JORNAL DO MUNICÍPIO -maio de 2015

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Na Edição de maio do Jornal do Municipio, o PDT comemora os 201 anos de Maricá.
A história de Jairo Moro
O Jacaré Açú
O Repórter ET sempre bombando
Abertas as inscrições para o Miss Maricá 2015
E na Memória Nacional, a primeira parte de JOÃO GOULART

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JORNAL DO MUNICÍPIO -maio de 2015

  1. 1. ANO XII - MAIO 2015 Diretor Responsável: Jornalista EDISON TORRES JORNAL DO MUNICÍPIO MARICÁ www.obarao.blogspot.com jornal.domunicipio@yahoo.com.br PDT E O 26 DE MAIO ATRAVÉS DA HISTÓRIA Foto: Magno Gomes Nas comemorações dos 201 anos de Maricá não poderia ser diferente. Como já se tornou tradicional, o diretório municipal do PDT se confraterniza com o povo na praça Orlando de Barros Pimentel. Trata- se de uma data histórica em que o médico Carolino Gomes dos Santos, faz questão de participar dos festejos que remonta à 1814, quando foi criada a Vila de Santa Maria de Maricá. Página 4 CEMITÉRIO DE MARICÁ PEDE SOCORROCEMITÉRIO DE MARICÁ PEDE SOCORROCEMITÉRIO DE MARICÁ PEDE SOCORROCEMITÉRIO DE MARICÁ PEDE SOCORROCEMITÉRIO DE MARICÁ PEDE SOCORRO Esse foi o título da matéria publicada em Julho de 2003, portanto há doze anos, em que o JM, através de denuncia verificou as péssimas condições do cemitério da cidade. O tema volta a cena com a prisão de um secretário municipal. Página 5 MORRE JAIRO MÔRO, UM POLÍTICO SÉRIOMORRE JAIRO MÔRO, UM POLÍTICO SÉRIOMORRE JAIRO MÔRO, UM POLÍTICO SÉRIOMORRE JAIRO MÔRO, UM POLÍTICO SÉRIOMORRE JAIRO MÔRO, UM POLÍTICO SÉRIO O Cadê você? Desse jornal, publicou para a posteridade em 2011, entrevista com esse velho ferroviário que se tornou uma figura ímpar da política maricaense. Página 7 BELTRAME IGNORA TÍTULO DE CIDADÃO DE MARICÁ Ele não tem serviços prestados ao município. Por isso trata-se de um ato de puxa-saquismo. Repórter ET Carolino, Julio e correligionários do Partido no dia 26 de maio Memória Nacional O governo João Goulart. Editorial Dois assuntos em pauta. Reforma política: Mandato de dez anos para senador não era piada. Jorge Picciani estende seus tentáculos para o PMDB de Maricá. Repórter ET 30 anos sem O Cruzeiro. Página 2 Página 6 Página 5 JORNAL DO MUNICÍPIO A verdade sempre! Acompanhe também as notícias em tempo real acessando o BARÃO ON LINE www.obarao.blogspot.com
  2. 2. 2 - JORNAL DO MUNICÍPIO MAIO 2015 Expediente: JORNAL DO MUNICÍPIO de Maricá Editora JC - Av. Rio Branco, 14 - 18º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ Diretor Executivo: Tiago Salles - Editor Responsável: Edison Torres, RP 385-DRT-PA Redação: jornalismopr@hotmail.com / jornal.domunicipio@yahoo.com.br Digitação: Pery Salgado e Stephanie Dalliany Programação Visual: PR PRODUÇÕES www.obarao.blogspot.com Representante:TRÁFEGO PUBLICIDADE Distribuição: Central de Jornalismo - Rua Barão de Inohan 233 - Centro - Maricá > Tel.: 2637-4170 Impressão: A TRIBUNA Fotos: Pery Salgado e Rosemery Oliveira Os artigos assinados e opiniões são de responsabilidade de seus autores EDITORIAL VOZES DA RUA NOTA DA REDAÇÃO A seção de cartas desse jornal foi agora transformada em Vozes da Rua. O título se identifica mais com o clamor da população que acompanha o dia a dia do município e opina publicamente concordando ou discordando ou ainda indagando sobre os mais variados assuntos. JORNAL DO MUNICÍPIO A verdade sempre! DOIS ASSUNTOS EM PAUTA Eu ainda era editor responsável do Jornal de Maricá, título que pertence a Orpheu Salles, quando fui procurado pelo ex-vereador Juvandir Coutinho Valente, que denunciava as péssimas condições em que se encontrava o cemitério da cidade. Fui lá para conferir e verifiquei que as informações daquele ex-parlamentar eram verdadeiras. Em outra página desta edição, o leitor tomará conhecimento do que estava acontecendo ali, isto em 2003, e que agora volta ao noticiário, doze anos depois com a prisão do secretário de obras do município, por crime contra o meio ambiente, depois que uma comissão da Delegacia da Proteção ao Meio Ambiente, ao receber uma denuncia, realizou uma fiscalização no cemitério constatando irregularidades no sistema de coleta de restos mortais o que contamina o ar. Como morto não vota, os políticos simplesmente ignoram o problema. Entre os