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CADERNO DE PAUTA
N A T A L / R N , 1 5 d e A g o s t o d e 2 0 1 6 . A N O 1 - E D I Ç Ã O 0 0 7
Caderno de Pauta cadernodepauta www. cadernodepauta.blogspot.com.br
Filhos da tecnologia, irmãos da cor-
agem e reféns da inovação: os jovens
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JOVENS APOSENTADOS
FACES DE UMA NOVA JUVENTUDE
Por Luana Aladim
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Grupo Permantente de Estudo da Entrevista / Universidade Federal do Rio Grande do Norte
N A T A L / R N , 1 5 d e A g o s t o d e 2 0 1 6 . A N O 1 - E D I Ç Ã O 0 0 7
EXPEDIENTE
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		 Participaram desta edição: Sebastião Albano - coordenador; Thayane Guimarães - programação visual;
Ana Flávia Melo e Luana Aladim - redação; Ana Laura Freire, Leonardo Figueiredo, Ninive Luana - reportagem
A crise política e econômica
O Brasil vem sofrendo nos últimos
dois anos as consequências de uma cri-
se econômica, filha da crise imobiliária
americana de 2008, que causou não só
um descarrilamento da inflação e des-
valorização do real como a maior revi-
ravolta política da última década.
Com a inflação em alta e o preço do
dólar oscilando constantemente, a
importação e a exportação do Brasil,
principalmente de petróleo e commod-
ities, sofreu um abalado forte. Estamos
pagando mais caro pela compra e re-
cebendo menos pela venda dos nossos
produtos. Em janeiro de 2016, o dólar
atingiu a maior cotação da história,
saindo por R$ 4,16 reais. Pessoas
perderam o emprego e a economia do
país desceu ladeira abaixo. As medidas
tomadas pelo governo não tiveram re-
sultado além de reclamações por uma
boa parte da população brasileira.
Somada à evolução da Operação La-
va-Jato pela Polícia Federal, a crise
econômica se tornou política, acar-
retando protestos contra e a favor do
antigo governo em poder e que, ao fi-
nal, levou à saída da presidente Dilma
Rousseff através de um processo de im-
peachment. Desde a tomada de poder
do presidente interino, Michel Temer,
as relações sociopolíticas do Brasil se
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as medidas do atual governante, há
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itiva de Dilma e há aqueles que quei-
ram novas eleições. Numa pesquisa do
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da de Rousseff, 62% dos entrevistados
preferiam a saída de ambos políticos e
novas eleições para presidente.
Dentro do caos brasileiro, o Rio de
Janeiro, sede das Olimpíadas, entrou
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descontrole do dinheiro público. Após
a ajuda do Estado ser embargada pelo
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ual do Rio se vê agora na missão de
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Lidar com uma possível ameaça terror-
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NEM TUDO SÃO LOUROS NAS OLIMPÍADAS
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Caderno de pauta 007

  • 1. GRUPERT - Grupo Permanente de Entrevista www. cadernodepauta.blogspot.com.br CADERNO DE PAUTA N A T A L / R N , 1 5 d e A g o s t o d e 2 0 1 6 . A N O 1 - E D I Ç Ã O 0 0 7 Caderno de Pauta cadernodepauta www. cadernodepauta.blogspot.com.br Filhos da tecnologia, irmãos da cor- agem e reféns da inovação: os jovens do novo milênio têm tudo para mu- darem o mundo. Entretanto, falta-lhes força de vontade. Eles estão muitas vezes envolvidos em projetos e sonhos: trabalham para alcançá-los, mas mor- rem no meio do caminho – às vezes nem começam por ser árduo demais, por ter resultados em longo prazo. Sobre este assunto, discursou o Papa Francisco na cerimônia de abertura da Jornada Mundial da Juventude, em Cracóvia: “Entristece-me encontrar jovens que parecem aposentados an- tes do tempo. Preocupa-me ver jovens que se renderam antes do jogo sem ter começado