágoa que causou à esposa. Deus endurece o coração para com o
homem, assim como este endureceu o seu para com a sua mulher. Ele foi cruel para com ela e
agora precisa aprender que Deus também pode ser severo para com ele.
Talvez ele tenha entristecido o Espírito de Deus ao tratar a esposa como tratou, e agora Deus faz
com que experimente grande pesar. Deus agirá com ele da mesma maneira como ele agiu com
aquela que foi colocada sob sua autoridade. Não poderá se reconciliar com Deus antes que, com
mansidão e à custa de sacrifício pessoal, se reconcilie com a esposa.
33. Aprendendo com Jesus.
A autoridade espiritual é baseada num paradoxo. Jesus disse: ³Quem quiser ser o primeiro entre
vós, será o último e servo de todos.´ Ele mesmo deu uma demonstração prática deste princípio
quando lavou os pés dos discípulos.
É extremamente significativo o fato de esse ato de Jesus ter sido precedido das seguintes
palavras: ³...sabendo este (Jesus) que o pai tudo confiara às suas mãos ... tomando uma toalha,
cingiu-se com ela. (Jo 13.3,4).
Plenamente cônscio de sua autoridade espiritual, Jesus lavou os pés dos discípulos. Seu ato tipifica
a autoridade espiritual exercida do modo certo. A fonte dessa autoridade não é o orgulho, nem a
força, e nem a autoconfiança, mas a humildade. A autoridade de um marido sobre sua esposa e
filhos é espiritual, e lhe é conferida por Deus.
Conclusão:
O princípio básico de sua atuação está no mesmo paradoxo ilustrado por Jesus ao lavar os pés dos
discípulos e posteriormente, ao deixar-se crucificar. Quem quiser exercer autoridade espiritual
deve ser o servo de todos... e estar disposto a morrer em favor daqueles por quem é responsável.
Maridos, amem a sua esposa! Renunciem ao orgulho, ao ego, e aos seus ³direitos´ pessoais.
Sigam o Senhor Jesus até a cruz, e o amor que vem do Calvário ± o amor que transforma ±
florescerá em seu lar!
³Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou
por ela´. (Ef 5.25). Grifo do autor.
Pr. Luiz Cezar de Souza
Maio 2007
Fonte: http://www.ensinamentocristao.com.br/secoes/?id=45#

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    Palestra - AFamília Cristã O Padrão Divino Para os Maridos. Se perguntarmos a qualquer homem casado: ´Você ama sua esposa?´, ele vai responder: ´È claro! Claro que sim!´. Com esta resposta ele estará dizendo o que sente por ela ou, talvez, o que faz por ela em termos de cuidado e consideração. Todavia, o amor de que o apóstolo Paulo fala, ³Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela´ (Ef 5.25), não é avaliado pelo que se sente, e nem mesmo pelo que se faz. Antes, esse amor é avaliado pelo sacrifício pessoal. 1ª parte Marido, ame a sua esposa. SACRIFIQUE-SE POR ELA O Novo Testamento foi escrito em grego. Nessa língua há três palavras que são traduzidas por uma só palavra em português: -³amor´. Eros é o amor passional, amor-sentimento, amor-desejo; vem daí a palavra ³erotismo´. A palavra Eros não foi usada uma única vez no Novo Testamento; entretanto, esse é o sentido mais comum da palavra ³amor´. -Phileo significa o amor-afeição, o cuidado humano; daí vem à palavra ³filantropia´. È um termo pouco usado no Novo Testamento. -Ágape quer dizer: amor que se avalia pelo sacrifício. È usada frequentemente no Novo Testamento para descrever o amor de Deus e o amor que ele coloca no coração do homem. È deste amor que falam João 3.16, Romanos 5.5 e I Coríntios 13. Paulo usou a mesma palavra ± ágape ± quando disse: ³Maridos, amai vossas mulheres´, e está bem claro que o sentido é o de um amor que se dispõe a sacrifícios, pois ele continua: ³...como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela´.(Ef 5.25.) 1. Alicerce espiritual do padrão de Deus para a família. Á primeira vista, a posição de autoridade do esposo e pai sobre a mulher e filhos parece bem vantajosa para o homem: ³Sou o senhor do meu castelo, o soberano, o governador de tudo.´ Entretanto, é preciso ir mais além, pois a autoridade divina com que ele é investido tem Cristo como modelo, e a autoridade de Cristo está fundamentada no seu sacrifício. Só depois do Calvário foi que disse aos seus discípulos: ³Toda autoridade me foi dada no céu e na terra´. (Mt 28.18). A autoridade de Cristo e, portanto, a de um marido e pai, não é humana, nem carnal. Não é questão de uma pessoa poder dominar as outras. Trata-se de uma autoridade espiritual e divina, que se baseia em sacrifício pessoal. 