vivos, saúde, educação e segurança pela hora da morte. Na saúde, falta de materiais e medicamentos essenciais ao atendimento de pacientes que quando atendidos ficam deitados em macas, amontoados nos corredores dos hospitais. Falta de médicos que não recebem seus salários, cancelamento de cirurgias e o lixo tomando conta de tudo, além da falta de comida nos hospitais. Na educação, a crise financeira que afeta também a saúde, obriga as universidades federais e estaduais do Rio de Janeiro a suspenderem as aulas por falta de serviços de segurança, limpeza, já que os funcionários do setor estão parados por falta de pagamento de seus salários. Na segurança, o medo da população ao sair de casa, com traficantes nas ruas, armados de fuzis e agora facas, assaltando e matando numa clara demonstração de que a polícia se mostra impotente para combater a badidagem. Ônibus queimados, inocentes mortos por balas perdidas, são simplesmente o retrato da falência do nosso regime. Edison Torres TERMINAL RODOVIÁRIO Utilizo diariamente o terminal rodoviário para pegar o ônibus para a minha casa. O local está uma vergonha, a sujeira toma conta dos banheiros. A quem apelar? Osvaldo Duarte REFORMA POLÍTICA Pouco se tem falado sobre a reforma política. Será que já engavetaram o projeto? Se voltar à cena já vai valer para as eleições de 2016? Fernando Moura ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA Gostei da reportagem sobre o fim do espaço rural de nosso município. Realmente a especulação imobiliária está sendo responsável pelo surgimento de favelas de luxo. Raimundo Cruz EMANCIPAÇÃO Senhor Coutinho, continue sua luta para emancipar o terceiro distrito. Acho, porem que desse mato não sairá coelho. Pedro Cunha DESTAQUES O ex-ministro Joaquim Barbosa e o juiz Sérgio Moro, são hoje os grandes destaques em nosso cenário nacional. O primeiro botou os ladrões do mensalão na cadeia e o segundo está mandando os ladrões do petrolão. Paulo Ernesto CABRAL Gostei da memória nacional do número de Abril, focalizando o descobrimento do Brasil. André Pinto BANDA PODRE Fiquei perplexo ao ler a matéria sobre a banda podre do PT. Desde que assumiu o poder, os integrantes desse partido são grandes responsáveis pela corrupção em nosso país. João Arruda ELEIÇÕES 2016 Amigo leitor. A partir do próximo ano, quem o encontrar na rua e sem o conhecer, apertar suas mãos ou dar tapinha nas costas, desconfie: é com certeza um candidato em potencial a cargo político. José Dantas SEGURANÇA Todo mundo quer saber o que faz o secretário de segurança de Maricá. Aliás, não sei nem quem é. Gustavo Freitas PETROBRÁS Vi na televisão um procurador da República do Paraná, mostrar para a imprensa, o esquema de roubo na Petrobrás e no Ministério da Saúde. Como tem ladrão nesse país. Carlos Andrade BENEDITA DA SILVA A deputado Benedita da Silva, quando governadora do Estado, entrou numa fria. Daí o bloqueio de seus bens pela justiça. Francisco Lima E A CEDAE Está chovendo muito em Maricá. Será que a Cedae já normalizou o abastecimento d’água na cidade? Até quando vamos depender de São Pedro? José Roberto
  3. 3. MAIO 2015 JORNAL DO MUNICÍPIO ----- 3 Repórter ET REFORMA POLÍTICA O ex-ministro aposentado do STF, Oscar Dias Correa, abordou certa vez o problema das reformas, dedicando especial atenção a reforma política. Dedicado a esse estudo há quase cinqüenta anos, Correa, quando deputado federal, apresentou um projeto instituindo o voto distrital misto no Brasil, que chegou a ser aprovado na comissão de constituição e justiça da Câmara dos Deputados, mas como ele deixara as atividades políticas, o projeto foi arquivado. Em sua análise sobre o tema, Oscar Dias Correa, disse que nenhum Congresso votará uma reforma política que possa alterar lhe a composição. O parlamentar não se disporá a modificar o sistema, pelo qual se elegeu. Haverá sempre a dolorosa interrogação: eleger-me-ei em novo sistema? E a resposta marcará o voto sim ou não, na duvida, não. Como a previsão não é em geral, possível sobretudo num clima político em que vivemos, há grande possibilidade de a maioria preferir o não, confirmando o “deixa como está para ver como fica”. Contudo, essa opinião do professor Dias Correa é antiga. Hoje com a pressão popular, é possível que os congressistas se acovardem e votem uma