a jogar; que caminham com a cara triste, como se a vida não tivesse valor. São jovens essencialmente cha- teados... E chatos”. A fase da vida de maior brilho e disposição parece estar passando por tempos tenebrosos, e apenas alguns pontos de luz podem ser vistos. Essa iluminação se dá a partir do despren- dimento para consigo na tentativa de se alcançar um bem comum; e para ter essa disposição, é preciso cuidar da saúde. Sabe-se que o número de jovens nas academias de musculação aumen- tou consideravelmente nos últimos anos. Nos esportes, isso também não é diferente. O graduando de Educação Física da UFRN, Felix Sousa, comen- tou sobre a paixão pelos exercícios, que começou desde cedo: “desde os 12 anos que eu treinei futsal, handebol, vôlei, atletismo. Acho que o esporte é fundamental, pois além de ser uma ferramenta de inclusão social, nos aju- da a transformar nossa própria vida”. Para essa mudança acontecer, entretanto, é necessário desprender-se da comodidade e buscar melhorar-se a cada dia. Desse modo, haverá ganhos tanto para o indivíduo quanto para a sociedade a que pertence. É nesse con- texto que surgem os movimentos soci- ais: o Levante Popular da Juventude, por exemplo, a cada dia convoca mais jovens para lutar por um país mais justo. Marcos Barbosa, integrante do movimento, incentiva os jovens: “Un- idos seremos mais fortes. Precisamos romper com o individualismo e pensar que apenas coletivamente poderemos nos tornar agentes capazes de romper com os retrocessos e perdas de direi- tos. Precisamos avançar juntos na con- strução de uma nova identidade para o Brasil, que respeite as diferenças, que seja menos desigual, que respeite os direitos humanos”. Assim como um fósforo, a ju- ventude precisa deixar-se queimar, sabendo que uma chama não sobre- vive sozinha. Levantar a cabeça e es- ticar as pernas: fazer uma revolução humanitária, visto que a tecnológica já foi alcançada. Olhar nos olhos e não ter medo de se comprometer, de ser vivo, feliz, disposto e verdadeiramente jovem. JOVENS APOSENTADOS FACES DE UMA NOVA JUVENTUDE Por Luana Aladim Imagem http://observatoriodajuventude.upf.br/wp-content/uploads/2012/07/Youth-jumping1.jpg Use seu aplicativo QR code e acesse o blog diretamente!
  • 2. Grupo Permantente de Estudo da Entrevista / Universidade Federal do Rio Grande do Norte N A T A L / R N , 1 5 d e A g o s t o d e 2 0 1 6 . A N O 1 - E D I Ç Ã O 0 0 7 EXPEDIENTE Caderno de Pauta cadernodepauta www. cadernodepauta.blogspot.com.br Participaram desta edição: Sebastião Albano - coordenador; Thayane Guimarães - programação visual; Ana Flávia Melo e Luana Aladim - redação; Ana Laura Freire, Leonardo Figueiredo, Ninive Luana - reportagem A crise política e econômica O Brasil vem sofrendo nos últimos dois anos as consequências de uma cri- se econômica, filha da crise imobiliária americana de 2008, que causou não só um descarrilamento da inflação e des- valorização do real como a maior revi- ravolta política da última década. Com a inflação em alta e o preço do dólar oscilando constantemente, a importação e a exportação do Brasil, principalmente de petróleo e commod- ities, sofreu um abalado forte. Estamos pagando mais caro pela compra e re- cebendo menos pela venda dos nossos produtos. Em janeiro de 2016, o dólar atingiu a maior cotação da história, saindo por R$ 4,16 reais. Pessoas perderam o emprego e a economia do país desceu ladeira abaixo. As medidas tomadas pelo governo não tiveram re- sultado além de reclamações por uma boa parte da população brasileira. Somada à evolução da Operação La- va-Jato pela Polícia Federal, a crise econômica se tornou política, acar- retando protestos contra e a favor do antigo governo em poder e que, ao fi- nal, levou à saída da presidente Dilma Rousseff através de um processo de im- peachment. Desde a tomada de poder do presidente interino, Michel Temer, as relações sociopolíticas do Brasil se