O slideshow foi denunciado.

Orientações Curriculares

5.410 visualizações

Publicada em

  • Seja o primeiro a comentar

Orientações Curriculares

  1. 1. GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DA EDUCAÇÃO ORIENTAÇÕES CURRICULARES DO ESTADO DE SÃO PAULO LÍNGUA PORTUGUESA E MATEMÁTICA CICLO IMiolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 1 2009-03-11 11:01
  2. 2. Governo do Estado de São Paulo Governador José Serra Vice-Governador Alberto Goldman Secretária da Educação Maria Helena Guimarães de Castro Secretária-Adjunta Iara Gloria Areias Prado Chefe de Gabinete Fernando Padula Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE Presidente Fábio Bonini Simões de Lima Diretora de Projetos Especiais Claudia Rosenberg AratangyMiolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 2 2009-03-11 11:01
  3. 3. Apresentação Este documento pretende contribuir no processo para a melhoria na quali- dade do Sistema de Ensino, principalmente no tocante às metas estabelecidas por esta Secretaria em agosto de 2007. Visa retomar a principal finalidade da escola: a aprendizagem dos alunos. Não saímos do zero. Nosso ponto de partida, fruto de uma relação de cola- boração mútua, foram as Orientações Gerais para o Ensino de Língua Portuguesa no Ciclo I, publicadas em agosto de 2005 pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME) no Diário Oficial da Cidade. Aqui, junto com a equipe do Círculo de Leitura e Escrita – órgão da Diretoria de Orientação Técnica da SME – revisamos, aprimoramos estas orientações, explicitando o que se espera que os alunos tenham aprendido ao fim de cada série em relação à leitura e à escrita, dando orientações sobre como ensinar e incluindo um quadro sobre como as aprendizagens podem ser continuamente avaliadas. Embora sua publicação tenha importância em si mesma, este documento não deve ser analisado isoladamente. Faz parte de um conjunto de ações desen- cadeadas em 2007 pela Secretaria Estadual da Educação (SEE) e que terão conti- nuidade ao longo dos próximos anos: • a implantação do Programa Ler e Escrever Prioridade na Escola, em parceria com a SME, que inclui a formação de professores coordenadores, diretores, supervisores de ensino e assistentes técnico-pedagógicos; • a implantação do Programa Bolsa Formação Escola Pública Universi- dade na Alfabetização, que coloca um aluno-pesquisador em cada sala de aula de 1ª série para apoiar o professor regente na alfabetização dos alunos, ao mesmo tempo em que convida as Instituições de Ensino Supe- rior a aprimorarem a formação inicial dos professores; • a elaboração de guias de planejamento e materiais didáticos para os pro- fessores, que serão adequados a partir do material publicado pela SME em 2006 e 2007; • a revisão do sistema de avaliação da aprendizagem dos alunos (Saresp). Além de estar articulado com essas ações, este documento também visa subsidiar e dar referências para: • a elaboração dos planejamentos de ensino de Língua Portuguesa (Leitura, Produção de Texto e Comunicação Oral) nas quatro primeiras séries do Ensino Fundamental; • a escolha de materiais didáticos adequados;Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 3 2009-03-11 11:01
  4. 4. • a construção de indicadores de avaliação para as diferentes séries do Ciclo I; • o acompanhamento e o apoio da formação continuada nas escolas nas Horas de Trabalho Pedagógico Coletivo, coordenados pela equipe técnica; • o planejamento do trabalho de formação dos assistentes técnico-pedagógi- cos nas Diretorias de Ensino e da equipe central de formadores, na CENP. • o acompanhamento, pelos dirigentes, do trabalho pedagógico realizado em suas Diretorias de Ensino. Priorizamos a formação de leitores e escritores, pois saber ler e escrever não só é condição indispensável para que os estudantes adquiram os conhecimentos de todas as áreas, mas também – e principalmente – para terem acesso à cultura letrada e à plena participação social. Os conteúdos matemáticos também foram contemplados neste documento já que são de igual relevância na formação dos alunos. Estas diretrizes balizarão, nos próximos anos, a política de formação de professores, o acompanhamento sistemático do trabalho pedagógico da Rede e a sua avaliação. Esperamos que este documento possa fomentar muitos debates e reflexões e que, ao colocá-lo em prática, possamos alcançar o objetivo de tornar todos os nossos alunos leitores e escritores competentes. Vale ressaltar também que, embora as expectativas de aprendizagem das demais áreas de conhecimento não sejam explicitadas aqui, elas deverão ser pu- blicadas futuramente e, por hora, seus conteúdos serão abordados nos projetos e seqüências didáticas presentes nos diferentes materiais para alunos e professores que serão distribuídos a partir do ano que vem. Maria Helena Guimarães de Castro Secretária da Educação do Estado de São PauloMiolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 4 2009-03-11 11:01
  5. 5. Sumário 7 O ensino da Língua Portuguesa nas séries iniciais 7 Introdução 7 Modelo de Ensino e Aprendizagem 7 Concepção de alfabetização 9 Língua Portuguesa (Leitura, Escrita e Comunicação Oral) Expectativas de Aprendizagem 9 Objetivos gerais do ensino da Língua Portuguesa (Leitura, Escrita e Comunicação Oral) no Ciclo I 9 Expectativas de aprendizagem 12 Orientações Didáticas para o Ensino da Língua Portuguesa (Leitura, Escrita e Comunicação Oral) 12 1. Práticas de Linguagem Oral 12 2. Práticas de Leitura 13 3. Análise e reflexão sobre a língua 14 4. Práticas de produção de texto 16 Quadro de avaliação das aprendizagens 22 Bibliografia 23 Matemática Expectativas de Aprendizagem 23 Aprender e ensinar Matemática 24 Objetivos gerais do ensino da Matemática no Ciclo I 25 Expectativas de aprendizagem 28 Orientações didáticas para o ensino da Matemática 29 Atividades de cálculo: 30 Geometria 30 Medidas 31 Tratamento da informaçãoMiolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 5 2009-03-11 11:01
  6. 6. Orientações CurricularesMiolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 6 2009-03-11 11:01