reforma política decente. PMDB – COMISSÃO PROVISÓRIA O todo poderoso chefão Jorge Picciani ordenou e a missão parece estar sendo cumprida. O diretório municipal do PMDB está formando sua comissão provisória, presidida pelo nobre Felipe Bittencourt. Os outros membros são Olímpio Rêgo, Jairo Môro, Paulo Bizonno e Vinicius Môro. A eleição para o diretório a princípio está marcada para 31 de Agosto, quando Bittencourt será confirmado no cargo de presidente. MANDATO DE DEZ ANOS PARA SENADOR, NÃO ERA PIADA JORNAL DO MUNICÍPIO A verdade sempre! No inicio pensei tratar-se de uma piada. Mas não era. O cúmulo dos absurdos estava acontecendo quando o relator da reforma política, deputado Marcelo Castro do PMDB do Piauí, estipulou em dez anos o mandato de um senador da República. Se oito anos já são muito, avalie dez anos. Mas o parlamentar cara de pau, depois que tomou essa decisão, ao chegar em casa foi repreendido pela própria filha, que se manifestou contrária a tamanha irresponsabilidade e indagou do pai se ele estava ficando maluco. Humilhado em casa, ao ir dormir, colocou a cabeça no travesseiro, pensou e no dia seguinte ao voltar para o Congresso revendo a besteira que tinha feito, riscou os dez e colocou apenas cinco, o que é razoável. Para prefeito e vereador já valendo para as eleições do próximo ano o relator está fixando mandato de seis anos, o que também não deixa de ser um exagero. Teria que continuar os quatro sem direito a reeleição. O senador piauiense está mantendo o voto obrigatório e se manifestou a favor do distritão que uma maioria não deseja. Nesse caso serão eleitos os mais votados em seus respectivos distritos acabando com a imoral proporcionalidade que leva para o parlamento candidatos menos votados. APENAS ONZE “NOBRES” A Câmara Municipal de Maricá continuará com apenas onze nobres. O plenário arquivou o pedido de um partido que aumentava de onze para vinte e uma cadeiras. Seria mais gente não fazendo nada. CEMITÉRIO VERTICAL O prefeito Quaquá que politicamente não tem nada de burro e sabe a hora certa para enganar o eleitor, nesses quase oito anos de mandato, prometeu construir um hospital, prometeu construir um teleférico e mandar os estudantes de Maricá, estudar em Cuba. Sem cumprir as promessas, ele agora lança mais uma: a construção de um cemitério vertical na cidade, igual ao do Caju no Rio de Janeiro. GESTO HUMANITÁRIO Um cidadão do povo, eletricista de profissão, desempregado e desesperado vendo seu filho com fome, vai ao supermercado em Brasília, pede dois quilos de carne e sai sem pagar. É preso e levado para o xadrez. Os policiais que o prenderam tiveram um gesto humanitário: se cotizaram, pagaram a fiança e ainda fizeram compras para o cidadão levar para sua família. É revoltante, enquanto isso, ladrões de bilhões, do dinheiro publico estão desfrutando de mordomias em prisões domiciliares. Que convenhamos, não é prisão coisa nenhuma. ESQUIZOFRENIA POLÍTICA É engraçado, mas também é sério. A Assembléia Legislativa do Rio tem dez deputados que foram os únicos eleitos de seus partidos e são líderes deles mesmo. Para o cientista político Paulo Bahia “o fato é estranho, mas não é ilegal. Disse, ainda que isso gera um sintoma de esquizofrenia política, que deve ser corrigido em uma reforma política decente”. Falou e disse. MUJICA NEGA No livro “uma ovelha negra no poder”, o ex-presidente do Uruguai, José Mujica, relembra um dos encontros que teve com o ex-presidente Lula. Ele revela que ao falarem do escândalo do mensalão, Lula lhe teria dito que “a única forma de governar o Brasil”, seria lidar com coisas imorais e chantagens. Apesar de estar no livro, com a repercussão do caso, Mujica agora está negando tudo. ÚLTIMA HORA “CIDADÃO DE MARICÁ” O nobre da Câmra Municipal bem que tentou agradar o secretário de segurança pública do estado José Mariano Beltrame concedendo-lhe o título de cidadão de Maricá. O moço que não tem nenhum serviço prestado ao município talvez com vergonha não veio receber a honraria e nem deu satisfação apesar de ser o dia todo anunciado a sua presença. REFORMA? QUE REFORMA? É uma reforminha como declarou um deputado no plenário da Câmara. Em nossa próxima edição uma análise completa dessa vergonha que está sendo perpetrada pelos senhores parlamentares. A sociedade precisa reagir.
