6º ano revisão

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6º ano revisão

  1. 1. Parábola do Semeador – Que Tipo de Solo Sou?No início do ano da popularidade de Jesus, “muitos viram os sinais miraculosos que eleestava realizando e creram em seu nome. Mas Jesus não se confiava a eles, poisconhecia a todos. Não precisava que ninguém lhe desse testemunho a respeito dohomem, pois ele bem sabia o que havia no homem” (Jo 2.23-25). Por que Jesus nãoconfiava nos homens? Porque sabia “o que havia no homem”, conhecia o coraçãohumano com suas emoções passageiras. Como ele lhe vê hoje?O assunto do coração do homem é aprofundando na parábola do semeador. Quatrosolos: duro, pedregoso, espinhoso e frutífero. Com qual você mais se identifica hoje?Pare e reflita sobre isso antes de continuar.A maioria não pensa muito no primeiro solo onde a Palavra nem entra. Mas quem nãotem uma vida simples, tempo para reflexão e meditação, quem está sempre “à beira docaminho” ou no caminho, tende a ouvir muito a Palavra sem que nunca tenha efeitoalgum. Isto pode atingir especialmente o “crente velho” ou o líder ou pastor que já ouviutanto a Palavra que parece que não tem mais novidade ou vida ao ouvir novamente.Nosso coração fica endurecido, seja por não parar o suficiente para receber a Palavra,seja por feridas e dores não resolvidas onde fechamos nosso coração. Esta pessoa ouvea Palavra todos os domingos, possivelmente a lê durante a semana, mas nada penetra.Não reconhece a voz de Deus em sua Palavra. Ouve sem nenhuma intenção de praticarou mudar. Está acomodado. Pode até ser visto como bom crente por estar sempre naigreja, louvando a Deus e dizimando. Mas dentro dela a vida de Deus não flui.Às vezes passamos por um período de seca onde não experimentamos o poder daPalavra, a vida de Jesus parece estar longe. Nestes casos precisamos fazer uma procuraespecial de Deus, possivelmente um retiro com ele. Na verdade tal retiro é quaseindispensável para parar nossa correria. Precisamos permitir que Ele tenha umaoportunidade maior para trabalhar conosco através de um dos outros tipos de solo.A maioria se identifica com certa facilidade com o segundo ou terceiro tipo de solo. Emtermos gerais, o segundo tipo de solo parece estar limpo e bom, mas tem problemasabaixo da superfície que ninguém vê. O terceiro tem bom solo por debaixo, mas temproblemas visíveis, acima da superfície. Vejamos estes dois com mais detalhes.O coração com o segundo solo reconhece a Palavra de Deus pelo que é: poderosa eeficaz para transformar vidas, trazendo vida. Esse reconhecimento traz alegria. A pessoase entusiasma, parecido aos que respondiam a Jesus no relatório de João citado acima.Esta pessoa realmente recebe a Palavra, pode ser que faz anotações ou até usa umdiário espiritual.Mas esta pessoa “não tem raiz em si mesmo” (Mt 13.21). Tem outras coisas dentro delaque competem com a semente da Palavra colocar raízes. Emoções não resolvidas comomedo, ira, depressão e amargura podem ser raízes que competem com a Palavra. Dorese feridas precisam de cura. Estas pessoas precisam de uma limpeza séria e profunda porbaixo do solo. Tiago nos adverte quanto ao problema da ira e continua dizendo,“Portanto, livrem-se de toda impureza moral e da maldade que prevalece, e aceitemhumildemente a palavra implantada em vocês, a qual é poderosa para salvá-los” (1.21).Este coração precisa de tratamento antes de poder receber a Palavra. Tiago destaca trêsproblemas: impureza moral, maldade e orgulho ou egocentrismo (falta de humildade).