  7. 7. Língua Portuguesa O ensino da Língua Portuguesa nas séries iniciais Introdução aprender o que não sabe. Neste modelo, o tra- balho pedagógico promove a articulação entre a ação do aprendiz, a especificidade de cada con- Este documento se organiza em torno teúdo a ser aprendido e a intervenção didática. de um objetivo central: subsidiar todos os en- volvidos no processo de ensino da Língua Por- tuguesa (Leitura, Escrita e Comunicação Oral) Concepção de alfabetização para sistematizar os conteúdos de ensino mais relevantes a serem garantidos ao longo das quatro séries do Ciclo I do Ensino Fundamental. O objetivo maior – possibilitar que to- dos os nossos alunos se tornem leitores e Outro propósito importante deste docu- escritores competentes – nos compromete mento é contribuir para a reflexão e discussão com a construção de uma escola inclusiva, que dos professores com a indicação do que os promove a aprendizagem dos alunos das ca- alunos deverão aprender, progressivamente, madas mais pobres da população. A condição durante as quatro séries do Ciclo I. socioeconômica não pode mais ser encarada A definição do que os alunos precisam pela escola pública como um obstáculo in- aprender a cada série, por sua vez, possibilita transponível que, assim, perversamente, repro- estabelecer com mais clareza e intencionalida- duz a desigualdade. de o que deverá ser ensinado. É fato que, atualmente, as famílias que compõem a comunidade escolar da rede públi- Modelo de Ensino e Aprendizagem ca, em sua maioria, não tiveram acesso à cultu- ra escrita. Isso não apenas torna mais complexa a tarefa da escola de ensinar seus filhos a ler e A concepção de aprendizagem que em- escrever, como também faz dela um dos pou- basa este documento pressupõe que o conhe- cos espaços sociais em que se pode intervir na cimento não é concebido como uma cópia do busca da eqüidade para promover a igualdade real e assimilado pela relação direta do sujeito de direitos de cidadania. E saber ler e escrever com os objetos de conhecimento, mas produ- é um direito fundamental do cidadão. to de uma atividade mental por parte de quem A escola precisa criar o ambiente e pro- aprende, que organiza e integra informações e por situações de práticas sociais de uso da es- novos conhecimentos aos já existentes, cons- crita aos quais os alunos não têm acesso para truindo relações entre eles. que possam interagir intensamente com textos O modelo de ensino relacionado a essa dos mais variados gêneros, identificar e refletir concepção de aprendizagem é o da resolução sobre os seus diferentes usos sociais, produzir de problemas, que compreende situações em textos e, assim, construir as capacidades que que o aluno, no esforço de realizar a tarefa lhes permitam participar das situações sociais proposta, precisa pôr em jogo o que sabe para pautadas pela cultura escrita. 7Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 7 2009-03-11 11:01
  8. 8. Orientações Curriculares Ler e escrever não se resume a juntar le- ta devem ser ensinados e sistematizados. Não tras, nem a decifrar códigos: a língua não é um basta colocar os alunos diante dos textos para código – é um complexo sistema que represen- que conheçam o sistema de escrita alfabético ta uma identidade cultural. É preciso saber ler e seu funcionamento ou para que aprendam a e escrever para interagir com essa cultura com linguagem escrita. É preciso planejar uma di- autonomia, inclusive para modificá-la, do lugar versidade de situações em que possam, em di- de quem enuncia e não apenas consome. ferentes momentos, centrar seus esforços ora Ao eleger o que e como ensinar é funda- na aprendizagem do sistema, ora na aprendi- mental levar em consideração esses fatos, não zagem da linguagem que se usa para escrever. mais para justificar fracassos, mas para criar O desenvolvimento da competência de as condições necessárias para garantir a con- ler e escrever não é um processo que se en- quista e a consolidação da aprendizagem da cerra quando o aluno domina o sistema de leitura e da escrita de todos os nossos alunos. escrita, mas se prolonga por toda a vida, com Assim, este documento parte do pres- a crescente possibilidade de participação nas suposto de que a alfabetização é a aprendiza- práticas que envolvem a língua escrita e que gem do sistema de escrita e da linguagem se traduz na sua competência de ler e produ- escrita em seus diversos usos sociais porque zir textos dos mais variados gêneros. Quanto consideramos imprescindível a aprendizagem mais acesso à cultura escrita, mais possibilida- simultânea dessas duas dimensões. des de construção de conhecimentos sobre a A língua é um sistema discursivo que se língua. Isto explica o fato de as crianças com organiza no uso e para o uso, escrito e falado, menos acesso a essa cultura serem aquelas sempre de maneira contextualizada. No en- que mais fracassam no início da escolaridade tanto, uma condição básica para ler e escrever e, como já dissemos, as que mais necessitam com autonomia é a apropriação do sistema de uma escola que ofereça práticas sociais de de escrita que envolve, da parte dos alunos, leitura e escrita. aprendizagens muito específicas. Entre elas o A seguir apresentamos os objetivos ge- conhecimento do alfabeto, a forma gráfica rais, as expectativas de aprendizagem e orien- das letras, seus nomes e seu valor sonoro. tações didáticas para o ensino da Língua Portu- Tanto os saberes sobre o sistema de es- guesa e da Matemática no Ciclo I, e um quadro crita como aqueles sobre a linguagem escri- de avaliação das aprendizagens. 8Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 8 2009-03-11 11:01
