Revista Entre Lagos Edição 111

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Revista Entre Lagos Edição 111

  1. 1. Brasília/DF, Agosto de 2015 Ano XIII - Edição 111 Publicação mensal Os 50 anos da Jovem Guarda. Página 22 Roberto Nogueira ZICO,eterno ídolo quer presidir a FIFA O mundo gira, a bola rola, o futebol brasileiro despenca e a Se- leção já não é mais aquela. Mas alguns ídolos continuam de pé, e entra ano sai ano eles continuam alegrando corações e mentes mundo afora. Um deles é Zico, o Galinho de Quintino que foi con- sagrado pelo Flamengo e continua sendo amado pela torcida. Dia desses esteve em Brasília a convite do SEBRAE e inaugurou, em Taguatinga, uma exposição itinerante mostrando sua arte, o fute- bol. Nesta edição Zico fala sobre isso, e confirma que quer presidir a FIFA. Está em campanha, pra valer. Páginas 28 a 31 HENRIQUE ALVES Acessibilidade, tem que melhorar. Página 6 Equipe de Brasilia, Marcelo Pahl, Felipe Terrana, Paulo Guimarães, Rafael Poubel, Marcelo Bosi e Caio Nascimento, faz sucesso na canoagem Havaiana. Páginas 34 e 35
  2. 2. Diretor Responsável: José Natal Edição: Kátia Maia Projeto gráfico e diagramação: Evaldo Gomes de Abreu Impressão: Gráfica e Editora Ideal Ltda. Colaboradores: Alexandre Garcia, Luís Natal, Ricardo Noblat, José Fonseca, Sheila D´Amorim, Wilson Ibiapina, Milton Seligman, MônicaWaldvolgel, Mayrluce Vilella, Paulo Pestana, Silvestre Gorgulho, Heraldo Pereira, Gilnei Rampazzo, Fernando Guedes, Christiane Samarco, Greicy Pessoa e Silvia Caetano. CHRIS NASCIMENTO/SÃO PAULO FABIANA FERNANDES/CURITIBA ENTRE LAGOS/RIO Editora: Dayse Nascimento (02121 7854 4428) Colaboradores: Carlos Sampaio, Cássia Olival, Ronsangela Alvarenga, Paulo César Feital, Daisy Nascimento e Luis Augusto Gollo. www.revistaentrelagos.com.br Expediente Rio Grande Comunicação S/S Ltda • SHCN CL quadra 211 Bloco A, Nº 10 - Sala 218 - Brasília - DF. CNPJ: 33.459.231/0001-17 • Tel.: (61) 8170.3702 - 3366.2393 A FOTO DO FATO A FOTO DO FATO A FOTO DO FATO A FOTO DO FATO André Gustavo Stumpf Jornalista Anuncie aqui! A Revista Entre Lagos possui 10 anos de tradição. É distribuída gratuitamente em pontos comerciais e órgãos públicos.61 8170 3702 www.revistaentrelagos.com.br AS CULPA É DE TODOS NÓS... Dias atrás o mundo, chocado, viu as imagens do corpo do menino Aylan Kurdi, de 3 anos estirado nas areias da Praia de Bodrun, na Turquia. Ele, o irmão de 5 anos e a mãe morreram afogados após cairem do barco em que tentavam fugir do Esta Islamico. O pai, desesperado, não conseguiu segura-los. Outras imagens parecidas invadem as redes sociais e as agencias de noticias, num registro macabro da fuga do imigrantes que buscam trabalho e a paz na Europa. Milhares já morreram, vítimas da arrogancia, irresponsabilidade, preconceito e de regimes radicais. De certa forma, todos nós temos uma parcela de culpa nessa tragédia. Omissão? Talvez... A política brasileira está resvalando para o perigoso terreno da galhofa. Ninguém se entende. E, mais sério, as autoridades se desentendem em público. Cada um aponta numa direção. É um primarismo absurdo. Ações provincianas, respostas incompletas e súbitas correções de rumo que desmentem, dia após dia, o que foi decidido antes. A presidente Dilma assume os microfones para dizer que há sinais de que a inflação está em queda. Ela, provavelmente, não frequenta supermercados, não vai à feira, nem paga as suas viagens. O dólar turismo passou dos quatro reais. Trata-se do sinal mais evidente de que o poder central se desestabilizou. Não há mais comando, nem aquela instância decisória que coloca o ponto final nas discordâncias. A presidente insiste em falar de impro- viso, e cometer absurdos verbais, envolve-se até na questão dos taxis. Ela manifestou sua opinião contra o Uber. É um debate municipal, não é federal. Mas ela não resiste a dar seu palpite. Ela passa a impressão de que perdeu o controle das ações políticas de seu governo. E tenta criar uma realidade inexistente. Esse é fenômeno que ocorre no final dos regi- mes. No Brasil, o presidente João Baptista Figueiredo, que como Dilma não tinha prévia experiência políti- ca, se perdeu nos últimos anos de seu governo. Disse que preferia o cheiro de cavalo ao cheiro do povo. Sofreu violento infarto, mas detestava seu vice Aure- liano Chaves. Não renunciou. Foi mantido no poder por intermédio de um arranjo de gabinete. Mandava quase nada. Terminou sua administração brigado com quase todos à sua volta. Não passou a faixa presiden- cial para seu sucessor, José Sarney. Saiu pela porta dos fundos do Palácio do Planalto. Foi morar no Rio de Janeiro, onde passou a dar furiosas entrevistas contra os políticos. Estava falando, literalmente, sozinho. Morreu isolado. Sem entender o que havia acontecido em seu país. A pre- sidente Dilma Rousseff concordou em enviar para o Congresso o já famoso orçamento que prevê déficit Vácuo de 30 bilhões de reais. Não é um problema tão sério quanto se supõe. Nos Estados Unidos, o orçamen- to contempla déficit de um trilhão de dólares. Vários países são deficitários. Uma das teorias econômicas sustenta até que esse resultado é positivo para financiar o desenvolvimento da economia. O problema não é econômico. É político. Joa- quim Levy, ministro da Fazenda, fez circular no Planal- to, nesta semana, que estava disposto a deixar o car- go e retornar a seus afazeres usuais, além de velejar na baía da Guanabara e passar um tempo em Washin- gton, com a mulher e as filhas. Duas coisas acontece- ram. A presidente Dilma decidiu mandar uma espécie de complemento à peça orçamentária. Retificou a pri- meira versão. Em seguida, convocou Levy e Nelson Barbosa para, lado a lado, exibirem a mesma opinião. Em São Paulo, o vice-presidente Michel Temer disse que com baixíssima popularidade é difícil chegar ao final do mandato. Isso ocorreu depois de ter convidado o pró- prio vice-presidente Michel Temer para reassumir o cargo de articulador político do governo. Recebeu um retumbante não e ainda teve que ouvir lamentos e ressentimentos por causa da eventual sabotagem que o ex-operador sofreu no seu curto mandato. A pre- sidente reconheceu, implicitamente, seu isolamento. Se o poder perde substância começam a surgir even- tuais substitutos em polos distintos. A natureza tem horror ao vácuo. John Maynard Keynes afirmava que a economia capitalista iria bem se os empresários entendessem que ela estivesse no caminho certo. No sentido con- trário, os números irão mal quando os empresários assim acharem. Ninguém investe sem esperança, sem expectativa de que vai receber a devida recompensa. Essa é a crise. Na discussão sobre novos impostos o governo se mostrou dividido. Eventuais investidores não confiam nas soluções. E os números pioram a cada dia. Esse é labirinto de Dilma. Ela precisa assu- mir a presidência da República. Esse vai e vem está destruindo o que restou da boa economia brasileira, a sétima maior do mundo, com ótimo mercado consu- midor. Mas o desalento fez as máquinas pararem. E o pessoal parou de comprar. As agências de risco acompanham a relação entre dívida e produto interno bruto para manter ou tirar o grau de investimento do Brasil. A operação lava jato caminha com seu ritmo próprio. A superação das crises econômica e política só poderá decorrer da ação presidencial e de suas circunstâncias. A crise está ali. 2 3AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  3. 3. A presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão, fez duras críticas ao excesso de burocracia, que tem travado a atividade econômica da Capital do Brasil. Ela foi a convidada dos membros do LIDE BRASÍLIA para o almoço- debate, realizado no Hotel Kubitschek Plaza. Além da presença de mais de 40 associados do grupo, o evento foi prestigiado pelo secretário de Justiça do DF, João Carlos Souto, e pelos deputados distritais Bispo Renato e Raymundo Ribeiro. A deputada foi saudada pelo presidente do LIDE BRASÍLIA, Paulo Octavio, que fez duras críticas ao tratamento dado ao setor produtivo no Brasil. “Vivemos um momento terrível. A burocracia está tomando conta do estado. Em Cingapura, um projeto demora uma semana para ser aprovado. Aqui, mais de três anos», alertou.    Logo em seguida, a deputada Celina Leão fez sua apresentação inicial, falando do trabalho conjun- to comosetorprodutivo.“Nóstemos15proposições em que há convergência para desenvolvimento do setor produtivo; sete delas são para aprovação ime- diata. Fechamos um acordo no colégio de líderes em relação aos itens onde houvesse consenso, para levar à votação, dando o parecer que caberia às co- missões no plenário. Não vou citar todos, mas esta foi a primeira ação”, detalhou. Outro ponto impor- tante abordado pela presidente da Câmara Legisla- tiva é a questão da licença ambiental que, segundo ela, é “demorada, lenta e burocrática”, como citou aos empresários. “Preparamos um grupo que ana- lisou e detectou vários entraves na liberação da li- cença e encaminhamos uma proposta ao Executivo, para que ele o encaminhe à Câmara, já que isso é iniciativa daquele poder”, destacou. Ela também cri- ticou duramente a situação do Instituto Brasília Am- biental (Ibram). “Descobrimos que o Ibram está lota- do, com mais de 3 mil licenças ambientais, para sete, oito técnicos liberarem. Um cenário destes precisa de solução. Vamos contratar técnicos, consultoria? Não dá é para não resolver”, avaliou.  A deputada lembrou ainda a necessidade de aprovar a legislação que trata da Zona Azul de esta- cionamento, reivindicação da Associação Comercial do DF. “Temos mais de mil comércios fechados no DF, dificuldade de estacionar e o estado sem recursos. A Celina Leão ataca burocracia em almoço do LIDE BRASÍLIA  Presidente da Câmara Legislativa fala da aliança com o setor produtivo para reduzir medidas que atravancam o desenvolvimento no DF possibilidade de criar a zona Azul traz recursos para o governo e permite o giro da economia também”, avaliou. Ela também lembrou ao apoio ao projeto de cooperativismo, que já entrou na pauta, e o da política industrial, que aguarda a proposta da Fibra.”Quanto ao projeto de desburocratização, já recebemos a mi- nuta dos presidentes do Sinduscon-DF (Sindicato da Indústria da Construção Civil no DF) e da Ademi-DF (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do DF). Nós esperaremos até o fim de agosto e devemos cobrar este projeto do governo, que fala sobre alvará, habite-se e a simplificação do RIT. Sobre este ponto, há uma divergência na Câmara se podemos legislar. A CCJ acredita que poderíamos fazer o projeto, pois ele não fala de recursos. Mas há uma corrente que defende que isso venha do Executivo”, acrescentou.  Após a exposição da deputada, o primeiro a perguntar foi o próprio Paulo Octavio, que lembrou que, em 2009, a folha de pagamento de servidores no DF chegava a R$ 10 bilhões. Hoje, está na casa dos R$ 25 bilhões. Segundo a deputada, o DF teve um cresci- mento vegetativo da folha de pagamento exponencial, contratações na área de saúde e o reajuste dos médi- cos - cujo impacto foi de R$ 400 milhões, fora novas contratações. Mas ela reconheceu que a folha de pa- gamento está sem controle, culpando o Governo de Agnelo Queiroz (2006-2010) por isso.  “O Estado mandou para a Câmara Legislativa, na gestão passada, 40 projetos de lei dando aumento para categorias, acho que numa tentativa de ganhar a eleição em cima do servidor público. O servidor tem de ser valorizado, mas só se pode dar aumento para todos se houver caixa para isso. E o estado não tinha caixa. E não eram leis inconstitucionais, mas irres- ponsáveis porque o governo mandou para a Câmara sem ter recurso. Tive o cuidado de falar isso com o governador Rolemberg em outubro, pois eu sempre fiscalizei muito. Quando chegou a folha de pagamento de março de 2014, gastávamos o dinheiro do Fundo Constitucional e completávamos com mais R$ 500 milhões. A arrecadação era de R$ 1 bilhão e sobra- vam R$ 500 milhões para investimentos. Em agosto, estávamos arrecadando o mesmo valor e comple- mentávamos a folha com R$ 980 milhões. A conta não fecha. Foi algo muito sério o que ocorreu, uma irresponsabilidade muito grande do gestor. Acredito que vamos demorar um tempo para recompor os co- fres públicos”, disparou. Perguntada por Ericksson Blum, do Hospital Brasília, que espantou-se com o alto gasto da folha e a falta de pessoal em autarquias, se o Estado es- taria insolúvel e quais seriam as medidas para evitar a evasão da classe empresarial para outras unidades da federação, a presidente da Câmara Legislativa dis- se que, apesar das limitações do papel da Casa, há medidas sugeridas. “Minimizar a burocracia para a aprovação de projetos é um dos caminhos. E a infor- matização tem de ocorrer. Quatro meses atrás, eu avisei que não iria funcionar o processo de centraliza- ção doa alvarás. Isso não vai funcionar nunca. O GDF precisa investir em gestão e eficiência e minimizar os processos. Hoje, o servidor público tem temor de assinar, com medo de ser processado. Mas se ele ti- ver uma lei reduzida e clara, ele pode assinar. Só que uma lei leva para outra, e esta leva para um decreto. É preciso uma organização legislativa, mas nós não po- demos iniciar este processo, pois teríamos um vício de origem”, alertou. O presidente do Sinduscon-DF, Luiz Carlos Botelho, fez duras críticas ao secretário de Habita- ção, Thiago de Andrade, acusando-o de descumprir o que ficou acertado com o setor da construção civil, no sentido de desburocratizar a emissão de licenças e alvarás, responsabilizando-o pela paralisia no seg- mento até, pelo menos, o final do primeiro semestre do ano que vem, no que chamou de um “genocídio econômico”, com mais de uma centena de projetos parados nas pranchetas das empresas. Logo em se- guida, Paulo Muniz, presidente da Ademi-DF, criticou a estrutura da secretaria, com excesso de poderes, afirmando que juntar planejamento e execução é um desastre administrativo. A deputada concordou com as críticas feitas, e destacou que o perfil dele é técni- co. “O tempo dele é um tempo burocrático e se ele não dá conta da missão, ou ele pede para sair ou cum- pre a missão, que é resolver o problema”, afirmando estar disposta a acompanhar o presidente da entidade em encontros com o governador. 4 5AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  4. 4. Q uando assumi a Presidência da Câmara dos Deputados, tive a oportunidade de mudar uma realidade que há décadas prejudicava parlamentares cadeirantes no acesso à Tribuna. Fechamos a plenária por três meses para colocação de rampas de acesso, garantindo um direito básico para os que dependiam de cadeiras de roda para se locomover. Ações muitas vezes simples fazem a diferença no cotidiano das pessoas com algum tipo de deficiência.   Encarar com seriedade e da forma mais ampla possível a acessibilidade é uma medida cidadã, que, no mercado de turismo, além de ser necessária rende ganhos de imagem e financeiros para os empresários. Atualmente, o Brasil tem mais de 45 milhões de pes- soas com deficiência. Estamos falando um mercado gigante que, infelizmente, ainda não recebe a atenção que merece. Estamos falando, como base de compa- ração, de um contingente equivalente a toda a popu- lação da Argentina e maior que a da Polônia. Recentemente o Ministério do Turismo lançou o site Turismo Acessível voltado às pessoas com de- ficiência. Desde a sua criação, o site já registrou mais de 1,3 milhão de acessos e ficou com a segunda colo- cação na última edição do Prêmio Nacional de Acessi- bilidade na Web, categoria site governamental. Acessibilidade: uma rampa, um site e empregos Ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves O site foi uma iniciativa do ministério para mo- bilizar todos os envolvidos na cadeia do turismo. Do lado do cidadão, ele pode avaliar empreendimentos e atrativos turísticos sob a perspectiva da acessibilida- de. Do ponto de vista dos empresários, donos desses estabelecimentos, as informações obtidas através do site ajudam na tomada de decisões e possíveis ade- quações de seus espaços. Em setembro, pela primeira vez, o Ministério do Turismo vai participar do Dia D, em 25 de setem- bro, uma iniciativa do Ministério do Trabalho e Em- prego para ajudar a posicionar as pessoas com defi- ciência no mercado de trabalho. Vamos juntar as duas pontas interessadas: de um lado estimulando empre- sários a abrirem espaço para este público e, de outro, sensibilizando os trabalhadores para a oportunidade. Por meio das redes sociais, do portal institu- cional e de e-mails marketing vamos difundir a infor- mação certos do engajamento dos meios de comuni- cação no processo. Todos sairão ganhando, não tenho dúvida. Ações simples podem fazer a diferença na vida de milhões de pessoas. Que venham mais rampas, si- tes e empregos para dar dignidade e contribuir para tornar o mundo mais amigável a esses brasileiros. Num ano pré-olimpíada e paralimpíada, não há mais tempo a esperar. www.tassalarmes.com.br PROMOÇÃO DE CFTV! Na aquisição de um Circuito Fechado de Televisão com até 6 câmeras digitais, receba GRÁTIS: - um sistema de alarme monitorado, ou - um rastreador veicular. Acesse www.tassalarmes.com.br para obter os detalhes desta promoção da TASS. 6 7AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  5. 5. R enata* abraçou os próprios braços em um gesto de angústia. Encontrávamo-nos na varanda do meu escritório. Eram quase seis horas da tarde, mas o sol já se escondia. Ali mesmo, Renata me confiou suas inquietações profissionais. Quais os talentos especiais diferenciam os que são bem sucedidos nos negócios, daqueles que falham? Por que alguns, mesmo com boas formações acadêmicas, falem uma empresa? Quais capacidades possibilitam que alguns levem empresas medíocres a serem grandes e prósperas corporações? A resposta não é apenas sorte. Existem algu- mas qualidades que permitem as pessoas atenderem às complexas exigências dos negócios. Essas qualida- des estão nas equipes espetaculares e empresas ex- cepcionais. Existe uma inteligência para negócios. Estudiosos como Howard Gardner há muito tempo mudou a maneira como se entendia a inteli- gência quando explicou que existem vários tipos de in- teligência que incluem habilidades corporais, musicais. Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching e Behavioral Coaching Institute, Mestre em Sociologia/ UNB, Doutoranda em Psicologia Organizacional/ UNB, Tetracampeã Mundial de Karate e de Kickboxing. Email: carla@ carlaribeiro.com.br Carla Ribeiro Quais as qualidades necessárias para ter um negócio próspero• O que especificamente você está buscando? • Não me sinto realizada onde trabalho. Estou suportando porque preciso do salário... ganho pouco...não estou satisfeita com meu salário...não mesmo. Acho que ter meu negócio. No caso da inteligência para negócios é a ca- pacidade de resolver problemas, encarar desafios ou criar produtos de valor. Ou seja, esse talento é essen- cial para o sucesso no mercado: superar os obstáculos e as crises com habilidade, responder no tempo ne- cessário, sempre agregando valor aos negócios. Verificamos que os indicadores mais impor- tantes do sucesso são os talentos, que diferenciam o ótimo do medíocre. Para cultivar os pontos fortes é preciso desenvolver essas habilidades. Existem aptidões que distinguem os indivíduos de alto desempenho dos medianos dentro de uma or- ganização. Quando elas são harmonizadas criam uma atitude profissional de sucesso. Conforme mudamos de cargo, de funções existem novas habilidades que precisamos desenvol- ver. Trata-se de um aprendizado contínuo. Percebe- -se que hoje em dia não se consegue ter domínio de todos os elementos da inteligência nos negócios. A boa notícia é que podemos e devemos contar com a expertise de outros. Isso não invalida a necessidade de se buscar constantemente os conhecimentos necessários para se ter êxito. Os melhores nos negócios sabem quais conhecimentos precisam ter e como usá-los. Em suma, o essencial é saber o que deve ser feito em seguida! É isso aí! Viva apaixonadamente e seja feliz! O colesterol alto é silencioso e se torna perceptível apenas em situações graves. Estima-se que 40% dos brasileiros estejam com o colesterol acima do indicado. O distúrbio é traiçoeiro e pode levar ao infarto precoce.   O cardiologista do Hospital Santa Cruz,emCuritiba,ValdirLippiJúnior,explica que uma das consequências do distúrbio é o infarto do miocárdio, responsável por um grande número de mortes evitáveis, principalmente entre os jovens. “O colesterol em excesso, principalmente na sua fração LDL, se deposita entre as camadas das artérias coronárias formando a placa de gordura. Com uma progressão avançada, estas placas diminuem o fluxo de sangue e fragilizam o vaso sanguíneo podendo se romper.”, menciona. O especialista explica que o colesterol é um tipo de gordura e fundamental para o funcionamento do organismo. Ao alcançar taxas elevadas, torna-se um fator de risco para o desenvolvimento de doen- Colesterol elevado pode levar ao infarto precoce Estima-se que 40% dos brasileiros estejam com o colesterol acima do indicado ças do coração. O colesterol, ao não ser eliminado através do fígado e do intestino, acaba acumulando na corrente sanguínea e nas artérias, formando placas de gordura. Ao longo do tempo tais placas dificultarão a passagem do sangue e levarão ao entupimento dos vasos. “As nossas artérias tem uma capacidade de compensar a diminuição do fluxo sanguíneo pela progressão das placas até um total de 70%. Ao ser exigido, como por exemplo em um esforço físico, o coração na falta de nutrientes e oxigênio suficientes não consegue desenvolver o seu papel de bombear sangue de forma adequada surgindo os primeiro sin- tomas de cansaço e dores no peito, mais conhecido como angina. No momento do infarto os sintomas podem ser mais intensos  e geralmente caracteriza- dos como uma dor de forte intensidade no peito com irradiação para as costas, braço esquerdo ou man- díbula e sem melhora com o repouso. Podem estar associados ao quadro outros sintomas como  falta de ar, suor intenso, náuseas e vômitos e sensação de des- maio.”, cita. 8 9AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  6. 6. Criado pela startup DogLikers, o app Au.dote já reúne cerca de mil cães cadastrados por ONGS a interessados em adoção Não há dúvidas que nós, brasileiros, somos apaixonados por cachorros. E, com o objetivo de promover o encontro entre novos donos e cachor- rinhos que esperam por um novo lar, a DogLikers lançou recentemente o Au.Dote, primeiro aplicativo exclusivo para a adoção de cães. Com aproximadamente mil animais cadastra- dos e dispostos em perfis, os interessados em adotar um companheiro podem filtrar a busca por localiza- ção, incluindo a funcionalidade “próximos a mim”, ONG, raça, porte, idade e sexo. O aplicativo funciona de forma bem intuitiva: o usuário navega por diferen- tes perfis de cães de diversas ONGs, para visualizar mais detalhes sobre cada cãozinho, basta tocar na foto do perfil e ter acesso à idade, tamanho, histórico, vacinas e muito mais. Se ficar interessado na adoção, a pessoa deve clicar no ícone de coração. Fazendo isso, um email mostrando interesse em adoção é en- viado para a ONG responsável e o cãozinho vai para uma lista de favoritos do usuário, podendo ser sem- pre consultado. Apenas as organizações e instituições aprovadas podem oferecer os animais pela platafor- ma, isso garante a origem e os bons cuidados com os cães apresentados pelo Au.Dote.  