2. O sustento da família. A expressão mais evidente e básica dessa verdade pode ser observada no fato de que cabe ao marido sustentar a família. Um dos sintomas do colapso moral de nossa época é a facilidade com que o marido passa essa responsabilidade para a esposa. O fato de senhoras casadas, e mesmo com filhos, trabalharem já se tornou tão comum que raramente se pensa no grande desvio do padrão divino que isso representa, e em como os seus efeitos são prejudiciais à vida familiar. A responsabilidade de cuidar do sustento da família recai sobre o homem. A mulher, de bem grado, a toma para si, devido à sua tendência natural para ser precavida quanto às coisas materiais, mas o fardo é pesado demais para ela. O homem foi provido de ombros mais fortes e tem, por natureza, uma estabilidade mental maior, que lhe permite suportar bem as pressões causadas por essas preocupações. A mulher fica desalentada e deprimida mais facilmente. Deus a fez assim e, por isso, também a poupou da responsabilidade de sustentar a família. 3. A mordomia cuidadosa dos bens. A mordomia fiel e cuidadosa dos bens materiais cabe bem à esposa; o trabalho árduo e a
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    preocupação de adquiri-loscabem somente ao homem. A economia, o controle no gastar e a fidelidade são as virtudes domésticas da mulher; a atividade incansável para manter o bem-estar econômico da família é a tarefa do homem. O cuidado dos filhos e do lar é entregue à mulher, e já é o bastante. Que o marido cumpra a sua responsabilidade de sustentar a família para que a mulher não encontre pretexto de tomar para si mais do que lhe é atribuído. 4. O trabalho fora do lar. Não há renda que compense o quanto à família perde quando a mãe gasta suas energias fora do lar. Que o marido, então, se encarregue de sustentar a família de modo adequado. Se ele, por vocação, abraçou uma profissão pouco rendosa, aos olhos de Deus não é desonra ele viver modestamente, dentro daquele limite de renda. Todavia, é vergonhoso deixar que a vontade de possuir coisas materiais nos leve a rejeitar o padrão que Deus estabeleceu para o próprio bem da família. Assim como a Igreja deve confiar somente em Cristo para a provisão de tudo o que precisa, assim também todas as necessidades da esposa e dos filhos devem ser supridas através do trabalho do marido. 5. Renunciando a comodidade. Se for necessário que ele renuncie em parte à sua comodidade e ao prestígio de que goza junto aos amigos, por ter que limitar o seu padrão de vida àquilo que ele pode, sozinho, prover para a família, estará fazendo exatamente o que Deus espera dele. Esta é apenas uma ilustração do papel do marido, que é o de negar-se a si mesmo, isto é, expressar seu amor negando o seu eu, deixando de lado o orgulho e renunciando o conforto pessoal para servir à família. 6. O Plano de Deus. Um homem que leva a sério a sua posição dentro do plano de Deus para a família precisa, portanto, experimentar na vida prática a realidade das palavras de Jesus: ³Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome, a sua cruz e siga-me.´ (Mt 16.24). Deus diz que o homem deve amar sua mulher. Porém, este deve ser o amor ágape, que é superior até ao amor mais sublime que um homem possa, no plano natural, sentir por uma mulher; é uma flor rara e divina, que só viceja onde o eu é negado, sacrificado e entregue à morte. A ordem de Deus aos maridos ± ³amai a vossas esposas´ ± implica em um chamado para a comunhão dos sofrimentos de Cristo, a comunhão da cruz. È verdade que este ³amor´ pode parecer tão intangível e espiritual que bem pouco poderia proporcionar da calidez, do conforto e da segurança de que a mulher precisa para enfrentar os embates diários da vida e do casamento. Todavia, vejamos como ele é prático e real. 2ª parte Marido, ame sua esposa. CUIDE DA VIDA ESPIRITUAL DELA Segundo as Escrituras, o homem que ama a esposa coloca as necessidades espirituais dela em primeiro lugar. Seu primeiro interesse é que ela mantenha com o Senhor uma comunhão adequada. Compreende que a verdadeira felicidade e a realização pessoal da esposa, como mulher, esposa e mãe devem se firmar na base sólida da comunhão com Cristo. Isto não significa apenas uma aquiescência devota à necessidade de ela ³ser religiosa´, ou de ³ver as coisas de uma perspectiva espiritual´, mas, sim, uma perfeita compreensão da importância primordial da pessoa de Jesus Cristo e do seu absoluto senhorio. Se Deus permite que o marido ajude a firmar e a dar maior significado ao relacionamento da esposa com Jesus, não será isso motivo para que ambos se regozijem? Haverá maneira melhor de um marido demonstrar seu amor pela esposa? 7. A tarefa principal do marido. A principal tarefa do marido cristão é cuidar da santificação de sua esposa. O seu modelo é Cristo, que se sacrificou pela Igreja, para santificá-la. O esposo não somente deve levar a mulher a ter uma vida cristã normal, como também fazer tudo ao seu alcance para que ela possa receber, na