  9. 9. Língua Portuguesa Língua Portuguesa (Leitura, Escrita e Comunicação Oral) Expectativas de Aprendizagem Objetivos gerais do ensino da Lín- • apreciar textos literários gua Portuguesa (Leitura, Escrita e (OD1 2.1; 2.2; 2.4); Comunicação Oral) no Ciclo I • recontar histórias conhecidas, recupe- rando algumas características da lingua- gem do texto lido pelo professor; O ensino da Língua Portuguesa nas qua- tro primeiras séries da escolaridade deve ga- • ler, com ajuda do professor, diferentes rantir que, no decorrer do Ciclo I, os alunos se gêneros (textos narrativos literários, tex- tornem capazes de: tos instrucionais, textos de divulgação científica e notícias), apoiando-se em • integrar uma comunidade de leitores, compartilhando diferentes práticas cul- conhecimentos sobre o tema do texto, turais de leitura e escrita; as características de seu portador, do gê- nero e do sistema de escrita; • adequar seu discurso às diferentes situa- ções de comunicação oral, considerando • ler, por si mesmo, textos conhecidos, o contexto e os interlocutores; tais como parlendas, adivinhas, poemas, • ler diferentes textos, adequando a moda- canções, trava-línguas, além de placas lidade de leitura a diferentes propósitos e de identificação, listas, manchetes de às características dos diversos gêneros; jornal, legendas, quadrinhos e rótulos; • escrever diferentes textos, selecionando os • compreender o funcionamento alfabéti- gêneros adequados a diferentes situações co do sistema de escrita, ainda que es- comunicativas, intenções e interlocutores. creva com erros ortográficos (ausência de marcas de nasalização, hipo e hiper- segmentação, entre outros); Expectativas de aprendizagem • escrever alfabeticamente2 textos que conhece de memória (o texto falado e Ao final da 1ª série do Ciclo I, o alu- não a sua forma escrita), tais como: par- no deverá ser capaz de: lendas, adivinhas, poemas, canções, tra- va-línguas, entre outros; • participar de situações de intercâmbio • reescrever – ditando para o professor oral, ouvindo com atenção e formulan- ou colegas e, quando possível, de pró- do perguntas sobre o tema tratado; prio punho – histórias conhecidas, con- • planejar sua fala, adequando-a a dife- siderando as idéias principais do texto rentes interlocutores em situações co- fonte e algumas características da lin- municativas do cotidiano; guagem escrita; 1 OD – Orientações Didáticas – apresentadas a seguir. 2 Ainda que com erros de ortografia. 9Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 9 2009-03-11 11:01
  10. 10. Orientações Curriculares • produzir textos de autoria (bilhetes, car- Ao final da 3ª série do Ciclo I, tas, instrucionais), ditando para o pro- o aluno, deverá ser capaz de: fessor ou colegas e, quando possível, de próprio punho (OD 4.3; 4.4; 4.8; 4.9); • participar de situações de intercâmbio • revisar textos coletivamente com a ajuda oral que requeiram: ouvir com atenção, do professor (OD 4.7). intervir sem sair do assunto tratado, for- mular e responder perguntas justifican- Ao final da 2ª série do Ciclo I, do suas respostas, explicar e compre- o aluno deverá ser capaz de: ender explicações, manifestar e acolher opiniões, fazer colocações considerando as falas anteriores; • participar de situações de intercâmbio • apreciar textos literários oral, ouvindo com atenção, formular e (OD 2.1; 2.2; 2.4); responder perguntas, explicar e compre- ender explicações, manifestar opiniões • selecionar, em parceria, textos em dife- sobre o assunto tratado; rentes fontes para busca de informações (OD 2.7); • apreciar textos literários (OD 2.1; 2.2; 2.4); • localizar, em parceria, informações nos textos, apoiando-se em títulos, subtítu- • ler, por si mesmo, diferentes gêneros los, imagens, negritos, e selecionar as (textos narrativos literários, textos instru- que são relevantes, utilizando procedi- cionais, textos de divulgação científica e mentos de estudo como: copiar a infor- notícias), apoiando-se em conhecimen- tos sobre o tema do texto, as caracte- mação que interessa, grifar, fazer ano- rísticas de seu portador, do gênero e do tações (em enciclopédias, informações sistema de escrita; veiculadas pela internet e revistas); • ler, com ajuda do professor, textos para • ajustar a modalidade de leitura ao propó- estudar os temas tratados nas diferen- sito e ao gênero (OD 2.3; 2.6; 2.7; 2.8); tes áreas de conhecimento (enciclopé- • reescrever e/ou produzir textos de auto- dias, informações veiculadas pela inter- ria, com apoio do professor, utilizando net e revistas); procedimentos de escritor: planejar o • reescrever, de próprio punho, histórias que vai escrever considerando a inten- conhecidas, considerando as idéias prin- cionalidade, o interlocutor, o portador e cipais do texto fonte e algumas caracte- as características do gênero; fazer rascu- rísticas da linguagem escrita; nhos; reler o que está escrevendo, tan- to para controlar a progressão temática • produzir textos de autoria de próprio pu- quanto para melhorar outros aspectos nho (OD 4.3; 4.4; 4.8; 4.9), utilizando – discursivos ou notacionais – do texto; recursos da linguagem escrita; • revisar textos (próprios e de outros), co- • revisar textos coletivamente com a ajuda letivamente, com a ajuda do professor do professor ou em parceria com cole- ou em parceria com colegas, do ponto gas (OD 4.7). de vista da coerência e da coesão, consi- derando o leitor; 10Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 10 2009-03-11 11:01
  11. 11. Língua Portuguesa • revisar – coletivamente, com ajuda do durante a leitura (pedir ajuda aos cole- professor – textos (próprios e de outros), gas e ao professor, reler o trecho que do ponto de vista ortográfico. provoca dificuldades, continuar a leitu- ra com intenção de que o próprio texto permita resolver as dúvidas ou consultar Ao final da 4ª série do Ciclo I, outras fontes); o aluno deverá ser capaz de: • reescrever e/ou produzir textos de auto- ria utilizando procedimentos de escritor: • participar de situações de intercâmbio planejar o que vai escrever consideran- oral que requeiram: ouvir com atenção, do a intencionalidade, o interlocutor, o intervir sem sair do assunto tratado, for- portador e as características do gênero; mular e responder perguntas, justificando fazer rascunhos; reler o que está escre- suas respostas, explicar e compreender vendo, tanto para controlar a progressão explicações, manifestar e acolher opini- temática quanto para melhorar outros ões, argumentar e contra-argumentar; aspectos – discursivos ou notacionais • planejar e participar de situações de uso – do texto; da linguagem oral, sabendo utilizar al- guns procedimentos de escrita para or- • revisar textos (próprios e de outros), em ganizar sua exposição (OD 1.3); parceria com os colegas, assumindo o ponto de vista do leitor com intenção • apreciar textos literários de evitar repetições desnecessárias (por (OD 2.1; 2.2; 2.4); meio de substituição ou uso de recursos • selecionar os textos de acordo com os da pontuação); evitar ambigüidades, ar- propósitos de sua leitura, sabendo an- ticular partes do texto, garantir concor- tecipar a natureza de seu conteúdo e dância verbal e nominal; utilizando a modalidade de leitura mais adequada (OD 2.3; 2.6; 2.7; 2.8); • revisar textos (próprios e de outros), do ponto de vista ortográfico. • utilizar recursos para compreender ou superar dificuldades de compreensão 11Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 11 2009-03-11 11:01