  4. 4. 4 - JORNAL DO MUNICÍPIO MAIO 2015 Nesse 26 de Maio que passou, Maricá completou 201 anos de emancipação político administrativa, uma data histórica comemorada todos os anos. Como já se tornou tradicional desde que assumiu a presidência do diretório municipal de Maricá, o médico Carolino Gomes dos Santos, levou o seu PDT para as ruas para se confraternizar com o povo. Na barraca armada na Praça Orlando de Barros Pimentel, Carolino ao lado de Julio Carolino, recebeu todos aqueles que foram até o local para um tradicional bate papo sobre a política do município. Paulo Feijó, candidato a prefeito pelo PSC esteve lá ao lado de sua equipe. José Areas, presidente do diretório desse partido também compartilhou da festa de confraternização. A reportagem do Jornal do Município se fez presente para registrar o acontecimento que teve ainda a participação de jovens integrantes da juventude pedetista. FUTURO PRÓXIMO Como não poderia deixar de ser, a eleição municipal do próximo ano, foi tema de uma conversa que a reportagem do JM manteve com Julio Carolino, que foi categórico ao afirmar que seu pai é o candidato em potencial para disputar mais uma vez a prefeitura. Enquanto isso, Carolino como médico, ao mesmo tempo em que destacava o valor histórico do 26 de Maio, lamentava a péssima situação em que se encontra a saúde do município, abalada agora com a greve dos médicos do hospital e da UPA, que cruzaram os braços por falta de pagamento de seus salários. DATA HISTÓRICA Recordar é viver. E é com satisfação que o Jornal do Município relembra para seus leitores como tudo começou. Foi em 1814 quando foi criada a Vila de Santa Maria de Maricá por D. João VI. Na ocasião, a cidade tinha apenas oitocentas casas e quatro mil e oitocentos habitantes. E já nessa época, Maricá teve grande participação política através de sua Câmara Municipal que era composta de apenas três vereadores: Capitão Domingos Alvares de Azevedo (presidente), Antonio José de Siqueira Silva e Manoel José de Menezes. Os três em sessão extraordinária realizada no dia 29 de Setembro de 1822, declararam-se favoráveis a Independência do Brasil que ocorrera dias antes. Em seguida os três vereadores ao lado da tropa e do povo se dirigiam para a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, onde foi celebrada uma missa. Nesta data se iniciava o período de história imperial de Maricá que se estenderia até a proclamação da república em Novembro de 1889. OUTRO 26 DE MAIO FESTEJADO PELO PDT JORNAL DO MUNICÍPIO A verdade sempre! Carolino, Vereador Chiquinho (presidente da Câmara), Feijó, Tiãozinho e Osias Locutor Feijó e o jornalista Edson Torrres João Pedro, Tiãozinho, Carolino, Feijó e Sandro Lideranças unidas por uma Maricá melhor: Carolino, Tiãozinho, Alexandre Oliveira, Chiquinho, Feijó e João Pedro A bela juventude do PDT Lideranças unidas por uma Maricá renovada
  5. 5. MAIO 2015 JORNAL DO MUNICÍPIO ----- 5 REPORTAGEM “SECRETÁRIO DE MARICÁ DETIDO POR CRIME CONTRAANATUREZA” A edição de 9 de Maio do Jornal Extra, noticiou que “o secretário municipal de obras de Maricá, Marcos Câmara Rebelo, foi preso em flagrante e autuado na Lei de Crimes Ambientais. Segundo a Polícia Civil, agentes da Delegacia de Proteção ao Maio Ambiente fizeram uma fiscalização no Cemitério Municipal de Maricá, onde constataram crime contra o meio ambiente. A ação havia sido solicitada pelo Ministério Público do Rio. Segundo informações, normas técnicas ambientais estavam sendo descumpridas no cemitério, especialmente no sistema de coleta de necro-chorume (restos mortais) e descarte de resíduos sólidos.” PROBLEMA É ANTIGO A detenção do Secretário Municipal pode ser novidade, mas o problema no cemitério de Maricá, não é. Quando ainda editor responsável do Jornal de Maricá, esse repórter foi procurado pelo ex- vereador Juvandir Coutinho Valente denunciando as péssimas condições do cemitério da cidade. E na edição de Julho de 2003, onde já se passaram doze anos – com a manchete “Cemitério de Maricá pede socorro”, denunciamos publicamente o fato. “Cerca de duas mil ossadas humanas retiradas das sepulturas após a exumação, aguardam um destino digno. Colocadas em sacos plásticos, uma parte está no ossário já lotado e outra empilhada num quarto de guardar material ao lado da capela de São Lázaro, quase atingindo o teto. O administrador do cemitério, Walmir Marins não sabe mais o que fazer. O vereador Juvandir Valente, levantou o problema na Câmara e pediu que o cemitério municipal seja melhor olhado pelo poder publico. Ninguém sabe ao certo quando o campo santo de Maricá foi inaugurado, mas os repórteres de nosso jornal, encontraram um tumulo de 1884 e também o do Barão de Inoã, falecido em 1906. Os repórteres apuraram, também, que a família de um farmacêutico da cidade, sepultado ali procurou pelos seus restos mortais e não encontrou. As autoridades municipais precisam se sensibilizar com o problema principalmente o prefeito Ricardo Queiroz, que precisa encontrar uma solução urgente para nosso cemitério”. A reportagem do Jornal de Maricá ao lado do administrador Walmir Marins, constatou os fatos denunciados e soube que só existiam livros de registros de mortos a partir de 1946. Os mais antigos desapareceram num incêndio ocorrido ali. O ex- vereador Juvandir Valente, apresentou um projeto dispondo sobre a exumação no cemitério revogando o decreto número 1536 de 27 de Abril de 1994, que legislava o assusto que caiu no esquecimento