tornaram incertas. Há quem não apoie as medidas do atual governante, há aqueles que defendem a saída defin- itiva de Dilma e há aqueles que quei- ram novas eleições. Numa pesquisa do Ibope, em abril desse ano, antes da saí- da de Rousseff, 62% dos entrevistados preferiam a saída de ambos políticos e novas eleições para presidente. Dentro do caos brasileiro, o Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas, entrou em estado de calamidade pública. Há meses que um dos mais importantes estados do país vem lidando com um descontrole do dinheiro público. Após a ajuda do Estado ser embargada pelo não pagamento de uma dívida de mais ou menos US$ 8 milhões a Agência de Francesa de Desenvolvimento, o gov- ernador Francisco Dornelles decretou calamidade diante da falta de recursos para lidar com as finalizações das in- stalações olímpicas. O Decreto de calamidade pública é um pedido de ajuda nacional diante de al- guma catástrofe natural ou material sofrida por determinado estado ou ci- dade da federação e que não pode ser resolvida pelo governo estadual. A situ- ação engloba os diversos setores da so- ciedade: econômico, social, sanitário, etc. A deficiência da economia carioca afeta a sociedade como um todo, inter- ferindo na qualidade de vida, de saú- da e de educação da população. Após receber ajuda nacional para o término das obras olímpicas, o governo estad- ual do Rio se vê agora na missão de corrigir a crise socioeconômica na qual sua população vive. Os questionamentos sobre a segurança Julho foi um mês caótico para todo o mundo. Com diversos ataques ter- roristas — o principal deles em Nice, França, durante a comemoração do Dia da Bastilha, em 14 de julho, por um tunisiano naturalizado francês chama- do Mohammed Bouhel, que atropelou dezenas de pessoas, matando 85 — o tema da segurança perante a situação do Estado Islâmico se intensificou nas mídias. Com pouco tempo para as Ol- impíadas, o principal foco da nação era o que seria feito para impedir algum tipo de atentado no Brasil e às dele- gações. A quinze dias dos jogos, 21 de julho, uma operação policial feita em sete es- tados da federação prendeu dez supos- tos terroristas. O Ministro da Justiça, Alexandre Moraes, garantiu que não houve contato direto com o grupo ex- tremista Estado Islâmico e que não passavam de amadores. Para manter a proficiência, a PM e o Exército simu- laram ataques terroristas e garantiram que as forças de segurança do Brasil estavam preparadas para qualquer ocorrência. Lidar com uma possível ameaça terror- ista não é a única coisa que os policiais e o exército brasileiro terão de enfren- tar durante o mês dos Jogos Olímpi- cos. A falta de segurança do próprio es- tado do Rio chama atenção. Com uma quantidade alarmante de assaltos na capital, a preocupação com o bem-es- tar dos visitantes e dos moradores de- verá ser redobrada. Com 11 dias para a abertura já tivemos uma notícia ruim — o atleta neozelandês de jiu-jitsu, Jay Lee, denunciou um sequestro por parte de policiais na capital olímpica. Segundo Lee, ele foi forçado a retirar dinheiro de um caixa eletrônico para que não fosse preso. Deve ser levado em consideração também os outros estados que sedi- arão os jogos de futebol. Além do Rio de Janeiro, as cidades de Belo Hori- zonte, Brasília, Manaus, Salvador e São Paulo receberão as seleções olímpicas para os jogos. Um torcedor que com- pareceu ao primeiro jogo do Brasil, no dia 4 de agosto no Estádio Mané Gar- rincha em Brasília, e que preferiu não ser identificado, deu uma entrevista ao GRUPERT afirmando que “Eles dizem que não podem entrar com bolsas no estádio, mas tem galera que entra com bolsa muito grande e tem galera com bolsa pequenininha que é barrado”. O BRASIL NA RIO 2016 NEM TUDO SÃO LOUROS NAS OLIMPÍADAS Por Ana Flávia Melo Controle de acessos: 16/08 Total 8.992 visualizações Gostou? Acesse o blog do Grupert para mais conteúdo exclusivo!