  12. 12. Orientações Curriculares Orientações Didáticas para o Ensino da Língua Portuguesa (Leitura, Escrita e Comunicação Oral) 1. Práticas de Linguagem Oral tura possam ser concretizadas é necessário que se planeje e organize situações didáti- cas tais como: Para que as expectativas de aprendiza- 2.1. Leitura diária, para os alunos, de contos, gem dos alunos em relação às práticas de lendas, mitos e livros de história em ca- linguagem oral possam ser concretizadas, é pítulos de forma a repertoriá-los ao mes- necessário que se planeje e organize situações mo tempo em que se familiarizam com didáticas, tais como: a linguagem que se usa para escrever, 1.1. Rodas de conversa em que os alunos pos- condição para que possam produzir seus sam escutar e narrar fatos conhecidos ou próprios textos. relatar experiências e acontecimentos do 2.2. Rodas de leitores em que os alunos pos- cotidiano. Nessas situações é necessário sam compartilhar opiniões sobre os livros garantir que os alunos possam expressar e textos lidos (favoráveis ou desfavorá- sensações, sentimentos e necessidades. veis) e indicá-los (ou não) aos colegas. 1.2. Saraus literários para que os alunos pos- 2.3. Leitura, pelos alunos, de diferentes gê- sam narrar ou recontar histórias, decla- neros textuais (em todas as séries do Ci- mar poesias, parlendas e trava-línguas. clo) para dotá-los de um conhecimento 1.3. Apresentações em que os alunos pos- procedimental sobre a forma e o modo sam expor oralmente um tema, usando de funcionamento de parte da variedade suporte escrito, tais como: roteiro para de gêneros que existem fora da escola. apoiar sua fala, cartazes, transparências Isto é, conhecerem sua forma e saberem ou slides. quando e como usá-los. 1.4. Participação em debates, palestras e se- 2.4. Montar um acervo de classe com livros minários. de boa qualidade literária para uso dos alunos: tanto em sala de aula como 1.5. Conversas em torno de textos que aju- para empréstimo. É a partir deste acer- dem os alunos a compreender e distin- vo que podem realizar as rodas de lei- guir características da linguagem oral e tores (ver 2.2). da linguagem escrita. 2.5. Momentos em que os alunos tenham que ler histórias – para os colegas ou 2. Práticas de Leitura para outras classes – para que melhorem seu desempenho neste tipo de leitura, possam compreender a importância e a Para que as expectativas de aprendiza- necessidade de se preparar previamente gem dos alunos em relação às práticas de lei- para ler em voz alta. 12Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 12 2009-03-11 11:01
  13. 13. Língua Portuguesa 2.6. Atividades em que os alunos consultem é necessário que se planeje e organize situa- fontes em diferentes suportes (jornal, re- ções didáticas tais como: vista, enciclopédia, etc.) para aprender a 3.1. Atividades de leitura para alunos que buscar informações. não sabem ler convencionalmente, ofe- 2.7. Montar um acervo de classe com jornais, recendo textos conhecidos de memória revistas, enciclopédias, textos informati- – parlendas, adivinhas, quadrinhas, tra- vos copiados da internet, que sirvam va-línguas e canções –, em que a tarefa como fontes de informação, como ma- é descobrir o que está escrito em cada teriais de estudo e ampliação do conhe- parte, tendo a informação do que trata cimento, ensinando os alunos a utilizar e o texto (por exemplo: “Esta é a música manuseá-los. Este acervo deve ser reno- Pirulito que bate-bate...”). Para isso é vado em função dos projetos desenvol- necessário ajustar o falado ao que está vidos na classe. escrito, verificando esse ajuste a partir 2.8. Atividades de leitura com diferentes de indícios (valor sonoro, tamanho das propósitos (para se divertir, se informar palavras, localização da palavra no tex- sobre um assunto, localizar uma infor- to...). mação específica, para realizar algo), 3.2. Atividades de escrita em que os alunos propiciando que os alunos aprendam os com hipóteses não alfabéticas sejam co- procedimentos adequados aos propósi- locados para escrever textos que sabem tos e gêneros. de memória (o texto falado, não sua for- 2.9. Atividades em que os alunos, após a lei- ma escrita) como: parlendas, adivinhas, tura de um texto, comuniquem aos co- quadrinhas, trava–línguas e canções. O legas o que compreenderam, comparti- objetivo é que os alunos reflitam sobre o lhem pontos de vista sobre o texto que sistema de escrita, como escrever (quan- leram, sobre o assunto e façam relação tas e quais letras usar) sem precisar se com outros textos lidos. ocupar do conteúdo a ser escrito. 2.10. Leitura de textos, com o propósito de ler 3.3. Apresentação do alfabeto completo des- para estudar, em que os alunos apren- de o início do ano em atividades em que dam procedimentos como reler para es- os alunos tenham que: tabelecer relações entre o que está lendo 3.3.1. Recitar o nome de todas as letras, apon- e o que já foi lido, para resolver uma su- tando-as na seqüência do alfabeto e posta contradição ou mesmo para esta- belecer a relação entre diferentes infor- nomeá-las, quando necessário, em situ- mações veiculadas pelo texto, utilizando ações de uso. para isto: anotações, grifos, pequenos 3.3.2. Associar as letras ao próprio nome e aos resumos, etc. dos colegas. 3.4. Atividades em que os alunos tenham ne- 3. Análise e reflexão sobre a língua cessidade de utilizar a ordem alfabética em algumas de suas aplicações sociais, como no uso de agenda telefônica, dicio- Para que as expectativas de aprendiza- nário, enciclopédias, glossários e guias, e gem dos alunos em relação à análise e refle- na organização da lista dos nomes dos xão sobre a língua possam ser concretizadas alunos da sala. 13Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 13 2009-03-11 11:01