  2. 2. Estes problemas precisam de cura, mas só serão resolvidos através de arrependimento equebrantamento. A terra precisa ser trabalhada para a semente poder entrar bem.Esta semente até brota. Parece ser bonita. Mas não permanece. Esta pessoa éimediatista. Jesus usa a palavra “logo” ao descrever esta pessoa. Logo brota, logorecebe a palavra com alegria, e logo a abandona (Mt 13.5, 20, 21). Joga-se para a últimaidéia que aparece com a esperança que isto fará uma diferença significativa em sua vida.Mas não finaliza. Ela começa mil coisas. Dezenas de livros, de planos devocionais, devotos de Ano Novo, de compromissos de perder peso, de levantar mais cedo e assim emdiante. Estas pessoas não têm firmeza. São levadas pelas ondas passageiras. Procurartrabalhar com estas pessoas é como construir na areia. Quando aparecer umatempestade, dificuldades ou provas, não permanecem. Dizem que darão seqüência, sealegram com um encontro de mentoria ou aconselhamento, mas não mudam.Infelizmente, a própria igreja facilmente nutre a mentalidade imediatista, criando novasondas semanalmente. Pula de um tema para outro com uma rapidez que não permiteninguém criar raízes. Domingo à noite é um tema, na reunião no meio da semana oucélula é outro tema; na escola bíblica dominical já é outro e o seguinte domingo o furacãode novos temas começa de novo. A diversidade tem seu lugar. Mas uma igreja teriapossibilidades bem maiores de amadurecer se houvesse um foco numa área específica,pelo menos uma vez a cada ano, onde todos os ângulos desta área fossem abordados.Quem se importa em trabalhar a terra cria ambiente para receber a Palavra, para nutrir asemente. Sabe separar um tempo e um lugar para dar espaço para a semente entrarfundo. Sabe o valor de chegar à igreja cedo e preparar seu coração; de ficar após oencerramento em silêncio ouvindo a Deus.[1]Como está seu coração? Como você descreveria a parte abaixo da superfície que outrosnão enxergam? Tem raízes que precisam ser arrancadas? Tem pedras que competemcom a Palavra e dificultam de você realmente a receber? Se a Palavra te alegra, mas nãoexistem mudanças que permanecem, crescimento visível, possivelmente você precisaprestar mais atenção a olhar para dentro de seu coração. Já que nossos corações sãoextremamente enganosos, se for sério quanto a isto, procure a ajuda de outra pessoa.Alguém com experiência e maturidade na área de discernimento e tratamento decorações pode lhe ajudar a sondar seu coração e tratar os problemas escondidos. Melhorainda se também houver um grupo pequeno que se compromete a caminhar junto nessajornada já que poucos problemas sérios com raízes profundas se resolvem rapidamente.O terceiro tipo de solo, o espinhoso, é aquele onde tem boa terra, sem empecilhospara as raízes descerem e se firmarem. Esta pessoa é razoavelmente resolvida,saudável, curada, equilibrada. Mas este solo fica sufocado por duas coisas, a primeirasendo as preocupações ou cuidados desta vida. Nossa vida simplesmente é cheiademais. Não tem espaço para quase nada. A Palavra chega, entra bem em nossocoração, brota de forma saudável e morre por falta de ar, sol e água.Esta pessoa não tem uma vida simples. Sua vida está cheia de responsabilidades eatividades. Não sabe dizer “não”. Não sabe se podar. Ao não ser podado, acaba nãodando fruto. Pode até ser uma árvore ou videira de linda aparência, mas a energia todavai para manter as atividades; não sobra energia para dirigir-se para os frutos quepermanecem. O próprio ativismo ministerial pode ser nosso Inimigo Número Um. Nosenchemos com as preocupações ministeriais e não temos espaço para deixar Deus nosguiar, orientar, nortear.