ignorado pelas autoridades municipais da época. CEMITÉRIO DE MARICÁ PEDE SOCORRO 30 ANOS SEM30 ANOS SEM30 ANOS SEM30 ANOS SEM30 ANOS SEM “O CR“O CR“O CR“O CR“O CRUZEIRUZEIRUZEIRUZEIRUZEIRO”O”O”O”O” EMANCIPAÇÃO SEM RECEIO DE ENFORCAMENTO Em continuação ao nosso tema, emancipação aproveitamos o mês deAbril que é o mês que se reverencia o Mártir da Independência, e que foi o maior lutador por emancipação que o país já teve, JOAQUIM JOSÉ DASILVA XAVIER, que por contrariar vontade dos governantes, e viver em uma época que não a nossa, teve como resultado de dia de querer emancipar sua pátria. Hoje os emancipacionistas, sofrem desprezo de alguns, que por não entenderem os benefícios que advirão com a emancipação, e a ataques de outros menos compreensivos com a causa, mas como somos otimistas preferimos ficar com aqueles que nos aceitam, lutar por novas adesões dos que desconhecem o movimento e a causa e não desprezar aqueles que hoje são contrários a que se lute por dias melhores para nossa área, nossos distritos, ou distrito. Felizmente hoje em 2015, é bem diferente dos idos de 1789, onde o regime político é Republicano e Democrata, embora tenhamos governantes contrários a emancipação, ou melhor as emancipações, ainda assim todo o esforço que fazem contra a criação de novos municípios, sob as mais diversas alegações, seus poderes são limitados pelas novas regras de convivência entre as nações. Hoje não cabe mais governos, como no reinado de Dna. Maria, Rainha de Portugal, razão pela qual podemos lutar sem receio de sermos enforcados. Rodovaldo Coutinho Há 30 anos – Abril de 1985 – deixava de circular a Revista O Cruzeiro, considerada por todos como a maior escola de jornalismo da América Latina e que chegou em certa ocasião a uma tiragem de 830 mil exemplares semanais. Fundada em 1928 pelo velho capitão Assis Chateaubriand, ao longo de seus anos passaram pela redação os maiores expoentes do jornalismo brasileiro. David Nasser, Ubiratan de Lemos, Mário de Morais, Edmar Morel, Jorge Audi, Arlindo Silva, Orlandino Rocha, Glauco Carneiro, José Amádio e profissionais de primeira categoria da fotográfia, como Indelécio Wanderley, Fernando Seixas, Jean Manzon e Luciano Carneiro, este último, repórter fotográfico que saltou de pára-quedas no front da Guerra da Coréia e veio morrer tragicamente num acidente de avião no Rio de Janeiro. Fiz parte desse time.Admitido no quadro de repórteres, minha primeira prova de fogo foi uma reportagem com o tenente Bandeira sobre o crime do Sacopã ocorrido em 1952. Sobre o mesmo assunto entrevistei o ex-deputado federal Tenório Cavalcanti que nos valeu – entrevistador e entrevistado – um processo na 7º Vara Criminal.Ao longo dos anos viajei pelo Brasil a fora, visitando aldeias de índios – Cariris e Chocos – naveguei no Rio São Francisco – o velho Chico – atravessando de lancha de Penedo (Alagoas) para Propriá (Sergipe). O massacre dos Caiapós em Conceição do Araguaia no Pará, o crime de Araceli no Espírito Santo, o sequestro de Carlinhos em Agosto de 1973 no Rio de Janeiro, a denuncia de escrituras falsas nas terras da Barra da Tijuca, são algumas das quase 200 reportagens de minha autoria que estou condensando em um livro. O Cruzeiro acabou quando Tancredo Neves morreu. Foi a ultima capa de uma revista que valorizava o seu profissional. Com o seu fechamento encerrava-se, também, mais uma etapa do jornalismo brasileiro. ACEIM E CDL SÃO COBRADAS POR NADA FAZEREM PARA SEUS ASSOCIADOS Uma reunião convocada pelo CDL (Clube dos Diretores Lojis- tas) eACEIM (Associação Comercial, Empresarial e Industrial de Maricá) sobre a insegurança, os assaltos e furtos que aumentam a cada dia em nossa cidade, acabou sendo um tiro no pé das duas entidades representativas dos comerciantes e empresários de Maricá. Participaram o presidente da Ordem dosAdvogados do Brasil seção Maricá, Sr. Amilar, o delegado da 82 DP Julio Mulatinho, o comandante da 4° Cia. Capitão Struchel, a presidente do CCS (Conselho Comunitário de Segurança de Maricá) Anna Maria e o vereador Felipe Auni (convidado pelo jornalista Pery Salgado). As duas entidades cobraram das autoridades presentes (mais umavez),atitudeseaçõesparamelhorarasegurançadomunicípio, mas tanto o delegado quanto o comandante da quarta companhia do 12 BPM (Niterói e Maricá), informaram que seis efetivos são de aproximadamente 30 homens por turno de trabalho, para um município da extensão de Maricá. OpresidentedaOABdissequeiriaintervirjuntoaoTribunalde JustiçadoRiodeJaneiro,cobrandoqueogovernadoraumentasse oefetivopolicialcivilemilitaremnossacidade. Fazendo uso da palavra, o jornalista e diretor de comunicação do CCS - Pery Salgado, disse que as duas entidades que representamoscomerciantesdeMaricá,deviamsepreocuparmais que realmente representá-los com ações junto à prefeitura, diminuindo a quantidade de encontros de café da manhã para reuniões prolixas que não chegam a nenhum resultado prático. Fez lembrar as tantas reuniões que já foram realizadas pelas duas entidades sem resultados práticos e que não foram dadas continuidade, tais como em relação aos camelôs, a segurança bancária, ao transporte público, ao estacionamento de clientes e tantas outras. Lembrou também que as duas entidades sempre solicitam a presença e o apoio do CCS de Maricá, mas nenhuma das duas entidades participa das reuniões do CCS em prol da segurançadosempresáriosdonossomunicípio.Presentesfizeram coro em apoio ao jornalista.