  14. 14. Orientações Curriculares 3.5. Atividades de escrita em duplas em que 3.7.2. revisão de texto – coletiva ou em dupla os alunos com hipóteses ainda não al- – com foco na pontuação (discutir as fabéticas façam uso de letras móveis. A decisões que cada um tomou ao pon- mobilidade desse material potencializa a tuar e por quê); reflexão sobre a escolha de cada letra. É 3.7.3. observação do uso da pontuação nos interessante que o professor fomente a diferentes gêneros (ex: comparar con- reflexão, solicitando aos alunos que jus- tos e reportagens) , buscando identifi- tifiquem suas escolhas para os parceiros. car suas razões; 3.6. Atividades de reflexão ortográfica para 3.7.4. pontuação de textos: oferecer texto os alunos que escrevem alfabeticamen- escrito todo em letra de imprensa mi- te. Para isso, eleger as correspondências núscula, sem os brancos que indicam irregulares e regulares que serão objeto parágrafo ou travessão, apenas os es- de reflexão, utilizando-se de diferentes paços em branco entre palavras, para estratégias tais como: ditado interativo, discutirem e decidirem a pontuação. releitura com focalização, revisão (du- pla, em grupo ou coletiva). 3.6.1. Para as irregulares, promover a discus- 4. Práticas de produção de texto são entre os alunos sobre a forma cor- reta de grafar tal palavra, tendo de jus- tificar suas idéias. Em caso de impasse, Para que as expectativas de aprendiza- consultar o professor ou o dicionário (de gem dos alunos em relação às práticas de forma que os alunos, progressivamen- produção de texto possam ser concretizadas te, adquiram a rapidez necessária para é necessário que se planeje e organize situa- consultá-lo e encontrar as palavras); es- ções didáticas tais como: tabelecer com os alunos um combina- 4.1. Atividades em que os diferentes gêneros do sobre as palavras que não vale mais sejam apresentados aos alunos através errar (por exemplo, as mais usuais), lis- da leitura pelo professor, tornando-os tá-las e afixá-las de forma que possam familiares, de modo a reconhecer as consultá-las, caso tenham dúvida). suas diferentes funções e organizações 3.6.2. Para as regulares: promover a discussão discursivas; entre alunos sobre a forma de grafar 4.2. Atividades em que o professor assuma determinada palavra, provocar dúvidas, a posição de escriba para que os alunos tendo em vista a descoberta do princípio produzam um texto oralmente com des- gerativo; sistematizar e registrar as des- tino escrito, levando-os a verificar a ade- cobertas dos alunos em relação às regras quação do escrito do ponto de vista dis- e usar o dicionário. cursivo, relendo em voz alta, levantando 3.7. Atividades de reflexão sobre o sistema os problemas textuais; de pontuação a partir das atividades de 4.3. Atividades de escrita ou reescrita em leitura e análise de como os bons auto- duplas, em que o professor orienta os res utilizam a pontuação para organizar papéis de cada um: quem dita, quem es- seus textos: creve e quem revisa, alternadamente; 3.7.1. reescrita – coletiva ou em dupla – com 4.4. Atividades de produção de textos defi- foco na pontuação (discutir as diferentes nindo o leitor, o propósito e o gênero de possibilidades); acordo com a situação comunicativa; 14Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 14 2009-03-11 11:01
  15. 15. Língua Portuguesa 4.5. Atividades de revisão de textos, em mente ou em pequenos grupos –, bus- que os alunos são chamados a analisar cando identificar problemas discursivos a produção, do ponto de vista da orto- (coerência, coesão, pontuação, repeti- grafia das palavras; ções) a serem resolvidos, assumindo o ponto de vista do leitor; 4.6. Atividades em que os alunos são convi- dados a analisar textos bem escritos de 4.8. Atividades para ensinar procedimentos autores consagrados, com a orientação de produção de textos (planejar, redi- do professor, destacando aspectos in- gir rascunhos, reler, revisar e cuidar da teressantes no que se refere à escolha apresentação); de palavras, recursos de substituição, 4.9. Projetos didáticos ou seqüências didáti- de concordância e pontuação, marcas cas em que os alunos produzam textos que identificam estilos, reconhecendo as com propósitos sociais e tenham que qualidades estéticas do texto; revisar distintas versões até considerar o 4.7. Atividades em que os alunos revisem texto bem escrito, cuidando da apresen- textos (próprios ou de outros) – coletiva- tação final. Luciana Freixosa 15Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 15 2009-03-11 11:01
  16. 16. Orientações Curriculares Quadro de avaliação das coluna de cada quadro estão as expectativas, aprendizagens na segunda, as atividades que devem fazer parte do planejamento semanal (conforme já indicado nas orientações didáticas) e, na últi- A avaliação deve ser um processo for- ma coluna, estão alguns tópicos que podem mativo, contínuo, que não necessita de situa- ser observados e indicam se o aluno alcançou ções distintas das cotidianas. Portanto, o que as expectativas. aqui se apresenta são alguns critérios para As situações propostas na segunda colu- que os professores possam melhor analisar e na são praticamente as mesmas ao longo das avaliar o que se passa na sala de aula, parti- quatro séries. Isso ocorre porque o que deve cularmente o avanço dos alunos em relação variar é a complexidade do gênero textual às expectativas de aprendizagem. Na primeira abordado e o grau de expectativa. 1ª série do Ciclo I Expectativa — que os alunos sejam Atividade Observar se o aluno... capazes de: Participar de situações de intercâmbio Consegue esperar sua vez de falar.Permanece oral, ouvindo com atenção e Roda de curiosidades.3 dentro do assunto da conversa.Elabora formulando perguntas sobre o tema Roda de biblioteca.4 perguntas referentes aos assuntos tratados. tratado. Situações do cotidiano escolar Planejar sua fala adequando-a a como ao dirigir-se à professora diferentes interlocutores em situações Preocupa-se em dar a informação completa. ou a outros adultos da escola, comunicativas do cotidiano. dar recados, fazer solicitações. Escuta atentamente.Faz comentários sobre a Leitura pelo professor de trama, os personagens e cenários.Relembra Apreciar textos literários. textos literários. trechos.Consegue relacionar as ilustrações com os trechos da história. Consegue recontar uma história que ouviu Recontar histórias conhecidas, mantendo a seqüência, sem esquecer trechos Roda de biblioteca.Produção recuperando algumas características da que comprometam o entendimento da história. oral com destino escrito. linguagem do texto lido pelo professor. Recupera trechos da história ouvida usando expressões ou termos do