O aplicativo foi desenvolvido pela DogLikers, startup de produtos e serviços exclusivos para ca- chorros. “Nossas soluções são voltadas para quem ama cachorro e faz dessa paixão um estilo de vida. Então, promover o encontro entre pessoas dispostas a dar amor a cães carentes faz parte de nossa missão. Criamos uma ferramenta que vai potencializar o belo trabalho feito por ONGs sérias e idôneas”, comenta Gustavo Monteiro, sócio fundador da empresa. A ajuda é mais do que bem vinda. Segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que em 2014, mais de 20 milhões de cachorros viviam em si- tuação de abandono no Brasil. Nas grandes cidades, para cada cinco habitantes há um cachorro. Destes, 10% estão abandonados. Em São Paulo, por exem- plo, o número de cães sem lar é de 2,5 milhões, de acordo com um estudo realizado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, em parceria com a prefeitura. O aplicativo foi lançado há dois meses e vem crescendo exponencialmente em número de ONGs parceiras e em número de perfis de cachorros para adoção - já são mais de 17 ONGs de todo o país, cinco em fase de aprovação e quase mil cães cadas- trados. “Estamos trabalhando dia e noite para formar parcerias com ONGs idôneas e de confiança. Já recebemos feedbacks positivos de organizações e dois processos de adoção já foram concluídos com sucesso. Este é o maior sinal de que o Au.Dote está no cami- nho certo”, finaliza Monteiro Gratuito e disponível para iOS e Android, Com o Au. Dote, só vai ficar sem companhia, quem realmente quiser. Sobre a DogLikers Startup voltada para o mercado pet lançada por jovens empresá- rios. O primeiro serviço da marca é o LikeBox, uma caixa customi- zada que chega mensalmente à casa do assinante, com itens de higiene, esportivos, diversão, snacks, entre outras surpresas. A ideia é gerar maior interação entre donos e cães evitando per- das de tempo e gastos. O segun- do, lançado em maio de 2015, é o Au.Dote, um aplicativo para cães encontrarem novos donos. Aplicativo gratuito busca lares para cachorros abandonados Promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE, é Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ e Coordenador do site e do Podcast “Educação Financeira para Todos”. Lélio Braga Calhau N ão sabemos quanto tempo vai durar, mas é fato que esse atual momento da economia brasileira vai mudar. A grave crise política que o país enfrenta juntou-se ao momento de instabilidade econômica, e criou um cenário muito difícil para todos. Como ocorre no ciclo na vida, a economia ora vai bem, ora vai mal. É ingenuidade achar que a economia vai sempre ser positiva. Isso não é uma expectativa aceitável, e na vida, quando temos expectativas irreais, quase sempre sofremos depois.   Alguns cuidados já são toma- dos por grande parte das pessoas: controle maior das despesas do dia a dia, cancelamento de cartões de crédito, redução de custos, venda de bens, pagamento de dívidas, etc. O grande problema porém, é que nos encon- tramos numa fase cheia de “eventos negativos” simul- tâneos, como demissões em massa, redução de novas vagas de trabalho e aumento de preços superiores ao reajuste dos salários. Meu dinheiro: como economizar em tempos de crise Não é novidade pra ninguém, muito menos para o governo, que vivemos um período de recessão forte que atinge em cheio e de forma muito negativa todos os brasileiros. É comum a ocorrência eventual de “eventos negativos” ao longo de uma vida. Porém,  estar fragilizado por um longo período expõe a população a ser vítima de “eventos negativos simultâneos”. E isso pode ser catastrófico para as famílias, em especial, para aquelas que não se prepararam para esses momentos econômicos difíceis. Daí a importância de se ter a “reserva de emergência”. Na bonança, poucas pessoas dão valor para isso, só que o mundo é cíclico. Uma hora tudo vai bem, outra hora as coisas vão mal. Neste mo- mento de recessão, quem construiu uma “reserva de emergência” paulatinamente nos últimos anos, tam- bém terá dificuldades, sim, mas com essa condição poderá dar mais serenidade para toda a família, até que a economia retome seu caminho habitual. Por fim, para os que não tem a “reserva de emergência”, restam as medidas mais duras, como cortar drasticamente despesas, vender o que não é útil, reduzir temporariamente o padrão de vida, fazer portabilidade de dívidas entre instituições financeiras buscando reduzir os juros, usar a criatividade para não gastar e reduzir, se possível, os empréstimos ou, pelo menos, pagá-los no vencimento (evitando-se as multas). Leia mais sobre educação financeira e incen- tive todos os membros de sua família à cooperarem com o objetivo comum de superarem o momento ruim econômico. Com a ajuda de toda família, pas- sar por esse momento difícil será menos penoso. E depois, quando tempos melhores voltarem, a família poderá retomar as metas e buscar até novos sonhos a serem alcançados. E-book: O idealizador do portal“Educação Financeira para Todos”, Lélio Braga Calhau, lançou, recentemente, o e-book “Liberte-se das dívidas!”, com o intuito de ajudar o consumidor comum a se livrar para sempre do en- dividamento. Lélio Braga Calhau já escreveu outros dois e-books que auxiliam o consumidor a administrar seu dinheiro. 10 11AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  7. 7. Linguagem e ação, uma singela homenagem a Luiz Henrique C antarolava um brasileiro - Eu nasci... há dez mil anos atrás... Enfim, saímos das cavernas e do som de grunhidos para chegarmos ao 3D numa velocidade que só o tempo pode contar. E o mundão continua a girar, girar...! Não avança com a mesma rapidez são as ideias, democratizadas desde a antiga Grécia.  Elas envelhecem, se renovam e prevalecem. Para se constatar a evolução humana não é necessário voltar ao passado, a não ser como referência histórica. Basta prosseguirmos no caminho e caminhar para alcançar LUZ! ARTUR HUGEN Jornalista Tive sorte grande ao conviver, no Congresso brasileiro, os últimos anos de vida do lendário cata- rinense.  Dizia ele que, na vida pública, as ações só se tornam realidade a partir das ideias amadurecidas com o conhecimento, com a inclusão de ingredientes de sustentabilidade, planejamento, convivência pací- fica, sonhos. Apenas dois exemplos, enquanto Go- vernador de Santa Catarina, por dois mandatos, Luiz Henrique ligou os 192 municípios por asfalto a malha rodoviária do estado já existente. Descentralizou a Administração criando Secretárias de Estado Regio- nais, cujas prioridades são decididas por um Conselho formado por lideranças dos municípios das diversas regiões. É bom lembrar que sua vida foi de dedicação a coisa pública. Lutou a luta do bem e venceu. O arguto líder, no Senado, foi relator da Lei do novo Código Florestal Brasileiro, em três comissões da casa, fato inédito. Com maestria, conduziu o processo, agluti- nou forças e tornou realidade “a mais avançada legis- lação do mundo”, dizia, na preservação das florestas que ainda restam.  Negociador nato,  celebrou vários Tratados Internacionais, entre eles, o Acordo com a China das agências espaciais dos dois países para o lançamento de satélites;  a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é um projeto cultural em pleno desenvolvimento, cuja grandeza se verifica pela extensão social, dimensão cultural e pela abrangência educacional que alcança com seus propósitos e atividades. Uma verdadeira ponte cultural entre o Brasil e a Rússia.  Instalada na cidade de Joinville, em Santa Catarina, desde 15 de março de 2000, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é a única extensão do Teatro Bolshoi no mundo.   Não lhe passou despercebido, outros tantos tratados, nas diversas áreas da indústria  e  do agrone- gócio – onde conquistou na França o selo de único Es- tado livre da febre aftosa dos bovinos, sem vacinação. Estima-se que em 2050 o planeta terá uma população de 50 bilhões de pessoas, onde o Brasil torna-se-á um grande celeiro de alimentos para o mundo.  Nas reuniões semanais da Comissão de Rela- ções Exteriores e Defesa Nacional do Senado ou nas palestras proferidas em diversos países do mundo Luiz Henrique sempre trouxe ensinamentos de diplo- macia e de novos horizontes para todos. Visionário, pragmático e tantos outros adje- tivos, caracterizaram seu desempenho político que desnecessário se faz citá-los. Entretanto, lembro dos seus esclarecedores pronunciamentos da Tribuna do Senado Federal, sobre os mais diversos temas. Uma vez, trouxe a reflexão o trabalho de All Gore em seu livro – O Futuro – que aborda a riqueza dos EU,  a qual - 95% - está nas mãos, de pouco menos, de 500 famílias americanas. Em outro momento, citou o livro do francês Thomas Piketty, O Capital do Século XXI,  sensação mundial do momento, que é recheado de dados his- tóricos e teóricos. O principal argumento de Piketty é que a riqueza (que tende a se concentrar em poucas mãos) cresce mais rapidamente do que a economia, de modo que aqueles que já possuem muita riqueza vão se tornando cada vez mais ricos em relação a to- dos os outros. Supostamente, esta seria uma caracte- rística inevitável do capitalismo. Mas qual seria então a prova de que a riqueza cresceu mais rápido do que a economia? Piketty incita o mundo civilizado a orques- trar uma nova forma de distribuição da riqueza global, sob pena do planeta entrar em colapso.  Não poderíamos deixar de lembrar também o provocador mestre do cinema francês, Jean-Luc Godard que aos 84 anos,  subverteu as convenções da linguagem cinematográfica até, aparentemente, decretar seu fim. Mas “Adeus à Linguagem” é apoca- líptico apenas no título. Se há algo que marca o filme é a sobreposição. De elementos visuais, citações filo- sóficas e políticas.  Um homem lê o que o historiador Solzhenit- syn escreveu sobre os gulags soviéticos e, enquanto folheia o livro, cita o Google e divaga sobre o uso do dedo polegar – o polegar opositor que diferencia o homo sapiens e, no plano seguinte, é usado no toque da tela de um smartphone para acelerar o acesso a informações históricas. Em segundos, Godard lança várias provocações que põem em perspectiva toda a trajetória do homem ocidental e a linguagem babilôni- ca porque passamos,  desde os longínquos  grunhidos ate a chegada, como falei anteriormente, hoje, ao 3D.  Luiz Henrique sempre teve uma linguagem coerente com suas ações. Fez vir a tona ideias de se aproveitar melhor as “Terras Raras” do Brasil que muito haverão de contribuir para a nova Revolução Bio-Economica-Industrial, que está logo ali, na esqui- na.  Despertou a questão da Biodiversidade brasileira, a maior do planeta. Bola da vez a ser aprovada pelos parlamentares. Criou a Comissão Senado do Futuro.  Defendeu uma Reforma Política consensual, acima de tudo, de interesse dos brasileiros -  um novo Pacto Federativo com a missão de distribuir, com equidade, a riqueza do país, entre estados e municípios. Assim, o exemplo de homem público se agi- ganta e se torna presente, pelo que indicou à comu- nidade catarinense, brasileira e internacional, e que poderemos avançar no  caminho  com  segurança e igualdade.  Foi factual,  aglutinador, deixou importes feitos e sinalizou previsões de importantes realiza- ções para nosso país que advirão, muito além do seu tempo, Luiz Henrique! 12 13AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  8. 8. O turismo gastronômico tem se tornado um dos principais prazeres turísticos de qualquer viagem. A degustação de vinhos faz parte desse tipo de diversão turística, e diferentemente do que muitos acham, não é preciso provar vinhos extremamente caros ou difíceis de achar para que se possa ter contato com sabores de outras terras. Muitos acham que a enologia é algo preso a diversas regras de etiqueta, quando na verdade é um prazer que pode ser apreciado por muitos. Não é preciso ir atrás do preço de uma garrafa, mas sim sa- ber o que se está tomando e com o que isso combina em sua refeição. Muitos bons vinhos podem ser com- prados no Brasil entre R$ 30 e R$ 60 reais a garrafa - e a maioria deles vem de diversos lugares do mundo. Faz parte do turismo gastronômico ter acesso a uma bebida de qualidade e, por isso, decidi unir es- ses dois conhecimentos e dar algumas dicas sobre o que tomar quanto colocado em frente a um tipo de prato diferente, aproveitando é claro receitas típicas locais de lugares diferentes do mundo. Abaixo, cinco vinhos que servem bem com refeições mais exóti- ca, além de serem feitos com uvas da própria região onde a comida é servida, casando bem o sabor local. ÁFRICA DO SUL Cape Elephant Shiraz: esse é um vinho mais forte, ideal para se tomar comendo uma comida com gosto mais apimentado ou carregada no tempero,  como o chakalaka, um molho de acompanhamento típico da África do Sul, local de onde o próprio vinho vem, feito com uvas Shiraz, típi- cas de lá. Seu sabor mais forte conse- gue lidar bem com o gosto de comi- das apimentadas. Vinhos: a volta ao mundo em cinco rótulos Samuel Carvalho AUSTRÁLIA Lone Kangaroo Cabernet Shi- raz: esse é um vinho típico de lá, feito com uvas Cabernet Sauvignon e Shiraz. Tinto e um pouco mais forte, é ideal para se comer com carnes temperadas, como a típica costela ao molho barbecue dos australianos. FRANÇA Château Les Millaux Excellen- ce: uvas Merlot e Cabernet Franc, típicas da França, são a base desse vinho tinto. Ele é ideal para se tomar com carnes como o entrecot, corte mal passado típico de res- taurantes