  6. 6. 6 - JORNAL DO MUNICÍPIO MAIO 2015 MEMÓRIA NACIONAL PAÍS POLARIZADO, VOLATIL E INQUIETO O fato de se tornar presidente com seus plenos poderes restaurados, não trouxe tranqüilidade para Jango. Ele assumia a chefia de um país cada vez mais polarizado, volátil e inquieto. Constantemente fustigado pela esquerda que queria reformas imediatas e pela direita, que temia qualquer avanço social, Jango foi pego entre dois fogos. De um lado Brizola, Miguel Arrais e Francisco Julião. De outro, Lacerda, Olímpio Mourão e Costa e Silva. Após quase vinte anos de democracia, a sociedade civil estava dividida, mas organizada: se os trabalhadores tinham o CGT – Comando Geral dos Trabalhadores, os empresários criaram o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, um dos núcleos civis do golpe de 1964. Se os estudantes de esquerda se aglutinavam na UNE – União Nacional dos Estudantes, seus adversários fundaram o hidrófobo, movimento anticomunista. Havia as revolucionárias “ligas camponesas”, mas havia também o ultraconservador Instituto Brasileiro de Ação Democrática. Se a esquerda cristã, tinha a ação popular, as mulheres católicas formaram a União Cívica Feminina, organizadora da marcha da família, em Março de 1964. Pelos primeiros, Jango era visto como “frouxo”, pelos outros, como um incendiário. De Janeiro a Julho de 1963, sob o comando do ministro Celso Furtado, João Goulart pôs em pratica o plano trienal, baseado em “reformas de base”. O Congresso recusou- se a cooperar com o projeto. Greves estouravam pelo O GOVERNO JOÃO GOULART (I) Como se não bastassem as acusações que militares e udenistas havia anos que lhe faziam, no momento em que Jânio Quadros renunciou, João Goulart estava na China comunista. Embora se tratasse de uma visita oficial, eram tempos de guerra fria e Jango sempre fora visto como o “líder da República Sindicalista”, um comunista travestido de democrata. O próprio Jânio, parecia compartilhar dessa opinião e tentou o blefe da renúncia por achar que nem os militares, nem o Congresso entregariam o país “a um louco que iria incendiá-lo”. Mas não havia ninguém ao lado de Jânio e a encenação falhou. Isso não significava, porem, que os ministros militares e os conservadores em geral estivessem dispostos a deixar o mais destacado político do final da era Vargas, tomar o poder. Mas, além do Congresso se negar a vetar a posse de Jango, o general Augusto Lopes, chefe do 3º Exercito com sede no Rio Grande do Sul, instigado pelo governador Leonel Brizola, declarou disposto a pegar em armas para garantir o cumprimento da Constituição. REGIME PARLAMENTARISTA A crise foi contornada com a criação de uma comissão no Congresso, que propôs a diminuição dos poderes do presidente a adoção de um regime parlamentarista. Assim sendo, depois de tortuosa viagem de volta, Jango chegou ao Brasil no dia 31 de Agosto de 1961 e, no aniversário da Independência, tomou posse em Brasília. A situação estava parcialmente resolvida. Tancredo Neves foi nomeado primeiro ministro. Em Julho de 1962, Tancredo renunciou e houve nova crise, quando Jango quis nomear Santiago Dantas, favorável a um afastamento dos Estados Unidos e à aliança com nações socialistas. No final, Brochado da Rocha, assumiu o cargo. Em Janeiro de 1963 um pebliscito deu ampla vitória ao presidencialismo (nove milhões de votos). E Jango virou presidente de verdade. JOÃO GOULART país. Jango que embora fosse um estancieiro nascido em São Borja, não era o típico caudilho gaucho, se sentiu forçado a dar uma guinada a esquerda. Para pressionar o congresso a aprovar as reformas, realizou um comício monstro no Rio, em 13 de Março de 1964. Ao fazê-lo, decretou o começo do fim de seu governo. MARIA TEREZA GOULART Quando Jakeline kennedy pela manhã pergunta ao seu espelhinho mágico, “qual a mais linda primeira dama na face da terra”, já não está certa de ouvir unicamente o seu próprio nome. Porque no espelhinho outro rosto se reflete, do qual se erradia um sorriso que parece triste e que mostra nos olhos p r e o c u p a d a maternalmente com o destino do Brasil. Se João Goulart estava longe de ser uma u n a n i m i d a d e nacional, sua mulher Maria Tereza Fontenele Goulart era, como revela o trecho acima publicado na revista O Cruzeiro, de 23 de Fevereiro de 1963, admirada por todo o país. Aos vinte e três anos, ela era “a mais jovem e a mais bonita primeira dama do Brasil”, como definia a enciclopédia Nosso Século. De todo o modo, Maria Tereza que casara com Jango em 1955, jamais se interessou por política. O primeiro e ultimo comício a que compareceu, foi no dia 13 de Março de 1964. Duas semanas depois, os militares derrubaram Jango. Eduardo Bueno (Jornalista) Atenção – No próximo número – A ruidosa agonia de Jango. Enquanto Jango discursava entusiasticamente para os sargentos, o golpe dos generais e dos coronéis já estava em andamento em quartéis de todo o país. João Goulart e Maria Tereza João Goulart e Maria Tereza