texto escrito. Ler, com ajuda do professor, diferentes gêneros (textos narrativos Tenta ler buscando pistas no próprio texto, nas literários, textos instrucionais, textos Leitura compartilhada5 com ilustrações e em informações que tem sobre o de divulgação científica e notícias) o professor de textos de tema ou sobre aquele tipo de texto.Arrisca-se apoiando-se em conhecimentos sobre diferentes gêneros. a ler e dá palpites que têm pertinência (em o tema do texto, as características de relação ao tema, portador ou à ilustração). seu portador, do gênero e do sistema de escrita. Lê buscando pistas no próprio texto, apoiando- Ler, por si mesmo, textos conhecidos, se em seus conhecimentos sobre o conteúdo do tais como parlendas, adivinhas, texto, sobre as letras, valores sonoros e outros poemas, canções, trava-línguas, Leitura pelo aluno de indícios do sistema de escrita e do portador além de placas de identificação, parlendas, listas, cantigas, etc. do texto. Localiza palavras ou informações listas, manchetes de jornal, legendas, apoiando-se no conhecimento sobre as letras e quadrinhos e rótulos. seus valores sonoros. 16Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 16 2009-03-11 11:01
  17. 17. Língua Portuguesa Compreender o funcionamento alfabético do sistema de escrita, ainda Escreve segundo a hipótese alfabética de que escreva com erros ortográficos escrita: considerando o valor sonoro e a Escrita pelo aluno. (ausência de marcas de nasalização, quantidade necessária de letras, ainda que hipo e hipersegmentação, entre cometa erros. outros). Escrever alfabeticamente6 textos que Escrita e leitura do aluno de conhece de memória (o texto falado listas, parlendas, canções, Escreve o texto fazendo um autoditado7 e e não a sua forma escrita) tais como: poemas, trava-línguas, lendo o que escreveu. parlendas, adivinhas, poemas, canções, legendas. trava-línguas, entre outros. Reescrever – ditando para o professor Acompanha com interesse as atividades ou colegas e, quando possível, de de ditado ao professor.Utiliza ou sugere próprio punho – histórias conhecidas, Produção oral com destino expressões ou palavras diferentes das que considerando as idéias principais do escrito. usa cotidianamente para compor o texto. texto fonte e algumas características Dá sugestões sobre o que precisa ser escrito, da linguagem escrita. preocupando-se em não omitir informações importantes. Dá sugestões sobre a melhor Produzir textos de autoria (bilhetes, forma de escrever, buscando alternativas que Produção de texto pelo aluno. cartas, instrucionais) – ditando para tornem o texto interessante, claro e belo. Produção oral com destino o professor ou colegas e, quando Participa das discussões feitas para buscar escrito. possível, de próprio punho. resolver problemas encontrados durante a produção do texto.Dá idéias para superar tais Revisar textos coletivamente com ajuda Produção oral com destino problemas ou se posiciona quanto à melhor do professor. escrito.Revisão coletiva. alternativa entre algumas soluções colegas. 2ª série do Ciclo I Expectativa — que os alunos sejam Atividade Observar se o aluno... capazes de: Roda de curiosidades.Roda Participar de situações de intercâmbio de biblioteca.Conversas Utiliza termos ou expressões pertinentes aos oral, ouvindo com atenção, formular realizadas a partir de leituras assuntos tratados (refere-se, por exemplo, a e responder perguntas, explicar e compartilhadas – coletivas um ”personagem” ao comentar um livro); faz compreender explicações, manifestar ou em duplas.Discussões perguntas; expõe suas idéias e opiniões, escuta opiniões sobre o assunto tratado. relacionadas aos projetos as idéias e opiniões dos outros. didáticos Escuta atentamente.Faz comentários sobre a Leitura pelo professor de Apreciar textos literários. trama, os personagens e cenários.Relembra textos literários. trechos.Compara textos lidos ou ouvidos. 3 Situação em que os alunos, sentados em roda, com a mediação do professor, trazem notícias, objetos ou informações sobre temas diversificados para conversar a respeito. 4 Situação em que os alunos, num dia estipulado para fazer empréstimo de livros do acervo da classe ou da biblioteca (sala de leitura) da escola, compartilham impressões e fazem recomendações a respeito dos livros lidos. 5 O professor lê, mas os alunos têm o mesmo texto em mãos para poder acompanhar a leitura. 6 Ainda que com erros de ortografia. 7 O aluno conhece de cor o texto e o “dita” para si mesmo. 17Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 17 2009-03-11 11:01
  18. 18. Orientações Curriculares Ler, por si mesmos, diferentes gêneros Consegue ler os textos de divulgação científica (textos narrativos literários, textos e reapresentar o conteúdo utilizando suas instrucionais, textos de divulgação Leitura pelo aluno de textos palavras. Localiza nos textos informações científica e notícias) apoiando-se em de divulgação científica.Leitura que foram previamente solicitadas, grifa conhecimentos sobre o tema do texto, pelo aluno de textos literários. informações completas, reapresenta as características de seu portador, do resumidamente algumas informações gênero e do sistema de escrita. aprendidas a partir da leitura. Consegue ler com ritmo e entonação, compreende o que lê, diverte-se ou se entretém com a leitura. Ler, com ajuda do professor, textos para estudar os temas tratados nas Consegue reapresentar o conteúdo utilizando diferentes áreas de conhecimento Leitura compartilhada. suas palavras.Faz perguntas e colocações (enciclopédias, informações veiculadas pertinentes. pela internet e revistas). Utiliza expressões ou palavras diferentes das Reescrever, de próprio punho, histórias que usa cotidianamente para compor o texto. conhecidas, considerando as idéias Utiliza trechos da história usando expressões Produção de texto pelo aluno. principais do texto fonte e algumas ou termos do texto escrito.Coloca os principais características da linguagem escrita. acontecimentos da narrativa na seqüência original. Planeja o que vai escrever, respeita as Produzir textos de autoria de próprio Produção de texto pelo aluno. características do gênero proposto, preocupa-se punho utilizando recursos da Produção oral com destino com seu leitor, escolhe palavras e expressões linguagem escrita. escrito. pertencentes à linguagem escrita. Participa das discussões feitas para resolver problemas encontrados na revisão de um Revisar textos coletivamente com a texto.Dá idéias para superar tais problemas ajuda do professor ou em parceria com Revisão em duplas e coletivas. ou se posiciona quanto à melhor alternativa colegas. entre algumas soluções apresentadas pelos colegas.Fica atento aos aspectos ortográficos trabalhados em classe. 