da região. Seu sabor é mais suave. ESPANHA Marco Real Tempranillo: a pael- la é uma comida típica muito famosa na Espanha. O misto de frutos do mar tem um gosto forte e característico, porém muito saboroso. Para acompanhar, reco- mendo esse vinho com uvas da região de Navarra, as Tempranillo, com um gosto que casa bem com esse tipo de carne branca. CHILE Casa Marchigue Chardonnay: as uvas Chardonnay da região da Valle de Col- chagua, fazem um casamento ideal com o peixe cogrio, uma receita típica do Chile que vai muito bem com um vinho branco. Claro que essas sugestões podem servir a diversos outros tipos de alimento, porém essa é uma boa base do saber com que combinam esses determinados tipos de vinho. Espero que essas dicas te ajudem a fazer seu próprio turismo gastronômico, nem que seja em sua própria casa! Sócio da LeVino, empreendedor e estrategista de negócios. Acredita que o bom vinho pode atingir todos os paladares, e quer desmistificar o consumo no Brasil. Jornalista José Fonseca Filho H ospital público não pode deixar de receber pacientes, geralmente pessoas carentes e sem recursos para buscar a rede privada em busca de atendimento para sua saúde. Nenhuma desculpa, justificativa ou argumentação pode ser aceita pelos necessitados de atendimento, por mais que sejam plausíveis. Afinal, supõe-se que o governo de um Estado ou do Distrito Federal esteja capacitado a fornecer estrutura mínima de equipamentos e médicos para atender aos que deles precisam, e são muitos milhares. Como no caso atual de Brasília, em que o gover- no anterior abandonou os serviços públicos da cidade, possivelmente para colocar o dinheiro na construção do estádio da Copa. O mais caro de todos construídos no país, e ao mesmo tempo o mais feio em sua arquite- tura. Sem quase nenhuma utilidade para a cidade e seus habitantes, carentes não de gramado e arquibancadas, mas de camas hospitalares, remédios, assistência mé- dica, internamento. Esta é a realidade, entretanto, de Brasília e da maioria dos Estados brasileiros. Mais recentemente a impaciência, a revolta e a indignação da população de Brasília tem se manifestado em incidentes entre os doentes necessitados e o pes- soal dos hospitais públicos. O cidadão se aborrece, com absoluta razão, ao passar várias horas em salas de espe- ra precárias, escutando as mesmas desculpas esfarrapa- das de sempre, dos atendentes. Que por sua vez não são os culpados do descalabro profissional e adminis- trativo dos hospitais e postos de saúde, mas igualmente vítimas do processo. Já algumas vezes os doentes pobres e necessi- tados tem extravasado sua indignação com atos de vio- lência, e por vezes, embora doentes, são levados a uma delegacia de polícia. A revolta é natural, e bom que o governo se conscientize de que o povo está saturado de sofrer, de ser desrespeitado como seres humanos. Chegam de madrugada a um posto de saúde ou hospi- tal e doze horas depois ainda não foram atendidos. Não importa de que sofrem, que dores suportem. A revolta e o desabafo são justos, e parece a única forma de se- rem ouvidos e considerados pelo vergonhoso serviço Hospitais públicos piores do que os doentes de saúde pública desta cidade. O desrespeito ao ser humano, com suas fragili- dades eventuais de saúde ignoradas pelo poder públi- co, ocorre em relação ao cidadão que trabalha, ganha pouco e sofre muito para sobreviver com o mínimo de dignidade. Mas paga impostos, muitos impostos. Esses impostos deveriam garantir o atendimento a todo cida- dão que paga ao Estado para obter serviços do Estado, os mínimos possíveis. Mas o sistema administrativo é corrupto e incompetente e não atende a essas neces- sidades. Nenhum governo brasileiro, federal, estadual ou municipal, parece ter entendido ainda que forne- cer condições para a vida decente de seus habitantes é obrigação do Estado. Se o cidadão paga, cumpre suas obrigações tributárias com sacrifício, é obrigação do Estado retribuir com saúde, educação, serviços públi- cos, transporte, saneamento e segurança. E o Brasil é um dos países onde os tributos são os mais elevados do planeta, e os serviços prestados pelo Estado, os mais ordinários – quando existentes. Deveriam os sofridos brasileiros e brasileiras recorrerem à Justiça para verem seus direitos respei- tados e o Estado cumprindo sua obrigação. Trata-se de um abuso histórico. A situação jamais melhorou, com o passar dos anos. Ao contrário. O Estado tornou-se, no Brasil de governos incompetentes e desonestos, ir- responsável diante de suas obrigações sociais, ou seja, atender às necessidades físicas e humanas de sua po- pulação. Os meios de comunicação prestam um bom serviço à sociedade ao revelar esses abusos e falta de responsabilidade do sistema médico hospitalar público. Em Brasília, ótimo serviço é prestado pela TV Globo, sem demérito das demais, ao apresentar tais abusos e falta de responsabilidade nos noticiários locais. Doentes abandonados em hospitais e postos de saúde falta de médicos, de remédios, de macas, camas, len- çóis, equipamentos, comida. Assuntos de quase todos os dias. E os governos e governantes sempre insensí- veis. Portanto, dá para entender porque a população se revolta. É para se revoltar mesmo, reagir e não aceitar mais essa indignidade. 14 15AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  9. 9. Advogado, empresário de telecomunicações e Presidente da Aerbras - Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil. Dane Avanzi C omo dizia o poeta Cazuza “O tempo não para”. Era assim nos anos 90 e no que tange as inovações tecnológicas nas telecomunicações, deixou de ser poesia e passou a ser um princípio. Cada vez mais, o ciclo de vida das inovações se torna mais curto. Alguém se lembra da primeira rede social, o Orkut, cujo lançamento, apogeu e declínio ocorreram em menos de uma década? No entanto, enquanto umas vem e vão rapidamente, outras chegam e se consolidam, caso do Skype, aplicativo que faz chamadas de voz, texto (SMS), vídeo conferência e funciona tanto em dispositivos móveis como em qualquer computador.   Diga-se de passagem, esse tipo de aplicação, por garantir chamadas eco- nômicas ou gratuitas a preços menores que das operadoras tradicionais, não somente se consolidou, como ganhou concorrentes, como o Viber e o WhattsApp, por exemplo. Chamadas de Ott’s, abreviação de “Over The Top”, tais apli- cativos fazem chamadas a aparelhos celulares utili- zando os pacotes de dados das operadoras. Não é de hoje que a discussão sobre a lega- lidade ou não desse tipo de aplicativo, que rouba receitas das ope- radoras de telefonia móvel, vem crescendo. E não é pra menos. Estamos falando de um mercado bilioná- rio em todo o planeta. Segundo dados da UIT - União Internacional de telecomunicações, agência da ONU especializada no assunto, 3,2 bilhões de pessoas usa- rão internet (fixa e móvel) em todo o mundo até o final de 2015, quase metade da população da Terra. Ainda segundo as estimativas e estatísticas da UIT, a cobertura 3G da internet móvel no mundo cresceu de 45% em 2011, para 69% em 2015. Outro dado apontado no relatório é o aumento de 47% na preferência de acesso dos usuários de internet mó- WhatsApp precisa de regulamentação? vel, que cresceu sete vezes em relação ao número de acessos móveis desde 2007. Outra estatística é que apenas 1/3 da população do planeta possui acesso a internet móvel, ou seja, o mercado ainda tem muito o que crescer. Tais dados delineiam um cenário futuro com um número cada vez maior de pessoas conectadas em banda larga através de dispositivos móveis. Em face disso, não é à toa que grandes líderes do se- tor de telefonia móvel tem se manifestado contra os aplicativos OTT’s, caso do presidente da Vivo, Amos Genish, que recentemente chamou o Whatt- sApp de operadora pirata. No entanto, para a TIM e a Claro, aparentemente as OTT’s não incomodam, posto que recentemente anunciaram pro- moções nas quais se contratando um pacote de dados mínimo o acesso a WhattsApp e redes sociais é livre. O assunto é complexo e não é somen- te as operadoras que divergem, autoridades do governo federal tam- bém. Semana passada, o ministro Ricardo Berzoi- ni, declarou que Netflix e WhattsApp devem ser regulamentados, enquanto o presidente da Anatel, João Rezende, afirma que o servi- ço (Whattsapp) já é regular. E o consumidor, como fica nessa história? Penso que sua preferência pelos aplicativos que tem abrangência global e permitem significativa economia aos usuários de planos pré e pós pagos de telefonia móvel, deve ser levada em conta. Quanto às operadoras, entendo que tem se protegido majoran- do os preços dos planos de dados, inclusive bloquean- do o plano do cliente e, por via oblíqua, forçando-o a migrar para um plano mais caro. Afora isso, o fato de algumas oferecerem gratuitamente o acesso às prin- cipais redes sociais e aplicativos, podem sim acirrar a competição entre as operadoras de telefonia móvel, o que deve ser uma das principais metas da Anatel enquanto reguladora. ENTREVISTAENTREVISTAENTREVISTAENTREVISTAENTREVISTAENTREVISTA E m cinco capítulos do livro recém-lançado, “DE COMO AÉCIO & MARINA AJUDARAM A ELEGER DILMA”, o jornalista e consultor em Marketing Político Chico Santa Rita, em parceria com a historiadora Fernanda Zuccaro, acompanharam o dia-a-dia da eleição presidencial de 2014. Analisaram os programas eleitorais, as inserções de comerciais, os debates travados entre os candidatos, num panorama abrangente e minucioso, durante o primeiro e o segundo turno e foram postando essas observações na rede social Facebook. O desempenho das campanhas foi observado com realismo – procedimentos que não deveriam ter sido adotados pela ineficácia ou pelo efeito ridículo e insignificante sobre o eleitor (que, para os autores, é um ser mais simples, direto e objetivo em suas ne- cessidades do que os marqueteiros políticos em geral imaginam), foram amplamente adotados pelos candi- datos. Dilma mentia, os adversários não respondiam. Aécio e Marina gastavam tempo com inutilidades. Dil- Relato de uma vitória anunciada ma mostrava um país colorido, quase perfeito. Aécio e Marina olhavam para os próprios umbigos. No início de agosto/2015, a presidente ree- leita atingiu uma rejeição recorde e fez um desabafo que virou manchete dos principais jornais brasileiros: “ninguém vai tirar a legitimidade do voto que con- quistei na urnas” - disse ela. Ao final da leitura desse livro torna-se mister acrescentar: “... com a ajuda de Aécio & Marina”. Os autores produziram páginas que merecem atenção. E muita reflexão, a considerar os caminhos posteriores que a eleição assumiu. Caminhos de uma crise política/institucional que já se delineava na campanha eleitoral transformando-se numa incógnita para o futuro do País. Nesta entrevista eles revelam detalhes sobre esse trabalho. 16 17AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  10. 