  7. 7. MAIO 2015 JORNAL DO MUNICÍPIO - 7- 7- 7- 7- 7 O JACARÉ AÇU Quase que diariamente eu encontrava seu Jairo Môro na Rua Ribeiro de Almeida, no centro da cidade. O assunto era sempre a política e o seu PMDB de quem era secretário geral, no diretório de Maricá. Com um passado limpo desde o seu tempo de ferroviário e depois na política a partir de 1976, nasceu a idéia de entrevistá-lo para a seção “Cadê Você?” desse jornal. Ele agora se foi, deixando um rastro de saudade entre seus parentes e amigos, no inicio dessa segunda quinzena de Maio. Em sua homenagem, Jornal do Município, transcreve na integra a entrevista publicada na edição de Agosto de 2011, onde ele traçou um raio x de sua vida. O corpo de Jairo Môro foi velado no prédio da Câmara Municipal e sepultado no cemitério da cidade. CADÊ VOCÊ? Uma reserva moral da política maricaense. Esse é o perfil do personagem do Cadê Você? Desse mês que, aos oitenta e quatro anos, ainda esbanja vitalidade mantendo- se firme na defesa de seus ideais. E ao trazer para o publico detalhes de sua vida, Jornal do Município presta uma homenagem a esse capixaba nascido na cidade de Ibiraçu, no Espírito Santo no dia 26 de Outubro de 1927 e onde viveu até os 14 anos de idade. O personagem chama-se Jairo Môro que ainda adolescente foi trabalhar como ferroviário na Vale do Rio Doce, permanecendo três anos na cidade de Governador Valadares, em Minas Gerais. Em 1945, aos dezoito anos, migrou para Maricá conseguindo emprego na antiga estação ferroviária de nosso município através de um cunhado que morava em São Gonçalo. Porem, um temporal destruiu o ramal e logo depois a Estrada de Ferro de Maricá seria extinta o que obrigou Jairo Môro a se transferir para a Central do Brasil, e logo depois para a estrada de ferro da Leopoldina, onde durante algum tempo foi o rádio telegrafista da estação Barão de Mauá. Ainda com passagens por Niterói e por Visconde de Itaboraí, Jairo Môro, se aposentou em 1973, deixando para trás um rastro de um autêntico líder ferroviário em Maricá e Niterói pelo muito que fez em defesa dos interesses sociais da categoria. NA POLÍTICA Em 1976, Jairo Moro ingressou na política filiando-se ao antigo MDB candidatando-se a vereador sendo eleito com setecentos votos, o mais votado do partido. Nessa época – lembra Jairo – Maricá tinha apenas oito mil eleitores. Em sua época eram onze vereadores e ele lembra de alguns como Istinho, João Batista Meireles, o falecido Paulo Roberto, Vadinho, Aldemir Bittencourt, Toninho Cotó, Uilton Viana, Dílson de Souza Bezerra, Gilson Silva, e outros. Assumiu em Fevereiro de 1977 cumprindo mandato até 1983, numa época em que vereador não recebia salário contentando-se com uma ajuda de custo. Em 1982, com a transformação do MDB em PMDB, Jairo Môro resolveu dar um vôo mais alto, candidatando-se a prefeito e só não ganhou porque os seus dois companheiros de legenda – na época existiam as sub-legendas – Odenir Francisco da Costa e Jorge Silva, se transferiram para o PTB para apoiar Sandra Cavalcante que era dada como certa se eleger governadora o que acabou não acontecendo, pois a vitória foi de Brizola. Sozinho, teve que arrumar dois candidatos para as sub-legendas considerados fracos. Édio Muniz conseguiu 4.300 votos, Istinho 2 mil, Jairo Môro 4 mil, Odenir quase 4 mil e Jorge Silva 500 votos. Venceu a eleição o candidato Édio Muniz. Termo originário da língua Tupy, pela junção dos vocábulos jacaré (jacaré) e gûaçu (grande). Sintetizando o termo científico podemos dizer que os ribeirinhos, principalmente os da Amazônia, associam “Açu” a maior de todos. O jacaré Açu é uma espécie de jacaré somente encontrado na América do Sul, também conhecido como jacaré-negro, devido a cor do seu dorso. É um predador voraz que se impõe até na captura de onças, capivaras, cobras sucuris e até de gado de pequeno porte. Normalmente se alimentam de tartarugas, peixes e animais que procuram os rios em busca de água. O jacaré Açu esteve à beira da extinção devido a captura indiscriminada por pescadores que viam em seu couro um alto valor comercial, principalmente nas grifes de Nova York, Paris, e outros grandes centros. Atualmente a espécie está protegida,mas, sabe-se que a caça ainda existe clandestinamente. É considerado a maior espécie de jacaré, porque chega a atingir 5,5 metros de comprimento e 500 quilos de peso. Vivem em média 80 anos, podendo chegar a 100. Servem também como alimentos e o sabor de sua carne assemelham-se ao do pirarucu (conhecido como o bacalhau da água doce), sendo menos saborosa que este. Não se deve confundir jacaré com crocodilos: os jacarés se diferenciam pelo fato de terem membranas entre os dedos das patas trazeiras e uma cabeça mais curta e larga e possuem quatro dentes caninos que se encaixam na mandíbula superior, enquanto o crocodilo esses dentes ficam fora quando eles fecham o boca. Tem o costume de se agruparem durante o dia para tomar sol e durante à noite saem para caçar. São facilmente identificados devido seus olhos reluzirem na escuridão à semelhança de duas lanternas o que facilitam serem arpoados por caçadores. Eles se acasalam na água e as fêmeas põem seus ovos (cerca de 40 a 50) nas margens