3ª série do Ciclo I Expectativa — que os alunos sejam Atividade Observar se o aluno... capazes de: Expõe sua opinião sobre o que foi Participar de situações de intercâmbio lido, complementa informações com oral que requeiram: ouvir com atenção, Roda de curiosidades.Roda conhecimentos que já possui e ouve os colegas intervir sem sair do assunto tratado, de biblioteca.Conversas com atenção, tanto nas situações coletivas formular e responder perguntas realizadas a partir de leituras como nos momentos de trabalho em duplas. justificando suas respostas, explicar e compartilhadas – coletivas Expõe oralmente conteúdos aprendidos compreender explicações, manifestar ou em duplas.Discussões durante os projetos utilizando uma linguagem e acolher opiniões, fazer colocações relacionadas aos projetos. mais formal. Refere-se a falas de seus colegas considerando as falas anteriores. ou professora para associar às suas próprias idéias. Leitura pelo professor. 18Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 18 2009-03-11 11:01
  19. 19. Língua Portuguesa Escuta atentamente.Faz comentários sobre a trama, os personagens e cenários.Relembra Apreciar textos literários. Roda de biblioteca. trechos.Compara textos lidos ou ouvidos. Busca, por conta própria na sala de leitura ou na própria classe, textos dos quais goste. Selecionar, em parceria, textos em Busca o texto que precisa em portadores diferentes fontes para busca de adequados.Utiliza, títulos, subtítulos, sumários informações Selecionar, em parceria, ou índices para descartar textos que não textos em diferentes fontes para busca interessam aos seus propósitos. de informações. Localizar, em parceria, informações Leitura pelo aluno. nos textos apoiando-se em títulos Atividades relacionadas ao e subtítulos, imagens, negritos e desenvolvimento de projetos. Copia apenas a informação relevante, grifa os selecionar as que são relevantes, pontos principais, faz notas que indicam que utilizando procedimentos de estudo compreende as idéias principais do texto/ como: copiar a informação que parágrafo. interessa, grifar, fazer anotações (em enciclopédias, informações veiculadas pela internet e revistas). Lê livros ou gibis para se divertir; consulta enciclopédias e outros portadores de textos de Ajustar a modalidade de leitura ao Leitura pelo aluno. divulgação científica quando quer aprender propósito e ao gênero. sobre um tema; sabe consultar guias; utiliza o jornal para informar-se, etc. Reescrever e/ou produzir textos de autoria, com apoio do professor, utilizando procedimentos de Planeja o que vai escrever perguntando escritor: planejar o que vai escrever ao professor ou discutindo com sua dupla considerando a intencionalidade, como conseguirão se fazer entender, se os o interlocutor, o portador e as Produção de texto pelo aluno. propósitos de seu texto serão atingidos e se a características do gênero; fazer linguagem está adequada; faz rascunhos; relê rascunhos; reler o que está escrevendo, o que escreve e altera quando não se dá por tanto para controlar a progressão satisfeito. temática quanto para melhorar outros aspectos – discursivos ou notacionais – do texto. Revisar textos (próprios e de outros), Participa das discussões orientadas pelo profes- coletivamente, com a ajuda do pro- sor em torno dos textos propondo melhorias e fessor ou em parceria com colegas, Revisão coletiva ou em duplas. justifica suas propostas para remetendo-se ao do ponto de vista da coerência e da provável leitor. coesão, considerando o leitor. Revisar – coletivamente, com ajuda Fica atento aos aspectos ortográficos trabalha- do professor – textos (próprios e de Revisão coletiva. dos em classe desde a 2ª série. outros) do ponto de vista ortográfico. 19Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 19 2009-03-11 11:01
  20. 20. Orientações Curriculares 4ª série do Ciclo I Expectativa — que os alunos Atividade Observar se o aluno... sejam capazes de: Expõe sua opinião sobre o que foi lido, complementa informações com conhecimentos que já possui e ouve os colegas com atenção, tanto nas situações Participar de situações de intercâmbio coletivas como nos momentos de trabalho em oral que requeiram: ouvir com atenção, Roda de curiosidades.Roda duplas.Expõe oralmente conteúdos aprendidos intervir sem sair do assunto tratado, de biblioteca.Conversas durante os projetos utilizando uma linguagem formular e responder perguntas realizadas a partir de leituras mais formal. Fundamenta suas idéias não justificando suas respostas, explicar e compartilhadas – coletivas apenas em opiniões pessoais mas também em compreender explicações, manifestar e ou em duplas.Discussões informações aprendidas. Refere-se às falas de acolher opiniões, argumentar e contra- relacionadas aos projetos. seus colegas ou da professora para associar argumentar. às suas próprias idéias.Sabe contrapor suas idéias às de outros retomando os argumentos utilizados e rebatendo-os com os seus próprios. Planejar e participar de situações de Comunica-se com uma linguagem formal, sem uso da linguagem oral sabendo utilizar Atividades de comunicação ter de, necessariamente, ler.Organiza slides alguns procedimentos de escrita para oral. ou cartazes relacionados à sua fala — sem ser organizar sua exposição. uma repetição dele mas um complemento. Escuta atentamente.Compara textos lidos ou ouvidos. Identifica seus autores e gêneros preferidos, buscando, por conta própria na Leitura pelo professor.Roda de Apreciar textos literários. sala de leitura ou na própria classe, textos dos biblioteca. quais goste. Faz indicações literárias aos seus colegas apoiando-se em características da trama, personagens, autor ou gênero. Utiliza, títulos, subtítulos, sumários ou índices Selecionar os textos de acordo com para descartar textos que não interessam aos os propósitos de sua leitura, sabendo seus propósitos.Faz uma leitura global para antecipar a natureza de seu conteúdo Leitura