10. ENTREVISTAENTREVISTAENTREVISTAENTREVISTAENTREVISTAENTREVISTA Como surgiu a ideia de fazerem esse acompanhamento da campanha de 2014? CHICO SANTA RITA: Como nosso escri- tório não tinha nenhuma campanha presidencial, foi quase por acaso que começamos a comentar os pro- gramas de TV das campanha no FaceBook. Esses co- mentários foram sendo vistos, curtidos, comentados e compartilhados pela nossa rede de amigos que, após cada programa, nos questionavam sobre o andamento da campanha. No final vimos que esses comentários tinham uma importância pois não eram opiniões posteriores ao que aconteceu a campanha. O texto vai apontando, diariamente, como se desenvolvia a postura e a atua- ção dos candidatos. Como se desenvolveu o processo de tra- balho entre os dois autores? FERNANDA ZUCCARO: Como somos casa- dos e trabalhamos juntos o processo foi muito natural. Víamos o que estava acontecendo e juntos analisáva- mos os programas eleitorais. Depois escrevíamos as resenhas dos programas. O Chico é pioneiro do marketing político, uma das maiores referências em campanha política no Brasil e no mundo, ano que vem completará 40 anos de ativi- dade. Eu tenho formação como historiadora e pós-gra- duada em marketing político. Assim, livro é o conjunto de análises de duas gerações de marqueteiros. O sucesso de Dilma não se deu ao fato de ela ter mais tempo de TV que seus adver- sários. CSR: No primeiro turno ela realmente tinha mais tempo. Mas o que conta no marketing político não é o tempo apenas, é a forma como esse tempo é utilizado. A campanha de Dilma utilizou esse tempo com muitas mentiras e enganações mas os adversários não souberam desfazer esses equívocos. E no segundo turno o candidato Aécio e a candidata Dilma tinham o mesmo tempo, cada um 10 minutos. Pode-se dizer que a vantagem de estar no governo e o uso da máquina estatal foram fatores determinante para a vitória de Dil- ma? FZ: De forma alguma. No livro apresentamos quatro teses que comprovam que os candidatos da oposição é que não souberam aproveitar o espaço que tiveram nas eleições de 2014: Primeira - Nos 12 meses que antecederam a campanha a aprovação do governo Dilma ficou sempre próxima de 40%, percentual considerado insuficiente para se alcançar a reeleição. Os outros dois candidatos não souberam aproveitar isso. Segunda - Além disso, os dois saíram na frente nos dois turnos: no início Marina estava na frente de Dilma numa simulação de 2o . turno. E Aécio, na pri- meira pesquisa já no 2o . turno, também estava na fren- te. Nenhum dos dois souber sustentar essa intenção do eleitor. Terceira - O cenário político e econômico, nun- ca esteve tão favorável para um bom desempenho da oposição, como nas últimas 3 eleições presidenciais (2002, 2006 e 2010). Era uma eleição com muita chan- ce de derrotar a situação. Quarta - E, por fim, a candidatura que tinha menos espaço para crescer era a da Dilma. No livro explicamos como a campanha dela fez para reter seu eleitorado e crescer aonde dava. Os adversários ti- nham mais espaços para avançar e, ao invés de con- quistar e consolidar esses indecisos deixaram eles es- caparem pelos dedos. Esses 4 fatores demostram, claramente, que os dois candidatos da oposição erraram na sua estratégia de marketing político em que não souberam trabalhar ganhar território e reter a intenção de mudança da opi- nião pública. Jogaram fora a oportunidade de escrever outra história do Brasil por amadorismo de campanhas, falta de estratégia e negligência ao marketing político. Por que Vocês analisam as campanhas apenas do ponto de vista da televisão? CSR: Porque é a televisão, ainda, o grande meio de comunicação onde estão o horário politico eleitoral, os comerciais e também os debates entre os candidatos. A televisão e o rádio ainda são soberanos na opinião das pessoas. As outras mídias, como inter- net e redes sociais, são secundárias e tem uma partici- pação menor e com menos credibilidade. Ao fazerem esse acompanhamento, vocês torciam para algum candidato? FZ: É claro que também somos eleitores e tí- nhamos nossa preferencia pessoal voltada para a opo- sição ao governo do PT. Mas não deixamos que esse fato influenciasse nossa análise técnica. Tanto é assim que fazemos severas críticas ao desempenho dos dois candidatos oposicionistas. N a última semana completamos 61 anos da morte do ex-presidente Getúlio Vargas. A importância dele para o Brasil é inquestionável e seu legado, insubstituível. Vargas foi o presidente que mais tempo governou o Brasil, durante dois mandatos entre os anos de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954.   Controverso e polêmico, Getúlio entrou para nossa história de maneira trágica e inesquecível. Um estampido que entristeceu uma Nação inteira e que ainda hoje ecoa. Mas sua vida, encerrada de maneira dramática, não foi em vão. Getúlio Vargas teve muitos acertos, mas tam- bém equívocos nos quais cedeu a métodos centraliza- dores, fechando o Congresso e recorrendo à censura para silenciar adversários. Os 15 anos de governo fo- ram marcados pelo nacionalismo, infraestrutura e leis trabalhistas. Podemos destacar a criação da Justiça do Tra- balho em 1939, instituição do salário mínimo, a Con- solidação das Leis do Trabalho, além de outros direi- tos trabalhistas, como a  carteira profissional, semana Senador (PMDB- AL), presidente do Congresso Nacional Renan Calheiros de trabalho de 48 horas e as férias remuneradas, o descanso semanal, o sistema S, o ensino profissionali- zante e tantas outras conquistas. Na infraestrutura criou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a Companhia Siderúrgica Nacional, a Vale do Rio Doce, a Hidrelétrica do Vale do São Francisco, a Eletrobrás e o próprio ministé- rio do Trabalho. No retorno democrático ao gover- no, em 1950, Vargas criou a campanha “O Petróleo é Nosso” que resultaria na criação da Petrobras.  Portanto, honrar a memória e o legado de Getúlio Vargas é valorizar cada conceito contido na carta-testamento. Honrar Getúlio Vargas é respeitar os trabalhadores, seus direitos. É não precarizar as relações trabalhistas e não retirar ou diminuir direitos. Na defesa da economia e do emprego, propu- semos uma agenda ao País, a agenda Brasil. Um rotei- ro - 28 proposições englobadas em três eixos - que tem potencial para reaquecer a economia, ampliar a segurança jurídica, melhorar o ambiente de negócios, devolver a confiança ao País e reverter a expectativa na redução do grau de investimento. Este é o cami- nho mais adequado de homenagear Getúlio Vargas. Em defesa do emprego 18 19AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  11. 11. Às margens do LagoJosé Natal jnatal@uol.com.br MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DA COMPANHEIRADA Depressão, síndrome do pânico, bipolaridade ou qualquer outro transtorno psicológico podem ser tratados de forma inovadora. O Instituto Biosegredo (www.institutobiosegredo.com.br), que tem mudado a vida de centenas de pessoas, criou o Departamento de Atendimento à Distância (DAD) e assim é possível oferecer atendimento e acolhimento a pessoas que não contam com sedes ou células para tratamento presencial. O primeiro passo é fazer um consulta na mesa quantiônica, onde será identificado o processo energético e o que ocasionou o desequilíbrio. Já nessa etapa, a pessoa começa a ser tratada por meio de um harmonização. O segundo passo é a Tackionsmetria, tratamento semanal que é uma evolução da apometria e das técnicas de cura emocional e física. Com esse tratamento, a pessoa cuidará dos campos emocional, mental, físico e espiritual de maneira integrada. Além disso, terá o acompanhamento de três bioterapeutas durante o processo BIOSEGREDO MUNDO DOS VINHOS, DESFRUTE Ofascinante universo do vinho que tem despertado a atenção de um número cada vez maior de pessoas. Mas na hora da compra, algumaspessoasaindaficammeioperdidas.Qual vinho escolher entre tantas variedades de uvas, safras e classificações? Que vinho harmoniza melhor com qual prato? Vinho tinto ou branco? Para clarear estas e outras dúvidas, a Associação Brasileira de Sommeliers em Brasília (ABS) preparou um curso rápido de iniciação para aqueles que desejam dar os primeiros passos no mundo do vinho. Serão duas turmas no mês de outubro, a primeira nos dias 02 e 03 de outubro e outra para 23 e 24 do mesmo mês. Nos horários de sexta, das 19h30 às 22h e sábado de 10h às 12h. As aulas serão ministradas na Faculdade UPIS 712/912 S CARNAVAL Muita gente pergunta se teremos carnaval este ano, ou ano que vem. Desfile de escolas, sambistas na rua, festa do povo e alegria popular que o povo adora. Parece que não vai ter nada disso, de novo. O Pacotão sim, esse vai ter muito tema pra levar pra rua. PROTEÇÃO Apartir deste mês, as meninas de 9 a 11 anos que tomaram a primeira dose da vacina quadrivalente contra Papiloma Vírus Humano (HPV), devem retornar a um posto de vacinação para receber a segunda dose. A vacina protege contra dois subtipos de HPV, doença responsável por 70% dos casos de câncer do colo do útero e a terceira causa de morte de mulheres no Brasil. Para alertar sobre a importância da vacinação, Ministério da Saúde promove mobilização nacional que visa incentivar pais e responsáveis a levarem suas filhas para tomar a segunda dose contra HPV. PARQUE DO ABANDONO Há uma onda por aí sobre a possível privatização do Parque da Cidade. Seria uma beleza se fosse verdade. Talvez seja a única chance que o Parque teria de ganhar a dignidade que merece. Uma área verde imensa, agradável e amada pela população. Mas está cheio de lixo, sem banheiros dignos de receber as pessoas, sem sinalização e mal administrado. Os ciclistas e as pessoas que andam pela pista de caminhada se  esbarram, se  esfolam e se atropelam. A falta de gestão do local resvala na falta de respeito do Estado pelo cidadão. Uma pena. Mas quem se importa? ORLA DAS CAPIVARAS Nada mais correto e justo. Aliás, é o que manda a lei. O GDF agiu certo ao pegar de volta a área verde tomada pelos moradores da Orla do Lago. Agora, o mesmo GDF tem que ficar de olho no que vai acontecer nesse espaço. Moradores temem pela invasão de vândalos em pique-niques de fim de semana e também pela invasão das capivaras, bicho que se multiplica que nem ratos e destrói tudo que vê. Falar em bicho e natureza ouriça os  chefes do IBAMA, órgão que fala muito e trabalha pouco. Nosso Governador Capitão Rodrigo deve ficar de olho. FUTEBOL, BOM E RUIM Claro que pode mudar, mas é díficil. O Corintians vai ser campeão brasileiro, de novo. O Galo tem chances, poucas mas tem. O Vasco vai cair, de novo, pra segundona. Não tem jeito. O Flamengo, alegria da imprensa carioca, o Inter, eterno Belo Antonio do futebol brasileiro e o Palmeiras podem chegar a Libertadores, apena isso. Guerreiro é o melhor atacante que joga hoje no Brasil. Valdivia, do Inter é cracaço e esse garoto Gabriel Jesus, do Palmeiras, parece que vai. Mas ainda demora. E a Seleção, hein? Sem graça, sem charme e sem sal. Mas é o que temos, pode mudar que muda pro mesmo. 20 21AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  12. 12. Historinhas do VinilRoberto Nogueira robertonogueira@ terra.com.br Consultor da Presidência da CNC. Presidente de RN Consultores e de RN & Marini Editora e Comunicação. Autor de nove livros. Poeta. Membro da Academia de Ciência, Letras e Artes de Rio Pomba (MG). L i no “Estadão”, dia desses, texto de Julio Maria sobre os 50 anos da Jovem Guarda. Pra começo de conversa ele me sai com essa: “Em anos de regime ditatorial e de afirmação de uma linguagem dominante e contestadora, todos foram dormir de cabeça quente na noite de 22 de agosto de 1965 – há exatos 50 anos – dia em que a TV Record anunciou a estreia do Programa Jovem Guarda”. Não sei exatamente a que linguagem contes- tadora o jornalista se refere, pois, em 1965, precisa- mente em agosto, ainda havia tênue esperança de que o militarismo teria vida breve. Os grandes contesta- dores do regime ditatorial – e dentre eles não consigo vislumbrar ninguém que participou ativamente da tal Jovem Guarda – botaram o bloco na rua pra valer a partir do final de 1968 quando o regime endureceu. Não me venha também dizer, como disse Jerry Adriani, que a Jovem Guarda foi um movimento de transformação cultural, social e de contestação aos costumes. 