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    igreja, todas asbênçãos de Deus. No lar, por meio da oração e da palavra, deve ampará-la em espírito, incentivar suas aspirações espirituais e ajudá-la a crescer no conhecimento das coisas de Deus. 8. Conselheiro espiritual. Pastor algum tem o direito de ser o conselheiro espiritual de uma mulher casada, ou de exercer autoridade sobre ela contra a vontade do marido. Até mesmo o pastor da igreja onde a família se congrega, precisa evitar tomar para si o encargo do bem-estar espiritual da mulher casada, pois essa responsabilidade é do marido. Se o pastor interferir, o marido tem o direito de opor-se. Deve deixar para o homem a parte que cabe a este da responsabilidade pelo bem-estar espiritual da família. Que ele tome, realmente, o pesado fardo de sua responsabilidade. Assim como o líder de uma congregação tem que dar contas do progresso espiritual de cada um que está sob seus cuidados, também o chefe de uma família tem que dar contas do estado espiritual em que seu lar se encontra. Tanto Deus como os homens esperam isso dele. O louvor ou a censura que a esposa recebe ± suas virtudes ou suas faltas ± atingem-no diretamente. 9. Influencia espiritual. Não é possível e nem correto que outra pessoa tenha maior influência na vida espiritual de uma mulher do que o seu próprio marido. Ele não pode endurecer o seu coração para com a pessoa que foi totalmente confiada aos seus cuidados; antes, o marido precisa sacrificar-se a si mesmo, para poder exercer uma influencia espiritual na esposa e promover a espiritualidade dela. 10. O marido deve cuidar da santificação da esposa. A esposa foi entregue ao marido como uma pessoa sagrada. É dever dele fazer todo o possível para que ela não só se conserve assim, mas também seja confirmada e aperfeiçoada em santidade. O marido, mais que ninguém, pode ser uma grande pedra de tropeço para vida espiritual de sua esposa; por outro lado, ninguém, melhor que ele, pode incentivá-la a prosseguir. O homem foi designado por Deus para ser, para a esposa, um vaso de bênçãos celestes. 11. Ensinando o que aprendeu. Ela deve aprender dele o que ele recebeu na igreja para o bem espiritual de ambos. (Ler I Co 14.35) Talvez o conhecimento que ela tem das coisas de Deus seja menor que o dele. Pode haver ainda alguns empecilhos ao seu crescimento espiritual. O marido, tendo ele mesmo já passado por isso, não deve desanimar, nem perder a esperança e nem adotar uma atitude de desconfiança para com a sua esposa. 12. Usando de mansidão. Com toda a mansidão e firmeza, deve se manter firme naquilo que sabe ser bom. Através dele Deus esclarecerá a esposa, fará com que mude de parecer e a guiará pela vereda certa. O diabo provoca desacordos entre os cristãos. Que o marido fique de sobreaviso para que essas divergências não o afastem de sua esposa. É preciso que ele não se julgue superior a ela em relação aos aspectos básicos da vida espiritual. 13. Laço de unidade. Deve reconhecer no casamento um laço divino de unidade. À luz deste fato, toda divergência que possa se interpor entre eles é de importância secundária. Que o homem ao olhar para sua mulher, pense com alegria: ³Minha missão é ser uma bênção para ela, e não apenas fazê-la feliz aqui na terra. Tenho que me sacrificar para o seu bem-estar eterno. Devo amá-la como Cristo amou a Igreja´. 14. Levando a sério o plano divino. Um homem que leva a sério o seu papel dentro do plano divino para a família, não fica indiferente ao relacionamento de sua esposa com Cristo e nem foge à sua responsabilidade usando de desculpa dizendo: ³Isso é entre ela e Deus´. Ele reconhece que sua missão, sob a direção do Senhor, é ser o ³cabeça´ espiritual da esposa´. Como Cristo é responsável pelo cuidado e pelo crescimento da igreja, o marido tem a responsabilidade de cuidar do crescimento espiritual da esposa e dos filhos. Esta comparação está bem clara em Efésios 5. 25-33.