pelo aluno. separar o que pode lhe interessar.Sabe dizer e utilizando a modalidade de leitura porque escolhe ou descarta um texto/portador mais adequada. apoiando-se em informações do conteúdo do texto, do seu portador ou do gênero. Utilizar recursos para compreender ou superar dificuldades de compreensão Pede ajuda aos colegas e ao professor, relê o durante a leitura (pedir ajuda aos trecho que provoca dificuldades, continua a colegas e ao professor, reler o trecho leitura com intenção de que o próprio texto que provoca dificuldades, continuar a permita resolver as dúvidas ou consulta outras leitura com intenção de que o próprio fontes como dicionário ou glossário. texto permita resolver as dúvidas ou consultar outras fontes). Reescrever e/ou produzir textos de autoria utilizando procedimentos de escritor: planejar o que vai escrever Planeja o que vai escrever, escolhendo o me- considerando a intencionalidade, o lhor, propósitos de seu texto serão atingidos e interlocutor, o portador e as caracte- Produção de texto pelo aluno. se a linguagem está adequada; faz rascunhos; rísticas do gênero; fazer rascunhos; relê o que escreve e altera quando não se dá reler o que está escrevendo, tanto para por satisfeito. controlar a progressão temática quanto para melhorar outros aspectos – discur- sivos ou notacionais – do texto. 20Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 20 2009-03-11 11:01
  21. 21. Língua Portuguesa Revisar textos (próprios e de outros), em parceria com os colegas, assu- mindo o ponto de vista do leitor com Participa das discussões em torno dos textos, intenção de evitar repetições desne- propondo mudanças e justifica suas propostas cessárias (por meio de substituição ou remetendo-se ao provável leitor. Propõe substi- uso de recursos da pontuação); evitar tuição de palavras repetidas; identifica proble- ambigüidades, articular partes do mas de concordância e procura solucioná-los. texto, garantir concordância verbal e nominal. Revisar textos (próprios e de outros) do Fica atento aos aspectos ortográficos trabalha- Revisão de textos. ponto de vista ortográfico. dos em classe desde a 2ª série. Mario Donizeti Domingos 21Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 21 2009-03-11 11:01
  22. 22. Orientações Curriculares Bibliografia LERNER, D. É possível ler na escola? In: LERNER, D. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. PCN: Língua Portuguesa, vol. 4. Brasília: MEC/ SEF, 1997. SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO. Orientações gerais para o ensino de Língua BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Portuguesa e Matemática no Ciclo I. São Paulo: Profa – Programa de Formação de Professores SME/DOT, 2006. Alfabetizadores. Brasília: MEC/SEF, 2001. TEBEROSKY, A. (org). Contextos de alfabetiza- BUENOS AIRES (Cidade). Secretaría de Educa- ção inicial. Porto Alegre: Artmed, 2004. ción. Actualización curricular: E.G.B Primer Ci- clo. Lengua, Documento de Trabajo 2. Buenos Aires: 1996. ______. Reflexões sobre o ensino da leitura e da escrita. Campinas: Editora da Universida- de Estadual de Campinas; Petrópolis: Vozes, FERREIRO, E. Alfabetização, letramento e cons- 1993. trução de unidades lingüísticas: Seminário In- ternacional de Leitura e Escrita – Letra e Vida. Promovido pela Secretaria da Educação do Es- WEISZ, T. O diálogo entre o ensino e a aprendi- tado de São Paulo. zagem. São Paulo: Ática, 2000. KLEIMAN, A. B. Texto e leitor. Campinas: Pon- tes/Unicamp, 1989. 22Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 22 2009-03-11 11:01
  23. 23. Matemática Matemática Expectativas de Aprendizagem Este documento foi elaborado, como já colo- É preciso considerar os obstáculos en- cado, a partir das Orientações Gerais para o volvidos na construção dos conceitos mate- Ensino de Língua Portuguesa e de Matemá- máticos para que se possa compreender como tica publicadas pela Secretaria Municipal de acontece sua aprendizagem pelos alunos. Educação de São Paulo, com a intenção de subsidiar o ensino dos conteúdos mais rele- Sabemos que os obstáculos não estão vantes a serem garantidos ao longo das qua- presentes somente na complexidade dos con- tro séries do Ciclo I do Ensino Fundamental. teúdos, são determinados também pelas ca- racterísticas cognitivas, sociais e culturais de Outro propósito importante deste docu- quem aprende. mento é, com a indicação do que os alunos deverão, progressivamente, aprender durante A contextualização dos conhecimen- as quatro séries, provocar a reflexão e a dis- tos ajuda os alunos a torná-los mais significati- cussão entre os professores. vos estabelecendo relações com suas vivências cotidianas, atribuindo-lhes sentido. Porém, é preciso também promover a sua descontextu- Aprender e ensinar Matemática alização, garantindo que possam observar re- gularidades, buscar generalizar e transferir tais conhecimentos a outros contextos, pois um Ao pensar os processos de ensino e de aprendizagem é preciso considerar três vari- conhecimento só se torna pleno quando puder áveis fundamentais e as necessárias relações ser aplicado em situações diferentes daquelas que se estabelecem entre elas: aluno, profes- que lhe deram origem. sor e conhecimento matemático. O estabelecimento de conexões é fun- Na perspectiva aqui adotada, caberá ao damental para que os alunos compreendam professor ser o mediador entre o conhecimento os conteúdos matemáticos e contribui para matemático e o aluno e para isso ele precisará: o desenvolvimento da capacidade de resol- ver problemas. • pautar-se pela concepção do conheci- mento matemático como ciência viva, Se, nas relações entre professor, aluno aberta à incorporação de novos conhe- e o conhecimento matemático o professor é cimentos; um mediador, organizador e consultor, cabe • conhecer os conceitos e procedimentos ao aluno o papel de agente da construção que se pretende ensinar; do conhecimento. • conhecer os procedimentos da didática Essa concepção se contrapõe à idéia de da Matemática, que transforma o co- que o que cabe ao professor é transmitir os nhecimento matemático formalizado conteúdos por meio de explicações, exem- em conhecimento escolar que pode ser plos e demonstrações seguidas de exercícios compreendido pelo aluno. de fixação. 23Miolo, Folha de rosto e sumario - 07-07-08.indd 23 2009-03-11 11:01

×