50 anos depois querem implantar nova realidade. Dia desses, a propósito, vi um deputado afirmar com a convicção das testemunhas que “não houve tortura coisa alguma, Dilma não foi torturada coisíssima nenhuma”. Meio século, inverte-se a his- tória. O tempo passou e a Jovem Guarda é o que sempre foi: Um Programa de TV que teve papel im- portante para alienar ainda mais o alienado; importan- te para as produtoras venderem discos; lançou umas musiquinhas sem importância, muitas delas versão de segunda linha sucessos internacionais; e alguns canto- res bons e outros mais ou menos. Divertiu a juventu- de, só isso, nada mais. Obviamente, tenho LP´s da Jovem Guarda que vão de “Os VIPS”, “Renato e seus Blue Caps” a Wanderleia, passando por Erasmo e Roberto, The Jordans, Eduardo Araujo, e algumas coletâneas da- quele tempo. Quando os boto para rodar, se a plateia já passou dos 60 é sucesso na certa, não sei se por saudosismo ou se a música os remete às velhas tardes de domingo. The Jordans foi um conjunto instrumental de São Paulo que gravou bastante. Deles tenho “Edição Extra”, LP de 1967, com 11 músicas estrangeiras. Tenho também dois discos ao vivo do conjunto “Os VIPS”, dos irmãos Márcio e Ronald. Muito bom para animar exposições de gado no interior de Minas e São Paulo. Eles contavam muito a música “A Volta”, de Roberto e Erasmo Carlos, aquele que começa as- sim: “Estou guardando o que há de bom em mim/Para lhe dar quando você chegar”. Pois não é que em certo dia o Costinha (lembram-se do Costinha, humorista) 50 anos de Jovem Guarda! entrou em cena na TV cantando esses versos e fe- chando a braguilha. Mal ele a fechou, a TV saiu do ar. Voltando aos vinis, tenho um antigo da Wan- derléa cantando só versões, acompanhada de Renato e Seus Blue Caps. Ele tem aquela música chatíssima, “Exército do Surf”. “Nós somos jovens/jovens/jo- vens/Somos do exército/do exército do surf”. Já ou- viu coisa pior? Será que ela estava protestando? Esse LP serve apenas para colecionar, não dá para ouvir. E quando ela canta “Capela do Amor”? Interessante é que as duas versões são de Neusa de Souza, que assina várias outras, e eu não tenho a mínima noção de quem seja. Tenho alguns LPs do Eduardo Araujo, “O Bom”, mineiro de Joaima, gente boa. “Meu carro é vermelho/Não uso espelho pra me pentear/Botinha sem meia/E só na areia eu sei trabalhar/Cabelo na tes- ta/Sou o dono da festa/Pertenço aos 10 mais/Se você quiser experimentar/Sei que vai gostar/Quando eu apareço o comentário é geral/Ele é o bom, ele é o bom demais/Ter muitas garotas para mim é normal/ Eu sou o bom entre os 10 mais. É isso. Mas ler no Estadão que a Jovem Guarda está “Em busca de justiça”, de reparação, referindo- -se ao patrulhamento ideológico, já é demais. Eles eram como hoje são os tais sertanejos universitários, só que sem músculos, tatuagens e cabelos moicanos. Mas igualmente alegres e bons animadores de exposi- ções de gado e... alienados. E ainda tinha os irmãos Dom e Ravel satisfa- zendo o regime, cantando “Eu te amo, meu Brasil, eu te amo. Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil”. 22 23AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  13. 13. A Câmara dos Deputados aprovou recentemente o texto que modifica a correção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), aumentando seu rendimento gradualmente já a partir de 2016. O projeto de lei agora necessita da aprovação do Senado para que entre em vigor. Mas os trabalhadores já veem a alteração no FGTS com bons olhos. Caso seja aprovada a proposta, a partir de 2019 os reajustes passam a ter como referência as correções da poupança, equivalente a 70% da taxa básica de juros, a Selic. Para os depósitos entre 2016 e 2018, o rendimento anual das contas do Fundo de Garantia, além da Taxa Referencial (TR), sobe para 4%. Para 2017 e 2018 os aumentos serão respectiva- mente 4,75 e 5,5%. Para a advogada Vera Brigatto, da Associação Nacional da Seguridade e Previdência (ANSP), a me- dida é benéfica para o trabalhador, pois a atual remu- neração do FGTS não acompanha a inflação. “Com a mudança na correção se encerram as perdas para o trabalhador, já que atualmente o gover- no empresta o dinheiro a juros maiores do que paga”, afirma a advogada. Rendimento do FGTS terá aumentos gradativos a partir do próximo ano Advogada da ANSP comenta novo cálculo do Fundo de Garantia O outro lado da moeda A eventual alteração, entretanto, pode pre- judicar quem for adquirir um imóvel financiado pelo Fundo a partir de 2016. A prestação da casa própria, principalmente do segmento de baixa renda, deve subir com a medida. O rendimento irá do- brar, de 3% para 6%, mas isso penalizará o trabalhador de baixa renda, que consegue adquirir imóveis com os recursos do FGTS, isto porque na medida que os juros sobem o financiamento também acompanha a ele- vação. De acordo com o boletim Focus, do Banco Central (BC), a inflação deve fechar 2015 no patamar de 9,32%. A promessa do BC é entregar a inflação na meta somente no final de 2016, quando projeções indicam inflação de 5,44%. O impacto entre os trabalhadores com renda mais baixa deve ser alto justamente porque cerca de 70% dos trabalhadores que têm conta ativa no FGTS ganham até quatro salários mínimos. Para Drª. Vera, a alteração do rendimento poderá afetar, se aprovado, todos os financiamentos do FGTS. “A partir do momento que o FGTS tem um custo mais alto, os financiamentos também terão ju- ros maiores o que pode prejudicar os trabalhadores”, finaliza a advogada da ANSP. O Brasil precisa abraçar a sua juventude. A nossa economia necessita, cada vez mais, de jovens que estejam dispostos a empreender e a seguir carreira na iniciativa privada. A função do Estado não é gerar emprego. Isso é função das empresas, até porque não há lugar para todos no serviço público. Mas o governo precisa, sim, estimular uma conduta empreendedora entre os jovens e capacitá-los para o mercado de trabalho atual. Esse incentivo precisa ser visto como política de Estado.   Para isso, temos que soltar as amarras das es- colas e arriscar em novos projetos educacionais que incentivem a entrada de jovens no setor produtivo. Neste aspecto, inserir o empreendedorismo na gran- de curricular seria um passo enorme na educação. A escola pode atuar como uma ferramenta transforma- Advogado e primeiro vice- presidente da Fecomércio-DF Miguel Setembrino Revolução empreendedoradora, incentivando o cidadão ao desenvolvimento de suas habilidades e comportamentos empreendedores. No Brasil, a palavra empreendedorismo é mui- to nova. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi pioneira ao trazer, em 1954, as primeiras ideias sobre o seg- mento produtivo para o País. Nas escolas america- nas e na Europa, no entanto, a matéria está presente há muito mais tempo, em todos os níveis escolares. Aqui, a maioria dos empreendedores só busca qualifi- cação após abrir a empresa, o que diminui as chances do negócio prosperar.   É preciso transformar essa realidade. Os jovens que ingressam no setor empresarial necessitam de capacitação. Está na hora de preparar o terreno para um futuro de oportunidades. Quanto mais empreendedores existirem no Brasil, maior será a oferta de emprego e maior será a possibilidade de sair dessa crise e construir um País melhor. T reze milhões de brasileiros acima de 15 anos, ou 8,7% da população, não sabem ler nem escrever. É ainda um contingente muito grande que enfrenta problemas cotidianos como não conseguir entender uma placa de trânsito, acessar uma conta bancária no caixa eletrônico ou mesmo assinar um contrato de aluguel. Sem alfabetização, essas pessoas têm dificuldades de empregabilidade, dependendo muitas vezes de programas de renda do poder público para sobreviver. Os países com pessoas letradas possuem me- lhores índices de desenvolvimento humano. A popu- lação tem acesso a bons empregos e, consequente- mente, a rendas melhores. Com índices positivos de educação, desenvolve-se também o potencial tecno- lógico e diminui sistematicamente a pobreza. Por esse motivo, alfabetizar a população é imprescindível para alterar os rumos de uma nação. Luiz Gonzaga Bertelli Presidente do Conselho de Administração do CIEE/SP, do Conselho Diretor do CIEE NACIONAL e da Academia Paulista de História – APH. Alfabetização e cidadania Preocupado com o elevado déficit educacional, o CIEE criou em 1997 o progra- ma de Alfabetização e Suplência Gratuita para Adultos, destina- do a possibilitar que pessoas acima dos 15 anos concluam os 12 anos do ensino fundamental e médio, com certificação reco- nhecida pelo MEC. Para assegurar condições de um aprendizado de qualidade, os alunos recebem, sem nenhum custo, kit com material escolar, uniforme, vale-transporte e lanche, num programa de assistên- cia social que já beneficiou mais de 50 mil pessoas, trazendo a eles a melhora da autoestima e a aptidão para tornarem-se mais competitivos no mercado de trabalho. No CIEE, os jovens e adultos participantes do programa recebem aulas ministradas por estagiários ligados às licenciaturas. O conteúdo programático é individualizado, baseado nas próprias dificuldades do aluno.  Atualmente 1,5 mil estudantes participam das aulas nas cidades de São Paulo, Piracicaba, Osasco, Barueri, Guarulhos, Araçatuba, Franca, Araraquara, Andradina, Praia Grande, Guararema e Brasília. Quem lê pode se informar, evitar manipulação, buscar seus direitos com autonomia, votar com mais consciência e usufruir do pleno direito à cidadania. 24 25AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  14. 14. C erca de cinco mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país receberam do Ministério da Saúde, 25 mil computadores. A medida beneficia mais de 15,1 milhões de brasileiros atendidos por essas unidades, distribuídas em 486 municípiose17estados.Oequipamentoreunirá,por meio do prontuário eletrônico, todas as informações de acolhimento do paciente nas diferentes áreas, como pediatria e ginecologia, possibilitando que o profissional de saúde possa ter acesso de forma mais rápida e organizada às informações, o que dará maior agilidade no atendimento. O Ministério da Saúde investiu R$ 91,2 milhões na aquisição dos computadores. Veja os municípios contemplados Atualmente, grande parte das UBS contempla- das registra o histórico do paciente de forma manual, em papel. A utilização de sistema eletrônico amplia o acesso e a qualidade da assistência prestada à po- pulação, tornando o atendimento mais eficiente. Os computadores entregues já trazem a nova versão do prontuário eletrônico para a atenção básica, que foi disponibilizado pela pasta a partir do último mês de julho. Todos os municípios do país e as 40,7 mil Unidades Básicas de Saúde existentes podem acessar gratuitamente a versão 2.0 do software (e-SUS AB), que traz novas funcionalidades. Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, é importante que os municípios mantenham a versão do e-SUS AB atualizada. “Nossa prioridade é tornar cada vez melhor o acompanhamento dos pacientes atendidos no Sistema Único de Saúde, reunindo em um único sistema todo o histórico de atendimento de cada cidadão. Isso representa agilidade e organização tanto para o usuário dos serviços públicos de saúde quanto para os profissionais de saúde. Sabemos que com saúde todo ganho de tempo é importante. A me- dida também vai ajudar ainda mais no fluxo de trans- missão das informações entre município e Ministério da Saúde”, destaca o ministro. A estratégia integra o Projeto de Formação e Melhoria da Qualidade de Rede de Atenção à Saúde (QualiSUS-Rede), que envolve os 17 estados prioriza- Saúde entrega 25 mil computadores para instalação de prontuário eletrônicoCinco mil Unidades Básicas de Saúde vão passar a registrar todo o histórico do paciente em sistema eletrônico, dando maior agilidade ao atendimento de 15,1 milhões de pessoas dos na distribuição dos computadores em projetos para o desenvolvimento de iniciativas de inova- ção e qualidade da gestão do SUS e do cuidado ao usuário. Todos os 486 muni- cípios beneficiados aderiram à iniciati- va. Foram também distribuídas 5.088 impressoras térmi- cas capazes de imprimir o Cartão Nacional do SUS na hora, agilizando o atendimento do paciente. A mo- dernização dos processos também representa ganho para os profissionais de saúde na hora da coleta e con- solidação das informações pelo sistema. A plataforma 2.0 foi desenvolvida a partir de convênio entre o Ministério da Saúde e a Universi- dade Federal de Santa Catarina (UFSC). O software é capaz de organizar a gestão do funcionamento das unidades básicas, além de permitir que todo o históri- co do paciente fique reunido no prontuário eletrônico sem necessidade de papel. Dos 25 mil computadores, 4,9 mil são servidores, ou seja, conseguem armazenar os dados colhidos em todos os computadores da uni- dade de saúde. Novas funcionalidades Com a nova versão, os profissionais de saúde passam a ter acesso a novos módulos de acompanha- mento ao paciente, como o campo de pré-natal, onde são adicionadas informações importantes sobre a mu- lher nesta condição em um cartão digital dentro do prontuário eletrônico. São informações que podem ser acompanhadas por profissionais que realizam esse procedimento. No módulo de saúde bucal, os cirur- giões dentistas poderão interagir com um odontogra- ma eletrônico, onde são feitos registros da situação de cada dente do paciente garantindo a continuidade do cuidado em saúde bucal a cada atendimento. An- tes da versão 2.0 do prontuário eletrônico esse acom- panhamento era feito manualmente. Os gestores municipais também poderão acompanhar a demanda de trabalhadores e gesto- res das unidades de saúde pelo prontuário eletrôni- co 2.0 porque nele estará registrada a produção de cada profissional da