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    3ª Parte Marido, amea sua esposa. SUBMETA-SE À CRUZ PERANTE ELA Como é que o marido pode se fazer cumprir sua responsabilidade de cabeça? Dominando a esposa? Fazendo com que ela obedeça às ordens? Obrigando-a a ouvir suas considerações sobre a vida espiritual e sobre os princípios que a regem? Não!. Ele o faz dando-se totalmente por ela; isto é, submete-se à cruz diante dela. Pelo seu exemplo, ele mostra à esposa o que significa morrer para o ego. Faz isso não somente para a sua própria santificação, mas também em benefício dela. Em resumo, ele não a ³obriga´ e nem mesmo a ³guia´, no sentido convencional do termo. Antes, ele a aproxima de Cristo, ao permitir que a cruz atue na sua própria vida. 15. A prática do dia a dia. Como é que isso funciona na prática? Vejamos um exemplo bem comum: quando os dois se desentendem, o marido deve ser o primeiro a se humilhar e pedir perdão por aquilo que fez de errado. Isto implica em morrer para o ego. Pode ser que a culpa da mulher seja tão grande, ou até mesmo maior que a dele, mas não importa. O encargo do marido é amar sua esposa como Cristo também amou a igreja. Jesus humilhou-se a si mesmo pela culpa dos nossos pecados ³sendo nós ainda pecadores´. (Rm 5.8) 16. Renunciando seus direitos pessoais. Nesta situação, o marido não julga o pecado da esposa e, acima de tudo, não procura prever o efeito que o seu arrependimento terá na atitude dela. Ele se submete à cruz ± nega o seu eu e renuncia a seus direitos pessoais ± porque esta é a vontade de Deus para ele, como esposo. A porta de entrada para a vida espiritual e para qualquer bênção é o arrependimento. Como chefe espiritual da família, o homem precisa ser o primeiro a se arrepender. 17. Segundas intenções. O pedido de desculpas do marido não é o motivo para que ele seja tentado a dizer: ³Agora que eu confessei o meu erro, você deve confessar o seu´! Mas o marido não pode submeter-se à cruz com segundas intenções. Dispõe-se a isso, e o faz antes dos outros membros da família, porque Deus pede isso dele; porque o Espírito Santo operou nele um quebrantamento profundo e verdadeiro por seu próprio pecado, e sabe que o arrependimento e o perdão representam à única solução. 18. Exortando a esposa. O marido que se empenha em exortar sua esposa quanto ao dever dela lhe ser submissa à sua autoridade está agindo de forma errada ao que diz a Palavra de Deus.. A missão que Deus lhe confiou foi a de cumprir o seu papel na família e não a de ficar constantemente implicando com a esposa quanto às obrigações dela. 19. A autoridade com sabedoria. Moisés foi um dos maiores líderes de todos os tempos. Deus o investiu de grande autoridade. Entretanto, a Bíblia o aponta como sendo um ³varão... mui manso mais do que todos os homens que havia sobre a terra´. (Nm 12.3) Quando os filhos de Israel se rebelavam contra ele, Moisés ia para o tabernáculo e ali levava o caso a Deus. O Senhor, então, se encarregava dos rebeldes. (Nm 12.10; 16.33) Porém, quando Moisés procurou resolver as coisas a seu modo, descarregando sobre o povo a sua irritação, Deus foi extremamente severo com ele, a ponto de lhe negar o privilégio de entrar com os israelitas na terra prometida. (Nm 20.2-12). A autoridade exercida pelo marido sobre a esposa e sobre os filhos não é a sua própria; vem de Deus. Deve exercê-la com firmeza a sabedoria, mas é Deus quem a estabelece e mantém. 20. Recorrendo a Deus. Se a esposa e os filhos se revoltarem contra essa autoridade, o marido deve recorrer a Deus, em primeiro lugar em oração.