  3. 3. O segundo fator sufocador é o engano das riquezas. Muitos nos perdemos na procura demelhorar nossas condições econômicas. Este mundo se torna bem mais real do que omundo espiritual e eterno. Dois empregos. Trabalhar de dia e estudar a noite. Correratrás de novo carro. De uma casa maior. Claro que tem um tempo para tudo. Mas senão nos cuidamos, focalizar em coisas materiais pode ser um “tempo” que nuncatermina. Nos descobrimos investindo fundo nas coisas que estão aqui hoje e amanhãsumiram. Coisas que enferrujam; que são roubadas. Nosso coração se perde nelas.Fazemos delas nosso tesouro, o alvo de nossos maiores empreendimentos.A Palavra de Deus, a voz dele, o eterno não tem espaço para crescer e frutificar em talambiente. Temos frutos sim, mas não aqueles que são eternos. Todas essas coisas sãoimportantes: emprego, renda, estudos, carro, casa. Mas precisam ser vistos claramentecomo meios para um fim maior, o fim de nos liberar para ter mais tempo e energia para ascoisas eternas, para dar fruto que permanece.Queremos ser o quarto tipo de solo. Lucas acaba descrevendo esse solo comdetalhes. Ele indica seis características (8.15). Ele é: 1. Bom (grego: kalos): formoso, atraente, virtuoso, seja em aparência ou utilidade, harmonioso. Essa harmonia é traduzida por “honesta” pela KJV e NAS em inglês. Esta pessoa é atraente com uma vida harmoniosa. O fruto do Espírito se manifesta naturalmente porque as fontes de água viva fluem nela. 2. Generoso (grego: agathos): bom por dentro, caráter interno, integridade que produz resultados. Barnabé é descrito por esta palavra (At 11.24), um homem íntegro que faz uma diferença. Esta pessoa tem frutos internos, os do Espírito, e externos, os resultados na formação de vidas que multiplicam. 3. Ouvinte da Palavra: discerne a voz de Deus, tem um encontro divino, deixa a Palavra agir de forma sobrenatural, penetrando até dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julgar os pensamentos e intenções do coração (Hb 4.12). Esta pessoa é sedenta, faminta para as coisas de Deus. Procura a voz dele, presta atenção e modifica sua vida baseado nisso. 4. Retentor da Palavra (grego: katechó): agarra, possui, se apega. Nas palavras de Paulo, põe à prova todas as coisas e fica com o que é bom (1 Ts 5.21). Não abre mão. Um diário espiritual ajuda tremendamente quanto a reter o que Deus fala para nós. Quase todos nós esquecemos o que recebemos de Deus dentro de uns dias, se não dentro de umas horas. Um diário espiritual e o repasse do que escrevemos pode fazer uma diferença notória em reter a Palavra e em reconhecer quando estamos falhando nisso.Esta pessoa tem uma solidez, uma profundidade que quando for arranhada, a graça deDeus se revela, a Palavra de Deus se manifesta. Está pessoa não apenas lê a Palavra,mas medita nela, a estuda, a memoriza. 5. Frutífero: pratica o que recebe (Tg 1.22-25) e se multiplica. Uma tradução descreve essa qualidade assim: “Contando constantemente aos outros, que também logo crêem” (BV). Lembra-nos da multiplicação das quatro gerações em 2 Tm 2.1,2. Esta pessoa tem discípulos. Acredita que o Pai lhe deu certas pessoas para investir fundo nelas e ver a vida de Jesus se multiplicar nelas.Este quarto tipo de solo se destaca por ser frutífero. Existem frutos do Espírito (interno) efrutos de discipulado, multiplicando a vida de Jesus em outras pessoas (externo). Naverdade, um fruto acaba se demonstrando no outro. Nenhum permanece sem o outro. O
  4. 4. fruto do Espírito é a vida invisível que produz mudanças de vida visíveis.As mudanças mais objetivas e visíveis se demonstram em sermos um discípulo de Jesuse nos multiplicar em fazer discípulos, pessoas nas quais Jesus se multiplica através denós. Passamos de ser simples solo para sermos semeadores! Nos importamos nãoapenas com o solo de nosso coração e sim com nutrir, limpar e regar o solo dos coraçõesde outras pessoas. Nós nos tornamos discipuladores. 6. Perseverante (grego: hupomoné): não desistindo em circunstanciais adversas ou provações. Fiel (BV). Esta pessoa estabelece certos projetos de vida, tanto vocacional como ministerial, tanto externo como interno. Ela começa, caminha e finaliza. Ela tem relacionamentos sólidos, de longa duração. Ela não pula de igreja em igreja. Ela é firme, seja em áreas internas, seja no compromisso de discipular outras pessoas. Esta pessoa tem a satisfação de dizer em diversos mo-mentos o que Jesus falou, “Completei a obra que me deste para fazer” (Jo 17.4).Para concluir, dificilmente alguém consegue ter esse perfil sozinho. Precisamos dealguém que cuide de nosso coração, o nutra e o regue. Paulo diz que ele semeou, Apoloregou e Deus deu o crescimento. Ele enxerga a si mesmo e a Apolo como cooperadoresde Deus (1 Co 3.5-9). Todos precisamos dessas pessoas, sejam companheiros numgrupo pastoral, um companheiro de oração ou um mentor. Sozinho não!Perguntas para reflexão e discussão 1. Com qual dos solos mais me identifico? 2. O que preciso fazer baseado nisso? 3. Quem pode me ajudar a caminhar para ter um coração com solo mais frutífero? 4. Tenho discípulos? Estou demonstrando os frutos externos do solo frutífero?

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