do rio e chocam à distância numa vigília permanente para evitar que os predadores ataquem seus ninhos. A incubação dos ovos é feita pelo calor do Sol e pela reação química dos vegetais que compõe o ninho. Quando os filhotes nascem (com cerca de 6 cm) são protegidos pela mãe e por ela são transportados na boca, dando a impressão que serão devorados. Quando os jacarés se identificam com determinada região provocam uma super população e por vezes têm que serem abatidos porque põem em riscos os animais domésticos e até de serem humanos, que são por eles atacados. Apesar de poderem ser criados em cativeiro, com a autorização das autoridades ambientalistas, eles correm permanente riscos de extinção devido a alto preço de suas peles no mercado internacional, que as usam para confecção de bolsas, cintos, sapatos e outras peças de utilidades da sociedade moderna. Comandante Nardin MORRE JAIRO MÔRO, UM POLÍTICO SÉRIO SEMPRE NO PMDB Jairo Môro conta com orgulho que toda sua vida pública nunca trocou de partido. Revelando-se autêntico peemedebista, ele lembra os tempo em que presidiu por várias vezes o Diretório Municipal desempenhando, também, as funções de secretário geral, cargo que ocupa até hoje, uma espécie de faz tudo do partido.Agora mesmo a tarefa de procurar os membros do partido que estão agregados a administração municipal do PT para lhes dar um ultimato: ou deixar o governo ou serão expulsos. Jairo Môro guarda em sua bagagem política o projeto de sua autoria que regulamentou o transporte rodoviário em Maricá e a sua indicação através de requerimento atendido pelo então prefeito Luciano Rangel, a construção da capela mortuária, onde são velados os corpos no Cemitério Municipal. Antes os velórios aconteciam nas próprias residências ou até no hospital. Ainda outros fatos, Jairo Môro guarda na memória: desde que entrou na política em 1976, o seu partido, o PMDB, só elegeu um prefeito, no caso, Ricardo Queiroz, na segunda eleição em 2004, após deixar o PDT. Em 1988 se candidatou novamente a vereador, obtendo 380 votos o que não foi suficiente para sua eleição. De 1982 a 1988, foi assessor do seu genro, Vereador Antonio Carlos e depois da vereadora Consuelo Duque. Em 2000 assessor parlamentar, do deputado Paulo Duque na Assembléia Legislativa. A FAMÍLIA Desde os dezoito anos de idade em Maricá, Jairo Môro, aqui criou raiz constituindo uma família que ele tem orgulho de citar. Casou em 1949, aos vinte e dois anos de idade com a maricaense, dona Altidema com quem teve um casal de filhos: Maria das Graças (Gracinha) casada com o ex-vereador Antonio Carlos e Jocimar. Tem cinco netos e um bisneto entre os quais um que ele considera o seu herdeiro político, Vinicius, que em 2008 foi candidato a vereador obtendo cerca de 500 votos. Para concluir, também com certo orgulho, Jairo Môro, diz que na sua família ninguém entrou pela janela para exercer função publica. Sua filha é professora concursada, seu genro é professor concursado, Vicente e Vinicius também são concursados, assim como a neta que é professora do Estado. Esse é o resumo da história de um político (não se faz mais políticos como antigamente) que ao encerrar sua conversa com o repórter faz questão de lembrar que durante o mandato de vereador, fez uma oposição honesta ao prefeito da época, Luciano Rangel. O velório do político e ex-vereador aconteceu na Câmara dos Vereadores de Maricá
  8. 8. 8 - JORNAL DO MUNICÍPIO MAIO 2015 REGISTROSOCIAL No dia 19 de Maio passado, aconteceu o aniversário da jovem senhora Dayse, filha do nosso companheiro de A Voz de Maricá, jornalista Pedro Azulão. Ela, agora é a primeira tenente Dayse, servindo no setor de comunicação social da Escola Naval, pois ela também é jornalista profissional formada pela faculdade Plínio Leite em Niterói. Estão abertas as inscrições ára o Miss Maricá 2015 e Miss Maricá Plus Size 2015. A PR Produções, detentora da franquia na versão Latina em Maricá, está criando a versão NOVO MUNDO, afinal, estamos vivendo realmento um novo mundo e porque jovens lindas que já sãomamães,quejáestejamcasadasouqueinfelizmentejátenham se separado mas estão vivendo uma nova vida, não tem direito de participar de um concursodebelezaede ser Miss? Viemos para mudar tudo isso, para inovar. Portanto, você que tem 17 anos (completando 18 este ano)até40anos,venha participar da categoria Master ou se você tem de 41 a 55, venha participar da categoria Senior, tanto como FIT (até manequins 42 e PLUS SIZE (a partir do manequim44). Informações e regulamento pelo site C U LT U R A R T E E N (www.culturarteen.com). Inscrições através do e-mail jornalismopr@hotmail.com oupelostelefones3731- 1767 e 99281-4037. INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O MISS MARICÁ 2015 (Miss Maricá Latina e Miss Maricá Novo Mundo) FIT e PLUS SIZE Asinscriçõesvãoaté18dejulho.Oprimeiroensaioserádia19 e o concurso no mês de agosto em data a ser confirmada, no Espaço Cultural Vovó Bellina em São José do Imbassaí. Venha participar e viver um NOVO MUNDO.

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