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    ³Senhor, por querazão não estabeleço minha autoridade nesta casa? O que há em mim, que me torna um instrumento inadequado para cumprir os teus propósitos?´. Paulo afirma: ³Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem o cabeça da mulher...´ (I Co 11.3). 21. O exemplo de submissão. Se a mulher é insubmissa ao marido, é necessário verificar se o marido não está sendo um mau exemplo para ela, agindo como um insubmisso a Cristo. Somente quem sabe obedecer está apto a exercer autoridade. Um homem que tenha uma família rebelde deve verificar o seu relacionamento com Cristo. E verificar se ele tem um relacionamento de aquebrantamento, arrependimento, ternura e mansidão. Se isso acontece Deus o honra confirmar sua autoridade no lar. 22. Holocausto diário. A vida e o amor do marido deve ser ³holocausto´ diário, um sacrifício do ego. Oferecer-se assim à família resultará, inevitavelmente, em um sofrimento para o marido e pai; porém, esta é à vontade e a ordem de Deus. Uma promessa do Senhor, que reúne os dois aspectos desta experiência é o verso de João 12.24: ³Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito fruto´. Assim, afirma a Palavra de Deus: ³Maridos, amai vossas mulheres´ isso não implica apenas em ele nutrir sentimentos de carinho e ternura para com a esposa; significa que o marido deve morrer por ela, como Cr5isto morreu pela Igreja. Como resultado dessa ³morte´, o Espírito Santo produzirá o seu fruto na vida da família: Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gl 5.22). 4ª parte Marido, ame a sua esposa. EXERÇA A AUTORIDADE COM HUMILDADE A autoridade foi dada ao marido e deve permanecer com ele; entretanto, o homem não deve considerá-la um direito seu, mas uma obrigação. Ele nunca deve pensar no poder que lhe foi entregue sem pensar também na responsabilidade que pesa nos seus ombros. Deve reconhecer que o domínio lhe é um fardo e deve carregá-lo como tal. Em casa, tudo deve ser feito de acordo com a sua vontade, (baseado no bom senso), pois a responsabilidade é dele. Que ele não fuja dela, nem deixe de exercê-la por falta de firmeza, já que fugir é impossível. 23. A responsabilidade O marido terá de prestar contas de tudo que, com seu consentimento acontecer em seu lar. Se tolerar o que é insensato, prejudicial e ofensivo à sua família, não haverá justificativa para ele. De nada lhe valerá alegar que permitiu que o leme escorregasse de suas mãos por amor à paz. Que ele não ouse renunciar à sua responsabilidade com o pretexto de que está procurando evitar o mal de uma discórdia doméstica, pois sua responsabilidade não lhe foi dada por homens, mas por Deus. O marido deve abster-se de uma irritante demonstração de autoridade; todavia, em todos os assuntos de importância, ele precisa, humilde e sabiamente, mas com firmeza e decisão, manter sua posição de cabeça do lar. 24. Mantendo a liderança. Uma esposa escreveu certa vez o seguinte: ³O importante é que vocês não renunciem à liderança. Não nos entreguem as rédeas. Nós consideraríamos isso como uma abdicação que nos confundiria. Deixaria-nos alarmadas e nos faria retroceder. É bem verdade que às vezes procuramos levá-los a renunciar à sua posição de ³número um´ em nosso lar. Essa é a terrível contradição que existe em nós. Aparentemente, estamos lutando com todas as