equipe. Além disso, a nova versão vem com um aplicativo para tabletes na plataforma Android que poderá ser utilizado pelos Agentes Co- munitários de Saúde nas atividades de cadastramento de indivíduos, domicílios, além do registro das visitas domiciliares. SISAB O Ministério da Saúde vem adotando medidas para estruturar o Sistema de Informação da Atenção Básica em nível nacional com o objetivo de informati- zar o processo de trabalho e qualificar a informação. Por isso, até janeiro de 2016, todas as mais de 40,7 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país deverão en- caminhar informações de procedimentos das unidades pelo Sistema de Informação em Saúde para Atenção Básica (SISAB). O objetivo do Ministério é integrar os diversos sistemas de informação oficiais existentes, reduzindo a necessidade de registrar informações si- milares em mais de um instrumento (fichas/sistemas). O incentivo à leitura desde cedo é fundamental na formação pessoal, intelectual, íntima e até mesmo profissional dos pequenos. Os pais, como principais figuras de referência,sãoessenciaisparaqueogosto por ler seja tomado pelos filhos. A leitura feita logo no começo da infância ajuda as crianças a explorarem sentimentos, a própria imaginação e ideias de um jeito divertido e natural. Além de estreitar os vínculos com os pais, os benefícios da leitura não param por aí. Uma pesquisa do departamento de Sociologia da Universidade de Oxford reforça que ler durante a adolescência au- menta as chances de uma vida profissional bem-suce- dida. Vale acrescentar que ler traz maior capacida- de de raciocínio, embasamento intelectual e facilidade para a criança se comunicar e se expressar – visto que a linguagem está estreitamente ligada ao pensamento. Também ajuda o pequeno a ser um leitor assíduo e ter prazer em ler, sem contar que ler e escrever se tornará uma tarefa mais fácil para aquelas que têm contato com livros antes da pré-escola. A obra Oswaaaaaldo!, da editora DCL, é exem- plo do quão importante os livros são na fase de apren- dizado da criança. O título traz um macaquinho muito Ler para os filhos desde pequenos é a chave para que eles cresçam preparados para o mundo e bem sucedidos em todos os âmbitos da vida adulta Pais devem ler para os filhos? divertido e espoleta – e por isso, identificável com as crianças –  que durante as aventuras que passa na reser- va, vai ensinando aos pequenos leitores nomes de diver- sos animais exóticos, enquanto soletra o alfabeto todo. Sem que a criança perceba, ela adquire novos léxicos para seu vocabulário e ainda tem seu primeiro contato com o alfabeto de modo tão divertido que, com certeza, vai querer repetir a dose! Outro título que evidencia a importância dos li- vros no desenvolvimento da moral dos pequenos é o livro Betina Quero-Quero, também da editora DCL. Betina é uma criança que, assim como todas, já nasce sabida e com o “quero!” na ponta da língua. No come- ço, os papais encantados com a filhinha acham tudo en- graçado. Depois, a coisa começa a complicar. A garoti- nha começa a querer tudo e não sabe discernir o que é seu e o que não é: quer tudo de todos. Assim como (e junto com) a Betina, a criança pode entender que ser é mais importante do que ter; que ouvir respostas negativas não é o fim do mundo e que não é preciso (nem devido) querer tudo para ser feliz – e fazer as pessoas ao redor felizes também! Nada melhor que os pais permanecerem presentes nesse momento em que a aprendizagem acontece simultânea à diversão. A conversa que o li- vro proporciona num clima descontraído e de cari- nho entre pais e filhos é importantíssimo não só pelos temas abordados, mas também porque cada instante de leitura com o papai e a mamãe, são únicos para qualquer criança. 26 27AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  15. 15. N o dia 24, com três mil pessoas inscritas, aconteceu a palestra no Centro Comunitário Athos Bulcão, que começou pouco depois das 9 horas e marcou o início da 23ª Feira do Empreendedor do Sebrae no DF. Durante o evento, Zico falou sobre sua carreira como jogador, treinador e dirigente. O ídolo, que atualmente almeja ser presidente da FIFA, a entidade máxima do futebol mundial, contou histórias engraçadas, incentivou estudantes e empreendedores, além de ter comparado um time de futebol com uma empresa. “A empresa é como um clube e a torcida é o cliente. O jogador, que é o profissional, tem que estar motivado para conquistar títulos e é obrigação da organização capacitar esses profissionais para dar alegrias ao torcedor”, afirmou. Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no DF, Luís Afonso Bermúdez, a presen- ça de Zico motiva os estudantes pela sua liderança e carisma. “O Zico já mostrou sua experiência em ser líder de um time e é um ícone da nossa cultura do futebol. Assim como o Sebrae, ele ajuda o empreen- dedor a compreender lições importantes de liderança METEORO 10A passagem por Brasília de Arthur Antunes Coimbra ou simplesmente Zico para uma nação apaixonada de rubro-negros, por Brasília, na última semana de agosto, foi igual a um meteoro: rápida e marcante. Como sempre. para quem quer formar um negócio”, ressaltou. Antônio Valdir Superintendente do SEBRAE DF resumiu: “ a força da imagem do Zico é inima- ginável e tem o poder do ídolo de verdade. Por tudo que fez dentro e fora dos campos, será sempre um exemplo de determinação, ética e credibilidade”. Já o reitor da UnB, Ivan Marques de Toledo Camargo, enfatizou a importância de receber Zico e a parceria da instituição com o Sebrae. “Estar junto de um movimento como o Sebrae é uma atitude polí- tica. Não é responsabilizando governantes que saire- mos da crise, mas sim investindo em novos negócios e seguindo exemplos de sucesso como o do Zico”, explicou. O craque ainda explicou a importância do tra- balho em equipe e a necessidade de o grupo estar focado em um mesmo objetivo. “As der- rotas acontecem quando um elo da corrente está arrebentado. Por isso, todos têm que es- tar com a mesma filosofia e o mesmo objetivo. Sozinho não se chegar a lugar algum”, disse. Depois da palestra na UNB Zico seguiu para a o Taguaparque, em Taguatinga para par- ticipar de um bate-papo com 50 crianças do Sol Nascente e atletas do Centro de Futebol Zico (CFZ), no Distrito Federal. Ele contou um pouco das histórias da carreira e deixou uma mensagem importante para as crianças. “Por mais que vocês tenham sonhos, não esqueçam que o estudo é fundamental. É a maior herança que a gente leva. E mais: não adianta só querer. Tem que haver vontade e muita determinação para seguir em frente” , destacou. Zico tirou fotos, distri- buiu autógrafo e inaugurou uma exposição com peças do seu acervo pessoal, algumas, inclusi- ve, nunca exibidas publicamente. Troféus, bolas, camisas da Seleção Brasileira e camisas históricas de um Flamengo muito distante do atual ficaram ao alcance de fotos e milhares de selfies Mas o grande destaque da exposição, ficou por conta do carro que Zico ganhou por ter sido escolhido o melhor jo- gador em campo, após a conquista do título do Mundial de Clubes em 81, no Japão. É a primeira vez que o carro fica exposto fora do Rio de Janeiro. FIFA Zico é pré-candidato a presidente da FIFA. - ainda falta o apoio formal de cinco federações. A CBF, ao contrário do que todos imaginavam, condicionou Poucos sabem que a primeira camisa que o Zico usou no time principal, como profissional, tinha o número 7 crédito BG Press o seu apoio a mais quatro federações para abraçar a candidatura. Ou seja, Zico precisa de quatro federa- ções para obter o apoio da federação brasileira. . Os contatos já foram iniciados e começaram por onde Arthur Antunes Coimbra deixou sua marca como Zico: Japão, Uzbequistão, Turquia, Iraque, Rus- sia, Catar e ainda a Itália, a Grécia e a Índia, onde vai ficar até dezembro, contratado para fazer o mesmo trabalho realizado no Japão visando o fortalecimento do futebol local. Dois fatos recentes motivaram ainda mais o eterno 10 da Gávea: durante a palestra da UNB. O primeiro: um representante da embaixadora Vera Cíntia Álvares o informou que a Coordenação Geral de Intercâmbio e Cooperação Esportiva do MRE está á disposição para o que for possível ajudar. Essa infor- mação já está em poder da sua equipe que trabalha com o objetivo de “ levar às federações os planos da campanha reconhecidamente árdua, principalmente nesta fase inicial”, como reconhece o próprio Zico: - “ Nossa equipe é toda voluntária, as reuniões são constantes e as dificuldades serão imensas porque não entendo a necessidade do apoio explícito e oficial de cinco federações, por exemplo, a alguém que atua há 40 anos no futebol. Esse formato é ultrapassado e tem que mudar. Outra coisa também é inconcebí- vel: apenas 23 pessoas decidirem sobre uma sede da Copa do mundo. E no momento, desses, sete estão presos”. O segundo fato fica por conta do contato que houve com o Liga de Futebol dos Estados Unidos. “Essas denúncias possibilitam mudanças. Começou com eles e será fundamental contar com esse apoio. O contato foi promissor”, concluiu o Galinho para o Entre Lagos. Camisa do mundial de 81, vídeos, e troféus nunca antes apresentados em público fizeram sucesso Foto:BGPress 28 29AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  16. 16. A 23ª Feira do Empreendedor do Sebrae no DF foi além da expectativa de público e recebeu 15 mil visitantes, superando o número esperado de 12 mil pessoas. Pela primeira vez, o evento, que começou na quarta-feira (26) e terminou no domingo (30), não foi realizado no Plano Piloto, mas no Taguaparque, em Taguatinga, por conta da densidade empresarial da região. Com o slogan “Empreender faz bem”, o tema da Feira foi a qualidade de vida e teve como objetivo fomentar a competitividade e a sustentabilidade em um ambiente propício à geração de negócios. Somen- te nos encontros agendados entre compradores e fornecedores, as rodadas de negócios, 125 microem- preendedores movimentaram R$ 3,5 milhões que. Dentre eles, estão empresas relacionadas ao comér- Feira do Empreendedor ArrebentouRealizado em Taguatinga, evento incentivou práticas sustentáveis e movimentou quase R$ 11 milhões em negócios prospectados cio varejista de roupas e aces- sórios, apicultura, construção e empresas que confeccio- nam uniformes. Somando-se os quase R$ 7 milhões em negócios dos expositores a serem fechados, foram pros- pectados R$ 11 milhões em negócios durante a feira. Durante os cinco dias de programação, o Sebrae realizou 7.357 atendimentos e capacitou 7.717 pessoas em palestras, oficinas e workshops. Além disso, 89% dos visitantes aprova- ram o evento e os serviços oferecidos nele.  Para o diretor-superintendente do Sebrae no DF, Antônio Valdir Oliveira Filho, a feira foi um suces- so. “Superamos as expectativas e mostramos que o Sebrae precisa descentralizar o seu trabalho. Trazer o evento para Taguatinga, local onde pulsa o empreen- dedorismo, foi a decisão correta. Até o fim do ano, a expectativa do Sebrae é passar de 180 para 200 mil microempreendedores no DF”, explicou. A gestora da Feira do Empreendedor do Se- brae no DF, Lucimar Santos, ressaltou que a maior parte dos visitantes não conhecia o evento. “Cons- tatamos que 80% das pessoas que vieram não co- nheciam a feira e que ela proporciona acesso a in- formação, capacitação e oportunidades de negócios. Conseguimos oferecer aos microempreendedores produtos e serviços que pretendem melhorar seus negócios. Foi importante atingirmos a comunidade empresarial de Taguatinga, Ceilândia, Samambaia e Águas Claras”, avaliou.   