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    forças para ficarmoscom a responsabilidade das decisões; mas no intimo, queremos que vocês vençam. E vocês têm que vencer, pois não fomos feitas para a liderança. Agimos assim só para impressionar´. 25. Respeitando os espaços. Embora tenha autoridade e responsabilidade sobre tudo o que acontece no lar, o marido precisa respeitar a esfera de ação da esposa no tocante ao desempenho dos encargos a ela atribuídos. Nesta área, a atuação do marido é de supervisionar apenas, deixando a autoridade e responsabilidade imediata com a esposa. A autoridade do marido não será em nada diminuída pelo fato de ele pedir a opinião da esposa ou deixar que ela decida certos assuntos. Será apenas uma questão de bom senso, desde que tais assuntos sejam da alçada dela. É como se o presidente de uma grande companhia deixasse algumas decisões a cargo de seus chefes de departamento. 26. Ocupando a posição errada. Todo mundo tem certa tendência para querer se sobressair naquilo que está fora de sua alçada, e para mostrar sua sabedoria em assuntos que não lhe competem. Cai nesse erro a mulher que vive ansiosa para fazer valer sua opinião nos encargos mais importantes do marido. Nele cai também o homem que se envolve com as pequeninas coisas da economia doméstica e imagina que as compreende melhor que sua esposa. 27. Apreciando o trabalho da esposa. A mulher precisa respeitar a autoridade do marido e sua área de ação; e o marido não deve desfazer das atividades, aparentemente corriqueiras, da esposa. Seria uma injustiça da parte dele julgar que o trabalho dela é sem importância. Deve lembrar-se de que é seu dever não somente sustenta-la, mas também trata-la com carinho e delicadeza, respeitando seus sentimentos. Se depreciar o trabalho e as responsabilidades da esposa, também causará a ela uma mágoa profunda, dificilmente reparável. 28. Valorizando a esposa. Um conselho quanto à atitude do marido para com sua mulher. Existe uma ³vitamina´ especial que é imprescindível ao bem-estar de toda esposa. É uma coisa que falta, algumas vezes, até em lares cristãos. A valorização da esposa, ela também precisa sentir-se valorizada, e necessita de motivação. Muitos maridos não se dão conta de como é grande essa carência. Desobrigam-se dela dizendo algo assim: ³Olha, meu bem, eu me casei com você, não foi?´ ou, então ³Agora que eu já me casei com você, não preciso continuar namorando; não é?´. 29. Jóia fina. Em Provérbios 31.10 e 28, o escritor sacro descreve o valor de uma boa esposa dizendo que ³excede em muito o de finas jóias... Seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas´. Marido considere sua esposa um tesouro que lhe foi dado por um Deus generoso. Ame-a. Conceda-lhe honras. Reconheça seus talentos. Mostre gratidão pelo que ela procura fazer, e consideração por seus sentimentos. Procure demonstrar o seu amor por ela, todos os dias, com sinceridade e ternura. Essa ³vitamina´ diária tornará a vida conjugal muito mais compensadora para ela ± e para você. 30. Amai a vossa esposa. ³Maridos, amai a vossa esposa, e não as trateis com amargura.´ (Cl 3.19) Nestas palavras, Paulo menciona um defeito encontrado em alguns homens que é pior que todos os outros: a aspereza. Ela acaba com o mais perfeito casamento, mesmo aquele que parecia firme como a rocha. O marido deixa de tomar cuidado com seu modo de agir em relação à ³pequenas coisas´, e se permite ser desatencioso em ocasiões quando devia demonstrar amor ternura e o mais elevado respeito. Age respeitosamente para com qualquer estranho, e é para os de fora que veste suas ³melhores roupas´. Entretanto, em casa, ele é uma pessoa totalmente diferente. Seria preferível que magoasse qualquer outra pessoa no mundo, menos aquela que se deu tão completamente a ele. É dever de o marido procurar alegrar o coração de sua esposa e, através de uma conduta nobre e uma atenção solícita, renovar sempre os laços que os unem. Se ele tem motivos de queixa, que fale com ela, a sós, procurando não ferir os seus sentimentos.