Convidados Especiais O Sebrae recebeu para as palestras magnas além do Zico que abriu o ciclo na UNB, grandes no- mes, como o ex-capitão do Bope e coordenador do Curso de Operações Especiais, Paulo Storani, o pa- lestrante de marketing digital Max Gehringer, o pales- trante de moda Arlindo Grund, o pianista João Carlos Martins, o lutador Rogério Minotouro, o repórter Clayton Conservani, o jornalista Gilberto Dimenstein, a ex-jogadora de basquete Magic Paula, o velejador Lars Grael e o microempreendedor individual de su- cesso David Portes. Quem encerrou o evento, no domingo (30), foi o professor de educação física Márcio Atalla, que falou sobre “Qualidade de vida e saúde”, um dos te- mas centrais da feira. Segundo ele, quando a empresa passa a promover iniciativas nessa direção, o efeito é direto não só na vida dos colaboradores, mas na ren- tabilidade do negócio. “Cada real investido retorna, pelo menos, em seis. Investir na qualidade de vida do colaborador é inteligente”, avaliou. Os 28 expositores que estavam na feira abor- daram temas relacionados ao universo do empreen- dedorismo. No entanto, alguns se destacaram pela eficiência nos negócios e pelo volume de pessoas que procuraram o seu produto. Foi o caso da CLUBE aluno, empresa de Mar- keting Educacional que desenvolveu uma plataforma on-line para atender às necessidades do público jo- vem estudante e ajudar no desempenho escolar dos alunos. A companhia conseguiu negociar com 19 re- giões do Distrito Federal e, em dois dias, esgotar a cota estabelecida para a feira. O evento também ofe- receu 50 oportunidades de negócios relacionadas a agronegócio, comércio, indústria, serviços e também para os microempreendedores individuais.   Empreender faz bem Na abertura da 23ª Feira do Empreendedor 2015, na quarta-feira (26), o presidente do Conse- lho Deliberativo do Sebrae no DF, Luiz Afonso Ber- múdez, ressaltou que o momento não é de lamentar as consequências da crise, mas de dizer, conforme o tema da feira, que “Empreender faz bem”. “Estamos aqui não só para ouvir os empreendedores, mas para ajudá-los. Empreender faz bem para todos: para a so- ciedade, para o governo e para a família”, afirmou. O ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, e o diretor do Sebrae Nacional, José Cláudio dos Santos, também participaram da abertu- ra do evento. Os estudantes da Universidade de Brasília (UnB) receberam, na segunda-fei- ra (24), o craque Zico, ex-camisa 10 do rubro-negro e da seleção brasileira. Par- ceiro do SEBRAE de outras jornadas, deu o pontapé inicial para a Feira do Empreen- dedor e marcou o lançamento oficial do evento, elogiou a iniciativa do Sebrae e comparou um time de futebol com uma empresa. “A empresa é como um clube e a torcida é o cliente. O jogador, que é o profissional, tem que estar motivado para conquistar títulos e é obrigação da orga- nização capacitar esses profissionais para dar alegrias ao torcedor”, afirmou. Ídolo homenageado 30 31AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  17. 17. Eventos que agitaram BrasíliaOswaldo Rocha mundovip@terra.com.br oswaldorochamundovip@terra.com.br Cel.: 9977-7999 / 33661696 “Depois que uma palavra sai da sua boca,você não pode engoli-la de novo” “Não há uma boa resposta para uma pergunta estúpida” Provérbios Russos Homenagem aos pioneiros do Lago Sul Katia Kouzak, exemplo de dignidade e elegância viveu momentos de grandes emoções, nos salões do Iate Clube de Brasília, durante a comemoração dos seus 70 anos. Rodeada por seus filhos, nora, genro, netos e seus amigos de longa data ela pode sentir o quando é amada e querida com as homenagens recebidas. A festa teve a marca registrada da aniversariante: muita alegria, beleza, elegância e descontração. Jofran Frejat e Denise com Jair Rocha Mitre Moufarrege com o padre Emannuel Sofoulis Memorável 70 anos de Katia Kouzak Katia Kouzak emoldurada por sua nora Katharina Brauer, seus filhos Solon, Zenon e Valeska, seu genro Aloísio Campos da Paz Neto e seus netos Oscar Moren e Elinor com Maria Selma e Régiton Menezes Adilson e Elizabete Garcia Campos Fazendo parte das comemorações celebradas pelos 55 anos do bairro, o administrador do Lago Sul, Aldenir Paraguassú homenageou os moradores ilustres que contribuiram para o desenvolvimento e o progresso da comunidade. Os homenageados com seus diplomas e troféus Noivado de Danielle e Roberto Pantoja Mônica Sales e João Cruz receberam em sua casa, na QL 26 do Lago Sul, seus familiares e amigos para celebrar o noivado da filha Danielle com Roberto Pantoja, filho de Virginia e Roberto Pantoja. O casamento está programado para Cancun/México. Os noivos Os noivos com a família da noiva. Hugo e Patrícia Rodrigues, João Cruz e a filha Danielle Sales, sua avó Ângela de Queiroz, Roberto Pantoja, Mônica Cruz, Steven e Cristiana Oliveira. Os pais do noivo: Virginia e Roberto Pantoja Inauguração do espaço Bia Koffes Casa Já era de se esperar que seria uma noite e tanto, como de fato ocorreu, a comemoração do cinquentenário da anfitriã. Entre os pontos altos da noite, a descontração, o bom gosto, o alto-astral, a decoração de Valéria Leão, a fartura do coquetel- jantar preparado pelo buffet Renata La Porta, bolos e doces de Maria Amélia e Dj Elyvio Blower, que não deixou ninguém ficar parado. No final, não faltaram o bolo com velas, “parabéns” e o champagne para brindar. Na hora dos parabéns, a aniversariante entre seus filhos Rodrigo e Ana Lima e seus pais Adriana e Antônio Machado Liliana Roriz e Márcia Lima Ana Maria Gontijo entre Salma e Aurea Farah Gláucia Benevides e Mônica Oliveira Lilian Gurgulino, Isaura Resende e Cristina Queiroz Bia Koffes com suas irmãs César Serra, Bia Koffes, Marcelo Pimenta e Fabiana Koffes Bia Koffes entre Teresa e Laura Neves Silvana Monte Rosa, Bia Koffes, Moema Leão, Angela Alves e Iza Matias Com um movimentado coquetel Bia Koffes inaugurou seu novo espaço Bia Koffer Casa, na QI 13 do Lago Sul Megafesta nos 50 anos de Márcia Lima 32 33AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015
  18. 18. HISTÓRIA A história do Va´a no Brasil começou em setembro de 1994, quando o brasileiro Ronald Williams, de férias no Brasil após competir na Ca- lifórnia, iniciou seus primeiros contatos no intuito de trazer o Va´a, ou canoagem polinésia, para o país. Na ocasião, Ronald treinava e competia pelo False Creek Racing Canoe Club, renomado clube de canoagem em Vancouver, Canadá. “De lá pra cá, com o crescimento exponen- cial do esporte no Brasil, os responsáveis de vários clubes e organizadores de competições manifesta- ram a preocupação em criar instâncias de supervi- são do esporte, pensando especificamente na se- gurança dos praticantes”, contou Nicolas Bourlon, representante brasileiro na Federação Internacional de Va’a desde 2003 e indicado pela Diretoria da CBCa no Comitê. Estima-se que hoje o Va´a seja praticado por até 25 mil pessoas na Polinésia Francesa, onda é tão popular quanto é o futebol no Brasil. No Havaí são cerca de 10 mil praticantes. O esporte também é muito popular na Austrália e Nova Zelândia, onde existem aproximadamente 5 mil esportistas.  Hoje, no Brasil, estima-se que há mais de mil pratican- tes regulares de Va´a espalhados por oito estados (Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo). Além do crescente interesse brasileiro pelo Va´a, o esporte não possui nenhuma contra-indica- ção ou treinamento de alto desempenho para a sua prática, e existem algumas embarcações do Va´a, como o V12 por exemplo, onde até doze pessoas podem remar juntas. “O Va´a se diferencia, por exemplo, do remo por não exigir qualquer treino específico para que se possa iniciar sua prática. O trabalho em equipe promove a integração e a sincronia entre seus prati- cantes, pois cada indivíduo tem uma função distinta e cada posição na embarcação tem um papel de responsabilidade. É um esporte para ser praticado por toda a família, inclusive pelas crianças e até mesmo pessoas na terceira idade”, explicou Nicolas Bourlon. B rasília adere de vez a prática da Canoa Havaiana, ou “VA”A, como é popularmente chamado. Entrou pra valer nessa onda, e já faz sucesso pra todo mundo ver. A equipe Canoa Brasília leva esse esporte a sério, treina pra valer e pelo que tem mostrado até agora competência, disposição e muita vontade de vencer  é a  norma de conduta dos atletas. A equipe foi a quinta colocada na primeira etapa do Circuito Brasileiro de Canoagem. Na segunda etapa ficou em 4 lugar e agora alcançou a terceira posição na terceira etapa, realizada no Lago Paranoá, em frente ao Pontão do Lago Sul, diante de centenas de fans e admiradores.  A equipe de Brasília é composta por Marcelo Pahl Nascimento, Felipe Terrana, Paulo Guimarães, Rafael Poubel, Marcelo Bosi e Caio Nascimento, capitão do grupo. O Lago Paranoá é o cenário ideal para esse grupo que decidiu entrar pra valer na  fase de competição, e sonha alto em busca de vitórias. O  esporte é uma novidade para a cidade, e pelo comportamento das pessoas que estão indo  assistir as provas o entusiasmo é visivel. A equipe é jovem, e pelo bom começo que tem mostrado com certeza vai formar seguidores em breve. Através da CBCa, as modalidades Oceâni- ca e Va’a foram contempladas pela Lei do Incentivo ao Esporte junto ao banco BNDES, o patrocinador. A Hoop Sports é a empresa por trás, organizando a estrutura dos eventos e a partir desta etapa de Bra- sília, frequentemente temos um trabalho em união. São muitas pessoas trabalhando em conjunto com a JEFFERSON SESTARO Com informações de 4ª etapa do Circuito Brasileiro de Canoagem Oceânica marca nova era Evento realizado em comunhão com a modalidade Va’a reuniu mais de 200 atletas no Pontão do Lago Sul, em Brasília ABraCan e com a CBCa para que as duas modalidade entrasse no projeto de incentivo. Os atletas eram recebidos na arena da com- petição e deviam se dirigir a uma sala onde era feita a confirmação da sua inscrição e lá recebia um kit com sua camiseta, protetor solar, folder informativo etc. Após isso, outra sala aguardava os atletas para a re- tirada dos numerais, que eram jalecos para usar por cima do colete salva vidas. Mesmo com todas informações oficias do evento divulgadas antecipadamente, um pequeno atraso na finalização da entrega de numerais ocorreu devido à grande quantidade de atletas que deixou para retirar seus numerais de última hora. Principal- mente atletas locais de Brasília, atitude essa que não será mais tolerada pela organização, fazendo-se cum- prir o horário e sendo assim, deixando os atrasados ou desorganizados de fora. Esse atraso refletiu no horário do briefing que era previsto para 13h30 com a largada prevista para as 14h, segundo consta no boletim oficial. Durante o briefing, dúvidas sobre o percurso foram tiradas, mas muitos questionamentos irrelevantes foram feitos, detalhes básicos que estavam divulgados previamente no boletim oficial da prova, bem como detalhados no mapa do percurso. Esse tipo de atitude terá que ser revisto pela organização da modalidade, pois mesmo com o briefing realizado e boletim oficial divulgado, muitos atletas erraram o percurso. Houve um deslo- camento de bóia que não atrapalhou tanto, mas que atletas desrespei- taram o percurso de passagem não gerando penaliza- ções. A postura que os atletas co- bram da organiza- ção na questão de profissionalismo também deverá ser inversa, onde a organização cobrará a postura profissional do atleta. Questões que envolvem desrespeitar o regulamento pelo não uso de saia, não uso de leash e não uso de outros equipamentos obrigatórios começarão a gerar desclassificação do atleta. Um caso perceptível por todos na hora do embarque dos atletas da oceânica foi que atletas pre- viamente instruídos em não passar na raia de boias que estava tendo baterias da prova de Va’a, invadi- ram o triângulo de boias sendo necessário ter que o locutor do evento alertar no microfone para que se retirassem da raia, correndo o risco de atrapalhar a bateria de Va’a. Isso não será mais tolerado correndo o risco de haver cancelamento da prova. Aproximadamente 100 caiaques e surfskis es- tavam alinhados para a largada. Esse momento foi lin- do, único e muito bem respeitado por todos os atle- tas, fazendo um alinhamento rápido sem problemas de antecipação que pudesse gerar uma largada falsa. Mérito dos atletas! Depois de 1 hora de prova, os primeiros caia- ques Turismo Junior começaram a surgir no horizon- te do Lago Paranoá. Luiz Eduardo de Oliveira, da ACALINO foi o grande campeão. Novamente com os atletas respeitando as boias que foram demar- cadas para não invadir a raia da Va’a, o balizamento favoreceu grandes disputas até a linha de meta, prin- cipalmente no Surfski individual entre Luiz Wagner Pecoraro e José Marcos Mendes Filho, que levou a melhor contra Luiz. José Marcos também sagrou-se campeão nas disputas de Va’a que antecederam  a prova da oceânica, demonstrando ser um dos me- lhores atletas do país. 34 35AGO / 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos AGO / 2015

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