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    31. Cuidando paranão magoar. Toda censura feita na presença dos filhos e toda reclamação feita diante de estranhos magoam a esposa. Além disso, essa atitude diminui a dignidade do marido. O casamento tem como base a estima mútua, e a cortesia é um dos pontos onde se apóia a estima. É claro que a cortesia precisa ser sincera. Não pode ser apenas uma ação mecânica, superficial. Todavia, os atos que mostram boas maneiras ajudam o relacionamento, e nenhum casal deve desprezar o seu uso na vida diária. Não se deve ficar indiferente ao problema; boas maneiras não são um incômodo e nem algo ridículo. O desleixo no trajar e na maneira de falar dentro do lar pode chegar a ser falta de respeito. Sabemos que existe uma estreita relação entre o asseio do corpo e a pureza da alma. Semelhantemente, a negligência das formas aparentes de respeito leva, facilmente, a um menosprezo pela dignidade de si próprio e dos outros. 32. O que recomenda as Escrituras. Ao exigir que as esposas sejam tratadas com ternura, e respeitadas como co-herdeiras da mesma graça de vida, as Escrituras acrescentam uma admoestação para os maridos: ³... para que não se interrompam as vossas orações´. (I Pe 3.7) É possível que os sentimentos e o amor-próprio da esposa tenham sido feridos pelo marido, e ela carregue no íntimo essa mágoa secreta, que não ousa revelar a ninguém. Existe, porém, um Juiz que está acima de todos e que se interessa por sua tristeza e defende sua causa. Quando lhe sobrevém um problema, ou nos momentos de meditação, o marido busca a Deus em oração. É então que Deus o leva a perceber como tem agido para com a esposa. Tratou-a mal ou a magoou? Então a sua oração não pode alcançar os céus. È quando o esposo se dá conta de que os céus estão fechados para ele. Suas palavras como que caem no vazio; morrem ao chegar aos seus lábios. Há algo entre ele e Deus que impede o seu acesso ao trono da graça ± a mágoa que causou à esposa. Deus endurece o coração para com o homem, assim como este endureceu o seu para com a sua mulher. Ele foi cruel para com ela e agora precisa aprender que Deus também pode ser severo para com ele. Talvez ele tenha entristecido o Espírito de Deus ao tratar a esposa como tratou, e agora Deus faz com que experimente grande pesar. Deus agirá com ele da mesma maneira como ele agiu com aquela que foi colocada sob sua autoridade. Não poderá se reconciliar com Deus antes que, com mansidão e à custa de sacrifício pessoal, se reconcilie com a esposa. 33. Aprendendo com Jesus. A autoridade espiritual é baseada num paradoxo. Jesus disse: ³Quem quiser ser o primeiro entre vós, será o último e servo de todos.´ Ele mesmo deu uma demonstração prática deste princípio quando lavou os pés dos discípulos. É extremamente significativo o fato de esse ato de Jesus ter sido precedido das seguintes palavras: ³...sabendo este (Jesus) que o pai tudo confiara às suas mãos ... tomando uma toalha, cingiu-se com ela. (Jo 13.3,4). Plenamente cônscio de sua autoridade espiritual, Jesus lavou os pés dos discípulos. Seu ato tipifica a autoridade espiritual exercida do modo certo. A fonte dessa autoridade não é o orgulho, nem a força, e nem a autoconfiança, mas a humildade. A autoridade de um marido sobre sua esposa e filhos é espiritual, e lhe é conferida por Deus. Conclusão: O princípio básico de sua atuação está no mesmo paradoxo ilustrado por Jesus ao lavar os pés dos discípulos e posteriormente, ao deixar-se crucificar. Quem quiser exercer autoridade espiritual deve ser o servo de todos... e estar disposto a morrer em favor daqueles por quem é responsável. Maridos, amem a sua esposa! Renunciem ao orgulho, ao ego, e aos seus ³direitos´ pessoais. Sigam o Senhor Jesus até a cruz, e o amor que vem do Calvário ± o amor que transforma ± florescerá em seu lar! ³Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela´. (Ef 5.25). Grifo do autor.
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    Pr. Luiz Cezarde Souza Maio 2007 Fonte: http://www.ensinamentocristao.com.br/secoes/?id=45#